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SOM NAS IGREJAS

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Sumário
Ano. 19 - julho / 2012 - Nº 212

94
AES Brasil
A 16ª Convenção e o 10º Congresso da
AES Brasil aconteceu pela primeira vez
no Expo Center Norte e reuniu o maior
número de palestrantes estrangeiros.

56

NESTA EDIÇÃO
Do folk-rock de Roy Rogers, que 18 Vitrine 92 Novo Line em BH
fechou a noite da décima edição O mercado ganha uma nova Em evento no Hard Rock Cafe,
interface de gravação da M- em Belo Horizonte, Oneal apre-
do Rio das Ostras Jazz&Blues Audio, a Fast Track C400. E a senta novo line array, ideal para
Festival, às esperadas CSR apresenta um teclado sonorização de igrejas.
Eletrônico Digital, o K2000T.
apresentações das atrações
28 Rápidas e rasteiras
104 Máquina de fazer som
inéditas, como David Sanborn, Foi no show do cantor mais famoso
Dois concursos culturais estão do Brasil do momento, na cidade
o evento eleito pela DownBeat com inscrições abertas e outras fluminense de Silva Jardim, que a
como um dos melhores do gênero notícias do mercado. Cocobongo estreiou o novo line array
no mundo também trouxe 38 Play-rec da Machine.

novidades, como a experiência O Falamansa, um dos maiores


nomes do forró, lança novo álbum
112 Viradão cultural
com o sistema de multicabo em CD e LP e faz homenagem a Vinte e quatro horas de atrações
digital, que deve ser usado no Luiz Gonzaga. culturais na capital paulista teve
sonorização com sistema da JBL,
próximo ano no palco principal. 40 Gustavo Victorino da Vento Norte.
Confira também a cobertura da
16ª Convenção da AES Brasil,
Traz as notícias mais quentes dos
bastidores do Rio das Ostras Jazz 126 Som nas Igrejas
& Blues Festival. Projeto do engenheiro de áudio Car-
que este ano aconteceu no Expo
Center Norte, e uma entrevista
42 Gramophone
los Pedruzzi, a igreja Comunidade
Cristã de Renovação Espiritual, de
Um disco polêmico, lançado no Nova Friburgo, adotou sistema de
exclusiva com o saxofonista auge da ditadura no Brasil, áudio da DB Tecnologia.
Mauro Senise, que completa 40 Contrastes, de Jards Macalé,

anos de carreira.
completa 35 anos. 136 Vida de artista
50 Mauro Senise Músicos de rua existem em toda parte
do mundo, mas aqueles das grandes
Danielli Marinho O saxofonista, que se apresentou cidades, figuras únicas no meio de mi-
Coordenadora de redação no Rio das Ostras Jazz & Blues Fes- lhares, é que tocam profundamente.
tival, completa 40 anos, reúne
amigos e grava novo trabalho, Afe-
tivo, em apenas uma semana.
LFW ganha iluminação intimista
Uma iluminação precisa, assinada pelo lighting Expediente
designer Lec Croft, deu um ar mais intimista aos
Diretor
defiles durante a London Fashion Week (LFW),

122
Nelson Cardoso
em Londres. nelson@backstage.com.br
Gerente administrativa
Stella Walliter
stella@backstage.com.br
Financeiro
Lucimara Silva Rodrigues
adm@backstage.com.br
Coordenadora de redação
Danielli Marinho
redacao@backstage.com.br
Revisão
Heloisa Brum
Revisão Técnica
José Anselmo (Paulista)
Tradução
Fernando Castro
Colunistas
Cristiano Moura, Elcio Cáfaro, Gustavo Victorino,
Jorge Pescara, Jamile Tormann, Julio Hammer-
schlag, Luciano Freitas, Luiz Carlos Sá, Marcello
CADERNO TECNOLOGIA Dalla, Nilton Valle, Ricardo Mendes, Sergio
Izecksohn e Vera Medina
Colaboraram nesta edição
Alexandre Coelho, Luiz Urjais e Victor Bello
Edição de Arte / Diagramação
Leandro J. Nazário
arte@backstage.com.br
Projeto Gráfico / Capa
Leandro J. Nazário
Foto: Ernani Matos / Divulgação
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Hélder Brito da Silva
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Dicas de como modular os parâme- broncalivre@backstage.com.br
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H.Sheldon Serviços de Marketing Ltda.
ários do Logic. Rua Iriquitiá, 392 - Taquara - Jacarepaguá

74 Cubase
Rio de Janeiro -RJ - CEP: 22730-150
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As características da versão
real ou virtual é que vai
82 Produção Musical CNPJ. 29.418.852/0001-85
Distribuição exclusiva para todo o Brasil pela
Fernando Chinaglia Distribuidora S.A.
direcionar qual o mais indica- No terceiro capítulo da série O Rua Dr. Kenkiti Shimomoto, 1678 - Sl. A
Jardim Belmonte - Osasco - SP
do para cada usuário. Tamanho do seu estúdio, os tipos Cep. 06045-390 - Tel.: (11) 3789-1628
de microfones mais indicados Disk-banca: A Distribuidora Fernando Chinaglia atenderá aos
pedidos de números atrasados enquanto houver estoque, através do
para estúdios de médio porte.
78
seu jornaleiro.
Sibelius
Semelhanças e diferenças
86 Home Studio Os artigos e matérias
assinadas são de respon-
sabilidade dos autores.
É permitida a reprodução
entre o Sibelius e o Score Qual a melhor maneira de se desde que seja citada a
fonte e que nos seja envia-
Editor do Pro Tools. captar cada som durante a da cópia do material. A
gravação de vozes e instrumentos revista não se responsa-
biliza pelo conteúdo dos
acústicos ou elétricos? anúncios veiculados.
CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br
CARTA AO LEITOR | www.backstage.com.br

Vivemos em um mundo
que pertence aos nossos filhos e netos
o exato momento em que escrevo (quin-

N ta-feira, 21 de junho de 2012), está acon-


tecendo a cerca de 10 quilômetros de dis-
tância da sede da empresa a Rio +20. O grande
evento em que todos querem salvar o planeta.
Desde os anos 70 que tenho certa queda pela
natureza e a sua preservação e, mesmo não
sendo militante, nem ligado à “organização”,
sempre procurei me informar sobre o assunto
pautando a minha vida nas melhores maneiras
possíveis para evitar a degradação ambiental,
pois sempre acreditei que as melhores práticas ecologicamente corretas
advêm de uma cultura e caráter que prioriza o coletivo no lugar do indi-
vidualismo. A formação intelectual e moral de um povo inibe a degra-
dação do planeta ou a promove; dependendo do estágio e da ganância
16

em que se encontra essa sociedade.


Nestes 40 anos de consciência pude observar que foram vários os “vi-
lões” do planeta, começando com a poluição industrial e indo até a cau-
sada pela miséria de determinados povos. Todos têm uma certa razão e
fazem parte do problema e da solução. Mas eleger uma única causa dos
males do planeta é da mais pura ingenuidade.
Continuo crendo que a procura por soluções coerentes e sustentáveis,
consequência das negociações das forças atuantes (econômica, social e
ecológica), seja o caminho mais viável para diminuir ou até parar a san-
gria planetária.
Enquanto isso, esta revista e a sua equipe tenta fazer a sua parte na
sustentabilidade do nosso negócio neste planeta, mantendo cerca de
70% da área da sede da editora sem edificações ou cimentadas. No local
há cerca de 10 árvores frutíferas e um pau-brasil, gramados, plantas e flo-
res. Temos um projeto de redução de impressão de papel que já diminui
pela metade os gastos com papel de escritório. Passamos a usar copos de
vidro, no lugar dos de plástico e descartáveis. Na última reforma, aumen-
tamos os vidros e vitrais nas janelas e mudamos todas as lâmpadas pelas
eletrônicas. Mantemos uma atenção constante no uso consciente da
energia elétrica e, principalmente, nos ar-condicionados. Mas o nosso
principal projeto começou há dois anos, quando resolvemos usar somen-
te papel com certificação FSC – que significa ser proveniente de reflores-
tamento e de área sustentável – para imprimir as edições da Backstage.
Hoje somos a primeira e única revista do nosso segmento a ter o selo.
Caro leitor, tudo que é correto custa mais. Mas vale a pena.
Boa leitura, porque ler esta revista não causa dano ao planeta.
Nelson Cardoso

siga: twitter.com/BackstageBr
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AUDIO PRECISION
VITRINE ÁUDIO E ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

www.ap.com/br
A Audio Precision traz ao merca-
do brasileiro o APx585, um anali-
sador de áudio multicanal, com
oito entradas e saídas analógicas
simultâneas. É ideal para projetar e
testar dispositivos de consumo,
tais como receptores de home
theater ou dispositivos profissio-
nais como mesas de mixagem. Ele é
próprio para aplicações multi-
canais e proporciona facilidade e
rapidez em sua utilização.

BOSE
www.disac.com.br/bose/
Os fones de ouvido QuietComfort 15 da Bose possu-
em um cancelamento de ruído surpreendente, o que
18

proporciona uma experiência sonora mais agradável


tanto para assistir filmes quanto ao escutar músicas.
Ele possui o controle in-line (no fio) com microfone e
permite gerenciar o volume, a seleção de faixas de
música e os aplicativos de chamada de produtos sele-
cionados Apple. SANTO ANGELO
www.santoangelo.com.br
O afinador cromático para guitarra e baixo AT-
200B divulgado pela Santo Angelo é compacto e
eficiente. Através do clipe o modelo AT 200B
capta a frequência de vibração das cordas e o
display apresenta duas cores. Apresenta outras
características como: Painel Digital com indica-
ção colorida de Afinação (Verde = No Tom /
Vermelho = Fora do Tom) e afinação através de
vibração quando fixado ao instrumento.

LEACS
www.leacs.com.br
A Leacs lançou o Power Mix 480 Amplificado de 12V c/ USB. O equipamento é recomendado para veículos/
caminhões que possuem equipamento para propaganda volante com todos os recursos que possibilitam uma ex-
celente qualidade em todas as frequências e ainda conta com sistema USB com controle remoto.
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BEHRINGER
www.proshows.com.br/marcas/behringer
A tecnologia wireless é uma grande faci-
litadora para o mundo da música. A dimi-
nuição de fios no estúdio, por exemplo, é
uma grande ajuda para músicos e produto-
res. A Behringer, distribuída pela Proshows M-AUDIO
no Brasil, também investiu nessa tecnologia www.quanta.com.br/web/quanta-music
e lançou o microfone ULM 100 USB. O pro- A interface de gravação campeã de vendas da
duto oferece várias vantagens e funciona M-Audio, a Fast Track, estabeleceu um pa-
muito bem em estúdio ou ao vivo. drão em qualidade e uso. Agora, a interface de
áudio Fast Track C400 torna mais simples do
que nunca transformar suas ideias em música
profissional de qualidade. Ela captura per-
formances incríveis usando os efeitos de
reverb e delays nativos.

YAMAHA
www.br.yamaha.com
20

Este modelo DTX 950K está


completamente equipado com
os pads para bateria eletrônica
DTX-PAD que a Yamaha dese-
nhou especialmente para os
aficcionados desse instrumento.
Apresenta ainda a HEX RACK,
uma armação genuína produzida
por um fabricante especializado
de hardware para baterias.

BOSS
www.roland.com.br/boss/produtos/530
A nova ME-70 da Roland é uma unidade
multiefeitos tão prática quanto um pedal
compacto. Os knobs de acesso instantâneo
e a seção de amplificadores originados da
poderosa GT-10 tornam a construção de
timbres muito rápida. A ME-70 amplia os
horizontes do conceito de “fácil criação de
timbres” a um novo patamar.
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JBL
www.jbl.com/pt-br
A Harman disponibiliza novamente no Brasil a linha de woofers
JBL. Os alto-falantes JBL 2206H (12 polegadas), 2226H (15 pole-
STRINBERG gadas) e 2241H (18 polegadas) possuem sensibilidade, potência e a
www.sonotec.com.br mais alta fidelidade na reprodução de frequências baixas e médias.
Seguindo uma tendência de mercado, a Os woofers JBL contam com tecnologia patenteada de ventilação
Strinberg traz ao Brasil, por meio da do GAP dos alto-falantes (Vented Gap Cooling Technology), o
Sonotec Music & Sound, a guitarra mode- que agrega aos produtos saturação do conjunto magnético e densi-
lo EGS217T, que é uma strato assim como dade de fluxo, resultando em diminuição do peso total dos falantes
o modelo EGS216, porém com afinador e redução expressiva da distorção harmônica.
cromático embutido. Esse modelo estará
disponível a principio nas cores preta, vi-
nho e sumburst.
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WALDORF AND ROLF WÖHRMANN


www.waldorfmusic.de
A marca alemã Waldorf and Rolf Wöhrmann criou um
sintetizador para iPad, pensando no conceito de mobilidade
que acompanha cada vez mais os músicos e produtores. O
produto conta com a tecnologia wavetables, que oferece uma
gama de sons e possibilidades de produção. O dispositivo su-
porta vários tipos de hardwares, como interfaces MIDI e
Core MIDI. Além de ser compatível com outras interfaces da
IK multimedia, iConnectMIDI Movilizer II, ioDock e outros.

AUDIO PRECISION
www.ap.com/br
A Audio Precision também apresentou no Brasil o analisador de áudio APX525. O equipamento possui recursos
que complementam o outro analisador da marca, o SYS2722. Ele possui um software fácil de usar, fácil de
automatizar para criar rotinas de testes pré-definidas, possui interfaces analógicas, digitais, ópticas, HDMI,
Bluetooth, PDM, FFT de 1MHz, etc. Ótimo para testar todos os tipos de equipamentos de estúdio, inclusive com
recursos de gate, simulando uma câmara anecóica.
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AVALON
www.quanta.com.br/web/quanta-music
O Avalon VT-737SP apresenta uma combinação de pré-amplificadores valvulados (mic, linha e instru-
mento), compressores ópticos, equalizador de varredura, nível de saída e VU meter em apenas 2 espaços
de rack. Ainda possui hi-pass filter variável e comutador de reversão de fase nos três canais. O compres-
sor óptico possui total controle dinâmico, desde a compressão mais leve até o limiter, pelos controles de
threshold, ratio, attack e release, tudo isso visualizado por um grande meter do tipo VU.

VINTAGE
www.habro.com.br/vintage
A Vintage lançou o violão eletro-
acústico Vintage VE900MH Sweet-
Water Grand Auditorium, que pos-
sui, dentre outras características,
tampo em mahogany, braço em ma-
24

hogany, escala em rosewood, 20


trastes, marcação Pearloid Dot,
preamp Fishman Isys+, captação
Fishman Sonicore.

YAMAHA
www.br.yamaha.com
O Tyros4 da Yamaha apresenta recursos como 128 notas de polifonia, Gera-
dor de Som AEM (Articulation Element Modeling) com novas Voices Super
Articulation2! de altíssima qualidade. O painel intuitivo do Tyros4 oferece
controles em tempo real como 9 sliders no painel para controle de funções e
dois switches ART para controle das Super Articulation Voices. Os 500
Styles internos fazem uso da renomada tecnologia Mega Voice juntamente
com o formato SFF GE.

CSR
www.csr.com.br
A CSR lançou no mercado brasileiro o Teclado Eletrônico
Digital K2000T. O equipamento possui excelentes caracte-
rísticas dentre as quais podemos destacar as 61 teclas,
display LED, 100 timbres/100 ritmos e 12 músicas “demo”.
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PRG
www.telem.com.br
A TELEM lançou com exclusividade no
Brasil o PRG Foton, da linha TruColor,
que representa a junção de preço acessí-
vel e tecnologia de ponta. Leve e versátil,
o equipamento elimina o espectro des-
contínuo, condição comum em luminá-
rias de LED. Tem saída de 1.000 lúmens,
consumindo menos de 30 Watts, além de
ser à prova d’água.
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ROBE
www.robe.cz/products/article/robin-dlx-spot
Os Robin DLX Spot usam um excepcional sistema
de fonte de luz RGBW LED, conferindo uma saída de AVOLITES
cores mais luminosas do que em uma descarga de www.proshows.com.br
575/700 Watts por unidade, mas com uma média de Toda a tecnologia da mesa controladora de luz da
consumo de potência bastante ecológica, de apenas Avolites (Tiger Touch) em uma versão extrema-
250 Watts. O sistema óptico produz uma lumi- mente compacta e portátil. Este console é prático,
nosidade bastante suave, de alta qualidade e cores leve e muito fácil de usar, o que o torna ideal até
bonitas e sem sombras, além de utilizar um zoom mesmo para os iluminadores mais exigentes, pois
versátil de 10-45 graus. conta com toda tecnologia necessária para a pro-
gramação e realização de qualquer espetáculo.

PROLED
www.proshows.com.br
Lançado no Brasil, o painel de LED PH-5.08mm Black da PROLED já esteve
presente em diversos eventos de expressão nacional e internacional no nos-
so país. Através da empresa Crialed, o PH-5.08mm Black foi a atração prin-
cipal de eventos de Réveillon e Natal em SP, MG e RJ principalmente. Um
outro grande evento que contou com o painel da PROLED no cenário prin-
cipal foi o “Monange Dream Fashion Tour”, um mega evento patrocinado
pela Monange e promovido pela Rede Globo, que aconteceu em diversas ca-
pitais brasileiras ao longo de 2011.
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Sennheiser anuncia mudanças no Brasil


Empresa firma parceria com Quanta Music para distribuição de linha MI
Como parte do plano de cresci- principal foco na América Latina tribuidor da marca desde 2007
mento da marca no Brasil, a Sen- e o mercado de MI é um ponto para este mercado de lojistas. A
nheiser, líder mundial em solu- chave na nossa estratégia para o Quanta é parceira da Sennheiser
ções eletroacústicas e de áudio, País. Com a Quanta, nós combina- no mercado de Pro Áudio desde
firmou parceria com a Quanta mos a grande penetração da Equipo 2008, atingindo não somente
Music para distribuição de sua li- com a expertise no mercado pre- estúdios de gravação, mas tam-
nha voltada às lojas de instru- mium, além de serviços e o excelente bém empresas de “Live PAs”, lo-
mentos musicais de todo o Brasil. suporte técnico da Quanta. Isto está cadoras de áudio e artistas, dire-
O anúncio foi feito por Alexan- 100% alinhado com nosso modelo tamente. A distribuidora tam-
der Schek, novo vice-presidente de negócio e planejamento de longo bém trabalha com os produtos
de vendas da Sennheiser para a prazo para o Brasil”, explica Schek. Neumann, marca premium de
América Latina, durante a AES Com a mudança, a Quanta Music microfones de estúdio que per-
Brasil 2012. “O Brasil é nosso junta esforços com a Equipo, dis- tence à Sennheiser.

ROBERTO MEDINA E EIKE BATISTA... NOVA LOJA


tros continentes. Roberto Me- HOLLYWOOD STORE
A partir de 11 de junho, a Hollywood
dina vendeu 50% da empresa Store muda de endereço em São
Rock World S.A, detentora da Paulo e passa a atender na Vila
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marca Rock in Rio, para a IMX Leopoldina, próximo aos estúdios


Live, braço da IMX, holding de Quanta. O novo endereço é Mer-
esportes e entretenimento dos genthaler 1.000 e os telefones:
Grupos EBX e IMG Worldwide. (11) 3819-0039 ou (11) 3819-0387.
A previsão é que para os próxi-
mos cinco anos sejam investidos
U$350 milhões na marca Rock ENQUETE
in Rio, em todo o mundo.
Roberto Medina permanece com a Você costuma assistir aos work-
gestão dos festivais, assumindo a shops, seminário e palestras de
função de chairman e diretor-pre- áudio e de iluminação?
sidente da nova empresa, e a IMX
Live atuará na estruturação finan-
ceira. A parceria tem início imedi-
ato, já para as edições deste ano na
...levam Rock in Rio para ou- Europa, que acontecem em Lisboa
tros continentes (maio e junho) e Madrid (junho e
Os empresários Roberto Medina julho). O Rock in Rio retorna para
e Eike Batista firmaram uma so- o Brasil em setembro de 2013, se-
ciedade com o objetivo de expan- guindo para a Argentina em outu-
dir a marca Rock in Rio para ou- bro do mesmo ano.

Apenas quando tenho tempo. (37,50 %)

Apenas os gratuitos. (37,50 %)

Prefiro frequentar cursos. (12,50 %)

Depende de quem vai ministrar no


evento. (12,50 %)
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JANDS VISTA EM STUTTGART


Uma console Jands Vista T2 comanda o sistema principal de iluminação do Série K
Friedrichsbau Varieté, em Stuttgart, um dos mais populares palcos de shows da
Alemanha. O local, que foi reinaugurado em 1994 no seu lugar original, depois
da Powersoft no Texas
de ser destruído durante a Segunda Guerra Mundial, abriga todos os anos Os amplificadores Powersoft K2 e
importantes produções e artistas. A mesa controla mais de 156 canais, além de
K3 foram os escolhidos para ge-
um número considerável de luzes, incluindo Coemar Infinity Spot e Washes. Além
da console, a equipe conta também com um Arkaos DMX 3.6 media server, que
renciar, em abril, o sistema de PA do
é acoplada à mesa, junto com um Extron ISS 506 video switcher. festival anual de rock EdgeFest, no
FC Dallas Stadium, em Frisco, no
Texas. O palco principal contou com
Yamaha Play Now um total de 52 EAW KF740, além de
caixas adicionais KF730 para o front
no Tatuapé fill. Para os subs, foram usados 40
Entre os dias 17 e 20 de maio, cerca de 40, à disposição dos fre- EAW SB1000z, sendo 20 por lado.
aconteceu o Yamaha Play Now, na quentadores do shopping, inclu-
praça de eventos do Shopping indo teclados, baterias digitais, TECLADO ESPECIAL
Boulevard Tatuapé. O projeto, da sintetizadores e instrumentos de PARA MÚSICOS DE RUA
Yamaha, teve o objetivo de expor cordas e sopro. O evento contou Um teclado especial para músicos
diversos instrumentos musicais e ainda com pocket show dos músi- que tocam nas ruas. Essa é a ideia do
ofereceu ao público a oportunida- cos Rafael Bittencourt (guitarris- Carbon 49, da marca Samson. O pro-
de de aliar entretenimento e expe- ta, compositor e fundador da ban- duto se parece com um controlador
rimentação. A ação buscou esti- da Angra) e Tuco Marcondes (gui- MIDI USB comum, mas reserva algu-
mas surpresas, como entrada espe-
mular os visitantes a conhecer e tarrista, multi-instrumentista e
30

cial para iPad, 49 teclas com sensor


testar os instrumentos musicais, membro da banda de Zeca Baleiro). de velocidade e botões de modula-
ções e efeitos. O instrumento ainda
QUALIDADE DA ENERGIA ELÉTRICA vem acompanhado do programa
Native Instrument’s Komplete Ele-
Acompanhar a qualidade da nadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), ments, que gerencia os efeitos e as
energia elétrica produzida, pro- no primeiro momento, a Sub- produções criadas no iPad.
blemas, necessidades, deficiên- comissão tem como finalidade o
cias, causas e efeitos na distri- debate de questões referentes às
buição e soluções técnicas de gestões das empresas que com- FOTO MAL EXPLICADA
Na matéria, Som e Timbre Padrão,
gestão. Estas serão as atividades põem a holding Eletrobrás e, mais
edição 210, página 151, na legenda
da Subcomissão Permanente precisamente, as atividades da da foto onde se lê, “Console Yamaha
para o Acompanhamento das Eletrobrás Distribuição nos esta- LS9 e prés dbx e Numark”, na ver-
Atividades do Sistema Eletrobrás dos do Acre, Alagoas, Piauí, Ama- dade o que vemos na foto de baixo
Distribuidora. Presidida pela se- zonas, Rondônia e Roraima. são dois gerenciadores de sistema
dbx driverack PA, um media player
MP103 da Numark e um geren-
ciador de AC da Pentacústica.
SARAU REÚNE ARTISTAS NA BA
João Américo, proprietário da JA Sonorização, empresa de locação de som da
Bahia, reuniu a nata musical, entre artistas consagrados e da nova geração, para
um sarau. Nomes como Marilda Santana, que aparece como repórter, Maurício
Peixoto, Carlos Eládio, Alexandre Leão, Silvia Leão, Diego Vasconcelos, Cacau do
Pandeiro, Tom Tavares, entre outros, marcaram
presença no encontro. Assis-
ta ao vídeo: http://redeglo-
bo.globo.com/ba/redebahia/
aprovado/videos/t/edicoes/v/
conheca-o-sarau-de-joao-
americo-que-conta-com-artis-
tas-consagrados-e-da-nova-
geracao/1935961/
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Barretos 2012 NATURA MUSICAL


AMPLIA PRAZO DE
já tem data para acontecer INSCRIÇÕES
O prazo para as inscrições no Na-
Marcado para acontecer tura Musical, que incentiva projetos
entre os dias 16 e 26 de de cultura ligados à música
agosto, a edição de 2012
da Festa do Peão de Bar-
retos vai reunir shows Frederico, Marcos &
sertanejos, MPB, pa- Belutti, João Lucas
gode e gospel. A orga- & Marcelo, Kleo Di-
nização do evento, no bah & Rafael, Munhoz
entanto, confirma a pre- & Mariano, além de Chi-
valência do gênero sertanejo e tãozinho & Xororó. Outra no-
já confirmou as presenças de Da- vidade divulgada pela produção do
brasileira, foi prorrogado até 15 de
niel e Luan Santana, que se apre- evento foi sobre o 20º Barretos Inter- julho. Com isso, os interessados ga-
sentam juntos para um show bene- national Rodeo. O torneio que se tor- nharam mais 50 dias para apresentar
ficente em prol do Hospital do nou referência no mundo revelando propostas. Para participar da sele-
Câncer de Barretos. Também so- os maiores talentos do Brasil, sediará ção, os interessados devem acessar
bem ao palco principal as duplas um mundial entre estados do Brasil, o site institucional http://www.natu-
Edson & Hudson, João Neto & Estados Unidos, Canadá e México. ra.net/patrocinio ou o portal http://
www.naturamusical.com.br - que
disponibilizam o Regulamento do

Digitech promove
32

Edital Nacional na íntegra - e preen-


cher todo o formulário eletrônico.

workshop para guitarristas


CONCURSO CULTURAL
DARÁ PEDAL BAD MONKEY

Para celebrar o
Dia Mundial do Rock, dia 13 de julho, a
Digitech realiza um concurso cultural
voltado a músicos, produtores e entusi-
astas do gênero, que poderão exerci-
tar sua criatividade e ainda levar para
Porto Alegre foi palco de um work- ticipantes puderam assistir a um casa um pedal Bad Monkey como prê-
shop gratuito para guitarristas no pocket show do músico e conhecer mio. Para participar, os interessados
dia 16 de maio, na Casa de Cultura variedades de pedais, pedaleiras e am- têm que ficar atentos à dica postada
entre os dias 1º e 13 de julho no site da
Mário Quintana. O evento foi pro- plificadores da Digitech, responsável
empresa (www.digitechaudio.com.br),
movido pela Digitech e contou com por inovações em pedais e multi-efei- responder à pergunta secreta e tor-
a participação do músico e consul- tos utilizados por inúmeros músicos cer. A frase mais criativa leva o pedal
tor técnico da marca Richard Po- profissionais, entre eles lendas como Bad Monkey, que oferece efeito de
well. Além de interagir com Ri- Eric Clapton e Jimi Hendrix. Toda a distorção ao estilo de um amplificador
chard com perguntas e pedidos es- sonorização do evento contou com a valvulado. O nome do vencedor será
pecíficos de demonstração, os par- qualidade de áudio JBL. conhecido no dia 17 de julho.
33
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PETRÓPOLIS JAZZ E BLUES FESTIVAL FESTA DA MÚSICA


O maior encontro da MPB já tem data
marcada. A Festa Nacional da Música
vai rolar de 22 a 25 de outubro, no
Hotel Laje de Pedra, em Canela, na
Serra Gaúcha. Neste período, cente-
nas de cantores, músicos, produtores,
compositores e empresários do show
business estarão na cidade para ho-
menagear os melhores da música
brasileira, além de participar dos de-
bates e palestras de temas ligados ao
mundo da música, jam sessions,
A segunda edição do Petrópolis Jazz e Blues Festival já tem data para shows e muita diversão. E para você
acontecer, 10 de outubro, e promete reunir grandes nomes do cenário ficar por dentro de tudo o que vai
nacional e internacional representantes dos dois gêneros em pontos acontecer, além das atualizações no
turísticos da cidade. A novidade será o palco principal que, pela pri- site, a produção do evento enviará
semanalmente uma newsletter com
meira vez, ficará dentro de um castelo. O Castelo de Itaipava é o único
as principais informações. Para
em estilo medieval com um toque normando clássico das Américas recebê-la, é só mandar seu e-mail
construído no século 20. A abertura do festival será no Palácio de para o endereço: newsletter@festa-
Cristal, um dos pontos turísticos mais importantes da cidade imperial. nacionaldamusica.com.br.
A edição 2012 terá várias atividades culturais, Jam Sessions, o “Hall
Jazz & Blues” (espaço de visitação sobre a história do Jazz e Blues),
entre outros. Para saber mais sobre o Festival e acompanhar todas as Final Cut Pro X
34

novidades é só acessar o site http://petropolisjazzeblues.com.br/


Acompanhe também o Facebook e Twitter do festival: e Logic Pro 9
http://www.facebook.com/petropolisjazzeblues A ProClass está com inscrições
https://twitter.com/petrojazzblues abertas para os cursos de Final
Cut Pro X e Logic Pro 9, que serão
ministrados pelo renomado ins-
Iluminação Cênica trutor dos EUA, Leo da Silva, en-
genheiro de áudio pela Full Sail e
Com a finalidade de formar auxiliar técnico para trabalhar na montagem de ilu- instrutor certificado pela Apple.
minação em teatro, música e dança, estão abertas as inscrições para o curso de “Nossa premissa sempre foi fo-
iluminação cênica. As aulas serão de 6 de agosto a 3 de dezembro, das 19h às cada em disponibilizar cursos de
22h30, no Teatro Zero Hora, em São Paulo. Entre os instrutores estão Toninho conteúdo e material humano ca-
Rodrigues, Milton Bonfante, Alê Ro- pacitado e interessado em real-
cha, Beato Tem Penafreta, Décio Fi- mente ensinar. Leo da Silva não é
lho, Linconl Araújo, Ney Bonfante, só um expert no software, mas
Nezito Reis, Antonio Nardelli, Mau- também um expert na arte de en-
ricio Morini, e professores convida- sinar e transmitir conteúdo.”,
dos para aulas específicas, que aborda- ressalta o diretor geral da Pro-
Class, Rodrigo Meirelles. A Pro-
Class fica no Centro do Rio de Ja-
neiro. Mais informações e inscri-
rão assuntos como siste- ções por telefone (21) 2224-9278
mas elétricos, equipa- ou pelo site www.proclass.com.br
mentos, espaço cênico,
propriedades e funções
da luz, DMX 512, entre HABRO MUDA DE ENDEREÇO
outros. As inscrições são A Habro Music está em novo local:
na rua Pedro Americo, 68- 4º Andar
somente pelo site http://
República, São Paulo.
www.ibtt.art.br
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ESTÚDIO ABERTO
No dia 16 de junho, o IATEC pro- começar uma canção, e ter destaca- comparação, entre eles o arranjo
moveu o primeiro encontro do do pontos importantes como o re- do refrão de Beat it, de Michael
projeto Estúdio Aberto. A inici- frão, a primeira parte da música e a Jackshon.
ativa atraiu cerca de 50 pessoas que forma. “Achei o público extrema- Na parte da tarde, Walter Costa
mente de alto nível. abordou os mitos e verdades em
Todos com uma visão mixagem e numa espécie de mesa
geral muito clara”, disse redonda, em que Mariano e Fer-
ao final da palestra. nando também contribuíram, fa-
O segundo a fazer a lou sobre a terceira etapa dentro
palestra foi Fernando do processo da produção musical:
Moura, que abordou a mixagem. “O intercâmbio de
Os diversos caminhos ideias é uma iniciativa bem legal.
para o arranjo e a pro- No Brasil, sempre foi muito difícil
gramação. Comparan- e é importante esse tipo de even-
do o arranjo à roupa to”, disse. Embora seja um assun-
to amplo, Walter procu-
rou fazer um apanhado
geral, falando dos concei-
tos artísticos e psicológi-
cos que envolvem essa
Torcuato Mariano abriu o ciclo de palestras
etapa, deixando de fora
36

puderam conferir as palestras de apenas a parte técnica do


Torcuato Mariano, Fernando Mou- processo. “A mixagem é
ra, Walter Costa e Ricardo Garcia, compreender que aquilo
que finalizou o dia falando de “Mas- é uma música que poder
terização e a hora da verdade”. ter passado anos na cabe-
Fernando Moura, Torcuato Mariano e Walter Costa
“Não existe uma fórmula, nem ça do artista ou sendo
regra para resultado”. Com essa que se veste, Moura explanou sobre tratada dentro de um estúdio. E
frase, Torcuato Mariano tentou os diversos caminhos que podem sua função é espremer o essencial.
ilustrar o mercado musical no levar a fazer uma música acontecer. É preciso muita humildade na
Brasil ao abordar o tema A impor- “A vestimenta da música é a princi- hora de mixar”, avaliou. “Percep-
tância do songwriting a produção pal missão do arranjador, que é res- ção cultural da música que se está
musical. O produtor, que abriu o saltar o que a música tem de bom. trabalhando é importante”, com-
ciclo de palestras, também expli- Fazer a música acontecer, chegar pletou. O Estúdio Aberto tem
cou que uma das matérias básicas aos ouvidos das pessoas, emocionar como proposta aproximar profis-
para uma boa canção é a inspira- e trazer sucesso para o artista”, sionais já consagrados no mercado
ção, além de ter dado dicas de completou. Fernando também usou com quem pretende aperfeiçoar os
conceitos práticos e de por onde diversos arranjos como forma de conhecimentos na área musical.

FESTA DA MÚSICA EM NITERÓI blues, pop, reggae, rock e MPB, to-


A Festa da Música de Niterói está de dos os estilos para todos os gostos
volta. O projeto idealizado pela Prefei- podem e devem participar da festa.
tura, Secretaria Municipal de Cultura e O evento foi inspirado na Fête de la
Fundação de Arte de Niterói transforma Musique, criada em 1982, pelo então
praças, esquinas e calçadas em gran- ministro da cultura francês, Jack
des espaços musicais. As inscrições Lang, e realizado sempre na abertura
vão do dia 25 de junho a 25 de julho e do solstício de verão, 21 de junho. O
poderão ser feitas através do site objetivo do evento é reafirmar Niterói
www.festadamusica.com.br. As ban- como um dos municípios mais rele-
das e os músicos de Jazz, samba, vantes no cenário musical brasileiro.
Harman na Festa Nacional do Pinhão
Empresa LUGPHIL foi a responsável por toda a
estrutura do evento

A 24ª Festa Nacional do Pinhão, realiza- ficadores Crown Macrotech 2.400,


da entre os dias 1º e 10 de junho, no Par- 3.600, 9000 I e 9000 VZ e Crown It 6000
que Conta Dinheiro, em Lages (SC), con- e 12000 HD; processador DBX 4.800,
tou com artistas como Paula Fernandes, console Soundcraft Vi6, fones AKG 414
Almir Sater, Luan Santana, Michel Teló, e microfones AKG 414 e 418.
Nando Reis, Jorge & Mateus, João Neto A LUGPHIL montou também toda a es-
& Frederico, Sorriso Maroto, Victor & trutura para o evento, composta por di-
Leo, Comunidade Nin Jitsu, Chimar- versos palcos e respectivos sistemas de
ruts, Cachorro Grande e Marcos & Be- sonorização, iluminação, geradores, ce-
lutti, entre outros de expressão estadual nários e paineis de LED, bem como todas
e local, que se apresentaram para mais de as estruturas para camarote, backstage,
200 mil pessoas. Para sonorizar o evento, ruas cobertas e portais de entrada. A Festa
a empresa LUGPHIL, responsável por Nacional do Pinhão contou com mais de
todos os sistemas, com destaque para o 170 shows artístico-musicais e com a rea-
palco principal, usou equipamentos da lização de dois festivais: Sapecada da Serra
Harman, com destaque para o Vertec Catarinense dia 03 de junho (nível regio-
4888, da JBL; subgraves JBL SRX 728-S; nal) e Sapecada da Canção Nativa nos
sistema JBL VRX 612, 615 e 618; ampli- dias 04 e 05 de junho (nível nacional).

MÚSICOS LANÇAM
MANIFESTO NO ECAD
No dia 11 de junho, artistas, in-
térpretes e compositores se reu-
niram na sede do Escritório Cen-
tral de Arrecadação e Distribui-
ção (Ecad), em Botafogo, no Rio
de Janeiro, para lançar um mani-
festo “Em Defesa da Gestão Co-
letiva Musical”, que será entre-
gue à ministra da Cultura, Ana
de Hollanda, em Brasília. O obje-
tivo do documento é tentar influir
no debate sobre as mudanças
na Lei do Direito Autoral. O abaixo assinado foi elaborado pela Comissão de Artistas,
formada há mais de dois anos por compositores, intérpretes e músicos de renome no
Brasil e no mundo, entre eles Sandra de Sá, Fafá de Belém, Fagner, Carlos Colla, entre
outros, e pretende recolher cinco mil assinaturas.

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DANIELLI MARINHO | REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR
PLAY REC | www.backstage.com.br

SINTONIZA LÁ
BNegão & Seletores de Frequência
AS SANFONAS DO REI
A mistura explosi-
Falamansa va de Hip-Hop, Rag-
Um dos maiores no- ga, Dub, Jazz, Sam-
mes do forró, o Fa- ba, Soul, Funk Ca-
lamansa acabou de rioca e Rock pro-
lançar As Sanfonas movida pelo rap-
do Rei, uma home- per BNegão e sua
nagem ao centená- banda, os Seletores
rio de Luiz Gonza- de Frequência, vem
ga. O novo álbum causando bastante
inclui músicas co- impacto no Brasil e
mo Qui Nem Jiló, no exterior, atrain-
Sanfoninha Chora- do um número cada vez maior de ouvintes pelo plane-
deira e Sabiá, no to- ta. Agora, o grupo liderado pelo ex-rapper do Planet
38

tal de 16 faixas, e foi lançado pela Deck em CD e LP. Hemp vem mostrar sua sonoridade única no álbum
Para participar do tributo, o Falamansa chamou con- Sintoniza Lá. Com 11 faixas inéditas e participação es-
vidados especiais, entre eles, o vocalista da Nação pecial da cantora Céu em Alteração (Éa!), o disco não
Zumbi, Jorge Du Peixe, no pout-pourri de forró e vai deixar ninguém parado na pista. É só sintonizar!
maracatu Erva Rasteira / A Festa (Gonzaga Junior), que
acaba de ser lançado no YouTube. Para o vocalista Tato,
para fazer uma viagem na musicalidade de Luiz
Gonzaga, não há como fazer isso sem passar pelo RENASCIDO
maracatu e pelas raízes de Pernambuco. Gloria
(Re)Nascido é o dis-
co de metal que traz
BREVE LEVEZA de volta à cena a
Luiza Sales banda Gloria. A com-
binação de alguns
O álbum de estreia elementos, como
da cantora traz com- as duas guitarras -
posições próprias e de Peres e Elliot -
promete colocar Lui- em afinação baixa,
za Sales no time dos pesadas e graves, a
novos artistas da chuva de riffs que
MPB no cenário mu- costuram as músi-
sical brasileiro. cas em duelos, a seção rítmica na cozinha, vinda do
Gravado no Rio de baixo de Johnny e da bateria de Eloy Casagrande, em
Janeiro e mixado levadas de dois bumbos por vezes aceleradas, conferem
em Los Angeles, o um puro som de metal ao novo álbum. O vocal com
CD tem produção preponderância do gutural de Mi, mas por vezes suavi-
de Dan Garcia, que tem em seu currículo nomes como zado pelo backing melódico de Elliot, é o único mo-
Al Dimeola, Rod Stewart e Dori Caymmi. A banda es- mento em que pode-se ouvir suavidade no trabalho.
colhida por Luiza para a execução das músicas, Os (Re)Nascido é um lançamento do próprio selo da banda
Coringas, reúne instrumentistas que já atuaram ao Gloria e está disponível para download gratuito no
lado de músicos com Hermeto Pascoal, Teresa Cris- site: www.gloriaoficial.com.br
tina, Geraldo Azevedo e Elza Soares.
REDACAO@BACKSTAGE.COM.BR | DANIELLI MARINHO

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GUSTAVO VICTORINO | www.backstage.com.br

no e o percussionista brasileiro. E fize-


ram um showzaço.

O MELHOR
Embora arredio a prognósticos sobre os
melhores shows de cada ano, admito:
duvidei que minha sensação fosse ple-
namente confirmada. Mas o slide-man
Roy Rogers não errou e foi o show de
2012. Dono de uma técnica que já lhe ren-
deu o título de melhor slide do mundo, o
guitarrista fez um espetáculo de tirar o fô-
lego e inevitavelmente foi ovacionado em
ADMIRAÇÃO todos os bis. Misturando o blues visceral e
Os artistas que participam do Festival elétrico de Chicago com puro rock e uma
Os 10 anos do Rio de Rio das Ostras não escondem a pro- pitada de folk music, o artista fez um show
funda admiração coletiva. Nesse ano a memorável. Usando competência e ta-
das Ostras Jazz &
reverência entre eles não foi diferente. lento mostrou que com apenas dois músi-
Blues foram O bluseiro Michael Hill revelou sua ad- cos (baixo e bateria) é capaz de incendiar
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comemorados como miração pelo talento de Mike Stern que mais de 15 mil pessoas debaixo de uma
não economizou palavras para elogiar o chuva que mal serviu para refrescar o ím-
todos queriam e pianista Kenny Barron que, por sua vez, peto do público extasiado com a genia-
esperavam. Música se disse admirador do saxofonista David lidade do rei da guitarra de dois braços. Foi
de qualidade e um Sanborn. E por aí vai... o show do ano.
público único e SEM TEMPO BRAZIIIILLLLLLLLL
surpreendente que O baterista que acompanha o pianista O cast brasileiro mais uma vez fez boni-
não se assustou com Kenny Barron provocou frisson entre os to e mostrou que nossa música e nossos
amantes do instrumento e aficionados talentos estão também entre os melho-
a chuva e fez da por jazz. A capacidade de marcar (ou res do mundo. Destaque para o Grupo
décima edição de não) o andamento das músicas com o Cama de Gato que confirma a cada
um dos maiores pedal de bumbo deixou muita gente de show o título de melhor grupo instru-
queixo caído. Até Mike Stern se rendeu mental do Brasil. O iconoclasta Celso
festivais do mundo ao inacreditável sentido de tempo e con- Blues Boy é garantia de show vibrante e
mais um encontro dução do rapaz. O gordinho Christofer Maurício Einhorn cativa sempre pela
reunindo talentos Blake arrancou aplausos especiais ao fi- suavidade e correção nas suas apresen-
nal da apresentação. “Wonderful...” - de- tações. Hélio Delmiro se confunde com
nacionais e finiu Stern ao final do show. a própria história da guitarra brasileira e
internacionais mostrou isso no palco do festival. De
acompanhados da PURA ALEGRIA resto, os brasileiros fizeram shows que
O camaronês Armand Sabal Lecco era mantiveram o alto nível balizado pelos
mais absoluta paz e pura alegria e descontração pelos corre- artistas internacionais. De novo, ponto
alegria, sinônimo dores e palcos do evento. O baixista para os nossos talentos.
africano tem origem nobre e em seu país
dos 10 anos de
é também ídolo na música. Como curi- ROMERO
história do evento. osidade, o músico trouxe ao Brasil uma Guitarrista brasileiro radicado em New
banda que é uma verdadeira sucursal da York, Romero Lubambo é um caso à parte
ONU. O baterista era americano, o gui- quando se fala em talento verde-amarelo
tarrista irlandês, o tecladista australia- conquistando o mundo. Figurando sempre
GUSTAVO VICTORINO | VICTORINO@BACKSTAGE.COM.BR

em qualquer relação dos melhores do backstage sem nenhum motivo ECONOMIA


guitarristas do planeta, o genial músi- aparente. Se a ordem partiu dele ou Como previsto, a economia da re-
co tem uma generosidade que conta- de algum dos seus aspones ninguém gião recebeu um significativo in-
gia e ensina aos mais jovens que o ta- sabe, mas causou mal-estar até entre gresso de recursos com a décima
lento não precisa ser acompanhado os jornalistas fãs do moço. A presença edição do festival. Milhões de reais
de arrogância ou soberba de qual- desses jornalistas nos bastidores his- desembocam nos cinco municípi-
quer espécie. Todos querem tocar toricamente enriquece o festival tra- os limítrofes tomados por turistas
com ele, todos querem cumpri- zendo detalhes e criando uma efer- e aficionados de todo o país. Ho-
mentá-lo, todas as vozes querem vescência que, ao longo dos últimos téis, pousadas, restaurantes, bares,
sua guitarra a sustentá-las, e nem 10 anos, foram pontos extras na lojas de souvenires e artesanato,
por isso Romero nega um sorriso, descontração e alegria no evento. comércio ambulante, serviços, en-
uma foto, um aperto de mão. Se fim, toda a economia da região foi
Deus dá talento e genialidade a SOM varrida por bons negócios e novas
quem merece, com Romero Lu- Falando nisso, não é possível co- perspectivas de crescimento.
bambo ele acertou em cheio. memorar os 10 anos do Rio das
Ostras Jazz & Blues sem reconhe- AZUL
INFLUÊNCIA cer o brilhante trabalho do Jerubal Impossível falar no Rio das Os-
O mega baterista Billy Cobhan dei- e sua equipe na condução do espe- tras Jazz & Blues e não aplaudir
xou uma enorme dúvida no ar. Com táculo. Num evento de logística e de pé mais uma vez o trabalho do
um espetáculo de refinado acaba- operacionalidade de extrema com- maior empresário do segmento
mento e técnica apuradíssima o ar- plexidade, o diretor técnico do no Brasil. O irrequieto Stênio
tista mostrou uma sonoridade que evento mais uma vez foi motivo de Mattos e a sua Azul Produções se
em muito se assemelha à eterna elogios e cumprimentos. O ex-mo- transformaram em referência na
Mahavishnu Orchestra, grupo do desto técnico voltou a falar em América Latina. Conduzir um
qual fez parte ao lado do guitarrista aposentadoria, mas ninguém acre- evento dessa magnitude por uma
John McLaughlin, nos anos 70 e 80. ditou muito. Poucos estão em tão década em um país de economia
Temas longos, bem elaborados, de alto conceito profissional no Bra- instável e ainda transformá-lo em
alta complexidade harmônica e me- sil. O cara é unanimidade. um dos três maiores eventos do
lódica remeteram os saudosistas às gênero no mundo é tarefa titâ-
músicas do grupo que criou o jazz SORRISO nica. Triste é saber que enquanto
fusion. E a dúvida surgiu. Cobhan foi O prefeito Carlos Augusto, de Rio isso órgãos como o Ministério da
o baterista da formação original e das Ostras, não escondia a satisfa- Cultura e as Secretarias Estaduais
isso foi referência e influência para ção e uma pitada de melancolia. Já de Cultura continuam tendo seus
McLaughlin? Ou o inverso? Sem no final do seu segundo mandato, o corredores ocupados por militan-
polemizar, fico no meio termo e vejo prefeito disse que no próximo ano tes políticos incompetentes e me-
tudo como uma enorme e maravi- estará na festa apenas como expec- díocres que ainda imaginam a cul-
lhosa troca de influências e experi- tador e por conta disso, despreocu- tura brasileira como uma enorme
ências sonoras. E ganhou a música. pado. Titular do executivo munici- bunda dançante.
pal nos últimos oito anos, o manda-
CUIDADO DESNECESSÁRIO tário foi um dos responsáveis pela IMPRENSA
O saxofonista David Sanborn trouxe conquista e reconhecimento do fes- Na edição desse ano do Rio das
sua própria equipe técnica para con- tival como um dos maiores do mun- Ostras Jazz & Blues a revista Down
duzir seu show. Até aí nenhum pro- do. Provocando, perguntei na entre- Beat, a bíblia do jazz e do blues pelo
blema, embora a equipe comandada vista coletiva se o prefeito não se mundo, mandou uma repórter que
por um dos maiores técnicos do país, sentiria como um ex-namorado de literalmente aproveitou a festa.
Jerubal Liasch, seja motivo de elogios mulher bonita no próximo ano. Mesmo sem falar português ou es-
rasgados em todas as edições do Bem humorado ele respondeu... panhol, a jornalista americana não
evento. O problema é que o músico “Sim, e por isso mesmo com meno- escondia sua alegria e surpresa com
pediu a retirada da imprensa da área res preocupações”. Riso geral... o que via. E ela viu muita coisa...

41
“C
SEÇÃO GRAMOPHONE | www.backstage.com.br

ontrastes é um samba de Ismael Sil- ro, xote e reggae nessa bolacha. Com-
va que diz tudo que tem de conteú- posições próprias e de compositores
do naquele momento de 77. Existe de sua geração (Duda, Waly Salomão,
muita tristeza na Rua da Alegria, con- Walter Franco) se misturam a de auto-
tradições”, observa Macalé sobre a res históricos como Ismael Silva,
temática e a linguagem em que transita Miguel Gustavo e Haroldo Lobo. Os
o disco, lançado em 1977. E foi justa- músicos Paulo Moura, Gilberto Gil,
mente esse caminho dialético que o Wagner Tiso, Dominguinhos e Jack-
músico percorreu ao longo de sua tra- son do Pandeiro estão entre os arran-
Disco polêmico de jetória de ousadia e de impressão de jadores desse álbum de um dos artistas
Jards Macalé uma personalidade forte em meio aos mais controversos e polêmicos da mú-
tempos sombrios da ditadura. sica popular brasileira.
completa 35 anos.
Victor Bello

CONTR
redacao@backstage.com.br
Fotos: Internet / divulgação
42

Sempre ligado a discussões A GRAVAÇÃO


contemporâneas, o compo- Gravado em 16 canais nos estúdios
sitor conta detalhes de um Level, da Som Livre, entre junho e de-
dos discos mais aclamados zembro de 1976, o álbum foi produzido
de sua carreira para a Back- por Guto Graça Mello e Sérgio Mello; os
stage. Inquieto em experi- técnicos de gravação foram Vitor Farias
mentar ritmos e estilos, o e Dan Andy. O violão utilizado por
músico também transitou Macalé para as gravações foi um Cen-
por outras artes. No tea- turion, comprado do renomado violo-
tro, trabalhou ao lado de nista Turíbio Santos. A imagem da capa
Augusto Boal; no cine- do disco trazia o mulato Jards Macalé
ma, atuou como ator com beijando sua então namorada branca, a
diretores como Nelson escritora Ana Miranda, mais uma vez
Pereira dos Santos e Leon fazendo analogia ao nome do disco.
Hirszman; nas artes plás- Quando foi reeditado em CD pela Dubas
ticas, trabalhou com no começo dos anos 2000, Ana não per-
Hélio Oiticica, Lygia mitiu o uso da foto. Jards, então, junta-
Clark e Rubens Gers- mente com Ronaldo Bastos (criador da
chman e foi nesse ema- gravadora Dubas), teve a ideia de quei-
ranhado de cruzamen- mar a parte em que ela aparecia dando
tos que trouxe refe- um sentindo ainda mais forte aos versos
rências para seus tra- de Sem essa (E fazer um álbum de fotografias
balhos musicais. / Pra depois queimar, lembrar, queimar).
Jards Macalé costu- Na contracapa, inspirado pela capa do
rou samba de bre - Sgt. Lonely Pepper Hearts Club Band, dos
que, valsa, fox, cho- Beatles, Macalé colocou uma montagem
de todos os músicos que participa-
ram do disco com o Pão de Açúcar
ao fundo. Artista agregador, Jards
convidou para participar do álbum
diversos músicos, incluindo a ban-
da que gravou com os Doces Bárba-
ros, a Orquestra Tabajara, o con-
junto vocal As Gatas, o grupo
Bendegó e o conjunto Borborema.
Sobre a diversidade de elementos e
ritmos presentes no disco, Macalé
observa: “A minha formação foi de

ASTES
Sonoros
Rádio Nacional, eu ouvia muito e
eu passei a ser copista da Orquestra
Tabajara, copiava a grade da or-
questração do Severino Araújo,
zou nesse disco orquestra, sopros,
ruídos e efeitos sonoros diversos,
coro feminino e até um cachorro
da música de Ismael Silva que abre
o disco. Sem Essa, música que fez
parte da trilha da novela global Es-



pegava as partituras e levava para a
rádio e arrumava as partituras nas
estantes. Então eu ficava lá vendo A minha formação foi de Rádio
e ouvindo tudo. Eu também sem-
pre gostei muito de ouvir jazz. Jota,
meu grande amigo, adorava jazz e
Nacional, eu ouvia muito e eu passei a ser
tocava; a gente teve um conjunto -
o Seis no Balanço - que misturava
copista da Orquestra Tabajara, copiava a
tudo, principalmente jazz. Eu sem-
pre ouvi essas várias formas, in- grade da orquestração
ventei algumas, enfim, deu um pa-
norama geral”, fala.
dentro do estúdio para enaltecer pelho Mágico, seria um presente
COLAGENS, CITAÇÕES E suas ideias, sem contar as inúmeras para Roberto Carlos gravar, mas
EXPERIÊNCIAS MUSICAIS referências contidas nas letras. O que não acabou acontecendo.
Sempre em busca de inovações resultado foi a miscelânea que se Poema da Rosa foi extraído da peça
para seus trabalhos, Macalé utili- deu em Contrastes, nome retirado Mãe Coragem, de Bertold Brecht,

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Ficha Técnica (Contrastes)


1- Contrastes (Ismael Silva) 7 – Negra Melodia (J. Macalé/Wally Salomão)
Piano elétrico – Wagner Tiso Violão – Gilberto Gil
Guitarra – Chiquito Braga Banda dos Doces Bárbaros


Violão – Neco Guitarra – Perinho Santana
Baixo – José Alves Piano – Tomas Improta
Bateria – Paulo Braga Baixo – Arnaldo Brandão
Sax-Contralto – Paulo Moura Bateria – Chiquito Azevêdo
Ritmo – Marçal, Elizeu, Roberto Bastos Sax-Alto/Sax-Soprano/Flautas – Tuzé de
Eu botei o Sérgio Vocal – As Gatas Abreu e Mauro Senise
Orquestração e Regência – Paulo Moura Percussão – Djalma Correa
Dourado, tudo que Vocal – As Gatas
2 – Sem Essa (Jards Macalé/Duda) Arranjo e Regência - Gilberto Gil
está citado foi
Piano – Wagner Tiso
invenção minha. O Guitarra – Chiquito Braga 8 – Choro de Archanjo (Jards Macalé)
Baixo Acústico – Luis Alves Orquestra Tabajara
breque era o Bateria – Robertinho Silva Orquestração e Regência – Severino Araújo
improviso, o Sax-Contralto – Nivaldo ornellas
Orquestra e Regência – Wagner Tiso 9 – Cachorro Babucho (Walter Franco)
Moreira sempre Violões – Jards Macalé e Malui Miranda
inventou os breques, 3 – Poema da Rosa (Jards Macalé/Brecht) Vozes - Jards Macalé e Malui Miranda
Piano - Wagner Tiso Orquestração e Regência – Julio Medaglia
depois você Violão 7 cordas – Valdir Silva
formaliza e fica a Baixo Acústico – Luis Alves 10 – Garoto (Jards Macalé)
Bateria – Paulo Braga Violão Solo - Neco
44

música, mas você Trumpete – Hamilton Pereira/ Clarinete – Piano – Wagner Tiso
atualiza a leitura Netinho/ Trombone – Edson Maciel Baixo Acústico – Luis Alves
Orquestração e Regência: Wagner Tiso Bateria – Paulo Braga
dos personagens Orquestração – Paulo Moura e Regência:
4 – Black and Blue (Ruzaf/Waller/Brooks) Wagner Tiso


Piano – Wagner Tiso
Banjo – Neco 11 – Relógio do Cuco (Haroldo Lobo –
Baixo Acústico – Luis Alves Milton de Oliveira)
Bateria – Paulo Braga Locutor da Central & Cuco Maluco –
Trumpete – Hamilton Pereira/ Clarinete – Ne- Honório de Souza
tinho/ Trombone – Edson Maciel Locutor da rádio – Luis de França
Orquestra e Regência: Paulo Moura Efeitos de Boca – Julio Medaglia
Efeitos Sonoros e Montagem – Formiga
5 – Sim ou Não (Geraldo Gomes Mourão) (José Cláudio)
Acordeon: Dominguinhos
Grupo Bendegó 12 – No meio do Mato (Jards Macalé)
Violão 10 cordas – Gereba Violão – Jards Macalé
Cavaquinho - Zeca Baixo Acústico – Luis Alves
Piano Elétrico – Vermelho Bateria – Paulo Braga
Baixo - Capenga Percussão – Djalma Corrêia, Hermes,
Percussão – Helli/Jackson do Pandeiro & Ariovaldo, Elias
Conjunto Borborema Atabaques – Jorge José, Nelson França
Zabumba – Geraldo Gomes/Triângulo – Vocal – As Gatas
João Gomes/Reco Reco – João Severo/ Orquestração e Regência - Wagner Tiso
Côco- José Gomes/Pandeiro – Jackson do
Pandeiro/Riso – Marlui Miranda Coordenação Geral: João Araújo
Arranjo – Dominguinhos/Jackson do Pan- Direção de Produção: Guto Graça Mello
deiro/Gereba/Jards Macalé Produção Executiva: Sergio Mello
Direção de Estúdio: Sergio Mello
6 – Conto do Pintor (Miguel Gustavo) Direção Musical: Jards Macalé
Efeitos – Geraldo José Técnicos de Gravação: Vitor Farias/Dan Andy
Orquestra Tabajara Fotos capa e contra capa: Ivan Cardoso/
Orquestração e Regência – Severino Araújo Mario Luiz
Macalé, juntamente com o grupo Ben-
degó e o conjunto Borborema, fizeram
uma versão. Conto do Pintor é um sam-
ba de breque composto por Miguel
Gustavo, um publicitário que escrevia
samba de breque para Moreira da Silva
e adaptada pelo Macalé que assume o
personagem de um pintor estrangeiro
que desembarca no Brasil.
“Eu botei o Sérgio Dourado, tudo que
traduzida por Augusto Boal (diretor e está citado foi invenção minha. O
dramaturgo) e foi musicada pelo breque era o improviso, o Moreira
compositor dando uma nova dimen- sempre inventou os breques, depois
são ao poema. Black and Blue com ar- você formaliza e fica a música, mas
ranjo de Paulo Moura é um standard você atualiza a leitura dos persona-
jazzístico eternizado na voz de Louis

gens. Na versão do Moreira eram ou-


Amstrong e ganhou contornos a la tros personagens (Fui a Brasília, dei um
Tom Waits nessa versão rouca de quadro de presente ao maioral/Era um
Jards. Sim ou Não é um xote interpre- triangulo redondo e ele até que achou le-
tado por Jackson do Pandeiro, no qual gal). Em Brasília era o Golbery do

45
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Homenagem a Luiz Gonzaga


Couto e Silva. Eu fiz um disco -
Banquete dos Mendigos - que é ou-
tra história (direitos humanos) e
fui a Brasília e entreguei na mão
do Golbery”.
46

Eu pedi ao Wagner
para fazer um som,
a introdução, como
se fosse a floresta
banda Black Rio. Na música, Macalé
amazônica sendo também utilizou citações de Them Belly
devastada e ele fez Full, de Bob Marley. O tema instrumen-
uma sinfonia louca tal Choro de Archanjo foi composto em
um cavaquinho numa viagem para a
Bahia dentro de um carro para o filme


Tenda dos Milagres, adaptação do cineas-
ta Nelson Pereira dos Santos para o ro-
Negra Melodia traz a conhecida parceria mance de Jorge Amado.
entre Jards Macalé e o poeta Wally O filme narra cenas do início do século XX,
Salomão, que juntos também compuse- onde Pedro Archanjo, o ojuobá (olhos de
ram um dos hinos clássicos da música Xangô) do Candomblé, mulato, capoeiris-
brasileira - Vapor Barato. Em Negra Me- ta, tocador de violão e bedel da Faculdade
lodia a referência é o reggae, onde Ma- de Medicina da Bahia, defende os direi-
calé teve contato durante seu período tos dos negros e mestiços afrodescen-
em Londres, na participação das grava- dentes. Relógio do Cuco é uma poesia
ções do disco Transa, de Caetano Veloso. concreta de Haroldo Lobo e Milton de
Nas andanças em Portobello Road, o Oliveira e possui uma polifonia de efeitos
músico aprendeu o reggae com um e ruídos dando contexto ao poema. Foi
jamaicano enquanto ensinava a batida gravada no estúdio da Rádio Globo com o
do samba para ele. sonoplasta da Rádio ilustrando a letra
A citação ao morro de São Carlos, no com ruídos. “Tem um peido que eu tomei
bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, muita Coca-Cola, coloquei o microfone e
onde Luiz Melodia cresceu foi a home- fui. Eu acho que é o único peido da música
nagem de Wally à Melodia e à turma da brasileira e no mundo”, ri o músico.
47
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48

Jards prepara turnê pelo Brasil

O barulho do relógio cuco encontra o No meio do mato é uma música que, se-
locutor da Central do Brasil dando gundo o compositor, foi uma invenção
notícias em meio ao som de uma bom- sua e possui orquestração e regência de
ba atômica “Essa música foi proibida Wagner Tiso somando a percussão de
na Rádio, pois quando entrava o locu- Djalma Corrêia, Hermes, Ariovaldo e
tor quem pegava a música no meio, Elias. “No meio do mato é uma mistura
achava que era de verdade. O locutor meio candomblé que na hora pintou, é
era de verdade, quando os trens coli- uma reza mítica, sei lá, eu não sei expli-
dem no disco eu coloquei o som de car o que é isso, uma coisa afrorre-
bomba atômica e pedi para reforçar e ligiosa. Ela é um ritmo inventado na
terminar com o cuco”, comenta. soma de vários ritos. Eu pedi ao Wag-
Em Cachorro Babucho, a orques- ner para fazer um som, a introdução,
tração ficou a cargo de Julio Me- como se fosse a floresta amazônica sen-
daglia com letra composta por Wal- do devastada e ele fez uma sinfonia
ter Franco. “Tinha que fazer um au louca. Eu tava no Parque da Cidade, lá
au au no final e o Julio disse: - Eu na Gávea, quando escrevi sentado no
tenho uma cachorrinha, mas ela só meio do mato. É um maculelê, um
late quando toca a campainha. Aí maracatu, As gatas, sei lá”.
respondi: - Não seja por isso. Colo- Sendo um dos artistas mais inven-
ca a cachorrinha dentro do estúdio tivos e idealistas da música popular
e toca a campainha e vamos ficar brasileira, Macalé agora trabalha em
aqui. Todo mundo em silêncio, toca um disco só com músicas de Nelson
a campainha e o cachorro au au au Cavaquinho, enquanto prepara para
au” conta Jards. sair em turnê pelo Brasil.
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REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Pelo turbilhão de
acontecimentos,
Mauro Senise,
que comemora
quarenta anos de
carreira em 2012,
parece estar no
50

ápice de sua
carreira musical.
Com um novo
quarteto e shows
agendados por
todo o Brasil, o

MAURO
músico é do time
daqueles que não
param quietos e,
sabe-se lá como,

S40
ainda conseguem
conciliar tempo e

enise
trabalho para
idealizar um
projeto novo,
como o CD e o
DVD Afetivo.

anos
redacao@backstage.com.br
Fotos: Internet / Divulgação

AFETIVO
O novo trabalho foi gravado em
uma semana, nos estúdios Bis-
coito Fino, no Rio de Janeiro, e Tri-
ram com você ao longo de sua car-
reira deve ter sido uma tarefa difícil.
Houve algum imprevisto ou o proje-
Mauro Senise - Foi complicado
sim... Imagina reunir essas feras to-
das em uma semana de gravação!
lhas Urbanas, em Curitiba, e que to foi produzido no tempo esperado? Cada um com uma agenda mais
reúne parceiros de longa data. Edu Lobo e Mauro cheia que a do outro... Foi um tabu-
Nesta entrevista, o compositor leiro de xadrez com final feliz!
fala desse seu novo trabalho, da Tudo correu dentro do tempo es-
carreira, das parcerias e do futuro. perado, ainda bem! O único que
não gravou no estúdio da Biscoito
Backstage - Podemos dizer que o Fino como todos os outros foi o
CD e o DVD são um passeio pelos Hermeto. Fui a Curitiba e gravei
seus 40 anos dedicados à música? com ele num estúdio de lá.
Mauro Senise - Com certeza. Fiz
um passeio pelos gêneros musicais Backstage - Como foi a escolha
que gosto de tocar, como o Clássico, do repertório para esse trabalho?
o Choro, o Jazz, o Baião e por aí vai... Mauro Senise - Sueli Costa me deu
uma música de presente, Afetivo, que
Backstage - Quando acabou dando nome
surgiu a ideia de fa- ao projeto. Gilson Pe-
zer esse novo traba- ranzzetta fez Mauro e
lho em homenagem Ana pra mim e minha
aos seus 40 anos? De mulher; Wagner Tiso
lá prá cá, houve al- trouxe Olinda Gua-
gum ajuste na ideia nabara, que eu adoro;
embrionária? Edu Lobo quis cantar
Mauro Senise - A Choro Bandido; Ro-
ideia surgiu no final sana Lanzelotte suge-
de 2010. Preparei, riu alguma coisa do
junto com Ana Lui- Ernesto Nazareth
sa, minha mulher, to- (Atrevidinha); Egberto
do o projeto para que apareceu com Bodas de
pudéssemos gravar Prata, que foi a pri-
em 2011 e lançar es- meira música que nós
te ano, em que co- dois gravamos em duo,
memoro 40 anos de nos anos oitenta; Jota
carreira. Queria reu- Moraes, meu compa-
nir todos (ou quase nheiro no Cama de
todos, já que foram Gato, compôs Tiê San-
muitos!) os músicos gue de presente pra
que foram importan- mim... Enfim, foi uma
tes para mim nessas 4 décadas. A ação entre amigos, todos deram pal-
ideia inicial, de gravar um CD e um pite, todos contribuíram com óti-
DVD em ritmo de documentário, mas sugestões.
permaneceu intacta até a finaliza-
ção do projeto Afetivo. A Biscoito Backstage - Houve alguma par-
Fino, que lançará o projeto, acres- ticularidade durante a escolha
centou ao CD e DVD uma embala- das músicas?
gem especial contendo os dois pro- Mauro Senise - Como eu falei, ganhei
dutos. Um ítem para colecionador. três inéditas de presente da Sueli, do
Jotinha e do Gilson, fora a música que
Backstage - Conciliar a agenda de eu e Hermeto compusemos juntos no
todos esses músicos feras que toca- Egberto e Mauro estúdio, na hora da gravação...

51
REPORTAGEM| www.backstage.com.br
52

Luiz Alves, Mauro Senise, Wagner Tiso e Robertinho Silva

Backstage - Houve alguma que Backstage - Foram diversos instrumen-


você tenha dito “essa tem que tos envolvidos na gravação do CD.
fazer parte deste trabalho”? Como foi organizar esses vários instru-
Mauro Senise - Houve sim. mentos e músicos e gravá-los?
Choro sim, porque não, do Mauro Senise - Não foi complicado.
Chiquinho do Acordeon e Primeiro porque ensaiei tudo muito
Mauro com Hermeto do Peranzzetta, que abre o bem ensaiado antes. Já entramos no es-
CD. Assim que Gilson me túdio muito à vontade com a maioria
mostrou, eu disse, essa vai das composições. Por exemplo, Tiê San-
abrir o CD! E ainda coloca- gue, com o Cama de Gato; Choro sim,
mos um quarteto de cordas porque não e Pra que mentir, com o Quin-
pra incendiar... teto Pixinguinha, são mais complicadas
e foram bem ensaiadas antes. Já Feita à
Backstage - O álbum foi gra- mão, com Hermeto; Bodas de Prata, com
vado em duas semanas, hou- Egberto; Ondine, com Gilson e a harpis-
ve muitos improvisos? ta Silvia Braga; e Olinda Guanabara, com
Mauro Senise - Natural- Wagner, foram gravadas de primeira,
mente, improviso faz parte sem muita necessidade de ensaio. Fica-
da minha linguagem musi- ram bastante espontâneas.
cal. E todos os músicos que E ainda tive a sorte de ter o Gabriel Pi-
participam do projeto têm nheiro como técnico de gravação. Eu ado-
intimidade com a arte de im- ro o Gabriel, ele já conhece meu jeito de
provisar. Gravamos o projeto gravar. Tudo dá sempre certo entre nós.
(CD e o DVD) em uma sema-
na e usamos mais cinco dias Backstage - Sobre a sua carreira, qual foi
para mixar o trabalho. Todas a época mais difícil e a que mais marcou?
as faixas foram gravadas pra- Mauro Senise - Comecei a estudar músi-
ticamente no primeiro take. ca com 20 anos. Minha primeira mestra
As belas composições mos- foi Odette Ernest Dias, uma flautista
tradas no CD motivam bons maravilhosa e que também participa do
solos dos instrumentistas. Afetivo. Depois foram muitos anos de sax
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REPORTAGEM| www.backstage.com.br
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Gilson Peranzzeta, Edu Lobo e Mauro Senise

com Paulo Moura, que infelizmente sou tratado com o maior respeito e Mauro Senise - Estou ensaiando
saiu de cena mais cedo do que deve- tenho todo o apoio que preciso. O exaustivamente com o meu novo
ria e não pôde participar deste proje- projeto Afetivo naturalmente é quarteto, com o pianista Gabriel
to... Mas entrei de cabeça na música, uma decorrência desta parceria. Geszti, o baixista Rodrigo Villa e o
baterista Ricardo Costa. Temos vá-



rios shows marcados pelo Brasil

Assim que Gilson me mostrou, até o final do ano. Além disso,


continuo firme com meu duo
com o Peranzzetta. Temos shows
eu disse, essa vai abrir o CD! E ainda marcados em várias capitais. Va-
mos abrir o Amazonas Jazz como
colocamos um quarteto de cordas solistas da Amazonas Band, uma
big band maravilhosa de Manaus.
O Cama de Gato também está a
pra incendiar... mil! Vamos fazer o Rio das Os-
tras Jazz & Blues Festival em ju-
nho e tocar em outras cidades.
pra valer! De modo que todas as fases Backstage - Ainda é válido lançar um Estou também captando patro-
da minha carreira foram muito pra- álbum em tempos de música online, cínio para o projeto Mauro Se-
zerosas. Não digo que o caminho da lançamento de singles na internet? nise convida Romero Lubambo –
música instrumental seja fácil... Não Mauro Senise - O público consumi- uma homenagem a Garoto e K-
é! Mas eu fui em frente, meti a cara e dor de música instrumental ainda Ximbinho, que devo gravar no
me sinto feliz de ter vencido. compra CD, gosta de ter o CD na es- ano que vem e lançar pela Bis-
tante, gosta de ver a capa, de saber coito Fino. O percussionista
Backstage - O disco está sendo quem está tocando, conhecer a ficha Mingo Araújo e o baixista Zeca
lançado pela Biscoito Fino. Co- técnica... Ainda tenho um tempinho Assumpção também estão com a
mo surgiu o convite? pra vender CD pela frente. gente neste projeto. Enfim, es-
Mauro Senise - Sou artista da Bis- tou cheio de novidades, bons
coito Fino desde 2005. Já lancei 6 Backstage – Quais são seus proje- trabalhos e cheio de entusias-
CDs e 2 DVDs pela gravadora. Sin- tos atualmente, além do lança- mo, como se fosse um iniciante
to-me da família Biscoito Fino. Lá mento deste novo trabalho? na carreira de músico.
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A edição de 2012 trouxe atrações inéditas representantes do blues e do jazz,


como David Sanborn e Kenny Barron, além da dobradinha Mike Stern e
Romero Lubambo, o blues-rock- folk de Roy Rogers e a energia de Michael
Hill. Nem a chuva que caiu praticamente nos quatro dias de festival impediu
que o público comparecesse aos shows que aconteceram nos quatro palcos:
Cidade do Jazz, Iriry, Tartaruga e São Pedro.

Danielli Marinho
O festival completa dez anos e se
consolida como um dos me-
lhores do mundo. Prova disso foi a
acontecem na França e Holanda
para o próximo ano, a cobertura da
mídia especializada nacional e in-
redacao@backstage.com.br parceria firmada entre a produção ternacional e o apoio à empresa de
Fotos: Ernani Matos / Helcio Rocha do Rio das Ostras Jazz & Blues Fes- sonorização dado pela Avid, que
Jorge Ronald / Divulgação tival com outros dois festivais que disponibilizou duas Digidesign para
56
o palco principal, em Costazul, e sistema na sexta-feira, no palco da Tartaruga, e outra
multicabo digital. no sábado, no Cidade do Jazz. No entanto,
Com público estimado em cerca de 10 mil com o mau tempo, os shows que aconteceriam
pessoas em cada noite, foi no palco Cidade no palco da Tartaruga na sexta-feira e no sába-
do Jazz que aconteceram grandes apresenta- do tiveram que ser cancelados e os fãs tive-
ções e grandes encontros, como o de Mike ram que esperar um dia a mais para ver a
Stern e Romero Lubambo, que também deu performance do mestre do saxofone. Com a
uma palhinha durante o show do baixista maestria que o consagrou como um dos me-
camaronês Armand Sabal-Lecco, na sexta- lhores do gênero, Sanborn fez uma apresen-
feira. A cada noite o público se surpreendia tação impecável de mais de uma hora. Outra
com a apresentação de feras como o bateris- atração que teve o show transferido para o
ta-percussionista Jonathan Blake, um dos palco da Costazul, no sábado, foi a segunda
músicos que acompanhavam Kenny Barron, apresentação do baixista Armand Sabal, o
no show de quinta-feira. que levou o palco principal a contar com
Outro grande nome esperado era o de David seis shows no último dia, em vez de qua-
Sanborn, que faria duas apresentações, uma tro, como estava programado. Roy Rogers

57
RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES FESTIVAL | CAPA | www.backstage.com.br

O técnico David Diniz no palco Costazul

PA novo deles, um sistema FZ novo,


mas infelizmente ficou muito em cima e
mandaram as duas mesas para a gente.
Vamos ver se ano que vem conseguimos
colocar no palco principal também o
multicabo digital”, completa Hélio
Junior, da HGA, empresa responsável
pela sonorização. A So Palco foi a em-
presa responsável pelo back line,
drum kits de jazz e teclados.
Ainda segundo Hélio, nos demais
palcos também houve novidades em
termos de mesas digitais. No palco
Iriry, foram usadas duas M7CL, da
Yamaha, em substituição às duas
LS9 usadas ano passado, e no palco
da Praça de São Pedro, uma LS9.
A “dança das cadeiras” também
aconteceu com os sistemas, que
nesta edição foi da FZ, para todos
os palcos. Na Tartaruga, por exem-
plo, pela primeira vez, foi colocado um
58

Mike Stern: uma das fechou a noite no palco Cidade do Jazz sistema de line, o mesmo usado no palco
atrações mais esperadas
do Festival
com seu blues-folk-rock. principal na edição de 2011. Em Iriry e
São Pedro, o sistema da FZ também
SISTEMA MULTICABO DIGITAL substituiu as KFs dos anos anteriores.
A tecnologia do multicabo digital foi “Em Iriry e São Pedro, foram usadas caixas
uma das grandes novidades desta edi- passivas, e na Tartaruga e palco principal,
ção. O sistema foi usado em caráter ex- todos ativos”, completa Hélio. Para o PA
perimental no palco da Tartaruga nos do Cidade do Jazz, foi colocado um sistema
shows de quarta e quinta-feira e ganhou de line array, 24 J08, sendo 12 caixas por
nota dez dos técnicos. A ideia é que, na lado, oito modelos 212, mais 24 subs 218.
edição de 2013, a inovação seja im- O front fill também foi coberto com
plementada no palco principal, em monitores da FZ, e na única torre de
Costazul. “Lá na Tartaruga colocamos delay, atrás da house, foram quatro J08.
duas Digi SC-48, uma cedida pela Quan- Segundo Hélio, poucos artistas trazem
ta junto com o multicabo digital, e outra seus técnicos, a maioria é atendida pela
da empresa. A Quanta também man- equipe da HGA. “A maioria não traz
dou a Digidesign para o monitor do pal- técnico, apenas os internacionais. Em
co principal. Eles até queriam trazer o todo o festival, passaram cerca de 10
Flavio Jr, técnico de iluminação em Costazul Equipe de técnicos da empresa HGA

Jerubal, Junior Aguiar, Armand Sabal e Bill

do com ele lá no Bourbon (Street,


em São Paulo), aí ele deixou o téc-
nico. Mas aí a responsabilidade é
maior ainda”, diz.
Para Jerubal, o sistema da Digidesign
já vem pronto para o técnico ter
controle de ganho em qualquer posi-
ção, monitor ou PA. “Então nin-
Roy Rogers no palco Costazul
guém sente diferença alguma. Em al-
gumas mesas, tem que eleger uma das
consoles para fazer o controle de
ganho, aí o outro que ficou sem con-
trole de ganho tem que trabalhar
com o outro técnico para dar ganho
ou para atenuar. O melhor também
foi colocar um line. Eles só não colo-
caram o novo sistema da FZ porque
não deu tempo”, comenta.
O maior problema encontrado
Dudu Lauriano foi operador de áudio em Iriry Flavio Borsato fez a iluminação no Tartaruga
pela equipe técnica este ano foi o
vento, que mudava de posição o
técnicos estrangeiros. Todos acei- Segundo Jerubal Liasch, diretor tempo todo. “Ao jogar as altas para
taram os equipamentos. A única técnico do festival, um dos artistas dentro do palco, vira feedback. Ou
maior exigência deles é a de back- que cogitou em trazer o técnico foi o contrário, ou manda uma situa-
line, com relação aos equipamen- Mike Stern, mas quando ficou sa- ção de frequência que não é real.
tos, mas mandamos a listagem para bendo que era ele que iria coorde- Então os dois técnicos, PA e mo-
eles que aceitaram numa boa”, fala nar em Rio das Ostras, dispensou o nitor, trabalham ligados um no ou-
o proprietário da HGA. profissional. “Eu já tinha trabalha- tro”, esclarece Jerubal.

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RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES FESTIVAL | CAPA | www.backstage.com.br

“ O que eu faço
sempre é o seguinte:
um processamento
básico e aí os
gráficos de PA,
clusters, front fill e
dela, com uma
banda separada. De
Ric é engenheiro de monitor de David Sanborn

Diante de uma gama de artistas diferen-


tes, a solução do responsável técnico é
fazer um processamento básico. “O que
eu faço sempre é o seguinte: um proces-
samento básico e aí os gráficos de PA,
clusters, front fill e delay, com uma ban-
da separada. De acordo com a situação,
processamento básico é geral para todos.
Não muda”, explica Jerubal. Embora te-
nha trocado o modelo do sistema, foi usa-
do o mesmo número de caixas no palco
principal. A diferença foi no palco Tarta-
ruga, que foi um line. O sitema que estava
em Tartaruga foi para Iriry e melhorou”,
acordo com a vou mixando, combinando, mas só com confirma. Junior, técnico de som que esta-
situação, vou relação à temperatura, vento, etc. O va prestando serviço para a HGA durante
mixando,
combinando, mas só
com relação à
60

temperatura, vento,
etc (Jerubal)

” Pelo palco Cidade do Jazz passaram atrações inéditas e outras que já haviam participado de edições anteriores
61
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Venue Profile no monitor do palco Cidade do Jazz, em Costazul

o show de Roy Rogers, em Iriry, também Ric, técnico de monitor há 12 anos de


gostou do line array FZ. “Foram usadas David Sanborn, que se apresentou no
seis caixas por lado mais a amplificação palco principal, também gostou do
Lab.gruppen. Demos uma checada e já que encontrou. Segundo ele, as duas
timbramos alguma coisa, mesmo sem a Digidesign, tanto no monitor, quan-
galera ter chegado ainda. Quando che- to no PA, o deixaram mais seguro,
garam timbrei alguma coisa só na hora apesar de não saber uma palavra em
em que eles começaram a testar os ins- português e ter tido que contar com a
trumentos”, comenta. ajuda dos outros técnicos brasileiros
62

Sistema da FZ contou com 24 J08A em Costazul FZ J08 também foi usado no palco da Tartaruga
para configurar a mixagem. “Tudo
correu bem. Inseri e descarreguei (as
cenas) na mesa e foi tudo ok”, disse.
Além dos consoles, o engenheiro de
som também gostou muito do siste-
ma do palco principal. “O técnico
de PA (da HGA) perguntou se eu
já havia ouvido o sistema da FZ an-
tes. Achei o som muito bom”, elo-
gia Ric, que tem em seu currículo
turnês de bandas como Rolling
Stones, U2, Aerosmith e Guns ‘n
Roses. “Trabalhar com músicos é
muito diferente de trabalhar com
popstars. Eles sabem como traba-
lhar e se há algum problema, confi-
am em nós”, avalia.
Para Big Joe Manfra, diretor geral
do Festival, esses dez anos mos-
tram que o evento evoluiu a cada
ano, tanto na parte técnica como
na profissional. “Começamos com
Celso Blues Boy empolga centenas com seu rock-blues uma estrutura que é bem diferente

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Big Joe Manfra, diretor geral do Festival Billy Lee Lewis durante o show em Iriry

do que é hoje e conseguimos provi- PARCERIAS


denciar uma estrutura que, segundo Durante a entrevista coletiva que conce-
os artistas, é igual a dos melhores fes- deu aos jornalistas, o produtor executivo
tivais de jazz do mundo. Nesses dez Stênio Mattos, da Azul Produções, adi-
anos procuramos melhorar as condi- antou em primeira mão que haverá no-
ções e a grade, aumentamos o tama- vidades para a próxima edição: uma par-
nho. Hoje trabalhamos com uma ceria firmada com festivais da França e da
equipe bem maior”, resume. Holanda. “Será um intercâmbio onde va-
mos montar um estande no festival de
lá, e poderemos expor a marca da cida-
64

Subs da FZ no palco Costazul

de Eventos
HGA Produtora
Helio Junior, da
Carlos Cesar e
65
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Stênio Mattos (à esquerda) e o prefeito Carlos Augusto David Sanborn: inédito em Rio das Ostras

“ Começamos com
uma estrutura que é
bem diferente do
que é hoje e
conseguimos
providenciar uma
Pearl 2010 para iluminação

ca de R$ 6 milhões na economia local


66

estrutura que,
nos quatro dias de evento, além de
segundo os artistas, atrair cerca de 80 mil pessoas para a ci-
é igual a dos dade, que conta com uma população de
melhores festivais cerca de cem mil habitantes. “Rio das
Ostras conseguiu popularizar o jazz, a
de jazz do mundo. grande maioria da população não conse-
Subs da FZ Audio em Iriry
(Big Joe Manfra) guiria estar em um evento de jazz. Cada
de. Em contrapartida, no nosso festival, eles vez estamos diminuindo o investimen-


virão e teremos uma tenda da França e outra to da prefeitura e conseguindo parcerias
da Holanda mostrando o festival deles e o importantes com grandes empresas”,
país deles”, avisa Stênio. informa o prefeito. “A cada evento, au-
“Acho que a cidade conseguiu entrar menta a participação dos jovens nos
no espírito do jazz, isso é um projeto projetos apoiados pelo Festival, como as
sustentável para o futuro. Rio das Os- escolas de teatro, de música e de dança”,
tras buscando a sua vocação, que é a tu- completa Carlos Augusto, que afirma
rística. É o maior da América Latina”, que o festival custa em torno de R$ 600
completa o produtor. Segundo o pre- mil, mais a estrutura de logística, que
feito Carlos Augusto são injetados cer- fica em torno de R$ 1 milhão.
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RIO DAS OSTRAS JAZZ & BLUES FESTIVAL | CAPA | www.backstage.com.br

“Acho que a cidade


conseguiu entrar
no espírito do jazz,
isso é um projeto
sustentável para o
futuro. Rio das
Ostras buscando a
sua vocação, que é
Yamaha M7CL usada no monitor para o palco de Iriry

Palco Costa Azul (PA)


Lista de equipamentos
02 FP4300 Lab.gruppen
a turística. É o 24 Altas J08A FZ Audio 04 FP6400 Lab.gruppen
maior da América 08 Grave 212A FZ Audio Console PA
24 Sub 218A FZ Audio 01 SC 48 Venue
Latina (Stênio 04 J08A Front fill FZ Audio Console monitor
Mattos) 04 J08A torre de delay FZ Audio 01 SC 48 Venue
Side fill Rack de potência
04 J08A FZ Audio 02 FP 6000 Lab.gruppen


02 Grave 212 A FZ Audio Monitores
04 Sub 218ª FZ Audio 08 MON SM400 EAW
Console PA Microfones
01 Venue Profile Digidesign 01 KIT MIC para baterias
Console monitor 10 SM 58 Shure
01 Venue Profile 10 SM 57 Shure
Monitores Backline
08 Mon SM 400 01 GK 800 GK
Microfones 02 Fender Twin
02 Kit mic para baterias Shure 01 Bateria Stage Custom Yamaha
68

02 Microfones sem fio Shure


02 C2000 AKG e 04 C1000 AKG Palco Iriry
04 AKG 411 08 212 FZ Audio
02 C 3000 AKG 08 SUB 218 FZ Audio
15 SM 58 Shure 02 FP4300 Lab.gruppen
15 SM 57 Shure 04 FP6400 Lab.gruppen
Backline Console PA
01 HS 5000 Hartke 01 M7CL Yamaha
01 LH 1000 Hartke Console Monitor
02 Fender Twin Reverb 01 M7CL Yamaha
03 Fender Twin Ampl 02 FP 6000 Lab.gruppen
01 Bateria Catalina Maple Gretsch
Técnicos Palco São Pedro – Concha Acústica
Técnico de PA David 06 FZ 112 FZ Audio
Técnico de monitor Gustavo 06 KF 850 EAW
Auxiliar técnico Revelando e Rafael 03 FP10000 Lab.gruppen
Responsável técnico Hélio Junior e Carlos Cesar Console PA
01 LS9 Yamaha
Palco Tartaruga (PA) 02 FP 6000 Lab.gruppen
16 J08 FZ Audio Monitores
08 SUB 218 FZ Audio 08 MON SM 400 EAW
69
TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br

MODULAÇÃO
70

de parâmetros no
ES1
Nesta edição
finalizaremos os
parâmetros do
ES1 e
abordaremos Vera Medina é produtora, cantora,
algumas dicas. compositora e professora de canto e

Alguns termos eu produção de áudio

mantenho como
são utilizados nos
teclados e plug-
ins em inglês,
ficando mais fácil
M ODULAÇÃO NO ES1
Na área verde escura do painel (fi-
gura 1) podemos encontrar várias opções
3. Router: permite escolher quais parâ-
metros do ES1 serão modulados pelo
LFO e/ou pelo Modulation Envelope. Os
de roteamento no ES1. A modulação adi- botões à esquerda habilitam a modulação
identificá-los. ciona certa dinâmica ao som no decorrer do LFO e os à direita definem a meta para
do tempo, tornando-o mais vivo. o Modulation Envelope.
Temos: O oscilador de baixa frequência, também
1. Parâmetros LFO: utilizados para conhecido como LFO (low frequency
modular outros parâmetros do ES1. oscilator), gera uma forma de onda
2. Modulation Envelope: um controle cíclica e ajustável que pode ser utilizada
dedicado de modulação pode controlar para modular outros parâmetros do ES1.
diretamente outros parâmetros do ES1 •Botão Wave: define o tipo de onda
ou o nível de LFO. LFO. Existem as opções de Triangle,
•Volume: para modular o volu-
me principal.
•Filter FM: para utilizar uma
onda do tipo triangle do oscilador
para modular a frequência de corte
do filtro.
•LFO Amp: para modular a quan-
tidade total da modulação do LFO.

MOD ENVELOPE
Movendo o cursor para a direita,
controla-se a taxa de modulação
pela definição de ataque no enve-
lope generator. Um ataque lento
significará que a modulação afeta-
rá gradualmente o som. Para a es-
Sawtooth ascendente e descenden- simultaneamente ajustar a exten- querda a modulação é controlada
te, Square, Sample & Hold (aleató- são e intensidade da modulação ar- pela definição de decay no envelo-
rio) e uma Aleatória. Cada um des- rastando a barra interior. Para um pe generator. Desta forma, a inten-
tes ciclos de formas de onda possi- resultado claro, coloque as duas no sidade da modulação será mais alta
bilita tipos diferentes de modula-



ção. Existe uma opção EXT para de-
finir um sinal side chain como fon-
te de modulação. Para isto, escolha Se definir valores próximos a zero, a fase
o canal como fonte de side chain do
menu Side Chain na parte superior
direita da janela do plug-in.
do LFO é relacionada ao tempo da aplicação
•Campo e botão Rate: define a
velocidade – frequência – dos ci- (Logic) com extensões de fase ajustáveis entre
clos de forma de onda LFO.
*Se definir valores próximos a
zero, a fase do LFO é relacionada
compasso 1/96 e 32 compassos
ao tempo da aplicação (Logic)
com extensões de fase ajustáveis máximo e vá controlando até atin- com o impacto da nota, mas depois
entre compasso 1/96 e 32 compas- gir o efeito esperado. a modulação vai sumindo de acor-
sos. Se selecionar valores à direita Ao centro da área, temos um Rou- do com a definição de decay no en-
de zero, a fase LFO fica livre. ter (roteador) com uma lista de velope generator.
*Quando definido em zero, o parâmetros. Este roteador permite
LFO produz sinal num nível cons- que seja selecionado o parâmetro PARÂMETROS GERAIS
tante, o qual permite controlar do sintetizador que se deseja mo- Estes parâmetros estão localizados
manualmente a velocidade do dular: São eles: na parte inferior da janela. Temos:
LFO com a modulation wheel do •Pitch: para modular o tom – •Glide: define o tempo que leva para
seu controlador. frequência – dos osciladores deslizar o tom entre uma nota e outra.
*Int via Whl: a seta superior define •Pulse Width: para modular a lar- Está relacionado ao campo Vozes.
a intensidade da modulação LFO se gura da onda pulse. •Tune: possibilita afinar o ES1 em
a modulation wheel está em seu •Mix: para modular a combina- centésimos. Um centésimo é 1/
valor máximo. A seta inferior defi- ção entre o oscilador primário e o 100 de um semitom.
ne a intensidade da modulação sub-oscilador. •Analog: altera levemente o tom
LFO se a modulation wheel está em •Cutoff: para modular a frequên- de cada nota e da frequência de fil-
zero. A distância entre as setas in- cia de corte do filtro. tro de corte de forma aleatória.
dica a extensão da modulation •Resonance: para modular a res- Desta forma as alterações que acon-
wheel de seu controlador. Pode-se sonância do filtro. tecem em equipamentos análogos

71
TECNOLOGIA| LOGIC | www.backstage.com.br


Teste da seguinte
forma: prepare
uma track com
um instrumento são emuladas. Valores mais altos permi- plug-in no Logic e tenha tido uma ideia
72

midi e comece a tem obter um som mais encorpado, típi- legal, porém, não tivesse colocado o
co dos análogos. sequenciador no modo de gravação.
tocar sem ativar
•Voices: define o número máximo de Para isso há um botão que pode ser adicio-
Record. Agora notas que podem ser tocadas simulta- nado à barra Transport, conforme instru-
pressione o botão neamente. O ES1 possibilita no máxi- ções a seguir (Figura 2). Teste da seguinte
mo 16 vozes. Se o parâmetro estiver em forma: prepare uma track com um instru-
Capture Legato, o ES1 funciona como um sinte- mento midi e comece a tocar sem ativar
Recording e tudo tizador monofônico. Record. Agora pressione o botão Capture
que você tocou •Bender Range: altera a sensitividade Recording e tudo que você tocou por últi-
do pitch bender. Os ajustes ocorrem em mo aparecerá no formato MIDI.
por último semitons. Isto não funciona com áudio. Neste
aparecerá no •Chorus: é possível acessar dois efeitos caso, utilizar o recurso Punch on the fly
formato MIDI de chorus e um de orquestra. no menu Audio, tem quase o mesmo
* Off: desligado efeito. Antes de terminar de tocar, pres-
* C1 e C2: são efeitos de chorus, sen- sione Record e o Logic vai capturar o


do que o C2 possui uma modulação que foi tocado anteriormente.
mais forte.
* ENS (Orquestra): é um efeito mais Para saber online
sofisticado e complexo.
* Out Level: permite controlar o volu-
me master do ES1.

DICA DO MÊS:
Como capturar Midi ou Áudio sem es-
tar no modo Gravação:
Mudando um pouco de assunto, vou
passar uma nova dica este mês.
Vamos supor que você esteja tocando no vera.medina@uol.com.br
seu controlador MIDI utilizando um www.veramedina.com.br
73
Instrumentos
TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br

REAIS E VIRTUAIS
Marcello Dalla é enge-
nheiro, produtor mu-
sical e instrutor
Olá amigos,
Temos
acompanhado nas
últimas versões do
Cubase a
implementação de
E mbracer, Mystic, Monologue, Pro-
logue e Spector fazem parte de ver-
sões anteriores. Vemos estes caras na fi-
Mesmo assim, a compra de instrumen-
tos e sintetizadores “reais” tem feito
parte das escolhas de músicos e produ-
gura 1. Com a versão 6.5 ganhamos o tores para seus estúdios. Volta e meia
uma coleção de futurista Padshop com síntese granular surge a polêmica no melhor estilo “Fla x
e o Retrologue com cara de analógico Flu” entre os virtuais e reais. Falaremos
74

instrumentos
vintage (Figura 2). Além disto, temos disso neste artigo e principalmente
virtuais. Na
na família Steinberg Halion 4, Halion como o Cubase pode integrar no mesmo
versão 6 a Sonic, The Grand Piano 3, Halion ambiente as duas possibilidades.
implementação do Symphonic Orchestra e mais virtuais e Como dinossauro de carteirinha, atra-
livrarias de samples e loops. Fabricantes vessei estes anos de labuta utilizando e
Halion Sonic SE de outras marcas fornecem uma infini- acompanhando a evolução dos sin-
trouxe mais de dade de instrumentos virtuais VST tetizadores e samplers. Não tenho qual-
900 timbres para todo tipo de produção no Cubase. quer posicionamento “reacionário” em
básicos para
produção e a
possibilidade de
editar e alterar
estes timbres.

Figura 1 - Instrumentos Cubase 6


Figura 2 - Novos instrumentos Cubase 6,5

relação aos virtuais, muito pelo con- ro que os instrumentos virtuais in-
trário, procuro utilizar o que as duas seridos na workstation vão com-
tecnologias podem me oferecer de partilhar o processamento para
melhor, dependendo do que estou produzir os timbres com o restante
criando e produzindo. das funções do computador. Até aí
Digo isso porque a galera que está co- tudo bem porque o que mais te-
meçando agora no ofício já chega to- mos hoje é disponibilidade de



A evolução dos instrumentos virtuais
vem na consequência direta da evolução da
capacidade de processamento das máquinas
e de seus sistemas operacionais
talmente conectada no virtual e esse processamento com memória RAM
papo de sintetizador e sampler fica à vontade, teras e teras de HD, siste-
parecendo conversa antiga. Mas é mas operacionais de 64 bits, o
bom lembrar que um equipamento Cubase com 64 bits, interfaces
dedicado a produzir timbres inde- com bons drivers etc. Mas lembro
pendente do processamento interno que a sonoridade dos instrumen-
do computador tem diferenças que tos virtuais é na verdade um algo-
podem ser interessantes. ritmo de programação, ou seja,
A evolução dos instrumentos virtu- uma virtualização da síntese ou da
ais vem na consequência direta da leitura dos samples, e é aí que a
evolução da capacidade de proces- gente começa a perceber e a com-
samento das máquinas e de seus sis- parar texturas sonoras com os
temas operacionais. Já falamos muito equipamentos dedicados e hard-
de DSP (Digital Signal Processing) wares externos.
nos artigos, então creio que vocês já O Cubase oferece a possibilidade
têm conhecimento de causa. Está cla- de usar “virtuais” e “reais” inte-

75
TECNOLOGIA| CUBASE | www.backstage.com.br

“ Não utilizo as
saídas digitais
óticas dos
teclados porque
gosto mesmo é do
Figura 3 - Adição de instrumento Externo

grados no mesmo ambiente dentro da


sessão de trabalho. Como exemplo prá-
tico e pequeno tutorial vou citar aqui o
meu próprio setup que também serve
como depoimento do tipo “esta é mi-
nha vida” na predileção por determina-
dos timbres dinossáuricos e moderno-
processando e ressintetizando, eu criei
uma assinatura sonora para minhas
produções. Não utilizo as saídas digitais
óticas dos teclados porque gosto mesmo
é do som analógico deles com a textura
que a saída analógica tem, então passo
num pré bacana e volto pro mundo digi-
76

som analógico sos. Vamos lá : tal com o som que eu quero. Continuo
deles com a No início do meu trabalho como tri- utilizando os meus Kurzweil até hoje em
lheiro e produtor escolhi o Kurzweil meio a um monte de novos virtuais que
textura que a como sampler e synth básico. Alguns aprendi e gostei de usar. Dentro do
saída analógica colegas escolheram outras marcas, não Cubase todos aparecem indiferente-
tem, então passo importa. O que quero dizer é que ao es- mente como instrumentos e utilizo li-
tudar e utilizar a tecnologia de síntese vremente sem ter que ficar recabeando
num pré bacana do Kurzweil e usar os samples de livraria o estúdio. Passemos à configuração:
e volto pro
mundo digital
com o som que
eu quero

” Figura 4 - Instrumento externo na lista


Vamos ao menu Devices / VST Conections e selecionamos sentido a dicussão do tipo “Fla x Flu” nesta história, pois a
a aba External Instruments. Como mostra a figura 3, abri- diversidade é o grande barato e a verdadeira criatividade
mos o prompt Add External Instrument e nomeamos. Um nasce disso. Sempre recomendo: experimentem, viagem
controle MIDI pode ser associado para remotar o equipa- em coisas antigas e novas, alquimizem seus sons com a
mento externo. Basta agora dizer para o sistema em que placa mente aberta e com o conhecimento consciente do que as
ou entradas da sua interface estão conectadas as saídas tecnologias podem oferecer, sem preconceito de época.
analógicas do teclado. Simples assim. A partir desse momen- Grande abraço e até a próxima.
to, o instrumento externo aparece disponível juntamente
com os instrumentos virtuais instalados na máquina. A fi- Para saber online
gura 4 mostra o menu Devices / VST Instruments. Nosso
Kurzweil adicionado aparece lá. Ao selecioná-lo para a utili-
zação, já podemos criar um canal MIDI associado como se
fosse um virtual. A opção de corrigir qualquer delay de
processamento externo também aparece disponível para
não termos atraso na execução do instrumento externo em
relação aos internos. Desta forma, fazendo um cabeamento
definido nas entradas da interface ou placa, podemos utilizar
dentro do Cubase qualquer instrumento real junto com os
virtuais ao gosto do freguês. Desta forma continuo traba-
lhando com meus dinossauros analógicos juntamente com
os virtuais Halion 4, Halion Sonic e outros inúmeros mo-
dernosos dentro da mesma sessão de trabalho.
As possibilidades são infinitas dentro do universo de tra- dalla@ateliedosom.com.br | www.ateliedosom.com.br
balho e das preferências de sonoridade de cada um. Não faz Facebook: ateliedosom | Twitter:@ateliedosom

77
SIBELIUS| www.backstage.com.br

Sibelius
ou
Score Editor
Conheça as semelhanças e diferenças entre
?
78

o Sibelius e o Score Editor do Pro Tools


Parte II
Cristiano Moura é produtor, en-
genheiro de som e ministra cur-
sos de Sibelius na ProClass-RJ

No mês de maio, vimos


que a princípio não é
muito coerente fazer uma
comparação entre o
O assunto é interessante, visto que
muitos usuários adotaram o Sibelius
justamente pela sua integração com o
copiar/colar trechos pequenos, mudar
altura (pitch) e duração.
•Formatação para impressão (fig.1): é
Sibelius e o Score Editor Score Editor do Pro Tools. O assunto é possível ajustar margens, espaços entre
do Pro Tools já que o interessante, visto que muitos usuários pautas e definir o tamanho das pautas (staff
adotaram o Sibelius justamente pela sua size), porém é uma configuração única para
Sibelius é um software integração com o Score Editor do Pro as parts e para a partitura completa.
para edição de Tools. Então, imagino que possa ser útil
partituras enquanto o listar as principais funções do Pro Tools
Score Editor antes de recorrer ao Sibelius.
Score Editor é •Escrita: a escrita de notas e pausas con-
meramente um recurso vencionais no Score Editor é ótima. Al-
gumas quiálteras mais simples também
extra de um software.
podem ser escritas além do tipo de com-
Caso não tenha passo e armadura de clave. Além de no-
acompanhado o artigo tas, é possível escrever cifras e obter de
brinde um desenho do braço do violão e
anterior, lembre-se de que
casas e cordas que devem ser pressiona-
o site da Backstage conta das para obter o acorde (chord diagram).
com o excelente recurso •Edição: poucos recursos no Score Edi- fig 1- opcões score editor
tor, mas por uma razão simples. Espera-
gratuito de ler online as se que o operador se sinta mais confor- •Recursos extras: como definir uma cla-
edições antigas. tável na janela de edição. Resume-se a ve para cada instrumento e optar pela no-
tação “in concert” ou já ajustada logo abaixo da linha melódica, o que
para os instrumentos transpositores não é possível com o Score Editor.
também fazem parte do Score Editor.
Resumo: é suficiente para imprimir
uma partitura para registro de mú-
sica (lead sheet) com qualidade.
Agora, vamos falar do Sibelius. fig 2 - textos
Existem inúmeras situações em que
fig 3 - fonts
estes recursos não serão suficientes •Escrita (fig.2): instruções, técni-
e a Avid sabe disso, por isso incor- cas, expressão, textos, dinâmicas etc. •Fontes (fig.3): existem muitas
porou uma funcionalidade única •Articulações: símbolos usados opções de fontes
chamada de Send to Sibelius (Pro para instrumentos de corda e sopros.
Tools 8 e 9), ou Export to Sibelius
(Pro Tools 10), que converte as in-
formações em MIDI do Pro Tools já
fig 4 - repeticões
no formato nativo do Sibelius, mui-
to mais eficiente do que uma con- •Símbolos de repetição (fig.4):
fig 7 - tablatura
versão para MIDI ou MusicXML. Casa 1, casa 2, ritornello, codas.
No Sibelius, temos toda a riqueza •Escrita de Tablatura (fig.7); ape- •Formatação (fig.5): é possível
da escrita musical, muitas vezes es- sar de ser possível escrever acordes, aumentar compassos numa linha,
sencial para transmitir ao músico é preciso recorrer ao Sibelius para a tirar de outra, fazer quebra de pági-
exatamente o que se passa na cabe- escrita de tablaturas. na ou similar.
ça do arranjador/compositor. En- •Escrita de letras de música: é co- •Parts personalizadas (fig.6): é
tre elas, podemos destacar: mum ter a letra da música escrita preciso mais liberdade para es-

79
SIBELIUS| www.backstage.com.br

•Numeração de páginas e compassos.


•Acidentes (fig.9): o Sibelius forne-
ce não apenas o sustenido e bemol,
mas também o dobrado sustenido/be-
mol e microtons.

fig 5 - formatacão


As notações variam
80

de acordo com a
época, estilo e fig 6 - parts

fig 10 - notacao avancada


localidades. Além crever parts. Alguns elementos preci-
disso, não se resume sam ser retirados, outros acrescentados. •Notação avançada (fig.10): a notação
O tamanho da fonte geralmente é dife- musical está em constante evolução.
apenas às notas rente e a formatação deve ser 100% in- Tipos de compassos complexos, quiálteras,
musicais nas dependente da partitura completa. armaduras de clave não-convencionais.
Como vimos, a escrita musical é muito
pautas, mas a todo
rica e ampla em detalhes. As notações
tipo de informação, variam de acordo com a época, estilo e
seja para o músico localidades. Além disso, não se resume
apenas às notas musicais nas pautas,
ou para o maestro fig 11 - grupamento mas a todo tipo de informação, seja para
•Grupamento de notas (fig.11): nem o músico ou para o maestro.


sempre o agrupamento padrão de col- Além da escrita em si que é um diferen-
cheias é o ideal e no Sibelius é possível cial, o Sibelius também é repleto de fer-
personalizar a escrita. ramentas que nos ajudam a escrever,
formatar e checar possíveis erros e este é
o tema do próximo mês.
Abraços!
fig 8 - percussão
Para saber online
•Cabeças de notas (fig.8): bateria e
percussão utilizam outras notações. Por
exemplo, os pratos devem ter um “x” no
lugar da cabeça de nota convencional.
Pautas com menos de 5 linhas: utiliza-
se para escrever arranjos para percussão,
bandas marciais entre outros.

cmoura@proclass.com.br
fig 9 - acidentes http://cristianomoura.com
81
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O tamanho
do seu
Estúdio
PARTE 3
82

Ricardo Mendes é produtor,


professor e autor de ‘Guitarra:
harmonia, técnica e improvisação’

S imples. Os mesmos para um estúdio


de grande porte, só que em uma
quantidade menor. Na verdade, em qua-
Existem microfones raros, caríssimos,
topo de linha que não são clássicos e que
dão resultados excepcionais, mas neste
se tudo, um estúdio de médio porte é um caso temos que nos lembrar de uma coi-
estúdio que tem muito em comum com sa: moramos no Brasil, e embora a Prin-
um de grande porte, porém com dimen- cesa Isabel tenha abolido a escravatura,
sões e quantidades de equipamento re- esqueceu-se de abolir também a escra-
Continuando a duzidas. A qualidade dos equipamentos vidão dos músicos e pessoas que traba-
série sobre e a mentalidade profissional deve ser a lham com música e que têm que pagar
mesma de um estúdio “grande”. por um equipamento de trabalho no
estúdios médios, É claro que quando falamos em estúdio mínimo 100% sobre o valor de loja nos
vamos agora de médio porte, também estamos falan- EUA. E não venham dizer que é porque é
falar sobre os do de orçamento de médio porte. Que importado, pois um produto de áudio ja-
critério usar para escolher os microfo- ponês custa no Brasil o dobro do que nos
microfones. Que nes? A minha sugestão é: tenha os clás- EUA. E foi feito no Japão... Ou seja, é
tipo de microfone sicos. Por quê? Bem, ninguém se torna importado para nós e para os americanos
seria o mais um clássico à toa... Os equipamentos, e também, só que eles pagam a metade do
os microfones incluídos entre eles, se preço. Ou para ser mais preciso, nós é que
adequado para tornam clássicos porque foram usados pagamos o dobro do preço. Nesse quadro
um estúdio de pelos melhores engenheiros de som, dos de tributação em cascata, onde ao com-
médio porte? melhores estúdios, nos melhores proje- prarmos um microfone temos que dar
tos, com os melhores artistas durante outro para o governo, fica um pouco difí-
décadas. Ou seja, se foram tão usados as- cil comprar microfones caríssimos, hand-
sim, é porque dão bons resultados. made, só para experimentar...
Pode ser necessário ajuste de nivelamento durante o teste comparativo

Nesse caso, o melhor seria pedir ao seu fornecedor um test-


drive para ver se você realmente gosta do microfone, fazer tes-
tes comparativos e ver se realmente ele vale o preço. Alguns vão
valer, outros não. Só testando. Como fazer este teste com-
parativo? Simples. Abra um canal para gravar, pode ser voz
ou instrumento, dependendo do microfone que você quer
testar, grave de preferência o mesmo trecho da mesma mú-
sica, usando sempre o mesmo pré-am-
plificador. Dê a este canal o nome
do microfone que você está
usando. Depois de gravar
este trecho, abra ou-
tro canal endereça-
do para o mesmo
pré-amplifica-
dor, troque o mi-
crofone, dê o no-
me deste novo
canal o mesmo
nome do microfo-
ne que você agora
está testando. Repare
que pode ser necessário algum
ajuste de nivelamento, pois os mi-
crofones podem ter grandes varia-
ções no nível entre eles. De maneira
geral, os condensadores são mais al-
tos, os dinâmicos ficam no meio do
caminho e os de fita (ribbon) são
mais baixos. Mas pode haver varia-
ções grandes mesmo entre microfo-
nes do mesmo tipo. Eu, por exemplo,
tenho um Neumman TLM-103 que
é muito mais alto do que qualquer
outro condensador que eu tenha.
Mais alto não quer dizer melhor, po-

83
PRODUÇÃO MUSICAL| www.backstage.com.br

“ É possível
posicionar um
microfone de modo
que ele pegue um
balanço satisfatório
entre as duas peles?
Sim. Normalmente
com a cápsula do
rém o som mais alto sempre nos engana
a uma primeira ouvida. Por isso convém
ajustar o ganho para cada microfone no
teste comparativo. Isso vale para qual-
quer microfone.

E quais seriam os clássicos, dentro de


um mundo real? Vamos por famílias...
Para sons graves como bumbo da bate-
ria, baixo acústico, surdo de samba,
co nas peles de resposta não seja cen-
tralizado, e sim mais para o canto, pois
é justamente no centro da pele que está a
maior sustentação de graves. Se por acaso
você achar que o som está grave demais,
basta inclinar um pouco o microfone até
no máximo 45º. Isso tirará a cápsula do
eixo (off-axis) reduzindo o excesso de gra-
ve. Costumo também colocar um terceiro
microfone, um condensador, Audio-
microfone na altura tambor de maracatu etc. teríamos como Technica 4047 em frente ao bumbo entre
do buraco da pele de opções acessíveis o AKG D-112, o EV um a dois metros de distância. Esse mi-
RE-20, o Seinnheiser MD-421, Shure crofone em especial é um “cover” atual do
resposta. Quando
84

Beta-52, Audix D6. Com qualquer um Neumman U47 FET. Esse microfone não
mais para dentro do destes você terá um ótimo resultado. é mais fabricado e muito raro, e quando
bumbo, mais kick, Eu, particularmente, cheguei à conclu- aparece um para vender, mesmo nos
são que o melhor para um grande som de EUA, atinge preços exorbitantes. Mas é
quanto mais para bumbo é a combinação de dois microfo- esse tipo de microfone, nesta posição, que
fora, mais boom nes. O bumbo, apesar de ser um instru- dá o que eu chamo de “som ambiente do
mento grave, tem também uma região bumbo”, ou que também costumo chamar


aguda, porém estas duas regiões de fre- de “som de bumbo do John Bonhan” (o
quência também se encontram fisica- batera do Led Zeppelin).
mente separadas. A parte alta, que tam- O cuidado que temos que tomar com este
bém chamamos de “kick”, está no ponto terceiro microfone é com o vazamento do
onde a maceta do pedal bate na pele. Po- resto da bateria. Nesse caso, a melhor solu-
rém a parte mais grave, que também cha- ção é o “túnel”. Isso mesmo, um túnel. Pode
mamos de “boom”, está na pele de res- ser feito com cobertores e estantes de mi-
posta. É possível posicionar um microfo- crofone. Coloque o cobertor com a parte
ne de modo que ele pegue um balanço mais curta dando a volta sobre o bumbo.
satisfatório entre as duas peles? Sim. Nor- Pode ser que seja necessário prender o co-
malmente com a cápsula do microfone na bertor com fita crepe ou algo do tipo. Para
altura do buraco da pele de resposta. outra ponta do túnel você pode usar algu-
Quando mais para dentro do bumbo, mais mas estantes de microfone, de preferência
kick, quanto mais para fora, mais boom. aquelas baixinhas com o tripé de ferro, ou
Qualquer um dos microfones citados aci- poderia ser uma cadeira, mesinha, de modo
ma faria este trabalho muito bem. que esse cubra o microfone.
Eu costumo usar de um a três microfo- No próximo mês continuamos com o kit
nes para o bumbo, dependendo da situa- de bateria em um estúdio de médio porte.
ção. Normalmente coloco o MD-421 Abraços.
dentro do bumbo, próximo à maceta, o
AKG D-112 bem próximo, quase cola- Para saber mais
do na pele de resposta e bem no centro.
redacao@backstage.com.br
Um ponto importante: prefiro que o bura-
85
HOME STUDIO| www.backstage.com.br
86

Gravar vozes e
instrumentos
acústicos ou elétricos
é uma das tarefas
MICROFONES E
CAPTAÇÃO DO
mais críticas de um
estúdio. E, se não há
regras, qual a melhor
maneira de se captar

SOM NOS ESTÚDIOS


cada som? Como
ponto de partida, vale
a pena conhecermos
os procedimentos Sergio Izecksohn, músico, é dire-
tor e coordenador pedagógico da
mais comuns de
escola de produção musical Home
captação e os Studio. www.homestudio.com.br
microfones mais
usados pelos estúdios
mundo afora. C omecemos pela escolha do local mais
adequado dentro da sala de gravação,
aquele onde os sons têm maior naturali-
experimentar o posicionamento correto
do microfone diante da fonte sonora. Es-
sas duas precauções são mais valiosas até
dade. Do mesmo modo, devemos sempre do que a própria escolha do microfone.
É fácil a gente concordar com isto, cionamento, se dividem em dois grupos
imaginando o seguinte: o que vai cap- principais: dinâmicos e a condensador.
tar melhor a minha voz, um microfo- Microfones dinâmicos, os também
ne barato comprado na rua, posicio- chamados microfones duros, baseados
nado a cinco centímetros de distân- numa bobina móvel acoplada à mem-
cia da minha boca, ou um microfone brana, têm em geral uma resposta um
sofisticado para estúdio, só que a dez tanto “dura”, só captando bem a fonte
metros de mim? É claro que a posição sonora próxima à membrana. Esses
do microfone faz muita diferença, en- modelos são os mais recomendados
tão! Não adianta investir sem saber para captar sons de maior intensidade
posicionar os microfones. ou pressão, como percussão, metais (so-
Pré-amplificadores. Os microfones pros) e alto-falantes de guitarra. Com
trabalham em níveis de volume mais sua resposta fraca para sons mais dis-
baixos do que os instrumentos eletrô- tantes, são muito úteis para os peque-
nicos, como teclados, baterias ou apa- nos estúdios sem tratamento acústico,
relhos como as mesas e as placas de assim como para o uso no palco, já que
som. Para operarem em níveis com- são resistentes a ruídos de manuseio.
patíveis com os dos demais equipa- Microfones a condensador. Bem mais
mentos, os microfones precisam ser sensíveis que os dinâmicos, são mais
pré-amplificados, isto é, am- usados em estúdios de gravação
plificados antes de entrarem e de TV, otimizando a qualida-
no sistema de som. de sonora. Ideais para captar
Podemos utilizar pré-amplifi- vozes e instrumentos com sons
cadores avulsos para os micro- de média ou pouca intensidade,
fones e enviar o som dali para desde que num ambiente acús-
a placa de som. Existe uma tico tratado. Também chama-
grande quantidade de bons dos de microfones a eletreto ou
modelos no mercado. Por ou- capacitivos, esses modelos pre-
tro lado, podemos utilizar os cisam de energia elétrica para
preamps de uma placa de som, alimentar o condensador.
o que costuma sair bem mais Phantom power. Geralmente,
em conta. Ou usar uma mesa. a mesa de som ou o pré-amplifi-
Conexões. Os microfones po- cador tem uma chave de phan-
dem ser ligados diretamente à tom power, que envia uma cor-
mesa, caso não disponhamos de rente elétrica com a tensão de
um pré-amplificador específico 48 Volts para o condensador
para eles. A mesa deve ter en- através do próprio cabo de
tradas balanceadas no formato áudio do microfone. Os outros
Cannon XLR de três pinos para tipos de microfones, como os
uma melhor qualidade do som. dinâmicos, ignoram esta ener-
O microfone usa uma saída gia “fantasma” (ou seja, invisí-
balanceada, que contém um vel, sem um cabo próprio).
terceiro fio que neutraliza ruí- Microfonia ou feedback é a
dos e interferências eletro- realimentação ou o retorno do
magnéticas no seu sinal, além som captado pelo microfone a
dos tradicionais fios neutro e ele próprio após o som ser am-
fase. A saída balanceada do plificado e reproduzido pelo
microfone é conectada à mesa alto-falante. O microfone não
através de um cabo com plu- pode estar na mesma sala que
gues XLR (ou Cannon). um alto-falante ligado repro-
Tipos. Os microfones para grava- duzindo o seu som, pois será
ção, quanto ao seu modo de fun- inevitável a microfonia. Du-

87
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rante a gravação, capte os sons em outra Onidirecionais. Mais conhecidos


sala, isolada acusticamente, ou use fo- como microfones omnidirecionais, os
nes de ouvido em vez dos alto-falantes. também chamados multidirecionais
Áreas de captação. Microfones po- captam o som que vem de todas as di-
dem captar o áudio vindo de várias reções. São ideais para gravação de se-
direções com diferentes curvas de ções de orquestras e coros, além de per-
atuação, popularmente chamadas mitir boa captação em um ambiente
unidirecionais e multidirecionais. sem vazamentos.
Fora dessa área, a captação se reduz a Figura-de-8. Captação de duas regiões
níveis muito baixos. Dependendo dos esféricas, uma à frente e a outra atrás
modelos, podem atuar de uma única do microfone, isolando os sons late-
maneira ou de várias, escolhidas num rais. Boa para gravar duas fontes sono-
seletor. É importante observarmos e ras posicionadas uma diante da outra.
compreendermos os diagramas pola- Também chamado de bidirecional.
res dos manuais para conhecermos a Multidirecionais. Microfones que
sua área de captação. Os ícones de permitem selecionar entre os diver-
cada diagrama costumam vir dese- sos diagramas polares através de uma
nhados no próprio microfone. chave seletora. No entanto, o termo
Unidirecionais. Os microfones uni- também se refere aos microfones
direcionais são chamados assim por onidirecionais e figura-de-8.
88

captarem melhor os sons que vêm da PZM. Pressure Zone Microphone,


sua frente. De acordo com a abran- boundary mike ou microfone de ambi-
gência de sua atuação (captando os sons ente é um tipo de microfone com o for-
em áreas mais estreitas ou mais largas), mato achatado, geralmente pendurado
eles podem se classificar como cardioi- em uma parede lateral da sala de grava-
des, supercardioides e hipercardioides. ção. Seu elemento é afixado suspenso
Os microfones cardioides captam me- sobre um dos lados de uma folha de ma-
lhor os sons emitidos dentro de uma área terial reflexivo ao som. Por isso mesmo
em forma de coração, diante da cápsula e seu padrão de captura é o mais aberto
à moderada distância. Quanto mais a possível, assemelhando-se a uma semi-
fonte sonora se posicionar à frente da esfera, registrando sons provenientes
cápsula do microfone, maior será o gan- de todas as direções em relação à sua su-
ho. Quanto mais ela se afastar da frente perfície superior.
da cápsula, girando em torno do micro- Colecionando microfones. Existe
fone, menor o nível do som captado. Por uma infinidade de modelos de micro-
trás do microfone a captação é anulada. fones para estúdios de gravação e
Os supercardioides e os hipercar- muitas fábricas excelentes. Os mode-
dioides têm essa área de captação los aqui citados são os mais frequen-
frontal ainda mais estreita. Embora temente encontrados em grandes,
também captem os sons mais próxi- médios e pequenos estúdios, devido à
mos (ou mais fortes) que vêm de trás, sua qualidade, versatilidade, seu cus-
eles não são capazes de captar os sons to-benefício ou outros fatores.
que vêm de trás em diagonal. Se o seu home studio ainda é básico,
Se, por um lado, esses microfones são sem tratamento acústico, este não é
insuficientes para captar o som de o momento apropriado para adquirir
uma área mais larga, como um coro, uma coleção de microfones para to-
por outro lado, reduzem os vazamen- das as finalidades. Neste caso, o uso
tos de ruídos externos na gravação, de um ou dois microfones dinâmi-
sendo ainda mais úteis em gravações cos, desses que se usam nos palcos,
de várias fontes sonoras com vários pode ser uma solução natural.
microfones e nos estúdios sem isola- Dinâmicos e, portanto, pouco sensíveis
mento acústico. a sons mais distantes, além de unidire-
cionais (cardioides), esses modelos surgiram nos últimos anos muitos
compensam bastante a ausência do modelos de microfones a conden-
isolamento e do tratamento acústi- sador de baixo custo.
co. Econômicos com relação à quali- Para home studios maiores, a aquisição
dade, permitem a poupança para os dos microfones segue a sua própria voca-
próximos investimentos. ção. Gravar bateria, por exemplo, de-
O estúdio de médio porte pode adotar, manda a compra de um kit de microfo-
para uso geral, um bom modelo a con- nes específicos para os tambores e pratos,
densador que sirva para captar vozes e ins- além da necessidade de uma sala especial
trumentos como o violão, além de um di- para a sua captação. Também por isso a
nâmico para os sons mais agressivos. maioria dos home studios opta pelo uso
Para o pequeno estúdio com isola- das baterias virtuais e dos loops.
mento e algum tratamento acústico, Qualquer que seja a sua escolha, lembre-
se que o mais importante é sempre o
posicionamento do microfone e da fon-
te sonora durante a captação.
Vejamos, então, aqui, algumas técni-
cas e os microfones mais usados para a
captação de vozes e dos instrumentos
mais comuns:
Voz. Os microfones a condensador
são os mais apropriados. Os mais usa-
dos nos estúdios comerciais são o
Neumann U87 e o AKG C 414. Vári-
os modelos da Behringer, da CAD e
da MXL, entre outras fábricas, são alter-
Cardióide

Supercardioide Onidirecional

Figura de 8 Hipercardioide

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acústico ideal, o violão com cordas Bateria. Usam-se vários microfo-


de nylon será captado por um ou nes diferentes, em geral dinâmicos
dois microfones a condensador, para as peles e a condensador
como os citados aqui para voz, a para os pratos. Para o bumbo, o
uns trinta centímetros do tampo mais comum é o AKG D 112,
frontal do instrumento e a uns ses- dentro do bumbo. Sobre a caixa,
senta centímetros um do outro (se usa-se muito o Shure SM57, vol-
usarmos dois). Evitamos posicio- tado para a pele superior, a uns 5
nar o microfone próximo à boca centímetros da borda. Muitos
do violão, de onde o ar sai com técnicos de captação usam nos
muita pressão. tom-tons o Sennheiser MD 421 e
Na maioria dos home studios, no surdo, o Electro-Voice RE 20,
Captação de guitarra uma boa opção é começar experi- posicionados como na caixa. Usa-
nativas usuais para um home studio mentando posicionar um micro- se mais para o contratempo o
de porte médio. O microfone deve fi- fone a condensador, ou mesmo Shure SM94. Os pratos podem
car sempre no pedestal, com suspen- um dinâmico, a poucos centíme- ser captados por cima, por dois
são própria e uma tela para filtrar o tros da parte inferior do tampo do microfones “overall” do tipo la-
som da voz e barrar a emissão mais violão, geralmente na parte de piseira, como o Shure SM81.
forte do ar, que causa o indesejável puf trás. Use um fone de ouvido para Nunca é demais experimentar-
ou pop na gravação. A distância do escolher as melhores posições do mos outras opções de captação, já
90

microfone a condensador varia de violão e do microfone. que o que realmente importa é o


acordo com a potência vocal do can- O violão com cordas de aço ou resultado. A boa execução vocal
tor, geralmente entre uns cinco e uns folk, atuando em conjunto com ou instrumental é o fator mais im-
trinta centímetros, na altura dos outros instrumentos de harmonia, portante para uma gravação de
olhos ou um pouco abaixo. Usando pode ser captado por um microfo- qualidade. Não deixe para recupe-
um microfone dinâmico (no peque- ne que realce as altas frequências rar a qualidade na mixagem. As
no estúdio), devemos posicioná-lo a (agudos), desses de prato de bate- melhores soluções são encontra-
45 graus da boca do cantor e a distân- ria, com o formato de lapiseira. das na hora de gravar.
cia será de um a cinco centímetros. Guitarra. A captação da guitarra Nos estúdios de gravação exis-
Após “passarmos o som” não de- costuma ser feita através de mi- tem microfones específicos para
vem ser feitos outros ajustes de vo- crofones dinâmicos, captando o a captação de cada tipo de voz ou
lume durante a gravação. Toda a alto -falante do amplificador a instrumento musical, como tam-
dinâmica fica por con- uns dez ou 15 centímetros. O mi- bém há modelos mais versáteis
ta do cantor e de seu crofone aponta perpendicular- para uso geral. Informe-se, não
posicionamento mente para o centro do raio do deixe de testá-los e compará-los
diante do microfo- cone do alto-falante. O amplifi- com os concorrentes em condi-
ne. Os demais ajus- cador deve estar em outra sala, ções acústicas normais e iguais
tes só serão reali- isolado da técnica. Usa-se tam- antes de comprar. E compre o que
zados na mixagem. bém a gravação em linha através o seu ouvido mandar.
Caso ocorra um pico ex- de um pré-amplificador ou um si-
cessivo ou clip no sinal mulador de amplificadores. Para saber online
de áudio durante a grava- Baixo. Pode ser conectado dire-
ção, devemos interrompê- tamente à placa de som, ou à
la. Observamos onde ocorreu o mesa, ou via amplificador, ou
pico (no preamp, no canal da microfonado, ou de várias formas
mesa, na placa de som combinadas. Microfonado, segue
ou no retorno), corri- os padrões da guitarra, usando
gimos o nível e reini- um microfone dinâmico. Em li-
ciamos a gravação. nha, o som é mais nítido. As cor-
Violão. Temos aqui das têm que estar novas, o instru-
várias opções de cap- mento regulado e, se usar capta-
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tação. Em um ambiente ção ativa, bateria nova.
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LEITURA DINÂMICA| www.backstage.com.br

Workshop
92

A Empresa Oneal e
a loja mineira
Spott Áudio
da EVO Line
EM BELO HORIZONTE
demonstraram o
novo sistema Line
array no palco da
Hard Rock Cafe BH
e impressionaram
os visitantes.
C om o apoio da Loja Spott, entre os dias
13 e 14 de junho, cerca de 250 pessoas
estiveram na casa de shows Hard Rock
principalmente, para a sonorização de igrejas
evangélicas e católicas. Já o segundo dia foi
destinado aos vendedores das lojas e às loca-
Cafe BH para assistir à demonstração do sis- doras de áudio mineiras.
redacao@backstage.com.br tema de line array EVO da empresa para- A palestra técnica, que teve como base
Fotos: Divulgação naense Oneal. No primeiro dia, a demons- uma apostila distribuída gratuitamente
tração e a palestra técnica foram direcionadas aos participantes, foi ministrada pelo téc-
para os profissionais de áudio que trabalham, nico da Oneal, Fernando Gabriel, que fa-
lou sobre a empresa, sobre
o desenvolvimento dos
sistemas (206 e 208), além
de abordar um pouco da
história dos lines, seus
usos e aplicações.
Na segunda parte da pales-
tra, Fernando explicou os
sistemas EVO, abordando
Demonstração de equipamento em som ao vivo e com DJ Hammel as diferenças e singularida-
Participantes no primeiro dia

Equipe técnica da Oneal

contar com um profissional para li-


gar e operar o sistema. Com o EVO
LINE da Oneal, os riscos de danos
por conta de uma operação errada é
praticamente nulo. A qualidade de
reprodução do áudio também chama
a atenção, pois não requer muito co-
nhecimento técnico para se conse-
guir um som perfeito”, avaliou Neto,
que também é técnico de gravação e
mixagem, baterista e operador de
Participantes no segundo dia
áudio, com 23 anos de experiência
des em relação a outros sistemas, e fa- da Sonic Mesh Eletroacústica, em- na música católica, tendo gravado,
lou da questão segurança, dos tipos de presário na área de projetos para sis- mixado e produzido mais de 60 dis-
montagem e do software de simula- temas eletroacústicos, acústica ar- cos nesse segmento, além de atuar
ção que foi totalmente desenvolvido quitetônica & acústica industrial. em shows por todo o Brasil.
para uso no sistema. Esse programa Outro que deu destaque à alta quali- O consultor técnico Christiano
está disponível gratuitamente no site dade em relação ao preço foi o pro- Borges, da Santiago Som, gostou da
da Oneal e pode ser baixado por todos dutor musical Neto Balbo. “Fiquei resposta do sistema 208. “Achei
os interessados (www.oneal.com.br). surpreso com o novo sistema EVO muito bacana a resposta do sistema
Custo-benefício foi a principal ca- LINE da Oneal. Sempre tivemos di- 208, apesar de não ter tido muito
racterística destacada pelos partici- ficuldades para investir em apare- tempo para analisá-lo melhor. Gos-
pantes, além da qualidade sonora. “A lhos de qualidade nas igrejas católi- tei muito”, completou.
Oneal está de parabéns pelo sistema. cas. Mas agora, tenho certeza que te- O evento terminou com uma de-
Tem uma relação custo-benefício mos um equipamento de nível pro- monstração sonora dos sistemas,
muito justa na sua prestação de ser- fissional, com um custo muito aces- além de um momento para respostas
viço e, principalmente, para o que se sível, o que é muito importante às duvidas dos participantes. Os pró-
propõe como a sonorização indoor. quando falamos do nosso segmento. ximos encontros ocorrerão nas cida-
Tem um timbre muito agradável e Também considero importantíssi- des de Florianópolis (SC), Londrina
bem limpo nas altas com uma ima- mo destacar a “robustez” do produ- (PR), Fortaleza (CE), Volta Redonda
gem sonora muito coerente e uma to, uma vez que nas missas, grupos de (RJ) e Rio de Janeiro.
cobertura em que não se percebe o oração ou outro evento católico,
filtro comb”, disse Claudio Abreu, raríssimas são as vezes que podemos Para saber online

www.oneal.com.br
Luiz (primeiro à esquerda), técnico de áudio Participantes do evento

93
REPORTAGEM| www.backstage.com.br
94

AES
AES deste ano recebeu maior
número de visitantes no pavilhão
amarelo do Expo Center Norte,
em São Paulo

Recorde de público, a
edição de 2012 da AES
Brasil, realizada pela
primeira vez no Expo
Center Norte, em São Paulo,
também foi marcada pela
presença e intercâmbio de
profissionais internacionais,
além de workshops,
palestras e exposições de
equipamentos.

BRASIL EXPO
redacao@backstage.com.br
E ntre os dias 8 e 10 de maio, profissio-
nais de áudio, estudantes e exposito-
res se reuniram no pavilhão amarelo do
cebeu número recorde de visitantes.
Além das palestras e seminários, essa edi-
ção também foi marcada pela presença de
Expo Center Norte para mais uma edição visitantes e empresas estrangeiras. Foi
Fotos: Divulgação
da AES Brasil. O evento, que este ano re- também nesta edição que foi firmada uma
Proshows: novo distribuidor da Audio-Technica

Visitantes puderam conferir demonstrações de equipamentos nos estandes dos expositores

parceria entre a AES Brasil e a se fazer negócios. Diversas empresas


SOBRAC – Sociedade Brasileira de realizaram lançamentos de produ-
Acústica. A ideia é fazer ações con- tos durante a Expo, os estandes re-
juntas envolvendo as duas entida- ceberam shows de mixagem ao vi-
des, como o estabelecimento de vo, numa interação entre empresas,
uma política nacional de controle técnicos e especialistas.
de emissões sonoras. Um exemplo foi a Danish Sound
Technology, organização dinamar-
EXPOSITORES quesa que congrega empresas como
Um local não apenas para trocar ex- DPA, TC Electronic, Pascal, Dan-
periências e adquirir conhecimento. mon, Loudsoft e NTP, que trouxe
A AES Brasil também viu crescer sua uma delegação completa e tem pla-
vocação como local para ampliar ou nos de intensificar a presença e a
Antonio (Audio Premier)

Estande da Quanta Pro também teve apresentação de produtos Na Harman, consoles à disposição dos visitantes

95
REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Na Studio R, novos modelos dos amplificadores

atuação no Brasil. Um dos param dos três dias do evento, assistin-


lançamentos da empresa do a palestras, realizando networking
96

trazido ao evento foi o mi- com os profissionais, além de terem co-


crofone d:facto. No Brasil, a nhecido as empresas expositoras e rece-
Quanta Music é responsável bido um treinamento dado por experi-
pela distribuição da DPA. entes profissionais da área.
Investindo na educação,
AES, Francal e Roland pro- PALESTRAS E WORKSHOPS
moveram uma ação social Temas como O estado da arte em circuitos
com a capacitação de 25 jo- integrados analógicos para áudio, ministra-
vens como futuros profissi- do por Rosalfonso Bortoni; e Subwoofers:
onais de áudio. Takao Shi- dimensionamento e empilhamento, minis-
rahata, presidente da Ro- trado por Homero Sette e Ruy Mon-
land, Aldo Soares, presiden- teiro, deram a tônica do primeiro dia
Homero Sette, Rui Monteiro e te da AES Brasil e Cláudia Nascimento, da AES. Outro seminário que teve
Flavio Canovas
da Francal Feiras entregaram os certifi- muito sucesso foi o de Pat Brown, que
cados do projeto “Profissionais do Fu- encerrou com enorme sucesso o semi-
turo” a jovens de instituições sociais de nário Syn-Aud-Com.
São Paulo que atuam na formação em Tendo como participantes nomes como
áudio e vídeo. Os selecionados partici- o engenheiro Carlos Correia e o empre-

Framklim Garrido, Lazzaro Jesus e Mario Andrade Representantes regionais da Harman


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REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Homero Sette e Rui Monteiro Aldo Soares: sonorização em templos

Luiz W. Biscainho: sistema de telepresença Victor Lazzarini: Programação musical


Apresentação da série CL da Yamaha

sário João Américo, da JAS, a pales-


tra de Homero Sette - que contou
ainda com a presença de Ruy Mon-
teiro, da Studio R, compondo a
mesa -, foi também uma das mais
concorridas do primeiro dia do en-
contro. Assuntos como Potência Palestra sobre controle de loudness na TV Paul Roberts (esq.): presença internacional
98

NBR x Potência AES x Potência Musi-


cal. SPL e frequência acústica, Band-
pass e eficiência do alto falante, envol-
veram do começo ao fim as cerca de
30 pessoas que lotaram a sala 3 do
Centro de Convenções.
No segundo dia, os participantes
puderam conferir assuntos igual- Painel “Áudio nas Igrejas” Gustavo Basso e a acústica no Teatro Colón
mente relevantes como a palestra
com o representante da Clair Bro- plantação do padrão AAC no Brasil. sonorização para templos, como os
thers, Impromusic, ou ainda A evo- Com a presença de Fernando Ber- limites orçamentários, a ausência
lução dos mixers analógicos para os san, Aldo Soares, David Fernandes de um projeto de acústica adequa-
mixers digitais, com Robert Scovill, e Ivo Sakihara, todos técnicos e do e a interação dos sons do palco,
e Áudio 5.1 em televisão, com Ro- engenheiros com vasta experiên- PA e sua consequência em ambi-
drigo Meirelles, que falou sobre di- cia tanto em projetos de acústica e entes fechados. Os participantes
ferentes aplicações em cobertura áudio para igrejas quanto no traba- falaram sobre suas experiências e
ao vivo e trabalhos de pós-produ- lho com artistas do meio cristão, a esboçaram possíveis soluções e al-
ção, além das dificuldades de im- AES debateu as dificuldades de ternativas a estes problemas.

Emerson Jordão, Felipe Gonzales e Fernando Canabarra Filho Encontros no estande da DB Tecnologia
99
REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Meteoro levou diversos modelos para exposição Tecnologia LED presente nos produtos da Gobos

Outra presença internacional no nheiro Framklin Garrido. Segundo vadora EMI; e Beto Neves, enge-
segundo dia foi Tim Vear, enge- os palestrantes, apesar de já existir nheiro de gravação e mixagem com
nheiro sênior da Shure. Tim, que uma lei no Brasil para essa questão 14 anos de experiência e trabalho
contabiliza em seu currículo traba- desde 2001, a “guerra do volume” é com artistas como Ivete Sangalo e
100

lho com artistas como Rolling Sto- um dos principais problemas que Gilberto Gil, discutiram os desafios
nes, U2 e Cirque du Soleil, fez um hoje afetam a produção televisiva, da masterização no século 21. Utili-
panorama do RF Áudio, contando musical e de outras áreas. A boa no- zando a experiência de cada um, fo-
o desenvolvimento, a tecnologia e tícia é que a regulamentação defini- ram comentados as transformações
todo ambiente do RF. tiva de regras que os canais de TV das mídias de gravação, as possibili-
Outra palestra concorrida foi O devem adotar para equalizar o volu- dades e situações do cotidiano da
controle do Loudness na Televisão Bra- me já vem tomando corpo. masterização, a atual cadeia de pro-
sileira. O painel contou com a pre- Ainda no segundo dia, o auditório A dução e o que o estado atual indica
sença dos engenheiros Luiz Fausto teve seus trabalhos encerrados com do futuro.
e Rodrigo Meirelles, da TV Globo, o workshop da HPL/FBT, quando No mesmo horário, em outro auditó-
Alexandre Sano, do SBT, e Sergio foram apresentadas as dependências rio, Aldo Soares, presidente da AES
Bruzetti, da Record, além do enge- da fábrica na Itália, bem como os Brasil e da ARS Acústica, abordou as
equipamentos da empresa e diferenças cruciais entre o som ao
suas devidas funções. vivo e o instalado, as soluções que a
O último dia foi dedicado a indústria desenvolveu, a melhor
temas como Painel sobre abordagem para cada projeto e o atual
Masterização, ministrado por crescimento e evolução do mercado.
Carlos Freitas, Beto Neves e Os três dias de AES também tiveram
Torcuato Mariano; Som ao apresentações ao ar livre de PAs de
vivo e Instalado: Grandes dife- diversas empresas presentes ao even-
renças, com Aldo Soares; to. As demonstrações aconteceram
além da palestra Aplicações duas vezes ao dia no pátio externo do
práticas de sistemas de reali- Pavilhão Amarelo da Expo Center
mentação à reprodução de Norte. Mesclando grandes lança-
baixas frequências, com Ma- mentos do mercado, debate acadê-
rio Di Cola. mico, técnico, cursos e seminários
Num dos paineis mais espe- de capacitação, integração e net-
rados da AES Brasil Expo working amplo entre empresas naci-
2012, Carlos Freitas, do es- onais, estrangeiras e todos os envol-
túdio de masterização Clas- vidos com o áudio de maneira geral,
sic Master; Torcuato Ma- a AES Brasil Expo cumpriu sua vo-
riano, músico e produtor, cação em ser um dos melhores mo-
Marcos (Taigar Som) e Gilberto Grossi ex-diretor artístico da gra- mentos do ano para o setor.
chegando a dar pico de 125dB, den-
tro da house, o que é muito alto. Enfim,
isso passou de longe o que a gente
havia combinado”, esclarece Walter.
O resultado foi que, ainda no final do
primeiro dia de AES, os responsáveis
por ceder o espaço para a feira, dian-
te de reclamação de empresas vizi-
nhas sobre o volume muito alto, reco-
mendaram abaixar ainda mais o som,
e, no dia seguinte, a feira recebeu
uma visita da prefeitura. “Houve uma
correria para “apagar incêndio” e
tentar acalmar as coisas. Então, em
conjunto com os responsáveis pela

SOM ALTO TEM LIMITE


Excesso de dBs causa problemas com vizinhos na AES
AES, Francal e Center Norte e a admi-
nistração geral, chegamos a um acor-
do dos volumes. E o responsável por
esse sistema se recusou a participar
das outras apresentações”, relata
A mudança de local para a realização da zer apresentações exige uma série de Walter, acrescentando que quando
AES, pela primeira vez no Expo Center normas e regras. Uma delas foi a limita- começaram os preparativos para a
Norte, permitiu mais espaço para os ex- ção em 85 decibéis que cada um pode- feira, foi passado um e-mail avisando
positores, dentro e também fora do Pavi- ria alcançar. Segundo Walter
lhão Amarelo onde era realizada a Feira. Ullmann, o problema surgiu
No pátio do estacionamento, oito empre- quando um funcionário de de-
sas fabricantes de PA puderam fazer terminada empresa resolveu ig-
demonstrações de seus sistemas ao lon- norar as regras, excedendo em
go dos três dias de evento. No entanto, o até 20% os limites de dBs. “Eu
que era para ser uma experiência dife- pedia para abaixar o volume, vi-
rente, por pouco não se tornou dor de rava as costas e ele tornava a
cabeça logo no primeiro dia. aumentar. Foram quatro apre-
Reunir diversos sistemas de line array sentações na terça-feira e em
potentes em um mesmo local para fa- todas tivemos esse problema,

Aldo Soares (ao centro) e Walter Ullman (dir.)

que existiria uma limitação de volume,


para que as empresas pudessem se
adequar às leis municipais. “Estima-
mos o nível de ruído em 85 dBs. Todos
que estavam na house tentavam regu-
lar o ruído de volume da apresenta-
ção em função do que havia sido pe-
dido. Na média, estava dentro do va-
lor estipulado, mas ainda não tínha-
mos um posicionamento dos órgãos
competentes e do próprio locador do
espaço para isso”, conta Ullman.
Como os envolvidos chegaram a um
consenso, os outros dois dias de de-
monstrações aconteceram sem inci-
dentes. A organização da AES já
procura um local mais confortável
para os expositores a fim de realizar
Cada empresa teve direito a dez minutos para demonstrar seus respectivos sistemas de line array
a próxima edição.

101
102 REPORTAGEM| www.backstage.com.br
103
REPORTAGEM| www.backstage.com.br

Era 8 de maio de
2012, uma terça-
feira fria e chuvosa
em Silva Jardim,
cidade com pouco
mais de 20 mil
habitantes na
104

Região Meio Norte


do Estado do Rio
de Janeiro. A data
celebrava o

A NOVA
aniversário de 171
anos da
emancipação
político-
administrativa do
município e, desde
a sexta-feira
anterior, uma
grande festa levou
à cidade vários P ara sonorizar as apresentações, foi
contratada a empresa Cocobongo,
com sede no vizinho município de
Silva Jardim. Essa foi a quarta edição da
festa de emancipação da cidade da qual
participamos”, contou Batata com ex-
artistas de grande Casimiro de Abreu, locadora com seis clusividade à Backstage, na tarde de 8 de
porte no cenário anos de experiência e ampla atuação maio, enquanto era montado o palco
não apenas no Estado do Rio, mas tam- para o show do cantor Michel Teló, que
nacional.
bém em localidades de Minas Gerais e encerrou a programação das festividades.
da Bahia. Seus sócios, Fábio Jr., mais co- O line array da Machine usado em Silva
Alexandre Coelho
nhecido como Batata, e Patrick Pinto, Jardim contou com 12 caixas 12.6 (com 1
redacao@backstage.com.br
usaram no evento, pela primeira vez, o falante de 12”, 2 falantes de 6” e 2 drives
Fotos: Divulgação
novo PA recém-adquirido pela empre- em cada caixa) e 12 subwoofers em cada
sa, um line array 12.6 da Machine. lado do palco. O sistema atendeu a artistas
“Nossa parceria com a Machine já exis- como os cantores de música gospel Fer-
te há três anos. Esse foi o segundo PA nanda Brum, Damares e Davi Sacer (que
que nós adquirimos da empresa. O equi- se apresentaram na sexta, dia 4 de maio),
pamento está conosco há apenas uma Skank (5/5), Belo (6/5), Aviões do Forró
semana e nós o estreamos na festa de (7/5) e Michel Teló (8/5), em uma arena
‘MÁQUINA’
de fazer som
que recebeu, em média, 10 mil pes- “O PA atendeu muito bem a todos os ficuldade na adaptação ao novo siste-
soas por noite, vindas da própria ci- artistas. Ele é novo ainda, está sendo ma e que, ao contrário, o novo line
dade e de municípios vizinhos. alinhado. Mas as caixas correspon- array facilitou o trabalho de todos os
De acordo com Batata, a avaliação deram, os técnicos ficaram surpre- envolvidos na sonorização do evento.
foi muito positiva. Especialmente sos, principalmente os que nunca ti- “As caixas de grave, por exemplo, fo-
porque, durante os cinco dias da nham tocado em um sistema da ram muito elogiadas pelos técnicos
festa, foram sonorizados shows de Machine, que é nacional. Eles gosta- durante os cinco dias de festa. O
diferentes gêneros musicais, como ram bastante”, garante Batata. Claudinho e o Tiba, técnicos de
gospel, pop-rock, pagode, forró e O sócio da Cocobongo destaca que monitor e de PA, respectivamente,
sertanejo, cada qual com suas pe- tanto ele quanto os profissionais de do grupo Aviões do Forró, disseram
culiaridades e níveis de exigências. sua equipe não tiveram nenhuma di- que esse foi um dos melhores sistemas

105
REPORTAGEM| www.backstage.com.br

“ As maiores
diferenças entre o
atual sistema da
106

Machine e o
anterior estão no Novo sistema 12.6: capacidade sonora e qualidade da equalização garantiram cobertura da área do show

porte, que é maior de graves que eles já usaram”, orgulha-se festa de Silva Jardim agradou a técnicos
no novo, e no Batata. As próximas empreitadas da equi- e artistas de diferentes estilos musicais.
espectro de pe da Cocobongo incluem, além de even- O novo sistema 12.6 agrega novidades
tos de menor porte, as festas de São João em tanto em sua capacidade sonora quan-
frequências, agora três cidades da Bahia e um show de Ivete to na maior qualidade de sua equa-
mais amplo. No Sangalo em Nova Friburgo, Região Serra- lização. Para Valdeci Lima Ferreira, o
novo line, é possível na do Estado do Rio, em agosto. Painho, técnico da Cocobongo res-
ponsável pelo PA durante o evento,
trabalhar com o sub ESPECTRO DE FREQUÊNCIAS não restaram dúvidas quanto aos bons
mais folgado e a Não foi por acaso que o novo PA da resultados do sistema. “As maiores dife-
resposta é melhor, Machine usado pela Cocobongo na renças entre o atual sistema da Machine

já que a caixa tem Áudio e iluminação


mais frequências
PA Amplificadores Machine SD 4.0, PSL 4400 e
médio-graves. Line Array Machine 12.6 – 12 caixas 12.6 PSL 1400
(Painho) (com 1 falante de 12”, 2 falantes de 6” e 2
drives, cada) e 12 subwoofers em cada lado Iluminação
do palco 6 telões


Mesas – Yamaha PM5D RH, Venue SC48 e 18 Giotto 400
Soundcraft Si3 8 wash AH Light
Amplificadores – Machine, Linha SD: 14.0, 12 spots 575 AH Light
10.0, 6.0 e 2.8 14 Bin 300 AH Light
Processador – DBX 4800 62 Par LED de 3 watts AH Light
Sistema Main Power Pentacústica 16 elipsoidais e 40 ACL
Microfones – Shure SM58, SM57, Beta 91A, Mesa AH Light Pearl 2100
SM52 e SM81; Superlux; Sennheiser 835, E- Backline
95, e 421; e AKG D-112 2 amplificadores de guitarra Fender Twin
1 amplificador de guitarra Marshall JCM 900
Monitor 1 amplificador de baixo Hartke System
Caixas SM 222 e Caixas Clair 1 amplificador Ampeg
107
REPORTAGEM| www.backstage.com.br

e o anterior estão no porte, que é maior no novo, e no es-


pectro de frequências, agora mais amplo. No novo line, é
possível trabalhar com o sub mais folgado e a resposta é
melhor, já que a caixa tem mais frequências médio-graves”,
avalia o técnico.
Painho vai além e garante que, atualmente, no Brasil, é
possível trabalhar com equipamentos nacionais sem per-
da de qualidade e com total confiança no produto nacio-
nal. “O line array Machine 12.6 não fica atrás dos mode-
los importados. Nós já trabalhamos com várias marcas, e
ele não deve nada aos concorrentes”, assegura.
Já o técnico de PA de Michel Teló, André Neves, que há
dois anos e meio acompanha o cantor, disse que, apesar de
ter tido que se adaptar ao sistema, com o qual ele nunca
havia trabalhado, os resultados foram satisfatórios.
108

Equipe responsável pela produção e execução do evento

“Foi a primeira vez que nós usamos esse PA. Eu senti alguma
limitação e precisei fazer algumas correções, principalmente
no que diz respeito a ele ter muito sub e pouca alta. O tema
desse show do Michel Teló (que inclui um set de dance
music) exige mais graves, mas não tanto. Mas, de uma forma
geral, o evento contou com uma estrutura legal”, admitiu, ao
final do show.
Dois dias antes, em vez da mistura com base sertaneja de
Teló, foi a vez de o pagode do cantor Belo ser a atração prin-
cipal em Silva Jardim. A apresentação foi um desafio ainda
maior para o sistema e para a equipe da Cocobongo, em
função dos muitos instrumentos de percussão usados no
palco. Para Dodô, técnico de PA do cantor há quase dois
anos, o line da Machine foi uma agradável surpresa.
109
REPORTAGEM| www.backstage.com.br
110

Show de Michel Teló, em Silva Jardim, foi em local aberto e grande, e PA foi aprovado pelo técnico do cantor

“Eles tinham acabado de alinhar o sis- ate na última parte da apresentação.


tema. E funcionou direitinho. O equi- Mistureba popularesca à parte, o can-
pamento é bem potente, responde bem tor não economiza em todos os clichês


às altas... E o show foi em um lugar aber- mais do que batidos de um show desta
to, grande, mas a sonoridade ficou bem natureza. Da disputa para ver qual a
bacana, acima das minhas expectativas. maior torcida futebolística presente a
Fiquei muito satisfeito. Como o show trechos de refrões das músicas mais
do Belo é de pagode, tem muita percus- tocadas no momento, tudo o que pode
Eles tinham
são, com muito surdo, congas... Mas o ser classificado como “mais do mes-
acabado de alinhar som não ficou embolado, o PA estava mo” está lá.
o sistema. E bem alinhado”, elogia. Em outras palavras, sem a menor ceri-
mônia, Teló canta tudo o que o povo
funcionou MICHEL TELÓ quer ouvir. Acompanhado de uma ban-
direitinho. O Convidada a cobrir o último dia de da formada por bateria, percussão, bai-
equipamento é bem festas em Silva Jardim, a reportagem xo, guitarra, teclado e sanfona, às vezes
da Backstage acompanhou o show do o artista parece comandar um progra-
potente, responde cantor Michel Teló, atração princi- ma de auditório, com direito a coreo-
bem às altas... pal da noite. A base do atual espetá- grafias sub-ensaiadas e tudo mais. Ao
(Dodô) culo do artista, Michel na Balada, é um final de uma hora e meia de apresenta-
mix de pseudo -pagode - sertanejo - ção sem direito a bis, mas com direito a


com-forró-universitário -românti- hits como Fugidinha com você e a nada
co-infanto-juvenil, acrescido de um menos do que três execuções de Ai se eu
pout-pourri de funk carioca, além de te pego – uma delas em inglês –, todo
axé, Tim Maia, Eu quero tchu e dance mundo foi para casa feliz. Principal-
music. Esse último gênero, aliás, mente o cantor, que tem feito uma mé-
confere uma espécie de temática ao dia de 25 shows por mês a uma bagatela
show, transformando a arena em bo- de R$ 400 mil cada. Nada mal.
111
LEITURA DINÂMICA| www.backstage.com.br

LUZ E SOM
112

Oitava edição da
virada cultural, que
aconteceu nos dias
GAÚCHO
NA VIRADA CULTURAL PAULISTA
5 e 6 de maio na
capital paulista,
contou com sistema
O evento já virou tradição e reúne
milhares de pessoas em torno de
diversos palcos espalhados pela capital
Artistas como Ray Lema, Orquestra
Jazz Sinfônica e Gilberto Gil, que fez o
show de encerramento, além das atra-
completo da JBL. paulista. Somente o palco principal Ju- ções internacionais Ebo Taylor, Tony
lio Prestes, onde aconteceram a abertu- Allen, Seun Kuti & Egypt 80, Bixiga
redacao@backstage.com.br ra e o encerramento da Virada Cultural, 70, Katchafire, Lazzo Matumbi e The
Fotos: Divulgação teve público de 200 mil pessoas durante Abyssinians subiram ao palco princi-
o “viradão”. Ou seja, foram 24 horas de pal, que foi sonorizado pela empresa
cultura entre música, espetáculos tea- Vento Norte, de Porto Alegre (RS). A
trais, performances de dança, exposi- iluminação também ficou a cargo da
ções e gastronomia. companhia gaúcha.
Para fazer o PA principal e a cober- dimmer de 48 canais HPL, e ainda venções urbanas, cinema, exposi-
tura de toda a área, a empresa usou lâmpadas PAR, minibrut, setlight e ções e gastronomia, o centro de São
um sistema completo da JBL, além máquinas de fumaças. Paulo e outros pontos da capital
de quatro torres de delay com equi- A Virada Cultural Paulista já é atraíram um público estimado em
pamentos da Electrovoice. Para o considerado o maior e o mais di- mais de 4 milhões de pessoas em
PA foram 24 caixas de som Vertec versificado evento cultural do mais de mil atrações, superando a
4889 ADP DA; 24 caixas EV XLC mundo. Em 24 horas de espetácu- marca anterior de aproximadamen-
127 DVX; 06 caixas EAW KF los teatrais, dança e música, inter- te 1,7 milhões de pessoas.

PA contou com 24 caixas Vertec, 24 EV XLC, cinco EAW KF 650, além de 24 subs SRX 728 da JBL. Nos monitores foi usado o modelo EAW SM 400

650; 8 caixas EV X-sub; 24 caixas Lista de equipamentos de sonorização


de som JBL sub SRX 728 e 4 caixas PA e palco: 02 microfones Sennheiser MD 421;
de som VN 218. 24 caixas de som Vertec 4889 ADP DA; 03 microfones Shure Beta 52 A;
A mixagem do PA ficou a cargo de 24 caixas de som EV XLC 127 DVX; 08 microfones Shure Beta 56;
uma Midas Pro 6 e no monitor, o 06 caixas de som EAW KF 650; 08 microfones Shure SM 57;
console digital PM5D RH. Os mo- 08 caixas de som EV X-sub; 08 microfones Shure SM 58;
nitores eram todos EAW SM 400 24 caixas de som JBL sub SRX 728; 10 microfones Shure Beta SM81;
04 caixas de som VN 218; 02 microfones Shure SM 98 H/C; 04
com amplificação TG7 Electro-
01 console Midas Pro 6; microfones Shure SM 98 A;
voice, controladas pelos técnicos 01 console Yamaha PM5DRH; 02 microfones JTS 508 CX;
Fábio Schiavon, Davi Stival, Ri- 05 racks de potência PA EV TG7;
cardo Vargas, Brian Oliveira e 01 processador BSS Omnidrive; Backline:
Cristiano Marinho. 01 processador Dolby Lake; 01 bateria Pearl;
A iluminação foi controlada por 20 monitores EAW SM 400; 01 bateria Mapex;
uma Avolites Pearl 2010, operada 06 in-ear Sennheiser G3; 01 Ampeg SVT III com caixa;
01 GK RB 1001 c/ caixa;
pelos técnicos José Luiz Fagundes,
Microfones: 02 Marshall JCM 900 com caixa;
Félix Nowinski, Jonathan Oliveira, 02 EV X-sub para sub de bateria; 01 Fender Twin AMP;
Anderson Silveira, Juliano Damiani 04 microfones sem fio Shure UHF-R; 01 Fender The Twin;
e Marlon da Silva. Para garantir o set 04 microfones Sennheiser G2 bastão; 02 Roland Jazz Chorus;
de iluminação foram disponibi- 04 microfones Sennheiser G2 body 01 cabeçote GK 1001;
lizadas 24 beam 300, 12 PR 700, 12 PAC; 01 kit CDJ 200 + DJM 60;
Beam 700, 12 Beam 200, 8 Atomic 04 microfones AKG C1000; 04 talhas elétricas;
02 microfones AKG C414; 12 direct Box Beringher;
3000, 30 elipsos, 16 fresneis 2000, 2
02 microfones Sennheiser E609; 06 direct Box Whirilwind.
canhões 1500 DTS, um sistema

113
114 LEITURA DINÂMICA| www.backstage.com.br
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116 ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

l a
olo
s
u
F of rh
Muita energia e
iluminação marcaram o
trabalho do lighting
designer Steve Bewley para
a turnê da banda Enter
Shikari, no Reino Unido. A
ideia era casar o projeto de
iluminação com o clima de
excitação e de renovação do
grupo, cuja apresentação é
uma fusão de metal, punk,
dance e loudness. Uma das
novidades foi o rig flexível,
que era adaptável aos
locais dos shows.

Turnê teve rigging de


iluminação flexível
redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

O Enter Shikari é uma das bandas


que fazem as turnês mais difíceis
de trabalhar ao vivo na estrada – a do
desse se expandir ou diminuir, de
acordo com a necessidade de cada
apresentação. A HSL, locadora de
ness and Dizzy Rascal (operado por
Andy Hurst). “Mike é brilhante,
não importa se tenho alguma ideia
último álbum durou por volta de três iluminação do Reino Unido, foi a es- maluca, que ele me ajuda a colocar
anos. A tour A Flash Flood of Colour colhida para fornecer tanto equipa- em prática. Devo dizer que o servi-
começou pela Europa, onde a banda mentos quanto profissionais duran- ço, o equipamento e as pessoas são
tocou em diferentes locais, de diver- te a turnê, e teve como gerente de maravilhosas na HSL. Eles absolu-
sos tamanhos, como o Hammer- projetos Mike Oates. tamente se desdobram do avesso
smith Apollo. Por conta disso, o rig Bewley já havia trabalhado com a para providenciar qualquer coisa
de iluminação foi desenhado para companhia em outros projetos in- que você precise antes e durante
ser flexível o suficiente para que pu- cluindo o Maximo Park, The Dark- qualquer turnê”, afirma Bewley.

117
ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

Flash Flood of Colour, o mais recente ál- veria parecer o mesmo, mas ao mesmo
bum do Enter Shikari, deu a Bewley bas- tempo se encaixar em tantas variações,
118

tante inspiração para elaborar o design, e iluminar uma banda que tem muita
que foi exatamente a cara e o estilo da movimentação no palco.
banda: muito colorido e louco. No en- O projeto desenvolvido teve como base
tanto, ele conta que os dois grandes de- cinco triângulos de LEDs nas bordas,
safios foram elaborar um design que de- ideia pensada há 18 meses e colocada em
Professional MAC 101 LED wash
light, dando um movimento bem
rápido e dramático, além de uma
iluminação baixa na parte de trás e
dos lados. Com os triângulos defi-
nindo visualmente a área do palco,
o efeito teia era para aumentar a
sensação e a aparência do espaço.
Usando técnicas de arte óptica e
ilusão perceptiva, Bewley deu a cada
sala, seja qual fosse o tamanho real,
quase uma sensação de estádio.
Além disso, havia sessenta e três
metros de seções de treliças pré-
equipadas, cada uma contendo três
Clay Parky Sharpies, 14 Chroma-
Q Color Block DB4s, um Atomic
prática junto com a banda, dentro do foram acomodados dentro de uma strobe com cores rotativas e um
conceito do novo álbum. Os equipa- estrutura personalizada fabricada único Lowell Omni flood. A HSL
mentos escolhidos foram Chroma- pela HSL, e que ficava suspensa so- fez um pé especial para as torres,
Q Color Forces – três Color Force bre as armações do palco. Com cinco então elas podiam facilmente ro-
72s para a parte central e larga do tri- dessas, havia bastante diversidade. dar no palco e mudar de posição.
ângulo e 4 sets de três Chroma-Q Pendurados na base dos dois triân- Seis spots Robe ROBIN 300 foram
48s para os quatro menores. Todos gulos menores estavam oito Martin colocados atrás das seções de treli-

119
ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

ças em cases para outra camada de ilumi- “Isto me deu uma opção de iluminar o
nação. Tudo isto foi controlado por Bew- ‘The Hoop’ como ponto central e tam-
ley, que usou um console grandMA2, um bém a área principal do palco, onde a
servidor Green Hippo v3 media server banda poderia se movimentar em volta,


para marcar no mapa todos os Colour com alguns aspectos assimétricos muito
120

Forcer e DB4s, também comandados pela interessantes”, Bewley explica.


grandMA. Algumas modificações pesa- Os ROBIN 300s na plataforma traseira
das na livraria de clips no Hippo prova- foram substituídos pelos MAC 3K Pro-
O “The Hoop” foi ram ser ideais para comandar as fontes de files, e dois receptáculos hexagonais fo-
LED no estilo Enter Shikari. ram pendurados verticalmente em cada
massivamente À medida que a turnê avançava no Reino lado da armação frontal, cada um com um
sobrecarregado e Unido, o rig mudava de novo, e eles reuni- triângulo na parte da frente e Sharpies
teve 12 Sharpies em ram armações fixas tanto frontais como pendurados dentro.
da parte traseira da HSL com todos os kits Três lasers RGB de 6 Watts e 10 lasers azuis
volta de seu de flying, mais seis Robe ROBIN 600 beam de 1 Watt da BPM também foram
perímetro. No centro Spots para a parte de trás da armação, e adicionados ao rig do Reino Unido, e para o
outros seis ROBIN 600s e quatro lite Hammersmith, o departamento de efeitos
ficou o triângulo
blinders para a armação frontal. foi reforçado com oito máquinas de bolhas
principal, feito de Para os quarto shows maiores, foi adicio- e dois canhões de confete, que foram utili-
uma combinação de nado uma armação fixa mediana com zados em algumas das músicas épicas do set
outros seis ROBIN 600 Spots, uma ar- – incluindo o remix de Return to Energiser –
Colour Force 48 e 72
mação circular com cinco metros de diâ- e para o final. A ideia das bolhas surgiu em
metro, apelidada de “The Hoop”, que era alusão ao início da banda, quando ainda era


ladeada por duas armações semi-circula- um grupo de jovens que se apresentavam
res, chamadas de “Banana”, com cinco em um clube local.
metros cada. Estes foram fixados à arma- Com tantas configurações diferentes de
ção de trás e a uma armação satélite no rig e uma agenda muito apertada, a HSL
meio da parte de trás. disponibilizou uma máquina WYSIWYG
O “The Hoop” foi massivamente sobre- para Bewley levar na turnê, que o ajudou
carregado e teve 12 Sharpies em volta de com a pré-programação de diferentes
seu perímetro. No centro ficou o triân- configurações de rigs e quando havia fal-
gulo principal, feito de uma combinação ta de tempo. “Estivemos na Austrália e
de Colour Force 48 e 72. Os estrobos que Japão e depois fomos praticamente dire-
estavam nas treliças das seis torres verti- to para os shows na Europa, então foi in-
cais no chão foram movidos para as duas crível ter isso comigo, dando habilidade
“Bananas”, com quatro Atomic Colours de planejar algumas das estruturas para
por lado, junto com cinco MAC 101s em os shows do Reino Unido, apesar de estar
cada “Banana”. na estrada”, afirma Bewley.
121
ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

London
Fashion Week
Fashion Week
Iluminação precisa deu um toque mais
intimista aos desfiles das consagradas grifes
122

Mochino, Mulberry e Paul Smith, durante a


London Fashion Week (LFW). A Entec,
empresa líder em aluguéis de equipamentos
de iluminação e áudio do Reino Unido,
forneceu a produção para os três desfiles.

redacao@backstage.com.br
Fotos: Divulgação

U m sistema de projeção e servidor de mídia


também foi providenciado para o desfile de
Paul Smith, e todos os três projetos foram mais
uma vez gerenciados por Adam Stevenson.
O desfile de Paul Smith, além de ter a maior audiên-
cia, foi o que contou com a maior montagem de
equipamentos de iluminação e ocupou o maior es-
paço no Lawrence Hall of the Royal Horticultural
Halls, no centro de Londres. A Entec, que forneceu a
iluminação para os desfiles de Paul Smith na LFW
nos últimos oito anos, vem trabalhando com diferen-
tes designers de iluminação. Nesta edição, o projeto
ficou a cargo do lighting designer Lec Croft. Inspirado
na coleção de verão de setembro, que aconteceu no
mesmo local, Croft tinha a missão de transformar a
apresentação em algo completamente diferente e com
total contraste.
O resultado então foi tudo mais escuro e mais preto
para o inverno. O diretor criativo do show Kamran
Khavari e o produtor Miller Khavari quiseram recriar
o tom e a sensação de um pequeno estúdio de fotogra-
fia – mesmo sendo um espaço gigantesco – e isso neces-
sitava de uma iluminação bastante dois bancos de luzes frontais atrás
precisa. Para isso, fizeram um set que das duas plataformas de fotografia.
incluía uma parede da entrada e a Cento e vinte Source Fours com
parede dos fundos do circuito, idên- lentes de 50 graus foram todas bem
ticas e opostas diametricamente, focadas para baixo na passarela,
além de plataformas de vídeo e foto- criando as condições perfeitas de
grafia no final de cada uma. iluminação em ambos os lados. Es-
Um enorme sistema de suporte de tas luminárias foram todas equipa-
21 pernas também foi instalado no das com gel linear para ‘esticar’ a
local para colocar as luzes nos luga- luz ainda mais. Os dispositivos nos
res certos, trabalho realizado pela bancos do final do salão variaram
Actus Events. Eram 24 metros de de 10 a 50 graus, e contavam com
largura e 50 metros de comprimen- ¼ de gel para uma suavização das
to, com 6.4 metros de altura, dando bordas, mas ao mesmo tempo se
uma justaposição muito estilosa à mantendo focáveis.
sala, com seu teto em forma de cú- O console de controle foi um Avo-
pula e arquitetura curvada. lites Sapphire 2004, que foi pro-
A Entec também forneceu mais de gramado por Fraser Elisha e co-
200 ETC Source Four Profiles, mandado por Lec Croft. “A Entec
com várias lentes diferentes, que é realmente um sonho de se traba-
foram postas através das espinhas lhar! Nada é demais para eles, e
centrais no sistema, com tanto Adam quanto Noreen
(O’Riodan) se esforçam para
assegurar que você tenha tudo
que precisa, que todos os deta-
lhes estejam ajustados e que
você seja cuidado perfeita-
mente”, Lec comenta.
Uma característica chave
era projetar uma série de
cores pouco comuns na
entrada e, nas paredes de
trás, um par de grandes pa-
inéis com superfícies im-
pressas com Scannachro-
me e splashes seleciona-
dos de efeitos de luz
branca. Quatro proje-
tores Barco R10+ fo-
ram usados como dois
pares. Junto com o
conteúdo armazena-
do em um servidor
de mídia Hippoti-
zer, eles foram arran-
jados e comandados
por Ryan Brown,
que criou máscaras

Duzentos ETC Source


Four Profiles foram
colocadas nas
espinhas centrais no
sistema e120 Source
Fours ficaram
focadas para a
passarela
123
ILUMINAÇÃO| www.backstage.com.br

“ Quatro cores
124

foram escolhidas Uma série de cores pouco comuns foram projetadas na entrada e nas paredes de trás
para serem
projetadas
e combinarem com
a coleção
de inverno.
Também foi
fornecida uma
grande quantidade
de unidades
fluorescentes Kino
Flo e estandes para
a área de
preparação
Backstage entre os intervalos dos desfiles Scannachrome e splashes deram efeitos de luz branca


neste equipamento para que o conteú- moving lights Robe ROBIN 600 LEDWash,
do ficasse completamente concentrado que foram especificados por Tutchener, jun-
nas áreas brancas dos painéis para o to com ETC Source Fours, e gerenciadas por
efeito desejado. Quatro cores foram es- Pete “Pepper” Schofield, da Entec. Simon
colhidas para serem projetadas e combi- iluminou o show da Moschino com uma se-
narem com a coleção de inverno. Tam- leção de MSR e ETC Source Fours, coman-
bém foi fornecida uma grande quantidade dadas por Andy Mountain.
de unidades fluorescentes Kino Flo e A equipe da Entec foi coordenada pelo
estandes para a área de preparação. chefe Simon Honnor e era formada por
Para os desfiles da Mulberry, que aconteceu Sven Jolly, Tim Matthews, Andy Emmer-
no Claridges’ Ballroom e 29 Portland Place, son, Steve Clements e John Cope, além de
ambos iluminados pelo lighting designer Brown e Elisha e uma equipe de cinco pes-
Simon Tutchener, foram utilizados os soas da Actus.
125
SOM NAS IGREJAS | www.backstage.com.br

Quem vai à igreja


‘Comunidade Cristã
de Renovação
126

MENOS
Espiritual de Nova
Friburgo’ e se depara
com cerca de nove
mil metros
quadrados de área

é mais
construída, jamais
imaginaria que este
grupo religioso
iniciou suas
atividades, no início
da década de 80, em
salão cedido por um
colégio local.
Igreja em Nova Friburgo adota sistema
com menos caixas e mais potência
Luiz Urjais
redacao@backstage.com.br
Fotos: divulgação T ampouco pensaria que, futuramente,
haveria ali um ministério de adoração
e louvor. Pois é. Atualmente, com uma
paço, que conta com tratamento acústi-
co e sistema de áudio DB Tecnologia
Acústica, foi planejado conforme a
equipe de quase 120 integrantes e quatro popularização da igreja e a natural ne-
salas de cultos, a congregação permite-se cessidade de melhoria do canal de co-
destinar um salão (com capacidade para municação com o público. “Não tínha-
cerca de duas mil e quinhentas pessoas) mos sistema de som adequado ao ambi-
apenas às cerimônias dominicais. ente, afinal, éramos uma igreja pequena,
Segundo o administrador do templo, no interior do estado do Rio de Janeiro.
pastor Alceu de Deus Oliveira, este es- Com o passar do tempo, a demanda foi
profissionais é um fator preocupante, pois você precisa,
por culto, ir se adaptando ao gosto de cada músico. Como
a intenção é louvar, cada membro, através de suas refe-
rências, fará seu melhor. E como a cada semana é um con-
junto com gêneros distintos que toca, é preciso trabalhar
bem o produto final, para que não haja sobras”, avalia.
Sandro diz que já recebeu críticas de fiéis com relação a
sua equalização e que este tem sido seu ‘termômetro’ de
aceitação, quanto ao trabalho. “Como o público, geral-
mente, é o mesmo, a atenção é redobrada. Daí, se você não

Infraestrutura de AC Pentacústica

surgindo. Este salão ficou pronto há dois


anos e, desde o início das obras, fiz questão
do acompanhamento de um profissional”,
explica o pastor, que trabalha com música
há cerca de trinta anos. Antes de decidir
pelo sistema da DB Tecnologia, Alceu con-
ta que durante quatro anos contatou diver-
sas empresas do ramo até, por fim, elaborar
o projeto, assinado pelo engenheiro de
áudio Carlos Pedruzzi, da Iatec. “Acredito
que no contexto sonoro de uma igreja é útil
que haja, acima de tudo, certo nível de
inteligibilidade. Pressão sonora, mas sem Rack mix Roland M480
exagero e volume. A ‘Palavra’ de Deus deve
suprir a necessidade do fiel, portanto, é importante que realiza um bom som naquela noite, com certeza, alguém
ele saia do culto satisfeito. Qualquer outro recurso a ser dará uma opinião sobre o problema. No PA de palco, num
usado é critério do técnico”, fala. show pop, por exemplo, é diferente. Você faz o som uma
Segundo um dos técnicos de som da Comunidade, vez em um lugar e no próximo evento, em outro. Dificil-
Sandro Pinto da Silva, a diferença entre sonorizar igreja e mente algum fã, neste caso, se fará presente em ambos os
PA para shows está na adequação ao gosto e estilo dos di- locais para dar seu ponto de vista sobre a equalização.
versos músicos que passam pelo local. “A rotatividade dos
OBRAS
Sandro explica que durante o período de obras, os cul-
tos dominicais eram conduzidos em outra sala, com
capacidade para cerca de mil e quinhentas pessoas.
Contudo, por conta da tragédia das enchentes em
Nova Friburgo, em janeiro do ano passado, o salão, que
já estava com a pintura e todo o trabalho de tratamen-
to acústico prontos, foi utilizado de forma improvisa-
da, com equipamentos sonoros inadequados.
“Só faltava a instalação do sistema. Como tudo aconte-
ceu de forma repentina, pegamos as caixas que utilizáva-
mos nesta outra sala e levamos para o salão, na tentati-
va de dar continuidade aos encontros, em meio à tra-
gédia. Usávamos caixas antigas adquiridas na década
de 80 e uma mesa analógica Phoenix 124, com seis ca-
Caixas DB Scoop 15. Foram colocadas 04 L e 04 R nais auxiliares. Esta experiência serviu para reforçar

127
SOM NAS IGREJAS | www.backstage.com.br

“ Geralmente, as
pessoas pensam que
a solução é colocar
diversas caixas, do
mesmo modelo,
para sobrepor essa
carência. E é
justamente o
PA composto por caixas da DB Duo Compact, sendo 8 caixas L e 8 R

contrário. Menos é
mais! O
recomendado é a
128

aquisição de
Front fill DB Duo Compact Caixas DB RE Piccolo 12” para monitoração
equipamentos de
que não dava para continuar com aque- sistemas, e foi escolhido o da DB Tecnologia.
peso para o
le equipamento de som”, ressalta. “O pastor é músico e fez a escolha baseando-
trabalho (Peduzzi) Convidado por Alceu para realizar o projeto se na sua referência musical. Qualquer uma
sonoro, o engenheiro de áudio Carlos Pe- das opções era viável para o espaço, que pre-


druzzi diz que deixou o pastor à vontade na cisava de bom nível de pressão sonora e ex-
hora de escolher o sistema de som que lhe pansão das frequências”, comenta.
coubesse melhor. O engenheiro listou alguns Pedruzzi explica que, antes de levantar as
opções, assistiu a um culto da Comunida-
Lista de equipamentos de para perceber a dinâmica do evento.
Segundo ele, as caixas que serviam à con-
Sistema DB Tecnologia Acústica Power Pentacustica
composto por: •20 Microfones Shure SM81, SM58, gregação não tinham potência suficiente
•16 caixas Line Array Duo Compact , SM57, JTS NX-2, NX-6, NX-7 e NX-8, para suprir as necessidades do local. “Ge-
•08 Caixas de grave Scoop Com- EV RE20,Sennheiser MD421 e ralmente, as pessoas pensam que a solução
pact 15’’ 1000w ME66, Superlux PRO-268A. é colocar diversas caixas, do mesmo mode-
•01 Caixas Line Array Duo Com- •05 Shure PGX Beta58 sem fio lo, para sobrepor essa carência. E é justa-
pact – Center Fill •08 DIs EAM M3A mente o contrário. Menos é mais! O reco-
•03 Caixas Line Array Duo Compact •16 Amplificadores de fones Power
mendado é a aquisição de equipamentos de
– Delay galeria Inferior Click DB 05 S para monitoração
•06 Monitores Re Picollo 12’’ 400w •16 Headfones Koss Porta Pro para peso para o trabalho. Menos caixas, mais
•02 Amplificadores DB Series LD monitoração potência”, aconselha Pedruzzi. Foram usa-
9k(Sub Grave) •18 Pedestais Santo Ângelo: PSA dos Lines Duo Compact, subgraves Scoop
•04 Amplificadores DB Series LD 190, PSA 200 15” 1000w e monitores RE Piccolo 12”,
4k(Line Array) •01 headfone AKG K240 Studio da DB Tecnologia Acústica.
•02 Amplificadores DB Series LD 4k •Infraestrutura de sinal Santo Ânge- “A música tocada nos cultos religiosos é
(Monitores, delays e center fill) lo: cabos de microfone e de guitarra
moderna. Ou seja, baseada em padrões
Outros equipamentos NINJA, e subsnakes
•02 consoles mix Roland M480 •Infraestrutura de AC Pentacústica: ‘pop’. Para tanto, quando se faz o som de
•01 Digital Snake Roland S-4000S-3208 RMP-125-01, ACT-5, PS-1.4, PC- show ‘pop’, tem que amplificar o som de
•02 Gerenciadores de sinais DMS 8 8000, PSG-4x20-220, PSG-4x20- forma coerente. Bom senso é importante
•01 Sistema completo de Main 110, PC-9003-220, PSG-5PC na hora da escolha”, completa.
129
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ALINE SING FAZ


MARATONA
PARA DIVULGAR
André Valadão
TE ADORAR e novo DVD Aliança
A cantora Aline Sing en-
Mesmo em intensa agenda da turnê Aliança por todo o país, o
trou em ritmo total de
trabalho para divulgar cantor e pastor mineiro, André Valadão, divulgou o lança-
seu novo trabalho Te mento do DVD Aliança, gravado ao vivo na Igreja Batista da
Adorar. Depois de gra- Lagoinha, em Belo Horizonte (MG).
var para o programa Com 13 faixas ao vivo, a noite da gravação do Aliança reuniu
Música Cristã na TV, mais de seis mil pessoas na Lagoinha. A produção musical do disco é de Ruben di
exibido na TV Cristã e Souza, enquanto a produção em vídeo do DVD é assinada por Alex Passos. A prin-
Rede Gênesis, a artista
cípio a gravação seria exclusivamente do CD ao vivo, entretanto, com a qualidade
cumpriu agenda na ci-
dade de Palmas, capi- das imagens feitas decidiram fazer também o DVD. “Faltando dois dias para a grava-
tal do estado de Tocan- ção do CD o André me chamou para ver a produção. Fiquei impressionado com a
tins, além de ter marca- estrutura de palco e o painel de LED que ele colocou lá. Falei para ele que não pode-
do presença no pro- ríamos deixar de registrar esse momento em vídeo. E como o próprio André me dis-
grama “Balanço Ge- se, tudo seria feito com excelência para engrandecer o nome de Deus”, conta Alex
ral”, na TV Jovem Pal- Passos. Os dois vídeoclipes das músicas Nada Pode Quebrar e Nada Vai me Separar de
mas/Record. A cantora
130

Ti ultrapassam 334 mil visualizações no YouTube do cantor. Para se ter ideia, só o


participou ainda de cul-
to na Igreja Batista local canal de André Valadão no YouTube (youtube.com/turneav)
e de entrevista na rádio tem cerca de 15 milhões de visualizações. É um dos canais
Jovem Palmas FM, ter- mais acessados do Brasil.
minando a maratona Assista aos vídeos:
com uma apresentação Clipe Nada pode Quebrar: http://youtu.be/s_cmML71EJo
na Igreja Assembleia
Clipe Nada vai me Separar de Ti: http://youtu.be/4kEZobzOykg
de Deus.
Entrevista de André Valadão sobre o DVD Aliança:
http://youtu.be/bYS1CoLh86M

PADRE Pastor Silas Malafaia vai a Manaus


MARCELO
ROSSI GRAVA A 16ª edição do Vida Vitoriosa para Você, A programação contará com as apre-
NOVO DVD evento promovido pela Associação Vi- sentações musicais de Eyshila, Jozy-
No dia 20 de maio, o tória em Cristo e que atrai milhares de anne, Dayan Alencar, Raquel Mello,
Santuário Theotókos pessoas por onde passa, será realizada Danielle Cristina, Nani Azevedo,
(Mãe de Deus, em gre- em Manaus (AM), nos dias 25 e 26 de Marquinhos Menezes e Lilian e Jotta
go) recebeu a equipe agosto. Os organizadores estimam rece- A. O Vida Vitoriosa para Você, criado em
LCM Records para gra- ber, no Anfiteatro da Praia de Ponta 2007 pelo pastor Silas Malafaia, já visi-
var, pela segunda vez,
Negra, um público com cerca de 500 mil tou 15 cidades brasileiras. A última
o DVD do Padre Mar-
celo Rossi, um dos maio-
espectadores, que assistirão às mensa- edição, realizada em Recife (PE), reu-
res nomes da música gens de fé do Pastor Silas Malafaia. niu 400 mil pessoas no Marco Zero.
Gospel no Brasil. Locali-
zado na zona sul de
São Paulo, o templo,
ainda inacabado, foi
projetado para rece-
Amor em qualquer
ber até cem mil fiéis.
época do ano
A coleção Com Carinho, que a Line Records preparou para lançar no mês dos namo-
rados pode ser uma ótima opção para presente em qualquer época do ano. No reper-
tório, 10 músicas românticas na voz de Cristina Mel, Robinson Monteiro, Jamily,
Edu Porto, Adriana Ferreira, Kim, Ivanilson, Priscila Christensen e as irmãs
Michelle e Gisele Nascimento.
Blogagem coletiva
O dia 2 de junho, Dia da Evangelização Global, aqui
chamado de GOD Brasil, também foi o dia da blo-
gagem coletiva, um movimento para usar os blogs de
cristãos para falar do amor de Jesus para os inter-
nautas. O projeto foi identificado como #GODBrasil
facilitando o entendimento. A mobilização global
atingiu cerca de 200 nações onde todos se comprome-
teram a falar de Jesus ao mesmo tempo. O movimento
nasceu no site www.globaloutreachday.com

JOTTA A É JURADO NO RAUL GIL


O cantor mirim retornou ao palco onde foi revelado, o Pro-
grama Raul Gil, para divulgar seu primeiro CD pela Central
Gospel Music, Essência. Vencedor do concurso Jovens Ta-
lentos Kids, em 2011, o jovem também foi convidado para
participar da bancada de jurados na segunda temporada
do quadro. Jotta A se consagrou no Programa Raul Gil ao
cantar sucessos como Agnus Dei, Descansarei e Vem com
Josué. Agora, ao lado da cantora Simony, Mia Wicthoff,
vocalista da banda CW7, e do crítico musical Régis Tadeu,
Jotta A irá avaliar as novas promessas da música brasileira.

Jonas Vilar participa


de festival internacional
O cantor se apresentará no Bra-
zilian Gospel Festival, entre os
dias 29 de agosto e 10 de setem-
bro, em Orlando, na Flórida (EUA).
Grandes nomes da música gospel
e pastores de várias denomina-
ções estarão neste evento.
“É a primeira vez que participo do
festival e estou muito feliz. A ex-
pectativa é grande. Minha ida a
Orlando marca a minha segunda
viagem ao exterior em 2012. Será mais uma grande opor-
tunidade de falar do amor de Deus através do sertanejo
gospel, um estilo que é a cara do Brasil”, comenta Jonas
Vilar. O vídeo oficial do evento pode ser visto em http://
www.youtube.com/watch?v=EsEhxUxdznc

Salão Gospel 2013


O Salão Internacional Gospel 2013 já tem data e local
confirmados. O evento acontece de 19 a 21 de abril de
2013, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

131
Lançamentos
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Maravilhosa Graça
Geraldo Guimarães
Fruto de uma nova geração, Ge-
raldo Guimarães, lança seu pri-
meiro álbum, que foi gravado ao
vivo na Igreja Videira, no Rio de
Janeiro. Esse baiano de nasci-
mento e carioca de coração, em-
bora tenha contato com a músi-
ca desde os 14 anos, só 20 anos
depois finalmente encontrou seu caminho na música
gospel. Na produção desse novo trabalho do cantor, reve-
zam-se Kleyton Martins, Emerson Pinheiro, Rogério Vieira
e Tadeu Chuff, garantindo diversidade sonora ao álbum.

Do outro lado
132

Andrea Fontes

Do Outro Lado é Andrea Fontes


em sua melhor definição. Letras
consistentes, mensagens de en-
corajamento, transformação, mi-
lagre e fé estão presentes no CD.
Tem um pouquinho de tudo o
que ela desenvolveu ao longo da
carreira. Para produzir as 12 fai-
xas do álbum foram convocados Melk Carvalhedo, Rogério
Vieira e Wesley Ross. Cordas, violões, metais, percussão e
acordeon enriquecem os arranjos.

Coletâneas
Line Records

Com o objetivo de relembrar su-


cessos que marcaram a música
gospel, a Line Records acaba de
lançar uma série de seis coletâ-
neas com as melhores canções
de Regis Danese, Soraya Moraes,
Jamily, Cristina Mel, J. Neto e
Gisele Nascimento. Além da
qualidade, que já é marca registrada da gravadora no merca-
do, outro diferencial dos álbuns é o número de faixas, que
chega até 20 em um único CD. No álbum de Regis Danese,
não poderia faltar hits como Faz Um Milagre em Mim, que
rendeu à gravadora o 1º Prêmio de Música Digital, O Meu
Deus é Forte, Eu Creio nos Planos de Deus, O Melhor Que Eu
Tenho, Compromisso, entre outros.
133
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LUIZ CARLOS SÁ | www.backstage.com.br

ruas do Village novaiorquino, o jovem contestador com


suas canções separatistas nas ramblas de Barcelona ou
o trompetista de jazz solando, solitário, em New
Orleans, têm em comum um profundo amor à música.
Talvez prefiram até essa vida incerta com ela do que uma es-
tável carreira burocrática num escritório qualquer, sem ela.
A nós, músicos que conseguiram de uma maneira ou
outra viver de sua arte, o colega de rua toca profunda-
mente. Sempre pensamos que poderíamos ser um de-
les, incapazes de abandonar a música mesmo quando
ela nos abandonasse. Os de rua não pensam no que
poderiam ter sido em outra área de atividade: penso
mesmo que o fato de poderem expôr sua arte a cente-
nas ou milhares de passantes todos os dias dá a eles a
perspectiva de sensibilizarem a pessoa certa no mo-
mento exato e – num passe de mágica – transforma-
rem-se em superstars da noite para o dia, como Bessie
Smith, Seu Jorge, Edith Piaf, os Isley Brothers, os

Músicos na rua
136

M úsicos de rua existem de todo tipo: os felizes, os


infelizes, os conformados, os revoltados, os
virtuoses, os desafinados, os jovens, os velhos... Mas o
Mamonas Assassinas, Tracy Chapman e uma incontável
lista de muitos e muitos outros que foram descobertos nas
ruas de grandes, médias e até pequenas cidades. Claro que
ceguinho da rabeca nas feiras nordestinas, o saxofo- poucos deles dominam seu instrumento com maestria,
nista do Centro do Rio, o velho hippie barbudo das mas num mundo onde tudo pode ter um upgrade instan-
LUIZCARLOSSA@UOL.COM.BR | LUIZCARLOSSA.BLOGSPOT.COM

nenhuma trucagem tipo pro tools foi usada em be-


nefício outro que não edição de imagem. O vídeo é
comovente, parece verdadeiro e faz com que pense-
mos com mais cuidado sobre o que temos deixado
na rua, sobre o pouco de atenção que prestamos
naquilo que às vezes não salta aos olhos por estar
fora de contexto ou em momento inoportuno –
reportemo-nos aí ao exemplo de Joshua Bell.
Nas priscas eras dos 70 nossos primeiros aventu-
reiros a se entregar às terras gringas escreviam
cartas (lembram-se do que era isso?!) dizendo
que montavam suas casas com o que achavam
no lixo: sofás, móveis, livros, TVs, eletrodo-
tâneo, isso não lhes mésticos em geral, tudo isso estava nas ruas
parece constituir uma difi- desses hoje falidos paraísos da grana, então
culdade intransponível. São oprimidos por sua própria abastança: limpos
seres feitos muito mais de es- e desinfetados fariam depois figura nos apês apertados da
perança que de desespero. cucarachada... É nisso que a priori transformamos nossos
Salvo traição de memória, jamais passei por um deles músicos de rua, bons e ruins: numa mesma massa de pizza.
sem pingar algum trocado. Lamento mesmo que na É preciso que apuremos os ouvidos e elejamos nossos prefe-
maioria das vezes a correria da rua tenha me impedido ridos. Paremos ao lado deles, escutemos o que eles tocam e
de escutar a canção até o final. Em outras ocasiões lem- têm a dizer. Hoje, escrevendo esta crônica, chego a idealizar
bro-me de ter sido atraído pela música e ter curtido aquela sonhada conversa com um músico de rua, proibida
justamente aquele movimento mágico de sentir pri- pela minha timidez. Digamos que ele fosse um cantor e vi-
meiro o som vindo pelo ar; depois a procura pela ori- olonista interpretando trabalho próprio:
gem do som, seguida pela descoberta, pela constatação - Puxa, cara, você toca legal mesmo.
do bem que aquela música me fazia ou da emoção dife- - Obrigado... Nossa, vinte pratas... Valeu, irmão!
rente que ela me suscitava; e finalmente a decepção de - Que é que você está fazendo na rua?
ter que ir embora sem conhecer direito aquela pessoa - Aqui é que funciona, rola uma graninha que dá pro gasto.
que me emocionara, porque não ousara abordá-la para - Mas ninguém te ouve direito...
conversar e me limitara a deixar cair uma graninha - Pois é, mas você não parou no som? Um dia acontece...
mais substanciosa no seu chapéu. O sorriso do garoto, como eu falei antes, é de esperan-
A música de rua pode ser surpreendentemente podero- ça, não de desespero. Então o que seria deles se eles
sa ou decepcionantemente desinteressante. Tem gente próprios não se acreditassem incondicionalmente? É
na rua que acredita no que toca, mas que realmente não desse estofo que são feitos grandes sucessos. E às vezes
toca nada. Em compensação, você pode ter sido um da- me parece que na rua a qualidade tende a se esmerar
queles sortudos que usaram o metrô de Washington no através da informalidade e da sinceridade.
dia em que o violinista virtuose Joshua Bell e o jornal Quando me imagino tocando na rua, desamparado do
Washington Post resolveram colocar à prova o discer- apoio que hoje cerca minha vida profissional, chego a
nimento musical dos cidadãos comuns. Bell foi lá pra duvidar da minha própria capacidade de conseguir um
baixo tocar Bach, Schubert e Manuel Ponce com um público em torno de mim que escutasse com atenção
Stradivarius de três milhões e meio de dólares. Resulta- aquilo que tenho a dizer em palavras e melodia, num
do: parcos trinta e sete dólares em quarenta e três minu- contexto tão diverso e diferente de um palco onde as
tos de apresentação... A grossa maioria dos usuários atenções são estudadamente atraídas para o artista em
simplesmente ignorou Joshua e seu ziliardário instru- foco. Não seria esse o Grande Ensaio? Tornar-se capaz
mento: queriam apenas chegar ao trabalho a tempo. de – a exemplo de um camelô que vende um creme
Eu e as torcidas do Flamengo e do Corinthians reuni- milagroso – atrair uma roda de passantes atentos?
das recebemos por e-mail um fantástico vídeo de mú- Quem sabe, enfim, se uma reação qualitativa, tão
sicos de rua interpretando Stand By Me. A ideia é mãe, aguardada e nunca chegada, esteja esperando, cantan-
não há o que contestar. Mas o que mais me surpreen- do e tocando por aí, pelas ruas do Mundo, onde talen-
deu nesse vídeo - hoje visto como um lugar-comum da tos insuspeitos tentam comer pelas beiradas essa gran-
web - foi a qualidade dos músicos, isto assumido que de feijoada que é a Música Popular de Todos Nós.

137
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Augusto Menezes .......................... (71) 3371-7368 .............. augusto_menezes@uol.com.br ................................................................... 89


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Bass Player .................................... (11) 3721-9554 ..................................................................................................................................... 48
B & C Speakers ............................. (51) 3348-1632 .............. www.bcspeakers.com.br ............................................................................ 79
Ciclotron ...................................... (14) 3604-6000 .............. www.ciclotron.com.br .................................................................. 2ª capa e 3
CM do Brasil ................................. (11) 4613-4900 .............. www.cmdobrasil.com.br ............................................................................ 63
CSR ............................................... (11) 2711-3244 .............. www.csr.com.br ................................................................................. 23 e 27
CV Áudio ...................................... (11) 2206-0008 .............. www.cvaudio.com.br .................................................................................. 09
Decomac ...................................... (11) 3333-3174 .............. www.decomac.com.br ................................. 21, 39, 53, 85, 91, 121 e 125
DB Tecnologia ............................... (51) 3718-2642 .............. www.dbtecnologiaacustica.com.br ............................................................. 65
Ecad .............................................. (21) 2544-3400 .............. www.ecad.org.br ......................................................................................... 04
Eros Alto-Falantes ........................ (18) 3902-5455 .............. www.eros.com.br ........................................................................................ 73
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Guitar Player ................................. (11) 3721-9554 .............. www.guitarplayer.com.br ............................................................................ 62
Gang Music ................................... (11) 3061-5000 .............. www.gangmusic.com.br .............................................................................. 17
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João Américo Sonorização ........... (71) 3394-1510 .............. www.joao-americo.com.br ......................................................................... 75
Jamile Tormann ............................. (61) 3208-4444 .............. www.jamiletormann.com ............................................................................ 88
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Leac's ............................................ (11) 4891-1000 .............. www.leacs.com.br ....................................................................................... 77
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