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21/04/13 Envio | Revista dos Tribunais

Da integralização de quotas societárias com


bens imóveis por sócio casado no regime da
comunhão universal de bens

DA INTEGRALIZAÇÃO DE QUOTAS SOCIETÁRIAS COM BENS IMÓVEIS POR


SÓCIO CASADO NO REGIME DA COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS
Revista de Direito Imobiliário | vol. 64 | p. 305 | Jan / 2008
Doutrinas Essenciais de Direito Empresarial | vol. 1 | p. 957 | Dez / 2010DTR\2008\71
Ana Paula Frontini
Tabeliã de Notas e Protesto de Jardinópolis (SP). Especialista em Direito Processual Penal pela
Escola Paulista da Magistratura do Estado de São Paulo. Mestranda em Direito Político e
Econômico na Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Área do Direito: Comercial/Empresarial

Resumo: A integralização de quotas com imóvel comum a pessoas casadas pelo regime da
comunhão universal de bens demanda que os dois figurem como futuros sócios, ou que haja
transferência por meio de negócio jurídico diverso da integralização.

Palavras-chave: Integralização de quotas - Integralização por bens imóveis - Futuro sócio


casado pelo regime da comunhão universal - Necessidade de instrumento público
Résumé: L'intégration de quote - pars à un immeuble commun à deux personnes mariées sous le
régime de la communauté universelle de biens, exige que les deux figurent comme futurs associés,
ou bien qu'il existe un transfert au moyen d'une affaire juridique autre que l'intégration.

Palabras claves: Intégration de quote - Pars - Intégration par biens immeubles - Futur associé
marié sous le régime de la communauté universelle - Nécessité d’un instrument public
Sumário:

ACÓRDÃO - VISTOS, RELATADOS E DISCUTIDOS ESTES AUTOS DE APCÍV 626-6/9, DA COMARCA


DE BAURU, EM QUE É APELANTE CALEIDOSCÓPIO PARTICIPAÇÕES E SERVIÇOS LTDA. E APELADO O
1.º OFICIAL DE REGISTRO DE IMÓVEIS, TÍTULOS E DOCUMENTOS E CIVIL DE PESSOA JURÍDICA DA
MESMA COMARCA.
Acordam os Desembargadores do Conselho Superior da Magistratura, por votação unânime, em
negar provimento ao recurso, de conformidade com o voto do relator que fica fazendo parte
integrante do presente julgado.
Participaram do julgamento, com votos vencedores, os Desembargadores Celso Luiz Limongi,
Presidente do Tribunal de Justiça e Caio Eduardo Canguçu de Almeida, Vice-Presidente do Tribunal
de Justiça.
São Paulo, 22 de fevereiro de 2007.
Gilberto Passos de Freitas, Corregedor Geral da Justiça e relator.
VOTO - Registro de Imóveis. Dúvida julgada procedente. Recusa de registro de instrumento
particular de constituição de sociedade, pelo qual um dos sócios, casado sob o regime da
comunhão universal de bens, pretende a conferência de bens imóveis para integrar suas quotas
sociais mediante mera anuência de sua mulher. Inviável o registro, em razão da necessidade de a
mulher transferir a parte que lhe cabe e não apenas anuir, o que é possível somente por escritura
pública, já que não é sócia e, portanto, não busca integrar quotas sociais, a exemplo de seu
cônjuge. Sentença mantida. Recurso não provido.
1. Tratam os autos de dúvida suscitada pelo 1.º Oficial do Registro de Imóveis da Comarca de
Bauru, em decorrência da recusa do ingresso no registro imobiliário do instrumento particular de
constituição de sociedade limitada que lhe foi apresentado.
O Juízo Corregedor Permanente julgou procedente em parte a dúvida, porque considerou
necessário formalizar por escritura pública a transferência do bem imóvel à sociedade, e, quanto à
exigência de comprovação do recolhimento do ITBI ou apresentação da guia isenta, considerou a
questão resolvida, em razão da apresentação do protocolo do pedido de reconhecimento de
imunidade de concessão de isenção ou de reconhecimento de não incidência.
O recorrente mencionou que no curso do procedimento da dúvida foi deferido pela municipalidade

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o pedido de não incidência do ITBI sobre a transmissão dos imóveis à sociedade em realização de
capital, e, no mérito, sustenta que é direito do cônjuge, com o consentimento do outro, dispor do
patrimônio comum, e que em razão da nova legislação civil, não é apenas a escritura pública a
única forma de transferência de bem imóvel.
A Procuradoria Geral de Justiça opinou pelo provimento do recurso.
É o relatório.
2. A r. sentença deve ser mantida.
A recorrente pretende o ingresso no registro imobiliário do instrumento particular de constituição
da sociedade, pelo qual um dos sócios, J.R.G.P., integraliza quotas mediante transferência de bens
imóveis de sua propriedade.
O mencionado sócio é casado com E.R.P., sob o regime da comunhão universal de bens, a qual
não é sócia e assinou o documento de constituição da sociedade como anuente. O regime da
comunhão universal de bens, consoante dispõe o art. 1.667 do CC/2002, implica a comunicação
de todos os bens e dívidas dos cônjuges, exceto nas hipóteses do art. 1.668 do CC/2002.
Portanto, os bens de cada cônjuge passam a pertencer ao patrimônio comum, fazem parte de uma
massa patrimonial, de modo que ambos são meeiros de todo o acervo.
Assim, embora não haja óbice algum à transferência dos bens imóveis para o fim de integrar quota
social, conforme previsto no art. 167, I, 32 , da Lei 6.015/1973 - Lei de Registros Públicos, e por
meio de instrumento particular, o fato de o regime de bens do casamento do aludido sócio ser o
da comunhão universal, reclama a efetiva transferência e não a simples anuência por parte de sua
mulher, porque esta também é proprietária dos imóveis.
Ainda que a mulher fosse sócia, a transferência seria possível pelo registro do instrumento
particular de constituição da sociedade, somente se ambos os cônjuges estivessem integrando as
quotas sociais por conferência dos bens imóveis de sua titularidade, não bastaria a simples
anuência de um ou de outro.
Ademais, a exemplo do precedente trazido aos autos (ApCív 217-6/2, da Comarca da Capital) o
contrato de constituição da sociedade apresentado menciona a transferência dos imóveis de
propriedade de J.R., o que deixa dúvida se a anuência da mulher é restrita à integralização da
parte pertencente ao marido ou se abrange também a parte que lhe pertence, contudo, ainda que
a intenção fosse a de transferir também sua meação, e, portanto, a totalidade de cada um dos
imóveis, não seria possível, conforme já exposto, por mera anuência.
O art. 108 do CC/2002 assim dispõe:
"Não dispondo a lei em contrário, a escritura pública é essencial à validade dos negócios que visem
à constituição, transferência, modific ação ou renúncia de direitos reais sobre imóveis de valor
superior a trinta vezes o maior salário mínimo vigente no País".
O art. 64 da Lei 8.934/1994, que trata do registro público de empresas mercantis e atividades
afins, dispõe:
"A certidão dos atos de constituição e de alteração de sociedades mercantis, passada pelas
juntas comerciais em que foram arquivadas, será o documento hábil para a transferência, por
transcrição no registro público competente, dos bens com que o subscritor tiver contribuído para
a formação ou aumento do capital social".
Da leitura deste último dispositivo legal transcrito, a conclusão não é outra senão a de que, no
caso em tela, seria necessário que a mulher também fosse sócia e que estivesse conferindo estes
bens imóveis em pagamento das quotas sociais, para que a totalidade fosse transferida à
sociedade, e, se não é assim, e se o art. 64 da Lei 8.934/1994 ora comentado não autoriza a
transmissão da propriedade por mera anuência, a transferência da titularidade do domínio da parte
que lhe cabe, em favor do cônjuge, só é possível mediante escritura pública, conforme previsto no
art. 108 do CC/2002.
Quanto à possibilidade de registro da conferência de bens por instrumento particular, este Colendo
Conselho Superior da Magistratura assim já decidiu na ApCív 9.581-0/6, da Comarca de Campinas.
Diante do exposto, nego provimento ao recurso.
(a) Gilberto Passos de Freitas, Corregedor Geral da Justiça e Relator ( DOE 16.05.2007).
COMENTÁRIO
Este acórdão do E. Conselho Superior da Magistratura do Estado de São Paulo é muito importante,
pelas lições de interpretação conjunta, que desenvolve. Isso porque a matéria, em resumo,

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envolve questões tanto afetas ao Código Civil, como à Lei de Registros Públicos, à Lei de Notários
e Registradores e ao Registro de Empresas Mercantis.
O acórdão tem como centro duas questões: a primeira de âmbito civil (transmissão de bens
imóveis por pessoas casadas, sob regime da comunhão universal de bens). E, a segunda diz
respeito à necessidade dessa transferência ser realizada por instrumento público ou não.
Vejamos.
Como é possível aferir pela simples leitura do art. 1.667 do CC/2002, no regime de comunhão
universal de bens todos os bens formam um patrimônio comum do casal, sendo que cada consorte
torna-se meeiro dos bens do outro, salvo nas hipóteses previstas no art. 1.668 do CC/2002 - que
relaciona os bens excluídos da comunhão nesse regime. Em análise sistemática com o disposto no
art. 1.647 do CC/2002, nenhum dos c ônjuges pode, sem a autorização do outro, praticar os atos
descritos em seus incisos, dentre eles, o de "alienar ou gravar de ônus real os bens imóveis". Em
que pese a lei trazer a expressão "autorização", em se tratando de regime de comunhão universal
de bens, entretanto, a chamada anuência, ou outorga conjugal, ao negócio jurídico envolvendo
bens imóveis, tem natureza de uma verdadeira alienação de sua meação, ainda que conste na
respectiva matrícula do Registro de Imóveis como proprietário somente um dos cônjuges. Como o
artigo supracitado não faz essa ressalva, tratando-se de interpretação, muitas vezes o cônjuge
anui com a alienação, mediante a exteriorização da vênia conjugal, entendendo que, com ela, o
negócio jurídico encontra-se perfeito e acabado. Mas não está, pois, como acima exposto, trata-
se de alienação.
É o caso do julgado em comento.
E não foi outro o entendimento do E. Tribunal. De fato, a Lei 8.934 (LGL\1994\69) , de 1994 - Lei
do Registro Público de Empresas Mercantis - admite a dispensa de escritura pública para fins de
transmissão de bens para a pessoa jurídica - sociedade - em caso de integralização de quotas ou
ações, para formar o capital social. Tratou-se, à época, de um estímulo ou uma simplificação legal
para fomentar a integralização de quotas com bens imóveis e, por meio dessa dispensa, facilitar os
trâmites de formação de uma empresa. 1
No entanto, é muito claro o art. 64 da Lei 8.934/1994, quando dispõe:
"A certidão dos atos de constituição e de alteração de sociedades mercantis, passada pelas
juntas comerciais em que foram arquivadas, será o documento hábil para a transferência, por
transcrição no registro público competente, dos bens com que o subscritor tiver contribuído para
a formação ou aumento do capital social".
Como se vê, a lei dispensou a escritura pública para os casos em que o próprio subscritor das
quotas as integralize utilizando-se de seu bem imóvel. Ou seja, utilizá-lo para tornar-se sócio da
sociedade ou aumentar o capital da mesma, desde que, repita-se, para o fim de tornar-se sócio
ou ampliar sua participação na sociedade. O procedimento seguido pelo recorrente, in casu,
estaria correto se sua cônjuge figurasse, como ele, no contrato social da sociedade em questão,
cada qual integralizando suas próprias quotas, cada um com a meação que lhe cabe do imóvel.
Trata-se de uma verdadeira alienação à sociedade constituída, pois, a partir da integralização e
subseqüente registro, o imóvel será de propriedade da pessoa jurídica, e não mais do sócio
(pessoa física). E, como alienação que é, o recorrente, no caso do julgado, não tem como sua a
totalidade do imóvel integralizado, mas tão-somente 50% do mesmo, pois a outra metade é de
propriedade pessoal da esposa, não podendo, por mera anuência, ser desse modo transferido à
sociedade em que apenas o recorrente, de modo unilateral, figura como sócio. A anuência nada
mais é senão a prova de que um cônjuge não discorda da atuação do outro, mas não é modo de
alienação.
Não há duvida de que, em se tratando de regime universal de bens, todas as quotas em uma
sociedade, pertencentes a um dos cônjuges, comunicam-se ao outro, ou seja, passam a integrar
o patrimônio do outro.
No presente caso, não é o fato do imóvel ser comum ao casal que gera a comunhão das quotas.
Essa comunhão existirá de qualquer forma, em decorrência do regime patrimonial escolhido pelos
cônjuges. Assim, a mera anuência serviria para a transferência de 50% do imóvel e não para a
transferência da totalidade do mesmo. A integralização de quotas com imóvel comum ao casal
demanda que os dois figurem como futuros sócios, ou que haja transferência por meio de negócio
jurídico diverso da integralização (doação, venda, permuta, dação em pagamento) à sociedade.
Pois bem, tendo sido estabelecida a necessidade de alienação lato sensu, a forma determinada por
Lei para que esta ocorra é a escritura pública, salvo se incursa na hipótese de dispensa trazida
pelo art. 108 do CC/2002 brasileiro (desnecessidade de escritura pública em negócios jurídicos
sobre imóveis de valor até trinta vezes o maior salário mínimo vigente no país). Outra não foi a

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exigência feita pelos julgadores de primeira e segunda instâncias.


Disso se extrai a segunda questão relevante, que se destaca no r. acórdão: para o imóvel por
inteiro ser objeto de integralização em quotas de capital, apenas em nome do cônjuge subscritor
(no caso, o marido), impunha-se escritura pública para instrumentalizar a alienação da metade
ideal pertencente ao outro cônjuge (a esposa), já que esta não estava nem subscrevendo capital,
nem o integralizando.
Não se pode tratar da exigência de escritura pública, para certos negócios jurídicos, sem
identificar a função social notarial. A função notarial está diretamente ligada à idéia de orientação
e auxílio jurídico das partes que procuram o Tabelião. Ao contrário da imagem que ao longo dos
anos foi formada, a função notarial não está restrita somente a instrumentalizar negócios jurídicos
como se o Tabelião fosse mero redator. Ela vai muito além, voltada ao fim maior, a segurança
jurídica. Realmente quando a lei impõe, como requisito, a utilização de instrumento público, isso
não resulta de um mero trâmite burocrático, como se fosse algo descabido e desnecessário.
Os negócios jurídicos que envolvem bens imóveis historicamente são tratados com um amparo
legal mais rígido e mais solene. Isto porque é inerente à sua natureza uma maior relevância e uma
importância mais acentuada no âmbito social. Seja por envolver maior monta financeira, seja por
envolver alguns dos direitos fundamentais das pessoas: direito à habitação, bem de família,
propriedade etc.
Dessa forma o ordenamento jurídico sempre considerou imprescindível a realização dos negócios
imobiliários na presença de (perante) um profissional do direito dotado de fé pública. A presença,
portanto, do Tabelião, significa estar perante o próprio Estado. Revela-se, aí, a função social
notarial, pois o notário se torna responsável pela tutela dos interesses das partes que estão
perante ele. Segundo a Lei federal 8.935/1994 (LGL\1994\70) , que dispõe sobre os serviços
notariais e de registro, o Tabelião é profissional do direito, dotado de fé pública, a quem é
delegado o exercício da atividade notarial. O notário não somente instrumentaliza a vontade das
partes, por meio das escrituras públicas, como também zela pela legalidade dos negócios jurídicos
realizados na sua presença. Deve agir ele de forma imparcial sem que eventual interesse de uma
das partes torne o negocio jurídico prejudicial à outra parte.
A necessidade e razão da existência dos notários é justamente, sem exercer jurisdição (posto ser
essa privativa do Poder Judiciário) evitar e prevenir litígios, garantindo a prestação de um serviço
público eficiente e que gere segurança jurídica aos usuários. Os instrumentos públicos são dotados
dos atributos de publicidade, autenticidade, segurança e eficácia. Podemos dizer que os Tabeliães
trabalham no campo de prevenção de litígios, afinal zelam pela legalidade dos atos por eles
praticados.
As partes e a sociedade necessitam do resguardo e do amparo legal prévio à realização de
negócios jurídicos de maior relevo - como ocorre nas transmissões e onerações imobiliárias, o que
ocorre com a intervenção do Tabelião nesses negócios jurídicos. Os instrumentos públicos gozam
de publicidade, autenticidade, segurança e eficácia e isto é muito importante. Conseqüentemente
a atividade notarial atua na esfera administrativa de prevenção de litígios, pois, a existência de
ilegalidades ou de falta de equilíbrio nos negócios jurídicos acarreta litígios judiciais. A atuação da
instituição está ligada à busca pela harmonia social. Segundo Larraud, citado por Miriam Saccol
Comassetto: "A função notarial consiste em uma atividade jurídico-cautelar deferida ao tabelião
com o fim específico de dirigir imparcialmente, os particulares na individualização regular de seus
direitos subjetivos, para dotá-los de certeza jurídica, conforme a necessidade do tráfego e de sua
prova eventual". 2
Portanto, não há como evitar na integralização total de um bem imóvel por um dos cônjuges
casado sob o regime da comunhão de bens que ocorra alienação da meação do não sócio por
escritura pública, ou tornem-se ambos sócios da pessoa jurídica, podendo ocorrer nesta última
hipótese integralização por instrumento particular.
Resta uma derradeira observação: o controle formal do ato jurídico de integralização de capital de
sociedade, mediante conferência de bens imóveis, tocava, em primeiro lugar, e salvo melhor juízo,
ao registro de empresas mercantis - art. 35, I e VII , da Lei 8.934/1994, considerando-se, em
especial, a superveniência dos preceitos do Código Civil, a serem necessariamente considerados.
Em um caso como o do acórdão aqui reproduzido e analisado, o mesmo questionamento quanto à
integralização deveria ter sido objeto de exame, também no registro de empresas mercantis.
BIBLIOGRAFIA
BRANDELLI, Leonardo. Teoria geral do direito notarial. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2007.
COMASSETTO, Miriam Sacol. A função notarial como forma de prevenção de litígios. Porto Alegre:
Norton, 2002.
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FIUZA, César. Direito civil - Curso completo. 8. ed. Belo Horizonte: Del Rey, 2004.
GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro - Direito de família. 2. ed. São Paulo: Saraiva,
2006. v. 6.
RIZZARDO, Arnaldo. Direito de família. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2006.

1. A própria Constituição estimula a integralização de capital mediante conferência de bens


imóveis, tanto que essa operação goza de imunidade tributária para efeito de imposto de
transmissão de bens imóveis (art. 156, § 2.º, da CF/1988).

2. Miriam Sacol Comassetto. A função notarial como forma de prevenção de litígios. Porto Alegre:
Norton, 2002. p. 61.
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