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Você conhece todos os benefícios de

treinar Jiu-Jitsu também sem o kimono?


26/08/2015 | Escrito por: Redação Graciemag

Professor Raul Faconti e colegas de treinos, numa sessão Jiu-Jitsu sem kimono. Foto:
Divulgação

O treinamento de Jiu-Jitsu, como o sagaz leitor de GRACIEMAG já deve ter percebido,


apresenta variáveis peculiaridades. Agora, quando se mistura o treino de Jiu-Jitsu com e
sem kimono, as técnicas parece que se entrelaçam, dando bons frutos.

É o que percebeu nosso GMI Raul Faconti, de Santos, SP, que nos enviou uma série de
ensinamentos e listou os benefícios de, vez por outra, deixar o paletó no vestiário na
academia de Jiu-Jitsu.

Segundo o professor Raul, a concatenação das duas modalidades (o Jiu-Jitsu


propriamente dito e o estilo hoje conhecido no mundo como “no gi”) injeta no atleta ou
praticante mais perspicácia, habilidades múltiplas e audácia.

Confira os diversos atributos que você pode ganhar como lutador, ao treinar sem
kimono, na aula de Raul:

1. Velocidade: “Treinar sem pano faz com que o praticante/atleta seja obrigado a
desenvolver um rápido raciocínio cognitivo (executar sem hesitar). Os movimentos sem
kimono são ainda mais explosivos, requerendo uma maior habilidade motora para seu
êxito.”

2. Condicionamento físico: “Uma vez que a luta se torna menos travada, mais
escorregadia e assim mais movimentada, isso cria uma alta demanda do sistema
cardiovascular. O praticante, então, ganha também uma boa capacidade aeróbia. Quer
verificar se você anda com uma boa capacidade física? Observe se, nos momentos finais
da luta, você parece não sentir o cansaço ou se está exaurido.”

3. Aumento do arsenal de posições: “No Jiu-Jitsu, tudo acontece de modo rápido


demais. O atleta evolui quando se torna capaz de ligar uma posição com a outra. No
jogo sem kimono, o praticante melhora muito nesse quesito já que é difícil estabilizar a
posição, pelo fator da força, da falta da pegada etc.”

4. Força: “É outra qualidade que se adquire treinando sem o paletó, já que em diversos
momentos da luta você será obrigado a empurrar ou abraçar o oponente, para se livrar
ou segurar alguma posição. O praticante/atleta acaba por trabalhar com uma variedade
de estímulos. Em face disso, é preciso fazer uma maior força isométrica, dinâmica,
máxima e explosiva. O Jiu-Jitsu normalmente já oferece uma multiplicidade de ações –
raspar, projetar, dominar e submeter. Sem o kimono, a oferta de posições e a mudança
de situações torna-se ainda maior.”

O professor na academia Faconti Extreme: nosso GMI em Santos.

5. Poder de finalização: “No jogo sem kimono, finalizar pode se tornar ainda mais
complicado, já que o grau de domínio do adversário para finalizar vai precisar ser
maior. Sem a lapela e com o fator suor, o praticante/atleta não vai mais conseguir
finalizar ‘de qualquer jeito’, e vai aumentar o apuro técnico. Além de conseguir o
melhor domínio de adversário, pois sem esse controle ele dificilmente vai ser capaz de
finalizar.”
6. Defesa pessoal: “Em algum momento da vida, talvez sejamos obrigados a nos
defender. E você não sabe se vai estar num casamento ou na praia. A prática do Jiu-Jitsu
sem kimono nos deixará ainda mais seguros para qualquer situação corpo a corpo.”

7. Equilíbrio: “Por obra da troca constante de posições, as inversões e raspagens


acontecem o tempo todo. Na maioria das vezes, o atleta/praticante tem um ou dois
apoios no chão. E tem de se equilibrar o tempo todo para não ser raspado, ou quedado.
Isso faz com que ele desenvolva um equilíbrio fenomenal.”