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Resumo

O presente texto apresenta aos alunos alguns aspectos formais de um Projeto de


Pesquisa. A exposição dos diferentes capítulos que compõem referido projeto
(introdução; objetivos; justificativa; metodologia e bibliografia) e de seu conteúdo têm
por objetivo formular uma proposta de padronização para os diferentes cursos.

Palavras-chaves: metodologia, pesquisa científica, projeto de pesquisa

Abstract

This article presents to the students some formal aspects of a Research Project. The
exposition of the different chapter’s which integrate a project (introduction, objectives,
justification, method and bibliography) and its contents is designed to formulate a
standardization proposal to various programs.

Keywords: methodology, scientific research, research project

Vale confessar previamente para evitar falsas expectativas: este pequeno texto tem
pretensões muito modestas e objetivos meramente didáticos. Seus objetivos são
apresentar ao aluno alguns aspectos formais do Projeto de Pesquisa, ao mesmo tempo
em que são transmitidas certas informações que podem simplificar sua vida acadêmica.

Um Projeto de Pesquisa é composto de elementos pré-textuais, formado por capa e


sumário; elementos textuais, compostos de Introdução, Objetivos, Justificativa e
Metodologia; e elementos pós textuais, do qual fazem parte Cronograma e Bibliografia.

A atenção recairá, aqui, sobre os elementos textuais que compõem o projeto.


Comecemos, pois, por alguns aspectos gráficos importantes. O texto do corpo do
projeto deve ser redigido em fonte tamanho 12 e espaçamento duas linhas. A melhor
fonte para os títulos é a Arial e para o texto a fonte Times New Roman ou similares com
serifa, que facilitam a leitura de texto longos. O papel tamanho A4 é o recomendável.

As margens são as seguintes: esquerda, 4,0 cm; direita 2,5 cm; superior 3,5 cm; inferior
2,5 cm. As páginas devem ser numeradas no canto superior direito, tendo início
naquelas referentes aos elementos textuais – capa e sumário não são numerados, muito
embora entrem na contagem de páginas (Garcia, 2000).

Introdução

Nem todos os modelos de projetos de pesquisa incluem uma introdução. Muitas vezes
passa-se diretamente aos objetivos. Mas é bom não esquecer de que quem lê um projeto
lê muitos. É sempre conveniente, portanto, introduzir o tema da pesquisa, procurando
captar a atenção do leitor/avaliador para a proposta. A redação, como nos demais
capítulos, deve ser correta e bem cuidada. Uma leitura prévia e atenta de Medeiros
(1999) poderá ajudar muito na hora de escrever o texto. Para as dúvidas mais correntes
da Língua Portuguesa verificar Garcia (2000) e Martins (1997). Dicionários também são
imprescindíveis nessa hora.
Na Introdução, é de se esperar que seja apresentado o tema de pesquisa. Escolher um
tema é, provavelmente, uma das coisas mais difíceis para um pesquisador iniciante.
Pesquisadores experientes costumam desenvolver técnicas de documentação do trabalho
científico que lhes permitem não só extrair de seus arquivos tais temas como trabalhálos
concomitantemente.

Mas um estudante de graduação geralmente não acumulou o volume de informações


necessário para tal empreendimento. Um bom começo, portanto, é conhecer o que
outros já fizeram, visitando bibliotecas onde seja possível encontrar monografias de
conclusão de curso, dissertações de mestrado e teses de doutorado. Tais trabalhos
podem servir como fonte de inspiração, além de familiarizar o aluno com os aspectos
formais, teóricos e metodológicos do trabalho científico.

A primeira regra para a escolha do tema é bastante simples: o pesquisador deve


escolher um tema do qual goste. O trabalho de pesquisa é árduo e, às vezes, cansativo.

Sem simpatizarmos com o tema, não conseguiremos o empenho e a dedicação


necessárias.

A segunda regra é tão importante quanto a primeira: o pesquisador não deve tentar
abraçar o mundo. A tendência dos jovens pesquisadores é formular temas incrivelmente
amplos, geralmente resumidos em uns poucos vocábulos: A escravidão; a Internet; A
televisão; A Música Popular Brasileira; O Direito Constitucional; Os meios de
comunicação; são alguns exemplos. É preciso pensar muito bem antes de seguir esse
caminho. O pesquisador inexperiente que enveredar por ele terá grandes chances de
produzir um estudo superficial, recheado de lugares comuns.

O tema deve ser circunscrito tanto espacial como temporalmente. "A escravidão", por
exemplo, é um tema dos mais amplos. Escravidão na Roma Antiga?

No Brasil contemporâneo? No Estados Unidos à época da Guerra de Secessão? No livro


A República, de Platão? A escravidão por dívidas na Grécia Antiga? Temas apoiados em
palavras e sentido muito amplo, como "influência" e "atualidade", também devem ser
evitados. O pesquisador deve se perguntar se o tema escolhido não permite perguntas do
tipo: O quê? Onde? Quando?

No capítulo 2 do livro de Umberto Eco, Como se faz uma tese, é possível encontrar uma
excelente ajuda para a escolha do tema de pesquisa, ilustrada com vários exemplos
(Eco, 1999, p. 7-34).

Uma terceira regra vale ser anunciada: o tema teve ser reconhecível e definido de tal
maneira que seja reconhecível igualmente por outros (Eco, 1999, p. 21). Ou seja, deve
ser aceito como um tema científico por uma comunidade de pesquisadores.

Uma vez anunciado o tema da futura pesquisa, é conveniente o pesquisador descrever


qual foi sua trajetória intelectual até chegar a ele. Como se sentiu atraído por esse tema?
Que matérias despertaram seu interesse durante a graduação? Que autores lhe
inspiraram?
Apresentado o tema é hora seguir adiante e expor os objetivos propriamente ditos da
pesquisa.

Objetivos

Este capítulo deve começar de forma direta, anunciando para o leitor/avaliador quais
são os objetivos da pesquisa: "O objetivo desta pesquisa é..."; "Pretende-se ao longo da
pesquisa verificar a relação existente entre..."; "Este trabalho enfocará..."; são algumas
das formas às quais é possível recorrer.

Vários autores desenvolvem em trabalhos de metodologia do trabalho científico e


intelectual o tema da documentação pessoa. Bons guias para tal são Severino (2000, p.
35-46) e Salomon (1999, p. 121-143), mas a descrição realizada por Mills (1975, p. 211-
243) continua insuperável.

Se na Introdução era apresentado o tema, no capítulo Objetivos será abordado o


problema, bem como as hipóteses que motivarão a pesquisa científica. A pergunta chave
para este capítulo é "o que se pretende pesquisar?"

Um problema científico tem a forma de uma questão, de uma pergunta. Mas é uma
questão de tipo especial. É uma pergunta formulada de tal maneira que orientará a
investigação científica e cuja solução representará uma ampliação de nossos
conhecimentos sobre o tema que lhe deu origem. Uma resposta provisória a este
problema científico é o que chamamos de hipótese. A pesquisa científica deverá
comprovar a adequação de nossa hipótese, comprovando se ela, de fato, é uma solução
coerente para o problema científico anteriormente formulado.

Franz Victor Rudio apresenta, em seu livro, uma série de interrogações que podem
ajudar o jovem pesquisador a escolher o seu tema de investigação e verificar sua
viabilidade:

"a) este problema pode realmente ser resolvido pelo processo de pesquisa científica?

b) o problema é suficientemente relevante a ponto de justificar que a pesquisa seja feita


(se não é tão relevante, existe, com certeza, outros problemas mais importantes que
estão esperando pesquisa par serem resolvidos)?

c) Trata-se realmente de um problema original?

d) a pesquisa é factível?

e) ainda que seja ‘bom’ o problema é adequado para mim?

f) pode-se chegar a uma conclusão valiosa?

g) tenho a necessária competência para planejar e executar um estudo desse tipo?

h) os dados, que a pesquisa exige, podem ser realmente obtidos?


i) há recursos financeiros disponíveis para a realização da pesquisa?

j) terei tempo de terminar o projeto?

l) serei persistente?" (Rudio, 1999, p. 96).

Alguns autores recomendam a separação dos objetivos gerais dos objetivos específicos
ou do objetivo principal dos objetivos secundários.3 Para atingir seus objetivos mais
gerais ou o objetivo principal, será necessário percorrer um caminho de pesquisa que o
levará até eles. São etapas da pesquisa que fornecerão a base para abordar de maneira
mais direta e pertinente o objetivo principal.

Essa separação é procedente do ponto de vista analítico. Mas os diferentes momentos da


pesquisa só se justificam na medida em que ajudarão a esclarecer o problema principal.
Não é preciso fazer essa separação em subcapítulos desde que fique claro quais são os
objetivos gerais e quais são específicos, qual é o principal e quais os secundários.

Exemplifiquemos esses momentos da pesquisa. Se aluno se propuser a estudar a


proposta de contrato coletivo de trabalho, por exemplo, é de bom tom, antes de discutir

suas diferentes versões, fazer um breve histórico da legislação trabalhista brasileira. Se,
por outro lado, pretende estudar os escritos políticos de Max Weber, inevitavelmente
terá que começar por uma reconstituição do contexto político e intelectual da Alemanha
do início do século. Sem esclarecer esses objetivos secundários ou específicos,
dificilmente poderá levar a cabo sua pesquisa de maneira aprofundada.

Justificativa

Chegou a hora de dizer porque a universidade, o orientador ou uma instituição de


financiamento deve apostar na pesquisa proposta. Neste capítulo é justificada a
relevância do tema para a área do conhecimento científico à qual o trabalho está
vinculado. A pergunta chave deste capítulo é "por que esta pesquisa deve ser
realizada?"

Ver, por exemplo, Lakatos e Marconi (1992).

Vários autores, entre eles Lakatos e Marconi (1992), colocam o capítulo da justificativa
antes dos objetivos. A inversão não faz muito sentido: como justificar o que ainda não
foi apresentado? A ordem Objetivos, primeiro, e Justificativa, depois, parece ser a
melhor do ponto de vista lógico.

É nas justificativas que o pesquisador deve apresentar o estado da arte, ou seja o ponto
no qual se encontram as pesquisas científicas sobre o tema escolhido. O diálogo com os
principais autores ou correntes interpretativas sobre o tema deve ser levado a cabo neste
capítulo.

Já que é aqui que serão feitas o maior número de citações ou referências bibliográficas,
vamos repassar brevemente as técnicas de citação e referência. Se a citação tiver até
duas linhas, ela pode ser reproduzida em itálico, no corpo do parágrafo.
E não esquecer, "a citação deve ser direta e deve vir entre aspas, como todas as
citações e com indicação da fonte seja em rodapé, seja pelo sistema autor/data."

(Henriques e Medeiros, 1999, p. 127). Quando a citação tiver três ou mais linhas ela
deverá iniciar um novo parágrafo e estar digitada com um espaçamento entre linhas 1,5,
um espaço antes, um depois e recuo à esquerda.4 É o que ensina Medeiros:

"No trabalho científico, as citações com até duas linhas são incluídas no parágrafo em
que se faz referência a seu autor. Já as transcrições de três linhas ou mais devem ser
destacadas, ocupando parágrafo próprio e observando-se recuo e aspas no início e no
final da citação." (Medeiros, 1999, p. 104)

Na barra de ferramentas do Word há o botão Aumentar Recuo, muito útil nessas


situações, outra possibilidade é criar o estilo Citação, através do menu Formatar Estilo,
com espaçamento entre linhas 1,5 e recuo esquerdo 2,5cm.

Quando uma citação vier intercalada por outra citação, está última virá entre aspas
simples (‘ ’) Vale ainda lembrar que supressões no texto citado devem ser assinaladas
por reticências entre parênteses – (...) –; e que destaques no texto transcrito devem ser
feitos com itálico, assinalando ao final, entre parênteses a expressão "grifos nossos"

Até aqui utilizamos a técnica autor/data, a recomendada para as monografias e


publicações da UniABC. Outra opção é a técnica referência de rodapé. Neste caso, a
indicação do autor, do título do livro e da página vão no rodapé.6 Para isso deve ser
utilizado o menu Inserir Notas do Word e escolha Nota de rodapé e AutoNumeração.

Metodologia

Neste capítulo o pesquisador deverá anunciar o tipo de pesquisa (formulador, descritivo


ou exploratório) que empreenderá e as ferramentas que mobilizará para tal (Cf. Moraes,
1998, p. 8-10 ). A pergunta chave que deve ser respondida aqui é "como será realizada
a pesquisa?"

"Trata-se de explicitar aqui se se trata de pesquisa empírica, com trabalho de campo ou


de laboratório, de pesquisa teórica ou de pesquisa histórica ou se de um trabalho que
combinará, e até que ponto, as varias formas de pesquisa. Diretamente relacionados com
o tipo de pesquisa serão os métodos e técnicas a serem adotados." (Severino, 1996, p.
130)

O pesquisador deverá esboçar a trajetória que seguirá ao longo de sua atividade de


pesquisa. Para tanto deverá destacar: 1) os critérios de seleção e a localização das fontes
de informação; 2) os métodos e técnicas utilizados para a coleta de dados; 3) os testes
previamente realizados da técnica de coleta de dados. Ao contrário do que geralmente se
pensa, dados não são necessariamente expressos em números e processados
estatisticamente. O tipo de dados coletados durante a pesquisa depende do tipo de
estudo realizado. Eles tanto podem ser o resultado de:
 1. pesquisa experimental;
 2. pesquisa bibliográfica;
 3. pesquisa documental;
 4. entrevista;
 5. questionários e formulários;
 6. observação sistemática
 7. estudo de caso
 8. relatórios de estágio." (Pádua, 1998, p. 132)

Para estas e outras regras de citação ver Segismundo Spina (1984, p. 55)

Cronograma

No cronograma o pesquisador deverá fazer um planejamento das atividades ao longo do


tempo que você dispõe para a pesquisa. Ele é uma excelente ferramenta para controlar o
tempo de trabalho e o ritmo de produção. Ao mesmo tempo, servirá para o orientador ou
a agência financiadora acompanhar o andamento da pesquisa. Também aqui há uma
pergunta chave: "quando as diferentes etapas da pesquisa serão levadas a cabo?"

A forma mais fácil de organizar um cronograma é sob a forma de uma tabela.

Com algumas variações tais normas são apresentadas, entre outros, por Severino (1996,
p. 90-93) e Medeiros (1999, p. 1789-183). Embora Medeiros aconselhe a reprodução de
todos os dados da obra no rodapé, tal medida é desnecessária, uma vez que eles se
encontram na bibliografia do Projeto.

Para esquemas de capítulo metodológico ver Barros e Lehfeld (1999, p. 36-37) e


Salomon (1999, p.222).

Para tanto pode ser utilizado o menu Tabela do Word para inseri-la. Depois devem ser
selecionadas as células que é necessário marcar e com o comando Bordas e
Sombreamento do menu Formatar preenchê-las, conforme o exemplo abaixo:

1º 2º 3º 4º 5º 6º
mês mês mês mês mês mês
Revisão bibliográfica
Aplicação de
questionários
Processamento dos dados
Observação no local da
pesquisa
Entrevistas
Redação da monografia

Bibliografia
BARROS, Aidil de Jesus Paes de e LEHFELD, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa: propostas metodológicas. 8.ed. Petrópolis: Vozes, 1999.

ECO, Umberto. Como se faz uma tese. 15.ed. São Paulo: Perspectiva, 1999.

GARCIA, Maurício. Normas para elaboração de dissertações e monografias.


(Online,26.05.2000, http://www.uniabc.br/pos_graduacao/normas.html.

HENRIQUES, Antonio e MEDEIROS, João Bosco. Monografia no curso de


Direito.São Paulo: Atlas, 1999.

LAKATOS, Eva Maria. MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do trabalho


científico. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1992.

LAVILLE, Christian e DIONNE, Jean. A construção do saber. Manual de metodologia


da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre/Belo Horizonte: Artmed/UFMG, 1999.

MARTINS, Eduardo. Manual de redação e estilo de O Estado de S. Paulo. 3.ed. São


Paulo: O Estado de S. Paulo, 1997.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica. A prática de fichamentos, resumos,


resenhas. 4.ed. São Paulo: Atlas, 1999.

MILLS, C. Wright. A imaginação sociológica. 4.ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1975.

MORAES, Reginaldo C. Corrêa de. Atividade de pesquisa e produção de texto. Textos


Didáticos IFCH/Unicamp, Campinas, n. 33, 1999.

PÁDUA, Elisabete Matallo Marchesini. O trabalho monográfico como iniciação à


pesquisa científica. In: CARVALHO, Maria Cecília M. de. Construindo o
saber.Metodologia científica: fundamentos e técnicas. 7.ed. Campinas: Papirus, 1998.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 24.ed.


Petrópolis:Vozes, 1999.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma monografia. 8.ed. São Paulo: Martins
Fontes, 1999.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 20.ed. São


Paulo:Cortez, 1996.

SPINA, Segismundo. Normas para trabalhos de grau. São Paulo: Ática, 1984.

Fonte:Politikon

Endereço -http://planeta.terra.com.br/educacao/politikon/artigos.htm

3.1.3. sumário
O sumário é a enumeração dos títulos dos capítulos e suas divisões, com indicação da
página de seu início, tendo por objetivo facilitar ao leitor a localização de textos na
monografia.[23] Deve ser adequado ao tamanho do trabalho.[24]

É importante destacar que, se o acadêmico tiver domínio do uso da função estilos do


processador de textos Word, e os tiver empregado no corpo do trabalho, poderá se
poupar do esforço de elaborar o sumário, pois o programa insere-o automaticamente
quando requerido (Alt+I/c/l)[25], inclusive indicando a página em que o título é
encontrado.

3.1.4. abstract ou resumo

Chama-se abstract ou resumo a síntese da monografia, inserida logo após o sumário,


escrita na língua portuguesa e, facultativamente, traduzida para língua estrangeira.
Servindo apenas como apresentação panorâmica da monografia, é exibida em um único
parágrafo e com a mesma formatação do texto principal. A palavra resumo ou abstract
deve estar centralizada e duas linhas acima do respectivo texto.

3.1.5. texto principal

O texto principal é a monografia em si. No mínimo, divide-se em três partes:


introdução, desenvolvimento e conclusão.

Na introdução, o autor expõe o problema que motivou a pesquisa, situando-o espacial e


temporalmente, indicando o objeto e o método nesta empregado. Recomenda-se uma
breve descrição das partes de que se comporá o desenvolvimento.

O desenvolvimento do trabalho, divisível em capítulos, é a parte principal da


monografia. É ali que o autor faz uma retrospectiva da situação problemática, como ela
vem sendo tratada pela comunidade científica (doutrina, jurisprudência etc.), elabora
sua crítica e apresenta suas teses, explicando, detalhadamente, suas conclusões.

A conclusão da monografia destina-se à memorização e fixação das principais partes do


trabalho ou à articulação delas com o propósito inicial da pesquisa. É usual que o autor
faça uma síntese das conclusões parciais a que chegou, podendo apresentá-las por meio
de tópicos concisos.

No corpo do texto principal, podem ser inseridos elementos gráficos, fotos, ilustrações
etc., desde que sejam essenciais para a sua compreensão; caso contrário, estes devem ser
inseridos como anexos.

3.1.6. referências bibliográficas

Recebe o nome de referências bibliográficas[26] a lista de obras explicitamente


utilizadas pelo autor no corpo do texto principal de seu trabalho. Obras consultadas, mas
não mencionadas, devem ser omitidas da lista.

Em caso de repetição de nomes de autores ou de monografias com edições diferentes, o


texto repetido deve ser substituído por um travessão de 5 espaços seguido de um
ponto: .
Esta lista deve ser apresentada em ordem alfabética[27] de autores, conforme
especificações contidas adiante, no item 9.2 deste Manual.

3.2. elementos eventuais

3.2.1. epígrafe

Epígrafe é um título ou uma frase posta em página especial de uma monografia ou


antes do início do texto de um capítulo, servindo de mote ou de inspiração. Na verdade,
é uma frase de efeito cujo tema tem correlação com o objeto de estudo da monografia, a
qual, por seu apuro, profundidade ou autoridade[28], mereça ser citada em destaque,
para motivação inicial.

Normalmente a epígrafe é grafada em parágrafo especial na parte inferior da página[29],


com formatação idêntica às citações.[30]

Logo após a transcrição, em parágrafo imediatamente abaixo, com alinhamento à


direita, é colocada a fonte. Assim:

"Não há ciência isolada e integral; nenhuma pode ser manejada com mestria pelo que
ignora todas as outras. Quando falham os elementos filológicos e os jurídicos, é força
recorrer aos filosóficos e aos históricos, às ciências morais e políticas."

Carlos Maximiliano

3.2.2. dedicatória

A dedicatória é um pequeno texto em que o autor da monografia manifesta suas


afeições e agradecimentos a pessoas do seu estreito relacionamento, normalmente
familiares. A formatação do parágrafo da dedicatória é idêntica àquela da epígrafe.

3.2.3. agradecimentos

Se o autor da monografia desejar manifestar seus agradecimentos a outras pessoas, tais


como o orientador do trabalho, colaboradores, estagiários, bibliotecários, digitadores,
revisores, pode fazê-lo em página destacada, em forma idêntica à da epígrafe.

3.2.4. listas de gráficos, ilustrações etc.

As listas são sumários de outros elementos, que não os títulos dos capítulos, tais como
gráficos, mapas, tabelas, ilustrações etc.; evidentemente, a necessidade de uma lista vai
estar condicionada à existência desses componentes.

3.2.5. anexos

Designam-se como anexos todos os textos, gráficos e documentos que servem de apoio,
ilustração ou suplemento do trabalho monográfico, os quais, por serem acessórios, não
são inseridos no corpo principal, mas após este.
Os anexos, tantos quantos existirem, ganham numeração em algarismos romanos;
assim:

A inserção, como anexos, de leis e de julgados só é recomendável quando forem de


difícil acesso (por exemplo, leis revogadas, direito estrangeiro, julgados sem maior
repercussão). Não se justifica a inserção de anexos para a transcrição de leis federais
vigentes ou enunciados de súmulas de tribunais superiores, por exemplo.

3.2.6. glossário

O glossário é uma relação das palavras de uso técnico ou de emprego não corriqueiro,
cuja compreensão é importante ao entendimento das idéias apresentadas. Em outros
termos, é um pequeno vocabulário. Deve ser apresentado em ordem alfabética. É
inserido após o texto principal. Recomenda-se seu emprego somente em temas de
extrema especificidade.

3.2.7. índices

Os índices são relações de palavras principais do texto, com indicação dos números das
páginas onde estas são encontradas, os quais têm por objetivo permitir a fácil
localização de nomes, locais, institutos, autores etc. Normalmente os índices somente
são empregados em trabalhos de maior corpo, com mais de 50 laudas.

O nome do índice pode variar conforme o seu conteúdo; assim, índice onomástico,
quando contiver apenas nomes de pessoas; índice geográfico, quando contiver nomes
de locais; quando o índice tiver, indistintamente, nomes de pessoas, de locais e outras
palavras-chave, recebe o nome genérico de índice remissivo.

Novamente destaca-se que o processador de textos pode criar um índice remissivo


automaticamente,[31] apresentando as palavras em ordem alfabética, já com a
referência às páginas onde estas se encontram; todavia, para tanto, o acadêmico deve,
anteriormente, selecionar as palavras desejadas e marcá-las para compor o índice[32].

4. citações

Citações são referências feitas no texto a idéias, pensamentos e demais expressões,


proferidas em lugar diverso (monografia, tese, acórdão, palestra etc.) por outros
estudiosos ou pelo próprio autor, servindo para dar sustentação àquilo que se defende ou
para estabelecer a crítica a posições antagônicas.

As citações sempre devem vir acompanhadas das referências bibliográficas, indicando a


fonte de onde foram extraídas.

4.1. localização das citações

Quanto à localização no trabalho, as citações podem ser feitas no texto principal (no
corpo de um parágrafo normal ou em parágrafo especial) ou em notas de rodapé.
Recomenda-se o emprego das citações no próprio corpo do texto quando a citação for
essencial ao estudo e compreensão do assunto tratado e a sua localização neste lugar não
desviar a atenção do leitor em relação ao tema principal.

A citação no texto principal, de acordo com a sua extensão, pode ser feita no corpo de
um parágrafo normal ou em parágrafo especial.[33]

4.2. literalidade das citações

De acordo com o grau de literalidade, as citações podem ser assim classificadas em:

 citação direta ou literal, quando se tratar de transcrição literal de um texto, sem


modificações no seu texto e pontuação, ou, no máximo, contendo supressões de
partes desnecessárias.
 citação indireta ou ideal, quando a citação não for literal, mas apenas traduzir a
idéia do autor citado. Neste caso, se a citação tiver aproximadamente o mesmo
tamanho e conteúdo do texto original, receberá o nome de paráfrase; se tratar
de mera síntese das idéias, será chamada condensação.
 citação de citação ou de segunda mão [34] é aquela em que o autor não teve
acesso à fonte (trabalho) da qual foi extraída, tomando contato com ela por
intermédio de trabalho de terceiro. Por questões de confiabilidade, as citações de
segunda mão devem ser evitadas ao máximo, justificando seu emprego somente
quando a fonte original for inacessível ou a citação não for essencial.
 citação traduzida é aquela em que o autor[35] ou terceira pessoa traduz texto
originalmente escrito em língua estrangeira[36]. Para facilitar a conferência da
tradução, o texto original pode ser transcrito em nota de rodapé.

4.3. elementos não originais em citação

Sempre que desejar alterar a apresentação da citação original, o autor deve mencionar a
modificação, esclarecendo-a por expressões entre colchetes.

Vejam-se as hipóteses abaixo:

[...] Para indicar supressão de texto. Ex.:


"O universal lógico do Direito é apresentado pelos neokantianos, de
maneira estática [...], esvaziando daquela função constitutiva que as
categorias desempenham em relação a experiência, e que [...] marca o
valor do transcendentalismo kantiano."
[?] ou [!] Para demonstrar dúvida [?] ou perplexidade [!] com a idéia do texto
original. Ex.:
Disse Afrânio Silva Jardim: "Divergindo da doutrina majoritária,
entendemos que a Lei n.° 9.099/95 não mitigou o princípio da
obrigatoriedade do exercício da ação penal pública condenatória" [!].
[sic] Para destacar erros ou incoerências contidas no original. Ex.:
Lê-se nos autos de inquérito policial: "quando o ladrão pulou a serca
[sic], logo os policiais o prenderam".
[sem grifo Para indicar destaque de texto inexistente no original. Ex.:
no
original] Prossegue Afrânio Silva Jardim: "Na verdade, o legislador não deu ao
Ministério Público a possibilidade de requerer o arquivamento do
termo circunstanciado e das peças de informação que o instruírem
quando presentes todas as condições para o exercício da ação penal"
[sem grifo no original].

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Referências bibliográficas são elementos que permitem a identificação de um trabalho


mencionado no corpo do texto principal, tais como o nome do autor, o título da
monografia, data de publicação etc.

Como se verá, existem elementos das referências que são obrigatórios (a apresentação
das referências bibliográficas se encontra padronizada pela NBR 6023, da ABNT).
Todavia, diante da diversidade de situações que se terão na prática, jamais se conseguirá
uma padronização absoluta.

Não se pode perder de vista que o objetivo principal das referências é permitir ao
público leitor a identificação do trabalho. Evitam-se posições extremadas: a inserção de
dados em demasia sobrecarrega o texto; a sua ausência não permite o alcance do seu
escopo.

Assim, as referências devem ser adequadas ao público-alvo, sendo, por exemplo,


absolutamente desnecessária, em monografia jurídica, a anteposição da palavra
BRASIL, para identificar o Supremo Tribunal Federal, nas citações
jurisprudenciais[37], ou ainda a menção às dimensões e números de páginas da referida
obra.

As referências bibliográficas são necessárias para permitir a identificação e a


conferência das fontes das citações inseridas no corpo do texto ou em nota de rodapé e
na lista bibliográfica a ser apresentada no fim do trabalho.

5.1. referências em citações

As referências bibliográficas de citações podem ser apresentadas, facultativamente, no


corpo do texto principal (sistema autor/data) ou em notas numeradas (de rodapé ou
em lista anotada no final da monografia, capítulo ou seção). Entretanto, feita a opção
por um dos referidos sistemas, deve ser mantido o mesmo em todo o trabalho.

5.1.1. no corpo do texto (sistema autor/data)

É recomendável a apresentação das referências bibliográficas logo após as citações,


entre parênteses, quando a fonte citada é o objeto principal do estudo e, por isso, vai ser
constantemente mencionada, como quando se elabora crítica sobre o pensamento de
renomado autor em determinada monografia.
Neste caso, os elementos referenciais serão mínimos, contendo apenas o nome principal
do autor, o ano da publicação e o número da página; assim:

Também o sociologismo de Erlich não escapa à crítica: “Mas é isto, justamente, que o
positivismo sociológico de Ehrlich não consegue valorizar, porque lhe falta – tal como
ao seu reverso, o positivismo formal da Teoria Pura do Direito de Kelsen – o acesso ao
domínio do ser espiritual das idéias e da sua realização nas objetivações do espírito”
(Larenz, 1991: 86).

5.1.2. em notas numeradas

Preferencialmente, as referências bibliográficas devem ser apresentadas em notas de


rodapé numeradas,[38] contendo, no mínimo, os seguintes elementos:

 nome do autor;
 título da obra;
 edição (se não for a primeira);
 local de publicação;
 nome da editora;
 ano da edição;
 número da página.

Podem ser muitas as variantes de apresentação destes elementos (um ou mais autores,
local desconhecido etc.), assim, estas especificações serão tratadas a seguir, no item 9.3
deste Manual.

As notas numeradas postas no fim de monografia, capítulo ou seção são empregadas


excepcionalmente, quando a sua colocação no rodapé, por questões de editoração do
texto, não for conveniente.

A sua formatação deve ser a mesma das notas de rodapé.

5.2. referência em lista

As referências em listas bibliográficas seguem a mesma forma de apresentação das


contidas em notas, distinguindo-se destas apenas porque não mencionam o número da
página da monografia.

5.3. apresentação dos elementos referenciais

5.3.1. apresentação básica

Quando os elementos referenciais forem simples e todos conhecidos, a sua apresentação


será a seguinte:

 nome do autor, iniciando pelo último sobrenome[39], este em maiúsculas;


 o título da obra, em negrito ou itálico, sendo somente a primeira letra da
primeira palavra em maiúscula[40];
 a edição, se não for a primeira;
 imprenta: local (especifica-se a unidade federativa ou o país somente se houver
possibilidade de confusão com outra localidade), editora (só o nome principal) e
ano de publicação;
 número da página (somente se for referência em citação); assim: p. 35, ou, para
indicar trecho: p. 35-50. 1 SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer uma
monografia. 4. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997, p. 67.

Exemplo:

Obs.: a forma de pontuação deve ser uniformemente seguida.

5.3.2. especificações variadas

5.3.2.1. quanto ao autor

5.3.2.1.1. Existindo um organizador ou coordenador, a entrada é feita pelo


coletâneas[41] seu nome (o qual pode ser de uma instituição), seguido da
função abreviada, entre parênteses; caso contrário, diretamente
pelo título, sendo a primeira em maiúsculas.

wolkmer, Antonio Carlos (Org.). Fundamentos de história do


direito. BeloHorizonte: Del Rey, 1996, p. 34. ou

FUNDAMENTOS de história do direito. Belo Horizonte: Del


Rey, 1996, p. 34.
5.3.2.1.2. autor com A entrada é feita pelo penúltimo nome, seguido do último. Ex.:
sobrenomes em língua BALAGUER CALLEJÓN, F.. Fuentes del derecho. Madrid:
espanhola Tecnos, 1992, p. 67.
5.3.2.1.3. A entrada é feita pelo título, com a primeira palavra em
desconhecido maiúsculas. Ex.:
MANIFESTO revolucionário. São Paulo: [s.e.], 1932, p. 3.
5.3.2.1.4. dois ou três Separam-se os seus nomes por ponto e vírgula, na ordem de
autores apresentação da ficha catalográfica ou, se inexistir esta, da capa.
Ex.:
CINTRA, Antonio Carlos A.; GRINOVER, Ada Pellegrini;
DINAMARCO, Cândido Rangel. Teoria geral do processo. 10.
ed. São Paulo: Malheiros, 1993, p. 45.
5.3.2.1.5. mais de três Mencionam-se os três primeiros seguidos da expressão latina et
autores alli (abrev. et al.) ou e outros. Ex.:SILVA, A. C. da; SOUZA, A.
de.; PORTO, C. et al. Relatório de atividades. Brasília:
UniCEUB, 1993, p. 45.
5.3.2.1.6. órgãos Insere-se normalmente o nome do órgão, com todas as letras em
públicos maiúsculas. Se a denominação for genérica, podendo ser
confundida com outra semelhar, deve ser inserida a localidade,
entre parênteses; assim: Instituto de Criminalística (DF).
Se o trabalho for de autoria de uma unidade subordinada, cujo
nome não for conhecido pelo público leitor, deverá ser
antecedida da unidade superior. Ex.:

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Procuradoria da


República no Distrito Federal. Relatório de atividades. Brasília,
[42] 1999, p. 34.
5.3.2.1.7. instituições Insere-se normalmente o nome da instituição, todas as letras em
maiúsculas. Se houver uma unidade subordinada, deverá ser
mencionada na seqüência, com formatação normal; podem ser
usadas siglas. Ex.:

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA. Faculdade de


Ciências Jurídicas e Sociais. Curso de Direito. Manual de
elaboração de monografias. Brasília,[43] 2002, p. 34.
5.3.2.1.8. eventos Cita-se o nome do evento: congressos, encontros profissionais
etc., seguido da data e do local.
Ex.:CONGRESSO NACIONAL DE MAGIstrADOS, set. 99,
Gramado (RS). Anais. Porto Alegre: Sérgio Antonio Fabris,
1999, p. 13.
5.3.2.1.9. pseudônimo Substitui o nome; se o nome for conhecido, é apresentado logo
após, entre colchetes. Ex.:
PITÁGORAS [João da Silva]. Teoria geral do direito. Belo
Horizonte: Minasjur, 1956.
5.3.2.1.10. sobrenome Apresentam-se ambos, destacando-se-os. Ex.:
composto ESPÍRITO SANTO, José da Silva. Denúncia. 4ª ed. São Paulo:
Martins Fontes, 1997, p. 67.

5.3.2.2. quanto ao local da fonte

5.3.2.2.1. citação No corpo do texto principal, faz-se referência ao legítimo autor


de citação das palavras transcritas e, na nota de rodapé, menciona-se a fonte
que indicou a sua existência. Ex.

· no texto principal:

Liebman ressaltou que o direito processual é disciplina onde se


trata da regulamentação do exercício "de uma das funções
fundamentais do Estado, qual a de fazer justiça".8

· na nota de rodapé:

Apud MARQUES, José Frederico. Elementos de Direito


Processual Penal. Campinas: Bookseller, 1997, vol. I, p. 80.
5.3.2.2.2. leis, Seguem-se o número do ato, a data, a ementa e o local de
decretos etc. publicação. Quando o ato normativo é federal, não precisa
especificar o local; quando estadual ou municipal, precisa. Ex.:

LEI N.º 6.368, de 21.10.76. Dispõe sobre medidas de prevenção


e repressão ao tráfico ilícito e uso indevido de entorpecentes [...].
DOU de 22.10.76, v. 120, p. 5.004.

Ou

DIstrITO FEDERAL. Lei n.º [...]


5.3.2.2.3. Indica-se o tribunal de origem, o órgão prolator da decisão
jurisprudência (turma, câmara etc.), o tipo e o número da ação ou recurso,
relator do acórdão, data da decisão e local de publicação.
Facultativamente, pode-se inserir a ementa da decisão. Por
questão de preservação da intimidade individual, deve ser evitada
a menção às partes litigantes. Ex.
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2ª Turma. RHC nº 66.869.
Relator: Aldir Passarinho. Data do julgamento: 12.6.88. DJ de
28.4.89, p. 6.295.
5.3.2.2.4. artigos A entrada é feita normalmente pelo autor, seguido do título do
em periódicos, artigo em fonte normal (facultado o uso das aspas), título do
com autor periódico na mesma forma de fonte empregada para as
identificado monografias, local e data de publicação e páginas de início e de
término do artigo. Ex.:

CAMPOS, R. A esquina da irracionalidade. Revista Veja, São


Paulo: Abril, v. 31, n. 23, 1999, p. 21.

se o artigo estiver localizado em suplemento:

SILVA, A. C. Pequena traição. Correio Braziliense, Brasília, 12


dez. 1999, caderno Direito e Justiça, p. 12.
5.3.2.2.5. artigos O nome do jornal ou da revista substitui o nome do autor do
em periódicos, artigo. Ex.:
com autor não
identificado VEJA. O czar do crime. São Paulo: Abril, v. 31, n. 23, 1999, p.
66.
5.3.2.2.6. Identifica-se primeiro a monografia individual, seguida da
monografia expressão latina in ou em, e os dados da coletânea. Ex.:
contida em
coletânea não GAUTHIER, F. As Declarações do direito natural. In:
periódica VOVELLE, Michel (org.). França revolucionária. Trad. Denise
Bottman. São Paulo: Brasiliense, 1989, p. 378.
5.3.2.2.7. A entrada é feita pelo nome da instituição. Ex.:
pareceres oficiais
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL. Procuradoria da República
no Distrito Federal. Relatório de atividades. Brasília,[44] 1999, p.
34.
5.3.2.2.8. tese ou SOUZA JÚNIOR, Antonio Umberto de. Entre o medo e a
dissertação não utopia: o dilema brasileiro entre o ativismo e a autocontenção no
publicada exame judicial das questões políticas. 2001. 171 f. Dissertação.
(Mestrado em Direito e Estado). Faculdade de Direito,
Universidade de Brasília, Brasília.
5.3.2.2.9. SIMON, P. Eu digo o que penso. Veja. São Paulo: Abril, n.1124,
entrevistas 15 set. 1999, p. 11. Entrevista.
publicadas
5.3.2.2.10. PERTENCE, J.P.S. Entrevista concedida a José João da Silva.
entrevistas não Brasília, 4 abr.1999.
publicadas
5.3.2.2.11. atas CEUB. Coordenadoria de Monografia e Pesquisa. Ata da sessão
realizada no dia 10 set. 1999. Livro20, p. 12 verso.
5.3.2.2.12. MICROSOFT CORPORATION. WINDOWS 3.1. Redmomd.
programas de Wa, c 1990-1992, disquetes (8Mb); 5 ¼ pol. Ambiente
computador operacional.
5.3.2.2.13. Se conhecida, deve ser apresentada a pessoa responsável pela
páginas da página, seguido do endereço eletrônico da página (sublinhado) e
internet da data do acesso. Ex.:
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Disponível em:
<http//:www.stf.gov.br> . Acesso em: 22 abr. 00.
5.3.2.2.14. Identifica-se primeiramente a obra, depois o endereço eletrônico
trabalhos do arquivo referente ao texto, seguido da data de acesso.
publicados na
internet GAZOTO, Luís Wanderley. A Linguagem e a revolução
francesa. Disponível em:
<http//:www.prdf.mpf.gov.br/~gazoto/monograf/
revfranc> Acesso em: 22 out. 1999.

5.3.2.3. quanto ao título

5.3.2.3.1. Se o título contiver subtítulo, este deve aparecer após aquele,


subtítulo precedido por dois pontos e espaço, sem destaque.
HULSMAN, Louk; celis, Jacqueline B. de. Penas perdidas: o
sistema penal em questão. Tradução de: Maria Lúcia Karam.
Niterói: Luam, 1993, p. 67.
5.3.2.3.2. mais A entrada é feita pelo título mais destacado ou, se não houver
de um título destaque, pelo que aparecer primeiro na monografia.
5.3.2.3.3. título Pode ser abreviado, substituindo-se as partes suprimidas por
longo reticências entre colchetes.

6. ABREVIATURAS E EXPRESSÕES LATINAS


Apresentam-se a seguir as principais abreviaturas e expressões latinas com seus respectivos
significados:

Abreviatura ou significado
expressão
Apud (ápud) [Lat., “junto a”; “em”]

Prep.

Empregada geralmente em bibliografia, para indicar a fonte de


uma citação de citação (também chamada de citação de segunda
mão).
c/c “Combinado com”. Empregada quando se consideram
conjuntamente duas disposições legais para se chegar a um
resultado ou conclusão.
cf. “Confira”, “conforme”.
ed. Edição.
Ibidem (ibídem)[Lat.]

Adv.

1. Aí mesmo; no mesmo lugar.

2. Na mesma obra.

[Emprega-se em citações de obras mencionadas na nota


imediatamente anterior. Abrev.: ib.]
Idem (ídem) [Lat., “o mesmo”]

Pron.

2. O mesmo autor.

3. Da mesma forma etc.

[Usado para evitar repetições. Abrev.: id.]


j. Julgado em.
loc. Local.
n. Número.
ob. cit. (ou op. Obra citada.
cit.)
ob. loc. cit. [Lat., “no trecho citado”]
Remissão à mesma página ou trecho mencionado na nota
imediatamente anterior.
p. Página.
p. ex. Por exemplo.
passim (pássim) [Lat., “por aqui e ali”]

Adj.

Palavra que se pospõe ao título de uma obra citada para indicar


que nela se encontrarão referências em vários trechos.
s.d. Sem data.
s.e. Sem editora identificada.
s.l. Sem local.
s.n. Sem nome.
Sic [Lat., 'assim'.]

Adv.

Palavra que se pospõe a uma citação, ou que nesta se intercala,


entre colchetes, para indicar que o texto original é exatamente
como apresentado no trabalho, por errado ou estranho que pareça.
v. vide; veja; volume.
v.g. (verbi (vérbi grácia)[Lat.]
gratia)
Por exemplo
v.u. Votação unânime

7. BIBLIOGRAFIA DE APOIO

Além das indicações bibliográficas que cada tema suscita a quem pretenda pesquisar, é
possível elaborar uma lista de obras com grande potencial de utilidade genérica, seja nas
questões metodológicas, seja nas questões epistemológicas (relativas aos limites de cada
ciência), seja nas questões meramente formais. A inserção da lista que segue tem, pois, o
propósito de fornecer pistas e dados aos pesquisadores em matéria jurídica ou
sociojurídica.

7.1. CIÊNCIA E METODOLOGIA DE PESQUISA

ALVES, Rubem. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. São Paulo: Ars
Poética, 1996.

CHALMERS, A. O que é a ciência afinal? Tradução de: Raul Fiker. São Paulo:
Brasiliense, 1995.

DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1995.

DUTRA, L. H. de. Introdução à teoria da ciência. Florianópolis: UFSC, 1998.

FEYERABEND, P. K. Contra o método. Tradução de: Octanny S. da Mota & Leônidas


Hegenberg. Rio de Janeiro:Livraria Francisco Alves, 1975.
KUHN, Thomas S. A Estrutura das revoluções científicas. 5. ed. Tradução de: Beatriz
Vianna Boeira e Nelson Boeira. São Paulo: Perspectiva, 1998.

LAKATOS & MUSGRAVE (Orgs.). A Crítica e o desenvolvimento do conhecimento:


quarto volume das atas do colóquio internacional sobre filosofia da ciência,
realizado em Londres em 1965. Tradução de: Otávio Mendes Cajado, São Paulo:
Cultrix e Edusp, 1970.

MAZZOTTI, A. J. A.; GEWANDSZNAJDER, F. O Método das ciências naturais e


sociais. São Paulo: Pioneira, 1993.

PINTO, A. V. Ciência e existência: problemas filosóficos da pesquisa científica. 3. ed.


Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

POPPER, Karl. A Lógica da pesquisa científica. 9. ed. Tradução de: Leônidas


Hegenberg e Octanny Silveira da Mota. São Paulo:Cultrix, 1999.

. Conjecturas e refutações. Tradução de: Sérgio Bath, Brasília: UNB, 1982.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Introdução à uma ciência pós-moderna, Rio de


Janeiro: Graal, 1989.

. Um discurso sobre as ciências. Porto: Afrontamento, 1987.

. A crítica da razão indolente: contra o desperdício da experiência. São Paulo: Cortez,


2000.

RABUSKE, E. Epistemologia das ciências humanas. Caxias do Sul:EDUCS, 1978.

7.2. INTRODUÇÃO À PESQUISA JURÍDICA E SOCIOJURÍDICA

ADEODATO, João Maurício. O Estado da arte da pesquisa jurídica e sócio-jurídica


no Brasil. Brasília: Conselho de Justiça Federal (Centro de Estudos Judiciários), 1996
(Série Pesquisas do CEJ, nº 4).

. Filosofia do direito: uma crítica à verdade na ética e na ciência. São Paulo: Saraiva,
1996.

LYRA FILHO, Roberto. O que é Direito. Rio de Janeiro: Brasiliense, 1982.

SOUSA JÚNIOR, José Geraldo (Org.). Introdução crítica ao Direito. Brasília: UnB,
1993 (Série O Direito achado na rua).
25 de abril de 2008
Método Dedutivo vs Método Indutivo

Método Dedutivo

O método dedutivo, de acordo com a acepção clássica, é o método que parte do geral e,
a seguir, desce ao particular. Parte de princípios reconhecidos como verdadeiros e
indiscutíveis e possibilita chegar a conclusões de maneira puramente formal, isto é, em
virtude unicamente de sua lógica. É o método proposto pelos racionalistas (Descartes,
Spinoza, Leibniz), segundo os quais só a razão é capaz de levar ao conhecimento
verdadeiro, que decorre de princípios a priori evidentes e irrecusáveis. O protótipo do
raciocínio dedutivo é o silogismo, que consiste numa construção lógica que, a partir de
duas preposições chamadas premissas, retira uma terceira, nelas logicamente
implicadas, denominada conclusão. Seja o exemplo:
Todo homem é mortal. (premissa maior)
Pedro é homem. (premissa menor)
Logo, Pedro é mortal. (conclusão)
O método dedutivo encontra larga aplicação em ciências como a Física e a Matemática,
cujos princípios podem ser enunciados como leis. Por exemplo, da lei da gravitação
universal, que estabelece que "matéria atrai matéria na razão proporcional às massas e
ao quadrado da distância", podem ser deduzidas infinitas conclusões, das quais seria
muito difícil duvidar. Já nas ciências sociais, o uso desse método é bem mais restrito,
em virtude da dificuldade para se obter argumentos gerais, cuja veracidade não possa
ser colocada em dúvida. É verdade que no âmbito das ciências sociais, sobretudo na
Economia, têm sido formuladas leis gerais, como a lei da oferta e da procura e a lei dos
rendimentos decrescentes. No entanto, apesar do valor atribuído a essas leis na
explicação dos fatos econômicos, suas exceções são facilmente verificadas. O que
significa que considerar leis dessa natureza como premissas para deduções torna-se um
procedimento bastante crítico. Mesmo do ponto de vista puramente lógico, são
apresentadas várias objeções ao método dedutivo. Uma delas é a de que o raciocínio
dedutivo é essencialmente tautológico, ou seja, permite concluir, de forma diferente, a
mesma coisa. Esse argumento pode ser verificado no exemplo apresentado. Quando se
aceita que todo homem é mortal, colocar o caso particular de Pedro nada adiciona, pois
essa característica já foi adicionada na premissa maior. Outra objeção ao método
dedutivo refere-se ao caráter apriorístico de seu raciocínio. De fato, partir de uma
afirmação geral significa supor um conhecimento prévio. Como é que se pode afirmar
que todo homem é mortal? Esse conhecimento não pode derivar da observação repetida
de casos particulares, pois isso seria indução. A afirmação de que todo homem é mortal
foi previamente adotada e não pode ser colocada em dúvida. Por isso, os críticos do
método dedutivo argumentam que esse raciocínio assemelha-se ao adotado pelos
teólogos, que partem de posições dogmáticas.

Método Indutivo

O método indutivo procede inversamente ao dedutivo: parte do particular e coloca a


generalização como um produto posterior do trabalho de coleta de dados particulares.
De acordo com o raciocínio indutivo, a generalização não deve ser buscada
aprioristicamente, mas constatada a partir da observação de casos concretos
suficientemente confirmadores dessa realidade. Constituí o método proposto pelos
empiristas (Bacon, Hobbes, Locke, Hume), para os quais o conhecimento é
fundamentado exclusivamente na experiência, sem levar em consideração princípios
preestabelecidos.
Nesse método, parte-se da observação de fatos ou fenômenos cujas causas se deseja
conhecer. A seguir, procura-se compará-los com a finalidade de descobrir as relações
existentes entre eles. Por fim, procede-se à generalização, com base na relação
verificada entre os fatos ou fenômenos. Considere-se o exemplo:
Antonio é mortal.
Benedito é mortal.
Carlos é mortal.
Zózimo é mortal.
Ora, Antonio, Benedito, Carlos... e Zózimo são homens.
Logo, (todos) os homens são mortais.
As conclusões obtidas por meio da indução correspondem a uma verdade não contida
nas premissas consideradas, diferentemente do que ocorre com a dedução. Assim, se por
meio da dedução chega-se a conclusões verdadeiras, já que baseadas em premissas
igualmente verdadeiras, por meio da indução chega-se a conclusões que são apenas
prováveis. O raciocínio indutivo influenciou significativamente o pensamento cientifico.
Desde o aparecimento no Novum organum, de Francis Bacon (1561-1626), o método
indutivo passou a ser visto como o método por excelência das ciências naturais. Com o
advento do positivismo, sua importância foi reforçada e passou a ser proposto também
como o método mais adequado para investigação nas ciências sociais.
Não há como deixar de reconhecer a importância do método indutivo na constituição
das ciências sociais. Serviu para que os estudiosos da sociedade abandonassem a
postura especulativa e se inclinassem a adotar a observação como procedimento
indispensável para atingir o conhecimento científico. Graças a seus influxos é que foram
definidas técnicas de coleta de dados e elaborados instrumentos capazes de mensurar os
fenômenos sociais. A despeito, porém, de seus reconhecidos méritos, a indução recebeu
várias críticas. David Hume (1711-1776) considerou que indução não poderia transmitir
a certeza e a evidência, porque pode admitir que amanhã o sol não nasça, mesmo que
esteja encoberto pelas nuvens. Esse enunciado, que o senso comum tem como evidente
pela indução diária, não constitui rigorosamente uma evidência. Isso porque pode
ocorrer que, por força de um cataclismo universal, desapareça o sol. Seria possível,
portanto, admitir o contrário. A objeção colocada por Hume foi, de certa forma,
contornada pela teoria da probabilidade, que possibilita indicar os graus de força de um
argumento indutivo.

Método hipotético-dedutivo

O método hipotético-dedutivo foi definido por Karl Popper a partir de criticas à


indução, expressas em A lógica da investigação científica, obra publicada pela primeira
vez em 1935. A indução, no entender de Popper, não se justifica, pois o salto indutivo de
"alguns" para "todos" exigiria que a observação de fatos isolados atingisse o infinito, o
que nunca poderia ocorrer, por maior que fosse a quantidade de fatos observados. No
caso clássico dos cisnes, para se sustentar, com certeza e evidência, que todos os cisnes
são brancos, seria necessário verificar cada cisne particular possível, do presente, do
passado e do futuro, porque, na realidade, a soma dos casos concretos dá apenas um
número finito, ao passo que o enunciado geral pretende ser infinito. Outro argumento de
Popper é o de que a indução cai invariavelmente no apriorismo. A indução parte de uma
coerência metodológica porque é justificada dedutivamente. Sua justificação indutiva
exigiria o trabalho de sua verificação factual. Isso significaria cair numa petição de
princípio, ou seja, apoiar-se numa demonstração sobre a tese que se pretende
demonstrar. No método hipotético-dedutivo, de acordo com Kaplan (1972, p. 12):
"... o cientista, através de uma combinação de observação cuidadosa, hábeis
antecipações e intuição científica, alcança um conjunto de postulados que governam os
fenômenos pelos quais está interessado, daí deduz ele as conseqüências por meio de
experimentação e, dessa maneira, refuta os postulados, substituindo-os, quando
necessário por outros e assim prossegue". Pode-se apresentar o método hipotético-
dedutivo a partir do seguinte esquema:

Quando os conhecimentos disponíveis sobre determinado assunto são insuficientes para


a explicação de um fenômeno, surge o problema. Para tentar explicar a dificuldade
expressa no problema, são formuladas conjecturas ou hipóteses. Das hipóteses
formuladas, deduzem-se conseqüências que deverão ser testadas ou falseadas. Falsear
significa tentar tornar falsas as conseqüências deduzidas das hipóteses. Enquanto no
método dedutivo procura-se a todo custo confirmar a hipótese, no método hipotético-
dedutivo, ao contrário, procuram-se evidências empíricas para derrubá-la. Quando não
se consegue demonstrar qualquer caso concreto capaz de falsear a hipótese, tem-se a sua
corroboração, que não excede o nível do provisório. De acordo com Popper, a hipótese
mostra-se válida, pois superou todos os testes, mas não definitivamente confirmada, já
que a qualquer momento poderá surgir um fato que a invalide. O método hipotético-
dedutivo goza de notável aceitação, sobretudo no campo das ciências naturais. Nos
círculos neopositivistas chega mesmo a ser considerado como o único método
rigorosamente lógico. Nas ciências sociais, entretanto, a utilização desse método
mostra-se bastante crítica, pois nem sempre podem ser deduzidas conseqüências
observadas das hipóteses. Proposições derivadas da Psicanálise ou do Materialismo
Histórico, por exemplo, não apresentariam, de acordo com Popper, condições para
serem falseadas.

Escrito por Juliano Torres às 18:38


Tags: Karl Popper, Método Científico, Método Dedutivo, Método Indutivo

14 comentários:

Anônimo disse...

Brutal,ajudou mesmo muito. Obrigado,continua

27 de Abril de 2008 11:53

Léouu disse...

Otimo!!!!
me ajudou também...
otimo trabalho.

22 de Agosto de 2008 10:52

Anônimo disse...

Maravilhoso!!!Leitura agradável.Obtive grande ajuda para o meu trabalho!!!

6 de Novembro de 2008 09:09

Antonio marcos disse...

nossa foi muito util


incrivelmente bem definido: lhje invejo, parabens!

5 de Abril de 2009 20:37

Paulo disse...

Ótimo texto. Idéias claras e bem definidas. Argumentação e exemplificações


muito bem articulados. Parabéns

7 de Abril de 2009 07:03

Odeio Filosofia disse...

Não sei elogiar, então...

Idem... e...

Explicou melhor do que quaquer outro.


24 de Maio de 2009 19:57

Joana disse...

o MELHORRRRRRRRR!!!!!!!!!

THANK YOUUUUUUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

4 de Junho de 2009 14:59

Anônimo disse...

valeu

18 de Junho de 2009 08:01

Anônimo disse...

Excelente sua postagem, faço minha todas as palavras de elogio. Parabéns e


obrigada, me ajudou muitíssimo.Juliana Costa

16 de Julho de 2009 04:38

Juliana F Duarte disse...

Bom texto!
Keep UP!

27 de Agosto de 2009 18:54

Jossy Pessoa disse...

Perfeito texto, ajudou muito em minha pesquisa, desvendou minhas dúvidas...


parabéns!!!!!

17 de Setembro de 2009 19:27

Gizele disse...

às voltas com um projeto e monografia, principalmente com o tópico


metodologia, suas informações foram definitivas para o meu trabalho. Valeu.
Merci.

1 de Outubro de 2009 14:16

Anônimo disse...

gostei do texto. Como sugestão creio que no lugar de conjecturas ficaria melhor
hipótese, palavra que aparece no nome do método (hipotético-dedutivo)
13 de Outubro de 2009 12:03

Anônimo disse...

Boa tarde. Estou a fazer um trabalho teórico, de 10 páginas, sobre o método


hipotético-dedutivo versus método indutivo. Gostaria que me dessem algumas
pistas sobre os pontos fortes de ambos e como os apresentar.
Obrigado.
A. S.

27 de Outubro de 2009 11:09

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4. MONOGRAFIA AC PROJETO DE PESQUISA PARA TCC E


MONOGRAFIAS
O papel do campo Metodologia no projeto de pesquisa é o de informar sobre como o
trabalho da monografia pode ser dividido. Por exemplo, você pode fazer a ...
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5. Projeto de Pesquisa - Projetos Educacionais - Monografias

Seu Parceiro em Momentos Especiais Ajudamos você a fazer seu sonho acontecer.
PROJETO DE PESQUISA E MONOGRAFIA. Nesta seção disponibilizamos alguns
PROJETOS ...
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6. MONOGRAFIA AD - PROJETO DE PESQUISA PARA


MONOGRAFIA

Como definir o projeto de pesquisa para monografia. Importância do projeto como


roteiro de trabalho em monografias. Delineamento do projeto de pesquisa em ...
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7. [DOC]

5 O PROJETO DE PESQUISA

Formato do arquivo: Microsoft Word - Ver em HTML


O projeto de pesquisa é o planejamento de uma pesquisa, ou seja, a definição dos ... O
planejamento não assegurará, por si só, o sucesso da monografia, mas, .... Silva e
Menezes (2001, p.31) afirmam que o pesquisador precisa fazer ...
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8. PROJETO DE MONOGRAFIA PROJETO PARA MONOGRAFIA


COMO FAZER UM ...

Um Projeto de Monografia, ou mesmo entitulando-se Projeto de Pesquisa é um


importante passo na construção do trabalho monográfico subseqüente. ...
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9. MONOGRAFIA ALPHA PROJETO DE PESQUISA PARA


MONOGRAFIAS PRONTAS

Elaboração de projeto de pesquisa como fonte de pesquisa para monografias. A Alpha


Monografia apresenta as funções do projeto de pesquisa em uma monografia.
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10.Regras da ABNT - Monografias Brasil Escola


Trabalho de Conclusão de Curso – TCC: Monografia, TCC - atividade acadêmica
obrigatória, ... Estrutura e elementos de um projeto de pesquisa III: Elementos ...
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