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CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL

Prof. Márcio Michiles

ECONOMIA COLONIAL Também se compreende que a atenção dos portugueses, a


princípio concentrada no Oriente, se voltasse para o Brasil. Por
3.1) ORIGENS isso, as áreas brasileiras mais favoráveis ao cultivo da cana foram,
Durante a Idade Média, as poucas quantidades de açúcar quase de súbito, alteradas em sua configuração e paisagem pela
consumidas na Europa procediam do Oriente, de onde é nativa a presença de famílias patriarcais, vindas de Portugal com capitais
cana-de-açúcar, sendo o comércio desse artigo monopolizado por suficientes para se estabelecerem feudalmente.
Veneza. Em meados do século XV a cana foi introduzida pelos A escolha do produto tropical não fora casual. Contava a seu favor
portugueses na ilha da Madeira e pelos espanhóis nas Canárias.
a experiência dos colonos portugueses com o cultivo da cana e a
Seu cultivo prosperou tanto que o açúcar das novas possessões manufatura do açúcar na Madeira e outras ilhas do litoral africano.
ibéricas passou a chegar à Europa a preços muito baixos, Da Madeira, de fato, a produção de açúcar passara ao
popularizando o consumo de um produto que até então se limitara arquipélago dos Açores, ao de Cabo Verde e à ilha de São Tomé.
às moradias dos ricos, aos hospitais e aos boticários, que o Essa experiência anterior teve enorme importância para a
utilizavam apenas como base de preparados farmacêuticos. implantação de engenhos no Brasil, pois familiarizou os
Estimulados pelos bons frutos colhidos com a concorrência à portugueses com os problemas técnicos ligados à lavoura da cana
república veneziana, os portugueses trouxeram para o Brasil, logo e ao fabrico do açúcar, motivando em Portugal, ao mesmo tempo,
depois da descoberta, as primeiras mudas de cana. Da capitania a invenção e o aperfeiçoamento de mecanismos para os
da qual se originaria São Paulo, a de São Vicente, por onde a engenhos.
planta entrou na colônia e onde se estabeleceram os primitivos A primeira grande inovação tecnológica na indústria brasileira do
engenhos, a cana-de-açúcar se irradiou sem demora por todo o açúcar só iria ocorrer nos primeiros anos do século XVII. Nos
litoral brasileiro. melhores engenhos, a cana era até então espremida entre dois
Implantação dos engenhos. O primeiro engenho de açúcar de que cilindros horizontais de madeira, movidos a tração animal ou por
se tem notícia no Brasil foi instalado em São Paulo por volta de roda-d'água. Para uma segunda espremedura, com a qual se
1532. Três anos mais tarde já havia alguns outros funcionando em obtinha mais caldo, usavam-se também pilões, nós e monjolos.
Pernambuco, onde iriam assumir extraordinária importância. O novo tipo de engenho adotado compunha-se de três cilindros
Depois de 1550 começou a produção de açúcar na Bahia, cujos verticais muito justos, cabendo ao primeiro, movido por roda-
primeiros engenhos foram destruídos pelos índios. d'água ou almanjarra, fazer girar os outros dois. Em caldeiras e
tachos, o caldo era a seguir fervido para engrossar, posto em
Na ilha de Itamaracá PE, em 1565, a produção já era florescente, formas de barro e levado à casa de purgar para ser alvejado. A
e na década seguinte foram instalados os primeiros engenhos de nova técnica se difundiu por todo o Brasil, com os engenhos mais
Alagoas. Nessa mesma época, grande parte das várzeas e morros eficientes substituindo os antigos.
pouco a pouco ocupados pela cidade do Rio de Janeiro constituía Progressão das lavouras. Foi sobretudo nas zonas de clima
um vastíssimo canavial que alimentava no mínimo 12 grandes quente do litoral do Nordeste e do Recôncavo baiano que os
engenhos. efeitos do plantio da cana se tornaram mais evidentes.
No final do século XVI, o Brasil já se convertera no maior produtor Processou-se ali a primeira transformação mais extensiva da
e fornecedor mundial de açúcar, com um artigo de melhor paisagem natural, com o desbravamento das matas e sua
qualidade que o procedente da Índia e uma produção anual substituição por grandes canaviais que penetraram ao longo dos
estimada em seis mil toneladas, cerca de noventa por cento das vales e subiram pelas encostas dos morros. Os cursos dos rios
quais eram exportadas para Portugal e distribuídas na Europa. perenes favoreceram a atuação dos engenhos, como vias de
Ao açúcar fabricado no Brasil abriram-se mercados grandemente escoamento da produção açucareira até os portos de embarque
vantajosos. Sabe-se que antes de 1500 os europeus, em geral, só situados na costa.
adoçavam seus alimentos e bebidas com um pouco de mel. Com o incremento da produção, multiplicaram-se os bangüês e as
Compreende-se assim que, ao revolucionar com o açúcar o grandes moradias rurais dos senhores da nova riqueza agrária.
sistema europeu de alimentação, o Brasil recém-descoberto tenha Para manter essa riqueza, instalou-se uma corrente contínua de
assegurado aos portugueses rendimentos mais regulares ou transplantação de escravos africanos, alojados nas senzalas,
estáveis que as riquezas do Oriente. símbolos de uma era tenebrosa da agricultura brasileira.

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A princípio, as superfícies cultivadas com cana distribuíam-se em sociológicos básicos já haviam sido definidos naquele mundo
quinhões chamados "partidos", ora obtidos por compra, ora por fechado sob o poder dos senhores.
ocupação desordenada. Plantavam-se ainda as "terras de sobejo", A casa-grande, residência do senhor de engenho, assobradada ou
ou as que eram acrescentadas por fraude, nas medições, às áreas térrea e sempre bem imponente, constituía o centro de irradiação
legalmente vendidas. Além dos escravos, com o tempo também de toda a atividade econômica e social da propriedade.
lavradores livres passaram a trabalhar em terras que pertenciam A casa-grande se completava com a capela, onde as pessoas da
aos engenhos. comunidade, aos domingos e dias santificados, reuniam-se para
Alguns mantinham seus canaviais em áreas arrendadas; outros as cerimônias religiosas. Próximo se erguia a senzala, habitação
plantavam não só cana, como ainda pequenas roças de dos escravos, classificados como "peças", que se contavam às
subsistência, constituídas principalmente por milho, mandioca e centenas nos maiores engenhos.
feijão. Os rios, vias de escoamento do açúcar, eram também com
Em geral, os lavradores livres serviam-se dos engenhos a que frequência as únicas estradas de acesso: por eles vinham as toras
estavam agregados para fazer açúcar, em troca de uma parte da que alimentavam as fornalhas do engenho e os gêneros e artigos
produção. Todos eles formavam, na verdade, uma clientela de manufaturados adquiridos alhures, como tecidos e louças,
importância vital, pois só com o concurso das lavouras ferramentas e pregos, papel e tinta, barris de vinho ou de azeite.
subsidiárias ou dependentes muitos engenhos podiam manter-se A casa-grande, a senzala, a capela e as casas destinadas ao
em atividade ininterrupta durante os meses da safra. fabrico do açúcar definiam o quadrilátero que dava a um típico
Em sua grande maioria, os que se dedicavam às lavouras de engenho sua conformação mais comum. Outras construções, em
subsistência vegetavam à sombra da tolerância dos senhores de número variável, podiam servir de residência ao capelão, ao
engenho, que desse modo contavam com recursos para o mestre de açúcar, aos feitores e aos poucos trabalhadores livres
abastecimento de suas próprias famílias. Sobre os vastos que se ligavam às atividades do engenho por seus ofícios, como
conjuntos de agregados os senhores exerciam uma autoridade barqueiros, carpinteiros, pedreiros, carreiros ou calafates.
que variava conforme o sistema de trabalho ou a forma de Na maior parte do território brasileiro, ao que parece,
ocupação da terra. predominaram os pequenos engenhos, com reduzido número de
A condição do pessoal dos engenhos, por conseguinte, sujeitava- escravos e movidos pela força animal. Contudo, no final do século
se a variações jurídicas, econômicas e sociais, escalonadas desde XVIII considerava-se indispensável um mínimo de quarenta
a dos negros escravos até a dos lavradores dos "partidos", que escravos para que um engenho pudesse moer "redondamente"
moíam "cana livre". Entre os dois extremos, situavam-se os durante as 24 horas do dia. Na mesma época, grandes engenhos
lavradores livres como pessoas, contudo dependentes da da capitania do Rio de Janeiro mantinham sob a chibata várias
propriedade senhorial das terras, que eram obrigados à moenda e centenas de escravos, como o da Ordem de São Bento, que
cujas colheitas passaram significativamente a ser rotuladas como chegou a ter 432.
"cana cativa". Reflexos culturais. Foi à sombra da civilização do açúcar, em meio
Aspectos sociológicos: a casa-grande. Com seu complexo ao estrago ecológico da derrubada de matas e à exploração da
esquema de funcionamento, o engenho de açúcar foi a forma de mão-de-obra servil, que começaram a desenvolver-se na América
exploração agrária que melhor assumiu, no Brasil colonial, as portuguesa a urbanização e a arquitetura, as tradições culinárias e
características básicas da grande lavoura. Isso porque, além dos o artesanato, a medicina e as ciências naturais. Tais artes e
trabalhos de cultivo do solo, o engenho requeria toda uma série de ciências surgiram como manifestações do sistema de cultura
operações exaustivas, com aparelhamento de obtenção difícil e ibero-católico, ao qual coube a primazia no desenvolvimento da
mão-de-obra abundante. civilização brasileira.
Com seus vários prédios para moradia e instalações fabris -- a Os benefícios da cultura foram porém notavelmente avigorados
casa da moenda, a das fornalhas, a dos cobres e a de purgar, pela presença dos holandeses -- e, em especial, do conde
além de galpões para estocar o produto --, o engenho constituía Maurício de Nassau -- no Nordeste açucareiro do Brasil, durante o
um pequeno aglomerado humano: um núcleo de população. século XVII.
De início, ocupava apenas uma clareira na floresta, onde se Foi com os holandeses, atraídos para o Brasil porque as terras de
amontoavam as construções de adobe e cal. Com a progressiva massapê eram ideais para a cultura da cana e também porque
expansão das lavouras pelas áreas em torno, a clareira primordial Recife ficava numa posição econômica e comercial estratégica,
se converteu não raro num esboço de aldeia, mas muitos dados que se realizaram os primeiros estudos sistemáticos da flora e da

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fauna tropicais; que se deu a um burgo, a própria Recife, um máquina a vapor e aplicações da química e da física. Milhares de
traçado científico para a conversão em cidade; que se realizaram engenhos, os velhos banguês, espalhavam-se então pelo país,
as primeiras quermesses e outras recreações populares de sabor tentando resistir a concorrentes fortes que surgiam nas regiões
não ibérico, que se pintaram as primeiras paisagens e se fixaram mais adiantadas.
em desenhos os tipos humanos, as habitações e os costumes da O primeiro engenho central, com matéria-prima vendida pelos
época; que se criaram condições para a convivência de três agricultores para o processamento em instalações industriais já
cultos, o católico-romano, o protestante e o judaico, sob as vistas bem aperfeiçoadas, foi inaugurado na então província do Rio de
liberais do poder; que se esboçaram formas de governo Janeiro em 1878. Grandes engenhos, nessa fase, transformaram-
representativo, admitindo-se nessa representação elementos das se em usinas. Com o avanço da indústria, os banguezeiros, antes
populações dominadas pelos invasores. senhores absolutos da produção do açúcar, ficariam cada vez
Não consta que os holandeses tenham concorrido, de modo mais reduzidos a meros fornecedores de cana
específico, para o aperfeiçoamento técnico da agricultura da cana
3.2) CICLO DO AÇUCAR
e do fabrico do açúcar no Brasil. Sabe-se porém que foi em
As potencias européias sempre procuraram explorar regiões onde já se
grande parte obra de sua ciência, depois de enriquecida pela
havia riquezas naturais, instalavam no local uma feitoria e se
experiência brasileira, o aperfeiçoamento do processo de refinar o apropriavam dos produtos existentes. No Brasil a situação era outra,
açúcar. Esse progresso se realizou na França a partir de meados Portugal teria de adaptar sua política mercantilista. Seriam necessários
do século XVII, deixando em desvantagem comercial, desde o fim colonos, mudas de cana-de-açucar, instrumentos de plantio, montagem
de engenhos.
do mesmo século, o açúcar brasileiro pardo e mal refinado, o Isso demandava grandes investimentos, mas o momento para
mascavo. Portugal era ruim. Parte do capital da expansão eram de
Êxodo e decadência. Com a reconquista das terras brasileiras de comerciantes judeus, porem em 1506, perseguidos pela Coroa
açúcar pelos portugueses e brasileiros -- brasileiros que parecem lusitana transferiram-se para os Países Baixos.
ter adquirido sua primeira "consciência de espécie" nas lutas A Coroa portuguesa se viu obrigada a recorrer aos mercadores e
banqueiros holandeses para financiar o açúcar. A Holanda tinha o
contra o invasor holandês -- o Nordeste foi abandonado por
direito de refino e do transporte mesmo quando navegavam com
grande parte dos judeus que, durante o século XVI e nos primeiros
bandeiras portuguesas. Qual seria a vantagem de Portugal nestas
decênios do XVII, haviam contribuído para dar prestígio comercial condições?
ao açúcar brasileiro, colocando-o nos melhores mercados. Além de promover o povoamento, garantindo a posse das terras,
Muitos desses judeus deixaram Recife para instalarem-se em existia o pacto colonial. Todos os navios com destino ao Brasil
outras áreas da América tropical como animadores ou zarpar de Portugal e as embarcações vindas do Brasil eram
organizadores da agricultura da cana e da indústria do açúcar. obrigadas a fazer escala na metrópole. Assim o governo
português garantia a cobrança e o recebimento de impostos sobre
Não raro, fizeram-se acompanhar de escravos peritos nessas
as transações comerciais coloniais.
especialidades.
Alguns transferiram-se, entretanto, de Recife para a então Nova 3.3) MONTAGEM DA PRODUÇAO AÇUCAREIRA
Amsterdam, depois Nova York, que teve assim, entre outros Monocultura, latifúndio, escravidão e mercado externo eram as
pioneiros israelitas de sua grandeza comercial, homens cuja principais características da estrutura econômica brasileira
primeira experiência americana se verificara em terras brasileiras colonial. A esse conjunto de características dá-se o nome de
de açúcar e em atividades ligadas ao desenvolvimento de uma PLANTATION.
civilização apoiada na agricultura da cana e no fabrico e A unidade de produção era o engenho, era geralmente um
latifúndio. Chegava em alguns casos a abrigar 5000 habitantes. A
exportação do muscovado.
vida no engenho girava em torno da casa grande, moenda, capela
No século XVIII o Brasil já havia perdido a liderança da produção
e senzala.
açucareira, em face da concorrência de colônias francesas, Na casa grande viviam o senhor de engenho, seus parentes e
inglesas e holandesas na América, como também das oscilações agregados. Os negros escravos habitavam uma construção
de preços no mercado mundial e da corrida em busca do ouro, miserável chamada de Senzala. Na capela centralizava-se a vida
que levou a um progressivo abandono das lavouras e engenhos. social e religiosa. O local onde a cana era moída e transformada
A fase de decadência, paralela ao crescimento de outros produtos era a moenda. Em 1560, o Brasil já contava com cerca de 60
de exportação, como o fumo, o algodão e sobretudo o café, engenhos.
A alimentação provinha das plantações, da criação de animais, da
prolongou-se até quase a independência. Por essa época, tentou-
caça e pesca realizadas no próprio engenho. Montavam também
se revitalizar a agroindústria açucareira, com a introdução da

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serrarias, onde a madeira para a construção das casas era


preparada, confecção de mobiliário.
Após o corte, a cana era levada para a moenda, onde, triturada,
se transformava em garapa. Conduzido para a caldeira, esse suco
era cozido até engrossa, resultando o melaço. O melaço ia para a
casa de purgar, onde era colocado ao sol para secar, em formas
de barro ou madeira, transformando-se em rapadura. Finalmente,
o açúcar mascavo, em forma de pães de açúcar era encaixotado e
levado aos navios que iam para a e Europa.

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EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM Anotações


QUESTÃO 01
Sobre a estrutura social e econômica dos engenhos coloniais no Brasil, marque a opção certa:
a) a escravidão era a forma de trabalho predominante, fazendo com que não houvesse qualquer
divisão técnica do trabalho
b) na agro-manufatura do açúcar, os escravos trabalhavam nas plantações de cana-de-açúcar
enquanto os homens livres se ocupavam do trabalho nos engenhos
c) os engenhos mantinham uma divisão do trabalho muito desenvolvida, com escravos realizando
tarefas simples e homens livres realizando atividades que exigiam maior conhecimento técnico
d) apesar de uma certa divisão do trabalho ser estabelecida nos engenhos, geralmente os homens
livres se ocupavam das tarefas menos importantes e mais simples, em que se exigia somente a
força física.

Questão 02
A política colonizadora portuguesa, voltada para obtenção de lucros do monopólio na esfera
mercantil, tinha como principal área de produção:
a) a implantação da grande lavoura tropical, de base escravista e latifundiária caracterizada pela
diversidade de produtos cultivados e presença de minifúndios e latifúndios;
b) o "exclusivo colonial", que obrigava todos os interesses da produção agrícola aos objetivos
mercantis da Coroa e dos grandes comerciantes metropolitanos;
c) a agricultura de subsistência, baseadas em pequenas e médias propriedades, utilizando mão-de-
obra indígena;
d) a integração agropastoril, destinada ao abastecimento do mercado interno colonial, sobretudo ao
do metropolitano;
e) a criação de Companhias Cooperativas envolvidas com a produção de tecidos e demais gêneros
ligados ao consumo caseiro.

Questão 03
O engenho de açúcar pode ser considerado como um recorte representativo do mundo colonial, por
conter em seu interior as principais características da sociedade e da economia que se
desenvolveram na colônia como, por exemplo, a(o):
a) ampla integração entre os diversos segmentos étnicos da sociedade colonial.
b) preponderância da população escrava, principal forma de mão-de-obra.
c) participação direta do capital comercial europeu na produção colonial, através da propriedade dos
engenhos.
d) ausência de qualquer controle econômico da metrópole sobre a vida colonial.
e) controle de toda a economia e dos cargos políticos da sociedade colonial pelos "senhores de
engenho".

Questão 04
"Coloquemo-nos naquela Europa anterior ao século XVI, isolada dos trópicos, só indireta e
longinquamente acessíveis e imaginemo-la, como de fato estava, privada quase inteiramente de
produtos que se hoje, pela sua banalidade, parecem secundários, eram então prezados como
requintes de luxo. Tome-se o caso do açúcar, que embora se cultivasse em pequena escala na
Sicília, era artigo de grande raridade e muita procura; até nos enxovais de rainhas ele chegou a
figurar como dote precioso e altamente prezado."
(PRADO Jr., Caio. "Formação do Brasil contemporâneo". São Paulo, Brasiliense, 1961.)

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A colonização do Brasil, a partir do século XVI, permitiu à Coroa Portuguesa usufruir das vantagens
trazidas pelas riquezas tropicais. Caracterizam a economia colonial brasileira: Anotações
a) o monopólio comercial, a monocultura de exportação, o trabalho escravo e o predomínio das
grandes propriedades rurais.
b) o livre comércio, a indústria do vestuário, o trabalho livre e o predomínio das pequenas
propriedades rurais.
c) o liberalismo econômico, o trabalho assalariado, a monocultura canavieira e o predomínio das
grandes propriedades rurais.
d) o exclusivo colonial, o trabalho escravo, a exportação de ferro e aço e o predomínio das pequenas
propriedades rurais.
e) o monopólio comercial, o trabalho assalariado, a produção para o mercado interno e o predomínio
das grandes propriedades rurais.

Questão 05
A família patriarcal foi o modelo de organização social do Brasil Colônia. Sobre ela, é correto afirmar,
EXCETO:
a) A esposa deveria acatar as ordens do marido, administrar a casa e educar cristãmente os filhos.
b) O senhor poderia se servir sexualmente das escravas, consideradas "território do prazer".
c) O primogênito dividia o poder com o pai, pois aos homens cabiam as posições de mando.
d) As filhas eram educadas para reproduzir o papel da mãe como esposas servis e submissas.
e) A autoridade suprema era a do pai, a quem todos deviam respeito, obediência e subordinação.

Questão 06
Considere as afirmativas a seguir sobre a sociedade brasileira no período colonial.
I. A oposição senhor-escravo é uma das formas de explicar a ordenação social no período colonial,
embora tenha existido o trabalho livre (assalariado ou não) mesmo nas grandes propriedades
açucareiras e fazendas de gado.
II. Os escravos trazidos da África pelos traficantes pertenciam a diferentes etnias e foram
transformados em trabalhadores cativos empregados tanto nas atividades econômicas mais
rentáveis (cana-de-açúcar e mineração) quanto nas atividades domésticas e urbanas.
III. Os primeiros escravos foram os Tupis e os Guaranis do litoral, porém, à medida que se
desenvolveu a colonização e se criaram missões jesuíticas, no final do século XVI, a escravização
indígena extinguiu-se.
IV. Os homens livres pobres (lavradores, vaqueiros, pequenos comerciantes, artesãos) podiam
concorrer às Câmaras Municipais, pois não havia no Brasil, critérios de nobreza ou de propriedade
como os que vigoravam na metrópole portuguesa. Estão corretas as afirmativas:
a) I e II.
b) I, II e IV.
c) I e IV.
d) II e III.
e) III e IV.

Questão 07
“Oh, se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto
deve a Deus e a Sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça, e
não é senão milagre, e grande milagre!” (VIEIRA, Padre Antônio. Sermão XIV. Apud:
ALENCASTRO, Luiz Felipe de, O Trato dos Viventes. São Paulo: Companhia das Letras, 2000, p.
183.)
Sobre a escravidão no Brasil no período colonial, é correto afirmar:

a) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado por comerciantes metropolitanos e por
“brasílicos” que saíam do Rio de Janeiro, Bahia e Recife com mercadorias brasileiras e realizavam
trocas bilaterais com a África.

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b) A produção econômica colonial era agroexportadora, baseada na concentração fundiária e no


uso exclusivo do trabalho escravo. Anotações
c) O tráfico de escravos para o Brasil, no século XVIII, era realizado exclusivamente por
comerciantes metropolitanos. A oferta de mão-de-obra escrava era contínua e a baixos custos.
d) O tráfico de escravos no século XVIII era realizado apenas por comerciantes “brasílicos”. A oferta
de mão-de-obra, contudo, era descontínua e a altos custos.
e) O século XVII marcou o auge do tráfico de escravos no Brasil, para atender à demanda do
crescimento dos engenhos de açúcar, com uma oferta contínua e a altos custos.

Questão 08
“Diz-se geralmente que a negra corrompeu a vida sexual da sociedade brasileira (...). É absurdo
responsabilizar-se o negro pelo que não foi obra sua (...), mas do sistema social e econômico em
que funcionaram passiva e mecanicamente. Não há escravidão sem depravação sexual. É da
essência mesma do regime. (...) Não era o negro (...) o libertino: mas o escravo a serviço do
interesse econômico e da ociosidade voluptuosa dos senhores. Não era a ‘raça inferior’ a fonte de
corrupção, mas o abuso de uma raça por outra”. FREYRE, Gilberto. Casa-grande & senzala. Rio de
Janeiro: Record, 2001. p. 372 e 375.
Considerando o texto, é correto afirmar que a degradação moral da sociedade açucareira do
Nordeste brasileiro tinha como eixo:
a) a estrutura frágil da Igreja colonial e seu reduzido trabalho na disseminação dos valores cristãos.
b) as relações de poder entre a metrópole e a colônia, desfavoráveis a essa última quanto aos
preços dos seus produtos.
c) a complexa formação étnica da sociedade açucareira, misturando raças em detrimento dos
costumes portugueses.
d) a natural corrupção do ser humano, que jamais encontra limites, seja na Igreja ou polícia, para a
expressão dos instintos.
e) as relações sociais de produção do engenho açucareiro, base da ordem social colonial.

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EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO d) Todas estão corretas.


e) I e III estão corretas.
Questão 01
... a reprodução da economia colonial não é inteiramente Questão 03
comandada pelas variações conjunturais do mercado internacional; No período colonial, a renda das exportações do açúcar:
se isto é verdade, resta saber: o que influenciaria tal ritmo? Ao a) Raramente ocupou lugar de destaque na pauta das exportações,
nosso ver, esta pergunta é respondida se considerarmos a Colônia pelo menos até a chegada da família real ao Brasil.
como uma sociedade, com as suas estruturas e hierarquias b) Mesmo no auge da exportação do ouro, sempre ocupou o
econômicas e sociais. Em realidade, o ritmo da economia colonial primeiro lugar, continuando a ser o produto mais importante.
seria comandado pela lógica e necessidades da reiteração da
c) Ocupou posição de importância mediana, ao lado do fumo, na
sociedade colonial.
(FRAGOSO, João Luís Ribeiro. HOMENS DE GROSSA pauta das exportações brasileiras, de acordo com os registros
AVENTURA: ACUMULAÇÃO E HIERARQUIA NA PRAÇA comerciais.
MERCANTIL DO RIO DE JANEIRO (1790-1830). Rio de Janeiro, d) Ocupou posição relevante apenas durante dois decênios, ao
Arquivo Nacional, 1992, p. 243) lado de outros produtos, tais como a borracha, o mate e alguns
derivados da pecuária.
Atualmente vários trabalhos vêm procurando realizar uma revisão e) Nunca ocupou o primeiro lugar, sendo que mesmo no auge da
sobre a estruturação da economia colonial brasileira. Assim, esses mineração, o açúcar foi um produto de importância apenas relativa.
novos trabalhos contestam as teses do "sentido da colonização" e
do "Antigo Sistema Colonial", as quais afirmam que a atividade Questão 04
colonizadora: Duas atividades econômicas destacaram-se durante o período
a) previa o afrouxamento do exclusivo colonial como forma de colonial brasileiro: a açucareira e a mineração. Com relação a
cooptação política dos colonos, permitindo, desta forma, essas atividades econômicas, é correto afirmar que:
acumulações internas, embora fosse subordinada à expansão a) na atividade açucareira, prevalecia o latifúndio e a ruralização, a
comercial européia. mineração favorecia a urbanização e a expansão do mercado
b) foi um desdobramento da expansão comercial européia e, nesse interno.
sentido, a realização da produção colonial dava-se na b) o trabalho escravo era predominante na atividade açucareira e o
especialização para o abastecimento do mercado externo. assalariado na mineradora.
c) foi pensada enquanto complementar a economia metropolitana, c) o ouro do Brasil foi para a Holanda e os lucros do açúcar
o que não significa dizer que os capitais investidos na produção serviram para a acumulação de capitais ingleses.
colonial fossem exclusivamente da burguesia metropolitana e d) geraram movimentos nativistas como a Guerra dos Emboabas e
voltados para enriquecê-la. a Revolução Farroupilha.
d) era dotada de ritmos próprios, os quais regulavam o sentido da e) favoreceram o abastecimento de gêneros de primeira
necessidade para os colonos e o desenvolvimento de uma
produção colonial para uma transferência de excedentes para a
economia independente da Metrópole.
metrópole, mas não para uma subordinação total desta economia
ao capital mercantil europeu. Questão 05
e) não era totalmente regulada por uma transferência de A função histórica das colônias era completar a economia das
excedentes para o mercado externo, sendo o sentido da metrópoles; no caso brasileiro, a atividade econômica que iniciou
colonização, deste modo, muito mais uma categoria de
este papel histórico foi:
subordinação política do que econômica.
a) a criação de gado, facilitando a penetração e povoamento do
Questão 02 sertão.
Leia com atenção as afirmações a seguir: b) a cana-de-açúcar, produto em expansão no mercado europeu,
que permitiu a ocupação efetiva da colônia.
I - A economia colonial brasileira foi baseada na diversificação de c) a exploração do ouro, fato que consolidou o modelo metalista de
atividades voltadas para o mercado interno. mercantilismo português.
II - A agricultura no período colonial era pautada pelo trinômio d) a exploração de drogas do sertão, utilizando trabalho indígena
monocultura-latifúndio-escravidão. através de missões jesuíticas.
III - Apesar da existência de homens livres em torno do engenho e) a produção de gêneros de primeira necessidade voltados para o
principalmente em cargos técnicos a mão-de-obra essencial do mercado interno.
cultivo da cana e do preparo do açúcar era escrava.
Questão 06
(Ufv) "O ser Senhor de Engenho é título a que muitos aspiram,
a) Apenas II está correta.
porque traz consigo o ser servido, obedecido e respeitado de
b) Apenas I está correta.
muitos. E se for, qual deve ser, homem de cabedal e governo, bem
c) II e III estão corretas.
se pode estimar no Brasil o ser Senhor de Engenho, quanto

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proporcionadamente se estimam os títulos entre os fidalgos do d) a intolerância com os crimes de ordem sexual.
Reino." e) a gestão coletiva do poder no interior da família.
(ANTONIL. "Cultura e Opulência do Brasil", 1711)
Questão 09
O engenho colonial representava, em miniatura, o modelo das Sobre a sociedade brasileira do período colonial, pode-se afirmar
relações de poder que eram dominantes na sociedade colonial como verídico que:
como um todo.
Das alternativas a seguir, aquela que NÃO constitui atribuição típica 01. esteve baseada em relações sociais de cunho patriarcalista e
de senhor de engenho na colônia é: escravista.
a) organizar grandes expedições aos sertões em busca de metais e 02. os escravos, além de abastecerem de mão-de-obra a
pedras preciosas. agroindústria açucareira do Brasil, eram importante peça no
b) exercer o mando e o controle sobre um amplo espectro de comércio internacional.
dependentes e servidores, incluindo familiares, agregados, 04. os índios do litoral brasileiro foram rechaçados do seu habitat
escravos e lavradores livres. natural e foram usados nas incursões para o interior e, em
c) possuir um grande plantel de escravos, ocupados na complexa inúmeras situações, como mão-de-obra escrava.
tarefa da produção do açúcar. 08. os senhores do engenho exerciam forte domínio social,
d) estar vinculado a uma rede triangular de relações mercantis, caracterizando um certo poder local.
envolvendo a exportação do açúcar para a metrópole e a 16. na sociedade que gravitava em torno da exploração das minas
importação de escravos da costa da África. emergiu uma nova dinâmica sócio-cultural que buscava afirmar os
e) possuir imensa riqueza, na forma de terras e equipamentos para valores do nativismo (valores locais) e contestava a exploração
o fabrico do açúcar. colonial.
32. a crise do sistema decorreu do desinteresse do Estado
Questão 07 Absolutista na manutenção das áreas coloniais, motivado por fortes
Sobre o emprego da mão-de-obra, durante o primeiro século de tensões sociais.
colonização do Brasil, especificamente no Nordeste, pode-se
Questão 10
afirmar que:
"Se vamos à essência de nossa formação, veremos que na
a) em razão do alto contingente populacional do território brasileiro,
realidade nos constituímos para fornecer açúcar, tabaco, alguns
mesmo sendo dizimadas tribos inteiras, os indígenas foram a base
outros gêneros; mais tarde ouro e diamantes, depois algodão e, em
da exploração monocultora da colonização brasileira.
seguida, café para o comércio europeu. Nada mais que isto. É com
b) as atividades econômicas nesse período tinham como base o
tal objetivo, objetivo exterior, voltado para fora do país e sem
trabalho familiar e a mão-de-obra livre que se localizavam nas
atenção que não fosse o interesse daquele comércio, que se
imediações das unidades produtivas.
organizarão a sociedade e a economia brasileiras (...)". Caio Prado
c) negros e indígenas, base da produção dos engenhos, coexistiam
Júnior, in Formação do Brasil Contemporâneo". São Paulo,
nas propriedades produtoras de cana-de-açúcar realizando, por
Brasiliense, 1979.
vezes, tarefas diferenciadas.
d) com a decadência do escambo do pau-brasil, a mão-de-obra
Segundo o texto, é CORRETO afirmar que:
indígena passa a ser utilizada exclusivamente nas atividades de
01. o processo de colonização do Brasil atendeu unicamente aos
produção de açúcar e de criação de gado.
interesses europeus.
e) os franceses utilizaram processos semelhantes aos dos
exploradores portugueses na relação com os indígenas: 02. a economia do Brasil Colônia foi subsidiária da economia
distribuíram ferramentas e adornos manufaturados em troca do européia.
pau-brasil cortado e empilhado. 04. a produção de manufaturados da Colônia atendia ao mercado
interno; a de produtos agrícolas abastecia os mercados europeus.
Questão 08 08. a colonização do Brasil teve como objetivo a exploração dos
"Não são raros [no período colonial] os casos como o de um recursos naturais, sem a preocupação de criar condições para o
Bernardo Vieira de Melo, que, suspeitando a nora de adultério, desenvolvimento da Colônia.
condena-a à morte em conselho de família e manda executar a
sentença, sem que a Justiça dê um único passo no sentido de Questão 11
impedir o homicídio ou de castigar o culpado...". (Sérgio Buarque A lavoura de cana-de-açúcar tornou-se, no século XVII, a base da
de Holanda, "Raízes do Brasil".) economia brasileira. Sobre a lavoura canavieira e suas
consequências, é VERDADEIRO:
O texto demonstra 01. O engenho era a unidade de produção. Compreendia, além das
a) a ineficácia das instituições judiciárias. instalações usadas para produzir açúcar, a casa-grande, a capela e
b) a insegurança dos grandes proprietários. a senzala.
c) a força imensa, mas legal, do pátrio poder.

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CURSO ANUAL DE HISTÓRIA DO BRASIL – (Prof. Márcio Michiles)

02. A mão-de-obra predominante era a do trabalhador escravo. c) I e II estão corretas.


Este, reduzido à condição de coisa, era tratado e marcado com d) IV está correta.
fogo como animal. Podia ser vendido ou castigado. e) III está correta.
04. A sociedade que se organizou, na época de apogeu do cultivo
de cana-de-açúcar, possuía um caráter aristocrático. Embora fosse Questão 13
grande a mobilidade social, era muito difícil para um escravo tornar- "O engenho de açúcar era uma verdadeira empresa capitalista,
se trabalhador livre e este transformar-se em senhor de engenho. mas era ao mesmo tempo uma comunidade patriarcal que, para
08. A família, que se formou nesta época, era patriarcal. A mulher, suas necessidades mais vitais, vivia em regime de economia
os filhos e todos os que rodeavam o senhor de engenho a ele fechada."
temiam e obedeciam. (MAURO, Frédéric. HISTÓRIA DO BRASIL. São
16. O crescimento da lavoura de cana-de-açúcar teve, entre outras Paulo, DIFEL, 1974.)
consequências, o desenvolvimento da lavoura de subsistência e da
pecuária. A lavoura canavieira desempenhou papel fundamental na economia
do Brasil colonial, exercendo forte influência nas condições de vida
32. A mineração foi uma atividade dependente da lavoura
e na organização social. Quais os componentes que caracterizam a
canavieira, uma vez que o ouro produzido era utilizado para pagar
sociedade colonial brasileira durante o predomínio da economia
as importações dos insumos (ferramentas, mão-de-obra)
canavieira?
necessários ao cultivo da cana.
Questão 14
Questão 12
A empresa agrícola inerente à colonização portuguesa continua
Observe a figura:
como fator do subdesenvolvimento atual do Brasil e de outros
países. Esclareça o que é a "plantation" e explique as razões de
sua escolha pelos colonizadores lusitanos.

Questão 15
Leia o texto e responda.

Considerando o período do Brasil colonial, é possível constatar que


"... agricultura tropical tem por objetivo único a produção de certos
gêneros de grande valor comercial e, por isso, altamente
lucrativos."
(Caio Prado Jr, HISTÓRIA ECONÔMICA DO
BRASIL).

a) Qual o nome do gênero agrícola que se enquadra melhor nas


(Vera Lúcia Amaral Ferlini. "A civilização do açúcar: séculos XVI a informações do texto?
XVIII". São Paulo: Brasiliense, 1986. p.39) b) lndique os três elementos básicos da empresa agrícola colonial.

No Brasil colonial, nos engenhos chamados reais, a moenda era


hidráulica e não movida por uma junta de bois, como nos engenhos
trapiches. Embora isso tenha representado um avanço técnico, o
engenho real não era muito difundido porque

I. o vulto do investimento para a sua instalação era muito maior do


que ocorria no caso do engenho trapiche.
II. a utilização de energia não-alimentar para produção de energia
alimentar não seria econômica.
III. os senhores de engenho ficavam na dependência da hidrografia
local, e nem sempre as condições eram propícias.
IV. nos trapiches podia-se substituir o boi pelo cavalo, sem prejuízo
da área cultivada para a alimentação do homem.

Pode-se afirmar que SOMENTE


a) II e IV estão corretas.
b) I e III estão corretas.

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RESOLUÇÕES DAS QUESTÕES DE CASA

Questão 01:
Resolução: O monopólio comercial; a economia nacional controlada pelo Estado Absolutista; a valorização das atividades comerciais e
dos metais preciosos; a acumulação de riquezas por uma nação; a exploração de áreas coloniais (sistema colonial)

Resposta: Alternativa B

Questão 02:
Resolução:

Resposta: Alternativa C

Questão 03:
Resolução:
Resposta: Alternativa D

Questão 04:
Resolução:.

Resposta: Alternativa E

Questão 05:
Resolução:

Resposta: Alternativa A

Questão 06:
Resolução:

Resposta: Alternativa A

Questão 07:
Resolução:

Resposta: Alternativa E

Questão 08:
Resolução:.A sociedade do engenho caracterizou-se pela divisão simbolizada na "Casa Grande e Senzala", constituída pela família do
senhor de engenho que exercia total autoridade, alguns poucos trabalhadores livres e os escravos negros.

Resposta: Alternativa C

Questão 09:
Resolução:

Resposta: Alternativa vvvvvf 31

Questão 10:
Resolução: A predominância do latifúndio, da monocultura e da escravidão; da produção especializada e voltada para o mercado
externo. O caráter complementar da economia colonial em favor do mercantilismo metropolitano.

Resposta: Alternativa vvfv 11

Questão 11:
Resolução:
Resposta: Alternativa vvfvvf 27

Questão 12:

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Resolução:

Resposta: Alternativa B

Questão 13:
Resolução: Sociedade rural, patriarcal, elitizada e aristocrática.

Resposta: Alternativa

Questão 14:
Resolução: Latifúndio monocultor de mão-de-obra escrava, voltado para exportação. As razões para esta escolha foram o baixo
custo do investimento e maior acumulação de capital.

Resposta: Alternativa

Questão 15:
Resolução: a) Açúcar.
b) Latifúndio, monocultor com mão de obra escrava.

Resposta: Alternativa

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