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TELEVISÃO

Como funciona a Televisão; Princípios de funcionamento; Estrutura técnica.


O que é a Televisão ?
Denomina-se televisão ao sistema que permite a visualização de imagens e som à distância em
tempo real.
Televisor
O televisor é o dispositivo que permite a reprodução dos conteúdos com imagem e som que
muitas vezes chamamos, erradamente, televisão.
Como se difunde ?
Inicialmente tinha como meio de difusão as ondas eletro-magnéticas, atualmente, os
programas e conteúdos são difundidos através de diversas tecnologias, transmissão por cabo,
através da rede elétrica, fibra ótica ou por tecnologias de envio de dados (TCP/IP).
TV é uma forma abreviada de referir tudo o que pode referir Televisão, ou Televisor
A televisão tem um funcionamento técnico diferente para cada um dos Standards
TV actualmente utilizados. Os Sistemas Pal, Ntsc e Secam são os sistemas usados globalmente,
com alguns destes sistemas a sofrerem algumas adaptações e derivações locais.
Atualmente, os standards usados durante dezenas de anos na difusão e receção de televisão
analógica, estão a ser substituídos pelos novos standards de televisão digital, DVB-T, ATCS,
ISBD, DBMT/ADBT.
Estrutura Técnica
O TV (Televisor) analógico tem diversas etapas que possibilitam que, como resultado do seu
funcionamento, a imagem e som enviados pela estação emissora sejam reproduzidas.As
diversas etapas podem ser verificadas, reparadas através dos Esquemas de Televisores onde
estão inseridos os blocos básicos de cada uma das etapas. Algumas etapas são diferentes
dos televisores com tecnologia LCD.
Blocos Circuitos TV
 Sintonizador - Tuner
 CAG - AGC
 FI - Freq. Intermédia
 FI - Freq. Intermédia Aúdio
 Saída Aúdio
 Luminância
 Crominância
 Deflexão
 Cinescópio - Tubo de Imagem - CRT
 Separador de Sincronismo
 Osc Vertical
 Osc Horizontal
 Fonte de Alta Tensão
 Fonte de Alimentação
 Microprocessador
 Circuitos controle - Comandos
 Circuito ABL

Tubo de Imagem - TRC Tubo de Raios Catódicos – Cinescópio

Para que tenhamos uma ideia das voltagens dos diferentes pinos de um CRT(Cinescópio ou
Tubo de Raios Catódicos) de um televisor a cores, funcionando em condições normais, estas
voltagens são exemplificativas, podem variar do desenho de cada chassis marca e modelo, mas
são muito próximas dos valores apresentados. O TRC na presença de circuitos de fontes
magnéticas externas pode sofrer magnetização da máscara. O funcionamento normal vai
reduzindo a capacidade do cinescópio de reproduzir uma imagem correcta, em alguns casos
pode-se utilizar um rejuvenescedor cinescópios . Os cinescópios estão neste momento a ser
substituídos por écrans(telas) com tecnologia LCD
M.A.T.
a MUITO ALTA TENSÃO, produz-se no transformador de linhas e está ligado ao CRT através de
um cabo e uma ventosa (chupeta) a voltagem situa-se entre os 12.000 e os 23.000 Volts.
Filamentos
Os filamentos necessitam de uma voltagem de 6 a 12 volts de corrente alterna, normalmente
esta tensão sai de um pino do transformador de linhas. Nos televisores a cores temos 3
filamentos uma para cada cor, a voltagem é igual para cada uma das cores, esta voltagem
chega a partir do transformador de linhas através de uma resistência de baixo valor (0,33 – 6
Ohm).
Acelerador G2
Esta voltagem é que regula o brilho do écran(tela), tem origem no transformador de linhas e é
regulada através de um potenciómetro. Se enviarmos muita voltagem para o cinescópio
colocando o potenciómetro no mínimo, a imagem apresenta um brilho muito elevado com
linhas de retorno, se colocarmos pouca tensão a imagem fica escura ou negra.
TENSÃO DE G2: Quanto maior a tensão da G2 maior o brilho, (Se a tensão da G2 for muito alta
teremos excesso de MAT e o monitor entrará em protecção desligando-se).
ex: Com uma tensão de 320V teremos uma saída clara, com uma tensão de 150V uma saída
escura ou sem brilho.

Foco
também um pino que liga o CRT e o transformador de linhas, é regulado por um
potenciómetro, com este ajuste podemos focar a imagem de modo a conseguirmos uma
imagem o mais nítida possível.
Tensão entre 4500V A 6000V.

Cátodos
Em cada TRC temos três cátodos diferentes,um para cada cor RGB,normalmente deve de haver
uma voltagem positiva nos pinos de entrada do trc, as voltagens podem variar dependendo do
chassis e marca, as mais normais oscilam entre os 60 volts e os 85 volts. As tensões ente os
três cátodos devem ser muito semelhantes se o televisor estiver sem nenhuma avaria, se
existirem tensões muito diferentes nos cátodos é porque temos algum problema. Esta Tensão
Varia de 60V a 85V dependendo da marca.Esta tensão é inversamente proporcional ao brilho
do écran(tela), ou seja, quanto maior a tensão menor o brilho. Um monitor com uma tensão
de 110V terá uma sáida escura, com uma tensão de 10V teremos um ecrân completamente
branco.
Croma - Crominância

Estrutura básica do Horizontal

Circuito electrónico de Oscilação e Deflexão Horizontal

Estrutura Básica do Vertical


Circuito electrónico de Oscilação e Deflexão Vertical

Imagem, Som, Recepção


Os circuitos de imagem têm como função processar os sinais responsáveis pela imagem, cor e
som.
Nos modelas mais antigos encontravam-se dentro de 3 ou 4 CIs. Já nos TVs actuais estão todos
dentro do CI multi-funções.

Tuner - Encontra-se numa caixa blindada. Recebe o sinal das emissões na antena em radio
frequência, selecciona um canal e transforma em sinais de freqüência intermédia (FI);
1° FI - Amplifica o sinal do selector para o filtro SAW;

SAW - É um filtro de 5 terminais, podendo ser redondo metálico ou retangular de epóxi. Deixa
passar os sinais de FI e bloqueia as interferências vindas do seletor;

FI - Esta etapa está no CI e amplifica os sinais de FI do selector;

Detector de vídeo - Recebe o sinal de FI e extrai :


 Sinal de luminância (Y).
 Sinal de croma.
 Sinal de som.

Trap e filtro de som - São normalmente dois filtros de cerâmica para separar o som do resto
do sinal. O trap de som é um filtro cerâmico ligado em paralelo com uma bobina. Fica no
caminho do vídeo separando o sinal de som, evitando que este vá para o tubo e interfira na
imagem. O filtro de som é um filtro cerâmico sem bobina na entrada do circuito de som.
Separa o sinal para os circuitos de som do TV;

Distribuidor de vídeo - Recebe os sinais de luminância e croma e o distribui para os respectivos


circuitos. Este transistor não é usado por todos os TVs. Após o distribuidor, o sinal Y é separado
do sinal de cor. A separação pode ser feita externamente ao CI Multi-funções ou através de
bobines e conmdemsadores ou então dentro do CI;

Circuito de luminância (Y) - Amplifica o sinal Y e o envia para a matriz com as cores. No circuito
Y encontraremos a DL (linha de retardo ou atraso) que impede a chegada deste sinal à matriz
antes das cores. A DL de luminância pode ser externa ou interna ao CI. Se for externa é uma
bobina de três terminais com o meio no terra e encapsulada com cerâmica;

Circuito de cor - Têm basicamente quatro funções:


 Amplificar os sinais de cor (vermelho R-Y e azul B-Y)
 Separar estes dois sinais de cor
 Desmodular os sinais de cor
 Obter o sinal do verde G-Y. Embora o circuito de cor pareça um tanto complexo, ele
está quase todo dentro do CI.
Do circuito de cor saem três sinais: R-Y (vermelho), G-Y (verde) e B-Y (azul);

Matriz - Mistura cada uma das cores com a luminância, resultando novamente nos sinais RGB
que serão amplificados pelos saídas e aplicados nos catodos do cinescópio para produzirem
imagem. A matriz pode ser feita dentro CI (TVs modernos) ou nos próprios saídas RGB (TVs
antigos). Neste caso, a luminância entra nos emissores e as cores nas bases dos transistores.

RGB - Vídeo
Em televisão existem várias normas tv , existem alguma diferenças técnicas entre cada uma
delas, no entanto, todas elas tem um objectivo comum, colocar as cores vermelho, verde e
azul de forma correcta no ecrão da televisão.
Na TV a cores, a imagem é formada a partir de três cores primárias: vermelho - R, verde - G e
azul - B. Na origem os sinais de vídeo (RGB) são captados anexando-se a informação de brilho e
contraste. Os sinais são processados até se tornarem luminância (Y) e cor (U e V) e
posteriormente transmitidos.

O sinal de luminância - Também chamado de sinal Y, corresponde à imagem preto e branco


com as informações de brilho e contraste. É obtido pela mistura das partes dos sinais RGB
(30% R, 59% G e 11% B) Este sinal também fornece a imagem para os TVs preto e branco.

Sinais de croma - Devido à limitação na largura do canal de televisão, apenas dois sinais de cor
podem ser transmitidos. A escolha ficou para os sinais do vermelho e do azul, porém estes
sinais são transmitidos de tal forma que misturando uma parte de cada podemos obter o sinal
do verde.

Obtenção dos sinais de cor - Consiste na mistura do sinais R e B com o sinal Y invertido,
obtendo assim as duas cores sem a luminância: R-Y e B-Y. Estes sinais também podem ser
chamados de diferença de cor.

Modulação e correção - Os sinais R-Y e B-Y têm freqüência baixa (0 a 1 MHz) e para serem
transmitidos sem interferirem no sinal Y, devem ser modulados. A modulação é feita com um
sinal de cerca de 3,58 MHz. O azul é modulado (misturado) com um sinal de 3,58 MHz em fase
e o vermelho com outro sinal de 3,58 MHz defasado em 90°. Portanto os dois sinais são
transmitidos em 3,58 MHz e defasados entre si em 90°. Deste defasamento dependem as
cores correctas da imagem a transmitir. Após a modulação os sinais de cor são um pouco
reduzidos para não ultrapassarem o tamanho do sinal Y. Assim o sinal R-Y corrigido pode ser
chamado de V (vermelho) e o B-Y corrigido pode ser chamado de U (azul).

Circuito Horizontal TV

O circuito de deflexão horizontal tem duas funções principais:


 Movimentar o feixe eletronico da esquerda para a direita no ecrân
 Produzir alta tensão (MAT) para o cinescópico funcionar.
Transformador de Linhas (Fly-back ou transformador de saída horizontal), de onde sai o cabo
de MAT para o cinescópio;
1. Saída horizontal, transistor grande ao lado do Transformador;
2. Circuito integrado Oscilador.
CI - O oscilador geral um sinal 15.750 Hz (PAL-M - Brasil). ou 15625 (PAL - Portugal)
Pré - Recebe o sinal do CI, amplifica e o envia para o saída horizontal.

Driver - É um pequeno transformador usado para levar o sinal do pré ao saída horizontal e
bloquear o +B do coletor do pré à base do saída horizontal.

Saída horizontal - É um transistor de potência perto do transformador de linhas. Recebe o


sinal do pré na sua base e oscila à frequencia do horizontal injectando o sinal no Fly-back
amplificado. é também a área com maior número de avarias, um dos circuitos circundantes
pode trazer problemas a este componente, a análise e substituíção do transístor deve ser
verificada com algum cuidado. verifique este artigo sobre a substituição do transístor do
horizontal
Transf.Linhas (Flyback) - Recebe o sinal horizontal e produz muita alta tensão de +/-25.000 V
(MAT) que será aplicada no cinescópio. O Transf.Linhas também produz outras tensões:
focagem (+/-7.000 V) com ajuste para controlar a nitidez da imagem; screen (400 V) com
ajuste para controlar o brilho; e para acender o filamento do tubo (cerca de 6 VAC). O
filamento do tubo funciona com tensão contínua ou alternada. Como o fly-back funciona com
C.A. de alta frequência (15.750 Hz), seu núcleo é de ferrite. Devido ás condições extremas de
funcionamento, é um dos componentes mais sujeito a avarias dentro de um tv, um teste ao
flyback é fundamental quando existem problemas nesta área.
Bobina defletora (BDH ou yoke) e condensador de acoplamento - A BDH recebe os pulsos do
colector do saída horizontal, os quais farão circular uma corrente dente-de-serra de 15.750 Hz
pelos enrolamentos. Assim será criado o campo magnético que movimentará os elétrões da
esquerda para a direita na tela. A BDH são as bobinas interiores do yoke. O condensador de
acoplamento é de poliéster de valor elevado (0,22 a 0,82 µF) e de tensão entre 200 e 400 V
ligado em série com a BDH. Tem como função bloquear o +B de 100 V do coletor do saída
horizontal, impedindo-o de ir para o terra.
Condensador de largura - É um condensador de poliéster ligado ao coletor do transistor de
saída. Controla a largura (tamanho horizontal) da imagem. Este condensador tem baixo valor
(2,2 a 10 nF), com uma tensão de trabalho de 1.600 ou 2.000 V). Quando este condensador
está com valor muito reduzido pode queimar a saída horizontal ou aumentar o MAT
excessivamente.
ABL - Limitador de Brilho automático (ABL )
Proteção X RAY CI FAZ TUDO
Quando o MAT ou brilho ficam elevados, uma das fontes do flyback activa o pino de proteção
X-RAY do CI FAZ TUDO, o horizontal desliga-
se.

Para se analisar avarias neste circuito, desliga-se o zener do pino do faz tudo e verifica-se se
existe anomalia neste circuito
Proteção de Aumento de MAT ou Brilho no Micro
No Micro existe um pino de PROT (Protection), quando activado o micro desliga a alimentação
do tv. Quando o MAT é muito elevado, sai tensão de um dos pinos do transformador de
linhas(flyback) activando a protecção e desligando a fonte de alimentação do TV

Para se analisar avarias neste circuito, desliga-se o circuito de verificação do +B no Micro. Se o


TV funcionar o problema está no circuito de protecção que actua indevidamente.
Se existir Brilho excessivo, verifique o +B, tensão da grelha 2(grade), tensão de coletor de uma
das saídas RGB com valor baixo. O excesso de MAT pode ter como causa o condensador de
largura ou o condensador de booster.

Análise Avarias de TV no Circuito Horizontal


Imagens utilizadas como exemplos

Barras de cores Imagem Quadriculada Imagem normal

Imagem Descrição e Possíveis Causas


Ausência de varrimento ou varredura horizontal, geralmente a causa são a
não conexão das bobinas horizontais do yoke(deflectoras) ou problemas
nos componentes associados.

Falta de linearidade horizontal. Mau funcionamento dos circuitos


horizontais ou do yoke.

Efeito "bandeira", ondulação e/ou franjas mais escuras (pode estar


acompanhado de zumbido nos auto-falantes). Indicio de filtros ou
regulador de voltagem +B defeituoso.

Falta de sincronismo horizontal e/ou problemas no oscilador horizontal.

Produzido por mau funcionamento ou desajuste do circuito de correção


Este-Oeste (PIN CUSHION).

Efeito "Barril" ou "almofada". Produzido por mau funcionamento ou


desajuste do circuito de correção Este-Oeste (PIN CUSHION).

Imagem em forma de trapézio. Produzida geralmente por espiras em curto


em uma das bobinas deflectoras (yoke).
Circuito Proteção Curto Transístor Horizontal

Proteção devido a curto no circuito do horizontal

Quando o transístor de saída do horizontal entra em curto a causa pode ser externa, excesso
ou não limitação do +B, circuitos de protecção deficientes, transformador de linhas (flyback)
deficiente, componentes de apoio no circuito de potência de saída horizontal danificados.
Proteção com Tiristor
Utilizando SCR- Quando o transístor de saída está em curto, o +B de 100V aparece no emissor
polarizando o zener e actuando sobre o tiristor fazendo com que o CI da fonte entre em
proteção.

Proteção Transístor com o CI FAZ TUDO


A proteção através do CI faz tudo efetua-se atraés do pino X-RAY, este pino tem um valor de 0
Volts em funcionamento normal, quando algum componente do horizontal está em curto, o
pino x-ray fica com tensão entrando em modo de proteção.

Para se analisar avarias neste circuito, desliga-se o zener, se o tv funcionar normalmente a


avaria está no própio circuito de proteção, Se o tv não funcionar o problema encontra-se na
área do horizontal
Quando este circuito activar e o problema não está na proteção verifique Transístor
Horizontal, e o Flyback.

Transístor Horizontal

O transístor de potência do oscilador do circuito horizontal de uma TV, é um dos componentes


principais no televisor. A sua elevada potência, as condições de funcionamento e os diversos
circuitos que realimenta, tornam-o num dos componentes com um maior número de avarias e
em que a sua reparação pode ser complexa, quando a deterioração do componente é
provocada por circuitos externos, o transformador de linhas (flyback) é muitas vezes
responsável pelos danos criados neste componente, um rápida verificação ao transformador
de linhas é sempre aconselhável.
Evitar que o transístor horizontal queime.
Deve realizar-se uma sequência de operações para que se evite que o transistor de saída de
linhas volte a queimar. Deve carregar a saída da fonte para o horizontal com uma resistência
de 350 Ohm com 100W (pode utilizar uma lâmpada, verifique o valor da resistência)
aproximadamente, desligar a tensão da fonte que entra no transformador de linhas (fly-back)
e controlar a forma de sinal que entra na base do transístor. A intenção é provar que a
excitação de base do transístor é a correcta antes que circule tensão pelo colector e o
transistor se queime. Preste especial atenção ao ponto onde desligar a fonte, porque o driver
antes do transistor é normalmente alimentado pela fonte.

Na figura pode-se observar o oscilograma sem tensão . A diferença para um oscilograma


normal, com a fonte e colector activo, verifica-se na parte superior a. O que acontece é que
todos os transístores têm uma considerável resistência intrínseca do emissor. Quando circula
corrente pelo colector circula também pelo emissor uma queda de tensão que se opõe ao sinal
de excitação. Assim, a corrente de base reduz-se, essa redução depende da corrente de
colector. No fim, o traçado da corrente de colector atinge o máximo, é onde a excitação se
reduz mais (justamente onde se requere maior excitação). Outra causa que modifica, é a
indutância magnética do transformador. Quanto maior a indutância, mais nivelada é a
corrente de base directa. Um transformador com uma espira em curto, pode reduzir
consideravelmente este parâmetro, e não é uma falha muito comum. Se a excitação for
superior a 500Ma pode seguir. Quando se está a reparar um tv actual é possível que a
protecção contra o mau funcionamento do horizontal dispare.
Protecção do horizontal:
 Contornar a protecção horizontal.
 O mais adequado é localizar a protecção e anular.
 Se o sistema funciona uns segundos antes da protecção ficar activa, medimos antes de
disparar a protecção Cortar a saída do horizontal
Se o transistor anterior chegou funcionar umas horas, porque não a substituição directa ?
Com algumas horas há tempo para verificar todo o funcionamento da etapa.
Se, um transistor dura um par de horas não significa que todos os transistores durem o
mesmo. Se o problema é da excitação e o transistor trocado tem um beta mínimo, a catástrofe
pode acontecer em poucos segundos. Para isso vamos utilizar o minimo de tensão de fonte no
horizontal. Utiliza-se para isso uma fonte de 6v (com 1 ampere no mínimo) e verifica-se a
forma de onda no colector que deve ser idêntica à figura.

Na parte superior do oscilograma pode observar-se em azul o sinal do colector, e na parte


inferior (vermelho) a tensão existente no secundário do transformador. Observe que a tensão
do colector chega a uns 50v com 6v na fonte; isto significa que chegará a 100V quando a fonte
debitar 12V e a 1Kv quando a fonte tem o seu valor nominal de aproximadamente 120v. Esta
proporção é o indicador de que todo funciona normalmente. Observe que a bobina do
secundário tem uma tensão invertida em relação ao primário e que o diodo que rectifica a
meia onda período de atraso. Assim, na maioria dos casos reais, a circulação da corrente pelo
díodo auxiliar durante o tempo de curto o atraso dura 82% e o retardo 18% A ideia de que com
uma fonte de um vigésimo do valor nominal, todas as tensões instantâneas se devem reduzir
nessa proporção, os tempos devem-se manter e qualquer aquecimento será uma
quadragésima parte (isso deve-se à potência utilizada que varia com o quadrado da tensão
aplicada, desta forma, permite-nos uma prova concludente e pouco exigente.

Aquecimento excessivo do transístor


O eterno problema dos transístores ficarem em curto por elevada dissipação térmica.
Instalar uma resistência de 1 ohm em série entre o terminal do secundário do transformador
driver e a massa, para poder medir nesse ponto o sinal de excitação do transístor de saída de
linhas.

Cortar o +B deixando sem alimentação o colector do TR de saída, verificar a forma de onda no


resistor de 1 ohm que será de forma quadrada e com uma amplitude de aproximadamente
900 milivolts o que indica que pela junção base-emissor circula uma intensidade de 900
miliamperes para esta condição de colector sem alimentação (ver figura). Isto indica que a
excitação é a adequada.
Passo 2
Alimentar o terminal do +B no fly-back com 6 volts e visualizar a forma de onda no colector do
osciloscópio (ver figura seguinte ). Pode verificar-se o pico cuja duração não deve ser maior
que 12 microssegundos, a amplitude será de uns 50 volts, o que indica que quando a
alimentação é de aproximadamente: 120 volts os picos de colector estão por volta dos 1000
volts.
Passo 3
Restabelecer a alimentação normal no fly-back, medindo de novo a tensão na resistência de 1
ohm . A forma de onda deixa de ser quadrada e passa a ser semelhante à imagem da figura.1,
A amplitude no instante de corte deverá ser de uns 600 mV o que indica que a corrente de
base no momento em que a corrente de colector está no máximo está acima dos 600 mA,
valor que se considera apropriado.

Testar Transformador de linhas(Flyback)


O Transformador de linhas(Flyback) é o componente que, em conjunto com a fonte de
alimentação, mais avarias tem. As avarias acontecem sobretudo por causa das elevadas
tensões de funcionamento, no entanto, nem sempre é fácil verificar se está ou não em boas
condições.
Teste de abertura ou curto entre enrolamentos
Se tiver o esquema do TV, usando a escala de 10K, verifique a continuidade das bobinas de
acordo com os pinos do fly-back indicados no esquema. Também faça o teste de curto entre
um enrolamento e outro. Lembre-se: o fly-back deve estar fora do TV.

No exemplo acima, os pinos 1,2,3 e 5 devem conduzir entre si, mas não podem conduzir com
4,6,7,8 e 9. Se não tiver o esquema do TV, usando a escala de 10K separe os pinos do fly-back
em grupos. Se algum dos pinos onde passa o +B para o colector do saída horizontal conduzir
para algum pino que vai para a massa(terra), o trafo está em curto. Se sobrar algum pino que
não conduz com nenhum outro, veja se há alguma pista na placa do TV. Se não existir, é
normal. Se houver trilha neste pino, o fly está aberto.
Teste de curto circuito no condensador interno
Usando o multímetro na escala de 10K, coloque uma ponta no terminal de saída de MAT e a
outra em cada pino do fly-back. Se o ponteiro mexer em algum deles, o transformador de
linhas está em curto.

Não é invulgar, a linha do +B ficar interrompida, criando carvão junto ao pino do trafo, nesse
caso existe continuidade mas com uma resistência elevada, o que inviabiliza o funcionamento.
Testar Flyback no Circuito
Traduzido e adaptado do original de Bob Parker - http://members.ozemail.com.au/~bobpar/

O componente responsável pela saída de alta tensão é o transformador de linhas, em Portugal


o termo utilizado é “transformador de linhas”, no Brasil é mais comum o termo Flyback.
Existem outros termos que definem exactamente o mesmo componente (LOPT, FBT), neste
artigo usar-se-á o termo “FLYBACK” e “transformador de linhas”.
A avaria mais comum na etapa de saída horizontal é o excesso de consumo no circuito de
alimentação +B, que passa pelo primário do flyback, a maior parte das vezes acompanhada de
um curto-circuito entre o colector e o emissor do transistor de potência.. Existem alguns
componentes que podem ser responsáveis pela falha, os mais comuns são, os díodos
rectificadores, o secundário do flyback, o díodo de alta tensão de saída de MAT, deficientes
soldaduras ou deficiente dissipação no transístor de potência ou interrupções nas ligações com
as bobinas deflectoras (YOKE). No entanto, as falhas que os técnicos menos gostam, são curtos
internos nas bobinas do transformador de linhas, Infelizmente cada modelo de TV ou monitor
tem um flyback próprio desenvolvido e fabricado em função do seu próprio circuito, substituir
o flyback para verificar se está a funcionar não é a melhor solução, mas sim uma solução
alternativa por impossibilidade de um diagnóstico. Ao longo dos anos, muitas técnicas de
diagnóstico e detecção foram desenvolvidas e melhoradas de modo a melhorar o diagnóstico e
reparação dos circuitos horizontais. Os componentes ligados ao colector do Tr de potência do
horizontal, o primário do flyback, as bobines do horizontal (yoke's) formam um razoável
circuito ressonante com baixas perdas (high Q), muitas técnicas, incluindo esta, baseiam-se no
facto de que avarias graves nesta área produzem um aumento das perdas no primário, ou seja,
o factor Q baixa.
Este comprovador de transformador de linhas usa a técnica do (RING), usa-se está técnica
porque é fácil de construir o circuito com componentes comuns, e os resultados são previsíveis
sem necessidade de calibração.
Basicamente, o processo de (RING), deriva do facto de que aplicando um pulso rápido ao
enrolamento primário do transformador de linhas a inductância e capacitância total do circuito
produzem um pulso eléctrico (RING) que tem uma dezena de ciclos em CA, que vai decaindo
até chegar ao seu valor minimo.

O oscilograma da Fig.1 - “A” mostra a forma de onda característica do colector do transistor de


potência num televisor tipico a funcionar correctamente (neste caso – General Electric
TC63L1), este oscilograma é a resposta a um pulso do comprovador, no entanto, se existirem
perdas no circuito a amplitude decai rapidamente.
O oscilograma “B” mostra o efeito de um díodo em curto no mesmo televisor, mas, se o
transformador estiver em curto o efeito é semelhante. Um curto no transistor de potência ou
no condensador de oscilação, não produz nenhum RING.
Para fazer uma verificação inicial de um estágio horizontal , com este verificador, certifique-se
que a TV ou o monitor estão desligados, descarregue os condensadores (!). Então, ligue
simplesmente o verificador, ligue o terminal de massa ao chassis, o terminal ao colector do
transistor, um díodo emissor de luz iluminar-se-á por cada ciclo alto aproximadamente 15% do
pulso inicial , geralmente, se quatro ou mais díodos led acenderem, o horizontal está a
funcionar. Devido à baixa tensão pode ser usado no circuito. Alguns transformadores podem
acender um número de leds sempre igual, no entanto, se existir variação, ou se apenas os leds
vermelhos acenderem existe um problema no circuito, que pode ir desde o transformador, aos
díodos de comutação rápida, ou ao condensador de damper. Com a utilização fica com uma
ideia precisa da avaria em relação ao chassis.
Medições e utilização
Nos primeiros 5us após o inicio de um novo pulso de 2ms, os shift registers ficam a zero em
todas as saídas. Ao mesmo tempo um pulso positivo inicial é aplicado ao flyback que deriva
pelas saídas do IC1b que está ligado á entrada de clock dos shift registers. colocando as
entradas em LOW excepto se as entradas estiverem em curto(short) Se o flyback está bom,
serão produzidas harmónicas nas centenas de micro-segundos seguintes. Por cada ring, que
terá 15% do seu valor inicial, um saída ALTA aparece no shift register, resultando uma saída
lógica 1 no IC2, pino 15 sobe um nível, não importa se o flyback produz mais de oito rings, os
leds ficarão acesos. Assim, cada led ficará ON por cada ciclo que tenha 15% do valor inicial, e
esta condição mantem-se até que se inicie um novo ciclo de 2ms.

O circuito:

Componentes
Para mais pormenores acerca deste circuito visite a página do Bob Parker, LOPT / FBT Tester
Page!
Um agradecimento ao Bob Parker pela autorização de tradução e publicação.