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Concepção de Carl Rogers sobre aprendizagem

INTRODUÇÃO
Estudar a teoria de Rogers é muito importante para o educador, pois
este perceberá, através dela, que há um grande trajeto a ser percorrido por
todos. Um caminho repleto de esperança, conquistas, respeito, desafios,
ousadia e, principalmente, muito trabalho.
Sua teoria convida a todos a refletir sobre as mudanças necessárias e
que devem ser buscadas, tanto dentro como fora da sala de aula. Ela aponta
para uma profunda mudança no relacionamento entre professor e aluno,
relacionamento esse capaz de provocar transformações intensas, tanto no
comportamento de ambos como na busca dos saberes.
Suas observações são instigantes e levam o professor a repensar a
educação que é imposta atualmente (de cima para baixo, de acordo com o
próximo plano político). Apesar de toda intransigência do sistema
educacional, essa teoria pode, sim, ser implementada dentro da sala de
aula.
Os relatos das escolas que adotaram esta teoria vêem para
comprovar a sua importância para o futuro da educação. Escolas que
romperam com a escola tradicional, enfrentaram as incertezas e ousaram,
apesar do medo, construir a escola do futuro.

I – CARL ROGER E SUA TRAJETÓRIA DE VIDA

Carl Rogers nasceu em 1902 em Chicago e aos 17 anos ingressou no


campus de agronomia na Universidade de Wisconsin. Desistiu desse curso
e matriculou-se no curso de história.
Ao findar o curso de licenciatura em história, matricula-se no
Seminário da União Teológica em Nova Iorque. Após um ano no curso
começa a freqüentar algumas aulas de psicologia na universidade.
Encantado pelo curso de psicologia, abandona a teologia e transfere-se
para a Teachers College da Universidade de Columbia para freqüentar o
curso de psicologia e psicopedagogia.
Rogers começar a trabalhar como psicólogo no Instituto de
Aconselhamento Infantil. Nesta época teve que lutar para não ter seu
salário reduzido pela metade, visto que os psiquiatras não admitiam um
psicólogo ganhar igual a eles.
Adquire seu doutorado em 1928 no Theachers College.
É convidado a ser professor pela Universidade de Ohio após ter
publicado, em 1938, seu primeiro livro, sobre Tratamento Clínico da
Criança Problema.
Passa a assumir a cadeira de psicologia na Universidade de Chicago
e cria um novo Centro de Aconselhamento. Em 1946 é eleito presidente da
Associação Americana de Psicologia, aclamando, assim, o seu
reconhecimento como profissional.
Rogers assume o departamento da Ciências da Educação em 1957,
na universidade de Wisconsin. Em 1971 dirige sua atenção especialmente
para a Educação, com a proposta da pedagogia centrada no aluno. Faleceu
em 1987.
As idéias de Rogers sobre a educação são de fácil compreensão, já
que suas observações são frutos de uma vivência – dentro de seu próprio
consultório – entre terapeuta e paciente. Rogers desenvolveu uma teoria
aplicável em qualquer tipo de relacionamento, seja entre professor e aluno,
seja entre pais e filhos, amigos ou mesmo na vida profissional.
Ao olhar uma pessoa como um todo a ser considerado, ele quebra o
paradigma do relacionamento formal e cria um relacionamento
interpessoal, transportando para a educação esta convivência em busca de
uma aprendizagem significativa e qualitativa.
Como terapeuta suas idéias foram revolucionárias. Entretanto, não
demorou muito para encontrar resistências entre os profissionais da
mesma área. Rogers começa a ser criticado ao olhar para a pessoa em seu
consultório não mais como um paciente doente a ser curado, e sim como
um cliente apto a aprender a conviver, independente de suas limitações.
No campo da psicanálise ele desenvolveu a idéia da terapia centrada
na pessoa. No campo da educação, aplicando as experiências do
consultório, trabalhou a aprendizagem centrada na pessoa.
Da mesma forma que dentro da psicanálise, no princípio, foi difícil
entender a teoria rogeriana, na área da educação não foi diferente, ou seja,
há resistência até hoje – vindo não só por parte do professor, mas também
do aluno.
Rogers passa a trabalhar com as pessoas de forma diferenciada dos
outros psicólogos e a combater várias tendências da ciência
comportamental já em desenvolvimento em sua época. Também passa a
questionar vários cientistas renomados e conscientizar outros do perigo
dessa ciência.
Rogers considera a ciência comportamental uma forma de
manipulação da mente do ser humano, desrespeitando a liberdade de cada
um, ignorando assim os sentimentos, desejos e aspirações. Alerta, também,
para o perigo dessa ciência nas mãos dos detentores do poder, pois podem
usá-la para conduzir o ser humano.
A Ciência Comportamental desconsidera a natureza do homem em
poder fazer suas próprias escolhas e se responsabilizar por elas, impondo
sobre o indivíduo a vontade de poucos. Ela tira do homem a
espontaneidade, a liberdade de ser o que quer ser, de traçar a sua trajetória
de vida e ser responsável por ela – primorosos valores que ninguém gosta
de perder, muito menos de ser manipulado de acordo com os interesses
alheios.
Rogers defende a idéia de mudança de comportamento através da
aprendizagem significativa, pois sua experiência no consultório como
terapeuta lhe mostra que um aprendizado centrado no cliente é perene
(provoca a transformação interna do homem). ROGERS (1997) entende
que:”Por aprendizagem significativa entendo aquela que provoca uma
modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação da
ação futura que escolhe ou nas suas atitudes e na sua personalidade”.
Na psicoterapia a aprendizagem acontece com a vivência, com as
experiências do dia a dia. Ao deparar com os problemas do cotidiano, o
indivíduo conscientiza-se da necessidade de adaptação a sua nova
realidade e a seus conflitos. Essa é transformadora, pois exige da pessoa
uma mudança de atitude ao solucioná-lo.
Neste tipo de terapia o relacionamento entre cliente e terapeuta tem
que ser transparente e real. Caso seja um relacionamento de fachada, o
cliente não confiará no profissional à sua frente, e conseqüentemente, não
haverá uma aprendizagem consciente definitiva e transformadora.

II - A APRENDIZAGEM CENTRADA NA PESSOA

Dessa mesma forma deve acontecer, também, na educação. Um


relacionamento interpessoal, afetuoso e de interesse de ambos, professor e
aluno, juntos, caminhando para o aprendizado significativo. Um
aprendendo com o outro, todos os dias. Essa humildade por parte do
professor o levará a um relacionamento autêntico e transparente com o
educando. A autenticidade será a principal ferramenta do educador que
conduzirá o aluno à aprendizagem significava.
Rogers combate a aprendizagem do tipo “tarefas”, que só utiliza as
operações mentais, não considerando o indivíduo como um todo. Esse tipo
de aprendizado é esquecido com o tempo, pois não tem relevância com os
sentimentos, as emoções e sensações do educando, e não provoca uma
curiosidade que leve o indivíduo a aprofundar mais e mais.
Para Rogers, ensinar é mais que transmitir conhecimento – é
despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É
desafiar a pessoa a confiar em si mesmo e dar um novo passo em busca de
mais. É educar para a vida e para novos relacionamentos.
A sobrevivência é um estímulo ao aprendizado, desde que o
conhecimento transmitido seja imutável. Quando uma pessoa vive em um
ambiente hostil e nesse existem novas situações constantemente, do que
adianta o conhecimento transmitido por seus ancestrais? Ainda mais hoje,
no mundo globalizado, tudo se transforma muito rápido, inclusive o
conhecimento científico. Nada é garantido, nem mesmo o conhecimento de
hoje. O que se sabe profundamente hoje poderá, daqui a dez anos, ser
considerado errado.
Uma pessoa instruída é capaz de se adaptar às mudanças que
ocorrem durante a sua vida (a aprendizagem é contínua). A vida é um
processo de mudança – tudo ao seu redor é questionável e tudo se mistura.
Por isso, não existe aquele que sabe e aquele que ensina, todos sabem
alguma coisa e todos aprendem alguma coisa com alguém. É nesse contexto
que Rogers vai expor a sua teoria.
O professor passa a ser considerado um facilitador da aprendizagem,
não mais aquele que transmite conhecimento, e sim aquele que auxilia os
educandos a aprender a viver como indivíduos em processo de
transformação. O educando é instado a buscar o seu próprio conhecimento,
consciente de sua constante transformação.
O facilitador se reconhece como um material de apoio humano para
o educando. Enquanto um bom professor é um estrategista da educação,
ele usa o seu tempo planejando o currículo escolar, suas aulas e o faz muito
bem. O facilitador, por sua vez, cria condições de interação pessoal com os
educandos, prepara o ambiente psicologicamente favorável para recebê-los,
proporciona aos alunos material de pesquisa, instiga a curiosidade que é
inerente ao ser humano para promover a aprendizagem significativa. O que
um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento,
para tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo.
Rogers considera o indivíduo como um todo: mente e corpo,
sentimento e intelecto são partes integrantes do mesmo ser e são
inseparáveis. Na educação moderna só está sendo valorizada a parte
intelectual, como se o conhecimento cognitivo pudesse ser separado das
vivências do ser humano. Um indivíduo que apresenta problemas
emocionais não consegue reter um bom aprendizado, por isso é necessário
considerar que a atmosfera psicológica é fundamental para o processo de
aprendizagem.
Para conseguir um bom resultado como facilitador é preciso ter ou
desenvolver algumas qualificações. A mais importante de todas é a
autenticidade, qualidade que conquista o respeito dos educandos. Nesse
caso o facilitador precisa aprender primeiramente a ser autêntico consigo
mesmo e, só depois, expor aos alunos seus limites, suas dificuldades. É
necessário deixar cair a máscara do educador bonzinho, compreensivo,
tolerante; ser verdadeiro sem transferir suas próprias frustrações para os
alunos. É preciso se mostrar pessoa como eles também são: com defeitos e
qualidades, sentimentos e desejos, alegrias e tristezas. Um ser real e
comum com sua própria história de vida. Essa transparência conquista a
confiança e o respeito dos educandos.
A segunda qualificação é o apreço, a aceitação e confiança. Isto
significa ter carinho pelo estudante, por tudo que ele representa;
considerar suas ações e reações, e aceitá-los como pessoas reais como você.
O facilitador confia neste ser em transformação, que possui qualidades e
defeitos, em busca de satisfazer suas aspirações desejos e ansiedades, como
qualquer ser humano.
A terceira qualificação é a compreensão empática, que ocorre
quando o facilitador deixa o julgamento de lado e compreende o educando,
tornando a aprendizagem significativa. Quem possui esta habilidade não
classifica o aluno, antes, integra-o ao grupo. Possui a capacidade de olhar o
outro de seu ponto de vista e isso será de extrema importância para a
aprendizagem. Se colocar na posição do outro, olhar através do ponto de
vista do estudante, são fatores fundamentais para a aproximação do
facilitador e do aluno.
É, portanto, fundamental que um facilitador confie no ser humano,
em suas potencialidades e capacidades da escolha do caminho traçado para
sua própria aprendizagem. A pessoa que não confia no outro ser humano,
não pode tornar-se um facilitador. É mister aceitar os questionamentos, os
caminhos errôneos, as propostas diferentes das planejadas. Todos os
alunos são dignos de confiança, todos são importantes, e devem ser
respeitados independente do contexto e de sua realidade.
O facilitador arrisca a viver na incerteza dos relacionamentos
pessoais, permitindo que a sala de aula tenha vida e liberdade de
expressão, sem saber o que este relacionamento interpessoal pode gerar
dentro e fora da sala de aula. Agindo assim, destemidamente, ele torna a
aprendizagem parte da vida de seus educandos.
O professor que ajuda o aluno a pensar por si próprio (auxiliando-o
com autenticidade, confiando em sua habilidade) e, com carinho,
conduzindo-o ao caminho da participação e independência é, realmente,
um bom facilitador da aprendizagem.
Olhar a disciplina com o olhar do aluno – (não com o olhar de cima e
dos planejamentos curriculares e pré-determinados, e sim do ponto de
vista do aluno) o estimula a procurar os recursos para que possa trabalhar
esta disciplina sem prejuízo ao currículo escolar. O facilitador disponibiliza
recursos que agucem a curiosidade dos alunos em buscar e aprofundar seus
conhecimentos. O ser humano já nasce com uma tendência realizadora e o
que tem que ser explorado ou restaurado nos alunos é essa tendência que
lhe é tirada, cada dia um pouco, dentro do ensino tradicional.
O aluno não tem que se preocupar em ser avaliado pelo professor,
pois faz parte do processo de aprendizagem a auto-avaliação responsável.
Lembramos que, na aprendizagem centrada na pessoa, o aluno torna-se
gestor de seu próprio processo de busca do conhecimento. Ele aprende
também a estabelecer critérios, a determinar os objetivos a serem
alcançados e verifica se foram alcançados. Dentro desse critério é que se
embasa a auto-avaliação do aluno e a avaliação do professor.
Toda criança tem, por natureza, a necessidade de ensinar o que
aprendeu. Neste tipo de aprendizagem e de busca de novos conhecimentos,
o aluno é também responsável pelo desenvolvimento de outros colegas.
Dessa forma, elas também aprendem a desenvolver um relacionamento
interpessoal com os colegas e com a família.
Quanto ao erro cometido pelo aluno durante o processo de
aprendizado, ele será orientado pelo facilitador a reencontrar o caminho
certo, sem ser diminuído, julgado ou menosprezado por todos. Uma vez
que o educando sente-se seguro e confiante em um relacionamento
respeitoso e sincero dentro da sala de aula, ele não teme falar de suas
experiências e vivências fora da sala de aula.
Faz parte da vida de um facilitador nutrir a curiosidade e as
perguntas de seus alunos, permitindo aos alunos brilhantes e criativos
desenvolverem seus interesses e expor suas idéias, mesmo quando estas
pareçam sem sentido. A nutrição dessas idéias pode levar a grandes
experimentos.ROGERS (1986: 150) explica:
“Em grande parte, com todas as crianças, mas,
excepcionalmente, com crianças brilhantes, não é necessário ensiná-
las, mas elas precisam de recursos que possam alimentar seus
interesses. Para fornecer essas oportunidades, é preciso muita
imaginação, reflexão e trabalho.”
Uma das formas de criar a responsabilidade sobre seu próprio
aprendizado é estabelecer contrato estudantil independente ou grupal, no
qual as regras são feitas junto com o aluno. No contrato, estarão pré-
estabelecidas as regras a serem cumpridas por ambos. Dessa forma, os
estudantes tornam-se seguros e responsáveis. Ao fim do contrato, que será
avaliado por ambos, o educando prestará contas ao facilitador sobre tudo
que aprendeu e pesquisou.
A aprendizagem centrada na pessoa é revolucionária e
transformadora por aproveitar o desejo natural de todo estudante de
participar e interferir em seu próprio processo.

III – CONSIDERAÇÕES FINAIS


Hoje existem várias teorias que desenvolvem a aprendizagem por
meio da valorização da pessoa, e a teoria de Rogers inspirou muitas escolas
a ousarem e colocarem essas teorias democráticas em prática. As escolas
que apostaram nessas teorias enfrentam problemas, mas não se intimidam
diante deles. Pelo contrário, todos juntos aprendem, um com o outro, a se
fortalecer e solucionar as dificuldades encontradas pelo caminho.
É primordial aceitar que o ser humano não é estático, mas um ser
em constante mudança. E assim sempre será qualquer lugar onde houver
um ser humano. Todavia, para ousar transformar uma sala de aula, ou
uma escola, o educador precisa aceitar a si próprio e ao educando em um
processo de transformação vital. Neste processo de respeito e amor ao
próximo, pode-se pensar em uma escola melhor.

IV – RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA LUMIAR

Na escola Lumiar as paredes do salão principal não tem reboco e os


tijolos estão aparentes (não são tijolinhos bonitinhos aparentes e sim
tijolos de construção). Com esta atitude e transparência a expressão de
“inacabado” de Paulo Freire ficou bem clara, na qual há algo a ser feito.
Nada no ser humano está concluído. Para FREIRE (2005: 50), “Na
verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da
experiência vital. Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre mulheres e
homens o inacabamento se tornou consciente.”
Nessa escola o educador não é aquele que apenas transmite
conhecimento às crianças. Ele é, também, o tutor (1) delas. Cada educador é
responsável por doze crianças que se movimentam e tem acesso a qualquer
dependência da escola. Enquanto nas escolas tradicionais a criança faz
parte da escola, na Lumiar o papel se inverte. A escola faz parte da vida das
crianças; lá, as crianças sentem-se felizes.
A Lumiar, por ser uma escola democrática, prepara os educandos a
exercerem a democracia na prática, pois são em assembléias semanais que
eles determinam as regras de convivência, fazem suas reivindicações e
solucionam os problemas do cotidiano. Nessa assembléia, todos podem
falar, exercer o direito ao voto, e respeitam a decisão da maioria. Definem
também as punições para os que virem a desrespeitar as regras de
convivência.
Para definir a pauta da próxima assembléia é colocada no mural do
salão principal, três dias antes, uma cartolina na qual os alunos têm a
liberdade de escrever o que eles querem discutir e votar.
O plano pedagógico da escola é definido de acordo com o PCN. O
que o diferencia das outras escolas é a forma de executá-lo. Por exemplo:
toda escola tem o direito à autonomia de gestão; a Lumiar exerceu este
direito rompendo com o sistema de ciclos sugerido pelo PCN, adotando o
sistema de grupos de pesquisa por meio de projetos.
Todo conteúdo a ser ministrado aos educandos será executado por
projetos, que tem a duração de três meses. Os projetos são
interdisciplinares e elaborados por mestres que tenham, naquele ofício
uma grande paixão. E com esta mesma paixão ele instiga os educandos, o
que favorecerá a sua aprendizagem. Esses projetos são feitos para respeitar
a ritmo de cada educando, já que os grupos não são definidos por faixa
etária e sim por grupo de afinidade.
O aluno não é obrigado a participar dos projetos. Ele será
despertado para a importância de cada projeto em sua vida estudantil, mas
nunca obrigado a freqüentá-lo. A escolha não vem dos pais, nem dos
professores e sim dele mesmo. Mas ao escolhê-lo ele terá que seguir regras
pré-definidas. Terão direitos e obrigações a serem cumpridos. Dessa
forma, eles estão sendo preparados para assumirem responsabilidades.
Os alunos podem transitar por toda escolha e usar suas
dependências quando quiserem. Em alguns espaços, devem seguir algumas
regras que facilitam a convivência. Um bom exemplo dessas regras são os
laboratórios de informática e ciências. Ambos são pequenos, porém bem
compartilhados. Esse é o objetivo: compartilhar e respeitar o direito do
outro!
A avaliação do mestre e a auto-avaliação é feita durante o processo
de aprendizagem, observando se os objetivos de ambos foram ou não
alcançados .
A cada dois meses é realizada uma assembléia com todos os que
colaboram para o desenvolvimento da escola: funcionários, educadores,
mestres, parceiros e pais dos educandos. O objetivo desta reunião é que
todos possam interferir no processo de gestão.
A Lumiar e a Escola da Ponte são escolas democráticas, que preparam
as crianças para a vida pessoal e profissional. As crianças são ensinadas: o
respeito mútuo, a paciência e o compartilhar das vidas. Essas crianças
sentem-se capazes de tomar decisões importantes em suas vidas e aprendem
a ser responsável por essas decisões, dando certo ou não.

VI – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALVES, Rubem. “A alegria de ensinar”. Campinas, SP: Papirus, 2000.


___________. “A escola com que sempre sonhei sem imaginar que
pudesse existir.” CAMPINAS, SP: Papirus, 2000.
FREIRE, Paulo. “Pedagogia da autonomuia: saberes necessários à
prática educativa”. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
HOUASISS, Antônio. “Dicionário Houasiss da Língua Portuguesa”. Rio
de Janeiro: Objetiva, 2001.
Revista Plural: v.4, n.2 (dezembro 2002). São Paulo: Editora São Judas
Tadeu, 2002.
ROGERS, Calrs R. “Liberdade de aprender em nossa década”. Porto
Alegre: Artes Médicas, 1985.
_____________. “Tornar-se pessoa”. Trad. Manuel J. C. Ferreira, 5
ed. São Paulo: Martins Fontes,1997.
http://www.usc.br/assecom/not_771_pacheco.htm . PACHECO, José
06/08/2004.
http://revistacrescer.globo.com/crescer/ . PACHECO, José
10/08/2004