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Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Centro de Ciências Sociais


Instituto de Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Disciplina - Precariedades, cotidiano e micropolíticas: habitando a cidade


(IFCO 2904) Cidade e Política

Profas - Patrícia Birman; Márcia Leite; Liliana Sanjurjo e Camila Pierobon

Horário – 5as. feiras, das 9 à 13h

Ementa

O curso pretende explorar as periferias urbanas a partir da noção de cotidiano. Examinaremos


o seu rendimento teórico e analítico através de debates na literatura especializada. A análise de
trabalhos etnográficos que tomem o cotidiano como objeto visa destacar, em primeiro lugar, de que
forma certos autores se debruçam sobre cotidianos diversos e constroem seus campos de observação e
de relação com seus interlocutores. Em seguida pretendemos nos voltar para as análises de cotidianos
precários, a saber, aqueles que são descritos dando relevo à estudos de caso acompanhados nas
periferias urbanas. Consideramos que análises do cotidiano, a serem debatidas durante o curso, serão
enfocadas de forma a valorizar a maneira pela qual os sujeitos, interlocutores das pesquisas, se
relacionam com diferentes domínios da vida social. Pretendemos nos deter nesse sentido na atualização
e expressão das modalidades históricas, variadas e contingentes das construções de gênero, de classe
e de raça que se entrelaçam nas narrativas etnográficas. Queremos com o curso dar relevo através do
estudo de caso de que forma os cotidianos analisados permitem distinguir as maneiras pelas quais esses
são habitados pelas inter-relações, pelos jogos de força e atravessados por valores e tensões que
também forjam seus sujeitos. A noção de micropolítica será posta em relação com esse campo
analítico considerando as articulações trabalhadas por diferentes autores.
Desse ponto de vista, procuraremos examinar como se apresentam as conexões, mais ou menos
eventuais, entre diferentes atores, suas redes de pertencimento (familiares, religiosas, de sociabilidade
e/ou proteção, econômicas e/ou políticas) e seus agenciamentos em relação com os cotidianos
precários estudados. Como se apresentam as relações com o Estado, com as políticas públicas e seus

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diferentes circuitos? É de interesse indagar sobre a capilaridade das redes informais, ilícitas e as suas
formas de agenciamento em curso em espaços de indeterminação, em espaços definidos como de
guerra e/ou de paz na literatura acadêmica contemporânea.

22/03. Sessão 1
Apresentação do curso, discussão do programa e definição da dinâmica

TEMA I
Experiência cotidiana em estados de exceção

Na primeira unidade do curso serão discutidos textos que abordam as temáticas da memória e do
sofrimento a partir das narrativas de quem viveu em campos de concentração, em campos de trabalho
forçado e em situações de guerra. O objetivo é analisar as estratégias de vida e como o cotidiano é
gerido em espaços e tempos concebidos como de ordem extraordinária (guerras e experiências-limite).

29/03. Sessão 2
Experiências apagadas de Auschwitz e do Gulag

CHALAMÓV, Varlam. 2016. Contos de Kolimá (Volume 1). São Paulo: Editora 34. (Xerox)

JAFFE, Noemi. 2012. O que os cegos estão sonhando? Com Diário de Lili Jaffe (1944-1945) e texto
de Leda Catum. São Paulo: Editora 34. (Xerox)

AGAMBEN, Giorgio. O que resta de Auschwitz: o arquivo e a testemunha (Homo Sacer III). São
Paulo: Boitempo. (Dropbox)

Leitura Complementar

Filme: “Nós que aqui estamos por vós esperamos” de Marcelo Masagão.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-PXo5oGztiw

GAGNEBIN, Jeanne Marie. “Esquecer o passado?”. In: _______. Limiar, aura e rememoração:
ensaios sobre Walter Benjamin. São Paulo: Editora 34. p. 251-264.

LEVI, Primo. 2016. Os afogados e os sobreviventes: os delitos, os castigos, as penas. São Paulo: Paz
e terra. (Dropbox)

POLLAK, Michael. 2000. L'Expérience concentrationnaire, Essai sur le maintien de l'identité sociale.
Métailié.

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05/04. Sessão 3
Contrato social, contrato sexual: a experiência das mulheres na e após a guerra

CHO, Grace. 2008. Haunting the Korean diaspora: shame, secrecy, and the forgotten war. Mineapolis:
Minesota Press. (Dropbox – Capítulos a definir)

DAS, Veena. 2008. “Violence, Gender and Subjectivity”, Annual Review of Anthropology. Vol. 37,
pp. 283-299. (Dropbox)

Leitura Complementar

ALEKSIÉVITCH, Svetlana. 2016. A guerra não tem rosto de mulher. São Paulo: Companhia das
Letras.

WORNAL, Olga; LEWIN, Mirian. 2014. Putas y Guerrilleras. Buenos Aires: Planeta. (Dropbox)

CHALÁMOV, Valram. 2016. “A mulher no mundo do crime”. In: ______. Ensaios sobre o mundo do
crime (Contos de Kolimá 4). São Paulo: Editora 43. Pp. 58-76.

RAGO, Margareth. 2013. A aventura de contar-se: feminismos, escrita de si e invenções da


subjetividade. 1. ed. Campinas: Editora da Unicamp.

12/04. Sessão 4
Cárcere, tortura e morte na ditadura e na democracia

ASAD, Talal. “Reflexões sobre crueldade e tortura”. In: Revista Pensata, v. 1, nº 1. 2011. p. 164-187.
(Dropbox)

ACTIS, Munú; ALDINI, Cristina; GARDELLA, Liliana; LEWIN, Mirian; TOKAR, Elisa. 2006. Ese
Infierno: conversaciones de cinco mujeres sobrevivientes de la ESMA. Buenos Aires: Altamira.
(Dropbox)

DU RAP, André. 2002. Sobrevivente André Du Rap (do massacre do Carandiru). São Paulo:
Labortexto Editorial.

MELO, Juliana; RODRIGUES, Raul. 2017. “Notícias de um massacre anunciado e em andamento: o


poder de matar e deixar morrer à luz do Massacre no Presídio de Alcaçuz, RN”. Revista Brasileira de
Segurança Pública, 21, p. 1-61, (Dropbox)

Leituras complementares

Filme: “O ato de matar” de Joshua Oppenheimer.


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FMzOvxHyBnQ

Filme: “13ª Emeda” de Ava Du Vernay. Disponível no Netflix.

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ALEXANDER, Michele. 2018. A Nova Segregação. Racismo e Encarceramento em Massa. São
Paulo: Boitempo.

SANTOS, Myrian Sepúlveda dos. 2018. Quatro histórias, duas vilas, uma ilha. Rio de Janeiro:
Garamond.

GODOI, Rafael. 2017. Fluxo em Cadeia. As Prisões em São Paulo na Virada dos Tempos. São Paulo:
Boitempo.

DAVIS, Angela. 2017. Mulher Cultura e Política. São Paulo: Boitempo.

CHALÁMOV, Varlam. 2016. “A guerra das cadelas”. In: ______. Ensaios sobre o mundo do crime
(Contos de Kolimá 4). São Paulo: Editora 43. Pp. 83-114.

TEMA II
Do tempo como evento e como duração: memórias e violências na vida cotidiana

Na segunda unidade do curso, o objetivo é problematizar a memória, sua temporalidade e suas


conexões íntimas com o cotidiano. Através da leitura de textos e etnografias que tratam de experiências
sociais vinculadas à situações de violência e sofrimento, o objetivo é discutir como os eventos de
violência atravessam a vida cotidiana e reestruturam relações familiares e políticas, embaralhando as
fronteiras tão comumente traçadas entre vida íntima e vida pública, entre família e nação, entre
memória individual e memória coletiva, entre violência ordinária e extraordinária, etc.

19/04. Sessão 5
Experiência, memória e o trabalho do tempo

THOMPSON, Edward Palmer. 1987. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz e
Terra. (Capítulos a definir)

CARSTEN, Janet. 2007. “Introduction: ghosts of memory”. In: _____. Ghosts of memory: essays on
remembrance and relatedness. Malden: Blackwell. p. 1-35. (Dropbox)

DAS, Veena. 1999. “Fronteiras, violência e o trabalho do tempo: alguns temas


wittgensteinianos”. Revista Brasileira de Ciências Sociais. 1999, vol.14, n.40, pp.31-42. (Dropbox)

Leitura complementar

WITTGENSTEIN, Ludwig. 2007. “Observações sobre o ‘Ramo de Ouro’ de Frazer”. Revista


AdVerbum, 2 (2): Jul a Dez: p. 186-231. (Dropbox)

GIUMBELLI, Emerson. 1999. “Apresentação às notas de Witgnenstein”. Religião & Sociedade. Vol
19, no 02, p. 103-110.

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26/04. Sessão 6
Sequestro, reparação e políticas de estado

DAS, Veena. 2007. “The figure of the abducted woman: the citizen as sexed”. In: _____. Life and
Words: violence and the descent into the ordinary. Los Angeles: University of California Press: p. 18-
37. (Dropbox)

SANJURJO, Liliana. 2018. “Sangue, identidade e verdade”. In. _____. Sangue, identidade e verdade:
memórias sobre o passado ditatorial na Argentina. São Carlos: Edufscar. (no prelo) (Dropbox)

Leitura Complementar

CATELA, Ludmila da Silva. 2001. Situação-limite e Memória - A Reconstrução do Mundo dos


Familiares de Desaparecidos da Argentina. São Paulo: UCITEC.

CALVEIRO, Pilar. 2013. Poder e desaparecimento. Os campos de concentração na Argentina. São


Paulo: Boitempo.

ARAUJO, Fábio. 2014. Das “técnicas” de fazer desaparecer corpos. Rio de Janeiro: Lamparina.

FERREIRA, Letícia. 2011. Uma etnografia para muitas ausências: o desaparecimento de pessoas
como ocorrência policial e problema social. Tese de doutorado. Museu Nacional UFRJ. (Dropbox)

03/05. Sessão 7
O trabalho do tempo na vida ordinária

DAS, Veena. 2011. “O ato de testemunhar: violência, gênero e subjetividade”. Cadernos Pagu,
Campinas, n. 37, Julho-Dezembro, pp. 79-116. (Dropbox)

VIANNA, Adriana. 2015. “Tempos, dores e corpos: considerações sobre a “espera” entre familiares
de vítimas de violência policial no Rio de Janeiro”. In: BIRMAN, Patrícia; LEITE; Márcia P.;
MACHADO, Carly; SÁ CARNEIRO, Sandra de (Orgs.) Dispositivos urbanos e trama dos viventes:
ordens e resistências. Rio de Janeiro, Editora FGV. (Dropbox)

PIEROBON, Camila. 2018. “O trabalho do tempo na vida ordinária: mortes, corpos, tempos e dores”.
In: _____. Tempos que duram, lutas que não acabam: o cotidiano de Leonor e sua ética de combate.
Tese de Doutorado em Ciências Sociais. PPCIS/UERJ. (Dropbox)

Leitura Complementar

ROBBINS, Joel. 2013. “Beyond the suffering subject: toward an anthropology of the good”. Journal
of the Royal Anthropological Institute (N.S.) 19, p. 447-462. (Dropbox)

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FERREIRA, Mariana Tavares. 2015. Ensaios da Compaixão: sofrimento, engajamento e cuidado nas
margens da cidade. Tese de Doutorado, Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo.
(Dropbox)

10/05. Sessão 8
Polícia, Estado, território e racismo: a exceção na vida cotidiana

FASSIN, Didier. 2013. Cap. 1 “Situation” In: Enforcing order: an Ethnography of Urban Policing.
Cambridge: Polity Press. (Dropbox)

FARIAS, Juliana. 2015. Governo de Mortes Uma etnografia da gestão de populações de favelas no
Rio de Janeiro. Tese de Doutorado, (Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia)
Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, UFRJ. (Dropbox – Capítulos a definir)

MENEZES, Palloma. 2015. Entre o "fogo cruzado" e o "campo minado": uma etnografia do processo
de "pacificação" de favelas cariocas. Rio de Janeiro: Tese de Doutorado IESP/UERJ. (Dropbox –
Capítulos a definir)

ALVES, Jaime. “From necropolis to blackpolis: necropolitical governance and black spatial praxis in
São Paulo, Brazil”. Antipode. Vol 46. Pp. 323-339. (Dropbox)

Leitura complementar

MBEMBE, Achille. 2016. “Necropolítica”. Arte & Ensaio. No 32. Pp: 123-151. (Dropbox)

MMBEMBE, Achille. 2014. Crítica da Razão Negra. Lisboa: Antígona. (Dropbox)

LEITE, Márcia Pereira. 2018. “State, Market and Administration of Territories in the City of Rio de
Janeiro”, Vibrant, Vol. 15. (A sair).

TEMA III
Experiência cotidiana na exceção ordinária: saúde, corpo e cuidado

Nessa terceira unidade do curso, o intuito é problematizar a gestão do cotidiano em meio a situações
de violência e precariedade que não são concebidas como “exceção”. Para tanto, será priorizada a
leitura de etnografias e textos que se debruçam sobre as temáticas da saúde, do corpo e do cuidado a
fim de analisar as conexões entre diferentes atores, suas redes de pertencimento (familiares, religiosas,
de sociabilidade e/ou proteção, econômicas e/ou políticas) e seus agenciamentos em relação aos
cotidianos precários.

17/05. Sessão 9
Cuidado, trabalho doméstico e loucura: o que não se absorve na vida cotidiana

WOODWARD, Kathleen. 2016. Um segredo público: o viver assistido, cuidadores, globalização.


Cadernos Pagu. 2016, n.46. p.17-57. (Dropbox)

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DAS, Veena. 2015. “Mental Illness, Psychiatric Institutions, and the Singularity of Lives”. In: _____.
Affliction: health, disease, poverty. New York: Fordham University Press. (Dropbox)

PIEROBON, Camila. 2018. “Ética do cuidado e ética sob pressão: saúde, doença e precariedade
cotidiana” e “Corpos marcados: duração, cuidado e subjetividade”. In: _____. Tempos que duram,
lutas que não acabam: o cotidiano de Leonor e sua ética de combate. Tese de Doutorado em Ciências
Sociais. PPCIS/UERJ. (Disponível na pasta Sessão 7 Dropbox)

Leitura complementar

KLEINMAN, Arthur “The art of medicine Care: in search of a health agenda” The Lancet, Vol 386,
2015, pp. 240-241. (Dropbox)

LAUGIER, Sandra. 2015. “The ethics of care as a politics of the ordinary”. New Literary History, n.
46, pp. 217–240. (Dropbox)

25/05. Sessão 10
Corpos, saúde e (auto) cuidado

DAS, Veena. 2015. “How the body speaks”. In: _____. Affliction: health, disease, poverty. New York:
Fordham University Press. (Disponível na pasta Sessão 7 Dropbox)

EPELE, María. 2010. Sujetar por la herida. Una etnografía sobre drogas, pobreza y salud. Buenos
Aires: Paidós. (Xerox – Capítulos a definir)

RUI, Taniele Cristina. 2012. “Cimento não cura crack”: enfrentamentos urbanos: 1. O prédio da Vila
Industrial”. In: _____. Corpos Abjetos: etnografia em cenários de uso e comércio de crack. Tese de
doutorado. PPGA, Campinas. p. 167-197. (Dropbox)

FERNANDES, Adriana. 2014. “Abrigos muito povoados: vulnerabilidade, precariedade e


apropriações”, paper apresentado na 29ª Reunião Brasileira de Antropologia, Natal/RN. (Dropbox)

Leitura complementar

IVO, Anete Brito Leal. 2008. Viver por um fio: pobreza e política social. São Paulo: Annablume.
(capítulo VIII – Olhar cruzado: pobreza, trabalho e cidadania, pp. 219/240.)

07/06. Sessão 11
As “anti-mulheres”: maternidade, sexo, drogas e regulação do corpo feminino

KNIGHT, Kelly. 2015. adicted.pregnant.poor. Durham: Duke University Press. (Dropbox – Capítulos
a definir)

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FERNANDES, Adriana. 2017. “Mulheres pobres que amam demais”. Mimeo. (Aguardando o envio
do texto para inclusão no Dropbox)

FERNANDES, Camila. 2017. Figuras da Causação: sexualidade feminina, reprodução e acusações


no discurso popular e nas políticas de Estado. Tese de Doutorado. PPGAS/MN/UFRJ. (Dropbox)

NASSER, Marina. “Cracolândia como campo de gravitação”. Ponto Urbe. vol 21 | 2017. (Dropbox)

Leitura complementar

FOUCAULT, Michel. 2014. História da Sexualidade 2. O uso dos prazeres. Rio de Janeiro: Paz e
Terra.

FOUCAULT, Michel. 2014. História da Sexualidade 3. O cuidado de si. Rio de Janeiro: Paz e Terra.

TEMA IV
Das relações, conexões e emaranhados sociais, materiais e políticos

Na quarta e última unidade do curso, a intenção é dar seguimento às discussões da unidade anterior
sobre a gestão do cotidiano em meio a situações de violência e precariedade, mas agora priorizando a
leitura de trabalhos que se debruçam sobre a temática das infra-estruturas urbanas e dos mercados e
ilegalismos populares (moradia, acesso à agua, trabalho). A ideia é analisar como se apresentam as
relações com o Estado, com as políticas públicas e seus diferentes circuitos, bem indagar sobre a
capilaridade das redes informais, ilícitas e as suas formas de agenciamento em curso em espaços de
indeterminação.

14/06. Sessão 12
Emaranhamentos do estado, do público e do doméstico: moradias populares

DAS, Veena. 2014. “Action, expression and everyday life: recounting household events”. In:
JAKSON, Michael D.; KLEINMAN, Arthur; SINGH, Bhrigupati; DAS, Veena (eds.) The Ground
Between: Anthropologists engage philosophy. Durham: Duke University Press. (Dropbox)

BIRMAN, Patrícia; FERNANDES, Adriana; e PIEROBON, Camila. “Um emaranhado de casos:


tráfico de drogas, estado e precariedade em moradias populares. Mana, Rio de Janeiro, vol. 20, n 3,
2014, pp. 430-461. (Dropbox)

ROSA, Thaís Troncon. 2015. Da “casa própria” à casa manjada: dinâmicas socioespaciais e
vulnerabilidades territorializadas nas periferias urbanas. In Anais do 39º ENCONTRO ANUAL DA
ANPOCS (GT34 - Sobre periferias: novos conflitos no espaço público). (Dropbox)

Leitura complementar:

DAS, Veena; ELLEN, Jonathan; LEONARD, Leroi. 2008. On the Modalities of the Domestic, Home
Cultures, vol. 5, n. 3, pp. 349-371. (Dropbox)

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LOBO, Heloísa. 2015. Processos de remoções e seus desdobramentos: tramas e percursos em busca
de uma casa. Rio de Janeiro: Dissertação de Mestrado. PPCIS/UERJ. (Dropbox)

SILVA, Thamires de Lima. 2017. Do invadir ao permanecer: experiências do habitar e precariedade


numa invasão fabril no Complexo de Acari. Dissertação de mestrado em Ciências Sociais
(PPCIS/UERJ). (Aguardando o envio do texto para inclusão no Dropbox)

21/06. Sessão 13
Remoções forçadas, violências e destruição

Filme: “Era o Hotel Cambridge” de. Disponível em: https://vimeo.com/218663574

GUTTERRES, Anelise dos Santos. 2016. “O rumor e o terror na construção de territórios de


vulnerabilidade na zona portuária do Rio de Janeiro”. Mana, Rio de Janeiro, vol. 22, n. 1, 2016, pp.
179-209. (Dropbox)

MAGALHÃES, Alexandre A. 2015. Cenografia da destruição: a produção simultânea do Estado e


suas margens nas situações. In Anais do 39º ENCONTRO ANUAL DA ANPOCS (GT34 - Sobre
periferias: novos conflitos no espaço público). (Dropbox)

Leitura complementar

FIX, Mariana. 2001. Parceiros da exclusão: duas histórias da construção de uma "nova cidade" em
São Paulo: Faria Lima e Água Espraiada. São Paulo: Boitempo.

BARROS, Rachel. 2016. Urbanização e “pacificação” em Manguinhos: Um olhar etnográfico sobre


sociabilidade e ações de governo. Tese de Doutorado. IESP. (Dropbox)

DAVIES, Frank. 2017. Via-crúcis, via expressa: dinâmicas políticas e gramáticas religiosas na
passagem da Transolímpica. Religião e Sociedade, vol.37, n.2, pp.64-85. (Dropbox)

28/06. Sessão 14.


Infraestrutura na dinâmica da cidade: disputa pela água

APPEL, Hannah; ANAND, Nikhil; GUPTA, Akhil. 2015. “The Infrastructure Toolbox. Theorizing
the Contemporary” disponível em Cultural Anthropology website: https://culanth.org/fieldsights/714-
introduction-the-infrastructure-toolbox

ANAND, Nikhil. 2017. Hydraulic City: water and infrastructures of citizenship in Mumbai. Durham:
Duke University Press. (Dropbox – Capítulos a definir)

PIEROBON, Camila. 2018. “Água em disputa: tempos sobrepostos, conflitos emaranhados”. In:
_____. Tempos que duram, lutas que não acabam: o cotidiano de Leonor e sua ética de combate. Tese
de Doutorado em Ciências Sociais. PPCIS/UERJ. (Disponível na pasta Sessão 7 Dropbox)

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Leitura complementar:

ANAND, Nikhil. 2017. “The Banality of Infrastructure”. Disponível em: http://items.ssrc.org/the-


banality-of-infrastructure/

05/07. Sessão 15
Ilegalismos urbanos: trabalho e cidade

HIRATA, Daniel. 2010. Sobreviver na adversidade: entre o mercado e a vida. Tese de Doutorado
(Programa de Pós-Graduação em Sociologia). Universidade de São Paulo. (Dropbox – Capítulos a
definir)

TELLES, Vera. 2015. “Fronteiras da lei como campo de disputa: notas inconclusas a partir de um
percurso de pesquisa”. In: BIRMAN, Patrícia; LEITE; Márcia P.; MACHADO, Carly; SÁ
CARNEIRO, Sandra de (Orgs.) Dispositivos urbanos e trama dos viventes: ordens e resistências. Rio
de Janeiro, Editora FGV. (Disponível na sessão 7 do Dropbox).

ROY, Ananya. 2005. “Urban Informality: Toward an Epistemology of Planning”, Journal of the
American Planning Association, VOL. 71, n. 2, pp. 147/158. (Dropbox)

Leitura complementar:

TELLES, Vera. 2010. A cidade nas fronteiras do legal e ilegal. Belo Horizonte: Argvmentvm.
(Dropbox)

12/07. Sessão 16.


Fechamento

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