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PPGLEV

PLATAFORMA SUCUPIRA
2017
SUMÁRIO

1. Histórico e contextualização ............................................................ 4


Linhas de pesquisa: situação atual ..................................................... 5
Linhas de pesquisa e docentes envolvidos: breve histórico ............... 5
Quadro docente atual ......................................................................... 11
Produção intelectual .......................................................................... 14
Política de qualificação docente (pós-doutoramento) ....................... 15
Política de credenciamento e recredenciamento ............................... 15

2. Objetivos .......................................................................................... 17
Perfil do egresso ............................................................................... 18

3. Proposta curricular ........................................................................ 19


Critérios de seleção de alunos ........................................................... 20
Corpo discente ................................................................................... 21
Experiências inovadoras de formação ............................................... 22
Ensino a distância .............................................................................. 24

4. Infraestrutura .................................................................................. 25
Recursos de informática ..................................................................... 27
Biblioteca ........................................................................................... 27
Outras informações ............................................................................ 29

5. Integração com a graduação .......................................................... 30


Estágio de docência ........................................................................... 33

6. Integração com a sociedade/mercado de trabalho (mestrado profissional) 35


Estágios profissionais ........................................................................ 40

7. Intercâmbios .................................................................................... 42
Intercâmbios nacionais ...................................................................... 42
Intercâmbios internacionais ............................................................... 44

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8. Solidariedade, nucleação e visibilidade ......................................... 52
Nucleação .......................................................................................... 56
Acompanhamento de egressos .......................................................... 58
Visibilidade ....................................................................................... 66
Site do PPGLEV ............................................................................... 66
Periódicos ......................................................................................... 66
Sites de grupos de pesquisa e laboratórios ....................................... 68

9. Inserção social ................................................................................ 72


Interfaces com a Educação Básica ................................................... 73

10. Internacionalização ....................................................................... 77


Participação em eventos internacionais ........................................... 78
Publicações no exterior .................................................................... 85
Apoios do exterior ............................................................................ 86

11. Atividades complementares ........................................................... 88


Cursos de pós-graduação lato sensu ................................................. 88
Cursos de extensão ........................................................................... 88
Demais atividades dentro e fora do campus ..................................... 89

12. Autoavaliação (perspectivas de evolução e tendências) .............. 90


Em quais pontos o programa pode melhorar .................................... 93

13. Planejamento futuro ....................................................................... 94

14. Outras informações ........................................................................ 96


Política de concessão de bolsas discentes ......................................... 96

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HISTÓRICO E CONTEXTUALIZAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas (Mestrado e Doutorado), criado


em 1970 como uma das áreas do Programa de Pós-Graduação em Letras da UFRJ, abrange
atualmente três áreas de concentração (Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e Literaturas
Portuguesa e Africanas), sob as quais se abrigam onze linhas de pesquisa que se integram e se
constituem menos como fronteiras estanques do que como interfaces, mantendo diálogos
constantes, que resultam em trabalhos conjuntos produtivos.
O PPGLEV tem como objetivos fundamentais a criação, o desenvolvimento e a
divulgação da pesquisa em língua e literaturas de língua portuguesa (no Brasil, Europa e
África), bem como a formação e a capacitação de professores e de pesquisadores. Na articulação
entre os resultados da produção acadêmica e os cursos oferecidos, busca também uma extensão
de seu trabalho em instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa de graduação e de pós-
graduação nas mais diferentes regiões do país, onde atuam profissionais formados por seu
quadro docente.
Entre os criadores e primeiros docentes do PPGLEV, encontram-se os professores
doutores Celso Cunha, Cleonice Berardinelli e Afrânio Coutinho. Estruturado por figuras
representativas das áreas de língua portuguesa e de literaturas de língua portuguesa, o PPGLEV
manteve o nível de qualidade com que foi concebido, sempre procurando renovar-se para
atender as demandas da sociedade nos níveis nacional e internacional, tanto que, na década de
1990, foi considerado um dos 10 cursos de excelência da UFRJ, uma das maiores universidades
do país.
A longevidade do PPGLEV se deve ao trabalho ininterrupto realizado por várias
gerações de docentes, ao longo das décadas. Trata-se de um programa maduro e consolidado,
responsável pela formação de várias gerações de doutores renomados, líderes de pesquisa,
muitos deles professores titulares das melhores universidades públicas do país. Encontram-se
nesse caso reconhecidos pesquisadores, como Jacyra de Andrade Motta e Susana Cardoso, da
UFBA, e José Lemos Monteiro, da UFC.

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Linhas de pesquisa: situação atual
Os projetos de pesquisa em andamento distribuem-se por onze linhas: (a) na Área de
Língua Portuguesa: 1) Língua e Sociedade: Variação e Mudança; 2) Língua e Ensino; 3) Língua
e Discurso; 4) Língua e Acústica; 5) Língua e a Interface Morfologia-Semântica; (b) na Área
de Literatura Brasileira: 1) Estudos de Narrativa Brasileira; 2) Estudos de Poesia Brasileira; 3)
Literatura Brasileira: Estudos Interdisciplinares; (c) na Área de Literatura Portuguesa e
Africanas: 1) Literatura Portuguesa e Africanas: Relação entre Cultura e Arte; 2) Estudos de
Poesia Portuguesa e Africanas: Poesia e Poética; 3) Estudos de Narrativa Portuguesa e
Africanas: Relações entre Memória, História e Literatura.

Linhas de pesquisa e docentes envolvidos: breve histórico


O PPGLEV se distingue pelo pioneirismo em certas áreas dos estudos da linguagem. Na
Área de LÍNGUA PORTUGUESA, uma das principais linhas de pesquisa no âmbito da
variação linguística (Língua e Sociedade: Variação e Mudança) teve início no Rio de Janeiro,
sendo hoje o PPGLEV um dos mais importantes referenciais em estudos de língua falada e
escrita. A abrangência dessa linha de pesquisa, que congrega muitos professores, ganhou novo
impulso com estudos diacrônicos do português brasileiro, seja no âmbito da mudança
gramatical sob diferentes perspectivas teóricas (funcional, formal ou sócio-pragmática), seja na
definição de uma tipologia textual para análise da documentação colonial brasileira. A
proporção de docentes nessa linha de pesquisa, hoje, retrata a dimensão da rede de intercâmbio
acadêmico por ela alcançada nacional e internacionalmente.
No âmbito dos estudos sincrônicos e diacrônicos, há diversos projetos individuais e
coletivos de docentes vinculados ao projeto nacional “PHPB – Para a História do Português
Brasileiro”. O projeto é coordenado nacionalmente por Ataliba de Castilho e, na UFRJ, por
Dinah Callou, com a colaboração de Afrânio Barbosa, Célia Lopes, Maria Eugenia Lammoglia
Duarte e Silvia Cavalcante, membros do PPGLEV. Iniciado em 1997, com um seminário
realizado na USP, o PHPB passou a congregar pesquisadores de inúmeras universidades
brasileiras, que se puseram a trabalhar na constituição de amostras da escrita do Brasil,
representada por diferentes gêneros jornalísticos (anúncios, editoriais, cartas de leitores e
redatores), além de cartas pessoais. Os frutos dos trabalhos apresentados nos nove seminários
que se seguiram, enriquecidos com análises subsequentes, foram todos publicados. No presente,
os resultados consolidados desses vinte anos de pesquisa se encontram em fase final de preparo,
para publicação em diversos volumes, dois dos quais organizados por docentes do PPGLEV:

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Dinah Callou (em colaboração com Tânia Lobo, da UFBA), sobre a história social do português
brasileiro) e Célia Lopes (em colaboração com Ataliba de Castilho, da USP), sobre a mudança
sintática, sob uma perspectiva funcionalista. O volume de história social tem a participação de
Afrânio Barbosa e o de mudança sintática, sob uma perspectiva formal, tem a participação de
Maria Eugenia Duarte e Silvia Cavalcante, todos do PPGLEV. A obra será publicada pela
Contexto a partir de 2018.
Em 2015, docentes e egressos do PPGLEV que atuam mais fortemente em uma
perspectiva diacrônica da mudança linguística criaram a revista LaborHistórico, sob a
coordenação de três docentes do PPGLEV: Célia Lopes, Afrânio Barbosa e Silvia Cavalcante,
além de docentes egressos, para divulgação ampla dos resultados de pesquisa na área da
Linguística Histórica Românica.
No âmbito dos estudos de caráter contrastivo, destacam-se as análises diacrônicas
contrastivas da sintaxe do português europeu e brasileiro, a partir de ampla amostra de peças
teatrais de caráter popular, escritas em Lisboa e no Rio de Janeiro, em projeto coordenado pela
docente do PPGLEV Maria Eugenia Lammoglia Duarte e integrado por seus orientandos, com
os primeiros resultados publicados em 2012, seguidos de novas análises acessíveis em teses e
dissertações.
Ainda no âmbito dos estudos contrastivos das variedades europeia e africanas do
português, tem-se a vinculação de diversos docentes a projetos de pesquisa de caráter
binacional. Como desdobramento desse acordo internacional, está sendo desenvolvido, no
âmbito da Associação de Linguística e Filologia da América Latina (ALFAL), o projeto
“Estudo Comparado dos Padrões de Concordância em Variedades Africanas, Brasileiras e
Europeias do Português”, que congrega, sob a coordenação das professoras Silvia Rodrigues
Vieira e Silvia Figueiredo Brandão, pesquisadores da equipe binacional original e docentes
vinculados a outras instituições brasileiras e portuguesas. Em 2017, por ocasião do XVIII
Congresso Internacional da ALFAL (Bogotá, Colômbia), diversos membros da equipe
reuniram-se não só para debater questões relativas ao tema, mas também para discutir a
ampliação do projeto de modo a integrar à equipe pesquisadores de instituições de países de
língua espanhola. As referidas professoras doutoras têm significativa produção vinculada ao
projeto, com publicações tanto no Brasil quanto no exterior e, em 2015, foram as organizadoras
da edição de nº 7 dos Cuadernos de la ALFAL, integralmente dedicada a um projeto de pesquisa
brasileiro.

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A linha de pesquisa “Língua e Discurso” congrega um grupo de pesquisadores atuantes,
dedicados à Análise do Discurso, sobretudo na vertente francesa. Os docentes do PPGLEV têm
dialogado sobre a problemática do discurso, da produção e da interpretação de textos, com
grande produtividade. Além do Círculo Interdisciplinar de Análise do Discurso (CIAD), há um
grupo forte de semiótica consolidado no Núcleo de Pesquisas em Semiótica (NUPES-UFRJ),
coordenado pela professora Regina Gomes.
Outra linha de pesquisa que se ampliou nos últimos anos foi “Língua e Ensino”. Os
resultados se fazem notar tanto pela grande demanda de alunos interessados em aliar a pesquisa
ao ensino da Língua Portuguesa quanto pela vasta produção de artigos e capítulos de livros
pelos docentes. Em 2017, a professora Silvia Viera e seus mestrandos publicaram um e-book
com resultados de propostas que aliam teoria e prática do ensino da língua portuguesa.
A linha de pesquisa “Língua e Acústica” conta com especialistas de renome
internacional, como é o caso do professor João Antônio de Moraes, e com jovens docentes
como Carolina Ribeiro Serra e Claudia de Souza Cunha. Os projetos de caráter interdisciplinar
e interinstitucional a ela vinculados objetivam, em linhas gerais, estudar fenômenos segmentais
e prosódicos do Português do Brasil em suas relações com a sintaxe, a semântica e a pragmática.
A Fonologia Experimental e a interface com a Engenharia da Fala também estão contempladas
nos projetos inovadores desenvolvidos em parceria com docentes da COPPE/UFRJ e outros
parceiros internacionais, como atesta a variada produção do professor João Antônio de Moraes
ao longo do tempo. Deve-se ressaltar que, no Brasil, pouquíssimas instituições de ensino
superior contam com especialistas e laboratórios na área de fonética acústica; tanto que
pesquisadores de outras instituições têm procurado o professor João Antônio de Moraes na
qualidade de consultor de projetos e desenvolvem pesquisas de pós-doutorado sob sua
supervisão.
Outro destaque é a linha “Língua e a Interface Morfologia-Semântica”, criada em 2013,
que se justifica principalmente pela consolidação e fortalecimento da área de morfologia no
âmbito da UFRJ. Antes vinculado à linha “Língua e Discurso”, o Núcleo de Estudos
Morfossemânticos do Português (NEMP), coordenado pelo professor Carlos Alexandre
Gonçalves, se consolidou nos últimos anos pela vasta publicação de livros e artigos em
periódicos, além da formação de mestres e doutores que atuam em diversas universidades
brasileiras (UNIFESP, UFRRJ, UNESA, UFF, UERJ). O NEMP privilegia a análise de
fenômenos morfológicos e semânticos estudados e descritos por meio de Princípios da Teoria
da Otimalidade. Conta com o periódico Cadernos do NEMP e, reconhecido como um grupo de

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pesquisa muito forte no âmbito da morfologia, tem despertado o interesse de um número
crescente de novos pesquisadores. Ainda nessa linha, iniciou-se em 2017 o projeto
“Africanismos na constituição do português brasileiro”, sob a coordenação das professoras
Maria Lucia Leitão de Almeida e Ana Paula Quadros Gomes, com a colaboração dos
professores Anderson Magalhães (UFRJ/FAPERJ), Janderson Lemos de Souza (UNIFESP) e
André Faria (UESB).
Na Área de LITERATURA BRASILEIRA, os 11 professores se dedicam aos textos
ficcionais e poéticos produzidos em nosso país desde o século XVI. Na linha de pesquisa
“Estudos de Narrativa Brasileira”, merece destaque o alentado estudo sobre José Alencar
desenvolvido pelo professor Alcmeno Bastos, cujos achados foram divulgados em artigos,
comunicações, palestras e cursos, assim como em livros como José de Alencar, o combatente
das letras, em que o pai do romance nacional é tratado com uma profundidade não somente
inédita como capaz de ressignificar sua imagem. Sobre Machado de Assis, as investigações dão
conta de sua atuação como romancista, contista, cronista, crítico, poeta e dramaturgo. A vasta
produção do autor carioca tem sido objeto de textos de fôlego produzidos pelos docentes, a
exemplo da obra de referência O romance tragicômico de Machado de Assis (do professor
Ronaldes de Melo e Souza) e a biografia intelectual Machado de Assis – num recanto, um
mundo inteiro (escrita pelo professor Adauri Silva Bastos com financiamento da Biblioteca
Nacional). A ficção nacional do século XX tem merecido igual atenção, como se constata nos
vários artigos e livros individuais publicados pelos docentes, assim como em coletâneas de
envergadura, a exemplo de Veredas no sertão rosiano, organizada pela professora Maria Lucia
Guimarães de Faria em parceria com os professores Antonio Carlos Secchin, José Maurício
Gomes de Almeida e Ronaldes de Melo e Souza, composta de análises da obra completa de
Guimarães Rosa, produzidas por docentes da própria UFRJ e de várias outras instituições. A
prosa de autoria feminina dos séculos XIX, XX e XXI é tratada com igual atenção, como se
constata no fato de os docentes equilibrarem os corpora a que se dedicam e manterem projetos
como o Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM), fundado em 1992
e atualmente coordenado pela professora Anélia Montechiari Pietrani.
A linha de pesquisa “Estudos de Poesia Brasileira” tem, entre seus frutos, a biografia
Cruz e Souza: o poeta alforriado, escrita pelo professor Godofredo de Oliveira Neto com
financiamento da Biblioteca Nacional. Fundamental ao aprofundamento, a atenção a obras
específicas se alimenta de pesquisas de cunho histórico e teórico, como a investigação sobre o
poema em prosa que o professor Gilberto Araújo de Vasconcelos Júnior vem desenvolvendo

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há tempo suficiente para refazer a trajetória do gênero desde sua origem, na França, até seu
cultivo no Brasil ao longo do século XX e nos dias atuais. Por sua vez, o professor Eucanaã de
Nazareno Ferraz privilegia os poetas modernistas e nos últimos tempos dedicou especial
atenção à obra de Vinicius de Moraes, acerca da qual ministrou cursos, fez palestras e organizou
coletâneas, entre as quais a prestigiosa obra reunida, em dois volumes, Vinicius de Moraes –
música, poesia, prosa, teatro.
Em conjunto, os docentes de Literatura Brasileira buscam conciliar a atuação
propriamente acadêmica com a missão de levar, para a sociedade, por meio da publicação de
livros por importantes editoras e a participação em eventos extramuros, descobertas passíveis
de agregar ainda mais valor aos escritos em verso e prosa gerados em solo pátrio. Essa mesma
preocupação inspirou a transformação da Faculdade de Letras da UFRJ em polo de reflexão
sobre a ficção e a poesia nacionais de nosso tempo. Isso foi possível graças ao esforço dos
professores Adauri Silva Bastos, Alcmeno Bastos, Anélia Montechiari Pietrani, Godofredo de
Oliveira Neto, Maria Lucia Guimarães de Faria e Rosa Maria de Carvalho Gens, que fizeram
confluir as ações em curso nos diferentes projetos de pesquisa que coordenam para o
desenvolvimento do projeto coletivo “Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea”, que,
com dezoito edições de sua revista no ar e já contabilizando oito edições de seu encontro anual,
é reconhecido, tanto no meio acadêmico quanto nos círculos literários, como uma das instâncias
de diálogo entre críticos, ficcionistas e poetas brasileiros mais profícuas de nosso tempo. É de
se frisar que a escolha dos autores a serem recebidos no campus se pauta pela qualidade e pelo
equilíbrio, como se pode depreender da seleção, em igual medida, de autoras e autores, nomes
consagrados e estreantes, filhos da dita burguesia e moradores da periferia – estes últimos a
possibilitarem que a universidade chancele, como se percebe em estudos como aqueles
desenvolvidos pelo professor Marcus Rogério Tavares Sampaio Salgado, um movimento cada
vez mais nítido: aos brasileiros penalizados pela injustiça social não basta a condição de
personagem; chegou o momento de se passar à autoria.
Por fim, a linha de pesquisa “Estudos Interdisciplinares” propicia a interlocução com a
Área da Educação, para pensar questões sumamente relevantes, como o ensino de literatura.
Além disso, é essencial ao movimento de abertura para as demais humanidades (Filosofia,
História, Antropologia, Ciências Sociais, Pedagogia, Psicologia e Psicanálise), sob pena de não
se dar conta do próprio fenômeno literário, que se propõe a colocar em pauta as diferentes
facetas do ser humano.

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Os 10 docentes da Área de LITERATURAS PORTUGUESA E AFRICANAS se
dividem entre a poesia e a prosa oriundas de Portugal e países africanos de língua portuguesa.
Além de darem conta das questões estéticas e outras relativas à ficção e à poesia, conhecem a
fundo a cultura, a geografia, a história e outros aspectos das nações de onde provêm os corpora
a que se dedicam. Todos desenvolvem projetos de pesquisa, ministram aulas e orientam
trabalhos de iniciação científica, monografias, dissertações de mestrado e teses de doutorado.
Os docentes se encontram vinculados às três linhas de pesquisa da área de extensão, que
deixam ver claramente a inquietação intelectual de seus membros. Um dos frutos mais notáveis
de tamanho interesse é a significativa produção acadêmica, reconhecida em nosso território e
no exterior, onde tem sua veiculação viabilizada pela participação em eventos e projetos de
pesquisa internacionais, oferecimento de cursos em instituições nacionais e estrangeiras, além
da publicação de livros e artigos em periódicos.
Coerentemente com sua ancoragem tricontinental, a área sempre se fez presente em
diversos estados brasileiros, países africanos e nações europeias, por meio de parcerias que têm
se incrementado e multiplicado nos últimos tempos. Algumas datam de muitos anos, como
aquela firmada com a Universidade de Salamanca, na Espanha, no âmbito da qual o professor
Jorge Fernandes da Silveira atua, como docente da UFRJ, no Seminario Permanente Arcadia
Babélica; outras são mais recentes, a exemplo da integração dos professores Maria Teresa
Salgado Guimarães da Silva e Nazir Ahmed Can ao grupo de pesquisadores do Centre de
Recherches Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques Contemporains (CRIMIC).
A busca de conciliar profundidade e dilatação de mirada se reflete também no
desenvolvimento de projetos individuais aglutinados em torno do diálogo intersemiótico entre
literatura, cinema e história da arte. Outras pesquisas privilegiam as questões relacionadas à
memória e à História: a partir das discussões sobre os conceitos de “barbárie” e “civilização”,
conjugam diferentes saberes relacionados aos Estudos Literários, à Sociologia, à Antropologia
e à Filosofia. Além do estudo interdisciplinar, são ministradas disciplinas relacionadas a temas
como: tradição lírica portuguesa; Camões épico; Camões lírico; a epopeia dos séculos XVI, XX
e XXI; neorrealismo; ficção do século XIX; tradição, modernidade e pós-modernidade;
literatura e cultura; a poesia de Fernando Pessoa e a Geração de Orpheu; entre outros. Convém
observar que as ementas dos cursos incluem obras de poetas e ficcionistas recém-publicados,
em prova da disposição de dispensar à literatura de nossos dias a mesma atenção dada às obras
consagradas do passado.

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Registre-se, além disso, a dedicação dos docentes à organização de eventos relevantes,
com destaque para o Congresso Internacional Luso-Brasileiro 100 Futurismo, realizado em
2017, no Rio de Janeiro e em Lisboa, cuja comissão organizadora da etapa brasileira foi
presidida pela professora Teresa Cristina Cerdeira da Silva e integrada pelas professoras Luci
Ruas Pereira e Monica do Nascimento Figueiredo.
Os docentes também se revezam na função de editores das revistas Metamorfoses e
Mulemba, as quais, graças à qualidade dos conteúdos e ao tempo de existência, ocupam um
espaço claramente definido no âmbito dos estudos literários. A Metamorfoses se destina à
difusão da literatura de países de língua portuguesa. Depois de vários anos publicada em versão
impressa, passou ao formato digital e deu prosseguimento à sua trajetória, que inclui 19
números editados, compostos de textos docentes e discentes do Brasil e do exterior. Quanto à
revista Mulemba, dedica-se à produção das literaturas africanas de língua portuguesa.
Atualmente com dezessete edições no ar, mostrou-se especialmente internacionalizado nos dois
últimos números, constituídos de artigos de analistas de instituições nacionais e estrangeiras.
Uma das bases operacionais dessa área de concentração é a tradicional Cátedra Jorge de
Sena (atualmente regida pela professora Luci Ruas Pereira), que, fundada em 1999, se firmou
como centro de estudos e organização de eventos dos mais vivos. Para tanto, estabeleceu
parceria com entidades como a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto Camões, junto às
quais conseguiu bolsas de estudo, apoio financeiro para edição e patrocínio de eventos.
Atualmente, prepara-se para ampliar seu acervo com a extensa biblioteca particular da
reverenciada professora Cleonice Berardinelli.
Responsável pela coordenação do PPGLEV no biênio 2015-2017 (na pessoa da
professora Ângela Beatriz de Carvalho Faria), atualmente a área de concentração organiza os
dois Cursos de Especialização Lato Sensu mantidos pelo PPGLEV: Literaturas Portuguesa e
Africanas e Literatura Infantil e Juvenil, coordenados pelas professoras Gumercinda
Nascimento Gonda e Luci Ruas Pereira, respectivamente.

Quadro docente atual


O PPGLEV conta com 44 docentes, dos quais 36 permanentes (81,8%) e 8
colaboradores (18,2%), o que constitui um índice melhor do que aquele recomendado pela
CAPES. Em 2017, o quadro aumentou, uma vez que dois docentes que solicitaram
credenciamento – Gilberto Araújo de Vasconcelos Jr. e Marcus Rogério Tavares Sampaio
Salgado, ambos de Literatura Brasileira – passaram a ministrar disciplinas e, tendo em vista,

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que já vinham desenvolvendo importantes pesquisas na graduação, tiveram seus projetos
incorporados. A distribuição dos docentes permanentes e colaboradores pelas áreas de
concentração é bastante equilibrada, com predomínio de docentes de Língua Portuguesa, em
consonância com o percentual de professores da área no Departamento de Letras Vernáculas
da Faculdade de Letras da UFRJ. Do total de 44 docentes, entre permanentes e colaboradores,
23 (52,3%) estão vinculados à Área de Língua Portuguesa, 11 (25%) à Área de Literatura
Brasileira e 10 (22,7%) à Área de Literaturas Portuguesa e Africanas.
Atualmente, o PPGLEV conta com 11 pesquisadores do CNPq (30,5% do quadro geral
de docentes permanentes do PPGLEV), 8 deles no Nível 1. Todos os professores do PPGLEV
dão aulas na graduação e participam das atividades de orientação. Vários orientam graduandos
de Iniciação Científica e em fase de elaboração da Monografia de Final de Curso, integrando a
graduação à pós-graduação. Além disso, duas professoras atuam no Mestrado Profissional em
Letras. Acrescente-se a isso o fato de o PPGLEV manter, além dos cursos regulares de pós-
graduação stricto sensu, dois cursos de pós-graduação lato sensu tradicionais, que contam com
a participação de docentes do PPGLEV. Trata-se de duas especializações: 1) Literaturas
Portuguesa e Africanas; 2) Literatura Infantil e Juvenil.
Do quadro de docentes do PPGLEV, fazem parte, entre outros: Jorge Fernandes da
Silveira, professor titular emérito de Literatura Portuguesa, pesquisador 1A do CNPq e sócio
efetivo da Associação Portuguesa de Escritores; Godofredo de Oliveira Neto, professor titular
de Literatura Brasileira, membro da Comissão de Língua Portuguesa do MEC; Alcmeno Bastos,
aposentado como professor associado de Literatura Brasileira, membro titular do PEN Clube
do Brasil, detentor da Medalha Minerva do Mérito Acadêmico da UFRJ e membro da Academia
Carioca de Letras; Ronaldes de Melo e Souza, professor adjunto de Literatura Brasileira,
considerado um dos maiores especialistas em Machado de Assis e Guimarães Rosa em
atividade no país; Dinah Callou, professora titular emérita de Língua Portuguesa, com 50 anos
de magistério na UFRJ, pesquisadora 1A do CNPq, ex-membro da Comissão de Língua
Portuguesa do MEC para discutir questões relativas ao Ensino e Pesquisa da Língua Portuguesa
no Brasil e agraciada, por três vezes, com a bolsa Cientistas de nosso Estado (FAPERJ); Maria
Eugenia Lammoglia Duarte, professora titular de Língua Portuguesa, que já atuou como
membro assessor do Comitê do CNPq e é detentora do Prêmio Cientista de Nosso Estado
(FAPERJ), além de bolsista CNPq nível 1B; Silvia Figueiredo Brandão, professora titular de
Língua Portuguesa, pesquisadora do CNPq, agraciada com o Prêmio Cientista do Nosso Estado
(FAPERJ), vogal da ALFAL; Célia Regina dos Santos Lopes, professora associada de Língua

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Portuguesa, integrante da diretoria da ALFAL até 2014 e duas vezes agraciada com o Prêmio
Jovem Cientista de Nosso Estado (FAPERJ), pesquisadora nível 1 do CNPq; Silvia Rodrigues
Vieira, professora associada de Língua Portuguesa, pesquisadora do CNPq, agraciada em 2011
e 2015, respectivamente, com os prêmios Jovem Cientista do Nosso Estado e Cientista do Nosso
Estado (FAPERJ); Teresa Cristina Cerdeira da Silva, professora titular de Literatura
Portuguesa, bolsista CNPq nível 1 e membro da diretoria da Associação Internacional de
Lusitanistas (AIL), entidade que reúne os maiores especialistas em literaturas de língua
portuguesa e representa importante patrimônio ao estudo da lusofonia no mundo; Carlos
Alexandre Victorio Gonçalves, professor titular de Língua Portuguesa cujas obras são
referência na área de Morfologia, contemplado com o Prêmio Cientista do Nosso Estado
(FAPERJ) e pesquisador nível 1 do CNPq; Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco, professora
titular de Literaturas Africanas, pesquisadora nível 1 do CNPq, contemplada com o Prêmio
Cientista do Nosso Estado (FAPERJ) para desenvolver projeto de pesquisa que prevê a
realização de palestras em escolas do ensino médio do Estado do Rio de Janeiro e integrante do
projeto internacional “Narrativas escritas e visuais da nação pós-colonial (NEVIS)”, financiado
pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), de Portugal, em curso no Centro de Estudos
sobre África, Ásia e América Latina do Instituto Superior de Economia e Gestão da
Universidade de Lisboa, coordenado pela professora doutora Ana Mafalda Leite.
Ressalte-se o envolvimento efetivo do corpo docente com diferentes comissões
organizadoras de eventos nacionais e internacionais, além da participação em conselhos e
comissões editoriais e de consultorias para agências de fomento. Entre os professores, há ainda
membros de associações internacionais, como American Portuguese Studies Association
(APSA), Associação Internacional de Linguística do Português (AILP), Associação
Internacional dos Lusitanistas (AIL), Associação Internacional de Estudos Literários e
Culturais Africanos (Afrolic) e Centre de Recherches sur les Pays Lusophones (CREPAL), da
Universidade Sorbonne Nouvelle – Paris 3; e nacionais, a exemplo de ABRAPLIP, ANPOLL,
ABRALIN, ABRALIC, ASSEL, ALED, AFROLIC, entre outras.
Acentua-se, além disso, o número de projetos com participações coletivas, de caráter
interdisciplinar e interinstitucional, realizados mediante a parceria de mais de um programa de
pós-graduação, como os que envolvem Língua Portuguesa e Linguística, Língua Portuguesa e
Letras Neolatinas. Tais vertentes se fortaleceram também na medida em que os professores do
PPGLEV intensificaram sua atuação em projetos com repercussão no exterior, como
demonstram os intercâmbios internacionais estabelecidos com pesquisadores e instituições de

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15 países: Alemanha, Angola, Austrália, Áustria, Cabo Verde, Chile, Chipre, Espanha, Estados
Unidos, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Moçambique e Portugal.
Como se vê, o percurso do PPGLEV vem se construindo com base no binômio “tradição
e inovação” – pilares fundamentais do saber científico –, que, sempre incorporando as
contribuições do passado, avança na busca de novas perspectivas teórico-metodológicas, tendo
como uma de suas finalidades a renovação e a qualidade da pesquisa e do ensino em seus
diferentes níveis.

Produção intelectual
Em conjunto, os corpos docente e discente publicaram 103 artigos em periódicos, 67
capítulos de livro (dos quais, 2 em anais de congresso), 23 livros completos e 5 prefácios.
a) PRODUÇÃO DISCENTE: em 2017, a produção discente (de matriculados e
egressos) registrou um aumento expressivo em relação aos anos anteriores, constituindo-se de
68 artigos publicados em diferentes periódicos, dos quais 55 qualificados da seguinte forma: 1
em A2, 12 em B1, 23 em B2, 3 em B3, 2 em B4, 7 em B5 e 7 em C. Também foram publicados
11 livros e 27 capítulos de livro, em sua maioria, desdobrados de trabalhos de conclusão. Além
disso, os mestrandos e doutorandos apresentaram um total de 418 trabalhos em congressos,
encontros, seminários e simpósios.
b) PRODUÇÃO DOCENTE: quanto à produção dos professores (permanentes e
colaboradores) do PPGLEV, totalizou 89 publicações, assim distribuídas: 12 livros, 35 artigos
em periódicos, 40 capítulos de livro e 2 em anais de congresso. Nesse cômputo, não foram
incluídos 5 prefácios e/ou apresentações de livros. Quanto ao Qualis dos periódicos, os artigos
se distribuíram da seguinte forma: 1 em A1, 14 em B1, 9 em B2, 1 em B3, 2 em B4 e 3 em C.
Houve 3 artigos veiculados por 2 periódicos internacionais (Tropics, da França, e Revista de
Reserca Humanística i Científica, da Espanha) e 1 artigo por 1 periódico nacional (Lex Cult,
ISSN 2594-8261), ainda sem avaliação no Qualis da CAPES. Convém sublinhar que, da lista
total de textos docentes, 3 artigos em periódicos e 7 capítulos de livros foram publicados no
exterior.
Ao longo de 2017, os docentes apresentaram 189 trabalhos em congressos, encontros,
seminários e simpósios realizados no Brasil e no exterior, dos quais muitos estão sendo
transformados em textos a serem publicados. Tal dado dá conta de uma significativa produção
intelectual, assim como do grande esforço empreendido pelos professores no sentido de

14
divulgar, em eventos acadêmicos, as descobertas feitas a partir do desenvolvimento de seus
projetos de pesquisa.

Política de qualificação docente (pós-doutoramento)


Há mais de uma década, o PPGLEV tem incentivado os estágios de pós-doutorado no
próprio país e, cada vez mais, no exterior. Em função dessa política, 69,4% dos docentes
permanentes (ou seja, 25 professores) têm pós-doutorado. Em 2017, dois docentes estiveram
fazendo pós-doutorado no país e dois, no exterior: 1) ao final de janeiro, a professora Ana Paula
Quadros Gomes concluiu um pós-doutorado na UFPR, sob a supervisão da professora Roberta
Pires de Oliveira, iniciado em agosto de 2016; 2) o professor Carlos Alexandre Victorio
Gonçalves fez pós-doutorado na UERJ no período de março a julho, sob a supervisão da
professora Sandra Pereira Bernardo; 3) a professora Monica do Nascimento Figueiredo fez pós-
doutorado, com bolsa CAPES de Estágio Sênior no Exterior, na Universidade do Porto,
supervisionado pela professora Isabel Pires de Lima, no período de 1/7/2017 a 6/2/2018; 4) em
1/8/2017, a professora Célia Regina dos Santos Lopes, iniciou um pós-doutorado, com bolsa
CAPES de Estágio Sênior no Exterior, na Universidade de Lisboa, supervisionado pela
professora Maria Antónia Coelho da Mota, previsto para terminar em 31/7/2018.

Política de credenciamento e recredenciamento


Em 2015, a Comissão Deliberativa do Programa de Pós-Graduação em Letras
Vernáculas elaborou uma Resolução específica, aprovada pelo Conselho de Pós-Graduação da
Faculdade de Letras da UFRJ, cujas normas incluem a exigência de os docentes candidatos a
integrar o PPGLEV terem pelo menos dois anos de titulação, experiência em orientação de
iniciação científica e produção científica de qualidade.
Os docentes recém-credenciados devem ministrar cursos durante dois semestres antes
de iniciarem atividade de orientação no mestrado e ter pelo menos uma orientação de
dissertação de mestrado concluída, antes de orientar em nível de doutorado. Ficam dispensados
do cumprimento dessas exigências os docentes que, no momento de credenciamento, já tenham
integrado outro programa de pós-graduação a que a CAPES haja atribuído nota 5 ou mais
elevada.
Os docentes credenciados têm a permanência e a definição da condição (permanente ou
colaborador) decididas a cada 4 anos, por meio da avaliação de sua atuação como professor,
orientador, pesquisador, palestrante e produtor de texto. Só são credenciados para o período

15
subsequente os docentes que, durante o quadriênio avaliado, tiverem cumprido as exigências
da CAPES.

16
2
OBJETIVOS

O Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas tem, entre seus objetivos gerais:


1) contribuir para a criação e o desenvolvimento de pesquisas sobre o português e as
literaturas brasileira, portuguesa e africanas em língua portuguesa, propiciando uma descrição
mais acurada de seus diferentes aspectos;
2) possibilitar um conhecimento mais amplo de novas perspectivas teórico-metodológicas
para a análise da língua portuguesa e das literaturas a ela vinculadas, de modo a garantir a
formação de jovens pesquisadores e, consequentemente, a continuação e o aperfeiçoamento de
estudos linguísticos e literários que as tenham por objeto;
3) focalizar, nos planos sincrônico e diacrônico, fenômenos/tópicos relativos ao português
e às literaturas de língua portuguesa, não só para o aprofundamento de sua análise, descrição e
explicação, mas também como contributo à definição de diretrizes para seu ensino em todos os
níveis;
4) difundir e pôr à disposição dos alunos de pós-graduação documentação referente a
diferentes estágios e modalidades discursivas das variedades do português, bem como textos
representativos das literaturas de língua portuguesa, proporcionando-lhes, assim, um maior
conhecimento dos aspectos sócio-histórico-culturais que caracterizam e identificam as
diferentes comunidades lusófonas;
5) formar, de maneira integral, professores-pesquisadores que possam, a partir de uma
análise com base teórico-metodológica (ou científica) dessas fontes sincrônicas e/ou
diacrônicas, literárias ou não literárias, produzir conhecimento sobre a sócio-história linguística
e literária do português e não meramente reproduzir ou repetir o saber veiculado nos manuais
de ensino de língua e literatura;
6) difundir, através de produção científica consistente e contínua, os resultados dos
trabalhos desenvolvidos em suas três áreas de concentração;
7) incentivar projetos de cooperação de âmbito nacional e internacional entre pesquisadores
(docentes e discentes) brasileiros e estrangeiros, de modo a promover as necessárias atualização
e renovação teórico-metodológica, indispensáveis ao pleno alcance de nossos objetivos.

17
Perfil do egresso
O egresso do Programa Pós-Graduação em Letras Vernáculas costuma ser um professor-
pesquisador que se posiciona, em sua prática docente ou de outra natureza, como um
profissional crítico e inventivo.
É um analista-crítico que recorre a fontes sincrônicas e/ou diacrônicas, literárias ou não
literárias, sempre com base em uma determinada perspectiva teórico-metodológica. Atue no
ensino superior, médio ou fundamental, é capaz de dar continuidade aos estudos linguísticos e
literários, já que carrega consigo uma formação sólida e um conhecimento amplo das novas
perspectivas científicas de investigação na análise da língua portuguesa e das literaturas a ela
vinculadas.
Entre as instituições em que desenvolve sua vida profissional, encontram-se universidades
públicas e privadas de todas as regiões do país: UFF, UFRRJ, UNIRIO, UERJ, UFES, UFMG,
USP, UNICAMP, UFBA, UFPB, UFAM, UEA, entre outras.

18
3
PROPOSTA CURRICULAR

A estrutura do PPGLEV foi pensada de modo que o aluno seja capaz de pesquisar com
maturidade científica e independência intelectual. Nesse sentido, tem liberdade de escolher,
dentro e fora do PPGLEV, as disciplinas que atendam às necessidades de sua pesquisa. No
mestrado, deve fazer seis disciplinas, sendo quatro no âmbito do PPGLEV e, opcionalmente,
duas em outros cursos de pós-graduação. No doutorado, pode aproveitar até seis disciplinas do
mestrado e fazer mais quatro, sendo a metade delas obrigatoriamente inseridas nas áreas
contempladas pelo PPGLEV.
Não estão computadas nesses números as disciplinas de Orientação de Pesquisa em
Mestrado e Doutorado, Capacitação Docente I e II. Caso o discente curse disciplina externa ao
PPGLEV que tenha uma carga horária inferior a 60 horas-aula, deve compensar a diferença
inscrevendo-se também na disciplina Leitura Orientada (Língua e Literatura) e comprovando
produção intelectual compatível com a pesquisa desenvolvida, mediante o fornecimento de
certificados de apresentação de trabalhos em eventos da área e/ou provas de publicação de
artigos.
Em 2017, o PPGLEV ofereceu 34 disciplinas, das quais 17 no primeiro semestre e 17
no segundo, distribuídas pelas 3 áreas de concentração, além das disciplinas de Pesquisa (4),
Leitura Orientada (2) e Capacitação Docente (2).
As disciplinas que compõem o núcleo da área de Língua Portuguesa são: Sintaxe do
Português; Questões de Sintaxe; Variedades do Português; O Português do Brasil; Diacronia
do Português Morfossintática e Lexical; Prosódia do Português; Estudos de Interface I; Estudos
de Interface II; Morfologia do Português; Fonética e Fonologia do Português; Tópicos em
Análise do Discurso e Linguística Textual; Tópicos Especiais; Questões de Pragmática;
Gramática e Discurso; Questões de Semântica.
Na área de Literatura Brasileira, as disciplinas oferecidas são: A Ficção Contemporânea
(Geração de 45); A Poesia Contemporânea (Geração de 45 à Atualidade); O Pós-Modernismo;
Estudos Temáticos de Ficção; Estudos Temáticos de Poesia; Temas e Problemas da Cultura
Brasileira; Poéticas da Literatura Brasileira; Estudos de Gêneros Literários; Estudos
Comparativos; Estudos Interdisciplinares; A Criação Literária.

19
Na área de Literaturas Portuguesa e Africanas, encontram-se: Literatura e História;
Poesia do Século XX; A Poesia Contemporânea; Temas e Problemas de Literatura Portuguesa;
Escrever Portugal; Literatura e Cultura; Repensar África: Diálogos entre Cultura e Arte.
Ao final do segundo ano de curso, o doutorando deve se submeter ao exame de
qualificação. Outro momento de análise do andamento do processo de pesquisa e escrita do
trabalho de final de curso é o Seminário de Dissertações e Teses em Andamento (SEDITA),
que, realizado desde 2003, tem a participação obrigatória dos mestrandos e doutorandos cuja
conclusão de curso esteja prevista para o ano seguinte. Em ambos os casos, a banca inclui, entre
seus integrantes, membros externos ao PPGLEV, de modo a se evitar a endogenia e, ao mesmo
tempo, enriquecer ao máximo a avaliação, o comentário e a proposta de continuação do
trabalho. O mesmo espírito pauta a composição das bancas de defesa de dissertação e tese.

Critérios de seleção de alunos


O processo de seleção para o Mestrado prevê a realização de prova de Conhecimento
Específico eliminatória, a apresentação e defesa de um anteprojeto de pesquisa de dissertação
vinculado a uma das linhas do PPGLEV e a feitura de prova de língua estrangeira instrumental.
O site do PPGLEV disponibiliza instruções gerais para os candidatos elaborarem um
anteprojeto de que constem: definição do objeto de estudo, justificativa, objetivos, pressupostos
teórico-metodológicos e bibliografia. Cabe à banca examinadora elaborar a prova de
Conhecimento Específico, aplicá-la e corrigi-la; analisar a pertinência do anteprojeto de
pesquisa a ser desenvolvido; proceder à arguição do candidato. Apenas os candidatos aprovados
na prova de Conhecimento Específico podem se submeter à arguição acerca do anteprojeto
apresentado. Para o Doutorado, a seleção inclui uma entrevista com base em anteprojeto de
pesquisa de tese, curriculum vitae e memorial, além de exame de proficiência em uma segunda
língua estrangeira. Caso o candidato ao doutorado venha de outra área, deverá se submeter a
um exame de prova escrita, tal como os candidatos ao mestrado.
Estudantes que ainda não ingressaram no PPGLEV podem ter contato prévio com os
projetos, docentes e linhas de pesquisa, mediante a inscrição, como alunos especiais, em
disciplinas isoladas. Assim, ampliam as chances de se atualizar bibliograficamente e preparar
um anteprojeto mais denso, lapidado e pertinente. Caso sejam aprovados no exame de seleção,
têm direito a aproveitar os créditos conseguidos como alunos especiais.
O aluno de último período de Curso de Graduação em Letras que atenda a determinadas
exigências baseadas em critérios de excelência definidos pelo PPGLEV pode candidatar-se ao

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Mestrado. No caso de aprovação, sua matrícula fica condicionada à comprovação de que
concluiu a Graduação antes do início do período letivo para o qual fez o concurso.

Corpo discente
Em 2017, o PPGLEV contou com 174 alunos (69 no Mestrado e 105 no Doutorado),
não computando nesse número os 52 titulados do ano (16 doutores e 36 mestres). A relação
entre docentes permanentes (36) e corpo discente (174) foi de 4,83 alunos por docente, o que é
considerado excelente pela CAPES. Já a proporção de titulados em relação aos docentes
permanentes é de 1,44, ou seja, igualmente ótima, uma vez que o documento de área sobre o
assunto prevê que o número de titulados em relação aos docentes permanentes deve ser superior
a 1 ou mais titulados. Ambos os resultados evidenciam o grande empenho do corpo docente nas
atividades de orientação e formação dos alunos.
Em 2017, o tempo médio de titulação no Mestrado foi de 26 meses e, no Doutorado, de
50 meses. Nos dois casos, estamos bem abaixo do tempo médio exigido pela CAPES. A
excelência desse tempo médio também se deixa perceber quando se vê que, pelo regulamento
do PPGLEV, a duração do curso de Mestrado é de 24 meses para bolsistas e de 30 meses para
não bolsistas, enquanto a do curso de Doutorado é, para bolsistas e não bolsistas, de 48 meses.
Na verdade, tais resultados foram possíveis graças ao esforço concentrado que os corpos
docente e discente têm feito para cumprir prazos, tanto quanto evitar prorrogações,
trancamentos e desistências.
Todas as dissertações e teses defendidas em 2017 já podem ser acessadas, na íntegra, no
site do PPGLEV. Juntamente com aquelas defendidas em anos anteriores – igualmente
disponibilizadas –, permitem aos interessados conhecer uma porção importantíssima da
produção do PPGLEV. Igualmente significativos são os produtos desdobrados das dissertações
e teses, como os muitos papers de comunicações e artigos que, veiculados em diferentes
periódicos da área, ampliam o alcance dos achados das pesquisas empreendidas e alimentam os
significativos números lançados no item deste relatório dedicado à produção intelectual do
corpo discente.
A necessidade de cumprir os prazos, manter o Lattes sempre atualizado, participar de
eventos da área e publicar artigos foi devidamente enfatizada nas reuniões de acolhida dos 41
mestrandos e 28 doutorandos que ingressaram no PPGLEV em 2017. A essas informações se
somaram muitas outras relativas ao funcionamento do PPGLEV e à melhor maneira de levar a
bom termo a pós-graduação.

21
Experiências inovadoras de formação
Se em 2017 as produções bibliográficas e técnicas dos alunos deram um verdadeiro salto,
os padrões de excelência dos trabalhos seguiram a tendência, registrada nos últimos anos, de
constante melhoria. Esse panorama alentador se deve, em grande medida, à crescente
conscientização, entre estudantes e professores, de que uma das maneiras mais eficazes de
fortalecer a instituição pública de ensino é trabalhar em prol da qualidade e da quantidade de
seus índices de produção. É de se frisar, além disso, a crescente harmonização entre as metas
do PPGLEV e as políticas traçadas pelas agências de fomento.
Evidentemente, a situação melhoraria de verdade caso, diferente do quadro registrado ao
final do ano – quando, por exemplo, os candidatos a bolsa de estudo equivaliam a mais de ¼
do total de mestrandos e doutorandos –, as necessidades do PPGLEV fossem plenamente
atendidas. Entretanto, pode-se dizer, sem exagero, que os corpos discente e docente têm feito o
possível para usar de maneira otimizada os recursos disponíveis e reagir à precariedade
demonstrando ainda mais empenho e seriedade.
Entre as medidas objetivas passíveis de garantir o cumprimento de prazos, a preservação da
qualidade e a realização satisfatória da função social do PPGLEV, encontra-se a divulgação da
possibilidade de candidatos que não conseguirem ingressar em um determinado processo de
seleção fazerem inscrição, como alunos especiais, e cursarem algumas disciplinas. Assim,
mantém-se o rigor dos concursos, ao mesmo tempo que se facilita o acesso de alunos
provenientes de outras instituições, os quais, a partir do contato cotidiano com alunos e
professores, conhecem melhor as linhas de pesquisa do PPGLEV. A oportunidade beneficia,
além disso, os graduandos da própria Faculdade de Letras da UFRJ, que, como alunos especiais,
se familiarizam com a estrutura do curso e, ao fazerem antecipadamente algumas disciplinas
exigidas, ganham tempo para se dedicar às atividades de pesquisa que têm como objetivo a
escrita da dissertação.
Uma vez que atuam também na graduação, os docentes do PPGLEV têm por hábito explicar
o funcionamento da pós-graduação nas diferentes turmas e incentivar os orientandos de
iniciação científica e de elaboração de monografia a verem a investigação que estão
empreendendo como passível de se transformar em anteprojeto de mestrado. Processo
semelhante se registra nos dois cursos de especialização que o PPGLEV mantém – Literaturas
Portuguesa e Africanas e Literatura Infantil e Juvenil –, cujos alunos, em sua maioria
professores da rede básica de ensino, são estimulados a investir na preparação para o mestrado.

22
Mesmo quando isso não ocorre, o PPGLEV certamente contribui para a melhoria do ensino
médio, cumprindo um importante papel social.
Entre as iniciativas de divulgação do PPGLEV junto aos graduandos desenvolvidas
pelos professores da área de concentração de Língua Portuguesa, destaca-se o trabalho realizado
no âmbito da disciplina Pesquisa em Língua Portuguesa, oferecida no ano de conclusão da
graduação: docentes, pós-doutorandos e doutorandos apresentam os resultados de seus projetos
de pesquisa para os graduandos, que, como trabalho de final de curso, elaboram um pré-projeto
de pesquisa.
Uma vez tendo ingressado no PPGLEV, o aluno encontra, na própria Faculdade de
Letras, vários eventos nos quais podem apresentar trabalhos e debater com pesquisadores de
diferentes níveis e instituições. É o caso, entre outros, do Encontro do Fórum de Literatura
Brasileira Contemporânea, que em 2017 chegou à oitava edição e, além de reunir críticos,
ficcionistas e poetas prestigiosos, teve em sua programação a apresentação de 106
comunicações, majoritariamente de pós-graduandos oriundos de diferentes partes do país.
A participação dos alunos em eventos ligados ao PPGLEV sempre excede a
apresentação de trabalhos, para se estender às atividades de planejamento e organização. Essa
tripla atuação é levada ao máximo no Seminário de Teses e Dissertações em Andamento
(SEDITA), que anualmente possibilita a todos os pós-graduandos fazerem uma exposição da
pesquisa com a qual se titularão no ano seguinte, seguida de um debate com pesquisadores de
outras instituições, convidados para a ocasião.
Em 2017, o PPGLEV publicou um e-book com os melhores trabalhos resultantes do
SEDITA do ano anterior, concretizando uma iniciativa há muito acalentada. Mais que isso,
decidiu que os participantes do SEDITA de 2017 poderão encaminhar, para uma comissão
editorial mista, constituída especialmente para esse fim, artigos desdobrados de suas respectivas
dissertações e teses, a serem avaliados por pareceristas de outras instituições e usados como
matéria-prima de um curso de revisão (aberto a todos os estudantes do PPGLEV) que os
preparará para publicação, em 2018, em dois e-books: um de Língua Portuguesa e outro de
Literaturas Africanas, Brasileira e Portuguesa. Dessa maneira, o PPGLEV intensifica o
estímulo à autoria, ao mesmo tempo que fomenta o espírito editorial dos alunos.
Nesse processo, os estudantes unem conteúdos adquiridos desde a graduação
(gramática, idiomas estrangeiros e assim por diante) com know-how editorial, de modo a
poderem participar das equipes de preparação de originais dos periódicos do PPGLEV e de
qualquer outra iniciativa editorial (livro, periódico, site etc.) com que venham a se deparar

23
durante a pós-graduação e na vida profissional. Também são convidados a analisar periódicos
da área mantidos pelas mais diversas instituições, de modo a conhecer seus diferentes escopos
e, sobretudo, enviar-lhes artigos nascidos de suas respectivas pesquisas. No mesmo movimento,
familiarizam-se com o calendário de eventos das faculdades de Letras das demais
universidades, com vistas à apresentação de comunicações.
Ciente da importância da internacionalização, o PPGLEV estimula o conjunto dos
estudantes a acompanharem publicações e eventos do exterior. Aos doutorandos, em especial,
recomenda que estabeleçam laços com instituições estrangeiras o mais cedo possível, de modo
a poderem concorrer a uma bolsa de doutorado sanduíche. Como o número de candidatos
sempre excede o de cotas disponíveis, o PPGLEV reduz o período da bolsa-sanduíche para
facultar a mais de um doutorando a importante experiência de adquirir novas perspectivas
teóricas para o enriquecimento de suas pesquisas. Foi o que aconteceu em 2017, quando três
doutorandas fizeram estágio em instituições estrangeiras. A expectativa é que essa situação
melhore a partir da implantação do Programa Institucional de Internacionalização (CAPES-
Print), a que o PPGLEV aderiu com entusiasmo.

Ensino a distância
Não.

24
4
INFRAESTRUTURA

Os projetos de média e longa duração e/ou de caráter interinstitucional dispõem de salas


próprias, equipadas com computadores, livros, arquivos sonoros e outros materiais e
equipamentos adquiridos a partir de recursos financeiros solicitados aos diversos órgãos de
fomento ao longo dos anos, por meio de projetos premiados e aprovados.
O PPGLEV conta com os seguintes recursos para o desenvolvimento de suas atividades de
ensino e pesquisa:
1) LABORATÓRIO DE FONÉTICA ACÚSTICA (LFA). Localizado na sala F-314 do
prédio da Faculdade de Letras e em funcionamento desde outubro de 1990, é coordenado pelo
professor João Antônio de Moraes. Dispõe de recursos (workstations, computadores, softwares
para análise acústica, gravadores digitais, entre outros equipamentos) que o colocam entre os
melhores do país. Sua importância extrapola as fronteiras do PPGLEV, como atestam as
pesquisas nele desenvolvidas por professores e bolsistas de outros programas da Faculdade de
Letras, tais como Linguística e Neolatinas, da COPPE-UFRJ, da Escola de Música-UFRJ, do
CETUC/PUC-RJ, da UFF e da UFMG;
2) LABORATÓRIO DE HISTÓRIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO –
LABORHISTÓRICO. Funciona, desde 2005, na sala F-316, sob a coordenação da professora
Célia Regina dos Santos Lopes. Recebeu financiamento por meio dos editais CNPq – Ciências
Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas 43/2013 (processo 409223/2013-1) e
MCTI/CNPq/Universal 2014 (processo 449989/2014-3). Um de seus principais objetivos é
organizar um acervo eletrônico constituído de documentação diversificada, para a realização de
análises contrastivas: cartas particulares (documentos não literários) escritas no Rio de Janeiro
nos séculos XVIII, XIX e XX, peças teatrais populares (documentos literários) e textos
publicados em jornais dos séculos XIX-XX. Além disso, faculta aos alunos de graduação e pós-
graduação o acesso a uma rica documentação relativa aos séculos XVIII e XIX,
proporcionando-lhes maior conhecimento da sócio-história do português do/no Brasil e, em
particular, do Rio de Janeiro, o que tem resultado na ampliação do interesse dos estudantes pela
pesquisa em Língua Portuguesa e pelas mudanças linguísticas que aqui operaram. Em 2015,
publicou o primeiro número da revista semestral online LaborHistórico, especializada em
Linguística Histórica Românica;

25
3) NÚCLEO DE ESTUDOS MORFOSSEMÂNTICOS DO PORTUGUÊS (NEMP).
Funciona desde 2005 na sala D-01, sob a coordenação do professor Carlos Alexandre
Gonçalves. Ao longo dos anos, recebeu financiamentos do CNPq e da FAPERJ. Para apoiar a
pesquisa, conta com computadores, impressora e livros especializados na área, emprestados da
biblioteca pessoal do professor;
4) LABORATÓRIO DE PESQUISA DO CÍRCULO INTERDISCIPLINAR DE ANÁLISE
DO DISCURSO (CIAD-RIO). Funciona na sala H-310, onde conta com computadores e
biblioteca especializada e atualizada em livros, revistas e teses sobre Análise do Discurso.
Dispõe de um banco de dados reunindo corpora para pesquisa sobre mídia, conforme orientação
dos projetos atuais em andamento. Desenvolve pesquisas em Língua e Discurso sob a
orientação das professoras Maria Aparecida Lino Pauliukonis, Lúcia Helena Martins Gouvêa,
Leonor Werneck dos Santos e Regina Souza Gomes;
5) SALA DE LITERATURA INFANTIL E JUVENIL GLÓRIA PONDÉ. Congrega
docentes das três áreas de concentração do PPGLEV. Espaço para discussão de temas referentes
ao ensino e à pesquisa em literatura infantil e juvenil, também sedia a coordenação do curso de
Especialização em Literatura Infantil e Juvenil;
6) PROJETOS NURC E PHPB. Funcionam, respectivamente, nas salas F-312 e F-316, nas
quais estão instalados 7 computadores, 2 notebooks, impressoras, câmeras digitais, datas-show,
scanners, arquivo sonoro do NURC e a biblioteca particular da professora Dinah Callou, além
das fontes documentais do PHPB e do Laboratório de História do Português Brasileiro. Os
alunos de graduação e pós-graduação vinculados a esses projetos têm acesso irrestrito aos
equipamentos e às fontes documentais: livros, manuscritos digitalizados, acervo de peças
teatrais dos séculos XVIII e XVIII etc. Algumas pesquisas são feitas em bibliotecas e acervos
públicos – como a Biblioteca Nacional, o Instituto Histórico e Geográfico, o Arquivo Nacional
e o Arquivo da Cidade do Rio de Janeiro –, daí a necessidade de disponibilizar os notebooks e
as câmeras digitais para fotografar os manuscritos dos séculos XVIII-XX. Os financiamentos
para viabilizar tal infraestrutura vêm de longa data e, em síntese, incluem: Prêmio ALV 99
UFRJ/FUJB para recém-doutores (recebido pela professora Célia Regina Lopes), Prêmio
Cientista do Nosso Estado (recebido por 3 vezes pela equipe coordenada pela professora Dinah
Callou) e Prêmio Jovem Cientista do Nosso Estado (ganho pelo professor Afrânio Barbosa);
7) PROJETO ATLAS LINGUÍSTICO DO BRASIL – RIO DE JANEIRO. Funciona na sala
F-308, sob a coordenação da professora Cláudia Cunha. Dispõe de computadores, gravadores

26
e outros equipamentos financiados pela Fundação José Bonifácio (FUJB). Mais recentemente,
recebeu auxílio financeiro do Edital Universal do CNPq;
8) PROJETO 21 DA ALFAL: “PADRÕES DE CONCORDÂNCIA EM VARIEDADES
AFRICANAS, BRASILEIRAS E EUROPEIAS DO PORTUGUÊS”. Coordenado pelas
professoras Silvia Rodrigues Vieira e Silvia Figueiredo Brandão, é integrado por três outros
docentes do PPGLEV, além de pesquisadores da Universidade de Lisboa e de instituições
brasileiras. Está sediado na sala F-310, onde dispõe de 4 computadores, impressoras, 2
notebooks, 1 netbook, 2 data-shows, 2 gravadores digitais. Alguns desses equipamentos foram
adquiridos com verba oriunda dos prêmios ALV/UFRJ/FUJB e Jovem Cientista do Nosso
Estado, recebidos pela primeira das docentes mencionadas, respectivamente, em 2008 e 2011,
assim como do prêmio Cientista do Nosso Estado, recebido por ambas as professoras em 2015;
9) LABORATÓRIO DE ÁUDIO DA FACULDADE DE LETRAS. Localizado na sala F-
210, permite a alunos dedicados a pesquisas que se fundamentem na análise de textos orais
desenvolver seu trabalho com qualidade, produtividade e conforto;
10) NÚCLEO DE PESQUISAS EM SEMIÓTICA (NUPES-UFRJ). Coordenado pela
professora Regina Souza Gomes, em cooperação com a professora Leonor Werneck dos Santos,
funciona na sala D-22. Em 2014, recebeu financiamento do Edital APQ-1 da FAPERJ. Conta
com 3 notebooks, 1 impressora multifuncional e uma pequena biblioteca especializada na área
de semiótica.

Recursos de informática
A UFRJ conta com o Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) e nossa unidade dispõe do
Laboratório de Informática da Faculdade de Letras, ambos destinados a oferecer suporte aos
usuários dos recursos de informática disponíveis. Além disso, os diversos projetos se localizam
em salas equipadas com computadores conectados à internet, utilizados pelos docentes e
discentes de graduação e pós-graduação envolvidos nas pesquisas. A esses recursos se soma o
Laboratório de Informática sediado na sala F-304, o qual, equipado com computadores,
impressoras e dispositivos de internet financiados pelos seis Programas de Pós-Graduação da
Faculdade de Letras, destina-se exclusivamente aos alunos de pós-graduação.

Biblioteca
Os docentes e estudantes do PPGLEV encontram, na própria Faculdade de Letras da UFRJ,
um patrimônio bibliográfico vasto, raro e suficientemente diversificado para levar longe suas

27
pesquisas. Seus muitos milhares de itens se distribuem por acervos, a um só tempo, diferentes
e complementares, localizados na Biblioteca José de Alencar, na Biblioteca Casa da Madrinha,
no Banco de Teses e na Cátedra Jorge de Sena.
A BIBLIOTECA JOSÉ DE ALENCAR foi criada em 1969 pelo professor Afrânio
Coutinho, então diretor da Faculdade de Letras, com a finalidade de atender as necessidades de
ensino, extensão e pesquisa dos corpos discente e docente de nossa unidade. Essa função é
plenamente cumprida, afinal, com mais de 300 mil livros e cerca de 20 mil documentos de
arquivo, trata-se da maior biblioteca da América do Sul na área de Letras. Não é à toa que vive
sendo visitada por pesquisadores de todo o Brasil, que nela acham farto material à consecução
de seus trabalhos. Em seu acervo, destacam-se o Museu de Obras Raras e as Coleções
Camoniana, Celso Cunha, Serafim da Silva Neto, Queirosiana e Shakesperiana. Seu número de
títulos não para de crescer, tanto devido a novas aquisições quanto por iniciativas de
incorporação, como aquela que, em 2005, resultou na criação do Centro de Estudos Afrânio
Coutinho e, em 2011, na acolhida do Arquivo Augusto Boal, que reúne documentação
arquivística, bibliográfica e iconográfica.
Por sua vez, a BIBLIOTECA CASA DA MADRINHA tem muita importância para os
docentes e estudantes ligados às literaturas, pois abriga obras de referência e literárias das áreas
infantil e juvenil. Seu acervo supre uma lacuna detectável em muitas bibliotecas – geralmente
limitadas a textos destinados aos adultos – e, como é de se imaginar, desempenha um papel
especial para o Curso de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil, cujos integrantes
encontram não somente textos para jovens como escritos analíticos e teóricos que lhes são
dedicados.
Outro acervo que cresce continuamente em número de itens e leitores é o BANCO DE
TESES DA FACULDADE DE LETRAS, que reúne dissertações e teses defendidas desde a
década de 1970, quando tiveram início os programas de pós-graduação em Letras da UFRJ. Se
as visitas de pesquisadores de instituições de ensino superior sempre foram frequentes, em 2006
o acesso a esse rico manancial se universalizou, uma vez que as dissertações e teses passaram
a ser disponibilizadas também online.
O acervo da CÁTEDRA JORGE DE SENA reúne títulos raríssimos pertinentes ao estudo
das literaturas. À tendência de unificação dos diferentes acervos setoriais que o constituem se
soma, no presente, a ampliação propiciada pela incorporação da biblioteca pessoal da professora
Cleonice Berardinelli, maior especialista em Literatura Portuguesa do país.

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Em 1994, criou-se um espaço próprio para as coleções do renomado gramático e filólogo
CELSO CUNHA, um dos acervos mais raros e especializados do país nas áreas de Filologia,
Linguística e Literatura.
Por fim, vale registrar que o PPGLEV tem um protocolo de cooperação com o REAL
GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA, no Rio de Janeiro, que disponibiliza seu rico acervo
aos docentes e discentes do PPGLEV.

Outras informações
Todos os docentes do PPGLEV contam com salas individuais de permanência e
pesquisa, munidas de computadores e outros equipamentos necessários ao desenvolvimento de
seus estudos. Vários projetos mantêm sites na internet, a fim de divulgar o conteúdo de suas
pesquisas e disponibilizar materiais e informações sobre os temas pesquisados: PHPB-RJ,
LaborHistórico, Projeto Estudo Comparado dos Padrões de Concordância em Variedades
Africanas, Brasileiras e Europeias, VARPORT, NURC, NEMP, NUPES-UFRJ, CIAD,
COGENS, NIELM, Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea, Projeto Uso(s) de
Conjunções e Combinação Hipotática de Cláusulas.
Quanto à página do PPGLEV, está em vias de atualização e reestruturação, conforme
orientações da Coordenação da Área de Letras e Linguística da CAPES, visando oferecer mais
visibilidade e transparência às atividades acadêmicas. Nesse sentido, o leiaute foi recriado e
partes do menu foram vertidas para outras línguas, de modo que, uma vez que forem ao ar,
possibilitarão ao PPGLEV ter um site com um grau de internacionalização capaz de dar conta
de suas muitas conexões e parcerias no exterior.

29
5
INTEGRAÇÃO COM A GRADUAÇÃO

O PPGLEV sempre se empenhou em promover a integração da pós-graduação com a


graduação. A primeira evidência de tal preocupação reside no fato de que, com exceção dos 5
aposentados, todos os docentes atuam na graduação, difundindo os principais resultados de suas
investigações e incentivando a participação de graduandos em seus projetos de pesquisa, com
bolsa de Iniciação Científica ou não. Os docentes assumem, além disso, a orientação de
graduandos em fase de elaboração de monografia de final de curso.
Para se ter ideia da dimensão do trabalho que realizam em ambas as frentes, basta
verificar que, em 2017, orientaram 101 pesquisas de iniciação científica e o processo de
elaboração de 86 monografias. Somando as duas cifras e dividindo o resultado pelo número de
professores, chegamos à eloquente média de 4,79 orientações de graduação por professor.
Um dos frutos mais valiosos desse empenho é a forte participação de alunos da
graduação vinculados aos projetos do corpo docente do PPGLEV na Semana de Integração
Acadêmica (SIAC)/Jornada Giulio Massarani de Iniciação Científica, Tecnológica, Artística e
Cultural – JICTAC e Congresso de Extensão, que se realiza anualmente e congrega todas as
unidades e áreas de conhecimento da UFRJ. Entre as comunicações de 2017, nada menos que
81 resultaram de pesquisas orientadas pelos docentes do PPGLEV, o que dá 2,07 alunos por
professor na ativa.
Entre os estudantes orientados por docentes do PPGLEV que participaram da última
edição do evento, 15 receberam menção honrosa: Adriano Fernandes Nunes (professora Anélia
Montechiari Pietrani), Amanda Lisbôa Marinho da Silva (professora Marcia dos Santos
Machado Vieira), André Cruz (professora Gumercinda Nascimento Gonda), Bianca Ferreira
(professor Carlos Alexandre Victorio Gonçalves), Cristiane Hervey Barbosa de Campos
(professora Beatriz Protti Christino), Dandara Ribeiro Pinto (professor Nazir Ahmed Can),
Déborah Cristina Pereira de Souza (professora Eliete Figueira Batista da Silveira), Felipe
Cavalcante Andrade (professor Nazir Ahmed Can), João Gabriel Kalili Marcelino (professor
Adauri Silva Bastos), Júlia Goulart (professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco), Juliana
Rodrigues (professora Gumercinda Nascimento Gonda), Luiz Felipe da Silva Durval
(professora Silvia Rodrigues Vieira), Marina Oliveira Santana Vieira (professora Maria
Eugenia Lammoglia Duarte), Helen Lorena Rodrigues Cordeiro e Stefany de Paulo Pontes
(professora Silvia Figueiredo Brandão).

30
Os professores do PPGLEV atuam também como avaliadores e coordenadores das
sessões de apresentação de trabalhos da referida JICTAC, o que lhes possibilita sublinhar a
importância da pós-graduação junto a um contingente ainda maior de estudantes. Como
consequência natural dessa política de incentivo à pesquisa, uma significativa parcela dos
alunos aprovados nos exames de seleção para mestrado e doutorado é egressa dos cursos de
graduação da Faculdade de Letras da UFRJ.
A aproximação dos graduandos em relação à pós-graduação é fomentada também pelos
muitos eventos organizados pelas três áreas de concentração, que têm por princípio engajar os
discentes pesquisadores na equipe de organização e facultar ao conjunto dos estudantes acesso
gratuito aos auditórios onde se realizam as conferências e mesas-redondas, assim como taxas
de inscrição muito baixas nas atividades pagas. Os eventos têm diferentes perfis, tempo de
duração e número de participantes, dividindo-se, em 2017, em 1 colóquio, 1 congresso
internacional, 3 encontros, 1 mostra de cinema e 1 simpósio.
O professor Carlos Alexandre Victorio Gonçalves esteve à frente do “I Simpósio
Nacional de Morfologia do Português”, com o qual inseriu no calendário acadêmico um evento
com todas as chances de se firmar como um dos mais importantes de seu campo de estudos. A
professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco e o professor Nazir Ahmed Can organizaram
dois eventos que estimularam a reflexão entre as diferentes linguagens artísticas, ao mesmo
tempo que criaram oportunidades de contato direto com autores e realizadores africanos: “III
Mostra de Cinema Africano: Encontro com Luís Carlos Patraquim” e “Encontro com Ondjaki:
Cinema e Literatura”. O professor Jorge Fernandes da Silveira se juntou à Coordenação do
Departamento de Letras Vernáculas na promoção do colóquio “Dia Fiama – A Menina que se
Chamava Chama”, dedicado à renomada escritora contemporânea portuguesa Fiama Hasse Pais
Brandão. De modo a ampliar o debate sobre as descobertas feitas no grupo de pesquisa que
lidera, a professora Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva organizou o evento “Escritas do
Corpo Feminino”.
Entre os eventos que mais mobilizaram docentes e estudantes, assim como instituições
do Brasil e do exterior, destaca-se o “Congresso Internacional Luso-Brasileiro 100 Futurismo”,
que, realizado no Rio de Janeiro e em Lisboa, contou, em sua comissão organizadora, com as
professoras Teresa Cristina Cerdeira da Silva, Luci Ruas Pereira e Monica do Nascimento
Figueiredo. Binacional e de grande porte, o congresso repercutiu durante todo o ano nas
universidades nacionais e estrangeiras que participaram diretamente de sua promoção, em
prova da grande capacidade do PPGLEV em desenvolver parcerias frutuosas.

31
Em sua oitava edição, o encontro anual do Fórum de Literatura Brasileira
Contemporânea confirmou que, ao priorizar a participação discente, atrai cada vez mais
graduandos. Organizado pelos professores Adauri Silva Bastos, Anélia Montechiari Pietrani e
Maria Lucia de Faria (no âmbito de um projeto que conta com a participação também dos
professores Alcmeno Bastos, Godofredo de Oliveira Neto e Rosa Maria de Carvalho Gens),
teve 3/4 das comunicações realizadas por estudantes, alguns dos quais da graduação. As quatro
mesas-redondas realizadas pelas manhãs também foram bastante convidativas aos estudantes
mais jovens, pois tiveram formato de entrevistas públicas com críticos, ficcionistas e poetas
durante as quais se procurou combinar dinamismo e profundidade.
Agora, não há dúvida de que o evento mais marcadamente discente e em melhores
condições de descortinar, para os graduandos, a vida acadêmica a partir da pós-graduação é o
Seminário de Dissertações e Teses em Andamento, que possibilita que estudantes interessados
em fazer mestrado assistam a apresentações de colegas em fase de escrita de dissertação e tese,
ouçam os comentários dos especialistas convidados e participem dos debates. Na edição de
2017, o SEDITA comprovou que a presença de graduandos na plateia aumenta continuamente,
tanto nas sessões de comunicações quanto nas mesas-redondas temáticas, integradas por
conferencistas escolhidos entre professores de outras instituições.
A atuação conjunta de graduandos, pós-graduandos e docentes tem sido reforçada ainda
pelo incremento das atividades de extensão. Em 2017, dezesseis docentes do PPGLEV
estiveram à frente de iniciativas dessa natureza (que teremos oportunidade de detalhar nos itens
INDICADORES DE INTEGRAÇÃO e SOLIDARIEDADE), quase sempre realizadas com a
participação ativa dos estudantes.
Por sua eficácia, certamente merece nova menção aqui o trabalho desenvolvido no
âmbito da disciplina Pesquisa em Língua Portuguesa, oferecida ao final da graduação. Ao
falarem de suas investigações para a turma, os docentes, pós-doutorandos e doutorandos se
colocam necessariamente como pesquisadores, portanto dados mais a indagações do que a
certezas, o que mostra aos graduandos que a vida acadêmica se nutre do enfrentamento de
desafios intelectuais. A qualidade e a consistência dos pré-projetos de pesquisa elaborados em
2017 pelos graduandos comprovam a força inspiradora dessa convivência.

32
Estágio de docência
O PPGLEV tem uma grande preocupação em intensificar a participação de pós-
graduandos na graduação. Com esse propósito, desenvolve várias iniciativas, entre as quais se
destacam:
a) a oferta das disciplinas Capacitação Docente I e II (sugeridas pela CAPES para seus
bolsistas e abertas a todo o alunado pelo PPGLEV), as quais, a par de propiciar a muitos pós-
graduandos um primeiro contato com as práticas didático-pedagógicas no ensino superior,
costumam despertar nos alunos de graduação o interesse pela continuidade de sua formação
acadêmica, bem como pela pesquisa científica;
b) a atuação de pós-graduandos como professores substitutos nos cursos de graduação.
A escolha é feita mediante concurso público, para uma experiência que confere aos
selecionados a desejável prática didático-pedagógica no ensino superior e lhes propicia um
aprendizado passível de se refletir no amadurecimento de suas pesquisas e nas chances de lograr
aprovação em concursos para professores efetivos. Em 2017, todos os professores substitutos
do Departamento de Letras Vernáculas foram mestrandos e doutorandos do PPGLEV;
c) a atuação de graduandos e pós-graduandos nos Cursos de Línguas Abertos à
Comunidade. Devidamente cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão (PR-5), o CLAC tem um
histórico que remonta a 1988 e, durante suas três décadas de existência, conseguiu se firmar
como um dos projetos mais consolidados e bem-sucedidos da Faculdade de Letras da UFRJ. O
CLAC de Língua Portuguesa objetiva fornecer os elementos necessários à adequada produção
textual, bem como à leitura de textos em diferentes gêneros. Com esse fim, distribui-se nos
seguintes módulos: Oficina de Leitura I e II, Redação I e II, Produção e Leitura de Textos,
coordenados pelas professoras Eliete Figueira Batista da Silveira, Monica Tavares Orsini e Ana
Flávia Magela Gehardt. Os cursos têm duração de um semestre e visam levar o aluno a sentir-
se capaz de produzir e criticar textos. As aulas são ministradas pelos estudantes, que têm a
oportunidade de aplicar, em sua prática pedagógica, os conhecimentos teóricos aprendidos no
decorrer de seus cursos. A supervisão oferecida pelas três professoras responsáveis pela
coordenação inclui discussão teórica, elaboração de material didático (como as apostilas
produzidas pela professora Mônica Tavares Orsini em 2017), treinamento das atividades de
correção e desenvolvimento de pesquisas para aplicação didática;
d) a participação de docentes e pós-graduandos nas equipes de correção das provas do
ENEM e do ENADE;

33
e) a frequência com que os docentes convidam pós-graduandos a ministrarem aulas em
disciplinas da graduação, facultando, assim, a divulgação do resultado de suas pesquisas junto
aos graduandos. Essa experiência tem aproximado os pós-graduandos da sala de aula – em
incentivo à carreira docente – e, ao mesmo tempo, estimulado os graduandos a vislumbrarem a
continuação de seus estudos no mestrado.
f) o fato de os cursos de extensão coordenados por docentes do PPGLEV
frequentemente engajarem mestrandos e/ou doutorandos como professores;
g) a divulgação dos resultados das pesquisas em turmas de graduação e especialização
por parte de doutorandos que, por serem bolsistas da CAPES, cumprem obrigatoriamente o
Estágio Docência.

34
6
INTEGRAÇÃO COM A SOCIEDADE/MERCADO DE TRABALHO (MESTRADO PROFISSIONAL)

O PPGLEV amplia ininterruptamente seu grau de integração com a sociedade. A esse


respeito, um dos indicadores mais significativos e de histórico mais longo é a participação de
docentes no Mestrado Profissional em Letras em Rede Nacional (PROFLETRAS). O ano de
2017 foi pródigo também em atividades extramuros como organização de eventos, realização
de palestras, oferecimento de cursos de curta duração em eventos científicos, desenvolvimento
de projetos de extensão, participação em júris de concursos literários e lançamento de livros.

a) PROFLETRAS. O Polo da UFRJ do Mestrado Profissional em Letras em Rede


Nacional conta, em seu corpo docente, com duas professoras de Língua Portuguesa do
PPGLEV: Maria Aparecida Lino Pauliukonis e Silvia Rodrigues Vieira. Criado em 2013, o
PROFLETRAS cumpre exemplarmente a finalidade principal explicitada no regimento do
PPGLEV: a “capacitação de professores de Língua Portuguesa para o exercício da docência no
ensino fundamental, com o intuito de contribuir para a melhoria da qualidade do ensino no
país”. A sensibilidade do PPGLEV em relação à área educacional foi reconhecida pela
Coordenação Nacional do PROFLETRAS, que convidou as duas docentes a ocuparem cargos
fundamentais à sua implementação. A professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis exerceu a
função de coordenadora adjunta em nível nacional e coordenou os trabalhos da comissão
temática referente à disciplina Texto e Ensino. Por sua vez, a professora Silvia Rodrigues Vieira
coordenou os trabalhos da comissão temática referente à disciplina Gramática, Variação e
Ensino. Desse modo, as diretrizes nacionais para a formação dos professores do ensino
fundamental – formuladas em conjunto com professores de diferentes instituições brasileiras –
foram, em certa medida, norteadas pelas contribuições acumuladas pelo PPGLEV ao longo de
décadas de ensino, pesquisa e extensão. Em 2017, a professora Maria Aparecida Lino
Pauliukonis foi vice-coordenadora do PROFLETRAS, Polo UFRJ. Já a professora Silvia
Rodrigues Vieira teve, em seu projeto de pesquisa “Gramática, variação e ensino: diagnose e
propostas pedagógicas”, a possibilidade de integrar a linha “Teorias Linguísticas e Ensino” (do
PROFLETRAS) e a linha de pesquisa “Língua e Ensino” (do PPGLEV). A atuação das duas
professoras como docentes e orientadoras tem como base o desenvolvimento de investigações
em Linguística Textual, Análise do Discurso, Linguística Cognitiva e Sociolinguística, voltadas
para as questões de interesse pedagógico, há muito priorizadas pelo PPGLEV. Dessa forma,

35
medidas de integração dos resultados científicos aos interesses sociais, sobretudo no mercado
de trabalho referente ao magistério, ampliaram-se bastante e, hoje, se fazem sentir também no
âmbito do PROFLETRAS.

b) PUBLICAÇÕES DE CUNHO DIDÁTICO. A integração do PPGLEV com a


sociedade tem sido reforçada pela divulgação dos resultados científicos em publicações
endereçadas aos professores. Dada a grande quantidade de textos dessa natureza produzidos
pelos professores de Língua Portuguesa em 2017, elencamos abaixo apenas os mais
importantes: 1) livro impresso Olhares sobre o português medieval: filologia, história e língua,
publicado pela professora Célia Regina dos Santos Lopes, em parceria com os professores
Leonardo Lennertz Marcotulio (UFRJ), Mário Jorge da Motta Bastos (UFF) e Thiago
Laurentino Oliveira (doutorando do PPGLEV), com verba da FAPERJ, a partir da apresentação
de um projeto destinado à produção de uma série de Cadernos Didáticos sobre a História do
Português, da qual a obra constitui o primeiro volume; 2) e-book Gramática, variação e ensino:
diagnose & propostas pedagógicas, organizado pela professora Silvia Rodrigues Vieira e
constituído de textos de sua autoria e de quatro orientandos (o PDF está disponibilizado na
página do PPGLEV); 3) livro impresso Nova gramática para o ensino médio: reflexões e
práticas em Língua Portuguesa (quarta parte), de autoria da professora Maria Aparecida Lino
Pauliukonis; 4) artigo “Contribuições da Fonologia para o Ensino: o acento de palavra”,
publicado pela professora Eliete Figueira Batista da Silveira no livro Linguística em
perspectiva: cognição e ensino de língua e literatura, organizado pelos professores Eliana
Crispim França Luquetti (UENF) e Sérgio Arruda de Moura (UENF); 5) a professora Leonor
Werneck dos Santos produziu material didático (publicado em edição impressa e na plataforma
Edmodo) e partilhou a autoria de vários artigos dedicados ao ensino médio, entre os quais
“Abordagem dos gêneros textuais pelo ENEM”, assinado com a Profa. Dra. Sylvia Jussara Silva
do Nascimento Fabiani, egressa do PPGLEV e professora de Língua Portuguesa da Prefeitura
Municipal de Duque de Caxias; 6) as professoras Lúcia Helena Martins Gouvêa e Maria
Aparecida Lino Pauliukonis dividiram a autoria com a professora Rosane Santos Mauro
Monnerat (UFF) do artigo “Texto, contexto e contexto: processos de apreensão da realidade”,
publicado na coletânea Linguística Textual e ensino, organizada pela própria professora Maria
Aparecida Lino Pauliukonis em conjunto com as professoras Sueli Cristina Marquesi (PUC-
SP) e Vanda Maria Elias (UNIFESP).

36
c) LIVROS DE TEOR LITERÁRIO E TEÓRICO. Integrada por docentes que
desposam a visão da literatura conforme desenvolvida pelos primeiros românticos alemães –
constituída, em igual medida, pelo ensaio, a ficção e a poesia –, a área de Literatura Brasileira
publicou quatro livros cujas qualidade de escrita e profundidade de visada foram reconhecidas
pelos diferentes analistas que lhes dedicaram atenção: 1) o professor Adauri Silva Bastos lançou
seu sexto romance, Espiral, ambientado no ano de 1969, em uma cidade fictícia de Alagoas; 2)
o professor Eucanaã de Nazareno Ferraz selecionou, organizou e apresentou duas coletâneas do
poeta Vinicius de Moraes: Todo amor e Vinicius de Moraes – música, poesia, prosa, teatro; 3)
o professor Ronaldes de Melo e Souza publicou o livro Fenomenologia das emoções na
tragédia grega, um estudo alentado e interdisciplinar, de cunho hermenêutico-literário-
filosófico, com o qual dialogou com a bibliografia especializada e acrescentou uma
contribuição marcada pela originalidade e a ousadia.

d) CURSOS E PROJETOS DE EXTENSÃO. Em 2017, dezesseis docentes do PPGLEV


tiveram uma participação ativa em atividades de extensão: 1) o professor Adauri Silva Bastos
coordenou o curso de extensão “Contos do Fundão 1”, no âmbito do projeto de extensão
“Contos do Fundão”, registrado no SIGPROJ e na Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ (PR5). O
grupo de docentes se constituiu de 5 graduandos da Faculdade de Letras da UFRJ (entre os
quais, 1 orientando de Iniciação Científica com bolsa do CNPq), 1 mestranda e 1 doutorando
(ambos do PPGLEV). Aberta a toda a comunidade, a iniciativa contou com a parceria da ONG
Redes da Maré; 2) as professoras Ana Paula Quadros Gomes e Beatriz Protti Christino
desenvolveram o projeto de extensão “Preconceito linguístico? Não!” (Variação, Ensino,
Linguística, Direitos Humanos); 3) a professora Ana Paula Quadros Gomes ministrou, em
parceria com a professora Miriam Lemle (Linguística), o curso de extensão “Os (des) limites
da composicionalidade” (conversa entre morfologia distribuída e semântica, ligando ensino a
pesquisa); 4) a professora Anélia Montechiari Pietrani deu continuidade ao projeto
interinstitucional de extensão “100 Anos sem Euclides”, registrado no SIGPROJ e na Pró-
Reitoria de Extensão da UFRJ (PR5), criado em 2009 em parceria com a professora Anabelle
Loivos Considera (Faculdade de Educação da UFRJ) e o professor Luiz Fernando Conde
Sangenis (Faculdade de Formação de Professores da UERJ). O projeto tem sede na cidade
fluminense de Cantagalo e, entre suas atividades, inclui debates e oficinas pedagógicas com
educadores; 5) a professora Beatriz Protti Christino desenvolveu o projeto de extensão “Ações
contra o preconceito linguístico”, que conta com uma página no Facebook e teve ações

37
realizadas na Feira de São Cristóvão e no Lar Nossa Senhora de Nazareth, em São Cristóvão;
6) a professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco proferiu uma palestra para uma turma do
terceiro ano do ensino médio do Colégio Militar do Rio de Janeiro sobre o papel do cinema
moçambicano na revolução e independência de Moçambique, como parte do desenvolvimento
do projeto que realiza com a bolsa Cientista do Nosso Estado (FAPERJ); 7) o professor Eucanaã
de Nazareno Ferraz organizou o curso de extensão “Literatura e conflitos”, ministrado pelos
professores Murilo Marcondes de Moura (USP), Regina Zilberman (UFRGS) e Walnice
Nogueira Galvão (USP), o poeta Antonio Cicero e o escritor Rubens Figueiredo; 8) a professora
Gumercinda Nascimento Gonda deu continuidade a seu trabalho no Curso de Formação
Continuada do Programa Integrado para Educação de Jovens e Adultos (EJA), desenvolvido
pela Pró-Reitoria de Extensão (PR-5) da UFRJ, no âmbito do qual orienta e coordena o projeto
de incentivo à leitura Biblioteca Itinerante; 9) a professora Leonor Werneck dos Santos deu
palestras e ministrou cursos para professores da rede pública do Município do Rio de Janeiro e
de Niterói; 10) a professora Luci Ruas Pereira ministrou os cursos de extensão “Eurico, o
presbítero: paixão e tragédia” e “Vergílio Ferreira, por ele mesmo”, respectivamente, no
Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro e de Salvador; 11) a professora Maria
Aparecida Lino Pauliukonis ministrou o curso de extensão “Adequação lexical para uma
linguagem funcional”, no Fórum de Linguística da UERJ; 12) o professor Nazir Ahmed Can
participou, como docente, do curso de extensão “Introdução aos Estudos de África”, organizado
pelo Centro de Estudos Africanos da USP; 13) a professora Regina Souza Gomes ofereceu o
curso de extensão “Leitura de textos II: uma abordagem metodológica”, dirigido a professores
de ensino básico e médio, além de graduandos e pós-graduandos; 14) a professora Silvia
Rodrigues Vieira proferiu a palestra “Variação linguística: diversidade e regras de uso”, para
alunos de 8º ano da Escola Municipal José de Alencar, como parte do projeto que desenvolve
com a bolsa Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ; 15) a professora Silvia Figueiredo Brandão
também proferiu palestra (“Variação em Português”) para alunos de 8º ano da Escola Municipal
José de Alencar, como parte do projeto que desenvolve com a bolsa Cientista do Nosso Estado,
da FAPERJ; 16) a professora Violeta Virginia Rodrigues deu continuidade à participação, como
colaboradora, no projeto de extensão “A identidade sociolinguística de haitianos da região
Gaspar-Blumenau”, desenvolvido pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) sob a
coordenação de seu orientando Luiz Herculano de Souza Guilherme, doutorando do PPGLEV.

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e) EVENTOS EM ACADEMIAS, CENTROS CULTURAIS E LIVRARIAS. Outra
forma encontrada pelos docentes do PPGLEV de estabelecer contatos fecundos com a
sociedade é a promoção de eventos acadêmico-literários em espaços fora do campus, em
diferentes bairros da cidade. O ano de 2017 registrou várias ações com esse fim: 1) o professor
Adauri Silva Bastos organizou, em parceria com as professoras Aline Magalhães Pinto (UFMG)
e Ana Lúcia Oliveira (UERJ), o projeto “Luiz Costa Lima – um teórico nos trópicos”,
constituído de sete mesas-redondas integradas por 30 docentes de instituições do Brasil e do
exterior, com o objetivo de produzir um livro e uma série de vídeos sobre a obra completa do
importante crítico, que se aposentou como professor titular da UERJ e é professor emérito da
PUC-Rio. Financiada pela CAPES e o CNPq, a iniciativa se realizou em 6 instituições de ensino
(UFRJ, UERJ, UFF, UFFRJ, UNIRIO, PUC-Rio) e, em movimento pensado de integração à
sociedade, teve seu fecho na Livraria Leonardo da Vinci, no centro do Rio de Janeiro, onde
reuniu uma plateia bastante variada; 2) em 2016, o professor Alcmeno Bastos foi eleito para a
Academia Carioca de Letras e tratou de criar o Centro de Estudos Machadianos, que tem
funcionado como interface entre a universidade e os interessados em geral em literatura. Em
2017, promoveu um ciclo de conferências com os professores Silviano Santiago (PUC-Rio),
Marta de Senna (Fundação Casa de Rui Barbosa) e José Luís Jobim (UERJ/UFF), cujo
encerramento foi a leitura dramatizada da peça Quase ministro, de Machado de Assis, pelo
grupo Companhia do Invisível, com direção de Alexandre Damascena, doutorando do PPGLEV
e orientando do professor Godofredo de Oliveira Neto; 3) a professora Anélia Montechiari
Pietrani fez uma palestra intitulada “Literatura e gênero”, no âmbito do projeto “Conversa
literária”, da Fundação Casa de Rui Barbosa, e outra intitulada “Língua afiada: escritoras
tomam a palavra”, na Caixa Cultural; 4) o professor Eucanaã de Nazareno Ferraz organizou um
evento de cunho literário na sede carioca do Instituto Moreira Salles que teve grande
repercussão de público e mídia: a exposição O pipoqueiro da esquina, constituída de charges
com texto de Carlos Drummond de Andrade e desenhos de Ziraldo; 5) o professor Gilberto
Araújo de Vasconcelos Júnior deu palestras no Clube de Leitura do Instituto Moreira Salles, no
Rio de Janeiro, sobre o livro Antes do baile verde (de Lygia Fagundes Telles), o livro
Libertinagem (de Manuel Bandeira) e a poesia de Castro Alves.

f) PARTICIPAÇÃO EM ACADEMIAS, JÚRIS E CURADORIAS. Amplamente


respeitado, o corpo docente do PPGLEV tem sempre integrantes de suas três áreas de
concentração requisitados para participar de associações de cunho cultural e científico, bancas,

39
júris e curadorias. Em 2017 não foi diferente: 1) a professora Silvia Figueiredo Brandão
participou da última avaliação quadrienal da CAPES; 2) o professor Alcmeno Bastos integrou
a comissão avaliadora do Prêmio João do Rio, da Academia Carioca de Letras, cujo tema foi
“A alma carioca de Lima Barreto”; 3) a professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco integrou
o júri do Prêmio de Poesia da Fundação Fernando Leite Couto, de Moçambique, e foi
convidada, pelo escritor angolano Boaventura Cardoso, presidente da Academia Angolana de
Letras, a ser sócia correspondente da AAL; 4) o professor Eucanaã de Nazareno Ferraz
participou do júri do Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa; 5) o professor
Godofredo de Oliveira Neto participou do júri do Concurso Literário da Academia Carioca de
Letras e foi curador da Coleção O Rio por escrito, para a qual produziu o texto introdutório dos
volumes dedicados a Cecília Meireles, Machado de Assis e Manuel Bandeira; 6) a professora
Leonor Werneck dos Santos participou do júri do Prêmio Anual da Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil (FNLIJ); 7) a professora Maria Lucia Guimaraes de Faria integrou o júri do
Prêmio Biblioteca Nacional na categoria Ensaio Literário.

g) PRÊMIOS. A excelência da produção textual dos docentes do PPGLEV já resultou


na conquista de vários prêmios, aos quais em 2017 vieram se somar três: 1) Cada coisa, do
professor Eucanaã de Nazareno Ferraz, ganhou o prêmio de Melhor Livro de Poesia da
Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ); Grito, do professor Godofredo de
Oliveira Neto, ganhou o prêmio Romance do Ano da União Brasileira de Escritores (UBE) e
da Academia Catarinense de Letras (ACL).

h) PARTICIPAÇÃO EM PROGRAMAS DE TELEVISÃO. A importância cada vez


maior da mídia eletrônica tem levado diferentes programas de internet e televisão a convidar os
docentes do PPGLEV para debates e entrevistas. Entre os professores que atenderam a esse tipo
de demanda em 2017, encontra-se o professor Alcmeno Bastos, que participou de programas
de televisão como Globonews Literatura e Imortais da Literatura, do canal Curta.

Estágios profissionais
Os alunos do PPGLEV têm nas atividades de docência a principal via de integração com
a sociedade e inserção no mercado de trabalho. A atuação profissional está relacionada
sobretudo a atividades nos níveis fundamental, médio e superior de ensino de Língua
Portuguesa e de Literaturas Africanas, Brasileira e Portuguesa.

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O principal estágio profissional está relacionado à atuação do discente como professor
substituto na Faculdade de Letras da UFRJ e em instituições de ensino médio, com destaque
para o Colégio de Aplicação e o Colégio Pedro II. Outra atividade que funciona como estágio
profissional é a atuação nos Cursos de Línguas Abertos à Comunidade (CLAC). Nesse
programa institucional, o estudante recebe um auxílio financeiro para ministrar disciplinas de
Redação e Oficina de Língua Portuguesa, com a orientação de docentes do PPGLEV. Uma
terceira oportunidade de capacitação docente é propiciada pelo Programa Integrado para
Educação de Jovens e Adultos (EJA), da UFRJ, de que a professora Gumercinda Nascimento
Gonda participa como orientadora e coordenadora do projeto de incentivo à leitura Biblioteca
Itinerante.
Além das atividades de docência propriamente ditas, a formação ampla e sólida
possibilita que os discentes atuem em outras áreas do mercado de trabalho. Muitos realizam
atividades de revisão e preparo de originais. Outros organizam exposições, prestam serviços de
curadoria e preparam material didático e instrucional. Coerentemente com o fato de se
formarem em uma Faculdade de Letras, muitos adquirem o hábito de escrever e publicar com
regularidade, tornando-se, com o passar do tempo, ensaístas, ficcionistas e poetas de renome.
O aumento significativo no número de publicações discentes nos últimos tempos – conforme
se pode constatar nas relevantes cifras de 68 artigos em periódicos, 27 capítulos de livro e 11
livros completos apenas em 2017 – é garantia de que muito mais egressos do PPGLEV se
firmarão como autores.
Por fim, convém salientar que a própria dilatação do rol de periódicos e de coletâneas
de textos tem criado a necessidade de surgimento de quadros que, sem negligenciar os demais
afazeres, atuem também como editores de periódicos especializados. Constituído de áreas de
concentração que estudam os diferentes usos do idioma e integrado por docentes com
experiência em edição de livros e revistas, o PPGLEV se considera devidamente capacitado
para encarar esse novo fenômeno como estímulo ao oferecimento de know-how que faculte a
mestrandos e doutorandos desempenharem certas funções editoriais requeridas nas vidas
acadêmica e profissional. Nesse sentido, em 2017 preparou um curso de curta duração a ser
ministrado no primeiro semestre de 2018.

41
7
INTERCÂMBIOS

Intercâmbios nacionais
O PPGLEV mantém parcerias de diferentes escopos, com outros programas de pós-
graduação da própria UFRJ e de várias outras instituições de ensino brasileiras. Devido à
excelência e ao nível de especialização, é comum, por exemplo que professores do PPGLEV
sejam convidados a atuarem como colaboradores ou coorientadores em programas ainda não
consolidados. No âmbito da UFRJ, é o caso da relação do professor João Antônio de Moraes
com o Programa de Letras Neolatinas, para o qual colabora com uma experiência que o faz um
dos poucos e mais proeminentes especialistas em fonética acústica no Brasil. A professora Célia
Lopes também colabora com o Programa de Letras Neolatinas, em virtude de seu trabalho
comparativo com o português e o espanhol.
Entre as parcerias do PPGLEV com outras universidades brasileiras, destacam-se as dez
a seguir sintetizadas: 1) os professores Carlos Alexandre Victorio Gonçalves e Eliete Figueira
Batista da Silveira partilham a liderança do projeto “Novos caminhos para o ensino de
morfologia: foco no uso e no significado” com o professor Vitor de Moura Vivas, egresso do
PPGLEV e, desde 2011, docente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Rio de Janeiro; 2) a professora Claudia de Souza Cunha mantém convênio com as universidades
que integram o projeto “Atlas Linguístico do Brasil”, liderado pela Universidade Federal da
Bahia (UFBA); 3) o professor João Antônio de Moraes mantém convênio com a UFMG, com
o objetivo de desenvolver projetos de pesquisa, ministrar cursos e coorientar teses e
dissertações; 4) a professora Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva atua como docente no
Programa de Pós-Graduação em Relações Etnicorraciais do CEFET, Área de Letras e
Linguística, que mantém convênio com o PPGLEV; 5) a professora Carmen Lúcia Tindó
colabora com o grupo de pesquisa do Laboratório de Pesquisa e Prática de Ensino (LPPE), do
Departamento de História da UERJ; 6) a professora Anélia Montechiari Pietrani é vice-
coordenadora do projeto interinstitucional de extensão “100 Anos sem Euclides”, criado em
parceria com a professora Anabelle Loivos Considera (Faculdade de Educação da UFRJ) e o
professor Luiz Fernando Conde Sangenis (Faculdade de Formação de Professores da UERJ). O
projeto tem sede na cidade fluminense de Cantagalo, a cuja comunidade se mantém sempre
aberto. Bastante dinâmico, promove um evento anual, inúmeras atividades em escolas públicas
e outras instituições da cidade, envolvendo professores, alunos, monitores bolsistas da

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Faculdade de Letras e de outras unidades da UFRJ. Assim, preserva sua capacidade de cobrir e
irmanar ensino, pesquisa e extensão; 7) a professora Anélia Montechiari Pietrani também
coordena o Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM), que tem
vínculos com diferentes instituições de ensino; 8) a professora Maria Lúcia Leitão é docente
colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UNIFESP; 9) a professora Luci
Ruas Pereira e demais pesquisadores – entre docentes, graduandos e pós-graduandos de
Literatura Portuguesa, Literaturas Africanas e Literatura Brasileira – vinculados à Cátedra Jorge
de Sena têm contribuído para a difusão dos estudos literários luso-afro-brasileiros em diversas
universidades do país com menos tradição na Área de Literatura Portuguesa; 10) a professora
Maria Aparecida Lino Pauliukonis presta assessoria a professores egressos do PPGLEV, como
as professoras Claudia Assad Alvarez (UEPE) e Veronica Palmira Salme de Aragão (UERN),
no sentido de auxiliar na criação de linhas de pesquisa nas respectivas universidades.
Os projetos nacionais coordenados ou integrados por docentes do PPGLEV também
constituem intercâmbios de caráter interinstitucional. Alguns exemplos já citados merecem
ainda algum destaque: 1) o projeto “Atlas Linguístico do Brasil – Coordenadoria Estadual Rio
de Janeiro: Coleta e Análise de Dados no Estado do Rio de Janeiro” é coordenado pela
professora Cláudia de Souza Cunha, mas constitui um subprojeto do projeto “Atlas Linguístico
do Brasil (Projeto ALiB)”, coordenado pelas professoras Suzana Cardoso e Jacyra Mota
(UFBA); 2) o Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM) tem como
sede a Faculdade de Letras da UFRJ, mas, por sua própria interdisciplinaridade, se mantém em
permanente contato com fóruns de outras áreas de estudo que, independentemente de sua
vinculação institucional, privilegiem, em seus projetos, o tema básico “Mulher e Literatura”; 3)
o projeto “Estudo comparado dos padrões de concordância em variedades africanas, brasileiras
e europeias do Português”, coordenado pelas professoras Silvia Rodrigues Vieira e Silvia
Figueiredo Brandão, trabalha com docentes e doutorandos de universidades como USP,
UFRRJ, UFSC, UFBA, UEFS e UNILAB; 4) os professores Dinah Maria Isensee Callou,
Afrânio Gonçalves Barbosa, Célia Regina dos Santos Lopes, Maria Eugenia Lammoglia Duarte
e Silvia Regina de Oliveira Cavalcante, da linha de pesquisa “Língua e Sociedade: variação e
mudança”, participam do projeto, de âmbito nacional, “Para a História do Português Brasileiro”,
coordenado pelo professor Ataliba de Castilho (USP/UNICAMP). Trata-se de uma parceria
ampla, envolvendo universidades brasileiras das diferentes regiões do país; 5) o Núcleo de
Estudos Morfossemânticos do Português (NEMP), coordenado pelo professor Carlos
Alexandre Victorio Gonçalves, tem, entre seus integrantes, docentes de outras instituições

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brasileiras, como é o caso dos professores André Faria (UESP), Janderson Lemos de Souza
(UNIFESP), Kátia Emmerick (UFRRJ) e Sandra Pereira (UERJ/PUC-Rio); 6) o projeto “Fórum
de Literatura Brasileira Contemporânea” é a principal instância de diálogo entre os docentes de
Literatura Brasileira e pesquisadores do Brasil inteiro. Integrado pelos professores Adauri Silva
Bastos, Alcmeno Bastos, Anélia Montechiari Pietrani, Godofredo de Oliveira Neto, Maria
Lucia Guimarães de Faria e Rosa Maria de Carvalho Gens, recebe anualmente
aproximadamente duzentos pesquisadores que, provenientes de diferentes estados da
Federação, participam do encontro realizado na Faculdade de Letras da UFRJ e, em regime de
fluxo contínuo, colaboram com a revista online, seja enviando artigos, fazendo sugestões de
pauta ou organizando-se em atividades mais coletivas, como aquela que congregou cinco
professores de quatro instituições – Allison Leão (Universidade do Estado do Amazonas,
UEA), Denis Bezerra (Universidade Federal do Pará, UFPA), Josebel Akel Fares (Universidade
do Estado do Pará, UEPA), Paulo Nunes (Universidade da Amazônia, UNAMA) e Vânia Torres
(Universidade da Amazônia, UNAMA) – para a realização de uma entrevista sobre a obra
completa do escritor amazonense Márcio Souza.

Intercâmbios internacionais
O PPGLEV mantém convênios com muitas universidades estrangeiras, entre os quais
se encontram desde parcerias de décadas até intercâmbios iniciados alguns anos atrás. Segue
uma síntese de 16 convênios que, firmados com entidades espalhadas por diferentes latitudes,
dão conta do alcance e da diversidade das relações estabelecidas.
1) Um dos convênios mas antigos, sólidos e fecundos do PPGLEV é trinacional,
devidamente formalizado e envolve quatro instituições: Universidade Federal do Rio de
Janeiro, Universidade de Santiago de Compostela, Universidade de Coimbra e Universidade de
Lisboa. A parceria com as universidades portuguesas data da década de 1970 e foi firmada por
iniciativa do falecido professor Celso Cunha. Já o acordo com a instituição espanhola, bem
mais recente, foi proposto pela professora Silvia Figueiredo Brandão. O objetivo é promover a
cooperação científica e tecnológica entre as quatro instituições, por meio da consecução das
seguintes metas: a) promover o intercâmbio de publicações; b) estimular a elaboração e
execução de projetos de pesquisa, projetos de ensino e programas culturais integrados; c)
elaborar acordos específicos, termos aditivos ou outros instrumentos relativos: i) ao intercâmbio
de docentes, investigadores e discentes; ii) a programas de formação continuada de docentes e
investigadores; iii) à realização de cursos de graduação e pós-graduação, de congressos,

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seminários, conferências, colóquios, encontros, jornadas e outros eventos científicos e culturais.
A parceria com as universidades portuguesas, sobretudo com a Universidade de Lisboa, tem se
desenvolvido ininterruptamente ao longo dos 48 anos do PPGLEV, sendo inúmeras e
diversificadas as ações implementadas, devendo-se destacar, na atualidade, a colaboração das
professoras Silvia Figueiredo Brandão e Silvia Rodrigues Vieira com o “Projeto VAPOR
(Variedades do Português)”. Na página desse projeto são elencados os trabalhos realizados,
com base em seus corpora, pelas referidas professoras e alguns de seus orientandos
(http://www.clul.ulisboa.pt/pt/23-investigacao/716-vapor-variedades-africanas-do-portugues).
Outro dado importante é que vários doutorandos do PPGLEV, orientados por diferentes
docentes, fizeram doutorado sanduíche no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa.
Além disso, a professora Silvia Figueiredo Brandão está oficialmente cadastrada, junto à
Fundação de Ciência e Tecnologia (FCT-Portugal) como membro da equipe de pesquisa do
Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. Também fruto dessa parceria é o capítulo
“Aspectos da sintaxe pronominal do português brasileiro: fala e escrita”, um texto de 50 páginas
que a professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte publicará no terceiro volume (atualmente
no prelo) da Gramática do Português, uma importante obra de referência organizada pelos
professores Eduardo Raposo, Maria Fernanda Bacelar Nascimento, Maria Antónia Mota e
Amália Mendes (da Universidade de Lisboa) e publicada pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Em relação à Universidade de Santiago de Compostela, as professoras Silvia Figueiredo
Brandão e Vanderci Aguilera (da Universidade Estadual de Londrina) coordenam no Brasil o
“Projeto Tesouro Patrimonial do Léxico Galego e Português” (http://ilg.usc.es/Tesouro/pt/),
cuja coordenação geral é da professora Rosário Alvarez Blanco (do Instituto de Língua Galega
da Universidade de Santiago de Compostela) e conta, ainda, com pesquisadores portugueses. A
visita ao link Equipa mostra que fazem parte do projeto 64 pesquisadores brasileiros
distribuídos por todas as regiões do país.
2) Em 2015, o Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da UFRJ e o
Departamento de Filosofia e Humanidades da Universidade Livre de Berlim assinaram um
Acordo de Cooperação que dá continuidade ao Projeto de Processos Urbanos coordenado pelos
professores Célia Regina dos Santos Lopes (UFRJ) e Ulrich Reich (FU, Alemanha). Entre os
resultados da parceria, destaca-se o “Simpósio do Labor Histórico: História dos Pronomes de
Tratamento no Português Brasileiro”, realizado na Faculdade de Letras da UFRJ em 2015, do
qual se desdobrou o “II Congresso Formas e Fórmulas de Tratamento do Mundo Hispânico e
Luso-brasileiro”, organizado em 2016 pela professora Célia Regina dos Santos Lopes, junto

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com o professor Martin Hummel, da Universidade Karl Franzens de Graz, Áustria, onde se
realizou o evento. Tanto o simpósio quanto o congresso fazem parte de uma rede nacional e
internacional de pesquisa que discute os sistemas de tratamento no Brasil e no mundo hispânico.
A parceria incluiu também a realização do pós-doutorado da professora Silvia Regina de
Oliveira Cavalcante na Universidade Livre de Berlim. No presente, tem como uma de suas
atividades principais o desenvolvimento do projeto de escrita do livro Urbanities in Rio de
Janeiro: from Social History to Linguistic Diversity, proposto pelos professores Célia Regina
dos Santos Lopes, Dinah Maria Isensee Callou, Silvia Rodrigues Vieira e Leonardo Lennertz
Marcotulio.
Não há dúvida de que o intercâmbio através de projetos de cooperação e a participação
efetiva em congressos internacionais se reflitam no convite, feito pela editora John Wiley &
Blackwell a docentes do PPGLEV, para participar da obra Handbook of Portuguese Linguistics,
que reuniu 32 capítulos sobre linguística do português nas variedades brasileira e europeia. Os
trabalhos foram escritos por especialistas brasileiros e portugueses das mais variadas
universidades nacionais e estrangeiras. Cabe destacar que o livro tem cinco capítulos de autoria
de quatro docentes do PPGLEV: Carlos Alexandre Victorio Gonçalves, Maria Eugenia
Lammoglia Duarte, João Antônio de Moraes e Célia Regina dos Santos Lopes, que publicou
dois capítulos. A publicação, em inglês, dessa obra sobre linguística portuguesa deu grande
visibilidade à língua portuguesa no mundo não lusófono.
3) O professor João Antônio de Moraes firmou convênio com o Laboratoire
d’Informatique pour la Mécanique et les Sciences de l’Ingénieur (LIMSI-CNRS), associado às
Universidades Paris VI e Paris XI, do qual tomam parte o Programa de Pós-Graduação em
Letras Vernáculas e o Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas. No biênio 2016-2017,
o professor João Antônio de Moraes foi Professor Visitante Especial (PVE) da Université Paris-
Saclay, com bolsa do CNPq. Paralelamente, empenhou-se na assinatura do contrato de
Professor Visitante Sênior (PVS), pela UFRJ, do pesquisador francês Albert Rilliard (LIMSI-
CNRS, associado às Universidades Paris VI e Paris XI) para o biênio 2017-2018, com
possibilidade de renovar por mais três anos. A riqueza dessa parceria é comprovada pela
produção do professor Albert Rilliard em 2017, que inclui: a) publicação de 6 artigos em
periódicos e 3 capítulos de livro; b) 5 palestras em instituições brasileiras (PUC-SP, UFPA,
COPPE/UFRJ, Unicamp) e 1 na Universidade Bordeaux Montaigne (França); c) 2 conferências
em congressos nacionais (Abralin e UFPA); d) oferecimento de 4 disciplinas de pós-graduação
(3 na UFRJ e 1 na UFPA); e) participação em 9 bancas (2 de doutorado na França; 1 de

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mestrado, 2 de doutorado e 4 de qualificação de doutorado no Brasil); f) coorientação de 4
alunos de doutorado (2 no Programa de Letras Vernáculas e 2 no Programa de Letras
Neolatinas).
4) Desde 2010, a professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco mantém uma parceria
bastante fértil com vários projetos em curso na Universidade de Lisboa, junto à qual atua como
pesquisadora, coorientadora, palestrante e professora de cursos de curta duração. Sua atuação
inclui a colaboração com o projeto “Literatura-Mundo: Perspectivas em Português”
(coordenado pela professora Helena Buescu, coordenadora do Núcleo de Estudos
Comparatistas da Universidade de Lisboa) e com o Grupo de Investigação de Literaturas
Africanas do CLEPUL, coordenado pela escritora Ana Paula Tavares e pela professora Vânia
Chaves. De 1 de junho de 2013 a 12 de outubro de 2017, a professora Carmen Lucia Tindó
Ribeiro Secco foi pesquisadora no Grupo de Investigação de Literaturas Africanas do Projeto
“Narrativas Escritas e Visuais da Nação Pós-Colonial (NEVIS)”, coordenado pela professora
Ana Mafalda Leite e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) de Portugal
e pelo Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CEsA), do Instituto Superior de
Economia e Gestão da Universidade de Lisboa, no âmbito do qual: a) fez palestra sobre o
cinema moçambicano, na Pós-Graduação de Literaturas Africanas da Universidade de Lisboa,
no dia 10 de outubro de 2017; b) ministrou o curso “O cinema moçambicano”, na Pós-
Graduação de Literaturas Africanas da Universidade de Lisboa, de 10 a 12 de outubro de 2017;
c) coorientou a doutoranda Giulia Spinuzza, bolsista da FCT, que se titulou em 2017. Ainda em
2017, a professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco tornou-se consultora do Projeto
“Narrativas do Oceano Índico no Espaço Lusófono (NILUS)”, coordenado pela professora Ana
Mafalda Leite e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo Centro de
Estudos sobre África, Ásia e América Latina (CEsA) do Instituto Superior de Economia e
Gestão da Universidade de Lisboa.
5) Mediante convênio firmado com a Universidade de Salamanca, o professor Jorge
Fernandes da Silveira integra, na condição de docente da UFRJ, o Seminario Permanente
Arcadia Babélica, no âmbito do qual fez uma conferência em 2017. Na instituição espanhola,
suas cinco estadas como professor visitante se somaram a um sem-número de visitas para
participar de eventos e um grande rol de textos publicados, para torná-lo uma espécie de
embaixador das letras brasileiras na Península Ibérica.
6) O Acordo Geral de Cooperação entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a
Universidade Paris 13 estabelece a cooperação acadêmico-científico e cultural entre grupos de

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pesquisa de universidades brasileiras e francesas. De um lado, há o grupo de pesquisa do
Círculo Interdisciplinar de Análise do Discurso (CIAD-Rio), que se vincula a dois programas
de pós-graduação da UFRJ (Letras Vernáculas e Letras Neolatinas) e congrega ainda
pesquisadores de seis outras instituições sediadas no estado do Rio de Janeiro: UFF, UERJ,
UFRRJ, UNIRIO, UNIFA e IFRJ; de outro, o Centre d’Analyse du Discours (CAD), vinculado
à Universidade Paris 13 (Paris Nord). Um dos objetivos é consolidar institucionalmente um
trabalho de cooperação entre as duas instituições que já se realiza há muitos anos, centrado em
atividades de pesquisa e formação de discentes e docentes do PPGLEV. Outro objetivo
igualmente importante é estabelecer vínculos mais efetivos de intercâmbio com pesquisadores
que desenvolvem trabalhos na linha de “Análise do Discurso”, sob a temática: “Estudos
enunciativos dos discursos midiático e literário”. No Brasil, o projeto é coordenado pela
professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis e tem, como outra integrante do PPGLEV, a
professora Lúcia Helena Martins Gouvêa; na França, a coordenação cabe ao renomado linguista
Patrick Charaudeau, professor emérito da Universidade Paris 13, membro do Centre National
de la Recherche Scientifique (CNRS) e fundador do Centre d’Analyse du Discours (CAD). A
parceria tem propiciado o lançamento de publicações coletivas e a organização conjunta de
eventos. Mostra disso foi a presença do professor Patrick Charaudeau na Abralin de 2017 e a
programação de sua vinda à UFRJ em outubro de 2018, para um seminário sobre Análise do
Discurso.
7) O Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM) manteve, por
meio de sua coordenadora, professora Anélia Montechiari Pietrani, o convênio com o Centre
d’Études Féminines et d’Études de Genre da Universidade Paris 8, Vincennes-Saint-Denis,
representado pela Profa. Dra. Nadia Setti.
8) Desde 2010, a professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte integra a diretoria do
grupo internacional de pesquisa Working Group on Non-Dominant Varieties of Pluricentric
Languages (WGNDV), sediado na Universidade de Graz, Áustria. O grupo foi criado por
iniciativa do professor Rudolf Muhr (Universidade de Graz), por ocasião do primeiro congresso
sobre línguas pluricêntricas, realizado em 2010 na Pontifícia Universidade Católica de Braga,
Portugal. A partir de então, realizaram-se encontros na Alemanha, Áustria, Espanha e
Inglaterra. Cada um desses eventos rendeu um livro publicado pela editora Peter Lang, em
Frankfurt am Main, Alemanha. A professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte organizou um
dos volumes e tem artigo em todas as coletâneas.

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9) A professora Carolina Ribeiro Serra participa do projeto de pesquisa “Interactive
Atlas of the Prosody of Portuguese”, desenvolvido pelo Laboratório de Fonética da
Universidade de Lisboa, em conjunto com instituições de países como Alemanha, Brasil,
Espanha, Estados Unidos, Inglaterra e Itália. Essa parceria multinacional foi formalizada
mediante a consolidação do convênio com a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), de
Portugal, que assumiu oficialmente o financiamento do projeto, possibilitando, assim, a
realização de pesquisa, organização de eventos e publicação de artigos. Entre as principais
interlocutoras, a professora Carolina Ribeiro Serra conta com a própria coordenadora do
projeto, professora Sónia Frota, além da professora Marina Vigário e da pesquisadora Marisa
Cruz, todas do Laboratório de Fonética da Universidade de Lisboa.
10) Desde 2014, a professora Sofia Maria de Sousa Silva participa do projeto de
pesquisa “Intermedialidades”, coordenado pela professora Rosa Maria Martelo (da
Universidade do Porto) e integrado à Rede de Pesquisa Internacional Lyracompoetics, que
congrega pesquisadores de instituições de diversos países, entre as quais, Universidade de
Warwick, Universidade de Oxford, Universidade Brown, UFF, UFRJ, Universidade Paris III –
Sorbonne Nouvelle, Universidade de Salamanca e Universidade de Florença. Um dos
resultados mais notáveis da parceria é a afirmação da professora Sofia Maria de Sousa Silva
como especialista e editora, mediante a organização, com a professora Joana Matos Frias (da
Universidade do Porto), de edições da revista eLyra, como ocorreu em 2016 (com a edição 7)
e em 2017 (com a edição 9, que contou também com o trabalho editorial do professor Pablo
Simpson, da UNESP), cujos temas foram, respectivamente, “Poesia e colagem” e “Poesia e
tradução”. Ainda em 2017, a professora Sofia Maria de Sousa Silva recebeu a professora Joana
Matos Frias na Faculdade de Letras da UFRJ, para fazer a palestra “Poetas no museu”. Além
disso, intensificou a locução com as professoras Rosa Maria Martelo e Joana Matos Frias, de
modo a realizar seu pós-doutorado no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da
Faculdade de Letras da Universidade do Porto, onde poderá levar adiante sua pesquisa e
imprimir ainda mais consistência a um intercâmbio que tem se revelado extremamente
importante para sua internacionalização.
11) A professora Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva mantém uma interlocução
de longa data com Maria Graciete Besse, professora catedrática de Literaturas de Língua
Portuguesa da Universidade Paris IV (Sorbonne), que aceitou supervisionar seu pós-doutorado
sênior em 2015. Ao final do pós-doc, a professora Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva
foi convidada a integrar o grupo de pesquisadores associados do Centre de Recherches

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Interdisciplinaires sur les Mondes Ibériques Contemporains (CRIMIC), no âmbito do qual
iniciou, com a colaboração especialmente da professora Maria Araújo da Silva (Paris IV), um
projeto de cooperação entre a UFRJ e a Universidade Paris IV, que prevê a participação de
professores e alunos brasileiros e franceses. Um dos frutos desse diálogo será a realização, em
abril de 2018, na UFRJ, de um evento preparado ao longo do ano de 2017: o I Encontro
Internacional Escritas do Corpo Feminino, que conta com o apoio da CAPES e terá, entre as
conferencistas, as professoras Maria Graciete Besse e Maria Araújo da Silva (Paris IV). Esse
trabalho tem despertado o interesse de outros pesquisadores vinculados a instituições
estrangeiras, entre os quais o professor Helmut Siepmann, da Universidade de Colônia, cujo
Departamento de Literaturas de Língua Portuguesa é muito forte e sempre demonstrou interesse
em dialogar com professores do Brasil. A expectativa é que a parceria logo passe de binacional
para trinacional.
12) Em 2012, a professora Célia Regina dos Santos Lopes estabeleceu parceria com a
Universidade de Melbourne, por meio do professor H. Leo Kretzenbacher, a partir da criação
da International Network for Address Research (INAR), por pesquisadores de diferentes
nações, entre os quais Roel Vismans (Universidade de Sheffiel), John Hajek (Universidade de
Melbourne), Horst Simon (Universidade Livre de Berlim), Catrin Norrby (Universidade de
Estocolmo), Bettina Kluge (Universidade de Hildesheim) e Camila Wide (Universidade de
Turku). Até o presente, a INAR organizou eventos em países como Alemanha, Áustria, Chile,
Estados Unidos, Finlândia e Irlanda do Norte. Em 2017, levou a cabo os preparativos para a
realização do “III Congresso Formas e Fórmulas de Tratamento do Mundo Hispânico e Luso-
brasileiro”, a se realizar no Brasil em 2018. No tocante a publicações, a INAR tem no prelo a
coletânea de artigos Topics in Address Research, de que a professora Célia Regina dos Santos
Lopes participa como membro do Conselho Editorial e também com o texto “On address
pronouns in the history of Brazilian Portuguese”.
13) O professor Jorge Fernandes da Silveira partilha com a professora Ana Luísa Amaral
(Universidade do Porto) a coordenação do Grupo de Investigação “Intertextualidades”, que
congrega o PPGLEV e o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa (ILCML), no
âmbito do Programa Estratégico 2015-2020: Literaturas e Fronteiras do Conhecimento:
Políticas de Inclusão.
14) Há mais de duas décadas, a professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco mantém
uma relação estreita com a Universidade Agostinho Neto. Entre outras atividades, ministrou
curso que visou à consolidação do Mestrado em Letras na instituição angolana, orientou

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dissertações, organizou eventos e recebeu autores angolanos (a exemplo de Fernando
Kafukeno, Pepetela e, em 2017, Ondjaki) na Faculdade de Letras da UFRJ.
15) A convite do escritor moçambicano Mia Couto, em abril de 2015 a professora
Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco passou a integrar a comissão de honra da Fundação
Fernando Leite Couto, localizada em Maputo. Assim, estreitou ainda mais os laços com um
país sobre cuja literatura ministra cursos, profere comunicações, publica artigos e organiza
eventos – a exemplo da “III Mostra de Cinema Africano. Encontro com Luís Carlos Patraquim”,
realizada na Faculdade de Letras da UFRJ de 5 a 8 de junho de 2017, com a participação do
poeta e cineasta moçambicano.
16) Em janeiro de 2017, o professor Carlos Alexandre Victorio Gonçalves começou a
prestar consultoria para o projeto “MorBoComp – Morfologia dos Compostos”, tendo, como
interlocutora na Universidade de Coimbra, a professora Graça Rio-Torto.

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8
SOLIDARIEDADE, NUCLEAÇÃO E VISIBILIDADE

O PPLEV manifesta solidariedade das mais diferentes maneiras, mas, levando em conta
suas próprias especificidades, canaliza seus esforços de ajuda para as seguintes frentes: 1)
desenvolvimento de atividades relacionadas à formação básica; 2) produção de material
didático voltado para os níveis fundamental, médio e superior de ensino; 3) manutenção de
cursos de pós-graduação lato sensu; 4) cultivo de atividades de extensão; 5) parceria com
programas em vias de consolidação; 6) participação em bancas, comitês e conselhos.
1) DESENVOLVIMENTO DE ATIVIDADES RELACIONADAS À FORMAÇÃO
BÁSICA: como se pode ver em INTERFACES COM A EDUCAÇÃO BÁSICA e
INTEGRAÇÃO COM A SOCIEDADE, muitos docentes têm realizado trabalhos muito bem-
sucedidos voltados para os ensinos fundamental e médio. Entre as provas disso, podemos citar:
a) a consolidação do grupo de pesquisa “Morfologia e uso: por novas perspectivas para o ensino
de português” (integrado pelos professores Carlos Alexandre Victorio Gonçalves, Eliete
Figueira Batista da Silveira, entre outros), que visa propor mudanças no estudo de morfologia
no ensino médio e é desenvolvido no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Rio de Janeiro (IFRJ), sob a coordenação do professor Vitor de Moura Vivas (egresso do
PPGLEV e docente efetivo do IFRJ). Convém observar que o grupo de pesquisa atua em
conjunto com alunos da graduação em Letras da UFRJ e conta com financiamento do CNPq e
do IFRJ; b) a coordenação dos módulos “Oficina de Leitura I e II”, “Redação I e II” e “Produção
e Leitura de Textos”, do projeto de extensão Cursos de Língua Abertos à Comunidade (CLAC),
da Faculdade de Letras da UFRJ), pelas professoras Eliete Figueira Batista da Silveira, Monica
Tavares Orsini e Ana Flávia Magela Gehardt; c) a frequência com que, em 2017, a professora
Leonor Werneck dos Santos proferiu palestras e ministrou cursos dirigidos a professores da
rede pública dos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói; d) o desenvolvimento de pesquisas
capazes de atrair estudantes do ensino médio, a exemplo do projeto PIBIC-EM: “A literatura
brasileira contemporânea de autoria feminina e seu leitor de ensino médio”, coordenado pela
professora Anélia Montechiari Pietrani com a participação de 4 bolsistas do Colégio Pedro II –
Campus Engenho Novo. Uma das mostras de êxito é o aluno Adriano Fernandes Nunes haver
recebido menção honrosa pela apresentação do trabalho “A literatura de Conceição Evaristo e
o cinema contemporâneo” na 8ª SIAC – UFRJ; e) a previsão, em projetos de pesquisa, do
desenvolvimento de atividades ligadas ao ensino médio, como se pode ver na palestra que a

52
professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco proferiu no Colégio Militar do Rio de Janeiro
em 2017, como parte de suas atribuições como bolsista Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ;
f) a preocupação em levar os achados das pesquisas às salas de aula da educação básica é
partilhada também pelas professoras Silvia Figueiredo Brandão e Silvia Rodrigues Vieira, que
incluíram, entre as ações desenvolvidas como bolsistas do programa Cientista do Nosso Estado
(FAPERJ), respectivamente, as palestras “Variação em Português” e “Variação linguística:
diversidade e regras de uso”, feitas para alunos de 8º ano da Escola Municipal José de Alencar;
g) o desenvolvimento de projetos de pesquisa como aquele que o professor Nazir Ahmed Can
coordena junto ao grupo PIELAFRICA, cujas atividades articulam preocupações voltadas para
a docência, a pesquisa e a extensão, portanto preveem a capacitação de docentes que atuem
tanto no ensino médio quanto no ensino superior.
2) PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO VOLTADO PARA OS NÍVEIS
FUNDAMENTAL, MÉDIO E SUPERIOR DE ENSINO: em 2017, os docentes do PPGLEV
publicaram 3 livros e vários artigos de cunho didático por meio dos quais buscaram tornar
públicos seus achados sobre ensino, frequentemente em parceria com os próprios orientandos
ou com colegas de outras instituições. Uma vez que já tivemos oportunidade de listar essa
produção em INDICADORES DE INTEGRAÇÃO, acreditamos que aqui podemos ser mais
sucintos: 1) a professora Célia Regina dos Santos Lopes lançou o livro impresso Olhares sobre
o português medieval: filologia, história e língua, em coautoria com os professores Leonardo
Lennertz Marcotulio (UFRJ), Mário Jorge da Motta Bastos (UFF) e Thiago Laurentino Oliveira
(doutorando do PPGLEV); 2) a professora Silvia Rodrigues Vieira colocou em circulação
(inclusive na página do PPGLEV) o e-book Gramática, variação e ensino: diagnose &
propostas pedagógicas, constituído de textos de sua autoria e de quatro orientandos; 3) a
professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis publicou o livro impresso Nova gramática para
o ensino médio: reflexões e práticas em Língua Portuguesa; 4) a professora Eliete Figueira
Batista da Silveira teve o artigo “Contribuições da Fonologia para o Ensino: o acento de
palavra”, publicado no livro Linguística em perspectiva: cognição e ensino de língua e
literatura, organizado pelos professores Eliana Crispim França Luquetti (UENF) e Sérgio
Arruda de Moura (UENF); 5) a professora Leonor Werneck dos Santos publicou material
didático em edição impressa e na plataforma Edmodo, da mesma forma que dividiu, com
diferentes orientandos, a autoria de diversos artigos dedicados ao ensino médio; 6) as
professoras Lúcia Helena Martins Gouvêa e Maria Aparecida Lino Pauliukonis se uniram à
professora Rosane Santos Mauro Monnerat (UFF) na escrita do artigo “Texto, contexto e

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contexto: processos de apreensão da realidade”, publicado na coletânea Linguística Textual e
ensino.
3) MANUTENÇÃO DE CURSOS DE PÓS-GRADUAÇÃO LATO SENSU: os dois
cursos de especialização mantidos pelo PPGLEV foram criados há quase duas décadas e, ao
longo desse tempo, ganharam cada vez mais prestígio. Frequentados basicamente por
professores dos ensinos fundamental e médio, possibilitam movimentos em mão dupla, pois,
ao mesmo tempo que abrem espaço para preocupações, temas e objetivos da educação básica,
contribuem para a melhoria do nível de alunos que quase sempre procurarão fazer mestrado. A
Especialização em Literaturas Portuguesa e Africanas (coordenada pela professora Gumercinda
do Nascimento Gonda) abre 30 vagas anuais e, sempre buscando o aprimoramento, iniciou, em
2017, as discussões que visam à reestruturação do curso até 2019, de modo a ampliar o leque
de disciplinas oferecidas. A Especialização em Literatura Infantil e Juvenil (coordenada pela
professora Luci Ruas Pereira) também abre 30 vagas ao ano. Em 2004, passou pela primeira
reestruturação e, hoje, tem suas aulas ministradas por professores da própria UFRJ, aos quais
se somam convidados, entre os quais docentes do Colégio Pedro II, do Colégio de Aplicação
da UERJ, ilustradores e outros profissionais do meio editorial. Em consonância com a ideia de
que a UFRJ é uma universidade pública gratuita socialmente referendada, ambas as
especializações são gratuitas e, em 2017, funcionaram a pleno vapor.
4) CULTIVO DE ATIVIDADES DE EXTENSÃO: a Ilha do Fundão se situa ao lado
de comunidades carentes que, juntas, somam mais de 130 mil habitantes. Levando em conta
esse particular, os docentes do PPGLEV costumam formatar determinadas atividades de
extensão de modo a contarem com a participação dos moradores das proximidades da
Faculdade de Letras da UFRJ. Outras iniciativas mantêm o espírito democrático, mas se dirigem
a públicos situados em outras localidades. Para se ter uma ideia do conjunto, passemos por cada
uma delas: a) o projeto “Contos do Fundão”, coordenado pelo professor Adauri Silva Bastos,
conta com a parceria da ONG Redes da Maré, que se encarregou de indicar dez jovens da
comunidade para cada edição do curso; b) o projeto “Preconceito linguístico? Não!”,
coordenado pelas professoras Ana Paula Quadros Gomes e Beatriz Protti Christino, traz, em
seu próprio nome, um posicionamento claro frente a um problema vivido pela sociedade, para
cujo enfrentamento os resultados das pesquisas empreendidas no PPGLEV podem ser de grande
valia; c) entre as muitas atividades realizadas no âmbito do projeto “100 Anos sem Euclides”,
que a professora Anélia Montechiari Pietrani coordena em parceria com a professora Anabelle
Loivos Considera (Faculdade de Educação da UFRJ) e o professor Luiz Fernando Conde

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Sangenis (Faculdade de Formação de Professores da UERJ), destacam-se os debates e as
oficinas pedagógicas com educadores; d) o projeto de extensão “Ações contra o preconceito
linguístico”, coordenado pela professora Beatriz Protti Christino, ampliou sua interlocução com
as camadas mais simples da população por meio de ações realizadas na Feira de São Cristóvão
e no Lar Nossa Senhora de Nazareth, em São Cristóvão, da mesma forma que aumentou o
diálogo com a sociedade por meio da criação de uma página no Facebook; e) o já tradicional
projeto “Biblioteca Itinerante”, de incentivo à leitura, coordenado pela professora Gumercinda
Nascimento Gonda, teve, em 2017, mais um ano produtivo no tocante às suas atividades
voltadas para a educação de jovens e adultos; f) a participação do professor Nazir Ahmed Can
no curso de extensão “Introdução aos Estudos de África”, organizado pelo Centro de Estudos
Africanos da USP, é dessas atividades acadêmicas que contribuem para a valorização do legado
afrodescendente em nosso país; g) o curso de extensão “Leitura de textos II: uma abordagem
metodológica”, ministrado pela professora Regina Souza Gomes, se abriu à participação de
professores de ensino básico e médio; h) o projeto de extensão “A identidade sociolinguística
de haitianos da região Gaspar-Blumenau”, desenvolvido no Instituto Federal de Santa Catarina
(IFSC) sob a coordenação do doutorando Luiz Herculano de Souza Guilherme, e que conta com
a participação de sua orientadora, professora Violeta Virginia Rodrigues, é mais uma prova da
possibilidade de certas atividades de pesquisa se harmonizarem perfeitamente à busca de
interferir positivamente na realidade.
5) PARCERIA COM PROGRAMAS EM VIAS DE CONSOLIDAÇÃO: a esse
propósito, destacam-se iniciativas como: a) a colaboração da professora Carmen Lucia Tindó
Ribeiro Secco com programas de pós-graduação das Universidades Federais de Brasília, do
Amazonas e do Piauí; b) a colaboração dos docentes do projeto CIAD-Rio (coordenado pela
professora Maria Aparecida Lino) com os colegas da Universidade Estadual do Rio Grande do
Norte (UERN), campus de Paus dos Ferros, e da Universidade de Pernambuco (UPE);
6) PARTICIPAÇÃO EM BANCAS, COMITÊS E CONSELHOS: a) como sempre, em
2017 muitos docentes do PPGLEV participaram de bancas de concursos públicos para seleção
de professores efetivos e substitutos, assim como de ingresso na graduação e na pós-graduação.
Também se fizeram presentes em bancas de avaliação de trabalho final de mestrado e
doutorado, dentro e fora da UFRJ. Participaram, além disso, como avaliadores externos de
PIBIC e de trabalhos de final de curso (licenciatura e bacharelado) em muitas universidades do
país (rede pública e particular). Assim, deram uma importante contribuição para a melhoria e a
qualificação do ensino superior em âmbito nacional; b) diferentes docentes do PPGLEV já

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foram convidados a integrar comitês de avaliação da CAPES. Em 2017, foi novamente o caso
da professora Silvia Figueiredo Brandão; c) muitos docentes do PPGLEV integram conselhos
editoriais de importantes revistas da Área de Letras e Linguística do Brasil e do exterior. A esse
trabalho se soma a elaboração de uma grande quantidade de pareceres para periódicos e, na
condição de consultores ad hoc, para diferentes órgãos de fomento.

Nucleação
A interação entre o PPGLEV e outros programas de pós-graduação se dá de maneira
cada vez mais variada e intensa. A forte presença dos docentes do PPGLEV em eventos e
publicações de outras instituições tem, como salutar contrapartida, a acolhida entusiástica dos
colegas das demais instituições em iniciativas que vão desde congressos até bancas de concurso,
livros e revistas.
Relativamente à vivência institucional prolongada ou definitiva, vale ressaltar que, entre
os egressos do PPGLEV, cerca de 5 são aprovados anualmente em concursos para professores
efetivos de outras universidades, onde desenvolvem trabalhos que refletem a formação recebida
durante a pós-graduação e, com alguma frequência, continuam participando dos grupos de
pesquisa dos ex-orientadores.
Em sentido complementar, desde 2014 o PPGLEV conta com a Resolução 2/2014,
publicada em seu site, que regulamenta, com base nas orientações da CAPES, a realização de
estágio pós-doutoral por professores doutores de outras universidades. A iniciativa de elaborar
esse documento se deveu, entre outros motivos, à crescente demanda de supervisão de docentes
do PPGLEV.
Somente em 2017, 10 pesquisadores de outras instituições fizeram estágio de pós-
doutorado sob a supervisão de professores do PPGLEV: a professora Célia Regina dos Santos
Lopes supervisionou, com a cossupervisão da professora Silvia Regina de Oliveira Cavalcante,
a Profa. Dra. Izete Lehmkuhl Coelho (UFSC), com o projeto “O sistema pronominal no
português de Santa Catarina: a trajetória da mudança” (01/03/2017 a 31/12/2017) e o Prof. Dr.
Malte Rosemeyer (Universidade de Friburgo, Alemanha), com o projeto “The development of
partial interrogative constructions in Spanish and Portuguese” (18/05/2017 a 16/06/2017); o
professor Godofredo de Oliveira Neto supervisionou o Prof. Dr. Juan Marcello Capobianco
(UFF), com o projeto “Cruz e Sousa: a relevância da apropriação de seus recursos simbolistas
por Euclides da Cunha, Augusto dos Anjos e Mário de Andrade” (julho de 2016 a junho de
2017); a professora Leonor Werneck dos Santos supervisionou o Prof. Dr. José Ricardo

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Carvalho (UFS-Itabaiana), com o projeto “Procedimentos de textualização do gênero conto de
terror de Edgar Allan Poe, sob a perspectiva do sociointeracionismo discursivo” (julho de 2016
a junho de 2017); a professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis supervisionou a Profa. Dra.
Rosa Lúcia Rosa Gomes (Centro Universitário de Barra Mansa), com o projeto “A ideologia
da multidisciplinaridade no Ensino Superior e a formação discursiva dos discentes” (2016-
2017); a professora Regina Souza Gomes supervisionou o Prof. Dr. Charleston de Carvalho
Chaves (UERJ), com o projeto “As intencionalidades ideológicas em textos jornalísticos”
(2016-2018); a professora Silvia Figueiredo Brandão supervisionou a Profa. Dra. Dircel
Aparecida Kailer (Universidade Estadual de Londrina, UEL), com o projeto “Róticos em coda
silábica no interior de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul” (abril de 2016 a fevereiro de
2017); a professora Violeta Virginia Rodrigues supervisionou o Prof. Dr. Marcelo Ribeiro
Amorim (UFRN), com o projeto “Por uma abordagem funcional de dispositivos sintáticos na
poesia repentista: análise de aspectos comunicativos” (agosto de 2015 a julho de 2017), e a
Profa. Dra. Amanda Heiderich Marchon (UFRJ), com o projeto “Opiniões em confronto: o viés
argumentativo das cláusulas hipotáticas finais e modais” (agosto de 2017 a julho de 2018); a
professora Maria Lúcia Leitão de Almeida supervisionou o Prof. Dr. Anderson Salvaterra
Magalhães (UNIFESP, com bolsa FAPERJ), com o projeto “Pejoração e constituição do léxico
do português brasileiro: um artigo semântico acerca de bantuísmos na interface da Análise
Dialógica do Discurso e da Linguística Cognitiva” (agosto de 2017 a julho de 2018).
A convivência com esses dez professores, vindos de nove diferentes instituições de
ensino brasileiras e uma alemã, foi extremamente eficaz e produtiva. Como sempre acontece,
possibilitou uma valiosa troca de conhecimentos e experiências que se traduziram em palestras,
participações em bancas e seminários, com apresentação de trabalhos, por nossos alunos, que
contaram com a avaliação dos professores em estágio de pós-doc.
Também em 2017, aprovou-se a realização do pós-doutorado da Profa. Dra. Silvana
Silva de Farias Araujo (UEFS), a iniciar-se em fevereiro de 2018, sob a supervisão da
professora Silvia Figueiredo Brandão. Além disso, acolheu-se a candidatura de 10
pesquisadores ao PNPD-CAPES 2018, com a decisão de implementar a bolsa do primeiro
colocado e, aos demais aprovados, oferecer a possibilidade de fazerem pós-doutorado, sem
bolsa, no PPGLEV – que, assim, mantém vivos e plurais os vínculos facultados pelas diferentes
supervisões de pós-doutorado que oferece.
Ainda no tocante à convivência com pesquisadores de outras instituições no seio do
PPGLEV, vale acrescentar que uma das experiências mais marcantes tem sido a atuação do

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professor visitante Albert Rilliard, do Laboratoire d’Informatique pour la Mécanique et les
Sciences de l’Ingénieur (LIMSI-CNRS), associado às Universidades Paris VI e Paris XI, que
em 2017 ofereceu cursos interdisciplinares envolvendo três programas (Letras Vernáculas,
Linguística e Neolatinas) e diferentes áreas de interesse (Áreas de Linguística e da Engenharia
da Fala). Além disso, publicou 6 artigos em periódicos e 3 capítulos de livro, proferiu 5 palestras
em instituições brasileiras (PUC-SP, UFPA, COPPE/UFRJ, Unicamp) e 1 na Universidade
Bordeaux Montaigne (França), fez 2 conferências em congressos nacionais (Abralin e UFPA),
ofereceu 4 disciplinas de pós-graduação (3 na UFRJ e 1 na UFPA), participou de 9 bancas (2
de doutorado na França; 1 de mestrado, 2 de doutorado e 4 de qualificação de doutorado no
Brasil) e coorientou 4 alunos de doutorado (2 no Programa de Letras Vernáculas e 2 no
Programa de Letras Neolatinas).
Por fim, sublinhe-se que os docentes do PPGLEV atribuem grande importância à
interdisciplinaridade, mediante a qual colocam a Língua e a Literatura em diálogo com a
História, a Geografia, a Filosofia, as Ciências Sociais, a Psicanálise, as Artes Plásticas, o
Cinema e assim por diante. Uma das principais mostras disso é a existência, na área de
concentração de Literatura Brasileira, de uma linha de pesquisa intitulada “Estudos
Interdisciplinares”. Os cursos oferecidos pelos docentes de Literaturas Portuguesa e Africanas
também refletem essa preocupação, cujos frutos aparecem com frequência cada vez maior em
comunicações e artigos. É de se prever, portanto, um momento em que docentes do PPGLEV
e de outros cursos, tanto da UFRJ quanto de outras universidades, estarão ainda mais integrados
em pesquisas voltadas para seus interesses afins.

Acompanhamento de egressos
O monitoramento das atividades desempenhadas pelos estudantes egressos ou ainda
matriculados comprova, a cada ano, a relevante contribuição do PPGLEV para a formação de
profissionais dos ensinos fundamental, médio e superior. É o que se pode constatar novamente
em 2017, quando 19 passaram em diferentes concursos públicos: 5 foram aprovados para atuar
como professores efetivos do ensino superior, dos quais 2 já tomaram posse como adjuntos; 1
iniciou pós-doutorado em outra instituição; 7 foram aprovados como professores substitutos na
UFRJ; 3 se efetivaram como docentes no Colégio Pedro II; 1 começou a lecionar no Instituto
Federal de Educação do RJ (IFRJ); 1 se tornou professor da Rede Municipal de Ensino; 1 passou
a lecionar na Escola Técnica do Arsenal da Marinha.

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A seguir, oferecemos um quadro da inserção profissional dos alunos formados pelo
PPLEV nos últimos sete anos, no qual são listados 37 aprovados em concursos para professores
efetivos de outras universidades, 17 professores efetivos da UFRJ, 25 professores substitutos
na UFRJ e 76 docentes dos ensinos fundamental, médio e profissionalizante. Ao final, damos
alguns exemplos de egressos que, mesmo tendo se tornado efetivos de outras instituições de
ensino superior, continuam participando de projetos de pesquisa coordenados por docentes do
PPGLEV.
a) APROVADOS EM CONCURSOS PARA PROFESSORES EFETIVOS DE
OUTRAS UNIVERSIDADES: 1. André Luiz Faria, professor adjunto da UESB. Orientadora:
Maria Lucia Leitão de Almeida; 2. Ângela Marina Bravin dos Santos, professora adjunta da
UFRRJ. Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 3. Cirineu Cecote Stein, professor
adjunto da UFPB. Orientador: João Antônio de Moraes; 4. Elenice Santos de Assis Costa de
Souza, professora adjunta da UFRRJ. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 5. Eloísa Porto
Correa, professora adjunta da UERJ (campus São Gonçalo). Orientadora: Luci Ruas Pereira; 6.
Marcos Estevão Gomes Pasche, professor adjunto da UFRRJ. Orientador: Antonio Carlos
Secchin; 7. Flávia Vieira da Silva do Amparo, professora adjunta da UFF. Orientador: Antonio
Carlos Secchin; 8. Gilson Costa Freire, professor adjunto da UFRRJ. Orientadora: Maria
Eugenia Lammoglia Duarte; 9. Izabela Guimarães Guerra Leal, professora adjunta da UFPA.
Orientador: Jorge Fernandes da Silveira; 10. Janderson Luiz Lemos de Souza, professor adjunto
da UNIFESP. Orientadora: Maria Lucia Leitão de Almeida; 11. Juliana Barbosa de Segadas
Vianna, professora adjunta da UFRRJ. Orientadora: Célia Regina dos Santos Lopes; 12. Ligia
Regina Calado de Medeiros, professora adjunta da UFCG. Orientadora: Rosa Maria de
Carvalho Gens; 13. Luciana Paiva de Vilhena Leite, professora adjunta da UNIRIO.
Orientadora: Dinah Maria Isensee Callou; 14. Luis Maffei, professor adjunto da UFF.
Orientador: Jorge Fernandes da Silveira; 15. Márcia Cristina de Brito Rumeu, professora
adjunta da UFMG. Orientadora: Célia Regina dos Santos Lopes; 16. Marco Aurélio de Sousa
Mendes, professor adjunto da UFJF. Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens; 17. Maria
Luiza Carvalho Cruz, professora adjunta da UFAM. Orientadora: Silvia Figueiredo Brandão;
18. Mayara Ribeiro Guimarães, professora adjunta da UFPA. Orientador: Ronaldes de Melo e
Souza; 19. Michelle Gomes Alonso Dominguez, professora adjunta da UERJ. Orientadora:
Maria Aparecida Lino Pauliukonis; 20. Monica de Toledo Piza Costa Machado, professora
adjunta da UFRRJ. Orientadora: Maria Lucia Leitão de Almeida; 21. Otávio Rios Portela,
professor adjunto da UFAM. Orientadora: Luci Ruas Pereira; 22. Patrícia Ferreira Neves

59
Ribeiro, professora adjunta da UFF. Orientadora: Maria Aparecida Pauliukonis; 23. Renata
Flavia da Silva, professora adjunta da UFF. Orientadora: Carmen Lúcia Tindó Ribeiro Seco;
24. Roberto Botelho Rondinini, professor adjunto da UFRRJ. Orientador: Carlos Alexandre
Victorio Gonçalves; 25. Tatiana Pequeno da Silva, professora adjunta da UFF. Orientador:
Jorge Fernandes da Silveira; 26. Tiana Andreza Melo Antunes, professora assistente da
Faculdade Cenecista da Ilha do Governador. Orientadora: Regina Souza Gomes; 27. Verônica
Palmira Salme de Aragão, professora adjunta da UERN. Orientadora: Maria Aparecida Lino
Pauliukonis; 28. Marisandra Costa Rodrigues, professora adjunta na UFF. Orientador: Carlos
Alexandre Victorio Gonçalves; 29. Vinicius Maciel de Oliveira, professor adjunto da UERJ
(campus São Gonçalo). Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 30. Claudia Assad
Alvares, professora adjunta da UPE. Orientadora: Maria Aparecida Lino Pauliukonis; 31.
Verônica Prudente Costa, professora adjunta da Universidade Estadual do Amazonas, campus
Tefé. Orientadora: Ângela Beatriz de Carvalho Faria; 32. Giselle Maria Sarti Leal Muniz Alves
foi aprovada em concurso para professor efetivo da UNIRIO. Orientadora: Lúcia Helena
Martins Gouvêa; 33. Amanda Heiderich Marchon foi aprovada em concurso para docente
efetivo da Universidade de Franca, estado de São Paulo. Orientadora: Orientadora: Maria
Aparecida Lino Pauliukonis; 34. Mayara Nicolau de Paula, professora adjunta da UFMG.
Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 35. Aline Ponciano dos Santos Silvestre
passou em concurso para professor efetivo da Universidade Federal de Viçosa. Orientadora:
Violeta Virginia Rodrigues; 36. Gesieny Laurett Neves Damasceno, professora adjunta da
UFES. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 37. Alessandra de Paula Santos, professora
adjunta da UERJ. Orientadora: Silvia de Figueiredo Brandão.
b) PROFESSORES EFETIVOS DA UFRJ: 1. Bianca Graziela Souza Gomes da Silva,
professora adjunta de Língua Árabe. Orientadora: Célia Regina dos Santos Lopes; 2. Carolina
Ribeiro Serra, professora adjunta de Língua Portuguesa. Orientador: João Antônio de Moraes;
3. Eduardo dos Santos Coelho, professor adjunto de Literatura Brasileira. Orientador: Eucanaã
de Nazareno Ferraz; 4. Eliete Figueira Batista da Silveira, professora adjunta de Língua
Portuguesa. Orientadora: Silvia de Figueiredo Brandão; 5. Humberto Soares da Silva, professor
adjunto de Língua Portuguesa. Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 6. Juliana
Esposito Marins, professora adjunta de Língua Portuguesa. Orientadora: Maria Eugenia
Lammoglia Duarte; 7. Leonardo Lennertz Marcotulio, professor adjunto de Língua Portuguesa.
Orientadora: Silvia Regina de Oliveira Cavalcante; 8. Luiz Palladino Netto, professor adjunto
de Língua Portuguesa. Orientador: Afrânio Gonçalves Barbosa; 9. Márcia Vieira Maia,

60
professora adjunta de Literatura Portuguesa. Orientador: Jorge Fernandes da Silveira; 10.
Mauro José Rocha do Nascimento, professor adjunto de Língua Portuguesa. Orientadora: Maria
Lucia Leitão de Almeida; 11. Fernanda Antunes Gomes da Costa, professora adjunta de Língua
Portuguesa Instrumental (campus Macaé). Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco;
12. Rafael Santana Gomes, professor adjunto de Literatura Portuguesa. Orientadora: Teresa
Cristina Cerdeira da Silva; 13. Ana Paula Victoriano Belchor, professora adjunta de Língua
Portuguesa. Orientador: Carlos Alexandre Victorio Gonçalves; 14. Gilberto Araújo de
Vasconcelos Júnior, professor adjunto de Literatura Brasileira. Orientador: Antonio Carlos
Secchin; 15. Luciana dos Santos Salles, professora adjunta de Literatura Portuguesa.
Orientadora: Luci Ruas Pereira; 16. Danielle Kely Gomes, professora adjunta de Língua
Portuguesa. Orientadora: Silvia Figueiredo Brandão; 17. Vanessa Ribeiro Teixeira, professora
adjunta de Literaturas Africanas. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Riberiro Secco.
c) PROFESSORES SUBSTITUTOS NA UFRJ: 1. Maria Silva Prado Lessa (Literatura
Portuguesa). Orientadora: Sofia Maria de Sousa Silva; 2. Ana Carolina da Costa Avelheda
(Língua Portuguesa, UFRJ e Colégio Pedro II). Orientadora: Eliete Figueira da Silveira: 3. Caio
Cesar Castro da Silva (Língua Portuguesa, UFRJ e CEFET-RJ). Orientadora: Maria Lucia
Leitão de Almeida; 4. Carlos Eduardo Nunes Garcia (Língua Portuguesa). Orientadora: Monica
Tavares Orsini; 5. Diogo Ballestero Fernandes de Oliveira (Literatura Portuguesa). Orientador:
Jorge Fernandes da Silveira; 6. Elaine Alves Santos Melo (Língua Portuguesa). Orientadora:
Silvia Regina de Oliveira Cavalcante; 7. Gregory Magalhães Costa (Literatura Brasileira).
Orientador: Adauri Silva Bastos; 8. Guilherme de Sousa Bezerra Gonçalves (Literaturas
Africanas). Orientador: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 9. Ieda Maria Magri (Teoria da
Literatura). Orientador: Alcmeno Bastos; 10. Mara Pereira Mariano (Língua Portuguesa).
Orientadora: Eliete Figueira da Silveira; 11. Mayara Nicolau de Paula (Língua Portuguesa).
Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 12. Thaís Seabra Leite (Literatura Brasileira).
Orientador: Ronaldes de Melo e Souza; 13. Vinicius Maciel de Oliveira (Língua Portuguesa).
Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 14. Vivian Borges Paixão (Língua
Portuguesa). Orientadora: Dinah Maria Isensee Callou; 15. Rafael da Silva Mendes (Literatura
Brasileira). Orientador: Sergio Fuzeira Martagão Gesteira; 16. Luana Maria Siqueira Machado
(Língua Portuguesa). Orientadora: Dinah Maria Isensee Callou; 17. Fabiane de Mello Vianna
da Rocha (Língua Portuguesa). Orientadora: Silvia Figueiredo Brandão; 18. Viviane Mendes
de Moraes (Literaturas Africanas). Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 19.
Gabriela Ventura (Literatura Portuguesa). Orientadora: Teresa Cristina Cerdeira da Silva; 20.

61
João Carlos Tavares da Silva (Língua Portuguesa). Orientador: Carlos Alexandre Victorio
Gonçalves; 21. Rafael Barbosa Julião (Literatura Brasileira). Orientador: Eucanaã de Nazareno
Ferraz; 22. João Pedro Coutinho Fagerlande (Literatura Brasileira) Orientador: Eucanaã de
Nazareno Ferraz; 23. Welton Pereira e Silva (Língua Portuguesa). Orientadora: Lúcia Helena
Martins Gouvea; 24. Carlos Eduardo Nunes Garcia (Língua Portuguesa). Orientadora: Mônica
Tavares Orsini; 25. Luciano Nogueira (Literaturas Africanas). Orientador: Nazir Ahmed Can.
d) PROFESSORES DO ENSINO, FUNDAMENTAL, MÉDIO OU
PROFISSIONALIZANTE: 1. Aldira Siqueira de Sant’Anna, professora da Rede Estadual do
Rio de Janeiro. Orientadora: Monica do Nascimento Figueiredo; 2. Ana Carla Pacheco
Lourenço Ferri, professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro e tutora presencial na Formação
do Leitor do Curso de Pedagogia (UERJ-CECIERJ-CEDERJ). Orientadora: Monica do
Nascimento Figueiredo; 3. Ana Carolina Morito Machado, professora do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Orientadora: Célia Regina dos Santos
Lopes; 4. Ana Crélia Penha Dias dos Santos, professora do Colégio de Aplicação da UFRJ.
Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens; 5. Ana Ligia Matos de Almeida, professora da
FAETEC. Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens; 6. Ana Maria dos Santos Pinto,
professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Orientador: Carlos Alexandre Victorio
Gonçalves; 7. Anderson Godinho Silva, professor da Rede Municipal de Mesquita e da Rede
Estadual do Rio de Janeiro. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 8. Beatriz de Jesus Santos
Lanzieiro, professora da FAETEC. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 9.
Candido Rafael Mendes da Silva, professor da FAETEC. Orientadora: Carmen Lucia Tindó
Ribeiro Secco; 10. Carla Maria dos Santos Correa, professora da Rede Estadual do Rio de
Janeiro. Orientadora: Monica do Nascimento Figueiredo; 11. Christiana Leal, professora do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Orientadora:
Leonor Werneck dos Santos; 12. Cristiane Teixeira Amorim, professora do Colégio Pedro II.
Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens; 13. Edimara Luciana Sartori, professora do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul Rio-grandense (Passo Fundo).
Orientadora: Luci Ruas Pereira; 14. Erica Sousa de Almeida, professora do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Orientadora: Dinah Maria Isensee
Callou; 15. Evanilda Marins Almeida, professora da Rede Estadual do Rio de Janeiro.
Orientadora: Silvia Figueiredo Brandão; 16. Fabiana da Silva Campos Almeida, professora do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Orientadora:
Silvia Figueiredo Brandão; 17. Felippe de Oliveira Tota, professor substituto do Colégio de

62
Aplicação da UFRJ. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 18. Haron Jacob Gamal,
professor da Prefeitura Municipal de Macaé e da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Orientador:
Antonio Carlos Secchin; 19. Hellen de Souza Dutra, professora do Colégio Pedro II.
Orientadora: Monica do Nascimento Figueiredo; 20. Heloise Vasconcelos G. Thompson,
professora da Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 21.
Isabel Bellezia, professora do Instituto Nacional de Surdos. Orientadora: Maria Teresa Salgado
Guimarães da Silva; 22. Janaina de Souza Silva, professora da Prefeitura Municipal de Angra
dos Reis. Orientadora: Teresa Cristina Cerdeira da Silva; 23. Josélia Rocha dos Santos,
professora da FAETEC. Orientadora: Elódia Carvalho de Formiga Xavier; 24. Luciano de
Menezes Lanzillote, professor da Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientador: Adauri Silva
Bastos; 25. Márcia Andrade Morais, professora do CEFET do Rio de Janeiro. Orientadora:
Regina Souza Gomes; 26. Luiz Fernando de Moraes Barros, professor da Escola SESC de
Ensino Médio. Orientadora: Cleonice Seroa da Motta Berardinelli; 27. Marcelo Pacheco
Soares, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro.
Orientadora: Teresa Cristina Cerdeira da Silva; 28. Marcia Andrade Morais, professora do
CEFET do Rio de Janeiro. Orientadora: Regina Souza Gomes; 29. Márcio Vinicius do Rosário
Hilário, professor do Colégio Pedro II. Orientador: Ronaldes de Melo e Souza; 30. Marco
Antonio Ferreira Marinho, professor do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do
Rio de Janeiro (IFRJ). Orientador: Carlos Alexandre Victorio Gonçalves; 31. Márcia Andrade
Morais, professora do CEFET do Rio de Janeiro. Orientadora: Regina Souza Gomes; 32. Maria
Carolina de Oliveira Barbosa, professora da Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora:
Monica do Nascimento Figueiredo; 33. Anna Carolina da Costa Avelheda, professora da Rede
Estadual do Rio de Janeiro. Orientadora: Eliete Figueira Batista da Silveira; 34. Maria Spano,
professora do Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ). Orientadora: Maria Eugenia
Lammoglia Duarte; 35. Mayra Cristina Guimarães Averbug, professora da Rede Estadual do
Rio de Janeiro. Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 36. Michelle Chagas,
professora do Colégio Pedro II. Orientadora: Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva; 37.
Michelle Dull Matter, professora do CEFET do Rio de Janeiro. Orientadora: Teresa Cristina
Cerdeira da Silva; 38. Pamela Maria Mota Rosário, professora da Rede Municipal do Rio de
Janeiro. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 39. Patrícia Teles Álvaro, professora
do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ). Orientadora:
Maria Lucia Leitão de Almeida; 40. Regina Célia Pereira Werneck de Freitas, professora da
Fundação Educacional de Barra Mansa. Orientadora: Maria Aparecida Lino Pauliukonis; 41.

63
Renata Lopes Marafoni, professora do Colégio Pedro II. Orientadora: Maria Eugenia
Lammoglia Duarte; 42. Renata Lopes Marafoni, professora da Rede Municipal de Niterói.
Orientadora: Maria Eugenia Lammoglia Duarte; 43. Sérgio Drummond Madureira Carvalho,
professor da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro (FAETEC).
Orientadora: Silvia Figueiredo Brandão; 44. Simone Cristina Manso Escobar, professora da
Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora: Luci Ruas Pereira; 45. Anderson da Costa
Xavier, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
(IFRJ). Orientador: Adauri Silva Bastos; 46. Vanessa Pernas Ferreira, professora da Rede
Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 47. Viviane de
Guanabara Mury, professora do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Rio de
Janeiro (IFRJ). Orientador: Wellington de Almeida Santos; 48. Olívia Maia de Mello Alves,
professora do Colégio Pedro II. Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 49. Fabiana
da Costa Gonçalo, professora da Rede Estadual e da Rede Municipal do Rio de Janeiro.
Orientadora: Leonor Werneck dos Santos; 50. Giselle Aparecida Toledo Esteves, professora da
Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 51. Leila
Vasti Paz e Silva, professora da Rede Estadual e da Rede Municipal do Rio de Janeiro.
Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 52. Eneile Santos Saraiva, professora
substituta da UFRRJ. Orientadora: Marcia dos Santos Machado Vieira; 53. Guilherme de Sousa
Bezerra Gonçalves, professor da Rede Estadual do Rio de Janeiro. Orientadora: Carmen Lucia
Tindó Ribeiro Secco; 54. Victor Augusto Corrêa Azevedo, professor substituto do CAP da
UFRJ. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 55. Lais Naufel Fayer Vaz, professora
substituta do Colégio Pedro II. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 56. Bruna
Goes Pavão Ferreira, professora substituta do Colégio Pedro II. Orientadora: Marcia dos Santos
Machado Vieira; 57. Heloise Vasconcellos Gomes Thompson, professora da Rede Municipal
do Rio de Janeiro. Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues; 58. Luiz Herculano de Sousa
Guilherme, professor do Instituto Federal de Santa Catarina, Gaspar, SC. Orientadora: Violeta
Virginia Rodrigues; 59. Daiane de Azevedo Crivelaro, professora da Rede Municipal de Duque
de Caxias. Orientadora: Anélia Monechiari Pietrani; 60. Lais Peres Rodrigues, professora da
Rede Municipal de Angra dos Reis. Orientadora: Anélia Montechiari Pietrani; 61. Rodrigo
Carvalho da Silveira, professor no Instituto Federal de Educação Tecnológica, Volta Redonda.
Orientador: Godofredo de Oliveira Neto; 62. Polyana Pires Gomes, professora do CEFET do
Rio de Janeiro. Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens; 63. Rodrigo Lopes da Fonte
Ferreira, professor da Rede Municipal do Rio de Janeiro. Orientadora: Anélia Montechiari

64
Pietrani; 64. Leticia Fionda Campos, professora da Rede Municipal do Rio de Janeiro.
Orientadora: Lúcia Helena Martins Gouvêa; 65. Natalia Rocha Oliveira Tomaz, professora do
IFRJ-RJ e do Colégio Pedro II. Orientadora: Lúcia Helena Martins Gouvêa; 66. Alexandra
Valéria Linhares Figueiredo de Andrade Santos, professora da Rede Municipal do Rio de
Janeiro. Orientadora: Anélia Montechiari Pietrani; 67. Helena Costa Arruda, professora da
Rede Estadual do Rio de Janeiro. Orientador: Godofredo de Oliveira Neto; 68. Raquel Cristina
de Souza e Souza, professora do Colégio Pedro II. Orientadora: Rosa Maria de Carvalho Gens;
69. Érica Cristina Bispo, professora do Instituto Federal do Rio de Janeiro, campus Pinheiral.
Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 70. Érica Nascimento Silva, professora do
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense em Quissamã. Orientadora:
Célia Regina dos Santos Lopes; 71. Guilherme de Sousa Gonçalves Bezerra, professor da Rede
Municipal de Arraial do Cabo. Orientadora: Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco; 72. Vivian
Borges Paixão, professora do Colégio Pedro II. Orientadora: Carolina Ribeiro Serra; 73.
Karilene da Silva Xavier, professora da Escola Técnica do Arsenal da Marinha. Orientadora:
Carolina Ribeiro Serra; 74. Lyza Brasil Herranz, professora do Colégio Pedro II. Orientador:
Ronaldes de Melo e Souza; 75. Monique Débora Alves de Oliveira Lima, professora do Colégio
Pedro II. Orientadora: Silvia Rodrigues Vieira; 76. Heloise Vasconcellos Gomes Thompson,
professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ).
Orientadora: Violeta Virginia Rodrigues.
e) EGRESSOS QUE MANTÊM VÍNCULOS COM O PPGLEV: entre os egressos que
se tornaram professores efetivos em outras universidades, vários continuam vinculados a
projetos desenvolvidos pelos docentes que os orientavam no PPGLEV, devido ao fato de estes
serem líderes de grupos de pesquisa reconhecidos em suas respectivas áreas de atuação. Estão
neste caso, por exemplo: 1) Alessandra de Paula Santos, professora adjunta de Língua
Portuguesa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ, campus São Gonçalo),
integrante de projeto coordenado pela docente Silvia Figueiredo Brandão; 2) André Luiz Faria,
professor adjunto da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, integrante do Núcleo de
Estudos Morfossemânticos do Português (NEMP), coordenado pelo docente Carlos Alexandre
Victorio Gonçalves; 3) Gilson Costa Freire, professor adjunto da UFRRJ, integrante do grupo
de pesquisa coordenado pela docente Maria Eugenia Lamoglia Duarte; 4) Otávio Rios Portela,
professor adjunto da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), participa de publicações
conjuntas vinculadas ao projeto de pesquisa da docente Luci Ruas Pereira; 5) Márcia Cristina

65
de Brito Rumeu, professora associada da UFMG, integra o projeto de pesquisa da docente Célia
Regina dos Santos Lopes.

Visibilidade
Consciente da importância de usar a internet para ampliar sua projeção e fazer circular
o resultado de seu trabalho, o PPGLEV criou uma estrutura de comunicação virtual em que
figuram a página do programa, os periódicos mantidos pelas três áreas de concentração e sites
de diferentes projetos e laboratórios. O ano de 2017 foi especialmente rico em discussões sobre
o assunto, as quais contaram com a participação de consultores que ajudaram a pensar maneiras
de aperfeiçoar o conjunto.
Entre os frutos das decisões tomadas, destaca-se o trabalho de repaginação do site do
PPGLEV (ora em curso) e de ajuste de todos os periódicos ao padrão SEER/OJS, acompanhado
da vinculação do maior número possível de indexadores. Esta última medida é especialmente
importante, na medida em que as revistas do PPGLEV perderam pontuação no Qualis entre o
triênio 2010-2012 e o quadriênio 2013-2016, mas não por terem descurado da qualidade de seus
conteúdos, e sim devido à adoção de novos critérios de avaliação por parte da CAPES. A
expectativa é que o esforço de adaptação em curso coloque os periódicos em posição até melhor
do que aquela em que se encontravam no passado.

Site do PPGLEV
O site (www.posvernaculas.letras.ufrj.br) foi concebido para concentrar todas as
informações essenciais aos corpos discente e docente, assim como aos demais interessados no
PPGLEV. Informa sobre processos seletivos, calendários e eventos. Disponibiliza o resumo e
o texto integral das dissertações e teses defendidas. Fornece dados sobre áreas de concentração,
linhas de pesquisa, projetos de pesquisa, corpo docente (com links para o Lattes, a página
acadêmica e o projeto de cada professor). Faculta acesso a ementas das disciplinas, resoluções,
regulamento, formulários e editais de seleção (com as respectivas bibliografias). Expõe
cartazes, cadernos de resumos e outros materiais de colóquios, congressos, encontros e
seminários. Contém links para periódicos e projetos desenvolvidos no âmbito do PPGLEV.

Periódicos
1) Diadorim – Revista de Estudos Linguísticos e Literários
(https://revistas.ufrj.br/index.php/diadorim, ISSN 1980-2552, Qualis B2) foi lançada em 2006,

66
inicialmente apenas em versão impressa. Seis anos depois, passou por uma grande
reformulação, de modo a circular em formato digital. A implantação da versão online seguiu o
padrão do Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas (SEER) – Open Journal System (OJS).
No mesmo movimento, providenciou-se a disponibilização de todas as edições. A mudança
resultou em uma redução considerável dos custos de produção, que passaram a ser cobertos
com verba PROEX. Além disso, ampliou bastante o alcance do periódico, hoje acessível em
qualquer lugar do mundo. Em 2017, a revista teve como editora-chefe a professora Violeta
Virginia Rodrigues e lançou três números, todos vinculados ao volume 19: o número 1 foi
organizado pelos professores Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva, Monica do
Nascimento Figueiredo e Rafael Santana Gomes (egresso do PPGLEV e, desde 2014, professor
adjunto de Literatura Portuguesa); em seguida, publicou-se um número especial – organizado
pela professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte, em parceria com os professores Cilene
Rodrigues (PUC-Rio) e Fábio Bonfim Duarte (UFMG) – cuja importância realmente é grande,
pois, ao se apresentar integralmente em inglês, atesta o empenho do PPGLEV em se
internacionalizar; por fim, o número 3 teve como organizadores os docentes Afrânio Gonçalves
Barbosa e Silvia Rodrigues Vieira.
2) Mulemba – Revista Científica (https://revistas.ufrj.br/index.php/mulemba, ISSN
2176-381x, Qualis B2) é uma publicação semestral criada em 1993 por docentes, monitores e
alunos de pós-graduação do PPGLEV. Seu objetivo é analisar a produção das literaturas
africanas de língua portuguesa. Por ser virtual, há muito ultrapassou o território brasileiro e
passou a ser lida em diferentes nações. Cada edição se articula em torno de um tema, abordado
pela maioria dos ensaios, que, no entanto, convivem com artigos livres. Em 2017, a edição
executiva do periódico coube aos professores Carmen Lucia Tindó Secco e Nazir Ahmed Can
e ao doutorando Victor Augusto Corrêa Azevedo (do PPGLEV). A primeira edição do ano (v.
9, nº 16) teve como tema “A teoria pós-colonial em questão” e foi organizada pelo professor
Nazir Ahmed Can, em parceria com a professora Manuela Ribeiro Sanches (Universidade de
Lisboa) e o doutorando Victor Augusto Corrêa Azevedo. A segunda edição (v. 9, nº 17) se fez
em torno de “O cinema e o documentário nos países africanos de língua oficial portuguesa” e
contou com a organização da professora Carmen Lucia Tindó Ribeiro Secco, em parceria com
as professoras Ana Mafalda Leite (Universidade de Lisboa) e Maria Geralda de Miranda
(UNISUAM).
3) Metamorfoses – Revista de Estudos Literários Luso-Afro-Brasileiros
(https://revistas.ufrj.br/index.php/metamorfoses/index, ISSN 0875-019, Qualis B4) tem por

67
objetivo difundir as literaturas e culturas dos países de língua portuguesa, bem como o possível
diálogo com outras literaturas e culturas estrangeiras. Mantida pela Cátedra Jorge Sena – que
congrega docentes das três áreas de concentração do PPGLEV –, percorreu uma longa trajetória
como publicação impressa financiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, de Lisboa. Ao se
transformar em periódico digital produzido segundo o padrão SEER/OJS, pôde levar ainda mais
longe textos escritos por renomados especialistas do Brasil e do exterior, aos quais se somam
estudantes de graduação e pós-graduação. Anteriormente editada pela Editora Caminho
(Lisboa), atualmente é editada pela Oficina Raquel (Rio de Janeiro). Em 2017, lançou o volume
14, número 1, organizado pela professora Luci Ruas Pereira.
4) Fórum de Literatura Brasileira Contemporânea (http://www.forumdeliteratura.com,
ISSN 1984-7556, Qualis B5). Revista criada em 2009, no âmbito do projeto coletivo de mesmo
nome, que congrega seis docentes e envolve dezenas de discentes do PPGLEV. Desde sempre
online, em 2017 passou por uma série de estudos com vistas a harmonizar seu leiaute ao padrão
SEER/OJS. Como o próprio título sugere, trata-se de uma publicação democrática, pensada
como incubadora de analistas literários, daí privilegiar a produção discente (sem,
evidentemente, fechar-se à contribuição docente). Constitui-se de artigos, ensaios e resenhas
sobre a produção literária nacional de nosso tempo. Inclui, além disso, entrevistas com críticos,
poetas e prosadores, realizadas por ocasião de um encontro anual que reúne aproximadamente
200 pesquisadores vinculados a diferentes instituições do Brasil e do exterior. Seu editor-chefe
é o professor Adauri Silva Bastos. As duas edições de 2017 (números 17 e 18) foram
organizadas, respectivamente, pelas professoras Maria Lúcia Guimarães de Faria e Anélia
Montechiari Pietrani.

Sites de grupos de pesquisa e laboratórios


Os docentes do PPGLEV coordenam um grande número de grupos de pesquisa
devidamente cadastrados no CNPq, entre os quais muitos dispõem de laboratórios instalados
na Faculdade de Letras da UFRJ. A seguir, fornecemos os links de 12 sites dedicados a divulgar
os resultados de suas pesquisas, eventos e demais atividades:
1) O projeto “Para a História do Português do Brasil” (PHPB-RJ) disponibiliza, em
http://www.phpbrj.letras.ufrj.br, parte do acervo do Projeto PHPB-Rio, de documentos
históricos escritos no Brasil, recolhidos nos principais acervos do Rio de Janeiro e de Lisboa,
tais como documentos da administração pública e privada, documentos particulares e textos
literários e jornalísticos dos séculos XVIII e XIX.

68
2) O projeto “Laboratório de História do Português Brasileiro” dispõe de dois sites, nos
quais disponibiliza diferentes tipos de documento: em http://www.laborhistorico.letras.ufrj.br,
encontra-se a edição eletrônica de cartas pessoais escritas no Brasil entre os séculos XIX e XX.
Parte desse acervo já está disponibilizada em XML (Extended Markup Language), encerrando
um total de 326 documentos de 10 famílias; em http://www.letras.ufrj.br/folhetim, há folhetins
e notícias publicados em jornais cariocas do século XIX.
3) A página do projeto “Estudo Comparado dos Padrões de Concordância em
Variedades Africanas, Brasileiras e Europeias” (http://www.concordancia.letras.ufrj.br) reúne
corpora representativos das variedades brasileira e europeia, organizados a partir de 2008.
Trata-se de amostra estratificada segundo os mesmos critérios, recolhida em três pontos de
inquérito em Portugal e no Brasil. No âmbito português, foram recolhidas 18 gravações em
Lisboa/Oeiras e 18 gravações em Cacém, cidade-dormitório vizinha de Lisboa, bem como 18
em Funchal, na Ilha da Madeira. No Brasil, foram recolhidas 18 gravações na Zona Sul da
cidade do Rio de Janeiro, em Copacabana e adjacências, e 18 gravações na cidade de Nova
Iguaçu, também vizinha da capital. Os critérios empregados para a constituição da amostra
respeitam três variáveis extralinguísticas: faixa etária, nível de instrução e sexo do informante.
Além de ser uma rica fonte de dados para a depreensão dos parâmetros gramaticais ora
praticados nas variedades do Português, o site constitui um importante espaço de divulgação de
trabalhos acadêmicos desenvolvidos no âmbito do projeto.
4) O projeto “Análise Contrastiva de Variedades do Português” (VARPORT)
disponibiliza, no site http://www.varport.letras.ufrj.br, um corpus compartilhado referente ao
Português do Brasil e ao Português Europeu, constituído de amostras relativas às modalidades
oral (standard e substandard), estratificada segundo gênero e faixa etária, e escrita (textos
jornalísticos – editoriais, notícias e anúncios – dos séculos XIX e XX).
5) O projeto “Norma Linguística Urbana Culta” (NURC-RJ) disponibiliza, em
http://www.nurcrj.letras.ufrj.br, amostras de fala de três tipos de inquérito – diálogo entre
informante e documentador (DID), diálogo entre informantes (D2) e elocução formal (EF) –
referentes às décadas de 1970 e 1990, bem como de recontato de alguns informantes
entrevistados nos anos 70, o que permite o estudo da mudança em tempo real de curta duração.
6) O Núcleo de Estudos Morfossemânticos do Português (NEMP) disponibiliza os
resultados da produção científica sobre os fenômenos estudados nas áreas de morfologia,
fonologia e semântica no site https://www.nemp-rj.com, que contém link para seu próprio

69
periódico, Cadernos do NEMP (ISSN 2236 9325, Qualis B2), criado em 2010 e, com
periodicidade anual, atualmente com oito edições no ar.
7) O Círculo Interdisciplinar de Análise do Discurso (CIAD-Rio) se firmou como polo
de referência em análise do discurso e de formação científica, pois seus membros atuam como
pesquisadores e professores na graduação e na pós-graduação. Em
http://www.ciadrj.letras.ufrj.br, disponibiliza informações sobre as atividades do laboratório
CIAD-Rio e universidades envolvidas, pesquisadores, publicações e artigos disponíveis, assim
como links para projetos de parceiros.
8) O Grupo de Estudos em Cognição e Ensino de Língua (COGENS) dedica-se a
investigar os aspectos cognitivos relacionados às questões e aos problemas encontrados nas
discussões sobre ensino de língua. Seu foco recai sobre as atividades escolares realizadas pelos
alunos, bem como a elaboração de materiais didáticos e de avaliações oficiais de letramento no
Brasil. A preocupação fundamental é discutir questões relacionadas ao ensino de Língua
Portuguesa, embora haja também a possibilidade de avaliação de aspectos do ensino de línguas
estrangeiras. Em http://www.cogens.letras.ufrj.br, encontram-se informações sobre o projeto,
bem como publicações de seus participantes.
9) O Núcleo Interdisciplinar de Estudos da Mulher na Literatura (NIELM) foi fundado
em 1992 e atualmente é coordenado pela professora Anélia Montechiari Pietrani. Entre suas
atividades, destacam-se eventos e publicações que contribuem vivamente para o resgate de
nomes deixados à margem do cânone (como os da ficcionista oitocentista Júlia Lopes de
Almeida e da poeta novecentista Gilka Machado), assim como o espessamento da visão de
autoras consagradas (como Cecília Meireles e Clarice Lispector). É de se frisar que o trabalho
do NIELM tem repercutido cada vez mais no exterior e estimulado a formalização de parcerias,
como se pode constatar no Convênio de Cooperação Acadêmica e Intercâmbio Técnico,
Científico e Cultural firmado com o Centre d’Études Féminines et d’Études de Genre da
Universidade Paris 8, Vincennes-Saint-Denis. O principal meio de divulgação do projeto é o
site http://www.nielm.com.br, que veicula informações sobre cursos, links e publicações
relacionadas ao tema “Mulher e Literatura”.
10) O site “Ler Jorge de Sena” (http://www.lerjorgedesena.letras.ufrj.br) traz dados
biográficos e bibliográficos, assim como artigos e notícias sobre o escritor português que
nomeia a cátedra de estudos literários luso-afro-brasileiros da Faculdade de Letras da UFRJ.
11) O projeto “Uso(s) de Conjunções e Combinação Hipotática de Cláusulas”
disponibiliza, em http://combinacaodeclausulas.webnode.com.br, dados sobre publicações,

70
eventos e outras atividades desenvolvidas, assim como contribuições de seus participantes, a
partir dos resultados das pesquisas.
12) O Núcleo de Pesquisas em Semiótica (NUPES-UFRJ) tem como objetivo principal
estudar o nível discursivo dos textos, sob a perspectiva da semiótica de linha francesa. Nesse
sentido, desenvolve trabalhos de análise de textos (observando aspectos como a modalização,
a aspectualização, as projeções de vozes no discurso, a tematização e a figurativização, entre
outros) e de aplicação dos pressupostos teóricos e metodológicos da semiótica ao ensino. Tem
selecionado como objetos de estudo textos de diferentes naturezas e gêneros, como os
jornalísticos, os literários (impressos e eletrônicos), livros didáticos e redações escolares. É
coordenado pela professora Regina Souza Gomes e conta com a participação do professor Júlio
César Souza de Oliveira (UFJF), além de doutorandos, mestrandos e graduandos da UFRJ e da
UFJF. Seu site é https://sites.google.com/site/nupesufrj.

71
9
INSERÇÃO SOCIAL

Em sua atuação na graduação e na pós-graduação, os docentes do PPGLEV se dedicam


precipuamente à formação de professores. Além dos cursos de mestrado e doutorado, mantêm
duas especializações cujo público-alvo se faz basicamente de professores dos ensinos
fundamental e médio. Igualmente importante, participam do Mestrado Profissional em Letras
(PROFLETRAS). Assim se explica que suas pesquisas tenham sempre como horizonte a
educação de qualidade.
Nas três áreas de concentração, a questão de gênero também é muito viva. Seja mediante
a análise do discurso, seja por meio da interpretação de escritos literários, inevitavelmente se
explicita o paradoxo de ainda vivermos longe da almejada igualdade de gênero. As
comunicações, palestras e artigos nascidos das pesquisas docentes e discentes são ricas em
reflexões sobre o assunto e podem, a partir de aportes do conjunto das humanidades, contribuir
para o enfrentamento eficaz do problema.
Por sua vez, o ensino a fundo da língua portuguesa se mostra muito importante para a
redução das desigualdades em território nacional, tanto porque o domínio dos conhecimentos
relativos ao idioma faculta trabalho decente a uma grande quantidade de novos professores
quanto porque a familiaridade com os jogos de linguagem é fundamental à sobrevivência e ao
crescimento econômico de qualquer pessoa, em especial daquelas em estado de vulnerabilidade.
Acresce-se a essa contribuição o descortino, levado continuamente a cabo pelas pesquisas em
poesia e prosa, das relações de injustiça e opressão.
Em sintonia com preocupações que entram cada vez mais em pauta, os docentes da área
de Língua Portuguesa são unânimes em usar seu vasto conhecimento teórico para combater o
preconceito linguístico em relação às comunidades urbanas mais pobres, assim como no tocante
à fala de nossos indígenas, que, de resto, têm merecido cada vez mais atenção do PPGLEV. Da
mesma forma, os estudiosos de literatura têm trazido à universidade autores da periferia, para
chancelar um movimento cada vez mais nítido: aos brasileiros penalizados pela injustiça social
não basta a condição de personagem; chegou o momento de se passar à autoria. Em síntese, não
há qualquer exagero em vincular o trabalho desenvolvido no PPGLEV à luta em prol de cidades
e comunidades sustentáveis, assim como ao esforço de criação de um país com paz, justiça e
instituições eficazes.

72
Esse engajamento é reforçado pelo fato de o PPGLEV congregar pesquisadores que, em
conjunto, lidam com a cultura, a história e a língua de africanos, índios e portugueses, portanto
dos três termos desta equação sempre complicada, mas igualmente fascinante, chamada Brasil.
Daí o entusiasmo com que, em 2017, deu continuidade à discussão sobre a política das Ações
Afirmativas e “o desafio da democratização de acesso e da permanência no ensino superior das
pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão”, visando à correção
das desigualdades sociais. Objeto de reflexão durante as pautas das reuniões ordinárias da
Comissão Deliberativa do PPGLEV e do Conselho da Pós-Graduação da Faculdade de Letras
da UFRJ, a questão será enfrentada mediante a inserção de cláusulas especiais nos editais de
seleção.
Em rápida síntese das diferentes frentes de inserção social, podemos dizer que o
PPGLEV é consciente de que, na condição de programa nota 6 – portanto, reconhecido e
consolidado –, cabe-lhe como uma de suas missões colaborar com outras instituições e
programas. Da mesma forma, como tem entre seus quadros vários intelectuais de renome, pode
enriquecer a vida cultural e literária brasileira por meio de palestras fora do campus,
participação em concursos de ficção e poesia, lançamentos de obras de grande alcance e
atividades afins. Também se abre à sociedade ao desenvolver iniciativas de extensão acessíveis
a qualquer cidadã ou cidadão, como os dezesseis cursos e projetos registrados em 2017. Por
fim, mas de suma importância, a prioridade dada à educação o vocaciona para elaborar material
didático e oferecer cursos de atualização e capacitação de professores, assessorias, extensão e
divulgação científica no sentido lato – como se pode ver no segmento a seguir.

Interfaces com a Educação Básica


Vários docentes do PPGLEV atuam de forma integrada na formação de docentes para o
nível básico, por meio da publicação de textos e do desenvolvimento de atividades diretas de
formação continuada. Os dados relativos a tais iniciativas se encontram também nos itens 7 e 9
(respectivamente, INTEGRAÇÃO COM A SOCIEDADE/MERCADO DE TRABALHO
(MESTRADO PROFISSIONAL) e SOLIDARIEDADE, NUCLEAÇÃO E VISIBILIDADE),
portanto acreditamos poder comentá-los apenas sucintamente aqui:
1) o projeto PIBIC-EM “A literatura brasileira contemporânea de autoria feminina e o
seu leitor de Ensino Médio”, desenvolvido pela professora Anélia Montechiari Pietrani, é
integrado por quatro bolsistas do Colégio Pedro II, Campus Engenho Novo, e teve na 8ª SIAC
– UFRJ 2017 mais uma prova de seu êxito na menção honrosa que o bolsista Adriano Fernandes

73
Nunes recebeu pela apresentação do trabalho “A literatura de Conceição Evaristo e o cinema
contemporâneo”, no qual empreendeu um movimento de aproximação entre a popular sétima
arte e a obra de uma escritora contemporânea que viveu e enfoca, em suas diferentes narrativas,
a situação de vulnerabilidade;
2) o Projeto Interinstitucional de Extensão 100 Anos Sem Euclides, de que a professora
Anélia Montechiari Pietrani participa como vice-coordenadora, tem seus vínculos com a
educação explicitados na própria parceria da Faculdade de Letras da UFRJ com a Faculdade de
Educação da UFRJ e a Faculdade de Formação de Professores da UERJ, representadas,
respectivamente, pela professora Anabelle Loivos Considera e o professor Luiz Fernando
Conde Sangenis. Criado em 2009, quatro anos depois o projeto teve suas múltiplas ações
unificadas no Programa de Extensão Caminhos da Serra Fluminense. Suas atividades são
sediadas no município fluminense de Cantagalo e se distribuem por vários subprojetos de que
participam bolsistas da UFRJ: a) Cineclube da Cunha; b) Arquivo de Memória Amélia Tomás;
c) Alfa Letra Afeto: projeto de capacitação de professores alfabetizadores; d) Ciclo de Debates
e Oficinas Pedagógicas: Conversas com Educadores – Euclides da Cunha na sala de aula; e)
Altos Papos Euclidianos; f) Prêmio Euclidiano de Pequenas Narrativas; g) Cordelteca Madrinha
Mena; h) Ponto de Cultura “Os Serões do Seu Euclides”; i) Ludoteca da Cunha (espaço de
brincar e de letramento mantido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de
Cantagalo);
3) o título do projeto de extensão inaugurado pela professora Beatriz Protti Christino em
2017 é, por si só, revelador do anseio de participação: “Ações contra o preconceito linguístico”,
e, de fato, sua prática condiz com a proposta;
4) o projeto “Morfologia e uso: por novas perspectivas para o ensino de português”,
integrado pelos professores Carlos Alexandre Victorio Gonçalves e Eliete Figueira Batista da
Silveira, se realiza no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro
(IFRJ), sob a coordenação do professor Vitor de Moura Vivas (egresso do PPGLEV e docente
efetivo do IFRJ). O objetivo é propor e colocar em prática novos caminhos para os estudos de
morfologia de português no ensino médio, de modo a enfrentar a distância entre o uso e as
propostas contidas em livros didáticos e gramáticas. A interação entre o ensino superior e a
educação básica é buscada por meio da aplicação ao ensino daquilo que é produzido e discutido
em morfologia no âmbito acadêmico;
5) refletindo uma tendência cada vez mais forte no PPGLEV, a professora Carmen Lucia
Tindó Ribeiro Secco incluiu, entre as atividades a realizar como bolsista Cientista do Nosso

74
Estado, da FAPERJ, a feitura de três palestras para alunos do ensino médio, tendo proferido a
primeira em 2017, no Colégio Militar do Rio de Janeiro, acerca do papel do cinema
moçambicano na revolução e independência de Moçambique;
6) o Curso de Formação Continuada do Programa Integrado para Educação de Jovens e
Adultos (EJA), desenvolvido pela Pró-Reitoria de Extensão (PR-5) da UFRJ, conta com a
participação da professora Gumercinda Nascimento Gonda, que orienta e coordena o projeto
de incentivo à leitura Biblioteca Itinerante;
7) além de produzir material didático com regularidade, a professora Leonor Werneck
dos Santos tem sido convidada cada vez com mais frequência para proferir palestras e ministrar
cursos para professores da rede pública dos municípios do Rio de Janeiro e de Niterói;
8) a professora Luci Ruas Pereira tem um contato próximo com os professores da rede
básica no âmbito do Curso de Especialização em Literatura Infantil e Juvenil, que lhe cabe
organizar, frequentado basicamente por docentes do ensino médio e fundamental;
9) a professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis é vice-coordenadora do Mestrado
Profissional em Letras (PROFLETRAS), Polo UFRJ, voltado para professores da rede pública;
10) todas as atividades do projeto de pesquisa que o professor Nazir Ahmed Can
coordena junto ao grupo PIELAFRICA articulam preocupações voltadas para a docência, a
pesquisa e a extensão, portanto preveem a capacitação de docentes que atuem tanto no ensino
médio quanto no ensino superior, em atendimento às demandas criadas pelas leis nº 10.639/03
e nº 11.645/08, que preconizam a obrigatoriedade do ensino de aspectos da História e das
culturas africanas, afro-brasileira e indígena. A partir de uma perspectiva interdisciplinar,
objetiva-se aprofundar o debate sobre a realidade contemporânea dos países africanos,
permitindo a superação de visões construídas pela historiografia colonial;
11) em 2017, a professora Regina Souza Gomes ministrou um curso de extensão voltado
para a formação continuada intitulado “Leitura de textos II: uma abordagem metodológica”,
cujo público-alvo foram professores de ensino básico e médio, além de graduandos e pós-
graduandos;
12) a professora Silvia Rodrigues Vieira destaca, com o projeto desenvolvido com a
Bolsa Cientista do Nosso Estado (FAPERJ), no âmbito da linha de pesquisa “Língua e
sociedade: variação e mudança”, a divulgação de resultados científicos por meio da participação
em atividades em escolas públicas da educação básica. Em 2017, proferiu a palestra “Variação
linguística: diversidade e regras de uso”, para alunos de 8º ano da Escola Municipal José de
Alencar;

75
13) o mesmo faz a professora Silvia Figueiredo Brandão, que em 2017 proferiu a
palestra “Variação e Português” para alunos de 8º ano da Escola Municipal José de Alencar,
como parte de suas atividades como bolsista do programa Cientista do Nosso Estado, da
FAPERJ;
14) a professora Violeta Virginia Rodrigues colabora continuamente com o projeto de
extensão “A identidade sociolinguística de haitianos da região Gaspar-Blumenau”, coordenado
pelo doutorando Luiz Herculano de Souza Guilherme, professor efetivo do Instituto Federal de
Santa Catarina. O objetivo é despertar no IFSC um olhar diferenciado sobre os haitianos,
favorecendo sua inclusão no próprio instituto e também sua verticalização acadêmica e social.

76
10
INTERNACIONALIZAÇÃO

A internacionalização do PPGLEV está em fase bastante avançada, com iniciativas


consolidadas desde longa data e outras em vias de afirmação. Entre os indícios de efetiva
internacionalização, destacam-se os acordos de cooperação descritos em INTERCÂMBIOS
INTERNACIONAIS. Mas não há dúvida de que a atuação dos docentes excede bastante a rede
formada pelos intercâmbios, conforme se constata em atividades como: a) integração aos mais
diferentes grupos de pesquisa internacionais; b) estadas em instituições estrangeiras como
professores visitantes, para desenvolver pesquisa, fazer palestras e ministrar cursos; c)
realização de estágios de pós-doutoramento (em 2017, dois docentes fizeram pós-doc no
exterior); d) participação em eventos internacionais realizados dentro e fora do país; e)
crescente publicação de trabalhos no exterior, em coautoria ou não com pesquisadores
estrangeiros. Os discentes também percebem a importância de estabelecer conexões com
pesquisadores de outros países desde o início do mestrado e, durante o doutorado, vários têm
tomado parte no Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (em 2017, três doutorandas
participaram do PDSE).
Nos últimos anos, a discussão sobre a internacionalização ganhou ainda mais
intensidade. Desejoso de torná-la uma vivência cotidiana e capaz de enriquecer, em igual
medida, os corpos discente e docente, o PPGLEV decidiu, em 2017, que somaria forças com os
demais programas de pós-graduação e a direção da Faculdade de Letras no sentido de equipar
algumas salas e auditórios para a realização de teleconferências que facultem a ampla presença
de pesquisadores do exterior em bancas e eventos realizados na unidade, tanto quanto
possibilitem aos alunos e professores da casa participar de atividades acadêmicas em
instituições estrangeiras. Evidentemente, a realização desse investimento dependerá da chegada
de verba de capital da CAPES; mas a unanimidade com que os integrantes da Comissão
Deliberativa tomaram a decisão é apenas um dos muitos sinais de que a internacionalização se
tornou prioridade absoluta.
Nesse contexto, o lançamento do edital CAPES-Print se configurou um importante
estímulo para a transformação das últimas semanas de 2017 em momento de levantamento e
avaliação, durante o qual o PPGLEV sistematizou dados reveladores de que, a despeito da
carência de recursos e outros percalços, conseguiu, conforme já se teve ocasião de mencionar

77
neste relatório, estabelecer e manter parcerias muito produtivas com países distribuídos pelos
cinco continentes.
A existência de departamentos voltados para o estudo de Língua Portuguesa e
Literaturas de Língua Portuguesa nas mais variadas nações dilata e fortalece continuamente os
vínculos, sobretudo levando-se em conta a importância da UFRJ e, em nossa área específica,
da Faculdade de Letras da UFRJ. Assim, o PPGLEV vê o CAPES-Print como oportunidade de
reforçar todos os intercâmbios em curso e estimular outros docentes, e também discentes, a
criarem ou intensificarem sua interlocução com instituições estrangeiras. Dessa forma,
marcaremos uma presença ainda mais ampla no meio acadêmico mundial, tanto quanto
absorveremos de maneira mais direta conhecimentos desenvolvidos em diferentes pontos do
planeta.

Participação em eventos internacionais


Em 2017, o PPGLEV esteve presente em 29 colóquios, congressos, encontros, jornadas
e seminários internacionais. Aqueles realizados em território nacional contaram com ampla
participação, também, dos alunos, para apresentação de comunicações. Dada a impossibilidade
de listar todas as participações, e levando em conta que os dados relativos às comunicações dos
estudantes estão devidamente registrados na Plataforma Sucupira, limitamos a síntese abaixo
às comunicações, conferências e palestras feitas pelos professores em eventos. Ao final,
acrescentamos as oito palestras feitas por dois docentes em seis instituições europeias.
1) X CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRALIN (7 a 10 de março, UFF): a
professora Ana Paula Quadros Gomes organizou, em parceria com o professor Luisandro
Mendes de Souza (UFRGS), o simpósio “Contribuições da semântica e pragmática formais para
a descrição e a análise do português brasileiro e de outras línguas naturais sub-representadas”,
no âmbito do qual apresentou a comunicação “Uma explicação semântica para a distribuição
do advérbio baixo ‘muito’”; a professora Beatriz Protti Christino participou como debatedora
na mesa-redonda “Saberes e línguas na educação indígena: um compromisso entre científico e
político”, integrada também pelos professores José Ribamar Bessa Freire (UNRIO) e Rainer
Enrique Hamel (Universidade Autônoma Metropolitana, México); a professora Eliete Figueira
Batista da Silveira apresentou a comunicação “Pretônica /o/ em duas variedades do Português”;
a professora Leonor Werneck dos Santos coordenou, em parceria com a professora Rosalice
Pinto (Universidade Nova de Lisboa), o simpósio “Argumentação e referenciação no ensino da
língua portuguesa”; a professora Lúcia Helena Martins Gouvêa apresentou a comunicação:

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“Estratégias patemizantes: um meio de argumentação”; a professora Marcia dos Santos
Machado Vieira organizou, em parceria com o professor Marcos Wiedemer (UERJ), o simpósio
“Variação e mudança linguísticas no âmbito de modelos funcionais”, no âmbito do qual
apresentou, em parceria com a mestranda Ligia dos Santos Bezerra, a comunicação “Variação
construcional: a flexão verbal de número em predicadores complexos com pronome se”; a
professora Maria Aparecida Lino Pauliukonis (UFRJ) organizou, em parceria com a professora
Rosane Santos Mauro Monnerat (UFF), o simpósio “Operações enunciativas e práticas
discursivas”, no âmbito do qual apresentou, em coautoria com a professora Claudia Maria
Sousa Antunes (UNIFA), a comunicação “A construção do ethos e o valor dos lugares”; a
professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte participou, juntamente com a professora Izete
Lehmkuhl Coelho (UFSC), da mesa-redonda “Estudos diacrônicos sobre a sintaxe do português
brasileiro: estudo dos problemas de transição e de encaixamento da mudança”, mediada pela
professora Mônica Savedra (UFF), no âmbito da qual apresentou o trabalho “A posição
estrutural do sujeito referencial e não referencial”; a professora Silvia Figueiredo Brandão atuou
como debatedora na mesa-redonda “Atlas Linguístico do Brasil – Volume 2” e três de seus
orientandos de iniciação científica apresentaram pôsteres sobre as pesquisas que vinham
desenvolvendo; a professora Silvia Regina de Oliveira Cavalcante participou, juntamente com
a professora Tânia Lobo (UFBA), da mesa-redonda “Questões teóricas e sociais nos estudos de
mudança no Português Brasileiro”, mediada pela professora Célia Regina dos Santos Lopes, no
âmbito da qual apresentou o trabalho “O modelo de competição de gramáticas para o
entendimento da sintaxe diacrônica do Português Brasileiro”; a professora Silvia Regina de
Oliveira Cavalcante organizou, em parceria com o professor Marcus Vinicius Lunguinho
(UnB), o simpósio “Teoria gerativa: sintaxe e interfaces”.
2) CONGRESSO INTERNACIONAL LUSO-BRASILEIRO 100 FUTURISMO (30 de
maio a 2 de junho, Rio de Janeiro; 14 a 17 de novembro, Lisboa): a comissão organizadora da
etapa brasileira desse evento binacional foi presidida pela professora Teresa Cristina Cerdeira
da Silva (com a colaboração das professoras Luci Ruas Pereira e Monica do Nascimento
Figueiredo), que dividiu a responsabilidade pela organização da etapa portuguesa com o
professor Dionísio Vila Maior (Universidade Aberta). Nas mesas-redondas, dez docentes do
PPGLEV apresentaram trabalhos: Anélia Pietrani (“Gilka Machado poeta moderna”), Ângela
Beatriz de Carvalho Faria (“Lobo Antunes: limites da escrita ou de como dar corpo ao passado
retido na memória”), Eucanaã de Nazareno Ferraz (“Poesia e ornamento: o caso João Cabral de
Melo Neto”), Gumercinda Nascimento Gonda: (“Futurismo português: ponto e contraponto”),

79
Jorge Fernandes da Silveira (“Vida urgente”), Luci Ruas (“Manifesto, manifestos – profissão
de fé e poesia em Almada Negreiros”), Maria Lucia Guimarães de Faria (“Canto e plumagem
da palavra rosiana: natureza, cosmos e formatividade”), Monica do Nascimento Figueiredo (“A
cidade como espetáculo: o romance oitocentista e o futuro que não se cumpriu”), Sofia de Sousa
Silva (“Rés do chão”) e Teresa Cristina Cerdeira da Silva (“Mário Cláudio e a aventura literária
do cubismo em Amadeo”).
3) XVIII CONGRESSO INTERNACIONAL DA ASSOCIAÇÃO DE LINGUÍSTICA
E FILOLOGIA DA AMÉRICA LATINA (ALFAL) (24 a 28 de julho, Bogotá, Colômbia): a
professora Carolina Ribeiro Serra apresentou o trabalho “Observações sobre o fraseamento
prosódico no português brasileiro”; a professora Célia Regina dos Santos Lopes fez uma das
conferências plenárias, intitulada “História dos sistemas de tratamento no Brasil:
(des)semelhanças com o mundo hispânico”; a professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte
apresentou o trabalho “O feixe de propriedades relacionadas ao Parâmetro do Sujeito Nulo em
peças de teatro portuguesas e brasileiras dos séculos XIX e XX”, em parceria com os
professores Humberto Soares da Silva e Juliana Marins, da UFRJ; a professora Silvia
Figueiredo Brandão participou de duas formas: na qualidade de membro da diretoria (vogal) e
vice-coordenadora do Projeto 21 (“Estudo comparado dos padrões de concordância em
variedades africanas, brasileiras e europeias do Português”), cujos trabalhos foram coordenados
pela professora Silvia Rodrigues Vieira.
4) XV CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRALIC (7 a 11 de agosto, UERJ): o
professor Adauri Silva Bastos organizou, em parceria com as professoras Aline Magalhães
Pinto (UFMG) e Ana Lúcia Oliveira (UERJ), o simpósio “Luiz Costa Lima – um teórico nos
trópicos”, no âmbito do qual apresentou a comunicação “Como e por que ler Luiz Costa Lima”;
a professora Anélia Montechiari Pietrani apresentou a comunicação “Caminhos da escrita, voos
da arte: uma leitura de ‘O voo da guará vermelha’, de Maria Valéria Rezende”.
5) VI SIMELP – SIMPÓSIO MUNDIAL DE ESTUDOS DA LÍNGUA
PORTUGUESA (24 a 28 de outubro, Santarém, Portugal): a professora Leonor Werneck dos
Santos apresentou a comunicação “Uso de TICs no ensino de Língua Portuguesa: dificuldades
e desafios no ensino superior”; a professora Lúcia Helena Martins Gouvêa apresentou, em
coautoria com as professoras Maria Aparecida Lino Pauliukonis e Rosane Santos Monnerat, da
UFF, a comunicação “Reflexões sobre discurso político: interfaces enunciativas”; a professora
Regina Souza Gomes apresentou, em coautoria com a professora Tiana Andreza Melo Antunes
(Faculdades CNEC Ilha), a comunicação “Interações enunciativas em comentários de blogs

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jornalísticos opinativos”; a professora Violeta Virginia Rodrigues apresentou a comunicação
“O desgarramento de orações no Facebook”.
6) IV CONGRESSO INTERNACIONAL DE LINGUÍSTICA HISTÓRICA (17 a 21 de
julho, Universidade de Lisboa): a professora Dinah Maria Isensee Callou apresentou, em
coautoria com a professora Érica Sousa de Almeida (IFRJ), a comunicação “Sobre o uso do
modo subjuntivo ao longo da história do Português”; a professora Maria Eugenia Lammoglia
Duarte apresentou, em coautoria com as professoras Silvia Regina de Oliveira Cavalcante
(PPGLEV, UFRJ) e Mayara Nicolau de Paula (UFMG), a comunicação “Estruturas de
focalização em peças brasileiras e portuguesas”; a professora Silvia Regina de Oliveira
Cavalcante apresentou a comunicação “Sintaxe da ordem e estrutura informacional da sentença
na história do Português Brasileiro”.
7) 5TH WORLD-CONFERENCE ON PLURCENTRIC LANGUAGES AND THEIR
NON-DOMINANT VARIETIES (13 a 15 de julho, Universidade de Mainz, Alemanha): a
professora Dinah Maria Isensee Callou apresentou a comunicação “On verbal agreement and
the origins of Brazilian Portuguese”; a professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte proferiu
uma das sessões plenárias, com o paper “The implementation of endogenous syntactic features
in Brazilian standard writing”, trabalho feito em colaboração com Christina Abreu Gomes e
Maria da Conceição de Paiva, professoras do Programa de Pós-Graduação em Linguística da
UFRJ.
8) XXVI CONGRESSO INTERNACIONAL DA ABRAPLIP (2 a 6 de outubro,
UFPR): a professora Ângela Beatriz de Carvalho Faria apresentou a comunicação “A mise-en-
scène do feminino na ficção de Lídia Jorge: sombras e imagens, escolhas e destinos”; a
professora Luci Ruas Pereira apresentou a comunicação “Intertextos incontornáveis:
Drummond, Camões, Pessoa; a professora Sofia de Sousa Silva apresentou a comunicação
“Tradição: entre a herança e a invenção”.
9) XXXIII ENCONTRO NACIONAL DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE
LINGUÍSTICA (27 a 29 de setembro, Évora, Portugal): a professora Marcia dos Santos
Machado Vieira apresentou a comunicação “Impessoalização discursiva: padrões
construcionais com verbo suporte haver no PB”; a professora Carolina Ribeiro Serra
apresentou, em coautoria com a professora Flaviane Fernandes-Svartman (USP), o pôster “As
estruturas SVO e o fraseamento prosódico no português do Brasil”.
10) CONGRESSO CARTÓGRAFO DE MEMÓRIAS: A POÉTICA DE JOÃO
PAULO BORGES COELHO (13 e 14 de julho, Universidade de Lisboa): a professora Carmen

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Lucia Tindó Ribeiro Secco fez uma palestra intitulada “Cenografias e cinegrafias do olhar e da
memória”; o professor Nazir Ahmed Can apresentou uma comunicação com o título “Passados
imediatos em ‘Rainhas da noite’, de João Paulo Borges Coelho”.
11) VIII SEMINÁRIO INTERNACIONAL E XVII SEMINÁRIO NACIONAL
MULHER E LITERATURA (17 a 20 de setembro, UFBA): a professora Anélia Montechiari
Pietrani participou da mesa-redonda “Poesia, esta palavra de mulher”, no âmbito da qual
apresentou o trabalho “Cecília Meirelles e sua certa ausência de mundo”.
12) V COLÓQUIO INTERNACIONAL DE POESIA (1 a 4 de julho, USP): o professor
Gilberto Araújo de Vasconcelos Júnior apresentou a comunicação “O poema em prosa no
Simbolismo brasileiro”.
13) CONGRESSO INTERNACIONAL POLÍTICA E CULTURA NA IMPRENSA
PERIÓDICA COLONIAL (22 a 5 de maio, Universidade de Lisboa): o professor Nazir Ahmed
Can organizou, em parceria com a professora Sandra Sousa (Universidade da Flórida Central,
EUA), o simpósio “Novos e velhos mundos no papel: imaginários literários, culturais e
imperiais na imprensa do período colonial”.
14) CONGRESSO INTERNACIONAL “O CONTO: O CÂNONE E AS MARGENS”
(17 a 19 de maio, Universidade de Aveiro, Portugal): o professor Gilberto Araújo de
Vasconcelos Júnior fez uma comunicação intitulada “Contos, fantasias e poemas em prosa no
Simbolismo brasileiro”.
15) CONGRESSO INTERNACIONAL “CERVANTES E OS MARES, NOS 400
ANOS DO ‘PERSILES’” (17 a 19 de novembro, Universidade Nova de Lisboa): a professora
Teresa Cristina Cerdeira da Silva apresentou a comunicação “Dos espantos do mar: de Homero
e Virgílio a Camões, Cervantes e outras companhias”.
16) II COLÓQUIO INTERNACIONAL INTERLOCUÇÕES POÉTICAS BRASIL-
PORTUGAL (24 a 27 de outubro, Universidade de Coimbra): o professor Jorge Fernandes da
Silveira apresentou o trabalho “A casa do poema – cenas de escrita e leitura em alguma poesia
portuguesa e brasileira”.
17) I SEMINÁRIO NILUS – NARRATIVAS DO OCEANO ÍNDICO NO ESPAÇO
LUSÓFONO (6 de julho, Universidade de Lisboa): o professor Nazir Ahmed Can apresentou,
em parceria com a professora Rita Chaves (USP), a comunicação “Notas sobre a vida literária
no Índico: fases/faces do Oriente e outros espaços na escrita moçambicana”.
18) CONGRESSO INTERNACIONAL “O ROMANCE HISTÓRICO EM LÍNGUA
PORTUGUESA: REPENSANDO O SÉCULO XIX” (25 a 29 de setembro, USP): a professora

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Luci Ruas Pereira participou da mesa plenária “Camilo Castelo Branco e o romance histórico”,
no âmbito da qual apresentou o trabalho “Entre espaços ficcionais, memória e história se
entrecruzam”.
19) I CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO DE BRASILIANISTAS NA EUROPA (30 de
maio a 1 de junho, Universidade de Leiden, Holanda): o professor Marcus Rogerio Tavares
Sampaio Salgado participou da mesa-redonda “Narrativa e resistência na literatura brasileira
contemporânea”, no âmbito da qual apresentou a comunicação “Sob a luz tropical – o ovo da
serpente”.
20) ROMANISHES SEMINAR (19 e 20 de maio, Universidade de Zurique, Alemanha):
a professora Maria Eugenia Lammoglia Duarte foi convidada como representante do Brasil e
fez uma conferência intitulada “O percurso da mudança na remarcação do valor do Parâmetro
do Sujeito Nulo no português brasileiro – aspectos estruturais e sociais”.
21) 9TH INTERNATIONAL CONFERENCE ON LANGUAGE VARIATION IN
EUROPE (6 a 9 de junho, Universidade de Málaga, Espanha): a professora Maria Eugenia
Lammoglia Duarte apresentou o paper “Contributions from trend and panel studies: the
Portuguese of Rio de Janeiro”, em colaboração com a professora Maria da Conceição de Paiva,
docente do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFRJ.
22) XII CONGRESSO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE LUSITANISTAS
(23 a 29 de julho, Macau, China): a professora Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva
apresentou a comunicação “Imagens do corpo feminino na obra de João Melo”.
23) SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOBRE A ORDEM DE PALAVRAS NAS
LÍNGUAS IBERO-ROMÂNICAS (31 de julho a 2 de agosto de 2017, UFBA): a professora
Silvia Regina de Oliveira Cavalcante apresentou o trabalho “A ordem VS em cartas brasileiras
dos séculos XIX e XX: uma análise diacrônica”, em coautoria com a graduanda Anna Lyssa do
Nascimento Donato Machado, bolsista CNPq de Iniciação Científica.
24) ACBLPE 2017 (ENCONTRO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO DE CRIOULOS DE
BASE LEXICAL PORTUGUESA E ESPANHOLA) (13 a 15 de junho, Universidade de
Estocolmo, Suécia): a professora Silvia Figueiredo Brandão apresentou o trabalho “Róticos em
duas variedades africanas do Português”, em coautoria com a professora Alessandra de Paula
Santos (UERJ), egressa do PPGLEV.
25) 11TH INTERNATIONAL SEMINAR ON SPEECH PRODUCTION (16 a 19 de
outubro, Tianjin, China): apresentação do trabalho “Personality judgments based on speaker’s
social affective expressions”, de autoria do professor João Antônio de Moraes, em parceria com

83
os professores Albert Rilliard (Universidades Paris VI e Paris-XI, atualmente fazendo estágio
como professor visitante da UFRJ), Donna Erickson (Universidade Showa, Japão) e Takaaki
Shochi (Universidade de Bordeaux Montaigne).
26) ESTADOS DE LA INVESTIGACIÓN. DESARROLLOS TEÓRICO-
METODOLÓGICOS EN LOS ESTUDIOS PORTUGUESES Y BRASILEÑOS (4 de julho,
Universidade de Salamanca, Espanha): coube ao professor Nazir Ahmed Can fazer a palestra
de encerramento da jornada, intitulada “Da paisagem à geografia: notas sobre a reapropriação
do espaço na literatura moçambicana”.
27) VII SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE LINGUÍSTICA (12 a 15 de setembro,
Unicsul, São Paulo): a professora Leonor Werneck dos Santos participou da mesa-redonda
“Linguística Textual e Ensino”, no âmbito da qual apresentou o trabalho “Perspectivas da
Linguística de Texto no ensino de Língua Portuguesa”.
28) IV COLÓQUIO INTERNACIONAL ÁFRICAS, OCEANOS, NARRATIVAS (16
a 18 de outubro, USP): o professor Nazir Ahmed Can apresentou a comunicação “Horizonte de
possíveis na nova poesia moçambicana”.
29) V JOELL – JORNADA INTERNACIONAL DE ESTUDOS SOBRE O ESPAÇO
(22 a 24 de novembro, Colégio Pedro II, Rio de Janeiro): a professora Gumercinda Nascimento
Gonda fez a conferência de abertura, intitulada “Lídia Jorge nos tempos da História”.
30) CONFERÊNCIAS EM UNIVERSIDADES ESTRANGEIRAS: em 2017, o
professor Gilberto Araújo de Vasconcelos Júnior fez três conferências no exterior: a) “Cenário
poético e musical no Brasil”, na Universidade de Pádua, Itália; b) “Vamos comer João do Rio:
gastronomia e desejo na obra do dândi carioca”, na Universidade Sorbonne Nouvelle, Paris III;
c) “Alberto, Francisca e Gilka: parnasos sísmicos”, na Universidade de Lisboa. Por sua vez, o
professor Nazir Ahmed Can fez cinco palestras: a) “Panorama atual das literaturas africanas de
língua portuguesa”, na Universidade Autônoma de Barcelona; b) “Hibridações problemáticas
nas literaturas do Oceano Índico”, na Universidade de Barcelona; c) “Traduções e transições da
geografia cultural nas literaturas africanas de língua portuguesa”, na Escola Oficial de Idiomas
de Barcelona; d) “Paisagens da história nas literaturas africanas de língua portuguesa: o caso de
“Biografia do Língua”, de Mário Lúcio Sousa”, via Skype, para a Escola Oficial de Idiomas de
Barcelona; e) “Figurações e transfigurações do espaço nas literaturas de língua portuguesa”, na
Escola Oficial de Idiomas de Barcelona.

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Publicações no exterior
Concomitantemente ao aumento de sua participação em eventos internacionais, o
PPGLEV vem se esforçando bastante no sentido de fazer circular seus textos também em outros
idiomas. Emblemática desse movimento foi a publicação, em 2017, de um número especial da
revista Diadorim. Além dos dois volumes regulares, dedicados à Literatura e à Língua
Portuguesa, o periódico lançou uma edição, em inglês, com os textos selecionados do Encontro
do GT de Teoria da Gramática, realizado na UFMG, em 2015. Trata-se de quinze artigos sobre
linguística de corpus, formal, experimental, além de estudos sobre línguas indígenas e africanas.
O artigo que abre a edição é de autoria do eminente professor Anders Holmberg, da
Universidade de Cambridge, que participou do evento em Belo Horizonte, em colaboração com
o professor On-Usa Phimsawat, da Universidade de Burapha, na Tailândia.
Acrescente-se o fato de a veiculação de escritos em publicações editadas em diferentes
países haver somado, apenas em 2017, 3 artigos em periódicos e 7 capítulos de livros, conforme
se pode ver a seguir, em detalhamento que inclui, além disso, 1 organização de livro:
1) ARTIGOS EM PERIÓDICO: a) Dinah Maria Isensee Callou. “A propósito dos
verbos ter e haver em lexias verbo-nominais: análise contrastiva português-espanhol”.
Linguistica (ALFAL – Associação de Linguística e Filologia da América Latina), v. 33 (1),
2017, pp. 33-46; b) Dinah Maria Isensee Callou e Carolina Ribeiro Serra. “Das pesquisas em
Fonética e Fonologia: variação e ensino”. Costellazioni – Rivista di Lingue e Letterature
(Universidade de Roma “La Sapienza”), ano 2, 4, 2017, pp. 149-58; c) Nazir Ahmed Can.
“Escenaris de la violència colonial en la novella moçambiquesa: el cas de ‘As visitas do Dr.
Valdez’, de João Paulo Borges Coelho”. Anuari de l’Agrupació Borrianenca de Cultura:
Revista de Recerca Humanística i Científica (Universidade Jaime I, Espanha), nº 28, 2017, pp.
11-26. INSS: 2340-4787.
2) CAPÍTULOS DE LIVRO: a) Carmen Lucia Tindó Secco. “Fraturas e tensões: o
repensar crítico da nação moçambicana. História, mito e ficção em ‘As duas sombras do rio’”.
In: Visitas a João Paulo Borges Coelho. Leituras, diálogos e futuros. Organização do Nazir
Ahmed Can, em parceria com as professoras Sheila Khan (Universidade do Minho), Leonor
Simas-Almeida (Universidade Brown) e Isabel Ferreira Gould (Universidade de Notre Dame,
USA). Lisboa: Colibri, 2017, pp.75-88. ISBN: 978-989-68966-3-8; b) Luci Ruas Pereira.
“Vergílio Ferreira, leitor crítico de Raul Brandão”. In: Escrever e pensar, ou o apelo invencível
da arte. Organização dos professores Ana Paula Coutinho, Isabel Pires de Lima, Joana Matos
Frias e Jorge Costa Lopes (Universidade do Porto). Lisboa: Âncora, 2017, pp. 79-95. ISBN:

85
978-972-780-585-3; c) Maria Eugênia Lammoglia Duarte. “Analysing parametric change in
Brazilian Portuguese: a sociolinguistic investigation”. In: Studies on variation in Portuguese.
Organização das professoras Pilar Barbosa (Universidade do Minho), Maria da Conceição de
Paiva (UFRJ) e Celeste Rodrigues (Universidade do Porto). Amsterdam: John Benjamins,
2017, pp. 234-53. ISBN: 978-90-272-5813-7; d) Maria Teresa Salgado Guimarães da Silva.
“De exílios e ilhas”. In: Exiliance dans le monde lusophone. Organização da professora Maria
Araujo da Silva (Universidade Sorbonne – Paris IV). Paris: Indigo & Côté
Femmes/L’Harmattan, 2017, pp. 10-20; e) Nazir Ahmed Can. “Crônica de outras visitas: a
recepção crítica da obra de João Paulo Borges Coelho”. In: Visitas a João Paulo Borges Coelho.
Leituras, diálogos e futuros. Organização do professor Nazir Ahmed Can, em parceria com as
professoras Sheila Khan (Universidade do Minho), Leonor Simas-Almeida (Universidade
Brown) e Isabel Ferreira Gould (Universidade de Notre Dame, USA). Lisboa: Colibri, 2017,
pp.13-52. ISBN: 978-989-68966-3-8; f) Nazir Ahmed Can. “Entre ética e estética: as pontes de
João Paulo Borges Coelho”. In: Visitas a João Paulo Borges Coelho. Leituras, diálogos e
futuros. Organização do professor Nazir Ahmed Can, em parceria com as professoras Sheila
Khan (Universidade do Minho), Leonor Simas-Almeida (Universidade Brown) e Isabel Ferreira
Gould (Universidade de Notre Dame, USA). Lisboa: Colibri, 2017, pp. 53-74. ISBN: 978-989-
68966-3-8; g) Silvia Rodrigues Vieira e Silvia Figueiredo Brandão. “Agreement in Portuguese:
contributions from a research project”. In: Studies on variation in Portuguese. Organização das
professoras Pilar Barbosa (Universidade do Minho), Maria da Conceição de Paiva (UFRJ) e
Celeste Rodrigues (Universidade do Porto). Amsterdam: John Benjamins, 2017, pp. 258-78.
ISBN: 978-90-272-5813-7.
3) LIVRO PUBLICADO NO EXTERIOR, ORGANIZADO EM PARCERIA COM
COLEGAS DE INSTITUIÇÕES ESTRANGEIRAS: a) Visitas a João Paulo Borges Coelho.
Leituras, diálogos e futuros. Organização do professor Nazir Ahmed Can, em parceria com as
professoras Sheila Khan (Universidade do Minho), Leonor Simas-Almeida (Universidade
Brown) e Isabel Ferreira Gould (Universidade de Notre Dame, USA). Lisboa: Colibri, 2017,
255 p. ISBN: 978-989-68966-3-8.

Apoios do exterior
A Cátedra Jorge de Sena (regida pela professora Luci Ruas Pereira) tem parcerias
históricas com duas entidades portuguesas que sempre ofereceram um apoio fundamental à
realização de suas atividades: a) a Fundação Calouste Gulbenkian financiou a produção de

86
vários números da revista Metamorfoses, atualmente com dezenove edições lançadas; b) o
Instituto Camões assegura apoio financeiro para a realização de eventos como o Congresso
Internacional Luso-Brasileiro 100 Futurismo, realizado em 2017 no Rio de Janeiro e em Lisboa.

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11
ATIVIDADES COMPLEMENTARES

O PPGLEV nunca perdeu de vista sua missão, mas, justamente por se perceber cada vez
mais forte e resolvido, pôde conciliar o oferecimento de cursos stricto sensu com a abertura e
manutenção de duas frentes complementares de atendimento à sociedade que, como se pode
perceber ao longo deste relatório, funcionaram plenamente em 2017: cursos de pós-graduação
lato sensu e cursos de extensão. Além dessas iniciativas, cada docente atende a uma série de
demandas feitas por outras universidades e por entidades não acadêmicas.

Cursos de pós-graduação lato sensu


Com aproximadamente duas décadas de existência, os dois cursos de especialização –
Literaturas Portuguesa e Africanas e Literatura Infantil e Juvenil – ficaram conhecidos pela
qualidade e, em 2017, contaram com a participação ativa de 6 docentes do PPGLEV. Ambos
são gratuitos e cada um oferece 30 vagas a cada ano. Sua clientela é formada
predominantemente por professores da rede pública (municipal, estadual e federal), os quais,
mediante o processo de aperfeiçoamento, têm se mostrado excelentes multiplicadores do
conhecimento adquirido e ampliado substancialmente as chances de aprovação em exames de
seleção para o mestrado de instituições como UFRJ, UERJ e UFF.

Cursos de extensão
Os docentes do PPGLEV sempre desenvolveram atividades de extensão, nas quais
costumam engajar estudantes de graduação e pós-graduação, que, ao atuarem como professores,
têm oportunidade de exercitar a docência e divulgar seus achados de pesquisa. O recente debate
travado pelo meio acadêmico sobre o peso e o perfil da extensão foi acompanhado de perto pelo
PPGLEV, cujos integrantes se familiarizaram com o SIGProj e passaram a desenvolver projetos
ainda mais abertos à sociedade, para os quais buscam parcerias com ONGs e outras entidades
devotadas a diferentes comunidades, a começar por aquelas situadas no entorno da Ilha do
Fundão, onde se situa a maioria dos cursos da UFRJ, inclusive a Faculdade de Letras. Ao longo
deste relatório tivemos oportunidade de chamar a atenção para o caráter social dos projetos de
extensão em curso, assim como para o fato de em 2017 terem atingido o expressivo número de
dezesseis.

88
Demais atividades dentro e fora do campus
O currículo Lattes de cada docente do PPGLEV registra uma série de atividades que,
somadas à produção bibliográfica, enchem de sentido a expressão “dedicação exclusiva” com
que se define o regime de trabalho. Entre essas ocupações encontram-se várias listadas ao longo
deste relatório, às quais se somam outras igualmente importantes: 1) organização de eventos
científicos (desde palestras até congressos, passando por colóquios, encontros e seminários)
com convidados do Brasil e do exterior; 2) edição de periódicos e participação em comitês
editoriais nacionais e estrangeiros; 3) participação em bancas examinadoras de concurso
públicos para o magistério superior e em bancas de dissertações/teses na UFRJ e em outras IES
brasileiras, bem como em bancas de monitoria e substitutos da UFRJ; 5) atuação em processos
seletivos, como consultores ad hoc de agências de fomento como CNPq, CAPES, FAPERJ e
FAPESP, assim como de instâncias de avaliação de projetos de pesquisa como o Prociência, da
UERJ; 6) colaboração junto a programas de pós-graduação do Brasil e do exterior, como
docentes, conferencistas e consultores; 7) atuação como integrantes da direção de associações
acadêmico-científicas; 8) participação em atividades decorrentes de intercâmbios e projetos de
cooperação; 9) atuação em colegiados como o Conselho Universitário e a Comissão de
Iniciação Científica da UFRJ, além da Congregação da Faculdade de Letras.

89
12
AUTOAVALIAÇÃO (PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO E TENDÊNCIAS)

Em 2020, o PPGLEV estará completando cinquenta anos de existência, o que significa


que teve bastante tempo para se consolidar. O fato de se constituir de três áreas de concentração,
normalmente situadas em programas distintos, não foi barreira à sua coesão interna, ao
contrário, a diversidade inspirou o espírito democrático, comprovado pelo imenso respeito
mútuo cultivado pelos docentes, da mesma forma que propiciou uma série de ações
interdisciplinares. Além do aprendizado da convivência, descobriu-se cada vez mais que a
variedade se traduzia em números significativos – como se pode ver no fato de em 2017 o corpo
docente somar 44 professores e o discente, 174 estudantes.
Evidentemente cada área desenvolve estratégias particulares de funcionamento e ação,
como se pode verificar, por exemplo, na ocupação de espaços físicos por parte dos docentes de
Língua Portuguesa, que instalaram laboratórios com os mais variados fins em dependências da
Faculdade de Letras da UFRJ. Já os professores de Literaturas Portuguesa e Africanas fundaram
a Cátedra Jorge de Sena, que lhes serve de base importantíssima nas articulações com
pesquisadores do Brasil e do exterior. Por sua vez, os docentes de Literatura Brasileira sabem
que, como especialistas na ficção e na poesia pátrias, podem estreitar as relações entre a
universidade e a cidade mediante a conciliação da produção propriamente acadêmica com a
escrita de textos analíticos, teóricos e literários.
A Plataforma Lattes registra que 1 professor do PPGLEV tem regime de trabalho de 40
horas e os outros 43 têm dedicação exclusiva, o que faculta ao corpo docente unir
satisfatoriamente ensino, pesquisa e extensão. Além disso, explica que as produções
bibliográficas e técnicas se mostrem consistentes e em número cada vez maior. Da mesma
forma, a busca contínua de aperfeiçoamento se reflete em dados eloquentes, como aquele que
mostra 72% dos docentes com pós-doutorado, aos quais irão se somar professores que começam
a se preparar para viver o importante estágio.
Merece destaque a harmonia entre docentes-seniores e jovens doutores, responsável pela
produção de uma massa crítica das mais densas e significativas, além de fator fundamental à
dinâmica do PPGLEV. Há uma distribuição equilibrada de docentes permanentes e
colaboradores, sendo o percentual de colaboradores (18,2%) bem menor que o máximo
admitido pela CAPES. Igualmente balanceada é a divisão dos docentes pelas áreas de
concentração, sendo, do total de 44 docentes, entre permanentes e colaboradores, 23 (52,3%)

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vinculados à Área de Língua Portuguesa e 21 (47,7%), às duas áreas de Literatura. Dois
docentes são eméritos, oito são titulares, onze são pesquisadores do CNPq (dos quais, oito no
nível 1) e quatro recebem a bolsa Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ. É de se frisar, além
disso, que vários são especialistas de renome nacional e internacional em suas respectivas áreas
de atuação.
Outro aspecto a ser sublinhado é a habilidade com que o PPGLEV concilia qualidade
em suas diferentes produções, rigor na escolha dos participantes de suas iniciativas e criação de
oportunidades para os diferentes segmentos que lhe cabe atender. Anualmente, oferece 40 vagas
de mestrado e 20 de doutorado, o que em 2017 resultou na excelente média de 4,83 alunos por
docente permanente. Em torno dos dois cursos stricto sensu que constituem sua razão de existir,
acolhe um número crescente de pós-doutorandos, tendo chegado em 2017 à expressiva cifra de
10 supervisões. Na outra borda, de interface com a graduação, abre 30 vagas em cada um dos
cursos de especialização lato sensu que mantém. Finalmente, dilata cada vez mais a frente de
contato com o conjunto da sociedade, ao desenvolver atividades de extensão que, apenas em
2017, somaram dezesseis, algumas das quais a configurar pontes valiosas com as comunidades
situadas nas cercanias da Ilha do Fundão.
A boa acolhida oferecida aos estudantes pode ser ilustrada pela reunião realizada com
os mestrandos e doutorandos recém-aprovados, durante a qual os integrantes da Comissão
Deliberativa explicam o funcionamento do PPGLEV como um todo: sintetizam o regimento,
detalham a resolução de concessão de bolsas e dão informações sobre a organização da vida
acadêmica na pós-graduação, inclusive quanto à manutenção do Lattes sempre atualizado, à
participação em eventos na área, à publicação de artigos e aos preparativos para solicitação de
bolsa de doutorado sanduíche. A cada seis meses, a coordenação presta contas das bolsas e
auxílios de viagem concedidos, em encontro com os corpos discente e docente, durante o qual
explica os critérios adotados. A esses cuidados se soma um esforço de atendimento virtual e
presencial que, pautado pela agilidade e a clareza, tem contribuído para a criação de um clima
de entendimento, confiança e satisfação.
A disponibilização de laboratórios, a possibilidade de integrar os mais diferentes grupos
de pesquisa, a existência de um conjunto de bibliotecas e a organização de vários eventos
abertos aos estudantes são outras facilidades a possibilitarem que orientadores e membros da
Comissão Deliberativa se sintam à vontade para cobrar sistematicamente o cumprimento dos
cronogramas estabelecidos. Prova de que esta questão está bem resolvida é o prazo de titulação
no mestrado ter chegado, em 2017, à média de 26 meses, quando se sabe que mais de 60% dos

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mestrandos estudam sem bolsa e podem, portanto, fazer o curso em até 30 meses. Mesmo os
50 meses médios para defesa de tese de doutorado precisam ser vistos à luz da predominância
de alunas no corpo discente, entre as quais a cada ano naturalmente algumas precisam tirar
licença-maternidade.
Anualmente, o PPGLEV forma mais de 50 alunos (entre mestres e doutores), dos quais,
conforme se pode verificar na lista exemplificativa de egressos dos últimos anos registrada
neste relatório, um percentual considerável consegue inserção profissional satisfatória,
frequentemente em universidades importantes, onde desenvolvem trajetórias merecedoras de
aplauso. Esses bons resultados se devem à formação oferecida durante a pós-graduação, mas,
em igual medida, ao empenho do corpo docente de fomentar o espírito investigativo já na
graduação, mediante o engajamento de estudantes em projetos de iniciação científica e o
acompanhamento da escrita de monografias, os quais, somados, perfazem 4,79 orientações por
professor – uma média muito próxima dos 4,83 pós-graduandos por docente permanente.
A experiência acumulada e os resultados das pesquisas realizadas são levados pelos
docentes a diferentes programas de pós-graduação em fase de consolidação espalhados Brasil
afora. Além disso, o PPGLEV tem por princípio destinar boa parte de sua verba de custeio ao
pagamento de passagem e hospedagem para que os integrantes dos corpos discente e docente
exponham suas descobertas em eventos realizados em outras instituições, boa parte das quais
internacionais.
Essa dinâmica, facilitada por um histórico de intercâmbios internacionais que remonta
à década de 1970, enriqueceu-se interruptamente ao longo do tempo e, no presente, mostra-se
madura e efervescente, a formar uma rede estendida a todos os continentes. Os docentes têm
ido aos mais variados países fazer pós-doutorado, proferir palestras, fazer conferências e
ministrar cursos de curta duração. Ultimamente, o processo de internacionalização possibilitou,
além disso, a acolhida de um professor visitante francês, cuja estada no PPGLEV tem sido das
mais frutíferas.
Docentes e discentes procuram ampliar a visibilidade dos resultados das pesquisas por
meio da publicação de artigos em revistas qualificadas pela CAPES, que, como são disponíveis
online, facilitam a circulação e divulgação dos textos. A essa prática se soma uma tradição
igualmente valiosa para o campo das Letras: a publicação de trabalhos na forma de capítulos
de coletâneas ou livros inteiros, em editoras nacionais e estrangeiras reconhecidas, com efetiva
capacidade de distribuição e circulação.

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A coroação do esforço para ampliar continuamente a visibilidade é a manutenção de um
sistema de sites que, desenvolvido paulatinamente, hoje tem como centro a homepage do
PPGLEV (na qual se encontram desde informações sobre concursos até PDFs de publicações
dos grupos de pesquisa), conta com seis periódicos e se estende às páginas de laboratórios e
projetos coletivos. Acessíveis em qualquer parte do mundo, esses espaços virtuais certamente
se mostrarão ainda mais eficazes quando dispuserem de versões integrais em outros idiomas.
Mas não há dúvida de que já agora, quando apenas uma parte de seus conteúdos foi vertida para
outras línguas, constituem prova cabal de que o PPGLEV tem motivo de sobra para começar a
preparar o aniversário de 50 anos.

Em quais pontos o programa pode melhorar


Em 2017, os docentes se reuniram com frequência para debater meios de fortalecer o
grau de excelência que resultou na obtenção e manutenção da nota 6, de modo que, na próxima
avaliação quadrienal, o PPGLEV chegue ao patamar máximo, ou seja, consiga a nota 7. Com
esse fim, elegeu-se o trinômio VISIBILIDADE, INTERNACIONALIZAÇÃO e
CONSCIÊNCIA ACADÊMICA como norteador de um esforço que, sem absolutamente levar
ao descuido das demais atividades, remate certos processos em andamento.
Ao enfatizar a visibilidade, pretende-se otimizar o conjunto de iniciativas de cunho
editorial, desde a homepage do PPGLEV até os sites dos diferentes projetos de pesquisa. O
trabalho em torno da internacionalização terá como objetivo reforçar as parcerias consolidadas
e fomentar a criação de novos intercâmbios, assim como ajudar os estudantes a adquirir
proficiência em inglês. A consciência acadêmica balizará a realização de ações voltadas para
acelerar a familiarização dos discentes, sobretudo mestrandos, com atividades tão diferentes
quanto a escrita do trabalho de final de curso, a busca de publicação de artigos e a atualização
do Lattes.

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13
PLANEJAMENTO FUTURO

Além das muitas atividades regulares, o PPGLEV dedicará o ano de 2018 à tomada de
uma série de iniciativas relativamente à visibilidade, à internacionalização e à consciência
acadêmica.
No tocante à VISIBILIDADE, planejou as seguintes ações: 1) dar continuidade ao
investimento na repaginação do site do PPGLEV, assim como em sua publicação também em
inglês e espanhol; 2) levar adiante o processo de indexação das revistas, de modo que todas
melhorem sua posição no Qualis; 3) fazer uma campanha para que os docentes partilhem a
autoria de artigos com seus orientandos, que, assim, poderão publicar em periódicos mais
qualificados, com o benefício suplementar de o PPGLEV aumentar sua produção bibliográfica;
4) incentivar os docentes a publicarem em periódicos internacionais; 5) publicar dois e-books
discentes – respectivamente, de Língua Portuguesa e Literaturas Africanas, Brasileira e
Portuguesa – a partir de textos desdobrados do último Seminário de Dissertações e Teses em
Andamento (SEDITA), com avaliação de pareceristas de outras instituições; 6) oferecer a
mestrandos e doutorandos um curso de preparação de originais que, além de transmitir aos
participantes o conhecimento básico para edição de periódicos acadêmicos, tenha como
exercício a revisão dos textos aprovados para publicação nos referidos e-books.
Em relação à INTERNACIONALIZAÇÃO, decidiu: 1) aderir ao Programa Institucional
de Internacionalização (Print-CAPES); 2) empregar a primeira verba de capital que a CAPES
repassar ao PPGLEV na instalação de equipamentos em salas e auditórios nos quais se possam
realizar teleconferências que viabilizem a participação de pesquisadores do exterior em eventos
e bancas de defesa, assim como a presença virtual de docentes e discentes do PPGLEV em
atividades organizadas em instituições estrangeiras; 3) aproveitar a parceria firmada entre a
Diretoria Adjunta de Pós-Graduação da Faculdade de Letras e o Programa Idiomas sem
Fronteiras – Núcleo UFRJ para estimular os discentes a fazerem os cursos programados,
voltados para a proficiência em língua inglesa.
A CONSCIÊNCIA ACADÊMICA estará presente nas aulas e demais oportunidades de
interlocução entre docentes e estudantes, da mesma forma que orientará a programação das
mesas-redondas do próximo Seminário de Dissertações e Teses em Andamento (SEDITA), que
se dedicará a questões pragmáticas, mas nem por isso menos importantes, como a necessidade

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de se compreender a estrutura do Lattes e a importância de se conhecer o universo de periódicos
da área.

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OUTRAS INFORMAÇÕES

Uma vez que obteve o conceito 6 da CAPES, em 2015 o PPGLEV migrou do Programa
de Apoio à Pós-Graduação (PROAP) para o Programa de Excelência Acadêmica (PROEX).
Em 2017, o PPGLEV contou com 34 bolsas de doutorado, sendo 21 da CAPES, 12 do
CNPq e 1 da FAPERJ (Bolsa Nota 10), além de 28 bolsas de mestrado, das quais 19 da CAPES
e 9 do CNPq. Também procedeu ao remanejamento de parte da verba de custeio recebida da
CAPES, de modo a implementar, pelo período de 10 meses, mais 2 bolsas de mestrado e 2
bolsas de doutorado.
Além disso, três bolsistas da Área de Língua Portuguesa haviam concorrido com êxito
às bolsas PDSE-CAPES e, portanto, puderam fazer doutorado sanduíche no exterior: Luma da
Silva Miranda (Universidade de Tilburg, Holanda), Fabiane de Mello Vianna da Rocha
(Universidade de Lisboa, Portugal) e Laís Moreira Nogueira (Universidade Aberta de Lisboa,
Portugal).
Quanto à Iniciação Científica, os docentes receberam 35 bolsas, sendo 19 PIBIC-CNPq
e 16 PIBIC-UFRJ. Além disso, captaram recursos de agências de fomento, vindos na forma de
bolsas de produtividade em pesquisa, prêmios, bolsas para realização de pós-doutoramento e
verbas para a organização de eventos.
A Direção da Faculdade de Letras também tem sido fundamental ao financiamento das
atividades do PPGLEV, a cujos laboratórios fornece material e infraestrutura.
Por fim, destaque-se que a verba de custeio PROEX-CAPES foi essencial ao
funcionamento do Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas da UFRJ em 2017.

Política de concessão de bolsas discentes


A concessão de bolsas para mestrandos e doutorandos é regida por uma Resolução que
tomou sua forma final em 2014 e permanece disponível no site do PPGLEV. Uma de suas
cláusulas prevê a atribuição imediata de bolsa aos alunos classificados em primeiro lugar nos
exames de seleção para mestrado e doutorado realizados semestralmente. Os demais candidatos
recebem bolsa à medida que as cotas são liberadas (em função das defesas de dissertação ou
tese de antigos beneficiários), em processo de escolha em que se levam em consideração
principalmente o desempenho acadêmico registrado no histórico escolar, a classificação obtida

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no exame de seleção, o compromisso a ser assumido com o PPGLEV e a ausência de vínculo
empregatício.
Para manter a bolsa, o discente precisa cumprir os prazos de desenvolvimento de sua
pesquisa e, ao mesmo tempo, apresentar uma produção científica significativa. Ao final do ano,
cada bolsista elabora um relatório com dados acerca do progresso de sua pesquisa, da
participação em eventos da área e da publicação de artigos, que é avaliado pelos membros das
três áreas que compõem a Comissão Deliberativa do PPGLEV, juntamente com as informações
registradas no Lattes – que todos são obrigados a manter atualizado. Tais exigências têm sido
bem recebidas pelos estudantes, que, cada vez mais conscientes da importância de a
universidade pública devolver o investimento que recebe na forma de produção a ser
socializada, aumentaram substancialmente o quantitativo de apresentações em eventos e textos
publicados.

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