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Universidade Federal de Campina Grande – UFCG

Centro de Ciências e Tecnologia – CCT


Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM

ANA FLÁVIA DE SOUZA CORREIA


SELSON AUGUSTO SOARES da SILVA
WELLINGTON CORDEIRO OLIVEIRA
WILLAMS OLIVEIRA da PAIXÃO
ZOROASTRO TORRES VILAR

PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA

Desenvolvimento de um Plano de Rigging para Locomoção das Caldeiras do Restaurante


Universitário da Universidade Federal de Campina Grande

Equipamento utilizado no serviço do Restaurante Universitário:


GUINDASTE MADAL MD 300

2010
ANA FLÁVIA DE SOUZA
SELSON AUGUSTO
WELLINGTON CORDEIRO
WILLAMS OLIVEIRA DA PAIXÃO
ZOROASTRO VILAR

PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA

IÇAMENTO DAS CALDEIRAS MODELO SIMILI S4 HF


DO RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE CAMPINA GRANDE

Plano de movimentação de carga pesada apresentado


a Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica da
Universidade Federal de Campina Grande, em
cumprimento às exigências para obtenção da terceira
nota da disciplina Máquinas de Elevações e
Transporte, ministrada pelo Professor Dr. Juscelino
Farias Maribondo.
(Linha de pesquisa: Projetos Mecânicos)

Área de concentração: Projetos Mecânicos


Assunto específico: Plano de rigging
Responsável pela disciplina: Prof.º Juscelino de Farias Maribondo

Campina Grande - PB
2010

ii
Universidade Federal de Campina Grande – UFCG
Centro de Ciências e Tecnologia – CCT
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM

Desenvolvimento de Um Plano de Rigging para Locomoção das


Caldeiras Do Restaurante Universitário da UFCG

ÁREA: PROJETOS MECÂNICOS

COORDENADOR:
Prof. Juscelino de Farias Maribondo
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica - UAEM
Email: juscelin@dem.ufcg.edu.br

EQUIPE TÉCNICA:
Ana Flávia de Souza
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica - UAEM
Mat: 20421167 E-mail: anaflaviasouza@hotmail.com
Selson Augusto Soares da Silva
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM
Mat: 20811304 E-mail: selsonufcg@gmail.com
Wellington Cordeiro Oliveira
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM
Mat: 20911540 E-mail: wcomec@yahoo.com.br
Willams Oliveira da Paixão
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM
Mat: 20321180 E-mail: willamspaixao@hotmail.com
Zoroastro Torres Vilar
Unidade Acadêmica de Engenharia Mecânica – UAEM
Mat: 20711275 E-mail: zoro.ufcg@gmail.com

Campina Grande - Pb
2010

iii
C OMPANHIA
I CG
PARAIBA
ELEVANDO SUAS ESPECTATIVAS

iv
Souza, A. F.; Augsusto, S.; Cordeiro, W.; Paixão, W.O.; Vilar, Z. T.; PLANO DE
MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA - Içamento da Caldeira do Restaurante da
Universidade Federal de Campina Grande. Campina Grande: UFCG/CCT/UAEM, 2010,
60p.

RESUMO

O objetivo deste trabalho é realizar um plano de rigging que visa estabelecer os parâmetros,
as condições de segurança e logística para a movimentação das caldeiras modelo SIMILI S4
HF do restaurante universitário da UFCG. A motivação para o desenvolvimento deste
trabalho surgiu dentro da disciplina Máquinas de Elevação e Transporte (MET) como uma
das formas de avaliação dos conhecimentos ministrados da referida disciplina. As
informações necessárias para a elaboração deste plano estão alicerçadas no conteúdo
programático da disciplina mencionada acima, e as demais informações foram obtidas de
catálogos, pesquisas na internet e através de inspeções no local de içamento, tais como peso
das caldeiras, disposição das mesmas na área de trabalho, capacidade de produção de vapor,
dentre outras. A metodologia para o desenvolvimento do plano foi assim estabelecida:
levantamento das informações sobre a carga a movimentar, levantamento das informações
sobre o terreno onde a carga se encontra, estabelecimento do guindaste e dos assessórios a
serem utilizados na operação de movimentação da carga, definição das condições de
operação segura do guindaste e recomendações de segurança para os envolvidos durante a
movimentação da carga. Através das dimensões da área de trabalho definiu-se o
posicionamento do guindaste e a melhor forma de içar a carga e transportar a mesma até o
local de destino. Com base nessas informações, o tipo de guindaste selecionado foi o
guindaste de lança telescópica com JIB modelo MADAL MD 300, com capacidade de
elevação de 30 toneladas.

Palavras-chaves: Plano de Rigging, Guindaste, Movimentação de Carga, Caldeira.

v
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIAÇÕES

Símbolo Denominação

atm - Atmosfera
CIP - Companhia de Içamento da Paraíba
d - Espessura
JIB - Extensão Treliçada
MET - Máquinas de Elevações e Transporte
NR - Norma Regulamentadora
R - Raio
RU-UFCG - Restaurante Universitário da Universidade Federal de Campina Grande
SSTMA - Setor de Saúde e Segurança do Trabalho e Meio Ambiente
UFCG - Universidade Federal de Campina Grande
VL - Vista Lateral
VS - Vista Superior
Proex - Pro-Reitoria de Pesquisa e extensão

vi
LISTA DE FIGURAS

Figura Página

Figura 1. Capacidade, Dimensões e Peso das Caldeiras ....................................................... 14


Figura 2. Esquematização do posicionamento das caldeiras e suas dimensões .................... 15
Figura 3. Rota a ser percorrida pelo guindaste ...................................................................... 16
Figura 3. Vista frontal do local de trabalho........................................................................... 17
Figura 4. Entorno da área de trabalho do guindaste .............................................................. 18
Figura 2. Desnível do terreno ................................................................................................ 21
Figura 6. Içamento utilizando viga equalizadora e tirante .................................................... 23
Figura 8. Posicionamento do guindaste e do caminhão de transporte da carga .................. 24
Figura 9. Vista lateral direita da área de trabalho ................................................................. 29
Figura 10. Parte interna do telhado a ser removida ............................................................... 29

vii
Índice Página

RESUMO ................................................................................................................................ v
LISTA DE SÍMBOLOS E ABREVIAÇÕES ........................................................................ vi
LISTA DE FIGURAS ........................................................................................................... vii
1. Definição do Problema ................................................................................................ 9
1.1. INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 9
1.2. Objetivo Geral ....................................................................................................... 10
1.3. Objetivo Especifico ............................................................................................... 10
1.4. Justificativa ........................................................................................................... 10
1.5. Delimitação do trabalho ........................................................................................ 10
1.6. Estruturação do Trabalho ...................................................................................... 11
2. A carga e o local de movimentação da mesma ............................................................. 13
2.1. A carga a ser movimentada ................................................................................... 13
2.2. Localização e Vias de Acesso do Sitio ................................................................. 15
2.3. Planta Baixa e de Elevação do Sítio ...................................................................... 16
2.4. Principais Obstáculos ............................................................................................ 17
3. METODOLOGIA ......................................................................................................... 19
4. RESULTADOS ............................................................................................................. 21
5. CONCLUSÕES ............................................................................................................. 32
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................................... 62

viii
1. Definição do Problema

O Restaurante Universitário da Universidade Federal de Campina Grande (RU-


UFCG) dispõe de duas caldeiras que eram utilizadas para produção de vapor saturado
aplicado no beneficiamento da alimentação dos alunos comensais assim como na lavadora
empregada no processo de limpeza das bandejas em geral. Com a renovação e sucateamento
de alguns equipamentos ultrapassados, surgiu a necessidade do desenvolvimento de um
plano de rigging destinado à movimentação das caldeiras propiciando a operação segura e
eficiente dos envolvidos e da própria carga.

1.1. INTRODUÇÃO

As Máquinas de Elevação e Transporte (MET) foram e são de grande importância e


valia no desenvolvimento das civilizações e do comércio, visto que as mesmas contribuíram
de forma elevada na construção de cidades, templos e outras edificações, assim como no
auxílio de carga e descarga de navios e outros meios de deslocamentos de produção e
matéria-prima.
As MET’s são equipamentos destinados à movimentação de cargas, seja de forma
continua ou descontinua (TAMASAUSKAS, 2000). O emprego desse tipo de equipamento
pode ser visto em estabelecimentos ou áreas, departamentos, fábricas e indústrias, nos locais
de construções, de armazenagem e recarga (RUDENKO, 1976).
As MET’s devem seu desenvolvimento às atividades como mineração, indústria e
movimentação comercial, por serem atividades com grande demanda de trabalho. Nos dias
atuais seria impensável a realização de algumas atividades produtivas sem que houvesse a
utilização de máquinas de elevação e transporte. O emprego dessas máquinas veio a
contribuir para a realização dessas atividades, bem como a ampliação das mesmas, do ponto
de vista econômico.
As operações, que hoje podem ser realizadas utilizando as MET, são possíveis
graças ao surgimento dessas máquinas e graças também ao seu aperfeiçoamento ao longo
do tempo. Construções antigas, como por exemplo, as pirâmides pode-se dizer que foram o
berço para o surgimento das primeiras máquinas, que tinham o objetivo de facilitar o
trabalho do homem.

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1.2. Objetivo Geral

No presente trabalho, será elaborado um plano de movimentação de cargas voltado a


locomoção das caldeiras do Restaurante Universitário da Universidade Federal de Campina
Grande – RU-UFCG, para possíveis manutenções ou troca. Dessa forma o presente trabalho
tem como escopo elaborar um plano de Rigging para a locomoção adequada das caldeiras
do RU-UFCG.

1.3. Objetivo Especifico

Como objetivo específico teve-se a elaboração de um Plano de Rigging de forma a


garantir todos os requisitos técnicos e de segurança para a correta movimentação da carga.

1.4. Justificativa

O desenvolvimento de um plano de movimentação de carga é fundamentado pela


necessidade de se fazer todo o planejamento prévio de como o processo será conduzido,
buscando a forma mais eficaz e segura. O plano de movimentação de carga pesada abrange
todos os estágios que devem ser seguidos, a partir de inspeções e características da carga e
da área de trabalho.
Este projeto está inserido nas atividades de desenvolvimento contínuo em
Engenharia Mecânica e através do mesmo, busca ampliar e aliar os conhecimentos teóricos
e práticos na confecção de projetos de engenharia e está inscrito na categoria de Máquina de
Elevação a ser utilizado para solução de um problema do RU-UFCG.

1.5. Delimitação do trabalho

O tempo estimado de execução do serviço é aproximadamente 4 horas devendo este


ser realizado fora de horário comercial (feriados ou fim de semana).para que o trafego de

10
pessoas e veículos no entorno da área de trabalho seja minimizado e desta forma assegurar
que o serviço não acarrete maiores riscos.

1.6. Estruturação do Trabalho

 Guindastes

O guindaste (também chamado de grua) é um equipamento utilizado para a elevação


e a movimentação de cargas e materiais pesados, assim como a ponte rolante, usando o
princípio da física no qual uma ou mais máquinas simples criam vantagem mecânica para
mover cargas além da capacidade humana. Sendo assim um guindaste é uma máquina de
elevação e transporte usada para erguer, movimentar e baixar materiais pesados. O tipo
mais comum de guindaste consiste numa torre treliçada de aço ou uma torre telescópica
montada em uma plataforma móvel, que pode ser constituída de trilhos, rodas, acoplados a
caminhões ou ainda sobre esteiras.
Os guindastes móveis podem ainda ser do tipo telescópico, que são um tipo de
equipamento cuja lança consiste em certo número de tubos, cada tubo dentro de outro tubo.
Um mecanismo hidráulico (geralmente um pistão) estende ou retrai os tubos aumentando ou
diminuindo o comprimento da lança. Outro tipo de guindaste bastante popular é o guindaste
montado sobre uma plataforma de uma carreta ou caminhão, o que fornece ao guindaste a
mobilidade de um caminhão convencional. As patolas que são usadas para nivelar e
estabilizar o guindaste estendem-se horizontalmente e verticalmente possibilitando a
movimentação de materiais pelo guindaste.
Movimentar materiais é uma tarefa que demanda grande esforço. A utilização de
equipamentos adequados para cada tipo de material a ser transportado pode contribuir para
uma melhor execução desta tarefa. Cada vez mais, novos equipamentos, mais modernos e
sofisticados, são introduzidos no mercado, e a escolha do melhor equipamento depende de
muitas variáveis, como o custo, o produto a ser manuseada, a necessidade ou não de mão de
obra especializada, espaço disponível, segurança, entre outros.

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 Plano de içamento e movimentação de cargas

Também conhecido como Plano de Rigging, o Plano de Movimentação de Cargas é


o documento no qual se pode visualizar e detalhar toda a operação com o equipamento e a
carga, antes da mesma ser executada. É um planejamento prévio, onde se determinará a
forma mais eficaz e segura de se executar o serviço. Antes de iniciar qualquer operação de
içamento e movimentação de cargas se faz necessário um entendimento entre as pessoas
envolvidas na operação, ou seja, é necessário que todos os profissionais envolvidos na
operação estejam cientes das circunstâncias em que a mesma ocorrerá, seja dentro dos
padrões técnicos ou dos padrões de segurança.
Um plano de Rigging consiste na elaboração detalhada de planos de trabalho e
procedimentos operacionais, que visam de maneira sistemática à execução de uma elevação
e transporte de uma determinada carga, com intuito de estabelecer as melhores condições
para o manuseio da mesma. Dessa forma o plano de rigging se assemelha à fase de
planejamento da obra, embora esteja naturalmente inserido nesta etapa. Através deste
estudo serão determinados diversos fatores que buscam otimizar o tempo de montagem da
estrutura de forma que os transtornos envolvendo a montagem se tornem vantagem
competitiva frente à estrutura de concreto. O primeiro passo no estudo do plano de Rigging
é a coleta de dados do projeto estrutural, pois através desta coleta se determinará a escolha
do equipamento a ser utilizado. Esta escolha é singular e deve atender a uma série de
requisitos básicos, além de demandar atenção especial a pequenos detalhes que ao final do
processo irão compor com objetividade o argumento para a escolha do guindaste.
(AZEVEDO 2006).
O plano de Rigging é elaborado a partir de plantas da área onde a carga será
manuseada, do dimensionamento dos acessórios destinados a auxiliar na manipulação e
elevação da carga, do estabelecimento do patolamento e taxa de trabalho do terreno, do
estabelecimento do pessoal e das funções a exercer durante a movimentação da carga e das
recomendações para a operação segura e eficiente dos envolvidos e da própria carga.
Esse procedimento é iniciado pela combinação de uma série de questões, que
respondidas adequadamente indicarão o caminho, se não correto, mais propício a uma
movimentação eficaz e segura. AZEVEDO (2006) cita os seguintes questionamentos a
serem feitos:
 Qual o peso da carga a ser içada?
 Quais são suas dimensões?

12
 A carga possui olhais para o içamento (pontos de pega)?
 Qual o posicionamento da carga a ser içada em relação ao guindaste?
 Qual tipo de terreno em que se dará o içamento e a movimentação da carga?
 Existem interferências entre a carga a ser içada e seu local de descarregamento?
Em princípio, respondidas estas questões, pode-se delinear o esboço do que será o
equipamento a ser utilizado. De acordo com Azevedo (2006), segue a seguir os principais
pontos a serem abordados para o desenvolvimento de um plano de Rigging.

2. A carga e o local de movimentação da mesma

2.1. A carga a ser movimentada

Uma caldeira é em sua essência um trocador de calor com geração própria de


energia através da queima de algum combustível. São empregadas na produção de vapor
d’água ou aquecimento de fluidos térmicos. A caldeira mais eficiente é aquela que consegue
aproveitar a maior quantidade do calor gerado na combustão. A energia para a vaporização
pode ser obtida através da queima de um combustível sólido, líquido ou gasoso, ou por
conversão de energia elétrica e até a fissão nuclear, que é o caso de usinas termonucleares.
As caldeiras que produzem vapor pela queima de combustíveis podem ser
classificadas em dois grandes grupos, de acordo com o conteúdo nos tubos: em
flamotubulares e aquatubulares. As caldeiras a serem transportadas são flamotubulares e
definem como sendo aquelas em que os gases quentes da combustão circulam no interior de
tubos que atravessam o reservatório de água a ser aquecida para produzir vapor. Suas
principais vantagens e desvantagens são:

 Vantagens:

 Construção fácil, com custos relativamente baixos;


 São bastante robustas;
 Não exigem tratamento de água muito cuidadoso;
 Exigem pouca alvenaria;
 Utilizam qualquer tipo de combustível, líquido, gasoso ou sólido;

 Desvantagens:

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 Pressão limitada em torno de 15 atm, devido à espessura da chapa dos corpos cilíndricos
crescer com o diâmetro;
 Partida lenta, em função de se aquecer todo o volume de água;
 Baixa capacidade e baixa taxa de produção de vapor por unidade de área de troca de calor;
 Circulação de água deficiente;
Dificuldades para instalação de superaquecedores, economizadores e pré-
aquecedores de ar.
A carga a ser movimentada consiste em duas caldeiras modelo SIMILI S4 HF.
Devido à defasagem das caldeiras do RU-UFCG não foi possível encontrar os catálogos
contendo as características das mesmas. Entretanto, através de pesquisas encontraram-se
catálogos de caldeiras com capacidade de produção de vapor e dimensões próximas às
caldeiras a serem removidas. Dessa forma, considerou-se uma carga de aproximadamente 2
toneladas. A caldeira que mais se assemelhou as existentes no RU-UFCG – caldeiras ATA -
0 e ATA - 2 – é mostrada na figura 1.

Figura 1. Capacidade, Dimensões e Peso das Caldeiras

A partir da medição da carga obteve-se um diâmetro de 1,28 m e comprimento 1,84


m.
A figura 2 mostra esquematicamente o posicionamento e as dimensões da carga.

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1,84 m

1,40 m
1,28 m
Caldeira 01

1,50 m
Caldeira 02 1,28 m

Figura 2. Esquematização do posicionamento das caldeiras e suas dimensões

2.2. Localização e Vias de Acesso do Sitio

Toda movimentação de carga deverá ser precedida de um Plano de Rota envolvendo o


operador de guindaste, o responsável pela execução do içamento e os executantes, para que
os envolvidos tenham consciência dos riscos da carga suspensa e que os possíveis
problemas na sua movimentação sejam resolvidos antes do içamento, como por exemplo:
passagem obstruída, interferência acima, abaixo e com o próprio guindaste, espaço limitado
para a movimentação da peça, etc. Dessa forma, com a ajuda do Googlemaps, definiu-se a
melhor rota a ser percorrida pelo guindaste. A figura 3 mostra a rota escolhida, que parte da
sede da empresa até o local da carga.

15
Figura 3. Rota a ser percorrida pelo guindaste
Fonte: Googlemaps.

A rota escolhida possui um percurso de aproximadamente 9 Km da empresa até o ponto


de trabalho. De acordo com o percurso escolhido, a carga a ser transportada e os guindastes
disponíveis na empresa, não há necessidade se fazer bloqueios de rua, corte de energia,
desvio de fluxo de veículos, corte de árvores e de comunicar autoridades públicas como
corpo de bombeiros, logo a carga não é considerada perigosa.

2.3. Planta Baixa e de Elevação do Sítio

Para uma melhor caracterização da área de trabalho foi requisitado à Prefeitura


Universitária a planta baixa das ruas onde o guindaste irá trafegar. O anexo 01 mostra a
planta baixa do RU-UFCG e das ruas onde o guindaste irá trafegar. A figura 4 mostra
esquematicamente uma vista frontal da área de elevação do sítio.

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h1=7 m
3,8 m

RU-UFCG

h2=0,6 m

Figura 4. Vista frontal do local de trabalho

2.4. Principais Obstáculos

A rede elétrica constitui um grande risco no processo de içamento de uma carga,


necessitando assim, de uma grande atenção da equipe envolvida no trabalho. Dessa forma,
identificaram-se obstáculos e interferências na área de movimentação, verificando se as
atividades que serão realizadas estão próximas de linhas energizadas. Foram medidas as
distâncias da rede elétrica e das árvores para as imediações da área de trabalho do guindaste
assim como do percurso que será percorrido pelo mesmo, com o intuito de se providenciar o
desligamento e/ou retirada da rede elétrica que provavelmente interfiram no trabalho.
Conforme observado pela equipe de campo e ilustrado na figura 5, constatou-se a
necessidade da remoção de árvores no entorno da área de trabalho do guindaste além da
necessidade do desligamento da rede elétrica e remoção dos cabos. Dessa forma foi enviada
uma solicitação para a Prefeitura Universitária para que a mesma tomasse as providências
cabíveis. Pela figura 5 pode-se observar a presença de árvores e de fiações da rede elétrica
no entorno da área de trabalho do guindaste.

17
Figura 5. Entorno da área de trabalho do guindaste

No anexo 02, podemos encontrar o modelo da solicitação de serviço encaminhada à


prefeitura da UFCG, para remoção das árvores e interrupção da transmissão de energia
elétrica.

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3. METODOLOGIA

Para o desenvolvimento da problemática proposta pelo professor Juscelino de Farias


Maribondo da disciplina Máquinas de Elevações e Transporte ofertada pela Unidade
Acadêmica de Engenharia Mecânica da UFCG, inicialmente foi criado uma empresa fictícia
de elevações e transporte de cargas retratada aqui como Companhia de Içamento da Paraíba
– CIP. A seguir será descrito o passo a passo da metodologia aplicada por essa empresa para
o desenvolvimento do plano de Rigging que será aplicado para remoção das caldeiras do
RU-UFCG.
Após a solicitação de um orçamento para içamento de carga, encaminhado pela
Prefeitura Universitária, a empresa solicitada (CIP), enviou inicialmente uma equipe de
campo para a caracterização da carga e do local de manuseio da mesma. Durante a visita ao
local, fez-se o seguinte levantamento de dados:

 Solo

Na caracterização do solo, verificaram-se as condições do terreno observando: sua


planicidade e estado de compactação, a necessidade da utilização de pranchões ou
dormentes (cepos) para assentamento das patolas ou regularização do terreno; as medidas
do local de trabalho do guindaste e onde as caldeiras estão localizadas assim como a área
nas imediações, definindo-se o raio de operação do guindaste que deverá ser isolada com
cerca de proteção.

 Posicionamento do Guindaste

Analisou-se o posicionamento inicial e o deslocamento até o ponto final da carga,


determinando assim o raio, o ângulo, comprimento da lança e a capacidade do guindaste
para essas condições de operação. Esses dados foram calculados através das dimensões da
área de trabalho. Dessa forma inicialmente fez-se a medida das edificações da área de
trabalho(largura da rua, altura dos tanques, prédio, distancia entre o centro do guindaste e o
cetro das caldeiras) .
O comprimento da lança foi determinado em função do raio de trabalho e do ângulo
de inclinação da mesma; segue em anexo os passos para o calculo dos mesmos.

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Decorrido a caracterização do local e da carga, a empresa deu inicio ao
planejamento do processo de içamento, definindo os acessórios necessários como: cabos de
aço, cintas, olhais, manilhas, quebra canto, cepos, cordas guias, ganchos, redes de proteção,
rádios de comunicação, entre outros. Definiu-se também a capacidade do guindaste a ser
utilizado, colocando sua tabela de carga em anexo a este procedimento.
Após a definição do guindaste que será empregado no içamento, fez-se o check-list do
mesmo, para verificar se todos os acessórios e equipamentos estão de acordo com as normas
estabelecidas, assim como identificar a ausência de algum item.
Durante o processo de içamento a empresa solicitada deverá ainda tomar providências
como:
 Verificação das condições climáticas como chuva e vento, já que são fatores que
influenciam diretamente na operação;
 Fazer o isolamento da área de içamento que atenda ao raio de operação do guindaste
com cercas de proteção. Deverá também distribuir placas de aviso que proíbam a
passagem de qualquer pessoa na área delimitada de operação do guindaste;
 Utilizar cordas nas extremidades das cargas a serem içadas para evitar o balanço e
facilitar o posicionamento da mesma;
 Realizar o aterramento do guindaste;
 Definir o sinaleiro que é o responsável por autorizar o içamento das cargas,
identificando-o com colete fluorescente e utilizando-se para sinalização rádio, sinais
manuais ou instrumentos sonoros (apito).

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4. RESULTADOS

Com os dados coletados pela equipe de campo encaminhada ao local de trabalho, a


empresa contratada fez o desenvolvimento do plano de içamento da carga com a descrição
de todos os procedimentos realizados previamente e a serem realizados durante o trabalho.

 Características da empresa

A empresa CIP executa operações de içamento que vão desde serviços leves até altas
cargas. Com equipamentos modernos e de alta tecnologia, consegue garantir que os serviços
sejam executados com alta segurança e que consiga finalizar cada projeto com um baixo
índice de parada para manutenção e reparos. A empresa em questão encontra-se localizada
em Campina Grande - PB, sua descrição detalhada (estrutura física, folha de funcionários,
de máquinas e equipamentos) encontra-se no anexo 03.
Possui diversas formas de contato sejam elas por telefone, fax, e-mail ou site. Através
do site da empresa é possível fazer-se uma simulação previa de orçamento. Encontra-se no
anexo 04 uma imagem que ilustra o formulário de preenchimento on line.

 Caracterização do solo

Através da utilização de uma mangueira transparente preenchida com água


(mangueira de nível), foi medido o desnível do terreno. A figura 6 mostra
esquematicamente como foi feito a medição desse ângulo (β).

h=0,36m β
b
L=4,56 m
Figura 6. Desnível do terreno

Com a medição da altura do desnível h e do comprimento L, fez-se o cálculo do


ângulo β através da lei dos senos, observando-se a existência de uma inclinação no terreno
de 4,45º, dessa forma constata-se a necessidade de utilização de cepos para nivelar o
terreno. Segue no anexo Memorial de Cálculo o detalhamento desses cálculos.

21
Através das observações realizadas na área de trabalho do guindaste, notou-se ainda
que o terreno apresenta uma boa compactação estando o mesmo recoberto com uma camada
de paralelepípedos.

 Içamento da Carga

Utilizando as informações encontradas determinaram-se alguns fatores de extrema


importância no trabalho de içamento, tais como: forma de amarração da carga, altura de
içamento, etc. A carga será amarrada com o auxilio de uma viga equalizadora, dessa forma
não se faz necessário a determinação do seu centro de gravidade já que a mesma garante o
alinhamento dos eixos, permitindo a equalização da carga entre os eixos dianteiro e traseiro
absorvendo esforços de aceleração e frenagem, evitando assim a trepidação do eixo. Além
disso, são usados também tirantes laterais (cabos guias), que ajudam a controlar o
movimento da suspensão e agem como um "anti-roll", garantindo uma excelente
estabilidade da carga. Para se evitar a proximidade dos operadores com a carga, fez-se uso
de ganchos para aproximar os tirantes dos mesmos. A figura 7 apresenta um exemplo de um
processo de içamento utilizando viga equalizadora e tirante.

22
Figura 7. Içamento utilizando viga equalizadora e tirante

 Posicionamento do guindaste

Através das dimensões da área de trabalho colhidas inicialmente pela equipe de


campo e pela planta baixa fornecida pela Prefeitura Universitária, definiu-se o
posicionamento do guindaste. A figura 8 mostra esquematicamente o seu posicionamento
para o içamento da carga e o caminhão de transporte que será utilizado, já a figura 9
apresenta esquematicamente o Posicionamento da carga no caminhão de transporte.

23
2,28 m
1,1m

1,84 m

1,40 m
1,28 m
Caldeira 01

5,2m 2,05 m

1,50 m
Guindaste Caldeira 02 1,28 m

1,1m

Reservatório de óleo BPF

CIP

Caminhão
de
Transporte

CIP

Figura 8. Posicionamento do guindaste e do caminhão de transporte da carga

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2,28 m
1,1m

1,84 m

1,40 m
1,28 m
Caldeira 01

5,2m 2,05 m

1,50 m
Guindaste Caldeira 02 1,28 m

1,1m

Reservatório de óleo BPF

CIP

Caminhão
de
Transporte

CIP

Figura 9. Posicionamento da carga no caminhão de transporte

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Conforme visto anteriormente, há um desnível no terreno de 4,5º o que fez
necessário a utilização de cepos de madeira para compensar tal desnível.

 Escolha do guindaste

Através das dimensões da área de trabalho e do peso da carga, a equipe responsável


pelo içamento fez a escolha do guindaste. Conforme apresentado anteriormente a empresa
dispõe de três guindastes com capacidade de elevação para 30 ton., 50 ton. e 70 ton., dessa
forma através dos cálculos que se encontram no memorial de cálculo do anexo 05,
escolheram-se o guindaste MADAL MD 300. Seu catálogo encontra-se disposto no anexo
06.

 Execução do check list

Antes de o guindaste sair da empresa, será realizada a inspeção de todos os


equipamentos e acessórios que serão utilizados na área de trabalho, assim como uma
revisão da rota e do plano de trabalho a ser realizado. O check list será realizado através do
preenchimento de uma tabela, onde o responsável irá autorizar a saída do guindaste apenas
se todos os equipamentos e acessórios estiverem de acordo com as normas técnicas. No
anexo 07, encontra-se um exemplo de check list utilizado pela empresa.

 Isolamento da Área

A área de trabalho de guindaste será isolada com a utilização de cerca, cones e fitas
sinalizadoras. A área de trabalho é determinada de acordo com o raio de ação da lança do
guindaste, dessa forma, como através dos cálculos obteve-se um raio de lança próximo de
12 m, logo, a área a ser isolada irá corresponder ao circulo com o mesmo raio.

 Comunicação entre o rigger e o guindasteiro

A comunicação entre o rigger sinaleiro e o guindasteiro será feita com o auxilio de


rádios comunicador de médio alcance e por códigos de sinais. No anexo 08 encontram-se os
principais símbolos utilizados para comunicação durante um içamento.

26
 Segundo check list

Antes do inicio do içamento será feito um check list no local de trabalho, onde serão
averiguados novamente todos os equipamentos e acessórios que serão empregados no
trabalho. Após o posicionamento do guindaste na posição de trabalho, serão realizados
testes em todos os equipamentos e acessórios, tais como lança, mecanismo de içamento,
freios, estabilidade do guindaste, equipamentos sonoros, entre outros.
Observação:
O equipamento só deve ser liberado se estiver operacional. Essa verificação deve
ser realizada a cada nova máquina que chegar na obra.

 Inspeções

Antes de iniciar sua operação, o guindaste deverá ser inspecionado e testado para
comprovar seu atendimento às disposições das normas legais pertinentes e as exigências
e/ou especificações do fabricante. O guindaste deverá ser submetido a testes de carga e ser
examinado detalhadamente antes de entrar em operação. O Setor de Segurança do Trabalho
da Contratada deverá acompanhar os testes e exames e manter em arquivo, cópia dos
relatórios de inspeção que deverão ser apresentados à Contratada e a Contratante.
O guindaste e seus equipamentos deverão ser inspecionados regularmente. Registros
escritos, assinados e datados destas inspeções deverão estar sempre disponíveis. Estes
registros deverão incluir detalhes sobre o serviço e manutenção do guindaste.
Os testes de capacidade de içamento deverão ser realizados após cada reparo ou
modificação substancial no guindaste. Este teste deverá ser documentado nos arquivos.
A Contratada e suas Subcontratadas serão responsáveis pela realização de inspeções
precisas e corretas de guindastes de todos os tipos ao chegarem na obra.
Se em qualquer momento a condição do equipamento não satisfazer os requisitos
aqui contidos, deverá ser rejeitado para uso na obra pela Contratada e suas Subcontratadas a
não ser que suas deficiências sejam sanadas.
Nenhuma peça do guindaste que possa ser submetida a carga ou tensão de içamento
poderá ser alterada, soldada ou modificada de qualquer forma fora dos procedimentos
especificados pelo fabricante.
O relatório de inspeção para pré-aceitação/mensal (a mesma inspeção de aceitação
deve ser repetida mensalmente), é usado para verificar a condição do equipamento de
construção que chega na obra, verificando se está livre de defeitos mecânicos e/ou

27
problemas de segurança. O equipamento só será recebido se estiver em boas condições, sem
necessitar de reparos, manutenção ou nenhum dispositivo adicional de segurança.

 Sinais sonoros

Durante o procedimento de içamento serão acionados os sinais sonoros para chamar


a atenção das pessoas envolvidas na área de trabalho, além de informar a situação de perigo
para as pessoas no entorno da área de trabalho.

 Forma de içamento

Após a análise da área de trabalho, decidiu-se que a melhor forma de retirar a carga
é por cima, posicionando o guindaste no acesso lateral por onde é feito abastecimento do
RU-UFCG, conforme pode ser visto na figura 9. Dessa forma será necessário a retirada do
telhado do local onde as caldeiras se encontram. Para isso foi enviado uma requisição a
Prefeitura Universitária solicitando a retirada das telhas, instalações elétricas interna e
madeiras. A figura 9 mostra a parte interna do telhado que deverá ser removida.

28
R = 10,1 m

h = 15 m

 = 56,05 º

Desnível

Figura 10. Vista lateral direita da área de trabalho

Figura 11. Parte interna do telhado a ser removida

O processo de içamento irá se iniciar com o posicionamento do guindaste e do


caminhão de transporte da carga, onde após esse posicionamento o guindasteiro dará início
ao estiramento da lança, com o auxilio do rigger sinaleiro até a posição determinada pelos
cálculos.

29
A seguir temos o passo a passo do procedimento de içamento.

1) Será realizada uma reunião geral com o representante da Prefeitura Universitária,


bem como, com todos os envolvidos no processo a fim de elucidar todas as possíveis
duvidas e revisar o plano de ação;
2) Irá se impedir o trânsito de pessoas e veículos não autorizados na área trabalho; com
isso por se tratar de trabalho, o processo de retirada das caldeiras irá ser executado
em um feriado ou final de semana, onde o trafego de pessoas é bem menos intenso.
3) O guindaste será posicionado de forma que a cabine do motorista esteja voltada para
a Proex;
4) Isolar a área de trabalho com os devidos equipamentos de sinalização;
5) Compensar o desnível do terreno;
6) Realizar o segundo check-list;
7) Verificar o posicionamento de todos os funcionários envolvidos no trabalho;
8) Averiguação das condiçoes climaticas ;
9) Inclinar a lança num ângulo  e iniciar a amarração da carga;
10) Estender a lança;
11) Baixar o gancho;
12) Fazer a conexão do gancho com as eslingas, que por sua vez estarão presas a viga
equalizadora que, por conseguinte, estará elevando a carga por meio de eslingas
presas nos olhais da caldeira (Caldeira I) ou por meio de cintas presas por manilhas
(Caldeira II);
13) Verificar se todos estão preparados para o início do içamento;
14) Autorizar o rigger sinaleiro para que ele possa iniciar a movimentação da carga;
15) Iniciar o levantamento da carga até uma altura mínima de 15 m;
16) Girar a lança aproximadamente 77° até o caminhão de transporte;

 Plano de Custo da CIP

Após o planejamento de como a carga irá ser içada, a empresa contratada estabeleceu o
orçamento através do plano de custo que segue no anexo 10 e o enviou à Prefeitura
universitária para analise e aprovação final.
Para a determinação desse orçamento fez-se as seguintes considerações de custo.

30
 Transporte: Abrange os custos com pessoal da área de logística, combustível,
óleos, lubrificantes, peças de reposição, despesa com oficina, pneus,
necessários a frota de veículos da CIP.
 Manutenção: Agrega os custos inerentes à preservação e manutenção dos
equipamentos e material permanente. Os materiais de manutenção de valor
maior, bem como os serviços contratados, devem ser debitados diretamente no
custo onde foram aplicados. Içamento: Agrega os custos de içamento,
acessórios utilizados, isolamento da área, amarração da carga.
 Tempo de serviço será em torno de 4 horas.

31
5. CONCLUSÕES

Com o desenvolvimento do trabalho obteve-se um plano de içamento de cargas com as


seguintes características:

Para a Caldeira I → R = 10,1 m; hmin. = 15 m; αmin. = 56,05°; Lmin.,lança = 18,08 m; viga


equalizadora com a carga fixada por meio de eslingas;
Para a caldeira II → R = 11,4 m; hmin. = 15 m; αmin. = 52,77°; Lmin.,lança = 18,84 m; viga
equalizadora com a carga fixada por meio de cintas;

Ao consultarmos a tabela de carga do guindaste MADAL MD-300, vimos que não


constavam os ângulos de içamento encontrados, então estabeleceu-se uma região onde
pode ser realizado o levantamento sem que haja prejuízo a segurança dos envolvidos e da
carga (Anexo 05).
Dessa forma o presente trabalho atingiu os objetivos propostos, elaborando um plano de
Rigging com a descrição detalhada de todo o processo de içamento da carga, apresentando
desde a rota a ser percorrida à escolha do guindaste com seu comprimento de lança, ângulo
de içamento, custo, entre outros.

32
ANEXOS

33
ANEXO 01– Planta baixa do RU-UFCG

34
ANEXO 02 – Solicitação de serviços

SOLICITAÇÃO DE ORDEM DE SERVIÇOS

Solicitante: CIP - Companhia de Içamento da Paraíba


Endereço: Av. João Wallig N°: 1100 Distrito Industrial
CNPJ: 03.847.655/0001-98
Telefone: (083) 33325050/ (083)33321010 FAX:(083)33322321
Email: cip_içamento@hotmail.com Site: www.cip.elevandoespectativas.com.br

Solicitado : Prefeitura Universitária da Universidade Federal de Campina Grande

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO LOCAL DATA


Solicitação da planta baixa da RU UFCG
09/07/2010
área de trabalho
Solicitação para retirada das
RU UFCG 10/7/2010
chaminés
Remoção das árvores
localizadas na área de RU UFCG 10/7/2010
trabalho

Desligamento e remoção da
RU UFCG 10/7/2010
rede elétrica

Remoção do telhado do local


onde as caldeiras estão RU UFCG 10/7/2010
localizadas

Ass. Responsável: Data: / /

35
ANEXO 03 – Características da empresa

CIP - Companhia de Içamento da Paraíba


Endereço: Av. João Wallig N°: 1100 Distrito Industrial
Telefones: (083)3332-5050/ (083)3332-1010 Fax: (083)3332-2321
CNPJ: 03.847.655/0001-98
Email: cip_içamento@hotmail.com Site: www.cip.elevandoespectativas.com.br

Folha de Funcionários
Quantidade Função
01 Eng.Supervisor
03 Guindasteiro
03 Rigg Sinaleiro
03 Rigg
06 Motoristas
01 Mecânico
03 Serviços Gerais
01 Contadora
02 Secretária
02 Porteiros
01 Gerente
01 Recepcionista

Folha de Máquinas
Compressor Torno
Modelo: Schulz - JETMASTER Torno mecânico Imor
Deslocamento Teórico: 2,3 pés/min. Barramento: 2m
Pressão Máxima: 40 psi Usina peças de até 700 mm de diâmetro
Potência do Motor: 1/3 HP Automático transversal e longitudinal
Compressor de Ar Direto isento de óleo
Máquina de Solda Furadeira de Bancada

Modelo: Super Bantam 250 Plus 220 V, Monofásico com Mandril


Faixa de Corrente: 50-250A(alto) Modelo: FSB 16 Pratika
40-180A(baixo) Capacidade de Furação em Aço: 16 mm x
Largura x Comp. x Alt.: 250 x 282 x 755 Profundidade de Corte: 60 mm
Peso: 41,5kg Potência do Motor: ½ HP -0,37 kW
Largura x Alt x Comp: 330 x 720 x 480
Caminhões Carros
3 modelos Mercedez: 2 modelos Fiat Uno, ano: 2008
1) Capacidade: 5 toneladas;
2) Capacidade: 10 toneladas;
3) Capacidade: 15 toneladas;
Guindastes
1) Um guindaste com capacidade para 30 toneladas: MADAL – MD 300;
2) Um guindaste com capacidade para 50 toneladas: XCMG – QY 50K;
3) Um guindaste com capacidade para 70 toneladas: XCMG – QY 70K.

36
ANEXO 03 – Continuação

37
ANEXO 04 – Formulário de preenchimento para orçamento Online

38
ANEXO 05 – Memorial de cálculo

CÁLCULO DA INCLINAÇÃO DO TERRENO

Através de medições feitas com uma mangueira de nível, temos os seguintes resultados
considerando-se o maior desnível:

DADOS:

Δh = 35,5 cm = 0,355 m

Lrua = 4,56 m

Δh
β
Lrua
Daí,

tgα = (Δh/ Lrua) α = arc tg (Δh/ Lrua) = arc tg (0,355/4,56) β = 4,45°

CALCULO DA DISTÂNCIA DO CENTRO DO GUINDASTE AS CALDEIRAS.

Conforme as dimensões mostradas na figura, tem-se as seguintes relações geométricas:

Caldeira I

CG XI = 2,32 + 9,82 XI = 10,07m = 10,1m


XI
2,3 CCI
m
9,8
m
CG
XI
5,63 CCI
m
9,9
m
XI = 5,63² + 9,9² XI = 11,39 m = 11,4m

39
CÁLCULO DO ÂNGULO DA LANÇA PARA O IÇAMENTO

Considerando que a altura mínima de trabalho do gancho é de 15 m (7 m referentes


à altura do tanque de óleo BPF, 2 m referentes à altura da caldeira e 6 m que incluem os
acessórios e o coeficiente de segurança), e a partir do cálculo da distância entre o centro
do guindaste e o centro da caldeira, temos:

 Caldeira I

tg αI = 15 / 10,1
xI αI = 56,05°
15 m
xI = (152 + 10,12)1/2 = 18,08 m (comprimento mínimo da lança)
αI

10,1 m

Então, o ângulo mínimo da lança para o içamento da Caldeira I é α = 56,05°.

 Caldeira II

tg αII = 15 / 11,4
xII αII = 52,77°
15 m
xII = (152 + 11,42)1/2 = 18,84 m (comprimento mínimo da lança)
αII

11,4 m

40
Daí, comparando-se os valores mínimos necessários para o projeto com os valores que
constam na tabela de carga, vemos que:

Regiões que
apresentam os melhores
valores para o ângulo e
comprimento da lança

Onde A e B representam os valores do comprimento da lança e o raio de trabalho do


guindaste, respectivamente.

41
ANEXO 06 – Catálogo do guindaste MADAL MD 300

42
43
44
45
46
47
ANEXO 07 – Modelo de check list.

INSPEÇÃO DO GUINDASTE
ELEMENTOS DO GUINDASTE ESTADO
OBSERVAÇÕES
SIM NÃO B - BOM M - MAU
LANÇA
GUINCHO
MOITÕES
CABOS DE CARGA ESTACIONARIOS
GANCHOS
TRAVA DE SEGURANÇA DO GANCHO
TRELIÇAS
SISTEMA DE OPERACIONAL
MESA DE GIRO
PENDENTES/ CONEXÃO DE PONTA
TRELIÇAS/ EXTENSÃO DE LANÇAS

INSPEÇÃO DO GUINDASTE
ACESSÓRIOS ESTADO
OBSERVAÇÕES
SIM NÃO B - BOM M - MAU
PATOLAS
CHAVE DE RODAS
NÍVEL DE BOLHA
ESPELHO RETROVISOR DIANTEIRO
ESPELHO RETROVISOR TRASEIRO
TRAVA MECÂNICA DA MESA DE GIRO
BUZINA
CAIXA DE PRIMEIROS SOCORROS
TABELA DE CAPACIDADE DE CARGA
CAIXA DE FERRAMENTAS
RADIO DE COMUNICAÇÃO
ALARME SONORO DE RÉ
VERIFICADOR DE ÂNGULO DE LANÇA
DISPOSITIVO ANTI-DUPLO-BLOQUEIO

48
INSPEÇÃO DO GUINDASTE
LUZES ESTADO
OBSERVAÇÕES
SIM NÃO B - BOM M – MAU
ALTAS
BAIXAS
ESTACIONAMENTO
SETAS
EMERGÊNCIA (PISCA-ALERTA)
FREIOS

INSPEÇÃO DO GUINDASTE
ESTADO
SISTEMA SIM NÃO OBSERVAÇÕES
B - BOM M - MAU
MECÂNICA
HIDRÁULICA
DIREÇÃO
FOLGAS NA
DIREÇÃO
HIDRÁULICO
AR
ESTACIONAMENTO
FREIOS VAZAMENTO DE
FLUIDO DE FREIO
DIANTEIROS
TRASEIROS
ESTEPES
BOMBAS/MOTORES
MANGUEIRAS
HIDRÁULICO CILINDROS
(VAZAMENTO) HIDRÁULICOS
VÁLVULAS E
CONEXÕES

49
ANEXO 08 – Simbologia utilizada pelo rigger sinaleiro para comunicação com o
guindasteiro.

50
51
Anexo 09 – Fixa Resumo FICHA RESUMO DO PROCESSO IÇAMENTO

Restrições Físicas: Local: Característica do


C OMPANHIA Solo:
I ÇAMENTO Árvores e Rede Elétrica. Restaurante Universitário da Universidade
PARAIBA Solo de boa
Federal de Campina Grande - Paraíba compactação, com
ELEVANDO SUAS ESPECTATIVAS
uma inclinação
aproximada de
β= 4,45°
Ângulo de Içamento:
Característica da
Caldeira I Carga:
α ≥ 56,05° Peso= 2000 Kg;
Caldeira II Diâmetro=1,28 m;
α ≥ 52,77° L = 1,84 m .

Comprimento da
Lança: R Forma de Içamento:
Caldeira I Viga Equalizadora
A≥ 18,08 m sustentada por eslingas
Caldeira II  = 56,05 e ligada à carga por
A≥18,84 m 3,38 m eslingas (Caldeira I) e
cintas (Caldeira II).
Raio de operação:
Caldeira I Condição de tempo:
Vista. Lateral Vista. Superior
B = R = 10,1 m
Caldeira II Tempo Ensolarado;
B = R = 11,4 m Pouco Vento.
Característica do Guindaste: CIP - Companhia de Içamento da Paraíba
Endereço: Av. João Wallig, N°: 1100
Madal MD 300 com capacidade de
Distrito Industrial – Campina Grande, PB
elevação de 30 ton; Telefone: (083) 33325050/ (083)33321010
Altura do Içamento: Assinatura do
FAX: (083) 33322321 Responsável:
Altura mínima do Email: cip_içamento@hotmail.com
gancho 15 m Site: www.cip.elevandoespectativas.com.br
52
Anexo – 10 - Plano de Custo da CIP

PLANO DE CUSTOS DA CIP

CIP - Companhia de Içamento da Paraíba


Endereço: Av. João Wallig N°: 1100 Distrito Industrial
CNPJ: 03.847.655/0001-98
Telefone: (083) 33325050/ (083)33321010 FAX:(083)33322321
Email: cip_içamento@hotmail.com Site:www.cip.elevandoespectativas.com.br

DESCRIÇÃO DO SERVIÇO CUSTO POR HORA VALOR TOTAL

R$
IÇAMENTO DAS CALDEIRAS 200,00 R$ 800,00
R$
TRANSPORTE DAS CALDEIRAS 2,00 POR LITRO 40,00
R$
MANUTENÇÃO 200,00 R$ 200,00
R$
FUNCIONÁRIOS 100,00 R$ 400,00

VALOR TOTAL DE TRABALHO R$ 1.440,00

Ass.
Responsável: Data: / /

53
PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA

IÇAMENTO DE ESTRUTURA METÁLICA CALDEIRA PARA O TOPO DO


RESTAURANTE UNIVERSITÁRIO DA UFCG
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ESTE PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA FOI ANALISADO E
JULGADO ADEQUADO A MOVIMENTAÇÃO DE CARGA DESCRITA ACIMA

APROVADO EM ------/-------/--------

RIGGER: Ana Flávia de Souza Correia


MATRICULA:

RIGGER SINALEIRO: Willams Oliveira da Paixão


MATRICULA: 20321180

OPERADOR DE GUINDASTE: Zoroastro Torres Villar


MATRICULA: 20711275

ENGENHEIRO SUPEVISOR DA CONTRATADA: Wellington Cordeiro


MATRICULA: 20911540

SUPERVISOR CHEFE: Selson Augusto Soares da Silva


MATRICULA: 20811304

54
Glossário

 Estudo de carga

As informações retiradas do projeto estrutural devem ser relativas à carga a ser


movimentada, assim como à sua dimensão. Desta maneira buscam-se na memória estrutural
informações como a carga de maior peso, a carga de maior dimensão e possíveis pontos de
içamento.

 Estudo de movimentação e içamento de carga

É necessário saber ainda o local onde ocorrerá a movimentação da carga, se há espaço


suficiente para manobra do equipamento e da carga, na posição horizontal e na posição
vertical. Isto quer dizer que tanto a distância, quanto a cota (altura) de movimentação da
carga devem ser analisadas para estimar-se o equipamento correto a ser utilizado.

 Estudo geotécnico

As características do solo no qual o equipamento operará devem ser indicadas à medida


que guindastes são equipamentos de elevado peso próprios e seu regime de operação
naturalmente não permite que os mesmos trabalhem “desnivelados”.

 Análise Mecânica do Equipamento

Partindo-se para uma segunda etapa, que seria a análise dos equipamentos fornecidos
pelo mercado, depara-se com a imensa variedade de opções. Sejam as considerações iniciais
para o equipamento a ser utilizado em obras de montagem predial em centros urbanos:
O equipamento deve ser “leve”, ou seja, seu peso próprio deve permitir que sua
locomoção seja ágil;
O equipamento deve ter condições de se locomover caso ocorra alagamento ou
afundamento do terreno devido à chuva;
O equipamento deve ter dimensões tais que permita uma confortável trabalhabilidade do
mesmo dentro do espaço destinado à montagem, ou seja, raios de manobra coerentes com
os da carreta utilizada para o transporte da carga.

55
 Tipos de guindaste

Observadas as restrições acima, que envolvem uma pré-análise dos parâmetros


envolvidos no estudo de logística e as demais considerações, conclui-se que há dois tipos
básicos de guindastes que tornam este estudo viável: guindaste sobre pneus de lança
telescópica e guindaste autopropelido. Descarta-se a utilização de guindaste sobre esteiras e
guindastes sobre pneus de lança treliçada por se tratarem de guindastes de elevada
capacidade de carga e que necessitam ser transportado em carretas (seja o corpo do
guindaste no caso de guindaste sobre esteira, sejam as seções de lança treliçada), o que
inviabiliza o custo à medida que se trata da montagem de estruturas em centros urbanos.

 Tabela de Cargas

A tabela de cargas é um documento emitido pelo fabricante do equipamento no qual


constam as máximas capacidades de carga garantidas pelo mesmo para o equipamento
original. Ela serve para orientar o operador na movimentação de cargas com segurança e
deve ser exposta em local visível para consulta a cada operação, tanto no equipamento, para
consulta do operador, como no canteiro, para consulta do rigger e do encarregado da
operação. A correta leitura e interpretação da tabela de cargas devem ser feitas levando-se
em consideração a capacidade de carga do guindaste e sua configuração de içamento.
É importante esclarecer que “cada guindaste possui sua própria tabela de cargas” e
sob hipótese alguma é permitido consultar tabela de cargas de qualquer outro guindaste,
mesmo que esta seja muito parecida, com risco de causar um acidente grave e danificar o
equipamento, tanto quanto a carga içada. Acompanha ainda a tabela de cargas um gráfico de
carga que fornece a relação entre a altura sobre o solo x raios de trabalho, que finaliza a
composição da mesma.
Toda a operação de içamento e movimentação de cargas é antes verificada de acordo
com a tabela de cargas do equipamento a ser utilizado, sendo todo o Plano de Içamento e
movimentação de Cargas baseado nos dados que a mesma fornece. Logo, a interpretação da
mesma é um dos principais objetos de estudo do Plano de Rigging, não devendo existir
dúvida alguma sobre a forma de utilização da tabela de cargas. Da tabela de cargas obtém
informações como a extensão da lança telescópica, raio de operação da máquina, assim
como capacidade de carga do equipamento.

56
 Raio de operação

Entende-se por raio de operação a distância compreendida entre o centro de giro do


guindaste e o centro da carga. A tabela de cargas prevê o raio mínimo de operação que pode
haver entre equipamento e carga, levando em consideração o raio próprio do guindaste, que
é a distância do centro de giro do guindaste até o chassi, pois o corpo do equipamento
impede uma maior aproximação da carga a ser içada e o centro de giro. Caso haja um valor
intermediário de raio de operação entre os valores fornecidos pela tabela de cargas, adota-se
o raio de operação de maior valor, o que reduzirá a capacidade de carga, fazendo que se
trabalhe sempre a favor da segurança.

 Extensão de lança

Toda tabela de cargas indica a relação entre o raio de operação e o comprimento de


extensão de lança. Conforme se aumenta o raio de operação se aumenta a abertura de lança.
A tabela de cargas simplifica essa relação fornecendo-a, para que o usuário não tenha que
calculá-la. Há ainda tabelas de carga que fornecem a angulação da lança, relacionando-a
com a abertura de lança e com o raio de operação. É comum este tipo de tabelas em
guindastes de maior capacidade de carga.

 JIB

Além da lança telescópica os guindastes podem fornecer ainda uma extensão treliçada
para a mesma, comumente chamada de JIB. Esta extensão é fixa, portanto utilizada com
freqüência para ganho de altura ou de raio, dado que a tabela de cargas prevê a inclinação
máxima a qual este tipo de acessório pode ser utilizado. Dependendo do equipamento, o
mesmo pode possuir mais de um JIB com tamanhos diferentes (em geral dois).

 Estabilizadores

Ou patolas como são comumente chamados. São as patolas que dissipam para o solo as
tensões atuantes no guindaste quando este está em operação, tanto no içamento como na
movimentação de cargas. Normalmente um mesmo equipamento exibe tabelas de cargas

57
configuradas para estabilizadores totalmente estendidos, ou seja, patolas 100% abertas;
estabilizadores totalmente recolhidos, ou seja, operações realizadas sobre pneus. O fato que
diferencia o uso da tabela de cargas de estabilizadores 100% estendidos e o uso da tabela de
cargas sobre pneus é o modo como as tensões são dissipadas para o solo, a estabilidade do
conjunto carga x equipamento. Operações realizadas com patolas totalmente estendidas
garantem que as mesmas toquem o solo em lugar dos pneus. Os esforços suportados pelo
equipamento serão transferidos para o solo unicamente através das patolas.
Entretanto, operações realizadas sobre pneus conferem que os mesmos toquem o solo e
a transferência dos esforços se dê através destes, por isso a necessidade de mantê-los
sempre calibrados de acordo com o manual do fabricante. Não é permitido que o
equipamento se locomova enquanto a carga estiver suspensa pela lança.

 Contrapeso

O contrapeso do equipamento é o acessório que confere o equilíbrio ao sistema carga x


equipamento além de seu próprio peso. Visa garantir estabilidade durante o giro do
conjunto formado pela cabine de operação e lança telescópica. Certos equipamentos
possuem várias configurações para as tabelas de cargas de acordo com o contrapeso
utilizado durante a operação de movimentação e içamento de cargas. Neste caso o
contrapeso do equipamento é fixo e seu valor é mostrado em todas as tabelas de cargas do
equipamento ao lado do quadro que o simboliza.
Deve se verificar ainda se há rede elétrica de alta ou baixa tensão atravessando a área
de trabalho, assim como instalações subterrâneas de qualquer espécie que venham a
comprometer a operação de içamento ou movimentação. Quando é feito o estudo locacional
deve-se dar atenção especial a redes elétricas e instalações subterrâneas, pois é importante
saber com precisão a localização destas durante a concepção do plano de movimentação e
içamento de cargas.
Como o plano de movimentação e içamento de cargas estão baseados em duas
situações críticas, sendo elas carga de maior peso e carga de maior dimensão, assim também
o conjunto de plantas que compõem o mesmo constará destas situações.
Caso haja a necessidade de enfocar algum detalhe, este deverá contar na planta baixa e de
corte, sendo necessária nota explicativa.
Na maioria dos casos as patolas estarão sempre 100% abertas, seja qual for à posição
de patolamento, logo deve ser previsto antecipadamente a área de abrangência das patolas

58
para que, uma vez escolhido este regime de operação, o guindaste possa efetivamente
trabalhar da forma com a qual está configurado.

 Giro do Contrapeso

O raio de giro do conjunto contrapeso / cabine de comando do guindaste está compreendido


dentro da área utilizada para o patolamento, pois este conjunto é dimensionado de forma a
girar dentro dos limites de patolamento.

 Peso da Carga e peso de Movimentação

O peso da carga e o peso da movimentação são conceitos distintos. Pode se dizer que o
peso da carga é aquele obtido através da pesagem da carga ou do desenho cientificado de
fabricação da mesma. Já o peso da movimentação é o peso total ou parcial máximo da carga
acrescido do peso de todos os acessórios de içamento, tais como cabos, moitão e acessórios
de movimentação (manilhas, ganchos, etc.) suspensos na ponta da lança do guindaste
durante a operação de movimentação de cargas.
Para tanto, ao consultar-se a tabela de cargas se faz necessário adicionar o peso dos cabos e
moitão ao peso da carga, conferindo assim o peso total de movimentação.

 Amarração da Carga

A amarração da carga para o içamento é um dos fatores que requer atenção dentro do
conceito de movimentação de cargas, visto que há uma grande variedade de equipamentos e
acessórios utilizados para este fim.
Assim como na escolha do guindaste mais adequado para o içamento e movimentação
deve-se fazer a mesma análise para determinar a linga e o acessório mais indicado para içar
a carga desejada.

 Lingas

São os meios pelos quais o peso da carga é transmitido para o guindaste no momento
do içamento. Os tipos mais comuns de lingas são:

59
· Cabos estropos – São cabos de aço cortados em tamanhos pré-definidos e que possuem
sua extremidade em forma ovalada, parecido com formato de “gota”. Podem ser trançados a
mão ou prensados mecanicamente (superlaço). De baixa flexibilidade apresentam elevado
peso de acordo com a bitola utilizada para sua confecção.

 Cintas de nylon

Mais leves e maleáveis que os cabos estropos, preservam as mesmas propriedades que
estes. De alta flexibilidade permitem o uso em superfícies escorregadias ou sensíveis,
passíveis de amassamento. A escolha correta das lingas a serem utilizadas é dada em função
da carga a ser içada, evitando sempre que materiais com “cantos vivos” sejam içados
diretamente por cabos estropos ou cintas de nylon, pois o atrito entre as lingas e o
equipamento pode vir a causar danos tanto nos equipamentos de lingar como na carga a ser
movimentada.
O canto vivo pode ser definido através da espessura da linga d e o raio do canto r onde
ocorrerá a amarração. Quando o raio (r) da extremidade da peça que estiver em contato com
a linga for menor que a espessura (d) da linga considera-se neste ponto um canto vivo. As
cintas de nylon podem ter suas fibras partidas e sua vida útil diminuída podendo ocorrer o
descarte. Os cabos estropos podem causar amassamento na carga, inutilizando seu uso ou
desagregando valor comercial.

 Acessórios de Lingar

Assim como as lingas existem vários tipos de acessórios utilizados para a amarração de
cargas. Os acessórios têm a função de travar a carga, evitando que a mesma se solte
involuntariamente.

 Movimentação da Carga

A movimentação de carga é normalmente uma operação que envolve mais de uma


pessoa, ou seja, é um trabalho de equipe. É recomendável que os componentes da equipe
sejam profissionais experientes, pois se trata de uma atividade repetitiva, em que a
desatenção se torna fator comum durante a operação, entretanto os danos causados por um
acidente que envolva perfis metálicos, por exemplo, é sempre oneroso. Tendo em vista esta

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preocupação se faz necessária uma ressalva a todos os participantes da operação que
estejam sempre seguros em suas atividades.
Antes de iniciada qualquer movimentação de carga verificar se uma cópia da tabela de
cargas está localizada em parte visível da cabine do guindaste, para que o operador possa
verificá-la sempre que necessário.

 Área de Trabalho para Movimentação de Cargas

Em busca da segurança na área de trabalho e prevenção de acidentes, sejam feitas as


seguintes considerações:
a) A área considerada perigosa durante o içamento e movimentação de cargas deve ser
determinada antecipadamente pelo rigger, antes de se iniciar qualquer tipo de operação;
b) O gancho de elevação quase nunca está sobre o centro de gravidade e quando se eleva a
carga ela poderá pender para algum lado. Como o lado para qual ela penderá nem sempre
pode ser previsto, a área considerada perigosa deverá ser evitada;
c) O rigger só poderá sinalizar para a carga ser depositada após ter verificado se todos os
envolvidos (ou não) estejam fora da área de risco;
d) O acerto de posicionamento da carga ou estabilidade deve ser feito por meio de
acessórios, como ganchos de engates ou cabos, nunca com as mãos;
e) Se ao ser depositada a carga deve ser ajeitada manualmente, não se pode ficar entre a
mesma e obstáculos fixos, pois mesmo quando movimentada com as mãos sua energia
potencial é tão grande que, depois de movimentada, não se pode pará-la com a própria
força;
f) Durante a execução dos serviços, a carga não deve passar por cima de pessoas;
g) O operador do equipamento de movimentação de carga não deve se afastar da cabine de
comando durante a operação de movimentação;
h) Os trabalhos de movimentação de carga não devem ser executados em dias de chuva
intensa, ventos fortes ou condições adversas de iluminação.

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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Rudenko, N.; Máquinas de elevações e transporte. Rio de Janeiro, RJ. Livros Técnicos e
Científicos, p. 426 1976.

TAMASAUSKAS, A.; Metodologia do Projeto Básico de Equipamento de Manuseio e Transporte


de Cargas - Ponte Rolante - aplicação Não-Siderúrgica. 2000. Mestrado em Engenharia Mecânica.
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo

Notas de aula do Prof. Dr. Juscelino de Farias Maribondo.

AZEVEDO, V. S., BORGES JUNIOR, C.; Logística de Montagem de Estruturas Metálicas


em Centros Urbanos com o uso de Guindastes, AZEVEDO, V.S. Procedimentos de campo
pra manuseio e carregamento de estruturas metálicas (rigging) em depósito de
abastecimento de construção predial.Dezembro 2005. Projeto de Graduação - Engenharia
Civil – UERJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

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