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Pasquale & ETT "8 e “ne 1 -§ cS Pasquale & lisses = Pasquale Cipro Neto Professor de cursos pré-vestibulares na capital, no grande ABC e no interior do Estado de Séo Paulo. E colunista de jornais de grande circulagao nacional E autor de obras didéticas e paradidaticas para o Ensino Média, \ Eo idealizador e apresentador do programa Nossa Lingua Portuguesa, dda TV Cultura, de Séo Paulo. Ulisses Infante Doutor em Letras na érea de Literatura Brasileira pela Universidade de Sao Paulo Leciona desde 1980, com experiéncia em clégis e cursos pré-vestibulares na Capital eno interior do estado de S20 Paulo, E autor de obras para Ensino Fundamental e Ensino Médio, w editora scipione My editora scipione Geréncia editorial Maria Teresa Porto Responsabilidede editorial Roberta Lombardi Martins Edics0 Roberta Vaiano Assisténcia editorial Carmela Ferrante Nunes ‘Amanda Valentin Colaboracéo ‘Adriana Carneiro Redrigues “Mata Siva Goncalves Renato Luz Tesolavy Siperdisdo de reviséo Miriam de Carvalho Aboes Rovisdo Equipe Scipione Ealpéo de arte Disier D.C. Dias de Moraes Superviséo de arte Sergio Yutaka Suwaki Coondenaeso de arte Eber Alevandre de Souze rogramagao visual de capa e miolo ‘Conexao Eaitorial ustracdes ‘Abe Fonseca ¢ Vera Basile ‘Supervisdo de iconogratia Cristiane Marques Pesquisa iconogratica Fose Andee Echtoracao elaténics am Dikan, Wandar Camargo @ Antonio C. Decarl ‘Av. Olaviano Alves de Lima, 4 400 66° andar @ andor interrmediaro ala “B” Freguesia do O CEP 02505-800 - S80 Paulo - SP DIVULGACAO, Tel: (0%t1| 3680-1810 VENDAS. Tol: (0.011) 3990-1788 \wnewserpione.com.& e-mait scipione@scipione.com br 2010 ISBN 978-952627076-9~ AL ISBN 978.252627077.0 - PR 3. EDICAO (22° impressio) Dados intesnaconais de Catalogacio na Publicacae (CP) (Camara Brasileira do Livro, SP, Brasil) ‘Gipro Neto, Pasquale Gramética da Lingua Portuguesa / Pasquale Cipro Neto, Uissesnfante Sa Paulo: Seipione, 2008, Biblogratia 1. Portugués — Gramética (Ersino Miédio) |. Infante, Uisses Ie Tt, 08-0566 <00-469.507 Indies para atalogo sistematico: 1. Gramatica: Portugues: Ersino Meio 469.507 — Apresentagao \ __— Caro tei Ir ‘Alm de comemorar dez anos de lancamento, esta nova edigao da Gramética da Lingua Portuguesa incorpora 2s di retrizes do Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa, firmado entre os paises de lingua portuguesa em 1990 e implementa do a partir de 2009. Procuramos, mais uma vez, elaborar uma obra de estudo e consulta que possa servir de referéni que creditamos & substancial renovago de textos e atividades, a qual mantém alualizada a relagao do nosso trabalho com a lingua falada escrita no cotidiana brasileiro. Nossa principal referencia para 0 estudo dos variados to pices gramaticais continua sendo a lingua viva — textos de jor- ais € revistas, mensagens publicitarias, letras de musicas & obras literérias contemporaneas, que predominam como ma eral de leitura e analise Os autores Preston | Capitulo 1 — Conceitos inci 1.0 signe linguistico, 9» 2 Lingua: unidade e variedade, 10 > 3. striae geografia da lingua portugues, 12 > 4. A _gamitica, 11» Diisio da gamitia, 15 » Mofosintns 16 eC ee yc) Capitulo 2 — Fonologia. 1 .Concsitossicos, 19 » 2.0 fonemas da lingua portugue {9,20 3, Casifcagao dos fonemasdalingva portugues, 21 > Vogais, 21 » Semivogas, 22 > Consoants, 2 4, iabas, 24» 5.Encontrosyocilicos,24 » 6 Encontros consonantas, 25 » 7. Digras, 25 » & Divisio sibs, 27 > Texts para lise, 29 » Quests de exames concurs 2 Capitulo 3 — Ortografia 1. Conaitos biskos, 35.» 2.0 alfabeto portuguds, 35. > 3. Orientagies ortogrificas, 37 » Noes preliminares, 37 > onemas com mais de uma representagio gra, 37 » Ojone- a ff ra ou digo ch), 38 » Ofanema sara ge), 39 1 Ofowema i (onass x62). 40 » O fora (eras 6 56 cous 5,85 €38}, 42 > Patcularidades de algunas leas» Alea, 44 » Aslemasee', 44 » Asltrasocu, 45 Alta 45 » Nemes priprio, 46 > Textox para ann, 48 >» Questes deexamese concusos 48 Capitulo 4 — Acentuagao 1. Conceitosbsions, 53 » 2 Acntuago nia, 53 » Pros i, 54 » 3, Acentuagdo gra 55 » Osaceos 38 » Aspe ‘egos das eras de acetuaci, 36 » As regs hiss, 157 AS regs epecia, 59> Fits 60. > Dion. > Farmas vers seis de prosomesobigus, 61 » Aceio fe recs 61 Quao gral das gras ocetana 63 > Textos par ands, 6 > Quests de exames concise, 6 eC) Capitulo 5 — Estrutura e Formagao das Palavras. |. Morfemas,73 » 2. Classifcagio dos morfemas, 74 » Rai is, 74 » Aftos 74» Desinéncias, 75 » Vogaistemitias, 75 > Vga ou consounts deluge, 75 3. Estado dos morie- so 52 2 ‘mas igadoss lexis das palavras, 76 > Vogas temas, 76 > Desinéaias 77.» 4 Process de formasio das paavras, 179 » 5. Estudo da deriacio, 79 » Dervasi peal (oa pre fa5i0) 79 » Dervagio sux (ou sufsago), 80» Derivgio parassntia (ou parasites), 80» Devraco regrssiva, > Derivago inprépri, 82 » 6. Preis, 82 > 7.Sufisns 86 > ormam substanvos a partir de cutras substan, 86 » Fe sam substantes de atves, 89 » Format substation de eros, 90 » Forma substarivos eaves de utes substan ‘vos eadeivs, 91.» Forma adjetivos de sbstantvos ow de utrosadtivos 92 » Formam ajetivns de verbs, 94 Forma sdvibios de ajetios, 95 » Forman verbos de subsantivos © adjtivs. 95 » Sufins aumentativs, 96 » Sfians diminutivs, 97 » Taxtos para anise, 99 » 8. Estudo da composiho, 103 > Tipos de compos, 103» Radics comptes erudios, 104 » 9. Outros process de formago de palaveas, 12 Abreviagio voebulr, 112. Sigloninizagio, 13.» Pals 41» Onomatopeia, 115 > 10. Outros process de cnriquecimento doléxico, 116 » Neologism seminico, 116 > Einpréstimos linguistics, 117 Textos para anise, 118 > (Questdes deeames concursos 121 sale Capitulo 6 — Estudo dos Verbos (I). 1. Introdugio, 126 » 2, Conedito, 127» 3. Estrutura das formas verbs, 127 > A. Flexdes verbs, 129 > Flexio de ‘nmero epesoa, 129 » Hexiode tempo e mod 129 de vz, 130» 5. Conjugages 131.» Paradigms dos verbs egulares 132 » Tempos spl, 132 » Tempos compesas, 135 > 6 Formagio dos tempos simples, 137 » Tempos dervados do presente do indiativo, 138 » Temposderivads do pretiito petito do indcstve 140 > Temes e formas nominas de ‘ados do infintva impo, 1» 7. Alguns verbos regula esque merecem destague, 43. Texts para aise, 16» Quesiesdeexames concurs, 149) Histo Capitulo 7 — Estudo dos Verbos (It).. 1. Introdusdo, 154 > 2. Verbosiregulares, Irzegulares apenas na conjugacto da presente da indicative tempos deriads, 155 » Primeinaconiugagto, 155 » Se- guna conjugogdo, 156 > Terziraconjugag, 138 » Verbos Invegulares no presente e no prtérie perfeto do indiativo 55 eros ce respectivos tempos deivados, 162 » Primeia conga, 162 » Segunda coningagio, 163 » Tercera conjugagda, 171 > 3. Verbos defectivos, 175.» Primeiro grup, 175 » Se gundo grupo, 176 4. Verbos abundantes, 178» 5. As patticularidades da conjugasio dos verbos os diciond- os, 180 > Textos para andlise, 180 » Quests de exames concurs, 183 eT 154 Capitulo 8 — Estuda dos Verbos (I)... 1.0 mods verbs 189» 2.05 tempos verbal 190» Os temposdoindictiny 199 » Pret 190 Peete imperfets 191 > Preto pert 192» Pte manque, 192 > Few do pret, 192 » uo do pretty 198 » Osten posdo sbjuntv, 195 Pros 195.» Ptr impers 195 » Pretprta 196 » Peto marque, 197 > Fur 197 » 3. Naor eemprego das frm oma 198, > Oinsnko, 198 » 0 partegin, 19 » O gradi, 200 » 4 Aslocagbe verbs 200 » 5.0 aspect verbal 201 Te tos puna, 202 » Quotes de eames econcos 204 Capitulo 9 — Estudo dos Substantive... 1. Conceito, 213 » 2. Classifica, 213.» Substantios sn plese composts, 213.» Substanivos primiivose divas, 214» Submantivoeconcetos absritos, 214 » Substantive oman eproprias, 214» Substntvs cules, 215 » 3. Fle- Ges, 218 > Feo de ner, 218 » Forma dein 218 Heo de mero, 222 » Formate do purl 223 » Fexio de gan, 228 » Formagio do gray 228 » Textos para anal 229 » Quests de exames concurs, 232 Capitulo 10 — Estudo dos Artigos...... 1. Goneeio, 236 > 2, Clssiiagio, 237 » 3. Combinagies dos artigos, 287 » Texos para anise, 238 » Quotdes dee ese concen 240 Capitulo 11 — Estudo dos Adjetivos. 1.Coneto,242 »2.Classieagio, 242 » 3. Adjtivospitrios, 243 » Adjetivospittos composts, 217 » 4 Correspondénca centr adios elocugbes adjetivas, 249 » 5, Fexes,252 > Fleao de giver 252.» Adjtvs birmes 252.» Adjetins niformes.253 » Elsie denmero,253 » Flexo de gray, 254 > Comperatva 254 » Supra 255.» Texts para andi, 259 » Quests de examese concurs, 262 Capitulo 12— Estudo dos Advérbios 1-tntroduga, 265 2, Conceita, 266 » 3. Clsticagto, 267 > Advébios interrogations, 268 » 4 leo, 269 » Gra com paratvo, 269 > Grau supe, 269» Tetos para anise, 271 » Queties de examese concurses, 275 Capitulo 13 — Estudo dos Pronomes. 1. Conceito, 279 » 2. Pronomes pessoais, 280 » Prono: mes pessoas do caso et, 280 » Pronomes pessois do caso oblique, 281» Pronomesobiquasdtonos, 281 » Pronomes oblquos tnicos, 282. » A segunda pessoa indict, 282 3, Pronomes possessvos, 285 » 4, Pronomes demonstra- \ivos, 286 » 5, Pronomesrelatvos, 289 » 6, Pronomesin- Aefinidos, 292 7, Pronomesinterrogativs, 298 » Texios paraandlie, 294 » Quosbes de exameseconcurses, 296 189 sctaccaaedetl 236 2a 265 219 Capitulo 14 — Estudo dos Numer ee 908 1.Conceto,301 » 2. Quadros demumerais, 304 » 3. Flexbes, 306 & 4. Empregn, 306 > Textos para anise,309 & Questies decxameseconcursos 311 Capitulo 15 — Estudo das Preposicées. 1. Conceito, 313.» 2 Cassiiagio, 314 » 3, Combinagbes ccontragdes 315 > Textos par andl, 317» Queses de exams concurs, 318 Capitulo 16 — Estudo das Conjungées... 1.Coneeto,323 » 2. Casificagi, 323 » Tests par anise 825 » Quetées de exameseconcursos 327 322 Capitulo 17 — Estudo das Intere1 GBS nnn 982 Cone, 332 » Texte paraanive,34 Parte 3 — Sintaxe Capitulo 18 — Introduce a Sintaxe. sscaittl 1. Fras, oragdo, perlodo, 339 > 2. Tlpos de frases, 339 > 3. As frases ea pontuaglo, J» Textos para anise, 344 Capitulo 19 — Termos Essenciais da Oragao. 346 1. Concetos, 417 » Sujit epredicada, 317 » Verbos no donais endo nocionss, 348 » Verbos transitive intans- ‘vos, 48 » 2. Tipos de sueito, 350 »Sujetodeterminado, 350 > Sujeitoindeterminado, 351 > Orac6es em syste, 352 » 3. Tipos de predicado, 454 » Predicado verbal, 354 > Predicado nominal 34 » Predicadovetho-nominal. 353 4. Ostermos exencias ea pontuaslo, 356 > Textos para anise, 358 » Questdes de exames econcursos, 361 Capitulo 20 — Termos Integrantes da Oragao. 368 1. 0s complementos verbais, 368 » Pronomes obliques como complementos verbs, 37 » Objetodizeto prepo sicionado, 370 > Objetos pleonisticos, 371» 2. 0 com- plemento nominal, 372 » 3, O agente da paiva, 374» ‘As vores verbs, 374 > Transformagd de passa, 375 » Fungdes do pronome se 376 » 4. Os termos Integrantes ea pontuagdo, 379 » Texos para andlise, 380 » Questbes de exames ¢concursas, 382 Capitulo 21 —Termos Acessérios dda Oragao e Vocative 389 1, Adjunto adverbial, 889 > Algumas das crcunstincias express pelos adjunts adverbs, 390 > Importinca da preposgdo nas locugées adverbs, 391» 2. Adjunto ad- ‘nominal, 393 » Como dstinguir o adjuto adnominal do predcativo, 394 » Como dstnguir 0 adjunto adnominal 4d complemento nominal, 395 > 3. Apost, 396 » Clas: ficagao do aposto, 397 » 4. Yocatvo, 397 » 5. Os termos acessérios, 0 vocativo € a pontuagio, 398 » Textos para anise, 400 » Questaes de exames ecancursos 403 Capitulo 22— Oragdes Subordinadas Substantivas....408 1.Conceitos bisios, 410 > Periodo composto por subor ado, 410 » Periodo composto por coordenacdo, 410 » Pe odo composto por subordinasio ecooedenagi, 11 > 2 ‘Tipos de oracdessubordinadas, 412 » Subordinadas subs ‘antivas, 412» Subordinadasadjeivas,413 » Subordinadas adverbiis, 413 » Subordinadas desenvolvidase reduidas, 413 © 3, Estudo das oragdes subordinadas substantivas, ALA » Subjtivas. 415 » Objetivas deta, 415 » Objetivas Sndireas, 416 » Completivas nominas, 417 » Predicativas, 17» Apostvas 417 » 4. Pontuagio das subordinadas substantivas, 418 » Textor para anilise, 419 » Quester de cexamese concursos, 421 Capitulo 23 — Oragées Subordinadas Adjetivas 1. Estrutura das oragdes subordinadas adjtivas, 426 > plo pape do pronome relative, 426 » Adjetvas desenvl: Vids ereduzidas, 426 > 2. Aspectos semanticos: orages estrtivas e explicativas, 27> 3. Pronomes relaivos: uss efungbes, 429 > Que, 429 » Quem, 430 0 qual. os quai a qual as quas, 430 » Cujo, uj, cus, eujas, 431 > Onde, 481 » Quanto, como, quando, 432 » 4. As oracdes subordinadasadjetivas e a pontuacto, 134 » Textos para anise, 485 Questdes de exames ¢concursos, 438 425 Capitulo 24 — Oragées Subordinadas Adverbiais.....444 1. Introdusio, 444 » 2, Aspectos semanticos: as circuns tincias, 445 > Causa, 445 > Consequéncta, 46 » Condi 50, 46 > Concesso, 47 > Comparsgie, 418 > Conf: rmidade, 449 > Finalidade, 449 » Proporsie, 450 > Tempo, 4450 » 5. Clasificar sem decorar, 451» 4, As oragbes su bordinadas adverbiais ea pontuagio, 452» Textos para andlse,453 > Questdes de exames concursos, 458 Capitulo 25 — Oragées Coordenadas. 462 1. Oragbessindétias assndéticas, 463 » 2. Clasificn 0 das oragbes coordenadas sindéticas, 463 > Adhivas, 463 » Adversativas, 464 » Alternativas, 464 » Conchasvas, 465 » Explicativas, 466 » 3. Clasiicagdo baseada nas re lagoes de sentido, 466 » 4 As oragdes coordenadas © a pontuagae, 468 > Textos pura anise, 470 » Questoes de exams €concursos, 472 Capitulo 26 —Concordancia Verbal e Nominal 1. Concordancia verbal 478.» Reprasbiscas:sujito com posto, 478 » Casos de sujet simples que merecem destague, 480 » Casos de sjito compost que merecem destaqu, 483 0 verbo ¢ a paiva 485 » Concordia com verbs de paticulariteress 485» Hover fr 48S» Se 486 » Ey an Capitulo 30 —Nogdes Elementares de Es Lista de Instituigdes Promotoras de Exames e Concursos. Bibligrata.. rego do infinitive, 487 > Iifintivo Epes 488 » afin ‘peso, 488 » 2, Cncordancla nominal, 190 » Reyas bis as 490» Expresses o palaras que merecem estado pat cule 492 » 3, Concordinca deoliglea, 494 > Tertos para anise, 495 » Quesbes de exames econcurss, 499 Capitulo 27 — Regéncia Verbal e Nominal ..nnuone50B 1 Introducio, 508 » 2. Regéncia verbal, 509 » Verbos in transtivos, 509 > Vetbos tanstives dist, 509 > Verbos transtivosindtetas, $10 » Verbosindierentemente trans tivos dist ou inditetos, $11» Verbostranstivos diretos « indiretos, 512.» Verbos cuja mudanga de transtvidade pode implicar mudanca de significado, S14» Dos casos ‘riticos, 517 » 3. Regéncia nominal, 519 > Complemento sob a forma de oraso reduzida de inintvo, 521 » 4. Com- plemento: 6 uso do acento indicador de crase, 522 > Nio corte crase, 523 » Ocorre case, 524 » A crave faculta~ iva, 525 » Casossueitos a verficago, 525.» Textos para anise, 528 Questoes de exames e concutsos, 53 Pr Ce ec) Capitulo 28 — Problemas Gerais da Lingua Culta....538 1. Introdusio, 539 » 2. Forma egrafa de algumas pala- -vraseexpressbes, 539 » Que/ qué, 539 > Porque / por qué porque porque, $39 » Mas / mais, $40 » Mal / mau, 541 » Onde /aonde,541 » A par/a0 par 542 » Aoencontro de ‘de encontro 3, 542 » A./hé na expresso de tempo, 42 > Acerca de /hé cera de, 543 » Afim /afim, 543 > Demais {de mais, 543 » Seno / se nfo, 543 » Na medida em que 1 medida que, 43 > 3. Os do hifen, S14 » Palavras compost, 545 > Prefixos ¢ elementos de composgSe, 546 > Regra gra, 546 » Caos especiis em que tab se usa 0 hifen, 546.» Casos em que nao se usar hier, 547» 4. Colocagdo dos pronomes pessoas obliquos étonos, $47 > Baclise, 548 » Prclise, 548 » Texts para adlise, 549 » Questoes de exames econcursos, 35 Capitulo 29 — Signiticagao das Palavras..1.c.onnnone58B Relagies de significado entre as palavras $57 > Textos para ands, 589 » Questdes de exames e concurs, 562 listica 587 1. Introdugto, 567 > 2. Recursos fonoldgicos, 568 > 3. Recursos morfologlcos, 568 4. Recursos sintiti- 0s, 569 5. Recursos semanticos, 569 » Textos p: anilise, 571» Quostdes de exames e concurtos, 574 Introducao geral Guernica Agthe humana opera incessantemente com elementos que representam a realidade, sejam eles verbais ou nao verbais. Em abril de 1937, um bombardeio de trés quartos de hora castiga uma desprotegida cidade na regido basca da Espanha. 0 fato foi imortalizado por Pablo Picasso na tela que leva o nome da cidade destruida: Guernica Com essa representagéo pictorica, o artista transmitiu & humanidade uma das mais dramé- ticas expressies da dor: os gestos e 0s gritos congelados na imagem contam uma historia que jamais deve ser esquecida Nesta introducéo, estudaremos, entre outros topicos, o signo linguistico, a representagao verbal dos elementos do mundo. SRM recy Na origem de toda a atividade comunicativa do ser humano esté a linguagem, que é a capacidade de se comunicar por meio de uma lingua. Lingua é um sistema de signos convencionais usados pelos mem- bros de uma mesma comunidade. Em outras palavras: um grupo social convenciona e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos. Um signo linguistico é um elemento representative que apresenta dois aspectos: um significante € um significado, Unidos num todo indissolivel, Ao ouvir a palavra “Arvore", voc reconhece os sons que a formam. Esses sons se identificam com a lembranca deles que esta presente em sua meméria. Essa lembranga constitui uma verdadeira imagem sonora, armazenada em seu cérebro ~ é 0 significante do signo “Arvore". Ao ouvir essa palavra, voc logo pensa num “vegetal lenhoso cujo caule, chamado tronco, 86 se ramifica bem acima do nivel do solo, a0 contrario do arbusto, que exibe ramos desde junto ao solo”, Esse conceito, que nao se refere a um vegetal particular, mas engloba uma ampla gama de vegetais, € 0 significado da signo “érvore” — e também se encontra armazenado em suua meméria Ns arte moderna, so fequnts os casos em ‘ue. autor subvert a orem das coisas, lvando « espectador a reise a realidad a ima- em crada por agit, a contaizéoente 0 siniant (est contet, as paamas Vaca a acti a lure: uf neg 8 neve; plato Atel Forage: a tempest: le désetoceset] € 4 sigitcao (neste cont, os objets reresen- fades: oe; saat; capt; vel; cop; marl, reseciamente)destaca a natreza arbitra do sigo linguist. (asa, u,v eta atop, desert) Ren Magee 190. Ao empregar os signos que formam nossa lingua, voc deve obedecer a certas regras de organizacao ue a prépria lingua the oferece. Assim, por exemplo, é perfeitamente possivel antepor-se ao signo “ér- vore” o signo “uma”, formando a sequéncia “uma drvore”. Jé @ sequéncia “um drvore” contraria uma regra de organizacao da lingua portuguesa, o que faz com que a rejeitemos. Perceba, pois, que os signos que constituem a lingua obedecem a padrées determinados de organizacao, O conhecimento de uma lingua engloba ndo apenas a identificagao de seus signos, mas também o uso adequado de suas regras combinatorias. Estudar a lingua portuguesa é tomar-se apto a utilizé-la com eficiéncia na produgao e interpretagao dos textos com que se organiza nossa vida social. Por meio desses estudos, amplia-se 0 exercicio de nos: sa sociabilidade — e, consequentemente, de nossa cidadania, que passa a ser mais licida. Ampliam-se também as possibilidades de frui¢ao dos textos, seja pelo simples prazer de saber produzi-los de forma benfeita, seja pela leitura mais sensivel e inteligente dos textos lterdrios. Conhecer bem a lingua em que se vive e pensa ¢ investir no ser humano que vacé & Captle 1 > > > Concetsiniciis > >> CEM CR CC cL} Diversos fatores padem originar variagGes linguisticas a. geograficos - ha variagées entre as formas que a lingua portuguesa assume nas diferentes regiées em que é falada, Basta pensar nas evidentes diferencas entre © modo de falar de um lisboeta e de tum carioca, por exemplo, ou na expressdo de um gaticho em contraste com a de um cearense. Essas variagdes regionais constituem os falares e 0s dialetos. Nos uiltimos tempos, particularmente no Brasil, as formas regionals da lingua portuguesa vém sendo valorizadas como parte importante da ampla di- versidade cultural do pats. Isso tem levado ao surgimento de vocabulérios e outras publicagdes como as que mostramas a seguir: 0 Mudar fe} tis 1D) 22 og . seciais — o portugués empregado peles pessoas que tém acesso’A escola e'aos meios de instrugdo ifere do portugués empregado pelas pessoas privadas de escolaridade. Algumas classes sociais, as- sim, dominam uma forma de lingua que goza de prestigio, enquanto outras sao vitimas de preconceito por empregarem formas de lingua menos prestigiadas. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de IIngua— a norma culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo dominio € quase sempre solicitado para a ascensao profissional e social. 0 idioma , portanto, um instrumento de dominacao € discriminagéo social. Também sao socialmente condicionadas certas formas de lingua que alguns grupos desenvolvemn a fim de evitar 2 compreensao por parte daqueles que nao pertencem ao grupo. O emprego dessas for- mas de lingua proporciona o reconhecimento facil dos integrantes de uma comunidade restrta, seja um grupo de estudantes, seja uma quadriha de contrabandistas. Assim se formam as girias, variantes, linguisticas sujeitas a continuas transformagées, Caetano Veloso, Lingua. In; Ye/d (CD), Universal Music, 1984. ‘A misica de Caetano Veloso, ao mesmo tempo em que nos faz refit sobre nosso ‘idioma, € um tributo apaixonado do artista a sua lingua matema, C. profissionais — 0 exercicio de algumas atividades requer o dominio de certas formas de lingua chama- das linguas téenicas. Abundantes em termos especificos, essas variantes tm seu uso praticamente restrito a0 intercémbio técnico de engenheiros, médicos, quimicos, inguistas e outros especialistas I». epics gems tte cls pe ania ngs So ie esc oe es ee re Sine lec enaete ete aired pe retnrion Peter leey cleaner ier wpe tore is oi seas pate ci ills cn aan 3 Sed en: pe no in A cnasbucaea live nasa pas iii Looser eae n Sco sa ss = anneal lih oe aar dt cepacia Etre Yaak see ee Perrier 2 ee oe re ere miseerl M2 Definigdes particulares de flésofos ‘Sotalsmo Uiipico Francés, p18, Bovdas) ‘come 303 (4)"Nio sereconhncev ato presente ue a n0- ‘ode univeso, to, 2 considerato do conjan- {eds grandes corpos que existe formand um Sema neo fundava-seessnciaimente n> ‘io primitiva com elardo a mbildade da tra {1 {Blase foros essencaimentinceraemes- ‘mo mais ou menos inimcligivel" (Curso de Flo- ‘sofia Poste, Ligdo 2, p61, Hermans) tors Scone aor Sepone Exisiom palavras que asumem setdos particula- res quando empregadas ro conto de derentesesfe- 125 doconesinento, Captle 1 > > > Concetsiniciis > >> . situacionais — em diferentes situagdes comunicativas, um mesmo individuo emprega diferentes formas de lingua, Basta pensar nas atitudes que assumimos em situagdes formais (por exemplo, um discurso numa solenidade de formatura) e em situacdes informais (uma conversa descontraida com amigos, por exemplo). A fala ¢ a escrita também implicam profundas diferengas na elaboragéo de mensagens. Atal ponto chegam essas variagbes, que acabam surgindo dois e6digos distintos, cada qual com suas especificidades: a Wingua falada e a lingua escrita, ee ‘A lingua literaria ‘Quando o uso da lingua abandona as necessitades préticas do caidiano comunicatvo e passa a incorporarpreacupagies estéticas, surge a lingua Iiterria. Nesse caso, a escolha e a combinagao dos elementos ingusticos subordinam-se a atividedescriadorase imaginativas. Cédigo e mensagem adguier uma impartancia elevada,deslocando o centro de interesse para aquilo que a lingua € em detrimento daquilo para que ela serve ———— 3. Histéria e geografia da lingua portuguesa A formagao, o desenvolvimento € 2 expansdo da lingua portuguesa estéo obviamente vinculados & historia dos povos que a criaram e ainda hoje a empregam e transformam. © portugués € uma lingua neolatina, novilatina ou roménica, pois foi formado com base nas transfor. magdes verificadas no latim levado pelos dominadores romanos regido da Peninsula Ibérica. Em seu desenvolvimento histérico, podem ser apontados os seguintes periodos: . protoportugués - do século IX ao século XII. A documentagao desse periodo é muito rara: séo textos redigidos em latim barbaro, nos quais se encontram algumas palavras portuguesas. 'b. portugués histérico — do século XI! aos dias atuais. Esse periodo subdivide-se em duas fases: > fase arcsica: do século XIl até ao século XV. Nessa fase, houve inicialmente uma lingua comum @0 noroeste da Peninsula Ibérica (regites da Galiza ¢ norte de Portugal), o galego-portugués ou galai- Co-portugués, fartamente documentado em textos que incluem uma literatura de elevado grau de elaboracao (a lirica galego-portuguesa). Com a separacao poltica de Portugal e sua posterior expan- s80 para 0 sul, 0 portugués e 0 galego se foram individualizando, transformando-se o primeiro numa lingua nacional e 0 segundo numa das linguas que, na Espanha, coexistem com o castelhano; -. Acesso em: 18 fev, 2008. ( galego € falado na regiao da Galicia Espanha), onde & com- preendido por cerca de 90% da populacao. Nesse site é possfvel co- necer essa lingua tio semelhante ao portugués e, ainda, detalhes sobre o lugar onde ela é falada, seu status legal, oigem e hstira, competénciae usos, wronuga cea. > > > > fase moderna: do século XVI aos dias atuais. Devernos distinguir 0 portugués classico (séculos XVI e XVIl) do portugués pés-classico (do século XVIII aos nossos dias), Na época do portugues cléssico, tiveram inicio os estudos gramaticais e desenvolveu-se uma extensa literature, em grande arte influenciada por madelos latinos. No periodo pés-cléssico, a lingua comegou a assumir as caracteristicas que hoje apresenta, ‘A partir do século XV, as navegagées porluguesas iniciaram um longo processo de expansdo linguisti- ca, Durante alguns séculos, a lingua portuguesa foi levada a varias regides do planeta por conquistadores, colonos e emigrantes. Atualmente, a situagao do portugués no mundo é aproximadamente a seguinte: a. em alguns paises, ¢ a lingua oficial, o que Ihe confere unidade, apesar da existéncia de variagdes regionais € da convivéncia com idiomas nativos. Incluem-se nesse caso Brasil, Portugal, Angola, Mo- cambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Séo Tomé e Principe e Timor Leste; Vidas em portugues. Direcao de Victor Lopes. Brasil: Paris Filmes, 2005. (91 min). Documentario acerca da trajetiria © permanéncia da lingua portuguesa nas mais diversas culturas do mundo, 0 elenco conta com a presenca do prémio Nobel de Literatura José Saramago, além de outras personalidades e de pessoas comuns que valorizam € reinventam nossa lingua de cada dia, 'b. em regides da Asia (Macau, Goa, Damao, Diu), € falado por uma pequena parcela da populagdo ou deu origem a dialetos. Nao € dificil imaginar que uma lingua falada em regides tdo distintas apresente diferengas de ordem lexical ou sintatico-seménticas. Em outras palavras, é natural que, nas diferentes regi6es, palavras sejam incorporadas a seu vocabulério por influéncias locais ou estrangeiras, que termos idénticos sejam utiliza- dos com significados diversos ou que diferentes construgdes sintaticas ganhem forca aqui ou ali Essa diversidade ¢ inevitavel e resulta de um proceso normal de enriquecimento linguistico. A lingua, no entanto, & uma s6. Sao diferentes nacbes a falar o mesmo idioma, unidas pela identidade da lingua Para preservar essa unidade, os chamados paises luséfonos - Portugal, Brasil, Timor Leste e os cinco pa- (ses africanos - reconheceram a necessidade de se adotar uma ortografia comum, que facilitaria a circu- lacdo de textos escritos, a aprendizagem da gratia da lingua nas diversas institui¢des de ensino existentes nos palses lusGfonos e presetvaria, enfim, a origem comum, As discussdes em torno de um acordo remontam ao inicio do sécula pasado. Em 1911 foi adotada em Portugal a primeira grande reforma ortografica. Seguiram-se outras tentativas, entre Brasil e Portu- gal, em 1931, 1945, 1971/1973, 1986 e 1990. As duas ultimas contaram também com a participacao das nagbes africanas, portanto jé na condigao de paises livres. Em reuniao realizada em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, 0 acordo foi aprovado pelos sete paises lus6fonos. A entrada em vigor passava a depender da ratificacao dos respectivos parlamentos, 0 que néo aconteceu de imediato. Em 2004, 0 Brasil validou 0 acordo, seguido por Cabo Verde e S4o Tomé ¢ Principe, que 0 fizeram em 2006. Mas apenas em 1990, com a assinatura de Portugal, 0 Acordo Ortografico da Lingua Portuguesa finalmente passou a vigorar, <. Acesso em: 18 fev. 2008. Gonhega as atividades e as iniciatives da Comunidade dos Paises de Lingua Portuguesa (CPLP),criada em julho de 1996, em Lisboa, Portugal, cujos prineipais objetivos sao “a promogdo e a difusdo da lingua portuguesa”. Participaram da fundagao da Comunidade os sete palses luséfonos: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, S20, Tomé e Principe, Mocambique e Portugal. Em 2002, Timor Leste pas- sou a integrar a CPLP YE} Oceano etaciat Aanicd: Paises onde o Portugués € a lingua ofici ‘Gala eS aa Sepa HOH pW Ral ra Sip Palo Spon Tp. Gramatica é uma palavra de origem grega formada a partir de grémma, que quer dizer “letra”. Original- mente, gramatica era o nome das técnicas de esorita letura, Posteriormente, passou a designar 0 conjunto das regras que garantem 0 uso modelar da lingua - a chamada gramética normativa, que estabelece pa- droes de certo e errado, correto e incorreto, para as formas do idioma. Gramatica também é, atualmente, a descrigao cientfica do funcionamento de uma lingua. Nesse caso, & chamada de gramatica descritiva A gramatica normativa estabelece a norma culta, ou seja, 0 padrao linguistico que socialmente é con- siderado modelar e & adotado para ensina nas escolas e para a redagao dos documentos oficais. U4) wont sent -—» Mario Yoshida Hé linguas que nao tém forma escrita, como algumas linguas indigenas brasileiras. Nesses casos, 0 conhecimento linguistico é transmitide oralmente, Nas linguas que tém forma escrita, como é 0 caso do portugues, © papel da gramatica normativa apontar 0 que configura a existéncia de um padrao linguls- tico uniforme no qual se registre a produgao cultural. Conhecer a norma culta é, portant, uma forma de ter acesso a essa producdo cultural e @ linguagem oficial. Este é um livro dedicado ao ensino da norma culta da lingua portuguesa em sua vertente brasileira, DOPARA.., PPAR? NED VEM ZOM ASSUNTO. De NATAL ANTES DE 15 WOE VO or Oo ore WA WMPCETAEAS VA hui, Fock RaTRLInoe | Pena, AKA RO MESO: aes Na lnguagem colo, ale da economia opera reduces @ ie Pransoopte Sade Cana 9 transtomagées na palaas, coma se pode ver mas dois times quadinhas desta tira. Embora nao aceitaveis em situagoes fo mais, termos come esses possuem forte valor expressive comu- sicativonalinguagem do cia a da Divisdo da gramatica Divide-se a gramatica em: . fonologia — estuda os fonemas ou sons da lingua e as silabas que esses fonemas formam. Fazem parte da fonologia a ortoepia ou ortoépia (estudo da articulagao e prontincia dos vocabulos), a prosédia (es- tudo da acentuagao ténica dos vocdbulos) e a ortografia (estudo da forma escrita das palavras); ‘A fonologia estuda os fonemas ou sos da lingua, tepresentados por letras na esata, No Itrtura repe- tio de certs sons pede ro porionarefetosintessan- tes, como core no pm “A onda’, de Manel Bandera, UE Meu! Pecan pss. i a ne Agi 185 p54 b. morfologia — estuda as palavras e os elementos que as constituem. A morfologia analisa a estrutura, a formagao e os mecanismos de flexdo das palavras, além de divid-las em classes gramaticais; C. sintaxe ~ estuda as formas de relacionamento entre palavras ou entre oragdes. Divide-se em sintaxe das fungdes, que estuda a estrutura da oragdo e do periodo, e sintaxe das relagdes, a qual inclui a regéncia, a colocacao pronominal e a concordancia. 08 SACERDOTES CUIDAM DO TUMULO DO FARAO’ varias 7, 096 A sintaxe estuda as relagoes entre palavras ou nf orgies. Nesta trina, hari & site de edacaio das palawres. 0 humor ests na msture dosisoma smb, qeuilizapaewas,com a togaa da escitaelocia que, mita vrs, uizava ‘0 desenho. ‘CAMPOS, Carmem Lica; SILVA, Nilson Joaquim da. Liedes de eramatica para ‘quem gosta de literatura. Sao Paulo: Panda Books, 2007. ‘Quem disse que gramatica nao pode render divertidas historias? Nesta pequena coletnea de testo estao eunidos alguns dos maiores escritores brasileras da atuali- ‘dade. Eles contam histrias bem-humoradas sobre variados assuntos de nossa lingua, como “internets”, a nova linguagem criada pelos jovens usuarios da rede mundial de computadores. Morfossintaxe A classificagao morfolégica de uma palavra 86 pode ser feita eficientemente se se observar sua fun- ‘p40 nas orapbes. Esse fato demonstra a profunda interligacdo existente entre a morfologia e a sintaxe E por isso que se tem preferido falar atualmente em morfossintaxe, ou seja, a apreciagao conjunta da classiticagdo morfologica e da fun¢ao sintatica das palavras. O enfoque morfossintatico da lingua portuguesa sera prioritério neste livro, uma vez que facilita a compreensao de muitos mecanismos da lingua: 118) wcroeto sent -— ETT PARTE T 7 ex] Fonologia ee F Clara Ll. Fala de Pua, So Pa, 3a. 200, fate, p12 este capitulo, estudaremos basicamente os fonemas, que so as menores unidades linguisticas capazes de estabelecer diferengas de significado, ‘Com apenas uma troce de fonema, cria-se uma palavra totalmente distinta, como na historia em quadrinhos (HQ) acima. A frase da HQ ("A noite todos os gatos séo parcos”) remete ao proverbio “A noite todos os gatos sao pardos"; nessa operacdo lingulstica, pardos tormou-se parcos gragas & substtuigao do fonema /d/ pelo fonema /W. 1. Conceitos basicos Fonologia é uma palavra formada por elementos gregos: foro (“som”, “vor") e log, logia ("estudo”, “conhecimento”). Significa literalmente “estudo dos sons”. Os sons que essa parte da gramatica estuda so 0s fonemas (fone + ema, “unidade sonora distintiva”). Para compreender claramente o que € um fonema, compare as palavras abaixo solitario solidério Lendo em voz alta as duas palavras, vocé percebe que cada uma das letras destacadas representa um som diferente. Como as palavras tém significados distintos a tinica diferenca sonora que apresentam é a provocada por esses dois sons, somos levados a concluir que o contraste entre esses dois sons é que produz a diferenca de significado entre as duas palavras. Cada letra representa, no caso, um fonema, ou seja, uma unidade sonora capaz de estabelecer diferengas de significado, Em outras palavras, 0s fonemas sao 05 sons caracteristicos de uma determinada lingua. Com um ni mero relativamente pequeno desses sons, cada lingua ¢ capaz de produzir milhares de palavras e infinitas frases. Observe que falamos em sons representados pelas letras. Isso porque nao se devem confundir fone~ ‘mas ¢ letras: 0s fonemas sao sons; as letras so sinais grafices que procuram representar esses sons. Essa representagSo, no entanto, nem sempre é perfeita @. ha casos em que a mesma letra representa fonemas diferentes (como a letra g, em galeria e gindstica); 1b. hd fonemas representados por letras diferentes (como o fonema que as letras ge / representam em gindstica e jd); . hd fonemas representados por duas letras (como em barra ou assar) ha casos em que uma letra representa dois fonemas (como 0 x de anexo, que soa “ks"); @. hd casos em que a letra nao corresponde a nenhum fonema (o fde heétice, por exemplo). nes eee i ceaace uo side a Mtns Fens, 202 7, Nesta trina, as letras em destaque nas plavas pepe, _maimos, necessidadee sensatezreprsentam um ic fonema. ‘sem frou, a letra x representa dis sons VAs). Para evitar duvidas, acostume-se a ler as palavras em vor alta quando estiver estudando fonologia. Afinal, 0 que interessa nesse caso é o aspecto sonora dessas palavras. Capito 2 > >> Fonloga >> > dda Tengu Saador Leader ELT ELC Leia em vor alta as palavras abaivo e depois diga quantas letras e quantos fonemas cada uma delas possui a) hora a) tixieo 8) agua 3) obsessao by avesso 2) distinguir hy quarto ¥) abcevado c)arrastar #) querer i) banho Dqueijinto Os fonemas da lingua portuguesa Como no ha necessariamente correspondéncia entre as letras e os fonemas, foi criado um sistema de simbolos em que a cada fonema corresponde apenas um simbolo. Esse sistema é 0 alfabeto fonético, muito usado no ensino de linguas para indicar a forma de pronunciar as palavras. A lingua portuguesa do Brasil apresenta um conjunto de 33 fonemas, que podem ser identificados no quadroa seguir. A cada um deles corresponde um tinico simbolo escrito do alfabeto fonético. Por conven- 40, esses simbolos sto colocados entre barras obliquas. 0 uso dos simbolos para transcrigae fonolégica permite-nos perceber com clareza alguns problemas da relacao entre fonemas e letras. Note, por exemplo, como o simbolo /k/ figura na transcrigao tanto do som representado pela letra c em cara quanto pelas letras qu em quero. ST Roem oer) simbolo exemplo transcrigéo fonolégica tol paca ‘aka! Pl bula ula Nl tara Iaraf i data Hata! Mt cara, quero, kati ‘nara, hel, kattistal . i sola, guera ‘sal, peal 8 A feca Itakal . NI vala, Wagner Wala, wagner! : i sas, 92 (aya rsa : ht 2380, 2070 fatal, hero! : Mi mecha, x8 JImefat fal F bb jaca, gela Jgaka,/zelal fi In mola Insal 8 int neta Intl Inf nino hip! wv lata fatal nL calla Ihakal it Mara Inaral mR rola, cataga IRstel, haRsa/ W cai, poe, yang ‘Nail, /p6)/, fang Su wl pau, pao, Wesley ‘aw, pawl, /veslei! simbolo. exemplo transcrigao fonolégica fl a ‘al te mel Jinel! fel Isedal ’ a ‘Rika! ° Iv ‘sslal £ to Jsomal a Ay aula aula i fl manta, maga {mata/, fmasa/ s Fel ida Nal Ww cinta ‘sitar fi conta, pe ‘tal, poi! fal fundo ‘dat 3. Classificagao dos fonemas da lingua portuguesa (Os fonemas da lingua portuguese sao classificados em vogais, semivogais e consoantes. Esses trés tipos de fonemas s4o produzidos por uma corrente de ar que pode fazer vibrar ou nao as cordas vocais. Quando ocorte vibracao, 0 fonema ¢ chamado sonore; quando nao, o fonema é surda. Além disso, a cor rente de ar pode ser liberada apenas pela boca ou parcialmente também pelo nariz. No primeira caso, 0 fonema ¢ oral; no segundo, ¢ nasal As vogais so fonemas sonoros produzidos por uma corrente de ar que passa livremente pela boca. Em nossa lingua, desempenham o papel de niicleo das silabas. Em termos praticos, isso significa que em toda silaba ha necessariamente um Unico fonema vocalic. ‘As diferentes vogais resultam do diferente posicionamento dos musculos bucais (lingua, dbios e veu palatino). Sua classificacao € feita em fungao de diversos critérios . quanto é zona de articulagao, ou seja, de acordo com a regido da boca em que se dé a maior elevagao da lingua; assim, podem ser anteriores, centrais c posteriores; 1b. pela elevagao da regio mais alta da lingua; podem ser altas, médias © baixas; C. quanto ao timbre; podem ser abertas ou fechadas Além desses critérios, as vogais podem ser orais ou nasais. Todos os fonemas vocdlicos so sonoros. © quadro a seguir apresenta a classificagao das vogais da lingua portuguesa de acordo com esses critérios, anteriores centrais posteriores altas wie fal fal OnE fechadas tel fet Jol tl médias PRET kel iv haixas ‘al (al Ha duas semivogais em portugués, representadas pelos simbolos / € iw/ e produzidas de forma se- imelhante as vogais altas /i/ € /ul. A diferenga fundamental entre 2s vogais e 25 semivogais esta no fato de que estas tltimas nao desempenham o papel de niicleo silabico. Em outras palavras: as semivogais necessariamente acompanham alguma vogal, com a qual formam slab As letras utilizadas para representar as semivogais em portugués do utilizadas também para repre- sentar vogais, 0 que cria muitas divides. A Unica forma de diferencia-las efetivamente € falar e ouvir as palavras em que surgem: pals —pais bai — mau Em patse bad, as letras ie u representam respectivamente as vogais /i€ /ul. J4 em pais mau, essas letras representam as semivogais // e Jw. Isso pode ser facilmente percebido se voce observar como a articulagao desses sons é diferente em cada caso; além disso, observe que pais e bad tem ambas duas silabas, enquanto pais e mau tém ambas uma nica sflaba. Em algumas palavras, encontramos as letras e¢ o representando as semivogais: nae Uma) pao paw) Voce iritado grita, chuta, fala palavréo 0 planeta irrtado ¢ um pouco diferente. Nias palavas palavréa e pouco, a semivogal Ju! & representada plas letras o (80) eu (ou). enone .0S. AQUECIMENTO GLOBAL le i Pas lb, 818 208 9B Consoantes Para a produgao das consoantes, a corrente de ar expirada pelos pulmdes encontra obstéculos 20 passar pela cavidade bucal. Isso faz com que as consoantes sejam verdadeiros “ruidos”, incapazes de atuar como nucleos silabicos. Seu nome provém justamente desse fato, pois, em portugues, sempre soam com as vogais, que sao 0s niicleos das silabas A classiticagao das consoantes baseia-se em diversos critérios: . modo de articulagao — indica o tipo de obstéculo encontrado pela corrente de ar a0 passar pela boca. Sao aclusivas aquelas produzidas com abstaculo total; sA0 constritivas as produzidas com obstéculo parcial. As constrtivas subdividem-se em fricativas (ar sofre friogdo), laterais (0 ar passa pelos lados da cavidade bucal) e vibrantes (a lingua ou 0 véu palatino vibram); Parte | >>> FONOLOGIA > >> 'b. ponto de articulagao — indica o ponto da cavidade bucal em que se localiza 0 obstacull @ corrente de ar. As consoantes podem ser bilabiais (0s labios entram em contato), labiodentais (0 labio inferior toca 0 dentes incisivos superiores), linguodentais (a lingua toca os dentes incisivas superiores), alveolares {a lingua toca 0s alvéolos dos incisives superiores), palatais (a lingua toca o palato duro ou céu da boca) ¢ velares (2 lingua toca 0 palato mole, ou véu palatino); . as consoantes podem ser surdas ou sonoras, de acordo com a vibragao das cordas vocals, e ainda orais ‘ou nasais, de acordo com a particinagao das cavidades bucal e nasal no seu processo de emisséo. (O quadro a seguir aplica esses diversos critérios de classificacao as consoantes da lingua portuguesa Note que, em alguns casos, as consoantes distinguem-se uma da outra apenas pela vibracdio das cordas vecais. £ 0 que ocorre, por exemplo, com /p/ e /b/ (compare pombae bomba) ou Ht/e /d/ (compare ltesia e desta), Nesses casos, a8 consoantes s4o chamadas homorganicas. 7 el ‘ERED, Ronald AZEVEDO FL, Leet. Neste poema, as palavras solitrio © Aiferenciam-se, Pras donate seg oer ‘quanto ao som, apenas pela consaantes homorgénicas td (ambas ln- Bost MEDIN, 1972 «6.8 ‘Buadentals). Na terceira coluna, o posta convidao letra escolher entre ‘2 solidariedade ov solid: basta completar as lacunas debadas nas ‘palavtas com uma dessas consoantes# ler soirioau slitéin CS ss cavidades bucal e nasal orais nasais constritivas modo de articulagao oclusivas ae oa ” fricativas laterais_vibrantes cordas vocais suds sonoras surdas sonoras sonoras sonoras _sonoras 2 bilabiais Moh fo) Jnl 3S __labiodentais Ki) wt 2 linguodentais wv a] inl 3 alveolares sl nt uw 2 palatais WN isl iN Int 2 velares No fg Ri Atividades ‘1. Classifique os fonemas representados pelas letras des- tacadas em vogais ou semivogais: 3. Substitua cada uma das consoantes representadas plas letras destacadas nas palavras seguintes pela a) sow ) cies respectvaconsoante hemorgice 0) sao ) mais a) gado 4) peixinho o) ar h) Tals ») teto €chato a) situe ) sve o) pato ) vale 8) mégoa i) longinquo 4, Leia atentamente, em voz alta, as palavras de cada par 2. Substtua as vogais orais representadas pelas ets: Seeuinte Procure pranunci-ls nitidamente: destacadas nas palavras seguintes por vogaisnasas: 2) tomMao €) quatro/quadeo a) mato 4) pote 4) somyséo 4) sveitarfjitar ») seda 2 mudo ) saiaosia 1) xingargingar 0) ito €)comprido/cumprido CRETICLELY As silabas 20 conjuntos de um ou mais fonemas pronunciados numa Unica emissao de vor. Em nossa lingua, o nucleo da silaba é sempre uma vogal: nao existe sflaba sem vogal € nunca ha mais do que uma nica vogal em cada silaba. Cuidado com as letras fe u (mais raramente com as letras ¢e 0), pois, como ja vimos, elas podem representar também semivogais, que nao so nunca nuicieos de silaba em portugues Agrupadas, as silabas formam vocabulos. De acordo com 0 numero de silabas que 0s formam, 0s vocébulos podem ser: @. monossilabos — formados por uma tinica silaba: é he as cé mar flor quem = quéo | b. dissitabos — apresentam duas silabas: at ali dewer—cleto er sold trans-por C. trissilabos — apresentam trés sllabas: ca-ma-da O-da-ir pers-pi-caz tungs-té-nio felds-pa-to d. polissilabos ~ apresentam mais do que trés silabas. bra-si-lei-ro psico-logia arissto-cr-c-a —octors -no-la-rin-go-lo-gis-ta bee ay Os encontros vocéilicos s40 agrupamentos de vogais e semivogais, sem consoantes intermedidrias. E im- portante reconhecé-los para fazermos a correla divisdo silébica dos vocabulos. Ha trés tipos de encontros: . hiato - é 0 encontro de duas vogais num vocabulo, como em saida (sa-Fda). Os hiatos so sempre separados quando da divisdo silabica: mo-0, ru-im, pa-ts; ditongo ~ o encontro de uma vogal com uma semivogal ou de uma semivogal com uma vo- gal; em ambos 0s casos, vogal € semivogal pertencem obviamente a uma mesma sllaba. O encontro vogal + semivogal é chamado de di- tongo decrescente (como em moi-a, cai, mi) encontro semivogal + vogal forma o ditongo crescente (como em qual, pa-tria, sé-rio). Os di- tongos podem ser classificades ainda em orais, (todos 08 apresentados até agora) e nasais (co- mo em mae ou pao); tritongo — é a sequéncia formada por uma se- mivogal, uma vogal e uma semivogal, sempre essa ordem. 0 tritongo pertence a uma Gnica silaba: Pa-ra-guai, qudo. Os tritongos podem ser orais (Paraguai) ou nasais (quae). OCDE ELE © agrupamento de duas ou mais consoantes, sem vogal intermedidria, recebe o nome de encontra IOBSERVAGOES, 1. Aterminacao em (/6/) em palavras como nin- gum, alguém, também, porém e a terminagao aim (/aw/) em palavras coma cantaram, amaram, falaram representam ditongos nasais decrescen- tes 2, E tradicional considerar hiatoo encontro entre uma semivogal e uma vogal ou entre uma vogal e uma semivogal que pertencem a silabas diterentes, Isso core quando hé contato entre uma vogel e um d- tong, como em ide io 3.4 alguns encontrosvocdlicos tonos efinais que slo chamados de instaveis porque podem ser pro- rnunciados como ditongos ou como hiatos: ia (pa- trial, (espéce), io (patio, ua (dua), ue ténue, ‘uo (wécuo),& tendéncia predominante€ pronunc -los como ditongos. consonantal. +4 dois tipos basicos de encontros consonantais: . consoante + /ou r— so encontros que pertencem a uma mesma silaba: bro-che cla-ve pra-to attleta pla-ca crise blu-sa fran-co trei-no flan-co b, duas consoantes pertencentes a silabas diferentes ~ ¢ 0 que ocorre em: ab-di-car sub-so-lo ad-vo-ga-do ad-mi-tir al-ge-ma corte H4 grupos consonantais que surgem no inicio dos vocabulos; sao, por isso, inseparaveis: pneu-mo-ni-a —_psi-co-se no-no OAC A palavra digrafo ¢ formada por elementos gregos: di, “dois”, ¢ grafo, “escrever”. 0 digrafo ocorre quando duas letras S20 usadas para representar um Unico fonema, Também se pode usar a palavra di grama (di, “dois”; gramma, “letra”) para designar essas ocorréncias. Podemos dividir 0s digratos da lingua portuguesa em dois grupos: os consonants ¢ os vocalicos. Capitulo 2 > >> Fonloga >> > ESET TCTs digrafo —_simbolo exemplos ch fy chwva, China th al milho nh gv sono, venho rr (usado ARI boatro, bia, burro unicamente entre vogais) 8 (usado Js! assunto, assento, sso unicamente entre vogais) se Js! __ascensio, deseendente 6 Is) nasgo, cresga x Isl exeegio, excesso x8 Is) exsuar, exsudar eu if ucla, éguia w I questi, quilo Frm Sn Pa ViaLetis,n Tm 2001p 82. No titulo deste cartum, encontramos odigrafo consonantal gu Gue qunem sempre representam digrafos. Isso ocorre apenas quando, seguidos de e ou i, represen- tam os fonemas /a/ e /W/: guerra, quilo. Nesses casos, a letra undo cotresponde a nenhum fonema. Em algumas palavras, no entanto, 0 u representa uma semivogal ou uma vogal: aguentar, linguica, frequente, tranquilo (semivogel); averigue, arguilvogel tonica) ~0 que significa que gu e qu nao sao digrafos. Também no ha digrafo quando sao seguidos de a ou uw: quand, aquoso, averiguo. digrafos simbolo exemplos am/an fal campo, sangue em/en fel sempre, tento imvin 7 limp, tingir om/on Ke ‘rombo, tonto um/un fat nenhum, sunga Uae a eS em peetameeeeeeet ene Aigrato voce. -, Acesso em: 25 fev, 2008, ‘A fragmentagao das palavras, o jogo com os sons, a criagao de mltiples significados, entre outros aspectos, foram utlizedos, pelos poetas concetistas para criar uma nova estética da palavra, Um dos maiores expoentes desse movimento artstco foi Augusto, de Campos. Visite seu site leia alguns de seus textos e ouga, em especial, 0 poema “Tensio”, no qual se pode abservar o trabalho com os digrafos vocdlicos. PATE CCL) A divisdo sildbica gramatical abedece a algumas regras basicas, que apresentaremos a seguir. Se voc® observar atentamente essas regras, vai perceber que 0s conceitos que estudamos até agora servem para justificd-tas: . ditongos ¢ tritongos pertencem a uma tinica silaba au-ti-no-mo ——_ou-to-no di-nhel-r0 Ustu-gual i-auais 'b. 0s hiatos sao separados em duas silabas: du-e-to a-mén-do-aca-attn-ga ©. 0s digrafos ch, th, nh, gue qu pertencem a uma dnica silaba: chusva smo-tha esta-nho uel-ra a-que-la . as letras que formam os digrafos rr, 85, Sc, Sg, x5 € xc devem ser separadas: ber-ro assun-to des-cer nas-go es-xu-dar ex-ce-to @. 05 encontros consonantais que ocorrem em silabas internas devem ser separados, excetuando-se aqueles em que a segunda consoante é Jou r ‘con-vie-ga0 asctucto ap-to cir-eu-to ad-mitir obetusrar a-pli-ca-gi0 a-pre-sen-tar a-bric retracto de-ca-tlo Lembre-se de que os grupos consonantais que iniciam palavras ndo sao separaveis: ppneu-mé-ti-co| ‘mne-mé-ni-co O conhecimento das regras de divisdo sildbica é util para a translineagao das palavras, ou seja, para separé-las no final das linhas. Quando houver necessidade da divisdo, ela deve ser feita de acordo com as regras acima. Por motivos estéticos e de clareza, devem-se evitar vogais isoladas na final ou no inicio de linhas, como a-sa ou Jundia-t. Vale ressaltar que na translineago de palavras compostas ou na combinagéo de palavras com hifen (como vice-diretor ou ensiné-los, por exerplo), © hifen deve ser repetide na linha seguinte, caso 2 particao no fim da linha coincida com o final de um dos elementos. advogado aferismo aterissagem adivinhar babadouro bebedouro bandeja bargenha beneficéncia beneficente cabegalho cabeleteiro caranguejo Atividades ui a) alguém b) trouxeram ) diaspora ) Mocca 1. Classifique os encontros vocélicos das palavras a se- Ortoepia ou Ortoépia oe Formado por elementos gregos (orte designa a parte da fonologia que cuida da coreta producao oral das palavras. Colocamos a seguir uma rela- ‘¢20 que voc8 deve ler cuidadosamente em voz atta: lembre-se de que estamos falando da forma de pronunciar esas palavras de acordo com 0 padréo cult da lingua portuguesa, importante para voc8 comunicar-se apro- priadamente em varios momentos de sua vida eto"; Epos, “‘palavra”), ortoepia ou ortoépia é 0 nome que cataclismo meritissimo diglagiar meteoroogia disenteria mmortadela empecilho prazeroso, prazerosamente engajamento privlégio estourar (estou, estouras etc) propriedade, préprio estupro,estuprar prostragdo, prostrar fraticiio, reivindicat frustrapéo roubar(roubo, roubas et) frustrar lagarto legartiva salsicha ‘manteigueira tirecide rmendigar, mendigo umbigo PIGNATARI, Décio. Poesia pois é poesia, Sao Paulo: Atelié, 2004. Décio Pignatari foi um dos lideres do concretismo brasileiro, movimento literério nascido na década de 1950, Os concretistas fundaram uma nova maneira de fazer poesia, rompendo com a estrutura padrao do verso tradicional. O livro Poesia pois é poesia & um exemplar desse fazer postico em que a palavra se transforma em icone sonora e visual, ') tieside 1) sobressaf €) tuivid i) claustofobia 4) iguais ) Piaui 4K) melancia ) ciruito 8) ideia 2D sairam @) aloes hy genio 5m) sobressai 1) acao 2. Indique, nas palavras a seguir, os digrafos consonan- {aise os encontrs consonantais: 3, Divida em silabas as palavras seguintes: a}. substéncia hi) atualizagao a) digrama i) entice )surpreendente 1) psiquiatia b) adauirir i) nasga ©) adquiir i) metancia ©) rita 1) flecha 4) adivinhar K) pneumatico 4) nascer 1) logueio @ nim D adventicio ©) excelente Im) interpretar 4) gratuito Im) introspeceao f) massa 1) classiticagao ab abseesso ni} feldspato @) pleno 0} oftalmologista ‘ hy chave ») pterodéctilo a ELLE A HISTORIA DE UM CHEQUE . Eeag TWRELY i ao dea) Alar par 19023 SaoPalepersOl SsPauo sp Susans, 203.8 2 as ‘Ehpinprea Of do td if Soo ae See Estes i th Trabalhando o texto 1. Use o conceite de fonema que vocé aprendeu para comntar os efeitos sonora presentes na maxima do Bardo de tararé. Compate-os aos efeitos sonoros dos Quando o dinheira provebios. fala, tudo cala 2. ual € a fungdo desse recurso de linguagem nesse enero? Manet Tam Tama Arede Nenhum aquério é maior do que o mar Mas o mar espelhado em seus olhos - Maior me causa o efeito De concha no ouvido Barulho de mar Pipoco de onda | Ribombo de espuma e sal Nenhuma taga me mata a sede . Mas o sarrabulho me embriaga Mergullho na onda vaga h Eeucaio na rede . E nio tem quem nio caia As vezes eu penso que sai dos teus olhos 0 feixe ‘ De raio que controla a onda cerebral do peixe Gq Nenhuma rede é maior do que o mar Nem quando ultrapassa o tamanho da terra : oS Nem quando ela acerta Q Nem quando ela erra 'e Nem quando ela envolve todo o planeta Explode e devolve pro seu olhar O tanto de tudo que eu td pra te dar Sea rede é maior do que o meu amor Nio tem quem me prove As vezes eu penso que sai dos teus olhos o feixe "eel ere, LENME Hess. De raio que controla a onda cerebral do peixe 8 Eeucaio na rede Nao tem quem nao eaia Sea rede é maior do que o meu amor ‘Nao tem quem me prove Trabalhando o texto 1. Defina fonema a partir do contraste entre os vocdbu- “Nenhum aquério é maior que mar los fee pote. Maso mar espethado em seus clhos Classifique os encontros vocalicos presentes nos ‘Maior me causa 0 efeito vers0s a0 lado: De concha no ouvido.” Parte | >>> FONOLOGIA > >> ‘3. Retire do texto exemplos de: 4) digrafos consonantais ») digrafos vocdlicos; ©) encontros consonantais. 4. Explique a diferenca entre os elementos em negrto nas palavras aquaria e quer. 55. Observe no texto o emprego das patavras baruiho, pipoce, ribomto e sarrabutha. Por que a sonoridade delas adquire nesse texto um efeito de sentido parti- cular? O cérebro conhece bem 0 bé-a-ba Nio € 56 nos livros de ortografia que ha dis- Lingo entre vogais e consoantes. Uma pesquisa da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, mos- trou que a diferenga entre esses dois tipos de letra esta gravada no fundo do cérebro, que os proces- sa em areas separadas. Os cientistas pereeberam isso gracas @ uma infelicidade, pois testaram dois pacientes com lesées em duas regides cerebrais. © resultado foi surpreendente - enquanto um Trabalhando o texto Leia €releia em vor alta o verso “O tanto de tudo que eu 6 prate dar”. Comenteoefeito causado pela repe- tigao de um determinado fonema nesse verso. Aponte ‘outro verso em que ocrreo mesmo fendmen. 7. Na sua opiniao, a que rede o texto se refere? Justifique sua resposta a partir de elementos do prOprio testo, 0 sujeito lirico estabelece um contraste entre seu amor e uma das redes em que, inevitavelmente, acaba caindo, Em que consiste esse contraste? Na sua opiniao, por que é importante para ele dar des- taque a esse contraste? dos doentes trocava uma vogal pela outra, mas nao confundia as consoantes, 0 outro falhava nas consoantes, acertando as vogais, Ficou claro que esses dois tipos de letra sio processados em lu- gares diferentes. “E. mais uma pega que se caloca no quebra-cabesa da linguagem humana’, disse 0 neurologista Alfonso Caramazza, um dos autores da experiéncia Sophos SP ao U3 ma 209.2. Utilize seus conhcimentos de fonologia para comentar a confusao que o texto acima estabelece entre letras e fonemas. Proponha formas de eliminar essa confusdo a fim de tomar o texto mais preciso. ‘Arnaldo Antunes. Qualquer. (Cb), Biscoito fino, 2006. ‘0 compositor e poeta Arnaldo Antunes explora neste seu sétimo CD solo a sonori= ‘dade das palavras, pivilegiando principalmente sua vor. Para isso, dispensou o aux!- lio de bateriae percussao na composigdo das cangées: todas elas sao acompanhadas ‘apenas por insrumentos de cords e piano. Mevecem atencdo especial a misica que «da nome ao CD e a composicao “Hotel Fraternté”, poema do alemao Hans Magnus Enzensberge.A primeira canao produz efeitos de sentido bastante particulaes ao apoiar-se nos rtmos sonoras das palavras; na segunda, o compositor transforma uma citagao erudita em canc&o papular sem que o poema criginal perca carga expressiva Capitulo 2 > >> Fonloga >> > 41, (Comreios/Conesul) A alternativa que apresenta as palavras corretamente separadas em sflabas & a) i-lu-s6-e5/pro-ve-nien -te b) es ~ cori dos /la~ men - té-veis 0} @-qui-li-bri-0/bil-he-te 4) mui-ti- ssi~ mos / al -co- of ©) mer~gu-than - do/nen - hum 2. (Pref. de Guarulhos-SP/FGV-SP) Nos vocébulos into xica, hexaedro e exator os valores de pronincia que correm sao, respectivamente a) ch,z,08 O con by ch, 2,08 @) os,2,2 3. (Ceasa-MG/Fumarc) Assinale o vocabulo que contém cince fonemas. a) assunto b) sangue © pilha 4) caqui (TA.Nc/Fundec) Assinale a alternativa em que as in- formapées apresentadas para a palavra em destaque estejam totalmente corretas, a) hexacampedo: 10 fonemas, um titongo, um digrato, ) companhia: 7 fonemas, um encontro cansonantal, um digrato ©} portugués: 8 fonemas, um ditongo crescente, um encontro consonantal 4) quotista: 8 fonemas, um encontro consonant, um Aitongo crescente, 5. (Unifesp) Na lingua portuguesa escrita, quando du- as letras sao empregadas para representar um tnico fonema (ou som, na fala), tem-se um digrato. 0 di rato s6 esta presente em todos os vocdbulos de a) pai, minha, tua, esse, tragar b) fasta, vinho, dessa, dor, seria ©} quetes, vinho, sangue, dessa, flho 4) esse, amarga,silénco, escuta, filho ©} queres, feita,tinto, melhor, bruta 1, (Efoa-MG) Assinale a alternativa que identifica os en- contos eclios econsonantaisprsentesnos ts gru- os de palavras abaino, na mesma ordem de ocaréncia fem cada um deles. Os trés grupos apresentam os mes- ‘mos encontros voelios e consonantais, pea ordem, |. poem, reino, pobre, no, chave I. realize, perdeu, escrevé-lo, estao, que Il dia, mais, conterpla, entao, he Parte | >>> FONOLOGIA > >> Questoes de exames e concursos 10. a) ditongo crescente, ditongo crescente, encontro consonantal,ditongo decrescente, igrafo b)_ditongo crescente, dtongo decrescente, encontro consonantal, digrafo, encontro consonantal ©) ditongo decrescente, hiato, digrafo, citongo de- crescente, encontro consonantal 4) hiato, ditongo crescente, encontro consonantal, ditongo decrescente, digrato €)_hiato, ditongo decrescente encontro consonantal, ditongo decrescente, digrato (PUC-SP) Nas palavras enquanto, queimar, folhas, ‘bile grossa, constatamos a seguinte sequéncia de letras e fonemas: a) b °) a ®) Sof, 65 (PUC-SP) Indique a alterativa em que todas as pa- lavras tém a mesma classficagao no que se refere a0 niimero de silabas: a) enchiam, safam, dormiy, noite ) feita, primeira, orescei,rasteiras 0}. ruido, saudade, ainda, sade ) eram, roupa, sua, surgiam ®) dia, sentia, owviam, loura (PUC-SP) Indique a alternativa onde constatamos, em todas as palavras, a semivogal i: 8) cativos, minada, vos, tirarem ) iro, queimar, capoeias, cheiroso ©} virgens, decidir, brilharem, servit 4) esmeril, fet, cinza, nda livres, briharem, cio, capoeras (ITA-SP) Dadas as palavras: 1) des-a-ten-to 3) trans-tor-no 2) sub-es-ti-mar constatamos que a separarao silabica esté correta: a) apenas em 1 4) em todas as palavras. b) apenas em 2 2 nda ) apenas em 3. n. 12. 13. 4. 15. 16. (TA-SP) Dadas as palavias: 1) tung-ste-nio 3) du-e-lo 2) bis-a-vo constatamos que a separacdo silébica esta coreta: a) apenas em 1 ) em todas as palavras. 8) apenas em 2. @) nda. ©) apenas em 3 (Un8-DF) Marque a opcdo em que todas as palavras apresentam um digrafo: 2) fio, auxlio, téxico, exame 5) emergar,lxo, bucho,olho ©) bicho, passo, caro, banho 4) choque,sintaxe,unha, coxa (Fasp-SP) Indique a altemativa cuja sequéncia de \ocdbulos apresenta, na mesma orden, seguinte Aitongo, hiato,hiato, ditongo: a). jamais, Deus, luar, dat )jias, tir, suit, fogaréu ©) io, saguao, lea, posira 4) quais,fugiu, cau, histria (Fasp-SP) Assinale a altemativa que apresenta os elementos que compoem otritongo: a) vogal + semivogal + vogal b) vogal + vogal + vogal c) semivogal + vogal + vogal )_ semivogal + vogal + semivogal (Acafe-SC) Assinale a alternativa onde ha somente palavras com ditongos orais: a) acordou, estagées, distraido b) coordenar, Camborid, cidadao ¢c) falei, familia, capitaes @) jamais, atribui, defendeis ©) comprimiu,vieram, averiguem (USC-RS) A alternativa em que, nas trés palavras, ha tum ditongo decrescente é: 20. a) Agua, série, meméria ) alaio, veraneio,ciéncia ©) coragéo, razéo, paciéncia 4) apoio, gratuito, vido ©) ola, rea (Aoafe-SC) Assinale, na sequéncia abaixo, a alter- nativa em que todas as palavras possuem digrafos: a) historias, imposstvel, méscaras. b) senor, disse, achado ©) passarinhos, ergueu, piedade 4) errant, abelhas, janela ©) homem, cavern velhacos (UFSC) A nica alternativa que apresenta palavra com encontro consonantale digrafo 6 a) graciosa 4) cadeirinna ) prognosticava ——e)_trabalhava 2) cartinhos: |. (Acafe-SC) Assinale a alternativa em que ha erro na partgao de silabas a) en-tar, es-con-ter,bis-a-v,bis-ne-to ) i-da-de, co-o-pe-rar,es-ti-ma-go, ré-gua ©) des-cen-der, car-ra-da, pos-so, a-tra-vés @)-des-torar,tran-sa-ma-z8-ni-co,ra-pé,on-tem ©). pre-des-t-nar, extra, e-ver-ci-io, dan-gar (FGV-SP) Cada uma das palavras abaixo apresenta separacio sildbica em um ponto.Assinale a alterna- tiva em que nao haja erro de separagao, a) transatlan-tco, in-terestadual, reti-toio inex-cedive ) trans-atlantco, o-pnid,inter-estadual, refeité-rio ©) trans-atlantico, opi-niao, interestadu-al, in-ercedivel 4) transa-tlantico,opin-ao, iterestadu-al, in-ercedivel ©). transatlanti-co,inte-estadual,re-etério, inexce-divel Capitulo 2 > >> Fonloga >> > eure) 41. (PUCCamp-SP) Assinale a alternativa que apresenta a) acordou, estagses, distraido ees ‘ & tritongo, hiato, ditongo crescente e digrafo: ) coordenar, Cambor, cidadao aoe a) quais, sade, perdoe, élcoo| : ©) falei, familia, capitaes ) crudis, mauzinho, quais, psique ©) quao, mais, mandid, quieto d) aguei, caus, magoa, chato 2) nda, d) jamais, atribui, defendeis ) comprimiu, vieram, averiguem TB. (USC-RS) Aalternativa em que, nas trés palavras, he um citongo decrescenteé: 412. ((TA-SP) Dades as palavras: a) Agua, série, memoria 1D des-a-ten-to 3)trans-tr-n0 1) balaio, veraneio, ciéncia 2) sub-es-ti-mar ) coragdo,razdo,paciéncia ‘constatamos que a separacao silabica esta coreta: 4) apoio, gratuito, fuido a) apenas em 1. d) emtodas as palavras. ¢ 2) jola, véu, area pai oe £49. (AcafeSC) Assinale, na sequéncia abaixo, a alter )_ apenas em 3. 3 rativa om que todas as palavras possuem digrafos: : 4) histérias, impossivel, mascaras (WTA-SP] Dadas 2s palavras: ; 1) tung-st&-nio 3) du-e-lo 4) senor, disse, achado 2) bis-2-v0 €)_passarinhos, erg, piedade constatamos que a separagao sildbica est coreta: Wi oe = et a} apenasem 1.) em todas as palavras. p sbeine caver eer ) apenas'em 2. ) nda. 20, (UFSC) A Gnica alternativa que apresenta palavra ¢)- apenas em 3. com encontro consonantaledigrafo é: - a) praciosa ) cadeirinna ‘14. (UnB-DF) Marque a opeao em que todas as palavras : anata apate b) prognosticava. ——e}-trabalhava )carrinhos 2) fino, auxllio, toxico, exame )_envergar, lux, bucho, olho ©}. bicho, passo, carro, banho ) choque, sintaxe, unha, coxa 21. (Acate-SC) Assinale 2 altemnativa em que ha ero na pattigao de silabas: a) en-trar,es-con-der, bis-av6, bis-ne-to b) i-ta-te, c0-0-po-rar,es-tO-ma-go, é-gua ¢) des-cen-der,carra-da, pos-so, a-tra-wés )_des-to-r,tran-sa-ma-2b-ni-co,ra-pé,on-tem €)_pre-des-t-nar, extra, e-xe-ci-co, dan-gar 15, (Fasp-SP) Indique a altemativa cuja sequéncia de ‘vocabulos apresenta, na mesme ordem, o seguinte: itongo, hiato,hiato, ditongo: a) jamais, Deus, lua, dai ) joias, fui, jesutta, fogaréu ©) Gio, saguéo, lea, poeire )_ quais, fugiu,caiu, historia 22. (FGV-SP) Cada uma das palavras abaixo apresenta ‘separagao silabica em um ponto. Assinale a alterna- tiva em que ndo haja err de separacao. a) transatlan-tco, n-terestadual,refei-téio, inex-cedive| 8) trans-atintioo,o-piido, interestadual, refit ro )_trans-ailantico, opi-nido interestadu-a, 16. (Fasp-SP) Assinale a alternativa que apresenta os elementos que compéem o titong: a) vogal + semivogal + vogal b) vogal + vogal + vogal 1 Sg la in-excedivel oc licuceneniue 4) transa-tlantico, opini-do, interestadu-al, 4) semivogal + vogal + semivogal ccc ‘IT. (Acate-SC) Assinale 2 alternativa onde hé somente ) transatlanti-co, inter-estadual, re-feitorio, inexce-divel palavras com ditongos orais: cents stmiogsss QI) Ortografia Cintura fina Minha morena, venha pra cf Pra dangar xote, se deita em meu cangote E pode cochilar Tu és mulher pra homem neahum Botar defeito, por isso satisfeito ‘Com voce eu vou dangar ‘Vem cé, cintura fina, cintura de pilio Cintura de menina, vem ci meu coragio Quando eu abrago essa cintura de pil8o Fico frio, arrepiado, quase morro de paixio E fecho os olhos quando sinto 0 teu calor Pois teu corpo $6 foi feito pros cochilos do amor Zenit aeGstaga fe GONZAGA, Lu. Lu Gnze: ans de td. C EM, 2902, 1 Dison am: coms agoage com>, Asian 4 ae 2008 ote, cochilos, paixao, fechi intura, dangar, cragéo, isso, satisfeito.. No momento de gratar tais palavras, podemos hesitar. final, que letra usar? Xou cf? S, ss ou ¢? Dividas como essas so frequentes no dia-a-dia do usuério da lingua portuguesa, Neste capitulo estudaremos uma série de regras ortograficas que Ihe possibilitarao ter mais certezas do que dividas em ralagao a gratia das palavras. BRO n tod A palavra ortografia (formada pelos elementos gregos orto, “correto”, e gratia, “escrita") dé nome & parte da gramética que se preocupa com a correta representacdo escrita das palavras. £ a ortogratia, portanto, que fixa padrées de correggo para a grafia das palavras. Atualmente, a ortografia em nossa ingua obedece a uma combinacao de critérios etimoldgicos (ligados @ origem das palavras) e fonol6gicos (ligados aos fonemas representados), E importante compreender que a ortografia ¢ fruto de uma convengao. A forma de grafar as palavras 6 produto de acordos ortogréficos que envolvem os diversos paises em que a lingua portuguesa € oficial Grafar corretamenta uma palavra significa, portanto, adequar-se a um padrdo estabelecido por lei. AS duvidas quanto a correcao dever ser resolvidas por melo da consulta @ dicionarios e publicagdes oficiais ou especializadas. 2. 0 alfabeto portugués O alfabeto ou abecedario da nossa lingua 6 formado por vinte e seis letras que, com pequenas modi- ficagdes, foram copiadas do alfabeto latino. Essas vinte e sels letras s0: ABC do sertao L& no meu sertio pros caboclo Ie “Tem que aprender um outro abe Ojotaé ji, o cle €le Oesse ¢ si, mas 0 erre Tem o nome de ré Até 0 ypailon la ¢ pssilone Oecme é mé, oene éné O cefe ¢ f, 0 gé chama-se gue | Na escola é engracado ouvir-se tanto "e” | A, de, 8, dé, Fe, gué, le, mé, Né, pé, qué, 18, Te veezé, ‘eonta ule Gea. GONCAGA Lue Lt Gonage $005 dc. COBH, 202 2, ei 1 Dispnil r-< Weogmenge cor. b>.fceee om 4m. 2008. Capito 3> >> Ortagratia >>> . Acesso em: 4 mar. 2008. Luiz Gonzaga é um dos maiores cantores e compositores da nossa masica popular. Vale 4 pena visitar seu site para conhecer um pouco mais de sua obra, ouvir sua voz, experimentar 0 sabor de suas letras e cangées. Alem dessa jetermina letras, jas palavras. As letras Kk, Ww e angeiros e seus derivados: Franklin, Darwin, Taylor, km (quilometro), KW (quilowatt) etc. € da Lingua Portuguesa (1990). fazer parte de nosso alfabeto com 0 Acordo Ortc ea raeenariecii ype ars crane tare kena Pe are en ee eee eee enor ete Speer evita SbF: Sasa -. Acesso em: 26 fev. 2008, No site oficial do fa-clube de Raul Seixas, é possivel ouvir suas ‘cangdes, conhecer sua discografia, ler sobre sua vida e ver imagens do artista, falecido em 1989. BRU eC cele Ly ‘A competéncia para grafar corretamente as palavras esta diretamente ligada ao contato intimo com essas mesmas palavras, Isso significa que a frequéncia do uso é que acaba trazendo a memorizacao da grefia correta. Além disso, déve-se criar o habito de esclarecer as duvidas com as necessérias consultas a0 dicionério. Existem algumas orientagdes gerais que podem ser ‘iteis e que devem constituir material de consulta pare as atividades escritas que vocé desenvolver. Vamos a elas. Nocoes preliminares Entre os sons das palavras e também entre as letras que os representam podem ocorrer coincidéncias. Isso. acontece quando duas (as vezes trés) palavras apresentam identidade total ou parcial quanto 3 grafia © pronincia, Observe: . (uta (substantivo) e lute (forma do verbo Jutar) apresentam a mesma grafia e a mesma pronuincia. Séo palavras homénimas; b. almogo (substantive, nome de uma refeigao) e almogo (forma do verbo almogar) possuem a mesma grafia, mas prondncia diferente, Sao palavras homégratas ©. cesta (substantiva) e sexta (numeral ordinal) possuem a mesma pronéncia, mas grafia diferente. Sao palavras homéfonas. Ha ainda casos em que as palavras apresentam grafias ou proniincias semelhantes, sem que, no ‘entanto, ocorra coincidéncia total. S20 chamadas par8nimas e costumam provocar duvidas quanto ao seu ‘emprego carreto. € 0 caso, por exemplo, de pares camo flagranteltragrante, pleita'preito, vultosalvultuaso @ outros, cujo sentido ¢ emprego estudaremos adiante, Bilberto Gil. Metafora. In Gil Luminoso: voz e violdo (CD). Biscoito Fino, 2006. ___Acanyo do compositor baiano sugere que nao se pode exigr do poeta uma meta, is, para ele, meta pode ser algo inatingvel. Por iso Gil dereta: nose meta a exigir do artista revelagbes objtivas, ja que a poesia ida com o impanderavel, com a subje- tividade. Atente ao trabalhe do compositor com o recurso das palavtas homogratas. Fonemas com mais de uma representacdo grafica Arrelacao entre os fonemas @ as letras nao é de correspondéncia exata e permanente. Como a ortogra- fia se baseia também na tradigao na etimologia das palavras, ocorrem problemas que jé conhecemos, como a existéncia de diferentes formas de grafar um mesmo fonema. Estudaremos alguns desses proble- masa partir de agora. Cone 355g >> 0 fonema /{/ (letra x ou digrafo ch) Aletra xrepresenta esse fonema: @. apés um ditongo: ameixa caira io frowo ‘rouxa bao encabar pairao rebaixar ‘Cuidado com a excegao recauchutare seus derivacos. b. apés o grupo inicial en: emada enxagueca enserido enxame erwovatho emugar emurrada Cuidado com encher e seus derivados (lembre-se de cheio) e palavras iniciadas por ch que recebem © prefixo en-: enchatear (de aharco) enchapelar (de chaps) ‘enchumagar (de chumapo) enchiquerar (de chigueiro) ©, apés 0 grupo inicial me: smexer rmexerica mexetico smexilhdo mexicano ‘A.unica excegao ¢ mecha nas palavras de origem indigena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas: avante ——_xingar igue-rique xara xerife xampu mera Homofonia com o fonema /{/ Ha varios casos de palavras homéfonas cuja grafia se distingue pelo contraste entre 0 xe 0 ch. Eis algumas delas: = boca (pequena pegs) broxa (pinel para caiagao de paredes) "chi lanta para prepa ceebide) ===‘ lod atign sberano do ra) chacara(propriedade rural) ___xivare(nartativa popular em versos) cheque (oem de pagamento) ee gaa do are cocho (vasa pa animals) ano (capenga, imperteit) tacha (mancha, dee; pequeno prego) ‘axa imprst,tribta) | tachar(cloar dete ou nédca em aiguém) taxat(cobrarimpostas) F 38 aces>> roman >>> ot LavadovQuioo Mahle ® (UNG, Hefti $0 Pane: Mars Fstes, 2002.78 0 fonema /3 / (letras ge j) ‘Aletra gsomente representa o fonema /a/ diante das letras ee / Diante das letras a, 6 u, esse fone- ma & necessariamente representado pela letra j. Usa-se a letra g: ‘@. nos substantivos terminados em agem, igem, ugem: agiotagem aragem barragem contagem coragem garage malandragem mmiragem viagem fuligem impigem (ou impingem) ovigem vertigem ferugem lenugem rabugem salsugem Cuidado com as excesses pajem e lambujem. os |. nas palavras terminadas em dgio, égio, io, Ogio, Ugio: gio contagio —estagio.-—pedagio —calégio egrégio —_litigio prestigio necroldgio _reldgio refigio ——_subterfigio Usa-se a letra j: a. nas formas dos verbos terminados em jar —a-um paraiso tropical arvana (arranjo,arranie, erranjem) u despejar(despejo, despee, despeiem) enferrujar (enferrue, enferrujem) viajar (viajo, vaie,viajem) b. nas palavras de origem tupi, africana, arabe ou exética: it jiboia alt jirew caganje —alfanje —alfore. «cane jerico manjericio Mj aoa pS gs . nas palavras derivadas de outras que jd apresentam j: ‘gorjear, gorjeio, gorjete (derivadas de gorja) laranjeira (de feranja) Injinha, lojsta (Joa) tijeza, enijecer (de rj) eae Atividades 41, Complete as lacunas das frases a seguir com as letras apropriadas: a) 0s pai*es haviam sido encai*otados na origem. 1). Sentia-se rebai*ado porque os pneus de seu carro ram recau*utados. ©) Aen*urrada causou muitos transtornos @ popula do de bai*a renda. Muitas pessoas ficaram com Seus pertences en*arcados. 4) Nao me*a nisso! Endo seja me*eriqueiro! Dene as ime*as do cabelo de sua itma em paz! ¢} Gastava um frasco de “ampu a cada banho. 1) Atha da fa*ineica pegou ca*umba. Foi por isso que @ pobre senhora nao veo trabalhar e no por- ‘que seja rela*ada, como vocé quer dar a entender com um mu*o*o. 8) Suas bo"e*as estavam ro*as de frio. E mesmo assim ela no queria usar 0 *ale que eu the ofe- recia. 2. Complete as lacunas das frases da coluna ao lado com as letras apropriadas: O fonema /2/ (letras s, xe 2) corejeira (derivada de cereja) lisonjear,lsonjeiro (de fsonja) satjeta (de sara) varejista (de vareo) a) Fo\&feira ecomprou *uus, berin*elas, tan"erinas, “en*ibre e um quilo de va*em, b) A via"em foi adiada por alguns dias. Os pais ndo querer que 0s fihos viaem com um tempo horri- vel destes. ©) Deixaram que a ferru*em tomasse conta de to- dos aqueles velhos objetos. E possivel que deixem enferru*ar coisas tao bonitas e valiosas? d)Senti forte vertitem durante @ conta*em dos votos, 2) Sinto-me lison*eado com 2 homena*em prestada pelos vare*istas desta re*ido e garanto que aunca tne faltaré cora*em pata prosseguir na luta. ) Seu presti*io declinava & proporgdo que a ori*em de seus bens era investigada @) Com a*ilidade, apanhou a titela e encheu-2 de ar*ila A seguit, com alguns “estos, modelau algu- mma coisa que nao consegui distinguit. 3. Fscreva uma frase com cada uma das sequintes palawas: tachar tarar cheque xeque _cocho cow A letra s representa 0 fonema /2/ quando € intervocélica, como em asa, mesa, riso. casario casario (derivadas de casa) Usa-se a letra s: @. nas palavras que derivam de outras em que jé existe s: casinta casebre casinhola lisinho alisar alisador (de fio) analisar ‘analisador ‘analisante (de andlise) Parte |> >> FONOLOGIA >>> 1B. nos sufixos: > és, -esa (para indicagao de nacionalidade, tituio, origem): chines chinese marqués—marquesa—_burgués burguesa calabrés calabresa duquesa baronesa > -ense, -050, -osa (formadores de adjetivos): paraense caldense_—catarinense-—portense©—amoroso amorosa deleitoso ——deleitosa—gasoso gasosa —_espalhafatoso_espalhafatosa > -isa\(indicador de ocupagdo ferninina): postisa profetisa paisa ~—sacerdotisa —_pitonisa ©. apés ditongos: fousa coisa «causa Neus auséncia Euséblo néusea d. nas formas dos verbos pdr (e derivados) e querer pus pusera pusesse ——_puséssemos fepus repusera.-—repusesse —_repuséssemos quis quisera quisesse _quiséssemos ‘Usa-se a letra z; -&. nas palavras derivadas de outras em que jé existe 2: deslizar — daslizante (derivadas de destize) abalizado (de batiza) razodvel arrazoar —_arrazoado (de raza) aia enraizar 'B. nos sufixos: > -e7, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos): ‘igre rigidez nobreza ude invalider intrepidez—sisudez = avareza maciez —_singeleza > -izar (formador de verbos) e ~izardo (formador de substantivos): civilizar ——civilzago.—-humanizar ——_humanizago colonizar —colonzagao— realizar —realizago hospitalizar hospitalizagdo ‘Nao confunda com os casos em que se acrescenta 0 sufixo -ara palavras que j4 apresentam s: ana- lisar, pesquisar, avisar. Em muitas palavras, 0 fonema /2/ 6 representado pela letra x: erage) exalar exaltar exame exato exasperat erausto —-—execular’ == explo. == exequivel —exercer bir eatlio eximio ‘xistir éaito exonerar —exorbitar exorcismo —exstico exuberante inexistente _inexoravel Capitulo 3 >>> Orograta >>> Homofonia com o fonema /2/ Ha palavras homéfonas em que se estabelece distingao escrita por meio do contraste s/z. cozer (cozinhar) ceoser (costurar) prezar (ter em consideracao) presar (prender, apreender) ‘raz (forma do verbo trazer) {ras (parte posterior Que TAL um REPOLHO COZIPO |} PARA © ALMOCO, GARFIELD? 0 fonema /s/ (letras s, c, ¢ e x ou digrafos sc, s¢, ss, xc e xs) Observe os seguintes procedimentos em relagdo representagao grafica desse fonema: os |. a correlacao gréfica entre nde ns na formacao de substantivos a partir de verbos: asconder, asconsdo dlistend, distensdo ‘expand, expansao suspender, suspensao pretender, pretensao ‘tender, tensao estend, extonso ‘compreender, compreenso |. a correlagdo gréfica entre cede cess em nomes formados a partir de verbas: ceder, cessao concede, concessao interceder,intercessao cede, acesso exceder, excesso, excessivo . a correlacdo grafica entre tere tencao em nomes formados a partir de verbos: abster, abstengao ater, atengao conter, contengao deter, detengao reter, retengao Parte 1 >>> FONOLOBIA >>> Observe as seguintes palavras em que se usa 0 digrafo sc: acrescentar acréscimo adolescéncia adolescent ascender (subir) —_ascenséo ascensor ascensorista asoese ascetismo aseatico consciéncia creseer descender discente discipina faseiculo fascinio fascinante piscina piscicultura imprescindive! intumescer irascivel mmiscigenagao mniscivel nascer obseeno osoilar plebiseito reorudescer remminiscéncia rescisao ressuscitar: seiscentos ‘suscitar transcender (Na conjugago dos verbos acima apresentados, surge sg: nasgo, naspa; crespo, crespa. Cuidado com sucinto, em que nao se usa sc. Em algumas palavras, o fonema /s/ ¢ representado pela letra x: auxilio auiliar ‘context ‘expectativa expectorar experiéncia experto (conhecedor, especialista) _explar (pagar) expirar (morrer) expor expoente extravagante ——_extroversdo extrovertido sexta sintaxe ‘textil textual trouxe Cuidado com esplendor e espiénaido. Homofonia com o fonema /s/ Hé casos em que se criam oposig6es de significado em razao do contraste gréfico. Observe: ‘acender(iluminar, pdr fogo) ascender (subir) avert (inflerao de voz ou sinal grafico) assento (lugar para se sentar) cagar (perseguir @ caca) cassar (anulat) ‘cegar (tornar cego) censo (recenseamento, contagem) seco ov secgdo (reparticao ou departamento; divisdo) e sessdo (encontro,reuniao) conserto (remendo, reparo) ccessdio (ato de cader) concerta (acordo, arranjo, harmonia musical) espectador (0 que presencia) esperto (Agil, rapido, vivez) ‘expectador (0 que esta na expectativa) experto (conhecedar, especialista) espiar(olhar, ver, espreitar) ‘expiar (pagar uma culpa, sofrer castigo) espiar (respira) expirar (morer) incipiente (iniciante, principiante) insipiente (ignorante) intengao ou tengao (proposito, finalidade) intensao ou tensao (intensidade, esforco) paco (palacio) asso (passada) Podem ocorrer ainda os digrafos xc, ¢, mais raramente, xs: extecao excedente exceder excelente excesso exeéntrico excepcional excerto exceto excitar exsicar exsolver exsuar exsudar Capitulo 9> >> Ortograia >>> | | | Particularidades de algumas letras Aletra x Essa letra pode representar dois fonemas, soando come “ks afluxo amplexo anexar anexo asfnia astxiar axle boxe climax complex convex fixo flexao fluo intoxicar latex exo ortodoxo éxido paradoxo prolixa rellexzo rellexo saxofone sexagésimo sexo t6xico toxina As letras ee i @. Cuidado com a grafia dos ditongos: > os ditongos nasais /ai/ e /6y escrevem-se dee Ge: mie mes cles aes cirurgides capitdes pte poem depoe depdem > s6 se grafa com io ditongo /aj/, interno: calibra (ou cdimbra). b. Cuidado com a grafia das formas verbais: > as formas dos verbos com infinitivos terminados en oare uar so grafadas com e: abengoe perdoe magoe atue continue efetue > as formas dos verbos com infinitivos terminados em air, oer e uir sao grafadas com & cai sal ot ri moi combi influ possul retribui atribui ©. Cuidado com as palavras se, sendo, sequer, quase e irrequieto. Parénimos com e/i ‘A oposiga0 ¢/i 6 responsavel pela diferenciacdo de varias palavras: mse 4rea (superficie) (el deter (conceder) tier adiar ou dvergn) delayao (dendncia) Ailagdo (adiamento,expanséo) descrigdo (ato de descrever) discrigao (qualidade de quem 6 discreto) deseriminagae (absolvigao) Aiscriminagdo (separacao) emergir (vir tona) imergir (mergulhar) emigrar (sair do pais onde se nasceu) migra (entrar em pas estrangeiro) eminente (de condo elevada) I iminente (inevitvel, prestes a ocoret) vadear(passar avau) vadiar (andar @ toa) Parte | >>> FONOLOBIA > >> ta Meare LAP, 2006.2 A oposigao o/u é responsavel pela diferenga de significado entre vérias palavras: comprimento (etensao) cumprimento (saudagao, realizado) soar (emitir som) swat (transpirar) sortir(abastecer) suri (result) Aletrah £ uma letra que nao representa fonema. Seu uso se limita aos digrafos ch, /he 7h, a algumas inter- Jelgoes (2h, ha, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em que surge por razdes elimolbgicas, Observe algumas palavras em que surge 0 A inicial hagiografia haical halt hale hangar harmonia harpa haste hediondo heélioe Helio Hetotsa | hemistério hemorragia Henrique herbivoro (mas erva) némia hersi hesitar hifen hilaridade hipismo bipocondria hipocrisia ia hipétese histeria (Oar do poet) homenagem quel horror Horténsia hota horto (Jardim) host humor himus Em Bahia, f sobrevive por tradicao histérica, Observe que nos derivados ele nao é usado: baiano, baianismo. oni Nomes préprios Vocé deve ter notade que acrescentamos nomes préprios aos exemplos que vimos apresentando. Isso tem uma explicaggo muito simples: 05 nomes proprios, como qualquer palavra da lingua, esto sujeitos as regras ortogréficas. Existe, portanto, uma forma correta de grafar esses nomes. Se, no entanto, seu nome fol | registrado com uma gratia equivocada, vocé pode usé-lo da forma como ele se encontra em seus documen- | tos. Esse tem sido 0 uso mais frequente em nossa cultura. Além disso, a grafia dos nomes de todos os que se tormam publicamente conhecidos aparece corrigida em publicagées feltas ands a morte dessas pessoas. Observe na relagdo seguinte mais alguns nomes proprios na sua grafia correta: | ‘Airton Aicéntara Anderson. Angelo Antonio. ‘Artur Baltasar | Cardoso César Elise fio Felix Filipe Heitor | Helena Hercio Hilario Iberé Ines fis Isa Isidore Jaci Jacira Jéferson ——_ Jugara Juscelina Leo is Lisa luis luisa luzia Macedo Marisa Miriam Morais Natache _Odilon Priscila -—-Rosdngela ‘Selene Sousa Tals Teresa Losimo | | \ Atividades 41. Observe o sentido com que foram empregadas as pal | was destacadas nas frases a seguir. Copie cada uma dessas palavras em seu cederno e procure atribuir-thes ©) Omergulhador emergiu trazendo uma anfora. submarina imergiu por completo, desaparecendo a nossa vista. oe 4) O assaltante foi preso em flagrante. | a) Aimprensa reprovou o gesto imoral feito publica- | ee sa aa presenca me fax pensar em flores i uma criangal Suasatitudes so amoras! ) Cuidado para nao Ihe inflgir uma desmoralizagao | ) O.comprimento do terreno nao tenia &s necessi- injustat odes ca'construtwra, Foi multado ao infringir pela duodécime vez @ | ‘Ao chegar, fez um cumprimento discreto com @ mesma lei do transite. E ainda acha que tem | cabega. razéo! Exigem dele 0 cumprimento de tarefas muito di- | {) Seu mandato foi encerrado quando 0 oficial de jus- | ficeis. tiga Ihe apresentou o mandado de prisao 2) 0 deputado resoiveu abandonar a vide publica. Nao se Gisputariam mais pleitos! Organizou-se um cerimonioso preite para receber © governader, +) 0 investimento foi vultoso; o retorn, praticamente nulo ‘Seu rosto vultuoso fé-lo procurar um médico, . Copie as frases a seguir em seu caderno, fazendo a ‘opcao pelo homéfono ou pelo pardnimo adequado a ca~ daca 42) Nao sei o que é mais itil (*) 2s proprias roupas ow (*) propria comida, (cose, cozr) b)_E provével que poucas pessoas (*) nestas férias. 0 repo de uma (*)& proibitvo! (viagem, vim ©). O deputado foi (*) de isioldgico. Aids, seu progra~ mma era (*) ainda mais os produtores e trabalhado- res, (taxada, tachado; tachar, taxar 4) Resolveu tomar uma chavena de (*) 2pds ter-se ‘encontrado com um lundtico que dizia sero (*) da Persia (ch, xd) ©) Fu colocado em (*) quando o gerente da loja se recusou aceitar meu (*). (cheque, xeque) )AC*)deterrasaos posseirs foi decidida pela Assem- bleia Legislative em (*) extraordinéria. A legalizacao das doaries devera ser feta pela (*) competente do Ministério Pablico. (cesséo, serao, sessa0) 2) Nao teve tempo de (*) as culpas antes de (*). (es- iar, expiar, espirar, expirah h) Ha (*) de fazer um (*) a cada dex anos. (tencat tenséo, censo, senso) i) A(*) tecnologia naval brasileira néo encontra esti mulos ao seu desenvolvimento. (insipient, in penta) |) -A(*) da Camara decretou que o deputado corupto tivesse seu (*) (*). (cessdo, Sedo, sesséo, manda- ; do, mandate, cagado, cassado) k) A vontade de (*) socialmente o fazia um hipdcrita inescrupuloso, Renda (*) dversos figurdes, sem ne- numa excerao. acender, ascender, pleites,pretos) 1) Agu com (*) ao ser convocado para fazer a (*) dos envolvidos no caso. (descricdo, discriead) im) Inutilmente, varias entidades protestaram contra a (+) pela qual as jurados haviam decid. Afinal, tratava-se de um erime de (*) racial. (descrimina- ao, discriminaga) 1) Pediv-me que o ajudasse a (*) as despesas. (des- crimina, dseriminar) 0) Finalmente vai (*) 0 sinal! Com este calor, nao paro de (*). (soar, suan) ‘3. Escolha da lista @ seguir a letra ou digrafo adequado para preencher cada uma das lacunas do texto abaixo: O rei da dgua doce Qs de* barracos de madeira da comunidade de Mapurilindia vao diminuindo de tamanho lenta- mente, a medida que as quatro canoas atrave'am 0 Parand do Maiana, um bra‘o de 16 quilémetros que liga © Rio Solimdes a si mesmo. Levando redes de dormir, malhadeiras (redes de pesca), arpdes, fari- nha, café e lanternas, os quatro pescadores entram no Cano do *enipapo, o pequeno rio que condu* ao ‘Valentim, um dos cinco lagos em que a comunidade fa" o mane’o do pirarucu. Seguindo a capri*o*a hidrografia da floresta, 0 ano fa" uma curva de 30 graus & direita, e revela, depois de meia hora de viaem, 0 primeiro obsticu- Jo: dois troncos de mungubeiras atrave*am 0 ria*o. Eles *mergiram, como areas inteiras de var‘ea, com ‘a diminui*o do nivel das 4guas, no verdo amaénico (junho a outubro). Com ma*adose ter*ados (facdes), ‘0s pescadores “toram” o tronco de bai*o. Depois de 25 quilémetros de trabalho ¢*tenuante, abre-se uma fend sob o tronco de *ima, e os homens pa*am de ccanoa com as cabecas abai‘adas, ‘Mais meia hora de via*em, e agora é a tapatem (capim na superficie da dgua) que *mpede apa’a"em. © mato é cortado a golpes de ter*ado e *mpurrado ‘com 06 remos, numa peno*a trave"ia que con*ome 17 minutos. Os dois motores rabeta (de 5,5 cavalos) que impul*ionam as canoas (uma delas reboca ou- tras duas) sio destigados, e os pescadores entram remando em siléncio no ma*esto*o Lago Valen- tim-1, Nele, motores so proibidos, para evitar que 0s peites fu*am para 0 rio. Pa*am-se de* minutos, e os pescadores per‘ebem ‘© primeiro pirarucu. O repérter ¢ o fotdgrafo (...) nada veem. Os ribeirinhos nao s6 vem, mas ouvem, sentem, medem e pe’am. “E um grande’, concluem. ‘As quatro canoas formam um circulo ao seu redor. Ospescadores se equilibram nas proas, *mpunhando as hastes de trés metros dos arpies. O tempo passa. SHAT, Loui Or 6 ua se. Amari. races epetagens (Estas dS. Pal, Se Pou, Osta dS, Pul noe 200.2 ‘Capitulo 3> >> Orograta > > > CC court Trabalhando o texto Esse texto explore eriativamente a paronfmia. Explique coma. Fuitoea Ductto use Sas 509 anus: Sn Catan de Sak Yo, 20009. 3. Trabalhando o texto Que aspectos ortogréficos chamam a atencao do leitor no texto desse antincio? Comente @ uilizagao desses caracteres fora do ambiente em que foram criados — a internet. eres Cer anata dom £5530 speci. Sip Pad Dat, 4) 9.83 41. (Correios/Conesul) A palavra canifca & grafada com j, Também deve ser escrta com j a) vere*eira a) atiata b) rel6tio ©) estran*eiro ©) verti*em 2, (Corrias/Conesul) A palavre discrieaoé grafada com ¢ Também deve ser gratada com ¢- palavra da alterna~ tiva: a) espe*ial 4) canada ) licenta €) procivao ¢) can*olo, 4. (Badesc/Fepese) Assinale a altervativa em que todas Questoes de exames e concursos as lacunas so preenchidas com s: a) pobre*a, chine, reali*ar b)-prince*a, monté*, civili*ar ©) atra*ado, corté*, anali*ar 4) suavitado, francé*, exonomi*ar | (Pref, de Contagem-MG/Fumarc) Em todas as alternati- vas, oerro de grafia pode ser explicado a partir do modo ‘como essas palavras S20 pronunciadas, exceto: a) supertigdo (em ver de superstigao) ‘b) sombrancelha (em vez de sobrancelha) ©) reinvindieagao (em vee de reivindicagao) d) despretenciosamente (em vez de despretensiosa- mente) ‘5, (TJ-SP/Vunesp) Assinale a alternativa correta quanto a0 uso e& grafia das palavras. ) Na atual conjetura, nada mais se pode fazer. b) 0 chefe deferia da opiniao dos subordinados. c) 0 processo fol julgado em segunda estancia.. 4) O problema passou despercebido na votagao, €} 0s criminosos espiariam suas cupas no exli, 5. (Badesc/Fepese) Assinale a altervativa que preenche corretamente as lacunas: “* as informacies pessoais podera dar* a um controle * sobre o cidaddi.” 4) Computadorizar ~ ensejo — inexoravel b) Computadorisar— ensejo — inezoravel ©) Computadorisar—encejo — inezordvel d) Compuradorizar ~ encejo — inexorével 7. (UEPB} Com relagdo aos conhecldos versas de Augusto dos Anjos (do poema Cismas do destino), transcritos ‘abaivo, assinale 0 nico item que no corresponde a um hom6nimo perfeito de outra classe gramatical, “Ah! Com certeza, Deus me castigava! Por toda a parte, como um réu confesso, ‘Havia um juiz que lia o meu proceso E uma forca especial que me esperava!” 2) “como” @) “forca” b) “parte” @) “confesso” ©) “proceso” ‘8. (Utam) Assinaleo item em que todos os vocabulos estao grafados corretamente: )_berinjla, canjca,jenipapo, jerimum, gengibre b)_-muxoro, cochicho, xcéria,xtipagos xiltago 1). excegéo, expansionismo, suscinto, ascencdo, pre tensioso ) digladiar, requesito, cardia, substitue, prevnir ©) chovisco,usofruto, bissula, bolo, curtume 'G. (FGV-SP) Assinale a altemativa em que a grafia de todas as palavras seja prestigiada pela norma culta: a) auto-falante, bandeija, degiadiar b) advogado, frustado, estrupo, desinteria )_ embigo, mendingo, meretissimo, salchicha 4) estouro, cataclismo, prazeiroso, privilégio €)_aterrissagem, babadouro, lagarto, manteigueira (UFPE) Assinale a alterativa em que todas as pa- lavras devem ser completadas com a letra indicada entre parénteses: a) “ave, “ale, “icara, *arope, “enofabia (y) ‘) pr*vilégio, requ'sito, ‘ntitular, *mpedimenta (i) ¢)_ma*4, exce*ao, exce"o, ro*a (¢) d) “iboia, *unco, “ria, “eto, *ente (j) ©) pure*a, portugue*a, corté, anali*ar (2) (Pref. de Guarulhos-SP/FGY-SP) Assinale a alternativa ‘em que todas as palavras estao erradas em relagdo a rafia com -40, -sdoe -sséo. 8) permissao, conversao 8) obtenga0, discuss c) excegdo, omissao 4) consacussdo, ascengao (Unital-MG) Organizamos um (*) musical (+) e vemos (*) decontar com um piblico educado que tee 0 bom (7) de permanecer em siléncio durante o espetéculo, 4) conserto, beneficent, privilégo, senso b) concerto, beneficente,privilégi, censo c}_ concerto, beneficente, privilégia, senso 4) conserto,beneficente, previlégio, senso ©) concerto, beneficent, prev 12. (Unifal-MG) Assinale a alternativa em que todas as palavras estdo grafadas corretamente, a) disenteria, pateo, siquer, goeta b) capoeira, empecilho, jabuticaba, destilar ©) boligoso, bueiro, possue, ernio ) borburinho, candieiro, bulir,privilégio. @) habitue, abutoe, quase, constrée 18. (Unifal-MG) Apenas uma das frases abaixo esté total- ‘mente correta quanto ortograia. Assinale-0. 2) Espalhei as migalhas da torada por tudo otrageto, ) Meu trabalho arduo nao obteve hesito algum. ©) Quiz fazer coisas que nao sabia, 4) Ao puxaros detrites, eles voaram no tapete parse. «)_Actecente’ algumas palavras ao texto que cori (UPM-SP) Aponte, entre as altemativas abairo, a éni- ca em que todas 2s lacunas devem ser preenchidas ‘com a letra ut a) c*rtume, escap*lir, man*sear, sin*site b) esg*elar, reg*rgitar, p*leiro, ent*pir ©) emb*lia, c*rtir,emb*tir, c*rings 4) “rtieétia, s*taque, m*cama, z*ar ©) m*chila, tab*leta, m*ela, b*eiro Capitlo 3> > > Ortaprafia > > > 16. (PUCCamp-SP) Barbarismos ortogréficos acontecem ‘quando as palavras s80 grefadas em desobediéncia 4 lei ortogrética vigente. Indique a tnica atermatva ‘que esta de acordo com essa lee, por isso, coreta: 2) exceco, desintera, pretensdo, secenta 1) ascensdo, intercesséo, enxut, espléndido )_rejeicdo, beringea, sux, atrazado geo, mecha, consenso,setim ) discemi, quizr,herb(or, fixério. ‘TT. (Unicamp-SP) A jinguagem é figura do entendimento (...). Os bons falam virtudes e os malicasns, maldades(... Sabem falar os que entender as coisas: porque das co 28 nascem as palavrase ndo das palavras 28 coisas, 0 trecho citado, extraido da primeira gramética da lingua portuguesa (Ferndo de Olivera, 1536), tinha, 1a primeira edicao dessa obra, 2 seguinte ortografa: AA Lingoagem e figura do entendimento (..) ‘08 bos falio virtudes e os maligiosos maldades (..) sabé falar os G ede as cousas: porg das cousas nag@ as palauras e nao das palauras as cousas. ‘A ortogratia do portugues jd foi, portanto, bem diferen- ‘te da atual, e houve momentos em que as pessoas que escreviam gozavam de relativa liberdade na escolha das letras. Hoje em dia, a forma escrita da lingua é tegida por convengies ortogréfieas rigidas, que no cevem ser desobedecidas em contextos mais formais. Leia com atenga0 os trechos abaito, tirados de edigoes de setembra de um jornal de Sd0 Paulo. Identfique as palavres em que foi violada a convengao ortografica vigente,Escreva-as, em seguida, na forme coreta. a) Os atuais ministoe preteito sé0 amississimos de longa data, b) Mais de metade desses policiais extrapola os li- mites do dever por serem mau preparados.. ) Desde 0 inicio, o animal preferido em carrosséis & cavalo, mas ha excesstes. 18. (UEL-PR) 0 jovem falava com muita (*) e grande (*) de gestos. a) expontaneidade, exuberancia b) espontaneidade, exuberancia ©) expontaniedade, exuberancia d) espontaneidade, evuberéncia €) espontaniedade, exuberdncia (VEL-PR) A (*) entre os membros do partido acabou provacando uma (*) interna. a) discidéncia, cisao d)_discid@ncia, cizdo ) dissidéncia, cizdo 6) dissidéncia, cisdo ©). dissidéncia, cisséo Parte 1 >>> FONOLOGIA > >> 20. (FCMSC-SP) Todos os documentos (*), sem (*), apa~ rentavam grande (*) 8) inidénias,excegao, verossemelhanga 1) inidnos, excesséo, verossemelhanca ¢) imidBnis, excegao, verossimilhanca «)inidneos, excessdo, verossimilanga ©) inidéneos, excegdo, vrossimilhanga 21. (FCMSC-SP) Nao (*) a porta desse (*), que ela id esta meio (*). 8) puche, jeito, pensa b) puna eto, pensa ¢) puche, geito, penga (Fuvest-SP) a). Forme substantvos femininas a partir das palavras ‘abaizo, empregando convenientemente s ou 2 4) pure, geito, penga €) pune, geito, pensa . (UFPR) Assinale a alternativa correspondente gra~ fia coreta dos vocabulos: desli*e, vitinho, atravé™, empre*a. a) 4258 b) 45,25 OS2Zss e 2Z8z @ ss28 ‘24. (Fuvest-SP) Preencha os espacos com as palavras graiadas corretamente. A (*) de uma guerra nuclear provoca uma grande (*) na humanidade e a deixa (*) quanto ao futuro. a) espectativa, tensdo, extante ) espectativa, tengao, hesitante ©). expectativa, tensdo,hesitante ©) expectativa, tengdo, hezitante ©) espectativa, tengo, exitante 25. (UFV-MG) Observando a grafia das palavras desta- cadas nas frases abairo, assinae a altemativa que presenta er: 8) Aquele hereje sempre poe empecitha porque ¢ muito pretencioso. ) Uma faisa meiguice encobria-the a rigidez © a falta de compreenso ) Aobsessio 6 prejuicial ao discernimento, ) Ahombridade de caréter leva o homem, ©) Eles quiseram fezer concesséo para ndo rdicu- farizar o estrangeiro. (UEL-PR) As questées da prova eram ("),(*) de (*). a) suscintas, apesar, dificeis b) sucintas, apezar,difceis ©) suscintas, apezar, dificels d)_sucintas, apesar, dificeis e) sucintas, apezar,dificeis (USM-SP) Assinale a alternativa cujas palavras esta todas corretamente gratadas: 2) pai, xadrés, fecha, misto, aconchego 4) aboledo, tito, pretensdo, obsecado, cansago ©} gnrjeta, sargata,picina, forescer,consiliar ) ade, fcha, meverico, emame, emrada e} pags, xadids lxa, mecherico, enxame (UFF-RI) Assinale, nas séries abaino, aquela em que pelo menas uma palavre contém erro de gratia a) capivaba, através, granjear b). emergar, primazia, cansago, majestade ©) flexa, topazio, page, desumano @) chuchu, Inés, dossel,giria €}_piche, Tresinha, classicism, jeito (FOO-SP) Estavam (*) de que os congressistas che- gassem (*) para.a (*) de abertura, 2) receasos, atrasados, sessdo by receosos, atrazados, segdo ©} receiosos, atrazados, sepao d) receiosos, atrasados, sesséo )receiasos,atrazados, sessdo (FCC-SP) A (*) das (*) levou & (+) dos trabalhos do departamento. a) contengdo, despezas,paralisagao b) contensao, despezas, paralisacao ©) vontenca0, despesas, paralisacdo 4) contenséo, despesas,paralizagdo ©) contenssdo, despesas, paralizacao (Unimep-SP) Assinale a alternativa que contém 0 periodo cujas palavras estao gratadas correta- mente: 2) Ele quiz analisar a pesquisa que eu realize. 1) Ele quiz analizar a pesquisa que eu realize. ©) Ele quis analisar a pesquisa que eu realize, 4) Ele quis analizar a pesquisa que eu realise. ©) Ele quis analisar a pesquisa que eu realise. 32. (UPM-SP) Aponte a altenativa correta: a) ex0ep20, excesso, esponténen, espectador 1) excessdo, exesso,espontanen, espectador ©). excega0, xcego, expontineo, expectador 4) exoessao, excesso, espontineo, expectador €) e1e¢40, eve70, exponténen,expectador (UPM-SP) Assinale a alternativa que preencha 05 es- pacos corretamente ‘Com o intuito de (*) 0 trabalho, o aluno -recebeu algumas incumbéncias: (*) datas, (*) 0 conteddo ¢ (*) um estilo mais moderno, )_finalisar, pesquisar, analisa, improvisar 1) finalizar, pesquisar, analisar, improvisar ©) finalizar, pesquizar, analisar, improvisar 4) finatisar, pesquisa, analiza, improvizar ) finalizar, esquisar, analisa, improvizar {(TA-SP) Em qual das altemativas as palavras estao grafadas corretamente? 2) reveoso, reveses,discricao, umedecer b) antidituviano, sanguissedento, aguarraz, atribue ¢)ineludive, engolimes, sobressaem, explendoroso 4) encoragem, rijeza, tecitura, turbo-hélice )dissenséo, excucionar,ennugar, asimétrico (FCC-SP) Com (*) nao raro(*), ele persegue a fama. 4) tenacidade, obscecada ) tenacidade, obcecada ©) tenascidade, obscecada 4) tenascidade, obcecada 2) tenacidade, obsecada (PUC-R) Preencha as iacunas com s, ss, ¢, so, sp, x20 x 8) Exigiu ser re‘arcido da quantia que havia pago. b) O perfume da vela reYendia por toda a casa. c) Ae*entricidade era sua caracteristica mais mar- ccante. |. (ITA-SP) Examinando as patavras: constatamos que: a) apenas uma esté escrita corretamente, b) apenas duas estao escritas corretamente. ©). trfs estéo escritas corretamente. d)_ todas esto escritas corretamente. e). nenhuma esta escrita corretamente. Capito 3> > > Ortograia > > > ET) Acentuagao x i a i 7 gl Aes M fees ECONOMIZAR aun’ Siptainessaie So Poc fee 2008, 2689.7, endo esse texto, vacé percebera um fato (aparentemente) espantoso: a maioria das palavras 10 recebe acento gréfic. O principio que presidi& elaboracdo das regras de acentuagao do portugués foi justamente o da economia, reservando 0s acentos grficos para as palavras minoritrias da lingua. Veer) Neste capitulo, estudaremos as regras de acentuagdo. Elas foram criadas para estabelecer um sistema que organize a questao da tonicidade (intensidade de pronuincia) da silaba portuguesa. Quando vocé diz café, uma das silabas € pronunciada com mais intensidade do que a outra. Vocé deve ter percebido que a silaba mais forte é fé, que é a tonica. A outra sllaba, ca, ¢ fraca, ou ‘seja, € pronunciada com pouca intensidade tonal, Por isso é atona. A parte da acentuagao que estuda a posigao dessas silabas nas palavras recebe o nome de acentuagao ténica. Na lingua escrita, ha elementos que procuram representar a posicao da silaba tonica e outras particu laridades, como timbre (abertura) e nasalizagdo das vogais. Esses elementos so os chamados acentos graficos. 0 estudo das regras que disciplinam 0 uso adequado desses sinais é a acentuagao gréfica Quem € que no conhece aquela famosa brincadeira que se faz com as palavias sabia/sabid? “Voce sabia que 0 sabia sabia assobiar?” A brincadeira se baseia na diferente posigao da silaba tonica de sabia (bi) € de sabié (4). Seria possivel, ainda, acrescentar & brincadeira a palavra sdbia, cuja silaba tonica é sa. NNa lingua portuguesa, a silaba tonica pode aparecer em trés diferentes posigbes; consequentemente, as palavras podem receber trés classificagdes quanto a esse aspecto: . oxitonas ~ 380 aqueles cuje sflaba tonic é a tiltima: woo’ col ile alguém —ninguém paul rim carcaraé——_vatapa anzol condor bb. paroxitonas ~ so aquelas cuja silaba tonica é a pentiltima: ent planeta homem alto ‘mbar ter dolar peda caminho —_amavel ta hiten album virus trax C. proparoxitonas — séo aquelas cuja silaba tonica € a antepeniiltima: légrima ——tramsito. cara fimido Necdntara magico limpada timo mético fanatico Voce observou que, nos exemplos dados para os trés casos, s6 hd palavras com mais de uma sflaba Com relagao as de apenas uma silaba, os chamados monossilabos, ha divergéncias quanto a sua clas- sificagao tOnica. Quando apresentam tonicidade, como no caso de md, pd, fé, ha quem as considere simplesmente monossilabos t6nicos. Outros preferem dizer que s4o “oxitonas de apenas uma silaba”. A Questdo € polémica, mas a primeira tese (monossilabos tOnicos) tem mais adeptos. € importante destacar que s6 se percebe se um monoss/labo ¢ ténico ou étono pronunciando-o numa sequéncia de palavras, ou seja, numa frase. Experiment com 0 verbo pdre a preposigdo por. Leia a frase “Fazer por fazer" e depois substitua 0 verbo fazer pelo verbo por ("Por por por"). Que tal? Fica clara a diferenga entre 0 verbo, que ¢ tonico, ea preposicao, que é atona ‘Qual ¢ 2 silaba t6nica de pele? Como boa parte dos brasileiros pronuncia 0 segundo €? Como (“peli”), nao 6? 0 e dtono é pronunciado pela maioria dos brasileiras como i, @ 0 0 dtono, coma u. nese Gil SsoPadolEdxpSticona 2003 9.38. Vela ainda esta frase H pessoas extremamente ms, mas hé outras extremamente boas Percebeu a diferenga entre mas e mas? A primeira é um monossilabo ténico; a segunda é um monos- silabo atono. Em portugués, existem algumes palavras dissllabas dtonas, como a preposigao para. Prosédia E muito comum a divergéncia entre a prontincia praticada no dia-a-dia ea recomendada pelos diciond- rios e graméticas. Quase ninguém pronuncia “duplex” (paroxltena), como recomendaram os dicionarios, durante um bom tempo. © que se ouve mesmo é “duplex” (oxitona), forma que as edigbes mais recentes dos diciondrios finalmente abonaram. A parte da fonologia que estuda e fixa posi¢ao da silaba tonica ¢ a proséia. Quando ocorre um erro de prosédia, ou seja, a troca da posigéo da sllaba tOnica, verifica-se 0 que se chama de silabada. born lembrar que a prondncia culta sempre prevalece nesses casos. Leia em voz alta as palavras a seguir, destacando a silaba ténica. Procure memorizar e empregar a forma culta desses vocd bulos. Sao oxitonas: caleter condor rim ureter Nobel nister ‘Sao paroxitonas vara austero——_aiago ciclope ——filantropo——ibero pudico tater recorde ——rubrica (txt ‘So proparoxitonas: aerélito interim ariete bavaro crisintemo —transfuga Existem palavras que admitem dupla prondncia: avrébata/acrobata hier6gliforhieroglifo rojétlproett répti/reptil, Ocefnia/Oceania transistortransistor xéroxrerox (© melhor mesmo € nao “chutar". Duvidas quanto @ prosédia devem ser resolvidas por meio de con- sulta a um bom dicionério. Parte 1 >>> FOWOLOGIA >>> £5 Atividades Classifique as palavras destacadas nas frases a se- Suir, de acordo com a posiggo da silaba tOnica: a) Declaro que premio apenas quem merece. b) Quem recebeu o prémio nao se surpreendeu ©) Sou fotégrato e fotograto o que é digno de nota. 4) Anuncio o que faco,e tal aniincio esté a disposicao de todos ©) Anos antes ele cantara no Teatro Municipal. ) Anunciaram que ele cantard no Teatro Municipal. ®) Nao contem com a participacdo dele. Ele alega que ‘nosso movimento contém interesses particulares & ue, por isso, nao esté disposto a contribuir para esta causa fh) Tudo no passou de um equivoco, |) Raramente me equivoco. i) Voce conhece alguém que saiba tocar eftara? A) Ele citara © nome do amigo durante 0 primeira epoimento. Todos aguardam para saber se ele 0 citaré novamente, Classifique os manosslabos destacadas nas frases se- euintes, de acordo com a tnicidade ) 0 caminho por onde vou para casa é sempre 0 mesmo, 1) Suas malas? Vou por onde houverespaco. ©) Que tipo de candidato voce elegeu na sitima eligdo? E por qua? )_Eram pessoas més, mas poucos sabiam disso ©) Eles se canheceram ha poucos meses. centuacao grafica A acentuago grafica consiste na aplicacao de certos sinais gréficos sabre algumas letras para repre- sentar 0 que foi estipulado pelas regras de acentuagao, que estudaremos adiente, Esses sinais, que fazem Parte dos diacriticos ~ além dos acentos, o trema, 0 til, o apéstrofo eo hifen -, sfo: 4) 8 feliz com teus sonhos, meu amigo, @ constréi a tua vide, ‘Substitua cada uma das palavras ou expressdes des- ‘tacadas nas frases seguintes por uma tnica palavra. ‘8s palavras procuradas castumam oferecer prable- mas de prosédia; por isso, esteja atento e nao cometa silabadas. ) 0 grande passaro andina é 0 simbolo da America do Sul, ) Foi necessério introduzit um instrumento médico ‘tubular em seu antebraco, } E mecesséri fscalizar a atividade dos prefeitos @ veteadores, ) O sabor da comida nao era mau, mas seu aspecto era desanimador. ©) E um individuo que evita © convivio social. Sua condute ¢ cheia de gravidade e seriedade, 1) Ele se diz um especialista em leitura das maos © leitura das cartas. € jura que si presta servicos que nao custam nada, 8) A partida entre o time dos mais jovens ¢ 0 time dos mais vlhos bateu a melhor marca anterior de ‘pontos marcados. hi) Nao foi possivelobter a assinatura abreviada dos participantes do encontro, i) O modelo do avido estava em exposicZo nos are- ‘ores do campo de pouso e decolagem ji) Fomos.e voltames em poucos minutos; nesse inter- valo, ele desapareceu. . 0 acento agudo (‘) — colocado sobre as letras @, i, ue sobre 0 edo grupo em, indica que essas letras representam as vogais tOnicas da palavra: carcard, cai, sidito, armazém. Sobre as letras € o, indica, além de tonicidade, timbre aberto: \epido cfu léxioo herd Capt 6 >> > Asemtuagae > >> 'b, 0 acento circunflexo (4) ~ colocado sobre as letras a, e¢ 0, indica, além de tonicidade, timbre fechado. lampada ——_péssego émbolo Atlantica ©. o trema () - utiliza-se apenas em palavras derivadas de nomes proprios estrangeiros: mmilleriano (de Miller) orpao hhabneriano (de Habner) ~ indica que as letras ae 0 representam vogais nasais: portio expe coragdes ima @. o acento grave () — indica a ocorréncia da fusao da preposi¢ao a.com os artigos ae as, com 05 pronomes demonstrative ae ase com a letra a inicial dos pronomes aquele, aquela, aqueles, aquelas, aquilo: 2 as aquele aquilo Aspectos genéricos das regras de acentuacao As regres de acentuagao foram criadas para sistematizar a leltura das palavras portuguesas. Seu objetivo @ deixar claros todos os procedimentos necessarios para que ndo se tenha nenhuma duwida quanto & posicao de silaba t6nica, o timbre da vogal, a nasalizagao da vogel. AAs tegras fundamentais de acentuagao gréfica baseiam-se numa constatago que pode faciimente ser observada nas palavras que aparecem na cangao “Onde anda voce”, de Hermano Silva e Vinicius de Moraes, cuja letra diz E por falar em saudade Onde anda voce? Onde andam seus olhos Que a gente nao ve? iG Mie i Onde anda esse corpo Que me deixou morto De tanto prazer? E por falar em beleza ‘Onde anda a cangao Que se ouvia na noite Dos bares de entao ‘Ondea gente ficava ‘Onde a gente se amava Em total solidao? Hoje eu saio na noite vazia ‘Numa boemia sem razao de ser Na rotina dos bares Que apesar dos pesares Me trazem voce E por falar em paixto Em razao de viver ‘Vocé bem que podia me aparecer Nesses mesmos lugares Na noite, nos bares Onde anda voce? Donel on: >> FOMOLOGIR > >> Fess Salvador Lif Quin Matsa 6 E por que vocé, oxitona terminada em e, leva acento? Porque as oxitonas terminadas em sdo menos numerosas que as paroxitonas terminadas em e. Para comprovar isso, basta verificar que quase todos os verbos apresentam pelo menos uma forma paroxitona terminada em e (fale, pense, grite, estude, corre, sofre, perde, vende, permite, dirige, assiste, invade). E 0 que se acentua, a maioria ou a minoria? A mi- noria, sempre @ minoria. Que tal, entdo, parar de dizer que hé muitos acentos em portugues? ‘Como vimes, as regras de acentuagao grafica procuram reservar os acentos para as palavras que se enquadram nos padres prosédicos menos comuns da lingue portuguesa. Disso, resultam as seguintes regras basicas: . proparoxitonas — so todas acentuadas. £ 0 caso de: Vampade — Atlantico Jipiter—étimo-—fldcidoreldmpago —trOpego—icida—_vissemos, WW. Mf Se Pale Mates ees, 20237. . paroxitonas - s20 as palavras mais numerosas da lingua ¢ justamente por isso as que recebem menos acentos. S4o acentuadas as que terminam em: > iis tax beribéri lapis aratis > us, um, uns virus bonus 1n.1.% ps incrvel atl préton elétron ter martir trax tix biceps ‘brceps > 85, 80, 05 ima ta imas rts béngao orgao orfaos sétaos > ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou nao de s gua arduo pone voli céties mégoas nei idqueis ©. oxitonas — so acentuadas as que terminam em: > aas Pad vatapa estas irés > ees voce café Urupés jacarés > 0,08 iil avi retrés supts, > em, ens alguem vintém : dite eats pisces Bast 200 aimazéns—_parabéns Sto Pal eaves, 200.7 . monossflabos ténicos — s20 acentuados 0s terminados em: > aa pa va eas Bids > ees pe fe més tes > 0,05 36 6 nis pos Oposigao entre oxitonas e par erifique que es regras de acentuagao criam um sistema de oposigao entre as terminagses das oxitonas e _ a8 das peroxitonas. Compare. a palavras dos pares seguintes en fate que os acentos das, penanese ts das _ovitonas 80 mutuamente excludentes: -portas (parostona, sem acento) ats (ota, com ace) pele (paroitona, sem acento) café (oxitona, com acento) corpo (paraxttona, sem acento) ‘maid (oxtona, com acento) -_garantem (paraxitone, sem acento) : -—alguém (oritona, com acento} vinténs (oxitona, eom acento) ‘aqui (ox/tona, sem acento) Parte > >> FONOLOGIA > >> PVE Cty 1. Arelagdo a seguir éformada por palavras inventadas. Observe atentamente cada uma delas e, baseado no seu conhecimento sobre o sistema de regras de acentu- agi da lingua portuguesa, coloque os acentos gréficas que julgar necessérios: a) astrider (proparaxitona) . b) sensinen (paroxitona) «fala (oxtona, o fechado) 4) neta (oxitona, a nasal) €) mardo (parexitona) 4) aminho (proparoxitona) )_carpips (parecitona} 1) crestons (oxitona) i) explons (paraxtona,e fechado) }) minmidens (paroxitona) 1) curquens (oxtona) 1) arty (parexitona) 1m) quistuns(oxtona) 1) arclovel (paraitona, o aberto) ©} cipodeis (patonitona, o aberto) 1p). ormar (oxitona) 4) senser (paroxitona, @fechado} 1) tolux(ovtona) )_atonde (parcrtona) 1) cliclex (pareitona) 2, Nas frases seguintes, cada palavra ou expressdo des- tacada substtui um monossilabo cujo numero de letras vem indicado entre parénteses. Procure identificar esse rmonossilabo, grafando-o corretamente: a) Entregue (2) os papéis a ele, Diga-Ihe que nao coloquei (3) minha rubrica em nenhum deles porque néo concord com as ideias expostas. b) Existem (2) motives para temer as pessoas ruins a. ©) le nos faz uma visita 2 cada trinta dias (3). As regras especiais d) Colocou (3) as maos em operagao e tentou des- ‘fazer 0s emaranhados (3) que as criancas haviam deixado na linha, €) Comprou diversas ferramentas para cavar (3). f) Hoje ele deu duro: espanou poeira (2), carregou ‘otijdes de combustivel para fogao de cozinha (3), favou 0 piso (4) ¢ ainda colocou (3) nossa Gnica cabega de gado (3) no pasto. ) Sentimos pena (2) e revolt. }- No texto 2 seguir, os acentos de algumas palavras fo- ram retiredos. Leia atentamente e recoloque aqueles que esto faltando ‘Tradicao mutante Cambinda Estrela, Sol Nascente, Elefante, Encanto do Dende, Cambinda Africano, Gato Preto, Linda Flor. No carnaval, varios grupos de ‘maracatu incendelam as rnas do Recife. O “cor- tejo real” € acompanhado por um conjunto de ppercussio com grandes tambores (afaya), caixas, tarois, gongues (agogos com uma campanula) ¢ mineiros (especie de ganza ou chocalho). ‘Mas, apesar de toda a sua fama, experimente perguntar & populacao: 0 que e maracatu? Pou- cos podlerao responder. Nem mesmo folcloristas ¢ antropologos che- gam a um consenso, Ha quem defina o maracatu Como a parte festiva dos xangos (os candombles recifenses). Tambem ¢ visto como folguedo ou simples agrupamento alrodescendente voltado para a diversao, Entretanto, e muito mais do que isso. Por meio de complexos arranjos politico- -culturais, o maracatu envolve 20 mesmo tempo diversao, lazer, constituigao de identidades e afr- ‘macao religiosa. LUMP, held Mariana de Fanaa mutant. Revit dts a Bteca Reon aes Seated Ags ca Bete Neca) ano 3,28, 208 p72 ‘Além dessas regras que vocé acabou de estudar que se baseiam na posigao da silaba ténica € na terminagéo, ha outras, que levam em conta espectos especificos da sonoridade das palavras. Essas re- gras sao aplicadas nos seguintes casos: tonwrssntemee sss C2] aes rT) Hiatos Quando a segunda vogal do hiato for jou u, tOnices, acompanhados ou nao de s, havera acento: saida proibo faisea calste sativa vidva . balaustre —carmaiba pals af bat Ja | Cuidado! Nao haverd acento se: . > 0 /for seguido de nh; é 0 caso de rainha, moinho, tainha, campainha, > a vogal /ou a vogal use repetirem, como em vadiice, sucuuba, mandrilce, xilta; » a vogal /ou @ vogal u forem precedidas de ditongo, como em felura, baiuce, Boitino. Quando, porém, a vogal / ou a vogal u do hiato forem precedidas de ditongo, mas constituirem pala- vras oxitonas estiverem em posicao final, seguidas ou nao de s, serdo acentuadas, como em Piaul, teitHs), tuivitks). Convém lembrar que: > quando a vogal /ou a vogal u forem acompanhadas de outra letra que nao seja s, nao haverd acen- to: ruim, jule, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribuinte, cauim. ges Pgs, So Pu Segment sean 8 fv. 2008 9.623 aoa sora | Tite Hepes Depois do Acordo Ortogréfico da Lingua Portuguesa (1990), no mais se acentua a primeira vogal tOnica nos grupos eee ov: vem, ieem, creem, deem, releem, preveem, descreem, enjoo, vao, abotoo, magoo. Note que a terminago eer é exclusiva dos verbos crer, dar, ler, ver € derivados (descrer, reler, Prever, rever, antever e outros). Nao ocorre a terminacao eem nos verbos fer, vir e derivados (deter, en- | __treter, manter, conter, reter, obter, abster, intervir, convir, provire outros). Ocorre acento na vogal tonica das ditongos ei, eu, oj desde que sejam abertos e em final de palavra (nas palavras oxitonas ou nos monossilabos), como em: aneis aluguéis —coranéis. du her chapéu eu véu trotéu anzbis Parte > > > FONOLOGIA >>> ‘tengo! Nao se acentuam graficamente os ditongos @/€ 0/ténicos das palavras paroxitonas, quer te- niham timbre aberto, quer tenham timbre fechado. Assim, escrevern-se sem acento: apoiam, heroico, joia, ideia, assembleia, colmeia, estoico, esfervide, gelela, baleia, cadela, apoio (substantivo), apoio (verbo), Jiboia, comboio, paranoico ete. Cuidado! Nao haverd acento se o ditongo for aberto, mas ndo ténico: chapeuzinho, heroizinho, aneizi- nhos, pasteizinhos, idelazinha. Voc8 notou que, em todas essas palavras, a silaba ténica € zi. ‘Apés 0 Acardo Ortogrdfico da Lingua Portuguesa (1990), nao se coloca mais trema sobre a letra uv pronunciada atonamente (semivogal) nos Zrupos gue, gd que, qui, nos quais ocorre ditongo crescente: unguento tranquiloconsequéncia. = arguir Linguistica Atengao! Nesses mesmos grupos (gue, gui, que, gui), 2 letra u pode ser pronunciada tonicamente. Nesse caso, ela vogal. Observe, a seguir, a grafia de algumas dessas palavras e, entre parénteses, a sua prontincia: apatigue (aparigtié) —_—apaziguem (apazigiem) ——_averigue (averigi) averiguem (averigdiem) argui (argiih arguem (arglem) oblique (abtigde) ‘obliquem (obfiqdem) Formas verbais seguidas de pronomes obliquos Para acentuar as formas verbais associadas a pronomes abliquos, leve em conta apenas o verbo, desprezando © pronome. Considere a forma verbal do jeito que voo8 a pronuncia e aplique @ regra de acentuago correspondente. Em cortd-io, considere cortd, oxitona terminada em ae, portanto, acentuada. Em inclut-o, considere inclui, em que ocorre hiato, J4 em produzivo, nao hé acento, porque produzi ¢ oxitone terminada em /. IS, uve estrels. ns too. (C0). Warner Music, 1998 adaptagao de um trecho & Petes eae Koueaa as cae fee sca aCe is eee } inclusive das formas verbals seguidas por pronomes oliquos. Acentos diferenciais Existem algumas palavras que recebem acento excepcional, para que sejam diferenciadas, na escrita, de suas hom6fonas. Sao casos muito parliculares e, por isso mesmo, pouco numerosos. Convém iniciar @ relagdo lembrando o acento que diferencia a terceira pessoa do singular da terceira pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos fer e vir: ele tem — eles tem ele vem — eles vim Com os derivados desses verbos, é preciso lembrar que hd acento agudo na terceira pessoa do singu- lar e circunflexo na terceira do plural do presente do indicative: ele detém —eles detém ele intervém — eles intervém ele mantém—eles mantém ele provém ~ eles prove ele obtém —eles obtem ele convém—eles convém comets siento >> @ 81] ) Existe apenas um acento diferencial de timbre em portugués: péde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo poden, diferencial de pode (terceira do singular). Ha ainda 0 verbo pér, que recebe acento circunfiexo para diferenciar-se da prep! ESSE PELO TODO DEVE ‘SER ESTRITAMENTE ‘Bil Watterson02007 Waterson/Dis. WATIERSOM, BL Flo, raga, seats, tacit So Paul: Best Nas, 1996.11.43 | Finalmente, vale registrar 0 acento diferencial optativo na palavra forma que, acredite, pode ser escrita com acento circunflexo ou sem ele (forma, que se lé com o fechado), para diferenciar-se de forma (subs- tantivo) e forma (verbo), estas pronunciadas com oaberto. Desde 0 Acardo Ortogréfico da Lingua Portuguesa (1990), nao sto mais assinaladas com acento grd- fico as palavras homégratas relacionadas a seguir. Entre parénteses, hé 2 indicacao de timbre aberto (€/6) ou fechado (6/0): | pola (6 (substantiva) | pola (¢) (substantive) | ‘c0as, coa (preposi¢ao com + artigo a e as, respeo- tivamente; essas formas sao comuns em poasia) pola (contrapdo arcaica de preposigdoe artigo) pela, pelas (@ (formas do verbo pelar, ou substan- polo (4) (substantivo) tivos) pote eutstantve pela, pela (contragdes de preposigdne artigo) lo (contrago arcaica de preposigao e artigo) * - ee pera (@ (substantivo) | pera (forme de'verbo para. pera (é) (substantivo) para (preposi¢do) pera (preposigdo arcaica) cas, coa (formas do presente do indicativo do verbo oar) Parte 1>>> FONDLOGIA >>> | pero, Pero (6 (substantivos) pero (conjungao arcaica) Quadro geral das regras de acentuagao Com observagdes sobre a situagao de cada caso em rela¢ao a0 Acordo Ortogrdfico da Lingua Portu- ‘gues (1990) Proparoxitonas, paroxitonas, oxitonas e monossilahos ténicos Proparoxitonas: acentuam-se todas. Paroxitonas: acentuam-se as terminadas em: eiis 4s, um, uns hn, ps © 8, 85, 20,208 « ditongo oral Oxitonas: acentuam-se as terminadas em: *a,as sees 0,08 om, ens Monosstabos tonicas:acentuam-se os terminados em: 0,48 sees 0,08 isolados na silaba ou acompanhados de s, ‘Nao so acentuados quando, mesmo isolados na silaba * forem seguidos de mh ‘© a vogal ‘ou westiverem repetidas ‘© a vogal / ou w forem precedidas de ditongo ‘Sao acentuados, porém, quando frem antecedidos de ditongo, mas estiverem em posicao final na palavra. ‘Nao se acentuam quando formarem silaba com outa letra que nao seja s, No se aoentua a primeira vogal dos grupos 09 eee, Snibus, cdmara, Gmido, simpatico thx, lapis bénus, élbum, élbuns til, hifen, éter, biceps mats), org historia(s), sof, acaras calé, pontapés avi ils também, armazéns if, pas fé,pés, tis, pré 86, p6s, pro 0 fe0 wtBnicas do hiato sao acentuados quando —salda (sa-F-da), safste (sa-fs-e),conteddo (con-te-t-do), balafstre (ba-la-s-tre) rainha, bainha, moinho viita, sucuuba elura (fi-u-ra), baiuca (bai-usca) Piaui (Pi-au-), tid (tl-d,tuiuid (tui- -ui-t) ‘wir (rim), jue Gu-2), Raul (Ra-u), ¢airmas (ca-it-mos), saindo(sa-in-do), iu), cauim (cau-im) vot, 00, enjo,abotoo, creer, lem, vem, deem, reveer Capitlo 4 > > > Acentuagaa > >> mantida mantida mantida mantida mantide mantida nova! mantida mantida i - Acentua-se a vogal ténica dos ditongos abertos i, eu, ofem final de palavra (oxitonas ou ‘monossilabas). No se aventuam os ditongos aie a/tonicos das palavras paroxtonas. os grupos gu ou qu seguidas de jou O trema permanece nas palavras derivadas de nomes estrangeiros usados com trema. Acento agudo na vogal w ténica dos grupos gue, gui, que, qui Nao se acentua a vogal u tonica dos grupos gue, Nao se coloca o trema sobre a letra u pronunciada los = ankis, papéis, re, céu, ris, herbi, amet, mantida (E nova fato caracois de serem acentuados apenas em posigo inal ne palavea.) ideia, joa, boi, gteia, comboic, apoio (subst), apoio (verbo), herico, nova! assembleia lingueta,sagu, unguent,consequéncia, sequesto, cinquenta ‘Maller — malleriano nova! mantida averigue, aparigue, averiguem, ‘Gui, que, quide alguns verbos (averiguer,arguir, apaziguem, oblique, obliquem, argu, apaziguar, dbliquar, arguem Acentos diferenciais Verbos tere vis aventua-se a teroeira pessoa do plural do presente do indicative para diferenciar-se da terceira pessoa do singular. Verbos conter, obte, reter, deter, abster, convir a terceira pessoa do plural do presente do indicativo recede acento citcunflexo para diferenciar-se da terceira pessoa do singular, cuja silaba tOnica € marcada com acento agudo, Pode pode. a forma verbal pode (terceira pessoa do singular do pretrito perfeto do indieativo do verbo poder, pronuncia-se com fechado) recebe acento circuntleto para diferenciar-se de pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo poder, pronuncia-se com o aberto).. Por / por: acentua-se o verbo pér para diferenciar-se da preposigao por. Pate >>> FOWDLOBIA >>> ‘Vou por este caminho, ele tem — eles tém ele vem — eles vém ‘mantida ele contém — eles contém ele obtém eles obiém ele retém — eles retém mantida fle convém eles conver “ Ontemelepoderesovertuda, = Hoje ele pode descansar. mantida Vou par o material aqui. ee regra = - exemplos” = 2 situagao Nao se acentuam as seguintes pola (6 (substantivo) pola (6 (substantive) palavras homégrafas: pola (contragdo arcaica de pola (a (substantive) preposigao e artigo) polo (contracao arcaica de polo (0) (substantivo) preposi¢ao e artigo) para (forma do verbo parar) para (oreposicéo) ‘cas, coe (formas da c0as, coa (preposigao presente do indicativo do com + artigo a eas, verbo coar respectivamente; essas formas so comuns em ’ poesia) meee pela, pelas (@) lormas _pela,pelas (contragées de ‘do verbo pefar, ow preposigaoe artigo) substantivos) pelo, pelos (@) pelo (4 (forma do verbo {sulstentives) pela) era (8 (substantvo) pera () (substantive) pera (8) (substantivo) peta (preposigao arcaica) per, pero (2 (substantives) pero (conjungéo arcaica) £ ce acento diferencial forma forma a aCe Ler ot (QUNO, Metis to Pole Meri Fats, 002.32 Trabalhando o texto 1. Ha, natirinha acima, algumas palavras com acento, Jus- 2. Explique o humor da tirinha, tifique seu emprego, Trabalhando o texto 1, Relacione as palavtas paroxitonas acentuadas termi- nadas em ditongo, presentes nesse anincio. 2. As palavras paroxitonas terminadas em ditongo cons- tituem 0 grupo mais numeroso entre as paroitonas acentuades graticamente, Face uma pesquisa nos diversos textos que estiverem a seu alcance e observe Construcao is Amou daquela ver.como se fosse a tiltima Beijou sua mulher como se fosse a ultima: E cada filho seu como se fosse 0 tinico E atravessou a rua com seu passo timido ‘Subiu a construg0 como se fosse méquina Ergueu no patamar quatro paredes sélidas Tijolo com tijolo num desenho magico Seus olhos embotados de cimento e légrima Sentou pra descansar como se fosse sdbado ‘Comet feijao com arroz como se fosse principe Bebeu e solugou como se fosse um naufrago Dangou e gargalhou como se ouvisse miisica Parte> >> FONOLOGIA > >> se esse fato realmente se confirma. A que outro grupo de palavras nd acentuadas elas se opdem? 8. Dentre tantas palavias paroxitonas terminadas em ditongo, hd uma nao acentuada nesse andncio, Coma ‘voce justitica esse fato? E tropegou no céu como se fosse um bébado E flutuou no ar como se fosse um pssaro E se acabou no chao feito um pacote flacido ‘Agonizou no meio do passeio publica ‘Morreu na contramao atrapalhando o trafego ‘Amou daquela vez como se fosse o titimo Beijou sua mulher como se fosse a tinica E cada filho seu como se fosse 0 prédigo E atravessou a rua com seu passo bébado Subit a construcao como se fosse sélido Ergueu no patamar quatro paredes magicas Tijolo com tijolo num desenho légico Seus olhos embotados de cimento e trifego ‘Sentou pra descansar como se fosse um principe ‘Comeu feijao com arroz como se fosse © maximo Bebeu ¢ solugou como se fosse maquina ‘Dangou e gargalhou como se fosse o proximo E tropecou no céu cémo se ouvisse miisica E flutuou no ar como se fosse sibado E se acabou no chio feito um pacote timido Agonizou no meio do passeio niufrago Morreu na contramao atrapalhando o piblico Amou daquela ver como se fosse maquina Beijou sua mulher como se fosse légico Ergueu no patamar quatro paredes flicidas Sentou pra descansar como se fosse um péssaro E flutuou no ar como se fosse um principe Esse acabou no chio feito um pacote bébado Lee ac baeeetem ase: Morreu na contramdo atrapalhando o sibado. ‘Pay Ae Esa, 1860 9.203 Lea amet. ‘vc Rebouas 1700" So Palo ~ Bra Todos ox dros eer ‘© Copyright 197 by CARA NOVA FDITORA MUSECAL LTDA. — Trabalhando o texto 1, Observe a dltima palavra de cada um dos versos do 5. Observe estas palavras retiradas do texto: texto. Por que todas sao acentuadas graficamente? 2. Por que as palavras do tipo a que se refere a questo enteinstentss apentiodas ratearitit Se fosseeliminado o acento grfic, as palavras con- mated 3. Alm do iltima paavra de cada verso, so ha uma ‘alam estndo?Explique utra acentuada no texto. Qual € e por que recebe ace pane? 8. Que efeito causa 0 emprego de palavras de mesma acentuae&o ténice no final de cada verso? Comente, 4, A partir do que se vé no texto & nas ts questbes anteriores, pode-se conciuir que em portugués a8 7, “Morreu na contramao atrapalhando o sébado.” alavras que ecebem acento gréfica S20 maioia 04 por que spd dizer que essa é ma manera nica meat nie e patética ce sintetizaroespito do texto? -. Acesso em: 11 mar. 2008, Magnifco site sobre critica lterdri © poesia em lingua portuguesa, Obanco de dados do Jornal da Poesia nao s6 apresenta poemas de nos- 0s escitores consagredos, mas também fetras de msica dos maiores artistas de nossa MPB, como Caetano Veloso e Chico Buarque. Capito $> >> Acentuago > >> PTE CE Inet emt Cl ety 1. (Badesc/Fepese) Assinalar a alternative em que todas as palavras estejam com a aventuacao grafca corte, a) bengao ~cardter ~ climax ~ ambiguo 1) béngao — carater ~ climax —ambigio ©) bengao—carater —climax—ambiguo 4) béngao—cardter —climax—ambiguo 2. (Pref. de Contagem-MG/Fumarc) A alternativa em que no ha erro de acentuagao grafice é: 2) Quanto aos juizes, nao vejo como distrai-os. b) O getente vai transferi-os para outra agéncia. ©) Alguns itens da listagem anexa precisam ser al- terados. 4d) Como se escreve socineconémico? Com ou ser hifen? 3, (Correias/ESPP) Assinale o grupo de palavras cuja acentuagao esteja correta. a) jabuti, ai, pléstico, la. ) Jundiai, vila, bonus, sétao. ©) c6u, pel6, atribui-lo,respeitosamente. 4) supérfiuo, café, repdrter, maquina. “4, (Ceasa-NG/Fumare) Ambas as palavras sao oxitanas em. a) ruim/zombaria 'd) mister / ibero 1c) Nobel / ureter d) rua/ dia 45, Pre. delIha Compride-SP/oura Mel) Indigve a alterna- tiva em que todos os vocdbulos devem ser aventuados: )_levedo, over, just b) taxi, juni juiz ¢c)_magoa, moeda, util 4) biceps, coro, juri ‘6. (UPM-SP) Breve histéria do tique A palavra parece nascida da linguagem dos desenbos animados. Segundo alguns, sua cla- ra origem onomatopaica derivaria do alemao ticken, que significa “tocar ligeiramente’, ou de um termo da medicina veterinaria que, j& no século XVIL, associava tieg e ticquet a um fe- nomeno no qual os cavalos sofrem uma stibita suspensio da respiragao, seguida por um ruido: uma espécie de soluso que produz no animal comportamenios estranhos e sofrimento, Dai a extensio a varias manifestagdes que tém em comum a rapidez, 0 carter repetitivo € pouco controlavel ¢a piora em situagio de stress, (Ro- sella Castelnuovo) A alternativa que associa corretamente a palavra a regta que ustifica sua acentuacdo gratica é: a) veterindria: parexitona terminada em 2, b} século: paroxttona terminada em 0. ©) fendmeno: proparaxitona. @}ruldo: ditongo wi, ) tem: forma da 3. pessoa do singular de um verbo. /. (Unifesp) Indique a alternativa em que todas as pala- was so acentuadas graficamente, segundo a mesma regra: a} estimago, colégio, fabrica, lampada, inflexive! b) Virgilio, Faria, caricias, matéria, colegio ©) tropicos, kabios, frie, maquinas, elétricas 4) sétio, cérebro, Virgilio, bio, lagico ©) Esquilo, caricia, Virgilio, atomos, émbolo (FCV-SP) Assinale 2 elternativa cujas palavras este- jam de acordo com as regras de acentuacdo grética: 8) avaro (sovina),ibero,perito,rubrca, are, interim, 1b}. var (sovina), ero, perio, ribrica, are, interim ©) varo(sovina,iber,périt, rubric, arite, interim €)avato(sovina), ber, pert, rbrica, ait, interim ) avaro(sovina,ibero, pert, rubric, rite interim |. (Unifal-MG) Assinale a eltermativa em que todas as palavras prescindem de acentuacao grafica, se forem sSeguidas as regras da gramatica normativa atual; a) até, ho-de-boi,éle ) Glho-de-boi, pode, ja ©) préto, aquéle, capéta d)_ até, j4, ddido @) éle, $6, ninguem (Unifenas-MG) A mesma regra de acentuacdo que va- |e para rdpida, vale também para: a) mutdvel, estariamos, vigula, admissiveis b) virgula, simbélica, simbolo,hierilios «)ortogrfico, colégios, egipsis, lingua 4) bésico, dif, colégins, lingua ) portugués, inglés, simbols, lingua ‘V1. (Faap-SP) Justtique 2 acentuagdo dos seguintes vo- cabulos: a) histéricos b) india o) pals a) herdi . (Acate-SC) Assinale a alternativa incorreta: 4) Esbfago, rg3o € affito sto palavras acentuadas staficamente, ) Bébado, balsam e binéculo sao proparoxitonas. c) Exausto, arroio ¢ oficio sdo palavras trissilabas. @) Lei lua apresentam ditongo e hiato, espectiva- mente, £) Caminho apresenta sete letras e seis fonemas. (Cefet-PR) Observando a gratia e aventuagao, indique 2 alternativa em que todas as palavras esto coretas: 2) privilégio, espontaneo, ressurreicao b)_mé-criagdo, abstragao, exitacao ©} macigo sisudez,classissismo d) avessor, sargeta, senzala 2) ineursao, propengao, mixto (Fuvest-SP) Assinale a alternativa em que o texto esta. acentuado coretamente. 4) A principio, metia-me grandes sustos. Achava ‘que Virgilia era a perfeicdo mesma, um conjunto cde qualidades slidas e finas, amorével, elegant, austera, um modelo, b) A principio, metia-me grandes sustos. Achava que Virglia era a perfeigéo mesma, um canjunto de quelidades sidas e fnas, amorével, elegante, austera, um modelo, ©) A principio, metia-me grandes sustos. Achava ue Virgilia era a perfeicdo mesma, um conjunto de qualidades solidaseefinas, amoravel,elegante, austera, um modelo 4) A principio, meti-me grandes sustos. Achava aque Virgilia era a perleicao mesma, um conjunto de qualidades sidas.finas, amorével, elegante, ausiera, um modelo. €) A principio, metia-me grandes sustos. Achava ‘que Virgla era perfeiggo mesma, um canjunto de qualidades silidas finas, amoravel, elegant, austera, um modelo. ‘V5. (Ceasa-MG/Fumarc) A palaura esté acentuada corre- ‘tamente em: a) Eles intervéri em medidas concretas. b) Nao vou par este livro na estante. t) Elas creém em outras imagens. 4) O preeito sempre mantém a palavra (Pref, de Sao Leopoldo-RS/Fumarc) Nas palavras quan- toe atuo, encontram-se os seguintes encontros vocali- ons, respectivamente. 1) ditongo crescente orale hito 8) ditongo crescente nasal hiato 4) iato editongo crescente oral d) hiatoe tritongo W. {PUCCamp-SP) Assinale a série em que todos os vocé- bulos esto escrtos de acordo com as normas vigen- ‘es de aventuagao grafic: a) tem, jutes,juri, cértes, magéo 4) Lui, vtus,eletron,hifens,espitita ©) espontango, taxi, nibrica, bénca0, apazigue 4) através, intuito, lbuns, veiola, sauna ©) dolar, zebi, smo, arai-o, bangalé 1B. (PUCCamp-SP) Assinale a alternativa correspondente 4 frase em que no ha nenhum erro de ortografia e acentuagao, 4) Embora quisesse por caso em discussdo, hesitou muito 20 perceber o constrangimento de todas. b) A excegao do representante do corpo doscente, puzerem-se a favor da proposta do ex-teitor sb- mente seus ex-discipulos. ¢) Atraz de tanta seguranca, estava a ocultar todo 0 ressentimento que remoia a anos. 4) De tanto remexer na meméria o que Ihe escape ve compreensao, ja nao sabia mais 0 qué dava tanta vida &quele amontoada de lembrangas, €) Arrependia-se sempre da rispidez com que a re cebia, pis nda precisava ser advinho para saber ‘que dali hd instantes choraria por ela. ‘48. (PUCCamp-SP) Assinale a altemnativa correspondente 2 frase em que no hé renhum ero de ortogreia ¢ acentuagao. a) Estavam estranhando no seu geito, e néo enten- diam o por que de tanta contovérsia se oa j se pronunciara a favor da nova tese b) O trabalho supunha analise minuciosa de vérios itens,o que justificava 2 exigéncia de mais tempo pera sua execugdo e de mais material disposi- ‘930 dos pesquizadores. ©) Obrigado a fazer 0 que ninguém quiz, sentiu-se humilhado, mas de repante suspos que, atrévéz da dificil tarefa, poderia alcangar notoriedade apitlo 4 >> > Acentungae > > > — 4) Pressentiu que eles nao tinham percebido a exten- io do problema que apontara, e pide comprovar sua impressao quando se referiram aquilo que dissera, sem dar 0 devido peso a suas palavras. ) Hora aqui, hora ali, corria atrés de suas preten- sées, sem nenhum excrapulo de tirar vantagem da.que quer que fosse. ‘20. (Unesp-SP) Justfique a acentuagdo nos seguintes vo- cébules: a) conveniéncia b) também ) matéria a) espirito ‘21. (Unesp-S) Ruinas ¢ uma palavra acentuada, Expli- que por qué. A seguir, responda: 0 vocdbula wim deve ou no levar acento? Justfique. 22. (imprensa Oficial-MG/PUC-MG) Todas as palavras re- ‘cebem acento agudo pela mesma razao, exceto: a) falsea b) fone oO ai @) rina 28. (TA-MG/Fundec) Todas as palavras a seguir devem set -acentuadas graficamente, exceto: a) hifen ») item ©} iquin 4) juices (UPIA-SP) Assinale a nica alternativa em que nenhu- ma palavra é acentuada graticamente: a) bonus, tenis, aquele, virus 1) repolho, cavalo, oni, grau ¢}- iui, saudade, assim, flores 4) levedo, carter, condor, ontem €) caju, virus, nique, ecloga 25. (Banco do Nordeste/Vunesp) Assinale a alterativa ‘em que as trés palavras devam ser gralicamente acen- tuadas, segundo as mesmas regras que justificam, respectivamante, a acentuapao de halite, cbve gas. a). improbo, veu e has, b) ambrosia, deu e carajas. ©) decano, reu faz )atono, judeu e ananas. ©) trapezi, camiafeu e das. tae >>> OLR >>> 26. (PUCCamp-SP) [...] no hé ero de acentuagao na alternative: 4) surpresa, pelo (cotragéo), sozinho )_surpresa, pelo (contrac), sdzinho ©) surprésa,pél (verbo), sozino 4 surpresa, péo (substantivo),sdzinho e) nda. 27. (Cesgranrio-RJ) Assinale 8 opgao em que os vocébu- los obedecem 8 mesma regra de aventuagdo grética: a) terés/impida b) necessdrio/verds ©) dé-thes/necessario @) inoendioftambém ©) extraordindro/incéndio ‘2B. (UFF-RI) S6 numa série abaixo estao todas as pala- vras acentuadas corretamente. Assinale-a. a) rapido, sede, cbrte b) Satands, interim, espécime ©) corba, vatapa, automével ) comet, pessegozinho, vivo ©) lépis, rainha, cbr {FGV-R) Assinale a altemativa em que todas as pala- "ras estao corretamente grafadas: a) rai, rates sa, apoio, Grajau ) carretes,funis, indio,hifens, atrés, ©) junit, épto, mbar, dificil, almoeo 4) fio, afével, cindido, carter, Crstovdo ©) chapéu, rainha, Bangi, fossil, conteddo ‘30. (UFSC) Assinale as) proposigaotGes)corretats). 01. 0s acentos gréficas em corypido, ld e baldeardo s&o ustiicados pela mesma regra. 02. Sao classificadas como oxitonas: corupié, poder conduci-a 04, As palavras beira, area e tédo possuem 2 mesma ciassificagao quanto & posigo da silaba tinica. 08. Os acentos gréficos dos vocdbules vocé, prote- gé-l0s © contém seguem as regras de acentuacao das oxitonas. 16, Em idade, ainda fuidoteros tés palewras com 0 mesmo ndmero de silabas. 32. As palavras gratuito, debaivo e implicou sao tis- sflabas. Estrutura e formagao das palavras Cabelo, cabeleira Cabeluda, descabela Cabelo, cabeleira Cabeluda, descabelada Quem disse que 0 cabelo Nao sente 4 Quem disse que o cabele ‘Nao gosta de pente Cabco € come peut Quem pensa que cabelo & mato. Quem pensa que cabelo & past Gilindros de espessura fina Cabelo quer ficar pra cima Laqué, fixador, gomalina Fre scene oe oman a sins de uma palavra, encontra-se o radical, elemento comurn a varias vocabulos, No caso da letra da misica “Cabelo”, temas 0 radical cabel-nas palavras cabeh, cabeleira, cabeluda, descabela e descabefada. —— Sabemos que 2 morfologia estuda a estrutura, a formacdo, a classificagao e as flexdes das palavras. Neste capitulo, iniciamos nossos estudes de morfologia: vamos investigar a estrutura € os processos de formago das palavras de nossa lingua. Dipanta en: - > > Extra eformagdo das palawras. >>> 7 Cada um desses elementos formadores ¢ capaz de fornecer alguma nocAo significativa & palavra que integra. Além disso, nenhum deles pode sofrer nove diviso. Estamos diante de unidades de significacao minimas, ou seja, elementos significativas indecomponiveis, a que damos 0 nome de morfemas, Atividade Comparando as palavras a seguir, mostre quais so os morfemas que as compdem: a) desatualizagéo d) atualizado ) atualmente b) atualizar e) atualizada ‘h) reatualizar ©) atual f) atualizados i) atualizador CREEL ete CMU Ey Radicais E 0 morfema govern-, comum a todas as palavras observadas nos exemplos anteriores, que faz com que as consideremos palavras de uma mesma familia de significagdo. Ao morfema comum de uma fami- lia de palavras chamames radieal; 4s palavras que pertencem a uma mesma familia chamamos cognates. O radical € a parte da palavra respons4vel por sua significacao principal. Optamos pelo uso do termo radical para designar 0 morfema que concentra a significagao principal da palavra e que pode ser depreendido por meio de simples comparacGes entre palavras de uma mesma fa- miflia, Intencionalmente, née empregamos o termo raiz, que esté ligado 6 origem histérica das palavras. Pa- ra identificar a raiz de uma familia de vocabulos ¢ necessério um conhecimento especifico de etimologia. Afixos J4 sabemos que 0 morfema des-, que surge em desgoverno, 6 capaz de actescentar ao significado da palavra governo a ideia de “negaeao, falta, caréncia’. Dessa forma, 0 acréscimo do morfema des- cria uma nova palavra a partir de governo. A nova palavra formada tem o sentido de “falta, auséncia de gover- no", De maneira semelhante, o acréscimo do morfema -dora forma governa- criou a palavra governador, que significa “aquele que governa”. Observe que des- e -dor sao morfemas capazes de mudar 0 sentido do radical 2 que sao anexados. Esses morfemas récebem o nome de afixos. Quando so colocados antes do radical, como acontece com des-, os afixos recebern o nome de pre- fixos, Quando, como -dor, surgem depois do radical, 0s afixos séo chamados de sufixas. Prefixos e sufixos 80 capazes de introduzir modificagées de significado no radical a que so acrescentados, Sao também, em muitos casos, capazes de operar mudang¢a de classe gramatical da palavra a que sao acrescentados. Nas palavras que estamos anelisando, merecem destaque alguns afixos } “ | desem desgvena deszoemads se en been | -dor, em governadores fom ingore ingore Sine on anodic Desinéncias Se vocé pluralizar a palavra governo, encontrara a forma governos. |sso nos mostra que 0 morfema -s, acrescentado ao final da forma governo, € capaz de indicar a flexdo de ntimero desse substantivo. Tomando 0 verbo governar e conjugando algumas de suas formas, vocé perceberé modificagoes na parte final dessa palavra: governava, governavas, governava, governévamos, governaveis, governavam. Essas modificagdes ocorrem @ medida que o verbo vai sendo flexionado em numero (singular/plural) & pessoa (primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo do verdo (governava/governaralgovernasse, por exemplo). Podemas coneluir, assim, que existem morfemas que indicam as flexdes das palavras. Esses morfemas: sempre surgem na parte final das palavras variaveis e recebem o nome de desinéncias. Ha desinéncias nominais (indicam fiexdes nominais, ou seja, o género e o numero) e desinéncias verbais (indicam flexdes do verbo, como numero, pessoa, tempo e modo). Vogais tematicas Observe que entre 0 radical govern- e as desinéncias verbais surge sempre o morfema -a-. Esse mor- fema que liga 0 radical as desinéncias 6 chamado vogal temética. Sua fungao € justamente a de ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. £ ao tema (radical + vogal tematica) que se acrescentam as. desinéncias. Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais tematicas. Vogais ou consoantes de ligagan Ha ainda um ultimo tipo de morfema que podemos encontrar: as vogais ou consoantes de ligagao. SA0 morfemas que surgem por motivos eufénicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligagao na palavra ingovernabilidade: o -i- entre os sufixos -bil e -dade facilita a emisséo vocal da palavra. Outros exemplos de vogais e consoantes de ligacao podem ser vistos nestas palavras: gasémetro cateteira alvinegra chaleira ‘tecnocracia tricotar paulade ‘HPOn Clea lara, 4, Bras ‘Enbeap, 205. C28 Capitulo § >> > Eetutura eformago as palaras >>> Atividade Faga a depreensao ¢ a classificagao dos morfemas formadares das seguintes palavras e flexies: a) realizar d) realmente g) realizaramos ») irreal ) realizavel ‘h) realismo co) real f} realizava i) realista udo dos norfemas ligados as flexdes d They Vogais tematicas A vogal tematica é um morferia que se junta ao radical a fim de formar uma base @ qual se ligam as desinéncias. Essa base ¢ chamada tema ‘Alm de atuar como elemento de ligagdo entre o radical e as desinéncias, a vogal temdtica também marca grupos de nomes € de verbos. Isso significa que existem vogais tematicas nominais e vogais teal cas verbais. a. vogais tematicas nominais ~ sao ~2, -e e -0, quando dtonas finais, coma nas palavras: mesa artista busca perda escola i base combate destaque sorte ‘ribo amparo auxilio. resumo Nesses casos, nao poderlamos pensar que essas terminagdes sao desinéncias indicadoras de género, Pols livra, escola e sorte, por exemplo, nao sofrem flexdo de género. E a essas vogais tematicas que se liga a desinéncia indicadora de plural: carro-s, mesa-s, dente-s, Os nomes terminados em vogais tOnieas (sofa, café, caqui, mandacaru e cipd, por exemplo) nao apresentam vogal tematica; podemios considerar que os terminados em consoante (feliz, roedor, por exemple) tm o mesmo comportamento. Parte 2>>>MORFOLOEIA >>> hh. vogais temsticas verbais — sao -a, -¢ € -i,criando trés grupos de verbos a que se dé 0 nome de con- jugagdes. Assim, os verbos cuja vogal temética é -a pertencem a primeira conjugagao; aqueles cuja vogal temdtica ¢ -e pertencem @ segunda conjugacao e os que tem vogal temdtica -i pertencem 2 terceira conjugago. Podemos perceber claramente a vogal tematica atuando entre o radical e as desinéncias nos seguintes exemplos: primeira conjugagao govern-a-va segunda conjugagao estabelec-e-sse mex-@-f8 terceira conjugagao defins-ra imped--sse ag-i-mos Desinéncias ‘As desinéncias $30 riorfernas que indicam as flexdes de nomes e verbos, dividindo-se, por isso, em desinéncias nominais e verbais. Note que as desinéncias indicam flexdes de uma mesma palavra, en- quanto 0s afixos so usados para formar novas palavras. As flexdes ocorrem obrigatoriamente quando precisamos inserir uma palavra numa sequéncia ou frase: 0 ministro no foi convidado para a reunido. 0s ministros nao foram convidados para a reuniao, ‘A ministra no fot oonvidada para a reuniao. ‘As ministras no foram convidadas para a reunio, As flexdes sofridas pelas palavras nas frases acima sao obrigatorias para o estabelecimento da con- cordancia. Jé 0 uso de afixos nao se deve a uma obrigatorledade, mas sim a uma opgao: ‘0 ex-ministro no foi convidado para a reunio. ‘Arministra nao fol convidada para as reunidezinhas. Nao hd nenhum mecanismo linguistico que tome obrigatério 0 uso do sufixo -(z)inh ou do prefixo ex- nessas duas frases. Aiém disso, reuniZozinha (plural “reunidezinhas”) e ex-ministro s30 duas palavras novas formadas 2 partir de ministro e reuniéo, respectivamente; ja ministros, ministra € ministras sao consideradas formas de uma mesma palavra, ministro. . desinéncias nominais — indicam o género e o numero dos niomes. Para a indicagao de género, 0 por tugués costuma opor as desinéncias -o/-a: garoto garata rmenino smenina Voce jd sabe como distinguir essas desinéncias das vopais tematicas nominais: lembre-se de que, en- quanto as desinéncias so comutaveis (podem ser trocadas uma pela outra), as vogais tematicas nao so (quem pensaria seriamente em formar “livra” ou “cara” para indicar formas “femininas” Para a indicagao de numero, costuma-se utilizar 0 morfema -s, que indica o plural em oposigdo & auséncia de morfema que indica o singular: garoto garoos §——_gatota garotas merino meninos——menina ‘meninas Cnn >>> Errors >>> No caso dos nomes terminados em -re -2, a desinéncia de plural assume a forma -es: mar mares revélver revélveres. cruz cruzes juiz juices bb. desinéncias verbais - em nossa lingua, as desinéncias verbais pertencem a dois tipos distintos. H4 aquelas que indicam 0 modo e 0 tempo verbais (desinéncias modo-temporais) ¢ aquelas que indicam © ndmero e a pessoa verbais (desinéncias némero-pessoais). Observe, nas formas verbais abaixo, al- gumas dessas desinéncias: estud-d-va-mos estud-: radical -4-:vogal temética va desinéncia modo-temporal(caracteriza o pretérite imperteito do indicative) mos: desinéncia nimero-pessoal (caracteriza @ primeira pessoa do plural) estud-4-sse-is -s80- desinéncia modo-temporal (caracteriza opretérito impertito do subjuntivo) -is: desinéncia ndmero-pessoal(caracteriza a segunda pessoa do plural) estud-a-ria-m -tia~: desinéncia modo-temporal (caracteriza o tuturo do pretérito do indicative) -m: desinéncia ndmero-pessoal(caracteriza a teceira pessoa do plural tla erga St Pal: At Ati, a0 1,10. [4) (aan cpa Prey Aponte as desinéncias e as vogais tematicas das seguintes palauras e fesdes: a) amor, amores 4) pusesse, puséramos, pusésseis _g)-_boné, bonés b) deputado, deputada ®) perte, pentes fh) caso, casos ©) comemorava, comemorévamos, f) garrafa, garrafas i) moco, mogos comemordssemos Parte 2>> > MORFOLUGIA > > > Oe eco ar nuh epee rele ‘A lingua portuguesa apresenta dois processos basicos para formagao de palavras: a derivacao e a composicao. Hé derivado quando, a partir de uma palavra primitiva, obtemios novas palavras (chamadas derivadas) por meio do acréscimo de afixos. Isso ocorre, por exemplo, quando, a partir da palavra primitiva piche, formamos pichar, da qual por sua vez se forma pichacdo, pichador, também ocorre quando obtemos impessoata partir de pessoal ou ineficiente a partir de eficiente. Como veremos mais adiante, a derivagao também pode ser feita pela supressao de morfemas ou pela troca de classe gramatical, mas nunca pelo acréscimo de radicais. A composigéo ocorre quando formamos palavras pela jungdo de pelo menos dois radicais. Nesse sentido, diferencia-se da derivagao, que nao lida com radicals. As palavras resultantes do processo de ‘composicao séio chamadas compostas, em oposi¢do dquelas em que ha um unico radical, chamadas simples. Eis alguns exemplos de palavras compostas: Jobisomem (radicais de lobo e homem) sirassol (gira + sol) belja-for (beija + for) ‘otorrinolaringologia (radicais erudites oto + rina + faringo + logia) PRODUC Cc ‘A derivagdo consiste basicamente na modificacao de determinada palavra primitiva por meio do acréscimo de afixos. Dessa forma, temios a possibilidade de fazer sucessivos acréscimos, criando, a partir de uma base inicialmente simples, palavras de estrutura cada vez mais comple escola escolar escolarizar escolarizagio subescolarizagio Observe, assim, que a derivagao deve ser vista como um processo extremamente produtivo da lingua portuguesa, pois podemos incorporar as mesmos afixos a um ntimero muito grande de palavras primiti- vas. Esses acréscimos podem alterar o significado de palavra (como em escolarizardo/subescolariza¢a0) e também mudar a classe gramatical da palavra (como em escolarizarlescolarizacdo, que séo, respectiva- mente, verbo e substantivo). {A derivado, quando decorre do acréscimo de afixos, pode ser classificada em trés tipos: derivaglio prefixal, derivacdo sufixal e derivagao parassintética. Derivacao prefixal (ou prefixagao) Resulta do acréscimo de prefixo a palavra primitiva, que tem seu significado alterado; veja, por exemplo, alguns verbos derivados de pdr: repor dispor ‘compor contrapor indispor recompor decompor tani >>> Esta toma tps >>> Tradicionaimente, os estudiosos da lingua portuguesa afirmam que e prefixacdo nao produz mudancas e classe gramatical; na lingua atual, entretanto, essas modificagdes tm ocorrido. Veja, por exemplo, as palavras anti-inflagdo e interbairros, que, em expresses como pacto anti-inflagao.e transporte interbairros ‘atuam como adjetivos, apesar de terem sido formadas de substantivos. Derivacaa sufixal (ou sufixagao) Resulta do acréscimo de sufixo a palavra primitiva, que pode sofrer alteragao de significado ‘ou mudanga de classe gramatical. Em unhada, por exemplo, houve modificacao de significado: 0 acréscimo do sufixo trouxe a nogao de “golpe", “ataque feito com a unha”, ou mesmo a ideia de “ferimento provocado pela unha”. Ja em alfabetizacdo, 0 sufixo -¢do transforma em substantive © verbo alfabetizar. Esse verbo, por sua vez, jé resulta do substantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar. Como jd vimos, 0 acréscimo de afixos pode ser gradativo. Nada impede que, depois de obter uma palavra por prefixagao, se forme outra por sufxagao, ou vice-versa. Veja, por exemplo: desvalorizacao (valor —» valoizar —> desvalorizar —> desvalorizagao) indesatavel (desatar —> desatdvel —> indesatével) desigualdade (igual — igualdade —> desigualdade) Séo palavtas formadas por prefixago e sufixago ou por suflxagaio e prefixagao. King Festus Spade, Mon Wale tne pres WiLAER Mon. Rest Zu att com neha ts eve ecada dre ‘Sto Pan Opera Graphic, 202.5. 9.33, Derivacao parassintética (ou parassintese) Ocorre quando a palavra derivada resulta do acréscimo simulténeo de prefixo e sufixo a palavra primi- tiva. £ um proceso que da origem principalmente a verbos, obtidos 4 partir de substantives e adjetivos. Veja alguns exemplos de verbos obtidos de substantivos: abengoar amaidigoat ajoelhar apoderar avistar apregoar enfileirar esfarelar ‘botoar esburecar espreguigar ——_amanhecer anoitecer acariciar engatithar ensaboar enraizar afunilar apavorar empastelar expatriar ‘Chales M. SchulsUnted Feaare Agora, alguns formados de adjetivos: enrijecer engordar entorter endiretar envelhecer esfriar avermelhar empobrever esclarecer expropriar apodrecer ‘amadurecer ——aportuguesar_ «= enlouquecer endurecer ‘amolecer entristecer empalidecer Nao se deve confundir a derivagao parassintética, em que 0 acréscimo de sufixo € prefixo € obri- gatoriamente simultaneo, com casos como os das palavras desvalorizacdo e desigualdade, que vimos hd pouco. Nessas palavras, os afixes sdo acoplados em sequéncia; assim, como vimos, desvalarizacao provém de desvalorizar, que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor. £ impossivel fazer o mesmo com palavras formadas por parassintese: nao se pode, por exemplo, dizer que expropriar provém de “propriar” ou de “expréprio”, pois fais palavras ndo existem na lingua corrente; ogo, expropriar provém diretamente de proprio, pelo acréscimo concomitante de prefixo e sufixo. Derivagéo regressiva Ocorre quando se retira a parte final de uma palavra primitiva, obtendo-se por essa redu¢ao uma paiavra derivada. E um processo particularmente produtivo para a formag#io de substantivos a partir de verbos, principalmente os da primeira e 0s da segunda conjugagdes. Esses substantives, chama- dos por isso deverbais, indicam sempre o nome de uma acdo. O mecanismo para sua obtencao € simples: substitui-se @ terminagao verbal formada pela vogal tematica + desinéncia de infi (-ar ou -er) por uma das vogais temdticas nominais (-a, -e ou -o): busear—> busca aleangar — alcance tocar — toque apelar —> apelo ‘ensurar — censura atacar— ataque sacar —> saque chorar —> chora ajudar ajuda cortar —+ corte abalar — abalo recuar —> recuo perder —> perda ebater— debate atagar —> atago sustentar —> sustento vender — venda resgatar — resgate £ interessante perceber que a derivacdo regressiva 6 um processo produtivo na lingua coloquial: surgiram recentemente na lingua popular palavras como agito (de agitar), amasso (de amassan) e chego (de chegan). Os substantivos deverbals sao sempre nomes de ago: isso é importante porque h4 casos em que é 0 ver- bo que se forma a partir do substantive, como planta —+ plantar, perfume + perfumar, escudo > escudar. Planta, perfume e escudo ndo so nomes de ago; por isso, ndo séo substantivos deverbais. Na verdade, eles € que séo as palavras primitivas, enquanto os verbos 30 derivados. Syndicate, le Odeio quando rebatem omeu saque. ‘SCMULL Chale M Feaeno Fra esto do Soc, See Pave Cea, 204, 348. Kaas crass rte. |] Derivagao imprépria Ocorre quando determinada palavra, sem sofrer nenhum acréscimo ou supressdo em sua forma, muda de classe gramatical. |sso acontece, por exemplo, nas frases: Néo acetarei um no como resposta. um absuido que voce esté propondo, fee ed Na primeira frase, ndo, um advérbio, converteu- -se em substantive. Na segunda, o adjetive absurdo também se converteu em substantivo. Agora veja este exempio: ‘ood est falando bonito: 0 amar éindispensdvel. 0 adjetivo bonito surge na fungao tipica de um adyérbio de modo, enquanto 0 verbo amar se con- verteu em substantivo. Pesous aes, ‘Staal Fae, 112 on. 205 p. 8 | Qs prefixos sao. morfemas que se colocam antes dos radicais basicamente a fim de modificar-Ihes 0 sentido; raramente esses morfemas produzem mudangas de classe gramatical, Os principais prefixos da lingua portuguesa sao de origem latina. Na relacdo que se segue, colocamos | as diversas formas que esses prefixos costumam assumir, o tipo de modificagao de significado que intro- | duzem no radical e varios exemplos. Muitos desses prefixos originaram-se de preposic6es e advérbios, no seré dificil pare voc8 relacioné-los com preposigies ¢ advérbios da lingua portuguesa. Leia a relacdo com cuidado, concentrando-se principalmente nos exempios. a-, abs, abs- (separagao, afastamento, aivagdo) __abdicar, abjurar, abster, abstrair, abuso, abusar, amovivel | a, at-(aproximagao,direcdo, aumento, aachegar, abragar,apravetar, amadurecer, adiantar, avivar, | transformagéo) adjunto, administrar, admirar, adventicio, assimilar além- (para. lado de a, dolado del) ———_além-tmulo, além-mar,algm-mundo ante- (anterioridade no espago ou no tempo) antebraco, antepasto, antessala, antevéspera, antepor, anteontem | aguém- (para 0 lado de ca, do lado de c8) aqueém-mar, aquém-fronteiras bem, ben- (de forma agradavel,positva ou intensa) bem-averturado,ber-vindo,benfeitr, enquist, bem-apanhado, | bem-apessoado, bem-nascido, bem-querey, bem visto | eircum-,eircun- (ao redor de, em torn de) circuncentr,circunscrever, cicunvzinhanea, cireunvagar cis- (posigao aquém, do lado de ca) co-, com- (contiguidade, companhia, agrupamento) ontra-(opesigdo,af80 conjunta,prximidade) de- (movimento de cima para baixo) des-(separagéo, ago contaria, negardo,pivagao) (Gs vezes, serve apenas pata reforgo) dis-, di-(separagao, movimento para diversos lados, negagao) ees, ex- (movimento pera fora, sepracao, transformagao) in, im-(posicao interior, movimento entre-, inter-(posigao intermediéria, reciprocidade) extra: (posi exterior, fra de) iin, im- negagao,privagso) intra (psi inerion intro- (movimento para dentro) Justa (posigdo ao lado) tmal- (de fxm iegular, desagradvel ou escessa) ab-,0-(posigdo em frente, diante, opesicao) per- (movimento através) pos-,pés-(pasteroidade,posigao poterar mn pré-(anteriordade, antecedéncia) pro-, pré- (movimento para a frente, a favor de) re (movimento para trés,repetigao) retro- (movimento para trés) _ isang, cispatna,csalpne " coabitr,coadjuvante,coadquir,condispulo, combate, correligiondtio, conjurar, consoante, confluéncia, compor, cooperar, corroborar, conviver, coirmae, co-herdeiro contra-atacar, contra-argumento, contralier,contrapor, contraprova, contrabalanger, contracheque, contracultura, _cantrasempl,contracapa,cntrecata,cotamestre " decrescer, Accomp depo, depende,decapitar, diberay, decor espedaca, destazer, desumano, desinegrar, desigual, desconforme, desobedecer, desmatar, desenganat, desuniao, desfolhar desafastar, desinfliz, desinquieto dificil, disidente, dilacear, isseminar, distande, disforme, cissabor, divagar,difundir mig, evadir, expor,exportay,exprimi, expat, extrait, esquentar, esfriar, esburacar, ex-oresidente, ex-ministro, ex- -namoreda " enraizr, enterar,embarcar, embebe, igre, iromper,importar ~ ater entechoque, entrelagar, entrevista, entretela,entever, itera, treba int, nterompe,interala etaconjugal extrajudicial, extrotcial extraordnai, etranumerério, erates, etravasay,extavier " moderad,inalterado, egal, iegtimo, irestit,indrmodo, iit, - incapag, impur, impréprio intrapulmonary, intravenso, intraocular intaduzr, ntrometer, ntti, introvert, intojegao, inios- ___ peogéo ~justaor, ustaposicdo, justalinear mal-humorade, mal-educace,mal-amumade,mal-assombrado, iteito, mal-assado, mal-aventuranga, maleiado objeto, obstar, obstéculo,obstrui,obstrugao, oper, oposi¢ao peroorrer, peru, peru, pe persegui, perdu perpass pastaci,pospor,pé-escite, pls-graduagéo,pos-leitorl " pramedita, prestabelecer order, predlsoo,pré-tistria, | pibadlescee, pré-ampliator + promover, propel, progredir,progresso, proeminente,proclemer, Drossegui,pro-socaista, r-britnico, pre-e -aista refluir, eagi, reaver, re-ditar,recomeg eanimar retroagao, retrocesso, retroceder, retroativ, retrogrado, ‘etrospectivo, retrovisor revive, eraser, Capito 5 > > > Extrutra & foretag das alas >>> semi- (metade de, quase, que faz o papel de) semicirculo, semibreve, semicondutor, semiconsciente, semiescraviddo, semianalfabeto, semivogal, semimorto "sob, so-, sub-, su- (movimento de baixo para cima, sobracar, soerguer, soterrar, sujeitar, subjugar, submeter, _inferoridade, quase, em diregdo a) subalimentada, subdesenvalvimento, subliteratura, sub-humano, submarino, subverter t | sobre-, super-, supra-(posigdo acima ou em cima, sobrepor, superpor, sobrescrito,sobrescreve,sobrevir, excesso,superioridade) supersensive,super-homem, supermercado,superdtado, supercivilizagao | sat, ota (debaino, 90sig80inferion sotopor, sota-vento, sota-proa, sote-voga, soto-soberania tras.,tres-,trans- (movimento ou posigao para além —traspassar ou transpassar,trasbordar ou transbordar,tresandar, a, atraves) tresvarar, transatlantic transelpin,transendino,transplantar ultra- (posigao além de, em excesso) ultrapassar, ltramer, ultravioleta,ultramicroscépico, ultraconservador, ultrarroméntico, ultrassom, ultrassofisticado e- (em lugar de, em posi¢ao imediatamente vice-presidente, vice-diretor, vice-cOnsul, vice-almirante, vice-re, interior) vice-campedo, vice-artitheiro - (privagdo, negacdo} ‘anarquia, andnimo, ateu, acéfalo, amoral, anestesia,afénico, anemia aan(a)- (movimento de baixo para cima, movimento anacronismo, anagrama, analise, anabatista, andfora, analogia, inverso,repeti¢éo,afastamento, intensidade) ‘natomia, anafilaxia ani) (de ume de outro lado, 20 redor) -anfiteatro, anfibio, anfipode ant(i)- (ago contréria, oposigo) antagonista,antitese, antiaéreo, antipoda, antidato, antipatia, anticonstitucional,anticorpa antifebril, antimondrquico, antissocial ap(o}- (efastamento, separagao) apéstata, apogeu, apéstolo arc(a), arce-, arque-, arqui-(superioridade, primazia) arcanjo, arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimiliondrio cata- (movimento de cima para baio, oposiggo, em _cataclismo, catacumba, cataro,catastofe, catadupa, catacrese, regressao) Catalise, catarata dla)- (através, por meio de, separagao) “diagnostic, dialogo, dialeto, diametro,diafano dis- (mau estado, ifculdade) dispnea, disenteria,dislalia, dispepsia X- (movimento para fora) eclipse, exantemea, odo fn, e-, em- (posigao interior, dentro) ‘encéfalo, emplastr, elipse, embrio ‘end(o)- (movimento para dentro, posigao interior) endocarpo, endotérmico, endoscdpio epi) (pasi¢do superior, sabre, movimento para, epiderme, epigrafe,enilogo, epicarpo, epidemia posterioridade) eu, ev- (bem, bom) eufonia, eugeni, eufemismo,eufoia,eutanasia, evangelho hiper- (posigao superior, excesso, além) hipérbole, hipertensdo, hipereritico, hiperdesenvolvimento, hiperestesia, hipermercado, hipermetropia, hipertrofia, hipersnico Parte 2 >>> MORFDLOGIA > > > hhip(o)- (posigao inferior, escassez) " hipodérmica, hipStese, hipocalérico, hipogeu, hipoglicemia, hipotensdo, hipoteca mela) (mudanga, sucessdo, posteroridade além) metafora, metamorfose, mtatisica, metoniia, metacaro, ‘metatese, metempsicose "parla (pete, 20 lado de, elemento acesséio) prado, parallo,pardgralo, paramilitary, pardbola, parémeta peri- (movimento ou posigao em torno) porifrase,perifeia, perlodo, perianto, pericarpo "pro- (movimento para diane, posigBoem frente ou programa, prego, progndstic,prédramo, préclse anterior) sin-,sim- (aga0 conjunta, compantia,reunio, sinestesi, sincrona,sintese,sindnimo, snfona, simpatia, simultaneidade) sintare sem- fata, privagdo, usencia) sem-amor,sem-tera,sem-teto,sem-fim, sem-vergonha, sem- familia tuase- (pero, aproximadamenta, por poco, poucoquase-delit,quase-equilirio, quase-posse, quasesuiida menos) nio- (negagéo por exclusio) patina, ndo-eucldiane,ndo-voléncia,ndo-engajamento, 1o-essencil,ndo-ficgdo, ndo-metal, ndo-paticipante Atividades i) Depois de passar além destes limites, descansaremas, j) Foi construida uma passagem debaixo da terra para evitar atropelamentos. ) Passe uma linha por baixo das palavras cujo sig- 1. Substitue cada conjunte destecado por uma Gnica pa- laura, formada por prefixagio. 8) Ojuizleré novamente os documentos do processo. b) Enecessério fazer outra vez todos os calculos. ©) Depois de waros anos, vou tomar a ver meus pais. Pes eS ; 4D Ns hove notin pur br os itoesrs indi. =< —bescobamresi de Rome ue vvram anes ne ‘ to period histrico no Piau. duais antes dos interesses coletives. . smite [) Harastros de avimais que viveram antes do itivio ©) Deixow a todos sem protogao. : emule ait f), Seu compartamento despido de honestiade foi: a) Ag civizages que existiam antes da chegada de punid. Grist6vao Colombo delxaram marcas na vide da a) veria uma liberdade sam restriges. América do Sul. h) Os documentos foram datados com antecedéncia. 0} Precisava tomar injecdes dentro do misculo, iss comitenierineeses GLE 2. Ein cada item ha dois grupos de palavras que podem : 3. Baseando-se em seu conecimento do valor dos prefixos, ser substituidos por palavras formadas por preixagdo. procure explicara significado das seguintes palavras: Proceda como no exercicio anterior e, em seguida, crie emma eicaie frases com as palavras obtidas. Fe or a ©} importar, exportar 4) imigrante, emigrante e}_imergir, emergir, submorgir a) dit-se do que esta debaivo da terra: diz-se de quem & da mesma terra 5) passar uma linha por baixo de uma palavra: disporem linha reta (em fee ov um elemento 20 )intersecgso lado de outro} )-imoral, amoral ©) diz-se de quem viveu antes do perioda histérico h) circuntéquio, coléquio dia-se do que €contrério& historia: ')cisandino, cisalpino trensandino,trensaipino i) cogestao 1) digressdo, regressdo, progressao |) expatriar, repatriar )_diz-se de quem (ou do que) viveu antes do Diltvi: dia-se do que € posterior ao Dilivio: ©} diz-se de quem viveu antes da chegada de Cristo- ‘yao Colombo: 1m) introvetido,extrovertida ddiz-se de quem viveu apés a chegada de Cristovao 1) prefacio, postacio Colombo ©} reflux, defuxo 4) diz-se do emprego que no oferece condiges 1p). introspecedo, retrospecca favoraveis a0 trabalhador: ) subestimar, sobre-estimar diz-se de falta de emprego: f) ultraleve eo Os sufixes sao capazes de modificar o significado do radical a que sao acrescentados. Uma de suas principais caracteristicas é a de mudar a classe gramatical da palavra a que se agregam. Por isso vamos observar os principals sufixas da lingua portuguesa em relagdes que colocam em evidéncia as diversas classes de palavras envolvidas no processo de derivacao. Perceba que, como o sufixa @ colocado depois do radical, a ele so incorporadas as desinéncias que indicam as flexdes das palavras variaveis. Formam substantives a partir de outros substantivos vada . ferimento, golpe ou marca produzida por instrumento: facada punhalada nevalhada mmartetada pedrada bicada chirada dentada inhada penada pincelada |B, medida ou quantidade earfada batelada fornade tigelada carrada colherada |, muttidao: iad cammeirada estacada ramada papelada meninada ee . alimentos ou bebidas. cajuada laranjada limonada cocada marmelada goiabada feijoada @. movimentos ou atos rapidos, enérgicos ou de duragao prolongeda: risada gargalhada cartada jommada: noitada -ado, -ato > titulos honorificos, territorios governados, cargos elevados, instituicdes: viscondado arcebispadoprincipado —pontificado—pretetorado —condado eleitorado apostolado —noviciado ©» bacharelado reitorado. © consulado ‘ribunato —sindicato —triunvirato-—baronato.—cardinalato -agem @. nogo coletiva: folhagem farragem plumagem ramagem pastagem b. acdo ou resultado da acao; estado: aprendizagem —_ladroagem vadiagem -al , sentido coletivo: bananal vafezal ‘eijoal batatal laranjal pinhal olival jabuticabal areal lamagal D. relacao, pertinéncia: dedal portal pantanal -alha > nocdo coletiva de valor pejorativo: gentalhe —canatha——politicalha—_-miugatha -ama, -ame > nog coletiva ou de quantidade: dinheirama — mourama velame vasilhame cordame -aria, -eria . ramo de negocio ou estabelecimento: chapelaria tivearia alfaiataria drogeria tinturaria confeitaria leiteria sorveteria b. nogdo coletiva: pedraria sacaria caivaria furilaria itera infantaria (ou infanteria) Copitulo § > >> Estrtura eformagao ds palnras >>> ‘temporada almirantado clerieato morangal Iodapal ©. atos ou resultados dos atos de certos individuos: patifaria. velhacaria pirataria ‘elantaria (ou galanteria) -ario . atividade, offcio, profissao: boticério operdrio sooreério bancério b. lugar onde se coloca algo: campandria —aquario relictio vestidrio ©. noo coletiva: rimério anediotario erario -edo @. sentido coletivo: arvoredo vinhedo olivedo passaredo . objeto isolado, de grande wulto: penedo rochedo -eiro, -eira . oficios e ocupagtes: barbeiro ‘sapateiro parteira peixeiro sineia touteiro marinheiro livia nomes de arvores ou arbustos: cajueiro laranieira roseira amendoeira pessegueito —_- mangueira jaqueira goiabeira castanheiro (ou castanheira) espinito (ou espinheira) . objetos ou lugares que servem para guardar: cigarreira manteigueirs —_paliteiro sinzeiro ccompotsira agucareira agulheito saladeira objetos de uso pessoal em geral: pulseira pemneira jetbeira munhequeira . nogdo coletiva, de quantidade ou de intensidade: nevoeiro poeire lameira chuveiro carvogira ostreira vespeiro formigueiro -ia 4. profisséo, dignidade ou lugar onde se exerce profissio: advocacia baronia chefia chancelaria delegacia reitoria dliretoria 2 eee es carteiro ccopeiro coqueiro craveiro tinteiro banheira pedreira cabeleira bombeiro pedreiro cateeiro figueira cchutelra b. sentido coletivo: contraria clerezia penedia | -io » nocdo coletiva: mulherio rapazio poderio gentio | ite > inflamacao: bronquite eastrite rinite estomatite esplenite otite enterite ~ugem » semelhanga ou ideia de por¢aa: ferrugem lanugem penugem: babugem -ume @. nopdo coletiva, de quantidade ou intensidade: cardume negrume azedume chorume b. ado ou resultado da agdo: curtume urdume Formam substantives de adjetivos 0 substantivos derivades de adjetivos indicam qualidades, propriedades ou estados. -dade crueldade mmaldade bondade divindade sociedade umidade liberalidade ——fragilidade©—=—facilidade legalidade amabilidade _possibilidade solubildade mansidao podrido escuriddo sratiddo ~€7, -02a altiver mudee surdex sordider intrepider honradez mesquinhez ——_pequenez purera firmeza nobreza frequeza estranheza ‘elicadeza sutileza -ia valentia ania cortesia alegria mmelhoria Ccaitla §> > > Estrturaeformagdo a palaas >>> -ice, -icie velhice imeninice criancice beatice tolce modernice calvicie canicie planicie imundice (ou imundicie) -or alvor amargor dulgor negror -tude amplitude magnitude latitude longitude -ura brancura amargura loucura frescura verdura dogura largura espessura Formam substantives de verbos -anga (-dncial, -enga (-éneia) > nomes de aco ou de resultados dela; nomes de estado: esperanca —lembranga vinganga_-—constancia_—_impottancia descrenca diferenga—detenca regéncia _—_conferéncia. ~ante, -ente, -inte > agente: ajudante emigrant -—navegente-—combatente_pretendente Em muitos casos, houve especializacao de sentido: poente restaurante estente ——minguante -—_vazante dor, -tor, -sor, -or > nome de agente ou de instrumento: roedor salvador pescador —carregador—tradutor poupador —_investidor-—investigador- inspetor——_regador raspador ——interuptor—isjuntor revisor ~Ga0, -Sa0, -do > ago ou resultado dela: coroagéo —nomeagao —posico———traigdo adulagao negacao declaragao —_audicdo solugao invocagao epercusso discuss30.-—_puxdio. aranhao escorregio -douro, -tério > lugar ou instrumento para prética da ago: mmiradouro ancoradouro desaguadoura logradouro © matadouro babedouro purgatirio dormitoriofaboratoio_vomitrio Parte 2>>>MORFOLOGIA >>> relevancia renga obediéncia ouvinte pedinte afluente jogador aquecedor consolaczo —obrigagao extensto ——_agresso bebedouro oratorio dura, -tura, -sura > resultado ou instrumento da acéo: atadura —armadura’—escritura’ © fechadura—clausura—_uridura benzedura —_mordedura__torcedure-—pintura.«=«=—magistaturaformatura mento > aco, resultado da ago ou instrumento: acolhimento apartament pensamento conhecimento convencimento esquecimentofingimento impedimento ferimento ornamento _instrumento armamento_fardamento Formam substantives e adjetives de outros substantivos e adjetivos -ismo . doutrinas ou sistemas religiosos, filoséficos, politicos, artisticos: calvinismo bbramanismo ——_budismo materialismo _espirtismo socialismo capitalism federalism gongorismo —simbolismo =» modemismo ——_—impressionismo b. maneira de proceder ou de pensar: heroismo pedantisma ——patrictismo——_servilismo ufanismo nepatisma filhotismo arivismo coportunismo —_revanchismo . formas de expresso que apresentam particularidades: vulgarismo latinisma aalicismo arcaismo neologismo solecismo barbarismo d. terminologia cientifica: magnetismo galvanismo = aleoolismo reumatismo ——_traumatismo -ista |. sectarios de certas doutrinas: calinista bramanista ——_budista materialista —_espirtista socialista capitalista tederalista gongorista simbolista modemista Impressionista b. ofcios, agentes: flautista ‘lorista telefonista maquinista latinista dentista acionista tenista esportista ©. adeptos de determinadas formas de agir ou pensar: oportunista ——_golpista sauosista ‘emancipacionista revanchista ——_arivsta desenvolvimentista . nomes patrios ou indicadores de origem: nottista sulista paulista santista campista cotis>> tierra tvtime >>> 81 Y Formam adjetives de substantivos ~aco > estado intimo; pertinéncia; origem: maniaco ——_-demoniaco austriaco siriaco de outros adjetives -ado . provido, cheio de barbado ciliado dentada b. que tem caréter de. adamado afeminado amarelado avermelhado -aico > referencia, pertinencia; origem: prosaico —onomatopaico —-—judaico —ealdeioo-——_aramaico val, -ar > relacao, pertinéncia: dorsal causal substancial anual pessoal escolar palmar wigar solar lunar consular familial (ou familiar) no . pertinéncia; proveniéncia; relacéo com: humano ‘mundano serreno b. adeptos de doutrinas estéticas, religiosas, filosdficas: maometano _Iuterang anglicano camoniano shakespeariano horaciano ©. nomes patrios: americano baiano pemambucano peruano prussiano agoriano alentejano -aio > proveniéncia, origem: alemso——coimbréo.—_—beirao aldeso -eiro, -ario > relagdio; posse; origem: verdadero rasteiro——costeiro——originfrio—ordindvio——ddrio subsididrio tributério —mineiro basing Parte 2>>>MORFOLOGIA >>> -engo, -enho, -eno > relagdo; procedéncia, origem: ‘mulherengo aveengo.——_solarengo panamenho portenho ——nazareno ‘lamengo tereno -ento > provido ou cheio de: que tem o cardter de: sedento. —rabugento —_peronhento _cinzento opulento ——bartento ——_vidrento ~és, -ens > relacao; procedéncia, origem: francés inglés genovés milan cearense -maranhense vienense ——_—parisiense -e0 > relagao; semelhanga; matéria: réseo féreo ~esco, -isco > referencia; semelhanga: butlesco ——dantesco—-moutisco ~este, -estre > relacao: agresie celeste campestie —terestre -eu > relacdo; procedéncia, origem: europeu = judeu caldew hebrew -ico, icio > relacao; procedéncia: bibico melanctlico pérsico ——ctico alimenticio natalicio > referencia; semelhanga: febril infantil senhorl servi ferrenho ——estremenno—-madrilenho tirreno cchileno ciumento corpulento —_turbulento escoctis inlandés paraense catarinense _forense alpestre silvestre filisteu ‘cananeu britanico ——_iberico geométrico varonil estudantil abril Capitulo §> > > Estrutura e forage ds palavras >>> i | | > relacao; origem; natureza alabastrino letos0 sulfuroso vergonhoso angustioso narigudo —_espadaido argentina flrentino —bizantino——cristalino—_leonino diamantino —_londrino bovine -ita > relagao; origem: ismaelita israelita jesuita -onho > propriedade; habito: medonho risono—-—enfadonho—_tristonho -0s0 > provido, cheio de; que provoca: ‘rguthoso —_furiaso desejoso ——rigoroso.——noticoso montanhoso pedregoso temeroso-——lamentaso —_astimoso -tico > relacao. aromatico _problematico asiatico—_ristica -udo > provido de, cheio de ou com a forma de, muitas vezes com ideia de desproporgao: sisudo pontudo ——_bicudo paludo cabeludo repolhudo —bechechudocarnudo ——_palpudo Formam adjetives de verbes -ante, -ente, -inte > ago; qualidade; estado: semelhante tolerante —doente-—_resistente constituinte seguinte ive » 2¢40; referéncia; modo de ser: escorregadio erradio fugidio tardio prestadio fugitive afrmativo negative —acumulativo -igo, icio > -teferéncia; possibilidade de praticar ou sofrer ago: abatadign _-movedigo —quebradigoalagadigo -—_—metedigo facticio _—translatcio’ _sub-tepticio Porte 2> >> MORFOLOSIA > >> pensative —_lucrativo acomodaticio -doira, -douro, -torio > cdo, muitas vezes de valor futuro; pertinéncia: casadciro duradouro—vindouro.—inibitrio.-—preparatérioemigratério wel > possibilidade de praticar ou sofrer agao: desejavel vulneravel_—remediavel-substitulvel_suportavel—_louvavel admissivel reduzivel removivel —corrigivel-—_iscuttvel Forma advérbios de adjetives -mente justamente vaidosamente _livremente burguesmente _perigasamente firmemente fracamente Formam verhos de substantives e adjetivos -ar murar jardinar telefonar ancorar ordenar ‘almogar -ear sepatear floretear solpear saborear saquear mastrear folhear sanear clarear -ejar lacrimejar gotejar gaguejar voejar -entar amolentar aformosentar -ecer, -escer favorecer escurecer fiorescer tejuvenescer -ficar falsificar pettificar evemplificar ——_fortificar dignifcar putificar -ilhar Gedithar fervilhar -inhar escrevinhar ——_cuspinhar (capita S > >> Estrturae formagao das paiseras >>> -iscar chuviscar lambiscar -itar satitar dormitar -izar organizar civilizar harmonizar fertilizer | esterlizat trenquilizar vulgar simpatizar | economizer ——_athorizar | | Sufixos aumentatives | -o, -eirao, -alhao, -zarrao | casatéo caldeiréo pared chapeirdo srandalhao | vagalhio homenzarrao ~aga, -aga, -uga | barcaga barbaga ricago doutorago mulherago dentuga | -alha | fornalha -anzil | corpanzil | -aréu fogaréu povaréu smundaréu -arra, -orra bocarra naviarra beigorra cabegorra | -astro medicastro oetastro | a2, ~alhaz, -arraz ladravaz linguaraz fatacaz machacaz facaihaz pratarraz > peste» Sufixes diminutives -acho, -icho, -icha, -ucho riacho fogacho papelucho casucha -ebre casebre -eco, -eca, -ico, -ica livreco soneca -ejo lugarejo animalejo -ela suela viele -elho, -ilho, -ilha folhelho rapazelho -ete, -eta, -eto tiranete tradete lingueta esboceto -inha, -inha, -zinha, -zinho tivrinho pratinho bonitinho toguinho vwotinta -im espacim lagostim -ino pequenino -isco, -usco chuvisco petisco to, -ita, -zito, -zita casita rapazito -ola rapazola bandeirola ‘governicho padreca magricela pecatlilho artiguete brenquinho caixinha camarim velhusco capita portinhola barbicha ‘gorducho burrico marica tropilhia lembrete diabrete saleta novinho florzinha fortim ‘tlorzita amortito Jardinzito fazendola ‘capitulo 5 > > > Estrutrae formagdo das palavras > > > ~ote, -oto, -ota ‘apazote cabote velhote fidalgote saiate perdigoto velhota -ulo, -ula, -culo, -cula slebulo granulo nde céula compisculo mmindseulo fomineulo ——monticulo opisculo versculo redicula snticula | particula pelicula questiinevia —cAnula | ET 1. Respanda a cada um dos tens a seguir com uma pala- : 3. Substitua as expresstes destacadas por nomes forma- vre formada por sufiagéo. Como se chama: + das porsufxegao, Faga todas as modificages necessé- 2) golpe dado com a cabera? {as para obter frases intelgves, j 1 un grupo de rapazes? ta) Aqueles que mantém esta entidade deciiram 5 tomar providéncias que saneiem suas finangas. +b) € um candidato que no se pode eleger. Suas } c) a conjunto de eleitores de uma dada regiao? | d) a.agdo de lavar? 1 : ideias privilegiam aqueles que desrespeitam | ©) uma plantagao de jabuticabeiras? £ instugfos ee eee ae 4) um grupo de politicos desonestos? {©} Aquolas que conduzem o movimento de reivin- 8), oestabelecimento onde se vendem queijos? : tticagao devem ser cercadas por medidas que es 1) ocomerciante de queijos? : protejam. | i) a planta ca fale Seca 2d). Os que venceram 2 competicdo receberdo prémios | |) ovecipiente onde se guarda manteiga? : pei ates on oc5 2 ®) Apresenca dos que defendem nossa posiclo é fa- | = ‘tor de que nao se pode prescindir. |B. ‘Substitua 0s verbos destacados por substantivs for- : ) Foi uma decisdo que agradou aos que lutam para | mados por derivacao. Faca todas as modificagdes ne- > ‘qe a floresta seja preservada. | cessarias para obter frases inteligives. Eee pick wis h arnecanets | 4) Todos decidiram manter as reivincicagdes. : Hh Tbs docidirory want ag icles. 1. Nao. apenas na norma culta de nossa lingua que os Fes pei {_sufiss séo usados para formar novas palavras: isso speramos que os razos estipulados sejam cum- > acontece também na lingua portuguesa do cotidiano € ‘dos veiculos de comunicagao de massa, Baseado em | 4) tenderemos a todos de acordo com a ordem se- : seu conhecimento do valor dos sutixos,explique o sen- | ‘zundo a qual chegaram. Nao haverd exoepdes. : tido das seguintes palavras: ©) Continuaremos até que tenhamos obtido ito. a) tetar,tietagem 1) Os moradores querem que as obras sejam con- b) badalagéo, esnobagdo eae. an ©) sanduicheria, danceteria 8) Os representantes dos paises envolvidos no pro- Ss cesso recomendaram que as contas fossem blo- — peaks €) pichador, pichagso | H) Os representantes dos pases envolvidos na_pro- Cera eae eee areal | cesso recomendaram que as contas fossem blo- ®) carteata queadas. fh) bacando, durdo | ee Se ELL 1 Seu “Afredo” Seu Afredo (ele sempre subtraia o 1 do nome, 0 se apresentar com uma ligeira curvatura: “Afre~ do Paiva, um seu criado..") tornou-se inesquecivel ‘a minha inPincia porque tratava-se muito mais de tum linguista que de um encerador. Como encera- dor, nfo ia lé muito bem das pernas. Lembro-me que sempre depois de seu trabalho, minha mae ficava passeando pela sala com uma flanelinha debaixo de cada pé, para melhorar o lustro, Mas como linguista, cultor do vernaculo e aplicador de sutilezas gramaticais, seu Afredo estava sozinho. ‘Tratava-se de um mulato quarentio, ultrarres- peitador, mas em quem a preocupacao linguistica perturbava as vezes a colocaga0 pronominal. Um dia, numa fila de énibus, minha mie ficou ligeira mente ressabiada quando seu Afredo, casualmente de passagem, parou junto a ela e perguntou-lhe a ‘queima-roupa, na segunda do singular: ~ Onde vais assim tdo elegante? Nos Ihe divamos uma bruta corda. Ele falava horas a fio, no ritmo do trabalho, fazendo os mais deliciosos pedantismos que ja me foi dado ouvir. ‘Uma vez, minha me, em meio a lide caseira, quei- xou-se do fatigante ramerrao do trabatho domésti co. Set: Afredo virou-se para ela e disse: = Dona Lidia, o que a senhora precisa fazer é um médico e tomar a sua quilometragem. Diz que é muito bao, De outra feita, minha tia Graziela, recém-chega- da de fora, cantarolava ao piano enquanto seu Afre- do, acocorado perto dela, esfregava cera no soalho. Seu Afredo nunca tinha visto minha tia mais gorda. Pois bem: chegou-se a ela e perguntou-lhe: ~Cantas? Mina tia, meio surpresa, respondeu com um iso amarelo: = B, canto As vezes, de brincadeira.. ‘Mas um tanto formalizada, foi queixar-se a ‘minha mae, que Ihe explicou o temperamento do nosso encerador: = Nio, ele é assim mesmo. Isso nao é falta de respeito, nao. fi excesso de... gramética. Conta ela que seu Afredo, mal viu minha tia sair, chegou-se a ela com ar disfargado e falo = Othe aqui, dona Lidia, no leve a mal, mas essa menina, sua irma, se ela pensa que pode can- tar no radio com essa vou, ‘ta redondamente enga- nada, Nem programa de calouro! Ea seguir, ponderou: ~ Agora, piano é diferente. Pianista ela é! Eacrescentou: ~ Bximinista pianista! Setembro de 1953 ORAS. viv Foes cmpte pas 3. ie Jani: Nova Agi. 1858. 79-80, Canitale 5> > > Estrutar eformago das palawas >>> (0 weal rum 9 ep 6-6 emcees RIED ON OTN “smox2 0 2 ‘opeuruop wag o-auiSeust ‘siapiy odway o opueoseus ‘anb wo 9 “surry-oderay tra ‘odwiay op oxuap s1u9s ‘ontap oduray 0 opunuas ‘wawoy 0 724 “opuaney ps9 0 toiH0y 3}2 anb 2yu>8 iamioy 6 ze] 3 odwi3} 0 rmUas Ze} 39 soduray 0 eusesua optr anb aquazaqes a ‘swan Ou arpoures opu apod wang T {congue ap oss02%0, 219 opauy nas ap ewojqoid 0 anb og °, 2uwou -oud ogSeanj09 & sezan se enequnued,, opexy nas ap .2aqjsindul) oeSednacayd,, e anb 40d andi, -Q) “souuny BIdAaId Bpedeysap |e exAe|ed e aNd sod anbiytxaeoyayouopeniynes pee} euinin eanrest “enissaifal OBSeALAp 8p OSD win OyXa} Op aINjay vejaeques 9 2eqwe0 ana opus ap evap @ ent ‘anyoanb -saut eunejad ep oxteuu ap ossedod 0 enbydxg enjud exnejed eu waznponut anb sagdeay!pow se anbyjdya 2sope7 -radsauesyn eaneyed eu Sajuasaud soxye so ayuody <<< msmomon<< wssour stprouras wos strapon oseutid une nosy yf aonb Seqpetiog ens tue odura) 0 euseous ovu app anb aquaiaqes > ‘wanb oueu> oN, ‘aaduros ap oy op “wy wou eansn wr9s ‘9s-mepusura-ar 8 ‘9s-raduos v anby 2 ‘spusura-a1 as offo] exoquia ‘adwuonsayut ‘dito. 2s soda} ov ayueysqnstios > ‘eVE[P a8 tO FeNMOD as E10 SapN/9.0 ‘oduiay ov auurojuo> 2 ‘exrauea fey ap seypesiog essou opeuztoud ‘wossad > 5109 two odwia} o no oduioy ov aunt} Sodway ov aunuur 9 esuayur eyseniog e ‘saiue "e103 sipndes og sopod was ‘oquatuesesap op no oy op wry oF ‘siapnp ep ojaaou ou *nugns want Syapopyp Wod xe9seUE en ye ed dOyKay ou sepeaiduia ogs onb we opiayuoa ou “seunejed Se5saU wealpul soxye sass0 ogbou any gsoxyns 2p oi, amb weyuasaide opjwavend 2 eyuijauely “enquuud feunejed eu znponu 2 oeeaypou 9p ody onb and ~iidra 2 ezepyns esnejed eu aquasaid oxye 0 anbipuy “end eaney ed eu znporu) af@ oBeay)pow ap ody anb andy @ emmemina emejed eu a8ins anb oxye 0 anbyuap| “SeAniwiid sesnejed seu _mposd nb oeSeay)pow ap ody 0 enbipui asopevsaua a opeoyde seanejed seu aquasaxd onyns 0 anbynuep| + 3x3} © OpUEYjeRe SL Trahalhands o texto 1. Faca a depreenséo dos morfemas presentes nas pa- lavras desgastamento e encarnadoe explique 0s pro: 05 de formagao que Ihes deram origem. 2. Quais afios podem ser percebidos na palavra con: substante? Qual o sentido que tem essa palavra? 3. A aproximagdo das palavras rompeee interomperevita- liza 0 valor do prefixo presente nesta ultima? Explique, 4. Retire do texto as palavras em que surge 0 prefixo re-e comente as modiicagGes que ele produz nas pa: lavras primitivas. ‘acess noid ntti, msi etn mo € apenas um fender tt pitas, mas tambée conti cor semertatizacio do fare msl Trahalhando o texto 5. Qual o sentido da palavra saberente? Que tipo de afi- v0 participa de sua formagdo? G. E possivel relacionar o prefio presente na palavra exor cizar com o significado que tem essa palaura? Comente 7. 0s afios so considerados um recurso muito eficien- te para apresentarideias e conceitos de forma sinté- tica. Isso acontece no texto? Comente. 8. Explique 2 relagdo que o text estabelece entre o chi- clets eo tempo. Que tipo de dimensao adquire o ato de mascar chiclets? 4, Indique os provessos de formagao de palavras presentes no texto 2. Que musical"? 6 de sentido produz 0 processo de formagao da palavra destacada em “democratizagao do fazer 102 4 Sociedade 24 horas “A dlaridade do dia me incomoda, 0 barulho me impede de ter um sono tranquilo ¢ o tempo de descanso é muito curto” A frase é de uma mul her de 45 anos que passa muitas noites em claro, nio por insOnia nem por diversdo, mas porque é auxiliar de enfermagem de um hospital. Seu de. poimento ilustea as dificuldades de quem trabalha noite, em turnos regulares ou nao. A maioria da populagio ndo tem ideia do que ¢ isso € no se Tembra de que, todas as noites, um grande néime- ro de pessoas trabalha para manter funcionando © atendimento de satide, o tratamento de égua e Trahalhando o texto 1. Que substantivos do texto sao formados de adjetivos? 2. Relacione os substantivos desse texto formados a partir de verbos 8) Um desses substantivos é formado sem a adicao de sufixo. Qual? b)_ Destaque os sufivos dos demais substantvos e os significados que eles agregam & palavra primitiva 3, Re-esoreva alguns trechos do texto, substituindo as palavras destacadas por verbos, Faca as modificagtes necessérias para que as frases sejam inteligiveis. a) “Seu depoimento ilustra as citiculdades de quem trabalha 8 noite, em turnos ou nao.” arte 2> > > MORFOLOGIA > >> esgoto, a produgao de alimentos, as lojas de con- vyeniéncia, as portarias dos edificios ~ a lista é Poderiamos prescindir da produgao e das ativi- dades ininterruptas disponiveis 24 horas por dia? Apesar de ser uma tendéncia relativamente re- cente, surgida nos ultimos dez. anos, dificilmente abririamos mao dessas conveniéncias. OREN, la arta de ao, SER Fda Marin ROTENEERG ica Sdn hres Wr dcr deste st So Pade Datos. 129 1 ») “L...] um grande nimero de pessoas trabalha pa~ ra manter funcionande o atendimento ce saiide, 0 tratamenta de gua e esgoto, a produgao de alimentos” 4, Re-escreva a frase a seguir, substituindoo verbo destaque pelo adjetivo que se forma a partir d Faga as alteragies necessérias para que a frase se torne inteligivel, *Poderiamos prescindir da producao e das ativide- des ininterruptas disponivels 24 horas por dia?” 5. Como voc’ justtica a utilizaglo desse tipo de subs- tantivo nesse texto? POM Tite) A composic¢ao produz palavras compostas a partir da aproximacao de palavras simples. As palavras simples s40 aquelas em que ha um nico radical, como amor e perfeito, Para que ocorra 0 processo de composicao, € necessério estabelecer entre essas palavras um vinculo permanente, que faz com que surja um novo significado: € o que ocorre quando formamos 0 composto amar-perfeito, que dé nome a uma flor. O significado nao € o mesmo da expressao amor perfeito, na qual cada palavra mantém seu significado original: trata-se do sentiment amoroso manifestado de forma perfeita. Em amorperfeito hé uma Unica palavra que dé nome a um organismo vegetal. ‘A composigao também pode ser feita por meio do uso de radicais que nao tém vida independente na lingua. Isso ocorre basicamente na formagao de palavras que recebem o nome de compostes eruditos por serem formadas com radicais gregos e latinos. E 0 caso, por exemplo, de democracia, palogénese, alviverde, agricultura e outras, usadas principalmente na nomenclatura técnica e cientifica Tipos de composicao Quanto 4 forma que adquire a palavra composta, costumam-se apontar dois tipos de composicao: @. compesigao por justaposi¢ao — ocorre quando os elementos que formam o composto sao simplesmente colocados lado a lado (justapostos), sem que se verifique qualquer alteragao fonética em algum deles: segunda-feira para-raio corre-corre ‘guerda-roupa amor-perfeito pé-de-moleque pirassol passatempo O que caracteriza a justaposicao € 2 manutengao da integridade sonora das palavras que formam 0 composto, endo a forma de grafé-lo: passatempo e girassol, apesar de serem escritos sem hifen, sd compostos por justaposicao; 1979 Pay, ne, Alt Rights Reserved/Dis. by ‘AllanticSydcation/ Universal Pres Syndiote DANS, in. afl de om bun 6 Fer Ag LBPU, 205.10, b. composigao por aglutinagao — ocorre quando os elementos que formar o composto se aglutinam, © {que significa que pelo menos um deles perde sua integridade sonora, sofrendo modificagdes. Observe ‘0s exemplos e note as transformagGes sofridas pelas palawas formadoras: vinagre (vine + acre) aguardente (Agua + ardente) pematta (pema + alta) planaito (plano + alte) coninss>>teenemmmienriomeses: C1]