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ANÁLISE TÉCNICA Instrutor: Thiago Bisi 2003-2017 L&S Educação – Traders ensinando traders

ANÁLISE TÉCNICA

Instrutor: Thiago Bisi

2003-2017 L&S Educação Traders ensinando traders

ANÁLISE TÉCNICA

SUMÁRIO

1 :

APRESENTAÇÃO

8

INTRODUÇÃO

9

A ATRAÇÃO E A ARMADILHA DO MERCADO

10

O CICLO EVOLUTIVO DE UM TRADER

11

Orientando-se por dicas

12

Orientando-se por notícias

13

14

O dogma “Investir em bolsa é para o longo prazo”

15

A verdade absoluta - Timing

17

CAPITULO 1 - O CONTEXTO DO TRAIDING

18

A ANÁLISE FUNDAMENTALISTA E A GRAFISTA

19

ANÁLISE DE FUNDAMENTOS

19

Críticas

20

ANÁLISE TÉCNICA OU GRÁFICA

20

Críticas

21

SINERGIAS E INCOMPATIBILIDADES

21

ASPECTOS IMPORTANTES SOBRE TRADING

22

NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

22

A CURVA DE APRENDIZADO

22

PRESERVAR CAPITAL

23

O CANTO DA SEREIA

23

QUANTO ESPERAR DE RENTABILIDADE

24

O PULO DO GATO

24

FOQUE-SE NO SEU DESEMPENHO

25

A RECOMPENSA NÃO FINANCEIRA

26

CAPITULO 2 - INTRODUÇÃO À ANÁLISE TÉCNICA

27

INICIANDO A COMPREENSÃO DO GRÁFICO

28

AS INFORMAÇÕES QUE COMPÕE UM GRÁFICO

28

O GRÁFICO DE BARRAS

29

O GRÁFICO DE CANDLESTICKS

29

ÊNFASE NO FECHAMENTO

31

CANDLES DE ALTA E CANDLES DE BAIXA

32

ESCALA

32

VOLUME

33

LIQUIDEZ

34

Análise técnica precisa de liquidez

35

PERIODICIDADE

36

ANÁLISE TÉCNICA SUMÁRIO 1 : APRESENTAÇÃO 8 INTRODUÇÃO 9 A ATRAÇÃO E A ARMADILHA DO MERCADO

Uma empresa do Grupo L&S 4007-1759 www.grupoles.com.br

ANÁLISE TÉCNICA SUMÁRIO 1 : APRESENTAÇÃO 8 INTRODUÇÃO 9 A ATRAÇÃO E A ARMADILHA DO MERCADO

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ANÁLISE TÉCNICA

2 :

Como é feita a contagem

de

tempo

37

Diferentes periodicidades no mesmo ativo

37

Hierarquia

38

PRAZOS OPERACIONAIS

 

38

Daytrade ...............................................................................................................................................................................

38

Swingtrade

 

39

Position

39

VOLATILIDADE

 

39

SINAIS BÁSICOS DOS CANDLES

 

41

AMPLITUDE

41

CONVICÇÃO OU DÚVIDA

42

SOMBRAS

43

POR QUE O MERCADO FAZ TOPOS E FUNDOS

44

TOPOS

45

Exaustão

lenta

45

Exaustão rápida (clímax)

 

45

Quebra do movimento

46

FUNDOS

46

Exaustão

lenta

46

Exaustão rápida (clímax)

 

47

Quebra do movimento

47

SUPORTES E RESISTÊNCIAS

48

FORMAÇÃO ..................................................................................................................................................................................

48

SUPORTES E RESISTÊNCIAS NÃO GRÁFICOS

 

50

A REGRA DA BIPOLARIDADE

50

COMO TRAÇAR SUPORTES E RESISTÊNCIAS

51

A FORÇA DOS SUPORTES E

RESISTÊNCIAS

 

53

ROMPIMENTOS

54

PULLBACKS...................................................................................................................................................................................

55

ROMPIMENTOS FALSOS

 

55

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 01

56

TENDÊNCIAS

61

TENDÊNCIA DE

 

62

TENDÊNCIA DE BAIXA

63

TENDÊNCIA

LATERAL

63

TENDÊNCIA INDEFINIDA

 

64

BUSQUE TENDÊNCIAS CLARAS

67

OPERE A FAVOR DA TENDÊNCIA

67

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 02

68

ANÁLISE TÉCNICA 2 : Como é feita a contagem de tempo 37 Diferentes periodicidades no mesmo

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ANÁLISE TÉCNICA

3 :

PIVOTS - QUANDO AS TENDÊNCIAS DIRECIONAIS SURGEM

73

PIVOT

DE

ALTA

73

PIVOT DE BAIXA

76

ACIONAMENTO DO PIVOT

80

POSICIONAMENTO E STOP

81

ROMPIMENTO DO CALCANHAR DO PIVOT

82

A CABEÇA DO PIVOT

82

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 03

83

LINHAS DE TENDÊNCIA

 

85

LINHA DE TENDÊNCIA DE ALTA (LTA)

86

Quais pontos utilizar para traçar

87

Indicação de final de movimento

87

Ajuste de LTA

 

88

LINHA DE TENDÊNCIA DE BAIXA (LTB)

88

Quais pontos utilizar para traçar

89

Indicação de final de movimento

90

Ajuste de LTB

 

90

CANAIS

90

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 04

92

 

GRADUAÇÕES DE TENDÊNCIA

95

TERCEIRO GRAU: TENDÊNCIA TERCIÁRIA

96

SEGUNDO GRAU: TENDÊNCIA SECUNDÁRIA

96

PRIMEIRO GRAU: A TENDÊNCIA PRIMÁRIA

96

AUMENTANDO

A COMPLEXIDADE

97

REVERSÃO DAS TENDÊNCIAS

97

INTERAÇÃO ENTRE AS TENDÊNCIAS

97

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 05

98

99

 

O PADRÃO NORMAL DE VOLUME

99

DIVERGÊNCIAS DE VOLUME

101

ALTO VOLUME INDICA TOPOS OU

103

O SINAL DE VOLUME MAIS IMPORTANTE

103

CONCENTRAÇÕES DE VOLUME

104

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 06

105

CAPITULO 3 PADRÕES GRÁFICOS

105

PADRÕES DE CANDLES

 

105

CARACTERÍSTICAS DE CENÁRIO PARA PADRÕES DE CANDLES

106

Movimento prévio

 

106

Qualidade do movimento

107

ANÁLISE TÉCNICA 3 : PIVOTS - QUANDO AS TENDÊNCIAS DIRECIONAIS SURGEM 73 P IVOT DE A

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ANÁLISE TÉCNICA

4 :

Ocorrência

de alto volume

108

Ocorrerem onde são esperados

108

108

Tempo de acionamento e stop

109

Objetivo

109

OS PADRÕES

 

109

Martelo (Hammer)

111

Estrela Cadente (Shooting Star)

113

 

Enforcado (Hanging Man)

115

 

117

Doji (Doji)

 

119

 

121

Engolfo (Engulfing)

 

123

Harami

(Harami)

125

Nuvem Negra (Dark Cloud)

127

Padrão Penetrante (Piercing Pattern)

129

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 07

131

PADRÕES COMPLEXOS

 

132

TRIÂNGULO

SIMÉTRICO

133

TRIÂNGULO ALTISTA

136

TRIÂNGULO BAIXISTA

139

RETÂNGULO

141

CUNHA ALTISTA (DESCENDENTE)

144

CUNHA BAIXISTA (ASCENDENTE)

146

MASTRO E BANDEIRA

148

OMBRO CABEÇA OMBRO (OCO)

152

OMBRO CABEÇA OMBRO INVERTIDO (OCO INVERTIDO)

154

TOPO DUPLO (TOPO EM “M”)

156

FUNDO DUPLO (FUNDO EM “W”)

158

GAPS

161

TIPOS DE GAPS

 

162

Gap de área

162

Gap de

163

Gap de medida

165

Gap

de

exaustão

165

ILHA DE REVERSÃO

166

CAPITULO 4 INDICADORES E FIBONACCI

168

MÉDIAS MÓVEIS

 

168

CÁLCULO DA MÉDIA MÓVEL

169

PERIODICIDADE

170

ANÁLISE TÉCNICA 4 : Ocorrência de alto volume 108 Ocorrerem onde são esperados 108 108 Tempo

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ANÁLISE TÉCNICA

5 :

INDICADORES DE GRADUAÇÃO DE TENDÊNCIA

171

MÉDIAS COMO INDICADORES DE CAROOU BARATO

173

MÉDIAS INDICANDO A QUALIDADE DA TENDÊNCIA

174

MÉDIAS COMO SUPORTES OU RESISTÊNCIAS

176

CRUZAMENTOS

178

MERCADO LATERAL

179

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 08

180

ÍNDICE DE FORÇA RELATIVA (IFR)

182

CÁLCULO DO IFR

182

AJUSTANDO O IFR

183

IFR COMO INDICADOR DE TRADE CONTRA A MM

184

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 09

186

 

BANDAS DE BOLLINGER

186

CÁLCULO DAS BANDAS DE BOLLINGER

187

COMPREENSÃO DA FERRAMENTA

188

APLICAÇÃO 01 ESTREITAMENTO

190

APLICAÇÃO 02 FECHOU FORA, FECHOU DENTRO (FFFD)

192

APLICAÇÃO 03 CANDLE DE REVERSÃO FORA DAS BANDAS

194

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 10

195

 

OUTROS INDICADORES

196

ON BALANCE VOLUME (OBV)

197

MOVING AVERAGE CONVERGENCE-DIVERGENCE (MACD)

198

MOVING AVERAGE CONVERGENCE-DIVERGENCE HISTOGRAM (MACD HISTOGRAM)

200

STOCHASTICS (ESTOCÁSTICO)

201

DIVERGÊNCIAS

202

INDICADORES DE STOP

204

INDICADORES DE STOP - STOP AND REVERSE (SAR)

205

INDICADORES DE STOP - HIGH - LOW ACTIVATOR (HILO)

206

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 11

208

FIBONACCI

208

A SEQUÊNCIA DE FIBONACCI

209

A SEQUÊNCIA DE FIBONACCI E A PROPORÇÃO ÁUREA

211

APLICAÇÃO DAS PROPORÇÕES DE FIBONACCI

215

RETRAÇÕES DE FIBONACCI

216

EXTENSÕES

DE FIBONACCI

220

APLICANDO OS CONHECIMENTOS PRÁTICA 12

224

CAPITULO 5 STOPS E MANEJOS DE RISCO

226

STOPS

227

 

POR QUE UTILIZAR STOPS

227

ANÁLISE TÉCNICA 5 : I NDICADORES DE GRADUAÇÃO DE TENDÊNCIA 171 M ÉDIAS COMO INDICADORES DE

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ANÁLISE TÉCNICA

6 :

ONDE COLOCAR OS STOPS

232

COMO ENCARAR O STOP E O FATO DE SER ESTOPADO

233

COMO PROGRAMAR UM STOP

234

Stop

de

Compra

234

Stop de Venda

236

MANEJO DE RISCO

238

REGRA 01

239

REGRA 02

242

Quando o limite de 6% é alcançado

244

245

 

OUTRAS REGRAS SUGERIDAS

245

CAPITULO 6 PLANO DE TRADE

249

REGISTROS

250

PLANO DE TRADE/DIÁRIO DE OPERAÇÕES

250

 

EXEMPLO DE PLANO DE TRADE

253

PLANILHA DE REGISTROS

257

CONCLUSÃO

259

CAPITULO 7 ESTRATÉGIA E APLICAÇÃO

260

ESTRATÉGIAS BÁSICAS

261

CENÁRIO LATERAL OU INDEFINIDO ........................................................................................................................................

261

Operando dentro de uma congestão

263

267

CENÁRIO DE TENDÊNCIA DE ALTA

269

CENÁRIO DE TENDÊNCIA DE BAIXA

273

ANÁLISE EM CAMADAS

276

PRIMEIRA

276

SEGUNDA CAMADA

277

TERCEIRA CAMADA

277

QUARTA CAMADA

278

EXEMPLO

REAL

279

EXEMPLO REAL - PLANO DE TRADE

283

EXEMPLO REAL - EXECUÇÃO DO PLANO

284

CAPITULO 8 - COMO COMEÇAR

287

PRIMEIRO PASSO: TESTE O QUE LHE FOI ENSINADO

288

SEGUNDO PASSO: SIMULE

288

TERCEIRO PASSO: COMECE A OPERAR

289

Quanto dinheiro colocar no

289

Qual periodicidade eu escolho?

289

ANÁLISE TÉCNICA 6 : O NDE COLOCAR OS STOPS 232 C OMO ENCARAR O STOP E

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ANÁLISE TÉCNICA 6 : O NDE COLOCAR OS STOPS 232 C OMO ENCARAR O STOP E

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ANÁLISE TÉCNICA

7 :

Quantos e quais papéis devo acompanhar?

290

291

292

CONCLUSÃO

293

ANÁLISE TÉCNICA 7 : Quantos e quais papéis devo acompanhar? 290 291 292 CONCLUSÃO 293 Uma

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Apresentação

8 :

Investir na Bolsa de Valores no Brasil, um país cuja economia conseguiu firmar-se perante os olhos do mundo apenas nas últimas décadas, ainda é considerada uma opção recente. Hoje o mercado acionário é não apenas uma escolha, mas configurou-se também como a melhor alternativa para o crescimento do capital. Além disso, a cada dia mais pessoas fazem dessa atividade sua ocupação principal e, por conta disso, há hoje no país uma ampla comunidade de investidores profissionais.

O Grupo L&S surgiu da iniciativa de dois experientes traders, Leandro Ruschel e Alexandre Wolwacz (Stormer), com o intuito de difundir a Análise Técnica. O principal objetivo é formar uma comunidade on-line que permitisse aos traders de todo o país a troca de conhecimentos e informações sobre o mercado em tempo real.

Com quase 2.000.000 de visualizações de análises gráficas acompanhando o mercado e interagindo diariamente, a L&S Educação se considera a maior comunidade de traders do Brasil.

Nosso time é composto por traders experts em Análise Técnica, que ministram cursos em todo o país. Após participar dos cursos, nossos alunos contam com um espaço pensado para a continuação do seu aprendizado, onde podem discutir com outros traders, alunos e curiosos; conferir artigos sobre o mercado de ações; assistir hangouts com participantes exclusivos e aprimorar seus conhecimentos com demais cursos online.

A L&S Educação se orgulha em dizer que possui hoje mais de 40 mil alunos capacitados em todo o país.

Utilizando sua experiência em Análise Técnica, a L&S Educação publica livros e oferece seminários com técnicas inovadoras e que são referência no Brasil. Pelo site da L&S você pode ter acesso às publicações e à coleção completa com todos os seminários lançados até o momento. São Guias de Estudos e DVDs, contendo apresentações de variados temas, desde o nível iniciante até o avançado, com destaque para diversos prazos operacionais.

A L&S Educação desenvolve e disponibiliza conhecimento sobre Análise Técnica em cursos ao vivo, gravados e presenciais como este, que são referência no Brasil.

ANÁLISE TÉCNICA Apresentação 8 : Investir na Bolsa de Valores no Brasil, um país cuja economia

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ANÁLISE TÉCNICA

Introdução

9 :

Para que a leitura das próximas páginas seja realmente proveitosa, insistimos que o leitor tenha absorvido o extenso conteúdo do curso de Fundamentos do Mercado de Ações que fornecemos a você. Lá está contido um conhecimento importante e detalhado sobre como funcionam os mercados, além dos aspectos operacionais da atividade de investimento em bolsas. Temos certeza que mesmo aqueles que já possuem algum tempo de experiência prática de mercado ficarão surpresos com aspectos sobre o mercado que desconhecem. Por isso o módulo on-line é considerado pré-requisito para o bom entendimento do curso presencial.

Considerando que você absorveu os conhecimentos que disponibilizamos até agora, estamos prontos para dar o próximo passo. O conhecimento que acumulamos até agora não fez mais do que nos preparar em relações às regras da atividade de trading. As regras são importantes para que possamos jogar, mas ninguém ganha só por saber as regras. O conhecimento que vamos adquirir agora é que irá realmente fazer com que possamos nos destacar e lucrar dentro deste monstruoso e competitivo jogo que é o mercado.

Mas antes de partirmos para o conhecimento técnico de avaliação de mercado, vamos assentar algumas noções importantes sobre a atividade de trading que estamos dispostos a exercer. Algumas dessas noções, se bem compreendidas, terão tanto ou mais valor do que as distinções que aprenderemos mais tarde.

ANÁLISE TÉCNICA Introdução 9 : Para que a leitura das próximas páginas seja realmente proveitosa, insistimos

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A atração e a armadilha do mercado

10 :

No

mundo inteiro, centenas de milhares de

pessoas são

atraídas todos os anos

aos

mercados de renda variável. Essa capacidade de atração

do

mercado é fruto

de duas

características principais.

A primeira é que o mercado é um ambiente extremamente democrático. Qualquer pessoa que possua capital e disposição para arriscá-lo será bem-vindo aos mercados de bolsa e terá um tratamento igual ao dispensado a qualquer outro Trader. Não há beneficiamentos, nem protegidos. Todos estarão competindo, em essência, de igual para igual.

A segunda característica é que os mercados de renda variável oferecem a possibilidade de auferir grandes ganhos praticamente do nada. A mágica da rentabilidade composta pode realmente transformar algumas centenas de reais em algumas centenas de milhares em algum tempo. Essa possibilidade nos fascina a todos, mas o horizonte dessa possibilidade costuma ficar mais longe do que os passos da maioria conseguem alcançar.

Curiosamente, a sorte costuma estar do lado dos novatos que tentam. A sorte de principiante é mais presente nas experiências de investimento em bolsa do que em qualquer outra atividade. Isso se explica pelo fato das pessoas serem atraídas ao mercado nos momentos de grande euforia, quando os preços das ações sobem rápido e sem muita distinção. Estes momentos não costumam perdurar. É questão de tempo para que o mercado vire e em pouco tempo todo aquele lucro rápido e fácil que se ganhou vai embora ainda mais rápido que entrou.

São esses momentos que distinguem os profissionais dos amadores. O mercado é um dos poucos ambientes onde um amador pode performar um profissional experiente, pois sorte é um dos componentes da atividade de trading. O desconhecimento dos riscos possibilita ao novato uma coragem fantástica que permite, com sorte, grandes ganhos. Mas coragem no mercado não é exatamente uma virtude e a sorte sempre é efêmera. Um Trader não pode depender da sorte. E quando o novato percebe isso é porque já devolveu tudo e mais um pouco do que ganhou. Este é um momento importante, um divisor de águas.

Alguns realmente perceberão que brincaram com fogo e buscarão melhorar sua atuação para que não sofram novas queimaduras. Mas para outros o estrago terá sido pior. Apesar do resultado final negativo que obtiveram, ficarão obcecados por aquele curto período de tempo quando chegaram a ganhar muito dinheiro; e tentarão a todo custo repetir a proeza. Para isso, como viciados, se permitirão as piores posturas.

ANÁLISE TÉCNICA A atração e a armadilha do mercado 10 : No mundo inteiro, centenas de

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ANÁLISE TÉCNICA

O ciclo evolutivo de um Trader

11 :

É normal que o Trader novato seja cheio de boas intenções e carregue consigo uma boa dose de ingenuidade. Não é nada incomum que um novato, antes mesmo de seus primeiros trades, já conte com os resultados que acha que irá conseguir atuando nos mercados. Talvez essa seja uma lembrança comum dos primeiros passos entre muitos traders, hoje experientes e menos ingênuos.

A grande maioria chega ao mercado depois de serem longamente tentados por um ciclo de alta, onde as notícias positivas sobre os investimentos em bolsa não cessam. Depois de quebrada a resistência inicial, estes investidores tomam posições visando o longo prazo e, na onda da euforia do mercado, logo veem excelentes resultados. Mas logo a euforia passa e o mercado cobra a conta com juros. Muitos não aguentam o prejuízo e encerram seus investimentos. Os que não se afastam de vez dos mercados, atribuem passa, a buscar incessantemente pela repetição daqueles bons momentos. Atribuem o mal resultado que obtiveram ao despreparo e passam a buscar uma melhor forma de atuação, geralmente de forma mais ativa, comprando e vendendo com maior frequência.

Os outros atalham e já chegam ao mercado para atuar de forma mais ativa. Observam o constante sobe e desce do mercado, como o da ilustração abaixo, e imaginam que não deve ser muito difícil lucrar algum dinheiro disso. Raciocinam que é viável pesquisar entre os mais experientes um papel bem recomendado, esperar por uma correção nos preços e então comprar. Feita a compra basta esperar que a operação ofereça um bom lucro e daí se desfaz a operação.

ANÁLISE TÉCNICA O ciclo evolutivo de um Trader 11 : É normal que o Trader novato

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ANÁLISE TÉCNICA O ciclo evolutivo de um Trader 11 : É normal que o Trader novato

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ANÁLISE TÉCNICA

12 :

ANÁLISE TÉCNICA 12 : Mas no momento que este Trader tenta pôr em prática seu plano,

Mas no momento que este Trader tenta pôr em prática seu plano, ele percebe que toda entrada e toda saída do mercado representam um grande dilema. E esse dilema é compartilhado entre os traders que trilham ambos os caminhos e todos os demais. Este dilema surge do desconhecimento do que irá ocorrer no futuro, algo que não ficava tão evidente quando se olhava para o passado estático do gráfico.

Quando não se tem o lado direito do gráfico, é inevitável que surja a dúvida: segurar ou liquidar? Se a posição mostrou lucro, a dúvida não será menor: o que é um bom lucro? Se liquidar a operação agora, talvez se perca o restante do movimento que ainda está por vir. Mas se não liquidarmos, talvez deixemos de assegurar um lucro para ver o papel virar e nos colocar num grande prejuízo. E se já estamos no prejuízo, será que já não caiu demais e o próximo rally não está a instantes de ocorrer? Mas e se não for o caso e o fundo ainda estiver mais embaixo?

Um turbilhão de dúvidas irá aflorar na mente preocupada desse Trader. Em pouco tempo ele estará convencido que precisa de embasamento para conseguir tomar uma decisão mais precisa. Provavelmente ele buscará amparo nas dicas de outros traders ou do julgamento do seu bom senso em relação às notícias que dia após dia movimentam os mercados. Aí começam os problemas.

Orientando-se por dicas

Sem dúvida é importante que todo o Trader possua algum Trader mais experiente para lhe orientar e dar conselhos. Mas não para lhe ditar trades. Primeiro porque a dependência pelo conhecimento alheio não nos permitirá ir a lugar algum com nossos próprios pés. E segundo, porque seguir dicas geralmente é um rápido meio para perder bastante dinheiro.

ANÁLISE TÉCNICA 12 : Mas no momento que este Trader tenta pôr em prática seu plano,

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ANÁLISE TÉCNICA 12 : Mas no momento que este Trader tenta pôr em prática seu plano,

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ANÁLISE TÉCNICA

13 :

O mercado está cheio de pessoas dispostas a dar dicas e dizer qual papel vai “bombar”. Essa

é uma característica comum daqueles que, nervosos e comprometidos com suas posições, tentam arregimentar novos traders para suas próprias apostas numa tentativa desesperada, mesmo que inconsciente, de fazer com que deem certo. Outros o farão por ego, buscando autoafirmação. Um Trader experiente já passou dessa fase. Sua postura é dedicada e silenciosa. Portanto, evite dicas.

Se não o convencemos ainda, lembre-se que os trades se tornam vitoriosos ou perdedores na hora de encerrá-los. Observe melhor. Todos estão dispostos a dizer quando e ou o que comprar, mas poucos completam a informação com quando e como vender.

Orientando-se por notícias

O noticiário da mídia especializada costuma ser fonte de grande frustração. Os novatos tendem a tomar posicionamentos baseados em cima dos julgamentos que fazem em cima dessas notícias. Eles entendem que as notícias movimentam o mercado e tentam a todo custo estar bem informados. Sim, é verdade que as notícias possuem um impacto no mercado. Mas existem alguns fatos importantes sobre isso.

Primeiro e mais importante, não é a notícia que movimenta o mercado, mas a reação das pessoas à notícia. E a reação é algo muito mais complexo de antever. O mercado não segue uma lógica linear e isso é algo que um Trader que não for muito teimoso vai logo perceber. Um fato que julgamos positivo pode resultar numa forte queda dos preços enquanto algo que julgamos ruim pode resultar numa forte alta nos preços. Ficamos confusos e buscando uma explicação para a falta de nexo entre causa e efeito no mercado. A explicação é simples:

não há nexo.

O segundo fato é que as notícias que realmente importam, enquanto importam, ficam distantes do público. Isso explica em parte porque o mercado não segue uma lógica linear de causa e efeito. O mercado responde e precifica uma série de informações que ainda são desconhecidas da maioria do público, mas não de todo o público. Isso faz com que os movimentos pareçam sem sentido, pois não correspondem ao conhecimento aceito e atual sobre os fatos. O que parece sem sentido agora pode ser explicado por uma informação que está ainda para chegar ao nosso conhecimento. Mas quando ela se torna conhecida, provavelmente já estejamos tão envolvidos com o novo cenário que está sendo precificado que se torna difícil estabelecer uma correspondência.

ANÁLISE TÉCNICA 13 : O mercado está cheio de pessoas dispostas a dar dicas e dizer

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ANÁLISE TÉCNICA 13 : O mercado está cheio de pessoas dispostas a dar dicas e dizer

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ANÁLISE TÉCNICA

14 :

ANÁLISE TÉCNICA 14 : O gráfico acima é um bom exemplo disso. As ações PN da

O gráfico acima é um bom exemplo disso. As ações PN da Petrobrás apresentaram uma fortíssima alta de setembro a novembro. Quando em novembro foi anunciada ao público os dados precisos sobre a descoberta do grande reservatório de petróleo e gás de Tupi, os

preços fizeram topo. Quem se posicionou neste ativo pelo “bom senso” de julgar que uma

descoberta dessas impactaria positivamente os preços, passou os meses seguintes vendo seu investimento oscilar entre empate e forte prejuízo. Não se engane. Tupi provavelmente impactou os preços. Só é difícil precisar quando e quanto. Provavelmente esse fato tenha sido o grande responsável pela forte alta entre setembro e novembro, mas podemos apenas supor. Infelizmente, nessa época, não tínhamos nem ideia do que estava acontecendo. Acostume-se com a ideia. Dificilmente teremos ideia do que está acontecendo.

A transição Assumindo dogmas

Depois de algum tempo tentando lucrar a base de notícias, lógica, bom senso e algumas dicas, é inevitável que este Trader se sinta frustrado. A sensação é de impotência. Frente à inconsistência dos resultados, este Trader se convencerá de que o mercado não pode ser batido no curto prazo. E ele irá querer acreditar nisso, pois essa é a crença que minimiza a dor de suas perdas. Por isso, este Trader assumirá um pressuposto comum que o reconforta, repetido à exaustão entre aqueles que não podem afirmar diferente: “investir na bolsa á para o longo prazo! . E assim nasce mais um pretenso investidor de longo prazo.

ANÁLISE TÉCNICA 14 : O gráfico acima é um bom exemplo disso. As ações PN da

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ANÁLISE TÉCNICA

15 :

O dogma “Investir em bolsa é para o longo prazo”

Investir em bolsa é para o longo prazo. Essa máxima de mercado de cara já apresenta um problema conceitual. O que é longo prazo? O que é médio e curto prazo? Talvez nossos conceitos em relação a essas palavras não sejam nem de perto parecidos. Mas o problema morre aqui. Porque de fato, isso não importa. Os investimentos nos mercados de bolsa não são especificamente para nenhum desses prazos indeterminados de tempo.

A verdade é que os mercados de bolsa são ambientes ricos em oportunidades, independente do prazo de investimento. Teremos excelentes oportunidades de trade que poderão levar para sua conclusão alguns minutos, outros que levarão horas, dias, semanas ou meses. Pouco importa o nome que damos a estes prazos. O que importa é que eles ocorrem e estão lá para serem aproveitados. No entanto, seu aproveitamento depende de conhecimento.

Não existe o prazo certo. Existem os motivos certos. Temos que fazer uma distinção entre

“jogar” e “investir” ou “especular”. O jogador é um apostador, de comportamento

inconstante e que faz suas apostas no calor do momento. O investidor ou especulador é como um enxadrista, que pensa cuidadosamente as suas jogadas. Ele possui uma estratégia e não se abala ao perder algumas peças, pois sabe que é inevitável. Ele aceita as perdas, mas

as sofre de forma controlada, pois sabe que dessa forma chegará ao ponto de dar o xeque- mate. Esta é a figura do Trader.

No final das contas chegamos à conclusão que a única diferença entre especular no curto prazo e no longo prazo (investir) é o tempo. A verdade dolorosa é que se não temos embasamento técnico para saber porque entrar e porque sair, independente do prazo em que estivermos atuando, estaremos agindo como meros jogadores numa casa de apostas! Aqueles que esbravejam que os investimentos em bolsa são para o longo prazo, nada mais fazem do que adiar indefinidamente a decisão e o dilema de sair do mercado, evitando assim a realização de prejuízos. Dizem-se investidores de longo prazo, mas continuam fazendo as mesmas apostas qua Se o movimento prévio não é significativo e estamos apenas a meio caminho do ponto onde se espera que o mercado reverta, um padrão de reversão tem sua importância muito diminuída. No entanto, quando o mercado avança num espaço vazio (sem suportes e resistências próximos), um padrão ocorrendo traz consigo potencialmente grande significado.ndo jogavam no curto prazo. Observe o exemplo abaixo:

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ANÁLISE TÉCNICA

16 :

ANÁLISE TÉCNICA 16 : Esse gráfico mostra a evolução do Ibovespa do final de 1996 até

Esse gráfico mostra a evolução do Ibovespa do final de 1996 até o final de 2003. Temos praticamente sete anos de histórico neste gráfico. Imagine alguém que tenha investido por volta do topo de 1997. Este seria um ponto provável para que algum novato investisse no mercado? Sem dúvida! Este ano foi marcado por um forte mercado de alta, onde o otimismo exacerbado e a euforia cegavam para os riscos e parecia ser seguro ao amador investir. Pois se não fosse, porque todos estavam investindo?

O investimento em pouco tempo teria se transformado numa dor de cabeça. Mas resoluto de que bolsa é para longo prazo, este jogador manteve-se firme durante dois anos de perdas, chegando a perder mais de 65% do seu capital inicial. Felizmente, dias melhores vieram e por volta do terceiro ano o mercado havia retornado e superado o patamar inicial de investimento. Já se via um lucro nominal de quase 40%. O que este jogador deveria fazer? Realizar o lucro? Ou apenas seguir no seu investimento de longo prazo? Provavelmente, na falta de motivos para fazer diferente, este jogador ficaria firme. Pro seu azar, o mercado iniciou um novo ciclo de baixa que durou mais dois anos e meio, fazendo-o em 2002 ter acumulado um prejuízo nominal próximo de 36%. Mantendo-se fiel, em 2003 o lucro foi novamente alcançado para a posição. Mas e agora? Realizar o lucro ou manter-se no investimento? Eis o dilema eterno do mercado.

É importante ressaltarmos o fato de termos nos referido as rentabilidades sempre com o

termo “nominal”. Fizemos isso porque existem dois custos que alteram a realidade desses

valores nominais: o custo de oportunidade e a corrosão inflacionária. O custo de importunidade implica no juro que deixamos de ganhar aplicando o capital numa renda fixa. E a corrosão inflacionária vem da perda de valor do dinheiro no tempo. Ou seja, na verdade, nesse período de quase seis anos o investimento nunca saiu do prejuízo real. Se

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ANÁLISE TÉCNICA

17 :

observássemos este mesmo gráfico indexado ao dólar como forma de descontar os custos mencionados, nos surpreenderíamos ao perceber que o investimento só retornou para o

empate em julho de 2005. Portanto, pense melhor sobre o “longo prazo”.

A verdade absoluta - Timing

A conclusão que chegamos é que para se ter sucesso nos investimentos em renda variável, tudo depende de uma só coisa: timing. No período do exemplo anterior, entre 1996 e 2003, a bolsa ofereceu excelentes oportunidades para quem soube aproveitá-las. Mas para aqueles que não tinham capacidade de julgar porque era momento de investir e porque era momento de pular fora; para aqueles que assumiram um comportamento passivo na expectativa de que o desenrolar dos eventos os levassem ao lucro; para essas pessoas foi um período jogado no lixo.

Por mais que os mercados tendam a uma racionalidade, esta fica comprometida na medida em que as pessoas são suscetíveis a contaminar suas decisões com aspectos emocionais. Ao mesmo tempo, as informações que realmente importam no prazo em que ainda podem gerar alguma vantagem no mercado, como vimos, ficam escondidas do grande público. No final das contas, o movimento dos preços é fruto de um emaranhado extremamente complexo de participantes, que reagem de formas diferentes aos mesmos eventos e que também são influenciados pelos próprios movimentos dos preços, criando-se um sistema caótico que se autoalimentada.

Por isso é importante não ser passivo no mercado e utilizar-se de um método. É o método que nos possibilita ter noção de timing. Caso contrário, estaremos cegos, refém de nossas emoções num ambiente que é notório por levar as pessoas aos extremos da euforia e do pessimismo.

Se nessa etapa do ciclo evolutivo o Trader ainda não se convenceu disso, estará se relegando à condição de um “Trader erectus”, de ferramentas e concepções primitivas e fadado a extinção; ao invés de se tornar um “Trader sapiens”, mais sofisticado e que se perpetua.

ANÁLISE TÉCNICA 17 : observássemos este mesmo gráfico indexado ao dólar como forma de descontar os

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ANÁLISE TÉCNICA

18 :

CAPITULO 1 - O CONTEXTO DO TRAIDING

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ANÁLISE TÉCNICA

A análise fundamentalista e a grafista

19 :

Existem basicamente duas grandes escolas de análise para se atuar nos mercados de renda variável: a Escola Fundamentalista (clássica) e a Escola Técnica (grafista).

Análise de Fundamentos

Sua lógica é que os preços praticados no mercado devem refletir o desempenho da empresa em questão. Portanto, é mais importante estudar os aspectos fundamentais da empresa como sua saúde financeira, indicadores, variáveis diversas etc. do que tentar prever os comportamentos dos preços.

O analista fundamentalista entende que o mercado é de comportamento caótico, mas que não pode fugir por muito tempo dos fundamentos que em tese reflete. Portanto, apesar dos altos e baixos do mercado, frutos de euforia ou pânico, o mercado tende a buscar um valor que reflita o real valor do ativo em questão. Por isso que os investidores se preocupam menos com os preços e mais com os fundamentos. Estes investidores buscam bons fundamentos. Eventualmente os preços seguirão.

É importante ressaltar a diferença entre preço e valor. Preço é o que é praticado no mercado e é amplamente divulgado. Todos sabem o preço de um ativo. O preço é a cotação. O valor já é uma noção mais subjetiva e muitas vezes distante do preço. O valor representa a real representação de riqueza de um ativo enquanto que o preço é simplesmente o reflexo monetário da disposição momentânea dos participantes em negociar esse ativo. Conseguir auferir o valor (preço justo) de um ativo é uma tremenda vantagem competitiva, pois permite ao investidor um referencial de preço para saber se algo está caro ou está barato.

Este método é dito de “fora para dentro” porque primeiro se busca a mensuração do que

seria o preço justo para o ativo e depois se vai até o mercado para ver o preço em que este ativo está sendo negociado. Daí que surgem as oportunidades de comprar abaixo do preço justo e vender acima ou no preço justo.

As ferramentas para fazer essa mensuração de preço justo são várias e elas não vão deixar de ser também bastante subjetivas, pois dependem de uma série de suposições sobre o futuro da empresa e da economia. Este investidor tentará reduzir seu risco através da diversificação. Pois é um tanto contraditório comprar uma ação por achá-la barata e vendê- la porque seu preço caiu ainda mais.

ANÁLISE TÉCNICA A análise fundamentalista e a grafista 19 : Existem basicamente duas grandes escolas de

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ANÁLISE TÉCNICA

Críticas

20 :

A análise de fundamentos é de extremo valor, principalmente quando o horizonte de tempo do investimento é longo ou quando o ativo em questão possui baixa liquidez. Ativos de baixa liquidez só podem ser avaliados por fundamentos.

A principal fragilidade deste tipo de análise é o fato de que não existe segurança de que temos todas as informações que importam sobre um ativo para poder analisá-lo, nem de que as informações que temos são precisas. Recentemente tivemos diversas empresas brasileiras com perdas bilionárias em seus balanços advindas de operações alavancadas com câmbio. Em nenhum momento os acionistas foram informados sobre tais operações nem sobre o risco que representavam.

Análise Técnica ou Gráfica

A análise técnica, ao contrário, é uma abordagem restrita ao que acontece aos preços, prestando nenhuma atenção ao que acontece fora dos pregões. A análise técnica está focada em captar as alterações de oferta e demanda. Pois se timing resume o mercado, são as alterações de oferta e demanda que criam o timing! A análise técnica se sustenta nos seguintes entendimentos:

  • 1. Os gráficos descontam tudo

O analista gráfico capta alterações no mercado através de um único instrumento: o gráfico. Ele sabe que individualmente ele nunca saberá todas as informações relevantes para a precificação de um ativo, mas ele entende que todas essas informações estão disponíveis no próprio mercado, dispersas entre todos os participantes.

O preço é a síntese da opinião e conhecimento de todos e, portanto, deve refletir o melhor julgamento sobre o real valor de um ativo dada as circunstâncias do momento, incluindo aí também os aspectos emocionais. Para o grafista não há preço justo.

Através das alterações de preço conseguimos identificar situações de maior demanda ou de maior oferta, além de sinais de mudança nesse equilíbrio.

  • 2. O passado pode sim ajudar a antecipar o futuro

Levados por motivos vários, um ativo marcará topos e fundos através de suas oscilações. Cada um destes patamares de virada de preço tocará a memória dos que participaram desse momento. Tanto na memória das que conseguiram interpretar o movimento corretamente e ganharam dinheiro como também daqueles que erraram na interpretação e que certamente não estão dispostos a repetir o erro. Por isso, quando o mercado retorna para estes patamares, a memória dos participantes os impele a tomarem a atitude que condiz com a

ANÁLISE TÉCNICA Críticas 20 : A análise de fundamentos é de extremo valor, principalmente quando o

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ANÁLISE TÉCNICA Críticas 20 : A análise de fundamentos é de extremo valor, principalmente quando o

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ANÁLISE TÉCNICA

21 :

postura correta das ocorrências anteriores. A análise técnica, através dos gráficos, tenta identificar estes pontos de memória e atuar de forma a se beneficiar dessa dinâmica.

  • 3. O mercado se movimenta seguindo padrões

Em geral os preços se movimentam de forma bastante caótica. Mas através do estudo dos históricos de movimentação de preço, consegue-se compreender um pouco melhor como o mercado se movimenta e isso nos leva a identificação de padrões de movimento que nos permitem antecipar movimento e objetivos mais prováveis. Estes padrões reaparecem nos gráficos de tempos em tempos, gerando boas oportunidades de lucro.

Críticas

A abordagem grafista é extremamente útil, pois ela consegue de forma bastante eficiente identificar viradas de mercado. Sua abordagem é abertamente especulativa e possui um melhor desempenho em trades de curtos e em mercados de grande liquidez. Sua natureza, porém, tende a estimular o over trading, o qual é um péssimo hábito nos mercados.

Muitas críticas se fazem contra a análise técnica. Uns acusam a análise técnica de ser displicente por ignorar fundamentos, mas ela não ignora. Ela lê os fundamentos nos gráficos como um reflexo das atitudes daqueles que realmente se guiam apenas por fundamentos. Outros levantam o fato de que dificilmente veremos os grandes fundos ou players atuando em cima da análise técnica. Isso é verdade. Mas isso decorre do fato de que grandes somas de capital não encontram mobilidade de curto prazo nos mercados, pendendo sempre para posicionamentos mais longos os quais se encaixam melhor com análise de fundamentos. Estas grandes somas de capital são como transatlânticas dos mares financeiros. Nós, no entanto, somos como pequenas lanchas. Temos uma mobilidade maior que nos permite nos beneficiarmos dos movimentos mais curtos.

Finalmente, a análise técnica é mais acessível ao pequeno investidor que a análise de fundamentos. A segunda requer conhecimentos específicos e tempo para pesquisas e cálculos. A análise técnica é bem mais simples e acessível. Infelizmente, essa acessibilidade faz com que diversas pessoas se intitulem analistas técnicos, mesmo que pouco entendam de mercado e que no fim exibam conhecimento e técnicas medíocres e as quais não condizem com um profissional dedicado.

Sinergias e Incompatibilidades

A utilização das duas abordagens em conjunto pode ser perigosa. Pois se o Trader inicia uma operação em cima de um sinal gráfico e logo depois o mercado dá sinal de saída no prejuízo, se os fundamentos forem bons, ele ficará tentado a permanecer no trade. Isso é muito comum e acaba levando o Trader a permanecer no papel quando o gráfico começa a

ANÁLISE TÉCNICA 21 : postura correta das ocorrências anteriores. A análise técnica, através dos gráficos, tenta

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ANÁLISE TÉCNICA

22 :

precificar uma deterioração dos fundamentos. As análises não devem se misturar no meio do caminho.

Uma forma mais inteligente de misturar ambas é determinar com a análise de fundamentos quais são os papéis que tem maior potencial de alta e com a análise técnica buscar os melhores pontos de entrada e saída. Mas isso faz com que cresça a tentação de segurar o papel. Além disso, se um papel tem fundamentos ruins, o próprio gráfico já estará descontando isso e, portanto, não deve ser um problema. Empresas ruins oferecem excelentes trades.

Aspectos Importantes sobre Trading

Agora você já compreende um pouco mais sobre como o mercado nos atrai e quais são as escolas as quais podemos recorrer para dominá-lo, é bom que esteja ciente de mais algumas noções importantes caso você realmente pretende operar:

Não existe almoço grátis

É fundamental entender que investir em renda variável significa aceitar o risco de perder para ganhar. Obviamente, busca-se um risco que valha a pena. Aceitamos o risco de perder desde que o retorno potencial seja maior ou pelo menos muito mais provável. De qualquer forma, o risco de perder estará sempre presente.

Por isso acostume-se com a ideia de que em vários momentos prejuízos irão ocorrer. Isso é normal na atividade de trading. O que fica ao alcance do investidor são regras e métodos para administrar este risco, de forma que ele seja sempre controlado e aceitável.

A curva de aprendizado

Não será de um dia para o outro que estaremos plenamente aptos a operar. Existe uma curva de aprendizado e a compreensão de sua existência é importante para que não nos frustremos desnecessariamente.

É normal que as pessoas venham ao mercado buscando lucros imediatos, mas este não deve ser o objetivo principal. Nessa fase inicial nos falta ainda muito conhecimento e percepção sobre o mercado para que consigamos lucrar com consistência. Essa é uma fase que devemos objetivar o aprendizado através dos erros que inevitavelmente virão.

ANÁLISE TÉCNICA 22 : precificar uma deterioração dos fundamentos. As análises não devem se misturar no

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ANÁLISE TÉCNICA

23 :

Se buscarmos o lucro de cara, provavelmente iremos nos frustrar, pois talvez ele não venha. Podemos dizer que nosso objetivo no primeiro ano ou dois anos é não perder. Pelo menos não perder demais. Pois geralmente esse é o prazo de tempo que se leva para passar pela parte mais íngreme da curva de aprendizado. Alguns terão um pouco mais de sorte e conseguirão já de início resultados positivos, mas essa não é a regra geral. Uns tem mais facilidade que outros. Mas todos têm potencial.

Saberemos que passamos pela fase mais íngreme da curva de aprendizado quando não nos sentirmos mais tão ansiosos com os nossos trades. Quando além de conseguir visualizar o mercado de uma forma mais ampla, saberemos quais são as nossas reações frente aos movimentos dos preços e assim, teremos chance de combater as atitudes nocivas ao nosso capital. Isso vem com a experiência. Mas acima de tudo, perceberemos que já estamos aptos quando os resultados começarem a aparecer de forma consistente e não desordenada. Este é o sinal que chegamos num nível inicial de maturidade e daí para frente nosso desempenho tendo apenas a melhorar.

Preservar capital

A preservação de capital é o objetivo primeiro de todo o Trader. E essa noção costuma vir só depois de algum tempo de experiência. Devemos preservar nosso capital a todo custo, pois só quem tem capital consegue lucrar. Costumamos nos preocupar muito com o lucro, mas na realidade deveríamos estar preocupados em preservar nossa ferramenta de trabalho:

nosso capital.

Essa é uma orientação que deve ser seguida no sentido de cortar as perdas rapidamente e também em aceitar alguns ganhos rapidamente quando o mercado permitir. Aprenda desde cedo a realizar parcialmente os ganhos de forma a neutralizar perdas oriundas de possível

viradas de mercado. O novato tende a ir para o “tudo ou nada”, buscando grandes acertos. O tempo ensinará que na maioria das vezes ficaremos com o “nada” dessa estratégia.

Não discuta com suas regras de manejo de risco. Siga-as. Não reconsidere stops, sempre será uma má ideia. Aprenda desde cedo que a única forma de se manter vivo no mercado é sendo fiel ao manejo de risco e aos stops. Não exige estratégia que seja 100%. Podemos acertar 09 em 10 vezes na média. Mas um dia, sem sombra de dúvida, ocorrerá uma situação onde erraremos 10 em 10. Esses eventos são mais comuns do que a estatística probabilística costuma considerar. Por isso, use stops!

O canto da sereia

O canto da sereia é a forma simbólica de se referir à capacidade do mercado de nos tirar de centro e nos levar a cometer atitudes nocivas ao nosso capital. O mercado nos acenará com

ANÁLISE TÉCNICA 23 : Se buscarmos o lucro de cara, provavelmente iremos nos frustrar, pois talvez

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ANÁLISE TÉCNICA 23 : Se buscarmos o lucro de cara, provavelmente iremos nos frustrar, pois talvez

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ANÁLISE TÉCNICA

24 :

altas e baixas impressionantes e nos deixará pensando em como não as aproveitamos, assumindo ingenuamente que teria sido fácil. Nós temos a tendência de superestimar nossa capacidade de lidar com as situações das quais não participamos. E superestimamos também a capacidade dos outros, a ponto de acreditar que o desempenho alheio é muito melhor que o nosso. Às vezes até pode ser, mas dentro de um universo enorme de pessoas, sempre haverá as pessoas fora da média.

Isso pode nos levar a sentimento de frustração com nós mesmos e nosso desempenho. Passaremos a buscar objetivos irreais, apostando cada vez mais alto e nos arriscando muito além do que seria prudente. Colocaremos nosso emocional sob um estresse insuportável, tentando tapar buracos com apostas ainda mais altas e quando as coisas derem realmente erradas, nos veremos sem ação num beco sem saída.

Um Trader jamais pode se deixar chegar a esse ponto. Não podemos arriscar nosso desempenho de anos ou meses num descontrole emocional. Portanto, siga as regras. Aceite que nossa fortuna será feita aos poucos, dentro das oportunidades plausíveis que o mercado oferece ao longo do tempo.

Quanto esperar de rentabilidade

Esta talvez seja uma das questões mais pertinentes. Obviamente, não existem garantias de rentabilidade e essas podem variar muito de pessoa para pessoa e de mercado para mercado. Mas o que consideramos plausível e o que buscamos é algo que fique entre 3 a 6% ao mês. É isso que a experiência nos prova ser possível.

É claro que haverá meses de rentabilidade negativa, outros medíocres e outros fantásticos. Mas o Trader mais experiente irá conseguir algo mais ou menos estável dentro desta faixa. Uma rentabilidade de 3% ao mês significa um retorno anual de 42,57%, o que é excelente.

É importante lembrar que é mais fácil auferir boas rentabilidades com capitais menores. Isso se dá pela questão de maior mobilidade e menor pressão emocional. Aqueles que têm pouco a perder podem, por se sentir mais confortáveis, assumir riscos maiores. Mas conforme o capital cresce, a pressão aumenta, a mobilidade diminui e a rentabilidade fica mais difícil. Uma abordagem mais conservadora costuma ser adotada nesses momentos.

O pulo do gato

Se é que existe algum “pulo do gato” no mercado, creio que poderíamos dizer que são dois.

O primeiro já vimos: é a preservação de capital. O segundo, diríamos, é saber a hora de parar. Não é difícil auferir uns 3% de rentabilidade ou mais na carteira. O difícil é preservar essa rentabilidade. Isso ocorre porque quando as coisas dão certas tendemos a ficar eufóricos e a querer operar mais. Temos dificuldade de compreender o lucro ganho como

ANÁLISE TÉCNICA 24 : altas e baixas impressionantes e nos deixará pensando em como não as

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ANÁLISE TÉCNICA

25 :

capital nosso e por isso nos permitimos muitas vezes uma exposição maior que o normal, visto que estamos apenas arriscando o lucro que obtivemos e não nosso principal.

Além disso, o mercado não oferece boas oportunidades o tempo inteiro. Quando realizamos uma série de trades vencedores, é porque provavelmente acabamos de passar por uma. Dificilmente o mercado estará logo em seguida oferecendo oportunidades tão boas quanto,

mas na ânsia de operar, vamos “cavar” operações. Mesmo que as estopemos corretamente

quando dão errado, uma a uma elas irão consumir o nosso lucro acumulado.

Estabeleça meta e as respeite. Se sua meta é 3% ao mês, ao alcançá-la você pode parar de operar pelo restante do mês. Ou pelo menos irá operar somente caso uma oportunidade muito boa surgir. E ainda assim, opere pequeno se este for o caso. Pois é muito mais provável que venhamos a devolver parte dos lucros do que ter um mês de rentabilidade excepcional.

Foque-se no seu desempenho

Em épocas de mercado de forte alta, é comum, principalmente entre os Trader novatos, haver uma boa dose de frustração. Pois fazendo uma comparação com o Ibovespa, percebem que obtiveram um desempenho bom a altura. A frustração é ainda maior quando percebem que alguém sem conhecimento algum de mercado, mas que investe, conseguiu excelentes resultados.

Cuidado! Quando o mercado está em forte alta, é difícil para um Trader mediano batê-lo. Não temos como saber que o mercado foi de forte alta até isto pertencer ao passado e nós não fazemos apostas cegas. O grafista busca momentos de alta probabilidade para lucrar, pois busca a preservação do seu capital. Nada impede que o mercado, mesmo sem apresentar essa segurança que buscamos, possa subir forte.

Quanto aquele sujeito que nada sabe de mercado e que pode exibir um excelente retorno na carteira, devemos retornar as primeiras páginas dessa apostila. Quem não sabe porque entrar, não sabe porque sair. Lucro só é lucro quando realizado. Provavelmente este sujeito simplesmente comprou e deixou lá comprado. Será que ele terá a sorte de saber exatamente quando cair fora? Quantas pessoas puderam exibir excelentes desempenhos entre 2005, 2006, 2007 para em 2008 devolver tudo o que ganharam nos últimos 03 anos? Acredite, foi a maioria.

O Trader técnico se destaca nos momentos ruins de mercado. Quando o mercado sobe, tentaremos acompanhá-lo. Quando o mercado cai, tentaremos nos abster desse momento ruim. Se nos sentirmos confortáveis para operar na ponta vendedora, um novo mundo de possibilidades de ganho se abrirá perante a nós e poderemos nos destacar ainda mais.

ANÁLISE TÉCNICA 25 : capital nosso e por isso nos permitimos muitas vezes uma exposição maior

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ANÁLISE TÉCNICA 25 : capital nosso e por isso nos permitimos muitas vezes uma exposição maior

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ANÁLISE TÉCNICA

26 :

Foque-se no seu desempenho. Em atingir objetivos realísticos que você se propõe. Esqueça o que alguém pretensamente conseguiu ou quanto o mercado se movimentou. Você sabe de suas metas e onde elas o levarão.

A recompensa não financeira

A atividade de operar oferece uma recompensa que vai além da financeira. O mercado proporciona um desafio intelectual único. É uma atividade que nos coloca em constante situação de superação. Lucrar na bolsa é um exercício de autocontrole e autoconhecimento que com o tempo nos moldará como melhores indivíduos e isso certamente também nos trará satisfação pessoal.

ANÁLISE TÉCNICA 26 : Foque-se no seu desempenho. Em atingir objetivos realísticos que você se propõe.

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ANÁLISE TÉCNICA

27 :

CAPITULO 2 - INTRODUÇÃO À ANÁLISE TÉCNICA

Se você chegou até aqui, consideraremos que você já compreendeu a parte operacional e teórica sobre o funcionamento da bolsa de valores. Iremos também supor que você possui em mente todas as noções iniciais que explicitamos no capítulo anterior. A compreensão destes dois assuntos é de suma importância para sobreviver no mercado. Este entendimento será a base na qual iremos assentar agora os conhecimentos de análise técnica que iremos aprender. Chegou o momento de nos focarmos nos gráficos.

ANÁLISE TÉCNICA 27 : CAPITULO 2 - INTRODUÇÃO À ANÁLISE TÉCNICA Se você chegou até aqui,

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ANÁLISE TÉCNICA

Iniciando a compreensão do Gráfico

28 :

Todas as decisões de um Trader gráfico são tomadas em cima dos sinais extraídos do gráfico das oscilações de preço do ativo em questão. Por isso, é pertinente que comecemos nosso estudo compreendendo como essa ferramenta (o gráfico) é construída e o que ela significa.

O gráfico é a representação visual de todos os negócios fechados para um ativo num determinado período de tempo. A visualização de um gráfico, portanto, nos informará de toda a variação de preço que o ativo sofreu. Este é composto por dois eixos: um vertical representativo da escala de preço e outro horizontal, representativo da escala de tempo. A escala de preço pode ser dada em moeda ou em pontos. Já a escala de tempo pode ser construída nos mais diferentes prazos de representatividade. Abordaremos isso em profundidade no momento adequado.

Mas o que de fato significa um gráfico? O gráfico é a resultante do eterno embate entre a força compradora e a força vendedora. Essas duas forças lutam entre si sempre que os mercados estão abertos. O analista gráfico é um observador desse embate, buscando nos gráficos o entendimento de que qual força prevalece ou sinais de que a força dominante irá mudar. Se tivermos capacidade de antecipar os vencedores, conseguiremos antecipar o movimento dos preços e lucrar com isso.

As informações que compõe um gráfico

A construção de um gráfico depende de um grupo de informações que são extraídas de cada sessão ou período de negócios. Essa unidade de tempo que chamamos de sessão ou período é variável e segue o desejo do analista gráfico. Pode representar um dia, uma semana, quinze minutos, ou seja, o tempo que for. As informações extraídas dessas sessões são:

  • 1. É o primeiro preço negociado na sessão

Abertura:

Máxima:

  • 2. Preço mais alto negociado durante a sessão

Mínima:

  • 3. Preço mais baixo negociado durante a sessão

  • 4. É o ultimo preço negociado na sessão.

Fechamento:

ANÁLISE TÉCNICA Iniciando a compreensão do Gráfico 28 : Todas as decisões de um Trader gráfico

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ANÁLISE TÉCNICA

29 :

Existem dois tipos principais de gráficos que carregam essas informações: os gráficos de barras e os gráficos de candlesticks.

O gráfico de barras

Neste formato as oscilações de preço são representadas, a cada sessão, por uma barra vertical dotada de duas barras horizontais menores. A oscilação total dos preços é representada pelo tamanho da barra vertical. A abertura da sessão é representada por uma pequena barra horizontal à esquerda da barra vertical e o seu fechamento é representado também por uma pequena barra horizontal, mas dessa vez à direita da barra vertical. O extremo superior da barra vertical representa a máxima e o extremo inferior representa a mínima negociada.

ANÁLISE TÉCNICA 29 : Existem dois tipos principais de gráficos que carregam essas informações: os gráficos

O gráfico de candlesticks

Este sistema de construção de gráfico se originou no Japão por volta do século XVII. Devido sua origem, este sistema também é conhecido como Oriental. O sistema de barras, em contraposição, ficou mais conhecido como sistema Ocidental por ser mais utilizado no Ocidente. As informações necessárias para a construção do gráfico nesse sistema são exatamente as mesmas do sistema de barras. Muda apenas ligeiramente a forma como elas são apresentadas.

O sistema oriental, ao invés de barras, possui “candles”. Um candle é basicamente uma barra que entre a abertura e o fechamento possui uma moldura. Essa moldura forma o “corpo” do candle. Como o método das barras de identificar abertura e fechamento não é possível no formato candle, essa identificação é feita através da cor do corpo do candle. Um candle com corpo vazado, ou seja, sem preenchimento de cor, é identificado como um candle de alta. A abertura é representada pela base e o fechamento pela parte superior do corpo. Um candle de corpo preenchido ou “cheio” é identificado como um candle de baixa. Nesse caso, a abertura é identificada pela parte superior do corpo e o fechamento pela parte inferior deste.

ANÁLISE TÉCNICA 29 : Existem dois tipos principais de gráficos que carregam essas informações: os gráficos

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ANÁLISE TÉCNICA

30 :

ANÁLISE TÉCNICA 30 : Na figura acima podemos visualizar a transição de uma sessão representada por

Na figura acima podemos visualizar a transição de uma sessão representada por uma barra para sua representação no formato candle. Agora que visualizamos um candle, podemos

entender porque ele recebe este nome. “Candle” em inglês significa “vela”. E o formato de

um candle clássico lembra uma vela com seus pavios. No entanto, os pavios recebem o

nome de “sombra”.

São essas figuras que compõe o gráfico de um ativo. Abaixo temos o exemplo de um período de variação do Ibovespa tanto no gráfico em barras quanto em candles.

ANÁLISE TÉCNICA 30 : Na figura acima podemos visualizar a transição de uma sessão representada por

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ANÁLISE TÉCNICA

31 :

ANÁLISE TÉCNICA 31 : Os dois gráficos representam exatamente o mesmo período de tempo, entre setembro

Os dois gráficos representam exatamente o mesmo período de tempo, entre setembro de 2007 e abril de 2008. Ambos os gráficos estão na periodicidade diária. Ou seja, cada barra ou candle representa um dia de negócios. Colocando os dois gráficos um abaixo do outro, fica fácil perceber as diferenças. O gráfico em barras chama mais atenção para as extremidades (máxima e mínima) enquanto que o formato de candles foca mais no corpo (abertura e fechamento).

Ênfase no fechamento

Das informações que compõe um gráfico, o fechamento é o mais importante para o analista gráfico. O fechamento, sendo o último valor no tempo da sessão que se trabalha, pode ser compreendido como o preço de consenso mais atualizado entre os participantes para o candle ou barra em questão. Além disso, o fechamento costuma ser formado pela atuação intensa dos profissionais. Estes traders costumam se antecipar à sessão seguinte, enquanto que os amadores tendem a ser reativos e participar de forma mais intensa na abertura.

ANÁLISE TÉCNICA 31 : Os dois gráficos representam exatamente o mesmo período de tempo, entre setembro

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ANÁLISE TÉCNICA

32 :

Isso ocorre porque os amadores tendem a se posicionar em cima das notícias que tomaram conhecimento na noite anterior ou cedo pela manhã. Eles se apressam a enviar suas ordens ao mercado, pois anseiam aproveitar todo o movimento que esperam que ocorra com os preços. Depois disso, precisam voltar sua atenção à sua atividade principal de mercado e ficam menos ativos. Por isso que os sinais que ocorrem mais para o fechamento do mercado costumam ser muito mais confiáveis do que os que ocorrem no início do pregão. É por isso que existe uma predileção pelos gráficos de candlesticks. O seu formato chama a atenção do Trader para o corpo e consequentemente para o fechamento, tornando mais fácil a leitura do gráfico. Mas não deixa de ser uma questão de costume. Daqui para frente, iremos adotar o formato de candles.

Candles de alta e candles de baixa

Essa diferenciação é feita considerando-se a relação entre a abertura e o fechamento do candle em questão. Candles de alta são aqueles que apresentam seu fechamento acima da abertura. Candles de baixa são aqueles que, ao contrário, apresentam seu fechamento abaixo da abertura. Não se deve confundir essa denominação com a variação do candle que pode ser de alta, neutra ou de baixa. A variação é dada pela relação entre o fechamento do candle anterior na série de preços e o preço corrente do ativo.

ANÁLISE TÉCNICA 32 : Isso ocorre porque os amadores tendem a se posicionar em cima das

Escala

A escala é a ferramenta de formação do gráfico responsável por definir o tamanho das variações de preço representadas pelos candles. A escala pode ser expressa num formato aritmético ou logarítmico.

O formato aritmético trabalha com valores nominais. Ele expressará o quanto em moeda o ativo variou, independente de quanto isso signifique em termos de valorização percentual. Portanto, uma variação de 10,00 para 11,00 terá a mesma proporção da variação de 100 para

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ANÁLISE TÉCNICA

33 :

101, independentemente de na primeira situação o ativo ter variado 10% e na segunda apenas 1%. Em ambos os casos o ativo variou 1,00 e é isso que é levado em consideração.

Na escala logarítmica o que é levado em consideração é a variação percentual da mudança de preço. Dessa forma, a distância para representar a primeira situação seria 10 vezes maior que a distância que representaria a segunda. Isso se explica pelo fato da variação de 10% ser dez vezes maior que a variação de 1%. A utilização de uma ou outra possui consequências na formação do gráfico. Observe:

ANÁLISE TÉCNICA 33 : 101, independentemente de na primeira situação o ativo ter variado 10% e
ANÁLISE TÉCNICA 33 : 101, independentemente de na primeira situação o ativo ter variado 10% e

Acima temos o formato logarítmico (esquerda) e o formato aritmético (direita) representando a variação do mesmo ativo e no mesmo prazo de tempo. Percebemos que o gráfico assume outro aspecto apesar dos valores nominais serem exatamente os mesmos em ambos os gráficos. Como nosso resultado é fruto da variação percentual de nossas posições, é natural que utilizemos o formato logarítmico. Também se percebe que as oscilações no formato logarítmico são mais comportadas no que tange a análise técnica. Isso talvez se explique devido ao seu uso mais consistente. De qualquer forma, utilize a escala logarítmica.

Volume

O volume não é parte integrante do gráfico como os candles ou as escalas. É na verdade um indicador. Mas de tão essencial à análise dos movimentos de preço, esta é uma ferramenta que sempre acompanhará o gráfico de um bom analista.

ANÁLISE TÉCNICA 33 : 101, independentemente de na primeira situação o ativo ter variado 10% e

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ANÁLISE TÉCNICA

34 :

O volume representa o nível de atividade do mercado, sendo o motor que empurra e sustenta os movimentos de preço. Baixo volume demonstra baixa participação dos investidores e, portanto, pequeno comprometimento financeiro com o movimento em si, tornando-o frágil. Alto volume demonstra que os investidores estão atentos e ativos, oferecendo sustentação e validade aos movimentos e aos sinais que percebemos.

ANÁLISE TÉCNICA 34 : O volume representa o nível de atividade do mercado, sendo o motor

O volume é representado geralmente por um histograma na parte inferior do gráfico, como

no exemplo ao lado. Sua representação pode ser expressa no formato “quantidade” ou no formato “financeiro”. No primeiro, o volume expressa a quantidade de títulos que trocaram

de mãos durante a formação de cada candle. No segundo, expressa o valor financeiro resultante de todos os negócios representados pelo candle em questão.

Cada formato possui suas peculiaridades. O formato financeiro é fortemente afetado pelas variações de preço do ativo. Pois se o ativo sobe 100% de preço, ele expressará um volume financeiro 100% maior apesar de negociar a mesma quantidade de títulos. Porém, no curto prazo, o efeito do preço no volume é pequeno. Mesmo assim, damos preferência ao volume quantidade, pois queremos ver a atividade do mercado independente da variação de preço. No entanto, no caso dos índices, o volume quantidade se torna pouco confiável porque no mercado brasileiro os papéis não possuem padronização de lote mínimo. A única forma de padronizar o volume é pelo giro financeiro dos ativos. Portanto, por falta de ferramenta mais adequada, se utiliza o volume financeiro para índices. O volume quantidade é utilizado para os demais ativos.

Liquidez

Liquidez determina a facilidade com que conseguimos comprar ou vender determinado ativo. Operar ativos que ofereçam essa facilidade é muito importante, pois não adianta

sabermos a que preço entrar e sair se na hora “h” não há ninguém nesses patamares de

preço para ser a contraparte do negócio.

A liquidez tem vários aspectos. A primeira forma de avaliar a liquidez de um ativo é observar

quanto este ativo movimento ou “gira” em média, seja em títulos ou em dinheiro. Por regra

geral, seguimos a recomendação de sozinhos não respondermos por mais de 5% do volume

ANÁLISE TÉCNICA 34 : O volume representa o nível de atividade do mercado, sendo o motor

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ANÁLISE TÉCNICA 34 : O volume representa o nível de atividade do mercado, sendo o motor

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ANÁLISE TÉCNICA

35 :

médio do ativo. Seja este em títulos ou financeiro. Portanto, se um ativo movimenta em média 200 mil títulos ou 1 milhão de reais, não devemos operar mais do que 10 mil títulos ou 50 mil reais.

A segunda forma de avaliar a liquidez é observar o spread entre as ofertas no livro de ofertas. Apesar de o spread mudar bastante de acordo com o momento da negociação, percebe-se certa constância na quantidade de ofertas presente no livro de ofertas e os spreads de preço entre elas. Não são aconselhados ativos com altos spreads ou que, apesar de um spread pequeno, o volume financeiro das ofertas seja pequeno demais para absorver uma oferta média num mesmo patamar de preço.

Uma boa forma de conciliar os dois aspectos dentro de uma mesma informação é considerar o volume médio de negócios por pregão. Buscamos atuar nos ativos que possuem em média mais de 500 negócios por dia. Para tal observe a média dos últimos 20 pregões. Estes ativos não oferecerão dificuldade na hora de abrir ou encerrar uma posição às pressas.

Ativos com uma quantidade inferior de negócios costumam ser mais difíceis de serem operados e devem ser evitados. É claro que havendo um sinal muito forte de entrada, poderemos fazer posição. Desde que respeitando o limite de 5%. Papéis com média inferior a 100 negócios por dia, por regra geral, devem ser ignorados.

Análise técnica precisa de liquidez

Essa é uma questão fundamental que as pessoas teimam em ignorar. Os sinais gráficos, para serem confiáveis, precisam surgir de ambientes de alta liquidez. Quando menor a liquidez de um ativo, mais comprometida fica a credibilidade gráfica deste. Isso ocorre porque os sinais são fruto da atividade dos participantes. Quando há poucos participantes, os sinais podem refletir opiniões distantes da opinião do restante do mercado, não encontrando assim adesão. Além disso, uma quantidade limitada de participantes geralmente possui pequena capacidade financeira para sustentar os movimentos, tornando-os frágeis. Quando temos alta liquidez, estas fragilidades deixam de existir, tornando o gráfico mais consistente.

Uma forma de tentar amenizar os riscos de se operar ativos pouco líquidos é aumentar o prazo operacional, de forma a aumentar a quantidade de capital utilizada na formação dos sinais gráficos.

ANÁLISE TÉCNICA 35 : médio do ativo. Seja este em títulos ou financeiro. Portanto, se um

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ANÁLISE TÉCNICA 35 : médio do ativo. Seja este em títulos ou financeiro. Portanto, se um

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ANÁLISE TÉCNICA

Periodicidade

36 :

Compreender o aspecto da periodicidade e como isso afeta o posicionamento de diferentes traders é absolutamente importante para qualquer um que pretenda se orientar no mercado através de gráficos. Sem essa compreensão a análise técnica parecerá completamente contraditória e confusa, afetando a credibilidade da abordagem e capacidade do analista técnico em manter-se fiel aos trades efetuados.

De início, devemos entender que a periodicidade é sempre referida de acordo com o tempo que um candle isoladamente representa, e não com o período total visualizado no gráfico. Dessa forma, se o gráfico é de periodicidade diária, cada candle representará o período de um dia. Portanto, como o gráfico é formado por uma grande quantidade de candles, num gráfico diário geralmente teremos a variação de preço de alguns meses de negócios. Se o gráfico é de periodicidade semanal, cada candle representará uma semana e o gráfico inteiro provavelmente exibirá anos de negócios. Abaixo temos a comparação de duas periodicidades para o mesmo prazo de tempo de um ativo.

ANÁLISE TÉCNICA Periodicidade 36 : Compreender o aspecto da periodicidade e como isso afeta o posicionamento
ANÁLISE TÉCNICA Periodicidade 36 : Compreender o aspecto da periodicidade e como isso afeta o posicionamento

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ANÁLISE TÉCNICA Periodicidade 36 : Compreender o aspecto da periodicidade e como isso afeta o posicionamento

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37 :

ANÁLISE TÉCNICA 37 : O primeiro gráfico é de periodicidade diária e o segundo é de

O primeiro gráfico é de periodicidade diária e o segundo é de periodicidade semanal. As variações percentuais e nominais de preço são exatamente as mesmas. O que muda é que no primeiro vemos os movimentos com um pouco mais de detalhe. O segundo gráfico, sendo semanal, é 05 vezes menor que o primeiro. Pois como há 05 dias úteis na semana, 01 candle no semanal representa a junção de 05 candles da periodicidade diária. Assim, o aspecto do gráfico muda.

Como é feita a contagem de tempo

É uma dúvida comum a forma como o tempo de uma periodicidade é contada. Por exemplo, havendo um feriado no meio da semana, como fica o gráfico semanal? O prazo de tempo de cada periodicidade é sempre igual, não sendo afetado por eventuais paralisações dos negócios. O candle semanal sempre vai de segunda a sexta. Ou seja, não existe compensação de qualquer feriado que possa ocorrer no meio do caminho. O mesmo ocorre com gráficos de periodicidade intradiária quando há qualquer tipo de paralisação nos negócios, como quando há leilões. Por exemplo, na periodicidade de 15 mins, o candle sempre inicia no primeiro segundo dos minutos múltiplos de 15. Portanto as 13h00min1seg este candle se inicia e se encerra as 13h15min00seg, independente se houve paralisação dos negócios das 13h05min até as 13h10min.

Diferentes periodicidades no mesmo ativo

Não existe uma periodicidade correta para operar. Existem as mais utilizadas que são:

  • 1. Intradiárias → tempo de candle menor do que 01 pregão

ANÁLISE TÉCNICA 37 : O primeiro gráfico é de periodicidade diária e o segundo é de

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05 mins

15 mins

60 mins

38 :

  • 2. Longas → tempo de candle igual ou maior que 01 pregão

Diária

Semanal

Os sinais que vemos numa periodicidade não aparecerão necessariamente em outra. Dessa forma é possível que uma periodicidade diga compra e outra diga venda. Não há nisso contradição. Devemos apenas ficar atentos ao horizonte de tempo. Os sinais mais fortes são aqueles que aparecem em mais de uma periodicidade.

Hierarquia

Existe uma hierarquia nítida entre as periodicidades. As maiores são mais consistentes que as menores. Isso se explica principalmente pela quantidade de dinheiro envolvida na formação do gráfico e dos sinais. Num gráfico semanal temos uma enorme quantidade de dinheiro envolvido na sua formação se comparado com um gráfico diário, de forma que um Trader ou um pequeno grupo de traders, isoladamente, tenham pouca representatividade. A manipulação de preços ou a formação de sinais de pouca adesão são menos prováveis. Já num gráfico intradiário, existe uma maior facilidade para que essas situações ocorram. Portanto, a regra é: quanto menor a periodicidade, menor será a credibilidade do gráfico.

Prazos Operacionais

Decorrente das diferentes periodicidades, classificamos os trades de acordo com a periodicidade em que são executados:

Daytrade

Os daytrades surgem dos sinais que observamos nos gráficos intradiários, seja qual for a periodicidade intradiária específica. Em termos legais, daytrade é qualquer operação que é aberta e fechada dentro do mesmo dia de negócios. O daytrader, aquele que opera no

ANÁLISE TÉCNICA • 05 mins • 15 mins • 60 mins 38 : 2. Longas →

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39 :

intradiário, é um tipo de Trader extremamente ativo e que pela sua abordagem de mercado, necessita de dedicação total à sua atividade.

Swingtrade

O tipo de operação chamada de swingtrade é aquela que se origina dos sinais extraídos do

gráfico diário. O nome “swing” vem numa menção aos movimentos direcionais que o

mercado executa, sem contra movimento. “Swings” são “pernas” de movimento. O swingtrader costuma ficar posicionado enquanto o movimento não demonstrar fraqueza, saindo do trade quando o mercado ameaça uma correção. Em tese não é necessária dedicação exclusiva ao mercado, mas é desejável a possibilidade de um acompanhamento mais de perto do pregão, principalmente dos momentos finais do pregão, próximo ao

fechamento.

Position

“Position” vem de “posição” no termo inglês. O termo é uma menção ao fato de que nesse

tipo de operação, sob o ponto de vista da periodicidade diária, o Trader geralmente mantem sua posição por mais tempo, mesmo contra correções menores. Ou seja, swings contrários da periodicidade diária. O position Trader pode ficar entre poucas semanas a vários meses posicionado. Esta é uma abordagem que não precisa de dedicação total ao mercado e é a recomendada para quem possui uma atividade principal fora do mercado. Além disso, o gráfico semanal costuma ser mais comportado e consistente que os demais.

Volatilidade

Volatilidade é a rapidez com que um ativo percorre as distâncias de preço. A volatilidade pode ser direcional ou estática. Volatilidade direcional é aquela que faz com que o ativo percorra grandes distâncias de preço rapidamente. Já a volatilidade estática é aquela que faz com que haja grande e constante variação de preço, mas sem que o ativo se movimente muito em termos de distância de preço. Esse tipo de volatilidade gera incerteza em relação aos preços e é mais desconfortável de se operar.

ANÁLISE TÉCNICA 39 : intradiário, é um tipo de Trader extremamente ativo e que pela sua

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ANÁLISE TÉCNICA

40 :

ANÁLISE TÉCNICA 40 : Na imagem acima temos um bom exemplo de volatilidade direcional. Percebemos que

Na imagem acima temos um bom exemplo de volatilidade direcional. Percebemos que na maior parte das vezes os movimentos são claros. Temos candle ordenados um acima do outro nos movimentos de alta e candles um abaixo dos outros nos movimentos de baixa. Quando o mercado sobe, dificilmente a mínima de um candle é violada pela mínima do candle imediatamente posterior. Quando o mercado cai, dificilmente a máxima é rompida. Esse tipo de ativo é mais fácil de operar, pois os movimentos são mais confiáveis e manejáveis. Agora observe o próximo exemplo.

ANÁLISE TÉCNICA 40 : Na imagem acima temos um bom exemplo de volatilidade direcional. Percebemos que

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ANÁLISE TÉCNICA

41 :

ANÁLISE TÉCNICA 41 : Este gráfico representa a variação para outro ativo no mesmo prazo de

Este gráfico representa a variação para outro ativo no mesmo prazo de tempo e periodicidade que o do exemplo anterior. Também percebemos grande volatilidade neste ativo, mas esta é mais errática. As máximas e mínimas são constantemente violadas enquanto um ativo vai de um patamar de preço a outro. É difícil manejar uma posição neste tipo de volatilidade, pois não temos critérios muito seguros para definir stops. Podendo optar, opte pelo primeiro tipo de gráfico. Será mais fácil de auferir bons resultados.

Sinais básicos dos candles

Agora que já temos uma compreensão melhor de como é feita a leitura geral de um gráfico, é chegada a hora de começarmos a estudar os sinais que podem nos dar indicações sobre os movimentos mais prováveis para os preços. Iniciaremos com sinais básicos extraídos dos candles.

Amplitude

A amplitude é a distância entre a mínima e a máxima de um candle. Grandes amplitudes demonstram alta volatilidade. Pequenas amplitudes demonstram baixa volatilidade. Essa comparação é de pouca importância entre dois gráficos distintos, pois diferentes ativos possuem diferentes volatilidades médias nos seus movimentos. Isso fica claro se compararmos os dois exemplos anteriores. O segundo ativo, de volatilidade estática, possui

ANÁLISE TÉCNICA 41 : Este gráfico representa a variação para outro ativo no mesmo prazo de

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ANÁLISE TÉCNICA

42 :

candles visualmente maiores, mas sua variação percentual entre eles é menor se comparada ao primeiro gráfico. A comparação de amplitude deve ser feita entre os candles do mesmo gráfico, pois estão sob a mesma escala. São os candles de alta volatilidade que possuem capacidade de nos dar dinheiro rapidamente.

Convicção ou dúvida

A volatilidade (amplitude) de um candle apenas nos diz se o ativo está se movimentando ou não. A informação mais importante é se essa volatilidade é direcionada (convicta) ou estática (dúvida). A melhor forma de observar isso é comparar a distância que existe entre a abertura e o fechamento e a distância que esses pontos se encontram das extremidades do candle.

Candles que possuem grande distância entre a abertura e o fechamento, exibindo corpos relativamente grandes, demonstram convicção. Esse tipo de candle mostra que não houve hesitação e uma força dominou claramente a sessão de negócios.

Candles que apesar de terem grande amplitude, exibem pequeno corpo, são sinais de dúvida. Mostram que nenhuma força conseguiu se sobressair dominante na sessão e, portanto, existe dúvida sobre o rumo dos preços.

Quando a amplitude do candle é pequena, independente do corpo ser grande relativamente à amplitude, também é demonstração de dúvida, pois não há convicção ou capacidade nem entre os compradores nem entre os vendedores para empurrar os preços.

ANÁLISE TÉCNICA 42 : candles visualmente maiores, mas sua variação percentual entre eles é menor se

Existe mais um detalhe a avaliar, de extrema importância para compreendermos a real convicção que um candle expressa. Nos candles de alta (vazados), quanto menor a distância entre o fechamento e a máxima, maior a convicção altista. Nos candles de baixa (preenchidos), quanto menor a distância entre o fechamento e a mínima, maior a convicção baixista.

ANÁLISE TÉCNICA 42 : candles visualmente maiores, mas sua variação percentual entre eles é menor se

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ANÁLISE TÉCNICA 42 : candles visualmente maiores, mas sua variação percentual entre eles é menor se

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ANÁLISE TÉCNICA

43 :

ANÁLISE TÉCNICA 43 : Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos

Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos candles seguirão naquela direção. Isso é mais forte quando depois de uma série de candles na mesma direção, aparece um candle convicto na direção oposta. Quando um movimento começa a apresentar candles de amplitude e convicção cada vez menores, é sinal de que o

ANÁLISE TÉCNICA 43 : Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos
ANÁLISE TÉCNICA 43 : Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos

movimento perde força e pode virar a qualquer momento.

Sombras

ANÁLISE TÉCNICA 43 : Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos

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ANÁLISE TÉCNICA 43 : Um candle convicto numa direção é um indicativo razoável que os próximos

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ANÁLISE TÉCNICA

44 :

Como vimos, quanto maior a distância entre a máxima de um candle de alta e seu fechamento, ou ainda quanto maior a distância entre a mínima de um candle de baixa e seu fechamento; menor será a convicção deste candle. Essa distância resulta no que chamamos de sombra. Assim, percebemos que as sombras dos candles têm uma relação estreita com a convicção deste candle ou do movimento. Quando as sombras são relativamente grandes e aparecem na direção oposta à direção do candle, indicam falta de convicção e por isso são

ANÁLISE TÉCNICA 44 : Como vimos, quanto maior a distância entre a máxima de um candle

um indicativo de possível virada na direção dos preços.

Ou seja, sombras superiores num candle de alta é um sinal razoavelmente baixista. Quanto maior a sombra, mais forte o sinal. Sombras inferiores num candle de baixa, por sua vez, é um sinal razoavelmente altista. Novamente, quanto mais a sombra, mais forte o sinal.

Por que o mercado faz topos e fundos

Topos e fundos são formados pela exaustão ou pela quebra da força dominante. Podemos identificar três situações principais para que o mercado marque um fundo ou um topo. De forma generalista, podemos dizer que esses pontos de virada são fruto dos limites de dor dos participantes, ora mais evidente, ora menos evidente.

ANÁLISE TÉCNICA 44 : Como vimos, quanto maior a distância entre a máxima de um candle

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ANÁLISE TÉCNICA 44 : Como vimos, quanto maior a distância entre a máxima de um candle

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ANÁLISE TÉCNICA

Topos

45 :

Quando a força dominante é a compradora, existe uma maior pressão de compra do que a de venda. Isso decorre de não haver ofertas de venda em quantidade suficiente para absorver as ofertas de compra. As ofertas de compra, para encontrarem execução, aceitam ofertas a preços cada vez mais altos. Esse movimento prosseguirá até que uma das seguintes situações ocorra:

Exaustão lenta

ANÁLISE TÉCNICA Topos 45 : Quando a força dominante é a compradora, existe uma maior pressão

A alta visualizada nos preços já foi capaz de satisfazer a maior parte das intenções de compra. Novos compradores ficam receosos com o patamar de preço mais elevado em que o ativo se encontra e passam a, desestimulados, desistir de novas compras. Assim a forte pressão compradora que foi capaz de catapultar o papel começa a ceder rapidamente. Os compradores antigos começam a realizar lucros e logo são seguidos por outros traders, aumentando assim a pressão vendedora que em pouco tempo supera a pressão compradora. Quando se percebe, passam a ser as vendas que não encontram absorção e passam a ter que buscar quantidades suficientes de compra a preços cada vez mais baixos. Os preços caem, deixando um topo para trás.

Exaustão rápida (clímax)

Os preços começam a subir conforme a pressão compradora aumenta. A alta começa a chamar a atenção de investidores que cogitam também se posicionar na compra. Alguns o fazem, cooperando com o movimento de alta. Outros, mais receosos, não encontram coragem para efetuar a compra. Os preços aceleram a alta e aqueles que deixaram de comprar se sentem extremamente arrependidos. Chega um momento que os preços aceleram ainda mais e isso faz com que aqueles que não estão posicionados não aguentem mais a dor de estar de fora e, num impulso, enviam ordens de compra a qualquer preço.

ANÁLISE TÉCNICA Topos 45 : Quando a força dominante é a compradora, existe uma maior pressão

Quando isso ocorre no que chamamos de limite médio de dor, atinge muitos participantes. Assim muitos compradores entram no mercado a qualquer preço, levando o preço muito para cima. Esse movimento rápido de alta extingue o movimento, assim como numa explosão é capaz de extinguir um incêndio, pois consome todo o oxigênio

ANÁLISE TÉCNICA Topos 45 : Quando a força dominante é a compradora, existe uma maior pressão

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ANÁLISE TÉCNICA Topos 45 : Quando a força dominante é a compradora, existe uma maior pressão

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ANÁLISE TÉCNICA

46 :

que alimentava o fogo. Após esse pico de alta, não há mais compradores para sustentar o movimento e os preços param de subir. É muito comum um grande acréscimo de volume nessa situação.

Quebra do movimento

Os preços sobem com a pressão compradora até que surge uma forte pressão vendedora capaz de quebrar o movimento altista e mudar a direção dos preços. Esse movimento atrai novos vendedores a também acaba quebrando a convicção altista de muitos dos participantes que acabam abandonando suas posições e cooperando para uma queda nos preços. O mercado então deixa um topo para trás.

Fundos

ANÁLISE TÉCNICA 46 : que alimentava o fogo. Após esse pico de alta, não há mais

A formação de um fundo funciona basicamente da mesma forma que na formação de um topo, mas de modo inverso. Um fundo ocorre depois de um período em que o mercado é dominado pela venda. A pressão vendedora não conseguia ser absorvida pela compra num mesmo patamar de preço e derrubava os preços conforme o tempo passava. O fundo ocorre quando essa dinâmica se inverte e a pressão de compra passa a ser maior. Geralmente essa formação se dá numa das três situações seguintes:

Exaustão lenta

A transição das forças ocorre lentamente. Os preços baixos desestimulam novas vendas, mas ainda há pouco interesse na compra. Aos poucos, mais e mais compradores começam a perceber a fragilidade da força vendedora e começam a atuar na ponta compradora. O movimento começa a se inverter lentamente, chamando novos compradores. Eventualmente o movimento começa a acelerar a medida que a pressão compradora cresce e não acha correspondente pressão na ponta vendedora. Assim, um fundo é deixado para trás.

ANÁLISE TÉCNICA 46 : que alimentava o fogo. Após esse pico de alta, não há mais
ANÁLISE TÉCNICA 46 : que alimentava o fogo. Após esse pico de alta, não há mais

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ANÁLISE TÉCNICA 46 : que alimentava o fogo. Após esse pico de alta, não há mais

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ANÁLISE TÉCNICA

Exaustão rápida (clímax)

47 :

Podemos considerar uma exaustão rápida quando os preços caem de modo íngreme e intenso. Esse movimento geralmente decorre do desespero daqueles que seguravam uma posição comprada e perdedora. As pessoas tendem a segurar ao máximo essas posições perdedoras, na esperança de que retornem ao zero a zero. Conforme os preços vão caindo, mais e mais pessoas não aguentam mais a dor de manter tal posição e começam a vender. Chega um momento que um limite médio de dor é alcançado, fazendo com que muitos traders ao mesmo tempo resolvam encerrar a posição a qualquer preço, como num desabafo. Essas ordens de venda chegam ao mercado todas juntas, limpando o livro de ofertas na ponta compradora. Esse movimento, no entanto, traz a impressão de que o movimento foi longe demais. Na ausência de pressão vendedora que se extinguiu na última queda, os preços começam a subir rapidamente no vácuo deixado. No gráfico resta um fundo agudo.

ANÁLISE TÉCNICA Exaustão rápida (clímax) 47 : Podemos considerar uma exaustão rápida quando os preços caem

Quebra do movimento

É resultante de um movimento mais brusco dos preços na direção contrária ao movimento vigente. Este movimento quebra a confiança dos vendedores e alerta os compradores plantão para uma possível mudança na direção dos preços. Conforme novos compradores vão entrando, antigos vendedores resolvem encerrar suas vendas e isso ajuda para a formação de um fundo.

ANÁLISE TÉCNICA Exaustão rápida (clímax) 47 : Podemos considerar uma exaustão rápida quando os preços caem

de

ANÁLISE TÉCNICA Exaustão rápida (clímax) 47 : Podemos considerar uma exaustão rápida quando os preços caem

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ANÁLISE TÉCNICA Exaustão rápida (clímax) 47 : Podemos considerar uma exaustão rápida quando os preços caem

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ANÁLISE TÉCNICA

Suportes e resistências

48 :

“Topos representam resistências. Fundos representam suportes. ”

ANÁLISE TÉCNICA Suportes e resistências 48 : “Topos representam resistências. Fundos representam suportes. ” Esses dois

Esses dois conceitos são básicos, mas fundamentais. Praticamente toda a análise técnica se sustenta em cima desses dois conceitos. Suportes e resistências são zonas de preço que, por algum motivo, as compras ou as vendas são fortes o bastante para, respectivamente, barrar temporariamente ou mesmo reverter um movimento de queda ou de alta nos preços.

O motivo que faz com que as compras ou as vendas sejam fortes em determinados patamares de preço não é preocupação do analista gráfico. Não nos preocupamos com as causas porque entendemos que este é um conhecimento que geralmente está distante do nosso alcance momentâneo. Preocupamo-nos apenas com os efeitos práticos, ou seja, com o movimento dos preços.

Formação

As zonas de suporte e resistência se formam principalmente pela memória dos traders. Suponha que o mercado tenha feito um topo em 10,00 reais. Esse topo surgiu porque nesse patamar houve uma pressão vendedora maior que pressão compradora, de forma que mesmo absorvendo todas as compras, as vendas ainda precisaram descer a um novo nível

ANÁLISE TÉCNICA Suportes e resistências 48 : “Topos representam resistências. Fundos representam suportes. ” Esses dois

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ANÁLISE TÉCNICA

49 :

de preço para conseguir execução. O que inicialmente motivou essa pressão vendedora, não importa. Pode ter surgido de um fato fundamentalista ou por puro acaso de preços. Mas a partir do momento que o topo foi formado, esse patamar ficará marcado na memória das pessoas que participaram ou participam do mercado e terá importância nas futuras decisões de investimento.

Existem basicamente três posicionamentos que um investidor poderia ter assumido frente ao patamar de preço onde se verificou esse topo. Poderia ter efetuado uma compra, ter efetuado uma venda ou não ter feito nenhuma das duas. Supondo os preços ainda abaixo daquele topo, aqueles que venderam tomaram a decisão mais acertada porque os preços caíram e por isso estão lucrando. Aqueles que compraram tomaram a decisão errada e consequentemente estão tendo prejuízo. E entre aqueles que não efetuaram uma compra ou venda, teremos tanto aqueles que estavam comprados e por não terem vendido perderam a oportunidade de sair da posição num melhor preço que o atual, quanto aqueles que vislumbravam uma oportunidade de venda e não a fizeram, deixando de lucrar.

Se no futuro os preços retornarem para aquele patamar, as experiências pessoais de cada um desses personagens os deixarão tendenciosos a executar vendas nessa nova oportunidade. Aqueles que já venderam neste ponto e lucraram irão se sentir confiantes para vender novamente. Aqueles que compraram e consequentemente se colocaram numa situação de prejuízo, se ainda seguram a posição terão uma oportunidade de sair sem grandes danos e provavelmente a aceitarão. E caso já tenham encerrado o trade perdedor, pelo menos não se sentirão confortáveis para repetir a experiência. E finalmente, aqueles que poderiam ter encerrado a posição e não o fizeram, certamente não irão querer perder a oportunidade dessa vez enquanto que aqueles que queriam vender talvez não hesitem novamente. Por isso, a memória dos participantes do mercado faz com que, caso os preços retornem, provavelmente o patamar de 10,00 reúna vendedores em quantidade suficiente para barrar o avanço dos preços. O raciocínio para a formação dos suportes é idêntico. Apenas se muda a orientação do raciocínio, fazendo-o com fundos e não com topos.

Isso por si só já é suficiente para criar as zonas de suporte e resistência. Mas no momento que podemos identificar essas zonas nos gráficos, teremos ainda uma série de traders gráficos se posicionando de acordo com esses patamares identificados via gráfico. Isso sem dúvida fará com que esses pontos se reforcem. Essa noção mais técnica de mercado por parte dos grafistas irá reforçar não só a funcionamento dos suportes e resistências, mas também intensificará a consequência do rompimento dessas zonas.

ANÁLISE TÉCNICA 49 : de preço para conseguir execução. O que inicialmente motivou essa pressão vendedora,

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ANÁLISE TÉCNICA

Suportes e resistências não gráficos

50 :

Até o presente momento falamos de suportes e resistências que são todos identificados através das formações gráficas. Mas não são os únicos.

O mercado tem uma tendência de buscar e respeitar números redondos. As pessoas gostam de entrar e sair perto de números redondos, pois isso facilita o cálculo. Ou seja, se compra a 3,00 para vender a 5,00. Compra-se a 7,00 para vender a 10,00. Compra-se a 43 para vender a 50. E assim por diante. Os valores de grandes dezenas e os finalizados em com o número 5 são os pontos que costumam concentrar a maior quantidade de ordens.

Além disso, teremos suportes e resistências que derivam de médias móveis e expansões e retrações de Fibonacci. Veremos todas essas ferramentas mais adiante.

A regra da bipolaridade

A regra da bipolaridade se refere à característica que essas zonas possuem de, quando rompidas, passarem a atuar de forma contrária. Quando um patamar de suporte é rompido, daquele momento em diante tende a funcionar como resistência. E quando um patamar de resistência é rompido, daquele momento em diante tende a funcionar como suporte. É uma regra de alternância.

Esta característica é fruto da frustração. As pessoas compram no suporte na expectativa que este seja respeitado e dê o ponto de partida para uma alta nos preços. Ocorre que o suporte pode falhar, sendo rompido pelos preços. O movimento de baixa que resulta do rompimento do suporte coloca no prejuízo todos aqueles que se posicionaram na compra acreditando no suporte. Quando e se os preços retornam para a zona de rompimento, aqueles que ainda seguram sua posição perdedora terão a oportunidade de encerrá-la com pequeno prejuízo. Considerando que o prejuízo já chegou a ser bem maior, um pequeno prejuízo se torna um ótimo negócio e muitos traders efetivamente encerram o trade, se resguardando de prejuízos maiores. As vendas desses traders acabam barrando o avanço de preços. Ou seja, são os mesmos traders que compraram e se frustraram que impedem, geralmente, que os preços avancem além daquele ponto. Os grafistas que entendem essa dinâmica colaboram com esse comportamento ao atuar de acordo com essas expectativas.

ANÁLISE TÉCNICA Suportes e resistências não gráficos 50 : Até o presente momento falamos de suportes

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51 :

O mesmo ocorre com as resistências rompidas. Todos aqueles que fizeram uma venda, seja apostando numa operação short ou aqueles que encerraram uma operação long, se veem frustrados quando os preços superam a resistência. Quando e se os preços retornam ao patamar de rompimento, cria-se oportunidade para os vendidos recomprarem suas posições com pequena perda e também oportunidade de recompra para aqueles que encerram operações long e se arrependeram ao ver que o mercado tem potencial para ir além. Assim, cria-se um suporte onde era resistência.

Como traçar suportes e resistências

Suportes e resistência derivam principalmente dos patamares de topo e fundo. Para identificarmos esses patamares nos gráficos costuma-se traçar linhas horizontais nesses patamares de preço. Mas onde exatamente se dá o traçado dessas linhas? Se utilizarmos um formato de barras, a dúvida não fica tão clara. Pois esse formato nos induz a trabalhar com as máximas e as mínimas. Mas se utilizarmos o formato de candle existe grande distinção entre o corpo e as sombras (caso existam). A dúvida se torna mais pertinente: utilizam-se as sombras ou os corpos?

Antes de responder a essa pergunta,

é importante salientar que maioria das vezes os

suportes e resistências são zonas antes de valores exatos. É claro que para operar, iremos tentar atuar da forma mais precisa possível. E para isso, a resposta da pergunta feita é

bastante útil.

Ambos os patamares são utilizados para o traçado das linhas: aqueles que são traçados das extremidades dos corpos e aqueles traçados das extremidades dos candles (sombras). A experiência empírica de mercado nos demonstra que as linhas que surgem dos corpos dos candles são mais respeitadas do que aquelas que surgem das máximas e mínimas. Mas nada impede de o mercado respeitar o patamar de sombra ao invés do patamar de corpo de candle. O mercado é soberano! Mas podemos dizer que a reta traçada do patamar de corpo é a principal e a traçada da sombra é secundária. O traçado se dá:

Para suporte:

ANÁLISE TÉCNICA 51 : O mesmo ocorre com as resistências rompidas. Todos aqueles que fizeram uma

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52 :

ANÁLISE TÉCNICA 52 : 1. Primeiro pela base do corpo mais baixo entre os candles que
  • 1. Primeiro pela base do corpo mais baixo entre os candles que formam um fundo ainda respeitado; e segundo, pela mínima mais baixa entre as mínimas que formam esse mesmo patamar de preço.

  • 2. Primeiro pela parte superior do corpo mais alto entre os candles que formam uma resistência rompida e que agora funciona como suporte, e segundo, pela máxima mais alta entre as que formam esse mesmo patamar de preço. Nessa situação, apesar do patamar traçado pelo corpo ainda ser o principal, a importância do patamar dado pela sombra cresce.

Para resistência

ANÁLISE TÉCNICA 52 : 1. Primeiro pela base do corpo mais baixo entre os candles que
  • 1. Primeiro pela parte superior do corpo mais alto entre os candles que formam um topo ainda respeitado; e segundo, pela máxima mais alta das que formam esse mesmo patamar de preço.

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53 :

  • 2. Primeiro pela parte superior do corpo mais alto entre os candles que formam uma resistência rompida e que agora funciona como suporte, e segundo, pela máxima mais alta entre as máximas que formam esse mesmo patamar de preço. Nessa situação, apesar do patamar traçado pelo corpo ainda ser o principal, a importância do patamar dado pela sombra cresce.

A força dos suportes e resistências

Dentro do mesmo gráfico poderemos identificar várias zonas de suporte e resistência, isso é completamente normal. Todas podem ser válidas sem qualquer problema. O que ocorre é que muitas vezes existem patamares mais importantes que outros. A força de um suporte ou resistência está ligada com os fatores abaixo:

1.

Ser

visível,

no

mesmo

(principalmente a maior).

patamar

de

preço,

em

mais

de

uma

periodicidade

  • 2. Ter sido testada e respeitada anteriormente. Quanto mais vezes melhor.

  • 3. O mercado ter tido que se movimentar uma grande amplitude até encontrar o patamar de suporte ou resistência. Quanto maior a distância melhor.

  • 4. Se a zona houver sido marcada com alto volume. Quanto maior o volume, melhor.

  • 5. Se aparecer numa zona de projeção de objetivo, de Fibonacci e principalmente, em cima de uma média móvel importante ou de um número redondo. Essas ferramentas serão vistas mais adiante.

Cada um desses eventos possui a capacidade de aumentar a memória do mercado para o ponto em questão, reforçando as chances do suporte ou resistência conseguir barrar o avanço dos preços. Porém, também ocorre que quanto maior for a memória de mercado para um patamar de preço, mais intensa se espera que seja a consequência de sua quebra. Isso é algo que veremos no próximo assunto.

Antes de passarmos para o assunto de rompimentos, devemos fazer um último comentário:

cabe à subjetividade do Trader (que se aprimora com a experiência) avaliar as características citadas que ocorrem no gráfico e somá-las ao cenário de mercado para considerar um patamar como frágil, intermediário ou forte.

ANÁLISE TÉCNICA 53 : 2. Primeiro pela parte superior do corpo mais alto entre os candles

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Rompimentos

54 :

Entenda que um suporte é como uma base militar da força compradora e que a resistência é a base militar da força vendedora. Sempre quando os preços encontram uma zona de suporte ou resistência, ocorre uma importante batalha entre compradores e vendedores. Via de regra, espera-se que a força amparada pela sua base vença por estar no seu próprio campo de batalha. Mas de tempos em tempos a força atacante sai vitoriosa e ocorre o que chamamos de rompimento.

Os rompimentos não são ao acaso. São decorrentes das mudanças de percepção dos participantes do mercado em relação ao valor do ativo em questão. É muito difícil conseguir atribuir motivos aos rompimentos, mas sem dúvida eles refletem também as mudanças de fundamentos das empresas e não apenas aspectos randômicos do humor do mercado.

Existe uma diferença importante entre violação e rompimento. A violação ocorre quando os preços, no calor da batalha, são capazes de perfurar temporariamente as zonas de suporte ou resistência traçadas. Mas em termos de fechamento de candle, não são capazes de manter essa superação. A violação é um mero teste desses patamares. A superação de fato só acontece com o rompimento, que é dado pelo fechamento do candle. Portanto, é o fechamento que define se determinado patamar foi rompido ou não.

O rompimento é sinalização de que a batalha foi ganha pela força atacante e indica que os preços agora terão capacidade de avançar no território inimigo. Esse avanço tem como objetivo a próxima base inimiga, ou seja, o próximo suporte ou resistência, dependendo do caso. Por isso que o rompimento de uma resistência é motivo para uma compra. Espera-se que se possa lucrar a distância até a próxima resistência. De forma análoga, o rompimento de um suporte é motivo para venda. Pode-se com isso encerrar uma posição comprada ou iniciar uma posição short. Numa posição short espera-se lucrar a distância até o próximo suporte.

É claro que no meio do caminho entre o posicionamento e os novos campos de batalhas esperados (próximos suportes ou resistências), possa surgir uma batalha inesperada, fora de local. Como se fosse uma guerrilha proporcionada pela força em retirada. Essas situações não são exatamente previsíveis. Dependemos de certos sinais gráficos que ocorrem durante o desenrolar do trade para identificá-las e avaliar se vale à pena insistir no trade ou se devemos encerrá-lo.

ANÁLISE TÉCNICA Rompimentos 54 : Entenda que um suporte é como uma base militar da força

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Pullbacks

55 :

Os Pullbacks são formação que costumam ocorrer após rompimentos e que são muito úteis para proporcionar posicionamentos mais seguros. Depois de rompido um patamar de preço e antes que os preços se afastem demais deste ponto de rompimento, é razoavelmente comum que os preços façam um movimento corretivo na direção oposta ao rompimento, buscando o patamar rompido. Este movimento costuma testar o funcionamento do patamar rompido como o seu contrário, de acordo com a regra da bipolaridade. Portanto, os Pullbacks de resistências rompidas testam-nas como suporte e os Pullbacks de suportes rompidos testam-nos como resistência.

Quando o rompimento se dá depois de um longo movimento direcional, é aconselhável aguardar pelo Pullbacks do rompimento para que possamos nos posicionar de forma mais segura. O Pullbacks alivia a pressão contrária que se acumula conforme qualquer movimento avança. Tendo havido o rompimento, o patamar rompido se torna seu oposto, barrando a correção de preços decorrente do Pullbacks e assim nos indica o melhor timing de entrada para o rompimento em questão.

Os Pullbacks são mais raros quando o rompimento de algum patamar se dá após uma consolidação ou acumulo próximo do patamar rompido. Nesses casos é aconselhável a se posicionar assim que algum candle confirmar o rompimento.

Rompimentos Falsos

Os rompimentos falsos são eventos significativos nos gráficos e não devem ser minimizados ou desprezados. O rompimento falso ocorre quando os preços conseguem romper um patamar de suporte ou resistência (de preferência por boa margem para não haver dúvida), mas logo retornam para dentro do patamar rompido, ignorando a regra da bipolaridade.

Este evento de preço costuma gerar um forte movimento contrário nos preços, na direção oposta à tentativa de rompimento. Isso se dá porque muitos traders, acreditando no rompimento, tomam posições no mercado e quando os preços retornam para dentro do patamar rompido, estes traders se veem obrigados a encerrar posições, pressionando ainda mais a correção para dentro do patamar rompido.

ANÁLISE TÉCNICA Pullbacks 55 : Os Pullbacks são formação que costumam ocorrer após rompimentos e que

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ANÁLISE TÉCNICA

56 :

Este evento também é um sinalizador interessante de rumo de preços, pois releva a real percepção do mercado quanto ao valor do ativo. Quando um grupo de investidores consegue romper um patamar de preço, mas não encontra adesão do restante do mercado, demonstra que os preços provavelmente encontrarão maior adesão para se movimentar para o lado contrário. Esse motivo em conjunto com os stops daqueles que entraram no rompimento é que faz com que os movimentos de correção pós- rompimentos falsos sejam tão consistentes.

Quando o rompimento não encontra adesão para um lado, nem para o outro, os preços costumam oscilar lateralmente ou sem muito rumo até que uma convicção maior surja no mercado.

Aplicando os conhecimentos Prática 01

Com os conhecimentos básicos que acumulamos até aqui, já podemos nos posicionar de forma mais adequada no mercado. Nas linhas abaixo temos um guia prático básico sobre como devemos nos posicionar no mercado tanto em operações long como operações short, de acordo com o que vimos até agora em termos de suporte e resistência.

Operações na ponta compradora (long)

Uma compra tipo long pode ser efetuada em duas situações: no teste de suporte e no rompimento de resistência.

Teste de suporte

Compras de suporte são trades feitos após uma correção nos preços. Para efetuá-las, precisamos identificar um bom suporte no gráfico, geralmente um fundo ou um topo rompido. Identificado o suporte, traçamos uma linha para identificá-lo e aguardamos que um candle toque esta linha. Quando o toque for efetuado, programaremos uma ordem start caso o ativo rompa a máxima do candle em questão. Nosso stop ficará um pouco abaixo do suporte ou da mínima formada por este candle.

ANÁLISE TÉCNICA 56 : Este evento também é um sinalizador interessante de rumo de preços, pois

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ANÁLISE TÉCNICA

57 :

ANÁLISE TÉCNICA 57 : Na figura A temos o mercado oscilando entre um suporte e uma
ANÁLISE TÉCNICA 57 : Na figura A temos o mercado oscilando entre um suporte e uma

Na figura A temos o mercado oscilando entre um suporte e uma resistência. No ponto 01 o mercado alcançou um fundo anterior que é suporte. O rompimento da máxima gerou compra com stop um pouco abaixo do suporte. Depois, no ponto 02, o mercado retornou ao suporte, testando-o. Este não foi rompido, mas foi violado em sombra. Quando houve o rompimento da máxima, foi gerada uma compra com stop abaixo da mínima feita. No ponto

  • 03 o suporte foi novamente testado. Com o rompimento do candle, foi gerada uma compra

com stop abaixo do suporte. Pouco depois da compra, o mercado perdeu a mínima e o

suporte, acionando o stop.

Na figura B temos situações de resistências que foram rompidas e viraram suporte. Quando os preços retornam para a antiga resistência, podemos efetuar uma compra no rompimento da máxima do candle que testa esse novo suporte. O stop fica abaixo do suporte ou da mínima que o violou. Tivemos isso nos pontos 04, 05 e 06. A compra gerada no ponto 04 foi a mais segura, pois o patamar de preço em questão havia sido testado mais vezes. No ponto

  • 06 o mercado acabou nos stopando.

Rompimento de resistência

Trades de rompimento são operações onde compramos força de mercado, pois nosso posicionamento ocorre quando os preços já estão direcionais. Precisamos identificar uma resistência bem definida e a compra será feita assim que houver um fechamento acima da resistência. É desejável que o rompimento tenha alguma margem de segurança em relação à linha de resistência traçada. Quando o fechamento for confirmado, podemos efetuar a compra no aftermarket ou na abertura do próximo candle. Nosso stop ficará um pouco abaixo da mínima do candle que efetuou o rompimento.

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ANÁLISE TÉCNICA

58 :

ANÁLISE TÉCNICA 58 : Na figura A temos uma situação de rompimento falso no ponto 01.
ANÁLISE TÉCNICA 58 : Na figura A temos uma situação de rompimento falso no ponto 01.

Na figura A temos uma situação de rompimento falso no ponto 01. Perceba que os preços efetuam esse rompimento de forma um tanto esticada, pois o movimento direcional já ocorria há um bom tempo. Nessa situação o rompimento tem maiores chances de ser falso. De qualquer forma, com a confirmação do rompimento pelo fechamento, a compra pode ser feita no aftermarket ou na abertura do candle seguinte. O stop fica um pouco abaixo da mínima do candle que rompeu.

No ponto 01 houve stop. Mas mais tarde, no ponto 02, o ativo novamente rompeu a resistência. Nova compra foi gerada sob as mesmas características. Dessa vez o rompimento funcionou e o ativo conseguiu seguir em alta. Mesmo assim, perceba que no exemplo o movimento não foi longe. Pouco tempo depois o ativo marcou topo e recuou numa formação de Pullbacks. Isso é comum em rompimentos esticados. Por isso evitamos comprar no rompimento esticado. Preferimos esperar a ocorrência de um Pullbacks, que é provável, e então proceder com uma compra de suporte. Foi exatamente isso que ocorreu no ponto 03.

Na figura B temos uma situação um pouco diferente. Primeiramente podemos observar que o ativo percorreu um longo caminho até encontrar a resistência. Até aqui, temos uma situação como a da figura A., porém, não havendo fôlego nos preços, a resistência foi respeitada. No entanto, apesar de o preço ter sentido a resistência, não houve um recuo significativo. Os preços passaram a consolidar um pouco abaixo da resistência até que no ponto 04 ocorreu o rompimento. Este rompimento é o tipo que gostamos de fazer, principalmente se é acompanhado de alto volume. Não configura um rompimento esticado porque a consolidação conseguiu criar uma base de sustentação para os preços. Nesse tipo de rompimento não devemos aguardar por um Pullbacks, pois ele dificilmente ocorrerá. Portanto, com o fechamento acima da resistência, podemos proceder com uma compra no aftermarket ou na abertura do candle seguinte. O stop ficará um pouco abaixo da mínima do candle que rompeu.

Na

figura

C

temos uma

nova situação

de

rompimento.

Neste exemplo vemos o ativo

rompendo topos anteriores. Um topo

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ANÁLISE TÉCNICA

59 :

anterior é uma resistência e, em tese, seu rompimento gera uma compra. No entanto, não é o tipo de compra de rompimento mais seguro de ser feito. Nas situações anteriores as resistências de topo haviam sido testadas pelo menos duas vezes antes de um rompimento. Isso a torna mais fortes e claras, intensificando a importância do seu rompimento. Na figura C temos topos simples sendo rompidos por movimentos razoavelmente esticados. O fato de não terem sido testados antes diminui a memória de mercado para aquele ponto, diminuindo a importância do rompimento. E o fato do rompimento decorrer de um movimento um tanto esticado, aumenta as chances do fôlego já não ser suficiente para conseguir empurrar os preços suficientemente para cima. Nesses casos, preferimos esperar por um Pullbacks e proceder com uma compra de suporte.

Operações na ponta vendedora (short)

Uma operação de venda tipo short pode ser realizada em duas situações: teste de resistência ou rompimento de suporte.

Teste de resistência

Esse tipo de operação ocorre depois de um movimento de alta, quando os preços atingem uma zona de resistência. Espera-se que a resistência seja capaz de barrar o avanço dos preços e iniciar um movimento de correção.

Para efetuá-la precisamos identificar uma boa resistência, geralmente um topo anterior ou um fundo anterior rompido. Traçamos uma linha nesses pontos identificando a resistência no gráfico do ativo e aguardamos até que os preços atinjam esta linha. Quando isso ocorrer, programaremos um start de venda para a perda da mínima. O stop de recompra ficará um pouco acima da resistência ou da máxima que, por ventura, tenha violado a resistência.

ANÁLISE TÉCNICA 59 : anterior é uma resistência e, em tese, seu rompimento gera uma compra.
ANÁLISE TÉCNICA 59 : anterior é uma resistência e, em tese, seu rompimento gera uma compra.

Na figura D temos o exemplo clássico de um ativo que oscila entre um suporte e resistência bastante claros. No ponto 1 o ativo alcança a zona de resistência. Ao perder a mínima, o

ANÁLISE TÉCNICA 59 : anterior é uma resistência e, em tese, seu rompimento gera uma compra.

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ANÁLISE TÉCNICA

60 :

ativo gerou venda com stop de recompra um pouco acima da resistência. O ativo recuou até que o próximo patamar de memória do mercado (neste caso, um suporte) conseguisse barrar o avanço dos preços. O mercado sentiu o suporte e repicou. A resistência foi testada novamente no ponto 02, com uma ligeira violação. Da mesma forma, gera-se uma venda assim que a mínima do candle em questão for perdida. O stop deve se situar um pouco acima da máxima da violação. No ponto 03 tivemos a mesma situação que no ponto 01. No entanto, um pouco após a perda da mínima que gerava a venda, o ativo acionou o stop da operação.

Já na figura E, temos um cenário de suportes rompidos que se transformaram em resistências. Depois do rompimento, quando os preços retornam para o antigo suporte rompido, podemos programar um start de venda na perda da mínima do candle que testa a resistência. O stop deve ficar um pouco acima da resistência ou da máxima que a violou. A venda no ponto 01 é mais segura que a venda no ponto 02. Isso se dá pelo fato da resistência operada no ponto 01 ter sido testada mais vezes que a do ponto 02. No ponto 03 a venda foi stopada.

Rompimento de suporte

As operações de venda pelo rompimento de suporte supõem força vendedora no mercado. Ou seja, vendemos fraqueza e esperamos que os preços caiam ainda mais. Uma boa venda de rompimento requer a identificação de um suporte claro e um candle que feche abaixo da linha que representa esse suporte. É desejável que exista uma margem no rompimento, para que não fique dúvida de que o suporte foi mesmo penetrado. Com o rompimento confirmado por fechamento, podemos efetuar venda no aftermarket ou na abertura do candle seguinte. O stop de recompra fica um pouco acima do suporte rompido ou da máxima do candle que rompeu. O que for maior.

ANÁLISE TÉCNICA 60 : ativo gerou venda com stop de recompra um pouco acima da resistência.
ANÁLISE TÉCNICA 60 : ativo gerou venda com stop de recompra um pouco acima da resistência.

Na

figura F

temos um claro suporte. No

ponto

01

o

suporte foi violado.

Note

que

o

rompimento ocorre depois de um longo movimento direcional dos preços. O risco dessa operação é maior, pois é provável que estejamos perto de uma correção (para cima) do

ANÁLISE TÉCNICA 60 : ativo gerou venda com stop de recompra um pouco acima da resistência.

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61 :

movimento. Caso a operação seja aceita, espera-se o rompimento com alguma margem. A venda pode ser efetuada no aftermarket ou na abertura do candle seguinte. A venda no ponto 01 foi stopada pelos preços. No ponto 02 houve novo rompimento nas mesmas características. O risco é o mesmo, porém, neste exemplo, a operação de venda deu certo. Buscamos evitar essa situação mais arriscada, preferindo a venda no ponto 03. Nesta, deixamos o mercado romper esticado e confiamos na ocorrência de um Pullbacks. Quando este ocorre, tocando o suporte perdido, podemos proceder com uma venda de teste de resistência no momento em que a mínima for perdida. Esta é a situação mais segura.

Na figura G temos uma situação similar. O suporte é bastante claro e os preços alcançam esse suporte depois de um longo movimento direcional e acabam respeitando o suporte. No repique, os preços não conseguem ir muito longe e acabam oscilando mais próximos do suporte, numa situação de consolidação. No ponto 01 o suporte foi rompido. Esse rompimento é bastante interessante porque ocorre depois de uma consolidação que acaba com um possível caráter esticado desse rompimento. Nas duas primeiras situações da figura F, o ponto de venda possuía chances maiores de acabar se mostrando próximo demais do final da perna de baixa. Já na situação 01 da figura G, pelo fato do movimento direcional de baixa estar se iniciando com o rompimento, esse risco é bem menor.

Volume e rompimentos

Em trades de rompimento, seja este de suporte ou resistência, uma das características mais importantes para que o trade dê certo é que o rompimento demonstre volume acima da média. Isso deve ser observado com atenção redobrada no caso de rompimentos esticados. Um rompimento esticado sem volume tem enormes chances de se mostrar falso. Ocorrendo com alto volume, as chances de dar certo melhoram significativamente.

Tendências

Uma rápida observação do gráfico de um ativo e perceberemos que os preços não se movem em linha reta. O movimento dos preços é caracterizado por uma série de avanços e correções que formam o que chamamos de tendência. A compreensão da tendência de um ativo nos revela a força que predomina e, portanto, a direção mais provável dos preços.

São quatro as tendências que movimentam os preços. Duas direcionais e duas não direcionais. São elas:

Tendência de alta (direcional)

ANÁLISE TÉCNICA 61 : movimento. Caso a operação seja aceita, espera-se o rompimento com alguma margem.

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ANÁLISE TÉCNICA 61 : movimento. Caso a operação seja aceita, espera-se o rompimento com alguma margem.

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ANÁLISE TÉCNICA

Tendência de baixa (direcional)

Tendência lateral (não direcional)

Tendência indefinida (não direcional)

62 :

As tendências são classificadas de acordo com a forma que os topos e fundos se distribuem no gráfico. Lembre-se que de acordo com a periodicidade, a tendência visualizada pode mudar. Vamos estudá-las mais de perto.

Tendência de Alta

É caracterizada por uma sequência de topos e fundos ascendentes. Cada novo fundo formado está num patamar de preço superior ao do fundo anterior. Da mesma forma, cada novo topo formado também está num patamar de preço superior ao topo anterior.

ANÁLISE TÉCNICA • Tendência de baixa (direcional) • Tendência lateral (não direcional) • Tendência indefinida (não

Quando visualizamos esse padrão de comportamento dos preços, devemos estar orientados para a compra. Ou seja, para operações “long”. Pois a força inercial nessa tendência leva os preços para cima.

ANÁLISE TÉCNICA • Tendência de baixa (direcional) • Tendência lateral (não direcional) • Tendência indefinida (não

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ANÁLISE TÉCNICA • Tendência de baixa (direcional) • Tendência lateral (não direcional) • Tendência indefinida (não

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ANÁLISE TÉCNICA

Tendência de Baixa

63 :

A tendência de baixa é o oposto. Ela é caracterizada por uma sequência descendente de topos e fundos. Portanto, os fundos que se formam estão cada um abaixo do fundo anterior. Os topos, da mesma forma, se formam em patamares de preço inferiores aos dos topos precedentes.

ANÁLISE TÉCNICA Tendência de Baixa 63 : A tendência de baixa é o oposto. Ela é

Um gráfico como esse passa um recado claro de que são os vendedores que dominam esse mercado. Manter posições compradas numa tendência de baixa é um rápido e eficaz meio para se perder bastante dinheiro. Sendo assim, devemos priorizar operações na ponta

vendedora, ou seja, do tipo “short”.

Tendência lateral

A tendência lateral ocorre quando o mercado se estabiliza momentaneamente dentro de um intervalo de preço. Percebe-se então a ocorrência de topos mais ou menos no mesmo nível e de fundos também mais ou menos no mesmo nível.

ANÁLISE TÉCNICA Tendência de Baixa 63 : A tendência de baixa é o oposto. Ela é

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ANÁLISE TÉCNICA

64 :

ANÁLISE TÉCNICA 64 : O exemplo acima demonstra uma tendência lateral bastante comportada, pois os topos

O exemplo acima demonstra uma tendência lateral bastante comportada, pois os topos seguem quase exatamente a mesma linha de resistência e os fundos seguem quase exatamente a mesma linha de suporte. Ocorrências menos ordenadas são mais comuns.

Tendência Indefinida

A tendência indefinida é a resposta para quando o mercado não se encaixa no padrão de movimento das outras três tendências. Também ocorre sempre que uma tendência direcional tem sua primeira falha. Por isso também costuma ser uma tendência de transição. Abaixo temos os exemplos.

ANÁLISE TÉCNICA 64 : O exemplo acima demonstra uma tendência lateral bastante comportada, pois os topos
ANÁLISE TÉCNICA 64 : O exemplo acima demonstra uma tendência lateral bastante comportada, pois os topos

Na figura A temos a quebra do padrão da tendência de alta pelo fato do ativo ter feito um topo no mesmo nível do topo anterior. Na figura B a quebra também ocorre, mas pelo fato

de ter sido feito um topo abaixo
de
ter
sido
feito
um topo abaixo

do topo anterior.

Note

que

o

padrão

de fundos

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ANÁLISE TÉCNICA 64 : O exemplo acima demonstra uma tendência lateral bastante comportada, pois os topos

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ANÁLISE TÉCNICA

65 :

ascendentes ainda persiste. Chamamos isso uma quebra parcial da tendência de alta ou de preços entrando em congestão. Tecnicamente é tendência indefinida, mas possui ainda um forte viés altista.

ANÁLISE TÉCNICA 65 : ascendentes ainda persiste. Chamamos isso uma quebra parcial da tendência de alta
ANÁLISE TÉCNICA 65 : ascendentes ainda persiste. Chamamos isso uma quebra parcial da tendência de alta

Nas duas figuras acima vemos os mesmos dois cenários, mas ocorrendo numa tendência de baixa. Na figura A o ativo quebra o padrão de fundos descendentes fazendo um fundo no mesmo nível do fundo anterior enquanto que na figura B a quebra se dá pela ocorrência de um fundo mais alto que o anterior. O padrão de topos mais baixos persiste e por isso nos referimos a esse cenário como quebra parcial da tendência de baixa. Esse cenário, por sua vez, possui um forte viés baixista.

A tendência indefinida também ocorre em duas outras situações. A primeira situação ocorre quando o mercado marca topos mais altos ao mesmo tempo em que marca fundos mais baixos. Pode também ocorrer com topos retos e fundos mais baixos ou fundos retos e topos mais altos. É um cenário de expansão de preços. Observe a figura abaixo e perceba como as setas em vermelho demonstram uma situação de expansão de preços.

ANÁLISE TÉCNICA 65 : ascendentes ainda persiste. Chamamos isso uma quebra parcial da tendência de alta

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ANÁLISE TÉCNICA 65 : ascendentes ainda persiste. Chamamos isso uma quebra parcial da tendência de alta

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ANÁLISE TÉCNICA

66 :

ANÁLISE TÉCNICA 66 : A segunda situação decorre de um afunilamento dos preços. Vemos formações de

A segunda situação decorre de um afunilamento dos preços. Vemos formações de topo cada vez mais baixas ao mesmo tempo em que ocorrem fundos cada vez mais altos. Pode também ocorrer com fundos retos e topos mais baixos ou topos retos e fundos cada vez mais altos. É um cenário de contração de preços, como pode ser visualizado entre dezembro e janeiro da figura abaixo e marcado pelas setas em roxo. Pelas setas em vermelho, vemos ainda outras situações de tendência indefinida, mas por expansão.

ANÁLISE TÉCNICA 66 : A segunda situação decorre de um afunilamento dos preços. Vemos formações de
ANÁLISE TÉCNICA 66 : A segunda situação decorre de um afunilamento dos preços. Vemos formações de

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ANÁLISE TÉCNICA 66 : A segunda situação decorre de um afunilamento dos preços. Vemos formações de

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ANÁLISE TÉCNICA

67 :

Muitas vezes as tendências indefinidas tomam um aspecto muito similar com uma tendência lateral, a ponto de nos confundir. Vide imagem acima. Nessas situações o preciosismo na distinção precisa entre as duas é um esforço inútil. O que importa é que nessas situações o comportamento dos preços é basicamente o mesmo: ameaçam romper as extremidades da congestão, mas a tentativa costuma falhar e os preços retornam para a congestão. Por isso, nessas situações se devem priorizar operações de retorno à média (centro da congestão). O rompimento da resistência ou do suporte da congestão formada também pode ser operado, mas desde que seja bastante claro.

Busque tendências claras

Haverá momentos em que a tendência do papel não estará clara. Isso ocorre porque os preços são fluídos em movimento. O final de uma tendência avança no início da próxima, criando constantes momentos de incerteza quanto à tendência vigente. Essa falta de clareza não nos permite afirmar sempre com certeza a força que predomina no ativo, diminuindo as chances de acerto. Aceite esse fato. Quando o gráfico de um ativo não estiver claro e não conseguirmos estabelecer a tendência vigente com segurança, parta para um próximo ativo até que se identifique uma tendência clara.

Opere a favor da tendência

Como já repetimos inúmeras vezes, o comportamento dos preços no geral é bastante caótico e não aceita previsões. Opera-se em cima de probabilidades. O entendimento das tendências é importante, pois estabelece um viés que aponta a direção mais provável dos preços, aumentando nossas chances de acerto. Ainda assim, o movimento dos preços é errático o suficiente para nos tirar da operação mesmo quando operamos a favor das probabilidades. Por isso, não complique mais que o necessário. Opere sempre a favor das probabilidades, ou seja, opere sempre que possível a favor da tendência! Operar contra a tendência é como nadar contra a correnteza. Se você não for um bom nadador, é possível que você não chegue do outro lado. Deixe as operações contra a tendência, que são mais arriscadas, para quando você tiver mais experiência. Operar a favor da tendência é como nadar a favor da correnteza. Se você nem precisa saber nada, basta saber boiar que você já possui alguma chance.

Isso se torna um problema maior quando o mercado está em tendência de baixa (baixista). Boa parte dos investidores brasileiros desconhece a possibilidade de operar na ponta

ANÁLISE TÉCNICA 67 : Muitas vezes as tendências indefinidas tomam um aspecto muito similar com uma

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ANÁLISE TÉCNICA 67 : Muitas vezes as tendências indefinidas tomam um aspecto muito similar com uma

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ANÁLISE TÉCNICA

68 :

vendedora em operações “short”. Se não desconhece, é comum que se sinta desconfortável

com a lógica inversa desse tipo de operação. Por isso, mesmo quando o mercado é

claramente dominado pela venda, as pessoas insistem em operar na ponta compradora. É nesses momentos de mercado que o investidor devolve tudo que ganhou na alta, quando

operava a favor da tendência. Se você não se sente confortável com o lado “vendido” do

mercado, evite operar quando a tendência é de baixa. Esse, sem dúvida, será o melhor trade

que você poderá fazer nessa circunstância.

Aplicando os conhecimentos Prática 02

Tendência de Alta

Numa tendência de alta você deve priorizar as operações na ponta compradora. Evite operações short antecipando um possível topo, mesmo que essa antecipação se dê em cima do topo anterior. O mercado até pode sentir esse patamar como resistência, mas na maior parte das vezes, a correção quando ocorre é curta demais ou se transforma numa consolidação que posteriormente é rompida a favor da tendência. Compras de rompimento de topo anterior, quando esticadas, costumam ser perigosas.

ANÁLISE TÉCNICA 68 : vendedora em operações “short”. Se não desconhece, é comum que se sinta

Mesmo sendo a favor da tendência, evitamos esse tipo de operação. Busque por

rompimentos que ocorram depois de algum tempo pequena congestão. de candles laterais ou depois de
rompimentos que ocorram depois de algum tempo
pequena congestão.
de candles
laterais ou
depois de
ANÁLISE TÉCNICA 68 : vendedora em operações “short”. Se não desconhece, é comum que se sinta

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ANÁLISE TÉCNICA 68 : vendedora em operações “short”. Se não desconhece, é comum que se sinta

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ANÁLISE TÉCNICA

69 :

Quando

uma

resistência

é

rompida

de

forma esticada,

sem uma consolidação

prévia para fornecer um rompimento mais

seguro, não abandone o papel. Fique atento para uma possível oportunidade de

Pullbacks

até

a

resistência

rompida.

O

aparecimento de candles de dúvida é um bom sinal. Busque por rompimentos das

máximas

desses

candles

para

sinalizar

entrada.

ANÁLISE TÉCNICA 69 : Quando uma resistência é rompida de forma esticada, sem uma consolidação prévia

Lembre-se que numa tendência de alta, os suportes são naturalmente reforçados e as resistências naturalmente enfraquecidas. O topo anterior rompido se torna o suporte gráfico imediato. É provável que num teste os preços repiquem. Nas situações em que os preços rompem esse patamar, o próximo patamar de suporte é o último fundo. Este é ainda mais forte se for testado ainda dentro da tendência de alta

ANÁLISE TÉCNICA 69 : Quando uma resistência é rompida de forma esticada, sem uma consolidação prévia

Caso ocorra o teste do suporte do fundo anterior na tendência de alta, esta se torna parcialmente quebrada. Assim, o patamar de topo anterior rompido que falhou em se tornar suporte passa a se tornar uma resistência frágil e a resistência principal, antes mais frágil, se torna mais forte.

Tendência de Baixa

Numa tendência de baixa são os vendedores que dominam o mercado. Nesse sentido, você deve priorizar operações short. Lembre-se que quando o mercado é baixista, as resistências são naturalmente reforçadas e os suportes naturalmente enfraquecidos. O fundo anterior rompido é a resistência imediata e em tendências fortes dificilmente é rompido para cima. Se isso ocorrer, o topo anterior se torna o próximo alvo gráfico e, caso testado ainda em tendência de baixa, é improvável que seja rompido pelos preços sem antes muita briga.

ANÁLISE TÉCNICA 69 : Quando uma resistência é rompida de forma esticada, sem uma consolidação prévia

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ANÁLISE TÉCNICA 69 : Quando uma resistência é rompida de forma esticada, sem uma consolidação prévia

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ANÁLISE TÉCNICA

70 :

ANÁLISE TÉCNICA 70 : Quando a resistência mais intensa é tocada ou rompida, os preços entram

Quando a resistência mais intensa é tocada ou rompida, os preços entram em tendência indefinida. Mas ainda com um viés baixista. A primeira resistência rompida se torna um suporte frágil e o fundo anterior se torna um suporte mais forte, mas não mais intenso que a resistência vigente.

É

bastante

tentador

fazer

iniciar

uma

operação long quando um papel recua até o

fundo

anterior.

Mas

numa

tendência

de

baixa,

esses

suportes

costumam

ser

rompidos.

Por

isso,

evite

esse

tipo

de

compra, as

chances de sucesso não

são

maiores que as chances de falha. O suporte

pode

surtir

efeito,

mas

quando

isso

acontece,

é

mais

provável

que

ocorra

ANÁLISE TÉCNICA 70 : Quando a resistência mais intensa é tocada ou rompida, os preços entram

apenas um pequeno repique ou consolidação para depois os preços retornaram à direção baixista rompendo o suporte.

As vendas para início de operação short pela perda de fundo anterior também devem ser efetuadas com cuidado. Quando ocorrem de forma esticada e fora de uma tendência de baixa prévia, são bastante perigosas pelo risco de repique. Mas esse tipo de rompimento deve ser aceito para o encerramento de operações long. Quando dentro de uma tendência de baixa, possuem maior chance de sucesso por serem a favor da força dominante. Mas ainda são arriscadas. Busque por rompimentos que ocorram depois de algum tempo de candles laterais ou depois de pequena congestão, pois estas possuem maior chance de sucesso.

ANÁLISE TÉCNICA 70 : Quando a resistência mais intensa é tocada ou rompida, os preços entram

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ANÁLISE TÉCNICA 70 : Quando a resistência mais intensa é tocada ou rompida, os preços entram

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ANÁLISE TÉCNICA

71 :

ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia
ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia

Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia para fornecer um rompimento mais seguro, não abandone o papel. Busque por uma possível oportunidade de Pullbacks até o suporte rompido. Caso isso aconteça, fique atento para o aparecimento de candles de dúvida na região do suporte perdido. Se isso ocorrer, a perda da mínima desses candles é um sinal para efetuar uma venda com um bom nível de segurança.

ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia

Tendência Lateral

As tendências laterais são as mais fáceis de serem operadas. Mas existem algumas observações que aumentam o índice de acerto nas operações. O cuidado mais importante é observar qual era a direção dos preços antes da tendência lateral ter se estabelecido. Se a direção do mercado era altista, priorize operações de compra no suporte da congestão. Se a direção do mercado era baixista, priorize operações de venda na resistência da congestão.

ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia

Isso se deve pelo fato da tendência lateral ter um viés na direção do movimento prévio. Muitas vezes a tendência lateral é apenas um respiro dentro da tendência direcional. Ela possibilita a retomada do fôlego da força dominante e depois os preços seguem na direção

ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia

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ANÁLISE TÉCNICA 71 : Quando um suporte é rompido de forma esticada, sem uma consolidação prévia

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ANÁLISE TÉCNICA

72 :

prévia. Operações dentro da tendência lateral contra a direção prévia podem ser feitas, mas exigem uma perícia maior. O Trader deve estar atento para realizar algum lucro assim que possível e depois proteger sua posição num patamar de break even*

*patamar de zero a zero para a operação

Quando o mercado quebra parcialmente o padrão de uma tendência direcional, você pode antecipar uma tendência lateral desde que a favor do movimento prévio. Entendemos o mercado entrando em congestão quando numa tendência de alta são feitos dois topos no mesmo nível ou quando numa tendência de baixa são feitos dois fundos no mesmo nível. Na tendência de alta, quando depois de ter entrado em congestão os preços testam o fundo anterior, pode-se com um bom nível de segurança efetuar-se uma compra. Na tendência de baixa ocorre o mesmo. Quando depois de terem entrado em congestão os preços testam o topo anterior, é razoavelmente seguro efetuar uma venda. É claro que para ambos os casos é necessário que os candles sinalizem uma mudança na direção dos preços.

ANÁLISE TÉCNICA 72 : prévia. Operações dentro da tendência lateral contra a direção prévia podem ser
ANÁLISE TÉCNICA 72 : prévia. Operações dentro da tendência lateral contra a direção prévia podem ser

Nas figuras A e B temos um cenário onde os preços, apesar de terem entrado em congestão, não chegaram a violar nenhum dos patamares que defendem a tendência prévia. Nesses posicionamentos é possível carregar a posição até a fronteira contrária sem maiores preocupações. Já na figura C e D, o primeiro suporte da tendência de alta e a primeira resistência da tendência de baixa foram rompidos. Esse fato demonstra força na direção contrária do movimento prévio. A compra ou a venda sugerida nas figuras ainda é muito

ANÁLISE TÉCNICA 72 : prévia. Operações dentro da tendência lateral contra a direção prévia podem ser

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ANÁLISE TÉCNICA 72 : prévia. Operações dentro da tendência lateral contra a direção prévia podem ser

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ANÁLISE TÉCNICA

73 :

válida, pois dificilmente os preços passam dos pontos indicados. Mas devemos ficar alertas porque apesar do patamar que nos posicionamos ser forte, o comportamento dos preços indica que a força contrária está ousada. É possível que depois de um respiro nos preços, este seja rompido na direção contrária à nossa operação. Em resumo, as situações A e B são mais favoráveis à um posicionamento visando um prazo mais longo.

Quando a congestão da tendência lateral é muito estreita, a força das fronteiras da congestão é menor. Nesses casos priorize operações de rompimento. Para operar dentro das fronteiras da tendência lateral, busque por congestões com uma boa amplitude. Lembre-se, quanto maior a distância entre um extremo ao outro mais forte se torna o suporte e a resistência.

Tendência Indefinida

O mercado quando indefinido é mais difícil de operar. O melhor a fazer é encarar o mercado como estando num viés favorável ao movimento prévio e sob esse ponto de vista, buscar o teste dos suportes e resistências do gráfico e favorecer operações que estejam de acordo com o viés.

Pivots - Quando as tendências direcionais surgem

Tão importante quanto identificar as tendências, é identificar o momento em que elas se extinguem e se originam. Isso nos permite identificar mudanças na força dominante no mercado e assim ajustar nosso posicionamento de acordo.

Ao saber que uma tendência consiste numa sequência padronizada de topos e fundos, podemos deduzir que é a quebra do padrão vigente que extingue a tendência. O novo ordenamento de topos e fundos acaba indicando a tendência que se origina no lugar. As tendências direcionais têm a característica de possuírem uma formação gráfica que as precede sempre. Esta formação é chamada de pivot. Já as tendências não direcionais apenas surgem, sem uma formação que as caracterize o início. Mas como veremos, também é comum que surjam da falha de um pivot.

Pivot de Alta

ANÁLISE TÉCNICA 73 : válida, pois dificilmente os preços passam dos pontos indicados. Mas devemos ficar

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ANÁLISE TÉCNICA 73 : válida, pois dificilmente os preços passam dos pontos indicados. Mas devemos ficar

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ANÁLISE TÉCNICA

74 :

O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma formação indefinida, de baixa, ou lateral, rompendo o topo anterior e com a característica de não possuir um padrão descendente de fundos anteriores nos dois fundos que antecedem o rompimento do topo. Por percebermos que muitos traders sentem dificuldade na compreensão e visualização dessa formação, deixamos catalogadas todas as formações possíveis de pivot de alta nas figuras abaixo. A formação está identificada por uma moldura pontilhada.

ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma
ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma
ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma
ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma
ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma

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ANÁLISE TÉCNICA 74 : O pivot de alta surge quando o mercado deixa para trás uma

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ANÁLISE TÉCNICA

75 :

ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é
ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é
ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é
ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é

Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é identificada no momento em que um topo anterior é rompido não estando o papel já em tendência de alta. Porém, esse rompimento precisa estar inserido num cenário específico de fundos anteriores. Perceba atentamente esse importante detalhe: em nenhuma das formações de pivot de alta identificadas acima existe um padrão descendente de fundos. Os fundos da formação de pivot sempre possuem o padrão de segundo fundo mais alto que o primeiro ou o padrão de ambos os fundos no mesmo nível. Essa regra é fundamental para que identifiquemos corretamente a formação.

Com exceção das figuras E e F, o pivot de alta representa a primeira sequência de topos ascendentes, padrão que representa a principal característica da tendência de alta. Você pode ter ficado ligeiramente confuso, pois nas figuras mencionadas não há ainda a formação de topo mais alto. Perceba que não é necessário. Ao romper o topo anterior, não importa onde e quando o próximo topo será feito, pois este certamente já estará acima do topo anterior. Nas figuras E e F esse padrão já é percebido devido o padrão de rompimento de topo e fundo consecutivamente (expansão), mas o rompimento que indicamos como pivot é o primeiro que deixará os topos ascendentes precedidos de um padrão não descendente de fundos anteriores.

Existem dois patamares de preço que são importantes nos pivôs. O primeiro patamar é aquele que identifica o acionamento do pivot. No caso do pivot de alta, é o topo que aparece sendo rompido nos exemplos, identificado como T(a). Esse patamar de preço recebe

ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é

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ANÁLISE TÉCNICA 75 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot é

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ANÁLISE TÉCNICA

76 :

o nome de “cabeça do pivot”. É o rompimento em fechamento da cabeça do pivot que

aciona a formação e dá início a uma tendência de alta.

O segundo patamar é aquele que utilizamos para identificar a falha da formação. Podemos identificá-la nos exemplos buscando pelo último fundo visível, ou seja, o fundo que antecede o rompimento da cabeça do pivot, identificado como F (b). Esse patamar de preço

recebe o nome de “calcanhar do pivot”. Este ponto, quando perdido após o acionamento do

pivot, indica a falha da formação. Por isso, ela é utilizada como referência para sairmos da operação. Nas figuras A, C, E e G, caso ocorra a perda do calcanhar do pivot, o ativo ainda conta com o fundo anterior para segurar os preços. Ainda assim, costumamos utilizar o

calcanhar como ultimo patamar de stop, não segurando o ativo na ponta comprada depois da perda desse patamar. Abaixo temos o exemplo de uma formação clássica de pivot de alta.

ANÁLISE TÉCNICA 76 : o nome de “cabeça do pivot”. É o rompimento em fechamento da

O acionamento do pivot de alta acima identifica o momento em que a força predominante do mercado deixa de ser a baixista e passa a ser altista. Representa, portanto, o primeiro momento em que se poder fazer uma operação long de forma segura, a favor da tendência.

Pivot de Baixa

ANÁLISE TÉCNICA 76 : o nome de “cabeça do pivot”. É o rompimento em fechamento da

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ANÁLISE TÉCNICA

77 :

O pivot de baixa é análogo ao pivot de alta. Surge quando o mercado deixa para trás uma formação indefinida, de alta, ou lateral, rompendo o fundo anterior e com a característica de não possuir um padrão ascendente de topos anteriores nos dois topos que antecedem o rompimento do fundo. Também explicitamos abaixo todas as formações possíveis de pivot de baixa. Você perceberá que são apenas contrárias às situações já vistas para os pivôs de alta.

ANÁLISE TÉCNICA 77 : O pivot de baixa é análogo ao pivot de alta. Surge quando
ANÁLISE TÉCNICA 77 : O pivot de baixa é análogo ao pivot de alta. Surge quando

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ANÁLISE TÉCNICA 77 : O pivot de baixa é análogo ao pivot de alta. Surge quando

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ANÁLISE TÉCNICA

78 :

ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de
ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de
ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de
ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de
ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de
ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de

Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de baixa é identificada no momento em que um fundo anterior é rompido não estando o papel já em tendência de baixa. Porém, assim como nos pivôs de alta, esse rompimento necessita de um cenário específico de topos anteriores: não podem estar ascendentes um em relação ao outro. Os topos de uma formação de pivot de baixa sempre estarão descendentes ou no mesmo nível. Essa é a regra fundamental para identificar essa formação.

Com exceção das figuras E e F, o pivot de baixa representa a primeira sequência de fundos descendentes. Essa é a principal característica da tendência de baixa. Já deve ter ficado claro, mas perceba que não há necessidade de confirmação de um fundo abaixo do anterior. O simples rompimento de um fundo garante que quando um fundo ocorrer, este estará num patamar inferior ao último. Nas figuras E e F esse padrão já é percebido devido o padrão de rompimento de topo e fundo consecutivamente (expansão), mas o rompimento que

ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de

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ANÁLISE TÉCNICA 78 : Observando as figuras acima, você perceberá que a formação de pivot de

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ANÁLISE TÉCNICA

79 :

indicamos como pivot é o primeiro que deixará os fundos descendentes e precedidos de um padrão não descendente de fundos anteriores.

Nesse momento fica claro que a formação de pivot é apenas a primeira que caracteriza a tendência direcional. As demais formações dentro da característica da tendência vigente são apenas desdobramentos desta.

Nos pivôs de baixa o patamar conhecido como cabeça do pivot é identificado como o fundo que precisa ser rompido para acionamento do pivot. F(a) no exemplo. É este rompimento que origina a tendência de baixa. O calcanhar do pivot, que é o ponto que identifica a falha do pivot para dar surgimento a uma tendência direcional, é representado pelo topo que antecede o rompimento da cabeça do pivot, ou seja, T(b). Nas figuras A, C, E e G, caso ocorra o rompimento do calcanhar do pivot, o ativo ainda conta com o topo anterior para segurar os preços. Ainda assim, costumamos utilizar o calcanhar como último patamar de stop, não segurando o ativo na ponta vendida depois do rompimento desse patamar. Abaixo temos o exemplo de uma formação clássica de pivot de alta.

ANÁLISE TÉCNICA 79 : indicamos como pivot é o primeiro que deixará os fundos descendentes e

O acionamento do pivot de baixa acima identifica o momento em que a força predominante do mercado deixa de ser altista e passa a ser baixista. Representa, portanto, o primeiro momento em que se poder fazer uma operação short de forma segura, a favor da tendência.

ANÁLISE TÉCNICA 79 : indicamos como pivot é o primeiro que deixará os fundos descendentes e

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ANÁLISE TÉCNICA

Acionamento do Pivot

80 :

Vimos que o acionamento do pivot e, portanto, início de uma nova tendência direcional, se dá com o rompimento da cabeça do pivot. Lembre-se que o rompimento se dá em fechamento de candle. Existem duas abordagens para identificar o preciso ponto de rompimento.

Numa abordagem mais agressiva, consideraremos como cabeça do pivot o valor de suporte ou resistência extraído do corpo do candle. Num pivot de alta será a parte superior do corpo mais alto da cabeça do pivot enquanto que num pivot de baixa será a base do corpo mais baixo da cabeça do pivot. Esse patamar é representado pelas linhas pontilhadas dos exemplos abaixo.

Uma abordagem mais conservadora irá aguardar o rompimento da máxima mais alta da cabeça num pivot de alta ou da mínima mais baixa num pivot de baixa. Esse patamar é representado pelas linhas sólidas dos exemplos.

ANÁLISE TÉCNICA Acionamento do Pivot 80 : Vimos que o acionamento do pivot e, portanto, início

Por isso, existem dois momentos de acionamento do pivot. Qual aceitar depende da abordagem do Trader. Para quem inicia, é mais aconselhada a abordagem mais conservadora, pois representa um rompimento inequívoco. Nesse caso o sinal de compra teria sido dado com o fechamento do último candle dos exemplos. A abordagem mais agressiva é mais incerta porque não é um rompimento 100%. É utilizada por traders mais experientes que estão confiantes na formação e que não querem deixar os preços correrem muito antes de se posicionarem. A compra para esses traders já havia sido sinalizada com o fechamento do penúltimo candle dos exemplos.

Na prática, o que se percebe é que na maioria das vezes o candle que rompe o pivot acaba rompendo os dois patamares de preço ao mesmo tempo. Essa distinção só faz sentido quando a sombra na cabeça do pivot é grande.

ANÁLISE TÉCNICA Acionamento do Pivot 80 : Vimos que o acionamento do pivot e, portanto, início

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ANÁLISE TÉCNICA Acionamento do Pivot 80 : Vimos que o acionamento do pivot e, portanto, início

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ANÁLISE TÉCNICA

Posicionamento e stop

81 :

O posicionamento é permitido a partir do fechamento do candle que rompe a cabeça do pivot. Pode ser feito no aftermarket ou na abertura do candle seguinte. Quando o rompimento se dá por pouca margem ou ainda nos resta um pouco de dúvida quanto à validade do rompimento, podemos definir a entrada quando os preços violarem a máxima do candle que rompeu o pivot de alta ou a mínima do candle que rompeu o pivot de baixa.

O stop é sempre a parte mais delicada da operação. Usamos dois patamares como stop nas formações de pivot. O primeiro, o qual chamaremos de stop 01, será a extremidade contrária do candle que rompe o pivot. Portanto, a mínima do candle que rompe o pivot de alta ou a máxima do candle que rompe o pivot de baixa. Esse stop, obviamente, irá variar conforme a abordagem utilizada, agressiva ou conservadora.

ANÁLISE TÉCNICA Posicionamento e stop 81 : O posicionamento é permitido a partir do fechamento do

O stop 01 está representado pelas linhas “b” e “f” na abordagem agressiva e pelas linhas “a” e “e” na abordagem conservadora. Este stop mais curto é bastante maleável. O ponto

indicado é mais um posicionamento padrão de stop. A ideia é que esse stop seja curto, mas dê espaço suficiente para o ativo oscilar dentro de seu ruído de mercado normal. O importante é ter cuidado para não colocar o stop muito rente ao topo rompido, pois adiante veremos que esse patamar costuma ser testado pelos preços.

Existe outro patamar de stop utilizado. Este é mais longo e utiliza o calcanhar do pivot como parâmetro. Chamaremos de stop 02. Este é o patamar mais longo de stop que utilizamos. A perda do calcanhar do pivot demonstra com um bom grau de certeza que a tendência direcional não irá se desenvolver. A abordagem para esse pivot será a mesma: agressiva utilizando os corpos como referência ou conservadora utilizando as extremidades. Na abordagem agressiva o stop 02 é indicado pelas linhas “c” e “g”. Na abordagem

conservadora pelas linhas “d” e “h”. A não ser que a sombra do calcanhar do pivot seja muito

grande, prefira o stop 02 mais conservador.

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