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Sumário

COSMOGÊNESE DE AKBEL RELACIONADA COM A ANTROPOGÊNESE..................................................2


COSMOGÊNESE DO SENHOR AKBEL RELACIONADA COM ANTROPOGÊNESE...................................12
TROCA DE IDÉIAS SOBRE A COSMOGÊNESE DO SENHOR AKBEL RELACIONADA COM
ANTROPOGÊNESE...............................................................................................................................................19
POR QUE O EXCELSO “TERCEIRO KUMARA” SE ACHA NOS PORTAIS DA OITAVA ESFERA, SENÃO
NO LIMITE ENTRE A TERRA E O CONE DA LUA NO “ON NE PASSE PAS”..?.........................................26
CHAVE DE PÚSHKARA......................................................................................................................................34
MECANOGÊNESE DO QUARTO UNIVERSO - QUARTO SISTEMA.............................................................45
DE EVOLUÇÃO.....................................................................................................................................................45
COMENTÁRIO ACERCA DO TRECHO DE UM LIVRO DA BIBLIOTECA DO MUNDO DE DUAT..........55
TRECHO DE FRÁ-DIÁVOLO - ESTUDO II........................................................................................................61
O SENTIDO DO ACIDENTE DE LISBOA, ........................................................................................................66
INICIAÇÃO............................................................................................................................................................78
INICIAÇÃO JIVA..................................................................................................................................................90
INICIAÇÃO ASSÚRICA......................................................................................................................................101
INICIAÇÃO KUMÁRICA....................................................................................................................................110
RESTOS KÁRMICOS..........................................................................................................................................116
RESTOS KÁRMICOS..........................................................................................................................................122
COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE...........................................................................................................129
VIGILANTE SILENCIOSO.................................................................................................................................143

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AULA Nº 01

COSMOGÊNESE DE AKBEL RELACIONADA COM A


ANTROPOGÊNESE

No grande Universo há uma linguagem própria para cada estágio, para

cada plano em Evolução. Para se entender a natureza de Deus é preciso usar

sua linguagem. Ora, para que se tenha perfeita conscientização da gloriosa

OBRA DO ETERNO, de DEUS, de BRAHMÃ, condicionada aos planos limitados,

os quais os teósofos denominam de primeiro, segundo e terceiro Logos; os

cabalistas, dos Três Sóis: Aziluth, Beriah ou Briah, Yetzirah e Asiah, senão, os

planos das Ideias manifestadas - Plano dos Princípios, Plano das Causas, Plano

das Leis e o Mundo dos Efeitos. Os Hindus falam em Brahmã, Vishnu e Shiva; os

Egípcios em Osíris, Ísis e Horus; os Cristãos em Pai, Filho e Espírito Santo; os

Gnósticos em Pai, Mãe e Filho. JHS falou em Primeiro, Segundo e Terceiro

Tronos. Os gregos nas três hipóstases do Logos; há outras Tríades, em outras

filosofias.

De modo que há necessidade de que se adquira uma ideia global daquilo

que representa o Universo imanifestado e o que são os Universos manifestados.

Para que se tenha uma ideia “espacial” do Absoluto para o Relativo, do

imanifestado para o manifestado, da Suprema Unidade subdividindo-se na

multiplicidade de formas, veículos, personalidades, e para o perfeito

entendimento de tudo isso necessário se torna usar a Inteligência Abstrata.

Tem-se com efeito, de usar a abstração. Como usá-la? Se a abstração não é uma

inteligência de natureza concreta, limitada, condicionada? Pois bem, há

necessidade de se usar uma linguagem de natureza abstrata. Qual será?

Lançando-se Mão da linguagem simbólica. Usando, sim, elementos, cujos

conceitos já se acham firmados por todos aqueles que se dispuseram a estudar,

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a vivenciar a matéria. Estes elementos podem ser: frases, figuras mitológicas,

expressões corporais, teatralizações, figuras geométricas, configuração das

constelações (expressão gráfica dos Planetas, segundos os Caldeus).

Muito bem, os símbolos expressam a ideia sintética e que não é possível

de deturpação, de deformação.

Toda a ideia da Cosmogênese do Supremo Revelador AKBEL está

condicionada a uma frase:

“DO UNO TRINO SURGIRAM OS SETE AUTO-GERADOS”

SIMBOLOGIA DO TERMO “UNO”:

UNO - tem o sentido de “O ABSOLUTO, O ESPAÇO SEM LIMITES” o

“OCEANO SEM PRAIAS”, o OLHO SEM PÁLPEBRAS”, o “OLHO DA DIVINA

PROVIDÊNCIA”, TAT, ou seja AQUILO, JINANATA, A ORIGEM DE TODAS AS

COISAS, A CAUSA DAS CAUSAS.

A SUPREMA UNIDADE (O UNO) para se manifestar espelhou-se nos

Planos manifestados. Condicionou-se, por vez primeira, sob o aspecto do

triângulo com o vértice para cima, senão, dos Polos: Positivo, Negativo e

Neutro; Fohat, Kundalini e Prana.

V
^
/\
S /___\ A

Deste triângulo e em várias teogonias surgem diversas trilogias ou

trindades, vejamos:

Vontade Amor Sabedoria Atividade - conforme Ciência das Idades

Sat Chit Ananda - conforme o Sankya

Brahmã Vishnu Shiva - conforme o Hinduísmo

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Osíris Ísis Horus - conforme os Egípcios

Pai Mãe Filho - conforme os Gnósticos

Pai Filho Espírito Santo - conf. os Cristãos

Primeiro Segundo Terceiro Logos - os Gregos e Teósofos

Primeiro Segundo Terceiro Tronos - conf. JHS

Rei Rainha Valete - conf. os Ciganos

Pithis Aleph Xadu - a Yoga Universal

Akbel Ashim Beloi - segundo a língua Tiro-Fenícia

Lorenza Crivatza S.Germano ou Lorenzo- conforme nossa Obra

Jing Heve Suss - conforme a língua da Agartha

Lorenzo Akgorge Akdorge - segundo a futura manifestação do Avatara

do Ciclo de Aquarius..

O Círculo - a Cruz, em baixo deste, e uma meia Lua, em cima, símbolo

de Mercúrio.

Mercúrio Vênus Marte

Dragão de Ouro Dragão Azul Dragão Vermelho

Cabeça Tronco Membros

Cabeça Coração órgãos criadores físicos

Poder-se-ia enumerar inúmeras trilogias tais como:

Transformação Superação Metástase

Corpo Alma Espírito

Satwa Rajas Tamas

Akbel Arabel Rabi-Muni

Matra-Devas Mahat Manasaputras

Se fôssemos citar todas as Tríades, símbolos da polaridade, não se

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terminaria, pois que, a simbologia é infinita. Não se pode esquecer o velho

Pitágoras:”o número três reina por toda a parte, a Unidade é seu Princípio”.

Do Uno a seguir surge no cenário da evolução, o grande setenário, os

sete Auto-gerados, que surgiram do Uno-Trino.

Do misterioso Teotrim Celeste (do UNO surgiram os três elementos da

polaridade

universal, senão, o UNO se fez três).

Ora, deste UNO trino, surgiram os sete AUTO-GERADOS, sim,

manifestação pelo processo da simultaneidade. Ora, o Absoluto, a Suprema

Unidade polarizou-se, surgindo deste evento o Ternário, o Triângulo da

manifestação. Os três Polos ou os elementos da polaridade manifestando-se, em

combinação, dois a dois...desdobram-se no setenário.

Observação: O UNO (1), o Ternário, o Triângulo e finalmente, o

Setenário (7), o que equivale a dizer, que temos em ação a Chave numérica 1-3-

7, senão, 1 3 7 como manifestação de Deus, do Todo. Sente-se, portanto, a

manifestação da Lei da evolução, através do 1, do 3, e do 7, ou seja 137.

Vejamos a simbologia do número 137:

1- equivale às Leis, aos valores do Primeiro Trono - Mercúrio

3- corresponde ao trabalho do Segundo Trono - Vênus

7- alegoriza a missão do terceiro trono - Marte

Para melhor esclarecimento sobre este assunto de Cosmogênese de

JHS:

A
8 7
6 /\5
/1\
/ \
B ------- C

5
1234

O número 1 (central) representa o Absoluto, a Grande Unidade, o

TODO, o Espaço sem Limites.

O Triângulo A,B,C expressa o Pai, Mãe e Filho - o Trino, os três Polos

da manifestação, a Tríade Superior, a Suprema Coroa. Os números 1,2,3,4 e

noutro Plano 5,6 e 7 - alegorizam os 7 Luzeiros, os 7 Anjos diante do Trono.

Representam, respectivamente, o Absoluto, o Oceano sem Praias, o Primeiro

Trono; o Triângulo, o Segundo Trono e o Setenário, o Terceiro. O “UM” Central,

o Olho, expressão da ação no Plano da Luz; o Ternário, o Triângulo: A,B,C,

expressão da ação no campo do Tempo, do compasso, da Consciência, e os raios:

1,2,3,4,5,6 e 7 equivalem à ação de Deus, da Lei, no Plano do Espaço-Espaço, no

plano condicionado.

Imaginemos um grande círculo rodeado de 7 círculos menores, tendo

no centro um triângulo equilátero.

Neste esquema, temos o SOL CENTRAL DO OITAVO SISTEMA,

representado pelo grande círculo; em termos de Energia, de Força, temos o

triângulo expressando: Fohat, à direita, Kundalini, à esquerda e Vida Una

(Prana) no vértice.

Os Sete Sóis do Oitavo Sistema, cada um dos quais é o SOL Central de

cada Universo, de cada Sistema. Em termos de Consciência temos: os Excelsos

AKBEL, à direita - Face da Misericórdia; o Planetário do Facho Luminoso,

ARABEL, à esquerda - Face do Rigor. E o Venerável RABI-MUNI, acha-se no

centro, como uma Vida-Una, Planos Objetivados. Os Sete Sóis saíram do Oitavo,

cada um com uma tônica diferente, como soe acontecer com as notas da escala.

Por aí começamos a sentir o valor das Hierarquias Criadoras. Nosso estudo está

no sentido do Espaço sem Limites para o Espaço com Limites.

A cabeça humana (alegorizando o AVÔ DO UNIVERSO), constitui uma

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demonstração clara da manifestação espontânea e simultânea da Divindade em

7 direções diferentes. A cabeça é o UNO, o cérebro e duas faces é o TRINO, as

narinas, os ouvidos, os olhos e a boca são os SETE AUTO-GERADOS. Saíram do

seio da Divindade. Face direita, o Senhor AKBEL, Face esquerda, o Senhor

ARABEL e o Centro expressa o Venerável RABI MUNI. Por isso o ETERNO fala

através DESTE, quando o Sexta-Teo não está avatarizado no Mundo dos

Homens.

O círculo (0); o círculo com um ponto no centro (1); o círculo cortado

por um diâmetro, tendo a parte superior (1) e a parte inferior (2); o círculo com

uma cruz no centro, dividindo-o em 4 partes (1,2,3,4)

|
1|2
---------
3|4
|

O SOL OCULTO, o zero (0), origem de tudo, alegoriza o Sol Espiritual,

Primeiro Trono; os algarismos 1 e 2 - expressam a polaridade, Segundo Trono,

Pai e Mãe Cósmicos, as duas Faces do ETERNO. Os dois Olhos que tudo veem

As duas serpentes da Árvore da Vida. O círculo com a Cruz dentro (1,2,3,4),

representa a Terra, o Terceiro Trono, A Divindade em Movimento, em atividade.

É a Terra, tendo em seu interior as Hierarquias Superiores. Adicionando os três

Círculos temos a soma 7, posto que toda Ideia, toda Consciência, O Deus

ÚNICO, para agir na Terra precisa se desdobrar em 7; é por isso que o sistema

de numeração de Agartha é setimal. Esta alegoria está dentro das teorias de

Pitágoras: temos o número três (os 3 círculos) os quais se derivam do Grande

Círculo (0) que é a Unidade, o Princípio. Estes três círculos representam,

também, a cabeça, o cérebro; o de número 1, o coração, o círculo com os

números 1 e 2; alegorizando os órgãos criadores físicos, o terceiro círculo com

uma cruz no Centro.

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De conformidade com este estudo há um trecho de um Livro de Duat -

O LIVRO DA ROTURA DO CÉU - PICRATOS - Secção 5 - Códice 23:

“O grande setenário que abarca o Universo não vibra unicamente nas

sete cores do ARCO ÍRIS, nas sete notas da escala, mas, ainda, na constituição

do Homem que é tríplice na sua essência, porém, sétupla na sua evolução. Mas,

como viva ELE no quaternário da Terra, esta só pode ser governada pelos

Quatro Animais da Esfinge e as três Brumas Celestes. Hora há, entretanto, em

que as três Brumas tomam forma humana para auxiliar os quatro”.

Como se pode verificar, há sempre um quaternário objetivo e um

ternário comandando tudo subjetivamente. Compreendemos, pois, a Divindade

tem o valor Ternário no Mundo Divino, no céu, mas na Terra é representada

pelo número 8. O número 8 é formado de dois zeros ou círculos e mais um

pequeno traço. Temos o valor 7 nos três círculos e mais a origem o que é igual a

8.

Os Caldeus primitivos combinaram três símbolos (círculo com um

ponto no centro, o círculo com o diâmetro e o círculo com uma cruz no centro) e

fizeram a expressão gráfica dos sete Planetas primitivos, equivalendo às sete

notas da escala, aos sete Tatwas.

Com a miniatura do primeiro símbolo (o círculo com um ponto no

centro), representavam o Planeta Sol, o Arcanjo Mikael; com a metade do

segundo símbolo, expressavam o Planeta Lua, formaram o crescente lunar com

os cornos para cima, Arcanjo Gabriel; com o círculo (primeiro símbolo), e mais a

cruz do terceiro, com a inclinação de 23 graus, representavam o Planeta Marte,

e, por uma questão de abreviação ou melhor de deturpação, expressam este

Planeta com um círculo e uma cruz, com uma inclinação de 23 graus. Símbolo

do Arcanjo Samael; o círculo com a cruz em baixo e a meia lua em cima,

reproduz o símbolo de Mercúrio. Símbolo do Arcanjo Rafael; a cruz do terceiro

8
símbolo, acrescida de uma meia lua, na extremidade esquerda da linha

horizontal, temos o símbolo de Júpiter, Arcanjo Saquiel; o círculo com a cruz em

baixo, temos o símbolo do Planeta Vênus, Arcanjo Anael; a cruz, com uma meia

lua na extremidade direita da linha horizontal, abaixo da citada linha, temos o

símbolo do Planeta Saturno, Arcanjo Cassiel.

Eis, portanto, uma demonstração de que do UNO, o grande Círculo

(Símbolo do Espírito), surgiram os três menores formando o ternário, e a seguir,

os três foram desdobrados no Setenário.

Os símbolos de Júpiter e Saturno unidos, deram origem a Swástica ou

seja a Vida em Movimento constante.

Tudo isso está relacionado com os sete Tatwas e mais um, ou seja, o

Oitavo; do mais grosseiro para o mais sutil: LAM, VAM, RAM, PAM, HAM, SAT,

TAT e OM, senão, as sete notas da escala: D_, RÉ, MI, F°, SOL, L°, SI.

Os sete grandes ISHWARAS, como sendo expressão das sete matrizes

ou Divinas Mães Primordiais, aliás, aspectos femininos dos Luzeiros, temos:

MU...MÓ...MA...MÊ...MÉ...MI...ISIS...WARA...

Estão aqui, ótimos temas de meditação para os nobres Instrutores.

Ora, meditação é o ato de se transformar a Mente finita em Mente Infinita, logo,

da natureza do Supremo Senhor do Oitavo Sistema.

Acerca de nosso estudo há um trecho de um Livro da Biblioteca de

Duat, o qual nos esclarece e nos oferece informações sobre as nossas pesquisas

neste campo de imensa abstração.

Trechos de Livros Jinas:

“O DRAGÃO dorme no seio do Infinito, enquanto os outros TRÊS que

são ao mesmo tempo, seus Filhos e Irmãos, são encarregados da Existência dos

Quatro Menores, formando a Cadeia Setenária da Evolução geral do Universo.

Cada um daqueles possui SETE FILHOS e Irmãos, que são em verdade, os

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construtores dos Dragões Menores nascidos do OVO DO UNIVERSO”.

O Dragão que dorme no seio do Infinito, alegoriza o Supremo Logos, o

Oitavo do Futuro na sua expressão Cósmica, sem a ideia de antropomorfização.

Deste Dragão que dorme no seio do Infinito se originaram os nomes de: Dragão

Celeste, Dragão de Ouro e outros nomes do mesmo étimo. Os outros Três e os

Quatro menores, são os sete Luzeiros. Os Quatro menores são objetivados, os

quatro Kumaras, e, os outros Três, são Kumaras superiores (logo, Luzeiros em

formação).

O Dragão que dorme no seio do Infinito é a essência do Oitavo do

Futuro, que se manifesta na sua tríplice forma de: Pai, Mãe e Filho - Akbel,

Allahmirah e Maitréya.

Para efeito de meditação e ao mesmo tempo de ilustração vamos

reproduzir outro trecho do LIVRO DA SUBLIMAÇÃO DE DEUS, de autor

desconhecido, mas com o pseudônimo de DOMICIANO - Secção 5 - Códice 16:

“Como Deus, ELE se oculta em si mesmo. Para todos os efeitos é o

PAI. Como seu duplo, apresenta-se aos possuidores de maior luminosidade em

forma de mulher e, portanto de Mãe. É a Divina Mãe Celeste, cercada de Anjos,

mas, também, traz nos pés, em forma de serpente, a própria Lua. Como Ele só,

é o PAI-MÃE Cósmico. Dele e Dela surgiram os 7 Pais menores e as sete Mães

da mesma natureza. aí é onde está o grande mistério do Saque contra o futuro,

em nossa Cadeia”.

Observamos os eventos de grande importância para o estudo de

cosmogênese ligado ao de antropogênese: de Tutmés III e Nereb-Tit, os quais

são dois Oitavos Seres ou representantes do Oitavo do Futuro na época e, deles

nasceram os 7 Dhyanis Agniswatas ou Rishis Júnior. De Kunaton e Nepher-Tit

(Dois Oitavos, em 1314 a.C.), nasceram as sete Plêiades e mais uma...que teve

uma confusão com o sobrinho de Kunaton. De Lorenzo (São Germano) e Lorenza

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( os dois Oitavos em 1789), nasceram os sete Dhyanis Kumaras. No acidente de

Lisboa, para nascer o segundo corpo de Allahmirah nasceram os sete Dhyanis-

Budhas, filhos do Maha-Rishi com as 7 filhas de Kunaton e Nepher-tit. Há oito

Iocanans; há sete mais Um que é o Excelso Cafarnaum.

O número oito é formado pelos dois círculos ou dois zeros, expressão

do segundo Trono. Glória aos Oitavos ou Deuses manifestados.

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AULA Nº 02

COSMOGÊNESE DO SENHOR AKBEL RELACIONADA COM


ANTROPOGÊNESE

Repetimos o que foi dito na aula anterior, isto é, a Cosmogênese do

excelso Senhor Akbel é baseada na célebre frase: “DO UNO TRINO SURGIRAM

OS SETE AUTO-GERADOS”. Ora, o UNO e o TRINO já foram objetos de estudos

em nossa aula anterior. Foram definidos e muito bem esquematizados. Agora

partimos para uma pergunta:

“Quais são os Auto-Gerados?...”

Sim, a expressão “os sete Auto-Gerados” é uma bela alegoria dos 7

Luzeiros que formam o Lampadário Celeste, isto é, em termos de

CONSCIÊNCIAS SUPERIORES. Em termos de Energias Universais

denominaríamos - nas de 7 Sóis que saem ou se originam do SOL CENTRAL DO

OITAVO SISTEMA.

Como sendo os 7 Auto-Gerados ou Luzeiros possuem outras

designações:

a - Consoante a linguagem sideral são os 7 Planetas Primordiais,

girando em torno do SOL (o Oitavo Sol ou SOL CENTRAL DOS OITAVOS

SISTEMAS);

b - Segundo a tradição do Ocidente temos os 7 Arcanjos sob a direção

do ARQUE-ÂNGELUS;

c - São os 7 Anjos diante do trono de Deus ou sejam os 7 Anjos da

Presença;

d - Conforme a tradição hebraica temos os 7 ELOHIM;

e - Há os sete Rishis Primitivos sob a Chefia do Maha-Rishi (o Oitavo);

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f - Temos os 7 Logoi (logoi é plural da palavra Logos);

g - Os Hindus falam nos 7 Prajapatis, saídos da Tríade Superior (por

isso diz H.P.B.: “os Prajapatis são 7 e dez ao mesmo tempo”).

h - Encontramos na tradição cabalista uma concepção semelhante a

dos Prajapatis: “as 7 Sephiroth e mais a Suprema

Coroa (Kether - Coroa, Chokmah - Sabedoria e Binah - Inteligência).

i - Os 7 Choans sob a Suprema chefia do Maha-Choan.

j - São os 7 ISWARAS ou Luzeiros.

Pesquisando sobre o assunto em pauta concluímos que o termo

“ISHWARA” - sânscrito - alegoriza os “HOMENS CÓSMICOS”, os Andróginos

que se manifestam em separado - como Pai e Mãe cósmicos -, como Manu

masculino e feminino, como Zain e Zioni.

Pois bem, o desdobramento do termo ISHWARA é IS + WARA.

IS - é o étimo de ISIS o que equivale a definição de Mãe divina.

WARA - é o grande VARÃO, ou seja o Manu masculino, o Luzeiro.

Os Luzeiros manifestam-se numa escala menor do que a do segundo

Trono, posto que, quando age no Plano condicionado tem a designação de

Planetário. sim, o Luzeiro ou o Ishwara, segundo as revelações do excelso

Senhor JHS, estando em formação tem a denominação de Planetário.

Planetários - consoante as revelações de JHS:”Os Planetários possuem

a parte Divina e possuem a parte material, logo, possuem duplo aspecto: um

funcionando como BEM e a outra como MAL, agindo, portanto, dentro da Lei da

Polaridade. E diz mais ainda: “Todo Planetário é sempre o “VIGILANTE

SILENCIOSO” de um Sistema para Outro ou sua Representação, também, de

uma Cadeia para Outra”...

O Luzeiro ou Ishwara é a parte Essencial, Celeste...Ora, todo o

Luzeiro avatarizado na escala humana, no Mundo dos Homens em evolução, tal

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como já foi dito, é Planetário. Cada Luzeiro ou Ishwara, em cada Universo ou

Sistema, funciona como sendo o Logos ou Sol Central. Eis porque em realização,

em formação, é um Logos Planetário.

O termo Luzeiro ou Ishwara representa um dos 7 grandes Logoi.

O termo ISHWARA - repetimos - é composto dos elementos IS, ISIS e

WARA, com o sentido de VARÃO, o princípio masculino do Universo. Ora, a

própria palavra em si, equivale a expressão: PAI e MÃE cósmicos ou OM MANY

PADME HUM. Na língua portuguesa poderíamos dizer: LUZEIRO e LUZEIRA,

LORENZO e LORENZA?

De modo que LUZEIRO ou ISHWARA funciona na base da Mente

Universal - Manu Masculino, Rei de Melki-Tsedek. E há os ISHWARA

FEMININOS que agem como “ISHWARA FEMININO”, portadores do AMOR

UNIVERSAL. logo, a ternura, a justiça, o equilíbrio, o princípio gerador. Com

efeito, há bem semelhança entre Luzeira...Lorenza...Lakshimi...

Ora, num Universo em formação o ISHWARA Feminino funciona como

sendo MÃE DIVINA, com sendo o Poder Universal, enquanto que o Luzeiro ou

Aspecto Masculino, age com a categoria de Planetário, Espírito. É como se

estivesse sua Essência dividida na Mônadas numeradas, nos Manasaputras e,

finalmente, nas Humanidades ou Hierarquias manifestadas.

O Luzeiro ou Ishwara manifestado no segundo Trono está no plano da

LUZ, da IDÉIA. Mas, quando está agindo no Plano condicionado - Espaço-Espaço

-, chama-se Planetário da Ronda. Age, portanto, em várias escalas, segundo as

necessidades cíclicas.

Consoante a Cosmogênese de JHS concebemos a escala hierárquica

obedecendo a orientação:

1- Universo ou Sistema equivale a sete Cadeias;

1- Cadeia corresponde a 7 Globos

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1- Globo equivale a sete Rondas;

Em uma Ronda evoluem sete Raças-Mães;

1- Raça Mãe tem sete sub-raças;

1- Sub-raça tem sete Ramos...

Em termos de Luzeiros temos o seguinte:

1- Luzeiro desdobra em 7 Kumaras;

1- Kumara em sete Dhyanis-Kumaras;

1- Dhyani Kumara em 7 Araths de Fogo;

1- Arath de Fogo em 7 Adeptos;

1- Adepto em 7 discípulos.

Ora, o Luzeiro ou Ishwara é responsável por um Universo ou Sistema.

Um Kumara o é por uma Cadeia e um Dhyani-Kumara por um Globo.

Trata-se de uma escala própria para a aplicação da didática ou

processo de comunicação da Ideia, mas, na realidade esse trabalho se

interpenetra. Manifesta-se de acordo com as necessidades cíclicas.

Muito bem, segundo a cronologia da “Ciência das Idades”, o Sistema

de evolução onde se encontra nossa Humanidade é o quarto dos sete de que se

compõe a longa jornada do Supremo Arquiteto do Universo até o Trono do

decifrador da Palavra Perdida. Se estamos no quarto sistema os três anteriores

se relacionam com os Reinos: Mineral, Vegetal e Animal, posto que pertencemos

ao quarto sistema.

15
07
|
50 ^ 06
\/\/
/ \
/ 0 \
2º /_______\
Trono |1 |2 |3 |4
0 0 0 0
-----------
3º | | | |
Trono A B C D

1- Neste esquema, imaginemos o primeiro Luzeiro ou Ishwara, o

qual realizou sua evolução, através das sete Cadeias, do primeiro Sistema. Este

Sistema relacionamos com o Reino Mineral, segundo as experiências da Ciência

das Idades. Teve todas as suas subdivisões.. Como resultado evolucional deu

como produto o primeiro Buda que se acha no interior da Montanha Moreb, com

o precioso nome de AG-ZIM-MUNI. Ora, no ponto de vista cósmico houve

integração do múltiplo no TODO, das Consciências individualizadas como sendo

parte do TODO. No caso trata-se do primeiro Luzeiro. Chamemo-lo de

DRITARASTHRA, senão, o primeiro Imperador Celeste. Esse evento foge à nossa

percepção, no momento evolucional e segundo a “Ciência Humana” poderíamos

chamá-lo de Reino Mineral, mas consoante a Ciência das Idades,

denominaríamos de “Primeira Ronda”. Com efeito, segundo os ensinamentos de

JHS, seria o primeiro Universo ou Sistema.

2- No esquema,(na letra B), temos uma pálida ideia do que foi a

evolução do segundo Universo. Deu como resultado evolucional a criação do

Buda MAG-ZIM-MUNI, e como Luzeiro temos o excelso VIRUDAKA, o Senhor do

Sul do Globo Terrestre. Segundo Reino-Vegetal. No aspecto Espiritual há o

Maharaja “VIRUDAKA”.

3- Na letra C do esquema, há a alegoria do terceiro Universo,

Terceira Ronda, onde houve como resultado evolucional a criação do Buda TUR-

ZIM-MUNI. No aspecto Espiritual temos o Luzeiro realizado que tomou o nome

16
de “VIRUPAKSHA”.

4- Na letra D do esquema, há o quarto Universo, o qual é o mais

importante para todos nós. É o que se acha em relação com o Sistema em que

vivemos. Neste funcionou a Lei da Polaridade. Seu Buda deve estar ainda em

formação. Embora seja citado o Excelso Senhor Rabi-Muni, entretanto, deverá

estar substituindo o que se acha em formação. Será ELE o Buda Terreno?

Os teósofos de grande celebridade admitem que as experiências das

mônadas do Reino Mineral passaram para o Vegetal; deste para o Animal e,

finalmente, deste último para o Reino Hominal. Mas, segundo a teoria de JHS,

isso não acontece. Há sete linhas evolucionais paralelas, há sete Reinos, sete

Universos...

Temos 4 Luzeiros voltados para a

Terra e 3 outros projetados para o futuro:

1- O Ishwara Mineral segue sua linha desde o mineral simples até

atingir ao Buda “AG-ZIM-MUNI”. Firmou o centro de consciência no físico-

físico;

2- O Ishwara ou Luzeiro do Reino Vegetal é deste Reino desde o

vegetal mais simples até ao Buda deste Reino: “MAG-ZIM-MUNI”: a Árvore de

Zaitânia, de Leda, de Akbu...Firmou o centro de consciência no Corpo Vital, na

Vida, no Prana.

3- O Ishwara ou Luzeiro do Reino Animal tem a sua Hierarquia

firmada neste terceiro Reino ou Ronda. Começou com suas formas simples até

atingir a Hierarquia do Buda: “TUR-ZIM-MUNI”. Firmou o centro de consciência

no afetivo-emocional.

4- O quarto Ishwara ou Luzeiro pertence ao Reino Hominal, embora

grande parte desta Hierarquia descesse ao estado de consciência anterior, ou

seja o afetivo-emocional. Ora, o verdadeiro Homem integrado em seu Reino é o

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ADEPTO. Durante este Reino ou quarto Universo a Lei procurou firmar na

humana criatura o mental concreto. Os Homens ilustres devem ter seu centro de

consciência focado no Mental cósmico, superior.

No final de cada sistema, as consciências superiores vão para a

Agartha, como Totem; as consideradas restolhos, seguem para os Sistemas

seguintes como Karma pendente. Os 3 Reinos: Mineral, Vegetal e Animal, é

apenas uma representação mais evoluída do que teria sido a evolução dos 3

primeiros Sistemas, sendo que as consciências retardatárias apenas vibram

sobre esses 3 Reinos ou Naturezas, por isso vê-se que na Natureza há uma certa

interdependência, mas um não se transforma no outro: cada sistema é

independente no processo evolutivo.

GLÓRIA ÀS CONSCIÊNCIAS LUMINOSAS NAS SUAS

MANIFESTAÇÕES

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AULA Nº 03

TROCA DE IDÉIAS SOBRE A COSMOGÊNESE DO SENHOR AKBEL


RELACIONADA COM ANTROPOGÊNESE

Partindo da Unidade, para termos uma noção espacial com limites,

vemos que a manifestação progressiva parte da Unidade. Esta Unidade vem se

condensando, ,até chegar à criatura Humana. De modo que, por exemplo, se nós

considerarmos o TODO espaço sem limites, o Círculo é uma limitação dentro do

Oceano Central do espaço sem limites. Do Absoluto houve uma limitação, quer

dizer, o Absoluto sentiu a necessidade, uma carência, seja ela qual for, por

conseguinte houve uma manifestação. É como se fosse uma Oitava parte do

Absoluto.

Se nós considerarmos o Absoluto como uma laranja, o oitavo gomo

pertence a gente. Então é o círculo com um ponto no centro.

Agora, essa foi a primeira manifestação, logo após houve uma

segunda limitação a qual nós chamamos de segundo Logos, segundo Trono ou

Plano da Mãe Divina, etc...é o círculo cortado por um diâmetro.

A terceira limitação é o terceiro Trono: círculo com uma cruz no

centro.

De maneira que o que está virado para nós é essa manifestação; o que

está virado para o outro lado não se sabe, tem mais 7 coisas que não adianta

cogitar, porque não pertence a gente. É um pensamento praticamente inútil.

Por conseguinte temos: 1º, 2º e 3º Logos. Imaginemos um círculo com

2 círculos internos. O círculo externo chamaríamos de 1º Logos, ao

intermediário de 2º Logos, e o circulo interno de 3º Logos que é onde nós

navegamos.

Por conseguinte temos o TODO: 1,2,3...no entanto é quatro, quatro

19
coisas...

Há um esquema em Niterói que esclarece isso mesmo. É o TODO

ABSOLUTO. Tudo para se manifestar polariza. Assim temos:

1º Trono 2º Trono 3º Trono

1ª Manifestação 2ª Manifestação 3ª Manifestação

1ª Limitação 2ª Limitação 3ª Limitação

Logo, quer dizer; Deus para se manifestar no nosso Plano necessita de

7 coisas diferentes.

O rosto humano é uma expressão que poderíamos chamar de Avô do

Universo.

Temos então como exemplo a narina direita e a narina esquerda,

ouvido direito e o ouvido esquerdo, o olho direito e o olho esquerdo mais a boca;

isso é para dar ideia da manifestação simultânea, são coisas diferentes.

Os Caldeus representavam esse 7, como um desdobramento do

ternário: o círculo, a meia lua e a cruz.

Daí temos o Sol em miniatura a que chamamos de Netuno (o círculo

com um ponto no centro). A metade do círculo que é a Lua. Um circulo com uma

cruz, com o quaternário mais ou menos a 23º (Marte). Transmutando esse globo

com o quaternário temos Vênus e este símbolo encimado pela meia Lua, temos

Mercúrio. A cruz com a meia lua do lado direito, temos Júpiter. A cruz com a

meia Lua do lado esquerdo, voltada para baixo, temos Saturno.

Esses sete símbolos saíram do Ternário. Vamos entender aquela frase

de Blavatsky: Do UNO TRINO surgiram os 7 Auto Gerados. Entendemos a

mesma coisa com outro esquema, é o olho sem pálpebra, o símbolo da Divina

Providência. É o que chamam Supremo Arquiteto.

Do UNO TRINO saíram os 7 Auto-Gerados. Quem são os sete Auto-

Gerados?

20
São os Anjos da Presença, os 7 Arcanjos, os 7 Kumaras Primordiais.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete - temos o símbolo do Oitavo

Sistema. É a Cosmogênese de JHS:

O
O | O
\ .. /
O-- . ^ .—O
. /_\ .
..
/ \
O

Daqui saem os 7 Auto-Gerados. Por isso que o Mestre fala no oitavo - é

uma Oitava Coisa, mas em si é Ternário.

O número oito é o símbolo do 2º Trono.

O que é três no Mundo Divino, é oito no Mundo Terreno.

Por isso temos 7 + 3 = 10, dai o velho Pitágoras em vez de sistema

setimal, deu-nos o sistema decimal; divinizou a humanidade, completou a

humanidade.

Em Agartha o sistema é setimal, cosmicamente é Decimal.

A nossa vida objetiva, antropogênica, é setimal. Com o Buda Vivo e

seus 11 Dharanis, formam os doze aspectos da manifestação.

Temos o número oito que é o símbolo da Atlântida, é o símbolo da

manifestação cósmica na sua manifestação antropogênica.

Por isso temos os órgãos criadores masculinos e os órgãos criadores

femininos, um o inverso do outro; um se projeta, o outro se interioriza. Os dois

olhos e o nariz são expressão dos órgãos criadores masculinos. A boca é a

expressão dos órgãos criadores femininos.

Chamam de SHU, a 49ª letra do alfabeto sânscrito, que é a Chave de

Púshkara, que também é símbolo do órgão criador do Manu, com todas as

21
medidas, logo, a cosmogênese objetivada.

Também podemos chamar: a Pedra Filosofal e a Pedra Cúbica, é o

mundo abstrato das hierarquias Arrúpicas e Rúpicas.

Se tomarmos a figura do círculo com um triângulo no centro, cortado

por uma linha vertical, temos: na face direita, o Grande Senhor AKBEL (a face

da Misericórdia); a face esquerda é a manifestativa, o Grande Senhor ARABEL -

Fohat e Kundalini do Oitavo Sistema, e no centro, o Grande Senhor RABI-MUNI.

Nos espaços intermediários temos os Interplanetários e os Inter-

Ishwaras.

Interplanetário é o que existe entre um Planetário e outro.

Inter-Ishwara é o que serve de elemento entre um Sistema e outro.

Interplanetário e Inter-Ishwara é questão de dinamismo.

Interplanetário é o que serve entre o grande Cosmo e o mundo

objetivo.

É sempre o ciclo da polaridade funcionando.

Poderíamos chamar os Munis, os excelsos Munis, os Manasaputras, os

excelsos Manasaputras, os Matra-Devas, os excelsos Matra-Devas; são as três

linhagens que se desdobraram na imensa humanidade.

Na parte superior temos a concavidade do subjetivo absoluto, é o

infinito, é a abóbada celeste. Na parte inferior temos os Mundos interiores, é a

concavidade do concretismo absoluto. Em cima temos os 7 Luzeiros, os sete

Arcanjos diante do Trono. Isso se reflete em baixo nos sete Kumaras.

Com o símbolo de Júpiter e Saturno temos o símbolo do governo da

face da Terra e do interior da mesma.

Esse símbolo é a palavra ASGA-LAXA. Em movimento é Júpiter e

22
Saturno, de onde se originou a Swástica, que é o símbolo da Divindade em

movimento.

A quadratura do Círculo é Deus manifestado, é Deus feito Homem. A

sutilização da energia é a circulação do quadrado (Pitágoras).

No período de condensação, de objetivação, temos a quadratura do

círculo que depois começa a sutilizar, voltando ao princípio de origem, mas

conscientemente.

A força centrípeta do Universo - quadratura do círculo; a força

centrífuga - a circulação do quadrado.

Ou então como diz o Grande Senhor KUT-HUMI, em que a matéria é a

cristalização da ideia, e a ideia é a sutilização da matéria. Por isso que desde

Deus até uma cadeira é a mesma essência em frequência vibratórias diferentes.

O Oitavo do passado é representado numa linha reta, é o infinito, é o

oito horizontal. O Oitavo do futuro vem bombardeando-o (ao Oitavo do passado)

para que o mesmo possa despertar da matéria bruta. É a circulação do

quadrado.

Esse é o trabalho do Supremo Arquiteto que vai de globo em globo, de

sistema em sistema, bombardeando os Avataras. Trabalho de geração. Por isso é

que a geração é como se fosse a união dos dois oito.

Desse símbolo surgiu a Antropogênese. Por isso que dizem que o

homem fisicamente é masculino e psiquicamente é feminino. A mulher

fisicamente é feminina, psiquicamente é masculina. O trabalho dos

Interplanetários é formar uma linhagem masculina, e todo trabalho feminino é

dos Inter-Ishwaras, que é formar outra linhagem. É como dizer que todos os

aspectos femininos vão dar os Andróginos-Luni-Solares; e os homens vão dar os

Andróginos-Soli-Lunares. Como os dois Budas, por exemplo: o Buda Celeste

considerado como mulher, e o Buda Terreno considerado como homem.

23
O jogo da polaridade em movimento é que dá a evolução.

Primeiramente vem os Gêmeos Espirituais como Pai e Mãe. Henrique

e Helena vieram como Buda semente. Depois vem Maitréya com Buda colheita.

Por isso que no princípio da Sociedade havia uma ordem para chamar as Irmãs

de Irmãos, porque um casal dentro da Obra não é uma polaridade feminina e

masculina e sim dois indivíduos trabalhando para uma função. São duas

experiências que no final vão colher. Tanto assim que foi nomeado Lorenza o

Ishwara feminino. Porque no mundo desde a época mais remota sempre um

elemento masculino dominou; socialmente, positivamente. Logo, para o

Andrógino falta uma experiência, a experiência lunar.

A sucessão masculina e feminina no fim de tudo dará o Andrógino.

A maçonaria não adotou mulheres, porque é uma instituição de

combate, só positiva, de trabalho. Mas no Oitavo do futuro os dois trabalhos são

feitos simultaneamente, tem sempre os dois elementos (masculino e feminino).

Em todas as projeções do Avatara há sempre dois elementos.

Hoje, caminhando para o Androginismo, ambos tem um ponto de

conhecimento comum, porque caminham para o Quinto Sistema. Se o nosso

trabalho atualmente é bissexual, tem que haver Pramantha, para haver uma

geração nova, com novas características, um novo tipo.

Quando se manifestou o Avatara, quando JHS nasceu, quando ele

passou por este ambiente (Face da Terra), é como se fosse um relâmpago,

conseguiu salvar 432.000 almas. Quando nasceram os Dhyanis, salvaram mais

432.000 almas. Em vários rituais da Obra foram salvas 432.000 almas.

Salvar a alma, quer dizer: tirar deste ambiente, da superfície da

Terra, e levar para o mundo de Duat. Mas, elas não podem ficar engarrafadas,

então estas almas vão nascer na Face da Terra, no novo Pramantha.

GLÓRIA A TODOS AQUELES QUE CONTRIBUEM PARA COM O

24
PRAMANTHA, MANTENDO ACESO O FOGO SAGRADO DA GERAÇÃO, QUE

PERMITE A EVOLUÇÃO DA MÔNADA EM SEU CAMINHAR ASCENDENTE AO

ENCONTRO DO OITAVO SISTEMA.

BIJAM

25
AULA Nº 04

POR QUE O EXCELSO “TERCEIRO KUMARA” SE ACHA NOS


PORTAIS DA OITAVA ESFERA, SENÃO NO LIMITE ENTRE A
TERRA E O CONE DA LUA NO “ON NE PASSE PAS”..?

Vimos em nossas aulas anteriores, como é orientada a direção dos

Sistemas ou Universos em Evolução:

1- O Luzeiro dirige um Sistema ou um Universo em evolução.

Quando está manifestado no Plano do Espaço-Espaço, no plano denso, Ele se

desdobra em 7 Planetários ou Kumaras, dependendo da língua que se queira

usar.

2- O Kumara ou Planetário dirige uma Cadeia (7 Cadeias formam

um Universo).

3- Para facilitar nosso entendimento chamamos de Planetários aos

sete que saíram do Oitavo do futuro e Kumaras aos que se originaram do Oitavo

do Passado.

4- Admitimos a existência da primorosa dinâmica evolucional, logo,

há uma elevação de Hierarquia...Tudo evolui...Isto posto, compreendemos a

existência da evolução dos Deuses, das Consciências manifestadas no Plano

condicionado. Ora, a humana linguagem é grosseira e por isso diríamos, há no

processo ascendente da evolução da Mônada...promoção, elevação de categoria,

de Hierarquia...

5- No curso de um Sistema, um Dhyani (consoante o conceito de

nossa Escola de Eubiose) passará aos graus, à prática da função de um Kumara;

o Kumara, à função de um Maharaja e ESTE à de um Luzeiro;

6- Atualmente, há 4 Maharajas realizados e três acham-se em

26
formação. Logo, no final do Sétimo Sistema, haverá 7 Maharajas em vez de 4.

Eis que os 7 se fundirão no Oitavo do futuro. Ora, todos estão reunidos no seio

do Infinito.

Passemos agora, a falar no quarto Sistema de Evolução, aliás, aquele

que nos diz respeito, neste processamento da “Dinâmica Evolucional”. Sim,

quarto dos sete que formam a trajetória da marcha do Logos Criador, através

dos Espaços Siderais. Vamos pensar, portanto, no quarto Senhor dos sete que

tomam assento nos sete Tronos, diante do Deus único e Verdadeiro.

Pois bem, dentro da técnica de comunicação das coisas iniciáticas

sabemos, segundo a Chave Numérica dos acontecimentos, que este quarto

Sistema possui sete Cadeias. Estas sete Cadeias, com suas consciências, em

atividade, acham-se em pleno desenvolvimento. Começaram a sua técnica

evolucional da Cadeia Síntese, a Oitava do passado, com todos os resíduos dos

Sistemas anteriores, a denominada Cadeia das Trevas, a que saiu do Corpo de

Brahmã.

Esta Cadeia deu origem a mais sete, formando o Quarto Sistema

(repetimos com o sentido de fixação de ideias).

Segundo o que deduzimos das valiosas Revelações de JHS,

denominamos de primeira Cadeia à “Cadeia de Saturno”.

a - SAT - Aquilo - o que procede do Infinito - da Ideia Una;

b - UR - quer dizer, FOGO, o fogo que se cristaliza com a mudança de

temperatura, de Plano.

c - NO ou OM; Om expressão do Som Inefável, o Oitavo Tatwa..

Com efeito, Saturno é o mais antigo, o Avô do Universo, o portador da

Suprema Ampulheta que marca os Ciclos, o Imenso Matra Akasha.

Usando um pouco de devaneio de nossa parte diríamos, o globo físico

da primeira Cadeia deverá ser este, que a astronomia profana denomina de

27
Estrela Vênus, Estrela Dalva; o da segunda Cadeia, é provável ser,

precisamente, a que os astrônomos chamam de Marte; e, finalmente, onde

floresceu a terceira Cadeia, já esta bem conhecida dos Americanos e dos

Soviéticos. É denominada de Cadeia Lunar. Eis porque (das citadas) é a que se

acha mais próxima de nosso Globo Terrestre. A nossa quarta Cadeia, o

conhecido Globo Terrestre, onde está vivendo a Hierarquia Humana é,

realmente a “Cadeia Marciana”.

1- Primeira Cadeia - de saturno, relacionada com o dia de Sábado,

segundo o calendário adotado oficialmente, nesta época.

2- Segunda Cadeia - de sol, relacionada com o dia de domingo (Sole

die);

3- Terceira Cadeia - de Lua - relacionada com o dia de segunda

feira.

4- A Oitava Cadeia concebemo-LA como se fosse um SOL Central,

em torno do qual girassem os sete Planetas, representados pelas grafias dadas

pelos Caldeus primitivos.

Cada Cadeia (representada por um dos Planetas) divide-se, também,

em sete globos, senão, em sete ciclos menores. Se tomarmos o relógio como

elemento de comparação, diríamos (partindo do máximo ao mínimo) dia, horas,

minutos e segundo...A Cadeia Planetária possui sem dúvida sete globos ou ciclos

menores.

Ora, cada Globo é dirigido por um sub-aspecto de um Kumara, (a fim

de facilitar nossas pesquisas chamemo-lo de Dhyani, segundo os conceitos da

Escola de Eubiose). E, não nos esqueçamos de que o Oitavo do passado, o

excelso Senhor ARABEL, mantinha e mantém a supervisão de todos os Globos e,

consequentemente, de todas as Cadeias no Sistema.

Consoante os ensinamentos de JHS, houve grande atraso na terceira

28
Cadeia ou seja a Cadeia Lunar. O excelso Senhor ARABEL, usando seu Livre

Arbítrio Planetário, contrariando, portanto, o esquema total, tentou acelerar a

evolução, dando conhecimentos, práticas e outros processos, a fim de dar a

tônica do Quinto Universo. As Hierarquias em formação, porém, ainda não

possuíam cabedal, evolução, não estavam com os veículos suficientemente

preparados para suportar uma vivência, num estágio muito elevado. Por isso

houve, por assim dizer, uma queda de Plano, de nível, uma distorção no

planejamento do ETERNO. Ora, o Oitavo do Passado preocupou-se com o

Sistema, do qual era o Vigilante Silencioso, posto que, no caso, ocupava um

Trono imediato ao do Quarto Senhor.

A Hierarquia humana na terceira Cadeia do Quarto Sistema, possuía

um estágio evolucional, semelhante ao Sistema anterior, (com centro de

consciência focado no “Afetivo Emocional”, de anima, animismo, animal), o

Terceiro.

De modo que, no sentido de promover um aprestamento evolucional,

da Hierarquia dos Jivas, resolveu fornecer-lhes conhecimentos e práticas de

natureza superior, aliás, muito acima da capacidade de aprendizagem dos

componentes desta Hierarquia. De modo que para promover a rápida evolução

dos Jivas, tentou realizar uma série de coisas, em relação ao interesse de sua

Hierarquia, sem obedecer às Ordens do TODO, da Direção Global, no caso, do

ETERNO. Quando o trabalho não obedece a uma certa harmonia, surge,

naturalmente, a corrupção. Esta transforma os interesses gerais, nos

particulares, os coletivos em individuais.

A evolução na terceira Cadeia vinha-se processando dentro de um

ritmo natural, até atingir o quinto Globo. Quando chegou neste Globo, surgiu a

natural rebeldia congênita dos Assuras. As Leis Universais passaram a não ser

obedecidas. Isto posto, começou a haver a depressão. O orgulho e a vaidade

29
(como sendo o aspecto negativo da Vontade do Eterno) passaram a ter uma

função predominante. O desvio da Programação começou a ser sentida. Eis o

fato de podermos dizer que a Cadeia Lunar encerrou seu trabalho evolucional,

no quinto Globo. A responsabilidade evolucional pertencia, é natural, ao Terceiro

Senhor, ao terceiro Luzeiro ou Ishwara, na qualidade de Consciência máxima.

Se nos sexto e sétimo Globos da Cadeia Lunar não houve evolução;

que poderia ter acontecido? Os princípios que não foram desenvolvidos naqueles

Globos, vieram a ser a quarta Cadeia. Esses eventos lunares prejudicaram o

nascimento da quarta Cadeia, pois, esta ficou com dois galhos podres, não pode

lançar mão de dois Ciclos evolucionais: as primeira e segunda Raças. Ora, Raças

constituídas de fantasmas? Devido a todos esses acontecimentos negativos a

evolução começou, realmente, nesta quarta Cadeia, na Terceira Raça-Mãe

(obedecendo a mesma chave numérica).

Tomando-se como base o Globo Terrestre (onde evolui a Cadeia

Marciana do quarto Sistema) temos dois pontos extremos: o interior deste

Globo, representando o SOL, o futuro, o que virá, o rumo ao Divino, aos futuros

Sistemas. Da Superfície da Terra ao infinito, há uma distância infinita que

equivale à Cadeia Lunar ou às suas vibrações. Logo, compreendemos: à medida

em que se vão distanciando de nossa Atmosfera, do ponto gravitacional de

nossas Terra, vão se aproximando do Cone da Lua (ou melhor do Cone da Terra).

Isto acontece até que se atinja o vórtice que conduz as almas ao Sol Negro,

negativo, a Oitava Esfera negativa. Temos a considerar que os Russos e

Americanos estão indo fisicamente ao Globo Lunar, entretanto, a Lua possui as

suas dimensões Psíquicas...As Almas regridem para a Lua através de outras

dimensões. Vão à Lua ou regridem à Ela, depois que perdem o corpo físico e a

estrutura vital. Não vão nos módulos e, sim, com os veículos: Emocional e

Mental Concreto. Por outras palavras, os Russos e Americanos vão ao Globo

30
Lunar, usando aparelhos mecânicos, mas com um estado de consciência

Humano, com os veículos humanos, dentro de outro mecânico. Noutro aspecto, o

indivíduo ou a alma que foi humana, poderá se encontrar no Cone da Lua,

segundo o seu estado de Consciência. O célebre Plano Astral, Mundo Astral, das

teogonias teosóficas, corresponde ao Cone da Lua, o qual tem suas gradações.

Ora, lua no sentido real ou iniciático expressa, define o que é passado,

saudosismo. Sol é futuro. Evolução para os que se acham na Face da Terra, é

encaminhar para o seu interior. Involução é o fato de permanecer-se na

superfície dela, que fisicamente, quer psiquicamente, quando se perde o Corpo

físico. É por isso que grande número de espíritas ou animistas se encontram no

Cone da Lua, pois vivenciam, eternamente, este Plano.

Quando falecia um membro da Obra, sem estado de Consciência,

nosso grande Senhor o encaminhava para o Mundo de Duat. No caso, estava

encaminhando para o Sol e, ao mesmo tempo retirava-o de um suave cone da

Lua. Foram encaminhados para o Tabernáculo dos Deuses no Mundo de Duat,

grande número de Seres, Almas trabalhadas. Isto se deu antes do julgamento.

Muito bem, antes do JULGAMENTO, LEVADO A EFEITO NO DIA 21

DE MARÇO DE 1956, as almas humanas não podiam ultrapassar em

determinado ponto (sendo determinado estado de consciência) que nosso Senhor

JHS denominava de “ON NE PASSE PAS”. É o limite máximo de afastamento da

Face da Terra. Deste determinado ponto começa a entrar no vórtice, conduzindo

as almas ao Sol negro, ao não ser. Para que as almas não passem desse ponto

“ON NE PASSE PAS”, perdendo a possibilidade de voltar a encarnar, o Terceiro

ISHWARA, como o maior responsável pela queda do Globo Lunar, assumiu a

responsabilidade de ficar nesse ponto a fim de não permitir a passagem das

Almas penadas. Alegoricamente, nosso Grande Senhor dizia que estava de

cabeça para baixo. E, ficará nesse limite até o momento de conduzir os julgados

31
maus para o Sol negro. Substituiu-o, no papel evolucional, o terceiro Kumara,

em Shamballah.

Compreendemos: o trabalho evolucional do quarto sistema de

Evolução mantém o sacrifício dos quarto, quinto, sexto e sétimo Luzeiros. Ora,

além do quarto, todos contribuem com sua porcentagem para a redenção da

quarta Hierarquia, sem falar no Terceiro, cujo sacrifício é incomensurável. Se

tomarmos como base de raciocínio o Triângulo com o olho no centro diríamos:

^6 P
/4\
5 /___\ 3 A X senão,

P – de Pithis, Piedade - A de Amor, Alma do Mundo, a fim de equilibrar

o sacrifício expresso pelo Xadu. Ora, P - Pai, Akbel; A - Alma, Allahmirah,

exaltando na Face da Terra, diminuindo o Sacrifício do Terceiro Ishwara, para

salvar a Humanidade do quarto (que no triângulo está representado pelo Ponto).

Surge, no caso, uma pergunta. Onde se acha o Terceiro Ishwara?

Fisicamente deverá estar numa TALA, abaixo de Agartha.

Por isso há um trecho de determinado Livro do Mundo de Duat, onde

se acham escritas as palavras: “Sobre a Caverna Tenebrosa riam e

confabulavam os Deuses”.

H.P.Blavatsky, na sua monumental Obra, A DOUTRINA SECRETA,

aconselhou a seus discípulos:

“Não desças Filho meu,

porque a escada da descida tem 7

degraus, por baixo dos quais

existe a Oitava Esfera, o Círculo

das tristes necessidades...”

32
O excelso Terceiro Senhor ou Ishwara comanda os Assurins, categoria

especial de Assuras. Os Assurins devolvem à Terra todas as almas que iam até o

ponto máximo, antes de atingir o vórtice vertiginoso do não Ser, da negação da

Vida.

33
AULA Nº 05

CHAVE DE PÚSHKARA

Pedido por Emmanuel

Temos a considerar, no caso, a existência de várias ou infinitas

Chaves do Conhecimento. Isto em se tratando do ponto de vista iniciático quanto

ao método de ministrar ensinamento, é pouco diferente do usado pela aplicação

da didática no mundo profano. Estamos procurando aplicar o método dos

conhecimentos absolutos, senão, no ponto de vista da Sabedoria Divina e

Eterna.

Destas chaves do conhecimento referidas citaremos, apenas, as sete

principais, aliás, adotadas pelos eminentes cabalistas:

1- Numérica

2- Geométrica

3- Astrológica

4- A do Equilíbrio entre os Opostos - A Lei da Polaridade.

5- Histórica

6- Biológica

7- Metafísica

Nas exemplificações de nossas pesquisas tomemos como parte basilar

o Movimento Universal, provindo da manifestação da Obra do ETERNO na Face

da Terra, orientado pelo Senhor Akbel. Podemos representar a estrutura, a

programação da Obra do Excelso Senhor AKBEL, através das sete Chaves do

Conhecimento. Vejamos:

1- CHAVE NUMÉRICA - Afim de resguardar os mistérios

34
encerrados na grandiosa Obra do Senhor AKBEL, realizamos a comunicação de

sua imensa Sabedoria e ainda para resguardá-la dos deturpadores e

industrializadores da Sabedoria do ETERNO, através da Chave Numérica dos

Conhecimentos Iniciáticos.

Quais são esta Chaves Numéricas? Ora, em relação à História da

Obra do excelso Senhor Akbel temos: 1, 2, 3, 7, 8...(137); há os misteriosos

números: 22, 49, 52, 56, 78, 111, 777, 888, 1001 e 1554.

O número 3 representa o Teotrim, pois, sua grafia expressa a metade

do número 8.

Imaginemos o número 8 deitado (símbolo do infinito) cortado ao

centro por uma linha horizontal. A parte superior e a inferior do número 8

formam dois 3. O 3 superior representa o Teotrim Celeste; o 3 inferior

representa o Teotrim Terreno. Unindo as duas partes temos o número 8 deitado

(Hexágono sagrado). O número 1 3 7 : o 7 invertido equivale ao “L”, o três ao

“E” e o um ao “I”, ou seja “LEI”.

O número “52” é uma Chave numérica importante para a nossa Obra

(a Obra do Eterno); representa os 49 Adeptos Independentes que auxiliaram

JHS, em Niterói (valor do 7 Dhyanis vezes 7 = 49), acrescendo a este número, a

Tríade Superior. Para poder vir a Chave de Púshkara para a nossa Obra,

realizaram-se 52 Rituais em dois sentidos - de 1 a 52 e de 52 ao número 1 (52 +

52 + 7 = 111).

2- CHAVE GEOMÉTRICA - Como poderemos apresentar os

ensinamentos de JHS, através desta chave? Tomemos por base o Ponto,

deslocando-se em várias direções, formando linhas retas. E representamos a

História da Obra de JHS, com figuras geométricas:

a - Por um triângulo com um Olho no centro (Olho sem pálpebras);

b - Por 4 ângulos retos ou um quadrado;

35
c - Por um quadrilátero encimado por um triângulo;

d - Por um quadrilátero com um triângulo no centro;

e - Pela expressão gráfica das 10 sephirots;

f - Pelo círculo, e por ele dividido ao meio por um diâmetro horizontal

ou vertical, e por um círculo com uma cruz no centro; temos as expressões de

várias cruzes; Há ainda, o grandioso símbolo que é o Templo.

1- A taça do Santo Graal, encimada por um triângulo, com o Olho

do Supremo Arquiteto no Centro, primeiro Trono.

2- Mercúrio expressa JHS e Vênus Allahmirah, segundo Trono.

3- Mercúrio simboliza os Velsungos, os Irmãos e Vênus as Irmãs,

Valquírias. Ora, os Irmãos e do lado de Vênus, formando um X. Logo, temos a

trilogia: PITHIS, ALEPH e XADU.

Neste símbolo ou expressão geométrica está representada toda a

nossa Obra.

Muito bem, o “X” fechado em cima e em baixo, reproduz o número 8,

logo, a Divindade manifestada na Terra.

P.A.X. Prudência, Amor (Universal) para resolver o X ou seja a

incógnita da Obra e dos ensinamentos de JHS ou Revelações.

3- CHAVE ASTROLÓGICA - Esta chave é constituída pela

representação gráfica dos Planetas, dos Sóis, dos Signos do Zodíaco, pela

expressão de determinadas e misteriosas Constelações, tais como a do Cruzeiro

do Sul, a de Órion, de Taurus, do Cão Maior, as Plêiades e muitas outras. Se

unirmos as constelações: do Cruzeiro do sul (com 5 Estrelas), e sobre ela a de

Órion (com 7 Estrelas) e sobre ambas a de Taurus, e ligando-as por linhas retas

imaginárias, temos uma Pirâmide.

4 - CHAVE DO EQUILÍBRIO DOS OPOSTOS - LEI DA

POLARIDADE

36
Ora, todas as vezes em que se manifesta o ETERNO, na divina Pessoa

de seu Sexto FILHO, AKBEL, como sendo o Oitavo do Futuro, consciência

Global, Senhor de todos os Tronos, o Oitavo do Passado (o Excelso Senhor

ARABEL) é obrigado a se manifestar como oposição estratégica. Todas as vezes

em que os lunares assumem a predominância do Ciclo na Face da Terra, há o

Avatara do Espírito de Verdade, de Akbel, a fim de estabelecer o perfeito

Equilíbrio. Na Atlântida, esta polaridade se manifestou como Assuras sombrios e

Luminosos, como Nirmanakayas Brancos e negros. Os restos “Kármicos” de três

Cadeias anteriores, em oposição às três do Futuro (quinta, sexta, e sétima). Há

os Amanasas ( os sem mental) em oposição aos valiosos Manasaputras. Há

Devas e Devatas. Há a Oitava Esfera negativa e há o Oitavo Sol, positivo (o Sol

Central do Oitavo Sistema de Evolução). Não podemos deixar de falar nos

extremos: ignorância (mal) Sabedoria (bem). Os que tem ódio concentrado no

coração (os magos negros) e os que possuem Amor Universal no Coração

(magos brancos)

5 - CHAVE HISTÓRICA: Esta Chave poderemos defini-la em

poucas linhas.

a - É constituída por tudo que se acha escrito no Livro da Grande Luz;

b - Com o relato dos eventos, das realizações, das experiências

realizadas pelo Quinto-Teo, pelo Planetário da Ronda, pelo Senhor da FACE DO

RIGOR - NO KÂMAPA.

c - é constituída de que se acha, como sendo Revelações no sentido

Cósmico, do que haverá nos Sistemas futuros, registrados no LIVRO DA

GRANDE MAYA.

d - A história individual dos Assuras Luminosos ou não, dos Seres em

evolução, gravada no Livro dos Lípikas. Livro dos Lípikas ou dos erros, pois, nele

só se escrevem os erros, o que está sujeito a recuperação, a redenção, a

37
corrigenda.

7 - CHAVE METAFÍSICA - mencionamos esta Chave, antes da

Sexta, porque será objeto de nossas pesquisas, nesta monografia. A chave

Metafísica tem a finalidade de comunicar o que se acha muito além do físico, do

material. É o processo que o Supremo Revelador usou afim de objetivar o

subjetivo. Ora, as revelações acerca do Sol Central do Oitavo Sistema, a descida

dos Matra-Devas, dos Dhyanis do Quinto Sol (dos 7 que rodeiam o 8º Sol Central

do Oitavo Sistema).

Quando nosso grande Senhor Akbel começou a revelar a existência

dos Futuros Sistemas, Cadeias...das 5 Hierarquias, as quais nunca foram

referidas por nenhum Adepto...a realização do ODISSONAI. Consideramos tudo

isso como sendo a Chave Metafísica ou seja o que se acha além do Globo Físico

do quarto Sistema. Lembremos, pois, dos termos: Metraton, Mitra, Melhor,

Mente, e muitos outros.

6 - CHAVE BIOLÓGICA - A Chave Biológica é baseada no processo

da geração superior, manúsica (sangue azul). Vamos tomar para base de nossas

pesquisas, o precioso e nobre símbolo que é a Chave de Púshkara.. Ela abre as

portas de todos os mistérios, inclusive os relativos à geração, senão, à Árvore de

Kuma-Mara, Árvore Genealógica dos Kumaras. Vamos procurar pensar sobre a

Chave de Púshkara:

a - é a chave com que o Rei Melki-Tsedek abre, ciclicamente, os

misteriosos Portais de Shamballah.

b - expressa os órgãos criadores do Manu Primordial;

c - é o cânone real e sagrado, com o qual se determinam as medidas,

as dimensões sagradas ou não. As Pirâmides do Egito, a Igreja de Notre Dame,

para exemplos, e foram construídas com os cânones originários da Chave de

Púshkara.. É a matriz de todas as dimensões.

38
d - Formato: é constituída de três peças: dois círculos unidos, na

junção de ambos há a expressão gráfica do signo do Zodíaco denominado de

Piscis, peixe, logo, ligado ao sentido de sexo de geração; de um cilindro com

mais ou menos 111 milímetros de comprimento, com 22 mm de diâmetro e

possui os terminais, em forma de cone; a terceira peça é constituída de uma

chapa retangular, com uma concavidade no centro. A parte cilíndrica liga-se aos

dois círculos por um dos cones terminais, pois, penetra na junção dos dois

círculos. O cone do outro terminal, é introduzido na concavidade da chapa

retangular.

e - Sobre a peça cilíndrica há um Dragão, em alto relevo, sendo que a

cauda fica na Junção desta, com os dois círculos e, a cabeça, penetra na

concavidade da chapa retangular. O Dragão está dividido em 7 partes ou

escamas e mais a cabeça, formando uma oitava coisa. Na quarta divisão ou

escama há o símbolo de Libra, Balança. Na cabeça há uma pequena coroa, com

7 pedrinhas ou um loto com 8 pétalas.

f - Foi confeccionada com o metal cobre: metal de Vênus e de

Agartha. É de cobre, mas, em Agartha e, em determinados Rituais transforma-

se, em ouro.

g - expressa a Balança do segundo Trono.

h - No interior da parte cilíndrica, havia: um roteiro; um mapa do

Sistema Geográfico Sul Mineiro, subterraneamente; um anel do Faraó Kunaton,

de pedra verde, com o qual dominava todos os elementos do ar; um anel da

Rainha Nepher-Tit, de pedra vermelha; trazia, ainda pequenos objetos que

pertenceram ao excelso Senhor Akbel, em vários avataras anteriores.

i - Quando o Rei de Melki-Tsedek a erguia com a chapa para cima

tinha determinado sentido, era para determinada ação. Quando o fizesse com a

chapa retangular para baixo, os efeitos eram bem outros.

39
j - O inesquecível Albert Jefferson Moore - descendente da côrte

inglesa (deveria ser Jorge V) trouxe-a para o Rei de Melki-Tsedek, em 28 de

setembro de 1933. Embora tenha vindo ao Brasil pela Face da Terra, entretanto,

entregou-a no Templo do Meka-Tulan. A seguir JHS levou-a para o Rio de

Janeiro, à rua Visconde Figueiredo, 37.

k - estabelecendo-se uma relação entre a Chave de Púshkara e o

Odissonai, notamos uma semelhança bem acentuada: os dois círculos e o signo

de Piscis equivalem a Pithis, Aleph e Xadu; as 7 escamas do Dragão, às 7 pautas:

Luz, Nome, Sentença, Vontade, Realização, Expansão, Trono de Deus; a chapa,

com a cabeça do Dragão: Xadu, Aleph, Pithis.

Observação: O Dragão indica a trajetória do espermatozoide,

enquanto que o Odissonai, indica a descida da Consciência, a trajetória da

Centelha Divina até chegar ao cérebro humano.

Os dois círculos, na vertical formam o número 8 e deitado é símbolo

do infinito. Estes dois círculos divididos ao meio encontramos o número três,

embora em duas posições diferentes, assim sendo temos a expressão gráfica dos

dois Teotrins, Celeste (a parte superior) e Terreno (a parte inferior). O cilindro

dividido ao meio e mais metade da Chapa retangular, temos o “L” para a direita

e para a esquerda, senão, o esquadro, que é a medida iniciática. Os Adeptos da

letra “L”, são os que não caíram na Cadeia Lunar, por isso, se mantém até o

presente Ciclo seguindo os passos do AVATARA, o Senhor da Chave de Púshkara

e Criador da Yoga Universal ou Odissonai.

O formato da Chave de Púshkara deu origem às formas gráficas das

49 letras do “Alfabeto Sânscrito” (o esotérico), o qual foi acrescido de mais 7

letras (completando o número 56, arcanos menores). Estas 7 últimas letras são

formadas pela Chave de Púshkara, em 7 posições diferentes. Eis porque nosso

grande Senhor, nos deu a “Ioga do Cardíaco Superior, posto que as 12 letras

40
deste Chakra (12 pétalas) equivalem às 12 primeiras letras de tal alfabeto.

A assinatura secreta de São Germano lembra esta chave em estudo.

No homem vemos este símbolo muito bem definido, por ser ele

representante do Microcosmo. Possui este símbolo em sentido e posições

opostas: Na cabeça (simbolizando o segundo Trono) há os dois olhos, o nariz e a

boca (expressão bem semelhante à letra Shu, 49ª do alfabeto sânscrito. Ora, é a

chave de Púshkara manejada de cima para baixo. Quando o Homem é visto em

condições de fecundar, temos a chave de Púshkara de baixo para cima.

Baseados nesta alegoria das posições da Chave de Púshkara,

observamos, que, quer no Egito, quer nos mundo interiores e, o mesmo

aconteceu em Sri-Nagar, quando foram gerados os 7 Dhyanis Budas e mais

Adamita, antes do relacionamento entre o Manu Primordial (o Maha-Rishi), e a

cada uma das Mães, ambos tomavam determinado Licor (algo semelhante ao

Licor Eucarístico), a fim de entrarem em “certo tipo de Samadhi”, logo,

transferindo o Estado de Consciência para o Plano da Luz. Neste ato,

geralmente, eram ajudados por um Sacerdote e uma Sacerdotisa..

Por que a Chave de Púshkara veio para a Face da Terra?

Porque os celestiais Gêmeos Espirituais se encontravam nesta parte

do Globo Terrestre, e precisavam adquirir afinidade com este estágio universal.

Eis porque ficou enterrada sob a escadaria da Vila Helena, durante 7 anos, isto

é, de 28 de setembro de 1933 a 28 de setembro de 1940. Devemos lembrar que

ficou parte deste período enterrada e, parte no Santuário da Vila Helena.

No dia 28 de setembro de 1940, os membros da S.T.B. na época: Dr.

Eduardo Cícero de Faria, Pureza Cachau, Oswaldo Figueira e Sebastião Vieira

Vidal, vieram em Missão a São Lourenço, buscá-la por Ordem do Senhor Akbel.

Retiraram-NA da Vila Helena e, no automóvel do Dr. Ural Prazeres, fizeram uma

passeata pela cidade, indo à porteira da Pensão São Benedito (entrada da Rua

41
Roso de Luna) e a seguir até a Estação da Rede Sul Mineira. Foram pelos

comboios da Rede Central do Brasil até a Estação de D.Pedro II. Desta gare foi

ela levada (passando pelo meio do povo), até à mesa do Diretor Geral da via

Férrea. A seguir foi ter à Rua Buenos Aires, 81, segundo andar, onde ficou em

exposição pública, durante 78 horas, sendo que durante essas 78 horas, também

em caravana de automóvel, passearam-na pela Cidade do Rio de Janeiro.

Ao fim das 78 horas de exposição, no dia 30 de setembro de 1940, às

13 horas, o Rei de Melki-Tsedek, saiu da Rua Buenos Aires, 81, indo até o Jornal

do Brasil, onde tomou o automóvel até o posto da Glória, indo à Régia

Residência do Budha Vivo do Oriente. A seguir foi à Gávea, à Plataforma dos

carros de trilho de vidro, à altura da estação de São Francisco Xavier rumando

para o Caijah. Do Caijah foi à sétima Cidade Agarthina, numa condição bem

semelhante a “Mercabah”. Logo, foi a Face da Terra ao Templo do Caijah; deste

à sétima cidade Agarthina e, desta, em corpo Fluogístico ao Segundo Trono ou

embrião do Sexto Sistema de Evolução.

Para terminar esta aula com a Chave de Púshkara, vamos transcrever

um sublime trecho de uma Revelação do Excelso Senhor Akbel.

CHAVE DE PÚSHKARA!

“Semelhante símbolo chegou às nossas mãos com mais dois outros

presentes...Trazidos os TRÊS, por três REIS VERDADEIROS. Tão Verdadeiros

como Aqueles dos 3 Cavalos Alados, que em nada diferem, como se viu, dos de

AKBEL-ASHIM-BELOI. Não se diz que três Reis levaram ao PRESÉPIO DE

BELÉM - três preciosas dádivas? INCENSO para o Cristo-Avatara, MIRRA para

a Mãe revelada, embora que velada. E, para José, o Carpinteiro, que como Pai

ou Chefe da Santa Família, formava o TWASHTRI, aparelho de fazer fogo. O

FOGO DO FILHO NO SEIO MATERNO. O seio do FILHO como AGNI, o Fogo

Sagrado. O Pai está no Pai, como está na Mãe, como está no Filho. O Pai está no

42
Pai, o Pai está em MIM. O Pai na Mãe, a Mãe em MIM. O Pai está no Filho, o

Filho em MIM, para maior glória do Teotrim”.

Continua o excelso Senhor do Saber Universal:

“Como se sabe, a Chave de Púshkara representa todos os cânones da

evolução Humana. Por isso que, antes de ser dada a presente revelação, foram

dadas as revelações sobre a Agartha, da Luz da Estrela Polar, das cores, das

substâncias ou espécies de matéria. Muito antes já havia dado a revelação sobre

a “SERRA DE SINTRA” que, também, é formada de 7 substâncias. Lá nasceu a

nossa Obra no Avatara de 1.800. Lá, essa mesma Obra se ocultou em seu seio,

velada por dois Kumaras, enquanto dois outros acompanhavam as duas cascas

das duas cigarras que ficaram naquele túmulo frio e pétreo como o maior e mais

digno de todos os túmulos. PORTUGAL Tu és a origem da Raça Brasileira! E

esta é formada por 7 elos raciais que Tu guardavas, também, no teu régio

Arquivo, como provam as tuas ruínas, a própria profecia da Serra de Sintra. De

lá vieram as duas imagens que representam a tragédia do Quinto Bodhisatwa.

Os cabelos do Bodhisatwa e depois, os de JHS narra os mistérios do Rei de

Melki-Tsedek...

JUBILARUM E REJUBILARUM, porque todos os Jubileus, maiores e

menores - como contas raciais, etapas gloriosas da História, concorrem para que

o Povo na Agartha e na Face da Terra com ELE se rejubilem por sua formal

Vitória: A Vitória, não apenas da Praça onde se acham os Templo e Obelisco,

mas aquela de ter dado como Apoteose Final de todas as suas revelações e

Aquela que hoje serve de tema de meditação a esse mesmo Povo (a revelação

sobre a Chave de Púshkara).

GLÓRIA às sibilas de Duat na Face da Terra!

GLÓRIA ás Filhas de Allahmirah!

Salve as sete Rainhas de Edom, com seus régios nomes!

43
Exaltada seja a Ordem do Graal!

Salve a Ordem do ARARAT!

Glória aos sete Príncipes que acompanharam a suprema Princesa, que

depois se transformou em Rainha Mãe, a de Melki-Tsedek”.

E sua Majestade, atualmente, poderá dizer:

“VINI VIDI VINCI”.

para outros: VINI VIDI VINCI!

para ELE: AVE, JEHOVAH, morituri TE salutant...

porque só Aquele Rei dos Reis, o Rei Melki-Tsedek se pode

curvar...”

Podemos nos rejubilar pela Vitória da ação da chave de Púshkara,

posto que estão em plena função Universal: os dois Budas do Ciclo de Aquarius;

os dois Budas Colunas: Akdorge e Akgorge; os Dhyanis-Budhas, os Dharanis, os

Druvas (Iocanans), Dwidjas, os Filhos do Pecado e o APTA, da Face da Terra.

Pensai, membros da gloriosa Obra do Senhor Akbel, neste símbolo em

estudo. perscrutai como ELE vos fala de todas as Revelações já dadas.

Salve ! A CHAVE DE PÚSHKARA !

44
AULA Nº 06

MECANOGÊNESE DO QUARTO UNIVERSO - QUARTO SISTEMA

DE EVOLUÇÃO

Se tomarmos como base de raciocínio o bem conhecido esquema do

Segundo Trono, senão da própria polaridade cósmica, ou, ainda, o círculo

separado por um diâmetro horizontal no centro, a parte superior expressa as

hierarquias Arrúpicas, sem forma objetiva. Segundo as aulas do Dr. Castaño

Ferreira, chamemo-las de “Hierarquias do Raio Divino” - as que se acham

voltadas para o Oitavo Sistema, ou parte luminosa. Consoante a Cosmogênese

do excelso Senhor AKBEL denominamo-la de MAHATMAS, MANAS-DEVAS,

MATRATMAS, MATRA-DEVAS, os ANJOS DIANTE DO TRONO. Sim, são os que

representam os Vigilantes Silenciosos entre um Universo e outro, quando se

trata de grande escala; e, de uma Cadeia para outra, quando de uma meia

escala; de um globo para outro, de uma raça para outra, quando se fala em

termos de um bem menor. São os que se acham sempre à frente de um Ciclo em

evolução.

À guisa de esclarecimento, passamos a citar um trecho de Livro de

Duat, melhor dizendo, do Livro da Estrela-Mater- Secção 2 - Códice 24 -

“Pantolitos”:

“O ELO que une e desune uma Cadeia das demais é o Trono onde se

assenta sempre o Imediato, entre os 7 Senhores do Lampadário Celeste...”

A parte inferior (de baixo) do símbolo do Segundo Trono, está voltada

para os Planos densos, materiais, objetivos. Encontramos nesta parte as

Hierarquias Rúpicas, com forma física, logo, com possibilidades de se

objetivarem nos Planos mais densos da matéria ou energia universal,

45
denominados de “Terceiro Trono”.

Estão nestes terceiros Tronos - mundos densos - os campos onde as

consciências cósmicas adquirem experiências através das Personalidades, ou do

Jiva Sideral. O eminentíssimo Frá Diávolo classificou a parte superior do

Segundo Trono (a de cima do símbolo deste Trono) de CONCAVIDADE DO

SUBJETIVO ABSOLUTO e a inferior (a de baixo) de CONCAVIDADE DO

CONCRETISMO ABSOLUTO. Ora, o raciocínio dentro da Cosmogênese do

Senhor AKBEL conduz à compreensão de tratar-se do modo pelo qual é

denominado o mundo objetivo de “Concavidade do Concretismo Absoluto” ( para

não se dizer da existência dos mundos interiores...). É precisamente desta ideia

de Concavidade que surgiram os termos NAVE, BARCA, designativos das

missões, dos movimentos redentores da Humanidade Jiva, na qualidade de

consciências em evolução, em aquisição_o de experiências, posto que são os

seres, as Consciências, as Hierarquias, que estimulam, impulsionam os que

estão seguindo os rumos traçados pela dinâmica evolucional.

Compreendemos por Segundo Trono o Espaço, o Plano entre os

Universos Imanifestados e os Manifestados. É o divinal tapete que separa o

Esplendor da Obscuridade. Imenso tapete que, nos mundos da infra-evolução_o,

serve para ser pisado pelos divinos Reis, a fim de que os seus pés não sejam

maltratados pelas pedras do Karma Negativo da Humanidade materializada.

Como alegoria deste Trono encontramos a lenda que diz: “A Mãe separa o Pai do

Filho, para que este vingue a morte daquele...”. No caso, a morte é a

consciência do Pai que foi assimilada pelo Filho, em perfeita consonância, pois,

com o caso dos Avataras Síntese: O Pai fecunda a Mãe e morre em seguida para,

depois, nascer no Filho; depois a Mãe morre e se funde na terceira pessoa, no

Filho, formando, assim, o Teotrim. Fenômeno idêntico encontramos na vida das

abelhas: o heroico zangão fecunda a abelha rainha e morre; a seguir nasce a

46
geração, a prole, o enxame, os habitantes das colmeias.

Eis, a título de ilustração, o símbolo do Segundo Trono:

1
-------^--------
----------------
2

1- Hierarquias Arrúpicas, Luzeiros, Ishwaras, Matra-Devas, Manas-

Devas, Hierarquias do Raio Divino, e

2- Hierarquias Rúpicas, kumaras, Manasaputras, Hierarquia do

Raio Primordial.

Na conformidade da cronologia que apresenta a Ciência das Idades, o

grande ciclo, ou idade, denominado de Quarto Sistema ou Quarto Universo, dos

sete que formam o imenso mundo, ou Oitavo Sistema evolucional, é o que

estamos vivenciando. Este Quarto Universo é dividido em Cadeias, graças ao

encadeamento de causas e efeitos...Sim, CAUSAS no Plano Arrúpico, divino, e

EFEITOS no Plano Rúpico, material, objetivo. Este Quarto Sistema nós o

podemos imaginar como um Grande Universo, ou seja, um imenso SOL; deste

saíram sete sóis menores, sendo o original o 8º. Sim, este Oitavo Sol como

alegoria às divinais designações de Cadeia das Trevas, Cadeia do Corpo de

Brahmã, a síntese dos Sistemas anteriores (de uma série anterior), ou, então do

nome do Oitavo Sistema do Passado, fazendo polaridade com o Oitavo do

Futuro. Trevas no sentido de que tudo se acha em potencial, em estado

embrionário.

Em termos de orientação consciente temos o Kumara Rei (o Oitavo do

Passado), tendo como símbolo o do infinito.

É com efeito, a cabeça orientadora universal. Logo, compreendemos,

passou a tomar forma objetiva a parte inferior do Segundo Trono, senão, as

Hierarquias do Raio Primordial, as Rúpicas, o Jiva Sideral.

47
Este Kumara Rei tem como auxiliares permanentes, como sendo o

princípio de expansão, os sete Kumaras-Planetários, os quais são os dirigentes

de uma Cadeia Planetária.

Pois bem, esta Oitava Hierarquia Objetiva, do Raio Primordial, está

dividida em três categorias. Repetimos, pois: esta Hierarquia do passado, que

saiu da Cadeia das Trevas, do Corpo de Brahmã, da Cabeça de Deus, foi

apresentada na qualidade de portadora de três categorias:

8ª Cadeia a - Kumaras, filhos do Éter, de Deus

Oitava b - Makaras, Merkaras, Mercúrio,

Hierarquia filhos do Fogo e envoltos pela grande Alma do Universo

ativo, e

c - Assuras, filhos do Hálito, do Verbo, da Harmonia.

KUMARAS - representando a globalidade, o TODO;

MAKARAS - expressando o Sexto Sistema, o Universo de Mercúrio, e

ASSURA - alegorizando o Segundo Trono. (São, pois, os que deveriam

ser os Vigilantes Silenciosos em relação ao Quarto Sistema de Evolução, ou seja,

as Consciências que se encontram num estágio acima ao do presente Sistema).

Cada Universo possui 7 Cadeias, em correspondência com o

desenvolvimento de sete estágios, de 7 estados de consciência, no sentido

progressivo. Se um Universo possui 7 Cadeias ou 7 ciclos impulsionados pelo

misterioso encadeamento de Causas e Efeitos,

pensemos no desdobramento das Cadeias Planetárias, mas, do Quarto

Sistema:

Primeira Cadeia - a dos Assuras ( dos Filhos do Hálito Celeste); foi

fundada, criada, objetivada pelo Eterno, através do excelso Senhor Dritarasthra.

Teve como supremo resultado a criação do Budha, relacionado com o Deus

Astaroth. Houve a objetivação do Hálito, do verbo, do Supremo Som. Nesta

48
primeira Cadeia a ideia individualizou-se tomando forma objetiva através da

Hierarquia dos Assuras. O UNO TRINO TORNOU-SE MÚLTIPLO: At Niat Niatat.

Nesta Hierarquia houve a predominância da Vontade do Eterno

agindo no Espaço com Limites, nos seus três aspectos muito importantes; nesta

primeira Cadeia as Brumas Celestes passaram a ter formas objetivas, e

começaram a funcionar os aspectos da densificação. O Hálito, como Vida, como

Unidade, se encaminhou ao regime da multiplicidade de formas, de veículos (a

Hierarquia do Raio Primordial entrou em desdobramento). Temos a Cadeia que

se desenvolveu com o nome de Saturno, ou seja a primeira do Quarto Sistema.

Devemos considerar Globo no sentido de lugar onde se desenvolve

uma Hierarquia, uma Humanidade ou uma Raça. Logo, é local de formação de

consciências, em diversos estágios e, assim, temos o desenvolvimento da

Vontade do Eterno nos três admiráveis aspectos: VONTADE DO ETERNO

(Supra-Vontade - Divina;

(Auto-Vontade - Criadora, e

(Sub-Vontade - Instintiva.

Pois bem! A Hierarquia dos Assuras representa o Hálito de Deus, de

Brahmã, condensado. Sim, o Hálito soprado pelo Eterno, impulsionando a Vida

num veículo humano, e eis a mecânica da estética, da ética, do intelecto e da

metafísica da Hierarquia humana.

Estabelecemos, portanto, o relacionamento das Cadeias com os nomes

dos Planetas e os dos elementos universais por nós conhecidos. As Cadeias se

encaminharam para a objetivação de modo bem mais gradativo: Vontade, Mente

e Emoção, obedecendo aos seguintes elementos: o ÉTER se transforma em AR; o

AR em FOGO; o FOGO em ÁGUA e a ÁGUA em TERRA; estes cinco elementos

valem por Prana, e Prana corresponde ao Hálito de Brahmã. Temos os cinco

Tatwas, ou a expressão do Tetragrâmaton..

49
ASSURAS, segundo as Revelações do grande Senhor JHS, não

significam, apenas, Hálito, Sopro. Vêm do termo ASSUR ou ASUR, o qual

segundo as tradições antigas, é o HÁLITO, SOPRO (Hálito ou Sopro de Brahmã),

soprado nas narinas de ADAM, ou ADÃO. Decorre daí, que este Hálito (Sopro)

vem através de sete Elohins, Dhyanis-Choans, Arcanjos que, hoje se sabe, são os

Sete Kumaras com reflexos na Terra, tanto frente à Cosmogênese tanto quanto à

Antropogênese.

Criaram ambas as coisas para depois dirigirem-nas, guiarem-nas.

ASUR - no seu verdadeiro sentido quer dizer NÃO LIVRO, NÃO

VEÍCULO. Exemplificação das nossas pesquisas: SURA III do Corão, quer dizer

Não Código, como a significar que “já era portador da Divina Sabedoria”, logo,

não precisava de Livro e, por isso, tem o título de NÃO LIVRO. Posteriormente,

deu-se a queda, na terra, proporcionando se confundirem os Deuses, ou se

unirem com as Filhas dos Homens, queda que haveria de obrigar a entrarem em

função os Agniswatas e os Barishads de terceira classe (vamos falar mais

adiante) frente a semelhante cegueira. Queda no sentido de que caíram, de que

houve queda de poder criador, que passou do mental para o humano (sexual).

ASUR - AUR - AYUR ou AJUR: quer dizer ILUMINAÇÃO ( de onde

adveio o termo AIURUOCA.

Ora, ASSURAS, ASURES, ASSURAS, vieram dar origem aos termos

Suras e Seres, senão os portadores do conhecimento, da Sabedoria Eterna e,

também da vida, daí poder-se entender o processo de modo SURA (Não Livro),

sendo de perguntar-se como é possível o ensino com o “não livro”, “sem livro”?

Em determinadas iniciações ensinam “sem Livro” (suramente), isto é, são

promovidos os meios para que os discípulos se convertam em clarividentes, e,

através desta clarividência, vejam em quarta dimensão uma série de símbolos.

Depois, haverão de pesquisar, de pensar, de meditar, a fim de decifrá-los e deste

50
processo originou-se o termo VEDA, isto é, “apreender vendo”.

ASSURAS - são os componentes da primeira Hierarquia, os quais

evoluíram e se realizaram na primeira Cadeia, modelando o ATMÃ manifestado

como sendo Vida, Vontade Energia, transformando-a em Vontade Consciente.

Relacionamos o nome desta Cadeia com o de SATURNO, sim SAT-UR-NO ou

ON.

SAT - corresponde ao Plano da Luz, Aquilo, a Essência.

ON - equivale ao Som, Harmonia, ao Plano do Tempo, da Consciência,

agindo como Beleza, e

UR - quer dizer Fogo, relacionado com o Plano do Espaço-Espaço,

Condicionado.

Em confronto com os Tatwas, guardam consonância com os elementos

Ar, Vayu, Fohat, ao passo que, em base esfingética de interpretação, a relação

se estabelece com as asas.

A primorosa Hierarquia dos Assuras divide-se em três Categorias, a

saber:

ASSURAS

Primeira Hierarquia

a - Assuras que vão aumentando de número e de estado de

consciência na conformidade com a realização da evolução nos Sistemas. ELES,

no fim do Sistema, possuem as experiências de todas as Cadeias, por isso que

são portadores da revolta congênita (ou rebeldia congênita). São meio

diabólicos, como inverso dos Deuses. Sim, Atmã agindo como expansão...

Observe-se que, outrora, na instituição, quando nosso Senhor AKBEL

pronunciava: “Desperta ENOCK” é como se estivesse a estimular-nos, a nós,

membros da Obra, para o despertar da Consciência ASSÚRICA, de modo

51
especial naqueles que tinham necessidade de atingir o estágio evolucional

semelhante ao do AVATARA AKBEL.

Não nos esqueçamos que os ASSURAS passam de Cadeia em Cadeia,

até a formação da última e até chegarem, também, ao sétimo Sistema de

Evolução, onde essa Hierarquia, essa Humanidade Assúrica será a mesma do

ponto de vista original, mas, com as experiências de todos os Sistemas, com a

experiência global deste labor de transformação do Atmã (Vida Energia) em

Vida Supra-Consciente. Sim! A Cadeia da Trevas transformou-se na Cadeia

Luminosa.

b - As-Suras, os portadores do Livro dos destinos humanos; os não

Livros, os Escribas...os Lipikas.

c - As-Atmãs, os portadores da existência, os Deuses dos elementos da

Natureza.

d - Nesta Hierarquia há, também, os ASSURINS, denominados de

Kama-Deva-Kakim. Guardam semelhança com o trabalho que se relaciona com

“Satwa” e “Tamas” - aqueles julgam e estes executam o Julgamento.

A SEGUNDA CADEIA está relacionada com a Segunda Hierarquia,

ou seja, a dos AGNISWATAS, os vates, os poetas, os portadores da Supra-

Inteligência. Relacionamo-la com o nome do Planeta SOL, com os elementos

FOGO, TEJAS, KUNDALINI. Em confronto com o simbolismo apresentado como

membros do corpo da Esfinge, a relação se estabelece com as suas garras, posto

estarem a indicar os Mundos Interiores. Trata-se da Hierarquia dos Leões

Ardentes ou de Fogo. Foi fundada pelo Eterno através do Senhor Virudaka.

Fazemos presente estarmos a nos referir ao SOL metafísico e, não, ao da

astronomia profana. O trabalho desta Cadeia teve por escopo objetivar, dar

expansão manifestativa da Mente Universal, para que haja evolução deste

Princípio Universal, através de três categorias:

52
a- PITRIS AGNISWATAS - os Dhyanis - os chefes, a parte dirigente;

b - AGNIS-BHUVAS - os intelectuais, os filósofos...e

c - AGNI-KAYA - os que cuidam da geração.

A TERCEIRA CADEIA foi fundada pelo Eterno através do Senhor

Virupaksha e teve como resultado evolucional a criação do Budha relacionado

com o Senhor YAMA. Segundo a linguagem Sideral, está em relação com o

Planeta LUA, onde se desenvolveu a Terceira Hierarquia, a dos Barishads.

Conforme a teoria da Ciência das Idades, esta Cadeia ofereceu à Hierarquia

Humana o “afetivo-emocional” e a “estrutura vital” e a missão de objetivar a

parte emotiva do Universo. Esta Cadeia teve a sua atividade de modo normal até

o quinto globo, mas, neste, houve a manifestação da Rebeldia Congênita dos

Assuras, arrastando três Hierarquias para os reinos tenebrosos da matéria

bruta. É como as demais anteriores; possui três categorias de Seres, a fim de

dar forma vivente ao aspecto emocional ou sensível do grande Universo. Estas

três categorias são:

Terceira Hierarquia, a dos Barishads.

a - Pitris Barishads, os Pais da Humanidade, os Dhyanis Lunares, a

Chefia da Hierarquia em estudo;

b - Atmã-Soma, os intermediários entre as duas categorias (primeira e

terceira), e

c - Atavânikas, os que salvam as almas, ou melhor, as recolhem ao

mundo de Duat (Globos sombrios).

NOTA FINAL:

Os Agniswatas e Barishads de terceira categoria foram escolhidos

pela Lei, a fim de funcionarem em dualidade para a criação dos veículos da

manifestação da Unidade, agindo como multiplicidade, ou seja, o Uno no Todo.

Depois deste quarto Sistema, apresenta-se o movimento do múltiplo a se fundir

53
no UNO: a análise volta a agir como síntese.

GLÓRIA, LUZ E MUITO ESPLENDOR aos que foram exaltados na

Cadeia Lunar, por terem em seus nomes a Letra “L” por inicial! Esta letra da

língua portuguesa lembra o célebre esquadro!

Desceu, verticalmente, a Divindade e passou a evoluir como se fora

uma linha horizontal!

54
AULA Nº 07

COMENTÁRIO ACERCA DO TRECHO DE UM LIVRO DA


BIBLIOTECA DO MUNDO DE DUAT

“O Grande Setenário que abarca o Universo não vibra “unicamente,

nas sete cores do arco íris e nas sete notas da escala, mas, ainda, na

constituição humana, porém sétupla na evolução. Mas como viva ELE no

quaternário da Terra, esta só pode ser governada pelos 4 animais da Esfinge e

as três Brumas Celestes. Horas há, entretanto, que as Brumas tomam forma

humana para auxiliar os quatro...”

Perguntas:

1- Quem é o autor deste trabalho do Livro de Duat?

É o excelso Frá Diávolo, tal como é conhecido em a nossa Escola

Iniciática de Eubiose. É um proeminente membro da Quinta Linha do Velho

Pramantha. É um dentre os sete Araths de Fogo, formado na ação do primeiro

Pramantha, portador da Mente Universal, considerado como sendo uma

verdadeira enciclopédia cósmica. É portador de várias funções junto aos

Avataras. Vejamos essas duas adoráveis funções:

a - é chefe da Biblioteca do Monte Ararat, logo do Templo de Baal-Bey

(na Serra do Roncador);

b - É autor de uma sublime profecia que foi inserida na mensagem de

Monte Líbano, a qual foi entregue ao Rei de Melki-Tsedek, no dia 28 de

setembro de 1935, pelo grande Adepto Mohaydin-Ibn-Árabe. Para chegar à

nossa Obra e para adquirir dinheiro com a finalidade de custear a viagem,

vendia água na entrada do deserto. Esta mensagem foi enviada pelo Excelso

Senhor Polydorus Isurenus, Coluna J do Rei do Mundo, na época. Eis, portanto,

55
a Mensagem:

“Dizem as prodigiosas sibilas que o verdadeiro sinal da Era redentora

do Mundo se mostrará pela boca d’AQUELE que falando de Ladak, explicará seu

real sentido aos que se fizerem dignos DELE. Mas, primeiro, é necessário que os

mais sagrados montes da Terra, iluminados pelos Deuses, alcancem a dignidade

de “mansão das almas redimidas pelos seus próprios esforços, ainda que

aureolados pela supra citada palavra LADAK”. Assim sobressairão o nome de

MANU-PICHU (Manchu-Pichu), disse JHS, entrelaçando-se, subterraneamente,

com o que se eleva do outro lado...com o seu pouco conhecido nome de

ARARAT...É, assim, o prodigioso marco do Monte Santo mais excelso, situado ao

Sul, cujo nome não é, nem poderia ser conhecido, sendo do mesmo Senhor

decifrador da palavra Perdida: -Tal Monte Santo, de ignorado nome e rincão, é

régia morada de Hélios e Selene, protótipos do androginismo perfeito, ainda que

trazendo sobre seus ombros o pesado cruzeiro do sexo. A fenda, ou portal, de

tão suntuoso Templo não foi até hoje aberta, aguardando somente o momento

justo em que os fogos internos se dignem romper suas colossais e rochosas

camadas externas, lançando para o espaço o ígneo sinete JHS, como síntese de

todas as sínteses espirituais. Entretanto, os aspectos duais diferem quando o

Homem fala como o próprio Verbo Divino, e a Mulher acalenta em seu materno

e régio seio o inextinguível e prodigioso Fogo da última Raça Humana: o Filho

feito carne, porém nascido de Si mesmo, como Pai. O mesmo acontecerá

naquele tempo ao Dragão de Ouro, como poderoso guardião da Palavra Perdida,

que há de vibrar radiosa e excelsa no peito do grande Senhor dos Três Reinos ou

Mundos, com o seu prodigioso nome de EL-RICKE, trazendo em sua mão o

sacrossanto símbolo da sétima Chave, muito bem assinalado no Livro CHOAN-

CHING-CHANG, que o mesmo Dragão de Ouro escrever com as suas prodigiosas

garras...”

56
SANCTUM SANCTORUM - FRÁ DIÁVOLO

c - Foram escritos quatro Livros para os divino AVATARAS do Ciclo de

Aquarius e demais Membros do Novo Pramantha que já começou a Luzir: o 1º

foi escrito pelos 7 Adeptos Primordiais; o 2º pelos Araths de Fogo mais antigos.

O excelso Frá Diávolo dirigiu esta comissão, logo foi figura principal no caso; o

3º foi escrito pelos excelsos Dhyanis-Budhas e o 4º foi escrito pelo grande

Senhor e Manu Primordial - AKBEL.

d - Araths de Fogo são aqueles que se acham mais próximos dos

mistérios avatáricos; eis porque compreendemos que o Senhor e Sábio Frá

Diávolo, provavelmente, vem funcionando ao lado (pertencendo à Corte) dos

Avataras desde a Atlântida até os nossos dias, neste Avatara do excelso AKBEL.

Será um dos 49 Adeptos Independentes? Seu incomparável valor leva-nos a

pensar desta forma, deste modo.

e - Em 1946 - por volta do mês de junho - esteve por vários dias no

Posto da Glória e Pedra da Gávea. Foi DD. Chefe da adorável Missão, pois

trouxe em sua divinal companhia uma jovem norte-americana. Esta jovem veio

ao encontro do Manu Primordial e DELE levou, da Glória para Roncador, a

“preciosa semente”, a fim de salvar o ciclo nas mãos da STB (nome da época). O

celestial rebento dessa Jovem com o Maha-Rishi, El Rick, deveria ter nascido

filho ou filha de Cléa Costa Pinto. Eis, portanto, uma falha na Instituição. Trata-

se de um “karma” pendente de Lavoisin, a qual prejudicou o nascimento de um

Bodhisatwa. Este Bodhisatwa deveria ter nascido filho da Rainha Magdaleine de

La Motte. Ora, a Rainha Magdaleine, a conselho de Lavoisin, abortou um

rebento, fruto de um amor ilícito (porém legal dentro das Leis do Pramantha)...O

SER que faleceu ou não nasceu, naquela época abortado, neste Avatara de

Akbel, encarnou como um Dharani, filho do Maha-Rishi com uma filha de Adepto

Hindu. Trata-se, pois, de Joel Krishnamurti. Por isso os Adeptos o denominam de

57
aborto de Bodhisatwa. Logo, é filho da Obra...do Círculo Externo. Ora, pensando

em termos de Essência, poderíamos dizer sem erro:”Aquela que outrora foi Mãe,

neste Avatara é Pai e PAI na qualidade de Manu Primordial”.

f - Da Pedra da Gávea Glória, subterraneamente, foi para a Serra do

Roncador, onde construiu, no seio da selva, bem selvagem, um Templo branco

(semelhante a este de São Lourenço), o qual aguarda a construção do de

Xavantina, se os Deuses auxiliarem os munindras, modificando-lhes o estado de

consciência a favor da Obra do Eterno na face da Terra. Obs.- Este Templo de

Xavantina foi inaugurado em 1976.

g -Em 24 de junho de 1950, quando o Livro do Graal ficou em

exposição num Altar improvisado armado no salão da Rua Buenos Aires, 81, 2º

andar, o excelso Frá Diávolo e suas venerandas colunas estiveram naquele

Salão, às 13 horas, visitando o Rei de Melki-Tsedek e homenageando o Livro. Na

antevéspera estiveram, também, visitando nossa Majestade as lúcidas Valquírias

Helena Iracy e Eloisa. Os três Araths de Fogo (Frá Diávolo e colunas)

ajoelharam-se e oscularam com todo o respeito o Livro do Graal. Nossa

Majestade o Rei Melki-Tsedek perguntou ao sábio e santo Frá-Diávolo: “Deseja

escrever alguma palavras neste Livro?” -Respondeu o valioso Chefe da

Biblioteca de Roncador: “Manda quem pode”. Sentou-se na mesa da Secretaria

e escreveu este trecho no Livro do Graal: “Obediente aos desejos do Grande

Senhor, digo apenas o seguinte:

Ainda anteontem aqui esteve uma Jovem, que a bem dizer foi a

“THAIS de Alexandria (Helena Iracy). E que faz lembrar aquela “misteriosa

passagem em que o filósofo e o asceta contemplando a “Virgem Sacerdotisa não

ouviram, entretanto, o que disse Hécuba à sua filha: “Tenta comover Ulisses.

Faz com que falem as tuas lágrimas, a tua beleza, a tua mocidade”. E THAIS

deixou cair o “pano da sua Tenda e deu um passo, e todos os corações ficaram

58
domados, menos o de Ulisses. Vendo que tudo era inútil, deixou-se matar por

aquele que levava o nome de PHYRRUS. Este mergulhando a sua adaga no peito

da Virgem, o sangue jorrou para que ELA caísse desamparada ao solo. Aquela

THAIS de outrora não mais repudia a guerreiro Ulisses, transformado em cantor

de PRÓLOGO de uma iniciática revista, para outra THAIS, de fato verdadeira.

Do seu encontro hoje com o Nobre Guerreiro, brotou, também, o sangue

genealógico de um dos mais dignos de seus Filhos. Frá-Diávolo saúda o

Mistério! E aqui assinala o seu nome. (a) “Frá-Diávolo”

Nota: No livro do Graal, original, há a divinal assinatura do Sábio dos

Sábios.

h - Em 1958, o Rei de Melki-Tsedek determinou que fosse,

fisicamente, auxiliar S.S. João XXIII. Qual foi o processo usado para tal auxilio?

Com sua augusta presença procurou manter o citado Papa João XXIII com a

mesma essência, com o mesmo estado de Consciência do antecessor Pio XII. Por

exemplo: algo como se o Papa Pio XII continuasse avatarizado em João XXIII.

i - O discurso lido por S.S. João XXIII para o Brasil, pelo rádio na

inauguração de Brasília, foi escrito ou inspirado pelo DD.Chefe da Biblioteca do

Roncador. Este Papa, embora velhinho, transformou o Vaticano.

j - Tem como divinal Missão passar para a língua portuguesa toda a

Teogonia relativa à futura Civilização, ao Novo Pramantha que já começou a

luzir no Céu do Brasil.

k - O trecho ora analisado, estuda e meditado representa a

Cosmogênese do Supremo Revelador AKBEL.

l - Usando a MAYAVADA, ou MAYA BUDISTA, de quando em vez, está

na face da Terra, procurando aliciar Aqueles que descendem do Sangue do

Manu.

O Sábio dos Sábios, Frá-Diávolo, representa ao vivo a Mente

59
Universal. Ora, os ensinamentos que se acham nas Bibliotecas dos Sistemas

Geográficos (Roncador, Mato Grosso e São Lourenço) possibilitam aos Adeptos

desenvolverem plenamente a Inteligência Abstrata, Universal, senão, o Mahat,

ou seja, o Mental Cósmico. Sim, os componentes da Obra do Senhor Akbel na

face da Terra necessitam possuir uma percentagem, embora mínima, de Mental

Universal, em forma de Sabedoria Eternal. As Revelações de nosso Grande

Senhor Akbel têm a tônica de Atmã, do Princípio Crístico. Ensinamentos de

natureza global que permitem à Mente Humana atingir a globalidade. Ora, os

Munindras necessitam, também, da Sabedoria da Terra. De modo que,

obediente às determinações do Supremo Revelador JHS, o excelso Frá-Diávolo

ofereceu aos Munindras trechos dos Livros que constituem as Divinas Teogonias

do futuro e mais ainda, as Cosmogêneses e Antropogêneses reais, a fim de

manter a tônica dos Mundos Interiores na Instituição. Os que leem meditem

sobre os trechos de Frá-Diávolo e ficarão com a tônica do Quinto Sistema,

Quinto Plano Cósmico. Os que leem e comentam o conteúdo das Revelações do

Senhor Akbel, ficam com a tônica do Sexto Sistema. Ai encontram-se a

Cosmogênese e a Antropogênese simultaneamente. Adotam os métodos da

analogia e correspondência.

60
AULA Nº 08

TRECHO DE FRÁ-DIÁVOLO - ESTUDO II

CONTINUAÇÃO DO ESTUDO DE ANÁLISE DO SUBLIME TRECHO DO EXCELSO FRÁ-


DIÁVOLO, O QUAL SE ACHA NA ÍNTEGRA NO ESTUDO I, AULA ANTERIOR.

Continuando com os comentários acerca da análise de tal trecho,

vamos procurar esclarecer, dentro do nosso ponto de vista, o que quis dizer o

DD. Chefe da Biblioteca do Quinto Sistema de Evolução. Continuamos da 2ª

pergunta em diante, conforme nossas pesquisas, em conjunto, numa reunião de

quarta feira. Tomemos como base de raciocínio a frase:”O GRANDE

SETENÁRIO QUE ABARCA O UNIVERSO”. Pensamos referir-se esta frase:

a - ao Universo; segundo a Cosmogênese do Senhor Akbel seria o SOL

CENTRAL DO OITAVO SISTEMA, e o GRANDE SETENÁRIO seriam os 7 Sóis

que saem DELE.

b - o Universo seria o Espaço sem Limites e o Grande Setenário

seriam os sete Planos Universais, senão, tudo o que se acha dentro do Espaço

com Limites.

c - Seguindo a mesma ordem de raciocínio, diríamos: o Oceano sem

Praias, a Globalidade, dando origem aos Planos Condicionados, Limitados.

d - o Grande Setenário seria os aspectos físicos dos sete Sistemas de

Evolução, os Campos de Experiências para a formação dos Ishwaras ou

Luzeiros, agindo dentro do imenso Espaço sem Limites, ao qual

denominaríamos: O GRANDE ESPAÇO DA CONCAVIDADE DO SUBJETIVO

ABSOLUTO, senão, O ESPAÇO DA GRANDE MAYA, aliás, o que se acha sujeito a

Evolução.

e - Se tomarmos como exemplo o nosso corpo físico, teríamos o

registro de tudo que se desenvolve ao nosso redor, através dos sete sentidos

61
(embora tenhamos em atividade cinco).

f - Se adotarmos como alegoria nossa cabeça, a relacionaremos com o

Universo e o Grande Setenário, com os dois olhos, dois ouvidos, duas narinas e a

boca.

g - São os Sete Anjos diante do trono de Deus, os Sete Arcanjos sob o

comando do Arque-Ângelus; os Sete Dhyanis-Choans como filhos do Maha-

Choan; os Sete Ishwaras sob a direção de Maha-Ishwara; os Sete Rishis

primitivos sob a chefia do Maha-Rishi; os Sete Luzeiros que formam o

lampadário Celeste.

O GRANDE SETENÁRIO QUE ABARCA O UNIVERSO NÃO VIBRA,

UNICAMENTE, NAS SETE CORES DO ARCO-ÍRIS E NAS SETE NOTAS DA

ESCALA, MAS, AINDA, NA CONSTITUIÇÃO HUMANA QUE É TRÍPLICE NA

SUA ESSÊNCIA E SÉTUPLA NA EVOLUÇÃO.

Sentimos neste trecho a Vida Una desdobrando-se nos três Tronos,

agindo como sendo as três qualidades da matéria, em três dimensões diferentes,

porém, harmônicas entre si. O Sol oculto manifestando-se através dos 3 Sóis da

tradição cabalística, Nahoas, da Lei da Polaridade.

Estabelecemos o seguinte relacionamento:

1- As sete cores do Arco-íris relacionam-se com a gama setenária do

primeiro Trono, Logos, da projeção dos sete Sóis no Painel do Segundo Trono;

2- As notas da escala relacionaríamos com os sete Planetas

Primordiais, com as sete gamas do Segundo Trono, com os sete Sóis ou Luzeiros

que formam o lampadário Celeste. São os sete Tronos ou mantos das divinas

Mães ou Ishwaras femininos;

3- Temos a simbologia do Terceiro Trono, Logos. No aspecto

antropogênico que é a Cosmogênese numa escala menor, humana,

representando seu desdobramento na multiplicidade de formas.

62
Compreendemos que a criatura humana tem como origem, como Essência, os

átomos permanentes ou bijans dos primeiros, segundo e terceiros Tronos, mas,

desenvolvem-se através de sete estados evolucionais, sete estados de

consciências, sete ciclos ou estágios. Por isso se fala nos Manus: Primordiais

(Divino, Celeste e Humano).

Ora, a constituição humana é característica do terceiro Logos ou

Trono. Eis porque evolui na Concavidade do Concretismo absoluto, ou seja, nos

Mundos ou Planos formais. Sentimos, com efeito, a manifestação da Vida Una

desde o ponto original do Grande Universo, do Grande Espaço sem Limites até o

ponto mais denso. Isto através do planejamento do Logos Criador, ou seja:

a - das sete cores do Arco-íris;

b - das notas da escala;

c - da constituição humana, que é sétupla em sua evolução.

No ponto de vista da limitação cósmica, estabelecemos um

relacionamento destes três elementos com a alegoria do segundo Trono:

1- As sete cores do Arco-íris com o setenário relativo à parte do

segundo Trono (parte superior), senão, os 7 Luzeiros formando o Lampadário

Celeste, os Sete Ishwaras.

2- As sete notas da escala seriam uma alegoria do setenário da

parte inferior do citado Segundo Trono, senão, os sete Kumaras, Planetários.

3- O diâmetro horizontal equivale à constituição Humana, que é

sétupla em sua evolução.

Tomando-se como alegoria o corpo humano, podemos fazer o

relacionamento: as 7 cores do Arco-íris com os 7 Chakras, 7 elementos, os 7

Tatwas, os 7 sentidos. As 7 notas da escala, com os órgãos do conhecimento: 2

olhos, 2 ouvidos, 2 narinas e 1 boca. A Constituição Humana com os 7 Princípios

ou estágio evolucionais. Ora, de 7 em 7 anos há uma modificação celular na

63
estrutura física do ser humano. E, após 9 ciclos setenários, ou seja, aos 63 anos

de idade, aquele que ainda não se encontrou, jamais o fará. Aliás, Lei

promulgada pelo Quinto Senhor, quando nosso Senhor JHS residia à Rua

Domingos de Moraes, nº 73, em São Paulo, Capital.

Passemos, agora, a analisar o trecho: “MAS COMO VIVA ELE NO

QUATERNÁRIO DA TERRA, ESTA SÓ PODE SER GOVERNADA PELOS 4

ANIMAIS DA ESFINGE E AS TRÊS BRUMAS CELESTES”. Este pequeno trecho

induz-nos a pensar que o Grande Setenário também se estabelece na Terra do

Quarto Sistema Evolucional. Por isso ela só pode ser dirigida por um

quaternário, de modo fixo e será dirigido pelas três Brumas Celestes de modo

provisório. A expressão “viva ELE no quaternário da Terra” equivale a dizer: “O

Grande Setenário” que abarca o Universo condiciona-se, também, ao quarto

Sistema que é da mesma natureza do Universo, apenas está agindo com outra

distribuição de Força ou Energia”. Eis porque a Terra (do quarto Sistema) é

dirigida pelos quatro animais da Esfinge. Ora, os quatro animais da Esfinge são

uma alegoria dos seguintes elementos cósmicos:

1- dos quatro Maharajas, admitindo-se uma escala maior;

2- alegoria dos quatro Kumaras, concebendo-os numa escala média,

3- dos quatro poderes: Manu - poder legislativo; Yama - poder

executivo; Karuna - poder judiciário e Astaroth - poder coordenador - adotando-

se uma escala mínima ou humana.

Em determinado sentido, podemos fazer o relacionamento DELES

com os quatro Budhas da Montanha Moreb: Ag-Zim-Muni; Mag-Zim-Muni; Tur-

Zim-Muni e o Grande Senhor Rabi-Muni.

Compreendemos desde logo, que o Grande Setenário no mundo

limitado está dividido num quaternário e num ternário. O quaternário da Terra

expressa o trabalho do passado até o presente Sistema e o ternário a missão do

64
futuro, agindo nos ciclos presentes. Pitágoras chamou a estes dois elementos de

A QUADRATURA DO CÍRCULO e A CIRCULATURA DO QUADRADO. As três

Brumas Celestes representam os três Luzeiros (quinto, sexto e sétimo, adotando

uma escala maior), senão os três Kumaras, Planetários (também quinto, sexto e

sétimo), aplicando uma escala menor. Neste Quarto Sistema há os quatro

Kumaras agindo no aspecto cósmico, e há os sete Dhyanis-Kumaras

representando-os no aspecto antropogênico. No nosso quarto Globo do Quarto

Sistema, há, no interior da Terra, os 4 Kumaras com uma permanência eterna,

dirigindo este Globo; e há os Planetários das Rondas (quinta, sexta e sétima),

com a função, de quando em vez, realizar um Avatara na face da Terra. Logo, a

função das três Brumas Celestes é agir no seio da Humanidade, tomar parte no

drama humano. Ora, elas auxiliam os quatro, tomando expressão física, quer

como Akbel, Krivatza e São Germano, quer como Aktalaya, Akdorge e Akgorge.

Em determinado momento, ao saudarmos os quatro Maharajas, se a

seguir, reverenciarmos Akbel, Ashim e Beloi, estamos fazendo vibrar dentro de

nós, no éter que nos rodeia, “O GRANDE SETENÁRIO QUE ABARCA O

UNIVERSO”.

65
AULA Nº 09

O SENTIDO DO ACIDENTE DE LISBOA,

EM RELAÇÃO COM A HISTÓRIA DA OBRA, DO MOVIMENTO CULTURAL ESPIRITUALISTA,


CRIADO PELO SENHOR JHS.

EVENTOS RETROSPECTIVOS DA HISTÓRIA DO ACIDENTE DE LISBOA

Aos 15 dias de agosto de 1800, consoante o calendário da face da

Terra, nasceram nos mundos interiores (Agartha ou Duat) os Gêmeos

Espirituais, conhecidos em nossa Escola de Eubiose, com os privilegiados nomes

de Henrique e Helena ou, respectivamente, AKBEL e ALLAHMIRAH. Após o

nascimento foram à Agartha e a seguir vieram aos mundos de Duat, Badagas e

Face da Terra.

Aos 28 dias de setembro de 1800 foram apresentados aos preclaros

membros da Ordem de Maris, em Coimbra, Portugal, passando três horas na

Face da Terra. Apresentaram-NOS aos nobres componentes da augusta Ordem

de Maris, os Bodhisatwas: JEFFERSUS e MORYAH, os quais viviam, naquela

época, no admirável Santuário de Sintra, subterraneamente.

Após essa avatárica apresentação o aspecto masculino (JHS), foi para

determinado lugar, cuja posição geográfica fica na cidade de granito de nome

Vila Velha, Estado do Paraná. Na tradição indígena possui a valiosa designação

de “BOASSUCANGA”. Os divinais nomes das sacerdotisas dessa Confraria Jina

são:

1 - COEMA GARÁ

2 - HARA GARÁ

3 - YAVAHÉ GARÁ

4 - YAPIR GARÁ

5 - KAP GARÁ

66
6 - AKPANA GARÁ

7 - TIAMAT GARÁ

O totem desta Confraria é o Leão.

O aspecto feminino (Helena ou Allahmirah) foi ter ao lugar Jina

conhecido com o valoroso nome de “Serra do Roncador”. Os principais Seres

que dirigiam esta Cidade Jina, também denominada de Monte Ararat eram os

seguintes:

1- ARA-TUPAN-CABAYU

2- ARA-AMU-CABAYU

3- ARA-APIÁ-CABAYU

4- ARA-AMANÇU-CABAYU

5- ARA-ACANGA-CABAYU

6- ARA-GUARANY-CABAYU

7- ARA-ARABUTAN-CABAYU

Na Confraria Jina de “Boassucanga” (Vila-Velha, estado do Paraná),

também estavam adormecidos (sono-paranishpânico) os Corpos dos Banth-

Jahuls, masculinos. Estavam neste estado de vivência desde 985 de nossa Era,

senão, desde a queda do Tibete. Os Corpos Femininos de tal Hierarquia,

permaneceram nesta estado de ser, no monte Ararat (Serra do Roncador).

Naquela cidade Jina havia o Trono do Rei OMAR e, nesta, o Rei SALO; ambos

militaram na Atlântida.

O Monte Ararat ou Serra do Roncador é defendido pelos valorosos

“Xavantes”, cuja missão está por terminar, com o início do Novo Ciclo. Há nessa

região dois totens: Arara Canga e Arara Una.

Ora, os promovedores da Queda Tibetana (985 de nossa Era) vieram

redimir-se nesses dois abençoados lugares, citados neste estudo.

Pois bem, nos lugares mencionados em nossa pesquisas, os divinos

67
Gêmeos Espirituais passaram 83 anos, em estado de hibernação cósmica,

durante o período de carência, a fim de amadurecer as células, principalmente

as cerebrais e como é natural todas as demais. A exemplo do que escrevemos:

vieram com aspectos, com as dimensões de crianças de pouca idade, mas, as

células, eram de Seres desenvolvidos.

Observamos, com efeito, a coincidência muito curiosa: os excelsos

Dhyanis Kumaras nasceram de LORENZO e LORENZA, em 1789 e 11 anos após

nasceram os Gêmeos Espirituais (em 15 de agosto de 1800). Os Gêmeos

Espirituais, 83 anos depois de nascidos, são trocados na Face da Terra (8 mais 3

é igual a 11). Manifestaram-se, sem dúvida, as duas faces do Senhor das

Eternidades para exaltar a quarta Hierarquia Criadora.

Esse imenso e laborioso trabalho para preparar a mentalidade

brasileira e mundial para a vinda dos Avataras Pais, e a seguir o Avatara Filho,

coube ser realizado pelos Tulkus do Manu Primordial “AKBEL”:

1- AT-NAT-DWIDJA;

2- JARA-LHAGPA;

3- SAMAEL (Chefe da M.Sagrada);

4- AKADIR;

5- KADIR;

6- ATANÁSIO CHUCHU;

7- JOSÉ LUIZ DE SOUZA - (faleceu em defesa da

Obra, em Recife) e os Goros das Catedrais:

1- ABADIA DE WESTMINSTER - Londres - Inglaterra - Templo da

Justiça - Sida - Lax - Espada Flamígera;

2- SANTA MARIA MAGIORE - Roma - Itália - Templo do Anjo

Paciente - Mare - Mat - Senhora ou Rainha das Águas;

3- BASÍLICA DO PRECIOSO SANGUE - Bruges - Bélgica - o Templo

68
da Ressurreição - Sat - Zain - a Taça de Deus;

4- SÉ PATRIARCAL - Lisboa - Portugal - Templo da Luz - LAISIN (as

3 Chamas ou Luz);

5- WASHINGTON - Estados Unidos da América do Norte - O Templo

da Penitência - BAT - ROL (Capacete de Bronze ou Portal de Aço);

6- CATEDRAL DO MÉXICO - O Templo Bi-Partido ou Aquele que

tem duas Faces; ANASAT (A Corte ensombrada ou envolvida em Água);

7- BASÍLICA ou CATEDRAL DE SALVADOR - Estado da Bahia - O

Trono de Deus; ZAIN GROSS - As Barbas do Eterno ou do Ancião das Idades.

Os preciosos NOMES dos 12 Goros desta última Catedral são:

1- Lorenzo de Sarzo Ferrato;

2- Antônio Vieira;

3- João Nepomuceno;

4- João do Espírito Santo;

5- Isaias Leão de Jesus;

6- Daniel Gomes da Silva;

7- Sebastião da Silva Leme;

8- Luiz Antunes das Neves;

9- José Izidro de Jesus;

10- Marco da Virgem Maria;

11- Gracioso das Luzes do Espírito Santo;

12- Leonel Bento de Jesus.

Aos 15 dias de setembro de 1883, nasceu na cidade do Salvador -

Estado da Bahia, filho de Honorato José de Souza e Amélia Guerra de Souza, o

menino o qual recebeu o nome de “HONORATO”. Essa criança foi trocada por

aquela outra que se achava na Confraria de Boassucanga (AKBEL ou JHS). Essa

troca foi realizada pelo excelso AKADIR, ATHANÁZIO CHUCHU e outros Seres

69
que viviam em Salvador, Estado da Bahia. Os anos se passaram e chegou o

momento justo para se cumprir a PROGRAMAÇÃO DO LOGOS CRIADOR.

O excelso JHS, no seio da Família JHS, foi tido como sendo uma

criança privilegiada, portadora de uma inteligência fora do comum. Possuía

poderes estranhos para a época. Produzia, com naturalidade, o que se concebe

como sendo milagres. Há membros da Família que compreenderam a

troca...Mistérios dos adoráveis Goros de Salvador, Bahia...

Nesse período de 1883 a 1900 tentaram realizar um Movimento

paralelo ou de natureza externa. Helena P. Blavatsky nasceu em 1831 e, em

1875, fundou o Movimento Teosófico, na América do Norte, mas retrocedeu

para Madras, na índia. Ficaram no Mundo os notáveis elementos que deviam

continuar o trabalho de Blavatsky. Ora, da Confraria de KALEB, situada aos 23 o

de latitude Norte, trópico de Câncer, saíram 7 Seres ou Consciências, com a

finalidade de preparar a OBRA, no ponto de vista social. Não entenderam a

nobre Missão que lhes foi confiada, exceto o valoroso AT-NIAT-DWIDJA

(HONORATO). São seus admiráveis nomes:

1- HONORATO JOSÉ DE SOUZA - trocado por JHS, nascido em

Salvador, a 15 de setembro de 1883.

2 -HERCÍLIA GONÇALVES - de Salvador - Bahia - que, com Honorato,

deveriam fundar o Movimento no ponto de vista profano e prepararem a

mentalidade humana para a vinda dos Avataras: PAI, MÃE e FILHO (AKBEL,

ALLAHMIRAH e MAITRÉYA).

3- HELEN VAN HOOK - América do Norte - discípulo de Stevenson

David - criou uma doutrina de Karma e Reencarnaç_o e amarrou-se nela. Foi

substituído por um Ser, da Bélgica. Veio cumprir sua pena, em Barra do Piraí,

como sendo um Químico e onde veio a falecer. Todas as vezes que os Gêmeos

Espirituais, passavam aquela cidade fluminense, ficava chorando por trás das

70
janelas de sua residência.

4- RUDOLF STEINER - Alemanha - criou a antroposofia e com ela

foi ter ao “Pó” - Homem genial, conquistou muitos Adeptos na Alemanha. Tentou

formar um Colégio Iniciático (tipo Pitagórico). Errou, porque hipnotizava os

comerciantes para obter recursos para sua Escola. Escreveu várias obras de

valor. Foi salvo pelo Mestre BEY-AL-BORDI (estava no Cone da Lua).

5- MÁRIO ROSO DE LUNA (filho de HPB) - trocado pelo grande

Adepto Veneziano - Artur Bernal, o qual esteve na Régia Residência de JHS,

Niterói! conversou muito com a adorável Coluna J, Dr. Ferreira. Dr. Roso de

Luna tentou criar um núcleo na América do Sul. Marcou encontros, em quarta

dimensão, e, em determinados lugares. Mas, infelizmente não foi reconhecido

pelos seus discípulos e admiradores. Um desses foi o grande Dario Veloso,

fundador do Instituto Neo-Pitagórico, em Curitiba, Estado do Paraná. Quando

chegou a vez de experimentar nosso Mestre e Senhor JHS, foi surpreendido..

Marcou encontro com nosso Mestre JHS, por carta: mês, dia, hora e local.

Quando chegou no determinado lugar, previamente marcado, JHS lá se

encontrava. Surpreso Roso de Luna exclamou: “cabrero!”, em sentido

pejorativo. JHS respondeu com as palavras: “CABRERO”, sim, no sentido de

“KUMARA”. Desde esse encontro ficou reconhecendo a grande Hierarquia de

JHS. Mandou confeccionar um sinete com o monograma JHS. Todas as cartas

dirigidas ao nosso Mestre, lacrava, e colocava tal sinete sobre o lacre. Após esse

evento faz uma série de conferências pelo Norte da África. Encontrou-se com o

Mestre Bey-Al-Bordi, o qual denominava de “EL MORO ILUSTRE”.

6- FERDINAND OSSENDOWSKY - Russo branco. Fugiu da Rússia

indo ao Tibete, China e, finalmente, à Europa. foi recebido pelo divino

Mensageiro do Budha Vivo da Mongólia, Senhor Dalma Dorge. Entrevistou o

Trigésimo Primeiro Budha Vivo da Mongólia, o BOGDO-GHEGHEN, OTU-KTU

71
DE NARABANCHI KURE, em Urga. Esta Santidade ofereceu ao escritor russo

Ossendowsky um “anel”, com o qual livrou-se de ser assassinado nas Estepes

Siberianas. Depois que o escritor russo chegou à França escreveu o admirável

Livro: BESTAS, HOMENS E DEUSES”. Trouxe para o Ocidente ótimas

informações sobre a Obra, representada pela SBE, na Face da Terra.

7- JINARAJADASA - índia - ficou na S.T. de Adyar, adiando sua

evolução para outras Eras. Esteve no Brasil e não reconheceu a OBRA e, ao

contrário, teve a pretensão de se apresentar como o Chefe da Missão dos 7

Raios de Luz (a nossa Obra).

Esses 7 Arautos tinham a Missão de criar seus Núcleos e tornarem-se

líderes. Quando surgisse JHS, com sua Obra, no Brasil, eles abonariam o grande

Senhor AKBEL. O Projeto do Logos seria executado normalmente, sem cismas.

Apesar de possuírem, talvez, um por cento da consciência dos Dhyanis Budhas,

fariam esse trabalho de maneira sublime. Mas tudo o que foi lançado na Face da

Terra falhou, por isso nossa Obra é uma colcha de retalhos. Convém observar

que acompanhando nosso mestre AKBEL, vários Gênios nasceram, em várias

partes do Mundo, principalmente na área da Educação.

De 1850 a 1900 surgiram a Face da Terra uma série de Gênios, em

todos os setores da atividade humana, modificando totalmente o modo de

pesquisar as ciências positivas inclusive tentativas para modificar o aspecto

social e econômico do Mundo. Houve, com efeito, a transformação dos

acontecimentos para que no próximo AVATARA INTEGRAL, haja a superação e

metástase. A sublime trilogia de JHS.

Os insignes Membros da Maçonaria dos Traichu-Marutas, a qual é

apresentada pelas Ordens: de Maris, Maçonaria Escocesa e outras, prepararam

um Movimento para trazer a Salvador, Bahia, Brasil, uma comitiva de Seres de

72
superior Hierarquia.

Allahmirah não teve necessidade de sofrer o processo de “trocas”. Foi

criada sob a responsabilidade do Barão Henrique Antunes da Silva Neves e da

Baronesa Helena da Silva Neves. O Barão residia no Palácio Apola, em Goa,

índia Portuguesa (naquela época). Todos os dias a jovem Helena depositava

flores na estátua de Apolo, existente na Mansão do Chefe da Ordem dos Mariz.

Foi educada pelo Mestre ABRAXIS, o Senhor do Raio das Artes. Convém

observar a chave do Conhecimento; AKBEL foi trocado e viveu na Cidade do

Salvador - inicial “S” - e ALLAHMIRAH (primeiro corpo) o foi, em Goa - inicial

“G”. Pois bem, as letras S e G dos lugares onde foram criados os Gêmeos

Espirituais, possuem as mesmas iniciais do tradicional nome de São Germano.

Foi organizada uma Companhia de Teatro (com elenco de outras

Terras), embora possuindo a fisionomia, a expressão de Seres Humanos, com 16

primaveras. Essa Companhia, provavelmente, chegou a Salvador - Bahia - por

volta de 24 de fevereiro de 1899. O elenco da Companhia era constituído de 7

Plêiades e mais uma (a Oitava, Allahmirah, primeiro corpo) e de 7 Rishis (7

rapazes e mais um (Lucas ou seja o próprio Honorato que voltava à casa

paterna, como filho pródigo).

Esta Companhia, em Salvador, Bahia, no Teatro São João levou a

peça: TIM-TIM POR TIM-TIM, a qual ficou constando nos anais daquele Teatro,

como sendo uma das melhores que por ali passaram.

Num determinado ensaio, o jovem das 16 Primaveras, estava na

plateia O oitavo Rishi, faltou ao ensaio, mas a orquestra tomou posição e o deu

por iniciado. JHS, sentiu uma força estranha no seu interior, dirigindo-se para o

palco do Teatro São João. Passou, desde logo a realizar um divinal dueto com

Allahmirah - primeiro corpo, a qual possuía o nome de Helena da Silva Neves.

No dia 24 de junho de 1899, foram à Ilha de Itaparica, num local

73
denominado de “Ilhota”, na régia residência do velho Honorato. Nessa

residência havia os três Reis Magos, esculpidos em Pitangueiras. Foram ter à

Praia, onde realizaram um ritual Manúsico. Após o Ritual, surgiu o ETERNO, em

forma de imensa onda e logo os abençoou. Dirigiu-lhes as palavras: “Sejam

cautelosos! Muito cuidado, porque as forças do Mal, espreitam de perto e de

longe, a fim de dar o bote fatal, contra esta criança que será a Joia mais

preciosa caída dos Céus”. Regressaram a Salvador no mesmo saveiro “Deus te

Guie”. E no mesmo dia 24 de junho de 1899, às Ave Marias, no Navio Minho,

saíram fora da Barra. E o navio Minho passou a singrar o Oceano Atlântico,

como imenso manto cobrindo o corpo da velha Atlântida, com todos os seus

admiráveis mistérios. Chegaram à cidade de Lisboa, como sendo contraparte do

luso País, arquivo dos eventos universais.

Navegando por Mares e Oceanos tempestuosos atingiram a Capital de

Portugal, Porto Gaulês, Porto-Graal. Na Capital de Porto Graal, deu-se o Santo

Ofício do Graal, ou seja, o acidente de Lisboa.

Que é o acidente de Lisboa - tantas vezes referido nos nossos estudos

e pesquisas?

O acidente de Lisboa constitui uma peça Chave, na história do

Movimento criado pelo senhor JHS, como lídimo representante do ETERNO,

senão, do LOGOS CRIADOR, na Face da Terra. Ora, aos vinte e sete dias de

julho de 1899, numa sexta feira, verificou-se um trágico acidente com a excelsa

Allahmirah (1º Corpo) à rua Augusta, em Lisboa, Portugal. É interessante

lembrar aqui, que essa rua é margeada pelas do Ouro e da Prata. Quando

Allahmirah passeava pela Capital do tradicional Portugraal, houve o acidente,

promovido por um “Nirmanakaya Negro”, o qual se encontrava de tocaia, na

admirável Boa-Liz, Lisboa (a Flor de Liz, que é boa, isto é, no sentido de ser o

emblema do Governo Espiritual do Mundo), aguardando o momento justo para

74
dar o bote fatal contra a Rainha Mãe, a qual já levava no divino ventre, os

benditos frutos caídos dos Céus, ou sejam, os Embriões dos dois Budhas do Ciclo

de Aquarius. Com este fatal evento, o ETERNO foi obrigado a tomar novas

diretrizes, a fim de que seu planejamento, para os Ciclos: Ariano, de Piscis e

Aquarius, não sofresse secção de continuidade. Determinou que a Caravana

Avatárica continuasse viagem até o extremo Oriental. Isto acontecendo, o

Senhor da Lei houve por bem lançar mão de recursos universais, para que a

Vida não parasse com sua trajetória, através das Raças, Cadeias e futuros

Sistemas. Mudou, com efeito, as diretrizes do Velho Pramantha, de modo a

realizar sua Missão, por outros meios desconhecidos das Forças do Mal, senão,

daqueles que estavam representando o saudosismo universal. Com o choque dos

polos (positivo e negativo) o mundo deu centenas de passos para frente, a favor

da dinâmica cósmica, embora este evento tenha custado rios de lágrimas ao

Amoroso do Segundo Trono. A esta altura cabem os versos: “Veio o tempo, veio

a Vida e veio a Morte”. Mas, também, veio a Ressurreição, através do

nascimento dos Dhyanis Budhas.

Em virtude do Acidente de Allahmirah, os Goros da Sé Patriarcal, e

outros Seres conseguiram, através da maia budista, conduzir os Corpos de

ambos, para o Santuário de Sintra. Entraram pela Sé Patriarcal.

Os Assuras sombrios, ou sejam, os que estabelecem a Lei, a

Polaridade, do Poder dos Opostos, prepararam duas armadilhas para destruírem

os Gêmeos Espirituais. Ficaram, pois, espreitando de perto a passagem da

suprema Rainha Mãe. Em Lisboa ficaram um Nirmanakaya Negro e outros da

mesma natureza, aguardando o momento para darem o bote fatal e deram. Em

Goa, na época, era índia Portuguesa, ficou outro monstro, de natureza

lemuriana (Monstro que possuía, no centro das mãos, uma espécie de glândulas,

as quais exalavam, por meio de secreções, um cheiro horrível e algo como se

75
fora poderoso magnetismo negativo, elementos mortíferos, destruidores. Para

neutralizar a ação deletéria deste Monstro, o Venerável AKADIR, deixou a

cidade de Carmo de Minas, indo para Goa, índia Portuguesa.

Em Goa, o Venerável AKADIR, aguardou a passagem do Manu

Primordial com a caravana Avatárica. Embora, o suntuoso Palácio de Apolo,

tivesse hasteado a “Bandeira Fúnebre”, passou dias, em companhia do jovem de

16 Primaveras. Conversando com este jovem disse-lhe, com os olhos fitando o

infinito:”-Veio até aqui apreender “Ioga”, mas irá mais adiante. Quando voltar a

sua Terra natal, irá se encontrar com amigos e irá cuidar de crianças”.

De Goa, foram à cidade de Pondcherry e desta à Ilha de Ceilão. Nesta

Ilha Continente, encontraram-se com os dois últimos Kumaras: SANAT E SATYA

KUMARAS, os quais acompanharam a Caravana Avatárica até Srinagar, Norte

da índia, Cachemir. Os dois primeiros: DIANANDA E SANAT SUJAT KUMARAS

foram para a Serra de Sintra, manter a vitalidade dos Corpos dos Gêmeos

espirituais, posto que, suas Essências, Consciências, passaram para os Corpos

dos Kumaras LORENZO e LORENZA. O mudar de Consciência entre corpos é

fácil para a técnica dos Mundos Interiores. De modo que a Lei sempre usa de

sublimes recursos para resolver os problemas da dinâmica evolucional.

No Norte da índia, Mundo de Duat, a Lei exigiu o nascimento dos

Dhyanis-Budhas, antes do Tempo, como um aprestamento, a fim de que pudesse

nascer novamente Allahmirah, com o nome de Adamita. Para corrigir o prejuízo

provocado pelo acidente de Lisboa, houve necessidade de nascerem os 7

Dhyanis-Budhas para que, como Oitava, nascesse ADAMITA. Esta nasceu de

LORENZO e LORENZA e aqueles das Filhas de Kunaton com o Maha-Rishi.

Este acidente deu-se como sendo um somatório das quedas: Atlante, e

diversas na Raça Ariana, da falha do Cristianismo, da queda do Tibete, e outras.

Consoante o Karma pendente, o cocheiro que conduzia a carruagem,

76
encarnou sete anos depois, em Portugal, com o nome de Adelino Martins de

Abreu. As circunstâncias da Vida trouxeram-no para o Brasil. Entrou para as

fileiras da Instituição (outrora STB e atualmente SBE). Foi um ótimo militante,

um valioso tributário. Residia, ultimamente, em São Lourenço. Faleceu em 17 de

abril de 1967. Deixou seu esforço econômico para a Fundação Henrique José de

Souza.

Com o acidente de Lisboa, faleceu, também, em Salvador, Bahia, o

primeiro Tulku de JHS, Honorato. Este foi obrigado a ser levado, como

emergência, para os Mundos Interiores e JHS, regressou à Face da Terra, tido

como “fujão” da casa dos Pais terrenos. De modo que nosso Mestre regressou à

Face da Terra para anunciar a si próprio e salvar os Bhante-Jauls.

GLÓRIA, portanto, à Grande Vítima de todos os tempos e de todos os

AVATARAS.

RESSURREIÇÃO! RESSURREIÇÃO! RESSURREIÇÃO!

77
AULA Nº 10

INICIAÇÃO

(Como um preparativo para o estudo de iniciações: Jiva - Assúrica e Kumárica...)

Damos início a esta aula, como sendo um preparo aos estudos de

Iniciações: Jiva - Assúrica e Kumárica, com uma pergunta simplória -: Que é

INICIAÇÃO?...Consoante o Dicionário Ilustrado da Língua Portuguesa, de

autoria do Mestre desta Língua no Brasil, o Professor Antenor Nascentes,

publicação da Academia de Letras, é a seguinte: “Ato ou efeito de iniciar;

cerimônia pela qual se inicia alguém nos mistérios de uma religião ou doutrina

(do latim “initiato mais onis”).

INICIADO: é portanto - começado, principiado, admitido à Iniciação.

Pessoas que foram iniciadas nos mistérios de religião, seita, sociedade...(do

latim Initiatus).

INICIAÇÃO, para a Eubiose, principia quando a pessoa começa a

sofrer uma transformação íntima. Quando se propõe a iniciar, a realizar atos, em

que se comece a adotar outro comportamento, buscando a realizar perfeito

equilíbrio entre as Consciências: física, psíquica e espiritual (inteligência);

quando as pessoas passam a pautar suas vidas, desejando re-ligar (verdadeiro

sentido de religião) a Personalidade à Individualidade. Ora, a Personalidade no

sentido da ação dos princípios denominados de: físico, vital, afetivo emocional e

mental concreto; a Individualidade: o mental abstrato (inteligência criadora),

Budhi e Atmã, senão, respectivamente: Inteligência Abstrata, Intuição e o

Princípio Crístico. Outras definições para os elementos essenciais aos nossos

estudos: Personalidade e Individualidade.

Personalidade: é o elemento que muda nos homens, a parte

transitória, transmutável, ilusória e transformável. É a persona, per-sone, a

78
máscara, aliás, como aquela com que os histriões representavam os homens

elementais; no início, sujavam o rosto com a borra do vinho, nas festas de

Dionísio. O que equivale a dizer: o transitório, o ilusório. É a “veste” com que se

recobre a Individualidade verdadeira, através de suas múltiplas manifestações

nos mundos formais.

Individuus, Individua, Individuum (Individualidade) - quer dizer:

“o que é essencial e, em tal aspecto, não pode ser separado” ou como diríamos,

segundo nossas pesquisas: “DUOS IN DIVI” ou seja, a Divindade manifestada e

imanifestada. Manifestada em sua consciência atual, de cada caso, de cada Ciclo

e, todavia, por se manifestar na Consciência superior ou ulterior que terá de se

revelar, posteriormente.

Compreendemos que iniciação, no sentido eubiota é a terapia do

corpo, da alma e do espírito.

Cabe, aqui, para compreensão dos vocábulos usados, vermos o que se

entende por terapia. Segundo Caldas Aulette: “terapia - vem do grego -

Therapéia - tratamento, e é usada no sentido de método de curar ou de tratar os

doentes. O Psicoterapeuta, isto é, o psicólogo que exerce a arte da terapia, cuida

dos problemas da psique que podem não ser contudo, propriamente doenças,

mas desajustes, conflitos. Continuando nosso intuito de bem esclarecer o

sentido dos vocábulos que possamos usar, vejamos que se entende por “NOUS”.

Diz H.P.B. em seu Glossário Teosófico: palavra grega: termo com o qual Platão

designava a mente superior. Significa espírito, opostamente, a alma animal ou

psique. É a mente consciência divina no Homem”.

Prosseguindo, então, quanto ao que consideramos por iniciação, no

sentido eubiota, podemos chamá-la de: “Soma-Psico-nousterapia, se nos

permitem a inovação.

A exemplo do que estamos pesquisando: na Grécia, a Iniciação nos

79
grandes mistérios de Eleusis, começava pela ginástica, pelo bailado, pela

harmonização do corpo físico. A seguir, à harmonia conquistada no físico, com a

capacidade plástica e perfeitamente controlada pela Mente, passava-se para as

iniciações dos Mistérios Maiores, logo, do ajustamento da Psykê, da estrutura

psíquica. Quando era atingida a harmonia da Psique e do Soma, começaria

então, a ser executado o equilíbrio destes dois elementos. A seguir ao

ajustamento entre estas duas estruturas, passaria ao trabalho, à iniciação ou ao

ajustamento da estrutura “NOUSMÁTICA” (espiritual) e as duas outras já

citadas anteriormente. O equilíbrio, a “Soma-Psico-Terapia” é muito mais fácil

de ser conseguida, relativamente, ao da que denominamos como terapia do

Nous ou Espírito. Esta é muito mais profunda, atingindo, com efeito, as raias dos

atavismos. Atavismos esses que afetaram a parte essencial, a Individualidade.

Atavismos que, ainda pesam como responsabilidades de SERES de hierarquias

superiores. Ora, estão relacionados com os desequilíbrios, com as tradicionais

quedas dos deuses, das Individualidades. Ora, as quedas, as depressões das

Individualidades, dos Deuses são, todavia, recuperadas através das

Personalidades. Segundo os acontecimentos e, respectivamente, os Mestres, os

Egos (as Individualidades) quando são obrigadas por LEI, a descerem em suas

missões aos Globos inferiores, obscuros, em decadência (Cadeias: Lunar,

Marciana - a nossa Terra) o voltar a perfeita posição primitiva, a recuperação do

equilíbrio, é levado a efeito pelos discípulos, posto que estes representam a

“Personalidade”. No caso dos Bhantes-Jauls, diríamos, os discípulos da Face da

Terra, recebendo inspiração dos Mestres, das Consciências superiores que se

acham no seu interior. Diz-se Deus interior, porque, Deus representado pelas

Hierarquias superiores, acha-se no interior da Terra. Ora, os Mestres sofrem

moralmente (a Individualidade) e os discípulos sofrem na carne, no aspecto

físico ou somático, senão, a Personalidade.

80
No ponto de vista da Eubiose esse é o ato de começar a tomar contato

com a Sabedoria de Planos superiores ao que se vive; é o fato de se começarem

a viver as coisas do futuro, o que virá. É a penetração no Mundo da Grande

Maya, senão, nos Globos, Cadeias, Sistemas, os quais, em futuros ciclos virão a

se objetivar. Iniciação Eubiótica é o ato de se iniciar a vivência das ciências, das

artes, das filosofias, religando-se aos ciclos futuros, seguindo, entretanto, a

dinâmica evolucional. Se estamos no quarto Sistema de Evolução, os que

começarem a se preocupar com a Sabedoria relativa aos quinto, sexto e sétimo

Sistemas estarão, com efeito, iniciando-se no futuro estágio evolucional. Por

exemplo: se estamos vivendo na Face da Terra, o iniciar é o ato de se começar a

vivenciar, estudar, apreender o que está se realizando nos Mundo Interiores.

Outrora a Iniciação Maçônica era aquela em que os homens de maior

capacidade, de grandes valores (intelectual e realizativo), da Face da Terra,

eram escolhidos, senão, selecionados para apreenderem a História, a Ciência, a

Arte e a Técnica de trabalhar a favor da evolução da Humanidade, relativas aos

Mundos Interiores. Estes conhecimentos relativos aos Mundos extra-físicos,

eram ministrados pelos excelsos Adeptos, ligados às nobilitantes Ordens: tais

como da “Maçonaria Escocesa (Mister Ralph Moore, Albert Jefferson Moore e

outros); Ordem de Mariz (Barão Antunes da Silva Neves e seus correligionários);

franco-maçonaria, Ordem de Malta, da verdadeira Rosa Cruz (de São Germano)

da Ordem do Sol e muitas outras. Surgiu destarte o conceito de conhecimentos

secretos, de segredos. Conhecimentos secretos, os segredos eram relativos aos

Ciclos futuros, o que pertencia à posteridade. Teosofia, Ocultismo no sentido de

conhecimentos dos futuros Ciclos, cuja compreensão estava muito além dos

homens vulgares ou profanos. Ora, na Face da Terra vive-se com o estado de

consciência: “afetivo-emocional” e “mental-concreto”. Homens há, dirigentes de

povos, condutores de almas, orientadores, conselheiros que precisavam

81
desenvolver a inteligência abstrata, a intuição e o princípio Crístico. Isto porque

cego não pode conduzir cegos. Consoante ao Pai da Sabedoria Eterna, JHS

“inteligência é o ato de se ter conhecimento, profundos ensinamentos; intuição é

o ato de se poder ter a Sabedoria Divina diretamente pela inspiração e a

inteligência Crística é o ato de se ter os ensinamentos e a Sabedoria, no ponto

de vista global, integral, cósmico.

Podemos estabelecer uma comparação, para efeito de melhor

entendimento: assim como se trabalha para ajustar a estrutura psíquica das

humanas criaturas, usando o processo da entrevista, do diálogo, as técnicas

psicoterápicas, enfim, com o fito de conduzir o entendimento do cliente a ponto

de que possa descobrir as origens do desajuste, do desequilíbrio, far-se-á, o

mesmo no sentido de ajustar a estrutura espiritual. Para trabalhar esta

estrutura há necessidade da ritualística, como elemento principal deste tipo de

iniciação. Ela exalta, equilibra a parte espiritual, da humana criatura. A

ritualística, tão somente, porém, não é o suficiente. Há necessidade, também, do

estudo, da pesquisa, da meditação. A ritualística para o ajustamento da

Consciência espiritual é, por exemplo, como se fosse a entrevista, o diálogo. O

estudo dos ensinamentos transcendentais, seria a técnica e, a meditação

funcionará como sendo o “psicoterapeuta”. De modo que a iniciação do ponto de

vista da Eubiose deverá ser associada à psicologia, à filosofia, à sociologia e

outros tipos de conhecimentos, próprios para o desenvolvimento da Inteligência.

A ritualística, somente excita, estimula a estrutura psíquica. Refina-a, até certo

ponto, mas não fornece a consciência dos eventos iniciáticos operando na

pessoa. Isto é, sentido o efeito dela, sem a percepção mental, o praticante será

conduzido a uma religiosidade erótica. o que, aliás, acontece por vezes, nas

áreas de nossas realizações. Daí a grandeza do sentido das palavras do Supremo

Revelador JHS:

82
ESCOLA - TEATRO E TEMPLO

ESCOLA - para desenvolvimento da inteligência, através dos estudos,

das pesquisas, da meditação, da aquisição_o dos ensinamentos relativos a todos

os setores da Vida Humana.

TEATRO - como processo do ajustamento psíquico; equilíbrio da

Personalidade. Teatro no sentido iniciático, para fazer desabrochar o potencial

da estrutura psíquica, para burilar a Personalidade como sendo a máscara da

Individualidade.

TEMPLO - no sentido de preparar a Personalidade para se integrar na

Individualidade, logo, tratamento do NOUS (Espírito). É onde se processa a

fixação da Consciência superior no discípulo; onde se verifica a soldagem dos

três tipos de Consciência: física, psíquica e espiritual. Nosso supremo orientador

JHS, ofereceu à sua Côrte da Face da Terra a preciosa YOGA DE AKBEL (para

harmonizar, divinizar o corpo físico com as expressões corporais); a música para

promover o engrandecimento da estrutura psíquica e o canto para amadurecer a

Consciência superior (representada por um MATRA-DEVA) no Munindra. Logo,

ajustamento da estrutura espiritual, senão, a aplicação da “NOUSTERAPIA”. Os

Munindras que realizarem e entenderem, de fato, esses três movimentos da arte

sagrada, cósmica, estão realizando, com efeito, e, respectivamente: Escola,

Teatro e Templo universais. Houve, portanto, a aplicação da Psico-Somática, da

Psico-terapia e da “NOUSTERAPIA”. Eis, portanto, como o discípulo se

transforma em ADEPTO e como ELES SÃO FEITOS.

Não podemos deixar na área do esquecimento as prodigiosas palavras

do excelso Senhor AKBEL, pronunciadas no Portal do Templo, nos grandes e

nobres Rituais, levados a efeito nos dias 24 de fevereiro de todos os anos,

quando se encontrava na Face da Terra. O intérprete do SOM e da Universal

linguagem, objetivava a Vontade do ETERNO. O Supremo Revelador ofereceu-

83
nos ótimas informações para realizarmos, como Munindras, nossa “Soma-

Psíquica-Nousterapia” evolucional. Eis, portanto, as divinais palavras de JHS

(carta de 8 de dezembro de 1949):

“Caminho aberto a perfeição harmônica entre corpo, alma e espírito.

Ora, pensemos sempre nas três primorosas palavras com que eram realizados

nossos mais do que excelsos Rituais:

TRANSFORMAÇÃO SUPERAÇÃO METÁSTASE

Sim, transformação do caráter e da inteligência;

a superação da Alma ligada ao Espírito;

Metástase da Consciência liberta de todos os liames terrenos, sob a

égide gloriosa do Santo Graal, ou seja com outras palavras: a VOZ DA

NATUREZA unida a VOZ UNIVERSAL.

A excelsa entrada no Reino Divino, como sendo a glorificação das

glorificações”.

De modo que o Manu-Primordial, agindo na Face da Terra, como o

Supremo Revelador, procurou, com muito sacrifício, o santo ofício, transformar

as Personalidades dos Munindras em Individualidades Jinas, transformar o

homem comum num SER superior, portador, sem dúvida, da VOZ UNIVERSAL,

senão, da valiosa SABEDORIA DO AVATARA-SÍNTESE. Por isso é considerado o

“trigésimo terceiro dos Budhas-Vivos ou seja o Budha Branco do Ocidente, posto

que superou, domina, comanda os trinta e dois Portais da Sabedoria, do

conhecimento ETERNO, abertos para todos os setores da evolução da Mônada

Humana. De modo que o valor evolucional da Personalidade está no fato de

prepará-la para servir de apoio, de base à Consciência Universal, partícula da

Integral, da Global, da Cósmica. Sim, preparar os cérebros humanos a fim de

84
que possam dar forma às superiores Ideias Por tudo isso disse muito bem o

pensador Jean Paul Sartre:

“O pensamento é um ato inconsciente do Espírito que, para se tornar

consciente, tem necessidade de imagens e palavras”.

Compreendemos, pois, que o Espírito age como sendo o Inconsciente,

quando a Personalidade não está burilada pelos fatores da inteligência, os quais

são: Conhecimento e Sabedoria. O grande psicólogo, que para nós, é iniciado

J.C.JUNG disse:

“O que faz com que o homem seja verdadeiramente HOMEM é ser

consciente”.

Completando o dito anterior: “o que é capaz de fazer com que o

Homem seja consciente é o fato de ser portador da “FILOSOFIA DO AVATARA”.

Ora, o AVATARA INTEGRAL (no nosso caso, JHS) ofereceu aos homens

elementos (imagens e palavras) capazes de transformá-lo de “inconsciente em

Consciente” das Leis Divinas, das Leis Universais, das Leis que regem os planos

menores, mais limitados. Ora, os AVATARAS, por necessidade da Leis Universais

precisam viver no Mundo dos Homens comuns. A vivência DELES, no seio da

humanidade constitui, verdadeiramente, fatos, eventos que conduzem os

homens à exaltação máxima no Planeta Terra.

Devemos, também, meditar sobre as sublimes palavras de BINET:

“Não se pode atingir nenhuma Lei, sem se passar, primeiramente,

pelos fatos:

Nada existe, em suma, a não serem coisas; essas coisas entram em

relação umas com as outras e constituem, assim uma coleção que se chama

Consciência. E a imagem nada mais é do que a coisa na medida em que se

mantém com outras coisas, um certo tipo de relações”.

É de tal importância o aprimoramento da Personalidade, afim de que

85
haja a manifestação da Ideia, da Sabedoria Divina, dos ensinamentos do Manu-

Primordial, que levou o sábio Plutarco a escrever estas palavras:

“Somos, em cada momento, uma Consciência manifestada;

somos, em todos os momentos, uma Consciência sublimada que

conhece a si mesmo, como distinta dos mundos ou planos, nos quais,

sinceramente, se manifestou ; planos que formam sua realidade transitória ou

mayávica até que a Consciência esteja ao nível deles, porém, resultaram por fim,

ante seus olhos, pura ilusão ou maya, assim que ascendeu, evolutivamente, aos

planos ou Mundos Superiores”.

O ilustre Fromm teve muita razão em elevar “os atos humanistas” os

quais valorizam o SER humano. Isto porque a Individualidade necessita da

Personalidade, assim como esta, daquela.

Compreendemos, pois, com as divinais informações de JHS, que há

necessidade do estudo, da elaboração mental, intelectual, filosófica. Ora, há

grande necessidade dos conhecimentos divinos e, também, dos humanos. Estes

adquiridos, através da ciência estatística, experimental, materialista, portanto.

Pois bem, o supremo Mestre JHS, preparou seus discípulos para depois oferecer-

lhes sua Sabedoria eterna, a vida eternal. Sem esse labor que poderá acontecer?

Os discípulos recebem grande porcentagem da Sabedoria Eterna, dos

conhecimentos transcendentais, mas não possuem elementos: intelectuais,

científicos, artísticos e filosóficos para lhes darem forma objetiva. Passam eles,

então, a realizar elucubrações eróticas, sem resultado prático, sem finalidade

objetiva. Resultado: o cérebro vai se atrofiando, vai se tornando estéril e as

ideias se apresentam, sem objetividade, brumosamente. São os teóricos

sonhadores, os quais vivem procurando os aspectos da Verdade, onde não

existem (“procurando chifres na cabeça de cavalos”). Neste caso nunca atingem

a realidade. São os místicos-devocionais. Reclamam tudo e nada fazem a favor

86
do próximo. Acomodam-se pelo peso da inércia ou “Tamas” em demasia. Ora, a

respeito de “Misticos-Devocionais”, JHS escreveu numa revelação, este belo

trecho:

“O Místico-Devocional, que procura se salvar, apenas pelo amor, sem

se ligar ao mental ou a Vida Universal, não possui o mesmo valor do “Místico-

Intelectual”, ou Teósofo (Eubiota) que sabe a razão porque ama e porque pensa.

E, como tal pode dirigir os demais SERES da Terra, consciente de seu DEVER

para com a Lei, que de humana nada tem, a não ser, através do termo evolução,

que se diga de passagem, é TUDO, tanto em cima como em baixo”.

Sim, temos grande exemplo de Iniciação na preciosa Vida e na divina

Missão do Excelso Senhor AKBEL. Qual seria a Divina Missão do Senhor JHS ? A

Missão de Planetário da Ronda, de JHS, foi despertar a Consciência dos SERES

de determinada Hierarquia, denominados de “Bhantes-Jauls” ou Bhante-Ajur”.

Aliás, o fez como Jeoshua, por meio de palavras, símbolos, lei dos números,

arcanos, parábolas, maya budista, Eubiose. Sim, de modo mayávico para o povo,

para o profano, por parábolas para a posteridade (encobrindo a parte essencial

da Sabedoria) e usando o método REVELADOR para os discípulos. Ora, a Missão

de despertar Consciência nos Seres, Seras, Suras, Asuras, Asures, Assuras,

através da “Mayavada” ou Maya-Budista”, através das missões, das tarefas, do

trabalho e da ação...positiva.

A iniciação de JHS é tão perfeita que os que abandonam a sua OBRA,

na Face da Terra, os que repudiam o Templo, com seus mistérios, por acharem,

talvez que sua luz é demais para sua inteligência, ainda, perturbada pelas

atrações da Terra (sexo, vícios, vaidade de muito saber, o casamento do orgulho

com a vaidade) esquecem-se, por completo, dos conhecimentos adquiridos na

Iniciação dada pela revelação do AVATARA. Morreram espiritualmente. Vivem

pelos impulsos instintivos, se perderam os conhecimentos do Grande Mestre,

87
consequentemente, perderam a inteligência.

Baseado na certeza da existência da morte psíquica, da alma e da

morte do espírito (espiritual) Plutarco, em Ísis e Osíris, escreveu:

“Quando ocorre a primeira morte ou física, Hermes, o eterno Vigilante

que preside o conjunto “Homem”, arranca, violentamente, a Alma do corpo para

levá-la à região lunar ou de Persefona, evocando-a do mundo inferior ou do

Orco, onde já era como aprisionada e peregrina”...

São dignos de compaixão os que abandonam as fileiras da SBE, como

lídima representante da Obra do Eterno na Face da Terra. Para que haja,

perfeito prosseguimento na “SOMA-PSICO-NOUSTERAPIA”, no mundo dos

homens, Krishna ofereceu a posteridade, o “Bhagavad-Ghitâ” (o canto do

Senhor), Tutmés II e Nereb-Tit, os filhos do Fogo; Kunaton e Nepher-Tit, as Sete

Musas da poética Agarthina; São Germano e Lorenza os Sete Luzeiros Menores,

do Lampadário do Velho Pramantha, da Terra; Orfeu deu ao Mundo sua preciosa

LIRA, cuja harmonia é uma bênção aos que possuem sensibilidade artística,

superior; David, os Salmos; os Budhas-Vivos, os Dharanis; o Senhor Arabel, o

Salmo 154; o Senhor Akbel, quatro Salmos inéditos, os hinos da Obra (suas

músicas, portanto) o ODISSONAI. A Agartha, a cobertura do Templo, em quarta

dimensão, sua linguagem é música, é ritualística e é poética.

Gloriosos são todos aqueles que abriram os portais da inteligência, a

fim de darem entrada à luz feérica do SOL de 32 Raios, existente no interior da

Terra, a tudo penetrando, iluminando, vivificando, exaltando, clareando aos

Olhos do ETERNO, os labores de sua Criação.

Salve! dez vezes, os que procuram se iniciar na Vida e nos Mistérios

das futuras: Cadeias, Sistemas, Universos, através do Senhor AKBEL, ou AD-

KADMON.

Nosso Excelso Senhor AKBEL, o REVELADOR ofereceu à sua Corte da

88
Face da Terra, as sublimes palavras:

O ESPÍRITO SOPRA ONDE QUER!

“Mas no caso vertente, onde a Lei deliberou, porque se tratasse do

Senhor do Quinto Sistema, auxiliando o Quarto, não haveria todo esse

metabolismo redentor. Que se diga de passagem, não é para qualquer cabeça. E

que a MIM (disse JHS) não revele mais nada, quando qualquer me faça

perguntas a respeito. Ou descobre em cima, ou espera descer para saber o

resto. Ademais, devem todos estar preparados, também, em cima e em baixo

para se avatarizarem nos respectivos corpos, sendo que, igualmente ao Mistério-

Síntese, passarão por corpos...Mahátmicos (de Mahates, Mahatmas, em Duat).

Todo e qualquer AVATARA é o Espírito que sopra no corpo correspondente. E o

fato de soprar onde quer, pertence aos ADEPTOS, na razão de auxiliar àqueles

que lhes merecem semelhante processo. Finalmente, só os corpos aperfeiçoados

pelo Espírito, podem fazer tal coisa. Sim, um corpo idêntico ao Espírito, desde

que a Alma O seja, por sua vez, aperfeiçoada ou àquele ligada. É a razão pela

qual, na Mitologia Grega: “PSYQUÊ” ainda em busca de seu bem amado...”

Concluímos: Iniciação de JHS é a cura do Corpo, da Alma e do

Espírito.

BIJAM

89
AULA Nº 11

INICIAÇÃO JIVA

O trabalho de pesquisa em nosso meio exige sempre, esclarecimentos

extras ao conhecimento central da monografia. A respeito de iniciação demos

esclarecimentos na aula anterior. Implantamos, antes de dar curso ao nosso

estudo, vários significados acerca do termo “JIVA” e alguns de seus derivados.

Jiva não é termo de nossa valiosa língua lusitana, por isso exige esclarecimentos.

Vejamo-los:

JIVA - sânscrito - quer dizer: vida, no sentido absoluto; significa,

também, a Mônada, constituída dos princípios: Manas Superior, Budhi e Atmã,

segundo H.P.B.. Possui ademais os significados: princípio vital, alma vivente;

ser, alma ou espírito individual; o EU humano; criatura ou ser vivente, a

existência. Como elemento de uma palavra composta, tem o sentido de: vivo,

vivente, vivificador.

Eis portanto, os compostos deste termo JIVA:

JIVA-BHUTA: vivente, vivo, vital, que são elementos ou derivados do

princípio de Vida; que anima seres viventes; convertido em espírito individual, o

Eu humano. Há sobre o assunto um trecho de H.P.B.: “uma eterna parte de mim

mesmo, convertida em espírito individual (JIVABHUTA) e nos mundos viventes,

atrai o sentido interno e os outros 5 sentidos que têm seu assento na natureza

material”...

JIVA-LOKA - sânscrito - o mundo dos viventes.

JIVANA - sânscrito - vida, existência, substância, sustento.

JIVANASY_ - sânscrito - Amor ou apego à vida.

JIVANMUKTA - sânscrito - (literalmente) “libertado ou emancipado

90
em vida. Um adepto ou IOGUI que chegou ao último estado de santidade e se

emancipou da matéria; o que alcançou o Nirvana, durante a Vida. O que logrou

a libertação do EU...O que eliminou o estado de condicionamento”.

JIVATMÃ_ ou JIVATMAN - sânscrito - A única Vida Universal.

Significa, porém, a si mesmo, o Espírito divino no Homem; o Senhor de si

mesmo. O espírito animador de vida, espírito individual, encarnado em um ser

vivente, o espírito individual em contraposição ao Espírito ou PARAMATMÃ.

PARAMATMÃ - sânscrito - A Alma Suprema, o Universo; o Espírito

Universal ou Supremo, Deus; o EU SUPREMO que é um com o Espírito

Universal. Em nossa linguagem da Eubiose, seria a Personalidade fundida na

Individualidade.

Consideremos com efeito, JIVA como sendo a vida organizada,

orgânica, funcionando no aspecto antropogênico. Nesse sentido podemos

conceituá-la como sendo uma hierarquia Criadora. Isto é, JIVA - vida energia -

transformada em Vida Consciência - JIVATMÃ_. Personalidade, JIVA e

Individualidade, JIVATMÃ_, ou seja, o Atmã Universal, agindo como consciência

limitada à humana criatura. Face da Terra = JIVA e nos Mundos Interiores =

JIVATMÃ_.

A Hierarquia Humana sempre constituiu grandes mistérios para

nossas pesquisas, posto que só poderiam ser revelados aos SERES da Face da

Terra por AQUELE que representa a Boca da Verdade, conhecido nas tradições

das Escolas extra-físicas pelo valioso nome de AKBEL.

A - elemento inicial da palavra ADAM, o Homem Perfeito, o Homem

Cósmico.

K - inicial do nome KADMON, sublime Semente provinda do Sol

Central do Oitavo Sistema.

BEL - em egípcio é Senhor.

91
AKBEL - tem, portanto, o sentido de o Senhor ADAM-KADMON,

senão, Aquele que veio dos Jardins de KADMON, AKADMON, dos Celestes

Jardins do Segundo Trono.

Compreendemos, pois, que a humanidade era e é para ser salva

através de seus guias Celestes, humanizados na Terra, de vários modos ou por

diversos processos. Usando outras palavras: “era para ser orientada pelas

Consciências, provindas dos Céus, do Segundo Trono, avatarizadas no terceiro

(na nossa Terra). Os excelsos Kumaras (Maha-Tamas) embora tivessem dado

mental e sexo aos humanos seres, entretanto estes mantiveram, bem marcantes

os vestígios da Cadeia anterior a que vivemos. Houve, portanto, uma enorme

transformação no aspecto físico dos “Jivas”. Ora, mantiveram o centro de

consciência na estrutura “afetivo emocional”. Por isso nos nossos dias possuem

dificuldades para compreender e aceitar a suprema filosofia do AVATARA. Esta

permite que os Ciclos avancem demasiadamente.

Observando a Mecanogênese da manifestação da Divindade, ou seja,

da Vida Energia para ser transformada em Vida Consciente, sentimos uma Lei

ou processamento gradativo do mais sutil para o mais grosseiro. Sendo que o

mais sutil concebemos como sendo uma energia de maior frequência vibratória;

e esta vai caindo, perdendo a intensidade até se tornar grosseira (com pouca

frequência vibratória). Esta densidade no ponto de vista cósmico, seguiu uma

direção, e no antropogênico seguiu outra.

Por exemplo, no sentido ou ordem de manifestação foi a seguinte:

Primeira Cadeia, dos Assuras, dos Deuses, Atmã como sendo vida

energia; sob as vibrações do Planeta Saturno; organização do Poder de Vontade

do Eterno. Foi dirigida pelos Sete Kumaras, os quais estavam sob o Comando do

Kumara-Rei (o Oitavo).

Segunda Cadeia, dos Agniswatas, dos Semi-Deuses; Budhi como

92
sendo a Vida Energia sob as vibrações do SOL; organização do Poder da Mente

Universal. Foi dirigida pelos Sete Agniswatas Primordiais, também, estavam sob

o comando de um Oitavo, senão, os sete Rishis, estando como chefe o Maha-

Rishi.

Terceira Cadeia, dos Barishads; Manas Superior como sendo Vida

Energia; sob as vibrações do Planeta Lua; organização do elemento emoção,

sensibilidade; foi dirigida pelos Dhyanis Barishads. A Humanidade da época era

de natureza animal, animam. Isto é, com o centro de Consciência focado no

Afetivo-Emocional, na Sensibilidade instintiva.

Quarta Cadeia, dos Jivas, dos Homens; Mental Concreto; realização

dos princípios anteriores objetivados; ação no campo condicionado, limitado;

sob as vibrações do Planeta Marte. Ação do processo para a organização do

corpo físico, como base, sustentáculo das Consciências anteriores (primeira,

segunda e terceira Cadeias) e das posteriores (futuras: quinta, sexta e sétima).

O trabalho humano representa o espelho do universal, eis por que se

processa em sentido contrário, para que se estabeleça o perfeito equilíbrio.

No campo da antropogênese, a exemplo do que vimos expondo,

houve, com efeito, um trabalho inverso ao da manifestação dos nobres

elementos das Cadeias. Logo, vamos falar, agora, na escala de Raças ou sejam

ciclos menores do que os das hierarquias já descritas, com as Cadeias. Por

exemplo: os animais feito homens, nas duas primeiras Raças, naturalmente, com

o centro de consciência focado na estrutura “afetivo-emocional”. Nos meados da

terceira Raça-Mãe, Lemúria, houve a tentativa de se modificar o centro de

consciência do citado “afetivo-emocional”, para o mental concreto. o que se

poderia dizer: os animais transformados em homens. Foi quando surgiram os

Manasaputras (Centauros, Mentauros, Manastauros e Manasaputras). Ora,

possuem Eles a estrutura física bem semelhante ao da Esfinge, conhecida das

93
Ciências dos Homens de nosso Ciclo, os quais são classificados, ainda, como

sendo animais racionais. Pois bem, os Kumaras criaram os veículos (masculinos

e femininos) da futura humanidade “Jiva”, em relação àquela época (a quarta

raça, a Atlante).

A marcha dos acontecimentos do projeto do Logos Criador, através

das Hierarquias Criadoras, foi sofrendo modificações, conforme o resultado

-positivo ou negativo- das experiências levadas a efeito na área dos mundos

limitados. Os resultados positivos foram solicitando a criação de novos modelos,

novas formas, para que a objetivação das ideias universais fossem executadas

com maior perfeição. Posto que a Divindade, a Ideia, a Consciência não pode

agir, através de um corpo horripilante, disforme, desarmônico.

Na Atlante, por exemplo, os “Jivas” deveriam ter atingido a

Inteligência Abstrata, para depois atingirem Budhi (intuição) e Atmã

(Inteligência Crística), nas Raças subsequentes: a Quinta, principalmente, Sexta

e Sétima. Isto é, na Atlântida, deveriam focar o centro de Consciência na

Inteligência Abstrata, dada a presença dos Deuses, naquela Raça. Os outros dois

estados de Consciência (sexto e sétimo), seriam focados de modo iniciático,

oculto, secreto, nos Mistérios Maiores de cada Raça. Compreendemos, então

que, os “Jivas” deveriam ser, propriamente, na quarta Raça, homens a caminho

do Mental Abstrato, Budhi e Atmã, senão e respectivamente, Inteligência

Superior, criativa; Intuição e Inteligência Crística. Seriam, portanto, os veículos

da Quinta Essência Divina objetivada no plano limitado, objetivo. Mas os Jivas

desenvolveram, melhoraram a forma física, entretanto não progrediram no

aspecto psíquico. A estrutura psíquica, o centro de Consciência, de interesse

continuou a funcionar no “Afetivo-Emocional”. Por isso passaram a ser

“homens” - externamente - e animal, anima, afetivo-emocional - internamente.

Depreendemos, consoante as informações recebidas do Mestre JHS e

94
perquirindo outras fontes do conhecimento que: a Hierarquia Jiva está em

formação, em evolução e num estágio pouco amadurecido. Sua parte basilar é,

ainda, muito nova, em relação às outras três Hierarquias anteriores. Não possui

a poeira dos séculos, dos Ciclos, das Eternidades. Eis porque seus componentes

não penetram na grandeza dos Conhecimentos Universais, dos Arcanos Maiores

do Imenso Universo. Os Homens, os Jivas, são vítimas de gravíssimo

desajustamento, o que aliás, tem prejudicado a boa marcha das realizações

desta humana hierarquia. Se bem que houve boa marcha das realizações desta;

digo, um grande desenvolvimento na estrutura física, a psíquica não a

acompanhou. A infra-estrutura logrou ótima desenvoltura, o que não aconteceu

com a superior. Conquistaram o sistema cérebro espinhal, entretanto, o centro

de consciência permaneceu no “afetivo-emocional”. Embora possuindo um

cérebro não o utilizaram plenamente. Isto posto, observamos que a capacidade

dedutiva do “JIVA” não atingiu as raias devidas, no ciclo que vivemos e devíamos

vivenciar. Ora, são conduzidas mais pelas expressões externas do que pelas

internas. Eis porque tiveram necessidade do auxílio dos Reis Divinos, dos

Senhores do Futuro, do Segundo Trono. Houve, por assim dizer, a necessidade

da manifestação dos Avataras, repetidamente, em ciclos menores, a fim de

revolucionarem o íntimo, o Eu Interno dos valiosos componentes da quarta

hierarquia criadora. Preferem eles procurar a realidade das coisas no aspecto

exterior, aos invés de fazê-lo interiorizando-se. Seus princípios, a capacidade de

aprendizagem, pendem mais para o lado dos conhecimentos relativos do que dos

Absolutos. São, ainda, embora neste ciclo em que vivemos, com raras exceções,

portadores do mental anímico da Cadeia Lunar (a terceira). Por isso exigem os

métodos de repetições, raciocínio lento, programado, sistemático. Unem-se pelo

comportamento, pela rigidez da conduta, à Vida Universal e, por isso são

considerados ADEPTOS DA BOA LEI. Evoluem mais pelo sentimento do que pelo

95
entendimento. Preferem os conhecimentos detalhados, com minúcias, relativos

ao corpo físico, aos conhecimentos da filosofia do AVATARA. Consideramo-los

como sendo “místicos-devocionais”, no perfeito sentido deste termo. São

devocionais porque devotaram a vida à Lei, a Deus...mas não possuem o valor do

“místico-intelectual”, filosófico, sábio, portador da Inteligência Universal, o que

equivale a dizer: Senhor dos conhecimentos transcendentais, da Sabedoria do

AVATARA. Domina os conhecimentos do passado, do presente e penetra nos do

futuro.

De modo que, na aplicação da Iniciação JIVA, adotamos processo do

choque do “Afetivo-Emocional”, posto que os componentes desta quarta

Hierarquia, reconheceu como verdadeiro, extra-humano, o que surge, através do

fenômeno exterior. Dão mais valor a uma materialização do que a 100 aulas da

filosofia do AVATARA. Precisam adotar a técnica de transmitir os ensinamentos

pelo choque, pela chicotada psíquica. Eis o porque da manutenção dos regimes,

estatutos, regulamentos.

O tipo de iniciação mais próprio para o despertar da consciência do

homem (Jiva) é a simbólica, posto que a real está mais de acordo com a evolução

do Assura. Muito bem, a iniciação simbólica age através dos elementos:

1- símbolos, parábolas, bailados, imagens, pompa, luxo, grandeza

material e muito mistério;

2- exige métodos rígidos, currículos, graus, medalhas, faixas, ricas

indumentárias (bordadas com fio de ouro, prata..); enormes listas de proibições,

rivalização, posição social, desejo de domínio, milagres, choques psíquicos,

pelas materializações e prática de tudo aquilo que foge ao alcance da

compreensão lógica, regras rígidas...tudo isso, porém pouco conhecimento

filosófico, transcendental...

Por exemplo: se viesse um ADEPTO JIVA à nossa Escola de Eubiose

96
(no Templo), nossos excelsos Mestres precisavam apresentar toda a

“pompa”...formar a guarda do Santo Graal; colocarem-se em Trono luxuosos,

pomposos. A presença DELES seria anunciada por clarins. Usariam a palavra de

modo circunspetos.. Se os Mestres dissessem alguma piada, ou brincadeira, os

seus valores espirituais seriam postos em dúvida. Ora, não deveriam conviver

com os Jivas, porque estes não compreenderiam suas atitudes, comportamento.

Seriam julgados pelos discípulos Jivas e não entendidos. Por esse motivo,

quando o Grande Senhor JHS solicitava alguma coisa ou distribuía ordem para

se levar a efeito uma realização qualquer, os discípulos, os diretores, os

encarregados da parte física, civil, da instituição, censuravam seus atos,

estabeleciam celeuma, ao invés de cumpri-las. Se fossem discípulos Assúricos,

realizariam imediatamente as ordens emanadas dos Mestres. A convivência dos

Mestres, junto de nós, os discípulos da Face da Terra, propicia-nos maior

curiosidade pelos mistérios, pelos milagres, pelo sobrenatural, do que

propriamente, pela motivação para apreender e executar sua filosofia, sua

sabedoria.

De modo que os Mestres só deveriam aparecer de público nos

grandes rituais, nas nobres datas: 10 e 24 de fevereiro; 10 de agosto; 28 de

setembro; 21,22 e 23 de março.

Quando o Supremo Revelador oferecia à sua Corte da Face da Terra,

revelações, muitos Jivas não lhe davam a devida importância. Liam-nas, não as

entendiam. A seguir pediam ao Mestre uma receita e, o principal ficava no reino

do mistério.

Concluímos que o Homem (Jiva) deve ser mais orientado no aspecto

simbólico e, naturalmente, com menos sabedoria. Oitenta por cento de símbolo e

vinte por cento de sabedoria. Para que desenvolva a inteligência abstrata,

ministram-se-lhe tarefas e pesquisas de estudo desta natureza. Possui pouca

97
auto-valorização, por isso necessita de elogios, de promoções, de graus,

comendas, a fim de que possa resistir às asperezas da Vida. Se os que entraram

para as fileiras da Obra de JHS, não fossem Jivas, (em pequeno estágio) não

teriam saído Dela, e não teriam deturpado os ensinamentos do Supremos

Revelador e não teriam encontrado defeito ou valor na sua Personalidade, no

aspecto físico. Dizem mal do Mestre porque exigiu esforço físico dos seus

discípulos; esquecem-se, no entanto, dos ensinamentos recebidos de graça, com

caridade cósmica.

Quem primeiro denominou a Hierarquia Humana com o valioso nome

de “JIVA”, foi sua Alteza o Dhyani Antônio José Brasil de Souza, em Mensagem

enviada ao Augusto Pai de Sua Majestade, de todos os Sistemas, “AKBEL”. Esse

preciso evento deu-se no dia 28 de outubro de 1935, no Rio de Janeiro, à Rua

Buenos Aires, 81 - 2º andar. Sua Alteza fez referência às quatro hierarquias

formais e na ordem de antiguidade: Assuras, Agniswatas, Barishads e Jivas. O

Supremo Revelador, posteriormente, em 8 de julho de 1948, quando o Guerreiro

Celeste esteve visitando seus divinos Pais, e, encerrando o Ritual dos Dhyanis-

Budhas, naquele ano, Sua Majestade o Rei de Melki-Tsedek, batizou a

hierarquia em estudo de “ATABIMÂNICA”.

A respeito desse tipo de iniciação “Jiva”, isto é, oferecendo os temas

para meditação e pesquisas, disse JHS:

“A Missão “Y” não é mais do que “duas hastes”: a relacionada com o

Quinto Sistema (Lunar), dirigida pelo Senhor ARABEL e com o nome altamente

significativo de “BIMÂNICA”, portador do mental ligado ao Búdico e a do Sexto

Sistema (Solar) dirigida pelo Senhor AKBEL, portadora do nome maravilhoso:

ATABIMÂNICO”. ATABIMÂNICA, prodigiosa Raça constituída dos Princípios:

“MANAS-BUDHI e ATMÃ, senão da Tríade Superior que se firmaram de modo

esplendoroso, na Terra, no dia 25 de Junho de 1956, quando o Quinto foi

98
transferido para o Monte Ararat, com todos os componentes de sua divina Corte

quintessenciada. E tudo realizado depois do julgamento de 1956, assim como os

maus, estariam sob a égide do Quarto Senhor, atualmente, devido aos

acontecimentos universais está isento do trabalho na Terra. E a prova está em

que as duas Bocas beberam na mesma Taça, cujo sentido é: os Dois Luzeiros

(Quinto e Sexto), as Duas Missões trabalham juntos em harmonia, em conjunto,

ou se auxiliam mutuamente, do presente Ciclo para os futuros. Convém observar

o fato de que auxiliam este universal trabalho os “Manus-Volantes”, tais como o

Coronel Fawcet e seu valioso Filho, representando condignamente a Mônada

Anglo-Saxônica. E temos a semente Inca-Tupi entremesclada com a Brasileira ou

Sul Americana, elaborando os tipos, a mentalidade, a fim de exaltar a Mônada

Luso-Brasileira. Colaboraram, grandemente, para a firmação das Raças

Bimânica e Atabimânica na América do Sul, os preciosos trabalhos de Badezir,

Yet-Baal, Yet-Baal-Bel, o Ibero-Ameríndio de Colombo, Cabral, de Anchieta, João

Ramalho.

Para encerrar não há como exaltar os Jivas com esta saudação:

“Exaltados sejam os Matra-Devas que cercam este Templo do Amor,

da Verdade e da Justiça Divinos, os quais fazem com que ELE (Templo) se

confunda com o Santuário da Montanha Moreb e, a ígnea Pedra com a Pedra

Cíclica. Do mesmo modo, os demais SERES que procuram, também, confundir

os “Homens de Barro”, da argila da Terra (os Jivas), com as Pedras faiscantes do

Céu, que são as Estrelas. E o fogo tanto sai do Lenho como da Pedra.

Exaltemos bem alto o Senhor de Marte - no metal que é bem seu, o

Ferro e as centelhas se multiplicaram na Forja de Netuno, assim como as

próprias Estrelas...

Glória ao Senhor de Marte - Akdorge - montado em seu Cavalo

Branco, com Armadura de Ferro...

99
100
AULA Nº 12

INICIAÇÃO ASSÚRICA

Acerca de iniciação “Assúrica”, será impropriedade querer falar sobre

Ela nesses termos, posto que os excelsos componentes desta valiosa Hierarquia

constituem-na como a mais antiga de nosso quarto Sistema de evolução, no

campo manifestado. Ora, seus augustos componentes são por força de evolução

supra iniciados. Muito bem, ao invés de “Iniciação-Assúrica”, poderemos dizer:

“Recuperação Assúrica”. No quarto Sistema (que é o mais denso dos sete que

formam a escala dinâmica da manifestação do Logos Criador) não haverá Ideia

sem cérebro. Isto posto, os Assuras nas demais Cadeias - além da primeira -

necessitam de personalidade para que através delas, se manifestassem as

Individualidades (o que JHS denominou de Mônadas Numeradas, senão, pedaços

dos Kumara-Rei ou Assura Chefe). Isto posto, compreendemos o fato de que as

Personalidades assúricas falhassem em muitos ciclos, embora, agindo sob a

responsabilidade das Individualidades (os Manasaputras).

Ora, nos vários projetos do Logos Criador houve falhas, no sentido

executivo e não na parte essencial. Mas, também, adquiriu-se muita experiência.

A luz que ilumina, que liga as Individualidades às Personalidades é a do Bijam

dos Avataras, nas suas sucessivas manifestações, através dos ciclos, os quais o

sábio Dhyani Mikael denominou de Oitavos Ramos Raciais.

De maneira que os Assuras, mesmo agindo como Personalidades e

muitas vezes, com o estado de Consciência relativo aos componentes da

Hierarquia dos “Jivas” a natureza da Iniciação deverá ser Real e não simbólica..

Aos Assuras poder-se-ão oferecer os aspectos da Verdade, realmente, como se

manifestam, posto que já são portadores Dela internamente. Por isso são os que

101
aceitam o Avatara com toda a complexidade.

Para o Assura, se JHS se apresentasse como Rei, com toda a pompa,

ou como mendigo, como doente, comendo carne ou não, seria reconhecido como

sendo o Rei de Melki-Tsedek. Por ele será compreendido na Face da Terra,

assim como o será em baixo nos Mundos de Duat e Agartha.

A exemplo do que estamos dizendo, a sua Corte na Face da Terra,

deveria ser constituída de Assuras (e Makaras) a fim de receber os

conhecimentos, a filosofia do supremo Revelador JHS, entendê-la e aplicá-la,

segundo o estado de Consciência do Mundo dos Homens em evolução. O grande

Senhor recebeu nas fileiras de sua augusta Obra, elementos de todas as

Hierarquias, sendo que os de natureza Jiva não O entenderam, não

compreenderam seu primorosos ensinamentos, por isso estão degradados,

vendo neles, apenas, a letra de forma e não o sentido que os vivifica, o sentido

que constitui a única luz que os ilumina e ligando todos entre si, como sendo

Filhos do PAI ETERNO. Na Face da Terra, em via de regra, quando se fala em

Deus interior, de cada criatura humana, equivale a se dizer: é o Assura (o

Manasaputra) vibrando em cada Ser vivente e no interior de cada discípulo.

Nosso excelso Senhor JHS, dizia, antes de 1963: “Em São Lourenço

deveriam residir 111 Casais de “Makaras” (222 pessoas) e, nas 7 cidades do

Sistema Geográfico Sul Mineiro, também, 111 Casais em cada uma delas, logo,

nas sete referidas haveria um total de 777 Parelhas Manúsicas (expressando os

Gêmeos Espirituais) com 1.554 “Assuras” luminosos. De modo que o Assura

deduziria, desde logo, 777 mais 222 e mais 2 (os Gêmeos Espirituais) igual a

1.001. Concluímos que o valor da Corte do AVATARA-MAITRÉYA, na face da

Terra, deveria ser constituída de 1.001 elementos andróginos, senão, de 1.778

Pessoas (1554 mais 222 e mais 2 igual a 1.778).

Os Jivas ou sejam os Homens mais evoluídos da Hierarquia humana

102
deveriam ser mantidos pelos quatro graus Tributários e através dos

Departamentos existentes nos Estado Brasileiros e nos que, por ventura existam

fora do Brasil.

Compreendemos, pois, que a “Iniciação Assúrica” equivale a dizer-se

realização do trabalho do Ciclo, no sentido de preparar a mentalidade humana

para receber e entender a filosofia, a palavra, os ensinamentos do Avatara

Síntese.

No Tibete este trabalho evolucional era separado, segundo as

respectivas Hierarquias. A queda tibetana que se deu em 985 de nossa Era,

permitiu que o Bijam dos Avataras, em forma dual viessem a funcionar na Face

da Terra. No caso exposto, os Jivas, os Homens tiveram o direito de ser aliciado

nas fileiras da Obra. Com a divina Presença do Adam-Kadmon (o Bijam do

Avataras) na Face da Terra, com a dos valorosos componentes do Dragão de

Ouro e, mais ainda, com a augusta permanência dos Dhyanis-Budhas no meio

dos homens profanos, nas Universidades de vários Continentes, até

completarem 40 anos de idade física, permitiram que 777 Adeptos de natureza

Jiva, espalhados pelo Mundo, em 24 de setembro de 1949, descessem para a

Agartha, os quais foram elevados à categoria de Assuras luminosos. Este evento

se verificou por Eles, em 1958, receberam de sua Majestade o Rei de Melki-

Tsedek, ordem para vir ficar nas 7 cidades do Sistema Geográfico Sul Mineiro,

substituindo os Munindras de cima. Com efeito, todos aqueles que entraram

para as fileiras da Obra do Senhor Akbel e, nele permaneceram até saírem deste

quarto Globo, pelo pseudo fenômeno da morte, são considerados Assuras ou

Makaras, consoante o que realizou nas fileiras da Instituição.

Muito bem, JHS aplicou as Iniciações: JIVA, ASSÚRICA, MAKÁRICA E

KUMÁRICA, posto que, a não ser ELE, todos os demais membros da Obra, no

Mundo Humano foram e estão sendo iniciados. Sim, Iniciação no sentido de

103
saber se aproveitar dos erros que se cometem como elementos para a fixação da

Consciência superior (Assúrica, Makárica).

Para se conhecer quem é Assura ou Makara, basta verificar se

aceitam como realidade a existência dos Mundos interiores. Os Jivas comuns

dão mais valor a uma materialização de medalhas do que 100 aulas de filosofia

de JHS, enquanto que a notável materialização para o Assura é um fenômeno

comum da natureza da quarta dimensão. Ora, é o fenômeno químico para o

profissional deste ramos; o físico para a Física. Com efeito, o melhor processo

para se retornar a ser Assura ou Makara é o fato de procurar se ligar aos

Mundos interiores, pelos ensinamentos dados pelo Senhor AKBEL, pela vivência

nos rituais no Templo e pela permanente ideia nos preclaros Membros do

Pramantha. Isto equivale a dizer: conseguir o desenvolvimento dos: sexto e

sétimos princípios ou sentidos. Aceitar os tais Mundos interiores com todos os

seus mistério, sem se preocupar com o próximo, sem realizar pesquisas, sem

estudos iniciáticos, sem pensar, sem meditar, sem sentir a sua realidade no

íntimo, é fazê-lo sem Consciência, senão, como sendo uma cadeira cativa para o

após morte? Que sentido terá isso?

Passemos agora, a pensar nas pesquisas realizadas, acerca do termo

ASSURA ou ASURA, segundo a Chave Filológica:

ASURA - é uma palavra composta de “ASU” mais “RA”

Quando no ritualismo ou dogma se pretende dar um cunho relativo à

superioridade da Religião Sabedoria, no sentido de Re-Ligar à Consciência

cósmica, a letra inicial “a” era adotada como sendo um prefixo negativo (não) e

a palavra em questão acabou por significar “não”. No caso de nosso estudo:

Asura: não Deus (não Brahmã). O elemento “SURA”, somente, isolado, expressa

a Divindade. Nos Vedas, porém, os SURAS estão relacionados com os SURYAS,

ou seja, o SOL, considerados, portanto, como Divindade, Devas.

104
Em sua acepção primitiva, esotérica das Escolas Transhimalaianas,

baseando em outras etimologias mais profundas, mas de acordo com a Ciência

das Idades, temos:

ASU - Vida, espírito vital, hálito (Deus);

RA - Tem o sentido de posse, que possui algo. Ora, significa, portanto,

o supremo Espírito, equivalente ao Grande AHURA dos Zoroastrinos.

ASU (2) significa, também, Hálito, mas os Prajapatis, os Kumaras

manejando este (hálito) criaram os Assuras.. Ora, isso aconteceu no meado da

terceira Raça-Mãe.

ASURAMAYA - foi um fabuloso astrônomo Atlante, conhecido,

também, com o nome de MAYASURA. Foi considerado um grande Mago que

figura em muitas Obras sânscritas e como sempre pelos medíocres, foi tido

como sendo feiticeiro. Mas, na realidade tinha o dom dos admiráveis “feito

divinos”. Vemo-lo, em outros Avataras como Cagliostro, Venerável Akadir,

Bernardino...DD. Tulku do Senhor AKBEL!

ASURA-MAZDA - na língua sânscrita é AHURA-MASDA, em Zend, é o

mesmo ORMUZ ou MAZDEO, sim, o Deus dos Zoroastrinos e dos Parsis.

A - SURYA - 1º sentido: Espiritual, Divino, Divindade e

2º: Demoníaco.

ASU - Hálito, Vida, Espírito Vital.

AHURA-MAZDA - A Divindade personificada, o Princípio da Divina Luz

Universal dos Parsis.

AHURA ou ASURA - Hálito espiritual, divino. Ora, no mais antigo do

Rig-Veda, foi degradada pelos Brâhmanes ortodoxos em “A-ASURA” não Deus;

de igual modo que os mazdeistas degradaram os Devas (Deuses) Hindus em

DAEVA (Demônios). A Hura, Agura é mesmo ASSURA, o Santo, o parecido, o

hálito.

105
Não se devem confundir os termos citados com os que se seguem:

ASURA - Sânscrito - Demoníaco

ASURA-MAYA - Magia ou prestígio demoníaco; magia negra.

Segundo um esclarecimento de JHS, em conversa com os seus

discípulos vejamos:

“Os ASSURAS” vão aumentando de número de acordo com os

Sistemas. Isto nos faz compreender que os Assuras possuem as experiências de

todos os Sistemas, e, no caso particular do quarto Sistema terá o potencial das

sete Cadeias, sendo que até o presente Ciclo o possui de quatro Cadeias apenas.

Numa Revelação do Livro da Pedra, há um trecho: “Os Assuras

possuem as experiências de todas as Cadeias, por isso tem a revolta congênita

(rebeldia congênita). Eis porque são todos meio diabólicos. Pois bem, outrora,

quando se dizia, principalmente, nos rituais de São João: “Desperta João” e no

Egito: “Desperta Enock”, é o mesmo evento do que se estivesse dizendo:

“Desperta, Consciência dos Assuras nos augustos Membros da S.T.B.,

atualmente SBE, ou seja, os Seres que se encontravam no Brasil.

A prodigiosa Hierarquia dos Assuras divide-se em três classes e,

talvez, em mais uma, não revelada pelo grande Senhor dos Três Mundos:

1ª Categoria - ASSURAS - propriamente ditos - filhos do Hálito

Celeste, de Brahmã, de Deus. Os portadores da Consciência e das experiências

dos Sistemas e Cadeias.

2ª - OS AS-SURAS - Os Escribas, os Lípikas, os portadores do Livro do

destino da Mônada Humana.

3ª Os AS-ATMÃS -Portadores da existência.

Os Assuras são portadores de muitas glórias, na economia da evolução

da Mônada Humana ou de Deus manifestado na multiplicidade.

Palavras do Supremo Revelador de todos os tempos e épocas:

106
a - ASUR - não quer dizer apenas Hálito, Sopro...posto que as

tradições dizem: “Hálito de Brahmã, de Deus, soprado nas narinas de Adam,

Adão. Logo, compreende-se, esse Hálito, sopro vem através dos sete ELOHIM,

DHYANIS-CHOANS, ARCANJOS, os quais atualmente, se sabe, são os 7

Kumaras, com reflexos na Terra, tanto da Cosmogênese como da

Antropogênese. Ora, criaram ambas as coisas para depois dirigirem-nas,

guiarem-nas.

b - ASUR - no seu verdadeiro sentido quer dizer: “não livro, não

versículo” - exemplo - Sura III do Corão - não códice como quem diz: “já

portadores da Divina Sabedoria e dela não precisam lançar mão. Quem é sábio

não precisa de Livros. São os que dominam os registros universais. O Kâmapa é

mantido por AS-SURAS à guisa de gênios protetores ou guardas.

c - Mas a queda posterior na Terra, onde os Deuses se confundiram

com os homens e uniram-se com suas Filhas, promoveu uma depressão nas

consciências superiores. Com a tradicional queda do Plano, de dimensão,

desceram para a terceira categoria, à vista do fato de haver o predomínio da

matéria tamásica. Com esses acontecimentos, não previstos no Planejamento do

Logos de terceira categoria. Vieram, portanto, para a área da Geração Humana.

d - SUR, AUR, AJUR - que tem o sentido de Iluminação, deu origem ao

termo AYURUOCA (Caverna da Luz). SURAS, em língua Agarthina quer dizer:

Conhecimento.

e - Os Bhantes-Jauls, Bhante-Yaul, Bhante-Ajur - Bhante-Asura, logo,

trata-se de assuras luminosos ou seja Branco-Assura, Assura de Veste branca.

Eis, portanto, os que pertenceram ao primeiro Sistema Geográfico, no Tibete,

cujo Centro ou Oitavo era o Templo de Mercúrio, que foi destruído no ano de

985 de nossa Era.

f - dos termos citados no item “d” surgiram os que se seguem:

107
“Asuras, Asures, Suras, Seres, Ser”.

g - O mesmo acontece com o nome “gente”, dando origem a gênio,

jênio, jina; logo, concluímos: o termo gente designa os habitantes do Mundo dos

Jinas.

h - Informação muito importante que se encontra no Livro da Pedra,

16 de maio de 1956: (?)

“Makaras e Assuras, os mais elevados acham-se em forma humana, no

Sexto Sistema evolucional, acompanhando o excelso Senhor AKBEL.

Jivas e Assuras, em forma humana, mas de outra categoria,

acompanhando o Quinta-Teo, o Bem-Aventurado Senhor ARABEL.

Não esquecer que os Assuras passam de Cadeia em Cadeia até a

formação da última, até chegar à sétima, onde a sua Humanidade será da

mesma Hierarquia original de todos os Sistemas, senão, o Oitavo do Passado.

Sim, a Cadeia dos Assuras, da Trevas, da cabeça de Brahmã que deu origem a

primeira de nosso quarto Sistema; esta a segunda e, assim por diante, até a

nossa quarta Cadeia e irá até atingir o fim, isto é, Cadeias dando origem às

Cadeias e Sistemas, dando origem aos Sistemas, dependendo da escala que

desejamos adotar”.

Para encerrar esta aula escolhemos um trecho do Livro dos Avataras,

anunciando a vinda do excelso Budha-Terreno que é o Chefe dos Assuras-

Brancos, Bhantes-Yauls.

“MITRA-DEVA virá cercado de ASSURAS LUMINOSOS e refletirá nas

TRÊS REGIÕES que se completam, por serem o NINHO onde dorme a AVE DE

HANSA. Seus três Templos O receberão de Portas abertas.

No começo nem todos O reconhecerão. Depois seu IRMÃO terreno

tomará o seu lugar para que o Trono de Deus se firme na Terra.

Os três Reis do Oriente virão antes como solicitadores do Ciclo”.

108
Glória a todos aqueles que reconhecerão o chefe dos Assuras

Luminosos. E isto acontecerá aos ASSURA que não precisam de Iniciação e de

livros. São, portanto, AS-INICIAÇÃO, AS-SURAS ou AS-LIVROS.

Glória ao Grande Assuramaya

109
AULA Nº 13

INICIAÇÃO KUMÁRICA

Usamos a palavra “Iniciação”, também com o sentido real de nossas

pesquisas, posto que os “KUMARAS” não precisam de Iniciação. Eles são,

naturalmente, AS-SURAS, não Livro, não precisam de Livros, de codificação,

porque são os Livros Cósmicos, a Sabedoria Universal. Na primeira Cadeia

ELES iniciaram os “ASSURAS”, ou melhor dito, os criaram pelo poder da Mente

Cósmica. Vamos aplicar a expressão “Iniciação Kumárica”, no sentido de que, o

“Kumara-Rei” - o Manu-Primordial -, quando faz Avatara na Face da Terra, nos

Oitavos Ramos Raciais, ministra aos discípulos, aos Homens, trabalhados pelos

valiosos Adeptos, determinados conhecimentos, relativos a aplicação de certas

Leis Universais, que comandam o ato da geração, por conseguinte, a formação

de nova raça, nova geração, nova civilização.

Todas as vezes em que os excelsos Manus Primordiais (os Gêmeos

Espirituais) se manifestam na Face da Terra (nos oitavos Ramos Raciais, como

Avatara de Vishnu) cuidam desta realização programada pelo Logos Criador.

No Céu, no Segundo Trono, é o “HOMEM CÓSMICO, O ANDRÓGINO

PERFEITO”. No ato da manifestação, desdobra-se em Pai e Mãe cósmicos.

Usando a Chave Astrológica diríamos: no Segundo Trono são denominados de

Mercúrio e Vênus; no Terceiro (na Terra), Sol e Lua, principalmente, quando

precisam funcionar como Pais de Seres, na Face da Terra.

Concluímos, pois, “Iniciação Kumárica” é o processo adotado pelo

Manu Primordial (Kumara-Rei), a fim de ensinar aos que se fizeram seus

discípulos, o processo de promover a geração dentro dos preceitos da Lei

adotada pelo Pramantha Dharma, em cada Ciclo.

110
A primeira adoção, no Globo Terrestre, da “Iniciação Kumárica”, foi

na Terceira Raça-Mãe, no seu Oitavo Ramo Racial, quando os Kumaras criaram

o processo de geração “Bissexual”, evocando para esse fim, as funções dos

primorosos: “Agniswatas e Barishads” de terceira categoria. Deram à

Humanidade o sexo, fazendo-o funcionar como elemento de geração e fizeram o

mesmo em relação ao mental, dando conhecimentos aos humanos Seres. A

exemplo do que pesquisamos, a Esfinge, segundo informações transcendentais,

era um Deus de natureza Cósmica (eis a razão de ser, de sua forma física) e era

andrógino, mas segundo a dinâmica da evolução, transformou-se ou desdobrou-

se em dois outros Deuses - símbolos dos Pai e Mãe Cósmicos: em MUISKA E

MUISIS. Estes tentaram realizar, executar a “Iniciação Kumárica” na Atlântida.

Concluímos, com efeito, que a “Iniciação Kumárica”, consoantes de

nossas pesquisas, é o processo pelo qual o Kumara Rei, o Avatara, instrui seus

discípulos, a fim de que haja uma geração perfeita e harmônica. Ora, geração é

Pramantha, é o atrito para produzir o Fogo da Vida, o Filho. Eis porque da

necessidade de se saber exercê-lo, dentro dos moldes das Leis Manúsicas

ditadas pelo “Manu-Primordial”, conhecido no Ocidente como sendo o Rei de

Melki-Tsedek.

Tomando-se como paradigma a execução da realização dos Kumaras,

no aspecto prático, objetivo, embora fazendo parte da transcendência dos

acontecimentos Universais, desconhecidos dos homens comuns, vamos

enumerar os casos principais dos feitos dos Kumaras, Planetários, agindo no

mundo dos homens, mas temos necessidade de os conhecer ou pelo menos ter

suas notícias. Vejamos os trabalhos dos Kumaras de Projeção:

1- TUTMÉS III e NEREB-TIT, ofereceram ao mundo os 7 Rishis

Júniors ou sejam os 7 Dhyanis Agniswatas.

2- KUNATON e NEPHER-TIT, exaltaram o mundo com a dádiva das

111
7 Plêiades e mais a oitava, a Adamita.

3- LORENZO (São Germano) e LORENZA, ofereceram ao Senhor

das Eternidades os 7 Dhyanis Kumaras, os quais representam os 7 Kumaras

Primordiais, no seio do Pramantha ou da Hierarquias que vivem nos Mundos

interiores.

4- AKBEL e ALLAHMIRAH, fizeram nascer, neste ciclo, as duas

preciosas Colunas de MAITRÉYA: AKDORGE e AKGORGE.

5- Os GÊMEOS ESPIRITUAIS, Rei e Rainha de Melki-Tsedek,

promoveram o nascimento dos dois Budhas do Ciclo de Aquarius: o Budha

Síntese e o Cristo Universal.

6- O Maha-Rishi - AKBEL - com as excelsas Plêiades (Filhas de

Kunaton e Nepher-Tit), trouxeram do Oitavo Sistema para a Terra (o quarto) os

7 Dhyanis-Budhas, ou sejam, os que representam os 7 sentidos do Senhor das

Eternidades.

7- Após o Acidente de Lisboa, o Eterno, em forma de Netuno,

ordenou que Akbel e de quatro categorias de Flores da Maternidade (Mães de

Agartha, de Duat, de Badagas e da Face da Terra), nascessem cinco categorias

de Seres, Sares, Suras, Surias. Esse evento teve a finalidade de salvar nossa

Obra, na superfície da Terra e a Humanidade em Evolução. E, tudo isso

aconteceu, quando JHS completou suas 16 Primaveras, isto é, a idade dos

Kumaras. Ora, o Arcano 16 representa três Coroas. Outrora uma foi destronada,

mas já se recuperou gloriosamente.

As cinco categorias de Seres da Hierarquia dos Jivas, filhos do Senhor

Akbel são constituídas dos elementos que se acham nos Postos Representativos

e os quais deveriam estar nas fileiras da Ordem do Santo Graal. São os

seguintes:

a - 7 Dhyanis-Budhas - Srinagar............................. 7

112
b - 49 Dharanis, cujas Mães são de Agartha............49

c - 49 Druvas, cujas Mães são de Duat...................49

d - 49 Dwidjas, cujas Mães são de Badagas,

filhas de Adeptos............................................49

e - 68 Filhos do Pecado, cujas Mães são da Face da

Terra...............................................................68

Total..............................................................222

8- Esses 222 Seres (Makaras), deveriam morar em São Lourenço,

como sendo o Centro do Sistema Geográfico Sul Mineiro, funcionando na

manutenção do Templo e da Obra, em cima.

Procuremos, agora, falar sobre os Kumaras, consoante os excelsos

estudos de JHS:

A Hierarquia dos Kumaras tem 3 classes e acima dela há a Grande

Maya, o que virá...Ora, os Kumaras dividem-se em: KUMARAS, MAKARAS,

ASSURAS. Sim, os citados Kumaras são os SERES, Deuses criados do Corpo de

Brahmã, de Deus, como sendo Luzeiros. São, com efeito, os Auto-Gerados, Anjos

da Presença, diante do Trono. O que possui os nomes: Luzbel, Arabel - sendo o

Oitavo da primeira Cadeia, não podia deixar de ser: “O portador das

experiências do Sistema anterior. No caso não podia ser a outra Face do Eterno

- Daemon est Deus inversus -. Usando outras palavras, poderíamos também

dizer:”Kumaras-Kumaras, Kumaras-Makaras, e Kumaras-Assuras.

Outra explicação, para nosso quarto Sistema:

4 Kumaras-Andróginos latentes, os construtores dos Mundos e Seres.

4 Kumaras-Andróginos fêmeas ou funcionando em separados, senão,

femininos - Barishads.

4 Assuras-Andróginos machos ou masculinos em separado - os

Agniswatas.

113
No desenvolvimento da Obra do Eterno na Face da Terra, o excelso

Senhor JHS aplicou e como o fez para ministrar a “transcendental” Iniciação

Kumárica, no sentido de realização e ensinamentos, em Dhâranâ, STB e,

atualmente SBE?

Respondemos com outra pergunta: qual é a Missão de JHS e por que

fundou a Instituição, como representante dos Mundos interiores?

Tem como escopo preparar, em primeiro lugar a sua Corte, os Bhante-

Jauls, para a realização deste tipo de iniciação ou para a geração; em segunda

etapa preparar a mentalidade humana para receber o Avatara Cíclico.

Com efeito, a Fundação Material do Movimento teve como escopo

aliciar os elementos ligados aos Gêmeos Espirituais, em formas duais: Velsungos

e Valquírias, isso equivale a dizer: organizar o Livro de Mônadas Numeradas. A

tentativa foi organizar casais: o Irmão teria um certo número e a irmã o mesmo

número acrescido da letra “A”. Por exemplo: Mônada nº 4 - Dr. Francisco

Martins de Abreu - Mônada nº 4 A - Lubélia do Valle Martins de Abreu.

Em São Lourenço, a princípio, teria que residir 111 casais - 222

pessoas.

No Sistema Geográfico teria, também, que residir 111 em cada

Cidade, num total de 777 casais = a 1554 pessoas.

Todos esses casais seriam preparados mentalmente com o estudo das

Revelações, das tarefas, das meditações. Psiquicamente com os Hinos do Graal,

da Duas Linhas, Ave Maria, Búdico, Agni, Hino ao Amor e, finalmente, com a

Yoga Universal e a seguir o Odissonai.

Como preparo físico, para que pudessem ser Pais e Mães Kumáricos-

Makáricos e Kumáricos-Assúricos, foi realizado o Ritual Eucarístico. Ora, este

tipo de ritual é realizado com um licor feito com o sangue dos Kumaras, com o

leite das Flores da Maternidade e com elementos vegetais e minerais da

114
Agartha.

Há, na Instituição, e no Mundo profano vários filhos do Kumara-Rei -

AKBEL - trocados, a fim de realizar a Mescla entre os habitantes dos dois

Mundos.

Se todos os casais tivessem 7 filhos cada um, o Novo Pramantha

estaria formado na Face da Terra, sem haver necessidade de trocas e outros

movimentos, os quais poderíamos denominar de “Sacro-Ofício” da Lei ou da

Iniciação Manúsica ou Kumárica. Por isso que poucos compreenderam a

Filosofia de Vida de JHS e muito menos a sua Obra, posto que possui sua

galharia na superfície da Terra, mas suas raízes são ETERNAS e profundas. Tem

podado sua galharia, mas suas raízes permitem a Árvore do Kumara

rejuvenescer..

INICIAÇÃO OU REALIZAÇÃO KUMÁRICA

115
AULA Nº 14

RESTOS KÁRMICOS

Atendendo a um pedido de nossos pesquisadores acerca de “Restos

Kármicos”, procuramos fazê-lo na medida de nossos conhecimentos sobre o

assunto.

Apesar de ser voz geral considerar o sentido da palavra Karma como

sendo um castigo, entretanto, isso não se verifica. Tem um sentido de ação.

É uma Lei Universal, é uma Lei de Equilíbrio. Sendo uma Lei de

Equilíbrio, funciona não arbitrariamente. Obedece em seu funcionamento, a um

grupo de Consciências. Essas Consciências são regidas por um Budha, por uma

Consciência geral, ou de natureza integral, conhecida com o nome de

“KARUNA” ou RAJAH-KARMÔ. Logo, é uma Lei Universal e, assim sendo, como

a vamos compreender? Que Ela funciona de uma maneira impessoal. Esta Lei de

Karma podemos dividi-la em dois aspectos: Determinismo e Livre Arbítrio. O

Determinismo tem uma ação geral e Livre Arbítrio uma ação particular. A

exemplo do que estamos estudando: eu sou Vidal, o senhor é Daniel, o outro é

Alcyr e assim por diante. Temos, portanto, nosso Livre Arbítrio relativo.

Fazemos o que queremos, mas dentro de um perímetro. Mas nós, como

brasileiros, deixamos de ser Vida, de ser Daniel, Alcyr, Manoel, José... para

sermos “brasileiros”. Há aí, por conseguinte, uma ação coletiva. Ora, dentro de

um todo, a Lei de Karma funciona de determinado modo, age de certa maneira.

No ponto de vista particular, age de modo diverso. Por isso a Lei de Karma

funciona duplamente, como já definimos. Eis porque os grandes Profetas dizem

as coisas, não pensando na realização imediata; tomam por base o trabalho

coletivo da Humanidade. Podem predizer um evento e este não se dar na data

116
exata: o dia, horas e minutos. Ora, o Livre Arbítrio, desejando algo, que poderá

sofrer modificações. Por exemplo, foi prevista a destruição da cidade do Rio de

Janeiro, por um grande maremoto, em 28 de setembro de às 15 horas. O

trabalho da Obra, positivamente, em relação com a modificação das Leis que

dirigem o Brasil, esta Lei foi prorrogada. Diremos apenas, há uma ação do

Karma coletivo que chamamos de Determinismo, mas também, um Karma

pessoal a que denominamos de “Livre Arbítrio”. O elo de eventos pode levar a

uma ação determinante. Os acontecimentos foram acumulando, acumulando,

levando, conduzindo o Livre Arbítrio a uma ação determinante; enquanto o

trabalho dos Adeptos não atingir a ação do Poder determinante, a Vontade da

maioria ainda prevalece no ponto de vista universal. E, enquanto o trabalho da

Humanidade não atingir o determinista, os Adeptos, os Iluminados - que são os

senhores da Lei, podem promover a ação da Lei de Karma, realizando certas

modificações. Mas depois que a coletividade leva a um determinado ponto, esse

Livre Arbítrio perdeu o efeito. Então que acontece? Os fatos se dão de modo

irremediável. Pois bem, durante séculos - talvez influenciados pelas vibrações do

Ciclo de Marte - de 1909 a 1944 - os homens de responsabilidade preocuparam-

se com o problema armamentista. Toda a descoberta científica, todo o resultado

das pesquisas, em vários setores da atividade humana, foi dedicado à guerra. O

Ser humano prima em pensar nele tão somente. Generalizando esse sentimento

vamos encontrar as disputas entre nações e entre povos habitantes de grandes

continentes. Surge a ideia de conquista através das armas; o poder imperante

do Colonialismo, mercantiliza o sentimento dos povos. O sentimento de domínio,

da concorrência, leva os dirigentes (Reis, Governadores, os poderes temporais)

a se digladiarem. E, quando os tratados e ações diplomáticas esgotam seus

recursos, surgem as guerras. Com as guerras aumentam os consumos e

diminuem as produções vitais - alimentos, indústrias civis - consequentemente

117
aparecem as dificuldades. As dificuldades e o pavor levam ao revanchismo,

fazem nascer a guerra de extermínio.. Esta promove a criação de um “karma

coletivo”. Mas ódio gera ódio, maldade gera pavor de ser executado por Ela.

Nasce o desequilíbrio dos dirigentes dos povos, a fim de romper o equilíbrio do

inimigo, das forças do mal. As guerras começam com lutas militares e a seguir

degeneram-se na ação perversa contra os civis (velhos, inválidos, crianças...) A

Lei começa a agir. Quando pelo menos 2/3 da população da humanidade sofre a

ação trágica das guerras, a Lei representada pelas Hierarquias de “Belovedye”,

adquirem o direito de intervir. Isto acontecendo, os poderes beligerantes,

começam a declinar até a proposição da Paz. Os que não possuem

conhecimentos que transcendem o plano humano, ficam perplexo, apelando

para todos os tipos de milagres. O motivo dos que, sem se conhecerem as causas

promovem o pavor místico. No caso entra a ação do sentimento totêmico. Os

apavorados tanto apelam para o nome de Deus, de Jehovah, como para a figura

do totem: Leão, tigre, touro, Vaca ou Vach, os quais são tomados como sendo

uma imagem heroica; dai a origem dos Mascotes muito usados nos batalhões. Os

fazendeiros ou agricultores usam também esses mascotes para evitar pestes,

miasmas, doenças nos rebanhos. Usam de preferência o “Bode”, talvez pela sua

vibração (catinga) - animal relacionado com os Kumaras.

Quando os sofrimentos humanos saem da Lei das disputas,

convencionadas pelos homens, passando para a prática da perversidade e, às

vezes com requinte, o Senhor KARUNA ou o encarregado de fazer funcionar a

Lei de Karma, pode interferir, promovendo tréguas, ou o ponto final na luta

armada. A última grande guerra não parou, houve entretanto uma trégua. Não

parou porque há, espalhadas por quase todos os recantos da Terra, guerrilhas,

subversão da Ordem, sequestros...mantendo os povos intranquilos

Que observamos? Toda a Consciência, toda a ideia divina ou

118
Universal, na atual época e que funciona no campo da limitação, sofre

consequentemente modificações. As diretrizes passam a ser outras, consoante

as necessidades do ciclo. As guerras criam causas, cujas consequências

funestas, perduram por muitos anos, e talvez por séculos e mais séculos.

Disse nosso Senhor JHS e, também por um excelso Dhyani: “O Logos

criador projeta um sistema de evolução, mas se entra no campo da ação, do

mundo condensado, esse projeto pode tomar diretrizes diferentes, sem contudo,

perder a estrutura Mater. De modo que, as tentativas de Deus, do Logos, vão

criando um encadeamento de Causas e Efeitos. Ora, as causas dos ciclos

passados vão criar efeitos nos futuros. O que canaliza o encadeamento de

Causas e Efeitos é a Lei de Karma.

De maneira que: O Logos, Deus, a Consciência Una, o Supremo

Arquiteto do Universo funciona à guisa de um grande professor que faz um

programa de ensino e esse é posto em prática. Ora, na sua execução poderá

sofrer uma série de modificações. Pois bem, se existe ação não podemos dizer:

“Toda a ação é positiva”. É de acordo com a dinâmica evolucional. Posto que

tudo aquilo que passa a ser a favor da dinâmica, das Leis Universais, ação da

Evolução, vamos dizer: é Karma positivo; tudo aquilo que contraria, prejudica a

Lei de evolução, chamar-se-á Karma negativo. Entramos, então, na ideia da

harmonia e da desarmonia. Compreendemos pois, toda a ação ou reação passa a

agir dentro de seu próprio plano. Embora estando nós, na área do plano

condicionado, temos dentro de nós uma consciência, uma partícula divina;

somos um pequeno frasco com a Essência de Deus.

Que acontece nos planos limitados? Tudo aquilo que constitui

“KARMA POSITIVO”, segue o ritmo da evolução, foi superado, e irá fazer parte

de uma outra organização, aliás, num plano mais acima, dentro dessa espiral

evolucional, subindo a simbólica escada de Jacob - a dos Titans (o bem).

119
Acontece porém que, tudo aquilo que saturou, ficou como resíduo, agora vai

constituir a natureza, o aspecto inconsciente, a negação da evolução (o mal), dos

futuros ciclos. Ora, na face da Terra estamos no mundo das Causas; se criamos

um “KARMA POSITIVO”, projetamo-nos no futuro, caso contrário, vamos nos

materializando, cada vez mais. Logo, com nossa atitude, comportamento,

iniciativa, definimos nosso futuro, nossa futura encarnação. Segundo nossas

criações, tomaremos o rumo do polo positivo ou do negativo. Ora, quem pensa,

cria. Consoante a criação, far-se-á um Deus, ou um Demônio. Praticou o perdão,

criou Deus; praticou o ódio, criou um Demônio. Por isso precisamos controlar o

afetivo emocional.

Usando um pouco a imaginação acerca do sentido da Lei de Karma ou

Karmã: “em sânscrito”, encontramos o termo Karma-Bandhana, com o

maravilhoso sentido: “laço com que o Karma liga a Vida terrestre. Como

Adjetivo, significa: ligado ou encadeado pelas suas Obras. Com este sentido

podemos imaginar: Toda a consciência, todo o Deus, agindo no Mundo

condicionado está sujeito à Lei de Karma. Logo, passa a criar Causas e Efeitos,

com seus complexos e encadeamentos.

Os Avataras quando entram no Plano humano estão sujeitos à Lei de

Karma, embora sendo seu Senhor Absoluto. O Bijam dos Avataras julgou a

humanidade, mas, também foi julgado pelos homens, pelos falsos discípulos. Ele

os julgou no ponto de vista universal, entretanto, foi julgado pela mediocridade

humana nos atos físicos, objetivos. Comentam à boca pequena seu

comportamento como homem da face da Terra, mas não fazem referência à sua

Filosofia, à sua Obra, aos seus primorosos ensinamentos. Por que isto? Falando

para Seres, cuja inteligência, modo de vida está num plano humano, cujo grupo

ou humanidade, julgada como sendo, ainda, portadora da inteligência da Cadeia

Lunar, assim sendo Ele só pode estar num plano superior aquele, apega-se ela,

120
portanto, aos atavismos anteriores, dos Sistemas que já se foram. Ora, os

humanos SERES, vulgarmente falando, agem de modo diferente dos animais.

Estes entendem as coisas, mas não falam e, aqueles não entendem e falam,

aliás, muitas coisas que não devem. Há o termo: “KARMA-JÁ”: O nascido das

ações das Obras. Há outros como: KARMAKHILA - a totalidade dos atos, a

perfeição deles. Citamos: KARMANANDA - a Ciência ou mistério do Karma.

Que é mistério do Karma ou esta sublime Lei de equilíbrio Universal?

Em sânscrito tem o termo KARA, com o sentido de: “Mão, Raio do Sol

ou da Lua, agente, autor, executor, causador, produtor, e, há a palavra UNA,

que quer dizer: algo que está em baixo, subordinado. Logo, concluímos o sentido

filosófico dos termos: KARMA+UNA, KARAUNA, KARUNA ou seja o executar

tudo aquilo que foi outorgado pelo Senhor da Lei. O termo que estudamos

possui o étimo “KA”, posto que é o inverso de AK. AK ; é o designativo de tudo

aquilo que pertence ao segundo trono ou Logos, e para designar os três Mundos

ou Tronos há a expressão “KA-AK-KIM”.

KA - designativo da Terra - 3º Trono.

AK - expressa o Akasha médio.

KIM - é alegoria do Primeiro Trono.

Concluímos: KAR - KARMA - representa a Lei do ETERNO, do

Supremo Julgador, agindo na Terra (Plano condicionado), como sendo os

Poderes: Executivo (KA; Judiciário (AK) e Legislativo (KIM).

121
AULA Nº 15

RESTOS KÁRMICOS

Estudo II

Continuando as nossas pesquisas para a elaboração deste Estudo II

sobre “Restos Kármicos”, somos levados a penetrar em conceitos bem novos

acerca da conceituação da Cosmogênese e da Antropogênese de modo a

permitir melhores esclarecimentos do tema sob estudo.

Evolução consiste na eterna TRANSFORMAÇÃO, SUPERAÇÃO e

METÁSTASE avatáricas. Avatara no sentido da MENTE DIVINA funcionando

como semente de novos tipos de vida, nos aspectos de melhoramento crescente

de todas as coisas. Para um melhor entendimento da ideia desenvolvida neste

estudo, tomemos como exemplo o livro da natureza. Que acontece com a

alimentação? O alimento é ingerido, passa por uma série de metabolismos,

promovendo a seleção: o que é seiva, o elemento da natureza positiva, o

organismo assimila, torna-se vida; o que se tornou elemento nocivo ao

organismo, perdeu a vitalidade, transformou-se em excremento, logo, será

expelido, colocado fora da corrente sanguínea, fora da corrente vital. De modo

que, RESTOS KÁRMICOS são aqueles que, dentro de um ciclo avatárico, grande

ou pequeno, não se sublimaram, não se transformaram em seiva durante um

ciclo de atividades, em experiências positivas. Eis a razão pela qual se fala em

MANASAPUTRAS e PRALAYAS. MANUÂNTARA - período de atividade de um

“Manu” (um Sistema de Evolução, uma Cadeia, etc.). PRALAYA - é um período

de repouso. Este possui a durabilidade daquele. Há um Manuântara - período de

atividade - de alimentação e a seguir virá o Pralaya, ciclo de alimentação, de

digestão, senão, período de estabelecimento da programação para NOVO CICLO

DE ATIVIDADE UNIVERSAL. A vida energia de um ciclo, que foi transformada

122
em Vida Pensamento, em Vida Consciência para constituir a Corrente Espiritual,

as Supremas Leis do Ciclo imediato.

Ora, tudo aquilo que não foi superado, sublimado, transformado

durante um CICLO - grande ou pequeno -, passa a ser resíduo, “resto kármico”

portanto, em uma nova Onda de Vida. O que não evoluiu não se transformou, na

conformidade das Leis que regem os processos evolucionais passa à categoria

de resíduo, de saldo negativo, de uma metodização evolucional. Não nos

esqueçamos que tudo obedece a uma escala relativa - maior ou menor; das

escalas do maior ao menor: duração de um Sistema de Evolução, de uma

Cadeia, de um Globo, de uma Raça, etc.

Devemos considerar que, consoante a teoria teosófica vulgarizada, as

linhas evolucionais são sucessivas: as Consciências do Reino Mineral passam ao

Vegetal, deste ao Animal e, finalmente, ao Ser Humano. Mas, conforme os

ensinamentos dados pela inesquecível Coluna J da Obra - CAF -, confirmados

pelo Supremo Revelador JHS, as linhas evolucionais são paralelas e portadoras

de características próprias.

Se tomarmos como base de raciocínio a Chave Astrológica, temos o

Grande Símbolo - o Sol Central do Oitavo Sistema, do qual saem 7 Sóis de

natureza menor. Se tomarmos como base de estudo a Chave Geométrica,

encontramos o símbolo do Supremo Arquiteto do Universo - o olho dentro de um

triângulo (o triângulo indeformável). Deste olho com o triângulo no centro

projetam-se 7 Raios, 7 Planetas Primordiais, 7 linhas paralelas. Ora, cada Sol,

Raio, Planeta, Linha Paralela dos 7, das 7 que formam o Lampadário Celeste,

constitui um Ishwara, um Luzeiro, um Sol de cada Sistema de Evolução.

Dai os esquemas dos 7 Planos, das 7 Linhas do Odissonai.

Estabeleceremos a classificação segundo os dados da Ciência Humana: Primeiro

Sistema - Mineral; Segundo Sistema - Vegetal; Terceiro Sistema - Animal e

123
Quarto Sistema - Hominal. O Quinto, dos Andróginos Perfeitos, o Sexto dos

Deuses Alados e o Sétimo dos Deuses Flogísticos. Houve a realização da

evolução do Reino Mineral, o qual possui a sua Hierarquia Criadora, sua Linha

de Evolução. Nele há do mineral grosseiro à pedra preciosa e ao Totem (Deus)

deste Reino. Criou seu Budha - AG-ZIM-MUNI - e possui formado, realizado, o

seu Luzeiro, Ishwara (o primeiro). Quando houve o Julgamento Geral, Universal,

deste Sistema, os elementos positivos formaram os Deuses, os Totens deste

Reino, os quais foram os Berços, os Túmulos dos Excelsos MANASAPUTRAS.

além do que foi dito, constituem, ainda, os ornamentos das Coroas dos Reis - dos

Reis - Deuses dos Mundos Celestes e dos Mundos Terrenos (Mundos Interiores).

Após a execução do Julgamento Universal naquele Sistema, as Almas, as

Personalidades que não foram julgadas aptas passaram a ser o resíduo, o “Resto

Kármico” para o Sistema seguinte, o Vegetal. Eis, portanto, as Essências

Elementais do segundo Sistema de Evolução.

As realizações do Segundo Ishwara, do Segundo Luzeiro, tiveram

como período de trabalho intenso e, através das Cadeias, Globos, Raças, etc.,

criaram uma Hierarquia Criadora; criaram um Budha - MAG-ZIM-MUNI. Os

Deuses vegetais (se é que podemos dar essa definição) passaram pela

transformação, pela superação e pela metástase avatárica, Ishwárica do

Segundo Sistema. As Deíficas Árvores estão envolvendo os túmulos dos

valorosos Manasaputras. Em Agartha há vários tipos de árvores sagradas,

vitalizando os corpos dos que lutam pelo dever na face da Terra. Os seus nomes:

Zaitânia, Leda, Akbu, de Kuma-Mara e muitos outros. O resíduo passou a ser a

essência elemental do Terceiro Sistema, o Animal. A seguir surgiu no palco e no

cenário da Evolução da Mônada de Deus o Quarto Sistema - o hominal. Neste

Universo a evolução passou a ser a do SER HUMANO. Ora, já houve, também, o

Julgamento desta Hierarquia. Pois bem! Embora as essências do Reino Mineral

124
tenham uma tônica, uma evolução especializada ao seu Reino, no entanto, os

“restos kármicos” vão sendo transferidos para os reinos imediatos, como

elementos auxiliares, como serventuários, de acordo com a natureza de cada

um. No Primeiro Reino, o centro de Consciência era focado na durabilidade, em

imensos períodos, quase eternidades. No Segundo Reino (Vegetal), o centro

estava focado na Seiva. Os componentes deste Reino foram auxiliados pela seiva

mineral, pelos sais minerais do Primeiro Universo. No Terceiro Universo, o

centro de Consciência foi focado no Afetivo Emocional, no Corpo Astral; logo, os

componentes deste Reino tiveram como auxiliares as seivas, sais minerais e

mais elementos do Reino Vegetal, as gramíneas e outros elementos funcionado

como alimento e como terapêutica. Atente-se para que todos os animais quando

passam mal devido a desequilíbrio orgânico, procuram a erva própria para cada

caso. E, finalmente, estamos no Quarto Universo, cujo centro de Consciência

devia estar no Mental cósmico, porque a mente é poder de Deus, do Logos

criador. A Hierarquia Humana deveria ser representada no nosso ciclo pelo

Adepto, pelo Iluminado, mas isso não acontece. Nossa Hierarquia humana caiu

para o Afetivo-Emocional, logo, desceu às condições, ao estado de Consciência

do Reino anterior, o Animal. Isto está acontecendo não pela forma mas pelo

Estado de Consciência. O SER HUMANO deste quarto Universo está sendo

auxiliado pelos elementos dos três reinos anteriores; para manter um corpo

físico em condições de alcançar o estado de ser de um Adepto ou Iluminado,

teve necessidade de uma medicina, usando elementos dos reinos anteriores.

Alimenta-se dos mesmos reinos. vive copiando, vampirizando o seu semelhante.

Imita e procura copiar indevidamente, se apropriar da ideia alheia. É muito

importante firmar a seguinte ideia:

1- Reino Mineral - possui seu pantheon. Suas consciências seguem

o processo gradativo desde o mineral conhecido pelos homens até o Dhyani de

125
tal Reino. Por exemplo: as verdadeiras Pedras dos Raios Planetários. O ponto

alto é constituído pelas Pedras que formam os túmulos dos Manasaputras. Os

que foram julgados como mal, constituem os minerais conhecidos na face da

Terra.

2- Reino Vegetal - seu divino pantheon consta das Árvores Sagradas

que envolvem os túmulos dos excelso Manasaputras. Seus Totens, seus Dhyanis,

seus Príncipes, são constituídos pelas Árvores Sagradas existentes em Agartha,

Duat e Badagas. Os Restos Kármicos ou resíduos dos que foram julgados maus,

inaptos para o Novo Ciclo, constituem a vegetação da face da Terra. Logo,

alimentos para os Reinos posteriores.

3- Reino Animal - a verdadeira seiva deste Reino é o sangue que

circula a forma física da vida, mantidas neste Sistema de Evolução; seres em

que a coluna vertebral é horizontal, permitindo com isto que o Centro de

Consciência fosse focado no Afetivo-Emocional, possibilitando desta forma o

desenvolvimento da sensibilidade e não da inteligência. Como exemplo desta

experiência do Logos Criador temos as tradições da ESFINGE, dos

MENTAUROS, dos CENTAUROS e outras expressões mitológicas. De modo que

o padrão deste reino é o sangue. Os representantes deste Reino sentem as

coisas sem saber discernir o que estão a sentir e a origem da sensibilidade. A

força psico-dinâmica age apenas no aspecto chamado instintivo - o poder da

manutenção da espécie. Por isto, este Reino com suas formas evolucionadas de

modo gradativo, que vão dos animais comuns até aos Totens que representam os

Dhyanis deste Reino. O sangue que corre nas veias dos Manasaputras é o animal

transformado no hominal, o qual há passa a possuir outras propriedades. Logo,

uma ação de transformação para a superação. Temos como representante

máximo deste Reino o Touro - TUR-ZIM-MUNI. Por isso que os animais também

têm direito aos rituais se estiverem higienicamente preparados.

126
4- Quarto Reino - Reino Hominal: a real vida deste Reino Hominal é

o Sangue Eucarístico, o sangue que corre nas veias do Quarto Kumara, que

sempre foi representado no seio da Humanidade pelos Manus Primordiais. Por

isso dizem as tradições que, na Terceira Raça-Mãe, Eles, os Kumaras, deram aos

Homens o Mental e o Sexo. Isto equivale a dizer: deram à hierarquia humana o

sistema cérebro-espinhal como sendo a possibilidade de Deus na criatura

humana, por isto que foi modelada como sendo uma estrela, ou seja, aqueles

que, realmente, deveriam expressar o Pentagrama Sagrado. Ora, o verdadeiro

representante deste Reino é o Adepto, o Iluminado; por isso chamemo-lo de

Homem, com H maiúsculo, ou seja o mesmo “H” que ocupa o quarto lugar na

palavra sagrada “OEAHOAO”. Os homens normais da face da Terra, embora

pertencendo à evolução do Quarto Ishwara, ou Luzeiro, entretanto caíram ou

transferiram o centro de Consciência do Mental - Mente Universal, para o

Afetivo-Emocional. Por isso passaram a ser animais racionais. Um animal com

grande possibilidade de imaginação. Para restaurar esta hierarquia

consanguíneo foi estabelecido o processo dos Rituais Eucarísticos, eucaristia

dos Deuses, a fim de retornar o humano Ser à real , a sua verdadeira hierarquia.

Os verdadeiros representantes da hierarquia humana estão em Agartha. Os da

face da Terra são formas humanas, mas, com o estado de evolução da Cadeia

anterior, a Lunar. Estão no estado de transformação, por isso pensam e agem a

três dimensões. Por que nossa Obra, sendo de uma grandeza cósmica, no

entanto, poucos a compreendem e, realmente, vivenciam seus ensinamentos? E

mantém a Alma ou o Caráter orientados pelo Manu? O fato é que o Ser Humano

(da face da Terra), apoia-se no passado, repudiando as novas ideias, os novos

métodos de orientação dados pelos Avataras, num aspecto progressivo, o que

está a demonstrar muito bem a sua natureza ainda ligada ao Reino Anterior.

Concluímos: os que foram julgados maus no julgamento do terceiro

127
para o quarto Sistema, são os animais de hoje, servindo de pasto ao Ser Humano

comum. Os que foram julgados maus no Julgamento de 21 de março de 1956,

serão para o Quinto Sistema algo semelhante ao que os animais são para os

Homens de nossa época. Isto não quer dizer que o homem vá passar andar de 4

pés, mas mantém o centro de Consciência no Afetivo-Emocional; é como que se

animal fosse.

128
AULA Nº 16

COSMOGÊNESE E ANTROPOGÊNESE

Por solicitação dos membros do Departamento de Carmo de Minas,

vamos apresentar um estudo sobre Cosmogênese e Antropogênese. Esta trata

da formação do Ser Humano e aquela do Cosmos. Segundo o Professor Antenor

Nascentes, as palavras essas dentro do vernáculo - para definir ambos os termos

seriam: COSMOGONIA e ANTROPOGENIA. Ora, Cosmogênese e Antropogênese

são galicismos mas que já fazem parte da língua lusa. São, portanto, membros

da nossa comunidade linguística. COSMOGONIA - Cosmogênese - É um conjunto

de teorias ou hipóteses para explicar a origem e a formação do Universo (do

grego “Kosmos” mais “Gonia”, igual a criação do mundo).

COSMO - igual a Universo. Daí o termo “Cosmogonia” = conjunto de

leis cósmicas ou universais (do grego Kosmos = Universo, mais Nemos = a lei,

mais ia).

ANTROPOGÊNESE e ou ANTROPOGENIA - teoria dos fenômenos da

geração, considerada na espécie humana; estudos dos fenômenos da reprodução

humana (do grego: antropos = homem e gonos = geração, mais ia).

GÊNESIS - geração, origem e formação dos Seres vivos. Por extensão

- processo de formação de uma ideia, de uma instituição, de uma teoria. É nome

ou título do Antigo Testamento (do grego Gêneses = a geração. Em latim é

gênesis).

Consoante os ensinamentos do excelso Senhor J.H.S., o Supremo

Orientador daqueles que pensam além da área humana, para o estudo da

Cosmogênese precisamos ter a mente de natureza infinita, universal, dada a

necessidade de ser usada a máxima abstração. Como analisar com a

mentalidade concreta, limitada, aquilo que é de natureza abstrata? Daí ser a

129
linguagem usada para a comunicação dessas ideias universais, a SIMBÓLICA, a

MUSICAL, a GEOMÉTRICA, senão, as SETE CHAVES DO CONHECIMENTO:

numérica, astrológica, geométrica, a Lei da Polaridade ou da Ação dos Opostos,

a biológica, a histórica, a metafísica.

Vamos partir da ideia do ILIMITADO para o LIMITADO, da Suprema

Escala para a menor, da Unidade para a multiplicidade, da Suprema Unidade

para a divisibilidade dos elementos que a compõem. Pois bem! Partamos da

ideia do TODO para, depois, se ter a ideia do detalhe; torna-se, assim, mais fácil

conhecê-lo. Da síntese para a análise. A exemplo do que estamos a pesquisar: se

não conhecêssemos o cavalo, seria muito mais fácil nos fosse apresentada a

figura, ou o cavalo inteiro, pois que a apresentação anatômica de uma peça

depois da outra - um casco, a pata, a outra pata...para conhecermos o cavalo

inteiro consumiria muito tempo...uma eternidade. Se partíssemos dos mínimos

detalhes para o conhecimento integral do animal, na certa que haveríamos de

despender muito tempo.

Pois bem! No estudo da Eubiose iniciamos os nossos exames, as

nossas pesquisas a partir de ideias gerais para, a seguir, analisá-las nos seus

detalhes. No caso vertente se apresenta, em primeiro lugar, o cavalo e, a seguir,

passa-se aos estudos dos seus aspectos anatômicos, fisiológicos; eis porque

estudamos a Cosmogênese nos seus aspectos Universais, Abstratos. Descemos

aos detalhes e, a seguir, à Antropogênese. Esta é Aquela numa escala bem

menor. Trata-se, segundo os gregos, de Macro-Cosmos (o Universo) e o Micro-

Cosmos (o Ser Humano). Atente-se para o fato de que as Leis que regem o

Macro são as mesmas que regem o Micro. Tomando-se por base de raciocínio o

que se achava inscrito no Templo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo e

conhecerás o Universo e os Deuses” - compreendemos que estudando todas as

nossas estruturas, generalizando conheceremos o Macro-Cosmos.

130
Se usarmos como base de nossas pesquisas a CHAVE NUMÉRICA

para explicar a Cosmogênese, lançaremos mão da numeração fracionária e não

da usada no plano da nossa evolução, posto que entre os números 1 e 2, do

ponto de vista filosófico, há um imenso espaço.

Manejando a CHAVE NUMÉRICA para a comunicação da ideia da

Cosmogênese, faremos o seguinte relacionamento: as expressões - o Infinito, o

Todo, o Espaço sem Limites, o Oceano sem Praias, o Olho sem Pálpebra,

Brahmã, Deus, Zeus, o Absoluto - são representados pelo zero (0). Isto nos

conduz à lembrança do termo ZEROASTRO ou ZOROASTRO. O “0” é símbolo do

Absoluto que, para se encontrar, se manifesta. Manifesta-se para ter consciência

das suas carências. TEVE NECESSIDADE DE LIMITAR-SE PARA SE

CONHECER, PARA SE AVALIAR. Limitando-se fez surgir, naturalmente, a

primeira e imensa limitação. Esta é denominada de Primeiro Trono (segundo os

cabalistas). Primeiro Logos (dos gregos), Sol Espiritual (dos Eubiotas).

SUPREMA UNIDADE é o nome que lhe cabe muito bem; logo, deve ser

representada pelo número (1). Daí por diante, tudo que se apresenta no campo

do MANIFESTADO será DENOMINADOR COMUM desta Unidade Suprema

(Deus).

A segunda limitação - ou intermediária - será a metade da primeira e

não o dobro. Ora, o Segundo Trono (Logos, Sol Intermediário) expressa a

polaridade do Primeiro, e não o seu dobro. Denominamo-lo de MUNDO

CELESTE, PLANO OU MANTO DA DIVINA MÃE (é o VÉU de AIN-SUPH, é o

MANTO DA VIRGEM); segundo nossa tradição do Ocidente. Se é polaridade da

Primeira Limitação (Primeiro Trono), corresponderá, sem dúvida, à

SANTÍSSIMA TRINDADE, senão, às Tríades usadas em todas as teogonias do

nosso plano evolucional: Muiska, Muisis e Muka; Brahmã, Vishnu e Shiva;

Osíris, Ísis e Horus; Pai, Mãe e Filho; Pai, Filho e Espírito Santo; Primeiro,

131
Segundo e Terceiro Tronos; os Três Logos.

Com efeito, do resultado do desdobramento do Segundo Logos ou

Trono surgiu o Terceiro no cenário da manifestação universal. Ora, o Terceiro

Trono ou Logos é a nossa Terra (o Primeiro Trono = Mercúrio; o Segundo =

Vênus e o Terceiro = Marte). A nossa Terra corresponde a Terceira Limitação,

ou seja, a mais densa em relação às duas anteriores. Tentemos dar uma ideia

das três limitações (dos 3 Logos, dos 3 Tronos), através dos três círculos

concêntricos.

Estes três círculos concêntricos nos dão uma perfeita ideia da

manifestação gradativa da Divindade, desde o Infinito ao Finito, do Macro ao

Micro Cosmos. Progressivamente, a Ideia cristalizou-se na Matéria; houve, como

diria Pitágoras, a quadratura do círculo. Aquela foi perdendo a frequência

vibratória até chegar ao estado desta. Com efeito, esta mecanogênese poderia

ser esquematizada da maneira seguinte: o Absoluto, o Espaço sem Limites, pelo

zero “0”, que se desdobra na Primeira Limitação, simbolizada pelo zero “0”, com

um ponto no centro.

Este ponto central alegoriza o Poder da germinação. A segunda

Limitação será o zero “0” dividido ao meio por um diâmetro horizontal. É

expressão da Polaridade do Pai e Mãe cósmicos, duas Faces, etc.

A terceira Limitação será alegorizada por um zero “0” com uma cruz

no centro.

A somatória dos símbolos do Primeiro, Segundo e Terceiro Tronos dá

o número 7. Note-se como a Unidade transforma-se na Dualidade e, a seguir, no

Quaternário. Bom! Aquilo que no Plano da Ideação cósmica é um (1), no Plano

da Polaridade é dois (2), e no da Ação é quatro (4). sim! Aquilo que no Plano da

Ideia é UM, corresponde a sete (7) no da ATIVIDADE UNIVERSAL. Muito bem!

Deus como ideação é a Suprema Unidade; no da programação transforma-se em

132
dois (2) - duas faces, Pai e Mãe - e, no da realização equivale a sete (7). Neste

ponto podemos associar a nossa ideia com a tradição, quando diz: “Deus fez o

Mundo em sete dias...” (sete etapas, sete Cadeias). Se o fez em sete ciclos, sete

etapas, ELE é, em si, uma OITAVA COISA. Nosso Mestre e Senhor J.H.S. sempre

dizia: “o número oito representa a Divindade manifestada no homem”. Na

CHAVE NUMÉRICA dos CONHECIMENTOS há sempre uma oitava coisa, UM

OITAVO ELEMENTO, do qual se projetam mais sete. Tudo mais é projeção do

Grande Setenário que abarca a Tudo e a Todos. Por exemplo: se houver no

Globo Terrestre (Terceiro Trono), um bilhão de criaturas humanas, cada

criatura está a representar um bilhão de avos de Deus. Usamos a expressão

DEUS por ser ela da língua portuguesa. Baseados neste conceito, poderíamos

deduzir a Chave Numérica para explicar a Cosmogênese.

CHAVE NUMÉRICA - Usando esta chave do conhecimento,

poderíamos dizer que o ABSOLUTO, a SUPREMA UNIDADE, DEUS, será

alegorizado pelo número UM (daí a ideia de Mônada, do ponto de vista universal

cósmico). Os demais elementos manifestados, os Planos, Sub-Planos, serão

frações do Todo. Dentro da Eubiose, Deus manifestado é representado pelos 777

Manasaputras - são as células do Todo, do Supremo Logos. Logos = expressão

numérica do Todo, do Espaço sem Limites. Deus, como sendo a Suprema

Unidade, dividiu-se nas 777 individualidades, constituindo o PANTHEON de

SHAMBALLAH. Individualidades no sentido de que são as menores partes em

que se dividiu o grande Todo. Num outro Plano estas individualidades se

dividem, ou subdividem, em PERSONALIDADES, personalidades que já se

encontram no campo da Antropogênese. Sim! Cada Manasaputra (Cada

individualidade) divide-se, no campo da cosmogenia, em 777 Personalidades. O

Grande Avatara, durante um ciclo (um Universo, uma Cadeia, uma Raça -

usando a relatividade das coisas) toma, com sua Corte, expressão humana 777

133
vezes, ou esse valor no campo das realizações. Isto quer dizer 777 Avataras ou

Encarnações.

CHAVE ASTROLÓGICA - Nesta Chave do conhecimento tomamos

como simbologia o SOL, para expressar o Grande Mundo, o Todo, Aquilo. A

expressão SOL dá-nos ideia daquilo que abarca o TODO, globalmente. NÃO NOS

SUGERE O CONCEITO DO ASPECTO ANTROPOMORFO DAS COISAS.

Segundo os vernaculistas, SOL vem do latim SOLE (Astronomia).

Astro luminoso, centro de nosso Sistema Planetário. LUZ, CALOR ou INFLUXO

deste Astro. Tomemo-lo como centro do nosso raciocínio. Nosso Mestre J.H.S.

representava o ABSOLUTO, o INFINITO, por um imenso SOL, a que denominou

de SOL CENTRAL DO OITAVO SISTEMA e do qual se projetam mais 7 Sóis

menores em relação a ELE.

O excelso Senhor J.H.S. denominou-o de OITAVO SISTEMA ou

UNIVERSO, porque dele surgiram todos os demais Sistemas ou Universos. Cada

SOL do OITAVO SISTEMA é, por sua vez, centro de Universos ou Sistemas

menores. Para fazer jus a esta chave do conhecimento, os caldeus primitivos

representavam todos os aspectos da Cosmogênese sob um sentido todo

astrológico. Vejamos: as Primeira, Segunda e Terceira limitações

representavam-nas pelo 3 Sóis cabalísticos, cujos símbolos já conhecemos -

respectivamente, o círculo com o ponto no centro, o círculo dividido ao meio por

um diâmetro e o círculo tendo no centro uma cruz.

Destas três expressões tiraram os sete símbolos do Planetas, de todos

conhecidos:

O Sol - representado por um círculo, com o ponto no centro (miniatura

do símbolo da Primeira Limitação);

A Lua - metade do símbolo da segunda limitação;

Marte - com o círculo e a cruz, com a inclinação de 23º

134
Mercúrio - expresso pelo círculo com uma cruz em baixo e uma meia

lua em cima.

Júpiter - por uma cruz tendo na extremidade esquerda da haste

horizontal uma meia lua;

Vênus - por um círculo com uma cruz em baixo;

Saturno - por uma cruz, tendo na extremidade direita da haste

horizontal, em baixo, uma meia lua.

Observamos: 3 Sóis expressando as três limitações (os Três Tronos),

mais os 7 Planetas e mais, ainda, os 12 Signos do Zodíaco, conduzindo-nos ao

total de 22 expressões siderais. Ora, os 22 Arcanos Maiores alegorizam a

manifestação dos 22 Sóis ou CONSCIÊNCIAS DO FUTURO, manifestados no

nosso Quarto Sistema. Por exemplo: 7 em relação ao 5º Universo; 7 ao 6º; 7 ao

7º e mais o 8º na sua grandiosidade, igual a 22 elementos. A tradição do

Ocidente enumera os 7 atributos do Eterno, de Deus, com a simbologia sideral:

MIKAEL (Sol); GABRIEL (Lua); SAMAEL (Marte); RAFAEL (Mercúrio); SAQUIEL

(Júpiter); ANAEL (Vênus) e CASSIEL (Saturno). São os 7 Arcanjos sob o

comando do Arqueângelus - o Sol dos Sóis.

CHAVE GEOMÉTRICA - As pesquisas acerca da Cosmogênese sob um

aspecto geométrico levam-nos ao seguinte: a SUPREMA UNIDADE e o

TERNÁRIO, simbolicamente, são representados pelo Triângulo com um olho no

centro. Consoante os maçons, é a representação do GRANDE ARQUITETO DO

UNIVERSO; segundo as tradições do Ocidente é o OLHO DA DIVINA

PROVIDÊNCIA. É o Olho sem Pálpebra que tudo vê (símbolo do imanifestado.

Esta ideia também pode ser representada da seguinte maneira: um

quadrilátero encimado por um triângulo.

A Antropogênese o será por um quadrilátero com um triângulo dentro.

A criatura humana, de braços e pernas abertos, forma uma estrela de

135
cinco pontas - expressão dos cinco tatwas, dos cinco sentidos em função no

homem de nosso sistema de evolução. Eis, portanto, a Cosmogênese

apresentada por um aspecto geométrico.

CHAVE DA LEI DA POLARIDADE ou AÇÃO DOS CONTRÁRIOS - Para

justificar a Lei da Ação da Polaridade recorremos à Suprema Sabedoria de

Hermes, o Trimegistro. Ele sempre ensinou que em tudo há dois polos: positivo

e negativo. Um de seus oito princípios ou CONCEITOS DE VIDA oferece-nos

uma perfeita ideia do funcionamento da Lei da Polaridade e no aspecto mais

transcendente. Eis o princípio do texto, em que disse: “O que está em cima é o

mesmo do que está em baixo, e o que está em baixo é o mesmo do que está em

cima”. Ora, este conceito hermético - segundo a Chave Geométrica - é expresso

pelo HEXÁGONO SAGRADO. Com efeito, os dois triângulos entrelaçados

alegorizam a cosmogênese e a antropogênese simultaneamente. Eis porque

David e outros tomaram-no como Emblema Sagrado.

Pensando um pouco mais alto: em cima há o Grande Cosmos, dirigido

pelo Poder Espiritual e, em baixo, há a Terra, comandada pelo Poder Temporal.

Do Segundo Trono - do Céu - projeta-se a Onipotência de FOHAT sobre nós e, do

interior da Terra, sobre a Armipotência de KUNDALINI, o Fogo do Espírito

Santo. E nós, dentro do Templo, deveríamos ser o ELEMENTO EQUILIBRANTE.

Sim, o elemento da união entre o Céu e a Terra. Temos, pois, o Poder Espiritual -

justiça do Céu e o Poder Temporal, justiça da Terra. A Humana acha-se em

formação. Esta existirá quando na Face da Terra estiver o Senhor da Espada de

Dois Gumes. Temos nesta chave de conhecimentos humanos o real sentido da

ação das 3 forças: centrípeta, centrífuga e equilibrante. Na história de nossa

Obra esta chave se nos apresenta ao vivo, posto que tivemos conhecimento da

existência e da ação dos Matra-Devas e dos Manasaputras. Os primeiros são

consciências, inteligências descidas do Céu, do Segundo Trono, e os segundos

136
são as geradas na Terra, no mundo manifestado. Os Matra-Devas são Luzes

vindas do Alto, do Espaço sem Limites, e os Manasaputras são forças geradas na

Terra, através de experiências, de lutas, de coragem para vencer a inércia da

matéria bruta. Pensemos, pois, nas duas Montanhas: Moreb, em São Lourenço e

no Monte Ararat, em Roncador - Mato Grosso. Ora, a criatura humana cria com

a cabeça - força do pensamento - e cria também com os órgãos criadores -

físicos, possuindo, com efeito, o coração para equilibrar os dois extremos.

Quando o Supremo Deus, a Suprema Consciência age na face da Terra, entre os

homens, o seu oposto, a expressão máxima do Mal, também tem o direito de

agir. Por isso que a criatura humana está sempre entre dois fogos: do lado

direito há um Anjo e do esquerdo um Demônio: o livre arbítrio é o fiel da

balança. O Grande Mistério é fazer conseguir do BEM e do MAL o PERFEITO

EQUILÍBRIO; o JUSTUS ET PERFECTUS.

As antigas tradições falam no Dragão de dorso luminoso e de ventre

sombrio. Dorso porque o luminoso está voltado para o INFINITO e o ventre

porque o sombrio está voltado para o FINITO. Estamos num ponto equilibrante

porque o ciclo em que vivemos é denominado de QUARTA CADEIA, do QUARTO

SISTEMA. Neste Sistema houve a reunião do Karma negativo de quatro

Sistemas (inclusive o deste QUARTO), que foi equilibrado com as REVELAÇÕES,

com os ENSINAMENTOS e objetivação de UNIVERSOS FUTUROS: Quinto,

Sexto, Sétimo e parte do Oitavo. De modo que os Avataras integrais vêm

promovendo a neutralidade septerna entre o BEM e o MAL, o KARMA POSITIVO

e o NEGATIVO, através da LUTA PELO DEVER, que vem do Infinito e irá para o

Infinito, passando, todavia, pelo eterno finito. E os dois pratos da Balança do

Segundo Trono continuam pesando o labor humano.

CHAVE BIOLÓGICA - Apresentando a Chave Biológica do

Conhecimento Humano, diremos que é o mesmo que falássemos acerca da

137
Antropogênese, posto estar a relacionar-se com o MICRO-COSMOS, o Ser

Humano. A exemplo do que estamos a afirmar, a criatura humana, no seu

conjunto, expressa o TODO; é, portanto, a UNIDADE (1). O Humano corpo é

dividido em três partes principais: cabeça, tronco e membros. logo, à

semelhança das três grandes limitações (Tronos, Logos...) Como setenário

possui:

1- estrutura óssea;

2- nervosa;

3- circulatória;

4- respiratória;

5- glandular;

6- sistema cérebro-espinhal;

7- a constituída pelos nadis (estes estão localizados na espinha

dorsal). Se pensarmos em termos das principais glândulas do corpo humano,

teremos:

1- próstata (no homem); útero (na mulher);

2- baço;

3- rins;

4- fígado;

5- coração;

6- laringe (com as tiroides e para-tiroides);

7- hipófise;

8- Epífise.

Pois bem! Temos um Sistema Universal numa escala menor agindo no

homem. Na estrutura psíquica encontramos 7 chakras principais e mais um

oitavo, o VIBHUTI (este, também, possui 8 pétalas). É de observar-se ser a

cabeça humana uma Oitava coisa da qual se projetam mais 7:

138
2 olhos

2 ouvidos

2 narina

1 boca;

Os olhos com a formação do Infinito.

Sim, tanto o símbolo do infinito como o do 8 alegorizam o Segundo

Trono, o Céu. São formados de 2 círculos (a mesma forma da Segunda

Limitação, do 2º Logos, do 2º Trono), o que equivale a dizer: “o céu na cabeça

da criatura humana”. Outrora havia muitas referências aos 3 humores vitais:

ojas, bílis e fleuma, responsáveis pelos hormônios humanos. Os órgãos criadores

masculinos são constituídos por um ternário. O embrião prepara-se para nascer

num período de 9 meses, em consonância com uma rotação completa do Planeta

Vênus. O touro, por exemplo, simboliza a grafia do Primeiro Trono, do Todo! Os

chifres - uma meia lua; o corpo expressa o círculo e as 4 patas a cruz (símbolo

do planeta Mercúrio.

De 7 em 7 anos as células humanas sofrem uma grande transição ou

transformação, aliás, com muita semelhança da dinâmica evolucional através

dos Universos, até atingir o ponto máximo da evolução, o OITAVO SISTEMA.

CHAVE HISTÓRICA - A Chave Histórica dos Conhecimentos, em

relação à Cosmogênese e à Antropogênese está muito bem expressa na História

da Manifestação dos Avataras, desde o início das coisas até o presente, J.H.S.

Isto é, a mesma essência divina agindo através de vários Avataras, mas não

repetindo as mesmas palavras, as mesmas coisas, os mesmos costumes, os

mesmos pensamentos - em cada ciclo apresentam-se de uma maneira diferente.

A exemplo disto temos a filosofia desenvolvida pelo Budha, a desenvolvida pelo

Cristo e a do Senhor Akbel (se houvesse repetições por certo não haveria

evolução). Esta chave está muito bem representada pelas teogonias de todos os

139
tempos.

Estudando a História da Obra do Eterno na Face da Terra, a criada

por J.H.S., ter-se-á escrita, com palavras de Ouro, A VONTADE DO ETERNO

manifestada como Avatara. Filosofia, Ciência, História, Religião, Política,

Eubiose...

As religiões existentes são aspectos da chave histórica dessa imensa

trajetória dos grandes e pequenos ciclos avatáricos. O número de religiões

existentes no mundo é o mesmo dos Avataras que já se manifestaram - são

capítulos do que já foi escrito nos Anais da História dos Avataras que já

existiram. Quando começa a ter lugar a decadência do que já foi revelado, do

que já existiu, vem OUTRO, como sendo um PODER RENOVADOR, dai porque

KRISHNA, BUDHA, CRISTO e Outros representam aspectos da Verdade única,

sendo que Esta, na sua integridade, não tem fim e, se tivesse, desapareceria a

ideia da dinâmica evolucional.

CHAVE METAFÍSICA - Metafísica, segundo o Professor Antenor

Nascentes, é a disciplina filosófica que trata da realidade última, transcende dos

fenômenos físicos, através da investigação sistemática da natureza das Causas e

dos Princípios primeiros (do grego: meta physiké - pelo latim metaphysica).

Se a Metafísica investiga as causas e os princípios primeiros e estes

são representados pelo SOM, pelo VERBO DIVINO, por SENZAR, os princípios e

as pesquisas das causas nos conduzem à realidade última, que é o VERBO, o

SOM. Expressar pelo Verbo o que foi feito pelos símbolos, pela linguagem

escrita e falada. Deixaremos o aspecto analítico para cairmos no sintético e ao

invés de escrevermos bibliotecas sobre Cosmogênese e Antropogênese, usamos

a frase: DO UNO TRINO SURGIRAM OS SETE AUTO-GERADOS. A realidade

última corresponde ao que virá, ao que será. Para o estudo da Verdadeira

Eubiose, a Chave Metafísica é o elemento com que se pode explicar a

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mecanogênese da Cosmogênese e da Antropogênese numa linguagem, num

processo de comunicação que representa o futuro. Essa linguagem não poderá

ser outra que não o ODISSONAI, agindo de diversas modalidades. O

ODISSONAI será chave da Metafísica, ou seja, a Cosmogênese e a

Antropogênese descritas pelo SOM o ODISSONAI. O Espaço sem Limites é a

representação do ABSOLUTO, DO GRANDE MUNDO. O Espaço com Limites é a

Terra (o eu interior); as sete pautas alegorizam os sete Planos Universais, onde

se processa a evolução dos 7 Universos - são os 7 Luzeiros desdobrando-se nos 7

Planetários. Sendo 7 para cada, logo, haverá no total 49 coisas. PITHIS, ALEPH,

XADU estão em correspondência com o Mundo Celeste e XADU, ALEPH,

PITHIS, com a Terra, o Terceiro Trono. O Primeiro é a expressão da

Concavidade do Subjetivo Absoluto e o Segundo a Concavidade do Concretismo

Absoluto, tal como diria o excelso Frá-Diávolo. Realizando o ODISSONAI, no

aspecto cosmogênico e a excelsa YOGA DE AKBEL, no sentido Antropogênico,

estamos nos universalizando num tempo mínimo, assim como um átomo vive no

pequeno período de uma vida microscópica. Para definir a ANTROPOGÊNESE

de modo sintético, não há como repetir as Divinais Palavras, filhas do VERBO

SAGRADO DE J.H.S.!

ORIGEM DO HOMEM

A essência do Homem é representada pelas Estrelas, por isso dizem:

ESTRELA É JIVA

JIVA é uma palavra da língua sânscrita que quer dizer: vida, alma,

personalidade!

Quando o homem atinge o OITAVO PRINCÍPIO que, geralmente, está

fora dele, se transforma num Jivatmã, ou num Iluminado, num Choan ou Cisne

Branco, num Jina ou Gênio.

Jivatmã ou Iluminado é quando o Homem se liga a uma Estrela ou ao

141
seu Espírito, ao seu Atmã.

Diz o poeta: “Do fogo que existe nas Estrelas, nós nascemos.

O Homem, enquanto não se une ao Espírito é animal, animal ou

passional!

Por isso devemos olhar para as Estrelas, alegres, sorrindo.

BIJAM!!!

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AULA Nº 17

VIGILANTE SILENCIOSO

Acerca do VIGILANTE SILENCIOSO, devemos dizer que quem

esclareceu este tema foi o Supremo Revelador J.H.S., posto que, antes, mui

vagamente falaram sobre este assunto os antigos membros de Adhyar. O. Hoult

disse: “Vigilantes - nomes dados a certos seres celestiais (Dhyanis Choans), que

guiam e inspecionam as manifestações da Vida de uma Raça, Ronda ou Planeta”.

H.P.B. escreveu: “Vigilante Silencioso: é a Mônada, o Deus interno no Homem”.

Há um conceito e uma função de Vigilante Silencioso: é o que serve de

intermediário entre um Plano material e outro de maior transcendência. A

exemplo: no nosso planeta Terra temos várias hierarquias, cada uma com

determinado estágio de desenvolvimento, mas o conjunto atingiu um certo grau.

Supondo-se que todas Elas tivessem alcançado o Mental Concreto, dai para

cima, logicamente, seria necessário um reforço. Àqueles que atravessassem esse

ponto intermediário (essa barreira), em auxílio da Humanidade, daríamos com

efeito, os nomes de Vigilantes Silenciosos. Estamos, atualmente, segundo os

ensinamentos de nosso excelso Mestre JHS, no Quarto Sistema e no estágio do

Mental Concreto (na parte inferior do Mental Cósmico) e, para sairmos dele, há

necessidade de uma projeção, de uma fixação de elementos relativos aos Quinto

e Sexto planos; ora os Logois que dirigem esses planos têm uma tônica relativa

à sua Ordem, mas o Quarto Senhor, como o Máximo, como o Quarto Luzeiro ou

Arcanjo (deste quarto plano), possui também a sua tônica, que lhe é

característica. Assim, para atingir as Daqueles, faz-se necessário a ajuda dos

Luzeiros de Ordens Superiores. Mas o Quinto e Sexto Senhores já têm uma

função antropogênica; já se acham num plano limitado, logo sua ação, sua

consciência e sua visão já são limitadas; como poderiam, então, ligarem-se a um

ou mais planos extra-cósmicos (Sétimo e Oitavo, p.ex.)? Nesse caso o excelso

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Sétimo Luzeiro será o VIGILANTE SILENCIOSO porque está no limite entre dois

planos (o ilimitado e o limitado), por isso é que gradua o que vai funcionar mais

condicionado e é, portanto, o intermediário entre os planos absolutos e relativos

- ilimitado e limitado. Se, por exemplo, o Sétimos Senhor ou Luzeiro já tivesse

suas hierarquias em funcionamento no Globo Terrestre, antropogenicamente, o

Oitavo passaria à condição de VIGILANTE SILENCIOSO. Daí a origem

transcendental das iniciais J.H.S.: “J” relacionada com o 5º Plano; “H” com o 6º

e “S” com o 7º Luzeiros. Sim, o 7º Luzeiro está representado no quadro do

Pantheon de Shamballah por um SER deitado abaixo do Triângulo, com o Olho

do Eterno no centro. sim, repetimos, é Aquele que gradua o que deve ser

aprendido, vivenciado, realizado no plano concreto, reservando, assim, a

potencialidade daquilo que pertence aos ciclos futuros. Por isso dai surgiu a

simbologia do ADORMECIDO, dado que está com a parte frontal, a frente, para

o Infinito, e as costas, o dorso, para o Finito; a frente para o Além-Akasha e as

costas para o Aquém-Akasha; a frente para o Sol e as costas para Shamballah.

Eis porque se fala no sublime Dragão celeste, ou seja, Aquele cujo dorso está

voltado para o Sol dos Sóis, e o Ventre para a Terra. O que deu origem às

expressões: DRAGÃO DE OURO, DRAGÃO CÓSMICO, a ESFINGE...Em escala

menor, VIGILANTE SILENCIOSO é o que está entre um Mundo, um Plano, um

Universo e outro. Um Interplanetário (entre uma Cadeia e outra); um Inter-

Ishwara (entre um Universo e outro). Numa posição a ciência humana e noutra

a ciência universal, e’, precisamente, o que absorve a intermediação entre uma

e outra. São os Avataras - grandes e pequenos - que, com suas respectivas

cortes, denominam-se de VIGILANTES SILENCIOSOS. Existe, firmado, um

conceito humano; mas o Mestre JHS nos deu uma nova Filosofia que está

revolucionando as criaturas humanas deste ciclo, de nossos dias; e nós, embora

num estágio evolucional pequeno, entretanto estamos a servir de elementos

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intermediários entre o Mestre e o Mundo, logo, estamos no caso do Sétimo

Senhor. Na suposição de que a Terra fosse Marte, mas que existisse um outro

Universo à sua frente há algumas eternidades, o que chamaríamos de Vênus -

seria como a Terra e o Céu, o Segundo Trono. os que adotassem uma filosofia

intermediária entre Marte e Vênus, ou seja, uma filosofia muito à frente de

Marte, aproximando-se de Vênus, seriam, também, considerados “Vigilantes

Silenciosos” de Marte. O Sétimo Senhor vive cosmicamente, mas ainda não tem

expressão humana e apoio na humanidade, e não tem apegos,

responsabilidades, “karmas” humanos, por isso serve de “Vigilante Silencioso.

Repetimos exemplos anteriores, porque o repetir foge ao estilo sublimado mas

permite a perfeita comunicação para o melhor entendimento. Os quinto e sexto

Senhores já têm suas hierarquias, cortes, funcionando na Terra; têm, por

conseguinte, uma função, missão concreta, condicionada. É como se .o Vigilante

Silencioso ocupasse um posto de eterna vigilância entre o Imanifestado e o

Manifestado, tendo a seu cargo as realizações de acordo com o que já foi

conquistado. Eis porque se diz: “Deus não é absoluto, radical”. ELE faz

tentativas dentro dos seus projetos e quem as gradua, as disciplina é o Vigilante

Silencioso. Esse Vigilante funciona em várias escalas: se o Mestre J.H.S. não

tivesse sua consciência graduada desde 1924, quando fundou este Movimento

no aspecto civil, até o ano de 1963, quando desceu da face da Terra para o

Reino dos Imortais, não poderia ter mantido uma disciplina progressiva até

chegar ao máximo, sem baralhar as ideias dos Munindras. Pois bem! Entre

Deus, El-Rick e os discípulos, os excelsos Adeptos, Araths de Fogo, os Dhyanis

representam os Vigilantes Silenciosos, no sentido de transmitir apenas o que a

criatura humana ou o ser vivente é capaz de assimilar e usar. Sim! Transmissão

dos aspectos da Verdade de uma maneira progressiva, na conformidade da

capacidade evolucional dos que os recebem. Por isso, quando os Vigilantes

145
Supremos (os Avataras) desaparecem, aquilo que Eles ensinaram com carinho e

escrúpulo, se transforma numa religião erótica, com uma substituição do

conteúdo interior pela exteriorização. Usando isso, os valorosos Adeptos

acharam por bem criar várias Ordens Maçônicas, com pompas, aproveitando o

afetivo-emocional dos seres humanos, para que trabalhem eles um pouco em

prol do próximo. Nosso excelso Senhor JHS desejava que nós, seus discípulos,

fôssemos vanguardeiros do Mundo, sob todos os pontos de vista; pensássemos

um pouco diferente dos Seres considerados profanos. Tivéssemos o estilo de

interplanetários, a fim de transmitir as boas-novas, a ideia do vir a ser, posto

que os ensinamentos que nos ofereceu nos permitiriam estarmos à frente do

mundo moderno. Mas, infelizmente, isso não aconteceu - imitamos o mundo em

todas as suas ideias nefastas. Para melhor compreensão deste assunto,

estabeleceremos uma proporção: os Jinas, do Mundo dos Badagas, representam

os Vigilantes Silenciosos em relação à face da Terra, por isso que os habitantes

desta não os conhecem nem reconhecem. Os de Duat o serão em relação ao

Mundo dos Jinas; os de Agartha o serão em relação aos de Duat; os

Manasaputras de Shamballah o serão em relação a Agartha e, finalmente o

Senhor Baal-Bey - o Adormecido - o será em relação aos Vasos Insignes de

Eleição. Do ponto de vista universal, os Matra-Devas o serão em relação aos que

se acham no Pantheon de Shamballah. Ora, as Hierarquias Arrúpicas o serão em

relação às Rúpicas, com forma física. Assim, a quem tem uma consciência

universal, não se lhe exige a mesma disciplina, o mesmo conceito de quem tem

consciência limitada. Nosso Mestre JHS tinha a consciência Integral, a Oitava

Parte do Todo, de Vishvakarman, logo, é o Supremo Vigilante Silencioso; quando

estava avatarizado na face da Terra o Sétimo Senhor assumia essa nobre

missão. Como dissemos, o Vigilante Silencioso é Aquele que está sempre à

frente da evolução vigente - e, como as palavras são de prata e o silêncio é de

146
ouro, e, porque sendo de ouro gradua, não permitindo falas

desnecessárias...não graduando as Revelações, fugiriam aos entendimentos

humanos...havendo o perigo da deturpação do sentido real das palavras de ouro.

Por essa razão, na Eubiose real, o instrutor pede os temas a serem expostos,

porque, neste caso, o que foi sugerido está dentro do entendimento dos ouvintes

e já está implícita a graduação do interessado.

Convém observar que tudo tem uma função relativa, nada é radical.

Logo, não se deve interpretar nada à luz da letra que mata e, sim, do sentido

real do que foi exposto. Por ex: partindo do Ilimitado para o Limitado temos as

três hipóstases do Logos único (representado pelo símbolo de Mercúrio); o

segundo pelo símbolo de Vênus; o terceiro, expresso pelo símbolo de Marte. São

três tipos diferentes de energias, planos, com sentido completamente diferente

do que são comumente conceituados, do que se concebe como planetas.

Concebemos, atualmente, a graduação da energia com a expressão “maior ou

menor frequência vibratória”, portanto, mais ou menos densas, objetivas. Os

maçons já foram, em determinado ciclo, considerados os vigilantes silenciosos

do mundo profano. Sim, os Templos, dos quais os obreiros tinham as medidas

canônicas, eram considerados nobres, iniciáticos, porque lhes tinham sido

transmitidas tais medidas pelos Adeptos relacionados com o Quinto Construtor.

Eram Templos com perfeita acústica e determinada arquitetura, para produção

de vibrações nobres e que se não espedaçassem; as músicas executadas eram de

acordo com as Leis que regem a harmonia, a permitir uma psico-terapia

transcendental (e, em algumas Ordens, até os nossos dias); os maçons eram os

“pedreiros livres”. Observamos, pois: a - os que representavam os Templos

canônicos sofriam uma mudança radical em seu interior. Iam, naturalmente,

modificando o estado de consciência, de dentro para fora; viam o Mundo por

ângulos mais amplos, sofrendo uma transformação radical (através de uma

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psico-terapia ritualística); mudavam sua natureza íntima e aparência, com uma

espécie de repulsa de fazer determinadas coisas fora de sua vida estética;

aprimoravam o caráter (que, segundo JHS, é Alma); refinavam a sensibilidade; b

- todos Aqueles que, embora tenham trabalhado pelos Avataras em outras eras e

que NESTE e nesse Ciclo juntaram-se (num conjunto), pela Lei da afinidade.

Receberam conhecimentos superiores ao dos habitantes desta Quarta Cadeia

(na face da Terra). Se aproveitaram perfeitamente o ensinado deveriam estar

aptos à comunicação (aos homens vulgares), de uma nova filosofia, uma

Sabedoria para a frente e relativa a outros planos, a outros Sistemas mais

elevados; c - se estamos no nível que JHS nos deu através das Revelações e

ensinamentos relativos aos ciclos futuros; d - nós, os discípulos de JHS não

podemos ser meros copistas; temos a necessidade de criar, transmitir as

mensagens do futuro. Logo não podemos usar da mentalidade do passado; não

podemos dormir em travesseiros de tradições já deturpadas; e - a finalidade da

Guarda do Santo Graal é criar uma nova ritualística ligada à Ciência e à Arte,

afim de manter o Deus interior nas criaturas humanas; f - traduzir as mensagens

de JHS, embora sendo de um futuro bem distante, para o momento presente; g -

os que mantém o reconhecimento do AVATARA estão em harmonia com a Lei;

por conseguinte, foram julgados bons para o novo ciclo; h - todas as citações

destes itens obedecem à Lei da Relatividade das Coisas, numa escala maior ou

menor são Vigilantes Silenciosos para os que estão mais atrasados na marcha da

evolução. É de observar-se, segundo os conhecimentos de JHS, que os

habitantes do Mundo dos Jinas estão à frente dos habitantes da face da Terra

(Quarta Raça-Mãe) afetivo-emocional em ação, dominante; os duatinos estão à

frente dos Jinas; os Agarthinos à frente dos duatinos; os de Shamballah à frente

de todos. Eis, portanto, vários tipos de Vigilantes Silenciosos. O importante

dessa missão está em não permitir que deturpem; que estraguem o acervo das

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futuras civilizações, dos futuros ciclos, dos futuros Avataras. De modo que os

discípulos devem ser vigilantes dos sentidos, mantendo-se em silêncio. Devemos

falar pouco e pensar muito...

GLÓRIA AOS VIGILANTES SILENCIOSOS!

FIM DA SÉRIE -IS-

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