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NOTAS DE AULA DE CALCULO II

PROFESSOR CARLOS ARNOLDO MORALES

Trabalho feito com colaboração dos alunos de 2013/1:

Bruno Santos Vicencio

Guilherme Amoglia Priori

Luiz Cláudio F. Fernandez

Marco Aurelio Dal Sasso

Natasha Oliveira de Carvalho

Patricia Schavarosk Figueira

Rachel Reis Teixeira

Richard Maia

Robson Lima Felix

Thiago de Oliveira Silva

Sumário

1. Equação Diferencial Ordinária (EDO)

5

1.1 Problema de valor inicial

5

1.2 Como resolver EDOs?

6

 

1.2.1 Uso da tabela de integrais

6

1.2.2 Separação de variáveis

7

1.2.3 Fator de Integração

8

1.3

EDO de 2° ordem

10

1.3.1 Caso 1

10

1.3.2 Caso 2 (não homogênea)

11

1.4 Solução Geral da EDO Não Homogênea de 2ª Ordem

13

1.5 Sistemas de EDOs

15

2 Geometria em n ( n ∈ ℕ + )

17

 

2.1 Soma

17

2.2 Produto por escalar

17

2.3 Módulo (norma)

17

2.4 Produto escalar

18

2.5 Produto Vetorial (Exclusivo de R³)

18

2.6 Curva Parametrizada

19

 

2.7 Reta

23

2.8 Gráficos

25

2.9 Reta tangente e reta/plano normal

26

2.10 Longitudes de curvas

28

2.11 Função de n variáveis

30

2.12 Função popular de n-variáveis (polinômio)

32

3 Limite

34

3.1

Continuidade

35

3.2 Propriedade do tipo “Limite Lateral”

35

3.3

Teste do Sanduíche

36

4 Derivada Parcial

39

 

4.1 Regras

40

4.2 Interpretação geométrica da derivada parcial

41

4.3 Derivadas Direcionais

46

4.4.1 Derivada de ordem superior:

49

4.4.2 Teorema de Clariot

49

4.5

Geometria da derivada direcional

49

4.6

Derivação Implícita

52

4.7

Planos tangentes a superfície de nível

55

4.8

Extremos Absolutos

58

4.9

Extremos em regiões

59

4.10 Extremos em superfícies de nível

59

4.11 Valor extremo sujeito a duas condições (3 )

63

5. Quádricas

67

5.1 Desenho da

67

5.2 Rabanada

68

5.3 Elipsóides

69

5.4 Parabolóides

70

6 Lista de exercícios

71

 

7 P1 2013/1

76

8 P2 - 2013/1

77

1. Equação Diferencial Ordinária (EDO)

É uma equação envolvendo uma função, uma função que a satisfaz.

Exemplos:

Função

Particular

, e suas derivadas

Solução

,

Geral

∈ ℝ

∈ ℝ

Uma solução é

∈ ℝ

Resolver uma EDO é achar uma (ou todas) solução (ões) dela.

Dois tipos de solução:

o

Particular: não depende de constantes;

o

Geral: depende de constantes.

1.1 Problema de valor inicial

É uma EDO fornecida de uma condição (inicial) do tipo

Exemplo:

{

Solução:

Repare que, nesse exemplo, a solução geral é

∈ ℝ.

.

1.2 Como resolver EDOs?

Não existe um método que serve para todas elas. Cada caso é um caso e, inclusive existem EDOs que não podem ser resolvidas, como

.

Neste curso vamos fornecer alguns “métodos” para r solv r EDOs.

1.2.1 Uso da tabela de integrais

Aplica-se nas EDOs do tipo

, para alguma função conhecida de

. Usa-se a conhecida

nota

o d

d r vada

 

para a

r

sto

 

A solução (geral) da EDO

é

.

Exemplos:

 

1)

. Logo, a solução é

 

.

2) {

olu

o

olu

o

ral é

 

olu

o é

3)

 

olu

o

olu

o

ral é

ln|

|

1.2.2 Separação de variáveis

Trata-s

d

colocar as var áv

s d st ntas

m lados opostos do “

integrar. Vai funcionar em

EDOs do tipo

, onde

e

são funções de

e

, respectivamente.

D

ato s ndo

u

Observação: Este método conduz, usualmente, a soluções implícitas.

Exemplo:

1)

olu

o

 

ln|

|

ln|

|

Neste caso, a solução é implícita, que pode ser explicitada usando

2)

ln|

|

|

|

olu

o

ln

olu

o condu

a

|

|

.

(

)

4)

{

no nt rvalo

 

olu

o

 

ln|

|

ln|

|

 

s

n

cos

 

olu

 

s n

∫ cos

 

o

cos

1.2.3 Fator de Integração

Aplica-se nas EDOs do tipo

*É de ordem 1

∫ s n

 

ln|

|

ln|

ln|

|

ln|

|

 

s n

*, onde

|

ln|

á

e

|

cos

ln|

|

são funções de

.

Ordem: número correspondente a maior derivada na EDO.

Para resolver essa equação, se introduz a nova função:

Derivando

Ou seja,

, tem-se:

(

)

(

.

)

Como

 

).

Casos bons:

 

1)

Solução:

2)

Solução:

Pela fórmula,

3)

(solução geral de

∈ ℕ

,

, sempre que

s ja “duas v

s

nt

ráv l”

(ou cos

), domínio

ou

,

nt

cos

ráv l

integrável

cos

s

n

Solução: pela formula,

4) {

cos

Solução: pela formula,

s n

cos

cos

cos

s

n

s n

cos

s n

∫ s n

s

n

cos

s

n

cos

1.3 EDO de 2° ordem

,

,

e

∈ ℝ,

e

é função de

.

Caso 1 (homogênea)

Caso 2 (não homogênea)

1.3.1 Caso 1

trocando

por

,

. Para resolver, usa-se a equação característica (EC). Obtem-se da EDO e

por

por

.

equação do 2° grau em

.

Temos o seguinte diagrama que resolve a EDO, usando as raízes da EC:

{

 

cos

s n

 

cos (

)

s n (

)

e

∈ ℝ

{

1.3.2 Caso 2 (não homogênea)

Nesta EDO, define-se a EDO homogênea associada,

não homogênea por

).

Vamos considerar neste curso

dos seguintes tipos:

{

é

cos

∈ ℝ

s n

(trocando o

da

O método, neste caso, chama-se coeficiente indeterminado.

 

Chute

Exceção

Chute alternativo

ol n

m o

Polinômio geral do mesmo grau de

Não tem

Não tem

E pon

nc al

 

Quando

for raíz da EC

 
   

Quando

for parte

 

cos

cos

s n

cos

s n

imaginária de uma raíz complexa da EC

s n

)

   

Depende das

 

Soma das anteriores

Soma das anteriores

anteriores

Depende das anteriores

 

Polinomial

Polinomial geral do mesmo grau

 

Obs: O que sai daqui são soluções particulares da não homogênea

 

Exemplos:

1)

 

{

 

{

2)

cos

 

{

 

s n

cos

 
 

cos

s n

 
   

cos

s n

 

cos

s n

s n

cos

cos

s n

cos

cos

s n

cos

s n

{

 

cos

s n

3)

é um caso excepcional?

 

Para ser excepcional,

deve ser raíz da EC.

 

Não é um caso excepcional.

4) Achar a solução particular da EDO:

Solução: A EC é

raíz

não é um caso excepcional.

1.4 Solução Geral da EDO Não Homogênea de 2ª Ordem

Dita solução se escreve

, onde

Exemplo:

Achar a solução geral.

1)

Solução:

r

(homogênea associada)

E

raízes: r = ± 1

cos

Chute:

s

n

roca

cos

s

n

cos

é solução geral da homogênea associada a

Não é exceção!

Solução:

cos

(homogênea associada)

r² + 4 = 0 (EC)

raízes: r = ± 2i

É exceção? Sim, pois 2 é parte imaginária da raiz

 

cos

s

n

Chute:

cos

s

n

 

cos

s

n

s

n

cos

 
 

cos

s

n

 

cos

 

s

n

s

n

cos

 

cos

s

n

Troca:

cos

 

s

n

cos

s

n

cos

 

cos

 

s

n

cos

 

s

n

s

n

cos

 

s

n

3)

Solução:

(homogênea associada)

r² - 2r + 1 (EC)

raiz: r =1

Exceção? Sim.

Chute:

Troca:

Ocorre que:

resulta em zero. Não pode ocorrer! Pois

sempre deve ser maior do que 0!

Logo, o chute não serve.

Chute 2 :

Troca 2 :

1.5 Sistemas de EDOs

Trata-se de achar funções

{

e

que satisfazem o sistema

A estratégia é transformar esse sistema em uma EDO de 2ª ordem:

As derivadas referem-se à variável

Exemplo:

No sistema {

.

ou

Pode-se transformar mediante o seguinte cálculo:

(

)

Uma vez transformada, pode-se resolver pelos métodos correspondentes.

No caso:

r² - 1 = 0 (EC)

raízes: r 1 = 1 ; r 2 = -1

;

po s

Se, por acaso, o sistema vem com uma condição inicial, dizemos,

pode-se determinar as constantes

e

da solução:

= (0,0), então,

{

Solução:

{

E se ao invés disso, a condição inicial fosse (

) = (1,1)

{

{

{

2 Geometria em n ( n ∈ ℕ + )

n = {(x 1 , x 2 ,

, x n ) = x 1 , x 2 , x n ∈ ℝ}

2 , , x n ) = x 1 , x 2 , x n ∈
2 , , x n ) = x 1 , x 2 , x n ∈

Os pontos de n também são chamados de vetores.

2.1 Soma

(x 1 , x 2 ,

, x n ) + (y 1 , y 2 ,

, y n ) = (x 1 + y 1 , x 2 + y 2 ,

, x n + y n )

y 1 , x 2 + y 2 , , x n + y n )

2.2 Produto por escalar

α

1 , x 2 ,

, x n

α

1

α

2

α

n

α ∈ ℝ

2.3 Módulo (norma)

|| (x 1 , x 2 ,

, x n ) || =

n

Propriedades:

1-

|| v ||

|| v ||

v

2-

|| α v ||

|

α |

|| v ||

α ∈ R

3-

|| u + v || = || u || + || v ||

 

4-

|| u || ² = < u,u >

 

2.4 Produto escalar

< (x 1 , x 2 ,

Vetores importantes:

, x n ),

(y 1 , y 2 ,

(ou (x 1 , x 2 ,

, y n ) > = x 1 y 1 + x 2 y 2 +

, x n

1 , y 2 ,

, y n ))

+ x n y n

Vetor nulo: 0 = (0,0,

, 0)

Base padrão { ( 1,0,0,

, 0 ) , ( 0,1,0,

, 0 ) ,

, ( 0,0,0,

, 1 ) }

No caso R²:

I = (1,0),

No caso R³:

j = (0,1)

I = (1,0,0), j = (0,1,0), k = (0,0,1)

Ân ulo ∢

u v

é o ân

ulo

ormado p

los v

tor

s u

v

 

u v

(u ⏊ v

cos ∢

u v

u e v são ortogonais

||u|| ||v||

<u,v> = 0

v

u

2.5 Produto Vetorial (Exclusivo de R³)

(a, b, c) x (x, y, z) = |

 

|

=

|

| i

|

| j

+

|

|k

= (bz

cy,

(az, cx),

ay

bx ) = (

|

|,

|

|,

|

| )

Propriedades (em R³):

1-

u

x v = - (v

x u)

2-

u

x u = 0

3-

|| u x v || = |sen (u,v)| . ||u|| . ||v||

4-

u e v s o paral los ⇔ u x v = 0 (regra do paralelismo em R³)

5-

u x v é ortogonal a u e v

Obs.: em R³ tem-se o seguinte: (a, b) é paralelo a (c, d) ⇔ |

| = 0

2.6 Curva Parametrizada

É uma un

o

I

n , onde I é um intervalo.

É uma un o I ℝ n , onde I é um intervalo. ou Se t

ou

É uma un o I ℝ n , onde I é um intervalo. ou Se t

Se t ∈ I

x n (t) ) ou em forma paramétrica:

r

t

é v

tor d

n , logo, pode ser escrito em coordenadas: r(t) = (x 1 (t), x 2 (t) ,

{

t

t

t

,

Traço: é o subconjunto de n { c t

t ⊂ I }

Fixamos os casos 2 e 3 , neles a notação de curva parametrizada é c(t) = (x(t), y(t)) ou x(t), y(t), z(t).

Ou ainda:

m ℝ 2 {

;

em 3

{

(que passa por p, paralela [ou com velocidade] v)

Exemplos:

1)

Reta p t

p

t v

t ∈ ℝ

p ∈ ℝ n , v ∈ ℝ n , v

{

p

p

p

tv

tv

tv

onde p = (p 1 ,

, p n ) , v = (v 1 ,

p tv tv tv onde p = (p 1 , , p n ) , v

. Ou, em forma paramétrica:

, v n )

) , v = (v 1 , . Ou, em forma paramétrica: , v n )

2) Segmento de Reta desde p 0 até p 1 é c(t) = p 0 + t (p 1 p 1 e p 0 ∈ ℝ n diferentes. Ou, em forma paramétrica:

x x 2 =

=

1

p 1 0 + p 2 0 +

t (

t (

p 1 1 p 2 1

p 1 0 p 2 0

)

)

x n = p n 0 +

t

(

p n 1

p n 0

t ∈ ℝ

onde p 0 = (p 1 0 ,

, p n 0 ) , p 1 = (p 1 1 ,

, p n 1 )

p 0

≤ t

Exemplos:

o Parametrizando o arco da parábola y=x² de (1,1) até (0,0)

Solução:

C - (x)=(-x,(-x²)),

C - (x)=(-x,(-x²)), ≤ ≤ o Elipse (incluindo círculo) a a a cos s Obtem-se a

o Elipse (incluindo círculo)

C - (x)=(-x,(-x²)), ≤ ≤ o Elipse (incluindo círculo) a a a cos s Obtem-se a

a

a

a

cos

s

Obtem-se a parametrização:

{

cos ≤ θ ≤ π

s

n

n

Usando a dica anterior temos a parametrização horária:

C - (θ) = c (-θ) = x 0 + a cos(-θ), y 0 + b sen(-θ), -2π ≤ θ

{

o

cos -2π ≤ θ

s

n

Hipérbole:

{ o cos -2 π ≤ θ ≤ s n Hipérbole: Usando a expressão trigonométrica, sec²(
{ o cos -2 π ≤ θ ≤ s n Hipérbole: Usando a expressão trigonométrica, sec²(

Usando a expressão trigonométrica, sec²( θ )- tg² (θ ) = 1 e comparando com as equações acima temos a parametrização:

{

Limites:

s

c

s

t

c

c(t) = (x 1 (t), x 2 (t) ,

l m

l m

t

, x n (t))

l m

-π/

< θ < -π/

{ Limites: s c s t c c(t) = (x 1 (t), x 2 (t) ,
 

d

u

c

t

é cont nua

 

m t

s

val

l m

c

t

A derivada d

c

t

é c

t

x 1

t

n

t ) desde que as derivadas de x 1 (t),

, x n (t) existam.

Exemplo:

 

cos t

s

n

t

cos

t

s

n

t

-sen(t), cos(t) )

 

(e t cos(t), e t s

n

t

t

cos t -sen(t) ) e t , ( sen (t)+cos(t) ) e t , t )

 

c

t

(

)

l m

l m

l m

 

or

osp tal

l m

 

l m

 

2.7 Reta

 

R(t) = p + tv , t ∈ ℝ

 

{

p

p

tv

tv

 

-

t

Eliminando parâmetros:

 
 

t

{

t

aso ℝ

 

E

ua

o normal da r ta

u

passa por

p

p

paral la

v

v

aso ℝ

 

E

ua

o normal da r ta

u

passa por

p

p

p

paral la

v

v

v

Exemplo:

1) Achar as equações paramétrica e normal da reta que passa (1, 2, 3) paralela a (4, 5, 0)

Solução:

{

{

Segmento de reta: de p 0 até p 1

5, 0) Solução: { { Segmento de reta: de p 0 até p 1 c(t)=p 0

c(t)=p 0 + t (p 1 -p 0

≤ t ≤ 1

c(t)=

p 0 + 2t (p 1 -p 0

≤ t ≤ ½

p 0 + (2t-1) (p 2 -p 1

½ ≤ t ≤

c(t)=

p 0 + 3t (p 1 -p 0

≤ t ≤

/

p 0 +

(3t-1) (p 2 -p 1

/

≤ t ≤

/

c(t)= p 0 + 3t (p 1 -p 0 ≤ t ≤ / p 0 +
c(t)= p 0 + 3t (p 1 -p 0 ≤ t ≤ / p 0 +
c(t)= p 0 + 3t (p 1 -p 0 ≤ t ≤ / p 0 +
24
24

p 0 + (3t-2) (p 3 -p 2 ), 2/3 ≤ t ≤

2) Parametrizar o triângulo de vértices (0,0), (1,0), (1,1) no sentido anti-horário Solução: (0,0) +
2) Parametrizar o triângulo de vértices (0,0), (1,0), (1,1) no sentido anti-horário
Solução:
(0,0) + 3t (1,0)
≤ t ≤
/
c(t)=
(1,0)
+ (3t-
/
≤ t ≤
/
(1,1) + (3t-2) (-1,-
/
≤ t ≤
2.8 Gráficos
Seja y = f(x) função real, x ∈ [a,b]. Considere seu gráfico:

Pode-se parametrizar o dito gráfico c(x) = (x, f(x))

a≤

s

u rda

d r

ta

Para se achar a parametrização contrária, usa-se a dica geral:

c fornece a orientação contrária

t

é uma curva d

n da

m a ≤ t ≤

curva

- (t) = c(-t) definida em

≤ t

≤ a

Aplicando esta dica no gráfico obtemos que C - (t) = c (-t) = (-x, f (-x) ),

-

-a. Fornece o mesmo

co mas com or

nta

o trocada

que C - (t) = c (-t) = (-x, f (-x) ), - ≤ ≤ -a.

d r

ta

s

u rda

2.9 Reta tangente e reta/plano normal

Considere uma reta que passa por p paralela ao vetor N.

Considere uma reta que passa por p paralela ao vetor N . Se p = (p

Se p = (p 1 , p 2 ,

,

p n ) e v= (v 1 , v 2 ,

,

v n ) então x .

v 1 (x 1 -p 1 ) + v 2 (x 2 -p 2 ) +

+

v n (x n - p n ) = 0

N é o conjunto dos pontos x = (x 1 , x 2 ,

x n ) tais que (x-p) v

, < (x-p), v> = 0.

Equação do hiperplano que passa por p perpendicular a N.

Em , o hiperplano é uma reta.

v1 (x-p1) + v2 (y-p2) = 0

Em , o hiperplano é um plano.

v1 (x-p1) + v2 (y-p2) + v3 (z-p3) = 0

Reta que passa por p paralela a v:

Hiperplano que passa por p ortogonal a v:

p

v

p

v

v 1 (x 1 -p 1 ) + v 2 (x 2 -p 2 ) +

p

v

+ v n (x n - p n ) = 0

Exemplo: Achar a equação do plano normal ao (1, 2,1) que passa por (0, 1, 0).

Solução -

v1 (x-p1) + v2 (y-p2) + v3 (z-p3) = 0

1 (x-0) + 2 (y-1) + 1 (z-0) =0

Equação geral do plano: ax+by+cz=0, a, b, c, d

a

c

No caso, um vetor normal é N = (a, b, c).

Exemplo: Achar ponto de corte do plano x+y-z=1 com reta x=2y=z

Solução

x=2y=z

y= (x/2); Z=x
y= (x/2);
Z=x
( )
(
)

x=2

x=2; y=1; z=2

O ponto é (1, 2, 1)

Considere uma curva c(t) e um vetor t=t 0 do parâmetro. O vetor tangente a curva no ponto correspondente a t=t 0 é c.

tangente a curva no ponto correspondente a t=t 0 é c.  Reta tangente a curva

Reta tangente a curva c(t) no ponto correspondente a t=t 0 é RT (s)= c(t 0

c (t 0 ), S.

OBS: n o con und r o s da r ta com o “t” da curva. Forma normal é:

Onde c(t)= (x1(t), x2(t),

, xn(t))

O hiperplano normal a c(t) no ponto correspondente a t=t 0 é

Caso

R

RN =

(

Caso

C(t) = (

)

)

(

)

R

PN =

(

)

(

)

(

)

Exemplo: Ache a reta tangente ao plano/reta normal de c(t)=(

Solução c´(t)=

cos

R

RN =

(

)

cos

2.10 Longitudes de curvas

cos

s

n

);

=

A longitude do arco de curva c(t) do ponto correspondente a t=a até o correspondente a t=b é:

 

||

||

||

||

√((

 

)

(

)

)

|| || || || √((   ) ( ) ) sendo: Exemplo: Achar longitude do arco

sendo:

|| || || √((   ) ( ) ) sendo: Exemplo: Achar longitude do arco de

Exemplo: Achar longitude do arco de curva c(t)= (t+1, 3t+2, 5t) do ponto correspondente ao t=0 até o t=4

Solução

No caso a=0 e b=4, c´(t)= (1, 3, 5),

||

||

Se diz que uma curva c :

Regular s

c

t

ℝ t
t

é:

||

Parametrizada por longitude de arco se ||

||

||

, t

OBS: Toda curva parametrizada por longitude de arco é regular, mas a recíproca não é verdadeira.

Exemplo:

c(t) = (cos(t), sen(t)) é parametrizada por longitude de arco, pois c´(t)= (-sen(t), cos(t)) e

||

||

t.

Entretanto d=(cos2, sen2) não é pois d´()=(-2sen2, 2cos2),

||

||

, 

OBS: Devemos ressaltar que dé regular. Tanto c(t) como dparametrizam

A seguir, vamos v r

u

uma curva r

ular é “par c da” com uma curva param tr

por longitude de arco.

Def.: Seja c:

parametrização de L se existe b:

Def.: Seja c:  parametrização de L se existe b:  ℝ uma curva. Se diz

uma curva. Se diz que outra curva d:

existe b:  ℝ uma curva. Se diz que outra curva d:   (b(j)= 

(b(j)=), tal que:

Se diz que outra curva d:   (b(j)=  ), tal que: ℝ é uma

é uma

(

) s

 (b(j)=  ), tal que: ℝ é uma ( )  s  Exemplo: c(t)

Exemplo: c(t) = (t-1, t-1) e d(s)= (s, s-2)

ara v

r s

“d” é r param tr

a

o d

“c”

asta calcular

tal

u

(s, s-2) = d(s) = c(b(s))=( b(s)+1, b(s)-1)

b(s)+1=s

tal u (s, s-2) = d(s) = c(b(s))=( b(s)+1, b(s)-1) b(s)+1=s b(s)=s-1 b(s)-1=s-2 b(s)=s-1 Pode! Logo

b(s)=s-1

b(s)-1=s-2

= c(b(s))=( b(s)+1, b(s)-1) b(s)+1=s b(s)=s-1 b(s)-1=s-2 b(s)=s-1 Pode! Logo “d” é reparametrização de “c”

b(s)=s-1

Pode! Logo “d” é reparametrização de “c”

oda curva r

ular t m uma r param tr

a

o

u

é param tr

ada por lon

tud

d

ada

arco ”

De fato, suponha que c:

é regular (|| ||

|| 0, t) fixa em t 0 e e define:

||  0,  t 0, t

S(t) é crescente

tem inversa

b:J

||  0,  t S(t) é crescente tem inversa b:J  ; S(bs)=S S´(b(s)).B´(s)=1 B´(s)=

; S(bs)=S

0,  t S(t) é crescente tem inversa b:J  ; S(bs)=S S´(b(s)).B´(s)=1 B´(s)= | |

S´(b(s)).B´(s)=1

B´(s)= ||

||

Defina d:J

, d(s)= c(b(s)) , d(s)= c(b(s))

d(s) é a reparametrização de c(t)

Alem disso, d´(s)=c´(s)

||d

s

||

|| ||

|| ||

d´(s)= | | ||

||

||

||

s d é parametrização por longitude de arco.

Exemplo: Achar a reparametrização por longitude de arco c(t)= (cos 2t, sen 2t), t

Solução

T=0,

c´(t)= (-2sen2t, 2cos2t),

||c´(t)||= 2

||

d(s)= c(

||

= (cos (2.

sen (2.

;

||c´(t)||= 2 ∫ || d(s)= c( || ∫ = (cos (2. sen (2. ; ) =

) = (cos(s), sen(s))

S=2t;

t=

d(s)=(cos(s), sen(s)) é a reparametrização pedida.

2.11 Função de n variáveis

É

a função f: D

ℝ onde D é um subconjunto de ℝ , chamado domínio.

onde D é um subconjunto de , chamado domínio.

 
 

D= {(x 1 , x 2 ,

,

x n )

: f(x 1 , x 2 ,

,

x n ) existe}

O

gráfico é o subconjunto de

definido por {( x 1 , x 2 ,

,

x n ):

= f(x 1 , x 2 ,

,

x n )}.

Ou simplesmente por:

= f(x 1 , x 2 ,

,

x n )

Casos especiais

(x,y): y=f(x)

(x,y,z) : z=f(x,y)

(x,y,z,w) : w=f(x,y,z)

Exemplo: em

F(x,y)= x+y+1

Domínio={ (x,y) : f(x,y) existe} =

Gráfico: z=x+y+1;

Esboço do plano:

(é o plano x+y-z=-1)

ver ponto de corte de coordenadas

(é o plano x+y-z=-1) ver ponto de corte de coordenadas OBS:  Muitas vezes usam-se as

OBS:

Muitas vezes usam-se as curvas de nível para esboçar o gráfico.

Uma hipersuperfície de nível de f(x1, x2,

,

xn) é:

{

D

n (Hipersuperfície de nível c )

n

c}

Casos especiais

Hipersuperfície de nível é chamado

c } Casos especiais Hipersuperfície de nível é chamado Curva de nível ( ℝ ) Superfície

Curva de nível ()

Superfície de nível ()

Exemplo: f(x, y) = x+y+1

) Superfície de nível ( ℝ ) Exemplo: f(x, y) = x+y+1 a curva de nível

a curva de nível (c) é dada por:

x+y+z=c ou x+y=d (sendo d=-1)

Que é uma família de retas paralelas

ou x+y=d (sendo d=-1) Que é uma família de retas paralelas Exemplo: f(x, y) = √

Exemplo: f(x, y) =

;

Na sequência, esboça-se as curvas de nível

c0

Na sequência, esboça-se as curvas de nível  c  0 é vazio Domínio:{ (x, y):

é vazio

Domínio:{ (x, y): x 2 +y 2 ≤ }

esboça-se as curvas de nível  c  0 é vazio Domínio:{ (x, y): x 2

nível c é:

C=0

 C=0 é círculo x 2 +y 2 =1

é círculo

x 2 +y 2 =1

0 c 1

 0  c  1

é circulo

x 2 +y 2 =1-c

c=1

 c=1 é a origem (x,y)=0

é a origem

(x,y)=0

c1

 c  1 é vazio

é vazio

Esboço de curvas de nível da função:

f(x, y) =

OBS: Sendo z=

Se x=0

Se y=0

z= √ z= √
z= √
z= √

Exemplo: Faça esboço da superfície z=x 2 +y 2

Solução

Curvas de nível são: (x 2 +y 2 =c é )

0 se c0

(0,0) se c=0

X 2 +y 2 = c, se c0 (círculo de raio

)

 X 2 +y 2 = c, se c  0 (círculo de raio √ )

Esboço do gráfico

= c, se c  0 (círculo de raio √ ) Esboço do gráfico 2.12 Função

2.12 Função popular de n-variáveis (polinômio)

Exemplo: F(x,y)= x+y;

F(x,y,z)= x 2 +y 2 +z 2

F(x,y)= x 2 +y 2 ;

F(x,y)= x 3 +2xy+y

Uma cônica é uma curva de nível 0 de um polinômio (grau 2) do tipo:

F(x,y)= ax 2 +by 2 +cx+dy+e, a,b,c,d,e

Casos particulares

1) a=b=0

tem-se cx+dy=e

que é uma reta.

tipo: F(x,y)= ax 2 +by 2 +cx+dy+e, a,b,c,d,e  ℝ Casos particulares 1) a=b=0 tem-se cx+dy=e

32

2)

a,b 0 a,b 0

3)

a0, b 0 a 0, b0

4)

a

a

Vale que toda reta é uma cônica!

A cônica é uma elipse, um ponto ou um conjunto vazio

A cônica é uma hipérbole

A cônica é uma parábola

Exemplo: Determine o tipo de cônica:

x 2 +y 2 -y=0

isto é uma elipse (ou um ponto ou um vazio)

Para achar o eixo maior e menor e o centro, completa-se quadrados:

x 2 +y 2 -y=0 ( ( ))
x 2 +y 2 -y=0
(
(
))
( ( ))
(
(
))

é circulo de centro (0,

) e raio

3 Limite

Em Cálculo I:

Em

{ ⃗

l m

variáveis:

l m

Propriedades:

l m

⃗⃗

l m

⃗⃗

l m

l m

⃗⃗

l m

l m |

l m

|

|

|

l

m

⃗⃗

l m

l m

⃗ ⃗⃗

l m

ℝ é uma un

| l m

⃗⃗

⇔ l m

⃗⃗

d

|

tal

u

|

l m

 

tal

u

 

|

-

| <

 

d

sd

u

am os

stam

sd

u

am os

l m

⃗⃗

o cont nua l m

stam

l m

⃗⃗

l m

.

Exemplos:

l

m

l m

l m

l

m

|

Nesses exemplos, a fórmula l m

é válida (para calcular o limite quando

,

basta substituir por na expressão de

).

Um exemplo onde a substituição não pode ser feita:

Nesse caso, l m

l m

{

3.1 Continuidade

Se diz que é contínua em se a substituição é válida, isto é, l m

contínua em ⃗ ⃗ ∈ Domínio, se diz que é contínua.

Exemplo de funções contínuas incluem polinômios de várias variáveis e (polinômio) onde :

seja

. Caso

ℝ ℝ é cont nua

Exemplos:

l

m

cos s

n

cos

s n

l

m

ln

ln

3.2 Propriedade do tipo “Limite Lateral”

 

l m

l m

(

)

 

l m

Exemplos:

 

 

l m

l

m

 
   

l m

 
   

l

m

l m

l m

sando outra curva →

l m

l

l

un

m

m

o cont nua

como n

m

ro r

com

al

3.3 Teste do Sanduíche

No cálculo do l m

l m

l m

, suponha que

l m

⃗⃗

é “ nsandu chado” ⃗

ntr

duas

un

õ

s

t mos

(

)

 

|

| ≤

 

≤ |

| ≤

 

l m

|

|

l m

s

n (

)|

l m

s

n (

)

Antes dos exemplos, é bom lembrar:

≤ |cos

| ≤

∈ ℝ

s

n

d v d ndo por

|

|

|

|

|

|

(

)

Exemplos:

Calcule, utilizando o Teorema do Sanduíche:

l m

l m

≤ |

| ≤

≤ |

l m

s

n (

)

≤ |

s

n (

)| ≤ |

|

Exercício:

∈ ℕ

par calcul

 

| |⏟|

l m

l m

|

Solução:

≤ nt o pod mos usar o tru

u

Se

:

Subcaso 1

 
 

l m

Subcaso2

 

asta cons d

rar

Ou s

ja

l m

{

pl

u

o m smo

m

l m

Exercícios:

l

m

l

 

m

l

 

m

l

 

m

l

m</