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si um limite muito pouco definido.

E foi este limite que


Racha: Dolo Eventual ou Culpa se buscou explorar.
Consciente?
Gabriela Lucena Andreazza Afinal, para imputar uma punição proporcional à
gravidade do ato delituoso, é importante saber
classificar o ato típico em doloso ou culposo. Só
assim será alcançada o objetivo do Poder Judiciário
Quando da superveniência de resultado concreto e, por extensão, também da sociedade como um
(morte ou lesão corporal) no delito de participação em todo, quando visam uma punição ao delito de racha.
competição automotiva não autorizada (racha) faz-se
necessária uma análise do elemento subjetivo 2.Tipo objetivo e elemento subjetivo
incidente, pois inúmeras conseqüências jurídicas
derivam da interpretação adotada, seja ela pró-dolo “Tipo objetivo”, “delito”, “fato típico” e “tipo penal”,
eventual ou pró-culpa consciente. todos estes termos são sinônimos de crime. Para que
uma ação ou omissão do agente gere efeitos no
1. Introdução[1] mundo exterior, e, por conseguinte, conseqüências
jurídicas, é necessário que, anteriormente, o agente
O mundo inteiro se preocupa com as conseqüências tenha pensado nisso.
danosas dos delitos de trânsito. Até mesmo a
Organização Mundial da Saúde dá ao tema o status Os aspectos subjetivos e psicológicos representam
de epidemia. Uma prova de que este não é um aquilo que se passa dentro da cabeça do agente
problema recente é que já no final do século XIX, em quando ele dirige a sua conduta de modo a enquadrá-
1900, Viveiros de Castro dizia que os la em um dos tipos penais previstos no ordenamento
acidentes automobilísticos eram uma verdadeira jurídico. O tipo objetivo nada mais é do que a
epidemia, “tão mortífera quanto a febre amarela”[2]. exteriorização da vontade que concretiza o tipo
subjetivo.
O Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) veio
como resposta do legislador aos anseios de uma O elemento psicológico normativo da tipicidade diz
sociedade que sente, no trânsito, uma situação de respeito ao agente e sua ação (ou omissão), que se
medo constante. enquadra na prescrição legal proibitiva e se manifesta
na forma de dolo ou culpa. O que vai determinar a
Uma das condutas inconseqüentes que geram este caracterização de um ou de outro é a maior ou menor
estado de medo é a prática do delito de participação atuação da consciência e da vontade.
em competição não autorizada, popularmente
conhecido como “racha” ou “pega”, em geral por Para entender as conseqüências práticas desta
jovens buscando auto-afirmação e popularidade. diferenciação, e para exemplificar[4] que o dolo é a
mais grave forma de culpabilidade, vale expor o
O racha é reprimido pelo Código de Trânsito seguinte:
Brasileiro em seu art. 308 que o tipifica como crime
punível com “detenção, de seis meses a dois anos, a) Um homicídio cometido com dolo tem numa pena
multa e suspensão ou proibição de se obter a que varia de 6 (seis) a 20 (vinte) anos, podendo ser
permissão ou a habilitação para dirigir veículo de 12 (doze) a 30 (trinta) anos, na hipótese de
automotor” a conduta de “participar, na direção de homicídio qualificado.
veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa
ou competição automobilística não autorizada pela b) Por sua vez, um homicídio culposo na direção de
autoridade competente, desde que resulte dano veículo automotor tem suas penas previstas no Art.
potencial à incolumidade pública ou privada”. [3] 302 do CTB: “Penas – detenção, de 2 (dois) a 4
(quatro) anos, e suspensão ou proibição de se obter
Tal conduta é, sem dúvida, extremamente reprovável, a permissão ou a habilitação para dirigir veículo
pois expõe a perigo concreto a incolumidade pública automotor”[5].
e, por extensão, a privada. Resta saber, e é isto que
esta pesquisa procurou descobrir, o que pensam os É possível observar que, apesar do tênue limite
participantes do “racha”. subjetivo que separa as duas espécies, há uma
enorme disparidade de penas. Esta linha de
Entretanto é preciso destacar que não se pretendeu, separação torna-se ainda mais frágil em se tratando
com este trabalho, alcançar o impossível, mas sim das modalidades de dolo eventual e culpa
estudar as diversas nuances da Teoria da Vontade consciente, conforme veremos.
para inferir conclusões sobre o elemento subjetivo
existente nos delitos desta natureza. Dolo e Culpa Outra conseqüência prática da determinação do tipo
são categorias do elemento subjetivo que têm entre de culpa (lato sensu) é a determinação da
competência e do rito processual a ser seguido. O
Tribunal do Júri tem constitucionalmente prevista a - Fernando Capez: “A culpa consciente difere do
sua competência para julgar os crimes dolosos contra dolo eventual, porque neste o agente prevê o
a vida.[6] Se o crime contra a vida (homicídio, por resultado, mas não se importa que ele ocorra (‘se
exemplo) der-se na modalidade culposa, a eu continuar dirigindo assim, posso vir a matar
competência para conhecer da ação será do juiz alguém, mas não importa; se acontecer, tudo bem, eu
singular. vou prosseguir’). Na culpa consciente, embora
prevendo o que possa vir a acontecer, o agente
2.1. Dolo eventual repudia essa possibilidade (‘se eu continuar
dirigindo assim, posso vir a matar alguém, mas estou
O dolo eventual, espécie do gênero dolo indireto, certo de que isso, embora possível não ocorrerá’). O
caracteriza-se quando o agente prevê como possível traço distintivo entre ambos, portanto, é que no dolo
o resultado e, estando consciente da iminência de eventual o agente diz: ‘não importa’, enquanto na
causá-lo, assume o risco e segue na execução do iter culpa consciente supõe: ‘é possível, mas não vai
criminis. acontecer de forma alguma’ ”.[11]

Assim, o dolo eventual ocorre quando o agente - Júlio Fabbrini Mirabete: “A culpa consciente
assume o risco de produzir um resultado que por ele avizinha-se do dolo eventual, mas com ela não se
foi previsto.[7] Houve, portanto, a visualização da confunde. Naquela (na culpa consciente), o agente,
possibilidade da ocorrência do ato ilícito e, mesmo embora prevendo o resultado, não o aceita como
assim, o agente não interrompeu sua ação, possível. Nesse (no dolo eventual), o agente prevê o
“admitindo, anuindo, aceitando, concordando com o resultado, não se importando que venha ele a
resultado”.[8] ocorrer”.[12]

2.2. Culpa consciente 3. Caracterização do delito do art. 308 do CTB e o


Elemento Subjetivo do Tipo
Pode-se dizer que a culpa (em sentido estrito) é a
forma mais branda de culpabilidade, sendo menos O “racha”[13] é uma espécie de disputa, corrida,
grave do que o dolo. “Na culpa o resultado ilícito de competição, de “veículo em desabalada carreira com
dano ou perigo não é previsto, mas previsível, e se intenção de exibição ou demonstração de sua
for previsto de algum modo, não é aceito pelo agente potência”[14].
que acredita que tal não ocorra.”[9]
Antes de o Novo Código de Trânsito entrar em
Dentro das modalidades culposas tem-se, como vigor[15], o racha ou pega caracterizava a
subdivisão doutrinária, a culpa consciente, ou com contravenção penal de direção perigosa de veículo
previsão. Trata-se do mais elevado grau de culpa, por na via pública.
aproximar-se do conceito de dolo eventual. Ela estará
caracterizada quando o agente previr um resultado Não há dúvidas de que o elemento subjetivo da
que não deseja e agir apesar desta previsão. O participação em competição não autorizada, previsto
agente não quer o resultado nem assume o risco de no ordenamento jurídico seja o dolo. Essa certeza
produzi-lo; não quer, sinceramente, que o resultado decorre do simples fato de inexistir previsão legal de
venha a ocorrer. modalidade culposa.

2.3.Diferença entre culpa consciente e dolo A discussão quanto à incidência de dolo eventual ou
eventual de culpa consciente só surge quando a partir da
prática do racha sobrevém um resultado danoso tal
Alguns autores posicionam-se sobre a diferenciação como o homicídio.
entre os dois tipos de elementos subjetivos que são
objeto desta pesquisa – dolo eventual e culpa 4. Superveniência de resultado concreto em crime
consciente –, a saber: de racha

- Cezar Roberto Bitencourt: “Os limites fronteiriços Se o comportamento imprudente ocasiona acidente
entre o dolo eventual e a culpa consciente constituem que tem como conseqüência morte ou lesão corporal
um dos problemas mais tormentosos da Teoria do de terceiro, o entendimento do Des. Maurílio Moreira
Delito. Há entre ambos um traço em comum: a Leite, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, é de
previsão do resultado proibido. Mas, enquanto no que o delito de homicídio ou lesão absorve o crime de
dolo eventual o agente anui ao advento desse participação em competição não autorizada, que
resultado, assumindo o risco de produzi-lo, em vez de prevê tão-só a conduta potencialmente danosa. [16]
renunciar à ação, na culpa consciente, ao contrário,
repele a hipótese de superveniência do resultado, na Surge, então, a dúvida: O crime de homicídio ou o de
esperança convicta de que este não ocorrerá.”[10] lesão corporal, decorrente da prática do racha,
pertence à modalidade dolosa ou culposa? É
inquestionável que o praticante de racha prevê o cominação de penas diametralmente
resultado antijurídico (lesão ou morte de terceiro) desproporcionais para alguém que,
como possível. A dúvida reside em determinar se o desavisadamente, joga um vaso de flor de cima de
agente presta anuência para que este resultado um prédio e acaba matando um infeliz transeunte
sobrevenha (dolo eventual) ou se repele a idéia de (detenção de 1 a 3 anos) e outrem que, praticando
advento do resultado e acredita veementemente que, corrida não autorizada em via pública, atropela e
em função de sua habilidade, tal resultado não virá a mata um pedestre (detenção, de 2 a 4 anos, podendo
ocorrer (culpa consciente). ser aumentada de um terço à metade, e suspensão
ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação
Em se tratando de superveniência do resultado para dirigir veículo automotor).
morte, o art. 308 do CTB ficará absorvido ou pelo art.
302 do CTB, ou pelo art. 121 do CP? É crucial a 5.Posicionamento doutrinário pró-dolo eventual
compreensão de que o que irá determinar se a
absorção dar-se-á pelo art. 302 do CTB ou pelo art. - Júlio Fabbrini Mirabete: “Querer o perigo ou
121 do CP será o entendimento de que o resultado aceitar o risco de sua ocorrência equivale a consentir
morte deriva de culpa consciente do autor, no no risco do resultado (morte ou lesão corporal).”[21]
primeiro caso, ou de dolo eventual, no segundo.
- José Marcos Marrone: “Se da corrida, disputa ou
A interpretação pró-culpa consciente é, sem dúvida, competição não autorizada resultar evento mais
o entendimento mais benéfico para o agente que grave (lesão ou morte), configura-se o dolo eventual
ficará sujeito a uma sanção menor: a prática de (art. 18, I, 2ª parte, do Código Penal), respondendo o
homicídio culposo na direção de veículo automotor condutor pelo delito de homicídio doloso ou lesão
tem uma pena cominada pelo CTB de detenção, de corporal dolosa. Fica absorvido o crime do art. 308 do
dois a quatro anos, e suspensão ou proibição de se CTB. ” Reforçando o mesmo entendimento o autor
obter a permissão ou a habilitação para dirigir. continua: “Efetivamente, aquele que participa de
‘racha’, em via pública, tem consciência dos riscos
Por outro lado, o entendimento mais gravoso para o envolvidos, aceitando-os, motivo pelo qual mereve
autor é o de que este agiu com dolo eventual, ser responsabilizado por crime doloso.” [22]
assumindo o risco e anuindo previamente na
superveniência do resultado morte. Tratar-se-ia de 6. Posicionamento doutrinário pró-culpa
absorção pelo art. 121[17] do Código Penal Brasileiro consciente
que comina pena de reclusão de 6 (seis) a 20 (vinte)
anos para o homicídio simples e de 12 (doze) a 30 - Cezar Roberto Bitencourt: “Por fim, a distinção
(trinta) na hipótese de homicídio qualificado. entre dolo eventual e culpa consciente resume-se
à aceitação ou rejeição da possibilidade de produção
4.1. Homicídio e lesão corporal culposos no do resultado. Persistindo a dúvida entre um e outra,
trânsito dever-se-á concluir pela solução menos grave: pela
culpa consciente”.[23]
No Código Penal, o homicídio culposo tem uma pena
cominada de detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.[18] - Edmundo José de Bastos Jr.: “Quando a atitude
Em 1997, com o advento do Código de Trânsito, psíquica do agente não se revelar inequívoca, ou se
passou a existir uma previsão específica no art. 302 há inafastável dúvida se houve, ou não, aceitação do
da pratica de homicídio culposo na direção de veículo risco do resultado, a solução deve ser baseada no
automotor, com uma pena cominada superior à princípio in dubio pro reo, vale dizer, pelo
anterior do Código Penal, qual seja detenção, de 2 reconhecimento da culpa consciente. (...) Nos
(dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de delitos de trânsito, há um decisivo elemento de
se obter a permissão ou a habilitação para dirigir referência para o deslinde da dúvida entre dolo
veículo automotor, podendo ser aumentada de um eventual e culpa consciente: o risco para o próprio
terço à metade nas hipóteses previstas no parágrafo agente. Com efeito, é difícil aceitar que um condutor
único.[19] de veículo, na plenitude de sua sanidade mental, seja
indiferente à perda de sua própria vida – e,
Alguns doutrinadores, como Rui Stoco, defendem a eventualmente, de pessoas que lhe são caras - em
inconstitucionalidade do art. 302 do CTB por ofensa desastre que prevê como possível conseqüência de
ao princípio constitucional da isonomia e ao direito manobra arriscada que leva a efeito (...).” [24]
subjetivo do réu a um tratamento igualitário[20]. Este
entendimento de Rui Stoco segue a linha da 7. Posição jurisprudencial
dogmática clássica, para a qual a antijuridicidade está
limitada à desvaloração do resultado. Na década de 1990, como parte de uma “política
criminal do terror”, observou-se o nascimento – no
Por este entendimento, sendo o resultado o mesmo Rio Grande do Sul – e fortalecimento – em todo o
(homicídio culposo), não haveria razão para a território nacional – de uma corrente jurisprudencial
que passou a reconhecer, indiscriminadamente a Em análise da interpretação jurisprudencial da
existência de dolo eventual nos acidentes matéria, observou-se que, quando não há provas
automobilísticos, decorrentes ou não de racha, com concretas, definitivas de que o acusado tenha agido
repercussão social [25] . Entretanto, decisões com a intenção de causar o resultado, não poderá
isoladas para um ou outro lado continuam a ser existir outra decisão senão no sentido de se
prolatadas pelos Tribunais Brasil a fora. reconhecer uma conduta culposa.

8. Considerações finais A opção pela culpa consciente é, ainda, a


interpretação técnica mais adequada de acordo com
A idéia inicial motivadora desta pesquisa foi procurar a legislação específica que regula a matéria, qual
investigar a incidência de dolo eventual ou de culpa seja, o Código de Trânsito Brasileiro.
consciente nos delitos de lesão corporal e homicídio
decorrentes da prática do racha. Entretanto, torna-se claro que, por decisão de política
criminal, o Poder Judiciário resolveu dar à sociedade
A partir de uma conceituação dos tipos de elemento a resposta por ela esperada, punindo tais delitos de
subjetivos, com ênfase na diferenciação entre dolo grande repercussão social com seriedade, o que só
eventual e culpa consciente, passou-se a uma pode ser feito no âmbito do dolo. Isto tem sido
caracterização do delito do art. 308 do CTB, para só demonstrado como clara tendência extraída das
então analisar a incidência do elemento subjetivo decisões mais recentes dos principais tribunais do
quando da superveniência de resultado concreto no país, no sentido de afirmar a impossibilidade de
crime de racha. afastamento genérico do dolo eventual, ainda que em
detrimento da técnica e do primor interpretativo da lei.
A doutrina brasileira divide-se quanto ao
reconhecimento de dolo ou culpa. Juridicamente, a Todavia o objetivo maior deste rigor na aplicação das
interpretação dos dispositivos legais em vigor aponta penas não tem sido alcançado. Apesar de se buscar
que a intenção do legislador de levar o intérprete para coibir a prática de imprudências, o aumento da
a culpa consciente. Isto porque o Código de Trânsito severidade na punição tem sido acompanhado por
Brasileiro, que é o instituto legal destinado a regular um crescente número de acidentes fatais.
os crimes cometidos no trânsito, só prevê a
modalidade culposa de lesão corporal e homicídio Finalmente pode-se entender que o fator
quando sobrevierem como resultado concreto em determinante para a diferenciação entre o dolo
crime de racha. eventual e a culpa consciente é certamente a vontade
do agente. Somente nos casos em que restar
O aprofundamento da análise da superveniência de claramente evidenciado esse querer, poder-se-á falar
resultado concreto em crime de “racha” instiga à em dolo eventual, que, nos delitos de trânsito,
investigação, pois é justamente quando ocorre a embora possível, é de difícil comprovação. Diante da
absorção do delito de participação em competição dificuldade de descobrir o que pensava o agente no
não autorizada pelo homicídio ou lesão corporal que momento da conduta delituosa, na prática, o
surge a discussão sobre a incidência de dolo eventual elemento subjetivo, não é extraído da mente do autor,
ou culpa consciente. mas sim das circunstâncias do caso concreto.

Em se tratando de delimitação de conceitos, o mais


interessante foi observar que, apesar do tênue limite
subjetivo que separa as duas espécies de
culpabilidade de que tratou esta pesquisa (dolo
eventual e culpa consciente), há uma enorme ANDREAZZA, Gabriela Lucena. Racha: Dolo
disparidade de penas entre uma e outra: no caso de Eventual ou Culpa Consciente?. In: Âmbito
um homicídio ocorrido durante a prática de racha, se Jurídico, Rio Grande, IX, n. 30, jun 2006.
a opção for pelo dolo, aplica-se o Código Penal (art.
Disponível em: <http://www.ambito-
121), e a pena pode variar de 6 (seis) a 20 (vinte)
anos, podendo ser de até 12 (doze) a 30 (trinta)
juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_art
anos, na hipótese de homicídio qualificado; igos_leitura&artigo_id=1100>. Acesso em jun
entretanto, se a opção for pela culpa consciente, a 2018.
pena a ser aplicada é a cominada para o homicídio
culposo na direção de veículo automotor (art. 302 do
CTB), qual seja detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro)
anos, e suspensão ou proibição de se obter a
permissão ou a habilitação para dirigir veículo
automotor.