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Tribunal Regional Federal

da 1ª Região – TRF 1
Técnico Judiciário – Área Administrativa

Língua Portuguesa
1 Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. ................................................................................1
2 Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. .............................................................................................................2
3 Domínio da ortografia oficial. ..................................................................................................................................... 10
4 Domínio dos mecanismos de coesão textual. 4.1 Emprego de elementos de referenciação, substituição e
repetição, de conectores e de outros elementos de sequenciação textual. 4.2 Emprego de tempos e modos
verbais. ............................................................................................................................................................................... 14
5 Domínio da estrutura morfossintática do período. 5.1 Emprego das classes de palavras. 5.2 Relações de
coordenação entre orações e entre termos da oração. 5.3 Relações de subordinação entre orações e entre
termos da oração. ............................................................................................................................................................. 21
5.4 Emprego dos sinais de pontuação. ......................................................................................................................... 51
5.5 Concordância verbal e nominal. .............................................................................................................................. 52
5.6 Regência verbal e nominal. ...................................................................................................................................... 55
5.7 Emprego do sinal indicativo de crase. .................................................................................................................... 58
5.8 Colocação dos pronomes átonos. ............................................................................................................................ 61
6 Reescrita de frases e parágrafos do texto. 6.1 Significação das palavras. 6.2 Substituição de palavras ou de
trechos de texto. 6.3 Reorganização da estrutura de orações e de períodos do texto. 6.4 Reescrita de textos de
diferentes gêneros e níveis de formalidade. ................................................................................................................ 61

Ética no Serviço Público


1 Ética e moral ......................................................................................................................................................................1
2 Ética, princípios e valores ................................................................................................................................................3
3 Ética e democracia: exercício da cidadania ..................................................................................................................5
4 Ética e função pública .......................................................................................................................................................6
5 Ética no Setor Público. 5.1 Resolução nº 147/2011 (Código de Conduta do Conselho da Justiça Federal de
Primeiro e Segundo Graus) 5.2 Lei nº 8.112/1990, e suas alterações. 5.2.1 Provimento, vacância, remoção,
redistribuição e substituição. 5.2.2 Direitos e vantagens. 5.2.3 Regime disciplinar: deveres, proibições,
acumulação, responsabilidades, penalidades, processo administrativo disciplinar ................................................7

Legislação Específica
1 Regimento Interno do TRF 1ª Região: 1 Parte I - Título II - art. 8º Capítulo II - Da Competência do Plenário,
da Corte Especial, das Seções e das Turmas. Seção I - Das Áreas de Especialização (§ 2º, inciso IV, alíneas a, b e
c). Art. 10 Capítulo II - Da Competência do Plenário, da Corte Especial, das Seções e das Turmas. Seção III - Da
Competência da Corte Especial (incisos III, IV, IX e X). Art. 12 Capítulo II - Da Competência do Plenário, da
Corte Especial, das Seções e das Turmas Seção IV - Da competência das Seções (inciso I, alínea a). Art. 16
Capítulo II - Da Competência do Plenário, da Corte Especial, das Seções e das Turmas. Seção VI - Da
competência comum aos órgãos julgadores (inciso I, alínea f). Art. 17 Capítulo II - Da Competência do Plenário,
da Corte Especial, das Seções e das Turmas. Seção VI - Da competência comum aos órgãos julgadores (incisos
III e IV). Art. 21 Capítulo III - Do presidente, do vice-presidente e do corregedor regional. Seção II - Das
atribuições do presidente (inciso XXXII, alíneas k e l e incisos XXXIII e XLIX). Art. 28 Capítulo IV - Das
atribuições dos presidentes de seção e de turma (incisos V e VII). Art. 29 Capítulo V - Do relator e do revisor.
Seção I - Do relator (incisos IX, XXI, XXII, XXIV, XXV, XXVI, XXXI, XXXII, XXXIII e XXXIV). Art. 45 e seus parágrafos

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- Capítulo VI - Das sessões Seção I - Das disposições Gerais. Art. 57, parágrafo único. Art. 59 (incisos VII e VIII)
Capítulo VI - Das sessões. Seção III - Das sessões do Plenário e da Corte Especial, art. 68 (§§ 3º e 4º e seus
incisos), Capítulo VI - Das sessões. Seção VI - Dos julgamentos não unânimes. Título II - Dos Serviços
Administrativos - art. 84 (inciso II) Capítulo VIII - Das comissões permanentes e temporárias, arts. 103 e 105,
§ 2º Capítulo III - Da coordenação dos juizados especiais federais e do sistema de conciliação. Parte III - Do
Processo - Título I - Das disposições gerais. ....................................................................................................................1
2 Lei nº 8.429/1992, e suas alterações: disposições gerais, atos de improbidade administrativa. .................. 44
3 Resolução CNJ nº 230/2016. ........................................................................................................................................ 44

Direito das Pessoas com Deficiência


1 Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em Nova Iorque, em 30 de março de
2007, ratificada, no âmbito do direito interno, pelo Decreto Legislativo nº 186/2008. .........................................1
2 A constitucionalização dos direitos das pessoas com deficiência. A política nacional para a integração das
pessoas com deficiência; diretrizes, objetivos e instrumentos. ................................................................................ 12
3 Lei nº 7.853/1989 e Decreto nº 3.298/1999, e suas alterações. As responsabilidades do Poder Público.
Educação. Saúde. Formação profissional e do trabalho. Recursos humanos. Edificações. A criminalização do
preconceito. As categorias de deficiência: física, auditiva, visual, mental, múltipla. ............................................. 19
4 Lei nº 10.048/2000, e suas alterações (Prioridade de atendimento) posteriores. Lei nº 10.098/2000, e suas
alterações (promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade
reduzida)............................................................................................................................................................................. 30
5 O Decreto nº 5.296/2004, e suas alterações. ............................................................................................................ 35
6 Reserva de cargos e empregos públicos estaduais para pessoas com deficiência. Acesso à justiça. O Ministério
Público. A ação civil pública para a tutela jurisdicional dos interesses difusos, coletivos e individuais
indisponíveis ou homogêneos das pessoas com deficiência. A ação civil pública para a tutela jurisdicional dos
direitos individuais das pessoas portadores de deficiência. ..................................................................................... 45

Raciocínio Analítico
1 Raciocínio analítico e a argumentação. 1.1 O uso do senso crítico na argumentação. ........................................1
1.2 Tipos de argumentos: argumentos falaciosos e apelativos. 1.3 Comunicação eficiente de argumentos. .....3

Raciocínio Lógico
1 Estruturas lógicas. ............................................................................................................................................................1
2 Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões. .............................................................9
3 Lógica sentencial (ou proposicional). 3.1 Proposições simples e compostas. 3.2 Tabelas verdade. ............. 15
3.3 Equivalências. ............................................................................................................................................................. 15
3.4 Leis de Morgan. .......................................................................................................................................................... 18
3.5 Diagramas lógicos. ..................................................................................................................................................... 20
4 Lógica de primeira ordem. .......................................................................................................................................... 25
5 Princípios de contagem e probabilidade. .................................................................................................................. 28
6 Operações com conjuntos. ........................................................................................................................................... 36
7 Raciocínio lógico envolvendo problemas aritméticos, geométricos e matriciais. ............................................. 40

Noções de Direito Constitucional


1 Constituição. 1.1 Conceito, classificações, princípios fundamentais........................................................................1
2 Direitos e garantias fundamentais. 2.1 Direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais,
nacionalidade, cidadania, direitos políticos, partidos políticos. ..................................................................................7
3 Organização político-administrativa. 3.1 União, Estados, Distrito Federal, Municípios e Territórios............ 16
4 Administração Pública. 4.1 Disposições gerais, servidores públicos. ................................................................... 23
5 Poder Judiciário. 5.1 Disposições gerais. 5.2 Órgãos do Poder Judiciário. 5.2.1 Competências. ...................... 33
6 Funções essenciais à Justiça. 6.1 Ministério Público, Advocacia e Defensoria Públicas. ................................... 47

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Noções de Direito Administrativo
1 Noções de organização administrativa. 2 Administração direta e indireta, centralizada e
descentralizada...... ...............................................................................................................................................................1
3 Ato administrativo: conceito, requisitos, atributos, classificação e espécies. ........................................................8
4 Agentes públicos. 4.1 Espécies e classificação. 4.2 Cargo, emprego e função públicos. ................................... 13
5 Poderes administrativos. 5.1 Hierárquico, disciplinar, regulamentar e de polícia. 5.2 Uso e abuso do
poder... ................................................................................................................................................................................. 13
6 Controle e responsabilização da administração. 6.1 Controles administrativo, judicial e legislativo. ........... 17
6.2 Responsabilidade civil do Estado............................................................................................................................. 20
7 Lei nº 8.112/1990, e suas alterações.......................................................................................................................... 24
8 Lei nº 8.429/1992, e suas alterações.......................................................................................................................... 56
9 Lei nº 9.784/1999, e suas alterações.......................................................................................................................... 61

Noções de Direito Civil


1 Lei de introdução às normas do direito brasileiro. 1.1 Vigência, aplicação, interpretação e integração das leis.
1.2 Conflito das leis no tempo. 1.3 Eficácia da lei no espaço. .......................................................................................1
2 Pessoas naturais. 2.1 Existência. 2.2 Personalidade. 2.3 Capacidade. 2.4 Nome. 2.5 Estado. 2.6 Domicílio. 2.7
Direitos da personalidade. 2.8 Ausência. .........................................................................................................................6
3 Pessoas jurídicas. 3.1 Constituição. 3.2 Extinção. 3.3 Domicílio. 3.4 Sociedades de fato, grupos
despersonalizados, associações. 3.5 Sociedades, fundações. 3.6 Desconsideração da personalidade jurídica. 3.7
Responsabilidade. ............................................................................................................................................................. 14
4 Bens. 4.1 Diferentes classes.......................................................................................................................................... 19
5 Ato jurídico. 5.1 Fato e ato jurídico. 6 Negócio jurídico. 6.1 Disposições gerais. 6.2 Classificação,
interpretação. 6.3 Elementos. 6.4 Representação, condição. 6.5 Termo. 6.6 Encargo. 6.7 Defeitos do negócio
jurídico. 6.8 Validade, invalidade e nulidade do negócio jurídico. 6.9 Simulação. 7 Atos jurídicos. 7.1 Lícitos e
ilícitos. ................................................................................................................................................................................. 23
8 Prescrição e decadência. ............................................................................................................................................... 30

Noções de Direito Processual Civil


1 Jurisdição: conceito; modalidades; poderes; princípios e órgãos. ..........................................................................1
2 Ação: conceito; natureza jurídica; condições; classificação. .....................................................................................3
3 Sujeitos do processo: partes e procuradores; Juiz; Ministério Público, serventuários da justiça, oficial de
justiça (funções, deveres e responsabilidades). ............................................................................................................5
4 Atos processuais. ........................................................................................................................................................... 17

Noções de Direito Penal


1 Aplicação da Lei Penal. ....................................................................................................................................................1
2 Crime. .................................................................................................................................................................................9
3 Imputabilidade penal. .................................................................................................................................................. 23
4 Concurso de pessoas. .................................................................................................................................................... 25
5 Ação penal. ..................................................................................................................................................................... 27
6 Extinção da punibilidade. ............................................................................................................................................ 31
7 Lei nº 8.429/1992, e suas alterações. ........................................................................................................................ 34

Noções de Direito Processual Penal


1 Princípios gerais: aplicação da lei processual no tempo, no espaço em relação às pessoas; sujeitos da relação
processual; ............................................................................................................................................................................1
Inquérito. ..............................................................................................................................................................................8
2 Ação penal. 2.1 Conceito, condições e pressupostos processuais. ....................................................................... 12
3 Juiz, Ministério Público, acusado, defensor, assistentes e auxiliares da justiça. ................................................ 19
4 Atos das partes, dos juízes, dos auxiliares da justiça e de terceiros. ................................................................... 25
5 Prazos: características, princípios e contagem. ....................................................................................................... 27
6 Citações e intimações. .................................................................................................................................................. 29

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
1 Compreensão e interpretação relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
de textos de gêneros variados. código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
Interpretação de Texto
dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
primeiro, algumas definições importantes:
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
Texto
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
televisão também são formas textuais.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
Interlocutor
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
É a pessoa a quem o texto se dirige.
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
Texto-modelo
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
da sua vida.”
interpretacao-texto.html
(Revista Capricho)
Modelo de Perguntas
Questões
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
é o seu interlocutor preferencial?
O uso da bicicleta no Brasil
Um leitor jovem.
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A linguagem informal típica dos adolescentes.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
assunto;
prioridade sobre os automotores.
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
leitura;
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
menos duas vezes;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
04) Inferir;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
autor;
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
claro, nos impostos.
compreensão;
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
questão;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
interpretacao-de-textos-em-provas/
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

Língua Portuguesa 1
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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção Respostas
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não 1. (B) / 2. (A) / 3. (D)
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de 2 Reconhecimento de tipos e
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes, gêneros textuais.
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão Tipos Textuais
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A Para escrever um texto, necessitamos de técnicas que
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e implicam no domínio de capacidades linguísticas. Temos dois
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos momentos: o de formular pensamentos (o que se quer dizer)
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e o de expressá-los por escrito (o escrever propriamente dito).
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de Fazer um texto, seja ele de que tipo for, não significa apenas
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender escrever de forma correta, mas sim, organizar ideias sobre
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para determinado assunto.
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, E para expressarmos por escrito, existem alguns modelos de
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com expressão escrita: Descrição – Narração – Dissertação.
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. Descrição
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado)
Expõe características dos seres ou das coisas, apresenta uma
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de visão;
locomoção nas metrópoles brasileiras É um tipo de texto figurativo;
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra
devido à falta de regulamentação. Retrato de pessoas, ambientes, objetos;
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido Predomínio de atributos;
incentivado em várias cidades.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela Uso de verbos de ligação;
maioria dos moradores. Frequente emprego de metáforas, comparações e outras
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os figuras de linguagem;
demais meios de transporte.
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade Tem como resultado a imagem física ou psicológica.
arriscada e pouco salutar.
Narração
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos Expõe um fato, relaciona mudanças de situação, aponta
objetivos centrais do texto é antes, durante e depois dos acontecimentos (geralmente);
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do
ciclista. É um tipo de texto sequencial;
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é Relato de fatos;
mais seguro do que dirigir um carro.
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta Presença de narrador, personagens, enredo, cenário, tempo;
no Brasil. Apresentação de um conflito;
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de
locomoção se consolidou no Brasil. Uso de verbos de ação;
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve Geralmente, é mesclada de descrições;
dar prioridade ao pedestre.
O diálogo direto é frequente.
03. Considere o cartum de Evandro Alves.
Afogado no Trânsito Dissertação
Expõe um tema, explica, avalia, classifica, analisa;
É um tipo de texto argumentativo.
Defesa de um argumento:
a) apresentação de uma tese que será defendida,
b) desenvolvimento ou argumentação,
c) fechamento;
Predomínio da linguagem objetiva;
Prevalece a denotação.

Carta
Esse é um tipo de texto que se caracteriza por envolver um
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) remetente e um destinatário;

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
comparações e inúmeros elementos sensoriais;
É normalmente escrita em primeira pessoa, e sempre visa um
- As personagens podem ser caracterizadas física e
tipo de leitor;
psicologicamente, ou pelas ações;
É necessário que se utilize uma linguagem adequada com - A descrição pode ser considerada um dos elementos
o tipo de destinatário e que durante a carta não se perca a constitutivos da dissertação e da argumentação;
visão daquele para quem o texto está sendo escrito. - é impossível separar narração de descrição;
- O que se espera não é tanto a riqueza de detalhes, mas sim a
Descrição capacidade de observação que deve revelar aquele que a realiza;
- Utilizam, preferencialmente, verbos de ligação. Exemplo:
É a representação com palavras de um objeto, lugar, situação “(...) Ângela tinha cerca de vinte anos; parecia mais velha pelo
ou coisa, onde procuramos mostrar os traços mais particulares desenvolvimento das proporções. Grande, carnuda, sanguínea
ou individuais do que se descreve. É qualquer elemento que seja e fogosa, era um desses exemplares excessivos do sexo que
apreendido pelos sentidos e transformado, com palavras, em parecem conformados expressamente para esposas da multidão
imagens. (...)” (Raul Pompéia – O Ateneu);
Sempre que se expõe com detalhes um objeto, uma pessoa - Como na descrição o que se reproduz é simultâneo, não
ou uma paisagem a alguém, está fazendo uso da descrição. Não existe relação de anterioridade e posterioridade entre seus
é necessário que seja perfeita, uma vez que o ponto de vista do enunciados;
observador varia de acordo com seu grau de percepção. Dessa - Devem-se evitar os verbos e, se isso não for possível, que
forma, o que será importante ser analisado para um, não será se usem então as formas nominais, o presente e o pretério
para outro. imperfeito do indicativo, dando-se sempre preferência aos
A vivência de quem descreve também influencia na hora de verbos que indiquem estado ou fenômeno.
transmitir a impressão alcançada sobre determinado objeto, - Todavia deve predominar o emprego das comparações, dos
pessoa, animal, cena, ambiente, emoção vivida ou sentimento. adjetivos e dos advérbios, que conferem colorido ao texto.

Exemplos: A característica fundamental de um texto descritivo é essa


(I) “De longe via a aleia onde a tarde era clara e redonda. Mas inexistência de progressão temporal. Pode-se apresentar, numa
a penumbra dos ramos cobria o atalho. descrição, até mesmo ação ou movimento, desde que eles sejam
Ao seu redor havia ruídos serenos, cheiro de árvores, sempre simultâneos, não indicando progressão de uma situação
pequenas surpresas entre os cipós. Todo o jardim triturado anterior para outra posterior. Tanto é que uma das marcas
pelos instantes já mais apressados da tarde. De onde vinha o linguísticas da descrição é o predomínio de verbos no presente
meio sonho pelo qual estava rodeada? Como por um zunido de ou no pretérito imperfeito do indicativo: o primeiro expressa
abelhas e aves. Tudo era estranho, suave demais, grande demais.” concomitância em relação ao momento da fala; o segundo, em
relação a um marco temporal pretérito instalado no texto.
(extraído de “Amor”, Laços de Família, Clarice Lispector) Para transformar uma descrição numa narração, bastaria
introduzir um enunciado que indicasse a passagem de um
(II) Chamava-se Raimundo este pequeno, e era mole, estado anterior para um posterior. No caso do texto II inicial,
aplicado, inteligência tarda. Raimundo gastava duas horas em para transformá-lo em narração, bastaria dizer: Reunia a isso
reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinquenta grande medo do pai. Mais tarde, Iibertou-se desse medo...
minutos; vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o
cérebro. Reunia a isso grande medo ao pai. Era uma criança fina, Características Linguísticas:
pálida, cara doente; raramente estava alegre. Entrava na escola O enunciado narrativo, por ter a representação de
depois do pai e retiravase antes. O mestre era mais severo com um acontecimento, fazer-transformador, é marcado pela
ele do que conosco. temporalidade, na relação situação inicial e situação final,
enquanto que o enunciado descritivo, não tendo transformação,
(Machado de Assis. “Conto de escola”. Contos. 3ed. São é atemporal.
Paulo, Ática, 1974, págs. 3132.) Na dimensão linguística, destacam-se marcas sintático-
semânticas encontradas no texto que vão facilitar a compreensão:
Esse texto traça o perfil de Raimundo, o filho do professor da - Predominância de verbos de estado, situação ou indicadores
escola que o escritor frequentava. de propriedades, atitudes, qualidades, usados principalmente
Deve-se notar: no presente e no imperfeito do indicativo (ser, estar, haver,
- que todas as frases expõem ocorrências simultâneas (ao situar-se, existir, ficar).
mesmo tempo que gastava duas horas para reter aquilo que os - Ênfase na adjetivação para melhor caracterizar o que é
outros levavam trinta ou cinquenta minutos, Raimundo tinha descrito;
grande medo ao pai); - Emprego de figuras (metáforas, metonímias, comparações,
- por isso, não existe uma ocorrência que possa ser sinestesias).
considerada cronologicamente anterior a outra do ponto de - Uso de advérbios de localização espacial.
vista do relato (no nível dos acontecimentos, entrar na escola é
cronologicamente anterior a retirar-se dela; no nível do relato, Recursos:
porém, a ordem dessas duas ocorrências é indiferente: o que o - Usar impressões cromáticas (cores) e sensações térmicas.
escritor quer é explicitar uma característica do menino, e não Ex: O dia transcorria amarelo, frio, ausente do calor alegre do
traçar a cronologia de suas ações); sol.
- ainda que se fale de ações (como entrava, retirava-se), todas - Usar o vigor e relevo de palavras fortes, próprias, exatas,
elas estão no pretérito imperfeito, que indica concomitância em concretas. Ex: As criaturas humanas transpareciam um céu
relação a um marco temporal instalado no texto (no caso, o ano sereno, uma pureza de cristal.
de 1840, em que o escritor frequentava a escola da Rua da Costa) - As sensações de movimento e cor embelezam o poder da
e, portanto, não denota nenhuma transformação de estado; natureza e a figura do homem. Ex: Era um verde transparente
- se invertêssemos a sequência dos enunciados, não que deslumbrava e enlouquecia qualquer um.
correríamos o risco de alterar nenhuma relação cronológica - A frase curta e penetrante dá um sentido de rapidez do
poderíamos mesmo colocar o últímo período em primeiro lugar texto. Ex: Vida simples. Roupa simples. Tudo simples. O pessoal,
e ler o texto do fim para o começo: O mestre era mais severo com muito crente.
ele do que conosco. Entrava na escola depois do pai e retirava-se A descrição pode ser apresentada sob duas formas:
antes... Descrição Objetiva: quando o objeto, o ser, a cena, a passagem
são apresentadas como realmente são, concretamente. Ex: “Sua
Características: altura é 1,85m. Seu peso, 70 kg. Aparência atlética, ombros largos,
- Ao fazer a descrição enumeramos características, pele bronzeada. Moreno, olhos negros, cabelos negros e lisos”.

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APOSTILAS OPÇÃO
Não se dá qualquer tipo de opinião ou julgamento. Exemplo: - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
“ A casa velha era enorme, toda em largura, com porta central utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto
que se alcançava por três degraus de pedra e quatro janelas de como um todo.
guilhotina para cada lado. Era feita de pau-a-pique barreado,
dentro de uma estrutura de cantos e apoios de madeira-de-lei. Descrição de objetos constituídos por várias partes:
Telhado de quatro águas. Pintada de roxo-claro. Devia ser mais - Introdução: observações de caráter geral referentes à
velha que Juiz de Fora, provavelmente sede de alguma fazenda procedência ou localização do objeto descrito.
que tivesse ficado, capricho da sorte, na linha de passagem da - Desenvolvimento: enumeração e rápidos comentários das
variante do Caminho Novo que veio a ser a Rua Principal, depois partes que compõem o objeto, associados à explicação de como
a Rua Direita – sobre a qual ela se punha um pouco de esguelha as partes se agrupam para formar o todo.
e fugindo ligeiramente do alinhamento (...).” (Pedro Nava – Baú - Desenvolvimento: detalhes do objeto visto como um todo
de Ossos) (externamente) formato, dimensões, material, peso, textura, cor
e brilho.
Descrição Subjetiva: quando há maior participação da - Conclusão: observações de caráter geral referentes a sua
emoção, ou seja, quando o objeto, o ser, a cena, a paisagem são utilidade ou qualquer outro comentário que envolva o objeto em
transfigurados pela emoção de quem escreve, podendo opinar sua totalidade.
ou expressar seus sentimentos. Ex: “Nas ocasiões de aparato é
que se podia tomar pulso ao homem. Não só as condecorações Descrição de ambientes:
gritavam-lhe no peito como uma couraça de grilos. Ateneu! Ateneu! - Introdução: comentário de caráter geral.
Aristarco todo era um anúncio; os gestos, calmos, soberanos, - Desenvolvimento: detalhes referentes à estrutura global do
calmos, eram de um rei...” (“O Ateneu”, Raul Pompéia) ambiente: paredes, janelas, portas, chão, teto, luminosidade e
“(...) Quando conheceu Joca Ramiro, então achou outra aroma (se houver).
esperança maior: para ele, Joca Ramiro era único homem, par- - Desenvolvimento: detalhes específicos em relação a objetos
de-frança, capaz de tomar conta deste sertão nosso, mandando lá existentes: móveis, eletrodomésticos, quadros, esculturas ou
por lei, de sobregoverno.” quaisquer outros objetos.
(Guimarães Rosa – Grande Sertão: Veredas) - Conclusão: observações sobre a atmosfera que paira no
ambiente.
Os efeitos de sentido criados pela disposição dos elementos
descritivos: Descrição de paisagens:
Como se disse anteriormente, do ponto de vista da progressão - Introdução: comentário sobre sua localização ou qualquer
temporal, a ordem dos enunciados na descrição é indiferente, outra referência de caráter geral.
uma vez que eles indicam propriedades ou características que - Desenvolvimento: observação do plano de fundo
ocorrem simultaneamente. No entanto, ela não é indiferente do (explicação do que se vê ao longe).
ponto de vista dos efeitos de sentido: descrever de cima para - Desenvolvimento: observação dos elementos mais
baixo ou viceversa, do detalhe para o todo ou do todo para o próximos do observador explicação detalhada dos elementos
detalhe cria efeitos de sentido distintos. que compõem a paisagem, de acordo com determinada ordem.
Observe os dois quartetos do soneto “Retrato Próprio”, de - Conclusão: comentários de caráter geral, concluindo acerca
Bocage: da impressão que a paisagem causa em quem a contempla.

Magro, de olhos azuis, carão moreno, Descrição de pessoas (I):


bem servido de pés, meão de altura, - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
triste de facha, o mesmo de figura, aspecto de caráter geral.
nariz alto no meio, e não pequeno. - Desenvolvimento: características físicas (altura, peso, cor
da pele, idade, cabelos, olhos, nariz, boca, voz, roupas).
Incapaz de assistir num só terreno, - Desenvolvimento: características psicológicas
mais propenso ao furor do que à ternura; (personalidade, temperamento, caráter, preferências,
bebendo em níveas mãos por taça escura inclinações, postura, objetivos).
de zelos infernais letal veneno. - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
geral.
Obras de Bocage. Porto, Lello & Irmão,1968, pág. 497.
Descrição de pessoas (II):
O poeta descreve-se das características físicas para as - Introdução: primeira impressão ou abordagem de qualquer
características morais. Se fizesse o inverso, o sentido não seria aspecto de caráter geral.
o mesmo, pois as características físicas perderiam qualquer - Desenvolvimento: análise das características físicas,
relevo. associadas às características psicológicas (1ª parte).
O objetivo de um texto descritivo é levar o leitor a - Desenvolvimento: análise das características físicas,
visualizar uma cena. É como traçar com palavras o retrato de associadas às características psicológicas (2ª parte).
um objeto, lugar, pessoa etc., apontando suas características - Conclusão: retomada de qualquer outro aspecto de caráter
exteriores, facilmente identificáveis (descrição objetiva), ou geral.
suas características psicológicas e até emocionais (descrição
subjetiva). A descrição, ao contrário da narrativa, não supõe ação. É uma
Uma descrição deve privilegiar o uso frequente de adjetivos, estrutura pictórica, em que os aspectos sensoriais predominam.
também denominado adjetivação. Para facilitar o aprendizado Porque toda técnica descritiva implica contemplação e
desta técnica, sugere-se que o concursando, após escrever seu apreensão de algo objetivo ou subjetivo, o redator, ao descrever,
texto, sublinhe todos os substantivos, acrescentando antes ou precisa possuir certo grau de sensibilidade. Assim como o pintor
depois deste um adjetivo ou uma locução adjetiva. capta o mundo exterior ou interior em suas telas, o autor de uma
descrição focaliza cenas ou imagens, conforme o permita sua
Descrição de objetos constituídos de uma só parte: sensibilidade.
- Introdução: observações de caráter geral referentes à
procedência ou localização do objeto descrito. Conforme o objetivo a alcançar, a descrição pode ser não-
- Desenvolvimento: detalhes (lª parte) formato (comparação literária ou literária. Na descrição não-literária, há maior
com figuras geométricas e com objetos semelhantes); dimensões preocupação com a exatidão dos detalhes e a precisão vocabular.
(largura, comprimento, altura, diâmetro etc.) Por ser objetiva, há predominância da denotação.
- Desenvolvimento: detalhes (2ª parte) material, peso, cor/
brilho, textura.

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APOSTILAS OPÇÃO
Textos descritivos não-literários: A descrição técnica é pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.
um tipo de descrição objetiva: ela recria o objeto usando uma Tudo na narrativa depende do narrador, da voz que conta a
linguagem científica, precisa. Esse tipo de texto é usado para história.
descrever aparelhos, o seu funcionamento, as peças que os
compõem, para descrever experiências, processos, etc. Elementos Estruturais (I):
Exemplo: - Enredo: desenrolar dos acontecimentos.
Folheto de propaganda de carro - Personagens: são seres que se movimentam, se relacionam
Conforto interno - É impossível falar de conforto sem incluir e dão lugar à trama que se estabelece na ação. Revelam-se por
o espaço interno. Os seus interiores são amplos, acomodando meio de características físicas ou psicológicas. Os personagens
tranquilamente passageiros e bagagens. O Passat e o Passat podem ser lineares (previsíveis), complexos, tipos sociais
Variant possuem direção hidráulica e ar condicionado de (trabalhador, estudante, burguês etc.) ou tipos humanos (o
elevada capacidade, proporcionando a climatização perfeita do medroso, o tímido, o avarento etc.), heróis ou antiheróis,
ambiente. protagonistas ou antagonistas.
Porta-malas - O compartimento de bagagens possui - Narrador: é quem conta a história.
capacidade de 465 litros, que pode ser ampliada para até 1500 - Espaço: local da ação. Pode ser físico ou psicológico.
litros, com o encosto do banco traseiro rebaixado. - Tempo: época em que se passa a ação. Cronológico: o
Tanque - O tanque de combustível é confeccionado em tempo convencional (horas, dias, meses); Psicológico: o tempo
plástico reciclável e posicionado entre as rodas traseiras, para interior, subjetivo.
evitar a deformação em caso de colisão.
Elementos Estruturais (II):
Textos descritivos literários: Na descrição literária Personagens Quem? Protagonista/Antagonista
predomina o aspecto subjetivo, com ênfase no conjunto de Acontecimento O quê? Fato
associações conotativas que podem ser exploradas a partir de Tempo Quando? Época em que ocorreu o fato
descrições de pessoas; cenários, paisagens, espaço; ambientes; Espaço Onde? Lugar onde ocorreu o fato
situações e coisas. Vale lembrar que textos descritivos também Modo Como? De que forma ocorreu o fato
podem ocorrer tanto em prosa como em verso. Causa Por quê? Motivo pelo qual ocorreu o fato
Resultado - previsível ou imprevisível.
Narração Final - Fechado ou Aberto.

A Narração é um tipo de texto que relata uma história real, Esses elementos estruturais combinam-se e articulam-se
fictícia ou mescla dados reais e imaginários. O texto narrativo de tal forma, que não é possível compreendê-los isoladamente,
apresenta personagens que atuam em um tempo e em um como simples exemplos de uma narração. Há uma relação
espaço, organizados por uma narração feita por um narrador. de implicação mútua entre eles, para garantir coerência e
É uma série de fatos situados em um espaço e no tempo, verossimilhança à história narrada.
tendo mudança de um estado para outro, segundo relações Quanto aos elementos da narrativa, esses não estão,
de sequencialidade e causalidade, e não simultâneos como na obrigatoriamente sempre presentes no discurso, exceto as
descrição. Expressa as relações entre os indivíduos, os conflitos e personagens ou o fato a ser narrado.
as ligações afetivas entre esses indivíduos e o mundo, utilizando
situações que contêm essa vivência. Existem três tipos de foco narrativo:
Todas as vezes que uma história é contada (é narrada),
o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e - Narrador-personagem: é aquele que conta a história na
com quem ocorreu o episódio. É por isso que numa narração qual é participante. Nesse caso ele é narrador e personagem ao
predomina a ação: o texto narrativo é um conjunto de ações; mesmo tempo, a história é contada em 1ª pessoa.
assim sendo, a maioria dos verbos que compõem esse tipo de - Narrador-observador: é aquele que conta a história como
texto são os verbos de ação. O conjunto de ações que compõem alguém que observa tudo que acontece e transmite ao leitor, a
o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de história é contada em 3ª pessoa.
texto recebe o nome de enredo. - Narrador-onisciente: é o que sabe tudo sobre o enredo
As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas e as personagens, revelando seus pensamentos e sentimentos
personagens, que são justamente as pessoas envolvidas íntimos. Narra em 3ª pessoa e sua voz, muitas vezes, aparece
no episódio que está sendo contado. As personagens são misturada com pensamentos dos personagens (discurso
identificadas (nomeadas) no texto narrativo pelos substantivos indireto livre).
próprios.
Quando o narrador conta um episódio, às vezes (mesmo sem Estrutura:
querer) ele acaba contando “onde” (em que lugar)  as ações do - Apresentação: é a parte do texto em que são apresentados
enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre alguns personagens e expostas algumas circunstâncias da
uma ação ou ações  é chamado de espaço, representado no texto história, como o momento e o lugar onde a ação se desenvolverá.
pelos advérbios de lugar. - Complicação: é a parte do texto em que se inicia
Além de contar onde, o narrador também pode esclarecer propriamente a ação. Encadeados, os episódios se sucedem,
“quando” ocorreram as ações da história. Esse elemento da conduzindo ao clímax.
narrativa é o tempo, representado no texto narrativo através - Clímax: é o ponto da narrativa em que a ação atinge seu
dos tempos verbais, mas principalmente pelos advérbios de momento crítico, tornando o desfecho inevitável.
tempo. É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele - Desfecho: é a solução do conflito produzido pelas ações
que indica ao leitor “como” o fato narrado aconteceu. dos personagens.
A história contada, por isso, passa por uma introdução
(parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo Tipos de Personagens:
desenvolvimento do enredo (é a história propriamente dita, Os personagens têm muita importância na construção de um
o meio, o “miolo” da narrativa, também chamada de trama) texto narrativo, são elementos vitais. Podem ser principais ou
e termina com a conclusão da história (é o final ou epílogo). secundários, conforme o papel que desempenham no enredo,
Aquele que conta a história é o narrador,  que pode ser pessoal podem ser apresentados direta ou indiretamente.
(narra em 1ª pessoa: Eu) ou impessoal (narra em 3ª pessoa: A apresentação direta acontece quando o personagem
Ele). aparece de forma clara no texto, retratando suas características
Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos físicas e/ou psicológicas, já a apresentação indireta se dá quando
de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos os personagens aparecem aos poucos e o leitor vai construindo
substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes a sua imagem com o desenrolar do enredo, ou seja, a partir de
do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas suas ações, do que ela vai fazendo e do modo como vai fazendo.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Em 1ª pessoa: sua vez é anterior ao de o menino leválo para a sala, que por seu
Personagem Principal: há um “eu” participante que conta a turno é anterior ao de o porquinhoda-índia voltar ao fogão).
história e é o protagonista.
Observador: é como se dissesse: É verdade, pode acreditar, Essa relação de anterioridade e posterioridade é sempre
eu estava lá e vi. pertinente num texto narrativo, mesmo que a sequência linear
da temporalidade apareça alterada. Assim, por exemplo, no
- Em 3ª pessoa: romance machadiano Memórias póstumas de Brás Cubas,
quando o narrador começa contando sua morte para em
Onisciente: não há um eu que conta; é uma terceira pessoa. seguida relatar sua vida, a sequência temporal foi modificada.
Narrador Objetivo: não se envolve, conta a história como No entanto, o leitor reconstitui, ao longo da leitura, as relações
sendo vista por uma câmara ou filmadora. Exemplo: de anterioridade e de posterioridade.
Resumindo: na narração, as três características explicadas
Tipos de Discurso: acima (transformação de situações, figuratividade e relações
Discurso Direto: o narrador passa a palavra diretamente de anterioridade e posterioridade entre os episódios relatados)
para o personagem, sem a sua interferência. devem estar presentes conjuntamente. Um texto que tenha só
Discurso Indireto: o narrador conta o que o personagem uma ou duas dessas características não é uma narração.
diz, sem lhe passar diretamente a palavra.
Discurso Indireto-Livre: ocorre uma fusão entre a fala do Esquema que pode facilitar a elaboração de seu texto
personagem e a fala do narrador. É um recurso relativamente narrativo:
recente. Surgiu com romancistas inovadores do século XX. - Introdução: citar o fato, o tempo e o lugar, ou seja, o que
aconteceu, quando e onde.
Sequência Narrativa: - Desenvolvimento: causa do fato e apresentação dos
personagens.
Uma narrativa não tem uma única mudança, mas várias: - Desenvolvimento: detalhes do fato.
uma coordenase a outra, uma implica a outra, uma subordinase - Conclusão: consequências do fato.
a outra.
A narrativa típica tem quatro mudanças de situação: Caracterização Formal:
- uma em que uma personagem passa a ter um querer ou um Em geral, a narrativa se desenvolve na prosa. O aspecto
dever (um desejo ou uma necessidade de fazer algo); narrativo apresenta, até certo ponto, alguma subjetividade,
- uma em que ela adquire um saber ou um poder (uma porquanto a criação e o colorido do contexto estão em função
competência para fazer algo); da individualidade e do estilo do narrador. Dependendo do
- uma em que a personagem executa aquilo que queria ou enfoque do redator, a narração terá diversas abordagens. Assim
devia fazer (é a mudança principal da narrativa); é de grande importância saber se o relato é feito em primeira
- uma em que se constata que uma transformação se deu e pessoa ou terceira pessoa. No primeiro caso, há a participação
em que se podem atribuir prêmios ou castigos às personagens do narrador; segundo, há uma inferência do último através da
(geralmente os prêmios são para os bons, e os castigos, para os onipresença e onisciência.
maus). Quanto à temporalidade, não há rigor na ordenação dos
acontecimentos: esses podem oscilar no tempo, transgredindo
Toda narrativa tem essas quatro mudanças, pois elas se o aspecto linear e constituindo o que se denomina “flashback”.
pressupõem logicamente. Com efeito, quando se constata a O narrador que usa essa técnica (característica comum no
realização de uma mudança é porque ela se verificou, e ela cinema moderno) demonstra maior criatividade e originalidade,
efetuase porque quem a realiza pode, sabe, quer ou deve fazêla. podendo observar as ações ziguezagueando no tempo e no
Tomemos, por exemplo, o ato de comprar um apartamento: espaço.
quando se assina a escritura, realizase o ato de compra; para
isso, é necessário poder (ter dinheiro) e querer ou dever Exemplo - Personagens
comprar (respectivamente, querer deixar de pagar aluguel ou
ter necessidade de mudar, por ter sido despejado, por exemplo). “Aboletado na varanda, lendo Graciliano Ramos, O Dr.
Algumas mudanças são necessárias para que outras se Amâncio não viu a mulher chegar.
deem. Assim, para apanhar uma fruta, é necessário apanhar um Não quer que se carpa o quintal, moço?
bambu ou outro instrumento para derrubála. Para ter um carro, Estava um caco: mal vestida, cheirando a fumaça, a face
é preciso antes conseguir o dinheiro. escalavrada. Mas os olhos... (sempre guardam alguma coisa do
passado, os olhos).”
Narrativa e Narração (Kiefer, Charles. A dentadura postiça. Porto Alegre: Mercado
Aberto, p. 5O)
Existe alguma diferença entre as duas? Sim. A narratividade
é um componente narrativo que pode existir em textos que Exemplo - Espaço
não são narrações. A narrativa é a transformação de situações.
Por exemplo, quando se diz “Depois da abolição, incentivouse Considerarei longamente meu pequeno deserto, a redondeza
a imigração de europeus”, temos um texto dissertativo, que, escura e uniforme dos seixos. Seria o leito seco de algum rio. Não
no entanto, apresenta um componente narrativo, pois contém havia, em todo o caso, como negarlhe a insipidez.”
uma mudança de situação: do não incentivo ao incentivo da
imigração européia. (Linda, Ieda. As amazonas segundo tio Hermann. Porto
Se a narrativa está presente em quase todos os tipos de texto, Alegre: Movimento, 1981, p. 51)
o que é narração? Exemplo - Tempo
A narração é um tipo de narrativa. Tem ela três características:
- é um conjunto de transformações de situação (o texto de “Sete da manhã. Honorato Madeira acorda e lembrase: a
Manuel Bandeira – “Porquinho-da-índia”, como vimos, preenche mulher lhe pediu que a chamasse cedo.”
essa condição);
- é um texto figurativo, isto é, opera com personagens e fatos (Veríssimo, Érico. Caminhos Cruzados. p.4)
concretos (o texto “Porquinho-daíndia» preenche também esse
requisito); Tipologia da Narrativa Ficcional:
- as mudanças relatadas estão organizadas de maneira tal - Romance
que, entre elas, existe sempre uma relação de anterioridade e - Conto
posterioridade (no texto “Porquinhodaíndia» o fato de ganhar - Crônica
o animal é anterior ao de ele estar debaixo do fogão, que por - Fábula

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APOSTILAS OPÇÃO
- Lenda se sentir seguro, ter o sucesso pretendido? Não entre pelo cano!
- Parábola Faça parte desse time de vencedores desde a escolha desse
- Anedota momento!
- Poema Épico - Contestação: contestar uma ideia ou uma situação. Ex: “É
importante que o cidadão saiba que portar arma de fogo não é a
Tipologia da Narrativa NãoFiccional: solução no combate à insegurança.”
- Memorialismo - Características: caracterização de espaços ou aspectos.
- Notícias - Estatísticas: apresentação de dados estatísticos. Ex:
- Relatos “Em 1982, eram 15,8 milhões os domicílios brasileiros com
- História da Civilização televisores. Hoje, são 34 milhões (o sexto maior parque de
aparelhos receptores instalados do mundo). Ao todo, existem
Apresentação da Narrativa: no país 257 emissoras (aquelas capazes de gerar programas) e
- visual: texto escrito; legendas + desenhos (história em 2.624 repetidoras (que apenas retransmitem sinais recebidos).
quadrinhos) e desenhos. (...)”
- auditiva: narrativas radiofonizadas; fitas gravadas e discos. - Declaração Inicial: emitir um conceito sobre um fato.
- audiovisual: cinema; teatro e narrativas televisionadas. - Citação: opinião de alguém de destaque sobre o assunto do
texto. Ex: “A principal característica do déspota encontra-se no
Dissertação fato de ser ele o autor único e exclusivo das normas e das regras
que definem a vida familiar, isto é, o espaço privado. Seu poder,
A dissertação é uma exposição, discussão ou interpretação escreve Aristóteles, é arbitrário, pois decorre exclusivamente de
de uma determinada ideia. É, sobretudo, analisar algum tema. sua vontade, de seu prazer e de suas necessidades.”
Pressupõe um exame crítico do assunto, lógica, raciocínio, - Definição: desenvolve-se pela explicação dos termos que
clareza, coerência, objetividade na exposição, um planejamento compõem o texto.
de trabalho e uma habilidade de expressão. - Interrogação: questionamento. Ex: “Volta e meia se faz a
É em função da capacidade crítica que se questionam pergunta de praxe: afinal de contas, todo esse entusiasmo pelo
pontos da realidade social, histórica e psicológica do mundo futebol não é uma prova de alienação?”
e dos semelhantes. Vemos também, que a dissertação no seu - Suspense: alguma informação que faça aumentar a
significado diz respeito a um tipo de texto em que a exposição curiosidade do leitor.
de uma ideia, através de argumentos, é feita com a finalidade - Comparação: social e geográfica.
de desenvolver um conteúdo científico, doutrinário ou artístico. - Enumeração: enumerar as informações. Ex: “Ação à
Observe-se que: distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo
- o texto é temático, pois analisa e interpreta a realidade das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades
com conceitos abstratos e genéricos (não se fala de um homem que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira
particular e do que faz para chegar a ser primeiroministro, mas doença do século...”
do homem em geral e de todos os métodos para atingir o poder); - Narração: narrar um fato.
- existe mudança de situação no texto (por exemplo, a
mudança de atitude dos que clamam contra a corrupção da corte Desenvolvimento: é a argumentação da ideia inicial,
no momento em que se tornam primeirosministros); de forma organizada e progressiva. É a parte maior e mais
- a progressão temporal dos enunciados não tem importância, importante do texto. Podem ser desenvolvidos de várias formas:
pois o que importa é a relação de implicação (clamar contra a - Trajetória Histórica: cultura geral é o que se prova com
corrupção da corte implica ser corrupto depois da nomeação este tipo de abordagem.
para primeiroministro). - Definição: não basta citar, mas é preciso desdobrar a ideia
principal ao máximo, esclarecendo o conceito ou a definição.
Características: - Comparação: estabelecer analogias, confrontar situações
- ao contrário do texto narrativo e do descritivo, ele é distintas.
temático; - Bilateralidade: quando o tema proposto apresenta pontos
- como o texto narrativo, ele mostra mudanças de situação; favoráveis e desfavoráveis.
- ao contrário do texto narrativo, nele as relações de - Ilustração Narrativa ou Descritiva: narrar um fato ou
anterioridade e de posterioridade dos enunciados não têm maior descrever uma cena.
importância o que importa são suas relações lógicas: analogia, - Cifras e Dados Estatísticos: citar cifras e dados estatísticos.
pertinência, causalidade, coexistência, correspondência, - Hipótese: antecipa uma previsão, apontando para
implicação, etc. prováveis resultados.
- a estética e a gramática são comuns a todos os tipos de - Interrogação: Toda sucessão de interrogações deve
redação. Já a estrutura, o conteúdo e a estilística possuem apresentar questionamento e reflexão.
características próprias a cada tipo de texto. - Refutação: questiona-se praticamente tudo: conceitos,
  valores, juízos.
São partes da dissertação: Introdução / Desenvolvimento - Causa e Consequência: estruturar o texto através dos
/ Conclusão. porquês de uma determinada situação.
- Oposição: abordar um assunto de forma dialética.
Introdução: em que se apresenta o assunto; se apresenta a - Exemplificação: dar exemplos.
ideia principal, sem, no entanto, antecipar seu desenvolvimento.
Tipos: Conclusão: é uma avaliação final do assunto, um fechamento
- Divisão: quando há dois ou mais termos a serem discutidos. integrado de tudo que se argumentou. Para ela convergem todas
Ex: “Cada criatura humana traz duas almas consigo: uma que as ideias anteriormente desenvolvidas.
olha de dentro para fora, outra que olha de fora para dentro...” - Conclusão Fechada: recupera a ideia da tese.
- Alusão Histórica: um fato passado que se relaciona a um - Conclusão Aberta: levanta uma hipótese, projeta um
fato presente. Ex: “A crise econômica que teve início no começo pensamento ou faz uma proposta, incentivando a reflexão de
dos anos 80, com os conhecidos altos índices de inflação que quem lê.
a década colecionou, agravou vários dos históricos problemas 1º Parágrafo – Introdução
sociais do país. Entre eles, a violência, principalmente a urbana,
cuja escalada tem sido facilmente identificada pela população A. Tema: Desemprego no Brasil.
brasileira.” Contextualização: decorrência de um processo histórico
- Proposição: o autor explicita seus objetivos. problemático.
- Convite: proposta ao leitor para que participe de alguma
coisa apresentada no texto. Ex: Você quer estar “na sua”? Quer 2º ao 6º Parágrafo – Desenvolvimento

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APOSTILAS OPÇÃO
B. Argumento 1: Exploram-se dados da realidade que Enumeração: Caracteriza-se pela exposição de uma série de
remetem a uma análise do tema em questão. coisas, uma a uma. Presta-se bem à indicação de características,
C. Argumento 2: Considerações a respeito de outro dado da funções, processos, situações, sempre oferecendo o complemento
realidade. necessário à afirmação estabelecida na frase nuclear. Pode-se
D. Argumento 3: Coloca-se sob suspeita a sinceridade de enumerar, seguindo-se os critérios de importância, preferência,
quem propõe soluções. classificação ou aleatoriamente.
E. Argumento 4: Uso do raciocínio lógico de oposição. Exemplo:

7º Parágrafo: Conclusão 1- O adolescente moderno está se tornando obeso por várias


F. Uma possível solução é apresentada. causas: alimentação inadequada, falta de exercícios sistemáticos
G. O texto conclui que desigualdade não se casa com e demasiada permanência diante de computadores e aparelhos
modernidade. de Televisão.

É bom lembrarmos que é praticamente impossível opinar 2- Devido à expansão das igrejas evangélicas, é grande o
sobre o que não se conhece. A leitura de bons textos é um dos número de emissoras que dedicam parte da sua programação à
recursos que permite uma segurança maior no momento de veiculação de programas religiosos de crenças variadas.
dissertar sobre algum assunto. Debater e pesquisar são atitudes
que favorecem o senso crítico, essencial no desenvolvimento de 3-
um texto dissertativo. - A Santa Missa em seu lar.
- Terço Bizantino.
Ainda temos: - Despertar da Fé.
Tema: compreende o assunto proposto para discussão, o - Palavra de Vida.
assunto que vai ser abordado. - Igreja da Graça no Lar.
Título: palavra ou expressão que sintetiza o conteúdo
discutido. 4-
Argumentação: é um conjunto de procedimentos - Inúmeras são as dificuldades com que se defronta o governo
linguísticos com os quais a pessoa que escreve sustenta suas brasileiro diante de tantos desmatamentos, desequilíbrios
opiniões, de forma a torná-las aceitáveis pelo leitor. É fornecer sociológicos e poluição.
argumentos, ou seja, razões a favor ou contra uma determinada - Existem várias razões que levam um homem a enveredar
tese. pelos caminhos do crime.
- A gravidez na adolescência é um problema seríssimo,
Estes assuntos serão vistos com mais afinco posteriormente. porque pode trazer muitas consequências indesejáveis.
- O lazer é uma necessidade do cidadão para a sua
Alguns pontos essenciais desse tipo de texto são: sobrevivência no mundo atual e vários são os tipos de lazer.
- toda dissertação é uma demonstração, daí a necessidade de - O Novo Código Nacional de trânsito divide as faltas em
pleno domínio do assunto e habilidade de argumentação; várias categorias.
- em consequência disso, impõem-se à fidelidade ao tema;
- a coerência é tida como regra de ouro da dissertação; Comparação: A frase nuclear pode-se desenvolver através
- impõem-se sempre o raciocínio lógico; da comparação, que confronta ideias, fatos, fenômenos e
- a linguagem deve ser objetiva, denotativa; qualquer apresenta-lhes a semelhança ou dessemelhança.
ambiguidade pode ser um ponto vulnerável na demonstração Exemplo:
do que se quer expor. Deve ser clara, precisa, natural, original,
nobre, correta gramaticalmente. O discurso deve ser impessoal “A juventude é uma infatigável aspiração de felicidade; a
(evitar-se o uso da primeira pessoa). velhice, pelo contrário, é dominada por um vago e persistente
sentimento de dor, porque já estamos nos convencendo de que a
O parágrafo é a unidade mínima do texto e deve apresentar: felicidade é uma ilusão, que só o sofrimento é real”.
uma frase contendo a ideia principal (frase nuclear) e uma ou (Arthur Schopenhauer)
mais frases que explicitem tal ideia.
Exemplo: “A televisão mostra uma realidade idealizada Causa e Consequência: A frase nuclear, muitas vezes,
(ideia central) porque oculta os problemas sociais realmente encontra no seu desenvolvimento um segmento causal (fato
graves. (ideia secundária)”. motivador) e, em outras situações, um segmento indicando
Vejamos: consequências (fatos decorrentes).
Ideia central: A poluição atmosférica deve ser combatida
urgentemente. Tempo e Espaço: Muitos parágrafos dissertativos marcam
temporal e espacialmente a evolução de ideias, processos.
Desenvolvimento: A poluição atmosférica deve ser
combatida urgentemente, pois a alta concentração de elementos Explicitação: Num parágrafo dissertativo pode-se
tóxicos põe em risco a vida de milhares de pessoas, sobretudo conceituar, exemplificar e aclarar as ideias para torná-las mais
daquelas que sofrem de problemas respiratórios: compreensíveis.
Exemplo: “Artéria é um vaso que leva sangue proveniente do
- A propaganda intensiva de cigarros e bebidas tem levado coração para irrigar os tecidos. Exceto no cordão umbilical e na
muita gente ao vício. ligação entre os pulmões e o coração, todas as artérias contém
- A televisão é um dos mais eficazes meios de comunicação sangue vermelho-vivo, recém-oxigenado. Na artéria pulmonar,
criados pelo homem. porém, corre sangue venoso, mais escuro e desoxigenado, que o
- A violência tem aumentado assustadoramente nas cidades coração remete para os pulmões para receber oxigênio e liberar
e hoje parece claro que esse problema não pode ser resolvido gás carbônico”.
apenas pela polícia. Antes de se iniciar a elaboração de uma dissertação, deve
- O diálogo entre pais e filhos parece estar em crise delimitar-se o tema que será desenvolvido e que poderá ser
atualmente. enfocado sob diversos aspectos. Se, por exemplo, o tema é a
- O problema dos sem-terra preocupa cada vez mais a questão indígena, ela poderá ser desenvolvida a partir das
sociedade brasileira. seguintes ideias:
- A violência contra os povos indígenas é uma constante na
O parágrafo pode processar-se de diferentes maneiras: história do Brasil.
- O surgimento de várias entidades de defesa das populações
indígenas.

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APOSTILAS OPÇÃO
- A visão idealizada que o europeu ainda tem do índio Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta,
brasileiro. podendo ser classificado como narrativo, argumentativo,
- A invasão da Amazônia e a perda da cultura indígena. dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma
Depois de delimitar o tema que você vai desenvolver, deve dessas classificações varia de acordo como o texto se apresenta
fazer a estruturação do texto. e com a finalidade para o qual foi escrito.

A estrutura do texto dissertativo constitui-se de: Tipos de Gêneros Textuais

Introdução: deve conter a ideia principal a ser desenvolvida Cada texto possuiu uma linguagem e estrutura; note que
(geralmente um ou dois parágrafos). É a abertura do texto, por existem inúmeros gêneros textuais dentro das categorias
isso é fundamental. Deve ser clara e chamar a atenção para dois tipológicas de texto. Em outras palavras, gênero textual são
itens básicos: os objetivos do texto e o plano do desenvolvimento. estruturas textuais peculiares que surgem dos tipos de textos:
Contém a proposição do tema, seus limites, ângulo de análise e a narrativo, descritivo, dissertativo-argumentativo, expositivo e
hipótese ou a tese a ser defendida. injuntivo.
Desenvolvimento: exposição de elementos que vão
fundamentar a ideia principal que pode vir especificada
através da argumentação, de pormenores, da ilustração, da
causa e da consequência, das definições, dos dados estatísticos,
da ordenação cronológica, da interrogação e da citação. No
desenvolvimento são usados tantos parágrafos quantos
forem necessários para a completa exposição da ideia. E esses
parágrafos podem ser estruturados das cinco maneiras expostas
acima.
Conclusão: é a retomada da ideia principal, que agora deve
aparecer de forma muito mais convincente, uma vez que já
foi fundamentada durante o desenvolvimento da dissertação
(um parágrafo). Deve, pois, conter de forma sintética, o Texto Narrativo
objetivo proposto na instrução, a confirmação da hipótese Os textos narrativos apresentam ações de personagens no
ou da tese, acrescida da argumentação básica empregada no tempo e no espaço. Sua estrutura é dividida em: apresentação,
desenvolvimento. desenvolvimento, clímax e desfecho. Alguns exemplos de
Gêneros Textuais gêneros textuais narrativos:
Romance
Os gêneros textuais são classificações de textos de acordo Novela
com o objetivo e o contexto em que são empregados. Dessa Crônica
maneira, os gêneros textuais são definidos pelas características Contos de Fada
dos diversos tipos de textos, os quais apresentam características Fábula
comuns em relação à linguagem e ao conteúdo. Lendas

Texto Descritivo
Os textos descritivos se ocupam de relatar e expor
determinada pessoa, objeto, lugar, acontecimento. Dessa
forma, são textos repletos de adjetivos os quais descrevem ou
apresentam imagens a partir das percepções sensoriais do
locutor (emissor). São exemplos de gêneros textuais descritivos:
Diário
Relatos (viagens, históricos, etc.)
Biografia e autobiografia
Notícia
Currículo
Lista de compras
Cardápio
Anúncios de classificados
Lembre-se que existem muitos gêneros textuais, os quais
promovem uma interação entre os interlocutores (emissor e Texto Dissertativo-Argumentativo
receptor) de determinado discurso, seja uma resenha crítica Os textos dissertativos são aqueles encarregados de expor
jornalística, publicidade, receita de bolo, menu do restaurante, um tema ou assunto por meio de argumentações; são marcados
bilhete ou lista de supermercado; porém, faz-se necessário pela defesa de um ponto de vista, ao mesmo tempo que tenta
considerar seu contexto, função e finalidade. persuadir o leitor. Sua estrutura textual é dividida em três
O gênero textual pode conter mais de um tipo textual, ou partes: tese (apresentação), antítese (desenvolvimento), nova
seja, uma receita de bolo, apresenta a lista de ingredientes tese (conclusão). Exemplos de gêneros textuais dissertativos:
necessários (texto descritivo) e o modo de preparo (texto Editorial Jornalístico
injuntivo). Carta de opinião
Resenha
Distinguindo Artigo
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero Ensaio
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é Monografia, dissertação de mestrado e tese de doutorado
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma Veja também: Texto Dissertativo.
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual: Texto Expositivo
Os textos expositivos possuem a função de expor determinada
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas os ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação,
literários, diferente do gênero textual, que abrange todo tipo de informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de
texto. O gênero literário é classificado de acordo com a sua forma, gêneros textuais expositivos:
podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, narrativo e etc. Seminários
Palestras

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APOSTILAS OPÇÃO
Conferências combate ao consumismo exagerado.
Entrevistas b) influenciar o comportamento do leitor, por meio de apelos
Trabalhos acadêmicos que visam à adesão ao consumo.
Enciclopédia c) defender a importância do conhecimento de informática
Verbetes de dicionários pela população de baixo poder aquisitivo.
d) facilitar o uso de equipamentos de informática pelas
Texto Injuntivo classes sociais economicamente desfavorecidas.
O texto injuntivo, também chamado de texto instrucional, é e) questionar o fato de o homem ser mais inteligente que a
aquele que indica uma ordem, de modo que o locutor (emissor) máquina, mesmo a mais moderna.
objetiva orientar e persuadir o interlocutor (receptor); por isso,
apresentam, na maioria dos casos, verbos no imperativo. Alguns 02. Partindo do pressuposto de que um texto estrutura-se
exemplos de gêneros textuais injuntivos: a partir de características gerais de um determinado gênero,
Propaganda identifique os gêneros descritos a seguir:
Receita culinária I. Tem como principal característica transmitir a opinião de
Bula de remédio pessoas de destaque sobre algum assunto de interesse. Algumas
Manual de instruções revistas têm uma seção dedicada a esse gênero;
Regulamento II. Caracteriza-se por apresentar um trabalho voltado
Textos prescritivos para o estudo da linguagem, fazendo-o de maneira particular,
refletindo o momento, a vida dos homens através de figuras que
Exemplos de gêneros textuais possibilitam a criação de imagens;
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta III. Gênero que apresenta uma narrativa informal ligada à
a data e não há um destinatário específico, geralmente, é vida cotidiana. Apresenta certa dose de lirismo e sua principal
para a própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos característica é a brevidade;
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar IV. Linguagem linear e curta, envolve poucas personagens,
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um que geralmente se movimentam em torno de uma única ação,
exemplo: dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações
“Domingo, 14 de junho de 1942 encaminham-se diretamente para um desfecho;
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, V. Esse gênero é predominantemente utilizado em manuais
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de de eletrodomésticos, jogos eletrônicos, receitas, rótulos de
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com produtos, entre outros.
isso eu não contava.) São, respectivamente:
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que a) texto instrucional, crônica, carta, entrevista e carta
não é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me argumentativa.
deixam levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha b) carta, bula de remédio, narração, prosa, crônica.
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais para c) entrevista, poesia, crônica, conto, texto instrucional.
esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me deu as d) entrevista, poesia, conto, crônica, texto instrucional.
boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” e) texto instrucional, crônica, entrevista, carta e carta
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. argumentativa.
Respostas
Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser informal, 01 (B) \02. (C)
quando é destinada a algum amigo ou pessoa com quem se tem
intimidade. E formal quando destinada a alguém mais culto
ou que não se tenha intimidade. Dependendo do objetivo da 3 Domínio da ortografia oficial.
carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, podendo ser
dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se iniciam com
a data, em seguida vem a saudação, o corpo da carta e para Ortografia
finalizar a despedida.
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto
características são a linguagem argumentativa e expositiva, fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de consultar o dicionário sempre que houver dúvida.
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo
desse texto é informar algo que aconteceu. O Alfabeto
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada
Fontes: http://www.todamateria.com.br/generos-textuais/ letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja:
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/
http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/genero-textual. a A (á) b B (bê)
htm c C (cê) d D (dê)
Questões e E (é) f F (efe)
g G (gê ou guê) h H (agá)
01. MOSTRE QUE SUA MEMÓRIA É MELHOR DO QUE A DE i I (i) j J (jota)
COMPUTADOR E GUARDE ESTA CONDIÇÃO: 12X SEM JUROS. k K (cá) l L (ele)
m M (eme) n N (ene)
Revista Época. N° 424, 03 jul. 2006. o O (ó) p P (pê)
q Q (quê) r R (erre)
Ao circularem socialmente, os textos realizam-se como s S (esse) t T (tê)
práticas de linguagem, assumindo funções específicas, formais u U (u) v V (vê)
e de conteúdo. Considerando o contexto em que circula o texto w W (dáblio) x X (xis)
publicitário, seu objetivo básico é y Y (ípsilon) z Z (zê)
a) definir regras de comportamento social pautadas no

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APOSTILAS OPÇÃO
Observação: emprega-se também o ç, que representa o Exemplos:
fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras. arranjar: arranjo, arranje, arranjem
despejar: despejo, despeje, despejem
Emprego das letras K, W e Y gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
Utilizam-se nos seguintes casos: enferrujar: enferruje, enferrujem
a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus viajar: viajo, viaje, viajem
derivados.
Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor, 2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica
taylorista. Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji

b) Em topônimos originários de outras línguas e seus 3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j
derivados. Exemplos:
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano. laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira
c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer
unidades de medida de curso internacional. jeito- ajeitar
Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(quilômetro), Watt. 4) Nos seguintes vocábulos:
berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje,
Emprego de X e Ch traje, pegajento
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo. Emprego das Letras S e Z
Exemplos: caixa, frouxo, peixe Emprega-se o S:
Exceção: recauchutar e seus derivados 1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no
radical
2) Após a sílaba inicial “en”.
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca Exemplos:
Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo análise- analisar catálise- catalisador
“en-” casa- casinha, casebre liso- alisar
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...) 2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título
ou origem
3) Após a sílaba inicial “me-”. Exemplos:
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão burguês- burguesa inglês- inglesa
Exceção: mecha chinês- chinesa milanês- milanesa

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras 3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
inglesas aportuguesadas. Exemplos:
Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa
5) Nas seguintes palavras:
bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, 4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, Exemplos:
xingar, etc. catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose,
metamorfose, virose
Emprega-se o dígrafo Ch:
1) Nos seguintes vocábulos: 5) Após ditongos
bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, Exemplos:
chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, coisa, pouso, lousa, náusea
mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus
Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia derivados
considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem Exemplos:
da palavra. Veja os exemplos: pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos
gesso: Origina-se do grego gypsos quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos
jipe: Origina-se do inglês jeep. repus, repusera, repusesse, repuséssemos

Emprega-se o G: 7) Nos seguintes nomes próprios personativos:


1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem Teresa, Teresinha, Tomás
Exceção: pajem
8) Nos seguintes vocábulos:
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a

Língua Portuguesa 11
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APOSTILAS OPÇÃO
partir de adjetivos “mitir”, “ceder” e “cutir”
Exemplos: Exemplos:
inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão
rígido- rigidez discutir- discussão
frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo- progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o
surdez exceder- excesso repercutir- repercussão

3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar Emprega-se o Xc e o Xs:


substantivos
Exemplos: Em dígrafos que soam como Ss
civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização Exemplos:
colonizar- colonização realizar- realização exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar

4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita Observações sobre o uso da letra X
Exemplos: 1) O X pode representar os seguintes fonemas:
cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita /ch/ - xarope, vexame

5) Nos seguintes vocábulos: /cs/ - axila, nexo


azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc. /z/ - exame, exílio

6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no /ss/ - máximo, próximo


contraste entre o S e o Z
Exemplos: /s/ - texto, extenso
cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender) 2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci-
traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior) Exemplos: excelente, excitar

Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os Emprego das letras E e I
exemplos: Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
exame exato exausto exemplo existir exótico pode não ser nítida. Observe:
inexorável

Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs Emprega-se o E:


Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar
Observe: Exemplos:
magoar - magoe, magoes
Emprega-se o S: continuar- continue, continues
Nos substantivos derivados de verbos terminados em
“andir”,”ender”, “verter” e “pelir” 2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior)
Exemplos: Exemplos: antebraço, antecipar
expandir- expansão pretender- pretensão verter-
versão expelir- expulsão 3) Nos seguintes vocábulos:
estender- extensão suspender- suspensão cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico,
converter - conversão repelir- repulsão orquídea, etc.

Emprega-se Ç: Emprega-se o I :
Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer” 1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir
Exemplos: Exemplos:
ater- atenção torcer- torção cair- cai
deter- detenção distorcer-distorção doer- dói
manter- manutenção contorcer- contorção influir- influi
2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra)
Emprega-se o X: Exemplos:
Em alguns casos, a letra X soa como Ss Anticristo, antitetânico
Exemplos: 3) Nos seguintes vocábulos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
trouxe etc.

Emprega-se Sc: Emprego das letras O e U


Nos termos eruditos Emprega-se o O/U:
Exemplos: A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, algumas palavras. Veja os exemplos:
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. realização)
soar (emitir som) e suar (transpirar)
Emprega-se Sç:
Na conjugação de alguns verbos Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
Exemplos: moleque.
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua
descer- desço, desça
Emprego da letra H
Emprega-se Ss: Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”, Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e

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APOSTILAS OPÇÃO
da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos,
forma devido a sua origem na forma latina hodie. políticos ou nacionalistas.
Exemplos:
Emprega-se o H: Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria,
1) Inicial, quando etimológico União, etc.
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula
2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh quando são empregados em sentido geral ou indeterminado.
Exemplos: flecha, telha, companhia Exemplo:
Todos amam sua pátria.
3) Final e inicial, em certas interjeições
Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc. Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula:
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios.
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo Exemplos:
elemento, se etimológico Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc. Igreja do Rosário ou igreja do Rosário
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
Observações:
1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que 2) Utiliza-se inicial minúscula:
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes.
ele não é utilizado. Exemplos:
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a
letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
sempre são grafados com h. Veja: Exemplos:
herbívoro, hispânico, hibernal. janeiro, julho, dezembro, etc.
segunda, sexta, domingo, etc.
Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas primavera, verão, outono, inverno
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta. c) Nos pontos cardeais.
Exemplos: Exemplos:
Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste.
lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.” Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste,
sudoeste.
“Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança, Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os
Estandarte que à luz do sol encerra pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
As promessas divinas da Esperança…” Exemplos:
(Castro Alves) Nordeste (região do Brasil)
Ocidente (europeu)
Observações: Oriente (asiático)
- No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
uso da letra maiúscula. Lembre-se:
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa-
Por Exemplo: se letra minúscula.
“Aqui, sim, no meu cantinho,
vendo rir-me o candeeiro, Exemplo:
gozo o bem de estar sozinho “Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
e esquecer o mundo inteiro.” incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)

- Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa- Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
se letra minúscula. a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica.
Por Exemplo: Exemplos:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, Crime e Castigo ou Crime e castigo
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido
b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos: b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote. nomes sagrados e que designam crenças religiosas.
Exemplos:
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Exemplos: Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
Santa Maria ou santa Maria.
d) Nos nomes mitológicos.
Exemplos: c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
Dionísio, Netuno. disciplinas.
Exemplos:
e) Nos nomes de festas e festividades. Português ou português
Exemplos: Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
Natal, Páscoa, Ramadã. modernas
História do Brasil ou história do Brasil
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. Arquitetura ou arquitetura
Exemplos: Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
ONU, Sr., V. Ex.ª. fono24.php

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APOSTILAS OPÇÃO
Emprego do Porquê ........................ praticar atividade física..........................benefícios
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas
Orações terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para
Interrogativas Exemplo: .......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o
avanço da idade.
(pode ser Por que devemos nos (Ciência Hoje, março de 2012)
substituído por: preocupar com o meio
Por por qual motivo, ambiente? As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
Que por qual razão) respectivamente, com:
Exemplo: (A) porque … trás … previnir
Equivalendo (B) porque … traz … previnir
a “pelo qual” Os motivos por que não (C) porquê … tras … previnir
respondeu são desconhecidos. (D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir
Exemplos:
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
Você ainda tem coragem de da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos,
Final de
Por perguntar por quê? talvez seja _____ chorou.
frases e seguidos
Quê (A) porquê / porque;
de pontuação
Você não vai? Por quê? (B) por que / porque;
(C) porque / por que;
Não sei por quê! (D) porquê / por quê;
(E) por que / por quê.
Exemplos:
Conjunção 03.
A situação agravou-se
que indica
porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Conjunção de
Exemplos:
Finalidade –
equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
julguem.
que”.
Considerando a ortografia e a acentuação da norma-
Função de padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e
Exemplos:
substantivo respectivamente, preenchidas por:
– vem (A) mal ... por que ... intuíto
Não é fácil encontrar o
acompanhado (B) mau ... por que ... intuito
Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou (C) mau ... porque ... intuíto
pronome (D) mal ... porque ... intuito
Dê-me um porquê de sua
saída. (E) mal ... por quê ... intuito

Respostas
1. Por que (pergunta) 01. D/02. B/03. D
2. Porque (resposta)
3. Por quê (fim de frase: motivo) 4 Domínio dos mecanismos de
4. O Porquê (substantivo) coesão textual. 4.1 Emprego de
elementos de referenciação,
Emprego de outras palavras
substituição e repetição,
Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa de conectores e de outros
nenhuma senão criticar. elementos de sequenciação
Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais textual. 4.2 Emprego de tempos e
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá modos verbais.
desta situação crítica.

Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não Coesão


compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa.
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão Coesão é a conexão, ligação, harmonia entre os elementos de
pouco esta semana. um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal definição
quando lemos um texto e verificamos que as palavras, as frases
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios. e os parágrafos estão entrelaçados, um dando continuidade ao
Traz - do verbo trazer. outro.
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui. entre as frases e os parágrafos.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
vultuosa e deformada. Observe a coesão presente no texto a seguir:
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a
política agrária do país, porque consideram injusta a atual
Questões distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o
01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de sem-
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre terra.”

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APOSTILAS OPÇÃO
JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados
2007, p. 566 agrupados em conjuntos.
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do Fonte: http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do
texto. Questões
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os 01.
principais são: Texto 1 – Bem tratada, faz bem

- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela Sérgio Magalhães, O Globo


coesão do texto, estabelecem a interrelação entre os enunciados
(orações, frases, parágrafos), são preposições, conjunções, O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: “O
alguns advérbios e locuções adverbiais. carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a reversão
cultural que se deu no consumo do tabaco?
Veja algumas palavras e expressões de transição e seus Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. Este
respectivos sentidos: jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou o
- inicialmente (começo, introdução) privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo ao
- primeiramente (começo, introdução) transporte coletivo. Surpreendentemente, houve entrevistado
- primeiramente (começo, introdução) que opinou favoravelmente, valorizando Los Angeles – um caso
- antes de tudo (começo, introdução) típico de cidade rodoviária e dispersa.
- desde já (começo, introdução) Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta
- além disso (continuação) geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento
- do mesmo modo (continuação) global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é agente
- acresce que (continuação) básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- ainda por cima (continuação) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.)
- bem como (continuação) O transporte também esteve no centro dos protestos de
- outrossim (continuação) junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a
- enfim (conclusão) moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões para
- dessa forma (conclusão) o debate do tema.
- em suma (conclusão)
- nesse sentido (conclusão) “Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.”
- portanto (conclusão)
- afinal (conclusão) Substituindo o termo destacado por uma oração
- logo após (tempo) desenvolvida, a forma correta e adequada seria:
- ocasionalmente (tempo) (A) para que se debatesse o tema;
- posteriormente (tempo) (B) para se debater o tema;
- atualmente (tempo) (C) para que se debata o tema;
- enquanto isso (tempo) (D) para debater-se o tema;
- imediatamente (tempo) (E) para que o tema fosse debatido.
- não raro (tempo)
- concomitantemente (tempo) 02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a
- igualmente (semelhança, conformidade) poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”.
- segundo (semelhança, conformidade) A oração em forma desenvolvida que substitui correta e
- conforme (semelhança, conformidade) adequadamente o gerúndio “advertindo” é:
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento) (A) com a advertência de;
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento). (B) quando adverte;
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso (C) em que adverte;
cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor (D) no qual advertia;
qualidade de vida. (E) para advertir.

- Coesão por referência: existem palavras que têm a função 03. Texto III - Corrida contra o ebola
de fazer referência, são elas:
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os... Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional,
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele... mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para refrear
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... o avanço da doença tenham sido eficazes.
- pronomes relativos: que, o qual, onde... Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 contaminações
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... registradas neste ano ocorreram nas últimas três semanas,
e as mais de 2.000 mortes atestam a força da enfermidade. A
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal escalada levou o diretor do CDC (Centro de Controle e Prevenção
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para alcançar de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a afirmar que a epidemia
o objetivo que tanto almejava. está fora de controle.
O vírus encontrou ambiente propício para se propagar.
- Coesão por substituição: substituição de um nome (pessoa, De um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países
objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do texto por uma afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização
palavra ou expressão que tenha sentido próximo, evitando a Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade
repetição no corpo do texto. um contingente expressivo de profissionais para atuar nessas
localidades afetadas.
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital gaúcha”; Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se explica
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos Escravos”; por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da entidade
João Paulo II: Sua Santidade; vêm de contribuições compulsórias dos países-membros – o
Vênus: A Deusa da Beleza. restante é formado por doações voluntárias.
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa área,
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu orçamento
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o mais bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para comparação, o CDC
importante da geração a qual representou. dos EUA contou, somente no ano de 2013, com cerca de US$ 6

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APOSTILAS OPÇÃO
bilhões. falamos (indica a 1ª pessoa do plural.)
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A agência falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades globais
crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O departamento Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados
de respostas a epidemias e pandemias foi dissolvido e integrado (compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a
a outros. Muitos profissionais experimentados deixaram seus forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver
cargos. desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para verbo: põe, pões, põem, etc.
reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais foram
limitados e mal liderados. Formas Rizotônicas e Arrizotônicas
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos
possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no
Ocidental, com representantes dos países afetados. radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas
Espera-se também maior comprometimento das potências formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim
mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos.
que possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné,
respectivamente. Classificação dos Verbos
A comunidade internacional tem diante de si um desafio
enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. Classificam-se em:
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências
a favor da doença. normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/
opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-ebola.shtml: Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse
Acesso em: 08/09/2014) b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações
no radical ou nas desinências.
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse
referente do termo em destaque. c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.
organização
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS - Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – gravidade principais verbos impessoais são:
da situação a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade ou fazer (em orações temporais).
internacional Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Respostas Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
01. (C)/02. (C)/03. (D) Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
Verbo
b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros Era primavera quando a conheci.
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); Estava frio naquele dia.
ocorrência (nascer); desejo (querer).
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
deixa de ser impessoal para ser pessoal.
Estrutura das Formas Verbais Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
apresentar os seguintes elementos: Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado
essencial do verbo. Por exemplo: d) São impessoais, ainda:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) 1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
Ex.: Já passa das seis.
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a 2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r indicando suficiência. Ex.: 
São três as conjugações: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
1ª - Vogal Temática - A - (falar) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
2ª - Vogal Temática - E - (vender) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
3ª - Vogal Temática - I - (partir) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o então, pessoais.
tempo e o modo do verbo. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
Por exemplo: possível”. Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) Não deu para chegar mais cedo.
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Dá para me arrumar uns trocados?

d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
plural). A fruta amadureceu.

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APOSTILAS OPÇÃO
As frutas amadureceram. f) Auxiliares
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos São aqueles que entram na formação dos tempos
pessoais na linguagem figurada: compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando
Teu irmão amadureceu bastante. acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas
Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio.
animais; eis alguns:                         
bramar: tigre   Vou                       espantar           as          moscas.
bramir: crocodilo (verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo)
cacarejar: galinha
coaxar: sapo Está                    chegando            a         hora     do    debate.
cricrilar: grilo (verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                 
                   
Os principais verbos unipessoais são: Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e
1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer, haver.
ser (preciso, necessário, etc.).
Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos Conjugação dos Verbos Auxiliares
bastante.)
Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.) SER - Modo Indicativo
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são.
conjunção que. Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de vós éreis, eles eram.
fumar.) Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós
Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia. fomos, vós fostes, eles foram.
(Sujeito: que não vejo Cláudia) Pretérito Perfeito Composto: tenho sido.
Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
- Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós
morfológicos ou eufônicos. Por exemplo: fôramos, vós fôreis, eles foram.
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
contextos. Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade vós sereis, eles serão.
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a SER - Modo Subjuntivo
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os
tempos, modos e pessoas. Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
curtas (particípio irregular). Observe: for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular
SER - Modo Imperativo

Anexar Anexado Anexo Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
vós, sejam eles.
Dispersar Dispersado Disperso
Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Eleger Elegido Eleito nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Envolver Envolvido Envolto
sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
Imprimir Imprimido Impresso
SER - Formas Nominais
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto Formas Nominais
Infinitivo: ser
Pegar Pegado Pego
Gerúndio: sendo
Soltar Soltado Solto Particípio: sido

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
em sua conjugação. nós, serdes vós, serem eles.

Por exemplo:  ESTAR - Modo Indicativo


Ir Pôr Ser Saber
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
vou ponho sou sei eles estão.
vais pus és sabes Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
ides pôs fui soube estávamos, vós estáveis, eles estavam.
fui punha foste saiba Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
foste seja esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu

Língua Portuguesa 17
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APOSTILAS OPÇÃO
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles Futuro Composto: tiver havido.
estiveram.
Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado Modo Imperativo
Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós,
estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão. hajam eles.
Futuro do Presente Composto: terei estado. Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não
Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles.
estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam. Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver
Futuro do Pretérito Composto: teria estado. ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.

ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo HAVER - Formas Nominais

Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos,
nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam. haverdes, haverem.
Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se Infinitivo Pessoal: haver
ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles Gerúndio: havendo
estivessem. Particípio: havido
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres, TER - Modo Indicativo
quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
estiverdes, quando eles estiverem. Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes,
Futuro Composto: Tiver estado. eles têm.
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós
Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós, tínhamos, vós tínheis, eles tinham.
estai vós, estejam eles. Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós
Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não tivemos, vós tivestes, eles tiveram.
estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles. Pretérito Perfeito Composto: tenho tido.
Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele, Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras,
por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles. ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido.
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
Infinitivo: estar teremos, vós tereis, eles terão.
Gerúndio: estando Futuro do Presente: terei tido.
Particípio: estado Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
ESTAR - Formas Nominais Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Infinitivo Impessoal: estar TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
estarem. Modo Subjuntivo
Gerúndio: estando Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Particípio: estado nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
HAVER - Modo Indicativo tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
hão. quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós Futuro Composto: tiver tido.
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Modo Imperativo
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. tende vós, tenham eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
houveram. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Composto: terei havido. os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  

Língua Portuguesa 18
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APOSTILAS OPÇÃO
Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e advérbio)
respectivos pronomes):  Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo)
Eu me arrependo  Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso;
Tu te arrependes  na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo:
Ele se arrepende  Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro.
Nós nos arrependemos  Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro.
Vós vos arrependeis 
Eles se arrependem - d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos
tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e
a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por grau. Por exemplo:
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito Terminados os exames, os candidatos saíram.
faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma
transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo
conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se (adjetivo verbal). Por exemplo:
chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava. Ela foi a aluna escolhida para representar a escola.
A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria Tempos Verbais
penteou-me.
  Tomando-se como referência o momento em que se fala,
Observações: a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes Veja:
oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
sintática. 1. Tempos do Indicativo
2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, - Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo:
são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, Eu estudo neste colégio.
apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, - Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num
exercem funções sintáticas. momento anterior ao atual, mas que não foi completamente
Por exemplo: terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto interrompido.
direto) - 1ª pessoa do singular - Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Modos Verbais Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
modos:  - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha
Eu sempre estudo. estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
exemplo: Talvez eu estude amanhã. (forma simples)
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
exemplo: Estuda agora, menino. ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
Formas Nominais - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, os alunos já terão terminado o teste.
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo

b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que

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APOSTILAS OPÇÃO
indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja, Presente do Subjuntivo
levará as encomendas.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a
ao momento atual mas já terminado antes de outro fato desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do
futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou
visitaremos. pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).

Presente do Indicativo 1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess


1ª conj. 2ª/3ª conj.
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência CANTAR VENDER PARTIR
pessoal cantE vendA partA E A Ø
CANTAR VENDER PARTIR cantES vendAS partAS E A S
cantO vendO partO O cantE vendA partA E A Ø
cantaS vendeS parteS S cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS
canta vende parte - cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS cantEM vendAM partAM E A M
cantaIS vendeIS partIS IS
cantaM vendeM parteM M Pretérito Imperfeito do Subjuntivo

Pretérito Perfeito do Indicativo Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a


desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito,
1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
pessoal tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número
CANTAR VENDER PARTIR e pessoa correspondente.
canteI vendI partI I
cantaSTE vendeSTE partISTE STE 1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal
cantoU vendeU partiU U 1ª /2ª e 3ª conj.
cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS CANTAR VENDER PARTIR
cantaSTES vendeSTES partISTES STES cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantaRAM vendeRAM partiRAM AM cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
Pretérito mais-que-perfeito cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
1ª/2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR - - Futuro do Subjuntivo
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M correspondente.

Pretérito Imperfeito do Indicativo 1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
1ª /2ª e 3ª conj.
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação CANTAR VENDER PARTIR
CANTAR VENDER PARTIR cantaR vendeR partiR Ø
cantAVA vendIA partIA cantaRES vendeRES partiRES R ES
cantAVAS vendIAS partAS cantaR vendeR partiR R Ø
CantAVA vendIA partIA cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaREM vendeREM PartiREM R EM
cantAVAM vendIAM partIAM
Imperativo
Futuro do Presente do Indicativo
Imperativo Afirmativo
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
CANTAR VENDER PARTIR Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ei vender ei partir ei do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar ás vender ás partir ás plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar á vender á partir á sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar emos vender emos partir emos
cantar eis vender eis partir eis Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
cantar ão vender ão partir ão Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Futuro do Pretérito do Indicativo Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
CANTAR VENDER PARTIR Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS Imperativo Negativo
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS negação às formas do presente do subjuntivo.
cantarIAM venderIAM partirIAM

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APOSTILAS OPÇÃO
Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo Classificação dos Artigos
Que eu cante ---
Que tu cantes Não cantes tu Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira
Que ele cante Não cante você precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
Que nós cantemos Não cantemos nós
Que vós canteis Não canteis vós Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
Que eles cantem Não cantem eles de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
matei um animal.
Observações:
- No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa Combinação dos Artigos
(singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido É muito presente a combinação dos artigos definidos e
ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês. assumida por essas combinações:
- O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
sede (vós). Preposições Artigos
- o, os
Infinitivo Impessoal
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação a ao, aos
CANTAR VENDER PARTIR de do, dos

Infinitivo Pessoal em no, nos


1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação por (per) pelo, pelos
CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir a, as um, uns uma, umas
cantarES venderES partirES à, às - -
cantar vender partir
cantarMOS venderMOS partirMOS da, das dum, duns duma, dumas
cantarDES venderDES partirDES na, nas num, nuns numa, numas
cantarEM venderEM partirEM
Questões pela, pelas - -

01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos - As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada por crase.
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
do texto. manifestam:
(A) sejam … mantesse
(B) sejam … mantivessem - Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
(C) sejam … mantém “ambos”:
(D) seja … mantivessem Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.
(E) seja … mantêm
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão artigo, outros não:
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia...
verbal em destaque expressa ação
(A) concluída. - Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
(B) atemporal. toda uma espécie:
(C) contínua. O trabalho dignifica o homem.
(D) hipotética.
(E) futura. - No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia
Respostas de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo:
1-B / 2-C O Pedro é o xodó da família.

- No caso de os nomes próprios personativos estarem no


plural, são determinados pelo uso do artigo:
5 Domínio da estrutura Os Maias, os Incas, Os Astecas...
morfossintática do período.
5.1 Emprego das classes de - Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para
palavras. 5.2 Relações de conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
coordenação entre orações pronome assume a noção de qualquer.
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda)
e entre termos da oração. 5.3 Toda classe possui alunos interessados e desinteressados.
Relações de subordinação (qualquer classe)
entre orações e entre termos da
oração. - Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo:
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo.
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de
Classes de Palavras aproximação numérica:
Artigo O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.

Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica - O artigo também é usado para substantivar palavras
se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida. oriundas de outras classes gramaticais:
Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o Não sei o porquê de tudo isso.
número dos substantivos.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
cujo (e flexões). do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
Este é o homem cujo amigo desapareceu. de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
Este é o autor cuja obra conheço. funções são desempenhadas por grupos de palavras. 

- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido Classificação dos Substantivos
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que
venham especificadas. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Eles estavam em casa. Observe a definição:
Eles estavam na casa dos amigos.
Os marinheiros permaneceram em terra. s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento,
com exceção de senhor(a), senhorita e dona. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
de revistas, jornais, obras literárias. mesma espécie de forma genérica.
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.

Morfossintaxe Estamos voando para Barcelona.


Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
substantivo: particular.
A existência é uma poesia. Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.
Uma existência é a poesia.
2 - Substantivos Concretos e Abstratos
Questões
LÂMPADA MALA
01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo:
A) Estes são os candidatos que lhe falei. Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. existência própria, que são independentes de outros seres. São
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. assim, substantivos concretos.
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
E) Muito é a procura; pouca é a oferta. independentemente de outros seres.

02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?


A) O Amazonas é um rio imenso. Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo
B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto. real e do mundo imaginário.
C) O Antônio comunicou-se com o João.
D) O professor João Ribeiro está doente. Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
E) Os Lusíadas são um poema épico etc.
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está  
substantivando uma palavra. Observe agora:
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas. Beleza exposta
C) A navalha ia e vinha no couro esticado. Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada. O substantivo beleza designa uma qualidade.
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que
Respostas dependem de outros para se manifestar ou existir.
1-B / 2-C / 3-D Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
Substantivo que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos e sem os quais não podem existir.
também nomeiam: vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
-lugares: Alemanha, Porto Alegre... (sentimento).  
-sentimentos: raiva, amor...
-estados: alegria, tristeza... 3 - Substantivos Coletivos
-qualidades: honestidade, sinceridade... Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
-ações: corrida, pescaria... abelha, mais outra abelha.
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Morfossintaxe do substantivo Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar abelha...
como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.

Língua Portuguesa 22
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APOSTILAS OPÇÃO
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular - Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas). o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo meio do artigo.
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
espécie. Saiba que:
Formação dos Substantivos - Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
Substantivos Simples e Compostos são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra. - Existem certos substantivos que, variando de gênero,
variam em seu significado.
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
radical. É um substantivo simples. capital (dinheiro) e a capital (cidade)
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
elemento. Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora: a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos aluno - aluna
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
elementos. masculino.
Outros exemplos: beija-flor, passatempo. freguês - freguesa
 
Substantivos Primitivos e Derivados c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três
Meu limão meu limoeiro, formas:
meu pé de jacarandá... - troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de - troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
nenhum outro dentro de língua portuguesa. - troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
outra palavra da própria língua portuguesa. Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
da palavra limão. d) Substantivos terminados em -or:
Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra - acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
palavra. - troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz

Flexão dos substantivos e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:


O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo, duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
pode sofrer variações para indicar:
Plural: meninos f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final
Feminino: menina por -a:
Aumentativo: meninão elefante - elefanta
Diminutivo: menininho
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e
Flexão de Gênero no feminino:
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar bode – cabra boi - vaca
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial,
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes: czar – czarina réu - ré
O velho e o mar
Um Natal inesquecível Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes
Os reis da praia
  - Epicenos:
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros.
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas: Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre
A história sem fim porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar
Uma cidade sem passado o masculino e o feminino.
As tartarugas ninjas Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea.
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes A cobra macho picou o marinheiro.
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado A cobra fêmea escondeu-se na bananeira.
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem Sobrecomuns:
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Entregue as crianças à natureza.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino,
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem
feminino. Classificam-se em: um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos. se refere a palavra. Veja:
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré A criança chorona chamava-se João.
fêmea. A criança chorona chamava-se Maria.

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APOSTILAS OPÇÃO
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.
um jovem - uma jovem A acolhedora Porto Alegre.
artista famoso - artista famosa Uma Londres imensa e triste.

- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada Gênero e Significação:
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de Muitos substantivos têm uma significação no masculino e
carochinha. outra no feminino.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: Observe:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem. o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
personagem. de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
fotográfico Ana Belmonte. proibição de trânsito)

Observe o gênero dos substantivos seguintes: o cabeça (chefe)


a cabeça (parte do corpo)
Masculinos
o tapa o cisma (separação religiosa, dissidência)
o eclipse a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o lança-perfume
o dó (pena) o cinza (a cor cinzenta)
o sanduíche a cinza (resíduos de combustão)
o clarinete
o champanha o capital (dinheiro)
o sósia a capital (cidade)
o maracajá
o clã o coma (perda dos sentidos)
o hosana a coma (cabeleira)
o herpes
o pijama o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro)
a coral (cobra venenosa)
Femininos
a dinamite o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e
a áspide de outros sacramentos)
a derme a crisma (sacramento da confirmação)
a hélice
a alcíone o cura (pároco)
a filoxera a cura (ato de curar)
a clâmide
a omoplata o estepe (pneu sobressalente)
a cataplasma a estepe (vasta planície de vegetação)
a pane
a mascote o guia (pessoa que guia outras)
a gênese a guia (documento, pena grande das asas das aves)
a entorse
a libido o grama (unidade de peso)
a grama (relva)
- São geralmente masculinos os substantivos de origem
grega terminados em -ma: o caixa (funcionário da caixa)
o grama (peso) a caixa (recipiente, setor de pagamentos)
o quilograma
o plasma o lente (professor)
o apostema a lente (vidro de aumento)
o diagrama
o epigrama o moral (ânimo)
o telefonema a moral (honestidade, bons costumes, ética)

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APOSTILAS OPÇÃO
o nascente (lado onde nasce o Sol) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
a nascente (a fonte) falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
Flexão de Número do Substantivo
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que formados de:
indica um ser ou um grupo de seres, e substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A colônia e águas-de-colônia
característica do plural é o “s” final. substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
Plural dos Substantivos Simples substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” anterior.
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. palavra-chave - palavras-chave
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no bomba-relógio - bombas-relógio
plural). notícia-bomba - notícias-bomba
Exceção: cânon - cânones. homem-rã - homens-rã

b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
“ns”. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
homem - homens. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural e) Casos Especiais


pelo acréscimo de “es”. o louva-a-deus e os louva-a-deus
revólver – revólveres raiz - raízes o bem-te-vi e os bem-te-vis
Atenção: O plural de caráter é caracteres. o bem-me-quer e os bem-me-queres
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se o joão-ninguém e os joões-ninguém.
no plural, trocando o “l” por “is”.
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis Plural das Palavras Substantivadas
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules.
As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
maneiras: flexões próprias dos substantivos.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis Pese bem os prós e os contras.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. O aluno errou na prova dos noves.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
variam no plural.
f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.
maneiras:
- Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo Plural dos Diminutivos
de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis: Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus. acrescenta-se o sufixo diminutivo.
pãe(s) + zinhos = pãezinhos
g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três animai(s) + zinhos = animaizinhos
maneiras. botõe(s) + zinhos = botõezinhos
- substituindo o -ão por -ões: ação - ações chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos
- substituindo o -ão por -ães: cão - cães farói(s) + zinhos = faroizinhos
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos tren(s) + zinhos = trenzinhos
h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o colhere(s) + zinhas = colherezinhas
látex - os látex. flore(s) + zinhas = florezinhas
mão(s) + zinhas = mãozinhas
Plural dos Substantivos Compostos papéi(s) + zinhos = papeizinhos
A formação do plural dos substantivos compostos depende nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas
da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam funi(s) + zinhos = funizinhos
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que pé(s) + zitos = pezitos
são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
simples: Plural dos Nomes Próprios Personativos
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
pontapé e pontapés malmequer e malmequeres Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre
que a terminação preste-se à flexão.
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são Os Napoleões também são derrotados.
ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões. As Raquéis e Esteres.
Algumas orientações são dadas a seguir:
Plural dos Substantivos Estrangeiros
a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:
substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando
adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens terminam em “s” ou “z”).
numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com
b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando as regras de nossa língua:
formados de: os clubes os chopes
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas os jipes os esportes

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APOSTILAS OPÇÃO
as toaletes os bibelôs ocorre com o plural de
os garçons os réquiens (A) reco-reco.
(B) guarda-costa.
Observe o exemplo: (C) guarda-noturno.
Este jogador faz gols toda vez que joga. (D) célula-tronco.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa. (E) sem-vergonha.

Plural com Mudança de Timbre 02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
flexionadas de acordo com a norma-padrão.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
chamado metafonia (plural metafônico). (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Singular Plural Singular Plural
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) Respostas
esforço esforços ovo ovos 1-D / 2-D
fogo fogos poço poços
forno fornos porto portos Adjetivo
fosso fossos posto postos
imposto impostos rogo rogos Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
olho olhos tijolo tijolos característica do ser e se relaciona com o substantivo.
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
bondosa.
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade. 
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Morfossintaxe do Adjetivo:
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
b) Outros só no plural:
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
(naipes de baralho), as fezes.
Adjetivo Pátrio
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
alguns deles:
bem (virtude) e bens (riquezas)
Estados e cidades brasileiros:
honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Alagoas alagoano
d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
Amapá amapaense
sentido de plural:
Aqui morreu muito negro. Aracaju aracajuano ou aracajuense
Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
Amazonas amazonense ou baré
improvisadas.
Belo Horizonte belo-horizontino
Flexão de Grau do Substantivo
Brasília brasiliense
Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
variações de tamanho dos seres. Classifica-se em: Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense
- Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
normal. Por exemplo: casa
Adjetivo Pátrio Composto 
- Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser. Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro
Classifica-se em: elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita.
Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que Observe alguns exemplos:
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
aumento. Por exemplo: casarão.
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo:
- Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser. Competições teuto-inglesas
Pode ser: América américo- / Por exemplo: Companhia
Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que américo-africana
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
diminuição. Por exemplo: casinha. franceses
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano-
Questões português
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro-
01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também americanas

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APOSTILAS OPÇÃO
como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões
ficará invariável. Por exemplo:
franco-italianas
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos Camisas rosa-claro.
Ternos rosa-claro.
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo-
Olhos verde-claros.
portuguesas
Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
portuguesa
Observe
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
brasileiras
composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros - O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
flexionados.
Flexão dos adjetivos
Grau do Adjetivo
O adjetivo varia em gênero, número e grau.
Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
Gênero dos Adjetivos intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
o comparativo e o superlativo.
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos, Comparativo
classificam-se em: 
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e Nesse grau, comparam-se a mesma característica
outra para o feminino. atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia. de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos
abaixo:
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino
somente o último elemento. 1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte- No comparativo de igualdade, o segundo termo da
americana.  comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.

Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como 2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz. Superioridade Analítico
Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no No comparativo de superioridade analítico, entre os dois
feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é
político-social. analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”.

Número dos Adjetivos 3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de


Superioridade Sintético
Plural dos adjetivos simples
Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim.
simples.
Por exemplo: São eles:
mau e maus bom-melhor
feliz e felizes pequeno-menor
ruim e ruins mau-pior
boa e boas alto-superior
grande-maior
Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função baixo-inferior
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, Observe que: 
ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade,
originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente.
um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável. b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas
Logo: camisas cinza, ternos cinza. (melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas
Veja outros exemplos: entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais
Motos vinho (mas: motos verdes) pequeno.
Paredes musgo (mas: paredes brancas). Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos). dois elementos.
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas
Adjetivo Composto qualidades de um mesmo elemento.

É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente, 4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento Inferioridade
concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam Sou menos passivo (do) que tolerante.
na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado, Superlativo
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver O superlativo expressa qualidades num grau muito
qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser
ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto; absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades:

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APOSTILAS OPÇÃO
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um inclinação ao comportamento violento:
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
nas formas: humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
secretário é muito inteligente. lhes impuseram limites de disciplina.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 3) Associação com grupos de jovens portadores de
sufixos. comportamento antissocial.
Por exemplo: Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
O secretário é inteligentíssimo. que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
Observe alguns superlativos sintéticos:  esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
benéfico beneficentíssimo resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
bom boníssimo ou ótimo criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso.
comum comuníssimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
cruel crudelíssimo e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
difícil dificílimo mais sólidas com o mundo do crime.
doce dulcíssimo Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
fácil facílimo aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
fiel fidelíssimo superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
pode ser: Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Note bem: Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
antepostos ao adjetivo. na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das
2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento
formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem artístico.
vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo: (Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado)
fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
A forma popular é constituída do radical do adjetivo Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo. corresponde a – características de epidemias.
3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo, Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo
necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada.
seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável A) água fluvial – água da chuva.
hiato i-í. B) produção aurífera – produção de ouro.
Questões C) vida rupestre – vida do campo.
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília.
01. Leia o texto a seguir. E) costela bovina – costela de porco.

Violência epidêmica 02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto:


A) azul-celeste
A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora B) azul-pavão
possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes C) surda-muda
sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características D) branco-gelo
epidêmicas. Respostas
A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades 1-B / 2-C
de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
centros urbanos e se dissemina pelo interior. Pronome
As estratégias que as sociedades adotam para combater a
violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras alguma forma.
enfermidades. A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações [substituição do nome]
nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de [referência ao nome]
seus desejos.
A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que Essa moça morava nos meus sonhos!
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao [qualificação do nome]
desenvolvimento psicológico pleno. Grande parte dos pronomes não possuem significados
A revisão de estudos científicos permite identificar três fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
fatores principais na formação das personalidades com maior um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata

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APOSTILAS OPÇÃO
daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no Fizemos boa viagem. (Nós)
ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal Pronome Oblíquo
apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença,
dessa característica, os pronomes apresentam uma forma exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou 
específica para cada pessoa do discurso. indireto) ou complemento nominal.

Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)


[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da
oração.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.

Em termos morfológicos, os pronomes são palavras Pronome Oblíquo Átono


variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
do pronome seja coerente em termos de gênero e número precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando Ele me deu um presente.
este se apresenta ausente no enunciado.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile - 1ª pessoa do singular (eu): me
da nossa escola neste ano. - 2ª pessoa do singular (tu): te
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
adequada] - 1ª pessoa do plural (nós): nos
[neste: pronome que determina “ano” = concordância - 2ª pessoa do plural (vós): vos
adequada] - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada] Observações:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
Pronomes Pessoais função de objeto indireto na oração.

São aqueles que substituem os substantivos, indicando Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve diretos como objetos indiretos.
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, objetos diretos.
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
quem fala. Saiba que:
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
oblíquo. mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
Pronome Reto nos exemplos que seguem:
Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,
exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito.
Nós lhe ofertamos flores. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
vocês?
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero - Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal pouco.
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o
quadro dos pronomes retos é assim configurado: No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
- 1ª pessoa do singular: eu até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 2ª pessoa do singular: tu
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Atenção:
- 1ª pessoa do plural: nós Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 2ª pessoa do plural: vós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 3ª pessoa do plural: eles, elas -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
tempo que a terminação verbal é suprimida.
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como Por exemplo: fiz + o = fi-lo
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi fazei + o = fazei-os
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”, dizer + a = dizê-la
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. viram + o: viram-no
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome repõe + os = repõe-nos
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas retém + a: retém-na
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do tem + as = tem-nas
verbo indicadas pelo pronome reto.

Língua Portuguesa 29
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APOSTILAS OPÇÃO
Pronome Oblíquo Tônico Lavamo-nos no rio.

Os pronomes oblíquos tônicos são sempre - 2ª pessoa do plural (vós): vos.


precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte. - 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo.
O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim Eles se conheceram.
configurado: Elas deram a si um dia de folga.
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo A Segunda Pessoa Indireta
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
que podem ser observados no quadro seguinte:
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais Pronomes de Tratamento
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
pronomes costumam ser usados desta forma: Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
Não há mais nada entre mim e ti. oficiais-generais
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
Não há nenhuma acusação contra mim. universidades
Não vá sem mim. Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Atenção: Vossa Santidade V. S. Papa
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo cerimonioso
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito Vossa Onipotência V. O. Deus
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso
reto. Também são pronomes de tratamento o senhor, a
senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento
Não vá sem eu mandar. familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de Observações:
companhia. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
Ele carregava o documento consigo. tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
relação à pessoa com quem falamos.
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados encontro.
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
algum numeral. Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Você terá de viajar com nós todos.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
Ele disse que iria com nós três. indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
Pronome Reflexivo estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
verbo. pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa.
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Eu não me vanglorio disso. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi. c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou
nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
Assim tu te prejudicas. por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
Conhece a ti mesmo. poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
na terceira pessoa.
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Guilherme já se preparou. cabelos. (errado)
Ela deu a si um presente. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
Antônio conversou consigo mesmo. cabelos. (correto)
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. cabelos. (correto)

Língua Portuguesa 30
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APOSTILAS OPÇÃO
Pronomes Possessivos Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical destinatária).
(possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar
possuída). no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) envia a mensagem).

Observe o quadro: No tempo:


Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
Número Pessoa Pronome ao ano presente.
singular primeira meu(s), minha(s) Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
um passado próximo.
singular segunda teu(s), tua(s) Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
singular terceira seu(s), sua(s) referindo a um passado distante.
 
plural primeira nosso(s), nossa(s) - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
plural segunda vosso(s), vossa(s) invariáveis, observe:
plural terceira seu(s), sua(s) Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com - Também aparecem como pronomes demonstrativos:
o objeto possuído. - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
difícil. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
Observações: te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
alteração fonética da palavra senhor. - próprio(s), própria(s):
- Muito obrigado, seu José. Os próprios alunos resolveram o problema.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. - semelhante(s):
Podem ter outros empregos, como: Não compre semelhante livro.
a) indicar afetividade. - tal, tais:
- Não faça isso, minha filha. Tal era a solução para o problema.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos. Note que:
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o salientar algum termo anterior. Por exemplo:
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
concorda com o mais próximo. aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Trouxe-me seus livros e anotações. O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
átonos assumem valor de possessivo. chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
Pronomes Demonstrativos d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a lugar.
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
discurso. e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano

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APOSTILAS OPÇÃO
que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
não se quer revelar.  introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema”
é antecedente do pronome relativo que.
Classificam-se em: O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome
- Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar demonstrativo o, a, os, as.
do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São Não sei o que você está querendo dizer.
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem
outrem, quem, tudo. expresso.
Algo o incomoda? Quem casa, quer casa.
Quem avisa amigo é.
Observe:
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
Cada povo tem seus costumes.
Certas pessoas exercem várias profissões. Note que:
a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
pronomes indefinidos adjetivos: por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), um substantivo.
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns,
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
Menos palavras e mais ações.
Alguns se contentam pouco. b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Os pronomes indefinidos podem ser divididos verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
em variáveis e invariáveis. Observe: várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, ou depois de determinadas preposições:
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária,
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. ambiguidade.)
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo,
cada. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um,
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou refere a uma oração.
qual, um ou outro, uma ou outra, etc.
Cada um escolheu o vinho desejado. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
sua vocação natural.
Indefinidos Sistemáticos
d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição das quais.
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/ (antecedente) (consequente)
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém,
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza. um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
Essas oposições de sentido são muito importantes na
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas Emprestei tantos quantos foram necessários.
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos (antecedente)
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem Ele fez tudo quanto havia falado.
parte: (antecedente)
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado
prático. f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são precedido de preposição.
pessoas quaisquer.
É um professor a quem muito devemos.
Pronomes Relativos (preposição)

São aqueles que representam nomes já mencionados g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
orações subordinadas adjetivas. A casa onde morava foi assaltada.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.

Língua Portuguesa 32
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APOSTILAS OPÇÃO
i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras: 02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou
- como (= pelo qual) que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
Não me parece correto o modo como você agiu semana amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
passada. Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
- quando (= em que) formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo
mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de
Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame. transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos
numa só frase. fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais
O futebol é um esporte. que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos
O povo gosta muito deste esporte. mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem
fora dela.
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
ocorrer a elipse do relativo “que”. geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
(que) fumava. apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
Pronomes Interrogativos inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
do conceito de amizade.
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
preferes. diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
passageiros desembarcaram. “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
Sobre os pronomes: Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
desempenha função de complemento. Vamos entender, em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
função exerce. Observe as orações: Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
lo. Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” si.
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
<http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo
estamudando-amizade-619645.shtml>.
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo.
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia se referem.
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do amizades.
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou superficial de amizade.
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
se aos pronomes eu e você.
estiver no infinitivo ou gerúndio.
Eu desejo lhe perguntar algo. Quais estão corretas?
Eu estou perguntando-lhe algo. (A) Apenas I.
(B) Apenas II.
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: (C) Apenas III.
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente (D) Apenas I e II.
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. (E) I, II e III.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu Respostas
estava fazendo. 01. A\02. E
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que
eu estava fazendo. Advérbio
Questões O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
01. Observe as sentenças abaixo.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam. tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade,
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- contiguidade.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável. Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias
O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma em que esse processo se desenvolve. 
culta da língua portuguesa em: O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de
(A) apenas uma das sentenças caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não
(B) apenas duas das sentenças. é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças. modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns
exemplos:

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto, Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
você está até bem informado. - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
inconstitucionalissimamente, etc;
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo
Diminutivo: diminui a intensidade.
alheio, representando uma qualidade, característica.
Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
O artista canta muito mal.
Questões
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.

Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das


circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes,
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim,
afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
em breve, hoje em dia (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás, Único)
além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora, No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois
alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância, advérbios: AÍ e ainda.
à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda, Considerando que advérbio é a palavra que modifica
ao lado, em volta um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando
de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as
de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente, circunstâncias expressas por eles.
provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe A) Lugar e negação.
de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto, B) Lugar e tempo.
efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras, C) Modo e afirmação.
indubitavelmente D) Tempo e tempo.
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente, E) Intensidade e dúvida.
simplesmente, só, unicamente
de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também 02. Leia o texto a seguir.
de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
de designação: Eis Impunidade é motor de nova onda de agressões
de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade), Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas
para quê?(finalidade) últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de
Locução adverbial  repercussões.
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio. Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da
Exemplo: estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria
Carlos saiu às pressas. (indicando modo) recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação
Maria saiu à tarde. (indicando tempo) penal, por agressão, movida por sua ex-mulher.
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma
Há locuções adverbiais que possuem advérbios boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens
correspondentes. que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna
Exemplo: fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem
Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente. sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não
Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao
flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única cair no chão.
flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios Curiosamente, também é possível achar um blog que diz
é a de grau: que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se
quebrou ao cair no chão.

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APOSTILAS OPÇÃO
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
ajudar a polícia na investigação. respectivamente, circunstâncias de
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se A) afirmação e de intensidade.
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões B) modo e de tempo.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que C) modo e de lugar.
eles sejam julgados e condenados. D) lugar e de tempo.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que E) intensidade e de negação.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por Respostas
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. 1-B / 2-C / 3-B
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar.
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro, Preposição
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
dos caminhos. termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) há uma subordinação do segundo termo em relação ao
primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
circunstância adverbial de modo. semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda
uma série de repercussões. Tipos de Preposição
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em
plena balada… 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem como preposições.
sucesso, de duas amigas… A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
quebrando por aí… gramaticais que podem atuar como preposições.
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
03. Leia o texto a seguir. visto.

Cultura matemática 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo


Hélio Schwartsman como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito trás de.
tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode
quais os números não encontravam muito espaço, como direito, unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em
jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente. gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela
Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
universitários, é considerado aceitável que um intelectual se Vale ressaltar que essa concordância não é característica da
vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá preposição, mas das palavras às quais ela se une.
da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão Esse processo de junção de uma preposição com outra
recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na palavra pode se dar a partir de dois processos:
manga da camisa.
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a 1. Combinação: A preposição não sofre alteração.
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida preposição a + artigos definidos o, os
prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma a + o = ao
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo preposição a + advérbio onde
para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras a + onde = aonde
técnicas.
Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as 2. Contração: Quando a preposição sofre alteração.
armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem Preposição + Artigos
assimilar toda a numeralha que idealmente as informa. De + o(s) = do(s)
Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito De + a(s) = da(s)
para compreender as novas pesquisas que trazem informações De + um = dum
relevantes para nossa saúde e bem-estar. De + uns = duns
A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes De + uma = duma
especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da De + umas = dumas
mecânica quântica indicam que existem universos paralelos, Em + o(s) = no(s)
isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene Em + a(s) = na(s)
Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão Em + um = num
eficaz para exprimir as leis da física. Em + uma = numa
Releia os trechos apresentados a seguir. Em + uns = nuns
- Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras Em + umas = numas
podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números A + à(s) = à(s)
não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo) Por + o = pelo(s)
- Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma Por + a = pela(s)
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º

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APOSTILAS OPÇÃO
Preposição + Pronomes Questões
De + ele(s) = dele(s)
De + ela(s) = dela(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + este(s) = deste(s)
De + esta(s) = desta(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esse(s) = desse(s)
De + essa(s) = dessa(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + aquele(s) = daquele(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + aquela(s) = daquela(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + isto = disto grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + isso = disso em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + aquilo = daquilo O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + aqui = daqui de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aí = daí que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + ali = dali “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + outro = doutro(s) duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + outra = doutra(s) pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
Em + este(s) = neste(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
Em + esta(s) = nesta(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + esse(s) = nesse(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + aquele(s) = naquele(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + aquela(s) = naquela(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + isto = nisto em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + isso = nisso que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + aquilo = naquilo a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
A + aquele(s) = àquele(s) Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
A + aquela(s) = àquela(s) o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquilo = àquilo implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
Dicas sobre preposição não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
oblíquo e artigo. Como distingui-los? devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. ao bom comportamento”.
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
e feminino. Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
A dona da casa não quis nos atender. no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
Como posso fazer a Joana concordar comigo? por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
- Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
termos e estabelece relação de subordinação entre eles. atitude”.
Cheguei a sua casa ontem pela manhã. Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos
um tratamento adequado. já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/ minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
ou a função de um substantivo. vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
Temos Maria como parte da família. / A temos como parte “Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o
da família egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós
Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. / não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso
Creio que a conhecemos melhor que ninguém. tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo.
preposições: (Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que-
Destino = Irei para casa. liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa; No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência. vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o
Tempo = A prova vai começar em dois minutos. termo em destaque expressa relação de
Causa = Ela faleceu de derrame cerebral. A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar
Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o do projeto “Xadrez que liberta”.
tratamento. B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo
de falar.
Instrumento = Escreveu a lápis. C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para
Posse = Não posso doar as roupas da mamãe. termos mais chances de vencer o torneio de xadrez.
Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom. D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
Companhia = Estarei com ele amanhã. muito feliz, porque eu não esperava.
Matéria = Farei um cartão de papel reciclado. E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir
Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco. a revisão da minha pena.
Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume. 02. Considere o trecho a seguir.
Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso. O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio,
Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista. garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham,

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APOSTILAS OPÇÃO
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
instituição. do verbo), porquanto.

As preposições que preenchem o trecho, correta, Conjunções subordinativas


respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: - CAUSAIS
A) a ...com Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
B) de ...com vez que, como (= porque).
C) de ...a Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
D) com ...a
E) para ...de - COMPARATIVAS
Respostas Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
1-B / 2-B mais...do que, menos...do que.
Ela fala mais que um papagaio.
Conjunção
- CONCESSIVAS
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: mesmo que, apesar de, se bem que.
Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
amiguinhas.
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
cansada)
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as Apesar de ter chovido fui ao cinema.
amiguinhas
- CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante
1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou Cada um colhe conforme semeia.
3ª oração: quando viu as amiguinhas. Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade.
A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As - CONSECUTIVAS
palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações. Expressam uma ideia de consequência.
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”,
Observe: Gosto de natação e de futebol. “tão”, “tamanho”).
Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes Falou tanto que ficou rouco.
ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
ligando termos de uma mesma oração. - FINAIS
Expressam ideia de finalidade, objetivo.
Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações Todos trabalham para que possam sobreviver.
ou dois termos semelhantes de uma mesma oração. Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque
(=para que),
Morfossintaxe da Conjunção
- PROPORCIONAIS
As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
propriamente uma função sintática: são conectivos. mais, ao passo que, à proporção que.
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha.
Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
Subordinativas - TEMPORAIS
Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo
Conjunções coordenativas que.
Dividem-se em: Quando eu sair, vou passar na locadora.

- ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma. Importante:


Ex. Gosto de cantar e de dançar.
Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também, Diferença entre orações causais e explicativas
não só...como também.
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA)
- ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição, e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos
de compensação. com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma
Ex. Estudei, mas não entendi nada. explicativa. Veja os exemplos:
Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
todavia, no entanto, entretanto. 1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser
atropelado”:
- ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância. a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou
Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho. uma explicação do fato expresso na oração anterior.
Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer... b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes
quer, já...já. uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula.
- CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex. Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado.
Estudei muito, por isso mereço passar. b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será
(depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim. explicativa.
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo)
- EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora. 2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade

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APOSTILAS OPÇÃO
porque não havia cemitério no local.” Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo raiva se traduz numa palavra: Droga!
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê-
la é colocá-la no início do período, introduzida pela Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa. simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos As sentenças da língua costumam se organizar de forma
em outra cidade. lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
dependentes uma da outra. outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
Questões locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
sentença.
01. Leia o texto a seguir. Veja os exemplos:
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso Bravo! Bis!
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos bom! Repitam!»
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. “Estou com dor!”
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro,
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de um estado da alma decorrente de uma situação particular, um
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de momento ou um contexto específico. Exemplos:
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no Ah, como eu queria voltar a ser criança!
passado. ah: expressão de um estado emotivo = interjeição
Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877, Hum! Esse pudim estava maravilhoso!
existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a O significado das interjeições está vinculado à maneira
tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos, enunciação. Exemplos:
as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de Psiu!
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould, espere!”
depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu Psiu!
que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical. hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia silêncio!”
Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77) Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. puxa: interjeição; tom da fala: decepção

Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
elemento grifado pode ser substituído por: a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
A) Porém. tristeza, dor, etc.
B) Contudo. Você faz o que no Brasil?
C) Todavia. Eu? Eu negocio com madeiras.
D) Entretanto. Ah, deve ser muito interessante.
E) Conquanto. b) Sintetizar uma frase apelativa
Cuidado! Saia da minha frente.
02. Observando as ocorrências da palavra “como” em – As interjeições podem ser formadas por:
Como fomos programados para ver o mundo como um lugar a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
(A) comparativa nas duas ocorrências. c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
(B) conformativa nas duas ocorrências. bolas!
(C) comparativa na primeira ocorrência. A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
(D) causal na segunda ocorrência. da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
(E) causal na primeira ocorrência. uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:

Língua Portuguesa 38
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APOSTILAS OPÇÃO
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!, “Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac) 
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca! Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã! 6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!, diminutivo ou no superlativo.
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora! Calminha! Adeusinho! Obrigadinho!
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá! Interjeições, leitura e produção de textos
- Desculpa: Perdão!
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!, Usadas com muita frequência na língua falada informal,
Eh! quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!, conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além
Ora! disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!, - como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz! dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos -
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!, particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora! das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade! e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas.
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!, Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me, racional fazem das interjeições presença constante nos textos
Deus! publicitários.
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio! Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh! morf89.php
Numeral
Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
em determinada sequência.
sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco.
não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”]
mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Eu quero café duplo, e você?
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”]
Locução Interjetiva A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor!
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma “fila”]
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Ora bolas! Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que
Quem me dera! os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a
Virgem Maria! expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
Meu Deus! de numerais, mas sim de algarismos.
Ai de mim! Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a
Valha-me Deus! ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras
Graças a Deus! consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção
Alto lá! ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
Muito bem! ambos(as), novena.

Observações: Classificação dos Numerais

1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
exemplo: um, dois, cem mil, etc.
Ué! = Eu não esperava por essa! Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada:
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe. primeiro, segundo, centésimo, etc.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
podem aparecer como interjeições. seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
Viva! Basta! (Verbos) dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Fora! Francamente! (Advérbios)
Leitura dos Numerais
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
porque sozinha pode constituir uma mensagem. Separando os números em centenas, de trás para frente,
Socorro! obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Ajudem-me!  início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
Silêncio! usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
Fique quieto! 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
e seis.
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
que exprimem ruídos e vozes.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! Flexão dos numerais
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
depois do “ó” vocativo. milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.

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APOSTILAS OPÇÃO
Os numerais ordinais variam em gênero e número: trinta trigésimo - trinta avos
primeiro segundo milésimo quarenta quadragésimo - quarenta avos
primeira segunda milésima cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos
primeiros segundos milésimos sessenta sexagésimo - sessenta avos
primeiras segundas milésimas setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam noventa nonagésimo - noventa avos
em funções substantivas: cem centésimo cêntuplo centésimo
Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção. duzentos ducentésimo - ducentésimo
Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais trezentos trecentésimo - trecentésimo
flexionam-se em gênero e número: quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo
Teve de tomar doses triplas do medicamento. quinhentos quingentésimo - quingentésimo
Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número. seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo
Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças setecentos septingentésimo - septingentésimo
partes oitocentos octingentésimo - octingentésimo
Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma novecentos nongentésimo
dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros. ou noningentésimo - nongentésimo
É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos mil milésimo - milésimo
numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido. milhão milionésimo - milionésimo
É o que ocorre em frases como: bilhão bilionésimo - bilionésimo
“Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda Questões
divisão de futebol)
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais”
Emprego dos Numerais temos exemplos de numerais:
A) ordinais;
*Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em B) cardinais;
que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a C) fracionários;
partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do D) romanos;
substantivo: E) Nenhuma das alternativas.
Ordinais Cardinais
João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze) 02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem
D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis) empregados.
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte) A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
Século VIII (oitavo) Século XX (vinte) B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo.
Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três) C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono.
*Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal E) O artigo vigésimo segundo foi revogado.
até nono e o cardinal de dez em diante:
Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez) 03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90
Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um) são, respectivamente
A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno,
*Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um nongentésimo
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo
referência. D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo
Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
da solidariedade. Ambos agora participam das atividades Respostas
comunitárias de seu bairro. 1-B / 2-D / 3-B

Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática. Análise Sintática


Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários e classifica as orações que o constituem e reconhece a função
um primeiro - - sintática dos termos de cada oração.
dois segundo dobro, duplo meio Daremos uma ideia do que seja frase, oração, período, termo,
três terceiro triplo, tríplice terço função sintática e núcleo de um termo da oração.
quatro quarto quádruplo quarto As palavras, tanto na expressão escrita como na oral, são
cinco quinto quíntuplo quinto reunidas e ordenadas em frases. Pela frase é que se alcança
seis sexto sêxtuplo sexto o objetivo do discurso, ou seja, da atividade linguística: a
sete sétimo sétuplo sétimo comunicação com o ouvinte ou o leitor.
oito oitavo óctuplo oitavo Frase, Oração e Período são fatores constituintes de
nove nono nônuplo nono qualquer texto escrito em prosa, pois o mesmo compõe-se de
dez décimo décuplo décimo uma sequência lógica de ideias, todas organizadas e dispostas
onze décimo primeiro - onze avos em parágrafos minuciosamente construídos.
doze décimo segundo - doze avos
treze décimo terceiro - treze avos Frase: é todo enunciado capaz de transmitir, a quem nos
catorze décimo quarto - catorze avos ouve ou lê, tudo o que pensamos, queremos ou sentimos. Pode
quinze décimo quinto - quinze avos revestir as mais variadas formas, desde a simples palavra até
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos o período mais complexo, elaborado segundo os padrões
dezessete décimo sétimo - dezessete avos sintáticos do idioma. São exemplos de frases:
dezoito décimo oitavo - dezoito avos Socorro!
dezenove décimo nono - dezenove avos Muito obrigado!
vinte vigésimo - vinte avos Que horror!

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APOSTILAS OPÇÃO
Sentinela, alerta! A entoação é um elemento muito importante da frase falada,
Cada um por si e Deus por todos. pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo
Grande nau, grande tormenta. de como é dita, uma frase simples como «É ela.» pode indicar
Por que agridem a natureza? constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc.
“Tudo seco em redor.” (Graciliano Ramos) A mesma frase pode assumir sentidos diferentes, conforme o
“Boa tarde, mãe Margarida!” (Graciliano Ramos) tom com que a proferimos. Observe:
“Fumaça nas chaminés, o céu tranquilo, limpo o terreiro.” Olavo esteve aqui.
(Adonias Filho) Olavo esteve aqui?
“As luzes da cidade estavam amortecidas.” (Érico Veríssimo) Olavo esteve aqui?!
“Tropas do exército regular do Sul, ajustadas pelos Olavo esteve aqui!
seus aliados brancos de além mar, tinham sido levadas em
helicópteros para o lugar onde se presumia estivesse o inimigo, Questões
mas este se havia sumido por completo.” (Érico Veríssimo)
01. Marque apenas as frases nominais:
As frases são proferidas com entoação e pausas especiais, (A) Que voz estranha!
indicadas na escrita pelos sinais de pontuação. Muitas frases, (B) A lanterna produzia boa claridade.
principalmente as que se desviam do esquema sujeito + (C) As risadas não eram normais.
predicado, só podem ser entendidas dentro do contexto (= (D) Luisinho, não!
o escrito em que figuram) e na situação (= o ambiente, as
circunstâncias) em que o falante se encontra. Chamam-se frases 02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa,
nominais as que se apresentam sem o verbo. Exemplo: Tudo exclamativa, optativa ou imperativa.
parado e morto. (A) Você está bem?
Quanto ao sentido, as frases podem ser: (B) Não olhe; não olhe, Luisinho!
(C) Que alívio!
Declarativas: aquela através da qual se enuncia algo, (D) Tomara que Luisinho não fique impressionado!
de forma afirmativa ou negativa. Encerram a declaração ou (E) Você se machucou?
enunciação de um juízo acerca de alguém ou de alguma coisa: (F) A luz jorrou na caverna.
Paulo parece inteligente. (afirmativa) (G) Agora suma, seu monstro!
Nunca te esquecerei. (negativa) (H) O túnel ficava cada vez mais escuro.
Neli não quis montar o cavalo velho, de pêlo ruço. (negativa)
Respostas
Interrogativas: aquela da qual se pergunta algo, direta 01. “a” e “d”
(com ponto de interrogação) ou indiretamente (sem ponto de
interrogação). São uma pergunta, uma interrogação: 02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d)
Por que chegaste tão tarde? optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h)
Gostaria de saber que horas são. declarativa
“Por que faço eu sempre o que não queria” (Fernando Pessoa) Oração

Imperativas: aquela através da qual expressamos uma Oração: é todo enunciado linguístico dotado de sentido,
ordem, pedido ou súplica, de forma afirmativa ou negativa. porém há, necessariamente, a presença do verbo. A oração
Contêm uma ordem, proibição, exortação ou pedido: encerra uma frase (ou segmento de frase), várias frases ou um
“Cale-se! Respeite este templo.” (afirmativa) período, completando um pensamento e concluindo o enunciado
Não cometa imprudências. (negativa) através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns
“Não me leves para o mar.” (negativa) casos, através de reticências.
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes
Exclamativas: aquela através da qual externamos uma elípticos). Não têm estrutura sintática, portanto não são orações,
admiração. Traduzem admiração, surpresa, arrependimento, não podem ser analisadas sintaticamente frases como:
etc.:
Como eles são audaciosos! Socorro!
Não voltaram mais! Com licença!
Que rapaz impertinente!
Optativas: É aquela através da qual se exprime um desejo: Muito riso, pouco siso.
Bons ventos o levem!
Oxalá não sejam vãos tantos sacrifícios! Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como
“E queira Deus que te não enganes, menino!” (Carlos de Laet) partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos
ou as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração
Imprecativas: Encerram uma imprecação (praga, maldição): desempenha uma função sintática. Geralmente apresentam dois
“Esta luz me falte, se eu minto, senhor!” (Camilo Castelo grupos de palavras: um grupo sobre o qual se declara alguma
Branco) coisa (o sujeito), e um grupo que apresenta uma declaração (o
“Não encontres amor nas mulheres!” (Gonçalves Dias) predicado), e, excepcionalmente, só o predicado. Exemplo:
“Maldito seja quem arme ciladas no seu caminho!”
(Domingos Carvalho da Silva) A menina banhou-se na cachoeira.
A menina – sujeito
Como se vê dos exemplos citados, os diversos tipos de frase banhou-se na cachoeira – predicado
podem encerrar uma afirmação ou uma negação. No primeiro Choveu durante a noite. (a oração toda predicado)
caso, a frase é afirmativa, no segundo, negativa. O que caracteriza
e distingue esses diferentes tipos de frase é a entoação, ora O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em
ascendente ora descendente. número e pessoa. É normalmente o «ser de quem se declara
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser algo», «o tema do que se vai comunicar».
integralmente captados se atentarmos para o contexto em que O predicado é a parte da oração que contém “a informação
são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se nova para o ouvinte”. Normalmente, ele se refere ao sujeito,
explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase “Que educação!”, constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito.
usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de
pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do Observe: O amor é eterno. O tema, o ser de quem se declara
que aparentemente diz. algo, o sujeito, é “O amor”. A declaração referente a “o amor”, ou

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APOSTILAS OPÇÃO
seja, o predicado, é «é eterno». nome se refere a objetos das primeira e segunda pessoas, o
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto (eu,
Já na frase: Os rapazes jogam futebol. O sujeito é “Os rapazes”, tu, ele, etc.). Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa,
que identificamos por ser o termo que concorda em número e sua representação pode ser feita através de um substantivo, de
pessoa com o verbo “jogam”. O predicado é “jogam futebol”. um pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras,
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo.
Núcleo de um termo é a palavra principal (geralmente um Exemplos:
substantivo, pronome ou verbo), que encerra a essência de Eu acompanho você até o guichê.
sua significação. Nos exemplos seguintes, as palavras amigo e eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa
revestiu são o núcleo do sujeito e do predicado, respectivamente: Vocês disseram alguma coisa?
“O amigo retardatário do presidente prepara-se para vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa
desembarcar.” (Aníbal Machado) Marcos tem um fã-clube no seu bairro.
A avezinha revestiu o interior do ninho com macias plumas. Marcos: sujeito = substantivo próprio
Ninguém entra na sala agora.
Os termos da oração da língua portuguesa são classificados ninguém: sujeito = pronome substantivo
em três grandes níveis: O andar deve ser uma atividade diária.
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa oração

- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e Agente de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de
da Passiva). oração substantiva subjetiva:

- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, É difícil optar por esse ou aquele doce...
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. É difícil: oração principal
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva subjetiva
Termos Essenciais da Oração: São dois os termos essenciais
(ou fundamentais) da oração: sujeito e predicado. Exemplos: O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos:
Sujeito Predicado O sino era grande.
Pobreza não é vileza. Ela tem uma educação fina.
Vossa Excelência agiu com imparcialidade.
Os sertanistas capturavam os índios. Isto não me agrada.
Um vento áspero sacudia as árvores.
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que pratica substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer
uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma coisa. Ao palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, etc.).
fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto semântico Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham uma
do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto estilístico voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar)
(o tópico da sentença). Já que o sujeito é depreendido de uma
análise sintática, vamos restringir a definição apenas ao seu O sujeito pode ser:
papel sintático na sentença: aquele que estabelece concordância
com o núcleo do predicado. Quando se trata de predicado verbal, Simples: quando tem um só núcleo: As rosas têm espinhos;
o núcleo é sempre um verbo; sendo um predicado nominal, o “Um bando de galinhas-d’angola atravessa a rua em fila indiana.”
núcleo é sempre um nome. Então têm por características básicas: Composto: quando tem mais de um núcleo: “O burro e o
- estabelecer concordância com o núcleo do predicado; cavalo nadavam ao lado da canoa.”
- apresentar-se como elemento determinante em relação ao Expresso: quando está explícito, enunciado: Eu viajarei
predicado; amanhã.
- constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo Oculto (ou elíptico): quando está implícito, isto é, quando
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. não está expresso, mas se deduz do contexto: Viajarei amanhã.
(sujeito: eu, que se deduz da desinência do verbo); “Um soldado
Exemplo: saltou para a calçada e aproximou-se.” (o sujeito, soldado, está
expresso na primeira oração e elíptico na segunda: e (ele)
A padaria está fechada hoje. aproximou-se.); Crianças, guardem os brinquedos. (sujeito:
está fechada hoje: predicado nominal vocês)
fechada: nome adjetivo = núcleo do predicado Agente: se faz a ação expressa pelo verbo da voz ativa: O Nilo
a padaria: sujeito fertiliza o Egito.
padaria: núcleo do sujeito - nome feminino singular Paciente: quando sofre ou recebe os efeitos da ação expressa
pelo verbo passivo: O criminoso é atormentado pelo remorso;
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo determinante, Muitos sertanistas foram mortos pelos índios; Construíram-se
ao passo que o predicado é o termo determinado. Essa posição açudes. (= Açudes foram construídos.)
de determinante do sujeito em relação ao predicado adquire Agente e Paciente: quando o sujeito realiza a ação expressa
sentido com o fato de ser possível, na língua portuguesa, uma por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe os efeitos
sentença sem sujeito, mas nunca uma sentença sem predicado. dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; Regina
Exemplo: trancou-se no quarto.
Indeterminado: quando não se indica o agente da ação
As formigas invadiram minha casa. verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem atropelou
as formigas: sujeito = termo determinante a senhora? Não se diz, não se sabe quem a atropelou.); Come-se
invadiram minha casa: predicado = termo determinado bem naquele restaurante.
Há formigas na minha casa.
há formigas na minha casa: predicado = termo determinado Observações:
sujeito: inexistente - Não confundir sujeito indeterminado com sujeito oculto.
- Sujeito formado por pronome indefinido não é
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma indeterminado, mas expresso: Alguém me ensinará o caminho.
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse Ninguém lhe telefonou.

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o Minha empregada é desastrada.
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente predicado: é desastrada
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com núcleo do predicado: desastrada = atributo do sujeito
admiração; “Bateram palmas no portãozinho da frente.”; “De tipo de predicado: nominal
qualquer modo, foi uma judiação matarem a moça.”
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo O núcleo do predicado nominal chama-se predicativo
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. O do sujeito, porque atribui ao sujeito uma qualidade ou
pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do sujeito. característica. Os verbos de ligação (ser, estar, parecer, etc.)
Pode ser omitido junto de infinitivos. funcionam como um elo entre o sujeito e o predicado.
Aqui vive-se bem.
Devagar se vai ao longe. A empreiteira demoliu nosso antigo prédio.
Quando se é jovem, a memória é mais vivaz. predicado: demoliu nosso antigo prédio
Trata-se de fenômenos que nem a ciência sabe explicar. núcleo do predicado: demoliu = nova informação sobre o
sujeito
- Assinala-se a indeterminação do sujeito deixando-se o tipo de predicado: verbal
verbo no infinitivo impessoal: Era penoso carregar aqueles
fardos enormes; É triste assistir a estas cenas repulsivas. Os manifestantes desciam a rua desesperados.
predicado: desciam a rua desesperados
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a núcleos do predicado: desciam = nova informação sobre o
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa sujeito; desesperados = atributo do sujeito
língua. tipo de predicado: verbo-nominal
Exemplos:
É fácil este problema! Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é
Vão-se os anéis, fiquem os dedos. responsável também por definir os tipos de elementos que
“Breve desapareceram os dois guerreiros entre as árvores.” aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho basta
(José de Alencar) para compor o predicado (verbo intransitivo). Em outros casos
é necessário um complemento que, juntamente com o verbo,
Sem Sujeito: constituem a enunciação pura e absoluta de um constituem a nova informação sobre o sujeito. De qualquer
fato, através do predicado; o conteúdo verbal não é atribuído a forma, esses complementos do verbo não interferem na tipologia
nenhum ser. São construídas com os verbos impessoais, na 3ª do predicado.
pessoa do singular: Havia ratos no porão; Choveu durante o jogo. Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo,
Observação: São verbos impessoais: Haver (nos sentidos quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por
de existir, acontecer, realizar-se, decorrer), Fazer, passar, ser estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos:
e estar, com referência ao tempo e Chover, ventar, nevar, gear,
relampejar, amanhecer, anoitecer e outros que exprimem “A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes
fenômenos meteorológicos. inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo é
depois de algozes)
Predicado: assim como o sujeito, o predicado é um “Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da
segmento extraído da estrutura interna das orações ou das Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe)
frases, sendo, por isso, fruto de uma análise sintática. Nesse “A cidade parecia mais alegre; o povo, mais contente.” (Povina
sentido, o predicado é sintaticamente o segmento linguístico Cavalcante) (isto é: o povo parecia mais contente)
que estabelece concordância com outro termo essencial
da oração, o sujeito, sendo este o termo determinante (ou Chama-se predicação verbal o modo pelo qual o verbo
subordinado) e o predicado o termo determinado (ou principal). forma o predicado.
Não se trata, portanto, de definir o predicado como “aquilo Há verbos que, por natureza, tem sentido completo,
que se diz do sujeito” como fazem certas gramáticas da língua podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos
portuguesa, mas sim estabelecer a importância do fenômeno de predicação completa denominados intransitivos. Exemplo:
da concordância entre esses dois termos essenciais da oração.
Então têm por características básicas: apresentar-se como As flores murcharam.
elemento determinado em relação ao sujeito; apontar um Os animais correm.
atributo ou acrescentar nova informação ao sujeito. As folhas caem.

Exemplo: Outros verbos há, pelo contrário, que para integrarem


Carolina conhece os índios da Amazônia. o predicado necessitam de outros termos: são os verbos de
sujeito: Carolina = termo determinante predicação incompleta, denominados transitivos. Exemplos:
predicado: conhece os índios da Amazônia = termo
determinado João puxou a rede.
“Não invejo os ricos, nem aspiro à riqueza.” (Oto Lara
Nesses exemplos podemos observar que a concordância é Resende)
estabelecida entre algumas poucas palavras dos dois termos “Não simpatizava com as pessoas investidas no poder.”
essenciais. No primeiro exemplo, entre “Carolina” e “conhece”; (Camilo Castelo Branco)
no segundo exemplo, entre “nós” e “fazemos”. Isso se dá porque
a concordância é centrada nas palavras que são núcleos, isto Observe que, sem os seus complementos, os verbos puxou,
é, que são responsáveis pela principal informação naquele invejo, aspiro, etc., não transmitiriam informações completas:
segmento. No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um puxou o quê? Não invejo a quem? Não aspiro a quê?
nome, quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da Os verbos de predicação completa denominam-se
oração, ou um verbo (ou locução verbal). No primeiro caso, intransitivos e os de predicação incompleta, transitivos. Os
temos um predicado nominal (seu núcleo significativo é um verbos transitivos subdividem-se em: transitivos diretos,
nome, substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por transitivos indiretos e transitivos diretos e indiretos
um verbo de ligação) e no segundo um predicado verbal (seu (bitransitivos).
núcleo é um verbo, seguido, ou não, de complemento(s) ou Além dos verbos transitivos e intransitivos, quem encerram
termos acessórios). Quando, num mesmo segmento o nome e o uma noção definida, um conteúdo significativo, existem os de
verbo são de igual importância, ambos constituem o núcleo do ligação, verbos que entram na formação do predicado nominal,
predicado e resultam no tipo de predicado verbo-nominal (tem relacionando o predicativo com o sujeito.
dois núcleos significativos: um verbo e um nome). Exemplos:

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Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele,
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc.
pois têm sentido completo. Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam
“Três contos bastavam, insistiu ele.” (Machado de Assis) a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e
“Os guerreiros Tabajaras dormem.” (José de Alencar) pouco mais, usados também como transitivos diretos: João
“A pobreza e a preguiça andam sempre em companhia.” paga (perdoa, obedece) o médico. O médico é pago (perdoado,
(Marquês de Maricá) obedecido) por João. Há verbos transitivos indiretos, como
atirar, investir, contentar-se, etc., que admitem mais de uma
Observações: Os verbos intransitivos podem vir preposição, sem mudança de sentido. Outros mudam de sentido
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um com a troca da preposição, como nestes exemplos: Trate de sua
predicativo (qualidade, características): Fui cedo; Passeamos vida. (tratar=cuidar). É desagradável tratar com gente grosseira.
pela cidade; Cheguei atrasado; Entrei em casa aborrecido. (tratar=lidar). Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc.,
As orações formadas com verbos intransitivos não podem variam de significação conforme sejam usados como transitivos
“transitar” (= passar) para a voz passiva. Verbos intransitivos diretos ou indiretos.
passam, ocasionalmente, a transitivos quando construídos com
o objeto direto ou indireto. Transitivos Diretos e Indiretos: são os que se usam com
- “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do Nascimento) dois objetos: um direto, outro indireto, concomitantemente.
- “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís Jardim) Exemplos:
- “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves Dias) No inverno, Dona Cléia dava roupas aos pobres.
- “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo A empresa fornece comida aos trabalhadores.
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) Oferecemos flores à noiva.
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, Ceda o lugar aos mais velhos.
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar,
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. De Ligação: Os que ligam ao sujeito uma palavra ou
expressão chamada predicativo. Esses verbos, entram na
Transitivos Diretos: são os que pedem um objeto direto, isto formação do predicado nominal. Exemplos:
é, um complemento sem preposição. Pertencem a esse grupo: A Terra é móvel.
julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, designar, considerar, A água está fria.
declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: O moço anda (=está) triste.
Comprei um terreno e construí a casa. A Lua parecia um disco.
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de
Maricá) Observações: Os verbos de ligação não servem apenas de
“Então, solenemente Maria acendia a lâmpada de sábado.” anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais
(Guedes de Amorim) se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os transitório: Ele é doente. (aspecto permanente); Ele está doente.
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o (aspecto transitório). Muito desses verbos passam à categoria
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: dos intransitivos em frases como: Era =existia) uma vez uma
Consideramos o caso extraordinário. princesa.; Eu não estava em casa.; Fiquei à sombra.; Anda com
Inês trazia as mãos sempre limpas. dificuldades.; Parece que vai chover.
O povo chamava-os de anarquistas.
Julgo Marcelo incapaz disso. Os verbos, relativamente à predicação, não têm classificação
fixa, imutável. Conforme a regência e o sentido que apresentam
Observações: Os verbos transitivos diretos, em geral, podem na frase, podem pertencer ora a um grupo, ora a outro. Exemplos:
ser usados também na voz passiva; Outra característica desses O homem anda. (intransitivo)
verbos é a de poderem receber como objeto direto, os pronomes O homem anda triste. (de ligação)
o, a, os, as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as; Os
verbos transitivos diretos podem ser construídos acidentalmente O cego não vê. (intransitivo)
com preposição, a qual lhes acrescenta novo matiz semântico: O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto)
arrancar da espada; puxar da faca; pegar de uma ferramenta;
tomar do lápis; cumprir com o dever; Alguns verbos transitivos Não dei com a chave do enigma. (transitivo indireto)
diretos: abençoar, achar, colher, avisar, abraçar, comprar, Os pais dão conselhos aos filhos. (transitivo direto e indireto)
castigar, contrariar, convidar, desculpar, dizer, estimar, elogiar,
entristecer, encontrar, ferir, imitar, levar, perseguir, prejudicar, Predicativo: Há o predicativo do sujeito e o predicativo do
receber, saldar, socorrer, ter, unir, ver, etc. objeto.

Transitivos Indiretos: são os que reclamam um Predicativo do Sujeito: é o termo que exprime um atributo,
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. um estado ou modo de ser do sujeito, ao qual se prende por um
Exemplos: verbo de ligação, no predicado nominal. Exemplos:
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma A bandeira é o símbolo da Pátria.
adolescente.” (Ciro dos Anjos) A mesa era de mármore.
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e
neutros.” (Érico Veríssimo) Além desse tipo de predicativo, outro existe que entra na
“Lúcio não atinava com essa mudança instantânea.” (José constituição do predicado verbo-nominal. Exemplos:
Américo) O trem chegou atrasado. (=O trem chegou e estava
“Do que eu mais gostava era do tempo do retiro espiritual.” atrasado.)
(José Geraldo Vieira) O menino abriu a porta ansioso.
Todos partiram alegres.
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos importa
distinguir os que se constroem com os pronomes objetivos lhe, Observações: O predicativo subjetivo às vezes está
lhes. Em geral são verbos que exigem a preposição a: agradar-lhe, preposicionado; Pode o predicativo preceder o sujeito e até
agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, desagrada-lhe, desobedecem- mesmo ao verbo: São horríveis essas coisas!; Que linda
lhe, etc. Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir estava Amélia!; Completamente feliz ninguém é.; Raros são os
os que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas verdadeiros líderes.; Quem são esses homens?; Lentos e tristes,
lhe, lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de os retirantes iam passando.; Novo ainda, eu não entendia certas

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coisas.; Onde está a criança que fui? mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto de hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava o
um verbo transitivo. Exemplos: seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”.
O juiz declarou o réu inocente. - Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro
O povo elegeu-o deputado. Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a todos;
deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo desenvolvimento
Observações: O predicativo objetivo, como vemos dos das suas graças.”; “Agora sabia que podia manobrar com ele, com
exemplos acima, às vezes vem regido de preposição. Esta, em aquele homem a quem na realidade também temia, como todos
certos casos, é facultativa; O predicativo objetivo geralmente ali”.
se refere ao objeto direto. Excepcionalmente, pode referir-se - Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando
ao objeto indireto do verbo chamar. Chamavam-lhe poeta; que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo
Podemos antepor o predicativo a seu objeto: O advogado construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado.;
considerava indiscutíveis os direitos da herdeira.; Julgo “Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como a
inoportuna essa viagem.; “E até embriagado o vi muitas um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro?
vezes.”; “Tinha estendida a seus pés uma planta rústica da - Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza e a
cidade.”; “Sentia ainda muito abertos os ferimentos que aquele eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos outros.”; “As
choque com o mundo me causara.” companheiras convidavam-se umas às outras.”; “Era o abraço de
duas criaturas que só tinham uma à outra”.
Termos Integrantes da Oração - Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas,
Chamam-se termos integrantes da oração os que completam principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da
a significação transitiva dos verbos e nomes. Integram (inteiram, eufonia da frase: Judas traiu a Cristo.; Amemos a Deus sobre
completam) o sentido da oração, sendo por isso indispensável à todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O
compreensão do enunciado. São os seguintes: estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”.
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); - Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto
- Complemento Nominal; direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao
- Agente da Passiva. médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este confrade
conheço desde os seus mais tenros anos”.
Objeto Direto: é o complemento dos verbos de predicação - Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro
incompleta, não regido, normalmente, de preposição. Exemplos: caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a
As plantas purificaram o ar. ambos...”.
“Nunca mais ele arpoara um peixe-boi.” (Ferreira Castro) - Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes a
Procurei o livro, mas não o encontrei. pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e odeias a
Ninguém me visitou. outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes também aos
outros.; A quantos a vida ilude!.
O objeto direto tem as seguintes características: - Em certas construções enfáticas, como puxar (ou arrancar)
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, atirar com os
- Normalmente, não vem regido de preposição; livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas de aço fino...”;
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou
verbo ativo: Caim matou Abel. da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a coser.”; “Imagina-se
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva: Abel foi morto a consternação de Itaguaí, quando soube do caso.”
por Caim.
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a
O objeto direto pode ser constituído: preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativa; A substituição
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O lavrador do objeto direto preposicionado pelo pronome oblíquo átono,
cultiva a terra.; Unimos o útil ao agradável. quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) e não lhe,
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo (convencê-
Espero-o na estação.; Estimo-os muito.; Sílvia olhou-se ao lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só ocorre com
espelho.; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três as razões
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; ou finalidades do emprego do objeto direto preposicionado:
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar a clareza da frase; a harmonia da frase; a ênfase ou a força da
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” expressão.
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na
loja.; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de Objeto Direto Pleonástico: Quando queremos dar destaque
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas do ou ênfase à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no
livro, ela o faz com cuidado.; “Que teria o homem percebido nos início da frase e depois o repetimos ou reforçamos por meio do
meus escritos?” pronome oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal
chama-se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos:
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, dando- O dinheiro, Jaime o trazia escondido nas mangas da camisa.
se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da mesma O bem, muitos o louvam, mas poucos o seguem.
esfera semântica: “Seus cavalos, ela os montava em pelo.” (Jorge Amado)
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.”
(Vivaldo Coaraci) Objeto Indireto: É o complemento verbal regido de
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal preposição necessária e sem valor circunstancial. Representa,
Machado) ordinariamente, o ser a que se destina ou se refere à ação verbal:
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” (Machado “Nunca desobedeci a meu pai”. O objeto indireto completa a
de Assis) significação dos verbos:
Em tais construções é de rigor que o objeto venha
acompanhado de um adjunto. - Transitivos Indiretos: Assisti ao jogo; Assistimos à missa e
à festa; Aludiu ao fato; Aspiro a uma vida calma.
Objeto Direto Preposicionado: Há casos em que o objeto - Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou passiva):
direto, isto é, o complemento de verbos transitivos diretos, vem Dou graças a Deus; Ceda o lugar aos mais velhos; Dedicou sua
precedido de preposição, geralmente a preposição a. Isto ocorre vida aos doentes e aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a
principalmente: verdade ao moço.)
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico:
Deste modo, prejudicas a ti e a ela.; “Mas dona Carolina amava O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras

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categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente A multidão aclamava a rainha. (voz ativa)
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; Ele será acompanhado por ti. (voz passiva)
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. Observações:
Frase de forma passiva analítica sem complemento agente
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois expresso, ao passar para a ativa, terá sujeito indeterminado
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a e o verbo na 3ª pessoa do plural: Ele foi expulso da cidade.
Deus por nós.; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para (Expulsaram-no da cidade.); As florestas são devastadas.
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto direto (Devastam as florestas.); Na passiva pronominal não se declara
com o complemento nominal nem com o adjunto adverbial; Em o agente: Nas ruas assobiavam-se as canções dele pelos
frases como “Para mim tudo eram alegrias”, “Para ele nada é pedestres. (errado); Nas ruas eram assobiadas as canções dele
impossível”, os pronomes em destaque podem ser considerados pelos pedestres. (certo); Assobiavam-se as canções dele nas
adjuntos adverbiais. ruas. (certo)

O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa Termos Acessórios da Oração


ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes objetivos
indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. Exemplos: Termos acessórios são os que desempenham na oração
Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. (=Isto uma função secundária, qual seja a de caracterizar um ser,
pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); Peço- determinar os substantivos, exprimir alguma circunstância. São
vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a preposição é três os termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto
expressa, como característica do objeto indireto: Recorro a adverbial e aposto.
Deus.; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com pouco.; Ele Adjunto adnominal: É o termo que caracteriza ou determina
só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; Conto com os substantivos. Exemplo: Meu irmão veste roupas vistosas.
você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti agradou ao (Meu determina o substantivo irmão: é um adjunto adnominal
público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de que mais – vistosas caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto
gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a conhece.; Os adnominal).
obstáculos contra os quais luto são muitos.; As pessoas com O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos:
quem conto são poucas. água fresca, terras férteis, animal feroz; Pelos artigos: o
mundo, as ruas, um rapaz; Pelos pronomes adjetivos: nosso tio,
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é este lugar, pouco sal, muitas rãs, país cuja história conheço,
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) que rua?; Pelos numerais: dois pés, quinto ano, capítulo sexto;
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: a, Pelas locuções ou expressões adjetivas que exprimem qualidade,
com, contra, de, em, para e por. posse, origem, fim ou outra especificação:
- presente de rei (=régio): qualidade
Objeto Indireto Pleonástico: à semelhança do objeto direto, - livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença
o objeto indireto pode vir repetido ou reforçado, por ênfase. - água da fonte, filho de fazendeiros: origem
Exemplos: “A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa - fio de aço, casa de madeira: matéria
a mim o destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, - casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade
incapazes de se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.”
Observações: Não confundir o adjunto adnominal formado
Complemento Nominal: é o termo complementar reclamado por locução adjetiva com complemento nominal. Este representa
pela significação transitiva, incompleta, de certos substantivos, o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a eleição do
adjetivos e advérbios. Vem sempre regido de preposição. presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, empréstimo
Exemplos: A defesa da pátria; Assistência às aulas; “O ódio ao de dinheiro, plantio de árvores, colheita de trigo, destruidor
mal é amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; de matas, descoberta de petróleo, amor ao próximo, etc. O
“Ah, não fosse ele surdo à minha voz!” adjunto adnominal formado por locução adjetiva representa
o agente da ação, ou a origem, pertença, qualidade de alguém
Observações: O complemento nominal representa o ou de alguma coisa: o discurso do presidente, aviso de amigo,
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um declaração do ministro, empréstimo do banco, a casa do
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de fazendeiro, folhas de árvores, farinha de trigo, beleza das
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor matas, cheiro de petróleo, amor de mãe.
de músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas
no objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de Adjunto adverbial: É o termo que exprime uma circunstância
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, (de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que modifica
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. Exemplo: “Meninas
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, a numa tarde brincavam de roda na praça”. O adjunto adverbial
verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o próximo; é expresso: Pelos advérbios: Cheguei cedo.; Ande devagar.;
perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente aos pais, Maria é mais alta.; Não durma ao volante.; Moramos aqui.;
obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à pátria; etc. Ele fala bem, fala corretamente.; Volte bem depressa.; Talvez
esteja enganado.; Pelas locuções ou expressões adverbiais: Às
Agente da Passiva: é o complemento de um verbo na voz vezes viajava de trem.; Compreendo sem esforço.; Saí com meu
passiva. Representa o ser que pratica a ação expressa pelo verbo pai.; Júlio reside em Niterói.; Errei por distração.; Escureceu
passivo. Vem regido comumente pela preposição por, e menos de repente.
frequentemente pela preposição de: Alfredo é estimado pelos
colegas; A cidade estava cercada pelo exército romano; “Era Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes
conhecida de todo mundo a fama de suas riquezas.” de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos ou domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De
pelos pronomes: ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de
As flores são umedecidas pelo orvalho. acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto adverbial
A carta foi cuidadosamente corrigida por mim. de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, companhia, meio,
assunto, negação, etc. É importante saber distinguir adjunto
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na voz adverbial de adjunto adnominal, de objeto indireto e de
ativa: complemento nominal: sair do mar (ad.adv.); água do mar (adj.
A rainha era chamada pela multidão. (voz passiva) adn.); gosta do mar (obj.indir.); ter medo do mar (compl.nom.).

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APOSTILAS OPÇÃO
Aposto: É uma palavra ou expressão que explica ou esclarece, “Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!”
desenvolve ou resume outro termo da oração. Exemplos: (Graciliano Ramos)
D. Pedro II, imperador do Brasil, foi um monarca sábio. “Esconde-te, ó sol de maio, ó alegria do mundo!” (Camilo
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” Castelo Branco)
(Carlos Drummond de Andrade) O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura da
oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.
O núcleo do aposto é um substantivo ou um pronome
substantivo: Questões
Foram os dois, ele e ela.
Só não tenho um retrato: o de minha irmã. 01. O termo em destaque é adjunto adverbial de intensidade
em:
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases (A) pode aprender e assimilar MUITA coisa
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do (B) enfrentamos MUITAS novidades
sujeito: (C) precisa de um parceiro com MUITO caráter
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. (D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de (E) assumimos MUITO conflito e confusão
cores.
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há
Os apostos, em geral, destacam-se por pausas, indicadas, na dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são
escrita, por vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo respectivamente:
pausa, não haverá vírgula, como nestes exemplos: (A) sujeito – objeto direto;
Minha irmã Beatriz; o escritor João Ribeiro; o romance Tóia; (B) sujeito – aposto;
o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o Colégio Tiradentes, etc. (C) objeto direto – aposto;
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” (D) objeto direto – objeto direto;
(Graciliano Ramos) (E) objeto direto – complemento nominal.

O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às Respostas


vezes, está elíptico. Exemplos: 01. D\02. C
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve.
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da Período
alma humana.
Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de interrogação ou com reticências.
tempestade iminente. O período é simples quando só traz uma oração, chamada
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
Um aposto pode referir-se a outro aposto: absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
O aposto pode vir precedido das expressões explicativas isto período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
é, a saber, ou da preposição acidental como: locuções verbais nele existentes. Exemplos:
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
Dois países sul-americanos, isto é, a Bolívia e o Paraguai, Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
não são banhados pelo mar. Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
Este escritor, como romancista, nunca foi superado. oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento verbais, duas orações)
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição:
Há três tipos de período composto: por coordenação, por
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das tempo (também chamada de misto).
coisas.” (Raquel Jardim)
De cobras, morcegos, bichos, de tudo ela tinha medo. Período Composto por Coordenação – Orações
Coordenadas
Vocativo: (do latim vocare = chamar) é o termo (nome, título,
apelido) usado para chamar ou interpelar a pessoa, o animal ou Considere, por exemplo, este período composto:
a coisa personificada a que nos dirigimos: Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos
de infância.
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria 1ª oração: Passeamos pela praia
de Lourdes Teixeira) 2ª oração: brincamos
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado de 3ª oração: recordamos os tempos de infância
Assis) As três orações que compõem esse período têm sentido
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática:
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de
Observação: Profere-se o vocativo com entoação exclamativa. sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra
Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo inicial, os sintaticamente.
pontos interrogativo e exclamativo indicam um chamado alto e As orações independentes de um período são chamadas
prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª pessoa do discurso, de orações coordenadas (OC), e o período formado só de
que pode ser uma pessoa, um animal, uma coisa real ou entidade orações coordenadas é chamado de período composto por
abstrata personificada. Podemos antepor-lhe uma interjeição de coordenação.
apelo (ó, olá, eh!): As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e
sindéticas.
“Tem compaixão de nós , ó Cristo!” (Alexandre Herculano)

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando “Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. “A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
OCA OCA OCA (Luís Jardim)

“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de - Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
Assis) porque, pois, porquanto.
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
(Antônio Olavo Pereira) OCA OCS Explicativa
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção
(Coelho Neto) que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm explicativa.
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo:
O homem saiu do carro / e entrou na casa. Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
OCA OCS “A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
Veríssimo)
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas Questões
que as introduzem. Pode ser:
01. Relacione as orações coordenadas por meio de
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... conjunções:
mas também, não só... mas ainda. (A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
Saí da escola / e fui à lanchonete. (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
OCA OCS Aditiva (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
  
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (A) causa
(B) explicação
A doença vem a cavalo e volta a pé. (C) conclusão
As pessoas não se mexiam nem falavam. (D) proporção
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até (E) comparação
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” Respostas
(Machado de Assis)
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, 01.
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram.
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria.
Estudei bastante / mas não passei no teste. Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los.
OCA OCS Adversativa  
02. E
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por Período Composto por Subordinação
uma conjunção coordenativa adversativa.
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
A espada vence, mas não convence. Vi uma cena triste. (adjunto adnominal)
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) Todos querem sua participação. (objeto direto)
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, causa)
por isso, pois, logo.
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. orações com a mesma função sintática:
OCA OCS Conclusiva Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada
com função de adjunto adnominal)
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção Todos querem / que você participe. (oração subordinada
que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração com função de objeto direto)
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva. Não pude sair / porque estava chovendo. (oração
subordinada com função de adjunto adverbial de causa)
Vives mentindo; logo, não mereces fé.
Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade. Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto,
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou, subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo
ora... ora, seja... seja, quer... quer. menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! é classificado como período composto por subordinação. As
OCA OCS Alternativa orações subordinadas são classificadas de acordo com a função
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas.
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha Orações Subordinadas Adverbiais
com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
coordenativa alternativa. As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal
Venha agora ou perderá a vez. (OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa
“Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de que as introduz:
Assis)

Língua Portuguesa 48
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APOSTILAS OPÇÃO
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração - Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
visto que. porque), pois que, visto que.
Não fui à escola / porque fiquei doente. A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
OP OSA Causal OP OSA Consecutiva

O tambor soa porque é oco. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. J. Veiga)
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
Sousa) As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
prolongar minha viagem.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, - Comparativas: Expressam ideia de comparação com
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
Irei à sua casa / se não chover. tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
OP OSA Condicional menos ou mais).
Ela é bonita / como a mãe.
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos OP OSA Comparativa
ofensores.
Se o conhecesses, não o condenarias. A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de (Marquês de Maricá)
Andrade) Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.
tenha êxito. Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz
- Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da daquele olhar.
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam
que, mesmo que. claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. subentendido o verbo ser (como a mãe é).
OP OSA Concessiva - Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que proporcionalmente ao que foi enunciado na principal.
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto
Embora não possuísse informações seguras, ainda assim mais, quanto menos.
arriscou uma opinião. Quanto mais reclamava / menos atenção recebia.
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando OSA Proporcional OP
ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram. À medida que se vive, mais se aprende.
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando.
- Conformativas: Expressam a conformidade de um fato O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. diminuindo.
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa Orações Subordinadas Substantivas

O homem age conforme pensa. As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. que, num período, exercem funções sintáticas próprias de
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação. integrantes que e se. Elas podem ser:

- Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração
que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que). principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto)
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. O grupo quer / que você ajude.
OP OSA Temporal OP OSS Objetiva Direta

Formiga, quando quer se perder, cria asas. O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se mestre exigia a presença de todos.)
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) Mariana esperou que o marido voltasse.
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês Ninguém pode dizer: Desta água não beberei.
de Maricá) O fiscal verificou se tudo estava em ordem.
Enquanto foi rico, todos o procuravam.
- Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi - Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração
que, porque (=para que), que. principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto)
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. Necessito / de que você me ajude.
OP OSA Final OP OSS Objetiva Indireta

“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua
(Marquês de Maricá) viagem.)
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. Aconselha-o a que trabalhe mais.
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = Daremos o prêmio a quem o merecer.
para que) Lembre-se de que a vida é breve.
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = - Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela
para que não deixasse) que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.

Língua Portuguesa 49
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APOSTILAS OPÇÃO
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
É importante / que você colabore. a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
OP OSS Subjetiva principal. Observe como podemos transformar um adjunto
adnominal em oração subordinada adjetiva:
A oração subjetiva geralmente vem: Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que adjetiva)
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, ser classificadas em:
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
da reunião. quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
referem. Exemplo:
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
necessária.) OP OSA Restritiva
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Importa que saibas isso bem. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Pedra que rola não cria limo.
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua Os animais que se alimentam de carne chamam-se
inocência. (complemento nominal) carnívoros.
Estou convencido / de que ele é inocente. Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas
OP OSS Completiva Nominal escreveram.
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão Mariano)
dele.) - Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas
Estava ansioso por que voltasses. quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se
Sê grato a quem te ensina. referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.” restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo:
(Graciliano Ramos) O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um
novo livro.
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela OP OSA Explicativa OP
que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua Deus, que é nosso pai, nos salvará.
felicidade. (predicativo) Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.
O importante é / que você seja feliz. Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho.
OP OSS Predicativa Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado.

Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) Orações Reduzidas
Minha esperança era que ele desistisse. Observe que as orações subordinadas eram sempre
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e
Não sou quem você pensa. apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela que se apresentam com o verbo numa das formas nominais
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal. (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos:
Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
do país. (aposto) - Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do (infinitivo)
país. - Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
OP OSS Apositiva - Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário.
(particípio)
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
coisa: a sua felicidade) As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. formas nominais são chamadas de reduzidas.
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de Para classificar a oração que está sob a forma reduzida,
que virias a morrer...” (Osmã Lins) devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
oculto?” (Machado de Assis) passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo,
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois- conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação
pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração da oração desenvolvida.
principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês.
saúde, tornou-se realidade. Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês.
OSA Temporal
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal,
as orações substantivas podem ser introduzidas por outros reduzida de infinitivo.
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Não sei quando ele chegou. Precisando de ajuda, telefone-me.
Diga-me como resolver esse problema. Se precisar de ajuda, / telefone-me.
OSA Condicional
Orações Subordinadas Adjetivas Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial
condicional, reduzida de gerúndio.

Língua Portuguesa 50
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APOSTILAS OPÇÃO
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (B) para seu encaixotamento.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o (C) para que se encaixassem.
vestiário. (D) para que se encaixem.
OSA Temporal (E) para que se encaixariam.
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio. Respostas
01. B\02. A\03. D
Observações:
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 5.4 Emprego dos sinais de
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de
pontuação.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade.
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem Pontuação
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal.
Exemplos: Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem
Preciso terminar este exercício. para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar
Ele está jantando na sala. especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais
Essa casa foi construída por meu pai. funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma portuguesa.
reduzida. Exemplo:
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. Ponto
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 1- Indica o término do discurso ou de parte dele.
coordenada sindética aditiva) - Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de se encontra.
gerúndio. - Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser - Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome 2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr.
indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
oração principal, que traz o efeito. Ponto e Vírgula ( ; )
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre 1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, importância.
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. -  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão
Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de
coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra. nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA)
Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 2- Separa partes de frases que já estão separadas por
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O vírgulas.
período agora é composto por coordenação, pois a oração - Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou e cobertor.
na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela 3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
ter chorado. decreto de lei, etc.
- Ir ao supermercado;
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. - Pegar as crianças na escola;
OP OSA Comparativa OSA Condicional - Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
Questões
Dois pontos
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava 1- Antes de uma citação
para ser mãe”, a oração destacada é: - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
(B) subordinada substantiva completiva nominal 2- Antes de um aposto
(C) subordinada substantiva predicativa - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(D) coordenada sindética conclusiva e calor à noite.
(E) coordenada sindética explicativa
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na rotina de sempre.
realidade.” A oração sublinhada é:
(A) adverbial conformativa 4- Em frases de estilo direto
(B) adjetiva  Maria perguntou:
(C) adverbial consecutiva - Por que você não toma uma decisão?
(D) adverbial proporcional
(E) adverbial causal Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos súplica, etc.
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características - Sim! Claro que eu quero me casar com você!
adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de 2- Depois de interjeições ou vocativos
consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma - Ai! Que susto!
verbal reduzida adequadamente desenvolvida em - João! Há quanto tempo!
(A) para se encaixarem.

Língua Portuguesa 51
Apostila Digital Licenciada para Rachel Moura Andere - rachelmouraandere@gmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
APOSTILAS OPÇÃO
Ponto de Interrogação língua portuguesa.
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. (A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
“- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo) experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou
Reticências a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
1- Indica que palavras foram suprimidas. ajudar a revelar quem era a sua dona.
- Comprei lápis, canetas, cadernos... (B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou
2- Indica interrupção violenta da frase. a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!” ajudar a revelar quem era a sua dona.
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
- Este mal... pega doutor? a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito (D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora
- Deixa, depois, o coração falar... experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
Vírgula ajudar a revelar quem era a sua dona.
Não se usa vírgula (E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora,
*separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou
diretamente entre si: a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse
ajudar a revelar quem era a sua dona.
a) entre sujeito e predicado.
Todos os alunos da sala    foram advertidos.  02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a
Sujeito                            predicado ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo:
b) entre o verbo e seus objetos. “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores.  ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I. oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
adnominal. C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula;
despertou reações entre os empresários. E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula.
adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente
Usa-se a vírgula: em:
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para marcar intercalação: iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância, de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de
vem caindo de preço. vendas associadas aos dois temas.
b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão B) Duas explicações do treinamento para consultores
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir vendas associadas aos dois temas.
mão dos lucros altos. C) Duas explicações do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para marcar inversão: de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração): vendas associadas aos dois temas.
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. D) Duas explicações do treinamento para consultores
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio vendas associadas aos dois temas.
de 1982. E) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
em enumeração): vendas associadas aos dois temas.
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. Resposta
1-C 2-C 3-B
- Para marcar elipse (omissão) do verbo:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. 5.5 Concordância verbal e
nominal.
- Para isolar:

- o aposto: Concordância Verbal


São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um
trânsito caótico. Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
- o vocativo: e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
Ora, Thiago, não diga bobagem. principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
Questões a função de subordinado. 
Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno

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APOSTILAS OPÇÃO
chegou 10) No caso de o sujeito aparecer representado por
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o
singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:   
(ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram 50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50%
atrasados. do eleitorado apoiou a decisão.
Temos aí o que podemos chamar de princípio básico. Observações:
Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é - Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de
eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos:  a decisão da diretoria 50% dos funcionários.     
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular:
Casos referentes a sujeito simples 1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.  
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de
1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os
núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado.  50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 

2) Nos casos referentes a sujeito representado por 11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por
substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira
singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos. pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das
Observação: homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.  
- No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o 12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo
plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos. próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos
Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. que os determinam:
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser,
3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas, este permanece no singular, contanto que o predicativo também
representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de, esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma
uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar criação de Machado de Assis.   
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo - Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também
que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência
dos alunos resolveram ficar. mundial.
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo potência mundial. 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. Casos referentes a sujeito composto

5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão 1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando
um candidato se inscreveu no concurso de piadas.   relacionado a dois pressupostos básicos:
Observação: - Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as
- No caso da referida expressão aparecer repetida ou demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio.
associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo, - Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá
necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos.
aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de Tu e ele são primos.
doação de alimentos. 
Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades 2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto
de formatura.  ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois
filhos compareceram ao evento.  
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos 3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
que atuaram na Copa América. poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos.
7) Em casos relativos à concordância com locuções Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos.
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos 4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com
atermos a duas questões básicas: mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular:
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também mundo.
concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
/ Alguns de nós o receberão. 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
de nós o receberá.   minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
/ Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome meu esforço.
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:    Questões
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos
nós quem contamos toda a verdade para ela. 01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
alternativa?
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / breve, o ultrapassará.
Em casa sou eu que decido tudo.    (B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
que chegarão atrasados, tenho certeza disso.

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APOSTILAS OPÇÃO
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode Concordância Nominal
comê-las sem receio!
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
janela do hotel! demais termos da oração para que concordem em gênero e
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato concordam em gênero e número com o substantivo.
de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos - A pequena criança é uma gracinha.
sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros. Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato geral mostrada acima.
de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna. a) Um adjetivo após vários substantivos
Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela ou concorda com o substantivo mais próximo.
vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
alguma coisa que também quer se expressar.
Os cachorros são uma constante fonte de diversão para 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima - Ela tem pai e mãe louros.
do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os - Ela tem pai e mãe loura.
cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que para o plural.
as sentem. - O homem e o menino estavam perdidos.
(Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250) b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
A frase em que se respeitam as normas de concordância próximo.
verbal é: Comi delicioso almoço e sobremesa.
(A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos Provei deliciosa fruta e suco.
atraem. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
atraem. Estavam feridos o pai e os filhos.
(C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros Estava ferido o pai e os filhos.
nos atraem.
(D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos c) Um substantivo e mais de um adjetivo
atraem. 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
(E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
nos atraem. 2- coloca o substantivo no plural.
Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
03. Uma pergunta
d) Pronomes de tratamento
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves Vossa Santidade esteve no Brasil.
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
decisão: - Quem sofrerá? As cartas estão anexas.
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se A bebida está inclusa.
considerar. Precisamos de nomes próprios.
(Salvador Nicola, inédito) Obrigado, disse o rapaz.

O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de singular e o adjetivo no plural.
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
peso de suas mais graves decisões.
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) g) É bom, é necessário, é proibido
tomar decisões sem medir suas consequências. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) precedido de artigo ou outro determinante.
sobrevir consequências imprevistas e injustas. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
humana. é proibida.
Respostas
01. C\02. A\03. C h) Muito, pouco, caro
1- Como adjetivos: seguem a regra geral.

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APOSTILAS OPÇÃO
Comi muitas frutas durante a viagem. 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
Pouco arroz é suficiente para mim. (A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
Os sapatos estavam caros. envolvimento da empresa.
2- Como advérbios: são invariáveis. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Comi muito durante a viagem. desnecessária.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
Comprei caro os sapatos. e a campanha.
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
i) Mesmo, bastante desnecessárias.
1- Como advérbios: invariáveis Respostas
Preciso mesmo da sua ajuda. 01. D\02. D\03. B
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral. 5.6 Regência verbal e nominal.


Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.

j) Menos, alerta Regência Verbal e Nominal


1- Em todas as ocasiões são invariáveis.
Preciso de menos comida para perder peso. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
Estamos alerta para com suas chamadas. ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
k) Tal Qual frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o desejado, que sejam corretas e claras.
consequente.
As garotas são vaidosas tais qual a tia. Regência Verbal
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.
Termo Regente:  VERBO
l) Possível
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
A mais possível das alternativas é a que você expôs. objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
cidade. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
m) Meio Observe:
1- Como advérbio: invariável. A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
Estou meio (um pouco) insegura. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
2- Como numeral: segue a regra geral. prazer”, satisfazer.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
n) Só “agradar a alguém”.
1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Só consegui comprar uma passagem. Saiba que:
2- sozinho (adjetivo): variável. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
Estiveram sós durante horas. dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
também nominal). As preposições são capazes de modificar
Questões completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
exemplos:
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou Cheguei ao metrô.
nominal: Cheguei no metrô.
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei
(C) Alguma solução é necessária, e logo! no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido muito comum existirem divergências entre a regência coloquial,
não pode prosperar. cotidiana de alguns verbos, e a regência culta.
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D.
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é
certa autonomia econômica. um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes
formas em frases distintas.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
gênero, número ou pessoa): Verbos Intransitivos
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a Os verbos intransitivos não possuem complemento. É
diferença.” importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às a) Chegar, Ir
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para
longe... indicar destino ou direção são: a, para.
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais Fui ao teatro.
compreensivo.       Adjunto Adverbial de Lugar

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APOSTILAS OPÇÃO
Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos
                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: Pedi-lhe                 favores.
a) Consistir - Tem complemento introduzido pela Objeto Indireto    Objeto Direto
preposição “em”.                                      
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio.
todos. Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva
b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos                                                            Objetiva Direta
introduzidos pela preposição “a”.
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. Saiba que:
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem
c) Responder - Tem complemento introduzido pela cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No
preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver
quem” ou “ao que” se responde. subentendida.
Respondi ao meu patrão. Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa.
Respondemos às perguntas. Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma
Respondeu-lhe à altura. oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para
Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto ir entregar-lhe os catálogos em casa).
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 2) A construção  “dizer para”,  também muito usada
analítica. Veja: popularmente, é igualmente considerada incorreta.
O questionário foi respondido corretamente.
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. Preferir
d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto
introduzidos pela preposição “com”. indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo:
Antipatizo com aquela apresentadora. Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais.
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam Prefiro trem a ônibus.
para uma minoria privilegiada. Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um

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APOSTILAS OPÇÃO
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente CUSTAR
no próprio verbo (pre). 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Significado
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, transitivo indireto.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das Muito custa          viver tão longe da família.
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão: Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
AGRADAR         Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar. Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
quando o revê. Observe o exemplo abaixo:
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Custei para entender o problema. 
não perde oportunidade de agradá-lo. Forma correta: Custou-me entender o problema.

2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado IMPLICAR


a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não lhes agradou. Suas atitudes implicavam um firme propósito.

ASPIRAR b)  Ter como consequência, trazer como consequência,


1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar acarretar, provocar
(o ar), inalar. Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) povo.

2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter 2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
como ambição. envolver
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
elas)
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” indireto e rege com preposição “com”.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) PROCEDER
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ASSISTIR ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: adjunto adverbial de modo.
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. As afirmações da testemunha procediam, não havia como
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. refutá-las.
Você procede muito mal.
2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
estar presente, caber, pertencer. 2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição”
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela
Exemplos: preposição “a”) é transitivo indireto.
Assistimos ao documentário. O avião procede de Maceió.
Não assisti às últimas sessões. Procedeu-se aos exames.
Essa lei assiste ao inquilino. O delegado procederá ao inquérito.
Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar QUERER
introduzido pela preposição “em”. 1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter
Assistimos numa conturbada cidade. vontade de, cobiçar.
Querem melhor atendimento.
CHAMAR Queremos um país melhor.
1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar, 2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
solicitar a atenção ou a presença de. estimar, amar.
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la. Quero muito aos meus amigos.
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. Ele quer bem à linda menina.
Despede-se o filho que muito lhe quer.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo VISAR
preposicionado ou não. 1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar,
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar.
A torcida chamou o jogador mercenário. O homem visou o alvo.
A torcida chamou ao jogador mercenário. O gerente não quis visar o cheque.
A torcida chamou o jogador de mercenário.
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”.

Língua Portuguesa 57
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APOSTILAS OPÇÃO
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Nocivo a
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar Afável com, para com
público. Equivalente a
Questões Paralelo a
Agradável a
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Escasso de
correto da regência do verbo, EXCETO: Parco em, de
(A) Faço entrega em domicílio. Alheio a, de
(B) Eles assistem o espetáculo. Essencial a, para
(C) João gosta de frutas. Passível de
(D) Ana reside em São Paulo. Análogo a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Fácil de
Preferível a
02. Assinale a opção em que o verbo Ansioso de, para, por
chamar é empregado com o mesmo sentido que Fanático por
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Prejudicial a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Apto a, para
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Favorável a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Prestes a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Ávido de
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Generoso com
(E) mandou chamar o médico com urgência. Propício a
Benéfico a
03. A regência verbal está correta na alternativa: Grato a, por
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Próximo a
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Capaz de, para
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Hábil em
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Relacionado com
Compatível com
Respostas Habituado a
01. B\02. A\03. D Relativo a
Contemporâneo a, de
Regência Nominal Idêntico a
   
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, Advérbios
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa Longe de Perto de
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a;
derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos, paralelamente a; relativa a; relativamente a.
conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo: Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php
Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja: Questões

Obedecer a algo/ a alguém. 01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva


Obediente a algo/ a alguém. ser empregada, de acordo com a regência nominal.
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento.
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados (B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
da preposição ou preposições que os regem. Observe-os (C) Sirlene tem horror ____ aves.
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses (D) O diretor está ávido ____ melhores metas.
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. (E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
população.
Substantivos
Admiração a, por 02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto......
Devoção a, para, com, por simpatia.
Medo a, de (A) a, por, menos
Aversão a, para, por (B) do que, por, menos
Doutor em (C) a, para, menos
Obediência a (D) do que, com, menos
Atentado a, contra (E) do que, para, menos
Dúvida acerca de, em, sobre
Ojeriza a, por Respostas
Bacharel em 01. D\02. A
Horror a
Proeminência sobre 5.7 Emprego do sinal indicativo
Capacidade de, para de crase.
Impaciência com
Respeito a, com, para com, por
Crase
Adjetivos
Acessível a A palavra crase é de origem grega e significa «fusão»,
Diferente de «mistura». Na língua portuguesa, é o nome que se dá à «junção»
Necessário a de duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da
Acostumado a, com preposição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
Entendido em pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo a

Língua Portuguesa 58
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APOSTILAS OPÇÃO
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para Estava com vontade de comer frango à (moda de) passarinho.
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos 3-) na indicação de horas:
e nomes que exigem a preposição  “a”. Aprender a usar a Acordei às sete horas da manhã.
crase, portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência Elas chegaram às dez horas.
simultânea de uma preposição e um artigo ou pronome.  Foram dormir à meia-noite.

Observe: 4-) em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas de


Vou a + a igreja. que participam palavras femininas. Por exemplo:
Vou à igreja.
à tarde às ocultas às pressas à medida que
No exemplo acima, temos a ocorrência da à noite às claras às escondidas à força
preposição  “a”,  exigida pelo verbo  ir (ir a algum lugar) e a
ocorrência do artigo “a” que está determinando o substantivo à vontade à beça à larga à escuta
feminino igreja. Quando ocorre esse encontro das duas vogais e às avessas à revelia à exceção de à imitação de
elas se unem, a união delas é indicada pelo acento grave. Observe
os outros exemplos: à esquerda às turras às vezes à chave
à direita à procura à deriva à toa
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna. à proporção
à luz à sombra de à frente de
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (conhecer que
algo ou alguém), logo não exige preposição e a crase não pode à
ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é transitivo indireto semelhança às ordens à beira de
(referir-se a algo ou a alguém) e exige a preposição  “a”. de
Portanto, a crase é possível, desde que o termo seguinte seja
feminino e admita o artigo feminino “a” ou um dos pronomes já Crase diante de Nomes de Lugar
especificados.
Veja os principais casos em que a crase NÃO ocorre: Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo que
1-) diante de substantivos masculinos: diante deles haverá crase, desde que o termo regente exija a
Andamos a cavalo. preposição “a”. Para saber se um nome de lugar admite ou não
Fomos a pé. a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se substituir o termo
regente por um verbo que peça a preposição  “de”  ou  “em”. A
2-) diante de  verbos no infinitivo: ocorrência da contração  “da”  ou  “na”  prova que esse nome de
A criança começou a falar. lugar aceita o artigo e, por isso, haverá crase.
Ela não tem nada a dizer. Por exemplo:
Vou  à  França. (Vim  da [de+a] França. Estou  na [em+a]
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos França.)
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá crase. Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
3-) diante da maioria dos pronomes e das expressões de Vou  a  Porto Alegre. (Vim  de Porto Alegre. Estou em Porto
tratamento, com exceção das formas senhora, senhorita e dona: Alegre.) 
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários. - Minha dica: use a regrinha “Vou A volto DA, crase HÁ; vou A
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de ontem. volto DE, crase PRA QUÊ?”
Ex: Vou a Campinas. = Volto de Campinas.
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pronomes Vou à praia. = Volto da praia.
podem ser identificados pelo método: troque a palavra feminina
por uma masculina, caso na nova construção surgir a forma ao, - ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especificado,
ocorrerá crase. Por exemplo: ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. =
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo indivíduo.) mesmo que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao senhor.) Irei à Salvador de Jorge Amado.
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao próprio
Cláudio para sair mais cedo.) Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele (s),
Aquela (s), Aquilo
4-) diante de numerais cardinais:
Chegou a duzentos o número de feridos Haverá crase diante desses pronomes sempre que o termo
Daqui a uma semana começa o campeonato. regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:

Casos em que a crase SEMPRE ocorre: Refiro-me a + aquele atentado.


Preposição Pronome
1-) diante de palavras femininas:
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega. Refiro-me àquele atentado.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores. O termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Sou grata à população. indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposição,
Fumar é prejudicial à saúde. portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
Aluguei aquela casa.
2-) diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de”
(mesmo que a expressão moda de fique subentendida): O verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não exige
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.  preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV. Veja outros exemplos:

Língua Portuguesa 59
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APOSTILAS OPÇÃO
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho. feminino diante de nomes próprios femininos, então podemos
Quero agradecer àqueles que me socorreram. escrever as frases abaixo das seguintes formas:
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito. Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a
Roberto.
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao
Roberto.
A ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e as
quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses pronomes 2-) diante de pronome possessivo feminino:
exigir a preposição  «a»,  haverá crase. É possível detectar a Observação: é facultativo o uso da crase diante de
ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição do pronomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
termo regido feminino por um termo regido masculino.  artigo. Observe:
Por exemplo: Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está
A igreja à qual me refiro fica no centro da cidade. esperando por você.
O monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade A minha avó tem setenta anos. A minha irmã está
esperando por você.
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a crase.
Veja outros exemplos: Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
São normas às quais todos os alunos devem obedecer. pronomes possessivos femininos, então podemos escrever as
Esta foi a conclusão à qual ele chegou. frases abaixo das seguintes formas:
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam
responder nenhuma das questões. Cedi o lugar a minha avó. Cedi o lugar a meu avô.
A sessão à qual assisti estava vazia. Cedi o lugar à minha avó. Cedi o lugar ao meu avô.

Crase com o Pronome Demonstrativo “a” 3-) depois da preposição até:


Fui até a praia. ou Fui até à praia.
A ocorrência da crase com o pronome Acompanhe-o até a porta. ou Acompanhe-o até à porta.
demonstrativo “a” também pode ser detectada através da A palestra vai até as cinco horas da tarde. ou
substituição do termo regente feminino por um termo regido A palestra vai até às cinco horas da tarde.
masculino. 
Veja: Questões
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país. 01. No Brasil, as discussões sobre drogas parecem limitar-
As orações são semelhantes às de antes. se ______aspectos jurídicos ou policiais. É como se suas únicas
Os exemplos são semelhantes aos de antes. consequências estivessem em legalismos, tecnicalidades
Suas perguntas são superiores às dele. e estatísticas criminais. Raro ler ____respeito envolvendo
Seus argumentos são superiores aos dele. questões de saúde pública como programas de esclarecimento
Sua blusa é idêntica à de minha colega. e prevenção, de tratamento para dependentes e de reintegração
Seu casaco é idêntico ao de minha colega. desses____ vida. Quantos de nós sabemos o nome de um médico
ou clínica ____quem tentar encaminhar um drogado da nossa
A Palavra Distância própria família?

Se a palavra  distância  estiver especificada, determinada, a (Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
crase deve ocorrer. 17.09.2012. Adaptado)
Por exemplo:
Sua casa fica  à  distância de 100 Km daqui. (A palavra está As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e
determinada) respectivamente, com:
Todos devem ficar  à  distância de 50 metros do palco. (A (A) aos … à … a … a
palavra está especificada.) (B) aos … a … à … a
(C) a … a … à … à
Se a palavra  distância  não estiver especificada, a (D) à … à … à … à
crase não pode ocorrer.  (E) a … a … a … a
Por exemplo:
Os militares ficaram a distância. 02. Leia o texto a seguir.
Gostava de fotografar a distância. Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
Ensinou a distância. ______ cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do
Dizem que aquele médico cura a distância. procedimento de Camilo. Vimos que ______ cartomante restituiu-
Reconheci o menino a distância. lhe ______ confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o
que fez.
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambiguidade, (Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio de
pode-se usar a crase. Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Veja:
Gostava de fotografar à distância. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
Ensinou à distância. ordem dada:
Dizem que aquele médico cura à distância. A) à – a – a
B) a – a – à
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA C) à – a – à
D) à – à – a
1-) diante de nomes próprios femininos: E) a – à – à
Observação: é facultativo o uso da crase diante de nomes
próprios femininos porque é facultativo o uso do artigo. Observe: 03 “Nesta oportunidade, volto ___ referir-me ___ problemas já
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga. expostos ___ V. Sª ___ alguns dias”.
A Paula é muito bonita. A Laura é minha amiga. a) à - àqueles - a - há 
b) a - àqueles - a - há 
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo c) a - aqueles - à - a 

Língua Portuguesa 60
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APOSTILAS OPÇÃO
d) à - àqueles - a - a  - O verbo estiver no gerúndio:
e) a - aqueles - à - há Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
Respostas despreocupada.
1-B / 2-A / 3-B Despediu-se, beijando-me a face.

5.8 Colocação dos pronomes - Houver vírgula ou pausa antes do verbo:


Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
átonos. mesmo instante.
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas.
Mesóclise
Colocação dos Pronomes Oblíquos
Átonos A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no
futuro do presente ou no futuro do pretérito:
De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se
colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais realizará)
oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma
referem. proposta a você)
Fontes:
São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe, http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php
lhes, nos e vos. http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal.
O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na htm
oração em relação ao verbo:
Questões
1. próclise: pronome antes do verbo
2. ênclise: pronome depois do verbo 01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição
3. mesóclise: pronome no meio do verbo de estrutura nominal por pronome em:
(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço-
Próclise lhes antecipadamente.
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do
A próclise é aplicada antes do verbo quando temos: verbo fabricar se extraiu-lhe.
- Palavras com sentido negativo: (C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os.
Nada me faz querer sair dessa cama. (D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de
Não se trata de nenhuma novidade. conhecê-las.
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela.
- Advérbios:
Nesta casa se fala alemão. 02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em
Naquele dia me falaram que a professora não veio. “Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser
- Pronomes relativos: (A) Basta apresenta-lo.
A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje. (B) Basta apresentar-lhe.
Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram. (C) Basta apresenta-lhe.
(D) Basta apresentá-la.
- Pronomes indefinidos: (E) Basta apresentá-lo.
Quem me disse isso?
Todos se comoveram durante o discurso de despedida. Respostas
01. D/02. E
- Pronomes demonstrativos:
Isso me deixa muito feliz! 6 Reescrita de frases e parágrafos
Aquilo me incentivou a mudar de atitude! do texto. 6.1 Significação das
- Preposição seguida de gerúndio: palavras. 6.2 Substituição de
Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais palavras ou de trechos de texto.
indicado à pesquisa escolar. 6.3 Reorganização da estrutura
de orações e de períodos do
- Conjunção subordinativa: texto. 6.4 Reescrita de textos de
Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.
diferentes gêneros e níveis de
Ênclise formalidade.

A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não


aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A Reescritura de Frases
ênclise vai acontecer quando:
Antes de discorrermos acerca de um assunto tão importante,
- O verbo estiver no imperativo afirmativo: convidamos você, caro (a) usuário (a), a se enlevar mediante as
Amem-se uns aos outros. palavras do grandioso mestre de nossas letras, João Cabral de
Sigam-me e não terão derrotas. Melo Neto, que, por meio de uma metalinguagem, cumpre bem
seu trabalho de lidar com as palavras e deixar claro para nós,
- O verbo iniciar a oração: leitores, quão grandioso e magnífico é o exercício da escrita.
Diga-lhe que está tudo bem. Voltemo-nos a elas, portanto:
Chamaram-me para ser sócio.
Catar feijão
- O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
“a”: 1.
Naquele instante os dois passaram a odiar-se. Catar feijão se limita com escrever:
Passaram a cumprimentar-se mutuamente. joga-se os grãos na água do alguidar

Língua Portuguesa 61
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APOSTILAS OPÇÃO
e as palavras na folha de papel; claro, analisemos o parágrafo que segue, revelando ser um bom
e depois, joga-se fora o que boiar. exemplo da ocorrência em questão:
Certo, toda palavra boiará no papel, A leitura, esse importante instrumento – o qual o torna
água congelada, por chumbo seu verbo: mais culto, mais apto a expressar seus pensamentos –, pois
pois para catar esse feijão, soprar nele, amplia significativamente seu vocabulário, contribui para o
e jogar fora o leve e oco, palha e eco. aperfeiçoamento da escrita.
Tudo aquilo que se afirma acerca da eficácia da leitura, ainda
2. que relevante, tornou extensa e cansativa a ideia abordada.
Ora, nesse catar feijão entra um risco: Dessa forma, retificando a oração, poderíamos obter como
o de que entre os grãos pesados entre essencial somente estes dizeres, os quais seguem expressos:
um grão qualquer, pedra ou indigesto,
um grão imastigável, de quebrar dente. A leitura contribui para o aperfeiçoamento da escrita.
Certo não, quando ao catar palavras:
a pedra dá à frase seu grão mais vivo: Mediante os pressupostos aqui elencados, acreditamos ter
obstrui a leitura fluviante, flutual, contribuído de forma significativa para que você aprimore ainda
açula a atenção, isca-a como o risco. mais suas habilidades no que tange à construção textual. E que,
por meio da reescrita de suas ideias, possa ser hábil em jogar
Poema intitulado “Catar feijão”, parte constituinte do livro fora o leve o oco, assim mesmo como ressalta nosso grande
“Educação pela pedra”, publicado em 1965. mestre, e reelabore seu discurso pautando-se na concretude das
palavras, tornando-as claras, precisas, objetivas.
A comparação ora estabelecida parece casar perfeitamente
diante daquele momento em que as ideias são elencadas. No Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/reescrita-
entanto, é preciso ser hábil para escolher palavra por palavra, textual.html
de modo a fazer com que o discurso (as orações, os períodos, os
parágrafos) torne-se claro e preciso, atendendo às expectativas ATITUDES NÃO RECOMENDADAS
de nosso interlocutor. Dessa forma, como aqueles grãos que
boiam fora, desnecessários por sinal, algumas palavras também EXPRESSÕES USO RECOMENDADO
parecem não se encaixar, pois por um motivo ou outro acabam CONDENÁVEIS
escapando aos nossos olhos. A nível de / Ao nível Em nível, No nível
O porquê de escaparem? É simples, haja vista que nesse
momento essa habilidade antes mencionada entra em ação e, em Face a / Frente a Ante, Diante, Em face de, Em
meio a esse ínterim, conhecimentos de toda ordem parecem se vista de, Perante
relacionar, sejam eles de ordem ortográfica, semântica, sintática Onde (Quando não Em que, Na qual, Nas quais, No
e, sobretudo, aqueles indispensáveis a todo bom redator: o exprime lugar) qual, Nos quais
conhecimento de mundo.
Dada essa manifestação, é impossível não abordar um Sob um ponto de vista De um ponto de vista
procedimento, tão útil quanto necessário: a reescrita textual. Sob um prisma Por (ou através de) um prisma
Acredite que, por meio dele, você, enquanto emissor, encontrará
os grãos pesados entre um grão qualquer, pedra ou indigesto, um Em função de Em virtude de, Por causa de,
grão imastigável, de quebrar dente. Vale dizer, contudo, que essa Em consequência de, Por, Em
reescrita não deve se dar somente no âmbito de corrigir aqueles razão de
possíveis erros... digamos assim... gramaticais. Importantes eles?
Sim, sem dúvida alguma, mas não são tudo. Cumpre afirmar que Expressões não recomendadas
a reescrita deve ir além, haja vista que nos permite reconhecer - a partir de (a não ser com valor temporal).
aquelas “falhas” que certamente seriam reconhecidas por Opção: com base em, tomando-se por base, valendo-se
outra pessoa, sobretudo em se tratando do “teor”, da “essência” de...
discursiva.
Tendo em vista que a coesão representa um dos principais - através de (para exprimir “meio” ou instrumento).
aspectos na produção textual, muitas vezes, mediante a leitura Opção: por, mediante, por meio de, por intermédio de,
daquilo que escrevemos, constatamos que os parágrafos não se segundo...
encontram assim tão harmoniosamente ligados como deveriam. - devido a.
Às vezes, uma conjunção ali, um advérbio acolá e um pronome Opção: em razão de, em virtude de, graças a, por causa
adiante não se encontram bem distribuídos. Outras vezes, de.
percebemos uma quebra de simetria (revelada pela falta de
paralelismo), em que uma ideia poderia ter sido expressa de - dito.
outra forma. Opção: citado, mencionado.
Assim, de modo a constatar como esse aspecto assimétrico
se manifesta na prática, analise o seguinte enunciado: - enquanto.
A leitura é importante, necessária, útil e traz benefícios a Opção: ao passo que.
todo emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - inclusive (a não ser quando significa incluindo-se).
Inferimos que com o uso de “traz benefícios” houve uma Opção: até, ainda, igualmente, mesmo, também.
quebra de simetria dos adjetivos explicitados (importante,
necessária, útil...). Não que isso seja considerado uma falha de - no sentido de, com vistas a.
grande extensão, mas a ideia ficaria mais clara se outro adjetivo Opção: a fim de, para, com a finalidade de, tendo em vista.
tivesse sido utilizado, justamente para acompanhar o raciocínio
antes firmado, ou seja: - pois (no início da oração).
A leitura é importante, necessária, útil e benéfica a todo Opção: já que, porque, uma vez que, visto que.
emissor que deseja aprimorar ainda mais a competência
discursiva. - principalmente.
Outro aspecto, não menos importante, materializa-se pela Opção: especialmente, sobretudo, em especial, em
“abundância” de orações intercaladas, as quais corroboram particular.
para a extensão da ideia, fazendo com que o interlocutor perca
o “fio da meada” e passe a não entender mais o que se afirma Expressões que demandam atenção
no início da oração. Dessa forma, para que fique um pouco mais - acaso, caso – com se, use acaso; caso rejeita o se

Língua Portuguesa 62
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APOSTILAS OPÇÃO
- aceitado, aceito – com ter e haver, aceitado; com ser e estar, Não utilize provérbios ou ditos populares. Eles empobrecem
aceito a redação e fazem parecer que o autor não tem criatividade ao
- acendido, aceso (formas similares) – idem lançar mão de formas já gastas pelo uso frequente.
- à custa de – e não às custas de
- à medida que – à proporção que, ao mesmo tempo que, - “Todos os deputados são corruptos”.
conforme Evite pensamentos radicais. É recomendável não generali-
- na medida em que – tendo em vista que, uma vez que zar e evitar, assim, posições extremistas.
- a meu ver – e não ao meu ver
- a ponto de – e não ao ponto de - “Bem, acho que - você sabe - não é fácil dizer essas coisas.
- a posteriori, a priori – não tem valor temporal Olhe, acho que ele não vai concordar com a decisão que você to-
- em termos de – modismo; evitar mou, quero dizer, os fatos levam você a isso, mas você sabe - todos
- enquanto que – o que é redundância sabem - ele pensa diferente. É bom a gente pensar como vai fazer
- entre um e outro – entre exige a conjunção e, e não a para, enfim, para ele entender a decisão”.
- implicar em – a regência é direta (sem em) O ato de escrever é diferente do ato de falar. O texto escrito
- ir de encontro a – chocar-se com não deve apresentar marcas de oralidade.
- ir ao encontro de – concordar com
- se não, senão – quando se pode substituir por caso não, - “Mal cheiro”, “mau-humorado”.
separado; quando não se pode, junto Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom
- todo mundo – todos cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau hu-
- todo o mundo – o mundo inteiro mor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.
- não pagamento = hífen somente quando o segundo termo
for substantivo - “Fazem” cinco anos.
- este e isto – referência próxima do falante (a lugar, a tempo Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. /
presente; a futuro próximo; ao anunciar e a que se está tratando) Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.
- esse e isso – referência longe do falante e perto do ouvinte
(tempo futuro, desejo de distância; tempo passado próximo do - “Houveram” muitos acidentes.
presente, ou distante ao já mencionado e a ênfase). Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos
acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos
Erros Comuns iguais.

- “Hoje ao receber alguns presentes no qual completo vinte - Para “mim” fazer.
anos tenho muitas novidades para contar”. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fa-
Uso inadequado do pronome relativo. Ele provoca falta de zer, para eu dizer, para eu trazer.
coesão, pois não consegue perceber a que antecedente ele se re-
fere, portanto nada conecta e produz relação absurda. - Entre “eu” e você.
Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. /
- “Ainda brincava de boneca quando conheci Davi, piloto de Entre eles e ti.
cart, moreno, 20 anos, com olhos cor de mel. “Tudo começou na-
quele baile de quinze anos”, “... é aos dezoito anos que se começa - “Há” dez anos “atrás”.
a procurar o caminho do amanhã e encontrar as perspectiva que Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos
nos acompanham para sempre na estrada da vida”. ou dez anos atrás.
Você pode ter conhecimento do vocabulário e das regras
gramaticais e, assim, construir um texto sem erros. Entretanto, - “Entrar dentro”.
se você reproduz sem nenhuma crítica ou reflexão expressões Problema de redundância. O certo seria: entrar em.
gastas, vulgarizadas pelo uso contínuo. A boa qualidade do texto Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de liga-
fica comprometida. ção, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do
falecido.
- Tema: Para você, as experiências genéticas de clonagem
põem em xeque todos os conceitos humanos sobre Deus e a - Vai assistir “o” jogo hoje.
vida? “Bem a clonagem não é tudo, mas na vida tudo tem o seu Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa,
valor e os homens a todo momento necessitam de descobrir todos à sessão.
os mistérios da vida que nos cerca a todo instante”. Outros verbos com a: A medida não agradou (desagradou)
É de extrema importância seguir o que foi proposto no tema. à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. /
Antes de começar o texto leia atentamente todos os elementos Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à
que o examinador apresentou. Esquematize as ideias e perceba carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.
se não há falta de correspondência entre o tema proposto e o
texto criado. - Preferia ir “do que” ficar.
Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É
- “Uma biópsia do tumor retirado do fígado do meu primo (...) preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer
mostrou que ele não era maligno”. sem glória.
Esta frase está ambígua. Não se sabe se o pronome ele refere-
-se ao fígado ou ao primo. Para se evitar a ambiguidade, deve-se - Não há regra sem “excessão”.
observar se a relação entre cada palavra do texto está correta. O certo é exceção.
Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma
- “Ele me tratava como uma criança, mas eu era apenas uma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente),
criança”. “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso),
Problema com o uso do conectivo “mas”. O conectivo mas indi- “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado),
ca uma circunstância de oposição, de ideia contrária a. Portanto, “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-
a relação adversativa introduzida pelo “mas” no fragmento aci- -vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho”
ma produz uma ideia absurda. (empecilho), “envólucro” (invólucro).

- “Entretanto, como já diziam os sábios: depois da tempestade - Comprei “ele” para você.
sempre vem a bonança. Após longo suplício, meu coração apazi- Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. As-
guava as tormentas e a sensatez me mostrava que só estaríamos sim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos
separadas carnalmente”. entrar, viu-a, mandou-me.

Língua Portuguesa 63
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APOSTILAS OPÇÃO
- “Aluga-se” casas. - Tinha “chego” atrasado.
O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem- “Chego” não existe. O certo: Tinha chegado atrasado.
-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se
terrenos. / Procuram-se empregados. - Queria namorar “com” o colega.
- Chegou “em” São Paulo. O com não existe: Queria namorar o colega.
Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Pau-
lo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo. - O processo deu entrada “junto ao” STF.
Processo dá entrada no STF
- Todos somos “cidadões”.
O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de - As pessoas “esperavam-o”.
caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres. Quando o verbo termina em m, ão ou õe, os pronomes o, a, os
e as tomam a forma no, na, nos e nas: As pessoas esperavam-no.
- A última “seção” de cinema. / Dão-nos, convidam-na, põe-nos, impõem-nos.
Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo
de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, se- - Vocês “fariam-lhe” um favor?
ção de brinquedos; sessão de cinema, sessão de pancadas, ses- Não se usa pronome átono (me, te, se, lhe, nos, vos, lhes) de-
são do Congresso. pois de futuro do presente, futuro do pretérito (antigo condicio-
nal) ou particípio. Assim: Vocês lhe fariam (ou far-lhe-iam) um
- Vendeu “uma” grama de ouro. favor? / Ele se imporá pelos conhecimentos (e nunca “imporá-
Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitami- -se”). / Os amigos nos darão (e não “darão-nos”) um presente. /
na C de dois gramas. Tendo-me formado (e nunca tendo “formado-me”).

- “Porisso”. - Chegou “a” duas horas e partirá daqui “há” cinco minutos.
Duas palavras, por isso, como de repente e a partir de Há indica passado e equivale a faz, enquanto a exprime dis-
tância ou tempo futuro (não pode ser substituído por faz): Che-
- Não viu “qualquer” risco. gou há (faz) duas horas e partirá daqui a (tempo futuro) cinco
Deve-se usar “nenhum”, e não “qualquer. minutos. / O atirador estava a (distância) pouco menos de 12
Não viu nenhum risco. / Ninguém lhe fez nenhum reparo. / metros. / Ele partiu há (faz) pouco menos de dez dias.
Nunca promoveu nenhuma confusão.
- Estávamos “em” quatro à mesa.
- A feira “inicia” amanhã. O “em” não existe: Estávamos quatro à mesa. / Éramos seis.
Alguma coisa se inicia, se inaugura: A feira inicia-se (inaugu- / Ficamos cinco na sala.
ra-se) amanhã.
- Sentou “na” mesa para comer.
- O peixe tem muito “espinho”. Sentar-se (ou sentar) em é sentar-se em cima de. Veja o cer-
Peixe tem espinha. to: Sentou-se à mesa para comer. / Sentou ao piano, à máquina,
Veja outras confusões desse tipo: O “fuzil” (fusível) queimou. ao computador.
/ Casa “germinada” (geminada), “ciclo” (círculo) vicioso, “cabe-
çário” (cabeçalho). - Ficou contente “por causa que” ninguém se feriu.
A locução não existe. Use porque: Ficou contente porque nin-
- Não sabiam «aonde» ele estava. guém se feriu.
O certo: Não sabiam onde ele estava.
Aonde se usa com verbos de movimento, apenas: Não sei - O time empatou “em” 2 a 2.
aonde ele quer chegar. / Aonde vamos? A preposição é “por”: O time empatou por 2 a 2. Repare que
ele ganha por e perde por. Da mesma forma: empate por.
- “Obrigado”, disse a moça.
Obrigado concorda com a pessoa: “Obrigada”, disse a moça. / - Não queria que “receiassem” a sua companhia.
Obrigado pela atenção. / Muito obrigados por tudo. O i não existe: Não queria que receassem a sua companhia.
- Ela era “meia” louca. Da mesma forma: passeemos, enfearam, ceaste, receeis (só exis-
Meio, advérbio, não varia: meio louca, meio esperta, meio te i quando o acento cai no e que precede a terminação ear: re-
amiga. ceiem, passeias, enfeiam).

- “Fica” você comigo. - Eles “tem” razão.


Fica é imperativo do pronome tu. Para a 3.ª pessoa, o certo No plural, têm é com acento. Tem é a forma do singular. O
é fique: Fique você comigo. / Venha pra Caixa você também. / mesmo ocorre com vem e vêm e põe e põem: Ele tem, eles têm;
Chegue aqui. ele vem, eles vêm; ele põe, eles põem.

- A questão não tem nada «haver» com você. - Acordos “políticos-partidários”. Nos adjetivos compostos,
A questão, na verdade, não tem nada a ver ou nada que ver. só o último elemento varia: acordos político-partidários. Ou-
Da mesma forma: Tem tudo a ver com você. tros exemplos: Bandeiras verde-amarelas, medidas econômico-
-financeiras, partidos social-democratas.
- Vou “emprestar” dele.
Emprestar é ceder, e não tomar por empréstimo: Vou pegar - Andou por “todo” país.
o livro emprestado. Ou: Vou emprestar o livro (ceder) ao meu Todo o (ou a) é que significa inteiro: Andou por todo o país
irmão. (pelo país inteiro). / Toda a tripulação (a tripulação inteira) foi
Repare nesta concordância: Pediu emprestadas duas malas. demitida.
Sem o, todo quer dizer cada, qualquer: Todo homem (cada
- Ele foi um dos que “chegou” antes. homem) é mortal. / Toda nação (qualquer nação) tem inimigos.
Um dos que faz a concordância no plural: Ele foi um dos que
chegaram antes (dos que chegaram antes, ele foi um). / Era um - “Todos” amigos o elogiavam.
dos que sempre vibravam com a vitória. No plural, todos exige os: Todos os amigos o elogiavam. / Era
difícil apontar todas as contradições do texto.
- “Cerca de 18” pessoas o saudaram. Cerca de indica arredon-
damento e não pode aparecer com números exatos: Cerca de 20 - Ela “mesmo” arrumou a sala.
pessoas o saudaram. “Mesmo” é variável: Ela mesma (própria) arrumou a sala. /

Língua Portuguesa 64
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APOSTILAS OPÇÃO
As vítimas mesmas recorreram à polícia. A expressão é “haja vista” e não varia: Haja vista seu empe-
nho. / Haja vista seus esforços. / Haja vista suas críticas.
- Chamei-o e “o mesmo” não atendeu.
Não se pode empregar o mesmo no lugar de pronome ou - A moça “que ele gosta”.
substantivo: Chamei-o e ele não atendeu. / Os funcionários pú- Quem gosta, gosta de, o certo é: A moça de que ele gosta
blicos reuniram-se hoje: amanhã o país conhecerá a decisão dos
servidores (e não “dos mesmos”). - É hora “dele” chegar.
Não se deve fazer a contração da preposição com artigo ou
- Vou sair “essa” noite. pronome, nos casos seguidos de infinitivo: É hora de ele chegar.
É este que designa o tempo no qual se está o objeto próximo: / Apesar de o amigo tê-lo convidado. / Depois de esses fatos te-
Esta noite, esta semana (a semana em que se está), este dia, este rem ocorrido.
jornal (o jornal que estou lendo), este século (o século 20).
- A festa começa às 8 “hrs.”.
- A temperatura chegou a 0 “graus”. Zero indica singular sem- As abreviaturas do sistema métrico decimal não têm plural
pre: Zero grau, zero-quilômetro, zero hora. nem ponto. Assim: 8 h, 2 km (e não “kms.”), 5 m, 10 kg.

- Comeu frango “ao invés de” peixe. - “Dado” os índices das pesquisas...
Em vez de indica substituição: Comeu frango em vez de pei- A concordância é normal: Dados os índices das pesquisas... /
xe. Dado o resultado... / Dadas as suas ideias...
Ao invés de significa apenas ao contrário: Ao invés de entrar,
saiu. - Ficou “sobre” a mira do assaltante.
Sob é que significa debaixo de: Ficou sob a mira do assaltan-
- Se eu “ver” você por aí... te. / Escondeu-se sob a cama.
O certo é: Se eu vir, revir, previr. Da mesma forma: Se eu vier Sobre equivale a em cima de ou a respeito de: Estava sobre
(de vir); se eu tiver (de ter); se ele puser (de pôr); se ele fizer (de o telhado. / Falou sobre a inflação. E lembre-se: O animal ou o
fazer); se nós dissermos (de dizer). piano têm cauda e o doce, calda. Da mesma forma, alguém traz
alguma coisa e alguém vai para trás.
- Evite que a bomba “expluda”. Explodir só tem as pessoas em
que depois do “d” vêm “e” e “i”: Explode, explodiram, etc. Portan- - “Ao meu ver”. Não existe artigo nessas expressões: A meu
to, não escreva nem fale “exploda” ou “expluda”, ver, a seu ver, a nosso ver.

- Disse o que “quiz”. Norma Culta e Língua-Padrão


Não existe z, mas apenas s, nas pessoas de querer e pôr: Quis,
quisesse, quiseram, quiséssemos; pôs, pus, pusesse, puseram, De acordo com M. T. Piacentini, mesmo que não se mencione
puséssemos. terminologia específica, é evidente que se lida no dia-a-dia com
níveis diferentes de fala e escrita. É também verdade que as
- O homem “possue” muitos bens. pessoas querem “falar e escrever melhor”, querem dominar a
O certo: O homem possui muitos bens. Verbos em uir só têm língua dita culta, a correta, a ideal, não importa o nome que se
a terminação ui: Inclui, atribui, polui. Verbos em uar é que admi- lhe dê.
tem ue: Continue, recue, atue, atenue. O padrão de língua ideal a que as pessoas querem chegar é
aquele convencionalmente utilizado nas instâncias públicas de
- A tese “onde”. uso da linguagem, como livros, revistas, documentos, jornais,
Onde só pode ser usado para lugar: A casa onde ele mora. / textos científicos e publicações oficiais; em suma, é a que circula
Veja o jardim onde as crianças brincam. Nos demais casos, use nos meios de comunicação, no âmbito oficial, nas esferas de
em que: A tese em que ele defende essa ideia. / O livro em que... pesquisa e trabalhos acadêmicos.
/ A faixa em que ele canta... / Na entrevista em que...
- Já “foi comunicado” da decisão. Não obstante, os linguistas entendem haver uma língua
Uma decisão é comunicada, mas ninguém “é comunicado” circulante que é correta mas diferente da língua ideal e
de alguma coisa. Assim: Já foi informado (cientificado, avisado) imaginária, fixada nas fórmulas e sistematizações da gramática.
da decisão. Outra forma errada: A diretoria “comunicou” os em- Eles fazem, pois, uma distinção entre o real e o ideal: a língua
pregados da decisão. Opções corretas: A diretoria comunicou a concreta com todas suas variedades de um lado, e de outro um
decisão aos empregados. / A decisão foi comunicada aos empre- padrão ou modelo abstrato do que é “bom” e “correto”, o que
gados. conformaria, no seu entender, uma língua artificial, situada num
nível hipotético.
- A modelo “pousou” o dia todo. Para os cientistas da língua, portanto, fica claro que há
Modelo posa (de pose). Quem pousa é ave, avião, viajante, dois estratos diferenciados: um praticamente intangível,
etc. representado nas normas preconizadas pela gramática
tradicional, que comporta as irregularidades e excrescências da
- Espero que “viagem” hoje. língua, e outro concreto, o utilizado pelos falantes cultos, qual
Viagem, com g, é o substantivo: Minha viagem. A forma ver- seja, a “linguagem concretamente empregada pelos cidadãos
bal é viajem (de viajar). que pertencem aos segmentos mais favorecidos da nossa
Evite também “comprimentar” alguém: de cumprimento população”, segundo Marcos Bagno.
(saudação), só pode resultar cumprimentar. Comprimento é ex- Convém esclarecer que para a ciência sociolinguística
tensão. Igualmente: Comprido (extenso) e cumprido (concreti- somente a pessoa que tiver formação universitária completa
zado). será caracterizada como falante culto(urbano).
Sendo assim, como são presumivelmente cultos os sujeitos
- O pai “sequer” foi avisado. que produzem os jornais, a documentação oficial, os trabalhos
Sequer deve ser usado com negativa: O pai nem sequer foi científicos, só pode ser culta a sua linguagem, mesmo que a
avisado. / Partiu sem sequer nos avisar. língua que tais pessoas falam e os textos que produzem nem
sempre se coadunem com as regras rígidas impostas pela
- O fato passou “desapercebido”. gramática normativa, divulgada na escola e em outras instâncias
Na verdade, o fato passou despercebido, não foi notado. De- (de repressão linguística) como o vestibular.
sapercebido significa desprevenido. Isso é o que pensam os linguistas. E o povo – saberá ele fazer
a distinção entre as duas modalidades e os dois termos que as
- “Haja visto” seu empenho... descrevem?

Língua Portuguesa 65
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APOSTILAS OPÇÃO
Para os linguistas, a língua-padrão se estriba nas normas Norma. No primeiro caso, ela é entendida como um fator de
e convenções agregadas num corpo chamado de gramática coesão social. No segundo, corresponde concretamente aos
tradicional e que tem a veleidade de servir de modelo de usos e aspirações da classe social de prestígio. Num sentido
correção para toda e qualquer forma de expressão linguística. amplo, a norma corresponde à necessidade que um grupo
Querer que todos falem e escrevam da mesma forma e de social experimenta de defender seu veículo de comunicação das
acordo com padrões gramaticais rígidos é esquecer-se que não alterações que poderiam advir no momento do seu aprendizado.
pode haver homogeneidade quando o mundo real apresenta Num sentido restrito, a Norma corresponde aos usos e atitudes
uma heterogeneidade de comportamentos linguísticos, todos de determinado seguimento da sociedade, precisamente aquele
igualmente corretos (não se pode associar “correto” somente a que desfruta de prestígio dentro da Nação, em virtude de razões
culto). políticas, econômicas e culturais. Segundo Lucchesi considera-
Em suma: há uma realidade heterogênea que, por abrigar se que a realidade linguística brasileira deve ser entendida como
diferenças de uso que refletem a dinâmica social, exclui a um contínuo de normas, dentro do quadro de bipolarização do
possibilidade de imposição ou adoção como única de uma Português do Brasil.
língua-modelo baseada na gramática tradicional, a qual, por sua A existência da civilização dá-se com o surgimento da
vez, está ancorada nos grandes escritores da língua, sobretudo escrita. Suas regras são pautadas a partir da Norma Culta. Sendo
os clássicos , sendo pois conservadora. E justamente por se valer esta importante nos documentos formais que exigem a correta
de escritores é que as prescrições gramaticais se impõem mais expressão do Português para que não haja mal entendido algum.
na escrita do que na fala. Ela nada mais é do que a modalidade linguística escolhida pela
“ A cultura escrita, associada ao poder social , desencadeou elite de uma sociedade como modelo de comunicação escrita e
também, ao longo da história, um processo fortemente unificador verbal.
(que vai alcançar basicamente as atividades verbais escritas), A Norma Culta é uma expressão empregada pelos linguistas
que visou e visa uma relativa estabilização linguística, buscando brasileiros para designar o conjunto de variantes linguísticas
neutralizar a variação e controlar a mudança. Ao resultado desse efetivamente faladas, na vida cotidiana pelos falantes cultos,
processo, a esta norma estabilizada, costumamos dar o nome de sendo assim classificando os cidadãos nascidos e criados em
norma-padrão ou língua-padrão” (Faraco, Carlos Alberto). zonas urbanas e com grau de instrução superior completo.
Aryon Rodrigues entra na discussão: “Frequentemente o “Fundamentam-se as regras da Gramática Normativa nas obras
padrão ideal é uma regra de comportamento para a qual tendem dos grandes escritores, em cuja linguagem a classe ilustrada põe
os membros da sociedade, mas que nem todos cumprem, ou não o seu ideal de perfeição, porque nela é que se espelha o que o uso
cumprem integralmente”. Mais adiante, ao se referir à escola, ele idiomático e consagrou”. (ROCHA LIMA).
professa que nem mesmo os professores de Língua Portuguesa Dentre as características que são pertinentes à Norma Culta
escapam a esse destino: “Comumente, entretanto, o mesmo podemos citar que é: a variante de maior prestígio social na
professor que ensina essa gramática não consegue observá-la comunidade, sendo realizada com certa uniformidade pelos
em sua própria fala nem mesmo na comunicação dentro de seu membros do grupo social de padrão cultural mais elevado;
grupo profissional ”. cumpre o papel de impedir a fragmentação dialetal; ensinada
Vamos ilustrar os argumentos acima expostos. Não há pela escola; usada na escrita em gêneros discursivos em que há
brasileiro – nem mesmo professores de português – que não fale maior formalidade aproximando-a dos padrões da prescrição da
assim: gramática tradicional; a mais empregada na literatura e também
– Me conta como foi o fim de semana… pelas pessoas cultas em diferentes situações de formalidade;
– Te enganaram, com certeza! indicada precisamente nas marcas de gênero, número e pessoa;
– Me explica uma coisa: você largou o emprego ou foi usada em todas as pessoas verbais, com exceção, talvez, da 2ª
mandado embora? do plural, sendo utilizada principalmente na linguagem dos
sermões; empregada em todos os modos verbais em relação
Ou mesmo assim: verbal de tempos e modos; possuindo uma enorme riqueza
– Tive que levar os gatos, pois encontrei eles bem de construção sintática, além de uma maior utilização da
machucados. voz passiva; grande o emprego de preposições nas regências
– Conheço ela há muito tempo – é ótima menina. aproveitando a organização gramatical cuidada da frase.
– Acho que já lhe conheço, rapaz. De modo geral, um falante culto, em situação comunicativa
formal, buscará seguir as regras da norma explícita de sua
Então, se os falantes cultos, aquelas pessoas que têm acesso língua e ainda procurará seguir, no que diz respeito ao léxico,
às regras padronizadas, incutidas no processo de escolarização, um repertório que, se não for erudito, também não será vulgar.
se exprimem desse modo, essa é a norma culta. Já as formas Isso configura o que se entende por norma culta. A Norma
propugnadas pela gramática tradicional e que provavelmente só Padrão está vinculada a uma língua modelo. Segue prescrições
se encontrariam na escrita (conta-me como foi /enganaram-te / representadas na gramática, mas é marcada pela língua
explica-me uma coisa / pois os encontrei / conheço-a há tempos produzida em certo momento da história e em uma determinada
/ acho que já o conheço) configuram a norma-padrão ou língua- sociedade. Como a língua está em constante mudança, diferentes
padrão. formas de linguagem que hoje não são consideradas pela Norma
Se para os cientistas da língua, portanto, existe uma Padrão, com o tempo podem vir a se legitimar.
polarização entre a norma-padrão (também denominada Dentro da Norma Padrão define-se um modelo de língua
“norma canônica” por alguns linguistas) e o conjunto das idealizada prescrito pelas gramáticas normativas, como sendo
variedades existentes no Brasil, aí incluída a norma culta, no uma receita que nenhum usuário da língua emprega na fala e
senso comum não se faz distinção entre padrão e culta. Para os raramente utiliza na escrita. Sendo também uma referência
leigos, a população em geral, toda forma elevada de linguagem, para os falantes da Norma Culta, mas não passam de um ideal
que se aproxime dos padrões de prestígio social, configura a a ser alcançado, pois é um padrão extremamente enriquecido
norma culta. de língua. Assim, as gramáticas tradicionais descrevem a Norma
Padrão, não refletindo o uso que se faz realmente do Português
Norma culta, norma padrão e norma popular no Brasil.
Marcos Bagno propõe, como alternativa, uma triangulação:
A Norma é um uso linguístico concreto e corresponde ao onde a Norma Popular teria menos prestígio opondo-se à Norma
dialeto social praticado pela classe de prestígio, representando Culta mais prestigiada, e a Norma Padrão se eleva sobre as duas
a atitude que o falante assume em face da norma objetiva. A anteriores servindo como um ideal imaginário e inatingível.
normatização não existe por razões apenas linguísticas, mas A Norma Padrão subdivide-se em: Formal e Coloquial. A
também culturais, econômicas, sociais, ou seja, a Norma na Padrão Formal é o modelo culto utilizado na escrita, que segue
língua origina-se de fatores que envolvem diferenças de classes, rigidamente as regras gramaticais.
poder, acesso a educação escrita, e não da qualidade da forma Essa linguagem é mais elaborada, tanto porque o falante
da língua. Há um conceito amplo e um conceito estreito de tem mais tempo para se pronunciar de forma refletida como

Língua Portuguesa 66
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porque é supervalorizada na nossa cultura. É a história do vale o - Oposição e antítese.
que está escrito. Já a Padrão Coloquial é a versão oral da língua O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia,
culta e, por ser mais livre e espontânea, tem um pouco mais de palavra que também designa o emprego de sinônimos.
liberdade e está menos presa à rigidez das regras gramaticais.
Entretanto, a margem de afastamento dessas regras é estreita e, Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos:
- Ordem e anarquia.
embora exista, a permissividade com relação às transgressões é - Soberba e humildade.
pequena. - Louvar e censurar.
Assim, na linguagem coloquial, admitem-se sem grandes - Mal e bem.
traumas, construções como: ainda não vi ele; me passe o
arroz e não te falei que você iria conseguir?. Inadmissíveis na A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido
língua escrita. O falante culto, de modo geral, tem consciência oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/
dessa distinção e ao mesmo tempo em que usa naturalmente antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/
as construções acima na comunicação oral, evita-as na escrita. implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/
Contudo, como se disse, não são muitos os desvios admitidos anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial.
e muitas formas peculiares da Norma Popular são condenadas Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às
mesmo na linguagem oral. A Norma Popular é aquela linguagem vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos:
que não é formal, ou seja, não segue padrões rígidos, é a - São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo).
linguagem popular, falada no cotidiano. - Aço (substantivo) e asso (verbo).
O nível popular está associado à simplicidade da utilização Só o contexto é que determina a significação dos homônimos.
linguística em termos lexicais, fonéticos, sintáticos e semânticos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é
Esta decorrerá da espontaneidade própria do discurso oral e da considerada uma deficiência dos idiomas.
natural economia linguística. É utilizado em contextos informais. O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto
Dentre as características da Norma Popular podemos fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em:
destacar: economia nas marcas de gênero, número e pessoa; Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
redução das pessoas gramaticais do verbo; mistura da 2ª com no timbre ou na intensidade das vogais.
a 3ª pessoa do singular; uso intenso da expressão a gente em - Rego (substantivo) e rego (verbo).
lugar de eu e nós; redução dos tempos da conjugação verbal e de - Colher (verbo) e colher (substantivo).
certas pessoas, como a perda quase total do futuro do presente - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
e do pretérito-mais-que-perfeito no indicativo; do presente do - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
subjuntivo; do infinitivo pessoal; falta de correlação verbal entre - Para (verbo parar) e para (preposição).
os tempos; redução do processo subordinativo em benefício da - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
frase simples e da coordenação; maior emprego da voz ativa - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
em lugar da passiva; predomínio das regências verbais diretas; - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
simplificação gramatical da frase; emprego dos pronomes per+o).
pessoais retos como objetos.
Na visão de Preti, os falantes cultos “até em situação de Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
gravação consciente revelaram uma linguagem que, em geral, diferentes na escrita.
também pertence a falantes comuns”. Sendo mais espontânea e - Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
criativa, a Norma Popular se afigura mais expressiva e dinâmica. - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
Temos, assim, alguns exemplos: estou preocupado (Norma - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
Culta); to preocupado (Norma Popular); to grilado (gíria, limite consertar).
da Norma Popular). - Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
Não basta conhecer apenas uma modalidade de língua; urge - Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
conhecer a língua popular, captando-lhe a espontaneidade, - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
expressividade e enorme criatividade para viver, necessitando - Censo (recenseamento) e senso (juízo).
conhecer a língua culta para conviver. - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
Fonte:https://centraldefavoritos.wordpress. - Paço (palácio) e passo (andar).
com/2011/07/22/norma-padrao-e-nao-padrao/(Adaptado) - Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
Significação das palavras anular).
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que (tempo de uma reunião ou espetáculo).
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
com a ideia associada a este conjunto.
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
Exemplo: - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
- Alfabeto, abecedário. - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
- Brado, grito, clamor. - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial.
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo, séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento,
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto,
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
- Adversário e antagonista.
- Translúcido e diáfano.
- Semicírculo e hemiciclo. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.
- Contraveneno e antídoto. A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
- Moral e ética. - Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
- Colóquio e diálogo. plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
- Transformação e metamorfose. gado.

Língua Portuguesa 67
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- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó. precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros,
- Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
do palato. de observações e reconhecer a organização geral da rede de que
Podemos citar ainda, como exemplos de palavras participam.
polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
têm dezenas de acepções. sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens
Sentido Próprio e Figurado das Palavras a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem
Pela própria definição acima destacada podemos perceber conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o
sentimento de pânico experimentados por um número crescente
que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou
a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação,
outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da
ela traz (denominada significado). sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno
Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se para o espírito.
assim: (Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes.
- Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum Revista USP, no 92. Adaptado)
que costumamos dar a uma palavra.
- Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho
podemos dar a uma palavra. / estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos
Vamos analisar a palavra  cobra utilizada em diferentes adequados respectivamente em:
contextos: a) procurar / gostar de / ilustrar
1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento) b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que c) interferir / propor / embrutecer
adota condutas pouco apreciáveis) d) intrometer-se / prezar / esclarecer
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito e) contrapor-se / consolidar / iluminar
sobre alguma coisa, “expert”)
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum 02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
figurado.
naquele armistício transitório, uma legião desarmada,
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
concreta) pode ter vários significados (conceitos). das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres
Fonte: bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm- rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele
Denotação e Conotação triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana –
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
exemplo: passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. molambos...
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
próprio, comum, usual, literal. mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais,
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata- moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
dicionarístico.
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
expressiva. Veja este exemplo:
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que (CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos.
seja tarde mais. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?
disciplina, limitação de conduta e comportamento. a) Armistício – destruição
b) Claudicante – manco
Questões c) Reveses – infortúnios
d) Fealdade – feiura
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das e) Opilados – desnutridos
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia,
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um 03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que a) Ainda vivemos no Brasil a descriminação  racial. Isso é
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência crime! 
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos agora expiar seus crimes. 
participar. d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas o bom censo. 
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
usuários de distinguir essas variações como relevantes no tomate. 
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para Respostas
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários 01. B\02. A\03. C

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ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO

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Em suma: “ser ético significa conhecer e cumprir o dever;


a ética é a condição que possibilita o conhecimento do dever.
O ‘dever’ repousa, antes de qualquer coisa, no reconhecimento
da necessidade de respeitar a todos como fins em si mesmos e
não como meios para qualquer outro objetivo”.
A ética guarda estreita relação com a moral e os princípios,
porém com esses não se confunde.
1 Ética e moral A ética é a ciência que busca estudar a melhor forma de
convívio humano. No convívio social se faz necessário a
obediência de certas normas que visam impedir conflitos e
Ética: promover a paz social, essas são as normas éticas.
Toda sociedade possui preceitos éticos e esses baseiam-se
Ética é uma palavra de origem grega – ethos – que significa nos valores e princípios dessa mesma sociedade e influenciam
caráter. a formação do caráter individual do ser humano que nessa
convive.
Diferentes filósofos tentaram conceituar o termo ética: Os valores de uma sociedade são baseados no chamado
senso comum, ou seja, nos conceitos aceitos e sentidos por um
Sócrates ligava-o à felicidade de tal sorte que afirmava que número indeterminado de pessoas.
a ética conduzia à felicidade, uma vez que o seu objetivo era Quando se fala em valores, necessariamente deve-se tratar
preparar o homem para o autoconhecimento, conhecimento de juízo de aprovação ou reprovação, ou seja, para
esse que constitui a base do agir ético. determinada sociedade um comportamento pode ser tido
A ética socrática prevê a submissão do homem e da sua como bom e, portanto, aprovado, enquanto outro é reprovado
ética individual à ética coletiva que pode ser traduzida como a por ser considerado ruim.
obediência às leis. O ser humano é influenciado por esses valores
estabelecidos no meio social em que convive de sorte que
Para Platão a ética está intimamente ligada ao passa a adotá-los ainda que inconscientemente. Contudo, para
conhecimento dado que somente se pode agir com ética agir com ética é preciso que o homem reflita sobre seus passos,
quando se conhece todos os elementos que caracterizam de forma a adotar determinado comportamento porque, após
determinada situação posto que somente assim, poderá o a devida reflexão, considerou-o justo. Não existe ética onde há
homem alcançar a justiça. ausência de pensamento.
Tem-se como valores éticos aqueles sobre os quais o
Para José Renato Nalini1 “ética é a ciência do homem exerceu atividade intelectual. Ao estabelecer juízo de
comportamento moral dos homens em sociedade.2 É uma valores sobre determinadas situações ou coisas o homem está
ciência, pois tem objeto próprio, leis próprias e método atribuindo a essas conceitos morais.
próprio, na singela identificação do caráter científico de um A moral, portanto, é o fator que determina se algo é bom
determinado ramo do conhecimento.3 O objeto da Ética é a ou ruim. Pertence à ética mas, com essa não se confunde, haja
moral. A moral é um dos aspectos do comportamento humano. vista que a ética tem como objeto de estudo o comportamento
A expressão moral deriva da palavra romana mores, com o humano em sua forma mais abrangente e a moral é uma
sentido de costumes, conjunto de normas adquiridas pelo expressão dos valores humanos, ou seja, quando o homem
hábito reiterado de sua prática. classifica algo como bom ou como ruim, está expressando seus
valores. São esses valores que vão pautar seu comportamento.
Com exatidão maior, o objeto da ética é a moralidade Os atos morais possuem dois aspectos, quais sejam: o
positiva, ou seja, "o conjunto de regras de comportamento e aspecto normativo que se traduz nas normas e imperativos
formas de vida através das quais tende o homem a realizar o que revelam o dever ser e o aspecto factual que é a aplicação
valor do bem".4 A distinção conceitual não elimina o uso dessas normas no convívio social.
corrente das duas expressões como intercambiáveis. A origem Os princípios são as regras de boa conduta, ou seja, são os
etimológica de Ética é o vocábulo grego "ethos", a significar conceitos estabelecidos que regem o comportamento humano
"morada", "lugar onde se habita". Mas também quer dizer por serem aceitos como bons, portanto, refletem a moral
"modo de ser" ou "caráter". Esse "modo de ser" é a aquisição social.
de características resultantes da nossa forma de vida. A
reiteração de certos hábitos nos faz virtuosos ou viciados. Características da Ética:
Dessa forma, "o ethos é o caráter impresso na alma por
hábito".5” . Imutabilidade: a mesma ética de séculos atrás está
Perla Müller6 explica vários aspectos da ética, quais sejam: vigente hoje;
ética especulativa que é aquela que busca responder, de forma
não definitiva, indagações acerca da moral e de seus princípios . Validade universal: no sentido de delimitar a diretriz do
de sorte que, utilizando-se de investigação teórica é possível à agir humano para todos os que vivem no mundo. Não há uma
ética explicar algumas realidades sociais. ética conforme cada época, cultura ou civilização. A ética é uma
Para a mesma, a ética é ainda pedagogia do espírito, posto só, válida para todos eternamente, de forma imutável e
que é o estudo dos ideais da educação moral. A ética pode ser definitiva, por mais que possam surgir novas perspectivas a
vista também como a medida que o indivíduo toma de si, respeito de sua aplicação prática.
portanto, é pessoal e voluntária.

1 NALINI, José Renato. Conceito de Ética. Disponível em: confirmadas por métodos de verificação definida, suscetível de levar quantos os
www.aureliano.com.br/downloads/conceito_etica_nalini.doc. cultivam a conclusões ou resultados concordantes'" (Fílosofia do direito, p. 73, ao
2 ADOLFO SÁNCHEZ V ÁZQUEZ, Ética, p. 12. Para o autor, Ética seria a teoria ou citar o Vocabulaire de Ia phílosophie, de LALANDE).
ciência do comportamento moral dos homens em sociedade. 4 EDUARDO GARCÍA MÁYNEZ, Ética - Ética empírica. Ética de bens. Ética formal.
3 Ciência, recorda MIGUEL REALE, é termo que "pode ser tomado em duas Ética valorativa, p. 12.
acepções fundamentais distintas: a) como 'todo conjunto de conhecimentos 5 ADELA CORTINA, Ética aplicada y democracia radical, p. 162.

ordenados coerentemente segundo princípios'; b) como 'todo conjunto de 6 MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. Salvador: Jus Podivm, 2014.

conhecimentos dotados de certeza por se fundar em relações objetivas,

Ética no Serviço Público 1


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Para melhor compreensão, elencamos demais definições envolviam essencialmente as noções de virtude e de justiça,
de Ética: constituindo esta uma das dimensões da virtude. Por exemplo,
na Grécia antiga, berço do pensamento filosófico, embora com
- Ciência do comportamento adequado dos homens em variações de abordagem, o conceito de ética aparece sempre
sociedade, em consonância com a virtude. ligado ao de virtude.
- Disciplina normativa, não por criar normas, mas por O descumprimento das diretivas morais gera sanção, e
descobri-las e elucidá-las. Seu conteúdo mostra às pessoas os caso ele se encontre transposto para uma norma jurídica, gera
valores e princípios que devem nortear sua existência. coação (espécie de sanção aplicada pelo Estado). Assim, violar
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que tem uma lei ética não significa excluir a sua validade. Por exemplo,
por objetivo realizar este valor. matar alguém não torna matar uma ação correta, apenas gera
- Saber discernir entre o devido e o indevido, o bom e o a punição daquele que cometeu a violação. Neste sentido,
mau, o bem e o mal, o correto e o incorreto, o certo e o errado. explica Reale10: “No plano das normas éticas, a contradição dos
- Fornece as regras fundamentais da conduta humana. fatos não anula a validez dos preceitos: ao contrário,
Delimita o exercício da atividade livre. Fixa os usos e abusos da exatamente porque a normatividade não se compreende sem
liberdade. fins de validez objetiva e estes têm sua fonte na liberdade
- Doutrina do valor do bem e da conduta humana que o visa espiritual, os insucessos e as violações das normas conduzem
realizar. à responsabilidade e à sanção, ou seja, à concreta afirmação da
ordenação normativa”.
“Em seu sentido de maior amplitude, a Ética tem sido Como se percebe, Ética e Moral são conceitos interligados,
entendida como a ciência da conduta humana perante o ser e mas a primeira é mais abrangente que a segunda, porque pode
seus semelhantes. Envolve, pois, os estudos de aprovação ou abarcar outros elementos, como o Direito e os costumes. Todas
desaprovação da ação dos homens e a consideração de valor as regras éticas são passíveis de alguma sanção, sendo que as
como equivalente de uma medição do que é real e voluntarioso incorporadas pelo Direito aceitam a coação, que é a sanção
no campo das ações virtuosas”7. aplicada pelo Estado. Sob o aspecto do conteúdo, muitas das
Podemos dizer, de um modo geral, que ética é o regras jurídicas são compostas por postulados morais, isto é,
conhecimento que oferta ao homem critérios para a envolvem os mesmos valores e exteriorizam os mesmos
eleição da melhor conduta, tendo em conta o interesse de princípios.
toda a comunidade humana.8
Sobre o tema Ética e Moral concordamos com Perla
Perla Müller disponibilizou um quadro – resumo sobre Müller:11
Ética:9 Enquanto a ética está contida na reflexão, a moral está
contida na ação. A moral, verificada na ação reiterada no
ÉTICA tempo e espaço (costume, hábito), é tida como particular. A
Ethos (grego): caráter, morada do ser; ética, de cunho filosófico, é tida como universal.12
Disciplina filosófica (parte da filosofia); A palavra ‘moral’ vem do latim mos (cujo plural é mores) e
Os fundamentos da moralidade e princípios ideais da significa costume, ou seja, uma longa e inveterada repetição
ação humana; de atos consagrados como necessários ao bom conviver, como
Ponderação da ação, intenção e circunstâncias sob o muito bem lembrado por Elcias Ferreira da Costa ao citar
manto da liberdade; Ulpiano.13
Teórica, universal (geral), especulativa, investigativa; Enquanto a ética, como disciplina filosófica, é especulativa,
Fornece os critérios para eleição da melhor conduta. a moral, seu objeto de estudo, é normativa.
A moral, portanto, é influenciada por fatores sociais e
Ética e Moral: históricos (espaço – temporais), havendo diferenças entre os
conceitos morais de um grupo para outro (relativismo),
Entre os elementos que compõem a Ética, destacam-se a diferentemente da ética que, como dito linhas acima, pauta-se
Moral e o Direito. Assim, a Moral não é a Ética, mas apenas pela universalidade (absolutismo), valendo seus princípios e
parte dela. Neste sentido, Moral vem do grego Mos ou Morus, valores para todo e qualquer local, em todo e qualquer tempo.
referindo-se exclusivamente ao regramento que determina a A moral constitui-se como conjunto de normas de
ação do indivíduo. conduta que se apresentam como boas, corretas, ou seja,
Assim, Moral e Ética não são sinônimos, não apenas pela como expressão do ‘bem’.
Moral ser apenas uma parte da Ética, mas principalmente A experiência humana cotidiana, responsável pela
porque enquanto a Moral é entendida como a prática, como a construção do hábito e do costume, é fonte das normas
realização efetiva e cotidiana dos valores; a Ética é entendida morais. A moral é, portanto, pragmática. As normas morais
como uma “filosofia moral”, ou seja, como a reflexão sobre a são fórmulas elaboradas pelo homem para ordenar, regular
moral. Moral é ação, Ética é reflexão. seu comportamento.
Em resumo: Moral é a característica do comportamento que é
- Ética - mais ampla - filosofia moral – reflexão; conforme as normas morais, assim como legal é p
- Moral - parte da Ética - realização efetiva e cotidiana comportamento que é conforme as normas legais jurídicas.
dos valores – ação. Observe que a simples existência da moral não significa a
presença explícita de uma ética (...), isto é, uma reflexão que
No início do pensamento filosófico não prevalecia real
distinção entre Direito e Moral, as discussões sobre o agir ético

7 SÁ, Antônio Lopes de. Ética profissional. 9ª. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 12 A ética tem a pretensão de ser universal, já que quer estabelecer valores e
8 ALMEIDA, Guilherme de Assis; CHRISTMANN, Martha Ochsenhofer. Ética e princípios que possam ser considerados universais. Mas sua universalidade não
direito: uma perspectiva integrada. 3ª edição, São Paulo: Atlas, 2009, p.4. ultrapassa esta pretensão de encontro de valores e princípios universais, ou seja,
9 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. válidos e obrigatórios para todo ser racional. Isto porque, como fonte perene,
Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 15. incessante de investigação e indagação, a ética transforma-se a cada crítica e
10 REALE, Miguel. Filosofia do direito. 19ª. ed. São Paulo: Saraiva, 2002. reflexão posta a si mesmo.
11 BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público. 13 In Deontologia Jurídica: ética das profissões jurídicas. Rio de Janeiro: Forense,

Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, páginas 16 – 17. 2013, p. 04.

Ética no Serviço Público 2


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discuta, problematize e interprete o significado dos valores 04. (TCE/RN – Conhecimentos Básicos – CESPE/2015)
morais.14 Com relação à ética e à moral, julgue o item seguinte.
E assim Müller conclui:15 A ética é um conjunto de regras e preceitos de ordem
Quer isto dizer que a ética, enquanto disciplina filosófica, valorativa e moral de um indivíduo, de um grupo social ou de
pode modificar, refinar ou aprimorar valores morais, ou seja, uma sociedade.
pode incidir para alterar as regras morais enraizadas na (....) Certo (....) Errado
sociedade através da avaliação que faz de princípios e valores
morais até então estabelecidos. 05. (TCE/RN – Conhecimentos Básicos – CESPE/2015)
A moral, no serviço público, aplica-se às relações de Com relação à ética e à moral, julgue o item seguinte.
comando e obediência, já que é normativa. A efetivação da cidadania e a consciência coletiva da
E finaliza com o quadro – resumo de Moral: cidadania são indicadores do desenvolvimento moral e ético
de uma sociedade.
MORAL (....) Certo (....) Errado
Mos (latim, plural mores): costume;
Regulação (normatização), comportamentos 06. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Com relação
considerados como adequados a determinado grupo social; a moral e ética, julgue o item a seguir.
Prática (pragmática), particular; A ética é um ramo da filosofia que estuda a moral, os
Dependência espaço – temporal (relativa); caráter diferentes sistemas públicos de regras, seus fundamentos e
histórico e social. suas características
(....) Certo (....) Errado
Questões
07. (DEPEN – Agente e Técnico – CESPE/2015) Acerca
01. (SEGEP/MA – Agente Penitenciário – da ética e da moralidade no serviço público, julgue o item
FUNCAB/2016) A Moral: subsecutivo.
(A) no sentido prático, tem finalidade divergente da ética, Ética e moral são termos que têm raízes históricas
mas ambas são responsáveis por construir as bases que vão semelhantes e são considerados sinônimos, uma vez que
guiar a conduta do homem. ambos se referem a aspectos legais da conduta do cidadão.
(B) determina o caráter da sociedade e valores como (....) Certo (....) Errado
altruísmo e virtudes, ensina a melhor forma de agir e de se
comportar em sociedade, e capacita o ser humano a competir 08. (Prefeitura de Paranaguá/PR – Economista –
com os antiéticos, utilizando os mesmos meios destes. FAFIPA/2016) Sobre a ética, assinale a alternativa
(C) diferencia-se da ética no sentido de que esta tende a INCORRETA.
julgar o comportamento moral de cada indivíduo no seu meio. (A) O objeto principal da ética, como ramo da filosofia, é a
No entanto, ambas buscam o bem-estar social. reflexão do comportamento humano através da análise dos
(D) é o conjunto de regras aplicadas no cotidiano, usadas valores e normas sociais vigentes em determinado lugar.
eventualmente por cada cidadão, que orientam cada indivíduo, (B) Ética e moral nem sempre são sinônimos; a moral seria
norteando as suas ações e os seus julgamentos sobre o que é um conjunto de normas que podem variar com o momento
moral ou imoral, certo ou errado, bom ou mau. histórico e cultural de cada sociedade, sendo, na verdade, o
(E) é um conjunto de conhecimentos extraídos da objeto de estudo da ética.
investigação do comportamento humano ao tentar explicar as (C) Ética vem da palavra romana ethos, que vem de mos ou
regras morais de forma racional, fundamentada, científica e mores do grego, que significa moral, caráter ou costumes.
teórica. (D) Muitos dividem a ética didaticamente em dois campos:
o primeiro cuida dos problemas gerais e fundamentais
02. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos – relacionados aos valores e normas da sociedade e o segundo,
CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e de áreas específicas, como a ética profissional etc.
da moral, julgue o item que se segue.
Os termos moral e ética têm sentidos distintos, embora Respostas
sejam frequente e erroneamente empregados como
sinônimos. 01. C/02. Certo/03.E/04. Certo/05.
(....) Certo (....) Errado Certo/06.Certo/07.Errado/08. C

03. (SEDUC/PI – Professor de Filosofia –


NUCEPE/2015) Sobre as éticas deontológicas, marque a
alternativa INCORRETA. 2 Ética, princípios e valores
(A) Para uma ética deontológica, o conceito central é o de
Dever.
(B) Em sua formulação contemporânea, uma ética Ética, virtudes, valores e princípios
deontológica assume a prioridade do justo sobre o bem.
(C) Em Kant, a ética deontológica preconiza uma razão Se a ética é disciplina filosófica que lança esforço e olhares,
prática autônoma em relação às inclinações naturais, de de forma reflexiva e profundamente crítica, sobre o
caráter universal. comportamento humano, afim de valorá-lo como bom, justo
(D) Para uma ética deontológica, o único sentimento (ou mau, injusto), fazendo-o através da tentativa, perene, de
apropriado é o de respeito à lei moral, dada a precedência das compreensão do sentido da vida e da existência humana,
normas sobre os desejos. buscando, inclusive, fornecer elementos para correção moral
(E) Para uma ética deontológica, o conteúdo do dever da ação, de imperiosa necessidade o entendimento do que
universal é configurado a partir das consequências do curso de sejam virtudes, princípios e valores.
ação escolhido.

14 CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. São Paulo: Ática, 2012, p. 386. 15BORTOLETO, Leandro; e MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público.
Salvador: Editora Jus Podivm, 2014, p. 17.

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Aristóteles, já na Grécia antiga (por volta do século V a. C.), moral) ou para o mal (do que não tem valor moral); desta
dedicou um livro inteiro ao problema ético: sua filosofia, em forma, de fato o valor é preferível e uma possibilidade de
especial no plano da ética, tentou aliar o horizonte teórico- escolha nem sempre escolhida, já que, como dito, o homem
filosófico à dimensão prática expressa no agir. Em Aristóteles, pode inclinar-se para a perversão, para o vício. Portanto, o
não é suficiente apenas conhecer, compreender e contemplar valor é objeto de uma escolha moral, de uma escolha
a verdade sobre o bom, o justo, o correto; é necessário fazê-la positivamente moral.
atuar, agir segundo a verdade conhecida. No exemplo anterior, do “servidor magoado”, se escolher o
A ética – e toda a filosofia, deve expressar-se no agir caminho virtuoso”, ou seja, cumprir com presteza e agilidade
humano. Por exemplo, de nada adianta saber fazer fogo, se não seu labor ainda que em favor de quem lhe tenha magoado e
se sabe para que e como usá-lo! Quer isto dizer que, nada maltratado, resta evidente que escolheu o que tem valor
adianta saber o que é bom, justo, certo não significa que positivo, o que deve ser moralmente estimado, já que escolheu
seremos, em nossas ações, bons, justos, corretos se assim não como valores a eficiência e excelência do serviço público em
agirmos. A ciência nos ensinou a fazer o fogo; mas é nossa detrimento de qualquer interesse eu pessoal. E a escolha do
consciência moral que nos orientará a como devemos usá-lo: que tem valor, deve ser uma constante, deve orientar toda e
se para saciar adequada e dignamente a fome aquecendo o qualquer de nossas ações, porque só assim implementaremos
alimento, ou para causar dano a integridade física ou o que de fato nos exige a ética.
patrimonial alheia incendiando deliberadamente! É o habito, dessa forma, que, orientando o comportamento
O comportamento ético, já dizia Aristóteles, é o agir para a prática de virtudes, nos leva à observância o valor.
repetido em conformidade com as respectivas virtudes (do Mas como fazer a escolha entre valores ou entre o que tem
grego areté). Mas o que são virtudes? Virtudes são e o que não tem valor? O processo de escolha, como todo
excelências, são, no campo ético, disposições do caráter, ou processo, se faz por princípios. Princípios, assim, são, de
seja, a propensão (inclinação) a nos comportarmos bem forma geral, pontos de partida ou fundamentos de um
relativamente àquilo que nos afeta. Ora, as disposições do processo. Do ponto de vista filosófico, princípio é o
caráter podem nos levar a comportamentos bem ou mal diante fundamento do ser, do devir (do vir a ser), do conhecer. Sob a
um sentimento que nos afeta, por exemplo. Mas este perspectiva especificamente ética, princípio é a fonte, o
comportamento só será virtuoso, se for o bem comportar-se. substrato em que se funda a ação.
Assim, as disposições do caráter podem constituir virtudes ou Deste modo, por princípio, deve-se optar pela prática de
perversões: se nos comportarmos bem diante determinada virtudes, ou seja, inclinar-se para o que tem valor moral, como
situação, praticamos a virtude (excelência); se nos forma de implementar o comportamento ético.
comportarmos mal, praticamos a perversão (vício). Os princípios que pomos, estabelecemos para nós mesmos,
Apenas para melhor elucidação: quando somos magoados como vetores, guias do nosso comportamento, nos são dados
ou maltratados por uma pessoa, somos tomados por um por nosso senso moral, ou seja, “pela maneira como
sentimento de raiva ou mesmo de ira. Imaginemos que somos avaliamos nossa situação e a de nossos semelhantes segundo
um servidor público responsável pela expedição de certidões ideias como as de justiça e injustiça” e eleitos por nossa
que comprovam a existência ou inexistência de ações consciência moral, ou seja, por nossa faculdade de
ajuizadas em face dos cidadãos. Imaginemos então que aquela estabelecer julgamento morais acerca de nossas próprias
pessoa que nos magoou ou maltratou dias antes vá até a escolhas.
repartição pública onde servimos e precise, com urgência, de Assim, o senso moral nos permite distinguir o justo do
uma certidão comprobatória de inexistência de ações contra injusto, o certo do errado, o bom do mau; mas é nossa
ela ajuizadas, para que consiga, rapidamente, vender um consciência moral que nos torna responsável, perante nós
imóvel para levantar dinheiro para fazer frente a despesas mesmos e os outros, por nossas escolhas. Nosso senso e nossa
com sua saúde debilitada, diante deste quadro podemos agir consciência moral nos auxiliam a definir, para nós mesmos, os
de duas formas: ou demoramos, deliberadamente, par expedir valores que iremos salvaguardar através de nosso
a dita certidão, como forma de causar-lhe dor e sofrimento, e comportamento individual e social.
assim irmos à forra com quem nos magoou ou maltratou e Finalmente, parece desnecessário destacar que, do
neste caso nos inclinaremos a um comportamento mau servidor público, espera-se a prática de virtudes, a escolha do
(viciado); ou atuaremos com presteza e agilidade, fornecendo- que vale moralmente, a orientação do comportamento
lhe quanto antes a certidão buscada, tornado eficaz o serviço segundo princípios que o dirijam ao bem.
público e excelente nosso labor, inclinando-os, assim, a um
comportamento bom ,(virtuoso). Veja que nossas disposições VIRTUDES
VALORES PRINCÍPIOS
de caráter podem pender para a virtude ou para o vício, sendo (ARETÉ)
tal a escolha ´tica que devemos fazer! - excelências;
O comportamento ético é, por essência, virtuoso. A virtude, - objeto de - ponto de partida;
- disposição do
assim, é a potência moral do homem, a realização mais escolha moral; - fundamento da
caráter para o
perfeita de um modo de agir; e o hábito é que torna o homem - o preferível ação
bem
virtuoso pela prática reiterada de virtudes, de modo que a
virtude é a disposição firme e constante para o que tem Questões
valor.
Em um sentido vulgar, “valor” é o preço (ou utilidade) dos 01. (MME – Nível Médio – CESPE) Quando a distribuição
bens materiais ou a dignidade (ou mérito) das pessoas (o valor de bens por determinado agente público resulta em benefícios
de um carro ou o mérito de um servidor público). aos desfavorecidos, é correto afirmar que os princípios e
No campo ético, valores são objetos da escolham oral, os valores que regem a conduta desse agente se baseiam em uma
fins da ação ética; é o predicado, a qualidade que torna abordagem
algo estimável; é o preferível, o objeto de uma antecipação (A) com ênfase na garantia de oportunidades a todos.
ou de uma expectativa normativa (de um dever ser); é, (B) convencional da ética e do direito público.
enfim, possibilidade de escolha, já que nem sempre é (C) utilitária da ética e da justiça social.
escolhido. Ora, a vida é um bem a que atribuímos altíssima (D) moralista dos direitos dos cidadãos.
estima; desta forma, a vida é um valor! (E) individualista da ética.
Ora, vimos acima que as disposições de caráter do homem
podem orienta-lo para a prática do bem (do que tem valor

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02. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) A ética Curioso o conceito de democracia dado por Norberto
pode ser definida como: Bobbio, para quem a democracia é o poder em público. E, de
(A) um conjunto de valores genéticos que são passados de fato, a participação do povo no exercício do poder somente se
geração em geração. viabiliza através da transparência, da publicidade, da abertura,
(B) um princípio fundamental para que o ser humano quando decisões são tomadas de forma clara e a todos
possa viver em família. acessíveis. Somente desta forma, o povo, titular de todo poder,
(C) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, pode eficazmente intervir nas tomadas de decisões
responsável pela investigação dos princípios que motivam, contestando-as, pelos meios legais, quando delas discordarem.
distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento Sendo assim, o exercício da cidadania, como gozo de
humano em sociedade. direitos e desempenho de deveres, deve pautar-se por
(D) um comportamento profissional a ser observado contornos éticos: o exercício da cidadania deve materializar-
apenas no ambiente de trabalho. se na escolha da melhor conduta tendo em vista o bem
(E) a boa vontade no comportamento do servidor público comum, resultando em uma ação moral como expressão do
em quaisquer situações e em qualquer tempo de seu cotidiano. bem.
A sobrevivência e harmonia da vida associativa, como já
03. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) A ética dito, dependem do nível cooperativo dos homens reunidos em
pode ser definida como: sociedade: há uma expectativa generalizada a respeito das
(A) a parte da filosofia que estuda a moral, isto é, ações humanas e, em especial, das ações daqueles que
responsável pela investigação dos princípios que motivam, desempenham funções públicas.
distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento O servidor público, antes de sê-lo, é cidadão do Estado e,
humano em sociedade. como tal, tem interesse na sobrevivência e harmonia da
(B) um comportamento profissional a ser observado sociedade como qualquer outro cidadão. O bom, correto, justo,
apenas no ambiente de trabalho. enfim, ético desempenho de suas funções à frente da coisa
(C) um princípio fundamental para que o ser humano pública não beneficia apenas toa a sociedade, mas antes a ele
possa viver em família. mesmo. A conduta desvencilhada dos pilares éticos e
(D) um conjunto de valores genéticos que são passados de violadoras das normas morais podem até trazer algum
geração em geração. benefício temporário ao seu executor, mas as consequências
(E) a boa vontade no comportamento do servidor público danosas de tal comportamento para si mesmo se farão sentir
em quaisquer situações e em qualquer tempo de seu cotidiano. com o desenvolver do tempo, já que nenhum Estado pode
crescer, desenvolver e aprimorar-se sob a ação corrupta de
Respostas seus governantes, gestores e servidores e um Estado assim
falido, inclusive moralmente, retrata a falência mesma dos
01. C/02. C/03. A homens nele reunidos em sociedade.
Desta forma, o servidor que se desvia do comportamento
ético, atenta contra si e toda a sociedade, violando, em especial,
3 Ética e democracia: a própria dignidade, já que o trabalho realizado com excelência
exercício da cidadania é o mais caro patrimônio humano.

Referências Bibliográficas:
BORTOLETO, Leandro; MÜLLER, Perla. Noções de Ética no Serviço Público.
Ética e Democracia: Exercício da Cidadania Editora Jus Podivm, 2014.

Já Aristóteles, portanto já nos anos que antecederam a Questões


Cristo, não separava ética e política (como aquilo que se refere
ao poder, cuja finalidade deve ser a vida justa e feliz): 01. (LIQUIGÁS – Profissional Júnior – CESGRANRIO) Na
vislumbrou, com perspicácia, a indissolubilidade entre virtude medida em que é editada uma lei, regularmente votada pelo
moral e atividade cívica. Congresso Nacional, a qual protege as pessoas com certo grau
Cidadão é o indivíduo que, dentro de um Estado, goza de de deficiência física, ofertando oportunidades de inserção no
direitos (civis e políticos) e desempenha deveres (civis e mercado de trabalho, está sendo realizado o princípio da
políticos). Assim, a cidadania, ou seja, a qualidade de quem (A) cidadania
é cidadão, se exerce no campo associativo (da associação (B) organização
civil), pela cooperação de homens reunidos no Estado. Desta (C) proteção
forma, a sobrevivência e harmonia da sociedade – como grupo, (D) democracia
associação ode homens que é – depende da vida cooperativa (E) república
de seus cidadãos.
As atribuições cívico-políticas do cidadão dependem da 02. (FSC – Advogado – CEPERJ) Dentre os fundamentos
conformação do Estado a que pertence, ou seja, da forma de da República Federativa do Brasil está aquele que não está
governo por este adotada. limitado por nenhum outro na ordem interna. Trata-se da:
Sendo a democracia a forma de governo eleita pelo (A) democracia
Estado, a cidadania retrata a qualidade dos “sujeitos (B) cooperação
politicamente livres, ou seja, cidadãos que participam ada (C) dignidade
criação e concordam com a ordem jurídica vigente”. (D) cidadania
Por democracia entende-se, de forma geral, o governo do (E) soberania
povo, como governo de todos os cidadãos. Para que a
democracia se estabeleça, necessário o respeito à 03. (MPOG – Atividade Técnica – FUNCAB/2015) Sobre
pluralidade, à transparência e à rotatividade: a democracia os direitos políticos, é correto afirmar que:
caracteriza-se pelo respeito à divergência (heterogeneidade), (A) são inelegíveis, de acordo com o art. 14, § 4º, da
pela publicidade do exercício do poder e pela certeza de que Constituição Federal, os inalistáveis e os analfabetos.
ninguém ou grupo nenhum tem lugar cativo no poder, (B) a idade mínima de vinte e um anos é requisito de
acessível a todos e exercido precária e transitoriamente. elegibilidade para candidatura a vereador.

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(C) o alistamento eleitoral e o voto são facultativos para os mais que comum ouvir-se debates a respeito da ética médica,
maiores de setenta anos e para os maiores de dezesseis e ética econômica, ética esportiva, e, em especial, ética na gestão
menores de dezoito anos, mas não para os analfabetos. da res publica. E, de fato, a relação entre ética e política é tema
(D) para concorrer a outro cargo, prefeitos devem dos mais árduos na contemporaneidade.
renunciar ao mandato até três meses antes do pleito. Historicamente sustentou-se uma distinção entre a “moral
(E) não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e comum” e a “moral política”, chegando Maquiavel a afirmar
os brasileiros naturalizados. que o homem político poderia comportar-se de modo diverso
da moral comum, como se o homem comum e aquele que gere
04. (DEPEN – Técnico de Apoio – CESPE) No que se refere a coisa pública ou exerce função pública obedecessem a
à ética e ao exercício da cidadania, julgue o próximo item. “códigos” de ética distintos.
Configura um dos elementos indispensáveis para o Todavia, atualmente não se duvida da necessária
exercício da cidadania o efetivo conhecimento a respeito dos integração ou “afinamento” entre a moral comum e a moral
direitos política. Não se pode imaginar a existência de uma absoluta
(....) Certo (....) Errado distinção entre a ética almejada pelos indivíduos que
compõem a sociedade e aquela esperada dos órgãos do Estado,
05. (INES - Assistente Social – AOCP). Preencha a lacuna que exercem a função pública.
e assinale a alternativa correta. Justamente por representarem a coletividade, as
“A revisão do texto de 1986 processou-se em dois níveis. instituições públicas devem se pautar, de forma mais eficaz,
Reafirmando os seus valores fundantes - a liberdade e a justiça pela ética, posto que devem assumir uma posição de espelho
social -, articulou-os a partir da exigência democrática: a dos anseios da sociedade. Para que o Estado possa gerir a res
_______________ é tomada como valor ético-político central, na publica, de forma democrática e não autoritária, este deve
medida em que é o único padrão de organização político-social gozar de credibilidade, a qual somente pode ser conquistada
capaz de assegurar a explicitação dos valores essenciais da com a transparência e a moralidade de seus atos, para que não
liberdade e da equidade. É ela, ademais, que favorece a seja necessário o uso excessivo da força, o que transformaria
ultrapassagem das limitações reais que a ordem burguesa um Estado democrático em uma nefasta tirania.
impõe ao desenvolvimento pleno da cidadania, dos direitos e Cumpre lembrar que, quando se fala em agir ético do
garantias individuais e sociais e das tendências à autonomia e Estado, ou das instituições públicas que o compõem, na
à autogestão social." realidade devemos nos atentar que o agir ético é sempre
(A) ética exercido por pessoas físicas, já que o Estado, como uma ficção
(B) cidadania jurídica que é, não goza de vontade própria. Estas pessoas
(C) democracia físicas incumbidas, definitiva ou transitoriamente, do exercício
(D) sociedade de alguma função estatal, a quem chamamos de agentes
(E) justiça social públicos, é que devem, em última análise, pautar-se pela ética,
já que expressam, com seus atos, a vontade do Estado.
06. (Prefeitura de Cuiabá – Técnico em Administração A vontade do Estado é, pois, materializada através dos atos
Escolar – FGV/2015) Segundo os princípios éticos e da e procedimentos administrativos executados pelos agentes
cidadania, assinale a afirmativa correta. públicos. Estes atos e procedimentos administrativos que dão
(A) O servidor público deve proceder de forma diligente no forma e viabilizam a atuação da Administração Pública devem
exercício de sua função. ser entendidos como foco de análise da ética, constituindo-se
(B) O servidor público pode ausentar-se do serviço seu objeto, quando a questão se refere à ética na
durante o expediente, sem prévia autorização. Administração Pública.
(C) O servidor público pode recusar fé a documentos Embora emanados por ato de vontade dos agentes
públicos. públicos, os atos e procedimentos administrativos não podem
(D) O servidor público pode opor resistência injustificada expressar a vontade individual do agente que os exterioriza.
ao andamento de um documento. Isto porque os atos e procedimentos administrativos estão
(E) O servidor público pode coagir os subordinados no submetidos ao princípio da moralidade administrativa, o que
sentido de filiarem-se a um partido político. equivale dizer que o “interesse público está acima de
quaisquer outros tipos de interesses, sejam interesses
Respostas imediatos do governante, sejam interesses imediatos de um
cidadão, sejam interesses pessoais do funcionário.
01. A/02. E/03. A/04. Errado/05. C/06. A Apesar de se reconhecer que a moralidade sempre foi um
traço característico necessário ao ato administrativo, já que
não se pode supor a legitimidade de um Estado que não se
amolde ao que moralmente é aceito pela sociedade que o
4 Ética e função pública constitui, é com a Constituição Federal de 1988, que o
princípio da moralidade é expressamente elevado à categoria
de princípio essencial da administração pública, ao lado dos
Ética e Função Pública princípios da legalidade, da impessoalidade e da publicidade
dos atos administrativos, conforme dispõe seu artigo 37.
De fato, não se pode negar que o desenvolvimento, Os atos e procedimentos administrativos, portanto, além
retificação e refinamento moral da sociedade impõem que de se submeterem a requisitos formais e objetivos para que
“todas as instituições sociais (públicas e privadas), ao lado dos possam gozar de validade e legalidade (competência,
indivíduos, devem se afinar no sentido da conquista da cultura finalidade, fora, motivo, objeto), devem também se apresentar
da moralidade”. Ora, a reverência da moralidade nas relações como moralmente legítimos, sob pena de serem anulados.
entre particulares, no âmbito individual e privado, é forma de Veja-se que neste ponto, aliás, a Constituição Federal
cultivo da futura moralidade na administração da coisa pública também trouxe importante avanço, quando em seu artigo 5º,
(res publica). inciso LXXIII, inclui a moralidade administrativa dentre os
Da mesma forma, a sobrevivência (individual e coletiva) e motivos que ensejam a vida da ação popular a ser proposta por
harmonia social dependem do eficaz e satisfatório qualquer cidadão que constate uma postura imoral praticada
desempenho moral de todas as atividades do homem. É lugar por qualquer entidade da qual o Estado participe.

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É justamente neste ponto que a ética exerce seu papel, Respostas


permitindo realizar ponderações sobre a moralidade da
vontade expressa em determinado ato ou procedimento 01. D/02. Errado/03. Errado/04. Errado/05. Errad
administrativo praticado por uma agente público. Assim, não
basta quer o agente público seja competente para emanar o ato
administrativo ou conduzir um procedimento de sua alçada, 5 Ética no Setor Público. 5.1
nem que seja respeitada a forma prescrita em lei, devendo,
antes de tudo, corresponder a uma conduta eticamente
Resolução nº 147/2011 (Código
aceitável e, sobretudo, pautar-se pela preponderância do de Conduta do Conselho da Justiça
interesse público sobre qualquer outro. Federal de Primeiro e Segundo
Desta forma, com a finalidade de amoldar a conduta dos
agentes públicos dentro do que eticamente se espera da Graus) 5.2 Lei nº 8.112/1990, e
Administração Pública, visando compeli-los a absterem-se de suas alterações. 5.2.1 Provimento,
práticas que não sejam moralmente aceitáveis, é que surgem vacância, remoção, redistribuição
as normas deontológicas, ou seja, as regras que definem
condutas correlatas a serem seguidas, positivadas através dos e substituição. 5.2.2 Direitos e
Códigos de Ética. vantagens. 5.2.3 Regime
Referências Bibliográficas:
BORTOLETO, Leandro; MÜLLER, Perla. Noções de ética no serviço público.
disciplinar: deveres, proibições,
Editora Jus Podivm, 2014. acumulação, responsabilidades,
Questões penalidades, processo
administrativo disciplinar
01. (SAPeJUS/GO – Agente de Segurança Prisional –
FUNIVERSA/2015) Com relação às obrigações éticas do
servidor público, assinale a alternativa incorreta. Ética no Setor Público
(A) Os servidores públicos deverão tratar seus
concidadãos com urbanidade, cordialidade e educação.
A questão ética é um fator imprescindível para uma
(B) Os servidores públicos deverão satisfazer suas
sociedade e por isso sempre encontramos diversos autores
obrigações perante os cidadãos de boa-fé.
tentando definir o que vem a ser ética e como ela se interfere
(C) Os servidores públicos não podem incidir em conflitos
em uma sociedade.
de interesse que afetem o desempenho de sua função
O tema: Ética é por si só polêmico, entretanto causa ainda
(D) Os mandamentos da ética e do direito não se
mais inquietação quando falamos sobre a ética na
confundem. A única diferença entre eles consiste na
administração pública, pois logo pensamos em corrupção,
coercibilidade. Logo, os servidores públicos vinculam-se às
extorsão, ineficiência, etc., mas na realidade o que devemos ter
leis, não podendo ser responsabilizados por condutas imorais como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na
que não lhes sejam expressamente vedadas. vida pública em geral, é que seja fixado um padrão a partir do
(E) Os servidores públicos estão eticamente obrigados a qual possamos em seguida julgar a atuação dos servidores
guardar sigilo de informações obtidas por meio da função, não públicos ou daqueles que estiverem envolvidos na vida
lhes sendo permitido utilizar dessas informações para seu pública, entretanto não basta que haja padrão, tão somente, é
próprio interesse. necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.
Assim, ética pública seria a moral incorporada ao Direito,
02. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Acerca de
consolidando o valor do justo. Diante da relevância social de
ética e função pública, julgue o item que se segue.
que a Ética se faça presente no exercício das atividades
Decoro, por ser uma disposição interna para agir
públicas, as regras éticas para a vida pública são mais do que
corretamente, não é passível, para o servidor público, de ser
regras morais, são regras jurídicas estabelecidas em diversos
aprendido ao longo de sua carreira.
diplomas do ordenamento, possibilitando a coação em caso de
(....) Certo (....) Errado
infração por parte daqueles que desempenham a função
pública.
03. (MPU – Técnico do MPU – CESPE/2015) Acerca de Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor
ética e função pública, julgue o item que se segue. público partem da Constituição Federal, que estabelece alguns
Para que a conduta do servidor público seja considerada princípios fundamentais para a ética no setor público. Em
irrepreensível é suficiente que ele observe as leis e as regras outras palavras, é o texto constitucional do artigo 37,
imperativas. especialmente o caput, que permite a compreensão de boa
(....) Certo (....) Errado parte do conteúdo das leis específicas, porque possui um
caráter amplo ao preconizar os princípios fundamentais da
04. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos –
administração pública. Estabelece a Constituição Federal:
CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e
Art. 37. A administração pública direta e indireta de
da moral, julgue o item que se segue.
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal
Ainda que a função pública integre a vida particular de
e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
cada servidor, os fatos ocorridos no âmbito de sua vida privada
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
não influenciam o seu bom conceito na vida funcional.
ao seguinte: [...]
(....) Certo (....) Errado
São princípios da administração pública, nesta ordem:
Legalidade
05. (FUNPRESP/EXE – Conhecimentos Básicos – Impessoalidade
CESPE/2016) Acerca da ética e da função pública e da ética e Moralidade
da moral, julgue o item que se segue. Publicidade
O servidor está desobrigado de ter conhecimento das Eficiência
atualizações legais pertinentes ao órgão onde exerce suas
funções.
(....) Certo (....) Errado

Ética no Serviço Público 7


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APOSTILAS OPÇÃO

Para memorizar: veja que as iniciais das palavras formam e títulos, de acordo com a natureza e complexidade do cargo
o vocábulo LIMPE, que remete à limpeza esperada da ou emprego.
Administração Pública. Por força dos interesses que representa, a administração
pública está proibida de promover discriminações gratuitas.
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO Discriminar é tratar alguém de forma diferente dos demais,
BRASIL DE 1988 privilegiando ou prejudicando. Segundo este princípio, a
administração pública deve tratar igualmente todos aqueles
CAPÍTULO VII que se encontrem na mesma situação jurídica (princípio da
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA isonomia ou igualdade). Por exemplo, a licitação reflete a
Seção I impessoalidade no que tange à contratação de serviços. O
DISPOSIÇÕES GERAIS princípio da impessoalidade correlaciona-se ao princípio da
finalidade, pelo qual o alvo a ser alcançado pela administração
Artigo 37- A administração pública direta e indireta de pública é somente o interesse público. Com efeito, o interesse
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal particular não pode influenciar no tratamento das pessoas, já
e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, que deve-se buscar somente a preservação do interesse
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, coletivo.18
ao seguinte: (...)
Princípio da Moralidade Administrativa:
Princípio da Legalidade:
A Administração Pública, de acordo com o princípio da
O princípio da legalidade, um dos mais importantes moralidade administrativa, deve agir com boa-fé,
princípios consagrados no ordenamento jurídico brasileiro, sinceridade, probidade, lealdade e ética. Tal princípio acarreta
consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer a obrigação ao administrador público de observar não
o que a lei permite. É importante demonstrar a diferenciação somente a lei que condiciona sua atuação, mas também, regras
entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e éticas extraídas dos padrões de comportamento designados
ao administrador. Como já explicitado para o administrador, o como moralidade administrativa (obediência à lei).
princípio da legalidade estabelece que ele somente poderá agir Não basta ao administrador ser apenas legal, deve
dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames também, ser honesto tendo como finalidade o bem comum.
estabelecidos pela lei. Já, o princípio da legalidade visto sob a Para Maurice Hauriou, o princípio da moralidade
ótica do administrado, explicita que ninguém será obrigado a administrativa significa um conjunto de regras de conduta
fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude lei. tiradas da disciplina interior da Administração. Trata-se de
Esta interpretação encontra abalizamento no artigo 5º, II, da probidade administrativa, que é a forma de moralidade. Tal
Constituição Federal de 1988. preceito mereceu especial atenção no texto vigente
Para o particular, legalidade significa a permissão de fazer constitucional (§ 4º do artigo 37 CF), que pune o ímprobo
tudo o que a lei não proíbe. Contudo, como a administração (pessoa não correto -desonesta) com a suspensão de direitos
pública representa os interesses da coletividade, ela se sujeita políticos. Por fim, devemos entender que a moralidade como
a uma relação de subordinação, pela qual só poderá fazer o que também a probidade administrativa consistem
a lei expressamente determina (assim, na esfera estatal, é exclusivamente no dever de funcionários públicos exercerem
preciso lei anterior editando a matéria para que seja (prestarem seus serviços) suas funções com honestidade. Não
preservado o princípio da legalidade). A origem deste devem aproveitar os poderes do cargo ou função para proveito
princípio está na criação do Estado de Direito, no sentido de pessoal ou para favorecimento de outrem.
que o próprio Estado deve respeitar as leis que dita.16 A posição deste princípio no artigo 37 da CF representa o
reconhecimento de uma espécie de moralidade
Princípio da Impessoalidade: administrativa, intimamente relacionada ao poder público. A
administração pública não atua como um particular, de modo
Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser que enquanto o descumprimento dos preceitos morais por
obedecido o princípio da impessoalidade. Este princípio parte deste particular não é punido pelo Direito (a priori), o
estabelece que a Administração Pública, através de seus ordenamento jurídico adota tratamento rigoroso do
órgãos, não poderá, na execução das atividades, estabelecer comportamento imoral por parte dos representantes do
diferenças ou privilégios, uma vez que deve imperar o Estado. O princípio da moralidade deve se fazer presente não
interesse social e não o interesse particular. De acordo com os só para com os administrados, mas também no âmbito interno.
ensinamentos de Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da Está indissociavelmente ligado à noção de bom administrador,
impessoalidade estaria intimamente relacionado com a que não somente deve ser conhecedor da lei, mas também dos
finalidade pública. De acordo com a autora “a Administração princípios éticos regentes da função administrativa. Todo ato
não pode atuar com vista a prejudicar ou beneficiar pessoas imoral será diretamente ilegal ou ao menos impessoal, daí a
determinadas, uma vez que é sempre o interesse público que intrínseca ligação com os dois princípios anteriores.19
deve nortear o seu comportamento”.17
Em interessante constatação, se todos são iguais perante a Princípio da Publicidade:
lei (art. 5º, caput) necessariamente o serão perante a
Administração, que deverá atuar sem favoritismo ou O princípio da publicidade tem por objetivo a divulgação
perseguição, tratando a todos de modo igual, ou quando de atos praticados pela Administração Pública, obedecendo,
necessário, fazendo a discriminação necessária para se chegar todavia, as questões sigilosas. De acordo com as lições do
à igualdade real e material. eminente doutrinador Hely Lopes Meirelles, “o princípio da
Nesse sentido podemos destacar como um exemplo publicidade dos atos e contratos administrativos, além de
decorrente deste princípio a regra do concurso público, onde assegurar seus efeitos externos, visa a propiciar seu
a investidura em cargo ou emprego público depende de conhecimento e controle pelos interessados e pelo povo em
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas geral, através dos meios constitucionais...”.20

16 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011. SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011.
19
17 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella.
Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005. 20 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:
18 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011. Malheiros, 2005.

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Complementando o princípio da publicidade, o art. 5º, Por sua atualidade merece especial referência a questão do
XXXIII, garante a todos o direito a receber dos órgãos públicos nepotismo, ou seja, a designação de cônjuge, companheiro e
informações de seu interesse particular, ou de interesse parentes para cargos públicos no órgão. A lei proíbe o
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei, sob pena nepotismo direto, aquele em que o beneficiado deve estar
de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja subordinado a seu cônjuge ou parente, limitado ao segundo
imprescindível à segurança da sociedade e do Estado, matéria grau civil, por consanguinidade (pai, mãe, avós, irmãos, filhos
essa regulamentada pela Lei nº 12.527/2011 (Regula o e netos) ou por afinidade (sogros, pais dos sogros, cunhados,
acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5 o, no enteados e filhos dos enteados).
inciso II do § 3o do art. 37 e no § 2o do art. 216 da Constituição O Supremo Tribunal Federal ampliou essa vedação, por
Federal; altera a Lei no 8.112, de 11 de dezembro de 1990; meio da Súmula Vinculante nº 13, onde proíbe o nepotismo em
revoga a Lei no 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da todas as entidades da Administração direta e indireta de todos
Lei no 8.159, de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências). os entes federativos, enquanto que a Lei 8.112/90 veda apenas
Os remédios constitucionais do habeas data e mandado de para a Administração direta, às autarquias e fundações da
segurança cumprem importante papel enquanto garantias de União; estende a proibição aos parentes de terceiro grau (tios
concretização da transparência. e sobrinhos), que alcançava apenas os parentes de segundo
A administração pública é obrigada a manter grau; e proibiu-se também o nepotismo cruzado, aquele em
transparência em relação a todos seus atos e a todas que o agente público utiliza sua influência para possibilitar a
informações armazenadas nos seus bancos de dados. Daí a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em cargo em
publicação em órgãos da imprensa e a afixação de portarias. comissão ou de confiança ou função gratificada não
Por exemplo, a própria expressão concurso público (art. 37, II, subordinada diretamente a ele.
CF) remonta ao ideário de que todos devem tomar A vedação do nepotismo representa os princípios da
conhecimento do processo seletivo de servidores do Estado. impessoalidade, moralidade, eficiência e isonomia, de acordo
Diante disso, como será visto, se negar indevidamente a com o decidido na Ação Declaratória de Constitucionalidade
fornecer informações ao administrado caracteriza ato de (ADC nº 12). A partir de agora, temos a palavra da Suprema
improbidade administrativa. Somente pela publicidade os Corte, dizendo que o nepotismo ofende os princípios
indivíduos controlarão a legalidade e a eficiência dos atos republicanos, previstos nos arts. 5º e 37 da Constituição
administrativos. Os instrumentos para proteção são o direito Federal.
de petição e as certidões (art. 5°, XXXIV, CF), além do habeas Neste contexto, podemos verificar que a ética está
data e - residualmente - do mandado de segurança.21 diretamente relacionada ao padrão de comportamento do
indivíduo, dos profissionais e também do político. O ser
Princípio da Eficiência: humano elaborou as leis para orientar seu comportamento
frente as nossas necessidades (direitos e obrigações) e em
A administração pública deve manter o ampliar a relação ao meio social, entretanto, não é possível para a lei
qualidade de seus serviços com controle de gastos. Isso ditar nosso padrão de comportamento e é aí que entra outro
envolve eficiência ao contratar pessoas (o concurso público ponto importante que é a cultura, ficando claro que não a
seleciona os mais qualificados ao exercício do cargo), ao cultura no sentido de quantidade de conhecimento adquirido,
manter tais pessoas em seus cargos (pois é possível exonerar mas sim a qualidade na medida em que esta pode ser usada em
um servidor público por ineficiência) e ao controlar gastos prol da função social, do bem estar e tudo mais que diz respeito
(limitando o teto de remuneração), por exemplo. O núcleo ao bem maior do ser humano, este sim é o ponto fundamental,
deste princípio é a procura por produtividade e a essência, o ponto mais controverso quando tratamos da
economicidade. Alcança os serviços públicos e os serviços questão ética na vida pública.
administrativos internos, se referindo diretamente à conduta Frequentemente constatamos a opinião pública desabonar
dos agentes.22 o comportamento ético no serviço público. A crítica feita pela
Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo sociedade, decerto, como todo senso comum é imediatista e
artigo 37, da Constituição da República Federativa do Brasil de baseada em uma visão superficial da realidade, que entre
1988 é o da eficiência. outras coisas, trabalha com generalizações, colocando no
Se, na iniciativa privada, se busca a excelência e a mesmo “rol” servidores, gerentes e políticos. De fato, sabe-se
efetividade, na administração outro não poderia ser o que essa é uma realidade complexa e que precisa ser analisada
caminho, enaltecido pela EC n. 19/98, que fixou a eficiência com cautela e visão histórica, recomendando-se tratar cada
também para a Administração Pública. situação separadamente, dentro de seu contexto e não de
De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles, o forma simplista e apressada.
princípio da eficiência “impõe a todo agente público realizar as É verdade que aquilo que a sociedade fala sobre o serviço
atribuições com presteza, perfeição e rendimento funcional. É público é o que se vê na prática através da morosidade, do
o mais moderno princípio da função administrativa, que já não descaso, do empreguismo, improbidade administrativa, má
se contenta em ser desempenhada apenas com legalidade, conservação dos bens públicos é motivo de descrédito da
exigindo resultados positivos para o serviço público e sociedade. A sociedade não tem condições de saber de quem é
satisfatório atendimento das necessidades da comunidade e a responsabilidade, na ausência de tais esclarecimentos faz
de seus membros”.23 generalizações distorcidas, impregnadas por preconceitos que
Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da definem os funcionários públicos como preguiçosos,
eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode ser incompetentes e procrastinadores, quando, de fato, existem
considerado em relação ao modo de atuação do agente público, pessoas que agem dessa forma, assim como em qualquer
do qual se espera o melhor desempenho possível de suas empresa, mas existem também pessoas altamente qualificadas
atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, e preocupadas com o serviço público e com o bem comum.
em relação ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a Diferente do que vem sendo posto em prática, as empresas
Administração Pública, também com o mesmo objetivo de éticas devem estimular e oportunizar o advento da consciência
alcançar os melhores resultados na prestação do serviço crítica de seus colaboradores, clientes e parceiros, e não impor
público”.24 que eles aceitem o que lhes é apresentado. É um ato humano e

21 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011. 23 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:
22 SPITZCOVSKY, Celso. Direito Administrativo. 13. ed. São Paulo: Método, 2011. Malheiros, 2005.
24 DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas, 2005.

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ético não aceitar verdades prontas, de forma imposta, mas Além destes cinco princípios administrativo-
aquelas que a consciência crítica aponta como aceitáveis. É o constitucionais diretamente selecionados pelo constituinte,
ser humano quem deve decidir em quem acreditar. As podem ser apontados como princípios de natureza ética
organizações éticas buscam na prática, se tornar honestas, relacionados à função pública a probidade e a motivação:
justas, verdadeiras e democráticas, por uma questão de a) Princípio da probidade: um princípio constitucional
princípio e não de conveniências na maioria das vezes muito incluído dentro dos princípios específicos da licitação, é o
embora esse tipo de agir também traga sucesso e dever de todo o administrador público, o dever de honestidade
reconhecimento. As empresas éticas devem escolher seus e fidelidade com o Estado, com a população, no desempenho
líderes e colaboradores considerando tanto suas qualidades de suas funções. Possui contornos mais definidos do que a
técnicas, quanto éticas. Mesmo sabendo-se que o ser humano moralidade. Diógenes Gasparini25 alerta que alguns autores
está suscetível à falhas, uma boa política de Recursos tratam veem como distintos os princípios da moralidade e da
Humanos, ou uma ótima empresa e banca examinadora no probidade administrativa, mas não há características que
caso dos órgãos públicos diminuem os riscos de práticas permitam tratar os mesmos como procedimentos distintos,
lesivas ao patrimônio público. sendo no máximo possível afirmar que a probidade
Além da ética individual a empresa que almeja ser ética administrativa é um aspecto particular da moralidade
deverá refletir seu modo de ser, pois quando se conquista a administrativa.
consideração e a confiança dos colaboradores desenvolve a b) Princípio da motivação: É a obrigação conferida ao
lealdade e compromisso necessários ao crescimento e administrador de motivar todos os atos que edita, gerais ou de
estabilidade da organização. efeitos concretos. É considerado, entre os demais princípios,
Quando a empresa conquista a confiança e o respeito de um dos mais importantes, uma vez que sem a motivação não
seus empregados desenvolve a lealdade e o compromisso com há o devido processo legal, uma vez que a fundamentação
ela. Estudos confirmam que as empresas mais éticas são as surge como meio interpretativo da decisão que levou à prática
mais bem-sucedidas, pois nas últimas décadas elas vêm do ato impugnado, sendo verdadeiro meio de viabilização do
tomando consciência disso e descobrindo que o ser humano, controle da legalidade dos atos da Administração.
ou seja, os clientes, colaboradores, sociedade, fornecedores, Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao
etc., são as coisas mais importantes na organização, portanto caso concreto e relacionar os fatos que concretamente levaram
devem agir de forma a fazer com que eles as admire, respeite, à aplicação daquele dispositivo legal. Todos os atos
ame e não queira substituí-las por outras empresas. administrativos devem ser motivados para que o Judiciário
Em meio a tantas altercações em relação à ética na política, possa controlar o mérito do ato administrativo quanto à sua
a generalização da corrupção tornou-se evidente no setor legalidade. Para efetuar esse controle, devem ser observados
público, um exemplo recente é a máfia das sanguessugas, mas os motivos dos atos administrativos.
não se deve esquecer que existem pessoas muito éticas e Em relação à necessidade de motivação dos atos
conscientes em todas as organizações. Como se percebe, há administrativos vinculados (aqueles em que a lei aponta um
uma cobrança cada vez maior nos últimos anos por parte da único comportamento possível) e dos atos discricionários
sociedade por transparência e probidade, tanto no trato da (aqueles que a lei, dentro dos limites nela previstos, aponta um
coisa pública, como no fornecimento de produtos e serviços ao ou mais comportamentos possíveis, de acordo com um juízo
mercado. A legislação constitucional e a infraconstitucional de conveniência e oportunidade), a doutrina é uníssona na
têm possibilitado um acompanhamento mais rigoroso da determinação da obrigatoriedade de motivação com relação
matéria, permitindo que os órgãos de fiscalização e a aos atos administrativos vinculados; todavia, diverge quanto à
sociedade em geral adotem medidas judiciais necessárias para referida necessidade quanto aos atos discricionários.
coibir os abusos cometidos pelas empresas, espera-se que a Meirelles26 entende que o ato discricionário, editado sob os
impunidade não impere nas investigações de ilicitudes. limites da Lei, confere ao administrador uma margem de
A falta de ética nasce nas estruturas administrativas liberdade para fazer um juízo de conveniência e oportunidade,
devido ao terreno fértil encontrado ocasionado pela existência não sendo necessária a motivação. No entanto, se houver tal
de governos autoritários, no qual são regidos por políticos sem fundamentação, o ato deverá condicionar-se a esta, em razão
ética, sem critérios de justiça social e que, mesmo após o da necessidade de observância da Teoria dos Motivos
aparecimento de regimes democrático, continuam Determinantes. O entendimento majoritário da doutrina,
contaminados pela doença da desonestidade, dos interesses porém, é de que, mesmo no ato discricionário, é necessária a
escusos geralmente oriundos de sociedades dominadas por motivação para que se saiba qual o caminho adotado pelo
situações de pobreza e injustiça social, abala a confiança das administrador. Gasparini27, com respaldo no art. 50 da Lei n.
instituições, prejudica a eficácia das organizações, aumenta os 9.784/98, aponta inclusive a superação de tais discussões
custos, afeta o bom uso dos recursos públicos e compromete a doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para
imagem da organização e ainda castiga cada vez mais a todos os atos nele elencados, compreendendo entre estes,
sociedade que sofre com a pobreza, com a miséria, a falta de tanto os atos discricionários quanto os vinculados.
sistema de saúde, de esgoto, habitação, ocasionados pela falta
de investimentos financeiros do Governo, porque os Questões
funcionários públicos priorizam seus interesses pessoais em
detrimento dos interesses sociais. 01. (ANS – Técnico em Regulação – FUNCAB/2016) Com
A mudança que se deseja na Administração pública sugere relação à ética no setor público, e de acordo com os termos do
numa gradativa, mas necessária transformação cultural Decreto n° 1.171/1994 (Código de Ética Profissional do
dentro da estrutura organizacional da Administração Pública, Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal), é correto
isto é, uma reavaliação e valorização das tradições, valores afirmar que:
morais e educacionais que nascem em cada um de nós e se (A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante
forma ao longo do tempo criando assim um determinado estilo a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu
de atuação no seio da organização baseada em valores éticos. próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da
sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como
seu maior patrimônio.

GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.


25 27 GASPARINI, Diógenes. Direito Administrativo. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
26 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo:
Malheiros, 1993.

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(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o I– tornar claras as regras de conduta dos servidores e
elemento ético de sua conduta, devendo decidir apenas entre gestores do Conselho e da Justiça Federal de primeiro e
a legal e o ilegal. segundo graus;
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do II– assegurar que as ações institucionais empreendidas por
direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida gestores e servidores do Conselho e da Justiça Federal de
e da segurança coletiva. primeiro e segundo graus preservem a missão desses órgãos e
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações que os atos delas decorrentes reflitam probidade e conduta
policiais ou interesse superior do Estado e da Administração ética;
Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui III– conferir coerência e convergência às políticas,
requisito de eficácia e moralidade. diretrizes e procedimentos internos do Conselho e da Justiça
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade Federal de primeiro e segundo graus;
limita-se à distinção entre o bem e o mal. IV– oferecer um conjunto de atitudes que orientem o
comportamento e as decisões institucionais.
02. (TRE/MG – Técnico Judiciário –
CONSULPLAN/2015) Os mais modernos postulados da CAPÍTULO I
gestão administrativa, tanto no setor privado quanto no Dos Destinatários
âmbito dos órgãos públicos, determinam que os atos
administrativos observem os padrões usuais de moralidade Art. 2° O Código de Conduta aplica-se a todos os servidores
que estão indissociavelmente vinculados a critérios de e gestores do Conselho e da Justiça Federal de primeiro e
escolha pautados pela segundo graus. (Redação dada pela Resolução n. 308, de
(A) ética 07/10/2014)
(B) avaliação. Parágrafo único. Cabe aos gestores, em todos os níveis,
(C) subordinação. aplicar, como um exemplo de conduta a ser seguido, os
(D) estandardização. preceitos estabelecidos no Código e garantir que seus
subordinados – servidores, estagiários e prestadores de
03. (ANS – Técnico em Regulação em Saúde serviços – vivenciem tais preceitos.
Complementar – FUNCAB/2016) Com relação à ética no
setor público, e de acordo com os termos do Decreto n° Art. 3° O Código de Conduta do Conselho e da Justiça
1.171/1994 (Código de Ética Profissional do Servidor Público Federal de primeiro e segundo graus integrará todos os
Civil do Poder Executivo Federal), é correto afirmar que: contratos de estágio e de prestação de serviços, de forma a
(A) o trabalho desenvolvido pelo servidor público perante assegurar o alinhamento entre os colaboradores.
a comunidade deve ser entendido como acréscimo ao seu
próprio bem-estar, já que, como cidadão, integrante da CAPÍTULO II
sociedade, o êxito desse trabalho pode ser considerado como Dos Princípios de Conduta
seu maior patrimônio.
(B) o servidor público não poderá jamais desprezar o Art. 4° A conduta dos destinatários do Código deverá ser
elemento ético de sua conduta, devendo decidir apenas entre pautada pelos seguintes princípios: integridade, lisura,
a legal e o ilegal. transparência, respeito e moralidade.
(C) não é dever do servidor público zelar, no exercício do
direito de greve, pelas exigências específicas da defesa da vida CAPÍTULO III
e da segurança coletiva. Da Prática de Preconceito, Discriminação, Assédio ou
(D) salvo os casos de segurança nacional, investigações Abuso de Poder
policiais ou interesse superior do Estado e da Administração
Pública, a publicidade do ato administrativo não constitui Art. 5° O Conselho e a Justiça Federal de primeiro e
requisito de eficácia e moralidade. segundo graus não serão tolerantes com atitudes
(E) com relação à Administração Pública, a moralidade discriminatórias ou preconceituosas de qualquer natureza, em
limita-se à distinção entre o bem e o mal. relação a etnia, a sexo, a religião, a estado civil, a orientação
sexual, a faixa etária ou a condição física especial, nem com
Respostas atos que caracterizem proselitismo partidário, intimidação,
hostilidade ou ameaça, humilhação por qualquer motivo ou
01. A/02. A/03. A assédio moral e sexual.

RESOLUÇÃO N. 147, DE 15 DE ABRIL DE 2011 CAPÍTULO IV


Do Conflito de Interesses
Institui o Código de Conduta do Conselho e da Justiça Federal
de primeiro e segundo graus. Art. 6° Gestores ou servidores não poderão participar de
atos ou circunstâncias que se contraponham, conforme o caso,
O PRESIDENTE DO CONSELHO DA JUSTIÇA FEDERAL, aos interesses do Conselho e da Justiça Federal de primeiro e
usando de suas atribuições legais e tendo em vista o decidido segundo graus ou que lhes possam causar danos ou prejuízos.
no Processo n. 2010.16.11758, na sessão realizada em 28 de
março de 2011, Art. 7° Recursos, espaço e imagem do Conselho e da Justiça
Federal de primeiro e segundo graus não poderão, sob
RESOLVE: qualquer hipótese, ser usados para atender a interesses
pessoais, políticos ou partidários.
Das Disposições Gerais
CAPÍTULO V
Art. 1º Instituir o Código de Conduta do Conselho e da Do Sigilo de Informações
Justiça Federal de primeiro e segundo graus, com as seguintes
finalidades: Art.8° O servidor ou gestor que, por força de seu cargo ou
de suas responsabilidades, tiverem acesso a informações do

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órgão em que atuam ainda não divulgadas publicamente pelo Conselho, tribunais regionais federais e seções
deverão manter sigilo sobre seu conteúdo. judiciárias, conforme o caso.

Art. 9° Ao servidor ou gestor do Conselho e da Justiça CAPÍTULO XI


Federal de primeiro e segundo graus é vedado aceitar Dos Contratos, Convênios ou Acordos de Cooperação
presentes, privilégios, empréstimos, doações, serviços ou
qualquer outra forma de benefício em seu nome ou no de Art. 15. Os contratos, convênios ou acordos de cooperação
familiares, quando originários de partes, ou dos respectivos nos quais o Conselho, os tribunais regionais federais e as
advogados e estagiários, bem como de terceiros que sejam ou seções judiciárias sejam partes devem ser escritos de forma
pretendam ser fornecedores de produtos ou serviços para clara, com informações precisas, sem haver a possibilidade de
essas instituições. interpretações ambíguas por qualquer das partes
Parágrafo único. Não se consideram presentes, para fins interessadas.
deste artigo, os brindes sem valor comercial ou aqueles
atribuídos por entidades de qualquer natureza a título de CAPÍTULO XII
cortesia, propaganda ou divulgação, por ocasião de eventos Das Falhas Administrativas
especiais ou datas comemorativas.
Art. 16. Servidores ou gestores do Conselho e da Justiça
CAPITULO VI Federal de primeiro e segundo graus que cometerem
Do Patrimônio Tangível e Intangível eventuais erros deverão receber orientação construtiva,
contudo, se cometerem falhas resultantes de desídia, má-fé,
Art. 10. É de responsabilidade dos destinatários do Código negligência ou desinteresse que exponham o Conselho, os
zelar pela integridade dos bens, tangíveis e intangíveis, dos tribunais regionais federais e as seções judiciárias a riscos
órgãos onde atuam, inclusive sua reputação, propriedade legais ou de imagem, serão tratados com rigorosa correção.
intelectual e informações confidenciais, estratégicas ou
sensíveis. CAPÍTULO XIII
Da Responsabilidade Socioambiental
CAPÍTULO VII
Dos Usos de Sistemas Eletrônicos Art. 17. O Conselho e a Justiça Federal de primeiro e
segundo graus exigirão de seus servidores, no exercício de
Art. 11. Os recursos de comunicação e tecnologia de seus misteres, responsabilidade social e ambiental; no
informação disponíveis no Conselho e na Justiça Federal de primeiro caso, privilegiando a adoção de práticas que
primeiro e segundo graus devem ser utilizados com a estrita favoreçam a inclusão social e, no segundo, de práticas que
observância dos normativos internos vigentes, notadamente combatam o desperdício de recursos naturais e evitem danos
no que tange à utilização e à proteção das senhas de acesso. ao meio ambiente.
Parágrafo único. É vedada, ainda, a utilização de sistemas e
ferramentas de comunicação para a prática de atos ilegais ou CAPÍTULO XIV
impróprios, para a obtenção de vantagem pessoal, para acesso Do Comitê Gestor do Código de Conduta
ou divulgação de conteúdo ofensivo ou imoral, para
intervenção em sistemas de terceiros e para participação em Art. 18. Fica instituído o comitê gestor do Código de
discussões virtuais acerca de assuntos não relacionados aos Conduta, ao qual compete, entre outras atribuições, zelar pelo
interesses do Conselho e da Justiça Federal de primeiro e seu cumprimento.
segundos graus.
Art. 19. Cada tribunal terá um comitê gestor formado por
CAPÍTULO VIII servidores nomeados pelo seu presidente; outro tanto no
Da Comunicação Conselho da Justiça Federal.

Art. 12. A comunicação entre os destinatários do Código ou Art. 20. As atribuições do comitê gestor do Código de
entre esses e os órgãos governamentais, os clientes, os Conduta serão formalizadas por ato do presidente do Conselho
fornecedores e a sociedade deve ser indiscutivelmente clara, da Justiça Federal.
simples, objetiva e acessível a todos os legitimamente
interessados. Art. 21. Esta resolução entra em vigor na data de sua
publicação.
CAPÍTULO IX
Da Publicidade de Atos e Disponibilidade de Questões
Informações
01. Acerca da Resolução nº 147/11, julgue o item abaixo:
Art. 13. É obrigatório aos servidores e gestores do A conduta dos destinatários do Código deverá ser pautada
Conselho e da Justiça Federal de primeiro e segundo graus pelos seguintes princípios: integridade, lisura, transparência,
garantir a publicidade de seus atos e a disponibilidade de respeito e moralidade.
informações corretas e atualizadas que permitam o ( ) Certo
conhecimento dos aspectos relevantes da atividade sob sua ( ) Errado
responsabilidade, bem como assegurar que a divulgação das
informações aconteça no menor prazo e pelos meios mais 02. Acerca da Resolução nº 147/11, julgue o item abaixo:
rápidos. É facultativo aos servidores e gestores do Conselho e da
Justiça Federal de primeiro e segundo graus garantir a
CAPÍTULO X publicidade de seus atos e a disponibilidade de informações
Das Informações à Imprensa corretas e atualizadas que permitam o conhecimento dos
aspectos relevantes da atividade sob sua responsabilidade,
Art. 14. Os contatos com os órgãos de imprensa serão bem como assegurar que a divulgação das informações
promovidos, exclusivamente, por porta-vozes autorizados aconteça no menor prazo e pelos meios mais rápidos.

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( ) Certo continua em exercício após a idade-limite para aposentadoria


( ) Errado compulsória”.29

03. Acerca da Resolução nº 147/11, julgue o item abaixo: Os atos praticados pelo agente de fato presumem-se
O servidor ou gestor que, por força de seu cargo ou de suas válidos, com base na conformidade da lei, visando tutelar a
responsabilidades, tiverem acesso a informações do órgão em boa-fé dos administrados. A validade dos atos decorre de
que atuam ainda não divulgadas publicamente deverão exame caso a caso, visando assegurar a segurança jurídica e da
manter sigilo sobre seu conteúdo. boa-fé da população. Caso os atos praticados por agente
( ) Certo público não sejam de sua competência, os mesmos serão
( ) Errado considerados nulos, como no caso do usurpador de função.

Respostas Agentes Militares

01. Certo/02. Errado/03. Certo Os agentes militares formam uma categoria à parte entre
os agentes políticos na medida em que as instituições militares
AGENTES PÚBLICOS são organizadas com base na hierarquia e na disciplina.
Aqueles que compõem os quadros permanentes das forças
Agente público refere-se àquela pessoa física a qual exerce militares possuem vinculação estatutária, e não contratual,
uma função pública, seja qual for esta modalidade de função mas o regime jurídico é disciplinado por legislação específica
(mesário, jurado, funcionário público aprovado em concurso diversa da aplicável aos servidores civis.
público, etc.). Assim, os militares abrangem as pessoas físicas que
prestam serviços às Forças Armadas - Marinha, Exército e
Agente público é toda pessoa física que presta serviços ao Aeronáutica (art. 142, caput, e § 3.º, da Constituição) - e às
Estado e às pessoas jurídicas da Administração Indireta.28 Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares dos
Estados, Distrito Federal e dos Territórios (art. 42), com
Antes da Constituição atual, ficavam excluídos os que vínculo estatutário sujeito a regime jurídico próprio, mediante
prestavam serviços às pessoas jurídicas de direito privado remuneração paga pelos cofres públicos.
instituídas pelo Poder Público (fundações, empresas públicas
e sociedades de economia mista). Hoje o artigo 37 exige a Particulares em colaboração
inclusão de todos eles.
Os particulares em colaboração com a Administração
A denominação “agente público” é tratada como gênero do constituem uma classe de agentes públicos, em regra, sem
qual são espécies os agentes políticos, servidores públicos, vinculação permanente e remunerada com o Estado. São
agentes militares e particulares em colaboração. agentes públicos, mas não integram a Administração e não
perdem a característica de particulares. Exemplos: jurados,
Agentes políticos: recrutados para o serviço militar, mesário de eleição.
De acordo com Hely Lopes Meirelles, são chamados
A primeira espécie dentro do gênero agentes públicos é a também de “agentes honoríficos”, exercendo função pública
dos agentes políticos. Os agentes políticos exercem uma sem serem servidores públicos. Essa categoria de agentes
função pública (munus publico) de alta direção do Estado. públicos é composta, segundo Celso Antônio Bandeira de
Ingressam, em regra, por meio de eleições, desempenhando Mello, por:
mandatos fixos ao término dos quais sua relação com o Estado a) requisitados de serviço: como mesários e convocados
desaparece automaticamente. A vinculação dos agentes para o serviço militar (conscritos);
políticos com o aparelho governamental não é profissional, b) gestores de negócios públicos: são particulares que
mas institucional e estatutária. assumem espontaneamente uma tarefa pública, em situações
Os agentes políticos são, definidos por Celso Antônio emergenciais, quando o Estado não está presente para
Bandeira de Melo como os titulares dos cargos estruturais à proteger o interesse público. Exemplo: socorrista de
organização política do País. Exemplos: Presidente da parturiente;
República, Governadores, Prefeitos e respectivos vices, os c) contratados por locação civil de serviços: é o caso, por
auxiliares imediatos dos chefes de Executivo, isto é, Ministros exemplo, de jurista famoso contratado para emitir um parecer;
e Secretários das diversas pastas, bem como os Senadores, d) concessionários e permissionários: exercem função
Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores. pública por delegação estatal;
Exercem funções e mandatos temporários. Não são e) delegados de função ou ofício público: é o caso dos
funcionários nem servidores públicos, exceto para fins penais, titulares de cartórios.
caso cometam crimes contra a Administração Pública. Importante destacar que os particulares em colaboração
com a Administração, mesmo atuando temporariamente e sem
Agentes de Fato remuneração, podem praticar ato de improbidade
administrativa (art. 2.º da Lei n. 8.429/92) e, enquanto
Para que um ato administrativo seja praticado é necessário exercerem a função, são considerados funcionários públicos
que o agente esteja legitimamente investido no cargo para que para fins penais, respondendo, assim, pelos crimes que
possa exercer a competência prevista em lei. Exemplo: “falta cometerem. A Administração Pública responde pelos danos
de requisito legal para investidura, como certificado de causados a terceiros por este agente, voltando-se, depois,
sanidade vencido; inexistência de formação universitária para contra o agente público delegado.
função que a exige, idade inferior ao mínimo legal; o mesmo
ocorre quando o servidor está suspenso do cargo, ou exerce
funções depois de vencido o prazo de sua contratação, ou

28Di Pietro, Maria Sylvia Zanella, Direito Administrativo, editora ATLAS, São 29 Di Pietro, Maria Sylvia Zanella, “Direito Administrativo” (13ª edição, São Paulo,

Paulo, 2014: Atlas, 2001, p. 221.

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Servidores Públicos temporariamente para suprirem necessidade temporária de


excepcional interesse público).
São servidores públicos, em sentido amplo, as pessoas - Agentes honoríficos: pessoas que desempenham
físicas que prestam serviços ao Estado e às entidades da atividade administrativa em razão de sua honorabilidade
Administração Indireta, com vínculo empregatício e mediante (honra). Exemplos: mesário da eleição ou jurado convocado
remuneração paga pelos cofres públicos. para júri de algum crime doloso contra a vida.
- Agentes delegados: pessoas que recebem a incumbência
Já os servidores públicos em sentido restrito, são aqueles de executarem, por sua conta e risco, um serviço público ou
que possuem uma relação com o regime estatutário, que sejam uma atividade de interesse público. Podem ser os notários, os
ocupantes de cargos públicos efetivos ou em comissão e se registradores de imóveis, os tradutores públicos, os
submetam a regime jurídico de direito público. concessionários ou permissionários de serviço público, entre
outros.
Os servidores públicos, por sua vez, são classificados em: - Agentes credenciados: pessoas que representam a
Administração Pública em um determinado evento ou
1. Funcionário público: titularizam cargo e, portanto, atividade.
estão submetidos ao regime estatutário.
Normas Constitucionais Concernentes à
2. Empregado público: titularizam emprego, sujeitos ao Administração Pública e aos Servidores Públicos
regime celetista. Ambos exigem concurso. É o agente público
que tem vínculo contratual, ou seja, sua relação com a Neste item, abordaremos todos os artigos da seção I e
Administração Pública decorre de contrato de trabalho. II, do Capítulo VII “Da Administração Pública”, constante
Possui, então, vínculo de natureza contratual celetista (CLT). no Título III da Constituição Federal “Da Organização do
Assim, o Empregado Público é regido pela CLT e o Servidor Estado”. Iniciamos pela seção I “Disposições Gerais”:
Público é regido por lei específica - no caso do servidor público
federal, será regido pela Lei 8.112/90. Artigo 37- A administração pública direta e indireta de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal
3. Contratados em caráter temporário: são servidores e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade,
contratados por um período certo e determinado, por força de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também,
uma situação de excepcional interesse público. Não são ao seguinte:
nomeados em caráter efetivo, que tem como qualidade a
definitividade – art. 37, inc. IX, da Constituição Federal. A Administração Pública direta se constitui dos serviços
prestados da estrutura administrativa da União, Estados,
O trabalho temporário é regulado pela Lei nº 6.019/74 - é Distrito Federal e Municípios. Já a Administração Pública
aquele prestado por pessoa física a uma empresa para atender indireta compreende os serviços prestados pelas autarquias,
à necessidade transitória de substituição de seu pessoal fundações públicas, sociedades de economia mista e empresas
regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de públicas.
serviços. O vínculo empregatício do trabalhador temporário É importante frisar que ambas as espécies de
não se dá com a empresa tomadora de serviços, mas sim com Administração Pública deverão se pautar nos cinco princípios
a empresa de trabalho temporário. estabelecidos pelo “caput” do artigo 37 da Constituição da
Essa modalidade de contratação tem como objetivo República Federativa do Brasil de 1988 (legalidade,
atender a serviços extraordinários de serviços (época de impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência).
Páscoa e Natal), além de atender à necessidade transitória de O princípio da legalidade, um dos mais importantes
substituição de pessoal regular e permanente. princípios consagrados no ordenamento jurídico brasileiro,
O contrato do trabalhador temporário deve ser feito de consiste no fato de que o administrador somente poderá fazer
forma escrita, além de constar expressamente a causa que o que a lei permite. É importante demonstrar a diferenciação
enseja sua contratação. entre o princípio da legalidade estabelecido ao administrado e
Quanto ao prazo, este não poderá exceder 3 meses, caso ao administrador. Como já explicitado, para o administrador o
seja a mesma empresa tomadora e o mesmo empregado, salvo princípio da legalidade estabelece que ele somente poderá agir
autorização conferida pelo órgão local do Ministério do dentro dos parâmetros legais, conforme os ditames
Trabalho e Previdência Social. No aludido instrumento deve estabelecidos pela lei. Já o princípio visto sob a ótica do
constar expressamente o prazo que vigerá o contrato, data de administrado, explicita que ninguém será obrigado a fazer ou
início e término da prestação de serviço. deixar de fazer alguma coisa senão em virtude lei. Esta
interpretação encontra abalizamento no artigo 5.º, II, da
Os agentes públicos são classificados da seguinte forma: Constituição Federal de 1988.

- Agentes políticos: pessoas físicas que exercem Posteriormente, o artigo 37 estabelece que deverá ser
determinada função (legislativa, executiva ou administrativa) obedecido o princípio da impessoalidade. Este estabelece que
descrita na Constituição Federal. São exemplos: deputado a Administração Pública, através de seus órgãos, não poderá,
federal, senador, governador de estado, procurador do na execução das atividades, estabelecer diferenças ou
trabalho, entre outros. privilégios, uma vez que deve imperar o interesse social e não
- Agentes administrativos: são servidores sujeitos a uma o interesse particular. De acordo com os ensinamentos de
relação hierárquica com os agentes políticos, isto é, são os Maria Sylvia Zanella Di Pietro, o princípio da impessoalidade
servidores públicos propriamente ditos (ocupam cargo efetivo estaria intimamente relacionado com a finalidade pública. De
ou em comissão e respeitam o estatuto da respectiva acordo com a autora, “a Administração não pode atuar com
instituição na qual trabalham), os empregados públicos vista a prejudicar ou beneficiar pessoas determinadas, uma vez
(trabalham em empresas públicas e respeitam a legislação que é sempre o interesse público que deve nortear o seu
trabalhista) e os servidores temporários (contratados comportamento”.30

30DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas,
2005.

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Ato contínuo, o artigo estudado apresenta o princípio da seja, poderão ser exonerados sem necessidade de
publicidade. Este tem por objetivo a divulgação de atos procedimento administrativo ou sentença judicial transitada
praticados pela Administração Pública, obedecendo, todavia, em julgado.
às questões sigilosas. De acordo com as lições do eminente
doutrinador Hely Lopes Meirelles, “o princípio da publicidade III - o prazo de validade do concurso público será de até dois
dos atos e contratos administrativos, além de assegurar seus anos, prorrogável uma vez, por igual período;
efeitos externos, visa a propiciar seu conhecimento e controle
pelos interessados e pelo povo em geral, através dos meios Este inciso expressa o prazo de validade dos concursos
constitucionais...”31. públicos. De acordo com ele, o concurso público será válido
Por derradeiro, o último princípio a ser abarcado pelo por até dois anos, prorrogável uma vez, por igual período.
artigo 37 da Constituição da República Federativa do Brasil é Como é possível perceber, o prazo de validade do concurso não
o da eficiência. De acordo com os ensinamentos de Hely Lopes será necessariamente dois anos - poderá ser de 1 dia a 2 anos,
Meirelles, o princípio da eficiência “impõe a todo agente dependendo do que for estabelecido no edital de abertura do
público realizar as atribuições com presteza, perfeição e concurso. Isso corre pelo fato de que o prazo estabelecido pelo
rendimento funcional. É o mais moderno princípio da função inciso será de até 2 anos, não podendo ultrapassar esse lapso
administrativa, que já não se contenta em ser desempenhada temporal. Todavia, o inciso apresenta a possibilidade de
apenas com legalidade, exigindo resultados positivos para o prorrogação do prazo de validade do concurso público por
serviço público e satisfatório atendimento das necessidades da uma vez, pelo mesmo período que o inicial. Desta maneira, se
comunidade e de seus membros”. 32 o prazo de validade do concurso é de um ano e 2 meses, a
prorrogação também deverá ser de um ano e dois meses, ou
Outrossim, DI PIETRO explicita que o princípio da seja, a prorrogação deverá obedecer ao mesmo prazo de
eficiência possui dois aspectos: “o primeiro pode ser validade inicialmente disposto para o concurso público.
considerado em relação ao modo de atuação do agente público,
do qual se espera o melhor desempenho possível de suas IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de
atribuições, para lograr os melhores resultados, e o segundo, em convocação, aquele aprovado em concurso público de provas ou
relação ao modo de organizar, estruturar e disciplinar a de provas e títulos será convocado com prioridade sobre novos
Administração Pública, também com o mesmo objetivo de concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
alcançar os melhores resultados na prestação do serviço
público”.33 O prazo improrrogável previsto no edital de convocação
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos diz respeito ao período de prorrogação, pois após este não há
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, mais possibilidade de prorrogar o prazo de validade do
assim como aos estrangeiros, na forma da lei; concurso. Desta maneira, durante o prazo improrrogável é
possível a realização de novo concurso público visando ao
Este inciso demonstra a possibilidade de acesso aos cargos, preenchimento da vaga semelhante. Todavia, os aprovados em
empregos e funções públicas, mediante o preenchimento dos concurso anterior terão prioridade frente aos novos
requisitos estabelecidos pela lei. Não obstante ainda permite o concursados para assumir o cargo ou carreira.
ingresso dos estrangeiros aos cargos públicos, obedecendo às
disposições legais. Quando o inciso dispõe que os cargos, V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por
funções e empregos públicos são acessíveis, dependendo, servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão,
todavia, de preenchimento de requisitos legais, estamos nos a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos,
referindo, por exemplo, à aprovação em concurso público, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se
dentre outras condições. apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;

II - a investidura em cargo ou emprego público depende de Este inciso denota a possibilidade de admissão de
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e funcionários para ocupação de cargos de confiança, que devem
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou ser ocupados por servidores ocupantes de cargos efetivos e
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações que se limitem apenas às atribuições de direção, chefia e
para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e assessoramento.
exoneração; Tal regra se justifica pelo fato de que não se deve permitir
O inciso deixa clara a necessidade de aprovação prévia em a admissão de pessoas estranhas nos cargos de chefia, direção
concurso público de provas ou de provas e títulos para a e assessoramento.
investidura em cargo ou emprego público. É importante
salientar que o concurso público levará em consideração a VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre
natureza e a complexidade do cargo ou emprego público. Desta associação sindical;
maneira, não se poderá exigir do candidato ao cargo de gari,
conhecimentos exigidos ao cargo de magistrado, pois seria Neste inciso estamos diante do desdobramento do direito
uma afronta ao estabelecido no inciso em questão. Todavia, o de liberdade de associação, pois garante ao servidor público
inciso apresenta como exceção à necessidade de aprovação em civil o direito à livre associação sindical. Conforme explicita o
concurso público as nomeações para cargo em comissão, artigo 5.º, XX, da Constituição da República Federativa do
declarado como de livre nomeação ou exoneração. Logo, as Brasil - 1988, “ninguém poderá ser compelido a associar-se ou
pessoas que, porventura, forem nomeadas para cargos em a permanecer associado”.
comissão - também denominados cargos de confiança - não
necessitarão de aprovação prévia em concurso público, pois a VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites
lei declarou esses cargos como de livre nomeação e definidos em lei específica;
exoneração. Portanto, os agentes públicos nomeados em cargo Este inciso garante o direito de greve aos servidores
de provimento em comissão não possuem estabilidade, ou públicos, que porventura queiram fazer reivindicações sobre

31 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: 33DI PIETRO, Maria Sylvia Zanella. Direito Administrativo. São Paulo: Atlas,
Malheiros, 2005. 2005.
32 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:

Malheiros, 2005.

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os direitos da classe trabalhadora. Todavia, de acordo com o assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem
inciso em questão, tal direito deverá ser exercido nos termos e distinção de índices;
nos limites definidos em lei específica. A Lei nº 7783/89 - que
disciplina o direito de greve dos servidores públicos - traz, em Conforme consta do inciso em questão, a remuneração dos
seu bojo, as atividades públicas que não podem ser servidores obedecerá ao disposto no artigo 7.º, inciso XXX, da
interrompidas durante o curso da paralisação. De acordo com Constituição Federal, que dispõe os direitos tutelados aos
a lei supracitada, são atividades ou serviços essenciais: servidores públicos. Tal artigo garante aos servidores públicos
o seguinte direito: “XXX- proibição de diferença de salários, de
Art. 10 - São considerados serviços ou atividades essenciais: exercício de funções e de critério de admissão por motivo de sexo,
I - tratamento e abastecimento de água; produção e idade, cor ou estado civil”.
distribuição de energia elétrica, gás e combustíveis; Não obstante a garantia de tal direito aos servidores
II - assistência médica e hospitalar; públicos, ainda se demonstra presente no inciso a garantia de
III - distribuição e comercialização de medicamentos e revisão anual das remunerações dos servidores públicos,
alimentos; sempre na mesma data e sem distinção de índices.
IV - funerários;
V - transporte coletivo; XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos,
VI - captação e tratamento de esgoto e lixo; funções e empregos públicos da administração direta,
VII - telecomunicações; autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes
VIII - guarda, uso e controle de substâncias radioativas, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos
equipamentos e materiais nucleares; detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e
IX - processamento de dados ligados a serviços essenciais; os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
X - controle de tráfego aéreo; percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens
XI - compensação bancária. pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal
Assim, é garantido o direito de greve aos servidores Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do
públicos, havendo, todavia, restrições ao seu exercício, para Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal
que a luta pelos direitos da classe trabalhadora não gere lesões do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos
à sociedade devido à interrupção da prestação de serviços Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo
básicos. e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
públicos para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este
critérios de sua admissão; limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e
aos Defensores Públicos;
De acordo com o inciso, a lei reservará uma determinada
porcentagem dos cargos e empregos públicos para as pessoas Este inciso explicita o teto para o pagamento dos
portadoras de deficiências. De acordo com o artigo 5.º, § 2.º, da servidores da Administração Pública, seja na esfera federal,
Lei nº 8112/90, aos portadores de deficiências serão estadual ou municipal. A regra geral estabelecida é que a
reservadas até 20% das vagas oferecidas em concursos remuneração e os subsídios dos ocupantes de cargos, funções
públicos para ingresso em cargos públicos. Exemplo: em um e empregos públicos da administração direta, autárquica e
determinado concurso no qual estejam sendo oferecidas 100 fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União,
vagas, no próprio edital de abertura do mesmo, por força da dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos
Lei supracitada, deverá constar que 20 vagas serão destinadas detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos
a portadores de deficiências físicas. e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder
determinado para atender à necessidade temporária de o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo
excepcional interesse público; Tribunal Federal. O outro teto limita a remuneração nos
Municípios ao subsídio do Prefeito e nos Estados, a do
Conforme denota o inciso, é admissível a contratação de Governador. No Poder Legislativo, a limitação está alicerçada
servidores públicos por tempo determinado, desde que seja no subsídio dos Deputados Estaduais.
para suprir necessidade temporária de excepcional interesse
público. De acordo com a Lei nº 8745/93 indica como casos de XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do
excepcional interesse público: Poder Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo
I- assistência a situações de calamidade pública; Poder Executivo;
II - assistência a emergências em saúde pública
III - realização de recenseamentos e outras pesquisas de Este inciso demonstra a limitação existente entre os
natureza estatística efetuadas pela Fundação Instituto Poderes da União. Nos cargos semelhantes existentes nos
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE; (Redação dada pela Poderes, os vencimentos do Poder Legislativo e do Poder
Lei nº 9.849, de 1999). Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder
IV - admissão de professor substituto e professor visitante; Executivo.
V - admissão de professor e pesquisador visitante
estrangeiro; XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer
( ) espécies remuneratórias para o efeito de remuneração de
Além de outras atividades trazidos no inciso VI. pessoal do serviço público;

X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que De acordo com o eminente doutrinador Hely Lopes
trata o § 4.º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados Meirelles, equiparar significa “a previsão, em lei, de
por lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, remuneração igual à determinada carreira ou cargo. Assim, não
significa equiparação a existência de duas ou mais leis

Ética no Serviço Público 16


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estabelecendo, cada uma, valores iguais para os servidores por - Artigo 153- Compete à União instituir impostos sobre: III-
elas abrangidos. Já, vincular não significa remuneração igual, renda e proventos de qualquer natureza;
mas atrelada a outra, de sorte que a alteração da remuneração - Artigo 153 – Compete à União instituir impostos sobre: §
do cargo vinculante provoca, automaticamente, a alteração da 2.º - O imposto previsto no inciso III: I- será informado pelos
prevista para o cargo vinculado”. 34(). critérios da generalidade, da universalidade e da
Desta maneira, a Constituição proíbe que haja equiparação progressividade, na forma da lei.
das remunerações dos servidores dos Poderes, retirando a
iniciativa dos mesmos para a fixação da remuneração. Desta maneira, será possível a redução dos vencimentos e
subsídios nos casos supracitados. Um exemplo de redução a
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor ser citado é o desconto do Imposto de Renda dos subsídios e
público não serão computados nem acumulados para fins de vencimentos dos servidores públicos.
concessão de acréscimos ulteriores;
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos
Este inciso é claro em explicitar que a concessão de públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários,
acréscimos pecuniários não serão computados nem observado em qualquer caso o disposto no inciso XI.
acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores. a) a de dois cargos de professor;
Logo, é possível extrair dessa assertiva que os acréscimos b) a de um cargo de professor com outro técnico ou
concedidos aos servidores não serão utilizados na base de científico;
cálculo para concessão de outros acréscimos no futuro. c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais
de saúde, com profissões regulamentadas;
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e
empregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos O inciso XVI e suas alíneas trazem a proibição de
incisos XI e XIV deste artigo e nos artigos 39, § 4.º, 150, II, 153, acumulação remunerada de cargos públicos, exceto se houver
III, e 153, § 2.º, I; compatibilidade de horários – somente nos cargos descritos
acima.
Este inciso se refere à irredutibilidade dos vencimentos e É importante salientar a necessidade da compatibilidade
subsídios dos ocupantes de cargos e empregos públicos, ou de horários, pois se forem incompatíveis não será possível a
seja, da impossibilidade de redução no valor da remuneração acumulação de cargos públicos nos casos supracitados.
dos mesmos. Todavia o próprio inciso traz em sua parte final Ademais, cabe ressaltar que nos casos em que é admitida a
algumas ressalvas, em que há possibilidade de redução dos cumulação de cargos é necessária a observância do inciso XI,
subsídios e vencimentos. São elas: ou seja, das regras pertinentes ao teto de vencimento ou
- Artigo 37, XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de subsídio.
cargos, funções e empregos públicos da administração direta, XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e
autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas,
da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos sociedades de economia mista, suas subsidiárias, e sociedades
detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e controladas, direta ou indiretamente, pelo poder público;
os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória,
percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens Este inciso demonstra que a acumulação de cargos não é
pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o aplicável somente aos órgãos da Administração Pública Direta
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal (União, Estados, Municípios e Distrito Federal), mas também
Federal, aplicando-se como limite, nos Municípios, o subsídio do aos órgãos da Administração Pública Indireta (Autarquias,
Prefeito, e nos Estados e no Distrito Federal, o subsídio mensal Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista,
do Governador no âmbito do Poder Executivo, o subsídio dos suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou
Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder Legislativo indiretamente, pelo Poder Público).
e o subsídio dos Desembargadores do Tribunal de Justiça,
limitado a noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais
do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição,
Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável este precedência sobre os demais setores administrativos, na forma
limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e da lei;
aos Defensores Públicos;
- Artigo 37, XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por A Fazenda Pública é o órgão estatal que cuida das
servidor público não serão computados nem acumulados para arrecadações do Estado. Diante disso, possui servidores
fins de concessão de acréscimos ulteriores; públicos especialmente destinados para fiscalizarem e
- Artigo 39, § 4.º - O membro de Poder, o detentor de controlarem todos os fatos que guardem relação com tributos.
mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Desta maneira, visando assegurar a moralidade da
Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por administração pública, os servidores admitidos nos cargos de
subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de fiscal terão livre acesso a informações - dentro da sua área de
qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de competência e jurisdição.
representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em
qualquer caso, o disposto no artigo 37, X e XI. XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia
- Artigo 150 - Sem prejuízos de outras garantias asseguradas e autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de
ao contribuinte, é vedada à União, aos Estados, aos Municípios e economia mista e de fundação, cabendo à lei complementar,
ao Distrito Federal: II- instituir tratamento desigual entre os neste último caso, definir as áreas de sua atuação;
contribuintes que se encontrem em situação equivalente,
proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional De acordo com MEIRELLES, “Autarquias são pessoas
ou função por eles exercida, independentemente da jurídicas de Direito Público, de natureza meramente
denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos; administrativa, criadas por lei específica, para a realização de

34MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:


Malheiros, 2005

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atividades, obras e serviços descentralizados da entidade estatal compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na
que as criou. Funcionam e operam na forma estabelecida na lei forma da lei ou convênio.
instituidora e nos termos de seu regulamento. As autarquias
podem desempenhar atividades educacionais, previdenciárias e Visando a um maior controle das receitas tributárias, este
quaisquer outras outorgadas pela entidade estatal-matriz, mas inciso demonstra que as administrações tributárias da União,
sem subordinação hierárquica, sujeitas apenas ao controle dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios - atividades
finalístico de sua administração e da condução de seus agentes”. essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por
O doutrinador supracitado explicita que Fundações são servidores de carreiras específicas - terão recursos
pessoas jurídicas de Direito Público ou pessoas jurídicas de prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de
Direito Privado, devendo a lei definir as respectivas áreas de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de
atuação, conforme o inciso XIX, do artigo 37 da CF, na redação cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.
dada pela Emenda Constitucional nº 19/98. No primeiro caso,
elas são criadas por lei, à semelhança das autarquias; no § 1.º - A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e
segundo, a lei apenas autoriza sua criação, devendo o Poder campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo,
Executivo tomar as providências necessárias à sua instituição. informativo ou de orientação social, dela não podendo constar
Ademais, o autor traz uma sucinta abordagem das nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção
entidades empresarias que englobam as empresas públicas e pessoal de autoridades ou servidores públicos.
as sociedades de economia mista. De acordo com o
doutrinador, as empresas públicas e as sociedades de Este parágrafo proíbe que nos atos, programas, serviços e
economia mista são pessoas jurídicas de Direito Privado, com campanhas de órgãos públicos constem nomes, símbolos ou
a finalidade de prestar serviço público que possa ser explorado imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades
no modo empresarial, ou de exercer atividade econômica de ou serviços públicos. O parágrafo em questão busca extinguir
relevante interesse coletivo. Sua criação deve ser autorizada a promoção de políticos por atos ou programas realizados,
por lei específica, cabendo ao Poder Executivo as providências podendo somente constar conteúdo educativo.
complementares para sua instituição.35.
§ 2.º - A não observância do disposto nos incisos II e III
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a implicará a nulidade do ato e a punição da autoridade
criação de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso responsável, nos termos da lei.
anterior, assim como a participação de qualquer delas em
empresa privada; O parágrafo 2.º traz dois casos de nulidade, que também
ensejarão a punição da autoridade responsável. De acordo com
Este inciso demonstra a necessidade de autorização do o parágrafo, se não houver a observância dos incisos II e III,
Poder Legislativo na criação das autarquias, fundações, artigo 37, operar-se-ão os efeitos supracitados. Desta maneira,
empresas públicas e sociedades de economia mista, bem como explicita os incisos II e III, do artigo 37:
na participação de qualquer delas em empresa privada. Esta
condição explicitada pelo inciso em questão demonstra uma II - a investidura em cargo ou emprego público depende de
das atribuições do Poder Legislativo - que é a fiscalizatória. aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações
obras, serviços, compras e alienações serão contratados para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
mediante processo de licitação pública que assegure igualdade exoneração;
de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que III - o prazo de validade do concurso público será de até dois
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições anos, prorrogável uma vez, por igual período;
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente permitirá Desta maneira, se não forem obedecidas as regras
as exigências de qualificação técnica e econômica indispensáveis referentes à investidura em cargos públicos, bem como o prazo
à garantia do cumprimento das obrigações. de validade dos concursos públicos, haverá não somente a
nulidade do ato, como também a punição da autoridade.
Este inciso traz, em seu bojo, o instituto da licitação: as
obras, serviços, compras e alienações serão contratadas § 3.º A lei disciplinará as formas de participação do usuário
mediante processo de licitação pública que assegure igualdade na administração pública direta e indireta, regulando
de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que especialmente:
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos
efetivas da proposta, nos termos da lei, o qual somente em geral, asseguradas a manutenção de serviços de
permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica atendimento ao usuário e a avaliação periódica, externa e
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações. interna, da qualidade dos serviços;
Todavia, o próprio inciso demonstra que existirão casos II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a
expressos em lei nos quais será dispensado o processo informações sobre atos de governo, observado o disposto no art.
licitatório. As regras referentes ao processo licitatório, bem 5.º, X e XXXIII;
como os casos de dispensa do mesmo estão previstos na lei nº III - a disciplina da representação contra o exercício
8666/93. negligente ou abusivo de cargo, emprego ou função na
administração pública.
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, Este inciso tem por escopo assegurar a aplicação do
do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao princípio da eficiência declarado no caput do artigo 27 da
funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras Constituição Federal, permitindo que os usuários da
específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas Administração Pública participem da mesma e efetuem sua
atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o fiscalização.

35 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo:


Malheiros, 2005.

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§ 4.º - Os atos de improbidade administrativa importarão a causalidade entre a conduta danosa e o resultado, ou seja, é
suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a necessário que se prove que a conduta praticada pelo
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma funcionário causou determinado dano, não havendo discussão
e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. de culpa ou dolo acerca do fato.
Todavia, a segunda parte do parágrafo traz o instituto da
De acordo com o parágrafo em questão, os atos de responsabilidade civil subjetiva ao explicitar que será
improbidade administrativa importarão a suspensão dos assegurado o direito de regresso do Estado contra o
direitos políticos, a perda da função pública, a responsável nos casos de dolo ou culpa. Assim, comprovada a
indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na ocorrência de dano ao particular pela conduta do funcionário
forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal público, e posteriormente pagar a indenização, o Estado
cabível. poderá ajuizar ação de regresso contra o funcionário, visando
A lei nº 8.429/92 traz, em seu conteúdo, a ao recebimento da indenização paga ao particular. Entretanto,
responsabilidade aplicada aos agentes públicos que a responsabilidade aqui é diversa, pois será necessária a prova
cometerem atos de improbidade contra a Administração de que o funcionário cometeu a conduta, imbuído por dolo ou
Pública. Cabe ressaltar que o próprio parágrafo 4.º demonstra culpa.
que, além da responsabilidade civil aplicada ao transgressor,
poderá ser ajuizada a ação penal correspondente ao crime, § 7.º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao
para que ocorra a consequente punição do mesmo. ocupante de cargo ou emprego da administração direta e
indireta que possibilite o acesso a informações privilegiadas.
§ 5.º - A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos
praticados por qualquer agente, servidor ou não, que causem Tendo em vista que a Administração Pública é dotada de
prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas ações de várias informações privilegiadas, o inciso supracitado traz a
ressarcimento. necessidade de edição de uma lei que disponha sobre os
requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou emprego da
Este parágrafo demonstra que lei infraconstitucional administração direta e indireta que possibilite o acesso a
estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados informações privilegiadas.
por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao
erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento. § 8.º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos
Preliminarmente, é importante salientar que prescrição órgãos e entidades da administração direta e indireta poderá
consiste na perda do direito de ação pelo decurso do tempo. ser ampliada mediante contrato, a ser firmado entre seus
Assim, ultrapassado o lapso temporal exigido para o ingresso administradores e o poder público, que tenha por objeto a
da ação, haverá prescrição e a ação não poderá ser proposta. fixação de metas de desempenho para o órgão ou entidade,
A Lei nº 8429/92, em seu artigo 23, traz o prazo exigido cabendo à lei dispor sobre:
para o ajuizamento de ações que visem apurar os atos de I - o prazo de duração do contrato;
improbidade. Dispõe o referido artigo: II - os controles e critérios de avaliação de desempenho,
direitos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes;
Artigo 23 – As ações destinadas a levar a efeito as sanções III - a remuneração do pessoal.
previstas nesta lei podem ser propostas: O parágrafo 8.º trata da autonomia gerencial, orçamentária
I - até cinco anos após o término do exercício do mandato, e financeira dos órgãos e entidades da administração direta e
cargo em comissão ou de função de confiança. indireta. Cabe recordar que a administração direta é composta
II - dentro do prazo prescricional previsto em lei específica pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, enquanto a
para faltas disciplinares puníveis com demissão a bem do serviço indireta é composta por autarquias, fundações, sociedades de
público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego. economia mista e empresas públicas. Desta maneira, de
acordo com o parágrafo supracitado, a autonomia poderá ser
Assim, de acordo com o inciso V, do artigo 23, da Lei ampliada por contrato firmado, cabendo, todavia, à lei dispor
8429/92, as ações para apuração dos atos de improbidade sobre o prazo de duração do contrato, controles e critério de
somente poderão ser propostas até cinco anos após o término avaliação de desempenho, direitos, obrigações e
do exercício do mandato do cargo em comissão ou de função responsabilidade dos dirigentes e a remuneração do pessoal.
de confiança. Após esse prazo, a ação não poderá mais ser § 9.º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e
proposta. às sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que
receberem recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal
§ 6.º - As pessoas jurídicas de direito público e as de direito ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de
privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos custeio em geral.
danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros,
assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos Este parágrafo estende o mandamento expresso no inciso
de dolo ou culpa. XI às empresas públicas e às sociedades de economia mista, e
suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos
Neste parágrafo estamos diante da responsabilidade do Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios para
Estado por atos praticados pelos seus funcionários. A primeira pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
explicita que as pessoas jurídicas de direito público e as de
direito privado prestadoras de serviços públicos responderão § 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a aposentadoria decorrentes do art. 40 ou dos artigos 42 e 142
terceiros - está cuidando da responsabilidade objetiva. Esta com a remuneração de cargo, emprego ou função pública,
espécie de responsabilidade expressa que na eventualidade do ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição,
cometimento de uma conduta danosa por um funcionário em os cargos eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de
detrimento de um particular, haverá indenização, livre nomeação e exoneração.
independentemente da comprovação de dolo (vontade de
cometer a conduta danosa) ou culpa (quando o agente agiu por § 11. Não serão computadas, para efeito dos limites
imprudência, negligência ou imperícia). Desta maneira, a remuneratórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as
responsabilidade objetiva exige somente a prova do nexo de parcelas de caráter indenizatório previstas em lei.

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De acordo com este parágrafo, as parcelas de caráter merecimento por motivos óbvios, haja vista que o mesmo não
indenizatório, previstas em lei, que integram a remuneração desempenhou suas funções no período em que estava
dos servidores não serão computadas para efeito do limite exercendo o mandato eletivo.
remuneratório estipulado no inciso XI deste artigo.
V - para efeito de benefício previdenciário, no caso de
§ 12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste afastamento, os valores serão determinados como se no
artigo, fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em exercício estivesse.
seu âmbito, mediante emenda às respectivas Constituições e Lei
Orgânica, como limite único, o subsídio mensal dos De acordo com este inciso, mesmo que o servidor público
Desembargadores do respectivo Tribunal de Justiça, limitado a esteja afastado de seu cargo para o exercício de mandato
noventa inteiros e vinte e cinco centésimos por cento do subsídio eletivo, os valores dos benefícios previdenciários serão
mensal dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, não se determinados como se estivesse no exercício do seu cargo.
aplicando o disposto neste parágrafo aos subsídios dos
Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores. Art. 39. A União, os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios instituirão, no âmbito de sua competência, regime
O texto legal acima traz o teto remuneratório que deverá jurídico único e planos de carreira para os servidores da
ser obedecido pelos Estados e pelo Distrito Federal, cabendo administração pública direta, das autarquias e das fundações
aos mesmos fixar, em seu âmbito, mediante emenda às públicas.
respectivas Constituições e Lei Orgânica, como limite único, o
subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo Tribunal Com base nesse parâmetro foi promulgada a Lei nº
de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco 8.112/90, que demarcou a opção da União pelo regime
centésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do estatutário, no qual os servidores são admitidos sob regime de
Supremo Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste Direito Público, podem alcançar estabilidade e possuem
parágrafo aos subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e direitos e deveres estabelecidos por lei (e que podem,
dos Vereadores. portanto, ser alterados unilateralmente pelo Estado-
Legislador).
Art. 38. Ao servidor público da administração direta,
autárquica e fundacional, no exercício de mandato eletivo, § 1.º A fixação dos padrões de vencimento e dos demais
aplicam-se as seguintes disposições: componentes do sistema remuneratório observará:
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade
distrital, ficará afastado de seu cargo, emprego ou função; dos cargos componentes de cada carreira;
II - os requisitos para a investidura;
Se o servidor público passar a exercer mandato eletivo III - as peculiaridades dos cargos.
federal (Presidente da República), estadual (Governador do
Estado) ou Distrital, deverá se afastar do cargo exercido, Significa dizer que quanto maior o grau de dificuldade,
retomando-o no término do mandato. tanto para ingressar no cargo, quanto para desenvolver as
funções inerentes a ele, melhor deverá ser a remuneração
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, correspondente.
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua
remuneração; § 2.º A União, os Estados e o Distrito Federal manterão
escolas de governo para a formação e o aperfeiçoamento dos
O servidor investido no cargo de Prefeito deverá se afastar servidores públicos, constituindo-se a participação nos cursos
do cargo. Todavia, o inciso em questão traz um privilégio ao um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para
servidor investido neste cargo, qual seja, a opção pela isso, a celebração de convênios ou contratos entre os entes
remuneração. Em que pese esteja o servidor afastado do cargo, federados.
ele poderá optar pela remuneração do cargo que exercia ou
pela remuneração de Prefeito. Cabe ressaltar que no término Essas escolas possuem como objetivo a atualização e a
do mandato o cargo será retomado. formação dos servidores públicos, melhorando os níveis de
III - investido no mandato de Vereador, havendo desempenho e eficiência dos ocupantes de cargos e funções do
compatibilidade de horários, perceberá as vantagens de seu serviço público, estimulando e promovendo a especialização
cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração do profissional, preparando servidores para o exercício de
cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a funções superiores e para a intervenção ativa nos projetos
norma do inciso anterior; voltados para a elevação constante dos padrões de eficácia e
eficiência do setor público.
Caso haja compatibilidade de horários, o servidor público
receberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, além § 3.º Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o
da remuneração de Vereador. Todavia, se houve disposto no art. 7.º, IV, VII, VIII, IX, XII, XIII, XV, XVI, XVII, XVIII,
incompatibilidade entre o cargo exercido pelo funcionário e o XIX, XX, XXII e XXX, podendo a lei estabelecer requisitos
mandato de Vereador, o mesmo deverá optar pela diferenciados de admissão quando a natureza do cargo o exigir.
remuneração a ser recebida.
Vamos conferir o que consta nos referidos incisos, do
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o artigo 7.º da Constituição Federal:
exercício de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado
para todos os efeitos legais, exceto para promoção por - Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado,
merecimento; capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua
família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer,
Este inciso demonstra que o tempo de afastamento do vestuário, higiene, transporte e previdência social, com
cargo público para o exercício de mandato eletivo deverá ser reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo,
contado para todos os efeitos legais, inclusive para promoção sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
por antiguidade. Todavia, não será contado para promoção por

Ética no Serviço Público 20


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- Garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicável este limite
percebem remuneração variável; aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e aos
- Décimo terceiro salário com base na remuneração Defensores Públicos.
integral ou no valor da aposentadoria;
- Remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; § 7.º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
- Salário-família pago em razão do dependente do Municípios disciplinará a aplicação de recursos orçamentários
trabalhador de baixa renda nos termos da lei; provenientes da economia com despesas correntes em cada
- Duração do trabalho normal não superior a oito horas órgão, autarquia e fundação, para aplicação no
diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação desenvolvimento de programas de qualidade e produtividade,
de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou treinamento e desenvolvimento, modernização,
convenção coletiva de trabalho; reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive
- Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos sob a forma de adicional ou prêmio de produtividade.
domingos;
- Remuneração do serviço extraordinário superior, no Esses cursos são importantes para obter o envolvimento e
mínimo, em cinquenta por cento à do normal; o comprometimento de todos os agentes públicos com a
- Gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um qualidade e produtividade, quaisquer que sejam os cargos,
terço a mais do que o salário normal; funções ou empregos ocupados, minimizar os desperdícios e
- Licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, os erros, inovar nas maneiras de atender às necessidades do
com a duração de cento e vinte dias; cidadão, simplificar procedimentos, inclusive de gestão, e
- Licença-paternidade, nos termos fixados em lei; proceder às transformações essenciais à qualidade com
- Proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante produtividade.
incentivos específicos, nos termos da lei;
- Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de § 8.º A remuneração dos servidores públicos organizados em
normas de saúde, higiene e segurança; carreira poderá ser fixada nos termos do § 4.º.
- Proibição de diferença de salários, de exercício de funções
e de critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou Ou seja, por subsídio fixado em parcela única, vedado o
estado civil; acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio,
verba de representação ou outra espécie remuneratória,
§ 4.º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os obedecidos, em qualquer caso, os tetos remuneratórios
Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais dispostos no art. 37, X da Constituição Federal.
serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em
parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União,
adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas
espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de
no art. 37, X e XI. caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do
respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos
Ao falar em parcela única, fica clara a intenção de vedar a pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio
fixação dos subsídios em duas partes: uma fixa e outra financeiro e atuarial e o disposto neste artigo.
variável, tal como ocorria com os agentes políticos na vigência
da Constituição de 1967. E, ao vedar expressamente o Para o regime previdenciário ter equilíbrio financeiro,
acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, basta ter no exercício atual um fluxo de caixa de entrada
verba de representação ou outra espécie remuneratória, superior ao fluxo de caixa de saída, gerado basicamente
também fica clara a intenção de extinguir, para as mesmas quando as receitas previdenciárias superam as despesas com
categorias de agentes públicos, o sistema remuneratório que pagamento de benefícios. Já para o equilíbrio atuarial, deve
compreende o padrão fixado em lei mais as vantagens estar assegurado que o plano de custeio gera receitas não só
pecuniárias de variada natureza previstas na legislação atuais como também futuras e contínuas por tempo
estatutária. indeterminado, em um montante suficiente para cobrir as
respectivas despesas previdenciárias.
§ 5.º Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Para manter o equilíbrio financeiro e atuarial é
Municípios poderá estabelecer a relação entre a maior e a imprescindível que o regime mantenha um fundo
menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em previdenciário que capitalize as sobras de caixa atuais, que
qualquer caso, o disposto no art. 37, XI. garantirão o pagamento de benefícios futuros.

§ 6.º Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário § 1.º Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de
publicarão anualmente os valores do subsídio e da remuneração que trata este artigo serão aposentados, calculados os seus
dos cargos e empregos públicos. proventos a partir dos valores fixados na forma dos §§ 3.º e 17:
I - por invalidez permanente, sendo os proventos
O inciso XI do artigo 37 da Constituição refere-se aos tetos proporcionais ao tempo de contribuição, exceto se decorrente de
remuneratórios, quais sejam: acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave,
- Teto máximo: Subsídio dos Ministros do Supremo contagiosa ou incurável, na forma da lei;
Tribunal Federal; II - compulsoriamente, com proventos proporcionais ao
- Teto nos municípios: O subsídio do Prefeito; tempo de contribuição, aos 70 (setenta) anos de idade, ou aos 75
- Teto nos Estados e no Distrito Federal: O subsídio mensal (setenta e cinco) anos de idade, na forma de lei complementar;
do Governador; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 88, de 2015).
- Teto no âmbito do Poder Executivo: O subsídio dos III - voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de
Deputados Estaduais e Distritais no âmbito do Poder dez anos de efetivo exercício no serviço público e cinco anos no
Legislativo; cargo efetivo em que se dará a aposentadoria, observadas as
- Teto no judiciário: O subsídio dos Desembargadores do seguintes condições:
Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco
centésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos

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a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se conseguia suprir suas necessidades com alimentação, saúde,
homem, e cinquenta e cinco anos de idade e trinta de lazer, educação. Após alguns anos, o mesmo benefício deveria,
contribuição, se mulher; em tese, propiciar o mesmo poder aquisitivo.
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos
de idade, se mulher, com proventos proporcionais ao tempo de § 9.º - O tempo de contribuição federal, estadual ou
contribuição. municipal será contado para efeito de aposentadoria e o tempo
de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.
§ 2.º - Os proventos de aposentadoria e as pensões, por
ocasião de sua concessão, não poderão exceder a remuneração § 10 - A lei não poderá estabelecer qualquer forma de
do respectivo servidor, no cargo efetivo em que se deu a contagem de tempo de contribuição fictício.
aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da
pensão. § 11 - Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos
proventos de inatividade, inclusive quando decorrentes da
§ 3.º - Para o cálculo dos proventos de aposentadoria, por acumulação de cargos ou empregos públicos, bem como de
ocasião da sua concessão, serão consideradas as remunerações outras atividades sujeitas à contribuição para o regime geral de
utilizadas como base para as contribuições do servidor aos previdência social, e ao montante resultante da adição de
regimes de previdência de que tratam este artigo e o art. 201, na proventos de inatividade com remuneração de cargo
forma da lei. acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo
§ 4.º - É vedada a adoção de requisitos e critérios eletivo.
diferenciados para a concessão de aposentadoria aos
abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, § 12 - Além do disposto neste artigo, o regime de previdência
nos termos definidos em leis complementares, os casos de dos servidores públicos titulares de cargo efetivo observará, no
servidores: que couber, os requisitos e critérios fixados para o regime geral
I - portadores de deficiência; de previdência social.
II - que exerçam atividades de risco;
III - cujas atividades sejam exercidas sob condições especiais § 13 - Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em
que prejudiquem a saúde ou a integridade física. comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração bem
como de outro cargo temporário ou de emprego público, aplica-
§ 5.º - Os requisitos de idade e de tempo de contribuição se o regime geral de previdência social.
serão reduzidos em cinco anos, em relação ao disposto no § 1.º,
III, "a", para o professor que comprove exclusivamente tempo § 14 - A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios,
de efetivo exercício das funções de magistério na educação desde que instituam regime de previdência complementar para
infantil e no ensino fundamental e médio. os seus respectivos servidores titulares de cargo efetivo, poderão
A redução só é permitida nos casos em que o tempo de fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem
contribuição é exclusivamente no magistério. Ou seja, não é concedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo
possível somar o tempo de magistério com o tempo em outra estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência
atividade e ainda reduzir 05 anos. A soma é possível, no social de que trata o art. 201.
entanto, sem a redução de 05 anos.
§ 15 - O regime de previdência complementar de que trata o
§ 6.º - Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos § 14 será instituído por lei de iniciativa do respectivo Poder
acumuláveis na forma desta Constituição, é vedada a percepção Executivo, observado o disposto no art. 202 e seus parágrafos,
de mais de uma aposentadoria à conta do regime de previdência no que couber, por intermédio de entidades fechadas de
previsto neste artigo. previdência complementar, de natureza pública, que oferecerão
aos respectivos participantes planos de benefícios somente na
Os cargos acumuláveis são: Dois de professor; um de modalidade de contribuição definida.
professor com outro técnico ou científico; dois cargos ou
empregos privativos de profissionais de saúde, com profissões § 16 - Somente mediante sua prévia e expressa opção, o
regulamentadas. disposto nos §§ 14 e 15 poderá ser aplicado ao servidor que tiver
ingressado no serviço público até a data da publicação do ato de
§ 7.º - Lei disporá sobre a concessão do benefício de pensão instituição do correspondente regime de previdência
por morte, que será igual complementar.
I - ao valor da totalidade dos proventos do servidor falecido,
até o limite máximo estabelecido para os benefícios do regime § 17 - Todos os valores de remuneração considerados para o
geral de previdência social de que trata o art. 201, acrescido de cálculo do benefício previsto no § 3.° serão devidamente
setenta por cento da parcela excedente a este limite, caso atualizados, na forma da lei.
aposentado à data do óbito; ou
II - ao valor da totalidade da remuneração do servidor no § 18 - Incidirá contribuição sobre os proventos de
cargo efetivo em que se deu o falecimento, até o limite máximo aposentadorias e pensões concedidas pelo regime de que trata
estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência este artigo que superem o limite máximo estabelecido para os
social de que trata o art. 201, acrescido de setenta por cento da benefícios do regime geral de previdência social de que trata o
parcela excedente a este limite, caso em atividade na data do art. 201, com percentual igual ao estabelecido para os
óbito. servidores titulares de cargos efetivos.

§ 8.º - É assegurado o reajustamento dos benefícios para § 19 - O servidor de que trata este artigo que tenha
preservar-lhes, em caráter permanente, o valor real, conforme completado as exigências para aposentadoria voluntária
critérios estabelecidos em lei. estabelecidas no § 1.º, III, a, e que opte por permanecer em
atividade fará jus a um abono de permanência equivalente ao
O valor real se refere ao poder aquisitivo, em outros temos, valor da sua contribuição previdenciária até completar as
se no início do recebimento do benefício, o beneficiário exigências para aposentadoria compulsória contidas no § 1.º, II.

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§ 20 - Fica vedada a existência de mais de um regime próprio CARGO, EMPREGO E FUNÇÃO PÚBLICA
de previdência social para os servidores titulares de cargos
efetivos, e de mais de uma unidade gestora do respectivo regime A Constituição federal, em vários dispositivos, emprega os
em cada ente estatal, ressalvado o disposto no art. 142, § 3.º, X. vocábulos cargo, emprego e função para designar realidades
diversas, porém que existem paralelamente na Administração.
§ 21 - A contribuição prevista no § 18 deste artigo incidirá Cumpre, pois, distingui-las.
apenas sobre as parcelas de proventos de aposentadoria e de Para bem compreender o sentido dessas expressões, é
pensão que superem o dobro do limite máximo estabelecido preciso partir da ideia de que na Administração Pública todas
para os benefícios do regime geral de previdência social de que as competências são definidas na lei e distribuídas em três
trata o art. 201 desta Constituição, quando o beneficiário, na níveis diversos: pessoas jurídicas (União, Estados e
forma da lei, for portador de doença incapacitante. Municípios), órgãos (Ministérios, Secretarias e suas
subdivisões) e servidores públicos; estes ocupam cargos ou
Art. 41 - São estáveis após três anos de efetivo exercício os empregos ou exercem função.
servidores nomeados para cargo de provimento efetivo em
virtude de concurso público. Cargo público: é o lugar dentro da organização funcional
§ 1.º - O servidor público estável só perderá o cargo: da organização funcional da Administração Direta e de suas
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado; autarquias e fundações públicas que, ocupado por servidor
II - mediante processo administrativo em que lhe seja público, submetidos ao regime estatuário, tem funções
assegurada ampla defesa; específicas e remuneração fixada em lei ou diploma a ela
III - mediante procedimento de avaliação periódica de equivalente.
desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla Para Celso Antônio Bandeira de Melo são as mais simples
defesa. e indivisíveis unidades de competência a serem titularizadas
por um agente. São criados por lei, previstos em número certo
Referido instituto corresponde à proteção ao ocupante do e com denominação própria.
cargo, garantindo, não de forma absoluta, a permanência no Com efeito, as várias competências previstas na
Serviço Público, o que permite a execução regular de suas Constituição para a União, Estados e Municípios são
atividades, visando exclusivamente ao alcance do interesse distribuídas entre seus respectivos órgãos, cada qual dispondo
coletivo. de determinado número de cargos criados por lei, que lhes
confere denominação própria, define suas atribuições e fixa o
§ 2.º - Invalidada por sentença judicial a demissão do padrão de vencimento ou remuneração.
servidor estável, será ele reintegrado, e o eventual ocupante da Criar um cargo é institucionalizá-lo, atribuindo a ele
vaga, se estável, reconduzido ao cargo de origem, sem direito à denominação própria, número certo, funções determinadas,
indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em etc. Somente se cria um cargo por meio de lei, logo cada Poder,
disponibilidade com remuneração proporcional ao tempo de no âmbito de suas competências pode criar um cargo através
serviço. da lei.
A transformação ocorre quando há modificação ou
Reintegração é o instituto jurídico que ocorre quando o alteração na natureza do cargo de forma que, ao mesmo tempo
servidor retorna a seu cargo após ter sido reconhecida a que o cargo é extinto, outro é criado. Somente se dá por meio
ilegalidade de sua demissão. de lei e há o aproveitamento de todos os servidores quando o
novo cargo tiver o mesmo nível e atribuições compatíveis com
§ 3º - Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o o anterior.
servidor estável ficará em disponibilidade, com remuneração A extinção corresponde ao fim do cargo e também deve
proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado ser efetuada por meio de lei.
aproveitamento em outro cargo. O art. 84, VI, “b” da Constituição Federal traz exceção ao
atribuir competência para o Presidente da República para
A disponibilidade é um instituto que permite ao servidor dispor, mediante decreto, sobre a extinção de funções ou
estável, que teve o seu cargo extinto ou declarado cargos públicos quando vagos.
desnecessário, permanecer sem trabalhar, com remuneração
proporcional ao tempo de serviço, à espera de um eventual Empregos públicos: são núcleos de encargos de trabalho
aproveitamento. permanentes a serem preenchidos por pessoas contratadas
Desde já, cumpre-nos ressaltar: o servidor estável que teve para desempenhá-los, sob relação jurídica trabalhista e
seu cargo extinto ou declarado desnecessário não será nem somente podem ser criados por lei.
exonerado, nem - muito menos – demitido; será posto em
disponibilidade! Função pública: é a atividade em si mesma, é a atribuição,
Segundo a doutrina majoritária, o instituto da as tarefas desenvolvidas pelos servidores. São espécies:
disponibilidade não protege o servidor não estável quanto a a) Funções de confiança, exercidas exclusivamente por
uma possível extinção de seu cargo ou declaração de servidores ocupantes de cargo efetivo, e destinadas ás
desnecessidade. Caso o servidor não tenha, ainda, adquirido atribuições de chefia, direção e assessoramento;
estabilidade, será exonerado ex-officio. b) Funções exercidas por contratados por tempo
determinado para atender a necessidade temporária de
§ 4.º - Como condição para a aquisição da estabilidade, é excepcional interesse público, nos termos da lei autorizadora,
obrigatória a avaliação especial de desempenho por comissão que deve advir de cada ente federado.
instituída para essa finalidade.
Acumulação de Cargos, Empregos e Funções Públicas:
A Avaliação de Desempenho é uma importante ferramenta Em regra, o ordenamento jurídico brasileiro proíbe a
de Gestão de Pessoas que corresponde a uma análise acumulação remunerada de cargos ou empregos públicos.
sistemática do desempenho do profissional em função das Porém, a Constituição Federal prevê um rol taxativo de casos
atividades que realiza, das metas estabelecidas, dos resultados excepcionais em que a acumulação é permitida.
alcançados e do seu potencial de desenvolvimento. Importantíssimo destacar que, em qualquer hipótese, a

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acumulação só será permitida se houver compatibilidade de Investidura


horários e observado o limite máximo de dois cargos.
As hipóteses de acumulação constitucionalmente É um ato complexo, exigindo, segundo Hely Lopes
autorizadas são: Meirelles, a manifestação de vontade de mais de um órgão
a) a de dois cargos de professor (art. 37, XVI, a); administrativo – a nomeação é feita pelo Chefe do Executivo; a
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou posse e o exercício são dados pelo Chefe da Repartição.
científico (art. 37, XVI, b);
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais O art. 37, inc. I, da Constituição Federal dispõe que os
de saúde, com profissões regulamentadas (art. 37, XVI, c); brasileiros e estrangeiros que preencham os requisitos
d) a de um cargo de vereador com outro cargo, emprego ou estabelecidos em lei terão acesso aos cargos, aos empregos e
função pública (art. 38, III); às funções públicas.
e) a de um cargo de magistrado com outro no magistério Essa norma é de eficácia contida. Enquanto não há lei
(art. 95, parágrafo único, I); regulamentando, não é possível sua aplicação. A Constituição
f) a de um cargo de membro do Ministério Público com Federal permitiu o amplo acesso aos cargos, aos empregos e às
outro no magistério (art. 128, § 5º, II, d). funções públicas, porém, excepciona-se a relação trazida pelo
§ 3.º do art. 12 da Constituição Federal, que define os cargos
Posse privativos de brasileiros natos:

É o ato pelo qual uma pessoa assume, de maneira efetiva, o § 3º São privativos de brasileiro nato os cargos:
exercício das funções para que foi nomeada, designada ou I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
eleita. Trata-se da fase em que a pessoa assume o exercício das II - de Presidente da Câmara dos Deputados;
funções para que foi nomeada ou eleita. O ato da posse III - de Presidente do Senado Federal;
determina a concordância e a vontade do sujeito em entrar no IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
exercício, além de cumprir a exigência regulamentar. V - da carreira diplomática;
VI - de oficial das Forças Armadas.
Exercício VII - de Ministro de Estado da Defesa

É o momento em que o servidor dá início ao desempenho O art. 37, inc. II, da Constituição Federal estabelece que
de suas atribuições de trabalho. A data do efetivo exercício é para a investidura em cargo ou emprego público é necessário
considerada como o marco inicial para a produção de todos os a aprovação prévia em concurso público de provas ou de
efeitos jurídicos da vida funcional do servidor público e ainda provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade
para o início do período do estágio probatório, da contagem do do cargo ou emprego.
tempo de contribuição para aposentadoria, período aquisitivo A exigência de concurso é válida apenas para os cargos de
para a percepção de férias e outras vantagens remuneratórias. provimento efetivo – aqueles preenchidos em caráter
permanente.
Cessão Funcional de servidores Os cargos preenchidos em caráter temporário não
precisam ser precedidos de concurso, pois a situação
Trata-se de ato autorizativo para o exercício de cargo em excepcional e de temporariedade, que fundamenta sua
comissão ou função de confiança, ou para atender situações necessidade, é incompatível com a criação de um concurso
previstas em leis específicas, em outro órgão ou entidade dos público.
Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Para os cargos em comissão também não se exige concurso
Municípios, sem alteração da lotação no órgão de origem.36 público (art.37, inc. V), desde que as atribuições sejam de
direção, chefia e assessoramento. Esses devem ser
O servidor da Administração Pública Federal direta, suas preenchidos nas condições e nos percentuais mínimos
autarquias e fundações poderá ser cedido a outro órgão ou previstos em lei.
entidade dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Para as funções de confiança não se impõe o concurso
Federal e dos Municípios, abarcando as empresas públicas e público, no entanto a mesma norma acima mencionada
sociedades de economia mista, seja para o exercício de cargo estabelece que tal função será exercida exclusivamente por
em comissão ou função de confiança, podendo atender as servidores ocupantes de cargo efetivo.
situações que tenham previsão em leis específicas (art. 93 da Durante o prazo do concurso, o aprovado não tem direito
Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990). adquirido à contratação. Há apenas uma expectativa de direito
em relação a esta.
Via de regra, a cessão para órgãos ou entidades dos O art. 37, inc. IV, apenas assegura ao aprovado o direito
Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios suscitará o adquirido de não ser preterido por novos concursados.
ônus da remuneração ao órgão ou entidade cessionária. Já para
os outros casos, ou seja, para a cessão entre os órgãos ou EFETIVIDADE, ESTABILIDADE E VITALICIEDADE
entidades da Administração Pública Federal será conservado
o ônus do cedente. Efetividade: Cargos efetivos são aqueles que se revestem
Para se viabilizar a cessão deve-se notar a disponibilidade de caráter de permanência, constituindo a maioria absoluta
orçamentária da Administração Pública. dos cargos integrantes dos diversos quadros funcionais. Com
Em nenhuma hipótese a cessão poderá ser considerada efeito, se o cargo não é vitalício ou em comissão, terá que ser
efetivação do servidor em órgão para o qual está cedido, necessariamente efetivo. Embora em menor grau que nos
independente do tempo em que ele permanece no órgão. cargos vitalícios, os cargos efetivos também proporcionam
Ainda que o servidor passe um grande tempo de sua vida segurança a seus titulares: a perda do cargo, segundo emana
funcional cedido, seu vínculo será sempre com órgão de do art. 41, §1º, da CF, só poderá ocorrer, depois que
origem, de acordo com o Decreto 4.050/2001. adquirirem a estabilidade, se houver sentença judicial ou
processo administrativo em que se lhes faculte ampla defesa,

36 https://jus.com.br/artigos/21640/cessao-e-requisicao-de-servidor-publico-
federal

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e agora também em virtude de avaliação negativa de reafirmando que o prazo para aquisição da estabilidade é de
desempenho, como introduzido pela EC nº 19/1998.37 três anos, durante os quais o servidor encontra-se em estágio
probatório, mesmo diante da previsão do prazo de dois anos
Estabilidade: confere ao servidor público a efetiva constante do art. 20 da Lei nº 8.112/90 (MS 12.523-DF, Rei.
permanência no serviço após TRÊS anos de estágio probatório, Min. Felix Fischer, j. em 22-4-09). No mesmo sentido, acórdão
após os quais só perderá o cargo se caracterizada uma das do STF, n° AI 754802 ED-AgR/DF, rei. Min. Gilmar Mendes, j.
hipóteses previstas no artigo 41, § 1º, ou artigo 169, ambos da 7-6-11.
Constituição Federal.
Hipóteses: Assim, a jurisprudência tem aplicado interpretação
a) em razão de sentença judicial com trânsito em julgado harmônica ao direito infraconstitucional considerando o prazo
(art. 41, § 1 -, I, da CF); comum de 3 anos para a garantia da estabilidade nos termos
b) por meio de processo administrativo em que lhe seja constitucionais, repercutindo no período de estágio
assegurada a ampla defesa (art. 41, § 1-, II, da CF); probatório.
c) mediante procedimento de avaliação periódica de "EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E
desempenho, na forma da lei complementar, assegurada ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE
ampla defesa (art. 41, § 1-, III, da CF); INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO. ESTABILIDADE E
d) em virtude de excesso de despesas com o pessoal ativo ESTÁGIO PROBATÓRIO. PRAZO COMUM DE TRÊS ANOS.
e inativo, desde que as medidas previstas no art. 169, § 3-, da PRECEDENTES. 1. O Supremo Tribunal Federal assentou
CF, não surtam os efeitos esperados (art. 169, § 4-, da CF). entendimento no sentido de que “a Emenda Constitucional
19/1998, que alterou o art. 41 da Constituição Federal, elevou
Estabilidade e Estágio Probatório: para três anos o prazo para a aquisição da estabilidade no
A estabilidade é a prerrogativa atribuída ao servidor que serviço público e, por interpretação lógica, o prazo do estágio
preencher os requisitos estabelecidos na Constituição Federal, probatório” (STA 269, Rel. Min. Gilmar Mendes). Precedentes.
que lhe garante a permanência no serviço. 2. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão
O servidor estabilizado, que tiver seu cargo extinto, não agravada. 3. Agravo regimental a que se nega provimento."
estará fora da Administração Pública, porque a Constituição
Federal lhe garante estabilidade no serviço e não no cargo. O Requisitos para adquirir estabilidade:
servidor é colocado em disponibilidade remunerada, seguindo - estágio probatório de três anos;
o disposto no art. 41, § 3.º, da Constituição Federal, com - nomeação em caráter efetivo;
redação dada pela Emenda Constitucional n. 19 – a - aprovação em avaliação especial de desempenho.
remuneração é proporcional ao tempo de serviço. Antes da
emenda, a remuneração era integral. Vitaliciedade: Cargos vitalícios são aqueles que oferecem
O servidor aprovado em concurso público de cargo regido a maior garantia de permanência a seus ocupantes. Somente
pela lei 8112/90 e consequentemente nomeado passará por através de processo judicial, como regra, podem os titulares
um período de avaliação, terá o novo servidor que comprovar perder seus cargos (art. 95, I, CF). Desse modo, torna-se
no estágio probatório que tem aptidão para exercer as inviável a extinção do vínculo por exclusivo processo
atividades daquele cargo para o qual foi nomeado em tais administrativo (salvo no período inicial de dois anos até a
fatores: aquisição da prerrogativa). A vitaliciedade configura-se como
- Assiduidade; verdadeira prerrogativa para os titulares dos cargos dessa
- Disciplina; natureza e se justifica pela circunstância de que é necessária
- Capacidade de iniciativa; para tornar independente a atuação desses agentes, sem que
- Produtividade; sejam sujeitos a pressões eventuais impostas por
- Responsabilidade. determinados grupos de pessoas.38
Existem três cargos públicos vitalícios no Brasil:
Atualmente o prazo mencionado de 3 anos (36 meses) - Magistrados (Art. 95, I, CF);
de efetivo exercício para o servidor público (de forma - Membros do Ministério Público (Art. 128, § 5º, I, “a”, CF);
geral), adquirir estabilidade é o que está previsto na - Membros dos Tribunais de Contas (Art. 73, §3º).
Constituição Federal, que foi alterado após a Emenda nº Por se tratar de prerrogativa de sede constitucional, em
19/98. Embora, a Lei nº 8.112/90, no artigo 20 cite o prazo função da qual cabe ao Constituinte aferir a natureza do cargo
de 24 meses para que o servidor adquira estabilidade e da função para atribuí-la, não podem Constituições Estaduais
devemos considerar que o correto é o texto inserido na e Leis Orgânicas municipais, nem mesmo lei de qualquer
Constituição Federal. Como não houve uma revogação esfera, criar outros cargos com a garantia da vitaliciedade.
expressa de tais normas elas permanecem nos textos legais, Consequentemente, apenas Emenda à Constituição Federal
mesmo que na prática não são aplicadas, pois ferem a CF poderá fazê-lo.39
(existe uma revogação tácita dessas normas). REGIME JURÍDICO
Particularmente, creio que esta questão sequer será pedida,
pois uma questão assim é pedir pra ser anulada, já que hoje Os agentes públicos na administração pública em geral,
o entendimento jurisprudencial vem se estabilizando no estão sujeitos às regras estabelecidas em seus estatutos e
sentido de que, qualquer que seja o caso, o prazo de regimentos internos. Ocorre que os servidores públicos
estabilidade é comum de 3 anos, conforme o art. 41, caput, federais são regidos pela Lei 8.112/90. Vejamos alguns
CF. A justificativa? Eis um prazo previsto na Constituição aspectos importantes cobrados pelas bancas:
Federal, nossa Lei Maior.
Provimento: Segundo Hely Lopes Meirelles, é o ato pelo
As cortes superiores consideraram os institutos do estágio qual se efetua o preenchimento do cargo público, com a
probatório e da estabilidade indissociáveis, não havendo designação de seu titular. Pode ser:
sentido na existência de prazo distinto para os dois institutos, a) originário ou inicial: quando o agente não possui
concluindo que o art. 41 da CF é imediatamente aplicável, vinculação anterior com a Administração Pública;

37 FILHO, José dos Santos de Carvalho. Manual de Direito Administrativo. Editora 38 Idem
Atlas. 27ª edição. 2014. 39 Ibidem

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b) derivado: pressupõe a existência de um vínculo com a a) exoneração;


Administração. b) demissão;
Subdivide-se em: c) promoção;
a) horizontal: ocorre de um cargo para outro sem ascensão d) readaptação;
na carreira; e) aposentadoria;
b) vertical: o provimento se dá com ascensão na carreira. f) posse em outro cargo inacumulável;
Divide-se nas seguintes formas: g) falecimento.

a) nomeação: é o único caso de provimento originário, já Remoção, Redistribuição e Substituição


que o servidor dependerá da aprovação prévia em concurso
público e não possuirá relação anterior com o Estado. Segundo Remoção:
o art. 9º da Lei n. 8.112/90, a nomeação se dará: Segundo as sábias palavras de Alexandre Mazza:
I – em caráter efetivo, quando se tratar de cargo isolado de
provimento efetivo ou de carreira; “Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de
II – em comissão, inclusive na condição de interino, para ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de
cargos de confiança vagos. sede. A remoção pode ser: a) de ofício: no interesse da
Administração; b) a pedido, a critério da Administração ou, para
b) promoção: esta, por sua vez, é forma de provimento outra localidade, independentemente do interesse da
derivado (neste caso o agente público já se encontra ocupando Administração. Pode ocorrer remoção a pedido, para outra
o cargo) onde o servidor passará a exercer um cargo mais localidade, nas seguintes hipóteses (art. 36, III, da Lei n.
elevado dentro da carreira exercida. 8.112/90):
a) para acompanhar cônjuge ou companheiro, também
c) readaptação: também é forma de provimento derivado servidor público civil ou militar, de qualquer dos Poderes da
onde o servidor que sofreu alguma limitação física ou mental União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, que foi
será readaptado a exercer uma outra função, desde que haja deslocado no interesse da Administração;
disponibilidade de vaga (caso contrário, exercerá suas funções b) por motivo de saúde do servidor, cônjuge, companheiro
como excedente, até a ocorrência de vaga). ou dependente que viva às suas expensas e conste do seu
assentamento funcional, condicionada à comprovação por junta
d) reversão: é o retorno do servidor aposentado. É possível médica oficial;
em duas hipóteses: c) em virtude de processo seletivo promovido, na hipótese em
-No caso de aposentadoria por invalidez, o servidor que o número de interessados for superior ao número de vagas,
retornará à função anteriormente exercida quando a junta de acordo com normas preestabelecidas pelo órgão ou entidade
médica oficial declarar insubsistentes os motivos da em que aqueles estejam lotados.”40.
aposentadoria; OU
-No interesse da Administração, desde que: tenha Redistribuição:
solicitado a reversão; a aposentadoria tenha sido voluntária; A redistribuição ocorre quando há deslocamento do
estável quando na atividade; a aposentadoria tenha ocorrido CARGO de provimento efetivo para outro órgão ou entidade do
nos cinco anos anteriores à solicitação; exista cargo vago. mesmo poder, desde que observadas as seguintes regras:
- Interesse da administração;
e) aproveitamento: é o retorno do servidor posto em - Equivalência de vencimentos;
disponibilidade a um cargo com atribuições e vencimentos - Manutenção da essência das atribuições do cargo;
compatíveis com o anteriormente ocupado. - Vinculação entre os graus de responsabilidade e
complexidade das atividades;
f) reintegração: trata-se do retorno do servidor estável no - Mesmo nível de escolaridade, especialidade ou
cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua habilitação profissional;
transformação, quando invalidada a sua demissão por decisão - Compatibilidade entre as atribuições do cargo e as
administrativa ou judicial, com ressarcimento de todas as finalidades institucionais do órgão ou entidade.
vantagens, conforme estabelecem os artigos 28 da Lei n.
8.112/90 c/c art. 41, § 2º, da CF. Substituição:
Caso seja extinto o cargo, o servidor será posto em Os cargos de chefia e direção, quando necessário, deverão
disponibilidade, sendo possível seu aproveitamento em outro ser substituídos de acordo com o regimento interno, ou, no
cargo. Caso o cargo esteja provido, três situações poderão caso de omissão, previamente designados pelo dirigente
ocorrer seu atual ocupante: máximo do órgão ou entidade.
-será reconduzido ao cargo de origem, sem direito à
indenização; ou Direitos e vantagens:
-aproveitado em outro cargo; ou
-posto em disponibilidade. Segundo a lei nº 8.112/90 são direitos e vantagens do
servidor público:
g) recondução: é a volta do servidor estável ao cargo - Vencimento;
anteriormente ocupado. Ela se dará nas seguintes hipóteses: - Indenizações;
-inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; - Gratificações;
ou - Diárias;
-reintegração do anterior ocupante. - Adicionais;
- Férias;
Vacância: - Licenças;
Relaciona-se com o surgimento de vaga no cargo público - Concessões;
ocupado pelo servidor nas seguintes hipóteses: