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http://www.roche.

pt/sida/glossario/, 5 de Janeiro de 2010;


http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISD94061BAPTBRIE.htm, 5 de Janeiro de
2010;
http://www.roche.com.br/TherapeuticAreas/doencas_infecciosas/aids/hiv_aids/a_doen
ca/default_PT.htm?freetextitem1page=3, 5 de Janeiro de 2010;
http://www.roche.pt/sida/tratamento/, 5 de Janeiro de 2010;
http://www.rea.pt/forum/index.php?topic=6591.195;wap2, 16 de Novembro de 2009;
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pneumocistose, 16 de Novembro de 2009;
http://www.aids.gov.br/assistencia/manualdst/item14.htm, 16 de Novembro de 2009;
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_imunodefici%C3%AAncia_adquirida,
16 de Novembro de 2009;
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1435487, 16 de Novembro de
2009;

História e Epidemiologia
Os primeiros casos de debilidade extrema causada pelo que veio a ser
designado como vírus da imunodeficiência Humana (HIV) apareceram em 1979. (em
São Francisco, Nova Iorque e Los Angeles, nos EUA). Primeiro associada à
comunidade homossexual, muitos nomes foram atribuídos a este problema, entre eles
GRID – Deficiência Imunológica Relacionada a Gays. Posteriormente, em 1983, esta
sigla foi substituída por o seu actual nome,
Síndroma de Imunodeficiência Adquirida
(SIDA).
Em Janeiro de 1986, já se haviam
registado mais de 16.000 casos de
seropositivos.
É de frisar que a sida não é uma doença
mas sim uma condição em que as defesas do
organismo se tornam incapazes de combater
doenças facilmente combatidas por indivíduos
normais.
Fig. Estrutura do HIV

Vírus da Imunodeficiência Humana


O HIV foi classificado em 1983 (data em que foi isolado) como retrovírus.
Entenda-se por retrovírus um vírus cujo genoma é essencialmente constituído por
RNA e o qual, por actuação da enzima transcriptase reversa, converte o RNA em
DNA, o qual é incorporado no genótipo da célula infectada. É neste processo que
actuam a maioria das mutações responsáveis pela grande resistência deste vírus a
fármacos. Quando ocorre a transcrição do DNA celular, é também transcrito o DNA
viral em novas cadeias de RNA viral. É este o modo de forçar a célula que origina a
multiplicação do vírus.
Este vírus reconhece a proteína CD4, presente nos macrófagos e nos linfócitos
T4, invadindo estas células, reproduzindo-se nelas e destruindo-as.
Os macrófagos, por serem destruídos deixam de destruir activamente os
microorganismos patogénicos.
Os linfócitos T4, por serem destruídos, deixam de reconhecer os agentes
agressores em questão, e dessa forma não transmitem aos linfócitos T8 o comando
para destruir os invasores. Note-se que isto faz com que o nosso sistema imunitário
não consiga reconhecer ou destruir não só o HIV como ainda outros microorganismos.

Sintomas e doenças associadas


Devido à destruição do sistema imunitário, o indivíduo torna-se mais
susceptível a contrair outras doenças infecciosas - as chamadas doenças
oportunistas.
Destas doenças destacam-se a infecção pelos vírus herpes simplex e zoster, a
pneumonia por Pneumocystis carinii, o sarcoma de Kaposi, a infecção por
Cytomegalovírus, toxoplasmose e por fungos-Candidíase.
Dos sintomas manifestados pelos seropositivos destacam-se ainda o aumento
do tamanho dos nódulos linfáticos, febre, suores nocturnos, dores de cabeça, mialgias,
perda de peso, úlceras aftosas, gengivite, trombocitopenia e diarreias crónicas.

Diagnóstico
O teste ELISA é um teste cuja fiabilidade é superior a 99,5%, no diagnóstico
para a infecção por HIV. O resultado deste teste pode ser negativo, positivo (por o
grau de fiabilidade ser <100% há possibilidade de ocorrência de um falso positivo) ou
indeterminado.
Aos falsos positivos estão associados factores como infecções virais agudas,
recentes vacinas da constipação, doenças hepáticas, entre outros.
Se o resultado do teste não for negativo, dever-se-á proceder à realização de um teste
mais específico (e mais dispendioso) como o teste de Western blot.
Em raros casos, um indivíduo infectado com HIV e tratado cedo no decorrer da
infecção poderá reverter para um resultado negativo no teste ELISA. Isto não prova
que o indivíduo esteja livre da infecção, apenas significa que os níveis de exposição
ao vírus não são suficientes para manter uma resposta imunitária de anticorpos
significativa. Quando estes indivíduos interrompem o tratamento, os vírus (e
consequentemente os anticorpos) voltam a aparecer.

Fig. Algoritmo para o uso de testes sorológicos na diagnose de infecção por HIV-1 ou
HIV-2

Progressão da doença

Podemos dividir a infecção pelo HIV em quatro fases clínicas distintas: a infecção
aguda, a fase assintomática, a fase sintomática inicial e a SIDA.
Na primeira fase o vírus multiplica-se rapidamente pelo corpo logo após a
infecção. Esta fase caracteriza-se por um aumento exponencial do número das células
T. Neste período o nosso sistema defensivo consegue combater o vírus, verificando-se
tanto um elevado número de vírus como também uma eficaz resposta por parte do
nosso sistema imunitário.
Na segunda fase o sistema imunológico consegue controlar o vírus, e esta é a
fase mais calma da progressão da doença.
Neste estado o sistema imunitário começa a falhar e os primeiros sintomas do
que se tornará o estado de SIDA começam a surgir:
Por fim, na última fase as defesas do organismo deixam de ser capazes de
conter a infecção e o sistema imunológico fica comprometido. É nesta fase que
surgem as doenças oportunistas. Esta é a fase terminal da doença.
Fig. HIV num nódulo linfático Fig. HIV a sair de um leucócito

Epidemiologia

Fig. Casos de SIDA nos EUA em adolescentes e adultos por categoria de exposição e
ano. (retirado de The Centers for Disease Control and Prevention)
A proporção de casos de SIDA atribuída a contacto heterossexual com uma pessoa
infectada ou com grande risco de infecção subiu de 3% em 1985 para 31% em 2005.
Fig. Número de crianças menores de 13 anos com SIDA, por ano de diagnóstico.
(retirado de The Centers for Disease Control and Prevention)

Fig. Categorias de transmissão de SIDA em adultos e adolescentes dos EUA,


diagnosticadas durante 2005 (retirado de The Centers for Disease Control and
Prevention)
Fig. Número estimado de adultos e crianças a viver com infecção pelo HIV em
Dezembro de 2007. O total é de aproximadamente 33,2 milhões. (Retirado de United
Nations AIDS Program)

Fig. Número estimado de novos casos de infecção pelo HIV (Retirado de United
Nations AIDS Program)
Fig. Número estimado de novos casos de SIDA e mortes causadas pela mesma, nos
EUA (retirado de The Centers for Disease Control and Prevention)

Fig. O impacto do HIV na esperança média de vida em cinco países do Sul de África
(Retirado de United Nations AIDS Program)
Fig. Percentagem de adultos seropositivos no final de 2005 (retirado de
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_da_imunodefici
%C3%AAncia_adquirida)

Prevenção
O HIV é transmissível por via sexual, pelo sangue e outros fluidos corporais,
pelo leite materno e por mulheres grávidas aos respectivos bebés.
Forma de exposição Risco por 10 000 exposições a uma fonte infectada
Transfusão de sangue 9.000

Nascimento 2.500

Via Sexual 73

Uso compartilhado de seringa 67

Agulha cortante 30
Tabela Estimativa de aquisição do HIV por método de contágio

Para estar protegido deve usar sempre preservativo nas relações sexuais, não
partilhar agulhas, seringas e objectos cortantes.
Cura

Não foi ainda encontrada uma cura, ou seja, um modo eficaz de eliminar
totalmente o VIH do organismo.
O principal objectivo dos tratamentos até hoje existentes é atrasar os danos
que o vírus pode provocar no sistema imunológico, reduzindo-se para esse efeito a
carga vírica. Isto permite alongar a vida do paciente e dar-lhe melhores condições de
vida.

A 30 de Novembro de 2009 a Comissão Europeia anunciou o investimento de


1072 milhões de euros no combate à sida.

O The Scripps Research Institute e a IBM lançaram uma iniciativa, a


FightAIDS@Home para que qualquer pessoa possa doar a capacidade de
processamento do seu computador que não está a utilizar em cada momento para
permitir a pesquisa de medicamentos para encontrar a cura da doença.