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técnicas vo ltadas para leitores ávidos de informações
atualizadas, comp letas, de fác il compreensão, e material
dirigido a estudantes, autodidatas e pro fissionais de mercado.
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atuantes profissiona is de mercado, a nivel naciona l e
internacional, cobrindo diversos segmentos, ta is como:
Eletrõnica, Comp utação, Linguagens, Negócios, Finanças,
Marketing, Inglês, Multimidia, Turismo e outros, constituindo um
caminho seguro e certo para os que desejam ampliar e solidificar
sua base de conhecimentos, assim co mo para os iniciantes,
aos quais dedicamos grande parte de nosssas obras .

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objetivo de melhor servir nossos leitores, cuj a opinião é muito
importante para que possamos melhorar ainda mais nossos
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qualidade.
Ao preencher e remeter a ficha de cadastro no fin al
deste livro, nossos leitores passarão a receber, de forma
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lança mentos, como também sob re assu ntos variados de
interesse geral, escritos por alguns de nossos 500 au tores.
PARTI CIPE, não é necessário sela r o ca rtão de resposta,
basta preenchê·lo e depositá·lo em uma das inúmeras ca ixas
de correio em todas as cidades brasileiras.
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nas Redes de Computadores

EDITORA AFILIADA
COPYRIGHT © 1995 DA EDITORA ÉRICA LTDA

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Lh'ro, SP, Brasil)

Montoro, Fábio de Azevedo, 1950-


Modem: você precisn dele pnm nnvegnr nas redes de
computndores / Fábio de Azevedo Montoro. --
4. ed. atual., ampl. e rev. -- São Paulo: Éricn, 1995.

Bibliografia.
ISBN 85-7194-290-0

1. Modems 2. Sistema de Transmissão de dados


1. Título

95-3780 CDD-004.64
Índices I)ara Catálogo Sistemático:
1. Modems: Sistemas de comunicação de dados 004.64

Conselho Editorial
Diretor Editorial: Antonio Marco Vicari Cipclli
Diretor Comercial: Paulo Roberto Alves
Diretor de Publicidade: Waldir João Sandrini
Gerente de Produção: Rosana Armda da Silvn
Editoração: Pntricia Romano Pereim
Capa: Edson Antonio dos Santos
Aberturas e Desenhos: Maurício Scervianinas de França e Marcelo Mota de Souza
Revisão Gramatical: Marlene Teresa Santin Alves
Fábio lle Azel'el!o Montoro

Você precisa dele para Navegar


nas Redes de Computadores

Ano: 2000 1999 98 97 96 95


Edição: 10 9 8 7 6 5 4

(Edição Atualizada. Ampliada e Revisada)

Editora Érica Ltda


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14.12.73. Lei dos Direitos Autorais).

ÉRICA
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Para Fabiana, Bruno e Rafael


Agradecimentos

A todos os amigos que me motivaram neste trabalho. em especial


ao Charles. Paulinho e Robson pelos primeiros desenhos feitos na
prancheta. à minha mãe pelas sugestões carinhosas no texto. aos
meus filhos que tanto já me deram .

... fico com a pureza da resposta das crianças: "é a vida. é bonita e
é bonita".

Gon:t.aguinha
Zethn Comunicnção de Dndos Ltdn tem como missão lhrnecer
produtos e soluções profissionais para comunicação digital de
dado."," e voz em redes locais e de longa distância.

São Paulo
TcL 011-246-5354

Brasília
TcL 061-234-7606
PREFÁCIO p

A formação de redes de computadores é um processo crescente acelerado. passando a


incorporar, cada vez mais. nosso dia-a-dia. Ligar computadores entre si extrapola a
antiga idéia do teleprocessamento. onde um único computador estendia seus tentáculos
à distância, e mantinha o controle de toda a situação. A rede mundial Internet já
chegou aos lugares mais remotos do planeta e agora todos querem se conectar e
usufmir dos recursos que ela oferece. Nelworking. um termo criado pela IBM quando
lançou sua nova linha de computadores voltados para a formação de redes,
emancipou-se~ e agora é utilizado para designar qualquer rede que envolva
computadores. Rede de redes. É o que surge quando se liga \'árias redes. permitindo
que todos os elementos de uma rede compartilhem também os recursos das demais. ou
seja. permite aos usuários operarem em internetworking. Interoperabilidade e
conectividade. termos que surgiram com o trabalho das empresas de engenharia.
indústrias de equipamentos de comunicação. integradoras. entidades normatizadoras e
grandes usuários de redes de computadores, na busca de soluções para interligar
diversos ambientes de processamento de dados. envolvendo protocolos diferentes.
passaram a fazer parte do nosso cotidiano.
Os meios fisicos que permitem interligar computadores através de longas distâncias
são: o espaço por onde trafegam as ondas de rádio inclusive as transmissões satélite. a
fibra ótica. o cabo coaxial e o par de cobre trançado. Sobre esses meios. equipamentos
de transmissão, específicos para cada um deles. levam as informações de um ponto a
outro. O modem é o equipamento de transmissão utilizado nas transmissões via
radiodigital. satélite e linha telefôilica (par trançado). O modem. portanto. é o
equipamento que permite a qualquer um, de qualquer ponto onde exista uma linha
telefônica. se conectar a uma rede de computadores como a Internet. por exemplo.
o modem é o telefone do computador. Responsável por cálculos e manipulações de
dados sob a forma de bits. ou dígitos binários. o computador também se comunica com
outros computadores pela linha telefônica. utilizando o modem. assim como nós
utilizamos o telefone. Telefone e modem. equipamentos eletrônicos de transmissão
pela linha telelõnica. possuem objetivos semelhantes: um transmite "voz" e o outro
transmite "bits" ou "dados".
Os dados. para trafegarem e serem armazenados nos computadores, Seio codificados
sob forma de caracteres (letra. algarismo. sinal. etc). e cada caractere é representado
por cerca de 1O bits. O texto deste livro. por exemplo. possui aproximadamente 600
mil caracteres ou 6 milhõcs de bits de informação (sem contar as figuras). Se
tentarmos transmitir essa informação na velocidade de I caractere por segundo (10 bits
por segundo ou 10 bps). precisaremos aproximadamente de 7 dias seguidos. Se
quisermos transmitir em menos de uma hora. devemos aumentar a velocidade de
transmisSe10 para mais de 1700 bps. Se utilizarmos 28800 bps. vamos transmitir todo o
texto do livro em menos de ... minutos!
Este livro é dedicado ao estudo da transmissão de dados em longas distâncias e do
modem. equipamento de transmissão de dados mais vendido c utilizado em todo o
mundo, cujos modelos em dcstaquc atualmente operam na linha tclelõnica com
,·clocidades que chegam a 28800 bps.
O leitor que deseja pesquiSe1r mais sobre o assunto vai encontrar material élpropriéldo.
mas aqueles que quiserem fazer uma leitura menos teórica. poderão também fazê-lo.
saltando os tópicos élvançados. sem perda de continuidade. Pélra o professor. o livro
reúne tanto o material básico para cursos introdutórios. quanto alguns tópicos
selecionados. como a modulação QAM. filtragem e equaliz(1dores digitélis éldaptalivos
utilizando processmnento digital de sinais. para cursos de graduação. extensão ou pós-
-graduação em engenharia elétrica ou de telecomunicaçõcs. onde se deseja explorar as
técnicas de transmisSe10 digital.

Brasília. 5 de junho de 1995


Fábio Montoro
SUMÁRIO s
Capítulo Página

I INTRODUÇAO •••.•.•.•.••....••.•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••.••••.•• OI

2 SISTEMA DE COMUNICAÇÃO ........................................ 06


2. 1 Sinal elétrico ........................................................................... 08
2.1.1 Representação no tempo ......................................................... 08
2.1.2 Potência do sinal ..................................................................... 10
2.1.3 Representação em freqüência .................................................. 12
2.1.4 Filtros ..................................................................................... 13
2.2 Sinal de voz ............................................................................ 14
A

3 SISTEMA TELEFONICO ................................................... 19


3. 1 Canal de voz ........................................................................... 19
3.2 Linha teleronica ....................................................................... 19
3.2. 1 Linha comutada ...................................................................... 20
3.2.2 Linha privativa ........................................................................ 22
3.3 Degenerações do sinal ............................................................. 22
3.3. 1 Distorção de amplitude ........................................................... 23
3.3.1.1 Par fisico ................................................................................. 23
3.3.1.2 Linha condicionada ................................................................. 26
3.3.1.3 Linha teleronica genérica ......................................................... 27
3.3.2 Distorção de retardo ............................................................... 28
3.3.3 Ruído branco .......................................................................... 37
3.3.4 Ruído impulsivo ...................................................................... 38
3.3.5 Oscilação da amplitude ........................................................... 38
3.3.6 Oscilação da fase .................................................................... 38
3.3.7 Translação de freqüência ......................................................... 39
3.3.8 Eco ......................................................................................... 40
3.3.9 Distorção harmônica ............................................................... 42
3.4 P ABX e interfaces de linha comutada ...................................... 43
3.4.1 Interface a dois fios com comportamentos OPX e SLT ........... 43
3.4.2 Interligação de dois PABX ...................................................... 44
3.4.3 Interface E&M ........................................................................ 45
3.4.4 PABX digital ..........................................................................·47

4 TRANSMISSÃO DE DADOS DIGITAIS ........................... 48


4.1 Meio de transmissão: linha teleronica ...................................... 52
4.2 Modulação .............................................................................. 54
4.3 Técnicas de modulação ........................................................... 62
4.3.1 AM-SC ................................................................................... 63
4.3.2 AM-SSB ................................................................................. 65
4.3.3 PM ..................................,....................................................... 69
4.3.4 QAM ......................................................................... ,............ 70
4.4 Transmissão via satélite ........................................................... 72
4.4.1 Modem satélite ....................................................................... 78
4.5 I Interferência intersimbólica ..................................................... 78
4.5.] EquaJizador transversal para eliminar IIS ................................. 8]
4.5.2 Filtragem na modulaç'ão QAM ................................................ 82
4.5.3 Filtro retangular ideal .............................................................. 83
4.5.4 Filtro cosseno levantado .......................................................... 84
4.5.5 Implementação do filtro digital para transmissão QAM ........... 86
4.6 Sincronismo das portadoras no QAM ...................................... 87
4.7 Equalizador adaptativo complexo ............................................ 89
4.8 Erro de fase ............................................................................. 95
4.9 Ajuste do rotor: PLL de fase ................................................... 96
4. 1O Recuperação do sincronismo de símbolo ................................. 99
4. 11 Erro de amplitude................................................................. 100
4. 12 Fluxograma do processamento de sinaL................................. 10]

5 MODEM ............................................................................. 104


5. 1 Modem analógico ................................................................. ] 05
5.1.1 Modems assíncronos V.21 e V.23 ......................................... ] 06
5.].2 Modems síncronos V.26, V.27 e V.29 ................................... 114
5.1.3 Modems síncronos/assíncronos V.22 e V.22bis ..................... 130
5.1.4 Modem síncrono/assíncrono V.32 ......................................... 138
5.1.5 Modem síncrono V.33 .......................................................... ]48
5.1.6 Modem síncrono/assíncrono V.32bi~ ..................................... 150
5.1. 7 Modem síncrono 19.200 bps ................................................. 157
5. 1.8 Modem V.32terbo ................................................................ ] 62
5.].9 Modem síncrono/assíncrono V.34 ......................................... 164
5.1.10 Desempenho do modem analógico ........................'................ 174
5.1.10.1 Desempenho com ruído ......................................................... 181
5. 1. 10.2 Desempenho com distorções de amplitude e fase assimétricas.... 182
5.1.10.3 Desempenho com distorções de amplitude assimétrica e fase
quase simétrica ...................................................................... 184
5.1.10.4 Desempenho com distorções de amplitude assimétrica e fase
simétrica............................ ................................ ............ .... ... 184
5.1.10.5 Desempenho com distorções de amplitude e fase simétricas ... 186
5.1.10.6 Teste integrado de modems ................................................... 187
5.2 Modem digital. ...................................................................... 190
5.2.1 Desempenho do modem digital ............................................. 195
5.2.2 Modem HDSL ...................................................................... 198
5.3 Modem celular ...................................................................... 201
5.3.1 Sistema de telefonia celular ................................................... 202
5.3.2 O desafio da transmissão de dados via celular ........................ 204
5.4 Placa Modem ........................................................................ 205
5.4.1 UART ................................................................................... 208
5.4.2 Instalação da placa modem .................................................... 209
5.5 Fax-nlodenl ................... , ....................................................... 212
5.5. 1 Recomendações CCITT para máquina fax ............................. 212
5.5.2 Máquina fax grupo 3 ............................................................. 212
5.5.3 O modem da máquina fax grupo 3 ......................................... 213
5.5.4 O Fax-modem ....................................................................... 214
5.5.5 Classes de fax-modem ........................................................... 215
5.5.6 Recomendação CCITT V.17 ................................................. 216
5.6 Arquitetura interna do modem ............................................... 217

6 INTERFACE DIGITAL SERIAL .••.•••••••..•••..•......••.••••.•••.. 219


6.1 Interface EIA-232 ................................................................. 221
6.1.1 Características elétricas ......................................................... 221
6.1.2 Definição dos sinais ............................................................... 223
6. 1.2. 1 Circuitos de dados ................................................................ 224
6.1.2.2 Circuitos de sincronismo ....................................................... 224
6.1.2.3 Circuitos de controle ................................ ,............................ 225
6. 1.2.4 Circuitos de teste .................................................................. 227
6.1.3 Características mecânicas ...................................................... 229
6. 1.4 Protocolo de interface ........................................................... 229
6.1.4.1 RTS-CTS ............................................................................. 232
6.2 Interface V.35 ....................................................................... 233
6.3 Interface V.36 ....................................................................... 235
6.4 Interface V.IO ..................................................... ;................. 236
6.5 Interface V.ll ....................................................................... 237
6.6 Interface V.24 ....................................................................... 237
6.7 Interface V.28 ....................................................................... 238
6.8 Interface X.21 ....................................................................... 238
6.9 Interface EIA-422A .............................................................. 239
6. ] O Interface EIA-423A .............................................................. 240
6.11 Interface EIA-449 ................................................................. 240
6. 12 Interface EIA-530A .............................................................. 242
6.13 Interface EIA-562 ................................................................. 243
6.14 Interface HSSI ...................................................................... 244
6. 15 Interface G.703 ..................................................................... 245
6.16 Resposta automática ............................................................. 245
6.16.1 Modem resposta ................................................................... 246
6.16.2 Modem origem ..................................................................... 248
6.16.3 Recomendação CCITT V.25 ................................................. 248
6.17 Discagem automática ............................................................ 249
6.17.1 Discagem por comando direto no DTR ................................. 249
6. 17.2 Discagem por número armazenado ........................................ 250
7 FACILIDADES DE TESTE DO MODEM •.......•......•...•.... 252
7.1 Enlaces ................................................................................. 252
7.1.1 Enlace analógico ................................................................... 252
7.1.2 Enlace digital ........................................................................ 253
,7.2 Gerador de seqüência ............................................................ 255
7.3 Medidor de taxa de erro ........................................................ 255
7.4 Gerador de constelação ......................................................... 257

8 A ESCOLHA DO MODEM ............................................... 259


8. 1 Modems comerciais .............................................................. 261
8.2 MTBF ................................................................................... 265
8.2.1 Um método simples para calcular MTBF ............................... 268
8.2.2 Disponibilidade ..................................................................... 270
8.3 Custolbeneficio ..................................................................... 270

9 SISTEMAS DE TRANSMISSÃO ...................................... 272


9.1 Topologia ............................................................................. 273
9.1.1 UDA ..................................................................................... 274
9.1.2 UDD ..................................................................................... 275
9.1.3 Multiplexador por divisão do tempo (MUXTDM) ................. 276
9.1.3.1 Transdata .............................................................................. 277
9.1.4 Multiplexador estatístico (ST AT MUX) ................................ 280
9.1.5 Multiplexador por divisão de freqüência (FDM) .................... 281
9.1.6 Modem com MUX ................................................................ 284
9.2 Códigos ................................................................................ 284
9.2.1 Detecção de erros ................................................................. 291
9.3 Protocolo .............................................................................. 293
9.4 Circuito ponto-a-ponto ......................................................... 295
9.4.1 Exemplo de um circuito ponto-a-ponto ................................. 300
9.4.2 Modem duplex ou semiduplex? ............................................. 300
9.4.3 Linha comutada ou transdata? ............................................... 301
9.5 Correção de erros ................................................................. 303
9.5.1 CCITT V.42 ......................................................................... 304
9.6 Compressão de dados ........................................................... 308
9.6.1 CCITT V.42bis ..................................................................... 309
9.6.2 Compressão de dados síncronos ............................................ 316
9.7 Circuito Multiponto " ............................................................ 317
9.7.1 Poll-select ............................................................................. 317
9.7.2 Teoria das filas ...................................................................... 318 .
9.7.2.1 Fila unisservidor .................................................................... 319
9.7.2.2 Fila multisservidor. ................................................................ 324
9.7.3 Multiponto unisservidor ........................................................ 326
9.7.4 Exemplo de um circuito multiponto ....................................... 330
9.7.5 Multisservidor com perda de chamada .................................... 332
9.8 Estudo de casos .................................................................... 334
9.8.] Ponto-a-ponto A.2 fios com modems repetidores ................. 334
9.8.2 Circuito Florêncio ................................................................. 337
9.8.3 Automação bancária .............................................................. 337

10 INTEGRAÇAO VOZ-DADOS••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 340


10. ] Digitalização do sinal de voz: PCM ....................................... 340
] 0.2 Digitalização do sinal de voz em baixa velocidade ................. 346
] 0.3 Multiplexador voz-dados ...................................................... 350
] 0.4 Transmissão de voz e dados via satélite ................................. 351
] 0.5 Transmissão de voz e dados pela linha teleronica ................... 352
"
APENDICE A

A.I PSK Binário: modulação por deslocamento da fase .......... 354


A.2 PSK Binário: demodulação ................................................ 361
A.3 QAM: nlodulação e demodulação ...................................... 363
A.4 Randomizador e desrandomizador .................................... 366
A.5 Protocolo "ayes ...•.•.......•..•..•...•......•.••••••••..•••.....•..•.•.•....••.. 369
A.6 Padronização mecânica para modems ............................... 373
A.7 Protocolo de apresentação V.22bis •..•......•••..•....••..•..•...••...• 375
A.8 Práticas Telebrás ••...••.••••.•.•..•....••.•••••••...••...••.•.....•.••••.•.•..••• 378

G. Glossário•................•.................•.................••...................•... 381

RB Referências Bibliográficas .................................................. 394


ÍNDICE DE FIGURAS I

Figura Página
Fig.1.] : Acesso Local ................................................................... 01
Fig.l.2: Acesso Remoto ................................................................ 02
Fig.2.1: Sistema de Comunicação .................................................. 06
Fig.2.2: 1º Exemplo de Sistema .................................................... 07
Fig.2.3: 2º Exemplo de Sistema .................................................... 08
Fig.2.4: Sinal Elétrico - Domínio do Tempo .................................. 09
Fig.2.5: Sinal Senoidal ......................................................... :........ 09
Fig.2.6: Atenuação e Amplificação................................................ 1 1
Fig.2.7: Atenuação e Amplificação (dB) ........................................ 12
Fig.2.8: Sinal Elétrico Qualquer .................................................... 13
Fig.2.9: Filtros .............................................................................. 14
Fig.2.10: Densidade Espectral do Sinal de Voz ............................... 15
Fig.2.11 : Faixa de Áudio ................................................................. 18
Fig.3.1 : O Telefone e a Central ..................................................... 20
Fig.3.2: Discagem do Número 53 .................................................. 21
Fig.3.3: Par Físico - Modelo 1 ....................................................... 24
Fig.3.4: Par Físico - Modelo 2 ....................................................... 24
Fig.3.5: Resposta em Freqüência: fios 0,4 e 0,65 mm .................... 25
Fig.3.6: Linha Pupinizada .............................................................. 26
Fig.3.7: Efeito do Condicionamento .............................................. 26
Fig.3.8: Gabarito LPCD Tipo N .................................................... 29
Fig.3.9: Gabarito LPCD Tipo C .................................................... 30
Fig.3.10: LPCD Tipo B ................................................................... 31
Fig.3.11 : Gabarito 3002 - USA ....................................................... 32
Fig.3.12: Gabarito C1 - USA .......................................................... 33
Fig.3.13: Gabarito C2 - USA .......................................................... 34
Fig.3.14: Gabarito C4 - USA .......................................................... 35
Fig.3.15: Gabarito M89 - PTT, França ............................................ 36
Fig.3.16: Ruído Branco ................................................................... 37
Fig.3.1?: Ruído Impulsivo ............................................................... 38
Fig.3.18: Multiplexação por Divisão de Freqüência ......................... 39
Fig.3.19: Híbrida ............................................................................. 41
Fig.3.20: Eco .................................................................................. 41
Fig.3.21 : PABX ......... :.................................................. '.................. 43
Fig.3.22: Interligação de dois P ABX ........................... ·.................... 44
Fig.3.23: Esquemas E&M ............................................ :................... 46
Fig.3.24: PABX Digital ................................................................... 47
Fig.4.1 : Caractere Assíncrono ..... :................................................. 49
Fig.4.2: Caractere Síncrono ........................................................... 50
Fig.4.3: Transmissão Serial ........................................................ :.. 50
·Fig.4.4: Ligação de duas Máquinas Digitais ....... :........................... 51
Fig.4.5: Utilização do Modem ....................................................... 52
Fig.4.6: Seqüência de Dados ......................................................... 53
Fig.4.7: Modulações FSK e DPSK ................................................ 55
Fig.4.8: Taxas de Transmissão e Modulação ................................. 56
Fig.4.9: Espectros FSK e QAM ............................................... ~ ..... 57
Fig.4.10: Fator de Filtragem ............................................................ 58
Fig.4.II: Representação de um Símbolo .......................................... 60
Fig.4.12: OPSK - 2 Símbolos .... '...................................................... 60
Fig.4.13: OPSK - 4 e 8 Símbolos .................................................... 60
Fig.4.14: QAM - 16 Símbolos ......................................................... 61
Fig.4.15: Modulação QAM ............................................................. 61
Fig.4.16: Modulação AM-SC .......................................................... 63
Fig.4.17: Espectros AM-SC ............................................................ 64
Fig.4.18: Modulação AM ................................................................ 65
Fig.4.19: Modulação AM-SSB (filtragem) ...................................... 66
"Fig.4.20: Modulação AM-SSB (Hilbert) ......................................... 67
Fig.4.2I: Retardador e Transformador de Hilbert ............................ 68
Fig.4.22: Modulação PM ................... ;............................................ 69
Fig.4.23: Técnicas de Modulação .................................................... 71
Fig.5.I: Modulador FSK ............................................................. 107
Fig.5.2: Espectro V21 ................................................................. 107
Fig.5.3: Modem Assíncrono (V21 e V23) ..... ~............................. 108
Fig.5.4: Espectro V23: ............................................................... ~ 109
Fig.5.5: Alocação de Filtros........................................................ 110
Fig.5.6: Filtros V21..................................................................... 110
Fig.5.7: Filtro de Transmissão V23 ............................................. 111
Fig.5.8: Filtro de Recepção V23.................................................. 112
Fig.5.9: Hisrterese do OCO ......................................................... 113
Fig.5.10: Circuito de OCO ..................... :....................................... 113
Fig.5.II: Oemodulador FSK ...................................... ;................... 114
Fig.5.12: Modulador QAM ........................................................... 115
Fig.5.13: Modem Síncrono (V26, V27e ,V29) .............................. 116
Fig.5.14: Constelações e Espectro V26 ............... ;.. ;...................... 117
Fig.5.15: Constelações e Espectro V27 ......................... r ............... 119
Fig.5.16: Modem V27 - Modulador QAM .................................... 120
Fig.5.17: Constelações e Espectro V29 .................................... ..... 122
Fig.5.18: Modem V29 - Modulador QAM .................................... 123
Fig.5.19: Filtro Digital - Transmissão V27 .................................... 124
Fig.5.20: Filtro 2ª Etapa - Transmissão V27 .................................. 125
Fig.5.21 : AGC .............................................................................. 125
Fig.5.22: Curvas - Equalizadores Fixos ......................................... 127
Fig.5.23: Equalizador Digital Adaptativo ...................................... 127
Fig.5.24: Demodulador QAM ....................................................... 128
Fig.5.25: PLL ............................................................................... ]29
Fig.5.26: Modem SíncronolAssíncrono V22 e V22bis ................... 13]
Fig.5.27: Constelações e Espectro V22 ......................................... 133
Fig.5.28: Constelações e Espectro V22bis ..................................... 135
Fig.5.29: Modem V22bis - Modulador QAM ................................ 136
Fig.5.30: Filtros V22/V22 bis ........................................................ 138
Fig.5.31: Modem Síncronol Assíncrono V32 .................................. 140
Fig.5.32: Modulador QAM ........................................................... 141
Fig.5.33: Modulador TCM ............................................................ 141
Fig.5.34: Comparação TCM X QAM ............................................ 142
Fig.5.35: Modem V32 9600 bps Modulador TCM ........................ 143
Fig.5.36: Modem V32 9600 bps Modulador QAM ........................ 144
Fig.5.37: Constelação V32 - Modulação TCM, 9.600 bps ............. 145
Fig.5.38: Princípio do Cancelador de Eco..................................... 147
Fig.5.39: Constelação V33 - 14.400 bps ........................................ 149
Fig.5.40: Constelação V33 - 12.000 bps ........................................ 149
Fig.5.41 : V32 bis - Constelação 14.400 bps .................................. 152
Fig.5.42: V32 bis - Constelação ]2.000 bps .................................. 153
Fig.5.43: V32 bis - Constelação 9.600 bps .................................... 153
Fig.5.44: V32 bis - Constelação 7.200 bps .................................... 154
Fig.5.45: Evolução das Técnicas de Modulação ............................ 158
Fig.5.46: Constelação do Modem 19.200 ...................................... 160
Fig.5.47: Espectro do Modem 19.200 ........................................... 160
Fig.5.48: TCM em 8 Dimensões .................................................... 161
Fig.5.49: Modulador TCM 80 ....................................................... 161
Fig.5.50: Pré-Ênfase Adaptativa .................................................... 167
Fig.5.51 : V34 - Formação de Quadros .......................................... 169
Fig.5.52: Codificador V.34 ........................................................... 172
Fig.5.53: Simulador de Canal - Distorção Tipo F .......................... 175
Fig.5.54: Simulador de Canal - Distorção Tipo C .......................... 176
Fig.5.55: Simulador de Canal - Distorção Tipo A .......................... 176
Fig.5.56: Linha Artificial Tipo 3002 .............................................. 178
Fig.5.57: Linha Artifcial Tipo C 1 .................................................. 179
Fig.5.58: Gráfico de Desempenho................................................. 180
Fig.5.59: Montagem para Teste ..................................................... 181
Fig.5.60: Desempenho dos Modems.................................. ............ 182
Fig.5.61 : Montagem para Teste..................................................... 183
Fig.5.62: Distorção de Amplitude: 8Km de Linha .......................... 183
Fig.5.63: Montagem para Teste..................................................... 184
Fig.5.64: Montagem para Teste ..................................................... 184
Fig.5.65: Distorção de Fase - SC = [4,4,0] .................................... 185
Fig.5.66: Distorção de Fase - SC = [6,6,0] .................................... 185
Fig.5.67: Montagem para Teste ..................................................... 186
Fig.5.68: Distorção de Amplitude - SC=[4,4,4] e 8km de Linha .... 186
Fig.5.69: Montagem de Teste ........................................................ 189
Fig.5.70: Diagrama em Blocos do Teste Integrado ........................ 189
Fig.5.71 : Codificações em Banda-Base ......................................... 191
Fig.5.72: Codificadores Banda-Base ............................................. 192
Fig.5.73: Espectros dos Códigos Banda-Base ............................... 193
Fig.5.74: Alcance de Modem Banda-Base ..................................... 197
Fig.5.75: Modem HDSL ............................................................... 198
Fig.5.76: Alcances Típicos - Modem HDSL .................................. 200
Fig.5.77: . Modem HDSL com Multiplexação ................................. 200
Fig.5.78: Células ........................................................................... 202
Fig.5.79: . Hand-Off ....................................................................... 203
Fig.5.80: Circuito de Interrupção .................................................. 206
Fig.5.81 : Diagrama em Blocos do FAX ......................................... 213
Fig.5.82: Arquitetura Interna do Modem ....................................... 218
Fig.6.1: Cabos para Ligar Interfaces ............................................ 219
Fig.6.2: ETD e ECO ................................................................... 220
Fig.6.3: Circuito de Interface EIA-232 ........................................ 222
Fig.6.4: Conector EIA232-C ....................................................... 229
Fig.6.5: Protocolo da Interface EIA-232 ..................................... 231
Fig.6.6: Seqüências de Treinamento ............................................ 233
Fig.6.7: Cabo de Interface V.l O.................................................. 237
Fig.6.8: Cabo de Interface V.II ................................................... 237
Fig.6.9: Cabo de Interface EIA-422A .......................................... 239
Fig.6.10: Circuitos da Interface EIA-422A .................................... 239
Fig.6.11 : Cabo de Interface EIA-423 ............................................ 240
Fig.6.12: Circuito de Interface EIA-562 ........................................ 244
Fig.6.13: Temporizações da Resposta Automática ........................ 247
Fig.6.14: DTR Comanda o Relé de Discagem ............................... 249
Fig.6.15: Discagam do Número 134 .............................................. 250
Fig.7.1 : Enlaces Mudam o Curso dos Dados ............................... 254
Fig.7.2: Gerador de Seqüência .................................................... 255
Fig.7.3: Medição da Taxa de Erro ............................................... 256
Fig.7.4: Visualização da Constelação .......................................... 257
Fig.7.5: Degenerações mais Comuns ........................................... 258
Fig.8.1: Propabilidade de Falha e MTBF ..................................... 266
Fig.9.1: Sistema de Teleprocessamento ....................................... 272
Fig.9.2: Tipos de Circuito ........................................................... 273
Fig.9.3: Exemplos de Topologia .................................................. 274
Fig.9.4: MuItiponto com UDA .................................................... 275
Fig.9.5: MuItiponto com UDD .................................................... 276
Fig.9.6: Ponto-a-Ponto com TDM .............................................. 276
Fig.9.7: Transdata - Centro Brasília ............................................. 279
Fig.9.8: Utilização da Faixa de Grupo com FDM e TDM ............ 282
Fig.9.9: Transmissão via Satélite - um exemplo ........................... 283
Fig.9.10: Código Morse ........................."....................................... 286
Fig.9.11 : Código Baudot ............................................................... 287
Fig.9.12: Código ASCII ................................................................ 288
Fig.9.13: Código EBCDIC ................ ,...... ,.................................... 289
Fig.9.14: Código BRASCII ........................................................... 290
Fig.9.15: Detecção de um Erro ..................................................... 291
Fig.9.16: Geração do Bit de Paridade ............................................ 292
Fig.9. ]7: Formato do Protocolo BSC ............................................ 294
Fig.9.18: BSC em Ponto-a-Ponto .................................................. 295
Fig.9.19: Temporizações Ponto-a-Ponto ....................................... 297
Fig.9.20: Eficiência x Comprimento do Bloco ............................... 299
Fig.9.21: Queda da Eficiência com a Taxa de Erro ........................ 299
Fig.9.22: Custo Transdata x Linha Comutada ................................ 302
Fig.9.23: Circuito Multiponto ..................... :................................. 317
Fig.9.24: PolI-Select a 4 Fios ........................................................ 3 18
Fig.9.25: Fila de Atendimento ....................................................... 318
Fig.9.26: Fila U nisservidor ............................................................ 3 19
Fig.9.27: Tempo de Espera em Fila Unisservidor ........................... 321
Fig.9.28: Fila Multisservidor ......................................................... 324
Fig.9.29: Tempo de Espera em Fila MuItisservidor ........................ 325
Fig.9.30: MuItiponto Unisservidor ................................................ 326
Fig.9.31 : Tempo de Resposta x nº de Terminais (BSC) ................. 328
Fig.9.32: NQ de terminais x Mm para tr=3s (BSC) ......................... 329
Fig.9.33: Nº de terminais x Mm para tr=lOs (BSC) ....................... 329
Fig.9.34: Tempo de Resposta x RTS-CTS (BSC) .......................... 330
Fig.9.35: Probabilidade de Perda de Chamada ................. :............. 333
Fig.9.36: Consulta por Linha Comutada ........................................ 333
Fig.9.37: Ponto-a-Ponto a 2 Fios com Modems Repetidores ......... 336
Fig.9.38: Circuito Florêncio .......................................................... 337
Fig.9.39: - Banca. r'la: S'stema
Aut omaçao I "O n- L'me" ..................... .. 339
Fig.l0.1: Digitalização do Sinal de Voz ......................................... 341
Fig.l0.2: Quantizações .................................................................. 343
Fig.l0.3: Sinal-Ruído das Quantizações ........................................ 345
Fig.l0.4: Quantatizador ................................................................ 345
Fig.l0.5: DPeM ........................................................................... 345
Fig.l0.6: ADPCM ......................................................................... 346
Fig.l 0.7: Evolução das Comunicações de Dados e Voz ................. 347
Fig.l0.8: O Paradigma Voz-Dados ................................................ 347
Fig.lO.9: Qualidade dos Algoritmos de Digitalização de Voz ........ 350
Fig.l0.10: Rede Voz-Dados em Frame-Relay.................................. 351
Fig.l 0.11: Integração Voz-Dados SDM-T em Link Satélite SCPC .. 352
Fig.lO.12: Voz-Dados em Modem-Mux .......................................... 352
Fig.lO.13: Voz-Dados com Mux Estatístico .................................... 352
Fig.A.l: Modulação PSK 2 Fases - lº Modelo ............................. 355
Fig.A.2: Modulador PSK 2 Fases - 2º Modelo ............................. 356
Fig.A.3: Modulação PSK Binária ................................................. 357
Fig.A.4: Sinal v(t) ........................................................................ 358
Fig.A.5: Modulador PSK 2 Fases - 3º Modelo ............................. 360
Fig.A.6: Espectros: (a) S(w): Portadora fc Modulada em Fase na
Taxa fd (b): Sr(w): Sinal S(w) Retificado ....................... 362
Fig.A.7: Demodulador PSK - 2 Fases .......................................... 362
Fig.A.8: Formas de Onda - Demodulador PSK 2 Fases ................ 363
Fig.A.9: Modulação QAM ........................ '" ................................ 364
Fig.A.IO: Domudulação QAM ....................................................... 365
Fig.A.l I: Filtragem na Demodulação ............................................. 365
Fig.A.12: Randomização e Desrandomização ................................. 366
Fig.A.13: Princípio da Randomização ............................................ 367
Fig.A.14: Polinômio do Randomizador .......................................... 368
Fig.A.15: Diagrama de Estados do Modem Esperto ....................... 370
Fig.A.16: Comando Hayes ............................................................. 372
Fig.A. I 7: Cartão do Modem Padrão .............................................. 374
Fig.A.18: Temporização da Apresentação ...................................... 376
Fig.A. 19.a: Fluxograma do Protocolo de Apresentação V22 bis ....... 377
Fig.A.19.b: Conclusão a 1.200 bps ........................ :.......................... 378
INTRODUÇÃO 1

1.1 PROCESSAMENTO E TRANSFERÊNCIA DE DADOS DIGITAIS


o processamento de dados digitais, como uma operação completa, possui três
etapas, nesSe:1 sequência: entrada de dados, processamento dos dados e Se:1ída dos
resultados. É realizado por um conjunto de equipamentos, às vezes chamado
simplesmente de "computador". A entrada dos dados é reali7.<1da por uma unidade
de entrada, que pode ser o tcclado de um terminal de vídeo, uma leitora de fita
magnética, uma leitora ótica (scanner), etc. Os dados são processados pela unidade
central de processamento (CPU). A saída dos resultados é feita por uma unidade de
Se:1ída, que pode ser uma impressora, o vídeo de um terminal de vídeo, uma unidade
de fita magnética. As unidades de fita e disco magnéticos, citados como unidades
de entrada e de saída, Se:10 também unidades de memória para armazenamento de
dados. Os dados de entrada, processados, tornam-se dados de Se:1ída, disponíveis ao
usuário, e durante o processo entrada-processamento-saída Se:10 transferidos de uma
unidade para outra; dentro desse conjunto de equipamentos: o tal do "computador".
A CPU é a unidade mestre, que processa os dados e comanda todas as outras, que
Se:10 chamadas de unidades periféricas ou simplesmente periféricos.

Terminal de 'vídeo
I'

CPU

Impressora

Fig. 1.1: Acesso local


'I
As unidades que integram o "computador" ficam, a principio, na mesma sala.
formando o que se chama de CPD - Centro de Processamento de Dados. Mas nada
impede que estejam em salas diferentes, dentro do mesmo prédio, ou quem sabe. do
outro lado da rua. mas. se a distância entre essas unidades for além de um certo
limite, a idéia do "computador" como um equipamento único pode ficar
prejudicada e abrir espaço para uma outra concepção: o teleprocessamento, ou seja,
o processamento a distância. onde unidades periféricas de entrada e saída ficam em
localidades remotas à CPU.
Os periféricos são ligados à CPU por cabos que transmitem os dados em alta
velocidade para garantir o bom desempenho do sistema, ou seja: um tempo de
resposta pequeno. Será que é possível afastar um periférico da CPU com cabos cada
vez mais longos e o sistema continuar funcionando? Há um limite para essa
distância, que vai depender da velocidade em que os dados estão trafegando. das
características do cabo, da técnica de interface e de transmissão, dentre oulros
parâmetros. A distância máxima em que se pode colocar um periférico da CPU.
usando o cabo local. na verdade não passa de alguns melros. A partir desse limite
será preciso lançar nlão de um equipamento de transmissão. A transmissão desses
dados de forma segura. e a uma velocidade razoável. é o que permitirá a formação
de uma rede de teleproceSSmllenlo.

Terminal local

CPU Terminal remoto

L------~r-EE:qu:i~p;am;;en~t~o------_c~--~
de transmissão Impressora
remota

Fig. 1.2: Acesso remoto

1.2 PROCESSADOR
Vamos definir "processador" como um circuito eletrônico que executa instruçõés,
armazenadas em uma memória.
Os equipamentos eletrônicos podem ser baseados ou não em processador. Para que
um equipamento, baseado em processador, desempenhe todas as suas funções, dois
elementos. que trabalham intimamente associados, são fundamentais: um conjunto
de circuitos interligados ou "hardware" e um conjunto de instruções especiais ou
"firmware". Equipamentos que possuem uma função bem estática, sem perspectivas
de alterações ou evoluçõcs. podem ser implementados somente em bardware, sem

2
problemas, e assim eram todos os equipamentos eletrônicos até o surgimento do
processamento. Por outro lado, os equipamentos que podem ter seu funcionamento
alterado, devem ser baseados em processador. Por exemplo. o televisor e o
radioreceptor são, tradicionalmente, equipamentos implementados somente em
hardware. Note que o computador é um equipamento baseado em processador e sua
função é executar programas, ou softwares, de uso geral, que Se10 chamados de
aplicativos. Quando o computador está rodando (executando) um software. sua
operação está sendo comandada pelo seu hardware e fi rmware. Pode-se dizer que o
firmware é um software residente na máquina e dedicado a comandar sua operação
básica.
o processador é formado por quatro elementos básicos:
- um gerador de ritmo
- um circuito lógico para decodificação e execução de cada instrução
- uma memória de programa
- uma memória, volátil, de rascunho
O gerador de ritmo determina a velocidade com que o procesSe1dor executa as
instmçõcs. Naturalmente, quanto mais instmçõcs por segundo o processador
executar. melhor será o desempenho. Normalmente. essa velocidade é medida em
MIPS (Milhõcs de Instruçõcs Por Segundo). O ciclo da instmção. ou seja. o tempo
que o processador leva para executar uma instrução, também é utilizado quando se
quer referir ao ritmo do procesSe1dor. É equivalente dizer que um processador tem
um ciclo de instrução de 25 ns ou que ele opera a 40 MIPS.
O circuito lógico para decodificação e execução da instmção possui capacidade de
rcali:t.ar operaçõcs lógicas (ANO. OR, etc) e matemáticas (soma. multiplicação.
etc). alterar registradores e contadores, acionar comandos. e tudo que for
nescessário para executar por completo a instrução.
A memória de programa é do tipo permanente e armazena as instruções que serão
executadas. Memória permanente é aquela que não perde o conteúdo se o
equipamento for desligado e ela perder a alimentação. Pode ser dos tipos:
- ROM (tlRead Onlytl); não pode ser regravada.
- EPROM ("Electrically Programable Read Only"); pode ser regravada, mas
deve ser retirada do equipamento para isso.
- FLASH - pode ser regravada no próprio equipamento, por comandos
apropriados.
A memória de rascunho é volátil, ou seja, perde seu conteúdo se o equipamento for
desligado. Essa memória, do tipo RAM (ltRandomic Access lt ). é utili:t.ada pelo
programa para rcalil.ar as suas tarefas. Há tarefas que consomem muita RAM.
como por exemplo a montagem de tabelas provisórias. ordenação de índices. etc.

J
1.3 INTELIGÊNCIA
Vamos dizer que um equipamento possui inteligência quando ele possui um
processador. Sua inteligência é sua capacidade de executar tarefas. Para alterar sua
forma de operar é preciso trocar seu firmware. Em geral, se o equipamento possui
memória FLASH, ele possui uma interface serial para possibilitar o carregamento
de um novo firmware usando-se um microcomputador. Outra forma de carregar o
novo firmware é através de uma interface de rede local Ethernet. Às vezes é
possível carregar o novo firmware remotamente. pela interface serial equipada com
um modem.

1.4 DISTRIBUIÇÃO DA INTELIGÊNCIA NO SISTEMA


Vimos que o teleprocessamento é um sistema de processamento onde periférico e
CPU estão ligados a distância. O teleprocessamento. em suas origens. formava uma
estmtura centrali:t.ada. onde todo o processamento era realizado na CPU e os
periféricos simplesmente se encarregavam de gerar e enviar à CPU ou receber e
apresentar os dados ao usuário. Esses periféricos que não possuem capacidade de
processamento local são chamados de periféricos burros. A inteligência do sistema.
ou sua ~1pacidade de processar. estava toda na CPU e os bancos de dados do
sistema ficavam armazenados em unidades de memória junto à CPU. Nessa
estmtura. a CPU fazia todo o trabalho de coordenação da transmissão e recepção de
dados de periféricos remotos. já que era o único elemento com inteligência para
fazer isso.
Com a evolução dos computadores, os periféricos foram ganhando capacidade de
processamento local. o que foi aliviando a CPU para cuidar de suas funçõcs
principais. Surgiram periféricos específicos para processar os dados a serem
transmitidos e aqueles que estavam sendo recebidos dos periféricos remotos,
chamados de UCC (Unidade de Controle de Comunicação), TCU
("TeleCommunications Unit"). "Front-End" ou Processador de Comunicação. A
IBM lançou o sistema SNA ("System Network Architecture"). baseado em um novo
método de acesso à CPU. com programas específicos para comunicação,
armazenados em controladoras de comunicação inteligentes. A evolução dos
periféricos. cada \'ez com mais inteligência, continuou, mas o processamento
principal continuava centralizado.
Os microcomputadores começaram a surgir no mercado por volta de 1980, e a
IBM. tradicional fc1bricante de grandes computadores, lançou seu IBM-PC em
1981. A evolução dos microcomputadores é constante. Sua capacidade de
processamento. cada vez maior, ficou semelhante a uma grande CPU. Formados
por um gabinete principal, tcclado e vídeo, começaram a ser interligados em redes
locais~ dentro de uma mesma sala ou uma árCi:1 um pouco maior. O objetivo da rede
local é que todos os microcomputadores se comuniquem, utilizem bases de dados
comuns e compartilhem outros recursos como uma impressora ou um traçador
gráfico.

4
A rede local pode possuir um (ou vários) sen'idor de arquivo (microcomputador
que tem a função de armazenar arquivos) que disponibiliza programas e dados para
todos os usuários. cada um em sua estação (assim sfio chamados os
microcomputadores dos usuários ligados em rede local). Nessa nova concepção. os
programas aplicativos ficam armazenados nos sen'idores mas são transferidos para
a estação do usuário para serem executados. O sen'idor também guarda arquivos de
dados. que podem ser lidos ou alterados por qualquer usuário autorizado.
O processamento de dados. em rede 10C<11. é distribuído em várias máquinas
pequenas. O programa é executado na estação do usuário. que está interligada a
outras estaçõcs e sen'idores. O processamento distribuído dessa forma revolucionou
a técnica de formação de redes de comunicação de dados. A potente CPU que
recebe os dados de entrada. processa e disponibiliza os dados de saída para os
terminais. deixou de ser a única solução. A rede local de computadores. ou LAN
("Local Area Net",ork"). começou a se expandir além das fronteiras de uma sala e.
para isso. novamente foi preciso lançar mão do equipamento de transmissão.
Com a evolução da microcletrônica. a tendência é que os equipamentos de
comunicação de déldos. como os modems. bridges. roteadores. sen'idores de
terminéll e de comunicaçôcs. concentradores e compressores de dados. etc.
possuam um firm",are interno bélseado em memória FLASH.
A distribuição da inteligência também está associada a féltores operacionais como él
necessidade de atualização de versão de firmware em diversos equipamentos
remotos. seja por adição de alguma função ou por problema de fábrica que foi
constatado em campo. ou a necessidade de haver um gerenciamento na rede. para
coletar informaçõcs e enviar comandos de gerenciamento aos equipamentos
remotos.

5
2 SISTEMA DE
-
COMUNICAÇAO

Um sistema de comunicação tem a finalidade de transportar uma certa informação


de um ponto chamado "fonte" para outro chamado "usuário", através de um meio
de comunicação.
No modelo ilustrado na figura abaixo, procuro sintetizar esta idéia simplificada
de um sistema de comuni<.'ação.

MEIO DE
TRANSMISSOR COMUNICAÇÃO RECEPTOR

Fig. 2.1: Sistema de comunicação


A informação pode ser de qualquer natureza e ter qualquer forma e conteúdo.
Desde que o sistema seja capaz de transportá-Ia de um ponto a outro, mantendo
sua inteligibilidade, fica caracterizada a comunicação.
Você pode ver, pela figura 2.1, que os elementos básicos de um sistema são:

Fonte da informação - quem gera a informação a ser transportada para


o outro ponto.
Transmissor - quem tem a tarefa de transmitir, de forma ade-
quada, através do meio de comunicação
disponível.
Meio de comunicação - meio físico por onde deve passar a informação.
Receptor - quem recebe a informação transmitida pelo
transmissor e a traduz para a forma desejável ao
usuário.
Usuário - quem utiliza a informação.

6
Um cxc mplo bcm simp lcs sc ria o de ullla p essoa falando para outra , conforme
mo s tra a figura ah:l ixo.

~--
FONTE
E
TRANSMISSOR
'------ M~IO USUÁRIO
E
RECEPTOR

Fig.2.2: 10 exc mplo de s is tcma


Neste caso, a pcss oa da csq uuda é a fonte c o tran s mi sso r, pois e la gc.;ra e
tríln smi lc a inl"ormaç;io por Illdo tk ondas s onoras.
O meio d e c.'omunkaç.io é o espaço que permitc a tran sm iss iio das vibraçõe s
so nora s, e a pessoa di! direita é o rec.'l;phH e us uário.
Para que seja caracterizado um sistellHl d e romullic<lçiio , () u s u.í rio dc.;v(.; "('; Jl-
tcnder" o qu e es tá rl~ n: he lld o!
Por mai s óbvio que possa pan:cer ago ra, gostflria de salientar a lg uns prohlem;l s
que po deriam difirultar ou at é m(.;$II1O impedir tfll cOlllu nica çiio:

1. A pessoa da esquerda fala em uma língua completamente desco-


nhecida para a outra .
2. Elas estão longe o sufic iente para que não seja possível ouvir
direito o que a pessoa da esquerda está falando .
3. Elas estão longe mas a pessoa da esquerda está utilizando uma
corneta para amplificar o som . No entanto, sua voz fica tão fanhosa
que o usuário, apesar de escutar não consegue identificar bem as
palavras .
4. Elas estão perto de uma pista de aviação e o ruido provocado pelos
aviões impede o usuário de entender bem o que está sendo falado .

Você <lcabou de ve r, ne s te (.~x c lllplo s imples, os quatro probl emas mai s cOllluns
cm um s is tema dc (.' omunka\';1o:

1. Código - Deve ser tal que fonte /transmissor e usuário /receptor se


entendam, ou seja, o códi go deve ser de conhecimento
mútuo .
2. Atenuação - O meio de co municação introduz perda no sinal tran s-
mitido , ou seja , ele atenua o sinal.
Se esta atenuação for muito grande, o receptor pode não
conseguir recuperar o sinal transmitido .
3. Di storção - Apesar do sinal chegar com um nível satisfatório , está tão
distorcido que sua re cu peração fica muito difícil.
4. Ruíd o - O meio de comunicação pode introduzir ruído, que chega
junto com o sinal transmitido. Chama-se de ruído todo sinal
indesejável que seja somado ao sinal origi nal transmitido .
Se o nível de ruído for grande, comparada com o do sinal,
torna-se muito difícil recuperar o sinal original.
7
Passarei agora a outro exemplo, um pouco mais completo, porém igualmente
simples: uma pessoa falando para outra, por telefone.

FONTE USUÁRIO

-- LINHA
TElEFONICA

\~""------""~-"""""""Wl
.. v-
MEIO

Fig.2.3: 2° exemplo de sistema


Neste caso, você já pode distinguir fonte, transmissor, meio, receptor e usuário.
O sinal gerado pela pessoa da esquerda (fonte) são vibrações sonoras. Essas
vibrações são transformadas, pelo telefone transmissor, em vibrações elétricas
(sinal elétrico).
O sinal elétrico é transmitido pelo meio de comunicação, que inclui as linhas
telefônicas e a Cl~ntral de comutação tl~lefônica.
Do outro lado, o sinal elétrico é tranformado em vibração sonora pelo telefone
receptor e finalmente, a informação chega ao usuário.
Mendonei no inído do l'apÍlulo, que a informação pode ser de diversas naturezas,
apesar de ter dado um único exemplo nos casos analisados: a voz humana.
Existe, no entanto, uma diferença substancial nos dois exemplos: no primeiro, a
voz passou pelo meio de comunicação sob forma de vibrações mecânicas e no
segundo sob forma de sinal elétrico.
Podemos dizer, então, que o sistema telefônico permite a transmissão de
informação, cuja natureza é a voz humana, sob forma de sinal elétrico.
Será que esse sistema é capaz de transmitir informação de outra natureza, como
por exemplo música ou dados de computador? Em caso afirmativo, como isto
pode ser realizado c quais são as limitações impostas pelo sistema'!
Pretendo, justamente, ao longo deste trabalho, responder a essas perguntas.

2.1 SINAL ELÉTRICO


Para que uma l'crta informação seja transmitida pelo sistema telefônico, ela
deve estar sob a forma de sinal elétrico. Convém rever alguns pontos impor-
tantes sobfl~ esse assunto, antes de prosseguirmos.

2.1.1 REPRESENTAÇÃO NO TEMPO


Um sinal elétrko fka bl~m caracterizado quando se conhece sua variação
de amplitudl~ com o tempo.
8
°
Quando sinal é representado desta forma, diz-se que ele está represen-
tado no domínio do tempo.

A[YO't~

~-------+--+-----I~ t [s]

Fig.2.4: Sinal elétrico - domínio do tempo

Este sinal, em partkular, é de grande importância na teoria de


(,'omunicação e por isto vou examinar suas principais características.
Sua amplitude varia senoidal mente com o tempo, conforme você pode ver
na figura abaixo:
x = A sen(2rt f t)

Fig.2.5: Sinal senoidal


onde: A = amplitude máxima [Volt]
=
tempo [segundo]
= freqüência = ciclos por segundo [Hz]
T = 1/1 = período = tempo de duração de
um ciclo completo [segundo]

Igual1l1entl~ importante é o sinal cossenoidal, muito semelhante ao sinal


senoidal.
x = A cos(2rt f t)
Ohserve qUl~ os dois sinais são periódkos, de período T, ou seja, a cada
T segundos a Il1l~Sma forma dl~ onda é repetida.
9
2.1.2 POTÊNCIA DO SINAL
A potência de um sinal é a energia que ele pode fornecer em um deter-
minado intervalo de tempo, ou seja, é a sua velocidade de fornecimento
de energia:

•~~i
: ..:.:-:.:... :.:.:-:-:-:::.
.. .......... ,., ....... - .... -.
'
P = potência [W=watt]
E = energia [J=joule]
T = tempo [s=segundo]

Observe que a potência é medida em "joule por segundo" que é a mesma


coisa que "\Vatt".
Por l~xemplo, uma lâmpada de 100 W acesa durante uma hora fornece:

E = p. T = 100·60·60 =360 kJ =0,1 kW·h

No caso da lâmpada, às Vl~zes, estamos ma is interessados na vdocidade


l.'om qUl~ ela rorneCl~ energia do qUl~ na energia efetivamente fornl~cida.
Uma lâmpada de 20 W é "mais lenta" do que uma de 100 W, por isto
dizemos que da é "mais fraca" que a de 100 W.
No caso dos sinais détricos utilizados em comunicação, também estou
mais intl~ressado em sabl~r sua potência do que na energia que ele trans-
porta.
A potência dl~ um sinal détrko pode ser medida pelo produto de sua
voltagem por sua l.'Orrentl~:

P = potência [W=watt]
V = voltagem [V=volt]
I = corrente [A=ampere]

Neste ponto, gostaria de apresentar dois elementos fískos que atuam


sobre a potênda de um sinal:

Atenuador - atenua o sinal, diminuindo sua potência


Amplificador - amplifica o sinal, aumentando sua potência

O atenuador dividl~ (poderia dizer que multiplica por um número menor


qUl~ 1) e o amplificador multiplica a potênda do sinal de entrada por um
fator fixo.
Na figura abaixo, você pode Vl~r um pcqueno sistcma onde um atelluador
divide por 2 l~ um amplificador multiplica por 100.

10
A=O.S A=100

Pi=10W SW
----------~ ATENUADOR ~----------------~

Fig.2.6: Atcnuação c amplifkação


A rclação cntre as cntradas c as saídas são:

Atenuador:
Ps 5
Pi = lã = 0,5 Amplificador: ;~ = 5~O = 100

Sc tivcrmos o fator de amplifkação de um clenll~nto dcsscs,"A", podemos


calcular a saída, dt~sde que saibamos a entrada, bastando executar uma
multiplkação:

No eXt~mplo
acima, o cálculo foi inll~diato. Imaginc agora, St~ os númcros
t~nvolvidos fosst~m do tipo Pi = 7,46 e A = 4369,5!
A fim dt~ se t~vitar essas multiplicações, normalmente se util iza uma
relação entn~ potências do tipo logarítmka, chamada "dt~cibel":

A potência do sinal, nt~sse {'aso, é sempre expressa com rclação a 1 m W


t~ chamada de "decibel relativo a 1 mW" ou "dBm":

Ps
P {d8m] = 10·/og -w=
1m
10·/og Ps - 10·/og 0,001

Observe que 1 m W {'orresponde a O dBm.


Vejamos agora, as relaçõt~s t~ntre t~ntrada c saída dc um elemento
att~nuador ou amplifkador, utilizando o decibel:

Ps Po/1mw
A [d8] = 10·/og Pi = 10·/og PY1mW

II
Ps Pi
A {dB] = 10'log - - -10·log--
1mW 1mW
A {dB} =Ps {dBm} - Pi [dBm}
Então:
Ps [dBm} = Pi [dBm] + A [d8]
Observe que as multiplicações foram transformadas em adições, quando
utilizei o decibel.
Voltemos ao exemplo da figura 2.6 e vamos utilizar o decibel:
Atenuador: A = 10·/og 0,5 = -3 d8
Amplificador: A = 10·/og 100 = 20 dB
Entrada: Pi = 10·/og 10 + 30 = 40 dBm
Então a sa ída sl~rá:

Ps = 40 d8m - 3dB + 20 dB = 57 dBm

A=-3dB A=20dB

Pi=40dBm 37dBm Ps=57dBm


------t~ ATENUADOR 1----------1~

Fig.2.7: Atenuação e amplificação (dB)


Observe <.'omo fkou mais fácil <.'omparado ao exemplo da figura 2.6.
Note também que, (,'omo o logaritmo de qualquer número menor qUt.~ "1"
é negativo, potêndas menores que lmW terão um valor negativo quando
expressas em dBm. Da nll~sma forma, a atenuação corresponde a um fator
dl~ amplifkação negativo, quando expressa em dB.

2.1.3 REPRESENTAÇÃO EM FREQÜÊNCIA


PO(h~ s(,~r mostrado ma tl~mati<.'anH~nte, que qualquer sinal periódko é
equivalentl~ a uma soma de infinitos sinais senoidais, cada um com uma
dl~terminada amplitude, e freqüência múltipla daquela do sinal periódko
original.
Quanto maior a quantidade de sinais senoidais somados, melhor será a
aproximação.
Estl~ fato é muito importante, pois significa que se pode inHlginar
qualqul~r sinal pl~riódko como um l~spectro de sinais senoidais!
Dl~ssa forma, fl~pfl~sl~ntar um sinal periódko no domínio da ffl~qüênda, é
sabl~r qual él fn.~qiiênda l~ intensidadl' dl~ cada componente senoidal dl~ Sl~U
l'Spl~l'tro.
12
Na verdade, pode-se ir mais além e representar qualquer sinal, periódko
ou não, no domínio da freqüêlll'Ía, utilizando uma transformação
matemátka conhedda pelo nome de seu formulador: transformada de
Fourier. Quando aplicamos a transformada de Fourier na equação do sinal
(domínio do tempo), encontramos outra equação que representa a den-
sidade espectral do sinal (domínio da freqüência).
Sabemos, então, que qualquer sinal elétrico nada mais é do que a soma
de infinitos sinais senoidais.
Em outras palavras, todo sinal possui uma densidade espectral que ocupa
uma determinada faixa de freqüência.
A figura 2.8 mostra um mesmo sinal representado das duas formas
descritas: no domínio do tempo, onde você pode observar a variação da
amplitude l~ no domínio da freqüência, onde você pode ver quais são as
suas compoJ1l~lltes de freqüênda.

s (t) s(f}

-t-t+-~-;-~-+--~ tIs) -+-"'-_ _ _ _:Io......-_~f [Hz)

domlnio do tempo domlnio da freqüência

Fig.2.8: Sinal l~létrico qualquer

2.1.4 FILTROS
Você viu no item anterior, que qualquer sinal elétrico ocupa uma faixa dl~
freqüência. Esta faixa é, às vezes, chamada de "banda", e sinais que
ol'upam uma faixa de freqüência delimitada, às vezes, são chamados de
"sinais de banda limitada ".
Gostaria de apresentar um outro elenH~nto físko, que, neste caso, age
sobre a banda do sinal de entrada. Este ekmento é chamado de "filtro de
freqüêndas" ou simplesmente "filtro".
Os filtros são dassifkados em quatro tipos:

Passa-baixo: deixa passar somente as freqüências abaixo


de um valor específico Fc.
Passa-alto: deixa passar somente as freqüências acima de
Fc.
Passa-banda: deixa passar as freqüências que estiverem
contidas numa faixa F2-F1.
Corta-banda: deixa passar as freqüências que estiverem
fora de uma faixa F2-F1.

Na figura 2.9, vOl'ê podl~ ver o d·l~ito dos fil tTOS SObfl~ um sinal dl~ l~ntrada
"E", (IUl~ Ol'upa uma faixa de ffl~qüênl'Ía que vai de "O" a "F".

13
---.-t

1rv PASs;;:rxo I--_....,....


SI k-,
sz Fe

PASSA-ALTO

i"'PASSA-~__-BAN-[)\:-~~53j "._ _Fc ___ ',


---1~_ __
~l_ét ;---.~ ~f
~ FI F2

CORTA- BANDA 54 j
-_. ~. I. . . _..:------I~~f jq=p-,
_r:e_C\...,
.....

Fig.2.9: Filtros
O sinal de saída de cada filtro, SI a S4, ocupa a faixa de freqüência
hachurada na figura, que corresponde a "fatias" da faixa do sinal de
entrada "E"

2.2 SINAL DE VOZ


O sinal de voz é extremamente complexo mas convém fazermos uma rápida
abordagl~m sobre o assunto, a fim de estudarmos a sua transmissão pelas
linhas telefônicas.
Como vOl.'ê viu anteriormentl\ o sinal de voz transmitido pela linha telefônica
é um sinal elétrico e l.·omo tal possui uma densidade espectral.
A densidade espectral do sinal de voz modifica-se l.'ontinuamente durante
todo o tempo em que a pessoa rala. Isto é perfeitamente compreensível, pois
a fala possui, por eXl~mplo, pausas para respiração, além de uma infinidade
de sons diferentes: o som da palavra "esse" possui componentes de
freqüêndas mais altas do que o da palavra "um", por exemplo.
Apesar da constante variação da dl~nsidade espectral do sinal de voz dificultar
sua caral.·terização, foram feitos levantamentos da densidade espectral média,
ao longo de um certo intl~rvalo de tl~mpo.
O gráfico abaixo, mostra eSSl~ resultado e nele podemos obsl~rvar dois pontos
i n tl~fl~ssa n tl~S:
- O espcl.·tro da voz humann cobre uma faixa dc freqüênda que
v,1i dl~ 100Hz a 8.000Hz.
- A mnior partl~ da l~lll~rgia Sl~ l.'onl.'entra na rcgião de baixn
rfl~qüênda, l~m torno de 400Hz.
14
~dB

40
~
- r" ~

30

20
V
/ ~~

,
~~

~-.
,~

",
10

I'
~r-..
100 400 1000 f[Hz]

Fig.2.10: Densidade espectral do sinal de voz


Suponha que esse sinal de voz seja submetido a um filtro de freqüências, que
só deixe passar suas componentes que estão entre 300Hz e 3.400Hz. Natural-
mente, o sinal obtido na saída do filtro continua sendo um sinal de voz, porém
sem suas componentes abaixo de 300Hz e acima de 3.400Hz (fora da faixa
permitida pelo filtro). Será que o sinal resultante continua inteligível '!
Estudos e testes realizados mostraram que sim. Apesar da energia do sinal de
voz se concentrar nas baixas freqüências, a importância para manter a in-
teligibilidade está l~ntre 700Hz e 3.000Hz.
Após l~sses estudos, a faixa de 300 a 3.400 Hz foi adotada (.'01110 "fa ixa dc
voz", simplesmcntc porque csta faixa do espc(.'tro do sinal de voz é sufidente
para garantir sua intcligibiJidade.
A faixa de voz é, portanto, um (.'anal de 3.100 Hz, (.'omumcnte referido (.'omo
canal de voz.
Vo(.'ê viu que a voz humana (.'obre uma faixa de freqüêlH.'ia qUl~ vai d(.~ 100 Hz
a 8.000 Hz e talvez esteja se perguntando: e o ouvido humano '! A qual faixíl
de freqüênda ele é sensível, ou seja, quais freqüências ele pode "ouvir" '!
Se nosso ouvido tivesse sua sensibilidade restrita à faixa de voz (300 Hz a
3.400 Hz) já seria sufidente para entendl~rmos o que outras pessoas falam.
mas a natureza foi bem mais generosa (.'onos(.'o: o ouvido humano normal podl~
sentir freqüêndas desde 20 Hz a 20.000 Hz e a esta faixa de freqüência
audível deram o nome de "faixa de áudio": qualquer sinal que nela se
a(.'omodc. dlama-se "sinal de áudio".
15
Você, agora, pode (.'onduir que o sinal de voz é um sinal de áudio que ocupa
uma faixa de freqüênda que vai de 100 Hz a 8.000 Hz e que um sinal qualquer
confinado à faixa de voz (300 Hz a 3.400 Hz) também é um sinal de áudio.
Quando vo(.'ê ouve uma pl~ça musical solada ao piano (.'om a(.'ompanhamento
de uma bateria e de um contraba ixo, l'l~rtalllente seu ouvido está ocupado em
sentir todas as freqüêndas da faixa de áudio, que eu gostaria de dividir em
notas musicais, a fim de que você tenha uma boa idéia de sua extensão.
A escala musical tal qual existe em um piano atual, conhedda por "escala de
temperamento igual", surgiu no início do século XVIII e teve J. S. Bach como
um de seus primeiros adeptos, o qual, inclusive, compôs uma coleção de
prelúdios e fugas para tedado intitulada "O cravo bem temperado", com a
finalidade de demonstrar a versatilidade da, então, nova escala. É formada
por oitavas e (.'ada oitava possui 12 notas. Um teclado de piano com 88 teclas,
por exemplo, possui 88 notas divididas em algo ma is que 7 oitavas, onde as
tl~das bran(.'as corr<..~spondl~m ao "dó, ré, mi, fá, sol, lá, si" e as prdas
correspondl~m aos sustenidos.
A cada nota da l~scala muskal (.·orresponde uma freqüênda fundamental, de
tal forma que qualquer nota dl~ uma determinada oitava tem, exatamente, o
dobro da freqüênda desta mesma nota na oitava inferior. Por exemplo, o lá
do diapasão tem 440 Hz, o lá da oitava imediatamente superior tem 880 Hz,
e assim por diante.
Na verdade, a relação dl~ uma nota para outra, é realmente bem tl~mperada,
seguindo uma relação logarítmka de base 2, ou seja:

onde: log2 = logaritmo na base 2


F(n) = freqüência de uma nota
F(n+ 1) = freqüência de uma nota
imediatamente superior

Utilizando a l~quação adma, posso (.'alcular a fr<..~qüênda de qualquer 110ta,


sabl~ndo sua posição (.~m relação ao lá do diapasão:

lá (diapasão) =A= 440,0 Hz fá -F= 698,5 Hz


lá sustenido =A#= 466,2 Hz fá sustenido =F#- 740,0 Hz
si =8= 493,9 Hz sol -G- 784,0 Hz
dó =c= 523,3 Hz sol sustenido ;;;G#= 830,6 Hz
dó sustenido =c#= 554,4 Hz lá =A= 880,0 Hz
ré =0= 587,3 Hz lá sustenido -A#- 932,3 Hz
ré sustenido =0#= 622,3 Hz si -8- 987,8 Hz
mi =E= 659,3 Hz
16
Na tabela abaixo, apresento todas as notas musicais cujas freqüências fun-
damentais se situam dentro da faixa de áudio:

27,50 55,00 110,0 220,0 440.0 880,0 1.760 3.520 7.040 14.080
29,14 58,27 116,5 233,1 466.2 932,3 1.865 3.729 7.459 14.917
30,87 61,74 123,5 246,9 493.9 987,8 1.976 3.951 7.902 15.804
32,70 65,41 130,8 261,6 523.3 1.047 2.093 4.186 8.372 16.744
34,65 69,30 138,6 277,2 554.4 1.109 2.217 4.435 8.870 17.740
36,71 73,42 146,8 293.7 587.3 1.175 2.349 4.699 9.397 18.785
19,45 38,89 77,78 155,6 311,1 622.3 1.245 2.489 4.978 9.956 19.912
20,60 41,20 82,41 164,8 329.6 659.3 1.319 2.637 5.274 10.548 21.096
21,83 43,65 87,31 174,6 349,2 698.5 1.397 2.794 5.588 11.175
23,12 46,25 92,50 185.0 370,0 740.0 1.480 2.960 5.920 11.840
24,50 49,00 98,00 196,0 392,0 784.0 1.568 3.136 6.272 12.544
25,96 51,91 103,8 207,7 415,3 830.6 1.661 3.322 6.645 13.290

Observe que somos ('apazes dc ouvir 10 oitavas dcsta escala, aproximada-


mente de um "mi"(20,60 Hz) a um "ré sustenido"(19.912 Hz).
Na figura 1.11, vO('ê pode tl~r uma idéia da faixa de áudio e {'omparar com as
dl~mais faixas dt~ qUl~ falei.
Na {'oluna "1", a faixa de áudio (20 a 20.000 Hz) l~stá marcada em uma escala
logarítmica de base 10 e na {'oluna "2", ela está dividida nas 120 notas
musicais quc podemos ouvir. Observe que essa es{'ala é logarítmica de base
2 l~ as notas estão iguahnentl~ l~spaçadas.
A coluna "3" ilustra um tcdado com as posições das notas e a {'oluna "4"
mostra a abrangênda dl~ um tl~dado dl~ piano.
Nas colunas "5" e "6", vOl'ê pode Vl~r as faixas o{'upadas pelas fn~qüências
fundamentais de outros dois instrumentos: o violão l~ o violino.
Na {'oluna "7", vo{'ê podl~ Vl~r onde se situa o espl~ctro da voz humana l~,
finalmente, na {'oluna "8", a faixa de voz tal qual foi definida.
Observe que a faixa de voz {'orn~spondc a 3,5 oitavas da escala musil'al, sendo
mais estreita que a faixa ol'upada pelas notas de um piano.

17
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...,: 1 c:t 270S
30
N

20

0 0 0 0 Fig.2.11:
0 Faixa0 de áudio 0 0
18
SISTEMA TELEFÔNICO 3
o sistema telefônko foi projetado e instalado com a finalidade de transportar a
voz humana, sob forma de sinal elétrko, entre vários pontos.
É basicamente composto pelos aparelhos telefônicos (terminais), as centrais de
comutação (que permitem interligar dois aparelhos) e as linhas telefônicas.
Esse sistema, que tl~m as características apropriadas para a transmissão do sinal
dl~ voz, tornou-se um meio atrativo para a transmissão de dados, pelo fato de já
estar instalado numa extensão geográfica muito grande em quase todos os países.
É l~xtremamente importante que vo(,'ê conheça alguns detalhes do sistema
telefônico, pois vamos estudar como a transmissão de dados pode ser efetivada,
utilizando essa infra-estrutura.

3.1 CANAL DE VOZ


Chama-se de l'anal de voz, o meio de (,'omunicação que somente garante
transportar um sinal elétrko qUl~ l~steja l'ontido na faixa de voz.
Canal de voz é, portanto, um meio de comunicação para um sinal contido na
faixa de 300 a 3.400 Hz.
Um canal de voz une dois pontos, que podem estar na mesma cidade (urbano),
em cidades diferentes (interurbano) ou até em países diferentes (internacional).
Para garantir que o sinal do transmissor vai chegar ao receptor, inteligével,
l~xiste uma série de especifkações mínimas que devem ser atendidas pelo
canal de voz - vo(,'ê verá isto mais adiantl~, para o caso l~specífico das linhas
telefônicas.

3.2 LINHA TELEFÔNICA


Chama-se de linha tderônica, todo circuito que une dois aparelhos
tdefônkos, pl~rmilindo a comunkação por voz. É o meio de comunicação
mais utilizado em todo o mundo.
19
É importante esclarecer que uma linha telefônica inclui todos os elementos
necessários para completar a comunicação, podendo ter em sua trajetória,
pares físicos (fios), amplificadores, equalizadores, multiplexadores, etc
Como você verá, uma linha telefônica não necessariamente é caracterizada
como um canal de voz, mas possui uma resposta em freqüência própria.
Ela se divide em dois tipos, com relação à aplicação: comutada e privativa.

3.2.1 LINHA COMUTADA


A linha tclcfônica comutada é aquela fornccida pclas conccssionárias do
serviço tclcfônico, juntamcnte com o aparelho, cm nossas residências e
escritórios. Como você já deve ter observado, a extremidade da linha é
constituída por 2 fios. Através dela podemos acessar outros usuários,
simplesmente dis<.'ando seu número telefônico.
Convém analisar um pouco o seu funcionamcnto.
A linha comutada liga nosso aparclho à central telefônica mais próxima,
com a qual mantcrcmos o primeiro ('ontato.
Quando o td(~fone l~stá no gandlO, a ('entrai mantém uma voltagl~m de 48
VDC no par tl~lefônico .

•- - - - - -- - - -- -- - - - -- - - . - . - - :.:...:.ã· . ---------------_ .. _.,


: C' t

HELa:SENSOR
DE DISCAGEM •
: TX -- CAMPAINHA E FORA 00 CANCHO:
,
~

TELEFONE
~-----~-j ..avoc
~._----~~~~~~---_._~

Fig.3.1: O telcfone c a ccntral


A figura 3. t mostra, de modo simplificado, um aparclho telefônico ligado
a uma l'l~ntral através dl~ um par dc fios.

Telefone no gancho
Quando o tclefone está no gancho, a chavc D está fechada (~ a G cst~í
aberta, cxatamcntc como indicado na figura 3. t.
Os capacitorcs C c C' scrvcm para bloqucar a correntc contínua devido
ao 48 VDC, tanto na bobina da ('ampainha do telcfonc, quanto nos
circuitos da ('entraI.

Central chamando
Quando a ('cntral qu(~r <.'Ilamar l~stl~ apardho, da cnvia um sinal altcrnado
cm 20 Hz, ('om voltagl~1ll da ordl~m de 80 VAC, que vai acionar a cam-
painha, até a dlamada scr atl~ndida.
20
Telefone atendido
Quando o telefone é atendido, os dois contatos da chave G se fecham,
fazendo circular a correntc contínua fornecida pcla bateria de 48 VDC da
central - csta corrente é scnsoriada pclo rclé que faz a central interromper
o cnvio do tom de chamada e liberar o circuito para conversação.
A partir dcsse instante, a comunicação é cfctivada da scguintc forma:
A voz local entra por TX c vai para o circuito chamado híbrida que a
transmite até o fonc na outra ponta da linha c também pcrmitindo um
pcqueno retorno em RX para que o próprio usuário ouça a sua voz,
criando um ambiente mais natural dc l'onvcrsação.
O sinal de voz que chega do outro interlocutor é encaminhado para RX,
pela híbrida.
Observc quc, como a linha possui somente 2 fios, o papel da híbrida é
muito importante.
°
Quando a conversa term ina, telefone é novamcnte colocado no gancho,
abrindo os contatos da dlavc G.

Telefone discando
Vamos supor agora, que o usuário qucira fazer uma l'hamada telefônica.
Inidalmen«,~, o telefonc é retirado do gandlO, fechando os ('ontatos de G.
Isto gera uma corrente contínua da ordem dc 20 mA, que é scntida pelo
relé da ('cntral, provocando a cmissão do tom de discagem.
Ao ouvir l~ste tom, o usuário' inicia a discagem.
Cada algarismo discado faz l'om quc o disco do telcfone provoque, no scu
retorno, a intcrrupção da chavc D tantas vczcs quanto for o valor desse
algarismo, l'om exceção do algarismo "O", que provoca 10 interrupções.
As intcrrupçõcs duram l'crca de 66 ms e são feitas a cada 100 ms,
conforme você pode ver na figura 3.2.

CORRENTE NA LINHA (mA)

ALG.6
~4
1 INTERVALO INTERDIGITAL !! 1 SEO. ~4
1ALO. 31

201---..

O~--~~~~~~~--~----------------------~~~~----- TEMPO

66ms~ ~ ~ ~100ms
Fig. 3.2: Disl'agem do número 53

Todas l~ssas int(.~rrup<;õl~S são sentidas pelo relé da central, permitindo


selecionar o número dl~sejado.

21
3.2.2 LINHA PRIVATIVA
A linha teleCônica privativa une dois pontos fixos, sem passar pelos circuitos
de comutação da central, e não possui voltagem DC em seus terminais.
Naturalmente, esse tipo de linha não permite a ligação do aparelho
telefônico tradicional, do qual Calamos, mas pode ser utilizada para a
transmissão de qualquer sinal, desde que este ocupe uma Caixa compatível
com a resposta em freqüência da linha.
Esse tipo de linha pode ser instalada pela concessionária com a finalidade
exclusiva de transm issão de dados.
Normalmente, o seu custo é maior que o da linha comutada, mas tem as
vantagens de manter a ligação de modo permanente entre os dois pontos
e possui uma qualidade melhor já que não passa pelos circuitos de
comutação da central.

3.3 DEGENERAÇÕES DO SINAL


Como vOl'ê viu no capítulo 2, citei alguns problemas que podem dificultar ou
até mesmo impedir uma l'omunicação.
Na verdade, esses "probkmas" são fenômenos que ocorrem com o sinal
transmitido pelo meio de comunicação, modificando suas l'aracterísticas num
sentido indesejável e, por isto, chamo-os de "degenerações do sinal".
As linhas teleCônicas possuem certas particularidades que degeneram
qualquer sinal que por ela trafegue e, quanto mais acentuada for a
degeneração imposta ao sinal, mais difícil será sua rel'u)leração )leIo rel'(.~ptor.
A seguir, analisarei as seguintes degenerações:

- Atenuação
- Distorção de amplitude
- Distorção de retardo
- Ruído branco
- Ruído impulsivo
- Oscilação de amplitude
- Oscilação de fase
- Translação de freqüência
- Eco
- Distorção harmônica

Algumas destas degelll~raçõ(.~s afetam IH'lUl'O a inteligibilidade do sinal da voz


humana, mas podem ser altamente prejudiciais a uma transmissão de dados,
como é o caso por exemplo, da distorção de retardo.
Em todos os países, existem normas I>ara limitar as degenerações impostas
pelas linhas tekfônicas a fim de não prejudicar a inteligibilidade do sinal de
voz. Normalm(.~nte, também existem linhas l'om especificações especiais para
transmissão de dados.
No Brasil, a especifkação das linhas telefônicas a serem utilizadas para
transmissão de dados, fica por conta da Telebrás, através da publicação citada
na bibliografia como ref.(6).
22
3.3.1 DISTORÇÃO DE AMPLITUDE
A linha telefônica pode atenuar o sinal que por ela trafegue, igualmente
para todas as freqüências. A este fenômeno chamarei de atenuação da
linha.
A linha telefônica pode, no entanto, interferir na amplitude do sinal, de
maneira desigual ao longo da faixa de freqüência, ou seja, atenuar mais
algumas l'lllnponentes do que outras.
A este fenômeno chamarei distorção de amplitude, e slla presença nas
comunicações por voz é indesejável, pois pode prejudicar a in-
tel igibil idade.
Alguns países possuem normas, que especificam a distorção de amplitude
máxima permitida a fim de manter a qualidade desejada em cada tipo de
linha.
Essas normas apresentam gabaritos que delimitam a distorção de amplitude .
. No Brasil, existem 3 gabaritos definidos para comunicação de dados,
conforme n~f. [6]:
LPCO tipo N
LPCO tipo C
LPCO tipo 8

LPCD signifi<..'a "linba privativa para comunkação de dados".


O gabarito da LPCD tipo C é mais rígido que o tipo N, conforme você
pode ver nas figuras 3.8 e 3.9.
Mostrarei ainda, 4 gabaritos adotados nos Estados Unidos e um adotado
na França, a título de ilustração.
A distorção de amplitude deve ser somada a uma atenuação de linba,
normalmente medida a 800 ou 1.000 Hz, para obtermos a resposta em
freqüênda total da linha.
A seguir, analisarei a distorção de amplitude 110 par físico, 110 par.físico
condicionado e na linha teld'ônica genérica.

3.3.1.1 PAR FÍSICO


o par de fios utilizado para interconectar os elementos do sistema
tclerônko é chamado de par físko, e é <..'onstituído por 2 fios trançados
para evitar interferências.
Esse par de fios, apan~ntemente inofensivo, pode causar uma grave
distorção de amplitude, dependendo do seu comprimento e da espes-
sura do fio utilizado.
O par de fios forma uma linha de transmisão, que possui 4 parâmetros
primários:
R = resistênda d(~ enlace por Km - Corresponde á resis-
tênda do par de fios, a cada Km, considerando ida e
volta. Os fios são normalmente de cobre.
C = capacitância por Km - Provocada pela proximidade
entre os dois fios.
23
L =Indutância de enlace por Km - Provocada pelo
campo magnético entre os fios.
G = Condutância por Km - Provocada por fuga entre os
isolantes dos dois fios.
Um quilômetro de linha pode ser representado pelo esquema abaixo:

~!C lG : :
R/2 L/2

Fig.3.3: Par físico - modelo 1


Como a indutância e a condutância são parâmetros de pouca
influência, podemos simplificar o modelo do par físico e considerar
somente a resistência e a (,'apacitância, e o modelo para 1 Km de linha
fica:
R/2
O-~----I~-----O
C

R/2
Fig.3.4: Par físico - modelo 2
A tabela abaixo, mostra os valores desses parâmetros para os fios mais
utilizados como pares telefônicos (Ref. [5]) .

diâmetro do fio [mm 1 R rQ/Kml C rnF/Kml AWG (aprox.)


0,40 288 49 26
0,50 184 51 24
0,65 106 51 22
0,90 56 51 19

Esses dois parâmetros, distribuídos ao longo da linha, fazem o efeito


de um filtro que atenua mais as ffl~qüências altas, provocando
distorção de amplitude.
A figura da página seguinte mostra a resposta em rfl~<Iüência de dois
pares de. fios, 0,4 e 0,65 m m, para diversos comprimentos.
Observe que quanto maior o comprimento mais severa é a distorção
- este fenômeno pode prejudkar a inteligibilidade, nas ligações
telefônicas.
24
ATENUAÇAO [dB]

.~
0,4mm (AWG 26) 14Km 12Km

32 / /
/ / l/ 10Km
28
/" /'" L
/" / /" 8Km
24
' / /" Y' Y
/ /' / ~
'/ ;' /' ./
20
./ ./ ./ ./'" L
6Km

16 ~ ~~ /,r /' ./
~~~ ./ ~ ./"
12
---- ------
~
f..--"""
~
----~
~
~
",
4Km

8
r-- ~

- ~ -- ,..,.".-
L

...- 2Km
4
-----
o

o
2
O
~
o
".,o
o o
8
--- F [Hz]

.~
ATENUAÇAO [d~

0,65mm (AWG 22)


ª N

16Km

32 /
/ 14Km
28 / /
/' / 12Km
24 ./ / V
/' V /'
20 / ' . / . / Y 10Km
. / . / / , r /" 8Km
16 . / ~ . / ~ ./
" , ./~
",. ./" . / ./
12 ~____
i-'""""
JII'
"'J!III'" ~ . / " . / ~ 6Km
---- ~- V" ~ V
--------~
- -
~------ ~ ~
--- ---- --------
~
8 ~ ~ V" 4Km
~
f-""""
~
4

o
o
oN o
oIn
o
~
o o
- F (HZ]

ª
Fig.3.5: Resposta em freqüência: fios 0,4 e 0,65 mm
8
N

2S
3.3.1.2 LINHA CONDICIONADA
A fim de compensar a di s to rçã o de amplitude prc s (.~ ntc nos pares
fís icos, Mi c ha c l Pupin pro pôs cquilli z <H a respo s ta e m frcqüênri;l ,
i nse rind o bobinas distribuídas ao lon go da linh a , rcg ul<lTm c nl c
cs paç:l da s, co nforme você pode ve r 11<1 fi g ur a abaixo.
Q uand o o par físico recebe esse tratam en to, di ze m os que é uma linh<l
cO IH.Jic ionada ou jlupilli z;u..la.

; o-o-o~:
I L L BOBINA DE
I• ESPAÇAMENTO • COMPENSAÇÃO

F ig.3 .6: Linh a pupini z ad a


A s hobinas compcllsíllIl 11 di s loT \'ão nat ural do pu físi co at é lima ce rta
fr eqüência, c a partir desse ponlo , e la s pro voca m 11111<1 di s to rção l\1<1i s
ace ntuada , conforme você pode ver lia fi g ura abai xo.

ATENUAÇAo

PAR F1Slco

LINHA CONDICIONADA

L---'-_ _ _ _ _ _ _ __ --'-_ _ _ _ _ ~_ f(Hz)


300 3400

Fig.3 .? : Efeito do condicionamento


Obse rv e, pela fi g ur a, que a re s pos ta e m freqüência me lh o ro u bastante
de nt ro da fai x a de voz (300 a 3.400 Hz), e piorou , 11 0 en tan to, para
freqüência s ac ima de 3.400 Hz.
Esta ítlenuaçii o , mais aCe nluítda a putir de cer ta fre qü ê nc ia, obrig íl
praticamente o si nítl ít es tar co ntid o lia fai xa de voz, para que cons ig ít
pít SS U po r essít linha.
26
Naturalmente, esta limitação em freqüência não se torna um problema,
pois o sinal a trafegar nessa linha seria exatamente o sinal de voz, que,
conforme a proposta inicial, deveria ter garantida sua inteligibilidade.
A indutância das bobinas de pupinização varia de 15 a 66 mH para
linhas de assinante e de 44 a 100 mH para linhas tronco. Normalmente
se refere a uma linha condicionada da seguinte forma:

24H88
onde: 24 é a bitola do fio em AWG
H é o espaçamento
88 é a indutância em mH

Alguns sistemas utilizados na prática são:

Sistema Intervalo rml Indutância da bobina rmHl


H-44 1.830 44
H-88 1.830 88
D-66 1.372 66
H-88 915 88

3.3.1.3 LINHA TELEFÔNICA GENÉRICA


De um modo geral, a linha telefônica pode ter em seu trajeto pares
físicos, pares condicionados, amplificadores, multiplexadores do tipo
FDM, etc.
Todos esses elementos introduzem distorções de amplitude, que
somadas, devem se manter dentro de um certo limite para que se
garanta a transmissão de voz ou dados, conforme o caso.
Os multiplexadores FDM, por exemplo, possuem filtros que limitam
o sinal, que por ele trafegue, praticamente à faixa de voz.
Quando a linha telefônica possui em seu trajeto multiplexadores
FDM, ou mesmo, uma severa pupinização, ela fica caracterizada
como um canal de voz.
As figuras 3.8 até 3.15 apresentam gabaritos que ]imitam esta
distorção de amplitude, para vários tipos de linhas, utilizadas para
"transmissão de dados.
As atenuações máximas de linha que devem ser somadas aos gabaritos são:

LPCD tipo N = 30 dB
LPCD tipo C = 15 dB
LPCD tipo B = vide figura 2.10
3002 = 16 dB
Cl = 16 dB
C2 = 16 dB
C4 = 16 dB
27
3.3.2 DISTORÇÃO DE RETARDO
Quando um sinal é transmitido pela linha telefônica, todas as componen-
,tes de seu espectro são transmitidas ao mesmo tempo e o ideal seria que
chegassem do outro lado também juntas.
No entanto, isso normalmente não acontece.
Qualquer sinal que se propague por uma linha tdefônica, está sujeito a
uma distorção de retardo.
Na verdade, cada componente do espectro de freqüência do sinal trans-
mitido vai se propagar com uma velocidade diferente.
Se cada componente se propaga com uma velocidade diferente, o retardo
de propagação também será diferente, ou seja, as diferentes componentes
do espectro chegarão em instantes diferentes no final da linha.
Portanto, se o retardo de propagação não é o mesmo para todo o espectro,
o sinal sofre uma distorção de retardo.
Esta distorção também é chamada de distorção de retardo de grupo ou
distorção de fase.
Os maiores <.·ausadorl~s dessa distorção são os filtros utilizados principal-
mente nos multiplexadores FDM.
Essa distorção, praticamente imperceptível nas conversações telefônicas,
pode ser fatal em comunicação de dados, principalmente quando são
utilizados modems com modulação l~m fase (DPSK ou QAM).
Você pode ver as distorções de retardo aceitáveis para vários tipos de
linhas, a partir da figura 3.8.

28
o ATENUAÇÃO[dB]

20

IW~
16

12 11 F
~I
-

o
-4
1+1 I
I I t~l, .. F[Hz]
8N 8
M
8
o

4~ RETARDO[ms]

3,0

lH

--
2,S
iH
2,0

I
in ;I I
l,S I I
1,0
: I

I I
I I
O,S
: !
I ; ..... F[Hz]
o o
C C
M 11'1

Fig.3.8: Gabarito LPCD tipo N

29
ATENUAÇÃQ[dB]

20

16

12

-4

F[Hz]
o
o oo
o
o g 8
N ,'\ '1"1 ~
:::

,~ RETARDO[ms]
r--
r--
-
-
-
-
3.0 -
-
2.S -
-
2.0 -

~
-
1.5 ~ -
-
1,0
I ~
.l
t-

o,s I 11
I
I I

I I I
~ F[Hz)
,.,o<=> =
e
lI'l

Fig.3.9: Gabarito LPCD tipo C

30
I ~ ATENUAÇÃO [dB ]
RELATIVA
1200 bps 2400bps

32 / /
/ -7
28 / /
/ ~" [7
4800 bps
24 / /
/ / /
~ ./ /
20
/ /' /'
16 / / ~ l-' 9600bps
V V ./ /'
12 7 / ~ /'
/ ./ L/" ./ 19200bps
8
..,v / ~ ./ ~
/ V V /' ~
4
-// ~ ~ v ~
~

V~..,/ ~ ~ ~
~
O ~ ~ --' -'" ~
~- ~
jiiIiiO"'"

-4 ~ -=-- F [Hz]

2 ~ ~ ~ ª
ESTE GABARITO ESPECIFICA A ATENUAÇÃO MÁXIMA DA LINHA PARA A
~ ~~
VELOCIDADE A QUE ELA SE DESTINA.

ATENUAÇÃO A SOMAR NAS CURVAS:

1200 bps = 20dB


2400 bps = 15 dB
4800 bps = 11 dB
9600 hps = 9 dB
19200 hps = 9 dB

Fig.3.10: LPCD tipo B

31
ATENUAÇAO[dB]

20

16

12

-4

F[Hz]
8N 8.... 8ora S
r--
8
2

.4~ RETARDO [m.]


~;--

~ l-
r-- I--
~ r--
r-- I--
. r-- r--
3,0 r-- I--

2,5 ~ r--
2,0 1= I-
I-

1,.5 I
I
I
1
1,0
-'I- I
I
0,5 I I

I I
F[Hz]
...
o o <:)
o o,..., o
N V'I

Fig.3.11: Gabarito 3002 - USA

32
ATENUAÇÃO[ dB]

20

16

12

-4

F[Hz]
oQ g o
.,..
Q g,.... g
,'\
M
~

.4~ RETARDO[ms)

3,0 ,

2,S

2,0 :u·, .. ;E
I

1,5 I I
I lo I
1,0
: 'o !
I I i
I I I
0,5
: I ~
I I ; .
~
F[Hz]
o o o
o
N ,..,
o otn

Fig.3.12: Gabarito Cl - USA

33
~ ATENUAÇÃO[dB]

20

16 II D
.1
12
Ei

8
1I3
:
4

o
-4
• rei "
" ~, t-

-- F[Hz]

~~ RETARDO [ms]

3,0

2,5

2,0
ftI
1,5
IH
1,0 I Inl
I 111
I
0,5 I

o
I i .
~
F[Hz]
C
o o o o o o
8N ~ g ~
C
N M

ª ri M M

Fig.3.13: Gabarito C2 - USA

34
~ ATENUAÇÃO[dB]

20

16

12

-
8
r:1
!""""tt""tt4r1
4

o
-4
I:
I;
. F[Hz]
8N 8
M

n RETARDO[ms]

3,0

2,5

2,0 ~I
JiiJ li:.
1,5 I

,
1,0
I
I tS~ f.ti li:
0,5 I
I

I I
.I I ..
~ F[Hz]
o o o 0000.
o('oi o
M S ~i8~
N N rlMM

Fig.3.14: Gabarito C4 - USA

35
ATENUAÇÃO[dB)

2 0 ~--~~---+---+----r-------~--~

1 6 ~--~~---+---+----r-------~--~

12 f-----
8f----

F[Hz)
<:>
o 8
,~

"

4 RETARDO[m.)

'li " ~e

:JI
.,
I ,.h.
, " ,
3,0
,"
. I

2,5 • • f-4-r-
I
, I
•ai! ftr-
2,0 -f-4-r-
"T,"'ilT
1,5
ftr-
1,0 I • , ~~
I .~ . Cl. . llk ~. ft r-
0,5
: '"tI-
I I ; F[H z)
<:> o o o oooe
o
N
o
~ :3 g ocoo
'Oxov
N NNMI""";

Fig.3. 15: Gabari lo M89 · PTT, Fra nça


36
3.3.3 RUÍDO BRANCO
Chama-se de ruído branco ao sinal cujo espectro cobre toda a faixa de
freqüências, ou seja, vai de menos infinito a mais infinito.
Claramente essa definição é teórica e quer dizer, em outras palavras, que
o ruído branco possui componentes em todas as freqüências.
O ruído brant'o aparece somado ao sinal, na recepção, devido principal-
mente ao movimento aleatório de elétrons nos pares telefônicos, o que é
também conhecido como ruído térmico.

Fig.3.16: Ruído branco


É desejável que a contaminação de ruído branco no sinal recebido seja a
menor possível.
Em outras palavras, é desejável que a relação entre as potências de sinal
e ruído seja a maior possível: quanto maior a relação sinal/ruído, menos
erros ocorrerão na detecção do sinal.
Como você viu, relações entre potências, normalmente são expressas em
decibel (dB):
onde:
S/R = relação sinal/ruído
Ps = potência do sinal
Pr = potência do ruído
A relação sinal/ruído nas LPCD tipos N e B é especificada como no
mínimo 24 dB e na LPCD tipo C é especificada como no mínimo 40 dB.
Nas linhas americanas (3002, Cl, C2 e C4) é especificada uma relação
sinal/ruído mínima de 24 dB, e um nível de ruído máximo de -40 dBm.
Por exemplo, suponha que uma transmissão via linha telefônica tenha as
caraclcrísticas abaixo:

Nível de transmissão = O dBm


Atenuação da linha = 18 dB

então: nível de recepção = -18 dBm


se: nível de ruído = -45 dBm
então: relação sinal/ruído =27 dB

Normalmentc, as linhas comutadas possuem um nível de ruído maior que as


linhas privat~vas, principalmente quando a ligação é de longa distância.
37
3.3.4 RUÍDO IMPULSIVO
Esse tipo de ruído pode aparecer na recepção, e tem a forma de um pulso,
ou seja, é uma interferência transitória, de alguns milissegundos.

Fig.3.17: Ruído impulsivo


Normalmente, é gerado devido a raios ou chaveamentos nas centrais
telefônicas.
Esse tipo de degenaração normalmcnte é limitado nas especificações para
linhas privativas.
Nas LPCD (Telebrás), é especificada uma contagem máxima de 18 pulsos
em 15 minutos para um nível de decisão de 5 dB abaixo do llível do sinal
recebido, o qual tenha sido transmitido a OdBm.

3.3.5 OSCILAÇÃO DA AMPLITUDE


Esse tipo de degeneração provoca uma variação na amplitude do sinal
recebido, geralmente do tipo senoidal, devido às interferências do sinal
de chamada (20 Hz) e fonte de alimentação (60 Hz).
Pode também ser provocada pelos amplificadores e filtros de eventuais
equil)anll~ntos FDM.

3.3.6 OSCILAÇÃO DA FASE


Esse tipo de degeneração provoca uma variação na fase do sinal recebido,
geralmente do tipo senoidal, devido aos mesmos motivos citados para a
oscilação dc amplitudc.
Normalmentc, l~sta dcgencração é impcrccptívelna comunicação por voz,
mas em comunkação de dados ela pode causar sérios problemas, prin-
cipalmcnte quando os modems utilizam modulação em fase.
38
3.3.7 TRANSLAÇÃO DE FREQÜÊNCIA
Às vezes se utiliza a multiplexação em freqüência, para agrupar vários
canais de voz e fazer uma única transmissão, que ocupará uma faixa de
freqüência maior.
Os multiplexadores por divisão de freqüência (FDM) realizam esta tarefa,
deslocando cada canal de voz para uma posição distinta no espectro de
freqüência.
Este deslocamento é feito, multiplicando o sinal de áudio por portadoras
senoidais e filtrando as bandas laterais.

Fig.3.18: Multiplexação por divisão de freqüência


A figura 3.18 representa dois l'anais de áudio que podem ser por exemplo,
a transmissão de duas l'omunicações por voz ou dois modems, cujas
portadoras são de 1.800 Hz.
Os canais de áudio entram no FDM e cada um é multiplicado por uma
freqüênCia intermediária (modulam uma portadora).
O efeito é a translação do canal de áudio para a freqüência respectiva. No
caso da figura 3.18, teremos as portadoras dos modems deslocadas para:
39
A =1.800 + 10.000 =11.800 Hz
8 = 1.800 + 14.000 =15.800 Hz
Na recepção, multiplka-se novamente pelas freqüências intermediárias,
fazendo os canais de áudio retornarem para sua posição original:
A = 11.800 - 10.000 = 1.800 Hz
8 = 15.800 - 14.000 = 1.800 Hz
Então, para cada l'anal, foi feito o seguinte:
Prx = 1.800 + Fit - Fir = 1.800
Prx = 1.800 + (Fit - Fir) = 1.800
Onde: Prx = portadora na recepção
Fit = freqüência intermediária na transmissão
Fir = freqüência intermediária na recepção

Suponha agora, que as duas freqüências intermediárias não sejam exata-


mente iguais, ou seja, que a diferença entre as duas não seja zero:
Fit - Fir = AF
então: Prx = 1.800 + AF
Caso isto aconteça, a freqüência da portadora do modem (e todo o canal
de áudio) estará transladada de AF na recepção.
As linha americanas (3002, Cl, C2 e C4) especificam uma transmissão
máxima de +/- 5 Hz. As LPCD (Telebrás) não especificam este parâmetro.

3.3.8 ECO
A linha telefônica comutada disponível em nossos escritórios e
residências, l'onsiste de um único par de fios, que permite o tráfego da
voz nos dois sentidos.
No entanto, em alguns trechos, normalmente entre centrais, a ligação é
fdta a 4 fios a fim de permitir amplificações, equalizações e
multiplexações, utilizando FDM.
A l'onversão de 2 fios para 4 fios é feita por um circuito conhecido como
híbrida.
A híbrida convencional é constituída por dois transformadores, como
você pode ver na figura seguinte.

40
TX~

ZL ZL 2 Fios

Fig.3.19: Híbrida

o sinal de transmissão (TX) é encaminhado ao par de transmissão e


atenuado para o par de rel'epção, devido à configuração dos enrolamentos
dos transformadores da híbrida. A atenuação entre os dois pares do lado
de 4 fios é l'hamada dl~ rejeição da híbrida e é da ordem de 40 dB,
dependendo da impedância da I inha do lado de 2 fios e da impedância de
casamento, indicada como ZL na figura 3.19.
Portanto, uma pequena parcela do sinal RX ainda retorna para TX.
Existe uma perda de 3dB quando o sinal passa pela bíbrida tanto no
sentido de 2 para 4 fios quanto no inverso.

RX
3d8 3dB
,/' "-.
SINAL. TRAHSf.tITIDO. ----.
4OdB) -
ECO • ~
.-- -

"
.3d8
HIBRIOA
TX
HIBRIOI\

Fig.3.20:Eco

41
Este retorno que dlega ao lado emissor, algum tempo depois, depende do
retardo total da linha telefônka, e é chamado de ECO.
Este eco já pode ser ouvido numa conversa telefônica se o retardo
introduzido pela linha for maior que 20 lOS em cada sentido. Uma ligação
via satélite, por exemplo, pode introduzir cerca de 250 ms de retardo em
cada sentido.
O eco é um sinal indesejável e por isso pode Sl~r classificado como ruído
(muito desagradável nas conversações telefônicas).
Para se evitar esta degeneração, costuma-se instalar um dispositivo
dlamado supressor de eco nos trechos crÍlicos. .
O supressor de eco somente deixa passar o sinal no par de fios onde o
nível for mais alto. Na verdade, é um atenuador de 50 dB ativado pelo
sinal de voz que trafega no outro par de fios.
Isto torna a comunkação pratkante semiduplex, ou sl~ja, somente passará
o sinal de voz qUl~ chegar primeiro ao supressor. Quando o interlocutor
faz uma pausa, o supressor libera o tráfego no sentido inverso após 10 111S.
Este dispositivo impede a l'omunicação de dados qlll~ utilize modem
duplex a dois fios.
Nos Estados Unidos, os dfl'uitos que possuem um retardo total maior qUl~
50 ms dl~vl~m utilizar supressores de l~l'O.
O supn~ssor de l~l'O podl~, no entanto, ser desabilitado se este rel'ebl~r um
tom de 2.100 Hz por um pl~ríodo mínimo dl~ 0,3 segundos. Se a linha ficar
em silêndo por mais de 100 ms, o supressor entra em atividade.
Quando um modem com resposta automática atende a uma chamada, ele
emite um tom de 2.100 Hz, o que garante a desabilitação de um eVl~ntual
supressor de eco que esteja instalado nesse circuito.

3.3.9 DISTORÇÃO HARMÔNICA


Esta distorção l'llllsiste na presença de tons estranhos ao sinal prindpal,
gl~rados por não Iinearidadl~s do canal tdd'ônico, tais l'omo a limitação
do sinal, dl~vido à saturação dl~ drcuitos amplifkadofl~s ou fil tros.
Essl~s tons indl~sl~jávds possuem freqüêndas múltiplas do sinal prindpal,
ou sl~ja, são harmônÍl'os do sinal fundamental.
Por l~xell1plo, se a freqüênda do sinal fundamental é 600 Hz, a do seu 2Q
harmônil'o é 1.200 Hz, a do Sl~U 3° harmônico é 1.800 Hz, l~ assim por
diante.

42
3.4 PABX E INTERFACES DE LINHA COMUTADA
A sigla PABX vem de "Private Automatic Branch eXchange" que significa
comutação privada e automática de ramais. O P ABX convencional interconecta
ramais e troncos~ por meio de matrizes eletromecânicas ou eletrônicas. O P ABX foi
idealizado para comutar sinais de voz~ podendo passar sinais analógicos de um
tronco ou ramal para outro. Os ramais Sc:10 internos, e atendem a pessoas do local.
Os troncos ligam-se à central telefõnica mais próxima, através da rede pública de
telefonia. Cada chamada estabelecida entre um ramal e uma localidade remota
ocupa um tronco. A quantidade de troncos, portanto, é definida em função do
tráfego que entra e Sc:1i do local.
A figura abaixo, ilustra um PABX com seis ramais e dois troncos, onde está
havendo três conexões: uma interna entre os ramais ri e r5 e duas externas dos
ramais r2 e r6 com a RPT (Rede Pública de Telefonia). Quando um ramal quer
pegar um tronco para ler acesso à RPT. ele disca um número-chave, normalmente
O ou 9. Quando alguém liga para essa localidade, uma telefonista. em uma posição
especial. atende à chamada e faz a transferência para o ramal solicitado.

PABX

~~~~~ __----------rl
~~~~~~----r-------------~-r2
~~~~~~-+--------+-r3
~~~~~~----r-------------~-r4
~~~~~-4________ +-r5
~~~~~~--~------+-r6
troncos
Tl~----~--~~~~~
T2~---------~~~~~

o :::::
Telefonista

Fig. 3.21: PABX

3.4.1 INTERFACE A DOIS FIOS COM COMPORTAMENTOS


OPXESLT
Vimos. no início deste capítulo. que aparelho teleronico e' central teleronica
possuem interfaces bem-definidas e operam segundo um protocolo. Essa ligação
é feita a dois fios com sinalização por enlace de corrente. Oll seja. a base da
sinalb',,1ção enviada pelo telefone é permitir ou não que uma corrente circule no
enlace. As funções do telefone Sc:10: discar e receber sinal de chamada da central
podendo se alimentar da "oItagem da central. As funções da central são:
43
fornecer uma tensão contínua de 48 Vdc para o aparelho telefõnico, gerar tom
de discar. gerar tom de ocupado~ gerar sinal de chamada e interpretar a
discagem do telefone. Os dois comportamentos da interface entre telefone e
central são: o do telefone~ chamado de SLT (Single Line Telephone) e o da
central. chamado de OPX (OfT Premisse eXchange). Dois comportamentos
iguais não se comunicam (OPX com OPX e SLT com SLT). Na figura anterior,
se a central é OPX. então o tronco do PABX tem que ser SLT, para operar
como um aparelho telefõnico para a central. Do outro lado do PABX, se o
aparelho telefõnico de cada ramal é SLT, então os ramais têm que ser OPX. E
não poderia ser diferente: os ramais do PABX têm que gerar tom de discar, de
ocupado e de chamada para os respectivos telefones.

3.4.2 INTERLIGAÇÃO DE DOIS PABX


Imagine uma empresa que possui uma matriz e um escritório regional. em duas
cidades diferentes. Em cada localidade. ela possui um PABX ligado à RPT.
Nesse caso. bastante comum. todo o tráfego de voz entre matriz e filial vai
utilizar a RPT. utilizando um tronco de cada PABX. A empresa vai pagar a
tarit1 de DDD para chamada de longa distância. Se a tarit1 de uma linha
privativa for menor que a despesa com as ligaçõcs DDD, a empresa vai desejar
conectar os dois PABX. Uma linha conectando dois PABX é chamada de "Tie
line".
A interface de linha a dois fios. com sinali~.ação por enlace de corrente e
comportamentos OPX e SLT, é a mais comum entre telefone e central e entre
telefone e PABX. mas não entre dois PABX. Se usarmos essa interface.
devemos ter. no mínimo. duas ligaçõcs. tronco-ramal e ramal-tronco. para
possibilitar chamadas originadas nas duas cidades. Observe~ pela figura abaixo.
que um ramal do PABX-I deve discar "O" para pegar um tronco externo para a
RPT e "7" para pegar o tom de discar de um ramal do PABX-2. O mesmo
acontece no PABX-2. onde o ramal de"e discar "6" para ter acesso ao PABX-1.
Outra interface de linha comutada. chamada de E&M, é mais indicada para
interligar dois PABX.

ramais PABX-l Tro.ncos PABX-2 ramais


~,___JV'-.""""JVVV+_ + Tie Unes +
7~~~~~~~~
o
o

Fig. 3.22: Interligação de dois PABX


44
3.4.3 INTERFACE E&M
Essa interfc1ce de linha. definida pela AT&T. empresa americana de
telecomunicaçõcs, é chamada de E&M porque possui dois sinais com os nomes
"E" e "M". Possui uma sinalização diferente da interface OPXlSLT. para dois
fios. A vantagem da interface E&M é que ela é bidirecional. ou seja. uma tie
line E&M pode ser utilizada para gerar ou receber uma chamada. A interface
E&M pode utilizar 2 ou -' fios para circuitos de voz e 3 ou .. fios para
sinalização. Então, uma interface E&M terá. no máximo. oito fios. A AT&T
definiu cinco tipos de interface E&M: I a V. Os cinco tipos são baseados no
mesmo princípio, com pequenas variações. A próxima figura mostra seus
esquemas. Os tipos I e V &10 os mais comuns. Vamos descrever cada um deles.
E&M Tipo I
A interface E&M supõe que um equipamento de transmis&10. ou equipamento
tie line. ,'ai receber os sinais de comando e transmitir ao outro PABX. A
interface. portanto. liga um PABX a um equipamento de transmissão. Os dois
sinais básicos s,10 E ("Ear") e M ("Moulh"). Na condição de repouso. o pino E
possui uma tensão de --'8 Vdc e o pino M está com voltagem baixa.
teoricamente zero. Quando o PABX quer iniciar uma ligação. ele gera o sinal
M. fornecendo 48 Vdc no pino M. o que provoca uma corrente para o
equipamento de transmiS&10. O equipamento de transmis&10 detecta em uma
carga resistiva e responde aterrando o pino E. O equipamento de transmissão.
para sinalizar que há uma chamada para o PABX. gera o sinal E. aterrando o
pino corrrespondente na interface. O PABX responde gerando o sinal M. A
desconexão segue o caminho inverso. Para iniciar uma desconexão. o PABX
abre a chm'e do pino M e o equipamento tie line responde abrindo a chave do
pino E. Esse tipo de interface pressupõe que PABX e equipamento de
transmis&10 tenham o mesmo referencial de voltagem.
E&M Ti.)o V
Quando o PABX quer iniciar uma ligação. ele gera o sinal M. aterrando o
respectivo pino. Quando o equipamento tie line tem uma ligação para o PABX.
ele sinaliza no pino E. também aterrando o pino. Obsef\'e que essa interfc1ce é
simétrica e também preci&1 de uma referência de tensão comum. Note que o
equipamento tie line transforma o sinal E em M. e vice-versa. na ligação entre
dois PABX.

45
PBX Equipo transmo PBX Equipo transmo
-v _.A"A.-_=E.......,.- -V_""VY_=E+-,,"
~

Tipo I Tipo V

ErUiP~ranr· : [3BX-2

PBX Equipo transmo PBX


-V-.A"A.-_=E.......,.- -V-~--=-........-

(
SB -v '-----o--A./'-
SB
-v
Tipo 11 Tipo 111
-V-""VY-=E~
PBX Equip. transmo
-V
SB
Tipo IV

Fig. 3.23: Esquemas E & M

E&M Ti.)o 11
Essc tipo dc E&M dispenSe1 o refcrcncial comum. Cada cquipamcnto podc tcr
scu próprio rcfercncial dc yoltagem. Ao gcrar o sinal M, o PABX fccha uma
chayc quc ativa um circuito do equipamcnto tic Iinc. Da mcsma forma o
equipamcnto tic line ativa um circuito do PABX ao fechar a chavc
corrcspondente ao E.
E&M Ti.)o IH
Para gcrar o sinal M. o PABX muda a chm'c M da posição ligada ao rcfercncial
para a posição que ativa um circuito no equipamcnto dc transmissão. O sinal E
é gcrado dc forma similar ao tipo I. Notc que essa sinalização exigc rcfercncial
comum nos dois equipamentos. apcSe1r dc parecer uma \'ariação do tipo 11.
46
E&M Ti.,o IV
Essa sinali7«1ção é simétrica e também dispensa o referencial comum. É
semelhante ao tipo 11.

3.4.4 PABX DIGITAL


Toda a filosofia do PABX convencional se mantém em uso até hoje, mas agora
há um outro tipo de PABX, o PABX digital, que trabalha internamente somente
com sinais digitais seriais a 64 kbps e comuta esses sinais eletronicamente. O
PABX digital comuta dados seriais a 64 kbps que é a voz digitalizada, mas
poderia ser dados 4e outra origem. Hoje é um importante elemento de
integração nas comunicaçõcs de voz e dados. O PABX digital opera com dois
tipos de aparelhos teleíõnicos: o convencional, analógico, e o digital. que
digitaliza a voz e se comunica com o PABX a 64 kbps. Veja a figura a seguir.
Os ramais e troncos analógicos possuem um CODEC (COdificador e
DECodificador) que transforma o sinal de voz de analógico para digital
(entrada) e de digital para analógico (saída). Os troncos digitais de saída
operam a 2.048 kbps (resumidamente citada como 2 Mbps) e podem carregar
30 canais de voz por multiplexação TDM. O fato de trabalhar multiplexando os
sinais. no tempo (TDM). o PABX digital é também chamado de PABX
temporal e o PABX convencional é chamado de PABX espacial. porque quando
foi criado. utilizava barras ("Crossbar") para estabelecer as conexões.

PABX Digital
64 kbps

troncos

Telefonista

Fig. 3.24: PABX digital

47
4 - DE
TRANSMISSAO
DADOS DIGITAIS

Dados digitais são informações codifkadas sob a forma de dígitos que podem
assumir um certo número de estados possíveis. Quando esses dígitos podem
assumir dois estados, dizemos que são dígitos binários ou "bits" ("Blnary digiTS").
Normahnentl~, quando ralamos "dado digital", estamos implicitamente nos
referindo a "dado digital binário".
Os dois estados possíveis para os dígitos binários (bits) rel'ebem diversos nomes:

"O"(zero) = F (falso) = BAIXO =OFF = ESPAÇO = Ov


"1"(um) = V(verdade) = ALTO = ON =MARCA = +5v
O importante é você observar que só existem dois estados possíveis para o bit.
Se eu lhe disser que um bit não é "O", significa que ele é "1".
Transmitir dados digitais é transmitir bits e isto significa transportá-los de um
ponto a outro.
Podemos considerar qUl~ a transmissão dl~ dados digitais se inkiou em 1832 com
a primeira l'omunkação telegráfka utilizando o l'ódigo Morse. No mínimo,
devemos fl~l'onhecer que este fato foi um marco muito importante. São, portanto,
mais de 150 anos de história até chegarmos aos dias de hoje.
A mensagl~m l'odirkada em Morse era gerada pela ação direta de um operador
sobfl~ um contato e intl~rpretado do outro lado por outro operador que identificava
a scqüêllda dc sons recebidos. A veloddade c a qualidade da transm issão ficava,
basicamentl~, por conta da perícia do operador. Não é assim que a l'oisa acontece
hoje em dia: a velocidade c a qualidade das transmissõcs estão fortemcnte ligadas
aos cquipamcntos projetados cspccifkamcnte para transmitir dados.
Algum tempo após o nasdmcllto do telégrafo, foram surgindo as máquinas
digita is (l'omputadores, l'ontroladores de prc.ll'l~SSO, sensores, etc ... ) e, em
seguida, a Ill~ccssidadl~ de interligá-Ias.
48
Interligar duas máquinas digitais é fazer transmissão de dados digitais entre elas.
Basicamente, os dados podem ser transmitidos de duas formas: paralela ou serial.
Na transmissão paralela, vários bits (um conjunto) são transmitidos simultanea-
mente, ou seja, a transmissão é feita por blocos de bits, e para cada bit deve haver
um fio interligando as duas máquinas, além do fio de referência de tensão.
Na transmissão serial, os bits são transmitidos um após o outro, o que exige
apenas um par de fios.
Para curtas distâncias a transmissão paralela pode ser interessante pois permite
maior velocidade, mas para longas distâncias a transmissão serial se mostra mais
adequada pois é mais econômica.
Abordarei a transmissão serial de dados digitais, pois é desta forma que as
máquinas digitais se l'omunicam quando estão em locais razoavelmente distantes
(normalmente a mais de 30 metros).
Na transmissão serial, o (:onceito de sincronismo é muito importante. Imagine
que os bits chegam no receptor um após o outro. Existe, »ortanto, a necessidade
do rel'eptor saber quais bits pertl~nl'em a cada mensagem, normalmente codificada
por caracteres, e onde está o centro de cada bit a fim de recuperar l'orretamente
a mensagl~m.
A transmissão sl~rial pode ser feita no modo síncrono ou no modo assíncrono.
No modo assÍlll'rono, t'ada l'aradere do l'ódigo utilizado possui uma informar;ão
de sincronismo própria.
A forma mais usual de se fazer isto, é introduzir dois elementos a cada caractere
transm itido:

elemento de partida ("start") = no início do caractere

elemento de parada ("stop") = no final do caractere

Caractere com 5 Bits


I~ ~I
1 = Marca

o= Espaço

Fig.4.1: l'aractere assíncrono


Normalmente, o ell~mento de partida tem o l'omprimento de 1 bit e o elemento
dl~parada tl~m o comprinll~nlo de 1 bit, 1,5 bit ou 2 bits.
Na transmissão síncrona, um sinal espedfil'o dl~ sincronismo deve ser trans-
mitido junto l'om os dados, a fim de man'ar o centro dl~ l'ada bit para o
n~ceptor.

49
211 CARACTERE

DADOS
111 CARACTERE
+

SINCRONISMO

Fig.4.2: Caractere síncrono

Resumindo: paralela
Transmissão digital { serial assíncrona
{ síncrona

Você pode ver, na tabela abaixo, as prindpais vantagens e desvantagens de cada tipo.

assíncrona síncrona
Ineficiente pois precisa dos Eficiente pois dispensa os
l~ll~nH.~ntos de partida e parada l~lementos de partida
para cada caral'tere. e parada.
Não se l'onsl~gue alta É possível alta velocidade
velocidade devido a possíveis pois o sinal de sincronismo
erros de sincronismo garante a posição dos bits.
Simples de gerar e detectar, Complexa de gerar e detectar,
permite a construção de exige a construção de
equipamentos baratos. equipamentos mais caros.

TRANSMISSOR 1 Fios RECEPTOR


dados
TX RX
referênáa

ASSÍNCAONA

§3HO'
TX

Fig.4.3: Transmissão serial


so
A figura 4.3 mostra que um transmissor, operando no modo assíncrono, necessita
apenas de 2 fios para enviar sua informação, ao passo que um transmissor,
operando no modo sínnono, predsa de 3 fios.
Observe que as (,'omunicações ilustradas na figura 4.3, somente ocorrem num
sentido. Na prática, nem sempre acontece assim. O que eu quero dizer é que uma
comunicação às vezes exige transmissões nos dois sentidos e, de fato, esta é a
forma mais comum.
Com relação ao sentido de transmissão, as comunicações foram divididas em três
tipos:

Simplex: s6 há transmissão em um sentido.


Semiduplex: há transmissão nos dois sentidos,
porém um de cada vez.
Duplex: há transmissão nos dois sentidos
simultaneamente.

Na figura 4.4, vo(,'ê pode ver duas máquinas digitais interligadas por meio de 5
fios, o que permite as seguintes formas de comunicação:

Sentido modo fios sinais utilizados


simplex assín<.'fona 2 DTX,OV
simplex síncrona 3 DTX, TCK, OV
scmiduplcx assíncrona 2 DTX,OV
semidupll~x assíncrona 3 DTX, DRX, OV
semiduplex síncrona 3 DTX, TCK, OV
scmiduplex síncrona 5 DTX, TCK, DRX, RCK,OV
duplex assíncrona 3 DTX, DRX, OV
duplex síncrona 5 DTX,TCK,DRX, RCK, OV

dados .... DRX


....
DTX
TCKE sincronismo RCK

A ov ..
.... refer!ncia ...... ov B

DRX ..
~
dados
DTX
RCK .... .... sincronismo TCKE

Fig.4.4: Ligação de duas máquinas digitais


SI
4.1 MEIO DE TRANSMISSÃO: LINHA TELEFÔNICA
Você viu pela figura 4.4 que, para conseguir efetivar as 8 formas de
comunicação citadas, as duas máquinas devem estar ligadas com 5 fios.
Algumas formas exigem apenas 2 fios, no entanto, outras exigem 5 fios.
Então, como essas comunicações, que utilizam transmissão serial, podem ser
efetivadas pela linha telefônica, se esta I>ossui apenas dois fios?
Além desta, na verdade, uma série de condições devem ser satisfeitas para
que se consiga transmitir dados digitais seriais pela linha telefônica:
a. Nas transmissões síncronas, o sinal deve possuir, além da
informação referente aos bits de dados, a informação de sincronis-
mo. Desta forma, a transmissão síncrona, em um sentido, também
pode utilizar somente 2 fios.
b. No caso da linha telefônica genérica, o sinal transmitido devl~ estar
contido na faixa de voz (300 a 3.400 Hz).
c. O receptor deve ser capaz de recuperar o sinal caso ele esteja
l'ontaminado por uma ou várias degenerações impostas pela linha.
d. Para conseguir uma comunicação duplex a dois fios o sinal de
transmissão deve l'oexistir com o de recepção.
O equipamento que permite adaptar os sinais da máquina digital à forma
necessária para a transmissão pela linha telefônica, é o "MODEM".

MÁQUINA MODEM MODEM MAQUINA


A A B 8
OTX
-- - ORX
TCKE -- RCk
LINHA
lO
TELE FONICA
OV -- - - -- ov

--
ORX OTX
RCKE - TCKE

Fig.4.5: Utilização do modem


Como já falei anteriormente, a linha telefônica pode ser simplesmente um par
de fios (par físko), que não impõe uma limitação abrupta na freqüêlll'Ía.
Neste (.'aso, o sinal do modem não precisa satisfazer a condição "h", podendo
apenas ser um sinal digital, l'ontanto que satisfaça as condições "a", "c" e
"d", se for o l'aso.
I
Você viu na seção 3.3.1.1, que um sinal transmitido por um par físico sofre
distorção dl~ amplilude, tanto mais severa quanto maior for o l'omprimento
da linha.
52
Na verdade, a transmissão digital, utilizando exclusivamente um par físico
como meio de comunicação, será limitada em distância devido às distorções
de amplitude.
Quando os dados são transmitidos da forma descrita acima, dizemos que a
transmissão é do tipo banda-base ou digital, ou seja, o espectro do sinal
transmitido não é deslocado por nenhuma modulação, mantendo-se em sua
banda-base.
No caso da linha telefônica genérica, que é um canal de voz, o modem deve
satisfazer a condição "b".
A seqüência de dados a ser transmitida possui um espectro de freqüência que,
além de possuir componentes abaixo de 300 Hz, pode ultrapassar os 3.400
Hz. Este espectro depende da velocidade de transferência dos dados, dada por
1/Tt bits por segundo.
A figura 4.6 ilustra uma seqüência de dados e o seu espectro correspondente.
Observe que o espectro irá além da faixa de voz se 1/Tt > 3.400 Hz, ou seja,
se a transmissão for feita a uma velocidade maior que 3.400 bits por seguildo.

- , Tt ,duração de' bit

tempo: - 1 O
---+ t

f reQuêncio f
1
1t
Fig.4.6: Seqüência de dados
Você deve ter observado que a seqüência de dados "não pode" ser transmitida
diretamente na linha telefônica e o motivo é que ela ocupa a faixa de O a 300
Hz, que não passa I>elo canal de voz. Se a transmissão for mais rápida do que
3.400 bits por segundo, surgirá outro impedimento: o espectro vai além do
limite superior do canal de voz.
Como contornar isso? Ou seja, como transformar o sinal digital, que possui
um espectro que se l~stende de O a l/Tt Hz, para um sinal que possua um
espectro confinado na faixa de voz '!
A solução é a "modulação", que "transforma" o sinal digital em sinal analógico.
53
Portanto, a transmissão na linha telefônica genérica, deve ser do tipo
analógica.
A transmissão analógica é aquela onde os dados digitais modulam uma
portadora senoidal, gerando um espectro que fica localizado na faixa de voz.
Resumindo:

Transmissão Meio
Digital ou Par físico
banda-base fuar de fiosl
Analógica Linha telefônica
{canal de vozl
Exi~tem modems específicos para transmissão em par físico, que é o modem
banda-base, cuja principal função é sa tisfazer a condição "a" através de uma
codificação apropriada do sinal digital, e existem modems para transmissão
na linha telefônica genérica, que é o modem analógico, cuja prindpal função
é satisfazer a condição "h" através da modulação de uma onda portadora.
Resum indo:

Par físico: modem banda-base


Linha telefônica: modem analó ico

4.2 MODULAÇÃO

Modular é modificar uma onda portadora, conforme o sinal principal a ser


transmitido.
Os métodos de modulação mais l'omuns são:

Modulação em amplitude - AM
Modulação em freqüência - FM
Modulação em fase - PM

Outros três métodos, mais específicos para a transmissão de dados, são


utilizados pelos modellls:

Deslocamento de freqüência - FSK


Deslocamento diferencial de fase - DPSK
Deslocamento de fase e amplitude - QAM

Modular em FSK é alterar a freqüência da portadora para FI quando o bit de


dados for "1" (marca) e para F2 quando ele for "O"(espaço).
Modular em DPSK é alterar a fase da portadora, em graus diferentes, con-
forme o bit de dados seja "O" ou "1", mantendo a amplitude l'onstante. DPSK
é um caso particular de QAM, como você poderá constatar mais adiante.
A figura abaixo, ilustra esses dois métodos, mostrando os dados binários (que
é um sinal digital) e as respectivas modulações.
54
o o o o o
DADOS

F1 F2

FSK

OPSK

Fig.4.7:Modulações FSK e DPSK

Na figura 4.7, os dados modulam as portadoras em dois níveis, ou seja,


somente existem dois símbolos para l'ada processo de modulação:

Modulacão Símbolos
FSK Freqüências FI e F2
DPSK Deslocamentos de fase
01 e 02
Observe que nos dois casos acima, a cada símbolo corresponde um bit.
Gostaria de falar agora, sobre velocidade da transmissão e velocidade em que
a portadora é modulada. Algumas pessoas confundem as duas coisas pois em
certos casos, elas têm realmente o mesmo valor numérico.
A velocidade de uma transmissão digital serial (taxa de transmissão) é medida
em bits por segundo (bps), ou seja, indica quantos bits são transmitidos em 1
segundo.

Tt = duração de 1 bit [5]

Por exemplo, numa transmissão a 1.200 bps cada bit tem a duração
aproximada de 0,83 ms.
A velocidade em que a I)Ortadora é modulada está relacionada com o sinal
analógico transmitido pela linha e chamarei de taxa de modulação. É definida
l'omo sendo a quantidade de modulações feitas durante 1 segundo e a unidade
é "baud". Se a modulação somente possui dois símbolos, como citei anterior-
mente, a taxa de modulação será igual à taxa de transmissão.
55
taxa de transmissão taxa de modulação
bps baud

----~--~~I~_M_O_D_EM__~--~--~. ~
digital analógico

Fig.4.8: Taxas de transmissão e modulação


No entanto, em transmissão de dados, também se utilizam modulações com
mais de 2 símbolos, ou seja, a cada símbolo corresponde 2,3 ou 4 bits.
De uma forma genérica, o número total de símbolos será uma potência de 2,
pois o sinal digital é binário:
Onde: M= total de srmbolos
N= bits por srmbolo (4.2.1)

Uma modulação será realizada a cada grupo de N bits.


Então, a taxa de modulação será menor ou igual à taxa de transmissão:

[ baud] (4.2.2)

Onde: vm = taxa de modulador [baud]


vt = taxa de transmissão [bps]
N = bits por srmbolo
M = total de srmbolos
log 2 = logaritmo na base 2
o resultado do logaritmo na base 2 de "M", é exatamente o número de bits
em cada símbolo, conforme você pode ver abaixo:

M log2 M
2 1
4 2
8 3
16 4

A vantagem que você obtêm em agrupar vários bits (2 a 4) para formar um


símbolo é, justanH~nte, conseguir uma taxa de modulação [baud] mais baixa
que a velocidadc.~ de transmissão [bps].
Como sabemos, a linha telefônica genérica somente garante o tráfego de
sinais contidos na faixa de freqüência lim itada entre 300 e 3.400 Hz, ou seja,
numa faixa de 3.100Hz.
S6
A faixa de freqüência ocupada pelo sinal modulado depende basicamente da
taxa de modulação, não da velocidade de tralislnissão. Por este motivo, a taxa
de modulação fica praticamente limitada a 2.800 baud em uma transmissão
por linha telefônica.
Apesar da taxa de modulação estar limitada, a velocidade pode ir além de
2.400 bps, desde que se utilize uma modulação com mais de 2 símbolos.
A seguir, você pode ver algumas relações utilizadas em transmissão de dados
via linha telefônica.

velocidade taxa símbolos b i ts/símbol o


Tt vm M N
1.200 bps 1.200 baud 2 1
2.400 bps 1.200 baud 4 2
4.800 bps 1.600 baud 8 3
9.600 bps 2.400 baud 16 4
Normalmente as modulações que utilizam 2 símbolos são do tipo FSK e as
que utilizam ma is de 2, são DPSK ou QAM.
O espectro ocupado por um sinal modulado é dado aproximadamente por:

... (4.2.3.a)

... (4.2.3.b)
Onde:
B(FSK) = espectro do sinal FSK [Hz]
B(QAM) = espectro do sinal QAM ou OPSK [Hz]
F1 = freqüência de marca [Hz]
F2 = freqüência de espaço [Hz]
vm = taxa de modulação [baud]
r = fator de filtragem
O espectro FSK fica centrado em "(F2-FI)/2 + FI", e o espectro QAM fica
centrado em "Fc", que é a freqüência da portadora senoidal.

FSK

Fig.4.9: Espectros FSK e QAM


57
Fig. 4.10: Fator de filtragem
O fator de filtragem "r" ( "roll-off" ) corresponde ao grau de inclinação das
bordas do filtro de transmissão do modem e seu valor vai de 0% (corresponde
a um filtro ideal que não existe na prática) a 100%. Quanto menor o fator de
filtragem, mais crítica é a geração do sinal por parte do modem.
Como o canal de voz corresponde a 3100 Hz, este valor não pode ser
ultrapassado pelos espectros "B" citados.
Por exemplo, qual o espectro ocupado por um sinal FSK com as seguintes
características?
F1 = 1.200 Hz (marca)
F2 = 2.400 Hz (espaço)
vm = 1.200 baud (vt = 1.200 bps)
r = 50%
Solução:
B(FSK) =(2400-1200) + 1200.(1+0,5) = 1.200 + 1.800 =3.000 Hz
E qual o espectro ocupado por um sinal QAM com as seguintes características?

vm = 1.600 baud
= 50%
Solução: B(QAM) = 1.600·(1+0,5) = 2.400 Hz
Observe que, para uma mesma taxa vm, a modulação QAM é mais eficicnte
em termos da banda passantc necessária.
No caso da linha telefônica, a taxa de modulação QAM máxima permitida
será:
vm =B(QAM) =3.100 baud (r=O%)
Um trabalho matemático, desenvolvido por Shanllon, conclui que a
capacidade teórica máx'ima de um canal, contaminado por ruído branco, é
dada pela fórmula abaixo:
... (4.2.4)

58
onde: c = capacidade máxima do canal [bps]
B = banda passante do canal [Hz]
S/R= relação sinal ruído

Novamente, no caso da linha telefônica, supondo que a relação sinal-ruído


seja 24dB (máximo especificado para as LPCD tipos N e B), a taxa de
transmissão máxima conseguida scrá:
2,4
C = 3.1001092 ( 1 + 251); S/R = 10 = 251
C = 3.100·8 = 24.800 bps
Chcgamos a dois limites para a linha tclefônica:

vm máxima = 3.100 baud


vt máxima =24.800 bps

Então, qual será a quantidade máxima de bits por símbolo, possível de se


transmitir ncsta linha tclcfônica '1

Veja, se:

vl/vm 24.800/3.100 8
Então: M=2 =2 =2

Podemos concluir que, no máximo, se consegue transmitir 8 bits por símbolo,


o que levaria a um total de 256 símbolos possíveis.
Compare esses limites com as relações utilizadas na prática, que citei
anteriormcntc, e tire suas conclusões.
Observe quc, para calcular esses limites, de todas as dcgcnerações impostas
pela linha, considerei somente o ruído branco, quando utilizci a fórmula dc
Shannon, além dc ter utilizado r=O%, o quc é um caso limitc c. difícil dc
alcançar.
Você viu pela figura 4.7, que a modulação DPSK associa um deslocamcnto
de fase a cada símbolo c agora, vamos utilizar uma rcprescntação vetorial
para representá-Ia: utilizarcmos um diagrama onde cada ponto rcprcscnta um
possível símbolo com seu deslocamento de fase correspondente. Chamarei
este diagrama de constelação.
A distância do ponto ao centro dos eixos corresponde à amplitude, e sua
Ilosição angular em relação ao eixo horizontal(X) corresponde ao des-
locamento de fase do símbolo.

A = Amplitude da portadora
â0 = Defasagem da portadora com rclação ao
símbolo antcrior (no tcmpo).
x = A·cos(â0) = componcntc na quadratura X
y = A·scll(â0 ) = componcntc na Quadratura Y
59
y

________ ~--~~---x

Fig.4.ll: Representação de um símbolo

y y

- -__ ---+---~.-- .... x ----------~----------~x

12 EXEMPlO

Fig.4.l2: DPSK - 2 símbolos


A figura 4.12 mostra duas constelações possíveis para uma modulação DPSK
com 2 símbolos. Naturalmente, existe uma infinidade de constelações
possíveis, mas normalmente se utilizam aquelas cujos pontos estão igual-
mente distribuídos em ângulo. No primeiro exemplo, existe um símbolo
correspondente a "O" graus e outro a "180" graus e no segundo, existe um
símbolo correspondente a "90" graus e outro a "270" graus.
A figura 4.13 mostra uma constelação com 4 símbolos e outra com 8.

y y

901? 909
I~. .45°

0° reoo rP
x X

225°. .31Si
2100
2700
.J. v ~)(~MPLO 29 EXEMPLO

Fig.4.l3: DPSK - 4 e 8 símbolos

60
Observe que em todos os casos apreselltados Ilas figuras 4.12 e 4.13, os
símbolos possíveis estão igualmente espaçados em ângulo e contidos em um
círculo, cujo raio rorresponde à amplitude da portadora.
Para modulações com mais de 8 símbolos, a defasagem entre símbolos fica
muito pequena, tornando o sinal muito sensível a distorções de fase. Por este
motivo as modulações com 16 símbolos utilizam diferentes amplitudes, a fim
de diminuir a sensibilidade a distorções e oscilações de fase.
A modulação que utiliza deslocamento de fase e amplitude é chamada de QAM.
A figura 4.14 mostra duas constelações utilizadas em modems 9600 bps cuja
taxa de modulação é de 2.400 baud.
A primeira refere-se à recomendação CCITT V29 acatada também no Brasil,
e a segunda refere-se à norma Bell 209 utilizada nos Estados Unidos.
Compare as figuras 4.13 e 4.14. Verifique que a modulação DPSK pode ser
considerada como um caso particular da modulação QAM, onde a amplitude
dos possíveis símbolos é constante.
y y

• • • •
• •
• • • • •
----------------+-------------~x

~--~------+---------~----~~x

• • • • • •
• •
• • • •
CCITT V29 BELL 209

Fig.4.14: QAM - 16 símbolos


No caso da modulação QAM, o sinal transmitido pela linha terá um aspecto
semelhante ao ilustrado na figura 4.15

OI\OOS ---

8AI.() --- 2 3 ,

vu V V\Tv\Tv ~VV r
Fig.4.15: Modulação QAM
61
4.3 TÉCNICAS DE MODULAÇÃO
Neste segmento, abordarei, com certa llrofundidade, as técnicas básicas de
modulação e, para isto, terei que lançar mão de alguma teoria.
Você pode passar diretamente ao capítulo 5, sem perda de continuidade, se
não estiver interessado em um enfoque mais teórico.
Na verdade, quero mostrar que as modulações
AM-SC: Modulação em amplitude com portadora suprimida
AM-SSB: Modulação em amplitude com uma banda suprimida
PM : Modulação em fase .
são casos partkulares da modulação:
IQAM: Modulação em amplitude por quadratura
Desta forma, você terá uma boa visão da modulação QAM, que é a base do
funcionamento da maioria dos modems, desde os mais simples, de 1.200 bits
por segundo, até os mais recentes e avançados: os modems de 19.200 bps.
Antes de iniciarmos propriamente esta análise, vamos relembrar algumas
relações matemáticas que usarei mais adiante.
Trigonometria:

(4.3.1)

(4.3.2)

(4.3.3)

(4.3.4)

Transformada de Fourier:
a(t)
COSO)e t
---- A (co)

----
P (õ(oo+ OOe) + õ(OO-OOe)} (4.3.5)
Senroe t jrr{ õ(oo+ OOe) - Õ(OO-(J)e)} (4.3.6)
a (t)·b(t) 1 (4.3.7)
2p A(ro) ... 8(00)

A(ro) = AC(-II») se a(t) « IR (4.3.8)

A equação (4.3.8) afirma que sinais reais possuem transformada de Fourier


com amplitude par (simétrica em torno de m=O) e fase ímpar (inverso do
simétrico em torno de (1)=0).
62
Símbolos:
--1t
Ô(.)
equivalência de transformação
pi =3,141592
função impulso unitário
j V-T
* operador de convolução
a(t) sinal representado no tempo
A(w) sinal representado em freqüência
Ac(w) complexo conjugado de A(w)
roc freqüência da portadora = 2n fc
sgn(x) função sinal sgn(x) = 1: x > O
-1:x< O

4.3.1 AM-SC
Modulação em amplitude com portadora suprimida. É o caso mais simples
dentre os que vamos ver.
Deseja-se transmitir um determinado sinal a(t) que tem suas componentes
d(,~ freqüência (,'onfinadas em uma faixa l'onhecida. Veja A(m) na figura
4.17.
A modulação AM-SC é realizada simplesmente multiplicando o sinal
modulante a(t) pela portadora COS(l)ct. O sinal modulado, s(t), é trans-
mitido pelo l'anal até o receptor, onde ele deve ser demodulado.

s(t)
,/VI t---+t a(t)

MODULADOR DEMODULADOR

Fig. 4.16 - Modulação AM-SC


s(t)= a(t)cos(J)ct (4.3.9)

Para visualizar o que acontece no domínio da freqüência, basta aplicar-


mos as equações (4.3.5) e (4.3.6).

s(t) - - 5(00) = 2'1 {A(oo+roJ + A(oo-(J)c}} (4.3. 10)

Esta equação nos diz que a modulação deslocou o espectro do sinal


modulante, A(m) para mc e -mc, multiplicando por 1/2.

63
-2wC -wc Wc +2wc

Fig. 4.17: Espectros AM-SC


Os gráficos da figura 4.17 mostram o efeito da equação (4.3.10), não
considerando a atenuação causada pelo fator 1/2, a fim de simplificar a
apresentação (podemos sempre imaginar que existe um amplificador de
ganho 2 que compensa este fator).
Na recepção, o sinal s(t) é multiplicado pela portadora coswct e filtrado
por H( (t).
2 1
u(t)= s(t) . cosroet= a(t) . cos roet= a(t)'2 {1+ cos2ro e}

ult'= A(t) + a(t) cos2ro t (4.3.11)


I '1 2 2 e

Passando a equação (4.3.11) para o domínio da freqüência, encontramos:


A(ro) 1
U(ro)= -2- + '4 (A(ro+ 2ro e) + A(ro-2m e)) (4.3.12)

O sinal U«(t) está representado na figura 4.17, e possui três réplicas do


sinal A(m), a menos das constantes.
Quando o sinal U(m) passa pelo filtro H(m), a operação realizada, no
domínio da freqüência, é a multiplicação:
A(ro)= Urro) . H(ro)
O filtro H«Il), do tipo passa-baixo, corta as réplicas de A(ro) situadas em
+2o)c e somente deixa passar o próprio sinal A(m), que está em sua
posição original m=O.
Observe que o sinal original, A(m), não foi transmitido pelo canal. O sinal
S«(I), que é uma réplica de A(m), centrada em wc, é que foi transmitido
pelo canal.
Este é o grande mérito da modulação: fazer uma réplica do sinal a ser
transmitido, na faixa que o canal de l'omunicação oferece.
64
Neste caso, então, podemos imaginar que o canal nos oferel'e uma faixa
de freqüências centrada em wc. Lembre-se que a linha telefônica genérica
oferece um canal que vai de 300 a 3400 Hz.
A modulação AM-SC não deve ser confundida com a modulação AM
comum, utilizada pelas transmissces de rádio. A transmissão AM possui
a portadora adicionada ao sinal, a fim de propiciar um receptor mais
barato. Observe que não existe geração de portadora no demodulador AM,
que consiste de um simples retificador seguido do mesmo filtro H«(I).

s(t)
a(t)
....... ~a(t)

MOOULADOR DEMODULADOR

r
Wl

A -Wc
;i\ Wc
w
Fig. 4.18: Modulação AM
s(t)= a(t)-coswct + p . coswct= (a(t) + p} . coswct (4.3.13)
Utilizando as equações (4.9) e (4.11):

5((1))= 2"1 (A(m+ (t)c) + A(I)-(J)c)) + prc{ b(m+w c)+ b(m-(I)c)} (4.3.14)

Compare as equações (4.14) e (4.18). Note que a modulação AM possui


dois impulsos, em (I)e e -(I)e, somados às réplicas de A( (1); esses impulsos
l'orrespondem à portadora.
Por este motivo, a modulação AM-SC ganhou o nome de AM portadora
suprimida.

4.3.2 AM -SSB
Você sabe que sinais reais (só estamos falando deles) possuem um
espectro redundante, simétricos l~m torno de (1)=0, l'onforme mostra a
equação (4.3.8). Podl~mos, então, imaginar que a mesma informação está
presente duas vezes. No caso do sinal S( (1), gerado pela modulação
AM-SC, equação (4.3.10), a mesma informação está presente quatro
vezes, pois temos 2 réplicas de A( (I».
O prindpio da modulação AM-SSB é eliminar a metade desse espectro,
de tal forma que o espectro resultante continue satisfazendo (4.3.8), pois
queremos gerar um sinal real.
A vantagem imediata é que o sinal AM-SSB vai ocupar a metade da faixa
ocupada pelo AM-SC.
6S
°
A forma trivial de se obter sinal AM-SSB é filtrando uma banda lateral
do sinal AM-SC, conforme ilustra a figura 4.19. Daí se explica a sigla
SSB, que significa "supressed side band" ou banda lateral suprimida.

coswct

a(')
~
r "j((") /l"s(t)

A\
ffi I_ IT\
~W) ,
I

~W
wc
S(W)

-wc
-I ~
W
c
~W

Fig. 4.19: Modulação AM-SSB (filtragem)


Observe que o sinal S(o» é o sinal S'«(I) filtrado por K«(I):
5(00)= K(oo).5'(<o)
Existe uma outra forma de gerar o sinal AM-SSB, na qual estou interes-
sado em centralizar sua atenção, não pelo fato de que o filtro K«,» seja
difícil de Sl~r implementado, mas para demonstrar a tese proposta.
Esta outra forma de realizar a modulação AM-SSB utiliza um circuito
chamado transformador de Hilbert.
A fim de visualizar melhor o que ocorre na modulação AM-SSB, vamos
imaginar um caso particular, onde a(t) é uma cossenóide de freqüência
(Os.

a(t) = cosOOst
(4.3.15)
Passando pelo multiplicador:

s'(t) = a(t)-cos<Oct = cos<Ost·cosOOct (4.3.16)

Aplicando (4.3.2):
(4.3.17)
s'(t) = 2"1 (cos(O)c+ O)s)t + cos(OOc-O)s)tj

banda superior banda inferior


66
Filtrando a htlllda in fnior, fil'a :
5(1) = C05 ((1),+ (Os)1
(4.3.78)
AI'Iit'all~() (4.3. 1):
5(1)= cosUJst ' CaSto , ! - sentllsl ' 5enw,1
(4.3.79)
Ohse rve, lia equa ção (4.23):
cos<u,1 = a(l)
rr rr i
5enw sl = cos(wsf - 2") =- a(t) defasado de - 2' = a (t)

Cosw,t

a(tl-__-~x\_-~
cosw,1

S(I) 1 u(ll~
--v ~3 ( 1)

X
a (l) .senw,1

MODULADOR DEMODULADOR

Fig. 4.20: Mo~ulaç"o AM-SSB ( Hilbe rt )


Podemo s ree screve r a equação (4.3. 19):
i
s(l) = a(t)'cos<u, l-a (l)-sen",,1 (4.3.20)
ES lil equa ção suge re· no s implem entar () Illouulador AM-SSB co nforme
ilu slr;1 fi fi g ura 4,20, o ndc.~ o circ uit o dcfa sador é (} hloco indicado por
B(co).
Se.~ qui sl:rmo s que es te 1I1 od ulad o r funcione paril qualquer sinal fl(I), o
b loco defilstloor d eve operar a dc fa sage.:m de - rr./ 2 e m todtl s as freqüê ncias
( im agi ne.' n sinal a( t), qualquer, sendo (.'OI11 }>os to de váritls co mp o nenl es
se.: noidilis).
Devemos rilze r lI1t1i s dUilS observações sob re o h loco d cf asador:
- Niio deve tl tuar na tl mplitud c do sin al d e e ntradil ,
- Deve tltuar na fase de forma ímpar com re lilçiio il (I}=O,
l'ilSO co ntrhio, sua saída ser ia um sina l 11;10 real.
Entã o:
se: I
B(cu)= B(ro) JOIo') I (4.3.27)

podemo s a firmar que :

[B (o, )[ = (4.3.22a)

r -rr/2 (1 »0 1 1t
J= - 2" 5g n(tll)
O(hI) =
j +rr/2 Ú) <O
(4.3.22b)

67
Ent ;io o bloco dera sador devl~ ter um a rcsposta:
(4.3.23)
-I :! sgl1wl
B(,.. ): e 2

cos:r./ 2 - j sen:r/2 : 11» O


B(, .. ) :
1 cos:r./ 2 + j senrr/ 2 : (1) < O

(4 .3 .24)
B(u»: - isgn(.,,)

Quero fl gora , dl~ t l~ r1l1ill ;u a transformada in v ersa do bloco defasador, ou


seja , sua re sposta impul sio nai : (4 .3.25)
b(t) -~ B(w)
- , -,
b(t): (B(,,»)}: ( - isgn(w)}
-, (4.3.26)
b(t): - i (sgn(,o)}
S.h""do '1Ut: (veja Rd"11 1): (4. 3 .2 7)
.,
(sgn (,,» )} : i/ rr t
ell coll lram os fi 11 0I "":" le: I 1
(4.3. 2 8)
b(t): "t
'--------'
As l~ qua ç(k s ( 4 .3.24) e (4.3. 2 9) de fin cm () bl oco dc fa sad or. qu c é l'o n-
IIl~ ci d o como Iranfo rmador de Hilh crt.
O tran sfor mftd or dl~ Hilbnt n:1 o devc Sl~ r l'onfundido co m 11111 circuito de
re t;udo , qUl~ proporci o llíl um rClilTdo fi xo parft loda s as cOlllp oncnte s dl'
freqüência, ou seja , provoca lima var ia r;iio l i lll~ ftr dft f;I S l~ .

--t~~1. e-jWTo
A(úJ )e~" T,
A( w) t---.-~ a(I)-f(t-TO)
a(t)
Retardador

A(w)
a(l) --t~~ -jsgn(w) 1---1~~ I I A( lU )e1~,gn(('JJ
a(I) •.!.
1[1
Hilbert

F ig. 4.21: Rl~ lftrdador c tr an sformador de Hilbert


68
Vejamo s, agora, a dCll1odu l a~'iio AM-SSB, conforme sugere a figura 4.20.
u(f) = s(t)·cosOI,f (4.3.29)
I
= a (t)-cos2mct - a (I) ·senm cl,coSú) cl

= ~
2 {I + cos201 c f} - il!l
2 . sen2w c
(4.3.30)
o filtro H«,» cor ta as componentes em 2 (t}c ('o nformcjá vimos para o caso
AM-SC C (~s tlí ilu strado na figura 4.17.
Notc que o mcsmo dClIl odulador opera sinai s AM-SC c AM-SSB.

4.3.3 PM
Modula\,;"'io l~ 1l1 ra S(:', do ingl ês "Pha sc Modulation".
Consis te cm alt crar a ra se da portador<l dc forma proporrioll<ll li a1l1p litlld l~
do sin<ll 1I1odulanlc <1(1).
s(f)= A-cos{OI,f + @(f)}: @(f) = k 'a(f) (4.3.31)
onde : 0(t) = fase variável no tempo
A = amplitude máxima da portadora
k = constante

Dcslll cmbr:lIldo a cq U<l ~';"'i o <I ri m a (011 forme (4.3.3 I ):


s (f)= A-cos@(f)-coSOJ,f - A' sen@(f)- seno" f (4 .3 .32)
,
fa zc nd o a (f)= A-cos@(f) (4. 3.33a)
I
a (f) = A-sen@(f) (4.3.33b)

s(í;= a'(1} ' cosuJ,t _ai(t; 's enuJ c (4.3.34)

r I cosw,t cosw<t I
a(I)- ' x - IH(wJI- ~(IJ
s(tJ
,/I/"
i i
a(t) • '---{ix) - H(wJ
a(t)
-senw.t
MODULADOR DEMODULADOR

-+--I6::=--I- R

Fig. 4.22: Modu laç.o PM


69
A equação (4.3.34) propõe' a implementação apresentada na .figura 4.22,
onde o sinal modulallte, a(t), foi dcsmcmbrado CIo duas componcntcs em
quadratura, conformc cquação (4.3.33).
A informação a ser transmitida, quc é represcntada pclo sinal a(t), pode
scr vista como um vctor a(t), bidimcnsional, cujas coordcnadas a(t) e à(t)
são tais quc a intensidadc deste vetor é scmpre constantc.

2 2
r I 2
a (t) +a (t)= a

4.3.4 QAM
Compare os moduladores discutidos: AM-SC, AM-SSB c PM (fase).
A difl~rcnça cntre essas técnicas é a regra que correlaciona os sina is em
quadratura, conforme ilustra a figura 4.23:
Fica dcmonstrada a tcsc dc que a modulação QAM é o caso geral pois
todas as demais podem ser realizadas com um modulador QAM, como o
da figura 4.22, apenas criando uma regra de correlação entre as com-
ponentes do sinal de entrada.

AM-SC: Só existe uma dimensão e o vetor transmitido


assume qualquer valor no eixo R.
A componente do eixo I é nula.
AM-SSB: A componente do eixo I é a transformada
de Hilbert da componente do eixo R.
PM: O vetor transmitido pode assumir qualquer
ângulo, porém sempre a mesma amplitude
(intensidade).
QAM: O vetor transmitido é qualquer. Suas
componentes não possuem qualquer
correlação.

Note que todas essas modulações c demodulações podem ser efetivadas


com um único circuito: aquele da figura 4.22.

70
I

~(I)
AM-SC R b(t ) ,O

AM-SSB
~ (I) l7: oU )
R
i 1 r
a(t)'fiT-a( 1)

PM
bU ) ~ ~( t )
fa(1)

R b2 ( t ) .6 2 (t )'a 2

i
~
i a ( t)' qualquer
a(1)
QAM R
~( I ) r
0( 0;; qualquer

Fig. 4.23: Ténlios de Modulo ,ao


71
4.4 TRANSMISSÃO VIA SATÉLITE
o satélite artificial do tipo geocstacionário é colocado em órbita
para permitir que
duas, ou mais, estações terrestres se comuniquem entre si. O satélite de
comunicações é um elemento importante a ser considerado na fase de projeto da
rede. Antes de abordar como se processa a comunicação de dados com auxílio do
satélite, vamos ver como ele se mantém estacionário, no espaço, em um ponto fixo
com relação à Terra.
Para que o satélite de comunicação fique parado sobre um determinado ponto da
Terra. é preciso que ele acompanhe a rotação desta, ou seja, fique trafegando no
espaço, em uma órbita circular, na mesma velocidade angular de rotação da Terra.
Portanto, o tempo de revolução do satélite será igual ao dia sideral, ou seja, 23
horas, 59 minutos e 4,09 segundos! O satélite segue sua trajetória no conhecido
movimento circular uniforme. Sua velocidade é dada por:
v = (rJ·d .... (4.4.1)

Onde:
v =velocidade do satélite
=velocidade angular do satélite
(I)

d =distância do satélite ao centro da Terra

Em um movimento circular uniforme sempre existe uma força "puxando" o objeto


para o centro da trajetória (força centrípeta) e, no caso do satélite, é exatamente o
que acontece. Lembrando um pouco da fisica:

I M~2 I
Fc = .. (4.4.2)

Onde:
Fc =força centrfpeta
Ms = massa do satélite

v =velocidade do satélite
d = distância do satélite ao centro da Terra

72
v
Satélite

Mas que força centrípeta é essa que age sobre o Sc1télite'! É a força de gravidade da
Terra, dada pela lei da gravitação univerSc11:

GM,Ms
Fg = 2 ... (4.4.3)
d

Onde:
Fg =força de atração gravitacional
G =cte de gravitação =6,67 exp-11 [N.m /kg2 2
]
Mt =massa da Terra
Ms =massa do satélite
d =distância do satélite ao centro da Terra

Sabendo-se que as duas forças Fc e Fg. na verdade. é uma única, podemos igualar
as equaçõcs (4.4.2) e (4.4.3):

... (4.4.4)

Substituindo o valor de "v". no lado esquerdo da equação, pelo valor tirado de


(4.4.1). e manipulando, fica:

(I)
2 d 2 =GM,
-2- .. , (4.4.5)
d

73
Observe que o único parâmetro desconhecido é "dI!, a distância do satélite ao centro
da Terra. Explicitando "d" em função dos outros parâmetros, fica:

... (4.4.6)

Substituindo os valores conhecidos:


G = 6.67'10- 11 [N.m 2 /kg 2 ]
Mt = 5.98'10+24 [kg]
(t) = 7.27'10-5 [rad/s]

encontramos d:::;: 42.260 km. Sabe-se que o raio da Terra mede aproximadamente
6.440 km. Então. a menor distância do satélite até a supcrficie da Terra é h =
42.260 - 6.440 = 35.820 km.
Concluímos que. para o satélite se manter estacionário, ele deve estar,
aproximadamente. a 36.000 km da supcrficie da Terra. É nessa altitude que estão
todos os satélites desse tipo. Com três satélites estacionados a 120 graus um do
outro. praticamente toda a supcrficie da Terra fica coberta por suas transmissões.
Basicamente. o Sc1télite age como um repetidor (ou um refletor) das transmissões de
microondas vindas de uma estação terrena. O satélite recebe (rota de subida) em
uma faixa de freqüência e transmite (rota de descida) em outra faixa de freqüência.
As duas faixas de freqüência. ou bandas, mais usadas são:

Banda Subida IGHzl Descida IGHz] Largura [MHz]


C 5.925 a 6.425 3.700 a 4.200 500
Ku 14.000 a 14.500 10950 a 11200 500
11.450 a 11.700

A velocidade de propagação de um sinal de microondas é aproximadamente igual à


da luz. ou seja. igual a 3'10+8 m/s. Vimos que a menor distância do satélite até a
supcrlicie da Terra é cerca de 36.000 km. mas. devido à curvatura da Terra, essa
distância pode chegar até a 42.000 km. Se considerarmos uma distância média de
39.000 km entre o Sc1télite e suas duas estações terrenas que estão se comunicando.
o tempo de propagação entre elas será de:

2.39.10 6
t =_e.....;;.sp_a-=-ç_o_ ... (4.4.7)
velocidade 3 .108 = 260 ms

74
Esse tempo de propagação deve ser levado em conta ao se fazer o estudo de
comunicação de dados ou voz via satélite. pois aumenta consideravelmente o tempo
de resposta nos sistemas interativos e. numa conversação via satélite. um dos
interlocutores deve aguardar cerca de meio segundo a mais para receber a resposta
do outro.
Alguns t1tos merecem ser mencionados pois já fazem parte do recente histórico das
comunicações via satélite. Em 19~5. o conceito de comunicação via satélite foi.
pela primeira vez, exposto pelo escritor de ficção científica Arthur Clark. Em 1957.
a Rússia lançou o primeiro satélite: o Sputnik. Em 1963. os Estados Unidos lançam
o primeiro &1télite geo-cstacionário: Syncon. Em 1965. no cabo Kennedy. há o
lançamento do INTELSAT I com 38 kg e 2~() canais de voz. o primeiro satélite
comercial. Em 1985, há o lançamento do Brasilsat I
e em 1986 o lançamento do Brasilsat 11.
A banda de 500 MHz. utilizada pelo satélite. é normalmente dividida em faixas de
36 MHz. cada uma operada por um transponder. O INTELSAT IV. lançado em
1971. por exemplo, possui 12 transponders.

I
500 MHz

As três principais técnicas utiliz,1das nas transmissões "ia satélite são:


FOMA: freqüência ("Frequency Oivision Multiple Access")
SCPC: freqüência ("Single Channel Per Carrier")
TOMA: tempo ("Time Oivision Multiple Access")

FDMA

A faixa de freqüência do transponder (normalmente 36 MHz) é dividida em


partições. cada uma carregando vários canais de voz. Dessa forma uma estação
terrena pode utiliz,1r uma ou mais partições. de forma independente. Por
exemplo: I~ partições de 2.5 MHz com 2~ canais de voz cada: 7 partições de 5
MHz com 60 canais de voz cada: 7 partições diferentes sendo uma de 10 MHz.
uma de 7.5 MHz, duas de 5 MHz e três de 2.5 MHz, totalizando 420 canais de
"OZ. etc, Quanto mais larga a partição. melhor o aproveitamento em termos de
canais de ,'oz. Os canais de voz entram em um mux FDM e então passam por
um modulador FM que gera a portadora na t1ixa de 6 GHz.

75
Largura da partição (MHz) 2.5 5.0 7.5 10,0

Canais de voz por partição 24 60 96 132

A próxima figura é um exemplo de partição de um transponder. uSc1ndo a


téeniea FDMA. Sessenta canais de \'07. são agmpados em freqüência ocupando
uma banda de 240 KH7.. Em seguida são modulados em FM gerando a partição
com uma banda de 5 MHz em uma freqüência intermediária (FI). A partição é
somada com as outras e transposta para a freqüência final de RF.

canais de voz
1

t-f
rh
I
I I
5 MHz

SCPC
Essa técnica de múltiplo acesso gera uma portadora de rádio para cada canal de
\'07. (digitalizado a 64 kbps) ou dados. que pode ser em velocidades de -'8 kbps.
56 kbps. 6-' kbps. 128 kbps. etc. permitindo bom aproveitamento da faixa de
freqüência do transponder com uma ocupação de 100 % (obser\'e que isto não
acontece com o FDMA). Então. a cada partição da faixa do transponder
corresponderá um canal de \'07. ou dados. O Intelsat IV, por exemplo. permite a
transmissão de 800 canais de \'07. ou dados. a 64 kbps. espaçados de -'5 kHz.
dentro da fhixa de 36 MHz de cada transponder.
No caso do sinal de \'oz. cada canal. codificado em PCM a 64 kbps. é modulado
em QAM (PSK. 4 fases). em uma frequência intermediária (FI) situada entre 52
e 88 MHz. A faixa ocupada pelo sinal QAM é:

B(QAM) = (1 + 0,1875) ( 32 kbaud ) = 38 kHz

76
Observe, na próxima figura. os modems recebem o sinal de voz digitalií'.Hdo a
6~ kbps e os modula em QAM da mesma forma que os dados. Um canal de
. ·dàdos a 6~ kbps vai ocupar a mesma' fa'ixa de freqüência que uma canal de voz.
ou seja. 38 kHz,

Voz

Dados------------~

A Embratel oferece o serviço de transmisSe10 Se1télite DATASAT Plus. que é um


serviço SCPC para transmissões duplex em velocidades de 19.200 bps até 2.0.J8
Mbps, A principal característica desse serviço é que o canal é transparente a
protocolos. ou seja. aceita qualquer transmisSeio síncrona independente do
protocolo, Os multiplexadores voz-dados. por exemplo. utilizam um protocolo
especial na saída agregada e precisam de um canal transparente.
No Brasil. alguns usuários de comunicação satélite SCPC Seio: Alpargatas com
11 estações e 10 circuitos. Bco. do Brasil com 10 estações e 16 circuitos. Bco,
Central. Bco. Nacional com ~ estações e 5 circuitos. Datapre\'. Gerdau com 5
estações. GSI. IBM com 10 estações e I.J circuitos. Bco. ltaú com 10 estações e
22 circuitos. Petrobrás com lO estações e 15 circuitos. Usiminas com 3 estações.
Vale do Rio Doce com .J estações. Varig. dentre outros.

TDMA

A transmissão é feita por partições no tempo. de forma que ,'árias estações


podem compartilhar o mesmo transponder do satélite usando uma mesma
portadora que carrega dados em alta velocidade. A cada intervalo de "T"
segundos uma estação mestre transmite um quadro com "n" parlições que
podem ser endereçadas. de forma independente. a ,'árias estações terrenas. A
primeira partição é utilizada como referência do bloco. Cada partição possui
três segmentos básicos: um tempo de guarda para separar as partições. um
preâmbulo que contém as informações de sincronismo e endereçamento. e os
dados do usuário,
ESSe1 técnica é dependente de protocolo pois tem que analisar os dados do
usuário a fim de inseri-los nas partições de tempo. A Embratcl oferece o
DATASAT-BJ. que é um TOMA para comunicações em baixa velocidade. A
77
transmissão é síncrona. bidirecional. e pode ter velocidades diferentes: a estação
principal vai até 9600 bps e as microcstaçõcs podem ir até 6-' kbps. A Embratcl
tem capacidade de instalar até 2000 estaçõcs em 50 redes distintàs. Os
protocolos aceitos são X25. BSC e SDLC. O tempo de resposta. informado pela
Embratel. é de aproximadamente -' segundos. Alguns dos usuários 5.10:
Bamerindus com 250 estaçõcs. Banestado com 200. Banco Ilaú com 500.
Bradesco com 700. Prodasen com 360. Sudmneris com 50. dentre outros.

4.4.1 MODEM SATÉLITE


O modem. incorporado no sistema de transmissão \'ia satélite. utiliza a
modulação QAM. normalmente com dois bits por símbolo. conhecida como
QPSK. ou seja. PSK em quatro fases. que é um caso particular de QAM.
Conforme mencionado anteriormente. o INTELSAT IV pode utilizar. em um
transponder. a modulação QAM para transmitir 800 canais de 6-' kbps. que
podem ser dados ou voz.
Há também modem satélite que utiliza o BPSK. ou modulação PSK em duas
fases (também é um caso particular de QAM). Se dois esquemas. BPSK e
QPSK. utilizam o mesmo fator de filtragem. digamos. 18.75%, as bandas
ocupadas para transmitir 6-l kbps são. respectivamente. 38 e 76 kHz. Note que a
eficiência do QPSK é o dobro: 1.68 bpslHz contra 0.8-' bpslHz do BPSK.
Alguns modems para satélite utilizam BPSK em transmissõcs até 6.. kbps e
QPSK de 6-' kbps até 2.0"8 kbps.

4.5 INTERFERÊNCIA INTERSIMBÓLICA

Vamos imaginar a transmis5.10 de uma


seqüência. de impulsos a uma taxa fixa de \'111 a(t)

i r1 t 1I . . .
= Irr (impulsos por segundol. ou seja. um a6
impulso a cada "T" segundos. Cada impulso 1 a4
corresponde a um símbolo. Então. a equação ~

do sinal transmitido é: tempo


jL 3 a5

a(t) = I" an (f(t - n T) ... (4.5.1)


T

78
Onde:
an = amplitude do enésimo impulso

õ(t - nT) = impulso que ocorre em t=nT


Essa é ulIla lmllsmiss.l0 em ba nda base. de símbolos no

'y
canal
formato de impulsos. Suponha que essa Irall sllliss.l0 se
dê através de um canal de b:mda limitada. Oll seja. o h(IJ ~(IJ
canal é um Ohro passa-bnixo. O si nal na recepção será
a c0I1\'oluç.l0 do sinal tran smitido com a resposta
impuIsiollnl do canal: 00 v4ÇJ I

x(l) =a(l) • h(l) =f a(p '1 . .(4.5.2)


h(I-7)
-~

Como a(s ) só e,isle para S=nT. elHão:

x(l) = I"Jln a n b(~ - nT)! h(l-ç) di;


x(l) = 1n an 6(1 - nT) h(l-nT)
x(l) = ln an h(l-nT) ... (4.53)

Nn rcccpç:io. o Silléll deve ser mostrado a cnda "T" segundos. a fim de se rccupcrm
o si nal ori g inal a(l). NOle que o si nal '(I) é
con tinuo c corrcspondc a lima seqüência de
réplicélS dn resposta impulsionai do Célllél l
(fillro). esca lonadas pelo falar a n . A
amostragem Iln rcccpç:io corrcspondc a
muiliplicar o sinnl recebido por 11111 trem de
impulsos. &r(I). espaçados de "T" segundos e
sincroni zados com n(t).

r(l) = x(l) /in/) . .. (4.5.4)

r(l) = li< x(l) 6(1-kT) =


= li< (ln an h(l-nT)] 6(1-kT) =

r(kT) = 1n an h(kT-nT) = l;, a n h([k-n]T) .. (4.5.5)

Note que o sinnl fel) só ex isLe nos insLanLes de L = kT e SlHlS nl110stras podem ser
express<ls por:

.. .(4.5.6)

79
Para rccuperar o sinal a(l) dcvcmos rccuperar cada uma dc suas amostras. Para
obtcr cada amostra ak dcvcmos. dc alguma forma, climinar os outros tcrmos da
cquaÇcio (4.5.6). deixando somentc ak ho. Todos os outros tcrmos são indcsejávcis c
Seio chamados dc I1S, ou Interfcrência Intcr-Simbólica, pois nada mais Seio do quc
as amplitudcs dos símbolos adjacentcs multiplicadas por um coeficicnte da resposta
impulsionai do canal. Note que o fator ho é um fator constante em todas as
amostras e se considerarmos ho = 1, obteremos a equação:

... (4.5.7)

A condição para que a IIS seja nula é que a rcsposta impulsionai do canal cruze o
eixo "t" cm múltiplos de "T". quc é o período dc amostragcm. Em outras palavras.
para quc IIS = O de,·cmos tcr rk = x(kT) = a(kT) = ak ho ' ou scja. o canal de\'c
satisfazer as scguintcs condiçõcs:
h(O) =ho
h(nT) =O 'V n ~ O
Finalmente. a condição no domínio do tempo. para que o canal não introduz,1 IIS,
podc scr expressa por:
h(t) lJ-,{t) =ho lJ(t) ... (4.5.8)

Passando a equação (4.5.8) para o domínio da freqüência fica:

(1/21l) H(tv) * (2n1T) lJ2,vr(tv) =ho /(lJ(t)} ... (4.5.9)

Onde:
H(m) = transformada de Fourier de h(t)
(21tIT) ~1tIT(I») =
transformada de Fourier da seqüência de impulsos
espaçados de ''r'

(J
C/{8(t)} =transformada de Fourier do impulso unitário
Finalmcntc. obtcmos o quc Nyquisl concluiu cm 1928:

Il.n H(w... n(vmJ =ho T I onde (Vm =2n/T ... (4.5.10)

Obser"e que a soma de todas as réplicas da resposta em freqüência do canal


deve ser uma constante. Portanto. a condição. no domínio da freqüência, para
que não exista IIS. é o canal ser um filtro passa-baixo com freqüência de corte
80
27tI2T : : : wnl2. onde O)m ::::: taxa de símbolo. A resposta em freqüência do canal
pode ultrapassar 112T desde que a descida da curva espectral seja simétrica em
relação ao ponto de meia potência. A banda total do espectro ocupado pelo sinal,
BW, que corresponde ao filtro do canal, é dada por:
BW{Hz] = 2 (1 +r)/2T = (1 +r)/T
BW{Hz] = vm (1 +r) ... (4.5.11)

H(f)

J(W)
/
H(W-w )
m / I/~,
/ I~ Ct.)m Wm
\ ,;W /vri,
1-r
2T
2 1+r
2T
~ f

2'"
8W

Note que a equação (~.5.II) já foi apresentada anteriormente e "r" é o fator de roll-
ofT ou fc1tor de filtragem.

4.5.1 EQUALIZADOR TRANSVERSAL PARA ELIMINAR IIS


Vimos que a interferência intersimbólica provocada pelo canal é gerada pela
filtragem incorreta do sinal. Podemos eliminar essa interferência na recepção?
A resposta é sim e ,·ou apresentar a forma teórica de se fc1zer isso, que se deduz
imediatamente das equaçõcs. Na prática. poder-se-ia pensar que a IIS. em uma
amostra, seria provocada somente pelas amostras anteriores. mas como há
retardos envolvidos, a interferência ocorre dos dois lados. A fim de simplificar a
apresentação. vamos supor que a amostra rk sofre I1S somente dos três símbolos
anteriores. então:
... (4.5.12)

A simples obseC\'ação da equação (4.5.12) sugere que um filtro transversal


instalado no receptor pode eliminar a I1S se
seus coeficientes forem exatamente aqueles
amostrados da resposta impulsionai do canal
e se. de alguma forma. as decisõcs forem
corretas. ou seja. o circuito de decisão
sempre acerta. Veja a figura. O sinal x(t)
chega ao rcccptor e é amostrado a cada
intcC\'alo de tcmpo "Til, rcsultando no sinal
81
r(t). que está representado na figura pelas suas amostras rk- A partir desse
ponto. todo o circuito do receptor é digital. ou seja, manipula valores
numéricos. As operaçõcs aritméticas &10 executadas por um microproces5<1dor
de sinal. De cada amostra rk é subtraído um valor proveniente do filtro
transversal e o resultado entra no circuito de decisão. O símbolo decidido
corretamente, ak. entra no circuito de retardo do filtro a cada intervalo de
símbolo (T segundos). Os três últimos símbolos decididos corretamentc 5<10
multipliC<1dos pelos coeficientes do filtro, que são os mesmos do canal, e
somados, obtendo-se assim um sinal que é exatamente a lIS. Finalmente, esse
sinal é subtraído do sinal que chega no receptor. A esse tipo de circuito dá-se o
nome de equalizador trans\'crsal com a resposta direta do canal. Naturalmente.
na prática, não se dispõe desses coeficientes para implementar o equalizador.
mas há métodos para se determinar tais coeficientes por técnicas adaptativas
convergentes.

4.5.2 FILTRAGEM NA MODULAÇÃO QAM


Vimos que a modulação QAM. para comunicação de dados. consiste em
transmitir um símbolo complexo. em duas portadoras ortogonais. cos (mcl) e -
sen(Úlcl). Cada símbolo possui uma parte real e
outra imaginária. que correspondem aos sinais
l (t) e ai(t). já discutidos. Esses sinais. em suas
formas originais. possuem um espectro de
freqüência que se estende indefinidamente.
devido as transições bruscas que ocorrem entre
dois símbolos consecutivos. Antes de
multiplicar pela portadora correspondente. esses sinais devcm ser filtrados a fim
de confinar seus espectros dentro da faixa que se quer posicionar no canal
telelõnico. Sabendo que a filtragem de\'c evitar IIS. os filtros de transmis&10
de\'em seguir o critério de Nyquist. Então, concluímos que os filtros devem
possuir freqüência de corte igual a metade da taxa de modulação e devem ter
suas descidas simétricas com um determinado roll-ofT. Obser\'e a figura. O
circuito do modulador é implementado por processamento digital. Os sinais em
quadratura. ar(t} e ai(l). &10 inicialmente amostrados na taxa fo = lrro. que
normalmente corresponde a uma freqüência de 9600 Hz. A partir desse ponto.
todo o circuito \'ai funcionar no ritmo lrro. As amostras dos sinais em
quadratura entram em dois filtros Nyquisl. tran\'ersais, exatamente iguais. a
cada inten'alo de "To" segundos. e todas as amostras armazenadas são
deslocadas de uma posição. Note que os valores ar e ai assumem no\'o valor a
cada intervalo de símbolo (T). Cada filtro realiza três multiplicaçõcs e uma
soma. Após filtragem. cada amostra dos sinais ar(t} e ai(l) em quadratura. é

82
multiplicada pela amostra cos (CJlcnTo) e -sen(CllcnTo) respectivamente. As
duas resultantes silo finalmente somadas para gerar o sinal de saída sel)o que
também só possui valores a cada nTo. ou seja. a Sc1ída é um sinal s(nTo).
discreto.

... (4.5.13)

Nesse exemplo. portanto. o processamento no filtro. a cada To segundos.


consiste de 8 multiplicações. 3 somas e 6 deslocamentos. Se a taxa de
modulação é "m :::: Ifr. então o processamento a cada símbolo será Trro ::::
fclvm vezes maior. Quando a taxa de amostragem é múltipla da taxa de
modulação. a implementação do circuito modulador fica mais fácil. Por
exemplo. um modem que opera a 2-100 baud com freqüência de amostragem de
9600 Hz. possui fd"m :::: 9600/2-100 :::: -I. ou seja. cada símbolo ocupa quatro
ciclos completos de processamento do modulador.

4.5.3 FILTRO RETANGULAR IDEAL


Um filtro com resposta em frcqüência da forma rctangular. ou filtro idcal.
atcndc ao critério de Nyquist para evitar IIS. Tal filtro não é rcalizável na
prática e para se conseguir uma boa aproximação é muito dificil. O filtro
dcscjávcl é aqucle que tem o maior roll-oIT possÍ\·cl. e não o filtro ideal que
possui roll-oIT zero. A fim de cmbasar o próximo item. vamos falar sobre o
filtro retangular e calcular sua resposta impulsionaI. A resposta em freqüência
do filtro retangular. com corte em \'nl2 é dada por:

H(o») = r hoT para - v m/2 < f < +v m /2

lO para 'ti frequência fora da faixa acima.

A resposta impulsionai scrá:


1 +U'. tvm/2
h(t)=- JH((tJ).e}(uld(()={hor) J
[e}(ul).df ... (4.5.14)
2· Ir -U.' -vm/2

ho sen( v mnt)
h(t)=---- ... (4.5.15)
vmnt

83
H(w)
!t)
hoT ..... , I C\
hO ...

~V:
! 1\ ~ ~t
I I
T 2T

A equação (·t5.15) possui zeros em h(t) = kT, ou seja, h(t) é zero no centro de
todos os outros símbolos e tem valor ho na origem. Note que, se um trem de
impulsos passar por esse filtro. não haverá I1S pois a cada impulso será gerada
uma função h(t-nT). conforme já vimos. Fica. portanto, provado que o filtro
retangular ideal não gera IIS. É importante notar que. para não ha\'er
interferência intersimbólica, a resposta impulsionai do filtro deve ser zero em
nT e ter um valor qualquer ho em t = O. Na prática. o instante de amostragem
nunca é exatamente no centro do símbolo. sendo importante que nas
proximidades de nT. ou seja. em cada instante que a resposta impulsionaI do
filtro corta o eixo t, a função tenha unJ valor pequeno para, nos casos de erro de
amostragem. não gerar muita lISo O filtro retangular é fraco nesse sentido: sua
resposta impulsionai possui passagens pelo zero muito verticais, Oll seja,
qualquer erro na amostragem vai gerar muita IIS. Na verdade, quanto maior for
o roll-olT. melhor será o filtro com relação a esse aspecto. ou seja. mais a sua
resposta impulsionai vai cruzar o eixo t com um ângulo horizontal menor.

4.5.4 FILTRO COSSENO LEVANTADO


Esse tipo de filtro permite estabelecer um roll-ofT de até 1000/0. com uma
descida suave que segue a CUf\'a do cosseno. Sua resposta impulsionai crul.a o
eixo t mais horizontalmente que o filtro retangular. o que melhora o
desempenho da amostragem.
H((tJ) = (h o T/2 (1 + cos((tJT/2)] para - vm < f < +vm " vm = 1/T
lo para frequência fora da faixa acima.

A resposta impulsionai da eq. (-4.5.17) pode ser obtida após alguma


manipulação partindo de (-1.5.16):
1 •" . í h T I. vm
I
hlt)" - - H((tJ).elQ.·'d(tJ =
2'Jr _.1)
l-O-) I
2 -vm
[1 + COS(JrrTle jOJI ].df ... (4.5.16)

84
... (4:5.17)

t t

T 2T

Esse filtro corresponde exatamente a um cosseno levantado, sem uma região de


resposta unitária. ou seja. corresponde a um roll-ofT de 100%.
No entanto. o caso mais geral é aquele em que existe um roll-ofT "r" que pode
variar de O a 1000/0. cuja resposta em freqüência pode ser especificada da
seguinte forma (v m = Itr):

hoT ;O«<(1-r)v m 12

H((IJ) =
hoT 1211-senl' f -112T)nT 1 rIJ ;(I-r)v m 12 < f < (1+ r)v m 12
O ; f> (1- r)v m 12
H(-(lJ) ;«0

Da mesma forma que nos casos anteriores, porém com um pouco mais de
manipulação~ pode-se chegar à resposta impulsionai do filtro cosseno levantado
genérico. dada pela equação (·t5.18).

... (4.5.18)

Se você fizer r=1 na equação (-'.5.18), que corresponde a um roll-ofT de 100%,


vai encontrar a equação (-'.5.17).

85
4.5.5 IMPLEMENTAÇÃO DO FILTRO DIGITAL PARA
TRANSMISSÃO QAM
Sabemos que o filtro de\'e atender ao critério de Nyquist e que o cosseno
levantado é a melhor opção para a implementação. Partindo da equação
(4.5.18). podemos obter os coeficientes do filtro. considerando que o sinal de
entrada. amostrado. só existe nos instantes t = nTo= nlfo.

Considerando, ainda. que ho = I. a equação (4.5.18) fica:

h(n)=
sen( nllV m / 'o) 'o )
cos( mllV m /
2 ... (4.5.19)
nllV m / 'o 1 - (2mv m / 'o )

Para exemplificar melhor o assunto vou apresentar um caso prático real.


Suponha que um modem opera a 2400 baud e possui uma freqüência de
amostragem de 9600 Hz. Note que a freqüência de amostragem é um múltiplo
da taxa de modulação: \'m/fo = 0.25. Supondo que o fator de filtragem é 15%.
obtemos facilmente os coeficientes do filtro de transmissão:

h(O) = I h(l) = 0.899 h(2) = 0.633 h(3) = 0.297


h(4) = O h(5) = - 0,161 h(6) = - 0,202 h(7) = - 0,121
h(8) = O h(9) = 0.009

Calculei do primeiro ao nono coeficiente e poderia continuar


indeterminadamente. A equação nos le\'a a um filtro de comprimento infinito.
mas para realizá-lo na prática. temos que escolher um comprimento finito. Note
que h( 4k) = O para k = 1.2.3 .... Vamos definir que o filtro tenha comprimento
de 19 coeficientes (os coeficientes de um filtro transverso são também
chamados de taps). Então. os coeficientes serão h( -9) até h(9). Note que os
coeficientes 5<10 iguais para n = ± I, ± 2. ± 3. etc. Esse tipo de filtro trans\'er5<11.
cuja resposta impulsionai é simétrica em torno da origem. tem uma resposta em
f.1se linear. ou seja. não introduz nenhuma distorção de fase. Podemos
considerar que o projeto está pronto. pois temos os 19 coeficientes. Mas o que
fizemos foi escolher os 19 coeficientes em torno da origem e desprezar os
demais - isso corresponde a multiplicar a resposta impulsionai do filtro por uma
janela. que nesse caso é retangular e \'ale "I" para -9 ~ n ~ +9 e "O" para Inl ~ 9.
Esse é um método de se obter um filtro finito a partir de um filtro infinito. mas
não é o melhor. Há outros métodos. como as janelas de Bartlet. Hanning.
Manuning e Blackman. Esse assunto é tratado em literaturas sobre
processamento digital de sii13is e projetos de filtros digitais.

86
4.6 SINCRONISMO DAS PORTADORAS NO QAM
Vimos o modulador QAM. com seus filtros de Nyquist, e vimos o demodulador
QAM supondo que as portadoras, no transmissor e no
Portadoras locais
receptor. estavam em fase. Vamos imaginar agora que a
T)(L\ !\
portadora do receptor está adiantada de .1$ com relação
à portadora do transmissor. O que vai ocorrer na 1 V V
demodulação? Suponha que o sinal transmitido é s(l), Rx!l\ !\ Im Símbolos
..Ji:V\~
tal que: Í+-M y(l)
Re
s(t) = l(t) eos ((dei) - /(t) sen ((deI) ... (4.6.1)

Esse sinal. ao chegar no receptor. é multiplicado pelas portadoras locais, cos (Ú)ct+
â$) e -sen (CJ)ct+~4». e. após passar pelos respectivos filtros, com um ganho igual a
dois. resultam nos sinais:

I(t) = x'(t)cos(LJ;) + /(t) sen(LJ;) ... (4.6.2)

.)(t) = - xr(t)sen(LJ;) + /(t) cos(LJ;) ... (4.6.3)

Note que .sc a defa5<1gcm fosse ~$ = O. teríamos yr(l) = :/(l) e yi(l) = xi(t), como
seria o dcsejado. Note também que a intensidade do vctor y é igual à do vctor i :

... (4.6.4)

As equaçõcs (4.6.2) e (4.6.3) mostram que o referencial do sistema receptor está


adiantado dc .1$. pois está encontrando um ,'etor com â$ atrasado em relação ao
quc de\'cria cncontrar. Como a amplitude não se alterou. dizcmos que o vetor i foi
multiplicado por uma matriz quadrada dc transformação dc refcrencial, R. ou scja,
o vctor está sendo medido em um outro referencial. adiantado de ~4>. Se
rcprcscntarmos os \'ctores na forma de números complexos, fica:

x(l) = xr(t) + j/(t)

y(l) = I(t) + j/(t)

y(l) =x(l) e-jLJ; ; e-jLJ ; =eos(LJ;) - j sen(LJ;) ... (4.6.5)

Ora. para eliminarmos a defc1sagelll. fica claro. pela cquação (4.6.5). que devemos
multiplicar o vetor reccbido pelo fator e+j.1$ •
y(t) e+j,j; =x(l) e-jLJ; e+j,j; =x(l) ...(4.6.6)

87
ou i = y. e + jM. recuperando finalmente o \'etor x(l), que foi transmitido. Essa

multiplicação do vetor recebido por e+jâ~ corresponde à inclusão do circuito de um


"rotor" no receptor QAM. A próxima figura ilustra os circuitos básicos da
modulação QAM, já incluindo o rotor, para transmisSeio de dados. As operações
realizadas pelo rotor são:

x' = y' COS 11; - yl sen 11;


... (4.6. 7. a) e (4.6. 7.b)
Xi = yl cos tJ; + y' sen tJ;

cos(wct+Ã4»
..------...,
I(t)

i
-sen( ~t +Â4» I cosÃ4> i
'_-1â~-----R'ÕTÕR
e

Outra degeneração que pode estar contaminando o sinal recebido é a translação de


freqüência. Vamos. então. imaginar que a portadora local esteja âúl mais alta que a
do sinal recebido s(t) e que os filtros têm um ganho de 2. Facilmente. encontramos
as equações (..J.6.8.a) e (..J.6.8.b) que Seio parecidas com o caso da diferença de t1se.
Agora o vetor y não fica mais estacionado. mas sim girando no sentido horário
pois o referencial do receptor está girando no sentido anti-horário. Essa
degeneração é muito comum em canais teleCõnicos onde há multiplexadores FDM.
Em geral. é aceitá\'el um des\'io de até ± 5 Hz.

s(t) =s(t) =x'(t) eos ((t)c') - /(t) sen ((det) ... (4.6.1)

y(t) = x'(t)eos(Ll(vt) + /(t) sen(Lllvt) ... (4.6. 8. a)

I(t) =- x'(t)sen(Lllvt) + /(t) eos(Ll(tJI) .. (4.6.8.b)

Os microprocessadores de sinal não possuem instmção para calcular seno e cosseno


de um éingulo. Nas implementaçõcs. utilizam-se tabclns ou artificios que permitam
facilitar essas operações. Para ângulos pequenos. A~ «~o podemos aproximar sen(â
~) == â~. O cosseno pode ser expresso por eos(L\;) = J1- sen 2(L\;). Podemos

representar 6~ como uma potência de 2 tal que â; =~ =2- n . então,


2

88
COS(ã;) = J1- Sen (ã;) =J1- 2-
2 2n
. Representando o binômio pelos seus dois

primeiros termos da série de Taylor ( J1 - x = 1- i), obtemos finalmente:


sen( LJfjJ) == 2- n
cos( LJfjJ) :: 1 - 2-2n - 1

4.7 EQUALIZADOR ADAPTATIVO COMPLEXO


Vimos em 4.5.1, que podemos eliminar a I1S incluindo um equaliZc1dor transversal
cujos coeficientes Seio os mesmos da amostragem da resposta impulsionai do canal.
Esse equalizador é uma das dh'ersas soluções possíveis. No entanto, o que vou
apresentar aqui tem uma topologia diferente dessa. Antes de entrar na descrição do
equalizador, vamos &1lar um pouco do processamento digital de sinais, já que as
implementações apresentadas utilizam essa técnica. O processamento é executado
por chips DSP ("Digital Signal Processor"), microprocessadores rápidos especiais
para eSSe1 tarefa.
Para eliminar totalmente a I1S o equalizador de\'eria ter comprimento infinito, mas
como o seu comprimento é finito. já partimos de uma aproximação. Devemos
utilizc1r um processo que minimize a IIS. A I1S provoca uma distorção de
amplitude em cada símbolo. devido a componentes dos símbolos adjacentes.
Este livro não pretende apresentar um estudo completo da equalização adaptativa.
passando por várias topologias possíveis ou comparando seus métodos. Tal
abordagem pode ser encontrada em literaturas apropriadas sobre processamento
adc1ptativo de sinal. Pretendo. isto sim, apresentar uma solução. que pode ser
encontrada nos equipamentos atuais de transmissão de dados. O surgimento dos
microprocessadores específicos para processamento digital de sinais viabilizou a
implementação de algoritmos mais eficientes, como o que apresentarei aqui. Em
um equipamento com modulação QAM, como o modem, o programa que o
processador executa possui dois ciclos principais: um menor, que acontece na
freqüência de amostragem. e outro maior, que acontece na freqüência de
modulação ("baud rate"). A cada ciclo maior o programa executa vários ciclos
menores e a quantidade depende da relação entre a freqüência de amostragem e a
taxa de modulação. além de instruções próprias do ciclo maior. Se um modem
opera com uma frequência de amostragem de 9600 Hz. seu processador deve
executar todas as instruções do ciclo menor em menos de 104 J,lS. Se a taxa de
modulação desse modem é 2400 baud. então ele deve processar o ciclo maior em
menos de 417 J,ls. Digamos que a implementação desse modem hipotético exija 300
instruçõcs para o ciclo menor e 900 para o ciclo maior. Então, teremos um total de
4(300) + 900 = 2100 instruções a cada ciclo maior, ou seja, a cada símbolo.
Dividindo a duração de um símbolo pelo total de instruções vamos encontrar o
tempo máximo que o procesSe1dor pode levar para executar cada instrução:
89
417 )IS
tmá x= 2100 = 198,5ns

A próxima tabela apresenta alguns processadores comerciais e todos podem ser


utilizados para implementar esse modem pois possuem o ciclo de instrução menor
que 198,5 ns. Convém salientar que a eficiência do ehip processador não reside
somente no tempo que ele leva para executar uma instrução, mas também no seu
repertório de instruçõcs. Os chips processadores de sinal possuem uma instrução
que multiplica e soma em um único ciclo, pois essa operação é muito comum no
processamento de sinais, com registros especiais para os resultados. O IlPD77C25,
por exemplo, permite multiplicações de 16xl6 bits colocando o resultado em um
registro de 31 bits (30 bits mais sinal). Algumas instruções especiais fazem parte
do repertório deses chips, executando múltiplas tarefas em um único ciclo.
Normalmente, a comparação da eficiência desses processadores é feita com um
determinado algoritmo como, por exemplo, uma seqüência de multiplicações,
somas e deslocamentos ou um cálculo específico.

Fabricante Processador Instrução Barramento Ciclo instr [ns)


Texas TMS320C51-80 16 bits 16 bits 25,0
Texas TMS320C51-57 16 bits 16 bits 35,1
Texas TMS320C51-40 16 bits 16 bits 50,0
Motorola DSP56001 24 bits 24 bits 97,5
Texas TMS320C25 16 bits 16 bits 100,0
AT&T DSP-32 32 bits 32 bits 122,0
NEC IlPD77C25 23 bits 16 bits 125,0
Analog Dev ADSP-2100 24 bits 16 bits 125,0
NEC IlPD77C20 23 bits 16 bits 150,0

Antes de falar sobre o equalizador complexo utilizado no QAM, que opera sobre
sinais de duas dimensõcs, ,·ou falar do equalizador real, para sinais
unidimensionais. A próxima figura apresenta o equalizador que vou descrever
agora. As amostras do sinal de recepção. r n' obtidas no centro de cada símbolo.
entram no equalizador, que é um filtro transversal. e vão sendo deslocadas pelos
registros. a cada intervalo de símbolo. A saída do filtro. Yn' entra no circuito de
decisão, que escolhe o símbolo mais provável, an0 Como podemos medir o erro de
um símbolo? O erro é fc1cilmente obtido pela diferença entre a saída do filtro (sinal
equalizado) c o valor exato (decidido). Como o equalizador adaptativo opera na
taxa de símbolo, as instruçõcs relativas ao seu funcionamento estão no ciclo maior.
O filtro de transmisScio, visto anteriormente, opera na taxa de amostragem e.
90
portanto. suas instruçõcs estão no ciclo menor. O equalizador adaptativo é uma
parcela bem pesada no processamento digital de um modem.

Entrada
Equalizador Adaptativo

..........._a_n.... Saida

Esse equalizador transversal é adaptativo c ajusta seus coeficientes segundo o


algoritmo do gradiente. calculando um erro a cada símbolo. É chamado de DFE, ou
"Decision Feedback Equalizer", porque utiliZe1 a decisão para realimentar o
sistema. Vamos imaginar. inicialmente. que o símbolo é um impulso, da mesma
forma que fizemos para analiSc1r a I1S em 4.5. Veja a figura. O equali7~1dor possui
comprimento finito, com "2M+ 1" coeficientes. Pode-se interpretar sua operação
como o produto de dois "etores: um formado pelos símbolos de entrada e outro
formado pelos coeficientes do equali7.<1dor (veja equação 4.7.1).

'n+M

'n+1
~ Ck'n-k=[C-M
... (4.7.1)
Yn = ... c_1 Co c1 ... c+ M 'n
k=-M
'n-1

'n-M

Usando a notação vetorial resumida, fica:

Yn ~Yn =CTRn I ... (4.7.2)

A equação (4.7.2), que é a equação geral do filtro digital transversal, resume a


saída do equalizador. O ideal é que tivéssemos an = Yn' mas como existe um erro a
cada deciSc10, sempre teremos:
... (4.7..3)

o erro médio quadrático. obtido nas decisõcs, é dado por:


... (4.7.4)

91
Substituindo o valor de Yn dado por (·t7.2) na equação (4.7.4) e considerando que

(an )2 = O. temos:

o gradiente do erro médio quadrático traduz a tendência da variação do erro em


função dos coeficientes do equalizador. Pela definição do gradiente, dada pela
equação (·t7.5). chegamos à equação final (4.7.7).

...(4.7.5)

.... (4.7.6)

... (4.7.7)

o algoritmo do gradiente consiste em corrigir o vetor dos coeficientes do


cqualizador no sentido inverso ao gradiente do erro. dado pela equação (4.7.7). A
correção é feita em pequenos passos de forma a garantir a convergência do
processo. sem que ele fique muito lento. Então. o próximo vetor de coeficientes será
o anterior somado a um vetor com sentido inverso ao do gradiente e amplitude
pequena (â n ):

- -. ..
Cn+1 = Cn - An . enRn ... (4.7.8)

o fator enRn pode ser facilmente determinado no cqualizador pois é a média do


produto do erro por cada elemento do vetor de símbolos, tomada, digamos~ durante
"K" símbolos.

...(4.7.9)

Na prática, utiliza-se o que se chama de estimativa estocástica, baseada em uma


única amostra. Então, o ajuste dos coeficientes do equalizador finalmente pode ser
expresso pela equação (4.7.10). Note que cada novo valor do coeficiente depende
do seu próprio valor anterior e do símbolo de recepção correspondente.

... (4.7.10)

92
Desmembrando a equação (.J.7.10). obtemos:

-1
C_1 = C_1 Z - Llnen'n+1
-1
Co = Coz - Llnen'n

C1 =C1 z-1 - Llnen'n-1

Podemos escrever:
1 ... (4.7.11)
ICk =Ck Z - - An'n-k(Yn- anH

A figura ilustra a implementação do processamento para a atualização dos


coeficientes. A notação "1.-I" significa um retardo de um símbolo. "T" segundos.
Resumindo. as operaçõcs que o equali:t. ador deve realizar são:

Operação Equação Multiplicaçõcs Somas Desloca


Cálculo da saída (4.7.261 2M+ I 2M+ I -
Atualização dos coeficientes (.J.7.351 6M+6 2M+ 1 2M+ I
Deslocamento do \'etor de - - - 2M+ 1
dados

A análise feita até aqui se referiu a um sistema unidimensional onde os dados e os


coeficientes do equalizador são números reais. No caso do receptor QAM (modem).
o sinal recebido é complexo. Possui duas componentes: em fase e quadratura.
Trataremos esse sinal como um número complexo onde:
parte real => componente em fase
parte imaginária => componente em quadratura
Agora. os símbolos na entrada do equalizador, os seus coeficientes e a Sc1ída são
números complexos:

'n = 'nrr + J'n..I I


Cn =Cn + JCn
. M
Yn =Y~ + jy~ =k=-M
L Ck'n-k ..... (4.7.12)

93
Então, todos os termos da equação (.J. 7 .11) serão do tipo:

.i)('
Co'n = (Co, + JCo .i) = ("
'n + J'n CO'n - CO'n .(ir ri)
11) + J CO'n + CO'n

E, no caso geral temos:

... (4.7.13)

A equação (4.7.13) resume a operação do equali7.ador complexo e podemos ,"er. na


próxima figura. a implementação. Note que a complexidade aumentou bastante
com relação ao equalizador real. Cada multiplicação de um coeficiente por um
símbolo, que era uma só operação, agora são quatro multiplicaçõcs e duas somas.

Pode ser demonstrado que a atualização dos coeficientes, no caso do equalizador


complexo. é dada pela equação (.J.7.14) a seguir. Note que é bastante semelhante à
equação (.J.7.12).

. ... (4.7.14)

Onde:

r* =complexo conjugado
Desmembrando a equação (.J.7.1.J) em suas partes real e imaginária, fica:

ck = ck
, + )Ck
. I =(, . I) -1 -
ck + )Ck Z
,,(' . i )(,
L\n 'n-k - )'n-k en -
. I)
)e ... (4.7.15)
n

Finalmente, obtemos as equaçõcs de atualização dos coeficientes (partes real e


imaginária):

... (4.7.16.8) e (4. 7. 16.b)

A figura a seguir, ilustra a implementação da atuali7.ação dos coeficientes. Será


nescessário um circuito desse para cada coeficiente complexo do cquali7.ador.

94'
cor
"n

c'n
rin

c~

4.8 ERRO DE FASE


Você viu que a diferença de fase entre as portadoras do transmissor e receptor é
compensada pelo rotor. No início da comunicação. a seqüência de treinamento
possui um segmento especial para ajustar o rotor do modem receptor. Isso é feito
pela transmis5<10 de dois símbolos alternados. e conhecidos do receptor. Após esse
ajuste inicial. é preciso continuar ajustanto constantemente o giro do rotor
(processo adaptativo) para que os símbolos recebidos sempre caiam corretamente
no referencial do receptor. O processo de ajuste do rotor vai exigir o cálculo do erro
de fase entre os vetores equalizado e decidido. Seja Yn o vetor recebido. depois de
passar pelo equali7.ador. e dn o vetor decidido. ou seja. com a fase teórica exata.
Vamos dividir o vetor recebido pelo vetor decidido:
- j<I>d
yd == De
Yejcby
O
== ye
clId-cIly O cIle O [
=ye =y cos( <I> e ) + J. . sen( <l>e)] .. (4.8.1)

Supondo que a diferença de fase entre os dois "etores é pequena. podemos


considerar cos(CI>e) == 1 e sen(CI>e) == Cl>e. Então:

~ == ~ [1 + j(<I>e)]

11~]= ~.~6 ... (4.8.2)

Vemos que a parte imaginária da divi5<1o dos dois vetores nos dá um valor
proporcional à defa5<1gem entre os vetores. Fazendo os cálculos uliliZc1ndo a
notação de números complexos, obtemos:

95
d d' + jd i (d' + jdi)(y' - jyl)
y = y' + jyl = (y' + jy/)(y' - jy/)

rd1 di y' - d' / ... (4.8.3)


Iml-=-J
Y
= y'2 +y12

Igualando as equaçõcs (4.8.2) e (4.8.3). fic.,:

Se o erro for pequeno, podemos considerar Y == D, então


d1y' -d'yl
<I>9 = 02 ... (4.8.4)

Pela observação da equação anterior. podemos calcular a diferença de fase


executando., seguinte operação:

Im{ei. y*}
(1)9 = 2 ... (4.8.5)
O

4.9 AJUSTE DO ROTOR: PLL DE FASE


Você viu que os modems possuem um roto r para compensar as diferenças de fase e
freqüência que possam existir entre transmissor e receptor. bem como as oscilaçõcs
de fase e freqüência. A atualização da fase do rotor é adaptativa, ou seja, é
realizada o tempo todo durante o funcionamento do modem. O ajuste é feito por um
circuito PLL digital, "Phase-Locked Loop". cuja principal função é minimizar os
efeitos das oscilaçõcs de fase.
Vamos fazer uma rápida revi5<;o sobre PLL. É um circuito rC<1limentado formado
por três partes: um detector de fase, um filtro e um integrador. A próxima figura
ilustra o princípio básico de um PLL. O sinal de entrada possui uma fase Cl>i. O
integrador gera um sinal com fase <1>0. A diferença de fase cJ>e entra num filtro com
função de transferência H(úl) e sua saída alimenta um integrador com função de

96
transferência 1(01). O integrador é chamado de VCO, "Voltage Controlled
Oscilator". porque na implementação convencional, a diferença de fase na entrada
do VCO é proporcional a uma ,'oltagem que
controla o oscilador. O VCO é um integrador
porque a fase de saída é a integral da diferença
PLL
de fase na entrada.

. .. (4.9.1)

... (4.9.2)

Por substituição, encontramos:

<1>0 _ H((lJ)/((lJ)
... (4.9.3)
<1>, - 1 + H((lJ)/((lJ)

Se nós substituirmos. na equação anterior, as funçõcs de transferência do filtro e do


integrador. teremos a função de transferência completa do PLL.
A próxima figura mostra o PLL digital que vamos estucL1r. O detector do erro de
fase já estudamos no item anterior. O filtro é um circuito de primeira ordem, com
um bloco de retardo e duas constantes de multiplicação. O oscilador é composto do
integrador que possui uma tabela para gerar o seno e o cosseno da diferença de
fase. O rotor. estucL1do em 4.6. está embutido no oscilador. Veja que o sinal de
entrada possui uma diferença de fc1se Acj>, gerada pela falta de sincronismo entre as
portadoras de transmisSc;o e recepção e que o rotor faz essa correção. O sinal na
Sc1ída do rotor é a diferença entre as fases da saída do integrador e do sinal de
entracL1, ou seja. é o erro de fase cI>e. Somada a todas essas fases, imagine que há a
fase do símbolo que está sendo recebido - não foi destacada nas fórmulas a fim de
simplificar a notação (na figura. a Sc1ída do circuito de deciSc10 indica fase zero,
pois o símbolo decidido é exato). Para processar a diferença de fase, no referencial
do transmissor, é preciso trazer a saída do integrador através de um anti-rotor. ou
seja. um circuito que multiplique por e·jAcj>. Observe que o erro de fase (I>e é
independente de .1<1>:

... (4.9.4)

97
As vantagens em se usar um PLL de segunda ordem é que ele tem maior
capacidade para compensar o deslocamento de freqüência e mais velocidade em
compensar oscilaçõcs de fc1se (jitter de fase). Um PLL de primeira ordem pode ser
obtido se fizermos r~ = o.

PLL do _[QlQ[ _________________,


<J)i -ll.~
~+-~------------~------------~------~

A próxima figura mostra em detalhes o filtro e o integrador do PLL. A função de


transferência do filtro é facilmente obtida:

H(Z)=[a+~]
1-z
... (4.9.5)

A resposta conjunta do filtro e do integrador fica:

<1>0 +L\f/J Z -1 [ P ]
H(z)/(z) = =----1 a +----1 ... (4.9.6)
<1>e 1-z 1-z

A função de transferência do PLL pode ser obtida assim:

H (z) = <1>0 + L\; = H(z)/(z)


... (4.9.7)
PLL <1>, 1+H(z)/(z)

(a +p)z-1-(a)z-2
HPLL (z) =----:---------:----:-----------~ ... (4.9.8)
1 +(a + p - 2)Z-1 +(1-a )z-2

98
~
OS(<I>O+.âf)
<l>o+A~
T ,-"-- sen (<ll,+ 114»

~-_~~__~I I~__~~___~I
filtro oscilador

4.10 RECUPERAÇÃO DO SINCRONISMO DE SÍMBOLO


Para a operação correta dos circuitos baseados na temporização de símbolo. como o
equalizador. por exemplo. é preciso extrair o sincronismo de símbolo, implícito no
sinal de recepção. A perfeita recuperação desse sincronismo é de vital importância
no desempenho do modem. Dentre as técnicas existentes, mostrarei uma das que
apresenta o melhor resultado e está implementada em diversos modems baseados
em processamento digital de sinais. A técnica consiste em extrair o sincronismo de
símbolo por meio de filtros pasSe1-banda sintonizados na metade da freqüência de
modulação (v nl2). Veja a figura.

[§] Vm 1Hz]
~2 [Q)

""'--_ _...J
t ReI i' Vm(Hz)
~

Utiliz~1-se um filtro sintonizado em cada componente do sinal recebido. As Se1ídas


Seio retificadas e somadas, gerando réplicas do espectro anterior, espaçadas de v m.
Faz-se nova filtragem. agora com um filtro sintonizado em v m. Em seguida faz-se
uma amostragem desse espectro. na freqüência "m' a fim de gerar réplicas do
mesmo. inclusive uma centralizada em (r) =0. Finalmente. um filtro passa-baixo
separa a réplica do espectro centralizada em (r) =0. que contém a informação de
sincronismo desejada. Como todo esse trabalho visa extrair o momento exalo do
centro do símbolo, as respostas em fase desses filtros sintonizados de"em ser
conhecidas e le"adas em consideração. Note que os filtros sintonizados. tanto em
"m quanto em "ml2. são do tipo recursivo. Se cada filtro gera 90° de defc1sagem
na freqüência central. o sinal na saída terá suas pasSe1gens pelo zero exatamente no
99
centro do símbolo transmitido. Então. basta detectarmos essa passngem pelo zero.
Observe a figura.

Au.
BlA
Cl. 11.11
Transição positiva
DI.~ ..
O sinal G, na saída do circuito de recuperação de sincronismo, deve ninda passar
por um PLL para retirar as oscilaçõcs de fase contaminadas no sinal de recepção e,
então, entrar em um circuito de ajuste do c10ck de amostragem.

4.11 ERRO DE AMPLITUDE


É preciso um PLL de amplitude a fim de estabilizc1r as oscilaçõcs de amplitude na
entrada do circuito de deciSeio. Quando o modem é DPSK. caso particular do QAM.
onde o símbolo só possui diferença de fase com relação ao símbolo anterior, esse
circuito pode ser dispenSe1do. mas não no caso geral.
Desejamos ajustar incrementalmente a amplitude do vetor y em passos pequenos e
isso constitui um PLL. Vamos utilizar um PLL bem simples, que só possui o
integrador. Devemos. inicialmente. calcular a diferença de amplitude relativa, 6a.
que existe entre os vetores y e a. onde Y e D Seio as respectivas amplitudes,
conforme segue:
D-Y
~a:;;:-­ ... (4.11.1)
D

Se fizermos

y·.ii = YD·eCl>y-Cl>d :;;: YD·e<l>e =[cos(<I>e) + j. sen(<I>e)] ... (4.11.2)

onde y. é o complexo conjugado de y ,e supondo que a diferença de fase entre os


dois vetores é pequena, podemos considerar cos(<J>e> == 1. Então:

y•. d == YD· [1 + j(<I>e)]


Re[Y· .d] ;:YD ... (4.11.3)

100
Vemos que a parte real da multipl.icação dos dois vetores nos dá o produto de seus
módulos. Fazendo os cálculos com a notação de números complexos, temos:

y·d =(y' - jy/)(d' + jd' ) =y'd' + y'd' - i(y'di + y'd')

... (4.11.4)

Como já temos o valor 1102, vamos substituir o valor de YO, encontrado em


(4.11.4), na equação (4.11.1):

... (4.11.5)
d'(d' - Y')+di(d i - yi)
cr
Veja a implementação desse circuito na
yi
figura, juntamente com o integrador, o que Ic:
nos dá o circuito completo do ajuste de
amplitude. Note que o retardo de um
símbolo é para comparar o vetor decidido
com o respectivo vetor de entrada que havia
sido usado na decisão. Veja o esquema 1
completo do receptor QAM, com todos os
02
blocos estudados.

4.12 FLUXOGRAMA DO PROCESSAMENTO DE SINAL

Vimos que no processamento de sinal do receptor QAM há dois ciclos, um maior e


outro menor. No ciclo maior, estão todos os circuitos que operam na freqüência de
símbolo. Dentro do ciclo maior, há fot'v m ciclos menores, onde fo é a freqüência de
amostragem e vm a taxa de modulação. Para ilustrar melhor esse assunto, vamos
utilizar como exemplo, um modem V.27 que opera a 1600 baud e mostra o sinal de
entrada a 9600 Hz. Então, há 6 ciclos menores. Como as operaçõcs dentro do ciclo
maior são muitas, elas devem estar divididas entre os 6 ramos do ciclo maior, que o
processador executa a cada símbolo. Veja a figura. No esquema do receptor QAM,
a separação entre o ciclo menor e o maior é simbolizada por uma chave logo depois
do filtro de recepção. O processador está em repouso até que recebe um sinal de
interrupção na freqüência do clock de amostragem. Todo o processamento então se
inicia com o incremento do contador de ramo e a pergunta se ele já chegou a seis -
caso positivo o contador é zerado. Note que cada vez que o programa receber uma

101
interrupção. ele vai executar esse ramo do ciclo menor e então passa por um dos
seis ramos do ciclo maior. na seqüência. A primeira operação do ciclo menor é a
captura de uma amostra no COl1\'ersor NO. Se essa for a primeira amostra do
símbolo. a partir desse instante o processador terá 1/1600 = 625 ~s para executar
todo o processamento do símbolo e vai passar primeiro pelo ramo 1.0s cálculos no
ciclo menor &10: o filtro de recepção. as multiplicaçõcs por seno e cosseno
(demodulação). atuali7.<1ção do c10ck de amostragem. filtros do sincronismo de
símbolo. cmzamento pelo zero do sincronismo de símbolo. cálculo do PLL do
sincronismo de símbolo. Terminado o ciclo menor há um teste para saber qual
ramo do ciclo maior será executado. Vamos utili7.<1r o proces&1dor de sinal NEC ~
PD77C25. para ilustrar nosso exemplo. Digamos que o ciclo menor leva 40 ~s para
ser proces&1do. Então, restam 625 - (6)("0) = 385 ~lS para o ciclo maior. que,
divididos entre os seis ramos nos dá cerca de 6.. ~ por ramo.
No ramo 1. &10 feitos os deslocamentos no equalizc1dor e o cálculo da &1ída dos
filtros RX (note qtie os filtros operam em taxa maior. podendo apresentar 6
amostras por símbolo. mas como o
equalizador só \'ai preci&1r de uma
delas. o cálculo é feito no ciclo
maior). É nesces&1rio 6 ciclos de
instmção para executar um
deslocamento e 4 para executar uma
multiplicação e armazenamento do
resultado de um coeficiente do filtro.
Se o modem possui um equali7.<1dor
com 12 e um filtro RX com 2..
coeficientes. teremos um total de 168
instruçôcs para executar esse ramo.
que será processado em 21 ~s já que
o DSP tem um ciclo de 150 ns.
o
ramo 2 calcula as saídas do
equalizador. que. usando esse
mesmo DSP. le"ará 15 ~lS. No ramo
3 calcula-se o giro do rotor. a
deci&10 do símbolo. a &1ída da tabela
seno-cosseno do rotor. os erros do
símbolo e de t1se e assim por diante.
Note que a descrição apresentada é
um exemplo real de implementação
de hardware e software para
receptores QAM utilizados em
modems. mas há outras estruturas
possí\'eis.

102
cos(nTo"b+ â 4» Filtros RX
jâ4> ROTOR
Receptor QAM
~-"""""""""'-"""""""I
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i ~I~~x----~--TI d

Decido

J"

ri
I
L_.................._....................
cosâ4> .I anti.ROTOR

....
e
5 MODEM

o equipamento responsável pela transmissão de dados nas linhas telefônicas é o


modem. Seu nome é a contração das palavras MOdulador e DEModulador, pois
essas são suas principais funções.
Na prática, os modems são divididos em duas classes, conforme você viu no
capítulo 4: modem digital (ou banda-base), que codifica e decodifica, e modem
analógico, que modula e demodula efetivamente. A rigor, não poderíamos chamar
o banda-base de modem, pois neste caso, não existe o processo de modulação e
demodulação. Talvez fosse mais adequado chamá-lo de "codificador para trans-
missão de dados em distância limitada", mas na realidade, são chamados de
"modem digital ", "modem banda-base" ou "modem de distância limitada ".
Os modems podem ser síncronos ou assíncronos.
Os modems podem ainda operar a 2 ou 4 fios de forma semiduplex ou duplex.

Resumindo:

rSillcrOIlO
r fios scmiduplcx

Digital
slllcrono
r4 fios duplex

fios scmiduplcx
4 fios duplex
Modem

rSincrOIlO r fios
4 fios duplex
rcmiduP'cX
duplex

104
Analógico

slllcrono r fios
4 fios duplex
{"cmiduPlcx
duplex
5 MODEM

o equipamento responsável pela transmissão de dados nas linhas telefônicas é o


modem. Seu nome é a contração das palavras MOdulador e DEModulador, pois
essas são suas principais funções.
Na prática, os modems são divididos em duas classes, conforme você viu no
capítulo 4: modem digital (ou banda-base), que codifica e decodifica, e modem
analógico, que modula e demodula efetivamente. A rigor, não poderíamos chamar
o banda-base de modem, I)ois neste caso, não existe o processo de modulação e
demodulação. Talvez fosse mais adequado chamá-lo de "codificador para trans-
missão de dados em distância limitada", mas na realidade, são chamados de
"modem digital", "modem banda-base" ou "modem de distância limitada ".
Os modems podem ser síncronos ou assíncronos.
Os modems podem ainda operar a 2 ou 4 fios de forma scmiduplcx ou duplcx.

Resumindo:
r rios scrniduplcx

Digital
rSincrono

slllcrono
r4 fios duplex

fios scmiduplcx
4 fios duplcx
Modem

[Síncrono
r fios
4 fios duplex
rcmiduPlcX
duplcx

104
Analógico

slllcrono r fios
4 fios duplex
rcrnidUPlcx
duplcx
Podemos ter um modem analógico que opere, I)or exemplo, assíncrono, a 2 fios,
semiduplex. Nada impede que um mesmo modem possa operar em vários modos.
Outra característica importante é a velocidade de operação do modem, que
normalmente é especificada em múltiplos de 75 bps. Nem sempre a velocidade
de transmissão é a mesma da recepção e I)or isso vou me reCerir à velocidade do
modem da seguinte Corma:

onde: V1 = Velocidade de recepção


V2 = Velocidade de transmissão

5.1 MODEM ANALÓGICO


O CCITI, cuja base é em Genebra, emitiu várias recomendações para modems
analógicos, acatadas atualmente em vários países do mundo, inclusive no Brasil.
Muitas vezes se faz referênda ao tipo de modem conCorme a recomendação
CCITT que ele segue, por isso analisarei os tipos l'Ítados abaixo, que são os
mais comuns.

CCITT veloddade síncrono Modulação Meio de


máx. [bps] assíncrono transmissão

V21 300 assíncrono FSK canal de voz


V22 1.200 ambos DPSK canal de voz
V22bis 2.400 ambos QAM canal de voz
V23 1.200 assíncrono FSK canal de voz
V26 2.400 síncrono DPSK canal de voz
V27 4.800 síncrono DPSK canal de voz
V29 9.600 sÍnl'rono QAM canal de voz
V32 9.600 ambos QAM canal de voz
V32bis 14.400 ambos QAM canal de voz
V33 14.400 síncrono QAM canal de voz
V32ter 19.200 ambos QAM canal de voz
V34 28.800 ambos QAM canal de voz
V36 64.000 síncrono AM-SSB Grupo básico

Descreverei, com detalhes, l'ada tipo de modem relacionado acima, com


exceção do V36, I)ois fugiria ao meu assunto prindpaI, que diz respeito à
transmissão de dados pela I inha telefônica. Achei, no entanto, conveniente
dtá-Io aqui, porque é um l'omponente importante em alguns grandes sistl~mas
de teleprocessanll~nto. que abordard no l'apítulo 9.
O modem V36, que pl~rtl~lll'e a uma dasse dlamada de "modems faixa larga", utiliza
a modulação em amplitude "AM-SSB" e possui um espl~l'tro de saída situado entre
60 e 108 KHz. Normalmente é utilizado para transmitir dados,resultantes de uma
muItiplexação(TDM) de vários canais de mais baixa velocidade, em drcuitos
priva tivos.
lOS
Quanto aos modems para canal de voz, dividi-Ios-ei em cinco classes:

assíncrono = V21 e V23


síncrono = V26, V27 e V29
síncrono/assíncrono = V22 e V22bis
síncrono com TeM = V33
cancelamento de eco = V32, V32bis, V32ter, V34

o modem síncrono de 19.200 bps é tratado de forma especial em 5.17 e como


V32ter em 5.1.8. O modem V34 é o que corresponde ao topo da tecnologia,
já especificada em uma recomendação CCITT.
Na dasse dos modems síncronos, estarei incluindo o V27bis, o V27ter, que
são evoluções do tipo V27, e ainda o tipo V26bis que também é uma evolução
do tipo V26.
Para l'ada dassc citada anteriormcnte, apresentarei um diagrama em blocos.
Del'revl~rei cada bloco de circuito de forma que as características partkulares
a cada tipo de modl~m fiquem evidenciadas.
Alguns blocos dl~ cirl'uito são l'omuns a mais dl~ uma classe de modems. Caso
você não encontre a descrição de um blol'o, refira-se ao mesmo bloco,
descrito para a dasse imediatanll~nte anterior.

5.1.1 MODEMS ASSÍNCRONOS V21 E V23


Estl~S modl~ms utilizam a modulação FSK (deslocamento de freqüência)
l~são os mais simpks da série qUl~ vou apresentar. Veja o diagrama em
blol'os.
Os dados digitais seriais, a serem transmitidos, DTX, entram no modem
pda intl~rfal'e RS232, são modulados, filtrados, amplificados e trans-
mitidos na linha tl~kfônka, através de um transformador de 600 ohms.
Na fl~l'l~pção, o sina I da linha l~ntra pdo mesmo transformador, se o
modcm cstivl~r opl~rando a 2 fios, l~ por outro transformador (RX), se o
modem cstivl~r opl~rando a 4 fios. Obsl~rvc quc há uma seleção de rotas
no diagrama.
O sinal rN'l~bido, então, passa pelo pré-amplificador, pelo filtro RX, é
demodulado e os dados recebidos, DRX, são entregues ao usuário a través
da interfal'l~. Há também uma sinalização de presl~nça de portadora na
linha (DCD).

A sl~guir, fard a dl~sl'rição de l'ada bloco apresentado na figura 5.3.

Estc l'in'uito conVl~rtc (l nívd dos sinais digitais pn~Sl~ntcs na interfal'e,


para o nívd util izado intl~rnamcntl~ no modl~Jll.
A {.'onexão MODEM-ETD é fcita através dl~sta intcrfa{.'c, padronizada
internal'ionalmente, qUl~ utiliza um {.'onc{.'tor fênll~a dc 25 pinos (veja o
(.'apítulo 6).
106
MODULADOR Ij'SK

Este cin'uito tem a função de gerar as freqüências associadas a (,'ada bit


de dados: ao bit "O" correspondl~ uma freqüênda e ao bit "1" correspondc
outra freqüência.
Normalmente, é um dn'uito oscilador controlado por uma voltagem.
Quando a cntrada do osdlador é "O volt" (espaço), ele gera a frcqüênda
de cspaço e quando a entrada é "+S volt" (marca), ele gera a freqüência
dc ma n'a .

DTX _ _ _ _ _....... OSCILADOR ....._ _ _ _ _.......


.... vco ...

Fig.S.1: Modulador FSK

MODULADOR DO MODEM V21

Estl~ modem, por ser dl~ baixa vdoddade (vt=300 bps), J>l~rmitc opcrar
duplex a 300/300 bps, utilizando somente dois fios, pda técnica dc
multiplexação em freqüência, pois o l~spc(,'tro ocupado pdo transmissor
é estreito l~111 relação ao (,'anal de voz.

MODULADOR
lo

CANAL


SECUNDÁRIO:

• •
ORIGEM RESPOSTA

-+--I--I--I--l----4-----JI---4---+~I__II__+_--~---I~ f (Hz]
300 450 980 1180 1850 3400
390 1650

Fig.5.2: Espectro V21


Dl~sta forma, duas faixas de fn~qüêllda, distintas, foram alocadas: uma
para o sinal dc transmissão c outra para o sinal dl~ rCl'cpção.
107
Fig. 5.3: Modem assíncrono (V21 e V23)
108
Além das duas faixas principais, uma outra, chamada de canal secundário,
foi alocada na parte inferior do canal de voz.
Ao canal secundário fica reservada uma faixa de freqüência suficiente
para a transmissão de dados em velocidade mais baixa (75 bl)S), para
alguma aplicação especial.
Este modem pode operar 110 modo origem (modem que faz a chamada),
ou no modo resposta (modem que atende à chamada).
Quando o modem 0l)era no modo origem, seu modulador utiliza a faixa
inferior e seu demodulador opera na faixa superior.
Naturalmente, um modem no modo origem só pode se comunicar com
outro no modo resposta cujo modulador estará utilizando a faixa superior.
Alguns modems V21 utilizam o canal secundário somente para enviar
tons de teste cuja finalidade é solicitar ao modem remoto que ative seus
enlaces:
Digital: 390 Hz
Analógico: 450Hz

MODULADOR DO MOD}:M V23


Este modem, Ol)erando a 1.200 bps, ocupa uma faixa maior que o V21,
não sendo mais possível fazer uma l'omunicação duplex a 1.200/1.200
bps, utilizando dois fios.
No entanto, ainda há espal'O no canal de voz para o canal de baixa
velocidade (chamado de canal sel'undário ou canal reverso quando opera
no sentido inverso do l'anal principal) operar a 75 bps.

CANAL CANAL
SECUNDÁRIO PRINCIPAL

+ +

- J ! . . . - - L - _ . l . . . - - ' - - - - - ' -_ _ _....L..-_ _L...-_ _...L...-_----''-------'_~ flHz]


300 390 450 1300 2100 3400

Fig.5.4: Espectro V23


Os modos de 0l)eração utilizados para esse tipo de modem são:
1.200/1.200 duplex a 4 fios
1.200/1.200 semiduplex a 2 fios
1.200/75 dUI>lex a 2 Cios
75/1.200 duplex a 2 fios
109
No primeiro modo, o canal secundário pode ser utilizado para os tons de
teste e nos dois últimos, o canal secundário é utilizado para vekular os
dados a 75 bps.
Naturalmente, um modem operando a 1200/75 deve se (,'omunicar com
outro a 75/1200 bps, (,'omo é o caso do Videotexto, por exemplo.

o filtro de transmissão tem a finalidade de limitar o espectro do sinal de


saída dentro do canal de interesse, evitando causar interferência em
outras faixas (canal secundário, por exemplo).
No modem tipo V21 existem dois filtros que são utilizados tanto na
transmissão quanto na recepção: filtros canal alto e canal baixo. Se o
modem estiver operando no modo origem, o filtro canal baixo fica
posicionado na transmisão e o filtro canal alto fka na recepção. Se o
modem estiver operando no modo resposta, as posições se invertem.

MOOOlA~ __ r1. _F"_L._HO_C_I!A_I)(_O_ _ k . ~IF'C~


~\--1 m~c >lm r-J::~~-
Fig.5.5: Alo(,'ação de fillros
CANAL CANAL
BAIXO ALTO
o ... ~~

~,.
1.4 n, nl' T
-10 1\
11
~ ,~

-20

l/'
l/~
~
" ' ...~ \.
~~~
-30

-40

100 5 dBI dlv f [Hz J


Fig.5.6: Filtros V21
110
No modem tipo V23, há um fillro de transmissão e outro de recepção,
fixos. Em geral, o filtro de recepção é mais sofisticado.
A figura 5.7 mostra, <.'omo exemplo, a curva de um filtro de transmissão
d l~ nHHll' 111 V 23.
j
o
~,
J' ~
~
-10
j' ~l
I( ~
J ~
-20

/
'I I'.
-~
/"
~
-40

100 5dB/div f CHz]


Fig. 5.7 Filtro de transmissão V23

AM"IJII·'I(~A»OR

Este dr<.'uito é responsávd pela transmissão do sinal a um nível ade-


quado. Ele estabelece o nível de transmissão do modem, permitindo
seledonar entre alguns valores, normalmente iniciando em O dBm (nível
máximo permitido pelas <.'onCl~ssionárias para a transmissão dl~ dados nas
linhas telefônicas) e indo até níveis mais baixos.
O sinal de saída do amplificador vai para a linha telefôni<.'a através de um
transformador, conectado ao par de transmissão (TX).
Observe que, quando o modem l~stiver operando a 2 fios, o transformador
TX também terá a função de passar o sinal de re<.'epção para o pré-
ampl ificador. Vl~ja na figura 5.3, a seleção 2/4 fios.

I)Rí~-AMI)IJI.'ICAJ)OR

Estl~ circuito amplifil'a o sinal dl~ recepção para um nível mais adl~quado
ao próximo bhH.'o, que neste caso, é o filtro RX.

It'ILTRO RX
Estl~ drcuito tl~m a finalidadl~ de limitar o sinal recebido dentro do l'anal
de interessl~. No modl~m V21, l~stl~ dr<.'uito é muito importante, pois tl~m
111
a função de evitar que o canal de transmissão retorne para a recepção.
Veja as figuras 5.5 e 5.6.
A figura 5.8 mostra um filtro de recel1ção típico de um modem V23.

,
dB
O
~~ r\
,
,
r
-10
J ,
~ ~

1\
-20

-30
,
~ ~L

I'
7 ~~
J I~~
-40
~, ~

~
DO 5 dB/dlv fEHz]
Fig. 5.R: Filtro dc.~ rc.~l'el'~ã() V23

oco
Este circuito tem a finalidade de avaliar se há sinal de recepção acima de
um limiar predeterminado. Normalmentc, os modcms permitcm
selecionar este limiar entre dois valores. Um deles é "-43 dBm" c o outro,
em geral, é "-33 dBm" ou "-26 dBm".
Quando o nível do sinal dc rcccpção cstá acima do limiar selcdonado,
este circuito gcra um sinal OCO =
"1" ( "data l'arrier dctccted" ) quc é
cnviado ao ETO através da intcrface RS232, informando que o modem
cstá recebendo portadora (rcccbcndo sinal do modcm remoto).
Estc drl'uito possui uma histl~rcsc mínima dc 2dB associada a sua
opcração, o quc cvita uma possívcl instabilidadc quando o sinal rcccbido
cstivcr l'om scu nível cm torno do limiar dc ativação.
O limiar dc' dcsativação fica abaixo do limiar dc ativação, e a difcrcnça
cntrc os dois é exatamentc a bisterese.
Na figura abaixo, o limiar de ativação é -43dBm c o limiar dc dcsativação
é -48 dBm.
112
oco
--1 ~hlsterese

1____J__. . .
"1"

1I
1l
+---_--_------L- N(vel RX
0

-48 -43 [dBm]


Fig.5.9: Histerese do OCO
Quando o nível do sinal de recepção l'ai abaixo do limiar dl~ desativação,
o circuito faz OCO = "O", indicando que não há portadora, e bloqueia o
demodulador para que este não gere dados falsos devido ao ruído.
O circuito de OCO é formado pelos blocos: retificador, filtro, comparador
com histerese e retardador, conforme ilustra a figura 5.10.

oco

LIMIAR DE LIMIAR DE
OESATlVAÇAo tsrlVAçAo

Fig. 5.10: Circuito de OCO


O sinal recebido pela linha telefônica (sinal de recepção) inicialmente é
retificado, o que equivale a extrair o seu valor absoluto.
O filtro, do tipo passa-baixo, transforma o valor instantâneo, na saída do
retificador, em algo mais estável que permita a comparação com um
limiar preestabelecido.
Inicialmente OCO= "O", })ortanto o comparador trabalba com o limiar de
ativação. Imediatamente após esse limiar ser superado, a saída passa para
OCO= "1" e o comparador vai trabalhar com o limiar de desativação, que
é menor, que aquele de ativação.
Existe, associado a todo circuito de OCO, um retardo entre a J>rese~a do
sinal na linha e a ativação do OCO na interface digital, complementado,
prOl)Ositalmente pelo bloco retardador,
Observe que o bloco retardador provoca um retardo 6t na subida do sinal
de entrada mas não provoca retardo na caída do sinal de entrada. Esses
retardos são especifkados nas recomendações CCITT.
113
DEMODULAI>OR FSK
Este circuito é responsável pela demodulação do sinal FSK recebido. Normal-
mente, é um discriminador que identilica as freqüências de marca e espaço,
recompondo os dados digitais que serão passados ao ETD como DRX.

rmm

1.:1

Fig.S.II: Demodulador FSK


O sinal de recepção segue dois caminhos: um que passa pelo filtro FI
(centrado na freqüência de marca) e outro que passa pelo filtro F2
(centrado na freqüência de espaço). Os sinais filtrados são retificados,
cada um com uma polaridade, passam por filtros e são somados. O sinal
obtido nesta operação é a seqüência de dados transmitidos.

5.1.2 MODEMS SÍNCRONOS V26, V27 E V29


Os modetlls V26 l~ V27 utilizam a modulação DPSK (deslol'amento
difen~ndal de fase) l~ o modem V29 utiliza a modulação QAM ( "Quad-
rature Amplitude Modulation")
Na verdade, podemos considerar a modulação DPSK dos modems V26 e
V27 como sendo um QAM simplificado, como citei anteriornH~nte.
Farei, a seguir, a dl~scrição dos blol'os apresentados na figura 5.13.

MODULAI>OR QAM
Estl~ circuito tem a função de modular uma portadora senoidal, COnfc.HnH~
o tipo de modl~lll.

Modem Portadora Modulador Símbolos


V26 I.ROO Hz DPSK 4 (2.400 bps)
V27 1.800 Hz DPSK R (4.800 bps)
V29 1.700 Hz QAM 16 (9.600 bps)
A figura 5.12 mostra o diagrama dl~ um modulador QAM gl~nérko.
114
DTX_IWPII----I

Fig. 5.12: Modulador QAM


OS dados seriais a serem transmitidos são convertidos para paralelo, I>elo
conversor S/P, em grupos de bits, conforme a velocidade t.~ o tipo do
modem. Cada grupo de bits <.'orrt.~sJlondt.~ a um símbolo.

velocidadeJbJ>s 1 bits agrupados ll10dems


1.200 1 V26
2.400 2 V26 e V27
4.800 3 (2) V27 (V29)
7.200 3 V29
9.600 4 V29
Os bits em paralelo alimentam os circuitos de fase (0) e amplitude (A)
que geram as informações de fase e amplitude. Como a informação de
fast.~ é dift.~rencial, t.~la passa por um intt.~grador a fim de fornecer a fase
real do sinal de saída.
Essas duas informações vão a um gerador de quadra tura que determina a
amplitudt.~ de cada coordenada (x e y) do símbolo. Estas amplitudes são
multiplicadas pelo sinal d<.~ quadratura corrt.~spondentt.~ (cosw<.'t ou senwct)
e depois somadas, gerando assim o sinal modulado
s(t) :: Ao cos(wct + C?J)
:: A· (coswct . cosC?J - senwct . senC?J)
:: A· cosC?J· coswct - A.senC?J· senwct
x y
s(t) :: X· coswct - y' senwct

115
....
....
0\

."
oTX
~.

:... TCK

TCKE

RCK

oco

oRX
MODULADOR DO MODEM V26

Este modem pode transmitir a 1.200 ou a 2.400 bps sempre na taxa de


1.200 baud e você l)Ode ver suas possíveis constelações de símbolos na
figura 5.14.
A recomendação V26 especifica somente a transmissão de 2400 bps nos
padrões A e B e a recomendação V26bis especifica a modulação a 2400
bps no padrão B e a modulação a 1.200 bps.

.0 OI. .00

I. OI

". .10

" 00
V26-B (V26b1.)
2400bps
V26-ESPmAL
1200bpa

10
V26b1. V26-A
1200bpa 2400bpa

bits X Y bit. X Y bits X Y bit. x y


o o 1 O "1212 "l/2 00 1 O 00 VlI2 Vf/2
1 o -1 I ~ -Vf/2 OI O I OI ~ VfI2
-I -"IfIz -Vl/2
"
lO O
O
-I "
lO V212 ~

CANAL CANAL


SECUNDoiRIo PRINClAIIL
+

lrwl ~~
PORTADORA

I
1Il00
!OOO
. f [H&)

Fig. 5.14: Constelações e espectro V26


Normalmente, os modems V26 possuem os dois padrões de 2.400 bps e o
padrão V26bis para 1.200 bps. Alguns modems também possuem 1.200
bps no padrão especial onde "0"= 45 graus e "1" = 225 graus, conforme
mostra a figura 5.14.
O espectro de transmissão de modem V26 permite incluir um canal
117
secundário, que normalmente é utilizado para enviar os tOIlS de teste para
ativação de enlaces no modem remoto:

Digital 390 Hz
Analógico 450 Hz

Alguns modems V26 utilizam o canal secundário como canal reverso,


transmitindo dados a 75 bps com modulação FSK. No entanto, este modo
de 0l)eração não é comum.

MODULADOR DO MOD.:M V27

Este modem pode transmitir a 2.400 ou 4.800 bps e vo(,.·ê pode ver suas
possíveis constelações de símbolos na figura 5.15.
A recomendação V27 somente especifica a transmissão a 4.800 bps e a
recomendação V27bis especifica as duas velocidades.
A recomendação V27 especifka um modl~m a 4.800 bps, para operar em
linhas privativas com equalizador manual.
A recomendação V27bis especifka um modem 4.800 ou 2.400 bps, para
operar em linhas privativas com equalizador automático, e a V27ter
espedfica um modem para operar em linhas (,.·omutadas.
Vejamos o fundonamento do modulador QAM do V27, seguindo a figura
5.16.
Os bits de dados, que entraram no modem de forma serial, são separados
de três em três, e eSSl~ tribit entra de forma I)aralela no modulador: Ql,
Q2 e Q3. O bit Ql é o primeiro no tempo.
O tribit passa por um conversor DU-BIN, que converte de distância
unitária para binário.
Observe que a codificação dos símbolos nas figuras 5.15 e 5.16 não é a
mesma.
A figura 5.15 mostra a (,.'onstelação baseada no tribit de entrada do
modulador, enquanto a figura 5.16 mostra a l'onstclação baseada na
entrada do gl~rador dl~ quadratura.
Uma vez (,.·odifkado l~m binário, o tribit pode ser somado e, portanto,
integrado.
A saída do illll~grador alimenta o gerador de quadratura.
O tribit na l~ntrada do integrador é o valor da defasagem (a unidade é 45
graus) a ser provo<"'ada na portadora.
O tribit na saída do integrador é o valor instantâneo da fase da portadora.
O espl~ctro dl~ transmissão é similar ao do V26, podl~ndo ser utilizado o
canal secundário.

118
01 010
011. e 000

11 00 111 001

110. .101
10 100
V27bls V27
2400bps 4800bps
(1200boud) (1600baud)

bits X Y bits X Y
00 1 O 001 1 O
OI O 1 000 V212 V2/2
11 -1 O 010 O 1

10 O -1 011 r-W2 '-12/2


111 -1 O

110 -1/2/2 -W/2


100 O -1
CANAL CANAL 101 '12/2 -V2J2


SECUNOMIO PRINCIPAL

••
PORTADORA

~~~~~-----------------+---------r+---~f~]
300 390 450 600 1800 3400
3000 .

Fig.5.15: Constelações e espectro V27


119
,...
N
=

r - -------, r--------------------.
o, I I YI
I
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x
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VI I y!
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0\
y
~c.o iII ~II
~ Os I I
:; I :
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I _______ ~
I
~ DU-BIN ~ GERADOR DE
QUADRATURA
LImiGiÃOOR-------------~
~ MODULO 8 010
o t>o : INVERSOR Fa_
c. VI 'l'l Y1
:.

O : AND ooo ~

D : OR oo1 400
...g- o 1 o 90°
o G>: EXOR o 1 1 155° MODEM V27 4800 be
~ Oa 02 o, : TRIBIT 1 0 0 leco MODULADOR OAII
-.. ..-- .x
1 o 1 2200
YJ Y! Y,: SIMBOLO
1 1 o 270°
,1 1 1 1 315° I

tiO
MODULADOR DO MODEM V29
Este modem pode transmitir a 4.800, 7.200 ou 9.600 bps e você pode ver
suas possíveis constelações de símbolos na figura 5.17.
A modulação do modem V29 é do tipo QAM e por isto contém os símbolos
de diferentes amplitudes, o que não acontece com o V26 e o V27.
Cada grupo de 4 bits (quadribit) entra no modulador da esquerda para a
direita:
01, 02, 03 e 04

o bit Ql dá a informação de amplitude, sendo "O" =menor e "1" =maior.


Os demais bits dão a informação da variação de fase a ser feita com
relação ao símbolo anterior.

Q2 Q3 Q4 variação de fase
0
O O 1 0
0
O O O 45
0
O 1 O 90
0
O 1 1 135
0
1 1 1 180
0
1 1 O 225
0
1 O O 270
0
1 O 1 315
Sua taxa de modulação é 2.400 baud, qualquer que seja a velocidade.
No caso da transmissão a 7.200 bps, o modem considera um símbolo com
4 bits onde o primeiro é sempre "O".
No caso da transmissão a 4800 bps, este modem agrupa dois bits em cada
símbolo, mas comtinua transmitindo o quadribit onde Ql = "O", Q2 e Q3
são os dois bits de dados a transmitir e Q4 é o "ou-exclusivo" invertido
de Q2 e Q3.
O seu espectro já não permite a inclusão do canal secundário sem com-
prometer o desempenbo do modem.

121
t m

011.
010

• 000
1011.
0011 •
1010
0010
.0000
.1000

11 00 111 001 1111 0111 0001 1001

110. .101 0110. .0101

1110. 0100 .1101

10 100 1100

V29 V29 V29


4800bps 7200bps 9600bps
(2400baud) (2400baud) (2400 baud)

bits X Y bits X Y bIts X Y


00 3 O 001 3 O 0001 3 O
O1 O 3 000 I 1 1001 5 O
I -3 O 010 O 3 0000 1 1
10 O -3 011 -1 I 1000 3 3
111 -3 O 0010 O 3
110 -I -I 1010 O 5
100 O -3 0011 -1 1
101 I -I 1011 -3 3
0111 -3 O
1111 -5 O
0110 -1 -I
1110 -3 -3
0100 O -3
1100 O -5
0101 I -1
1101 3 -3

PORTADORA

\
J
300
I
400 1700
i \
13400
\ - - f [tiz]
3000

Fig.S.17: Constelações e espectro V29


122
~ al I
r - -------, r--------------------,
QI I I VI

"r1
x
~.

t,. QI Va

??
-a:: y

o Q4 Y4
c-
~
L.. _______ ~
S
<: DU-BIN L__________ bC GERADOR DE
N INTEGAADOR __________ ...J QUADRATURA
\O
MODUlO 8
a:: C>o : INVERSOR
'fi 'h V4 Fa. ~
o
C- AND ooo r:P
O 1010/
=
;- D: OR
oo1 4~0
C- o 1 o 90° 1011 !0010 1001
...o (t) : EXOR MODEM V29 1100 bptl . •
o 1 1 135°
o Q1Qa aa Q4: QUADRIBIT 1 o o 18r:P fIIODULADOR QAII 0011 0001
> 1 o 1 22!)O 1100 0100
. • 0000 1000
a:: Q' VI Ya V4: SIMBOLO
1 1 o 270°
1 1 1 :S1~0 0101• . 0111

•1101 0110 •1111


'1110

...
N
eM
RANDOMIZADOR
Este circuito tem a função de tornar a seqüência de bits de dados a mais
aleatória possível, a fim de se garantir um melhor espalhamento da
energia transmitida, o que é muito importante quando o modem possui,
na recepção, um equalizador digital adaptativo.
Os modems V26 normalmente não possuem ralldomizadores pois, em
geral, só possuem equalizadores analógicos fixos.
Os modems V27 eV29 são bem mais complexos e possuem o randomizador.
O desrandomizador é o circuito que recompõe a seqüência original trans-
mitida.
No apêndice A.4, descrevo com detelhes esse tipo de circuito.

FILTROTX

Este bloco já foi comentado para a classe de modems assíncronos V21 e


V23, mas há um detalhe de implementação nos modems mais reccntes,
principalmente os tipos V27 e V29: a função da filtragem é realizada cm
duas etapas: a primeira (filtro digital) llelo processador digital de trans-
missão e a segunda por circuitos analógicos ou baseados em capacitor
chaveado.
As figuras 5.19 e 5.20 mostram curvas típicas dos filtros das duas etapas
citadas, para um modem V27.

o
i~~
f\
-10 ~ ~,
,J
... 20 ,. ~

-
~' ,..
,"
-30 ~
J~ ~ I~
-40 ,I'V
~


100 5 dBI div f [Hz J

Fig.5.19: Filtro digital - Transmissão V27


124
o•
~
~
, ." ,~
-10 ~
~\
~
-20

-30

-40

100 5 dB/dlv f[HzJ

Fig.S.20: Filtro 2í1 etapa - Transmissão V27

AGe
Este circuito é chamado de AGC ( "Automatic Gain Control") ou seja,
controle automático de ganho, porque ele é um amplificador de ganho
variável que permite obter um nível fixo na saída, apesar do sinal de
entrada variar dcntro de uma determinada faixa. A variação permitida
para o nível do sinal de entrada é chamada de dinâmica do AGe.

AMPLIFICADOR

ENTRADA SAíDA

CONTROLE
DO
GANHO

DETECTOR

Fig.5.21: AGe
Por exemplo, se um determinado circuito AGe garante uma saída dl'
OdBm para sinais de entrada cntre -40 dBm e-lO dBm, sua dinâmica é dl~
30 dB.
125
Sua função é muito importante, pois além de combater eventuais oscila-
ções de amplitude presentes no sinal recebido, fornece um sinal de nível
constante na sa ída, condição esta exigida por alguns tipos de
equalizadores e demoduladores e, principalmente, pelo circuito de
amostragem existente nos modems baseados em processamento digital de
sinais.
Normalmente, os circuitos de AGe são analógicos, ou seja, são im-
plementados com circuitos lineares, mas existem aqueles que possuem
parte de suas [unções (normalmente o detector) implementadas pelo
processador de sinais.

EQUALIZADOR

Este circuito é muito importante nesta categoria de modems, tendo como


finalidade compensar as distorções de amplitude e fase introduzidas pela
linha telefônica.
Basicamente, dois tipos de equalizadores são encontrados nesses
modems:
-Analógico fixo
-Digital adaptativo

a) Analógico fixo:
São dlamados de "analógico" porque são construídos com circuitos
integrados analógicos (amplificadores operacionais em geral) e
"fixo" porque seus parâmetros são fixos, ou seja, não variam com o
tempo ou com as condições da linha.
Estes equalizadores possuem uma curva de compensação fixa, que é
determinada estatisticamente, ou seja, ela compensa a distorção mais
provável de ser introduzida pela linha telefônica. Por isso, às vezes,
esses equalizadores são chamados de equalizadores estatísticos.
Normalmente, eles são de dois tipos:

de amplitude
Fixo
{ de fase

o equalizador de amplitude compensa somente as distorções de


amplitude (atenuação) e o de fase somente as distorções de fase
(retardo de grupo).
Normalmente, estes circuitos são selecionáveis por meio de estrapes,
ou seja, pode-se eliminar suas atividades - isso é especialmente útil
quando o modem opera em linha privativa de pouca distorção.
A figura 5.22 mostra as curvas típicas desses dois tipos de
equalizadores.

126
Retardo ComJScnsaçCo
(curva do equal.)
ti
~ ~ Distorçao
~ _ . - - / ' _. -(CUlVa da linho)
_._

Fig.5.22: Curvas - equalizadores fixos


b) Digital adaptativo
São chamados de "digital" porque são implementados por proces-
samento digital de sinais e "adaptativo" porque eles se adaptam à
condição de linha, ou seja, variam seus parâmetros com o tempo a fim
de minimizar a distorção contida no sinal recebido.
Os equalizadores digitais utilizam uma estratégia diferente daqueles
analógicos fixos, que consiste em tentar diminuir a probabilidade de
erro durante a decisão do símbolo, ao invés de compensar especifica-
mente as distorções de retardo e amplitude.
Este equalizador é um filtro digital transversal cujos coeficientes são
ajustados periodicamente em função dos erros obtidos nas decisões,
conforme você pode ver na figura 5.23

h (n)

erro = e Cn)
'---------------tE ...--....;;,..;~-------.J
a Cn)

Fig.5.23: Equalizador digital adaptativo


O sinal de entrada x(n) é uma série de amostras do sinal analógico
recebido, tomados a intervalos de tempo constantes, ou seja, numa
freqüência de amostragem fixa.
127
A figura mostra um equalizador com 7 coeficientes (7 taps), CO até
C6, como exemplo, mas nos modems, o número de coeficientes varia
de 15 a 70.
O sinal de saída do equalizador, h(n), vai ao circuito de decisão, que
faz parte do demodulador.
h(n) =CO· x(n) + C1·x(n-1) +.... + CS·x(n-S)
A saída do circuito de decisão, a(n), corresponde a um símbolo ideal,
que supõe-se, ter sido fruto de uma decisão correta.
O erro de cada decisão é facilmente calculado pela simples subtração
e(n) =h(n) - a(n)
Os erros e(n), obtidos a cada decisão realizada, são utilizados para
ajustar os valores dos coeficientes do equalizador, segundo algum
algoritmo que force o próximo erro a ser menor.
Normalmente, os modems V26 não possuem esse tipo de equalizador,
mas os modems V27 e V29 certamente sim.

DEMODULADOR
Este circuito é responsável pela demodulação do sinal QAM (ou DPSK)
recebido, a fim de extrair os dados de recepção.

CIRCUITO
DE DRX
DECISÃO

Fig.S.24: Demodulador QAM


O sinal de recepção é, iniciahnente, separado em duas componentes de
quadratura, pela multiplicação dos sinais seno e cosseno e respectiva
filtragem.
As componentes x e y do sinal recebido alimentam o circuito de decisão
que extrai os bits de informação contidos no símbolo.
Finalmente, um conversor paralelo/série recollstitui a seqüência de dados
(DRX).
Nos modems V27 e V29 atuais, toda essa operação é feita por proces-
samento digital de sinais.
Nos modems V26, encontram-se demoduladores implementados com cir-
cuitos I illeares e outros que fazem uso da técnica da freqüência
intermediária (FI) a fim de fazer a demodulação pela detecção da fase do
128
sinal FI, ao invés de separá-lo em suas <.'omponentes em quadratura - Ill~ste
caso, o esquema da figura 5.24 não se aplica.

I~XTRATOR D}: SINCRONISMO


Este circuito tem a função de l~xtra ir, do sinal de recepção, a informação
de sincronismo.
O sinal re<.'ebido possui uma forte componente da taxa de modulação
imposta na linha e, por isto, este circuito normalmente é um filtro sin-
tonizado nessa freqüência.
Nos modems V27 e V29 mais modernos, esses filtros são implementados
por processamento digital de sinais.

Este circuito tem a função de <.~ompensar eventuais diferenças de


freqüência e fase entre o sinal de entrada e o sinal de saída desejado
No caso dos modems síncronos, existe um circuito PLL para l'ompensar
eventuais desvios e oscilações na freqüência do sincronismo regenerado.
O PLL é um sistema realimentado cujo diagrama você pode ver na figura
abaixo.

Fig.S . .!S: PLL


Um oscilador controlado gera um sinal <1>0 cuja freqüência e fase seguirão
aquelas do sinal de entrada <I>i.
A diferença de fase <I>i -<1>0, entre os sinais de entrada e saída, é constan-
temente calculada, e esta função resultante é filtrada a fim de se evitar
variações bruscas de fase no sinal de saída.
A diferença de fase, filtrada e ajustada I)or uma constante "k" controla o
oscilador de tal forma que este avança sua fase quando o controle for
positivo e atrasa sua fase quando o controle for negativo.
O PLL, portanto, garante um sinal de saída sem variações bruscas de fase,
mesmo que o sinal de entrada as possua. Esta característica é importante
para o demodulador.

SEI.. ..:ÇÁO DE SINCRONISMO


Este drcuito fornece o sinnonismo de transmissão para o modulador.
A origem do sin<.'ronismo de transmissão é escolhida por meio de chaves
ou estrapes localizados no cartão do modem, que comandam o drcuito de
seleção.
129
Interno = Sincronismo interno, normalmente gerado
por um oscilador a cristal.
Externo (TCKE) = Gerado pelo ETO.
Regenerado (RCK) = Extraido do sinal de recepção e, normal-
mente, ajustado pelo PLL.

5.1.3 MODEMS SÍNCRONOS/ASSÍNCRONOS V22 e V22bis


Esta classe corresponde aos modems síncronos e assíncronos que operam
duplex em 2 fios. O modem V22 utiliza a modulação DPSK e o modem
V22bis utiliza a modulação QAM.
A transmissão desses modems é sempre síncrona e eles utilizam a
multiplexação em freqüênda para conseguir a comunicação duplex em
apenas dois fios, de forma semelhante ao modem tipo V21.
A comunicação assíncrona é conseguida devido a um circuito conversor
"assíncrono/síncrono" que faz parte integrante desses modems, como
vOl"ê pode ver no diagrama em blocos apresentado a seguir.

MODUI .. AnOR QAM


Este circuito, similar ao que descrevi anteriormente, tem a função de
modular uma portadora senoidal, l"uja freqüência vai depender do modo
de operação do modem (O/R = origem/resposta):

Portadora
Modem Origem ReSI)Osta Modulador Símbolos
V22 1.200 Hz I 2.400 Hz DPSK 4 (1200 bps)
V22bis 1.200 Hz 2.400 Hz QAM 16 (2400 bps)
O espectro de transmissão é exatamente o mesmo para esses dois tipos de
modems, como vOl"ê pode ver nas figuras 5.27 e 5.28.
Quando o modem local opera no modo origem ele utiliza o canal mais
baixo para transmitir e recebe pelo canal mais alto enquanto o modem
remoto devl~ estar operando no modo resposta de forma inversa.
Um tom de guarda na freqüênda de 1800 Hz ± 20 Hz pode ser transm itido
simultaneamente com o sinal principal se este estiver ocupando o canal
alto.
O tom de guarda pode ser, opcionalmente, na freqüência de 550 Hz ± 20 Hz.
As freqüêndas para possíveis tons de guarda estão indicadas nas figuras
5.27 e 5.28.

130
'TJ
~o

V.
N OTX IIVIVUUL.AUV,",I
~ ~ ASSISINC
TX n CADOR
s:
o 1 ][-TX
Co
~ I
!
:3 N
fi) ~r""1 ~L.IlIJ •
-, T .
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...;:; R
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...~
S2 I RS232
Õ
<: 62FIOS
N
N DCD~
~

<: ORX
I
N
N
0-
r;;o -'[_RX
-
.....
~
.....
MODlJLADOR DO MODI~M V22
Estc modcm pode transmitir cm dnco modos difcrcntes, scndo dois
síncronos e três assÍll<.'ronos, com rclação ao ETD.
Com relação à linha tdefôni<.'a, sua transmissão é sempn~ sín<.'rona.
Os modos assíncronos são dlamados de modos "start-stop" e possuem uma
<.'onccpção diferente daqueles estudados para os modcms FSK: um conver-
sor assíncrono/síncrono faz a transformação dos dados assíncronos
provenientes do ETD para a forma síncrona a ser efetivamente transmitida.
A tabela abaixo relaciona os 5 modos llOssíveis:

Modo Veloddade Tolerância Taxa Bits por


(bllS I [baudl caractere
I 1.200 sin<.' ±O,OI% 600 -
11 1.200 assi +1 % -2,5% 600 8 a 11
111 600 sin<.' ±O,Ol % 600 -
IV 600 assi +1 %-2,5% 600 8 a 11
V 1.205 assi 1.170 a 1.204 602.5 8 a 11
V 1.223 assi 1.190 a 1.221 611.5 8 a 11
Estcs modos de opl~ração não dl~vl~m ser confundidos com os modos
origem e resposta, que se referem ao procedimento de <.'onexão, ou seja,
qual modem origina a chamada, e a o<.'upação do espcctro pelo sinal de
transll1 issão.
Nas transmissões a 1.200 bps, os dados são agrupados em símbolos <.'om
dois bits e nas transm issões a 600 bps, cada símbolo possui apcnas um
bit, <.'onforme você podl~ ver na figura 5.27.
Os modos "I" e "111" correspondelll a transmissões síncronas.

132
O 00 ti

10 Of Of lO

11 00

600bps 1200bps 1200lps


600baud 600baud 602.5baud
modos Ui ev modoleil modo v

bits X Y bits X Y bits X Y


O O 1 00 O 1 00 O -I
1 O -1 OI 1 O OI -I O
11 O -1 li O t
lO -I O lO 1 O

MOOUl.ADOR
..
ORIGEM RESPOSTA
+ +

Fig.5.27: Constelações e espectro V22


Os modos "11" e "IV" correspondem a transmissões assíncronas onde o
ETD deve fornecer os caracteres l'om elementos de partida e parada
("start" e "stop") na velocidade nominal especificada e respeitando a
tolerância permitida. Os caracteres devem possuir de 8 a 11 bits, incluin-
do eventuais bits de paridade e os elementos de partida e parada: () número
de bits por l'aractere deve ser selecionado Ilor meio de chaves ou estrapes
localizados no modem.
No modo "V", o modem transmite a 602,5 baud e aceita caracteres
assíncronos com velocidade entre 1.170 e 1.204 bllS. Opcionahnellte o
modem pode transmitir a 611,5 baud e aceitar caracteres assíncronos com
velocidade entre 1.190 e 1.221 bps. Esta opção, às vezes chamada de
133
modo "V" expandido, é muito útil quando o ETD transmite eventualmente
em velocidades acima de 1.204 bps, o que pode ocorrer com alguns tipos
de multiplexadores.Quando existe, esta opção é selecionada por meio de
uma chave ou estrape localizados no modem.
Outra característica do modo "V" é que o modem pode aceitar dados
assíncronos até 300 bps e fazer a distinção automática entre esta
velocidade e aquela de 1.200 bps.

MODULAI>OR DO MODEM V22bis


Este modem pode transmitir em quatro modos diferentes, sendo dois
síncronos e dois assíncronos.
De maneira similar ao modem V22, sua transmissão na linha telefônica é
sempre síncrona.
A tabela abaixo relaciona os 4 modos possíveis:

Modo Velocidade Tolerância Taxa Bits por


rb.>s 1 rbaudl caractere
1 2.400 sinc ± 0,01% 600 -
2 2.400 assi +1 % -2,5% 600 8 a 11
3 1.200 sinc 0,01% 600 -
4 1.200 assi +1 -2,5% 600 8 a 11
Nas transmissões a 2.400 bps os dados são agrupados em símbolos ('om
4 bits consecutivos. Os dois primeiros bits (Ql e Q2) definem a variação
diferencial dl~ fase e os dois últimos definem a posição relativa dentro do
quadrante:
01, 02, 03, 04.

A variação diferencial de fase é feita conforme indicado abaixo:

Ql Q2 Variação Quadrante
0
O O 90 +1
0
O 1 0 mesmo
0
1 1 270 +3
0
1 O 180 +2
Note que na figura 5.28, a constelação está representada pelos bits Ql Q2
Q3 Q4 e na figura 5.29, ela está representada pelos bits Yl Y2 Q3 Q4.
OS bits Ql Q2 passam por um conversor e pelo integrador módulo 4, c~ja
saída, juntamente com os bits Q3 Q4, alimenta o gerador de quadratura.

134
00t1 0001 0110 0111
00
• • • •
00.0 0000 0100 010.

10 OI • • • •
100' 1000 1100 1110
• • • •
1011 1010 1101 1111
ti 1200bpa
600bcNd
modo 3.4
• • • • 2400bpe
600bcMI
modo 112

bits X Y bis )( y
00
OI °, ° I 0000
0001 -I
-, I
3
11 -I 0011 -5 3
°
-I 0010 -3 I
'0
° 0100
0101
I
3
I
I
0111 3 3
0110
1100
I
, -, 3

"0' I -3
1111 3 -3
1110 3 -I
1000 -I -I
1001 -3 -I
1011 -3 -3
101O -, -3

ORIGEM RESPOSTA
+ +

-t----~I__-i_--_+--+_++___f-_f_±____I. ./[Hzl

Fig. 5.28: Constelações e espectro V22bis


135
Q4
Q4------------------------------------~
J.---I~X
Q3
Q3----------------------------------~

Q2 ----.l~
J.----I~ Y

I
DU-BIN I
I
I
I Z,' I GERADOR DE
I_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ .JI QUADRATURA
INTEGRADOR
[>o : INVERSOR M6DUL04
o :AND
MQCgM ~22~i§ 2400bg§
(±) : EXOR MOCULACOR QAM
~ : RETARDO IV1V2Q3Q41

Y1 Y2 Q3 Q4 : SfMBOLO
,I
0111 0.01 ~O 0011
• •
0110 0100 0000 0001
DU-BIN • • • •
Q1 Q2 BIN 1001 1000 1100 1110
O
O
1
O
O
O
O
1
• • • •
1 O 1 O 1011 1010 1101 1111
1 1 1 1 • • • •
Fig.5.29: Modem V22bis - Modulador QAM

CONVERSOR SÍNCRONO-ASSÍNCRONO

Na transmissão, o conversor recebe os dados assíncronos sob forma de


caracteres que possuem os elementos de partida e .>arada, e os l'onverte
em dados síncronos, podendo, eventualmente, eliminar ou adicionar bits
de parada, a fim de manter a taxa de modulação dentro dos valores
espedficados. O conversor não pode, entretanto, eliminar mais do que
um bit de I>arada a cada 8 caracteres consecutivos.
Vamos definir "b" como sendo o número de bits por caractere, composto
dos bits de partida, parada e dados.
Se o conversor detectar de "b" a "2.b+3" bits, consecutivos, de estado
igual a "O", ele deve transmitir "2.b+3" bits de estado "O". Se ele detectar
um número maior do que "2.b+3", então deve transmiti-los desta mesma
forma, ou seja, como "O".
Caso isto 8l'onteça, ou seja, o ETD transmitir "b" bits de estado igual a
"O", diz-se que ell~ está transmitindo o sinal de "break".
Suponha que o comprimento do caractere selecionado seja de "b" bits.
Naturalnll~nte, cada caractere deve possuir um elemento de partida ("O")
136
e outro de parada ( "1 "), pois são caracteres do tipo "start-stop". Então,
no máximo, existirão "b-l" bits l'onsecutivos iguais a "O", que cor-
responde ao caractere "NUL".
Caso o ETO tenha enviado o sinal de "break", ele deve enviar, pelo
menos, "2.b" bits iguais a "1", antes de continuar sua transmissão normal
de caracteres, a fim de que o conversor remoto rel'upere o síncronismo de
caractere.

MONTADOR DJt: .'ROTOCOLO

Os modems dUI,lex mais modernos passaram a inl'c.nporar protol'olos dl~


modem esperto que permilem a sua l'onfiguração intl~rna a partir dl~
l'omandos vindos do terminal. Os ma is l'onhecidos são o Hayes (vl~ja
apendke A.S) l~ o V2Sbis do CCITT.
Outros protol'olos também foram incorporados aos modems l'om a finalidade
de aumentar a confiabilidade e a eficiência da transmissão (TRT), através
da l'orreção de erros e compressão dos dados, respcl'tivamente.
Os protocolos de l'orfl~ção de erros mais l'onlll~cidos são o MNP4, da
Mkrol'om, e o V42 do CCITT.
São protol'olos compatíveis, com pequenas diferenças.
A função desses I>rotocolos é l'orrigir eventuais crros l'ausados pelas
degcnerações do canal teld'ônko.
Quando o usuário já utiliza um protol'olo de correção de erro, por
programa, no seu equipamc.~nto, l'OIllO o XModem, por l~xemplo, devl~
dl~sabilitar o protol'olo intl~rno do modem para l~vitar conll itos.
Os protocolos l'om l'ompressão de dados, mais conhecidos são o MNP5 e
o V42bis, que não são l'ompatívcis.
O protol'olo V42bis é mais rc.~l'ente (ainda não consta no último livro do
CCITT) e mais efkil~nte qUl~ o MNP-S: ele pode dll~gar a uma compressão
de 4: 1 nos dados do usuário, o que seria cquivalente a multipl kar a
veloddade de transmissão Jlor 4.
A taxa de l'ompressão l'onseguida vai depender do tipo do arquivo qUl~
está sl~ndo transmitido.
É interessante lembrar qUl~, se o arquivo já estiver l'omprimido, ao ser
enviado a um modem l'om protocolo de l'ompressão, vai levar mais tempo
parn ser transmitido do que o normnl; neste caso ~1 l'ompfl~ssão dl~ve Sl~r
desabilitada.
O protol'olo V42bis l'onsl~gul~ dl~tl~l'tar Sl~ o arquivo já é l'omprimido l~,
automatkamente, desabilitar a l'ompressão.
Para tratar qualquer um dl~ssl~s protocolos dtados,

modem esperto
correção de erro
compressão de dados

O modem dl~ve possuir o par de blol'os funcionais: montador/intl~r­


preta dor de protol'olo.
137
o montador recebe os dados do term inal e monta os l'omandos internos,
no caso de protocolo de modem esperto, ou monta os blocos a serem
transmitidos, no caso de protocolo de correção ou l'ompressão dc dados.
O interpretador decifra a montagem realizada, no caso de correção ou
compressão de dados, restituindo a seqüênda original do usuário remoto.
No caso dc protocolo dc modem esperto, é o interprdador que dcvolvc as
mcnsagcns de resultado ao terminal.

I;ILTROS
Os filtros de transmissão e rel'cpção dos modems V22 c V22bis scguem
o mesmo princípio daqueles do modem V21, ilustrado na figura 5.5.
Existe um filtro canal baixo e outro l'anal alto, que podcm ser alocados
na transmissão ou na fl~l'epção, l'onforme o modo dl~ operação scja origem
ou rcsposta.
A figura 5.30 ilustra os filtros V22/V22his

CANAL CANAL
dB BAIXO ALTO
O• "- .,
,
~

" \.. j~ \ V
J
-10
"
-20 ~
r
\
~ \
-30 ~ ~l
~ ~
-40 1/ '~
J ~~
I ~ '~
1.00 5 dBI dlv f CHz ]

Fig. 5.30: Filtros V22/V22bis

5.1.4 MODEM SÍNCRONO/ASSÍNCRONO V32


Este modl~1l1 opera l'um dados síncronos ou assíncronos, duplcx a 2 fios,
na linha tdefônÍl"a l'omutada (ou primativa), na veloddade dc 9600 bps
(ou 4.800 bps).
É scmclhantl~ aos modl~ms V22 c V22bis, qUl~ também opcram dupll~x a 2
138
fios com dados sínnonos ou assÍlH."ronos, mas rcsolvi dcdicar-Ihe uma
classe espedal porqul~ ele traz duas novidades importantes l~m relação à
dasse anterior:
1) Separação de canais por l"aIH."elanll~nto de eco.
2) Modulação TCM: "Tfl~llis-Coded Modulation" ou
modulação l"Om codificação Treliça.
Os modems V22 c V22bis usam a tél'nka de divisão dl~ frcqüência (FDM)
para sl~parar os canais dl~ transmissão e n~l"epção, o que possibilita a
l'omunkação duplex em apenas dois fios. O modem V32 util iza a técnica
dc canl'clamento de l~CO. Compafl~ o diagrama do V32 l"Om o do V22
(figuras 5.26 e 5.31).
Vou repetir as caral"tcrísticas dos Illodems V22 e V22bis a fim de
compará-Ias ao V32:

Modem Veloddade Modulador Canais Portadora [Hz J


rblls I orig resJ).
V22 1.200, 600 DPSK FDM 1.200 2.400
V22bis 2.400, 1.200 QAM FDM 1.200 2.400
V32 9.600, 4.800 TCM ECO 1.800 1.800
Obsl~rvl~ qUl~,no l"aSO do V32, as portadoras dl~ transmissão l~ fl~n~pção
têm a mesma freqüênda de 1800 Hz.
Todos os blocos qUl~ comp6l~m o modl~m V32 já foram discutidos nas
daSSl~S anterion~s, a menos da híbrida e do l'ancclador de eco que veremos
a seguir.
Mostrarei também l"OmO opcra o Illodulador TCM e farei alguns
conll~ntários sobre o randomizador do modl~m V32.

139
~
-
=>

L......ICONVERSOR MOOULAOORI FILTRO ~


OTX-. ,~I 1...1 AMPlIFI- - p HIBRIDA
~ ASSISINC TX P'1 CAOOR ~
<r.'TJ -< t--. 1X
VI ..
w TCK+- ........ ~ L+--RX
~ RETARDO .-....,
3:: I
g, N SELEÇÃO
n T SINCRONISMO
:11
- E
AGC
R ô lAL ~
;:; TCKE-. F t----_------'f iQ '
... A .4
g J
O C
E EXTRATOR FILTRO
(Il RCK+- PLL ~ DE ~r- oco ....
:11
~ f""I" RX
SINCRONISMO
=--,
RS232
~ I
I
...O •
oco+- ........
O
=
<
W
.LI PRE
..... ICONVERSOR OEMODU- I~~ IEQUALIZAOORj+- AMPLI- L..
N ORX+- ...., SINC/ASS LADOR FICADOR ~

I
INTERPRET. ri + RANDOMI-
DE ZAOOR
PROTOCOLO
MODULADOR TeM

A modulação com codifkação Treliça, ou TCM, como fkou ('onbecida


intcrnacionalmcnte, roi proposta, pela primeira vez em 1976, num traba-
lho de Ungcrboc('k e Csajka [11], e os primeiros modems do tipo V32,
utilizando essa técnka, surgiram em 1984.
A modulação TCM consiste em combinar codificação e modulação,
gerando uma constelação redundante.
Na modulação OAM, desl'rita em 5.1.2 e no apêndil'e A.3, os bits dl~ dados
são separados em grupos de N bits, pelo conversor serie/paralelo (S/P).
· tem 2N com b'lI1açoes
Esse grupo de b Jts - posslvels.
_.
O gerador de quadratura (GO) gera um ponto na constelação para cada
combinação, ou seja: existe um símbolo para cada combinação de bits.
Portanto não existe redundância na modulação OAM: para cada combinação
dos bits de dados existe um símbolo correspondente na constelação.
Note que a l~xistênda do integrador, não invalida a afirmativa antl~rior.
A função do integrador é gl~rar uma informação de fase diferencial c, para
cada tipo de modem, l~le opera sobre ullla quantidade diferente de bits.

N N
..
DTX
S/P GQ
+:
•• • •
•• • •
•• • •

Fig. 5.32: Modulador QAM

A modulação TCM addon8 símbolos n~dundalltl~s na l'ollstelação, por


meio de um codifil'ador ('(mvoludonal que gera um bit extra a cada grupo
fixo de bits dl~ dados.

cosw.t

•• ••
••••
GQ •• ••
••
•••• ••
•• ••
-senw.t

Fig. 5.33: Modulador TCM

No caso do modem V32, os bits de dados são agrupados dl~ 4 l~m 4, pl~rmitindo
24 = 16 combinaçõl~s. Compare as figuras 4.32 e 4.33. Os dois primeiros dessl~s
bits, no tl~ml)O, Ql e 02, são l'odilkados diferl~ncialmente e servem de entrada
para o l'odifkador l'llllvoludonal qUl~ gl~ra um bit l~xtra a l'ada símbolo.
141
o gerador de quadratura faz o mapeamento dos bits YO, Yl, Y2, Q3 e Q4,
ou seja, gera um ponto na constelação para cada ('onbinação desses bits,
5
na sua· entrada, e desta forma, 2 = 32 símbolos diferentes podem ser
gerados.
Como você pode observar, o bit redundante gerado pelo codiricador vai
permitir uma constelação redundante de 32 pontos, ao invés de uma
constelação de 16 pontos, como seria o caso da modulação QAM.
Mas qual é a vantagem em transmitir uma constelação duplamente mais
(.'ongestionada, que deve gerar uma probabilidade de erro maior'!
A codificação é realizada de tal forma que somente algumas seqüências
de símbolos podem ocorrer.
Na recepção, a seqüência recebida é comparada com as seqüências
válidas, e destas, escolhe-se a que estiver mais próxima da recebida. Este
procedimento permite um ganho aproximado de 4 dB, do TCM de 32
pontos para seu equivalente QAM com 16 pontos.
Na vl?rdade, o aparel'Ímento da modulação TCM permitiu o nascimento
de uma nova geração de modems, mais resistente ao ruído que a anterior,
a qual utiliza modulação QAM. Esta (.'omparação deve ser feita (.'om os
modems operando (.'0111 a mesma relação sinal-ruído, e na mesma
velocidade. Na prátka, para uma mesma relação sinal-ruído e velocidade,
um modem TCM consegue uma taxa de erro 1.000 vezes menor que um
modem QAM , o que signifka, aproximadamente, uma taxa de retrans-
missão 1.000 Vl~Zl~S mcnor.
Os codifkadores Treliça, mais simples, já proporl'Íonam um ganho de 3
dB. No caso do V32, o ganho é da ordem de 4 dB e ('odificadores mais
elaborados podem proporcionar ganhos de até 6 dB.
Taxo de erro fppmJ

lcf
1 1000 .........- -.....

QAM

10

T 26

r::.-
S/R [d8J

Ganho' 4 dB
Fig. 5.34: Comparação TeM x QAM
Vejamos agora o funl'Íonamcnto do modulador TCM.
A(.·ompanhe pela figura 5.35.
142
Os dois primeiros bits no tempo, Ql e Q2, entram em um integrador. A
saída do integrador, YI e Y2, vai para o gerador de quadratura l~ serve de
entrada para o codifkador l'onvoludonal.
O codifkador l'onvolucional é um cirl'uito sequencial que tem 8 estados
distintos. Veja a figura 5.35. Os bits YO, YI e Y2 (saída do codifkador)
seledonam qual o subl'onjunto da constelação está sendo gerado. Existem
8 saidas possívds, l'omo você pode ver na figura 5.37.
Os dois bits fl~stantes, Q3 c Q4, dctl~rminall1, finalmente, qual é o símbolo
dentro do subl'onjunto, a transmitir.
x >-

,..-_ _ _ _..&......_ _ _.....L-_ _ _ _...., 1&1«

oa:
a:::J
g~
«~
a:«
""--lr-........,r--....,r-.......~-----r_ ... I&I::J
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I

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I
o
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L __ « 1&1
.. ..li: ..,oo
0 e~ N
>-
.,. .., >
o o

Fig 5.35: Modl~m V32 9600 bps modulador TeM


143
.....
~
~

04
04
x
Q3 03~
." V2
~. 02
V\ v
VI
Vl 01
L __ ~
0\
BIN- OU
3::
&. GERADOR DE
S QUADRATURA

< ---1
Vl INTEGRADOR
N [>o : INVERSOR MÓDULO 4
\O
OI
O o :AND
O
a' @ :EXOR
~ l!J : RETARDO
::
O YI Y2 Q3 04 : SíMBOLO MODEM V32 9600bps
C. MODULADOR OAM
C Y

C. DU- BIN BIN- OU 1011 1001 1110 1111
...O 0102 BIN I BIN VI Y2 • • • •
o O I O 01 O O 1010 1000 1100 1101
> O O O O I I O • • • •
3:: I O I ~I O O O X
I I
0001 0000 0100 0110
I I I O I
• • • •
0011 0010 0101 0111
• • • •
00 10
• •

+
lO ))
00

10 )I
• • •
OI

OI •
))
• • ))
00 OI

01003Q.1 l00Q3Q.1

JlOO3Q.1
000030·1

01

+
OI 00

)) 01
• • •

li 10 •
00 :: OI
•10 •
00

11 •
lO

001030-1 011030·1 101030·' 1))030·1

Ib) As oito s:údas do <.'(l<fjlirodor ron"olucional

Y" YI Y: QJ Q. X Y • •
() () -4 I
O

() ()

() () () () I () -3 •
O () O I O O I
O O () I I 4 I • • • •
O () I () O 4 -I
O () I () I () 3 • • • •
O () I I O () -I
() () I I I -4 -I
() I () O O 2 3
• • • •
I I () () I -3 ()

I I () I O I () • • • •
I I () I I I -4
I I I () () -I -4 • •
I 1 1 () 1 3 O
I I I I () -I O • •
I 1 I 1 I -I 4
1\.1) COlIstrla"lio: Y. Y, Y. O. O.

Fig. 5.37: Constelação V32 - Modulação TCM, 9.600 bps

A recomendação V32 também prevê uma alternativa não redundante.


Neste l'aso, os primeiros dois bits no tempo l~m l'ada grupo, Ql e Q2, são
codificados diferencialmente, gerando os bits YI e Y2. Os bits YI, Y2,
Q3 e Q4 são, então mapeados na constelação sem redundância. Diremos,
nesse l'aso, qUl~ o modulador é QAM. Veja a figura 5.36.
145
Estc circuito tl~nta climinar a contaminação do sinal transmitido, quc
cxistc no sinal dc rcccpção.
Basicamcntc, cxistem dois tipos de eco, cm uma comunicação duplcx a
dois fios, que dcgeneram o sinal dc recepção:
Eco local: retorno pela híbrida do modem local.
Eco rcmoto: rctorno pela híbrida do modcm remoto.
O eco local KTX, é um sinal proporcional ao sinal transmitido, TX, onde
a ('onstante K n~presenta a atenuação da híbrida local.
O e('o remoto, K'TX', é o sinal resultante do retorno do sinal transmitido,
após um tempo de propagação de ida e volta, inl'orporando as degenera-
ções causadas pelo canal tcll~fônico. A constante K' é diferente da t'()J1-
stante K e representa toda a atenuação ocorrida no caminho deste l~l'O.
O cancelador de eco gera réplkas desses dois tipos de e('o e as subrai do
sinal de reCl~pção.
Para n~a1izar esta tarefa o cancelador dispõe do sinal TX, bcm conhccido.
Os outros parâmetros, l'omo as l"lmstantes K e K' e o sinal TX', devem
ser l~stimados pelo caJl(.'l~lador, que possui um circuito adaptativo seme-
Ihantl~ àqudcs utilizados nos l~qualizadon~s.
Um dos elementos chaves do l'ancclador é a sua linha dc rctardo, qUl~ o
possibilita l'onstruir a réplica do l~('O remoto, após toda a propagação de
ida l~ volta pelo canal. Para que o modl~m opere bcm em canais via satélite,
por l~xemplo, onde o retardo é grande, sua linha de n~tardo dl~ve ter
('omprimellto suficil~ntl~.
O l~l'O local é fadlnll~nte canl'l~lado, por ser uma réplica do sinal trans-
mitido, sem as degl~nerações causadas pcla linha tell~fônka, que dll~ga ao
rel'l~ptor imediatamente após o instantl~ da transmissão.
Para l'ancclar o eco n~moto, o modem deve inkialmente, medir o retardo
qUl~ l~xiste na l'onexão, a fim de poskiollar sua linha de rdardo, que l~m
geral, suporta l~COS dl~ até 2 sl~gulldos.

146
TX
TRANSMISSOR I--- r-- TRANSMISSOR

• Ir

,,,,
TX
KTX ec~ \
~
-locol HIBRIDA 40-
HIBRIDA
RX
ec!
, remoto
K'TX'

RECEPTOR ~ 4 RECEPTOR
RX+KTX+K'T x'

T X - - - - - -____-----------~ TX

KTX K'T x'


RX~---~---~ M - - - - - - j - - - - RX+KTX+K'rx'

CANCELADOR
DE ECO

Fig. 5.38: Prindpio do <.'aIH,'clador dc c<.'o

RANDOMIZA))OR
Da mcsma forma quc a maIOrIa dos modcms, o V32 possui um ran-
domizador na transmissão c um dcsrandomizador na rc<.'cpção.
Ml~rccc dcsla<)uc o fato dc quc o V32 possui dois randomizadorcs diferen-
tcs c os utiliza conformc o modo dc opcração:

Modo origem 1 +X· '8 + X· 23 (GPC)


Modo resposta : 1 +x· 5 + x· 23 (GPA)

Naturahncntl~, sc o modcm cstiver no modo origem, ele utiliza o ran-


domizador OPC e o dl~srandomizador OPA; no modo resposta a situação
se inverte.
147
Os termos GPC e GPA são citados na recomendação CCITT V32 e
significam:

GPC : Mgenerating polynomial call"


GPA : Mgenerating polynomial answer"

No apêndke A.4 faço uma dl~sl'rição detalhada desse tipo de circuito.

HÍBRIDA
Este circuito tcm a função de converter os dois fios da linha telefônica,
para quatro fios, que é a forma utilizada no interior do modc.~m.
Os modems V21, V22 e V22bis também possuem uma híbrida quando
cstão operando a 2 fios, no entanto deixei para mencionar este circuito
aqui, pois de é partkularml~nte importante nos modems que separam
canais por l'ancclamento de el'O.
Conforme discutido c.~m 3.3.8, a híbrida vai retornar uma parte do sinal de
transmissão, quc é o el'O 10l'al.

5.1.5 MODEM SÍNCRONO V33


Este tipo de modem, especificado para transmitir dados a 14400 bps a 4
fios, ponto-a-ponto em linhas privativas, somente foi illduído nas rCl'O-
melldações CCITT a partir de seu Blue Book, ref. (3], publkado em 1989.
Apesar de constar, tão rc.~n~ntemellte, das rccomendações CCITT, os
primeiros modcms l'omerciais surgiram em 1984.
O diagrama l~m blol'os do V33 é o mesmo dos modems sínl'ronos V26
V27, V29 e pode ser visto na figura 5.13
A grande novidade incorporada nos modems V33 l'om relação ao sc.~u
parcntc mais próximo, o modc.~m V29 é a modulação TCM: "Trellis-Coded
Modulation" ou modulação com l'odifkação Treliça.
A modulação TCM foi bastante disl'utida l~m 5.1.4, para o modl~m V32.
O modulador TCM do modem V33 é exatamcnte igual ao do modem V32,
l'onformc ilustrado pcla figura 5.35, a menos de um dctalhe: cxistem mais
dois bits, Q5 e Q6, como entrada do gerad(lf de quadratura.
O modem opera numa taxa de modulação igual a 2400 baud l~m duas
velocidades, conforme ilustra a tabela a seguir.

Modl~m Veloddade Bits por Símbolo


Símbolo Constelação Redundân<.'Ín
V33 14.400 6 128 100%
V33 12.000 5 64 100%
V32 9.600 4 32 100%
V29 9.600 4 16 -
V27 4.800 3 8 -
V26 2.400 2 4 -

148
y

• •
• • • • 1128 ptosl
• •
• • • ••• •

• • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • • • •
• • • • • • • • x
• • • • • • • •
• • • • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • •
• • • • • •
• • • •
• • • •
• •
Fig. 5.39: Constelação V33 - 14.400 bps

• • • • • • • •
• • • • • • • • 164 I ptos

• • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • •
• • • • • • • e

• • • • • • • •

Fig.5.40: Constdac;ão V33 - 12.000 bps


149
5.1.6 MODEM SÍNCRONO/ASSÍNCRONO V.32BIS
o modem V.33, discutido anteriormente, não pegou. Modem especificado para
operar somente a 4 fios em linha privativa, era um pouco mais que um V.29 e
foi lançado depois do grande sucesso do V.32, 9.600 bps duplex a dois fios,
quando todos estavam ansiosos por mais velocidade a dois fios em linha
comutada. Logo em seguida, em 22 de fevereiro de 1991, era aprovada em
Genebra a recomendação V.32bis, que especifica um modem 14.400 bps,
porém, com capacidade para operar duplex a dois fios em linhas privativa e
comutada.
o modem V.32bis pode operar a 14.400, 12.000, 9.600, 7.200 bps com
codificação em treliça, e 4.800 bps sem treliça. UtiliZe1 a modulação QAM cuja
portadora deve ter uma freqüência de 1800 ± I Hz e o receptor deve ser capaz
de operar com uma portadora contaminada com deslocamento de freqüência de
até 7 Hz. É compatível com o modem V.32 operando a 9.600 e 4.800 bps.
Opera duplex a dois fios em linhas privativas e comutadas, com separação dos
canais por cancelamento adaptativo de eco.
Esse modem foi um grande sucesso logo no seu lançamento e se tornou o
padrão mais solicitado em todas as aplicaçõcs.
O diagrama em blocos do V.32bis é o mesmo do V.32: possui o mesmo
codificador convolucional, apenas com mais dois bits (Q5 e Q6) passando direto
para o gerador de quadratura. a mesma freqüência de portadora (1.800 Hz) e a
mesma taxa de modulação (2.400 baud). Pode-se dizer que esse modem é a
evolução dos modems V.32 e V.33. Todas as novidades incorporadas a esses
dois modems estão presentes no V.32bis. Circuitos já consagrados, como o
randomizador e o gerador de quadratura. também são os mesmos.
A recomendação V.32bis inclui um tópico sobre a operação chamada de "modo
automático de reconhecimento de padrão". Consiste na capacidade de um
modem. chamado automodo, em reconhecer se o modem remoto é um V.32bis,
V.32. um V.22bis ou um V.22.
Esse modem é o máximo que se conseguiu. em comunicação de dados pela
linha telelõnica. com as técnicas e circuitos processadores de sinal. descritos até
aqui.
A taxa de modulação é de 2.400 baud e a recomendação V.32bis não especifica
o fator de filtragem na transmisSt~o. A constelação do modem V.32bis possui
128 símbolos. ou seja. M = 2N = 27 = 128. o que leva a uma eficiência de 5,3
bps por Hz, a mesma dos modems V.33.
A recomendação V.32bis especifica uma seqüência de treinamento que possui
vários segmentos a serem transmitidos pelos modems resposta e origem. após o
procedimento de resposta automática. O modem origem, após receber o início
da seqüência do modem resposta, envia alguns segmentos de condicionamento
150
e. então. uma seqüência de negociação de velocidade. O modem origem envia.
repetidamente, uma seqüência de 16 bits que informa as velocidades disponíveis
para operação, e fica transmitindo até receber uma seqüência semelhante do
modem resposta. indicando em que velocidade deseja operar. Dessa forma uma
ligação entre modems V.32bis pode operar de 4.800 a 14.400bps, após
negociação.
Na velocidade de 14..100 bps. os bits de dados, seriais, a serem transmitidos. são
dividos em grupos de 6 bits consecutivos, após o randomizador. Os primeiros
dois bits no tempo, Q In e Q2n. em cada grupo, onde "n" indica o seqüencial do
gmpo, são inicialmente codificados diferencialmente em Y I n e Y2 n. Note que
essa codificação consiste de três operaçõcs: uma conversão de código distância-
unitária para binário, a diferenciação e uma COnVer&10 de binário para código
de distância unitária. Veja a figura que mostra o esquema do modulador do
modem V.32. nesse título. algumas folhas atrás. A tabela a seguir. consta na
recomendação CCITI e já é o resultado das três operações. Os bits Y In e Y2 n
são usados como entrada do codificador convolucional. que é o mesmo utilizado
no V.32 e. portanto. já estudado anteriormente. O Codificador convolucional
gera o bit de redundância YOn. Os outros seis bits. em conjunto com o bit de
redundância. vão mapear um símbolo a ser transmitido, conforme a constelação
apresentada na próxima figura. Devido à densidade da constelação. indiquei
apenas a codificação de alguns símbolos. Os bits. mapeados na constelação.
estão na ordem Yo• Y I' Y2- Q3' Q4' Qs e Q6·

Entrada Saída anterior Saída


Qln Q 2n Yl n•1 Y2 n. 1 Y ln Y2n

O O O O O O

O O O I O 1
O O I O I O

O O I I I I

O 1 O O O I
O I O 1 O O
O 1 I O I I

O 1 1 1 1 O

1 O O O I ()

I O O I I I

Codificação diferencial de quadrante com treliça (continua)


151
I O I () O I
I O 1 I O O

I I O O I I
I 1 O I 1 O
1 1 1 O O O
I 1 1 1 O 1

Codificação diferencial de quadrante com treliça (continuação)

Im

114.400 bps I
011000
1100000
. 0111000 VOVl
• 1.110001
V2 03 Q4 05 06

001001J •
101110.1
.0010101
1000101
0110101 9111101
1100101 •
001000.1
. 1110011
• 0010000
101100p • 1.000000
000100q 9fJ01001
----~00~11-0~01------------~------------~00-11~00~0--~h

1010000 • • ]001000
OOOÕOO~ 0000001
1100011 l110101
0101101 »100101
1010101 1001101
0000101 9000011
1100001 .,110000
0101002 .0100000

Fig. 5A I: V32 bis - Constelação l-l-AOO bps


Na velocidade de 12.000 bps. os dados Seio divididos em grupos de 5 bits. Da
mesma forma. os dois primeiros bits no tempo. Q1n e Q2n' em cada grupo. são
inicialmente codificados diferencialmente em Yl n e Y2 n. e entram no
codificador convolucional. que gera o bit de redundância YOn • o bit de
redundância YOn e os cinco bits. Yl n Y2 n Q3 n Q-I-n Q5 n • "ão mapear um
símbolo na constelação.

152
Im
'12.000 bps I
VO Y1 Y2 03 04 05
100010 111g00 100110 111010
001010
• 011111 001110· 011011 •
010111 010000 000001 010010
101'011 • 11Õ111· 01001 • 110011 •
11~001 100~00 11\100 10~111
011110 001100 011101 001111
01~1 • IMXIJ01 010100 000000
110110 101101 10101· 101000 •
------100000 -111101 100101 -111110 ---I ~
001000 • ,011100· 001101 • 011001 •
000111 • 0103°1 000100 010110
101111 • 110100 10;100· 110001 •
111011 100001 111111 100011
011i110 • 001001· 11.000 • 001011 •
010011 000110 0101111 000010
110'010 • 101110 • 110000 • 101010 •

Fig. 5.42: V32 bis - Constelação 12.000 bps


Nas \'CIocidadcs de 9.600 e 7.200 bps, o processo é similar, sendo que são transmitidos 5
bits (Y0n VI n V2n Q3n QJrJ e 4 bits (Y0n VI n V2n Q3n), respectivamente.

Im

19.600 bps I
11111 11000 YOYl Y2 Ol 04
01~00 00101 01010

1lKI00
10010 •
01111
10101 1'00"
O 01101
10100

00011

------~---~~,~~-~~_--_I~
11001 11010 11101 11110

00;' 1 01·001 00110 010U 00100

'Om .oi.. ,.000. 10;'0

01110 00001 01100

11100 11Õl1

Fig. 5.43: V32 bis - Constelação 9.600 bps


153
Im

7.200 bps

YOYl Y203

0010 · 1000· ·
0111 ·
1110

1011 · ·
0001 ·
1101 ·
0100

·
0110 11·11 OÕ11 ·
1001

·
1100 ·
0101 ·
1010 ·
0000

Fig. 5.44: V32 bis - Constelação 7.200 bps

Na velocidade de 4.800 bps, os dados 5<10 divididos em grupos de dois bits.


Esses dois bits, Qln e Q2n. onde Qln é o primeiro no tempo, 5<10 codificados da
mesma forma que os dois primeiros bits do modulador V.32 sem treliça, já
_:../' estudado. Na velocidade de 4.800 bps. não há codificação treliça. A
codifgicação dos bits de entrada seguem a tabela abaixo:

Entrada Saída anterior Mudança Saída

Qln Q 2n Vl n_) V2 n_) de fase V ln V 2n

O O O O O I
O O O I + 90° I 1

O O I O O O

Codificação diferencial de quadrante para Vt :::: 4.800 bps (continua)

154
o o 1 1 1 O

O I O O O O

O 1 O 1 00 O 1
O 1 1 O 1 O

O 1 I 1 I 1

I O O O 1 1
I O O 1 + 1800 I O

1 O 1 O O 1
1 O 1 1 O O

I I O O 1 O

1 1 O 1 + 270 0
O O

1 I I O I I

I 1 1 1 O 1

Codificação diferencial de quadrante para Vt = -1.800 bps (continuação)

INTERFACE SERIAL

o modem opera sincronamente mas pode também operar assincronamente,


fazendo a conversão assíncrono-síncrono conforme a recomendação CCITT
V.l4. No caso de operar assincronamente, o modem pode possuir correção de
erros e compressão de dados, seguindo as recomendações V.42 e V.42bis. Após
o término das seqüências de treinamento e apresentação, o sinal CTS (circuito
106), do modem para o terminal. seguirá o RTS (circuito 105) em no máximo 2
ms. O sinal OCO (circuito 109) vai mudar de ON para OFF e de OFF para ON,
acompanhando as seqüências definidas na norma e não pelo nível de sinal na
recepção, pois. como a operação é duplex com cancelamento de eco, o detector
de sinal não pode distinguir o sinal do modem remoto dentre os ecos recebidos,
antes de estar com seus coeficientes ajustados e totalmente equalizados.

155
NEGOCIAÇÃO DA VELOCIDADE DE OPERAÇÃO

A recomendação V.32bis possui uma especificação bastante detalhada sobre as


seqüências iniciais, ou seja. treinamento e apresentaÇ<10, que possuem sinais de
condicionamento dos circuitos internos do modem e um procedimento para
negociar a velocidade de operação. Na seqüência de apresentação, existe um
segmento chamado TRN, que é uma sequência de bits "1" randomizados e
transmitidos pelos dois modems que estão negociando, a 4.800 bps. Logo após o
TRN. cada modem de\'e transmitir um outro segmento, chamado "rate signal tt •
ou sinal que define em que velocidade o modem está disposto a operar. O "rate
signal" é formado de seqüências iguais e consecutivas, de 16 bits, transmitidas a
4.800 bps. Essa seqüência possui um código binário para a velocidade de
operação. que pode ser 4.800, 7.200, 9.600, 12.000 e 14.400 bps. No
estabelecimento da chamada, o modem chamador é o primeiro a enviar o
segmento "rate signal", informando a \'elocidade em que deseja operar, e, então
o modem resposta envia seu segmento, informando em que velocidade vai
operar. O modem resposta é que escolhe a velocidade, portanto. O modem
origem. após receber a determinação do modem resposta, envia mais um último
segmento "rate signal" com uma única seqüência de 16 bits, confirmando a
velocidade escolhida pelo modem resposta.

MODEM AUTOMODO

A recomendação V.32bis prevê um procedimento especial que o modem


V.32bis pode adotar para reconhecer o modem remoto. Os modems V.22,
V.22bis, V.32 e V.32bis podem se comunicar com um V.32bis automodo.
Como as seqüências de apresentação desses modems 5<10 bem-definidas, é
possível identificá-Ias e se adaptar ao modem remoto. Naturalmente, o modem
automodo, também chamado de mullimodem, deve ser capaz de operar
conforme todas essas recomendaçõcs, fazendo as modulaçõcs e todas as demais
operações conforme o modem remoto. Essa característica torna o V.32bis um
modem que pode se comuniCc1r com qualquer outro modem duplex a dois fios,
sendo ideal para ser utilizado em resposta automática em sistemas de
atendimentos diversos.

ESPECTRO DE TRANSMISSÃO

Ape5<1r de não especifiCc1r o fator de filtragem, a recomendaÇ<10 V.32bis diz que


a potência de 5<1ída deve 5<1tisfazer a recomendação V.2, que limita em 1 mW.
A densidade de energia transmitida, correspondente a bits "I" randomizados,
em 600 e 3000 Hz, deve ser 4,5±2,5 dB menor que a maior densidade de
energia na fc1ixa de 600 a 3000 Hz.

156
5.1.7 MODEM SÍNCRONO 19.200 BPS

Por volta de 1984, os fabricantes já encontravam grande dificuldade para


dcscnvolvcr modems mais velozcs quc o V.32bis, com as tácnicas co
nhcddas. As pesquisas nessa área <.'ontinuavam. Novas técnicas, como a
modulação TCM multidimensional, levantamento da rcsposta impul-
sionai do canal, dentre outras, começaram a surgir. Implementando tais
técnicas em seus modems, cada fabricante começou a lançar padrões
proprietários para modems 19.200 bps. Modems de dois fabricantcs não
sc comunicavam e essa fase, que precedeu o lançamento da V.34 pcla
CCITT, durou cerca de 8 anos.
Cabe, aqui fazer uma breve retrospectiva da história do modem, pois
podemos ver alguns dados interessantes, como, por exemplo, o ciclo de
cada uma das principais técnicas que permitiram avançar a tecnologia
dos modcms, cada vez transmitido com velocidades maiores.
Farcmos, neste itcm, uma varredura pelos últimos anos de descnvol-
vimcnto dc modems, até a fase do lançamento das duas últimas rc<.'omcn-
dações CCITT: V32terbo e V.34.
Entre 1.951 e 1.953, surgiram os primeiros modems assíncromos, com
vcloddades de 300 e 1.200 bps, utilizando a modulação FSK.
Em 1.962, surgiram os modems síncronos de 2.400 bps. Foi preciso ccrca
dc 10 anos para dobrar a velocidade de transmissão, e isso só foi possível
com a aplicação dc uma modulação mais eficicnte: a modulação em fasc
diferencial ou DPSK.
Em 1.967, surgiram os primciros modems síncronos dc 4.800 bps com
equalizador manual. Era neccssário equalizar, manuahnente, o canal
telefônico, para se conseguir comunicações nesta velocidadc. A
rc<.'omcndação CCITT V27, quc trata deste tipo de modem foi publicada,
pcla primcira vez, cm 1972.
O su<.'csso, no entanto, somentc acontc<.'c em 1.969 com o lançamcnto do
modcm 4800 bps, incorporando um equalizador digital adaptativo.
A técnica da equal ização adaptativa, residente em arquiteturas dc proces-
samcnto dc sinais um pou<.'o mais claboradas, permitiu, logo cm scguida,
o lançamento do modem 9.600 bllS com modulação QAM.
Esscs modems, dc 4.800 c 9.600 bps, foram as vcdctes da tratismissão de
dados pela linha telefônica por 15 anos e, mesmo com o avanço da
microeletrônica, oferecendo componentes cada vez mais velozes c in-
tegrados, não foi possível elevar a velocidade da comunicação.
Em 1.980, surgiram os primeiros modems 14.400 bps com modulação
QAM, mas realmcnte só conseguiram succsso comercial ao ressurgirem
cm 1.984, <.'010 modulação TCM. Num curto espaço dc tempo, vieram
também os modems de 19.200 bps com modulação TCM.
Arrisco-me a dizcr, portanto, que os três fatos mais importantes nesta
história de 40 anos foram: o surgimento da modulação DPSK, o
equalizador adaptativo c a modulação TCM.

157
D .. FuW. DlJP\.'éX

Velocidade dO MOUEM
I bpsl
19200

14400

9600

Fig. 5.45: Evolução das técnicas de modulação


Os modems 19.200, atualmente comercializados reúnem todos os últimos
avanços conseguidos nas áreas de codificação, modulação, equalização e
microeletrônica.
De fato, todos esses avanços permitiram dar mais um salto, em direção
ao limite de Shannon.
Vou voltar ao assunto que vimos em 4.2 e repctir a famosa equação de

Sha JlJIOJl: 1~1i,11111{{~I~{!;II~I{1


Vamos definir eficiência de canal como sendo a relação entre a taxa de
transmissão e a banda disponível:
p =eficiência [bps/Hz]
vt = taxa de transmissão [bps]
B = banda passante do canal [Hz]

Pelo que vimos em 4.2, para uma linha telefônica com relação sinal-ruído
de 24 dB, tcmos:
8 = 3.100 Hz C = 24.800 bps
Então o limite de Shannon, para a linha telefônica com 24 dB de sinal-
-ruído é:
24.800
p = 3. 100 =8 [bps/Hz]
A tabela abaixo, mostra a eficiência de alguns modems discutidos. Ob-
o
serve como 19200 se aproxima do limite de Shannon.

158
Modem vt (bps] r [%] Pontos na Modulação [bps/Hz]
constelação
V26 2.400 100,0 4 DPSK 1,0
V27 4.800 50,0 8 DPSK 2,0
V22bis 2.400 75,0 16 QAM 2,3
V29 9.600 20,0 16 QAM 3,3
V33 14.400 12,5 128 TCM 5,3
19200 19.200 12,5 160 TCM 6,2
"Sbannon" 24.800 0,0 ? ? 8,0

Um modem 19.200 bps com portadora de transmissão fc = 1.850 Hz,


= =
taxa de modulação vm 8/7 .2.400 2.742,80 baud e fator de filtragem
r = 12,5% tem um espectro de 3.086 Hz, ocupando praticamente, toda a
banda de fn~qüênda oferedda pela linha telefônica, que é 3.100 Hz:
8
B = vm(1 + r) = "7' 2400· (1 + 0,125) = 3.086Hz

No modem 19.200, a portadora é modulada 4 vezes para transmitir um


único símbolo (representado pelos 4 pontos na figura 5.48), ao contrário
dos outros modems onde cada símbolo corresponde a uma modulação na
portadora.
8
Se: vt = 19.200 e vm =-·2.400
7
Então, a l'ada símbolo (4 modulações), são transmitidos 28 bits de dados:

4 (~) = 4 (7.19200) = 4x7 = 28


vm 8.2400

Existem, portanto, 228 = 268.435.456 l'ombinações possíveis dos bits de


dados.

159
1,60 I
pIOS

• • • •
• • • • • •
• • • •
• •
• • • • • • •
• •
• • • • • •
• • • • • • • • •
• • • • • • •
• • • • •
• •
• • • • • • • • •
• • • •
Fig. 5.46: Constelação do modem 19.200

307
I I I 1850

Fig. 5.47: Espectro do modem 19.200


3350
• '1HZ)

Você deve ter notado que o modem 19.200 possui uma constelação de 160
pontos, conforme ilustra a figura 5.46, e isto não parece claro, a princípio,
pois 160 não é uma potência inteira de 2, como era de se esperar.

Modem SímbolosM =2 N N
V26 4 2
V27 8 3
V29 16 4
V32 32 5
V33 64 6
V33 128 7 (160 = 27.32193)
19.200 160 7,32193
Todos os modems relacionados na tabela acima, que possuem N inteiro,
operam com uma constelação bidimensional, ou seja, o símbolo transmitido
possui duas dimensões e é representado por um ponto na constelação.
Observe que:

160
7,32193 7 0,32193 7 7( 1)
160= 2 = 2 ·2 = 2 (1,25) = 2 1+4'

o modem 19.200 introduz um novo conceito em modulação TCM:


mapeamento em 8 dimensões.
Cada símbolo, no modem 19.200, é mapeado em 8 dimensões, ou seja, é
representado por quatro pontos consecutivos, cada um escolhido dentre
os 160 possíveis:

Fig. 5.48: TCM em 8 dimensões


A figura 5.48 ilustra a transmissão de um único símbolo, em oito dimen-
sões: 2 dimensões em cada constelação, quatro vezes seguidas. Essa
modulação permite:
160 4 = 655,360.000 símbolos possíveis.

Notc quc existem 655 milbões de símbolos possíveis contra 268 milhões
de blocos de dados. A diferença é suficiente para introduzir um bit
redundante por símbolo, levando a uma modulação TCM com mais de
7 dB de ganho. Com o bit redundante obtém-se:
229 = 536.870.912 combinações possíveis
O modulador espera a entrada de 28 bits de dados, gera um bit redundante
através de seu codil'icador cOllvolucional, trabalhando a 1/4Tm = 685,71
Hz e então gl~ra o símbolo a transmitir (4 modulações da portadora).

28 29
cosWc t

•• •• x
• •
s/p GQ
CODIFICADOR
CONVOLUC. y
t/4Tm

Fig. 5.49: Modulador TCM 8D


161
5.1.8 MODEM SÍNCRONO/ASSÍNCRONO V.32TERBO
Modem 19.200 bps para transmissão duplex de dados síncronos e assíncronos
em linhas comutadas e prh'ati\'as. Esse modem utiliza a -modulação QAM
tradicional e não aquela multidimensional descrita anteriormente, A novidade
introduzida com esse modem foi a codificação não linear da constelação,
A recomendação V.32terbo especifica duas nO\'as \'elocidades de transmis5<10 de
dados. 16.800 e 19,200 bps. a serem incorporadas nos modems V.32bis. ou seja.
as especificações sobre codificação e velocidade de transmissão são alteradas
mas todas as demais especificações 5<10 mantidas. O objeti\'o dessa
recomendação é permitir que os fabricantes. com pouco investimento e
aproveitando o mesmo hardware dos seus modems V.32bis. pudessem lançar
modems 19.200 bps no mercado.
Nas velocidades de 14.-100. 16.800 e 19.200 bps. os dados já randomizados são
divididos em grupos de 6. 7 e 8 bits consecuti,·os. respectivamente. Os
primeiros dois bits. Q I e Q2. são codificados diferencialmente e passam pelo
codificador treliça CltiO algoritmo está especificado na V.32bis. para gerar três
bits Yo. Y 1 e Y 3. (esses bits incorporam a redundância intrínseca do processo
de codificação e modulação TCM). Esses três bits codificados em treliça.
juntamente com os demais bits Q3 a Q8. 5<10 mapeados em coordenadas
especificadas. gerando o sinal QAM na 5<1ída do modulador. A constelação para
14..100 bps é a mesma da V.32bis.
As duas novas constelações. para 16.800 e 19.200 bps. possuem 256 e 512
símbolos. respectivamente. sendo que a constelação menor é um subconjunto da
maior.

CODIFICAÇÃO NÃO LINEAR

Nas duas novas velocidades. a constelação é modificada por uma codificação


não linear. habilitada somente durante a transmissão de dados e não durante
outras seqüências como a seqüência de treinamento e retreinamento.
Cada ponto da constelação (x.y) é remapcado para um novo ponto (X. V). cltias
coordenadas são dadas pelas equações abaixo:

X=F-x e Y=F-y

O fator de remapeamento é dado por:

I~F K ( 16384 + 2731P + 137p2 + 3PJ ) /16384

162
Onde:

R =raio da constelação a 19.200 bps


x,y = coordenadas do srmbolo antes da codificação

K =1 - 1697'9/16384
9 =0,8

Note que o fator P possui um valor sempre menor que 1. Dessa forma a
constelação original sofrerá uma distorção. Os símbolos ficarão afastados uns
dos outros com distâncias que dependerão da posição do símbolo em relação à
origem. Quanto mais perto da origem (0,0) o símbolo estiver. menor será a
distorção. Os pontos mais externos ficarão mais distanciados uns dos outros.
aumentando a imunidade ao ruído nessa região.
O escalonamento da constelação para ajustar o nível de transmissão é feito
antes da codificação não linear, de forma que os raios das constelações. para as
velocidades de 16.800 e 19.200 bps, ficam aproximadamente iguais.
A decodificação não linear é realizada na recepção do sinal. na saída do
equalizador. RcaIi7.a-se a operação recíproca:

x =G'X e y =G' Y
O fator G, que retoma o ponto recebido para a sua posição antes da codificação.
é dado por:

G =1/K + (2731P + 1229p2 + 731p3 + 264p4 ) / 16384

Onde:

Os demais parâmetros são os mesmos utili7.ados na transmissão.

163
5.1.9 MODEM SÍNCRONO/ASSÍNCRONO V.34
Esse é o padrão de modem mais avançado já editado em uma recomendação
CCITT até agora. Definido para operar a 28.800 bps duplex a dois fios em linha
privativa ou comutada, é 96 vezes mais rápido que o modem 300 bps lançado
há 43 anos. ES5<1 velocidade foi conseguida graças a um conjunto de novas
técnicas incorporadas aos circuitos do modem.
Ape5<1r dessa impressionante evolução. está em estudo, pelo CCITT. a edição de
uma recomendação para modems com velocidade de 32.000 bps. que já estão
sendo testados por alguns fabricantes.
O esforço em aumentar a velocidade dos modems duplex além da barreira de
14.400 começou em 1989. com estudos comparativos entre a modulação com
múltiplas portadoras e a modulação multissimbólica em uma única portadora.
Entre 1989 e 1994. os principais fabricantes de modem lançavam seus
produtos: a Telebit Corporation foi a pioneira na modulação com múltiplas
portadoras. enquanto outros fabricantes. como a Penril. UDS e CODEX se
concentravam na técnica multissimbólica e lançavam modems 19.200 bps com
codificadores convolucionais fracionários e moduladores TCM
muItidimensionais, conforme descrito anterioriormente. O modem 19.200 de
um fabricante não era compatível com os dos outros, gerando grande
dificuldade e indeci5<1o dos usuários em aderir. ao novo patamar de velocidade,
sob o risco de ficar preso a um determinado fabriC<1nte. A recomendação
V.32terbo tentou impor um padrão para modems 19.200 bps de baixo custo, já
que incorpora apenas um melhoramento tecnológico possível de ser
implementado no firm",are do modem. por meio de processamento digital de
sinais. sem alteração dos circuitos. Durante esse período. enquanto alguns
fabricantes começaram a lançar modems com "elocidades superiores a 19.200
bps. chamados de V.fast. um gmpo do CCITT estudava a nova recomendação
V.34, cujo objetivo inicial era especificar um modem 19.200 bps. Com o
surgimento de modems 24.000 bps no mercado. o CCITT foi evoluindo a
velocidade da V.34 até lançar. em junho de 1994, o documento 57-E
especificando um modem duplex a dois fios para operar a 28.800 bps. Foi
decidido o uso da técnica multissimbólica QAM em uma úniCc1 portadora. O
modem incorpora as seguintes novidades tecnológicas:
Protocolo de apresentação v.a
Prova de canal
Pré-codificação
Pré-ênfase adaptativa
Controle adaptativo de potência
Modulação TeM multidimensional
Modelagem da constelação

164
Constelação não linear
Treinamento rápido avançado
Interface serial de alta velocidade

Dentre as novidades anteriores, a única já constante de uma recomendação


CCIIT é a codificação não linear da constelação. As demais características
estavam sendo implementadas nos modems comerciais, de forma proprietária.
A grande novidade do modem V.34, com relação aos seus antecessores, é o que
está se chamando de inteligência adaptativa: capacidade de escolher
automaticamente uma modulação e fatores de correção que melhor se adaptem
às condições do Cc1nal de comunicação. A conseqüência do conjunto
impressionante de novidades incorporadas a esse modem, relacionadas acima, e
que vamos descrever resumidamente a seguir, é um produto de alto
desempenho, verSc1til. porém com um custo superior ao V.32terbo. No entanto,
o mercado demanda velocidade e, a demanda, por sua vez faz baixar o custo,
como mostra a história. Portanto. o V.34 veio para ser "a opção" de
comunicação via linha comutada.

PROTOCOLO DE APRESENTAÇÃO V.8

Esse novo protocolo de apresentação, desenvolvido especificamente para os


modems V.34 e descrito na recomendação CCITT V.8, permite que um modem
V.34 se comunique com os V.32bis e demais modems já incluídos no protocolo
de apresentação do V.32bis. Logo após a conexão, o modem V.34 troca sinais
com o modem remoto utilizando modulação FSK V.21 a 300 bps. identificando
o modem remoto e negociando outros parâmetros de interesse da comunicação,
como possibilidade de correção de erros e compressão de dados segundo as
recomendações V.42 e VA2bis ou operação via telefonia celular.

PROVA DE CANAL

Permite que o modem faça uma prova do canal de comunicação, descobrindo os


principais parâmetros que provocam degeneraçõcs no sinal, e determine,
dentre outros parâmetros. a freqüência da portadora e a taxa de modulação em
que vai operar. Sem dúvida, foi um dos maiores avanços incorporados pela
V.34. O modem pode operar de 2400 até 28800 bps, em múltiplos de 2400 bps
e pode ter um canal secundário simultâneo, operando a 200 bps, desde que os
dois modems tenham declarado, durante a seqüência de apresentação, suportar
essa facilidade.
A prova de canal inicia logo após a negociação V.8 e funciona de forma
semiduplex com transmissões de vetores de teste para que o receptor analise as
distorções encontradas. Os parâmetros escolhidos pela prova de canal são:
freqüência da portadora, taxa de modulação, parâmetros do filtro de pré-ênfase,
potência de transmisSc'o.
165
Há seis opçõcs para a taxa de modulação. sendo três obrigatórias (2400, 3000 e
3200) e três opcionais (2743. 2800 e 3429 baud). Todas S<10 obtidas a partir da
equação: v m = (a/c)'(2400) e estão citadas na tabela. aproximadas para o inteiro
mais próximo.

A freqüência da portadora é obtida da equação f. = (d1e)'''m' e há duas


alternativas para cada taxa de modulação disponível: baixa e alta.

Taxa de Portadora baixa Portadora alta


modulação

[baud] a c flHz] d e f [Hz] d e

2400 1 1 1600 2 3 1800 3 4

2743 8 7 1646 3 5 1829 2 3

2800 7 6 1680 3 5 1867 2 3

3000 5 4 1800 3 5 2000 2 3


3200 4 3 1829 4 7 1920 3 5

3429 10 7 1959 4 7 1959 4 7

A escolha da portadora coloca o espectro de transmissão dentro da melhor faixa


disponível. O modem tem 11 opções de escolha de freqüência da portadora e
taxa de modulação. conforme pode ser visto na tabela.
A potência de transmissão é escolhida dentro de uma faixa de 14 dB. em
incrementos de I dB. A potência de transmissão escolhida pode variar durante a
transmissão pois o modem V.34 possui um controlde adaptativo da potência de
transmissão.
A pré-ênfase adaptativa está descrita adiante.

PRÉ-CODIFICAÇÃO

Você viu que um circuito chamado equali7.(1dor digital adaptativo passou a fa~:er
parte dos modems a partir do V.27. Todos os modems que surgiram depois.
como o V.29. V.32. V.32bis e V.33 utilizam esse tipo de equalizador. que é
chamado de DFE. "Decision Feedback Equalizer" ou "equalizador por ajuste
após decisão". ou seja. o equali7.(1dor ajusta seus coeficientes após saber o erro
da decisão anterior. por comparação com o símbolo ideal. O equali zador.
portanto. faz parte do receptor do modem. pois é aí que está o circuito de
decisão.

166
A pré-codificação é uma variação desse tipo de equalizador. que combina DFE
com a codificação treliça. dividindo a função equalização entre o transmissor e
o receptor. No V.3·t os coeficientes do equalizador &10 calculados normalmente
pelo receptor mas &10 aplicados também ao transmissor. que equaliza o sinal
antes da transmissão. O termo pré-codificação surgiu dessa combinação de I)ré-
equalização com codificação treliça.
Um filtro transversal. com três coeficientes complexos. é a base da pré-
codificação. Os coeficientes utilizados pelo filtro &10 recebidos do modem
remoto. O circuito de pré-codificação fica junto ao codificador treliça. h1zendo
parte dos circuitos de codificação do transmissor.

PRÉ-ÊNFASE ADAPTATIVA

A técnica da pré-ênfase não é nova. mas a pré-ênfase adaptativa. sim. Ela


modifica o espectro de transmis&10 do modem em função da característica do
canal. obtida na fase de prova do canal. fazendo o sinal passar por um filtro. O
processo consiste em fazer uma compensação de espectro na transmissão.
A seleção do filtro de pré-ênt1se é feita dentre 10 opções possíveis. que
correspondem a 10 filtros diferentes. A pré-ênfase é um filtro introduzido no
caminho do sinal a ser transmitido. que possui um índice para seleção. A cada
um dos 10 índices há um ou dois parâmetros que especificam o formato do
filtro. Dependendo do índice. a pré-ênfase pode ser linear a partir da origem ou
iniciar em 0.8.vm• onde Vm é a taxa de modulação. A figura a seguir. mostra os
dois gabaritos de pré-ênfase, onde a freqüência está normali7~1da em relação à
taxa de modulação \'m e admite-se uma tolerância de ± I dB em torno do valor
nominal do espectro.

[de] [de]

of==:::::;:=- -~-+
J----il---f---+--+--+---I+ f f
O 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 Vii\ o 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0 1,2 Viii

Fig. 5.50: Pré-ênfase adaptativa


A tabela a seguir. mostra os parâmetros envolvidos na pré-ênfase:

167
Índice a. 1\ y

°
1
°
2
2 4

3 6

4 8
5 10
6 0,5 1,0
7 1.0 2,0
8 1.5 3,0
9 2.0 .J.O
9 2,5 5,0

CONTROLE ADAPTATIVO DE POTÊNCIA

o controle da potência de transmissão é importante nos modems que possuem


cancelador de eco e especialmente crítico no V.34, pela sua velocidade de
transmisSc10. O cancelador de eco precisa melhorar a relação entre sinal e ruído,
no receptor. eliminando os ecos locais e remotos que chegam junto com o sinal
de recpção. Potência de transmissão alta é bom para o receptor remoto, mas
prejudica o cancelador local e o inverso também não é o ideal - encontrar o
ponto ótimo é a função desse controle. baseado na prova do canal.

MODULAÇÃO TCM MULTIDIMENSIONAL

A modulação TeM multidimensional foi comentada quando falei sobre os


modems 19.200 bps. O modem V.34 fc1Z o mapeamento em uma
superconstelação de 960 símbolos possíveis, obtida da rotação de uma
subconstelação de 240 símbolos, em 0, 90. 180 e 270 graus. O codificador
convolucional do modem V.3.J pode ser de 16, 32 ou 6.J estados. Quanto mais
estados possui o codificador. maior o ganho da modulação TeM. A tabela
abaixo, mostra os ganhos de codificação do V.34 comparados ao do V.32, que
possui um codificador convolucional de 8 estados. A tabela também mostra que
.a modulação mullidimensional é bem mais complexa de ser implementada, se
compararmos com os modems V.32 e V.32bis.

168
Modem Dimensõcs Codificador Ganho Complexidade

V.32 e V.32bis 2 8 estados 3,5 dB 1,0

V.34 4 16 estados 4,2dB 1,2

V.34 4 32 estados 4,5dB 4,0

V.34 4 64 estados 4,7dB 16,0

A performance do modem vai melhorando, conforme se usa um codificador


convolucional de mais estados cuja complexidade cresce de forma exponencial.
O codificador convolucional é selecionado pelo modem receptor durante a fase
de prova do canal.
Cada modulaÇ<10 da portadora corresponde a um símbolo 2D (de duas
dimensõcs). Duas modulações seguidas formam um símbolo 4D (quatro
dimensões). Os símbolos são montados dentro de um superquadro de 280 ms.
Cada quadro possui ")" quadros de dados. Cada quadro de dados possui "P"
quadros de símbolos. Cada quadro de símbolos possui 4 símbolos 4D (ou 8
símbolos 2D).

280 ms
I' 'I
superquadroll-____=.0_-=~~-.L...-_2-.L...--------'-----=.J-....;.1---JIJ = 7 ou 8

Quadro de dados 10..'____=.0_'-1_ _,-I___....


I_p-_1.....1' P = 12. 14. 15. 16
~
Quadro de símbolo ,-I_0---L..1~......1_2-,"1_3~I
I I
Símbolos 20 [!III

Fig. 5.51: V34 - Formação de quadros

Os parâmetros "J" e "P" dependem da taxa de modulação utilizada. Se você


dividir a quantidade de símbolos por quadro de dados pelo valor de "P".
encontrará sempre 8.

169
"01 alc 1 P símbolos por símbolos por
superquadro quadro dados

2-'00 l/I 7 12 672 96

27-'3 8/7 8 12 768 96

2800 7/6 7 l-l 78-l 112

3000 5/-' 7 15 8-'0 120

3200 -l/3 7 16 896 128

3-'29 10/7 8 15 960 120

Cada símbolo carrega uma quantidade de bits de dados que vai depender da
velocidade de transmisS<10 total. que é a soma da velocidade dos canais
principal e secundário: Vt = vp + "s. O canal secundário. quando presente,
opera a 200 bps.
Como há várias opçõcs de ,"elocidades e taxas de modulação, nem sempre a
divisão Vt por "m vai resultar em um número inteiro. No entanto. a quantidade
dc bits por quadro de dados é sempre um número inteiro, que depende da
velocidade e do parâmetro "1". A quantidade de bits por quadro de dados é dada
por N = vr(O.28)/J. Para transmitir a quantidade exata de bits dentro de cada
superquadro. eles s~io transmitidos em duas quantidades diferentes, nos "P"
quadros de símbolos do quadro de dados. segundo um padrão de alocação (SWP
= "SWitching PaUern") que distribui ora "b" ora "b-I" bits em cada quadro.

N = bits por QD "b" em llmção de vm [baudJ

\'t J=7 J=8 2400 2743 2800 3000 3200 3429

2400 96 84 8 - - - - -
2600 104 91 .9 - - - - -
4800 192 168 16 14 14 13 12 12
5000 200 175 17 15 15 14 13 12
7200 288 252 24 21 21 20 18 17
7400 296 259 25 22 22 20 19 18
9600 384 336 32 28 28 26 24 23

170
N = bits por QD "b" em função de "mlbm1dl

"t J=7 J=8 2400 2743 2800 3000 3200 3429


9800 392 343 33 29 28 27 25 23
12000 480 420 40 35 35 32 30 28
I220() 488 427 41 36 35 33 31 29
14400 576 504 48 42 42 39 36 34
14600 584 511 49 43 42 39 37 35
16800 672 588 56 49 48 45 42 40
17000 680 595 57 50 49 46 43 40
19200 768 672 G4 56 55 52 48 45
19400 776 679 65 57 56 52 49 46
21600 864 756 72 63 62 58 54 51
21800 872 763 73 64 63 59 55 51
24000 960 840 - 70 69 64 60 56
24200 968 847 - 71 70 65 61 57
26400 1056 924 - - - 71 66 62
26600 1064 931 - - - 71 ()7 63
28800 1152 1008 - - - - 72 68
29000 1160 1015 - - - - TJ 68

Os "b" bits referentes ao quadro de dados entram todos no codificador V.34


(formado por 6 blocos de circuitos - veja a figura) para serem mapeados em
símbolos complexos que correspondem a uma modulação da portadora.
seguindo dois caminhos. Os primeiros "K" bits. onde "K" é um pan'imetro que
depende de \'t e \'m' entram num circuito chamado "shell mapper". que faz a
modelagem da constelação. Os restantes "b-K" bits são divididos em quatro
gmpos de igual comprimento. que correspondem aos quatro símbolos 4D do
quadro de símbolos. e entram nos circuitos que formam o codificador.

171
"b" Im
bits
Re

Fig. 5.52: Codificador V.3.J

MODELAGEM DA CONSTELAÇÃO: SHELL MAPPER

Como você viu em todos os modems anteriormente estudados, a constelação


tem um formato simétrico em relação aos eixos real e imaginário. O formato
externo des&1s constelações apresenta saliências como se estivessem inscritas
em quadrados ou hexágonos. A forma ideal de uma constelação é a esférica. A
modelagem da constelação é a aproximação de sua forma externa com a de uma
esfera. Essa modelagem melhora a relação sinal-mído em cerca de 1,2 dB em
relação à constelação do V.32 e 0,8 dB em relação à constelação V.34 gerada
pelo codificador convolucional de 16 estados. A cada quadro de símbolo, o
Shell Mappcr faz um mapeamento dos "K" primeiros bits em oito índices que
vão alimentar o mapeador principal. Mapper (MAP). O mapeador MAP executa
uma operação sobre as informaçôcs recebidas do Shall Mapper, do codificador
diferencial e outros bits de dados.

CONSTELAÇÃO NÃO LINEAR

A codificação não-linear da constelação permite combater melhor as


degenerações de linearidades (distorção harmônica) introduzidas pelo canal,
principalmente aqueles que possuem equipamento PCM na sua rota. A
codificação aumenta a distc'incia média entre os símbolos mais afastados do
centro da constelação. provocando um efeito visual de distorção ou
enrugamento. O sinal que sai do pré-codificador é codificado. de forma não
linear. segundo a equação:

saída(n) =entrada(n)·cl)(n) onde cl)(n) = 1 + Ç(n)/6 + ç2(n)/120

O fator Ç(n) é calculado a cada símbolo e representa o fc1tor "P" que foi utilizado
na codificação não-linear do modem V32terbo. Da mesma forma que na
V.32terbo. o fator Ç(n) é menor que "I" e é proporcional à energia do símbolo.
Em outras palavras. quanto mais o símbolo estiver afastado da origem, maior
será a distorção intencional recebida.

172
TREINAMENTO RÁPIDO AVANÇADO
Durante a seqüência de treinamento, no início da comunicação. os modems
ajustam uma série de parâmetros. como o do AGC. do sincronismo de símbolo.
da convergência do equaliz,1dor adaptativo, do cancelador de eco. etc. Quanto
maior a "elocidade de operação, mais dificuldade os modems têm em se
sincronizar e mais dados deixarão de ser transmitidos. Quanto mais rápido o
modem conseguir se sincronizar. melhor. O terinamento é um processo que
consome tempo e durante esse tempo o modem não pode transmitir dados do
usuário. Os modems dedicam grande esforço de processamento para conseguir
sincronismo no menor tempo possh·el. O modem V.3.J consegue sincronizar em
apenas 7 segundos, operando a 28.800 bps, enquanto o modem V.32bis leva 10
segundos. operando na metade da velocidade. O modem V.34 introduz novos
algoritmos e técnicas avançadas de treinamento, que garantem o sincronismo
em menos tempo. Os modems anteriores baseavam seu treinamentro em
seqüências de comprimento fixo. mas os V.3.J utilizam seqüências com
comprimento dependente do receptor, o que pode abreviar o tempo total de
treinamento. Outra diferença entre as seqüências de treinamento do V.34 e dos
modems anteriores é que o V.3.J possui um algoritmo mais inteligente de
retreinamento, e"itando começar do início, caso ocorra uma falha de
treinamento.

INTERFACE SERIAL DE ALTA VELOCIDADE


Os modems discutidos anteriormente, operm'am até 19.200 bps. A interface
serial utilizada nesses modems é a EIA-232, ou CCITI V.28. para comunicação
até 20.000 bps. Nos modems V.34, os sinais na interface chegarão a 28.800 bps
no modo síncrono. podendo chegar a 115.200 bps no modo assíncrono com
compresSél0 de dados. A int~rface EIA-232 não atende mais.
A recomendação CCITI V.34 pede que os circuitos de dados e sincronismo
operem segundo a V.II (circuitos balanceados) e os demais circuitos de
controle operem segundo a V.1O (circuitos balanceados). utilizéUldo um
conector ISO-211O. que é o mesmo da EIA-232.
A V.3.J também oferece a alternativa de se usar todos os circuitos seguindo a
V.IO. desde que a velocidade de dados não passe de 116 kbps.
A interface alternativa tem as vantagens de ser mais barata e ser compatível
com as EIA-232 existentes. Apesar de poder usar um cabo mais longo quando
se ligam dois circuitos V.IO. uma ligação entre EIA-232 com V.IO é possível
com cabos não muito longos. Por essas razões é de se esperar que os fabricantes.
tanto de modems quanto de microcomputadores. vão optar por interfaces seriais
onde todos os circuitos seguem a recomendação V.IO.

173
5.1.10 DESEMPENHO DO MODEM ANALÓGICO

o desempenho de um modem analógico é o seu comportamento, diante das


possíveis degenerações impostas pela linha telefônica ao sinal recebido.
O modem deve tratar o sinal de recepção degenerado de tal forma que
consiga recuperar a informação, que foi transmitida pelo modem remoto.
Você viu, no item 3.3, as possíveis degenerações que um sinal transmitido
pelo sistema telefônico pode sofrer.
Na verdade, o modem trata essas degenerações através de seus drcuitos
espedfkos para isto, conforme apresentado abaixo.

DEGENERACÃO CIRCUITO REGENERADOR


Atenuação Pré-amplificador l~ AGC
Distorção de amplitude Equalizador de amplitude
Distorção de fase Equalizador de fase
Ruído branco Filtro RX e Demodulador
Ruído impulsivo Filtro RX e Demodulador
Osdlação da amplitude AGC
OSt'ilação da fasl~ Demodulador e PLL
Transla~'ão da freqüênda Demodulador e PLL
Distorção harmônka FiI tro RX, AGC
Qua I i ta t ivamen tl~, o dl~sem penho de um modem a na I ógico é sua
l'apaddade dl~ opl~rar com sinais de reCl~pção degelll~rados.
QuantitativanH~ntl\ tal dl~SeIl1pl~nho pode ser t~xpresso pela taxa de erro
obtida, quando o modem opera com um sinal de ret'l~pção contaminado
por uma ou várias degenl~rações bem t·onlll~ddas.
Testes de desempl~nho podl~m Sl~r realizados l~m lahoratório, com auxílio
dt~ equipanH~ntos adequados, e os mais <.'omuns são aqueles que envolvem
as quatro primdras lkgl~lIl~rações dtadas na página antl~rior.
A tahela ahaixo apresl~nta os equipamentos que serão mencionados nos
testl~s que abordard nos subitens 5.1.10.1 a 5.1.10.3.

Sigla Equipamento Provot'a Unidade


A Atel1uador Atenua~ão [dBl
SPF Simulador de par Distorção de [km)
físko AWG 26 amplitude
se Simulador Distorção dl~ [F,C,A]
de <.'anal amplitude e fase
GR Gl~rador de ruído Relação sinal/ruído [dB]
MIX Misturador Atl~nuação [dBl
GMTE Gl~rador l~ nH~didor Gera sl~qüênda l~ [ppm)
dl~ taxa dl~ erro medl~ taxa de erro

174
o atenuador (A) prov()(,,'a uma atl~nuação no sinal que por ele trafegar,
selecionável, geralmente, em passos de ldB.
As impedâncias de entrada e saída do atenuador, devem ser 600 Q - a
.mesma impedância do transformador de I inha dos modl~ms.
O simulador de par físi<.'o (SPF) provo<.'a uma distorção de amplitude
l'orrespondente a uma linha AWG 26, 110 l'omprimento indicado em [km].
Você pode ver a forma desta distorção na figura 3.5.
O simulador dl~ canal provo<.'a três tipos de distorção, em graus que variam
de "O" a "6":
F =1Distorção de fase l~quivalente à passagem do sinal por um
sistema multiplexador de canais de voz por divisão de
freqüência (FDM), Num sistema desse tipo, o sinal sofre
uma translação para a freqüênda portadora e outra
translação para sua posição original na faixa de voz, sendo
a d istorçã o l>fov(H'a da pri ndpa I men t e pe I os fi Itros
separadofl~s dos <.'anais.
C = 1 Distorção de fase l~quivakntl~ à passagl~1l1 do sinal por 50
km de linha l'ondicionada com bob inas de RO m H
espaçadas a cada 1.700 metros.
A = 1 Distorção dl~ a1l1plitudl~ l~quivall~nte à passagl~m do sina I
por um sistl~ma FDM tal qual dl~s<.'rilo para F = 1.
As figuras 5.53 fi 5.55 mostram as d istor\ôl's dl~st"ritas adnHI.
j~(l'ftIl
'\ \ ~ \ \
\. \ \ \ '
,\\
4,0
\ \ \ \ '\ f(~fO
[\ \ \ \
3,5
\. \ 1
'\ \ \\ \ 1 f(~f;)
'\. \ \\ IJ
~ \ \\\ I Dl
2,5
"" 1'\ " \. \ \ \
~ ~ \ \-
r
L f(~
'j
2,0

1.5
"" "-
'\ \ ~\.~
\. \. \.' .\ j
ri
'1
f(~~

f(~1-
"- '" \." l\\ }j '1
1.0
....."

.............
\.\.\.
'\.\. ,\..~ "' ,
a '1.
~IJ 11
j'L
f(~'

,"~
~
o,e 1
"~bIi~ -- F [Hz]

Fig. 5.53: Simulador de canal - distorção tipo F

175
.~ [ma] ~"b
4,5
I
I C;
~J
- I
III C;

I I
3P
/111
.- . 11 t ti
I1 1
111 I1
l/i G-
//1 I i
IIII V
1/// J C;
L //// ~
/ h 7/ v
- - ~//
~." ~F[Hd

Figo 5054: Simulador de canal - distorção tipo C

• [da]
Z8
\
24 \
\
20 \ \
\ \
t6 ~~ _\.

12
\.\.\
\.. \. ,
'\.\ ~ - _
. .. J
~"'~
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~o.
8

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~.'!a
",1-

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~ ~.,

o ------ --~ ~

~ ... _-~---
,-
-4

:- F [HI)

§
N

Figo 5055: Simulador de ,-anal - distorção tipo A

176
o s imulador dc ca nal quc acabei de descreve r é o mod e lo TLN-l da
Wa nd cl & Go lt crmann, cspecificamcn tc. Existc m o utros modclos, ma s
estc, cm part k ular, é um dos mais utili zados.
As figura s 5.54 e 5 .55 ftprc se ntam ft S curvas dc doi s s imul ado res de l inh a
tc le l"õnil'ft, também chftl11ados d c linha artificiftl, utilizados em tcs tes d e
dc se mp c nh o (h~ 1ll0d CIll S.
O ge rado r de ruído (GR) injetft ruído branco cuja fftixft dc frcqüêndft vai
ftt é 5 KH z , norlllíllmcntc.
Se utili z armos um GR, c uja Sílídft viii até 20 KH z, o res ult ad o do dl' s cm-
pCllho II ft turallll c ntc ser~ difcr ent e.
O mi s turador (MIX) tcm a fillalidad(~ dl~ mi s turar () ruído ao s inal , o u scja ,
co ntaminar o si nal com o ruído branco.
O MIX pod c, cvcnt ua lm entc, introduzir uma al c llufl çiio 11 0 sill fll e isto é
indicado po r "l dBI ". Conside rard (IU C es ta alcnufI\'iio cxiste (~ que é ig uíll
a 3 dB .
GMTE (g(~ rador (~ m ed idor dc la x:l dc erro) é () eq uipíllll cn to que geril uma
s l'q iiênda d e hits p S l~ ud(l-:llcfltóri:l , scg undo al g um po lin ô mio ra ll -
domi za d nr, v l~ rificíl l~ s ta mc s ma scqü ê ncia na rCl'c l";;io c COllt'l evcntua is
l~ rr(l S ne la (,(lIItidos.
O polinômio mai s utilizado é o de 5 11 hit s ( padrão CC ITT V54). Evcn-
tualll1 c ntl~ . al gu II s GMTE utilizam uma scqüê nda d{~ 2047 bit s. Pua
maiores dl'talh{'s veja () apêndice A.4.
A indica ç;io da taxa dc erro é dadíl em "p pm ", que s ig nifi ca " parle po r
milhfio ", ou scja, qUílllt os hits crríldos fo ram receb id os entre um milhfio
d (~ hit s lrílIl s mitido s.
A lgu ns tes te s, CS IH~ dnCflIlH~ ll t e, s;io mai s us ua is, tílllto para ava li ar o
comportalllt nt o do modem Il flS linha s teld'ôniras reíli s, quant o parfl lima
eve ntual cO lllp ;traç~ o tlllre dois m od(~ l os dir(~ rtJ\tc s.

ATE~'UAÇÀOld81

I, ...
\ ..,
_\
36

FlH'1

177
~~ RETARDO [ma]
I --
~ ~

- -
,,- .,-

3.0 "

"- t-
2,S

2,0
, :
~ t-

1,5
\
~~
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, ,
j

.\
1,0 ,1\\
I
, I
J1
I'
I:
"'""-
1 1
I I
o
o
M
o
,..,
o
o
o
11'1
" F[Hz]

Fig.5.56: Linha artificial tipo 3002

o ATENUAÇÃO [dB)

I 11

36 \ I

' I
1

\ 11
I
\ :
,IL
32

28
\
,. 1,
I
I 1
~

24

20
" I
ij;;
~B~
\
16 '- .JIIII'
:1::
n
J
12
jll''1l1
.
I

I
I ~Ii
P' F[Hz]
o oQ o
Q o
M M '.1'\

178
~~ RETARDO [ms]
r--r--
.~ ~

~ ~

.1

~
\ -r- --
"-
2,5

2,0
--"" "- I
r--
I-
-t -
"

1,S \.
.'-
I 'lilIRII~!' ! !
li.
I
1,0 I 1
1.
0,5
;
I
"", ,
11
I I
i
I .~ • I
F[Hz]
o
o('oi

Fig.5.57: Linha artifidal tipo Cl

A seguir, analisarei os seguintes testes:

Degenerações
parágrafo Atenuação (dB1 Par físico (km 1 Canal (F,C,A1
5.1.10.1 18 - -
5.1.10.2 10 8 [0,4,0]
5.1.10.3 10 8 (3,0,0]
5.1.10.4 10 8 [4,4,0 ]
5.1.10.5 3 8 [ 4,4,41
A finalidade de t·ada um dess(.~s testes é levantar uma curva de desempe-
nho que indica a taxa de erro para várias relações sinal/ruído.
Para realizar cada teste basta fazer a montagem n(.~cessária, t'onl"orme
apn~sentado na figura t'orrespondente, ajustar a relação sinal/ruído, fazer
a medida da taxa de erro e man'ar um ponto no gráfico.

179
1000 ppm

"

\
, , '"
~

100ppm 1\
,
"-
,
" 1\
, .......
, BI
".'- ,
,
., V
),.J

o
a:: ~ ~
a::
LLJ

~ tOppm
\
xex .. 'I

~
~./

CAl l i\
""'1"'"
1\
\
1 ,
, ppm 1\
..l.
..

,
•••
,
...I.
\
\
'1"
0,1 ppm ~
6 8 10 12 t4 16 18 20 22 24 26
RELAClo SINAL/RUIOO [dB]

Fig. 5.58: Gráfico de desempenho


Esta operação deve ser repetida até se obter pontos suficientes para traçar
a curva num gráfico tipo "semi-Iog", conforme indicado na figura 5.58.
A interpretação do resultado é bem simples: quanto mais afastada do
ponto de interseção dos eixos (0,1 ppm com 6dB) a curva estiver, pior
será o desempenbo correspondente. Na figura 5.58, por exemplo, o
desempenbo referente à curva "A" é melhor que aquele referente a curva
"B" - veja que para uma relação sinal/ruído de 16dB, a curva "A" indica
apenas 1ppm de taxa de erro, enquanto que a curva "B" indica 30ppm.
Levando em consideração os padrões atuais de transmissão de dados pelas
linhas 'telefônicas, podemos classificar a taxa de erro de um circuito da
seguinte forma:

180
0,5 ppm = ótima
1 ppm = muito boa
5 ppm = boa
10 ppm = razoável
50 ppm = sofrível
100 ppm = péssima
A recomendação CCITT V53 estabelece níveis máximos para a taxa de
erro em uma transmissão, acima dos quais o circuito deve ser interrom-
pido para manutenção:
1.200 bps em LP 50 ppm máx.
1.200 bps em LC 1.000 ppm máx.
300 bps em LP 50 ppm máx.
300 bps em LC 100 ppm máx.
No Brasil, para que um modem seja homologado pela Telebrás, ele deve
oferecer uma taxa de erro menor que 50 ppm em uma LPCD tipo N com
24 dB de relação sinal/ruído.
No entanto, um modem para ser considerado "bom", deve ofcrecer uma
taxa de erro mcnor que 1 ppm, nas condições acima.

5.1.10.1 DESEMPENHO COM RUÍDO


Este teste revela a (.'apacidade do modem em recuperar o sinal em
presença de ruído. Você pode ver a montagem necessária na figura
abaixo.

Fig.5.59: Montagem para teste


O sinal recebido pelo modem sob teste (ponto "R") é transmitido pelo
modem padrão a OdBm, sofre uma atenuação de 15dB no atelluador
"A" e vai ao misturador ("MIX") para ser somado ao ruído.
O sinal na saída do MIX (ponto "R") já está contam inado com o ruído
gerado pelo GR.
Observe que a atenuação total do sinal é de 18dB.
Normalmente se insere um atenuador depois do GR, pois o nível de
ruído a ser obtido no ponto "R", sendo muito baixo, dificulta as
medidas.
181
Às vezes, l~sta medida é realizada baseando-se na relação (S+ R)/R,
ao invés de S/R, e este é um ponto que deve estar definido neste teste,
apesar de intluir muito pouco no resultado final, pois o nível de ruído,
em geral, é muitas vezes menor que o do sinal.
Os resultados vão variar l'onforme o tipo de modem sob teste, e a
maioria deles vai oferecer uma taxa de erro de 1 ppm para uma relação
sinal-ruído dentro das faixas a seguir:
V23 a 1.200 bps = 11 a 14 dB
V22 a 1.200 bps = 09 a 14 dB
V26 a 2.400 bps = 12 a 15 dB
V27 a 4.800 bps = 17 a 20 dB
V29 a 9.600 bps = 21 a 25 dB
Normalmente, os modems possuem mais de uma velocidade (o V26,
por exemplo, pode operar a 1.200 ou 2.400 bps), e, em geral, operando
na vdocidade mais baixa, eles oferecem menor taxa de l~rro.
A figura aba ixo, mostra o grá fko de desl~mpenho típko dl~ vários
tipos de modems.
Taxo de erro [ppm]
V32 /V27
1000
9600 TCM/ 4800

~ ~ ~ ~ ~

" •\ •\011 •\ •\ •\
V22 bis ./
240 O V29
1\ 96 00
~ l.\ ~~ J J ]V
V 33
V26
2400 100 \ ~\ ___ LII.
~l l ~
VI 4400TCM

~ -~ ~

J , I
~ ~
19200

------ , ,,
I 1I
••
--' --'
• • • ./

V22
r--rl 1 J 1 1
1200
10

1
6 B la 12 14
\ l
16 18 20
l l 22 24
L28
RELAÇÁO
SINAL
RUIDO
[dB)

Fig.5.60: Desempenho dos modems

5.1.10.2 DESEMPENHO COM DISTORÇÕES


DE AMPLITUDE E FASE ASSIMÉTRICAS
Este teste revela a capacidade do modem em operar com uma distorção
de amplitude assimétrica, equivalente à de um par físico AWG 26 de
8 km, simultaneamente com uma distorção de fase assimétrit'a,
equivalente a de 200 km de linha l'ondicionada (80 mH a cada 1.700 m).
182
Fig.5.61: Montagem para teste
O sinal recebido pelo modem sob teste (ponto "R") é transmitido pelo
modem padrão a O dBm, sofre uma atenuação de 7 dB no atenuador,
passa por 8 km de par físico, passa pelo SC ajustado em [0,4,0) e se
contamina de ruído no MIX.
Observe que as distorções de amplitude e fase deste teste se ajustam
. no gabarito da LPCD tipo N. Observe ainda que, mais de 8 km de linha
AWG 26 provoca uma distorção de amplitude maior que a permitida
para esse gabarito, bem como mais do que 200 km de linha con-
dicionada (passo maior que 4 no SC) provoca uma distorção de fase
maior que a permitida.
No Brasil, qualquer modem para ser homologado pelo Dentel e estar
apto a operar nas linhas públicas, deve oferecer neste teste, uma taxa
de erro menor que 50 ppm quando a relação sinal/ruído for igual a 24 dB.

ATENUAÇÃO[dB]

20

16

12

o
-4

F[Hz]
oc oc oc oo
M 1'"\ 11\ ~ ~

Fig.5.62: Distorção de amplitude: 8km de linha

183
5.1.10.3 DESEMPENHO COM DISTORÇÕES DE
AMPLITUDE ASSIMÉTRICA E FASE
QUASE SIMÉTRICA
Este teste revela a capacidade do modem em operar com uma
distorção de amplitude assimétrica, equivalente à de um par físico
AWG 26 de 8 km, simultaneamente com uma distorção de fase quase
simétrica, equivalente a de 3 multiplexações FDM.

DO
GMTE

Fig.5.63: Montagem para teste


Observe que essa distorção de fase também se ajusta no gabarito da
LPCD tipo N é que a distorção correspondente a [4,0,0] no SC,
ultrapassaria o permitido.
Da mesma forma que no teste anterior, os modems devem passar
neste, para que recebam o certificado de homologação do Dentel.

5.1.10.4 DESEMPENHO COM DISTORÇÕES DE


AMPLITUDE ASSIMÉTRICA E
FASE SIMÉTRICA
Este teste revela a capacidade do modem em operar com a mesma
distorção de amplitude dos dois testes anteriores, simultaneamente
com uma distorção de fase simétrica, equivalente à de 200 km de linha
condicionada e 4 multiplexações FDM.

CID
GMTE

Fig.5.64: Montagem para teste


184
Observe que essa distorção de fase também se ajusta no gabarito da
LPeD tipo N e que as distorções correspondentes a [5,5,0] e [6,6,0] 110
se ultrapassariam o permitido, conforme você pode ver na figura 5.66.
Da mesma forma que nos testes anteriores, os modems devem passar
neste, para receber o certificado de homologação do DenteI.

~ RETARDO[m.]
4,5 .-r--
\
: I-- h
\

~
4,0 I--
\ f--
3,S \ I--
\ f--
3,0 ~
f--

, r--

Jij
2,S 1\ : f-
f-
2,0 ... I--
I--
1.5
\. I
I
1.0
I
0,5
'"'- II
I
"-
"- .J
. F[Hz]
g
f"'I

Fig.5.65: Distorção de fase - se = [4,4,0]

~ RETARDO[m.)
4,5
\ -I- f-
-
4,0 \ -I- f-
:...-
3,5 ~ I-
1\ H-

I,
3,0 1-1--
f-
2.5

2.0

1,5
I -,
-,
I-
I--
I-

~
I
1.0

0,5
'" "-
'-. I
II
"'- ~
F[Hz]
o

ª
Fig.5.66: Distorção de fase - se = [6,6,0]

185
5.1.10.5 DESEMPENHO COM DISTORÇÕES DE
AMPLIT UDE E FASE SIMÉTRICAS
Es te tes te reve la a ra pacid ade do mo de m e m o pe rar co m um a
disto rt;ão de amplitud e s im étri ca, equi va le nt e ~ de um par rís k o AW G
26 de 8 km c 4 multipl exações FDM , s imult aneament e co m (I
di sto rçii o de f(l sc do tes te ant eri or.

:....·
m
<=
rn
u
<=
GMTE GMTE

Fi g.5.67: Monta ge m p<tra tes te


Observe que essa dis torção ~ ç ampl ilude tam bé m s e aju s ta 11 0 gaba rit o
oa LP CD 1ipo N.

ATENUAÇÃO[dB)

36

32

28

24

20

16

12

F1 Hz)
8
co
8
~
8
~
8~
~
Fig.5 .68 : D is1orç.o oe olllplilUoe - S C~ 1 4 . 4.4 1 e 8 klll oe linh a

186
5.1.10.6 TESTE INTEGRADO DE MODEMS
Vimos, nos tópicos anteriores, cinco testes de desempenho, todos baseados nas
degeneraçõcs de amplitude, fase e ruído branco. Aqui vou apresentar um teste
·'completo do modem, incluindo as' demais degenerações, baseado em um
equipamento desenvolvido pela Wise e distribuído no Brasil pela Zetha.
O equipamento de teste é o SIT, um simulador de parâmetros digitais e
analógicos, para avaliação da performance de modems analógicos. O sistema
trabalha conectado à porta serial de um microcomputador tipo IBM-PC ou
compatível, de onde pode-se controlar todo o procedimento de teste. A interface
com o usuário é gráfica, facilitando a operação do sistema. O equipamento
possui uma biblioteca de arquivos com testes predefinidos que facilitam a
avaliação de modems V.22bis, V.29, V.32bis, etc. Um único SIT emula os
seguintes equipamentos:

Um simulador completo de canal telefônico


Dois GMTE com velocidades até 256 kbps
, \

Um analisador de espectro com freqüência de amostragem entre 153,6


e 96 kHz
Um osciloscópio digital
Um medidor de nivel (de entrada e de saida)
Um gerador de sinal senoidal de precisão e um gerador de canal a ser
simulado

O simulador de canal consegue implementar as seguintes degenerações:

atenuação,
distorção de amplitude,
distorção de fase (atraso de grupo),
atraso (simulação de link satélite),
oscilação üitter) e variação brusca de amplitude,
oscilação (jitter) e variação brusca de fase,
translação de freqüência.
distorção não linear,
ruido branco.
ruido impulsivo.

O equipamento simula um par trançado bitola A WG 26 de O a 15 km em passos


de 1 km. Os GMTE (test-set) incorporados operam no modos síncrono e
assíncrono com seqüências pseudo-aleatórias, e no modo HDLC. Pode medir
taxa de erro de bit e de bloco, atraso e polarização da seqüência de dados. Seu
gerador senoidal interno opera de 1 Hz até 4 kHz. sendo útil para testes de

187
ativação e desativação de enlaces remotos. As características do simulador de
canal estão na tabela a seguir:

Atenuação direta O a 50 dB em passos de I ± 0,1 dB

Distorção de amplitude 7 curvas predefinidas ou customizada


Distorção de fase 49 curvas ou customizada
Atraso 15 a 32.515 ms, passos de 50 ± 3 ms
Oscilação de amplitude O a 99 ± 0,5 %; O a 500 ± 0,5 Hz
Salto de amplitude amplitude: O a 60 ± 0,1 dB
tempo de subida: 0,2 a 1000 ± O, 125 ms
duração: 0,3 a 30.000 ms + 125J.ls
intervalo: 0,1 a 600 s + 125J.ls
Oscilação de fase O a 180 + 0,5° pp; O a 500 ± 0,5 Hz
Salto de fase amplitude: O a 180 + 0,50 pp
tempo de subida: 0,2 a 1000 ± 0,125 ms
duração: 0,3 a 1000 ms + 125J.lS
intervalo: 0,1 a 600 s + 125J.lS
Translação de freqüência -14a+14±0,01 Hz,passosde 1 Hz
Distorção não linear 2° e 3° harmônicos: 10 a 60 + 0,5 dB abaixo do
nível do sinal
Ruído branco espectro plano de 200 a 3.600 Hz
Ruído impulsivo duração do pulso: 2,3 ms
amplitude: O a 40 dB abaixo do nível do sinal
de recepção
freqüência: 0,012 a 100 Hz

188
A montagem para teste é simples. O SIT se liga a um micro pela sua interface
serial, para receber os comandos de programação dos parâmetros. O SIT é
composto de duas partes: uma analógica, que possui todos os circuitos de
simulação do canal tcleronico~ e uma digital, que incorpora os dois GMTE.

Fig. 5.69: Montagem de teste

A próxima figura ilustra a montagem de teste. Observe que os dois modems


estão ligados a uma híbrida ati\'a (HA), do lado analógico, e a um GMTE, do
lado digital. O GMTE gera a seqüência de dados e mede a taxa de erro. O
modem do lado esquerdo está sob teste e seu sinal de transmissão passa pela
híbrida, pelo retardador (â T), pela translação de freqüência (âF)~ pela distorção
harmônica (OH), pelas oscilacõcs de amplitude e fase (JIT), pelos saltos de
amplitude e fase (HIT), pelo canal teleronico com distorções de amplitude e fase
(Se), recebe a contaminação de ruído branco no somador, é atenuado (A), passa
pela segunda híbrida ativa e ,'ai ao modem receptor. O GMTE da direita vai,
então. medir a taxa de erro resultante dessa transmissão. No outro sentido. da
direita para a esquerda, só há um atenuador. Todos os parâmetros dos
degeneradores são programáveis pelo micro que comanda o SIT. Dois
medidores mostram as potências na transmissão e na recepção.

Fig. 5.70: Diagrama em blocos do teste integrado

189
5.2 MODEM DIGITAL
Diz-se que um sinal é banda-base quando seu espectro de freqüência não sofre
translação, ou seja, ele não está modulando nenhuma portadora.
A seqüência de dados a serem transmitidos é um sinal banda-base do tipo NRZ
(não retorna a zero).
Este sinal assume dois níveis, na interface RS232, que são "O" e "1 ".
Se transmitirmos o sinal NRZ por uma linha, o alcance será muito limitado
devido às suas características intrínsecas, que não são apropriadas para isso.
Por exemplo, seu espectro de freqüência vai até zero (DC), e, qualquer
bloqueio dessa região de baixas freqüências vai prejudicar a detecção.
Os modems digitais codificam o sinal de dados a fim de alcançar os seguintes
objetivos:
a - Concentrar o espectro de trasmissão dentro de uma faixa de
freqüência que possua pouca componente DC.
b - O sinal codificado deve conter boa informação de sincronismo a
fim de facilitar sua recuperação no modem receptor.
c - O sinal codificado deve ter boa imunidadc ao ruído.
d - A (,'omplexidade deve ser a menor possível, a fim de aumentar a
confiabilidade e diminuir o custo.
Conforme você viu anteriormente, esses modems se destinam a transmissões
em pares físicos não pupinizados. e os objetivos citados adma,visam con-
seguir o máximo de alcance com o mínimo de custo.
O modem banda-base pode ser síncrono ou assíncrono (ou ambos).
O modcm banda-base síncrono é mais complexo,pois deve possuir todos os
circuitos referentes ao sincronismo.
Estarei me referindo a esse tipo por ser mais completo.
A figura 5.71 apresenta algumas possíveis codificações em banda-base.

190
j' I~ lI' j. • I. ~.
r ~ 1:: h I
r:: r- I- h I c: h
r:-: ~ r ~ J
r- p
L h
r- p r·
1-
:::JI ~ I r-
r- r- I::: h
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L
h I l=. h
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I I--J -.::: h I
,.... 1--1 l:: h
I
r- r- I-h r L. h
r- ~ r- ~ I
r- ~ r- ~ r
h r- ~ r- ~ 1
I ~ r- ~ r
r- ~ I ~ J
:::J
.., r- ~
L.. h
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I
I
L- ~
r:::: r- l:: h 1 r- 1--1
r::. -, l::- h ] L
h
...
l.-
r- I
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r- I--J
-L
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h
l-h
I
I
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1..= h
I

.... h
r- I-J C h I
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~ ..... -
o
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r- ~
r
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I
T ...J
1 a::
«
Õ
z
« ~ W LaJW a::
~
...J I (I) (J)a:: W
o ~ m ~~
...J
Z o ~ ...J
ii) ê§ ã5 :z:: ãi ãiõ ~

Fig.S. 71: Codificações em banda-base


191
DTX

SINC

DTX

SINC

DTX

SINC

DTX

SINC

Fig.S.72: Codificadores banda-base


192
..J
«
o
z
lIJ
a: Nlt-
lIJ
lL.
C
w
fi)
bit-
~
m
lIJ

lO
I
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~

-It-
a::
w
..J
d bit-
:E
~It-
~I~
~It-

lIJ
o
=>
~
~ "~--------4-------------------------~
a..
:E
«
Fig.S.73: ESPl'l'troS dos códigos banda-base
193
A primcira li~lha aprescnta o sinal de sincronismo, cuja subida coincidc l'0111
o ccntro do bit de dados.
O l'ódigo bipolar, também conhecido como código AMI ( "Altcrnate Mark
Inversion" ), faz uso de três níveis:pulso positivo, pulso negativo e repouso.
O I>co(,'esso (,'onsiste em emitir um pulso (g(,~ralmente da largura do pulso dl~
sincronismo) sempre que um bit "1" (marca) for transmitido, dc polaridade
invertida ao anterior.
O bit "O" não provo(,'a nenhuma alteração no sinal de linha e esse fato pode
l'ausar probll~mas na recuperação do sinl'ronismo por parte do modem rCl'eptor.
Esse problema pode Sl~r minimizado Sl~ for utilizado um randomizador, no
caso dos modems síncronos.
Outra forma de você evitar longas seqüências de bits "O" é inserir pulsos
sempre que houver uma l'erta quantidade de bits "O" seguidos. Chamamos
isso de violação do código.
O l'ódigo HDB-3 ( "High Density Bipolar" ) é um dos mais difundidos
(,'ódigos bipolares l'om violação.
Neste l'aso, a violação l'onsiste em cmitir um pulso de mesma polaridadc quc
o antl~rior, quando surgir o 4 Q bit "O" seguido.
A violação garantl~ uma boa informação de sincronismo ao modem rel'eptor.
Como pode ser visto na figura 5.73, o l~spectro resultante do l'ódigo bipolar
vai até a 1fT, satisfazendo os objl~tivos inkiais citados, mas, por raZl~r uso dc
três níveis distintos, sua imunidadl~ a ruído fka um pouco prejudicada.
O l'ódigo bifase, também l'onhecido como l'ódigo Manchester, faz uso do
deslocamento da fase do sinal de sincronismo para carregar informação.
O processo l'onsiste em transmitir o sinal de sincronismo, com duas fasl~s
possíVl~is:" O" ou "180" graus, mudando na transição entCl~ os bits direrentl~s,
ou seja: o bit "O" l'orresponde a "O" graus e o bit "1" corresponde a "180"
graus. Dessa forma, o bit "1" l'orresponde a uma subida no sinal de linha l~ o
bit "O" a uma descida.
A desvantagem desse l'ódigo é uma possível ambigüidade de fasc na recepção.
O código bifase difeCl~ndal dimina a dl~svantagem da ambigüidadl~, pois a
mudança de fase é diferencial, ou seja, a fase é deslocada de 180 graus l'om
relação à fasl~ anterior, Sl~ o bit for "1" e mantida Sl~ o bit for "O". Nl~ssl~ caso,
a transição dl~ fase é feita no centro do bit. Esse código apresenta, portanto,
um sinal que sempre possui transição entn~ bits e no (,'cntro do bit, Sl~ este for
"O".
Os códigos bifases são mais imun(,~s a ruído que os bipolares, apresl~ntando (')
inconveniente de ol'uparem uma faixa de freqüência ma ior.
O código Miller também faz uso de deslocamentos de fase, no entanto a
freqüência básica transmitida é a metade daquela utilizada na codificação
bifase.
O processo (,'onsiste em mantl~r a fase do sinal transmitido, cuja freqüência é
a metade daquela do sinl'ronismo, em "O" graus quando o bit for "O", de tal
forma quc suas transições ocorram entrc os bits. Quando (') bit "1" for
transmitido, a fase passa a scr de "90" graus, fazendo com quc as transiçõcs
ocorram no l'cntro dos bits" 1 ".
194
Em outras palavras, a codificação Miller consiste em fazer uma transição no
centro do bit quando ele for "1" e fazer uma transição entre dois bits
conse(.·utivos quando ambos forem "O".
Observando a figura 5.71, você pode ver que o código M iIIer pode ser gerado do
código bifase, simplesmente fazendo-o passar por um circuito divisor por "2".
O código Miller possui boa imunidade a ruído e apresenta características
superiores aos códigos bifases (ocupa uma faixa de freqüência menor) e aos
códigos bipolares (utiliza somente dois níveis).

5.2.1 DESEMPENHO DO MODEM DIGITAL

Como este modem é (.'oncebido para operar somente em linhas físicas (par
de fios), o seu desempenho pode ser medido em termos do alcance
conseguido para cada velocidade de opl~ração.
Define-se alcance de um modem banda-base como sendo a distânda
máxima em que ele consegue operar, em condições bem definidas, man-
tendo a taxa de erro abaixo de um valor predeterminado.
Considerarei as seguintes (.'ondições, para efeito de medida do alcance de
um modem banda-base:

Tipo de linha 0,4mm (AWG26)


Circuito ponto-a-ponto
Configuração 4 fios
Portadora constante
Impedância de entrada 6000hms
Impedância de saída 600 ohms
Nível de transmissão OdBm

A taxa dl~ erro normahnentl~ é espl~(.·ificada em "ppm", que significa "parte


por milhão".
Por exemplo, se dizemos que a taxa de erro é 50ppm, significa que
ocorrem 50 bits errados a cada milhão de bits transmitidos.
Poderíamos expressar a taxa de erro em porcentagelllmas isto não é usual:

1000 [ppm] = 1 [%]


50 [ppm] = 0,005 [%]
1 [ppm] = 0,0001 [%]

No Brasil, a norma Tclebrás relativa a modems banda-base (ref.[7)),


l~stabell~ce
que para uma taxa dl~ erro igual a 50ppm, operando em fios
AWG 26, os modems devem conseguir, no mínimo, os seguintes alcances:

195
Velocidade
600
1.200
2.400
4.800
9.600
19.200

Você viu em 3.3.1.1 que, dos fios mais utilizados(AWG 22, 24, 26), o
AWG 26 é o que introduz a distorção de amplitude mais severa. Por isto,
se um modem tem um determinado akance nesta bitola de fio, certamente
seu alcance será maior nas demais bitolas.
O al(.'ance também depende da taxa de erro permitida. Se um modl~m
alcança 8 km com uma taxa dl~ erro de 50ppm, certamente seu alcance
será maior se for permitida uma taxa de erro igual a 500ppm!
Pelos motivos expostos, é de suma importância saber as condições (prin-
cipalmente a bitola do fio) e a taxa de erro permitida, quando se fala em
alcance de modem banda-base.
Este fato se torna ainda mais critic:o quando se quer comparar dois
modems banda-base pdos seus akances: para dizl~r que o banda-base
"A", que akança 28 km tem um desl~mpenho pior que outro banda-base
"B", que akança 38 km, é pn~ciso Sl~ ter Cl~rtl~za de que as (.'ondições são
as mesmas para ambos.
Por exemplo, no manual do modem Rhede S192, os alcan(.'es
especificados são aquell~s garantidos pelo fabricante para uma linha AWG
26 e uma taxa de erro igual ou ml~nor que 1ppm. Para compararmos (.'om
o mínimo exigido pela Tl~lebrás, devemos saber seu alcance com uma taxa
de erro igual a 50ppm.
A figura 5.74 apresenta um gráfico onde se pode ver claramente o akance
do Modem S192 para taxas de erro iguais a 1 ppm e 50ppm, podendo
comparar este com aquele exigido pela Telebrás.
Os alcances de um modl~m banda-base podem ser facilmente medidos em
laboratório, utilizando-se simuladores de par físko(SPF) e medidores de
taxa de erro(GMTE), conforme ilustrado na figura 5.74.
Normalmente, os simuladores de par físico são constituídos de l~kmelltos
iguais ao ilustrado na figura 3.4. É desejável que a tolerância dos
capacitores e resistores seja a menor possível, de preferência igual a 1 %.

196
ALCANCE
CONDIçõES:
:56 ~~[KIft]
C) lima=O,4mm (AWG26)
34
32 1\ Pto-a- Pto. 4 fios
Portadora Constante
30
\ Impedãnc:ias =600A

28 \ \ Nível TX =O dBm
FHIESl92~ \
com
Z6 • ~ garantido
24 _I-Ippm máx \ \
-~\
~
1 ~S192
aJcmct típico
22
~\ \/50ppm
20

18
MO!
/v'" \. \ ~'\
t6 -r--.-- !rumo

14 -f--

'2
exioido pelo
"
Tefebrás - - - .
a 50pprn
~~~ ~
~~ ~~

10
"-~~~~
8 . ~~
6 ~~ ~,

o .- VElOCI~
[~s]
1200 2400 9600

SIMUlADOR
CE PAR FISIoo

Fig.S.74: Alcance de modem banda-base


197
5.2.2 MODEM HDSL
Por volta de 1980, a parte das empresas Bell responsável pela pesquisa e
desenvolvimento de novas tecnologias, BeIlcore, iniciou o processo de
estabelecimento de um novo padrão para transmissão de dados em alta
velocidade sobre par trançado, reconhecendo que as tecnologias da época já não
atenderiam a demanda de Iigaçõcs a 2 Mbps nas linhas de usuário, num futuro
próximo. A emergente RDSI também foi uma boa razão para o trabalho.
Finalmente, Bellcore recomendou que o 2BIQ (dois bits geram um símblo
quaternário) fosse utilizado como o código de linha do novo padrão, chamado
de HDSL, "High bit rate Digital Subscribcr Line". Imediatamente o HDSL
começou a ser utilizado nos Estados Unidos em Iigaçõcs TI (1,544 Mbps) sobre
pares trançados.
O HDSL utiliza dois pares trançados de cobre. O sinal na interface do usuário, a
ser transmitido. é dividido em dois feixes que são transmitidos. duplex, um em
cada par. Para a velocidade de usuário correspondente a vi = 2.048 Mbps, em
cada par há uma transmissão duplex com velocidade Vt ::: 1040 kbps, utilizando
cancelamento de eco adaptativo por processamento digital de sinal. A cada dois
bits, o codificador gera um símbolo, que possui quatro alternativas de nível.
Então. se a velocidade de símbolo é vm = Vt/2, o sinal de linha será de 520
kbaud. Com codificação e filtragem apropriadas o espectro do sinal de
transmissão, em cada par, ocupa pouco mais que 260 kHz, o que permite
alcançar maiores distâncias porque a atenuaÇ<1o do cabo é menor para
freqüências mais baixas. além de provocar menos interferência (crosstalk) nos
pares adjacentes, quando a transmissão passa por um dos cabos multipares.

Codificadores

Fig. 5.75: Modem HDSL

A transmiS&10 HDSL é feita em blocos. Dos 2080 kbps transmitidos, 2048


correspondem aos dados do usuário e 32 kbps &10 utiliL1dos por bits de
delimitação e controle dos blocos e bits de diagnóstico. Dentre os bits de
controle por bloco. o HDSL gera 6 para controle de erros, por intermédio de um
polinômio CRC-6 calculado sobre cada bloco.
198
Usaremos, como exemplo, os dados do Pargain Campus-E 1. Campus-TI e
Campus-384, da Zetha Comunicação de Dados, para fazer uma descrição mais
detalhada das características desse tipo de equipamento. Um processador VLSI
interno operando a 250 MIPS, faz o processamento digital de sinal. que inclui a
codificação 2B I Q, filtragem, equalização adaptativa, cancelamento de eco. etc.
O alcance de um modem HDSL está relacionado com a atenuação do cabo UTP
na freqüência de 260 KHz. O modem opera até um comprimento de cabo que
tenha 35 dB de atenuação nessa freqüência. Dentro do alcance, o equipamento
oferece uma taxa de erro menor que 0,0001 ppm, o que equivale a uma ligação
em fibra ótica.
As próximas duas tabelas mostram o alcance dos modelos E 1 e TI, dentre
outros parâmetros e as figuras ilustram os alcances dos três modelos.

Bitola Atenuação Resistência Resistência Alcance


EI AWG [dBlkm] (nJkm] loop máx (km)

26 13,94 275 690 2,51

24 10,47 170 570 3,35

22 8,14 106 456 4.30

19 5.74 54 329 6,10

Bitola Atenuação Resistência Resistência Alcance


TI AWG (dBlkm) [nJkm) loop máx (km)

26 12,73 275 750 2.75

24 9.32 170 640 3,76

22 7,15 106 521 4.90

19 5.05 54 367 6,95

199
JIlcance lkm)
384 kbps
12 'f
11
10
1
9
L
I
E1 .AJcance pon) T1
Pkance lkm)
7
6 ~-
7
6
, $
7
6
I
I
~
5
/ 5
I
5 I(
". / 4
4 4
3 ~
J" 3 / 3
2 2 2
,6 24 22 20 Bmla 26 24 22 20 BmIa 26 24 22 20 8IDIa
UTP UTP UTP

Fig. 5.76: Alcances típicos - modem HDSL

o equipamento possui um conector RJ45 para se conectar a cada par e interface


serial intercambiável com 5 opçõcs: V.35, RS449/422, X.21/V.II, G.703
desbalanceada (750) e G.703 balanceada (1200). No caso do modelo TI. o
sinal transmitido em cada par é duplex a 784 kbps com codificação. perfazendo
um total de 24 kbps para informações de controle.
Um outro modelo. variação do modelo TI, possui 3 canais de entrada.
k1cilitanto certas aplicações onde se deseja multiplexar três tipos de dados.
Possui um conector RJ45 com protocolo DSX-I e dois 0825 fCmcas que
correspondem a duas interfaces EIA-530. A entrada OSX-l opera com clock a
1.544 Mbps e pode ocupar até 24 partições do TI, menos a partiçõcs utilizadas
pelas outras duas portas RS-530. As três portas, portanto, podem operar a n'56
ou n·64 kbps.

Fig. 5.77: Modem HOSL com multiplexação

200
5.3 MODEM CELULAR
Basicamente, há duas infra-estruturas que podem ser utilizadas para comunicação
de dados sem fios. entre estaçõcs terrestres, utilizando ondas de rádio:
- Circuitos privativos ponto a ponto ou multiponto
- Telefonia celular

Note que essas duas opções são equivalentes à linha privativa ponto a ponto e à
linha comutada, no C<1S0 da telefonia convencional, que utiliZe1 fios de cobre da
central ao aparelho teleJõnico.
O circuito privativo, ponto a ponto ou mulliponto, consiste de dois transmissores
rádio, comunicando-se em um link por modulação AM, FM, DPSK ou QAM, com
freqüências específicas para esse serviço. Os transmissores podem estar fixos ou
móveis. No caso dos dois fixos, temos o enlace de rádio digital. por exemplo. Na
comunicação móvel, normalmente um transmissor fica fixo e o outro móvel. Esse
tipo de circuito é mais apropriado para uma rede privativa de comunicação.
trafegando aplicações de alta velocidade ou baixa velocidade interativa. Imagine
que vários operadores. movimentando-se em uma área limitada. precisam consultar
ou alterar dados em um computador central - uma rede privativa multiponto fixo-
móvel pode ser a melhor opção nesse caso.
A telefonia celular oferece mais flexibilidade e possibilidade de acessar qualquer
base de dados que esteja conectada à rede teleJõnica comum. Nesse caso. é preciso
que o operador mó"el utilize um modem acoplado ao seu telefone celular: o modem
celular.
A grande vantagem de uma comunicação sem fios é a mesma para dados ou voz:
mobilidade. Com um modem celular e um laptop você pode acessar qualquer
computador. em qualquer parte do planeta. As aplicações s.'io muitas: pesquisas e
coletas de dados com resultados em tempo real. entrada de ordens de serviço e
pedidos de compra. serviços de emergência. polícia. etc.
Da mesma forma que o sistema telefõnico tradicional. com sua rede de fios de
cobre. o sistema de telefonia celular foi projetado para comunicação de voz. Alguns
fenômenos. que introduzem degenerações no sinal transmitido afetam um pouco a
comunicação por \'oz. mas são altamente prejudiciais e dificultam a comunicação
de dados. Vimos as degenerações que afetam o sinal recebido por um modem. no
capítulo que fala do sistema telefõnico. Algumas degenerações adicionais são
características do sistema celular. Por exemplo. o telefone celular utiliza uma
técnica de compressão do sinal que produz degeneração da linearidade. prejudicial
à comunicação digital. Outra degeneração comum no sistema celular é a mudança
bmsca de amplitude do sinal recebido. devido aos chaveamentos de potência da
central.

201
A seguir. vou apresentar o sistema de telefonia celular e suas principais
características de comunicação. para. em seguida. abordar o desafio da
comunicação no sistema celular e o modem celular.

5.3.1 SISTEMA DE TELEFONIA CELULAR


o sistema de telefonia celular permite que um telefone sem fio estabeleça e
receba chamadas de outros aparelhos telefônicos. Transmissores/receptores
rádio. são distribuídos pela cidade, de forma que cada um atende a uma região
chamada célula. As células &10 representadas normalmente por exágonos
regulares, traduzindo a área de atuação de cada transmissor, mas as fronteiras
exatas &10 determinadas pelas características da região, como seus obstáculos.
por exemplo.

Fig. 5.78: Células


o telefone celular se comunica com a central da célula onde ele está. de forma
fuH duplex, por meio de dois links RF (um para transmissão e outro para
recepção). Portanto. uma comunicação celular utiliza duas freqüências de
portadora. Como o sistema de telefonia celular está conectado ao sistema
convencional. um telefone celular pode se comunicar com qualquer outro no
planeta.
O transmissor de cada célula utiliza um conjunto de freqüências c sua potência
de transmissão é mantida dentro de um limite para evitar interferência nas
células vizinhas. Uma mesma freqüência de transmis&10 é utili7.<1da várias
vezes. mas em células não adjacentes. limitando assim a quantidade total de
freqüências utilizadas no sistema de telefonia celular.
Cada transmissor é conectado a uma central telefônica celular. que por sua \'ez
está conectada ao sistema telefônico tradicional. que utili7.<1 cabos de cobre.
A tecnologia utili7.<1da em Brasília. por exemplo. que é o sistema AMPS
(American Mobile Phone Service) permite 832 freqüências, ou canais de voz,
por célula. Como há esse limite de canais para cada célula. a possibilidade de
utilizar novamente um mesmo conjunto de freqüências é uma característica
fundamental do sistema.
202
o aparelho telelõnico, que também possui um transmissor/receptor embutido.
comunica-se com o trasmissor/receptor da célula onde ele se encontra. Durante
sua operação. e com o telefone em movimento. o aparelho telelõnico celular
recebe um sinal com várias degeneraçõcs. dentre elas podemos citar:
- Efeito Rayleigh. É o resultado de múltiplas reflexões do sinal de RF
transmitido, chegando várias vezes ao receptor, em instantes sucessivos,
como um eco múltiplo.
- O desvanecimento aleatório do sinal que chega ao telefone, função da
distância à antena e de obstruções como prédios, árvores, etc.
- Ao passar de uma célula para outra, ocorre o fenômeno chamado hand-
off. O sistema transfere a ligação de uma célula para outra, sem perdê-Ia.
Mesmo que por frações de segundo, esse fenômeno interrompe a
comunicação. O hand-off também pode ocorrer quando há uma obstrução
momentânea ou quando a célula está saturada e esse aparelho pode ser
atendido pela célula vizinha.
- Distorção de linearidade. O telefone celular utiliza uma técnica de
compressão do sinal que produz não linearidades prejudiciais à
comunicação digital.

A figura abaixo. ilustra como o Ilível do sinal recebido pelo telefone celular
(receptor) "aria conforme ele se movimenta de uma célula para outra. Observe
que o receptor está inicialmente na célula A. recebendo sinal a O dB (potência
relativa) e conforme ele se movimenta o nível vai caindo até - ..J dB. quando há
um chaveamento na central celular. repondo o nível para O dB. Esse
chaveamento provoca uma degeneração do sinal recebido. que é a mudança
bmsca de amplitude. Esse fenômeno vai ocorrer algumas vezes. até o sinal da
célula A ficar mais fraco que o da célula B. e Ilesse ponto ocorre o hand-ofT. ou
seja. a central transfere a ligaç,10 desse telefone. da célula A para a B.

dB Célula A Célula B dB
O
-4
-8
-12
1
Comando de
mudança de
-16 potência 1)(
-20
-24
-28
-32
-36
Movimento do recfPtor

distância

Fig. 5.79: Hand-ofT

203
A flexibilidade do sistema celular é grande. As células podem ter tamanhos
diferentes, transmitindo potências diferentes. As células podem ser divididas
caso o tráfego aumente na região.
Como o sistema celular é um conjunto de rádios. as fronteiras entre as células
não são bem-definidas e há regiõcs de sombra onde não é possível se
comunicar. como o interior de alguns edificios. túneis. etc. Quando o aparelho
telefônico entra em uma região de sombra. ele perde o sincronismo com o
sistema e normalmente acende um LED de alarme. "No Svc" ou fora de serviço.

5.3.2 O DESAFIO DA TRANSMISSÃO DE DADOS VIA


CELULAR
Apesar de todas as dificuldades do sistema de telefonia celular para transmisSt10
de dados. o problema conseguiu ser equacionado. e resolvido, surgindo o
modem celular. Os fabricantes apresentaram basicamente duas soluçõcs:
correção de erros e prevenção de erros. A correção de erros exige dois modems
que utilizam o mesmo protocolo especial para correção. e a prevenção de erros
exige dois modems com equalizadores adaptativos mais potentes.
A primeira solução pressupõe modems implementando um protocolo especial.
comum a ambos e apropriado para trabalhar no sistema celular. Tais modems
possuem protocolos e algoritmos especiais para compensar o efeito Rayleigh e
um mecanismo para compenSt1r as quedas de recepção e mudanças de células,
ajustando o tamanho do bloco de dados. O problema dessa solução é que
quando um modem celular deseja se comunicar com um modem comum, ambos
devem conter o algoritmo especial. Esse fato impõe restriçõcs ao uso do modem
celular pois a grande base instalada de modems não possui tais protocolos e
algoritmos.
A segunda solução é usar um modem celular com um poderoso processador de
sinal. capaz de tratar e corrigir as degeneraçõcs do sistema celular. devido ao
aprimoramento de seus circuitos internos de equalização e filtragem. Nesse
caso. o outro lado pode ser um modem comum. A grande vantagem dessa
solução é que o modem celular fica completamente compatível com todos os
outros modems já instalados. Outra \·nntagem desSt1 alternativa é que. com
circuitos melhores. o modem consegue estabelecer uma conexão em menos
tempo devido ,1 sua reduzida taxa de erro.
Alguns fabricantes estão apresentando modems casados com o protocolo MNP-
10 (primeira sohlç,lo). O MNP-IO compensa os problemas do sistema celular
usando um protocolo na camada de enlace do modelo ISO. ou seja. um
protocolo de correção de erros com negociação do tamanho do bloco dos dados.
Esse método reduz a TRT (Taxa Real de Transmissão) da conexão já que vai
corrigir o fato consumado: os erros que ocorreram devido ia incapacidade do
receptor em recuperar corretamente os dados.

204
Outros fabricantes. como a Motorola. estão apresentando modems universais.
com equalizadores potentes. o que le\'a a uma melhor performance e maior
compatibilidade. Nesse caso. o modem compensa os efeitos do sistema celular
na camada fisica do modelo OSI. de forma transparente aos dados, melhorando
o canal de comunicação com seu equalizador adaptativo.
Uma combinaÇ<10 de correção e prevenção de erros é a melhor solução. desde
que a correção seja realizada por protocolos universais como O V.42bis.

5.4 PLACA MODEM


Modem constituído de uma placa de circuito impresso que se encaixa diretamente
no barramento do computador. Esse equipamento. também chamado de modem
interno. se tornou bastante popular pois normalmente é de baixo custo. não ocupa
espaço ao lado do micro e dispen5<1 o cabo de ligação micro-modem.
Nesse caso. não existe interface serial entre modem e micro. o que elimina o
problema comum de se encontrar um micro cuja interface serial não opera em
velocidades acima de 19200 bps (ou opera mal). O modem interno trabalha
diretamente com os sinais do barramento do micro. Como o microcomputador IBM
PC ("Personal Computer") se tornou um padrão no mercado. estarei falando. daqui
pra frentre, da placa modem para esse tipo de computador. Antes. porém. será
preciso abordar algumas particularidades do hardware e do funcionamento do
computador compatível com o IBM-PC. o qual chamaremos simplesmente de IBM-
PC.

BARRAMENTO DE EXPANSÃO DO IBM-PC

O IBM-PC. modelo XT. originalmente concebido para operar com dados de 8


bits. foi lançado com 8 conectores de 62 pinos. para encaixar placas de
expansão. O barramento possui 20 bits para endereço de memória e disposith'os
de 1/0. podendo acessar até 220 = I Mbyte.
Esse barramento foi alterado quando a IBM lançou o IBM-PC. modelo AT. O
novo barramento do AT foi feito para manipular dados com 16 bits e possui
mais quatro bits de endereçamento. ampliando a capacidade de endereçamento
de I para 16 MByte . Possui um conector adicional com 32 pinos. Portanto.
cada placa de eXpan5<10 tem acesso a 32 + 62 = 94 pinos do novo barramento.
chamado de ISA ("Industry Standard Architeture"). A taxa de transferência de
dados no barramento ISA é de 8.33 MByte por segundo. Os principais sinais do
barramento ISA estão na próxima tabela.

20S
AO até AI9 e 24 bits para endereço de memória e dispositivos de 1/0.
C2 até C5 podendo acessar até 22-1 = 16 Mbyte.
DO até D7 e 16 bits para dados.
CII até CI8

Além dos sinais citados, os sinais de interrupção (IRQ) 5.:10 de grande interesse
para nós, e são descritos a seguir

IRQ

Pedido de interrupção ("Intermpt ReQuest"). No barramento do IBM-PC,


original (XT). há 8 linhas de intermpção que são utilizc1das pelos dispositivos
de entrada e saída. quando eles querem atenção do processador. A partir do
IBM AT. as linhas de intermpção aumentaram para 15, com o uso de mais um
chip controlador de intermpçõcs. Das 15 intermpçõcs. Ii estão disponíveis no
barramento e podem ser utilizadas pelos dispositivos de 1/0. Veja a próxima
figura.

Teclado
lRQ-l ~eÓ~8Io Chip microprocessador

IRQ-a
IRQ-9
IRQ-lO
IRQ-l1
Controlador B
de interrupção
cj Controlador A
de interrupção

IRQ-12
IRQ-13 '>----~INT
IRQ-14
IRQ-15

Fig. 5.80: Circuito de intermpção


Um dispositi\'o de 1/0. ligado a um conector de expansão. que levantar um dos
sinais IRQ. vai gerar um pedido de intermpção e vai se manter nesse estado até
o processador atender. Todas as linhas de interrupção vão para um circuito
controlador de intermpçõcs que informa ao processador qual disposith'o deseja
interromper. As intermpções são priorizadas. iniciando com IRQO. A de maior
prioridade. IRQO. é utilizada pelo relógio do sistema. A seguir. vem IRQ l.
utilizada pelo teclado do micro. que envia pedidos de interrupção
periodicamente. gerados por um circuito de verredura. A interrupção IRQ2 é
utilizc1da para expandir o repertório de intermpçõcs. As demais interrupçõcs.
IRQ3 a IRQ 15. são utilizadas por outros dispositivos. como mostra a próxima
tabela. A descrição que consta na tabela se refere à aplicação mais comum para
206
cada internapção. mas outros dispositivos, como placa de rede local. placa de
SOIU. placa de scanner. etc. vão utilizar ulUa dessas interrupçõcs. Por exemplo. a
fim de não conflitar com os dispositivos mais comuns, a placa de rede local
pode usar a IRQ-lO.
Como você pode ver na tabela. um microcomputador pode possuir até quatro
portas seriais de comunicação. que estão associadas a duas interrupçõcs. ou
seja. uma internapção vai atender a duas portas seriais.

Internapção Descrição Pino no barramento


IRQ-O Relógio do sistema -
IRQ-I Teclado -
IRQ-2 para cascatCc1r -
IRQ-3 COM-2 ou COM-4 8-25
IRQ-4 COM-l ou COM-3 8-24
IRQ-5 Impressora LPT-2 8-23
IRQ-6 Disco flexí\'e1 ou rígido B-22
IRQ-7 Impressora LPT-I 8-21
IRQ-8 ChipCMOS -
IRQ-9 Placa de video VGA. SCSI. etc B-4
IRQ-lO Reservada D-3
IRQ-li Reservada D-4
IRQ-12 Reservada D-5
IRQ-13 Co-processador aritmético -
IRQ-14 Disco rígido D-7
IRQ-15 Reservada D-6

Os disposith·os de 1/0. de uma forma geral. utilizam endereços de 1/0.


formados por um conjunto de 8 bytes. Os endereços de 1/0 no 18M-PC variam
de 0000 até 03FF e são ocupados pelos di\'ersos dispositi\'os de entrada e saída.
que podem estar instalados no micro. tais como modem. impressora ou mouse.
e,·entualmente conectados nas portas seriais (COM). e placas de vídeo.
controladora de disco. etc. Os endereços de 1/0 para as quatro portas seriais
são:

207
Porta serial Bytes de endereços de 1/0
COM-l 03F8 até 03FF
COM-2 02F8 até 02FF
COM-3 03E8 até 03EF
COM-~ 02E8 até 02EF

Cada vez que alocarmos uma porta serial a um dispositivo, estaremos ocupando
a faixa de endereços correspondente. Cada uma das quatro portas seriais só
pode ser alocada a um dispositi\'o de 1/0 e. portanto, essa alocação deve ser
analisada ao se instalar qualquer dispositivo de l/O em uma porta serial, como é
o caso do modem interno. por exemplo.

5.4.1 UART

o dispositivo. associado a uma porta serial COM. recebe os dados do


barramento do micro. na forma paralela (8 bits de cada "ez), Um circuito
converte de paralelo para serial e. no caso do modem interno. transmite os
dados pela linha telefônica. O dispositivo pode ser simplesmente uma interface
EIA-232. Na interface EIA-232 do IBM-PC. um CI (circuito integrado)
fabricado inicialmente pela Intel. de código 82C~50, realiza a conversão
série/paralelo. Esse Cf. conhecido com UART (" Universal Asynchronous
Receh'er Transmiter"). gera o sinal de sincronismo interno. 16 \'ezes maior que
a "elocidade de transmissão. por divisão do c10ck de um oscilador com
freqüência até 3.1 MHz. Um no\'o Cf. código 82C550. aceita oscilador até 8.0
MHz e possui um registro interno para compensar as velocidades de
transmis~io mais altas. A próxima tabela apresenta os divisores para as
velocidades mais comuns e para três freqüências de cristal. Note que para
algumas velocidades e um determinado tipo de cristal. vai haver um erro
considern\·el. mas aceitável na maioria d1S aplicaçõcs. Por exemplo. com o cristal de
1.8~32 a interfilce pode operar até 56 kbps. mas com um erro de 2.86 %.

82C~50/550 82C~5()/550 82C550


Velocidade 1.8~32 MHz 3.072 MHz 8.0()() MHz

,,( Ibpsl di"isor erro divisor erro divisor erro

50 230~ - 38~0 - IOO()() -


75 1536 - 2560 - 6667 0.0050/0
110 IO~7 0.026 % 17~5 0.026 % ~545 0.01 ex,

208
82C.J50/550 82C.J50/550 82C550
Vclocidadc 1.8"'32 MHz 3.()72 MHz 8.000 MHz
\'tlbpsl dh'isor crro divisor crro divisor crro

300 38... 640 1667 0.02%


600 192 320 833 (U).J%
1200 96 160 417 0.08%
2400 48 80 208 0.160/0
... 800 2... "'0 10... 0.160/0
9600 12 20 52 0.160/0
1......00 8 13 2.56% 35 0.79%
19200 6 10 26 0.16%
2880() ... 7 .... 760/0 17 2.12 %
38...00 5 13 0.16%
56000 9 0.79%
6...000 8 2.3'" 0/0
128000 ... 2.340/0

As placas dc intcrfacc EIA-232 mais antigas c mais baratas utilizam o CI


82C..J50. No cntanto. para utiliz,1r a placa cm vclocidadcs maiorcs. você devc
cscolhcr uma quc tcnha o CI 82C550. No caso dos modcms intcrnos. alguns
utilizam csscs Cls c. ncssc caso. cscolha o quc tivcr o 82C550, Muitos modcms.
no cntanto. não possucm ncm um ncm outro: cxccutam as funçõcs da UART no
próprio proccssador ou cm um outro Cf. quc podc scr customizado para o
f:1bricantc ou um outro CI. dc modcm. por cxcmplo. quc cxccutc cssas funçÕCs.
Dc qualqucr forma é importantc notar a capacidadc do dispositivo dc I/O. seja
modcm ou intcrfacc scrial. dc trabalhélT com \'clocidadcs acima dc 19.200 bps.

5.4.2 INSTALAÇÃO DA PLACA MODEM


A instalação do modcm intcrno rcqucr um proccdimcnto critcrioso dc análisc
das portas scriais disponívcis c das intcrmpçõcs quc cstão scndo utilizadas por
outros dispositivos. a fim dc não havcr conflito. É rccomcndávcl anotar essas
informaçõcs durantc a instalação. Sob o "prompl" do DOS. digitc o comando
MSD para vcrificar as portas COM. scus cndcrcços. as inlcrmpçõcs. Você podc
também utilizar um programa utilitário como o CHECKIT ou NORTON para
fazcr cssa vcrificação. O modcm intcrno dcvc scr programado para ocupar uma
porta scrial COM c utilizar uma intcrmpção IRQ. Na f:1lta dos utilit~írios
citados. ou mcsmo para confirmar as informações anotadas. utilizc o
proccdimcnto dcscrito a scguir.
209
1 - Verificação da data da BIOS do micro, utili7.«1ndo o comando DEBUG
(apenas para sua informação). Antes de abrir o gabinete para instalar a
placa, ligue o micro. digite os caracteres sublinhados e obser"e as respostas.
a - C:> DEBUG <enter>
b - d FOOO:FFF5 L8 <enter>
c - 07/07/93 (aqui o micro vai responder com a data da BIOS)

2 - Verificação das portas seriais definidas no micro. Ainda no DEBUG:


a - d 40:0 L8 <enter>
b - F803 F802 0000 0000

A resposta do DEBUG apresenta. de forma invertida. os primeiros


endereços de I/O das portas que estiverem definidas. Os endereços 0000
correspondem às portas não definidas. Note que. no exemplo. as portas
COM I e COM2 estão definidas.
c - Verifique o conteúdo das portas não definidas para se certificar,
utilizando o comando "i" do DEBUG, para cada byte de endereço de l/O
da porta:

- i 3E8 <enter> - FF
- i 3E9 <enter> - FF
- i 3EA <enter> - FF ... etc.

Todos os bytes de\'em apresentar o conteúdo "FF".


3 - Saia do DEBUG
- Q <enter>

.. - Verifique que dispositi\'os estão instalados nas portas definidas.


Normalmente. um monse está instalado em uma delas. Como mouse e
modem utilizam interrrupçõcs. eles de\'em estar instalados de forma a não
haver conflito de interrupçõcs

Onde está o Mouse Onde pode ser instalado o modem


COM-l COM-2 ou COM-4
COM-2 COM- I ou COM-3
COM-3 COM-2 ou COM4
COM-~ COM-I ou COM-3

5 - Verifique se há algum disposÍli\'o instalado Ilas outras COM que estão


definidas. Se só existir a placa serial instalada no micro. sem dispositivo
conectado. utilize a COM que restou como opção. Digamos que o mouse

210
está na COM-I c o micro possui mais uma placa serial definida como COM-
2. mas sem dispositivo conectado. Resta. portanto. a COM4 para instalar o
modem. Conseqüentemente. o modem deverá utilizar IRQ-3. Se houver um
disposith·o na COM-2 utilil.c1Ildo interrupçõcs. será preciso desabilitar a
COM-2 (verifique o estrapc na placa serial).
6 - Verifique que placas de eXpan5<10 estão instaladas no micro. Verifique quais
são as interrupçõcs utilizadas pelos outros dispositivos de 110. como placa
de rede. placa de som. scanner. etc. A interrupção utilizada pelo modem
deve ser diferente des5<1s.
7 - Selecione a COM e a IRQ posicionando os estrapcs na placa do modem.
Desligue o micro. Instale o modem em um dos slots c ligue o micro.
8 - Instale o software de comunicação que você vai utilizar. Será preciso
configurá-lo. ou seja. definir alguns parâmetros de operação. tais como:
- Porta COM em que está o modem (você já definiu e inclusive já
configurou a placa modem).
- Velocidade de transmissão em "bps" (alguns softwares mencionam
erradamente a velocidade em "baud"). Alguns programas operam com
transmissão de dados e fax e, portanto, pedem que você configure as
duas velocidades. Programe 14.400 para fax, se o modem operar
segundo a V.17 ou 9.600 se o modem operar somente segundo o
grupo 3. Para dados programe conforme a possibilidade do modem e
sua conveniência.
- Quantidade de bits de dados (normalmente 8, mas depende da ponta
remota).
- Paridade (normalmente nenhuma).
- Bits de stop (normalmente 1).
- Controle de fluxo (XON-XOFF ou CTS).
- Resposta automática. Se você não quiser que o modem atenda,
deixe desabilitado, se quiser, programe a quantidade de rings para
atender. Recomenda-se que sejam pelo menos dois. Para evitar que
chamadas de voz sejam atendidas, recomenda-se entre 4 e 5.
- Tipo de discagem. Pode ser decádica [pulso] ou multifreqüencial
[tom]. Deve estar de acordo com a central telefônica à qual você está
conectado.
- Rediscagem. Você pode habilitar ou não uma rediscagem após um
determinado tempo, se o telefone chamado estiver ocupado.
- Emulação de terminal. Você deve escolher o tipo de terminal que
quer que o programa emule, ou seja, o micro vai se comportar como
o determinado tipo de terminal que você escolher. Esta escolha deve
estar casada com a ponta remota. Normalmente, o programa de
comunicação oferece as opções de terminal TTV, ANSI, VT52 e
VT100 (Digital Equipment Corporation), dentre outros.

211
5.5 FAX-MODEM

5.5.1 RECOMENDAÇÕES CCITT PARA MÁQUINAS FAX


o CCITI classificou as máquinas fax. nas recomendaçõcs da série "T". em ...
gmpos: 1. 2. 3 e .... O gmpos I e 2 não são mais utilizados e especificam
máquinas com moduladores FM e AM analógicos. cuja tecnologia está
ultrapassada no que diz respeito à transmissão pela linha telelõnica. Nessas
máquinas. a variação analógica de freqüência ou amplitude determinava a
tonalidade (entre o branco e o preto) a ser impressa. O gmpo ... especifica uma
máquina para transmissõcs digitais em alta velocidade. como os serviços
digitais comutados ou as RDSI. de pouca aplicação atualmente, e. por estar fora
do contexto deste livro, não estão em maiores detalhes.
O surgimento da máquina gmpo 3 em 1980. foi um marco importante e
possibilitou a proliferação das máquinas fax pelo mundo. Os preços começaram
a cair rapidamente enquanto a produção mundial. principalmente no Japão.
crescia na proporção inversa. O preço da máquina fax gmpo 3 que era mais de
US$ 5.000.00 em 1980. caiu para US$ "'00.00 em 199.... As máquinas gmpo 3
incorporam a modulação QAM a .... SOO bps. segundo a recomendação V.27. e a
modulação QAM a 9.600 bps. segundo a recomendação V.29. opcionalmente.
Hoje. no entanto. todas as máquinas fax já vêm com a opção de 9.600 bps e.
algumas. já vêm com a \'clocidade de I... AOO bps, seguindo a mais nova
recomendação CCITI sobre transmissão fax é a V.17 (falaremos mais adiante).
A tabela abaixo. resume as características dos três gmpos, mostrando que o
tempo médio de transmisScio de uma página de documento caiu de 6 minutos
para 30 segundos.

Gmpo rec. CCITI Modulação Tx I página


I T.2 FM 6 min
2 T.3 AM-VSB 3 min
3 TA QAM V.27 0.6 min
QAM V.29 0.5 min

5.5.2 MÁQUINA FAX GRUPO 3


A base do sucesso da máquina fax gmpo 3 foi a incorporação de um modem
V.29 interno. que permitiu transmissõcs com baixa taxa de erro. da seqüência
binária resultante da digitalização da imagem do documento. Apesar do modem
V.29 ter sido concebido para operar a ... fios em linhas privativas. na máquina
n.x grupo 3 sua operação é semiduplex a dois fios. A performance do modem

212
foi satisfatória c consagrou a máquina fax gmpo 3 para operação a 9.600 bps na
linha comutada comum.
A próxima figura mostra o diagrama cm blocos da máquina gmpo 3. Um
mecanismo de leitura ótica por rastreamento ("scanner") faz a captura da
imagem do documento. O scanner varrc o documento em linhas succssivas, e o
sinal analógico lido do documento é transformado em bits (digitalizado)
conforme a tonalidadc cstcja mais para prcto ou branco. Cada linha dc
varredura tcm a largura dc 0.25-' mm c gera 1728 pontos dc imagcm (prcto ou
branco). A seqüência dc bits entra cm um comprcssor dc dados. O compressor
mapeia a seqüência conforme a quantidadc seguida dc prctos c brancos
cxistcntcs. cm palavras de comprimcnto variável (2 a 13 bits), codificadas
conformc um algoritmo dc HufTman modificado. A comprcssão conseguc
chegar a 5: I ou até 20: I. conformc a imagcm existente no documento. Por
cxemplo. uma seqüência de 1216 bits brancos é convertida para "O 110 11000".
ou seja. apenas 9 bits. o quc corrcspondc a uma comprcs&10 dc 1216:9 ou 135: I!

Fig. 5.81: Diagrama em blocos do FAX

Pontos por linha de varredura 1.728


Alcance horizontal do scanner (largura da página) 215 nun
Pontos por mm na horizontal 8 (203 dpi)
Pontos por mm na ,'crtical 3.85 (97.8 dpi)

dpi = "dots per inch" = pontos por polegada

5.5.3 O MODEM DA MÁQUINA FAX GRUPO 3


O modem da máquina fax é mullinorma. Dc\'c operar segundo a CCITI V.27
tcr a .J.800 bps. no mínimo. para satisfazer a rccomcndação CCITI TA. Podc
operar segundo a V.29. a 9.600 bps opcionalmente (hoje praticamente todas as
máquinas possuem cssa opção). Devc operar scgundo a V.21. a 300 bps. para
transmitir seqüências de sinalização e controlc. no estabelecimento da conexão.
conformc cspecificado na rccomcndação CCITI T.30 que dcfinc os
procedimcntos e protocolos entre duas máquinas fax.
213
Não vou entrar em detalhes sobre as recomendações a respeito de fax e de
protocolos envolvidos. que fugiria ao nosso objetÍ\·o.
Já estudamos as três recomendações envolvidas no modem para fax: V.21. V.27
e V.29. Convém reSS<1ltar que, no mínimo. um modem para fax deve operar
segundo as normas V.21 e V.27ter. Opcionalmente pode operar também
segundo a V.29.
Motivados pelo grande volume de produção de máquinas fax, alguns fabricantes
de circuitos integrados. como a Rockwell, a Yamaha e a Toshiba.
desenvolveram o modem para fax em uma única pastilha. ApeS<1r da inicial
complexidade desse modem. a corrida dos fabricantes para ganhar o mercado
em primeiro lugar gerou. além da briga de preços que permitiu baratCc1r ainda
mais as máquinas fax. o chip "modem-fax". ou seja. uma pastilha que executa
as funções de um modem comum e de um modem para transmissão fc1X.

5.5.4 O FAX-MODEM
Com a proliferação das máquinas fax, os fabricantes de modem começaram a
produzir uma placa fc1X para ser encaixada em computadores pessoais como o
IBM-PC. por exemplo. Essa placa fax nada mais era que um modem para fax
que seguia as recomendações CCITT da série "T" e utilizava os mesmos chips
das máquinas fax. Era um modem interno para PC. para transmitir fax. As
primeiras placas transmitiam somente a 4.800 bps segundo a V.27ter.
Mas como um computador pode transmitir fax? Como ele "ai ler o documento?
Os computadores pessoais já estavam usando os modems para transmitir dados
de aplicações diversas. oriundos de arquivos texto e imagem. Junto com as
placas fax surgiram programas que convertiam os arquivos para o formato
especificado pela CCITT para transmissões fc1X. Esses programas digitalizc1m os
textos e gráficos e executam as funções de compressão e expansão. previstas
pela CCITT. A placa fc1X. inserida em um slot do PC. transmite a seqüência
binária vindo do programa. já comprimida. O protocolo de apresentação entre
máquinas fax é comandado pelo programa e as transmissões também são
realizc1das pela placa fax, segundo a V.21.
Logo em seguida ao surgimento das placas fax. os modems comuns passaram a
incorporar também a capacidade de transmitir fax. Por exemplo. um modem
V.22bis. que opera a 2.400 bps duplex em linha comutada incorporou a
transmissão de fax gmpo 3.
A esses modems com capacidade de transmitir fax se dá o nome de fax-modem.
Atualmente. a maioria dos modems já "em com eSSe1 capacidade e alguns vêm
também com o programa que faz as conversões dos arquivos e providencia a
transmisSe10 (software de comunnicação fc1X ou. simplesmente. software fax).
O fax-modem de hoje consegue transmitir e receber fax a 14.400 bps. para uma
máquina fax comum ou para outro fax-modem. A transmisS<10 via fax-modem é
214
extremamente conveniente para quem gera seus documentos em uma estação de
trabalho, podendo transmiti-los via fax apenas com alguns comandos, sem ter
que imprimi-los e ir a uma máquina fax para transmitir. Os programas
apropriados para a transmissão de um documento em formato fax utilizam um
artiticio que consiste em receber do aplicativo de edição (editor de texto ou
editor gráfico) o arquivo como se fossem imprimir esse documento, ou seja, do
aplicativo nós mandamos imprimir na "impressora" do software fax.
A transmisSc10 de um documento via fax-modem resulta em uma recepção de
mais qualidade pois não há os erros e inprecisõcs provocados pela leitura ótica.
Um ponto preto do arquivo gráfico é um bit que vai para o modem. Não há erro
nesse caminho.

5.5.5 CLASSES DE FAX-MODEM


A transmissão de um fax exige dez etapas distintas. relacionadas a seguir:
1 - Criar o documento
2 - Converter o documento para o formato CCITT T.4
3 - Discar o fax remoto e iniciar fase V.21
4 - Negociar inicio da página
5 - Negociar a velocidade
6 - Negociar a resolução (203x97,8 ou 203x195,6 dpi)
7 - Negociar o controle de erro e tamanho dos blocos (fim V.21)
8 - Transmitir os dados
9 - Negociar fim da transmissão
10 - Desligar

A norma EIA-578 definiu três classes de operação para transmisSc10 e recepção


de f:1x através de um ECO. ou seja. um modem.

CLASSE 1
o modem somente faz as modulaçõcs e responde aos comandos Hayes do ETO.
O ETO converte o documento e envia os comandos Hayes para discagem e
espera a resposta do modem que está conectado. O ETO seleciona V.2I no
modem e faz todas as negociaçõcs da f:1se V.2I (etapas ~, 5, 6 e 7). O ETO
comanda o modem para iniciar o modo V.29 ou V.27. dependendo do resultado
das negociações. O ETO envia os dados comprimidos, segundo a TA. para o
modem transmitir e no fim envia o comando de desconexão.
O programa faz todas as tarefas pesadas exigindo dedicação do micro. O
modem f:1z somente as transmissões dos dados enviados pelo micro. nos
padrões por ele definidos.

215
CLASSE 2
Nesse caso. o modem executa as etapas 3. ~ e 5. liberando mais o micro antes
da efetiva transmissão do documento.

CLASSEJ
o modem executa inclusive a etapa 2, que é a converSe10 do arquivo para o
fornlato TA. liberando o micro desSe1 tarefa. Um fax-modem classe 3 deve ter
capacidade para converter arquivos texto no formato ASCCI. arquivos gráficos
no formato PCX, dentre outros. para o formato fax. O modem deve ter uma
memória RAM suficiente para armazenar uma certa quantidade de dados de
entrada. fc1zer a conversão. armazenar os dados convertidos e então transmitir.
O modem executa as etapas 2 até 10.
A grande vantagem de um fax-modem classe 3 é que ele exige pouco do micro.
Um computador. operando como servidor fc1X, pode comandar vários fc1X-
modem classe 3. sem muito esforço e essa característica é importante em
aplicaçõcs pesadas de transmisSeio fax por um servidor instalado em rede local.
Há outros protocolos de comunicação entre ETD e ECD para transmisSeio fc1:\:.
porém proprietários. É o caso do CASo desenvolvido pela Intel e Digital
Communications Associates.

5.5.6 RECOMENDAÇÃO CCITT V.17


Define os métodos de modulação e seqüências de operação de um modem
específico para transmiss<io de fax nas velocidades de I~AOO. 12.000. 9.600 e
7200 bps, no modo síncrono. semiduplex em linhas comutadas comuns a dois
fios. O modem utiliza modulação QAM a 2~OO baud. possui randomizc1dor,
equalizador adaptativo e codificador em treliça de oito estados. O modulador
TCM do modem V.17 é exatamente igual ao dos modems V.33 e V.32bis.
discutidos anteriormente.
Os procedimentos gerais de operação siio aqueles das recomendaçõcs da série
"Til.
A seqüência de treinamento. no estabelecimento inicial da conexão. é
exatamente igual à do modem V.33 e dura cerca de 1.39 segundos. A
recomendação V.17 define uma outra seqüência. mais curta. de 1.. 2 ms. que
pode ser utilizada para ressincromismo. durante a comunicação. considerando
que já aconteceu um sincronismo inicial com a seqüência longa.
Como a recomendação V.17 é uma "erSe10 simplificad'l da V.32bis. foi
relativamente fácil. para os fabricantes. implement,í-la nos nO\·os projetos de
modems. já que esses Se10 baseados em programas residentes (firmware).
Atualmente. os modems para uso pessoal possuem capacidade de transmisSeio
fc1X incluindo a V.17.
216
5.6 ARQUITETURA INTERNA DO MODEM

Nos diagramas em bloco, que apresentei para cada classe de modems, você
viu a divisão interna dos equipamentos sob o ponto de vista lógico, que é
independente da forma de implementação.
Neste segmento, vou apresentar os blocos tais como são implementados
fisicamente. É a arquitetura interna do modem.
Os primeiros modems foram impll~mentados com circuitos analógicos e
praticamente não tinham capacidade alguma de controle de opções.
Com o tempo, os 1ll0delllS foram agregando circuitos digitais para implemen-
tar várias facilidades, como por exemplo, os geradores de seqüência e os
enlal'es de teste.O surgimento dos modems de 4.800 bps trouxe a novidade
da utilização do processador digital de sinais, DSP, que viabilizou a utilização
de algoritmos para equalizar e demodular o sinal de recepção.
O microprocessador de uso geral, também foi incorporado ao modem pela
necessidade, cada vez maior, de interpretar os dados do usuário.
Atualmente, a arquitetura mais comum, utilizada nos modems, é esta apresen-
tada na figura 5.73.
Os dados seriais do usuário entram no bloco de interface RS232, que pratica-
mente é constituído de drcuitos integrados específicos para conversão de
níveis. Os mais utilizados são os 1488 para os sinais de saída e os 1489 para
os sinais de l~ntrada.
O microprol'essador de uso geral, flP, gerenda praticamente toda a operação
do modem, lendo as chaves do painel frontal, as microchaves internas de
predisposição e alimentando os indicadores do painel frontal.
Os seguintes blol'os lógicos são exel'utados pelo microprocessador:
Conversor síncrono/assíncrono
Conversor assíncrono/síncrono
Montador de protocolo
Interpretador de protocolo
Random izador
Desrandom izador
Para l~xecutar todas essas tarefas o micro se orienta Jlelo programa, geral-
nll~nte armazenado em uma EPROM (memória de programa) e tem à sua
disposição, duas memórias de trabalho: uma volátil, utilizada principalmente
para armazenar dados temporários durante a montagem e a illtl~rpretação dl~
protocolos e outra não-volátil, utilizada para guardar parâmetros
programáveis pelo usuário.

217
c
c

Fig.5.82: Arquitetura interna do modem


O processador digital de sinais, DSP, é o responsável pela execução das
tarefas dos blocos lógicos:
Modulador Equalizador
Demodulador Extra tor de sincronismo
Filtro TX (parcial) PLL

Finalmente, o processador analógico, AFE, executa as tarefas dos seguintes


blol'os:
Filtro TX (parcial) Pré-amplificador
Filtro RX AGC
Amplificador DCD

Duas tarefas, muito importantes, também são executadas pelo AFE:


Conversão digital-analógico: D/A
Conversão analógico-digital: A/D

A conversão D/A é realizada entre as duas etapas da filtragem de transmissão


(uma e relizada pelo DSP e outra pelo AFE).
A conversão A/D é realizada após o circuito de AGe.
Fisicamente, o AFE pode ser um conjunto de circuitos implementados
separadamente com vários circuitos integrados, ou simplesmente um único
circuito integrado, que realize todas as funções citadas.

218
INTERFACE 6
DIGITAL SERIAL

Costuma-se dizer que "interface" é a fronteira entre dois ambientes e, para que eles
se comuniquem, devem satisfazer as regras dessa interface.
Na verdade, não se conecta diretamente um equipamento a outro. Usa-se um cabo
para isso. Portanto, pode-se dizer que a transferência de dados digitais seriais entre
dois equipamentos envolve duas interfaces c um cabo. As características e o
comprimento desse cabo influenciam na velocidade máxima de transferência de
dados pela interface, mas nem sempre tais parâmetros 5<10 mencionados nas
normas. Veja na figura a seguir, os dois cabos mais comuns para conexão de
equipamentos digitais seriais: 08-25 e M-34. Eles são usados para ligar interfaces
EIA-2320, EIA-530 e V.35.

M34 mecho rr
0625
062~ ....
~M34mecho
.....
...
00 O m~
LL.. O m~
LL-

Fig. 6.1: Cabos para ligar interfaces

Uma interface pode estar configurada como ECO ou ETO, com relação ao fluxo
dos sinais. Por exemplo, na ElA-2320, O ETO envia seus dados no pino 2 e recebe
os dados do ECO no pino 3~ o ECO envia pelo pino 3 e recebe pcio 2.
Naturalmente, ao se conectar dois equipamentos, um deve estar configurado como
ECO e o outro como ETO. Normalmente, o conector da interface ECO é fCmea e o
da ETO é macho. O cabo, normalmente esquecido quando se pensa em interfaces,
é apenas o meio fisico que liga as duas interfaces - ele pode ser um cabo direto,
para ligar ECT a ETO ou cruzado (cabo cross), para ligar dois ECOs ou dois

219
ETOs. Há equipamentos que permitem configurar a interface como ECO ou ETO.
e outros não, são fixos. Nos que permitem, alguns exigem que se troque uma placa
interna (placa de interface), outros exigem o posicionamento de estrapes e alguns
permitem fazer tudo por software. A figura a seguir. mostra alguns equipamentos
conectados com cabos diretos e a configuração das interfaces.

ElO ECO

Fig. 6.2 : ETO c ECO


Para que seja possível a transferência de dados entre dois equipamentos, as
interfaces devem ser compatíveis elétrica (voltagem. impedância, etc), mecânica
(formato e dimensões do conector), lógica (que sinal trafega em que pino) e
funcionalmente (qual a função de cada sinal e que protocolo ele deve seguir). Há
várias normas e recomendações que definem interfaces digitais. As mais
reconhecidas e utilizadas internacionalmente estão relacionadas na próxima tabela,
onde a coluna da direita mostra a "velocidade" para a qual a interface foi projetada.
Foram publicadas pelo CCITT e ElA. Observe que algumas são incompletas, ou
seja, não definem os quatro quesitos citados. As recomendações VIO e VII do
CCITT, por exemplo, só especificam as características elétricas. A interface mais
popular é a EIA-2320, ainda chamada de RS232C (nome da revisão anterior), que
equivale às recomendações V.24 e V.28 do CCITT. Apresentarei todas, na ordem
em que se encontram 11c1 tabela. além de comen~1r um pouco sobre outras dlk1s interfhces
que também &10 lItili7acL1s em equipamentos de comunicaÇc1o de dados: HSSI e G703.

Norma Elétrica Mecânica Lógica Funcional Conecto r Velocidade

EIA232 EIA2320 EIA2320 EIA2320 EIA2320 0825 20 kbps


V.35 V35+V28 IS02593 IS02593 V35 M34 48 kbps
V.36 VIO+VII IS04902 ISO-,"902 V36 0837 72 kbps
V.IO VIO - - - - 100 kbps
V.1l VII - - - - lO Mbps
V.24 - - - V.24 - -
V.28 V28 IS02110 - - 0825 20 kbps
X.21 VIO+VII IS04903 ISO-,"903 X24 0815 -
EIA422 EIA422A - - - - lO Mbps
220
Norma Elétrica Mecânica Lógica Funcional Conector Velocidade
EIA423 EIA423A - - - - 100 kbps
EIA449 EIA422/423 EIA449 EIA449 EIA449 OB37 10 Mbps
EIA530 EIA530A EIA530A EIA530A EIA530A OB25 2Mbps
EIA562 EIA562 EIA232D EIA232D EIA232D OB25 64 kbps

6.1 INTERFACE EIA-232


A AssociaÇt1o das Indústrias Eletrônicas - ElA (ltElcctronic Industries Association lt ). dos
Estados Unidos. publicou uma norma sobre a interface serial a ser utilizada para
interconectar ETD e modem. Essa norma recebeu o nome de RS232 e. ao longo dos
anos. conforme sofria uma revisão. ganhava uma letra adicional. na seqüência
al~1bética. A revisão ItC". ou seja. RS-232C. é a que ficou de ~1tO conhecida. Em
janeiro de 1987. a norma sofreu mais uma revisão e passou a ser denominada de
EIA-2320. Apesar dessas mudanças. a norma EIA-2320 continua sendo chamada
de RS232.
Ele define: - características elétricas dos sinais
- características mecâniças do conector
- características lógicas (pinagem do conector)
- características funcionais (função de cada sinal)
No Brasil. os modems devem atender ao Padrão Telebrás 225-540-730 de 1986.
baseado nas normas EIA-232C. CCITT V28 e CCITT V24.

6.1.1 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS


A cada pino do conector de interface corresponde um circuito e cada circuito é
composto de um lado gerador e outro carga. As características elétricas desses
circuitos devem 5<1tisfazer as relaçõcs abaixo:
IVOI < 25V
3KO < RL < 7KO
CL < 2500pF
dV/dt < 30V/~lS

Co = não especificado
Ro = não especificado

221
GERADOR CARGA
r------ --------- v --------------, I
Ro : I
I
I I
I I
I I
Vo col RL CL:
I I
I

_________ .JI
,
I
I
I
I

__________ JI

Fig. 6.3: Circuito de Interface EIA-232

Em palavras:
- A tensão em aberto do gerador (com a carga desconectada) não deve
exceder 25V positivos ou negativos.
- A resistência da carga deve estar na faixa de 3 a 7 Kohm.
- A capacitãncia da carga não deve exceder 2500 pF.
- A variação da voltagem na interface não deve ser mais rápida que 30V por s.
- A capacitância do gerador não é especificada mas deve ser tal que
condição anterior seja satisfeita.
- A resistência do gerador não é especificada mas em geral se utiliza de 50 a 30

Essas mesmas características 5<10 exigidas pela recomendação CClTT V28. Os


níveis especificados para os estados dos sinais são:
SINAL DE DADOS: "1 "= MARCA = -3 a -25V
"0"= ESPAÇO = +3 a +25V

SINAL DE CONTROLE: "0"= DESATIVADO = -3 a -25V = OFF


"1"= ATIVADO = +3 a +25V = ON

As transicõcs dos sinais de dados e sincronismo, de um estado para o outro,


devem ser menor que 1 ms e ~% do bit. Nos sinais de controle, as transiçõcs
devem ser menor que I ms. Os sinais de sincronismo devem ter as mesmas
características especificadas para o sinal de dados. Para esse parâmetro, a
CCITT apresenta uma pequena diferença quanto ao tempo de transição do sinal
de dados ou sincronismo: ela recomenda que tenha uma transição menor que 1
ms e 30/0 do bit.

222
6.1.2 DEFINIÇÃO DOS SINAIS
A norma EIA-232D tem uma denominação para cada sinal da interface. a
recomendação CCIIT V2.J tem outra. e. na prática. os sinais Seio conhecidos
por siglas mnemônicas. Todos os sinais têm seus níveis referenciados ao pino 7.
que corresponde a O volt. A tabela a seguir. apresenta os circuitos mais
comumente utilii'.(1dos. divididos em .J categorias:
- circuitos de dados
- circuitos de sincronismo
- circuitos de controle
- circuitos de teste

Categoria Pino V.2.J Sigla Descrição Origem


Dados 2 103 DTX Dados a transmitir ETD
3 IO.J DRX Dados recebidos modem
15 11.J TCK Sincronismo TX modem
Sincronismo 17 115 RCK Sincronismo RX modem
24 113 EXCLK Sincronismo TX ETD
externo
.J 105 RTS Pedido pra transmitir ETD
5 106 CTS Transmissão modem
autorizada
6 107 DSR Modem pronto modem
Controle 8 109 DCD Recebendo portadora modem
II 126 MOD Seleção do modo ETD
20 108 DTR Terminal pronto ETD
22 125 RING Recebendo chamada modem
23 111 VEL Seleção de velocidade ETD
21 140 LDR Enlace digital ~emolo ETD
Teste 18 141 LAL Enlace analógico local ETD
25 142 TST Modem em teste modem
- 7 102 Ov Referência de tensão -
223
6.1.2.1 CIRCUITOS DE DADOS

CTI03 - DTX - PINO.2

Dados a transmitir. Dados binários seriais gerados pelo ETD para serem
transmitidos. O DTE deve manter DTX = "1" quando não houver dados a
serem transmitidos. Os dados somente serão transmitidos se:
DTR =111"
DSR ="1$1
RTS =111 11

eTS = "1$1

CTI04 - DRX - PINO 3

Dados recebidos. Dados binários seriais recebidos pelo modem. O modem deve
manter DRX = "1" quando DCD = "O".

6.1.2.2 CIRCUITOS DE SINCRONISMO


O modem pode operar sua transmiss.io com três tipos de sincronismo: interno.
externo ou regenerado. No caso de operar com sincronismo interno. o modem
fornece o sinal TCK para o ETD enviar os dados. No caso de operar com
sincronismo externo. o modem utiliza o sinal TCKE vindo do ETD. Operando
com sincronismo regenerado. o modem utiliz,1 o sincronismo extraído da
recepção (RCK). para transmitir. fornccendo-o no pino 15 para o ETD.

CT114 - TCK - PINO 15

Sincronismo de transmiss.io. Gerado pelo modem no caso das transmissões


síncronas. O ETD deve fornecer os dados DTX de tal forma que as transições
negativas de TCK coincidam com o centro de cada bit. Esse sinal está sempre
presente na interface. independentemente do tipo de sincronismo utilizado.

CTI15 - RCK - PINO 17

Sincronismo de recepção. Gerado pelo modem no caso das transmissões


síncronas. este sinal deve ter suas transiçõcs negativas coincidentes com o
centro de cada bit de dado recebido (DRX). No caso do modem estar operando
sua transmissão com sincronismo regenerado. esse sinal também é enviado pelo
pino 15 para o ETD. .

224
CTl13 - TCKE - PINO 24

Sincronismo de transmissão externo. Gerado pelo ETD no caso das


transmissõcs síncronas. As transiçõcs negativas devem coincidir com o centro
de cada bit dos dados de transmissão (DTX). Este sinal. normalmente. está
sempre presente na interface.

6.1.2.3 CIRCUITOS DE CONTROLE

CTI05 - RTS - PINO 4

Pedido para transmitir. Em operação duplex, se RTS = "I", o modem transmite


dados e se RTS = "O". o modem não transmite dados. Em operação semiduplex.
quando o RTS passa de "O" para" I", o modem deve passar ao modo TX. Ao
completar a operação o modem deve responder com CTS = "I". indicando ao
ETD que pode transmitir os dados: quando RTS pasSe1 de "I" para "O". o
modem deve completar a transmisSt10 do último bit de dado até então
transferido pelo ETD e passar ao modo RX. Ao completar a operação o modem
deve responder com CTS = "O".
Notas:

1 - Quando RTS cai para "O", não deve retornar para "1" enquanto CTS ="1".
2 - É permitido ao ETD fazer RTS ="1" independente dos demais sinais
da interface.
3 - Quando RTS ="1", o modem deve estar com sua portadora na linha.
CTI06 - CTS - PINO 5

TransmisSt10 autorizada. Gerado pelo modem, indica que este está pronto para
transmitir dados. em resposta ao RTS = "1" do ETD. A condição CTS = "1" e
DSR = "1" é uma indicação de que o modem está transmitindo os dados
apresentados na interface. A condição CTS = "O" é uma condição para o ETD
não apresentar dados na interface. pois não serão transmitidos.

CTI07 - DSR- PINO 6

Modem pronto, em condição operacional. Gerado pelo modem. indica que este
está operacional. A condição DSR = "1" indica simultaneamente que:

- O modem está conectado à linha telefônica.


- O modem não está em teste (ativado local ou remotamente).
- O modem já completou qualquer eventual protocolo de linha, como por
exemplo: Procedimento de resposta automática (que inclui a geração
do tom de resposta) e procedimento de discagem automática.

225
CTI08 - DTR - PINO 20
Terminal pronto. em condição operacional. Gerado pelo ETD para indicar que
este está operacional e solicitar a conexão modem-linha. A condição OTR = "1 11
solicita ao modem sua conexão à linha. Quando o modem estiver no modo
resposta automática. o ETD pode estar com DTR = "1". aguardando a chamada.
A condição DTR = "0 11 solicita a desconexão modem-linha. Em linhas
comutadas, se OTR cair para "O", não deve voltar para "1" enquanto OSR
também não cair para "O".

CTI09 - DCD - PINO 8

Recebendo portadora. A condição OCO :;:: "I" indica que o modem está
recebendo portadora acima de um limiar de potência predeterminado. A
condição OCO = "0 11 indica que o modem não está recebendo portadora ou seu
nível está abaixo do limiar predeterminado. A condição OCO = "O" faz com que
os dados de recepção fiquem presos em marca (ORX = "I "). No caso dos
modem duplex com técnica de cancelamento de eco. como o V.32. V.32bis ou
V.34. o sinal OCO indica que há portadora somente após um determinado
ponto das seqüências de treinamento e apresentação. pois não há como o
modem diferenciar o sinal recebido do eco~ antes de ajustar seus circuitos de
detecção.

CT126 - MOD - PINO 11

Gerado pelo ETD. este circuito permite selecionar o modo de operação do


modem. quando aplicável:
MOD ="0" : modo origem
MOD ="1" : modo resposta

CT125 - RING - PINO 22

Gerado pelo modem, este circuito indica a presença de sinal de chamada na


linha quando RING=lIl". O modem deve, portanto~ reconhecer o sinal de
chamada utilizado pela central telelõnica, que é um sinal alternado em torno de
20 ou 30 Hz com tensão que pode chegar a 90 volts.

CTl1l - VEL - PINO 23

Gerado pelo ETO. este circuito permite selecionar a velocidade de operação do


modem. quando aplicável:
VEL ="O": velocidade mais baixa
VEL = "1": velocidade mais alta

226
6.1.2.4 CIRCUITOS DE TESTE

CT140 - LDR - PINO 21

Gerado pelo ETD, este sinal solicita ao modem local que envie um pedido de
enlace digital ao modem remoto quando LDR = "}". Naturalmente, este
comando só será atendido nos modems que possuírem a facilidade de enlace
digital remoto, e quando o tipo de conexão permitir. Por exemplo, um modem
V26 operando semiduplex a dois fios não consegue realizar esse teste.

CT141 - LAL - PINO 18

Gerado pelo ETD, este sinal solicita ao modem local que execute um enlace
analógico quando LAL = "I".

CT142 - TST - PINO 25

Gerado pelo modem. este sinal indica ao ETD se aquele está em alguma
condição de teste:

TST ="1": modem em teste


TST ="O": modem não está em teste

Além dos circuitos principais estudados, há outros circuitos que se referem a


um canal secundário opcional. A descrição de cada um desses circuitos é
similar ao seu correspondente e a tabela a seguir, apresenta todos os circuitos
com a denominações citadas na EIA-232D e na V.24. Apesar da EIA-232D ser
uma norma muito conhecida e aplicada, há algumas variações sobre o conector
utilizado e a função de certos pinos. Compatível com as recomendações V.24 e
V.28, há uma relação direta entre os seus circuitos. Ainda chamada de RS-232
(denominação antiga), ou simplesmente de RS, quase se tornou sinônimo de
"interface serial": muitas pessoas se referem à interface serial de seu
equipamento como a "RS" do equipamento. A norma especifica um conector
D8-25, de 25 pinos. mas há equipamentos que utilizam um conector de DB-9
de 9 pinos. A tabela a seguir, apresenta a pinagem normalmente encontrada nos
conectores de 9 pinos. para transmissões assíncronas.

227
DB-25 DB-9
Pino Sigla ElA-232 V.24 lkscriljão Orig.:m Pino Sinal
1 - - - blindag':l1l - I IXD
2 DTX BA 103 Dados a transmitir ETD 2 DRX
3 DR.'" BB 104 Dados r.:c.:bidos ECD 3 DTX
4 RTS CA 105 P.:dido pra transmitir ETD 4 DTR
5 CTS CB 106 Transmissão autorizada ECD 5 OV
6 DSR CC 107 Mod.:m pronto ECD 6 DSR
7 OV AB 102 Rd~...~ncia dI! t.:nsão - 7 RTS
8 DCD CF 109 Rec.:~ndo portadora ECD 8 CTS
9 +V - - Voltagl!m positiva ECD 9 RING
10 -v - - Voltag~11l n~gativa ECI>
11 MOD ohs I 126 Sdl!ljão d.: modo ETD
12 SDCD SC F/C I 122 DCD s.:cund:irio ECD
13 SCTS SCB 121 CTS S4.'ClIndário ECD
14 SI>TX SBA 118 DTX Sl!cuniliirio ETI>
15 TCK DB 114 Clock d.: transmissão ECI>
16 SDRX SOB 119 DRX Sl:cund:irio ECI>
17 RCK DD 115 Clock dI! r.:ccpção ECD
18 LAL LI. 141 En1ac\! analógico local ETD
19 SRTS SCA 120 RTS Sl!cllndário ETI>
20 DTR CD 108 Temtinal pronto ETD
21 LDR RUCG 140 Enlac.: digital remoto ETD
22 RING CE 125 Recebendo chamada ECD
23 SVEL CII/CI 111 Sd':ljão de velocidade ETD
24 EXCLK DA 113 Sin"...onismo TX e:\1emo ETD
25 TST T~I 142 Mod~n em t,,'Sh! ECD

Notas:
1 - O pino 11 não tem sinal definido na EIA-232D.
2 - O pino 12 pode também ser utilizado para seleção de velocidade,
com origem no modem.
3 - O pino 21 na EIA-232D pode ser atribuido a um sinal de
qualidade da recepção (CG), originado no modem. Na condição
ON, indica que não há motivo para esperar um erro na recepção,
mas na condição OFF, indica que há alta probabilidade de erros.
A norma não recomenda mais o uso desse pino como sinal de
qualidade.
4 - Para equipamentos que utilizam o pino 12 como SCF, devem
utilizar o pino 23 para o sinal CI.

228
6.1.3 CARACTERÍSTICAS MECÂNICAS
A norma EIA-232D cspeci fl ca um cancelar dc 25 pinos, dc rorma quc a rêmca
'fIquc do lado do modcm c o macho do lado do ETD. Um cabo dcvc liga r os dois
conectares, cujo compri mento máximo não é especificado. mas deve ser tal que
as caracicristicas elétricas, mencionadas anteriormente, sejam mantidas. A
recomendação CCITr V28 não contém as CM3ctcrísticas mecânicas da
inlcrracc. mas ra z rdc rência :i norma ISO-2 I 10-1980 publicada pela
Organização Intcrnaciolléll de NormalizélçõcS ("I ntcrnat ional Standards
Orgalli:t.at ion"). que especifica um conCClar de 25 pinos exatamente iguéll ao da
EIA-232D.
o Padrão Tclcbrils 225-540-730 dc 1986 tnlllbém indica o cancelar cilada na
norma ISO, que você pode \'c r na figura abaixo.
39,09
3884

~
r'b ~ ~ ~ ~ 8 Ó S ~ '8 g ~ g
$ ~.~ ~ g~ ~ ~ ~ ~~~'_ i~
$ ° 11
:-::f

-~ MACHO ( no ET O)

R 2,62 38,51
2,46 38,25

FÊMEA (00 MODEM)

Fig. 6.4: Cancelar EIA232-C

6.1.4 PROTOCOLO DE INTERFACE


Agora que ,"ocê está familiarizado com os circuitos presentes em uma interface
EIA-232D. detalharei eomo eles se relacionmll, ou seja. \'ou fa lar do protocolo.
entre ETD e modem, a ser cumprido em uma interface que segue a EIA-232D .
A EIA-232D é a interface serial mais conhecida e a funcionalidade de seus
circuitos é encontrada em outras normas. Na turalmente. algumas norma s
possuem circuitos especia is, mas me estenderia demais se me propusesse a
descrevê-los. A fi gura 6.5 ilustra a descrição que será feita a segui r. Va mos
descrever o protocolo básico de controle. ali seja. aquele necessíÍrio em qualquer
tipo de linha. No caso da linha comu tada. há outras particularidades.
229
principalmente quando se trata de operação com discagem ou resposta
automáticas.
Inicialmente. deve-se ter DTR = "I" e OSR = "I", condiçõcs que indicam a
operacionalidade do ETD e do modem. O ciclo se inicia quando o ETO (TX)
levanta o RTS. solicitando uma transmiS5<10. Nesse instante, o modem coloca a
portadora na linha (no caso de portadora chaveada). Se o modem estiver
operando com portadora constante. esta já estará sendo transmitida pela linha.
Após um tempo chamado de "retardo RTS-CTS", o modem levanta o CTS,
indicando ao ETO que pode iniciar a transmis5<10 de seus dados. Ourante o
retardo RTS-CTS, o modem transmite o que se chama de "seqüência de
treinamento". ES5<1 seqüência permite que o modem remoto ajuste seus circuitos
antes que cheguem os dados do ETO. Nos modems mais simples, como aqueles
tipo FSK. esta seqüência é simplesmente a freqüência de marca. Nos modems
mais complexos. como os tipo V27, V29, V32bis, V34, esta seqüência é
composta de vários segmentos diferentes, onde cada um tem uma funÇ<10
específica.
Com CTS = "I" o ETO transmite seus dados(DTX) e ao terminar ele abaixa o
RTS.
No modem remoto, que está incumbido de receber (RX), o ciclo se inicia com a
chegada da seqüência de treinamento (às vezes se diz simplesmente chegada da
portadora). Ao detectar sinal na linha (portadora), o modem remoto levanta o
sinal OCO para informar ao ETO remoto que este vai começar a receber dados.
Existe sempre um pequeno retardo entre a presença de sinal na linha e a
ativação do sinal OCO (indicado como ti na figura). Logo que chega a
portadora (provocando OCO = "1"), o modem remoto inicia seu ajuste. que
basicamente é composto das seguintes tarefas:
Ajuste do AGC: . Posicionar o ganho do circuito de AGe no
valor adequado ao sinal recebido.
Ajuste do PLL: Posicionar o rastreamento do circuito PLL
em cima do sincronismo extrafdo do sinal
recebido.
Ajuste do equalizador: Calcular os coeficientes iniciais do equalizador
adaptativo.
Ajuste do desrandomizador: Inicializar o circuito do desrandomizador.

Efetivamente. após esse tempo (aproximadamente igual ao retardo RTS-C.·S),


o ETO remoto começa a receber os dados.
Finalmente. quando o sinal é retirado da linha. o modem remoto derruba seu
OCO, após um pequeno retardo, indicado na figura como "t2".
A parte inferior da figura mostra o que acontece em uma transmissão
semiduplex: os modems "1" e "2" transmitem um a C<1da vez, alternadamente.

230
Numa operação semiduplex. é desejá\'el que o retardo RTS-CTS seja o menor
possível nos dois modems. pois este tempo não é utilizado para transferir dados.

RTS

PORTADORA ---I'lln'll'Ulnnll
TX
CTS

OTX

t1

OCO
RX
{ DRX

MO~EM
RTS
/
~~-------I ---------- ~I------~ ___
{ CTS

RTS
MO~EM
________________r-l___________________
{ CTS

TRANSMISSAO SEMI - DUPLEX

Fig. 6.5: Protocolo da interface EIA-232

231
6.1.4.1 RETARDO RTS-CTS
Durante esse tempo. o modem transmite uma seqüência de treinamento, como
já disse. que depende da recomendação que ele segue. A tabela abaixo, resume
todos os retardos RTS-CTS para cada tipo de modem, com a respectiva
seqüência de treinamento.

Recomendação RTS-CTS Seqüência de Notas


CCITT [ms) treinamento
V.21 35 ± 15 marca linha privativa
700 ± 300 marca linha comutada
V.22 <2 marca porto constante
242.5 ± 32,5 marca randomizada porto chaveada
V.22bis < 3.5 marca porto constante
V.23 30 ± 10 marca
237.5 ± 37.5 marca
V.26 35 ± 10 marca (11)
82,5 ± 17,5 marca (11)
V.27 20 ± 3 fig.4.69.a linha privativa
50 ± 20
V.27bis 50 fig.6.6.b 4.800 bps
708 fig.6.6.c 4.800 bps
67 fig.6.6.d 2.400 bps
944 fig.6.6.e 2.400 bps
V.29 15 ± 5 porto constante
253.5 ± 0.5 fig.6.6.g port.chaveada 4
fios
V.32 <2 porto constante
V.32bis <2 porto constant~

V.34 <2 porto constante

Os modems comercialmente disponh'eis no mercado, normalmente oferecem


retardos RTS-CTS adicionais. Esses retardos às vezes Sc10 nescessários pois o
ETD precisa de um tempo mínimo de retardo após levantar o seu RTS.

232
Os no\'os modcms duplcx a dois fios. dcpois dc cstabelcccr a chamada. ficam na
condição dc portadora constantc c o CTS deve seguir o RTS. tanto dc ON para
OFF quanto de OFF para ON. dcntro de 2 ms. Quando esses modems estão
operando com dados assíncronos e controle de fluxo por hardware~ o sinal CTS
çai quando o modem qucr indicar quc scu bufTcr cstá chcio c o ETD dc,·c parar
dc cnviar dados. ou sobe quando o bufTcr já csvaziou c o ETD podc continuar
enviando scus dados.
9±1 CRI.fa"t. do RTS-CTSI
r
l, ~
"'
Defasagens "f"
0 V27
de 1800 Randomlzado

8,15 36,25
I , 5

0 V27 bis
4800bps
50ms
-1 OefQllQgll\S
delSOO

5t,25
Símbolos (2)
randcmizados

671,25
I. ~~~ 5
r I I' I

-1~1 I~~
Simbolos(2)
0 V27bis
4800bps
randomizados
707/5ms
I-
n, 48,3 6,7

S(mbolos(2)
0 V27bis
2400bps
randomizados
66.7ms
41,7 895 6,7
I'
Sí~los(2)
0 V27bis
2400bps randomlzados
943,4ms

I
192,5±7,5
122,5±2f, idem V27bls
1
0 V27ter
com prato eco --1
I
1800Hz

20
H 53,3 160 20
~
0 V29
253,3ms
l
I
SILÊNCIO Srmbolos (2) Srmbolos (2)
alternados randomizado$ randomizado
11,"
f--

Fig. 6.6: Scqüências de treinamcnto

6.2 INTERFACE V.35


A recomendação V.35 espccifica um modcm para operar a 48 kbps usando o
espectro de grupo. quc vai dc 60 a 108 kHz. Essa recomendação cstá obsolcta c foi
publicada pela última vcz no li,·ro ,·crmclho do CCITI. cm 1985. O livro azul.
publicado cm 1989. j<i não tcm mais a V.35. apenas diz quc dcvc scr substituída
pela V.36. O apêndicc 11 da V.35 cspecifica ti intcrfacc serial para cssc modcm.
Apesar da V.35 não ser uma cspecificação de interfacc. ainda hoje é conhccida
233
dessa forma, e continua muito utilizada em vários equipamentos, como modems de
alta \'elocidade. bridges~ roteadores. dentre outros. Os circuitos para dados e
sincronismo devem ser balanceados mas os circuitos de controle &10
desbalanceados e devem seguir as especifieaçõcs elétricas da recomendação V.28.
A V.35 utiliza um conector de 34 pinos. especificado pela norma ISO 2593 e
conhecido como conecto r M3-t A tabela abaixo. mostra os sinais da V.35, com as
suas especificaçõcs - a coluna da esquerda mostra o nome do pino no conector
M34. O cabo para interligar interfaces V.35 deve ser formado de pares trançados
com impcdância característica entre 80 e 120 n. Como a interface V.35, nos
equipamentos. utiliza um conector fCmea. o cabo de interligação possui dois
conectores M34 macho.

Pino Sigla V.35 Descrição Esp. Origem


Elétrica
B Ov 102 Referência de tensão V.28 -
P DTX-A 103 Dados a transmitir V.35 ETD
S DTX-B
R DRX-A 104 Dados recebidos V.35 modem
T ORX-B
C RTS 105 Pedido pra transmitir V.28 ETO
D CTS 106 Transmissão V.28 modem
autorizada
E DSR 107 Modem pronto V.28 modem
F OCD 109 Recebendo portadora V.28 modem
y TCK-A 11-1 Sincronismo TX V.35 modem
AA TCK-B
V RCK-A 115 Sincronismo RX V.35 modem
X RCK-B
U EXCLK-A Sincronismo TX ETD
externo
W EXCLK-B
J RING Recebendo chamada modem
NN TST Teste modem
LL LAL Enlace de teste ETD

Os circuitos EXCLK. RING. TST e LAL não são especificados na recomendação


V.35 mas são utilizados. nesses pinos. por diversos fabricantes.

234
CIRCUITO GERADOR PARA DADOS E SINCRONISMO

Os circuitos geradores de dados e sincronismo são balanceados e possuem dois


terminais: A e B. De\'em possuir impedância entre 50 e 150n . Devem possuir
uma resistência, quando curto-circuitados. para o pino de referência de
voltagem (102). de 150 ± 150. A voltagem entre os dois pinos de um circuito.
quando terminado por uma carga resistiva de 100 n. deve ser 0,55 volt + 20%.
Para transmitir" I". o terminal A fica positivo em relação ao terminal B. Para
transmitir "O". o terminal A fica negativo em relação ao terminal B. O tempo de
subida entre os pontos de 10% e 90% de qualquer transição do sinal. quando
terminado com 100 n. de\'e ser menor que I% da duração nominal de um bit
ou ~O ns, o que for maior. A média aritmética da voltagem para cada terminal
(A e B). com relação ao circuito 102. não deve exceder 0.66 volt. quando estÍ\'er
terminado com 100 n.

CIRCUITO CARGA PARA DADOS E SINCRONISMO

A impedância de cntrada dc\'c scr lOO ± 10 n. rcsistiva. Del'cm possuir uma


resistência. quando curto-circuitados. para o pino de rcferência de voltagem
(102). de 150 ± 15!l

6.3 INTERFACE V.36


Recomcndação CCITI que substitui a V.35. Especifica um modem para operar nas
\'elocidadcs de ~8. 56. 6-1- e 72 kbps usando o espectro de grupo que \'ai de 60 a 108
kHz. Essa recomendação. da mesma forma que a V.35. especifica os circuitos de
interface do modem. Dados. sincronismo e alguns sinais de controle devcm seguir
a V.II. Os dcmais circuitos de controle dC\'cm scguir a V.IO. O conecto r
recomendado é o DB-37. de 37 pinos. especificado na norma ISO 4902. Como cssa
especificação cquivale a EIA-4~9. a tabela a seguir. possui duas colunas para
indicar o nome do sinal nas duas normas.

Pino Sigla V.36 EIA~~9 Descrição Esp. Elétrica Origem


19 O\' 102 SG Referência comum - -
37 O\' 102a SC Rcferência do ETD - -
20 Ov 102b RC Referência do - -
modem
~ DTX-A 103 SD Dados a transmitir V.II ETD
22 DTX-B
6 DRX-A 1O~ RD Dados rcccbidos V.II modem
2~ DRX-B

235
Pino Sigla V.36 EIA-I-I9 Descrição Esp. Elétrica Origem
7 RTS 105 RS Pedido pra V.l1 ETD
transmitir
25
9 CTS 106 CS Transmissão V.l1 modem
autoril. ada
27
11 DSR 107 DM Modo dados V.II modem
29
13 DCD 109 RR Recebendo portadora V.II modem
31
5 TCK-A 11-1 ST Sincronismo TX V.l1 modem
23 TCK-B
8 RCK-A 115 RT Sincronismo RX V.II modem
26 RCK-B
17 EXCLK-A 113 TI Sincronismo TX V.II ETD
externo
35 EXCLK-B
15 RING IC Recebendo chamada V.IO modem
18 TST 1-12 TM Modem em teste V.1O modem
10 LAL 1-1 I LL Enlace de teste local V.IO ETD
1-1 LDR 1-10 RL Enlace de teste V.IO ETD
remoto

6.4 INTERFACE V.IO


A recomendação V.I O especifica apenas as características elétricas dos circuitos da
interf.'lce. que são desbalanceados. Deve ser utilizada em conjunto com alguma
especificação mecânica para o conector. pois ela apenas diz que o conector depende
da aplicação. mas cita o de 37 pinos da ISO--I902. Projetada para transferir dados
síncronos até 100 kbps. A velocidade máxima fica limitada ao comprimento do
cabo. que pode ir de 10 melros a I km. conforme figura abaixo. Essa norma é
equivalente a EIA--I23A.

236
Cabo Im I
"'-r-- V.10

100n
i'
100 '--
i' ,~
velo cidade
1O
0,1 10 100 Ikbpsl

Fig. 6.7: Cabo de interface V.IO

6.5 INTERFACE V.II


Projetada para transferir dados síncronos até 10 Mbps. O conector depende da
aplicação. Menciona que a ISO .J902 especifica um conector de 37 pinos para
interface com a companhia teleCõnica e que a ISO 4903 especifica um conector de
15 pinos para interface entre outros equipamentos ETD. Da mesma forma que a
V.IO. deve ser utilizc1da com especificações complementares. A "elocidade máxima
fica limitada ao comprimento do cabo. que pode ir de 10 metros a I km. conforme
figura abaixo. A recomendação V. II especifica duas curvas para comprimento de
cabo: a curva I supõe que o circuito receptor possui uma impedância de entrada
casada com a impedância característica do cabo. que deve ser entre 100 e 150n. A
V.II recomenda receptores casados para velocidades acima de 200 kbps.

Cabo Iml V.l1

1:::cas ado
1000 2:::não casado

~~ I)~
100
~~ ~,
~
velo CIdade
10
1 10 100 lOCO) Ikbpsl

Fig. 6.8: Cabo de interfilce V.II

6.6 INTERFACE V.24


Define os circuitos de interconexão de uma interfc1ce entre ETD e ECD. somente
sob o aspecto funcional. Cita dois conectores: IS02120 (25 pinos) e ISO.J902 (37
pinos). Essa recomendação equivale à parte funcional da EIA-232D. Às "ezes um
equipamento implementa em sua interface as funções da V.2.J mas possui um
237
conector diferente do DB-25. Por exemplo. há equipamentos assíncronos, como
multiplexadores e servidores de terminais para rede local. que utilizam o conector
RJ--I5 em conjunto com as especificaçõcs V.2-1 e V.28. em suas interfaces. Quando
o equipamento possui muitas interfaces assíncronas. o conector RJ45 é uma boa
escolha pois é pequeno. barato e fácil de instalar.

6.7 INTERFACE V.28


Define as características elétricas de uma interface desbalanceada para operar até
20.000 bps. Menciona o conector de 25 pinos especificado na ISO 2110. Refira-se à
EIA-232D - ela é equivalente à V.28 no aspecto elétrico.

6.8 INTERFACE X.21


Especifica uma interface entre ETD e ECD. para operação síncrona na rede pública
de telefonia. Define as características fisicas da interf&1ce e os procedimentos de
chamada. conexão e desconexão em uma rede comutada. As características
elétricas são da V.II. Do lado DCE. os circuitos carga devem ser sem terminação.
mas do lado ETD podem ser com ou sem terminação. O conector utili7.(1do é um
DB-15. conforme norma IS0-4903.

Pino Sigla X.21 Descrição Esp. Elétrica Origem


1 GND G Blindagem - -
8 ()\" Ga Referência de tensão - -
2 DTX-A T Dados a transmitir V.II ETD
9 DTX-B
-I DRX-A R Dados recebidos V.II modem
II DRX-B
3 RTS C Pedido pra transmitir V.II ETD
10

5 DCD I Portadora presente V.II modem


12
6 RCK-A S Sincronismo RxrrX V.II modem
13 RCK-B
7 EXCLK-A X Sincronismo TX externo V.1I ETD
1-1 EXCLK-B
238
6.9 INTERFACE EIA-422A
Define as especificaçõcs elétricas de circuitos de inter&1ce balanceados~ que são
normalmente implementados com circuitos integrados. Essa norma foi escrita
levando em consideração os trabalhos da ISO e CCITI. É totalmente compatível a
V.l'I. Um circuito completo de interface é composto de um gerador. um cabo e urna
carga. Os parâmetros especificados na EIA-422 são tais que seus circuitos
balanceados podem operar com os circuitos desbalanceados especificados na norma
EIA-423. Aceita cabo até 60 m para transferências de dados a 2 Mbps. O gráfico
abaixo, mostra a performance da EIA-422 em função do comprimento do cabo.
constituído por pares trançados 24 A WG. A título de comparação~ o gráfico
também mostra a performance da EIA-232.

Cabo Im)

15" 1\velocidade
10~~~~tlti~~~~±tt~~~
10 100 1000 10c00 Ikbpsl

Fig. 6.9: Cabo de interface EIA-422A

Gerador
lJ.-~c~"b!.!!n--ll--",c=ar"",,9a,--­
~----~,.--..I . . . . . . . . .
-[F1hv c
I ~os
RI
~----------T~e"~IlI~-
n
nação
1 ..>- Ov '''o v

'Ov

Fig. 6.10: Circuitos da interface EIA-422A

ESPECIFICAÇÕES ELÉTRICAS DO GERADOR:


- Impedância de saída: Zo s 100 n
- Tensão de saída com circuito aberto: IVol s 6,0 V
- Tensão de saída com carga resistiva de 100 : Vc 2,0 V e Vc 0,5. Vo
- Tensão de offset: IV05 1 s 3, O V
- Corrente de curto: Ilsa l s 150 mA, Ilsbl s 150 mA

239
ESPECIFICAÇÕES ELÉTRICAS DA CARGA:
- Alta impedância de entrada: li ~ 4000 Q

- Tensão de entrada: 200 mV S IVil s 6,0 V

6.10 INTERFACE EIA-423A


Define as especificações elétricas de circuitos desbalanceados e é compatível com a
V.IO. O comprimento do cabo é especificado no mesmo gráfico da V.IO. Outro
gráfico limita o tempo de subida do sinal digital na interface, em função da
"elocidade e do comprimento do cabo. Este gráfico foi baseado em um cabo AWG
2-k com impedância de 50 n e capacitância de 52.5 pF/m. Pode-se determinar o
comprimento do cabo em função de um tempo de subida linear ou exponencial. Por
exemplo. para um tempo de subida linear igual a 10 J.ls. o cabo de,·e. ter no
máximo. 300 metros e a velocidade na interface pode ir até 24 kbps.

Cabo Iml vt[bps]


~~~~~~~~nr~
ElA-423

cabo
(linear)

cabo
(expon)

Fig. 6.11: Cabo da interface EIA--l23

6.11 INTERFACE EIA-449


Define as especificações mecânicas da interface. especificando dois conectores: um
principal com 37 e um secundcírio com 9 pinos. Pode ter circuitos balanceados e
desbalanceados. e as especificações elétricas devem seguir as normas EIA-422A e
EIA-423A. A norma define circuitos categoria I e categoria 11. Para aplicações em
que a velocidade é igualou menor que 20000 bps. os circuitos catcgoria I podem
ser balanccados sem terminação (EIA-422A) ou dcsbalanccados (EIA-423A). Para
aplicações onde a velocidade é maior quc 20()OO bps. todos os circuitos categoria I
devcm ser balanceados (EIA-..J22A). O uso da tcrmninação Rt é opcional. Em todas
as aplicaçõcs. os circuitos eatcgoria 11 devcm utilizar circuitos desbalanccados. Há
dois referenciais de tens.10 especHicados: "RC". se o sinal sai de um ECO e "SC" se
o sinal sai de um ETO. ou seja. os geradores devcm se referenciar a "RC" se forem
ECO e a "SC" se forem ETD~ os receptorcs devem se referenciar a "SC" se forem
ECD e a. "RC" se forem ETD.
240
Pino Sigla V.36 EIA449 Descrição Categoria Origem
1 SIIIELD Shicld Blindagem - -
19 Ov 102 SG Rclerência comum - -
37 Ov 10241 SC Referência do ETD - -
20 Ov 102b RC Rclerência do modem - -
4 DTX 103 SI) Dados a transmitir I ETD
- 22
6 DRX 1O-t RD Dados recebidos I modem
- 24
7 RTS 105 RS Pedido pra transmitir I ETD
25
9 CTS 106 CS Transmis~10 autorizada I modem
27
12 DTR 108 TR Tenninal pronto I modem
30
11 DSR 107 DM Modo dados I modem
29
13 DeD 109 RR Recebendo portadora I modem
31
5 TCK 114 ST Sincronismo TX I modem
23
8 RCK 115 RT Sincronismo RX I modem
26
17 EXCLK 113 TI' Sincronismo TX extemo I ETD
- 35
15 RING 125 IC Recebendo chamada 11 modem
18 TST 142 TM Modem em teste 11 modem
10 tAL 141 LI. Enlace de teste local 11 ETD
14 LDR 140 RI. Enlace de teste remoto 11 . ETD
2 SI Indicador de velocidude 11 modem
16 SF/SR Seleção rre"l. ou velocidade 11 ETD
28 IS Tenninal em serviço 11 ETD
32 SS LJtilizur cunal reservu 11 ETD
33 SQ Quulidade do sinal 11 modem
34 NS Preparar para novo sinal 11 ETD
36 SB Indicador de cmtal reserva 11 modem

241
6.12 INTERFACE EIA-530A
Especifica uma interface entre modem e ETD, para operar até 2.1 Mbps. com
conecto r OB25. A norma também especifica um conector alternativo. com 26
pinos, de menores dimensõcs que o DB25. chamado de AIt.A. Se esse conector
menor for utilizado. a norma deve ser chamada de "EIA-530A-AIl.A". A pinagem
dos dois conectores é a mesma - o pino 26 do conector menor não tem nenhum
sinal alocado.
Duas categorias de circuitos &10 definidas, como na EIA-449: I e 11. Os circuitos
categoria I devem ser balanceados e seguir a EIA~22A. Cada circuito balanceado
utilize1 dois pinos: A e B. relacionados na tabela nessa ordem. de cima para baixo -
os dois pinos correspondentes no cabo devem entrar em um par trançado. Os
circuitos categoria 11 devem ser desbalanceados e seguir a EIA~23A - cada circuito
utiliza um pino e tem a tensão referenciada ao pino AB.

Pino Sigla EIA530 ccrrr Descrição Cale~oria Origem


I SHIELD Shield Blindagem - -
7 Ov AB 102A Referência comum - -
23 OV AC 102B Referência comum - -
2 DTX BA 103 Dados a transmitir I ETD
14
3 DRX BB 104 Dados recebidos I modem
16
4 RTS CAlCJ 105/133 Pedido pra transmitir I ETO
19
5 CTS CB 106 Transmis&10 autorize1da I modem
13
20 OTR CO 108 Terminal pronto 11 modem
6 DSR CC 107 Modo dados 11 modem
8 OCO CF 109 Recebendo portadora I modem
10
12 TCK OB 114 Sincronismo TX I modem
t---:-
I'
9 RCK 00 115 Sincronismo RX I modem
~
II ~XCLK DA 113 Sincronismo TX externo I ETD
~
24
22 RING CE 125 Recebendo chamada 11 modem
25 TST TM 142 Modem em teste 11 modem
18 LAL LL 141 Enlace de teste local 11 ETO
21 LDR RL 140 Enlace de teste remoto 11 ETD

242
6.13 INTERFACE EIA-562
Essa norma especifica as características elétricas dos circuitos de uma interface
digital desbalanceada. para interligar ECO e ETO ou quaisquer outros dois
equipamentos. entre os quais se deseja transferir dados digitais seriais a
velocidades até 6~ kbps.
Vamos encontrar essa especificação em modems que possuem compressão de
dados. pois a velocidade. na interface pode chegar 6~ kbps ou até mesmo a 115.2
kbps.
A interface consiste de um circuito gerador ligado, por meio de um cabo. a um
circuito carga. É intenção dessa norma. fazer seus circuitos operarem com seus
respectivos pares. definidos nas normas EIA-2320 e CCITT V.28. sendo que nesse
caso. a velocidade fica limitada a 20 kbps. naturalmente devido a especificaçõcs da
EIA-2320.
Para temporização e controle. o sinal na interface deve ser:
ON se V1 > + 3,3 V

OFFseV 1 <-3,3V

Para qualquer sinal na interface, com circuito aberto. IV lI < 13.2 V. No caso de um
curto-circuito na Sc1ída do gerador. a corrente deve ser menor que 60 mA. A
impedância do gerador. com os circuitos desligados da alimentação. de,'e ser maior
que 300n.
A resistência de entrada do circuito carga de\'e estar entre 3 e 7 k!l e é desej~í\'el
que a capacitância de entrada. incluindo conector e placa de circuito impresso, seja
menor que 100 pF. O circuito carga de\'e suportar uma ten5<10 IV21 !5; 25 volt. A
variação de ,'oltagem na intert1ce. dV I/dI. deve estar entre 2,13 e 30 V/~lS para
velocidades até 20 kbps. e entre 3.1 ~ e 30 V/~s se a velocidade estiver entre 20
kbps e 64 kbl?s.
É desejado que a resistência de cada condutor do cabo que liga o gerador ao
receptor (carga) seja menor que 25 n.
A capacitância do cabo é a soma das capacitâncias mútua e aquela entre o condutor
e a blindagem:
onde Cb = 2'C m ;cabo blindado

Cb = O,S'C m ;cabo não blindado

Para garantir operação confiá\·el. a capacitância total na interface deve ser menor
que 2500 pF para ,'elocidades até 20 kbps e menor que 1000 pF para velocidades
entre 20 e 6~ kbps.

243
Por exemplo. para que a interface opere a 6~ kbps~ o cabo deve ler uma
capacitância menor que 800 pF. pois gerador e carga podem ler até 100 pF cada. Se
o cabo é blindado e possui uma capacitância mútua de 60 pF/m. então o
comprimento deve ser menor que ~,4 metros. Se o cabo não for blindado. pode ter
um comprimento de 8,9 metros.

Cabo
Gerador

I' Rc 'I
IV1 CC jV2
Rc

Ov Ov

Fig. 6.12: Circuito de interface EIA-562

6.14 INTERFACE HSSI


Projetada para ser utilizada em conexõcs da hierarquia americana DS3 (~~.736
Mbps) com outros serviços de alta velocidade. a interface HSSI. "High Speed Serial
Interface". pode operar até 52 Mbps. Utiliza um conector de 50 pinos, similar ao da
interface paralela SCSI-lI ("Small Computer Systems Interface").

Pinos Sigla HSSI Descrição Origem


1. 26 Ov SG Referência de tensão -
2.27 RCK RT Sincronismo RX modem
3.2.8 DSR CA Modem disponível modem
~.29 DRX RD Dados recebidos modem
5.30 LC Circuito de enlace C modem
6.31 TCK ST Sincronismo TX modem
7.32 O,' SG Referência de tensão -
8.33 DTR TA ETD disponível ETD
9.3~ EXCLK TI Sincronismo TX externo ETD
10.35 LA Circuito de enlace A ETD
11.36 DTX SD Dados a transmitir ETD
12.37 LB Circuito de enlace B ETD
13.38 OV SG Referência de tensão -
1~-18.3943 Auxiliar do ETD ETD
19A~ Ov SG Referência de tensão -
2()-2~A549 Auxiliar do modem modem
25.50 OV SG Referência de tensão -
244
6.15 INTERFACE G.703
A recomendação CCITT G.703 especifica uma
Vdocidadl! Toll!rànda
interfc1ce serial de alta "elocidade para
Ikbps] (ppm]
interconectar os . equipamentos
multiplexadores hierárquicos das série T e E, DSO 64 ± 100
utilizados nas redes digitalizadas para TI 1.544 ±50
telefonia. partindo do PCM. Atualmente,
outros equipamentos de transmissão estão '1'2 6.312 ±30
utilizc1ndo a interface G.703. como por '1'3 44.736 ±20
exemplo modems banda base de 6.1 kbps e
'1'4 274.176 ± 15
modems banda base HDSL nas ,'elocidades TI
e E I. Há uma especificação para cada EI 2.048 ±50
,'e1ocidade das duas séries hierárquicas, como E2 8.448 ±30
você pode ver na próxima tabela. Os códigos
de linha utiliz,1dos variam conforme a E3 34.368 ±20
,'elocidade, por exemplo, para T I o código E4 139.264 ± 15
pode ser AMI ou B8ZS. para T2 pode ser
B6ZS ou B8ZS. para T3 é B3ZS. de EI a E3 é HDB3, E4 é CMI. Duas saídas
diferentes 5.10 possh'eis: cabo coaxial de 75 n ou par trançado de 110 n. No caso
de coaxial. dois cabos interligam os equipamentos: um de transmissão e outro de
recepção e. no caso de par trançado, um cabo com dois pares interliga os
equipamentos. O sinal de sincronismo de"e ser extraído pelo equipamento que
recebe o fluxo de dados. ou seja. o sincronismo é co-direcional. Na velocidade de
6.1 kbps. há duas outras alternati,'as de sincronismo: contradirecional. onde um dos
dois quipamentos controla todo o sincronismo e centralizado. onde todos os
sincronismos ,'êm de uma fonte externa aos dois equipamentos.

6.16 RESPOSTA AUTOMÁTICA


Alguns modems possuem a facilidade dc resposta automática, ou scja, eles atendem
automaticamente a uma chamada teleiõnica sem a intervcnção de operador.
Naturalmente, esta facilidade somentc será encontrada em modems quc operem em
linhas comutadas, portanto. modems banda-base não possucm tal facilidade.
Atualmente. os modems mais \'endidos são os V.32bis e praticamente todos
possuem eS5.1 facilidade. Aliás, os modems que operam duplex em linhas
comutadas. de uma forma geral. possuem resposta automática.
É o CélSO dos sistemas cujo acesso é fcito pela rede teleiõnica pública comutada.
como por exemplo a RENPAC. o Videotexto. as BBS e sistemas de atendimento
bancário. que possuem modems com resposta automática.
O procedimento de conexão para quem deseja ter acesso a um sistema desse tipo é
bem simples: antes de mais nada. o operador deve dispor de um modem compatível
com aquelc utilizado pelo sistema a que deseja ter acesso. O Videotexto opera com
modems do tipo V23 no modo 75/1.200 bps. e. nesse caso. o opcrador devc possuir
245
um modem V23 que opere no modo 1.200/75 bps. A Renpac oferece acessos em
V21 (300/300). V22 (1.200/1.200) e V23 (1.200/75). As BBS normalmente
oferecem acesso V.32bis. Em geral. todos os sistemas tendem a migrar para o
V.3 ..... ou pelo menos para o V.32bis.
O modem deve dispor de uma chave no painel frontal que permita escolher a
ocupação da linha entre "voz" (telefone) ou "dados" (modem). se a comutação for
manual, mas em geral isso será feito automatiC<1mente pelo programa de
comunicação. No caso de usar a comutação manual, inicialmente, posicione a
chave do modem em "voz" e disque o número telelõnico de acesso ao sistema. O
modem do sistema, no outro extremo, que está equipado com a facilidade de
resposta automática. ao receber o sinal de chamada da central, atende. Ao ouvir,
logo após o atendimento, um sinal agudo de 2100 Hz, emitido pelo modem do
sistema. que é o tom de resposta automática. mude a chal'e para a posição "dados".
Este tom. como você já sabe. serve também para desabilitar eventuais supressores
de eco instalados no trecho de linha utilizado. O tom de resposta dura cerca de 3
segundos, mas antes disso o operador deve passar a chave do seu modem para
"dados". A partir deste instante. a comunicação de dados pode ser iniciada.
Agora que você está com esta vis.'io do procedimento. gostaria de analisar com mais
detalhes como ele é processado pelo modem que atende à chamada.
Ao modem que atende à chamacL1 chamarei "modem resposta" e ao modem do
operador que originou a chamada chamarei "modem origem".

6.16.1 MODEM RESPOSTA


O modem resposta del'e estar corretamente posicionado para atender a uma
eventual chamada. A chamada somente será atendida se o ETD fornecer DTR =
"I". Normalmente. o ETD já deixa posicionado seu sinal DTR = "I". No Brasil.
a norma que aborda este assunto é aquela citada na bibliografia como (8). No
caso do modem estar operando sob o protocolo AT (Hayes). o registro SO deve
ter um valor igualou maior que I. Quando o registro SO está com o valor zero.
significa que a resposta automática do modem está desabilitada. O registro SO
de\'e conter o número de rings que o modem deve esperar antes de atender à
chamada.
A figura seguinte ilustra o sinal de linha durante o processo da resposta
émtomática. bem como o estado dos sinais de interfhce nos modems origem e
resposta.

246
LINHA---~

2.

~
~
{:: --';-1-+------4
RTS ---~--~------~~-------
M CTS _ _ _....:._......-+-______~-..J

:~ {RING
DTR

~T OSR -------+------'
A OCO - - - -_ _-+-_ _ _ _ +_~

RETARDO OCO
INSTANTE
00
ATENOCMEHTO

Fig. 6.13: Temporizaçõcs da resposta automática


Ao detectar o sinal de chamada~ emitido pela central telefônica, o modem
sinaliza a inter&1ce digital com RING=" I li. Se DTR="O", a chamada não será
atendida. Após detectar o sinal de cham3(L1, o modem atende. se conectando na
linha, permanece em silêncio durante aproximadamente 2 segundos e, então,
transmite o tom de resposta (2100 Hz). O número de sinais de chamada
necessário ao atendimento é variá"el e depende do modem. A maioria permite
selecionar esse parâmetro através do comando ATSO=x. onde "x" é o número de
rings.
Após enviar o tom de resposta, ele fica em silêncio durante 75 ms e então fhz
DSR="I", indicando ao ETD que terminou seu procedimento de atendimento.
Neste instante. se o ETD já estiver com seu RTS=" I", a transmissão da
seqüência de treinamento é iniciada. Se RTS="O", supõe-se que o modem
resposta deve receber. inicialmente. sinal do modem remoto. Os modems.
normalmente. possuem uma facilidade, selecionável. de desconexão por
ausência de portadora após um determinado tempo. que pode ser por harware
(raro). normalmente entre IlOms. 20s. .JOs ou 60s. ou por comando AT. Para
programar o tempo de ausência de portadora. após o qual o modem deve se
desconectar, entre com o comando ATS IO=x. onde "x" é o tempo em décimos
de segundo - esse valor deve estar entre I e 255, mas isso também pode
depender do fabricante c do modelo do modem.
247
Se. a qualquer instante. o ETD fizer DTR="O". o modem de\"e se desconectar da
linha.
Normalmente. os modems possuem o comando ATY 1. que habilita a
desconexão se o modem receber uma seqüência longa de espaços. O modem vai
se desconectar se receber uma seqüência de espaços maior que 1,6 ms. Alguns
modems possuem um outro comando AT para fazer o modem se desconectar
por ausência da corrente contínua da central telelõnica.

6.16.2 MODEM ORIGEM


Durante o tom de resposta. o operador da estação chamadora deve providenciar
que seu modem ocupe a linha. O modem origem de\"e detectar o fim do tom de
resposta e. após 75 ms. fazer DSR=" 1 Se o modem remoto estiver
li.

transmitindo. sua portadora será detectada e este fato será sinalizado na


intert1ce digital com DCD='! 1".
Obser\"e que os sinais DSR dos dois modems de\'em subir para li I ".
aproximadamente ao mesmo tempo.
Em geral. o primeiro retardo RTS-CTS imediatamente após o procedimento de
resposta automática. é mais longo que o normal. variando de 700ms a 1.400ms.
O mesmo acontece com o primeiro retardo DCD. que pode estar entre 300ms e
I.OOOms. dependendo do tipo de modem.

6.16.3 RECOMENDAÇÃO CCITT V.25


Essa recomendação especifica os procedimentos para resposta automática e
chamada automática para operar na linha tclelõnica comutada. incluindo o
procedimento para desabilitar supressores de eco.
Os e"entos listados para a resposta automática são bem simples e. de uma forma
geral. já foram discutidos nos itens anteriores.
1- Ao receber o sinal de chamada ("Ring") pela linha, o ECO
(equipamento que atenderá à chamada) deve levantar o circuito 125
(indicador de Ring).
2 - Se o circuito 108-2 (OTR) estiver ON, o OCE deve atender. Se
estiver OFF, deve aguardar até que ele mude para ON e, então,
atender. Se o OTR não passar para ON, a chamada não deve ser
atendida.
3 - Após atender à chamada, se conectando na linha, o ECO deve
permanecer em silêncio por um período de 1,8 a 2,5 segundos, e
então transmitir o tom de resposta com 2100 Hz, por um período de
3,3 ± 0,7 segundos ou até receber sinal do modem remoto e, nesse
caso, deve retirar o tom de 2100 Hz da linha, tendo 100 ms para
isso. O tom de 2100 Hz pode ter mudanças de 1800 na fase a cada

248
intervalo de 425 a 475 'I ms para desabilitar supressores e
cancela dores de eco, conforme recomendações CCITI G.164 e
G.165, respectivamente.
4 - Ao final do tom de 2100 Hz, o ECO deve permanecer em silêncio por
75 ± 20 ms e, após esse intervalo de silêncio, deve levantar o circuito
107 (OSR).

6.17 DISCAGEM AUTOMÁTICA


A facilidade de discagem automática sempre foi normalmente encontrada nos
modems duplex, principalmente nos de baixa e média velocidades (300, 1200 e
2400 bps), como os tipos V21, V22, V23 e V22bis, pois estes eram utilizados para
acessar sistemas via linha telelõnica comutada, como por exemplo, o Videotexto.
Atualmente, os modems utilizados para acesso via linha comutada são do tipo
V.32bis e V.34 e todos possuem a facilidade de discagem automática.
Digo que o modem possui tal facilidade quando ele executa a discagem da linha
telelõnica. Há dois tipos de discagem:
- Por comando direto no OTR
- Por número armazenado.

6.17.1 DISCAGEM POR COMANDO DIRETO NO DTR

Neste caso. o modem realiza a discagem chaveando o relé de linha sob


comando direto do sinal DTR da interface RS232. O ETD comanda diretamente
a discagem, sob controle de um programa específico que permita posicionar o
sinal DTR, conforme os números a serem discados. Em outras palavras, o relé
fica diretamente sob controle do ETD, como ilustra a figura abaixo.

MODEM
r---------------------
D11l

~
I

o }
~----i__- LINHA TELEFÔNICA

Fig. 6.14: DTR comanda o relé de discagem

249
Como você viu no item 2.2.1, a discagem na linha telefônica é feita por
interrupções de sua corrente contínua, tantas vezes quanto for o valor do
algarismo, com ~xceção do "O" que corresponde a 1Q interrupções. A tabela
abaixo, mostra os
"estados possíveis do sinal DTR, as· posições do relé e os
respectivos estados da linha telefônica.

DTR Relé Linha Corrente


"O" aberto aberta interrompida
"I" fechado fechada circulando

o ETD, portanto, deve fornecer um sinal DTR que varie de acordo com o
número a ser discado. A figura abaixo, ilustra o comportamento do sinal DTR
para realizar a discagem do número "134".

I~~.e~ '" 1319· "'


DTR : - -.... U LnRJ----l.JUlJlJ
_66ms..............-11. .11 roem.

Fig. 6.15: Discagem do número 134

Somente alguns modems especiais utilizam esse tipo de discagem, pois se


destinam a uma aplicação muito específica. Antes da popularização dos
comandos AT, esse sistema foi um pouco utilizado nos modems comuns,
inclusive que não são mais fabricados, como o RD32 da Rhede.

6.17.2 DISCAGEM POR NÚMERO ARMAZENADO


Esse tipo de discagem, inicialmente chamada de "discagem esperta", é efetivada
pelo modem, que consulta o número teleLõnico previamente armazenado em
uma posição de sua memória. Para que a discagem seja iniciada, o ETD deve
enviar um código de comando específico pelo pino 2 (DTX) da interface
EIA-232. Esse comando segue um protocolo de conhecimento, tanto do modem,
quanto do ETD. Os dois protocolos mais conhecidos são o AT ou "Hayes",
desenvolvido pelo fabricante americano de modems Hayes Microcomputer
Products Inc e o "V25bis", estabelecido na recomendação CCITI de mesmo
nome. Veja apêndice A5.
Atualmente, os comandos AT são os mais conhecidos. São utilizados por vários
programas de comunicação desenvolvidos nos Estados Unidos para

250
microcomputadores pessoais, como o "Carbon Copy" , "Smartcom" e o
"Crosstalk".
Um modem, que possua discagem por número armazenado, seguindo o
protocolo Hayes ou V25bis, normalmente possui dois estados de operação
distintos: "local" e "comunicação".
No estado "local", ele recebe os códigos de comando, na forma serial, pelo pino
2 (DTX), exccuta-os e devolve uma menS<1gem ao ETD pelo pino 3 (DRX),
também na forma serial, tudo de acordo com o protocolo estabelecido. Há dois
comandos básicos: um que carrega o número na memória do modem e outro
que ordena a discagem do número armazenado. Atualmente, praticamente todos
os modems possuem a facilidade de discagem por número armazenado pelos.
protocolos Hayes ou V25bis, e, como não existe uma padronização sobre esses
comandos, cada fabricante faz algumas variações e é possível encontrar o
mesmo comando executando funçõcs diferentes em modems de dois fabricantes
diferentes. Você deve consultar o manual do fabricante. No apêndice A.5 deste
livro, você encontra uma descrição detalhada do protocolo e uma relação de
comandos.

251
FACILIDADES 7
DE TESTE DO MODEM

Normalmente, os modems possuem certas facilidades de teste que visam iden-


tificar e localizar eventuais falhas no sistema.
As mais comuns são os enlaces, os geradores de seqüência, os medidores de taxa
de erro e os geradores de <.'onstelação.

7.1 ENLACES
Os enlaces mudam o curso dos dados, de forma a permitir um teste no sistema.
Você pode ver na figura 7.1, os dois tipos de enlaces possíveis.

7.1.1 ENLACE ANALÓGICO


É chamado de enlace analógico porque o sinal a ser transmitido, já sob forma
analógica, retorna para a recepção. Desta forma, os dados recebidos (DRX) serão
os dados transmitidos (DTX), se o modem estiver operando corretamente.
O enlace analógico pode ser utilizado para verificar se o modem está operan-
do corretamente, da seguinte forma: conecta-se um GMTE (gerador e medidor
de taxa de erro - "test se't") na interface digital. O GMTE gera uma seqüência
de dados em DTX e a compara com a seqüência recebida em DRX - as duas
seqüências devem ser iguais, caso contrário o medidor contará 1 erro a cada
bit diferente.
Quando as seqüências, transmitida e recebida, são completamente diferenJes
ou simplesmente não há recepção de seqüência, normalmente o GMTE indica
este fato como perda de sincronismo e isto é um sintoma de que o modem está
com problemas.
Alguns modems possuem o enlace analógico bidirecional, ou seja, o sinal
recebido da Iinba de recepção também retorna para a linha de transmissão.
252
Este lado do enlace pode ser utilizado para teste de bancada, mas deve-se
evitar utilizá-lo em campo, pois o sinal que chega será contaminado dupla-
mente pelas degenerações causadas pela linha.
Existem dois tipos de enlace analógico, com relação ao seu acionamento:
- Enlace analógico acionado localmente - LAL
- Enlace analógico acionado remotamente - LAR

Normalmente, os modems possuem o enlace analógico local (LAL) mas nem


scmpre possuem o remoto (LAR).
Realmente, o LAR não é de muita utilidade, pois o teste seria feito pelo lado
da linha, o que causaria dupla contaminação no sinal.
O acionamento local se faz pelo painel frontal do modem ou pelo próprio
ETD, através do CT141 da interface digital.
O acionamento remoto se faz pelo rel'ebimento de um tom situado no canal
secundário, que fica presente durante todo o tempo do enlace, por um tom
dentro da faixa de voz, durante um tempo pcqueno antes do enlace, ou por
um código especial.
Normalmente, os modems de baixa velocidade utilizam tons no canal
sel'undário e os modems de alta utilizam tons momentâneos dentro da faixa
dl~ voz.
Este l~nlace é recomendado pela V54 da CCITT e referido como "Loop 3",
sendo unidirecional.

7.1.2 ENLACE DIGITAL


É dlamado de enlace digital porque as mudanças de curso são fcitas a
nível digital, como pode ser visto na figura 7.1.
Os dados demodulados, que deveriam ser entregues ao ETD como DRX, tem
seu curso mudado e vão ao modulador para serem novamente transmitidos.
Ao realizar esta operação, o modem transforma o sinal DCD em RTS e o
sincronismo recuperado da rCl'cpção (RCK) é utilizado como sincronismo
dc transmissão (TCK).
Desta forma, o ETD remoto vai receber os mesmos dados que transmitiu,
podendo fazer um teste de taxa de erro similar ao que foi visto no caso
do enlace analógico.
Esses testes de taxa de erro com auxílio de enlaces permitem verificar o
modem local, no caso de enlace analógico e praticamente todo o sistema
(os dois modems e a linha) no caso de enlace digital.
A dupla contaminação do sinal, no caso do enlace digital, é compensada
pela dupla regeneração processada nos dois modems.
O l~nlace digital também pode Sl~r bidirecional mas este lado do enlace é
dl~ pouca valia, pois somente tl~staria a interface digital e isto poderia ser
fl~ito, dl~ uma forma mais completa, pclo enlace analógico.
Existem dois tipos de enlace digital, com relação ao seu acionamento:
- Enlace digital acionado localmente = LDL
- Enlace digital al'Íonado remotamente = LDR
o acionamcnto local sc faz pclo paincl frontal.
O acionamcnto rcmoto sc faz da mcsma forma quc no caso do cnlacc
analógico.
Sc o opcrador local dcscjar quc o modcm cnvic uma solicitação dc cnlacc
digital ao modcm rcmoto, podc agir dc duas formas: acionar a chave LDR
no paincl frontal, ou ativar o CT140 da intcrface digital.
Estc cnlacc é recomendado pcla V54 da CCITT e rcferido como "Loop
2", scndo unidirccional.
Os tons mais utilizados para ativar cnlaccs rcmotamcntc são:

Modcm Analógico DiJ!ital Dcsativar


Baixa vclocidadc 450 Hz 390 Hz silêncio
Alta vclocidadc 2400 Hz 1920 Hz ambos

DTX

DRX

ENLACE ANALÓGICO

DTX

c: ~TCK
L RCK

DRX

ENLACE DIGITAL

Fig. 7.1: Enlaccs mudam o curso dos dados


254
7.2 GERADOR DE SEQÜÊNCIA
Alguns modems possuem um gerador interno de seqüência de teste e um
detector dessa mesma seqüência.
A finalidade desta facilidade é substituir o equipamento de teste externo
(GMTE), no caso de um diagnóstico rápido do sistema.
Existem vários tipos de geradores, sendo os mais simples aqueles que geram
uma seqüência de "1" e "O" alternados (essa seqüência é conhecida como
"DOT") e os mais complexos aqueles que geram uma seqüência pseudo-
aleatória, segundo algum polinômio predefinido.
Quando esta facilidade é acionada, o modem passa a transmitir a seqüência
de teste, desconsiderando os dados DTX da interface e se posiciona para
receber e verificar esta mesma seqüência, bloqueando DRX para o ETD.

OTX
I
N
T
E
R
F
A
C
E
DRX

Fig.7.2: Gerador de seqüência


Normalmente, esta facilidade é utilizada em conjunto com LAL a fim de
verificar o modem local, ou com LDR, a fim de verificar o sistema.
Em geral, os modems possuem um indicador luminoso para informar se a
seqüência recebida está correta.

7.3 MEDIDOR DE TAXA DE ERRO


Alguns modems possuem a capacidade de medir a taxa de erro, apresentan-
do-a em um visor numérico em seu painel frontal.
Para isto, o modem deve possuir um gerador e detector de seqüência de teste
pseudo-aleatória, além de um contador de eventuais erros e um visor para
apresentar o resultado.
Esta facilidade de teste é uma poderosa ferramenta durante a instalação e o
diagnóstico de sistemas: pois dispensa o GMTE externo.
Essa medida pode ser feita de três maneiras, como você pode ver na figura 7.3:
255
a) Medida simultânea, ativando o gerador nos dois niodems. Neste caso,
cada modem também vai receber a seqüência e pode informar se está
bavendo erro na recepção, verificando os dois pares de Iinba.
b) Medida com LAL, ativando o enlace analógico e o gerador de
seqüência no modem local. Desta forma o modem local pode ser
verificado.
c) Medida com LDR, ativando o gerador de seqüência no modem
local e o enlace digital no modem remoto. Desta forma, pratica-
mente todo o sistema é testado de uma só vez.

MEDIDA SIMULTÂNEA

MEDIDA COM LOR

D o
CJ o
MEDIDA COM LAL

Fig.7.3: Medição da taxa de erro


256
7.4 GERADOR DE CONSTELAÇÃO

Esta facilidade é específica dos modelOS com modulação QAM (ou DPSK) e,
portanto não existe nos modelOS tipo FSK.
Ela permite visualizar, com o auxílio de um osciloscópio, a constelação do
sinal de recepção, normalmente, após passar pelos equalizadores do modem.
O gerador de constelação se mostra bastante útil, quando se deseja obter
informações sobre as possíveis degenerações introduzidas pela linha
telefônica, que eventualmente estejam dificultando a comunicação.
Quando o modem está equipado com esta facilidade, ele possui dois pinos,
"X" e "Y", onde o usuário deve conectar o osciloscópio, que, por sua vez,
deve possuir as entradas "vertical" e "horizontal", conforme você pode ver
na figura abaixo.

MODEM OSCILOSCÓPIO
(Painel Traseiro)
SAíDAS XeY

Fig.7.4: Visualização da constelação

As degenerações, introduzidas pela linha telefônica, podem ser idelltificadíls


pela visualização da constelação, conforme você pode ver pela figura 7.5.

257
. ~
~..
'-0 ,...
~~~ .:~~::
* ~:::

~-
,. ·:ri; 3.~;·.
T_.
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.~:::' ,~~~.

:;:" ".-.
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Pontos Ideais Ruídos

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--

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Ruído Impulsivo Ausência de Sinal

.~~ ~~ .-:a-"
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J4
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.~.,.

i\~: !i~
",.
..,.. to..,
iJ
t~· ~ "4'~ o;.:=.~{
{i ~~ ~

Oscilação na Amplitude Oscilação na Fase


Fig.7.5: Degenerações mais comuns
258
A ESCOLHA 8
DOMODEM

Quando se tem em vista escolher o modem adequado para um determinado sistema


ou apliC<1ção, a tarefa, na verdade, é composta de três etapas distintas:

a - Relacionar as caracterfsticas obrigatórias.


b - Relacionar as características desejáveis e interessantes.
c - Escolher, dentre os candidatos que satisfaçam o item "a", aquele que
tenha a melhor pontuação em "b", seguindo um critério
preestabelecido.

Muitas vezes, utilizamos intuitivamente esses dois passos citados ao escolher


qualquer elemento dentre várias alternativas possíveis. Esses passos, na verdade.
estão presentes na maioria das escolhas de equipamentos.
Não é tão fácil estabelecer um critério de julgamento pois muitos fatores
imponderáveis estão em jogo. Mas. para fazer uma escolha. a mais objetiva e
imparcial possível, vamos ter que lançar mão de um critério quantitativo baseado
em requisitos claros e precisos. Apresentarei alguns subsídios, neste capítulo, que
podem auxiliar o gerente de tclecomunicações a criar seu próprio critério, como o
índice "custolbcneficio", por exemplo.
As característiC<1s obrigatórias dcvem ser rcalacionadas a partir da análise do
Sistema (características técnicas mínimas) e de fatores estratégicos do usuário
(preço, prazo, suporte técnico, capacitação do fornecedor, etc).

259
CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS

A velocidade, a forma de operação quanto ao sincronismo (síncrono ou


assíncrono) e o modo de operaÇ<1o (duplex ou semiduplex) Seio os primeiros
parâmetros resultantes da análise do sistema que. por sua vez, deve ter levado
em consideração a TRT ou o tempo de resposta(t r), dependendo da aplicação
ser ponto a ponto (coleta e devolução de dados em grande volume. RJE,
transferência de arquivos. etc.) ou multiponto (interativo, coleta de dados por
polling, etc.). Naturalmente, os equipamentos e o protocolo, a serem utilizados,
também influenciam neste item. principalmente quanto ao sincronismo (dados'
síncronos ou assíncronos).
Atualmente, os modems duplex V.22bis e V.32bis são predominantemente
superiores aos modems semiduplex como os V.23, V.27 ou V.29 pelo motivo de
que estes foram especificados para operar em linhas privativas e são limitados
quando utilizados em linha comutada. Além disso, os modems duplex
continuaram evoluindo tecnologicamente. foram ganhando C<1da vez mais
facilidades e seus preços caíram ao longo dos últimos anos devido ao volume de
fabricação crescente. Hoje. um modem duplex é mais barato que seu equivalente
semiduplex. Tal afirmativa não fc:1zia sentido há três anos atrás, quando ocorria
o oposto. Veja a análise que realizei em 9..1.2. comparando as eficiências de
dois modems 1.200 bps: V.~3 e V.22. Hoje já não fazemos, para efeito de
compra. análises para saber se ficamos com um modem semiduplex ou um
duplex e a escolha é imediata: o modem duplex. Na verdade, os modems
semiduplex citados já estão a caminho da obsolescência.
Em aplicações onde há tráfego intenso de dados. como por exemplo aplicativos
gráficos ou que recebem imagens com certa freqüência, recomenda-se o modem
V.3~.com V.42bis, que opera a 28.800 bps. síncrono. na linha telelõnica.

O desempenho do modem é uma questão fundamental mas quase sempre


inacessível ao comprador, que não tem condiçõcs ou laboratório para avaliar.
Na seção seguinte, modems comerciais. relaciono algumas características
funcionais que são do interesse de quem está com a tarefa de escolher um
modem.
Para operaçõcs com dados assíncronos, como transmissõcs entre micros ou
entre micros (ou terminais UNIX) e uma CPU UNIX com placa multisserial,
situada remotamente, a compressão de dados conforme a V.42bis é importante.
Falar em V.42bis é falar na recomendação V.42, que especifica a correção de
erros. porque atualmente os modems atendem tanto a V,42 'quanto a V.42bis.
Outra característica que deve ser observada é a velocidade máxima que o
modem suporta em sua interface serial. Pela tabela dos modems comerciais,
você pode observar que há modems que aceitam até 230.400 bps de dados
assíncronos na interfc:1ce serial sendo que essa interface é uma EIA-232 que
opera só até 20.000 bps ! Bem, na verdade, os modems modernos passaram a
incorporar circuitos de interface mais avançados, que suportam tais velocidades,
260
com as características elétricas de uma EIA-232. Mas de que adianta eS5<1
capacidade toda se a interface de seu equipamento ETD é antiga e só funciona
mesmo até 9.600 bps? De nada! Antes de tentar fazer um modem funcionar a
mais de 19.200 bps, certifique-se que o equipamento a ele conectado pode fazer
isso. Observe que a \'elocidade de 230.400 bps é para dados assíncronos. Alguns
modems também aceitam dados síncronos em velocidades acima de 19.200 bps,
de forma transparente ou por compressão de dados. Atualmente, com o
lançamento da recomendação V.34, para modems que operem na velocidade de
28.800 bps com dados síncronos, duplex a dois fios, de forma transparente, as
velocidades da interface serial estão definitivamente acima da barreira dos 20
kbps.
O display de cristal líquido, que alguns modems possuem, é extremamente útil
na monitoração e configuração. As capacidades de configuração remota e
gerenciamento são características importantes em sistemas onde não há
disponibilidade de pessoal nas localidades remotas. O gerenciamento varia de
fabricante para fabricante mas basicamente é composto de um software, que
roda em um micro tipo IBM-PC. e um hardware especial para conexão ao
equipamento a ser gerenciado. O gerenciamento permite ter acesso fi
programação dos modems e assim monitorar e alterar todas elas. Permite
também ler parâmetros do sistema. como nível de recepção, parâmetros Hayes.
etc, além de coletar informaçõcs estatísticas do sistema.

8.1 MODEMS COMERCIAIS


Para ilustrar bem esse tópico. nada melhor do que tomar como exemplo alguns
equipamentos comercializados no mercado. A próxima tabela apresenta 18
modems, de três &1bricantes diferentes, distribuídos no Brasil pela Zctha
Comunicação de Dados. Algumas de suas características operacionais estão
tabuladas na tabela seguinte.

Modelo Fabricante
V3270 °Galaxy
3266-V.34 Motorola
3266-V.34-SDC Motorola
3345 Motorola
3385 Motorola
FasTalk 11 PC Motorola
FasTalk 11 Motorola
CELLect Motorola
CELLect PCMCIA Motorola
V.3229 BR Motorola

261
Modelo Fabricante
V.3229 BR dbk Motorola
Lifestyle 28.8 Motorola
V.3400 Motorola
ALX V.32/14.4M FAX Penril
ALX V.32/19.2M FAX Penril
DX-144 Penril
V.32 Terbo Penril
ALXV.34M Penril

Operar no modo síncrono ou assíncrono é uma das principais características de um


modem. Aceitar o protocolo Hayes na interface serial e operar segundo as
recomendaçõcs V.42 e V.42bis do CCITI é muito importante para os modems que
vão operar em linha comutada ou modems celulares. Hoje, praticamente todos os
modems para linha comutada operam segundo os protocolos V.42 e V.42bis. Outra
característica que está ficando Cc1da vez mais comum nos modems para linha
comutada é a capacidade de transmitir e receber fax conforme norma EIA-578, na
classe 1. (veja o capítulo modem-fax). Saber quais recomendaçõcs da série V do
CCITT o modem atende. é fundamental. Atualmente a escolha, na maioria das
veles. recai sobre dois grupos principais: V.34 ou V.32bis. Modems scmi-duplex,
como V.23. V.27 e V.29 estão deixando de ser utilizados para dar lugar aos
modems duplex. Recentemente. com a aprovação da V.34, recomendação CCITI
(agora ITU) para modems duplex a dois fios, na velocidade de 28.800 bps,
passamos a ter mais uma opção de modem duplex a considerar. Uma característica
que também deve ser fortemente considerada é o display de cristal líquido, pois este
permite programar e monitorar o equipamento pelo painel frontal, o que é uma
facilidade muito útil. A facilidade de configuração remota é importante quando se
deseja monitorar e programar os dois modems a partir de uma estação central.
Quando a instalação é maior do que alguns circuitos ponto a ponto. a facilidade de
gerenciamento se torna fundamental para manter o controle da rede e tratar as
condiçõcs de contingência. Identificar e substituir circuitos que apresentem
problemas de desempenho, verificar parâmetros remotos e reconfigurar modems
locais e remotos é tremendamente facilitado pelo gerenciamento. A facilidade de
callback security é fundamental em aplicações onde o modem fica em resposta
automática e se deseja impedir o acesso de intrusos: o modem registra o nome do
chamador, desliga e disca para ele. estabelecendo a conexão lógiCc1 do circuito. O
dial backup consiste em ter duas linhas conectadas ao modem: uma privativa e
outra comutada. Quando o modem detecta uma interrupção na linha privativa ou
uma taxa de erro acima de um limiar predefinido. estabelece a conexão discando
pela linha comutada - facilidade importante para prevenir longas interrupções. O
padrão r:necânico Embratel pode ser uma característica desejada se houver uma
vaga em sub-bastidor padronizado pela Embratel. Modem com mux ou com
compressão síncrona, incorporados, são equipamentos especiais e podem ser de
extrema importância para algumas aplicações.
262
V 3 3 3 3 F F C C V V L V A A D V A
Modem -+ 3 2 2 3 3 a a E E 3 3 i 3 L L X 3 L
2 6 6 4 8 s s L L 2 2 f 4 X X I 2 X
7 6 6 5 5 T T L L 2 2 O V V 4 V
e
O a a e e 9 9 O 3 3 4 T 3
s 2- 2-
VV I I c c B B e 4
3 3 k l t
R R t I I
k r
4 4 D Y 4. 9.
11 11 P b
ia I 4 2
P C o
S I e M M
C M
D B F F
C
C K A A
I 2 X X
Característica ~ A 8
8
Síncrono
" " " " "" " " " " " " " "" " ""
Assíncrono
"" "" " " " " "" " " "" "" " "" " ""
HAYES
" " " " " " " "
"" "" "" " " " " " " "" " "" "" "" " " ""
V.25bis
MNP-4 e MNP-5
"
V.42 e V.42bis
Fax Classe 1 " " " " "" "" "" " " "" "" "" "" "" "" ""
Fax a 14.400 bps
segundo V.17 """" """""""
Duplex a 4 fios
" "" " " " " " """ "
Duplex a 2 fios
"" " "" "" " "" " "" " "" "" "" "" "" "" "" ""
" " " "
Linha comutada
Linha privativa " "
" " " "" " " " "" "" "" "" " " " "
" "
V.22 e V.22bis
V.23 " " " " "" " "" " "" "" ""
V.27

"
" "" " "" " " " " " " "" " " "" " " " "
V.29
V.32
V.32bis
V.321cr " " " " " " " " " " " " " ""
V.33
" "" "
V.34
1.200/75 bps no
modo V.23
" " " " ""
38.400 bps assínc na
interface serial " "" "" """""""""
263
Modem ~ V 3 3 3 3 F F C C V V L V A A O V A
3 2 2 3 3 a aE E 3 3 i 3 L L X 3 L
2 6 6 4 8 s sL L 2 2 f 4 X X I 2 X
7 6 6 5 5 T TL L 2 2 e O 3 3 4 V
O a ae e 9 9 s O 2- 2- 4 T 3
V V I I c c B B t I I e 4
3 3 K K t t R R Y 4 4 r
4 4 11 11 P O I 4 4 b
p C ia e M M o
S C M I F F
D C B 2 A A
C I K 8 X X
Característica ~ A 8

57.600 bps assínc na .t .t .t .t .t .t .t .t .t .t .t .t .t


interface serial
115.200 bps assínc na .t .t .t .t .t .t .t
interface serial
230.400 bps assínc na .t
interface serial
19.200 bps sínc, .t .t .t .t .t .t .t .t
transparente
24.000 bps sínc, .t .t .t .t fi'
transparente
28.800 bps sínc, .t .t fi'
transparente
33.600 bps sínc,
transparente
Display de cristal .t fi' fi' .t .t fi' .t .t fi' fi'
líquido
Configuração remota .t fi' .t .t .t .t .t fi' fi' .t fi' fi'
Gerenciável .t .t .t .t fi' .t fi'
Callback seéurity .t fi' .t fi' fi' fi' fi' .t fi' .t fi'
Auto dial backup .t fi' .t .t fi' fi' .t fi' fi'
..,-
Padrão mecânico .t fi'
Embratel
Celular .t .t
Compressão dados fi'
síncronos
Mux interno fi' fi'

264
8.2 MTBF
Geralmente, a informação do MTBF ("Medium Time Between Failures"), ou tempo
médio entre falhas de um equipamento. gera mais confusão do que
esclarecimentos. Digo isto porque cada fabricante tem uma forma particular de
obter ou "chutar" este parâmetro. tornando impossí\'el uma eventual comparação.
Além disso há vários métodos disponíveis, publicados por diversas entidades. A
polêmica que gira em torno desse assunto me fez crer que justificaria dedicar-lhe
algumas páginas.
Suponha que, neste instante, ligamos um determinado equipamento. Qual é a
probabilidade dele falhar exatamente daqui a I ano, 2 meses, 6 dias, 9 horas, 15
minutos e 10 segundos ? Praticamente nula, "seria muita coincidência". A
probabilidade de um evento (uma falha) ocorrer cresce com o intervalo de tempo
observado. Certamente, quanto mais tempo o equipamente ficar ligado. mais
chance a falha tem de ocorrer. Podemos fazer outras perguntas, como por exemplo:
qual a probabilidade que tem ele de &1lhar, desde o instante inicial até uma
determinada data?
Esse f&1tO pode ser representado. em estatística. pela função densidade de
probabilidade de ocorrer o evento. Vamos chamar, então, de p(t) a densidade de
probabilidade de ocorrer uma falha tempo "t". Para determinarmos a probabilidade
do evento ocorrer, em um determinado intervalo de tempo. devemos calcular a área
sob a curva "densidade de probabilidade". no respectivo intervalo, ou seja. calcular
a integral da curva nesse intervalo:

P(71 ;T2 )= Tfp(I).dl ... (8.2.1)


T1

Naturalmente, a curva p(t) deve satisfazer a condição:


Y.'

P(O;oo) = Ip(I). di = 1 ... (8.2.2)


o
A figura 8.1 mostra dois gráficos: o primeiro representa a densidade de
probabilidade de três equipamentos diferentes e o segundo mostra a probabilidade
de &11113 com o tempo de uso. desses mesmos equipamentos. O tempo está marcado
em meses. de "0" a "36". ou seja. um intervalo de três anos.

265
P{T)
I

0~~~~4-----4-----~----~-----r-----1

0,8 +-1..........~~----- --_.---- - - - - - - - - - - -

~6+-~~~r---~~~-r-----r-----r----~

~+---~+-~~+-----~~--r-----r----'

O,, ~---+-----+-'--;:""d-----+----flII-....Ef

6 12

90+-----+-----+_~~~---+_--~ __--~
80+----~--~~----+_~~+_----+_--__4

70
60,+-----~----~~--+_----~~~+_--~

~+---~+--,~~----~~--+----+---~

4O+-~~+J~--~~--+_----+_----+_--~

~+-~~~~~~----+-----+-----+---~

2~~*_~~---+----_r----~----_+----~

'O~~~+_----~----+_----+_----+_--~

6 12 '8

Fig.S.I: Probabilidade de falha e MTBF

266
A equação 8.2.3 é do tipo exponencial e representa a curva "densidade de
probabilidade". Essa equação é normalmente utili7.<1da nos estudos de
confiabilidade de equipamentos eletrônicos.
. -f.t
p(t) = ,. e ... (8.2,3)

Onde:
t =instante da falha
p(t) = função densidade
i =taxa média de falha
e =2,71828 ...
O valor médio da variá\'el "t". ou seja, o instante esperado para ocorrência de uma
fc1lha. é chamado de MTBF ("Medium Time Between Faliures"). ou "tempo médio
entre falhas. e é dado por:

"
W '
11. -I·' 1
I
MTBF = t· p(t)· dt = 1t· i . e dt =- ... (8.2.4)
o o i

O segundo gráfico da figura 8.1 mostra como a probabilidade de falha cresce com o
passar do tempo. considerando as curvas "densidade" apresentadas. A
probabilidade de ocorrer uma falha. desde o instante inicial. até o tempo "Til. é:

TI' -I-t -i·T


P(O;T)= ,·e dt =1-e ... (8.2.5)
o

Considerando. então. este tipo de função "densidade", podemos afirmar que a


probabilidade de um equipamento falhar. após operar durante um tempo igual ao
seu MTBF, é 63.2 0/0. pois:

P(O;MTBF) =1 - e =0,632
Observe a figura 8.2.1. O equipamento liA" possui o menor MTBF. em seguida é
"B" e. finalmente. "C" possui o maior MTBF:

"A": 5000 horas = 7 meses


"B": 10000 horas =14 meses
"C": 20000 horas =28 meses

Após I ano de operação. os equipamentos mencionados oferecerão as seguintes


probabilidades de fc1lha:
"A": 82%
"B": 58%
"CU: 25%

267
Como se determina o MTBF de um equipamento'! Há várias maneiras de se fazer
isto.
A forma trivial é ligar um lote de equipamentos iguais e observar a taxa de falha.
Por exemplo~ suponha que um lote de 100 modems foi observado durante 2 anos de
operação (17.280 horas) e ocorreram 200 falhas. Portanto, a taxa média de falha
desse modem é:
200
i::: ::: 0,0001157
100·17820
1
MTBF::: -::: 8643 {horas]::: 1 [ano]
i

Esse método exige um constante controle das condiçõcs ambientais (temperatura,


umidade) e demanda tempo. Além disso exige um lote razoável de equipamentos
para que o resultado seja significativo. Outra forma de determinar o MTBF de um
equipamento é através de um cálculo baseado nas taxas de falhas de seus
componéntes. A taxa de falha de um equipamento é a soma das taxas de falhas de
todos os seus componentes:
i(equipamento]::: Li(componentes]

A dificuldade desse método é obter as taxas de falhas dos componentes, que


dependem. inclusive, das condiçõcs elétricas às quais os componentes estão
submetidos. Apresentarei uma forma simplificada de se fc1zer esse cálculo, mas
gostaria de frisar que outros fatores influenciam no MTBF de um equipamento, tais
como a qualidade dos componentes. o controle de qualidade no processo de
montagem do equipamento. o pré-cnvelhecimento. etc.

8.2.1 UM MÉTODO SIMPLES PARA CALCULAR MTBF


Para calcular o MTBF utilize a tabela apresentada a seguir. Ela relaciona os
componentes mais comuns em um equipamento eletrônico e suas respectivas
taxas de nllhas (aproximadas). Novamente ressalto que o resultado desse
cálculo é somente indicath·o. podendo ser utilizado para comparar dois
equipamentos similares. pois muitos outros fc1tores intrínsecos à fc1bricação,
influenciam no MTBF. Anote a quantidade de cada itcm existente no
equipamento("n"), e multiplique pela sua taxa de falha ("i"). Some tudo.

268
Tabela para cálculo de MTBF
EQUIPAMENTO:
Componente i n i-n
Circuito integrado SSI, MSI e LSI 0,01
Transistor sinal 0,005
Transistor potência, regulador tensão 0,05
Diodo sinal 0,002
DiodoLED 0,008
Diodo potência 0,02
Resistor carbono 0,001
Resistor potência 0,05
Potenciômetro 0,05
Cap<1citor poliéster, poliestireno 0,01
Capacitor cerâmica, tântalo 0,02
Capacitor Eletrolítico 0,2
Cristal 0,05
Contato soquete, cabo plano, estrape 0,005
Contato conector "edge" 0,01
Contato de chave, microchave 0,02
Relé Hermético 0,05
Ventilador 2,0
Transformador de sinal 0,06
Transformador de potência 0,5
Bobina OJl3
Ligação com "wire wrap" 0,00001
Fio soldado, furo metalizado 0,0001
Fusível 0,1
L i-n=

O MTBF do equipamento será:

269
5
10
MTBF=--
Li· n

o fator 10 5 aparece porque as taxas de falha fornecidas estão expressas em


porcentagem por 1.000 horas de operação.

8.2.2 DISPONIBILIDADE
A partir do MTBF (tempo médio entre falhas) e do MTTR ("Medium Time To
Repair") que é o tempo médio para reparar a falha. define-se "disponibilidade"
de um equipamento como sendo:
MTBF
Disponibilidade = - - - - -
MTBF + MTTR

A disponibilidade. portanto, traduz a porcentagem de tempo em que o


equipamento vai estar disponível. ou seja, operacional. Suponha que um
determinado equipamento possui MTBF = 1000 horas e MTTR = lO horas.
Então. este equipamento estará disponível durante 99% do tempo.

8.3 CUSTOIBENEFÍCIO
É uma medida interessante para se comparar dois produtos similares, quando se
quer estabelecer um método quantitativo de escolha. Uma licitação pública, por
exemplo, onde o método de escolha deve ficar bem claro, a medida do
custolbcneficio é interessante.
O custolbcneficio é a relação entre o custo do produto e uma nota técnica
(beneficio) que é a soma das notas de todos os itens técnicos bem especificados.
custo[$]
c=--- ... (8.3.1)
L.P n ·In
n

Onde:

In é a nota do item => O S In S 1

Os itens técnicos e os respectivos pesos devem ser escolhidos em função da


aplicação desejada. No caso da nota ser atribuída em função do atendimento ou
não. então teremos duas notas possíveis: In = "1" se atende e "O" se não atende.

Podemos classificar os itens em três tipos: fundamentais, importantes e


interessantes.

270
Itens fundamentais devem ser obrigatórios, itens importantes e desejáveis, mas não
fundamentais, devem ter pontuação alta e itens interessantes porém não tão
importantes, devem ter pontuação mais baixa.
Para se ter uma relação real com o custo final do produto. deve-se atribuir aos itens
obrigatórios uma nota total de I a nota mínima, portanto, será I e aos outros
li li ( li li)

itens uma nota total proporcional ao custo do beneficio. Por exemplo. vamos
imaginar que desejamos selecionar um modem V.34 com V,42.bis, julgamos
importante ter display de cristal líquido e interesSc1nte que tenha configuração
remota. A nota técnica será dada por:

n Característica I)n l)nOln


I Atende V.34 0.5
2 Atende V.42bis 0,5
3 Tem display 0.2
4 Tem configuração remota 0.1
Nota final = L(Pn' In) =

Observe que as notas dos equipamentos candidatos vão variar de 1 a 1,3 e que as
características importantes e interessantes correspondem a 30% do custo do
produto básico. Pelo nosso exemplo, um produto com todas as características terá o
mesmo custolbcneficio de outro que tenha somente as obrigatórias, se for 30% mais
caro.
A tabela apresentada em 8.1. possui algumas características que podem ser
utili7~1das para montar uma tabela de cálculo de nota técnica de cllstolbcneficio.

271
9 SISTEMAS DE
,..,
TRANSMISSAO

Neste capítulo, apresentarei os elementos de um sistema de teleprocessamento e


como eles se interligam, dando ênfase ao sistema de transmissão de dados cm
termos de sua velocidade, capacidade e eficiência.
Quando um CPD (Centro de processamcnto de dados) se expande além das
fronteiras dc sua sala, digamos, a distâncias acima de 100 metros, passa a
constituir um sistema dc teleproccssamento, ou seja, processamento a distância.
Normalmcntc, uma unidade de controle de comunicação (UCC) se incumbe da
tarefa de gerenciar os canais de comunicação e passar os dados, de forma mais
disciplinada, à CPU. Quanto maior for a inteligência da UCC, mais livre fica a
CPU para suas tarefas principais.

CPOlOCAl REMOTO 1

CPU

~ ~---. ucc

11111111111111111"1111111
tlUIUUlulI IIllulull

lL REMOTO 2

C A~ }
@êQ PERIFÉRICOS
o .. MODEM

fiTA DISCO IMPRESSORA O =ETO

Fig.9.1: Sistema de teleprocessamento


272
A figura 9.1 ilustra um sistema de teleprocessamento, onde a UCC gerencia dois
terminais locais e dois remotos. Em algumas figuras que já apresentei, e nas
próximas, estarei omitindo a UCC. Estou supondo que a CPU, representada
nessas figuras, possua infra-estrutura apropriada °ao gerenciamento da
comunicação remota, eventualmente fazendo uso da UCC.
Chamarei o conjunto de elementos, que se encontra entre os terminais e a UCC,
de "sistema de transmissão". Ele pode incluir, além dos modems e das linhas,
alguns outros equipamentos, que descreverei no 9.1.

9.1 TOPOLOGIA
A distribuição geográfica dos terminais de um sistema de teleprocessamento
e os circuitos utilizados para veicular os dados, definem a topologia do
sistema.
De uma forma genérica, aos pontos extremos de uma topologia chama-se
"nodo", que pode ser um terminal de vídeo ou a CPU, por exemplo.
Existem, praticamente, dois tipos de circuitos que podem interligar os nodos:
Ponto-a-ponto =t'onecta somente dois nodos
Multiponto =um único circuito que conecta mais de dois nodos

PONTO·A·PONTO

NODO

I
1

NODO NODO
I
NODO
2 3 4

MULTIPONTO
Fig. 9.2: Tipos de circuito
Um sistema completo de tc1eprocessamento pode conter, em sua topologia,
circuitos ponto-a-ponto, circuitos multiponto ou ambos, interligados de for-
mas variadas, como você pode ver na figura 9.3.
Vários equipamentos podem ser utilizados para configurar cada circuito, e,
em termos dl~ linha de transmissão, ,,'ada drcuito pode ser efetivado a 2 ou 4
fios, utilizando modems.
Descreverei, a seguir, os principais equipamentos utilizados para l'onfigurar
os diversos drcuitos:
273
Eauit)amento Utilização mais comum
UOA multiponto
UOO multiponto
MUX TOM ponto-a-ponto
STAT MUX ponto-a-ponto
MUX FOM ponto-a-ponto

5 CIRC. Pto·A·Pto
5 CIRCo PtO-A-Pto
(ESTRELA) DD-D-D
3 CIR.C. Pto·A·Pto
(ANEL)

1 CIRCo MULTIPONID 3 CIRCo Pto·A·Pto E 2 MULTIPONTO


(MISTA)

Fig. 9.3: Exemplos de topologia

9.1.1 UDA

Unidade de derivação analógica.


Este equipamento permite a um modem compartilhar ma is de uma linha
telefônil'a em um circuito multiponto.
A UOA é normalmente utilizada em circuitos multiponto a 4 fios.
O par de transmissão vindo do nodo "1 n (estação mestre), normalmente
funciona com portadora constante e seu sinal chega a todos os demais
nodos, que devem identificar seu instante exato de transmitir para a
l~stação mestre. Todos os pares de recepção chegam à UOA, que somente
passa para a estação mestre um dos sina is de recepção por vez (a
prioridade normalmente é dada ao primeiro que chegar).
Naturalmente, todos os demais nodos devem operar com portadora chaveada,
ou seja, quando um está transmitindo, os demais estão em silêncio.
274
CIRCUITO MlA..TlPONTO
...

PU~2
J \
Co ~\o·

*1;l1li111 .......
...a.c ••••"••

P}NOOO3
NOOOl

I TX
RX
TX

RX-- TX

RX

Fig.9.4: Multiponto com UOA

9.1.2 UDD

Unidade de derivação digital.


Este equipamento permite a um modem compartilhar mais de um terminal
em um circuito multiponto.
A UOO normalmente é utilizada em circuitos multiponto a 4 fios.
Ela faz o compartilhamento a nível digital e o processo é semelhante
àquele utilizado pela UDA.
Os dados recebidos do modem remoto (estação .mestre) são encaminhados
a todos os nodos que estão ligados à UDD, e, no sentido inverso, somente
um terminal deve transmitir a cada vez.

275
NOOO 2
CIRCUITO MULTIPONTO
A

'~,"I.,,,,,,
........ atac,

N0003

DRX--~---------------------e----------~~~ORX
__- ......-RTS

OTX4--+------< f---------I------:::::I""'-----ilIt--OTX

-----------+--.DRX
RTS~-+------~ -----------~--OTX
'-~--------------------~----RTS

Fig. 9.5: Multiponto com UOO

9.1.3 MULTIPLEXADOR POR DIVISÃO DO TEMPO


(MUXTDM)
o TDM normalmente é utilizado para otimizar o uso de linhas telefônicas
em topologias que utilizem vários drcuitos ponto-a-ponto.
A figura 9.6 mostra uma topologia com três drcuitos ponto-a-ponto,
ligados através de uma única linha telefônica.

Va:VI+V2+···+Vn
/'
ET01
Vtlocldade da Porta SlsfIfNl
v,: tVa ET02

CPU TOM TOM

Fig.9.6: Ponto-a-ponto com TDM


A utilização do TOM permite economizar linhas telefônicas, o que pode
ser significativo prindpalmente se a ligação for de longa distância. No
entanto, o modem a ser utilizado deve ter uma velocidade maior do que
os que seriam utilizados se as ligações fossem feitas sem o TOM.
O MUX TOM aloca uma I)arcela fixa de tempo para cada I)orta, sempre
em uma seqüênda fixa.
276
A soma das velocidades das portas terminais é chamada de velocidade
agregada (Va).
No MUX TOM, portanto, as portas tenninais são multiplexadas no tempo,
cabendo a cada uma delas, uma parecia fixa de tempo, chamada de "envelope".
Cada envelope possui um número fixo de bits, que pode ser inclusive igual a um.
Além dos envelopes de dados, correspondentes às portas terminais, o TDM
pode ter a necessidade de transmitir envelopes de controle, cuja finalidade
é endereçar os envelopes de dados a fim de garantir que a demultiplexação
seja feita corretamente. Devido ao exposto, o TOM possui uma "relação de
envelopamento", que varia de equipamento para equipamento:
Vs = e· (V1+ V2+ ... + Vn)
Vs = e·Va
Vs = velocidade da porta sistema
V1,V2,Vn = velocidades das portas terminais
Va = V1 + V2+ .. , + Vn = velocidade agregada
e = relação de envelopamento (maior ou igual a 1)

Naturalmente, é desejável que a relação de envelopamento seja a menor


possível.
Em multiplexadores assÍnl'ronos ou específicos para um determinado
protocolo, podemos encontrar e=l, mas em outros, síncronos e
transparentes a códigos, podemos encontrar uma relação maior que 1.
Algumas relações utilizadas são "4/3" e "10/9".

9.1.3.1 TRANSDATA
A rede Transdata, da Embratel, suporta transmissões de dados digitais
síncronos nas velocidades de 1.200, 2.400, 4.800 e 9.600 bps.
Existem, também, alguns circuitos a 300 e 1.200 bps assíncronos,
porém, como a rede é essencialmente síncrona, estas modalidades,
menos eficientes, têm pouca utilização.
A finalidade da rede é oferecer circuitos privativos ponto-a-ponto,
interurbanos, que induem também os modems.
O usuário paga uma tarifa mensal que depende da velocidade desejada
e do degrau tarifário de transmissão de dados, que é uma função da
distânda entre as duas localidades.
A tabela a seguir mostra as tarifas interurbanas, mensais, a serem
pagas pelo usuário do sistema, conforme o degrau tarifário e a
velocidade, vigente em 25/11/86.

271
Degrau rkm1 1200bj!s 2400bj!s 4800bps 9600bns
D2 ate 50 4.092,55 6.577,56 9.646,63 14.616,65
D3 50 a 100 4.780,10 7.682,59 11.267,27 17.072,25
04 100 a 300 5.729,57 9.208,59 13.505,29 20.463,31
D5 300 a 700 11.459,15 18.417,18 27.010,57 40.926,63
D6 700 a 1.500 14.323,93 23.021,47 33.763,21 51.158,28
D7 acima 1.500 16.370,21 26.310,25 38.586,53 58.466.61

As tarifas desta tabela são obtidas da seguinte fórmula:

Tarifa = N.m. TCD

N m TCD
0,25 (degrau 2)
2.971 (1.200 bps) 0,292 (degrau 3) Tarifa de
4.775 (2.400 bllS) 0,35 (degrau 4) comunicação
7.003 (4.800 bps) 0,7 (degrau 5) de dados.
10.611 (9.600 bps) 0,875 (degrau 6) Cz$ 5,51
1,0 (degrau 7)

A figura seguinte mostra. de forma simplificada, a configuração do


Transdata em Brasília.
Observe que a ligação do cliente até o centro Transdata é um acesso
urbano l~, em geral, é feito com modems banda-base, a menos que as
condições de linha exijam modems analógicos.

278
I

u{ ~.t
11

COI
H

fig.9.7: Transdata - Centro Brasília

Portanto, no accsso urbano, o modcm da esqucrda está no cliente e o


da direita cstá na l'cntral Transdata.
Todos os accssos dos clientes entram em multiplexadores TDM com
e =10/9 e saída de 64 Kbps. Um roteador tem a tarefa de
direcionar a transmissão para a localidade desejada, agrupando em
canais de 64 Kbps.
As saídas do roteador entram em modems de 64 Kbps, cujas transmis-
sões ocupam a Caixa de grupo, e vão para outra sala onde se situam
os multiplexadores fDM e os transmissorcs.
Observe quc, como a rcde transdata é síncrona, os acessos urbanos
utilizam modcms predispostos com sincronismo extcrno, no lado do
Transdata, c sinl'ronismo rcgcncrado, no lado do dicntc.
279
9.1.4 MULTIPLEXADOR ESTATÍSTICO (STAT MUX)
Ao contrário do MUX TDM, o multiplexador estatístico aloca parcelas
de tempo conforme a necessidade de cada porta terminal, ou seja, portas
que têm muitos dados a transmitir ocuparão mais tempo no MUX, do que
as portas que têm poucos dados a transmitir.
Inicialmente, os dados de cada porta terminal são armazenados em uma
fila e o MUX faz a transmissão de modo a otimizar o tempo total.
Dessa forma, o tempo praticamente s6 é alocado a portas que estão em
atividade, permitindo que a velocidade agregada seja maior do que a
velocidade da porta sistema. Devido a esta otimização do tempo, os STAT
MUX normalmente possuem a capacidade de detecção e correção de
erros.
Quanto a velocidade agregada pode ser maior que a velocidade da porta
sistema?
Naturalmente, a resposta a esta pergunta vai depender da utilização de
cada porta terminal, e a porcentagem de utilização exata nem sempre é
conhecida. Para um primeiro cálculo, utilizam-se os seguintes valores
práticos:
Terminal/computador = 25%
Impressora/computador = 100%
Exemplo:
Vamos supor que desejamos multiplexar 8 terminais, cada um operando
a 2400 bps, utilizando um STAT MUX. Qual deve ser a velocidade do
modem?

Velocidade agregada: Va = 8 x 2.400 = 19.200 bps


Velocidade do modem: Vs = 25% de 19.200 = 4.800 bps

Neste ponto, caberia mais uma pergunta: O que acontece se a utilização


de algum terminal ultrapassar a cal>acidade da porta sistema'!
Nesse caso, o STAT MUX se incumbe de fazer um controle de fluxo,
enviando um caractere de controle ao terminal, para que este interrompa
a transmissão (X-OFF), ou abaixe o CTS.
Se, por algum motivo, o terminal não atender, os dados podem ser
perdidos.
Como falei inicialmente, o STAT MUX possui uma fila de entrada
("buffer"), onde os dados são armazanados antes de serem transmitidos.
Este fato traz uma conseqüência que deve ser levada em consideração,
quando o sistema estiver sendo projetado: aumenta o tempo de resposta
associado aos drcuitos que passam pelo STAT MUX.
Quando a transmissão for via satélite, um cuidado maior dl~ve ser tomado,
I)ois alguns STAT MUX não possul~m filas ("buffers") de comprimento
suficiente para operar com os fl~tardos extremamente longos, intro-
duzidos pela ligação.

280
9.1.5 MULTIPLEXADOR POR DIVISÃO
DE FREQÜÊNCIA (FDM)

Você viu em 3.3.7 que a degeneração, correspondente à translação de


freqüência, é provocada pelos FOM.
Naquele item, descrevi o processo da multiplexação em freqüência e
retorno agora a este assunto, sob o ponto de vista de sistema.
De acordo com uma recomendação CCITT, 12 canais de voz podem ser
multiplexados para formar um grupo básico, que ocupa a faixa de 60 a
108 KHz.
A cada canal de voz é reservada uma faixa de 4 KHz, para garantir que
cada canal não sofra interferência de seus adjacentes.
Cinco grupos podem ser multiplexados para formar um "supergrupo".
Cinco "supergrupos" podem ser multiplexados para formar um "master-
grupo". Três "master-grupos" podem ser multiplexados para formar um
"super-mas ter-grupo" que, finalmente, carrega a informação de 900
canais de voz (12·5·5·3= 900).
A figura 6.8 ilustra a transmissão de dados, utilizando a faixa de grupo,
com auxilio de FOM e TOM.
No caso do FOM, 12 canais de voz, cada um correspondendo a um
ETO, ocupam a faixa de grupo, independente das velocidades dos
terminais (vt).
No caso do TOM, "n" ETO's compartilham uma fatia da velocidade
agregada de 48.000 bps, que gera uma velocidade de 64.000 bps na porta
sistema do TOM, que, 110 caso deste exemplo, tem e=4/3.
Os dados a 64.000 bps entram em um modem V36, que gera, em sua saída,
um sinal cujo espectro ocupa a faixa de grupo.
A quantidade de terminais na entrada do TOM depende da velocidade
"vt", pois no caso da figura, deve-se ter:
Va = N.vt = 48.000 bps
Va = velocidade agregada
N· = n 2 de terminais
vt = velocidade dos terminais

vt N
1.200 40
2.400 20
4.800 10
9.600 5

281
FOM
r--------------------------,

FAIXA
tE

~
60 108

L __________________________ _

n FAIXA
Va= 1: Vi =48000bps

~
1=1
TOM
ETO I
4000bps
60 108
ET02
ETD3 t> MODEM
O=MOOEM
64Kbps

ETOn Q =ETD

Fig.9.8: Utilização da Caixa de grupo com FOM e TOM


282
SATÉLITE

~
<i" / I
b~ '" ~~
~~
E
~

~"" ~
/~ j ~t~ "
~ 'l(.
V~
,,~
TERRA

GRUPO "-"'" -GIU'O

~ I \ I \ I \
48KHz 240KHz 6Mkz 36MHz

o---{]-22t=~;::::::;-1(12 ""00("
(60Conais de Vozl.
Vod

2
E
) 'M
) j
2

'OM
64OOObp,r--=5tj~=-_ 6
'-- FOM
CANAL
t> I----C DE TV
'OM

0= MODEM
TOM
Q ; ETO

Fig.9.9: Trtlllsmissão via sa télite - U II1 exemp lo

283
9.1.6 MODEM COM MUX
Alguns modems possuem um multiplexador TDM incorporado, e esta
facilidade pode simplificar bastante alguns tipos de sistema.
Analisarei o modem V29, que pode oferecer um MUX configurável até 4
portas.
A tabela abaixo ilustra as possíveis configurações, para cada velocidade
de transmissão (9.600, 7.200 e 4.800).
Na primeira, a porta "A" transmite a 9.600 bps, alocando os bits Ql a Q4
do quadribit, que é o modo de operação normal do modem.
Na segunda, a porta "A" transmite a 7.200 bps, alocando os bits Ql a Q3,
e a porta "B" transmite a 2400 bps, alocando o bit Q4 do quadribit, e assim
por diante.

"A" "B" "C" "D"


1 9.600(1,2,3,4) - - -
2 7.200(1,2,3) 2.400 (4) - -
3 4.800(1,3) 4.800 (2,4) - -
4 4.800(1,3) 2.400 (2) 2.400 (4) -
5 2.400 (1) 2.400 (2) 2.400131 2.400141
6 7.200 (2,3,4) - - -
7 4.800(2,3) 2.400 (4) - -
8 2.400 (2) 2.400 (3) 2.400141 -
9 4.800(2,3) - - -
10 2.400 (2) 2.400 (3) - -
Como cada porta possui uma posição bem definida dentro do quadribit,
não há necessidade de bits extras para endereçamento, fazendo com que
este modem seja equivalente a um MUX TDM com "e=l" seguido de um
modem convencional.
Uma potencial aplicação deste modem com MUX seria um sistema que
utilize uma porta para entrada remota de trabalhos ("RJE") e outra
atendendo a vários terminais, operando em "polling".

9.2 CÓDIGOS
Os códigos são definidos em função de uma necessidade específica.
Ainda no século 19, Morse idealizou seu código para transmissão telegráfica,
tomando como base dois estados diferentes, conhecidos como "ponto" e
"traço". Este código binário (dois estados) possui quantidade variável de bits.
Os caracteres mais presentes na linguagem, receberam menor número de bits
para representá-los e isso faz sentido pois permite uma velocidade maior de
transmissão, exigindo menos toques do operador.
O código Morse, no entanto, não se mostra apropriado a uma transmissão
entre duas máquinas, pois sua tradução seria difícil, por possuir um número
variável de bits por caractere.
284
Um outro código, idealizado por Emile Baudot, foi utilizado nos primeiros
teletipos e ainda hoje é utilizado nas máquinas telex. Este possui um número
fixo de 5 bits por caractere.
A combinação dos 5 bits permite 32 caracteres diferentes, mas usando o
artifício de identificar cada um como "maiúsculo" ou "minúsculo" foi
possível representar 58 caracteres (2 . 26 + 6 especiais). Naturalmente, como
numa máquina de datilografia, a posição "maiúsculo" ou "minúsculo", deve
ser definida antes, ou seja, o "status" deve ser observado ao se fazer a
tradução do código.
Outros dois códigos, ASCII e EBCDIC são os mais utilizados atualmente para
a transmissão de dados. O códigoASCII possui 7 bits, enquanto o EBCDIC
possui 8.
No Brasil, o código a ser padronizado é uma extensão do ASCII e está sendo
chamado de BRASCII.
Nas próximas páginas apresento, a título de ilustração, os códigos citados.
Internamente, os equipamentos digitais também utilizam códigos para
representar os números decimais e os mais comuns são os códigos "binário",
"BCD u e "Gray".
O código BCD ("binary coded decimal") representa os algarismos decimais
em binário.
O código Gray é chamado de código de distância unitária, ou seja, a diferença
de um número para o imediatamente superior é somente em um bit. Esse
código é utilizado na codificação dos símbolos durante a modulação nos
modems, a fim de limitar a um bit errado quando houver decisão de fase
adjacente na detecção.

Decimal Binário BCD Grav


O 0000 0000 0000
1 0001 0001 0001
2 0010 0010 0011
3 0011 0011 0010
4 0100 0100 0110
5 0101 0101 0111
6 0110 0110 0101
7 0111 0111 0100
8 1000 1000 1100
9 1001 1001 1101
10 1010 - 1111
11 1011 - 1110
12 1100 - 1010
13 1101 - 1011
14 1110 - 1001
15 1111 - 1000

285
A .- 1 ._---
B - --..-. 2 ._---
C - 3 .. -- -
D - •• 4 -. ---
E • 5 ..---
F •• -. 6 - ---..-.
G
H
__ e

-.--
7
8
--
-- - ..
I
J
-.
----
9
O
-----
-----
K --- • ------
L ---- •• ------
M --
_.
~
• ---- .-
N
O
p
--
-- -. - --,
ERRO --------
- ----
------
Q ---- ,
• ---._-
R
5
---
---
PAREN-
TESIS

I
------
-----
T - ESPERE
-- ---
U --- FIM DE
-----
... -
MENSAG.
V
W --_..--
~ONVITE
TRANSM.
FIM
R
----. -
...
X
Y
Z -----
_..
Fig.9.10: Código Morse
286
CARACTERE
b b b b b
MINUSCULO MAIÚSCULO S 4 S l 1
A

-?
I
I
I
I I
C
·· I I I
D
E •
3
I
I
I

F ! I I I
Q & I I I
H # I I
I 8 I I
J · I I I
K ( I I I I
L ) I I
M I
N
·, I
I
I
I

O 9 I I
P O I I I
Q 1 I I I I
R 4 I I
S CAMPAINHA I I
T 5 I
U 7 I I I
V ; I I I I
W 2 I I I
X I I I I I
Y
Z
..8 I
I
I I
I
LETRAS(muda para malúlculo) I I I I I
SíMBOLOS (muda para maiúlcula.) I I I I
ESPAÇO I
RETORNO DO CARRO I
ALIMENTA LINHA I
BRANCO

Fig.9.11: Código Baudot


287
b7= O 1

b6,b5 = 00 01 10 11 00 01 10
"
b4b2
b3 bl ~'<f. O 1 2 3 4 5 6 7

0000 O NUL DLE SP O @ P '\


P

000 t 1 SOH DCI ! 1 A Q a q


11
0010 2 STX DC2 2 B R b r

001 1 3 EXT DC3 # 3 C S c s

0100 4 EOT DC4 $ 4 D T d t

O 1 01 5 ENQ NAK %
5 E U e u

01 tO 6 ACK SYN 8 6 F V f v

01 1 t 7 BEL ETB • 7 G W w
9

1000 8 as CAN ( 8 H X h x
100 t 9 HT EM ) 9 I Y i Y
...
101 O

10 1 1
A LF
B VT
SUB
ESC
*+ ,.. J

K
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j

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z

11 00 C FF FS , < L \ 1 I
, 1Ot D CR GS - = M ~ m }
, 1 1O

11 11
E se
F SI
RS
US
.
/
>
?
N
o
.,.
-
n

o
-
DEL

Fig.9.12: Código ASCII


288
I bel b71 b61 b51 b41 b31 b21 b 1 I
b8= o 1

b7= o 1 o 1

b6,b5: 00 11 00 OI 10 ti 00 01 10 11
00 OI 10
" OI lO

~
b4b2 O 1 2 3 4 5 6 7 8 9 A B C D E F
b3 bl
0000 O NUL DLE SP a - o
0001 1 SOH Del / a j A J 1

0010 2 STX De2 FS SYN b k s B K S 2

001 1 3 ETX Del c I t C L T 3

0100 4 d m u D M U 4

O 1 01 5 HT NL LF e n v E N V 5

01 10 6 LC BS ETB UC f o w F O W 6

O1t 1 7 DEL IL ESC EOT 9 P lt G P X 1

1000 8 h q Y H Q Y 8

1 00 I 9 RLF EM I r z I R Z 9

1010 A SMM CC ft ! I

1O , t B VT . $ t #

t 1 00 C FF DC4 < t:f %


@
,
1 10 t D CR Q NAK ( ) -
11 t O E 50 ACK + : > =
1 1 1, F SI BEL SUB ? "

Fig.9.13: Código EBCDIC


289
I bel b71 b6 1 bsl b4 1 b31 b21 bl I
be= o 1

b7= o I o 1

b6,bS = 00 la 11 00 Ot 10 11
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®
-
3/4
l,
,.
I
',.
'P
~ ..'
I P

Fig.9.14: Código BRASCII


290
9.2.1 DETECÇÃO DE ERROS
Toda transmissão de dados está sujeita a erros, provenientes de decisões
erradas no demodulador do modem, devido a um sinal de recepção
contaminado por uma ou várias degenerações.
Ao nível do modem, um erro significa um bit invertido, mas, a nível de
sistema, esse erro pode significar um caractere errado, ou um bloco de
caracteres não confiável.
É importante, em um sistema, que ele seja capaz de dctectar erros, e
quanto maior for essa capacidade maior será a sua cOllfiabilidade.
Uma vez detectado um erro, o sistema pode agir de duas maneiras: pedir
uma retransmissão da mensagem (caractere, bloco, etc.) ou corrigir o
erro, se ele for capaz para isto.

RECEPÇÃO PEDE
DA RETRANSMISSÃO
MENSAGEM

.. ..,
,,
,
NÃO ____ t ___ ,
: CORRIGE
'4------~------------1 O
ERRO
1 _ _ _ _ _ _ - -I

Fig.9.1S: Detc..~cção de um erro


Mas como () sistema pode detectar um erro?
Suponha que um sistcma esteja utilizando () código ASCII c na
transmissão do caractere "j" houve um erro no 7 Q bit.

Transmitido "j" Recebido "*,,


bl = O O
b2 = 1 1
b2 = O O
b4 = 1 1
bS = O O
b6 = 1 1
b7 = 1 Erro -+ O
291
Simplesmente, o sistema vai pensar que o caractere transmitido foi real-
mente o "*", e assim acontecerá com qualquer caractere errado, pois esse
código é "não redundante", ou seja, todas as combinações possíveis são
utilizadas.
Uma forma de detectar esse tipo de erro é acrescentar bits redundantes no
código.
Um método de redundância utilizado é a adição de bits de paridade,
resultado de uma operação do tipo "ou-exclusivo" sobre um conjunto de
bits de dados.
Existem dois tipos de paridade: par e ímpar.

bl~o--, [IMPAR}
~s ~ ~MR JLe

Fig.9.16: Geração do bit de paridade

o bit de paridade par (ímpar) tem um valor tal que, quando acrescentado
aos bits de dados, o número total de bits" 1" será sempre par (ímpar).
O procedimento consiste em acrescentar, na transmissão, um bit de
paridade a cada conjunto fixo de bits de dados, e, na recepção, verificar
se a paridade do conjunto l~stá correta. Se o bit de paridade, na recepção,
estiver invertido, houve erro. Observe que se houver um número par de
erros, a ocorrência não será detectada.
Normalmente se util iza a paridade por caractere e a paridade longitudinal.
A paridade por caractl~re consiste em acrescentar um bit de paridade para
cada caractere transmitido, e a paridade longitudinal consiste em acres-
l'eutar um l'aractere de paridade por bloco (BCC = "block check carac-
ter") de forma que seu enésimo bit seja a paridade (normalmente é par)
dos enésimos bits de todos os caracteres do bloco.

Caracteres de Dados
M E N S A G E M BCC
1 1 O 1 1 1 1 1 1
O O 1 1 () 1 O O 1
1 1 1 O O 1 1 1 O
1 O 1 O O O O 1 1
O O O 1 O O O O 1
O O O O O O O O O
1 1 1 1 1 1 1 1 O
O 1 O O O O 1 O O : bits de paridade
292
Outro método de redundância é a cíclica (CRC = "cyclic redundancy
check"), que {~onsiste em acrescentar "r" bits redundantes, resto da
divisão da seqüência dos bits de dados por um polinômio gerador. A
recomenda~ão CCITT V41 apresenta o polinômio x(16)+x(12)+x(5)+1.
Na recepção, a seqüência é novamente dividida pelo mesmo polinôm io
gerador e o resto verificado deve ser zero, caso contrário houve erro.
Uma descri~ão mais detalhada desse método foge ao objetivo deste trabalho,
mas pode ser encontrada nas referências (4) e [5] da bibliografia.

9.3 PROTOCOLO
Um protocolo é um conjunto de regras e formalidades que rege uma comunicação.
Existem vários tipos de protocolos. Abaixo, cito os quatro mais comuns em
comunicação de dados:

a - Protocolo de interface: estabelece as regras para se conectar dois


equipamentos, a nível físico, ou seja, define a interface serial.
Para equipamentos de transmissão de dados utiliza-se uma das
interfaces seriais abordadas no capítulo 6, sendo EIA-232 a mais
comum.
b - Protocolo de controle da comunicação: estabelece as regras e
procedimentos de linha entre duas estações, de forma a controlar
o sincronismo e a detec~ão de erros.
É também chamado de DLC ("Data Link Control")
c - Protocolo de apresentação ("handshake") entre modems: utilizado
no início da {'omunicação a fim de estabelecer parâmetros entre os
modems, como por exemplo~ os protocolos definidos nas recomen-
dações V22 e V22bis.
d - Protocolo de modem esperto: estabelece as regras para que modem
e ETD possam trocar parâmetros através da interface RS232. Um
hem conhecido é o Hayes. Faço referência a tais protocolos na
seção 6.17.2, e descrevo o protocolo Hayes no apêndice AS.

A seguir apresentarei, de forma simplificada, um protocolo de controle de


comunicação (DLC), criado pela IBM em 1968 e ainda muito utilizado
atualmente: BSC ou Bisync.
Suas principais características são:

a - Permite comunicações semiduplex, ponto-a-ponto ou multiponto, de


forma síncrona.
h - Utiliza caracteres com significados especiais,ou seja, caracteres de
controle.
c - Transmite por blocos, que devem ser verificados e aceitos pelo
receptor.

A figura 9.17 mostra seu formato básico.


293
~
~ ~ ~ I lDAIlU I ~ ~lNS"'G!'"i ~ ~
J

Fig.9.17: Formato do protocolo BSC

onde:
SYN = caractere de sincronismo
SOU = "Start of beader" = informa ao receptor que a informação a seguir
são caracteres de controle utilizados para endereçamento durante a
operação do polling.
=
UEADER Endereco da estação que deve receber a mensagem - esse
campo é opcional e pode ser dispensado em circuitos ponto-a-ponto.
STX = "Start of text" = inicio do texto = indica ao receptor que a
informação a seguir é a mensagem propriamente dita.
ETX = "End of text" = fim do texto = indica o fim da mensagem e que
não há mais blocos a serem transmitidos.
ETB = "End of block"=fim do bloco = indica o término de um bloco e
que o caractere BCC vem a seguir.
ncc = "Block cbeck (,'aracter" - utilizado para testar a integralidade do
bloco. A verificação da paridade dos bits de mesma posição relativa, no
caractere, é feita no caso de se utilizar o código ASCII, por exemplo.
Outros caracteres de controle utilizados são: .
ACK = caractere enviado pelo receptor para informar que o bloco foi bem
recebido.
NACK = caractere enviado pelo receptor para informar que o bloco
recebido não foi aceito (bloco contendo erro).
ENQ = "enquiry" = caractere transmitido por uma estação, questionando
se a outra estação está disposta a receber (ponto-a-ponto).
DLE ="data link escape"=caractere utilizado antes de um caractere de
controle para que este não seja interpretado como tal. Com auxílio deste
(,'aral'tere pode-se construir textos transparentes ao protocolo.
EOT ="end of transmission" = caractere utilizado para indicar o fim de
uma transmissão. Esse caractere também é utilizado para responder "nada
a transmitir", durante uma inquisição de polling.

294
COMPtrrADOR

POSSOTRANSMITIR.?

OK!
lRANSMITE BLOCO

RECEBI BEM!
lRANSMrrE BLOCO

RECEBI CI ERRO
REPITA
REPInE O BLOCO ANrERIOR

RECEBI BEM!

FIM

Fig.9.18: BSC em ponto-a-ponto

9.4 CIRCUITO PONTO-A-PONTO


Analisarei, neste item, o circuito ponto-a-pol1to, sob o ponto de vista de sua
eficiência, ou seja, que parcela da velocidade do modem é efetivamente
aproveitada para transmitir informação. Naturalmente, esta eficiência está
intimamente ligada ao protocolo utilizado, e, como não faz parte deste trabalho
avaliar os diversos protocolos, estarei considerando aqueles que precisam de
uma confirmação "ACK" a cada bloco transmitido, antes de enviar o próximo.
Caso o bloco seja recebido com erro, ele deve ser retransmitido.
Estarei considerando um circuito ponto-a-ponto em linha privativa, e, portan-
to, o terminal está permanentemente conectado ao computador.
Baseado no exposto acima, estabelecerei uma fórmula para determinar a
eficiência do sistema, que será medida em porcentagem, a partir da definição
de "taxa real de transferência de informação"= TRT , medida em bps.

n 9 de bits de informação aceitos pelo computador


TRT=
tempo gasto para isso

295
Normalmente, os dados são transmitidos em blocos, seguindo algum protocolo.
Os protocolos transmitem, além dos bits de informação (o que interessa), bits de
controle da comunicação, bits de paridade para controle de erros, etc ...
Esses bits de controle colaboram para que a taxa real de transferência de
informação seja menor que a taxa de transmissão do modem (vt).
Se um modem transmite a 2.400 bps, alguns desses bits são de controle, e
certamente, a TRT será menor que 2.400 bps.
Outros fatores também colaboram para diminuir a TRT, conforme você verá
adiante.
Sendo: =
nO de bits de informação aceitos pelo
computador
T = tempo necessário para aceitar esses bits.

Definirei eficiência:
f = eficiência

1~111:!lflcl~;1
Podemos dizer que:
vt = velocidade de transmissão do modem.

u = bits de informação (úteis) por caractere


B = total de caracteres por bloco.
I = u.(B-C) C = caracteres de controle porbloco.
B-C= caracteres de informação

ainda: N = nO de transmissões necessárias para


aceitar um bloco
b = total de bits por caractere
vt = velocidade do modem [bps]
At = tempo gasto entre a transmissão
de 2 blocos.
B.b
- = tempo de transmissão de um bloco.
vt
então:

O parâmetro "N" pode ser colocado em termos da taxa de retransmissão do


canal, que é, inclusive, uma informação de fácil medida.

blocos transmitidos c+ e
N= =
blocos certos c

c =certos e = errados

A taxa de retransmissão d; bloco é definida por:

blocos errados e
R=
blocos transmitidos c+ e
296
Por substituição, você pode comprovar que:
N= 1-R

Então, a fórmula da TRT finalmente fica:

A taxa de retransmissão de bloco, "R", é função da taxa de erro de bit, imposta


pelo meio de comunicação (modem+ linha), e do comprimento do bloco. Esta
relação, supondo que não haja correção de erro, é dada aproximadamente por:
R = taxa de retransmissão
E = taxa de erro de bit
B = comprimento do bloco (caracteres)
b = bits por caractere
em = fator que desconta os erros
múltiplos em um bloco, causados pelos
randomizadores e equalizadores digitais.
Podemos utilizar os valores:
em = 0,3 (V22, V22bis, V27 e V29)
em = 0,9 (V21 ,23,26)

Por exemplo, utilizando a equação acima, se uma ligação possui uma taxa de
rctransmissão dc 1% e o comprimento do bloco é de 500 l'aracteres de t O bits,
então a taxa de crro de bit é da ordem de 7 ppm (CIo = 0,3).
O parâmetro At depende do modo de operação do modem:
a) sem iduplex com portadora chaveada
b) duplex com portadora constante
a) Semiduplex:
A figura a seguir, esqucmatiza todos os rctardos cnvolvidos entre a
transmissão de dois blocos, numa ligação scmiduplex.
No l'aso da ligação a 2 fios, os modems semiduplex introduzem os retardos
RTS-CTS sempre que o sentido da transmissão é invertido.
RTS r-------------------
CPU
BLOCO N+1
TX

TX

ETO RTS

CTS
o o - -_ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ r----
~I

Fig.9. t 9: Temporizações pOllto-a-pol1to


297
Onde: trt:;;; Tempo de rea ção do ETD para rcccpç.io do bloco
a nte ri or e leva ntar o RTS o
leI = Rel.rdo RTS- CTS do modem ills l.l.do 110 ETD.
t2 = Tempo de envio da re s pos ta ACK, que normalmente é
formada por 7 a 10 bits
Ip = Tcmpo de propaga\oão na linh il d e tran smissão.
Apuc(Oc dU<ls vezes : t<lllt o na tran smissão do ETD
quanto 11<1 da CPU.
Em termos priÍ ticos, pode-se considerar:
2,51115 para curtas dist,incias
5,Oms para médias di s t;incias
15,O ms par:t longas di s l;incia s
300,Oms para transmiss.io v i.. sa té litc.
Im = Tt'_lI1po de IHopaga\o;io dl' ntro do modem, considerando
transmissão l' rl'n' p~ão . Esse dado podc ser ob tido
com o fabricante do modem (variil de 3 a 60 II1 s).
tr2 = Tl'mpo de r C il~ão da CPU para a va li;lr a resposta
ACK e leva nlar o RTS para () próximo bloco.
t<:2 = Rl'lardo RTS-CTS do 1I111dl'm in s talado na CPU
Podemos, l' nt ;io, dizl'r <llIt~ :

AI = (1r1+lr2) + (lcl+ lc2) + 12 + 2 . (Ip+lm)

Na o p era~;io a dois fio s , os tt~ II1JlO S " Ir I "


e "l r2 " são, no mínimo , iguais ao
t e mp o n ect'ss;í r i o paríl que o m odem r everta seu se ntido de
trall smiss;lo :(DC D- ) + RCC. Veja ~ .
b) Duplo,
ESlt~ modo tk operação l' ngloba os Illod e m s qu e operam d up kx a 4 ri os (V26,
V27 e V29), os modt'll1s que operam dupl ex il 2 rio s (V22, V22bis) e os
1ll0delllS qUt' operil m dllpkx a 2 fio s, rum ra nal ser und;írio ( 1.200/75).
Neste <:asn, (l [l' tud o A I sl'ní nll' no r pois niio t'xisl irji n os Il' mpos gas tos <:0111
RTS-CTS, j;í que os lI1odl'1I1S es larci o operando COIl1 portadora t.:Ollstallteo
Ent;io, aplil'a -st; a IIlt'S mil fó rmula anttrior CO Il1 (td +l(2) = O.
Dt~ve sn sa li l' lItado qUl', no caso do c:I nal sec llndiÍrio, t;stc,; se mpr e o pna l; 1ll
ve locidade 1llais baixa (ge ralm e nt e 75 hps) e o tem po " t2" sc riÍ maior que 110
caso (~ 1I1 quc as duas vl' locidildcs são iguais.
Obst~ r ve qu e o protocolo utili za do nts ta an;íli se é. po rd cfi ni c;.io, sC ll1idupl cx,
ou stja . n,io t~ x i s t e tran smi ss;io t~ recl' P\'~O si multall eilml'lI t t~.
Na fi gu ra 9.20, ap[l'Sl'nto UIIl g r~fico onde vOl:ê pode ver como varia a
eficiência dl' UII1 c ircuito ponto-a - ponto l~1Il fUIl\';io do l'o mpriIl1 l' nt o do hloco
t' da velol'ida d l~ "v t" ut ilizada.
Ohse r vt~ qlll' podemos tirar duas cO lldu sões importanll's:

a ) Ex is te um tamílnho de hloco ótimo para cada vdocidflde.


Para comprill1t;J1tos dt; hloco ílbaixo do po nto ó timo, a
eficiêndíl l'ai devid o ao a tr ílSO "At", que ind epe nd e do
co mpri nH' uto do h loro.
298
Para comprimentos de bloco acima do ponto ótimo, a
eficiência cai devido a maior probabilidade de retransmissão.
b) Quanto menor a velocidade "vt", maior é a eficiência do
ponto ótimo e menor é o comprimento ótimo de bloco.
Na figura 9.21, você pode ver como a eficiência cai quando a taxa de erro
aumenta. Observe que, quanto maior for a taxa de erro, menor será o <.'om-
primento ótimo de bloco.
!B!
I/t

'OO~o+-----------~----------~----------~
E=10ppm
At=300ms
S7.5% i-----------+-------------1-- c: 20

75% rI _----:~~;::::~~~-b=u= S
7 -----+

62,5% +---;r.~c......:~~~~~------...."..~--------__1

25%~~--~----4-----------~------~~~

12,5% ~fIL---------+------------+-----------~

O~----------+_----------~----------_r __.B
100 10000 [Caracteres]

Fig.9.20: Efkiênda x comprimento do bloco

TRT (bps]

4800+-----------,------------r----------~
I/t =4S00bps
O,5ppcn
At 300ms
4200 c 20
b S
u 7

I~r_~--------;-------+_~-r----~~~~

1200~----------;-----------~------~~~

600r-----------~----------~~~----~~

~----------------+_----------~------~~--~__.B
100 1000 10000 [cacacteres]

Fig.9.21: Queda da eficiência com a taxa de erro


299
9.4.1 EXEMPLO DE UM CIRCUITO PONTO-A-PONTO
Suponha que um terminal esteja ligado à CPU de um computador com um
modem de 2.400 bps, operando semiduplex a dois fios, e que o código
utilizado seja o ASCII (7 bits de informação e 1 de paridade).
Suponha que o tamanho do bloco seja de 1.000 caracteres e que cada
bloco possua 15 caracteres de controle.
Então:
I = u. (B-C) = 7(1.000-15) = 6895 bits
Suponha que a taxa de retransmissão seja de 1 %. Então:
1 - R= 0,99
Suponha que l~sta ligação seja a média distância e que o tempo l~ntre a
transmissão de dois blol'OS seja formado por:
tr1+ tr2= 20 ms
tp + tm= 25ms
t2 = 20ms
te 1 + te2 = 51 ms (Retardo RTS-CTS de 25,S ms
em cada modem)
Então:
At = 141 ms = 0,141 s

TRT = (1 - R).1 _ (0,99).(6895) = 1965


B. b + At- 3,333 + 0,141
vt
TRT = 1.965 bps .. 1 = 81,9 %
Se a taxa de retransmissão fosse de 10%, por exemplo, obteríamos:
TRT = 1786 bps ;1 = 74,4 %
Se essa Iigação fosse a 4 fios, teríamos tc1 +lc2=0 c obteríamos os
seguintes valores:
Para R = 1%: TRT = 1994 bps; f = 83,1 %
Para R = 10%: TRT = 1813 bps; f = 75,S %

Portanto, mudar a conexão para 4 fios( o que pode significar o dobro em


gastos l'om linha), neste caso, aumentaria a eficiência em cerca de 1,2%.

9.4.2 MODEM DUPLEX OU SEMIDUPLEX '!


Considere um circuito ponto-a-pollto a dois fios.
Suponha que dl~sejo efl~tivar uma transmissão de grande volume de dados,
a 1.200 bps assíncrono.
Devo escolher o tipo de modem entre as três alternativas abaixo, qUl~
satisfaçam as condições estabeleddas:
300
a) V23 1.200/1.200 bps scmiduplcx
b) V23 1.200/75bps duplcx
l') V22 1.200/1.200 bps duplcx

A fim dc comparar as cficiências das altcrnativas citadas, dcvo es-


tabclcccr os parâmctros da transmissão a scr cfctivada:

I = 6895 bits; 8=1.000 ; b=1 O


R = 1%
tr1 +tr2 = 20 ms
2. (tp+tm) = 50 ms
t2 = 8 ms para 1.200bps e 133 ms para 75bps
te1 +te2 = 60 ms (semiduplex)

Finalmcntc, após o cákulo da TRT c da cficiência, obtcnho:

AI tcrna tiva At TRT f


V23 1.200/12.00 0,138 805,8 bps 67,1 %
V23 1.200/75 0,203 799,8 bps 66,6 %
V22 1.200/12.00 0,078 811,6 bl>s 67,6 %
Obsl~rve quc a alternativa ma is d'kkntc é a qUl~ utiliza 'modems V22, mas
a difl~rença para aquela que utiliza modems V23 scmiduplex é somente
dc 0,5 %.
Você deve observar que, o fato de se utilizar modl~ms duplex, em geral,
não leva a um aumcnto de l~ficiência como era de sc esperar, pois os
protocolos utilizados são do tipo que precisam dc uma confirmação da
boa recepção dc cada bloco, antl~s de transmitir o próximo.
A mesma análisc pode ser fcita no caso dc uma transmissão a 2.400 bps
síncrona, onde a escolha vai rn'air l~ntn~ modcms V26 e V22bis.

9.4.3 LINHA COMUTADA OU TRANSDATA "!


Suponha que pfl~tendo estabelen~r uma ligação entre duas cidades, a fim
de transmitir um certo volunll~ de dados sínl'Tonos.
Tenho duas alternativas: alugar um circuito ponto-a-ponto Transdata ou
comprar dois modems e utilizar a linha comutada via DDD.
Qual das duas será a mais vantajosa l~m termos de l'Usto '!
A difen~nça básica é qUl\ no Transdata ird pagar uma quantia fixa,
mensal, pelo aluguel do cin.'uito, independentl~ do tráfego, e na linha
l'omutada, irei pagar uma quantia proporcional ao tempo da conexão, ou
seja, proporcional ao volume dl~ dados transferido.

301
Vamos supor que:
Trecho = Brasília/Rio (degrau 06)
Eficiência = f = TRT/vt = 75%
CM = Custo de 1 minuto de ligação 000 entre
BSB e RIO, com tarifa normal. = Cz$ 4,86
CCT= Custo mensal do circuito Transdata, conforme
tabela citada no 6.1.3.1.
TM = (B-C)= Tráfego mensal desejado.
[caracteres]
u = bits úteis por caractere = 8
ClC= Custo mensal em linha comutada
em u.TM
= 60'" f.vt
O gráfico abaixo foi traçado a partir destes dados e mostra como o custo
mensal da linha comutada aumcnta conforme a utilização, sendo mcnor
quc o custo do Transdata até um dcterminado tráfcgo.
Na veloddadc de 4.800 bps, por exemplo, somente para um tráfego
mcnsal acima dc 187 milhõcs de caractercs (o quc correspondcria a uma
utilização da linha durante 5,2 horas em todos os dias úteis do mês) é que
o circuito Transdata passa a scr mais barato.
Naturalmcntc, você não deve esquecer que, no caso da linha comutada,
será preciso um investimento inidal para os modems.
Custo (Cz$ mil) = 0,864 TM
vr
100 I----r----t---...-t----t-----r--~_t

90 1----11---1

80 1------1--

701----+--
60 I----+-~~~----~~--~-----+----~

50 ~--r-~-r---~r-----+---

40 ~----~----~~--~----~~~-+----~

30 ~-~+-~~~--~~~~---+---~

20 ~~~~---~~-~----~---+----~

10 ~~~~~-~--~--~----+----4
~ _ _ _~____~____~_ _ _~_ _ _- L____~~TM

o 100 200 300 400 500 600 [milhões de]


caracteres

Fig.9.22: Custo Transdata x Linha comutada


A tarifa da ligação teld'ônica aSB-RIO, que considerei, é aquela do
horário normal (segunda a sexta, de 8:00 as 20:00). No caso da
transmissão ser realizada em horário reduzido ou super-reduzido, aplique
as tarifas Cz$ 2,43 e Cz$ 1,22 , respel'tivamente.

302
9.5 CORREÇÃO DE ERROS

Há muitos métodos de correção de erros e eles foram classificados em dois tipos:


métodos blocado e convolucional.
A característica de um método blocado é que a seqüência de bits a ser transmitida é
seccionada em blocos de "k" bits e, a cada bloco um codificador adiciona "p = n-k"
bits redundantes, algebricamente relacionados com os bits de dados, produzindo
um bloco total de "n" bits, que serão efetivamente transmitidos pelo canal. Na
recepção, os bits redundantes são verificados pelo decodificador, para detecção de
erros e &10 corrigidos por retransmis&1o do bloco ou diretamente pelo
dccodificador. Dois tipos de codificadores são muito utiliZ<1dos em comunicação de
dados: o de paridade e o cíclico. Os de paridade geram um ou mais caracteres de
paridade (chamados de BCC - "Block Check Caracter") que são adicionados no
final do bloco. Os códigos cíclicos utilizados para detecção de erros são chamados
de CRC ("Cyclic Redundancy Check"). Veja na próxima figura, o funcionamento
do codificador CRC. Na primeira fase, as chaves A e B estão fechadas. Os dados
recebidos do ETD passam para a saída e, ao mesmo tempo, vão entrando em um
registrador de deslocamento. com realimentações em posições determinadas, que
no caso da figura são I, 5 12 e 16. Essas realimentações definem o polinômio
gerador. Após o último bit de dados do bloco, as chaves A e B se abrem e a chave C
se fecha. Então os p = 16 bits armazenados no registrador. que correspondem à
divisão dos bits de dados pelo polinômio gerador, são enviados, como bits de
paridade cíclica, para a saída, completando os "n" bits do bloco. Na recepção, um
outro codificador repete a operação e "erifica a integridade dos dados.
Propositalmente, o polinômio do exemplo é aquele utilizado na VA2.

O método blocado pressupõc que o bloco transmitido será verificado e. se contiver


erro, o receptor vai pedir uma retransmissão. Dos dois métodos o CRC está cada
vez sendo mais utilizado.
O codificador convolucional opera sobre a mensagem de entrada de forma
contínua. sem seccionamento em blocos, como foi visto anteriormente. O
codificador convolucional executa a convolução discreta da seqüência de entrada
com a resposta impulsionai do codificador. O codificador é uma máquina de estado
finito que possui registradores com conexõcs através de portas "ou-cxclusivo".

303
gerando uma saída redundante. Esse tipo de codificador é utilizado na modulação
por treliça, TCM ("Trellis Coded Modulation") presente nos modems V.32,
V.32bis c V.34. A codificação TCM efetua a correÇ<10 direta de erros na recepção
dos modems.

9.5.1 CCITT V.42


A recomendação V.42 especifica procedimentos de correção de erros para
modems que utilizam conversores síncrono-assíncrono, baseados em método
blocado com CRC. Foi pela primeira vez publicada no livro azul do CCITI em
novembro de 1988.
A probabilidade de erros aumenta se a velocidade de transmissão do modem
sobe, como você viu no capítulo sobre teste de modems analógicos. Cada vez
mais as pessoas estão utilizando a rede comutada para transmitir dados e as
velocidades subiram de 2AOO para 14.400 bps. Uma transmis5<10 a 14.400 pode
levar a uma TRT menor que uma transmissão a 9.600 bps, por exemplo,
dependendo da taxa de erro e do comprimento do bloco. Um protocolo de
detecção e correção de erros aumenta a confiabilidade da comunicação,
permitindo que aplicaçõcs de maior volume de dados operem nas linhas
tcleffinicas comuns.
A V,42 é um esquema de detecção e correção de erro que divide a seqüência de
dados a transmitir, em blocos, executando também a COnVer5<10 de assíncrono
para síncrono. Como a comunicação entre os modems é síncrona e a velocidade
entre. modem e ETD será maior que a velocidade de transmissão, há
necessidade de registros temporários para gerenciar o controle de fluxo entre
modemeETD.
A detecção de erros é feita por uma verificação de redundância cíclica (CRC) na
recepção do bloco. Se a verificação indicar a presença de erros, o receptor envia
uma mensagem ao transmissor pedindo uma retransmissão do bloco
contaminado. Essa forma de correção dos erros é chamada de ARQ (" Automatic
Repeat reQuest").
Outra característica da VA2 é que pre\'ê a interoperabilidade de um modem
com correção e outro sem. por seleção automática do modo nativo (sem
correção).
A V,42 possui dois algoritmos de correção de erros.
O primeiro é o LAPM ("Link Access Procedure for modems"). Baseado no
protocolo HDLC, o LAPM é uma variante dos algoritmos LAPB e LAPD
utilizados na RDSI. A maior rai'.<10 da escolha desse algoritmo é a intenção de
compatibilizar modems e RDSI no futuro.
O segundo é o MNP~, desell\'olvido pela Microcom, Norwood MA USA, que
por ter sido largamente usado, é tratado como uma alternativa opcional para a
conexão. O MNP~ consta como anexo A da V,42. Após uma série de testes
304
comparativos dos dois algoritmos, o CClTT conclui que são equivalentes em
performance. O MNP-4 foi incluído na recomendação devido à grandc base
instalada de modcms que o utilizavam, mas todas as futuras mclhorias
desenvolvidas serão incorporadas ao LAPM. Um exemplo disso é a
recomendação V.42bis, sobre comprcsScio de dados, vista mais adiantc~
fortemente baseda no LAPM. Para que um modcm seja compatívcl com a V.42
ele deve implementar o protocolo LAPM, mas o MNP-4 é opcional.
O protocolo V.42 possui uma série de funçôcs de controle, como o
procedimento de apresentação, no estabelecimento da chamada~ ondc os
modems negociam os parâmetros da seção. Outra função é o controle de fluxo
na interface serial para prevenir estouro do registro temporário (bufTcr) dos
modems, nos dois lados da linha. Outra função é a própria conversão de
assíncrono para síncrono. Outra função será a compressão de dados~ conforme
V.42bis.
Vou descrever o protocolo LAPM, que é a base do V.42.
No LAPM, todas as mensagens são transmitidas em blocos com flags de
abertura e fechamento. O bloco é dividido em campos, de um ou mais octetos (8
bits), com funçõcs específicas. A flag de fechamento de um bloco podc ser
utilizada como flag de abertura do próximo, para aumentar a eficiência da
comunicação. Para que não ocorra uma flag em outra posição da comunicação.
o transmissor insere um "O" se detectar cinco bits" I" seguidos e o receptor, ao
examinar o bloco, descarta qualquer "O" que esteja após cinco "I" seguidos.
Logo após o flag de abertura vem um campo de endereço cuja função é
identificar lima conexão com correção de erros e rotear os dados, por exemplo:
o fluxo ETD para ETD, que é a comunicação normal, tem um endereço próprio.
O campo de controle indica o tipo de bloco: dados. comandos ou respostas a
comandos. Por exemplo~ rejeição de blocos por contaminação de erros.
comandos de enlaces, comandos e respostas de conexão e desconcxão.
Em seguida vem a parte reservada aos dados do ETD. O tamanho padrão desse
campo é 128 octctos, nos dois sentidos da transmisScio, mas esse parâmctro
pode ser negociado independentemente para cada sentido.

305
Após os dados vem o campo FCS ("Frame Check Scquencell ) com dois octetos
ou opcionalmente 4 octetos. que é o resultado da aplicação do cálculo do CRC.
As seqüências de 16 ou 32 bits também são negociadas entre os modems, na
fase de apresentação. A seqüência de 32 bits permite uma melhor verificação de
erros, especialmente em blocos com dados, mas consome mais tempo da
transmissão, diminuindo a TRT (Taxa Real de Transmissão).
O estabelecimento de uma conexão entre dois modems, com correção de erros e
de acordo com a recomendação V.42, possui duas fases distintas: detecção e
estabelecimento do protocolo. A fc1se de detecção se inicia logo após os
procedimentos de resposta automática.
Na fc1se de detecção o modem origem envia uma seqüência de reconhecimento,
chamada de ODP ("'O Originator Detection Paltem"), composta de 32 bits
(pode ter até 48 bits). Se o modem resposta não responder é porque ele não
suporta V.42. Nesse caso o modem origem pode enviar uma seqüência de
pedido de conexão MNP-4 ou abortar a tentativa de estabelecer uma ligação
com correção de erros. Se o modem resposta for capaz de operar segundo a
V.42. ele vai responder com uma seqüência chamada de ADP (""Ans",er
Detection Paltem"). indicando que ele suporta V.42 e informando se ele deseja
estabelecer a ligação com correção. Nesse caso os modems passarão para a
próxima fase.
Na fc1se de estabelecimento do protocolo os modems vão negociar os parâmetros
da conexão. A primeira providência tomada pelo modem origem é enviar uma
seqüência de pedido de estabelecimento da conexão VA2. Após confirmação do
modem resposta. o modem origem envia lima seqüência com sua sugestão para
os parâmetros. Finalmente o modem resposta envia a confirmação dos
parâmetros a serem utiliz,1dos, encerrando a negociação. Estabelecido o
protocolo e seus parâmetros, os dados do usuário Seio encapsulados, segundo o
protocolo LAPM. e transmitidos entre os dois modems.
A função do V.42 é melhorar a qualidade da comunicação, garantindo um fluxo
isento de erros. e isso é feito pela diviSeio da informação do ETD em blocos. que
serão retransmitidos na ocorrência de um erro. O preço a se pagar por isso é a
queda na TRT. como você estudou em 9.4 (Circuito ponto a ponto). Você viu
que. para uma determinada taxa de erro de bit do canal, quanto maior o
comprimento do bloco melhor a TRT. até um certo ponto em que a TRT
começa a cair novamente devido às retransmissõcs. Há, portanto, para cada
conexão. um tamanho ótimo de bloco a ser determinado.
O assunto da eficiência foi tratado com detalhes em 9.4, considerando a
degeneração somente do ruído branco. Em um canal real, todas as degenerações
contaminam o sinal transmitido, agravando a situação. Por essa raz,io, pelo fato
da distribuição estatística dos dados também influenciar na taxa de erro e
porque a VA2 elimina os bits de start e stop. é difícil quantificar a eficiência do
VA2. Na "erdade, a eliminação dos bits de start c stop pode levar a uma

306
eficiência maior que 100% em situaçõcs ideais pois não deixa de ser uma
compressão de dados da ordem de 25%.
A próxima figura ilustra a TRT normalizada em relação a um modem síncrono
comum, sem correção de erros, do protocolo V.42 em função da taxa de erro de
bit, considerando blocos de 128 octetos (1.024 bits). Observe que, para uma
taxa de erro igual a 500 ppm a TRT normaliL1da é I, ou seja, se um modem
sem correção opera gerando 500 ppm de erro, com a V.42 ele vai operar sem
erro e sem alterar a TRT!

TRT V.42
lRl
1,4
1.2 ,..~
lIIIj
1,0
O,S
0,6
0.4 \
0,2
~ Tax8 d e erros
0,1 (ppm]
10 100 1.000 10.000

Observe também. pela figura anterior, que para taxas de erros normalmente
encontradas nas linhas telelõnicas. o protocolo VA2 oferece um ganho na TRT
de aproximadamente 30%. Para linhas altamente contaminadas por ruído (ou
outras degenerações), a TRT cai drasticamente. Por exemplo. para uma taxa de
erro de 3.000 ppm a TRT cai para 20% do valor que seria sem a V.42, mas. em
compenSe1ção, não há erros.
É importante notar que os algoritmos MNP-4 e LAPM Seio incompatíveis. No
entanto, os dois podem ser suportados por um modem, através do protocolo
VA2. Quando um modem com V.42 &11a com outro MNP-4. é porque aquele
está usando o algoritmo MNP-4 residente no seu V.42. Qualquer modem com
cOll\'ersor assíncrono-síncrono pode ter V.42, como por exemplo V.22, V.22bis.
V32, V32bis ou V.34.
Outro ponto que de\'e ser notado é que os modems podem funcionar com dados
síncronos e assíncronos, mas o protocolo V.42 somente se aplica quando o
modem está transmitindo dados assíncronos.
O CCIlT continua estudando melhorias para o protocolo V42 e. dentre outras.
podemos citar a multiplexação estatística, a correção direta de erros e a
criptografia dos dados.

307
A correção direta consegue, até um certo grau de contaminação do sinal
recebido, corrigir os erros sem necessidade de retransmissão, mas pela análise
da seqüência recebida, que possui redundâncias para esse fim. A grande
vantagem da correção direta é aumentar drasticamente a TRT, já que diminui
as retransmissões.
A criptografia de dados vai permitir segurança nas comunicaçõcs via modems
com V.42 incorporados, uma característica cada vez mais solicitada pelas
instituiçõcs financeiras e governamentais.

9.6 COMPRESSÃO DE DADOS


A compressão de dados é utilizada há muito tempo para aproveitar melhor o espaço
disponível em um dispositivo de armazenamento. Por exemplo, vamos supor que
você digitou um texto em um microcomputador que ocupa 2 Mbyte de memória e
deseja guardar esse arquivo em um disquete de apenas 1,4 Mbyte. Esse problema é
normalmente resolvido com o uso de um software compactador de arquivos, ou
seja. um programa que faz a compressão de um ou vários arquivos, juntando tudo
em um único. que ocupa menos espaço de memória. Dois programas são bem
conhecidos dos que já se depararam com esse problema: ARe e PKZIP, das
empresas Systems Enhancement Associates e PKware. Esses programas são
executados pelo micro, sob comando do usuário que indica os arquivos a serem
compactados. e o arquivo resultante é armazenado no próprio micro. Não há um
compromisso com o tempo de prOCeS5<1mento, ou seja, você está bem na frente do
micro, esperando que ele termine seu trabalho e um segundo a mais ou a menos
não muda muito para você.
O objetivo. portanto. da compressão de dados no exemplo citado, é economizar
espaço de memória.
Outra aplicação da compressão de dados é quando ela é executada em tempo real,
ou seja. há um compromisso com o tempo de processamento. Nesse caso, os dados
vão chegando ao compressor e, após um tempo fixo, vão saindo comprimidos do
outro lado. Essa aplicação é a comunicação de dados. Nes5<1 aplicação, deseja-se
economizar tempo de transmissão. Quanto mais compactados estiverem os dados,
menos bits eles representarão e, portanto, menos tempo levará para ser transmitido
através de um canal com velocidade fixa, em bits por segundo.
Vamos falar sobre compressão para comunicação de dados.
Uma compressão de dados em tempo real pressupõc a ação de um· método de
compressão que pode ter um ou mais algoritmos de compreS5<10. O método é o
conjunto de regras para gerar o resultado e o algoritmo é o procedimento específico
de uma transformação.
Mais especificamente, vamos falar sobre compressão de dados assíncronos.

308
o método de compressão MNP-S ("Microcom Networking Protocol") da Microcom
Inc, USA, se tornou um padrão de fato nos últimos anos, cujo objetivo foi diminuir
o tempo de transmissão dos modems com conversão assíncrono-síncrono, como o
V.22 e o V.22bis. A idéia do MNP começou com a eliminação dos bits de start e
stop. Realmente, só de extrair os bits de staft e stop, antes da transmis5<10,
consegue-se uma compressão razoável. Os algoritmos desse método foram
incorporados aos circuitos do modem, de forma que ficava transparente para o
usuário a transmissão com compressão.
O método MNP-S consegue uma compressão média da ordem de 2,4: I, permitindo
aumentar a TRT nessa proporção. E comum se ouvir dizer que a compressão
aumenta a velocidade do modem. Na verdade, o modem transmite sempre na
mesma velocidade mas os dados são comprimidos antes de chegarem ao
modulador.

9.6.1 CCITT V.42BIS


O CCITT publicou a recomendação V.42bis, sobre compressão de dados, no
início de 1990, após um longo estudo dos métodos e algoritmos disponíveis.
Logo em seguida vários fabricantes de modem começaram a implementar esse
método em seus produtos, e com isso a tão desejada compatibilidade em
compressão começou a surgir inicialmente para os modems V.22bis e logo em
seguida para os V.32.
O CCITT escolheu o melhor algoritmo dentre os conhecidos, para incorporar ao
VA2bis. o que foi um grande avanço em relação ao padrão de fato existente na
época, que era o MNP-5. Hoje, praticamente todos os modems seguem as
recomendaçõcs CCITT. A compatibilidade é fundamental e com a compressão
de dados não é diferente. A V.42bis está se tornando o padrão absoluto.
A V.42bis foi concebida como uma continuação da V.42. Apesar de serem duas
recomendçõcs independentes, um modem com V.42bis sempre estará atendendo
a V.42. Na implementação dos algoritmos de compressão, deve-se considerar.
além da taxa de compressão, fatores como a demanda de processamento e a
quantidade de memória RAM necessários. Esses fatores influenciam
diretamente no custo do produto final.
Em seus estudos, o CCITT analisou, dentre outros, o MNP-5, o MNP-7 e uma
série de algoritmos desenvolvidos e publicados em 1977, por LeI11pel e Ziv.
A escolha recaiu sobre os algoritmos de Abraham Lempel e Jacob Ziv que, após
terem sido modificados e adaptados para modems pela BT ("British Telecom").
ofereciam a melhor performance global. O algoritmo analisa a cadeia de
caracteres de entrada e substitui conjuntos de caracteres por uma palavra-chave
(código) obtida de um dicionário dinâmico, residente no codificador e no
decodificador. A implementação da BT para os algoritmos de Lempel-Ziv
possui um dicionário de comprimento variável. Quanto maior o dicionário

309.
melhor será a compresSe10. O tamanho mínimo do dicionário é de 512 bytes.
podendo, opcionalmente, ter 1.024, 2.048, 4.096 ou mais kbytes.
A tabela abaixo, mostra um comparativo entre os algoritmos citados, com
relação à taxa de compressão média e requisitos de memória e processamento.
Note que os algoritmos possuem taxas médias de compressão semelhantes, em
torno de 3,2, a menos do MNP-5 que possui uma taxa de 2,45, bem abaixo da
média. Com relação ao quisito memória, há grande diferença entre eles. A
quantidade de processamento mencionada é em relação ao algoritmo Lempcl-
Ziv, ou seja, o MNP-5 preciSe1 de 2,6 mais processamento que o Lempcl-Ziv,
para executar a compressão assinalada. Obviamente, o quisilo processamento
depende da implementação, mas os dados apresentados consideram
implementações equivalentes.

Algoritmo compressão RAM [kByte] Processamento


média
Lempel-Ziv 512 2,96 3 1
Lempcl-Ziv 1024 3,19 12 1
Lempel-Ziv 2048 3,29 28 I
Lempel-Ziv 4096 3.31 41 1
MNP-5 2,45 1 2.6
MNP-7 3,14 36 2.8

Outros dois parâmetros devem ser mencionados quando se fala de compressão


de dados em tempo real para modems: capacidade de comprimir dados
randômicos e tamanho do bufTer de entrada.
O V..42bis. como qualquer algoritmo de compresSe10 moderno, procura
encontrar, na seqüência de entrada, cadeias repetitivas de caracteres para
substituí-Ias por palavra-chm'es, que no caso do V.42bis são obtidas de um
dicionário dinâmico. Se a seqüência de entrada representa dados randômicos, o
compressor não vai encontrar repetições e, portanto, não conseguirá comprimir.
Mas, como o processo de compresSe10 exige também a colocação de informações
de controle. o que vai ocorrer se os dados não podem ser comprimidos? Haverá
lima expanSe10 ou invés de compresSe10. A taxa de compresSe10 do MNP-5 para
dados aleatórios é 0,75. ou seja. se o modem sem compressão apresenta lima
TRT de 2.000 bps, com compressão a TRT cairá para 1.500 bps! O V.42bis
possui um mecanismo de detecção automática de dados aleatórios e desativa o
compressor. Então, na V.42bis. a taxa de compressão de dados randômicos é 1,
contra 0.75 do MNP-5.

310
o tamanho do bufTer de entrada é também importante, pois, apesar dos modems
serem duplex, na verdade os protocolos de comunicação são scmiduplex, ou
seja, após a transmiS5<10 de um bloco o receptor deve informar se recebeu bem
ou se quer uma retransmis5<10. Veja a próxima figura. Imagine que o ETD passa
dados a 38.400 bps a um modem V.32 que transmite a 9.600 bps. Mesmo com a
compressão total do V.42bis, digamos de 3,2, o modem não vai conseguir dar
vaZ<10 aos dados que chegam do ETD. Os dados vão sendo colocados em um
bufTer e daí seguem para os algoritmos de correção e compreS5<10. Se o
compressor não consegue dar vazão, o bulTer vai enchendo e quando chega em
um determinado ponto (por exemplo 80%), emite um controle de fluxo para o
ETD parar de enviar dados até o bufTer se esvaziar novamente (por exemplo
200/0). Então, o fato do ETD estar transmitindo teoricamente a 38.400 e o
modem a 9.600 bps, não significa que a compressão total seja de 4,0. Como
existe o controle de fluxo, a TRT será função da eficiência do compressor.

,~ ______________
V.42bis____________
~A~ ~,

38.400 bps Conversor


assinc-sinc

9.600 bps
Corro erros Compressor

A taxa de compressão total é a medida do ganho de eficiência em relação à


transmis5<10 sem compressão. É a divisão da TRT com compressão pela TRT
sem compressão.
A taxa de compressão depende totalmente da distribuição estatística dos dados,
ou seja, o quanto eles 5<10 randômicos. Vimos que para dados totalmente
aleatórios não há o que ser comprimido e, portanto a taxa de compressão será
1,0 (se o compressor puder detectar isso e desativar seu algoritmo. como faz a
V.42bis). Por outro lado, se os dados são altamente repetitivos, pode-se chegar a
taxas de compreS5<10 altas. A tabela a seguir. mostra a taxa de compressão
média para alguns tipos de dados. obtida com o V.42bis com dicionário de 2048
bytes.

311
Tipo de dados Taxa de compressão
Programa assembler 4,15
Arquivo texto 3,92
Programa fonte 3,84
Imagens 3,40
Planilha de dados 3,36
Arquivo pre-comprimido com ARC 1,47
Dados alC<1tórios 1,00

Nas comunicaçõcs micro a micro para transferência de arquivo, a TRT vai


depender do software de comunicação que está instalado e do protocolo de
comunicação que ele está usando, além dos outros fatores discutidos. A tabela a
seguir, mostra a TRT da transferência de um arquivo texto de 18.944 bytes
editado no \VordStar. u5<1ndo vários protocolos. de comunicação, com e sem a
aplicação de correção de erros em um modem operando a 2.400 bps. Cada byte
possui 8 bits e foi transmitido com start e stop, totaliz,1ndo 10 bits por caractere
(8N 1). sem paridade. O protocolo Xmodem transmite em blocos de 128 bytes
enquanto o Ymodem transmite em blocos de 1.024 bytes c faz a verificação de
erros por CRC. O protococolo Ymodem é mais eficiente que o Xmodem pois
possui bem menos bits de controle. O protocolo YmodemG não possui correção
de erros, ou seja, não pede nem espera por retransmissões e, por isso, é o
melhor para ser utilizado com modems que têm correção de erros. Esses
protocolos são encontrados nos programas de comunicação Crosstalk Mk4,
Procom Plus, Smartcom IH. dentre outros.
Vt = velocidade do modem = 2.400 bps
T = tempo de transmissão
= bits de informação =18.944x8 = 151.552
TRT = Taxa Real de Transmissão = IIT
= eficiência = TRTNt
Tc = Taxa de compressão total em relação ao Xmodem =TRT/1579

312
Protocolo Correção no TRT T f Tc
modem
Xmodem - 1.579 96 s 66% I
Xmodem MNP-5 1.722 88 s 72% 1.09
Ymodem - 1.722 88 s 72% 1,09
Ymodem MNP-5 3.031 50 s 126% 1.92
YmodemG MNP-5 3.789 40 s 158% 2,40
YmodemG V.42bis 5.396 28 s 225% 3,42

FUNCIONAMENTO DO V.42BIS

o algoritmo básico do V.42bis é ir montando cadeias de caracteres, a partir dos


dados vindos do ETD, e colocando em uma tabela, chamada de dicionário, com
uma palavra-chave equivalente. Portanto, cada palavra-chave no dicionário,
equivale a um cadeia de caracteres. A cada nova cadeia de entrada o algoritmo
verifica se ela já consta do dicionário, caso contrário acrescenta no dicionário.
Se a cadeia é encontrada no dicionário apenas a palavra-chave é transmitida. A
montagem do dicionário é dinâmica. Não há um dicionário predeterminado na
V.42bis. O receptor, que fica sincronizado com o transmissor (compressão-
descompressão), possui o mesmo dicionário. Ao receber a palavra-chave o
receptor verifica seu dicionário e a substitui pela seqüência de caracteres.
Conforme o tempo vai passando, a tendência do dicionário é ir agregando as
seqüências freqüentes e cada vez mais longas, melhorando assim, a taxa de
compressão. Obviamente, para um dicionário maior, mais seqüências podem ser
armazenadas e, portanto, melhor será a compressão.
A tarefa do codificador (compressor) não é fácil! Ele deve procurar, no
dicionário, a existência de cada seqüência observada, e existe seqüência que faz
parte de seqüência maior. Uma das formas de identificar seqüências é montar
árvores de caracteres. O primeiro caractere de cada árvore é chamado de raiz.
Da mesma forma que no V.42, o V42bis prevê uma negociação inicial de certos
parâmetros que vão notear a comunicação.
Um dos parâmetros é o tamanho do dicionário~ o valor mínimo é 512 palavras,
mas pode ser negociado um valor maior. Outro parâmetro é o tamanho máximo
de cadeia de caracteres: o valor mínimo é 6 mas os dois modems podem
estabelecer um valor de 6 a 250, durante a negociação. Outro parâmetro é a
quantidade de bits da pala\'ra-cha\'e.
Siga o fluxograma do algoritmo VA2bis que se encontra a seguir. Após início
do algoritmo, um ponteiro fica posicionado na raiz, aguardando a entrada de
um caractere. Ao entrar um caractere verifica-se sua presença como raiz - se
não há. é incluído na raiz e transmitido. Quando entra um caractere que existe
na raiz, o ponteiro desce a án'ore e coloca o caractere em um registro que vai
313
formar a cadeia a ser transmitida. Novo caractere entra e verifica-se sua
presença nesse nível da árvore: se há, ele é adicionada à cadeia e o ponteiro
desce mais um degrau na árvore. E continua assim até chegar um caractere que
não consta no nível atual, então, ele é incluído na árvore e a cadeia formada até
o caractere anterior é transmitida, bem como esse último caractere, e o ponteiro
volta para a raiz.

1)(
último
caractere

No início, como o dicionário está vazio, um cara tere é uma cadeia e será
armazenado com seu próprio código ASCII. A primeira cadeia de dois
caracteres terá palavra-chave igual a 256. Todos os caracteres de 8 bits ocupam
de Oa 255.
Vamos imaginar, como exemplo, a transmissão seguida dos caracteres "A" e
"B".

314
Passo ponteiro Entra o Montagem da Montagem da Palavra-chave
caractere árvore cadeia transmitida
1 raiz A A A
2 raiz B B B
3 raiz A A
4 A B AB A~B

5 raiz A A
6 A B AB
7 AB A ABA AB~A

8 raiz B B
9 B A BA B.A
10 raiz B B
11 B A BA
12 BA B BAB BA,B
13 raiz A A
14 A B AB
15 AB A ABA
16 ABA B ABAB ABA.B
17 raiz A A
18 A B AB
19 AB A ABA
20 ABA B ABAB
21 ABAB A ABABA ABAB,A
... ... ... ... ... ...

315
Observe que, conforme o codificador B
A
V.42bis vai "aprendendo" como a
seqüência de entrada se repete. as
transmissõcs vão ocorrendo cada vez
\AB \ BA
menos. Observe, também, que o receptor
tem condições de montar o mesmo
\ABA \
BAB
dicionário. Nos 21 passos do algoritmo, a
L:1xa de compressão média foi de 1.5: I, mas
se considerarmos do passo 11 ao 21
/\
ABAC ABAB

~ACA ~ABA
(segunda metade do tempo em que o
processo ocorreu), a taxa de compressão

~CAT
média cresceu para 2: 1. A próxima figura
mostra a árvore.
A título de exemplo, a árvore contém a
palavra "ABACATE", que poderia se
formar, C<1S0 houvesse repetição suficiente.
\
ABACATE
pegando um ramo da árvore formada pelos
"Alise "B"s.

9.6.2 COMPRESSÃO DE DADOS SÍNCRONOS


Alguns modems atualmente já estão efetuando compressão de dados no modo
síncrono. A compressão no modo assíncrono fica facilitada pelo fato do modem
tratar os dados que chegam do ETO, caractere a caractere e incorporar a função
de transformação em uma transmissão síncrona. Já no caso do modo síncrono,
que é uma transmissão mais eficiente e bastante dependente do protocolo, os
modems incorporam compressores em geral dependentes de protocolos
blocados.
Protocolos bl0C<1dos podem ser facilmente identificados pelos seu delimitadores.
O protocolo BSC, por exemplo, possui blocos delimitados por caracteres de
controle, conforme você viu em 9.3. Os protocolos HDLC, SOLC, X.25, dentre
outros, possuem "Flags" para delimitar início e fim de bloco. Normalmente, o
modem está preparado para comprimir apenas alguns protocolos. Se o modem
soubér qual protocolo está circulando em sua interface, conseguirá identificar
exatamente onde é o início e o fim do bloco e poderá fazer a compresSc10 das
informaçõcs contidas em cada bloco. Uma vez conhecido o protocolo, o
algoritmo de compressão utilizado pode ser baseado em um dicionário
dinâmico, como o V.42bis.

316
9.7 CIRCUITO MULTIPONTO
Circuito multiponto é aquele onde vários terminais compartilham uma mesma
linha de acesso a uma porta do computador, ou seja, cada terminal terá a sua
vez para receber e transmitir mensagens.
O protocolo utilizado vai disciplinar a utilização da linha, de forma a
viabil izar as transações.
Gostaria de salientar que não pretendo, neste item, analisar os. possíveis
protocolos a serem utilizados, mas sim mostrar o comportamento de tal
circuito, abordando aspectos de eficiência, de forma semelhante à que fiz para
o circuito ponto-a-ponto.
Para esta abordagem, utilizarei novamente o protocolo BSC e estarei supondo
que o circuito está implementado a 4 fios, semiduplex, utilizando a técnica
"poIl-select ".

PORTADORA CONSTANTE

) &l&Jc

1111111111111111111111111
1111111111111111111111111

CPU

ETD2

Fig.9.23: Circuito multiponto

9.7.1 POLL-SELECT
Esta técnica consiste em deixar o controle da linha por conta da CPU, da
seguinte forma:
Entradas = A CPU faz um "poli" de todos os terminais que estão
conectados na linha, solicitando que eles transmitam
suas mensagens de entrada, ou seja, cada terminal,
em um instante diferente é inquirido a transmitir
Saídas= A CPU seleciona o terminal e transmite a mensagem
de saída.

317
POll SElECT
-- ETC
CPU CPU ETO

~.{ }tp+tm
~~{

}", }",
}tp +tm }2It p +tml

Fig.9.24: Poll-select a 4 fios


O modem instalado na CPU opera com portadora constante, pois a linha
"TX" é exclusiva para sua transmissão, evitando os retardos RTS-CTS, e
os modems instalados nos ETD operam com portadora chaveada, pois a
linha "RX" deve ser compartilhada, no tempo, por todos.

9.7.2 TEORIA DAS FILAS


Uma das ferramentas utilizadas na análise de sistemas de teleproces-
samento é a teoria das filas, e por este motivo, gostaria de apresentá-Ia
agora, de maneira simplificada, antes de utilizá-Ia especificamente na
análise dos circuitos multiponto.
FONTE GUICHE

' ·- -IWA-
-U
_....,
.,
'"
.. " I
~ .. ._- i!1-"""
.-....... - ..-".-:-:,:

~ v ~
USUARIOS FILA SERVIDOR
CHEGANDO

Fig.9.25: Fila de atendimento


318
A tcoria das filas é utilizada para rcprcscntar um modclo de sistcma ondc
as transações chegam, csperam sua vez c são atcndidas.
Num sistema dcsse tipo, podemos distinguir:

M =n 2 de servidores (n 2 de transações servidas simultaneamente)


N =n 2 de fontes de transação
L =taxa média de chegada das transações, por fonte
N.L=taxa média de chegada de todas as transações
ts =tempo médio de servico

Tanto "L" quanto "ts" são variávcis alcatórias e a disciplina na fila é do


tipo FIFO ("first in, first out"), ou seja, o primeiro a chegar será o
primeiro a scr atcndido.
A util ização da linha é definida como sendo:

9.7.2.1 FILA UNISSERVIDOR


Suponha, por cxemplo, quc cm um banco quc possua apcnas um caixa,
cheguem 90 dientes por hora e fiqucm cm uma fila, aguardando o
atendimento. Logo quc o caixa dcsocupc, o primciro da fila é
chamado para ser atendido c o tempo médio dc servico é de 36
scgundos por c1ientc.

--------·11111111-------O
FILA SERVIDOR
Fig.9.26: Fila unisservidor
Você pode, cntão, idcntificar:

M = 1
N = 1
L = 90/3600 = O,025[1/s]
ts = 36 [5]
P = 0,9

Obscrvc que, sc "p" for maior ou igual a "1", o sistcma cstará


saturado, ou scja, a fila crescerá indefinidamcntc.
Qual é o tcmpo médio quc os c1icntcs cspcram na fila?
Esta é uma informação importantc fornccida pcla tcoria das filas:

319
o tempo médio de espera na fila, "tw'\ é o espaco de tempo decorrido
desde o instante em que o cliente entra na fila, até o instante em que
ele vai ao caixa para ser atendido.

k = Constante de variação do tempo de serviço.

Mostrarei com mais detalhes, adiante, a forma de determinar o valor


de "k". No momento, adianto que se o tempo de serviço "ts" for
constante, então k=1.
Suponha, então, que o caixa leve, sempre, exatamente 36 segundos
para atender cada cliente. Neste caso, k=l, e:

t w = 0,9. 36. 1 = 162 [. J


2.(1 _ 0,9) S

Cada cliente, em média, ficará 162 segundos (2,7 minutos) na fila.


O tempo total que ele fica no banco será:

tr = tempo médio de resposta


tw = tempo médio de espera
ts = tempo médio de serviço
No caso do banco, tr = 3,3 minutos
Se o tempo de serviço não for constante, ou seja, variar de transação
para transação, devemos calcular o tempo médio de serviço:

ts =tempo médio de serviço


ti = tempo de serviço observado
em uma das m- medidas
M

m = n 2 total de medidas realizadas

A variância do tempo de serviço é definida como sendo:

A raiz quadrada da variância, ou seja, "ds", é chamada de "desvio


padrão" ou "desvio médio quadrático".
O desvio padrão é a média (quadrátrica) dos desvios. E uma informação
importante pois traduz o grau de variação do tempo de serviço.
Suponha que, naquele exemplo do banco, o tempo médio de serviço
tenha sido fruto de uma série de 5 medidas: t1=0,9 ; t2=1,2 ; t3=0,4 ;
t4=0,2 e t5=0,3 minutos, ou seja:
_
- 0,9+ 1,2+0,4+0,2+0,3
ts 9 = 06 . t
, mmu os

320
Você pode fadlmente confirmar que a variânda e o desvio padrão
são:
ds 2 = 0,148 minutos ds = 0,385 minutos

A fórmula geral para obtenção da constante de variação do tempo de


serviço é:

Observc quc, se "ts" for constantc, seu dcsvio padrão scrá nulo c
k = 1, conforme adiantci no início do exemplo.
A fórmula geral do tempo de espera, então, fica:

Esta fórmula foi descnvolvida por Pollaczck-Khintchinc e é válida


para qualquer distribuição probabilística do tempo de serviço.
Qual será, agora, o tempo médio de espcra na fila do banco?
Confira: k= 1,41
tw = 228,4[s]
tr = 264,4[s]
Obscrve quc, quanto maior for o desvio padrão do tempo de scrviço,
maior será o tempo médio de espera na fila!

fw/ts
4 ~--~---r--~--~----~--~---r---Y-r~'---'

3~--~--~--+---+_--+_--+_--+-+-~~;___1

ZI---.....J---f----""'1I---+_

o .1 .2 .3 .4 .5 .6 .1 .8 .9

Fig.9.27: Tempo de espera l~m fila unisservidor


321
Outra informação importante é o comprimento médio da fila, dado
pela equação de Little:
nw =nO de transações aguardando na fila
N.L =taxa total de chegada das transações
tw = tempo médio de espera

No exemplo do banco, a fila terá, em média, cerca de 4 pessoas se o


desvio padrão for zero e 6 pessoas se o desvio padrão for 0,385
minutos.
Detalhes sobre as equações apresentadas:
Nas equações que apresentei, considerei que a distribuição de "L" é
do tipo exponencial.
A distribuição exponencial é dada por:

p(x) = função densidade de probabilidade do tempo


de serviço.
ts = tempo médio de serviço.
or;

ts = Ia x.p(x). dx
e = 2,71828 ...
P(x< X) = probabilidade do tempo de serviço ser menor
que um valor ·X·.

A distribuição exponencial, para o tempo de serviço, corresponde a


k=2, pois:

k = 1 + (~::) = 1 + 1 =2

Utilizando a distribuição exponencial para o tempo de serviço (o que


pode ser feito na prática quando 1,8 < k < 2,2), podemos determinar
facilmente a probabil idade do tempo de resposta (ou serviço) ser
menor que um determinado valor:
-X't
P(x<X) = 1 - e t =ts ou tr
Podemos também determinar qual tempo de resposta satisfaz uma
determinada probabilidade preestabelecida:
-X't
e = 1 - P(x<X)
X = -t . {log e [1- P (X<X)]}

322
Confira:
P(x<X) X
63% tr
90% 2,3.tr
95% 3,0.tr
99% 4,6.tr
Por exemplo, considerando que a distribuição de "ts", naquele caso
do banco, é exponencial, qual é o número máximo de clientes que o
banco pode receber para garantir que 90% deles ficará na fila no
máximo 3 minutos?

Confira: 2,3.tr - ts = 180

então: tr = 94[5]

calculamos: ts
P = 1--= 0,61
tr

calculamos: E.-
L= = 0,017 [1/s]
ts

Concluímos que o banco pode receber até 61 clientes por hora.

Rl~SUMO DA TEORIA DAS FILAS UNISSERVIDOR:

p = tS.N.L n = tr.N.L
tr = tw + ts nw = tW.N.L
n = nw + na na = p

tw ~ ~ p.IS
2. 2. 1
tr tw + ts tw + ts Is
1
? ?
n L
IH~ p+ ~ l-p
2.
? ?
nw L
~ ~
2. 2. l-jJ

323
9.7.2.2 FILA MULTISSERVIDOR
Neste caso, vários servidores estarão atendendo a uma mesma fila, ou
seja, uM" será maior que "1".
SERVIDOR
1

SERVIDOR
2

SERVIDOR
M

Fig.9.28: Fila multisservidor


A disciplina é tal que, logo que um servidor desocupa, a primeira
transação da fila é dlamada para atendimento (FIFO).
A fórmula para cálculo do tempo médio de espera é bem mais com-
plexa que no caso da fila unisservidor e considera k=2, que cor-
responde a uma distribuição exponencial de "ts".

Você pode consultar a figura 9.29 a fim de obter a relação tw/ts, desde
que conheça "p" e "M".

324
Q.

- -
-
- - -
-----
- r---- t----
--:::::
- ------= -----
:::=:::: ~ ~ ~
-
,~~~[\.
~
~
r---- r---- ~ ~~ ~
~

~ ~ ~\.
~
~

~
~ '-

" ~ \ ~~
\ '~\
\ \
\ \ \
'\
\,
. o . o
o

Fig.9.29: Tcmpo dc cspcra cm fila multisscrvidor


Vcrifiquc quc, no caso dc M= 1, o tcmpo dc cspcra é cxatamcntc igual
ao da fila unisscrvidor, considcrando k=2.
Sc você fizcr M=l, cncontrará:
1
A= - - e tw = t50 ---E-
1 -p
'
1+p

325
o que demonstra o fato de que a equação de "tw" para fila unisservidor
é um caso particular da equação de "tw" para fila multisservidor,
considerando k=2.

9.7.3 MULTI PONTO UNISSERVIDOR


Um circuito multiponto 11a modalidade "poll-select" pode ser visto como
uma fila unisservidor, o11de a CPU ate11de às tra11sações dos "N" terminais.

TERMINAIS

FILA 1111111111111111111111111
DE 1111111111111111111111111
TRANSAÇOEs
CPU

I ~ ~ I
,~ ______________~ , ______________-J/

'"tr
Fig.9.30: Multiponto unisservidor
O tempo médio de resposta, verificado pelos terminais é, como você já
viu, a soma do tempo médio de espera 11a fila, com o tempo médio de
serviço:

o tempo médio de serviço pode ser expresso como:

;!tll'_,'{iill~;i
onde: tg = (tgi + tgo) = tempo médio para transmissão das
mensagens de entrada e saída.
At = soma dos retardos envolvidos: tempos de propa-
gação na linha e retardos RTS-CTS dos modems.
tcpu = tempo de processamento na CPU
R = taxa de retransmissão.
326
o tempo médio das mensagens pode ser expresso em função de seus
comprimentos, em número de caracteres, e da velocidade do modem
utilizado:

onde:
b = bits por caractere
vt = velocidade do modem [bps]
Mi,Mo = n ll médio de caracteres das mensagens de entrada
e saída, respectivamente, excluindo os caracteres
de controle
Ci,Co = n 2 de caracteres de controle associados às
mensagens de entrada e safda, respectivamente
Mm,Cm = n 2 médio geral de caracteres de mensagem e
controle, respectivamente.

O protocolo utilizado é responsável diretamente pelo parâmetro "Cm" e


também influi em "At", pois ele define quantas vezes os modems remotos
devem passar do estado de recepção para o de transmissão.
Considerarei o protocolo BSC, com:
Cm 48=
At = 2. tc1 + 6. (tp+tm),
a fim de chegar a uma fórmula mais próxima de situações reais.
Então, para o protocolo BSC, o tempo de serviço será:

1
ts = 1 _1 R' [b.(Mmvt+ 48) + 2.tc1 + 6.(tp+ tm) + tepu

Finalmente, para calcular o tempo médio de resposta, em sistemas multi-


ponto que utilizem o protocolo BSC, basta calcularmos "ts", "p" e "tr".
Algumas figuras, apresentadas a seguir, ilustram o assunto discutido e
dão uma boa idéia do comportamento de sistemas multi ponto. Nessas
figuras, utilizei os seguintes parâmetros: .
k =2
tcpu = 1 segundo
R = 0,005 (0,5% de retransmissão)
b = 9 bits por caractere
6.(tp+tm)= 0,075 (75 ms)
A figura 9.31 apresenta a variação do tempo de resposta, em função do
número de terminais ligados à linha, para as velocidades de 2.400,4.800,
9.600 e 19.200 bps. Note que a velocidade de 19.200 bps normalmente se
fl~fl~re a modems banda-base, o que significaria uma rede Iimitad(l em
distância.
327
As figuras 9.32 e 9.33 mostram o número máximo de terminais que podem
compartilhar uma linha multiponto, sem que se ultrapasse um deter-
minado tempo médio dc rcsposta.
Finalmcntc, a figura 9.34 ilustra a influência do rctardo RTS-CTS dos
modcms no tcmpo de rcsposta do sistema.
o
r- 00
00
o
o
. ~~'
o
Ô
. .~ . ~
. . -.
00 o o

..
00
--
00
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o
- o
o
o
-o
o
K::U)ea:J
~üI~~
00 o o co'b
~~ o ~
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I-
00
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o
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Cl)CD;_
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I- 00 G o ~

I- 00 > o
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--o o - o
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I» ~

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o
o
- ~4q,
>
o
o o
I~ o
~
~~ o
o
00 \ o
o
o
o
o

~
-o o
r- ~

Fig. 9.31: Tempo dl~ resposta x n Q de krmina is (BSC)

328
Nmáx
~,-~----~--~--------------~------------~

70 ~~--~----~~------------~~------------~
esc multi ponto
tr= 3s
60 ~~r------lk---_!----=~---- l:.Q,004
RTS/CTS =50ms
50~+-~--~~--+----~---+----------~

40 1----1---+------+-+----------~

10~--~----~~~------~~----~------------~

o 1000 2000 Mm

Fig.9.32: N° de tl~rminais x Mm para tr=3s (BSC)

Nmáx
hn~-----r--------r_------_r--------~------~

140H+~~~4-------_+--------r_------~------~
esc multi ponto
120 H-r-"'*"----i..::l~--------1r--------_+_- fr= lOs ~______---1
R=0,004
100~-+--~+---~~~------_+--~R~TS=}~C~T~S~=50==ms~--~

80~+-~--+-~----~--~

20 I-------~~

o 1000 2000 3000 4000

Fig.9.33: N° de terminais x Mm para tr=10s (BSC)


329
tr

5,5 1----+---+- esc multiponto


5,0 I---+----"".....F-_I-~I--____t-____t N=80 terminais
~= 0,002
4,5 Mm = 376
4,0 ~--~--~---+--~----r---~--~~~~~----4

3,5 1----11----+---+--

3,0 ~--+--::.....-=;;......---+-----+--~

2,5 ~--~--~---+~-""''''''''::

2, O ~=--t---+---==-""'Ir-:::"---tI---t-____t---+---+---t----1
1,5 ~--+---~-----+------+----r---+---~---+--~----t
[ms]
1,0 ~--~--~--~--~~--~--~--~--~--~~--~--~
50 100 150 200 RTS/CTS
Fig.9.34: tempo de resposta x RTS-CTS (BSC)

9.7.4 EXEMPLO DE UM CIRCUITO MULTIPONTO


Suponha um sistema mulliponto, utilizando o protocolo BSC com carac-
teres de 8 bits mais 1 de paridade, a 4 fios, sendo que a CPU oferece
apenas uma porta servidora com um modem em portadora constante, e
gasta 0,5 segundos para processar l'ada transação. O sistema possui 10
terminais remotos com modems 2.400 bps, operando com portadora
cltaveada e retardos RTS-CTS de 50 ms.
A estatístka das transações é a seguinte:

10% com 100 caracteres


20% com 200 caracteres
40% com 600 caracteres
20% com 800 caracteres
10% com 1.000 caracteres

Cada terminal faz, em média, 10 consultas por hora.


Desejo saber qual é o tempo médio de resposta deste sistema.

330
COMI'RIMENTO M.:DIO DAS MENSAGENS
m Mi = comprimento da iésima
}:Mi mensagem
~1 ~M'P'
Mm=m"'"LJ
Pi = probabilidade de ocorrer o
L I comprimento Mi.
Então:
Mm = (0,1).100 + (0,2).200 + (0,4).600 + (0,2).800 + (0,1).1000
Mm = 550 caracteres

DESVIO I'ADRÃO DO COMI'RIMENTO


m m

};(Mi- Mm)2 }:M/


2 ;.1 M
d ma
la1
=--- m2
m m
2 2 2
dm "'" ): Mi .Pi- Mm
2 4 4
dm la 38,1 . (10) - 30,25. (10) dm = 280 caracteres

VARIAÇÃO no TEMI'O DE SI~RVIÇ()

k= 1 +[ ~:r = 1 +[!: r
A igualdadc acima podc scr utilizada pois os rctardos dc modcm c linha
podcm Sl~r dl~spfl~zados quando comparados aos tcmpos dc transmissão
das mensagl~ns.
Então:

280
k = 1+ [ 550J = 1,26 t
TEMI'() Mí~nIO ))I~ SI~RVIÇO

Como a taxa de rctransmissão e o retardo (tp+tm) não foram mCIl-


donados, considl~rarci:
R = O
tp+ tm = 0,02

Então:
9. (550+ 48)
ts = 2400 +2. (0,05)+ 6. (0,02)+0,5 ts = 2,9625 segundos

331
UTILIZAÇÃO DA LINHA

tsN.L p = 0,082
P =--,;;r- =(2,9625). (1 O). ( 3600)
10 )

TEMPO DE RESPOSTA

tr = p(.tS! + ts =0,167 + 2,9625 tr = 3,13 segundos


2 1-, I

9.7.5 MULTISSERVIDOR COM PERDA DE CHAMADA


A teoria das filas se aplil'a a sistemas onde as transações ficam aguardan-
do em uma fila, quando todos os servidores estão ocupados.
O modelo multisservidor (.'om perda de chamada se aplica a sistemas onde
as transaçõl~s são recusadas, quando todos os servidores estão ocupados.
Um exemplo prátil'o é o PABX: se você tenta ligar para um local que
possui PABX l~ recebe o sinal de ocupado, vOl'ê deve desligar e tentar
novamentl~, pois sua ligação foi simplesmente rel'usada por não ser per-
mitida a fili..
A probabi1idadl~ de uma dlamada receber o sinal de ocupado é:

Ondl~: M = nO de servidores
tS.L
P = M= utilização da linha (N= 1)
L = taxa média de chegada das
chamadas

A l~quação éldma considera que a distribuição do tempo de serviço é


exponendal.
A figura 9.35 mostra a probabil idadl~ de uma dlamada l~ncontrar o sinal
de o(.'upado(prohabilidade de pl~rda), em função da utilização da linha
("I)") e do número de servidores ("M").
A partir destas considl~raçõl~s, vOl'ê pode determinar a quantidadl~ de
portas dl~ um