Você está na página 1de 2

Refletir sobre os princípios que norteiam as duas Cartas do Folclore Brasileiro (Anexos

1 e 2 do material Folclore, 2014), a primeira de 1951 e a segunda de 1995.

• Discutir as possibilidades e os desafios do ensino de Folclore na área da educação.

• Analisar as diferenças e semelhanças entre as duas Cartas do Folclore Brasileiro, levando-

se em consideração o período histórico em que cada uma delas foi escrita.

Descrição da interatividade

Considerando os conteúdos apreendidos até o momento na disciplina Folclore e suas

Tradições, e a partir da análise feita da Carta do Folclore Brasileiro (Anexo 1, material Folclore,

2014) de 1951, e da Carta do Folclore Brasileiro (Anexo 2), datada de 1995, discuta, com seus

colegas de curso e tutor, no Fórum, as seguintes questões:

1) Quais as semelhanças e diferenças que vocês encontraram nas duas Cartas do Folclore

Brasileiro?

2) Em relação à Carta do Folclore Brasileiro de 1995 (Anexo 2), no que diz respeito ao

Capítulo III – Ensino e Educação, analise se houveram ou não avanços em relação ao

estudo do Folclore nas escolas de Ensino Fundamental e Médio e nas Instituições de

Ensino Superior.
1) A primeira Carta do Folclore, de 1951, tenta apresentar o que é Folclore e mostrar sua importância
para o país, fazendo várias recomendações ao governo federal, estadual e municipal a fim de
estruturar o Folclore como conhecimento a ser salvaguardado e disseminado. Assim, ao mesmo
tempo que recomenda fortemente as pesquisas de campo para que possam ser coletados os fatos
folclóricos, indica sua preservação em museus e a disseminação dentro dos currículos escolares e em
locais públicos (ou seja, no ensino formal e não-formal). É interessante notar que pretendeu-se
também “aproveitar” o trabalho de campo para dar assistencialismo aos romeiros. Essa era a forma
imaginada de dar a contrapartida aos populares que lhe forneceriam os dados materiais e imateriais
que comporiam o acervo do folclorista.

Imagina-se a inserção do folclorista como consultor de cultura popular, em diversas esferas além da
escola, como nos periódicos para crianças e adolescentes e até mesmo na programação das rádios.

Já a segunda carta, de 1995, tenta reforçar o entendimento da UNESCO, para ter mais legitimidade
junto ao governo. Reforça a questão do estudo em nível superior a partir das Ciências Humanas e
Sociais, mas não tenta impor uma “cadeira” dentro da universidade, localizando o Folclore como
disciplina de Humanidades (ampliando o entendimento multidisciplinar). Essa carta reforça o
entendimento de que Folclore é cultura, assim, o governo deveria dar incentivos fiscais e formular
políticas públicas para ele, assim como o faz para o Teatro, Cinema, Artes em geral. Sobre a pesquisa
de campo, aponta que ela deve ser útil ao campo científico, ampliando a teoria do folclore, e que
também dê um retorno “aos agrupamentos estudados”, ajudando-os a se auto-valorizar e manter seu
patrimônio.

2) Com relação à educação, a carta de 1995 coloca o aluno como portador de conhecimento, inclusive
folclórico, o que é muito interessante para o Ensino Fundamental e Médio. A questão de usar o
folclore como mote multidisciplinar é interessante, mas poderia ser dito como fazer isso de modo
mais prático, se não é mais uma coisa que é falada para o professor fazer, mas ele não recebe
instrumentos nem para fazer em uma disciplina, imagina em várias. A veiculação da “visão
contemporânea do folclore” é o que mais poderia ser explorado em termos de política pública, isso
faria uma atualização do que geralmente era feito (não sei se ainda é) no calendário folclórico escolar,
poderia dar mais dinamismo e reavivar o interesse pela identidade e cultura popular brasileira. Sei
que o Folclore é disciplina do curso de Turismo do ensino superior, e é do curso de Artes Visuais. Não
sei dos outros cursos, mas imagino que não esteja em Comunicação, História, Pedagogia e Serviço
Social. No curso de Turismo, a relação da dominação econômica exige um entendimento amplo do
assunto Folclore e Turismo. No curso de Artes Visuais o Folclore é fundamental para orientar várias
práticas e estudos no Brasil, ajudando a conhecer a identidade brasileira e sua diversidade cultural.

Você também pode gostar