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Nota: 25

POPPER, Karl R. Conjecturas e Refutações. Brasília; : Editora da UnB. 1980 Formatted: Font: Italic

Discente: Demétrius Roberto de Oliveira Estevam

O texto “Conjunturas e Refutações” (O Progresso do Conhecimento Científico),


de autoria de Karl R. Popper busca apresentar aos leitores as diversas vertentes
relacionadas ao modo de classificação de uma teoria como científica ou não.
Salientando como essencial a separação entre ciência e pseudociência, o autor
estabelece críticas aos critérios e métodos de análises inseridas no mundo científico,
tendo em vista que o método empírico era insuficiente para realizar tal distinção.

Logo de início, o autor contextualiza as divergências presentes entre a ciência e


a pseudociência, demonstrando grande seriedade a teoria gravitacional de Einstein, em
que acredita que o conhecimento adquirido por meio desta teoria, teria sido de grande
valia ao seu desenvolvimento intelectual. Neste mesmo contexto, levando em
consideração as teorias psicológicas e sociológicas de Karl Marx (marxismo), a
psicanálise de Freud e a “psicologia individual” de Alfred Adler, Popper expõe de modo
subjetivo suas dúvidas em relação ao grau de cientificidade das teorias acima
apresentadas, empregando o termo “mitos primitivos” como fonte de explicação de tal
análise.

Em seguida, Popper começa a retratar a capacidade de explicação das teorias de


Marx, Freud e Adler (baseadas, quase sempre, no método da experimentação), na qual
acredita ter um grande poder de persuasão no âmbito social. Dessa forma, o autor busca
apresentar a supremacia das teorias, elencando, a partir das considerações apresentadas,
itens que explicassem a não refutação de algumas teorias:

 É fácil verificar quase todas as teorias.


 Toda teoria científica é arriscada.
 Quanto mais proibitiva, melhor uma teoria é.
 A irrefutabilidade não é uma qualidade.
 Os testes verdadeiros buscam refutar uma teoria.
Você notou que após os tópicos acima a formatação do trabalho mudou?
“O critério que define o status científico de uma teoria é a sua capacidade de ser
refutada ou testada” (p.5). Ao critério de refutabilidade, se adequava
perfeitamente a teoria da relatividade de Einstein. Popper cita a astrologia e diz
que existem inseridos em seus estudos “profecias e interpretações
suficientemente vagas” (p.5), tornando, dessa forma impossível a refutação
dessa teoria.
Em relação à teoria de Marx, o autor preconiza ser uma teoria que passou
por uma sequência de testes, porém foram refutadas. As teorias psicanalíticas de
Freud e Adler eram simplesmente não testáveis e irrefutáveis. Dessa forma,
Popper estabelece relação com todas as teorias apresentadas na obra resenhada.
De forma mais transparente, o autor diz que “quase todas as teorias
científicas se originam em mitos” (p.6). Em relação ao que foi mencionado,
Popper acredita que o fato de uma teoria não ser científica, não expressa modo
de aversão do seu valor, pois por meio da observação podem originar-se outros
modos de pensar.
Outro aspecto destacado pelo autor é a questão da distinção entre as
diversas formas de pensamento (sistemas de afirmações, ciências empíricas, etc).
A partir deste pensamento, Popper inicia uma série de críticas a respeito da
verificabilidade do caráter científico. Dessa forma, houve uma sequência de
modificações e substituições nos critérios científicos, como também diversas
interpretações relacionadas ao assunto.
Nesse sentido, a indução seria o grande fator de influência para o
problema da demarcação. Através de Hume, Popper estabeleceu relações e
buscava argumentos válidos que permitissem a explicação da prática de
afirmações derivadas da observação. Por ser uma teoria psicológica, essa
reformulação de Hume ainda parecia insatisfatória. Por meio da repetição
frequente, é que seria possível teorizar sobre os comportamentos regulares
(hábitos e costumes) estabelecidos pela teoria psicológica.
Em outra parte do texto, Popper relata sentir-se insatisfeito com a
Psicologia de Hume. O autor faz uma série de anotações com base em suas
ideologias enfatizando falhas em relação ao modo dos resultados da repetição,
hábitos, experiências e comportamentos, visto aos olhos de Hume. A ideia da
repetição baseada na “semelhança” é pouco crítico e impõe aos indivíduos uma
sequência de eventos padronizados e arbitrários. De maneira mais concisa, o
autor explana o problema de reconhecer ou interpretar situações diversas como
repetição de outra.
Logo após, Popper problematiza a seguinte questão: “como podemos
efetivamente alcançar o conhecimento de que dispomos, como um fato
psicológico, se a indução é um procedimento logicamente inválido e
racionalmente injustificável?” (p.13). Em seguida, Popper lista duas respostas
que seriam compatíveis com sua forma de pensamento: a) por meio do método
não indutivo as pessoas chegam ao conhecimento; b) por meio da repetição.
Neste mesmo contexto, o que se percebe, é que Popper discorda dessa
forma de pensamento de Hume e faz muitas considerações e conclusões a
respeito dos métodos puramente lógicos. O autor ainda expõe categoricamente
que “em vez de esperar passivamente que as repetições nos imponham suas
regularidades, procuramos de modo ativo impor regularidade ao mundo” (p.14).
Em seguida, Popper começa a argumentar sobre a capacidade das
observações, teorias e relações entre as ideias de conhecimento presentes na
sociedade.
O pensamento dogmático e a atitude crítica são formas de análise
propostas por Popper que tentassem exemplificar a maneira e a diversidade de
fenômenos na concepção popular. A distinção entre o pensamento crítico e
dogmático era estabelecida a partir de formas distintas de verificar as leis e
aplicá-las dentro do âmbito social.
Em outra parte do texto, o autor contextualiza toda a questão dos
métodos, tentativas, ajuda de lei e teorias explicativas relacionando-as as crenças
e aos diversos critérios apresentados na obra resenhada.
Por fim, a leitura de “Conjecturas e Refutações” (O progresso do
conhecimento científico) proporciona aos leitores uma maior compreensão
relacionada ao modo de classificação das teorias, permitindo, dessa forma, maior
entendimento e debate relacionado ao método característico presente nas
ciências. Além disso, o autor realizou diversas relações baseado em algumas
teorias, nas quais foi possível compreender diferenças e semelhanças entre
ciência e pseudociência.

Bom trabalho