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Reconstrução da Distribuição da Densidade de Potência

Heterogênea Pino a Pino Usando o Método dos


Pseudo-Harmônicos

Danielle Gonçalves Teixeira

Programa de Engenharia Nuclear

18 de dezembro de 2017

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 1 / 91


Defesa de Tese

Programa de Engenharia Nuclear


Reconstrução da Distribuição da Densidade de Potência Pino a Pino Usando o Método
dos Pseudo-Harmônicos

Danielle Gonçalves Teixeira


Orientador:
Prof. Fernando Carvalho da Silva

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 2 / 91


Sumário
1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
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Introdução

Motivação
A distribuição da densidade de potência heterogênea pino a pino é uma informação
relevante para a análise de parâmetros importantes a respeito do desempenho do
reator.
A partir dela, é possı́vel obter o pico de potência, o fator de ponto quente (hot
spot) e de fator de canal quente (hot channel).

Mas como podemos calcular a distribuição da densidade de potência heterogênea pino a


pino?

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Introdução

Método de Diferenças Finitas X Métodos Nodais

Método de diferenças finitas:


muitos pontos de malha,
elevado tempo computacional e um alto custo de armazenamento de dados,
distribuição heterogênea pino a pino.
Métodos nodais:
poucos pontos de malha - nodos de grandes dimensões - área da base do EC,
pouco tempo computacional e pequeno custo de armazenamento de dados,
valores médios,
cálculos realizados em grandes regiões e, em geral, com parâmetros nucleares
homogeneizados - leva à perda de informações.

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Introdução

Objetivo dos Métodos de Reconstrução


Obter uma distribuição da densidade heterogênea de potência pino a pino com alta
eficiência e reduzido tempo computacional, a partir de quantidade médias do cálculo
nodal de malha grossa.

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
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Objetivo da Tese

Tese
Elaborar um método de reconstrução da densidade de potência heterogênea pino a
pino usando o método dos pseudo-harmônicos (MPH) em EC homogêneo.

O PHRM baseia-se em obter a distribuição do fluxo homogêneo pino a pino, para


cada grupo de energia, por uma expansão em pseudo-harmônicos.

Os pseudo-harmônicos [15] são as autofunções associadas ao operador de fuga +


remoção da equação da difusão, para cada grupo de energia.

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
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Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

Introdução
A equação da difusão de nêutrons 2D e 2G foi discretizada pelo MDF com
esquema centrado na malha [14] no domı́nio do EC.

O PHRM utiliza os parâmetros nucleares uniformes dentro do EC e as quantidades


médias vindas do NEM.

O MDF foi usado para obter o operador auto-adjunto (fuga + remoção).

A matriz associada ao operador é simétrica e os autovetores (pseudo-harmônicos)


formam uma base para o espaço de interesse.

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Método de Expansão Nodal
Os cálculos globais de reator nuclear, fornecem,
o fator de multiplicação efetivo, kef f ,
o fluxo de nêutrons médios no nodo, φ̄ng ,
as correntes parciais médias nas faces do nodo, J¯gus
±n
,

Figura: Grandezas fornecidas pelo NEM para o nodo n


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Método de Expansão Nodal
Com estas grandezas é possı́vel obter:
Os fluxos de nêutrons heterogêneos médios nas faces do nodo:
n,het
ψ̄gus = 2(J¯gus
+
+ J¯gus

); u = x, y e s = e, d (1)
Os fluxos de nêutrons homogêneos médios nas faces do nodo:
n n,het n
ψ̄gus = ψ̄gus /fgus (2)
n
onde fgus são os fatores de descontinuidade nas faces para o nodo n.
As correntes lı́quidas médias nas faces do nodo:
J¯gus
n
= J¯gus
+n
− J¯gus
−n
; u = x, y e s = e, d (3)
A densidade de potência média no nodo:
2
X n
p̄n = ωΣf g φ̄ng (4)
g=1
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Método de Expansão Nodal

O NEM permite cálculos com malhas grossas, ou seja, os nodos têm as mesmas
dimensões de um EC, mas só fornece valores médios.
Portanto, necessita-se da distribuição da densidade de potência heterogênea pino a
pino.
Para obtê-la, dividimos o EC homogêneo (Fig. 1) em malhas da dimensão de uma
célula combustı́vel.
A equação de difusão de nêutrons 2D e 2G no domı́nio do EC é discretizada por
MDF.
A solução do sistema de equações resultante da discretização é o fluxo de nêutrons
homogêneo pino a pino e este é calculado usado o método dos pseudo-harmônicos.

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Discretização da Equação de Difusão de Nêutrons
A Fig. 2 mostra a malha na qual o EC (nodo n) foi dividido, tal que Aij = ajx aiy = a2cel
é a área da célula (i, j) e acel a dimensão da célula.

Figura: EC homogêneo dividido em malhas de mesmas dimensões da célula combustı́vel


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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

A equação da continuidade de nêutrons 2D e 2G, no domı́nio do nodo (Fig. 2) é


discretizada aplicando o operador média da seguinte forma:
Z xjd Z ydi Z xj Z ydi
1 X ∂
n n 1 d
Jgu (x, y)dydx + Σ̄Rg φng (x, y)dydx = (5)
Aij j
xe i
ye u=x,y ∂u A ij xej i
ye

2 Z xj Z ydi 2 Z xj Z ydi
χg X
n 1 d
n
X
n 1 d
νΣ f g0 φg0 (x, y)dydx + Σ̄sgg0 φng0 (x, y)dydx,
kef f 0
Aij xe yei
j
0
Aij xe yei
j
g =1 g =1,
0
g 6=g

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

Mas, por definição, temos que o fluxo médio da célula, φ̄i,j,n


g é
Z xjd Z ydi
1
φng (x, y)dydx ≡ φ̄i,j,n
g . (6)
Aij xje yei

E a corrente lı́quida nas faces da célula é


Z vdm
1
J¯gus ≡ m
i,j,n n
uks , v dv

Jgu (7)
av vem

x, então v = y, k = j, m = i,
tal que se u = , s = e, d.
y, então v = x, k = i, m = j,

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Assim a Eq. (5) torna-se

X 1 2 2
¯i,j,n ¯ χg X i,j,n
X
i,j,n n i,j,n n
Σ̄nsgg0 φ̄i,j,n

k
Jgud − Jgue + Σ̄Rg φ̄g = νΣ f g0 φ̄g0 + g0
. (8)
a
u=x,y u
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

E usando a Lei de Fick,


∂ n
n
Jgu (x, y) ≡ −D̄gn
φ (x, y), (9)
∂u g
e integrando a Eq (9) na seção transversal de uma determinada direção u, temos

d  1 Z vdm 
J¯gus
i,j,n
≡ −D̄gn φng (u, v) dv . (10)

m
du av vem k
u=us

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

Mas, por definição, o fluxo médio de nêutrons na seção transversal na direção u na


célula (i, j) é
Z vdm
i,j,n 1
ψ̄gu (u) ≡ m φn (u, v) dv. (11)
av vem g
Portanto, substituindo a Eq. (11) na Eq. (10) chegamos a

d
J¯gus
i,j,n
≡ −D̄gn ψ̄gu
i,j,n
(u) , (12)

du k
u=us

x, k = j,
onde u = , s = d, e.
y, k = i,

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
i,j,n
A Fig. 3 mostra a célula (i, j) onde ψ̄gus é o fluxo médio na face da célula,

Figura: Representação de uma célula (i, j) de um nodo n


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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

Segundo o método de diferenças finitas (MDF) [14], temos que


i,j,n
ψ̄gud − φ̄i,j,n
g
J¯gud
i,j,n
' −2D̄gn (13)
aku
e
φ̄i,j,n
g
i,j,n
− ψ̄gue
J¯gue
i,j,n
' −2D̄gn . (14)
aku
Além disso, nas faces das células que fazem fronteira com outras células, dentro do EC,
aplicamos as condições de continuidade de fluxo e de corrente, para determinar os fluxos
i,j,n
médios nas faces das células, ψ̄gus , em termos dos fluxos médios das células vizinhas.

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Já para as faces das células que estão voltadas para o contorno do EC, os fluxos médios
nestas faces são mantidos, conforme mostrado na Fig. 4.

Figura: Condições para o do cálculo de fluxo nas faces da célula


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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
A Fig. 5 representa as diferentes situações das células em um EC.

Figura: Esquema das posições das células no nodo

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

Da Fig. 5 vê-se que há 9 diferentes casos e, para cada um temos as equações de difusão
de nêutrons discretizadas (Eq. (15) a Eq. (23)) que se seguem:

Caso 1: i = 1 e j = 1,

 
− D̄gn φ̄ i,j+1,n
g − D̄ n i+1,j,n
φ̄
g g + 6D̄ n
g + Σ̄ n i,j,n
Rg φ̄g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
+ 2D̄gn ψ̄gxe
i,j,n i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gye . (15)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Caso 2: i = 1 e j = 2, .., N − 1,
 
− D̄gn φ̄i,j+1,n
g − D̄ n i,j−1,n
φ̄
g g − D̄ n i+1,j,n
φ̄
g g + 5D̄ n
g + Σ̄ n i,j,n
Rg φ̄g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
+ 2D̄gn ψ̄gye
i,j,n
. (16)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

Caso 3: i = 1 e j = N ,
 
− D̄gn φ̄i+1,j,n
g − D̄ n i,j−1,n
φ̄
g g + 6D̄g
n
+ Σ̄ n i,j,n
Rg φ̄g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g φ̄g0 +
0 Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g 0
i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gxd + 2D̄gn ψ̄gye
i,j,n
. (17)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g
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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Caso 4: i = 2, .., N − 1 e j = 1,
 aj 
y
− D̄gn φ̄ i,j+1,n
g − D̄ n i+1,j,n
φ̄
g g − D̄ n i−1,j,n
φ̄
g g + 5 D̄ n
+ Σ̄n i,j,n
Rg φ̄g =
aix g
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
+ 2D̄gn ψ̄gxe
i,j,n
. (18)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

Caso 5: i = 2, .., N − 1 e j = 2, .., N − 1,


− D̄gn φ̄ i,j+1,n
g − D̄gn φ̄ i,j−1,n
g − D̄gn φ̄ i+1,j,n
g − D̄gn φ̄ i−1,j,n
g
2 2
  χg X n i,j,n X n
+ 4D̄gn + Σ̄nRg φ̄i,j,n
g = νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
. (19)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Caso 6: i = 2, .., N − 1 e j = N ,
 
− D̄gn φ̄i−1,j,n
g − D̄ n i+1,j,n
φ̄
g g − D̄ n i,j−1,n
φ̄
g g + 5D̄g
n
+ Σ̄n i,j,n
Rg φ̄g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gxd . (20)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

Caso 7 : i = N e j = 1,
 
− D̄gn φ̄i−1,j,n
g − D̄gn φ̄i,j+1,n
g + 6D̄gn + Σ̄nRg φ̄i,j,n
g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g 0 + 2D̄gn ψ̄gxe
i,j,n i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gyd . (21)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
Caso 8 : i = N e j = 2, .., N − 1,
 
− D̄gn φ̄i,j+1,n
g − D̄ n i,j−1,n
φ̄
g g − D̄ n i−1,j,n
φ̄
g g + 5D̄ n
g + Σ̄ n i,j,n
Rg φ̄g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g0
i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gyd . (22)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

Caso 9: i = N e j = N ,
 
− D̄gn φ̄ i,j−1,n
g − D̄gn φ̄ i−1,j,n
g + 6D̄g + Σ̄Rg φ̄i,j,n
n n
g =
2 2
χg X n i,j,n X n
νΣf g0 φ̄g0 + Σ̄sgg0 φ̄i,j,n
g 0
i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gxd i,j,n
+ 2D̄gn ψ̄gyd . (23)
kef f 0 0
g =1 g =1,
0
g 6=g

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

Considerando todas as células para cada EC, as Eq. (15) a (23) são escritas na forma
matricial:

~ n = χ1 F n φ
 
B1n φ ~n + S n φ
~n + F n φ ~n s n
1 12 2 + ~ (24)
kef f 11 1 12 2 1

e
n ~n χ2  n ~ n n ~n

n ~n
B2 φ2 = F φ + F22 φ2 + S21 φ2 + ~s n2 , (25)
kef f 21 1
onde X X
n ~n
~s ng ≡ Dgus ψgus , para g = 1, 2. (26)
u=x,y s=e,d

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons

A matriz Bgn , associada ao termo de fuga + remoção é uma matriz pentadiagonal


de ordem N 2 .
n n 2
As matrizes Fgg 0 (fissão) e S 0 (espalhamento) são diagonais e de ordem N .
gg
Já o vetor de fluxo para cada nodo n e cada grupo g é
T
~ n = φ̄g1,1,n φ̄1,2,n
 1,N,n 2,1,n 2,N,n N,1,n N,N,n
φ g g . . . φ̄g φ̄g . . . φ̄g . . . φ̄g . . . φ̄ g ; (27)

O termo fonte, ~sng , é um vetor obtido operando os ψ̄gus


i,j,n
, que são as componentes do
~ n , com os dii = 2D̄n , que são os elementos da matriz diagonal Dn de ordem
vetor ψ gus g gus
2
N .

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Discretização da Equação da Difusão de Nêutrons
~ n que compõem o termo de fonte ~sn estão representados como se segue:
Os vetores ψgus g

T
~ n = ψ̄gxe
 1,1,n 2,1,n 3,1,n i,1,n N,1,n
ψ gxe 0 . . . 0 ψ̄gxe 0 . . . 0 ψ̄gxe 0 . . . 0 ψ̄gxe 0 . . . 0 ψ̄gxe 0 ... 0 ; (28)

h iT
~ n 1,N,n 2,N,n 3,N,n i,N,n N,N,n
ψgxd = 0 . . . 0 ψ̄gxd 0 . . . 0 ψ̄gxd 0 . . . 0 ψ̄gxd 0 . . . 0 ψ̄gxd 0 . . . 0 ψ̄gxd ; (29)

T
~n =
 1,1,n 1,N,n
ψgye ψ̄gye . . . ψ̄gye 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ; (30)

h iT
~n =
ψ 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... 0 ... N,1,n
0 ψ̄gyd ... N,N,
ψ̄gyd . (31)
gyd

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 31 / 91
Método dos Pseudo-Harmônicos

A matriz Bgn é simétrica e pentadiagonal.


Os pseudo-harmônicos (w
~ g,j ) são os autovetores da matriz associada.
Os autovetores e seus respectivos autovalores (λg,j ) são reais.

Além disso, as seguintes propriedades estão relacionadas:

satisfazem às mesmas condições de contorno (núcleo) que o fluxo de nêutrons;


não é necessário calcular os autovetores adjuntos;
não há degenerescência nos autovetores;
os autovetores são ortogonais entre si;
são calculados para cada grupo, independentemente.
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Uso do Método dos Pseudo-Harmônicos na Reconstrução
Considerando as Eq. (24) e (25) e χ1 = 1, χ2 = 0 e sem up − scattering:
! ! 
Fn Fn ~n
B1n − kef11f − kef12f

φ1 ~s n1
~n = . (32)
−S21n
B2n φ2
~s n2

onde o fluxo de nêutrons da Eq. (32), pelo MPH é


! M
" #
~n ~0
  
φ 1
X w
~ 1,j
~n = Cj,1 ~0 + Cj,2 , (33)
φ 2
w
~ 2,j
j=1

onde M = N 2 é o no total de células.


E os pseudo-harmônicos são os autovetores do problema de autovalor:
Bgn w
~ g,j = λg,j w
~ g,j ; g = 1, 2. (34)
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Uso do Método dos Pseudo-Harmônicos na Reconstrução
Substituindo a Eq. (33) na Eq. (32), e fazendo uso da Eq. (34), segue que

2M
X
αi~vi = ~s n , (35)
i=1

onde

 
n ~s1 n
~s = . (36)
~s2 n

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Uso do Método dos Pseudo-Harmônicos na Reconstrução
Além disso, 
Cj,1 ; para i = j
αi = (37)
Cj,2 ; para i = j + M
e
  
1 
 λ1,j I − kef f F11 w~ 1,j 


; para i = j






 −S2,1 w
~ 1,j
~vi =   , (38)

 1
 kef f F12 w
~ 2,j 


; para i = j + M




 λ2,j w
~ 2,j
para j = 1,..., M.
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Uso do Método dos Pseudo-Harmônicos na Reconstrução
Impondo o processo de ortogonalização de Gram-Schmidt aos ~vi obtemos, da Eq. (35),
o que se segue


 hξ~ Ti , ~si
 hξ~ T , ξ~ i ; para i = 2M



i i
αi = n 2M
X o (39)

 hξ~ T
, ~s i − α h ~
ξ
k i k
T
~
v i /hξ~ Ti ξ~i i; para i = 2M − 1, 1.
i



k=i+1

onde os ξ~i vêm do processo de ortogonalização.

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Uso do Método dos Pseudo-Harmônicos na Reconstrução

E para cada grupo de energia temos as distribuições de fluxo de nêutrons


homogênea pino a pino como:
M
X
~n =
φ αi w
~ 1,i (40)
1
i=1

e
M
X
~n =
φ αi+M w
~ 2,i . (41)
2
i=1

Das Eqs. (40) e (41), vamos calcular a distribuição de densidade de potência pino a
pino.
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 37 / 91
Determinação da Distribuição da Densidade de Potência
Homogênea Pino a Pino
A distribuição da densidade de potência homogênea pino a pino é calculada a partir dos
fluxos homogêneos obtidos pelas Eq. (40) e (41), da seguinte forma:

2
X
pi,j,n
hom = ωΣ nfg φ̄i,j,n
g (42)
g=1

onde φ̄i,j,n ~ n para g = 1, 2.


são as componentes que constituem o vetor φ
g g

Através do método de modulação e normalização [2], calculamos a distribuição da


densidade de potência heterogênea pino a pino.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 38 / 91


1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 39 / 91
Determinação da Distribuição da Densidade de Potência
Heterogênea Pino a Pino
A partir da Eq. (42), obtemos a distribuição da densidade de potência heterogênea pino
a pino pelo do método de modulação e normalização [2].

pi,j,n i,j,n i,j,n


het = fp phom , (43)

E a densidade de potência heterogênea reconstruı́da, pi,j,n


Rec , é obtida normalizando a
densidade de potência heterogênea, pi,j,n
het , pela densidade de potência média nodal p̄n :
p̄n
pi,j,n
Rec = N
pi,j,n
het , (44)
1 X
pi,j,n
M i,j=1 het

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O PHRM segue o seguinte procedimento:
1 Implementar a discretização da equação de difusão de nêutrons 2D e 2G, pelo
MDF para obter a matriz Bgn e depois calcular os autovalores e os
pseudo-harmônicos associados para cada tipo de EC;
2 Calcular os fluxos nas faces das células voltadas para o contorno do EC;
3 Calcular a distribuição homogênea do fluxo de nêutrons pino a pino de acordo com
o método proposto;
4 Calcular a distribuição de densidade de potência homogênea pino a pino;
5 Calcular a distribuição de densidade de potência heterogênea reconstruı́da pino a
pino usando o método de modulação e normalização;

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 41 / 91


1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 42 / 91
Introdução
A distribuição de fluxos nas faces dos EC é essencial para qualquer método de
reconstrução.
A reconstrução das condições de contorno que satisfaz os valores médios do cálculo
nodal pode ser vista como um problema inverso [6].
Além disso, essa distribuição deve ser adequada ao método de reconstrução
adotado.
Para cálculo das componentes do vetor, ψ ~ n , adotamos dois métodos:
gus
uma expansão polinomial unidimensional de quarta ordem [25]

a solução analı́tica da equação da difusão de nêutrons 2D e 2G


As duas formas de calculo das distribuições de fluxos nas faces dos nodos precisam dos
fluxo nos cantos de cada nodo, e estes foram obtidos a partir do método de Rempe et
al. [4],
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 43 / 91
Distribuição dos Fluxos nas Faces do Nodo Usando uma
Expansão Polinomial
O método de Pessoa et al. [25] determina os ψ ~ i,j,n integrando na faces das células
gus
como se segue
Z ak+1
i,j,het 1 u
ψ̄gus = k φng (us )du. (45)
au aku
4
X
onde φng (u) = bng,k uk . As condições de contorno para o cálculo dos bng,k são os fluxos
k=0
n,het
médios heterogêneos nas faces, ψgus , (do cálculo nodal), e os fluxos nos cantos do
n,het
nodo, ϕ̄g,sτ . Como o PHRM usa condições para o EC homogêneas temos,
i,j,het
i,j,n
ψ̄gus
ψ̄gus = n
, (46)
fgus
n
onde fgus são os fatores de descontinuidade vindos da homogeneização.
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 44 / 91
Distribuição dos Fluxos nas Faces do EC Usando a Solução
Analı́tica
Seja a equação de difusão de nêutrons para cada grupo de energia escrita em forma
matricial:

X ∂ 2  φn (x, y)   νΣnf1 n
 n  νΣnf2  n ! n 
1 − + Σ̄R1 /D̄ 1 − / D̄ 1 φ1 (x, y)
= kef f k ef f .
∂u 2 φn2 (x, y) − Σ̄n
/D̄ n
Σ̄ n
/ D̄ n φn2 (x, y)
u=x,y | {z } | 21 2 R2 2
{z }
~ n (x,y)
φ ≡A
(47)
A solução analı́tica da Eq (47) é:
 n    n 
φ1 (x, y) r11 r12 ξ1 (x, y)
= . (48)
φn2 (x, y) r21 r22 ξ2n (x, y)
| {z }
≡R

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Distribuição dos Fluxos nas Faces do EC Usando a Solução
Analı́tica

Onde

ξkn (x, y) = C1k sn(βk x) + C2k cs(βk x) + C3k sn(βk y) + C4k cs(βk y) +
√ √ √ √
2 2 2 2
C5k sn( βk x)sn( βk y) + C6k cs( βk x)cs( βk y) +
2√ 2
√ 2
√ 2√
2 2 2 2
C7k sn( βk x)cs( βk y) + C8k cs( βk x)sn( βk y). (49)
2 2 2 2
e R é a matriz de transformação de similaridade que diagonaliza a matriz A [14], e para
cada k (= 1, 2) tem-se um total de 8 coeficientes a determinar

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Distribuição dos Fluxos nas Faces do EC Usando a Solução
Analı́tica
As eqs. que compõem o sistema para determinar os 8 coeficientes Cik , para cada k, da
Eq 49, são:
4 eqs. são determinadas usando o fluxo homogêneo nos cantos do nodo
2
X 2
X
ξkn (xs , yτ ) = qkg φng (xs , yτ ) = qkg ϕ̄ng,sτ . (50)
g=1 g=1

e as outras 4 eqs., são determinadas usando as correntes lı́quidas das faces do nodo.
! 2 n
d 1 a/2 n
Z X o
ξ (u, v)dv = −
¯n
qkg Jgus /D̄g , (51)
du a −a/2 k
g=1
u=us

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Cálculo da Distribuição dos Fluxos nas Faces dos Nodos

i,n j,n
Então, os fluxos nas faces das células ψ̄gxs e ψ̄gys que estão localizadas nas faces dos
nodos são dados por
Z yi+1 2 Z yi+1 !
i,n 1 X 1
ψ̄gxs = φng (v, y)dy = rgk ξkn (v, y)dy , (52)
acel yi k=1
a cel yi

2
!
Z xi+1 Z xi+1
j,n 1 X 1
ψ̄gys = φng (x, v)dx = rgk ξgn (x, v)dx (53)
acel xi k=1
acel xi

onde v = −a/2 para s = e e v = a/2 para s = d

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 49 / 91
Apresentação do Benchmark - EPRI-9
O EPRI-9 [8], é um reator PWR, pequeno, com simetria de um oitavo de núcleo,

Figura: Configuração de um quarto do reator EPRI-9


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 50 / 91
Apresentação do Benchmark - EPRI-9
Cada EC tem 15 x 15 células com dimensões de 1,4 x 1,4 cm2 cada. A Fig. 7 mostra as
células em um EC heterogêneo. As de no 1 são as células de combustı́vel, e as de no 2
os buracos d’água.

Figura: Geometria heterogênea do EC do reator EPRI-9


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 51 / 91
A Tab. 1 mostra os dados nucleares para as regiões heterogêneas do núcleo do reator
EPRI-9.
Tabela: Dados nucleares das regiões que compõem o reator EPRI-9
Célula de Combustı́vel do C1
GRUPO G Σag (cm−1 ) νΣf g (cm−1 ) Dg (cm) Σg 1 (cm−1 )
1 0,013 0,0065 1,5 0,02
2 0,18 0,24 0,4 0,0
Célula de Combustı́vel do C2
1 0,01 0,0050 1,5 0,02
2 0,15 0,18 0,4 0,0
Baffle
1 0,0032 0,0 1,02 0,0
2 0,146 0,0 0,335 0,0
Água
1 0,0010 0,0 1,7 0,035
2 0,05 0,0 0,35 0,0
1
Σ1 ≡ Σ1→2
s e Σ2 ≡ Σ2→1
s
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 52 / 91
Apresentação do Benchmark - EPRI-9
Os dados da Tab. 1 e a configuração do EC (Fig. 7) foram usados para gerar os
parâmetros nucleares e os fatores de descontinuidade e funções forma. Esses dados
foram usados no NEM e no PHRM.

A solução de referência obtida para o EPRI-9 foi gerada discretizando a equação de


difusão pelo MDF e usando os dados nucleares da Tab. 1.

Essa solução foi calculada dividindo cada célula em 20 x 20 malhas, onde o


tamanho de cada malha é 0,07 x 0,07 cm2 , totalizando 1.440.000 malhas no EC.

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 54 / 91
Processo de Homogeneização

O cálculo de homogeneização fornece:

seções de choque e o coeficiente de difusão uniformes dentro do nodo,


fatores de descontinuidade nas faces e nos cantos,
as funções forma de fluxo e de potência.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 55 / 91


Homogeneização do Elemento Combustı́vel
Para obter as seções de choque homogêneas para o EC é feito o cálculo de um único
elemento para cada tipo de EC, conforme a Fig. 8.

Figura: Geometria espectral para homogeneização do EC


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 56 / 91
Homogeneização da Região do Baffle+Refletor

A análise do comportamento neutrônico dos EC que estão próximos à região do


baffle + refletor apresenta certas dificuldades.

O baffle tem a caracterı́stica de ser um forte absorvedor de nêutrons.

Além disso, isótopos fı́sseis não estão presentes no refletor. Portanto, o processo de
homogeneização para regiões constituı́das por baffle + refletor é diferente do que é
feito para um único elemento.

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Homogeneização da Região do Baffle+Refletor Lateral - RB 1
Para a homogeneização dos parâmetros nucleares da região constituı́da por baffle +
refletor, usamos a geometria espectral do baffle + refletor na lateral do EC (Fig 9)

Figura: Geometria espectral para homogeneização da região de baffle + refletor na lateral

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 58 / 91


Homogeneização da Região do Baffle+Refletor em Forma de L -
RB-2
A Fig. 10 mostra a configuração do mini-núcleo, usada para obter os dados nucleares
efetivos para o caso do baffle em forma de L.

Figura: Geometria espectral para homogeneização da região de baffle + refletor em L


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Configurações de Acordo com a Homogeneização

(a) Representação da configuração 1 (b) Representação da configuração 2


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 60 / 91
1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 61 / 91
Considerações Iniciais

Os resultados foram obtidos com o método de reconstrução da distribuição da


densidade de potência heterogênea pino a pino, usando os pseudo-harmônicos
(PHRM).
Esses resultados foram comparados à solução de referência, gerada a partir pelo
MDF com a malha muito fina.
Também apresentamos os resultados com o método de expansão nodal (NEM).
Após os cálculos dos parâmetros nucleares homogeneizados os pseudo-harmônicos
foram gerados para cada tipo de EC.
O EC foi dividido em uma malha do tamanho da célula de combustı́vel totalizando
225 células por EC e 225 autovalores e 225 pseudo-harmônicos, cada um,
constituı́do por 225 componentes.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 62 / 91


Considerações Iniciais
A distribuição da densidade de potência heterogênea pino a pino foi gerada para o
núcleo ativo, de tal modo que numeramos os EC de 1 a 8, na Fig. 11.

Figura: Representação dos EC


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 63 / 91
Considerações Iniciais

O PHRM usou os parâmetros nucleares, os fatores de descontinuidade nas faces e nos


cantos do nodo e as funções forma de potência de duas configurações diferentes, as
quais denominamos de configuração 1 e; 2.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 64 / 91


Configurações

(a) Representação da configuração 1 (b) Representação da configuração 2


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 65 / 91
Resultados do NEM
Usamos os parâmetros nucleares, das configurações 1 e 2, no NEM para obter:

o fator de multiplicação efetivo, kef f ,


n,het
os fluxos médios heterogêneos nas faces do nodo, ψ̄gus ,
n
os fluxos médios homogêneos nas faces do nodo, ψ̄gus ,
as correntes lı́quidas médias nas faces do nodo, J¯gus
n

a potência média no nodo, p̄n .


Tais quantidades médias foram usadas no método de reconstrução PHRM.
Um dos quesitos fundamentais para validar um método de reconstrução é usar as
quantidades médias oriundas de um método nodal altamente eficiente. Para demostrar
a eficiência do NEM, apresentamos as Tabs. 2, 3, 4 e 5.

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Resultados do Fator de Multiplicação para Configuração 1 e 2

Tabela: Fatores de multiplicação e desvio - configuração 1


Métodos Fator de multiplicação efetivo (kef f ) Desvio (%)
NEM 0,927478
- 0,0035
FD 0,927511

Tabela: Fatores de multiplicação e desvio - configuração 2


Métodos Fator de multiplicação efetivo (kef f ) Desvio (%)
NEM 0,927715
0,0221
FD 0,927511

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Resultados do NEM - Configuração 1

Tabela: Fator de potência e desvio - configuração 1


0,850 0,605 NEM
0,848 0,610 FD
0,22 -0,68 Desvio (%)
1,220 1,205 0,605
1,217 1,206 0,610
0,23 -0,11 -0,68
1,444 1,220 0,850
1,444 1,217 0,848
0,01 0,23 0,22

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 68 / 91


Resultados do NEM - Configuração 2

Tabela: Fator de potência e desvio - configuração 2


0,849 0,610 NEM
0,848 0,610 FD
0,16 0,09 Desvio (%)
1,218 1,206 0,610
1,217 1,206 0,610
0,03 -0,00 0,09
1,439 1,218 0,849
1,444 1,217 0,848
-0,30 0,03 0,16

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 69 / 91


Conclusões a Respeito do NEM

Tanto os parâmetros nucleares da configuração 1, quanto os da; 2, foram capazes


de reproduzir com eficiência o kef f e o fator de potência em cada EC.
O kef f , gerado com os valores da configuração 1 teve um resultado melhor do que
o da; 2. Mas, para a configuração 2, a distribuição de potência média mostrou
resultados melhores do que a; 1.
Tanto para os valores da configuração 1, quanto os da; 2, o NEM mostrou-se ser
altamente eficiente.
Com os valores médios oriundos do NEM e com os parâmetros nucleares, pode-se
determinar a distribuição da densidade de potência heterogênea pino a pino através
do PHRM.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 70 / 91


Comparação das Densidades de Potência Reconstruı́da e de
Referência
Para validar o método PHRM calculamos o desvio relativo percentual (DRP) da
seguinte forma:
pi,j,n i,j,n
!
Ref /N orm − pRec/N orm
DRP = x100%. (54)
pi,j,n
Ref /N orm

onde

pi,j,n n i,j,n
Rec/N orm = K1 pRec

e
pi,j,n n i,j,n
Ref /N orm = K2 pRef ,

onde K1n e K2n são as constantes de normalização e ambas normalizadas a 1.


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 71 / 91
Resultados do PHRM Combinado com a Expansão Polinomial -
Configuração 1
Tabela: Maior desvio relativo entre as densidades de potências normalizadas do PHRM com
expansão polinomial e de referência - configuração 1
EC Reconstruı́da Referência Célula (i,j) Desvio (%)
1 2,28708E-03 2,27412E-03 (1,15) -0,57
2 2,44516E-03 2,41319E-03 (15,3) -1,32
3 1,17016E-03 1,25603E-03 (15,14) 6,83
4 2,44516E-03 2,41319E-03 (3,15) -1,32
5 1,37575E-03 1,45280E-03 (14,15) 5,30
6 8,54324E-04 9,24783E-04 (15,12) 7,63
7 1,17016E-03 1,25603E-03 (14,15) 6,84
8 8,54324E-04 9,24783E-04 (12,15) 7,63
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 72 / 91
Resultados do PHRM Combinado com a Expansão Polinomial -
Configuração 1
A Fig. 12 mostra, em cada célula do núcleo ativo, os desvios relativos da potência.

Figura: Desvios relativos do PHRM com expansão polinomial - configuração 1.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 73 / 91


Resultados do PHRM Combinado com a Expansão Polinomial -
Configuração 1
A Fig. 13 mostra a distribuição da densidade de potência reconstruı́da heterogênea pino
a pino pelo PHRM com expansão polinomial para o núcleo inteiro.

Figura: Distribuição da densidade de potência heterogênea pino a pino


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 74 / 91
Resultados do PHRM Combinado com a Expansão Polinomial -
Configuração 2

Tabela: Maior desvio relativo entre as densidades de potências normalizadas do PHRM com
expansão polinomial e de referência - configuração 2
EC Reconstruı́da Referência Célula (i,j) Desvio (%)
1 2,28723E-03 2,27412E-03 (1,15) -0,58
2 2,03420E-03 2,41319E-03 (15,3) -1,33
3 1,17024E-03 1,25603E-03 (15,14) 6,83
4 2,44530E-03 2,41319E-03 (3,15) -1,33
5 1,37585E-03 1,45280E-03 (14,15) 5,30
6 8,54367E-04 9,24783E-04 (15,12) 7,63
7 1,17024E-03 1,25603E-03 (14,15) 6,83
8 8,54367E-04 9,24783E-04 (12,15) 7,63
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 75 / 91
Conclusão dos resultados do PHRM Combinado com a
Expansão Polinomial

Os resultados gerados pelo PHRM com a expansão polinomial, para configuração 1


e ; 2 não apresentam diferenças significativas.
Apesar dessas configurações apresentarem diferentes valores dos parâmetros
nucleares para à região do baffle + refletor em forma de L, essa diferença não se
refletiu no resultado da reconstrução.
O motivo desse fato está no método adotado para reconstruir a distribuição de
fluxo nas faces dos EC, uma vez que, apesar de gerar bons resultados, de um modo
geral, os métodos que usam expansões polinomiais não são tão precisos,
principalmente, para descrever a distribuição de fluxo do grupo térmico.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 76 / 91


Resultado do PHRM Combinado com a Solução Analı́tica da
Equação de Difusão de Nêutrons - Configuração 1

Tabela: Maior desvio relativo entre as densidades de potências normalizadas do PHRM com a
solução analı́tica e a de referência - configuração 1
EC Reconstruı́da Referência Célula (i,j) Desvios (%)
1 2,28317E-03 2,27412E-03 (1,15) -0,40
2 1,99863E-03 1,97969E-03 (1,15) -0,96
3 9,55983E-04 1,00893E-03 (15,15) 5,25
4 1,99863E-03 1,97969E-03 (15,1) -0,96
5 1,26261E-03 1,31063E-03 (15,15) 3,66
6 7,63746E-04 8,21706E-04 (15,13) 7,05
7 9.55983E-04 1,00893E-03 (15,15) 5,25
8 7,63746E-04 8,21706E-04 (13,15) 7,05
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 77 / 91
Resultado do PHRM Combinado com a Solução Analı́tica da
Equação de Difusão de Nêutrons - Configuração 1
Fig. 14, mostra que os maiores desvios estão na região do baffle + refletor em forma de
L.

Figura: Desvios relativos do método PHRM com solução analı́tica - configuração 1.


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Resultado do PHRM Combinado com a Solução Analı́tica da
Equação de Difusão de Nêutrons - Configuração 2

Tabela: Maior desvio relativo entre as densidade de potências normalizadas do PHRM com a
solução analı́tica e de referência - configuração 2
EC Reconstruı́da Referência Célula (i,j) Desvio (%)
1 2,12155E-03 2,11352E-03 (15,15) -0,41
2 1,99880E-03 1,97969E-03 (1,15) -0,97
3 9,59742E-04 1,00893E-03 (15,15) 4,88
4 1,99880E-03 1,97969E-03 (15,1) -0,97
5 1,23715E-03 1,31063E-03 (15,15) 5,61
6 6,04643E-04 5,75369E-04 (15,15) -5,09
7 9,59742E-04 1,00893E-03 (15,15) 4,88
8 6,04643E-04 5,75369E-04 (15,15) -5,09
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Resultado do PHRM Combinado com a Solução Analı́tica da
Equação de Difusão de Nêutrons - Configuração 2
Pela Fig. 15 vemos que os maiores desvios estão nos cantos dos EC próximos à região
do baffle + refletor em forma de L. Os demais desvios são bem inferiores a 1, 0%.

Figura: Desvios relativos do PHRM com solução analı́tica - configuração 2.


Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 80 / 91
Análise dos Resultados

Concluı́mos que o PHRM combinado com a solução analı́tica da equação de difusão


de nêutrons mostrou ser eficiente e preciso para obter a distribuição da densidade
de potência heterogênea pino a pino, principalmente, quando usa a configuração 2.
O PHRM, combinado com a solução analı́tica, apresentou resultados muito mais
significativos em relação aos que foram apresentados pelo PHRM usando a
expansão polinomial, independente dos parâmetros nucleares que foram usados.
Essa observação deve-se ao fato de que os métodos de reconstrução que usam
expansões polinomiais são, em geral, menos precisos do que os métodos de
reconstrução analı́ticos.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 81 / 91


Análise dos Resultados

Todos os testes foram feitos em um computador Intel Core i7 com processamento


de 2,8 GHz, 4 GB de RAM e plataforma Windows XP.
O PHRM foi desenvolvido na linguagem de programação do software Intel Compile
Fortran 90.
Os critérios de convergência usados no NEM para o kef f e o fluxo neutrônico
foram, respectivamente, 10−15 e 10−12 , e o tempo computacional gasto foi inferior
a 1 segundo.
O tempo para gerar os pseudo-harmônicos foi de 1 segundo para cada tipo de EC e
o PHRM levou 14 segundos.
O tempo de execução dos cálculos pelo MDF com malha muito fina, para gerar a
solução de referência, foi superior a 6 horas.

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1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 83 / 91
Conclusões
O objetivo foi obter um método de reconstrução de potência usando os
pseudo-harmônicos (PHRM) que fosse capaz de gerar a distribuição da densidade
de potência heterogênea pino a pino com eficiência e precisão.
A originalidade do método reside em obter a distribuição de fluxo homogêneo em
termos de uma expansão em pseudo-harmônicos, tomando por base as informações
dos parâmetros nucleares uniformes e das quantidades médias do NEM.
Os resultados do PHRM foram muito significativos.
Ele gerou uma excelente estimativa da densidade de potência heterogênea para as
células dos EC próximas à região do baffle + refletor e, principalmente, para os EC
localizados na zona interna do núcleo.
Os resultados do PHRM com a solução analı́tica da equação de difusão foram
melhores do que os do PHRM com a expansão polinomial. Em especial, os
resultados para os EC vizinhos à região baffle + refletor foram bem expressivos.
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 84 / 91
Conclusões

Durante o desenvolvimento do PHRM, foram encontrados altos desvios.


Esses resultados foram melhorando, à medida que encontramos a distribuição de
fluxo nas faces dos EC mais adequada para o método.
Testamos os fluxos nos cantos obtidos a partir do método de Pessoa et al. [25],
mas o método de Rempe et al. [4] gerou resultados melhores.
O resultado do PHRM com a solução analı́tica da equação de difusão usando os
parâmetros nucleares uniformes da configuração 2 foi melhor do que quando se
usou os parâmetros da configuração 1.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 85 / 91


Conclusões

A maior motivação foi obter um método de reconstrução que, além de apresentar


uma alta precisão nos resultados, e na velocidade de execução de seus cálculos,
tem como caracterı́stica principal uma modelagem matemática simplificada o que
levou a uma fácil implementação computacional.
O uso do MPH para a reconstrução demonstrou ser extremamente eficiente.
O método de reconstrução de potência usando os pseudo-harmônicos (PHRM),
apresenta as caracterı́sticas necessárias e suficientes para ser aplicado à análise de
um reator do tipo PWR, visando obter informações detalhadas do mesmo.
Futuramente, desejamos aperfeiçoar esse método propondo novas distribuições de
fluxo nas faces dos EC, bem como novas formas de cálculo para o fluxo nos cantos
dos EC.

Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 86 / 91


1 Introdução

2 Objetivo da Tese

3 Método de Reconstrução de Potência via Pseudo-Harmônicos

4 Método dos Pseudo-Harmônicos

5 Método de Modulação e Normalização

6 Distribuição de Fluxo na Face dos Elementos Combustı́veis

7 Apresentação do Benchmark - EPRI-9

8 Processo de Homogeneização

9 Análise dos Resultados

10 Conclusões

11 Referências
Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 87 / 91
Referências I
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Referências II
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Teixeira, D.G. (Programa de Engenharia Nuclear) Defesa de Tese 18 de dezembro de 2017 90 / 91


Referências IV

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