Você está na página 1de 61

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS

TRANSPORTADORES INDUSTRIAIS E MÁQUINAS DE ELEVAÇÃO

GLEIDSON DANIEL GURGEL DE SOUZA

LUANA CARLA DE ANDRADE

MARCELO CEFAS FERREIRA DE SOUZA

MICHELLY MOURA

SAVYO AUGUSTO DANTAS FERREIRA

TARCIANA DIEB TOSCANO

PLANO DE RIGGING

MOSSORÓ

2015

1
GLEIDSON DANIEL GURGEL DE SOUZA

LUANA CARLA DE ANDRADE

MARCELO CEFAS FERREIRA DE SOUZA

MICHELLY MOURA

SAVYO AUGUSTO DANTAS FERREIRA

TARCIANA DIEB TOSCANO

PLANO DE RIGGING

Plano de movimentação de carga


pesada apresentado a Unidade
Acadêmica de Engenharia Mecânica da
Universidade Federal Rural do Semi-
Árido, em cumprimento às exigências
para obtenção da terceira nota da
disciplina Transportadores industriais e
máquinas de elevação, ministrada pelo
Professor Dr. .Zoroastro Torres Vilar.
(Projetos Mecânicos)

MOSSORÓ

2015
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

CURSO DE ENGENHARIA MECÂNICA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS

Desenvolvimento de Um Plano de Rigging para Locomoção das Caldeiras Do


Restaurante Universitário da UFCG

ÁREA: PROJETOS MECÂNICOS

COORDENADOR:
Prof. Dr. .Zoroastro Torres Vilar
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Email: zoroastro@ufersa.edu.br

EQUIPE TÉCNICA:
GLEIDSON DANIEL GURGEL DE SOUZA
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat: 2014009342 E-mail: danielgurg@hotmail.com
LUANA CARLA DE ANDRADE
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat: 2015002364 E-mail: luana.cda@hotmail.com
MARCELO CEFAS FERREIRA DE SOUZA
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat: 2014008354 E-mail: marcelocefasufersa@hotmail.com
MICHELLY MOURA
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat:2014008363 E-mail:michellymoura_@hotmail.com
SÁVYO AUGUSTO DANTAS FERREIRA
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat: 2008243471 E-mail: savyoaugusto_df@hotmail.com
TARCIANA DIEB TOSCANO
Universidade Federal Rural do Semi-árido - UFERSA
Mat:2014009100 E-mail: tarciana_dieb@hotmail.com

3
4
5
RESUMO

Tendo como objetivo a execução de uma simulação de operação de guindaste no içamento de


cargas para a construção do novo Bloco destinado aos laboratórios referentes aos cursos de
Engenharia ofertados pela UFERSA-Mossoró, o presente trabalho apresenta de forma
sistemática a elaboração de um plano de rigging. O roteiro ter por objetivo abordar todos os
requisitos de operação e segurança necessários à operação específica para essa necessidade. A
execução do plano de rigging surgiu como proposta de conciliar os conhecimentos vistos em
aula com a situação prática de uma real problemática pela disciplina ofertada no curso de
engenharia mecânica – Máquinas de Elevação e Transporte. Para tal, efetuou-se uma pesquisa
sobre todos os dados da obra disponíveis, englobando desde as plantas baixas do local até o
memorial de obra. Informações mais detalhadas foram agregadas por uma visita à obra e
interrogatório elaborado pela equipe ao engenheiro civil responsável. As demais informações
foram obtidas por meio de catálogos disponíveis virtualmente por diversas empresas como
auxílio na escolha do guindaste a ser utilizado na operação. A metodologia consiste em estudo
do problema, criação de empresa fictícia, identificação de todas as informações necessárias e
particularidades características da operação em particular, definir guindaste e dos acessórios
utilizados com auxílio de dados dos fornecedores, levantamento de requisitos de segurança e
operação específicos ao caso, execução do plano de rigging em roteiro. Por meio dos dados do
local definiu-se o posicionamento. O tipo de guindaste selecionado foi o de lança telescópica
sem JIB modelo XCMG QY70 com capacidade de 70 toneladas para elevação das vigas, lajes e
pilares na construção.

Palavras-Chave: Empresa Fictícia, Plano de Rigging, Guindaste, Simulação de Operação,


Içamento de Cargas.

6
Lista de simbolos

Lista de figuras

1. INTRODUÇÃO

Máquinas de elevação, como o próprio nome já diz, são equipamentos utilizados na


elevação e movimentação de cargas. Tais equipamentos estão presentes na civilização a
milhares de anos, e notasse a sua importância ao observarmos quanto foram essenciais
para a construção de diversas estruturas grandiosas que conhecemos, como as
pirâmides, muralha da china, entre diversos outros.

As máquinas de elevação fazem parte não apenas das indústrias modernas, mas também
do desenvolvimento da civilização e suas importantes construções (construção civil:
casas, edifícios, pontes, etc.) e também no comércio (transporte de cargas, carregamento
e descarregamento), sendo um elemento de primordial importância tanto para os
trabalhos diários como carga e descarga, quanto à construção de estruturas.

Os equipamentos de movimentação de carga existentes nas empresas modernas


apresentam uma grande diversidade de formas construtivas devido à variedade de suas
aplicações. Entre os equipamentos existentes destacam-se os guindastes, elevadores de
carga, pontes-rolantes, guinchos, caminhões tipo munck, etc.

Os guindastes são máquinas de elevação e transporte destinadas a movimentação de


cargas livremente suspensas, erguendo, movimentando e baixando materiais, por meio
de cabos, ganchos, lanças, polias, entre outros elementos, podendo ser usada
principalmente para a construção civil. O tipo mais comum de guindaste consiste numa
torre treliçada de aço ou uma torre telescópica montada em uma plataforma móvel, que
pode ser constituída de trilhos, rodas, acoplados a caminhões ou ainda sobre esteiras.

Para as operações de movimentação de carga é utilizado o plano de Rigging, onde é


feito um planejamento, um plano de trabalho detalhado, a respeito dos procedimentos
operacionais. Com o plano de Rigging é possível visualizar e detalhar toda a operação
com o equipamento e a carga, antes da mesma ser executada, visando de maneira

7
sistemática à execução da movimentação de carga, com o objetivo de realizar o serviço
com as melhores condições possíveis, de maneira eficaz e segura.

2. PROBLEMÁTICA

Um sistema estrutural bastante comum observado em construções civis é o sistema


Laje-Viga-Pilar. Um pilar consiste em um elemento estrutural vertical cuja função
consiste em suportar esforços verticais de uma edificação. Os pilares atuam recolhendo
as cargas das vigas e transmitindo-as às fundações. As vigas por sua vez, são elementos
estruturais usados no sistema Laje-Viga-Pilar para transmitir os esforços verticais
recebidos da laje para o pilar. Lajes são as placas de concreto armado, com pequena
espessura em relação as suas outras dimensões e tem a finalidade de suportar cargas
perpendiculares pelas maiores dimensões que possuem (esforços de flexão).

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido conta com a construção de um novo


bloco de laboratórios destinados aos cursos de Engenharia ofertados pela UFERSA
Campos Mossoró. Para o transporte e posicionamento dos elementos do sistema Laje-
Viga-Pilar na edificação utilizam-se guindastes de operação capazes de maximizar o
desempenho de todo o processo construtivo.

Essa foi a solução adotada na construção do novo prédio de laboratório para


engenharias. Dessa forma, deseja-se içar tais blocos para auxílio efetivo na construção.
Para isso, faz-se necessária a elaboração de um plano de rigging com a finalidade de
propiciar uma segura e eficaz operação.

3. OBJETIVO GERAL

Elaborar um plano de rigging para deslocamento e posicionamento das lajes, vigas e


pilares içados para construção do novo prédio de laboratórios destinados aos cursos de
Engenharia na universidade UFERSA-Mossoró.

8
3.1 Objetivo Específico

Planejamento geral do deslocamento do guindaste do local da empresa até o lugar de


operação. Elaboração do Plano de Rigging contendo todos os requisitos técnicos e os de
segurança para efetuar a operação desejada.

4. JUSTIFICATIVA

A necessidade de se elevar e transportar cargas de grande porte surgiu desde os


primórdios das construções realizadas pelas antigas civilizações. O aperfeiçoamento das
máquinas de elevação e transporte ocorreu ao longo dos séculos, até o surgimento do
guindaste como conhecemos hoje. Está é uma máquina de elevação e transporte
destinada a movimentação de cargas suspensas livremente. A operação dessas máquinas
envolve sempre riscos a serem considerados em razão das elevadas cargas dos
elementos a serem içados. Portanto faz-se necessária a elaboração de um plano de
rigging que traz um aparato geral que objetiva satisfazer todos os requisitos de
segurança exigidos pela elevação de cargas bem como proporcionar a melhor eficiência
durante a operação.

O presente trabalho tem a finalidade de conciliar os conhecimentos teóricos


abordados em sala de aula com a execução prática de um plano de rigging para solução
de um problema real identificado, na construção de um prédio destinado a laboratórios
para os cursos de engenharia na UFERSA- Mossoró.

5. LIMITAÇÕES DE OPERAÇÃO E OBSTÁCULOS

O tempo de serviço estimado é de 8 horas por dia. As operações serão feitas em horário
comercial normal, nos dias úteis e em finais de semana, uma vez que toda a região já se
encontra devidamente isolada e não ocorre fluxo de carros, motos, bicicletas ou pessoas
nas proximidades da obra. Isso proporciona um menor tempo de serviço com a
segurança necessária.

9
Não existia rede elétrica próxima que fornecesse risco de içamento das cargas. Portanto,
não foi necessária a elaboração de uma requisição para corte de energia e muito menos
para remoção dos cabos da rede para que a operação pudesse ser executada. Não havia
árvores próximas que pudesse obstruir a movimentação do guindaste, reduzindo dessa
forma a área de serviço da máquina. Portanto não foi necessária a elaboração de
requisição para eventuais cortes nas árvores que pudessem restringir a movimentação do
guindaste.

Também não foi identificado rede hidráulica no terreno de operação do guindaste, o que
mais uma vez facilitou a operação do guindaste pela redução de limitações. Todavia foi
necessária a elaboração de uma solicitação de serviço à UFERSA para a quebra de um
meio fio para que o guindaste pudesse ter o efetivo acesso à obra. A solicitação de
serviço pode ser encontrada em anexo.

Algumas imagens abaixo exibem uma visão geral do local de operação, onde se pode
comprovar a inexistência de obstáculos físicos visíveis à operação de içamento das
cargas.

10
Figura 1 - Visão geral do local de operação

11
6. CARGA

As cargas que serão içadas pelo guindaste durante o processo construtivo serão as lajes,
pilares e vigas.

 Lajes

Não possuía “pontos de pegar”, mas utilizavam-se espécies de alças para auxílio na
elevação. Possuem cerca de 10 a 12 cabos de aço distribuídos em seu comprimento
localizados na extremidade inferior da carga. Dessa forma, o ideal é içar a carga pelas
extremidades laterais, uma vez que a região inferior possui resistência suficiente para
suportar os esforços. Caso a elevação ocorra no centro da laje, a parte tracionada será a
superior e a laje nas suportará as flexões nesse novo sentido. Exemplo de Laje utilizada
abaixo:

Figura 2 - Laje

 Vigas

Exemplo de Viga de concreto:

12
Figura 3 - Vigas

 Pilares

Os pilares possuíam dois olhais nas duas extremidades de seu comprimento. Exemplo
de Pilar utilizado:

Figura 4 - Pilares
Como se pode observar, os maiores valores de carga e de altura de elevação estão
destinados aos pilares e às lajes. Dessa forma, se todo o plano de rigging a ser elaborado
satisfizer todos os requisitos de segurança e técnicos de operação para esses dois
componentes, consequentemente também será satisfeito para as vigas que apresentam
valores intermediários.

7. A EMPRESA

7.1 Localização da Empresa

13
Não será necessário o transporte das cargas do local da empresa até o local onde a obra
estará sendo realizada, já que as lajes, vigas e pilares serão transportados por caminhões
de entrega que serão responsáveis por trazer as cargas que serão retiradas pelos
guindastes e posicionadas de acordo com a necessidade da obra. Ainda assim, a rota de
locomoção dos guindastes escolhida foi a de menor fluxo de transportes e pessoas
possível. Ainda assim, foi realizado um plano de rota englobando o guindasteiro, o
responsável pela operação de içamento e os operários executantes como conscientização
dos riscos possíveis, mesmo sem carga suspensa livremente, e dos possíveis problemas
em sua movimentação até o local de obra. Tais problemas podem ser: obstrução de
passagem, limitação de espaço no deslocamento, entre outros.

O percurso a ser realizado sairá da BR 110 e entrará na Av. Jorge Coelho de Andrade
acessando o local da obra pela via lateral. A distância percorrida é de aproximadamente
de 5km e o tempo de percurso está entre 10 a 20 minutos.

Figura 5 - Percurso a ser realizado

O guindaste terá acesso ao local de obra através da segunda guarita próxima ao Bloco
Central de Aulas VI. A via de acesso escolhida em a vantagem de apresentar um menor
fluxo de pessoas e carros, além de possibilitar a movimentação mínima do guindaste
dentro da universidade.

14
7.1 Características da Empresa

A empresa BUILD UP é especializada em desenvolver atividades de içamentos de


cargas sejam ela de caráter leve, médio ou pesado. A empresa preocupa-se em
desenvolver sua atividade com qualidade, tecnologia avançada e precisão, realizando
sempre as operações com segurança para que o serviço fornecido aos seus clientes seja
realizado da forma mais segura possível e tentando sempre fornecer os serviços com a
maior agilidade e rapidez, para isso contamos com uma equipe técnica qualificada e
com bastante experiência em operações com guindastes.

A BUILD UP localiza-se na cidade de Mossoró estado do Rio Grande do Norte, a tabela


abaixo mostra a equipe técnica que compõe o quadro de funcionários no qual participam
diretamente do planejamento e execução das operações. Para entrar em contato com a
empresa é disponibilizado, também na tabela abaixo, os números para contato assim
como correio eletrônico (email) e o nosso site, onde os usuários podem ver
detalhadamente a como funciona a empresa, os serviços prestados e o mais importante
com o auxilio do site o usuário pode realizar orçamento para todos os serviços que a
BUILD UP oferece apenas preenchendo um formulário on line.

8. METODOLOGIA E RESULTADOS

A proposta para o presente trabalho referente a disciplina de Máquinas de Elevação e


Transporte no curso de Engenharia Mecânica – UFERSA consiste na criação de uma
empresa fictícias onde os membros do grupo da pesquisa devem desempenhar funções
distintas funções dentro da empresa. A empresa aqui retratada tem nome BUILD UP
Elevações. Ao longo do trabalho serão todas as etapas da metodologia adotada pela
empresa na elaboração e execução do plano de rigging destinado ao içamento dos
pilares vigas e lajes para construção do bloco destinado aos laboratórios dos cursos dem
engenharia.

Após o Envio de solicitação de orçamento via e-mail para içamento das cargas,
encaminhado pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido à empresa BUILD UP
Elevações, uma equipe foi enviada para conhecimento e caracterização do local de
forma geral e identificação do que seria necessária para realização da operação.

8.1 Solo

15
As condições de terreno foram avaliadas neste item, bem como a presença de rede
hidráulica e quaisquer outros fatores que ocasionalmente limitassem o trabalho do
guindaste. Tais características incluem desnível e planicidade do solo,
consequentemente o conhecimento de quais necessidades o assentamento das patolas
poderia apresentar, como regularização do terreno, utilização de pranchões, elementos
de apoio, entre outros.

Verificou-se em um raio de 150 m um desnível médio em torno de 3,5 m apresentado


pelo terreno do local de operação do guindaste. Antes da operação com o guindaste o
local passou por um nivelamento com o auxilio de um trator, mesmo assim foi
necessário utilizar de artifícios para que o patolamento ocorra de forma eficiente, para
isso foram usados “calços” de madeira. Foi constatado que os lugares onde o guindaste
se posicionará não possui tubulações subterrâneas, no entanto, os pontos de localização
do guindaste deverá passar, antes da chegada do equipamento ao canteiro de obras, por
uma compactação levando em consideração o peso do guindaste somada a carga que ele
irá içar, essas precauções ocorre para que não haja recalques no durante a operação do
guindaste no local.

8.2 Posicionamento do guindaste

Faz-se necessário que haja um planejamento quanto ao posicionamento do


guindaste, nesse planejamento estará incluso a localização inicial até o ponto final em
que a máquina irá operar com a carga. É de suma importância determinar o ângulo
máximo que a lança poderá alcançar, comprimento máxima de lança, carga máxima que
o guindaste poderá içar todos esses parâmetros serão determinados de acordo com a
necessidade da operação, é válido ressaltar que o comprimento da lança será definido
em função do raio de operação. Para um melhor posicionamento da máquina, foi
realizada uma visita ao local onde irá ser realizado o içamento das cargas para avaliar
qual a melhor posição a máquina deverá estar. Neste trabalho em questão, será içado
colunas, vigas e lajes para a construção do prédio de engenharias da UFERSA-
Mossoró, as peças pré-moldadas serão colocadas ao longo do prédio, dessa forma o
guindaste irá percorrer toda o canteiro de obras logo, possuirá vários posicionamentos

16
diferentes, a localização da máquina dependerá das condições da obra e irá operar de
acordo com as necessidades da operação.

Para que o posicionamento seja realizado da melhor forma e com o máximo de


segurança de possível, deve-se realizar antes do posicionamento alguns procedimentos
que influenciam diretamente no bom funcionamento da operação, como é o caso do
isolamento do local onde será içada as cargas, sinalizar corretamente o canteiro de
obras.

Após uma avaliação previa do canteiro de obras e analise das possíveis lugares
em que será realizada a operação, foi possível escolher onde o guindaste deve se
localizar para que as peças possam ser içadas e colocadas em seus respectivos lugares,
uma vez que cada peça possui numeração e lugar especifico, as peças devem ser içadas
e posicionadas tomando o maior cuidado para não danifica-las.

Figura 6 - Posicionamento do caminhão e do guindastes(situação1).

17
Figura 7 - Posicionamento do caminhão e guindaste(situação2)

8.3 Escolha do guindaste

Para seleção do guindaste vamos seguir algumas etapas

18
INICIO DA SELEÇÃO

QUAL A NECESSIDADE PARA A APLICAÇÃO


DO GUINDASTE?

FASE1 CÁLCULO DA CARGA LIQUIDA

DETERMINAÇÃO DO PESO DA PEÇA MAIS PESADA A


DETERMINADO?
SER IÇADA

FASE2 CÁLCULO DA CARGA BRUTA

NÃO
DETERMINADO? DETERMINAÇÃO DOS PESOS DOS ACESSÓRIOS DA
MÁQUINA DE ELEVAÇÃO

FASE3 ESTABELECER A MELHOR POSIÇÃO PARA A


MÁQUINA DE ELEVAÇÃO E TRANSPORTE

NÃO DETERMINR AS CONDIÇÕES DE ACESSO, O MENOR


DETERMINADO? RAIO NAS POSIÇÕES INICIAL E FINAL DA PEÇA

FASE4 ESTABELECER AS CONDIÇÕES CRÍTICAS

NÃO DETERMINAR O MAIOR RAIO NO TRAJETO, CARGA


DETERMINADO? BRUTA E ALTURA NA MONTAGEM CONSIDERANDO
OS ACESSÓRIOS.

FASE5 CONSULTAR TABELAS DE CARGAS

SELECIONAR UM GUINDASTE QUE SUPORTE COM


NÃO
FOLGA DE 20%, CONSIDERANDO AS DIFICULDADES
SELECIONADO?
DE ACESSO DO GUINDASTE, A ALTURA MÁXIMA E
COMPRIMENTO DA LANÇA RESULTANTE.

19
Na Seleção do guindaste deverá ser considerada a carga líquida, que se refere à carga a
ser transportada pelo guindaste, já a carga bruta se refere a soma da que é carregada
pelo guindaste somada a carga do guindaste.

Figura 8 - Esquema representativo da carga líquida e bruta

Na Seleção do guindaste deverá ser considerada a carga líquida, que se refere à carga a
ser transportada pelo guindaste, já a carga bruta se refere a soma da que é carregada
pelo guindaste somada a carga do guindaste.

No nosso caso, como já falado anteriormente, a carga a ser içada são pilares, lajes e
vigas. Porem o dimensionamento será realizado considerando as condições criticas de
operação.

20
As condições do solo e inclinação do terreno devem ser consideradas, para o caso
de trabalho foi realizado um estudo de topografia do terreno e notado uma inclinação a
qual já foi calculada, essa inclinação foi corrigida antes das atividades do guindaste está
atuando nessa obra. As condições de patolamento são bastante complicadas e
demandam por um tempo bastante elevado, requerendo experiência do operador e da
própria empresa, sendo esta capaz de reduzir seu tempo de trabalho e permitindo maior
eficiência na operação.

Nessa etapa verifica-se a necessidade de corte de energia elétrica, sendo


dispensável para a operação desejada. Observa-se também se há ou não uma tubulação
que passe nos limites do terreno da obra e consequentemente da atuação do guindaste.
No caso em questão não há tubulações, porém faz-se necessário a destruição de um
baldrame que já havia sido construído para atuação do guindaste na obra. Além disso
para a entrada do guindaste na obra é necessário a quebra do meiofio.

A próxima fase se caracteriza por determinar as condições criticas do plano de


rigging, os quais se referem ao maior raio no trajeto, carga bruta e altura na montagem
considerando os acessórios. No caso de trabalho essa condições consideradas para
calculo, será o peso dos pilares e a altura de montagem da laje, as quais são
especificadas posteriormente.

O guindaste selecionado deve suportar a carga a ser erguida, deixando uma


margem de segurança de 20% do valor da capacidade do guindaste. Considerando que
este possa atuar, na situação de içamento, em situações críticas, como dificuldades no
acesso do guindaste, a altura máxima e o comprimento da lança resultante

21
Foram executadas analises de alguns possíveis guindastes a ser selecionados ,
dentre os analisados então o XCMG QY70K, MD 300 e analisamos o catálogo da PHD
Guindastes. Foi realizado um estudo da carga a ser içada, mostradas anteriormente,,
considerando seu peso e suas dimensões. Além disso foi determinado qual o raio de
operação e a extensão necessária da lança. E com isso escolhido para a operação o
guindaste XCMG QY70K.

Figura 9 - Guindaste escolhido XCMG QY70K.

8.3 Operações iniciais

Anteriormente ao inicio da movimentação de cargas algumas verificações no


equipamento devem ser feitas como mostradas no check-list apresentado anexo 6.

Essas inspeções no equipamento devem ser realizadas antes que o guindaste saia da
empresa, verificando todos os acessórios os quais serão usados na área de operação do
guindaste. Deverá ser realizada uma revisão da rota e do plano do plano de trabalho. O
responsável só irá autorizar a saída do guindaste após realização do check list, e
verificado se todos os equipamentos e acessórios estão de acordo com as normas.

22
O rigger sinaleiro deverá estar em um posição que permita a comunicação entre ele e o
operador pelo uso de sinais manuais, se o operador não estiver conseguindo visualizar o
rigger a operação deverá ser imediatamente parada. Deve existir outro meio de
comunicação como rádio , sinal sonoro ou luminoso quando não for possível o contato
visual.

Conseguir a completa visualização da carga a ser içada e do guindaste, sem risco de ser
atingido por ele.

No anexo 8 esta disposto os principais símbolos utilizados para a comunicação durante


um içamento.

Toda vez que a carga se aproxima do limite da capacidade do guindaste o operador


deverá testar os freios içando a carga alguns centímetros do chão. Esse procedimento é
realizado para testar se nesse ponto os freios suportarão a carga sem deslizamento.

Se estiver alguém na carga ou no gancho o operador não suspenderá ou baixará ou


girará a lança ou a carga, nem se deslocará. Não transportará cargas por cima de pessoas
posicionadas no solo. Não é permitido o trânsito ou permanência de pessoas sob cargas
suspensas.

8.4 Isolamento da área

Em situações em que se faz uso de máquinas de elevação, ou seja, guindastes. Nesse


caso é prudente que seja realizado o isolamento da área no qual a máquina irá operar,

23
para o isolamento da área deve ser usado artifícios como cerca pra delimitar a área de
operação assim como cones. O raio de operação será definido no momento em que se
faz os cálculos para comprimento da lança.

8.5 Check list realizado no local de operação

Deve ser feito uma inspeção por meio de um check list no local de operação antes de ser
iniciado o trabalho. Nesta etapa de inspeção deve-se certificar mais uma vez que todos
os equipamentos e acessórios utilizados na operação satisfazem todos os requisitos
identificados. Depois de posicionar a carga do guindaste no local de trabalho, serão
realizados testes em todos dispositivos, equipamentos e acessórios, como o mecanismo
de içamento, freios, estabilidade do guindaste, patolas, equipamentos sonoros, lança
entre outros.

Caso todo o equipamento seja considerado pelo responsável como operacional segundo
os requisitos de inspeção averiguados, este pode ser liberado para operação. Em cada
nova máquina do maquinário, todas as inspeções devem ser efetuadas novamente.

As tabelas de Inspeção constam nos anexos do presente trabalho, indicando todos os


requisitos de operação e segurança a serem conferidos.

8.5.1 Inspeções

A inspeção do guindaste e seus acessórios deve ser realizada antes mesmo do


guindaste entrar em operação. Para isso, são realizados testes para verificar o
atendimento das exigências quanto as normas legais pertinentes e as especificações do
fabricante.

Os testes aos quais os guindastes são submetidos, devem ser realizados com
frequência e os relatórios com registros quanto ao estado do guindaste, devem ser
emitidos. O Setor de Segurança do Trabalho (SST) da BuildUp é responsável por

24
acompanhar os testes e exames e registrar em arquivo, onde as cópias dos relatórios de
inspeções devem ser apresentadas junto à SST e a contratante.

Quando houver alguma mudança na configuração do guindaste, novos testes e


exames deverão ser realizados. Teste de capacidade de içamento também devem ser
feitos a cada reparo ou mudança substancial no guindaste.

A frequência das inspeções é realizada levando em consideração a natureza dos


componentes críticos do guindaste e o nível de exposição ao desgaste, deterioração e
defeitos. A classificação dos procedimentos para a inspeção é definida pela frequência
com que as inspeções são realizadas, com intervalos específicos para cada:

Frequente: Mensal

Periódica: Intervalos maiores que um mês

Registros das inspeções, assinadas e datadas deverão estar disponíveis para as


auditorias internas e externas da BuildUp. Tais registros devem conter detalhes sobre
serviços e manutenção do guindaste.

Todas as inspeções devem ser realizadas em diferentes tipos de guindastes antes


de serem aprovados para o uso. No caso, de algum item não atender aos requisitos aqui
contidos, deverá ser rejeitado para uso na obra pela BuildUp e suas subcontratadas,
exceto para o caso em que as deficiências sejam sanadas.

No anexo, temos fichas de inspeções que devem ser preenchidas no ato da


inspeção, com a finalidade de atestar que os equipamentos e seus acessórios estão em
bom estado de funcionamento, atendendo aos requisitos pré-estabelecidos e a segurança
das operações.

8.5.2 Sinais sonoros

Os sinais sonoros no guindaste serão acionados durante a operação de içamento,


com a finalidade de alertar as pessoas que estarão envolvidas na área de trabalho, e
também quando necessitar informar a situação de perigo para as pessoas nas áreas
circunvizinhas do guindaste.

25
8.5.3 Forma de içamento
 Içamento das lajes

Após uma análise da melhor maneira de realizar o içamento das lajes com
segurança e eficiência, o guindaste foi posicionado na parte lateral do bloco em
construção, onde este içou as lajes pelas extremidades laterais com o auxílio de alças
para a elevação, afim de se distribuir melhor as tensões, inviabilizando a possibilidade
de alguma falha ou fratura. Foram utilizados um conjunto de 4 cabos com ângulo de
inclinação de 45º. Cada laje foi e deve ser içada por unidade, pois, se em uma operação
de içamento, deseje-se içar mais de uma laje, haverá um maior esforço em uma das lajes
provocando a falha ou algum dano a estrutura, o que nunca é desejável.

 Içamento dos pilares

Os pilares, inicialmente, foram retirados da carreta na posição horizontal, e


colocados sobre uma prancha de Madeirit para apoiar o pé do pilar na fase de elevação e
verticalização de cada peça. Para a retirada dos pilares da carreta foram utilizados os
cabos de içamento, passando nas manilhas das alças dos pilares, localizadas nas
extremidades, distando 2m de cada extremidade, garantindo maior estabilidade no
içamento das cargas, com inclinação maior ou igual a 45º. Depois de disposta na forma
horizontal, os cabos foram fixados na alça do topo do pilar, verticalizando-o. Após isto,
o pilar é levado para a posição onde será fixado, vale ressaltar que o içamento dos
pilares deverá ser feito de forma que sua base fique, no máximo, 30 a 40 cm do solo,
para que a estabilidade do guindaste seja garantida

 Içamento de vigas

No caso das vigas, foram utilizadas uma amarração com eslinga de duas pernas, com
ângulo formado entre as pernas de aproximadamente 60º, devendo, esta inclinação, ser
cuidadosamente observada e mantida durante a operação.

8.5.4 Passo a passo do procedimento de içamento

26
 Içamento dos Pilares
1- Reunião com todos envolvidos afim de repassar todas as decisões e informações
estabelecidas do plano para a movimentação segura das cargas;
2- Será feito um isolamento da área de operação, usando cones e faixas,
delimitando a área de trabalho com cercas e restringindo o transito de pessoas não
autorizadas no local, com intuito de evitar possíveis acidentes;
3- O guindaste será posicionado de forma que a cabine do motorista esteja
posicionada lateralmente em relação a obra e a cabine do operador fique voltada para a
obra;
4- Realizar o segundo check-list (FICHA DE INSPEÇÃO 01);
5- Verificar se todos os envolvidos na operação estão nos seus devidos lugares
prontos para executarem suas respectivas funções;
6- Verificar condições climáticas;
7- Para o içamento dos pilares, inclinar a lança com ângulo α = ;
8- Fazer a amarração do pilar, em cada lado a uma distância de 2m da extremidade,
que está disposta horizontalmente na carreta;
9- Estender a lança;
10- Baixar o gancho;
11- Fazer a conexão do gancho com as eslingas que estarão presas as alças nas
extremidades dos pilares que estão dispostos horizontalmente na carreta;
12- Subir o gancho;
13- Girar a lança aproximadamente 45º até o suporte de Madeirit, em uma distância
segura e que tenha o espaço livre para a disposição do pilar sobre o solo;
14- Descer o gancho até o suporte de Madeirit, o qual está a uma altura de 10cm do
solo;
15- Desfazer as conexões do gancho com as alças do pilar;
16- Conectar o cabo na alça do topo do pilar;
17- Inclinar a lança com ângulo α = 58º;
18- Girar a lança aproximadamente 45º, para posicionamento no local;
19- Descer o gancho para encaixar o pilar na fundação com o auxílio de um
topografo para garantir o perfeito alinhamento;
20- Retirar os cabos, isto feito pelos rigers auxiliares com cestas aéreas;
21- Repetir os passos referentes ao içamento dos pilares até todos serem usados.

27
 Içamento das Lajes

1- Para o içamento das lajes, inclinar a lança com ângulo α = 58°;


2- Fazer a amarração da laje, com a utilização de quatro cabos de aço;
3- Estender a lança;
4- Baixar o gancho;
5- Fazer a conexão do gancho com as eslingas que estarão presas as alças nas da
laje a ser içada;
6- Subir gancho;
7- Inclinar a lança com ângulo α =58°, referente ao último andar;
8- Girar a lança aproximadamente 90º até o ultimo andar;
9- Posicionar a laje onde será colocada;
10- Desfazer amarras, isto feito pelos rigers auxiliares;
11- Repetir os passos referentes a laje, por unidade, até completar a quantidade em
cada andar;
12- Repetir os passos das lajes, variando o α, mediante a altura de cada andar, para
que seja feito em cada andar do bloco em construção;

*Os passos para o içamento da viga são semelhantes aos das lajes, diferindo apenas
nas amarras.

8.5.5 Plano de Custos

Um orçamento deverá ser elaborado a fim de descrever todos os custos envolvidos


na operação de içamento. Os itens que deverão ser avaliados serão descritos a seguir:

 Transporte: Engloba os custos relacionados a locomoção do guindaste, tais quais


combustíveis, peças de reposição, óleos, lubrificantes, área de logística, despesa
com oficina, pneus.
 Manutenção: São os custos que estão ligados à preservação e manutenção dos
equipamentos e material permanente.
 Içamento: Custo de içamento, acessórios utilizados, isolamento da área,
amarração da carga.

28
O aluguel para o tempo de serviço são de 8h.

9. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O desenvolvimento desse trabalho permitiu determinar um plano de movimentação de


cargas como vigas, lajes e pilares para a construção do edifício dos Laboratórios das
Engenharias. Foi escolhido o guindaste XCMG QY70K. , para a operação, e verificado
que este atende as condições necessárias para o içamento das cargas em estudo. Dessa
forma foi garantido todos os requisitos técnicos e de segurança para a correta
movimentação de cargas.

29
10. REFERÊNCIAS

Rudenko, N.; Máquinas de elevações e transporte. Rio de Janeiro, RJ. Livros


Técnicos e Científicos, p. 426 1976.

Notas de aula do Prof. Dr. Zoroastro Torres Vilar.

30
ANEXO 1 – Planta baixa do Laboratório das Engenharias- UFERSA

31
ANEXO 2 – Características da empresa

Maquinário
Carros Elevadores Veiculares
5 Fiat Unos, ano: 2013 Elevadores elétricos PALFINGER
Torno Linha Florestal e Sucateira
C80Z73
Torno Mecânico Imor C80L77
Barramento:2 m M100L80
Peças em até 850 mm de diâmetro M120Z96
Automático transversal e longitudinal Q130LD104 CAM
C45F67
C60F69
Máquina de Solda Caminhões
Modelo Super Bantam 250 Plus Caminhões Scania
Faixa de Corrente: 50-250 A ou 40-180 A Capacidade 5 toneladas
Largura x Comp x Alt: 250 x 282 x 755 Capacidade 10 toneladas
Peso: 41,5 Kg Capacidade 15 toneladas
Capacidade 20 toneladas
Cestas Aéreas Plataformas Elevatórias de Carga

Cesta Aérea BUILDUP Hidro Grubet


BLA 10 CA
MBB C 500 LG
BL 13 CA
MBB C 750 L
BL 15 CA
MBB C 1500 L
BL 18 CA
MBB C 2500 L
BL 20 CA
BL 24 CA

Guindastes
04 - Guindaste MADAL - MD 300
02 - Guindaste XCMG - QY70
01 - Guindaste XCMG - QY50
03 - Liebherr Capacidade 70 toneladas

32
ANEXO 3 – Memorial de Cálculo

A4 - Cálculo do ângulo da lança

O prédio deve possuir uma altura entre 15 m a 16 m, dessa forma a laje a ser içada
deve ser içada em torno desse valor e os pilares devem ser içados em uma altura
próxima de 16 m. Assumiremos aqui a altura mínima de trabalho da lança será 16 m.
Não existe nenhum obstáculo físico evidente que limite o valor do raio de operação.
Dessa forma, utilizaremos um valor de 8 m para o raio de operação. Não é de nosso
interesse utilizar maiores valores uma vez que para maiores valores de raio de operação,
o guindaste perde em capacidade de carga.

𝐿
𝑚

𝑚
Dessa forma, o ângulo de inclinação da lança será

( )

O comprimento da lança também pode ser obtido por

Vamos assumir que a altura de elevação dos pilares é 16,05 m, já que estes possuem
olhais nas suas extremidades e são elevados a uma curta distância do solo. Dessa forma,
para os pilares:

Por meio da tabela de carga apresentada pelo fornecedor chinês XCMG para um
guindaste QY70 pode-se definir a capacidade de carga máxima em função do raio de
operação e do raio da lança. Assim, para a elevação da laje e dos pilares:

33
Essa capacidade equivale a do limite de tombamento do guindaste. Assim,
sabendo que a carga da laje possui 3000Kg (29,43KN) e o pilar possui 7000Kg (68,67
KN), o guindaste estará operando em do limite de tombamento quando içar a
laje na altura e raio de operação desejados, e estará atuando em desse limite ao
içar um pilar.

34
B4 – Acessórios

Utilizando a tabela referente à classe 6x19 de cabos com alma de fibra e tendo
conhecimento das dimensões da carga pode-se selecionar o diâmetro do cabo a ser
utilizado para suspender as cargas desejadas. Assuma um ângulo de inclinação dos
cabos de , sendo a laja levantada por um conjunto de quatro cabos enquanto que o
pilar por um único cabo.

Pode-se estipular a capacidade necessária dos cabos pelo cálculo dos esforços sobre os
cabos em cada caso. No caso de peças tridimensionais que devem ser içadas por 3 ou 4
cabos, deve-se considerar apenas dois cabos tensionados. Isso porque pequenas
diferenças de comprimento e conexão podem aliviar até dois desses cabos presos a
carga.

Figura 10 - Esforços nas eslingas

Sendo peso da laje e ,

35
O esforço da componente horizontal comprimindo a laje é de
. Como as lajes possuem cabos de aço distribuídos ao longo de seu
comprimento na região inferior de sua seção transversal, não se tem o risco de danificar
a laje se içarmos com cabos nas extremidades. Caso o içamento fosse realizado no meio
da laje, por não possuir reforço algum de tração, a mesma correria altos riscos de
rompimento.

No caso dos pilares, apenas um cabo realizará a elevação, dessa forma o esforço
máximo será o próprio peso da carga do pilar.

Agora que conhecemos os valores máximos calculados pode-se escolher o cabo a ser
utilizado por meio da tabela inicialmente mencionada. Tomaremos o valor de
capacidade de carga imediatamente maior caso o calculado não seja encontrada na
tabela.

36
 Para Laje

 Para o Pilar

Esforço Real

37
 Para Laje

 Para o Pilar

Escolha da Manilha

 Para Laje

 Para Pino

C4 - Cálculo dos esforços distribuídos na sapata

Pode-se realizar um cálculo especulativo para assegura a condição de não tombamento.

38
𝐶𝐺𝑙𝑎𝑛 𝑎

16 m

3000 Kg
𝐶𝐺𝑔𝑢𝑖𝑛𝑑𝑎𝑠𝑡𝑒
KKkKkKg
3m

B
A

Figura 11 - Diagrama de corpo livre para esquema de forças do guindaste

Assuma os pesos da lança e do guindaste respectivamente como sendo e .


Assuma o sentido de rotação indicado na figura como positivo. As condições de
equilíbrio utilizadas são:

( ) ( ) ( ( ) ) ( ( ) )

Conhecendo os valores de e pode-se solucionar o sistema de equações acima


para encontrar os valores das reações. Deve-se ressaltar que enquanto houver reação as
sapata B, o guindaste não tombará. Pode-se também identificar os valores de lança
necessários para que uma determinada carga não provoque tombamento, ou também o
ângulo máximo de lança para evita esse problema no guindaste assumindo que .

39
Logo ou . Dessa forma é possível utilizar as mesmas equações e
resolver o sistema em função do parâmetro variável desejado, na condição limite para
tombamento.

Para encontrar os esforços nas sapatas ou a condição de não tombamento para o


guindaste com a carga de elevação dos pilares, 7000Kg, basta substituir o peso da carga
nas condições de equilíbrio.

D4 - Efeitos dos ventos no guindaste

Diversas situações podem influenciar na estabilidade e consequentemente na capacidade


de um guindaste, um exemplo é a ação dos ventos.

As sapatas externas devem agir estabilizando o guindaste na operação. Sabendo que o


peso da carga laje é 3000 Kg e o dos pilares é 7000 Kg, e que o ângulo de inclinação da
lança é .

40
Figura 12 - Efeito dos ventos nos guindastes

A ação dos ventos gera na lança uma força na lança de e na cabine de . Dessa
forma, pode-se quantificar a magnitude dos esforços nas patolas mediante o
equacionamento:

∑ ( ) ( )

( )

Deve-se utilizar um anemômetro para poder aferir as condições de velocidade e ter


conhecimento das cargas dinâmicas impostas pelo fluxo de vento no local. O ângulo
máximo de içamento e a reação para as condições limites de tombamento
podem ser encontrados semelhantemente à análise estática, fazendo e isolando
os termos nas equações de equilíbrio trabalhadas.

41
Uma análise de estabilidade também pode ser feita considerando outros efeitos que são
responsáveis pela desestabilização do guindaste, como por exemplo: o desnivelamento
do solo.

Figura 13 - Estabilidade dos guindastes


O equacionamento sugerido é

Onde podem ser quantificados coeficientes de estabilidade do guindaste carregado e


não carregado que caracterizarão as condições dinâmicas do guindaste. Onde,

42
43
E4 - Inspeções de Segurança

A etapa de inspeção e teste do guindaste deve ser realizada antes do início da operação
com a finalidade certificar que o guindaste nas condições de operação atende aos
requisitos e exigências legais e especificações do fabricante. Sempre que o guindaste for
reposicionado, uma nova inspeção e um novo teste deverá ser realizado.

A frequência de inspeção em guindastes deve ocorrer diariamente, de forma periódica.

Inspeções Periódicas:

Componente Período
Gancho Anualmente
Contra Pinos da Lança Anualmente
Sistemas de Içamento Anualmente

ANEXO 4 – Catálogo dos guindastes

Informações adicionais estarão disponíveis em anexação digital dos catálogos completos.

CATÁLOGO 01

44
45
46
CATÁLOGO 02

47
48
49
ANEXO 5 – Modelo do Check list.

50
51
52
53
ANEXOS 6 – Plano de custos Build UP

54
ANEXO 7 – Situações onde é necessário a realização de um Plano de Rigging

A nossa empresa considera algumas situações para operações com guindastes, e nessas
ocasiões estabelecemos um plano para movimentação de cargas.

SLOGAN
Peso da carga Altura do içamento
Acima de 8 toneladas Até 20 metros de altura

Acima de 5 toneladas Acima de 20 metros de altura


Exijam dois ou mais guindastes trabalhando em conjunto para içar uma carga com ou sem
um dispositivo de içamento.
*As situações não especificadas são analisadas pelos nossos engenheiros.

55
ANEXOS 8 – Simbologia utilizada pelo rigger sinaleiro para comunicação com o
guindasteiro.

56
57
ANEXO 9 - Software Auxiliar
A disponibilidade de software auxiliar aos operadores de guindaste facilita a obra,
propondo maior segurança e eficiência na operação. Cada fornecedor dispõe de seu
próprio software. Os operadores são submetidos a um curso oferecido pela empresa na
manipulação do programa. Abaixo, Software auxiliar do Fornecedor Liebherr:

58
59
ANEXOS 10 – Fixa Resumo

FICHA RESUMO DA OPERAÇÃO


BUILDUP Elevações Local: Carga:
BR 310, Nº 357 Universidade Federal Rural do Semi-Árido - Laje
Distrito Industrial – Mossoró RN (Após o Bloco de Aulas 06) 3000 Kg; (9,8 x 0,22 x 1,1)
Contato: (84) 91568087 (84) 3332-3594 Problema: Viga
BUILDUP Elevações E-mail: buildupelevacoes@hotmail.com Içar lajes, vigas e pilares na construção do novo 4000 Kg; (9,8 x 0,4 x 0,65)
Qualidade, Tecnologia e Precisão Site: builduplevacoes.com.br bloco destinado a laboratórios para os cursos de Pilar
com Segurança Facebook: BuildupElevações engenharia. 6000-7000 Kg; (16 x 0,6 x 0,6)

Ângulo de Lança Solo:


Como as duas alturas de içamento Sem rede hidráulica nas localidades,
são bastante próximas o mesmo de boa compactação, ângulo de
ângulo de lança, nivelação .
Condições de Içamento
Comprimento de Lança Pilar
Laje Ligação simples por munhão e cabos
L 18,86 m amarrados em pontos de “pegar” da
Pilar própria carga
L 19 m Laje
Arranjo de eslingas por munhão e
cabos

Rota para Acesso Restrições Físicas


Percurso realizado saindo da BR 110 Nenhuma restrição física identificada,
e entrando na Av. Jorge Coelho de a não ser pela presença de um meio-
Andrade acessando local fio que precisará ser quebrado por
lateralmente com distância percorrida meio de solicitação de requisição de
de 5 km. operação à UFERSA.

Raio de Operação: Condições Ambientais de Fluxo


Como as duas alturas de içamento Ensolarado, Condições normais de
são bastante próximas o mesmo raio Vento, Baixo fluxo de veículos e de
de operação, 8 m. pessoas nas proximidades de
operação.
Altura de Içamento Guindaste Tempo de Operação Responsável:
Alturas mínimas Modelo XCMG – QY70 com capacidade máxima Em média 8h diárias
Lajes 16m de elevação em 70 t.
Pilares 16,05 m
PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA

IÇAMENTO DE ESTRUTURA DE LAGES, VIGAS E PILARES PARA A


CONSTRUÇÃO DO LABORÁTÓRIO DE ENGENHARIAS DA UFERSA
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ALUNO:
ESTE PLANO DE MOVIMENTAÇÃO DE CARGA PESADA FOI ANALISADO E
JULGADO ADEQUADO A MOVIMENTAÇÃO DE CARGA DESCRITA ACIMA

APROVADO EM ------/-------/--------

RIGGER: Gleidson Daniel Gurgel de Souza


MATRICULA: 2014009342

RIGGER SINALEIRO: Luana Carla de Andrade


MATRICULA: 2015002364

OPERADOR DE GUINDASTE: Marcelo Cefas Ferreira de Souza

MATRICULA: 2014008354

ENGENHEIRO SUPEVISOR DA CONTRATADA: Michelly Moura

MATRICULA: 2014008363

ENGENHEIRO CHEFE DA CONTRATADA: Sávyo Augusto Dantas Ferreira

MATRICULA: 2008243471

SUPERVISOR CHEFE: Tarciana Dieb Toscano

MATRICULA: 2014009100