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BIOMAS

Os biomas são amplas unidades bióticas naturais, caracterizadas por uma combinação
distinta de plantas e animais, e que formam comunidades climáticas totalmente desenvolvidas e
identificadas por um tipo uniforme de vegetação.

 A vegetação é um indicador altamente sensível das condições climáticas a longo prazo.


O estudo da sua distribuição produz uma melhor globalização do clima global.

Ou seja, os biomas podem ser descritos como grandes ecossistemas terrestres caraterizados
pela vegetação e pelo clima, como exemplos temos as florestas tropicais húmidas e os desertos.
A vegetação afeta o clima e vice-versa!

Principais Biomas do globo:


1. Tundra
2. Deserto
3. Florestas Tropicais
4. Florestas Temperadas
5. Montanha
6. Savana
7. Semidesertos
8. Chaparral
9. Estepe
10. Floresta de Eucaliptos
11. Floresta de Coníferas
12. Floresta Mista
DIAGRAMA DE CLIMA

A temperatura média mensal,


conforme indicado no eixo A precipitação média mensal,
esquerdo, é representada com como dada no eixo direito, é
pontos vermelhos. representada com pontos azuis.

Neste diagrama, a azul é representada a


precipitação (em mm) e a vermelho é
representada a temperatura (em ºC).

SEM sombreado indica que a COM sombreado vermelho, significa


temperatura mínima média se que a temperatura mínima média se
encontra abaixo dos 0 graus. encontra acima dos 0 graus.
Temperatura/Luz/Humidade e Precipitação
Podemos seguir um padrão de clima seguindo a latitude.

CLIMA

O clima é a média a longo prazo dos padrões do tempo.


O tipo de clima determina a disponibilidade de calor e de água e controla também a
quantidade de energia solar capturada pelas plantas e a distribuição de animais e plantas.

Interceção da radiação solar

A radiação solar entra primeiro em contacto com a parte exterior da atmosfera.


Isto vai causar padrões na temperatura e em conjunto com a rotação da Terra e o
movimento à volta do sol criam as correntes do oceano e dos ventos.

Apenas 50% da energia do sol chega a superfície da Terra.


 25% é refletida pela atmosfera
 25% é absorvida pela atmosfera
 50% chega a superfície da terra
o 5% é refletida para o espaço
o 45% é absorvida pela água, terra, plantas, etc…

É posteriormente absorvido pela atmosfera, depois de ser libertado em forma de calor.

EFEITO ESTUFA

Radiação do sol (quente) - onda curta


Radiação da Terra (frio) - onda longa

A onda curta atravessa facilmente a atmosfera, mas a onda longa não, é absorvida pelos
gases presentes nesta, como CO2 e vapor de água, e é depois enviada de novo para a Terra.

Este processo chama-se efeito de estufa e ajuda a manter o calor no planeta.

A radiação solar varia ao longo da superfície da Terra

A quantidade de energia solar que chega à superfície varia com dois fatores:

1º Nas latitudes superiores, a radiação atinge a superfície num ângulo maior, por isso dispersa-se
numa área superior.
2º A radiação que passa pela atmosfera num ângulo diferente de 90 graus tem de atravessar uma
maior camada de ar. Encontra um superior número de partículas da atmosfera e é refletida para o
espaço.

Isto explica a diferença de temperaturas, sendo mais elevada


nos trópicos, perto do equador e mais baixa nos pólos.
Como o planeta se encontra com uma inclinação no eixo
vertical, a radiação solar é perpendicular a diferentes para partes
da terra em diferentes alturas do ano.

A temperatura do ar diminui com a altitude

O facto de a temperatura do ar diminuir com a latitude, é justificado pelas propriedades


físicas do ar. As moléculas do ar sujeitas a pressão colidem e aquecem o ar, e quando sobem ficam
sujeitas a pressões inferiores, expandindo o ar e diminuindo assim as colisões.

A taxa de arrefecimento depende da quantidade de humidade existente no ar, uma vez que
quanto mais humidade tiver mais lentamente arrefece.

Temperatura influencia a quantidade de humidade que o ar consegue manter

Quanto mais quente for o ar mais humidade tem.

Padrão de precipitação a nível global

Conhecendo os padrões de temperatura, vento e correntes oceânicas é possível perceber o


padrão global de precipitação.
Quando os ventos passam pelas zonas oceânicas tropicais vão juntando humidade.
O ar quente sobe e vai-se tornando mais frio, formando depois nuvens e causando
precipitação.

Este padrão causa grande precipitação nas zonas tropicais (tem mais humidade). Nas zonas
com grande latitude, o ar frio desce e absorve a água do solo, causando condições áridas.

Climas Mundiais e Vegetação

Grupo I: massas de ar equatoriais e tropicais


Grupo II: climas temperados das latitudes médias
Grupo III: climas frios, dominados por massas de ar polares
DISTRIBUIÇÃO DOS CLIMAS
(em função do aquecimento global e do movimento de rotação da Terra)

Assim conseguimos distinguir diferentes zonas como:


 Zona Polar;
 Zona Fria;
 Zona Tropical;
 Zona Temperada;
 Zona Seca.

NOTA:

Neste mapa, há grandes climas. Mas também existem microclimas: como por exemplo, no
Alentejo, a planície possuía uma floresta há muito tempo atrás. Ao longo do tempo, a floresta foi
desaparecendo, e com a construção do lago do Alqueva, houve uma maior disponibilidade de água,
mais vegetação e, consequentemente, maior vapor de água. Com estas alterações, o microclima foi
afetado.

FLORESTA TROPICAL HÚMIDA

 O clima deste bioma é considerado um clima


chuvoso, em que a precipitação anual é de (2000-4000 L/ano), o
que significa que a floresta tropical é muito húmida.

 Zonas como esta, em que existe muita humidade, são consideradas zonas húmidas, e
nelas há retenção de calor, uma vez que a água tem um efeito tampão ou efeito de estufa.
Consequentemente, isto faz com que as temperaturas sejam constantes (25º - 27ºC), e que quando
não existe Sol, sejam muito baixas.
 Nestas zonas, não há uma sazonalidade clara, isto é, não existem estações bem
definidas, e não há seca.

 É caraterística por ter biodiversidade elevada: e quanto maior a coabitabilidade entre


as diferentes espécies, maior será o número de relações entre os organismos da comunidade
presente nessa zona, e mais complexa é a comunidade.

 É caraterística por ter uma produtividade alta: como temos muitos organismos de
diferentes espécies e cada um faz uma coisa e desempenha o seu papel, então a produtividade é
alta.
Ou seja, este ecossistema é produtivo uma vez que possui muitas espécies (seja
vegetais como animais, mas principalmente vegetais), que potenciam relações
interespecíficas entre elas, o que faz com que, as taxas dos vários processos do ecossistema
(como a fotossíntese, decomposição e entre outros) sejam maiores, promovendo uma
otimização e um aproveitamento de recursos ao máximo, sendo o seu uso classificado
como eficiente.

 Solos pobres em nutrientes (lixiviação) e suscetíveis à erosão (chuvas fortes).

Como a precipitação é alta, os nutrientes que estão no solo são lavados e


lixiviados. Com a erosão, lixiviação e arrastamento de nutrientes, por ação da
água, o solo torna-se mais pobre em nutrientes.

 A vegetação pode ter vários estratos (arbóreo, arbustivo, herbácio).

Dentro do arbóreo, temos:


o Emergente (> 60m)
o Árvores de grande porte O fator limitante para o crescimento
o Árvores de pequeno porte destas espécies vegetais é a luz!
o Arbustos
o Ervas

Planta
do café
COMO OS SOLOS SÃO POBRES EM NUTRIENTES, O QUE É QUE A VEGETAÇÃO FAZ?
Como o solo é pobre em nutrientes, as raízes são superficiais e estabelecem relações de
simbiose com os fungos micorrizas.
Solos pobres > Raízes superficiais > (estabelecem) Relações de simbiose com fungos micorrizas

Estas adaptações de morfologia servem para facilitar a captação de nutrientes, uma vez que
os solos são pobres em nutrientes.
De forma a que a decomposição seja muito rápida (reciclagem de nutrientes).

FLORESTA TROPICAL DE MONTANHA

 São zonas tropicais de altitude elevada;


 Muito chuvosas, e mais frias que as da Floresta Tropical Húmida;
 Tem árvores pequenas, de folhas pequenas, como muitas briófitas (tipo musgo) e
pteridófitas (tipo fetos);

FLORESTA TROPICAL SECA

Neste tipo de bioma, só há duas estações do ano: metade do ano é húmida (com chuva muito
intensa) e outra metade é seca, que é a mais predominante.
SAVANA

 A Savana, é caraterizada como o bioma de transição entre a


Floresta e o Deserto.
 Tem uma estação seca muito longa/prolongada;
 Possui pradarias com árvores dispersas e arbustos;
 É na Savana que vivem os grandes mamíferos que estão em
vias de extinção;

 É na Savana que há a grande migração dos


Gnus (entre Masai Mara e a Tanzânia): os Gnus migram
porque seguem as chuvas, uma vez que após grandes
períodos de chuva, nasce uma grande quantidade de
vegetação.

 Não existem um avanço de floresta neste bioma, porque não existe


muita vegetação.
O que se deve a dois fatores:
 A ocorrência de muitos incêndios;
 A existência de uma intensa herbivoria, isto é, na
Savana, habitam muitos animais herbívoros (como Gnus, Zebras,
Gazelas, Elefantes, Girafas), que consomem grande parte da
vegetação.

DESERTO

 Neste bioma a precipitação anual é baixa, < 300 L/ano, o que leva a
uma falta ou a uma baixa de água atmosférica, que se traduz numa baixa
humidade do ar. O que provoca, uma retenção de calor muito baixa ou até
mesmo nula, visto que, não há efeito de estufa.

É por isso que há variações drásticas de temperatura.


(o que leva a)

 Grandes amplitudes térmicas diurnas

NOTA: A água tem efeito de estufa, é capaz de reter calor.


 Como a água é um fator limitante para o crescimento das espécies, então as plantas
necessitam de adaptações morfológicas para se adaptarem a estas condições.

As duas preocupações principais das plantas e dos animais são evitar perdas de água e
aumentar os ganhos.

 Plantas com caules carnudos: para acumular a água;


 Picos em vez de folhas: para evitar perda de água, uma vez que as plantas perdem
água por evapotranspiração, e assim, com uma menor área de perda, perdem menos água;
 Raízes profundas aprumadas (para absorver mais água no solo) ou superficiais
ramificadas (para aproveitar toda a água que cai no solo).
 Animais: rato canguru, raposa do deserto, sapo do deserto (Litoria rubolia)

Os animais são mais ativos à noite de forma a evitarem perder


água, porque durante o dia ocorre muita transpiração.
Tentam aproveitar a água das sementes e das plantas e não
desperdiçam água através da urina, sendo essa a razão pela qual a
urina é muito concentrada.
O Rato Canguru, por exemplo, por vezes chega a consumir os seus
dejetos para recuperar a água por si perdida.

BOSQUE MEDITERRÂNICO (CHAPARRAL) Sul de Portugal, Espanha e Itália

 Zonas subtropicais com verões muito secos e invernos


temperados;
 Existem muitas árvores pequenas ou arbustos;
 A produtividade é maior no inverno;
 Plantas aromáticas (com defesas químicas): estas defesas permitem que estas plantas
permaneçam no local;

 Paisagem diversa e original;


 Grande variabilidade inter-anual;
 Existe risco de incêndios.
FLORESTA TEMPERADA

 Neste bioma a precipitação é elevada, sendo, > 750 L / ano;


 As estações do ano são marcadamente diferentes (as 4
estações do ano), sendo que Inverno é frio, e o Verão é húmido;
 A biodiversidade não é muito elevada;
 A floresta é tanto perene como caducifólia.

Aqui no Minho encontramo-nos na transição entre o mediterrânico e o clima temperado, o


que é bom para estudar o efeito das alterações climáticas.

ESTEPE (PRADARIA)

 Neste bioma, o clima é continental;


 O Inverno é muito frio e o Verão é muito seco;
 Não há árvores, devido à herbivoria intensa;

NOTA: O estrato herbácio é tanto mais curto quanto mais seco for o solo.

 Este bioma é considerado a transição entre a floresta temperada e o deserto;


 Existem muitos ungulados (divisão de mamíferos que compreende animais de casco);
 As migrações seguem as chuvas, como na Savana.
TAIGA (FLORESTA BORIAL) Clima do Pai Natal

 Este bioma está presente nos países nórdicos;


 É dominado por coníferas, porque estas têm a copa em
forma de cone (como os pinheiros) e quando a neve cai em cima
do cone, esta escorrega e não parte os ramos;
o Árvores são cónicas (neve escorre)

 Tem Verões curtos e por vezes muito quentes (com risco de incêndios), e Invernos frios
e longos;
 Tem uma baixa densidade de animais, porque os invernos são muito frios, logo a
temperatura não é muito favorável para os animais.

TUNDRA

 Este bioma é caraterístico por ter um Verão muito


curto, mas muito produtivo;
 Invernos muito longos;
 Não tem árvores;
 Densidade de animais muito baixa
 Migração
 Hibernação
Como o clima é bastante agressivo e desfavorável, não há muitos animais.
Os animais neste tipo de bioma possuem adaptações morfológicas, para sobreviverem
em climas como este, como pelo denso, cor clara, presença de uma camada adiposa, membros
curtos, de forma a minimizar a área superficial para evitar a perda de calor.
Por exemplo, a raposa branca possui um pelo longo e denso
para evitar muitas perdas de calor.
Muitos animais hibernam para reduzir o seu metabolismo
ao mínimo, porque não há muita disponibilidade de alimento.
ZONAÇÃO EM MONTANHA

A zonação em montanha lembra-nos os


diferentes tipos de biomas, contudo, não
ocorre em climas tropicais.

MICROCLIMAS

O microclima é uma área relativamente pequena cujas condições atmosféricas diferem da


zona circundante/exterior, e por isso, diz-se que no fundo constituem um clima distinto da zona em
redor.
Os microclimas geralmente formam-se quando há barreiras geomorfológicas, ou elementos
como corpos de água ou vegetação.
Há ainda casos de microclimas urbanos, onde as construções e emissões de poluentes
atmosféricos dão origem ao aumento da temperatura, tal como da composição natural do ar,
provocando diferenças de temperatura, composição da atmosfera, humidade e precipitação, entre
outros componentes do clima.

Ou seja, dentro de um bioma, pode existir um microclima: é uma zona mais pequena que
possui caraterísticas diferentes do bioma em que se está inserido.
As caraterísticas podem diferir ao nível de:

1. Sol/sombra;
2. Influência do Solo (capacidade de retenção de água);
3. Perto das grandes massas de água;
4. Vento;
5. Precipícios;
6. Morfologia da paisagem.
BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE

Perspetivas da Biodiversidade

• Espécies
• População
• Comunidades
• Ecosistemas

As comunidades biológicas
• é o conjunto de organismos de
diferentes espécies que coexistem no espaço
e no tempo

Perspetiva ecológica da biodiversidade

Muitos ecossistemas são conhecidos pela sua elevada biodiversidade (“hot-spots“ de


biodiversidade)
Ex., recifes de corais, florestas tropicais húmidas
Muito ecossistemas são altamente diversos, apesar da existência de muitas espécies
crípticas;
Ex., fundo dos oceanos, comunidade microbianas
Espécies Crípticas são espécies que são morfologicamente semelhantes e por essa razão, são
difíceis de se distinguir entre elas.

Por que se fala tanto de biodiversidade?


Fala-se muito de biodiversidade porque esta está em risco e tem valor a vários níveis:
• Valor económico (agricultura, pesca, alimento, produtos farmacêuticos, floresta, madeira
e seus derivados, etc...)
• Valor estético, recreativo, educacional, ético e cultural
• Valor ecológico: serviços do ecossistema (ciclos biogeoquímicos, sequestração do
carbono, qualidade do ar e da água, fertilidade do solo, regulação do clima, polinização, etc...)

Estamos a assistir a alterações na biodiversidade?


 Quantas espécies existem? 1.8 milhoes de espécies descritas (Noss and Cooperrider, 1994; May,
1994; Stork, 1992).
No total, estima-se que existam entre 10 a 100 milhões de espécies (Wilson, 1992).
O nº de espécies está a diminuir.
 ....e quantas espécies estão ainda por descobrir? Não há nenhuma base de dados com o
levantamento completo das espécies (± 90%)
 Grande complexidade em avaliar correctamente a diversidade em espécies, genética e funcional
de um ecossistema
 Alterações da biodiversidade ao nível local, regional, global
 Grande dificuldade em medir as taxas de extinção de espécies: A partir da avaliação da perda de
habitats, da imagem satélite, e do registo fóssil, podemos saber quais são as espécies que estão a
desaparecer.
No caso de espécies raras, pode até haver espécies que desaparecem cuja presença nunca foi notada.
1.5-1.8 MILHÕES DE ESPÉCIES DESCRITAS
Muitas espécies estão descritas, na sua maioria microrganismos e insetos.

AMEAÇAS À BIODIVERSIDADE

 Alterações Climáticas: prevê-se que a taxa de extinção de espécies aumente de forma exponencial
com o aumento da temperatura (por exemplo.)
Os efeitos de fenómenos climáticos extremos, como cheias, picos de calor com seca acentuada, de
forma inesperada, torna difícil a contornação das suas consequências;

 A introdução de espécies exógenas como o eucalipto, mimosas, chorões e o lagostim vermelho


(tem uma enorme plasticidade de hábitos alimentares o que permite sobreviver em condições
muito diversas, para além de ser uma espécie exógena, e invasora, é também exótica.)
Estas espécies afetam as espécies nativas, porque consomem todos os seus recursos.
 A sobre-exploração dos recursos, como por exemplo a pesca, pois torna difícil a manutenção dos
mesmos;
 Poluição no geral:
1. eutrofização devido ao excesso de nutrientes;
2. Poluentes orgânicos que são muito complexos;
3. Metais pesados.

STRESS DEVIDO À FALTA DE ÁGUA


(AMEAÇAS À BIODIVERSIDADE) - continuação

Alterações climáticas globais


Ex: Declínio da biodiversidade global em anfíbios devido à sobre-exploração (azul), à
fragmentação do habitat (verde) e outros fatores (vermelho).

BIODIVERSIDADE EM CRISE?
ESTAREMOS PERANTE OUTRA CRISE DE EXTINÇÃO EM ESPÉCIES?
COMO AVALIAR A BIODIVERSIDADE?

MEDIDAS DE BIODIVERSIDADE?

 Diversidade taxonómica: avalia a riqueza em taxa, reinos, filos, ordens, famílias, géneros,
espécies, subespécies e populações;
 Diversidade funcional: avalia o nº de grupos funcionais:
 relaciona-se com as funções ecológicas dos indivíduos;
 relações tróficas, os ciclos dos nutrientes, o fluxo de energia;
 Diversidade genética: que pode distinguir indivíduos ou populações dentro da mesma
espécie.
(genótipos ou filótipos)
AVALIAÇÃO DA BIODIVERSIDADE

RELAÇÕES ENTRE BIODIVERSIDADE E FUNÇÃO AO NÍVEL MULTITRÓFICO


HIPÓTESES QUE EXPLICAM A RELAÇÃO ENTRE A BIODIVERSIDADE E O
FUNCIONAMENTO DOS ECOSSISTEMAS

1. Hipótese Nula: defende que o funcionamento do ecossistema é independente do número


de espécies (biodiversidade) presente no mesmo.
Neste caso, o aumento do número de espécies não faz com que, por exemplo, a reciclagem
de nutrientes seja mais eficiente.

2. Hipótese Rivet: defende que cada espécie desempenha um papel no ecossistema, pelo
que, o conjunto de todas as espécies é essencial à manutenção e ao funcionamento do ecossistema.
Assumindo que as espécies existentes possuem funções diferentes, chega-se a um ponto em
que o funcionamento do ecossistema não aumenta muito mais, uma vez que todas as funções se
encontram asseguradas pelas diferentes espécies.
Contudo, caso uma espécie seja retirada do ecossistema, o funcionamento do mesmo desce!

3. Hipótese de Redundância: esta hipótese defende que, desde que se encontre presente
uma espécie representante de um determinado grupo funcional, o número total de espécies deixa
de ser tão relevante, como na hipótese supramencionada.
Assim, mesmo que uma espécie perca a sua função, essa perda não compromete a
funcionalidade do ecossistema, uma vez que já existem outras que asseguram essa função,
promovendo a estabilidade do mesmo.
Contudo, chega-se a um ponto em que se perde uma espécie, que é a única de um
determinado grupo funcional, e quando isso acontece, a funcionalidade decresce. Por isso, é muito
importante que haja muitas espécies pertencentes ao mesmo grupo funcional, isto é, que
assegurem a(s) mesma(s) função(ões).

4. Hipótese Idiosincrática: esta hipótese defende que o funcionamento do ecossistema


aumenta ou diminui consoante o tipo de espécie que se encontra presente no mesmo (quem entra
e que sai).
 Se a espécie que “sai” for importante, a funcionalidade do ecossistema diminui;
 Se a espécie que “sai” não for de muita importância, a funcionalidade do ecossistema
não é muito afetada.
Deste modo, é possível afirmar através desta hipótese que a diversidade afeta a
funcionalidade, isto é, a funcionalidade do ecossistema depende muito do tipo de espécies e do
contexto ambiental em que estas se encontram.
Felizmente, a maior parte do ecossistema possui redundância funcional!!
CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS DO DECLÍNIO DA BIODIVERSIDADE