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ROBERTO DE CARVALHO JÚNIOR

É engenheiro civil, licenciado em


matemática, com habilitação em física
e desenho geométrico. Pós-graduado
em didática do ensino superior e mes-
tre em arquitetura e urbanismo.

Projetista de instalações hidráuli-


cas prediais, desde 1982, já elaborou
inúmeros projetos de edificações de
médio e de grande porte, executados
em várias cidades do Brasil.

Desde 1994, atua na área acadê-


mica, em faculdades de Arquitetura e
Urbanismo, como professor universitá-
rio das disciplinas de instalações pre-
diais e infraestrutura urbana.

É palestrante e autor de artigos e


publicações em diversos jornais. e re-
vistas do país voltadas à construção
civil, falando especificamente sobre
assuntos relacionados a sua área de
atuação.
IFPB-PATOS

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~ Ciência e Tecnoíoqia da Paraiba

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PATOS-PB .
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BIBlI(f1r~CA CAMPUS
,
PA.YOS-PARAIBA

. ;.

4~ edição revista e ampliada


•.------.

Instalações Hidráulicas e o Projeto de Arquitetura


© 201 1 Roberto de Carvalho júnior
Editora Edgard Blücher Ltda.

IFPB
Biblioteca - Campus Patos

81ucher FICHA CATALOGRÁFICA

Rua Pedroso Alvarenga, 1245,4° andar Carvalho júnior, Roberto de


04531-012 - São Paulo - SP- Brasil Instalações hidráulicas e o projeto de arquitetura -
Tel.: 55 11 3078-5366 Roberto de Carvalho júnior - 4" ed. revista e ampliada
editora@blucher.com.br São Paulo: Blucher, 2011
www.blucher.com.br
Bibliografia

Segundo Novo Acordo Ortográfico, conforme 5. ed. ISBN 978-85-212-0583-8


do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa,
Academia Brasileira de Letras, março de 2009. 1. Arquitetura - Projetos e plantas 2. Instalações
hidráulicas e sanitárias I. Título.
É proibida a reprodução total ou parcial por quaisquer meios sem
autorização escrita da editora. 10-13717 CDD-696.1

Todos os direitos reservados pela Editora Edgard Blücher Ltda. índices para catálogo sistemático:
1. Instalações hidráulicas prediais 696.1
2. Instalações sanitárias prediais 696.1
Aos meus queridos e inesquecíveis avós
Lucato e Lucrécia
(in memoriam)

5
- sorte de contar com bons professores, colegas e colaborado-
. direta ou indiretamente, influenciaram este trabalho. Sou
~~:tiliLTmente grato ao arquiteto prof. dr. Admir Basso, da Escola
_'~a2enharia de São Carlos-USP,que despertou meu interesse pelo
.:s~jf) das instalações prediais e suas interfaces com a arquitetura.
o especiais agradecimentos ao arquiteto, professor e mestre
cy de Oliveira, que muito contribuiu para o desenvolvimento
"as que se tornaram base e enfoque deste livro; ao capitão
.CI.2:~'!oPerpétuo Cândido, chefe da Seção de Atividades Técnicas
do 13° Grupamento de Bombeiros, pela revisão dos tópicos
. entes à segurança contra incêndio; ao arquiteto Virgilio Zan-
que gentilmente elaborou a capa deste livro; ao arquiteto,
ergio Pini, Diretor de Relações Institucionais da Editora
_ ~ que acreditou neste trabalho, tornando-se um grande aliado
para a realização do sonho de editá-lo; a Editora Blucher
apoio e profissionalismo nesta parceria com o autor.

Roberto de Carvalho Júnior


www.robertodecarvalhojunior.com.br

7
nhecimento técnico é unívoco, pertencendo à classe de es-
'-- ..•.
iosos que o desenvolveu. Assim é com o projeto e cálculo das
::::::;:ca]!ações
Prediais, se assim pudermos designá-Ias.
Os fabricantes de insumos desse segmento da Construção Civil,
e conexões, por exemplo, visando a dar suporte à comerciali-
- de seus produtos, produzem folhetos, contendo informações
0...=:-""""', para instaladores e pequenas empresas do setor, manuais
ocos,com informações mais detalhadas, confiáveis e imediata-
e aplicáveis, para uso de estudantes e profissionais de outras
_e os compêndios, com informação completa e pormenori-
para subsidiar e desenvolver o trabalho dos especialistas,
~;islITando o estado de arte dessa área de conhecimento.
O professor Roberto Carvalho Júnior , engenheiro civil, mestre
Arquitetura e Urbanismo, projetista de Instalações Prediais,
:::r:oencionais e complexas, desde sempre, convenceu-se de que,
apoio de suas atividades didáticas, junto a estudantes, fu-
arquitetos e engenheiros, era necessário um formato mais
ado, para receber e difundir o conhecimento técnico de sua
de dedicação,
Todo o sentido de seu trabalho foi "espacializar" a questão das
.:::;5;:a]a'ções prediais, motivando o aluno não somente a tratar dessa
ão, com foco em pré-projeto e pré-dimensionamento, mas
iá-la, sob um novo e pertinente ângulo: a óptica da Arquite-
O sucesso dessa percepção e do sentido de apego à vontade
rmar novos e competentes profissionais pode ser medido pela
---":A&.oLG, prematura e proximamente esgotável quarta edição do livro
~s;tÚ(1~ões hidráulicas e o projeto de arquitetura, que ora se
~~;enta, com este, para mim, honroso espaço de palavras inicias.
bre o autor, referimo-nos à sua obra, prestes a ser adotada
todas as FAUs do Brasil, e por meio dela temos a possibilidade
avaliar a grandeza pessoal e profissional de Carvalho Júnior.
a edição, temos mais um exemplar trabalho da Blucher, que 9
participa de um esforço compartilhado de elevar o mercado edito-
rial brasileiro de publicações especializadas ao plano da qualidade
global.
Os professores das disciplinas correlatas dispõem de um re-
ferencial de inestimável validade e efetividade para o ensino e o
aprendizado. Os professores de outras disciplinas de conhecimento
técnico dispõem de uma "fresta" nas múltiplas frentes de trabalho,
para ser decididamente explorada.

Mário Sérgio Pini


Arquiteto, Diretor de Relações Institucionais/Grupo PINI
e Diretor Técnico/PINI Serviços de Engenharia.
novembro 2010

10
/

_- instalações prediais constituem subsistemas que devem ser


egrados ao sistema construtivo proposto pela arquitetura, de
a harmônica, racional e tecnicamente correta.
Quando não há coordenação e/ou entrosamento entre o arqui-
-o e os profissionais contratados para a elaboração dos projetos
plementares, pode ocorrer uma incompatibilização entre os
~etos, o que, certamente, aparecerá depois, durante a execução
obra, gerando inúmeras improvisações para solucionar os pro-
as surgidos visando finalizar a execução das instalações.
Um projeto arquitetõnico elaborado com os equipamentos
equadarnente localizados, tendo em vista suas características
cionais, compatibilizado com os projetos de estrutura, funda-
~- s instalações e outros pertinentes, é condição básica para a
eita integração entre os vários subsistemas construtivos. O
[eto de instalações prediais harmoniosamente integrado aos
ais projetos do edifício permitirá fácil operação e manutenção
instalações.
A área de instalações prediais é carente de uma bibliografia que
enda às necessidades do aprendizado acadêmico, e até mesmo
profissionais, no que se refere às interfaces físicas e funcionais
arquitetura com as instalações. Foi no decorrer de nosso tra-
o, observando e resolvendo problemas afins, que resolvemos
:er uma espécie de cartilha preventiva, de modo a melhorar a
lidade total da obra.
Este livro foi desenvolvido com o intuito de abordar as princi-
interferências e interfaces das instalações hidráulicas prediais
m o projeto arquitetônico. Para tanto, apresenta noções básicas
essárias, ou seja, uma visão simplifica da dos vários subsistemas
instalações prediais voltadas para o arquiteto, designer ou
dante de arquitetura, para que possam antecipar as soluções
interfaces e, consequentemente, desenvolver projetos harmo-
iizados com as instalações visando seu perfeito funcionamento.
Essa compatibilização entre os vários subsistemas envolvidos na 11
•...
<'ti
construção do edifício resultará em um correto andamento de obra
:::J
.•...
evitando improvisações .
.~:::J
C"' É importante ressaltar que este trabalho não tem por objetivo
~ formar especialistas em instalações; por esse motivo, a parte relati-
Q)
'"O
va a cálculos e dimensionamentos foi basicamente substituída pela
sQ) abordagem direta dos conceitos e fenômenos, tratando somente das
'0
•...
c, instalações hidráulicas prediais e suas interfaces com a arquite-
O tura. As instalações de gás, eletricidade, telefone, ar-condicionado
Q)
<Il e outras pertinentes ao edifício não fizeram parte dos objetivos
<'ti
<..i
deste livro. Houve também a preocupação de evidenciar as normas
:::J
•...
'<'ti brasileiras que regem cada assunto tratado.
'"O
:::c Para a elaboração deste livro, valemo-nos da bibliografia in-
dicada e da experiência conquistada, no decorrer dos anos, como
projetista de instalações e professor em curso de graduação na área
de Arquitetura e Urbanismo.

12
TE 1 INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS PREDIAIS

ÁGUA FRIA................................. 20
Considerações gerais.......................................................... 20
Entrada e fornecimento de água fria................................. 21
Compartimento que abriga o cavalete................... 22
Medição de água individualizada............................ 25
Partes constituintes de urna instalação predial.......... 28
Sistemas de abastecimento................................ 29
Sistema de distribuição direta..................................... 29
Sistema de distribuição indireta................................. 30
Sistema de distribuição mista....................................... 34
Reservatórios...................................................................... 35
Generalidades............................................................... 35
Os reservatórios no projeto arquitetônico 36
Reservação de água fria................................. 38
Capacidade dos reservatórios....................... 41
Tipos de reservatório.................................... 42
Altura do reservatório.................................................. 45
Localização do reservatório......................................... 46
Influência dos reservatórios na qualidade da água .... 47
Rede de distribuição........................................................... 48
Barrilete 48
Colunas, ramais e sub-ramais...................................... 50
Materiais utilizados.......... 52
Dispositivos controladores de fluxo.............. 53
Instalação de registros............................ 55
Desenhos das instalações................................................... 56
Detalhes isométricos 59
Altura dos pontos......................................................... 59
Dimensionamento das canalizações.................................. 64
Pressões mínimas e máximas............................................ 68
Dispositivos controladores de pressão........................ 70
Pressurizador............. 70
Válvulas redutoras de pressão........ 72 13
•..'" Velocidade máxima da água............................................... 74
:J
.•..•
...:
Q) Ruídos e vibrações em instalações prediais...................... 74
:J Perda de carga nas canalizações 76
c-
•..
« Q) 2 ÁGUA QUENTE................................................................... 78
"O
o Considerações gerais 78
.•..•
Q)
Estimativa de consumo.... 79
'0
•..
c, Sistemas de aquecimento........................... 79
o Sistema de aquecimento individual............................. 79
Q)
fi)
Sistema de aquecimento central privado.................... 80
'"
U
Sistema de aquecimento central coletivo.................... 80
:J
''''•.. Tipos de aquecedor............................................................. 80
~ Aquecedores elétricos............. 80
J.:
fi)
Q) Aquecedores a gás............... 82
'0
U" Aquecimento solar................. 87
~
.•..•
'"
fi)
Rede de distribuição.................. 92
c Materiais utilizados................. 95
Diâmetro das canalizações................................................. 96
Pressões mínimas e máximas............................................ 96
Velocidade máxima da água............................................... 96
Comparação do custo de funcionamento de um
sistema de água quente a eletricidade e a gás............ 97
Sistemas integrados de aquecimento................................ 97

3 SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 100


Considerações gerais.......................................................... 100
Características da edificação e área de risco.................... 101
Classificação dos incêndios................................................ 103
Medidas de segurança contra incêndio............................. 103
Meios de combate a incêndios............................ 104
Sistema de proteção por extintores............................ 104
Sistemas hidráulicos de combate a incêndios............ 107
Reserva de incêndio no projeto arquitetônico 111

4 ESGOTOS SANITÁRIOS 113


Considerações gerais 113
Sistemas de coleta e escoamento dos esgotos
~nrtários....................................................................... 1M
Sistemas individuais..................................................... 114
Sistemas coletivos......................................................... 115
Partes constituintes de uma instalação predial............... 116
Ramal de descarga....................................................... 117
Desconector 117
Caixa sifonada............................................................... 118
14 Ralos 119
Antiespuma 120
Ramal de esgoto 120
Tubo de queda.......... 121
Tubo ventilador e coluna de ventilação........ 122
Ramal de ventilação 123
Subcoletor 126
Caixas de inspeção e gordura............................................ 127
Caixa de inspeção......................................................... 127
Caixa de gordura 128
Caixa múltipla............................................................... 130
Coletor predial..................................................................... 131
lateriais utilizados............................................................. 132
Traçado das instalações........................... 133
Dimensionamento das tubulações..................................... 134
Instalações em pavimentos sobrepostos 138
Residências asso bradadas............................................ 139
Edifícios 140
_'íveis do terreno e redes de esgoto 142
Reúso da água servida nas edificações.............................. 143

GUAS PLUVIAIS 146


Considerações gerais.......................................................... 146
Partes constituintes da arquitetura................................... 148
Cobertura 148
Águas da cobertura 148
Água furtada................................................................. 149
Cume eira 149
Beiral 150
Platibanda 151
Partes constituintes do sistema de águas pluviais........... 151
Calhas............................................................................ 151
Condutores verticais..................................................... 161
Condutores horizontais................................................ 165
Materiaís utilizados......................... 168
Caixas coletoras de águas pluviais............................ 168
Águas pluviais e o projeto arquitetônico................. 169
Níveis do terreno e condutores horizontais.. 169
Posicionamento de calha em telhados........................ 172
Condutores embutidos e aparentes............................. 173
Sobreposição de telhados............................................. 174
Coberturas horizontais de laje...... 175
Rede coletara sem declividade 176
Sistema de drenagem a vácuo...................................... 177
Utilização de água da chuva em edificações............... 179
Instalação de cisternas................................................. 182
15
6 SIMBOLOGIAS UTILIZADAS EM PROJETOS 185
Água fria................. . 186
Água quente........................................................................ 186
Segurança contra incêndio................................................. 187
Esgoto 187
Águas pluviais....................................... 187

PARTE 2 AS INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS E SUAS


INTERFACES COM O PROJETO
ARQUITETÔNICO

7 APARELHOS SANITÁRIOS 190


Número mínimo de aparelhos............................................ 190
Instalação de aparelhos sanitários.................................... 193
Aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem............ 194

8 INSTALAÇÕES EM BANHEIROS 195


Lavatório.......................................... 196
Bacia sanitária..................................................................... 198
Bidê e ducha manual.................... 201
Chuveiro e ducha................................................................ 202
Chuveiro........................................................................ 202
Ducha 202
Pressão de água no chuveiro....................................... 20
Banheiras 20
Mictório................................................................................ 210

9 INSTALAÇÕES EM COZiNHA 211


Pia 211
Máquina de lavar louça....................................................... 213
Filtro 214

10 INSTALAÇÕES EM ÁREA DE SERViÇO 216


Tanque 217
Máquina de lavar roupa...................................................... 21
Torneiras de lavagem.......................................................... 219

11 ÁREAS ERGONÔMICAS (utilização dos aparelhos) .... 220


Lavatório.............................................................................. 220
Bacia sanitária..................................................................... 222
Bidê 223
Ducha ou chuveiro (boxe) 225
16
ro
DEQUAÇÃO DAS INSTALAÇÕES •....
:::l
.•...
Para portadores de necessidades especiais . 226 <li
.'!:
anitários . 227 :::l
O'
•....
Instalação de aparelhos . 229 «
<li
Bacia sanitária . 229 "C

Boxes para chuveiro ou ducha . 234 o


.•...
<li
Lavatório . 235 '0
•....
Q..
Instalação de acessórios . 237 o
<li

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OVOS CONCEITOS E TECNOLOGIAS . 239
:::l
istema PEX - Tubos flexíveis de polietileno 'ro
•....
"C
reticulado . 240 :J:
Sistema convencional . 240 '"
<li
10
Sistema Manifold . 241 U"
~ro
_ ovos designs de metais e o uso racional da água . 242 .•...
Metais de fechamento automático . 244 '"c
Metais mono comando . 246
• ovos designs de bacias e otimização dos sistemas
de descarga . 247
Dispositivos antivandalismo . 249

PRUMADAS HIDRÁULICAS E ELEMENTOS


ESTRUTURAiS 251
Instalações embutidas e aparentes.................................... 252
Áreas destinadas aos dutos de passagem
e inspeção..................................................................... 253
istemas de shafts visitáveis........................ 253

OVOS CONCEITOS DE BANHEIROS 255


Banheiros racionais............................................................ 255
Kits hidráulico-sanitários.............. 256
Paredes hidráulicas pré-montadas e banheiro
pronto 257
anitário ecológico...... 258
Piso Box............................................................................... 260

COMPARTIMENTOS REBATIDOS 262

SISTEMA DRY WALL E INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS .. 268

. SISTEMA STEEL FRAME E INSTALAÇÕES


HIDRÁULICAS 271
17
19 SISTEMA PVC + CONCRETO E INSTALAÇÕES
HIDRÁULICAS 274

20 PISO RADIANTE................................................................. 276

21 EFEITOS ORNAMENTAIS EM ÁGUA 278

22 PISCINA NO PROJETO ARQUITETÔNICO 280


Casa de máquinas e instalações hidráulicas..................... 284

23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 287


Catálogos................... 291
Normas Técnicas 291

18
CONSIDERAÇÕES GERAIS
Uma instalação predial de água fria (temperatura ambiente)
constitui-se no conjunto de tubulações, equipamentos, reserva-
tórios e dispositivos, destinados ao abastecimento dos aparelhos
e pontos de utilização de água da edificação, em quantidade
suficiente, mantendo a qualidade da água fornecida pelo sistema
de abastecimento.
O desenvolvimento do projeto das instalações prediais de água
fria deve ser conduzido concomitantemente com os projetos de ar-
quitetura, estrutura, fundações e outros pertinentes ao edifício, de
modo que se consiga a mais perfeita compatibilização entre todos
os requisitos técnicos e econômicos envolvidos.
A norma que fixa as exigências e recomendações relativas a
projeto, execução e manutenção da instalação predial de água fria é
a NBR 5626, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
De acordo com a norma, as instalações prediais de água fria devem
ser projetadas de modo que, durante a vida útil do edifício que as
contém, atendam aos seguintes requisitos:
Preservar a potabilidade da água.
Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quanti-
dade adequada e com pressões e velocidades compatíveis com
o perfeito funcionamento dos aparelhos sanitários, peças de
utilização e demais componentes.
Promover economia de água e energia.
Possibilitar manutenção fácil e econômica.
Evitar níveis de ruído inadequados à ocupação do ambiente.
Proporcionar conforto aos usuários, prevendo peças de utiliza-
ção adequadamente localizadas, de fácil operação, com vazões
satisfatórias e atendendo às demais exigências do usuário.
20
Figura 1.1 Instalação predial de água fria.

1 - Reservatório
2 - Ladrão
3 - Limpeza
4 -Registro
5 - Saída na calçada
6 - Distribuição
7 - Rua
8 - Guia
9 - Registro na calçada
10 - Abrigo do cavalete
11 - Cavalete
12 - Registro
13 - Hidrômetro
14 - Alimentação predial

ENTRADA E FORNECIMENTO DE
ÁGUA FRIA
Uma instalação predial de água fria pode ser alimentada de duas
formas: pela rede pública de abastecimento ou por um sistema
privado, quando a primeira não estiver disponível.
Quando a instalação for alimentada pela rede pública, a
entrada de água no prédio será feita por meio do ramal predial,
executado pela concessionária pública responsável pelo abaste-
cimento, que interliga a rede pública de distribuição de água à
instalação predial.
Antes de solicitar o fornecimento de água, porém, o projetista
deve fazer uma consulta prévia à concessionária, visando a obter
informações sobre as características da oferta de água no local de
execução da obra. É importante obter informações a respeito de
eventuais limitações de vazão, do regime de variação de pressões,
das características da água, da constância de abastecimento, e
outros que julgar relevantes.
Quando for prevista utilização de água proveniente de poços, o
órgão público responsável pelo gerenciamento dos recursos hídricos
deverá ser consultado previamente. 21
COMPARTIMENTO QUE ABRIGA O
CAVALETE
De maneira geral, todo sistema público que fornece água exige
a colocação de um medidor de consumo, chamado "hidrômetro .
Esse dispositivo é instalado em um compartimento de alvenaria ou
concreto, juntamente com um registro de gaveta, e a canalização
ali existente é chamada de "cavalete". A canalização que liga o ca-
valete ao reservatório interno (alimentador predial), geralmente
é da mesma bitola (diâmetro) do ramal predial (interliga a rede
pública à instalação predial).
Antes de iniciar o projeto, o arquiteto deve efetuar um estudo
do terreno e a posteação da rua para definir a melhor localização
do conjunto: hidrômetro, medidor de energia elétrica, caixa de
correspondência, campainha com interfone e câmara TV Os equi-
pamentos de medição de água e energia elétrica serão instalados
pelas concessionárias, em local previamente preparado, dentro da
propriedade particular, preferencialmente no limite do terreno
com a via pública, em parede externa da própria edificação, em
muros divisórios, e servirá para medir o consumo de água e energia
elétrica da edificação.
A localização do compartimento que abriga cavalete e do
quadro de medição vai depender basicamente do posicionamento
dos ramais de entrada de água e de energia. De qualquer maneira
deve ser localizado no projeto arquitetônico de modo a facilitar a
leitura pelas concessionárias fornecedoras de água e de energia.
Assim, vale ressaltar que o ideal é o compartimento ter os painéis
de leitura voltados para o lado do passeio publico, para que possam
ser lidos mesmo que a casa esteja fechada ou sem morador.
A entrada de água e energia deve sempre compor com a ideia
usada para o poste de modo que se consiga uma coerência de
padrões. Assim, se o poste foi embutido numa estrutura de alve-
naria, o mesmo deve acontecer com a caixa de medição (centro
de medição). Desta forma facilita a medição do hidrômetro e do
relógio de medição.
Até para facilitar a medição do hidrômetro e do relógio de
medição, as três peças (entrada de água, energia e poste) devem
formar um só elemento no projeto arquitetônico.

22

-- --------
Registro

Hidrômetro

Abrigo do cavalete
Caixa para
registro de
calçada
Rua
~

Ramal predial

Rede pública de água

I -L.~ 1.1 Dimensões do abrigo para o cavalete.


Hidrômetro
Abrigo dimensões:
predial Cavalete
- etro D Consumo Vazão diâmetro D
altura, largura e
profundidade
mm) provável característica (mm)
(m)
(m3/dia) (m3/hora)

20 5 3 20 0,85 x 0,65 x 0,30

25 8 5 25 0,85 x 0,65 x 0,30

25 16 10 32 0,85 x 0,65 x 0,30

25 30 20 40 0,85 x 0,65 x 0,30

50 50 30 50 2,00 x 0,90 x 0,40

23
Figura 1.3 Localização correta do compartimento que abriga o cavalete.

I~/
Quadro de medição
Hidrômetro
(visor virado para o
passeio público)

I
I
LF'aCI'Iacesso para leitura
/~ Cal ç ada
Muro

j
I

Figura 1.4 Localização incorreta do compartimento que abriga o cavalete.

I~/
/,~
Quadro de medição
Hidrômetro

1 Muro

I I
Difícil acesso para leitura Calçada

24
MEDiÇÃO DE ÁGUA
INDIVIDUALIZADA*
.Amedição de água através de um único hidrômetro, em edifí-
cios multifamiliares, está sendo gradativamente substituída pela
medição de água individualizada que se constituem sinônimo de
economia de água e justiça social (o consumidor paga efetivamente
pelo seu consumo).
O sistema consiste na instalação de um hidrômetro no ramal
de alimentação de cada unidade habitacional, de modo que seja
edido todo o seu consumo, com a finalidade de racionalizar o seu
uso e fazer a cobrança proporcional ao volume consumido. Hoje,
esse tipo de medição desperta o interesse de muitos arquitetos e
projetistas, bem como dos administradores de condomínios e con-
cessionárias (empresas) de abastecimento de água para combater
a inadimplência.
A medição individual de água em condomínios prediais é im-
portante por várias razões dentre as quais destacam-se: redução
do desperdício de água e, consequentemente, do volume efiuente
de esgotos; economia de energia elétrica devido à redução do vo-
lume bombeado para o reservatório superior; redução do índice de
inadímplência; identificação de vazamentos de difícil percepção.

* Coelho, Adalberto Cavalcanti,


1945-Medição de Água
Individualizada - Manual de
Consulta/Adalberto Cavalcanti
Coelho, ed. do Autor, Recife,
222 p. il. 2007. 25
Figura 1.6 Sistema de alimentação predial direto da rede pública com reservatório superior.

Reservatório superior

26
Coluna de
distribuição Reservatório
superior

i Coluna de
T alimentação

Hidrômetro
principal Reservatório
inferior

27
PARTES CONSTITUINTES DE UMA
INSTALAÇÃO PREDIAL
Uma instalação predial de água fria constitui-se basicamente das
seguintes partes: ramal predial, cavalete (hidrômetro), alimenta-
dor predial, reservatório inferior, sistema de recalque, reservatório
superior, barrilete, colunas de distribuição, ramais e sub-ramais
de distribuição.
Dependendo do tipo de edificação, algumas partes da insta-
lação poderão ser suprimidas. Em residências domiciliares, por
exemplo, não há necessidade de instalar reservatório inferior e
•..
Q)
.•...• sistema de recalque. O alimentador predial abastece diretamente
I\l
Q.. o reservatório superior, pois a pressão na rede pública é suficiente
para elevar a água, sem necessidade de bombeamento.

Figura 1.8 Partes constituintes de uma instalação de água fria.

1 - Reservatório superior
2 - Extravasor
3 - Limpeza
4 - Barrilete
5 - Coluna de distribuição
6 - Recalque
7 - Ramal predial
8 - Registro na calçada
9 - Cavalete
10 - Alimentador predial
11 - Reservatório inferior
12 - Canaleta limpeza
13 - Extravasor
14 - Conjunto motor-bomba

28
TEMAS DE ABASTECIMENTO
- - em três sistemas de abastecimento da rede predial de distri-
- ão: direto, indireto e misto.

Cada um desses sistemas apresenta vantagens e desvantagens,


evem ser analisadas pelo projetista, conforme a realidade local
- características do edifício em que esteja trabalhando.

TEMA DE DISTRIBUiÇÃO DIRETA


. entação da rede predial de distribuição é feita diretamente
rede pública de abastecimento. Nesse caso, não existe reserva-
- domiciliar, e a distribuição é feita de forma ascendente, ou
- as peças de utilização de água são abastecidas diretamente
rede pública.
Esse sistema tem baixo custo de instalação, porém, se houver
uer problema que ocasione a interrupção no fornecimento de
no sistema público, certamente faltará água na edificação .

• • I" • • t t '.

1· Rua
2· Guia
3· Registro na calçada
4· Rede pública de água
5- Abrigo do cavalete
6· Registro
7. Hidrômetro
8- Cavalete
9· Alimentação
10- Distribuição

29
SISTEMA DE DISTRIBUiÇÃO INDIRETA
No sistema indireto, adotam-se reservatórios para minimizar o
problemas referentes à intermitência ou a irregularidades no abas-
tecimento de água e a variações de pressões da rede pública. No sis-
tema indireto, consideram-se três situações, descritas a seguir.

Sistema indireto sem bombeamento


Esse sistema é adotado quando a pressão na rede pública é suficien-
te para alimentar o reservatório superior. O reservatório interno
.•...
(1) da edificação ou do conjunto de edificações alimenta os diverso
•...
til
c, pontos de consumo por gravidade; portanto, ele deve estar sempre
a urna altura superior a qualquer ponto de consumo.
Obviamente, a grande vantagem desse sistema é que a água
do reservatório garante o abastecimento interno, mesmo que o
fornecimento da rede pública seja provisoriamente interrompido.
o que o torna o sistema mais utilizado em ecuiiceçôe» de até três
pavimentos (9 m de altura total até o reservatório).

1 - Reservatório
2 - Ladrão
3 - Limpeza
4 -Registro
5 - Saída na calçada
6 - Distribuição
7 - Rua
a - Guia
9 - Registro na calçada
10 - Abrigo do cavalete
11 - Cavalete
12 - Registro
13 - Hidrômetro
14 - Alimentação
15 - Instalação predial

30
ma indireto com bombeamento
sistema, normalmente, é utilizado quando a pressão da rede
o---'--"...anão
é suficiente para alimentar diretamente o reservatório
ior - como, por exemplo, em edificações com mais de três
entos (acima de 9 m de altura).
_-esse caso, adota-se um reservatório inferior, de onde a água
eada até o reservatório elevado, por meio de um sistema de
--.-...a..,l~e.
A alimentação da rede de distribuição predial é feita por
- ade, a partir do reservatório superior.

, ~a 1.11 Sistema indireto com bombeamento. .

1 - Reservatório
2 - Ladrão
3 - Limpeza
4 -Registro
5 - Saida na calçada
6 - Distribuição
7 - Rua
8 - Guia
9 - Registro na calçada
10 - Abrigo do cavalete
11 - Cavalete
12 - Registro
13 - Hidrômetro
14 - Reservatório inferior
15 - Conjunto motor-bomba

31
Sistema indireto hidropneumático
Esse sistema de abastecimento requer um equipamento para
pressurização da água a partir de um reservatório inferior. Ele é
adotado sempre que há necessidade de pressão em determinado
ponto da rede, que não pode ser obtida pelo sistema indireto por
gravidade, ou quando, por razões técnicas e econômicas, se deixa
de construir um reservatório elevado.
É um sistema que demanda alguns cuidados especiais. Além
do custo adicional, exige manutenção periódica. Além disso, caso
falte energia elétrica na edificação, ele fica inoperante, necessitando
de gerador alternativo para funcionar.

Figura 1.12 Sistema indireto hidropneumático.

32
Figura 1.13 Sistema hidropneumático utilizando reservatório
elevado.

Reservatório Chave Tanques


elevado pressostática hidropneumático

MôOômetcol j e

t
Válvula de
retenção

Fonte: Iacuzzi.

Figura 1.14 Sistema hidropneumático com reservatório superior de


emergência.

Reservatório superior de emergência


(na falta de energia elétrica)

Válvula de
I<l>,~---
retenção

Tanques
hidropneumático

Bomba

~r:z-.--+- Válvula de pé

+----,.L--- Reservatório
inferior

Fonte: Iacuzzi. 33
SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO MISTA
No sistema de distribuição mista, parte da alimentação da rede
de distribuição predial é feita diretamente pela rede pública de
abastecimento e parte pelo reservatório superior.
Esse sistema é o mais usual e mais vantajoso que os demais
pois algumas peças podem ser alimentadas diretamente pela rede
pública, corno torneiras externas, tanques em áreas de serviço ou
edícula, situados no pavimento térreo. Nesse caso, corno a pressão
na rede pública quase sempre é maior do que a obtida a partir do
reservatório superior, os pontos de utilização de água terão maior
pressão.

Figura 1.15 Sistema de distribuição mista.

1 . Reservatório
2· ladrão
3· Limpeza
4· Registro
5 . Saída na calçada
6· Distribuição
7· Rua
8· Guia
9· Registro na calçada
10 . Abrigo do cavalete
11 . Cavalete
12 . Registro
13· Hidrômetro
14 . Alimentação
15 . Instalação predial
16· Distribuição direta

34
ESERVATÓRIOS
GENERALIDADES
.:::rtquantoem alguns países da Europa e nos Estados Unidos o abaste-
- ento de água é feito diretamente pela rede pública, as edificações
ileiras, normalmente, utilizam um reservatório superior, o que
zaz com que as instalações hidráulicasfuncionem sob baixa pressão.
reservatórios domiciliares têm sido comumente utilizados para
compensar a falta de água na rede pública, devido às falhas existentes
sistema de abastecimento e na rede de distribuição.
Em resumo, sabe-se que, em uma instalação predial de água,
abastecimento pelo sistema indireto, com ou sem bombeamento,
essita de reservatórios para garantir sua regularidade e que o
~ servatório interno alimenta os diversos pontos de consumo por
vidade; dessa maneira, ele está sempre a uma altura superior a
qualquer ponto de consumo.
A água da rede pública apresenta uma determinada pressão,
_ e varia ao longo da rede de distribuição. Dessa maneira, se o
reservatório domiciliar ficar a uma altura não atingida por essa
ressão, a rede não terá capacidade de alimentá-lo. Como limite
_Tático, a altura do reservatório com relação à via pública não deve
superior a 9 m. Quando o reservatório não pode ser alimentado
- etamente pela rede pública, deve-se utilizar um sistema de recal-
e, que é constituído, no mínimo, de dois reservatórios (inferior
superior). O inferior será alimentado pela rede de distribuição e
- entará o reservatório superior por meio de um sistema de re-
calque (conjunto motor e bomba). O superior alimentará os pontos
e consumo por gravidade.

Figura 1.17 Concepção errada de reservatório.

35
OS RESERVATÓRIOS NO PROJETO
ARQUITETÔNICO
Muitos projetos arquitetõnicos omitem informações importantes
sobre os reservatórios, como: localização, tipo, capacidade etc.
Outros sequer preveem o reservatório.
O arquiteto deve inteirar-se das características técnicas dos
reservatórios para garantir a harmonização entre os aspectos es-
téticos e técnicos na concepção do projeto.
Reservatórios de maior capacidade devem ser divididos em dois
ou mais compartimentos (interligados por meio de um barrilete),
para permitir operações de manutenção sem interrupção na distri-
buição de água. O arquiteto deve também verificar a necessidade ou
não da reserva de incêndio, que deverá ser acrescida à capacidade
destinada ao consumo quando colocada no reservatório superior
ou em um reservatório independente.
Além do dimensionamento e da localização dos reservatórios,
ele deve prever uma altura adequada para o barrilete, com facilidade
de acesso, para facilitar futuras operações de manobra de registros
e manutenção das canalizações.

Reservatório superior
O reservatório superior pode ser alimentado pelo sistema de recal-
que ou diretamente, pelo alimentador predial.
O reservatório elevado, quando abastecido diretamente pela
rede pública, em prédios residenciais, localiza-se habitualmente na
cobertura, em uma posição o mais próxima possível dos pontos de
consumo, devido a dois fatores: perda de carga e economia.
Nas residências de pequeno e médio porte, os reservatórios,
normalmente, localizam-se sob o telhado, embora possam também
localizar-se sobre ele. Quando a reserva de água for considerável
(acima de 2000 litros), o reservatório deverá ser projetado sobre o
telhado, com estrutura adequada de suporte. Normalmente, nesse
tipo de residência, utiliza-se estrutura de madeira ou de concreto,
que serve de apoio para transmissão de cargas às vigas e paredes
mais próximas. Deve-se evitar o apoio (concentração de cargas)
sobre lajes de concreto ou sobre forros.
Nos prédios com mais de três pavimentos, o reservatório su-
perior é locado, geralmente, sobre a caixa de escada, em função
da proximidade de seus pilares.
Na execução ou instalação do reservatório elevado, é impor-
tante prever a facilidade de acesso, como a utilização de escadas
ou portas independentes. O acesso ao interior do reservatório, para
inspeção e limpeza, deve ser garantido por meio de uma abertura
36 mínima de 60 cm, em qualquer direção.
~ 1.18 Reservatório locado sobre a caixa de escada.

G---l L--.J r---l


.-- N.A

+- f- Reservatóri o

H 2: 80 cm

Barrilete

=
- - - - - - - - - - - - - --
F==
F==
=== 1+ I- Escada
F==
F==
1==
1==

.>
~
I ~
.. .....
_<-_o:
_.,.
: A-
v

eservatório inferior
reservatório inferior se faz necessário em prédios com mais de
- pavimentos (acima de 9 m de altura), pois, geralmente, até esse
ite, a pressão na rede pública é suficiente para abastecimento do
rvatório elevado. Nesses casos, há necessidade de dois reserva-
-' ios: um na parte inferior e outro na parte superior da edificação,
que também evitará a sobrecarga nas estruturas.
O reservatório inferior deve ser instalado em locais de fácil
sso, de forma isolada, e afastado de tubulações de esgoto, para
itar eventuais vazamentos ou contaminações pelas paredes.
ando localizados no subsolo, as tampas deverão ser elevadas
_ 10 menos 10 em em relação ao piso acabado, e nunca rentes a ele,
a evitar a contaminação pela infiltração de água."
No projeto arquitetõnico deve ser previsto um espaço físico para * Vanderley de Oliveira Meio
& José M. Azevedo Netto.
localização do sistema elevatório, denominado "casa de bombas", Instalações prediais hidráulico-
suficiente para a instalação de dois conjuntos de bomba, ficando sanitárias. São Paulo: Edgard
um de reserva, para atender a eventuais emergências. Blucher, 1988. 37
.~ o sistema elevatório depende da localização do reservatório
.~
-o
•..
Q) inferior, pois deve estar junto a ele. Quanto às bombas, existem dois
c, tipos básicos de disposição, com relação ao nível de água do poço de
trl
n:l sucção: acima do reservatório; em posição inferior, no nível do piso
U

:::l do reservatório (bomba afogada). A disposição mais comumente


•..
'n:l
-o utilizada é em nível mais elevado, que permite melhores condições
J: de manutenção do sistema e de seu próprio abrigo.
trl
Q)
'0
U'>
I' n:l
-;;;
.•..
trl
Figura 1.19 Reservatório inferior e casa de bombas .
-s::
I
-
•..
Q)
+.J
n:l
o..
N.A. N.A.

=-sz ~

RESERVAÇÃO DE ÁGUA FRIA


De acordo com NBR 5626, a capacidade dos reservatórios deve ser
estabelecida levando-se em consideração o padrão de consumo de
água no edifício e, onde for possível obter informações, a freqüência
e duração de interrupções do abastecimento.
No caso de residência pequena, recomenda-se que a reserva
mínima seja de 500 litros. Para o volume máximo, a norma reco-
menda que sejam atendidos dois critérios: garantia de potabilidade
da água nos reservatórios no período de detenção médio em utili-
zação normal; atendimento à disposição legal ou ao regulamento
que estabeleça volume máximo de reservação.
Tendo em vista a intermitência do abastecimento da rede
pública, e na falta de informações, é recomendável dimensionar
reservatórios com capacidade suficiente para dois dias de consumo.
Essa capacidade é calculada em função da população e da natureza
da edificação.

38

r
Consumo de água
consumo de água pode variar muito, dependendo da disponibili-
de de acesso ao abastecimento e de aspectos culturais da popula-
ção, entre outros. Alguns estudos mostram que, por dia, uma pessoa
Brasil gasta de 50 litros a 200 litros de água. Portanto, com 200
- as/dia utilizados de forma racional, vive-se confortavelmente.

Consumo diário nas edificações


calcular o consumo diário de água dentro de uma edificação,
necessária uma boa coleta de informações: pressão e vazão nos
tos de utilização; quantidade e frequência de utilização dos apa-
- os; população; condições socioeconômicas; clima, entre outros.
emorial descritivo de arquitetura também deve ser conveniente-
te estudado, pois algumas atividades básicas e complementares,
o piscina e lavanderia, podem influenciar no consumo diário.
_ a ausência de critérios e informações, para calcular o con-
o diário de uma edificação, utilizam-se tabelas apropriadas: *
- ca-se a taxa de ocupação de acordo com o tipo de uso do
- cio e o consumo per capita (por pessoa). O consumo diário
-4) pode ser calculado pela seguinte fórmula: * Hélio Creder, Instalações
hidráulicas e sanitárias 5." ed.
Cd =P x q Rio de Janeiro: Livros Técnicos
e Científicos, 1991; Joseph
e: Cd = consumo diário (litros/dia); Archibald Macintyre. Manual
P = população que ocupará a edificação e de instalações hidráulicas
q = consumo per capita (litros/dia). e sanitárias. Rio de Janeiro:
Guanabara, 1990.

Tabela 1.2 Taxa de ocupação de acordo com a natureza do local.

Natureza do local Taxa de ocupação

Residências e apartamentos Duas pessoas por dormitório


Bancos Uma pessoa por 5,00 m2 de área
Escritórios Uma pessoa por 6,00 m? de área
lojas (pavimento térreo) Uma pessoa por 2,50 m2 de área
lojas (pavimento superior) Uma pessoa por 5,00 m2 de área
hopping centers Uma pessoa por 5,00 m? de área
useus e bibliotecas Uma pessoa por 5,50 rn? de área
alões de hotéis Uma pessoa por 5,50 m2 de área
Restaurantes Uma pessoa por 1,40 m2 de área
Teatro, cinemas e auditórios Uma cadeira para cada 0,70 m2 de área
39
Tabela 1.3 Consumo predial diário.

Prédio Consumo (litros/dia)

Alojamento provisório 80 per capita

Ambulatórios 25 per capita

Apartamentos 200 per capita

Casas populares ou rurais 150 per capita

Cinemas 2 por lugar

Creches 50 per capita

Edifícios públicos ou comerciais 50 per capita

Escolas (externatos) 50 per capita

Escolas (internatos) . 150 per capita

Escolas (sem i-internato) 100 per capita

Escritórios 50 per capita

Garagens 50 por automóvel

Hotéis(sem cozinha e sem lavanderia) 120 por hóspede

Jardins 1,5 por m2

Lavanderias 30 por kg de roupa seca

Mercados 5 por m? de área

Orfanatos, asilos, berçários 150 per capita

Postos de serviços para automóveis 150 por veículo

Residências 250 per capita

Restaurantes e outros similares 25 por refeição

Templos 2 por lugar

40
PACIDADE DOS RESERVATÓRIOS
- capacidade calculada (item "Consumo diário nas edificações")
e-se a um dia de consumo. Recomenda-se, entretanto, adotar
consumo de dois dias no mínimo. Então, a quantidade total de
a a ser armazenada será:
CR = 2 x Cd
e: CR = capacidade total do reservatório (litros)
Cd = consumo diário (litros/dia)
Para os casos comuns de reservatórios domiciliares, recomen-
- e a seguinte distribuição, a partir da reservação total (CR):
reservatório inferior: 60% CR;
reservatório superior: 40% CR.
Esses valores são fixados para aliviar a carga da estrutura,
. a maior reserva (60%) fica no reservatório inferior, próximo ao
.A reserva de incêndio, usualmente, é colocada no reservatório
rior, que deve ter sua capacidade aumentada para comportar
~lume referente a essa reserva.

-:- emplo de dimensionamento


cular a capacidade dos reservatórios de um edifício residencial
10 pavimentos, com 2 apartamentos par pavimento, sendo que
a apartamento possui 2 quartos e uma dependência de empre-
a. Adotar reserva de incêndio de 10 000 litros, prevista para ser
azenada no reservatório superior.

ção
Cd =P x q
_- otamos: 2 pessoas/quarto
1 pessoa/quarto empregada
= (2 x 2) + 1 = 5 pessoas/apto x 20 aptos
= 100 pessoas
= 100 x 200 l/dia = 20 000 l/dia
=2 Cd
'R = 2 x 20 000 = 40 000 1
(superior) = (0,4 x 40 000) + 10 000 1 = 26 000 1
'R (inferior) = 0,6 x 40 000 = 24 000 1

Nota

1 000 litros
correspondem a 1 rn>,
41
TIPOS DE RESERVATÓRIO
Reservatórios moldados in loco
São considerados moldados in loco os reservatórios executa
na própria obra. Podem ser de concreto armado, alvenaria etc. -
utilizados, geralmente, para grandes reservas e são construí
conjuntamente com a estrutura da edificação, seguindo o proj -
específico.
Os reservatórios de concreto devem ser executados de aco -
do com a NBR 6118. Alguns cuidados com a impermeabiliza -
também são importantes. Para tanto, deve ser consultada
NBR 9575.
Para o dimensionamento dos reservatórios, utiliza-se a fór-
mula:
V=A xh

Onde: V = volume = capacidade do reservatório (m")


A = área do reservatório (m'')
h = altura do reservatório (m)

r- ~ ~ R
L I I I I =:J
~

Compartimento 1 Compartimento 2

JR; eserva de
ncêndio

Consumo
~RG
~RG
t RG 1~RG ~RG
~RG Limpeza

Consumo

Para combate
a incêndio

42
eservatórios industrializados
reservatórios industrializados são construídos basicamente de
rocimento, metal, polietileno ou fibra de vidro. Normalmente,
- o usados para pequenas e médias reservas (capacidade máxima
torno de 1 000 litros a 2000 litros). Em casos extraordinários,
dem ser fabricados sob encomenda para grandes reservas (prin-
- almente os reservatórios de aço).
Os reservatórios de fibra de vidro e de PVC vêm sendo muito
. izados nas instalações prediais devido a algumas vantagens que
- resentam em relação aos demais reservatórios: em função de sua
erfície interna ser lisa, acumulam menos sujeira que os demais,
do, portanto, mais higiênicos; são mais leves e têm encaixes
is precisos, além da facilidade de transporte, instalação e manu-
- ção. Outra vantagem desses reservatórios é que são fabricados
bém para médias e grandes reservas, ocupando muito menos
aço que os convencionais de menor capacidade.
Na compra de um reservatório industrializado, devem-se veri-
_ r sempre as especificações das normas pertinentes.
As normas da ABNT para caixas d'água plásticas são: NBR
:...;99 - Reservatório poliolefínico para água potável- Requisitos;
_::BR14800 - Reservatório poliolefínico para água potável- Insta-
ões em obra.
Os reservatórios domiciliares devem: ser providos obrigato-
- mente de tampa que impeça a entrada de animais e corpos
tranhos; preservar os padrões de higiene e segurança ditados
_ Ias normas; ter especificação para recebimento relativa a cada
- o de material, inclusive métodos de ensaio. Na instalação, de-
-rem ser tomados alguns cuidados especiais. A caixa d'água deve
- r instalada em local ventilado e de fácil acesso para inspeção e
limpeza. Recomenda-se um espaço mínimo em torno da caixa de
O cm, podendo chegar a 45 cm para caixas de até 1 000 litros. O
reservatório deve ser instalado sobre uma base estável, capaz de
resistir aos esforços sobre ela atuantes. A base, preferencialmente
e concreto, deve ter a superfície plana, rígida e nivelada sem a
presença de pedriscos pontiagudos capazes de danificar a caixa; a
furação também é importante: além de ferramentas apropriadas, o
instalador deve verificar os locais indicados pelo fabricante antes
de começar o procedimento.

43
Figura 1.21 Reservatórios industrializados.

Ventilação

Reservatório superior
(caixa-d'água)

Extravazor

Tubo de limpeza

Consumo

Alimentação da caixa

44
JURA DO RESERVATÓRIO
rura do reservatório é de terminante no cálculo das pressões
==Ián:ri'cas nos pontos de consumo. Dessa maneira, independente
de reservatório adotado (industrializado ou moldado in
~. deve-se posicioná-lo a uma determinada altura, para que
as de utilização tenham um funcionamento perfeito. A al-
do barrilete deve ser calculada pelo engenheiro hidráulico
pois, compatibilizada com a altura estabelecida no projeto
. etônico. É importante lembrar que a pressão não depende
lume de água contido no reservatorio, e sim da altura.

' .. • t , t" . • I , I' .,

' .. • , t " • I • •I , I' ., • I

45
LOCALIZAÇÃO DO RESERVATÓRIO
Além da altura, a localização inadequada do reservatório no pro-
jeto arquitetônico também pode interferir na pressão da água no
pontos de utilização. Isso se deve às perdas de carga (ver "Perda de
carga nas canalizações") que ocorrem durante o percurso da água
na rede de distribuição. Quanto maior a perda de carga em uma
canalização, menor a pressão dinâmica nos pontos de utilização.
Dessa maneira, deve-se diminuir o número de conexões, alé
de encurtar o comprimento das canalizações sempre que possível
caso se pretenda aumentar a pressão no início das colunas e no
pontos de utilização.
O reservatório deve ser localizado o mais próximo possível dos
pontos de consumo, para que não ocorra perda de cargas exagerada
nas canalizações, o que acarretaria uma diminuição da pressão de
serviço nos pontos de utilização.
Nas Figuras l.24 e l.25, observa-se um posicionamento dis-
tante do reservatório superior em relação aos pontos de consumo,
Levando em consideração os conceitos de perda de carga, quand
esse posicionamento é inevitável, por razões arquitetônicas o
estruturais, deve-se posicionar o reservatório a uma determinada
altura, para compensar essas perdas, para que não ocorra um com-
prometimento das pressões dinâmicas nos pontos de utilização.
O ideal seria localizá-lo em uma posição equidistante do
pontos de consumo, diminuindo, consequentemente, as perdas de
carga e a altura necessária para compensar essas perdas. Cabe a
arquiteto compatibilizar os aspectos técnicos para o posicionament
da caixa-d'água e sua proposta arquitetônica.
O reservatório e seus equipamentos também devem ser lo-
calizados de modo adequado em função de suas características
funcionais, tais como: espaço, iluminação, ventilação, proteção
sanitária, operação e manutenção.

46
~ 1.24 Reservatório distante dos pontos Figura 1.25 Reservatório distante dos pontos
R consumo « pressão no chuveiro). de consumo (solução correta).

UÊNCIA DOS RESERVATÓRIOS NA


LlDADE DA ÁGUA
reservatório deve ser construído com material adequado, para
mprometer a potabilidade da água.
o assim, um dos principais inconvenientes do uso dos
-':=:-=>""'""~'rórios,
além do custo adicional, é de ordem higiênica, pela
-... i4de de contaminação, principalmente para os usuários que
.•...•..
ealízam próximos de locais específicos da rede de distribui-
mo pontas de rede, onde, em geral, a concentração de cloro
~:;:i:i::'lalé, muitas vezes, inexistente.

~ geral, a localização imprópria do reservatório, a negligên-


usuário em relação à sua conservação, a falta de cobertura
~:gJtada e de limpezas periódicas são os principais fatores que
iliuem para a alteração da qualidade da água.
~ extremamente importante a limpeza periódica do reservató-
o menos duas vezes ao ano), para garantir a potabilidade da
a qual pode ser veículo direto ou indireto para transmissão
ças. Para essa limpeza, deve-se obedecer aos seguintes
~~-,ci'tos * :

Fechar o registro de entrada de água no reservatório e abrir


todas as torneiras da edificação, deixando que a água escoe
r todos os canos existentes.
_:,.medida que a água for escoando, realizar urna limpeza física
retirada de lodo e outros materiais), escovando o fundo e as * Castrignano de Oliveira &
Anésio Rodrigues de Carvalho,
edes da caixa com urna escova reservada exclusivamente Saneamento do meio. 5." ed. São
a essa finalidade. Paulo: Senac, 2005. 47
Abrir o registro de entrada de água e fechar o registro geral de
distribuição, para encher novamente o reservatório.
Realizar a desinfecção, utilizando produtos à base de elo
(normalmente se adiciona 1 litro de hipoelorito de sódio a 11
para cada 1 000 litros de água).
Tampar o reservatório e deixar essa solução agir durante urna
hora (durante esse período, não se deve utilizar a água para
consumo).
Realizada a desinfecção, abrir o registro geral e todas as tornei-
ras, para esvaziar o reservatório, deixando a solução de elo
escoar por todos os canos da instalação.
Antes de utilizar a água para consumo, encher novamente
reservatório com água limpa e voltar a esvaziá-lo, para elimina!
os resíduos de eloro.
Encher novamente o reservatório para uso normal.

REDE DE DISTRIBUiÇÃO
A rede de distribuição de água fria é constituída pelo conjunto d
canalizações que interligam os pontos de consumo ao reservató -
da edificação.
Para traçar uma rede de distribuição, é sempre aconselhá
fazer uma divisão dos pontos de consumo. Dessa forma, os pon
de consumo do banheiro devem ser alimentados por uma cana-
lização, e os pontos de consumo da cozinha e da área de servi
por outra.
Tal fato se justifica por dois motivos: canalização mais econô-
mica e uso não simultâneo. Quanto menor for o número de pon
de consumo de uma canalização, tanto menor será seu diâme
e, consequentemente, seu custo.

BARRILETE
Barrilete é o conjunto de tubulações que se origina no reservatório
do qual se derivam as colunas de distribuição. O barrilete pode s
concentrado ou ramificado. O tipo concentrado tem a vantagem
abrigar os registros de operação em uma área restrita, facilitando
segurança e o controle do sistema, possibilitando a criação de
local fechado, embora de maiores dimensões. O tipo ramificado
mais econômico, possibilita uma quantidade menor de tubulações
junto ao reservatório, os registros são mais espaçados e colocad
antes do início das colunas de distribuição.
48
Nível da água

Consumo Consumo
j
Para combate
a incêndio

Nível da água

49
COLUNAS, RAMAIS E SUB-RAMAIS
As colunas de distribuição de água fria derivam do barrilete, desc
na posição vertical e alimentam os ramais nos pavimentos que,
sua vez, alimentam os sub-ramais das peças de utilização.
Cada coluna deverá conter um registro de gaveta posiciona
à montante do primeiro ramal.
Deve-se utilizar coluna exclusiva para válvulas de desca
para evitar interferências com os demais pontos de utilização. En-
tretanto, devido à economia, muitos projetistas utilizam ames
coluna, que abastece a válvula para alimentar as demais peças
utilização. Isso deve ser evitado, principalmente, quando se utiliza:
aquecedor de água, jamais ligá-lo a ramal servido por coluna q
também atenda a ramal com válvula de descarga, pois o golpe
aríete acabará por danificar o aquecedor.

A norma NBR 5626 recomenda que nos casos de instalaçõ


que contenham válvulas de descarga, a coluna de distribuiçã
deverá ser ventilada. Entretanto, é recomendável a ventilação da
coluna independente de haver válvula de descarga na rede *. A ven-
tilação é importante para evitar a possibilidade de contaminaçã
da instalação devido ao fenômeno chamado retrossifonagem (ver
item "Aparelhos passíveis de provocar retrossifonagem"). Outra
razão para ventilar a coluna de distribuição é que nas tubulaçõe
sempre ocorrem bolhas de ar, que normalmente acompanham
fluxo de água, causando a diminuição das vazões das tubulações,
Com a ventilação da coluna essas bolhas serão expelidas, melho-
rando o funcionamento das peças de utilização. Também no caso
de esvaziamento da rede por falta de água e, quando volta a mesma
a encher, o ar fica "preso", dificultando a passagem da água. Neste
caso, a ventilação permitirá a expulsão do ar acumulado.

50 * Manual Técnico Tigre.


Figura 1.28 Colunas de distribuição.

I I
I I
l J Colunas de distribuição
Barriletet A B
Cobertura
C ?== Ramal M ?== Ramal

Pav. 10
O ?== Ramal N ?== Ramal

Pav.9
E :<=Ramal O ==Rarnal

Pav. 8
F :.= Ramal P :<=Ramal

Pav. 7
G '=Ramal Q :<=Ramal

Pav. 6
H = Ramal R '= Ramal

Pav. 5
I ;= Ramal S = Ramal

Pav. 4

J ;= Ramal T ;= Ramal

Pav. 3
K F Ramal U ;= Ramal

Pav. 2
L 3= V"=
AFl AF2
Pav. 1

Térreo

51
MATERIAIS UTILIZADOS
Uma escolha adequada dos materiais, dispositivos e peças de utili-
zação é condição básica para o bom funcionamento das instalações..
pois, mesmo existindo um bom projeto, na etapa de construção
poderá ocorrer uma série de erros que podem comprometer a
qualidade da construção.
O conhecimento de alguns aspectos tecnológicos das instala-
ções prediais, visando à sua adequação aos sistemas construtivo _
é de fundamental importância para o projetista.
Para a escolha dos materiais, é fundamental a observância da
NBR 5626, que fixa as condições exigíveis, a maneira e os critérios
pelos quais devem ser projetadas as instalações prediais de água
fria, para atender às exigências técnicas de higiene, segurança...
economia e conforto dos usuários.
Existem vários componentes empregados nos sistemas prediais
de água fria: tubos e conexões, válvulas, registros, hidrômetros.
bombas, reservatórios etc. Os materiais mais comumente utilizados
nos tubos são: cloreto de polivinila (PVC rígido), aço galvanizado
e cobre.
Normalmente, as tubulações destinadas ao transporte de água
potável são executadas com tubos de plástico (PVC) , imunes à
corrosão. Existem vários fabricantes de tubos e conexões de PVC.
Para uso em instalações prediais de água fria, a Tigre, por exemplo
produz dois tipos: o PVC rígido soldável marrom, com diâmetros
externos que variam de 20 mm a 110 mm, e o PVC rígido roscável
branco, com diâmetros que vão de lh" a 4".
As principais vantagens dos tubos e conexões de PVC em re-
lação aos outros materiais são: leveza e facilidade de transporte e
manuseio; durabilidade ilimitada; resistência à corrosão; facilidade
de instalação; baixo custo e menor perda de carga . As principais
desvantagens são: baixa resistência ao calor e degradação por
exposição prolongada ao sol.
Os tubos metálicos apresentam como vantagens: maior resístên-
cia mecânica; menor deformação; resistência a altas temperaturas
(não entram em combustão nas temperaturas usuais de incêndio).
As desvantagens são: suscetíveis à corrosão; possibilidade de al-
teração das características físico-químicas da água pelo processo
de corrosão e de outros resíduos; maior transmissão de ruídos ao
longo dos tubos; maior perda de pressão
Os tubos e conexões de ferro galvanizado, geralmente, são
utilizados em instalações aparentes e nos sistemas hidráulicos de
combate a incêndios. As conexões, principalmente os cotovelos,
são muito utilizadas nos pontos de torneira de jardim, pia, tanque
52 etc. por serem mais resistentes.
Os tubos e conexões de cobre são tradicionalmente utilizados
- talações de água quente, mas também podem ser utilizados
- e água fria. As tubulações de cobre proporcionam menores
etros no dimensionamento, entretanto seu custo é maior que
s de PVC.
Qualquer que seja o material escolhido para a instalação, é irn-
_ rtante verificar se obedecem a alguns parâmetros fixados pelas
as brasileiras. Portanto, ao comprar tubos e conexões, deve-se
. car se eles contêm a marcação com o número da norma ABNT
espondente e a marca do fabricante.
A falta de observância das normas, bem como deficiências no
rerial e na mão de obra, aliada à eventual negligência dos pro-
. tas e construtores, pode comprometer a qualidade da obra e
vícios construtivos.

SPOSITIVOS CONTROLADORES DE
UXO
dispositivos destinados a controlar, interromper e estabelecer
• rnecimento da água nas tubulações e nos aparelhos sanitários.
almente, são confeccionados em bronze, ferro fundido, latão
s: -C, satisfazendo as especificações das normas vigentes.
Os mais importantes dispositivos controladores de fluxo utili-
os nas instalações hidráulicas são:
torneiras;
misturadores;
registros de gaveta (que permitem a abertura ou fechamento
de passagem de água por tubulações);
registros de pressão (utilizados em pontos onde se necessita de
regulagem de vazão, como chuveiros, duchas, torneiras etc.);
válvulas de descarga (presentes nas instalações de bacias
sanitárias) ;
válvulas de retenção (utilizadas para que a água flua somente
em um determinado sentido na tubulação);
válvulas de alívio ou redutoras de pressão (que mantêm cons-
tante a pressão de saída na tubulação, já reduzida a valores
adequados).

53
..,
Q)
•...
C<:l
Q..

54
TALAÇÃO DE REGISTROS
-=•... ~-'> de escolher o modelo de registro adequado ao tipo de
-::::=lalÇ,ãoda instalação (soldável ou roscável) o projetista deve
.='"-..<:,,1' o posicionamento e altura de cada registro dentro do
~~·ptimento.
A altura padrão do registro de gaveta é de 180 cm em relação
piso acabado. O seu posicionamento na parede depende do
e isométrico de água fria e quente e das interfaces com o
- ute do compartimento.
A colocação de registros de pressão dentro do Box deve ser
dada de maneira que os registros do chuveiro possam ser aber-
e fechados sem que a pessoa se molhe. Isto é muito importante
- cipalmente no inverno, quando a água fria causa maior des-
orto. A altura ideal desses registros deve estar compreendida
e 100 e 110 em em relação ao piso acabado.
Com relação ao registro de pressão para banheira de hídromas-
sagem a altura é variável, pois depende das dimensões especificadas
pelo fabricante. Além disso, o arquiteto pode posicionar a banhei-
ra em um nível mais alto do que o nível do piso do banheiro.

RG

Forro
0q-.-c-!

RG

o
co

RG

o
-o

55
DESENHOS DAS INSTALAÇOES
Os desenhos das instalações baseiam-se no projeto arquitetônícor
portanto, um projeto bem resolvido, com as peças sanitárias e
equipamentos corretamente definidos e localizados, pontos de
água devidamente cotados com a utilização do sistema de eixos
longitudinais e transversais, ao longo das paredes e/ou pilares e
condição básica para que se consiga um leiaute adequado para a
futura elaboração do projeto de instalações.
Os desenhos dos projetos das instalações devem seguir ba-
sicamente as normas brasileiras para desenho técnico, no geral
atendendo também às especificidades de cada projeto: água fria.
água quente, incêndio, esgoto e águas pluviais.
Atualmente, existem diversos programas computadorizado
no mercado, que auxiliam a elaboração dos projetos de hidráulica
e seu desenho, inclusive as perspectivas isométricas.
Para os alunos de graduação do curso de Arquitetura e Urba-
nismo, entretanto, sugerimos que os desenhos das instalações sejam
elaborados com os tradicionais gabaritos e esquadros plásticos.
particularmente no aprendizado, para facilitar sua compreensão .

. ,. '. .,. ,. .,

56
57
CJ

CJ
CJ
58
ALHES ISOMÉTRICOS
. melhor visualização da rede de distribuição de água fria,
':'=21h;am-se os compartimentos sanitários em perspectiva iso-
=:§mc:~. Os detalhes isométricos, geralmente, são elaborados nas
-=:..:;-..c:L:> 1:20 ou 1:25. Desenham-se com traços finos os contornos
edes e marca-se a posição das portas e janelas. As cotas
~) 1:::J:spensáveis.
aparelhos sanitários são representados por suas convenções
ços de maior espessura, bem como as tubulações, os registros
os detalhes. A seguir é apresentado um roteiro simplificado
ra o desenho de isométricos.
a) Traça-se a planta cega do compartimento com esqua-
dro de 60 0
.

b) Locam-se os eixos dos pontos de consumo de água (lava-


tório, bacia sanitária, ducha higiênica, chuveiro etc.).
c) Traça-se uma linha pontilhada do eixo das peças até a
altura dos pontos de consumo.
d) Traçam-se os ramais internos, unindo os pontos de
consumo.
e) Indicam-se, nos ramais e sub-ramais, os diâmetros cor-
respondentes.

lTURA DOS PONTOS


O posicionamento dos pontos de entrada de água e a posição
registros e outros elementos pode variar em função de deter-
dos modelos de aparelhos. Porém, as alturas mais utilizadas
diversos tipos de aparelhos são:
bacia sanitária c/ válvula h = 33 cm
- A - bacia sanitária c/ caixa acoplada h = 20 em
ducha higiênica h = 50 em
bidê h = 20 cm
- banheira de hidromassagem h = 30 cm
chuveiro ou ducha h = 220 cm
lavatório h = 60 cm
C - mictório h = 105 em
- máquina de lavar roupa h = 90 cm
~ - máquina de lavar louça h = 60 cm
_~\- pia h= 110 em
tanque h = 115 cm
torneira de limpeza h = 60 em
torneira de jardim h = 60 cm
registro de pressão h = 110 em
registro de gaveta h = 180 cm
válvula de descarga h= no cm 59
60
l.L
«

L1")
N
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RG

Pia

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61
~!~~;ff~,~~~}R:~,~
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., . ,~',.;.
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LI..
«

lf)
N
lSl

RG

lf)
N
lSl

TO

62
C'

63
DIMENSIONAMENTO DAS
CANALIZAÇÕES
A NBR 5626 fixa as exigências e os critérios para o dimensiona-
mento das canalizações de água fria.
Cada peça de utilização necessita de uma determinada vazão
para um perfeito funcionamento. Essas vazões estão relacionadas
empiricamente com um número convencionado de peso das peças
(ver Tabela 1.4).
Tendo em vista a conveniência sob o aspecto econômico, toda
a instalação de água fria deve ser dimensionada trecho a trecho.
.•...
Q)
•...
!'ti
dimensionamento do barrilete, assim como das colunas, dos ramais
Q..
de distribuição e dos sub-rarnais que alimentam as peças de utiliza-
ção, deverá ser feito por trechos por meio de tabelas apropriadas.
Em virtude de as tubulações serem dimensionadas como con-
dutos forçados, é necessário que fiquem perfeitamente definido
no projeto hidráulico, para cada trecho da canalização, os quatr
parâmetros hidráulicos do escoamento: vazão, velocidade, perda
de carga e pressão.
Portanto, para o dimensionamento das canalizações de água
fria, é primordial a elaboração de um projeto hidráulico. Para fa-
zer um pré-dimensionamento dos encanamentos apresentam-se a
seguir algumas tabelas.

64
Tabela 1.4 Pesos relativos nos pontos de utilização, identificados em função do aparelho
sanitário e da peça de utilização (NBR 5626).
Vazão de
Peso
Aparelho sanitário Peça de utilização projeto
relativo
(Iitros/s)

Caixa de descarga 0,15 0,3


da sanitária
Válvula de descarga 1,70 32

heira Misturador (água fria) 0,30 1,0

edouro Registro de pressão 0,10 0,1

- e Misturador (água fria) 0,10 0,1

eiro ou ducha Misturador (água fria) 0,20 0,4

reiro elétrico Registro de pressão 0,10 0,1

ora de pratos ou de louças Registro de pressão 0,30 1,0

ório Torneira ou misturador (água fria) 0,15 0,3

Com sifão
Válvula de descarga 0,50 2,8
integrado
WULUJ.io cerâmico Caixa de descarga, registro
Sem sifão
de pressão ou válvula de descarga 0,15
Integrado 0,3
para mictório

0,15
Caixa de descarga ou registro de
por metro de 0,3
~otipo calha pressão
calha

Torneira ou misturador (água fria) 0,25 0,7

Torneira elétrica 0,10 0,1


l

Torneira 0,25 0,7

-:;
r=-~;":<1de jardim
.
ou lavagem
Torneira 0,20 0,4

.~ 1.5 Ábaco simplificado (somatórios de O a 100).

. :-.-.....:.~'::> pesos o <=> 1,1 <=> 3,5 <=> 18 <=> 44 <=> 100

20mm 25 mm 32 mm 40mm 50mm


1/2/1 3/4/1 1/1 1.1/4/1 1.1/2/1

~:SOImatórios acima de 100, deve ser consultado ábaco para cál-


bulações (normograma de pesos, vazões e diâmetros).
65
1,0 10 100
10 1.000 100.000
32 0,9 9
75 9 900 90 90.000
8 800 80.000
0,8 7 8 700 80 70.000

6 600 60.000

t'
0,7 70
5 500 50.000

0,6 4 : 6 400 60 40.000

25 60
3 300 1 O 30.000
0,5 5 50

:
,
,
,
t 0,4
2

50
4
200

140
40
20.000

20 0,3 1,0 3 100 30 10.000


0,9 90 : 9.000
,
0,8 80 8.000
:
0,7 , 70 7.000
110 :
0,6 60 6.000
,
0,5 , 50 5.000
0,2 50 : 2 20
0,4 40 4.000

0,3 30 3.000

Cf) 'Ü.._
:::J 01
Cf)
85
Cf)
W 0,2 20 2.000
O
'O Cf)
N w
16 :; o,
Cf) 32
O
O
« 75 10
0,1
0,1
2 10 1.000
O
Cf) I

* Hélio Creder. Instalações


66 hidráulicas e sanitárias, cit.
·t::'b1.6 Parâmetros hidráulicos do escoamento (NBR 5626).

Parâmetros Unidades Símbolos

Litros por segundo I/s


Metros cúbicos por hora m-/h

Metros por segundo m/s

carga unitária Metro de coluna d'água por metro m.c.a./m

Metro de coluna d'água m.c.a


Quilopascal kPa
Quilopascal kPa

~::::::;plo de dimensionamento
os diâmetros das tubulações de urna instalação de água
..0......-...-""'-

~_.=-~~abastece as seguintes peças de utilização: 1 bacia sanitária


~a de descarga, 1 bidê, 1 lavatório, 1 chuveiro (ducha),
_. __ ,'.::;~ tanque.

. . .• •. .!

~RG
Chuveiro

Pia

ecia
- itária

67
Peçasde utilização Pesos

1 Bacia sanitária com válvula 32

1 Bidê 0,1

1 Lavatório 0,3

1 Chuveiro 0,4

1 Pia 0,7

1 Tanque 0,7

1 Pia 0,7

Cada trecho (ramal) terá o peso e seu diâmetro correspon-


dente, em função dos aparelhos que alimentam, conforme mostra
a Tabela 1.7.

Tabela 1.7 Dimensionamento dos trechos.

Trechos Pesos Diâmetros (mm)

A-B ( barrilete) 34,9 40 I

B-C (coluna: VO, BI, LV,CH, PIA, TQ, PIA) 34,9 40 I

C-O (ramal: BI, LV, CH, PIA, TQ, PIA) 2,9 25

O-E (ramal: LV, CH, PIA, TQ, PIA) 2,8 25 I


E-F (ramal: CH, PIA, TQ, PIA) 2,5 25

F-C (ramal: PIA, TQ, PIA) 2,1 25

C-H (ramal: TQ, PIA) 1,4 25

H-I (ramal: PIA) 0,7 25 II

Quanto aos sub-ramais (trechos que alimentam cada peça de


utilização separadamente), verifica-se o peso de cada peça e se
diâmetro correspondente.

PRESSÕES MíNIMAS E MÁXIMAS


Nas instalações prediais, consideram-se três tipos de pressão: a
estática (pressão nos tubos com a água parada), a dinâmica (pres-
são com a água em movimento) e a pressão de serviço (pressão
máxima que se pode aplicar a um tubo, conexão, válvula ou outro
dispositivo, quando em uso normal.
As pressões são medidas em kgf/cm'' (quilograma força por cen-
68 tímetro quadrado), entretanto existem outras formas de expressar
e pressão; a mais usual nas instalações prediais de água
coa(metro de coluna d'água) oCom relação à equivalência
•...•.. -u<..." 1 kgf/cm- é a pressão exercida por urna coluna d'água
e altura °
il adota o Sistema Internacional de Medidas, segundo o
idade de pressão é o Pa (pascal).
relação à pressão estática, a norma NBR 5626 de insta-
_rediais de água fria, diz o seguinte: "Em urna instalação
--=-'de água fria, em qualquer ponto, a pressão estática máxima
e ultrapassar 40 m.c.a. (metros de coluna d'água)."
significa que a diferença entre a altura do reservatório
~:ei-!or e o ponto mais baixo da instalação predial não deve ser
que 40 metros.
-- a pressão acima desse valor ocasionará ruído, golpe de
e manutenção constante nas instalações. Dessa maneira,
-se tornar alguns cuidados com edifícios com mais de 40 m
a, normalmente edifícios com mais de treze pavimentos
cionais (pé-direito de 3 m x 13 = 39 m). Corno então, pro-
urna instalação de água fria em um edifício com mais de 40
_~~.~ de altura?
_-:..soluçãomais utilizada pelos arquitetos e projetistas, por ocu-
os espaço, é o uso de válvulas redutoras de pressão. Esses
:":::;a:si°tivosreguladores de pressão normalmente são instalados
solo do prédio.
valor da pressão estática menos as perdas de cargas distri-
e localizadas corresponde ao valor da pressão dinâmica.
om relação à pressão dinâmica, de acordo com a BR 5626,
qualquer ponto da rede predial de distribuição, a pressão da
em regime de escoamento não deve ser inferior a 0,50 m.c.a ..
valor visa a impedir que o ponto crítico da rede de distribui-
zeralmente o ponto de encontro entre o barrilete e a coluna
:tistribuição, possa obter pressão negativa.
or outro lado, urna pressão excessiva na peça de utilização
a aumentar desnecessariamente o consumo de água. Portan-
condições dinâmicas, os valores das pressões nessas peças
ser controlados, para resultarem próximos aos mínimos
ários.
Para que as peças de utilização tenham um funcionamento
_ "to, a pressão da água nos pontos de utilização (pressão di-
oca)não deve ser inferior a I m.c.a., com exceção do ponto da
de descarga, onde a pressão pode ser menor, até um mínimo
_50 m.c.a. O fabricante deve definir os valores limites da pressão
. .ca para as peças de utilização de sua produção, respeitando
re as normas específicas. 69
Com relação à pressão de serviço a norma NBR 5626 fala o
seguinte:
" o fechamento de qualquer peça de utilização não pode pro-
vocar sobrepressão em qualquer ponto da instalação que seja
maior que 20 m.c.a. acima da pressão estática nesse ponto".
Isto significa que a pressão de serviço não deve ultrapassar a
60 m.c.a. pois é o resultado da máxima pressão estática (40 m.c.a.)
somada a máxima sobrepressão (20 m.c.a.).
Alguns profissionais da construção civil que executam insta-
lações em prédios com grandes alturas utilizam tubos metálicos.
pensando que estes são mais resistentes que os tubos de PVC. É
.•...
Q)
... importante ressaltar que o conceito de pressão máxima independe
'"
Q.,
do tipo de tubulação, pois a norma não faz distinção quanto ao tipo
de material. Dessa forma, a pressão estática máxima de 40 m.c.a,
deve ser obedecida em qualquer caso, independente dos materiais
dos tubos (PVC, cobre ou ferro) que serão utilizados nas instalações
de água fria e quente.

DISPOSITIVOS CONTROLADORES
DE PRESSÃO
As peças de utilização são projetadas de modo a funcionar co
pressões estática ou dinâmica (máximas e mínimas) preestabeleci-
das pelos fabricantes dos tubos, dispositivos e aparelhos sanitário
Portanto, uma das maiores preocupações nas redes hidráulicas é
a pressão de serviço nos pontos de utilização.
Atualmente, existem no mercado dispositivos que elevam o
reduzem a pressão da água nas canalizações. Quando falta pressã
na rede, o pressurizador é um recurso eficiente; quando a pressão
é elevada (acima de 40 m.c.a), utilizam-se válvulas reguladoras
de pressão.

PRESSURIZADOR
Um dos problemas mais comuns em todo tipo de edificação é a fal
de pressão de água do reservatório (ver item "Altura dos reservató-
rios"). Para resolvê-lo, geralmente são utilizados pressurizadores
para aumentar e manter a pressão nas redes. Além do custo re-
duzido, esses dispositivos praticamente não exigem manutenção.
São encontrados em diversos modelos no mercado e podem ser
utilizados: em residências, apartamentos, hotéis, motéis, hospitais..
restaurantes, escritórios para alimentação de lavatórios, chuveiro
70 duchas, máquinas de lavar etc. Também podem ser utilizados em
n::=:Sítri·as,para alimentar máquinas, equipamentos etc., dispen-
a construção de torres para caixa-d'água. No meio rural,
o abastecimento de residências, irrigação etc.
ada modelo apresenta suas vantagens. Antes de escolher o
~::;J:amento, no entanto, deve-se consultar os catálogos dos fabri-
e os revende dores autorizados.
_-.-..:guns
fabricantes mais conscienciosos recomendam alguns
os com relação à instalação desses equipamentos, principal-
quanto à localização e à prevenção de ruídos.
pressurizador deverá estar localizado o mais distante possível
-=.•...• L<1J·t.;> onde é necessário silêncio (dormitórios, escritórios, salas

-,: """",",",nl- ão). Para que não haja ruído devido a vibrações, deverá ser

:.:--"·~""i"a instalação diretamente sobre lajes, principalmente sobre


grandes dimensões e pequena espessura - quando for colo-
- bre lajes, deverá haver base provida de amortecedores.

Caixa-d'áqua
em fiberglass
cap.1 000 L
Mongote
flexível 01 ,,----,

032 mm PVC

Laje Prever apoio Prever apoio para


de borracha caixa-d'áqua

71
VÁLVULAS REDUTORAS DE PRESSÃO
Nos edifícios mais altos, o reservatório de água instalado sobre
a cobertura, geralmente sobre a caixa de escada, gera diferent
pressões.
Quanto maior a diferença de cota do ramal em relação ao reser-
vatório, maior a pressão. Isto implica dizer que, nos pavimentos mais
baixos, maior será a pressão da água nos pontos de consumo.
Quando a pressão na rede predial for alta demais, particu-
larmente nos edifícios com mais de treze pavimentos (conside-
rando-se um pé-direito de 3 m), com pressão estática acima de
m.c.a, utilizam-se válvulas automáticas de redução de pressão, as
quais substituem os reservatórios intermediários, que reduzem
pressão da rede hidráulica a valores especificados em projeto. Err:
geral, os edifícios possuem uma estação central de redutores d
pressão, com dois equipamentos de grande porte instalados C
2" a 3"). A válvula redutora de pressão (VRP) pode ser instala
a meia altura do prédio ou no subsolo.
Para prédios que adotam a medição individualizada de á
adota-se a instalação de um redutor de pressão, de menor po
para limitar e regular a entrada de água nos vários pavimentos
edifício, a fim de que cada apartamento receba a água com pr
são adequada, normalmente 3 bar. Cada bar de pressão equiv
a 1 kgf/cm'' ou 10 m.c.a. Além de diminuir a pressão, os reduto
otimizam o consumo de água e evitam o degaste prematuro das
instalações hidráulicas.
Embora a norma não faça distinção sobre qual ou quais mar
riais devem compor as instalações com pressão estática acima
40 m.c.a, devem-se adotar tubos mais resistentes e tomar cuidad
redobrados quanto às emendas e conexões.

72
-' ,
,r "
,- ,

~ 1.39 Solução com reservatórios intermediários.

Re"CV~"pe,;o,
,----,
- \ I
'DOOO I

DOOO >--
-
DOOO >- I -
c::JOOO -- ~FI-- -
-- g§Po Reservatório
intermediário

DOOO - I 1-
11 '
DOOO - -
DOOO - -
booo - I 1-

=:JOOO '-- -
Bomba ~ r;l Bomba

- rvatório intermediário [JJl


t
:; .enta andares inferiores
Reservatório duplo

...
1 .1 1
- .. . ... I .... ..
• •I

~
eserva~uperior Re,eCV,~"pec;m
.. \ I

- >--
- >- -
=
'-- - >- -
~ -
-.-J
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-
L ~ -
~ E
-- o - -

>--
- >--
-
- I - - >--
-
- - - - -
- - - -
- -
. ~
- - 1 - Válvula no meio do prédio Opção 2 - Válvula no subsolo
73
VELOCIDADE MÁXIMA DA ÁGUA
A NBR 5626 (ABNT) recomenda que as tubulações sejam dimen-
sionadas de modo que a velocidade da água, em qualquer trecho.
não ultrapasse valores superiores a 3 m/s. Acima desse valor, ocorre
um ruído desagradável na tubulação, devido à vibração das paredes
ocasionada pela ação do escoamento da água.

RuíDOS E VIBRAÇÕES EM
INSTALAÇÕES PREDIAIS
De acordo com a NBR 5626, as instalações de água fria devem ser
projetadas e executadas de maneira a atender às necessidades de
conforto do usuário, com relação aos níveis de ruído produzidos
ou transmitidos pela própria instalação, bem como evitar que as
vibrações venham a provocar danos à instalação.
A transmissão do ruído em instalações prediais de água fria é
bastante complexa, porém essa ocorrência, assim como de vibra-
ções, está bastante associada a edifícios altos e instalações pres-
surizadas. A movimentação da água (sob pressão relativamente
elevada) nas tubulações, nos aparelhos hidráulicos (válvulas de
descarga, conexões, torneiras, torneiras de boia, bombas de recal-
que, peças de utilização etc.) e em bombas de recalque gera ruído
de impacto, que se propaga pela canalização e, daí, pela estrutura e
pelas paredes (elementos normalmente solidários), que, por sua vez
irradiam o ruído para as adjacências, incomodando os ocupantes da
edificação. Em alguns projetos, os cuidados com relação aos níveis
de ruído devem ser redobrados, sendo necessário um tratamento
acústico para os locais.
Um fenômeno muito conhecido, que ocorre, principalmente, nos
prédios mais antigos e causa ruídos extremamente desagradáveis
é o "golpe de aríete". Ele acontece quando a água, ao descer com
muita velocidade pela canalização, é bruscamente interrompida
ficando os equipamentos e a própria canalização sujeitos a choques
violentos.
Para amenizar esse problema, podem ser usados alguns recur-
sos, como válvulas de descarga e registros com fechamento mais
suave, limitação da velocidade nas tubulações etc.
O uso de tecnologias construtivas mais novas pode ajudar em
outros casos. O polietileno reticulado (ver "Sistema PEX - Tubos
flexíveis de polietileno reticulado", na Parte 2), por exemplo, por
ser menos rígido e permitir que a água passe por trajetos curvos
de forma mais suave, tende a diminuir os ruídos. Existem também
74 outras medidas simples, que podem minimizar, ou até mesmo
o problema dos ruídos - projetar as instalações de forma
prumadas não passem por paredes de ambientes com mais
-::::;~lCia de ocupação, por exemplo."
conforto dos moradores com relação aos níveis de ruído
--,,,,,rlos pelas instalações, urna distribuição correta dos cômodos
;o::::::':::!ll é de fundamental importância. A seguir, são apresentadas
--=;.--_~'-'> recomendações construtivas propostas pelo engenheiro
~~""''''O Henrique Aidar," que devem ser observadas para evitar
=...::=;::edir· o aparecimento de ruído nas edificações.
as peças de utilização na parede oposta à contígua aos
bientes habitados ou, na impossibilidade disso, utilizar
sitivos antirruído nas instalações.
_-- utilizar tijolos vazados de cerâmica ou concreto nas pare-
que suportem (ou tragam embutidas) tubulações de água
alimentação com ramais para válvula de descarga ou sob • Ubiratan Leal. "Ruídos em
surização pneumática. tubulações podem ter várias
causas". In.: Revista Téchne, n.
. ar um recobrimento mínimo de 50 mm (tijolo maciço,
72, março de 2004, São Paulo,
massa, ou tijolo + argamassa) na face voltada para dormi- Pini, p. 48·51.
- ios, sala de estar, sala íntima, escritórios e home theater. ** Fernando Henrique Aidar. "O
incômodo ruído das instalações
-:ilizar vasos sanitários acoplados à caixa de descarga, em vez hidráulicas". In.: Revista Téchne,
válvulas de descarga. n.35 .

.. ' .. '

Ambiente habitado Ambiente habitado

Certo Errado

75
PERDA DE CARGA NAS
CANALIZAÇÕES
Quando um fluido escoa, existe um movimento relativo entre suas
partículas, resultando daí um atrito entre elas. Essa energia é
dissipada sob a forma de calor. Assim, a perda de carga em uma
canalização pode ser entendida como sendo a diferença entre a
energia inicial e a energia final de um líquido, quando ele flui em
uma canalização de um ponto ao outro.
Dois fatores são determinantes para que ocorra uma maior ou
menor perda de carga: a viscosidade e a turbulência. Quanto mais
rugoso for o material do tubo, maior será o atrito interno, assim
como maiores serão os choques das partículas entre si. As perdas
de carga poderão ser: distribuídas (ocasionadas pelo movimento
da água na tubulação) ou localizadas (ocasionadas por conexões.
válvulas, registros etc.).
Portanto, maior comprimento de tubos, maior número de co-
nexões, tubos mais rugosos e menores diâmetros geram maiores
atritos e choques e, consequentemente, maiores perdas de carga
e menor pressão nas peças de utilização.
É importante lembrar que na prática não existe escoamento em
tubulações sem perda de carga. O que deve ser feito é reduzi-Ia aos
níveis aceitáveis para que não ocorra uma diminuição de pressão
nas peças de utilização. Os tubos de PVC, por terem paredes mais
lisas, oferecem menores perdas de carga.

76
, - ,

S:=-;ura1.42 Tubo liso, tubo rugoso e perda de carga localizada.

o
O

Tubo liso
(Pequenos atritos e choques)
< perda de carga

Tubo rugoso
(Grandes atritos e choques)
> perda de carga

Perda de carga localizada


(Conexão)

77

___
1
CONSIDERAÇÕES GERAIS
As instalações prediais de água quente são regidas pela NBR 719
e devem ser projetadas e executadas de modo a:
Garantir o fornecimento de água de forma contínua, em quan-
tidade suficiente e temperatura controlável, com segurança.
aos usuários, com as pressões e velocidades compatíveis com
o perfeito funcionamento das peças de utilização e das tubu-
lações.
Preservar rigorosamente a qualidade da água.
Proporcionar o nível de conforto adequado aos usuários.
- Racionalizar o consumo de energia.

o projeto e as especificações de materiais, aparelhos, equipa-


mentos e dispositivos de qualquer uma das partes constituintes das
instalações devem ser feitos de acordo com as normas brasileiras.
Existem no mercado diversos equipamentos para aquecimenta
reservação e distribuição de água quente. Portanto, são várias as
opções de aquecimento.
Os principais usos de água quente nas instalações prediais
as temperaturas convenientes, nos pontos de utilização, são:

Uso pessoal em banhos ou higiene 35°C a 50°C


Em cozinhas

Em lavanderias 75 °C a 85°C
Em finalidades médicas 100 °C

78
IMATIVA DE CONSUMO
rdo com a NBR 7198, as peculiaridades de cada instalação,
dições climáticas e as características de utilização do sistema
âmetros a ser considerados no estabelecimento do consumo
-lllia quente. Na Tabela 2.1, apresenta-se uma estimativa de
sumo.

-~Ia 2.1 Estimativa de consumo de água quente.

Consumo litros/dia
24 por pessoa
36 por pessoa
45 por pessoa
60 por pessoa
45 por pessoa
45 por pessoa
zel (sem incluir cozinha e lavanderia) 36 por hóspede
125 por leito
urantes e similares 12 por refeição
deria 15 por kg de roupa seca
. Hélio Creder. Instalações hidráulicas e sanitárias. 5a ed. Rio de Janeiro:
Técnicos e Científicos, 1991.

TEMAS DE AQUECIMENTO
te cimento de uma edificação pode ser efetuado de três
s distintas: aquecimento individual (local), aquecimento
1privado e aquecimento central. O projetista deve estudar
- ilidade do emprego de cada uma dessas alternativas, para
:B;ffIrr'inar a melhor solução.

TEMA DE AQUECIMENTO
DIVIDUAL
uecimento é individual quando alimenta uma única peça
nílízação, como, por exemplo, um chuveiro ou uma torneira
ica.
Também pode ser local, quando pequenos aquecedores elétri-
ou a gás alimentam um único compartimento sanitário. 79
'"
:~ SISTEMA DE AQUECIMENTO CENTRAL
"O
ClJ
'-
O- PRIVADO
'"U
~
o sistema é central privado quando atende somente uma unidade
:::l
•..
,~ habitacional, ou seja, alimenta vários pontos de consumo localizados
"O em cozinhas, banheiros, áreas de serviço. Um exemplo desse tipo
:r:
de sistema é o aquecedor de acumulação.

SISTEMA DE AQUECIMENTO CENTRAL


COLETIVO
o sistema é central coletivoquando um único conjunto de aquecimen-
to alimenta várias unidades de um edifício, ou seja, várias peças de
utilização de várias unidades habitacionais ou de comércio e serviços.
Exemplos: edifício residencial, hotel, motel, hospital etc.

TIPOS DE AQUECEDOR
Existem vários tipos de aquecedor, sendo os mais comuns nas insta-
lações prediais os de aquecimento direto ou indireto, de passagem
ou acumulação. A fonte de calor empregada pode ser eletricidade,
gás ou energia solar.

AQUECEDORES ELÉTRICOS
São aquecedores que utilizam energia elétrica. Podem ser de dois
tipos: aquecimento de passagem e por acumulação.
Os aquecedores elétricos de passagem são dispositivos inter-
postos na tubulação para o aquecimento elétrico instantâneo da
água (aquecida em sua passagem pelo aparelho). São exemplos:
chuveiro elétrico, torneira elétrica e os aquecedores automáticos
de água quente.
Os aquecedores por acumulação (também chamados de "boiler
elétrico") proporcionam maior conforto ao usuário, pois a água é
aquecida para posterior consumo. A acumulação possibilita seu
uso com maior vazão nos chuveiros ou em qualquer outro ponto
de utilização. Fornece água quente de imediato e na temperatura
desejada, em um ou vários pontos de consumo ao mesmo tempo, não
dependendo da pressão da água para seu bom funcionamento.
A principal vantagem dos aquecedores elétricos é o fato de serem
compactos e fáceis de instalar, dispensando tubulações. As desvan-
80 tagens são: custo do kW,baixa pressão e pouca vazão de água.
ra de escolher o modelo, é importante conhecer os catá-
_p 3::1S fabricantes.

," .. , .. I'

u
-- Reservatório de água fria

§T Aq. elétrico Luva de Válvula de alívio


Alimentação do
-----[[
~ j união I (ou de segurança)
aquecedor
RG" deL~?ãoj.---n"---'----rr-'f O- ÁgOõ quente

Drenagem do RG .H'===:::J:':c==C~--Ll--~__ U-~ ~ (Consumo)


aqUeCedOr~
ou da válvula D=================='J
de alívio Ligação da válvula de alívio ao dreno

Válvula de
alívio
I
RG Válvula de
retenção
RG
Dreno++

-2::::I2fiey de Oliveira Meio & José M. Azevedo etto. Instalações prediais


.,.;;:.-..our.sanitárias, cit.
81
AQUECEDORES A GÁS
Ao escolher um modelo de aquecedor a gás, deve-se certificar -
que ele está de acordo com as normas da ABNT. Além da NBR 71
(Projeto e Execução de Instalações Prediais de Água Quente), de -
ser consultada a NBR 13103 (Adequação de Ambientes Resid -
ciais para Instalação de Aparelhos que Utilizam Gás Combustív
Devem-se considerar também as orientações de cada fabrican
pois existem no mercado diversos tipos de aquecedor.
Os aquecedores a gás devem ser alimentados pelo reservató -
superior de água fria ou por dispositivo de pressurização. Apres -
tam duas grandes vantagens em relação aos aquecedores elétric
melhor pressão de água que os similares elétricos e água que r-c.
para uso imediato. Como desvantagem, apresenta o risco de vaza-
mento, se não forem seguidas determinadas especificações.
Os modelos de passagem são de instalação mais simples (de -
que os pontos de espera estejam corretamente posicionados)
os de acumulação.
No modelo de passagem, basta abrir a torneira para o aquece
ligar automaticamente e a água correr aquecida. A vantagem do sis
tema de passagem é a economia e o conforto na hora do banho
maior fluxo de água quente). Além disso, os aquecedores de par -
oferecem maior facilidade de instalação em espaço reduzido.
Nas instalações residenciais, é recomendável a utilização -
dois aquecedores independentes: um para o banheiro e outro para
a cozinha. Tal fato justifica-se por um possível descontrole do co -
sumo de água quente. Antes de instalá-los, deve-se verificar se
pontos existentes na parede correspondem mesmo aos pontos
água fria, de água quente e de gás do aparelho. A instalação de
ser feita conforme orientações do manual de instruções do fab :
cante. Na hora da instalação, também se deve tomar cuidado p
que a profundidade de embutimento do dispositivo na parede nã
atrapalhe a posterior colocação do acabamento.
Os aquecedores instantâneos a gás devem estar em conformi-
dade com a NBR 5899 (Aquecedor de Água a Gás Tipo Instantân
- Terminologia) e a NBR 8130 (Aquecedores de Água a Gás Ti
Instantâneo - Específicação).
Uma outra opção de aquecedor a gás é o modelo de acumula-
ção, que armazena a água aquecída. É de fácil instalação e atende
vários pontos de consumo simultaneamente.
A desvantagem dos aquecedores de acumulação é o tama
- são bem maiores que o modelo de passagem. Por isso, a opçã
pelo aquecedor de acumulação a gás se justifica somente quan
se consomem grandes volumes de água quente ao mesmo tem
82 (mais de quatro pontos de utilização).
De acordo com a NBR 7198, no dimensionamento de aquece-
de acumulação, devem ser criteriosamente observadas as
cterísticas do sistema de aquecimento escolhido, levando-se em
.deração, principalmente, a frequência de utilização, o volume
arrnazenamento e a capacidade de recuperação. Os aquecedores
acumulação a gás devem obedecer às normas brasileiras aplicá-
-- . particularmente a NBR 10540 (Aquecedores de Água a Gás
_ Acumulação - Terminologia).
Para a instalação de qualquer modelo de aquecedor a gás,
e-se solicitar a presença de um profissional habilitado, pois
o o assunto envolve conhecimentos técnicos, nem sempre o
dor está devidamente informado dos riscos que pode estar
ndo dentro de sua residência ou apartamento. Para evitá-los
onselhado promover urna inspeção nos equipamentos a gás
- tentes e nas condições de ventilação dos ambientes em que
-o alojados.
Quando o arquiteto faz a opção pelo aquecedor a gás é impor-
e a sua localização no projeto arquitetõnico, devido à neces-
e de ventilação permanente, no local onde será instalado o
edor, sem que o usuário tenha controle sobre ela.

83
I' I •• I • • •I I' .1 •• , I • . ... . ~.
Ventilação superior
área mín. útil 600 cm-'

Máx. 35 em
t

.•...
Q) ~~
"-
(ti o
o..
E

(Opção 1) ~
Ventilação inferior
área útil 200 em2

• Máx.80 em

(Opção 2)
Ventilação inferior·----->.
área útil 200 em?
Fonte: Cumulus .

. . , ••...•.. .o,. I' • • •I

Máximo
Inclinação mínima 2% 2,00 em

Tubo por dentro do eolarinho--k;[ll1il!umn;~

E
u
L()
(Y)

o
.~
,~

~ E
u
o
L()

o
~ E
,~
(Opção 1)
Ventilação inferior --t-++t--
~
área útil 200 crn-'

Máx. 80 em

(Opção 2)
Ventilação inferior área útil 200 em2 ------~
Fonte: Cumulus.
84
/'

-:3ela 2.2 Aquecedor horizontal a gás de acumulação.

'u I~
2- se-O

B
A
c
~:-~4 D-1

1 - Saída de água quente 4 - Entrada de água fria


2- Dreno de limpeza 5 - Cintas de fixação e apoio regulável
3 - Parte elétrica (para piso, parede ou teto)

Volume (L) 50 75 100 125 150 175 200 250


A 740 940 1140 1340 1540 1740 1450 1650
B 620 820 1020 1215 1420 1 620 1325 1 525
Dimensões
C 410 610 810 1 005 1 210 1410 1 115 1315
em mm
D 460 460 460 460 460 460 560 560
E 470 470 470 470 470 470 570 570
ts 1500 1500 1500 1500 1500 1500 2000 2000
peres 14/7 14/7 14/7 14/7 14/7 14/7 9 9
ola hidráulica 1° 1° 1° 1° 1° 1° 1° 1°
Peso Vazio 32 40 47 52 59 68 83 92

;/ (kg)
Embalado 40 48 55 67 77 88 111 122

- Comprimento 840 1060 1240 1440 1640 1940 1640 1840


-
>
Embalagem
(mm)
Largura 520 520 520 520 520 520 615 615
Altura 550 550 550 550 550 550 625 625

Peso Vazio 41 52 60 72 81 94 115 128


(kg) Embalado 49 60 72 87 99 114 143 158
:;(
...•= Embalagem
Comprimento 840 1060 1240 1440 1640 1940 1640 1 840
Largura 520 520 520 520 520 520 615 615
(mm)
Altura 550 550 550 550 550 550 625 625
olts 110/220 monofásico

Esquema de colocação

(O®)1
•••
Horizontal de teto
(50 a 150 L)
c:: ~ ~
-
'"
Horizontal de teto (acima)
(50 a 150 L)
B

H06w",,1 de parede
(50 a 125 L)
O
85
Tabela 2.3 Aquecedor vertical a gás de acumulação.

1
2

3
~~G
l~6:J
4
5 1 - Entrada de água fria
2 - Saída de água quente
3 - Parte elétrica
4 - Registro do dreno
C 5 - Pés - altura 50 mm

Volume (L) 50 75 100 125 150 175 200


•...•..
Q)

A 765 965 1165 1365 1565 1 765 1460


~
B 700 900 1100 1315 1505 1 705 1405

Dimensões C 150 150 150 150 150 150 150


em mm D 460 460 460 460 460 460 560
E 210 210 210 210 210 210 210
F 515 515 515 515 515 515 615
Wats 1500 1 500 1 500 1500 1500 1500 2000
Amperes 14/7 14/7 14/7 14/7 14/7 14/7 9
Bitola hidráulica 1° 1° 1° 1° 1° 1° 1°
Peso Vazio 31 38 45 54 61 70 89
o (kg)
"'C
r;s
Embalado 39 46 57 69 79 90 117
u

-
~•..
;;
Embalagem
(mm)
Altura
Largura
Profundidade
840
520
550
1060
520
550
1240
520
550
1440
520
550
1640
520
550
1940
520
550
1640
615
625
Peso Vazio 42 53 62 74 79 91 116
(kg) Embalado 50 61 74 89 97 111 144
o
)(
:l
...,j
Altura 840 1060 1240 1440 1640 1940 1 640
Embalagem
Largura 520 520 520 520 520 520 615
(mm)
Profundidade 550 550 550 550 550 550 625
Volts 110/220 monofásico

Esquema de colocação

O)
~::;:;::"""~-~ Vertical de piso ·~~~LI Vertical de parede

86
==

QUECIMENTO SOLAR
ido à escassez de energia, à tendência cada vez maior de aumen-
- de tarifas de energia elétrica, a energia solar vem sendo adotada
- grande escala no segmento de aquecedores de água.
Com o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos e das
-écnicas de instalação, os custos de um sistema de aquecimento
_ lar diminuíram significativamente, fazendo com que o custo-
efício acabe compensando, pois é um sistema que combina
rança, ecologia e economia.
O sistema apresenta algumas vantagens e desvantagens, quan-
comparado a outros tipos de energia. As principais vantagens
ão: economia de energia (reduz, em média, 35% da conta de luz);
- il manutenção (praticamente inexistente); fonte de energia
_ esgotável; não produz poluição ambíental. A desvantagem do
- tema é o comprometimento de sua eficiência em dias nublados
chuvosos, sendo necessária a utilização de um sistema misto
energia solar e elétrica).
Atualmente, a energia solar também vem sendo utilizada
a o aquecimento de piscinas, em substituição aos aquecedores
nvencionais elétricos e a gás. Nesse caso, são instaladas placas
letoras em quantidades suficientes para o volume de água a ser
ecido e uma bomba que movimenta a água (método conhecido
mo circulação ativa).
Sempre que optar pelo aquecimento solar, o arquiteto deve
_ parar a edificação para receber o sistema. Além de instalação
áulica apropriada (tubos de PVC para água fria e de cobre
CPVC para quente), os equipamentos que compõem o sistema
~ vem ser localizados e dispostos de forma correta na cobertura
=er figo2.5).
Além disso, os aquecedores solares devem ter desempenho
zérrruco conforme a NBR 10185, verificável pela NBR 10184, e ser
~ talados conforme a NBR 12269.

nstalação esquemática de aquecimento solar


_-instalação convencional de aquecimento solar para residências,
a.guns parâmetros relacionados a localização e disposição dos
equipamentos na cobertura devem ser rigorosamente observados,
~ is, apesar de ser constituído por equipamentos bastante simples
- de fácil utilização, o sucesso de sua eficiência depende de uma
rreta instalação.

87
••• I ,. • • •I ,. ., • ., I

8 10

~~~~~~~~~~_~
"""=
~L
Entre 0,30 m e 4,00 m

Máximo de 6,00 m

Componentes do sistema: 6- Sistema auxiliar de aquecimento


1 - Coletor 7- Entrada de água fria
2 - Depósito de água quente 8- Saída de água quente
3 - Reservatório de água fria 9- Respiro
4 - Subida de água quente do coletor 10 - Consumo de água fria
5 - Descida de água para o coletor 11 - Dreno dos coletores

Posicionamento das placas


Os coletores solares constituem a parte principal do sistema
pois é através deles que a energia solar é absorvida e transmitida à
água que circula pelos tubos do interior do coletar. As placas devem
ser direcionadas sempre para o Norte", com desvio máximo de
30° a nordeste ou noroeste. Para uma boa absorção dessa energia
* Exceto nos Estados do Amapá, ou seja, para que os coletores recebam maior incidência dos raios
88 Roraima e Amazonas. solares durante o ano, a inclinação ideal das placas, em relação à
. ontal, é um ângulo resultante da soma da latitude do lugar
. 5° a 10°. Na prática, a inclinação média é de 35°, mas o cálculo
iso depende da cidade.

II . ~~~~~~~~~~?~W~~·~~~~~~~':?~~fT~~f,-;~!~!~!~~~~'!l:~;;;~~":4~~"~>J>,
;', -v-i, ;~'.':' 'r ,"'l'.,\u, '.•~ ',;> ~ -.: ~.~'~
I mura 2.6!dnchnaçao ideál'dàs placas.:'< ",~.. :i': ;:; " '1;:",,:< . < • " "'': ," '.,". .'

I:> :t~?~\~r~~\{~::,:J~~:~?~:r;~:íj~11·lr~5J'f.':?:~?·:~t:~::~?_,,:~·~~~);\t~~~~;/~;é:~_~).~;~>;.:.,~
.!> ~..' :.~ - ::,'" .(.-~. ' ." '.' ," .; ~ ~ ":"" ,'. . ':~'. t, ".~.' v

~ Norte

H1
0,30

IIII
H2
Ii
8 = latitude + 5 e 10°

ervatório térmico
ervatório térmico, também conhecido como boiler, tem a fina-
e de armazenar a água aquecida e conservá-Ia para posterior
ção, já que, nas horas em que há radiação solar, existe pouca
da por água quente. É fabricado em cobre ou aço inox, com
1CW<illlento externo de alumínio. Internamente, a água quente se
a com a fria, ficando a água quente sempre na parte superior.
iler possui resistência elétrica, que aquece a água em dias em
não há luz solar suficiente. Comandada por um termostato, ela
e desliga de acordo com a temperatura da água.
Z:m dias com grande luminosidade, a água quente pode ficar
enada por várias horas, sem precisar acionar a resistência
ica.
Os boilers podem ser de alta pressão e de baixa pressão. Os
. a pressão trabalham com até 5 m.c.a; os de alta pressão, 89
Vl

:~ com até 20 m.c.a. Podem ser de desnível (abaixo da caixa-d'ág


"'O ou de nível (colocados no mesmo nível da caixa-d'água). A esco
•...
(J)
Q..
ideal vai depender do tipo de telhado da edificação.
Vl
rd
U

::J
•...
'rd
t t. • t
"'O

I
Vl
(J)
.0
U'>
rd
Reservatório
~.•...
Vl
C

2
•...
rd
Q..

Placa de
aquecimento

. • .!

Placa de
aquecimento

90
ação entre os equipamentos
- alturas e distâncias (mínimas e máximas) entre caixa-d'água,
er e placas são fundamentais para a otimização do sistema
Figura 2.5).
O desnível entre o topo da caixa-d'água e o fundo do reservató-
zérrruco não poderá ultrapassar a pressão máxima admissível do
=;:::$amento, que deverá ser fornecida pelo fabricante; a distância
- ntal entre o reservatório térmico e os coletores solares deverá
, no máximo, 6 m.
?ara melhor aproveitamento de circulação da água quente nas
__ -""-ÚÃloçõesde alimentação e retorno dos coletores, o desnível
- o entre o fundo do boiler e o topo dos coletores deve ser
030m e 4m.
2n alguns projetos, quando o telhado é muito baixo, não é
JC:~- 'el instalar o boiler debaixo da caixa-d'água. Para esses casos,
•.......
-'-'-·L<oldesenvolveu uma tecnologia, denominada "Horizontal de
e ível" (patente requerida de uso exclusivo da empresa),
=iabiliza a instalação do reservatório térmico (Superboliler
lMax Nível eNível) ao lado ou embaixo da caixa-d'água e
- el ou desnível com os coletores solares.

ensionamento do sistema
ensionamento de um sistema de aquecimento solar está
- nado diretamente ao número de usuários e à destinação da
quente (pontos de consumo).
?ara calcular o volume do boiler, regra geral, adotam-se 100
- por pessoa, para utilização em cozinha, lavatório e ducha.
-=:' •.••..•iheiras deverão ser consideradas à parte, acrescendo-se um
e a ser acumulado, aproximadamente igual ao da própria
~ieira .
...AJmrelação aos coletores, quanto maior o número de placas e,
entemente,
--r-c:>4"n1 a área coletora de energia solar, maior a quanti-
e água quente disponível. Usualmente, adota-se a relação de
área coletora para cada 50/65 litros de água a ser aquecida;
caso, deve ser avaliada a eficiência da absorção solar da placa
- ra de acordo com informações do fabricante .

.:....§.;;::..uoplo
de dimensionamento
~-.... .isionar o sistema de aquecimento solar de uma residência
atender uma família de quatro pessoas. Sabe-se que serão
das duas banheiras de hidromassagem, com volume de 200
- cada. 91
Solução
Capacidade do boiler
100 litros x 4 pessoas = 400 litros
Duas banheiras = 400 litros
Total = 800 litros
Área coletara
Adota-se: 1 m2 de área coletora para cada 50 litros.
Total: 16 m2 de área coletora de energia para aquecer 800
litros.

REDE DE DISTRIBUiÇÃO
A distribuição de água quente é feita por meio de encanamentos
completamente independentes do sistema de distribuição de água
fria. O traçado da rede interna de distribuição, porém, obedece aos
mesmos critérios da rede de água fria.
As tubulações devem ser projetadas e executadas tendo em vis-
ta as particularidades do tipo de material escolhido e especificado
pelo projetista. Dependendo das peculiaridades da instalação, deve-
-se considerar a necessidade de seu isolamento térmico e acústico.
De acordo com a NBR 5626, as tubulações não devem ser solidá-
rias aos elementos estruturais, devendo ser alojadas em passagens
projetadas para esse fim.
Devem ser previstos registros de gaveta no início de cada coluna
de distribuição e em cada ramal, no trecho compreendido entre a
respectiva derivação e o primeiro sub-ramal.
O ponto de água quente deve localizar-se, por convenção, à
esquerda do ponto de água fria, visto de frente pelo observador.

92
· .
Figura 2.9 Detalhe isométrico (banheiro). .'

N
LL
«
CH ~
4l 0

o
L1)
o

n VD
C.====:::::JI Ág ua fria
..:'::::::::::::::.~'::::::!Água quente

93
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Filtro

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Pia

94
TERIAIS UTILIZADOS
instalações prediais de água quente, são utilizados tubos e
ões de cobre, CPVC (policloreto de vinila clorado), PEX (ver
Sistema PEX - Tubos flexíveis de polietileno reticulado") e
_ (polipropileno copolímero Randon). As vantagens e desvan-
dos tubos metálicos já foram apresentadas por ocasião da
ição dos materiais utilizados nas instalações prediais de água
Os tubos de cobre, CPVC e PPR são os mais utilizados nas
ções prediais de água quente.
cobre em si é um excelente material, mas é caro e difícil de
~:aIhar, pois precisa ser soldado com estanho, num processo que
da muita habilidade para não comprometer a qualidade do
%:IP".--v..-.. Além disso, os tubos de cobre devem ser revestidos com
ento térmico, para diminuir o efeito da troca de calor com
. ambiente, mantendo, por maior tempo, a temperatura da
- aquecida. Esse isolamento deverá estar protegido da umidade
diação solar. Tradicionalmente, a tubulação de cobre é mais
ida dos construtores pelo seu uso nas instalações prediais
quente.
CPVC, que é um material com todas as propriedades ine-
ao PVC, somando-se a resistência à condução de líquidos
ssões a altas temperaturas, apresenta uma vantagem em
ão ao cobre, que é a dispensa do isolamento térmico, uma vez
próprio material do tubo é um isolante, enquanto o cobre é
or de calor. Por essa razão, a água quente chega mais rápido
o considerado, em função da pequena perda de calor ao
_ da tubulação. A Tigre apresenta a linha Aquatherm para a
_~~.a- o de água quente, que são tubos e conexões cuja matéria-
o CPVC.
é

- novo material específico para uso em tubos e conexões


recentemente ao mercado brasileiro. Trata-se do PPR, pro-
'F!::::=::!:::e do petróleo. O Polipropileno Copolímero Random - Tipo
_ R, é uma resina de última geração e o que existe de mais
-'::3~ em condução de água quente. Além da mínima ocorrên-
manutenção e a praticidade das instalações, este sistema
-----,5--'-",:ede condução de água fria e quente apresenta algumas
__ --==--'..., em relação aos tubos metálicos tais como: resistência
ente sem risco de vazamentos, ausência de toxicidade e
a vida útil em condições extremas. O material feito em
_ [etado para durar mais de 50 anos sem apresentar qual-
.•... .::=--..•.~ de corrosão ou perfuração das tubulações, conforme as
.:: rosas normas europeias (ISO 15874). Outra vantagem do
- baixa condutividade térmica que conserva a temperatura
transportada por mais tempo, evitando a transmissão de
-..-,--""" a parte externa do tubo, o que dispensa a necessidade 95
de isolamento térmico. A Amanco Brasil apresenta no merca
sistema Amanco PPR. Um produto inovador e moderno que
qualidade e tecnologia para dar maior garantia nas ínstalaçõ
prediais de água quente.

DIÂMETRO DAS CANALIZAÇÕES


Para o dimensionamento das tubulações de água quente, adotam
os mesmos princípios empregados para água fria. Quando o mate -
utilizado é o cobre, os diâmetros mais comuns, em uma instala -
residencial de pequeno e médio porte, são: 22 mm (%") e 15
(W') para os ramais e sub-ramaís, respectivamente; 28 mm (;
para a canalização do barrilete.
Também é importante destacar que, ao contrário das inst
ções de água fria, em que o superdimensionamento das tubula -
não interfere tanto no funcionamento do sistema, no caso das i
lações de água quente, o superdimensionamento causa problemas
pois as canalizações poderão funcionar como "reservatórios", oca-
sionando uma demora na chegada da água quente até os pontos ::;.
consumo (torneiras, chuveiros etc.) e, assim, seu resfriamento.

PRESSÕESMíNIMAS E MÁXIMAS
No dimensionamento das canalizações, devem sempre ser consi-
deradas as pressões mínimas e máximas admitidas nas peças de
utilização, bem como as pressões recomendadas pelos catálogo
dos fabricantes, referentes aos aquecedores.
A NBR 7198 recomenda que a pressão estática máxima para
as peças de utilização e para os aquecedores não ultrapasse
400 kPa (40 m.c.a). As pressões dinâmicas mínimas nas torneiras
e chuveiros não devem ser inferiores a 5 kPa e 10 kPa (0,50 e 1
m.c.a), respectivamente.

VELOCIDADE MÁXIMA DA ÁGUA


De acordo com a NBR 7198, a velocidade da água nas tubulações
não deve ser superior a 3 m/s. Nos locais onde o nível de ruído
possa incomodar, a velocidade da água deve ser limitada a valores
compatíveis com o isolamento acústico.

96
OMPARAÇÃO DO CUSTO DE
NCIONAMENTO DE UM SISTEMA
ÁGUA QUENTE A ELETRICIDADE
GÁS*
efeito de comparação do custo de operação de um sistema de
quente, apresenta-se, a seguir, o cálculo comparativo simplifi-
do consumo de gás encanado, gás liquefeito de petróleo (GLP)
gia elétrica, para uma residência que utiliza, em média, 400
de água quente por dia.
Considerando-se que:
- potência calorífica (eletricidade) = 860 Kcal/kW;
poder calorífico (gás encanado) = 4 200 Kcal/m";
- poder calorífico (GLP) = 11 000 Kcal/Kg,
ndo que a temperatura da água deverá ser elevada de 20°C
°C, tem-se:
Q=mxcxt

= quantidade de calor necessária para aquecer a água


= massa (volume de água a ser aquecida)
= calor específico da água
= zemperatura
=-!OO x 1 x 50 = 20 000 Kcal
- ão. para obter 20 000 Kcal, haverá necessidade de:
Eletricidade = 20 000 Kcal 7 860 Kcal/kW = 23,25 kW
Jás encanado = 20 000 Kcal 7 4 200 Kcal/m3 = 4,76 m3
LP = 20 000 Kcal 7 11 000 Kcal/Kg = 1,82 kg
Para efeito de comparação, na época da elaboração do projeto,
o levantamento do custo de gás e/ou energia elétrica, o que
- condições para escolher o tipo de sistema a ser adotado, além
~ar seu custo de operação.

TEMAS INTEGRADOS DE
UECIMENTO
foi visto, existe uma grande variedade de aquecedores no
!:E~.do. Ao lado das opções existentes, as construtoras experi-
::::Z::::aJmsoluções integradas, que tentam aproveitar ao máximo as * José Roberto Campos.
ens de cada sistema. Instalações prediais de água
quente. Escola de Engenharia
_ substituição das antigas caldeiras, baseadas até então em de São Carlos. USP. 1982.
- tema de aquecimento por acumulação, responsável pela Publicação 010/94. 97
oferta de água quente nos edifícios, por "centrais térmicas",
utilizam aquecedores de passagem projetados para aquecer a '
com mais rapidez e apenas no momento em que são ligados, t
gerado ganhos significativos no consumo de energia."
Essa inovação tecnológica, além da segurança proporcio
aos usuários, aproveita de forma mais eficiente a energia, em
ção de seu controle eletrônico, que mantém a água na tempera
ideal, de 35°C a 75°C.
Essa solução mista, que combina aquecedores a gás de
sagem e reservatórios de acumulação, vem ganhando espaço
construções. Na escala evolutiva de aquecedores, as centrais t -
micas podem ser consideradas como sucessoras das caldeiras.
A principal vantagem do novo sistema é a durabilidade:
chamas dos queimadores de gás não entram em contato direto
as paredes do reservatório, como ocorre com as caldeiras. Além
durabilidade, se há um problema em um dos aquecedores, os ou
minimizam as perdas, o que não ocorre com o queimador úni
Com relação ao custo do sistema, segundo alguns engenhei
que já trabalham com essa nova tecnologia, a partir de quar
unidades a central térmica e os aquecedores de passagem a
se equivalem.
Apesar de aumentar um pouco o custo, nos edifícios resid -
ciais, para evitar o rateio de contas, cada apartamento pode ter
medição individualizada (os medidores de consumo, geralme --
são localizados em halls de serviço). Nesse caso, os projetos ar
tetônico e estrutural devem ser compatibilizados com a passag
das tubulações, derivadas da prumada, que se ramificam em
unidade.

* Cristiane Mano.
"Criatividade em ebulição".
In.: Revista Téchne, n. 38, jan.-
fev. de 1999, São Paulo, Pini, p.
98 32-35.
, '

, Ngura 2.11 Sistema conjugado: '


, .

Ventosas
Saem de cena os queimadores das cadeiras.
No lugar, entram os aquecedores a gás de
passagem. O sistema conjugado também é
conhecido por central térmica.

O isolamento térmico das


tubulações é importante
para evitar perdas de calor
no trajeto (previsto na NBR 7198):
lã de vidro e polietileno envolvendo
as tubulações são os materiais
mais comuns.

Ao projetar, considere faixas de


pressão a cada 40 m de coluna
d' água, criando sistemas
independentes de aquecimento
com essa modulação.

São ligados diretamente ao


sistema de água fria do edifício.
Cada aquecedor abastece um
reservatório de mil litros
(Veja dimensionado ao lado).

O local de instalação mais comum é o subsolo;


no ático, tanto a instalação quanto a manutenção
saem prejudicadas.
1!---Bomba hidráulica

* Ibid. 99
CONSIDERAÇÕES GERAIS
A instalação predial de segurança contra incêndio é um assun
bastante complexo, que depende de uma classificação rigoro
quanto aos riscos de incêndio.
Neste capítulo, será feita uma abordagem sumária sobre o as
sunto, particularmente com enfoque no projeto arquitetõnico, p
que o arquiteto tenha um mínimo de informações sobre a maté .
e adquira a consciência do risco que representa a negligência co
relação à segurança contra incêndio.
Como orientação básica, foi considerado o Código de Segura
contra Incêndio e Pânico, em seu artigo 82; a NR 23, da Portaria =-
3.214do Ministério do Trabalho, e o Decreto Estadual n. 46.076,de-
de agosto de 2001, publicado pelo Governo de São Paulo, que ins .
o Regulamento de Segurança contra Incêndio das edificações e á
de risco, atendendo ao previsto no artigo 144, § 5°,da Constitui -
Federal, ao artigo 142 da Constituição Estadual, ao disposto na
Estadualn. 616,de 17de dezembro de 1974,e na Lei Estadual n.
de 30 de setembro de 1975. Devido à complexidade das regula
tações e à carência bibliográfica sobre o assunto, tornou-se didá -
transcrever integralmente alguns trechos das Instruções Técni
do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Pa
Quando houver legislação municipal que exija medidas de s
rança contra incêndio mais restritivas nas edificações que as pr
nizadas no Decreto Estadual n. 46.076/01, ela deverá ser adota
De qualquer maneira, além de atender às normas da AB _
ao disposto nos códigos e posturas dos órgãos oficiais compete -
que jurisdicionem a localidade onde será executada a obra, as
didas de segurança contra incêndio nas edificações e áreas de .
deverão ser apresentadas ao Corpo de Bombeiros para análise.
Por essas razões, o Projeto Técnico deve ser elaborado por
profissional qualificado, com conhecimento de todas as exigên
100 e normas vigentes.
ACTERíSTICAS DA EDIFICAÇÃO
EA DE RISCO
- cios podem ser divididos em grupos de risco de acordo com,
~:a:::;abllente, três características: tipos de ocupação (atividade
da edificação), altura e áreas livres não compartimentadas.
- ências do sistema de segurança são feitas em função da
cação de cada edifício.
--=:. ocupação depende do tipo de serviço a que se destina o
---.,:.-~.~.d.imento(habitações residenciais, edificações comerciais,
c:s:ri'a is etc.).
:...altura e a limitação de área estão intrinsecamente ligadas
ate ao fogo. Quanto maior a altura, mais difícil a saída das
-.:=- ....'c e o acesso das equipes de combate; portanto, maiores são
zêncías quanto aos sistemas de segurança. A compartimenta-
culta, ou até mesmo evita, a propagação do incêndio, tanto
~~~.tal como verticalmente.
pois de determinar a classificação quanto à ocupação, à
e à carga de incêndio, as exigências do Decreto Estadual
-6/01 devem ser verificadas.
acordo com a Instrução Técnica n. 01104 do Corpo de Bom-
a Polícia Militar do Estado de São Paulo, o Projeto Técnico
utilizado para apresentação dos sistemas de segurança
incêndio:
edificações ou áreas de risco com área de construção acima
- -50 m2 e/ou com altura acima de 6 m, exceto os casos que
- enquadrem nas regras do Projeto Técnico de Baixo Risco
"?I13R), Projeto Técnico Simplificado, Projeto Técnico para
alação e Ocupação Temporária e Projeto Técnico para
lação Temporária em edificação permanente.
ependente da área da edificação ou área de risco, quando
sta apresentar risco que demande sistemas fixos (hidrantes,
eiros automáticos, alarme e detecção, entre outros).
- - cação e/ou área de risco que necessite de proteção de suas
turas contra a ação do calor proveniente de um incêndio.
PI'BR deve ser utilizado para apresentação, de forma simpli-
das medidas de segurança contra incêndio das edificações
- de risco:
_ m área construída acima de 750 m2 e inferior ou igual a
_ 500 m2, altura inferior ou igual a 12 m e com carga de in-
Ce dio inferior ou igual a 300 MJ/m2 (rnegajoules/m").

= - ões F-2 (igrejas), F-3 (centros esportivos e de exibição), 101


F-4 (estações de passageiros), F-6 (clubes sociais), F-8 (locais
para refeição) e F-9 (locais para recreações públicas), com as
seguintes características:
• térrea (com ou sem mezanino) ;
• área acima de 750 m2 e inferior ou igual a l 500 m-;
• caminhamento máximo de 30 m para atingir a saída;
• lotação máxima de 1 500 pessoas;
• saídas dimensionadas de acordo com norma ou lei per-
tinente;
• portas de saída de emergência com aberturas no sentid
de fuga, conforme norma ou lei pertinente;
Divisão 0-3 (garagens e postos de serviço e abastecimento
combustíveis líquidos, com tanques enterrados, ou que possuam
abastecimento de combustíveis gasosos), cuja área esteja en
750 m2 e 1 500 m", excetuada a área de cobertura exclusi
para atendimento das bombas de combustível.
O Projeto Técnico Simplificado é utilizado para apresentaçã
dos sistemas de segurança contra incêndio das edificações, insta-
lações ou áreas de risco para:
edificação com área construída de até 750 m2 e/ou altura d
até 5 m;
edificação e/ou área de risco na qual não se exija proteção p
sistema hidráulico de combate a incêndio;
edificação que não necessite de proteção de suas estruturas
contra a ação do calor (Instrução Técnica n. 08/04 - Seguran
Estrutural nas Edificações);
posto de serviço e abastecimento, cuja área de cobertura se-
exclusiva para atendimento de bomba de combustível, confor
exigências do Decreto Estadual n. 46.076/01;
locais de revenda de gases inflamáveis, cuja proteção não e --
sistemas fixos de combate a incêndio, devendo ser observad
os afastamentos e demais condições de segurança exigidos
legislação específica;
locais com presença de inflamáveis: tanques ou vasos aéreos
cuja proteção não exija sistemas fixos de combate a incêndi
devendo ser observados os afastamentos e demais condiçõ
de segurança exigidos por legislação específica;
locais de reunião de público, cuja lotação não ultrapasse ce
pessoas e não exija sistema fixo de combate a incêndio.
O Projeto Técnico para Instalação e Ocupação Temporária de
ser utilizado para circos, parques de diversão, feiras e exposiçõ
feiras agropecuárias, rodeios, shows artísticos, entre outros, deve
ser desmontadas e transferidas para outros locais após o prazc
102 máximo de seis meses.
ASSIFICAÇÃO DOS INCÊNDIOS
a finalidade de racionalizar as medidas de combate, o Có-
- de Segurança contra Incêndio e Pânico, em seu artigo 82,
_-R 23, da Portaria n. 3.214 do Ministério do Trabalho, dá
guinte classificação para os incêndios, conforme o tipo de
zeríal queimado:

eA
dos por materiais de fácil combustão, que deixam brasa e
os, com a propriedade de queimar tanto em sua superfície
a em sua profundidade, tais como: papel, madeiras, tecidos

eB
dos por materiais que queimam apenas em sua superfície
não deixam resíduos, tais como: óleos minerais, gasolina,
tes, tintas etc.

eC
que ocorre em equipamentos elétricos: motores, geradores,
armadores, aparelhos de ar condicionado, televisores etc.,
a eletrificados. Caso exista energia elétrica (chaves desliga-
s incêndios passarão para a Classe A.

..=:!~fi,·osem elementos pirofóricos e suas ligas, tais como: alumí-


nésio, potássio, titânio e outros. Inflamam-se em contato
ar ou produzem centelhas e até explosões, quando pulveri-
- e atritados .

.......
~.....,IDAS DE SEGURANÇA CONTRA
ÊNDIO
~unto de dispositivos ou sistemas a ser instalados nas
es e áreas de riscos, necessários para evitar o surgi-
.••. ...:.:.:::::;iiÇO-
e um incêndio, limitar sua propagação, possibilitar sua
~~;2-.o e ainda propiciar a proteção à vida, ao meio ambiente
z::,çatriJ:nônio. 103
Figura 3.1 Sinalização Uma edificação segura apresenta baixa probabilidade de início de
de extintores. incêndio e alta possibilidade de fuga dos ocupantes/moradore
além de considerar as propriedades vizinhas quanto à possibilidade
de risco e a rápida extinção do foco inicial.
Dentre as medidas existentes, que visam à proteção contra
EXTINTOR
incêndio dos edifícios, os tópicos mais diretamente voltados à ar-
quitetura podem ser agrupados em dois sistemas:
Medidas ativas de proteção, que abrangem a detecção, o alarme.
a iluminação de emergência, a extinção do fogo (automática e.
ou manual) e os sistemas de sinalização.
Medidas passivas, que abrangem controle dos materiais, mei
.•.."-
Q)
de escape, compartimentação e proteção da estrutura .
c....
til

MEIOS DE COMBATE A INCÊNDIOS


SISTEMA DE PROTEÇÃO POR
EXTINTORES*
A Instrução Técnica n° 21/04 estabelece critérios para proteção
contra incêndio em edificações e/ou áreas de risco por meio =
extintores de incêndio, atendendo ao previsto no Decreto Estadua,
n. 46.076/01.
Fonte: Instrução Técnica n.
02/04, Corpo de Bombeiros Um extintor é formado por substâncias de características
da Polícia Militar do Estado de riadas: espuma mecânica; gás carbônico (C02); pó químico se
São Paulo. água pressurizada e compostos halogenados (halon). Eles pod
ser portáteis ou sobre rodas - carretas -, com capacidades va .
das. De acordo com a categoria do incêndio, seleciona-se o tipo -
extintor a ser empregado.
Os extintores devem, obrigatoriamente, obedecer às nor
brasileiras, que são os regulamentos técnicos do Instituto Nacio -
de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). rr: -
dos eles deverão possuir selo ou marca de conformidade de ór -
competente credenciado, bem como trazer no rótulo ínforrnaçõ
quanto à sua adequada aplicação. Deverá também constar a d
em que foi realizada manutenção e o número de identificação.
Os locais recomendados para a instalação dos extintores -
os de fácil acesso, onde fiquem visíveis para todos os usuários -=
protegidos contra choques, devendo permanecer desobstruíd
* Corpo de Bombeiros da Não devem ser localizados nas escadas e tampouco em locais c
Polícia Militar do Estado de maior probabilidade de o fogo bloquear o acesso. Esses locais dev
São Paulo, Instrução Técnica ser caracterizados pela existência de uma sinalização adequada.
n. 21/04 e Instrução Técnica
n.14/04; Decreto Estadual Os extintores deverão ser distribuídos de modo a adequar- -
104 n.46.076/01. à extinção dos tipos de incêndio dentro de sua área de proteçã
Cada extintor deve proteger, no máximo, uma área de 500 m2
a risco baixo; 250 m 2 para risco médio e 150 m 2 para risco alto.
vem ser distribuídos de tal forma que o operador não percorra,
a atingi-Ia, mais que 25 m para risco baixo; 20 m para risco
édio e 15 m para risco alto. Essa determinação dos riscos é feita
acordo com a carga incêndio (Instrução Técnica n. 14/04) e
ereto Estadual n. 46.076/01.

stalação de extintores portáteis


ando os extintores forem instalados em paredes ou divisó-
_- s, a altura de fixação do suporte deve variar, no máximo,
- re 1,60 m do piso acabado e de forma que sua parte inferior
rmaneça, no mínimo, 0,20 m de altura.

- :'~l~.-,- -,'t, ':; \ :~': .•. ,...--~.~" . ~ ~, . ~

figura 3:'2-.Àltur~dri. extinior. ' -,,. '. ' , . '.


~ . .- -:~ L..:':" ." . ~\';: ; ';. - .

- --- --- --- --- --- --- --- --. --. --- --- --. --. --. --. --.
- - - - - - -
-~-~-~.~.~.~.~-~.~.~.~.~.~.~.~.~ - - - - - - - ..-- -
* Corpo de Bombeiros da
Polícia Militar do Estado de
São Paulo, Instrução Técnica
n,21/04. 105
••. ~--".;;-Amarelo

0,15

.. -"
-. '
.. . ' .

Devem estar desobstruídos e devidamente sinalizados


acordo com o estabelecido na Instrução Técnica n. 20/04, que
as condições exigíveis para satisfazer o sistema de sinalização -
emergência em edificações e áreas de risco, atendendo ao pre .
no Decreto Estadual n. 46.076/01.
É permitida a instalação de extintores sobre o piso acab
desde que permaneçam apoiados em suportes apropriados,
altura recomendada entre 0,10 m e 0,20 m do piso.
Cada pavimento deve possuir, no mínimo, dois extinto
sendo um para incêndio Classe A e outro para Classes B e G
Deve ser instalado, pelo menos, um extintor de incêndio a -
mais de 5 m da entrada principal da edificação e das escadas
demais pavimentos.

106
talação de extintores sobre rodas'
é permitida a proteção de edificações ou áreas de risco unica-
te por extintores sobre rodas, admitindo-se, no máximo, a pro-
- da metade da área total correspondente ao risco, considerando
mplemento por extintores portáteis, de forma alternada.
O emprego de extintores sobre rodas só é computado corno
eção efetiva em locais que permitam o livre acesso.
As distâncias máximas a serem percorridas pelo operador de
- tores sobre rodas devem ser acrescidas da metade dos valores
belecidos para os extintores portáteis.
Os extintores sobre rodas devem ser localizados em pontos
tégicos, e sua área de proteção deve ser restrita ao nível do
- em que se encontram. São obrigatórios nas edificações onde
manipulação e/ou armazenamento de explosivos, de líquidos
áveis ou combustíveis e em edificações com risco alto.

- STEMAS HIDRÁULICOS DE COMBATE A


CÊNDIOS
- - instalações hidráulicas prediais para o auxílio ao combate a
- dios podem ser automáticas ou sob comando.

ema de proteção automática (sprinkler) **

tipo de instalação é de ação imediata e automática; logo


iado um incêndio, o afiuxo de água aos pontos de aplicação se
independentemente de qualquer intervenção.
O sprinkler (chuveiro automático) é um sistema pressurizado
tubulações, acessórios, abastecimento de água, válvulas e dispo-
- os sensíveis à elevação de temperatura. O calor, proveniente de
- s quentes, esquenta as ampolas, que estouram, liberando a água
combate ao foco inicial. Após o uso, tem de ser reparado.
Os sistemas de proteção por sprinkler serão elaborados de
do com critérios estabelecidos em normas técnicas brasileiras e
-..nstrução Técnica n. 23/04 (Sistema de Chuveiros Automáticos) do
de Bombeiros do Estado de São Paulo. A classificação do risco,
de operação, densidade, tabelas e demais parâmetros técnicos
erão seguir os critérios determinados pelas normas técnicas.
A norma brasileira que define os espaçamentos, localização e * Ibid.
** Corpo de Bombeiros da
ce ou área de cobertura dos chuveiros automáticos é a NBR Polícia Militar do Estado de
7/2007 - Sistemas de Proteção contra Incêndio por Chuveiros São Paulo, Instrução Técnica
- omáticos - Requisitos. Os espaçamentos e alcances dos chu- n.23/04. 107
veiros automáticos variam de acordo com os modelos e posiciona-
mento das instalações dos chuveiros automáticos, classificação dos
riscos do local a ser protegido, áreas e distribuição espacial desses
locais, características dos materiais e existência de obstruções nos
tetos onde os chuveiros serão instalados. Para saber as áreas de
cobertura máxima por chuveiro automático e distância máxima
entre chuveiros automáticos o arquiteto deve consultar tabelas
específicas.
A distância máxima permitida entre chuveiros automático
deve ser baseada na distância entre chuveiros automáticos no
mesmo ramal ou ramais adjacentes. A distância máxima deve ser
medida ao longo da inclinação do telhado.

A distância de um chuveiro automático até uma parede


não deve exceder metade da distância máxima permitida entre
chuveiros automáticos. A distância do chuveiro à parede deve
ser medida perpendicularmente à parede.
Para cada classe de risco, há tipos específicos de sprinkler a
serem empregados. Como foi visto, o elemento operador do sprink-
ler é a ampola, feita de Quartzoid, uma substância transparente
altamente expansível e sensível ao calor, capaz de exercer uma força
de rompimento bastante elevada quando aquecida à temperatura de
funcionamento. Esse tipo de sprinkler tem um sistema de alarme
que é acionado quando o fogo provoca a operação do sistema.

• •

* TOMINAJOSÉCARLOS."Chuveiros
automático" In.: Revista Téchne,
n. 142, jan. 2009, São Paulo,
108 Pini, p. 50.
~-stema de proteção contra incêndio com tubos
-3 CPVC e sprinklers
ar de serem largamente utilizados nos Estados Unidos e outros
-' es, somente a partir da publicação da NBR 10897 em outubro
2007, os tubos e conexões de CPVC passaram a integrar a lista
- materiais (além do aço e do cobre) para sistemas de proteção
a incêndios por chuveiros automáticos em nosso país.'
Os tubos e conexões de CPVCpara sistemas de proteção con-
incêndios por chuveiros automáticos devem ser utilizados em
emas de tubo molhado, destinados à aplicação em ocupações de
leve. Trata-se de sistemas de chuveiros automáticos fixados
tubulação que contém água e é conectada a uma fonte de
ssrecimento, de maneira que a água seja descarregada imedia-
te pelos chuveiros automáticos quando abertos pelo calor do
- dio. Devem ser utilizados para pressões até 1,21 MPa e em
raturas ambientes até 65°.

emas de proteção sob comando (mangotinho


. rante) **
zctínho conta com saída simples de água, dotada de válvulas
a rápida, mangueira semirrigida, esguicho regulável e
JE:::%S- acessórios. Deve ser enrolado em "oito" ou em camadas nos
,- e pode ser acionado por apenas uma pessoa. Seu abrigo
de chapa metálica e dispor de ventilação.
- hidrantes poderão ser instalados interna e/ou externamente
- ção, sendo que os internos deverão ser distribuídos de tal
. que qualquer ponto da área protegida possa ser alcançado,
-::::::;::~a:ndo-se, no máximo, 30 m de mangueira.
_ Instrução Técnica n. 22/04 do Corpo de Bombeiros do Estado
Paulo regulamenta os Sistemas de Hidrantes e de Mangotí-
a Combate a Incêndio.
_ hidrantes e respectivas mangueiras devem ser instalados
- os que possuam portas desprovidas de fechadura e sina-
___---..,;;)
de forma a serem localizados rapidamente, sem nenhuma * Nakamoto Simone; Hachich
Vera C. Fernandes. "Sistema
~-...~<i- o. Devem ser localizados em pontos de fácil acesso, nas
de proteção contra incêndio
::r::::r::rn-dadesde portas externas, de escadas, de saídas, e perma- com tubos de CPVC e sprink-
=isíveis a todos os usuários, não podendo, entretanto, ser lers." ln.: Revista Téchne, n. 132,
-.;;::..-.
..•......
os em escadas. mar. 2008, São Paulo, Pini, p.
78-80.
abrigos podem ser construídos de materiais metálicos, de
~d2:ra. de fibra ou de vidro, desde que sinalizados com a palavra ** Corpo de Bombeiros da
Polícia Militar do Estado de
_~""-'I.Le',além da sinalização dos equipamentos de proteção São Paulo, Instrução Técnica
incêndio. n.22/04. 109
I

No sistema de proteção por hidrantes, deverá haver um re-


gistro de recalque, instalado na calçada (passeio) ou na parede
externa da edificação, de forma que fique facilitado o acesso e a
identificação do dispositivo. Consiste esse registro de recalque em
um prolongamento da rede de incêndio da edificação, provido de
registro igual ao utilizado nos hidrantes, de 63 mm de diâmetro, e
uma introdução de igual medida, com tampão e engate rápido. Um
hidrante simples de coluna, instalado na portaria ou na entrada da
edificação, poderá substituir o registro de recalque.

Figura 3.6 Altura do hidrante e abrigo para • •• •• •• ••


-..- r.li[t'I.

mangueira.

IINC~NDIO I

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Máx. 5,00 m
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Afastamento de hidrante de portas


110
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r~ra 3.8 Registro de recalque na parede. Figura 3.9 Recalque no passeio. "O
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Ir

SERVA DE INCÊNDIO NO
OJETO ARQUITETÔNICO
-:..água destinada ao combate a incêndio será acumulada em
servatório elevado, preferencialmente, ou em reservatório
terrâneo, e sua localização deverá ser acessível ao Corpo de
- rnbeiros. Poderá ser usado o mesmo reservatório para consumo
rmal e para combate a incêndios, desde que fique constan-
ente assegurada a reserva. Não é permitida a utilização de
rva de incêndio pelo emprego conjugado de reservatórios
terrâneo e elevado.
e a opção escolhida for o reservatório superior, a reserva de
ndio calculada deverá ser acrescida à destinada ao consumo,
o que a capacidade armazenada deve ser suficiente para garan-
o funcionamento simultâneo, por gravidade, dos dois hidrantes
calizados em condições mais desfavoráveis.
Poderá também ser utilizada urna bomba de incêndio, que apre-
ta corno vantagem a execução do reservatório superior em cota
ependente da altura necessária para o atendimento às pressões
. . as exigidas pelo Corpo de Bombeiros, principalmente no
. o pavimento, onde a pressão é pequena.
Quando se utiliza reservatório inferior para a acumulação da
a destinada ao combate a incêndio, é necessário instalar um
ema de recalque independente do sistema de consumo, denomi- 111
nado "bombeamento de incêndio". Portanto, deve ser armazena
em reservatório exclusivo.

Nível da água

Reserva
de incêndio

Consumo Consumo

Para combate
a incêndio

112
CONSIDERAÇÕES GERAIS
_ instalações prediais de esgotos sanitários destinam-se a coletar,
conduzir e afastar da edificação todos os despejos provenientes do
o adequado dos aparelhos sanitários, dando-lhes um rumo apro-
_riado, normalmente indicado pelo poder público competente.
O destino final dos esgotos sanitários pode ser a rede pública
coletora de esgotos ou um sistema particular de recebimento e
ré-tratamento em regiões (locais) que não dispõem de sistema
e coleta e transporte de esgotos.
As condições técnicas para projeto e execução das instalações
rediais de esgotos sanitários, em atendimento às exigências míni-
mas quanto a higiene, segurança, economia e conforto dos usuários,
são fixadas pela NBR 8160. De acordo com a norma, o sistema de
goto sanitário deve ser projetado de modo a:
Evitar a contaminação da água, de forma a garantir sua qualida-
de de consumo, tanto no interior dos sistemas de suprimento e
de equipamentos sanitários, como nos ambientes receptores.
Permitir o rápido escoamento da água utilizada e dos despejos
introduzidos, evitando a ocorrência de vazamentos e a formação
de depósitos no interior das tubulações.
Impedir que os gases provenientes do interior do sistema pre-
dial de esgoto sanitário atinjam áreas de utilização.
Impossibilitar o acesso de corpos estranhos ao interior do
sistema.
Permitir que seus componentes sejam facilmente inspecioná-
veis.
Impossibilitar o acesso de esgoto ao subsistema de ventila-
ção.
Permitir a fixação dos aparelhos sanitários somente por dis-
positivos que facilitem sua remoção para eventuais manuten-
ções. 113
SISTEMAS DE COLETA E
ESCOAMENTO DOS ESGOTOS
SANITÁRIOS
SISTEMAS INDIVIDUAIS
Nos sistemas individuais de esgoto, cada prédio possui seu próp
sistema de coleta, escoamento e tratamento, como, por exe
o conjunto de fossa séptica e sumidouro. Todo sistema partic
de tratamento, quando não houver rede pública de coleta de e
to sanitário, deverá ser concebido de acordo com a normaliza -
brasileira pertinente.
O dimensionamento da fossa e do sumidouro deverá ser feito
um engenheiro, em função do número de moradores e o pa -
da construção, uma vez que os resíduos gerados são proporcio
ao volume de água consumido. A fossa séptica pode ser constr -
com alvenaria ou ser pré-fabricada. Nos dois casos, ela deve aten
às normas NBR 7229 e 13969 da Associação Brasileira de No
Técnicas.

I •

Edificação Águas servidas


Sumidouro

j CI

1
Águas servidas
Sumidouro

114
- STEMAS COLETIVOS '"O
.;:
'rd
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- sistemas coletivos, existem redes coletoras assentadas nas ruas c:
rd
cidade, que encaminham os esgotos até um determinado local, V"l

tratamento e posterior lançamento a um curso de água. '"O


.•...
O
eo
a edificação deve ter a própria instalação de esgoto, independen- '"
L.U

,'.
ente de prédios vizinhos, com ligação à rede coletora pública,
seja, cada edificação deve ter um só ramal predial, exceto em
truções de grande porte (shopping centers, hotéis, hospitais
.), que podem a critério da concessionária local, terem mais de
ligação de esgoto ao coletor público.

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Caixa de Caixa de Caixa de


inspeção inspeção inspeção
ro ro ro
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o, ~
o, o..
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E E E
ro ro ro
~ ~ Rede coletora pública ~

115
PARTESCONSTITUINTES DE UMA
INSTALAÇÃO PREDIAL
As principais partes constituintes de uma instalação pre
de esgoto sanitário estão representadas de forma esquemáti
nas Figuras 4.3 e 4.4 (banheiro de um prédio com mais de
pavimento).

),f-J~-+ Tubo de queda de esgoto


~-rr---"

Coluna de ventilação
Caixa
sifonada +-+--+-------,;{
4--+--+ Ramal de ventilação

+---+--+-- Ramal de esgoto

'-<---l--f-- ...•Ramal de descarga

~---f- .•.Sifão

Ramal de
ventilação

Coluna de ~~~~~~~~ Vaso autossifonado


ventilação
Caixa
sifonada

Tubo de _-+-~
queda

Ramal de
esgoto
116
<Jl
MAL DE DESCARGA o
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,~
.-::
de descarga é a tubulação que recebe diretamente os efiuen- c
~
e aparelhos sanitários (lavatório, bidê, bacia etc.). O ramal da Vl

- sanitária deve ser ligado diretamente à caixa de inspeção .s


<Jl

o
- cação térrea) ou no tubo de queda de esgoto (instalações em 01)
<Jl
W
- ento superior). Os ramais do lavatório, do bidê, da banheira,
ralo e do tanque devem ser ligados à caixa sifonada. Os ramais
efiuentes de gordura (pias de cozinha) devem ser ligados à cai-
ne gordura (edificação térrea) ou a tubos de queda específicos,
minados "tubos de gordura" (nas instalações em pavimento
ior). Para o dimensionamento de ramais de descarga, utiliza-
Ia apropriada (ver item "Dimensinamento das tubulações"),
rme recomendação da NBR 8160.

CONECTOR
nector é um dispositivo dotado de fecho hídrico, destinado
a passagem de gases no sentido oposto ao deslocamento
goto. Nas instalações prediais de esgoto, existem dois tipos
s de desconetor: a caixa sifonada e o sifão. Os desconecto-
em atender a um aparelho somente ou a um conjunto de
c..~nos de uma mesma unidade autônoma, como, por exemplo,
sifonada.
De acordo com a NBR 8160,todos os aparelhos sanitários devem
tegidos por desconectores. Todo desconector deve ter fecho
- ,com altura mínima de 50 mm, e apresentar orifício de sa-
ro diâmetro igualou superior ao do ramal de descarga a ele
do. Segundo a norma, deve ser assegurada a manutenção
o hídrico mediante as solicitações impostas pelo ambiente
ração, tiragem térmica, ação do vento, variações de pressão)
uso propriamente dito (sucção e sobrepressão).

- o é um desconector destinado a receber efiuentes da insta-


- de esgoto sanitário. Esse dispositivo contém uma camada
, chamada "fecho hídrico", destinada a vedar a passagem
33Ses contidos nos esgotos. O fecho hídrico deve ter altura
- a de 50 mm (5 em); portanto, na compra de sifões, deve-se
atento a essa exigência da norma.

117
'. I •I

-Sifão

Nível Entrada
da
água

Saída
Fecho hídrico
H ~ 5 em
mínimo

CAIXA SIFONADA
A caixa sifonada é uma caixa de forma cilíndrica provida de
conector, destinada a receber efiuentes de conjuntos de apare
como lavatórios, bidês, banheiras e chuveiros de uma mesma
dade autônoma, assim como as águas provenientes de lavagem
pisos - nesse caso, devem ser providas de grelha. Sua tampa d
ser facilmente removível para facilitar a manutenção, mes
tampa dos ralos cegos.
A vedação hídrica evita que odores e insetos provenie -
dos ramais de esgoto penetrem pelas aberturas dos ralos.
fabricadas em PVC e ferro fundido, com diâmetros de 100
125 mm e 150 mm. Possuem de uma a sete entradas de esgoto
tubulações com diâmetro de 40 mm e têm apenas uma opçã
saída, com diâmetros de 50 mm e 75 mm.
Deve ter sua localização adequada para receber os ramais
descarga e encaminhar a água servida para o ramal de esgot
posição ideal para sua localização é aquela que atenda à esté
e a hidráulica.
Os desconectores em geral (sifões, caixas sifonadas) e os
simples, precisam ser posicionados em locais de fácil acesso,
modo a permitir a limpeza e manutenção periódica.
Os chuveiros e as águas de lavagem de pisos podem ser cal
118 das em ralos simples (secos), os quais devem ser ligados às cai
sfonadas. Entretanto, devido a razões de estética, alguns projetistas '"o
.;:
ferem localizar a caixa sifonada no boxe do chuveiro. Nesse caso, '1"0
.-t:
ralo do boxe não deve ser localizado no centro geométrico desta c
1"0
rJl
quena área, pois fatalmente o usuário se posicionará sobre ele,
endo danifícá-Io ou ser vítima de acidentes. Portanto, deve-se -8'"
o
sicionar o ralo num dos cantos do boxe, de preferência junto à eo
'"
u.I
ede oposta à porta de acesso, não somente para se evitar que
água saia do boxe, como para se eliminar os problemas acima
- ados.

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I
- - - -l-
I
I
I
I
I

- te: Tigre .

. tem dois tipos de ralo: seco (sem proteção hídrica) e sifonado


rn proteção hídrica). Normalmente, os ralos secos são utilizados
receber águas provenientes de chuveiro (boxe), pisos laváveis,
zeas externas, terraços, varandas etc. Não devem, entretanto,
eber efluentes de ramais de descarga.
Os ralos também são fabricados em ferro fundido e em PVC.
- tem diversos tipos e modelos de ralo em PVC, porta-grelhas,
as sem suporte, grelhas com dispositivo de vedação rotativo
elhas em inox e em alumínio anodizado.

119
, . ,

Fonte: Tigre.

ANTIESPUMA*
É um dispositivo que bloqueia o retorno do ralo ou caixa sifon
permitindo a captação de água no local onde está instalado.
Esse bloqueio acontece porque quando a espuma começa a
escoada pela tubulação de entrada das caixas e ralos e tenta p
pela grelha, a borracha interna do antiespuma dobra e impede
passagem.
Além de evitar o refluxo de espuma, evita a contaminação
ambiente por insetos, e é o único compatível com todas as c .
sifonadas do mercado. Estão disponíveis nos seguintes diâme
DN 100 e DN 150.
Pode ser aplicado em ralos e caixas sifonadas instaladas
áreas de serviços ou até em banheiros.

RAMAL DE ESGOTO
o ramal de esgoto recebe os efluentes dos ramais de descarga.
ligações ao subcoletor ou coletor predial devem ser efetuadas _
caixa de inspeção, em pavimentos térreos, ou tubos de queda.
pavimentos sobrepostos.
Em edifícios com mais de um pavimento, o ramal de es
do térreo deverá ser ligado diretamente à caixa de inspeção
tubulação independente. Para seu dimensionamento, utiliza-
tabela apropriada (ver "Dimensionamento das tubulações").
acordo com a NBR 8160.

• TUBOSe Conexões Tigre S.A.


Manual técnico Tigre: orienta-
ções técnicas sobre instalações
hidráulicas prediais/Tigre S.A.
120 Joinville:Tigre, 2008.
'"
O
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Figura 4.9 Ligação de ramal de esgoto. 'CIl
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c:
CIl
sr:
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+J
O
eo
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L.U

Tubo de queda

Ramal de
ventilação

Ramal d-e esgoto

TUBO DE QUEDA
Tubo de queda é a tubulação vertical existente nas edificações de
dois ou mais pavimentos, que recebe os efiuentes dos ramais de
esgoto e dos ramais de descarga. Ele deve ser instalado, sempre que
possível, com alinhamento vertical (sem desvios) e diâmetro uni-
forme. O tubo de queda não deve ter diâmetro inferior ao da maior
tubulação a ele ligada (normalmente, o ramal da bacia sanitária,
que possui diâmetro de 100 mm). O diâmetro nominal mínimo do
tubo de queda que recebe efiuentes de pias de copa, cozinha ou de
despejo é igual a 75 mm.
Para o dimensionamento de tubos de queda, deve ser consul-
tada tabela específica (ver "Dimensionamento das tubulações"),
de acordo com recomendações da NBR 8160.

121
Cobertura

LV

3° Pavimento
Iíf? u
RS
~
J
i 2%

LV

2° Pavimento
Ií? RS
.l-.,.J
u "\. i 2%

LV

1 ° Pavimento
Iff? RS
.~ i 2%

Térreo
~ Subcoletor

Subsolo ,===========================

TUBO VENTILADOR E COLUNA DE


VENTILAÇÃO
Tubo ventilador é aquele destinado a possibilitar o escoamento de
ar da atmosfera para o interior das instalações de esgoto e vice-
versa, com a finalidade de protegê-Ias contra possíveis rupturas d
fecho hídrico dos desconectores (sifões).
Quando desenvolvido por um ou mais pavimentos, esse tu
denomina-se "coluna de ventilação". Sua extremidade superior.
nesse caso, deve ser aberta à atmosfera e ultrapassar o telhado ou
a laje de cobertura em, no mínimo, 30 cm.
Para impedir a entrada de folhas, água de chuva e outro
tipos de obstrução na coluna de ventilação, a TIGRE oferece o
122 "Terminais de Ventilação," fabricados nos diâmetros de 50, 75 e
mm. Esses dispositivos dispensam a colocação de cotovelos
telas de proteção (ver figo4.13) nas extremidades das colunas
ventilação.
De acordo com a NBR 8160, a extremidade aberta de um tubo
tilador ou coluna de ventilação deve situar-se a uma altura mí-
a igual a 2 m acima de terraço, no caso de laje utilizada para
os fins além da cobertura. Com relação ao projeto arquitetônico,
-o deve estar situada a menos de 4 m de qualquer janela, porta
vão de ventilação, salvo se elevada pelo menos 1 m das vergas
respectivos vãos.
O tubo ventilador e a coluna de ventilação devem ser verticais e,
pre que possível, instalados em uma única prumada. Devem ter
diâmetrcs uniformes, sendo que, em casas, normalmente, adota-se
mo diâmetro o valor de 50 mm e, em edifícios com mais de dois
_ vimentos, o mínimo de 75 mm. Para o dimensionamento das
lunas de ventilação, devem ser consultadas tabelas apropriadas
ver "Dimensionamento das tubulações"), conforme recomendações
BR 8160. .

MAL DE VENTILAÇÃO
f o trecho da instalação que interliga o desconector, ou ramal de
escarga, ou ramal de esgoto, de um ·oumais aparelhos sanitários
uma coluna de ventilação ou a um tubo ventilador primário.
A ligação do ramal de ventilação a uma coluna de ventilação
tubo ventilador primário) deve ser feita de modo a impedir o acesso
e esgoto sanitário ao interior dele. Dessa maneira, toda tubulação
e ventilação deve ser instalada com aclive mínimo de 1% , de modo
e qualquer líquido que porventura nela venha a ingressar possa
escoar totalmente, por gravidade, para dentro do ramal de descarga
ou de esgoto em que o ventilador tenha origem. O ramal deve ser
ligado a coluna de ventilação 15 em, ou mais, acima do nível de
ansbordamento da água do mais alto dos aparelhos sanitários
referente aos aparelhos sanitários com seus desconectores ligados
a tubulação de esgoto primário, como bacias sanitárias, pias de
cozinha, tanques de lavar, máquinas de lavar etc.), excluindo-se
os que despejam em ralos ou caixas sifonadas de piso.
A distância entre o ponto de inserção do ramal de ventilação
ao tubo de esgoto e a conexão de mudança do trecho horizontal
para a vertical deve ser a mais curta possível, sendo que, entre a
saída do aparelho sanitário e a inserção do ramal de ventilação, a
distância deve ser igual a, no mínimo, duas vezes o diâmetro do
ramal de descarga.

123
Tabela 4.1 Distância máxima de um desconector ao tubo
ventilador.
Diâmetro nominal do ramal
Distância máxima (m)
de descarga

40
50
75

100

•I

Laje

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...
••••
- ~- - .,.
__ •• c" _ •• e", _. __
-.
- .•.... -"- •••.•••.••••
.,. - -, -.- -, -.
" t ••••.

VP

2,00 m Terraço

-.-...- " -. -.
....

124
Figura 4.12 Ventilação do ramal de esgoto.

Tubo de
queda
t

~ura 4.13 'Det~lhe' ',','_


da ventilação primária ,
tigação da ventilação no'
Iltimo pavimento). :
.". ,

;;.300 mm

Cobertura

Vem do vaso Esgoto

DEI.

r:
;;.150 mm
Terminal
ventilação
de

I ~~ E

Ramal de ventilação
Último
pavimento

Ramal de ventilação

CV
075
Corte AA
125
SUBCOLETOR
Subcoletor é a tubulação horizontal que recebe os efiuentes de
ou mais tubos de queda ou de ramais de esgoto. Devem ser c
truídos, sempre que possível, na parte não edificada do terreno __-
caso de edifícios com vários pavimentos, normalmente, são fix
sob a laje de cobertura do subsolo, por meio de braçadeiras. Ne
casos, devem ser protegidos e de fácil inspeção.
Os subcoletores deverão possuir um diâmetro mínimo de _
mmpara uma declividade de 1% (mínima), intercalados por c
de inspeção ou conexões que possuam dispositivos para tal
dade. Esses elementos de inspeção deverão ser previstos se
que houver mudança de direção do subcoletor ou quando ho
a interligação de outras tubulações de esgoto. Os subcolet _
podem ser dimensionados pelo somatório das Unidades de H
de Contribuição (UHC), conforme a tabela extraída da NBR _
(ver "Dimensionamento das tubulações").

'. t' t·, • , , , t' t • t ,

Caixa de
inspeção

TO-1 ~--------H-~CI~~~
o
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Pelo teto
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~tmi!!lm. .'. . t· t' t' ,

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o Tubo de queda

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Z

- -•
O Laje

~ • • -'•

Curva 87° 30' curta DN-100 Subcoletor


com bolsas para pé de coluna
Obs. prever visita de inspeção
126
Fonte: Tigre.
0Jl

IXAS DE INSPEÇAO E GORDURA o


.;:
'til
."::
t:
IXA DE INSPEÇÃO til
<J)
0Jl
caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução .•..o
O
zubulações de esgoto. É instalada em mudanças de direção e OJ:)
0Jl
U.I
lividade ou quando o comprimento da tubulação de esgoto
letor ou coletor predial) ultrapassa 12 m. Pode ser de con-
. alvenaria ou plástico. Quanto à forma, pode ser prismática,
e quadrada ou retangular, de lado interno mínimo de 60 em,
::.!ÍIldrica, com diâmetro mínimo de 60 em.
_ profundidade máxima dessa caixa deve ser de 1 m. A tampa
_ ficar visível e nivelada ao piso e ter vedação perfeita, impe-
- a saída de gases e insetos de seu interior. Em lugares corno
~'-c"""'''', a caixa deve ser localizada de forma a não ser afetada
peso dos veículos.
::::.m prédioscom vários pavimentos, as caixas de inspeção não
ser instaladas a menos de 2 m de distância dos tubos de
que contribuem para elas.

Tampa de
concreto armado Nível
~ ~
:=::J c::::::=
j<-- f-- Revestimento interno
com arg. cimento/areia
Alven aria de tijolos de barro
~f-- assentes com argamassa de
cime nto/areia
Scm 0
0

I .. -
.. "
I

~"
L Lastro de
I
Corte concreto

-;

V
..
,(
0 0


~

Planta

60 x 60 (min.)

127 J

_~
CAIXA DE GORDURA
É a caixa destinada a reter, em sua parte superior, as gord
graxas e óleos contidos no esgoto, formando camadas que de
ser removidas periodicamente, evitando, dessa maneira, que
ses componentes escoem livremente pela rede de esgoto e g
obstrução.
Nas instalações residenciais, é usada para receber esg -
que contêm resíduos gordurosos provenientes de pias de co
cozinha. Sua utilização é exigida em alguns códigos sanitário
taduais e posturas municipais. Quando o uso da caixa de gor
não for exigido pela autoridade pública competente, sua ad ~-
ficará a critério do projetista. No uso corporativo (hospi
restaurantes, indústrias) a sua obrigatoriedade abrange to
território nacional.
As caixas de gordura pré-fabricadas ou pré-moldadas p
ser construídas em concreto armado, argamassa armada, plá
ABS, fibra de vidro, cerâmica, placas de PVC, polietileno, po .
pileno ou outro material comprovadamente resistente à cor
provocada pelos esgotos.
As caixas de gordura pré-moldades em concreto apresen
inconveniente de não se adaptarem aos tubos em PVC, prov
do trincas com o passar do tempo e posteriores infiltrações.
fabricadas em plásticos (ABS, PVC) ou mesmo, em fibra e .
permitem a conexão de anel de PVC flexível.
De acordo com a NBR 8160, para a coleta de apenas
cozinha, pode ser usada a caixa de gordura pequena (CGP.J
uma caixa de gordura simples (CGS). A CGP é cilíndrica, co
seguintes dimensões mínimas: diâmetro interno de 30 em; ~
submersa do septo de 20 em; capacidade de retenção de 18 li
diâmetro nominal da tubulação de saída de 75 mm. A CGS
bém é cilíndrica, com as seguintes dimensões mínimas: diâ
interno de 40 em; parte submersa do septo de 20 em; capaci
de retenção de 31 litros e diâmetro nominal da tubulação de
de 75 mm.
Em edifícios com pavimentos sobrepostos, os ramais de _
de cozinha devem ser ligados em tubos de queda independ
(tubos de gordura), que conduzirão os efluentes para uma caixa
gordura coletiva, localizada no pavimento térreo. Nesses casos -
é permitido o uso de caixas individuais em cada pavimento.

128
li>
o
.oela 4.2 Caixa de gordura prismática (base retangular). -;:
'n:l
:t:
Quantidades Dimensões internas mínimas (em) c
, n:l

ero de
'
Numero de
,
, Capacidade Comprimento Largura Altura Altura da
Vl

.s
li>

- inhas refeições da caixa (L) (c) (L) (H) saída o


eo
li>
(n) (a x c x L) (A) L.U

1
. - 18'
, . , ,

2 - 31 44 22 47 32

3 - 44 50 25 50 35

4 - 50 52 26 52 37

:> - 56 54 27 53,5 38,5

6 - 63 56 28 55 40

7 - 71 58 29 57,5 42,5

I 8 - 77 59 29,5 59 44

9 - 83 60 30 61 46

I O - 90 62 31 62 47

11 - 97 64 32 62,5 47,5

I 1 - 105 66 33 63 48

3 - 111 68 34 63 48

II - 118 70 35 63 48

:> - 124 72 36 63 48

I 28 100 216 90 40 75 60

a36 125 288 120 40 75 60

-B 150 360 120 50 75 60

-a:>7 200 432 120 60 75 60

I -- 86
3 250

300
504

588
120

140
70

70
75

75
60

60

~100 350 756 140 90 75 60

115 400 810 150 90 75 60

::.129 450 918 170 90 75 60


,
-mações a respeito de caixas de gordura menores e/ou de formato cilíndrico constam da
BR 8160 - Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário - Projeto e Execução.
129

L-- -
• a !' •

Tampa removível de
<l! C oncreto armado
>
:~
m 0 ---------------
0 >
1O!
o
F
H
, .'" -tt~~0~
_ { ~:~~:~:'
norma local
Lastro de L- ------'
20 fconc reto
I I L
Corte Planta

CAIXA MÚLTIPLA
É urna caixa de plástico desenvolvida pela Tigre, que pode ser
lizada corno caixa de gordura, de inspeção e de águas pluviais, =
acordo com o fabricante, o produto consiste de kits com campo
tes intercambiáveis, que, em função da necessidade da instala -
podem ser montados para uso de qualquer urna das três ve -
As caixas já vêm pré-montadas, bastando completar com tam
grelha e com prolongadores, se necessário. Para a montagem, ~
encaixar as peças por meio das juntas elásticas.
A caixa múltipla apresenta algumas vantagens em relaçã
tradicionais de concreto e alvenaria: pelo fato de ser produzida
polietileno, não sofre ataque químico do esgoto sanitário; é
mente adaptável em qualquer tipo de terreno; possui um isolam
que impede a passagem de odores. Além dessas vantagens, as j
elásticas previnem contra vazamentos de esgoto para o solo (
podem poluir os lençóis de água e fazer o solo ceder) e garanr
que a água do solo não entre na caixa, corno acontece em re --
com nível do lençol de água muito elevado - litoral, por exem

130
<IJ
o
.;:
'<U
.t:
c
<U
CJl
<IJ
o
.•...
o
00
<IJ
L.U

ETOR PREDIAL
rdo com a NBR 8160, coletor predial é o trecho de tubulação
rr~~ndido entre a última inserção de subcoletor, ramal de esgo-
e descarga ou caixa de inspeção geral, e o coletor público.
edificação deve ter a própria instalação de esgoto, com
tiva ligação ao coletor público, que deve ser feita por gra-
_Portanto, ter cota de nível suficientemente mais elevada.
- eia entre a ligação do coletor predial com o público e o
z:::;;::;:~-'I:j-i\'-o
de inspeção mais próximo não deve ser superior a 15 m.
'l" predial deve ter diâmetro nominal mínimo de 100 mm. O
E::EI:s.-ionamento é feito pelo somatório das Unidades de Hunter
ibuição (UHC), conforme a tabela extraída da NBR 8160
imensionamento das tubulações").

131
Tubo de ventilação

Esgoto
secundário
"-'--"~E~~~~::::::=J
Caixa sifonada
sgoto primário Coletor
L..:.:-~J--=~c~E;:::===::;:::::=::c-",t
oletor predial
público
I
1,50 m

MATERIAIS UTILIZADOS
De acordo com a NBR 8160, os materiais a serem empregados
sistemas prediais de esgoto sanitário devem ser especificado
função do tipo de esgoto a ser conduzido, de sua temperatura.
efeitos químicos e físicos e dos esforços ou solicitações mecã
a que possam ser submetidas as instalações. Os materiais
almente empregados nas tubulações e conexões de esgoto -
PVC linha sanitária (série normal e reforçada), o ferro fundid -
manilha cerâmica. Não podem ser utilizados, nos sistemas pr
de esgoto sanitário, materiais ou componentes não constant
normalização brasileira.
Devido a suas vantagens o PVC é o material mais utilizado
sistemas prediais de esgoto. Para as tubulações aparentes, in
das na horizontal e suspensas em lajes, é recomendável a utilizaçã:
de tubos mais reforçados, corno da Linha Série R, da Tigre. _-
pontos críticos da instalação, corno nos pés de coluna (tubos
queda), podem ocorrer choques provocados pela queda de resí
sólidos normalmente encontrados nos esgotos. As curvas daLir.:
Série R da Tigre, para pé de coluna, foram fabricadas com
reforço extra de espessura de parede. Por isso, são especialrn
indicadas para uso nesses pontos críticos.
Os tubos de ferro fundido são incombustíveis e possuem ~
132 resistência a choques. Por essa razão, é mais utilizado nas i
<J>
- es aparentes, particularmente em garagens de subsolos ou o
.;:
-otis, onde exista a possibilidade de ocorrer acidentes. Também 'n:l
."t:
sentam como vantagens: alta resistência a produtos químicos; c
n:l
sr:
durabilidade; resistência a altas temperaturas. As manilhas <J>
.8
A icas são ~ais utilizadas para receber eftuentes industriais e o
eo
entes orgânicos e também possuem resistência à ação de solos <J>
W
~ ssivos e de correntes eletrolíticas.
Também são utilizados dispositivos de inspeção, que permitem
esso ao interior das tubulações, de modo a possibilitar desobs-
ões, que, eventualmente, poderão ocorrer.

AÇADO DAS INSTALAÇOES


e fundamental importância uma análise minuciosa dos pro-
de estrutura e arquitetura, antes de elaborar o traçado das
alações.
As prumadas de esgoto e ventilação, assim como as de água
e quente, devem ser definidas pelo profissional de instalações,
adequar-se às barreiras impostas pelo projeto de estrutura e
egrar-se de forma harmônica ao projeto arquitetônico.
As canalizações embutidas não devem estar solidárias às peças
turais do edifício. Deve-se condicionar a escolha dos pontos
descida dos tubos de queda para o mais próximo possível de
es, ou da projeção dos pilares e paredes do térreo.
Com relação às conexões, deve-se utilizá-Ias de forma racional,
':r.ando,sempre que possível, as mudanças bruscas de direção no
do das redes. É preferível a utilização de caixas de passagem
eção) nas mudanças de 90°, em trechos horizontais.
Para a escolha do posicionamento da caixa sifonada com grelha,
e=em-se levar em consideração aspectos estéticos, já que o piso
rá apresentar declividade favorável ao escoamento das águas
a caixa. De forma geral, quanto mais próxima a caixa sifonada
) estiver da ligação com o ramal de esgoto, mais simples será
- talação da ventilação.
A Figura 4.21 apresenta uma sequência de passos a ser seguida
açado de uma instalação sanitária."

* Eugênio Foresti & C. E.


Blundi. Instalações prediais
de esgotos sanitários. Escola
de Engenharia de São Carlos.
USP, 1980. Publicação 066/93. 133
• I· •• • ••• t •••••• • • • t •• • :. •

Tubo de
queda

A - Identificação dos elementos estruturais B - Escolha do ponto de descida do tubo


(previsão de shaft). de queda

Ralo seco
I

c - Ligação do tubo de queda à bacia sanitária o- Localização do ralo seco e da caixa sifonada

Ralo seco Ralo seco


l l

TQ~~~~~~~~~
CV
__ -1J
~------------------------------~
E - Ligação do ralo seco e dos ramais de F - Ligação do tubo ventilador ao ramal
descarga à caixa sifonada de esgoto

DIMENSIONAMENTO DAS
TUBULAÇÕES
As vazões de água servidas (esgotos) que escoam pelas tubulaçõe.
são variáveis em função das contribuições CURC)de cada UIC.
aparelhos. A Unidade Hunter de Contribuição CURC) é um n
que representa a contribuição de esgotos dos aparelhos sani ;;
em função da sua utilização habitual. Cada aparelho sanitário
sui um valor de URC específico, conforme pode ser visto na
4.3, fornecida pela norma NBR 8160.
O dimensionamento das canalizações é bastante simples,
tubulações têm diâmetro dependente do número total de
associadas aos aparelhos sanitários a que servirem. A NBR
fixa os valores dessas unidades para os aparelhos mais comureex;
134 utilizados. A bacia sanitária, por exemplo, possui maior vazã
li>
ório. Dessa maneira, entende-se que, para vazões maiores, o
o;:
os maiores diâmetros. '<Il
;t::
c:
_ sim, com base na contribuição de cada aparelho e nas decli- (J)
<Il

es preestabelecidas, dimensiona-se todo o sistema. o


li>

.•...
o
0.0
amo o sistema de esgoto funciona por gravidade, as decli- li>
W
devem ser especificadas em projeto. Em geral, adota-se
idade mínima de 2% para tubulações com diâmetro nominal
inferior 75 mm; 1% para tubulações com diâmetro nominal
superior a 100 mm, com exceção dos casos previstos na
de coletores e subcoletores da NBR 8160.
faz com que, em pavimentos sobrepostos, exista a neces-
de prever uma altura adequada de pé-direito para a colo-
e forros, para esconder as tubulações sob a laje do andar
S::~I",

'da -1.3 UHC dos aparelhos sanitários e diâmetro nominal mínimo dos ramais de
'Mga (NBR 8160/99).
Diâmetro nominal
Aparelho sanitário Número de UHC mínimo do ramal
de descarga

6 100
2 40
0,5 40
1 40
De residência 2 40
Coletivo 4 40
De residência 1 40
De uso geral 2 40
Válvula de descarga 6 75
Caixa de descarga 5 50
Descarga automática 2 40
De calha 2* 50
~·~~'nha residencial 3 50
"'~cOZl'nha industrial Preparação 3 50
Lavagem (panelas) 4 50
3 40
2 50"
3 50"
'rio (por metro de calha) - considerar como ramal de esgoto (ver tabela).
ser consideradas as recomendações dos fabricantes,
135
Tabela 4.4 Aparelhos não relacionados na Tabela 4.2 (NBR 8160/99).

Diâmetro nominal mínimo do ramal de descarga Número de UHC

40 2

50 3
75 5
100 6

Tabela 4.5 Dimensionamento de ramais de esgoto (NBR 8160/99).


Diâmetro nominal mínimo do tubo Número máximo de HUC
40 3
50 6
75 20
100 160

Tabela 4.6 Dimensionamento de tubos de queda (NBR 8160/99).


Número máximo de UHC
Diâmetro nominal do tubo
Prédio de até três pavimentos ----' trê
Prédio com mais de
pavimentos
40 4 8
50 10 24
75 30 70
100 240 500
150 960 1900
200 2200 3600
250 3800 5600
300 6000 8400

Tabela 4.7 Dimensionamento de subcoletores e coletor predial (NBR 8160/99).


Diâmetro nominal Número máximo de UHC em função das dedividades mínimas (%)
do tubo r------ -,-S-----.--------1------r------- ------,--------4------
O 2
100 180 216 250
150 700 840 1000
200 1400 1 600 1 920 2 300
250 2500 2 900 3 500 4200
300 3900 4 600 5 600 6 700
400 7000 8300 10000 12000
136
Tabela 4.8 Dimensionamento de ramais de ventilação (NBR 8160/99). '"o
.;:
'nl
Grupo de aparelhos sem bacias sanitárias Grupo de aparelhos com bacias sanitárias ."=c:
nl
Diâmetro nominal do Diâmetro nominal do V"l
úmero de UHC Número de UHC
ramal de ventilação ramal de ventilação .•..'"o
o
Até 12 40 Até 17 50 0.0
<ri
I.U
13 a 18 50 18 a 60 75
19 a 36 75 - -

'meia 4.9 Dimensionamento de colunas e barriletes de ventilação (NBR-8160/99).


. etro nominal Diâmetro nominal mínimo do tubo de ventilação
tubo de queda 40 50 75 100 150 200 250 300
Número de UHC
do ramal de
esgoto Comprimento permitido (m)
40 8 46 - - - - - - -
40 10 30 - - - - - - -

50 12 23 61 - - - - - -

50 20 15 46 - - - - - -
75 10 13 46 317 - - - - -
75 21 10 33 247 - - - - -
75 53 8 29 207 - - - - -
75 102 8 26 189 - - - - -

100 43 - 11 76 299 - - - -

100 140 - 8 61 229 - - - -


100 320 - 7 52 195 - - - -
100 530 - 6 46 177 - - - -
150 500 - - 10 40 305 - - -

150 1100 - - 8 31 238 - - -

150 2000 - - 7 26 201 - - -

150 2900 - - 6 23 183 - - -


200 1 800 - - - 10 73 286 - -

200 3400 - - - 7 57 219 - -


200 5600 - - - 6 49 186 - -
200 7600 - - - 5 43 171 - -
250 4000 - - - - 24 94 293 -

250 7200 - - - - 18 73 225 -

250 11000 - - - - 16 60 192 -

250 15000 - - - - 14 55 174 -


300 7300 - - - - 9 37 116 287
300 13 000 - - - - 7 29 90 219
300 20000 - - - - 6 24 76 186
300 26000 - - - - 5 22 70 152 137
INSTALAÇÕES EM PAVIMENTOS
SOBREPOSTOS
As instalações prediais de esgotos sanitários em pavimentos
postos se diferenciam das instalações em pavímentos térreos.';
presença do tubo de queda. Nas residências térreas, por ex
o ramal de esgoto do vaso sanitário é ligado diretamente à
de inspeção. Em pavimentos sobrepostos, é necessário pre
projeto arquitetõnico, a localização do tubo de queda e da
de ventilação, além do forro rebaixado, para esconder os ramazsze
esgoto. A parede escolhida para o posicionamento dessas p u.•.•.•_ ...•••••
deverá ter uma largura maior que o diâmetro das tubula -
s
lo.
!'ll ligação do vaso sanitário é feita diretamente ao tubo de que
Q..

este é ligado à rede subcoletora de esgoto no subsolo do e .


Nas instalações em pavimentos sobrepostos o forro de
ou similar, eliminando os antigos rebaixas em lajes, é fundarzec-
tal para a qualidade de um projeto, pois simplifica a ex
diminui a carga da estrutura, reduz custos e facilita a po
manutenção.
De acordo com NBR 8160, deve ser evitada a passagem
tubulações de esgoto em paredes, rebaixas e forros falsos de
bientes de permanência prolongada. Caso não seja possível
ser adotadas medidas no sentido de minimizar a transmis -
ruído para os referidos ambientes.

• • •I •• I. ••• •
••

c.s

138
~ra 4.23 In'stalaçãode b~nheiro (pavimen;~ té;reo): ' . ':" :> '>,'<., " :
. .

c.s
,------------
,
---------
0100 : :
I-----=-'-='-----~: CI
,
, ,
, J

IDÊNCIAS ASSOBRADADAS
-,-.::.aboração do projeto arquitetônico de residências assobradadas
pavimentos sobrepostos, é muito comum não se pensar nas
ções de esgoto, Essa falta de previsão acarreta a diminuição
- . eito dos ambientes localizados sob essas instalações e a
~::sec[Uente colocação de forros rebaixados.
fluidos de esgoto são escoados por gravidade e necessitam
tubo de queda para transportá-Ias para a parte térrea da
ção. Portanto, se um sanitário for projetado sobre urna sala
des dimensões, é evidente que a tubulação de esgoto terá
W-" -~=-rY"urso maior sob a laje, até encontrar um pilar ou urna pare-
- próxima para sua descida. Nesse caso, coloca-se forro na
___ ~~eira, para esconder o ramal dessa tubulação, aumentando,
maneira, os custos da obra, além de diminuir o pé-direito
~_._~~'O em projeto.
essa razão, deve-se estudar com muito cuidado o posiciona-
dos compartimentos sanitários localizados nos pavimentos
s:::;=r::nres das edificações.
_- elaboração do projeto arquitetônico, por ocasião da pre-
e um forro, deverá haver espaço disponível para a passa-
tubulações de hidráulica, ar-condicionado, instalação de
11Ic:::ã-ri-as e de outros sistemas. A altura do forro é determinada
tCl.:!r:=~rando-se as dimensões de vigas e espaços ocupados pelos
~_.-..._.~ de serviço, É recomendável que o pé-direito livre abaixo
tenha, no mínimo, 2,80 m.

139
LV

Tubulação

Laje do pavimento superior


Forro rebaixado

H1 H1 < H2 H2

Sala

EDIFíCIOS
Geralmente, não ocorrem problemas com relação ao pé-direit
banheiros e demais compartimentos dos pavimentos de edif k:::::
porque os compartimentos são sobrepostos, com previsão de fi
rebaixados.
No último pavimento tipo de um edifício, porém, costuma-se
esquecer das tubulações de esgoto e águas pluviais do terraço -
piscina localizados na cobertura. Nesse caso, deve ser previst
pé-direito maior do pavimento, para a colocação de forros n
sários para a passagem dessas tubulações. Deve-se prever tamc
um pé-direito maior no pavimento térreo, em função dos d
dos tubos de queda e subcoletores de esgoto.

140
?tgura 4.25 Previsão de forro (térreo e último pavimento).

~/ <. Cobertura
o
o, Piscina ~
M Ralol ___
./ _____~r=_~~_=i __

x 11
• Tubulação -.--J Forro--1
o
o,
M
Último pavimento
-~
A
U
o V
o,
M
Pav. tipo
.x II 11
Forro--1
o
o
M
-I Térreo

r: ,Y ",'.' ~. ", \

Figura 4.26 Pavimentos técnicos de manutenção.

.> ~

o ,
o s
M'

o
Lrl

~--l

~ ~
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)
s
v
o
Lrl
~
o Interpavimentos técnicos ,
o Obs. muito caro. Justificável
M em alguns locais específicos ,
o
Lrl
~ i ,
t
o
o,
. !
M

o
co
e-r-

o
o
Lrl

141
NíVEIS DO TERRENO E REDES DE
ESGOTO
Os níveis projetados da edificação devem ser convenienteme -
estudados pelo arquiteto com relação ao escoamento do esg -
por gravidade.
Muitas vezes, com a intenção de aproveitar o perfil natural
terreno, acaba-se comprometendo a ligação da rede de esgoto
sistema público, sendo necessário, em alguns casos, o bom
mento do esgoto de pontos localizados abaixo do nível da rua. E
sistema é bastante complexo e, por esse motivo, deve ser evi
sempre que possível.
O arquiteto deve verificar se a cota de nível do coletor pre -
de esgoto é suficiente para sua ligação ao coletor público,
gravidade. Deve-se informar, na concessionária local, antes
execução do projeto, o nível em que se encontra o coletor públi
Geralmente, a profundidade do coletor varia de 1,5 m a 2 m. T
bém é importante conhecer o posicionamento do coletor púb -
em relação ao lote.

- . , ,.

, , I' I. t' •• • I. t •• ,

Nível
~ Guia
Rede públi -

Esgoto (decl. mino = 2%)


I~ (esgoto)

142
~ra 4.29 Detalhe de bomba submersível para esgoto.

580 505
'" b)
~
=
!
65
I' I'
225 'I
'I
cr
1
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I..L!Q..I
I~ 300
I,
J 660 ,I
I Hidrotécnica Brasileira Ltda.

__ ,-,50 DA ÁGUA SERVIDA NAS


-.&...r •• ICAÇÕES*

__''__,.••...
a água potável não ser utilizada racionalmente, seu escoa-
10s ralos também pode ser considerado uma forma de
",~;::2:ili'ci·o. Uma alternativa criativa para evitar isso pode ser o
água doméstica.
úso consiste em direcionar a água servida de lavatórios,
,,-=~tros,bacias sanitárias, máquinas de lavar roupa e de lavar
para uma "miniestação de tratamento" (a água quando
,, __ em outras atividades que não o consumo, não precisa
...Id

•• ~~~ todas as características que a tornam potável). Depois


a a água é reconduzida para outras utilizações que não
* Marianne Wenzel. "A gota
água potável, como: descargas em bacias sanitárias,
~UOo.lll
d'água". In.: Revista Arquitetura
- de jardins e lavagem de pisos. & Construção, jun. 2003,
São Paulo, Abril, p. 96-99.
evitar o desperdício, nas edificações, vários modelos de Danilo Costa. "Com todo o
....,-_~ção da água estão sendo estudados. Alguns modelos, ainda respeito, aproveite a natureza".
",",,-_.A""'" de desenvolvimento e aperfeiçoamento, chegam a econo- In.: Revista Arquitetura &
até 40% do fornecimento de água potável. Construção, novo 2004, São
Paulo, Abril, p. 74-77.
_- configuração esquemática de um projeto para o reúso da Gisele Cichinelli. "Soluções
servida nas edificações prevê um sistema de coleta, subsis- não potáveis". In.: Revista
Téchne, n. 133, abr. 2008, São
e condução da água (ramais, tubos de queda e condutores), Paulo, Pini, p. 54-57. 143
unidade de tratamento da água (gradeamento, decantação,
e desinfecção), reservatório de acumulação, sistema de recal
reservatório superior e rede de distribuição.
É importante lembrar que os custos dos sistemas podem v
de acordo com a fi.nalidade e, consequentemente, com o grau
potabilidade da água a ser usada. A relação é direta: quanto
a qualidade exigida, maior o investimento. A implantação d
sistemas, no entanto, não é simples e implica acréscimos de c
significativos à obra.
Alguns modelos ainda estão em fase de estudos e, por
não foram liberados. De qualquer maneira a especificação
componentes como reservatórios, sistemas de tratamento e
de distribuição exclusivas exige projetos criteriosos que de
ser acompanhados por engenheiros especializados, além de
de obra capacitada para fazer a correta manutenção dos eq
mentos.

Tabela 4.10 Classificação e destinação das águas.


Tipo de água
Aplicação Exigências mínimas da água não potável
de reúso

Classe 1 Descarga de bacias • Não deve deteriorar • Não deve ser • Não deve
os metais sanitários abrasiva apresentar mau
• Não deve manchar cheiro
Lavagem de veículos • Não deve conter superfícies • Não deve propi
sais ou substâncias infecções ou
Lavagem de pisos remanescentes após contaminações
secagem vírus ou bactérias
Fins ornamentais prejudiciais à saé
• Deve ser incolor
• Não deve ser turva humana
Lavagem de roupas • Deve ser livre de nem deteriorar os
algas, de partículas metais sanitários e
sólidas e de metais equipamentos

Classe 2 Lavagem de • Não deve alterar as características de


agregados, resistência dos materiais nem favorecer o
preparação aparecimento de eflorecências de sais
de concreto,
compactação de solo,
controle de poeira

Classe 3 Irrigação de áreas • Não deve conter componentes agressores


verdes e rega de às plantas OÜ que estimule o crescimento de
jardins pragas

Classe 4 Resfriamento de • Não deve: apresentar mau cheiro, ser


equipamentos de ar- abrasiva, manchar superfícies, deteriorar
condicionado máquinas, formar incrustações

Fonte: Manual de Conservação de Água do SindusCon-SP

144
, , , Ir>
O
Figura4.30 Reúso de águas cinzas. .;:
'tO
.'t:
c
tO
V'l
Ir>
Coleta de águas cinzas ...,O
(chuveiro e lavatório) ••• O
0.0
Ir>
Reservatório exclusivo LU

y
+- Tubo de queda
t t
para reúso e desinfecção

---
t t
--- t
t t t
--- Torneiras de uso geral
(acesso restrito)

t t ~

--- ----
t
t ---- Uso para rega de jardim
ETE e lavagem de piso

, ~ '.<><';.f'C';.< ~<,~,-' :t~""'.'.• l}': -:, J.".;" ~e' , ."., ~

~ra 4.,3iji~-~e~~,.,d~;!.~_~,~~ ~~~-"água do.' banho para


~>,,:t~:·::J·}~:r,:~(I.<·
'~~.:: ~_> ~.
descarga do vaso sanitário.

Água do banho passa


,--------- { por um filtro com cloro

Filtrada e clorada, a ~S)ua


{ vai para um reservatorio

Quando a descarga é
acionada, a água chega
até o vaso impulsionada
por uma motobomba
que não faz barulho

_www.planetaverde.org.br. 145
CONSIDERAÇÕES GERAIS
As águas pluviais são aquelas que se originam a partir
chuvas. A captação dessas águas tem por finalidade pe
um melhor escoamento, evitando alagamento, erosão do
outros problemas.
Nas edificações, as coberturas destinam-se a proteger
minadas áreas das águas de chuva; portanto, esse volume de
que cai sobre o telhado deve ser adequadamente coletado e
portado para locais permitidos pelos dispositivos legais.
A instalação de águas pluviais se destina exclusivame -
recolhimento e condução das águas das chuvas, não se admae
quaisquer interligações com outras instalações prediais. Po
as águas pluviais não podem ser lançadas em redes de esgot
A norma que rege essas instalações é a NBR 10844, que
as exigências e os critérios necessários aos projetos de ins
de drenagem de águas pluviais, visando garantir níveis ac -
de funcionalidade, segurança, higiene, conforto, durabili
economia. De acordo com a norma, as instalações de dre
de águas pluviais devem ser projetadas de modo a obedec
seguintes exigências:
Recolher e conduzir a vazão de projeto até locais permi -
pelos dispositivos legais.
Ser estanques.
Permitir a limpeza e desobstrução de qualquer ponto no int
da instalação.
Absorver os esforços provocados pelas variações térmi
que estão submetidas.
Quando passivas de choques mecânicos, serem constituí
de materiais resistentes às intempéries.
146
_-os componentes em contato com outros materiais de cons-
ção, utilizar materiais compatíveis.
_--o provocar ruídos excessivos.
esistir às pressões a que podem estar sujeitas.
- r fixadas de maneira a assegurar resistência e durabili-
de.

::'.:! ~",'" -, '\,~~"'" .' ~~ ~ ~ > s .,~ "~,o ,:'~'~ ••• "':J', "..:,~

~ 5.1 Siste~a de água~pluvi~is.·~: " '. ...' '.' ..' ' .


'.. '. "'. > : ': " '. " ~ ~ ~ .~ ~ • • ~ " • -

Chuva Chuva

Calha
beiral ~:;.--
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Calha
platibanda
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~----
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Deságua
Condutores
verticais
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5 ~ ~

na guia

!
".-
I
- Condutor horizontal
- Ú

147
""O
PARTES CONSTITUINTES DA
•..
Q)
Q..
<Il
ARQUI TETURA
CIl
U

:J
•..
'CIl
COBER TURA
""O
I É a parte d e uma edificação que tem por finalidade prot
<Il
Q) áreas const ruídas contra a ação do tempo (chuva, neve, rai
10
U'>
CIl
lares etc.).
....,
CIl

.s
<Il

I
.
"'W
• ••
-....,
•..
Q)

CIl
Q..

-'
AGUAS DA COBERTURA
É a área do telhado composta de uma superfície plana, que. _
sua inclinaç ão, conduz para uma mesma direção as águas
chuvas,que terão de ser captadas de alguma forma, como
grelhas etc.

-.L. "'W
. .. I'

148
A FURTADA
1entre duas águas de telhado por onde correm as águas
-'-,,_ ••.•yas.

e mais alta do telhado, onde as águas do telhado se encon-


•.•....•......•....
_- se ponto existe uma grande viga de madeira chamada de
_que serve de sustentação para os caibros do telhado.

149
BEIRAL
É o prolongamento do telhado além das paredes externas. _
malmente, é projetado para proteger os vãos (portas, varan
esquadrias) das chuvas e da insolação direta. Para captar as '
pluviais que chegam à sua extremidade, podem-se utilizar c
condutores externos ou executar uma pequena platibanda - TI!
caso, utilizar calhas e condutores embutidos ou simplesmente
xar que a água caia e seja captada por meio de grelhas nos -
externos.
Muitas vezes, o arquiteto pode tirar partido dessa ob .
riedade de escoamento das águas pluviais e criar elementos
enriqueçam o projeto arquitetõnico, unindo o útil ao estético.

• ,. • ., t •

: •• t· • • •••

\
Testeira
IIBANDA
a pequena parede (murada) utilizada com a finalidade de escon-
o telhado ou simplesmente embutir as calhas, caso em que o uso
platíbanda é impreterível, assim como a colocação de condutores
utidos ou externos) para a condução das águas pluviais.

'. , ...

TES CONSTITUINTES DO
EMA DE ÁGUAS PLUVIAIS

têm por objetivo coletar as águas de chuva que caem


telhado e conduzi-Ias aos condutores verticais (prumadas
ida). No projeto arquitetõnico, destacam-se dois tipos: de
de platibanda.
seções das calhas possuem as mais variadas formas, depen-
bviamente, das condições impostas pelo projeto arquite-
,,1Ic~:e dos materiais empregados em sua confecção (chapas de
:"a.I1.Ízado,folhas de fiandres, chapas de cobre, PVC rígido,
vidro). Há ainda o modelo de concreto, mais conhecido
. a-calha.
_rojetista deve especificar o tipo de calha que será utiliza-
ou sem platibanda, com ou sem beiral, com condutores
.1I\:::::::dos ou externos - ou se será dispensado seu uso, deixando
- águas pluviais caiam sobre a superfície do terreno.
tempos de otimização e racionalização de projeto, a Tigre,
"-~~'~lo, apresenta calhas pré-fabricadas, em PVC rígido, para
.,-... __ em telhados com beiral.
ter a superfície lisa, esse tipo de calha favorece um melhor
"'~-:-'nnto da água, além de evitar o depósito de sujeira em seu 151
interior. Outra grande vantagem diz respeito à resistência qUI:'::':::::li
do PVC, pois as calhas metálicas, quando instaladas em ci
litorâneas, podem sofrer corrosão por elementos químicos
nados com a água da chuva.
É importante ressaltar que as calhas e condutores cone
ao telhado devem ser mantidos limpos para evitar o extravasamezz
ou o retorno das águas de chuva. As calhas obstruídas podem
erosão em torno da casa, danos nas paredes exteriores, ~
ção de água na estrutura do telhado e, algumas vezes, recaz;
diferenciais na fundação. A limpeza deve ser feita duas vezes .
ano, no mínimo, no final da estação seca e no final da estaçãc
chuvas. Em áreas onde existem muitas árvores a limpeza de
.•...
O,)
•... feita com maior frequência .
~
Q.
Para manter os condutores verticais de águas pluviais d
truídos, uma boa solução é colocar uma tela de arame de pro
contra folhas. A tela deve ser inserida em cada condutor e em
da o suficiente para que ela fique firme. A tela evitará que gra
e outros resíduos entrem no condutor e o entupam.
Em muitas edificações são empregadas telas protetoras
metal ou plástico para evitar o acúmulo de folhas nas calhas, 7"
tretanto, a proteção contra folhas não é eficaz contra os fragm
de folhas e outros resíduos menores que possam passar atra '
tela. Por isso, independentemente da tela de proteção, as ca.;
devem ser limpas regularmente.

Declividade das calhas


A declividade das calhas é de extrema importância para que
ocorra o empoçamento de águas em seu interior.
Quando ocorrem chuvas intensas não é raro ocorrer tr
damento de calhas em algumas edificações. Conforme a intensídzzs
e a duração da chuva, a água extravasada para dentro do ambi
pode representar sérios prejuízos e aborrecimentos para o
moradores (usuários).
Normalmente, isso acontece devido à ausência de decli "
ou dimensionamento incorreto das calhas ou da pouca capa "
dos condutores verticais.
A declividade das calhas deve ser a mínima possível e no s
dos condutores (tubos de queda), a fim de evitar o empoçamez;
de águas quando cessada a chuva. A inclinação das calhas de
ral e platibanda deve ser uniforme, com valor mínimo de 0,5
calhas de água furtada têm inclinação de acordo com o proj
arquitetura.
Apesar de a vazão máxima de escoamento aumentar COIlS}"d.:!'E-
152 velmente quando se aumenta a declividade da calha, é impor;
que o aumento dessa inclinação nem sempre é fisicamente
,-.--:.c .••.

pois acarreta grandes intervenções nos elementos cons-


s de apoio. Uma solução para o problema é o aumento da
ídade de escoamento dos condutores verticais.
tro fator que diminui a eficiência da calha com relação ao
-:-....",mentoé a sua mudança de direção. A redução na capacidade
~-:";~-;cr)amento da calha chega a ser 17%,dependendo da suavidade
a e de sua distância em planta.

-.bela 5.1 Redução da capacidade de escoamento da calha.


Distância da curva à saída
Tipo de curva
d<2m 2m::;d::;4m
Canto vivo 17% 9%
Canto arredondado 9% 5%

I. f'·' . ,. . .

Condutor
vertical

d d

a da seção das calhas


da seção das calhas vai depender exclusivamente do projeto
itetura e dos materiais empregados em sua confecção. Na
5.10, apresentam-se as seções mais usuais .

• I' I' •

Retangular
UVUu u v Circular Semicircular

153
. " .. 11·

~.~.'._.'._.~._.~._.'._.'A_.'._.'.
i •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••
i ••••••••
4

Água furtada
D
D
D
D

Dimensionamento
No detalhamento de coberturas e cortes da edificação, é nec
o detalhamento do sistema de captação e escoamento das aguas;
viais. Por essa razão, o arquiteto deve posicionar e pré-dime
as calhas e os condutores verticais no projeto.
As calhas representam a primeira etapa no dimensionam
das instalações prediais de águas pluviais, pois são elas
cebem as águas dos telhados, conduzindo-as imediatamen =-
condutores verticais.
A NBR 10844 fornece detalhadamente os critérios para
mensionamento de calhas, condutores verticais e horizontais,
Para determinar a intensidade pluviométrica (1) para
projeto, deve ser fixada a duração da precipitação e do perí
retorno apropriado (número médio de anos em que, para a fi
duração de precipitação, uma determinada intensidade plu -
trica é igualada ou ultrapassada apenas uma vez). ANBR 1O~= _
os períodos de retorno (T) de acordo com a área a ser dre
T = 1 ano, para obras externas onde empoçamentos pa::s;::=
ser tolerados;
T = 5 anos, para coberturas e/ou terraços;
T = 25 anos, para coberturas e áreas onde empoçamem
extravasamento não possa ser tolerado.
Conhecendo-se a intensidade pluviométrica e a área de
Nota tribuição do telhado (ver "Esquemas indicativos para cálcul
área de contribuição", em Águas Pluviais), a vazão coletada
Para área de telhado até calhas pode ser calculada pela seguinte fórmula:
100 rrr', pode-se adotar
a medida de chuva Q =I xA -i- 60
padrão de 150 mm/h de Onde: Q = vazão em litros/min
intensidade e duração de I = intensidade pluviométrica, em mm/h
5 minutos.
154 A = área de contribuição, em m-
_~~ de contribuição e arquitetura dos telhados
e contribuição, das coberturas e externas às edificações,
••••~= ser bem caracterizadas no projeto arquitetônico, por meio
do telhado e declividades nas áreas externas, de modo
=azões que escoam nas calhas e condutores e nos coletores
.I!":=:~·issejam resultantes de um estudo de divisão de áreas.
-.:;;::::o---y"pdirnento conduzirá à instalação mais econômica possível
agem da águas pluviais .
.derando que as chuvas não caem horizontalmente, a NBR
_r-:=!~.mece critérios para determinar a área de contribuição em
.m::::-:.: :ia arquitetura dos telhados. De acordo com a norma, no
área de contribuição, devem-se considerar os incremen-
os à inclinação da cobertura e às paredes que intercep-
••• _.-=W~ de chuva que também deva ser drenada pela cobertura,
••••_ ..•..•.•.•
" mostra a Figura 5.12b.

"Er:1:plo de dimensionamento
ar a área de contribuição do telhado:

., .. ,. . , ..

~ 5m

= ( 5 + 1~6) x 10

= (5,8) x 10

155
I • I' • I' ., I' • .,

a - Superfície plana horizontal b - Superfície inclinada

A =a x b

c - Superfície plana vertical única d - Duas superfícies planas verticais opostas

b
b

a
a

axb
A=- axb
2 A=-2-

e - Duas superfícies planas verticais opostas f - Duas superfícies planas verticais adjacentes e
perpendiculares

c A2
a Al

ab < cd - A = (c x d - a x b)/2 -yA12 + A22


A=
ab > cd - A = (a x b - c x d)/2 2

9 - Três superfícies planas verticais adjacentes e h - Quatro superfícies planas verticais, sendo u
perpendiculares com maior altura
b b

a
a

axb axb
A=- A=-
2 2

156
Fonte: ABNT, NBR 10844/99.
"zbela 5.2 Chuvas intensas no Brasil. ':r
Intensidade pluviométrica (rnm/h)
Local Período de retorno (anos)
1 5 25
f· Alegrete - RS 174 238 313 (17)

- Alto Itatiaia - RJ 124 164 240


J Alto Tapajós - PA 168 229 267 (21)
-e Alto Teresópolis - RJ 114 137 (3) -
3. Aracaju - SE 116 122 126
6, Avaré - SP 115 144 170
I- Bagé - RJ 126 204 234 (10)
5, Barbacena - MG 156 222 265 (12)
Barra do Corda - MA

"I ":=J Bauru - SP


Belém - PA
120
110
138
128
120
157
152 (20)
148 (9)
185 (20)
Belo Horizonte - MG 132 227 230 (12)
Blumenau - SC 120 125 152 (15)
~
""'O Bonsucesso - MG 143 196 -
Cabo Frio - RJ 113 146 218
Campos - RJ 132 206 240
Campos do lordão - SP 122 144 164 (9)
-:!;. Catalão -GO 132 174 198 (22)
Caxambu -MG 106 137(3) -
"":",' Caxias do Sul - RS 120 127 218
Corumbá- MT 120 131 161 (9)

- Cruz Alta - RS 204 246 347 (14)


Cuiabá- MT 144 190 230 (12)
:'.i2. Curitiba - PR 132 204 228
Encruzilhada - RS 106 126 158 (17)
.:!%: Fernando de Noronha - RN 110 120 140 (6)
Horianópolis - SC 114 120 144
formosa- GO 136 176 217(20)
Fortaleza - CE 120 156 180 (21)
Goiânia-GO 120 178 192 (17)
Guaramiranga - CE 114 126 152 (19)
.raí - RS 120 198 228 (16)
carezinho - PR 115 122 146 (11)
"uaretê -AM 192 240 288 (10)
',oão Pessoa - PB 115 140 162 (23)
157
ti>
o;;;
-a
. , .. ,: , . .,
•...
Q)
Intensidade pluviométrica (rnrn/h)
o-
ti>
tI:l
u local Período de retorno (anos)
:::l 1 5 25
•...
'tI:l

:-2 36 km 47 - Rodo Presidente Dutra - Rj 122 164 174 (14


:::c
ti>
Q) 37 Lins-SP 96 122 137 (13
!o
U'>
tI:l
~.•...
38 Maceió-AL 102 122 174 I
ti> 39 Manaus -AM 138 180 198
-c: 40 Natal- RN 113 120 143 (19 I
I
- 41 Nazaré - PE 118 134 155 (19
.•...
Q)
•...
tI:l
o-
42 Niterói -Rj 130 183 250 I
43 Nova Friburgo - Rj 120 124 156
44 Olinda - PE 115 167 173 (20 I
45 Ouro Preto - MG 120 211 -
46 Paracatu - MG 122 233 - I
47 Paranaguá - PR 127 186 191 (23
48 Parintins - AM 130 200 205 (13 1
49 Passa Quatro - MG 118 180 192 (10)
50 Passo Fundo - RS 110 125 180 1
51
52
Petrópolis - Rj
Pinheiral - Rj
120
142
126
214 244
156
,
53 Piracicaba - SP 119 133 151 (10)
54 Ponta Grossa - PR 120 126 148
55 Porto Alegre - RS 118 146 167 (21)
56 Porto Velho - RO 130 167 184 (10)
57 Quixeramobim - CE 115 121 126
58 Resende - Rj 130 203 164
59 Rio Branco - AC 126 139 (2) -
60 Rio de janeiro -Rj (Bangu) 122 156 174 (20)
61 Rio de janeiro - Rj (Ipanema) 119 125 160 (15)
62 Rio de janeiro - Rj (Jacarepaguá) 120 142 152 (6)
63 Rio de janeiro - Rj (Jardim Botânico) 122 167 227
64 Rio de janeiro - R] (Praça 15) 120 174 204 (14)
65 Rio de janeiro - Rj (Praça Saenz Pena) 125 139 167 (18)
66 Rio de janeiro - Rj (Santa Cruz) 121 132 172 (20)
67 Rio Grande - RS 121 204 222 (20)
68 Salvador - BA 108 122 145 (24)
69 Santa Maria - RS 114 122 145 (16)

158 70 Santa Maria Madalena - Rj 120 126 152 (7)


j ----'iiiiíiIII
-meia 5.2 Chuvas intensas no Brasil. (Continuação)
Intensidade pluviométrica (mm/h)
local Período de retorno (anos)
1 5 25
Santa Vitória do Palmar - RS 120 126 152 (18)
Santos - Itapema - SP 120 174 204 (21)
Santos - SP 136 198 240
São Carlos - SP 120 178 161 (10)
São Francisco do Sul - SC 118 132 167 (18)
São Gonçalo - PB 120 124 152 (15)
São Luís - MA 120 126 152 (21)
São Luís Gonzaga - RS 158 209 253 (21)
São Paulo - SP (Congonhas) 122 132
São Paulo - SP (Mirante Santana) 122 172 191 (7)
ão Simão-MG 116 148 175
120 160 170 (7)
122 182 281 (19)
149 162 212 (18)
-aperinha - PA 149 202 241
Taubaté - SP 122 172 208 (6)
eófilo Otoni - MG 108 121 154 (6)
154 240 262 (23)
115 149 176
122 154
126 162 230
144 203 230 (17)
122 149 184 (7)
120 142 161 (17)
125 179 222
114 126 152 (15)
102 156 210
156 216 265 (13)
is não mencionados nesta tabela, deve-se procurar correlação com dados dos postos
óximos que tenham condições meteorológicas semelhantes às do local em questão.
es entre parênteses indicam os períodos a que se referem as intensidades pluviorné-
m vez de 5 ou 25 anos, em virtude de os períodos de observação dos postos não terem
-cientes.
os apresentados foram obtidos do trabalho "Chuvas intensas no Brasil", de Otto
- er, Ministério da Viação e Obras Públicas, DNOS, 1957.

159
Calhas semicirculares
Uma das características que influem na capacidade de uma
é sua forma (normalmente retangular ou semicircular). Em
disso, a norma fornece sua capacidade hidráulica. A NBR 1-
fixa a capacidade, em litros por minuto, de calhas semicirc
de acordo com o diâmetro e as declividades.

Tabela 5.3 Capacidade de calhas semicirculares (vazão em litros/min).

Diâmetro interno (mm) Declividades

0,5% 1% 2%
100 130 183 256
125 236 333 466
150 384 541 757
200 829 1167 1634

Em calhas de beiral ou platibanda, quando a saída esti


menos de 4 m de uma mudança de direção, a vazão de p -
deverá ser multiplicada pelos coeficientes da Tabela 5.2.

Tabela 5.4 Coeficientes multiplicativos da vazão de projeto (NBR 8160/99).

Tipo de curva Curva a menos de 2 m Curva entre 2 m e 4 m


da saída da calha da saída da calha

Canto reto 1,20 1,10


Canto arredondado 1,10 1,05

Calhas de seção retangular


Para o pré-dimensionamento de calha de seção retangular,
feccionada de chapa galvanizada (tipo mais usado nas edificaçõe
por ser de fácil fabricação), é perfeitamente dispensável a aplica -
de fórmulas da hidráulica.
Na Tabela 5.5, apresenta-se, de forma simplificada, o dime
namento de calha de seção retangular em função do comprim
do telhado." O comprimento a ser considerado é a medida da á
da cobertura na direção do escoamento. Quando houver dois --
* Vanderley de Oliveira lhados contribuindo para uma mesma calha, os comprimentos
Meio & José M. Azevedo ambos deverão ser somados.
Netto. Instalações prediais
160 hidráulico-sanitárias, cit.
-meia 5.5 Dimensões da calha em função do comprimento do
~do.
Comprimento do telhado (m) Largura da calha (m)

Até 5 0,15
5 a 10 0,20
10 a 15 0,30
15 a 20 0,40

I 20 a 25 0,50
25 a 30 0,60
: Vanderley de Oliveira Meio & José M. Azevedo Netto, Instalações
is hidráulico-sanitárias, cito

I' I •• NOTA

A projeção horizontal da
telha sobre a calha deve
situar-se a 1/3 de sua
largura.

DUTORES VERTICAIS
ulações verticais que têm por objetivo recolher as águas
_---=.-..JLaS pelas calhas e transportá-Ias até a parte inferior das
•••......-<:>.ções,despejando-as livremente na superfície do terreno,
••••.._-.-::::.
as redes coletoras, que poderão estar situadas no terreno
ao teto do subsolo (pilo tis) , por meio de braçadeiras) no
s edifícios com esse pavimento.
condutores verticais devem ser projetados, sempre que
"'~-el em uma só prumada. Quando houver necessidade de
devem ser usadas curvas de 90 De de raio longo ou curvas
••• .,........~.
- =Ce previstas peças de inspeção. 161
Quando a edificação estiver localizada em áreas arboriz
dependendo da altura da cobertura, pode ocorrer o entupim
dos condutores. Nesse caso, é importante que se coloque uma
no bocal das calhas, evitando, dessa maneira, a introdução de
lhas e pequenos galhos dentro das tubulações e permitindo '
limpeza e manutenção.
Os materiais mais comuns na fabricação dos tubos, de mai
aplicações, são o PVC e o ferro fundido (geralmente utilizado
tubulações aparentes e sujeitas a choques).

~PJ!~G!W:A•.. f ..,. ~, •• •• •I I I

1 - Telhado

2 - Platibanda

2 3 - Laje de forro

4 - Rufo de chapa galvanizada


6
5 - Calha de chapa galvanizada

7 6 - Joelho de 45°

7 - Luva

8 8 - Condutor de águas pluviais

Dimensionamento
As condições hidráulicas de funcionamento dos condutores verti
não são perfeitamente conhecidas, pois, normalmente, tem-se
mistura de ar e água escoando nesse elemento. De qualquer man -
os condutores deverão ser dimensionados levando em conside
o valor da intensidade da chuva crítica, ou seja, de pequena dura -
mas de grande intensidade, e a área de contribuição de vazão.
Para o dimensionamento de condutores verticais, a NBR 1
apresenta ábacos específicos. Adota-se, na prática, diâmetros
res ou iguais a 75 mm, devido à possibilidade de entupimento
condutores com folhas secas e pássaros mortos.
O dimensionamento dos condutores verticais deve ser fei
partir dos seguintes dados:
Q = vazão de projeto, em litros/min;
H = altura da lâmina de água na calha, em mm;
162 L = comprimento do condutor vertical, em m.
Dada a complexidade desses ábacos, e na ausência de um cri-
rigoroso para o dimensionamento dos condutores verticais,
enta-se como sugestão para o pré-dimensionamento um cri-
simplificado muito utilizado por alguns projetistas, salvo em
especiais, e que correlaciona a área do telhado com a seção
ndutor.
_\Tabela 5.6 mostra a relação entre o diâmetro dos condutores
área do telhado (m'') para uma chuva crítica de 150 mm/h.

-.meia 5.6 Área máxima de cobertura para condutores


NOTA
erticais de seção circular.
Diâmetro Vazão Área do telhado (rn-) Para o pré-dimensiona-
(mm) (lIs) Chuva 150 mm/h mento, fixa-se o diâmetro
e determina-se o número
50 0,57 14 de condutores em função
75 1,76 42 da área máxima de telha-
do que cada diâmetro
100 3,78 90 pode escoar.
125 7,00 167

150 11,53 275

200 25,18 600

- - plo de aplicação
ar a quantidade de condutores necessária para o escoamen-
e águas pluviais de um telhado cuja área de contribuição é
- :m2. Adotar diâmetro de 100 mm para os condutores.
o
n =At -:-Ac
e: n = número de condutores por calha
At = área de contribuição do telhado = 150 m2
Ac = área escoada pelo condutor = 90 m2
n = 150 -:-90 = 1,66 condutor
-:;...;.....n..t.LL-se
2 condutores.

163
dimensionamento de condutor

D(mm)
150
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200 400 600 800 1 000 1 200 1 400 1 600 1 800 2 000 2 200 2 400 2 600 2 80C
,. Calha com saída em aresta viva Q (e/mi

• • , I' • I

D(mm)
150

140

130

L
120

110

100

90

80

70

60

50
0 1~1~1~1~1~2~2~2~2~2~
Calha com funil de saída Q (e/min)

164
NDUTORES HORIZONTAIS
coletores horizontais têm a finalidade de recolher as águas
.ais dos condutores verticais ou da superfície do terreno e
uzi-las até os locais permitidos pelos dispositivos legais.
Quando esses coletores estiverem situados em terreno firme
ão estiverem sujeitos a choques, as tubulações comumente uti-
s são de PVC ou de ferro fundido, quando aparentes, devido
ior rigidez e maior resistência ao impacto (ver "Materiais
dos", em "Águas pluviais").
_ as tubulações aparentes, a NBR 10844 recomenda a instalação
- peções sempre que houver conexões com outra tubulação,
ça de declividade, mudança de direção e ainda a cada trecho
- m nos percursos retilíneos. No caso de as tubulações serem
adas, em vez de visitas de inspeção, devem ser previstas
de inspeção para esses casos.

' ••••••• f • A

165
Dimensionamento
Os condutores horizontais devem ser projetados, semp
possível, com declividade uniforme, com valor mínimo de
De acordo com a norma NBR 10844, a ligação entre os CO'l .--.

res verticais e horizontais deve ser feita com curva de raio -"-'-,c--.
com inspeção ou caixa de areia, estando o condutor apar
enterrado. A Tabela 5.7, extraída da norma, fornece a capa.L-c.......&
de condutores horizontais de seção circular para vazões em ,
em função da declividade, do diâmetro e da rugosidade.

Tabela 5.7 Capacidade de condutores horizontais de seção circular (vazões em litros/min


,
Diâmetro
(n = 0,011): (n = 0,012): (n = 0,013):
PVC, cobre, alumínio e Cerâmica áspera,
interno Ferro fundido, concreto liso
fibrocimento concreto áspero
(mm)
0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% 4% 0,5% 1% 2% - J
50 32 45 64 90 29 41 59 83 27 38 54
75 95 133 188 267 87 122 172 245 80 113 159 ~
100 204 287 405 575 187 264 372 527 173 243 343 ~
125
150
370
602
521
847
735
1190
1040
1690
339
552
478
777
674
1100
956
1550
313
509
441
717
622
1010 1~
•••
200 1300 1820 2570 3650 1190 1670 2360 3350 1100 1540 2180 3([41
250 2350 3310 4660 6620 2150 3030 4280 6070 1990 2800 3950 15fIT
300 3820 5380 7590 10800 3500 1930 6960 9870 3230 4550 6420 I 9rw1

A rede coletora de águas pluviais também pode ser dim


NOTA nada através de um método mais simples, de acordo com a 'T"

5.8, a qual leva em conta a área de contribuição e a declivid


As vazões da Tabela 5.7, fo- tubo, supondo uma precipitação de 150 mm/h.
ram calculadas pela fórmu-
la de Manning-Strickler,
com altura de lâmina de
Tabela 5.8 Rede coletora de águas pluviais.
água igual a 2/3 D.
Diâmetro Declividade/área
(mm) 0,5% 1,0% 2,0% 4,00
50 32 46
75 69 97 139
100 144 199 288
125 167 255 334 502
150 278 390 557 780
200 548 808 1105 1616
250 910 1412 1 807 2824
166 Fonte: Macintyre.
mplo de dimensionamento
ionar a rede coletara de águas pluviais indicada na Figura
para uma declividade de 2%.

o
-.- A Desagua
.q 1;II\t===!====liOOr~!F===!====I!IWII===!===lml,~F==:!=~na guia45°
---L-

::::>
~
---I-

::::>
~
-+-
::::>
.;-

---I-

I. .1

Planilha de cálculo

Área de contribuição (m2) Diâmetro


e Trecho
Simples Acumulada (mm)

1-2 80,0 80,0 75

2-3 80,0 160,0 100

3-4 80,0 240,0 125

4-A 80,0 320,0 125

1-2 80,0 80,0 75

2-3 80,0 160,0 100

3-4 80,0 240,0 125

4-B 80,0 320,0 125

167
MATERIAIS UTILIZADOS
São vários os materiais empregados nas tubulações de águas _
viais. Os materiais mais comuns são o PVC rígido, o ferro fun -
o fibra cimento e o aço galvanizado. Quando se optar pelo
rígido, nos prédios com mais de três pavimentos, é recomen
a utilização de tubos e conexões reforçados, como, por exe
<I'l
Q)
os tubos da Série R produzidos pela Tigre.
'0
U'>
(Ij

] O ferro fundido, por ser um material mais resistente, deve


<I'l
c: utilizado em instalações aparentes sujeitas a choques.

CAIXAS COLETORAS DE ÁGUAS


PLUVIAIS
É uma caixa detentora de areia e/ou inspeção, que permite a' -
ligação de coletores e a limpeza e desobstrução das canalízaçõ
Também devem ser executadas sempre que houver mudan
direção, de diâmetro e de declividade nas redes coletoras.
A caixa de areia é utilizada quando ocorre a possíbilida .=.
arrastamento de lama e de areia para a tubulação; caso con
utiliza-se a caixa de inspeção. As caixas deverão ter: seção c'
de 0,60 m de diâmetro ou quadrada de 0,60 m de lado, no mínz
e profundidade máxima de 1 m. As caixas de inspeção tarr:
podem ser pré-fabrícadas, de plástico (ver "Caixa múltipla") .
Em algumas edificações, como postos de serviço de lav
lubrificação de veículos, bem como em garagens, as águas util ....-_
não podem escoar diretamente nas redes públicas. Nesses c
necessidade de instalar caixas separadoras do óleo, da graxa z;
lama, evitando o despejo nos coletores públicos, o que certamea; ....
traria sérios problemas ambientais.

•• I' •. f' •. .! . ,

Tampa de concreto armado (grelha) nf+.· --50--fl


. :IQI
Argamassa
impermeab

I
oom~
ilizante

I
O
Mínimo
30 cm
I
10t
U
O
, I
I ·~···D···B50 10

Lastro de concreto ,J
Corte Planta
168
• I" _ ••

Tampa com grelha


I I

Brita n. 1

Corte Planta

• • •.• , •• , • I' , ••• ~

AS PLUVIAIS E O PROJETO
UITETÔNICO
IS DO TERRENO E CONDUTORES
IZONTAIS
- projetados da edificação devem ser convenientemente
"CD>S pelo arquiteto com relação ao escoamento das águas
-.......--,;..".por gravidade.

zuas pluviais, normalmente, são conduzidas, pelos condu-


rizontais, à sarjeta da rua, em frente do lote. Se o terreno
em nível inferior à rua, deverão correr para a rua mais
~~a passando pelo terreno vizinho, conforme previsto no
ivil Brasileiro. O lote àjusante deve receber as águas plu- 169
viais do lote situado à montante, mas, devido à desinforma -
moradores, isso acaba gerando problemas. A passagem das
pluviais pelo lote àjusante deverá ser feita por meio de tubu.=.,.--::
••
em locais predeterminados.
Quando não são estudados convenientemente os ní
terreno, acaba-se comprometendo a ligação dos condutores
zontais de águas pluviais, sendo até necessário, em alguns
o bombeamento das águas de chuva de pontos localizados
do nível da rua. Essa solução sempre é desaconselhável, e
de seu custo e manutenção.
Em períodos de estiagem, o sistema não funciona e,
razão, pode ocorrer algum defeito. Além disso, quedas de er.=.::,.......
muito comuns em dias de tempestade, interrompem o funciona==~.
to do sistema, causando a inundação dos pavimentos 10caE-=".
abaixo do nível da rua. Por isso, é necessário um sistema alteni=.::::'''
com utilização de gerador de energia elétrica. Esse sistema
ser previsto pelo arquiteto e pelo engenheiro hidráulico
de projeto e funcionar por comando automático. Assim, <r.;:t::~
faltar energia elétrica, o gerador fará com que o sistema ~~'~ ..•
automaticamente. *
Quando o nível do terreno está abaixo do nível da rua. ~,,....--
zes, para não adotar o sistema descrito, acontecem ligações
destinas das águas pluviais na rede de esgoto, sobrecarre
comprometendo a rede pública de coleta de esgoto, pois ela -
dimensionada para suportar essa vazão.
Conforme dito anteriormente, as águas pluviais não de ......•..
_"""-_
* Manuel H. C. Botelho lançadas em redes de esgoto, pois as instalações prediais de ",,-.
'-.'..-.
& Geraldo R. Andrade [r.
pluviais se destinam exclusivamente ao recolhimento e à cona:~ ••
Instalações hidráulicas
prediais feitas para durar das águas pluviais, não se admitindo, em hipótese alguma. _
(1." edição - maio/1998). quer ínterligações com outras instalações prediais.

Figura 5.22 Rede coletora de águas


(necessidade de bombeamento).
• I I ,. ., .... ., •••• I

0,00
r-
(decl. mín. = 0,5%)

c.A.G. Água Pluvial


170

I
,. . , ..

I'. .,." ,.

n Máquinas e Materiais Ltda.

171
POSICIONAMENTO DE CALHA EM
TELHADOS
De acordo com a NBR 10844, as calhas de beiral e platibanda
sempre que possível, ser fixadas centralmente sob a extremi
cobertura e o mais próximo desta. A inclinação das calhas d""'""'_olCll-
uniforme, com valor mínimo de 0,5%, e no sentido dos con
verticais, a fim de evitar o empoçamento de águas quando \..=••....•.•
_
a chuva. Já as calhas de água furtada têm inclinação de aco
o projeto da cobertura.
O posicionamento incorreto de calha em telhados (ver
5.25), quando a altura entre a calha e a laje de cobertura é
ficiente, não permitindo, assim, a declividade mínima ne~w...;o..._
para o escoamento das águas pluviais no sentido dos col
pode ocasionar o empoçamento de águas na calha quando ce:;:s:il.
a chuva. Nos projetos arquitetônicos, particularmente nos
deve ser prevista uma altura mínima que permita a declivi
calha, evitando, dessa maneira, o empoçamento.

Altura entre a calha e a laje não


permite a declividade da calha

Altura entre a calha e a laje


permite a declividade da calha

172
DUTORES EMBUTIDOS E
RENTES
rdo com a NBR 10844, os condutores de águas pluviais podem
locados externa e internamente ao edifício, dependendo de
erações de projeto, do uso e da ocupação do edifício e do
dos condutores.
:=:: recomendável que as tubulações fiquem aparentes e indepen-
das alvenarias e das estruturas. Dispostas dessa maneira, as
ções ficam perfeitamente inspecionáveis. Além da facilidade
SO, possibilita, de forma rápida e eficiente, a identificação
~.'--'''TTIentos, gerando também significativa economia na hora de
reparos, pois não há necessidade de quebrar paredes.
estudo das características e do posicionamento das pruma-
_.,~ __itarnente com os projetistas de estrutura e de hidráulica,
pr;~:;i-litará ao arquiteto compatibilizar as exigências técnicas das
__,,-,-~ções com a arquitetura.
o ponto de vista estético, as prumadas de águas pluviais
._IIC:á- TI podem ser utilizadas corno elementos de fachada, depen-
•• ~:::: do projeto arquitetônico .

I I •• • .. .... .

-- Calha r++

11+---
Condutor
aparente

Condutor
embutido -----+

173
SOBREPOSIÇÃO DE TELHADOS
É comum coletar águas de chuva em um telhado, em umnívet='::::SI.
elevado, e jogar em um telhado em nível mais baixo. Sabe-
telhados são estruturas delicadas e, portanto, não devem rees -=----
vazões concentradas, que se transformem em carga de .
sobre ele. Quando isso acontece, são inevitáveis danos à edifi
podendo ocasionar umidade no madeiramento de suste
devido a infiltrações pelo telhado.
Caso o telhado mais baixo não tenha sido calculado para;
ber esse impacto (vazão concentrada), o correto seria tra
a água coletada do telhado, em nível superior, até a guia (sar
ou calha, em nível mais baixo, por meio de um condutor ...• -....•_
maneira, evita-se o impacto da vazão concentrada sobre o tel; ~.
que se encontra em cota inferior."

t !.I. •• • •••• .. ,

* Manuel H. C. Botelho
& Geraldo R. Andrade [r.
Instalações hidráulicas
174 prediais feitas para durar, cito
BERTURAS HORIZONTAIS DE LAJE
"tocomum o empoçamento de água em coberturas horizontais
~e, mesmo não ocorrendo tempestades. Isso, normalmente,
ece devido à declividade incorreta da laje para o escoamento
a e a obstrução ou quantidade insuficiente de ralos. Para
isso, as superfícies horizontais de laje devem ter declividade
a de 0,5%, de modo que garanta o escoamento das águas
- . até os pontos de drenagem.
_ drenagem deve ser feita por mais de uma saída, exceto nos
em que não houver risco de obstrução. Quando necessário, a
•. c::õ..;;::s
a deve ser subdividida em áreas menores, com caimentos
- ntações diferentes, para evitar grandes percursos de água.
rdo com a NBR 10844, os trechos da linha perimetral da
a e das eventuais aberturas (escadas, claraboias etc.) que
receber água, em virtude do caimento, devem ser dotados
tibanda ou calha. Os ralos hemisféricos (ralos cuja grelha é
•••",-,-=.·érica)devem ser usados onde os ralos planos possam causar
•• ..,.....•.•
ições.

_- 'm da declividade necessária para o escoamento das águas


_ sicionamento correto de ralos de drenagem, a cobertura
"r=:mltal de laje deve ser especialmente projetada para ser im-
"'p.:::eá'vel. Para que isso ocorra é importante uma boa compatibi-
- do sistema de drenagem com o de impermeabilização, uma
são necessárias algumas perfurações para acomodar os
- - os de coleta de águas da chuva como, por exemplo, os ralos.
_ - eto deve consultar um especialista em impermeabilização
--- cdequar o projeto e os respectivos detalhes de acabamento, a
garantir o pleno funcionamento dos dois sistemas.
a drenagem de terraços, marquises e varandas de pavi-
sobrepostos, podem também ser utilizados buzinotes, tubos
_ eno diâmetro e extensão, que esgotam as águas que neles
~;=1. Utilizam-se buzinotes com diâmetro mínimo de 50 mm,
~ '" itar o entupimento, devendo haver um para cada 13,5 m2,
am mínimo de dois por marquise. A desvantagem de se uti-
buzinotes para a drenagem de águas pluviais em terraços
---"·-;~es é que eles ficam pingando.
evitar a obstrução dos ralos (buzinotes) com detritos,
~ poeira, é recomendável promover uma limpeza periódica
turas horizontais de laje, bem como fazer a inspeção do
de drenagem no período anterior às chuvas.

175
I. 1 I 1 • 1 I' I . .

REDE COLETaRA SEM DECLlVIDADE*


o professor Orestes Gonçalves, da Escola Politécnica da P -...-..1-
senta um novo sistema de coleta de águas pluviais, denomzzz ••
"sistema sífônico", desenvolvido com a finalidade de otímzz;
captação de águas pluviais em coberturas planas e sellU;·,........~
com grandes áreas. O sistema altera a forma dos disposi .
captação, melhorando o desempenho hidráulico do sistema..
Esse sistema se baseia na adoção de dispositivo de ca;
(coletor sifônico de águas pluviais) na cobertura ou na c
minimiza a introdução de ar no escoamento dos conduto
Dessa maneira, segundo o professor, no interior das tu
o escoamento hidráulico ocorre a conduto forçado (seção ;
permitindo que as tubulações tenham diâmetros menores
do sistema convencional (escoamento a conduto livre) e --,.--
aparentes e paralelas à cobertura, sem declividade, eliminazz;
condutores verticais e os coletores horizontais, com decli
Nesse novo sistema, as tubulações enterradas no interior do _
são eliminadas.

* Orestes M. Gonçalves.
"Avanços conceituais e
tecnológicos". In.: Revista
Téchne, n. 12, set.-out. 1994,
176 São Paulo, Pini, p. 30-34.
~ra 5.30 Sistemas de escoamento.

Laje

o o o
o o o
<; <; <;
Dreno

0100 0100
0150
0150

Sistema convencional

Coletor sifônico
t Laje

Dreno

Sistema sem declividade

Orestes M. Garcia, "Avanços conceituais e tecnológicos", cit.

.EMA DE DRENAGEM A VÁCUO*


e de um sistema concebido para funcionar por depressão
iE::.::J-rla pela gravidade. O sistema, denominado Geberit Pluvia
entado pela empresa portuguesa Geberit que, inclusive,
- representante no Brasil), usa a ação sifônica de tubos de
ao reduzido para assegurar uma drenagem mais eficaz.
_S;::s<iã dos tubos com diâmetro pequenos, o sistema pode drenar
litros de água pluvial, por segundo e por ralo.
sistemas convencionais, as águas correm para a rede públi-
•••..•.
zz rua através dos coletores horizontais enchendo parcialmente
durante a drenagem. Já no sistema Geberit Pluvia, os tubos
._I::=:.rompletamente cheios, o que automaticamente cria um vácuo
14Ia::::c::::e a queda, garantindo a sucção de forma mais eficiente.
--m ralo especial de cobertura e um ajustamento hidráulico
ema de drenagem permitem que os tubos funcionem com
ICIi::::.r:i-dademáxima. • Heloisa Medeiros. "Águas
rápidas". In.: Revista Téchne,
7- e sistema é indicado para drenagem de águas pluviais de n. 143, fev. 2009. São Paulo,
la~;;:'!Ulfas e lajes de edificações. Pini, p. 40-42. 177
I' ••

Sistema convencional

Sistema Geberit PI

Fonte: Geberit.

178
ILlZAÇÃO DE ÁGUA DA CHUVA EM
IFICAÇÕES*
tempos de escassez, a utilização de águas de chuva em edifi-
- s é uma prática cada vez mais comum nas grandes cidades e
- s metropolitanas. Na cidade de São Paulo, é obrigatória, por
10, para as novas edificações, a execução de reservatório para
- as coletadas por coberturas e pavimentos nos lotes, edificados
- ,que tenham áreas impermeabilizadas superior a 500 m2.
sistema de aproveitamento de águas pluviais deve ser plane-
durante a elaboração do projeto e chega a gerar uma economia
- % a 65% da água fornecida pela empresa de abastecimento.

;.. importante ressaltar, porém, que a água da chuva deve ser


enada em reservatório independente, pois não é indicada
o consumo. Deve ser armazenada, preferencialmente, em
atórios subterrâneos, tipo cisternas.
sistema predial de aproveitamento de água pluvial para usos
. ticos não potáveis é formado pelos seguintes subsistemas ou
_ nentes: captação, condução, tratamento, armazenamento,
ções sob pressão, sistema automático ou manual de comando
- ção. Entende-se por usos domésticos não potáveis aqueles
_- o requerem características de qualidade tão exigentes quanto
bilidade tais como: a descarga de bacias sanitárias e mictó-
a limpeza de pisos e paredes, a rega de jardins, a lavagem de
s e a água de reserva para combate a incêndio.
funcionamento do sistema é bastante simples: as águas plu-
são captadas por meio de calhas, passam por um filtro, que
de impurezas a água de chuva, e seguem para a cisterna ou
o reservatório subterrâneo. Depois, são bombeadas para uma
-d'água independente e, de lá, por gravidade, seguem para
cargas, irrigação e áreas externas. Não devem, porém, ser
adas com a água potável destinada a alimentar torneiras de
* Luiz Ciocchi. "Para
a, filtros, chuveiros, banheiras e lavatórios, pois é inadequada utilizar água de chuva em
consumo humano. edificações".1 n.: Revista
Téchne, n. 72, mar. 2003, São
Paulo, Pini, p. 48-51. Oanilo
Costa. "Com todo o respeito,
aproveite a natureza".
In.: Revista Arquitetura &
Construção, novo 2004, São
Paulo, Abril, p. 74-77.
Wolney Castilho Alves;
Luciano Zanella; Maria
Fernanda Lopes dos Santos,
"Sistema de aproveitamento
de águas pluviais para usos
não potáveis". In.: Revista
Téchne, n. 133, abr. 2008, São
Paulo, Pini, p. 100-104. 179
,. ,.
, ' f ,. ,! . '. .
Reservatório para
abastecimento --

----'.~--+-I+-Captação

••
r.
r.
_..jj,...J'-- Reservatório de
águas pluviais

, .' , , .. ' , I' 'I

1 - Filtro
2 - Reservatório
3 - Bomba
4 - Utilização da água de
chuva para usos não
nobres (descarga, irrigação,
180 lavagem etc.)
DÊ E DUCHA MANUAL
ê é uma palavra que vem do francês, bidet. Uma invenção fran-
do final do século XVII ou no começo do XVIII, embora não se
exatamente a data e o inventor. Defendido por uns e criticado E
"
outros, o bidê ainda é uma peça bastante comum nos banheiros
residências de classe média e alta.
Tecnicamente, o uso do bidê é muito questionado pela possibi-
- de de ocorrer a contaminação da rede de abastecimento de E:
_ a potável por retrossifonagem. Deve ser evitado o seu uso para
r a higiene íntima, pois pode haver risco de contaminação por
s que ficam nos orifícios do chuveiro fixo do "chão" do bidê.
essa razão, o bidê vem sendo gradativamente substituído pela
ha manual, instalada próximo à bacia sanitária. Na ausência da
ha higiênica o mais indicado é usar o chuveirinho móvel, aquele
fica na mangueirinha do chuveiro.
O ponto de alimentação de água fria do bidê deve ser 20 cm do
acabado. Quando alimentado por água fria e quente, utilizando-
misturador, a altura é a mesma e os pontos devem ficar simétricos
relação ao eixo da peça, com um espaçamento de 20 em, sendo
_ nto da esquerda convencionado para água quente.
O ponto de esgotamento deve ter seu eixo a 25 cm da parede,
endendo do fabricante e do modelo adotado. O esgotamento é
- o por ligação do ramal de descarga do bidê à caixa sifonada.
As duchas higiênicas são uma alternativa moderna ao bidê.
ptam-se a banheiros de qualquer tamanho e proporcionam
. conforto aos usuários.
Os pontos de alimentação de água fria e quente devem ser
- em do piso acabado. No uso profissional, a ducha manual tam-
é indicada para a lavagem de cabelos em salões de beleza e
altura pode ser adaptada em função de uso.

Figura 8.7 Instalação de ducha manual.

+
Válvula

++ + o
l{)

o
Piso N Piso
Ducha manual
Bide e bacia
201
o
u
s:::
CHUVEIRO E DUCHA
<O
.•...
.-ê São bastante diversificados os modelos existentes. Há as duchas e
:l chuveiros elétricos, em que a água é aquecida. A diferença é que
c-
-< duchas apresentam jato concentrado e sem abertura; já os chu -
sQ) têm jato disperso e com certa abertura do jato de água.
·0
•...
Q..

O
E
O CHUVEIRO
u
'"u
Q)
Exige um investimento inicial baixo, gasta menos água em co
~•... ração com as duchas acionadas por misturador e sua instala -
.•...
Q)
mais simples. Apesar desses atrativos, pode ser o vilão dos g
s:::
de energia elétrica dentro de urna residência, sendo reponsável ;
'":l
~
24% da conta de luz (numa casa com quatro pessoas), de a
'"
Q)
com os dados do Programa Nacional de Conservação de En -
'"~U Elétrica (Procel). Outra desvantagem é a limitação em rela -
:l temperatura e vazão da água.
,~
•...
~ Na instalação de chuveiros elétricos, devem ser observadas
::c:
exigências previstas na NBR 5410 (Instalações Elétricas de
Tensão). Também é importante seguir as instruções do m
de instalação, pois nele há informações importantes referem
parte elétrica. Em geral, os chuveiros exigem urna pressão míníza
'"
« de 1 m.c.a. Corno a pressão de uso varia de acordo com o m -
I deve-se verificar o número indicado na embalagem.
=Q)
.•...
•... Os chuveiros devem ser instalados em pequeno recinto, se
rf. do das demais instalações. Esse compartimento destinado ao
é denominado "boxe" e tem dimensões mínimas de 80 em x 80
O ponto de abastecimento deve ficar a 2,20 m do piso acabad

DUCHA
São vários os modelos existentes. Os desenhos, formatos e rec
variados chamam a atenção, mas na hora de escolher urna d
é importante lembrar que elas requerem misturadores de á
um sistema de aquecimento (solar, a gás ou elétrico)." Tarnbé
encontram disponíveis no mercado: cabines e colunas de ban
que funcionam corno hidromassagem e vêm prontas para ins
Esses produtos, porém, exigem aquecimento central.
Na hora de escolher urna ducha é importante saber se o m
é compatível com o projeto de hidráulica (ver no manual do f
* Edson Medeiros & loana
cante a pressão exigida e a vazão do aparelho, que corresponde
Baracuhy. U24 duchas".
In.: Revista Arquitetura & volume de água por minuto). Se o modelo escolhido for um chu
Construção, dez. 2008, São de teto, a escolha deve ser feita ainda na fase de projeto, para
202 Paulo, Abril, p. 86-89. a tubulação seja embutida na laje sem transtornos.
A alimentação das duchas poderá ser apenas com água fria
com água fria e quente. O ponto de abastecimento deve ficar a
?O m do piso acabado, enquanto os dispositivos de comando de
o (registros de pressão) devem localizar-se a 1,10m. O registro
equerda comanda a água quente; o da direita, a água fria.
O arquiteto deve tomar alguns cuidados na instalação de du-
as cujo design compromete a altura do ponto de utilização de
a em relação ao piso do boxe, pois isso causará um grande des-
nforto ao usuário na hora do banho. Nesse caso, deve-se prever
a altura maior que 2,20 m para a instalação da ducha.
Com relação à economia de água, as duchas também podem
a vazão controlada por meio de restritores de vazão específicos,
* Simone Sayeg. "Economia
_ e reduzem o consumo de 20 a 25 litros para 14 litros por minu-
pelo cano". In.: Revista
~ .* A Deca disponibiliza economizadores de água que chegam a Téchne, n. 62, maio 2002, São
nomizar até 50% de água, sem perda de conforto. Paulo, Pini, p. 28-33.

Chuveiro

35

L.()


Ralo
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Chuveiro

o
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Medidas em cm

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H Cfj)- Monocomand
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•... o - Parafuso
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Fonte: Astra.
RESSÃO DE ÁGUA NO CHUVEIRO
Uma boa pressão de água é fundamental na hora do banho. A
essão é diretamente proporcional à distância, em altura, do fundo
reservatório até o tubo de vazão (ponto de saída de água para o
uveiro). Dessa maneira, quanto mais alto o reservatório, maior a
~ essão da água no chuveiro (ver "Altura dos reservatórios").
É importante ressaltar, sob o ponto de vista da hidráulica, que
essão é diferente de vazão; de nada adianta reduzir ou aumentar
bitola do tubo junto à saída, pois isso não interfere na pressão
água do chuveiro. A distância mínima recomendável da base
reservatório à saída da ducha deve ser de 2 m de altura. Caso a
alização do reservatório no projeto de arquitetura não permita
a distância, deve-se recorrer a equipamentos especiais, para
. gir uma pressão satisfatória. Os equipamentos mais indicados,
sse caso, são os pressurizadores. Dependendo do modelo, podem
r instalados na rede de distribuição ou no próprio chuveiro.
Existem vários tipos de pressurizador no mercado, como: o
.squarnax, fabricado pela Deca; o da Rowapress; o Yellow Jet, da
- cuzzi. A KDT oferece um pressurizador eletrônico, acionado au-
- maticamente, que liga e desliga ao abrir e fechar, de qualquer re-
_" tro ou torneira pertencente à tubulação que for pressurizada.

207
o
u
s:::
BANHEIRAS
.•...
<O

.-ê Existem no mercado diversos modelos de banheira de hidromas


:l sagem, fabricadas em diversos formatos (retangular, circular
C"
•...
« canto etc.) e dimensões. Essas banheiras são fabricadas em fibra -
s Q)
vidro, com piso antiderrapante, assento anatôrnico e apoios late
'0
•.. para braço. Podem também ser executadas no local e revesti
c..
O
com azulejo, mármore, epóxi etc.
E Independentemente do tipo, é indispensável deixar uma '
O
U
<ri livre, de pelo menos 60 em, ao lado da banheira, para que o usuá
Q)
U possa enxugar-se e movimentar as torneiras e registros. Tam
--.•...•..
ra
Q) é importante a opção por pisos antiderrapantes e alças de a
c para evitar acidentes.
O abastecimento de água nas banheiras, quase sempre, -
realizado com água fria e quente, devendo elas ser equipadas
dispositivo misturador. A altura dos registros de pressão deve
de 60 em do piso acabado, dependendo exclusivamente do mod
adotado e do fabricante. Os pontos de alimentação de água fria -
quente devem ficar simétricos, com um espaçamento de 15 em a z,
em, sendo o ponto da esquerda convencionado para água que --
O esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo di
mente para a caixa sifonada. A altura de saída de esgoto em rela -
<ri ao piso acabado deve ser de 40 em, dependendo também do mod
«
I adotado e do fabricante.
= Apesar da simplicidade da instalação (os modelos já vêm
todo o encanamento interno e a bomba elétrica adequada), a
nheira de hidromassagem requer muita atenção, pois o equipam
funciona com água pressurizada e aquecida, duas caracterís -
que, por si só, demandam maiores cuidados. Também se deve e -
o uso excessivo de conexões, que sempre aumentam as chances
problemas. A bomba de hidromassagem jamais deve ser acio
com a banheira vazia, pois existe o risco de danificar o motor.
Outro detalhe que não deve ser esquecido é a caixa sifo
do banheiro, que precisa ter uma vazão maior para suportar a ' -
e a espuma (provenientes da banheira), que entram no sist
de esgoto. Nesse caso, adota-se caixa com saída de diâmetro
75mm.
A capacidade da banheira é um dado básico para o dime
namento correto da instalação de água quente. A localizaçã -
capacidade, especificadas no projeto arquitetõnico, é fundam
para a elaboração do projeto hidráulico.

208
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Obs. Medidas variáveis de acordo


com o fabricante.

De canto

209
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MICTÓRIO
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+'"
Q) Os mictórios são aparelhos muito utilizados em banheiros de
.-=~ coletivo, particularmente nos edifícios públicos e comerciais.. _
o-
•...
~ derão ser do tipo cuba ou calha e providos de descarga CO'UL'~'"
o ou intermitente, provocada ou automática.
+'"
Q)

'0
•...
c, No mictório do tipo calha, de uso coletivo, cada segme
o 60 em corresponderá a um mictório tipo cuba. Os mictórios d
E cuba de uso individual deverão ser separados entre si, por
o
U
<I>
Q)
distância de 60 em, no mínimo, eixo a eixo.
U
~<Il•.. Hoje, muitos desses produtos são fabricados para ate",
.•...
Q)
exigências de uso racional da água. Alguns fabricantes apreseez.zr
c:
<I>
mictórios com válvulas de fechamento automático e acionamez ..••
<Il
~
<I>
hidromecânico. Também existem modelos que incorporam.
Q)
<fJ
sores foto elétricos (ver "Metais de fechamento automático
<Il
.~ pré-acionam a descarga de água com a aproximação da pe~ •.
~ que vai utilizá-Ia e só liberam o jato quando ela se afasta.
•..
'<Il

~ O ponto de alimentação de água para o mictório deverá -


I
<I>
Q)
1,05 m do piso acabado. A válvula deve ser instalada a 1,20
10
U"
<Il A altura do ponto de saída de esgoto é de 40 em do
~.•... acabado .
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c:

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<fJ

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.• , Mictório de cerâmi

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310 mm
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360 mm

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o
o
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Piso
210
a planejar as instalações de uma cozinha, primeiro o arquiteto
e definir quais equipamentos serão nela utilizados, pois o projeto
- áulico depende da localização não só da pia, como também da
-quina de lavar louças, do filtro e de geladeiras que fazem gelo.
A presença de ralos em cozinhas só se justifica pela neces-
ade de lavagem constante, como, por exemplo, em cozinhas
ustriais. Os ralos, comumente sifonados, poderão perder seu
o hídrico e permitir a entrada de insetos e odores desagradá-
. no ambiente .

.- pia de cozinha divide-se em duas partes: o tampo e a cuba.


- s poderão ter uma ou duas cubas, de formato quadrado ou
tangular.
O material da cuba normalmente utilizado nas instalações
diais é o aço inoxidável. O tampo pode ser de pedra natural,
ito industrializado (feito de granito moído e resina acrílica),
- ra, alumínio, aço inoxidável etc.
Antes de comprar uma pia, é importante verificar as medidas
tampo e a profundidade da cuba, para saber se ela se encaixa no
[eto. Se a opção for uma pia com duas cubas, deve-se também
tar por torneiras com bica móvel, que se movimenta para os la-
s. Durabilidade e facilidade de manutenção também são pontos
portantes a ser analisados."
A altura ideal de instalação para uma pia de cozinha deve * Edson Medeiros & Heloisa
Medeiros. "Planeje a
iar entre 90 e llO em dependendo da estatura de quem vá usá- compra das pias e torneiras
. Para garantir a estabilidade não devem ter mais de 300 em de da cozinha". In.: Revista
mprimento. A profundidade mínima é de 60 cm. Arquitetura & Construção,
dez. 1999, São Paulo, Abril,
As dimensões dos tampos de alumínio e aço inoxidável variam p.98-103.
e 136 em (mínima) a 240 cm (máxima).
211
As demais peças são, geralmente, fabricadas sob encom
c:: e nas dimensões desejadas.
....•
<O
(!)
."t:!
:l
O abastecimento de água poderá ser com água fria a
o- ou com fria e quente, por meio de um dispositivo misturador..
~ pontos de água devem estar entre 1,10m e 1,16m de altura do ;
O
+-'
(!) acabado. Quando a alimentação for de água fria e quente, os
•..
'0
c. deverão apresentar simetria em relação ao eixo da cuba, co
O espaçamento de 20 cm. Para a água não espirrar, o jato da to
E deve cair exatamente sobre o ralo da cuba.
O
U
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(!) A altura do ponto de saída de esgoto é de 66 em do piso a\.-GU--"
U
•.•...
lI:l
•.. O esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo acop
.....
(!)
um sifão, e deste para urna caixa de gordura, nos edifícios té _
c
ou tubo de gordura, nos edifícios com mais de um paviment
utilização de aparelhos trituradores em pias de cozinha, de
atentar para sua adequação ao sistema, segundo recomendaçr
do fabricante.

, ..... . .
!Il

«
I
=

212 Fonte: Tramontina.


ÁQUINA DE LAVAR LOUÇA
..:..xistemvários modelos no mercado. Qualquer que seja o escolhido,
abastecimento de água é feito por meio de ponto, a 60 em do piso.
_L canalização para o esgotamento da máquina de lavar louça deverá
r de PVCrígido, de diâmetro de 40 mm. As águas servidas deverão
r escoadas para uma caixa sifonada com tampa cega (para evitar
refluxo de espuma para dentro do compartimento), de dimensões
·-0 mm X 230 mm x 75 mm, e posteriormente lançadas à rede
letora de esgoto.
Por ocasião da elaboração do projeto arquitetônico, é impor-
zante a previsão do local exato da instalação da máquina de lavar
uça, o que se consegue com a definição do leiaute do ambiente,
ompanhado de um projeto técnico de especificação do produto
alturas da entrada de água e saída do esgoto).

~nte: ClassEq. 213


o
c:
FILTRO
<o
.•..•
A instalação convencional para filtro consta de um registro -
~
:l pressão instalado a 1,30 m do piso (acima de bancadas de pia) e -
.<
C'"
uma conexão (cotovelo) entre 2 m e 2,20 m do piso. Na cone -
sQ)
é instalado o filtro, que existe em diversos modelos no mercado.
'0
•..
Q.. Os filtros de água, comuns na maioria das cozinhas, evoluíra=
o muito com algumas adequações e a integração com a torneira
E pias. Essas peças finalmente ganharam aspectos modernos com
8 racterísticas das cozinhas atuais. A Deca, por exemplo, em par
'"
Q)
u com a 3M, apresenta a linha Twin: com apelo clean, é uma
~•..
com aspecto leve e prático, com torneira e filtro na mesma peça.z-
~
c: empresa ganhou o concorrido Red DotAwards 2010 na Alemar:
com esse produto. Outro fabricante, a Lorenzetti, apresenta a
Lorenkichen: com apelo gourmet, o metal concilia mistu
monocomando com o filtro de água .

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Filtro

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Q)
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Medidas em m

214
. , • I •• f ..... :.J!r

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'lt •.

Fonte: Fabrimar. Fonte: Lorenzetti.

215
o planejamento das instalações de uma área de serviço obe
basicamente aos mesmos critérios da cozinha. O arquiteto
definir quais equipamentos de utilização de água serão coloc
Os mais comuns são o tanque e a máquina de lavar roupa. O
nalmente, pode ser colocada uma torneira de lavagem.
Os diferentes modelos desses equipamentos existentes
mercado devem ser criteriosamente observados, tendo em vista _
o espaço físico reservado para a área de serviço sempre é
pequeno. Além do tanque, deve ser previsto um local ade
para a instalação da máquina de lavar roupas.
Embora possuam instalações diferentes, normalmente
equipamentos ficam próximos um do outro e na mesma p
hidráulica. Isso se deve a alguns aspectos funcionais, como. _
exemplo, a utilização simultânea dos dois aparelhos na ho
lavar roupa.
Com relação às caixas sifonadas e aos ralos secos, ao
trário da cozinha, a área de serviço é um ambiente que se
constantemente; portanto, é necessária a presença de um d
dispositivos.
Por razões econômicas, nesse caso, a colocação de uma
sifonada com grelha servirá também para receber as águas p
nientes de lavagem. Quando esses dispositivos forem instalados
pavimentos sobrepostos, é necessário colocar forros rebai: ,....._~
para esconder as tubulações de esgoto.

216
TANQUE
-=:xisteuma grande variedade de modelos de tanque. Podem ser de
uça, esmaltados, plástico, concreto armado, aço inoxidável etc.
~odem também ser moldados no local e receber os mais variados
teriais de acabamento.
O tanque pode ser simples ou duplo. Pode também ser de coluna
com sifão sem coluna - nesses casos, fixados na parede.
O abastecimento de água é feito por meio de torneiras, nor-
lmente com água fria, a 1,15 m do piso.
A altura do ponto de saída de esgoto é de 45 cm do piso acabado.
esgotamento é realizado a partir da válvula de fundo acoplada a
sifão, e deste até uma caixa sifonada.
Quando o tanque for de coluna, desprovido de sifão, a água
.da deverá ser direcionada para uma caixa sifonada, com di-
etro de saída de 75 mm, para evitar o refluxo de espuma para
tro do compartimento.

mrun , .. , .

Tanque cerâmico

Esquema de ligação

Tanque em aço inox Tanque de cuba dupla em aço inox


Fonte: Tramontina Fonte: Tramontina
217

L..- ~~ ~- -~
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c:
MÁQUINA DE LAVAR ROUPA
•..
<O
a elaboração do projeto, o arquiteto deve prever um e
~
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o- adequado, normalmente ao lado do tanque, para a instalação
~ máquina de lavar roupa. A máquina ideal deve ser econô
.•...
O
silenciosa, segura e fácil de usar .
Q)

'0
•..
c.. A alimentação da máquina é feita por meio de um po
O parede, instalado a 90 em do piso, que possibilita a lígação
E tubo de entrada na máquina. Deve s r previsto na instalação
O
U
<li
Q)
registro de pressão, para controle do escoamento e també
U bloqueio total da água.
~•..
.•...
Q)
As águas servidas da máquina de lavar roupa devem ser
c:
pejadas em ramais exclusivos, que serão ligados ao tubo de
Essa canalização deverá ser sifonada dentro da parede, co
nexões, e não deve ter comunicação com nenhuma caixa ou z
sifonado, a não ser que eles possuam tampa cega. Caso con
a espuma despejada pela máquina sairá pelas grelhas.
Hoje, existe no mercado um dispositivo chamado Anties
que impede a saída de espuma das máquinas de lavar roupas _
grelha da caixa sifonada. Sua instalação é simples, sem e .
desmontagem da caixa sifonada .

. , . ,. .. " .
=

218 Fonte: Consul.


ORNEIRAS DE LAVAGEM
locais para instalação das torneiras de lavagem deverão ser mar-
os pelo arquiteto no projeto, por causa de aspectos funcionais.
s torneiras são instaladas a 60 cm de altura do piso. Além da
de serviço, é muito comum a instalação dessas torneiras em
eiras, varandas e áreas externas.

. .•. . .!'

219
Utilização dos aparelh

Para estabelecer as dimensões de um banheiro, é importante I


em consideração as áreas ergonôrnícas das peças de utilização.
Entende-se por área ergonômica a área mínima necessária
instalação e uso do aparelho sanitário.
A comodidade na hora de utilizar um aparelho é uma que -
objetiva de planejamento. A funcionalidade e o conforto no uso
cada uma das peças de utilização instaladas exige que se res
,; . ,. *
um espaço rrurumo, como se vera a seguir.

LAVATÓRIO
Os lavatórios, medindo 45 cm a 70 cm de largura x 40 em a 55
de profundidade, para sua perfeita utilização, exigem um es
dinâmico retangular, com seu maior lado paralelo à parede e
menor perpendicular a ela. As dimensões mínimas desse qua
(tamanho da peça mais espaço dinâmico) serão de 90 em x 90
(mínimo) e 90 em X 111 em (máximo), para os modelos de p
e de coluna.
A instalação de um lavatório de embutir ou de sobrepor,
bancada, será a soma da área de dois retângulos: o da banca
o do espaço dinâmico.
Para o lavatório de coluna ou de fixação na parede, deverá
observada a distância necessária à abertura dos braços para a -
vagem das mãos, o que se dá, confortavelmente, a partir de 20
de suas bordas laterais e espaço frontal de 55 cm a 60 em.
A bancada (lavatório de embutir ou de sobrepor) deverá ter.
mínimo, 55 cm de profundidade X 80 cm de largura; a altura,
nossos padrões ergonométricos, será de 85 em a 90 cm.

* Fran etto & Marcia Morais.


O "Benheiros", cit.
~~c'illJ.l6i..~:;,"i:;·,_·_:·-·

Figura."t1..~_Ar~~.~rgonômica do lavatório de
bancada. ":'. -. -

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Área ergonômica ,
J ~,:

90 (mín.) Área
ergonômica
111 (máx.)

90 (mín.)

Figura 11.4 Área ergonômica de lavatório de


bancada com duas cubas.

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221
BACIA SANITÁRIA
Os vasos, ou bacias, medem de 38 em a 40 em de largura x
a 55 em de comprimento. A distância entre a bacia sanitária -
parede pode ser de 12 em, no caso de a descarga ser acionada:
válvula, ou de 1,5 em, se a opção for o modelo com caixa aco
A área ergonômica da bacia sanitária é um retângul
70 em x 120 em, que se sobrepõe às dimensões da peça. Q
não houver nenhum obstáculo na lateral (vidro, box ou p
a menor dimensão do retângulo (parede à parede) pode s
60 em.
Os espaços livres laterais do vaso sanitário deverão s
20 em, no mínimo, admitindo-se até 15 em para banhe'
serviço, e espaço frontal de 55 em a 60 em. Não se deve esq
de prever um espaço para a colocação da papeleira.

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I
o
N

Área
ergonômica

70 (mín.)

m
BIDÊ
As dimensões do bidê variam de 32 em X 56 em (mínima) e 37 em
x 64 em (máxima). Sua colocação guarda um espaço entre a peça
e a parede de, no máximo, 15 em. O espaço dinâmico se sobrepõe
às dimensões da peça e é um retângulo, cujos menores lados são
paralelos à parede e têm 60 em x 120 em.
Os espaços livres laterais do bidê deverão ser de 20 em, no
mínimo, admitindo-se até 15 em para banheiros de serviço, e o
paço frontal de 55 em a 60 em.
No caso de substituição do bidê por uma ducha junto ao vaso,
eve ser previsto um ponto hidráulico com altura de 55 em do piso
cabado.

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S
o
N

Área
ergonômica

60 (mín.)

223
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, Área ergonômica :
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I •• ... ,

Toalha Toalha

sabonete
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Papel

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o

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lI)

224
UCHA OU CHUVEIRO (BOXE)
tamanho do boxe é fundamental para que se possa tomar um •
nho de chuveiro (ducha) com um mínimo de conforto.

ia
A área dinâmica do boxe deverá ter dimensões suficientes para
_ rmitir a abertura dos braços. Adotam-se como medidas mínimas
dimensões de 80 em x 80 em ou 1 m x 0,70 cm.
Em instalações de chuveiros coletivos, a área mínima para cada
uveiro é de 1,20 m2, com largura mínima de 80 cm.
Deve-se prever também a posição para o manuseio confortável
s registros de comando do chuveiro, sem que o operador se molhe
manuseá-los antes de entrar no boxe, principalmente no inverno,
ando a utilização do chuveiro se dará após o aquecimento da
zgua, o que não acontece instantaneamente.
No caso de box com vidro, as portas nunca poderão ser pivotea-
para dentro por uma questão de segurança, para poder abrir a
rta e retirar a pessoa que, porventura, estiver caída dentro.
Na área adjacente à porta, deve-se deixar uma área livre de 90
, para que ninguém tenha problemas na hora de se enxugar.

c
I
o
ro

Área ergonômica
--'--1 -----------------------------

80 (mín.)

225
Para portadores de necessidades espe "

A sociedade em geral, hoje, está mais conscientizada da n


da de de proporcionar uma vida digna, confortável e indepe
aos portadores de necessidades especiais. Assim, o arquitet
pode ignorar essa realidade e deve prever, em seu projeto as ;
vidências a serem tomadas para garantir o conforto e a se
a essas pessoas.
A NBR 9050 fixa as condições exigíveis, bem como os pa -
as medidas que visam a propiciar, às pessoas portadoras de
sidades especiais, melhores e mais adequadas condições de
aos edifícios de uso público e às vias públicas urbanas.
Para a elaboração de qualquer projeto com compar .
adaptados para o uso do portador de necessidades especi "-
virtude da complexidade e do detalhamento do assunto, é r~~~_
dável a observação global das leis e normas existentes.
Esse assunto é de fundamental importância, não ape
aspecto arquitetônico da edificação, mas também no proj -
dráulico, pois exige adaptações significativas, principalmenre
caso de reformas.
Em se tratando de sanitários, deve-se ter como base a rrn:~~
padrão de uma cadeira de rodas. Considera-se o módulo de reâ
cia a projeção de 80 cm x 1,20 m no piso, ocupada por uma
que utiliza cadeira de rodas, sendo que o espaço necessáric
a rotação de 360 é de, no mínimo, 1,50 m.
0

226
,.
0,30- 0,42-
0,40 0,45 -0,25

....
...•
z
\.-I I- ...•
...•
-. 1,5 cm ......'

Largura
da roda

0,60-0,70 I 0,33 I 0,95-1,15

a - Vista frontal aberta b - Vista frontal fechada c - Vista lateral

Fonte: NBR 9050.

1,20

o
CX)
6

- te: NBR 9050.

NITÁRIOS
= anportante destacar que, normalmente, só se pensa no portador
necessidades especiais quando se projetam ambientes públicos
específicos. Cada dia mais, principalmente observando os am-
tes de sanitários, os espaços físicos estão abaixo do confortável
dimensões mínimas e ergonôrnícas dos aparelhos que foram
tradas neste trabalho -, é praticamente impossível sua utiliza-
- por pessoas portadoras de necessidades especiais.
Os sanitários acessíveis devem obedecer aos parâmetros da
R 9050, no que diz respeito à instalação de aparelhos sanitários,
sórios e barras de apoio, além das áreas de circulação, trans-
ência, aproximação e alcance. 227
o
u Os banheiros devem ser localizados em rotas acessíveis p
c: mos ou integrados às demais instalações sanitárias, e devidam
.•..
<O

.-ê sinalizados. Quando forem isolados, será necessária a instalaçã


::l
o- de dispositivo de sinalização de emergência ao lado da bacia ~
~ boxe do chuveiro, a uma altura de 40 em do piso acabado. _
.8 posicionamento em caso de queda.
~
'0
•...
c, Para um projeto correto de sanitário para o portador de n
O sidades especiais, é necessário não apenas dispor de um
E maior e de instalações adequadas, mas também saber aprov .
O
U
11> de maneira diferente, adaptando o que for necessário. Um co - -
~
U localizado a 83 em do chão, na parte interna da porta (que de -
~•...
.•..~ um vão mínimo de 85 em), por exemplo, facilitará em muit
c: abertura pela pessoa portadora de deficiência física. Já o CO'L L_-__ ~
horizontal chumbado na parede do sanitário tem a finalida ':=.
apoio e segurança do usuário e deve ser instalado ao lado o
da porta, pois, dessa maneira, proporciona maior espaço -
rotação da cadeira de rodas.
Além do espaço físico, alguns detalhes importantes
ser observados, como: chuveiro manual com base ajustável:
totalmente revestido com azulejos; piso com revestimento
derrapante; controle único de água, de forma que esta po
acionada e regulada pelo lado de fora do boxe; assento dob '
chuveiro (se for o caso); corrimão ligando a pia à bacia santzzz;
espaço livre sob a bancada; armários superiores a 30 em a
bancada (quando existirem).
2
•..
ctJ
c,
•I •••

----------r--c~~ 1,70 mín.

Lavatório

Área de manobra
rotação 180 0

1,SOx1,20
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Área de transferência
0,80 x 1,20
Fonte: NBR 9050. Vista superior
228
STALAÇÃO DE APARELHOS
Para mostrar algumas adequações obrigatórias e características,
pecificações e medidas referentes à adequação das instalações
itárias mais comumente utilizadas para o portador de ne-
ssidades especiais, como bacia sanitária, chuveiro e lavatório,
resentamos, nos itens seguintes, alguns desenhos e anotações
BR 9050. Para a instalação de outros aparelhos (mictório e
--
z
heira) menos utilizados em sanitários de residências unifa-
. iares, deve-se consultar a referida norma.

ACIA SANITÁRIA
acordo com a NBR 9050, para a instalação de bacias sanitárias,
vem ser previstas áreas de transferência lateral, perpendicular e
- gonal. Devem ser instaladas, junto à bacia sanitária, barras de
• io horizontais, para transferência e apoio, na lateral e ao fundo
vaso. No caso de bacias com caixa acoplada, deve-se garantir
instalação da barra na parede do fundo, de forma a evitar que a
. a seja utilizada como apoio. A distância mínima entre a face
erior da barra e a tampa da caixa acoplada deve ser de 15 em.
As bacias sanitárias devem estar a uma altura entre 43 cm e
_5 em do piso acabado, medidas a partir da borda superior, sem
assento. Com o assento, essa altura deve ser de, no máximo, 46
. Portanto, não há necessidade de comprar uma bacia de deter-
- ado modelo. Qualquer bacia que com a tampa fique com 46 cm
altura está correta. Se a bacia é mais baixa, é necessário fazer
a base de concreto, o "século", para elevar.
O dispositivo de descarga da bacia sanitária deve estar a uma
rura de 1 m, de seu eixo ao piso acabado, e ser preferencialmente
tipo alavanca ou com mecanismos automáticos.
Os boxes para bacia sanitária devem garantir as áreas para
sferência diagonal, lateral e perpendicular, bem como área de
obra para rotação de 1800.
Em caso de reformas, quando não for possível atender às
ndições especificadas, são admissíveis boxes com dimensões
:=.ínimas, mas que permitam, pelo menos, uma forma de transfe-
cia (diagonal, lateral ou perpendicular), ou se considere área
manobra externamente ao boxe. Nesse caso, as portas devem
1 m de largura.

229
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a - Transferência lateral b - Transferência perpendicular

c - Transferência diagonal d - Transferência diagonal

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Altura da
bacia com
assento Este avanço não deve
passar de 5 cm em relação
à projeção da base da ba -

~ Base de concreto
230
Figura 12.6 Barras de apoio lateral e de fundo (bacia sanitária).

0,80 mín.

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Vista superior

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altura máx. altura máx.
da bacia si da bacia
assento c/ assento

Vista lateral

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W
Vista frontal
233
BOXES PARA CHUVEIRO OU DUCHA
Os boxes para chuveiro ou ducha devem ser providos de
articulado ou removível, com cantos arredondados e s r
cie antiderrapante impermeável; ter profundidade mí "
45 cm, altura de 46 cm do piso acabado e comprimento
mo de 70 cm. Segundo a NBR 9050, deve ser prevista ár
:::
transferência externa ao boxe, de forma a permitir a aproxir
paralela, devendo estender-se, no mínimo, 30 cm além da ...,.-.-=--
=~
onde o banco está fixado, sendo que o local de transpo " -
cadeira de rodas para o banco deve estar livre de barr -
obstáculos. Quando houver porta no boxe, ela não deverá ir~-~ .
na transferência da cadeira de rodas para o banco e deverá
material resistente a impacto.
O chuveiro ou a ducha devem estar equipados com de51>:t::::.J.r.
para ducha manual e o controle de fluxo deve ser nessa d
registros ou misturadores devem ser do tipo alavanca, prefe!=-1I"":"..ao-
mente, de monocomandos, instalados a 45 cm da parede de
do banco e a uma altura de 1 m do piso acabado. A ducha -<- _

deve estar a 30 cm da parede de fixação do banco e a uma


de 1 m do piso acabado.
Na parede de fixação do banco, deve ser instalada
vertical com altura de 75 cm do piso acabado e comprime
mo de 70 em, a uma distância de 85 em da parede lateral a
Devem ser instaladas duas barras de apoio, uma vertical -
= horizontal, ou uma única barra em "L",obedecendo a pará
da norma.
O desnível máximo do boxe em relação ao restante do """---' _
é de 1,5 cm. Quando superiores a 0,5 em, até 1,5 cm, os des::~.
devem ser tratados como rampa, com inclinação máxima

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Vista superior '~~


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234 Fonte: NBR 9050.
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BR 9050.

VATÓRIO
_ acordo com a NBR 9050, os lavatórios devem ser suspensos, com
borda superior a urna altura de 78 cm a 80 em do piso acabado
peitar urna altura livre mínima de 73 em em sua parte inferior
tal. Deve ser prevista área de aproximação frontal de 60 cm para
oa com mobilidade reduzida e de 1,20m para pessoa em cadeira
rodas, estendendo-se até o mínimo de 25 cm sob o lavatório.
Deve-se ainda:
Colocar o sifão tapado ou isolado, por causa do risco de quei-
madura das pernas, nos lavatórios com água fria e quente.
Prever um espaço em baixo do lavatório, de 70 cm a 75 em,
para colocação das pernas.
Utilizar torneiras acionadas por alavanca, sensor eletrônico ou
dispositivo equivalente.
Se forem utilizados misturadores, eles deverão ser preferencial-
te de monocomando, com acionamento, no máximo, a 50 em
ace externa frontal do lavatório. Devem ser instaladas barras
apoio junto ao lavatório, na altura dele, conforme parâmetros
norma. No caso de lavatórios embutidos em bancadas, devem
instaladas barras de apoio nas paredes laterais aos lavatórios
- extremidades. 235
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Área a ser protegida Vista lateral

236 Fonte: NBR 9050.


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0,04 mín. 0,50 máx.

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Vista superior Vista superior Vista lateral

- te: NBR 9050.

STALAÇÃO DE ACESSÓRIOS
- ~R 9050 recomenda que os acessórios para sanitários, como
ides, saboneteiras e toalheiros, devem ter sua área de utilização
tro de uma faixa de alcance confortável. A Figura 12.15 apre-
ta um desenho esquemático da instalação desses acessórios.

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Saboneteira
Toalheira

Válvula de
descarga ~

Barra de apoio

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Área a ser
protegida

Vista frontal
237
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Sensor de
presença
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Controle da janela I- Cordas de comando

Termostato

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Tornada

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=

238
conceito de edifícios inteligentes está muito ligado ao desenvol-
=ímento da tecnologia de informação.
A qualidade de um sistema predial de instalações implica a
. ização de três variáveis multifuncionais: desempenho técnico
sistema, custos envolvidos e prazos de execução adequados."
Os avanços conceituais e tecnológicos que vêm ocorrendo na
rea das instalações hidráulicas prediais visam, sobretudo, à qua-
de total nas várias etapas que envolvem a implantação desses * A pesquisa sobre novos
- temas. conceitos e tecnologias
em instalações hidráulicas
Diminuir custos, melhorar a produtividade e incrementar a prediais foi realizada, parti-
alidade são metas que algumas construtoras começam a adotar cular e principalmente, nas
revistas Téchne (Revista Tec-
suas obras, substituindo os sistemas convencionais por sistemas
nológica da Construção),
ernativos, utilizando novos componentes e materiais. Shafts editadas pela Editora Pini,
ísitáveis, sistemas de tubulação flexível, o chamado PEX, kits com colaboração técnica
xíráulíco-sanitários, novos designs de aparelhos e equipamentos do Instituto de Pesquisas
se. são apenas exemplos dessas inovações. Tecnológicas do Estado de
São Paulo (IPT); Arquite-
Dessa maneira, a adequação dos avanços observada nesse tura & Construção, Editora
ento está diretamente relacionada ao nível de atendimento Abril; catálogos técnicos
de diversos fabricantes
reais necessidades dos usuários. Cabe ao arquiteto planejar e
de tubos, louças, metais,
ver essas necessidades. aquecedores, dispositivos
e equipamentos de instala-
A instalação e operacionalização desses novos equipamentos,
ções hidráulicas prediais.
como a implementação desses novos conceitos, exigem do ar- Portanto, algumas citações,
_ 'teto a adoção de sistemas construtivos e a previsão de espaços desenhos e fragmentos de
equados na concepção do projeto de arquitetura. parágrafos importantes,
colecionados durante a pes-
As revistas Téchne e Arquitetura & Construção são boas fon- quisa bibliográfica nessas
para a pesquisa sobre novos conceitos e tecnologias em sistemas revistas, bem como em na-
instalação hidráulica predial (ver Referência Bibliográfica). vegações pela internet nos
sites dos fabricantes, foram
selecionados e parcialmente
transcritos.
** Orestes M. Gonçalves.
Avanços conceituais e tec-
nolôgicos, cito
239
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SISTEMA PEX - TUBOS FLEXíVEIS DE
....~ POLIETILENO RETICULADO*
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o PEX, novo sistema de distribuição de água, utiliza tubos flexív -
<....o de polietileno reticulado de alta densidade, que possibilitam cllIT3.S
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·0 sem a adoção de cotovelos e outros acessórios, encamisados
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e, dutos de PVC corrugados, que funcionam como os eletrodutos
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instalações elétricas prediais, em substituição aos sistemas t
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o cionais. O grande benefício do PEX é ele aceitar água quente e -
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enquanto o PVC comum não suporta água quente.
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~•.. O sistema de tubulação flexível de polietileno reticulado
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água quente e fria tem diversas aplicações .
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Na instalação predial, ele pode ser utilizado no "sistema
vencional" e no "Manifold'' de distribuição de água, inclusive
água quente para alimentação de radiadores e aquecimento
piso radiante.
Para melhor racionalização e adequação do sistema PEX
a edificação, o projeto arquitetônico deve prever medidas que
litem seu emprego na obra. Alguns cuidados também deverão
tomados no projeto hidráulico, como estudo e escolha do .
sistema a ser adotado (convencional ou ponto a ponto - Manif
11>
do caminhamento e da locação das prumadas.
«
I Esses cuidados evitarão possíveis desencontros e impr -
ções durante a execução da obra.

SISTEMA CONVENCIONAL
O sistema convencional baseia-se no mesmo princípio do projet
* Orestes M. Gonçalves. tubulações rígidas de PVC ou de cobre, com a vantagem de
"Avanços conceituais e caminhar pela parede vencendo curvas, com ou sem empr
tecnológicos". In.: Revista cotovelos. Outra vantagem é a diminuição do número dejun -
Téchne, São Paulo, Pini, set.-
relação ao PVC ou ao cobre, devido à possibilidade de fazer rn
out. 1994, p. 30-34; Avigad
Alyanak; Ricardo Saravalle; caminhamento e curvas.
Miguel Roca Bazán. "Sistema
Na instalação convencional, a vasta gama de conexões do -
predial de água fria e quente
em polietileno reticulado ma PEX, associado à sua flexibilidade, permite otimizar soluçõ
(PEX)". In.: Revista Téchne, projeto. A desvantagem é a dificuldade de manutenção, por ca
n. 44, jan.-fev. 2000, São Paulo, embutimento das conexões em "T" e da ausência do tubo guia,
Pini, p. 53-56; Silvério Rocha.
"Caminho suave". In.: Revista No sistema convencional, o PEX pode ser instalado em
Téchne, n. 26, mar.-abr. 1997, naria com tubulação, sob forro falso, e em sistema dry wal
São Paulo, Pini, p. 22-23; "Sistema dry wall e instalações sanitárias"). Para instalaçãc
Simone Capozzi. "Trabalho em
paredes de gesso acartonado, é importante ressaltar a necessidazs
conjunto". In.: Revista Téchne,
n. 34, mai.-jun. 1998, São Paulo, de suporte adequado, por meio de abraçadeiras, bem como a
24D Pini, p. 32-34. rios de transição, para passagem da tubulação pelo paineL
. '. ' '. . . . ~ .. - .' '.. - .- ; ,

Sistema convencional. .'. .' .'

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=Onte: Astra.

ISTEMA MANIFOLD
Xesse tipo de instalação, a água é distribuída a partir de um qua-
o com distribuidores (Manifold), sem conexões intermediárias.
Esse sistema inovador aproveita-se da flexibilidade do PEX para
ser instalado dentro de conduítes, geralmente no final da obra,
perrnítindo também a substituição futura dos tubos sem danifica-
ção da alvenaria.
O sistema Manifold foi desenvolvido com o mesmo conceito dos
. ternas elétricos prediais, pois, a partir de urna central (quadro
e distribuição), onde ficam instalados os registros e o barrilete,
erivam-se os tubos de PEX para alimentação dos pontos de utili-
zação, um para cada aparelho, encamisados por "aguadutos".
A instalação por meio desse sistema pode ser embutida no piso,
na parede, na laje, em alvenaria com tubulação sob forro falso, em
ryw all com tubulação sob forro falso.
A principal vantagem desse sistema em relação ao convencional
, não ter limite de comprimento; por essa razão, admite um engate
na alimentação e outro no consumo, sem necessidade de conexões
- termediárias. São utilizadas conexões apenas nas extremidades;
um único diâmetro de tubo entre Manifold e os pontos de alimenta-
ção; há menores riscos de vazamento e facilidade de manutenção.
A desvantagem é que os custos dos componentes, principal-
mente das conexões terminais, são elevados. 241
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Fonte: Astra.

NOVOS DESIGNS DE METAIS E O


USO RACIONAL DA ÁGUA'
Nos últimos anos, por causa do quadro de escassez, a uti..•..·":'O"'1..""-

racional de água tornou-se parte de nosso cotidiano, não se


tindo mais desperdícios. Particularmente, o banheiro é consi
o maior vilão no consumo de água, sendo que o consumo den~:
do número de usuários e do modo de utilização das insL<.U.....,-'-
hidráulicas.
Além da conscientização dos usuários, uma das alte "'--_
para utilizar racionalmente a água e evitar o desperdício nas -
lações é garantir que os metais sanitários de uma forma g
torneiras especificamente, cumpram sua função, ou seja, ca~:;:::r
controlar, restringir, bloquear ou permitir a passagem da ág
* Simone Sayeg. "Economia
pelo cano". In.: Revista volume adequado ao uso. Para tanto, o fundamental é
Téchne, n. 62, São Paulo, Pini, quisitos prescritos pelas Normas Brasileiras sejam atendk i.::s.]:"'"::~
maio 2002, p. 28-33. fabricante. Essa verificação é feita sistematicamente pelo
Vera Fernandes Hachich; de Garantia da Qualidade de Metais Sanitários. A verifi
Paula Landi. "Soluções para
qualidade das torneiras de pressão é feita com base nas
redução de consumo de água
em edifícios e residências." normas técnicas: NBR 10281/03 - Torneira elePressão - R~,:< _
In.: Revista Téchne, n. 142, São e Métodos ele Ensaio e NBR 10283/08 Revestimento EI.".....__
242 Paulo, Pini, jan. 2009, p. 69-72. de Metais e Plásticos sanitários - requisitos e métodos de _-:""--.._
A substituição dos equipamentos convencionais por produtos
com fechamento automático é uma opção para se economizar água.
Esses dispositivos devem ser utilizados apenas em situações em
que a inspeção regular e a manutenção possam ser assegurados,
para evitar que falhas de funcionamento levem ao eventual des-
perdício de água.
Na Europa e nos Estados Unidos, há algumas décadas, a utili-
zação dos produtos de fechamento automático é prática comum em
locais públicos. No Brasil, vários fabricantes estão desenvolvendo
programas de pesquisa de novas tecnologias para economizar água.
Há produtos economizadores para todos os pontos de utilização: z
torneiras, chuveiros e vasos sanitários. O que vai determinar a
economia de água é a vazão ou o tempo reduzido na utilização de
cada aparelho.
As torneiras com grande dispersão do jato d'água também são
grandes vilãs do desperdício de água. A água efetivamente usada
é aquela cujo jato está concentrado num determinado diâmetro.
O que cai fora desse diâmetro, além de não ser utilizado, causa
desconforto ao usuário. Nesse caso, o uso de produtos que contêm
arejadores pode ajudar a reduzir o consumo. Para se ter uma ideia,
urna torneira com 12% de dispersão do jato (12% da água não é
aproveitada) corresponde a aproximadamente 1,5 litros de água
desperdiçada em 2 minutos de uso da torneira.
A colocação de arejadores na saída das torneiras também pode
gerar uma boa economia de água. O arejador possui orifícios na
superfície lateral que permitem a entrada de ar durante o escoa-
mento da água e dão ao usuário a sensação de uma vazão maior
do que a real. É importante ressaltar, porém, que há modelos de
torneira cujo dispositivo instalado em sua saída funciona apenas
como concentrador de jato, não como arejador.

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~ efetivamente
I aproveitado

METAIS DE FECHAMENTO AUTOMÁTIC


o principal produto apresentado pelas empresas do setor -
torneira de acionamento hidromecânico, que libera jatos de ~
manualmente, pelo período definido de tempo, depois de p
nada. Outro modelo incorpora um sensor com células fotoelé -
que libera a água ao detectar a aproximação das mãos (o terru:~::::;::
fornecimento do jato e a distância limite de acionamento TV"Io-'l=-
ser determinados pelo usuário).
A Docol é urna das empresas pioneiras no desenvolvimen;
produtos economizadores de água. A DocolMatic é urna f
produtos que inclui torneiras, misturadores e válvulas. Além da
mia, destaca-se a higiene proporcionada pelo uso desses produtos.;
com o fechamento automático, o usuário não precisa tocar na to
Também se deve destacar a constância no consumo de água, o que
acontece quando o sistema utilizado é o de torneira comum.

* Informações obtidas nos


A Docol também apresenta um produto especial: a torneira _
sites da Docol, Fabrimar e DocolTronic de mesa, que liga automaticamente quando o us:.::::::::
244 Deca. aproxima as mãos da área de leitura, e desliga quando as rnã - -
afastadas. Ela também possui arejador incorporado, que contribui (J)
C1l
"Õ:O
ainda mais para a economia de água, sendo ideal para locais com o
,..,
grande fluxo de pessoas, como consultórios médicos e dentários,
clínicas, laboratórios, hospitais, centros de saúde, bares, lanchonetes, E
2
indústrias de alimento, cozinhas industriais, entre outros.
Outros fabricantes, como a Deca, também apresentam torneiras
de fechamento automático, como a Decamatic (fechamento hidro-
mecânico), que reduz em até 55% o consumo de água, e aDecalux
(fechamento eletrônico), que o reduz em até 70%.
A Fabrimar apresenta uma linha especial de produtos com
acionamento por sensor. A seguir apresentam-se alguns dispositivos
da linha Vision.
A torneira de banca (parede) eletrônica é um produto com
tecnologia mais desenvolvida do mercado: 5a geração de produtos
com acionamento por sensor, da empresa pioneira no mercado
brasileiro.
A versão elétrica possui funcionamento bivolt (110/220 V),
funciona com pressão de 2 a 40 m.c.a., possui dispositivos eletrô-
nicos protegidos por caixa em aço inox super resistente e fixada
com parafusos especiais antivandalismo, arejador antivandalismo
e de vazão constante, regulagem de vazão, filtro e fechamento
individual, facilitando a manutenção, inclui flexível de ligação em
aço inox trançado. Garante higiene total, com até 70% de economia
de água. Além disso, possui baixo consumo de energia. Na versão
elétrica: 100 torneiras equivalem a 1 lâmpada de 60 W.
A torneira de banca é ideal para locais públicos com necessi-
dade de higiene total e resistência ao uso inadequado, tais como
hospitais, consultórios, shopping centers, hotéis etc. A torneira
de parede é ideal para higienização, sem restrições de posiciona-
mento ou altura, em locais como centros cirúrgicos, consultórios,
berçários, creches etc.
A linha Vision também apresenta válvula de descarga ele-
trônica para mictório e bacia sanitária. Ambas têm acionamento Figura 13.5 Torneiras de
acionamento automático.
automático após o uso e possuem as mesmas vantagens da torneiras
com relação ao consumo de água e de energia.
A Fabrimar também apresenta outras linhas de produtos. A
torneira de banca (parede) da linha Acquapress é o produto com
fechamento automático mais econômico do mercado. Não permite
a vazão enquanto o botão estiver pressionado. Possui regulagem de
tempo de abertura e arejador com vazão constante de 6 litros por
minuto. É um dispositivo ideal para locais de público intenso como
clubes, escolas, restaurantes, shoping centers etc. A linhaAcqua-
press também apresenta a válvula de descarga para mictório.

Fonte: Doca!. 245


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Fonte:
Fabrimar, Docol.

METAIS MONOCOMANDO*
Atualmente, os metais mono comando, que já são usados comum
em alguns países, começaram a ser bastante difundidos no B
A Fabrimar foi a primeira a produzi-los em conformidade co
= normas brasileiras e apresenta variados modelos, nas linhas Cit
Concept e Loft:
As torneiras de mono comando podem ser utilizadas tant
cozinha quanto nos banheiros. Sua funcionalidade faz a dif
ça, pois o misturador de água é instalado com apenas um
na parede, louça ou bancada. Destinado a um público exigente
monocomando permite o controle simultâneo da vazão e da -
peratura da água: quando é acionado para a esquerda, obté
água quente; para a direita, água fria.
Além desses diferenciais, que atraem o consumidor, as to
ras de monocomando são em torno de 20% mais baratas. Os m
mais caros são os que trazem um design diferenciado.
Embora não tenham sido desenvolvidas visando à econ
de água, as torneiras de mono comando acabam conseguindo i
porque exigem menos tempo para acertar a temperatura, alé
facilidade de fechamento, o que diminui o risco de os metais fica;
semiabertos, com água escorrendo. Com os registros convenci
é preciso abrir a água quente e esperar para chegar à tempera;
* Informações obtidas desejada. Dessa maneira, muita água se perde, o que não aco --
nos sites da Deca, Docol e por exemplo, com os monocomandos, que esquentam ou eS'.L.LU_,"-
246 Fabrimar. água gradativamente, conforme a alavanca é empurrada.
A Deca também fabrica esses produtos. Suas torneiras de mono-
mando possuem um mecanismo cerâmico de alta tecnologia, que
oporciona um acionamento suave, uma estanqueidade perfeita,
ém de longa durabilidade. O produto ainda oferece o conforto da
errupção de fluxo de água na temperatura selecionada, evitando :..
gulagens a cada utilização do chuveiro, bidê ou lavatório. Com
senho ergonômico, o monocomando da Deca está disponível em
_ atro linhas: Vogue Plus, Decamix, Decamix Alpha e Belle
Êpoque, todas com diversas opções de acabamento.

OVOS DESIGNS DE BACIAS E


OTIMIZAÇÃO DOS SISTEMAS DE
DESCARGA*
Desde que surgiu, no final do século XIX, na Inglaterra, sob o nome
e water closet, as bacias têm evoluído muito no que se refere ao
~ rmato e ao funcionamento.
As antigas e ultrapassadas bacias sanitárias necessitam de
andes volumes de descarga. Por essa razão, são responsáveis pelo
alto consumo de água nos domicílios. Para se ter uma ideia desse
esperdício, estima-se que as bacias sanitárias são responsáveis
por 30% do gasto de água nos domicílios brasileiros.
De acordo com o Programa Brasileiro da Qualidade e Pro-
tividade (PBQPH), desde o ano de 2002, o limite máximo de
utilização de água por bacias sanitárias passou a ser de 6 litros. O
uplo acionamento da bacia, por exemplo, é um sistema inovador
o Grupo Roca (também disponível para as marcas Incepa e Celite),
que possibilita o duplo acionamento de descarga para bacias sani-
tárias, com opção para 3 ou 6 litros. Este dispositivo possibilita a
utilização da água de acordo com a necessidade específica de cada
uso, proporcionando uma economia de mais de 60% no consumo
de água. A grande vantagem desse sistema é que sua instalação
não necessita de nenhuma adaptação no banheiro, pois as medidas
dos pontos de entrada e saída são as mesmas.
Os designs mais arrojados de bacias sanitárias com caixa de
descarga, bem corno a eficiência no funcionamento, têm favorecido
maior aceitação do mercado. Por razões estéticas, os fabricantes
estão investindo mais nas caixas embutidas do que nas suspensas
ou acopladas sobre o vaso.
A Montana, uma das maiores indústrias brasileiras de caixas
de descarga, apresenta uma caixa embutida, a Montana 9000, que,
além de reunir todos os elementos de uma caixa de descarga mo-
derna, quando instalada simula externamente a imagem da válvula.
Fabricada em polietileno de alta densidade e pesando muito pouco, * Alberto Mawakdiye. liA fonte
a caixa tem a vantagem de ter vazão autorregulável, podendo ser secou", cit. 247
facilmente adaptada aos mais diversos modelos de bacia sanitazz;
desde as mais convencionais até as de volume de descarga ren •.......J._
(VDR). A Montana 9000 pode ser embutida na alvenaria
painéis do sistema dry wall.
Com relação a custos, as vantagens das caixas sobre as vál
são significativas: têm um custo de instalação inferior; de
menor nas tubulações; não provocam golpe de aríete; possibi
maior facilidade de manutenção; economizam mais água.
Além da quantidade de água utilizada na descarga (se-
meio de válvulas flexíveis ou de caixas de descarga), o desernpezr..
mecânico das bacias também interfere no grau de econo -
Brasil, a maior parte das bacias disponíveis no mercado eII1I3~=-
a ação sifônica (a descarga resulta do efeito sifão, que ocorre
partes internas do equipamento).
O desempenho das bacias VDR tende a ser otimizado
tudo, pela adoção de curvas adequadas no sifão, de modo
descarga e a lavagem ocorram com um pequeno volume de ;.-

f ,& •.

Azulejo
Caixa de descarga
Placas de gesso
=
Montante de 70 mm

Monta nte de 48 mm -f+-+ll---';FTf'-"'li~

, • I • I ••••

248
DISPOSITIVOS ANTIVANDALlSMO
A fim de coibir o vandalismo em banheiros públicos a Fabrimar
lançou duas linhas de produtos especiais: Biopress e Vision.
A torneira de parede da linha Biopress antivandalismo é uma
torneira com bico fixo, sem partes removíveis, com botão em aço
inox posicionado na face da parede.
A válvula de mictório apresenta ótimo custo benefício. Possui
botão em aço inox posicionado na face da parede e tubo reforça-
do a fim de impedir sua depredação, fácil utilização, limpeza e
manutenção.
O chuveiro, também um produto robusto, funciona com pressão
de 2 a 40 m.c.a. A válvula de chuveiro possui botão em aço inox
posicionado na face da parede e funciona com qualquer chuveiro.
Todos os dispositivos da linha apresentam reguladores de va-
zão, volume de água liberado e tempo de funcionamento constante
ao longo da vida útil do produto, economia de água de até 70%, fácil
limpeza e manutenção. A linha Biopress é ideal para locais públi-
cos de uso intenso com ocorrência de vandalismo, como estádios,
clubes, escolas, presídios, rodoviárias etc.
Todos os produtos estão em conformidade com a ABNT
C BR 13713).

a 4' & •• ••• ".


Figura 13.10 Torneira de banca eletrônica
I. Vision antivandalismo.

Fonte: Fabrimar. Fonte: Fabrimar. 249


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Fonte: Fabrimar.

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250
acordo com a NBR 5626, as tubulações não devem ser embutidas
solidarizadas longitudinalmente às paredes, pisos e demais ele-
ntos estruturais do edifício, de forma a não serem prejudicadas
movimentação destes e a garantir sua manutenção.
É muito comum, nos projetos, o posicionamento de vigas sob
perímetro da alvenaria em pavimentos sobrepostos. Quando se
:mta de banheiros, cozinhas e áreas de serviço, esse posicionamento
trui a passagem das prumadas. Muitas soluções improvisadas
ão adotadas para resolver esses problemas e acabam comprome-
do a estética e a funcionalidade desses compartimentos, corno
_o caso das "bonecas" (requadros em alvenaria), utilizados para
onder os tubos verticais.
Deve-se evitar sempre a passagem de tubulações em elementos
uturais, principalmente no sentido de sua espessura. Caso seja
essária a transposição desses elementos, o engenheiro calculista
erá ser consultado, pois a estrutura está submetida a esforços,
podem danificar as tubulações. Sob quaisquer condições, é to-
ente desaconselhável o embutimento de tubulações em pilares
passagem em vigas de concreto.
Para evitar a passagem das prumadas em elementos estrutu-
- o arquiteto, ° calculista e o engenheiro hidráulico, na etapa
elaboração dos projetos, devem prever urna "parede hidráulica"
_ e de vigamento, em cada compartimento sanitário. Outra solução
a a descida livre das prumadas seria a previsão de dutos verti-
. ou shafts (ver "Sistemas de shafts visitáveis"). Nesse caso, as
ulações recobertas, instaladas em dutos, devem ser fixadas ou
icionadas por meio de anéis, braçadeiras ou outras peças que
mitam a necessária movimentação e facilitem a manutenção.

251
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Requadro
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INSTALAÇÕES EMBUTIDAS E
APARENTES
As instalações devem ser projetadas de modo a permitir fácil
para eventual execução de reparos independente de serem '-"-=~~~
III
das ou aparentes. Além disso, não podem interferir nas con -
« de estabilidade da construção.
I
= Como foivisto a tubulação não deverá ficar solidária à es,tr'!:==::
da edificação (ver "Prumadas hidráulicas e elementos e
rais"). Portanto, deve existir folga ao redor do tubo nas tra
de estruturas ou de paredes, para se evitar danos à tubula -
ocorrência de eventuais recalques (rebaixamento do solo
parede após a construção da obra).
Quando embutidas em alvenaria, as tubulações dev -
envolvidas em papel ou material semelhante, o que fará
exista uma folga entre o tubo e a parede. Esse procedimento
o aparecimento de fissuras e trincas causadas pelas dilataçã
contrações térmicas do material.
Nas instalações aparentes (horizontais e verticais) os
devem ser fixados com braçadeiras de superfícies interna -
largas, obedecendo o seguinte espaçamento: horizontal (.......,_"--
..••
10 vezes o diâmetro da canalização) e vertical (colocar
çadeira a cada 2 metros).

252
,
REAS DESTINADAS AOS DUTOS DE
SSAGEM E INSPEÇÃO
- fase de elaboração do projeto arquitetônico, deverão ser pre-
. tos locais adequados para o posicionamento das instalações
. ossanitárias e elétricas. Espaços livres para a passagem de -
ulações, no sentido horizontal (forros ou dutos horizontais) e
ertical (pontos e shafts), facilitam a execução da obra, a operação
-
E

::..
_a manutenção das instalações.

I ' EI."doc ' 11 ' EI."do, ' I


Telefone

Hall
Relógio
de gás Energia Hidrante

Shaft

ISTEMAS DE SHAFTS VISITÁVEIS*


7' tende-se por shafts, ou dutos verticais, os espaços livres para
ssagem de tubulações. Essas aberturas, convenientemente
dadas e previstas na fase de projeto, eliminam algumas inter-
ências na obra, como a quebra da alvenaria para passagem de
ulações; facilitam as futuras operações de manutenção e opera-
-o do sistema, além de diminuir custos, melhorar a produtividade
- incrementar a qualidade.
Há muito tempo sendo adotado no exterior, somente há alguns
os o shaft visitável de instalação hidráulica começou a ser ado-
do em prédios residenciais brasileiros, particularmente em obras
m planejadas, onde a instalação hidráulica é executada depois
edificação pronta. Dessa maneira, o trabalho do encanador não
terfere no do pedreiro, e vice-versa.
Portanto, a grande vantagem desse sistema é a ausência de * Simone Capozzi. "Trabalho em
_ ebras na hora de realizar qualquer tipo de serviço e/ou manu- conjunto", cit. 253
tenção, pois a instalação hidráulica não está embutida na p _
mas percorre o shaft.
Urna opção racionalizada, com relação à adoção de shafts _
a descida de tubulações, é adotar um shaft de prumadas para
conjunto hidráulico: área de serviço e cozinha, sanitários ete,
--...
o
:li
'0 O sistema de shaft visitável requer urna tampa de fecha
Q..
em geral feita de prolipropileno e revestida por filme acrílico. _
o
E esconder a tubulação. Essas tampas são, geralmente, aparafusaãz;
o
V com a facilidade de removê-Ias para inspeção da instalação.
<Il
<li
V As Figuras 14.3 e 14.4 mostram alguns leiautes típicos -
~...
nheiros com instalações de shafts no sistema dry wall. O
~
c: que a carenagern percorre toda a parede técnica atrás do Ia -
da banheira, do boxe e da bacia.

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254
BANHEIROS RACIONAIS*
Os espaços físicos dos banheiros diminuem cada vez mais, e os
usuários experimentam a sensação do aperto. Isso tem desafiado,
constantemente, a criatividade de designers e arquitetos.
Ainda na fase de elaboração do projeto arquitetõnico, também
deve levar-se em consideração a facilidade de manutenção das
instalações. A adoção de shafts possibilitará a manutenção das
instalações, sem necessidade de quebrar paredes, tetos ou pisos.
Quando se fala em banheiros racionais, porém, não se deve
pensar somente no espaço físico. O conceito de banheiro racional
também aborda questões como conforto, segurança e, principal-
mente, consumo de água.
Quanto ao conforto e à segurança, várias empresas vêm de-
senvolvendo o design de peças de utilização de água, como, por
exemplo, as louças sanitárias com dimensões adequadas, para
atender às tendências do mercado.
A Deca, por exemplo, apresenta um lavatório com coluna sus-
pensa, que permite que a altura da instalação seja definida pelo
usuário, e proporciona maior conforto. De acordo com o fabricante,
o lavatório com coluna suspensa pode ser posicionado na altura
conveniente para crianças ou adultos, respeitando a altura e a
necessidade de cada um.
Com relação às cubas, destacam-se as de semiencaixe, que
permitem a instalação em tampos a partir de 30 em de largura, o
que facilita a abertura de portas e a ocupação interna do banheiro,
e as de sobrepor, que podem ser colocadas em cima de bancadas.
Esse tipo de cuba, muito comum em reformas, devido à sua facili-
dade de instalação, é fabricada em diversos modelos.
Outra novidade do mercado é a bacia de saída horizontal (ver
"Bacia sanitária"). É o tipo de bacia muito utilizado em banheiros
racionais, pois a tubulação de esgoto não precisa correr sob a laje. É
* Ibid.
instalada no interior de paredes dry wall, acima do nível do piso. 255
o
u Além das inovações dos designs, com relação ao consumo -
c: água, hoje existem aparelhos que reduzem em até 75% o cons
....3
<O
de água (ver "Novos designs de metais e o uso racional da água
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C'"
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s~ KITS HIDRÁULICO-SANITÁRIOS*
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e,
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O As instalações apresentam alto índice de desperdício durante


E execução da obra - chega a 15% dos custos finais. Isso se deve
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urna série de fatores: características dos materiais utilizados, <F-
~
U não são respeitadas; desperdício de materiais que exigem cort -
~ corno os tubos; grande variedade de peças; grau de especializaçã:
"-~
.•...
c: dos operários; falta de racionalização nos projetos e na execu -
Os kits hidráulico-sanitários foram desenvolvidos com a
lidade de racionalizar e otimizar a execução das instalações.
práticas de trabalho que implicam o aumento da produtivi
e a redução da mão de obra, a minimização dos desperdício
recursos financeiros e de materiais e a melhoria da qualidade
produto final. Kits hidráulicos podem aumentar a produtivi
mas exigem testes antes da instalação.
Os pesquisadores Robinson Salata e Juan Luis Rodrigo Go
lez, do IPT, apresentam alguns conceitos e tecnologias ares
de projetos de produção de kits hidráulico-sanitários, resultare
de um trabalho de assistência técnica desenvolvido pelo 1FT
várias instituições que atuam na área de produção de habi
=
de baixa renda. A Figura 15.1 apresenta alguns conceitos e .
trações dessa tecnologia (ordem sequencial de montagem de
hidráulicos embutidos em paredes de bloco de concreto).
O projeto de produção dos kits é desenvolvido a partir da
divisão da instalação em trechos ou partes passíveis de mon
em central de produção. Esses trechos, constituídos de
conexões e outros dispositivos, são unidos uns aos outros no 1
definitivo de instalação.

* Robinson Salata & luan


Luis Rodrigo González. "Kits
hidráulico-sanitários". In.: Revista
Téchne, set.-out. 1994, São Paulo,
256 Pini, p. 47-52.
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Figura 15.1 Montagem dos kits embutidos em paredes de blocos O
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de concreto. ..c
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5 fiadas

PAREDES HIDRÁULICAS PRÉ-


MONTADAS E BANHEIRO PRONTO*
lém dos kits hidráulicos, as paredes hidráulicas pré-montadas
e o banheiro pronto também são opções de racionalização nos
sanitários.
As paredes hidráulicas pré-montadas são estruturas de metal
ou de madeira que já contêm os dutos de água e eletricidade em
módulos prontos para receber os painéis de fechamento.
O banheiro pronto para uso, que exige uma obra mais pa-
dronizada, precisa apenas ser conectado no local. Os banheiros
pré-fabricados são como contêineres; já vêm com todas as louças,
dispositivos controladores de fluxo de água, revestimentos internos
e acessórios instalados.
Para o sucesso da construção a seco, porém, os recursos hu- * Robinson Salata & juan
manos (capacitação e treinamento da equipe de montagem) são Luis Rodrigo González. "Kits
muito importantes. hidráulico-sanitários". cit.; Paulo
Kiss. "Pensando leve", cit.
257
Figura 15.2 Banheiros pré-montados.

-
F

SANITÁRIO ECOLÓGICO
o sanitário ecológico foi desenvolvido para áreas
onde não há
de esgoto e abastecimento de água, pois utiliza produtos ec
camente corretos, que não agridem o meio ambiente e são is
de amônia ou qualquer outra substância nociva a saúde, de
o mesmo passar pelo processo de higíenização utilizando pr
especial e limpeza final através de sucção com caminhão . _
fossa.
A Eurobras apresenta no mercado o sanitário ecológico
caixa de dejetos. Trata-se de uma solução simples e eficaz
cialmente projetada para solucionar a falta de rede local de ' -
258 e esgoto, o que causa um grande transtorno para a instala -
VJ
sanitários. A caixa de dejetos é acoplada ao módulo sanitário, ofe- o
L..

recendo maior rapidez, fácil transporte além de total higiene. Ao


acessório está instalado também um sistema de visualização de
saturação, o que permite identificar a necessidade de sucção.
A limpeza deve ser executada com a utilização de caminhão
limpa-fossa, que simplesmente concecta o mangote a tubulação de
saída. A capacidade média de utilização para a saturação da caixa
de dejetos é de 220 pessoas/dia, ficando o tempo de saturação
vinculado a frequência de utilização do sistema.
A linha de sanitários Eurobras apresenta a qualidade e a higie-
ne necessárias para as áreas de banheiros utilizados em eventos,
canteiros de obras etc. A facilidade de transporte, conforto, higiene,
rapidez de montagem, durabilidade e segurança são algumas das
vantagens desta linha.

- .

Figura 15.5 Sanitários coletivos. .

Fonte: Eurobras.

259
o
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c:
PISO BOX*
.•...
<O
Q) Da mesma maneira que a adoção de shafs verticais para abrigar
;!::
:l prumadas hidráulicas evita interferências na alvenaria, a adoção de
o-
:t: shafts horizontais (Piso Box) evita a interferência entre pavimentos..
.s
Q)
Trata-se de elevar o piso do boxe de banho com a caixa sifonada
·0
•... embutida, reservando, assim, no próprio compartimento, um nic
o..
O
para as instalações de esgoto. Com esse sistema, a tubulação d
E ralo do boxe pode ser ligada diretamente à coluna de esgoto, SeI!::
O
U necessidade de passar tubos por baixo da laje.
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Q)
U É um sistema geralmente confeccionado com fibra de vídro
~•...
.l!l ou plástico revestido de acrílico, desenvolvido para evitar a inter-
c: ferência entre pavimentos. É antiderrapante; tem alta resistên -
mecânica e química; permite facilidade de limpeza, e suas a
laterais permitem uma perfeita vedação, tanto para alvenaria co
dry wall. Nos locais destinados à instalação do Piso Box, a aba =-
reforçada, proporcionando sua perfeita fixação.
O Piso Box Tradicional da Astra é indicado para casas
sidências pré-fabricadas e empreendimentos onde se utilizará
solução tradicional de instalações hidráulicas passando pelo fo
falso.
No Piso Box Elevado, com caixa sifonada e saída lateral
esgotamento é feito horizontalmente pela parede, conectando-se
coluna do esgoto, sem passar tubos por baixo da laje. Essa solu -
=
.l!l
associada ao uso de bacia sanitária de saída horizontal, viabi -
•... a eliminação do forro falso nos ambientes sanitários, com as TIi -
n:l
o.. tagens de: não invadir o apartamento inferior com a tubulação
esgoto, reduzir custo, pela ausência do forro falso, e otimizar
pé-direito.
o Piso Box não sifonado com válvula de saída, o piso se - -
terliga, por meio do forro falso, com a coluna de esgoto, passar.
os tubos por baixo da laje.

260 * Astra.
Figura 15.6 Piso box e bacia com saída lateral.

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Piso box
Saída
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Fonte: Astra.

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Declividade IQ L
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r II = I
r 261
Às vezes, com a intenção de otimizar o projeto e racionalizar
instalações, o arquiteto costuma projetar compartimentos
instalação hidráulica (banheiros, cozinhas e áreas de serviço;
forma rebatida, utilizando a mesma parede hidráulica. Para .
são necessários alguns conhecimentos sobre as características -- -
nicas de alguns equipamentos, dispositivos e materiais util iza.u..=
nas instalações.
Para rebater esses compartimentos, em uma mesma pare
hidráulica, primeiro, deve ser levada em consideração a passag
dos tubos, principalmente do tubo de queda de esgoto, quand
trata de residências assobradadas ou prédios com mais de
pavimentos. O diâmetro desses tubos é, normalmente, 100
portanto, essa parede deverá ter uma largura suficiente para
portar as tubulações embutidas.
Outro aspecto importante a ser analisado são as dimensõ -
válvula de descarga adotada. O modelo tradicional, mais ro
exige parede de um tijolo; para as versões mais compactas,
parede de meio tijolo. As válvulas têm, aproximadamente 1
de profundidade; por essa razão, duas bacias sanitárias não
rão ser rebatidas no mesmo eixo, quando a largura da pared
inferior a 20 cm.
Para a passagem das tubulações verticais em paredes
vigas, podem ser adotadas soluções com shafts, ou seja,
verticais especialmente projetados para abrigar as prumadas
dráulicas. A utilização dos shafts é muita vantajosa em edif-~:c
com vários pavimentos, pois permite a inspeção das tubula -
sem quebras ou demolições e imediata identificação caso
algum problema.

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Curva 45° (errado)

Tubo de gordura
(requadro)

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Figura 16.5 Solução correta para cozinhas rebatidas. "O
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1/2 tijolo

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(requadro)
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Figura 16.6 Solução ideal para cozinhas rebatidas


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Enchimento
1/2 tijolo

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engrossada
81
Tubo de
gordura

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Shaft vertical

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Figura 16.9 Banheiro compacto geminado (3). - , "'O

Shaft vertical

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267
Encontra-se à disposição, no mercado brasileiro, sistemas co <:-
trutivos de placas de gesso acartonado, fixadas sobre estruru:
metálica, para construção de paredes, forros e divisórias.
Esses sistemas são leves, de fácil instalação, resistentes afo
com características de isolamento térmico e acústico. Além de
utilização como forro, também substitui a alvenaria na separa -
de ambientes.
Essa nova tecnologia, denominada "sistema dry wall", aprs-
senta algumas vantagens em relação às paredes convencionais -
alvenaria: baixo peso; ganho de área útil, devido à menor espess
montagem rápida e sem entulho; superfície de parede mais lisa -
precisa. Além disso, permite a montagem de instalações elétri
e hidráulicas em seu interior durante a montagem. Nesse
evitam-se os cortes de parede para passagem de tubulações
remoção de entulhos, e o enfraquecimento das paredes ge
pelos embutidos.
Além dessas vantagens, adaptam-se a qualquer estrutura,
aço, concreto e madeira.
Locais expostos à ação da água - como banheiros, COZO
e áreas de serviço - requerem, porém, uma chapa especial ( -
empregadas chapas verdes, com baixa absorção de água),
como impermeabilização e proteção superficial. As regiões de
pias, lavatórios e tanques devem receber proteções impermeá
utilizando-se azulejos, pinturas especiais etc.
Embora o dry waU favoreça a instalação de sistemas hi~:....
cos flexíveis do tipo PEX, o sistema não apresenta limitações q
à passagem de instalações rígidas - a água fria e a quente p
ser distribuídas tanto por tubulações flexíveis, do tipo PEX,
* Paulo Kiss. "Pensando
leve"; "Choque sistêmico". por tubulações rígidas. O sistema dry wall torna a manutenção
In.: Revista Téchne, jan.-fev. instalações hidráulicas muito simples e prática. Em geral, pr -
2000, São Paulo. Pini, utilização de shaft». O conceito que se tem mostrado mais ade
p. 24-31 e p. 32-33; Placo do para as instalações hidráulicas em projetos que empregam o g
Brasil.
268 acartonado é o de shafts horizontais.
Para a indústria de louças e equipamentos sanitários, a intro-
dução desses conceitos acelera o desenvolvimento de uma coleção
de produtos necessários a essa aplicação. A Deca, por exemplo,
fabrica louças suspensas, que facilitam a limpeza de banheiros
e lavabos, por não estarem apoiadas no piso. Como as louças são Ul

fixadas na parede, é possível escolher a altura que melhor se adapta


aos usuários (produto ergonômico) .A instalação da bacia suspensa
segue o mesmo procedimento do modelo tradicional, no entanto a
saída de esgoto é horizontal e a tubulação corre internamente nas
paredes. É importante deixar sempre a distância de 14 em entre a
saída de esgoto e a entrada de água. ~
>-
•....
Os metais, como os registros mais alongados, foram especial- O
ct!

mente desenvolvidos por algumas empresas para a utilização em E


Q)
+-'
construção de gesso acartonado. Para sua fixação, pode ser utili- Ul
f.fl
zado um suporte com base em policarbonato e braçadeira metálica
revestida com náilon, para fixação de registros, Manifold etc., em
travessas metálicas ou montantes das paredes de gesso acartonado
(dry wall).

Figura 17.1 Dry wall com vaso convencional.

120

Placa de gesso Placa de gesso

,.--

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I-Caixa de descarga

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co
~
~

Montante de 95
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I I
Bacia convencional

269
I
- 162.5/165

Placa de gesso - Placa de gesso


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Montante de 7 0- I-
1Caixa de descarga

Parede dry wa 11- I- C()


C()
Acionamento
~ lateral
~

Montante de 4 8
;~~t( I
o
(V)

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Bacia sanitária

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250

Placa de gesso
Placa de gesso - I
r--
I--

Azulejos - ,-~~

f-- Caixa de descarga

r I
Bacia de saída horizontal

270
o steel frame é um sistema construtivo estruturado em perfis de
aço galvanizado formado a frio, projetados para suportar as cargas
da edificação e trabalhar em conjunto com outros subsistemas in-
dustrializados, de forma a garantir os requisitos de funcionamento
da edificação.
É uma proposta de construção que alia rapidez, qualidade
construtiva e habitacional, além de apresentar características mer-
cadológicas e de negócios diferenciadas das construções tradicio-
nais. Embora o sistema seja mais utilizado em construções de alto
padrão, com a consolidação da tecnologia no mercado já estão sendo
desenvolvidos alguns modelos de casas para o ramo popular.
As instalações hidráulicas para edificações com sistemas
construtivos steel frame são as mesmas utilizadas em edifícios
convencionais e apresentam o mesmo desempenho, não variando
em razão do sistema construtivo. Dessa maneira, nas tubulações
de água fria ou quente nos sistemas, podem-se utilizar todos os
materiais que são empregados nas construções comuns tais como
o PVC, o PEX, o PPR, o CPVC, o cobre, entre outros.
Com sua concepção racionalizada, o sistema permite a execução
das instalações com o mínimo de transtorno, pouco desperdício e
grande facilidade de controle e inspeção dos serviços concluídos.
No sistema steel frame todas as paredes e lajes funcionam
como shafts visitáveis, facilitando a execução e a manutenção das
instalações. A passagem de tubulação de água fria ou quente pelas
vigas de piso é feita através de furos. A NBR 15253/2005 normaliza
os furos para passagem de instalações, prevendo que aberturas sem * Antonio Wanderley Terni;
reforços podem ser executadas nos perfis de steelframe, desde que Alexandre Kokke Santiago;
devidamente consideradas no dimensionamento estrutural.
José Pianheri. "Casa de
Para as tubulações sanitárias que normalmente possuem diâ- steel frame - instalações".
metros maiores é interessante que seu caminhamento horizontal In.: Revista Téchne, n. 141,
ocorra sob a laje (oculto por forro) e que seja o mais curto possível, São Paulo, Pini, dez. 2008, p.
sendo conduzidos para as paredes. Alguns modelos de vaso sani- 61-64.
271
o
v tários possuem saída na horizontal ligada diretamente na p
c mostrando-se interessante para o sistema. Quanto às tubula -
<O
-'
<11 verticais, é recomendável que sejam instaladas junto à alma
::
::J montantes, pelo lado externo, ou livres no vão entre eles.
o-
.d: devem estar dispostas dentro do montante, pois, nessa situa -
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existe o risco de perfuração das tubulações pelos parafuso
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•.. momento da fixação das placas de fechamento da parede.
c,
O Apesar de algumas vantagens o sistema steeljrame apres
E algumas limitações como, por exemplo, a quantidade de pavim
O
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possíveis. Não se pode construir, nesse sistema, no Brasil, pré
u com mais de seis pavimentos, devido à distribuição de carga n
~•..
.•...
Q) tipo de obra. Isso ocorre devido à espessura da chapa de aço q: :=-
c pequena demais para prédios mais altos. E também em funçã
custo: para obras com mais de seis pavimentos o sistema tra .
nal metálico sai mais em conta. Outro problema é que, no Bra
a distribuição do mercado e a capacitação de mão de obra .
são precários. A ausência de revendas especializadas atrapalha
obras em algumas regiões do país e o treinamento de mão de
ainda é necessário, devido à cultura de construção em alve
ser ainda bastante arraigada no País .

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273 .!
É um sistema racional, versátil e "moderno". O sistema co
trutivo Concreto+ PVC foi desenvolvido no Canadá, e agora já e
disponível no Brasil. A Braskem é a empresa que fornece as resí
de PVC,matéria-prima básica para a fabricação desses perfis, par
as duas empresas detentoras da tecnologia do sistema no país.
Plásticos Vipal e a Royal Technologies.
O sistema construtivo Concreto-r PVf: é composto por perfi
leves e modulares que são preenchidos com concreto e aço. Após
montagem dos perfis de parede vazados, são inseridos os refor
de aço e as instalações hidráulicas e elétricas. A instalação pode
distribuída pela base da parede e por cômodos, entrando se
por um ponto no topo da parede. Por fim, executa-se a concretag
dos perfis-fôrmas.
Esse sistema apresenta algumas vantagens como: facili
de montagem, elevada resistência e produtividade, durabilid -
baixa manutenção, facilidade de transporte, construção rápi
limpa, baixo índice de geração de resíduos na obra, e imunida
fungos e bactérias (adequado para a área de saúde).
Embora exista a possibilidade de reciclar esses perfis no fu
quando se tornarem entulhos da construção civil, a desvantag
que as resinas termoplásticas são produtos petroquímicos, pr
nientes do petróleo, matéria-prima não renovável. Por essa r -
algumas empresas preferem investir em técnicas e sistemas c
trutivos que não utilizem matérias-primas não renováveis.

* Renato Faria.
"I nd ustrial ização
econômica". ln.: Revista
Téchne, n. 136, São Paulo,
274 Pini, jul. 2009, p. 42-45.
Figura 19.1 Sistema PVC+Concreto.

Preencher com concreto, primeiro as contra-


A instalação pode ser distribuída pela base da parede vergas de todas as janelas. Montar os pré-
e por cômodos, entrando sempre por um ponto marcos, nivelar e escorar com prumo. '0
V"
no topo da parede. --------------~ Preencher o restante das paredes ~
com concreto.
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Montagem das c

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Fonte: Téchne

275
É um sistema de aquecimento moderno e confortável. Nos país
mais desenvolvidos, é utilizado em cerca de 50% das residências
novas.
o piso radiante, fabricado pela Astra, baseia-se em um circuit
de tubos de polietileno reticulado (o PEX é o material mais in -
cado, na atualidade, para projetos de piso radiante, devido à
facilidade de instalação e alta durabilidade), embutidos no pi
da residência, e de um sistema de regulagern térmica que per
controlar, em qualquer momento, a temperatura do ambiente
meio da circulação de água quente.'
No piso radiante, utiliza-se a superfície da residência co
elemento radiador de calor, eliminando os radiadores e apare
de ar-condicionado. Isso permite manter a temperatura do pi
perfeitamente distribuída por todo o ambiente, obtendo, assi
grande conforto.
Os circuitos de tubos PEX agem como elemento fundam -
do sistema de aquecimento por piso radiante. Esses tubos fabrs-
cados em polímeros de alta tecnologia denominado "polietil
reticulado", ficam embutidos no piso da residência e suportam
total garantia, a circulação de água quente, sem sofrer corrosão
desgaste ao longo dos anos.
O sistema de distribuição Manifold (ver "Sistema PEX-
flexíveis de polietino reticulado") tem a função de distribuir a '
recebida do grupo de regulagern térmica para cada circuito e aj
a temperatura de cada ambiente de forma independente.
Antes da elaboração do projeto do piso radiante, é impor
a realização de um estudo detalhado, que leve em conta todas
características relevantes da residência a ser aquecida, como
jeto arquitetônico, localização geográfica, janelas, portas, níveis
isolamento da edificação etc.

* Astra.
276
Figura 20.1 Esquema típico de instalação de piso radiante.

Grupo de
regulagem

téTr,>a"""' •••••_""""""""'1il
Caldeira
mural

Saída - Água quente (consumo) Calefação


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____ """'•••••"""'=""!'&"""'''''''''''''''''''''''''=!t3l!''''''''=''''''"~
Entrada - Água fria
1 r

Alimentação do piso radiante


Caixa de
distribuição Retorno do piso radiante

Circuito 1 Circuito 2

Fonte: Astra.

Fonte: T& T Multielétrica Ltda. 277


Os efeitos ornamentais com água mais comuns nos projetos de
arquitetura são as fontes e as cascatas, que, além do aspecto
arquitetônico, proporcionam o aumento da umidade do ar na
edíficação.'
As fontes, geralmente em jardins, também podem ser ins-
taladas em apartamentos, dependendo dos modelos e suas di-
mensões. Qualquer modelo deve ter ralo para limpeza, na bacia
ou no tanque, e dreno, para evitar inundações. Alguns modelos
de maiores dimensões pedem ligação hidráulica específica e
motores mais potentes. Nesses casos, a orientação profissional
é muito importante.
Assim como as fontes, as cascatas ornamentais podem Se!
utilizadas em ambientes internos e externos. Elas podem Se!
instaladas em diversos estilos e materiais. Podem ter aspecto:
naturais ou estilizados nas mais diversas dimensões, podend
ser construídas com pedras naturais, vidro, aço, concreto ce-
râmica etc.
Dependendo do efeito desejado, as lâminas de água
dem escorrer por superfícies lisas ou texturizadas, ou, ain
projetar-se em queda livre, soltas no ar.

* Daniela Hirsch & L.


Joana Baracuhy. "Fontes
de inspiração". In.: Revista
Arquitetura & Construção,
maio 2001, São Paulo, Abril,
278 p.100-103.
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279
Atualmente, é grande o número de piscinas em projetos de resi-
dências e condomínios. Por essa razão, as piscinas se tornam uma
das interfaces mais importantes da arquitetura com as instalações
hidrossanitárias.
A instalação completa de uma piscina residencial compreende:
o tanque, a área circundante ao tanque, os vestiários, os banheiro
o sistema de recirculação e tratamento, a casa de máquinas, o
equipamentos de borda e os equipamentos de manutenção.
Antes do projeto e da execução da piscina, é necessário estudar
a área onde será implantada. O ideal é uma área exposta aos rai -
solares (geralmente a face norte é a que recebe mais luminosidade
e que disponha de facilidades para os projetos de instalação hidráu-
lica e elétrica. O terreno e o lençol freático devem ser devidamen
analisados pelo arquiteto, antes de iniciar a obra. O terreno n
sempre é um fator decisivo, mas o tempo de execução, o formar
e o tamanho desejados.
Existem várias maneiras de executar ou instalar uma pisco
Podemos destacar as piscinas construídas in loco (de concrer
armado ou alvenaria estrutural) e as pré-Iabrícadas (de fibra -
vidro e vinil).
As piscinas moldadas in loco, independentemente da fo
de execução, devem ser revestidas com material liso, de fácil .
* Vanderley de Oliveira peza e resistente aos produtos químicos aplicados à água, sen
Meio & José M. Azevedo de uso generalizado o azulejo e as pastilhas de vidro ou porcelana.
Netto. Instalações prediais Os revestimentos das piscina devem aliar estética à facilidade -
hidráulico-sanitárias, cit.; instalação e manutenção.
Nelson Gandur Dacach.
Saneamento básico. Rio A grande desvantagem desses revestimentos é apresenta;
de Janeiro: Livros Técnicos juntas, que devem ser bem preenchidas com rejuntamento esp
e Científicos, 1979. Renata
fico, que contenham características como resistência aos produt
Carvalho. "Vai entrar água"
In.: Revista Téchne, n. 59, químicos utilizados na conservação da água da piscina e facilida
fev. 2002, São Paulo, Pini, de limpeza.
p. 32-38. Projeto de
piscinas, Jacuzzi.
Outra opção de revestimento é o vinil, que será aplica
280 sobre a estrutura de concreto e/ou alvenaria. Sua espessura
milímetros é calculada, pelo fabricante, em função das dimensões
da piscina.
Dependendo da qualidade dos serviços de impermeabilização e
acabamento, a estrutura de urna piscina de concreto armado pode
chegar a 35 anos. As piscinas podem ser construídas ou encon-
tradas no mercado em tamanhos e formas diversos. Seu tamanho
dependerá da finalidade de uso e da área livre disponível para a
implantação.
Quanto à forma, as piscinas podem ser: retangulares (que
proporcionam maiores facilidades de execução e instalação), qua-
dradas, circulares, ovais, elípticas etc. Já a profundidade é função
de sua finalidade.
As piscinas pequenas, pré-fabricadas, de fiberqlass, geral-
mente são fornecidas com profundidade uniforme de 1 m, e as
maiores, desse mesmo material, com profundidade variável de
1,40 m a 1,70 m.
Para as piscinas moldadas in loco e destinadas a crianças (a
partir de 6 anos de idade) e adultos, recomenda-se que 60% de sua
área seja constituída de zona rasa, que deve iniciar com 0,90 m de
profundidade, no máximo, e terminar a 1,50 m, a fim de que haja
segurança para todos os usuários.
Outro aspecto importante na execução de piscinas é com
relação à declividade. Em piscinas mais rasas, até a profundidade
de 1,50 m, a declividade não deve ultrapassar a 7%, para evitar
instabilidade e escorregamento. Para as grandes piscinas, se a pro-
fundidade superar 1,50 m, a declividade de fundo pode ser maior,
não ultrapassando, porém, 33%.
A área periférica e o passeio (perímetro) da piscina, utilizado
para lazer, exposição ao sol e descanso dos usuários, devem ser
bem estudados. A largura mínima do passeio deve ser de 1,20 m,
embora o ideal é que não seja inferior a 3 m. Ao longo da largura,
deve possuir declividade mínima de 2%, tanto para evitar o aces-
so de água superficial ao interior da piscina, corno para facilitar o
escoamento em direção aos drenos (ralos).
Outro item importante a ser estudado junto ao projeto arqui-
tetônico da área de lazer, onde está inserida a piscina, é a delimi-
tação das áreas de jardim, podendo aí ser desenvolvido um projeto
específico de paisagismo.

281
c: P.iscina de concreto I.

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Figura 22.3 Piscina residencial construída em concreto com formato retangular (esquema de u
instalação) .
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Filtro

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~~ Esgoto
Legenda
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I "Si C )K~ I
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I Bomba com
©ll Coadeira •• Dispositivo de retorno Sucção prefiltro

Q Dreno antiturbilhão Dispositivo de aspiração

Fonte: Jacuzzi.

Figura 22.4 Piscina residencial industrializada com formato retangular.

Legenda
1. caixa de passagem
O 2. cascata
e.. e 3 . aquajato
4. refletor
5. ralo de fundo
6. skimmer
7. alimentação
8. extravazor
9. bocal de aspiração
10. saída para aquecedor
11. retorno de água aquecida
12. bocal de retorno
13. bomba do aquajato
14. dissolvedor de pastilhas
15. esgoto
16. quadro elétrico
17. transformador

Fonte: Epex.
283
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c:
CASA DE MÁQUINAS E
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INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS*
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A casa de máquinas deve situar-se o mais próximo possível do tan-
~
s que e em nível inferior ao da água da piscina. Esse posicionamento
Q)

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evita o emprego de tubulações extensas, proporcionando menor
•..
Q.. custo na construção e escorvamento automático das bombas .
O
Recomenda-se que a área da casa de máquinas seja no mínimo
E
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1.1
duas vezes e meia maior que aquela ocupada pelos equipamentos
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e que o pé-direito seja no mínimo de 2,3 m. O local deve ser bem
1.1
~•.. iluminado e ter boa ventilação, com piso lavável dotado de sistema
~ de drenagem e parede revestida de por material não absorvente
c:
de umidade. A área de ventilação deve ser pelo menos igual a 1/4
da área do piso e o iluminamento no mínimo de 250 luxoAs portas
devem abrir para fora e ter largura mínima de 0,80 m.
As partes constituintes de um sistema hidráulico para o
funcionamento das piscinas são: canalização e bocal de alimen-
tação (da rede pública ou de poço semiartesiano); canalização e
bocais de aspiração; canalização e bocais de retorno; canalização
e grelha de drenagem de fundo; canalização e ralos para dreno de
quebra ondas.
A piscina pode ser abastecida com água proveniente de qual-
«
<Il
quer fonte. Porém, só poderá ser utilizada quando a água, apó
I sofrer tratamento físico e químico, tornar-se salubre e segura. A
Norma NBR 10818regulamenta as condições exigíveis da qualidade
de água de piscina.
É importante ressaltar que se o abastecimento ou reposição
de água da piscina for feito a partir da rede pública ou predial de
água potável, é imprescindível a separação aérea entre o ponto de
alimentação e a água da piscina, para que não exista a possibili-
dade de contaminação da água potável. Sempre deve haver
separação vertical, sem obstáculos, entre o ponto de alimentaçãc
e o nível máximo de transbordamento do tanque de, no mínim
duas vezes o diâmetro da tubulação e não inferior a 20 cm.
O sistema de recirculação e tratamento inclui toda a tubulaçã.c.
equipamentos e dispositivos destinados à filtração, aquecime -
e desinfecção da água. Seus componentes são: as tubulações
tros, bombas de recirculação, prefiltros, drenos ou ralos de fun
coadeiras, dispositivos de retorno, dispositivos aspiração, dispo -
tivos de hidroterapia, doadores de produtos químicos, visores
retrolavagem e aquecedor.

284 * Projeto de Piscinas jacuzzi.


o
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Figura 22.5 Casa de bomba. c
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Fonte: Iacuzzi.

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°
.•...
Q)
'0
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o...
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°
Q)
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I
SECRETARIADE ESTADO DO GOVERNODE SÃO PAULO. Decreto Estadual
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n. 46.076, de 31 de agosto de 2001, que aprova as especificações
'0
U" para instalações de proteção contra incêndios.
CIl

.•...
CIl
<fl
Steel Framing: Arquitetura. ARLENE MARIASARMANHOFREITAS. CBCA
C (Centro Brasileiro da Construção em Aço).
Steel Framing: Engenharia. FRANCISCO CARLOS RODRIGUES. CBCA
(Centro Brasileiro da Construção em Aço).
TERNI, ANTONIO WANDERLEY;SANTIAGO,ALEXANDER KOKKE; PIANHERI.
JOSÉ. Casa de Steel Frame - Instalações. São Paulo, Téchne, n. 14l.
p. 61-64, dez. Pini, 2008.
TESCH, NILSON.Elementos e normas para desenhos e projetos de
arquitetura. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1979.
TOMINA, José CARLOS. Chuveiros automáticos. São Paulo, Téchme.
n. 142, p. 50, jan. Pini, 2009.
TUBOS E Co JEXOESTIGRE S.A. Manual técnico de instalações hi-
dráulicas e sanitárias. 2. ed. São Paulo: Pini, 1991.
VARANDA,GABRIELA;LACEROA, MARIANA. Banho bom com aquecedor
a gás. São Paulo, Arquitetura & Construção, p. 104-107. maio
Abril, 2001.
WENZEL, MARIA NE. A gota d'água. São Paulo, Arquitetura & Cons-
trução, p. 96-99. jun. Abril, 2003.

290
CATÁLOGOS
ABS JUNKERS

ACQUALIMP KDT

ASTRA KENT

BARBARÁ Kl\E PLAST

BOSCH LORE ZETTI

BRASILlT MIZUMO

CARDAL Mo ITAGE

CELITE MONTA NA

CLARIDON MORGANT

CORONA NIAGARA

CUMULUS Nmco

DECA ORBIS

DOCOL PLACO do BBRASIL

DURATEX PLÁSTICO GUARULHOS

ELETROLUX RIVOLI

ELUMA SIEMENS

Epex SOLETROL

ETERNIT SPV HIDROTÉCl\ICA BRASILEIRA

FABRIMAR T&T MULTIELÉTRICA

FAME THERMER6

FORTILlT TRAMONTI IA

HARMAN-EQUIGAZ, ROWAPRESS TUBOS E CONEX6ES TIGRE

IDEAL STANDART - WABCO Turv

INc8PA WIRSJ30

JACUZZI YCATú RINNAI

NORMAS TÉCNICAS
Associação Brasileira de Normas Técnicas
BR 5648/77 - Tubo de PVC rígido para instalações prediais de água
fria - Especificação.

BR 5680/77 - Dimensões de tubos de PVC rígido - Padroniza-


ção.

BR 9442/86 - Materiais de construção - Determinação do índice


de propagação superficial de chama pelo método do
painel radiante. 291
NBR 10184/88 Coletores solares planos líquidos - Determinação do
rendimento térmico.
NBR 10185/88 - Reservatórios térmicos para líquidos destinados a
sistema de energia solar - Determinação de desem-
penho térmico.
NBR 10844/89 - Sistemas prediais de águas pluviais.
NBR 11852/92 - Caixa de descarga - Especificação.
BR 7198/93 - Projeto e execução de instalações prediais de água
quente.
NBR 12693/93 Sistemas de proteção por extintores de incêndio.
BR 12904/93 - Válvula de descarga - Especificação.
NBR 13194/94 - Tubo de cobre leve, médio e pesado sem costura, para
condução de água e outros ft.uidos - Especificação.
NBR 5590/95 Tubos de aço carbono com ou sem costura, pretos ou
galvanizados por imersão a quente, para condução de
ft.uidos ~ Especificação.
NBR 6452/97 - Aparelhos sanitários de material cerâmico.
NBR 5626/98 - Instalação predial de água fria.
NBR 9441/98 - Execução de sistemas de detecção e alarme de in-
cêndio.
NBR 5648/99 Sistemas prediais de água fria.
NBR 5688/99 - Sistemas prediais de água pluvial, esgoto sanitário e
ventilação.
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e
execução.
NBR 10898/99 - Sistema' de iluminação de emergência.
BR 13103/00 - Adequação de ambientes residenciais para insta-
lação de aparelhos que utilizam gás combustível
NBR 13714/00 - Sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate
a incêndio.
NBR 9077/01 - Saídas de emergência em edifícios.

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PREGÃO
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NBR 6118/03
NBR 9575/03
NBR 9050/04
- Projeto de estruturas de concreto - Procedimento.
- Impermeabilização - Seleção e projeto.
- Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e
equipamentos urbanos.
DATA: "q f06'~i'~ NBR 15253/05 - Perfis de aço formados a frio, com revestimento
metálico, para painéis reticulados em edificações:
Requisitos gerais. ABNT (Associação Brasileira de
ormas Técnicas).

292
PARTE 1
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS
PREDIAIS

1 Água fria
2· Água quente
3 Segurança contra incêndio
4 Esgotos sanitários
5 Águas pluviais
6 Simbologias utilizadas em
projetos

PARTE 2
AS INSTALAÇÕES HIDR.ÁULlCAS E
SUAS INTERFACES COM O PROJETO
ARQUITETÓNICO

7 Aparelhos sanitários
8 Instalações em banheiros
9 Instalações em cozinha
10 Instalações em área de serviço
11 Áreas ergonômicas
12 Adequação das instalações
13 Novos conceitos e tecnologias
14 Prumadas hidráulicas e elementos
estruturais
15 Novos conceitos de banheiros
16 Compartimentos rebatidos
17 Sistema dry wall e instalações
hidráulicas
18 Sistema steel frame e instalações
hidráulicas
19 Sistema pvc + concreto e
instalações hidráulicas
20 Piso radiante
21 Efeitos ornamentais em água
22 Piscina no projeto arquitetônico
23 referências bibliográficas
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS
E O PROJETO DE ARQUITETURA
4~ edição revista e ampliada

o engenheiro Roberto de Carvalho Júnior, nos vinte e cinco anos de atu-


ação como projetista de instalações prediais, constatou vários problemas
de compatibilização entre os projetos arquitetônico, estrutural e hidráulico.
Como professor da disciplina de instalações prediais em faculdades de
Arquitetura e Urbanismo, o autor observou a carência e a importância de
uma bibliografia que atendesse às necessidades de aprendizado e consul-
ta sobre as interfaces físicas e funcionais do projeto arquitetônico com as
instalações hidráulicas prediais.
Na parte 1, do presente livro, são apresentados os principais conceitos
das instalações prediais de água fria e quente, segurança contra incên-
dio, esgoto e águas pluviais, com enfoque na arquitetura. Na parte 2 são
abordados as principais interfaces, novas tecnologias e conceitos dessas
instalações com o projeto arquitetônico.
Este livro foi desenvolvido com a finalidade de apresentar ao arquiteto
e alunos do curso de arquitetura e urbanismo uma visão conceitual mais
didática, prática e simplificada dos vários subsistemas das instalações hi-
dráulicas prediais, bem como mostrar a necessidade da integração dessas
instalações com os demais subsistemas construtivos envolvidos na cons-
trução do edifício.

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9788521205838 Blucher