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EXCELENTÍSSIMO SENHOR PRESIDENTE DA JUNTA ADMINISTRATIVA DE

RECURSOS E INFRAÇÕES DE [ESTADO]

Notificação nº: ______________________

Notificado(a): ______________________

[nome], [nacionalidade, [estado civil], [profissão], portador do


documento de identidade nº [adicionar], expedida pela Secretaria de
Segurança Pública do Estado de [adicionar], inscrito no CPF sob o nº
[adicionar], residente e domiciliado na [NOME DA RUA, NÚMERO,
BAIRRO, CIDADE, ESTADO], portador da CNH nº [adicionar], vem
perante Vossa Excelência, expor para finalmente requerer o seguinte:

I. FATOS E FUNDAMENTOS QUE ENSEJAM A REVISÃO DA MULTA

Recorrente, após um dia exaustivo de trabalho, dirigia seu carro próprio, com placa
XXXXXXXX, no de RENAVAM XXXXXXXX, em direção a sua residência no caminho que
utiliza cotidianamente. No caminho, respeitou todas as regras de trânsito constantes no
Código de Trânsito Brasileiro.

Contudo, para sua surpresa, em xx/xx/xxxx, recebeu em sua casa um auto de infração
notificando da incidência de multa porque infringiu na regra do art. 208 do Código de
Trânsito Brasileiro, que preceitua:

Art. 208. Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o de parada obrigatória:

Infração - gravíssima;

Penalidade - multa.

Contudo, é sabido que para ensejar a aplicação de multa ao avançar o sinal vermelho do
semáforo, é necessário que haja elemento volitivo: ou seja, o desrespeito claro à
sinalização no momento em que se trafegava.

Isso significa que para que a multa seja aplicada de maneira juridicamente legal, seria
necessário que o veículo tivesse avançado o farol que já estivesse vermelho no momento
em que passou da faixa de limite, o que não é o caso.

Na verdade, na presente situação, não se tratou de avançar sinal vermelho, mas de


continuar a trafegar quando o sinal ainda estava amarelo, o que é adequado conforme a
legislação.

O sinal amarelo indica apenas que o motorista deve ter atenção, e não que deve parar.
Inclusive, é frequente a causa de acidentes por conta de veículos que param
inadequadamente quando o sinal se altera do verde para o amarelo.
Ainda, segundo a foto apresentada para justificar a multa, fica claro que no momento em
que o veículo atravessou a faixa de limite, o farol ainda estava amarelo. É provável que, no
caso concreto, o veículo logo atrás tenha justamente passado da faixa, o que implicou no
acionamento do pardal.

Deste modo, pelos fatos e fundamentos acima expostos, resta clara a ilegalidade da
aplicação da multa e dos pontos na carteira e, por isso, deve ser reformada a decisão de
modo excluir a reconhecê-la.

Nestes termos, pede deferimento.

[CIDADE], [dia] de [mês] de [ano].

__________________________________

Assinatura do Requerente
ILMO DIRETOR PRESIDENTE DA JUNTA
ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES

Auto de infração número:

..., brasileiro (a), (estado civil), portador do RG n.º... E do CPF


n.º..., residente e domiciliado (a) na Rua..., n.º..., Bairro...,
Cidade..., Estado..., vem, mui respeitosamente à presença de
Vossa Excelência apresentar

RECURSO
à decisão exarada no Auto de Infração nº..., GRM..., lavrado
em..., às... Horas, no cruzamento da Avenida... Com Rua..., o
que faz pelos motivos de fato e de direito a seguir aduzidos.

DOS FATOS
Pretende a Diretoria de Trânsito a imposição e cobrança de
multa por infração assim descrita na Notificação de Infração de
Trânsito:

"Art. 208. Avançar sinal vermelho do semáforo ou o de


parada obrigatória."
DO DIREITO
O recorrente é proprietário do veículo marca..., placa..., tendo
sido o mesmo objeto de multa no dia..., conforme consta da
Notificação, por ter pretensamente avançado sinal vermelho ou
de parada.

Tal infração enseja a aplicação de multa no valor de R$... E a


perda de 7 pontos na Carteira de Habilitação.

Entretanto, é sabido que a infração acima mencionada só é


caracterizada quando do animus volitivo do agente em avançar
sinal vermelho ou de parada, não caracterizando a infração o
fato de o sinal ter ficado vermelho quando o condutor já havia
ultrapassado a faixa estando ao final de sua travessia.
Tal entendimento é o doutrinador Arnaldo Rizardo, in
Comentários ao Código de Trânsito Brasileiro que assim
leciona:
"Quando ao semáforo vermelho, a parada do veículo deverá
ocorrer na faixa de retenção (sinalização horizontal), que é
composta de uma faixa ligando um lado ao outro da via e
aposto antes da faixa de pedestre, quando existente. Se
aparecer a luz amarela, estando a desenvolver-se a travessia,
isto é, já ultrapassada a faixa que liga um lado ao outro da
via, deverá seguir o motorista, não podendo ser autuado. Não
é possível deter o veículo depois de tal linha, porquanto
bloqueará a circulação nos sentidos que se cruzam."

No caso em comento, verifica-se que o condutor do veículo, no


momento de alegada infração, já havia ultrapassado a faixa de
retenção, estando, portanto, no meio de sua travessia, não
havendo que se falar em infração decorrente da ultrapassagem
de sinal vermelho ou de parada.

E oportuno salientar, que pelo horário de mencionada


infração, qual seja, 05:15 horas, há iminência de perigo de vida
do agente, haja vista que o local apresenta alto índice de roubo
de veículos.

Praticadas as dilligências e perícias necessárias, a notificação


deve e precisa ser declarada nula, sob pena de inulitar-se a
igualdade de todos perante o direito.

Resta, assim, devidamente explanados os fundamentos da


defesa.

O Direito Pátrio tem como nulo os atos sujeitos ao arbítrio de


uma das partes.
Não tendo sedo preenchidos os requisitos legais, a presente
notificação é nula de pleno direito, já que em desconformidade
com os ditames de nosso ordenamento jurídico.

DOS PEDIDOS
Comprovada a inexistência da infração mencionada, haja vista
não ter sido desrespeitado sinal vermelho ou de parada e ainda
de estar o Auto de Infração eivado de nulidade, por não
atender aos requisitos legais exigidos, requer:

Seja a presente defesa recebida em seus efeitos legais e julgada


procedente, declarando-se a nulidade do Auto de Infração nº...,
GRM...

Nesses Termos, Pede Deferimento. [Local], [dia] de [mês] de


[ano]. [Assinatura do Advogado] [Número de Inscrição na
OAB]