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Taxa de bits Quadro/lookhead Padronização

Padrão
Recomendações ITU
G.711 PCM 64 kb/s 0.125 ms/0 1972
G.726[G.721 , 16,24,32,40 kb/s 0.125 ms/0 1990[ 1988, 1988],
G.723], G.727 1990
ADPCM
G. 722 coficador 48,56,64 kb/s 0.125 ms/1.5 ms 1988
de banda larga
G.728 LD-CELP 16 kb/s 0.625 ms/0 1992,1994
G.729 CS-ACELP 8 kb/s 10 ms/5 ms 1995
G.723.1 MPC-MLQ 5.3 & 6.4 kb/s 30 ms/7.5 ms 1995
G.729 CS-ACELP 8 kb/s 10 ms/5 ms 1996
Padrões de celulares
RSELP-LTP (GSM) 13 kb/s 20 ms/0 1987
IS-54 VSELP (TIA) 7.95 kb/s 20 ms/5 ms 1990
PDC VCELP (RCR 6.7 kb/s 20 ms/5 ms 1990
Japão)
IS-95 QCELP (TIA) 8.5/4/2/0.8 kb/s 20 ms/10 ms 1993
PDC PSI-CELP 3.45 kb/s 40 ms/10 ms 1993
(RCR Japão)
U.S DOO Secure Telephony
FS-1015 LPC-IOE 2.4 kb/s 22.5 ms/90 ms 1984
FS-1016 CELP 4.8 kb/s 30 ms/7.5 ms 1991
MELP 2.4 kb/s 22.5 ms/23 ms'l 1997
G.721 e G.723 foram incluídos no G.736 em 1990
O tamanho do quadro atual é de 20 ms mais outros 3 ms do atraso

Tabela 2.3: Padrões de codificadores de voz para segurança telefônica, padrões celulares e da ITU.

48 Digitalização de Sinais Anal6gicos


2.10 Exercícios
1. Discuta os esquemas de quantização, com ênfase nos efeitos do ruído de quantização.

2. Por que se diz que os processos de codificação de fonte tem como objetivo reduzir a entropia do sinal
gerado pela fonte de dados?

3. A modulação por codificação de pulsos (PCM) transforma um sinal analógico em uma série de pulsos
binários. Qual a mínima freqüência de amostragem para um sinal com 3,4 kHz de banda?

4. As etapas de amostragem e codificação não introduzem distorção apreciável no sinal. Explique.

5. O erro médio quadrático de um quantizador é dado aproximadamente por d 2 / 12. Quais as j ustificativas
usadas para se chegar a esse resultado?

6. O erro, ou ruído, de quantização provoca perda na qualidade do sinal. Qual a melhoria, em termos
de relação sinal/ruído de quantização (SQNR), que se obtém com a utilização de 3 bits adicionais no
processo de codificação? Explique.

7. As duas leis de compressão recomendadas pelo antigo CCITT são: a Leiµ e a Lei A. Usando o algoritmo
de compressão para a Lei A, encontre a palavra binária de saída equivalente a 1101110110001.

8. A Figura 2.43 ilustra um modelo genérico para a codificação de fonte. Explique o funcionamento de cada
bloco.

a(t') X (t) y (t) b(t)

- AMOSTRADOR QUANTIZ ADOR r-- C ODIFICADOR


--
Figura 2.43: Modelo genérico para um sistema de codificação de fonte.

9. Se a freqüência de amostragem for inferior à freqüência de Nyquist, o sinal não poderá ser recuperado
completamente. Comente.

l O. A codificação de fonte reduz a entropia do sinal gerado pela fonte de dados. O sinal de voz, por possuir
uma função densidade de probabilidade contínua, ter entropia teórica infinita. Como transmitir um sinal
com essa característica através de um canal com capacidade finita?

11 . A modulação por codificação de pulsos (PCM) transforma um sinal analógico em uma série de pulsos
binários. Explique O processo e mostre por que as etapas de amostragem e codificação não introduzem
distorção apreciável no sinal.
12. O erro médio quadrático de um quantizador é dado aproximada~en:e por d 2 / 12. Demon st re esse resul-
tado a partir da fórmula para a autocorrelação do ruído de quant1zaçao

( )- 4 _ d2 ~ J__E[ -j 2 ~nrx'(t) + e+jlyrx'(t) ]. (2.33)


RN,,. 2 ~ 2 e
7í n=l n

49
2.10 Exercícios

13 · Demonstre o resultado anterior utilizando a densidade espectral de potência do ruído de quantização

(2.34)

Proponha um método para minimizar o efeito do ruído de quantização.

14. As duas leis de compressão recomendadas pelo antigo CCITI são a Leiµ e a Lei A. Mostre, para ambos
os casos, que a compressão é mínima quando o nível do sinal é baixo.

15. Analise o funcionamento do ADPCM e explique por que esse esquema permite uma redução substancial
na taxa de transmissão da fonte.

16. A modulação Delta é um caso especial do DPCM, no qual a variação de amplitude de amostra a amostra
é quantizada usando-se apenas dois níveis de quantização. Por que esse esquema de codificação induz a
um aumento na banda passante final em relação ao PCM convencional?

17. Descreva, resumidamente, os tipos de codificadores paramétricos. Qual at diferença básica entre esses e
os codificadores de forma de onda?

18. Explique por que os sistemas de telefonia móvel celular necessitam de codificadores mais eficientes que
os sistemas fixos.

50 , . ..... --- ... . Digitalização de Sinais Analógicos


Capítulo 3

Multiplexação e Transmissão de Sinais

O objetivo deste capítulo é introduzir as técnicas de multiplexação digitài, que consistem na transmissão si-
multânea de informação de várias fontes a mais de um destino. A multiplexação possibilita a otimização dos
meios de transmissão, normalmente de capacidade limitada, com a alocação de diversos sinais de forma si-
multânea no sistema.

3.1 Introdução

CANAL! CANAL!
MULTIPLEX DEMULTIPLEX
CANAL2 CANAL2

~
1 MEIO DE TRANSMISSÃO
1

CANALN CANALN

Figura 3.1: Conceito de multiplexação.

Existem, basicamente, três técnicas de multiplexação:

l. Multiplexação por divisão em freqüência (FDM), na qual os sinais são modulados e distribuídos ao longo
do espectro de freqüências disponível;

2. Multiplexação por divisão em tempo (TDM), que aloca janelas de tempo para os sinais previamente
amostrados;

3. Multiplexação por divisão em código (CDM), em que os sinais são separados por técnicas de codificação,
mas misturados em tempo e freqüência.

A multiplexação em freqüência, conhecida como MUX FDM, dominou os sistemas de telecomunicações


até o final da década de 80, quando começaram a ser instalados os sistemas de multiplexação em ·tempo, a
partir da digitalização dos subsistemas telefônicos. A multiplexação em código sobrevive, como conceito, nos ·
sistemas de acesso múltiplo - mas não foi adotada como técnica de multiplexação até o momento.

u. e. a.
TDM
Característica FDM
1 1
Domínio do tempo
Compartilhamento Domínio da freqüência
No tempo
Janelas Em freqüência
Tempo de guarda
Intervalo Faixa de guarda
Sinal em todas as freqüê'ncias
Comportamento do sinal Sinal presente todo o tempo
Quadro ·
Estrutura primária do sinal Grupo
Multiquadro
Estrutura do MUX Banda básica

Tabela 3.1 : Dualidade entre os sistemas FDM e TDM.

. . . sistemas satélite e telefonia móvel celu-


Os sistemas de acesso múltiplo têm aplicação mais cornqueira em
lar. Os principais são:

• Acesso múltiplo por divisão em frequencia (Jrequency d'ivtSI


A • · ·on multiple
· access - FDMA);

• Acesso múltiplo por divisão em~ ivision multiple access - TDMA);

• Acesso múltiplo por divisão em código (code division multiple access - CDMA).

, · de acesso FOMA e' ut1·11·zada no sistema de comunicações móveis celulares


A tecmca . adotado no Brasil
A _

(AMPS). A TOMA é usada em um dos padrões americanos e nos padrões europeu e Japones. O outro padrao
americano adotou a técnica de acesso COMA (Assis, 1994).

3.1.1 Conceito de Multiplexação


Os conceitos de multiplexação em freqüência e tempo convivem atualmente nas redes de telecomunicações,
apesar de existir uma nítida tendência para a técnica TDM. NQ_ta-se ~ a.faixa total ~ upada.,_ em fregüên~ia
.QU tempo, é ~ ~9~ rio dos C-ª!IBi~ (RiheirQ et ai., 1992).
Para o FDM, o grupo representa a alocação primária de canais. A banda básica é formada pelo conjunto
de todos os canais transmitidos. o ca o d TDM o uadro_ e11&:1Qba um certo núme e j.anelas_(time slq__ts1..
em que é veiculada a informação. O multiquadro representa um conjunto de quadros, incluindo informações
de sinalização do sistema.
_J2~.g__on:ii~a-se janela o intervalo de_t~mpo, ou faixa de freqüência, no qua!_o ei_p_Çle _transmissão fica
_disponível para o sinal. Existe uma dualidade entre os sistemas FD~fe TDM no que diz respeito aos aspectos
de tempo e freqüência, corno mostrado na Tabela 3.1. Este capítulo analisa principalmente a multiplexação
temporal.

3.2 Multiplexação por Divisão no Tempo


A_mµltiplexação provoca uma multiplicação na taxa de transmissão, quando comparada com a taxa de cada
sinal individual~ente, .e a conseqüente ampliação da banda passante total. Esse aumento é proporcional ao
número de canais multiplexados.
A Figura 3.2 ilustra uma situação na qual se que~ transmi~ir N canais telefônicos usando multiplexação por
divisão no tempo. O intervalo entre amostras sucessivas no smal composto é

(3.1)

52 Multiplexação e Transmissão de Sinais


• ... • •
.
h.

.
ml (l) 0.../
~
,, ~ ml(l)
~

'
m2(l)
1~ ~
1

''
1
SISTEMA
DE
' 1
1

'
1
-1 ~1 m2(t)

TRANSMISSÃO ,,
mN(t)
1~ 1
...
~
,
~ mN(t)

. SINCRONIZAÇÃO '

Figura 3.2: Transmissão de N canais telefônicos.

em que T é o intervalo do quadro e f a denota a freqüência de amostragem do sinal. Consequentemente, a taxa


de transmissão será dada por
1
Rs = -Ts = Nfa (3.2)

Os sinais amostrados m1(t) a mN(t) estão ilustrados na Figura 3.3, -na qual também se representa a
multiplexação dos sinais no tempo. Percebe-se que para a sincronização correta dos sinais multiplexados,
toma-se necessária a existência de um relógio (clock) que controle 9s tempos de inserção de todos os sinais nos
quadros.

3.3 Estrutura do Sinal TDM


Como mencionado, o conjunto de janelas associadas a canais distintos, de acordo com um padrão prefixado
e repetindo-se a um período T, denomina-se quadro. O multiquadro consiste num conjunto de quadros,
contendo a informação completa, incluindo sinalização e alarmes, como mostrado na Figura 3.4. t,.. sinaliza-
ção é necessária para o estabelecimento e a manutenção da ligação telefônica, enquanto que os bits de alarme
indicam condições anormais de funcionamento do sistema, como a perda de sincronismo.

3.3.1 Multiplexação por Divisão em TJmpo de Sinais TOM


Pode-se realizar a multiplexação no tempo de sinais previamente multiplexados. As entradas do multiplexador
de ordem superior são deoaminfil!_as tributários - uma alusão à formação dos rios caudalosos a partir de afluentes
Qributários).
Para uma taxa de transmissão de tributário igual a~ = N/T, em que N é o número de bits por quadro e
T o tempo do bit, a taxa do TDM de ordem superior é dada abaixo, para Nt tributários

J)4 \ ~ ,.,,J; ~ +1 = N: = N,lk ~~ l (3.3)

Os tributários são agrupados em quadros com taxas de transmissão _mais elevadas. Evidentement~: c~mo_na
forro~ estrutura de quadro, a montagem dos tributários formando tributários de ordem s_upeno~ impltca
· - temporal dos sinais. A Figura 3.5
na necessidade de um relógio central (master clock) para contro1ar a pos1çao
mostra a estrutura típica de um sinal TDM.

53
3.3 Estrutura do Sinal TDM
U. C. G.
tlBLIOTECA
ml(t)

- - 11ra----

mN(t)

1~_-- r- -.
--...-=..-

- 1,ra

Sinal
Multiplexado

---T---.
-linfa

--- T---

Figura 3.3: Sinais de informação amostrados e multiplexados.

3.3.2 Hierarquia de TDMs


O antigo CCITI padronizou TDM's em cinco categorias, da primeira a quinta ordem. Atualmente convivem
as hierarquias européia, americana e japonesa. O Brasil adota a européia. A entrada desse sistema consiste em
tributários de 64 kbits/s, num total de 30. Como visto no capítulo anterior, os sinais de voz são amostrados a
uma taxa de 8 k amostras/s. Como são codificados com 8 bits/amostra, produzem uma taxa de transmissão de
64 kbit/s.
Na saída desse estágio, há um TDM de primeira ordem, com taxa de transmissão de 2.048 Mbits/s, que
equivale a 32 vezes ·a taxa de transmissão básica. Evidentemente, existem dois canais, além dos 30 canais
citados, para sinalização e outras necessidades do sistema (Ribeiro et ai., 1992).
Os TDM's de primeira ordem são tributários para o TDM de segunda ordem, que comporta 120 canais e
opera a uma taxa de 8.448 Mbits/s. O TDM de terceira ordem comporta 480 canais e transmite a uma taxa de
34.368Mbits/s. o TDM de quarta ordem recebe a canalização de quatro TDM's de terceira ordem e opera a
uma taxa de 139.264 Mbits/s, com 1920 canais. O TDM de quinta ordem tem 7680 canais, com uma taxa de
transmissão de 564.992 Mbits/s.

54 Multiplexação e Transmissão de Sinais

......
ut:: ut::
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,,

-
..J
z - - z - z
~
..J
~
..J
z< < ..J ..J
z 2:: z <
z z< z<
;;; ;;; (/)
i;; ;;; i;; ;;;
.... ... ------ ------- ----- -- -- --· -- - -.
· -- --- -------- ----- -- .. .
- - • - - - - - - • _QUADRO 1 QUADR02 QUADR0.4- - - - • - - ••
------------- QUADR03
------- --------
---------- -- ------ -- ------- -- --------- --- --- ----
MULTJQUADRO

Figura 3.4: Estrutura típica de um sinal IDM.

O plano de hierarquias do multiplex PCM para diversos países está esquematizado na Figura 3.6. A Figu-
ra 3. 7 mostra as características de um IDM de 30 canais, do ponto de vista da estrutura do sinal. Nota-se que
as janelas contêm 8 bits, os quadros dispõem de 32 janelas e o multiquadro é composto por 16 quadros. O .
intervalo de um bit é de 488 ns, o time-slot para um octeto ocupa 3,9 µs , o quadro tem 125 µs, 'enquanto um
multiquadro ocupa 2 ms (Flood, 1995). Todos os tempos citados são estabelecidos em função do interyalQ emr.e
as amostras do sinal de voz1 125 µs 1 que é o inverso da taxa de amostragem.
A alocação de informações para um IDM de 30 canais está mostrada na Figura 3.8, na qual estão dispostas
as informações de utilização geral do quadro, alocação do sinal de voz, sincronismo de quadro e multiquadro,
alarmes e telemetria e sinalização dos canais.
Pode-se notar que o time-slot·O é utilizado para o alinhamento do quadro e o time-slot 16 é usado para
• sinalização.

3.4 Sincronização de TDMs


Pode-se depreender que a sincronização é o fator mais crítico de um IDM. A técnica de justificação, ou ajuste
no número de bits transmitidos, é usada para sincronizar TDMs plesiócronos (ou quase síncronos), como
ilustrado na Figura 3.9. A hierarquia digital plesiócrona (Plesiochronous digital hierarchy - PDH) representa a
primeira geração de sistemas multiplex digitais de ordem mais elevada.
Com essa técnica, bits de ajuste (que não contêm informação dos sinais) vão sendo inseridos ou retirados
de forma a manter o TDM sincronizado. h,parece, dessa forma. o interessante conceit.u..d.e__yer o TOM comp
!!ID es_guema..,de gravação e e· ura f Olll.QJ!SO d~l!,ma ~f!16ria elástica.
.b e,Mstica é uma memória cíclica, na g_ual o_ m~é!_nismo -º~- ~n~_ereçamento_(çontador) retoma à posição
inicial ao fim de um ciclo éompleto de Iêitu~-bu gravação. As posições relativas de gravação e leitura são
'-
mantidas de forma que não ocorra superposição.
Os mecanismos de leitura e gravação da memória elástica são independentes, de sorte que_ a ?1emória te~
a capacidade de absorver flutuações entre esses mecanismos. A memória elástica po~e sub~utmr ~ memóna
intermediária, como mostrado na Figura 3.1O. O princípio de funcionamento da memóna elásuca eS tª esquema-
tizado na Figura 3.11.
55
3.4 Sincronização de TDMs
'C
janela do
janela do
canal 1 -- ------~
QUADRO
DO
1
período 't
1
1
2
_ __.L_ ___._ ______ _ _
[ ... ~

[::::~~::GJ
TOMA

QUADRO
2
DO _ _ _..L-_ ___,_
1 1

r::~-:-:::GJ
TDMB

QUADRO
2
DO
1___..1-----
1
TDMC
QUADRO

TDMD
DO
1
2
_ _ _.L-_ ___._
1
1 : :.:.:: GJ
,--,--.---,--,--,--,-,--r- --------r-,---.--r-,
IN•J 4N-2 4N-1 4N
1 23 45~ 78

janela do janela do janela do janela do


janela do
canal 1 canal 1 canal 1 canal2
canal 1
do TOMA doTDM B doTDMC doTDM D doTDM A

período t /4 período 't/4 período t /4 período 't/4 período , /4

Figura 3.5: Estrutura dos sinais TDM.

3.5 Transmissão de Sinais


Na multiplexação em freqüência (FDM), os sinais são modulados em SSB (Single Side band) e empacotados
em conjuntos de 12 canais, para formar um grupo. Cinco grupos, devidamente transladados para freqüências
específicas, compõem o grupo mestre, contendo 60 canais, e assim por diante.
Após a multiplexação, os sinais alocados formam a chamada banda básica de transmissão. O sinal de banda
básica modula então uma portadora, usualmente utilizando uma portadora em freqüência intermediária (FI), é
amplificado e veiculado através de um canal de transmissão. Esta seção apresenta algumas características desse
processo.

~J 3.5.1 Amplificação da Portadora

! z: o_
~ .,Y

~
sJstema cJássi~o. de transmissão de um sinal em_ banda básica f~rmado por um modulador, que assoe!ª o
~ sinal~ n d a bas19).. com a portadora, e um amplificador de potencia, que tem a função de amplificar O stnal
1
t' ; ' " portador, com Ofim de produzir um ganho de potência. Essa amplificação da portadora deve estar de acordo
, com O suporte de transmissão, sej_a__ele _t]m_~ antena ou cabo ~e par~s.
~ Esse amplificador é muito comum nos sistemas de alta capacidade de canais e por isto ele deve ser urn
( amplificador de faixa larga. A amplificação deve ser este~dida sobre toda a largura de faixa da portadora
modulada, de modo a não causar distorção de fase e de amplitude.

Multiplexação e Transmissão de Sinais


56
ETAPA DE MULTIPLEXAÇÃO
PAÍS
l' 2' 3' 4' 5'
1

EUA e CANADÁ Q X:4 G


96
X7
•g x6
672
·Q
1.544 Mb/s 6,3 12 Mb/s 44,736 Mb/s 274,176 Mb/s

INGLATERRA

ALEMANHA

BRASIL
e
FRANÇA

ITÁLIA

JAPÃO(NTT)

NOTA: Os números dentro do cfr~ulo correspondem ao número de canais de voz.

Figura 3.6: Plano de hierarquias do multiplex PCM para diversos países.

Em alguns casos se deseja transmitir várias portadoras para serem amplificadas em um único amplificador
de potência. Nesses casos o amplificador deve ter ganho suficiente e largura de faixa conveniente para amplificar
todas as portadoras, simultaneamente.
A característica principal dos amplificadores de potência é a sua baixa figura de ruído, e sendo assim, o
ruído gerado pelo amplificador é extremamente reduzido, permitindo o seu uso na amplificação de sinais muito
fracos, com obtenção de uma relação sinal/ruído aceitável.
Esses amplificadores são largamente utilizados em radiotelescópio, satélites artificiais, controle e rastrea-
mento de satélites, e em receptores de tropodifusão, onde os sinais recebidos são de níveis muitos baixos
(Gagliardi, 1988). Na Figura 3.12 está mostrada a transmissão da portadora em diagrama de blocos.

3.5.2 Canais de Comunicações


Os canais de comunicações ~ão responsáveis pela comunicação entre os sistemas. Esses canais podem ser
classificados em guiados e não guiados. Ondas guiadas são aquelas que carregam a energia ao longo de
linhas de transmissão ou estruturas semelhantes. Ondas não guiadas são as que conduzem energia àtravés do
espaço. O trajeto da onda guiada é fixado· pela estrutura de transmissão e o da onda não guiada ·é determinado
pelas características do meio de propagação. Sendo assim, os sinais irradiados por uma ·antena são onfü~s não
guiadas, pois mesmo que a antena forneça uma certa direção referencial de irradiação, não exerce influência
sobre o trajeto da onda no espaço. , .
Como exemplo, as linhas físicas (bifil_ares e coaxial) e os guias · de o'n da são sistemas de· ondas guiadas,
enquanto os sistemas rádio, 'de o~das não-guiadas. As ondas guiad;is englobam as. linhas física,s, que exiStem
em vários tipos, tais ·como: gar~-fios, cabo de pares, linha abe11ª,Jjnl1ªJlç_(!lt~_~nsão, cabº_coaxia1.g!l~
~ -
57
3.5 Transmissão de Sinais
ESTRUTURA DO SINAL

bit

\
r
1 1
1 ~
~t . =488ns ,
I bit 1
I
I
I

,,
I

Janela

l l l l J
1
1
I
(contém 8 bits)
7 8
4 s 6

\ \ 2
1
3
1
't = 3,91 µs

- - - - ----
1
1 ' - -- ---- ----- ~

j
1
Quadro

l
1
1 1
]30 J31 (contém 32 janelas)
J\
\ JO
\ 1
t = 125 µs
- --- -- -- ----
1
1
----- ---- ---- ---- -- - --- ----
1
1 1
1
-- ~
1 Multiquadro
Q14 QlS (contém 16 quadros)
QO Ql
\ 1
\ 1
't = 2.0 ms

Figura 3.7: Estrutura do sinal para um TDM de 30 canais.

As ondas não-guiadas englobam os sistemas de rádio, que são classificados em: onda terrestre, onda espa-
cial, onda celeste e espaço exterior.

1. Onda terrestre - Essa onda é considerada terrestre quando as antenas, transmissoras e receptoras, são
colocadas a poucos metros da terra. Como exemplo, pode-se citar as ondas de rádio HF, apresentand0
baixa capacidade de canais e atenuação devido aos obstáculos;

2. Onda espacial - É considerada espacial quando a onda se propaga da transmissão até a recepção sem
sofrer a influência da terra. Como exemplo existe o link entre terra-avião, avião-terra. Geralmente operam
nas frequências de UHF e VHF;

3. Onda celeste - Caracteriza-se pela ocorrência de reflexões eletromagnéticas na troposfera ou na ionos-


fera. Este é um canal que possue uma freqüência crítica, que depende da densidade de elétrons na
ionosfera, da hora do dia e da estação do ano. Mas, geralmente a frequência crítica está em tomo de
5-20 MHz;

4 . Espaço exter10r· - s-ao canais· que transmi·t em para f ora da atmosfera terrestre normalmente para satélites
- . . E . ' SHF A\auns
artificiais e estaçoes espaciais. sses canais operam com ondas de rádio na faixa de · ". -0
d . . condiça
parâmetros devem ser levados em conta, quan o se usa um canal deste tipo, tais como. a
do tempo, a localização geográfica e as estações do ano.

~
- - - -- - - - - - - - - - - - - -- -- - - - - -- -----=-=
. _ ~ - de Sí11a1s
missao
58 -· - ·-·.,..,.,._,_,_,_...... . ...
Multiplexaçao e rans 1
jsincronismo de quadro/alannes +=== sinaliza~ão
sincronismo de multiquadro
UTILIZAÇÃO
dos canais
GERALDO
QUADRO 1 F 1
1
1
2
1
- -
1
- - - 1 15 1 s j 11 j 1s j- - - - - - - - - j 31 j
-codificação dos canais de voz ' JANELAS
CODIFIC. DOS
SINAIS DE VOZ BITS I A 8 DAS JANELAS RESERVADAS AOS CANAIS DE VOZ

JANELAS O DE TODOS OS QUADROS PARES


SINCRONISMO
DEQUADRO
bit genérico(( ou O) à xj o 1 o 1 1 1 1 o 1 1 1 BITS
disposição das
1 1 1 1 seqüê~cia p~dronizada d~ bjts
administrações ---' para sincronismo nas pos1çoes
2a8
JANELAS O DE TODOS OS QUADROS ÍMPARES

ALARMES E
bitge~érico( I ou0)à I X 1 1 1 FAI Ali A21 A31 A~ A51 BITS
TELEMETRIA
d1spos1ção das
admini strações - -
I T
-i::
1
1 bits genéricos(! ou O)
reservados para outros alarmes
bit de diferenciação em relação bit genérico( 1 ou O) e telemetria
ao caso anterior nara alarme de falha de sincronismo ao terminal distante
SINCRONISMO JANELA 16 DO QUADRO O
DE
o o o xj xj X X BITS
seqüência padronizada 1 1 1 1 1 1
MULTIQUADRO 1 bit genéricos (1 ou O) à
de bits. sincronizaçro----2
noo M•;•~•• 1 a 4 º' disposição das administrações

JANELAS 16 DO QUAQRO I A 15
QUADRO 1
SINALIZAÇÃO
DOS
CANAIS 1
xj o
1
1
1
1
1
o
1
1
1
1
1
BITS

seqüência de bits genéricos


( 1 ou O) reservada para
sinalização do canal 1
º' 1 1 seqüência de bits genéricos
( 1 ou 0) reservada para
sinalização do canal 17
QUADR02

1
xj o
1 1 1
1
1
o
1 1 1
1
1
BITS
idem para o canal 2..___!
º' idem para o canal 18

Figura 3.8: Alocação de informações para um TDM de 30 canais.

3.5.3 Efeitos Sobre o Sinal Transmitido


• Filtragem - Esse tipo de efeito tende a reduzir a banda disponível da portadora modulada, visto que esta
filtragem surte efeito na forma de onda portadora modulada, ocasionando também uma distorção de fase;

• Doppler - Esse efeito faz com que a frequência da portadora não seja idêntica na recepção, em virtude
do desvio provocado na frequência. Afeta a recepção do sinal de sincronização;

• Desvanecimento - É o nome dado para se caracterizar o fenômeno da existência de variações aleatórias


ao longo do tempo da intensidade do sinal recebido. Essa variação tem como referência o valor de campo
recebido em espaço livre. As causas do desvanecimento se encontram no meio de propagação, ou seja,
tal fenômeno não estaria presente nas ligações caso não existisse entre as antenas um meio sujeito a
mudanças nas suas características;
• Percursos múltiplos - O sinal resultante recebido é a soma de um raio direto entre as antenas e outros
raios que seguem trajetos distintos desse raio direto. Esses trajetos distintos, designados por percursos

J.5 Transmissão de Sinais 59


U. C. G.
tlBLIOTECA
2
2
Tributário de mais alta taxa

1 1 1 1 1 1 11
Bit de j ustificação para usuário 1
Bit de justificação para usuário 2
1 1 1 1 \ \ 11
2
Tributário de mais baixa taxa

Figura 3.9: Exemplo da técnica de justificação.

MEMÓRIA LEITURA
GRAVAÇÃO DESTINO
FONTE ELÁSTICA

RÉLOGIO RÉLOG!O

Figura 3.10: A memória elástica substituindo a memória intermediária.

múltiplos, são originados das refrações e reflexões (ainda que de pequena intensidade) resultante de
irregularidades na constante dielétrica da atmosfera com a altitude. A energia transportada através desses
percursos múltiplos é, em geral, bem inferior àquela associada ao feixe principal. Entretanto, quando o
feixe principal, por um motivo qualquer (obstrução parcial, interferência por reflexão no terreno) sofre
uma atenuação considerável, a energia recebida através dos percursos múltiplos passa a desempenhar um
papel importante, dando origem a fenômenos de interferência apreciáveis.

3.5.4 Antenas
A antena é O elemento irradiador de energia do sistema de transmissão. A antena pode ser definida e vista por
dois ângulos: como dispositivo transmissor e como dispositivo receptor. Na transmissão, a antena é a região
de transição entre uma onda guiada e uma onda no espaço livre. Na recepção, a antena é a região de transição
entre uma onda no espaço livre e uma onda guiada.
Os parâmetros da antena são: Padrão da antena, ganho da antena, impedância terminal da antena, 0 diagra·
ma de irradiação, 0 ângulo do feixe, a área do feixe, a abertura efetiva, a largura da banda e a temperatura de
ruído da antena. As antenas para satélite são classificadas em globais e setoriais:

• Antenas globais: cobrem toda a superfície da terra, a partir de um satélite;

• Antenas setoriais: cobre apenas uma região pré-determinada da terra.

. lexação e Transm1ssao
Multtp . - de Sinais
60
.. J
SIMBOLOGIA:
Leiturà

Célula ocupada
(com informação útil gravada e·não lida)

Célula livre
Uá lida e pronta para nova gravação)

- , REGENERADOR
UMA ENTRADA DE CRAVAÇÃO
.

Figura 3.11: Princípio de funcionamento da memória elástica.

A antena global tem uma abertura de aproximadamente 18º, suficiente para cobrir praticamente um hemisfério
terrestre. A antena setorial tem uma abertura em tomo de 4º , que permite a iluminação de um país com as
dimensões do Brasil.

3.6 Exercícios
1. Existem três técnicas de multiplexação. Descreva-as e liste suas principais características.

2. Explique os conceitos de janela, quadro e multiquadro.

3. O antigo CCITT padronizou TDM's em cinco categorias. Esboce o plano de hierarquias do rnultiplex
PCM para o Brasil.

4. Mostre como a técnica de justificação é usada para sincronizar TDMs plesiócronos.

61
3.6 Exercícios
m(t) .
PORTADORA

C(t) .- AMPLIFICADOR ,,
J
,,
antena

Banda Básica
- MODULADOR
DEPOT~NCIA
~

Linha G uiada

Figura 3.12: Diagrama de blocos da transmissão da portadora.

5. Ilustre o princípio de funcionamento da memória elástica. Por que a memória elástica tem a capacidade
de absorver flutuações no sistema?

6. Como funciona a multiplexação em freqüência?

7. Quais os subsistemas de transmissão?

8. Quais os principais tipos de canais? Cite exemplos de cada tipo.

9. Explique os efeitos do canal sobre o sinal transmitido.

62 . . ~ de s;naiS
Multiplexação e Transmissao
.. ;
,~
p;z

Capítulo 4

A Rede Telefônica

Uma das estruturas de comunicações mais complexas e de maior capilaridade, a rede telefônica evoluiu a partir
do serviço telefônico básico para um portifólio de serviços denso e variado. A rede telefônica é composta pela
rede de longa distância, que inclui as centrais interurbanas e internacionais e os respectivos entrocamentos; a
rede local, contendo as centrais e entroncamentos em área urbana e o enlace do assinante, constituído pelos
terminais e linhas de assinante.
Os assinantes de urna operadora telefônica demandam diferentes serviços, que podem incluir:

• Transmissão de dados;

• Telefonia;

• Telex;

• Comunicações móveis;

• Acesso à Internet;

• Transmissão de vídeo.

Para a provisão desses serviços, a operadora usualmente estrutura seu sistema em teri:nos de diferent~s redes
de comunicações, com características que otimizam o fornecimento de determinado serviço. Exemplos mcluem
(Flood, 1995):

• Rede telefônica pública comutada (RTPC);

• Rede pública comutada telegráfica (Telex);

• Redes privadas;

• Sistema móvel celular (SMC);

• Rede pública de transmissão de dados;

• Provedores de serviço Internet.


. , h. uia em redes interurbanas e redes locais. As
As redes telefônicas podem ser classificadas, quanto a terarq . ' , - telefônicas) e redes de
·
redes locais se dividem em redes de assmantes (que l'gam
1 os assmantes as
.
estaçoesd m ser classificadas em
- · ) p fim as redes de assinantes po e
entroncamentos (que interligam as estaçoes 1ocats · or ' . ) ed . temas (terciárias) (Neto et ai.,
· 'bmçao
redes de alimentação (primárias), redes de dtstn · - (secundárias e r es m
199)).

U. C. G.
tlBLIOTECA
Quanto ao método de comutação, as redes podem utilizar a comutação de circuitos ou de pacotes. Comu-
tação de circuitos é a estratégia de alocação que reserva imediatamente todos os recursos requeridos em todos
os subsistemas de telecomunicações que ligam a origem ao destino, mantendo-os reservados enquanto durar
ª conexão. A comutação de circuitos tem sido tradicionalmente usada para telefonia. Ela é adequada para
chamadas com alto índice de utilização (alto fator de utilização p).
. A comutação de pacotes é projetada para sistemas com fator de utilização baixo, quando os recursos são uti-
lizados por apenas uma fração do tempo. Atualmente, a comutação de pacotes é mais usada para comunicações
entre computadores. Isso inclui transmissão de voz e imagem, quando disponível no sistema. Na comutação de
pacotes a chamada pode ser rejeitada quando o sistema estiver congestionado (Girard, 1990).
Este capítulo apresenta os componentes básicos da rede telefônica, incluindo a central telefônica e sua
função na estrutura da rede, a sinalização em canal comum, os métodos de sincronização, o concentrador de ter-
minais e aspectos de confiabilidade e segurança do sistema. Também será analisado o processo de digitalização
da rede, enfatizando o papel da rede digital de serviços integrados (RDSI).

O Central tllndem

O Central local lenninal de assinanle

CD Central trânsilo IU

cntrocamcnto terminal lU

central 1rânsi10 IU

cntroncamcn10 IU

Figura 4.1: Estrutura topológica da rede telefônica.

4.1 A Central Telefônica


A central telefônica, apesar de ser a entidade menos visível da rede d0 .
. . . , . , ponto de vista d0 , · eu
subsistema mais importante. Quanto a aplicação, as centrais telefo~n· usuano, representas
icas podem se 1 ·fi 'br as
e privadas. As centrais privadas são utilizadas nas indústrias empresa r c assi cadas em pu ic
' s e outros set · I me
de tráfego imponha. Os aparelhos telefônicos ligados a uma central privad _ ores nos quais O vo u
a sao chamados ramais, enquanto

64 A Rede Telefônico
Incemacional

Classe J

Classe II

Classe IJl

Classe IV

Central local

Figura 4.2: Classes de centrais interurbanas.

os enlaces com a central local são chamados troncos. As centrais públicas são classificadas de acordo com a
abrangência e os tipos de ligações que efetuam em:

• Central local - Onde chegam as linhas de assinantes e se faz a comutação local. A interligação de centrais
locais forma uma rede em malha ou..sistema local;

• Central tandem· local - Comuta ligações entre éentrais locais, formando uma rede em estrela;

• Central tandem interurbana - Interliga centrais interurbanas;

• Central trânsito interurbana - Interliga dois ou mais sistemas locais, inclusive por intermédio de uma
central tandem local. Essas centrais interligam-se diretamente ou através de outra central trânsito;

• Central trânsito internacional - Faz a interligação entre países.

A denomimação central tandem está sendo mudada para central trânsito, como recomendação da Telebrás,
mas permanece no jargão do sistema.
Os níveis hierárquicos entre as centrais da Rede de Telefonia Pública Comutada (RTPC) são chamados de
classes. As classes de centrais interurbanas, ilustradas na Figura 4.2, são as seguintes:

• Central trânsito classe I - Representa o nível mais elevado da rede interurbana. Essa central tem acesso
a pelo menos uma central que processa tráfego internacional;
~ · · b b d ' da a uma central trânsito classe I;
• Central trânsito classe II - Central de transito mterur ana, su or ma ·

65
4· 1 A Central Telefônica
b dinada a uma central trânsito classe II;
Ansito interurbana, su or
• Central trânsito classe III - Centra1de t ra A .
. . b bordinada a uma central transito classe III,
• Central trânsito classe IV - Central de trânsito mterur ana, su
interligada li centrais locais; _ . . _
_ . · · a gerência, distribuição, concentraçao, mterligaçao e
As centrais telefônicas tê~ como funço~s pnncir:~scentrais telefônicas tiveram uma evolução tecnológica
tarifação das chamadas produzidas pelos assinantes.
considerável nos últimos anos, como se pode ver:
'
< .. , , d d 60 comutação era eletromecânica com as funções lógicas de comando
• Inicialmente, e ate a deca a e , ª A.
e controle, além da conexão, executadas por dispositivos eletromecamcos.
- · A · na qual as funções lógicas de comando e controle são executadas por
• A comutaçao semi-e1etromca, A. . . , .
dispositivos eletrônicos e a conexão é eletromecamca, surgiu no in1c10 dos anos 70.
, • A década de 80 presenciou o surgimento da comutação eletrônica, na qual as funções lógic~s_pe comandQ,_
controle e conexão são executa_gª-s por dispositivos eletrôni~ Essas centrais empregam computadores
p ara a gestão de p~~cessos e são conhecidas como Centrais de Programa Armazenado (CPA's).

Emprego de Concentradores na Rede


Um concentrador conecta a um enlace PCM um número de unidades de linhas de assinantes maior que o
número de janelas de tempo (time slots) do enlace. Os concentradores podem ser controlados pelo processador
da central principal, por meio de sinais enviados no próprio enlace PCM (por exemplo, na janela 16 do sistema
de 30 canais). No entanto, se a ligação entre o concentrador remoto e a central cair, os assinantes ligados ao
concentrador perdem todos os serviços (Flood, 1995).
Concentradores são cada vez mais empregados como opção para localidades remotas. Os concentradores
podem prover facilidades de ligação entre seus próprios assinantes, que permanecem ativas mesmo no caso de
uma falha no enlace PCM. A saída do concentrador é um sinal TDM de primeira ordem com 30 canais, como
mostrado na Figura 4.3.

4.2 Sinalização na Rede Telefônica


4.2.1 Sinalização de Linha

A sinalização
. de linha ocorre
. entre juntares de centrais distintas e não e' perceb·d
1 a pe1os assinantes.
· Os si·nai·s
de lmha podem ser classificados em:

• Ocupação - O sinal de ocupação é emitido pelo juntar de saída de onde , h l


. , . . . provem a c amada para a centra
que a enviara para o assinante chamado, com o obJetJvo de acionar O · t d
Jun or e entrada desta central;
• Atendimento - O sinal de atendimento é gerado pelo juntor de entrad (d . ·d
. _ . , . . a a centra1 para onde foi envia o
0 smal de ocupaçao), para o JUntor de sa1da, md1cando ao chamador . te
. _ O momento em que o assman
chamado aten de a 11gaçao;

• Desligar para trás - O sinal de desligar para trás também é gerado pelo m . . . d
esmo JUntor, md1can o que 0
assinante chamado colocou o fone no gancho;

• Desligar para frente - O sinal de desli~ar para frente é emitido pelo juntor de saída da central de onde
vem o sinal do assinante chamador n~ instante em que este repõe o telefone no gancho, para indicar ao
juntor de entrada que o chamador desltgou;

A Rede Telefônica
66
:------------- -- -- ---- --- - -- -- -- -r - - - - --- --- --- ---- --- --
1
'
'

Central

IV

li
----- -- -- --- ----- --- - ----- - --
-
~ 1
--- ------ -------- --- --- --- ---- ----- --- -

Figura 4.3: A função do concentrador na rede telefônica.

• Confirmação de desconexão - O sinal de confirmação de desconexão é uma resposta do juntor de entrada


ao sinal anterior;

• Desconexão forçada - O sinal de desconexão forçada é um sinal temporizado, cuja temporização tem
início no momento do envi~ da sinalização de desligar para trás. O sinal de desconexão forçada também
é gerado pelo juntor de entrada da central do assinante chamado. Geralmente esta temporização é 90
segundos;

• Tarifação - O sinal de tarifação é emitido a partir do ponto de tarifação para o contador do assinante
chamador, de acordo com o degrau tarifário correspondente;

• Bloqueio - O sinal de bloqueio ocorre quando há falha ou bloqueio (efetuado por operador) no juntor de
entrada da central do assinante chamado. Quando isto ocorre o juntor de saída também fica bloqueado;

• Re-chamada - O sinal de re-chamada ocorre geralmente quando se utiliza nessa operadora, para re-
chamar o assinante chamado, após este ter desligado (reposto o telefone no gancho).

Qs sina.is que são gerados no lado do assinante que ori~ina a chamada são denominados sinais para frente:
ocupação;' desligar para frente e re-chamada. Os que são gerados no lado do ..assinante chamado _são _os~
.,Para trás: atendimento, desligar para trás, confirmação de desconexão, desconexão forçada, tanfaçao e blo-
queio.

4.2.2 Sinalização de Registrador


.
A sinalização , - d t l das centrais ocorre no início da
de registrador (ou registro) é trocada entre orgaos e con roe .' hamador ouve
1· - . . ,O
igaçao, entre assinantes de centrais dtstmtas, ate momen °
t em que O telefone do assinante c
d ão existe o método
o sinal
· sonoro indicando que o outro assinante· tá
es sen d chamado °está ocupa o '
ou n ·

67
4-2 Sinalização na Rede Telefônica
li"'

de sinalização pode ser por pulsos decádicos ou por sinais multifreqüenciais. A sinalização multifreqüencial,
ainda utilizada no País, está cedendo lugar para a sinalização de canal comum. Não se deve confundir esta
sinalização com a sinalização a partir do aparelho telefônico, onde ainda predomina no Brasil a sinalização por
pulsos. A sinalização por pulsos decádicos era utilizada nas centrais passo-a-passo. O s sinais emitidos erarn
apenas para frente.
A sinalização por sinais multifreqüenciais pode ser do tipo MF (Multifreqüencial) ou MFC (Multifreqüen-
cial Compelida). A sinalização do tipo MF só emite sinais para frente. A MFC emite sinais para frente e para
trás. Este tipo de sinalização é a adotada no sistema Telebrás. A sinalização MFC foi desenvolvida na Europa
e possui muitas variantes. No Brasil e adotada a variante se. Esta seção trata apenas da sinalização MFC.

4.2.3 Sinalização MFC


A sinalização de registro nas centrais atuais pode ser mostrada por meio de comandos do software das mesmas.
Isto é muito útil para acompanhar problemas de encaminhamento e congestionamento, pois na sinalização
MFC cada sinal enviado compele o registrador de destino a emitir um sinal de volta, caso contrário a ligação é
interrompida. Porisso se utilizada o nome sinalização compelida.
Na sinalização MFC, são utilizadas 12 freqüências, sendo 6 utilizadas pelos sinais para frente e 6 pelos
sinais para trás. Os sinais para frente utilizam as seguintes freqüências: 1380 Hz, 1500 Hz, 1620 Hz, 1740 Hz
1860 Hz e 1980 Hz. Os sinais para trás utilizam freqüências mais baixas: 540 Hz, 660 Hz, 780 Hz, 900 Hz:
1020 Hz e 1140 Hz. Os sinais MFC são formados por combinações de duas freqüências dentre cada bloco de
seis. O envio de um sinal para frente produz o envio de sinal para trás.

4.2.4 Classificação
Os sinais MFC são divididos em quatro grupos, sendo dois para sinais para frente e dois para sinais para trás.
Os sinais para frente podem ser:

• Grupo I - Sinais referentes a informações numéricas e de seleção;

• Grupo 1- Sinais referentes à categoria do assinante originador da chamada.


Os sinais para trás também se dividem em dois grupos:

• Grupo_ A - Sinais referentes à solicitação de informações à central anterior para O estabelecimento da


conexao; '

• Grupo B - Sinais referentes ao estado da linha do assinante chamado.

Sinais para Frente

Como já foi dito anteriormente, os sinais MFC são gerados por combina - d d . ..A •e
, . _ , . çao e uas entre seis frequenc1as ,
portanto, ha I 5 combmaçoes poss1ve1s. Desta forma a Tabela 4 1 ilustra O d. d . d · 1
. , . · qua I o emonstrat1vo de ca a sina ·
Pode-se venficar, pela analise da Tabela 4.1, que os sinais do Grupo r sa-0 ~ . - , ·cas
_ . . _ . . re,erentes a mformaçoes numen
e de seleçao. Os sma1s do Grupo II sao relativos a informações sobre a categona · d o assmante
. c hamad or.

Sinais para Trás


Analogamente, a Tabela 4.2 indica o significado dos 15 sinais de cada grupo de sinais para trás. Os sinais do
grupo A se referem a solicitações para possibilitar o estabelecimento da conexão. Os sinais do grupo B se
referem ao estado e classe do assinante chamado.

68 A Rede Telefônico
Sinal GRUPOI GRUPO II
1 Algarismo I Assinante comum
2 Algarismo 2 Assinante com tarifaç ão imediata
3 Algarismo 3 Equipamento de teste
4 Algarismo 4 Telefone público
5 Algarismo 5 Mesa operadora
6 Algarismo 6 Equipamento de transmissão de dados
7 Algarismo 7 Telefone público interurbano
8 Algarismo 8 Serviço internacional
9 Algarismo 9 Serviço internacional
10 Algarismo O Serviço internacional
11 Inserção de semi-supressor de eco na origem Reserva
12 Pedido recusado Reserva
'
indicação de trânsito internacional
13 Reserva Reserva
14 Inserção de semi-supressor de eco Reserva
15 Fim de número Reserva

Tabela 4.1: Sinalização MFC/5C - Sinais para frente.

4.2.5 Características dos Sinais MFC


As seguintes características de transmissão devem ser observadas:

1. Os sinais devem ter desvio máximo de freqüência de ±4 Hz;

2. A potência de cada sinal deve ser -8 ± 1 dBm;

3. O nível global de potência de todas as freqüências emitidas entre 300 e 400 Hz, resultante da distorção
harmônica e da intermodulação será, no mínimo, 37 dBm inferior ao nível de cada freqüência de sinali-
zação;

4. O equivalente de referência medido a 800 Hz entre as extremidades a dois fios de conversação do primeiro
registrador multifreqüencial deve ficar entre 1 e 23 dB, incluídas as variações temporais;

5. A variação do ER (equivalente de referência) não deve ser superior a 3 dB, na faixa de 530 a 1990 Hz;

6. As duas condições acima devem ser satisfeitas para todos os pontos da cadeia de comutação onde es-
tiverem ligados registradores com sinalização MFC;

7. O produto de intermodulação de duas freqüências de sinalização, introduzidos pela cadeia de circuitos,


devem ter pelo menos 32 dB abaixo do nível da freqüência de nível mais elevado.

4.2.6 Sinalização entre Mesas e Juntores Associados


As mesas operadoras hoje estão em desuso, visto que equipamentos mais modernos, como as m~sas ~e ~ABX,
as substituíram. Contudo, ainda existem postos de serviços (PS) em localidades afastadas, hóteis, mateis'. que
utilizam tais equipamentos. A sinalização entre mesas e juntares associados pode ser dividida em quatro tipos:

1. Sinalização com supervisão completa;

69
4.2 Sinalização na Rede Telefônica
U. C. G.
tlBLIOTECA
Sinal GRUPO A GRUPOB
l Enviar o próximo algarismo Assinante livre com tarifação
2 Enviar o primeiro algarismo Assinante ocupado
3 Passar para o Grupo B Assinante com número mudado
4 Congestionamento Congestionamento
5 Enviar categoria e identidade Assinante livre sem tarifação
do assinante chamador
6 Reserva Assinante livre com tarifação.
Retenção sob O controle do assinante chamado
7 Enviar o algarismo n-2 Número vago
8 Enviar o algarismo n-3 Assinante com defeito
9 Enviar o algarismo n-1 Reserva
10 Reserva Reserva
11 Enviar a indicação de trânsito internacional Reserva
12 Serviço Internacional Serviço Internacional
13 Serviço Internacional Serviço Internacional
14 Serviço Internacional Serviço Internacional
15 Serviço Internacional Serviço Internacional

Tabela 4.2: Sinalização MFC/5C - Sinais para trás.

2. Sinalização com supervisão incompleta;

3. Sinalização sem supervisão;

4. Sinalização com corrente de toque.

Como as mesas são cada vez mais raras, este tipo de sinalização não será analisado.

4.2.7 Sinalização Acústica

A sinalização acústica tem por finalidadde indicar aos assinantes o estado de operação dos sistema telefônico.
Ela é a única sinalização perceptível pelos assinantes. Os sinais são os seguintes: tom de discar, tom de controle
de chamada, tom de ocupado, tom de número inacessível e corrente de toque.

• o tom de discar é a sinalização enviada pela central ao assinante chamador, indicando que a mesma está
pronta para receber e armazenar qs números teclados. O sinal tem freqüência de 425 ± 25 Hz emitido
continuamente, com potência de -10 ± 5 dBm;

• O tom de controle de chamada é enviado pela central indicando ao chamador que O assinante chamado
está livre. Este sinal é enviado juntamente com a corrente de toque que vai para ~ assinante chamado.
Este sinal também tem a freqüência de 425 ± 25 Hz, porém emiti_do durante 1,0 ± O, 1s, seguido de um
período de silêncio com duração de 4,0 ± 0,4s. A potência deste sinal é de -10 ± 5dBm;

• o tom de ocupado é enviado ao assinante chamador, indicando uma das seguintes ocorrências··
- O assinante chamado está ocupado;
.
Há congest1onamen to em algum ponto da cadeia de comutação;

-- ---------------------------------~01ed~;
70
A Rede Telefôncc·a ---
- O assinante chamador cometeu err d.
o ao iscar
- O número discado não está acessível à t . d
ca egon a o chamador.
Este sinal é gerado pela central do ·
em intervalos de 250 ± . assinante ch~mador. A freqüência do sinal é de 425 ± 25 Hz, emitido
25
± 5 dBm; ms intercalados com mtervalos iguais de silêncio. A potência deste sinal é -1 O

• O tom de número inacessível é env·ad ·


1 0 ao assinante
_ d chamador por um juntor especial para indicar que a
h d
c ama a nao po e ser completada d · '
. por uma as seguintes razões: o número chamado não existe· a linha
do assinante chamado está com deti ·t · , · · '
.. ei o, o numero do assmante foi mudado. A freqüência do sinal é de
425 ± 25 Hz, em1t1do em períodos alt d d
• A • ema os e 250 ± 25ms e 750 ± 75ms, intercaladas por períodos
de silencio de 250 ± 25ms. A potência do sinal é de -10 ± 5 dBm·
'
• A corrente de toque é a sinalizaça-o e nvia · da pe1a central ao assinante
· · ·
chamado para indicar que há uma
chamada para o mesmo. O sinal ocorre na frequenc1a A ..• de 25 ± 2 5 H z que' aciona
· ·
a campainha do
aparelho
. telefônico
. , os intervalos sa-o os m d d ' ' ,
esmos o tom e controle de chamada, porem eles podem nao -
estar smcromzados.

4.3 Sinalização em Canal Comum


As informações para o controle e supervisão da rede telefônica podem ser transmitidas de duas formas (Man-
terfield, 1991):

1. Sinalização por canal associado ( Channel Associated Signalling - CAS), em que a informação de sinali-
zação é transferida pelo próprio circuito;

2. Sinalização em canal comum (Common-Channel Signalling - CCS), quando a sinalização é fornecida


em comum para um conjunto de circuitos.

Até fins da década de 80 e meados da década de 90, a sinalização dominante era a de canal associado,
conhecida como sinalização MFC (Multifreqüencial Compelida) ou CCITI número 5. Nesse sistema, os sinais
para o estabelecimento de uma chamada, por exemplo, são enviados no mesmo circuito no qual trafega o
sinal de voz. Esses sinais formam a sinalização entre registradores e são compostos de pares de freqüências
escolhidas de um conj unto prédefinido. Os sinais para frente são formados com a combinação de freqüências na
faixa de 1380 Hz a 1980 Hz em passos de 120 Hz. Os sinais para trás são montados com pares de freqüências
na faixa de 540 Hz a 1140 Hz.
Para o caso de sistemas FDM, a sinalização é transmitida fora da faixa alocada para a voz (300 Hz a
3400 Hz), ou seja, na faixa de 3400 Hz a 4000 Hz. A freqüência recomendada pelo CCITI para sinalização
fora da faixa é 3825 Hz (Manterfield, 1991).
A introdução de computadores deu maior versatilidade às funções de comando e controle nas centra!s
CPA, permitindo a padronização de uma técnica de sinalização em que os sinais são transmitidos em canais
dedicados. A Figura 4.4 ilustra a sinalização em canal comum, que vem sendo adotada em todo o mundo, por
conta de algumas razões fundamentais:

• Rápidas mudanças nas técnicas de controle das centrais;

• As limitações da sinalização por canal associado;

• O potencial de evolução da sinalização em canal comum.

As vantagens do método de sinalização em canal comum são:

71
43s · ·
· znailzação em Canal Comum
-
Circuitos de tráfego
X -
-;--
___,__
~

- X
Circuitos de sinalização
,, Processador
Processador de
' ''
1 :
comutação
de
,,
1'
comutação Canal

de sinalização

Figura 4.4: Ilustração da sinalização em canal comum.

• Separar as infonnações telefônicas e de sinalização;


• Ampliar a taxa de transmissão da sinalização, além do número de funções e protocolo.

A introdução da sinalização em canal comum apresenta diversas vantagens, mas requisitos adicionais são
anotados em três áreas principais:

• Implantação de detecção e correção de erros;

• Segurança contra interrupções;

• Sobrecarga no processamento.

o sistema CCS do CCITI é também conhecido como sistema de sinalização comum número 7 ou SS#7.
o objetivo principal do SS#7 é prover um sistema de sinalização por canal comum, padronizado internacional-
mente, que:

• Seja otimizado para operação em redes digitais;

• Satisfaça os requisitos atuais e futuros de transferência de informação entre processadores nas redes
digitais;

• Seja confiável na presença de distúrbios de transmissão e falhas na rede.

Por canal comum, entende-se que existe um canal de comunicação dedicado à sinalização entre dois pro-
cessadores, independente de outros canais de informações. O SS#7 cuida da sinalização para comunicações
associadas a circuitos ou não, sendo otimizado para operar com canais a 64 kbits/s. o
sistema é usualmente
montado com redundância de enlaces de sinalização e funções para comutação automática de tráfego de sinali-
zação para vias alternativas.

4.3.1 Premissas para a Arquitetura CCS

Um grande número de fatores influenciam o projeto de uma arquitetura para a sinalização em canal comum-
Dentre os fatores mais importantes, podem-se citar (Manterfield, 1991 ):

l . A arquitetura CCS deve embutir um potencial para evolução, permitindo que requisitos atuais e futuros
possam ser atendidos;

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A Rede TelefôntC
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