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Numa primeira análise, questões semânticas afloram, imediatamente,

nos diversos sistemas classificatórios, especialmente no que concerne


ao significado de palavras como “recursos”, “reservas” e “minério”.
Simplificando-se as definições, considera-se como “RECURSO” aquele
material disponível, em quantidade e qualidade adequadas para uso
industrial, mas que não foi submetido a uma avaliação econômica;
“RESERVA” é o recurso disponível para lavra e que pode ser
produzido economicamente, em função de custos, demanda e preços
atuais (deve ser lembrado que muitas minas aproveitam certos
materiais, não categorizados como “reservas”, por causa de
condições favoráveis muito especiais); “Minério” é um agregado
natural (ou parte de um agregado natural), de um ou mais minerais
metálicos, que pode ser minerado e vendido com lucro, em um dado
tempo e em um dado local, portanto, este conceito é puramente
econômico (por isso, feldspato, caulim, ardósia, etc. não são
“minérios” e, sim, minerais ou rochas industriais).

Aceita-se como correto, em geral, que qualquer classificação de


“recursos” deve ser, primordialmente, baseada em parâmetros
geológicos, estabelecidos através de medições e amostragem.
Diferentes “classes” são consequência do grau de fidedignidade na
estimativa da morfologia, estrutura, espessura, volume (ou
tonelagem), teor, etc.; quanto maior o número de dados de boa
qualidade, utilizados na estimativa, maior o seu grau de confiança.
Por “classe” (do latim classis, de onde vem a palavra “classificação”
também) entende-se um grupo, ou divisão de um conjunto, que
apresenta características semelhantes (em vêz de grupo ou divisão,
podem-se usar as palavras seção ou ordem, ou ramo, ou categoria,
etc.). O estabelecimento de “recursos minerais” é realizado através
de aproximações sucessivas, o que permite diferenciar “classes”, em
função do grau de confiança na estimativa; por isso, diferentes
“classes de recursos” têem diferente importância econômica.

“Classificar recursos minerais” seria um procedimento mecânico, se


os depósitos fossem de um só tipo; desse modo, a exploração
diferenciada dos diferentes setores do depósito, determinaria a qual
“classe” pertenceria o “recurso” sob exame. Como há tipos e tipos de
depósitos, entende-se porque é difícil universalizar um dado sistema
de classificação. Logo, o modo de tornar aceitável a aplicação
generalizada de um sistema classificatório, é adotar parâmetros
geológicos agrupados; para cada “grupo” obtido estabelecem-se os
erros admissíveis na avaliação da qualidade e quantidade do bem
mineral sob enfoque, que, por sua vêz, dependem da intensidade da
amostragem. Dito de um outro modo, estabelecem-se o grau de
reconhecimento (função das condicionantes geológicas) e o grau de
confiança da estimativa (função do grau de exploração), embora
hajam outros parâmetros a serem considerados.
Deve ficar claro, que, ao se “classificar reservas”, o parâmetro “lucro”
está intrínseco: o bem mineral investigado é adequado para uso
industrial e pode ser produzido a um custo tal que a sua venda gerará
lucro. É conveniente lembrar que, na fase inicial da pesquisa mineral,
pretende-se a descoberta; a prospecção fornece dados que indicam a
conveniência, ou não, da continuação dos trabalhos de exploração,
que visem demonstrar a existência de “recursos”. Para se ter uma
“reserva mineral” é preciso que as propriedades físicas e químicas, a
tecnologia de aproveitamento e as condições de lavra do bem mineral
se adaptem a um uso industrial e à comercialização com lucro.

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Pesquisa mineral é o conjunto de atividades que tem por finalidade a


descoberta e a investigação de substâncias minerais úteis.
Compreende, pois, a Prospecção e a Exploração. Prospecção mineral
compreende os trabalhos de campo, de laboratório e de gabinete
direcionados para a descoberta de concentrações minerais de
interesse econômico. Exploração mineral é o processo de investigação
e avaliação das concentrações minerais, através de métodos, estudos
e técnicas adequados.

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O principal objetivo da sondagemé a coleta de amostras para análise de
teor (além de espessura, densidade e outros que sejam importantes para
o estudo do Depósito Mineral). É de suma importância que o técnico
disponha de uma serra elétrica ou uma máquina denominada “Divisor de
Testemunhos” para proceder à amostragem. ( Mário T. C. Neto e
Alexandre M. R. Da Rocha, Noção de pesquisa e prospeção mineral para
técnico de geologia e mineração, 2010, pag. 214)
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Ela evoluiu principalmete a partir da idade da pedra (antes de 4000
a.c) e pode ser considerado como a segunda atividade industrial mais
antiga da humanidade (após a agricultura). (Adilson Curi, 2014,pag,
14).