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Unidade 1- capítulo 2 A dimensão discursiva do trabalho filosófico: noções básicas de

argumentação

1. O que é um argumento?

Um argumento é um conjunto de proposições em que uma delas é defendida pelas outras.


Assim: tese – afirmação do ponto de vista do autor, sobre algo (premissa defendida);

argumentação – justificação da tese (premissa):

conclusão – repetição da tese (aquilo que é justificado ou apoiado pelas premissas).

As premissas servem para provar ou comprovar a ideia apresentada na tese, da mesma


forma que a conclusão no entanto elas tem estatutos diferentes. Tal como o nome indica a
conclusão fecha o tema apoiando-se nas premissas apresentadas anteriormente. Assim,
todas estas premissas recebem o nome de proposições.

1.1 Frases e preposições: as proposições são conteúdos de frases com valor de verdade.

Nem todas as frases constituem uma proposição. Esta não tem de ser verdadeira ou falsa
no entanto, tem de ser declarativa, ou seja, tem de declarar uma ideia ou pensamento.
Temos de apresentar uma razão, uma finalidade e argumentos que comprovem a
mesma. Só assim podemos considera-la com proposição.

2. O que é clarificar argumentos? A análise e clarificação de argumentos.

Numa primeira fase identificamos o argumento. É imperativo que a preposição siga uma
ordem: tese- argumentação -conclusão. Esta ordem não pode ser alterada e toda
argumentação deve ser feita de forma explícita. Clarificar argumentos significa identificar a
conclusão e assim torna-se mais fácil identificar a tese/ideia em questão. Esta identificação
pode ser facilitada através de expressões:

Indicadores de premissa Indicadores de conclusão

Porque Logo

Pois Então

Dado que Portanto

Visto que Por isso

A razão é que Por conseguinte

Admito que Implica que

Sabendo-se que Daí que

Supondo que

3. Argumentos (dedutivos) válidos e sólidos.


3.1. O que é um argumento válido?
Existem diferentes tipos de argumentos e para que este seja válido é importante que
siga a seguinte característica:
-se a premissa for verdadeira a conclusão tem de ser verdadeira também. Sem
esquecer que a veracidade dos mesmos não importa o que importa é o raciocínio
apresentado:
- Todos os dentistas ganham muito dinheiro.
Visto que o Ronaldo ganha muito dinheiro.
Logo, Ronaldo é dentista.

3.2. O que é um argumento sólido?

A falsidade das premissas e da conclusão não impede que um argumento seja válido.
Contudo, um argumento só é sólido se:

- for válido: está bem construído. Conclusão deriva das premissas e é apoiado pelas
mesmas.

- as premissas e a conclusão são de facto verdadeiras: um argumento dedutivo sólido é o


que, além de ter uma conclusão logicamente apoiada pelas premissas, é constituído por
premissas de facto verdadeiras. Se o argumento for verídico podemos confiar que a
conclusão também será. Verdade + validade= argumento sólido. Se uma das condições
falhar a argumentação falha também. Mais uma vez, é importante seguir o processo e ter
em atenção ao duplo requisito da tarefa.

É pretendido mais do que rigor lógico de pensamento. Quer-se argumentos bons, com
premissas e conclusões de facto verdadeiras ou pelo menos muito verosímeis.

4. A lógica ensina-nos a pensar de forma consequente.

Consequente= coerente (coeso).

Tirar as conclusões que as premissas permitem e não outras. O pensamento consequente


é um pensamento rigoroso.

Se reconhecer que a vida só faz sentido se formos imortais, na ausência da imortalidade


retiro a conclusão de que a vida não tem sentido.

5. A lógica é importante para a filosofia porque esta consiste na discussão de


argumentos e de ideias.

A filosofia é essencialmente argumentação e debate de ideias. Discutir ideias consiste


basicamente, em avaliar se o argumento está construído correctamente e se é válido e por
fim, criticar argumentos negando que alguma das premissas seja verdadeira ou de certa
forma indiscutível.

5.1 Que tipos de proposições são mais frequentes nos argumentos filosóficos e como se
refutam?
Utilizando o teu manual resume por ti mesmo este subcapítulo e dá exemplos para cada
um dos tipos de proposições.