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Aula 03

Direito Constitucional p/ TRT-SC (Técnico Judiciário - Área Administrativa) - Com


videoaulas

Professores: Nádia Carolina, Ricardo Vale

07396517737 - Luciana Inacio Soares


DIREITO CONSTITUCIONAL – TRT/SC 
   
Teoria e Questões 
  Aula 03 – Profa Nádia / Prof. Ricardo Vale 

!ULA 03 
DIREITOS  SOCIAIS E NACIONALIDADE 

Sumário 

Direitos Sociais ................................................................................................................................. 2 
1‑ Introdução: ................................................................................................................................. 2 
2‑ Os direitos sociais (art. 6º): ..................................................................................................... 3 
3‑ Os direitos sociais individuais dos trabalhadores (art. 7º): ............................................ 10 
4‑ Os direitos sociais coletivos dos trabalhadores: ............................................................... 26 

Nacionalidade ................................................................................................................................. 32 
1‑ Introdução: ............................................................................................................................... 32 
2‑ Atribuição de Nacionalidade pelo direito brasileiro: ..................................................... 33 
3‑ Portugueses Residentes no Brasil: ...................................................................................... 42 
4‑ Condição Jurídica do Nacionalizado: ................................................................................. 42 
5‑ Perda da Nacionalidade: ....................................................................................................... 45 
6‑ Língua e Símbolos Oficiais: ................................................................................................. 47 

Questões Comentadas ................................................................................................................... 48 

Lista de Questões ........................................................................................................................... 83 

Gabarito ......................................................................................................................................... 101 

Ol‡, amigos do EstratŽgia Concursos, tudo bem?

Na aula de hoje, daremos continuidade ao estudo dos direitos fundamentais.


07396517737

Falaremos sobre os direitos sociais e os direitos de nacionalidade.

Um grande abra•o,

N‡dia e Ricardo

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Direitos Sociais
1- Introdu•‹o:

Ao estudarmos os direitos de 1» gera•‹o, percebemos que estes buscam


restringir a a•‹o do Estado sobre os indiv’duos, limitando o poder estatal. S‹o,
por isso, direitos que t•m como valor-fonte a liberdade, impondo ao Estado
uma obriga•‹o de n‹o-fazer, de n‹o intervir na —rbita privada. Em raz‹o
disso, a doutrina os denomina liberdades negativas.

A natureza jur’dica dos direitos sociais Ž diversa. Trata-se de direitos


fundamentais de 2» gera•‹o, que imp›em ao Estado uma Òobriga•‹o de
fazerÓ, uma obriga•‹o de ofertar presta•›es positivas em favor dos
indiv’duos, visando concretizar a igualdade material. S‹o, portanto, direitos
que t•m como valor-fonte a igualdade; eles buscam possibilitar melhores
condi•›es de vida aos indiv’duos e, assim, realizar a justi•a social.

Pode-se dizer que os direitos sociais s‹o presta•›es positivas (a•›es)


realizadas pelo Estado para melhorar a qualidade de vida dos
hipossuficientes, ou seja, dos mais necessitados. Em raz‹o disso, o Estado
deve garantir que todos tenham acesso ˆ educa•‹o, saœde, alimenta•‹o,
trabalho, dentre outros. Segundo Alexandre de Moraes, os direitos sociais
constituem normas de ordem pœblica, com a caracter’stica de imperativas.

A origem dos direitos sociais remonta ˆ crise do Estado liberal, ocasionada


pelo forte avan•o da industrializa•‹o. Nas f‡bricas, os trabalhadores viviam em
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condi•›es prec‡rias. Movimentos reivindicat—rios passaram, ent‹o, a exigir


uma postura mais ativa do Estado, que n‹o devia limitar-se a n‹o intervir, mas
tambŽm atuar positivamente, garantindo condi•›es m’nimas aos
trabalhadores.

Os direitos sociais aparecem, portanto, em um contexto hist—rico marcado por


reivindica•›es trabalhistas e pelo surgimento de doutrinas socialistas.
Constatava-se que a mera consagra•‹o da igualdade formal n‹o era suficiente
para realizar a igualdade material. Como grande marco dos direitos sociais,
citamos a Constitui•‹o de Weimar de 1919 (Constitui•‹o do ImpŽrio
Alem‹o).

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Na Constitui•‹o Federal de 1988, os direitos sociais est‹o relacionados nos art.


6¼ - art. 11. H‡, tambŽm, outros dispositivos do texto constitucional que
versam sobre os direitos sociais. ƒ o caso, por exemplo, do art. 194 (que trata
da seguridade social), art. 196 (direito ˆ saœde) e art. 205 (direito ˆ educa•‹o)

ORIGEM: CRISE DO ESTADO LIBERAL

NATUREZA JURÍDICA: DIREITOS DE 2A GERAÇÃO

DIREITOS 
SOCIAIS EDUCAÇÃO, SAÚDE, ALIMENTAÇÃO, 
TRABALHO, MORADIA, TRANSPORTE, LAZER, 
ART. 6O, CF SEGURANÇA, PREVIDÊNCIA SOCIAL, 
PROTEÇÃO À MATERNIDADE E À INFÂNCIA, 
ASSISTÊNCIA AOS DESAMPARADOS 

2- Os direitos sociais (art. 6¼):


 

Art. 6¼ S‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a


moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ
maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados, na forma desta
Constitui•‹o.

No texto original da Constitui•‹o Federal, n‹o se fazia men•‹o ˆ alimenta•‹o,


ˆ moradia e ao transporte, cuja inser•‹o na Carta Magna foi obra do Poder
Constituinte Derivado. A moradia foi inserida pela EC n¼ 26/2000; a
alimenta•‹o, pela EC n¼ 64/2010; e o transporte, pela EC n¼ 90/2015. Tenham
uma especial aten•‹o quanto a esses tr•s direitos sociais! As bancas
examinadoras adoram cobr‡-los, especialmente pelo fato de eles n‹o fazerem
parte do texto original da CF/88. 07396517737

Segundo o art. 6¼, a Constitui•‹o consagra como direitos sociais a educa•‹o,


a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte o lazer, a
seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a
assist•ncia aos desamparados. O STF entende que trata-se de rol
exemplificativo1, pois h‡ outros direitos sociais espalhados pelo texto
constitucional. Destaque-se que os direitos sociais do art. 6¼ s‹o, todos eles,
normas de efic‡cia limitada e aplicabilidade mediata, dependendo, para
sua concretiza•‹o, da atua•‹o estatal, seja atravŽs da edi•‹o de leis

                                                        
1
STF, ADI n¼ 639, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 02.06.2005.

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regulamentadoras, seja atravŽs da oferta de presta•›es positivas em favor dos


indiv’duos.

Uma das discuss›es mais relevantes sobre os direitos sociais diz respeito,
justamente, ˆ sua concretiza•‹o. N‹o basta que esses direitos estejam
previstos na Constitui•‹o; eles precisam, mais do que isso, ser efetivados,
colocados em pr‡tica. H‡ necessidade, portanto, da firme atua•‹o estatal por
meio de pol’ticas pœblicas voltadas para a concretiza•‹o dos direitos sociais.

Para estudarmos a problem‡tica da concretiza•‹o (efetiva•‹o) dos direitos


sociais, Ž necess‡rio conhecermos tr•s importantes princ’pios: i) o princ’pio
da Òreserva do poss’velÓ; ii) o princ’pio do Òm’nimo existencialÓ e; iii) o
princ’pio da veda•‹o do retrocesso. ƒ o que faremos a seguir.

2.1- Os direitos sociais e a Òreserva do poss’velÓ:

A efetiva•‹o dos direitos sociais depende da execu•‹o de pol’ticas pœblicas nas


mais diversas ‡reas, como, por exemplo, em educa•‹o e saœde. Assim, Ž
preciso ter em mente que a concretiza•‹o dos direitos sociais depende, em
larga escala, de gastos estatais.

A teoria da reserva do poss’vel consiste na ideia de que cabe ao Estado


efetivar os direitos sociais, mas apenas Òna medida do financeiramente
poss’velÓ. A teoria da reserva do poss’vel serve, portanto, para determinar os
limites em que o Estado deixa de ser obrigado a dar efetividade aos
direitos sociais.

N‹o Ž l’cito ao Poder Pœblico, todavia, simplesmente alegar que n‹o possui
recursos or•ament‡rios; Ž fundamental que o Poder Pœblico demonstre
objetivamente a inexist•ncia de recursos pœblicos e a falta de previs‹o
or•ament‡ria da respectiva despesa. Segundo a teoria da reserva do poss’vel,
a efetiva•‹o dos direitos sociais encontra, portanto, dois limites: a sufici•ncia
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de recursos pœblicos e a previs‹o or•ament‡ria da respectiva despesa.

A formula•‹o e execu•‹o de pol’ticas pœblicas s‹o tarefas que competem,


primariamente, ao Poder Executivo e ao Poder Legislativo. No entanto,
segundo o STF, Ž poss’vel que o Poder Judici‡rio determine, em bases
excepcionais, a implementa•‹o, pelos —rg‹os inadimplentes, de a•›es
destinadas ˆ concretiza•‹o dos direitos sociais. Pode-se dizer, portanto,
que o controle judicial das pol’ticas pœblicas pode ser realizado a fim de suprir
a omiss‹o dos —rg‹os estatais competentes, bem como para evitar a
abusividade governamental. Assim, o Poder Judici‡rio poder‡ determinar, por
exemplo, que o Estado conceda tratamento de c‰ncer a um indiv’duo. Vejamos
trecho de julgado do STF:

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ÒEmbora resida, primariamente, nos Poderes Legislativo e Executivo, a


prerrogativa de formular e executar pol’ticas pœblicas, revela-se
poss’vel, no entanto, ao Poder Judici‡rio, determinar, ainda que em
bases excepcionais, especialmente nas hip—teses de pol’ticas pœblicas
definidas pela pr—pria Constitui•‹o, sejam estas implementadas pelos
—rg‹os estatais inadimplentes, cuja omiss‹o Ð por importar em
descumprimento dos encargos pol’tico-jur’dicos que sobre eles incidem
em car‡ter mandat—rio Ð mostra-se apta a comprometer a efic‡cia e a
integridade de direitos sociais e culturais impregnados de estatura
constitucional.Ó2

A atua•‹o do Poder Judici‡rio na concretiza•‹o dos direitos sociais n‹o Ž


ilimitada; ao contr‡rio, encontra limites na cl‡usula da reserva do
poss’vel. Assim, a cl‡usula da reserva do poss’vel afasta a aptid‹o do Poder
Judici‡rio para intervir na efetiva•‹o de direitos sociais. No entanto, para que
esse limite ˆ a•‹o do Judici‡rio seja v‡lido, Ž necess‡rio que se comprove
objetivamente a aus•ncia de recursos or•ament‡rios suficientes para a
implementa•‹o da a•‹o estatal. Nesse sentido, entende a Corte que:

Ò(...) a realiza•‹o dos direitos econ™micos, sociais e culturais -


alŽm de caracterizar-se pela gradualidade de seu processo de
concretiza•‹o - depende, em grande medida, de um inescap‡vel
v’nculo financeiro subordinado ˆs possibilidades or•ament‡rias do
Estado, de tal modo que, comprovada, objetivamente, a
incapacidade econ™mico-financeira da pessoa estatal, desta n‹o se
poder‡ razoavelmente exigir, considerada a limita•‹o material
referida, a imediata efetiva•‹o do comando fundado no texto da
Carta Pol’tica. N‹o se mostrar‡ l’cito, no entanto, ao Poder Pœblico,
em tal hip—tese - mediante indevida manipula•‹o de sua atividade
financeira e/ou pol’tico-administrativa - criar obst‡culo artificial que
revele o ileg’timo, arbitr‡rio e censur‡vel prop—sito de fraudar, de
frustrar e de inviabilizar o estabelecimento e a preserva•‹o, em
favor da pessoa e dos cidad‹os, de condi•›es materiais m’nimas de
exist•ncia.3Ó 07396517737

Por fim, vale destacar que os direitos sociais, por estarem sujeitos ˆ reserva
do poss’vel, possuem uma carga de efic‡cia menor do que os direitos de
primeira gera•‹o. Isso porque os direitos sociais somente podem ser
concretizados com a execu•‹o eficiente de pol’ticas pœblicas; por outro lado, a
concretiza•‹o dos direitos de defesa (direitos de 1» gera•‹o) depende,
essencialmente, de Òobriga•›es de n‹o fazerÓ do Estado.

                                                        
2
STF, RE 436.996 Ð AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.
3
ADPF 45 MC/DF, Rel. Min. Celso de Mello, j. 29.04.2004, DJ 04.05.2004.  

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INEXISTÊNCIA DE 
RECURSOS

DEMONSTRAÇÃO OBJETIVA

CLÁUSULA DA  AUSÊNCIA DE 
RESERVA DO  PREVISÃO 
POSSÍVEL ORÇAMENTÁRIA
TEM COMO LIMITE O ʺMÍNIMO 
EXISTENCIAL

2.2- Os direitos sociais e o m’nimo existencial:

Os direitos sociais, na condi•‹o de direitos fundamentais, s‹o indispens‡veis


para a realiza•‹o da dignidade da pessoa humana. O Estado, na sua tarefa de
concretiza•‹o desses direitos, deve garantir o m’nimo existencial. Considera-se
m’nimo existencial o grupo de presta•›es essenciais que se deve fornecer
ao ser humano para que ele tenha uma exist•ncia digna.

O princ’pio do m’nimo existencial Ž compat’vel e deve conviver com a


cl‡usula da reserva do poss’vel. O Estado, na busca da promo•‹o do bem-
estar do homem, deve proteger os direitos individuais e, alŽm disso, garantir
condi•›es materiais m’nimas de exist•ncia aos indiv’duos. Assim, os gastos
pœblicos devem ser voltados, prioritariamente, a garantir o m’nimo existencial;
uma vez garantido o m’nimo existencial, o Estado poder‡ discutir em que
outros projetos investir.

Segundo o STF, o m’nimo existencial Ž uma limita•‹o ˆ cl‡usula da reserva


do poss’vel.4 Isso porque a reserva do poss’vel s— poder‡ ser alegada pelo
Poder Pœblico como argumento para a n‹o concretiza•‹o de direitos sociais
uma vez que tenha sido assegurado o m’nimo existencial pelo Estado. Em
outras palavras, a reserva do poss’vel somente Ž invoc‡vel ap—s a
garantia, pelo Estado, do m’nimo existencial. A garantia do m’nimo 07396517737

existencial Ž uma obriga•‹o inafast‡vel do Estado, n‹o sujeita ˆ reserva do


poss’vel.

A vis‹o que apresentamos a respeito da concretiza•‹o dos


direitos sociais busca compatibilizar a Òreserva do poss’velÓ
com o Òm’nimo existencialÓ. ƒ essa a vis‹o adotada pelo STF.

PorŽm, h‡ vis›es mais radicais: uma delas tende a conferir


preval•ncia ˆ reserva do poss’vel; outra, defende a primazia
do m’nimo existencial.

                                                        
4
STF, RE 639.637. AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 15.09.2011

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A primeira vis‹o (de car‡ter liberal) entende que n‹o


caberia ao Poder Judici‡rio, sob pena de viola•‹o ˆ
separa•‹o dos poderes, intervir na execu•‹o de pol’ticas
pœblicas. Nesse sentido, h‡ que se observar integralmente a
Òreserva do poss’velÓ.

A segunda vis‹o (mais intervencionista) n‹o considera a


Òreserva do poss’velÓ como um limitador para a
concretiza•‹o dos direitos sociais. Sob essa —tica, os direitos
sociais n‹o poderiam ser considerados normas de car‡ter
meramente program‡tico.

Essa linha de pensamento defende ferrenhamente a


judicializa•‹o das pol’ticas pœblicas, com vistas a
promover a m‡xima efetiva•‹o dos direitos sociais. Chega-se
atŽ mesmo a argumentar que os direitos sociais, enquanto
direitos fundamentais, teriam aplica•‹o imediata, conforme
o art. 5¼, ¤ 1¼, CF/88.

O Poder Judici‡rio, com vistas ˆ concretiza•‹o dos direitos sociais e ˆ


garantia do m’nimo existencial, tem adotado inœmeras decis›es
relacionadas ao direito ˆ saœde. Nesse sentido, destacamos o seguinte:

a) Segundo o STF, o direito ˆ saœde (art. 196) Ž um direito pœblico


subjetivo, assegurado ˆ generalidade das pessoas, que conduz o
indiv’duo e o Estado a uma rela•‹o jur’dica obrigacional.

Apesar de o art. 196, CF/88, ser uma norma program‡tica, ele imp›e aos
entes federativos um dever de atua•‹o positiva. Assim, para que se
garanta a for•a normativa da Constitui•‹o, o Poder Pœblico deve atuar na
concretiza•‹o do direito ˆ saœde. Com base nesse entendimento, s‹o
v‡rias as decis›es do Poder Judici‡rio determinando que a
Administra•‹o Pœblica forne•a medicamentos e tratamento
mŽdico a indiv’duos portadores de doen•a. 07396517737

b) O STF decidiu que a Administra•‹o Pœblica pode ser obrigada,


por decis‹o do Poder Judici‡rio, a manter estoque m’nimo de
medicamento utilizado no combate a doen•a grave.5 A manuten•‹o de
estoque m’nimo do medicamento Ž importante para que se possa
garantir a continuidade dos tratamentos, evitando preju’zos aos
pacientes.

c) O STJ considera que o juiz pode determinar o bloqueio e o


sequestro de verbas pœblicas como forma de garantir o fornecimento

                                                        
5
 RE 429.903/RJ. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 25.06.2014

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de medicamentos pelo Poder Pœblico.6 Assim, caso a Administra•‹o


Pœblica se negue a cumprir decis‹o judicial que determinou o
fornecimento de medicamentos, o juiz poder‡ determinar o bloqueio e o
sequestro de verbas pœblicas.

O bloqueio e sequestro de verbas pœblicas deve ser encarado, todavia,


como uma medida de car‡ter excepcional, aplic‡vel somente quando
ficar configurado que o Estado n‹o est‡ cumprindo sua obriga•‹o de
fornecer os medicamentos e de que essa demora est‡ trazendo riscos ˆ
saœde e ˆ vida do doente.

ƒ not—rio que a atua•‹o do Poder Judici‡rio na implementa•‹o de pol’ticas


pœblicas com vistas a concretizar direitos fundamentais tem se intensificado
nos œltimos anos. Essa atua•‹o tem ocorrido atŽ mesmo em matŽria de pol’tica
penitenci‡ria e de seguran•a pœblica.

Conforme decidiu o STF, o Poder Judici‡rio pode determinar ˆ


Administra•‹o Pœblica que execute obras emergenciais em
estabelecimentos prisionais (pres’dios) a fim de proteger os direitos
fundamentais dos detentos, assegurando-lhes o respeito ˆ sua integridade
f’sica e moral. N‹o se pode invocar, para contestar tal decis‹o, o princ’pio da
separa•‹o de poderes ou mesmo a cl‡usula da reserva do poss’vel. 7

2.3- A veda•‹o ao retrocesso:

O princ’pio da veda•‹o ao retrocesso busca evitar que as conquistas sociais j‡


alcan•adas pelo cidad‹o sejam desconstitu’das. Segundo Canotilho, baseado
no princ’pio do n‹o retrocesso social, os direitos sociais, uma vez tendo
sido previstos, passam a constituir tanto uma garantia institucional quanto
um direito subjetivo. Isso limita o legislador e exige a realiza•‹o de uma
pol’tica condizente com esses direitos, sendo inconstitucionais quaisquer
medidas estatais que, sem a cria•‹o de outros esquemas alternativos ou 07396517737

compensat—rios, anulem, revoguem ou aniquilem o seu nœcleo essencial.

O STF considera que a Òcl‡usula que veda o retrocesso em matŽria de direitos


a presta•›es positivas do Estado (como o direito ˆ educa•‹o, o direito ˆ saœde
ou o direito ˆ seguran•a pœblica, v.g.) traduz, no processo de efetiva•‹o
desses direitos fundamentais individuais ou coletivos, obst‡culo a que os n’veis
de concretiza•‹o de tais prerrogativas, uma vez atingidos, venham a ser
ulteriormente reduzidos ou suprimidos pelo EstadoÓ. 8

                                                        
6
 REsp 1.069.810/RS. Rel. Min. Napole‹o Nunes Maia Filho. 23.10.2013.
7
 RE 592.581/RS. Rel. Min. Ricardo Lewandowski. 13.08.2015.
8
 STF, RE 436.996 Ð AgR. Rel. Min. Celso de Mello. 22.11.2005.

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(FUB Ð 2015) Os direitos sociais imp›em deveres ao


Estado que assegurem ao cidad‹o condi•›es m’nimas para
uma vida digna, independentemente da exist•ncia de
recursos pœblicos para custeio; assim, autoriza-se a livre
invas‹o da atividade administrativa pelo Poder Judici‡rio
para efetiva•‹o daqueles direitos, fen™meno conhecido
como judicializa•‹o de pol’ticas pœblicas.

Coment‡rios:

A exist•ncia de recursos pœblicos deve ser levada em


considera•‹o na efetiva•‹o dos direitos sociais, apesar de o
Estado ter a obriga•‹o de assegurar ao cidad‹o condi•›es
m’nimas para uma vida digna. Quest‹o errada.

(PGE / PR Ð 2015) No que toca ˆ realiza•‹o dos direitos


sociais constitucionalmente garantidos, h‡ que se atentar
para a veda•‹o do retrocesso social, que se coloca apenas
ˆs pol’ticas pœblicas executivas, posto que n‹o se pode
ferir a liberdade do legislador.

Coment‡rios:

A veda•‹o ao retrocesso social Ž um princ’pio que deve ser


observado pelo legislador (e n‹o apenas pelas pol’ticas
pœblicas executivas). Quest‹o errada.

(PGE / PR Ð 2015) A teoria de efetiva•‹o dos direitos


sociais na depend•ncia de recursos econ™micos (Òreserva
do poss’velÓ) Ž a adapta•‹o de entendimento fixado pela
jurisprud•ncia constitucional alem‹ e integralmente aceita
pelo Supremo Tribunal Federal.

Coment‡rios: 07396517737

N‹o se pode dizer que a Òreserva do poss’velÓ Ž


integralmente aceita pelo STF. Isso porque, na vis‹o da
Corte, h‡ que se observar, tambŽm, o Òm’nimo existencialÓ.
Quest‹o errada.

(MPE / BA Ð 2015) A implementa•‹o das presta•›es


materiais e jur’dicas exig’veis para a redu•‹o das
desigualdades no plano f‡tico, por dependerem em grande
medida da disponibilidade or•ament‡ria do Estado, faz com
que estes direitos tenham o seu campo de efetividade mais

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dificultado que os direitos de primeira gera•‹o.

Coment‡rios:

De fato, a concretiza•‹o (efetiva•‹o) dos direitos sociais Ž


mais complexa do que a dos direitos de liberdade (de
primeira gera•‹o). Isso porque a efetiva•‹o dos direitos
sociais depende da execu•‹o de pol’ticas pœblicas, as quais,
para serem realizadas, exigem recursos econ™micos.
Quest‹o correta.

(DPE / PE Ð 2015) De acordo com o entendimento do


STF, Ž inadmiss’vel que o Poder Judici‡rio disponha sobre
pol’ticas pœblicas de seguran•a, mesmo em caso de
persistente omiss‹o do Estado, haja vista a indevida
inger•ncia em quest‹o, que envolve a discricionariedade
do Poder Executivo.

Coment‡rios:

A seguran•a Ž um direito social que deve ser garantido


mediante pol’ticas pœblicas do Estado. PorŽm, havendo
persistente omiss‹o do Estado, poder‡, sim, o Poder
Judici‡rio intervir. Quest‹o errada.

3- Os direitos sociais individuais dos trabalhadores (art. 7¼):

No art. 7¼ da Constitui•‹o, s‹o enumerados os direitos sociais individuais dos


trabalhadores. Leia-o atentamente, pois ele costuma ser cobrado em sua
literalidade.

Art. 7¼ S‹o direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, alŽm de outros que
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visem ˆ melhoria de sua condi•‹o social:

Note que a Constitui•‹o, no caput do art. 7¼, equipara os direitos do


trabalhador rural aos do trabalhador urbano.

I - rela•‹o de emprego protegida contra despedida arbitr‡ria ou sem justa


causa, nos termos de lei complementar, que prever‡ indeniza•‹o
compensat—ria, dentre outros direitos;

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Esse dispositivo Ž t’pica norma de efic‡cia limitada, exigindo lei


complementar que proteja a rela•‹o de emprego contra despedida arbitr‡ria
ou sem justa causa. Trata-se do direito ˆ seguran•a no emprego.

Segundo o art. 10, do ADCT (Ato das Disposi•›es Constitucionais Transit—rias),


atŽ a promulga•‹o da mencionada lei complementar, a indeniza•‹o contra a
despedida arbitr‡ria ou sem justa causa ficar‡ restrita a 40% sobre os
dep—sitos do Fundo de Garantia do Tempo de Servi•o (FGTS), realizados em
favor do empregado.

Cabe destacar que a prote•‹o conferida pela Constitui•‹o somente alcan•a a


despedida arbitr‡ria ou sem justa causa. N‹o haver‡ indeniza•‹o,
portanto, diante da despedida por justa causa.

A CF/88 extinguiu a antiga Òestabilidade decenalÓ, que, apesar de estar


prevista na CLT, n‹o foi recepcionada pela nova ordem constitucional. Pela
regra da estabilidade decenal, o empregado que tivesse mais de 10 anos de
empresa n‹o poderia ser demitido, salvo em caso de falta grave ou
circunst‰ncia de for•a maior.

Hoje, nem mesmo a despedida arbitr‡ria ou sem custa causa s‹o proibidas.
Elas poder‹o ocorrer, cabendo, todavia, indeniza•‹o. Destaque-se que o art.
10, do ADCT, estabelece 2 (dois) casos de veda•‹o absoluta ˆ dispensa
arbitr‡ria ou sem justa causa:

a) Do empregado eleito para cargo de dire•‹o de comiss›es internas de


preven•‹o de acidentes (CIPA), desde o registro de sua candidatura atŽ
um ano ap—s o final de seu mandato;

b) Da empregada gestante, desde a confirma•‹o da gravidez atŽ cinco


meses ap—s o parto.

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt‡rio;


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Note que o seguro-desemprego s— Ž devido no caso de desemprego


involunt‡rio. As bancas examinadoras adoram confundir os candidatos,
falando em desemprego Òvolunt‡rioÓ, o que estar‡ errado.

III - fundo de garantia do tempo de servi•o;

O FGTS (Fundo de Garantia) Ž recolhido pelo empregador ˆ al’quota de 8%


sobre a remunera•‹o paga ou devida, no m•s anterior, a cada trabalhador.
Destaque-se que o FGTS n‹o Ž direito dos servidores pœblicos
estatut‡rios.

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IV - sal‡rio m’nimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de


atender a suas necessidades vitais b‡sicas e ˆs de sua fam’lia com moradia,
alimenta•‹o, educa•‹o, saœde, lazer, vestu‡rio, higiene, transporte e
previd•ncia social, com reajustes peri—dicos que lhe preservem o poder
aquisitivo, sendo vedada sua vincula•‹o para qualquer fim;

O sal‡rio m’nimo deve ser fixado em lei formal: verifica-se, aqui, hip—tese
de reserva legal. Em torno desse tema, houve relevante controvŽrsia
apreciada pelo STF. A Lei n¼ 12.382/2011 estabeleceu que o valor do sal‡rio
m’nimo seria de R$ 545,00, mas que decreto presidencial seria respons‡vel
pelos reajustes e aumentos salariais segundo determinados ’ndices.

Segundo o STF, a Lei n¼ 12.382/2011 Ž constitucional, n‹o havendo —bice a


que um decreto presidencial estabele•a os reajustes, cuja f—rmula e ’ndices
est‹o previstos na pr—pria lei. O decreto presidencial n‹o estaria, assim,
fixando o valor do sal‡rio m’nimo; ele seria um mero ato declarat—rio do
valor reajustado segundo a pol’tica de valoriza•‹o prevista na lei. 9

O sal‡rio m’nimo Ž œnico para todo o territ—rio nacional, o que impede a


exist•ncia de sal‡rios m’nimos regionais. Destaque-se que existem os
chamados Òpisos salariaisÓ, que n‹o se confundem com sal‡rio m’nimo, e s‹o
resultantes de negocia•›es coletivas de trabalho.

O sal‡rio m’nimo n‹o pode sofrer vincula•‹o, ou seja, servir como


indexador, para qualquer fim. ƒ relevante destacar que esse impedimento ˆ
vincula•‹o do sal‡rio m’nimo tem como objetivo evitar que aumentos do seu
valor se propaguem para toda a economia, prejudicando o poder aquisitivo.

Para fecharmos esse t—pico, Ž importante que voc• saiba que o STF permite
que os conscritos recebam remunera•‹o inferior ao sal‡rio-m’nimo.
Veja o que disp›e a Sœmula Vinculante no 06, que poder‡ ser cobrada em sua
prova:

Sœmula Vinculante n¼ 06: ÒN‹o viola a Constitui•‹o o


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estabelecimento de remunera•‹o inferior ao sal‡rio m’nimo para as


pra•as prestadoras de servi•o militar inicialÓ.

A justificativa para essa exce•‹o Ž que a Constitui•‹o Federal n‹o estendeu


aos militares a garantia de remunera•‹o n‹o inferior ao sal‡rio m’nimo, como
o fez para outras categorias de trabalhadores. O regime a que se submetem os
militares n‹o se confunde com aquele aplic‡vel aos servidores civis, visto que
t•m direitos, garantias, prerrogativas e impedimentos pr—prios. Isso porque os
cidad‹os que prestam servi•o militar obrigat—rio exercem um mœnus pœblico
relacionado com a defesa da soberania da p‡tria. Por isso mesmo, a obriga•‹o
                                                        
9
STF, ADI 4568/DF, Rel. Min. Carmen Lœcia. 03.11.2011.

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do Estado quanto aos conscritos limita-se a fornecer-lhes as condi•›es


materiais para a adequada presta•‹o do servi•o militar obrigat—rio nas For•as
Armadas.

V - piso salarial proporcional ˆ extens‹o e ˆ complexidade do trabalho;

O piso salarial Ž estabelecido por categoria de trabalhadores e fixado mediante


negocia•‹o coletiva de trabalho. Na fixa•‹o do piso salarial, deve-se levar
em considera•‹o a extens‹o e a complexidade do trabalho.

VI - irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto em conven•‹o ou acordo


coletivo;

A irredutibilidade do sal‡rio guarda estreita rela•‹o com o princ’pio da veda•‹o


ao retrocesso. Assim, em regra, o sal‡rio n‹o poder‡ ser reduzido. A
redu•‹o salarial Ž hip—tese excepcional, que somente ocorrer‡ mediante
negocia•‹o coletiva de trabalho (conven•‹o coletiva ou acordo coletivo).

Destaque-se que conven•‹o coletiva e acordo coletivo s‹o espŽcies do g•nero


Ònegocia•‹o coletiva de trabalhoÓ. Conven•‹o coletiva de trabalho Ž uma
negocia•‹o entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal. J‡ o
acordo coletivo de trabalho, Ž uma negocia•‹o entre o sindicato dos
trabalhadores e uma empresa ou grupo de empresas.

A negocia•‹o coletiva de trabalho pode, portanto, flexibilizar a irredutibilidade


salarial. Essa flexibilidade se deve ao fato de que, muitas vezes, Ž mais
benŽfico para uma categoria aceitar uma redu•‹o salarial (numa crise
econ™mica, por exemplo), que arcar com um grande aumento do desemprego.

(TRT 2a Regi‹o Ð 2015) A irredutibilidade salarial n‹o Ž


absoluta, sendo l’cita mediante previs‹o em conven•‹o ou
acordo coletivo.

Coment‡rios: 07396517737

ƒ poss’vel a redu•‹o salarial atravŽs de conven•‹o ou acordo


coletivo. Portanto, a irredutibilidade salarial n‹o Ž absoluta.
Quest‹o correta.

VII - garantia de sal‡rio, nunca inferior ao m’nimo, para os que percebem


remunera•‹o vari‡vel;

H‡ alguns trabalhadores que possuem remunera•‹o vari‡vel. Como


exemplo, citamos um funcion‡rio de uma loja que recebe por comiss‹o de suas

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vendas. Em meses com alto volume de vendas, ele recebe muito bem; porŽm,
em um m•s de vendas fracas, ele ter‡ uma remunera•‹o bastante reduzida. A
Constitui•‹o garante, entretanto, que esse trabalhador nunca receber‡ uma
remunera•‹o inferior ao sal‡rio m’nimo.

VIII - dŽcimo terceiro sal‡rio com base na remunera•‹o integral ou no valor


da aposentadoria;

O dŽcimo terceiro sal‡rio Ž o que se conhece por gratifica•‹o natalina.

IX - remunera•‹o do trabalho noturno superior ˆ do diurno;

Esse dispositivo garante aos trabalhadores a percep•‹o de adicional noturno.


Destaque-se que o valor do adicional noturno n‹o Ž definido pela Constitui•‹o
Federal, mas sim pela legisla•‹o infraconstitucional.

ƒ importante que voc• saiba que a previs‹o de remunera•‹o do trabalho


noturno superior ˆ do diurno Ž devida inclusive para os empregados que
trabalham em regime de revezamento. ƒ o que disp›e a Sœmula 213 do
STF, segundo a qual:

Òƒ devido o adicional de servi•o noturno, ainda que sujeito o empregado


ao regime de revezamento.Ó

X - prote•‹o do sal‡rio na forma da lei, constituindo crime sua reten•‹o


dolosa;

A maior parte da popula•‹o brasileira n‹o possui poupan•a, dependendo do


sal‡rio para sobreviver. O sal‡rio Ž, portanto, uma verba de natureza
alimentar; em raz‹o disso Ž que constitui crime sua reten•‹o dolosa por
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parte do empregador.

XI - participa•‹o nos lucros, ou resultados, desvinculada da remunera•‹o, e,


excepcionalmente, participa•‹o na gest‹o da empresa, conforme definido em
lei;

Trata-se de norma de efic‡cia limitada, dependente de lei para produzir


todos os seus efeitos. A participa•‹o nos lucros Ž desvinculada da
remunera•‹o e Ž uma forma de se estimular a produtividade do trabalhador.

XII - sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do trabalhador de baixa


renda nos termos da lei;

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O sal‡rio-fam’lia Ž um benef’cio previdenci‡rio, sendo devido somente ao


trabalhador de baixa renda. ƒ pago em cotas, de acordo com o nœmero de
dependentes (se o trabalhador possui um dependente, ele recebe uma cota do
sal‡rio-fam’lia; se ele possui dois dependentes, ele recebe duas cotas de
sal‡rio-fam’lia).

Os critŽrios para o recebimento do sal‡rio-fam’lia s‹o definidos em lei formal.


Mais uma vez, estamos diante de uma norma de efic‡cia limitada.

(TRT 2a Regi‹o Ð 2015) O sal‡rio-fam’lia ser‡ pago em


virtude do dependente do trabalhador, sem se cogitar da
renda por ele auferida, j‡ que se trata de um direito social
garantido constitucionalmente.

Coment‡rios:

O sal‡rio fam’lia somente Ž devido ao trabalhador de baixa


renda. Quest‹o errada.

XIII - dura•‹o do trabalho normal n‹o superior a oito horas di‡rias e


quarenta e quatro semanais, facultada a compensa•‹o de hor‡rios e a
redu•‹o da jornada, mediante acordo ou conven•‹o coletiva de trabalho;

A regra Ž a presta•‹o de trabalho por atŽ 8 horas di‡rias e 44 horas


semanais. Normalmente, isso Ž feito mediante jornadas de 8 horas de
segunda-feira a sexta-feira e de 4 horas no s‡bado. ƒ poss’vel a
compensa•‹o de hor‡rios: um trabalhador que tenha um contrato de
trabalho de 44 horas semanais e 8 horas di‡rias poder‡, por exemplo,
trabalhador 2 horas a menos em um determinado dia, compensando-as
posteriormente.

Cabe destacar que, excepcionalmente, Ž poss’vel haver redu•‹o da jornada


de trabalho, mediante acordo ou conven•‹o coletiva. 07396517737

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos


ininterruptos de revezamento, salvo negocia•‹o coletiva;

O trabalho prestado em turnos ininterruptos de revezamento Ž aquele em que


h‡ altern‰ncia de hor‡rios; nesse regime de trabalho, os trabalhadores se
revezam nos postos de trabalho. Em um determinado dia, trabalha ˆ noite; no
outro, pela manh‹; no outro, ˆ tarde.

Nesse caso, devido ao grande desgaste para a saœde do trabalhador, a


Constitui•‹o prev• uma jornada de seis horas. Note que esta poder‡,
excepcionalmente, ser aumentada, em caso de negocia•‹o coletiva.

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XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;

Atente para a palavra preferencialmente. N‹o h‡ obriga•‹o de concess‹o


desse repouso no domingo: ele pode acontecer em qualquer outro dia da
semana.

XVI - remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio superior, no m’nimo, em


cinquenta por cento ˆ do normal;

A remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio Ž o que se conhece por hora-extra.


Note a express‹o Òno m’nimoÓ! Uma quest‹o de concurso que disser que
essa remunera•‹o Ž necessariamente 50% superior ˆ do servi•o normal estar‡
errada.

XVII - gozo de fŽrias anuais remuneradas com, pelo menos, um ter•o a


mais do que o sal‡rio normal;

Esse dispositivo trata do adicional de fŽrias. O trabalhador faz jus a fŽrias,


recebendo, durante esse per’odo, sua remunera•‹o acrescida de, no m’nimo,
1/3 do sal‡rio normal. Assim, o trabalhador poder‡ receber um adicional de
fŽrias superior a 1/3 do sal‡rio.

Note que a Constitui•‹o n‹o disp™s sobre a dura•‹o das fŽrias, deixando
essa tarefa para a legisla•‹o infraconstitucional.

XVIII - licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio, com a


dura•‹o de cento e vinte dias;

XIX - licen•a-paternidade, nos termos fixados em lei;

A licen•a ˆ gestante tem dura•‹o de 120 dias, conforme definido pela


Constitui•‹o. Durante esse per’odo, a gestante fica licenciada, sem que perca
seu emprego e remunera•‹o. Assim, ela mantŽm seu v’nculo de emprego com
a empresa e continua a receber sua remunera•‹o. Cabe destacar que a licen•a
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ˆ gestante Ž tambŽm um direito outorgado ˆs servidoras pœblicas.

No RE n¼ 778.889/PE, o STF fixou a tese de que os prazos da licen•a-gestante


n‹o podem ser superiores aos prazos da licen•a-adotante, inclusive no
que diz respeito ˆs prorroga•›es. Assim, se uma lei concede 120 dias de
licen•a ˆ gestante, dever‹o ser concedidos tambŽm 120 dias de licen•a ˆ
adotante. 10

                                                        
10
RE 788.889/PE, Rel. Min. Luiz Roberto Barroso. Julgamento: 10.03.2016. Nesse
julgado, o STF considerou que o art. 210, da Lei n¼ 8.112/90, ao conceder apenas 90
dias de licen•a ˆ adotante, Ž inconstitucional.

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A licen•a-paternidade, por sua vez, Ž benef’cio que depende de


regulamenta•‹o por lei: trata-se, portanto, de norma de efic‡cia limitada.
Como essa lei n‹o foi editada atŽ hoje, est‡ em vigor o mandamento previsto
no Ato das Disposi•›es Constitucionais Transit—rias (ADCT). Segundo o art.
10, ¤ 1¼, do ADCT, "atŽ que lei venha a disciplinar o disposto no art. 7¼, XIX
da Constitui•‹o, o prazo da licen•a-paternidade a que se refere o inciso Ž de
cinco dias".

XX - prote•‹o do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos


espec’ficos, nos termos da lei;

A prote•‹o ao mercado de trabalho da mulher tem como objetivo alcan•ar a


igualdade material. Nesse caso, almeja-se estabelecer a igualdade de
g•neros. Trata-se de mais uma norma de efic‡cia limitada.

XXI - aviso prŽvio proporcional ao tempo de servi•o, sendo no m’nimo de


trinta dias, nos termos da lei;

O aviso prŽvio se aplica aos contratos de trabalho por tempo indeterminado. ƒ


um instituto que tem como objetivo permitir que o trabalhador tenha um
tempo para buscar um novo emprego ap—s tomar conhecimento da inten•‹o
do empregador de demiti-lo.

O aviso prŽvio deve ser proporcional ao tempo de servi•o: quanto maior o


tempo de servi•o, maior ser‡ o prazo do aviso prŽvio. Deve-se observar,
contudo, que o prazo m’nimo do aviso prŽvio Ž de 30 dias.

XXII - redu•‹o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de


saœde, higiene e seguran•a;

A seguran•a e a saœde no trabalho s‹o considerados direitos essenciais dos


trabalhadores. A redu•‹o dos riscos inerentes ao trabalho Ž, portanto,
uma face importante das pol’ticas pœblicas em matŽria trabalhista. Esse
dispositivo Ž que ampara a edi•‹o, pelo MinistŽrio do Trabalho e Emprego, das
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chamadas NRÕs (Normas Regulamentadoras).

XXIII - adicional de remunera•‹o para as atividades penosas, insalubres ou


perigosas, na forma da lei;

As atividades penosas, insalubres ou perigosas implicam no pagamento de


adicional de remunera•‹o aos trabalhadores. Assim, um trabalhador que
exer•a atividade perigosa (contato permanente com inflam‡veis e explosivos)
receber‡ adicional de periculosidade; por sua vez, um trabalhador que exer•a
atividade insalubre receber‡ o adicional de insalubridade.

XXIV - aposentadoria;

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A aposentadoria Ž um benef’cio previdenci‡rio assegurado aos


trabalhadores. N‹o Ž nosso objetivo, nesse momento, discorrer sobre os v‡rios
tipos de aposentadoria e os requisitos para sua concess‹o.

XXV - assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ


5 (cinco) anos de idade em creches e prŽ-escolas;

A assist•ncia gratuita em creches e prŽ-escolas Ž devida aos filhos e


dependentes do trabalhador, desde o nascimento atŽ 5 (cinco anos) de
idade. Atente para esse limite de idade!

XXVI - reconhecimento das conven•›es e acordos coletivos de trabalho;

As negocia•›es coletivas de trabalho podem ser de dois tipos: i) conven•›es


coletivas de trabalho (celebradas entre sindicato patronal e sindicato dos
trabalhadores) e; ii) acordos coletivos de trabalho (celebrados entre
sindicato dos trabalhadores e uma empresa ou grupo de empresas). Destaque-
se que as negocia•›es coletivas de trabalho s‹o consideradas fontes do
direito do trabalho.

XXVII - prote•‹o em face da automa•‹o, na forma da lei;

Trata-se de dispositivo que visa evitar que as inova•›es tecnol—gicas


substituam o papel desempenhado pelos trabalhadores, buscando garantir que
n‹o haja diminui•‹o do nœmero de postos de trabalho. ƒ uma t’pica norma de
efic‡cia limitada, cuja concretiza•‹o depende de lei regulamentadora.

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem


excluir a indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou
culpa;

O seguro contra acidentes de trabalho Ž um encargo do empregador, mas


que n‹o o exime de indenizar o empregado, quando tiver incorrido em
dolo ou culpa. Em outras palavras, mesmo pagando seguro contra acidentes
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de trabalho, o empregador continua sujeito ˆ indeniza•‹o caso estes ocorram.


Entretanto, Ž necess‡rio que haja dolo ou culpa.

XXIX - a•‹o, quanto aos crŽditos resultantes das rela•›es de trabalho, com
prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atŽ
o limite de dois anos ap—s a extin•‹o do contrato de trabalho;

Esse inciso precisa ser analisado com aten•‹o. Inicialmente, verifique que,
tanto para o trabalhador urbano quanto para o rural, h‡ possibilidade de se
requererem crŽditos relativos aos œltimos cinco anos do contrato de
trabalho. ƒ a chamada prescri•‹o quinquenal.

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Entretanto, desfeito o v’nculo laboral, o trabalhador ter‡ apenas dois


anos para reclamar tais crŽditos na Justi•a. Nesse caso, entretanto, a
cada dia de inŽrcia, perder‡ um dia de direito. Se entrar com uma a•‹o
trabalhista no œltimo dia do prazo de dois anos, s— poder‡ reaver os crŽditos
referentes aos tr•s œltimos anos do contrato de trabalho, por exemplo.

XXX - proibi•‹o de diferen•a de sal‡rios, de exerc’cio de fun•›es e de critŽrio


de admiss‹o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibi•‹o de qualquer discrimina•‹o no tocante a sal‡rio e critŽrios


de admiss‹o do trabalhador portador de defici•ncia;

XXXII - proibi•‹o de distin•‹o entre trabalho manual, tŽcnico e intelectual


ou entre os profissionais respectivos;

Esses tr•s dispositivos traduzem obriga•›es de n‹o-discrimina•‹o, de


isonomia. O inciso XXX pro’be que sejam estabelecidas diferen•a de sal‡rios,
de exerc’cio de fun•›es e de critŽrio de admiss‹o por motivo de sexo, idade,
cor ou estado civil. O inciso XXXI impede que haja discrimina•‹o no tocante
a sal‡rio e critŽrios de admiss‹o do trabalhador portador de defici•ncia.
Por œltimo, o inciso XXXII veda a distin•‹o entre trabalho manual, tŽcnico e
intelectual ou entre os profissionais respectivos.

XXXIII - proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de


dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
condi•‹o de aprendiz, a partir de quatorze anos;

ÒDissecando-seÓ esse dispositivo, temos que:

a) A idade m’nima para se trabalhar Ž aos dezesseis anos. H‡, entretanto,


uma exce•‹o a esse limite m’nimo de idade: pode-se trabalhar a partir dos
quatorze anos de idade, na condi•‹o de aprendiz.

b) Os menores de dezoito anos jamais poder‹o exercer trabalho noturno,


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perigoso ou insalubre.

Assim, entre os 14 e 16 anos, s— pode trabalhar o menor aprendiz. Dos 16 aos


18 anos, qualquer um pode trabalhar, desde que n‹o seja um trabalho
noturno, perigoso ou insalubre. A partir dos 18 anos, o indiv’duo pode exercer
qualquer trabalho, inclusive o noturno, perigoso ou insalubre.

(TRT 2a Regi‹o Ð 2015) O trabalhador faz jus a seguro


contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem
excluir a indeniza•‹o a que este esta obrigado, apenas
quando for resultado de dolo ou culpa.

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Coment‡rios:

ƒ isso mesmo. O trabalhador faz jus a seguro contra


acidentes de trabalho. Ademais, a indeniza•‹o somente ser‡
devida ao trabalhador quando o empregador incorrer em dolo
ou culpa. Quest‹o correta.

(FUB Ð 2015) A realiza•‹o de trabalho noturno, perigoso ou


insalubre por menor de dezoito anos de idade Ž permitida
desde que o empregador pague a esse trabalhador adicional
pecuni‡rio.

Coment‡rios:

Os menores de 18 anos n‹o podem, em qualquer situa•‹o,


realizar trabalho noturno, perigoso ou insalubre. Quest‹o
errada.

(TJ / MG Ð 2015) ƒ prevista a•‹o, quanto aos crŽditos


resultantes das rela•›es de trabalho, com prazo prescricional
de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, atŽ o
limite de dois anos ap—s a extin•‹o do contrato de trabalho.

Coment‡rios:

ƒ exatamente o que prev• a literalidade do art. 7¼, XXIX,


CF/88. Quest‹o correta.

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com v’nculo empregat’cio


permanente e o trabalhador avulso.

O trabalhador avulso Ž aquele que presta servi•os a v‡rias empresas, mas que
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Ž contratado por um —rg‹o gestor de m‹o-de-obra (OGMO). ƒ o caso, por


exemplo, dos estivadores e carregadores que trabalham nos portos.

A Constitui•‹o Federal de 1988 reconhece a igualdade de direitos entre o


trabalhador avulso e o trabalhador com v’nculo empregat’cio permanente.

Par‡grafo œnico. S‹o assegurados ˆ categoria dos trabalhadores


domŽsticos os direitos previstos nos incisos IV, VI, VII, VIII, X, XIII, XV, XVI,
XVII, XVIII, XIX, XXI, XXII, XXIV, XXVI, XXX, XXXI e XXXIII e, atendidas as
condi•›es estabelecidas em lei e observada a simplifica•‹o do cumprimento
das obriga•›es tribut‡rias, principais e acess—rias, decorrentes da rela•‹o de
trabalho e suas peculiaridades, os previstos nos incisos I, II, III, IX, XII, XXV

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e XXVIII, bem como a sua integra•‹o ˆ previd•ncia social.

O par‡grafo œnico do art. 7¼ da Constitui•‹o sofreu importantes modifica•›es


pela Emenda Constitucional n¼ 72/2013 que assegurou importantes direitos
trabalhistas aos empregados domŽsticos. O objetivo da EC n¼ 72/2013 foi
justamente assegurar igualdade de direitos trabalhistas entre os
trabalhadores domŽsticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais.
Destaque-se que, mesmo ap—s a referida emenda constitucional, nem todos os
direitos trabalhistas foram assegurados aos empregados domŽsticos.

Na tabela abaixo, relaciono todos os direitos dos domŽsticos e destaco, em


negrito, tudo aquilo que resulta de previs‹o da EC no 72/2013:

Sal‡rio m’nimo , fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz


de atender a suas necessidades vitais b‡sicas e ˆs de sua
fam’lia com moradia, alimenta•‹o, educa•‹o, saœde, lazer,
vestu‡rio, higiene, transporte e previd•ncia social, com
reajustes peri—dicos que lhe preservem o poder aquisitivo,
sendo vedada sua vincula•‹o para qualquer fim.

Irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto em conven•‹o ou


acordo coletivo.

Garantia de sal‡rio, nunca inferior ao m’nimo, para os


que percebem remunera•‹o vari‡vel (direito
o
assegurado ap—s a EC n 72/2013).

Prote•‹o do sal‡rio na forma da lei, constituindo crime


sua reten•‹o dolosa (direito assegurado ap—s a EC no
72/2013).

DŽcimo terceiro sal‡rio com base na remunera•‹o integral ou


no valor da aposentadoria.
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Dura•‹o do trabalho normal n‹o superior a oito horas


di‡rias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensa•‹o de hor‡rios e a redu•‹o da jornada,
mediante acordo ou conven•‹o coletiva de trabalho
(direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Repouso semanal remunerado, preferencialmente aos


domingos.
Direitos do
Remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio superior, no
domŽstico
m’nimo, em cinquenta por cento ˆ do normal (direito
assegurado ap—s a EC no 72/2013).

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Gozo de fŽrias anuais remuneradas com, pelo menos, um


ter•o a mais do que o sal‡rio normal.

Licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio,


com a dura•‹o de cento e vinte dias.

Licen•a-paternidade, nos termos fixados em lei.

Aviso prŽvio proporcional ao tempo de servi•o, sendo no


m’nimo de trinta dias, nos termos da lei.

Redu•‹o dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de


normas de saœde, higiene e seguran•a (direito
assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Aposentadoria.

Reconhecimento das conven•›es e acordos coletivos de


trabalho (direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Proibi•‹o de diferen•a de sal‡rios, de exerc’cio de


fun•›es e de critŽrio de admiss‹o por motivo de sexo,
idade, cor ou estado civil (direito assegurado ap—s a EC
no 72/2013).

Proibi•‹o de qualquer discrimina•‹o no tocante a sal‡rio e


critŽrios de admiss‹o do trabalhador portador de defici•ncia
(direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a


menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores
de dezesseis anos, salvo na condi•‹o de aprendiz, a
partir de quatorze anos (direito assegurado ap—s a EC
no 72/2013).
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Integra•‹o ˆ previd•ncia social.

Rela•‹o de emprego protegida contra despedida


arbitr‡ria ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que prever‡ indeniza•‹o compensat—ria,
dentre outros direitos (direito assegurado ap—s a EC no
72/2013).

Seguro-desemprego, em caso de desemprego


involunt‡rio (direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Fundo de garantia do tempo de servi•o (direito

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assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Remunera•‹o do trabalho noturno superior ˆ do diurno


(direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do


trabalhador de baixa renda nos termos da lei (direito
assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o


nascimento atŽ 5 (cinco) anos de idade em creches e
prŽ-escolas (direito assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do


empregador, sem excluir a indeniza•‹o a que este est‡
obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa (direito
assegurado ap—s a EC no 72/2013).

Outro ponto importante Ž que alguns dos direitos previstos pela EC no 72/2013
precisam de regulamenta•‹o para que possam ser usufru’dos. Em outras
palavras, eles n‹o puderam ser usufru’dos de imediato, assim que foi
promulgada a EC n¼ 72/2013. Foi necess‡ria a regulamenta•‹o, que s—
ocorreu por meio da Lei Complementar n¼ 150/ 2015. S‹o eles:

- Rela•‹o de emprego protegida contra despedida arbitr‡ria ou sem


justa causa, nos termos de lei complementar, que prever‡ indeniza•‹o
compensat—ria, dentre outros direitos;

- Seguro-desemprego, em caso de desemprego involunt‡rio;

- Fundo de garantia do tempo de servi•o;

- Remunera•‹o do trabalho noturno superior ˆ do diurno;


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- Sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do trabalhador de baixa


renda nos termos da lei;

- Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ


5 (cinco) anos de idade em creches e prŽ-escolas;

- Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem


excluir a indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo
ou culpa.

N‹o custa sistematizar tudo isso em outra tabela, para melhor compreens‹o:

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Direitos assegurados aos Direitos assegurados aos domŽsticos pela PEC


domŽsticos por normas no 72/2013
origin‡rias da Constitui•‹o
De exerc’cio imediato:
¥ Sal‡rio m’nimo, fixado
em lei, nacionalmente
¥ Garantia de sal‡rio, nunca inferior ao m’nimo,
unificado, capaz de atender a
para os que percebem remunera•‹o vari‡vel;
suas necessidades vitais
¥ Prote•‹o do sal‡rio na forma da lei,
b‡sicas e ˆs de sua fam’lia
constituindo crime sua reten•‹o dolosa;
com moradia, alimenta•‹o,
¥ Dura•‹o do trabalho normal n‹o superior a
educa•‹o, saœde, lazer,
oito horas di‡rias e quarenta e quatro semanais,
vestu‡rio, higiene, transporte
facultada a compensa•‹o de hor‡rios e a redu•‹o da
e previd•ncia social, com
jornada, mediante acordo ou conven•‹o coletiva de
reajustes peri—dicos que lhe
trabalho;
preservem o poder aquisitivo,
¥ Remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio
sendo vedada sua vincula•‹o
superior, no m’nimo, em cinquenta por cento ˆ do
para qualquer fim;
normal;
¥ Irredutibilidade do
¥ Redu•‹o dos riscos inerentes ao trabalho, por
sal‡rio, salvo o disposto em
meio de normas de saœde, higiene e seguran•a;
conven•‹o ou acordo
¥ Reconhecimento das conven•›es e acordos
coletivo;
coletivos de trabalho;
¥ DŽcimo terceiro sal‡rio
¥ Proibi•‹o de diferen•a de sal‡rios, de
com base na remunera•‹o
exerc’cio de fun•›es e de critŽrio de admiss‹o por
integral ou no valor da
motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
aposentadoria;
¥ Proibi•‹o de qualquer discrimina•‹o no
¥ Repouso semanal
tocante a sal‡rio e critŽrios de admiss‹o do
remunerado,
trabalhador portador de defici•ncia;
preferencialmente aos
¥ Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou
domingos;
insalubre a menores de dezoito e de qualquer
¥ Gozo de fŽrias anuais
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
remuneradas com, pelo
condi•‹o de aprendiz, a partir de quatorze anos.
menos, um ter•o a mais do
que o sal‡rio normal; Direitos de exerc’cio condicionado ˆ obedi•ncia
¥ Licen•a ˆ gestante, ˆ regulamenta•‹o legal
sem preju’zo do emprego e
do sal‡rio, com a dura•‹o de ¥ Rela•‹o de emprego protegida contra
cento e vinte dias; despedida arbitr‡ria ou sem justa causa, nos termos
¥ Licen•a-paternidade, de lei complementar, que prever‡ indeniza•‹o
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nos termos fixados em lei; compensat—ria, dentre outros direitos;


¥ Aviso prŽvio ¥ Seguro-desemprego, em caso de desemprego
proporcional ao tempo de involunt‡rio;
servi•o, sendo no m’nimo de ¥ Fundo de garantia do tempo de servi•o;
trinta dias, nos termos da lei; ¥ Remunera•‹o do trabalho noturno superior ˆ
¥ Aposentadoria; do diurno;
¥ Integra•‹o ˆ ¥ Sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente
previd•ncia social. do trabalhador de baixa renda nos termos da lei;
¥ Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes
desde o nascimento atŽ 5 (cinco) anos de idade em
creches e prŽ-escolas;
¥ Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo
do empregador, sem excluir a indeniza•‹o a que

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este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou


culpa.

Como poucos direitos listados nos incisos do art. 7¼ da Constitui•‹o ficaram Òde
foraÓ, ou seja, poucos n‹o foram atribu’dos aos domŽsticos, acho
interessante lista-los abaixo, para que voc• n‹o caia em eventuais
ÒpegadinhasÓ de prova:

¥ Piso salarial proporcional ˆ extens‹o e ˆ


complexidade do trabalho;
¥ Participa•‹o nos lucros, ou resultados,
desvinculada da remunera•‹o, e,
excepcionalmente, participa•‹o na
gest‹o da empresa, conforme definido
em lei;
¥ Jornada de seis horas para o trabalho
realizado em turnos ininterruptos de
revezamento, salvo negocia•‹o coletiva;
¥ Prote•‹o do mercado de trabalho da
mulher, mediante incentivos espec’ficos,
nos termos da lei;
¥ Adicional de remunera•‹o para as
Direitos que n‹o foram,
atividades penosas, insalubres ou
atribu’dos, pela CF/88,
perigosas, na forma da lei;
aos domŽsticos.
¥ Prote•‹o em face da automa•‹o, na
forma da lei;
¥ A•‹o, quanto aos crŽditos resultantes
das rela•›es de trabalho, com prazo
prescricional de cinco anos para os
trabalhadores urbanos e rurais, atŽ o
limite de dois anos ap—s a extin•‹o do
contrato de trabalho;
¥ Proibi•‹o de distin•‹o entre trabalho
manual, tŽcnico e intelectual ou entre os
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profissionais respectivos;
¥ Igualdade de direitos entre o trabalhador
com v’nculo empregat’cio permanente e
o trabalhador avulso.

Obviamente, alguns desses direitos n‹o foram previstos para o domŽstico


pelas pr—prias caracter’sticas do trabalho. N‹o faria sentido, por exemplo,
prever uma Òparticipa•‹o nos lucrosÓ, j‡ que n‹o trabalham em uma pessoa
jur’dica.

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Apesar dessa aparente falta de isonomia, Ž importante que voc• atente para
um detalhe: a Constitui•‹o Federal prev•, sim, a igualdade de direitos entre
domŽsticos e demais trabalhadores, urbanos e rurais. Nos termos da PEC no
72/2013, diz-se que esta Òaltera a reda•‹o do par‡grafo œnico do art. 7¼ da
Constitui•‹o Federal para estabelecer a igualdade de direitos trabalhistas
entre os trabalhadores domŽsticos e os demais trabalhadores urbanos e
ruraisÓ.

(UEG Ð 2015) Os empregados domŽsticos passaram a ter


direitos sociais antes previstos apenas para os demais
trabalhadores em geral. ƒ o caso do piso salarial nacional, que
deve ser proporcional ˆ extens‹o e ˆ complexidade do
trabalho.

Coment‡rios:

A EC n¼ 72/2013 n‹o atribuiu aos empregados domŽsticos o


direito ao piso salarial proporcional ˆ extens‹o e ˆ
complexidade do trabalho. Quest‹o errada.

4- Os direitos sociais coletivos dos trabalhadores:

Em seus arts. 8¼ a 11, a Constitui•‹o enumera v‡rios direitos coletivos dos


trabalhadores. Que tal lermos esses dispositivos juntos, fazendo os
apontamentos necess‡rios para gabaritar as quest›es de prova a eles
referentes?

Art. 8¼ ƒ livre a associa•‹o profissional ou sindical, observado o seguinte:

I - a lei n‹o poder‡ exigir autoriza•‹o do Estado para a funda•‹o de


sindicato, ressalvado o registro no —rg‹o competente, vedadas ao Poder
Pœblico a interfer•ncia e a interven•‹o na organiza•‹o sindical;
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A funda•‹o de sindicato independe de autoriza•‹o estatal (nem mesmo a


lei poder‡ fazer tal exig•ncia). Todavia, a funda•‹o de sindicato necessita de
registro em —rg‹o competente, ou seja, registro no MinistŽrio do Trabalho e
Emprego. Destaque-se que Ž vedada a interfer•ncia do Poder Pœblico nos
sindicatos (princ’pio da autonomia sindical).

II - Ž vedada a cria•‹o de mais de uma organiza•‹o sindical, em qualquer


grau, representativa de categoria profissional ou econ™mica, na mesma base
territorial, que ser‡ definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, n‹o podendo ser inferior ˆ ‡rea de um Munic’pio;

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Esse dispositivo consagra o princ’pio da unicidade da organiza•‹o sindical,


que Ž um limitador da autonomia sindical. Segundo esse princ’pio, n‹o podem
coexistir mais de um sindicato da mesma categoria profissional
(trabalhadores) ou econ™mica (empregadores) dentro de uma id•ntica base
territorial, que n‹o poder‡ ser inferior ˆ ‡rea de um Munic’pio. Como
exemplo, s— poder‡ haver um Sindicato de professores no Munic’pio de Belo
Horizonte.

E em caso de existirem mais de um sindicato na mesma base territorial?

Nesse caso, estaremos diante de um conflito, a ser resolvido pela


anterioridade, ou seja, a categoria ser‡ representada pela entidade que
primeiro realizou seu registro no —rg‹o competente. Percebe-se, aqui, que o
registro do sindicato no MinistŽrio do Trabalho e Emprego Ž um instrumento
essencial para que o Estado realize o controle da unicidade sindical.

(Manausprev Ð 2015) O princ’pio da unicidade sindical


garante a exist•ncia de uma œnica organiza•‹o sindical
representativa de um mesmo grupo de trabalhadores ou de
empres‡rios numa mesma base territorial.

Coment‡rios:

De fato, o princ’pio da unicidade sindical, previsto no inciso


II do art. 8¼ da Constitui•‹o, determina que n‹o podem
coexistir mais de um sindicato da mesma categoria
profissional (trabalhadores) ou econ™mica (empregadores)
dentro de uma id•ntica base territorial, que n‹o poder‡
ser inferior ˆ ‡rea de um Munic’pio. Quest‹o correta.

(Manausprev Ð 2015) A funda•‹o de sindicato depende de


autoriza•‹o estatal, cabendo ao Poder Pœblico definir a
abrang•ncia territorial de determinada organiza•‹o sindical.
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Coment‡rios:

A funda•‹o de sindicato independe de autoriza•‹o estatal. A


abrang•ncia territorial da organiza•‹o sindical Ž definida pelo
trabalhadores ou empregadores interessados. Quest‹o errada.

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou


individuais da categoria, inclusive em quest›es judiciais ou administrativas;

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Destaca-se que o STF, com base no inciso acima, entende que o sindicato pode
atuar na defesa de todos os direitos individuais e coletivos dos integrantes da
categoria que representa. Exemplo: o sindicato dos Auditores da Receita
Federal poder‡ atuar na defesa judicial ou administrativa de um œnico membro
acusado de acesso imotivado aos sistemas do —rg‹o.

O STF considera, ainda, que o art. 8¼, inciso III, assegura ampla legitimidade
ativa aos sindicatos para atuarem como substitutos processuais das
categorias que representam, na defesa de direitos e interesses coletivos ou
individuais de seus integrantes. Conforme j‡ se sabe, quando se trata de
substitui•‹o processual, n‹o h‡ necessidade de prŽvia autoriza•‹o dos
trabalhadores.11

IV - a assembleia geral fixar‡ a contribui•‹o que, em se tratando de


categoria profissional, ser‡ descontada em folha, para custeio do sistema
confederativo da representa•‹o sindical respectiva, independentemente da
contribui•‹o prevista em lei;

ƒ fundamental sabermos a diferen•a entre a contribui•‹o confederativa e a


contribui•‹o sindical.

A contribui•‹o confederativa tem fundamento no art. 8¼, inciso IV, CF/88.


Possui car‡ter facultativo, sendo cobrada apenas dos filiados do sindicato.
Sabe-se que ninguŽm Ž obrigado a filiar-se ou manter-se filiado, mas aqueles
que o fizerem dever‹o pagar a contribui•‹o confederativa. N‹o possui natureza
jur’dica tribut‡ria, sendo seu valor fixado pela assembleia geral.

Sobre a contribui•‹o confederativa, o STF editou a Sœmula Vinculante n¼ 40:

Sœmula Vinculante n¼ 40: A contribui•‹o confederativa de que trata o


art. 8¼, IV, da Constitui•‹o Federal, s— Ž exig’vel dos filiados ao sindicato
respectivo.

A contribui•‹o sindical, por sua vez, tem fundamento no art. 149, CF/88.
Possui natureza jur’dica tribut‡ria e, portanto, sua cobran•a Ž 07396517737

compuls—ria de todos os integrantes da categoria econ™mica ou profissional,


independentemente de serem sindicalizados ou n‹o.12 Seu valor Ž fixado em
lei.

Para melhor fixa•‹o das duas poss’veis contribui•›es a serem fixadas por
sindicato, veja o quadro abaixo:

                                                        
11
STF, RE n¼ 193.503/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa. 12.06.2006.
12
STF, RE 534829 MT, DJe-158, 24/08/2009.

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Contribui•‹o confederativa Contribui•‹o sindical


¥ ƒ facultativa; ¥ ƒ obrigat—ria;
¥ Fixada pela assembleia geral ¥ Fixada em lei;
¥ Natureza de tributo

(Manausprev Ð 2015) A contribui•‹o confederativa Ž


encargo de car‡ter tribut‡rio, compuls—rio, que sujeita, alŽm
dos filiados, todos os profissionais da categoria.

Coment‡rios:

A contribui•‹o confederativa Ž exigida apenas dos filiados e,


em raz‹o disso, n‹o possui natureza tribut‡ria. Quest‹o
errada.

V - ninguŽm ser‡ obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;

Trata-se do princ’pio da liberdade de inscri•‹o sindical, segundo o qual os


trabalhadores s‹o livres para decidirem se filiar ou se manterem filiados a
sindicato. Em outras palavras, a participa•‹o em sindicato n‹o Ž compuls—ria.
Cabe destacar que o art. 8¼, V, CF/88 Ž corol‡rio (consequ•ncia) do
princ’pio da liberdade de associa•‹o (5¼, XX), segundo o qual ÒninguŽm
poder‡ ser compelido a associar-se ou manter-se associadoÓ.

VI - Ž obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas negocia•›es coletivas de


trabalho;

Os sindicatos tem atua•‹o importante nas negocia•›es coletivas de


trabalho (conven•›es coletivas e acordos coletivos). Nas conven•›es
coletivas, a negocia•‹o se d‡ entre sindicato de trabalhadores e sindicato
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patronal; nos acordos coletivos, entre o sindicato de trabalhadores e uma


empresa ou grupo de empresas. Em todos os casos, percebe-se que haver‡
participa•‹o do sindicato.

VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organiza•›es
sindicais;

A CF/88 garante ao aposentado ampla participa•‹o no sindicato da


categoria, podendo votar e ser votado. Assim, o aposentado poder‡ ser eleito
dirigente sindical.

VIII - Ž vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro


da candidatura a cargo de dire•‹o ou representa•‹o sindical e, se eleito,

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ainda que suplente, atŽ um ano ap—s o final do mandato, salvo se cometer
falta grave nos termos da lei.

Trata-se da estabilidade sindical, que consiste em prote•‹o especial


dispensada aos dirigentes eleitos dos trabalhadores. O empregado que se
candidatar a cargo de dire•‹o ou representa•‹o sindical, n‹o poder‡ ser
dispensado a partir do registro de sua candidatura. Se eleito (mesmo
suplente), n‹o poder‡ ser dispensado atŽ um ano depois de findo o
mandato, exceto se cometer falta grave, nos termos da lei.

Perceba que, mesmo ap—s ter sido eleito dirigente ou representante sindical, o
empregado poder‡ ser dispensado. No entanto, a dispensa somente poder‡
ocorrer caso ele cometa falta grave.

A estabilidade sindical Ž relativa, sendo poss’vel a dispensa do empregado em


virtude da extin•‹o da empresa na qual ele exercia suas atividades. Segundo o
STF, Òa garantia constitucional assegurada ao empregado enquanto no
cumprimento de mandato sindical (CF, art. 8¼, VIII) n‹o se destina a ele
propriamente dito, ex intuitu personae, mas sim ˆ
representa•‹o sindical de que se investe, que deixa de existir, entretanto,
se extinta a empresa empregadoraÓ. 13

(Manausprev Ð 2015) A garantia constitucional assegurada


ao empregado enquanto no cumprimento de mandato sindical
se destina ˆ pessoa do empregado e tem intuitu personae.

Coment‡rios:

A jurisprud•ncia do STF Ž no sentido contr‡rio. Segundo a


Corte, a garantia da estabilidade sindical n‹o se destina ˆ
pessoa do empregado, mas sim ˆ representa•‹o sindical de
que ele se investe. Quest‹o errada.

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Par‡grafo œnico. As disposi•›es deste artigo aplicam-se ˆ organiza•‹o de


sindicatos rurais e de col™nias de pescadores, atendidas as condi•›es que a
lei estabelecer.

A Constitui•‹o Federal, para n‹o deixar qualquer margem de dœvida, disp™s


que as regras do art.8¼ tambŽm se aplicam aos sindicatos rurais e de col™nias
de pescadores.

Art. 9¼ ƒ assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores


decidir sobre a oportunidade de exerc•-lo e sobre os interesses que devam

                                                        
13
 RE 222.334. Rel. Min. Maur’cio Corr•a. DJ: 08.03.2002.

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por meio dele defender.

¤ 1¼ - A lei definir‡ os servi•os ou atividades essenciais e dispor‡ sobre o


atendimento das necessidades inadi‡veis da comunidade.

¤ 2¼ - Os abusos cometidos sujeitam os respons‡veis ˆs penas da lei.

O art. 9¼ da CF assegura aos trabalhadores o direito de greve. N‹o se trata


de direito absoluto, uma vez que as necessidades inadi‡veis da comunidade
dever‹o ser atendidas e aqueles que abusarem do direito ficar‹o sujeitos a
penas fixadas em lei.

A doutrina majorit‡ria considera que o direito de greve dos trabalhadores


da iniciativa privada (regidos pela CLT) Ž norma de efic‡cia contida, pois
poder‡ ser restringido por lei. Recorde-se que o direito de greve dos servidores
pœblicos Ž norma de efic‡cia limitada, dependendo, para seu exerc’cio, da
edi•‹o de lei regulamentadora.

Segundo o STF, Òn‹o constitui falta grave a entrada do empregado em greve,


desde que n‹o se trate de movimento condenado pela Justi•a do Trabalho e
desde que o comportamento seja pac’fico no pertinente.Ó14 Com efeito, a
ades‹o ao movimento grevista n‹o pode ser considerada falta grave, mas sim
um direito do trabalhador.

Observe que, apesar de o direito de greve ser considerado um direito social,


ele n‹o envolve qualquer presta•‹o positiva por parte do Estado. Ao
contr‡rio, dever‡ o Estado abster-se de atuar, permitindo que os
trabalhadores defendam seus interesses por meio de movimento grevista.

(TJ / SC Ð 2015) O direito de greve Ž um direito social,


n‹o dependendo de uma presta•‹o estatal espec’fica para o
seu exerc’cio.

Coment‡rios: 07396517737

Apesar de ser um direito social, o direito de greve n‹o


depende de presta•‹o estatal espec’fica para o seu
exerc’cio. Quest‹o correta.

Art. 10. ƒ assegurada a participa•‹o dos trabalhadores e empregadores nos


colegiados dos —rg‹os pœblicos em que seus interesses profissionais ou
previdenci‡rios sejam objeto de discuss‹o e delibera•‹o.

                                                        
14
STF, RE n¼ 51.301. Rel. Min. Cunha Melo.

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Esse dispositivo Ž, normalmente, cobrado em sua literalidade. Basta saber que


os trabalhadores e empregadores t•m direito a participar no colegiado de
—rg‹os pœblicos em que seus interesses profissionais ou previdenci‡rios
sejam objeto de discuss‹o e delibera•‹o. Apenas para ilustrar com um
exemplo, o Conselho Nacional de Previd•ncia Social (CNPS) Ž um —rg‹o
colegiado do qual participam representantes do Governo, dos trabalhadores
em atividade, dos empregadores e dos aposentados.

Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, Ž assegurada a


elei•‹o de um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-
lhes o entendimento direto com os empregadores.

O objetivo do art. 11 Ž melhorar a interlocu•‹o entre empregadores e


empregados naquelas empresas com grande nœmero de trabalhadores.
Assim, nas empresas com mais de 200 empregados, Ž assegurada a elei•‹o
de um representante destes. Esse representante ter‡ a tarefa (finalidade
exclusiva) de promover o entendimento direito entre os empregados e os
empregadores.

(Pol’cia Rodovi‡ria Federal Ð 2014) Nas empresas com


mais de cem empregados, Ž assegurada a elei•‹o de um
representante destes com a finalidade exclusiva de promover
o entendimento direto com os empregadores.

Coment‡rios:

A quest‹o foi no detalhe! Essa regra somente se aplica ˆs


empresas com mais de 200 empregados. Quest‹o errada.

Nacionalidade

1- Introdu•‹o: 07396517737

Segundo a doutrina dominante, os elementos constitutivos do Estado s‹o


territ—rio, povo e governo soberano. Dentre esses tr•s elementos, o povo Ž o
que constitui a dimens‹o pessoal do Estado. Ao contr‡rio da popula•‹o
(composta pelo conjunto de pessoas que habitam o territ—rio de um Estado), o
povo comp›e-se dos seus nacionais, independentemente do local em que
residam.

A nacionalidade Ž justamente o v’nculo jur’dico-pol’tico entre o Estado


soberano e o indiv’duo, que torna este um membro integrante da comunidade
que constitui o Estado. Segundo Mazzuoli, a nacionalidade comporta duas
dimens›es: a dimens‹o vertical (que liga o indiv’duo ao Estado) e a

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dimens‹o horizontal (que liga o indiv’duo ao elemento povo).15 A dimens‹o


vertical da nacionalidade imp›e obriga•›es ao indiv’duo perante o Estado,
pr—prias de uma rela•‹o de subordina•‹o. J‡ a dimens‹o horizontal, pressup›e
uma rela•‹o sem grau hier‡rquico, isto Ž, uma rela•‹o parit‡ria do indiv’duo
com a comunidade ˆ qual pertence.

Compete a cada Estado legislar sobre sua pr—pria nacionalidade,


respeitando, Ž claro, os compromissos gerais e particulares aos quais tenha se
obrigado. O Estado soberano Ž, afinal, o œnico outorgante poss’vel da
nacionalidade. ƒ ele quem tem poder para determinar quem s‹o seus
nacionais, quais as condi•›es de aquisi•‹o da nacionalidade e, ainda,
disciplinar sua perda. Pode-se afirmar, portanto, que o estabelecimento de
critŽrios para a concess‹o de nacionalidade Ž ato de manifesta•‹o da
soberania estatal.

Nacionalidade n‹o se confunde com cidadania. A cidadania Ž um atributo


que diferencia aqueles que possuem pleno gozo dos direitos pol’ticos daqueles
que n‹o possuem esse direito. J‡ a nacionalidade Ž o que diferencia os
nacionais dos estrangeiros, isto Ž, diferencia os indiv’duos que possuem uma
liga•‹o pessoal com o Estado daqueles que n‹o o tem. O conceito de
nacionalidade Ž mais amplo que o de cidadania, o que se pode
depreender a partir do exame do caso brasileiro. Como regra geral, todos
aqueles que possuem cidadania brasileira tambŽm possuem nacionalidade
brasileira. J‡ o contr‡rio nem sempre Ž verdade! Uma crian•a de 5 anos de
idade possui nacionalidade brasileira, mas n‹o possui cidadania, pois ainda n‹o
goza plenamente de seus direitos pol’ticos.

2- Atribui•‹o de Nacionalidade pelo direito brasileiro:

A doutrina fala na exist•ncia de dois tipos de nacionalidade: a nacionalidade


origin‡ria (prim‡ria) e a nacionalidade derivada (adquirida ou secund‡ria).
07396517737

A nacionalidade origin‡ria Ž aquela que resulta de um fato natural, o


nascimento; diz-se, portanto, que Ž uma forma involunt‡ria de aquisi•‹o de
nacionalidade. ƒ atribu’da ao indiv’duo em raz‹o de critŽrios sangu’neos (Òjus
sanguinisÓ), territoriais (Òjus soliÓ) ou mistos. Os brasileiros que recebem a
nacionalidade origin‡ria s‹o chamados de Òbrasileiros natosÓ.

A nacionalidade derivada, por sua vez, Ž aquela cuja aquisi•‹o depende de


ato de vontade (ato volitivo), praticado depois do nascimento; diz-se que a
nacionalidade derivada Ž obtida mediante a naturaliza•‹o. Os brasileiros que

                                                        
15
MAZZUOLI, ValŽrio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Pœblico, 4» ed. S‹o
Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2010.

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recebem a nacionalidade derivada s‹o chamados de Òbrasileiros


naturalizadosÓ.

NASCIMENTO

PRIMÁRIA 
(ORIGINÁRIA)
“JUS SOLI” (REGRA) OU 
“JUS 
NACIONALIDADE SANGUINIS” (EXCEÇÃO)

SECUNDÁRIA 
(ADQUIRIDA OU  ATO VOLITIVO
DERIVADA)

Vejamos, a seguir, como se d‡ a atribui•‹o de nacionalidade origin‡ria e


nacionalidade derivada no ordenamento jur’dico brasileiro. Comecemos com a
atribui•‹o de nacionalidade origin‡ria: quem s‹o, afinal, os brasileiros
natos?

Conforme j‡ hav’amos comentado, a nacionalidade origin‡ria pode ser


estabelecida tanto pela origem sangu’nea da pessoa (Òjus sanguinisÓ) quanto
pela origem territorial (Òjus soliÓ). Pelo primeiro critŽrio, Ž nacional todo
aquele filho de nacionais, independentemente de onde tenha nascido. J‡ pelo
segundo, Ž nacional quem nasce no territ—rio do Estado que o adota,
independentemente da origem sangu’nea dos seus pais.

A Constitui•‹o Brasileira, como voc• ver‡ a seguir, adotou em regra o Òjus


soliÓ. H‡, entretanto, exce•›es, nas quais predomina o Òjus sanguinisÓ. Vamos
ˆ an‡lise do art. 12 da CF?

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Art. 12. S‹o brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que


qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde


que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou venham a
residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira;

No art. 12, inciso I, est‹o as hip—teses de aquisi•‹o de nacionalidade


origin‡ria; em outras palavras, Ž esse dispositivo que define quem s‹o os
brasileiros natos. Tente memoriz‡-las, caro (a) aluno (a), pois elas s‹o
constantemente cobradas nos concursos em sua literalidade.

Na al’nea ÒaÓ, Ž percept’vel que a Constitui•‹o adotou o critŽrio Òjus soliÓ,


considerando brasileiro nato qualquer pessoa nascida em territ—rio
nacional, mesmo que de pais estrangeiros. Entretanto, h‡ uma exce•‹o: se o
nascido no Brasil for filho de estrangeiros que estejam a servi•o de seu Pais,
n‹o ser‡ brasileiro nato.

Vamos a dois exemplos para ilustrar melhor esse dispositivo!

Suponha que Diego e Martha, casal de argentinos, venha ao Brasil passar suas
fŽrias. Martha est‡ gr‡vida, se empolga com umas ÒcaipirinhasÓ e acaba
entrando em trabalho de parto. Pronto! Nasceu Dieguito Jr! Trata-se de
nascido no Brasil, filho de pais estrangeiros que n‹o estavam a servi•o de seu
Pa’s (estavam de fŽrias!). Ser‡, ent‹o, brasileiro nato.
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Agora, imagine que Vladislav Spetanovich, diplomata russo, venha servir aqui
no Brasil, junto com sua esposa Marianova Chevichenko. Marianova engravida
e nasce, aqui no Brasil, o filho do casal, Vladislav Jr. Apesar de ter nascido em
territ—rio brasileiro, Vladislav Jr. Ž filho de pais estrangeiros que estavam a
servi•o da Rœssia. Portanto, ele n‹o ser‡ brasileiro nato.

Dados esses exemplos, podemos resumir a aplica•‹o da al’nea ÒaÓ,


vislumbrando tr•s situa•›es poss’veis:

a) Um filho de pai ou m‹e brasileiros, ou ambos, nasce em territ—rio


brasileiro: ser‡ brasileiro nato.

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b) Um filho de pais estrangeiros, sendo que um deles, ou ambos,


estejam no Brasil a servi•o de seu pa’s nasce em territ—rio brasileiro:
n‹o ser‡ brasileiro nato. Cabe destacar que Ž uma regra
consuetudin‡ria de direito internacional que os filhos de agentes de
Estados estrangeiros, como diplomatas e c™nsules, sejam normalmente
exclu’dos da atribui•‹o de nacionalidade pelo critŽrio Òjus soliÓ.

Cuidado! Para que seja exclu’da a atribui•‹o de nacionalidade pelo


critŽrio Òjus soliÓ, Ž necess‡rio o cumprimento cumulativo de 2
(duas) condi•›es:

- ambos os pais serem estrangeiros e;

- algum dos pais ou ambos estarem a servi•o de seu pa’s.

Aten•‹o! Imagine o seguinte caso! Um diplomata italiano est‡ no


Brasil a servi•o de seu pa’s e casa-se com uma brasileira. Eles t•m um
filho que nasce em territ—rio brasileiro. O filho ser‡ brasileiro nato, pois
apenas uma das condi•›es para a exclus‹o do critŽrio Òjus soliÓ foi
cumprida (Òalgum dos pais ou ambos estarem a servi•o de seu pa’sÓ). A
outra condi•‹o (Òambos os pais serem estrangeirosÓ) n‹o foi cumprida.

c) Um filho de estrangeiros que n‹o est‹o a servi•o de seu pa’s nasce


em territ—rio brasileiro: ser‡ brasileiro nato.

Para finalizar os coment‡rios sobre a al’nea ÒaÓ, vale destacar que o conceito
de territ—rio brasileiro abrange, alŽm das terras delimitadas pelas fronteiras
geogr‡ficas, o mar territorial e espa•o aŽreo.

Na al’nea ÒbÓ, a Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos os nascidos


no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles
esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. O legislador constituinte
adotou, aqui, o critŽrio Òjus sanguinisÓ, prevendo, todavia um requisito
adicional: o fato de qualquer um dos pais (ou ambos) estar a servi•o da
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Repœblica Federativa do Brasil, o que significa qualquer servi•o prestado


por —rg‹o ou entidade da Uni‹o, dos Estados, do Distrito Federal ou dos
Munic’pios.

Suponha, por exemplo, que Miguel, diplomata brasileiro, v‡ servir na


Alemanha. L‡ ele conhece a alem‹ Denise FŸrst e com ela tem um filho:
Miguel Jr. Apesar de ter nascido no exterior, Miguel Jr. Ž filho de pai brasileiro
que estava a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. Ele ser‡, portanto,
brasileiro nato.

Resumindo o que disp›e a al’nea ÒbÓ, a aquisi•‹o de nacionalidade por essa


regra depende do cumprimento cumulativo de dois requisitos:

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a) Ser filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira, ou de ambos.

b) O pai ou a m‹e, ou ambos, dever‹o estar a servi•o do Brasil no


exterior.

ÒMas, professores, e se o indiv’duo que nascer no exterior for filho de pai ou


m‹e brasileira e estes n‹o estiverem a servi•o do Brasil?Ó

Excelente pergunta! Partimos a’ para a terceira hip—tese de aquisi•‹o de


nacionalidade origin‡ria, que est‡ prevista na al’nea ÒcÓ.

Na al’nea ÒcÓ, a Constitui•‹o estabelece que s‹o brasileiros natos Òos


nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que
sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir na
Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de
atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileiraÓ.

Assim, h‡ duas possibilidades diferentes de aquisi•‹o de nacionalidade


quando o indiv’duo nasce no exterior, filho de pai brasileiro ou m‹e
brasileira que n‹o est‹o a servi•o do Brasil:

a) O indiv’duo Ž registrado em reparti•‹o brasileira competente ou;

b) O indiv’duo vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo,


depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Na primeira possibilidade, o registro do indiv’duo perante reparti•‹o


competente Ž condi•‹o suficiente para que ele seja considerado brasileiro
nato. Na segunda possibilidade, o indiv’duo precisa residir no Brasil e, alŽm
disso, manifestar sua vontade. ƒ o que a doutrina denomina nacionalidade
potestativa.

Ressalte-se que essa manifesta•‹o de vontade somente poder‡ ocorrer ap—s a


maioridade. Destaque-se que a op•‹o pela nacionalidade brasileira dever‡,
07396517737

nesse œltimo caso, ser feita em ju’zo, em processo que tramita perante a
Justi•a Federal.

ÒE se o filho de brasileiros que n‹o estejam a servi•o do Brasil e que tenha


nascido no exterior vier a residir no pa’s ainda enquanto menor? Qual ser‡ sua
nacionalidade?Ó

Excelente pergunta! Nesse caso, o menor ser‡ considerado brasileiro


nato. Entretanto, a aquisi•‹o definitiva de sua nacionalidade depender‡ de
sua manifesta•‹o ap—s a maioridade. Uma vez tendo sido atingida a
maioridade, fica suspensa a condi•‹o de brasileiro nato, enquanto n‹o for
efetivada a op•‹o pela nacionalidade brasileira. A maioridade passa a ser,

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ent‹o, condi•‹o suspensiva da nacionalidade brasileira atŽ o momento em


que for feita a op•‹o.

(MPT Ð 2015) A nacionalidade potestativa ser‡ incorporada


pelo indiv’duo se for registrado em reparti•‹o brasileira no
exterior e vier a residir no Brasil antes da maioridade.

Coment‡rios:

A nacionalidade potestativa ser‡ adquirida quando o indiv’duo


nasce no exterior, filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira, e
n‹o Ž registrado em reparti•‹o brasileira competente. A’,
ele vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo,
depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira. Quest‹o errada.

(PC / DF Ð 2015) Suponha-se que Ant™nio tenha nascido no


estrangeiro, sendo filho de pai brasileiro e m‹e estrangeira.
Nesse caso, Ant™nio poder‡ optar, em qualquer tempo, depois
de atingir dezoito anos de idade, pela nacionalidade brasileira
origin‡ria, desde que venha residir no Brasil.

Coment‡rios:

ƒ exatamente isso! Ant™nio se enquadra na hip—tese do art.


12, I, al’nea ÒcÓ. S‹o brasileiros natos os nascidos no
estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que
sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e
optem, em qualquer tempo, depois de atingida a
maioridade, pela nacionalidade brasileira. Quest‹o correta.

(DPE / RO Ð 2015) Ernesto, filho de pais brasileiros, nascido


e registrado na Repœblica do Paraguai, ao atingir a
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maioridade, decide vir para o Brasil. Ao chegar neste Pa’s,


consulta um Defensor Pœblico a respeito dos seus direitos. ƒ
correto afirmar que Ernesto Ž considerado brasileiro nato pelo
simples fato de seus pais serem brasileiros.

Coment‡rios:

De jeito nenhum! O simples fato de ser filho de brasileiros n‹o


faz com que Ernesto seja brasileiro nato. Ernesto ser‡
brasileiro nato se vier a residir no Brasil e optar, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade

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brasileira. Quest‹o errada.

(SSP / AM Ð 2015) Peter, filho de um casal austr’aco,


nasceu no territ—rio brasileiro quando seus pais aqui estavam
a servi•o da Embaixada da çustria. Ap—s o seu nascimento,
permaneceu no Brasil por cerca de dez anos, atŽ que a fam’lia
retornou ao Pa’s de origem. Como Peter passou a ter s—lidos
la•os afetivos com o Brasil, sendo frequentes as suas viagens
a passeio para este Pa’s, tomou a decis‹o de candidatar-se a
um cargo eletivo que Ž privativo de brasileiro nato. ƒ poss’vel
afirmar que Peter somente pode ser considerado brasileiro
nato caso sua fam’lia tenha providenciado o seu registro de
nascimento no Brasil, enquanto aqui residiu.

Coment‡rios:

Apesar de ter nascido no Brasil, Peter n‹o ser‡ brasileiro


nato. Isso porque ele Ž filho de pais estrangeiros que estavam
no Brasil a servi•o de seu Pa’s (no caso, a çustria). Quest‹o
errada.

Dando continuidade ˆ an‡lise do art. 12, que tal verificarmos as condi•›es


para a aquisi•‹o secund‡ria (derivada) da nacionalidade?

Art. 12. S‹o brasileiros:

(...)

II - naturalizados:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos


origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa apenas resid•ncia por um ano
ininterrupto e idoneidade moral;
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b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica


Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptos e sem condena•‹o
penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

Observe que, no Brasil, a aquisi•‹o de nacionalidade derivada somente se dar‡


por manifesta•‹o do interessado (ou seja, ser‡ sempre expressa),
mediante naturaliza•‹o.

Na al’nea ÒaÓ, temos a hip—tese de naturaliza•‹o ordin‡ria, concedida aos


estrangeiros que cumpram os requisitos descritos em lei (Estatuto do
Estrangeiro). No caso de estrangeiros origin‡rios de pa’ses de l’ngua

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portuguesa, o processo de naturaliza•‹o Ž facilitado, sendo apenas exigidos


dois requisitos:

a) resid•ncia no Brasil por um ano ininterrupto;

b) idoneidade moral.

Cabe destacar, entretanto, que o mero cumprimento dos requisitos n‹o


assegura ao estrangeiro a concess‹o da nacionalidade brasileira. A concess‹o
da naturaliza•‹o ordin‡ria Ž ato discricion‡rio do Chefe do Poder Executivo,
ou seja, depende de uma an‡lise quanto ˆ conveni•ncia e ˆ oportunidade por
parte deste.

Na al’nea ÒbÓ, est‡ prevista a naturaliza•‹o extraordin‡ria, que depende


do cumprimento de 3 (tr•s) requisitos:

a) Resid•ncia ininterrupta no Brasil por mais de quinze anos;

b) Aus•ncia de condena•‹o penal;

c) Requerimento do interessado.

Ao contr‡rio do que ocorre na naturaliza•‹o ordin‡ria, cumpridos esses tr•s


requisitos, o interessado tem direito subjetivo ˆ nacionalidade brasileira.
Portanto, esta n‹o pode ser negada pelo Chefe do Executivo; trata-se de ato
vinculado do Presidente da Repœblica.

O STF j‡ referendou esse entendimento. No caso levado ˆ aprecia•‹o da


Corte, uma estrangeira que residia h‡ mais de 15 anos ininterruptos no Brasil
e sem condena•‹o penal foi aprovada em concurso pœblico. Obtida a
aprova•‹o, apresentou requerimento da sua naturaliza•‹o extraordin‡ria. Na
data da posse, todavia, a sua nacionalidade ainda n‹o tinha sido reconhecida
pelo Estado brasileiro. Diante dessa situa•‹o, seria nula a posse no cargo
pœblico? 07396517737

Segundo o STF, o reconhecimento da naturaliza•‹o extraordin‡ria pelo


Poder Executivo gera efeitos declarat—rios (e n‹o constitutivos),
retroagindo ˆ data de apresenta•‹o do requerimento. Assim, o requerimento
da naturaliza•‹o extraordin‡ria seria suficiente para viabilizar a posse no cargo
pœblico. 16

Por œltimo, Ž importante destacar entendimento do STF no sentido de que n‹o


se revela poss’vel, em nosso sistema jur’dico-constitucional, a aquisi•‹o da
nacionalidade brasileira jure matrimonii, vale dizer, como efeito direto e

                                                        
16
 RE 264.848-5 / TO. Rel. Min. Carlos Ayres Britto. Julgamento em 29.06.2005.

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17
imediato resultante do casamento civilÓ . Isso porque tal hip—tese n‹o foi
contemplada pela Constitui•‹o.

Esquematizando:

Os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de


pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o
de seu pa’s (critŽrio Òjus soliÓ)
Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e
brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da
Brasileiros Repœblica Federativa do Brasil (critŽrio Òjus sanguinisÓ)
natos Os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e
brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o
brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois
de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira
(nacionalidade potestativa)
Os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade
brasileira, exigidas aos origin‡rios de pa’ses de l’ngua
portuguesa apenas resid•ncia por um ano ininterrupto e
idoneidade moral (naturaliza•‹o ordin‡ria Ð concess‹o Ž
ato discricion‡rio do Presidente da Repœblica)
Brasileiros
Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na
naturalizados
Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos
ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira (naturaliza•‹o
extraordin‡ria Ð concess‹o Ž direito subjetivo do
interessado)

(MPT Ð 2015) A naturaliza•‹o extraordin‡ria apresenta


como requisitos: resid•ncia no Brasil h‡ quinze anos
ininterruptos, aus•ncia de condena•‹o penal, requerimento
do interessado e idoneidade moral.
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Coment‡rios:

A idoneidade moral n‹o Ž requisito para a naturaliza•‹o


extraordin‡ria. Quest‹o errada.

(SEFAZ / PE Ð 2014) A naturaliza•‹o extraordin‡ria, que


beneficia qualquer estrangeiro que resida no Brasil h‡ mais
de quinze anos ininterruptos e sem condena•‹o penal,
depende de requerimento, cuja resposta, em caso positivo,

                                                        
17
 Ext 1.121, Rel. Min. Celso de Mello, julgamento em 18-12-2009, Plen‡rio, DJE de 25-6-2010.  

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tem efeitos constitutivos.

Coment‡rios:

O reconhecimento da naturaliza•‹o extraordin‡ria gera


efeitos declarat—rios (e n‹o constitutivos). Quest‹o errada.

3- Portugueses Residentes no Brasil:

Art. 12...........................................................................................
(...)
¤ 1¼ Aos portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver
reciprocidade em favor de brasileiros, ser‹o atribu’dos os direitos inerentes
ao brasileiro, salvo os casos previstos nesta Constitui•‹o.

A Constitui•‹o Federal de 1988 estabelece condi•›es favor‡veis para os


portugueses, que receber‹o tratamento igual ao de um brasileiro
naturalizado. Para isso, todavia, Ž necess‡rio o cumprimento de dois
requisitos:

a) os portugueses dever‹o ter resid•ncia permanente no Brasil;

b) dever‡ haver reciprocidade de tratamento em favor dos


brasileiros, ou seja, Portugal dever‡ conferir os mesmos direitos aos
brasileiros que l‡ residam.

Veja que n‹o h‡ atribui•‹o de nacionalidade aos portugueses nem aos


brasileiros que residam em Portugal. O portugu•s vivendo com ‰nimo
permanente no Brasil continua portugu•s; o brasileiro vivendo em Portugal
continua brasileiro. O que existe Ž t‹o somente concess‹o de direitos inerentes
aos nacionais do Estado. Dessa forma, n‹o Ž necess‡rio que um portugu•s se
naturalize brasileiro para que possa gozar dos mesmos direitos que um
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brasileiro naturalizado, pois, sem faz•-lo, j‡ deles pode usufruir.

4- Condi•‹o Jur’dica do Nacionalizado:

Segundo o art. 12, ¤ 2¼, CF/88, Òa lei n‹o poder‡ estabelecer distin•‹o entre
brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos previstos nesta Constitui•‹o.Ó
Em outras palavras, os brasileiros natos e os brasileiros naturalizados
devem ser tratados com isonomia. Somente poder‡ haver discrimina•‹o entre
um e outro nos casos previstos na pr—pria Constitui•‹o. Leis que

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discriminem entre brasileiros natos e naturalizados s‹o flagrantemente


inconstitucionais.

Uma das principais distin•›es entre brasileiros natos e naturalizados diz


respeito ˆ ocupa•‹o de alguns cargos, conforme previsto no art. 12, ¤ 3¼,
CF/88:

Art. 12............................................................................................
(...)
¤ 3¼ S‹o privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica;
II - de Presidente da C‰mara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplom‡tica;
VI - de oficial das For•as Armadas;
VII - de Ministro de Estado da Defesa.

Os cargos acima fazem parte de uma lista taxativa, caro (a) aluno (a)! Quem
n‹o est‡ na lista n‹o precisa ser brasileiro nato para assumir o cargo.

Como decorar a lista? Achando a l—gica dela! Vamos ˆ explica•‹o...

O legislador constituinte buscou assegurar que o Presidente da Repœblica


fosse brasileiro nato para garantir a soberania nacional, ou seja, para garantir
que o Chefe do Executivo n‹o usaria o cargo para servir a interesses de outros
Estados. Para isso, tambŽm s— permitiu a brasileiros natos o acesso a cargos
que podem suceder o Presidente: Vice-Presidente da Repœblica, Presidente
da C‰mara dos Deputados, Presidente do Senado Federal e Ministros do
Supremo Tribunal Federal.

TambŽm em nome da defesa da soberania nacional, nosso constituinte


restringiu o acesso ˆ carreira diplom‡tica. Isso porque o diplomata
representa o Brasil em outros Estados, e poderia mais facilmente sucumbir aos
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interesses destes se fosse naturalizado. Seria dif’cil para um argentino


naturalizado brasileiro celebrar um tratado que favorecesse o Brasil em
detrimento da Argentina, por exemplo.

A explica•‹o para o acesso somente de brasileiros natos aos dois œltimos


cargos Ž ainda mais —bvia! Somente o brasileiro nato pode ser oficial das
For•as Armadas ou Ministro do Estado da Defesa. Isso para diminuir o
risco de os ocupantes desses cargos favorecerem qualquer outra na•‹o em
caso de guerra. Imagine as For•as Armadas pedirem a um naturalizado que
bombardeie a terra em que nasceu! Dificilmente a ordem seria acatada, n‹o Ž
mesmo? E o Ministro da Defesa? Como planejaria usar as For•as Armadas

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brasileiras contra seus pr—prios conterr‰neos? Seu julgamento certamente


ficaria comprometido, com graves danos ˆ seguran•a do Brasil...

As bancas examinadoras adoram fazer pegadinhas sobre


esse tema. Vejamos, abaixo, alguns detalhes sobre os quais
voc•s devem ficar bastante atentos:

1) O Senador ou Deputado Federal n‹o precisa ser


brasileiro nato. Apenas devem ser brasileiros natos o
Presidente da C‰mara dos Deputados e o Presidente do
Senado Federal.

2) O œnico Ministro de Estado que deve ser brasileiro nato Ž


o Ministro da Defesa. Os outros Ministros podem ser
brasileiros naturalizados.

3) Os portugueses equiparados n‹o podem ocupar cargos


privativos de brasileiro nato. Isso porque eles recebem o
tratamento de brasileiro naturalizado.

H‡, ainda, outras distin•›es constitucionais entre brasileiros natos e brasileiros


naturalizados:

a) O art.89, inciso VII, da CF/88 estabelece que 6 (seis) vagas do


Conselho de Repœblica, —rg‹o superior de consulta do Presidente da
Repœblica, foram reservadas para brasileiros natos.

b)  O art. 5¼, inciso LI, da CF/88 estabelece que os brasileiros natos n‹o
ser‹o, em hip—tese alguma, extraditados. J‡ os brasileiros
naturalizados poder‹o ser extraditados em caso de crime comum
cometido antes da naturaliza•‹o ou de comprovado envolvimento com
tr‡fico il’cito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei.

c) O art. 222 da CF/88 estabelece restri•›es ao direito de propriedade


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de empresas jornal’sticas e de radiodifus‹o sonora e de sons e


imagens. S— poder‹o ser propriet‡rios desse tipo de empresa
brasileiros natos ou os naturalizados h‡ mais de 10 anos. Se essa
empresa for uma sociedade, pelo menos 70% do capital total e
votante dever‡ pertencer a brasileiros natos ou naturalizados h‡ mais
de 10 anos. Um brasileiro naturalizado h‡ menos de 10 anos tambŽm
n‹o poder‡ participar da gest‹o desse tipo de empresa.

(TJ / MG Ð 2015) S‹o privativos de brasileiros natos os


cargos de Presidente, Vice-Presidente da Repœblica;
Presidente da C‰mara dos Deputados; Presidente do Senado
Federal; Ministros dos Tribunais Superiores; Diplomatas de

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carreira; Oficial das For•as Armadas e Ministro de Estado da


Defesa.

Coment‡rios:

Pegadinha! Os cargos de Ministros dos Tribunais Superiores


n‹o s‹o privativos de brasileiro nato. Apenas os Ministros do
STF Ž que devem ser brasileiros natos. Quest‹o errada.

5- Perda da Nacionalidade:

A perda da nacionalidade Ž a extin•‹o do v’nculo patrial que liga o indiv’duo


ao Estado. No Brasil, a perda da nacionalidade ocorrer‡ nos termos do art. 12,
¤ 4¼, CF/88:

Art. 12............................................................................................
(...)
¤4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:
I - tiver cancelada sua naturaliza•‹o, por senten•a judicial, em virtude de
atividade nociva ao interesse nacional;
II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
a) de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira;
b) de imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao brasileiro
residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em seu
territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis;

Conforme Ž poss’vel depreender a partir da an‡lise do dispositivo supracitado,


h‡ duas hip—teses de perda da nacionalidade:

a) Cancelamento de naturaliza•‹o (art.12, ¤4¼, I): O cancelamento


de naturaliza•‹o ser‡ determinado por senten•a judicial, em virtude
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de atividade nociva ao interesse nacional. Uma vez que tenha transitado


em julgado essa a•‹o, o indiv’duo somente poder‡ readquirir a
nacionalidade brasileira mediante uma a•‹o rescis—ria, n‹o sendo
poss’vel uma nova naturaliza•‹o. Destaque-se que, como n‹o poderia
deixar de ser, essa primeira hip—tese de perda de nacionalidade
somente se aplica a brasileiros naturalizados.

b) Aquisi•‹o de outra nacionalidade (art.12, ¤4¼, II): Essa segunda


hip—tese de perda de nacionalidade se aplica tanto a brasileiros natos
quanto a brasileiros naturalizados. ƒ o que a doutrina denomina de
perda-mudan•a ou de perda da nacionalidade por naturaliza•‹o
volunt‡ria. Destaque-se que a reaquisi•‹o de nacionalidade

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brasileira no caso de perda por naturaliza•‹o volunt‡ria ser‡ feita


mediante decreto do Presidente da Repœblica, se o indiv’duo estiver
domiciliado no Brasil.

Perder‡ a nacionalidade brasileira aquele que adquirir voluntariamente


outra nacionalidade, salvo nos seguintes casos:

- Reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira.


Suponha, por exemplo, que Giani Canavarro (brasileiro nato) seja filho
de pai italiano e, portanto, tenha direito, pela lei italiana, a ser tambŽm
italiano nato. Veja que, nesse caso, a lei estrangeira est‡ reconhecendo
nacionalidade origin‡ria a Giani (afinal, ele ser‡ italiano nato). Portanto,
ao adquirir a nacionalidade italiana, Giani n‹o perder‡ a
nacionalidade brasileira. Ele ficar‡ com uma dupla nacionalidade
(polipatria)

- Imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao brasileiro


residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em
seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis. Suponha que a lei de
um pa’s ÒXÓ determine que o indiv’duo somente poder‡ se casar com
uma nacional daquele pa’s caso obtenha sua naturaliza•‹o. Perceba que
a naturaliza•‹o est‡ sendo imposta como uma condi•‹o para o exerc’cio
de um direito civil (o casamento). Logo, esse indiv’duo, ao adquirir a
nacionalidade estrangeira, n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira.
TambŽm nesse caso, o indiv’duo ficar‡ com dupla nacionalidade.

No MS 33.864/DF, o STF apreciou um caso bem


interessante. Uma brasileira nata havia se naturalizado
norte-americana, o que resultou na perda da
nacionalidade brasileira mediante Portaria do MinistŽrio
da Justi•a.

Os EUA pleitearam a extradi•‹o dessa mulher. Ela, ent‹o,


ingressou com mandado de seguran•a pedindo a revoga•‹o
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da Portaria do MinistŽrio da Justi•a. Argumentou que a


obten•‹o da nacionalidade norte-americana tinha como
objetivo o pleno gozo de direitos civis, inclusive o de
moradia.

O STF denegou o mandado de seguran•a, reconhecendo a


possibilidade de extradi•‹o. Ficou consignado que, no
caso, a aquisi•‹o da nacionalidade norte-americana havia
ocorrido por livre e espont‰nea vontade, uma vez que ela j‡
tinha o green card, o que lhe assegurava o direito de
moradia e trabalho legal nos EUA.

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Com esse entendimento do STF, pode-se afirmar que Ž


poss’vel a extradi•‹o daquele que perdeu a condi•‹o
de brasileiro nato pela aquisi•‹o de outra
nacionalidade.

(MPT Ð 2015) Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do


brasileiro que adquirir outra nacionalidade, salvo no caso de
imposi•‹o, pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em
Estado estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em seu
territ—rio ou para o fim de exerc’cio de direitos civis.

O brasileiro que adquirir outra nacionalidade perder‡ a


nacionalidade. Isso n‹o se aplica no caso de imposi•‹o de
naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao brasileiro
residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para
perman•ncia em seu territ—rio ou para o exerc’cio de
direitos civis. Quest‹o correta.

(PC / DF Ð 2015) Suponha-se que Carlos, brasileiro nato,


resida h‡ muitos anos no estrangeiro e precise adquirir a
nacionalidade estrangeira como condi•‹o de perman•ncia
naquele territ—rio. Nesse caso, se ele obtiver a referida
nacionalidade, perder‡ a nacionalidade brasileira.

Coment‡rios:

Na situa•‹o apresentada, Carlos n‹o perder‡ a nacionalidade


brasileira. Segundo o art. 12, ¤4¼, II, ÒbÓ, n‹o haver‡ perda
da nacionalidade no caso de imposi•‹o de naturaliza•‹o,
pela norma estrangeira, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em seu
territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis. Quest‹o
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errada.

6- L’ngua e S’mbolos Oficiais:

S— para cobrirmos qualquer surpresa na prova, pe•o que leia o art. 13,
transcrito a seguir, que somente poder‡ ser pedido em sua literalidade.

Art. 13. A l’ngua portuguesa Ž o idioma oficial da Repœblica Federativa do


Brasil.
¤ 1¼ - S‹o s’mbolos da Repœblica Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as
armas e o selo nacionais.

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¤ 2¼ - Os Estados, o Distrito Federal e os Munic’pios poder‹o ter s’mbolos


pr—prios.

Quest›es Comentadas

1. Direitos Sociais

1. (FGV / Procurador de Paul’nia Ð 2016) Determinado Prefeito


Municipal tinha a inten•‹o de encaminhar projeto de lei ˆ C‰mara
dos Vereadores disciplinando a concess‹o de direitos sociais a certa
camada da popula•‹o. No entanto, tinha dœvidas a respeito da
compatibilidade dessa iniciativa com a ordem constitucional, mais
especificamente com o princ’pio da igualdade, consagrado no Art.
5¼, caput, da Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil. Em seu
entender, a igualdade exigiria que os direitos sociais fossem
igualitariamente oferecidos a todos, independentemente de suas
caracter’sticas pessoais. Para sanar suas dœvidas, solicitou o
pronunciamento da Procuradoria do Munic’pio, que exarou alentado
parecer a respeito dessa tem‡tica.

Ë luz da presente narrativa, assinale a op•‹o que se harmoniza com


as constru•›es te—ricas em torno da igualdade.

a) Os conceitos de igualdade formal e de igualdade material apresentam uma


rela•‹o de sobreposi•‹o, de modo que a ideia do Prefeito n‹o seria harm™nica
com a Constitui•‹o.

b) O conceito de igualdade, tal qual consagrado na Constitui•‹o, n‹o se projeta


sobre as pol’ticas pœblicas a cargo do Poder Executivo.

c) As a•›es afirmativas excepcionam a igualdade formal em prol da constru•‹o


da igualdade material, sendo incorreto afirmar que sempre ser‹o incompat’veis
com a Constitui•‹o
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d) O conceito constitucionalmente adequado de igualdade Ž somente aquele de


ordem formal, de modo que qualquer tratamento diferenciado entre as
camadas da popula•‹o Ž inconstitucional.

e) As a•›es afirmativas jamais acarretam o surgimento da denominada


Òdiscrimina•‹o reversaÓ, logo, a ideia do Prefeito n‹o se mostra incompat’vel
com a Constitui•‹o.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Os conceitos de Òigualdade formalÓ e Òigualdade materialÓ s‹o


distintos. Eles n‹o se sobrep›em.

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Letra B: errada. As pol’ticas pœblicas a cargo do Poder Executivo tambŽm


devem observar o princ’pio da igualdade.

Letra C: correta. A igualdade material ampara a realiza•‹o de a•›es


afirmativas pelo Poder Pœblico. Assim, a concess‹o de direitos sociais a
camadas menos favorecidas da popula•‹o Ž compat’vel com a Constitui•‹o
Federal de 1988.

Letra D: errada. N‹o se pode dizer que todo tratamento diferenciado entre as
camadas da popula•‹o seja inconstitucional. Tratamentos diferenciados s‹o
leg’timos, desde que tendentes a realizar a igualdade material.

Letra E: errada. As a•›es afirmativas t•m como objetivo promover uma


discrimina•‹o positiva (Òdiscrimina•‹o reversaÓ), dando um tratamento mais
benŽfico para camadas menos favorecidas da popula•‹o.

O gabarito Ž a letra C.

2. (FGV / PGE-RO Ð 2015) In‡cio procurou um advogado e decidiu


inteirar-se a respeito da sistem‡tica constitucional afeta aos direitos e
garantias fundamentais. Ë luz da Constitui•‹o da Repœblica Federativa
do Brasil, Ž correto afirmar que:

a) tanto os direitos individuais como os direitos sociais est‹o inclu’dos na


categoria mais ampla dos Òdireitos de defesa";

b) a justiciabilidade dos direitos sociais, pelo Poder Judici‡rio, n‹o apresenta


nenhuma distin•‹o substancial em rela•‹o aos direitos individuais;

c) os direitos sociais costumam ter sua exigibilidade condicionada ˆ prŽvia


integra•‹o pela legisla•‹o infraconstitucional;

d) a denominada Òreserva do poss’vel" Ž aplicada, indistintamente, com igual


intensidade, aos direitos individuais e aos sociais; 07396517737

e) os direitos sociais, pelas suas pr—prias caracter’sticas existenciais, n‹o


podem ser fru’dos por uma œnica pessoa.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Apenas os direitos individuais s‹o considerados Òdireitos


de defesaÓ, isto Ž, protegem os indiv’duos contra a inger•ncia indevida por
parte do Estado. Os direitos sociais implicam em atua•‹o positiva do Estado,
ofertando bens e servi•os aos cidad‹os por meio das chamadas pol’ticas
pœblicas.

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Letra B: errada. O Poder Judici‡rio, ao analisar casos concretos envolvendo a


concretiza•‹o dos direitos sociais, deve observar a cl‡usula da reserva do
poss’vel. A concretiza•‹o dos direitos sociais, afinal, depende da exist•ncia de
recursos financeiros.

Letra C: correta. ƒ isso mesmo. A concretiza•‹o dos direitos sociais depende


da integra•‹o legislativa e, ainda, da execu•‹o de pol’ticas pœblicas.

Letra D: errada. A cl‡usula da reserva do poss’vel se aplica ˆ concretiza•‹o dos


direitos sociais.

Letra E: errada. Os direitos sociais podem, sim, ser usufru’dos por uma
pessoa, isoladamente considerada. Por exemplo, uma pessoa, ao se aposentar,
usufrui do direito ˆ previd•ncia social.

O gabarito Ž a letra C.

3. (FGV / PGE-RO Ð 2015) Irineu informou ao seu amigo Edson que


pretendia ingressar com uma a•‹o em face do Estado para que lhe
fosse oferecido um direito social previsto na Constitui•‹o da Repœblica
Federativa do Brasil. ƒ correto afirmar que os direitos sociais:

a) podem exigir, para a sua efetividade, o oferecimento de certas presta•›es


por parte do Estado;

b) n‹o podem beneficiar uma œnica pessoa, j‡ que s‹o destinados ˆ sociedade;

c) s‹o emana•›es diretas da cidadania, a qual permite a integra•‹o do


indiv’duo ˆ sociedade;

d) asseguram a liberdade do indiv’duo perante os poderes constitu’dos;

e) somente est‹o ao alcance dos brasileiros natos, os quais est‹o integrados ˆ


sociedade brasileira. 07396517737

Coment‡rios:

Letra A: correta. Os direitos sociais s‹o direitos de 2a gera•‹o, que t•m como
valor-fonte a igualdade. Para concretiz‡-los, o Estado dever‡ adotar uma
postura ativa, ofertando bens e servi•os aos indiv’duos por meio da execu•‹o
de pol’ticas pœblicas.

Letra B: errada. Os direitos sociais podem, sim, beneficiar uma œnica


pessoa, isoladamente considerada. Por exemplo, quando uma pessoa faz um
tratamento de saœde pelo SUS, ela est‡ usufruindo do direito ˆ saœde.

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Letra C: errada. A cidadania Ž um atributo daqueles que est‹o no pleno gozo


dos direitos pol’ticos (podem votar e ser votados).

Letra D: errada. Os direitos que asseguram a liberdade s‹o os direitos de 1a


gera•‹o.

Letra E: errada. Os brasileiros naturalizados, assim como os estrangeiros,


tambŽm s‹o titulares de direitos sociais.

O gabarito Ž a letra A.

4. (FGV/ TJ-BA Ð 2015) A respeito dos direitos sociais, Ž correto


afirmar que:

a) sempre exigir‹o uma omiss‹o por parte dos poderes constitu’dos;

b) podem ser vistos como a primeira dimens‹o ou gera•‹o dos direitos


fundamentais;

c) nunca dependem da disponibilidade de recursos financeiros para a sua


implementa•‹o;

d) podem exigir o oferecimento de presta•›es espec’ficas;

e) somente devem ser atribu’dos ˆs pessoas naturais, jur’dica e


economicamente classificadas como necessitadas.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Os direitos sociais envolvem uma atua•‹o positiva do Estado


em favor dos indiv’duos. Por isso Ž que s‹o chamados de Òliberdades
positivasÓ.

Letra B: errada. Os direitos sociais s‹o direitos de segunda dimens‹o.


07396517737

Letra C: errada. A efetiva•‹o dos direitos sociais depende, sim, da


disponibilidade de recursos financeiros.

Letra D: correta. Os direitos sociais envolvem o oferecimento de presta•›es


espec’ficas pelo Estado. Por exemplo, o Estado ir‡ ofertar saœde e educa•‹o ˆs
pessoas.

Letra E: errada. Os direitos sociais n‹o s‹o atribu’dos apenas ˆs pessoas


necessitadas. Todas as pessoas s‹o titulares de direitos sociais.

O gabarito Ž a letra D.

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5. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Considerando a preocupa•‹o da ordem


constitucional com a prote•‹o da pessoa humana, Ž correto afirmar,
sob a —tica da efic‡cia, que as normas constitucionais afetas aos:

a) direitos sociais t•m sempre efic‡cia plena e aplicabilidade imediata;

b) direitos individuais sempre dependem de previs‹o or•ament‡ria para que


tenham efic‡cia;

c) direitos sociais normalmente dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que tenham efic‡cia;

d) direitos individuais sempre dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que produzam efeitos;

e) direitos sociais, por serem inerentes ˆ sociedade, devem ser efetivados


independentemente dos recursos dispon’veis.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Os direitos sociais do art. 6¼, CF/88, s‹o normas de


efic‡cia limitada, uma vez que sua concretiza•‹o depende de
regulamenta•‹o legislativa e, ainda, da execu•‹o de pol’ticas pœblicas.

Letra B: errada. Os direitos individuais s‹o Òdireitos de liberdadeÓ, que


implicam em uma absten•‹o do Estado. Portanto, sua concretiza•‹o
independe de recursos financeiros voltados para a execu•‹o de pol’ticas
pœblicas. A situa•‹o Ž diferente para os direitos sociais, que demandam
recursos financeiros do Estado para serem concretizados.

Letra C: correta. De fato, os direitos sociais dependem de integra•‹o


legislativa para sua m‡xima concretiza•‹o.

Letra D: errada. H‡ v‡rios direitos individuais que s‹o normas de efic‡cia


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plena e, portanto, independem de qualquer integra•‹o legislativa para


produzirem seus efeitos.

Letra E: errada. A concretiza•‹o dos direitos sociais est‡ sujeita ˆ cl‡usula


da reserva do poss’vel. Em outras palavras, os direitos sociais dependem
da exist•ncia de recursos financeiros estatais, os quais s‹o usados na
execu•‹o de pol’ticas pœblicas.

O gabarito Ž a letra C.

6. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Considerando a preocupa•‹o da ordem


constitucional com a prote•‹o da pessoa humana, Ž correto afirmar,
sob a —tica da efic‡cia, que as normas constitucionais afetas aos:

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a) direitos sociais t•m sempre efic‡cia plena e aplicabilidade imediata;

b) direitos individuais sempre dependem de previs‹o or•ament‡ria para que


tenham efic‡cia;

c) direitos sociais normalmente dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que tenham efic‡cia;

d) direitos individuais sempre dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que produzam efeitos;

e) direitos sociais, por serem inerentes ˆ sociedade, devem ser efetivados


independentemente dos recursos dispon’veis.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Os direitos sociais do art. 6¼, CF/88, s‹o normas de


efic‡cia limitada, uma vez que sua concretiza•‹o depende de
regulamenta•‹o legislativa e, ainda, da execu•‹o de pol’ticas pœblicas.

Letra B: errada. Os direitos individuais s‹o Òdireitos de liberdadeÓ, que


implicam em uma absten•‹o do Estado. Portanto, sua concretiza•‹o
independe de recursos financeiros voltados para a execu•‹o de pol’ticas
pœblicas. A situa•‹o Ž diferente para os direitos sociais, que demandam
recursos financeiros do Estado para serem concretizados.

Letra C: correta. De fato, os direitos sociais dependem de integra•‹o


legislativa para sua m‡xima concretiza•‹o.

Letra D: errada. H‡ v‡rios direitos individuais que s‹o normas de efic‡cia


plena e, portanto, independem de qualquer integra•‹o legislativa para
produzirem seus efeitos.

Letra E: errada. A concretiza•‹o dos direitos sociais est‡ sujeita ˆ cl‡usula


07396517737

da reserva do poss’vel. Em outras palavras, os direitos sociais dependem


da exist•ncia de recursos financeiros estatais, os quais s‹o usados na
execu•‹o de pol’ticas pœblicas.

O gabarito Ž a letra C.

7. (FGV/ Prefeitura de Paul’nia Ð 2015) Paulo perguntou ao seu


amigo Jo‹o o que diferencia os Òdireitos sociais" dos Òdireitos e
garantias individuais e coletivos". Como a œnica resposta que Jo‹o
poderia ter dado, corretamente, Ž:

a) a liberdade de ir e vir Ž um dos principais direitos individuais;

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b) o direito social Ž da sociedade, n‹o do indiv’duo;

c) a educa•‹o Ž uma liberdade, logo, um direito individual;

d) o direito de propriedade Ž um dos principais direitos sociais;

e) a prote•‹o da saœde n‹o est‡ prevista entre os direitos sociais.

Coment‡rios:

Letra A: correta. A liberdade de ir e vir Ž um direito individual.

Letra B: errada. Os direitos sociais s‹o titularizados por indiv’duos.

Letra C: errada. A educa•‹o Ž um direito social.

Letra D: errada. O direito de propriedade Ž um direito individual.

Letra E: errada. A saœde Ž um direito social.

O gabarito Ž a letra A.

8. (FGV / TJ-SC Ð 2015) Os denominados direitos sociais


apresentam algumas distin•›es em rela•‹o aos direitos individuais, da’
decorrendo varia•›es quanto ao seu delineamento e ˆ sua proje•‹o na
realidade. A partir dessas distin•›es, analise as afirmativas a seguir:

I Ð Os direitos individuais transmudam-se em sociais sempre que analisados


sob a —tica coletiva, alcan•ando a sociedade como um todo.

II Ð O direito de greve Ž um direito social, n‹o dependendo de uma presta•‹o


estatal espec’fica para o seu exerc’cio.

III Ð As liberdades cl‡ssicas s‹o inclu’das na categoria dos direitos individuais


e atuam como limitadores ˆ a•‹o estatal sobre a esfera jur’dica individual.
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Est‡ correto o que se afirma em:

a) somente I;

b) somente III;

c) somente I e II;

d) somente II e III;

e) I, II e III.

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Coment‡rios:

Item I: errado. N‹o se pode dizer que os direitos individuais se transmudam


em direitos sociais. S‹o duas espŽcies diferentes de direitos fundamentais.

Item II: correto. O direito de greve Ž um direito social. Apesar disso, n‹o
implica em presta•‹o estatal espec’fica. O Estado n‹o precisa formular uma
pol’tica pœblica espec’fica para garantir o direito de greve. Perceba que essa Ž
uma situa•‹o diversa daquela que ocorre para outros direitos sociais, como a
educa•‹o e saœde, que s‹o direitos sociais dependentes de presta•›es estatais.

Item III: correto. As liberdades cl‡ssicas s‹o os direitos de 1a gera•‹o, que


buscam limitar a a•‹o estatal sobre a esfera individual. S‹o direitos que t•m
como valor-fonte a ÒliberdadeÓ.

O gabarito Ž a letra D.

9. (FGV/ PROCEMPA Ð 2014) Acerca dos Direitos Sociais


Constitucionais, analise as afirmativas a seguir.

I. S‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a


moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ
maternidade e ˆ inf‰ncia, e a assist•ncia aos desamparados.

II. ƒ assegurado ˆ categoria dos trabalhadores domŽsticos o direito ˆ dura•‹o


do trabalho normal n‹o superior a oito horas di‡rias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensa•‹o de hor‡rios e a redu•‹o da jornada,
mediante acordo ou conven•‹o coletiva de trabalho.

III. ƒ direito dos trabalhadores urbanos e rurais a a•‹o, quanto aos crŽditos
resultantes das rela•›es de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, atŽ o limite de um ano ap—s a extin•‹o
do contrato de trabalho.
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Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

Coment‡rios:

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O item I est‡ correto. Ele reproduz a literalidade do art. 6o da Constitui•‹o.

O item II est‡ correto. Trata-se de direito assegurado aos domŽsticos pelo art.
7o, XIII, c/c par‡grafo œnico, da CF/88.

O item III est‡ incorreto. O art. 7o, XXIX, da CF, garante aos trabalhadores
rurais e urbanos o direito ˆ a•‹o, quanto aos crŽditos resultantes das rela•›es
de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores
urbanos e rurais, atŽ o limite de dois anos ap—s a extin•‹o do contrato de
trabalho.

O gabarito Ž a letra D.

10. (FGV/ Prefeitura de Recife Ð 2014) No que tange ˆ liberdade de


associa•‹o profissional ou sindical, assinale a afirmativa correta.

a) ƒ livre a cria•‹o de mais de uma organiza•‹o sindical representativa de


categoria profissional ou econ™mica na mesma base territorial.

b) Uma vez aposentado, o indiv’duo, ainda que filiado, n‹o tem direito a votar
e ser votado nas organiza•›es sindicais.

c) ƒ vedada a dispensa do empregado sindicalizado somente a partir da posse


no cargo de dire•‹o ou representa•‹o sindical.

d) NinguŽm pode ser obrigado a filiar-se a sindicato, mas, uma vez filiado,
ser‡ obrigado a manter-se filiado atŽ a aposentadoria.

e) A lei n‹o poder‡ exigir autoriza•‹o do Estado para a funda•‹o de sindicato,


ressalvado o registro no —rg‹o competente, vedadas ao Poder Pœblico a
interfer•ncia e a interven•‹o na organiza•‹o sindical.

Coment‡rios:

A letra A est‡ incorreta. A Constitui•‹o veda, em seu art. 8o, II, a cria•‹o de
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mais de uma organiza•‹o sindical, em qualquer grau, representativa de


categoria profissional ou econ™mica, na mesma base territorial.

A letra B est‡ incorreta. O inciso VII do art. 8o da CF/88 garante ao


aposentado filiado o direito a votar e ser votado nas organiza•›es
sindicais.

A letra C est‡ incorreta. A Constitui•‹o veda a dispensa do empregado


sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de dire•‹o ou
representa•‹o sindical e, se eleito, ainda que suplente, atŽ um ano ap—s o final
do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei (art. 8o, VIII, CF).

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A letra D est‡ incorreta. A Carta Magna garante a liberdade de inscri•‹o,


permitindo que os trabalhadores filiem-se ou n‹o a sindicato, e, uma vez
filiados, decidam sobre a conveni•ncia de manterem ou n‹o esse v’nculo.

A letra E est‡ correta. ƒ o que prev• o inciso I do art. 8o da CF/88.

O gabarito Ž a letra E.

11. (FGV/MPE-MS Ð 2013) Os direitos fundamentais sociais, como o


direito ˆ saœde, n‹o possuem for•a normativa e, por essa raz‹o, n‹o
podem ser sindicados na via judicial.

Coment‡rios:

Os direitos sociais previstos na Constitui•‹o Federal t•m, sim, for•a normativa,


devendo ser objeto de prote•‹o judicial. Quest‹o incorreta.

12. (FGV/TJ-AM Ð 2013) Com rela•‹o aos direitos dos trabalhadores,


segundo o art. 7¼ da Constitui•‹o Federal/88, analise as afirmativas a
seguir.

I. Garantia de sal‡rio‐m’nimo, fixado em lei, definido por regi›es


geoecon™micas, capaz de atender suas necessidades vitais b‡sicas.

II. Garantia de remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio superior, no m’nimo, em


cinquenta por cento ˆ do normal.

III. Garantia de sal‡rios e de critŽrios de admiss‹o iguais, sendo vedada a


discrimina•‹o por sexo, cor ou estado civil.

Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.


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b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

Coment‡rios:

O item I est‡ incorreto. O inciso IV do art. 7¼ da Constitui•‹o prev• como


direitos dos trabalhadores o Òsal‡rio m’nimo, fixado em lei, nacionalmente
unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais b‡sicas e ˆs de sua

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fam’lia com moradia, alimenta•‹o, educa•‹o, saœde, lazer, vestu‡rio, higiene,


transporte e previd•ncia social, com reajustes peri—dicos que lhe preservem o
poder aquisitivo, sendo vedada sua vincula•‹o para qualquer fimÓ.

O item II est‡ correto. ƒ o que prev• o inciso XVI do art. 7¼ da CF/88.

O item III est‡ correto. O inciso XXX do art. 7¼ da Constitui•‹o garante aos
trabalhadores a Òproibi•‹o de diferen•a de sal‡rios, de exerc’cio de fun•›es e
de critŽrio de admiss‹o por motivo de sexo, idade, cor ou estado civilÓ.

O gabarito Ž a letra D.

13. (FGV/TJ-AM Ð 2013) Dentre os direitos sociais dos trabalhadores,


previstos na Constitui•‹o, n‹o se inclui:

a) a participa•‹o nos lucros ou resultados, desvinculada da remunera•‹o.

b) dura•‹o do trabalho n‹o superior a 40 horas semanais.

c) a proibi•‹o de diferen•a de sal‡rios por motivo de sexo, idade, cor ou estado


civil.

d) a proibi•‹o de trabalho noturno a menores de 18 anos.

e) a extens‹o do fundo de garantia do tempo de servi•o ao empregado rural.

Coment‡rios:

A letra A est‡ correta. ƒ direito dos trabalhadores participa•‹o nos lucros, ou


resultados, desvinculada da remunera•‹o, e, excepcionalmente, participa•‹o
na gest‹o da empresa, conforme definido em lei (art. 7¼, XI, CF).

A letra B est‡ incorreta. A Carta Magna prev• que a dura•‹o do trabalho


normal n‹o ser‡ a oito horas di‡rias e quarenta e quatro semanais,
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facultada a compensa•‹o de hor‡rios e a redu•‹o da jornada, mediante


acordo ou conven•‹o coletiva de trabalho (art. 7¼, XIII, CF).

A letra C est‡ correta. ƒ direito dos trabalhadores a proibi•‹o de diferen•a de


sal‡rios, de exerc’cio de fun•›es e de critŽrio de admiss‹o por motivo de sexo,
idade, cor ou estado civil (art. 7¼, XXX, CF).

A letra D est‡ correta. No inciso XXXIII do art. 7¼ da Constitui•‹o, esta pro’be


o trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e qualquer
trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condi•‹o de aprendiz, a partir
de quatorze anos.

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A letra E est‡ correta. O fundo de garantia do tempo de servi•o Ž direito dos


trabalhadores urbanos e rurais (art. 7¼, III, CF).

O gabarito Ž a letra B.

14. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Em rela•‹o ao disposto na Constitui•‹o da


Repœblica Federativa do Brasil acerca dos direitos sociais dos
trabalhadores, assinale a afirmativa incorreta.

a) ƒ vedada a dispensa do empregado sindicalizado eleito para cargo de


representa•‹o ou dire•‹o sindical, ainda que como suplente, atŽ um ano ap—s
o final do mandato, salvo nos casos de redu•‹o justificada do nœmero de
empregados.

b) A lei n‹o poder‡ exigir autoriza•‹o do Estado para a funda•‹o de sindicato,


ressalvado o registro no —rg‹o competente, vedadas ao Poder Pœblico a
interfer•ncia e a interven•‹o na organiza•‹o sindical.

c) ƒ obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas negocia•›es coletivas de


trabalho.

d) ƒ assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir


sobre a oportunidade de exerc•-lo e sobre os interesses que devam, por meio
dele, defender.

e) Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais


da categoria.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Segundo o art. 8¼, VIII, CF/88, Ž vedada a dispensa do


empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de dire•‹o
ou representa•‹o sindical e, se eleito, ainda que suplente, atŽ um ano ap—s o
final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei.
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Letra B: correta. ƒ isso mesmo! A lei n‹o pode exigir autoriza•‹o estatal para
que seja fundado o sindicato, ressalvado o registro no —rg‹o competente. O
Poder Pœblico n‹o pode interferir/intervir na organiza•‹o sindical.

Letra C: correta. De fato, Ž obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas


negocia•›es coletivas de trabalho (art.8¼, VI).

Letra D: correta. A CF/88 garante o direito de greve aos trabalhadores,


atribuindo-lhes o poder de decidir sobre a oportunidade de exerc•-lo e sobre
os interesses que devam, por meio dele, defender.

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Letra E: correta. Segundo o art. 8¼, III, ao sindicato cabe a defesa dos
direitos e interesses coletivos ou individuais da categoria, inclusive em
quest›es judiciais ou administrativas.

O gabarito Ž a letra A.

15. (FGV / PC-RJ Ð 2008) As alternativas a seguir apresentam alguns


direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, previstos na Constitui•‹o
de 1988, ˆ exce•‹o de uma. Assinale-a.

a) Estabilidade.

b) Licen•a paternidade.

c) Irredutibilidade de sal‡rio, salvo o disposto em conven•‹o ou acordo


coletivo.

d) Participa•‹o nos lucros.

e) Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade em creches e prŽ- escolas.

Coment‡rios:

A estabilidade n‹o Ž um direito dos trabalhadores urbanos e rurais. A resposta


Ž a letra A.

16. (FUNCAB / PC-ES Ð 2013) S‹o direitos sociais preceituados na


Constitui•‹o de 1988:

a) a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o


lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia,
a assist•ncia aos desamparados.
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b) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social,


a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados.

c) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguran•a, a


previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados.

d) o direito de heran•a, a intimidade, a privacidade, a informa•‹o dos —rg‹os


pœblicos.

e) a livre locomo•‹o no territ—rio nacional em tempo de paz, podendo qualquer


pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer, ou dele sair com seus
bens.

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Coment‡rios:

Segundo o art. 6¼, CF/88, s‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a


alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a
previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados. A resposta, portanto, Ž a letra A.

17. (FUNCAB / ANS Ð 2013) Acerca dos direitos sociais, Ž correto


afirmar que:

a) a localiza•‹o dos direitos sociais no t’tulo constitucional destinado aos


direitos e garantias fundamentais n‹o acarreta, por consequ•ncia, a
subordina•‹o ˆ regra da autoaplicabilidade das normas definidoras dos direitos
e garantias fundamentais.

b) n‹o cabe o ajuizamento do Mandado de Injun•‹o, quando houver a omiss‹o


do Poder Pœblico na regulamenta•‹o de alguma norma que preveja um direito
social e, consequentemente, inviabilize seu exerc’cio.

c) a Constitui•‹o Federal proclama serem direitos sociais a educa•‹o, a saœde,


a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a
previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados.

d) os r—is dos direitos sociais enumerados taxativamente no cap’tulo II do


t’tulo II do texto constitucional esgotam os direitos constitucionais dos
trabalhadores.

e) o direito de greve dos servidores pœblicos civis entra em vigor


imediatamente, n‹o dependendo seu exerc’cio de lei ordin‡ria espec’fica.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Essa era uma quest‹o dif’cil! O art. 5¼, ¤ 1¼, CF/88 determina
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que as normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais t•m


aplica•‹o imediata. A pergunta que se faz, ent‹o, Ž a seguinte: o art. 5, ¤
1¼, Ž aplic‡vel tambŽm aos direitos sociais? A resposta Ž positiva. Os direitos
sociais est‹o subordinados a essa regra de autoaplicabilidade dos direitos e
garantias fundamentais.

Letra B: errada. O mandado de injun•‹o Ž cab’vel diante de omiss‹o do


Poder Pœblico que impe•a o exerc’cio de direito previsto na Constitui•‹o.
Assim, se o Poder Pœblico deixar de regulamentar norma que preveja um
direito social, ser‡ cab’vel mandado de injun•‹o.

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Letra C: correta. ƒ exatamente o que prev• o art. 6¼, CF/88. S‹o direitos
sociais a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o
transporte, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ
maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados.

Letra D: errada. H‡ outros direitos dos trabalhadores espalhados pelo texto


constitucional. O art. 201, CF/88, por exemplo, trata da previd•ncia social, que
Ž um importante direito dos trabalhadores.

Letra E: errada. O direito de greve dos servidores pœblicos Ž uma norma


constitucional de efic‡cia limitada. Ele depende de regulamenta•‹o para
que possa ser usufru’do.

18. (FUNDATEC/CEEERS Ð 2010) Assinale a alternativa que n‹o est‡


de acordo com os Direitos Sociais.

a) Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a


indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

b) Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade em creches e prŽ-escolas.

c) Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezesseis


anos, e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condi•‹o
de aprendiz.

d) Licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio.

e) Sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do trabalhador de baixa renda


nos termos da lei.

Coment‡rios:

A quest‹o cobra o conhecimento dos direitos dos trabalhadores urbanos e


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rurais previstos na Constitui•‹o.

A letra A est‡ correta. ƒ o que prev• o inciso XXVIII do art. 7¼ da Carta


Magna.

A letra B est‡ correta. Trata-se da literalidade do inciso XXV do art. 7¼ da


Constitui•‹o, ap—s reda•‹o dada pela EC no 53/06.

A letra C est‡ incorreta. A CF/88 pro’be o trabalho noturno, perigoso ou


insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis
anos, salvo na condi•‹o de aprendiz, a partir de quatorze anos (art. 7¼,
XXXIII, CF).

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A letra D est‡ correta. A Constitui•‹o assegura (art. 7¼, XVIII) a licen•a ˆ


gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio, com a dura•‹o de cento e
vinte dias.

A letra E est‡ correta. Tem-se a literalidade do art. 7¼, XII, da Constitui•‹o.

O gabarito Ž a letra C.

19. (FEPESE / Prefeitura Balne‡rio Camboriœ Ð 2010) Com base nas


disposi•›es constitucionais, constitui direito dos trabalhadores
urbanos e rurais:

a) Irredutibilidade do sal‡rio, sem ressalva.

b) Seguro contra os acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir


a indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

c) Rela•‹o de emprego protegida contra a despedida, com ou sem justa causa,


mediante previs‹o de indeniza•‹o compensat—ria.

d) Licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio, com a dura•‹o


de cento e oitenta dias.

e) Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e


de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condi•‹o de
aprendiz.

Coment‡rios:

Letra A: errada. ƒ poss’vel a redu•‹o salarial, desde que por negocia•‹o


coletiva.

Letra B: correta. O seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do


empregador, n‹o exclui a indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando
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incorrer em dolo ou culpa.

Letra C: errada. A rela•‹o de emprego Ž protegida contra despedida arbitr‡ria


ou sem justa causa. N‹o se protege a rela•‹o de emprego contra despedida
por justa causa.

Letra D; errada. A dura•‹o da licen•a ˆ gestante Ž de 120 dias.

Letra E: errada. ƒ proibido qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na


condi•‹o de aprendiz, a partir dos 14 anos.

20. (VUNESP/TJ SP Ð 2013) A Constitui•‹o Federal estabelece como


direito dos trabalhadores urbanos e rurais:

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a) o dŽcimo terceiro sal‡rio, com base no vencimento b‡sico ou no valor da


aposentadoria.

b) o repouso semanal remunerado aos domingos.

c) o gozo de fŽrias anuais remuneradas com, no m‡ximo, um ter•o a mais do


que o sal‡rio normal.

d) a irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto em contrato de trabalho.

e) a assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes, desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade, em creches e prŽ-escolas.

Coment‡rios:

A letra A est‡ incorreta. A CF/88 garante o direito ao dŽcimo terceiro sal‡rio


com base na remunera•‹o integral ou no valor da aposentadoria.

A letra B est‡ incorreta. De acordo com a Constitui•‹o, o repouso semanal dar-


se-‡ preferencialmente aos domingos. N‹o h‡ obriga•‹o de que seja nesse dia.

A letra C est‡ incorreta. ƒ o contr‡rio. Garante-se o gozo de fŽrias anuais


remuneradas com, pelo menos, um ter•o a mais do que o sal‡rio normal.

A letra D est‡ incorreta. A regra Ž a irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto


em conven•‹o ou acordo coletivo, n‹o em contrato de trabalho.

A letra E est‡ correta. Fundamento: art. 7¼, XXV, CF.

2. Nacionalidade

21. (FGV / Oficial de Chancelaria Ð 2016) Os amigos Ednaldo e JosŽ


Carlos travaram intensa discuss‹o a respeito de sua rela•‹o com a
Repœblica Federativa do Brasil. Ednaldo, com 35 anos de idade, nascera
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na çustria e era filho de pai brasileiro e m‹e austr’aca, os quais


trabalhavam em uma organiza•‹o civil protetora dos animais. Ednaldo
nunca residiu em territ—rio brasileiro. JosŽ Carlos, 21 anos de idade,
filho de pais austr’acos, por sua vez, nasceu no Brasil na Žpoca em que
os seus pais trabalhavam na embaixada austr’aca, tendo em seguida
viajado para a çustria, de onde nunca mais saiu.

Ë luz da sistem‡tica constitucional e da an‡lise das informa•›es


fornecidas na narrativa acima, Ž correto afirmar, a respeito dos dois
amigos, que:

a) JosŽ Carlos n‹o pode ser considerado brasileiro nato.

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b) Ednaldo Ž brasileiro nato;

c) JosŽ Carlos Ž brasileiro nato;

d) Ednaldo ser‡ brasileiro nato caso venha a residir no Brasil;

e) os amigos somente podem vir a naturalizar-se brasileiros.

Coment‡rios:

I) Segundo o art. 12, I, al’nea ÒcÓ, s‹o brasileiros natos os nascidos no


estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que sejam
registrados em reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir no
Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira. TambŽm s‹o brasileiros natos, segundo o art.
12, I, al’nea ÒbÓ, os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e
brasileiro, desde que qualquer deles esteja a servi•o do Brasil.

Ednaldo n‹o ser‡ brasileiro nato, uma vez que: i) seu pai brasileiro n‹o
estava no exterior a servi•o do Brasil; ii) Ednaldo n‹o foi registrado em
reparti•‹o brasileira competente e; iii) Ednaldo nunca residiu no Brasil e,
portanto, nunca chegou a optar pela nacionalidade brasileira.

II) Segundo o art. 12, I, al’nea ÒaÓ, os brasileiros natos os nascidos na


Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que
estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.

JosŽ Carlos n‹o ser‡ brasileiro nato, uma vez que, apesar de ter
nascido no Brasil, seus pais estavam a servi•o do governo da çustria.

O gabarito Ž a letra A.

22. (FGV/ TJ-SC Ð 2015) Peter, cidad‹o sueco em viagem de fŽrias


no Brasil, manteve relacionamento amoroso com Marie, cidad‹ 07396517737

francesa que visitava um primo na Cidade de Florian—polis. Desse


relacionamento, nasceu Gustavisson, fato ocorrido no territ—rio
brasileiro. ƒ poss’vel afirmar que a nacionalidade do filho do casal Ž:

a) brasileira, por ter nascido na Repœblica Federativa do Brasil;

b) necessariamente diversa da brasileira, isso em raz‹o do princ’pio da


nacionalidade paterna;

c) brasileira, desde que tenha sido registrado em reparti•‹o consular


brasileira;

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d) necessariamente diversa da brasileira, isso em raz‹o do princ’pio da


nacionalidade materna;

e) necessariamente diversa da brasileira, j‡ que seus pais eram estrangeiros e


n‹o estavam estabelecidos no Brasil.

Coment‡rios:

O filho do casal ser‡ brasileiro nato, uma vez que nasceu no territ—rio da
Repœblica Federativa do Brasil. ƒ a regra do Òjus soliÓ, que somente n‹o
seria aplicada caso os pais estivessem aqui no Brasil a servi•o de seu pa’s. A
resposta Ž a letra A.

23. (FGV / TJ-RO Ð 2015) Peter, nascido na çustria, decidiu obter a


nacionalidade brasileira, o que foi deferido pelo —rg‹o competente. Ato
cont’nuo, passou a inteirar-se sobre os direitos que brasileiros natos e
naturalizados possuem, bem como sobre poss’veis restri•›es que
poderiam ser impostas a esses direitos. A respeito dessa tem‡tica, Ž
correto afirmar que:

a) a suspens‹o dos direitos pol’ticos do brasileiro nato n‹o se confunde com a


causa de inelegibilidade, pois esta œltima somente restringe a cidadania em
sua acep•‹o passiva;

b) a extin•‹o dos direitos pol’ticos do brasileiro naturalizado n‹o se confunde


com a inabilita•‹o, pois esta œltima somente restringe a nacionalidade em sua
acep•‹o passiva;

c) a perda dos direitos pol’ticos do brasileiro nato n‹o se confunde com a perda
dos direitos fundamentais, pois esta œltima somente restringe a personalidade
em sua acep•‹o passiva;

d) a priva•‹o de liberdade do brasileiro nato pode gerar a suspens‹o dos


direitos pol’ticos, que somente restringe a cidadania em sua acep•‹o passiva;
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e) a perda da nacionalidade do brasileiro naturalizado n‹o se confunde com a


suspens‹o dos direitos pol’ticos, pois esta œltima somente restringe o direito
de sufr‡gio.

Coment‡rios:

Letra A: correta. A suspens‹o dos direitos pol’ticos afeta a capacidade eleitoral


ativa (direito de votar) e a capacidade eleitoral passiva (direito de ser votado).
A inelegibilidade afeta t‹o somente a capacidade eleitoral passiva. Assim,
estes dois institutos (Òsuspens‹o dos direitos pol’ticosÓ e ÒinelegibilidadeÓ)
n‹o se confundem.

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Letra B: errada. H‡ dois erros no enunciado:

a) A inabilita•‹o impede que o indiv’duo exer•a qualquer cargo ou


fun•‹o pœblica. Ela n‹o restringe a nacionalidade.

b) N‹o h‡ que se falar em extin•‹o de direitos pol’ticos. H‡ casos de


perda e de suspens‹o dos direitos pol’ticos.

Letra C: errada. N‹o h‡ que se falar em perda dos direitos


fundamentais, o que representaria uma total afronta ao Estado democr‡tico
de direito. ƒ poss’vel a perda dos direitos pol’ticos, que afeta tanto a
capacidade eleitoral ativa quanto a capacidade eleitoral passiva.

Letra D: errada. A suspens‹o dos direitos pol’ticos afeta a cidadania nas


suas acep•›es ativa e passiva.

Letra E: errada. O cancelamento da naturaliza•‹o resultar‡ na perda dos


direitos pol’ticos.

O gabarito Ž a letra A.

24. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Agnaldo, filho de pai brasileiro e m‹e


estrangeira, atualmente com 35 (trinta e cinco) anos de idade,
nasceu no estrangeiro e l‡ permanece atŽ hoje, sem nunca ter
visitado a Repœblica Federativa do Brasil. ƒ correto afirmar que
Agnaldo:

a) deve ser considerado brasileiro nato, pelo s— fato de ser filho de pai
brasileiro;

b) pode naturalizar-se brasileiro, desde que venha a residir no Brasil;

c) deve ser considerado brasileiro nato caso o seu pai estivesse no exterior a
servi•o do Estado brasileiro; 07396517737

d) sempre ser‡ considerado estrangeiro, j‡ que nasceu fora do territ—rio


brasileiro;

e) tornar-se-‡ brasileiro naturalizado caso venha a residir no Brasil e opte pela


nacionalidade brasileira.

Coment‡rios:

Para resolver essa quest‹o, o candidato precisava conhecer o art. 12, I,


CF/88, o qual reproduzimos abaixo:

Art. 12. S‹o brasileiros:

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I - natos:

a) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira,


desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de m‹e brasileira,


desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em
qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade
brasileira;

Na situa•‹o apresentada, Agnaldo nasceu no exterior e Ž filho de pai


brasileiro. Caso seu pais estivesse no exterior a servi•o do Brasil, Agnaldo
seria brasileiro nato (art. 12, I, al’nea ÒbÓ).

O gabarito Ž a letra C.

25. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Adalberto Ž brasileiro nato e vive h‡


quinze anos em um determinado Pa’s da Europa. Em determinado
momento, foi editada uma lei nesse Pa’s que exigia a naturaliza•‹o
dos estrangeiros ali residentes h‡ mais de dez anos para que
pudessem permanecer em seu territ—rio. Em raz‹o dessa exig•ncia,
Adalberto requereu e teve deferida a nacionalidade desse Pa’s. Ë luz
da sistem‡tica constitucional, Ž correto afirmar que Adalberto:

a) deve ter declarada a perda da nacionalidade brasileira por ter obtido, a


partir de requerimento seu, a nacionalidade estrangeira;

b) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira caso fosse naturalizado


estrangeiro por for•a de lei do respectivo Pa’s, sem qualquer requerimento
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nesse sentido;

c) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira se estivesse no estrangeiro,


de maneira impositiva, a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil;

d) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a naturaliza•‹o foi imposta, pela


norma estrangeira, como condi•‹o para perman•ncia no territ—rio do
respectivo Pa’s;

e) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a hip—tese versa sobre


reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira.

Coment‡rios:

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As hip—teses de perda da nacionalidade est‹o elencadas no art. 12, ¤ 4¼,


CF/88:

Art. 12 (...)

¤ 4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que:

I - tiver cancelada sua naturaliza•‹o, por senten•a judicial, em


virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:

a) de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei


estrangeira;

b) de imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao


brasileiro residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para
perman•ncia em seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis

Como regra geral, a aquisi•‹o de outra nacionalidade resulta na perda


da nacionalidade do brasileiro. Entretanto, tal situa•‹o Ž excepcionada
quando: i) h‡ reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei
estrangeiro; ii) quando h‡ imposi•‹o de naturaliza•‹o ao brasileiro
residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para perman•ncia em seu
territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis.

Na situa•‹o apresentada, a lei estrangeira imp™s a Adalberto a


naturaliza•‹o para que este permanecesse residindo no exterior. Logo ele
n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira.

O gabarito Ž a letra D.

26. (FGV/ DPE-RO Ð 2015) Ernesto, filho de pais brasileiros, nascido


e registrado na Repœblica do Paraguai, ao atingir a maioridade, decide
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vir para o Brasil. Ao chegar neste Pa’s, consulta um Defensor Pœblico a


respeito dos seus direitos. ƒ correto afirmar que Ernesto:

a) pode optar, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira;

b) somente pode obter a nacionalidade brasileira se for naturalizado;

c) Ž considerado brasileiro nato pelo simples fato de seus pais serem


brasileiros;

d) somente pode optar pela nacionalidade brasileira se os seus pais estavam,


no Paraguai, a servi•o do Brasil;

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e) somente ter‡ reconhecida a nacionalidade brasileira se o Paraguai oferecer


reciprocidade ao Brasil.

Coment‡rios:

Segundo o art. 12, I, ÒcÓ, s‹o brasileiros natos os Ònascidos no estrangeiro de


pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que sejam registrados em
reparti•‹o brasileira competente ou venham a residir na Repœblica
Federativa do Brasil e optem, em qualquer tempo, depois de atingida a
maioridade, pela nacionalidade brasileiraÓ.

Na situa•‹o apresentada, Ernesto Ž filho de pais brasileiros e nasceu no


Paraguai. Se ele vier a residir no Brasil, poder‡ optar, a qualquer tempo, ap—s
a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

A resposta, portanto, Ž a letra A.

27. (FGV / SSP-AM Ð 2015) Peter, filho de um casal austr’aco,


nasceu no territ—rio brasileiro quando seus pais aqui estavam a servi•o
da Embaixada da çustria. Ap—s o seu nascimento, permaneceu no
Brasil por cerca de dez anos, atŽ que a fam’lia retornou ao Pa’s de
origem. Como Peter passou a ter s—lidos la•os afetivos com o Brasil,
sendo frequentes as suas viagens a passeio para este Pa’s, tomou a
decis‹o de candidatar-se a um cargo eletivo que Ž privativo de
brasileiro nato. ƒ poss’vel afirmar que Peter:

a) Ž brasileiro nato, j‡ que nasceu na Repœblica Federativa do Brasil;

b) somente pode ser considerado brasileiro nato caso sua fam’lia tenha
providenciado o seu registro de nascimento no Brasil, enquanto aqui residiu;

c) tem dupla nacionalidade, austr’aca e brasileira, podendo praticar quaisquer


atos civis e pol’ticos na çustria e no Brasil;
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d) n‹o pode ser considerado brasileiro nato, j‡ que Ž filho de estrangeiros que
estavam no Brasil a servi•o do seu Pa’s de origem;

e) ser‡ considerado brasileiro nato t‹o logo promova o seu registro de


nascimento em cart—rio do registro civil das pessoas naturais situado no Brasil.

Coment‡rios:

Segundo o art. 12, I, CF/88, Òs‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica


Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o
estejam a servi•o de seus paisÓ. Peter nasceu no Brasil, mas seus pais
estavam aqui a servi•o do governo austr’aco. Logo, Peter n‹o ser‡
brasileiro nato. O gabarito Ž a letra D.(FGV/ C‰mara Municipal de

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Caruaru Ð 2015) Ana Ž brasileira nata, sendo neta de portugueses


radicados no Brasil. Por for•a de legisla•‹o espec’fica, a m‹e de Ana,
F‡tima, tambŽm brasileira nata, obtŽm a dupla nacionalidade para
ambas, indo residir, de forma definitiva, em Portugal, onde passam a
exercer atividades profissionais.

No momento da renova•‹o do passaporte brasileiro, F‡tima e Ana s‹o


comunicadas de que perderam a nacionalidade brasileira por
cancelamento.

De acordo com a Constitui•‹o Federal, haver‡ a perda da


nacionalidade brasileira com a

a) aquisi•‹o de nova nacionalidade derivada.

b) ida para outro pa’s exercer atividade profissional.

c) imposi•‹o de naturaliza•‹o para o exerc’cio de direitos civis no estrangeiro.

d) declara•‹o de nova nacionalidade origin‡ria prevista em lei estrangeira.

e) fixa•‹o de resid•ncia definitiva em Estado estrangeiro.

Coment‡rios:

A perda da nacionalidade se d‡ nos termos do art. 12, ¤ 4¼, CF/88:

Art. 12, ¤4¼ - Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro


que:

I - tiver cancelada sua naturaliza•‹o, por senten•a judicial, em


virtude de atividade nociva ao interesse nacional;

II - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:


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a) de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei


estrangeira;

b) de imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, ao


brasileiro residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para
perman•ncia em seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis;

F‡tima e Ana adquiriram a nacionalidade portuguesa e, por isso, perderam a


nacionalidade brasileira. O gabarito Ž a letra C.

29. (FGV/ C‰mara Municipal de Caruaru Ð 2015) Cl‡udio e Rita,


brasileiros natos, casaram e decidiram residir na Argentina, bem como

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trabalhar na indœstria automobil’stica. Da uni‹o de ambos, resultou o


nascimento de Jœlio, que continuou residindo no exterior por trinta
anos ininterruptos. Durante parte desse per’odo, ele manteve uma
coluna em um importante jornal brasileiro, na qual analisava a pol’tica
econ™mica do Brasil.

A partir da hip—tese apresentada, assinale a afirmativa correta

a) Jœlio Ž brasileiro nato, pelo s— fato de ser filho de brasileiros.

b) Jœlio pode vir a naturalizar-se como brasileiro, desde que resida por mais de
vinte anos no Brasil.

c) Jœlio pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais tenham
providenciado a sua naturaliza•‹o antes de atingir a maioridade.

d) Jœlio ser‡ considerado brasileiro nato caso opte, a qualquer tempo, ap—s ter
atingido a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

e) Jœlio n‹o pode ser considerado brasileiro nato em nenhuma hip—tese, pois
os seus pais n‹o estavam no exterior a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil.

Coment‡rios:

Cl‡udio e Rita residem na Argentina para trabalhar na indœstria


automobil’stica, n‹o est‹o a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. Por isso,
Jœlio somente poder‡ ser brasileiro nato cumpridos os requisitos do art. 12, I,
ÒcÓ, da Constitui•‹o: seja registrado em reparti•‹o brasileira competente ou
venha a residir na Repœblica Federativa do Brasil e opte pela nacionalidade
brasileira (uma vez que j‡ atingiu a maioridade). O gabarito Ž a letra D.

30. (FGV / TJ-RJ Ð2014) Erik, nascido em Gana, resolveu transferir o


seu domic’lio para o territ—rio brasileiro, aqui permanecendo, com
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conduta ilibada e plena aquiesc•ncia do Estado brasileiro, por


dezenove anos ininterruptos. No dia imediato ˆ integraliza•‹o desse
per’odo, formulou pedido para que lhe fosse concedida a nacionalidade
brasileira e, ato cont’nuo, pretendeu praticar ato privativo de
brasileiro. Ë luz desse quadro, Ž poss’vel afirmar que Erik:

a) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois nascido no estrangeiro;

b) pode praticar ato privativo de brasileiro, desde que haja reciprocidade de


tratamento por parte de Gana, devidamente formalizada em acordo bilateral;

c) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois n‹o comprovada a


exist•ncia de decis‹o decretando a perda de sua nacionalidade de origem;

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d) pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o ato de reconhecimento da


nacionalidade brasileira Ž meramente declarat—rio, retroagindo ˆ data do
requerimento;

e) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o Estado brasileiro Ž


soberano para atribuir, ou n‹o, essa nacionalidade aos estrangeiros residentes
em seu territ—rio.

Coment‡rios:

A naturaliza•‹o extraordin‡ria Ž devida ˆqueles estrangeiros que tenham mais


de 15 anos de resid•ncia ininterrupta e aus•ncia de condena•‹o penal.
Cumpridos esses requisitos, o estrangeiro ter‡ direito subjetivo ˆ
naturaliza•‹o. Nesse caso, trata-se de ato vinculado do Presidente da
Repœblica a concess‹o da naturaliza•‹o.

Segundo o STF, o reconhecimento da naturaliza•‹o extraordin‡ria opera


efeitos declarat—rios e, portanto, retroage ˆ data de requerimento. Assim,
uma vez feito o requerimento de naturaliza•‹o extraordin‡ria, j‡ Ž poss’vel a
pr‡tica de atos privativos de brasileiros.

O gabarito Ž a letra D.

31. (FGV/SUDENE Ð 2013) De acordo com a Constitui•‹o Federal,


assinale a alternativa que apresenta uma condi•‹o para ser
considerado brasileiro nato.

a) Os que s‹o origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa com resid•ncia no


Brasil por um ano ininterrupto.

b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica


Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptamente.

c) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que


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um deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

d) Os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil.

e) A nova legisla•‹o n‹o estabelece distin•‹o entre brasileiros natos e


naturalizados.

Coment‡rios:

A letra A est‡ incorreta. Trata-se de condi•‹o de brasileiro naturalizado (art.


12, II, ÒaÓ, CF), exigindo-se, ainda, a idoneidade moral.

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A letra B est‡ incorreta. Trata-se de condi•‹o de brasileiro naturalizado (art.


12, II, ÒbÓ, CF), desde que n‹o tenham sofrido condena•‹o penal e requeiram
a nacionalidade brasileira.

A letra C est‡ correta. ƒ o que prev• o art. 12, I, ÒbÓ, da Carta Magna.

A letra D est‡ incorreta. Os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil,


desde que haja reciprocidade em favor de brasileiros, gozam da condi•‹o de
Òportugueses equiparadosÓ. A eles s‹o atribu’dos os direitos inerentes ao
brasileiro naturalizado (art. 12, ¤ 1¼, CF).

A letra E est‡ incorreta. A legisla•‹o pode, sim, estabelecer distin•‹o entre


brasileiros natos e naturalizados, nos casos previstos na Constitui•‹o (art. 12,
¤ 2¼, CF).

A letra C Ž o gabarito.

32. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Cada Estado nacional tem a liberdade de


definir aqueles que ser‹o os seus nacionais por meio do
estabelecimento de regras gerais quanto ao direito ˆ nacionalidade. No
caso do Brasil, s‹o considerados brasileiros:

a) os nascidos no estrangeiro, de pais de qualquer nacionalidade, desde que


qualquer um deles estivesse a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

b) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que


registrados em reparti•‹o brasileira competente.

c) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que


venham a residir no pa’s e optem, antes de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira.

d) os nascidos no estrangeiro, sem qualquer outra condi•‹o, desde que filhos


de pai e m‹e brasileiros. 07396517737

e) os nascidos em pa’s com o qual o Brasil mantenha tratado de dupla


cidadania.

Coment‡rios:

Letra A: errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai


brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer um deles esteja a servi•o
da Repœblica Federativa do Brasil.

Letra B: correta. ƒ isso mesmo. S‹o brasileiros natos os nascidos no


estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que sejam registrados
em reparti•‹o brasileira competente (art. 12, I, ÒcÓ).

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Letra C: errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro, de pai


brasileiro ou m‹e brasileira, desde que venham a residir no pa’s e optem, em
qualquer tempo, ap—s atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Letra D: errada. Se um indiv’duo nascer no estrangeiro, filho de pai brasileiro


ou m‹e brasileira, h‡ 3 (tr•s) possibilidades de que ele seja brasileiro
nato:

- o pai brasileiro ou a m‹e brasileira estiverem a servi•o da Repœblica


Federativa do Brasil;

- o indiv’duo seja registrado em reparti•‹o brasileira competente;

- o indiv’duo vem a residir no Brasil e opta, em qualquer tempo, ap—s a


maioridade, pela nacionalidade brasileira.

Letra E: errada. Essa n‹o Ž uma hip—tese de atribui•‹o de nacionalidade


brasileira.

33. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Tendo em vista o que disp›e a Constitui•‹o


da Repœblica Federativa do Brasil, assinale a alternativa que apresenta
um caso de atribui•‹o da nacionalidade brasileira.

a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses a servi•o do Governo do


Canad‡.

b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de S‹o Paulo, nascido e


registrado no Jap‹o, filho de Marcos e M‡rcia, domiciliados naquele pa’s, onde
trabalham em uma empresa multinacional.

c) JosŽ, portugu•s, domiciliado na cidade de Manaus h‡ seis meses.

d) Mark, alem‹o, domiciliado na cidade de Aracajœ h‡ 10 anos, e que hoje est‡


em liberdade condicional, ap—s condena•‹o pelo crime de tr‡fico de drogas.
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e) Luigi, italiano, residente em Mil‹o, casado com Joana, que l‡ reside com ele.

Coment‡rios:

Letra A: errada. Kevin nasceu no Brasil, mas Ž filho de pais estrangeiros que
estavam a servi•o do seu pa’s. Portanto, ele n‹o ser‡ brasileiro.

Letra B: correta. Jonas nasceu no exterior, filho de pai brasileiro e m‹e


brasileira que n‹o estavam a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. Como
ele foi registrado em reparti•‹o brasileira competente (Ž o que d‡ a
entender o enunciado!), ele ser‡ brasileiro nato.

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Letra C: errada. Para que um portugu•s adquira a nacionalidade brasileira, ele


precisa fixar resid•ncia no Brasil por um ano ininterrupto e ter idoneidade
moral.

Letra D: errada. Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na


Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15 (quinze) anos ininterruptos
e sem condena•‹o penal poder‹o requisitar a naturaliza•‹o.

Letra E: errada. O simples fato de ser casado com uma brasileira n‹o resulta
na atribui•‹o de nacionalidade.

O gabarito Ž a letra B.

34. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Em rela•‹o ˆ nacionalidade, a Constitui•‹o


da Repœblica Federativa do Brasil reconhece a exist•ncia de brasileiros
natos e naturalizados, vedando a distin•‹o entre eles. A pr—pria
Constitui•‹o disp›e que determinados cargos somente poder‹o ser
ocupados por brasileiros natos. Com base na Constitui•‹o/88, assinale
a alternativa que indica o cargo que pode ser ocupado por brasileiro
naturalizado.

a) Presidente da Repœblica.

b) Presidente do Senado Federal.

c) Presidente da C‰mara dos Deputados.

d) Governador de Estado.

e) Oficial das For•as Armadas.

Coment‡rios:

Os cargos de Presidente e Vice-Presidente da Repœblica, Presidente da C‰mara


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dos Deputados, Presidente do Senado Federal, Ministro do STF, oficial das


For•as Armadas, carreira diplom‡tica e Ministro de Estado da Defesa s‹o
privativos de brasileiro nato. O cargo Governador de Estado, por sua vez,
pode ser ocupado por brasileiro naturalizado. A resposta Ž a letra D.

35. (FGV / OAB Ð 2011) No que tange ao direito de nacionalidade,


assinale a alternativa correta.

a) O brasileiro nato n‹o pode perder a nacionalidade.

b) O filho de pais alem‹es que est‹o no Brasil a servi•o de empresa privada


alem‹ ser‡ brasileiro nato caso venha a nascer no Brasil.

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c) O brasileiro naturalizado pode ser extraditado pela pr‡tica de crime comum


ap—s a naturaliza•‹o.

d) O brasileiro nato somente poder‡ ser extraditado no caso de envolvimento


com o tr‡fico de entorpecentes.

Coment‡rios:

Letra A: errada. O brasileiro nato pode perder a nacionalidade em caso de


naturaliza•‹o volunt‡ria.

Letra B: correta. ƒ isso mesmo. S‹o brasileiros natos os nascidos na


Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde
que estes n‹o estejam a servi•o do seu pa’s.

Letra C: errada. O brasileiro naturalizado pode ser extraditado em caso de


crime comum praticado antes da naturaliza•‹o ou em caso de comprovado
envolvimento com tr‡fico il’cito de entorpecentes ou drogas afins.

Letra D: errada. O brasileiro nato jamais poder‡ ser extraditado.

36. (FGV / TRE-PA Ð 2011) A Constitui•‹o de 1988, em rela•‹o ˆ


nacionalidade, determina que:

a) s‹o privativos de brasileiro nato os cargos de Presidente e Vice-Presidente


da Repœblica, Presidente da C‰mara dos Deputados e Presidente do Senado
Federal, assim como os Ministros do STF e do STJ.

b) perde a nacionalidade brasileira aquele que adquirir outra nacionalidade,


sem exce•›es.

c) Ž considerada brasileiro nato a pessoa nascida na Repœblica Federativa do


Brasil, ainda que de pais estrangeiros a servi•o de seu pa’s.
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d) os estrangeiros aqui residentes h‡ mais de 10 (dez) anos ininterruptos,


sem condena•‹o penal, podem requerer a cidadania brasileira, tornando-se
brasileiros naturalizados.

e) Ž brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro de pai ou m‹e brasileira,


desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

Coment‡rios:

Letra A: errada. O cargo de Ministro do STJ n‹o Ž privativo de brasileiro


nato.

Letra B: errada. ƒ poss’vel que um brasileiro adquira outra nacionalidade e,

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mesmo assim, n‹o perca a nacionalidade brasileira. Isso pode ocorrer em


dois casos:

- quando houver reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela


lei estrangeira;

-quando houver imposi•‹o de naturaliza•‹o, pela norma estrangeira,


ao brasileiro residente em estado estrangeiro, como condi•‹o para
perman•ncia em seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis.

Letra C: errada. A pessoa nascida no Brasil e que for filha de pais


estrangeiros que aqui estavam a servi•o do seu Pa’s n‹o ser‡ brasileiro
nato.

Letra D: errada. S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer


nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15
(quinze) anos ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que
requeiram a nacionalidade brasileira.

Letra E: correta. ƒ exatamente o que prev• o art. 12, I, ÒbÓ. S‹o brasileiros
natos os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde
que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

37. (FGV / PC-AP Ð 2010) Assinale o cargo que n‹o Ž privativo de


brasileiro nato.

a) Carreira diplom‡tica.

b) Ministro de Estado da Defesa.

c) Ministro do Superior Tribunal de Justi•a.

d) Presidente da C‰mara dos Deputados.


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e) Oficial das For•as Armadas.

Coment‡rios:

O cargo de Ministro do STJ n‹o Ž privativo de brasileiro nato. S‹o cargos


privativos de brasileiro nato os seguintes: i) Presidente e Vice-Presidente
da Repœblica; ii) Presidente da C‰mara dos Deputados; iii) Presidente do
Senado Federal; iv) Ministro do STF; v) carreira diplom‡tica; vi) oficial das
For•as Armadas e; vii) Ministro de Estado da Defesa. A resposta Ž a letra C.

38. (FEPESE / ISS-SC Ð 2014) Em aten•‹o ˆ nacionalidade, de acordo


com a Constitui•‹o da Repœblica:

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1. S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro


ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil.

2. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou m‹e


brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente
ou venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

3. Salvo os casos previstos na Constitui•‹o da Repœblica, ser‹o atribu’dos aos


portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s os direitos inerentes ao
brasileiro, se houver reciprocidade em favor de brasileiros.

4. Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra


nacionalidade em decorr•ncia de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria
pela lei estrangeira.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

a) S‹o corretas apenas as afirmativas 1 e 3.

b) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 3.

c) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 4.

d) S‹o corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.

e) S‹o corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

Coment‡rios:

A primeira assertiva est‡ errada. S‹o brasileiros natos os nascidos no


estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles
esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil. 07396517737

A segunda assertiva est‡ correta. ƒ isso o que prev• o art. 12, I, ÒcÓ.

A terceira assertiva est‡ correta. Segundo o art. 12, ¤ 1¼, CF/88, aos
portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver reciprocidade
em favor de brasileiros, ser‹o atribu’dos os direitos inerentes ao brasileiro,
salvo os casos previstos nesta Constitui•‹o.

A quarta assertiva est‡ errada. Se houver reconhecimento de nacionalidade


origin‡ria pela lei estrangeira, n‹o ser‡ declarada a perda da
nacionalidade brasileira.

O gabarito Ž a letra B.

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39. (FEPESE / UDESC Ð 2010) Sobre os direitos de nacionalidade, Ž


incorreto afirmar:

a) A Constitui•‹o brasileira consagra conjuntamente os critŽrios jus soli e jus


sanguinis para atribui•‹o da nacionalidade.

b) ƒ privativo de brasileiro nato o cargo de Presidente do Supremo Tribunal


Federal.

c) S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda


que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.

d) Para que o brasileiro naturalizado seja propriet‡rio de empresa jornal’stica e


de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens, a Constitui•‹o brasileira exige a
aquisi•‹o de nacionalidade brasileira h‡ mais de dez anos.

e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer nacionalidade,


residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de dez anos ininterruptos
e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

Coment‡rios:

Letra A: correta. De fato, a CF/88, ao atribuir nacionalidade, utilizou em


conjunto os critŽrios jus sanguinis e jus soli.

Letra B: correta. O cargo de Ministro do STF Ž privativo de brasileiro nato.

Letra C: correta. Aqueles que nascerem no Brasil s‹o brasileiros natos, salvo
os filhos de estrangeiros que aqui estejam a servi•o de seu Pa’s.

Letra D: correta. Segundo o art. 222, CF/88, somente poder‹o ser


propriet‡rios de empresa jornal’stica e de radiodifus‹o sonora e de imagens
brasileiros natos ou naturalizados h‡ mais de 10 anos.
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Letra E: errada. S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer


nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15 anos
ininterruptos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade
brasileira.

O gabarito Ž a letra E.

40. (FUNCAB / PC-RJ Ð 2012) Quanto ao direito de nacionalidade,


previsto na Constitui•‹o da Repœblica, Ž correto afirmar:

a) Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro residente em Estado


estrangeiro que adquire outra nacionalidade em fun•‹o de imposi•‹o de

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naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, como condi•‹o para perman•ncia em


seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis.

b) O cargo de militar das For•as Armadas Ž privativo de brasileiro nato.

c) Aos portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver


reciprocidade em favor de brasileiros, ser‹o atribu’dos os direitos inerentes ao
brasileiro, salvo os casos previstos na Constitui•‹o.

d) Em respeito ao princ’pio da origem territorial, todos os nascidos na


Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, mesmo que
estes estejam a servi•o de seu pa’s ser‹o considerados brasileiros natos.

e) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na Repœblica


Federativa do Brasil h‡ mais de 20 anos ininterruptos, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira, ser‹o considerados brasileiros naturalizados.

Coment‡rios:

Letra A: errada. A aquisi•‹o de nacionalidade em raz‹o de imposi•‹o de


naturaliza•‹o n‹o implica na perda de nacionalidade brasileira.

Letra B: errada. O cargo de oficial das For•as Armadas Ž privativo de


brasileiro nato.

Letra C: correta. ƒ exatamente o que prev• o art. 12, ¤ 1¼. Cabe destacar que
os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil receber‹o tratamento
inerente aos brasileiros naturalizados.

Letra D: errada. S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica Federativa do


Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a
servi•o de seu pa’s.

Letra E: errada. S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer


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nacionalidade, residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de 15


(quinze) anos e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.

O gabarito Ž a letra C.

41. (VUNESP/TJ SP Ð 2013) Nos termos da Constitui•‹o Federal, s‹o


brasileiros natos:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos


origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa apenas resid•ncia, por um ano
ininterrupto, e idoneidade moral.

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b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que


venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil atŽ a maioridade.

c) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.

d) os nascidos no estrangeiro, desde que de pai brasileiro e de m‹e brasileira.

e) os portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver reciprocidade


em favor de brasileiros.

Coment‡rios:

A letra A est‡ incorreta. Trata-se de uma hip—tese em que o brasileiro Ž


naturalizado.

A letra B est‡ incorreta. Nesse caso, para serem brasileiros natos, Ž necess‡rio
ainda que optem, em qualquer tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira.

A letra D est‡ incorreta. N‹o basta ser filho de pai brasileiro ou m‹e brasileira.
ƒ necess‡rio que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil ou, ainda, que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente ou
venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

A letra E est‡ incorreta. Nesse caso, tem-se a hip—tese de Òportugu•s


equiparadoÓ.

O gabarito Ž a letra C. Fundamento: art. 12, I, ÒaÓ, CF.

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Lista de Quest›es

1. Direitos Sociais

1. (FGV / Procurador de Paul’nia Ð 2016) Determinado Prefeito


Municipal tinha a inten•‹o de encaminhar projeto de lei ˆ C‰mara
dos Vereadores disciplinando a concess‹o de direitos sociais a certa
camada da popula•‹o. No entanto, tinha dœvidas a respeito da
compatibilidade dessa iniciativa com a ordem constitucional, mais
especificamente com o princ’pio da igualdade, consagrado no Art.
5¼, caput, da Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil. Em seu
entender, a igualdade exigiria que os direitos sociais fossem
igualitariamente oferecidos a todos, independentemente de suas
caracter’sticas pessoais. Para sanar suas dœvidas, solicitou o
pronunciamento da Procuradoria do Munic’pio, que exarou alentado
parecer a respeito dessa tem‡tica.

Ë luz da presente narrativa, assinale a op•‹o que se harmoniza com


as constru•›es te—ricas em torno da igualdade.

a) Os conceitos de igualdade formal e de igualdade material apresentam uma


rela•‹o de sobreposi•‹o, de modo que a ideia do Prefeito n‹o seria harm™nica
com a Constitui•‹o.

b) O conceito de igualdade, tal qual consagrado na Constitui•‹o, n‹o se projeta


sobre as pol’ticas pœblicas a cargo do Poder Executivo.

c) As a•›es afirmativas excepcionam a igualdade formal em prol da constru•‹o


da igualdade material, sendo incorreto afirmar que sempre ser‹o incompat’veis
com a Constitui•‹o

d) O conceito constitucionalmente adequado de igualdade Ž somente aquele de


ordem formal, de modo que qualquer tratamento diferenciado entre as
camadas da popula•‹o Ž inconstitucional. 07396517737

e) As a•›es afirmativas jamais acarretam o surgimento da denominada


Òdiscrimina•‹o reversaÓ, logo, a ideia do Prefeito n‹o se mostra incompat’vel
com a Constitui•‹o.

2. (FGV / PGE-RO Ð 2015) In‡cio procurou um advogado e decidiu


inteirar-se a respeito da sistem‡tica constitucional afeta aos direitos e
garantias fundamentais. Ë luz da Constitui•‹o da Repœblica Federativa
do Brasil, Ž correto afirmar que:

a) tanto os direitos individuais como os direitos sociais est‹o inclu’dos na


categoria mais ampla dos Òdireitos de defesa";

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b) a justiciabilidade dos direitos sociais, pelo Poder Judici‡rio, n‹o apresenta


nenhuma distin•‹o substancial em rela•‹o aos direitos individuais;

c) os direitos sociais costumam ter sua exigibilidade condicionada ˆ prŽvia


integra•‹o pela legisla•‹o infraconstitucional;

d) a denominada Òreserva do poss’vel" Ž aplicada, indistintamente, com igual


intensidade, aos direitos individuais e aos sociais;

e) os direitos sociais, pelas suas pr—prias caracter’sticas existenciais, n‹o


podem ser fru’dos por uma œnica pessoa.

3. (FGV / PGE-RO Ð 2015) Irineu informou ao seu amigo Edson que


pretendia ingressar com uma a•‹o em face do Estado para que lhe
fosse oferecido um direito social previsto na Constitui•‹o da Repœblica
Federativa do Brasil. ƒ correto afirmar que os direitos sociais:

a) podem exigir, para a sua efetividade, o oferecimento de certas presta•›es


por parte do Estado;

b) n‹o podem beneficiar uma œnica pessoa, j‡ que s‹o destinados ˆ sociedade;

c) s‹o emana•›es diretas da cidadania, a qual permite a integra•‹o do


indiv’duo ˆ sociedade;

d) asseguram a liberdade do indiv’duo perante os poderes constitu’dos;

e) somente est‹o ao alcance dos brasileiros natos, os quais est‹o integrados ˆ


sociedade brasileira.

4. (FGV/ TJ-BA Ð 2015) A respeito dos direitos sociais, Ž correto


afirmar que:

a) sempre exigir‹o uma omiss‹o por parte dos poderes constitu’dos;


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b) podem ser vistos como a primeira dimens‹o ou gera•‹o dos direitos


fundamentais;

c) nunca dependem da disponibilidade de recursos financeiros para a sua


implementa•‹o;

d) podem exigir o oferecimento de presta•›es espec’ficas;

e) somente devem ser atribu’dos ˆs pessoas naturais, jur’dica e


economicamente classificadas como necessitadas.

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5. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Considerando a preocupa•‹o da ordem


constitucional com a prote•‹o da pessoa humana, Ž correto afirmar,
sob a —tica da efic‡cia, que as normas constitucionais afetas aos:

a) direitos sociais t•m sempre efic‡cia plena e aplicabilidade imediata;

b) direitos individuais sempre dependem de previs‹o or•ament‡ria para que


tenham efic‡cia;

c) direitos sociais normalmente dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que tenham efic‡cia;

d) direitos individuais sempre dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que produzam efeitos;

e) direitos sociais, por serem inerentes ˆ sociedade, devem ser efetivados


independentemente dos recursos dispon’veis.

6. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Considerando a preocupa•‹o da ordem


constitucional com a prote•‹o da pessoa humana, Ž correto afirmar,
sob a —tica da efic‡cia, que as normas constitucionais afetas aos:

a) direitos sociais t•m sempre efic‡cia plena e aplicabilidade imediata;

b) direitos individuais sempre dependem de previs‹o or•ament‡ria para que


tenham efic‡cia;

c) direitos sociais normalmente dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que tenham efic‡cia;

d) direitos individuais sempre dependem de integra•‹o pela legisla•‹o


infraconstitucional para que produzam efeitos;

e) direitos sociais, por serem inerentes ˆ sociedade, devem ser efetivados


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independentemente dos recursos dispon’veis.

7. (FGV/ Prefeitura de Paul’nia Ð 2015) Paulo perguntou ao seu


amigo Jo‹o o que diferencia os Òdireitos sociais" dos Òdireitos e
garantias individuais e coletivos". Como a œnica resposta que Jo‹o
poderia ter dado, corretamente, Ž:

a) a liberdade de ir e vir Ž um dos principais direitos individuais;

b) o direito social Ž da sociedade, n‹o do indiv’duo;

c) a educa•‹o Ž uma liberdade, logo, um direito individual;

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d) o direito de propriedade Ž um dos principais direitos sociais;

e) a prote•‹o da saœde n‹o est‡ prevista entre os direitos sociais.

8. (FGV / TJ-SC Ð 2015) Os denominados direitos sociais


apresentam algumas distin•›es em rela•‹o aos direitos individuais, da’
decorrendo varia•›es quanto ao seu delineamento e ˆ sua proje•‹o na
realidade. A partir dessas distin•›es, analise as afirmativas a seguir:

I Ð Os direitos individuais transmudam-se em sociais sempre que analisados


sob a —tica coletiva, alcan•ando a sociedade como um todo.

II Ð O direito de greve Ž um direito social, n‹o dependendo de uma presta•‹o


estatal espec’fica para o seu exerc’cio.

III Ð As liberdades cl‡ssicas s‹o inclu’das na categoria dos direitos individuais


e atuam como limitadores ˆ a•‹o estatal sobre a esfera jur’dica individual.

Est‡ correto o que se afirma em:

a) somente I;

b) somente III;

c) somente I e II;

d) somente II e III;

e) I, II e III.

9. (FGV/ PROCEMPA Ð 2014) Acerca dos Direitos Sociais


Constitucionais, analise as afirmativas a seguir.

I. S‹o direitos sociais a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a


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moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ


maternidade e ˆ inf‰ncia, e a assist•ncia aos desamparados.

II. ƒ assegurado ˆ categoria dos trabalhadores domŽsticos o direito ˆ dura•‹o


do trabalho normal n‹o superior a oito horas di‡rias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensa•‹o de hor‡rios e a redu•‹o da jornada,
mediante acordo ou conven•‹o coletiva de trabalho.

III. ƒ direito dos trabalhadores urbanos e rurais a a•‹o, quanto aos crŽditos
resultantes das rela•›es de trabalho, com prazo prescricional de cinco anos
para os trabalhadores urbanos e rurais, atŽ o limite de um ano ap—s a extin•‹o
do contrato de trabalho.

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Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente a afirmativa III estiver correta.

d) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

e) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

10. (FGV/ Prefeitura de Recife Ð 2014) No que tange ˆ liberdade de


associa•‹o profissional ou sindical, assinale a afirmativa correta.

a) ƒ livre a cria•‹o de mais de uma organiza•‹o sindical representativa de


categoria profissional ou econ™mica na mesma base territorial.

b) Uma vez aposentado, o indiv’duo, ainda que filiado, n‹o tem direito a votar
e ser votado nas organiza•›es sindicais.

c) ƒ vedada a dispensa do empregado sindicalizado somente a partir da posse


no cargo de dire•‹o ou representa•‹o sindical.

d) NinguŽm pode ser obrigado a filiar-se a sindicato, mas, uma vez filiado,
ser‡ obrigado a manter-se filiado atŽ a aposentadoria.

e) A lei n‹o poder‡ exigir autoriza•‹o do Estado para a funda•‹o de sindicato,


ressalvado o registro no —rg‹o competente, vedadas ao Poder Pœblico a
interfer•ncia e a interven•‹o na organiza•‹o sindical.

11. (FGV/MPE-MS Ð 2013) Os direitos fundamentais sociais, como o


direito ˆ saœde, n‹o possuem for•a normativa e, por essa raz‹o, n‹o
podem ser sindicados na via judicial. 07396517737

12. (FGV/TJ-AM Ð 2013) Com rela•‹o aos direitos dos trabalhadores,


segundo o art. 7¼ da Constitui•‹o Federal/88, analise as afirmativas a
seguir.

I. Garantia de sal‡rio‐m’nimo, fixado em lei, definido por regi›es


geoecon™micas, capaz de atender suas necessidades vitais b‡sicas.

II. Garantia de remunera•‹o do servi•o extraordin‡rio superior, no m’nimo, em


cinquenta por cento ˆ do normal.

III. Garantia de sal‡rios e de critŽrios de admiss‹o iguais, sendo vedada a


discrimina•‹o por sexo, cor ou estado civil.

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Assinale:

a) se somente a afirmativa I estiver correta.

b) se somente a afirmativa II estiver correta.

c) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.

e) se todas as afirmativas estiverem corretas.

13. (FGV/TJ-AM Ð 2013) Dentre os direitos sociais dos trabalhadores,


previstos na Constitui•‹o, n‹o se inclui:

a) a participa•‹o nos lucros ou resultados, desvinculada da remunera•‹o.

b) dura•‹o do trabalho n‹o superior a 40 horas semanais.

c) a proibi•‹o de diferen•a de sal‡rios por motivo de sexo, idade, cor ou estado


civil.

d) a proibi•‹o de trabalho noturno a menores de 18 anos.

e) a extens‹o do fundo de garantia do tempo de servi•o ao empregado rural.

14. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Em rela•‹o ao disposto na Constitui•‹o da


Repœblica Federativa do Brasil acerca dos direitos sociais dos
trabalhadores, assinale a afirmativa incorreta.

a) ƒ vedada a dispensa do empregado sindicalizado eleito para cargo de


representa•‹o ou dire•‹o sindical, ainda que como suplente, atŽ um ano ap—s
o final do mandato, salvo nos casos de redu•‹o justificada do nœmero de
empregados. 07396517737

b) A lei n‹o poder‡ exigir autoriza•‹o do Estado para a funda•‹o de sindicato,


ressalvado o registro no —rg‹o competente, vedadas ao Poder Pœblico a
interfer•ncia e a interven•‹o na organiza•‹o sindical.

c) ƒ obrigat—ria a participa•‹o dos sindicatos nas negocia•›es coletivas de


trabalho.

d) ƒ assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir


sobre a oportunidade de exerc•-lo e sobre os interesses que devam, por meio
dele, defender.

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e) Ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou individuais


da categoria.

15. (FGV / PC-RJ Ð 2008) As alternativas a seguir apresentam alguns


direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, previstos na Constitui•‹o
de 1988, ˆ exce•‹o de uma. Assinale-a.

a) Estabilidade.

b) Licen•a paternidade.

c) Irredutibilidade de sal‡rio, salvo o disposto em conven•‹o ou acordo


coletivo.

d) Participa•‹o nos lucros.

e) Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade em creches e prŽ- escolas.

16. (FUNCAB / PC-ES Ð 2013) S‹o direitos sociais preceituados na


Constitui•‹o de 1988:

a) a educa•‹o, a saœde, a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o


lazer, a seguran•a, a previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia,
a assist•ncia aos desamparados.

b) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, o lazer, a seguran•a, a previd•ncia social,


a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos desamparados.

c) a educa•‹o, a saœde, o trabalho, a moradia, o lazer, a seguran•a, a


previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados.

d) o direito de heran•a, a intimidade, a privacidade, a informa•‹o dos —rg‹os


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pœblicos.

e) a livre locomo•‹o no territ—rio nacional em tempo de paz, podendo qualquer


pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer, ou dele sair com seus
bens.

17. (FUNCAB / ANS Ð 2013) Acerca dos direitos sociais, Ž correto


afirmar que:

a) a localiza•‹o dos direitos sociais no t’tulo constitucional destinado aos


direitos e garantias fundamentais n‹o acarreta, por consequ•ncia, a
subordina•‹o ˆ regra da autoaplicabilidade das normas definidoras dos direitos
e garantias fundamentais.

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b) n‹o cabe o ajuizamento do Mandado de Injun•‹o, quando houver a omiss‹o


do Poder Pœblico na regulamenta•‹o de alguma norma que preveja um direito
social e, consequentemente, inviabilize seu exerc’cio.

c) a Constitui•‹o Federal proclama serem direitos sociais a educa•‹o, a saœde,


a alimenta•‹o, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a seguran•a, a
previd•ncia social, a prote•‹o ˆ maternidade e ˆ inf‰ncia, a assist•ncia aos
desamparados.

d) os r—is dos direitos sociais enumerados taxativamente no cap’tulo II do


t’tulo II do texto constitucional esgotam os direitos constitucionais dos
trabalhadores.

e) o direito de greve dos servidores pœblicos civis entra em vigor


imediatamente, n‹o dependendo seu exerc’cio de lei ordin‡ria espec’fica.

18. (FUNDATEC/CEEERS Ð 2010) Assinale a alternativa que n‹o est‡


de acordo com os Direitos Sociais.

a) Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a


indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

b) Assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade em creches e prŽ-escolas.

c) Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezesseis


anos, e de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condi•‹o
de aprendiz.

d) Licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio.

e) Sal‡rio-fam’lia pago em raz‹o do dependente do trabalhador de baixa renda


nos termos da lei.
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19. (FEPESE / Prefeitura Balne‡rio Camboriœ Ð 2010) Com base nas


disposi•›es constitucionais, constitui direito dos trabalhadores
urbanos e rurais:

a) Irredutibilidade do sal‡rio, sem ressalva.

b) Seguro contra os acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir


a indeniza•‹o a que este est‡ obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.

c) Rela•‹o de emprego protegida contra a despedida, com ou sem justa causa,


mediante previs‹o de indeniza•‹o compensat—ria.

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d) Licen•a ˆ gestante, sem preju’zo do emprego e do sal‡rio, com a dura•‹o


de cento e oitenta dias.

e) Proibi•‹o de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e


de qualquer trabalho a menores de quatorze anos, salvo na condi•‹o de
aprendiz.

20. (VUNESP/TJ SP Ð 2013) A Constitui•‹o Federal estabelece como


direito dos trabalhadores urbanos e rurais:

a) o dŽcimo terceiro sal‡rio, com base no vencimento b‡sico ou no valor da


aposentadoria.

b) o repouso semanal remunerado aos domingos.

c) o gozo de fŽrias anuais remuneradas com, no m‡ximo, um ter•o a mais do


que o sal‡rio normal.

d) a irredutibilidade do sal‡rio, salvo o disposto em contrato de trabalho.

e) a assist•ncia gratuita aos filhos e dependentes, desde o nascimento atŽ 5


(cinco) anos de idade, em creches e prŽ-escolas.

2. Nacionalidade

21. (FGV / Oficial de Chancelaria Ð 2016) Os amigos Ednaldo e JosŽ


Carlos travaram intensa discuss‹o a respeito de sua rela•‹o com a
Repœblica Federativa do Brasil. Ednaldo, com 35 anos de idade, nascera
na çustria e era filho de pai brasileiro e m‹e austr’aca, os quais
trabalhavam em uma organiza•‹o civil protetora dos animais. Ednaldo
nunca residiu em territ—rio brasileiro. JosŽ Carlos, 21 anos de idade,
filho de pais austr’acos, por sua vez, nasceu no Brasil na Žpoca em que
os seus pais trabalhavam na embaixada austr’aca, tendo em seguida
viajado para a çustria, de onde nunca mais saiu. 07396517737

Ë luz da sistem‡tica constitucional e da an‡lise das informa•›es


fornecidas na narrativa acima, Ž correto afirmar, a respeito dos dois
amigos, que:

a) JosŽ Carlos n‹o pode ser considerado brasileiro nato.

b) Ednaldo Ž brasileiro nato;

c) JosŽ Carlos Ž brasileiro nato;

d) Ednaldo ser‡ brasileiro nato caso venha a residir no Brasil;

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e) os amigos somente podem vir a naturalizar-se brasileiros.

22. (FGV/ TJ-SC Ð 2015) Peter, cidad‹o sueco em viagem de fŽrias no


Brasil, manteve relacionamento amoroso com Marie, cidad‹ francesa
que visitava um primo na Cidade de Florian—polis. Desse
relacionamento, nasceu Gustavisson, fato ocorrido no territ—rio
brasileiro. ƒ poss’vel afirmar que a nacionalidade do filho do casal Ž:

a) brasileira, por ter nascido na Repœblica Federativa do Brasil;

b) necessariamente diversa da brasileira, isso em raz‹o do princ’pio da


nacionalidade paterna;

c) brasileira, desde que tenha sido registrado em reparti•‹o consular


brasileira;

d) necessariamente diversa da brasileira, isso em raz‹o do princ’pio da


nacionalidade materna;

e) necessariamente diversa da brasileira, j‡ que seus pais eram estrangeiros e


n‹o estavam estabelecidos no Brasil.

23. (FGV / TJ-RO Ð 2015) Peter, nascido na çustria, decidiu obter a


nacionalidade brasileira, o que foi deferido pelo —rg‹o competente. Ato
cont’nuo, passou a inteirar-se sobre os direitos que brasileiros natos e
naturalizados possuem, bem como sobre poss’veis restri•›es que
poderiam ser impostas a esses direitos. A respeito dessa tem‡tica, Ž
correto afirmar que:

a) a suspens‹o dos direitos pol’ticos do brasileiro nato n‹o se confunde com a


causa de inelegibilidade, pois esta œltima somente restringe a cidadania em
sua acep•‹o passiva;

b) a extin•‹o dos direitos pol’ticos do brasileiro naturalizado n‹o se confunde


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com a inabilita•‹o, pois esta œltima somente restringe a nacionalidade em sua


acep•‹o passiva;

c) a perda dos direitos pol’ticos do brasileiro nato n‹o se confunde com a perda
dos direitos fundamentais, pois esta œltima somente restringe a personalidade
em sua acep•‹o passiva;

d) a priva•‹o de liberdade do brasileiro nato pode gerar a suspens‹o dos


direitos pol’ticos, que somente restringe a cidadania em sua acep•‹o passiva;

e) a perda da nacionalidade do brasileiro naturalizado n‹o se confunde com a


suspens‹o dos direitos pol’ticos, pois esta œltima somente restringe o direito
de sufr‡gio.

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24. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Agnaldo, filho de pai brasileiro e m‹e


estrangeira, atualmente com 35 (trinta e cinco) anos de idade,
nasceu no estrangeiro e l‡ permanece atŽ hoje, sem nunca ter
visitado a Repœblica Federativa do Brasil. ƒ correto afirmar que
Agnaldo:

a) deve ser considerado brasileiro nato, pelo s— fato de ser filho de pai
brasileiro;

b) pode naturalizar-se brasileiro, desde que venha a residir no Brasil;

c) deve ser considerado brasileiro nato caso o seu pai estivesse no exterior a
servi•o do Estado brasileiro;

d) sempre ser‡ considerado estrangeiro, j‡ que nasceu fora do territ—rio


brasileiro;

e) tornar-se-‡ brasileiro naturalizado caso venha a residir no Brasil e opte pela


nacionalidade brasileira.

25. (FGV / TJ-PI Ð 2015) Adalberto Ž brasileiro nato e vive h‡


quinze anos em um determinado Pa’s da Europa. Em determinado
momento, foi editada uma lei nesse Pa’s que exigia a naturaliza•‹o
dos estrangeiros ali residentes h‡ mais de dez anos para que
pudessem permanecer em seu territ—rio. Em raz‹o dessa exig•ncia,
Adalberto requereu e teve deferida a nacionalidade desse Pa’s. Ë luz
da sistem‡tica constitucional, Ž correto afirmar que Adalberto:

a) deve ter declarada a perda da nacionalidade brasileira por ter obtido, a


partir de requerimento seu, a nacionalidade estrangeira;

b) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira caso fosse naturalizado


estrangeiro por for•a de lei do respectivo Pa’s, sem qualquer requerimento
nesse sentido; 07396517737

c) somente n‹o perderia a nacionalidade brasileira se estivesse no estrangeiro,


de maneira impositiva, a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil;

d) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a naturaliza•‹o foi imposta, pela


norma estrangeira, como condi•‹o para perman•ncia no territ—rio do
respectivo Pa’s;

e) n‹o perder‡ a nacionalidade brasileira, pois a hip—tese versa sobre


reconhecimento de nacionalidade origin‡ria pela lei estrangeira.

26. (FGV/ DPE-RO Ð 2015) Ernesto, filho de pais brasileiros, nascido


e registrado na Repœblica do Paraguai, ao atingir a maioridade, decide

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vir para o Brasil. Ao chegar neste Pa’s, consulta um Defensor Pœblico a


respeito dos seus direitos. ƒ correto afirmar que Ernesto:

a) pode optar, a qualquer tempo, pela nacionalidade brasileira;

b) somente pode obter a nacionalidade brasileira se for naturalizado;

c) Ž considerado brasileiro nato pelo simples fato de seus pais serem


brasileiros;

d) somente pode optar pela nacionalidade brasileira se os seus pais estavam,


no Paraguai, a servi•o do Brasil;

e) somente ter‡ reconhecida a nacionalidade brasileira se o Paraguai oferecer


reciprocidade ao Brasil.

27. (FGV / SSP-AM Ð 2015) Peter, filho de um casal austr’aco, nasceu


no territ—rio brasileiro quando seus pais aqui estavam a servi•o da
Embaixada da çustria. Ap—s o seu nascimento, permaneceu no Brasil
por cerca de dez anos, atŽ que a fam’lia retornou ao Pa’s de origem.
Como Peter passou a ter s—lidos la•os afetivos com o Brasil, sendo
frequentes as suas viagens a passeio para este Pa’s, tomou a decis‹o
de candidatar-se a um cargo eletivo que Ž privativo de brasileiro nato.
ƒ poss’vel afirmar que Peter:

a) Ž brasileiro nato, j‡ que nasceu na Repœblica Federativa do Brasil;

b) somente pode ser considerado brasileiro nato caso sua fam’lia tenha
providenciado o seu registro de nascimento no Brasil, enquanto aqui residiu;

c) tem dupla nacionalidade, austr’aca e brasileira, podendo praticar quaisquer


atos civis e pol’ticos na çustria e no Brasil;

d) n‹o pode ser considerado brasileiro nato, j‡ que Ž filho de estrangeiros que
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estavam no Brasil a servi•o do seu Pa’s de origem;

e) ser‡ considerado brasileiro nato t‹o logo promova o seu registro de


nascimento em cart—rio do registro civil das pessoas naturais situado no Brasil.

28. (FGV/ C‰mara Municipal de Caruaru Ð 2015) Ana Ž brasileira


nata, sendo neta de portugueses radicados no Brasil. Por for•a de
legisla•‹o espec’fica, a m‹e de Ana, F‡tima, tambŽm brasileira nata,
obtŽm a dupla nacionalidade para ambas, indo residir, de forma
definitiva, em Portugal, onde passam a exercer atividades
profissionais.

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No momento da renova•‹o do passaporte brasileiro, F‡tima e Ana s‹o


comunicadas de que perderam a nacionalidade brasileira por
cancelamento.

De acordo com a Constitui•‹o Federal, haver‡ a perda da


nacionalidade brasileira com a

a) aquisi•‹o de nova nacionalidade derivada.

b) ida para outro pa’s exercer atividade profissional.

c) imposi•‹o de naturaliza•‹o para o exerc’cio de direitos civis no estrangeiro.

d) declara•‹o de nova nacionalidade origin‡ria prevista em lei estrangeira.

e) fixa•‹o de resid•ncia definitiva em Estado estrangeiro.

29. (FGV/ C‰mara Municipal de Caruaru Ð 2015) Cl‡udio e Rita,


brasileiros natos, casaram e decidiram residir na Argentina, bem como
trabalhar na indœstria automobil’stica. Da uni‹o de ambos, resultou o
nascimento de Jœlio, que continuou residindo no exterior por trinta
anos ininterruptos. Durante parte desse per’odo, ele manteve uma
coluna em um importante jornal brasileiro, na qual analisava a pol’tica
econ™mica do Brasil.

A partir da hip—tese apresentada, assinale a afirmativa correta

a) Jœlio Ž brasileiro nato, pelo s— fato de ser filho de brasileiros.

b) Jœlio pode vir a naturalizar-se como brasileiro, desde que resida por mais de
vinte anos no Brasil.

c) Jœlio pode ser considerado brasileiro nato, desde que seus pais tenham
providenciado a sua naturaliza•‹o antes de atingir a maioridade.
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d) Jœlio ser‡ considerado brasileiro nato caso opte, a qualquer tempo, ap—s ter
atingido a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

e) Jœlio n‹o pode ser considerado brasileiro nato em nenhuma hip—tese, pois
os seus pais n‹o estavam no exterior a servi•o da Repœblica Federativa do
Brasil.

30. (FGV / TJ-RJ Ð2014) Erik, nascido em Gana, resolveu transferir o


seu domic’lio para o territ—rio brasileiro, aqui permanecendo, com
conduta ilibada e plena aquiesc•ncia do Estado brasileiro, por
dezenove anos ininterruptos. No dia imediato ˆ integraliza•‹o desse
per’odo, formulou pedido para que lhe fosse concedida a nacionalidade

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brasileira e, ato cont’nuo, pretendeu praticar ato privativo de


brasileiro. Ë luz desse quadro, Ž poss’vel afirmar que Erik:

a) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois nascido no estrangeiro;

b) pode praticar ato privativo de brasileiro, desde que haja reciprocidade de


tratamento por parte de Gana, devidamente formalizada em acordo bilateral;

c) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois n‹o comprovada a


exist•ncia de decis‹o decretando a perda de sua nacionalidade de origem;

d) pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o ato de reconhecimento da


nacionalidade brasileira Ž meramente declarat—rio, retroagindo ˆ data do
requerimento;

e) n‹o pode praticar ato privativo de brasileiro, pois o Estado brasileiro Ž


soberano para atribuir, ou n‹o, essa nacionalidade aos estrangeiros residentes
em seu territ—rio.

31. (FGV/SUDENE Ð 2013) De acordo com a Constitui•‹o Federal,


assinale a alternativa que apresenta uma condi•‹o para ser
considerado brasileiro nato.

a) Os que s‹o origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa com resid•ncia no


Brasil por um ano ininterrupto.

b) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade, residentes na Repœblica


Federativa do Brasil h‡ mais de quinze anos ininterruptamente.

c) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou m‹e brasileira, desde que


um deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

d) Os portugueses com resid•ncia permanente no Brasil.


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e) A nova legisla•‹o n‹o estabelece distin•‹o entre brasileiros natos e


naturalizados.

32. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Cada Estado nacional tem a liberdade de


definir aqueles que ser‹o os seus nacionais por meio do
estabelecimento de regras gerais quanto ao direito ˆ nacionalidade. No
caso do Brasil, s‹o considerados brasileiros:

a) os nascidos no estrangeiro, de pais de qualquer nacionalidade, desde que


qualquer um deles estivesse a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.

b) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que


registrados em reparti•‹o brasileira competente.

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c) os nascidos no estrangeiro, filhos de pai ou m‹e brasileiros, desde que


venham a residir no pa’s e optem, antes de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira.

d) os nascidos no estrangeiro, sem qualquer outra condi•‹o, desde que filhos


de pai e m‹e brasileiros.

e) os nascidos em pa’s com o qual o Brasil mantenha tratado de dupla


cidadania.

33. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Tendo em vista o que disp›e a Constitui•‹o


da Repœblica Federativa do Brasil, assinale a alternativa que apresenta
um caso de atribui•‹o da nacionalidade brasileira.

a) Kevin, nascido no Brasil, filho de pais canadenses a servi•o do Governo do


Canad‡.

b) Jonas, hoje com 21 anos, residente na cidade de S‹o Paulo, nascido e


registrado no Jap‹o, filho de Marcos e M‡rcia, domiciliados naquele pa’s, onde
trabalham em uma empresa multinacional.

c) JosŽ, portugu•s, domiciliado na cidade de Manaus h‡ seis meses.

d) Mark, alem‹o, domiciliado na cidade de Aracajœ h‡ 10 anos, e que hoje est‡


em liberdade condicional, ap—s condena•‹o pelo crime de tr‡fico de drogas.

e) Luigi, italiano, residente em Mil‹o, casado com Joana, que l‡ reside com ele.

34. (FGV / TJ-AM Ð 2013) Em rela•‹o ˆ nacionalidade, a Constitui•‹o


da Repœblica Federativa do Brasil reconhece a exist•ncia de brasileiros
natos e naturalizados, vedando a distin•‹o entre eles. A pr—pria
Constitui•‹o disp›e que determinados cargos somente poder‹o ser
ocupados por brasileiros natos. Com base na Constitui•‹o/88, assinale
a alternativa que indica o cargo que pode ser ocupado por brasileiro
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naturalizado.

a) Presidente da Repœblica.

b) Presidente do Senado Federal.

c) Presidente da C‰mara dos Deputados.

d) Governador de Estado.

e) Oficial das For•as Armadas.

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35. (FGV / OAB Ð 2011) No que tange ao direito de nacionalidade,


assinale a alternativa correta.

a) O brasileiro nato n‹o pode perder a nacionalidade.

b) O filho de pais alem‹es que est‹o no Brasil a servi•o de empresa privada


alem‹ ser‡ brasileiro nato caso venha a nascer no Brasil.

c) O brasileiro naturalizado pode ser extraditado pela pr‡tica de crime comum


ap—s a naturaliza•‹o.

d) O brasileiro nato somente poder‡ ser extraditado no caso de envolvimento


com o tr‡fico de entorpecentes.

36. (FGV / TRE-PA Ð 2011) A Constitui•‹o de 1988, em rela•‹o ˆ


nacionalidade, determina que:

a) s‹o privativos de brasileiro nato os cargos de Presidente e Vice-Presidente


da Repœblica, Presidente da C‰mara dos Deputados e Presidente do Senado
Federal, assim como os Ministros do STF e do STJ.

b) perde a nacionalidade brasileira aquele que adquirir outra nacionalidade,


sem exce•›es.

c) Ž considerada brasileiro nato a pessoa nascida na Repœblica Federativa do


Brasil, ainda que de pais estrangeiros a servi•o de seu pa’s.

d) os estrangeiros aqui residentes h‡ mais de 10 (dez) anos ininterruptos,


sem condena•‹o penal, podem requerer a cidadania brasileira, tornando-se
brasileiros naturalizados.

e) Ž brasileiro nato aquele nascido no estrangeiro de pai ou m‹e brasileira,


desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica Federativa do Brasil.
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37. (FGV / PC-AP Ð 2010) Assinale o cargo que n‹o Ž privativo de


brasileiro nato.

a) Carreira diplom‡tica.

b) Ministro de Estado da Defesa.

c) Ministro do Superior Tribunal de Justi•a.

d) Presidente da C‰mara dos Deputados.

e) Oficial das For•as Armadas.

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38. (FEPESE / ISS-SC Ð 2014) Em aten•‹o ˆ nacionalidade, de acordo


com a Constitui•‹o da Repœblica:

1. S‹o brasileiros naturalizados os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro


ou m‹e brasileira, desde que qualquer deles esteja a servi•o da Repœblica
Federativa do Brasil.

2. S‹o brasileiros natos os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou m‹e


brasileira, desde que sejam registrados em reparti•‹o brasileira competente
ou venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela nacionalidade brasileira.

3. Salvo os casos previstos na Constitui•‹o da Repœblica, ser‹o atribu’dos aos


portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s os direitos inerentes ao
brasileiro, se houver reciprocidade em favor de brasileiros.

4. Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro que adquirir outra


nacionalidade em decorr•ncia de reconhecimento de nacionalidade origin‡ria
pela lei estrangeira.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

a) S‹o corretas apenas as afirmativas 1 e 3.

b) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 3.

c) S‹o corretas apenas as afirmativas 2 e 4.

d) S‹o corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.

e) S‹o corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

39. (FEPESE / UDESC Ð 2010) Sobre os direitos de nacionalidade, Ž


incorreto afirmar: 07396517737

a) A Constitui•‹o brasileira consagra conjuntamente os critŽrios jus soli e jus


sanguinis para atribui•‹o da nacionalidade.

b) ƒ privativo de brasileiro nato o cargo de Presidente do Supremo Tribunal


Federal.

c) S‹o brasileiros natos os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda


que de pais estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.

d) Para que o brasileiro naturalizado seja propriet‡rio de empresa jornal’stica e


de radiodifus‹o sonora e de sons e imagens, a Constitui•‹o brasileira exige a
aquisi•‹o de nacionalidade brasileira h‡ mais de dez anos.

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e) S‹o brasileiros naturalizados os estrangeiros de qualquer nacionalidade,


residentes na Repœblica Federativa do Brasil h‡ mais de dez anos ininterruptos
e sem condena•‹o penal, desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

40. (FUNCAB / PC-RJ Ð 2012) Quanto ao direito de nacionalidade,


previsto na Constitui•‹o da Repœblica, Ž correto afirmar:

a) Ser‡ declarada a perda da nacionalidade do brasileiro residente em Estado


estrangeiro que adquire outra nacionalidade em fun•‹o de imposi•‹o de
naturaliza•‹o, pela norma estrangeira, como condi•‹o para perman•ncia em
seu territ—rio ou para o exerc’cio de direitos civis.

b) O cargo de militar das For•as Armadas Ž privativo de brasileiro nato.

c) Aos portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver


reciprocidade em favor de brasileiros, ser‹o atribu’dos os direitos inerentes ao
brasileiro, salvo os casos previstos na Constitui•‹o.

d) Em respeito ao princ’pio da origem territorial, todos os nascidos na


Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, mesmo que
estes estejam a servi•o de seu pa’s ser‹o considerados brasileiros natos.

e) Os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na Repœblica


Federativa do Brasil h‡ mais de 20 anos ininterruptos, desde que requeiram a
nacionalidade brasileira, ser‹o considerados brasileiros naturalizados.

41. (VUNESP/TJ SP Ð 2013) Nos termos da Constitui•‹o Federal, s‹o


brasileiros natos:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos


origin‡rios de pa’ses de l’ngua portuguesa apenas resid•ncia, por um ano
ininterrupto, e idoneidade moral.

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de m‹e brasileira, desde que


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venham a residir na Repœblica Federativa do Brasil atŽ a maioridade.

c) os nascidos na Repœblica Federativa do Brasil, ainda que de pais


estrangeiros, desde que estes n‹o estejam a servi•o de seu pa’s.

d) os nascidos no estrangeiro, desde que de pai brasileiro e de m‹e brasileira.

e) os portugueses com resid•ncia permanente no Pa’s, se houver reciprocidade


em favor de brasileiros.

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Gabarito

1. LETRA C
2. LETRA C
3. LETRA A
4. LETRA D
5. LETRA C
6. LETRA C
7. LETRA A
8. LETRA D
9. LETRA D
10. LETRA E
11. ERRADA
12. LETRA D
13. LETRA B
14. LETRA A
15. LETRA A
16. LETRA A
17. LETRA C
18. LETRA C
19. LETRA B
20. LETRA E
21. LETRA A
22. LETRA A
23. LETRA A
24. LETRA C
25. LETRA D
26. LETRA A
27. LETRA D
28. LETRA C
29. LETRA D
30. LETRA D
31. LETRA C
07396517737

32. LETRA B
33. LETRA B
34. LETRA D
35. LETRA B
36. LETRA E
37. LETRA C
38. LETRA B
39. LETRA E
40. LETRA C
41. LETRA C

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