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JURISPRUDÊNCIAS

DIREITO DE TRÂNSITO

PROF. PAULO ANDRÉ CIRINO


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SUMÁRIO

1. Responsabilidade por infração relacionada à condução e à propriedade e regularidade de


veículo.........................................................................................................................................04

2. CNH definitiva.........................................................................................................................04

3. Aplicação retroativa e artigo 218, III do CTB...........................................................................05

4. Veículo oficial e placa..............................................................................................................06

5. Penalidade de multa e notificação de autuação ....................................................................06

6. Responsabilidade de informar ao DETRAN sobre alienação de veículo automotor................07

7. Multa de trânsito e substituição por advertência...................................................................07

08. Autuação em flagrante. Condutor não proprietário ou recusa em assinar auto de infração.
Obrigatória notificação................................................................................................................08

09. Alienação de veículos e responsabilidade por débitos tributários.......................................08

10. Multas. Infrações de trânsito previstas nos Arts. 162, i, e 164 do CTB. Dupla penalidade...10

11. CNH provisória e infração de natureza administrativa e necessidade de processo


administrativo e concessão de CNH definitiva caso o condutor tenha cometido infração
administrativa que não importe em risco à segurança do trânsito e da
coletividade.................................................................................................................................10

12. Autuação em flagrante. Recusa ou não proprietário. Notificação de autuação.


Obrigatoriedade..........................................................................................................................12

13. Alienação. Infração de trânsito e responsabilidade..............................................................12

14. Direção sob a influência de álcool. Recusa à submissão ao teste do etilômetro. Infração
administrativa.............................................................................................................................13

15. Aparelhos eletrônicos ou equipamentos audiovisuais na aferição da infração de trânsito.


Defeito. Ausência de prova. Presunção de veracidade e legitimidade dos atos
administrativos...........................................................................................................................14

16. Dirigir sob a influência de álcool. Auto de infração. Art. 281, caput, do CTB. Presunção de
legitimidade.................................................................................................................................14

17. Detran e ilegitimidade passiva. Auto de infração. Autuação por órgão diverso................15

18. Administrativo. Processo de suspensão do direito de dirigir-psdd. Notificação por edital...15

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19. Veículo estacionado na garagem da residência. Presunção de legalidade de ato
administrativo afastada in casu, observada a prova produzida..................................................16

20. Renovação de CNH e visão monocular.................................................................................16

21. Renovação de CNH. Discromatopsia (daltonismo)...............................................................16

22. Infração de trânsito. Notificação e revelia administrativa....................................................17

23. Cassação de permissão de dirigir – cometimento de infração grave no período de


permissão – notificação pessoal prescindível..........................................................................17

24. Dirigir sob a influência de álcool. Teste do bafômetro e recusa. Outros meios de prova.....18

25. Processo administrativo que culminou na perda da permissão para dirigir. Nulidade.
Ausência de dupla notificação.....................................................................................................18

26. CNH definitiva e infração administrativa. Possibilidade......................................................19

27. Dirigir sob a influência de álcool. Teste do bafômetro e recusa. Notificação.......................19

28. Auto de infração e dupla notificação...................................................................................20

29. Nulidade de auto de infração de trânsito. Dupla notificação. Envio de correspondência ao


endereço do condutor constante no cadastro do DETRAN. Endereço diverso. Nulidade.........21

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JURISPRUDÊNCIAS DIREITO DE TRÂNSITO

INFORMATIVOS STJ

1. RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÃO RELACIONADA À CONDUÇÃO E À PROPRIEDADE


E REGULARIDADE DE VEÍCULO.

DIREITO ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE POR INFRAÇÃO RELACIONADA À CONDUÇÃO E


À PROPRIEDADE E REGULARIDADE DE VEÍCULO.

Devem ser impostas tanto ao condutor quanto ao proprietário do veículo as penalidades de


multa e de registro de pontos aplicadas em decorrência da infração de trânsito consistente em
conduzir veículo que não esteja registrado e devidamente licenciado (art. 230, V, do CTB). De
fato, nos termos do art. 230, V, do CTB, o verbo que designa a ação proibida é "conduzir", ou
seja, a ação é imputada ao motorista. Manter veículo sem licenciamento, por si só, não
configura infração de trânsito, a qual ocorre quando o veículo é posto em circulação. Todavia,
ao proprietário caberá sempre a responsabilidade pela infração referente à prévia
regularização e preenchimento das formalidades e condições exigidas para o trânsito do
veículo (art. 257, § 1º, CTB). Dessa forma, fica caracterizada a responsabilidade solidária do
proprietário e do condutor, pois caberia ao primeiro o dever de registrar e licenciar o veículo
de sua propriedade, e, ao segundo, não conduzir veículo sem o devido licenciamento. REsp
1.524.626-SP, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 5/5/2015, DJe 11/5/2015. Informativo
nº 0561

2. CNH DEFINITIVA

DIREITO ADMINISTRATIVO. PRESCINDIBILIDADE DE PRÉVIO PROCESSO ADMINISTRATIVO PARA


NEGAR EXPEDIÇÃO DE CNH DEFINITIVA.

Não depende de prévio procedimento administrativo a recusa à expedição da CNH definitiva


motivada pelo cometimento de infração de trânsito de natureza grave durante o prazo anual
de permissão provisória para dirigir (art. 148, § 3º, do CTB). O STJ já se pronunciou no sentido
de que o direito à obtenção da habilitação definitiva somente se perfaz se o candidato, após
um ano da expedição da permissão para dirigir, não tiver cometido infração de natureza grave
ou gravíssima e não for reincidente em infração média, segundo disposto no § 3º do art. 148
do CTB. Assim, a expedição da CNH é mera expectativa de direito, que se concretizará com o
implemento das condições estabelecidas na lei. Havendo o cometimento de infração grave,
revela-se desnecessária a instauração de prévio processo administrativo, considerando que a
aferição do preenchimento dos requisitos estabelecidos pela lei para a concessão da CNH
definitiva se dá de forma objetiva. Precedente citado: REsp 726.842-SP, Segunda Turma, DJ
11/12/2006. REsp 1.483.845-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 16/10/2014.
Informativo nº 0550

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DIREITO ADMINISTRATIVO. CONCESSÃO DA CNH DEFINITIVA A MOTORISTA QUE TENHA


COMETIDO INFRAÇÃO DE NATUREZA GRAVE NA QUALIDADE DE PROPRIETÁRIO DO VEÍCULO.

É possível conceder a carteira nacional de habilitação definitiva a motorista que tenha


cometido, durante o prazo anual de permissão provisória para dirigir, infração administrativa
de natureza grave, não na qualidade de condutor, mas na de proprietário do veículo.
Conforme o art. 148, § 3º, do CTB, a carteira nacional de habilitação definitiva será conferida
ao condutor de veículo no término de um ano, desde que ele não tenha cometido infração de
natureza grave ou gravíssima, nem seja reincidente no cometimento de infração média. A
jurisprudência do STJ é no sentido de que o referido dispositivo legal visa assegurar a
habilitação definitiva ao motorista que não interferiu na segurança do trânsito e da
coletividade, não sendo aplicável à hipótese em que o motorista é apenado por infração
administrativa, ainda que grave, na condição de proprietário do veículo, e não na de condutor,
o que não configuraria óbice legal à concessão da habilitação. Precedentes citados: AgRg no
REsp 1.231.072-RS, Primeira Turma, DJe 14/5/2012, e REsp 980.851-RS, Segunda Turma, DJ
27/8/2009. AgRg no AREsp 262.701-RS, Rel. Min. Humberto Martins, julgado em 12/3/2013.
Informativo nº 0518

DIREITO ADMINISTRATIVO. POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE CNH DEFINITIVA AO CONDUTOR


QUE PRATIQUE A INFRAÇÃO DE QUE TRATA O ART. 233 DO CTB.

A prática da infração administrativa de natureza grave de que trata o art. 233 do CTB pelo
detentor de "permissão para dirigir" não impede que a ele seja concedida a CNH definitiva. De
acordo com o art. 148, § 3º, do Código de Trânsito Brasileiro - CTB, o não cometimento de
infração grave durante o período em que o condutor trafega com "permissão para dirigir"
constitui condição para a concessão de habilitação definitiva. A interpretação teleológica desse
dispositivo legal conduz ao entendimento de que o fim buscado pelo legislador foi preservar os
objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito, em especial a segurança e educação para o
trânsito, estabelecidos no inciso I do art. 6º do CTB. Assim, não é razoável impedir a concessão
de CNH definitiva em razão da falta administrativa prevista no art. 233 do CTB, consistente na
conduta de deixar de efetuar o registro da propriedade do veículo no prazo e nas hipóteses
legais, porquanto se trata de infração que nada tem a ver com a segurança do trânsito e
nenhum risco impõe à coletividade. Precedentes citados: REsp 980.851-RS, Segunda Turma,
DJe 27/8/2009, e AgRg no REsp 1.231.072-RS, Primeira Turma, DJe 14/5/2012. AgRg no AREsp
262.219-RS, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, julgado em 7/2/2013. Informativo nº 0516

3. APLICAÇÃO RETROATIVA E ARTIGO 218, III DO CTB.

DIREITO ADMINISTRATIVO. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DA REDAÇÃO DADA


PELA LEI N. 11.334/2006 AO ART. 218, III, DO CTB.

A redação dada pela Lei n. 11.334/2006 ao art. 218, III, do CTB não pode ser aplicada às
infrações cometidas antes da vigência daquela lei, ainda que a nova redação seja mais benéfica
ao infrator do que a anterior. A regra constante no art. 218, III, do Código de Trânsito Brasileiro

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- CTB diz respeito a infração que não esteja tipificada como crime, mas apenas como infração
de cunho administrativo consistente na direção em velocidade superior à máxima permitida.
Assim, como não se trata de norma de natureza penal, não há como aplicar a retroatividade da
norma mais benéfica. AgRg nos EDcl no REsp 1.281.027-SP, Rel. Min. Mauro Campbell
Marques, julgado em 18/12/2012. Informativo nº 0516

4. VEÍCULO OFICIAL E PLACA

DIREITO ADMINISTRATIVO. UTILIZAÇÃO DE VEÍCULOS DE PROPRIEDADE DO MP COM PLACA


DESCARACTERIZADA.

É possível a descaracterização das placas de alguns veículos oficiais do MP nos moldes do art.
116 do CTB, sob o argumento da necessidade de resguardar a segurança dos integrantes do
parquet. O art. 116 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) deve ser interpretado
teleologicamente, pois a razão de a lei restringir a possibilidade de descaracterização das
placas dos veículos de propriedade dos entes federativos apenas para serviço reservado de
caráter policial está adstrita à natureza e aos riscos de tal atividade. Assim, não seria racional
que a lei exigisse a identificação dos veículos utilizados por autoridades incumbidas de fazer
investigações, como é o caso dos membros do MP, sendo que qualquer disposição nesse
sentido implicaria a frustração desse objetivo, bem como poderia colocar em risco a
integridade desses agentes públicos. AgRg no REsp 1.131.577-PR, Rel. Min. Humberto Martins,
julgado em 6/11/2012. Informativo nº 0508

5. PENALIDADE DE MULTA E NOTIFICAÇÃO DE AUTUAÇÃO

INFRAÇÃO. TRÂNSITO. NOTIFICAÇÃO. AUTUAÇÃO.

É pacífico o entendimento deste Superior Tribunal de que a penalidade de multa por infração
de trânsito deverá ser precedida da devida notificação do infrator, sob pena de ferimento aos
princípios do contraditório e da ampla defesa (Súm. n. 312-STJ). A análise do tema, à luz da
novel jurisprudência desta Corte e da legislação sobre a matéria, é que a notificação in faciem
do condutor em flagrante, mediante a assinatura do auto de infração, valerá como notificação
da autuação quando a infração for de responsabilidade do condutor, e sendo a infração de
responsabilidade do proprietário, se ele estiver conduzindo o veículo. No caso de a infração ser
de responsabilidade do proprietário e ele não estiver conduzindo o veículo, a autoridade de
trânsito expedirá, no prazo máximo de 30 dias contados da data do cometimento da infração,
a notificação da autuação dirigida ao proprietário do veículo, na qual deverão constar, no
mínimo, os dados definidos no art. 280 do CTB e em regulamentação específica (art. 3º da Res.
n. 149/2003 do Contran). Ressalte-se que, não sendo possível colher a assinatura do condutor
seja pela falta de flagrante seja pela sua recusa, a autoridade de trânsito deverá proceder à
notificação via postal no prazo de 30 dias, preservando-se, assim, o jus puniendi estatal.
Precedentes citados: REsp 1.092.154-RS, DJe 31/8/2009, e REsp 732.505-RS, DJ 1º/8/2005.
REsp 1.195.178-RS, Rel. Min. Luiz Fux, julgado em 14/12/2010. Informativo nº 0460

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ACÓRDÃOS STJ

6. RESPONSABILIDADE DE INFORMAR AO DETRAN SOBRE ALIENAÇÃO DE VEÍCULO


AUTOMOTOR

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO


ESPECIAL. ALIENAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DEVER DO
ALIENANTE DE INFORMAR, AO DETRAN, A TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE DO BEM. ART.
134 DO CTB. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ SOBRE
O TEMA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DA RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO OCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no
sentido de que a regra do art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro sofre mitigação, quando
restar comprovado, nos autos, que as infrações de trânsito foram cometidas após aquisição do
veículo por terceiro, como ocorreu, no presente caso, afastando a responsabilidade do antigo
proprietário. Nesse sentido: STJ, AgRg no AREsp 427.337/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 01/07/2015; STJ, AgRg no REsp 1.418.691/RS, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 19/02/2015; STJ, AgRg no REsp
1.482.835/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 14/11/2014. II.
Ressalte-se, outrossim, que não houve declaração de inconstitucionalidade do art. 134 do CTB,
tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito
infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não há que se falar em violação à
cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição Federal, e muito menos à
Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do STJ. III. Agravo
Regimental improvido. (AgRg no AREsp 811908 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL 2015/0286170-3 - Relator(a) Ministra ASSUSETE MAGALHÃES - Órgão
Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento: 18/02/2016 - Data da Publicação/Fonte
DJe 29/02/2016).

7. MULTA DE TRÂNSITO E SUBSTITUIÇÃO POR ADVERTÊNCIA

MULTA DE TRÂNSITO E SUBSTITUIÇÃO POR ADVERTÊNCIA ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL


CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. MULTA DE TRÂNSITO. SUBSTITUIÇÃO
POR ADVERTÊNCIA. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 2º, PARÁGRAFO ÚNICO, VII, DA LEI 9.784/99.
AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULA 211 DO STJ. ATO DISCRICIONÁRIO. CONTROLE
DO MÉRITO PELO PODER JUDICIÁRIO. FALTA DE IMPUGNAÇÃO, NO RECURSO ESPECIAL, DOS
FUNDAMENTOS DO ACÓRDÃO COMBATIDO, SUFICIENTES PARA A SUA MANUTENÇÃO.
INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. ACÓRDÃO RECORRIDO EM CONSONÂNCIA COM A
JURISPRUDÊNCIA DO STJ. SÚMULA 83/STJ. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. Na hipótese,
a parte recorrente sustenta, em suas razões recursais, ofensa ao art. 267 do CTB e ao art. 2º,
parágrafo único, VII, da Lei 9.784/99, pugnando pela conversão da multa de trânsito em
advertência escrita, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro, em seu art. 267,
porquanto presentes os requisitos autorizadores para tanto. II. O Recurso Especial é
manifestamente inadmissível, por falta de prequestionamento, em relação à matéria ventilada
no art. 2º, parágrafo único, VII, da Lei 9.784/99, porquanto não foi ele objeto de discussão, nas
instâncias ordinárias, sequer implicitamente, razão pela qual não há como afastar o óbice da

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Súmula 211/STJ. III. Não merece prosperar o Recurso Especial, quando a peça recursal não
refuta determinado fundamento do acórdão recorrido, suficiente para a sua manutenção, em
face da incidência do enunciado da Súmula 283 do STF ("é inadmissível o recurso
extraordinário, quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o
recurso não abrange todos eles"). No caso, o agravante não impugnou, nas razões do Recurso
Especial, a fundamentação do acórdão segundo o qual não seria possível, ao Poder Judiciário, a
quem incumbe o controle da legalidade dos atos administrativos, examinar o mérito e a
consequente substituição da multa de trânsito por advertência escrita. IV. Ademais, o acórdão
recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, no sentido de que "é vedado
ao Poder Judiciário a análise dos critérios de conveniência e oportunidade adotados pela
Administração por ocasião do controle de atos discricionários" (STJ, AgRg no RMS 30.619/PB,
Rel. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE, QUINTA TURMA, DJe de 16/06/2014). No mesmo
sentido: STJ, MS 18.800/DF, Rel. Ministra ELIANA CALMON, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe de
20/11/2013. V. Agravo Regimental improvido. (AgRg no REsp 1545710 / RS AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2015/0184141-2 - Relator(a) Ministra ASSUSETE
MAGALHÃES - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento: 18/02/2016 - Data
da Publicação/Fonte DJe 01/03/2016).

8. AUTUAÇÃO EM FLAGRANTE. CONDUTOR NÃO PROPRIETÁRIO OU RECUSA EM


ASSINAR AUTO DE INFRAÇÃO. OBRIGATÓRIA NOTIFICAÇÃO.

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. AUTO DE


INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO. IRREGULARIDADE. SÚMULA 83/STJ. A jurisprudência
desta Corte firmou entendimento, no sentido de que, quando da autuação em flagrante, caso
o condutor não seja o proprietário do veículo, ou negar assinar o Auto de Infração, é
obrigatório a notificação de autuação, conforme o disposto no art. 282 do Código de Transito
Brasileiro, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. Precedentes. Súmula 83/STJ.
REsp 1.331.761/RS, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/9/2012,
DJe 15/10/2012; AgRg no REsp 904.042/RS, Rel. Min. ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA,
julgado em 8/9/2009, DJe 24/9/2009. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 782811 /
RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2015/0232181-5 - Relator(a)
Ministro HUMBERTO MARTINS - Órgão Julgador: T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento
04/02/2016 - Data da Publicação/Fonte DJe 12/02/2016).

9. ALIENAÇÃO DE VEÍCULOS E RESPONSABILIDADE POR DÉBITOS TRIBUTÁRIOS

ADMINISTRATIVO, TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO


REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. ALIENAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. MULTAS DE
TRÂNSITO E DÉBITOS TRIBUTÁRIOS. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA DO ALIENANTE,
ENQUANTO NÃO HOUVER A COMUNICAÇÃO DA ALIENAÇÃO AO DETRAN. LEIS ESTADUAIS
6.606/89 E 13.296/2008. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280/STF. ALEGADA AGRAVO REGIMENTAL
IMPROVIDO. I. No caso, a parte agravante, em seu Recurso Especial, defende contrariedade
aos arts. 112, 113, 125, 421, 422 e 1.126 do Código Civil e 134 do Código de Trânsito Brasileiro,
sustentando, em síntese, que a transferência do bem móvel opera-se com a tradição, de modo
que a compradora assumiu as obrigações inerentes ao veículo, razão pela qual deve ser
afastada sua responsabilidade pelo pagamento das multas de trânsito e débitos tributários,

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após a tradição do veículo. II. Todavia, embora a parte recorrente alegue ter ocorrido violação
a dispositivos de leis federais, o tema foi dirimido, pela Corte de origem, com base na
interpretação da legislação local que regulamenta a matéria, notadamente as Leis estaduais
6.606/89 e 13.296/2008. Assim, eventual violação à lei federal seria reflexa, de vez que a
análise da controvérsia demandaria o exame das Leis estaduais citadas, o que não se admite,
em Recurso Especial, por força da Súmula 280 do STF, aplicável por analogia. Nesse sentido:
STJ, AgRg no AREsp 741.469/MG, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe
de 29/10/2015; STJ, AgRg no REsp 1.454.161/MG, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS,
SEGUNDA TURMA, DJe de 25/06/2015. III. Agravo Regimental improvido. (AgRg no AgRg no
REsp 1504427 / SP - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL
2014/0331401-7 - Relator(a) Ministra ASSUSETE MAGALHÃES (1151) - Órgão Julgador T2 -
SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento: 15/12/2015. Data da Publicação/Fonte DJe
10/02/2016).

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO


ESPECIAL. ALIENAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA. DEVER DO
ALIENANTE DE INFORMAR, AO DETRAN, A TRANSFERÊNCIA DA PROPRIEDADE DO BEM. ART.
134 DO CTB. ACÓRDÃO RECORRIDO EM DISSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STJ SOBRE
O TEMA. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO À CLÁUSULA DA RESERVA DE PLENÁRIO. NÃO OCORRÊNCIA.
AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. O Superior Tribunal de Justiça firmou entendimento no
sentido de que a regra do art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro sofre mitigação, quando
restar comprovado, nos autos, que as infrações de trânsito foram cometidas após aquisição do
veículo por terceiro, como ocorreu, no presente caso, afastando a responsabilidade do antigo
proprietário. Nesse sentido: STJ, AgRg no AREsp 427.337/RS, Rel. Ministra REGINA HELENA
COSTA, PRIMEIRA TURMA, DJe de 01/07/2015; STJ, AgRg no REsp 1.418.691/RS, Rel. Ministro
BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 19/02/2015; STJ, AgRg no REsp
1.482.835/RS, Rel. Ministro HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 14/11/2014. II.
Ressalte-se, outrossim, que não houve declaração de inconstitucionalidade do art. 134 do CTB,
tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito
infraconstitucional aplicável à espécie, razão pela qual não há que se falar em violação à
cláusula de reserva de plenário, prevista no art. 97 da Constituição Federal, e muito menos à
Súmula Vinculante 10, do Supremo Tribunal Federal. Precedentes do STJ. III. Agravo
Regimental improvido. (AgRg no AREsp 811908 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM
RECURSO ESPECIAL 2015/0286170-3 - Relator(a) Ministra ASSUSETE MAGALHÃES (1151) -
Órgão Julgador - T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento: 18/02/2016 - Data da
Publicação/Fonte DJe 29/02/2016).

ADMINISTRATIVO. ALIENAÇÃO DE VEÍCULO AUTOMOTOR. RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DE


IPVA APÓS ALIENAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PRECEDENTES "A jurisprudência do STJ firmou-se no
sentido de que o art. 134 do Código de Trânsito Brasileiro refere-se às penalidades (infrações
de trânsito), não sendo possível interpretá-lo ampliativamente para criar responsabilidade
tributária ao antigo proprietário, não prevista no CTN, em relação a imposto, no que se refere

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ao período posterior à alienação. Ressalte-se que a exigência de encaminhamento do
comprovante (comunicação), na forma prevista no artigo referido, não se caracteriza como
condição nem como ato constitutivo da transferência da propriedade, tendo como finalidade
apenas afastar a responsabilidade do antigo proprietário pelas penalidades impostas e suas
reincidências até a data da comunicação. Precedentes" (AgRg no REsp 1.525.642/SP, Rel.
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 26/05/2015, DJe
01/06/2015). Agravo regimental improvido. (AgRg no REsp 1512129 / SP AGRAVO
REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL 2015/0009242-2 - Relator(a) Ministro HUMBERTO
MARTINS (1130) - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento: 23/06/2015 -
Data da Publicação/Fonte DJe 30/06/2015).

10. MULTAS. INFRAÇÕES DE TRÂNSITO PREVISTAS NOS ARTS. 162, I, E 164 DO CTB.
DUPLA PENALIDADE

ADMINISTRATIVO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. MULTAS. INFRAÇÕES DE TRÂNSITO


PREVISTAS NOS ARTS. 162, I, E 164 DO CTB. DUPLA PENALIDADE. IMPOSSIBILIDADE, SOB PENA
DE BIS IN IDEM. PRECEDENTES. 1. Cinge-se a controvérsia dos autos à possibilidade de
cumulação de penalidades ao proprietário do veículo, decorrentes da aplicação dos arts. 162 e
164 do Código de Trânsito Brasileiro, quais sejam: "Dirigir veículo, sem possuir Carteira
Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir, e Permitir que pessoa nas condições
referidas nos incisos do art. 162 tome posse do veículo automotor e passe a conduzi-lo na via"
2. A jurisprudência desta Corte firmou entendimento no sentido de que o "art. 162 do CTB visa
punir o condutor de veículo que dirigir sem possuir Carteira Nacional de Habilitação ou
Permissão para Dirigir, enquanto que o art. 164 do mesmo Diploma Legal tem por objetivo
punir o proprietário, que tem o dever de zelar pelo veículo automotor" e que, neste "caso, ao
proprietário cabe tão-somente a infração do art. 164, sob pena de caracterizar violação do
princípio do non bis in idem" (REsp 912.985/RS, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA
TURMA). Precedente no mesmo sentido: (REsp 745.190/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA
TURMA, julgado em 15/3/2007, DJ 3/9/2007, p. 122.). Agravo regimental improvido. (AgRg no
REsp 1404636 / DF AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL - 2013/0314898-6 -
Relator(a) Ministro HUMBERTO MARTINS (1130) - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data
do Julgamento: 18/08/2015 - Data da Publicação/Fonte: DJe 25/08/2015).

11. CNH PROVISÓRIA E INFRAÇÃO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA E NECESSIDADE DE


PROCESSO ADMINISTRATIVO E CONCESSÃO DE CNH DEFINITIVA CASO O CONDUTOR
TENHA COMETIDO INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA QUE NÃO IMPORTE EM RISCO À
SEGURANÇA DO TRÂNSITO E DA COLETIVIDADE.

ADMINISTRATIVO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. CONDUTOR AUTUADO POR INFRAÇÃO


DE TRÂNSITO DE NATUREZA ADMINISTRATIVA. PERÍODO DE PERMISSÃO PARA DIRIGIR. FALTA
DE PROCESSO ADMINISTRATIVO PRECEDENTE. CONCESSÃO DE CARTEIRA NACIONAL DE
HABILITAÇÃO DEFINITIVA. EXPEDIÇÃO. POSSIBILIDADE. 1. A autuação por infração de trânsito
somente é apta a impedir o acesso à Carteira Nacional de Habilitação definitiva (art. 148, § 3º,

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do CTB) se precedida de processo administrativo com decisão definitiva, em que se observou o
contraditório e a ampla defesa. Precedente: REsp 800.963/RS, Rel. Ministro José Delgado,
Primeira Turma, julgado em 15.2.2007, DJ 5.3.2007. 2. O STJ já se manifestou no sentido de ser
possível a expedição de Carteira Nacional de Habilitação definitiva a motorista que cometa
infração administrativa que não importe em risco à segurança do trânsito e da coletividade,
como ocorreu in casu - infração, em tese, do art. 230, V, do CTB (Art. 230: "Conduzir o veículo:
(...) V - que não esteja registrado e devidamente licenciado"). 3. Desse modo, considerando as
circunstâncias do caso em exame, não é razoável impedir o autor de obter a habilitação
definitiva em razão de falta administrativa, que não diz respeito à segurança do trânsito
(conduzir veículo que não esteja registrado ou devidamente licenciado) e nenhum risco impõe
à coletividade. 4. Recurso Especial provido. (REsp 1523307 / SP RECURSO ESPECIAL
2015/0069552-6 - Relator(a) Ministro HERMAN BENJAMIN (1132) - Órgão Julgador T2 -
SEGUNDA TURMA - Data do Julgamento 26/05/2015 - Data da Publicação/Fonte DJe
30/06/2015).

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO


ESPECIAL. CARTEIRA NACIONAL DE HABILITAÇÃO DEFINITIVA. INFRAÇÃO DE NATUREZA GRAVE,
COMETIDA POR DETENTOR DE PERMISSÃO PARA DIRIGIR. AUSÊNCIA DE REGISTRO DE
VEÍCULO, NO PRAZO LEGAL (ART. 233 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO DE BRASILEIRO). FATO QUE
NÃO É SUFICIENTE PARA OBSTAR A EXPEDIÇÃO DA CNH. INFRAÇÃO DE NATUREZA
ADMINISTRATIVA. INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DO ART. 148, § 3°, DO CÓDIGO DE
TRÂNSITO BRASILEIRO. NÃO APLICAÇÃO DO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DA
SÚMULA VINCULANTE 10, DO STF. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 83 DO STJ. ACÓRDÃO DO
TRIBUNAL DE ORIGEM EM CONSONÂNCIA COM A ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL
PREDOMINANTE NESTA CORTE. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I. De acordo com a
orientação jurisprudencial predominante no STJ, não é razoável impedir o condutor de obter a
habilitação definitiva, em razão de falta administrativa que não esteja relacionada com a
segurança do trânsito, tal como ocorreu, no caso em tela, em que o condutor deixou de
efetuar o registro da propriedade do veículo, no prazo de trinta dias, nos termos do art. 233 do
CTB. Precedentes (STJ, AgRg no AREsp 544.004/RS, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES,
PRIMEIRA TURMA, DJe de 29/09/2014; STJ, AgRg no AREsp 520.462/RS, Rel. Ministro
HUMBERTO MARTINS, SEGUNDA TURMA, DJe de 13/08/2014; STJ, AgRg no REsp 1.231.072/RS,
Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, DJe de 14/05/2012; STJ, AgRg no
AREsp 262.219/RS, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, DJe de
18/02/2013). II. Diante da diversidade de natureza das infrações às quais o Código de Trânsito
Brasileiro comina as qualidades de graves e gravíssimas, deve-se fazer a interpretação
teleológica do citado dispositivo, pois o objetivo da lei é que o cidadão esteja apto ao uso do
veículo, habilitado à direção segura, que não ofereça risco à sua integridade, nem à de
terceiro, e que não proceda de forma danosa à sociedade. III. A interpretação de norma
infraconstitucional, ainda que extensiva e teleológica, em nada se identifica com a declaração
de inconstitucionalidade, efetuada mediante o controle difuso de constitucionalidade. IV.
Considerando que não houve declaração de inconstitucionalidade do art. 148, § 3°, do CTB,
tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito
infraconstitucional aplicável à espécie, não há que se falar em violação à cláusula de reserva de

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plenário, prevista no art. 97 da Constituição Federal, e muito menos à Súmula Vinculante 10,
do Supremo Tribunal Federal. V. O Tribunal de origem decidiu a causa em consonância com a
orientação jurisprudencial predominante neste Tribunal, pelo que incide, na espécie, a Súmula
83/STJ, enunciado sumular aplicável, inclusive, quando fundado o Recurso Especial na alínea a
do inciso III do art. 105 da Constituição Federal. VI. Agravo Regimental improvido. (AgRg no
AREsp 662189 / RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2015/0030700-
0 - Relator(a) Ministra ASSUSETE MAGALHÃES (1151) - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA -
Data do Julgamento 05/05/2015 - Data da Publicação/Fonte DJe 12/05/2015).

12. AUTUAÇÃO EM FLAGRANTE. RECUSA OU NÃO PROPRIETÁRIO. NOTIFICAÇÃO DE


AUTUAÇÃO. OBRIGATORIEDADE.

PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO. AUTO DE


INFRAÇÃO. AUSÊNCIA DE NOTIFICAÇÃO. IRREGULARIDADE. SÚMULA 83/STJ. A jurisprudência
desta Corte firmou entendimento, no sentido de que, quando da autuação em flagrante, caso
o condutor não seja o proprietário do veículo, ou negar assinar o Auto de Infração, é
obrigatório a notificação de autuação, conforme o disposto no art. 282 do Código de Transito
Brasileiro, garantindo o direito à ampla defesa e ao contraditório. Precedentes. Súmula 83/STJ.
REsp 1.331.761/RS, Rel. Min. HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/9/2012,
DJe 15/10/2012; AgRg no REsp 904.042/RS, Rel. Min. ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA,
julgado em 8/9/2009, DJe 24/9/2009. Agravo regimental improvido. (AgRg no AREsp 782811 /
RS AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL 2015/0232181-5 - Relator(a)
Ministro HUMBERTO MARTINS (1130) - Órgão Julgador T2 - SEGUNDA TURMA - Data do
Julgamento:04/02/2016 - Data da Publicação/Fonte DJe 12/02/2016)

TRIBUNAIS PÁTRIOS

TJ-RS

13. ALIENAÇÃO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO E RESPONSABILIDADE

APELAÇÃO CÍVEL. REEXAME NECESSÁRIO. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. MANDADO


DE SEGURANÇA. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. ALIENAÇÃO DO VEÍCULO. AUSÊNCIA DE REGISTRO
NO ÓRGÃO COMPETENTE. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA MITIGADA. INSUBSISTÊNCIA DO
PROCESSO DE SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR. AUTARQUIA ESTADUAL. CARTÓRIO
ESTATIZADO. CUSTAS PROCESSUAIS. ISENÇÃO. 1. Preliminar de ilegitimidade passiva. Não
detém o DETRAN legitimidade para figurar no polo passivo de ação que busca anulação dos
efeitos advindos dos Autos de Infração de Trânsito de competência do DAER, sendo legítimo
apenas para responder quanto ao Processo Administrativo de Suspensão do Direito de Dirigir
que a instauração e julgamento são de sua competência. 2. Comprovada que as infrações de
trânsito foram cometidas em data posterior à alienação do veículo para terceiro, não
subsistem justificativas plausíveis de penalização do antigo proprietário, cabendo ao novo
adquirente responder pelas sanções aplicadas, ainda que não levado a efeito o registro junto
ao órgão competente. Interpretação mitigada do art. 134 do CTB. Precedentes do e. STJ e

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desta Corte de Justiça. 3. O DETRAN, por ser autarquia estadual, pertencente ao Ente Federado
Estadual, é isento do pagamento das custas processuais quando o processo tramita em
cartório estatizado, situação essa que caracteriza o instituto da confusão previsto no artigo
381 do CCB. PRELIMINAR PARCIALMENTE ACOLHIDA. RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO.
SENTENÇA CONFIRMADA, NO MAIS, EM REEXAME NECESSÁRIO. (Apelação e Reexame
Necessário Nº 70068532399, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sergio
Luiz Grassi Beck, Julgado em 17/03/2016).

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO ADMINISTRATIVO. SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO. DETRAN.


VENDA DE VEÍCULO SEM COMUNICAÇÃO E ALTERAÇÃO DO REGISTRO NO ÓRGÃO
COMPETENTE. INFRAÇÃO. BEM MÓVEL. TRADIÇÃO. PRINCÍPIO DA CAUSALIDADE.
HONORÁRIOS DE SUCUMBÊNCIA. 1. Hipótese em que o autor transferiu a propriedade de
veículo (motocicleta) pela tradição, deixando de cientificar o Departamento de Trânsito,
abrindo ensanchas ao recebimento de autuações por infrações de trânsito praticadas em
período posterior e pelo adquirente do bem. 2. Em que pese não tenha havido a comunicação
ao DETRAN, ônus que incumbia ao vendedor, nos termos do art. 134 do CTB, comprovada a
tradição do veículo, consoante art. 1226 do Código Civil, não há como responsabilizar o antigo
proprietário. 3. Elementos que denotam que o veículo já não se encontrava na posse do autor
no momento da infração por expressivo período de tempo. 4. Princípio da causalidade.
Omitindo-se o autor relativamente ao dever de informação ao Departamento de Trânsito,
responde integralmente pelos ônus sucumbenciais decorrentes da demanda. APELAÇÃO
PROVIDA EM PARTE. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70067437178, Segunda Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Ricardo Torres Hermann, Julgado em 24/02/2016).

14. DIREÇÃO SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. RECUSA À SUBMISSÃO AO TESTE DO


ETILÔMETRO. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. TRÂNSITO. DIREÇÃO SOB A


INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. RECUSA À SUBMISSÃO AO TESTE DO ETILÔMETRO. INFRAÇÃO
ADMINISTRATIVA CARACTERIZADA. 1. O art. 277, §3º, do CTB, prevê expressamente a
aplicação das medidas administrativas previstas no art. 165 do mesmo diploma ao condutor
que se recusar imotivadamente a submeter-se ao teste do etilômetro. Nada há de ilegal ou
abusivo em tal determinação, já que ao autor foi oportunizada a produção de prova capaz de
demonstrar a ausência de álcool em sua corrente sanguínea. 2. Desfrutando os atos
administrativos de presunção de legitimidade, incumbia ao demandante fazer prova de suas
alegações, nos termos do art. 333, I, do CPC, ônus do qual não se desincumbiu. Precedentes.
APELAÇÃO DESPROVIDA. (Apelação Cível Nº 70065805731, Segunda Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Ricardo Torres Hermann, Julgado em 16/03/2016).

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO.


INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. EMBRIAGUEZ. RECUSA DO AUTOR À REALIZAÇÃO DE TESTES.

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PRESUNÇÃO. POSSIBILIDADE DA APLICAÇÃO DE MULTA. 1. O art. 277 do Código de Trânsito
Brasileiro admite a presunção de influência do álcool ou de substância psicoativa, na esfera
administrativa, quando o condutor se recusar a realizar qualquer dos testes, conforme redação
do seu § 3º. Considerando a recusa do autor em se submeter a qualquer dos testes previstos
em lei para constatação de alcoolemia, não há falar na existência de Termo de Constatação de
Embriaguez, visto que a infração tornou-se consubstanciada com a recusa da parte autora ao
teste. 2. Não há falar em nulidade do procedimento administrativo de suspensão do direito de
dirigir, em razão da ausência de notificação pessoal do condutor. Compulsando os autos,
verifica-se que houve a tentativa inexitosa de notificação postal, o que autorizou a notificação
via edital, nos termos do artigo 282, § 1º, do CTB e artigo 10, § 2º, da Resolução 182/05, do
CONTRAN. 3. Nos termos do art. 131, § 2º, do CTB, havendo multas vencidas e não pagas,
impossível o licenciamento do CRLV do veículo. APELAÇÃO CÍVEL DESPROVIDA. REEXAME NÃO
CONHECIDO. (Apelação e Reexame Necessário Nº 70068048594, Segunda Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: João Barcelos de Souza Junior, Julgado em 24/02/2016).

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. AÇÃO ANULATÓRIA DE MULTA DE


TRANSITO. DIREÇÃO SOB A INFLUÊNCIA DE ALCOOL. RECUSA AO TESTE DE ALCOOLEMIA.
ARTIGOS 165 E 277 DO CÓDIGO DE TRANSITO BRASILEIRO. 1. O Código de Trânsito Brasileiro
estabelece que a infração prevista no art. 165 - dirigir sob a influência de álcool - poderá ser
caracterizada pelo agente de trânsito mediante a obtenção de outras provas em direito
admitidas, acerca dos notórios sinais de embriaguez, excitação ou torpor apresentados pelo
condutor e, inclusive, quando se negar a submeter-se à verificação pelo etilômetro, conforme
o art. 277, §§ 2º e 3º do CTB, como se deu, incontroversamente, na hipótese vertente. 2. A
jurisprudência desta Corte é firme no sentido de que a simples recusa, imotivada de submissão
ao exame técnico pertinente é suficiente, de per si, a caracterizar a infração administrativa.
Precedentes colacionados. 3. Ação julgada improcedente na origem. APELAÇÃO DESPROVIDA.
(Apelação Cível Nº 70061353363, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Eduardo Uhlein, Julgado em 24/02/2016).

15. APARELHOS ELETRÔNICOS OU EQUIPAMENTOS AUDIOVISUAIS NA AFERIÇÃO DA


INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. DEFEITO. AUSÊNCIA DE PROVA. PRESUNÇÃO DE
VERACIDADE E LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. TRÂNSITO. ART. 280, § 2º, DO CTB E
RESOLUÇÃO Nº 146/03 DO CONTRAN. AUSÊNCIA DE PROVA DE DEFEITO NO CONTROLADOR
DE VELOCIDADE. A regulação da utilização de aparelhos eletrônicos ou equipamentos
audiovisuais na aferição da infração de trânsito, pelo art. 280, § 2º, da Lei nº 9.503/1997 e pela
Resolução nº 146/2003 do CONTRAN, observada na espécie. Ausente prova - art. 333, I, do
CPC - de eventual defeito no controlador de velocidade, apto a afastar a presunção de
veracidade e legitimidade dos atos administrativos hostilizados. Precedentes deste TJRS.
Negado seguimento ao recurso. (Apelação Cível Nº 70056284680, Terceira Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Eduardo Delgado, Julgado em 11/03/2016).

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16. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. AUTO DE INFRAÇÃO. ART. 281, CAPUT, DO
CTB. PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE

DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. TRÂNSITO. AUTUAÇÃO. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE


ÁLCOOL. ART. 165 DO CTB. CONSISTÊNCIA DO AUTO DE INFRAÇÃO. ART. 281, CAPUT, DO CTB.
PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE DOS ATOS ADMINISTRATIVOS. A consistência do auto de
infração, nos termos do caput do art. 281 do CTB, tem o condão de aferir a ocorrência da
infração e dos elementos fáticos constantes dos autos. Precedentes deste Tribunal. Apelação
provida. (Apelação Cível Nº 70055085625, Terceira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS,
Relator: Eduardo Delgado, Julgado em 08/03/2016).

17. DETRAN E ILEGITIMIDADE PASSIVA. AUTO DE INFRAÇÃO. AUTUAÇÃO POR ÓRGÃO


DIVERSO

AGRAVO INTERNO. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE RECONHECEU A ILEGITIMIDADE PASSIVA DO


DETRAN. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO LAVRADA PELO AGENTE DO DAER. PLEITO DE
DESCONSTITUIÇÃO DO AUTO DE INFRAÇÃO. Os Autos de Infração de Trânsito - ATI s que
deram origem ao processo de suspensão do direito de dirigir (PSDD), foram autuados pelo
Departamento de Estradas e Rodagens - DAER/RS. Deste modo, a sanção aplicada pelo
DETRAN/RS de suspensão do direito de dirigir pela infração prevista no art. 165 do CTB (dirigir
sob influencia de álcool), decorre da existência de multa aplicada pelo DAER/RS. Destarte, o
agravante não detém competência para proceder à anulação da multa, porquanto atua
somente como gerenciador do banco de dados, instaurando e julgando os procedimentos
administrativos oriundos das autuações das infrações de trânsito aplicadas por outro órgão
autuador do condutor infrator, o que não lhe confere legitimidade para ser demandado nas
ações que busquem discutir a validade da multa aplicada ou a legalidade do Auto de Infração
de Trânsito - ATI. Contudo, tenho que assiste razão, em parte o autor, pois em que pese
reconhecida a ilegitimidade passiva do DETRAN quanto ao pedido de desconstituir o Auto de
infração autuado pelo DAER, a ação postula, alternativamente, o reconhecimento da
ilegalidade dos processos administrativos de suspensão do direito de dirigir e cassação do
direito de dirigir, que a instauração e julgamento são de competência do réu, porquanto alega
irregularidades na notificação feita por edital. Desta maneira, a autarquia encontra-se
legitimada passivamente para responder ao pedido concernente ao cancelamento do Processo
Administrativo de Suspensão do Direito de Dirigir - PSDD, razão por que permanece no pólo
passivo para responder em relação a tal pleito. AGRAVO INTERNO PARCIALMENTE PROVIDO.
(Agravo Interno Nº 71005888706, Segunda Turma Recursal da Fazenda Pública, Turmas
Recursais, Relator: Rosane Ramos de Oliveira Michels, Julgado em 24/02/2016).

18. ADMINISTRATIVO. PROCESSO DE SUSPENSÃO DO DIREITO DE DIRIGIR-PSDD.


NOTIFICAÇÃO POR EDITAL

AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO ADMINISTRATIVO. PROCESSO DE SUSPENSÃO DO


DIREITO DE DIRIGIR-PSDD. NOTIFICAÇÃO POR EDITAL. TUTELA ANTECIPADA. INDEFERIMENTO.
AUSÊNCIA DE VEROSSIMILHANÇA. Não configura violação a ampla defesa e ao contraditório a
notificação, via edital, quando esgotadas e inexitosas as tentativas de notificação pelo correio,
nos termos do que preconizam os artigos 282 do CTB e 10 da Resolução nº 182 do CONTRAN.

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Precedentes. Ausente a verossimilhança do direito alegado, deve prevalecer a presunção de
legitimidade que emana dos atos administrativos. Precedentes. Agravo não provido. (Agravo
de Instrumento Nº 70067479501, Segunda Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Lúcia de Fátima Cerveira, Julgado em 24/02/2016).

19. VEÍCULO ESTACIONADO NA GARAGEM DA RESIDÊNCIA. PRESUNÇÃO DE LEGALIDADE


DE ATO ADMINISTRATIVO AFASTADA IN CASU, OBSERVADA A PROVA PRODUZIDA.

APELAÇÕES CÍVEIS. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. ART. 162,
INCISO I, DO CTB. VEÍCULO ESTACIONADO NA GARAGEM DA RESIDÊNCIA. PRESUNÇÃO DE
LEGALIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO AFASTADA IN CASU, OBSERVADA A PROVA
PRODUZIDA. DANO MORAL NÃO CARACTERIZADO. CUSTAS. 1. Caso concreto em que, mercê
da inconsistência do auto de infração e do conjunto probatório recolhido, há prova suficiente a
afastar a presunção de legitimidade do ato administrativo. Penalidade de trânsito
desconstituída. 2. Para a configuração do dever de indenizar por danos morais, nos exatos
termos do art. 927 do Código Civil, impõe-se a prova escorreita do dano causado, pois, in casu,
o prejuízo não decorre simplesmente do fato. Dano moral não demonstrado. 3. Pretensão de
isenção das custas processuais esbarra na declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual
nº 13.471/2010, incidenter tantum, nos autos do Incidente de Inconstitucionalidade nº
70041334053. 4. Sentença parcialmente procedente na origem. APELAÇÕES DESPROVIDAS.
(Apelação Cível Nº 70062413612, Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Eduardo Uhlein, Julgado em 24/02/2016).

20. RENOVAÇÃO DE CNH E VISÃO MONOCULAR.

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO NÃO ESPECIFICADO. TRÂNSITO. RENOVAÇÃO DE CNH.


CATEGORIA PROFISSIONAL. MOTORISTA COM VISÃO MONOCULAR. IMPOSSIBILIDADE.
LEGALIDADE DA DECISÃO ADMINISTRATIVA. O CTB confere aos órgãos de trânsito o dever de
zelar pela segurança do trânsito, incluindo nessa competência a capacidade para emitir
regulamentos sobre a questão, limitando o acesso à habilitação quando preciso. Assim, é legal
a limitação imposta pelo CONTRAN à concessão de habilitação na categoria profissional ao
motorista que detém visão monocular, sendo ônus deste comprovar que no caso concreto não
há perigo ao trânsito, o que não foi feito no caso concreto. NEGADO SEGUIMENTO AO
RECURSO. (Apelação Cível Nº 70049717838, Vigésima Segunda Câmara Cível, Tribunal de
Justiça do RS, Relator: Maria Claudia Cachapuz, Julgado em 15/02/2016).

21. RENOVAÇÃO DE CNH. DISCROMATOPSIA (DALTONISMO)

APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. DETRAN. RENOVAÇÃO DE CNH. DISCROMATOPSIA


(DALTONISMO). INADMISSIBILIDADE. RESOLUÇÃO Nº 425/2012 DO CONTRAN. 1. Inexistindo
excludente (CPC, art. 475, §§ 2º e 3º), reexame necessário conhecido de ofício. 2. A
autorização/habilitação para dirigir veículo é sempre de caráter temporário, portanto, não há
direito adquirido. Em cada renovação o candidato deve preencher os requisitos exigidos no
momento, os quais podem ser modificados, conforme as normas específicas baseadas em

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estudos técnicos. 3. É irrelevante, no caso da discromatopsia (daltonismo), o fato de a
habilitação ter sido obtida em vezes anteriores, pois houve cometimento de ilícito
administrativo, o qual não gera direito. 4. A Resolução-CONTRAN nº 425/2012, arrola os
requisitos no Anexo II, dentre os quais, no teste de visão cromática, a capacidade de
"reconhecimento das luzes semafóricas em posição padronizada, prevista no CTB" (item 3.1).
5. Apelação provida, prejudicado o reexame necessário conhecido de ofício. (Apelação Cível Nº
70063111181, Primeira Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Irineu Mariani,
Julgado em 04/02/2016).

22. INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. NOTIFICAÇÃO E REVELIA ADMINISTRATIVA.

APELAÇÃO CÍVEL. DIREITO PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. AUTO DE INFRAÇÃO.


APLICAÇÃO DE MULTA DE TRÂNSITO. ENQUADRAMENTO DA CONDUTA NA NORMA PELA
AUTORIDADE. NOTIFICAÇÃO. REVELIA ADMINISTRATIVA. DEVIDO PROCESSO LEGAL
ADMINISTRATIVO OBSERVADO. PRINCÍPIO DO INFORMALISMO PROCEDIMENTAL. NULIDADE
NÃO VERIFICADA. IMPROCEDÊNCIA. - Hipótese em que a autoridade sancionadora observou o
devido processo legal administrativo na aplicação da multa de trânsito (art. 281 do CTB). -
Foram providenciadas as notificações do auto de infração e, posteriormente, da imposição da
penalidade. Oportunizou-se ao demandante defender-se, apresentando recurso administrativo
contra o auto de infração com todas as informações necessárias para a defesa, notadamente a
narrativa da infração e o respectivo enquadramento na norma. Porém, a inércia do
administrado no processo administrativo caracterizou sua revelia. Fundamentação suficiente e
apta para a confirmação da infração. - Não visualizada irregularidade formal com potencial
para violar o direito do autor ao devido processo administrativo, conclui-se inexistir vício que
justifique a nulidade do auto de infração. Precedentes jurisprudenciais. - Não se produz o
efeito material da revelia (presunção de veracidade do quanto alegado pela parte ex adversa)
contra a Fazenda Pública por força do art. 319, II, do CPC. Orientação do STJ. APELO A QUE SE
NEGA SEGUIMENTO. (Apelação Cível Nº 70067648733, Vigésima Segunda Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Marilene Bonzanini, Julgado em 26/01/2016).

TJ-ES

23. CASSAÇÃO DE PERMISSÃO DE DIRIGIR – COMETIMENTO DE INFRAÇÃO GRAVE NO


PERÍODO DE PERMISSÃO – NOTIFICAÇÃO PESSOAL PRESCINDÍVEL.

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – NULIDADE DE ATO ADMINISTRATIVO – CASSAÇÃO DE


PERMISSÃO DE DIRIGIR – COMETIMENTO DE INFRAÇÃO GRAVE NO PERÍODO DE PERMISSÃO –
NOTIFICAÇÃO PESSOAL PRESCINDÍVEL, EMBORA TENTADA – IRREGULARIDADES NÃO
EVIDENCIADAS DE PLANO – LIMINAR INDEFERIDA – DECISÃO NÃO TERATOLÓGICA – RECURSO
CONHECIDO, MAS NÃO PROVIDO.1 – De acordo com a jurisprudência do e. STJ, ¿[...]o direito à
obtenção da habilitação definitiva somente se perfaz se o candidato, após um ano da
expedição da permissão para dirigir, não tiver cometido infração de natureza grave ou
gravíssima, ou seja reincidente em infração média, segundo disposto no § 3º do art. 148 do

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CTB. Assim, a expedição da CNH é mera expectativa de direito, que se concretizará com o
implemento das condições estabelecidas na lei. [...]Na espécie, segundo o Tribunal de origem,
houve cometimento de infração grave no período de um ano da permissão para dirigir, o que
impede a expedição da CNH definitiva, sendo desnecessária a prévia instauração de processo
administrativo, considerando que a aferição do preenchimento dos requisitos estabelecidos
pela lei se dá de forma objetiva. Precedente: REsp 726.842⁄SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON,
SEGUNDA TURMA, julgado em 28⁄11⁄2006, DJ 11⁄12⁄2006, p. 338.[...]¿ (REsp 1483845⁄RS, Rel.
Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 16⁄10⁄2014, DJe
28⁄10⁄2014) (grifos e negritos não originais)2 – Não bastasse isso, o art. 282, caput e § 1º, do
CTB, preceitua que, ¿[...]aplicada a penalidade, será expedida notificação ao proprietário do
veículo ou ao infrator, por remessa postal ou por qualquer outro meio tecnológico hábil, que
assegure a ciência da imposição da penalidade. [...] A notificação devolvida por desatualização
do endereço do proprietário do veículo será considerada válida para todos os efeitos.[...]¿ 3 –
Uma vez que não demonstrado, de plano, qualquer irregularidade na cassação da permissão
de dirigir da recorrente, mantém-se íntegra a decisão agravada que indeferiu a liminar
postulada, por ausência dos requisitos autorizadores da medida, sobretudo porque o ato não
traduz teratologia ou abuso de poder que justifique sua reforma, ainda que parcial. 4 –
Recurso conhecido, mas não provido. (0024532-45.2015.8.08.0024 - Classe: Agravo de
Instrumento - Relator: JANETE VARGAS SIMÕES - Órgão Julgador: PRIMEIRA CÂMARA CÍVEL -
Data do Julgamento: 08/03/2016).

24. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. TESTE DO BAFÔMETRO E RECUSA. OUTROS


MEIOS DE PROVA.

ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL. APELAÇÃO CÍVEL. AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO.


ESTADO DE EMBRIAGUEZ. AFERIÇÃO. RECUSA DO TESTE DE ETILÔMETRO. OUTROS MEIOS.
CONFISSÃO. REGULARIDADE DA AUTUAÇÃO. 1. A aplicação de penalidade administrativa
decorrente de condução de veículo sob a influência de álcool pode ser feita diante da recusa
de realização do teste de etilômetro quando outros meios de prova admitidos tenham sido
utilizados, como por exemplo a confissão de ingestão de bebida alcóolica pelo próprio
condutor. Artigos 276 e 277, do CTB. Precedentes STJ.2. Pelo art. 130 do Código de Processo
Civil o magistrado fica habilitado a valorar, livremente, as provas produzidas, mediante
fundamentação. Precedentes STJ. (0053883-98.2013.8.08.0035 - Classe: Apelação - Relator:
SAMUEL MEIRA BRASIL JUNIOR - Órgão Julgador: TERCEIRA CÂMARA CÍVEL - Data do
Julgamento: 08/03/2016).

25. PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE CULMINOU NA PERDA DA PERMISSÃO PARA


DIRIGIR. NULIDADE. AUSÊNCIA DE DUPLA NOTIFICAÇÃO.

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO QUE


CULMINOU NA PERDA DA PERMISSÃO PARA DIRIGIR. AUSÊNCIA DE DUPLA NOTIFICAÇÃO.
OFENSA AOS PRINCÍPIOS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA. 1. O cancelamento da
Permissão para Dirigir deve vir precedido de regular processo administrativo, com a

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observância do devido processo legal e de todas as garantias constitucionais dele decorrentes,
a exemplo do contraditório e da ampla defesa. 2. Hipótese dos autos em que não há a
comprovação de que a administrada foi duplamente notificada, possibilitando-lhe o exercício
do contraditório e da ampla defesa, cujo ônus não se desincumbiu a autarquia estadual de
trânsito. 3. O art. 282, do CTB, assevera que aplicada a penalidade, será expedida notificação
ao proprietário do veículo ou ao infrator, por remessa postal ou qualquer outro meio
tecnológico hábil, que assegure a ciência da imposição da penalidade. 4. Além disso, competia
à autarquia atentar-se para os requisitos formais e materiais para instauração do processo de
perda da Permissão de Dirigir, antes mesmo de sua instauração. 5. E mais que isso, sequer
deveria ter expedido a Carteira Nacional de Habilitação, em caráter definitivo, se a
administrada cometera infrações durante o período de prova. Nesse sentido, ao emitir a
permissão definitiva para dirigir, a autarquia, indiscutivelmente, obrigou-se a instaurar regular
processo administrativo para aplicar a penalidade de cancelamento de Permissão para Dirigir.
6. Recurso desprovido. Sentença mantida em Reexame Necessário. (0053646-
64.2013.8.08.0035 - Classe: Apelação - Relator: SAMUEL MEIRA BRASIL JUNIOR - Órgão
Julgador: TERCEIRA CÂMARA CÍVEL - Data do Julgamento: 08/03/2016).

26. CNH DEFINITIVA E INFRAÇÃO AMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE

PROCESSUAL CIVIL. DIREITO ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NULIDADE


DA SENTENÇA POR ERROR IN JUDICANDO. BEM DA VIDA CONCEDIDO QUE SE MOSTRA
REFLEXO DAQUELE PLEITEADO NA EXORDIAL. PRELIMINAR REJEITADA. AÇÃO ANULATÓRIA.
CASSAÇÃO DA PERMISSÃO PARA DIRIGIR. COMETIMENTO DE INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA.
AUSÊNCIA DE RISCO À SEGURANÇA DO TRÂNSITO. EXPEDIÇÃO DA CNH DEFINITIVA.
POSSIBILIDADE. AUTARQUIA ESTADUAL ISENTA DO PAGAMENTO DE CUSTAS FINAIS. RECURSO
PARCIALMENTE PROVIDO. I. Sabendo-se que o pedido formulado numa demanda judicial deve
ser interpretado mediante uma perspectiva lógico-sistemática das questões desenvolvidas ao
longo da petição incial, não configura error in procedendo a sentença que dá à parte
provimento devidamente compromissado com os fatos e a causa de pedir trazidos pela peça
preambular, notadamente se o que foi concedido à parte é reflexo da pretensão formulada
pela parte Autora. Diante disso, não cabe falar em julgamento extra petita, tampouco em
contrariedade ao art. 460 do CPC. Precedentes. Preliminar rejeitada. II. Diante de uma
interpretação teleológica do art. 148, § 3º c⁄c art. 6º, I do CTB, a vedação imposta pelo
legislador à concessão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva ao condutor que
cometesse infração de trânsito de natureza grave, teve o intuito de preservar os objetivos
básicos do Sistema Nacional de Trânsito, em especial a segurança e educação para o trânsito,
não podendo se admitir, sob pena de afrontar os princípios da razoabilidade-
proporcionalidade, que eventuais infrações de natureza administrativa constituam óbice para
tal desiderato. III. As autarquias estaduais encontram-se isentas do pagamento das custas
processuais, na forma do art. 20, V da Lei Estadual nº 9.974⁄13, cabendo a elas, apenas,
restituir eventuais despesas adiantadas pela parte vencedora na demanda. IV. Recurso
parcialmente provido apenas para eximir a autarquia estadual do pagamento das custas finais
do processo, haja vista não ter a parte autora, porque beneficiária da assistência judiciária,
realizado qualquer adiantamento de despesas processuais. (0909660-89.2009.8.08.0030

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030099096601 - Classe: Apelação - Relator: JORGE DO NASCIMENTO VIANA - Órgão Julgador:
QUARTA CÂMARA CÍVEL - Data do Julgamento: 30/11/2015).

27. DIRIGIR SOB A INFLUÊNCIA DE ÁLCOOL. TESTE DO BAFÔMETRO E RECUSA.


NOTIFICAÇÃO

PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. CTB. RECURSA EM REALIZAÇÃO DE TESTE DO


BAFÔMETRO. MOTIVAÇÃO INIDÔNEA. INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA PREVISTA NO ARTIGO 165
DO CTB. NOTIFICAÇÃO DA AUTUAÇÃO E DA PENALIDADE. ENUNCIADO DE SÚMULA 312 DO
STJ. PENALIDADE MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. A recursa em realização
do teste etílico, seja porque a agravante é evangélica, seja porque a fila estava volumosa, não
tem o condão de afastar a penalidade administrativa. 2. Ademais, consta do auto de infração
de trânsito acostado pelo Detran⁄ES (fls. 77⁄78), devidamente assinado pela ora agravante,
que a mesma declara ter ingerido bebida alcoólica. 3. Assim, a penalidade aplicada aos
infratores que dirigem sob influência de álcool consiste na multa e na suspensão do direito de
dirigir por 12 (doze) meses, consoante o disposto no art. 165 do CTB. 4. Não procede a
alegação da agravante quanto a ausência de notificação da penalidade, pois, inicialmente,
houve a tentativa de notificá-la via postal. Ocorre que o AR retornou por motivo ¿não
procurado¿, que consiste na disposição para retirada da correspondência na agência do
Correios, em virtude da tentativa frustrada do carteiro. Diante disso, a agravante foi notificada
via Diário Oficial (12 da Resolução n. 404⁄2012 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), o
que respeita ao Enunciado de Súmula n. 312 do STJ). 5. Recurso conhecido e desprovido.
(0025182-65.2014.8.08.0012 - Classe: Agravo de Instrumento - Relator: ÁLVARO MANOEL
ROSINDO BOURGUIGNON - Órgão Julgador: SEGUNDA CÂMARA CÍVEL - Data do Julgamento:
17/11/2015).

28. AUTO DE INFRAÇÃO E DUPLA NOTIFICAÇÃO.

AGRAVO DE INSTRUMENTO – AÇÃO ANULATÓRIA DE ATO ADMINISTRATIVO – INSUBSISTÊNCIA


DO AUTO DE INFRAÇÃO – INOCORRÊNCIA – DEMONSTRADA A CORRETA EXPEDIÇÃO DAS
NOTIFICAÇÕES DE AUTUAÇÃO E PENALIDADE - RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. A
despeito da pretensão recursal, verifica-se dos documentos que guarnecem o instrumento que
o auto de infração objeto da presente demanda encontra-se corretamente preenchido e
assinado pelo condutor infrator. 2. É certo que a imposição de penalidade por infração de
trânsito exige a dupla notificação infrator: a primeira com a finalidade de lhe dar ciência a
respeito da autuação e a segunda referente à comunicação da penalidade aplicada após a
análise pela autoridade competente da consistência do auto lavrado. 3. No caso em comento,
o DETRAN⁄ES fez acostar aos autos cópia das respectivas notificações de autuação e
penalidades, expedidas nos exatos termos dos artigos 282, VI e 280 do CTB. 4. Destarte, em
uma análise superficial, entendo que não subsistem as apontadas inconsistências do auto de
infração lavrado em desfavor do agravante e da consequente penalidade imposta, razão pela
qual deve ser mantida incólume a decisão recorrida, que entendeu por indeferi o pleito de
antecipação de tutela. 3. Recurso conhecido e desprovido. (0014622-91.2015.8.08.0024 -

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Classe: Agravo de Instrumento - Relator: ÁLVARO MANOEL ROSINDO BOURGUIGNON - Órgão
Julgador: SEGUNDA CÂMARA CÍVEL - Data do Julgamento: 17/11/2015).

29. NULIDADE DE AUTO DE INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. DUPLA NOTIFICAÇÃO. ENVIO DE


CORRESPONDÊNCIA AO ENDEREÇO DO CONDUTOR CONSTANTE NO CADASTRO DO
DETRAN. ENDEREÇO DIVERSO. NULIDADE.

AGRAVO INTERNO NA APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE NULIDADE DE AUTO DE


INFRAÇÃO DE TRÂNSITO. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO PARA APLICAÇÃO DA
PENALIDADE DE TRÂNSITO. DUPLA NOTIFICAÇÃO. ENVIO DE CORRESPONDÊNCIA AO
ENDEREÇO DO CONDUTOR CONSTANTE NO CADASTRO DO DETRAN. AUTUAÇÕES ANULADAS.
RECURSO DESPROVIDO. 1) Constatada infração de trânsito, deve a autoridade competente dar
início aos procedimentos formalizados em lei, cuja sequência afigura-se imprescindível ao
aperfeiçoamento do ato e à validade da penalidade imposta, expedindo, primeiramente, a
competente notificação de autuação no prazo de até 30 (trinta) dias do auto de infração (acaso
não cientificado o condutor no local) e, em seguida - não havendo recursos -, lavrando a
notificação de aplicação da pena, sendo exigida em ambos os casos a comprovação da
cientificação do infrator. 2) Consoante iterativa jurisprudência do c. Superior Tribunal de
Justiça, em sede de posicionamento sumulado e de incidente de recurso repetitivo (Lei n.
11.672⁄2008 e Resolução⁄STJ n. 8⁄2008), são necessárias as notificações de autuação e de
aplicação de pena, bem como a cientificação do condutor, sob pena de nulidade do
procedimento administrativo destinado à aplicação da infração de trânsito (REsp 1092154⁄RS,
Rel. Ministro CASTRO MEIRA, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12⁄08⁄2009, DJe 31⁄08⁄2009). 3) O
§1° do art. 282 do CTB dispõe que a notificação devolvida por desatualização do endereço do
proprietário do veículo será considerada válida para todos os efeitos. 4) Restando comprovado
que, dos 16 (dezesseis) autos de infração impugnados na petição inicial da ação, em 03 (três)
deles as notificações de autuação correspondentes foram remetidas para endereço diverso do
que constava no cadastro do DETRAN⁄ES, deve ser anulada a penalidade de suspensão do
direito de dirigir (§1° do art. 261 do CTB) aplicada ao condutor por ter atingido, em decorrência
das infrações, 20 (vinte) pontos em sua carteira de habilitação no período de 12 (doze) meses,
bem como também restituído o montante pago a título de multa. 5) Recurso desprovido.
(0007541-87.2013.8.08.0048 - Classe: Agravo Ap – Reex - Relator : JOSÉ PAULO CALMON
NOGUEIRA DA GAMA - Órgão Julgador: SEGUNDA CÂMARA CÍVEL - Data do Julgamento:
27/10/2015).

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Obrigado!

O direito para mim sempre foi uma paixão, e eu realmente amo o que faço.

Comecei minha caminhada profissional como estagiário no Tribunal de Justiça do


Estado do Espírito Santo, onde tive a oportunidade de aprender muito com excelentes
professores.

Posteriormente, lá ocupei o cargo de assessor até 2011, quando fui aprovado para o
cargo efetivo de Advogado da Agência reguladora de infraestrutura do Espírito Santo.

Em 2012 fui nomeado para o cargo efetivo de Advogado do DETRAN.

Desde então tenho me dedicado ao direito de trânsito, área em que me especializei


desempenhando as funções abaixo listadas.

- Ex Presidente de Comissão de julgamento de defesa prévia do DETRAN|ES

- Membro da JARI

- Palestrante

- Professor em cursos para concursos (matérias: direito de trânsito e direito


administrativo)

- Professor da Escola de Serviço Público do Estado do Espírito Santo – ESESP

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- Professor de cursos online

- Articulista na área de Direito de Trânsito

- Consultor da FENASDETRAN (Federação Nacional das Associações de DETRAN)

- Comentarista do site CTB Digital

- Professor convidado de pós graduação na cadeira de Direito Administrativo de


Trânsito e Processo Administrativo de trânsito

- Membro da Comissão de Trânsito da OAB|ES

- Nas redes sociais desenvolvo um trabalho de conscientização e informação através


do site www.nablitz.com, do Youtube e Facebook.

Contato:

E-mail: pauloandre.transito@hotmail.com

Whatsapp – 027 995750007

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