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66 Práticas rítmicas com o método Kodály - Conteúdo

Introdução

Trabalhando com Kodály nesta unidade

Princípios rítmicos segundo Choksy et alii

Solfejo por silabação rítmica

Exercícios de silabação rítmica

Kodály, Villa-Lobos e Gazzi de Sá: canto, solfejo e silabação

Musicalização

Material elaborado para o Curso de Licenciatura em Música da UFRGS e Universidades Parceiras, do Programa Pró-Licenciaturas II da CAPES.
Produzido pela equipe do CAEF. Porto Alegre, 2010
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66 Práticas rítmicas com o método Kodály - Conteúdo
Introdução

Dando continuidade aos nossos estudos sobre os procedimentos de educadores musicais dos
chamados Métodos Ativos em Educação Musical, nesta unidade utilizaremos princípios do método
desenvolvido por Zóltan Kodály para o estudo do ritmo musical.

A exemplo da unidade sobre Carl Orff (Unidade 64), esta unidade traz diversos materiais
auxiliares, distribuídos ao longo do Conteúdo, e também sites específicos indicados no Material de
Apoio. Aproveite ao máximo e explore todos os links e materiais disponibilizados, pois lhe
permitirão construir uma ideia mais concreta sobre o método do que a simples leitura do texto
possibilitaria.

Além de lhe estimular a refletir sobre como desenvolver atividades com determinados conteúdos,
nossas unidades sempre propõem o aprendizado de conteúdos essenciais a sua formação
musical. Por isso, realize também as Atividades, individual e coletivamente. Elas estão
direcionadas a conteúdos específicos e fazem parte do seu desenvolvimento musical contínuo!

Por fim, conte sempre com nossa equipe. E, como sempre, divirta-se!

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Trabalhando com Kodály nesta unidade

Para possibilitar um melhor trabalho nesta unidade, acesse este resumo sobre o método Kodály e
conheça alguns detalhes que serão importantes para nós.

Vimos nesse resumo que as principais ferramentas do método Kodály são a silabação rítmica, a
manossolfa (veja um exemplo neste vídeo) e o solfejo por dó móvel ou tônica dó (veja um
exemplo neste vídeo).

Utilizaremos essas ferramentas em nossas atividades, a fim de conhecê-las melhor e também de


aproveitá-las como recurso para o desenvolvimento de nossas próprias habilidades musicais.

Apesar de o ensino de ritmo e melodia serem integrados no método Kodály, dividiremos essas
experiências em duas unidades, para fins de sistematização. Nesta unidade de estudos,
aproveitaremos a sistemática desenvolvida por Kodály para o desenvolvimento da percepção,
leitura e notação rítmica, além da revisão de alguns conteúdos importantes.

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Princípios rítmicos segundo Choksy et alii

A abordagem rítmica no método Kodály leva em consideração alguns princípios bem definidos e
gerais da compreensão geral do ritmo:

1. O movimento da música é dado por uma pulsação constante.


2. Alguns pulsos têm um apoio maior que outros (gerando os compassos).
3. Grupos de pulsos, delimitados pela hierarquia da acentuação de pulsos, determinam a métrica.
4. Todo ritmo musical parte de grupos de dois ou três pulsos, ou de combinações de dois ou três.
5. A partir do pulso e da pulsação, as durações são organizadas em sons ou silêncios mais
longos ou mais curtos, o que define o ritmo (ou a rítmica).
6. Pode haver apenas um som por pulso, dois ou mais sons por pulso.
7. Alguns sons podem durar mais do que um pulso.
8. Os sons podem ser arranjados com durações iguais ou desiguais dentro de um pulso.
9. Sons mais longos e mais curtos devem ser agrupados em padrões (células rítmicas). Isso
também vale para os silêncios.

Para compreender melhor, veja neste link as formas de representação gráfica desses princípios,
conforme demonstrado por CHOKSY et alii (1986).

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Solfejo por silabação rítmica

O procedimento de silabação rítmica é uma prática adotada por diversos educadores musicais,
mas, segundo CHOKSY et al (1986, p. 75), foi adaptado de um modelo desenvolvido no século
XIX por Jacques Chevé e ainda é usado em conservatóriso franceses atualmente. Consiste em
atribuir a determinadas células rítmicas um conjunto de sílabas que busca facilitar a vocalização
dos ritmos.

Devido a diferenças de pronúncia típicas de cada idioma, as sílabas utilizadas para os padrões
rítmicos também são diferentes de um país para outro, havendo necessidade de adaptação.

O início da alfabetização rítmica acontece com a silabação rítmica, até que os alunos consigam
relacionar os sons às figuras. Somente depois que o estudante consegue cantar o ritmo e
conhecer as relações entre as figuras é que ele aprende os nomes ortodoxos das figuras rítmicas
(semibreve, mínima, semínima, etc).

Veja neste link alguns exemplos de células rítmicas com as respectivas sílabas adaptadas para
uso na América do Norte (CHOKSY et al, 1986, p. 75).

No site do Instituto de Educação Musical da Austrália, você pode ver também a silabação rítmica
aplicada a células organizadas por células de um tempo, células de dois tempos e células de
tempo composto.

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Exercícios de silabação rítmica

No Material de Apoio você encontrará uma coleção de exercícios e solfejos rítmicos para praticar
a percepção a partir dos procedimentos de silabação rítmica.

Nesse material, há uma introdução sobre elementos do ritmo que já exploramos ao longo de
unidades passadas em Musicalização, e que estão descritos nos textos do campo Síntese do site
Musicalização de Professores.

As Atividades desta unidade de estudos compreendem primordialmente a realização desses


exercícios individual e coletivamente, visando a assimilação de padrões rítmicos por meio da
leitura.

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Kodály, Villa-Lobos e Gazzi de Sá: canto, solfejo e silabação

No Brasil encontramos o trabalho de educação musical de Heitor Villa-Lobos, que possui muitas
afinidades com o trabalho desenvolvido por Zoltán Kodály na Hungria.

Ambos estavam comprometidos com o ensino de música na escola, com o resgate e a


preservação do folclore e da identidade musical nacionais, e concretizavam esses compromissos
por meio do canto coletivo e da seleção de repertório com raízes nacionais.

A alfabetização musical por meio do solfejo é um aspecto comum às abordagens de Kodály, Villa-
Lobos e Gazzi de Sá, embora as atividades presentes nas metodologias desses educadores
musicais não tenham sido inventadas por eles. Gazzi de Sá, por exemplo, adaptou um sistema de
silabação rítmica a sua abordagem pedagógica.

Foi através da pesquisa de técnicas utilizadas por vários educadores que esses educadores
organizaram em um conjunto coerente as técnicas presentes em sua metodologia.

Assim também nós, professores de música em constante formação, devemos sempre buscar
novos recursos para atender a diferentes modos de aprendizagem, escolhendo as abordagens e
técnicas que melhor satisfazem a cada conhecimento.

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