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11/06/2018 A Teoria Educacional De Santo Agostinho

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A Teoria Educacional De Santo Agostinho
Año Litúrgico O caminho da educação é um caminho pessoal de cada ser humano.
Administrador ­ 09/11/2006
Form. permanente
Santo Agostinho foi um grande pensador, destacou­se, sobretudo como o mais importante Fotos
Materiales filósofo  e  teólogo  no  limiar  entre  a  Antiguidade  e  a  Idade  Média.  É  o  principal
representante da educação patrística, a qual perdurou até o século IV depois de Cristo. Esse
Fraternidad Seglar modelo  de  educação  que  teve  sua  origem  no  chamado  período  decadente  do  Império
Past. Juvenil Romano, mas que influenciou um longo período da Idade Média, na qual Santo Agostinho
é  um  dos  principais  representantes,  se  caracteriza  pela  intenção  apologética,  isto  é,  pela
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defesa da fé e conversão dos não­cristãos. A exposição da doutrina religiosa em Agostinho
Catequesis visa a fé e a razão, a fim de compreender a natureza de Deus e da alma e os valores da vida
moral.  Após  a  sua  conversão  ao  cristianismo  Agostinho  dedicou­se  à  elaboração  de  sua
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filosofia cristã. Seu trabalho específico sobre a educação é um pequeno livro intitulado “De
Año de la Vida Consagrada Magistro” (Do Mestre). O livro “De Magistro” apresenta uma forma platônica de diálogo
entre Agostinho e seu filho Adeodato que na época contava com 16 anos de idade. Na obra
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“Do Mestre” Santo Agostinho desenvolveu a idéia de que, como toda necessidade humana,
inclusive  a  aprendizagem,  em  última  instância  só  pode  ser  satisfeita  por  Deus,  aqui  é  uma
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referência  sobre  a  teoria  da  iluminação,  em  que  o  homem  receberia  de  Deus  o
conhecimento das verdades eternas, pois Deus ilumina a razão do homem e torna possível o
pensar  correto.  A  verdade  vem  de  Deus,  de  quem  a  alma  humana  carrega  diretamente  a
marca criadora, já que é feita a sua imagem e semelhança. Porém, não abordarei está teoria
explicitamente a fundo neste trabalho.

Na  educação,  Agostinho  contribui  para  o  reconhecimento  de  que,  paralelamente  à San Agustín es un referente como
exposição  dos  conteúdos,  o  aluno  (discípulo)  necessita  ser  orientado  a  fim  de  poder 1 2 3
relacionar  esse  conhecimento  a  uma  realidade  maior,  a  qual  se  torna  indispensável  à
formação  de  valores  que  defendem  a  verdade.  Na  temática  educacional  as  questões
filosóficas  que  formam  a  base  para  a  construção  da  chamada  filosofia  agostiniana  está  a  teoria  do  conhecimento,  a  sabedoria  e  a
amizade. Em sua teoria educacional Agostinho afirma que a educação é um caminho difícil e de muita perseverança. A educação torna
o  ser  humano  um  ser  mais  responsável  e  compromissado  consigo  mesmo  e  com  os  outros.  Não  basta  só  interpretar  o  mundo,  pois  é
preciso transformá­lo, no entanto, não é o bastante conhecer, não basta falar, é preciso aprender a fazer, praticar; é preciso agir.

Não há boa educação nem boa formação se não estiver voltada para Deus. Educar é ajudar as pessoas a descobrirem por si mesmas
o processo criativo de aprender a ser, a fazer, a conhecer, a conviver, a relacionar­se, a transformar­se e atualizar­se nos diversos
meios  e  circunstâncias.  Educar  é  um  processo  que  nunca  termina,  é  um  processo  contínuo  de  formação,  pois  o  ser  humano
nunca  estará  totalmente  formado.  Educar  é  ajudar  as  pessoas  a  adquirirem  atitudes  formativas  para  conduzi­las  até  o  final  de  suas
vidas.  Santo  Agostinho  em  sua  teoria  educacional  nos  mostra  que  não  são  as  palavras  do  mestre  exterior  que  conduz  o  discípulo  à
verdade, ao aprendizado, pois através das palavras só aprendemos palavras, porque elas podem ser mal interpretadas, portanto, elas não
passam de meios pelos quais expressamos a verdade que está dentro de cada um de nós. É preciso envolver­nos na verdade interior que
habita cada um de nós, a qual cada ser humano deve descobri­la e reconhecer seu único e verdadeiro Mestre que mora em seu interior.

Para  santo  Agostinho,  é  através  das  interrogações  que  se  ensina.  Mas  quando  falamos  não  significa  que  queremos  ensinar  qualquer
coisa. Santo Agostinho diz, que quando falamos temos o intuito de ensinar ou relembrar algo aos outros ou a nós mesmos, visto que, as
palavras são sinais os quais são utilizadas como meios para o ensino e a educação. Porém, as palavras trazem a mente às coisas de que
são sinais. Por isso, exortam a procurar as coisas, sem, entretanto, poder mostrá­las, pois as palavras não mostram as coisas. Visto que o
mestre  exterior  somente  admoesta,  desafia  e  desperta  o  desejo  de  conhecer  no  discípulo;  quem  ensina  é  o  mestre  interior.  Por  isso,  a
verdade não pode ser transmitida, pois somente o Mestre interior pode ensiná­la. 

Na teoria agostiniana, o mestre exterior apenas desperta o interesse e o desejo no discípulo para que ele possa buscar o conhecimento.
Mas  para  isso,  o  aluno  deve  ser  verdadeiro  e  sincero  consigo  mesmo.  Ele  deve  ter  a  plena  consciência  do  seu  conhecimento  e  do  seu
aprendizado. O discípulo deve estar munido de plena vontade para aprender. Ele deve querer ser educado e educar­se, aperfeiçoar­se e
abrir­se  para  o  seu  Mestre  interior;  é  preciso  que  ele  esteja  aberto  para  uma  auto­avaliação,  isto  é,  para  uma  autocrítica.  O  discípulo
precisa adquirir o hábito de educar a si próprio, do contrário, nunca haverá uma autêntica e verdadeira educação. Em contrapartida, o
mestre também tem que ser sincero consigo mesmo, ele não tem que ensinar o que é falso, pois ele deve usar as palavras para exortar o
seu  aprendiz  e  apontá­lo  na  direção  da  verdade.  Para  santo  Agostinho,  o  ensino  tem  três  funções:  comunicar  o  que  se  pensa,
transmitir a experiência direta das coisas e comunicar o que é verdadeiro. Esta é a função do mestre.

Segundo a teoria educacional de Santo Agostinho, só podemos ensinar através dos sinais, pois certamente quando falamos produzimos
sinais  e  esses  sinais  dão  significados  às  palavras.  Porém,  não  só  as  palavras  são  sinais,  pois  podem  significar  outra  coisa  que  não  seja
sinal;  por  exemplo,  cadeira,  pedra  etc.  Mas  por  que  não  é  sinal?  Neste  caso,  diz  Santo  Agostinho,  por  que  os  sinais  se  mostram  por
sinais.  Portanto,  somente  os  nomes  são  sinais,  as  coisas  não  o  são.  O  método  da  educação  agostiniana  se  dá  através  de
interrogações, questionamentos levando­o o seu interlocutor a descobrir as respostas a partir de seu próprio Mestre interior. O
mestre exterior somente incita o aprendiz ao conhecimento como se fosse uma águia incitando o seu filhote a voar. Mas para conhecer é
necessário que o aprendiz deseje conhecer e realmente aprender. O mestre exterior questiona, interroga, pois é o Mestre interior que vai
encontrar ensinar a verdade e a verdadeira educação.

Por  isso,  para  que  o  indivíduo  tenha  uma  boa  educação  é  preciso  que  o  professor  suscite  dúvida  nos  alunos,  suscite  perguntas  e
inquietações  pelo  conhecimento.  Ninguém  ensina  ninguém.  Quando  aprendemos  algo,  nada  mais  aprendemos  senão  o  que  já  estava
dentro  de  nós.  Aprender  é  acreditar  em  si  mesmo,  no  seu  próprio  potencial,  no  seu  Mestre  interior  e  não  nas  coisas  externas:  Pois  as
coisas  exteriores  servem  somente  paras  despertar  a  atenção  e  a  inquietude  na  busca  pelo  aprendizado,  pelo  conhecimento  e  pela

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11/06/2018 A Teoria Educacional De Santo Agostinho
verdadeira educação. O discípulo não aprende pelas coisas e palavras exteriores, mas sim, através da verdade que habita no seu interior,
verdade que o educa e o ensina interiormente. A criatividade de nosso aprendizado surge da intuição de nosso Mestre interior, porque
mestre exterior somente nos admoesta e nos desafia ao conhecimento. Mas a educação do discípulo parte de uma busca pessoal, de um
querer abrir­se à formação e à ação do Mestre interior. A educação parte da vontade própria do indivíduo, pois o Mestre interior ensina
desde  que  o  aprendiz  esteja  disposto,  ou  seja,  tenha  a  vontade  e  queira  aprender,  queira  forma­se.  Pois  o  caminho  da  educação  é  um
caminho pessoal de cada ser humano.

O verdadeiro cristão deve também adquirir conhecimentos, que enquanto universais e eternos superam o próprio indivíduo e se colocam
além da linguagem que é instrumento: tais verdades devem ser descobertas e despertadas pelo próprio discípulo; o mestre é, portanto,
sobretudo O Mestre interior, do qual Cristo é o símbolo. Aprender é despertar, seguir o mestre espiritual, que ilumina com a verdade
universal.  Na  obra  “Do  Mestre”,  Santo  Agostinho  desenvolveu  a  idéia  de  que,  como  toda  necessidade  humana,  inclusive  a
aprendizagem,  em  última  instância  só  pode  ser  feita  por  Deus.  Em  sua  pedagogia  educacional,  santo  Agostinho  recomendou  aos
educadores  jovialidade,  alegria,  paz  no  coração  e  às  vezes,  indicou  também  alguma  brincadeira.  Procurou  investigar  os  aspectos
fundamentais  de  uma  pedagogia  de  estatuto  religioso  e  deu­lhe  solução  realmente  exemplar  pela  densidade  cultural  e  também  pelo
significado espiritual.

O aluno sente­se estimulado pelo professor, através das interrogações e das perguntas ele vai à busca do conhecimento e da verdade. As
interrogações do professor e suas palavras não significam que ensina algo, pelo contrário, apenas ajuda o aluno a torna­se apto e capaz
de encontrar no seu interior a verdade. Nesse contexto, o que se espera do educador não é a exibição de conhecimento, mas uma dose
equilibrada  de  autoridade  e  sensatez,  competência  de  quem  sabe  persuadir  sem  massificar  e  de  quem  sabe  se  fazer  respeitar  enquanto
ensina. Nas realidades das atuais sociedades que cultuam o consumo, o papel humanizador da cultura deve ser reafirmado. Portanto, as
palavras  do  mestre  servem  apenas  como  estímulo  e  meios  para  o  discípulo  enxergar  seu  interior.  Na  escola  agostiniana,  a  cultura  não
será consumida através de um processo que inclui a criatividade, o desafio, o progresso e a disciplina. Procura­se informar sim, mas é
inerente  à  informação  formar  cidadãos  livres  que  compreendam  o  significado  da  democracia  e  da  autoridade  e  sejam  capazes  de
estabelecer relações de reciprocidade e respeito.

Nilton Gonçalves
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