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Um grupo de aproximadamente 150 pessoas do movimento dos chamados “Sem Terra”,

acampadas por mais de duas semanas ao longo da rodovia BR020, manifestou (por meio de
entrevistas divulgadas ao longo de quase um mês pela imprensa impressa e televisiva) a sua
intenção de invadir áreas de terra rural (sem especificar qual área) na região de Planaltina/DF.
O motivo de tal invasão seria o fato de que, na opinião do grupo, liderado por CLEMENTINA,
JOÃO, RABELO e FIRMINA, havia grandes latifúndios improdutivos e/ou destinados a
especulação (valorização) imobiliária. Por intermédio de tal liderança, também foi informado que
a entrada nos terrenos poderia se dar a qualquer momento, visto que a situação de injustiça
fundiária, social e econômica justificaria totalmente a ação.

Ao saberem da notícia, PEDRO e ZEBEDEU, proprietários das Fazendas Vargem Grande e


Capão de Dentro, cujos terrenos estão lado a lado e separados pelas respectivas divisas
(cercas), bem como localizados bastante próximos à BR020 e ao acampamento do grupo dos
“Sem Terra”, temerosos de poderia ocorrer uma invasão, procuraram, cada um, o respectivo
Advogado e Advogada, a fim de se informar o que poderia ser feito em tal situação. A Advogada
de ZEBEDEU (proprietário da Fazenda Capão Dentro) aconselhou o Fazendeiro a manejar uma
ação pelo rito dos procedimentos especiais com pedido de tutela provisória, pois juridicamente
entendeu que assim deveria proceder. Tal ação foi manejada em 18/02/2018 e distribuída à Vara
Cível do Fórum de Planaltina/DF. Por sua vez, PEDRO consultou o seu Advogado e este
orientou que a melhor alternativa também seria uma ação pelo rito dos procedimentos especiais,
na qual se poderia requerer uma tutela provisória, a qual foi distribuída em 28/02/2018, também
na Vara Cível do Fórum de Planaltina/DF.

A Juíza MARIA, titular da Vara Cível de Planaltina, recebeu a primeira ação e determinou que o
autor (ZEBEDEU) emendasse a inicial, sob pena de indeferimento, na forma do art. 321 e
parágrafo único do Código de Processo Civil (CPC), por entender que faltavam provas que
justificassem o pedido. O Juiz HAROLDO, substituto da Vara Cível de Planaltina, ao receber a
segunda ação, determinou a realização de audiência de justificação na data de 05/03/2013, pois,
em seu entender, o autor (PEDRO) deveria esclarecer exatamente quais os seus objetivos com
a ação, diante das provas apresentadas.

Na data de 29/04/2018, aproximadamente às 14h00min, todo o grupo dos “Sem Terra” invadiu
primeiramente a Fazenda Vargem Grande, causando uma série de danos, tais como derrubada
de cercas, destruição da plantação de soja, entre outros. No mesmo dia, aproximadamente às
19h00min, uma parte do grupo invasor, liderada apenas por RABELO e FIRMINA, dirigiu-se à
divisa entre as Fazendas Vargem Grande e Capão de Dentro, destruindo todas as cercas
divisórias e também invadiu aquela segunda fazenda, igualmente causando danos, agora em
celeiros e na sede fazendária. No dia seguinte, exatamente na mencionada divisa, o grupo
invasor iniciou a plantação de mudas de feijão e milho, bem como a construção de pequenas
choupanas para que pudessem ali residir. Diante do fato, os proprietários (PEDRO e ZEBEDEU),
aconselhados pela respectiva Advogada e pelo respectivo Advogado, dirigiram-se à Delegacia
de Planaltina/DF, registrando, cada um, boletim de ocorrência, os quais foram juntados aos
respectivos processos.

Em razão de todo o ocorrido, a Juíza Maria (visto que foi a primeira a receber uma das ações)
na forma do art. 55 do CPC, entendeu tratar-se de um caso de conexão e determinou a reunião
das ações, a realização de audiência de instrução e julgamento para a data de 22/05/2018, a
citação e apresentação da contestação das pessoas indicadas como requeridas nos processos.
Na audiência de instrução, compareceram os autores dos processos, junto com sua Advogada
e Advogado, CLEMENTINA, RABELO e FIRMINA, que não tinham pessoas para defendê-las. A
Juíza suspendeu a audiência por quinze minutos, solicitando o comparecimento imediato de
representantes da Defensoria Pública e, após a chegada destes, deu continuidade ao ato
processual. Na mesma audiência, após apresentação de provas e oitiva de várias testemunhas,
a Juíza MARIA proferiu sentença de procedência dos pedidos de tutela provisória.

Diante da situação narrada, elabore uma petição inicial, na condição de Advogada(o) de PEDRO
e ZEBEDEU, com a indicação da ação bem como a tutela provisória adequada para o caso,
indicando expressamente: a) nome da ação; b) tipo de tutela provisória pretendida; c) elementos
da petição inicial; d) pedidos para o caso.