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PASSOS, José Joaquim Calmon de. O que é o justo.

Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=fUAu8DnHEuo. Acesso em: 17 de mai. 2018.

Joaquim José Calmon de Passos, também conhecido como J.J Calmon de Passos foi um notável jurista
brasileiro, com grande expressão tanto na área acadêmica como professor emérito da Universidade
Federal da Bahia como na área prática atuando como membro do Ministério Público, sendo que
chegou a chefiar tal instituto. Faleceu em 2008, aos 88 anos.

O vídeo trata-se de uma palestra realizada pelo jurista, intitulada “O que é o justo”, a qual o palestrante
apresenta diferentes visões acerca do tema. Ao longo do vídeo o jurista aborda temas como CRFB
(Constituição da República Federativa do Brasil) de 1988, ética e suas diferentes formações históricas,
regulação social do homem pela norma, processo/justiça e sistema jurídico,.

Já no início da palestra, o jurista se apresenta como um crítico acerto da CRFB ao renomeá-la como
“Constituição Cortesã” e não Constituição Cidadã, como é conhecida. O termo “cortesã” pode ser
interpretado como sendo muito solícita e maleável, fatores estes que foram se estendendo ao longo
de várias reformas e emendas constitucionais.

Quanto a ética, o palestrante a considera como algo relativo, histórica e atrelada ao momento histórico
da formação humana. Para corroborar este argumento, cita uma frase do filósofo Wittgenstein: “Não
há mundo sem a ética e a lógica.”

A partir desse conceito de ética e sua formação histórica pode-se dizer inicia um marco em que o
homem começa a se desvencilhar de seu lado animal, instintivo para atingir seu lado racional.
Acontece assim uma regulação social, ou seja, a presença de normas necessárias para uma sadia
interação humana.

Portanto, desta interação vem os conflitos e consequentemente a necessidade de resolução destes por
meio de um devido processo legal, para confirmar de fato que a lei de talião foi enfim deixada para
trás. Porém ao buscar uma solução justa em um processo sempre uma das partes não ficará satisfeita
com a decisão, por não ter tido o pedido aceito inteiramente ou até mesmo tendo o mérito julgado a
seu desfavor.

Por fim, o ilustre jurista tratou de maneira brilhante as questões acercas do tema. Para ele o justo é
relativo, como também a aplicação das leis, pois estas não são aplicadas perante a dogmática e sim
num caso concreto em que havendo um “vencedor” a outra parte sempre achar-se-á prejudicada.
(PROCURAR DESFECHO NO RESUMO)