Você está na página 1de 18

FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP

CURSO: ENGENHARIA CIVIL


DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

DETERMINAÇÃO DA GRANULOMETRIA DOS SOLOS


1. INTRODUÇÃO

A primeira característica que diferencia os solos e o tamanho das partículas que os compõem.
Numa primeira aproximação, pode-se identificar que alguns solos possuem grãos perceptíveis a
olho nu, como os grãos de pedregulho ou a areia do mar, e que outros tem os grãos tão finos
que, quando molhado, se transformam numa mistura pastosa, não podendo se visualizar as
partículas individualmente.

Num solo, geralmente convivem partículas de tamanhos diversos. Não é fácil identificar o
tamanho das partículas pelo simples manuseio do solo. Denominações especificas são
empregadas para as diversas faixas de tamanhos de grãos; seus limites, entretanto, variam
conforme os sistemas de classificação.
A ABNT adota os seguintes valores:

Matacão 25 cm < ø < 1m


Pedra 7,6 cm < ø < 25 cm
Pedregulho 4,8 cm < ø < 7,6 cm
Areia grossa 2,0 cm < ø < 4,8 cm
Areia media 0,042 mm < ø < 2,0 cm
Areia fina 0,05 mm < ø < 0,042 mm
Silte 0,005 mm < ø < 0,05 mm
Argila ø< 0,005 mm

A análise granulométrica pode ser realizada através do peneiramento do solo, quando se tem
solos granulares como as areias e os pedregulhos, ou por sedimentação, no caso de solos
argilosos, ou ainda pela combinação de ambos os processos.

Contudo, antes de ser realizado qualquer atividade experimental, deve-se efetuar a devida
preparação das amostras, obedecendo os parâmetros definidos em Norma específica, de modo
a obter resultados confiáveis e que permitam a perfeita caracterização do solo estudado.

Segundo o Prof. Carlos de Sousa Pinto (2006), só a distribuição granulométrica não caracteriza
bem o comportamento dos solos. Deve-se levar em consideração a fração fina, que assume
comportamento bastante diferenciado com a presença da água.

Definido como Índice de Consistência ou Limites de Atterberg, se baseiam na constatação de que


um solo argiloso admite mudanças em seu comportamento em função do teor de umidade
existente. Para isso é utilizado o Limite de Liquidez, que é a determinação do teor de umidade do
solo e também o Limite de Plasticidade que consiste na maior ou menor capacidade que o solo
tem de ser moldado.

Página 1 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

Desta forma, este relatório consiste na realização das seguintes práticas experimentais:

 Preparação de amostras para ensaio de caraterização;


 Granulometria (por peneiramento);
 Granulometria (por sedimentação);
 Limites de consistência (limite de liquidez e plasticidade).

Todo o processo experimental foi balizado pelas normas NBR 6457/2016 (amostras de solo –
preparação para ensaios de compactação e ensaios de caracterização), NBR 7181/2016 (solo –
análise granulométrica), NBR 7180/2016 (limite de plasticidade) e NBR 6459/2016 (limite de
liquidez).

A prática foi realizada no laboratório de mecânica dos solos da Faculdade Paraíso do Ceará (FAP)
no dia 15 e 23/03/2018, e o material da amostra utilizado para os estudos foi fornecido pela
professora Paloma Moreira.

2. OBJETIVO

Teste laboratorial objetivando classificação do solo, com a finalidade de obter a sua curva
granulométrica e os limites de consistência (liquidez e plasticidade).

Através da curva granulométrica, pode-se verificar a distribuição granulométrica do solo e assim


classifica-lo como bem graduado (solo de boa resistência) ou mal graduado (solo de baixa
resistência).

Pelos valores encontrados para os limites de liquidez e de plasticidade define-se o índice de


plasticidade, onde verifica-se que quanto mais rápido um solo se liquefaz, menos recomendável
será para compactação.

3. PROCEDIMENTOS
3.1 PREPARAÇÃO DA AMOSTRA
3.1.1. Para a realização da prática de laboratório, observando o item 5 do NBR 6457, foi
considerado que a amostra foi preparada com secagem prévia, de modo a alcançar a
umidade higroscópica1.

1
É a máxima quantidade de água, em percentagem, que o solo é capaz de adsorver da atmosfera, em
forma de vapor, e manter em equilíbrio com o ambiente.

Página 2 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.1.2. Procedeu-se o destorroamento dos grãos com o auxílio do almofariz e da mão de gral.
Buscou-se o máximo de cuidado no manejo da mão de gral para que não houvesse a
quebra dos grãos, alterando assim a amostra.

3.1.3. Foi feito a separação da amostra com o auxílio do quateador. Convém ressaltar que toda
a amostra passou na peneira 76mm conforme preconizado no item 5.1.2.1 da norma.

3.1.4. Procedeu-se a lavagem da amostra, de modo a eliminar micropartículas que estejam


pressas aos grãos para passassem pela peneira 0,075mm. Essa lavagem foi feita em água
corrente e efetuou-se esse procedimento até consegui a quantidade mínima de 1kg de
amostra lavada.

3.1.5. A amostra depois de lavada, foi levada para a estufa para secagem por um período de 24
horas.

Página 3 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.1.6. Após o período em que a amostra permaneceu na estufa, a mesma foi retirada e deixada
em temperatura ambiente por alguns minutos. Em seguida procedeu-se a pesagem no
material seco.

3.1.7. Após todos os registros dos procedimentos e resultados obtidos, iniciou-se as demais
práticas (peneiramento grosso, fino, sedimentação, limite de liquidez e plasticidade).

3.2 TEOR DE UMIDADE


3.2.1. Para a determinação do teor de umidade, utilizou-se 03 cápsulas metálicas e a uma
porção da amostra natural.

3.2.2. Em cada cápsula, foi colocado aproximadamente 30g de amostra, pesado e levado a
estufa com temperatura entre 105° e 110°C, onde permaneceu por 24 horas. Convém
ressaltar que a amostra foi pesada com as cápsulas sem as tampas, em desacordo com o
item A.3.1.1 da NBR 6457/2016.

Página 4 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.2.3. Observou-se ainda que a amostra não estava embalada, conforme recomendado pela
norma (item 4.2.1), sendo que o objetivo da embalagem é evitar a perda de umidade da
amostra.
3.2.4. Após as 24 horas, retirou-se as capsulas da estufa, aguardou-se o esfriamento natural o
recipiente e logo em seguinte realizou-se as pesagens e registros dos valores
encontrados.
 Cabe destacar que não foi utilizado o dessecador para equilibrar a temperatura da
amostra à temperatura ambiente, conforme normatizado no item A-3.1.3.

3.3 GRANULOMETRIA (PENEIRAMENTO)


3.3.1. Realizou-se a limpeza prévia e montagem das peneiras. As peneiras foram ordenadas de
modo crescente, da base até o topo, na ordem abaixo:

Peneira 9,5mm
Peneira 4,8mm
Peneira 2,0mm
Peneira 1,2mm
Peneira 0,6mm
Peneira 0,42mm
Peneira 0,25mm
Peneira 0,15mm
Peneira 0,075mm
Fundo de Peneira

3.3.2. Após a montagem do conjunto de peneiras no agitador mecânico, foi lançado


cuidadosamente a amostra no topo do conjunto (peneira 9,5mm), observando as
recomendações da NBR 248/2003 no item 5.2.3 no que se refere ao evita a formação de
camada espessa sobre as peneiras, pois isso pode impedir a acesso dos grãos à tela da
peneira. Em função do número de peneiras utilizadas, o peneiramento ocorre em duas
etapas.

Página 5 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.3.3. Recomenda-se deixar o conjunto no agitador mecânico por volta de 30 minutos, contudo,
em função do tempo disponível, a amostra permaneceu sendo agitada por um período
de 15 minutos.
3.3.4. Após esse período, houve a desmontagem das peneiras com a devida pesagem de cada
fração da amostra retida e devidamente registrada para os cálculos futuros.

3.4 GRANULOMETRIA (SEDIMENTAÇÃO)


3.4.1. Em observância ao previsto no item 4.3.1 da NBR 7181/2016, foi separado 70g da
amostra do solo, uma vez que em uma análise tátil-visual classificou-se o solo como
argiloso.

3.4.2. Mistura a amostra com defloculante em um Becker e deixa agir por no mínimo 12 horas.
a. Em função da ausência do defloculante (solução de hexametafosfato de sódio)
recomendado pela norma, foi utilizado água como agente defloculante;
b. No que se refere ao tempo de ação, uma vez que o defloculante utilizado foi a
água, deixou-se atuar por cerca de 5 minutos.

Página 6 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.4.3. Transferiu-se toda a mistura para o copo de dispersão, e com o auxílio de água, remove-
se todo material que possa ter aderido as paredes do Becker.

3.4.4. Adiciona-se mais água até que o nível fique 5cm abaixo da borda do copo e então
submete-se a mistura à ação do aparelho de dispersão durante 15 minutos.

3.4.5. Foi transferido todo o conteúdo do copo de dispersão para uma proveta, sendo removido
com água todo material que tenha aderido ao corpo do dispersor.

3.4.6. Adicionou-se água até atingir a medida de 1000ml.


3.4.7. Agitou-se o suficiente para deixar as partículas em suspensão. Logo em seguida,
tampando a boca da proveta com uma das mãos, iniciou-se com o auxílio da outra mão,
movimentos de rotação de forma que a boca da proveta se alterna de cima para baixo,
durante o 1 minuto.

Página 7 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.4.8. Após terminado o processo de agitação da proveta, mergulhou-se cuidadosamente o


densímetro na suspensão e anotou-se a hora exata do início da sedimentação. Foi
realizado leituras do densímetro nos tempos exatos de 30 segundos, 1 minuto, 2 minutos,
4 minutos e 8 minutos.

3.4.9. A norma recomenda em seu item 4.3.7 que seja realizado medições da temperatura da
dispersão após cada leitura do densímetro. Contudo, para esta experiência, foi
considerado uma temperatura constante de 26°C, uma vez que toda a prática foi
realizada em ambiente climatizado.

3.5 ÍNDICES DE CONSISTÊNCIA


3.5.1 PREPARAÇÃO
3.5.1.1. Tomou-se uma parcela da amostra e colocou-se na peneira 0,42mm, e da amostra
passante reservou-se 200g para ser utilizado no ensaio de limite de liquidez e de
plasticidade.

Página 8 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.5.1.2. Adotou-se a utilização da quantidade de 100g para o índice de plasticidade e 100g para
o limite de liquidez.
3.5.1.3.

3.5.2 LIMITE DE LIQUIDEZ


3.5.2.1. Preparou-se a amostra, até chegar em uma consistência ideal para aplicação no aparelho
de Casa Grande. Conforme recomendado pela norma NBR 6459/2016, buscou-se obter
uma pasta homogênea com consistência que permita vários golpes para o fechamento
da ranhura.

3.5.2.2. Foi realizado o devido calibre da altura de queda no aparelho, de modo a evitar erros e
imprecisões nas leituras.
3.5.2.3. Transferiu-se parte a mistura para concha do aparelho, buscando deixar uma camada de
aproximadamente 10mm de espessura na parte central da concha.

Página 9 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.5.2.4. Com o uso do cinzel, dividiu-se a massa em duas partes, conforme orientado no item
4.2.3 da norma.

3.5.2.5. Efetuou-se o golpeamento, verificando a quantidade de golpes necessário para iniciar o


fechamento da fenda, ou seja, o encontro das bordas inferiores da massa.
3.5.2.6. Após o registro da quantidade de golpes, reservou-se uma pequena fração da massa,
pesando-a e levando à estufa para secagem por um período de 24 horas.
3.5.2.7. Após o período de secagem, as capsulas foram retiradas da estufa e aguardou o equilíbrio
térmico. Em seguida foi realizado as pesagens e registrado todos os resultados.

3.5.3 LIMITE DE PLASTICIDADE


3.5.3.1. Assim como no Limite de Liquidez, preparou-se uma pasta homogênea e moldável.

Página 10 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

3.5.3.2. Conforme recomendado pela norma NBR 7180/2016, tomou-se cerca de 10g da massa e
formou-se uma pequena esfera, que logo em seguida passou a ser levemente friccionada
sobre uma base de acrílico até chegar a um formato cilíndrico de aproximadamente 3mm
de diâmetro, conforme gabarito padronizado.

 Cabe destacar que a norma, no item 4.2.2 recomenda que a base utilizada para
manipulação da amostra seja de vidro.

3.5.3.3. Após a modelagem da amostra, dividiu-a em alguns pedaços e foram inseridas em


capsulas metálicas e levadas a estufa para secagem. Após 24 horas, as capsulas foram
retiradas e pesadas, sendo o resultado devidamente anotado para cálculos futuros.

4. DADOS OBTIDOS
4.1. TEOR DE UMIDADE

Nº da Cápsula Peso da Cápsula Peso da Amostra Peso Seco


Cápsula 01 9,40g 25,80g 21,60g
Cápsula 02 9,30g 25,20g 21,40g
Cápsula 03 9,00g 27,70g 23,10g

4.2. GRANULOMETRIA (PENEIRAMENTO)

Massas Valores
Massa total da amostra 1.041,00g
Massa do recipiente 41,00g
Massa seca para peneiramento (Ms) 798,00g
Massa retida na #2mm (Mg) 30,40g
Massa que passa na #2mm 737,70g

Página 11 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

Peneira (mm) Massa Retida (g) Peneira (mm) Massa Retida (g)
50 0,00g 1,2 31,40g
38 0,00g 0,6 69,60g
25 0,00g 0,42 96,30g
19 0,00g 0,25 108,30g
9,5 5,00g 0,15 279,80g
4,8 22,10g 0,075 152,30g
2 30,40g Fundo da Peneira 0,90g
TOTAL 796,10g

4.3. GRANULOMETRIA (SEDIMENTAÇÃO)

Tempo L (g/cm³) Tempo L (g/cm³)


30 seg 1,015 4 min 1,013
1 min 1,015 8 min 10,12
2 min 1,014

4.4. LIMITE DE LIQUIDEZ

Peso da Peso da
Intervalo Nº Golpes Nº Cápsula Peso Seco
Cápsula Amostra
15 a 20 15 Cápsula 01 11,50g 24,30g 21,30g
20 a 30 21 Cápsula 02 11,80g 17,40g 16,20g
25 a 35 34 Cápsula 03 10,50g 15,90g 14,90g

4.5. LIMITE DE PLASTICIDADE

Peso da Peso da
Nº Cápsula Peso Seco
Cápsula Amostra
Cápsula 01 11,90g 12,40g 12,20g
Cápsula 02 11,50g 12,10g 11,90g
Cápsula 03 11,70g 12,50g 12,10g

5. CÁLCULOS E RESULTADOS
5.1. TEOR DE UMIDADE
Calculado através da fórmula abaixo:
(𝑃𝑎 − 𝑃𝑠)
ℎ= 𝑥 100
(𝑃𝑠 − 𝑃𝑐)
Onde:
h = teor de umidade
Pa = Peso da amostra
Ps = Peso seco
Pc = Peso da cápsula

Teor de
Peso da Cápsula Peso da Amostra Peso Seco
Umidade (h)
Cápsula 01 9,40g 25,80g 21,60g 34,43%
Cápsula 02 9,30g 25,20g 21,40g 31,40%
Cápsula 03 9,00g 27,70g 23,10g 32,62%
Média  32,82%

Página 12 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

5.2. GRANULOMETRIA (PENEIRAMENTO)


O percentual passante acumulado foi calculado utilizando as fórmulas abaixo:
a) Porcentagem dos materiais que passam nas peneiras de 50mm, 38mm, 25mm, 19mm,
9,5mm, 4,8mm e 2mm:

(𝑀𝑠 − 𝑀𝑖)
𝑄𝑔 = 𝑥 100
𝑀𝑠

Onde:
Qg = Porcentagem que passa em cada peneira
Ms = Massa total da amostra seca
Mi = Massa retida acumulada em cada peneira

b) Porcentagem dos materiais que passam nas peneiras de 1,2mm, 0,6mm, 0,42mm,
0,25mm, 0,15mm e 0,075mm:

𝑀ℎ 𝑥 100 − 𝑀𝑖 (100 + ℎ)
𝑄𝑓 = 𝑥𝑁
𝑀ℎ 𝑥 100

Onde:
Qf = Porcentagem que passa em cada peneira
Mh = Massa do material úmido
Mi = Massa retida acumulada em cada peneira
h = teor de umidade
N = Material passante na peneira # 2,0mm

Massa retida
% Retido % Passante
Peneira (mm) Massa Retida (g) acumulada – Mi
acumulado acumulado
(g)
50 0,00g 0,00g 0,00% 100,00%
38 0,00g 0,00g 0,00% 100,00%
25 0,00g 0,00g 0,00% 100,00%
19 0,00g 0,00g 0,00% 100,00%
9,5 5,00g 5,00g 0,63% 99,37%
4,8 22,10g 27,10g 3,40% 96,60%
2 30,40g 57,50g 7,22% 92,79%
1,2 31,40g 88,90g 11,17% 88,86%
0,6 69,60g 158,50g 19,91% 80,14%
0,42 96,30g 254,80g 32,01% 68,07%
0,25 108,30g 363,10g 45,61% 54,50%
0,15 279,80g 642,90g 80,76% 19,44%
0,075 152,30g 795,20g 99,89% 0,35%
Fundo da
0,90g 796,10g 100,00% 0,24%
Peneira
TOTAL 796,10g

Página 13 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

5.3. GRANULOMETRIA (SEDIMENTAÇÃO)


Calculado através da fórmula abaixo:

𝛿 𝑉 𝑥 𝛿𝑐 (𝐿 − 𝐿𝑑)
𝑄𝑠 = 𝑁 𝑥 𝑥
(𝛿 − 𝛿𝑑) 𝑀ℎ
𝑥 100
(100 + ℎ)

Onde:
Qs = Porcentagem do solo em suspensão
N = Material passante na peneira # 2,0mm
δ = Massa específica do grão do solo
δd = Massa específica da água
V = Volume da proveta igual a 1.000cm³
δc = Massa específica da água a 20°C
L = Leitura do densímetro em suspensão
Ld = Leitura do densímetro no meio dispersor
Mh = Massa do material úmido
h = teor de umidade

Tempo Hora Temp. (°C) L (g/cm³) Ld (g/cm³) Qs (%)


30 seg 16:15:30 26° 1,015 1,00223 15,74%
1 min 16:16:00 26° 1,015 1,00223 15,74%
2 min 16:18:00 26° 1,014 1,00223 14,51%
4 min 16:22:00 26° 1,013 1,00223 13,27%
8 min 16:30:00 26° 10,12 1,00223 12,04%

Encontrando o Ld (Leitura do densímetro no meio dispersor)

1,00223

26
°

Página 14 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

Encontrando a Viscosidade da água (μ)

Encontrando a Altura de queda das partículas

20,75
20,50
20,25
19,75

1,012 1,015
1,014
1,013

Calculando o diâmetro dos grãos:

1800 𝑥 𝜇 𝑎
𝑑= √ 𝑥
𝛿 − 𝛿𝑑 𝑡
Onde:
d = Diâmetro máximo da partícula
μ = Coeficiente de viscosidade do meio dispersor
δ = Massa específica do grão do solo
δd = Massa específica do meio dispersor
a = Altura de queda da partícula
t = Tempo de sedimentação

Tempo μ (g*s/cm²) δ (g/cm³) δd (g/cm³) a (cm) d (mm)


30 seg 8,92 1,80 1,00 20,50 0,117
60 seg 8,92 1,80 1,00 20,50 0,083
120 seg 8,92 1,80 1,00 20,75 0,059
240 seg 8,92 1,80 1,00 19,75 0,041
480 seg 8,92 1,80 1,00 20,25 0,029

Página 15 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

5.4. LIMITE DE LIQUIDEZ


Calculando o teor de umidade da amostra:

Peso da Peso da Teor de


Intervalo Nº Golpes Nº Cápsula Peso Seco
Cápsula Amostra Umidade
15 a 20 15 Cápsula 01 11,50g 24,30g 21,30g 30,61%
20 a 30 21 Cápsula 02 11,80g 17,40g 16,20g 27,27%
25 a 35 34 Cápsula 03 10,50g 15,90g 14,90g 22,73%

Por interpolação, o teor de umidade para 25 golpes será equivalente a 25,75%, conforme pode-
se atestar pelo gráfico abaixo:

LIMITE DE LIQUIDEZ
40
22.73%, 34
35

30

25
27.27%, 21
20

15 30.61%, 15

10

0
20.00% 21.00% 22.00% 23.00% 24.00% 25.00% 26.00% 27.00% 28.00% 29.00% 30.00% 31.00% 32.00%

5.5. LIMITE DE PLASTICIDADE

Cálculo da porcentagem de umidade no limite plástico:

Peso da Peso da Teor de


Nº Cápsula Peso Seco
Cápsula Amostra Umidade
Cápsula 01 11,90g 12,40g 12,20g 66,67%
Cápsula 02 11,50g 12,10g 11,90g 50,00%
Cápsula 03 11,70g 12,50g 12,10g 100,00%
Média  72,22%

Página 16 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

5.6. CURVA GRANULOMÉTRICA

100
90
80
70
% passante acumulada

60
50
40
30
20
10
0
10.00 100.00 1000.00
Diâmetro dos Grãos (mm)

6. CONCLUSÃO
 Não sei o que concluir.

Página 17 de 18
FACULDADE PARAÍSO DO CEARÁ – FAP
CURSO: ENGENHARIA CIVIL
DISCIPLINA: MECÂNICA DOS SOLOS I
ORIENTADORA: PROF. PALOMA MEDEIROS

7. MEMBROS DA EQUIPE

JOSÉ EMERSON LEITE DA SILVA

JONATAS ALVES DA SILVA

KLAYRTON ROMMEL SANTOS FERREIRA

BIBLIOGRAFIA

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 248: Agregados –


determinação da composição granulométrica. Rio de Janeiro, 2003.

_____. NBR 6457: Amostras de solo – preparação para ensaios de compactação e


ensaios de caracterização. Rio de Janeiro, 2016.

_____. NBR 7181: Solo – análise granulométrica. Rio de Janeiro, 2016.

_____. NBR 6459: Solo – determinação do limite de liquidez. Rio de Janeiro, 2016.

_____. NBR 7180: Solo – determinação do limite de plasticidade. Rio de Janeiro, 2016.

CAPUTO, H. P. Mecânica dos solos e suas aplicações. 6 ed. Rio de Janeiro: LTC, 1988.

MASSAD, F. Mecânica dos solos experimental. São Paulo: Oficina de Textos, 2016.

PINTO, C. S. Curso básico de mecânica dos solos em 16 aulas. 3 ed. São Paulo: Oficina
de Textos, 2006.

Página 18 de 18