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Teoria dos Grafos – Pesquisa e Análise Cotidiana 2018

RESUMO

Muitas situações da vida real podem ser exemplificadas através de tipos


de diagramas, algumas situações muito comuns são os mapas, ou GPS, que
ligam n cidades através de várias arestas distintas, possibilitando rotas
diferentes umas das outras para o mesmo lugar. Ou até mesmo uma rede de
amigos, onde cada pessoa é um ponto dessa representação, e as relações de
amizade entre elas também são arestas. Partindo desta premissa, surge o
conceito de grafo, que é uma representação matemática abstrata dos
exemplos citados acima.

A pesquisa a seguir mostra, de forma sucinta e objetiva, os conceitos de


grafos, suas aplicações e seus tipos, exemplificando esses conceitos em
situações do dia a dia.

Palavras-chave: grafos, computação, matemática.

1. INTRODUÇÃO

A teoria dos grafos é um ramo da matemática que estuda as relações entre


objetos de um determinado conjunto. Para tal, são empregadas estruturas
chamadas de grafo1 (WIKIPÉDIA, 2018). Os grafos são estruturas discretas
que consistem em vértices e arestas que ligam esses vértices (ROSEN, 2010).

Usando modelos de grafos, pode-se determinar se é possível percorrer


todas as ruas de uma cidade sem passar por uma rua duas vezes, e como
encontrar o número de cores necessárias para pintar as regiões de um mapa.
(ROSEN, 2010).

Dependendo da aplicação, arestas podem ou não ter direção, pode ser


permitido ou não arestas ligarem um vértice a ele próprio e os vértices e/ou
arestas podem ter um peso (numérico) associado a ele (WIKIPÉDIA, 2018).

A construção e manipulação de grafos é um tema importante muito


abordado pela ciência da computação, o desenvolvimento de algoritmos para a
resolução de problemas da vida real ou até mesmo a construção de uma
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A palavra grafo é um neologismo derivado da palavra graph, em inglês.

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Centro Universitário Fundação Santo André - FAFIL 2018

máquina de estado finito são os principais pontos abordados por tal área da
ciência.

2. DEFINIÇÃO DE GRAFOS

Um grafo G = (V, E) consiste em V, um conjunto não vazio de vértices (ou


nós), e E, um conjunto de arestas. Cada aresta um ou dois vértices associados
a ela, chamados de extremidades (ROSEN, 2010). Um grafo que apresente
somente um único vértice e sem arestas e conhecido como grafo trivial
(WIKIPÉDIA, 2018).

Dois vértices em um grafo são ditos adjacentes se forem os extremos de


uma mesma aresta. Um laço em um grafo é uma aresta com extremos n - n
para algum nó n. Duas arestas que tenham o mesmo extremo são chamadas
de arestas paralelas. Um grafo simples é um grafo que não tenha arestas
paralelas e nem laços. (GERSTING, 1995). Um exemplo comum de grafo
simples pode ser o mapa de vias e estações de um metrô.

Imagem 1 – Mapa das estações do metrô formando um grafo simples

Fonte: http://www.inf.ufsc.br/grafos/problemas/metro/metro.htm

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2.1. DÍGRAFO

Um grafo orientado (ou dígrafo) (V, E) consiste em um conjunto não vazio


de vértices V e um conjunto de arestas orientadas E. Cada aresta orientada
está associada a um par ordenado de vértices. É dito que a aresta orientada
associada ao par ordenado (u, v) começa em u e termina em v. (ROSEN,
2010).

Um circuito eletrônico pode ser modelado através de um dígrafo. O objetivo


é criar um modelo que permita examinar o caminho da corrente elétrica entre
alguns componentes da placa. (GOLDBARG, 2012)

Imagem 2 – Dígrafo formado a partir de um circuito eletrônico.

Fonte: GOLDBARG, 2012

2.2. Grafos Isomorfos

Dois grafos podem parecer muito diferentes em suas representações


gráficas, mas serem, ainda assim, o mesmo grafo de acordo com a definição.
As estruturas que são iguais a menos de um novo rotulamento são chamadas
de isomorfas. (GERSTING, 1995).

Por exemplo, em química, os grafos são usados para modelar compostos.


Compostos diferentes podem ter a mesma fórmula molecular, mas diferem em
sua estrutura. Quando dois grafos simples são isomorfos, existe uma

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correspondência biunívoca entre os vértices de dois grafos que preserva a


relação de adjacência. (ROSEN, 2010). Um exemplo dessa aplicação é a
estrutura do butano e do isobutano, ambas representadas por C4H10, mas
estruturadas de formas diferentes.

Imagem 3 – Grafos isomorfos aplicados em estruturas químicas.

Fonte: CALAFELL, 2018

3. CONCLUSÃO

A estruturação de dados em forma de grafo é muito presente no cotidiano


das pessoas, sem que elas muitas vezes percebam esse fato. Na computação,
a manipulação dos grafos para armazenar informações e resolver problemas
na indústria ou afins já é muito comum, e existem algoritmos e premissas, que
não foram abordados nesta pesquisa, que tem o intuito de auxiliar o
programador a chegar a um resultado ótimo.

Apesar de básicos, os conceitos abordados por esta pesquisa são a porta


de entrada para aplicações mais complexas e resolução de casos famosos
como o PCV (Problema do Caixeiro Viajante), e as Sete Pontes de Königsberg,
um problema de solução impossível, que deu origem aos estudos de teoria dos
grafos.

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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GOLDBARG, MARCO CESAR. Grafos, conceitos, algoritmos e


aplicações. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012.

ROSEN, KENNETH H. Matemática discreta e suas aplicações. 6° ed.


Porto Alegre: AMGH, 2010.

GERSTING, JUDITH L. Fundamentos matemáticos para a ciência da


computação. 3° ed. Rio de Janeiro: LTC, 1995.

BONDY e MURTY. Graph Theory with Applications. 5° ed. Nova Iorque:


Elsevier, 1982.

WIKIPÉDIA, Teoria dos Grafos. Disponível em:


https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_dos_grafos. Acesso em: 07/05/2018

FEOFILOFF, KOHAYAKAWA e WAKABAYASHI, Uma Introdução Sucinta


à Teoria dos Grafos. Disponível em:
https://www.ime.usp.br/~pf/teoriadosgrafos. Acesso em: 07/05/2018