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Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Educação 2017 PNAD contínua


ISBN 978-85-240-4458-8
© IBGE, 2018

O tema educação contemplado na Pesquisa Nacional por Amostra


de Domicílios Contínua - PNAD Contínua1 é investigado trimestral- Taxa de analfabetismo (1)
mente, por meio de um módulo sobre as características básicas de
educação para as pessoas de 5 anos ou mais de idade, e anualmen- 2016 2017

te, no segundo trimestre2 de cada ano civil, por meio do módulo Homem 7,4 % 7,1 %
ampliado para todas as pessoas da amostra. Mulher
7,0 % 6,8 %
Tendo em vista retratar o panorama educacional da popula-
ção do Brasil, são apresentados os resultados do módulo amplia- 2016 2017

do de educação com referência no segundo trimestre de 2017, Branca 4,2 % 4,0 %


assim como algumas comparações com os resultados do mesmo
trimestre do ano anterior.
Preta ou
parda 9,9 % 9,3 %
(1) Pessoas de 15 anos ou mais de idade.

O sistema educacional brasileiro


Nível de instrução (2)
Para entender o sistema educacional brasileiro é necessário consi-
derar as disposições mais recentes da Lei de Diretrizes e Bases da 2016 2017

Educação Nacional - LDB (Lei n. 9.394, de 20.12.1996) e outras le- Sem instrução
7,8 % 7,2 %
gislações associadas à educação, para medir o seu alcance nos as- Concluíram ao
menos a etapa
pectos definidos como obrigatórios e também nas alternativas de do ensino básico 45,0 % 46,1 %
obrigatório
educação e modalidades de ensino. Segundo a LDB, a educação
básica contempla a educação infantil (creche e pré-escola), o ensi- (2) Pessoas de 25 anos ou mais de idade.

no fundamental e o ensino médio. Ela pode ser oferecida por meio


do ensino regular, da educação especial3 e da educação de jovens e Número médio de anos de estudo (3)
adultos. A educação superior, por sua vez, oferece cursos de gradu-
ação, pós-graduação, sequenciais e de extensão, não sendo os dois Norte Nordeste
últimos investigados na PNAD Contínua. 8,3 7,6
8,6 7,7
Brasil
1
Por decisão editorial, a partir de 2017 a publicação passou a ser divulgada em duas partes: 8,9 Sudeste
a primeira corresponde a este informativo, que destaca os principais resultados da pesquisa, 9,1 Centro-Oeste 9,7
e a segunda é constituída por Notas técnicas, entre outros elementos textuais, apresentando 9,2 9,9
considerações de natureza metodológica sobre a pesquisa. As tabelas de resultados, as notas 9,5
técnicas e demais informações sobre a PNAD Contínua encontram-se disponíveis no portal Sul
do IBGE na Internet, no endereço: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas-novoportal/sociais/ 9,2
trabalho/17270-pnad-continua.html?edicao=21073>. 9,4 (3) Pessoas de 25 anos
2 2016 2017
A fixação da coleta do módulo ampliado em um único trimestre busca garantir que o período ou mais de idade.
de matrículas já tenha ocorrido, e que o período letivo não tenha terminado, evitando fases de
transição entre um nível escolar e outro.
3
Modalidade oferecida para educando com deficiências, transtornos globais do desenvolvimento Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
ou superdotação. Na PNAD Contínua, esta modalidade é captada juntamente à educação regular. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
PNAD contínua
O ensino regular sofreu mudanças ao longo dos anos e, com isso, A redução da taxa de analfabetismo entre 2016 e 2017 foi
a nomenclatura e a estruturação dos cursos variou conforme o perí- observada para homens e mulheres, assim como para pessoas
odo: anterior a 1971 e entre 1971 e 1996. O atual ensino fundamen- de cor preta ou parda. Em 2017, a taxa de analfabetismo para os
tal é equivalente ao 1º grau e ao primário/elementar mais o ginasial/ homens de 15 anos ou mais de idade foi 7,1% e para as mulheres,
médio 1º ciclo; o ensino médio equivale ao 2º grau e ao científico/ 6,8% (em 2016, foram respectivamente 7,4% e 7,0%). Entre as
clássico; e a educação de jovens e adultos, por sua vez, corresponde pessoas de 15 anos ou mais de cor branca, 4,0% eram analfabe-
ao supletivo. Por fim, a LDB define a educação profissional e tecno- tas, enquanto que entre as de cor preta ou parda a taxa foi 9,3%
lógica nas modalidades de qualificação profissional, técnica de nível (redução de 0,5 p.p.).
médio e tecnológica de graduação e pós-graduação. Nas Grandes Regiões brasileiras, verificou-se, com exceção da
Região Sul, um declínio da taxa de analfabetismo para as pessoas
com 60 anos ou mais entre 2016 e 2017. Considerando as pessoas
Analfabetismo de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo diminuiu na Região
No Brasil, em 2017, a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos Norte, Sudeste e Centro-Oeste, mantendo-se estável nas demais
ou mais de idade foi estimada em 7,0% (11,5 milhões de analfabe- regiões. Cabe destacar que tal indicador reflete as desigualdades
tos). Se comparada a taxa de 2016 (7,2%), o número de pessoas de regionais, na medida em que as Regiões Nordeste e Norte apresen-
15 anos ou mais que eram analfabetos apresentou uma redução de taram as taxas de analfabetismo mais elevadas – 8% e 14,5%, res-
aproximadamente 300 mil pessoas. pectivamente, para pessoas com 15 anos ou mais de idade, frente
a taxa de 3,5% nas Regiões Sudeste e Sul e a taxa de 5,2% na Região
A relação direta do analfabetismo com a idade mostra o caráter
Centro-Oeste. Adicionalmente, na Região Nordeste, 38,6% da po-
estrutural desse indicador, ou seja, a taxa de analfabetismo, mes-
pulação de 60 anos ou mais não sabia ler ou escrever um bilhete
mo em queda, persiste mais alta para as idades mais avançadas. Em
simples, sendo quase quatro vezes maior que a taxa do Sudeste
2017, entre as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa foi 19,3%, 1,1
para o mesmo grupo etário, 10,6% em 2017.
ponto percentual (p.p.) menor do que em 2016 (20,4%).

Taxa de analfabetismo, por grupos de idade,


Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos segundo as Grandes Regiões (%)
ou mais de idade
15 anos ou mais 60 anos ou mais
Taxa de
Grupos de idade (%) analfabetismo
2016 2017 Variação 2016 2017 Variação
20,4
19,3 Brasil 7,2 7,0  20,4 19,3 
Norte 8,5 8,0  30,0 27,4 
12,3
11,9 Nordeste 14,8 14,5  39,8 38,6 
7,7 7,4
8,8 8,5 Sudeste 3,8 3,5  11,7 10,6 
7,2 7,0
Sul 3,6 3,5  11,3 10,9 
Centro-Oeste 5,7 5,2  21,1 18,9 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
15 anos 18 anos 25 anos 40 anos 60 anos Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
ou mais ou mais ou mais ou mais ou mais
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando dire-
cionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.
Sexo (%) Cor ou raça (%)

9,9 9,3
7,4 7,1
Com o objetivo de estabelecer metas, estratégias e diretrizes
7,0 6,8
para a política educacional brasileira e promover avanços educacio-
4,2 (1) 4,0
nais no país, o Plano Nacional de Educação - PNE, instituído pela Lei
n. 13.005, de 25.06.2014, determinou na Meta 9 a redução da taxa
Homem Mulher Branca Preta ou de analfabetismo para 6,5%, em 2015, e a erradicação do analfabe-
parda tismo ao final da vigência do Plano, em 2024. Em 2017, as Regiões
2016 2017 Sul, Sudeste e Centro-Oeste já apresentavam taxas menores que a
meta intermediária e caminhavam para a erradicação em 2024. To-
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, davia, Norte e Nordeste se deparavam com outro panorama: taxas
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
mais elevadas que a meta intermediária.
(1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.

2 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua


PNAD contínua
Nível de instrução e anos de estudo

Atualização metodológica máximo de 16 anos. O nível de instrução também sofreu atualiza-


ção, pois o grupo cujo curso mais elevado concluído anteriormen-
A Lei n. 11.274, de 06.02.2006 instituiu o ensino fundamental obri-
te era o CA ou o AJA passou a ser considerado como possuindo
gatório com duração de 9 anos, iniciando-se aos 6 anos de idade.
nível fundamental incompleto.
Essa medida fez com que a Classe de Alfabetização - CA, destinada
à aprendizagem da leitura e escrita antes do ingresso no ensino fun- Nível de instrução
damental de 8 anos, fosse absorvida ao primeiro ano do ensino fun-
O nível de instrução é o indicador que capta o nível educacional
damental de 9 anos. Como a implantação dessa mudança foi gra-
alcançado por cada pessoa, independentemente da duração dos
dual, os instrumentos de coleta foram adaptados para acompanhar
cursos por ela frequentado. Como as escolhas educacionais das
o período de transição, permitindo que os indicadores de anos de
pessoas variam ao longo da vida, esse indicador é melhor avaliado
estudo e nível de instrução pudessem abranger o acréscimo de uma
entre aquelas pessoas que já poderiam ter concluído o seu processo
série no início do ensino fundamental.
regular de escolarização, em geral, em torno dos 25 anos.
Inicialmente, os indicadores de anos de estudo e nível de ins-
No Brasil, a proporção de pessoas de 25 anos ou mais de idade
trução mantiveram a equivalência ao ensino fundamental de 8
que finalizaram a educação básica obrigatória, ou seja, concluíram,
anos, sem que o 1° ano do ensino fundamental de 9 anos fosse
no mínimo, o ensino médio, passou de 45,0%, em 2016, para 46,1%,
considerado 1 ano de estudo completo. Logo, pessoas que haviam
em 2017. Esse aumento, também foi acompanhado por uma redu-
concluído o 1° ano do ensino fundamental de 9 anos permanece-
ção de 0,6 p.p. tanto na proporção de pessoas sem instrução, quan-
ram com “0 anos de estudo” e “sem instrução”. Portanto, o valor to na de pessoas com o fundamental completo.
máximo de anos de estudo continuou igual a 15 anos para quem
Nas Grandes Regiões, exceto a Região Sul, também foi obser-
concluiu o curso superior, visto que a maioria desses cursos pos-
vado o aumento da proporção de pessoas de 25 anos ou mais de
suem 4 anos de duração.
idade que concluíram, ao menos, a educação básica obrigató-
A partir da divulgação dos resultados de 2017, os indicadores ria. A Região Norte apresentou o maior crescimento em termos
de anos de estudo e nível de instrução foram adaptados ao ensino percentuais (1,5 p.p.), tendo, em 2017, 42,1% das pessoas nes-
fundamental de 9 anos. Isso significou que a conclusão do 1° ano sa situação. Contudo, esse valor foi o segundo menor entre as
do ensino fundamental de 9 anos passou a ser considerada como Grandes Regiões, onde apenas o Nordeste exibiu um percentual
1 ano de estudo completo. Complementarmente, a conclusão da inferir, 37,2% em 2017. Já na Região Sudeste, desde 2016, mais da
Classe de Alfabetização - CA e da Alfabetização de Jovens e Adul- metade da população de 25 anos ou mais já havia completado,
tos - AJA também passaram a ser consideradas como equivalen- no mínimo, as etapas da educação básica, chegando a 52,2% em
tes à conclusão do 1° ano do ensino fundamental de 9 anos. Esse 2017 e deixando clara a disparidade em termos educacionais das
acréscimo fez com que os anos de estudo atingissem um valor Grandes Regiões Brasileiras.

Distribuição das pessoas de 25 anos ou mais de idade

Brasil (%) Nível de instrução e Grandes Regiões (%)

7,8 51,1 52,2


Sem instrução (1) 47,7
7,2 46,5
42,1 44,4 45,0
Fundamental incompleto 34,1 40,6
(1) 33,8
ou equivalente 36,2 37,2
Fundamental completo 9,1
ou equivalente 8,5
Médio incompleto 3,9
ou equivalente 4,4
14,9 14,3
Médio completo 26,3 (1)
ou equivalente 9,9 8,8
26,8 7,0 6,8
3,4
45,0 4,5 3,8 4,3 3,9
Superior incompleto
ou equivalente 3,6 46,1
15,3 Norte Nordeste Sudeste Sul Centro- Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-
Superior completo (1) 15,7 Oeste Oeste

Concluíram ao menos a etapa Sem instrução


2016 2017 do ensino básico obrigatório

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
(1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.

Educação 2017
3
PNAD contínua
Os avanços educacionais também foram observados entre as Número médio de anos de estudo
pessoas sem instrução, com redução da sua proporção entre 2016
A média de anos de estudo das pessoas de 25 anos ou mais de
e 2017 nas Grandes Regiões, exceto a Centro-Oeste. Em especial, as
idade4 , em 2017, foi 9,1 anos, 0,2 ano maior que em 2016. Esse pa-
Regiões Norte e Nordeste, detentoras dos maiores percentuais de
tamar de crescimento esteve presente em todas as Regiões, com
pessoas sem instrução, passaram de 9,9% e 14,9%, em 2016, para Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentando valores acima da mé-
8,8% e 14,3%, em 2017. Esses resultados condizem com a redução dia nacional, respectivamente de 9,9, 9,5 e 9,4 anos, enquanto as
da taxa de analfabetismo dessas regiões. Regiões Nordeste e Norte ficaram abaixo da média nacional, com
Com relação às diferenças na distribuição do nível de instrução 8,6 anos e 7,7 anos, respectivamente.
por sexo e por cor ou raça, entre 2016 e 2017, nota-se uma amplia- Entre as mulheres, estimou-se o número médio de anos de estu-
ção dos níveis de instrução mais elevados (médio completo ao su- do em 9,3 anos, enquanto para os homens, 8,9 anos, ambos 0,2 anos
perior completo) em detrimento das demais classes. Pessoas de cor maiores do que em 2016. Com relação à cor ou raça, mais uma vez a
branca, assim como as mulheres, mantiveram sua estrutura educa- diferença foi considerável, registrando-se 10,1 anos de estudo para
cional com percentuais mais elevados de conclusão de, no mínimo, as pessoas de cor branca e 8,2 anos para as de cor preta ou parda,
as etapas básicas obrigatórias. Em especial, 22,9% das pessoas de ou seja, uma diferença de quase 2 anos entre esses grupos.
cor branca e 17,5% das mulheres, ambas com 25 anos ou mais de
idade, possuíam o ensino superior completo em 2017. Dentre os
Número médio de anos de estudo das pessoas
homens, 42,6% eram sem instrução ou não chegaram a concluir o de 25 anos ou mais de idade (anos)
ensino fundamental (redução de 0,8 p.p. em relação a 2016) e 13,7%
Norte
tinham o ensino superior completo. Entre as pessoas de cor preta Brasil (1) 8,3 Nordeste
ou parda, 47,4% não completaram nem a primeira etapa do ensi- 8,9 8,6  7,6
9,1  7,7 
no básico, uma proporção elevada, mas que obteve uma queda de
1,5 p.p. de 2016 para 2017. Por outro lado, o percentual de pessoas Homem Mulher
Sudeste
8,7 9,1
de cor preta ou parda com o ensino superior completo passou de 8,9  9,3 
Centro-Oeste 9,7
9,2 9,9 
8,8%, em 2016, para 9,3% em 2017. 9,5 
Branca Preta ou
parda Sul
10,0 8,0 9,2
10,1  8,2  9,4 
2016 2017
Distribuição das pessoas de 25 anos ou mais
de idade, segundo o nível de instrução,
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
por sexo e cor ou raça (%) Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando
2017 47,4
 13,8 29,6 9,3 direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.
Preta ou
parda    (1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
2016 48,9 13,9 28,5 8,8

2017 
33,6 12,0 31,5 22,9
Branca    Frequência à escola ou creche
2016 34,3 12,3 31,2 22,2
2017 39,5
 12,4
 30,6 17,5 A partir da informação de frequência à escola ou creche é possível
Mulher   calcular a taxa de escolarização e a taxa ajustada de frequência es-
2016 40,5 12,7 29,9 16,9
colar líquida, indicadores que ajudam a monitorar o acesso, o atra-
2017 
42,6 13,6 30,2 13,7
Homem    so e a evasão do sistema de ensino brasileiro.
2016 43,4 13,5 29,6 13,5

Taxa de escolarização, 30,4


Sem instrução e fundamental Médio completo ou equivalente
incompleto ou equivalente e superior incompleto segundo os grupos 0 a 3 anos 32,7
90,2
Fundamental completo e médio
de idade (%) 4 e 5 anos 91,7
Superior completo
incompleto ou equivalente 99,2
2016 6 a 14 anos (1) 99,2
2017 87,2
15 a 17 anos (1) 87,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
32,8
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. 18 a 24 anos 31,7
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima 25 anos 4,2
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando ou mais (1) 4,3
direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,


4
Não são consideradas as pessoas com número de anos de estudo não determinados. Esse Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
grupo corresponde a 0,07% das pessoas de 25 anos ou mais. (1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.

4 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua


PNAD contínua
O primeiro indicador retrata a proporção de estudantes em taxa do primeiro grupo apresentou redução de 1,1 p.p., enquanto o
relação ao total de pessoas. O segundo indicador representa a ra- segundo grupo se manteve estável.
zão entre o número de estudantes com idade prevista para estar Em termos nacionais, a rede privada foi responsável por 26,1%
cursando uma determinada etapa de ensino (incluindo também as dos alunos em creche e pré-escola, 16,3% no ensino fundamental e
pessoas nessa faixa que já concluíram a etapa) e a população total 13% no ensino médio regular. Se comparados a 2016, houve esta-
na mesma faixa etária. bilidade no percentual dos dois primeiros grupos e uma redução
No Brasil, em 2017, 56,4 milhões de pessoas frequentavam esco- de 1,2 p.p. no percentual da rede privada no ensino médio regular.
la ou creche. Entre as crianças de 0 a 3 anos a taxa de escolarização A predominância da rede pública na educação básica foi ob-
foi 32,7%, o equivalente a 3,3 milhões de estudantes. Comparado servada em todas as Grandes Regiões, especialmente na Regiões
ao ano de 2016, a taxa de escolarização das crianças de 0 a 3 anos Norte onde a rede pública era responsável por 82,2% das pessoas
aumentou 2,4 p.p. ou aproximadamente 210 mil pessoas. Entre as que frequentavam a creche ou pré-escola pública, 91,5% o ensino
crianças de 4 e 5 anos, faixa correspondente à pré-escola, a taxa foi fundamental regular e 93% o ensino médio regular. Apesar disso,
91,7% em 2017, frente aos 90,2% em 2016, totalizando quase 4,9 a Região Nordeste foi aquela que apresentou o maior percentual
milhões de pessoas. Já na faixa de idade de 6 a 14 anos a universa- de crianças em creche ou pré-escolas privadas, 30%, enquanto a
lização, desde 2016, já estava praticamente alcançada, com 99,2% Região Sudeste teve as maiores percentagens no ensino fundamen-
das pessoas na escola. tal e médio regular privado, 19% e 15,9%, respectivamente.
A taxa de escolarização entre os jovens de 15 a 17 anos, em Por outro lado, o ensino privado prevaleceu nos cursos do ensino
2017, manteve-se no mesmo percentual de 2016, 87,2%, inferior a superior, especialização, mestrado e doutorado. Nota-se que, nas Regi-
universalização necessária a esta faixa etária, conforme a LDB. Entre ões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, a frequência a rede privada na gradu-
as pessoas de 18 a 24 anos e aquelas com 25 anos ou mais, 31,7% e ação foi superior a média nacional, chegando a alcançar 79,4% no Su-
4,3% estavam frequentando escola. Frente aos resultados de 2016, a deste. Nas Regiões Norte e Nordeste, esse percentual foi 65,6% e 67,4%.

Estudantes na rede privada de ensino, por Grandes Regiões, segundo o curso frequentado (%)

Brasil Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste


Curso frequentado
Varia- Varia- Varia- Varia- Varia- Varia-
2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017 2016 2017
ção ção ção ção ção ção

Creche e pré-escola 27,0 26,1  21,2 18,8  31,8 30,7  25,4 25,3  24,9 23,9  27,5 25,7 
Ensino fundamental regular 16,6 16,3  8,8 8,5  17,8 17,4  19,1 19,0  13,0 13,0  16,7 16,0 
Ensino médio regular 14,2 13,0  8,2 7,0  11,4 10,3  17,7 15,9  13,9 14,5  13,7 13,3 
Superior - Graduação 74,3 74,2  68,5 65,6  66,2 67,4  79,5 79,4  75,3 74,5  73,4 74,3 
Especialização, mestrado e doutorado 67,1 71,9  70,4 75,9  65,5 68,7  65,4 73,2  70,2 72,7  69,2 68,9 
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima (crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando direcionadas
para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.

Pessoas de 0 a 5 anos de idade


Taxa de escolarização das pessoas de 0 a 5 anos
A educação infantil engloba as crianças de 0 a 5 anos de idade, abran- de idade, por grupos de idade, segundo as
gendo a creche (de 0 a 3 anos) e a pré-escola (4 e 5 anos). Em 2013, a Grandes Regiões (%)
educação básica tornou-se obrigatória aos 4 anos de idade e, assim,
passou-se a buscar a universalização do ensino a partir dessa idade, De 0 a 4e5
3 anos anos
além da ampliação do acesso a creche para a faixa etária de 0 a 3 anos.
Brasil 30,4 32,7 90,2 91,7
O PNE, por meio da Meta 1, estabeleceu que, no mínimo, 50,0% Norte 14,4 16,9 84,1 (1) 85,0
das crianças de 0 a 3 anos frequentem creche até o final da vigência Nordeste 27,2 (1) 28,7 94,1 (1) 94,8

do Plano. Nesse sentido, a Região Norte apresentou a menor taxa Sudeste 35,9 39,2 90,8 93,0

de escolarização entre as crianças até 3 anos (16,9%), seguida da Sul 38,0 (1) 40,0 88,1 (1) 88,9
Centro-Oeste 25,0 (1) 25,4 84,4 (1) 86,9
Região Centro-Oeste (25,4%) e Nordeste (28,7%). Por outro lado, as
Regiões Sul e Sudeste mantiveram as percentagens mais elevadas, 2016 2017
40,0% e 39,2% respectivamente. Frente a 2016, apenas o Norte e o
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Sudeste apresentaram crescimento da escolarização de pessoas de Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
0 a 3 anos de idade, respectivamente de 2,4p.p. e 3,3p.p.. (1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.

Educação 2017
5
PNAD contínua
A Meta 1 do PNE também estabeleceu a universalização da
educação infantil na pré-escola até o ano de 2016. Todavia, em Distribuição das pessoas de 4 e 5 anos de idade,
2017, a taxa de escolarização para o grupo de 4 e 5 anos foi 91,7%, e por motivo de não frequência à escola (%)
a meta não foi alcançada em nenhuma Grande Região. As Regiões
Nordeste e Sudeste apresentaram taxas acima da média nacional,
43,6
94,8% e 93,0%. Por outro lado, na Região Norte, 15,0% das crianças 41,4

de 4 e 5 anos não estavam frequentando escola.


Dado esse retrato da escolaridade das crianças de 0 a 5 anos, 24,6
20,7 19,8 21,5
estimou-se, em 2017, que 7,3 milhões de crianças nessa faixa etária 14,2 14,2
não frequentavam escola, ou seja 67,3% (6,8 milhões) da popula-
ção de 0 a 3 anos e 8,3% (440 mil) da população de 4 e 5 anos. Em
relação ao ano de 2016, houve uma redução dos percentuais, onde Não tem escola Falta de Os pais ou Outro
ou creche na vaga na responsáveis não
69,6% da população de 0 a 3 anos e 9,8% da população de 4 e 5 anos localidade ou
esta fica distante
escola ou
creche
querem que
frequente
não estavam na escola.
Para entender esse resultado, cabe analisar os motivos dessa não
2016 2017
frequência de acordo com a idade. Para 64,1% (2,7 milhões) das crian-
ças de 0 e 1 ano a não frequência se deu porque os pais ou responsá-
veis não queriam, percentagem que era de 61% em 2016. Esse motivo Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
também se mostrou importante, mas em menor proporção, para as Nota: Variação não significativa, ao nível de confiança de 95%, para
crianças de 2 e 3 anos, 53,0% (1,4 milhões) em 2017. Estimou-se ainda nenhuma categoria.

que 34,7% (897 mil) das crianças de 2 e 3 anos e 21,1% (903 mil) das
crianças de 0 a 1 ano não frequentavam escola por dificuldade de Pessoas de 6 a 14 anos de idade
acesso, seja por falta de vaga ou por falta de escola na localidade.
A taxa de escolarização para as pessoas de 6 a 14 anos de ida-
Entre as crianças de 4 e 5 anos, onde 8,3% não frequentavam es- de, em 2017, foi 99,2%, o equivalente a um contingente de 26,2
cola, 44,4% (196 mil) não frequentavam escola por ausência de vaga milhões de estudantes no sistema de ensino brasileiro. Essa taxa
(24,6%) ou inexistência de escola na localidade de moradia (19,8%). foi igual a de 2016 e se mostrou muito próxima a universalização
Nota-se ainda que 41,4% (182 mil) das crianças de 4 e 5 anos não estabelecida pela Meta 2 do PNE. Além disso, o patamar da taxa
estavam na escola por desejo dos pais ou responsáveis. Todas essas nacional foi similar à de todas as Grandes Regiões.
percentagem não mostraram variação estatisticamente significati-
Apesar da elevada taxa de escolarização das pessoas de 6 a 14
va entre 2016 e 2017.
anos, chama atenção os resultados que indicam a adequação entre
a idade e a etapa do ensino fundamental frequentado. Para esse
Distribuição das pessoas de 0 a 3 anos de idade, monitoramento, utiliza-se a taxa ajustada de frequência escolar lí-
por motivo de não frequência à escola, segundo quida, que para o ensino fundamental pode ser dividida entre a eta-
os grupos de idade (%) pa dos anos iniciais (até o 5º ano) e dos anos finais (do 6º ao 9º ano).
Em 2017, 95,5% das pessoas de 6 a 10 anos estavam frequentando
Não tem escola 0 a 1 ano 11,9
ou creche na (1) 11,4
o ensino fundamental na etapa idealmente estabelecida, isto é, os anos
localidade ou
esta fica distante 2 a 3 anos
18,9 iniciais do ensino fundamental, e, frente a 2016, houve um aumento
16,5
de 0,5p.p.. Essa taxa ajustada de frequência escolar líquida quando cal-
9,2
Falta de vaga 0 a 1 ano (1) 9,7 culada por sexo e por cor ou raça se mostrou próxima a taxa agregada,
na escola ou
creche 2 a 3 anos
16,7 sendo de 95,3% entre os homens, 95,7% entre as mulheres, 95,8% entre
(1) 18,2
os de cor branca e 95,3% entre os de cor preta ou parda.
Os pais ou 61,0
0 a 1 ano
responsáveis 64,1 Na etapa final, idealmente estabelecida para o grupo de 11 a 14
não querem 51,3
que frequente 2 a 3 anos (1) 53,0 anos de idade, essa taxa foi 83,3% para os homens e 88,0 % para as
18,0
mulheres, um avanço de 1,2 p.p e 1,3 p.p em relação a 2016. Entre
0 a 1 ano
Outro
(1) 14,7 as pessoas de cor branca, 89,1% estavam na idade série adequada,
13,0
2 a 3 anos (1) 12,3 2016 2017 já entre as de cor preta ou parda essa taxa foi 83,4% (um aumento
de 1,5p.p.). Portanto, 10,9% das pessoas de cor branca de 11 a 14
anos e 16,6% das pessoas de cor preta ou parda dessa idade esta-
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. vam atrasadas em relação à etapa de ensino que deveriam estar
(1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%. cursando ou haviam evadido o sistema de ensino brasileiro.

6 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua


PNAD contínua
Taxa ajustada de frequência escolar líquida ao Taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17
ensino fundamental das pessoas de 6 a 14 anos anos de idade, segundo as Grandes Regiões (%)
de idade, por etapas do ensino fundamental (%)
Norte Nordeste
87,5 86,0
95,0 95,5 86,6 
6 a 10 anos
Total (1) Brasil 86,1 
nos anos Homem 94,8 (2) 95,3 87,2
iniciais do Mulher 95,2 (2) 95,7 87,2 
Centro-Oeste
ensino Branca 95,0 95,8 88,6
fundamental 87,0  Sudeste
Preta ou parda 95,0 (2) 95,3 2016 Sul 88,2
2017 86,2 88,7 
85,8 
Total (1) 84,4 85,6
11 a 14 anos
nos anos finais
Homem 82,0 83,3
86,8 88,0 Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisa, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
do ensino Mulher
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
fundamental Branca 88,1 (2) 89,1 Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando
Preta ou parda 81,9 83,4 direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.

2016 2017
Taxa ajustada de frequência escolar líquida ao
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
ensino médio das pessoas de 15 a 17 anos de
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. idade, segundo o sexo e a cor ou raça (%)
(1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
(2) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.
Total (1) Homem 63,1 63,5
68,0 Mulher 73,3 73,5
De forma geral, percebe-se que as crianças de 6 a 10 se man- 68,4
Branca 75,7 76,4
têm adequadamente na idade/etapa correta nos anos iniciais do 2016
Preta ou
ensino fundamental, porém ao passar para os anos finais, começa 2017 parda 63,0 63,5
a acentuar o atraso. Logo, uma parte desse grupo já chega atra-
sado ao ensino médio e as distorções só tendem a se intensificar Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisa, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
nessa etapa seguinte do ensino. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
Nota: Variação não significativa, ao nível de confiança de 95%, para
nenhuma categoria.
Pessoas de 15 a 17 anos de idade (1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.

Como mostrado anteriormente, a taxa de escolarização das pes-


soas de 15 a 17 anos, em 2017, foi 87,2% e não variou frente a
Pessoas de 18 a 24 anos de idade
taxa de 2016. Adicionalmente, não se alcançou a universalização As pessoas de 18 a 24 de idade, quando prosseguem seu histórico
definida na Meta 3 do PNE até o termino de 2016. Em termos escolar sem atrasos, normalmente já poderiam estar frequentando
regionais, as taxas de escolarização permaneceram estáveis entre pelo menos o ensino superior de graduação. Nota-se que o pata-
os dois anos, sendo, em 2017, de 85,8% no Sul, 86,1% no Nordeste, mar da taxa de escolarização para esse grupo etário, independente-
86,6% no Norte, 87% no Centro-Oeste e 88,7% no Sudeste, maior mente do curso frequentado, se mostrou bem abaixo daqueles para
percentagem entre as Grandes Regiões. os grupos entre 4 e 17 anos, que contemplam a idade ideal para
Para o grupo etário de 15 a 17 anos, o ideal seria estar frequen- cursar a educação básica obrigatória garantida por lei. Além disso,
tando o ensino médio, porém, apenas 68,4% estavam na idade/série houve uma redução da participação das pessoas de 18 a 24 anos na
adequada, percentagem que não apresentou diferença em relação escola de 2016 para 2017, cuja taxa foi 31,7%.
a 2016 (68,0%). Entre as mulheres dessa faixa etária, a taxa ajustada A queda da taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos foi
de frequência escolar líquida ao ensino médio foi 73,5%, maior do verificada para as mulheres (34,1% em 2016 para 32,6% em 2017)
que a observada entre os homens (63,5%). Entre as pessoas bran- e para pessoas de cor preta ou parda (29,4% em 2016 para 28,4%
cas, essa taxa foi 76,4%, enquanto para as pessoas pretas ou pardas, em 2017), para os homens e para as pessoas de cor branca houve
63,5%. A Meta 3 do PNE, também estabelece que a taxa de frequên- estabilidade da taxa. Nota-se, ainda, que a taxa de escolarização das
cia escolar líquida ao ensino médio seja elevada para 85,0% até o fi- mulheres se manteve mais elevada que a dos homens em ambos os
nal da vigência do Plano, porém os desafios para alcançar essa meta anos, assim como a das pessoas de cor branca permaneceu acima
são muitos, além de parte do atraso vir do ensino fundamental. daquelas de cor preta ou parda.

Educação 2017
7
PNAD contínua
Educação básica para jovens e adultos
Taxa de escolarização das pessoas de 18 a 24 anos
de idade, segundo o sexo e a cor ou raça (%) A LDB garante o direito a educação de jovens e adultos destina-
das àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudo
no ensino fundamental ou médio na idade adequada. Esses cur-
Total (1) Homem 31,6 (2) 30,8
32,8 sos têm especificidades próprias e podem ser realizados na etapa
Mulher 34,1 32,6 do ensino fundamental pelas pessoas com 15 anos ou mais e na
31,7
Branca 37,4 (2) 36,7 etapa do ensino médio por aquelas com 18 anos ou mais. Com
2016 Preta ou
parda 29,4 28,4 esse corte de idade mínima baixo, a modalidade de educação de
2017
jovens e adultos (EJA) vem sendo bastante demandada. Em 2017,
853 mil pessoas frequentavam o EJA do ensino fundamental e 811
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, mil pessoas o EJA do ensino médio. Em relação a 2016, o número
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
de pessoas na etapa do fundamental cresceu 3,4% e na etapa do
(1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
(2) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%. ensino médio, 10,6%.
Cabe lembrar ainda da alfabetização de jovens e adultos (AJA)
Ao avaliar a taxa ajustada de frequência escolar líquida ao ensino que busca promover a superação do analfabetismo entre pessoas
superior, nota-se que 23,2% das pessoas de 18 a 24 se encontravam de 15 anos ou mais de idade. Em 2017, 118 mil pessoas frequenta-
nessa etapa de ensino, percentagem sem variação frente a 2016. Para vam tal curso, valor menor do que o de 2016, 153 mil pessoas.
as mulheres essa taxa foi 26,8%, 1p.p. menor que a de 2016, enquanto
para os homens foi 19,7%, valor estável em relação a 2016. Entre as Do total de estudantes na alfabetização e educação de jovens e
pessoas de cor branca a taxa foi 32,9%, e entre as pessoas de cor preta adultos, 95,5% frequentavam a rede pública em 2017. Entre aque-
ou parda foi 16,7%, ambas sem variações significativas frente a 2016. las que frequentavam cursos presenciais do ensino fundamental,
Todavia, a taxa ajustada para as pessoas pretas ou pardas permane- 85,2% frequentavam o turno noturno, mesmo turno frequentado
ceu quase a metade da taxa das pessoas de cor branca. por 86,4% das pessoas em cursos presenciais do EJA do ensino mé-
Cabe ressaltar que a Meta 12 do PNE estabelece que a taxa de dio. Essa concentração do estudo noturno se diferencia muito do
frequência escolar líquida ao ensino superior para população de 18 ensino regular, que é majoritariamente diurno.
a 24 anos deve ser elevada para 33% ao final da vigência do Plano.
Para as pessoas de cor branca, essa meta já foi alcançada, porém
para as de cor preta ou parda há uma grande necessidade de polí- Frequência à educação profissional
ticas de incentivo ao ensino superior, seja melhorando o acesso, ou
o número de vagas, assim como reduzindo o atraso e a evasão do Graduação tecnológica
ensino médio para que mais pessoas se tornem aptas a ingressar
nessa etapa. A graduação tecnológica é a modalidade de educação profissio-
nal do ensino superior de graduação brasileiro. Possui os mesmos
pré-requisitos de ingresso que os demais cursos do ensino superior
Taxa ajustada de frequência escolar líquida ao (bacharelado e licenciatura), porém tem enfoque específico em
ensino superior das pessoas de 18 a 24 anos de uma área profissional, duração menor (de 2 a 3 anos), e sua conclu-
idade, segundo o sexo e a cor ou raça (%)
são confere o diploma de tecnólogo.
Em 2017, entre os 7,9 milhões de estudantes do ensino supe-
Total (1) Homem 20,0 (2) 19,7
23,8 rior de graduação no Brasil, 776 mil frequentavam cursos tecno-
Mulher 27,8 26,8 lógicos, o que corresponde a 9,8% do total de estudantes do ensi-
23,2
Branca 33,5 (2) 32,9 no superior. As Regiões Sul e Sudeste exibiram um percentual de
2016 Preta ou
parda 16,8 (2) 16,7 estudantes na graduação tecnológica acima da média nacional,
2017
respectivamente 10,8% e 10,4%. O Centro-Oeste apresentou uma
taxa próxima a média nacional, enquanto Nordeste (8,4%) e Norte
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, (8,3%), ficaram aquém deste valor. Em relação a 2016, não houve
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
(1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.
variação estatisticamente significativa na proporção de estudantes
(2) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%. nos cursos de graduação tecnológica.

8 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua


PNAD contínua
Estudantes do ensino superior de graduação, Técnico de nível médio
segundo as Grandes Regiões (milhares)
A modalidade de educação profissional destinada aos estudantes
Total Na graduação tecnológica de ensino médio ou às pessoas que já o concluíram se denomina
Grandes
Regiões técnico de nível médio. Ela possui legislação própria, assim como
2016 2017 2016 2017
diretrizes curriculares específicas, e pode ser desenvolvida de duas
Brasil 8 053 7 905 842 776 formas: articulada com o ensino médio (integrada ao curso ou con-
Norte 654 667 65 55 comitante a este) ou subsequente à conclusão deste curso.
Nordeste 1 860 1 811 158 152 Em 2017, no Brasil, 56,6 milhões de pessoas estavam aptas a fre-
Sudeste 3 520 3 362 400 351
quentar um curso técnico de nível médio – eram estudantes do
ensino médio (regular ou EJA) ou haviam concluído esse nível (ou
Sul 1 267 1 324 136 143
equivalente) sem ter alcançado o ensino superior completo. Des-
Centro-Oeste 752 742 83 74 se total, 3,5% estava frequentando curso técnico de nível médio,
o equivalente a quase 2 milhões de pessoas. Frente a 2016, houve
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. redução de aproximadamente 134 mil pessoas frequentando essa
modalidade de educação profissional. As Regiões Sudeste, Sul e
A participação nessa modalidade de educação profissional foi Centro-Oeste registraram queda na proporção de pessoas em cur-
mais frequente entre os homens (12,0%) do que entre as mulheres sos técnicos de nível médio, enquanto no Norte e Nordeste houve
(8,1%), assim como entre as pessoas de cor preta ou parda (10,5%) manutenção dessa taxa entre 2016 e 2017.
em relação às pessoas de cor branca (9,3%).
Frequência a curso técnico de nível médio, segundo
as Grandes Regiões (milhares)
Estudantes do ensino superior de graduação
Frequentava técnico
tecnológica, segundo o sexo, a cor ou raça ou Grandes
Total
de nível médio
as Grandes Regiões (%) Regiões
2016 2017 2016 2017

Brasil 54 815 56 625 2 129 1 995

Homem Mulher Norte 4 365 4 587 154 167


12,6 8,8 Nordeste 13 539 14 154 533 547
12,0  8,1 
Sudeste 25 527 26 443 934 847
Branca Preta ou parda Sul 7 496 7 491 373 320
10,4 10,4
Centro-Oeste 3 888 3 951 134 114
9,3  10,5 
Brasil Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
10,5
9,8  Nordeste
8,5
8,4 
Frequência a curso técnico de nível médio (%)
Norte
10,0
8,3  Norte
Sudeste 3,5 Nordeste
11,4 3,6  3,9
Centro-Oeste Brasil 3,9 
11,0 10,4 
10,0  3,9
Sul 3,5 
Centro-Oeste
10,7
10,8  3,5
Sudeste
2,9  Sul
2016 3,7
5,0 3,2 
2017 4,3 
2016 2017

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando (crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando
direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%. direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.

Educação 2017
9
PNAD contínua
Em relação à forma de realização do curso, observa-se, em to- Apesar de tais iniciativas, existe uma dificuldade prática em co-
das as Grandes Regiões, um predomínio dos cursos subsequentes letar informações sobre essa modalidade de educação profissional
ao ensino médio, ou seja, oferecido para as pessoas que já detinham devido à falta de uma definição legal para a qualificação profissio-
o diploma de ensino médio (ou equivalente) e que investiram em nal. Assim, utiliza-se um conceito amplo, que considera como qua-
educação profissional após a etapa do ensino regular. A Região lificação os cursos de formação profissional para uma determinada
Norte foi a única que apresentou um aumento de 2016 para 2017, ocupação, independentemente de serem Cursos FIC ou não.
chegando a alcançar 67,7% dos cursos técnicos frequentados na Em 2017, levando em conta as 74 milhões de pessoas de 14 anos
modalidade subsequente. Nas demais Regiões não houve variação ou mais de idade que estudavam no AJA ou no ensino fundamental
significativa desse percentual. (regular ou EJA) e aquelas que frequentaram no máximo o ensino
fundamental (ou equivalente), 0,6% estava frequentando curso de
qualificação profissional, o que equivale a 439 mil pessoas. Em relação
Pessoas que frequentavam o curso técnico de
a 2016, registrou-se diminuição de 130 mil pessoas com essa mesma
nível médio na modalidade subsequente ao
escolaridade que frequentava a qualificação profissional. O percen-
ensino médio, segundo as Grandes Regiões (%)
tual é pequeno, dado o número de pessoas que poderia ter acesso a
esta modalidade de educação profissional, sendo um pouco maior
Brasil
Norte para os homens (0,7%) do que para as mulheres (0,5%), e similar en-
60,4 Nordeste
56,8 67,7  54,7 tre pessoas de cor branca (0,6%) e de cor preta ou parda (0,6%).
57,8  56,2 

Centro-Oeste
Pessoas de 14 anos ou mais de idade que
57,8 frequentavam curso de educação profissional,
Sudeste
2016 59,4 
Sul 57,4
segundo a modalidade do curso e o nível de
2017 56,6 58,8  instrução (%)
52,3 
Estudantes do Estudantes do
ensino médio e AJA ou do ensino
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, pessoas que fundamental e
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017. frequentaram ensino pessoas que
médio ou superior frequentaram até
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima sem o completar o fundamental
(crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa, quando
direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%. Frequentava
2,8 (1) 2,6
curso de
Na modalidade de curso integrado ou concomitante ao ensi- qualificação 0,8 0,6
profissional
no médio, a Região Sul foi aquela com participação mais elevada,
47,7%. Nesse formato de curso, há uma preparação simultânea 3,4 3,1
do aluno na educação regular e na profissional, possibilitando Frequentava
que os investimentos em educação profissional gerem benefí- curso técnico de
nível médio
cios mais rapidamente.

Qualificação profissional 2016 2017

A modalidade mais acessível da educação profissional, a qualifica-


Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
ção profissional, é composta por diversos cursos que visam quali- Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
ficar o indivíduo para o trabalho em uma determinada ocupação (1) Variação não significativa ao nível de confiança de 95%.

sem, todavia, aumentar o seu nível de escolaridade. Esses cursos


podem ser ministrados em escolas, empresas ou em outras institui- Entre os 65,2 milhões de pessoas que estudavam no ensino mé-
ções, têm duração variável e conferem certificado de participação. dio (regular ou EJA) e aquelas que anteriormente frequentaram o
Não há uma legislação específica que defina diretrizes e normas ensino médio (ou equivalente) ou o superior sem o completar, 2,6%
de tais cursos, no entanto, como parte do Programa Nacional de frequentava curso de qualificação profissional e 3,1%, curso técnico
Acesso ao Ensino Técnico e Emprego - Pronatec, o Ministério da de nível médio, totalizando 3,7 milhões de pessoas em alguma das
Educação organizou uma lista de Cursos de Formação Inicial e Con- duas modalidades de educação profissional. Se comparado a 2016,
tinuada (Cursos FIC), estabelecendo a carga horária e a escolarida- o percentual desse grupo realizando curso técnico de nível médio
de mínima exigida, para direcionar a oferta dessa qualificação pro- diminuiu 0,3p.p., enquanto o percentual realizando qualificação
fissional na esfera pública e do Sistema Nacional de Aprendizagem profissional não apresentou diferença estatisticamente significativa
(Sistema S), com financiamento do Pronatec. entre 2016 e 2017.

10 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua


PNAD contínua
Não frequência à escola

Pessoas de 15 a 29 anos de idade com nível despesas com o estudo foi alegada por 9% dos homens e por
de instrução até o superior incompleto 12% das mulheres, e maior do que no ano anterior (6,9% entre
os homens e 8,8% entre as mulheres). Entre as mulheres também
Estimou-se que, em 2017, 25,1 milhões das pessoas de 15 a 29 anos de chama atenção o peso dos cuidados de pessoas e dos afazeres
idade não frequentavam escola, cursos pré-vestibular, técnico de nível domésticos, visto que 24,2% delas disseram não estudar ou se
médio ou de qualificação profissional e não haviam concluído uma gra- qualificar por necessidade de realizar essas tarefas, valor mais
duação. Nesse grupo se caracterizava por 52,5% de homens e 64,2% de baixo 1,9p.p. que em 2016.
pessoas de cor preta ou parda. Em relação ao nível de instrução, 55,1% Segundo o nível de instrução, observa-se que o motivo de tra-
tinha o ensino médio completo ou superior incompleto, 23% o ensino balho também foi o mais frequente, sendo indicado por 33,6% das
fundamental completo ou médio incompleto e 21,9% era sem instru- pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto;
ção ou com o fundamental completo. Esse perfil foi similar em 2016. 43,1% das que possuíam ensino fundamental completo ou médio
De 2016 para 2017, foram 343 mil pessoas a mais nessa situação, incompleto; e 40,6% daquelas com ensino médio completo ou su-
equivalendo a um aumento de 1,4% desse grupo. Dentre os moti- perior incompleto.
vos relacionados, as razões mais frequentes alegadas pelas pessoas A realização de afazeres domésticos ou cuidados de pessoas
foram: por motivo de trabalho, ou seja, trabalhava, procurava tra- foi mais frequente entre as duas categorias mais baixas de nível de
balho ou conseguiu trabalho que iria começar em breve (39,7%); instrução, em torno de 17%, do que entre as pessoas com o ensino
não tinha interesse (20,1%); e por ter que cuidar dos afazeres do- médio completo ao superior incompleto, com 7,7%.
mésticos ou de pessoas (11,9%). A falta de interesse em prosseguir os estudos ou em se quali-
Os motivos relacionados ao mercado de trabalho foram mais ficar, por sua vez, se mostrou mais relacionada com os grupos de
frequentes entre os homens (49,4%) do que entre as mulheres pessoas que investiram menos em educação, variando de 12,5%,
(28,9%) e ambos apresentaram queda frente a 2016 (50,6% entre entre as pessoas com ensino médio completo ou superior incom-
os homens e 30,5% entre as mulheres). Além disso, 24,2% dos pleto, 25,4% entre aquelas com o fundamental completo ao médio
homens declararam não ter interesse em estudar ou se quali- incompleto e alcançando 33,6% entre aquelas sem instrução ou
ficar, percentagem que entre as mulheres foi 15,6%, ambos no com ensino fundamental incompleto (único grupo com aumento
mesmo patamar de 2016. Já a falta de dinheiro para pagar as de 1,8 p.p. para esse motivo frente a 2016).

Pessoas de 15 a 29 anos de idade que não frequentavam escola ou alguma qualificação, nem haviam
concluído o ensino superior, por motivo de não frequência

Sexo (%) Nível de instrução (%)

2,4 2,4
43,1
15,6 40,6
24,2 28,9
4,3 33,6 33,8
49,4 7,4
2,7
2,8 25,4
2,4
7,4
1,9 12,0
0,7 24,2 16,8 17,1
9,0 2,2
12,5

Trabalha, está procurando Estudando para concurso 7,7


trabalho ou conseguiu trabalho ou estudando por conta
que vai começar em breve própria para vestibular
Não tem vaga ou escola na Por já ter concluído o nível
localidade ou esta fica distante de estudo que desejava Ensino médio Ensino fundamental Sem instrução
completo ao completo ao médio ou fundamental
Falta de dinheiro para pagar as superior incompleto incompleto incompleto
Por gravidez ou problema
despesas (mensalidade,
de saúde ou de deficiência
transporte, material escolar etc.)
(física ou mental) Não tem Por ter que cuidar dos Trabalha, está
Por ter que cuidar dos afazeres interesse afazeres domésticos ou procurando trabalho
domésticos ou de criança, Não tem interesse de criança, adolescente, ou conseguiu trabalho
adolescente, idosos ou pessoa idosos ou pessoa com que vai começar em
com necessidades especiais Outro motivo necessidades especiais breve

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisa, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2017.

Educação 2017
11
PNAD contínua
Condição de estudo e situação na ocupação
Pessoas de 15 a 29 anos de idade ção da ocupação, seja entre o grupo que se encontrava ocupado e
estudando ou entre os que estavam apenas ocupado, foi contra-
Após apresentar o panorama da frequência a educação básica, su- balanceada pelo aumento do grupo de pessoas que não estavam
perior e profissional, além dos motivos das pessoas de 15 a 29 não ocupadas e nem estudando. Logo, em 2017, 17,4% dos homens e
estarem estudando ou se qualificando, é importante analisar a distri- 28,7% das mulheres não estavam ocupadas, nem estudando ou se
buição da população dessa faixa etária segundo a condição de estu- qualificando. Entre as pessoas de cor branca, essa proporção foi
do (estudando ou não estudando) e a situação na ocupação ocupada 18,7% e entre as de cor preta ou parda foi 25,9%.
ou não ocupada (pessoa desocupada ou fora da força de trabalho).
A análise por grupos de idade mostra algumas especificidades
Para a condição de estudo, considera-se um conceito amplo que in-
quanto a idade. Entre as pessoas mais novas, de 15 a 17 anos de idade,
clui desde a frequência à escola, assim como a frequência a cursos
que ainda estavam em idade escolar obrigatória, 78,3% se dedicavam
pré-vestibular, técnico de nível médio ou de qualificação profissional.
exclusivamente ao estudo, representando um aumento de 1.5p.p.
No Brasil, em 2017, havia 48,5 milhões de pessoas de 15 a 29 frente a 2016. No grupo intermediário, das pessoas de 18 a 24 anos, a
anos de idade e esse patamar foi similar ao ano de 2016. Dentre maior parte (34,7%) estava ocupada e não estudava, porém, o maior
essas pessoas, 13,3% estavam ocupadas e estudando, 23,0% não crescimento, entre 2016 e 2017, se deu no grupo de pessoas não ocu-
estavam ocupadas nem estudando; 28,7% não estavam ocupadas, padas nem estudando, 26,3% em 2016 para 28% em 2017. No grupo
porém estudavam; e 35,0% estavam ocupadas e não estudando. Em mais velho, das pessoas de 25 a 29 anos, 57,4% estava ocupada e não
relação a 2016, verifica-se um aumento de 1,2p.p. no grupo de pes- estudava, e 25,6% estava não ocupada e não estudava.
soas que não estava ocupada, nem estudando, em detrimento dos Logo, entre 2016 e 2017, cujo momento econômico foi de de-
grupos onde as pessoas se encontravam ocupadas. Essa trajetória clínio da ocupação, a educação e a qualificação profissional não
pode estar relacionada ao momento econômico vivido pelo país. ganharam espaço entre as pessoas de 18 a 29 anos. Os investimen-
Na análise segundo o sexo e a cor ou raça, observou-se que, de tos em capital educacional são fonte de requalificação das pessoas
maneira geral, entre 2016 e 2017 houve uma estabilidade no per- que estavam não ocupadas, assim como uma forma de qualificação
centual de pessoas que apenas estudavam. Por outro lado, a redu- para manutenção dos empregos.

Distribuição das pessoas de 15 a 29 anos de idade, segundo a condição de estudo e a situação na ocupação

Sexo e cor ou raça (%) Grupos de idade (%)


3,1
2017 28,7 
35,0 
13,3 23,0 2017 78,3 10,3 8,3
Total (1)   15 a 17 
2016 28,6 35,7 14,0 21,8 anos   
2016 76,8 11,8 7,9
2017 27,2 
41,3 14,0 17,4 3,4
Homem   
2016 26,9 42,6 14,9 15,6 2017 21,5 34,7 15,8
 28,0
18 a 24
2017 30,2 28,6 12,5 28,7 anos   
2016 21,7 35,3 16,6 26,3
Mulher    
2016 30,4 28,6 13,0 28,0
2017 5,4 57,4
 11,6 25,6
2017 29,0 36,9 
15,4 18,7 25 a 29
Branca    anos   
2016 29,1 37,1 16,3 17,6 2016 5,1 58,5 11,6 24,8

Preta ou 2017 28,5 


33,8 11,8 25,9
parda   
2016 28,3 34,6 12,2 24,8 Não ocupada Ocupada e Ocupada Não ocupada
e estudava não estudava e estudava e não estudava

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua 2016-2017.
Nota: As setas indicam variação significativa, quando direcionadas para cima (crescimento) ou para baixo (declínio), ou variação não significativa,
quando direcionadas para a direita (estabilidade), ao nível de confiança de 95%.
(1) Inclusive aquelas declaradas de cor ou raça indígena, amarela ou ignorada.

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12 Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua