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DIREITO

PENAL
PLANTÃO POLICIAL – PC-SP (2018)

PROF. RENAN ARAUJO


PROF. RENAN ARAUJO

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CRIMES CONTRA A VIDA

Ø Homicídio

Ø Induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio

Ø Infanticídio

Ø Aborto

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CRIMES CONTRA A VIDA – TÓPICOS IMPORTANTES

ØFeminicídio

ØViolência doméstica e familiar


ØMenosprezo ou discriminação à condição de mulher

ØHomicídio contra agentes de segurança pública

ØContra o próprio agente ou seus familiares (cônjuge, companheiro


ou parente consanguíneo até terceiro grau)

ØNo exercício da função ou em razão dela

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(VUNESP – 2014 – PC-SP – AUXILIAR DE NECROPSIA)
Medusa, sob a influência do estado puerperal, veio a matar o seu próprio filho
recém-nascido, logo após o parto. Segundo o que estabelece o Código Penal
em relação a essa conduta, é correto afirmar que Medusa
a) cometeu o crime de infanticídio, mas ficará livre da pena em razão de ter
agido sob a influência do estado puerperal.
b) cometeu o crime de homicídio, mas ficará livre da pena por ter agido sob a
influência do estado puerperal.
c) cometeu o crime de homicídio.
d) cometeu o crime de homicídio, mas terá sua pena reduzida por ter agido
sob a influência do estado puerperal.
e) cometeu o crime de infanticídio.

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(VUNESP – 2014 – PC-SP – ATENDENTE)
Assinale a alternativa que traz as duas hipóteses de aborto legal, praticado por
médico, expressamente previstas no art. 128 do CP.
a) Se o feto sofre de doença incurável, sendo praticado com o consentimento da
gestante; se há má-formação fetal que inviabilize a vida extrauterina.
b) Se há má-formação fetal que inviabilize a vida extrauterina; se não há outro
meio de salvar a vida da gestante.
c) Se não há outro meio de salvar a vida da gestante; se praticado com o
consentimento dela, tendo sido a gravidez resultada de estupro.
d) Se o feto sofre de doença incurável, sendo praticado com o consentimento da
gestante; se praticado com o consentimento da gestante, tendo sido a gravidez
resultada de estupro.
e) Se a gestante é menor de idade, sendo o procedimento autorizado pelos
responsáveis; se praticado com o consentimento da gestante, tendo sido a
gravidez resultada de estupro.

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(VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO)
“X” recebe recomendação médica para ficar de repouso, caso contrário, poderia
sofrer um aborto. Ocorre que “X” precisa trabalhar e não consegue fazer o
repouso desejado e, por essa razão, acaba expelindo o feto, que não sobrevive.
Em tese, “X”
a) não praticou crime algum.
b) praticou o crime de aborto doloso.
c) praticou o crime de aborto culposo.
d) praticou o crime de lesão corporal qualificada pela aceleração do parto.
e) praticou o crime de desobediência.

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(VUNESP – 2014 – PC-SP – PERITO)
A questão, refere -se às normas do Código Penal.
É correto afirmar que o aborto praticado por médico
a) não é punível, ainda que haja outro meio de salvar a vida da gestante.
b) não é punível, se não houver outro meio de salvar a vida da gestante.
c) não é punível em hipótese alguma.
d) é punível, se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.
e) não é punível, se a gravidez resulta de estupro e o aborto não é precedido de
consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

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(VUNESP – 2014 – PC-SP – ESCRIVÃO)
A conduta de induzir, instigar ou auxiliar outra pessoa a suicidar-se, que tem
como resultado lesão corporal de natureza leve,
a) tem pena duplicada se cometida por motivo egoístico.
b) tem pena agravada se a vítima tem diminuída, por qualquer causa, a
capacidade de resistência.
c) não é prevista como crime.
d) tem pena aumentada se a vítima for menor de idade.
e) é punida com pena de 1 (um) a 3 (três) anos.

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LESÕES CORPORAIS

Lesão corporal

Ø Leve

Ø Grave

§ Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de


trinta dias
§ Perigo de vida
§ Debilidade permanente de membro, sentido ou função
§ Aceleração de parto

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LESÕES CORPORAIS

Lesão corporal

Ø Gravíssima

§ Incapacidade permanente para o trabalho


§ Enfermidade incurável
§ Perda ou inutilização do membro, sentido ou função
§ Deformidade permanente
§ Aborto

Ø Qualificada pelo resultado morte

Ø Culposa
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(VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO)
Se da lesão corporal dolosa resulta morte e as circunstâncias evidenciam que
o agente não quis o resultado morte, nem assumiu o risco de produzi-lo,
configura(m)-se
a) lesão culposa e homicídio culposo, cujas penas serão aplicadas
cumulativamente.
b) lesão corporal seguida de morte.
c) homicídio culposo qualificado pela lesão.
d) homicídio doloso (dolo eventual).
e) homicídio doloso (dolo indireto).

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(VUNESP – 2015 – PC-CE – INSPETOR)
É um resultado que caracteriza o crime de lesão corporal de natureza grave,
cuja pena é de reclusão de um a cinco anos:
a) incapacidade para as ocupações habituais, por mais de dez dias.
b) incapacidade para as ocupações habituais, por mais de vinte dias.
c) debilidade temporária de membro, sentido ou função
d) incapacidade para as ocupações habituais, por mais de quinze dias.
e) aceleração de parto.

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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO

ØFurto
§ Simples

§ Privilegiado

§ Qualificado

ØRoubo
§ Simples

§ Majorado

§ Qualificado
(VUNESP – 2014 – PC/SP – TÉCNICO PERICIAL)
“Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça
ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à
impossibilidade de resistência”. O Código Penal Brasileiro intitula o tipo penal
ora transcrito de
a) extorsão.
b) furto de coisa comum.
c) roubo.
d) furto qualificado.
e) furto.

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(VUNESP – 2015 – MPE-SP – ANALISTA DE PROMOTORIA)
Antônia caminhava pela via pública, quando João se aproximou dela e puxou a
bolsa que levava nas mãos. Inconformada, a vítima correu atrás de João, exigindo
que lhe devolvesse a bolsa, quando então ele desferiu um soco contra o rosto de
Antônia, que, em razão disso, caiu ao solo, permitindo a fuga de João. Populares
escutaram os gritos de socorro da vítima, perseguiram João, conseguindo detê-lo
até a chegada da polícia. A vítima, que teve sua bolsa recuperada, foi socorrida
em razão dos ferimentos provocados por João, medicada e em seguida liberada
(lesões não graves). Sobre a conduta de João, é correto afirmar que
a) praticou o crime de furto qualificado, considerando que João subtraiu a bolsa
das mãos da vítima sem violência ou ameaça.
b) praticou o crime de latrocínio, em razão das lesões corporais provocadas na
vítima.
c) praticou o crime de roubo impróprio.
d) praticou o crime de lesão corporal, considerando que a bolsa foi recuperada
logo em seguida.
e) praticou o crime de roubo próprio.

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(VUNESP – 2013 – PC/SP – PAPILOSCOPISTA)
Imagine que João confunda seu aparelho de telefone celular com o de seu
colega Pedro e, descuidadamente, leve para sua casa o aparelho de Pedro. Ao
perceber o equívoco, João imediatamente comunica-se com Pedro e informa
o ocorrido. No dia seguinte, João devolve o aparelho ao colega sem qualquer
dano. Analisando a hipótese narrada, é possível afirmar que João
(A) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto da
desistência voluntária.
(B) não cometeu crime algum.
(C) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do
instituto da desistência voluntária.
(D) cometeu crime de furto, mas não será punido em vista do instituto do
arrependimento eficaz.
(E) cometeu crime de apropriação indébita, mas não será punido em vista do
instituto do arrependimento eficaz.

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(VUNESP – 2013 – PC/SP – PAPILOSCOPISTA)
Estabelece o art. 155, § 2.º do CP como requisitos necessários para que, no
crime de furto, o juiz aplique somente a pena de multa, ser o criminoso
(A) confesso e de insignificante valor a coisa subtraída.
(B) primário e de pequeno valor a coisa furtada.
(C) não reincidente e portador de condições pessoas favoráveis, como
domicílio fixo e ocupação lícita.
(D) menor de 21 (vinte e um) anos ou maior de 70 (setenta) anos e que
proceda à restituição voluntária da coisa subtraída.
(E) confesso e que proceda à restituição voluntária da coisa subtraída.

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DIREITO PROCESSUAL
PENAL
PLANTÃO POLICIAL – PC-SP (2018)

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PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO INQUÉRITO POLICIAL

Ø Administrativo
Ø Inquisitivo
Ø Oficial
Ø Sigiloso
Ø Escrito
Ø Indisponível
Ø Dispensável
Ø Discricionário
(VUNESP – 2014 – PC-SP – PERITO- ADAPTADA)
A autoridade policial tem o dever de determinar a realização das diligências
requeridas pelo indiciado, bem como pelo ofendido, em observância ao
princípio do contraditório e da ampla defesa.
INSTAURAÇÃO DO IP

Ø Ação penal pública incondicionada

Ø Ação penal pública condicionada

Ø Ação penal privada


CONCLUSÃO E ARQUIVAMENTO DO IP

Ø Prazo para conclusão

Ø Decisão de arquivamento

q Decisão de arquivamento faz coisa julgada material?


(VUNESP – 2015 – PC-CE – DELEGADO DE POLÍCIA)
O inquérito policial, nos crimes em que a ação pública depender de
representação,__________ ; nos crimes de ação privada, a autoridade policial
somente poderá proceder a inquérito___________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas.
a) depende de queixa crime para sua instauração … após colher o consentimento
da vítima ou de terceiro patrimonialmente interessado na investigação do fato
b) pode ser instaurado independentemente dela, mas só pode embasar ação
penal após manifestação positiva da vítima … após oferecimento de queixa crime
c) só pode ser iniciado se não houver transcorrido o prazo decadencial de seis
meses … quando acompanharem a representação do ofendido o nome e
qualificação de ao menos três testemunhas
d) não poderá sem ela ser iniciado … a requerimento de quem tenha qualidade
para intentá-la
e) depende de queixa crime para sua instauração … após oferecimento de queixa
crime
(VUNESP – 2015 – PC-CE – ESCRIVÃO DE POLÍCIA)
Assinale a alternativa correta no que tange ao arquivamento do Inquérito
Policial, segundo o disposto no Código de Processo Penal.
a) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade
judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial somente
poderá proceder a novas pesquisas com autorização da autoridade
judiciária que determinou o arquivamento.
b) A autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito.
c) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade
judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial não
poderá proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia.
d) Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade
judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá
proceder a novas pesquisas se de outras provas tiver notícia.
e) A autoridade policial poderá mandar arquivar autos de inquérito somente
nos casos em que for constatada atipicidade da conduta.
(VUNESP – 2014 – PC-SP – INVESTIGADOR DE POLÍCIA)
O inquérito policial
a) somente será instaurado por determinação do juiz competente.
b) pode ser arquivado por determinação da Autoridade Policial.
c) estando o indiciado solto, deverá ser concluído no máximo em 10 dias.
d) nos crimes de ação pública poderá ser iniciado de ofício.
e) não poderá ser iniciado por requisição do Ministério Público.
PRISÃO CAUTELAR

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PRISÃO EM FLAGRANTE

Ø Sujeitos
§ Qualquer do povo (facultativamente)

§ A autoridade policial e seus agentes (obrigatoriamente)

Ø Espécies de prisão em flagrante

§ Flagrante próprio

§ Flagrante impróprio

§ Flagrante presumido
COMUNICAÇÃO DA
PRISÃO EM FLAGRANTE

Ø Comunicação IMEDIATA
§ Juiz
§ MP
§ Família do preso

Ø Remessa do APF em 24h

§ Juiz

§ DP (caso o preso não indique advogado)


PRISÃO PREVENTIVA

Cabimento

§ Crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4


(quatro) anos.
§ Se o infrator tiver o sido condenado por outro crime doloso, em sentença
transitada em julgado (desde que tenha ultrapassado menos de cinco anos
desde a extinção da punibilidade)
§ Se o crime envolver violência doméstica e familiar contra a mulher, criança,
adolescente, idoso, enfermo ou pessoa com deficiência, para garantir a
execução das medidas protetivas de urgência.
§ Quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não
fornecer elementos suficientes para esclarecer a dúvida, devendo o preso ser
colocado imediatamente em liberdade após a identificação, salvo se outra
hipótese recomendar a manutenção da prisão.

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PRISÃO PREVENTIVA

Pressupostos

§ Prova da materialidade do delito (existência do crime)

§ Indícios suficientes de autoria

q Momento para a decretação

q Princípio da precariedade ou da provisionalidade

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PRISÃO PREVENTIVA

Requisitos

§ Garantia da ordem pública

§ Garantia da Ordem Econômica

§ Conveniência da Instrução Criminal

§ Segurança na aplicação da Lei penal

q Descumprimento de medida cautelar

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PRISÃO PREVENTIVA

Vedação - A prisão preventiva em nenhum caso poderá decretada se o juiz


verificar, pelas provas constantes dos autos, ter o agente praticado o crime
amparado por excludente de ilicitude.

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PRISÃO TEMPORÁRIA – Tópicos importantes

§ Crimes específicos – Rol taxativo

§ Prazo certo

§ Só cabe durante a investigação

§ Juiz NÃO pode decretar “de ofício”


(VUNESP – 2013 – PC/SP – INVESTIGADOR)
Considera-se em flagrante delito:
(A) o agente que é surpreendido com instrumentos, armas, objetos ou
papéis que façam presumir ser ele autor da infração, em qualquer momento
da investigação.
(B) o agente que é investigado pela prática da infração penal no momento
em que a autoridade policial consegue reunir as provas de ter sido ele o
autor do crime.
(C) o agente das infrações permanentes, enquanto não cessar a
permanência.
(D) o agente que foge após a prática da infração penal enquanto não for
capturado.
(E) o agente que é surpreendido na fase dos atos preparatórios da infração
penal.
(VUNESP – 2014 – PC/SP – ESCRIVÃO)
No que concerne à prisão preventiva e às autoridades encarregadas de funcionar
em procedimentos criminais, o Juiz, o Promotor de Justiça (órgão do Ministério
Público) e o Delegado de Polícia (autoridade policial) podem, respectivamente, de
acordo com os poderes distribuídos pelo art. 311 do CPP,
(A) decretar de ofício ou mediante representação; apenas requerer a decretação;
apenas representar pela decretação.
(B) decretar de ofício ou mediante representação; decretar mediante
representação da vítima ou autoridade policial; mediante representação da vítima
ou autoridade.
(C) decretar apenas mediante representação; decretar mediante representação
da vítima; apenas representar pela decretação.
(D) decretar apenas mediante representação do Promotor de Justiça; decretar
mediante representação da vítima; apenas representar pela decretação com
concordância da vítima.
(E) decretar apenas mediante representação; apenas requerer a decretação;
apenas representar pela decretação.
(VUNESP – 2014 – PC/SP – INVESTIGADOR)
A prisão preventiva
(A) é decretada pelo juiz.
(B) somente poderá ser decretada como garantia da ordem pública.
(C) não poderá ser revogada pelo juiz.
(D) poderá ser decretada pelo delegado de polícia.
(E) é admitida para qualquer crime ou contravenção.
Bons estudos!
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OBRIGADO
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