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ESTRUTURAS DE

CONCRETO II
Escadas Usuais
1. Introdução
2. Dimensões
3. Ações atuantes Escada externa construída em concrreto armado
http://www.bark.ee/eng/images/precast-stairs.jpg
4. Exemplo 1

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INTRODUÇÃO
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Formas diversas dependendo de:


Espaço disponível
Tráfego de pessoas
Aspectos arquitetônicos

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INTRODUÇÃO
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Fig. 1: Escadas retas ou retangulares.

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INTRODUÇÃO
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Escadas em L

Escadas em U
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Fig. 2: Escadas retangulares. (MELGES et al., 1997)
INTRODUÇÃO
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Escadas em O Escadas com lances adjacentes

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Fig. 3: Escadas retangulares. (MELGES et al., 1997)
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INTRODUÇÃO

Fig. 4: Escadas curvas.


INTRODUÇÃO
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(b)

(a)
(c)

Fig. 5: Escada Caracol /Helicoidal. (a) degrau em concreto pré-


7 fabricado; (b) representação em planta; (c) representação em corte.
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INTRODUÇÃO

Fig. 6: Escada mista.


INTRODUÇÃO
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(b)
(a)

Fig. 7: (a) Escada marinheiro; (b) representação em projeto.


9 Fonte: http://www.gmtengenharia.com.br/escadamarinheiro.html e http://www.solucoesindustriais.com.br
INTRODUÇÃO
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Partes Componentes
Lanço ou Lance – série ininterrupta de
Lance
degraus. Segundo a legislação vigente, o
número máximo de degraus por lanço é
de 19.
Patamar – superfície de nível usada para
separar lances. Sua função é
proporcionar certo descanso na marcha,
como também mudança de direção no
Degrau
percurso.
Patamar
Degrau – composto de Piso e Espelho
Fig. 8: Nomenclatura
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Partes Componentes
Piso – parte que se desenvolve
no sentido horizontal e recebe o
pé humano. Fig. 9: Nomenclatura

Espelho – parte que separa dois pisos consecutivos


determinando a altura do degrau. Deverá ter dimensão
constante em toda a extensão da escada.
Bocel - borda saliente do degrau sobre o espelho, arredondada
ou não na parte inferior (≥ 15 mm).
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INTRODUÇÃO
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Partes Componentes
Parapeito ou guarda-corpo –
proteção colocada na
extremidade do degrau para
impedir a queda das pessoas.

Fig. 10: Guarda-corpo em vidro e metal.


Fonte: http://vidracariadepaula.com.br/guarda-corpo/

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INTRODUÇÃO
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Partes Componentes
Caixa – cômodo destinado à
escada e por ela ocupado.
Linha de percurso – linha
paralela ao parapeito ou
corrimão, distante 50 a 60
centímetros destes. Indica o
percurso de quem sobe a
escada.
Fig. 11: Caixa de escada.
Fonte: http://www.guiasegci.com.br/site/legislacao/instrucao-tecnica-no-112011-saidas-de-emergencia/
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Fig. 12: Partes componentes de uma


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escada.
INTRODUÇÃO
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Elemento resistente é uma laje armada em uma só


direção.

Os degraus não têm função estrutural

Modelo estrutural comum


Laje armada em uma só direção
Simplesmente apoiada
Solicitada por cargas verticais

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INTRODUÇÃO
Armadura de distribuição
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Armadura principal

Fig. 13: Classificação quanto à direção das


armaduras principais: escadas armadas
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transversalmente. (MELGES et al., 1997)
INTRODUÇÃO
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Armadura de principal

Armadura de distribuição

Fig. 14: Classificação quanto


à direção das armaduras
principais: escadas armadas
longitudinalmente.
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(MELGES et al., 1997)
INTRODUÇÃO
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asy

asx

Fig. 15: Classificação quanto


à direção das armaduras
principais: escadas armadas
em cruz.
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(MELGES et al., 1997)
DIMENSÕES
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Largura
Escadas secundárias ou de serviços: 80 a 90 cm;
Edifícios residenciais ou de escritórios: 120 cm;
Edifícios públicos ou comerciais: 200 cm ou mais.

Fig. 16: Representação da


largura da escada.
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DIMENSÕES
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Dimensões
Relação de Blondel: os degraus e espelhos de uma escada
devem ter tamanhos que permitam um caminhar confortável
e seguro.

O arquiteto francês Nicolas-François Blondel (1618-1686) foi quem analisou


profundamente esta questão da segurança, energia e conforto em subir e
descer escadas.

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DIMENSÕES
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Fig. 17: Representação do estudo de Blondel.


Fonte: http://www.ebanataw.com.br/escada/escada4.htm

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DIMENSÕES
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Relação de Blondel:

s + 2 e = 60 cm a 64 cm

Para: e = 18,5 cm.


s = 25 cm
s + 2 e = 62 cm

Para: e = 17 cm.
s = 29 cm
s + 2 e = 63 cm
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DIMENSÕES
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≤ 19 cm

≥ 25 cm
Fig. 18: Limites para espelho e piso.
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DIMENSÕES
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24 Fig. 19: Limite para altura livre (hl ).


DIMENSÕES
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Fig. 20: Dimensões de uma escada.


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(MELGES et al., 1997)
DIMENSÕES
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Sendo:

lv = desnível a vencer com


a escada
lh = seu desenvolvimento
horizontal
n = número de degraus
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(MELGES et al., 1997)
DIMENSÕES
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Sendo:

h = espessura da laje sob


os degraus
hm = espessura média
h1 = espessura medida na
direção vertical
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(MELGES et al., 1997)
INTRODUÇÃO
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Tab. 1: Espessura da laje da escada em função do comprimento do vão,


apenas referência.

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(CAMPOS FILHO, 2014)
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AÇÕES ATUANTES
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Peso próprio
Degraus: calculado com a espessura média (hm ) e com o
peso específico do concreto igual a 25 kN/m3
Patamar: calculado com a espessura da laje do patamar (hp)
e com o peso específico do concreto igual a 25 kN/m3

Fig. 21: Alturas das lajes dos trechos de


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degraus e patamar. (CALIXTO & CHAVES, 2014)
AÇÕES ATUANTES
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Revestimentos
Para a força uniformemente distribuída de revestimento
inferior (forro), somada à de piso, costumam ser adotados
valores no intervalo de 0,8 kN/m2 a 1,2 kN/m2.
Para o caso de materiais que aumentem consideravelmente
o valor da ação, como, por exemplo, o mármore, aconselha-
se utilizar um valor maior.

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(CALIXTO & CHAVES, 2014)
AÇÕES ATUANTES
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Ação variável (ou ação de uso)


Os valores mínimos para as ações de uso, especificados
pela NBR 6120 (1980), são os seguintes:
Escadas com acesso público: 3,0 kN/m2

Escadas sem acesso público: 2,5 kN/m2

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AÇÕES ATUANTES
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Ação variável (ou ação de uso)


Ainda conforme a NBR 6120 (1980), em seu item 2.2.1.7,
quando uma escada for constituída de degraus isolados,
estes também devem ser calculados para suportar uma
força concentrada de 2,5 kN, aplicada na posição mais
desfavorável.

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AÇÕES ATUANTES
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Fig. 22: Escada residencial com


degraus isolados.
Fonte:
http://archtendencias.com.br/arquitetura/residenci
a-seattle-oeste-lawrence-architecture/

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AÇÕES ATUANTES
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Ação variável (ou ação de


uso)
Como exemplo, para o
dimensionamento de uma
escada com degraus isolados
em balanço, além da
verificação utilizando-se ações
permanentes (g) e variáveis
(q), deve-se verificar o
seguinte esquema de
carregamento, ilustrado na Fig. 23: Cargas atuantes em escadas de
figura abaixo. degraus isolados.

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(CALIXTO & CHAVES, 2014)
AÇÕES ATUANTES
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Gradil, mureta ou parede


Quando a ação de gradil, mureta ou parede não está
aplicada diretamente sobre uma viga de apoio, ela deve ser
considerada no cálculo da laje.
A rigor esta ação é uma força linearmente distribuída ao
longo da borda da laje. No entanto, para escadas armadas
longitudinalmente, é necessário transformar o peso do
parapeito em uma carga distribuída por unidade de área da
escada.

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(CALIXTO & CHAVES, 2014; ARAÚJO, 2014)
AÇÕES ATUANTES
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Gradil
Em geral: 0,3 kN/m e 0,5 kN/m.
Mureta ou parede: depende do tipo de material empregado.
Alvenaria de tijolos cerâmicos furados: γa = 13,0 kN/m3

Alvenaria de tijolos cerâmicos maciços: γa = 18,0 kN/m3

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(CALIXTO & CHAVES, 2014)
EXEMPLO 1
Dimensionar a escada
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externa de um edifício
exibida na figura.
Usar aço CA 50 e fck
= 25 MPa. O guarda-
corpo é de alvenaria
de tijolos maciços.
Considere o
cobrimento igual a
2,5 cm.

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EXEMPLO 1
Altura vertical (vão a
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vencer) igual a 2,88


m. Dois lances com 8
degraus cada e um
patamar
intermediário.
Guarda-corpo com
1,0 m de altura e 10
cm de espessura.

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EXEMPLO 1
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Relação de Blondel:
s + 2 e = 60 cm a 64 cm

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EXEMPLO 1
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42
EXEMPLO 1
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43
EXEMPLO 1
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44
EXEMPLO 1
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EXEMPLO 1

Momento máximo
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EXEMPLO 1
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EXEMPLO 1

Adotado!
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EXEMPLO 1
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EXEMPLO 1
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EXEMPLO 1
Armadura em Planta
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EXEMPLO 1
Armadura em Corte
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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ARAÚJO, J. M. Curso de Concreto Armado. 4 ed. vol. 4. Rio Grande: Dunas. 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6120. Cargas para cálculo estruturas
de edificações. Rio de Janeiro: ABNT 1980.
CALIXTO, J. M. F. & CHAVES, R. Concreto II: Escadas (Notas de Aula). UFMG, 2014.
MELGES, J. L. P.; PINHEIRO, L. M. & GIONGO, J. S. Concreto Armado: Escadas (Notas de
Aula). USP, 1997.

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