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Gestão Aplicada à Saúde e

Segurança no Trabalho
Zilmara Peixoto Nakai

Curso Técnico em Segurança do Trabalho


Educação a Distância
2018
EXPEDIENTE

Professor Autor
Zilmara Peixoto Nakai

Design Instrucional
Deyvid Souza Nascimento
Maria de Fátima Duarte Angeiras
Renata Marques de Otero
Terezinha Mônica Sinício Beltrão

Revisão de Língua Portuguesa


Eliane Azevedo

Diagramação
Klébia Carvalho

Coordenação
Manoel Vanderley dos Santos Neto

Coordenação Executiva
George Bento Catunda

Coordenação Geral
Paulo Fernando de Vasconcelos Dutra

Conteúdo produzido para os Cursos Técnicos da Secretaria Executiva de Educação


Profissional de Pernambuco, em convênio com o Ministério da Educação
(Rede e-Tec Brasil).

Março, 2018
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) de acordo com ISBD

N163g
Nakai, Zilmara Peixoto.
Gestão Aplicada à Saúde e Segurança no Trabalho: Curso
Técnico em Segurança do Trabalho: Educação a distância /
Zilmara Peixoto Nakai. – Recife: Secretaria Executiva de
Educação Profissional de Pernambuco, 2018.
49 p.: il.

Inclui referências bibliográficas.

1. Gestão de segurança e saúde no trabalho. 2.


Organização da segurança e saúde. I. Nakai, Zilmara Peixoto.
II. Título.

CDU – 331:316.776

Elaborado por Hugo Carlos Cavalcanti | CRB-4 2129


Sumário
Introdução .............................................................................................................................................. 5

1. Competência 01 | Conhecer as Técnicas para Trabalhar em Equipe de Forma Organizada,


Metódica e Sistemática, Mantendo a Ética Profissional e Facilitando as Relações Interpessoais ........ 6

1.1 Gestão de segurança e ergonomia .................................................................................................................8

1.2 O ciclo do PDCA ...............................................................................................................................................9

1.3 Comunicação no trabalho ............................................................................................................................ 11

2. Competência 02 | Desenvolver o Perfil de Liderança Visando à Produtividade da Equipe Liderada


e ao Autodesenvolvimento Profissional............................................................................................... 15

2.1 Inteligência emocional ................................................................................................................................ 17

2.2 Autoconsciência ........................................................................................................................................... 18

2.3 Autocontrole ................................................................................................................................................ 20

2.4 Motivação .................................................................................................................................................... 22

2.5 Empatia ........................................................................................................................................................ 23

2.6 Aptidão social ............................................................................................................................................... 24

3. Competência 03 | Conhecer as Técnicas para Cálculo de Custos Decorrentes de Acidentes de


Trabalho e Óbitos ................................................................................................................................. 27

3.1 Acidente do trabalho ................................................................................................................................... 28

3.2 Comunicação de acidente do trabalho ........................................................................................................ 29

3.3 Causas dos acidentes do trabalho................................................................................................................ 31

3.4 Atitude insegura .......................................................................................................................................... 31

3.5 Condição insegura ........................................................................................................................................ 34

3.6 Fator pessoal de insegurança....................................................................................................................... 35

3.7 Acidente de trajeto ...................................................................................................................................... 36

3.8 Consequências do acidente ......................................................................................................................... 37

3.9 Doença ocupacional ..................................................................................................................................... 38

3.10 Incapacidades laborais ............................................................................................................................... 38


3.11 Cálculos estatísticos ................................................................................................................................... 42

Conclusão ............................................................................................................................................. 45

Referências ........................................................................................................................................... 46

Currículo do Professor .......................................................................................................................... 50


Introdução

Caro estudante,

A boa gestão de saúde e segurança do trabalho não depende apenas do conhecimento técnico, mas
da ética profissional que deve fazer parte de todos os profissionais de uma empresa ou instituição.
Para isso, é necessário sabermos o que vem a ser o trabalho em equipe e a importância da boa
comunicação no local de trabalho.

Uma boa ferramenta de gestão é o uso do ciclo do aperfeiçoamento continuado, também


conhecido como ciclo do PDCA (Ciclo da Melhora Contínua – Plan, Do, Check e Act), muito útil na
busca contínua por qualidade no serviço, no produto e no atendimento.

Além do uso do PDCA, é necessário que o gestor desenvolva e aperfeiçoe os traços de liderança tão
apreciados no mundo do trabalho, fazendo uso da inteligência emocional e buscando cada vez mais
conhecimento técnico e metódico.

Por fim, o gestor de saúde e segurança do trabalho poderá estudar as causas dos acidentes do
trabalho e analisar os custos decorrentes do mesmo a fim de traçar boas medidas preventivas e
corretivas através da liderança, da técnica e do conhecimento.

Seja bem-vindo e bons estudos!

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Competência 01

1. Competência 01 | Conhecer as Técnicas para Trabalhar em Equipe de


Forma Organizada, Metódica e Sistemática, Mantendo a Ética
Profissional e Facilitando as Relações Interpessoais

Caro aluno,

O trabalho em equipe requer sintonia entre aquele que coordena a equipe e os coordenados,
porém, na contemporaneidade, essa visão deixa de se apresentar numa escala autoritária para ser
democrática e construtiva. Mas, o que significa o trabalho em equipe?

Trabalhar em equipe significa criar um esforço coletivo para resolver um


problema, são pessoas que se dedicam a realizar uma tarefa visando concluir
determinado trabalho, cada um desempenhando uma função específica, mas
todos unidos por um só objetivo: alcançar o tão almejado sucesso. (Fonte:
http://www.portaleducacao.com.br/administracao/artigos/10105/trabalho-
em-equipe-juntos-somos-muito-melhores-do-que-sozinhos

Na definição vista acima, temos que no trabalho em equipe existe esforço coletivo, existe união e
respeito. Mas como isso é possível no local de trabalho?

Observe que no trabalho em equipe existe um líder e os subordinados, mas quem vai à frente é o
líder auxiliando as atividades desenvolvidas pelos subordinados. No antigo modelo de gestão,
tínhamos o chefe no lugar do líder, estando esse em lugar de destaque e acima de todos, apenas
ordenando e exercendo pressão sob os subordinados sem os auxiliar.

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Competência 01

Figura 01 - Gestão com Chefia


Fonte: http://vicentemanera.com/2010/03/)
Descrição: nessa imagem você vê um homem
mais alto que os demais, apontando os dedos
para um outro que está a sua frente. Ao lado
desse homem alto existem outros homens,
menores e saindo das gavetas da mesa do
mesmo, repetindo o gesto de apontar o dedo
para esse homenzinho que está de frente de
todos com a cabeça baixa.

O que você observa na imagem? Existe liderança ou chefia?

Qual a melhor posição: alcançar os objetivos à frente de toda equipe de trabalho ou alcançar os
objetivos com todos ao mesmo tempo? Será que quem sempre vai à frente nunca vai se cansar
dessa posição? Aquele que sempre vai à frente pode se sentir deprimido quando não conseguir ser
o primeiro lugar. Então, poderemos ver uma situação de estresse relacionado ao trabalho, que
aponta para um risco ambiental: o risco ergonômico tratado na NR 17 – Ergonomia.

Quem opta por chefiar no lugar de liderar acaba sofrendo ainda mais, pois muitas vezes os
subordinados acabam fazendo apenas o que deve fazer e não colaboram com mais nada.

Quem opta por chefiar, também pode ter sua equipe produzindo apenas na sua presença, deixando
de cumprir suas obrigações por prazer.

Já quem opta por liderar, tem a participação da equipe que colabora com seu líder em todos os
aspectos, realizando, muitas vezes, atividades que estão acima de suas atribuições.

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Competência 01

Nesse modelo de gestão, temos os subordinados trabalhando independentemente da presença do


seu líder e todos vivem em harmonia, tendo satisfação e motivação no local de trabalho. Nesse
modelo, entende-se que o fracasso de um objetivo é o fracasso da equipe e o sucesso de um dos
objetivos do grupo é o sucesso da equipe.

Figura 02 - Chefe e Líder


Fonte: https://hwcorp.wordpress.
com category/lideranca/page/2/
Descrição: nessa imagem você tem
um chefe sentado em uma cadeira
que está sob um suporte de madeira,
esse suporte está sendo puxado por
três pessoas. Na imagem a baixo tem
um chefe a frente de 3 pessoas e
todos estão puxando um suporte de
madeira. O suporte citado nas duas
situações da imagem simboliza os
negócios empresariais.

Nessa imagem você vê duas situações:

Na primeira, o chefe sendo carregado pelos subordinados e, na segunda, o líder à frente de seus
subordinados, auxiliando-os.

1.1 Gestão de segurança e ergonomia

Mas, qual a importância desse estudo para a saúde e segurança do trabalho?

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Competência 01

Se você voltar a analisar o modelo de gestão onde existe o chefe a frente de seus subordinados,
você vê a presença de um risco ambiental que faz parte do estudo da segurança do trabalho, que é
o risco ergonômico.

Vamos revisar quais são os riscos ergonômicos?

Figura 03 - Risco Ergonômico


Fonte: http://sobreqsms.blogspot.com.br/2014/06/doencas-ocupacionais.htm
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela com a relação dos riscos ergonômicos e suas
consequências

Observando cada item do risco ergonômico, você vê que esses itens estão ligados a um local onde o
modelo de gestão se dá por chefia x subordinados.

E, como profissionais de saúde e segurança do trabalho, devemos proporcionar um ambiente


salutar aos trabalhadores, onde haja harmonia e paz.

1.2 O ciclo do PDCA

Agora que você já analisou os modelos de gestão, vamos a uma ferramenta muita utilizada na
segurança do trabalho que é o PDCA. Essa ferramenta de gestão busca a melhora contínua dos
trabalhos realizados pela equipe, através de um planejamento, de uma boa execução, da análise do
trabalho e da ação da equipe. Esse modelo faz parte de normas internacionais ligadas a OHSAS

9
Competência 01

18001 (Occupational Health and Safety Assessment Series), que é a norma internacional que serve
de referência para o Sistema de Gestão da Segurança e Saúde Ocupacional nas empresas.

Como estamos falando de gestão, não poderíamos deixar de lado essa ferramenta que se chama
PDCA.

Mas, o que significa essa sigla?

 P = Plan = Planejar o trabalho


 D = Do = Realizar o trabalho
 C = Check = Verificar o sucesso do trabalho
 A = Act = Agir, ou seja, corrigir as falhas e possíveis falhas.

Como você viu, o PDCA é uma sigla em inglês que nos mostra o ciclo da melhora contínua nas
atividades.

Após você planejar, elaborar um projeto e verificar quem irá executar o trabalho, como ele será
executado, quando será executado e os recursos necessários, você terá como segundo passo
implantar/realizar a atividade. Em seguida, será necessário checar, ou seja, verificar o sucesso do
trabalho em equipe e, por fim, agir corretivamente.

Após todos esses passos, o ciclo do PDCA continua. Por isso, você deverá retornar ao primeiro
passo, referente à letra “P” da sigla, ou seja, será imprescindível realizar um novo planejamento
daquela atividade.

10
Competência 01

Figura 04 - O Ciclo do PDCA


Fonte: http://www.coanconsultoria.com.
br/especialistas.asp?id=76
Descrição: nessa imagem você tem o
ciclo do PDCA, onde consta: Planejar –
definir metas e execução para
determinado processo; Desenvolver –
treinar operadores e desenvolver o
plano; Checar – Analisar os resultados da
execução; Agir - atuar sobre o processo;
correção ou melhoria.

Como aplicar o ciclo do PDCA no SESMT?

Vamos a um exemplo simples: se você verifica a necessidade da compra de EPI (Equipamento de


Proteção Individual), EPC (Equipamento de Proteção Coletivo) ou ferramentas de trabalho, é
necessário um planejamento em equipe a fim de prever o sucesso da ação, ou seja, você pode criar
um plano de ação definindo o que deve ser comprado, quem é o pessoal responsável pela compra,
quando o equipamento poderá ser comprado e o resultado desse planejamento.

Imagine realizar uma atividade tão simples como essa sem união no local de trabalho!

1.3 Comunicação no trabalho

E para que o trabalho em equipe permaneça saudável, ou seja, para que haja saúde nas relações de
trabalho, se faz necessário respeito e uma boa comunicação.

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Competência 01

Os profissionais de saúde e segurança do trabalho estão constantemente usando a linguagem


verbal e não verbal na execução de suas atividades rotineiras, seja por meio das palestras de saúde
e segurança do trabalho, seja por meio de cartazes, entre outras. Diante disso, é necessário ter
alguns cuidados na comunicação como, por exemplo: fazer uso da ética, ou seja, nunca expor um
trabalhador como exemplo negativo de alguém que não pratica a segurança do trabalho, nunca
divulgar fotografias de trabalhadores cometendo atitudes inseguras no trabalho, não falar com tom
de voz elevado com os trabalhadores a fim de ser ouvido ou obedecido.

A comunicação deve ser direta, clara e objetiva. Se um trabalhador informa que não irá usar o EPI
(Equipamento de Proteção Individual), basta informá-lo de que, com base na NR nº 06, o uso do EPI
é obrigatório. Em caso de descumprimento, o colaborador deverá ser penalizado com base na CLT,
art. 158, que informa que a recusa injustificada quanto ao uso do EPI constitui falta grave. Contudo,
o trabalhador precisa ser orientado antes de ser penalizado.

O trabalhador também precisa ser ouvido. É preciso ter humildade para ouvir, pois este é um pilar
muito importante na gestão de saúde e segurança do trabalho: “quem não sabe ouvir, também não
sabe falar”.

O “saber falar” é muito importante para que o profissional de segurança do trabalho conquiste
sucesso nas atividades planejadas, pois, se você sabe como falar, você consegue pedir tudo o que
desejar. Assim, será bem compreendido.

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Competência 01

Figura 05 - Comunicação Visual – Segurança no


Trabalho
Fonte: http://galeria.reikal.com.br/foto/sinalizacao-
de-seguranca-no-trabalho-de-acordo-com-nrs-
mtb_2895.html)
Descrição: segurança informando o uso obrigatório.
Logo abaixo do nome “uso obrigatório” você umas
imagens e os nomes das imagens. As imagens vistas
são: avental, óculos, protetor facial, protetor
auricular e luvas. Essa sinalização mostra que a
comunicação deve ser clara e objetiva.

Como vimos, o profissional de saúde e segurança do trabalho faz uso da comunicação em todo o
momento, como por exemplo:

 Na resposta dos e-mails;


 Nas reuniões da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho);
 Nos treinamentos de segurança do trabalho;
 Na solicitação de documentos à equipe de trabalho, etc.

A troca de mensagem por e-mail é a forma de comunicação mais utilizada nos locais de trabalho,
mas não deve substituir a comunicação oral, pois nem sempre conseguimos escrever o que
sentimos e a mensagem pode ser mal interpretada. Além disso, um assunto delicado, como um
trabalhador que se recusa a seguir normas de segurança, não deve ser, por exemplo, registrado por
e-mail, pois esse recurso arquiva documentos e estes podem comprometer toda a equipe.

13
Competência 01

A fim de que isso não ocorra, nas reuniões da CIPA, temos a organização em presidente e vice-
presidente, como relatado na NR nº 05, a fim de manter um fluxo de informação e evitar tumultos
em momento de reunião, ou seja, cada um tem sua hora de falar e manifestar o seu pensamento.

Na solicitação de documentos, deve haver um cuidado também no falar a fim de não demonstrar
raiva, impaciência exagerada ou intolerância com o colega de trabalho. Caso a solicitação não tenha
sido atendida, a melhor atitude é explicar a importância que aquele documento tem para a equipe e
envolver os líderes na questão.

Encerramos aqui a nossa primeira competência, onde você estudou os modelos de gestão por
chefia e por liderança e a importância de um bom planejamento e comunicação ética para o
sucesso da empresa.

Sugestão de Filme

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada


EUA/2006). A jornalista recém-formada Andrea
Sachs (Anne Hathaway) é uma jovem que conseguiu um emprego
na Runaway Magazine, a mais importante revista de moda de
Nova York. Ela passa a trabalhar como assistente de Miranda
Priestly (Meryl Streep), principal executiva da revista. Como
assistente, ela tenta lidar com as exigências de sua chefe,
entrando em conflito de personalidade, porque não consegue
conciliar o trabalho com a família, os amigos e o namorado.
Aprendizado: Nesse filme é possível refletir sobre missão, visão
e valores, sobre até que ponto o profissional pretende
chegar, quais são os seus limites e sobre qualidade de
vida. ( Disponível em: http://www.ecaderno.com /profissio
nal/mercado-de-trabalho/confira-14-filmes-que-podem-ajudar-na-sua-vida-profissional).

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Competência 02

2. Competência 02 | Desenvolver o Perfil de Liderança Visando à


Produtividade da Equipe Liderada e ao Autodesenvolvimento Profissional

Agora que você já estudou como deve ser o trabalho em equipe e a importância de uma boa gestão
de saúde e segurança do trabalho, vamos estudar como desenvolver o perfil de liderança visando à
produtividade de todo a equipe e um ambiente de trabalho salutar.

Observe as principais diferenças entre o chefe e o líder:

CHEFE LÍDER

Toma todas as decisões em todos os Delega autoridade, mas não abre mão da
níveis; responsabilidade;

Exige assinar todos os faxes, pedidos,


Sabe ouvir;
solicitações, relatórios etc;

Quer saber de tudo e aprovar tudo;


Sabe voltar atrás quando erra;
Detesta burocracia;
Fala, determina e dá ordens;
Foi promovido por tempo de casa;
Toma decisões rápidas quando necessário;

Tem dificuldade de argumentação em


reuniões com
Inova;
a equipe;

Motiva;
Não ouve ninguém;
Aconselha;
Gosta dos bajuladores em
geral profissionalmente limitados;

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Competência 02

Cobra resultados com base em critérios predeterminados;


Adora burocracia;
Contrata e promove profissionais que sabem mais do que
Centraliza decisões; ele;

Não rouba ideia do subordinado: ele a apresenta como


Divulga resultados como se fossem
obra do seu departamento, mas dá crédito ao idealizador;
seus;

Gera medo. Gera respeito.

Figura 06 - Diferenças entre Chefe e Líder


Fonte: elaborado pela autora [Beth Martins] com base no livro "A Arte de gerenciar serviços".
http://economia.uol.com.br/empregos-e-carreiras/noticias/redacao/2012/03/29/seu-chefe-e-um-lider-descubra-as-
diferencas-entre-esses-papeis-de-comando.htm
Descrição: nessa imagem você uma tabela constando as características do chefe e do líder.

Onde você gostaria de trabalhar? Onde existe um chefe ou onde existe um líder?

Lembre-se de que você será subordinado e também será líder.

Os profissionais de segurança do trabalho que compõem o SESMT (Serviço Especializado em


Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho – NR nº 04) trabalham em equipe com seus pares,
com seus superiores e com os demais trabalhadores que serão orientados e treinados pelo SESMT.
E, nesse momento, é importante está com esse conteúdo bem internalizado para por na prática e
manter a saúde nas relações de trabalho.

Caro estudante, vamos analisar um pouco mais o perfil do chefe e do líder na vida do profissional de
saúde e segurança do trabalho:

 Se você é chefe, você toma todas as decisões sozinho, o que causa uma sobrecarga muito
grande e paralisa todo o andamento do serviço. Ademais, outras questões como doença, viagens e
férias podem acarretar impedimentos ao trabalho. O líder não centraliza as decisões em si, mas
delega responsabilidades, fica ciente de tudo o que está acontecendo, tem autoridade para
interferir diretamente diante de alguma falha no processo e tem consciência de que a
responsabilidade do bom andamento da equipe é dele mesmo. Portanto, o líder não discute, não

16
Competência 02

maltrata, não comete assédio moral, comunica-se muito bem com sua equipe e substitui,
tranquilamente, os membros da equipe que não conseguem evoluir em suas atividades.
 O chefe exige que todos os documentos sejam assinados por ele e não sabe ouvir seus
coordenados ou subordinados, nesse caso. Já o líder sabe o que precisa assinar e não se ocupa
diante de pilhas de papel simplesmente para fazer seu nome conhecido ou mostrar quem manda.
 O chefe quer saber tudo, quer aprovar tudo e não reconhece quando comete erros. Já o
líder conhece suas limitações, as limitações da equipe e assume quando erra, convocando todos a
praticar o ciclo do PDCA, que já revisamos na 1ª competência.
 O chefe fala o tempo inteiro, determina, dá ordens na maior parte do tempo e adora
burocracias. Já o líder sabe a hora certa de falar e se comunica de forma clara, objetiva e direta.
 O chefe não ouve ninguém, o líder motiva e sabe ouvir a equipe.
 O chefe divulga resultados como se fossem seus, o líder apresenta os resultados e dá crédito
à equipe.
 O chefe atemoriza, mas o líder é respeitado.

O que você sente diante disso, caro estudante? É melhor ser chefe ou ser líder?

Você percebe que é preciso ter ética profissional para saber executar bem o seu ofício seja diante
do seu superior imediato seja diante do trabalhador que precisa seguir suas orientações de
segurança.

Praticar a liderança é fundamental para o sucesso da equipe, o sucesso do trabalho e o sucesso


individual. Para isso, existem cursos na área de administração de empresas que ensinam como
praticar todos os passos de um líder. Vejamos.

2.1 Inteligência emocional

O termo “inteligência emocional” foi citado pela primeira vez pelo psicólogo Daniel Goleman que
defende a ligação do sucesso e a inteligência emocional dos indivíduos.

17
Competência 02

Daniel Goleman é autor de Inteligência Emocional (Objetiva, 1996)


e co-autor de
O Poder da Inteligência Emocional (Campus, 2002).

Mas o que é inteligência emocional?

Não existe uma definição para inteligência emocional, mas podemos dizer que está
relacionada a habilidades tais como motivar-se a si mesmo e persistir face a frustrações;
controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação
prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir
seu engajamento a objetivos de interesses comuns. (Fonte:
http://www.coladaweb.com/administracao/inteligencia-emocional)

O líder que possui inteligência emocional consegue:

 Motivar a si mesmo;
 Persistir mesmo diante de frustrações;
 Controlar seus impulsos;
 Canalizar as emoções para situações apropriadas, ou seja, não gasta energia naquilo que não
trará bom resultado;
 Motivar as pessoas.

2.2 Autoconsciência

O primeiro pilar da inteligência emocional é a autoconsciência, descrita como a capacidade que


devemos ter de nos autoconhecer, ou seja, de conhecer a fundo nossas emoções, os nossos pontos
fortes, os nossos pontos fracos - é o primeiro componente da inteligência emocional. Isso faz com
que cada um assuma apenas o que tem competência para resolver. Dessa forma, pede ajuda a
outras pessoas para os assuntos que tem mais dificuldade em resolver.

18
Competência 02

Se você como técnico em segurança do trabalho entende que consegue ministrar um ótimo
treinamento de segurança do trabalho, mas tem muita dificuldade com estatística de acidentes
do trabalho, nada impede de você se aprimorar. Todavia é importante deixar bem claro para a
equipe qual o seu ponto forte e qual o seu ponto fraco a fim de que as atividades sejam mais bem
direcionadas.

Figura 07 - Autoconsciência
Fonte: http://www.cristianegiordani.com.br/conhece-te-a-ti-mesmo/
Descrição: nessa imagem você tem uma tirinha onde a Mafalda, personagem dos quadrinhos, ler a frase
“conhece-te a ti mesmo”. Ela pensa: Bom conselho e conclui, mas hoje não me apetece fazer turismo
dentro de mim. Essa tirinha faz referência ao autoconhecimento.

Como disse Platão (filósofo Grego), “conhece-te a ti mesmo”. Isto é, a autoconsciência leva o líder a
fazer um “turismo” dentro de si e entender seus comportamentos e os comportamentos dos
demais.

Como reconhecer a autoconsciência?

Antes de tudo, ela se manifesta na sinceridade e na capacidade de efetuar uma autoavaliação


realista. O indivíduo autoconsciente também é reconhecido por sua autoconfiança. É alguém que
sabe quais suas capacidades e é menos propenso a fracassar, pois evita “dar um passo maior do que
a perna pode alcançar”. Sabe, também, quando pedir ajuda. No trabalho, os riscos que assume são
calculados. São indivíduos que não aceitam um desafio do qual não poderão dar conta sozinhos. O
que os indivíduos autoconscientes fazem é explorar seus pontos fortes e trabalhar com muita
energia nesses pontos garantindo o sucesso da ação.

19
Competência 02

A pessoa autoconsciente mostra que, mesmo nas situações, difíceis é preciso ter persistência, pois
tudo tem seu ciclo de começo, meio e fim. Alem disso, as situações ruins precisam acontecer
porque na vida laboral tanto pode haver sucesso como fracasso, mas este precisa ser um orientador
daquilo que é preciso melhorar em nós mesmos.

Uma pessoa com habilidade de avaliar a si mesma com sinceridade – ou seja, quem é
autoconsciente – é a mais adequada para fazer o mesmo pela organização que comanda.

Figura 08 - Autoconsciência e Sinceridade


Fonte: http://anovaeconomia.com/category/
nova-economia/
Descrição: nessa imagem você vê uma mulher
segurando uma máscara que representa o
próprio rosto com uma das mãos, enquanto no
rosto há outra máscara. Essa imagem faz
referência a autoconsciência.

A autoconsciência está ligada a autoconfiança e a sinceridade, posturas muito importantes para o


líder.

2.3 Autocontrole

A autoconsciência deve ser precedida do autocontrole. Imagine uma pessoa autoconsciente, ou


seja, autoconfiante e sincera, sem autocontrole?

No mínimo, poderá ser arrogante para com os demais. Logo, o autocontrole é fundamental para o
líder.

20
Competência 02

O autocontrole é o segundo componente da inteligência emocional. Nossas emoções são movidas


por impulsos biológicos. Não podemos suprimi-las, mas podemos administrá-las.

 Por que o autocontrole é tão importante para um líder?


 Porque quem está em controle dos seus sentimentos e impulsos é sensato e capaz de criar
um ambiente de confiança e justiça.
 Os sinais de autocontrole emocional são fáceis de perceber, a saber:
 Propensão à reflexão e à ponderação;
 Aceitação da ambiguidade e da mudança;
 Integridade como capacidade de dizer não a anseios impulsivos.

Figura 09 - Autocontrole
Fonte: http://www.vidaplenaebem
estar.com.br/consciencia/mudanca/
e-possivel-treinar-o-autocontrole-e-
diminuir-a-agressividade
Descrição: nessa imagem você vê
um homem olhando para a sua
sombra que se vira para o mesmo e
aponta com o dedo como se
estivesse lhe dando uma bronca.
Essa imagem retrata o autocontrole.

O líder que possui autocontrole é aquele que consegue resistir aos impulsos e sabe ouvir a sua
autoconsciência.

21
Competência 02

2.4 Motivação

A motivação é o terceiro componente da inteligência emocional. A motivação é vista como a paixão


pelo trabalho por razões que vão além de dinheiro ou prestígio; propensão a adiar julgamentos, a
pensar antes de agir; o motivo para realizar uma determinada ação.

Figura 10 - Motivação
Fonte: http://www.blog.
geninhogoes.com.br/tag/motiv
acao
Descrição: nessa imagem você
vê um gatinho se olhando no
espelho e o que vê no lugar da
sua imagem é um leão. Essa
imagem representa a
motivação

Caro aluno, você já viu alguém extremamente motivada? A motivação nos faz sentir enormes diante
dos desafios, é como mostra na figura: um gato que ao se observar no espelho, está tão
autoconfiante que se vê um leão. Esse leão é o seu entusiasmo para a ação, isso é motivação.

Pois é, muitas pessoas são motivadas por fatores externos como um bom salário ou o prestígio que
acompanha um título pomposo ou um emprego numa empresa renomada. Já quem tem potencial
de liderança, é motivado por um desejo profundamente arraigado de “realizar pela realização em
si”. É natural supor que um indivíduo determinado a se superar também desejaria um jeito de
monitorar o progresso – o próprio, o da equipe e o da empresa. Enquanto funcionários com baixa
motivação para realizar são muitas vezes vagos quanto aos resultados.

22
Competência 02

A motivação está muito ligada ao primeiro componente da inteligência emocional, que é a


autoconsciência que gera a autoconfiança e por sua vez a motivação. O líder motivado consegue
despertar a motivação da equipe, pois ele acredita no seu potencial e no potencial de cada
individuo.

2.5 Empatia

Se você é um líder que se conhece, que é autoconfiante e motivado, logo consegue entender o
próximo e abstrair o que você não consegue entender. Ou seja, consegue respeitar o próximo,
respeitar as diferenças e aproveitar o que cada um tem de melhor. Isso nos leva ao quarto
componente da inteligência emocional: a empatia.

A empatia corresponde à habilidade para tratar com os outros de acordo com as reações
emocionais deles, ou seja, é a capacidade de entender a constituição emocional dos outros. Logo, a
prática da empatia faz com que o líder consiga se colocar no lugar do outro antes de cobrar ou
solicitar algo. O líder consegue compreender, por exemplo, por que um trabalhador tão competente
não consegue realizar alguma atividade por motivos emocionais e temporários. Veja a figura abaixo:

Figura 11 - Empatia
Fonte: http://laede-laede.blogspot.com.br/2012/10/
empatia.html
Descrição: nessa imagem você vê um homem ajudando
um pedinte que segura um espelho na frente do rosto.
Ao olhar para o pedinte, o homem vê a sua própria
imagem no espelho. Essa imagem representa a empatia.

23
Competência 02

A empatia faz o líder trocar de posição com o outro e entender o que o seu subordinado pensa e
como interage com o mundo e com os elementos que o cerca.

2.6 Aptidão social

A aptidão social é o quinto e último componente da inteligência emocional sendo entendida como
a competência para administrar relacionamentos e formar redes, ou seja, a capacidade de
encontrar pontos em comum e cultivar afinidades. É com aptidão social que ampliamos nossa
network, entendida como rede de contato ou rede de relacionamentos. A network é medida pela
quantidade de pessoas influentes que você conhece e que podem ajudá-lo a obter um bom
emprego ou a encontrar soluções para alcançar suas metas no trabalho.

A aptidão social é alcançada com o bom relacionamento, ou seja, com o relacionamento


interpessoal sadio e equilibrado por todo o ambiente laboral de forma que você fique conhecido
não apenas pelas habilidades técnicas, mas por ser uma pessoal de boa convivência que respeita
seus colegas de trabalho e interage muito bem com outras pessoas mesmo que essas pessoas
tenham uma forma de pensar diferente da sua.

Pessoas com aptidão social tendem a ter um vasto círculo de conhecidos e possuem o dom de
descobrir afinidades com toda sorte de gente – ou seja, o dom de criar entrosamento. Não significa
que estejam sempre se socializando. Significa que, no trabalho, partem do pressuposto de que
ninguém faz nada importante sozinho e, na hora de agir, essa gente tem uma rede estabelecida.

24
Competência 02

Figura 12 - Aptidão Social e Network


Fonte: http://lionsage.com/005-who-is-
promoting-you-behind-your-back-
building-a-network-of-brand-
advocates/
Descrição: nessa imagem você vê várias
pessoas onde cada uma está sem seu
próprio círculo e entre os círculos há
linhas pontilhadas de ligação com
outros círculos distintos. Essa imagem
representa o network ou aptidão social.

A aptidão social é o ponto culminante das outras dimensões da inteligência emocional. Uma pessoa
tende a ser muito eficaz na gestão de relacionamentos quando consegue entender e controlar suas
próprias emoções e demonstrar empatia pelos sentimentos dos outros. Até a motivação contribui
para a aptidão social, pois indivíduos compelidos a realizá-la tendem a ser otimistas, pois, mesmo
diante de reveses ou fracassos, quando uma pessoa é otimista, o “seu brilho” reluz sobre conversas,
outros encontros sociais. Então, é uma pessoa popular e por bons motivos.

Quem tem aptidão social, é hábil na gestão de equipes – isso é a empatia dessa pessoa em ação. Da
mesma forma, é mestre em persuadir – isto é uma manifestação conjunta de autoconsciência,
autocontrole e empatia.

Mas, muitas vezes, a aptidão social não é bem vista, como por exemplo, uma pessoa pode
manifestar a aptidão social conversando e isso muitas vezes passa a impressão de que essa pessoa
não está trabalhando. Parece estar jogando conversa fora ou papeando com os trabalhadores.
Muitas pessoas não entendem que os profissionais de saúde e segurança do trabalho conseguem
investigar doenças relacionadas ao trabalho por meio de uma boa conversa com trabalhadores.

25
Competência 02

Sendo assim, a inteligência emocional, através dos seus cinco componentes, é imprescindível para
uma boa gestão e as práticas de liderança nos mais diversos locais de trabalho.

26
Competência 03

3. Competência 03 | Conhecer as Técnicas para Cálculo de Custos


Decorrentes de Acidentes de Trabalho e Óbitos

Caro estudante, iniciamos a nossa terceira competência que é a parte mais técnica dessa disciplina.
Nas primeiras competências, você estudou o perfil de gestão por chefia e por liderança e viu as
vantagens de ser bom líder. E agora que você já sabe como desenvolver o perfil de liderança com
base na inteligência emocional, vamos estudar como pode ser feita a gestão de segurança do
trabalho referente à investigação e controle dos acidentes e doenças.

Os acidentes do trabalho precisam ser investigados e registrados em planilhas de estatística de


acidente do trabalho tendo os seus coeficientes de frequência e de gravidade quantificados para
fins de redução dos mesmos.

Para realizar esse registro, os profissionais de saúde e segurança do trabalho fazem uso da NBR
14.280 que trata de Cadastro de Acidente do Trabalho – Procedimento e Classificação. O objetivo
dessas NBR é fixar critérios para o registro, comunicação, estatística e análise de acidentes do
trabalho, suas causas e consequências, aplicando-se a quaisquer atividades laborais.

Leia a NBR 14.280 no site


http://www.alternativorg.com.br/wdframe/index.php?&type=arq&id=MTE2Nw

É através desse registro e análise do acidente que os profissionais de saúde e segurança do trabalho
buscam identificar, analisar as causas dos acidentes do trabalho e propor medidas corretivas para
que eles não voltem a acontecer.

É importante entender que o acidente do trabalho não aponta para um culpado, ou seja, não
aponta para um ato doloso, em que houve a intenção em proporcionar o acidente ou em sofrer o

27
Competência 03

acidente. Isso é algo que deveria ser mais bem avaliado do ponto de vista do código penal
brasileiro. Mas o acidente do trabalho aponta para as causas dos acidentes que precisam ser
investigadas e corrigidas para que eles não se repitam.

Figura 13 - Acidente do Trabalho


Fonte: http://www.gopixpic.com/
Descrição: nessa imagem você vê uma figura
de um trabalhador com o pedaço do braço
no chão, enquanto seu chefe que está a
frente do mesmo, segura um chicote e diz:
“Ritmo alucinante?! Imagina! Pegue seu
braço e produza!

É muito fácil culpar o trabalhador pelo acidente do trabalho quando o mesmo comete uma atitude
insegura, mas muitas vezes o trabalhador está cumprindo ordens e trabalhando sob pressão
demasiada. O trabalhador está na ponta de um sistema onde tem muitas outras pessoas e
processos antes do mesmo.

3.1 Acidente do trabalho

Segundo o artigo 19 da Lei nº 8.213/91, acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do
trabalho a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a
morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.

Então o que caracteriza o infortúnio laboral é a lesão e, quando acontece uma lesão é obrigatória à
emissão da CAT – Comunicação de Acidente do Trabalho.

28
Competência 03

3.2 Comunicação de acidente do trabalho

Todo acidente do trabalho deve ser comunicado por meio da CAT (Comunicação de Acidente do
Trabalho) até o primeiro dia útil após a ocorrência e, em caso de morte, de imediato.

O registro da CAT deve ser realizado pela internet através do site:


<http://www.mpas.gov.br/conteudoDinamico.php?id=297

A CAT deve ser impressa em duas vias: uma delas deverá ficar arquivada junto com o dossiê do
acidente do trabalho por um período de 20 (vinte) anos e a outra via deverá ser entregue ao
trabalhador acidentado. Por isso, a empresa é obrigada a emiti-la para acidente com afastamento e
acidente sem afastamento.

A omissão do registro da CAT poderá resultar em multa para a empresa, caso o INSS tome ciência
do fato. Além disso, a CAT poderá ser emitida por qualquer pessoa já que a maioria das pessoas tem
acesso a computador e internet, porém o documento poderá ser questionado quanto à veracidade
de suas informações. Logo, é importante que o empregador seja o emitente da CAT.

Antes da facilidade da internet, a CAT era emitida em 6 (seis) vias e redigida em máquina
datilografia ou feita à mão conforme modelo que segue:

29
Competência 03

Figura 14 - Antigo Formulário da CAT


Fonte: http://www.informanet.com.br/Prodinfo/boletim/2012/trabalhista/cat_40_2012.
html
Descrição: nessa imagem você tem um formulário da CAT – Comunicação de Acidente do
Trabalho.

30
Competência 03

Você pode ter acesso ao modelo atual de CAT no site:


http://www.previdencia.gov.br/forms/formularios/form001.html

Atualmente, quando o cadastro da CAT pela internet é finalizado, a empresa tem um formulário
para impressão diferente do primeiro formulário da CAT manual.

Vamos estudar as causas dos acidentes do trabalho?

3.3 Causas dos acidentes do trabalho

Quando ocorre um acidente do trabalho é preciso realizar a investigação do mesmo para identificar
as causas e agir corretivamente a fim de evitar outros infortúnios.

As causas dos acidentes do trabalho são:

3.4 Atitude insegura

Seria a ação do trabalhador que veio a provocar o acidente do trabalho. É importante deixar claro
que não existe culpado pelo acidente do trabalho, se a culpa fosse determinada o ato seria doloso,
ou seja, com intenção em provocar o dano, mas a intenção não existe, o que existe é a causa do
acidente do trabalho.

Como exemplos de atitudes inseguras têm: imprudência, negligência e imperícia.

31
Competência 03

Figura 15 - Atitude
Insegura
Fonte: http://seguranca
saude.blogspot.com.br/201
2/03/voce-e-uma-pessoa-
insegura-na-sua-vida.html
Descrição: nessa imagem
você vê um trabalhador em
cima de três baldes para
alcançar uma lâmpada.
Essa imagem representa
uma atitude insegura por
imprudência.

A imprudência está muito relacionada à autoconfiança que leva o trabalhador a realizar uma
atividade sem EPI ou ter muita pressa vinda a sofrer um acidente do trabalho.

Geralmente, os anos de experiência do trabalhador e a idade são inimigos da prudência, pois muitas
vezes o trabalhador se confia na experiência para se expuser a alguma situação de risco e acaba
sofrendo acidentes do trabalho.

Outro exemplo de atitude insegura é a negligência.

Mas o que é negligência?

Entendemos que negligência é o não cumprimento de um procedimento de segurança de forma


rotineira. Como por exemplo: o trabalhador sabe que deve prender o cinto de segurança em linha
de vida, mas não faz, ou sabe que deve atravessar na faixa de pedestre, mas confia que o operador
de empilhadeira irá visualizá-lo e confia também que a empilhadeira está com os freios bons. Nessa

32
Competência 03

circunstancias o acidente do trabalho acontece e a causa é atitude insegura por negligência do


trabalhador.

Figura 16 - Negligência – Cinto de


Segurança Solto
Fonte: http://segurancasaude.blog
spot.com.br/2012/01/acidente-de-
trabalho-e-negligencia-as.html>
Descrição: nessa imagem você vê
um trabalhador de construção civil
em cima de uma escada de madeira
que está apoiada em uma viga com
formas de madeira. O trabalhador
está com cinto de segurança, mas o
cinto não está preso em nenhum
ponto da estrutura ou linha de vida.
Essa imagem representa atitude
insegura por negligência.

Como último exemplo de atitude insegura, temos a imperícia que está associada à falta de
conhecimento, a falta de curso de capacitação ou treinamento. Se um trabalhador não foi treinado
para realizar serviço em altura pode vir a cometer alguma falha por não ser perito no assunto, ou
seja, por não conhecer os riscos da atividade.

33
Competência 03

Figura 17 - Imperícia
Fonte: http://www.portalpower.com.br/
humor/fotos-de-gambiarras/
Descrição: nessa imagem você tem um
chuveiro amarrado com fios e com a parte
elétrica emendada sem enclausuramento
adequado. Essa imagem mostra uma atitude
insegura por imperícia.

3.5 Condição insegura

A condição insegura é quando o local de trabalho oferece um risco de acidente como ausência de
guarda-corpo em periferias ou plataformas, óleo no chão, quinas vivas salientes oferecendo risco de
corte, fiação exposta, etc.

Figura 18 - Condição Insegura


Fonte: http://seguranca2013.blogspot.com.br
/2013/03/condicoes-inseguras- ou-de-riscos-
x.html
Descrição: nessa imagem você vê uma tábua
servindo de rampa entre uma vala em
construção civil. A rampa não possui guarda-
corpo nem estabilidade precisa. A imagem
representa condição insegura no local de
trabalho.

34
Competência 03

Na figura, você vê uma tábua servindo de passagem entre uma vala, uma condição insegura que
contraria as recomendações da NR nº 18 que trata de Programa de Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção. Nessa situação deveria ser construída uma rampa
adequadamente fixa com guarda-corpo para evitar queda do trabalhador.

3.6 Fator pessoal de insegurança

Essa causa está ligada aos fatores externos que podem influenciar no comportamento do
trabalhador havendo assim um infortúnio laboral, ou acidente do trabalho.

Os fatores externos pessoais de insegurança são:

Fobias, nervosismo, utilização de medicamentos, insônia, depressão, irritabilidade.

Se um trabalhador tem fobia de altura e vai realizar uma atividade em altura, existe uma grande
probabilidade do mesmo sofrer um acidente ou incidente, haja vista que seu comportamento não é
adequado para esse tipo de atividade em específico.

Figura 19 - Fobia de Altura


Fonte: http://hypescience.com/remedio-
contra-medo-de-altura/
Descrição: nessa imagem você vê os pés de
um trabalhador no último degrau de uma
escada tipo marinheiro em altura, na parte
externa de um edifício. Essa imagem mostra o
fator pessoal de insegurança por medo de
altura.

35
Competência 03

3.7 Acidente de trajeto

E o acidente de trajeto?

É o acidente sofrido pelo empregado no percurso da residência para o local de trabalho ou desta
para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do
empregado.

Para que o acidente de trajeto seja caracterizado, é necessário que o trabalhador esteja realmente
no trajeto casa-trabalho e trabalho-casa a serviço da empresa.

Esse tipo de acidente precisa ser tratado como acidente do trabalho seguindo todo o fluxo de
registro de acidentes. Observe a imagem abaixo:

Figura 20 - Acidente de Trajeto


Fonte: http://www.protecao.com.br/noticias
detalhe/J9jaAQyJ/pagina=5
Descrição: nessa imagem você vê um trabalhador
em seu carro particular assustado e freando
bruscamente para um caminhão que está logo a
sua frente.

O acidente de trajeto não é contabilizado nos custos dos acidentes do trabalho da empresa. Esse
tipo de acidente é registrado para realização de campanhas de prevenção e acidentes que ocorre
geralmente na SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho), sendo esse um
evento anual nas empresas.

36
Competência 03

3.8 Consequências do acidente

O acidente do trabalho provoca desde lesão física, como perda na produtividade da empresa, danos
financeiros diretos e indiretos, até danos psicológicos.

Como primeira consequência, há a lesão no trabalhador. Em caso de perda de membro, existe a


expressão “Dias Debitados”, ou seja, todo acidente do trabalho com perdas de membros resulta em
dias debitados que é a indenização referente à perda de parte do corpo. Mas quanto vale cada
parte do corpo?

Segue a tabela da PORTARIA N° 33, DE 27 DE OUTUBRO DE 1983, (DOU de 31/10/83 – Seção 1 –


Págs. 18.338 a 18.349).

Figura 21 - Dias Debitados


Fonte: https://www.legnet.com.br/sislegnet/integra/cliente-1/pais-1/un2335.htm
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela com as partes do corpo e os dias debitados para cada
parte atingida em caso de acidente do trabalho.

37
Competência 03

3.9 Doença ocupacional

Temos também a doença do trabalho e a doença profissional que se equiparam a acidente do


trabalho, ou seja, precisam seguir o fluxo de registro de acidentes.

Qual a diferença entre doença do trabalho e doença profissional?

A doença é tida como doença do trabalho quando adquirida, desencadeada ou agravada pelo ritmo
ou processo de trabalho, como por exemplo: uma pessoa que trabalha o dia inteiro em pé sem
minipausas durante a jornada de trabalho poderá desenvolver uma LER (Lesão por Esforço
Repetitivo) ou uma DORT (Doença Osteomuscular Relacionada ao Trabalho).

A doença profissional é aquela adquirida em determinadas profissões, como por exemplo, um


soldador que executa suas atividades por muitos anos tem grande probabilidade de adquirir alguma
doença pulmonar, ou seja, alguma pneumoconiose devido aos fumos metálicos originados na
atividade.

3.10 Incapacidades laborais

Diante dos acidentes do trabalho, temos as incapacidades laborais, como:

Incapacidade Temporária Parcial: é quando o trabalhador sofre um acidente do trabalho sem


afastamento.

Incapacidade Temporária Total: é quando o trabalhador sofre um acidente do trabalho com


afastamento, gerando dias perdidos, ou seja, gerando um coeficiente de gravidade.

Incapacidade Permanente Parcial: é quando o trabalhador sofre uma lesão com perda parcial da sua
capacidade para o trabalho, ou seja, sofre perda de um membro ou perda da atividade de alguma
região do corpo, mas consegue desempenhar alguma atividade.

38
Competência 03

Incapacidade Permanente Total: é quando o trabalhador sofre um acidente do trabalho que o deixa
incapaz de retornar a sua atividade e a qualquer outra atividade, ou seja, não tem como ser
reabilitado em outra função.

Essas incapacidades geram um benefício ao trabalhador, como segue:

Condições
Data de Data da
Benefícios Beneficiários para Valor
Início Cessacão
Concessão

• morte;

• concessão de
Afastamento auxílio-acidente
do trabalho ou
91% do
Acidentado do trabalho

por 15° dia aposentadoria


salário de
Auxílio Doença

incapacidade de
benefício
laborativa afastam • cessação da
temporária por ento incapacidade;
acidente do
trabalho • alta médica;

• volta ao
trabalho.

Figura 22 - Auxílio Doença


Fonte: arquivo pessoal
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela onde consta o benefício Auxílio Doença, beneficiários,
condições para concessão, data de início, data da cessação e valor do benefício.

O auxílio doença também é conhecido como benefício B-91 e o trabalhador que estiver afastado
por mais de 15 (quinze) dias de suas atividades laborais devido a um acidente do trabalho receberá
o seu salário através da previdência social, sendo esse valor de 91% do salário de benefício. Ao se

39
Competência 03

afastar por mais de 30 (trinta) dias, o acidentado deverá agendar a perícia médica junto ao INSS
(Instituto Nacional de Seguridade Social) para que o seu benefício seja garantido.

Segue quadro referente à aposentadoria por invalidez:

Benefícios Beneficiários Condições Data Data da Valor


para de Cessacão
Concessão Inicio

Afastamento No dia • morte; 100% do


do trabalho em que salário
Aposentadoria por invalidez

por invalidez o • cessação de


Acidentado do trabalho

acidentária auxílio- da invalidez; benefício


doença
• volta ao
teria
trabalho.
início.

Figura 23 - Aposentadoria por Invalidez


Fonte: arquivo pessoal
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela onde consta o benefício aposentadoria por invalidez, os
beneficiários, condições para concessão, data de início, data da cessação e valor do benefício.

O trabalhador vítima de acidente do trabalho só será aposentado por invalidez quando não houver
mais capacidade para o trabalho, ou seja, quando a reabilitação for inviável ou impossível, dessa
forma, a aposentadoria é devida à vítima de acidente com incapacidade permanente total para o
trabalho.

Outro benefício previdenciário é o auxílio acidente. Observe a tabela que segue:

40
Competência 03

Condições para Data de Data da


Benefícios Beneficiários Valor
Concessão Início Cessacão

da capacidade No dia • 50%


laborativa por seguinte do
lesão a • Conc salário
acidentária. cessaçã essão de de
Redução o do aposentador benefí
Acidentado do trabalho

auxílio- ia; cio.


Auxílio Acidente

doença.
• Óbito
.

Figura 24: Auxílio Acidente


Fonte: arquivo pessoal
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela com o benefício Auxílio Acidente, os beneficiários,
condições para concessão, data de início, data da cessação e valor do benefício.

O auxilio acidente é devido ao trabalhador vítima de acidente com lesão permanente parcial, ou
seja, é um beneficio devido ao trabalhador que sofreu redução permanente parcial da sua
capacidade para o trabalho como uma perda de membros ou perda de função orgânica que, mesmo
não o habilitando para a função que antes desempenhava, não impede que o acidentado
desenvolva outra atividade. Esse trabalhador deverá receber além do seu salário pelo serviço
prestado, o adicional de 50% do salário de beneficio referente à sua incapacidade permanente
parcial para o trabalho.

E, por último temos a pensão por morte que é devida ao cônjuge e aos filhos. Observe a tabela:

41
Competência 03

Benefícios Beneficiários Condições Data de Inicio Data da Valor


para Cessacão
Do Concessão

Morte Por Na Data Do Morte Do 50% Do


Acidente Do Óbito; Dependente; Salário
Acidentado

Trabalho. Ou Na Data Da Cessação Da De


Entrada Do Qualidade De Benefício
Requerimento, Dependente. Ao
Quando Cônjuge
Requerida E 10% Do
Do

Após 30 Dias Salário


Do Óbito. De
Dependentes

Benefício
Trabalho

Para
Pensão

Cada
Filho.
Figura 25 - Pensão por Morte
Fonte: arquivo pessoal
Descrição: nessa imagem você tem uma tabela com o benefício “pensão”, beneficiários, condições para
concessão, data de início, data da cessação e valor do benefício.

3.11 Cálculos estatísticos

Caro estudante,

Até agora vimos que os acidentes do trabalho podem gerar perda de membros dos trabalhadores, o
que resulta em DIAS DEBITADOS, bem como dias perdidos. Isso gera o cálculo de TEMPO
COMPUTADO. Para a quantidade de acidentes que ocorre em determinado período, como em um
mês qualquer, temos o COEFICIENTE DE FREQUÊNCIA ou TAXA DE FREQUÊNCIA cujo cálculo é feito
pela fórmula seguinte:

CF = Quantidade de Acidentes do Mês x 1.000.000 / HHT, onde HHT é a quantidade de Homens-


Horas-Trabalhadas.

42
Competência 03

A quantidade de HHT é facilmente coletada no departamento responsável pela folha de pagamento


dos trabalhadores, pois o cálculo dos salários é realizado diante da quantidade de pessoas e a
quantidade de horas que cada um produziu na empresa.

Observe o exemplo:

Se em um determinado mês houve 4 acidentes do trabalho e em outro mês houve 2 acidentes do


trabalho com uma HHT de 44.000, qual o coeficiente de frequência nesses meses?

No primeiro caso, temos:

CF = 4 x 1.000.000/44.000 = 90,90

No segundo caso, temos:

CF = 2 x 1.000.000/44.000 = 45,45

Logo, a quantidade de acidentes do trabalho reduziu na segunda situação.

Temos também o COEFICIENTE DE GRAVIDADE ou TAXA DE GRAVIDADE, que é calculada para todo
acidente do trabalho COM AFASTAMENTO.

O cálculo deve seguir a seguinte fórmula:

43
Competência 03

Figura 26 - Taxa de Gravidade


Fonte: http://seguranca-trabalho.webnode.com.br/taxa-de-frequencia-e-gravidade-ceuma/
Descrição: nessa imagem você tem fórmula da Taxa de Gravidade dos Acidentes do Trabalho.

Nesse caso, o tempo computado é a soma dos dias perdidos com dias debitados.

Observe o exemplo abaixo:

Em um determinado mês houve um acidente do trabalho com 90 dias perdidos referente à perda
do dedo polegar de um determinado trabalhador. Nesse mês, houve uma HHT de 44.000. Qual o
coeficiente de gravidade?

CG = (Dias Perdidos+Dias Debitados) x 1.000.000 / HHT

CG = (90+600) x 1.000.000 / 44.000

CG = 15.681, 81

Encerramos os conteúdos desta terceira competência. Por isso, gostaria que você, agora, assistisse
à videoaula e mantivesse bastante atenção à atividade semanal e à aula-atividade. Vamos continuar
estudando!

44
Conclusão

Caro estudante, iniciamos nosso módulo estudando sobre a importância do trabalho em equipe
para a busca da melhoria contínua no local de trabalho, conforme demonstrado no ciclo do PDCA.
Em seguida, estudamos sobre os perfis de liderança importantes para uma boa gestão de saúde e
segurança do trabalho e, agora, finalizamos com o estudo estatístico dos acidentes do trabalho
através do cálculo das taxas de frequência e taxas de gravidade dos acidentes do trabalho e doenças
ocupacionais.

Encerramos nosso módulo reiterando que uma boa gestão de saúde e segurança do trabalho requer
mais que coeficiente de inteligência e técnica. Ela requer do gestor a melhora contínua do processo
e o aprimoramento dos perfis de liderança que devem ser manifestados através da inteligência
emocional a fim de que acidentes do trabalho e doenças ocupacionais não aconteçam no ambiente
laboral.

Bons estudos!

45
Referências

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47
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Currículo do Professor

Olá! Eu sou Zilmara Peixoto Nakai. Sou Especialista em Educação Ambiental, pela Fafire, Licenciada
em Biologia pela UFPE e Técnica em Segurança do Trabalho pelo CEFET/PE. Há 15 anos atuo como
Técnica em Segurança do Trabalho. Já trabalhei em empresa de montagem industrial, em
construção civil, em consultoria de segurança do trabalho, em hospital e hoje trabalho no Grupo
Pão de Açúcar. Ao mesmo tempo, tenho desenvolvido atividades de docência em Biologia e nas
diversas disciplinas do Curso Técnico de Segurança do Trabalho. Já lecionei no Centro de Ciências do
Nordeste (CECINE, da UFPE), na Escola de Enfermagem Irmã Dulce e na Escola Técnica Regional.
Hoje leciono no Colégio e Curso Especial, na Escola Almirante Soares Dutra e na Educação à
distância. Espero compartilhar com vocês o que tenho estudado e praticado nessa profissão.

Um grande abraço!

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