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O Processo de Nascimento

O Processo de Nascimento PSICOLOGIA

Aproximadamente quarenta semanas depois da concepção, nasce a criança. Naturalmente, em


alguns casos, este evento ocorre antes da data esperada e, em alguns outros, o nascimento é
tardio. Alguns dias antes do nascimento real, o evento é previsto pelo abaixamento da cabeça
do feto para a parte mais baixa da pélvis, perto da cérvis. Essa insinuação é tipicamente
acompanhada de uma sensação de redução de pressão sobre os pulmões e o estômago da
mãe e é conhecida como descida do feto (STONE & CHURCH, 1969).

O processo normal de nascimento apresenta basicamente três partes: dilatação, nascimento


propriamente dito e expulsão da placenta.

Em gestações sem complicação e de baixo risco, o parto em casa ou em um centro de


nascimentos é tão seguro quanto aquele realizado em hospital.

Como observamos o nascimento, não é na realidade o começo da vida. Ao nascer o recém-


nascido já tem uma carreira pessoal de nove meses de duração.

Trabalho de parto

O processo do nascimento em si consiste do desvanecimento, ou adelgaçamento da cérvix, sua


dilatação para aproximadamente 10 cm e a expulsão do feto do útero por meio do canal de
parto. O processo todo é acompanhado por contrações do útero. O trabalho de parto costuma
ser mais longo para as primigestas (aquelas mulheres que estão concebendo pela primeira vez)
e mais curto para as multíparas (aquelas que tiveram duas ou mais gestações).

Para as primigestas a média de duração é de 12 a 16 horas, podendo levar mais ou menos


tempo. Para as multíparas a duração média é 6 a 10 horas, podendo variar de acordo com cada
mulher.

O cordão umbilical é cortado e amarrado. Nesse ponto a criança precisa começar a manter
suas funções corporais independentemente da mãe. Apesar das estórias tradicionais, não é
necessário que os médicos deem uma palmada no recém-nascido para iniciar a respiração ou
outras funções corporais. Na maioria das crianças a respiração é espontânea. Quando há
necessidade de estimulação externa, fazer cócegas no pé do bebê é o quanto basta na maioria
dos casos (STONE & CHURCH, 1969).

Estudos apontam que a presença do pai, ou de outra figura de suporte, durante o parto têm
efeitos muito positivos no bem estar físico e emocional da mulher, tanto no caso do parto
normal, como no caso do parto por cesariana. Especificamente no caso do parto por cesariana,
verifica-se que quando o pai está presente, a mãe sente-se menos sozinha e revela menos
preocupação com o estado de saúde do bebê.

Complicações no processo de nascimento

Segundo FAW (1981), as complicações no processo de nascimento podem resultar de


dificuldades fisiológicas sofridas pela mãe, tais como uma cérvix que não se dilata
adequadamente, toxicidade, ou o desenvolvimento da placenta em uma posição que cobre a
cérvix e não permite a saída da criança antes da saída da própria placenta. Também podem
ocorrer complicações em resultado do posicionamento do feto.
Em alguns casos, uma criança é posicionada de tal modo que ela nascerá com a saída dos pés
em primeiro lugar, um parto pélvico. Em outros casos, o cordão umbilical pode enrolar-se no
pescoço da criança, causando estrangulamento durante o processo do nascimento, ou anóxia,
falta de oxigênio vital para a criança. Em muitos casos, estas complicações podem ser
contornadas pelo uso de um fórceps obstétrico a fim de guiar a criança para a posição
apropriada ao nascimento e ajudar o parto.

Outras vezes, as complicações são contornadas pelo uso de parto cirúrgico, mais conhecido
como cesariana. Essa é uma operação em que se faz uma incisão na parede abdominal e no
útero, por intermédio da qual se ergue a criança.

Segundo BEE (1997), os desvios do padrão normal podem ser causados, na concepção, por
qualquer uma dentre uma variedade de anomalias cromossômicas, tais como a Síndrome de
Down, ou pela transmissão de genes para doenças específicas.

Antes da concepção é possível o teste dos pais na detecção da presença de genes para várias
doenças herdadas. Após a concepção, existem várias técnicas de diagnóstico que identificam
anomalias cromossômicas ou doenças de genes recessivos no feto.

Algumas doenças contraídas pela mãe podem afetar a criança, o que inclui a rubéola, a AIDS e
o citomegalovírus. Qualquer uma dessas pode resultar em doença ou anomalias físicas na
criança.

Álcool, nicotina e cocaína parecem causar efeitos significativamente danosos sobre o


desenvolvimento fetal; quanto maior a dose, maior parece ser o efeito potencial.

A dieta da mãe também é importante. No caso de ela estar gravemente desnutrida, há


maiores riscos de natimortos, bebê com baixo peso ao nascer e morte do bebê no primeiro
ano de vida.

Mães mais velhas ou muito jovens correm também maiores riscos, embora muitos deles sejam
bastante reduzidos ou eliminados, no caso de a mãe gozar de boa saúde e receber cuidado
pré-natal adequado.

Altos níveis de ansiedade ou estresse na mãe podem também aumentar o risco de


complicações na gravidez ou dificuldades para o bebê.

Diferenças de sexo, no desenvolvimento pré-natal, são poucas. Os meninos desenvolvem-se


mais lentamente, são maiores ao nascer e mais vulneráveis à maioria das formas de estresse
pré-natal.

Bebês que nascem com peso abaixo de 2,5Kg são conhecidos como de baixo peso ao nascer;
os que nascem com menos de 1,5Kg são chamados de bebês com peso muito baixo e os que
têm menos de 1,0Kg são os bebês com peso extremamente baixo ao nascer. Quanto mais
baixo o peso, maior o risco de problemas significativos permanentes, tais como baixo QI ou
deficiências de aprendizagem (FAW, 1981).

Algumas dificuldades no pré-natal ou no nascimento podem causar deficiências ou


deformidades permanentes, embora muitas doenças associadas à vida pré-natal ou ao
nascimento possam se exceder, caso a criança seja criada em um ambiente de apoio e
estimulador (FAW, 1981).

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