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TRABALHO EM GRUPO – TG

Aluno(s):

_Guilherme de Almeida Souza_ RA_1700491____

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POLO

ITAPERUNA

2017
Como um professor pode fazer a diferença diante de uma dificuldade de

aprendizagem? Qual a importância das reflexões do professor, a partir da sua

percepção dos aspectos do desenvolvimento e do percurso de vida escolar dos

alunos?

Dificuldades na aprendizagem são sinais indicativos de que algo não vai bem no

aprender ou no ensinar. Segundo a psicóloga, psicopedagoga e terapeuta familiar,

Simone Maria de Azevedo, são comportamentos, atitudes, modalidades de lidar com

os objetos de conhecimento e de se posicionar nas situações de aprendizagem que

não favorecem a alegria de aprender, a autoria de pensamento, o sucesso

acadêmico. Os problemas de aprendizagem podem ser classificados em sintoma,

inibição cognitiva e reativos. Nos dois primeiros casos, as origens e causas

encontram-se ligadas à estrutura individual e familiar do indivíduo que “fracassa” em

aprender. No último, relacionam-se ao contexto socioeducativo. Ou seja, a questões

didáticas, metodológicas, avaliativas, relacionais. É importante salientar que nos

problemas de aprendizagem reativos o fracasso escolar pode demandar

redimensionamento que englobe desde órgãos superiores responsáveis pela

educação no país até as salas de aula. Já nos problemas em que os fatores

desencadeantes são externos ao contexto escolar, geralmente há necessidade de

uma avaliação especializada para buscar intervenções adequadas.

Ainda em Azevedo, as principais manifestações dos problemas de aprendizagem são:

Comprometimento na interpretação de texto, disgrafia (deficiência na habilidade de

escrever, em termos de caligrafia e também de coerência), dislexia, discalculia

(dificuldade no aprendizado dos números), dispersão em sala de aula e nos

momentos de realizar atividades e avaliações escolares. Modalidades de

aprendizagem que não favorecem a assimilação e a acomodação dos

conhecimentos de modo satisfatório, entre outros sinais, podem ser manifestações

de problemas de aprendizagem. Entretanto, é preciso diferenciar problemas de

aprendizagem de dificuldades de aprendizagem. Qualquer estudante pode

atravessar, em algum momento da vida escolar, alguma dificuldade no aprender.


Pode demorar um pouco mais para assimilar um conteúdo, para dar sentido ao que

lhe é ensinado, por uma ou outra razão, sem, contudo, configurar um sintoma ou

fracasso do professor.

Os professores têm condições de perceber quando um aluno apresenta dificuldade

na aprendizagem. Diagnosticar problemas de aprendizagem sem confundí-los com

dificuldades de aprendizagem é algo muito mais complexo. Professores atentos,

sensíveis, amorosos, estudiosos, éticos, que amam ensinar e aprender têm

condições de perceber comportamentos e sinais indicativos de problemas de

aprendizagem. Muitas vezes, é na escola que a criança apresenta algum sintoma

alusivo a dificuldades/problemas de aprendizagem.

Existem algumas ações que podem ser desenvolvidas, pela comunidade escolar,

quando um aluno não corresponde às expectativas de aprendizagem para o Ano em

que está estudando. Vejamos:

1. Intervenções Pontuais: Quando a classe está fazendo uma atividade em que

todos têm autonomia para desenvolvê-la sem a ajuda do professor, este faz uma

intervenção com o aluno que está com dificuldades de aprendizagem.

2. Professor Auxiliar: As salas de aula que contemplam os requisitos necessários,

devem contar com um professor que trabalha com os alunos que apresentam

dificuldades. Assim, os professores regente e auxiliar trabalham em conjunto

para recuperar os alunos que se encontram abaixo das expectativas de

aprendizagem esperadas.

3. Chamar o responsável para conversar: Às vezes, é necessário chamar o

responsável da criança para uma conversa. Assim, é possível conhecer melhor a

realidade das crianças. Por exemplo, às vezes, as crianças não têm um adulto

para orientá-las nas tarefas de casa ou para motivá-las a ler o livro que a

professora enviou. Problemas familiares também refletem na aprendizagem das

crianças.

4. Sala de Apoio Pedagógico Especializado: Salas que oferecem apoio pedagógico


onde alguns alunos são encaminhados para serem avaliados pelas professoras

especialistas. Consiste em o professor da criança, responder a um questionário

e a professora especialista fazer uma entrevista com o aluno e com o seu

responsável. Então, se diagnosticada a necessidade, o aluno passa a frequentar

essa sala em período contrário, permanecendo nela até os professores

concluírem que não há mais necessidade.

5. Monitoria ou agrupamento: O aluno que tem facilidade senta-se com o que tem

dificuldade, para ajudar o colega. É preciso ter bom senso, pois não dá para

realizar esse agrupamento em todo o período de aula, mas sim, em atividades

específicas.

6. Desenvolver pequenos projetos: despertar a curiosidade dos alunos por algum

tema, ou assunto. Solicitar que pesquisem sobre ele. Elaborar algum produto

com as pesquisas, como painel, exposição, ou dramatização (exemplo:

dramatizar um telejornal e cada aluno apresenta uma notícia).

7. Tornar o material didático mais acessível: algumas pequenas modificações no

material didático podem tornar os textos mais atraentes e também mais fáceis de

serem compreendidos pelos alunos com dificuldades.

8. Utilizar material concreto: recursos como material dourado, blocos lógicos,

material contável, cédulas e moedas de brinquedo tornam os conceitos

matemáticos mais concretos, facilitando o processo de aprendizagem.

9. Diversificar: apresentar o mesmo conteúdo de formas diferentes favorece que

alunos com dificuldade possam compreender melhor o conteúdo.

10. Jogos ou atividades lúdicas: Através do jogo é possível, ao mesmo tempo

despertar o interesse do aluno e favorecer que construa conhecimentos. As

atividades lúdicas podem desenvolver a criatividade e favorecer que o aluno

estabeleça vínculos positivos com o ambiente e os conteúdos escolares.

Enfim, é preciso que o professor repense sua prática pedagógica buscando ações
que favoreçam o processo de ensino-aprendizado. Diante de dificuldades/problemas

de aprendizagem os professores são importantíssimos no processo interventivo. Um

olhar, postura, afetividade podem fazer toda a diferença.

REFERÊNCIAS

CRUZ, Mara Lúcia Reis Monteiro da. Estratégias Pedagógicas para Alunos com

Dificuldades de Aprendizagem. Disponível em:

http://www.cap.uerj.br/site/images/stories/noticias/5-cruz.pdf. Acesso em: 16 nov

2017.

FONSECA, Maria Angélica Ferreira. O Papel do Professor: Repensando a Prática

Pedagógica Rumo a Educação de Qualidade. Disponível em:

http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/papel-professor-repensando-pratic

a-pedagogica-rumo-educacao-qualidade.htm. Acesso em: 16 nov 2017.

MASSUCATO, Muriele; Mayrink, Eduarda Diniz. O que fazer com os alunos que

apresentam dificuldades de aprendizagem? Disponível em:

https://gestaoescolar.org.br/conteudo/1259/o-que-fazer-com-os-alunos-que-apresent

am-dificuldades-de-aprendizagem. Acesso em: 16 nov 2017.

Portal Brasil. Dificuldade de aprendizagem requer avaliação especializada.

Disponível em:

http://www.brasil.gov.br/educacao/2014/07/dificuldade-de-aprendizagem-requer-avali

acao-especializada. Acesso em: 16 nov 2017.

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