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Poses

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Algumas profissões de moda:
Assessor(a) de imprensa: Profissional com ampla rede de relacionamentos, responsável
pelas informações que chegam a imprensa sobre uma empresa ou profissionais de moda.

Beauty artist (Cabelereiro ou Maquiador): Responsável juntamente com o estilista,


produtor de moda ou stylist pelo cabelo e maquiagem de um desfile, editorial, programa
de TV, ações publicitárias, etc.

Booker: É aquele que administra a carreira dos modelos, analisando potenciais clientes,
negociando cachês, etc.

Comprador(a) de varejo: Sempre por dentro das tendências da estação, é quem escolhe
as peças que estarão à disposição do consumidor em uma rede de lojas.

Consultor(a) de moda: Profissional que detêm muitas informações e conhecimentos de


mercado e contribui com as áreas de marketing, planejamento, criação e treinamento das
empresas de moda.

Consultor(a) de imagem: Também conhecido como personal stylist, é quem estuda e


analisa todos os aspectos da imagem pessoal de uma pessoa, muitas vezes pessoas
públicas, com o objetivo de ajudá-la a descobrir o próprio estilo e a valorizá-lo da
melhor maneira possível.

Editor(a) de moda: Sempre presente em eventos de moda, é quem levanta e escreve


pautas que sejam interessantes ao público, trabalha junto ao diretor de arte definindo o
conceito de materiais gráficos, edita fotos e imagens, etc.

Engenheiro(a) têxtil: Profissional que atua no desenvolvimento de tecidos, desde a


fiação até o processo de acabamento, incluindo a etapa de realização dos testes de
controle de qualidade.

Estilista: Sempre antenado com a moda que acontece na rua e munido de muita
informação, é basicamente quem se dedica à criação das roupas e acessórios que
representam o tema de uma coleção. Também escolhe os tecidos, aviamentos e outros
materiais que completam o conceito a ser atingido.

Figurinista: É o profissional que ajuda a definir um visual e constrói, com peças criadas
por ele mesmo ou adquiridas, um guarda-roupa para determinado personagem de uma
novela, ópera, balé, etc.

Fotógrafo de moda: Profissional de muito conhecimento técnico, sensibilidade e gosto


estético, que retrata através de imagens o conceito criado para um editorial, reportagem,
etc.

Gerente de marketing: Responsável pelo bom gerenciamento da imagem de uma marca,


ajuda a definir estratégias de venda e comunicação que atinjam o público desejado, para
maior faturamento da empresa.

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Jornalista de moda: Dedica-se a estudar e escrever sobre o tema, podendo abranger todo
e qualquer assunto relacionado à área.

Modelista: Transcreve para o papel as


criações dos estilistas e figurinistas,
desenvolvendo moldes e peças-piloto que
darão origem à linha de produção.

Modelo: Profissionais com ritmo de


trabalho bastante intenso que exibem as
criações de estilistas e grandes marcas em
desfiles, editoriais, vídeos, etc.

Produtor(a) de moda: Profissional com


ampla rede de relacionamentos com marcas
de moda, que capta e organiza as roupas e
acessórios utilizados em um editorial,
programa de TV, etc. Também ajuda a
selecionar modelos e montar os visuais
com as peças obtidas.

Produtor(a) de desfile: Ajuda a desenvolver


uma idéias para a apresentação de uma
coleção e coordena todos os aspectos
envolvidos em um desfile: a música, a
iluminação, o tempo de duração, etc.

Stylist: É quem ajuda a transmitir o


conceito de uma coleção ou editorial de
moda compondo os looks e buscando
destacar elementos que diferenciem as
ideias dos estilistas. Dedica-se bastante ao
estudo da moda e à observação e
pesquisa de tendências.

Vitrinista: Transmite a imagem ou o


conceito de uma marca, criando um
ambiente cenográfico com o qual os
clientes se identifiquem.
Cabe lembrar que ainda há vários
profissionais muito importantes que
também movimentam o mundo da moda,
tais como costureiras, designers têxteis,
operadores de máquinas industriais,
ilustradores de moda, etc.
Objetivos Específicos
São objetivos específicos do curso:
• Formar profissionais capacitados a
interferir em vários momentos da cadeia produtiva das áreas têxtil e de confecção
promovendo o aprimoramento do projeto de concepção de produtos do vestuário e de

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adornos, através do uso do design como fator competitivo;
• Incentivar a exploração de temáticas atuais e originais no desenvolvimento de
produtos com a correta aplicação das artes visuais, dos estilos, estética, materiais e
equipamentos, assim como o uso de recursos materiais e iconográficos nacionais no
projeto, buscando contribuir para a consolidação do design brasileiro;
• Formar profissionais competentes para atender às demandas mercadológicas que
exijam especificidades projetuais, conscientizando o profissional da área da necessidade
de compreender e analisar as demandas e tendências econômicas, sociais, culturais e
técnicas que influenciam o comportamento deste mercado;
• Capacitar profissionais para o uso da correta representação gráfica dos projetos de
produtos de moda, através das ferramentas disponíveis, sejam digitais ou não,
promovendo uma ponte entre o profissional de design e a indústria do setor de moda e
propiciando uma sistematização do desenvolvimento de projeto de produto dentro das
empresas;
• Disponibilizar conhecimentos referentes às questões mercadológicas, como ciência de
gestão em negócios formais ou informais nas áreas: têxtil e de confecção do vestuário;
• Formar um profissional com capacidade de atuar em todo o sistema da moda.
O Curso enfatiza a profissionalização do aluno com o objetivo de garantir sua
empregabilidade, proporcionando o desenvolvimento de aptidões tecnológicas e
administrativas, necessárias para atuar no mercado de trabalho cada vez mais
competitivo e globalizado, sem esquecer dos aspectos humanísticos necessários a
qualquer profissional.
Perfil do Egresso

De acordo com a
concepção e os objetivos
propostos pelo Curso de
Tecnologia em Design de
Moda, pretende-se
formar um profissional
sintonizado com a
contemporaneidade.
Assim, este profissional
deverá estar informado,
tanto sobre as tendências
da moda, nos aspectos
que lhe são inerentes
como materiais, modelos,
cores e padronagens,
quanto sobre as
perspectivas do mercado,
de modo a planejar a
produção dos artigos de
vestuário, tendo em vista
as possibilidades de
comercialização. Ao lado
destes aspectos mais
diretamente vinculados
ao setor da moda, deverá
estar informado sobre as

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tendências da moda, e sobre produção e estratégias de mercado, de forma a ter
referenciais sólidos para situar-se na realidade que caracteriza o mundo da moda.
a) Caracterização do perfil do profissional a ser formado
Para tanto prevê para este profissional o seguinte perfil ao longo do curso:
• Capacidade criativa - deve ser capaz de propor soluções inovadoras pelo domínio de
técnicas e processos de criação;
• Domínio de linguagem - deve ser capaz de expressar os conceitos e soluções de seus
projetos, tanto à mão livre, como pelo uso de instrumentos, dominando as técnicas de
expressão e reprodução visual;
• Trânsito interdisciplinar - deve ser capaz de saber dialogar com especialistas de outras
áreas de modo a utilizar conhecimentos diversos e atuar em equipes interdisciplinares na
elaboração e execução de pesquisas e projetos;
• Capacidade de conceituar o projeto - deve ter uma visão sistêmica do projeto pela
combinação adequada de diversos componentes, materiais, processos de fabricação,
aspectos ergonômicos, psicológicos e sociológicos do produto;
• Conhecimento de aspectos de metodologia do projeto - deve dominar as etapas de
desenvolvimento de projeto, a saber: definição de objetos, técnica de coleta, tratamento
e análise de dados, geração e avaliação de alternativas, configuração de solução e
comunicação de resultados;
• Visão setorial - deve ter conhecimento do setor produtivo de sua especialização no que
tange ao mercado, materiais, processos produtivos e tecnologias empregadas, além das
potencialidades de seu desenvolvimento, principalmente no contexto regional;
• Aspecto gerencial - deve ter noções de gerência de produção, incluindo qualidade,
produtividade, arranjo físico de fábrica, estoques, custos e investimentos, além da
administração de recursos humanos para a produção;
• Aspectos socioeconômicos - deve ter visão histórica e prospectiva, bem como
consciência das implicações econômicas, sociais, antropológicas, ambientais e éticas de
sua atividade.
b) Atribuições gerais
• Formação em estilo, cores e técnicas
de produção, fundamentação histórica
da indumentária; memorizando
visualmente e mentalmente as
informações com senso crítico de
observação;
• Realização de estudos, pesquisas,
interpretação de temas e tendências
fazendo as devidas releituras;
• Identificação de oportunidades de
novos produtos e mercados, criando
estampas, desenhos técnicos e
artísticos;
• Iniciativa na comunicabilidade,
sociabilidade, fluência verbal e senso
crítico desenvolvendo sensibilidade,
discernimento e equilíbrio nas relações
interpessoais;
• Avaliação da viabilidade técnica e
comercial do produto orientando o
composto de comunicação desde o nível

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publicitário até a criação de vitrines no ponto de venda.
• Realização de desfiles e produção de moda no lançamento de coleções e eventos afins
• Comprometimento com o desenvolvimento da modelagem processo produtivo e
qualidade do produto, sua comercialização e distribuição.
c) Atribuições específicas
• Desenvolver coleções nas diferentes estações do mundo fashion;
• Atua como ilustrador de moda;
• Interpretar croquis;
• Criando novas modelagens,
baseando-se em moldes básico;
• Decidir ideia do produto;
• Avaliar oportunidades que ele
representa;
• Realizar estudo de mercado,
lançamentos e tendências de moda;
• Realizar pesquisas para identificar
público alvo de coleções;
• Auxiliar no desenvolvimento de
estratégias de marketing;
• Planejamento e gerenciamento da
produção e administração têxtil e de
indumentária;
• Selecionar materiais a serem
utilizados em uma coleção;
• Controlar a qualidade do produto a
ser utilizado na confecção da coleção;
• Composição e criação de cores,
retratando as tendências da moda;
• Decidir, providenciar e determinar
idéias sobre a criação de moda;
• Realizar compras em loja de
departamentos, butiques, empresas de
compra por catálogo, realizando
encomendas de matéria prima para
modelagem de coleção;
• Analisar e comprar produtos e
similares em termos de preço e
qualidade, de acordo com os
requerimentos da coleção a ser criada
ou da empresa que trabalha;
• Auxiliar clientes em lojas,
direcionando suas compras;
• Trabalhar como consultor de moda
em revistas, jornais e televisão;
• Orientar como e quando usar determinadas roupas;
• Atuar como consultor de imagem pessoal, varejo e serviços de moda;
• Construir a imagem da loja, apresentando a mercadoria em sintonia com os temas da
moda e filosofia da empresa;
• Elaborar tecidos cuja produção pode ser destinada tanto ao mercado interno quanto
externo;

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• Criar desenhos para para design de superfície (CAD), tramas ou padrões para
malharias;
• Utilizar tecidos na decoração de interiores;
• Escolher fios, fibras, tingimentos e cartelas de cores;
• Auxiliar na apresentação visual em revistas de moda, catálogos e propagandas;
• Elaborar projetos de designer para revistas de moda;
• Definir junto ao estilista a imagem que vai para a passarela, sobretudo em marcas
comerciais;
• Discutir temas para coleção;
• Pesquisar e selecionar peças para coleção;
• Colaborar no desenvolvimento de tema para desfile de moda;
• Realizar pesquisa de materiais para desenvolvimento de coleção;
• Produzir trajes e fantasias em eventos de teatro, televisão e cinema;
• Produzir trajes específicos para catálogos de moda e comerciais;
• Direção e edição de desfiles de moda;
• Produzir releases e matérias de moda para a mídia especializada;
• Planejar e desenvolver projetos de empreendedorismo e identidade da marca
• Acompanhamento de casting de agências de modelo;
• Coordenar Camarim/Backstage;
• Planejar, elaborar e executar a montagem de vitrinas no mercado de moda;
• Produzir, supervisionar e coordenar desfiles.
O Tecnólogo em Design de Moda elabora e gerencia projetos para a indústria de
confecção do vestuário, considerando fatores estéticos, simbólicos, ergonômicos e
produtivos.
São algumas das atividades deste profissional:
• A pesquisa de tendências de comportamento, cores, formas, texturas e acabamentos;
• O estilismo em moda; o desenvolvimento de produtos de moda aplicando visão
histórica, sociológica e prospectiva;
• A elaboração de portfólios e dossiês;
• A representação gráfica de suas criações;
• A elaboração de protótipos e modelos, além da análise de viabilidade técnica do
projeto.
Assim, o Curso Superior de Tecnologia em Design de Moda promoverá a formação do
seu aluno de forma dinâmica e inovadora, favorecendo o desenvolvimento de
competências indispensáveis à atuação do profissional na área.
O QUE LHE RESERVA A CARREIRA DE DESIGN DE MODA
O mercado de moda no Brasil cresce a cada ano. Atualmente o País está entre os dez
maiores produtores têxteis do mundo. Com tal crescimento o setor tende a ter a
responsabilidade de gerar produtos com a máxima qualidade e com uma visão de design
mais intensificada; desta forma o designer de moda é apto para atuar no setor da
indústria têxtil, em fábricas de confecções, na gerência de linhas de produção, no varejo,
na área de produção de moda ou fotografia, em revistas especializadas, em consultorias
específicas da área e como empreendedores deste segmento.
Uma das principais funções deste profissional é estar atento ao comportamento do
consumidor; pois a moda personifica a influência social como um aspecto do
comportamento humano, através de produtos que espelham e expressam o autoconceito
do ser. Então o design de moda é o agente ativo de todo processo deste universo, sua
atividade começa pela pesquisa e criação de artigos e coleções baseadas nas tendências
nacionais e internacionais; na confecção, corte, costura e acabamento de roupas e

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acessórios; na pesquisa de novas tecnologias, texturas e cores; na organização de
desfiles de lançamentos, campanhas de marketing e editoriais de moda.
PRINCIPAIS FUNÇÕES DE UM DESIGN DE MODA
O designer de moda atua na concepção do produto de moda e na elaboração de ações
para o progresso do setor. É responsável pelo planejamento, desenvolvimento e
execuções de ações estabelecidas em projetos de moda; bem como, na geração de novas
ideias e soluções para artigos e serviços desta área, objetivando a utilização das
ferramentas essenciais do conhecimento deste sistema para combinações originais que
estimulem o consumo no mercado.
PRINCIPAIS ATIVIDADES:
 Planeja e desenvolve produtos e serviços, para os diversos segmentos do
mercado de moda, da cadeia têxtil, atelier e confecções;
 Participa da criação de projetos em diferentes setores da indústria e do varejo de
moda;
 Elabora design de superfície (estamparia) para a indústria e empresas de moda;
 Projeta modelagem para a indústria e fábricas de confecções de moda;
 Define e acompanha projetos de imagens de moda para editoriais, catálogos,
desfiles, publicidades e sites de moda;
 Planeja, elabora e executa a montagem de vitrinas no mercado de moda;
 Atua como pesquisador de tendências de moda e consumo;
 Produz releases e matérias de moda para a mídia especializada;
 Atua na pesquisa e concepção de imagem para figurino de teatro, cinema e
televisão;
 Atua como ilustrador de moda;
 Atua como consultor de imagem pessoal, varejo e serviços de moda;
 Planeja e desenvolve projetos de empreendedorismo e identidade da marca;

AS CORES E OS EFEITOS PSICOLÓGICOS

A escolha das cores é fundamental para uma boa harmonia. A cor exerce influência
decisiva nos olhos dos seres humanos, afeta a atividade muscular, mental e nervosa. A
combinação das cores afeta o psicológico.

A combinação certa pode causar efeitos como de excitação, urgência, contentamento,


calma, vulgaridade, melancolia, segurança etc., e ainda destacar algum elemento em
relação a outro.

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Sensações visuais + significado:
 Branco – pureza
 Preto – negativo
 Cinza – tristeza
 Vermelho – calor, dinamismo
 Rosa – graça, ternura
 Azul – pureza, fé

Sensações Acromáticas

Branco: inocência, paz, divindade, calma, harmonia, para os orientais pode significar
morte, batismo, casamento, cisne, lírio, neve, ordem, simplicidade, limpeza, bem,
pureza.

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Preto: sujeira, sombra, carvão, fumaça, miséria, pessimismo, melancolia, nobreza,
seriedade. É expressivo e angustiante ao mesmo tempo. Alegre quando combinado com
outras cores.
Cinza: pó, chuva, neblina, tédio, tristeza, velhice, passado, seriedade. Posição
intermediária entre luz e sombra.
Sensações Cromáticas
Vermelho: guerra, sol, fogo, atenção, mulher, conquista, coragem, furor, vigor, glória,
ira, emoção, paixão, emoção, ação, agressividade, perigo, dinamismo, baixeza, energia,
revolta, calor, violência.
Laranja: prazer, êxtase, dureza, euforia, outono, aurora, festa, luminosidade, tentação,
senso de humor. Flamejar do fogo.
Amarelo: egoísmo, ciúmes, inveja, prazer, conforto, alerta, esperança, flores grandes,
verão, limão, calor da luz solar, iluminação, alerta, euforia.
Verde: umidade, frescor, bosque, mar, verão, adolescência, bem-estar, paz, saúde
(medicina), esperança, liberdade, paz repousante. Pode desencadear paixões.
Azul: frio, mar, céu, horizonte, feminilidade, espaço, intelectualidade, paz, serenidade,
fidelidade, confiança, harmonia, afeto, amizade, amor, viagem, verdade, advertência.
Roxo: fantasia, mistério, egoísmo, espiritualidade, noite, aurora, sonho, igreja, justiça,
misticismo, delicadeza, calma.
Marrom: cordialidade, comportamento nobre, pensar, melancolia, terra, lama, outono,
doença, desconforto, pesar, vigor.
Púrpura: violência, furto, miséria, engano, calma, dignidade, estima.
Violeta: calma, dignidade, estima, valor, miséria, roubo, afetividade, miséria, calma,
violência, agressão, poder sonífero.
Vermelho-alaranjado: sexualidade, agressão, competição, operacionalidade, desejo,
excetabilidade, dominação.
E A COR MAIS INDICADA PARA CADA UM DE NÓS?!
INVERNO: A mulher desta estacão pode usar preto e branco com maior sucesso. Ela
usa cores vivas. Pensa em azul e prateado. Ela deve evitar: laranja, mostarda e tons de
amarelo.

VERÃO: A mulher desta estação pode usar tons pastéis. Ela usa cores mais suaves,
mas também pode usar azul marinho, cor de vinho e, como a de inverno, acessórios
prateados. Ela evita usar cores fortes demais e cores como laranja, mostarda e verde
musgo.

OUTONO: A mulher desta estação pode usar laranja, verde militar e fica radiante. Ela
pensa em amarelo e dourado. Ela deve evitar Preto, mas pode usar vermelho laranjado.

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PRIMAVERA: A mulher desta estacão usa cores parecidas com as de Outono, mas
mais suaves. Ela fica linda em salmão, bege, e tudo bem com o dourado. Ela deve evitar
preto, vermelho e acessórios prateados.

As cores de Inverno e Verão são parecidas, assim como as de Primavera e Outono, mas
sempre as cores de sua própria estação ficam melhores do que as de outra.

VEJA A TABELA:

PRIMAVERA

PELE CABELOS OLHOS


Marfim-creme, marfim Loiros-naturais, loiros- Azuis com raios brancos,
com traços amarelados e amarelados, loiro-mel, azul-claros, cinza-aço,
foscos, pêssego, pêssego loiros com mechas, ruivos verdes com raios
rosado, bege-rosada, bege- com mechas, castanho- amarelados, verde-claros,
dourada, bochechas dourados, preto- piscina, castanho-
rosadas, castanho dourado avermelhado (são raros), amarelados
cinza profundo, branco-
creme

VERÃO

PELE CABELOS OLHOS


Bege-pálida (fosca) com Totalmente loiros Azuis e verdes, azul-claro-
delicadas bochechas (platinum-blonde), loiro- acinzentado, azul-claro-
rosadas, bege-pálida cinzentos, loiro- brilhante, verde-piscina-
(fosca) sem coloração nas acinzentados, com reflexos fosco (a tonalidade desses
bochechas (aparência de tonalidade quente olhos muda para azuis ou
pálida), bege-rosada, muito (puxando para o laranja), verdes de acordo com a
rosada, morena acinzentada loiro-cinzento-escuro, roupa), cor-de-avelã
e morena rosada castanho-acinzentado, (castanho esfumaçados
castanho escuro, castanhos com azul ou verde), cinza-
aloirados, cinza-azulados e fosco, castanhos levemente

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branco perolado rosados
OUTONO

PELE CABELOS OLHOS


Marfim, marfim com Vermelhos, castanho- Castanho escuro, castanho
sardas (geralmente pessoas cobre-avermelhado, dourado (mel), âmbar, cor-
ruivas), pêssego, pêssego castanho, castanho- de-avelã (castanhos
com sardas (geralmente dourado (mel escuro), loiro dourados, amarelos
loiras de cor castanho dourado (mel), loiro esverdeados), verdes (com
dourada), bege-dourada acinzentado, preto ou riscos castanhos ou
(sem coloração nas castanho escuro, cinza amarelos), verde-claros,
bochechas, precisa de dourado, branco ostra verde-oliva, azuis com um
blush), bege-escura tom distinto piscina ou
(acobreada), morena turquesa, azul royal, cinza
bronzeada aço e azul petróleo
INVERNO

PELE CABELOS OLHOS


Muito branca, branca com Preto-azulado, castanho São geralmente de cores
delicados tons de roa, bege escuros (podem ter luzes escuras. Podem ser
(sem maquiagem pode se avermelhadas quando castanho-avermelhados,
tornar pálida), bege expostos ao sol), castanho castanho quase negros, cor-
acinzentada ou morena, acinzentados, cinza de-avelã (marrons com
bege rosada, oliva, negra prateado (grisalho), loiro verde ou com azul), azul
com tons azulados ou esbranquiçados e brancos. acinzentados, azuis com
negra meio pálida. A Para não fazer confusão, raios brancos na íris
maioria tem pele fique atenta: a mulher- (podem ter bordas cinzas),
homogeneamente branca, outono apresenta toques violetas, azuis profundo,
sem bochechas rosadas. vermelhos-metalizados verde-acinzentado, verde
Um leve toque rosado em quando fica em lugares com raios brancos na íris
toda a sua extensão pode claros de mais. É diferente (podem ter bordas cinzas)
ser outro sinal, mas não é da mulher de inverno
comum
Descobrindo sua paleta sazonal
Para descobrir sua paleta, inicialmente é necessário descobrir se o seu tom de pele é
quente ou frio. Para esta analise, basta observar, sob luz natural, qual é a coloração de
suas veias e o tom de sua pele na parte interna de seu antebraço. Peles rosadas e veias
azuladas indicam pele fria. Peles amareladas e veias esverdeadas indicam pele quente.
O que define a coloração da pele é a quantidade de hemoglobina, melanina e carotina
presente no organismo. Geralmente, quem possui mais hemoglobinas terá pele “fria”,
por tratar-se de uma pele mais rosada. Quem possui mais carotina e melanina pode
apresentar o tipo de pele “quente”.
Tipos de paleta, cores indicadas e não recomendadas

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A paleta inverno é fria. Pessoas inverno têm pele pálida (cor de
porcelana), amarelo-oliva ou morena. O tipo inverno é geralmente
composto por morenas(os) com olhos escuros. Asiáticos e afro-
americanos se enquadram nesta categoria, assim como loiras de pele
clara e morenas claras.
Cores puras, austeras e nítidas são as melhores opções: preto, azul
marinho, vermelho rosado e rosa quente. Se a intenção é usar cores
mais claras, as melhores opções são os tons pastéis frios, como
branco, gelo, azuis e rosas.
Evite tons de terra e neutros como bege, laranja e dourado,
pois deixarão sua aparência abatida.

A paleta primavera é quente.


Pessoas primavera possuem sutis
tons de ouro em sua tez. Geralmente
tem pele branca, pêssego ou
levemente marfim. Esse tipo se
caracteriza por loiras(os)
douradas(os) naturais, ruivas(os)-
acastanhados ou castanhos claros. Primaveras podem ter
olhos azuis claros e verdes bem
definidos. Bochechas rosadas e
sardas também são características
deste grupo.
Para quem for primavera, estão liberadas cores pálidas e
suaves. Tons de pêssego, camelo, amarelo dourado, marrom
dourado e turquesa cairão muito bem, assim como também
marfim, verde brilhante, vermelhos vivos, coral e azul claro.
Sempre em tons médios.
Evite cores escuras e a combinação preto e branco pois
parecerão agressivas em você.
A paleta verão é fria. Pessoas verão, assim como algumas inverno, têm pele rosada e
pálida. Ocorrem entre loiras(os) naturais de cabelos acinzentados e em morenas(os)
claras de olhos claros. O contraste entre cabelos, pele e olhos das pessoas dessa paleta é
baixo.
As melhores escolhas em termos de cor, são os tons neutros e pastéis empoeirados: azul,
rosa, malva (lilás), lavanda, ameixa e amarelo pálidos. Atente para que essas cores
sejam acinzentadas.
Evite cores vivas e matizes intensos pois estes conferir-lhe-ão um aspecto soturno.
Também lembre-se de passar longe do preto e do laranja.
A paleta outono é quente. Pessoas outono possuem tons dourados em sua pele, como
pêssego pálido, bege ou marrom dourado. Ruivas(os) e morenas(os) com olhos
castanhos dourados se enquadram nesse tipo. Entretanto, pessoas de cabelo preto ou
loiro-dourado também podem ser outono.
Dourados ricos, cores picantes e terrosas irão ressaltar sua tez. Observe as folhas no
outono e as cores das especiarias. Tanto cores suaves como cores ricas e quentes lhe
caem bem: camelo, bege, verde-oliva, laranja, dourado, marrom escuro e tons de cinza
quente.

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O outono deve ficar longe de cores brilhantes e da combinação preto e branco, pois
deixarão sua aparência apagada. Deve evitar tons pastel claros e os tons de azul porque
o deixarão abatido.
TIPO DE CORPO X ROUPA CERTA
Método 1 de 2: Qual é o tipo do seu corpo?

1Identifique o tipo do seu corpo. Uma maneira de definir o tipo do corpo de


uma mulher é pelo jeito que suas curvas se conectam com o busto, cintura e
quadris. Há quatro tipos de corpo:
Maçã - topo pesado, 14 % das mulheres; o busto é oito centímetros (ou mais)
maior do que os quadris, se você tiver este tipo de corpo, você provavelmente
vai querer enfatizar suas pernas e bumbum, desviar a atenção da sua cintura e
ombros/ braços (use mangas compridas), e chamar a atenção para o seu busto e
pescoço (por exemplo, usando gola V).
Reto/retangular - 46 % das mulheres; a cintura tem quase a mesma medida dos
quadris e ombros, parecendo um cilindro, se você tiver este tipo de corpo, você
pode "apertar" a sua cintura e exagerar nas curvas para evitar parecer muito
magra ou menos feminina. Experimente usar babados para adicionar textura e
volume (e feminilidade) à sua figura. Fique longe de calças jeans baggy, se você
não quiser ficar com uma aparência masculina.
Pera – parte inferior pesada; 20% das mulheres; quadris significativamente
maiores do que o busto, se este for o seu tipo de corpo, há coisas que você
pode fazer para os seus quadris e bumbum parecerem mais delgados, algumas
mulheres, porém, podem querer fazer com que os seus bumbuns pareçam
maiores!

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Ampulheta – 8% das mulheres; os ombros e quadris têm medidas iguais, sendo
que a cintura é estreita. Se você é uma das poucas sortudas com este tipo de
corpo, vista roupas para acentuar - não achatar - suas belas curvas.

2/Chame atenção para a sua cintura com cintos e vestidos que a estreitem. Se
você tiver uma forma reta, esta é uma obrigação, pois vai criar a ilusão de
curvas. Se o seu corpo tiver uma forma de pera ou ampulheta, isto vai acentuar
as suas curvas.
Evite, porém, vestir blusas que “dobrem" sobre os pneuzinhos, como túnicas e
blusas tipo “A” amplas ou com pregas (a cintura começa logo abaixo do busto e
a parte inferior é mais ampla) se você tiver uma forma de maçã, o que significa
que você tem uma cintura grossa, ou que a sua cintura acumula peso facilmente.
Vestidos ou blusas que marcam a cintura e cruzam sobre o peito são apenas
uma boa ideia se você tiver um busto amplo, caso contrário, eles podem fazer
que o seu busto pareça desproporcionalmente pequeno (se você tiver forma de
pera) ou o seu tórax e ombros parecerem achatados (se você tiver uma forma
retangular).

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1.
3/Alongue as suas pernas. Não importa o seu tipo de corpo, fazer com que suas
pernas pareçam mais longas geralmente favorece à sua figura.
Se você tiver um corpo em forma de maçã ou reto, escolha calças de bocas
largas em vez de calças com pernas retas ou calças skinny. Elas acrescentam
mais "forma" a um corpo reto e ajudam a proporcionar ombros largos e/ou um
tórax pesado. Abuse das minissaias e calças justas estampadas para tirar o
máximo proveito das suas maravilhosas pernas.
Se você tiver forma de pera e você for baixa (ou tiver pernas curtas), use calças
de pernas retas ou com bocas levemente largas e salto alto. Calças skinny que
apertam nos tornozelos podem fazer a parte inferior do seu corpo assumir a
aparência de um triângulo invertido. Calças muito largas podem fazer suas
pernas parecerem muito grossas, em comparação com a parte superior do seu
corpo.
Use roupas com padrões verticais que vão em direção à parte inferior do seu
corpo (especialmente as pernas), em vez de padrões horizontais.

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4/Molde o seu busto. Se você for do tipo maçã ou ampulheta, você
provavelmente tem um busto amplo; sua principal preocupação deve ser a de
usar um sutiã de apoio para evitar que o seu busto caia. Peça conselhos a um
profissional ao comprar o sutiã adequado, isso será uma mudança de vida e fará
com que o seu busto ganhe um look fantástico! Abuse dos vestidos e blusas
com decotes V, eles são uma ótima maneira de realçar bustos grandes. Se você
não quiser chamar atenção para essa parte do seu corpo, use pulseiras em vez
de colares. Você também deve usar cores lisas em torno deles e deixar os
estampados e coloridos para as saias e calças. Se você tiver uma forma reta ou
de pera, vestir um sutiã push-up para adicionar curvas na parte de cima pode
não ser uma má ideia. Se o seu abdômen for liso e você não se envergonhar de
mostrá-lo, tops que deixam a barriga à mostra farão o seu peito parecer um
pouco maior em relação à sua cintura.

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5/Escolha as suas cores e estampas sabiamente. Se houver quaisquer curvas,
pneuzinhos, ou outro tipo de gordura localizada que você prefere esconder, use
cores escuras (preto, azul marinho, roxo escuro) nessas áreas. Deixe as cores
brilhantes ou estampadas para os melhores pontos do seu corpo, isso irá desviar
a atenção voltada para os pontos problemáticos!

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6/Disfarce a atenção focada nas curvas não desejadas realçando uma
característica que esteja longe dessas curvas ou cubra-as com cores escuras.
Método 2 de 2: Sinta-se confortável

1/Use o que você se sinta mais confortável vestindo para o bem da sua
autoconfiança. E certifique-se de que suas roupas se encaixam corretamente.
Roupas muito apertadas ou muito largas não irão lhe dar uma aparência melhor.
Lembre-se, só porque você tem uma figura de ampulheta isso não significa que
você tenha que usar roupas com a quais você não se sinta bem. Se um decote
for profundo demais, ou uma saia muito curta, deixe
esses tipos de roupas na prateleira.
Roupas confortáveis farão você se sentir melhor e mais
confiante. Considere todas as suas opções.
Dicas
 Se você for uma mulher pequena (baixa e
magra) evite casacos e vestidos longos - eles
simplesmente inundarão você. Escolha jaquetas
curtas, shorts, e vestidos e saias curtas para
manter sua pequena estatura em perfeita

21
proporção. Vestir roupas de uma única cor ou usar listras verticais fará
você parecer mais alta. Tente também usar salto alto!
 Tenha em mente que se você realmente quiser usar algo que este artigo
(ou qualquer outra fonte) considera "inadequado" para o seu tipo de
corpo, você deve usá-lo de qualquer maneira. A única coisa que
realmente importa é como você se sente em sua roupa. Estas dicas são
apenas ideias e sugestões sobre o que vestir, se você quiser acentuar (ou
disfarçar) certas partes do seu corpo
Parte 1 de 3: Trabalho de Fundo
1/Descubra o que fica bem em você. Todos são diferentes, e diferentes tons de
pele, cores de cabelo , e formas corporais são complementados por diferentes
tipos de roupa. O que cai bem em seu melhor amigo ou em seu ídolo pode não
cair bem em você, e vice-versa. Tente ser aberto às possibilidades!
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2/Encontre algumas cores “seguras”. Estas são as cores que ficam bem em você,
e que você pode usar sem preocupações. Isto irá ser diferenciado dependendo
de seu tom de pele, e guias ou questionários online podem ajudar você a
descobrir qual cor fica bem para você. Aqui estão algumas noções gerais:
o Olhe as veias de seu pulso. Se você tem um tom esverdeado, seu
tom de pele tem uma base amarela. Se elas parecerem azuis, seu
tom de pele tem uma base rosa.
o Tente cores quentes para um tom de pele amarelo. Nisto se inclui:
vermelho, amarelo, laranja, marrom, e verdes ou azuis amarelados.
Evite tons pastel.
o Tente cores frias para um tom de pele rosa. Nisto se inclui: branco,
pastéis, e tons como azul-turquesa, azul-safira, verde-esmeralda,
etc.
3/Determine seu tipo corporal. Pessoas podem normalmente ser categorizadas
em tipos corporais, já que cada tipo de corpo se sai melhor com certos tipos de
roupa. Aqui estão os tipos de corpo básicos:
o Pera: Tende a carregar mais peso ao redor dos quadris e coxas,
mas emagrece ao redor da cintura, busto e ombros.

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o Maçã: Tende a carregar mais peso ao redor do busto e da cintura,
mas emagrece através dos quadris e coxas.
o Ampulheta: Cintura mais fina com quadris e busto mais cheios.
o Banana ou Retângulo: Largura do busto, cintura e quadris quase
iguais.
4/Avalie as áreas de seu corpo que você sente desconforto em mostrar. Por
exemplo, se você não estiver confortável em mostrar muito de suas pernas, ou
não gosta de que percebam a área de sua barriga, tenha isto em mente quando
for comprar roupas , e evite comprar minissaias ou blusas que sejam muito
apertadas na área do estômago.
Parte 2 de 3: Descubra Qual é Seu Estilo
1/Faça um planejamento. Fazer compras pode ser algo cansativo se você ainda
não tem uma ideia de onde procurar. Para economizar tempo e evitar o estresse
de ficar correndo pelo shopping tentando encontrar uma boa loja, olhe os sites
de algumas lojas populares de roupas aonde você iria comprar, e veja o que eles
oferecem. Se você não gostar do que eles mostram e oferecem no site deles,
você provavelmente não irá gostar do que é oferecido se for à loja
pessoalmente.
2/Anote o que você gostar. Enquanto estiver olhando os sites, faça anotações
rápidas sobre que tipos de roupas chamam sua atenção. Ter algumas ideias de
cores, formatos e estilos pode ajudar você a deixar o processo das compras mais
rápidos, já que você irá sair sabendo o que quer.
o Compare estas anotações com as recomendações que você
encontrou para seu tipo corporal na seção acima. Lembre-se, tudo
que foi feito até agora somente tem o objetivo de lhe ajudar – se
algo que você quer usar entra em conflito com algo que você
deveria usar, sinta-se livre para fazer você mesmo a escolha.
3/Encontre uma barganha. Ao olhar para suas anotações, comece a procurar
lojas com preços bons, caso você esteja considerando o valor do dinheiro. Lojas
grandes e baratas, como C&A e Renner, tendem a ter tantas roupas que
encontrar alguma roupa que fique bem em você pode ser trabalhoso. É uma
boa ideia já saber exatamente o que você está procurando quando você

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comprar nestes locais (ou em quaisquer outros locais), para economizar tempo e
ter sucesso em encontrar o que você precisa.
Parte 3 de 3: Avalie e Atualize Seu Guarda-Roupas
1/Remova toda a porcaria. Se você não usou algo nos últimos dois anos, se livre.
Se algo não está nem perto de caber em você, se livre. Doe, dê para algum
amigo, venda, não importa – você precisa liberar espaço em seu guarda-roupas
removendo a bagunça e mantendo as coisas que você irá usar.
2/Descubra quais roupas você precisa estocar. Mesmo se você ama jeans, se
você já tem dez pares, comprar jeans não deve ser sua prioridade principal. É
claro, o quanto você precisa de cada categoria irá diferenciar dependendo de
seu estilo de vida diário. Certifique-se de que você tem os seguintes itens em
número suficiente:
o Blusas
o Camisas
o Jaquetas
o Suéteres
o Jeans
o Shorts
o Sapatos/Tênis (pelo menos um de cada: exercícios, casuais, para
trabalho e de gala)
o Vestidos e saias casuais (para mulheres)
o Traje formal
3/Compre o que você precisa! Novamente, pode ser uma boa ideia ir ver vitrines
de lojas mais caras e de maior qualidade para encontrar os estilos mais bem
costurados. Uma vez que você tenha uma ideia do tipo de itens que você está
procurando, vá às lojas mais baratas de modo rápido e eficiente.
4/Evite compras compulsivas. Com a utilidade da internet, adoráveis produtos
que são caros nas lojas podem ser encontrados por preços incríveis online.
TIPOS DE CORPO X ROUPA CERTA
Pêra
Certo:-
Ele também é conhecido como quadril largo. Então o que leva a idéia de que
devemos dá volume na parte de cima, ou seja nos ombros. Você pode abusar

24
de mangas bufantes, de blazes com ombreras, de decotes largos, como o
decote quadrado, em forma de U ou também em V.Aposte em estampas de
fundo claro e de detalhes pequenos e também em litras horizontais nas blusas,
somente.
Errado:-
Preste atenção na terminação de suas blusas, aquela parte que fica perto dos
quadris, nada de exageros de tecidos e nem muito compridos também. Calças
folgadas, no estio saruel ou cenoura também não ficam legais.Evite shorts e
calças com estampa de fundo claro e de estampas com detalhes pequenos. Os
vestidos não podem ser muito justo, do tipo tubinho, e segue a mesma regra de
estampas dos shorts e calças, e também evite rigorosamente estampas de litras
horizontais na parte do quadril.
Ampulheta
Certo:-
Esse é o corpo mais privilegiado de todos. Combina com praticamente todo tipo
de roupa, o que se deve preocupar-se são com a sua altura, se está acima do
peso, entre outras coisas, porém geralmente, qualquer roupa cai bem.
Errado:-
Se você for um pouco gordinha, não usa roupas muito justas e também que
chamem atenção para o quadril e/ou ombro, evite tomara que caia para evitar
que gordurinhas saltem na lateral. Nunca deixe uma parte mais eviedente que a
outra, por exempla, não use vestidos trapézio, pois como eles são muitos soltos,
vão da a impressão que seu quadril é mais e vai parecer que você tem o corpo
pêra e esta usando a roupa errada. Sempre equilibre.
Retângulo
Certo:-
Como é um corpo que não tem a cintura definida, aposte em acessorios para
marcar a cintura. Use cintos, largos ou finos, faixas, tudo que irá marcar esta
região, é valido.Procure chamar a atenção para o colo, desviando a atenção da
cintura. Use e abuse de decotes, brincos, colares. Os melhores decotes são os
em formato "V", "U" ou canoa.
Errado:-
Evite roupas muito justas, afuniladas e de corte reto. Não use, jamais, rupoas

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com gola alta, pois vão esconder o seu colo e deixar a silhueta muito mais
pesada, e também não use jaquetas na altura da cintura.
Triângulo invertido
Certo:-
As dicas que fazem exatamente o contrario para o tipo pêra são adquedas para
este tipos, pois estes corpos são inversamente proporcionais. Chame
inteiramente a atenção para o quadril, seja com a roupa em si, ou com algum
acessorio com cinto.Aposte também em regatas de alças finas, calças folgadas,
como saruel, pantalonas e se puder abuse de cores escuras na parte de cima.
Errado:-
Evite o uso de roupas muito justas, de ombreiras, de tomara que caia, de calças
muitos justas com a skynni, blusas de decote canoa ou amplas (aquelas que são
caidas)
Oval
Certo:-
Abusar de tudo que chama a atenção para o colo e o pescoço, como decotes,
brincos, colares.Blazers, camisas ou tricôs que ultrapassem a linha da cintura.
Nada pode parar na altura da barriga ou no meio do quadril, pois criam uma
ilusão de que o quadril é ainda maior, e não menor como é o nosso objetivo.
Calça e saias sem pregas, para não criar volume em lugar indesejado. Calça de
cintura no lugar, com corte reto, de preferência, a barra tocando o peito do pé
(para dar a ilusão de alongar a pessoa). Decotes em "V" e em "U"
Errado:-
Tudo o que chama a atenção para a cintura: camisetas curtas que mostram a
barriga, calça com cintura baixa e calças ou saias com pregas. Cinto ou faixas
por cima da roupa, tanto claro, como escuro. Gola Alta. Calça muito justa ou tipo
legging, que deixa a perna muito estreita e realça a barriga; roupas claras e com
brilho; listras horizontais; colar tipo coleira ou com muitas voltas; tecidos
volumosos; blusa por dentro da calça; pregas, babados e drapeados; vestido
com recorte abaixo do busto.
CORPO RETANGULAR:

26
As mulheres com esse tipo físico, são mulheres
cujos ombros, cintura e os quadris estão na mesma
medida. Portanto, elas precisam necessariamente
criar uma
cintura.
EVITE Cintura alta: Deixa o corpo ainda mais reto.
Evite também usar cintos largos na cintura. Blusa
justa branca: Evidencia a falta de cintura. Prefira
blusas mais soltinhas.
INVISTA Cintura baixa: Deixa a cintura menos reta.
Use com camisetas que não cubram o cós. Casaqueto: É soltinho e fica ótimo se
você sobrepor a blusas e regatões. Colete: A
modelagem e o tecido mais estruturados ajudam a
criar uma falsa cintura. Saia evasê: A saia em linha A
cria a ilusão de que a cintura está mais fina. Escolha
tecidos firmes.
CORPO TRIANGULO
Para a mulher com o tipo físico do triângulo, o truque
é fazer com que os ombros se estendam
horizontalmente, chegando até a medida do quadril,
ou diminuir visualmente o quadril. Este é um tipo físico
bastante comum entre as
brasileiras.
EVITE Cinto grosso: Se não puder passar
sem, use um da mesma cor da calça. Camiseta blusê: Este efeito franzido na
cintura baixa pega bem em cima do
quadril.
INVISTA Cintura alta: Ela valoriza o que você tem de mais bacana: curvas!
Corseletes fazem o mesmo efeito. Camiseta pólo: Golas ajudam a aumentar o
volume dos ombros e dão equilíbrio. Camiseta colorida: Evite tops escuros. Top
e a calça da mesma cor alongam a silhueta. Bota plataforma: Sapatos pesados
são mais proporcionais ao tamanho do seu quadril.
CORPO REDONDO/OVAL

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Para mulheres com esse tipo físico, é mais difícil transformá-las nas formas do
tipo físico “Ampulheta”. Podemos então, explorar as pernas, chamar a atenção
para o torso através de decotes, tentar estender os ombros e ainda tentar
diminuir os quadris.
EVITE Miniblusa: Chama a atenção para o problema. Blusas justas ou com
elastano também não funcionam. Cintura baixa: Ela deixa
os pneuzinhos de fora. Melhor usar um cós um pouco
mais alto.
INVISTA Saia evasê: Disfarça a barriguinha porque afunila
na cintura e fica soltinha nos quadris. Bata: É soltinha na
barriga e pode ser usada com calças mais justas, leggings
e shorts. Blusa ombro-a-ombro: Esconde a barriga e
desvia a atenção para os ombros. Camiseta quadrada: A
modelagem mais solta é perfeita para disfarçar as
gordurinhas.
CORPO TRIANGULO INVERTIDO
As mulheres com o tipo físico do triângulo invertido, para chegarem ao
equilíbrio, precisam aumentar o quadril, chegando a uma medida proporcional
ao ombro. EVITE Calça muito apertada prefira as de número maior que o seu,
apertada por cinto, já - que isso cria volume no quadril. Ombreiras: Fazem os
ombros parecerem mais largos. Saias e vestidos justos e afunilados: Isso cria
volume no lugar errado. Blusas de decote canoa, e
tomara que caia: Aumentam
seu
ombros.

INVISTA Frente única ou


vestido de cava americana:
Ajuda a diminuir os ombros,
criando uma ilusão de um
quadril maior. Calças de
cintura baixa, mas não justas:

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Com bolsos na frente aumentarão sua cintura. Saias evasê, rodadas ou
retas: Afunila na cintura e fica soltinha nos quadris. Cores escuras na parte de
cima. Regatas de alça fina. Blusas modelo cachê-coeur. Calças com volume, por
meio de pregas ou tipo pantalona.
CORPO AMPULHETA
Esse é o tipo físico que toda mulher gostaria de ter. É o que chamamos de corpo
violão. Se a mulher for do tipo físico da “Ampulheta” e for magrinha, melhor
ainda, pois pode usar tudo! Mas se não for magrinha, é necessário, diminuir
visualmente os quadris e seios [para não parecerem tão volumosos
. EVITE Tomara-que-caia: Não sustenta os seios e os de decote horizontal
achata o tronco. Casaqueto: O modelo é largo e tem um franzido acima do
peito. “Triplica” o tamanho.
INVISTA Blusa de gola em V: O decote mais indicado é o geométrico, que
diminui o volume. Camisa acinturada: Desenha a silhueta e define a cintura. Não
feche todos os botões. Top de uma cor só: Evite estampas e aposte nas

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cores escuras. Elas “emagrecem”. Blusa transpassada: Funciona como o decote
V, só que é mais anatômico.
O óculos ideal, como encontrar, uma identidade visual
Os óculos de sol são indispensáveis na vida moderna, tendo que atender a três objetivos
para conseguem unir o útil ao agradável, possuindo o papel de conforto para à vista em
sol forte, também o proteger os olhos dos raios solares prejudiciais à saúde ocular e
por fim o papel de acessório, dando um look complementando rosto e cabelos. A
primeira lente escura de que há notícia foi uma lâmina verde do imperador Nero,
no século I. Especula-se que ele era muito loiro ou até albino e, por causa dos olhos
claros, não via bem as apresentações nas arenas.
O primeiro par de óculos com lentes escuras e armação,surgiu na Alemanha, no século
XIII, mas era pesado e desconfortável. Foram os franceses, no século seguinte, que
introduziram um novo design e o nome de pince-nez (pinça de nariz), porque ficava
preso na ponta do nariz. O modelo com duas hastes laterais, como os atuais, só surgiu
no século XVII, até o século XX era feito sempre com lentes verdes. Na década de 60,
esse cristal, pesado, foi substituído pelo acrílico e pelo policarbonato.

Rosto redondo – o melhor modelo de óculos de sol são os de armação quadrada que
valorizam seus traços impedindo que seu rosto fique muito redondo.
Rosto quadrado – é o contrario as armações redondas são as que melhor lhe caem pois
valorizam seus traços e evita que seu rosto fique com aspecto muito quadrado.
Rosto Oval – as pessoas com esse formato de rosto são privilegiadas pois podem
escolher qualquer modelo de óculos de sol que lhe cairá muito bem.
Rosto Alongado – os modelos que ficam melhor em seu rosto são os esportivos e os
maxi grandes, eles dão uma valorizada em seus traços.
Passos
Analise o formato do seu rosto. O ser humano pode ter 7 tipos de formato facial: oval,
retangular, triangular, quadrado, diamante, redondo ou piramidal.

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o Um rosto oval é mais comprido do que largo, tem a testa e o queixo
arredondados, sendo a testa mais larga que o queixo. Pessoas com rosto
oval podem usar, praticamente, qualquer estilo de armação.
O rosto retangular tem o queixo quadrado e um formato oblongo, que é mais comprido
do que largo. Rostos oblongos ficam melhores com armações quadradas e grandes, com
detalhes nas bordas que servem para dar a impressão de um rosto mais largo.
Um rosto triangular se parece com uma pirâmide invertida, tem o queixo fino e redondo
e a testa larga. Armações redondas pequenas ou quadradas com a parte superior em
cores claras ou transparentes combinam mais com esse tipo de rosto.
Rostos quadrados têm uma linha do maxilar forte e uma testa larga, sendo ambos em
proporções semelhantes. Uma armação do óculos pode equilibrar os ângulos dos rostos
quadrados se for de uma formato oval ou redondo.
O rosto com formato de diamante é fino em cima e embaixo. Pessoas com esse formato
têm as maçãs do rosto acentuadas, queixo, olhos e maxilar finos. O melhor tipo de
armação para esse tipo de rosto é aquele com detalhes que chamam atenção na parte de
cima, como no formato gatinho ou com pedras encrustradas.
Rostos redondos têm o queixo e a testa arredondados, pouco angulares. Pessoas com
rosto redondo podem dar um toque angular escolhendo armações com formas pequenas
e finas, que são mais largas do que altas.
Um rosto com formato de pirâmide tem as maçãs e queixo largos, com a testa fina. Para
equilibrar esses traços faciais e criar a impressão de uma testa mais larga, escolha
armações mais pesadas na parte superior, com detalhes mais chamativos na parte que
fica acima das lentes.
2/Leve em conta seu tom de pele na hora de escolher a cor da armação. Geralmente,
a pele pode ter um tom frio ou quente. Tons frios são os azuis ou rosas, enquanto tons
quentes são aquelas de fundo amarelo. Às vezes o tom de pele pode ser uma mistura dos
dois, como na cor oliva. Prefira armações que combinem com seu tom de pele.
2. Pense se pretende manter a mesma cor de cabelo enquanto estiver usando
essa armação. As cores de cabelo seguem a mesma lógica do tom de pele: tons
quentes e frios. Prefira armações que funcionem bem com a cor do seu cabelo.
3. Visite várias óticas e procure por modelos que combinam com seu tom de
pele e formato de rosto, além de serem funcionais para seu dia a dia.
Armações de plástico são mais leves, têm um melhor custo-benefício e vêm em várias
cores e modelos. O plástico produzido atualmente é mais resistente do que o antigo, mas
ainda assim quebra com mais facilidade do que uma armação feita de metal.
Armações de metal vêm em versões hipoalergênicas, com modelos duráveis que são
ideais para pessoas que procuram um óculos leve. No entanto, se o seu grau for muito
alto, a natureza mais fina do metal pode fazer com que as lentes aparentem ser maiores.

Os produtos de Moda
Têm um ciclo de vida médio, possuindo uma curva de crescimento gradual
permanecendo aceita ou popularizada pelos consumidores durante determinado período
e descendo lentamente, normalmente o espaço de tempo de uma estação climática. São
produtos com desempenho de vendas progressivo e declínio gradual (Vincent-Ricard,
1989).
Já os produtos com ciclo de vida curto podem ser caracterizados como produtos de
Modismo. É o produto que “entra rapidamente, é adotado com grande entusiasmo,
atinge seu auge em pouco tempo e declina também em pouco tempo.

31
O modismo dura muito pouco e tende a atrair um número limitado de seguidores”
(Kotler, 1999:225). Vincent-Ricard (1989) define os produtos com ciclo de vida curta,
como produtos de vanguarda.
2 PROJETO E DESENVOLVIMENTO DE PRODUTO
2.1 Projeto de Produto
A linguagem do “design” de produtos se manifesta através do projeto. O
projeto faz-se necessário para articular cadeias de informações destinadas à
fabricação em larga escala por meio de tecnologias industriais. Segundo Escorel (2000),
o projeto é “o processo de fabricação das características dos mesmos, exigidas para a
satisfação das necessidades dos clientes”, e parte fundamental do desenvolvimento de
produtos. Rech, S. (2002 : 58) apresenta a seguir, as ideias de diversos autores sobre os
projetos de produtos.
2.2 Planejamento
Ação e efeito de projetar e programar uma coleção, em que se analisa o
tipo de mercado a conquistar, a qualidade do produto em vias de lançamento ou já
lançado, a concorrência que tem que enfrentar, e na qual se definem os objetivos a
alcançar com a coleção.
2.3 Coleção
A palavra coleção é tomada no sentido de conjunto de produtos, com harmonia de ponto
de vista estético ou comercial, cuja fabricação e entrega são previstas para determinadas
épocas do ano.
2.4 Planejamento de Coleção
O planejamento de coleção é a definição escrita e cifrada do que serão as peças da
coleção (estilo, forma, material, cores, preço, quantidade).
Segundo o Dicionário Aurélio planejar pode ser definido como o ato de elaborar um
plano ou roteiro, projetar ou programar algo. O processo de planejar envolve, portanto,
um modo de pensar que objetive responder a indagações referentes aos diversos
questionamentos sobre o que será feito, como será feito, para quem, porque, por quem e
com que recursos, bem como onde e quando será executado.
O planejamento é um método fundamental no desenvolvimento de uma coleção de
moda, pois além de tornar o trabalho do designer de moda mais eficiente, auxilia no
processo criativo. Segundo Rech (2002, p.68) “coleção é um conjunto de produtos, com
harmonia do ponto de vista estético ou comercial, cuja fabricação e entrega, são
previstas para determinadas épocas do ano”. É através da coleção que vai se assegurar o
estilo e a linguagem da marca para o período de vendas vigente. Para o processo de
desenvolvimento de coleção ser dinâmico é importante muita comunicação entre os
membros da equipe de toda a empresa.
O planejamento de coleção é elaborado a partir de informações atualizadas pela direção
comercial. Essas informações serão reunidas ao longo do ano pelas direções gerais,
comerciais, financeiras, técnicas, pelo chefe de produto e pelos estilistas. Elas portarão:
a) o estudo de vendas das estações passadas;
b) a evolução da clientela;
c) a evolução da moda, materiais e formas;
d) a evolução da tecnologia;
e) a evolução da empresa (faturamento)
Isso tudo permitirá a realização do quadro de coleção, assim como, também, a previsão
do plano de carga da produção.
2.5 Fase de Análise Anterior ao Planejamento de Coleções
No momento do desenvolvimento de novos produtos ou no lançamento de

32
coleções, a empresa deve voltar-se incisivamente para a captação dos desejos e das
necessidades dos consumidores. Pois serão estes anseios, condicionados pelos objetivos
gerais da empresa, a disponibilidade e o uso efetivo de recursos, que orientarão o
processo de criação. Normalmente a criação é baseada nas tendências estrangeiras e
adequada à realidade brasileira (clima, costumes, valores e crenças).
Quando vamos lançar a coleção? Esta pergunta depende de diversos fatores:
1) A empresa expõe seus produtos em feiras de lançamento?
2) A empresa vende para atacadistas e tem sua própria entrega?
3) A empresa vende para lojas de varejo de terceiros ou vende para lojas
de varejo próprias?
4) A empresa vende para atacadistas e lojistas?
2.6 Criação da Coleção
Criar uma coleção para uma empresa do vestuário, não é algo simples.
Embora, muitas vezes isso possa parecer. A criação pode ocorrer de forma
intuitiva ou seguir uma metodologia, isto é, uma série de operações necessárias que
seguem uma ordem pré-determinada, com o objetivo de obter o melhor resultado, com o
menor esforço e evitar futuros problemas.
No início da atividade do projeto, existe uma grande incerteza quanto ao sucesso ou
fracasso do produto, e conforme vão sendo descartadas alternativas não adequadas ao
projeto, ocorre a redução progressiva dos riscos (Sandra Rech).
ETAPAS DO PLANEJAMENTO DE PROJETO DE COLEÇÃO:
3.1 Pré-planejamento
1. Reunião de planejamento
2. Cronograma
3. Mix de produto
4. Dimensão
5. Público alvo
6. Analise da coleção anterior
3.2 Planejamento
7. Pesquisa de tendências
8. Escolha do tema/ Pesquisa do Tema (Sketchbook)
9. Cartela de cores
10. Cartela de materiais (tecidos)
11. Cartela de aviamentos
12. Esboços
13. Croquis
14. Desenhos técnicos
15. Estamparia e bordado
16. Briefing
17. Protótipo
18. Definição dos modelos
19. Peça piloto
20. Ficha técnica
21. Graduação dos modelos
22. Encaixe e risco
23. Custo das peças
24. Mostruário
25. Release
26. Vendas
4 DESCRIÇÃO DAS ETAPAS DO PRÉ-PLANEJAMENTO E DO

33
PLANEJAMENTO DE PROJETO DE COLEÇÃO
4.1 Reunião de Planejamento
É o primeiro passo para planejar uma coleção. Neste momento serão definidos o
cronograma, a dimensão da coleção, capital disponível e uma estimativa de faturamento.
É importante estar presente a equipe de criação, o proprietário da empresa, área
comercial, marketing e de produção.
4.2 Cronograma
É uma tabela que estabelece as atividades que devem ser realizadas com
os respectivos prazos a serem cumpridos. Muitas tarefas podem ser executadas
simultaneamente. O cronograma organiza as atividades previstas e permite que se
visualize se as mesmas estão dentro dos prazos. Ideal fazer de trás para frente. Prever
serviços que depende de outras empresas.
Lembre-se, o tempo é um fator determinante, quase sempre escasso...
Coleções lançadas fora da época planejada pode ter seu potencial de vendas seriamente
afetado.
4.3 Mix de produto e de moda
Mix de produto é a variedade de produtos que uma empresa oferece. As peças
classificam-se em “tops” (qualquer parte superior) e “bottons” (qualquer parte inferior).
Deve-se analisar quais os tipos de artigo que deverão compor a coleção (blusas, túnicas,
blazers, shorts, saias, calças...). Exemplo: uma confecção
de surf wear masculina tem seu mix composto de shorts, bermudas, camisetas, regatas,
trajes de neoprene, etc. Pode-se incluir no mix de produto acessórios,
O mix de moda é composto por três segmentos: 1.Básicos: funcionais/ sempre
presentes; 2. Fashion: Modelos de acordo com as tendências; 3.
Vanguarda: Peças complementares (vitrines, desfiles/ maior impacto).
Pode ser elaborada uma tabela cruzando o mix de produto com o mix de moda com o
número de peças para servir de parâmetro para a equipe de criação.
4.4 Dimensão da coleção
O tamanho da coleção depende da estratégia comercial da empresa.
Quem é o consumidor final. Em geral uma coleção pode variar entre 20 a 80
peças, mas estes números não são regras fixas.
4.5 Público-alvo
O mercado da moda está diretamente direcionado a três grandes públicos: feminino,
masculino e infantil. Contudo, estes três grupos ainda são segmentados quanto à
localização geográfica, classe social, faixa etária entre outros. Além disso, ainda pode-
se inferir que o estilo de vida dos consumidores tem gerado uma subdivisão ainda
maior.
Pires (2000 apud Treptow, 2003, p.51) aponta uma outra divisão com suas respectivas
porcentagens: Tradicional (60%): Valoriza a praticidade, conforto, e
o preço justo. Indiferente à etiqueta e à moda, motivado pela necessidade, não gosta de
chamar a atenção. Fashion (30%): Valoriza a moda, as etiquetas, a
juventude; gosta do consumo em geral; é socialmente ativo; julga-se sensual e
atraente; aceita novidades com facilidade; procura estar em forma. Vanguarda
(10%): Adota moda própria, valoriza estilos, novidades, peças coordenadas de forma
insólita. Não é fiel às etiquetas. São pessoas criativas, sem medo de críticas.
4.6 Analise da coleção anterior
Analisar o resultado da estação precedente é importante para perceber as peças que mais
venderam, os lucros obtidos, problemas encontrados, enfim,
como foi o resultado final da coleção.
4.7 Pesquisa de tendências

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A pesquisa deve ser algo constante para o designer de moda, ela é o início
de todo o processo de criação. A pesquisa de tendências pode ser realizada por meio de
revistas, sites da internet, feiras, desfiles, etc. Ela requer sensibilidade do criador para
traduzir mudanças, sentimentos e comportamentos desse consumidor. A Pesquisa de
Tendência e a Pesquisa de Tema de Coleção são as principais pesquisas inseridas no
Planejamento de Coleção, pois precisa ser realizada no tempo certo, caso contrário seus
resultados serão ultrapassados.
Também deve ser ressaltada a pesquisa de comportamento, pesquisa de
mercado e a pesquisa tecnológica. Na Pesquisa de Comportamento não basta conhecer
aquilo que o mercado já consome. Moda é a dinâmica da mudança, da renovação. O
designer deve saber com quem seu público-alvo está atualmente identificado. A
Pesquisa de Mercado são os concorrentes. É preciso saber quem são os concorrentes e
estar atento às estratégias utilizadas pelos mesmos para atrair reter clientes.
(TREPTOW,
2003, p.80).
Para a Pesquisa Tecnológica é imprescindível manter contato com fornecedores sobre as
inovações tecnológicas do mercado e isso pode ser feito através de visitas a
fornecedores e no atendimento a representantes na própria empresa.
Essas tendências, no entanto, acontecem em longo prazo, por esse motivo que o design
precisa estar sempre bem informado, “antenado” com os acontecimentos mundiais.
Além das pesquisas mencionadas acima, é fundamental que a coleção tenha um tema,
como se pode observar a seguir.
4.8 Escolha do tema
O “tema” representa o conceito da coleção, onde o designer comunica sua
proposta. Representa a leitura estética do briefing1. A definição do “tema”
geralmente é livre, só depende da sensibilidade do designer transformar esse
elemento inspirador em uma proposta de moda, chocante ou comercial conforme o
objetivo da empresa, diz Treptow (2003). O tema deve ter uma ponte com as tendências.
Exemplos de temas:
Históricos: épicos
Arquitetura: estilos construções
Música: estilos musicais
Etnias: variações culturais
Fantasias: desenhos animado, contos de fadas
Subjetivos: sonhos, romantismo, desarmamento
Literários: períodos
Personalidades: heróis, pessoas marcantes,
figuras de estilo
Artes: períodos, obras, autores
Natureza: fenômeno, objetos, seres
Tecnologia: atualidades tecnológicas
Mitologias/Lendas: mitos, 7 pecados capitais
1 A definição de briefing será comentada no próximo item.
4.9 Cartela de cores
Para o desenvolvimento de uma coleção é preciso formar uma cartela de
cores. Essas cores são extraídas do briefing, da imagem forte fazendo parte do
tema da coleção. Cada cor deve ser representada por um retângulo de 2cm x 3cm ou o
inverso, tem que ser identificada por códigos ou nomes escolhidos pelo design e , o
espaçamento entre cada uma deve ser de 1cm.
O branco e o preto, normalmente fazem parte de todas as cartelas.

35
4.10 Cartela de materiais (tecidos)
O tecido é a principal matéria-prima da indústria de confecção, para que se possa
transformar em produto aquilo que foi criado pelo designer de moda.
Eles são escolhidos pelo designer na hora de desenvolver a coleção e precisam estar de
acordo com a estação e com o tema proposto para a coleção. Deve-se anotar
informações sobre o tecido (amostra): Nome ou referência; composição; fabricante,
largura; rendimento; gramatura.
O valor da matéria-prima também deve ser considerado, pois um custo
elevado pode comprometer a comercialização da peça, que certamente irá para o
mercado com um preço mais alto.
4.11 Cartela de aviamentos
Os aviamentos são materiais utilizados para a confecção de uma roupa
além do tecido.
Com relação a função, pode-se dividir em função componente: aviamento utilizado na
construção da peça, sem o qual ela não pode existir – linhas, etiquetas, zíperes, botões
funcionais –; e função decorativa: aviamento utilizado apenas como adorno, mas sem
característica funcional – franjas, patches
(aplicações bordadas), etiquetas decorativas, puxadores de zíper decorativos.
Por sua vez, a visibilidade se divide em aparente: aviamentos que são visíveis após a
peça confeccionada – botões, zíper, bordados, etiquetas de tamanho ou composição –; e
não aparente: aviamentos que ficam no interior da peça – entretelas e elásticos.
Deve conter, além da amostra, a descrição, referência, fornecedor, cores
e metragem por peça.
4.12 Esboços
Após o padrão da coleção definido, com o tema escolhido, a cartela de cores delimitada,
tecidos selecionados, o designer passa a criar propostas para a coleção através de
rabiscos, pois o esboço não possui compromisso estético e nem comercial. Ele apenas
serve para que o designer passe rapidamente para o papel uma série de ideias.
4.13 Croquis
Desenho de moda, ou croqui é o desenho estilizado das peças de uma coleção. Nem
sempre é desenvolvido pela micro e pequena empresa de confecção. Como diz Treptow
(2003, p.142), “o croqui apresenta uma grande vantagem: a
capacidade de visualizar as combinações entre peças da coleção”.
4.14 Desenhos técnicos
O desenho técnico é um desenho da peça a ser confeccionada (não aparece um corpo de
manequim, evitando distorções característicos no desenho
de moda), onde todos os detalhes terão que estar bem informados. Devem estar
especificados os tipos de costuras, tamanho de aberturas, posição de botões, pences,
todo o tipo de informação que possa ser útil a modelista. Esse desenho vai ser utilizado
para estudos na fabricação, execução e ao longo de todo processo produtivo. No
desenho técnico geralmente não se usa cor, e desenha-se a frente e as costas para
evidenciar os detalhes da peça. Eles são inseridos nas fichas técnicas.
4.15 Estamparia e bordado
Estampas e bordados podem fazer muita diferença numa peça. Para
compor um modelo, em alguns casos, são previstas aplicações de estampas ou de
bordados, utilizando técnicas industriais ou métodos artesanais.
4.16 Briefing
É um painel com imagens que concentra de modo claro e sintético o conceito da coleção
e que comunica as cores, os materiais, as texturas, as linhas,

36
as formas, os volumes e outras informações importantes. Não usá-lo como capa do
projeto. Esta imagem é a alma de todo o projeto e estará sendo constantemente
consultada para todas as definições anteriores ou posteriores à criação. Evite inserir a
imagem do consumidor no briefing, prefira coloca-la junto ao perfil do consumidor.
Segundo Treptow (2003, p.109), “a leitura estética do briefing tem por objetivo
comunicar no processo quais conceitos irão nortear a coleção. Na linguagem dos
profissionais de moda, representa a atmosfera, o espírito da coleção”.
4.17 Protótipo
Protótipo é a primeira peça produzida, onde serão testados todos os
fatores importantes para a “perfeição” do produto final. Somente após a
aprovação do protótipo é confeccionada a peça-piloto, que será usada como
modelo para produção de todas as outras.
É muito importante que toda vez que ocorra uma alteração no protótipo a alteração seja
feita imediatamente na modelagem.
4.18 Definição dos modelos
A definição dos modelos que farão parte da coleção, nunca deve ser uma decisão
solitária. É importante que seja formado um comitê de decisão cuja
composição além da presença do empresário e de um funcionário da área de estilo
devem também participar executivos das áreas de vendas e de produção.
A análise técnica comercial através do comitê tem maiores possibilidades
de garantir que o produto final corresponda às expectativas do mercado e da empresa.
Deve ser considerado: atualidade, preço, criatividade, público-alvo,
etc.
4.19 Peça piloto
A peça piloto será a peça que servirá para a orientação de toda a
produção e como tal deve incorporar todas as características de produto final
em termos de acabamento, qualidade e aviamentos.
4.20 Ficha técnica
A ficha técnica e um documento descritivo de cada peça da coleção.
Normalmente, o modelo dessas fichas varia de empresa para empresa, mas
algumas regras devem ser seguidas. Neste sentido, deve conter o nome da
coleção, a referência do modelo, a descrição do modelo, a grade de tamanhos, o nome
da modelista responsável, a data de aprovação do modelo, o desenho
técnico frente e costas, o código do molde, o nome do designer responsável, o
plano de corte, o nome ou referência do tecido, a metragem consumida, os
elementos decorativos como estampas e bordados e os elementos de embalagem.
4.21 Graduação dos modelos
A graduação dos moldes consiste em acrescentar ou diminuir a diferença
medidas proporcionalmente a cada tamanho, partindo de um tamanho que foi
desenvolvida a modelagem. Exemplo: Se a modelagem foi desenvolvida no tamanho
M, para fazer o tamanho tamanho P, as medidas devem ser diminuídas, enquanto
para fazer o G, as medidas devem ser aumentadas. Uma tabela de medidas deve
ser utilizada, tanto para realizar a modelagem como para fazer a graduação.
4.22 Encaixe e risco
Nesta etapa, os moldes com os tamanhos já graduados, serão encaixados
ou organizados para garantir um melhor aproveitamento do tecido que será
cortado. Este encaixe servirá de risco para realização do corte.
4.23 Custo das peças
O custo de uma peça engloba as despesas associadas ao produto –

37
matéria prima, mão de obra e embalagem – que é chamado de custo direto mais os
custos indiretos que existem com a fábrica produzindo ou não – aluguel, administração
etc.
Com as fichas técnicas contendo informações precisas, podemos calcular
o CUSTO DIRETO de uma peça. Os produtos especiais possuem bordados, modelagens
ousadas, tecidos diferenciados e, portanto seus custos são mais elevados do que o custo
médio das outras peças da coleção. Algumas empresas repassam para as outras peças o
custo das especiais para não haver um desequilíbrio de preço grande entre elas.
4 Mostruário
Deverão ser feitas amostras em quantidade suficiente de modo que
possam ser apresentadas aos clientes ou entregues aos representantes
acompanhadas de cartela de cores e tipos de tecido.
4 Release
É um texto que apresenta a coleção. Nele se apresenta o tema
pesquisado, os pontos fortes, as idéias principais, as formas, as cores, os tecidos, assim
como informações consideradas importantes.
RELEASE DA COLEÇÃO: texto em linguagem de moda, também poético, com
sedução, ritmo e que trate das seguintes informações:
Vendas
As empresas podem fomentar as suas vendas através da aplicação de uma
política de promoção e de vendas. Sendo que aquelas de menor porte devem
concentrar o seu esforço naqueles canais que atingem mais diretamente aos
consumidores potenciais do seu produto.
Vale ressaltar que uma coleção deve ser vendável, portanto é
indispensável que se considere inúmeros fatores no momento da criação. Isto quer dizer
que o processo de criação artesanal ou artistico é muito diferente do que se está se
propondo.
Para Araújo (1995) a diferença entre o artesão e o designer está justamente no
fato de que “o artesão não desenha o seu trabalho e não apresenta razões para as
decisões que toma (...) a evolução de um produto artesanal pode também resultar em
características discordantes, muitas vezes por razões funcionais”
(p.75).
Desenvolver uma metodologia de trabalho é tarefa árdua, mas é fundamental imprimir
esse esforço para que o processo possa ser reproduzido, especialmente quando o
produto é desenvolvido por uma equipe. Sem um sistema abrangente capaz de
descrever, organizar as etapas do processo de criação,
guiar as decisões a serem tomadas, abrangendo todos os aspectos envolvidos, não há
como assegurar a qualidade dos projetos elaborados, que passarão a depender tão
somente de rompantes de criatividade sem assegurar a possibilidade de continuidade no
desenvolvimento da produção.
Munari (1982) possui a mesma argumentação quando afirma que a existência de uma
metodologia para projeto de criação é o que diferencia o
artista do designer. Enquanto o artista elabora obras carregadas de conceitos
pessoais, através de métodos e técnicas intuitivas, o designer necessita de um
método para o projeto, já que, "livre de preconceitos artísticos", utiliza matéria prima e
técnica que o permitam criar produtos adequados às funções prática,
estética e psicológica a que se destinam. De acordo com as ideias de Juran (1997:166), e
conduzidas da mesma maneira por Escorel (2000), o projeto é "o processo de fabricação
das características dos mesmos, exigidas para a satisfação das necessidades dos
clientes" e parte fundamental do desenvolvimento de produtos. Produtos resultantes de

38
projetos de design têm um melhor desempenho que aqueles desenvolvidos pelos
métodos empíricos e são obtidos em um curto espaço de tempo, considerando
"conceito" e "cliente" como os polos terminais do ciclo de desenvolvimento. Segundo
Slack (1997), o objetivo do projeto de produtos é a satisfação das necessidades e
expectativas atuais e futuras dos consumidores. Assim, considera-se o consumidor
como início e o fim do projeto de produto.
Pode-se afirmar que a Metodologia é semelhante a um planejamento, que tem como
função mostrar o “caminho” que a pesquisa deve percorrer.
Inúmeros autores apontam diferentes métodos para executar um projeto, mas de forma
geral, todos seguem uma estrutura básica.
1. Observar e analisar: definição do problema, pesquisa, definição de objetivos e
restrições;
2) Planejar e projetar: geração de opções, escolha de opções, desenvolvimento,
aprimoramento e detalhamento;
3) Construir e executar: protótipo e produção.

Tópicos básicos para o desenvolvimento de Projeto de Evento de Moda:

1. Objetivos: Geral - objetivo principal do evento pode ser lançar um estilista,


apresentar uma marca, um novo espaço. Específicos - objetivos secundários ao evento.

2. Público-alvo: quem participará / apreciará o evento: empresários,


patrocinadores, personalidades na moda, profissionais do ramo, ”formadores de
opinião” e público em geral.

3. Estratégicas: para quem será o desfile; quais são as vantagens dos


patrocinadores em colaborar com o desfile; qual o espaço do patrocinador na mídia
direcionada ao avento; como será a divulgação do desfile; o que o público ganhará
assistindo ao espetáculo.

4. Recursos: a) recursos humanos – recepcionistas relações públicas,


segurança, fotógrafos, cinegrafista, profissionais do som, profissionais de iluminação e
eletricistas, coordenador geral, manequins, camareiras; b) Recursos materiais – araras,
cabides, crachás, cartazes de identificação, folders, banners, carta convite, materiais de
escritório, equipamentos de som, imagem e outros; c) Recursos físicos - local do evento,
sala para escritório do pré-evento com fax, telefone e computador com acesso a internet.

5. Implantação: o acompanhamento das fases do pré-projeto deverá ser feito


por meio de cronograma de execução dos trabalhos. O desfile será divulgado através
pelos meios de comunicação, enviando carta convite (para os convidados) e a imprensa
especializada e confirmando-os. Programa técnico - dia, horário, local, tema a ser
desenvolvido na apresentação / desfile, estilista. Cronograma - devem estar listado todas

39
as atividades a serem desenvolvidas antes, durante e depois do desfile, com o nome do
responsável pela tarefa e o prazo para a conclusão desta e os pagamentos a serem
executados.

6. Acompanhamento e controle: o coordenador geral delegará atividades aos


coordenadores de grupo, que tem a função de supervisionar as tarefas, para o bom
andamento do trabalho pré-estipulado, assim como verificar os resultados e avaliar o
evento.

7. Avaliação: a avaliação será feita pela equipe organizadora (coordenadores e


diretor geral), através de análise dos resultados divulgados na imprensa, nos dados das
vivências das equipes, através da observação e anotações.

8. Orçamento previsto: listar em forma de quadro, todos os desembolsos e


entradas em caixa para viabilizar os compromissos a cumprir.

9. Relação da divisão de tarefas: listar todas as tarefas saídas do projeto e


distribuí-las por coordenadores.

10. Conclusão final.

ETAPAS A SEREM SEGUIDAS PARA PRODUÇÃO DE UM DESFILE DE MODA

Para o início, a escolha do local é fundamental, juntamente compatível com a temática


do desfile. É preciso pensar no número de espectadores, com salas de apoio a imprensa
e um possível local de comemoração após o desfile. Não pode esquecer que o acesso
deve ser fácil, com amplo estacionamento, segurança e telefones.

É preciso pensar nos formatos das passarelas, que tem um papel importante nos desfiles.
Deve ser montado de uma forma que dê visualização ao público para a observação do
espetáculo.

Espaço amplo para os cinegrafistas e fotógrafos. Lugares reservados à imprensa e


convidados ou compradores mais fiéis.

Pelo menos com uma semana de antecedência, as roupas devem estar prontas e
preparadas nas araras, separadamente, para cada manequim. Nas araras estará a ordem
da seqüência das entradas dos profissionais, junto com uma ficha anexada a cada look,
com todos os detalhes da roupa, desde cabelos, maquiagem, meias, sapato, acessórios,
até o modo de como o manequim deve compor o personagem na passarela (andar,
dançar, correr, etc).

Antes de programar o evento, é necessário que já tenha idéia dos profissionais e itens
que farão parte do desfile. São eles: local; produção gráfica (release, convites,

40
informativos, assessoria de imprensa, placas indicativas); manequins (com medidas do
corpo, altura, sapatos, peso); transporte para equipamentos e todas as pessoas
envolvidas; roupas (com devidos acessórios e sapatos que serão utilizados); entradas
(chamada também de espelho, é a ordem de entrada das manequins); alimentação (para
todos os envolvidos na produção); som (equipamentos, técnicos e trilha sonora de
acordo com o tema do evento); maquiador; cabeleireiro; passarela; ensaio; prova de
roupa; decoração; estilo (tudo tem que representar o espírito pretendido pelo diretor,
marca e estilista); abertura / final (devem ser impactantes); tempo de duração (o desfile
não pode se estender muito, pois se torna cansativo, em média 30 minutos é o
recomendável).

Para Silveira (2004) o desfile deve representar o tema proposto pelo estilista. Luz, som,
espaço, roupas, convites, tudo deverá compor a apresentação. O início do espetáculo
deve ser importante, mantendo o ritmo de desenvolvimento e fechando em grande
estilo. Novamente os clãs dos “formadores de opinião” têm seu papel no processo de
avaliação dos resultados, e é principalmente pela plateia que a imprensa formula seus
primeiros comentários, podendo consagrar um estilista ou mesmo acabar com a carreira
deles.

INTRODUÇÃO
BASICAMENTE UM DESFILE DE MODA É UMA PEÇA DE MARKETING,
BASTANTE BARATA SE COMPARADA A OUTRAS MÍDIAS TAIS COMO
TELEVISÃO OU OUTDOOR.

A INTENÇÃO DE SE FAZER UM DESFILE DE MODA É BASICAMENTE


VENDER MODA, QUE ALGUMA CONFECÇÃO ESTÁ DISPONIBILIZANDO NO
MERCADO, ALGUMA LOJA ESTÁ VENDENDO, OU MESMO UM ESTILISTA
ESTÁ CRIANDO.
SENDO ASSIM, NÃO DEVEMOS NOS ESQUECER DE QUE A ESTRELA
PRINCIPAL DE UM DESFILE DEVE SER A ROUPA, E TODO O RESTO DEVE
SERVIR DE ARGUMENTO PARA VENDÊ-LAS.
ü O DESFILE DEVE SER CAPITALIZADO (RENDER FRUTOS NA PROMOÇÃO
DA COLEÇÃO) EM TRÊS ESTÁGIOS:

1. PRÉ-EVENTO - GERANDO NOTAS EM JORNAIS E AÇÕES DE


TELEMARKETING DIRIGIDAS A CLIENTES, AVISANDO QUE O EVENTO
ACONTECERÁ. ISTO É MÍDIA, ISTO É IMPORTANTE PARA A MARCA.
2. EVENTO - MOMENTO DO DESFILE, QUE DEVERÁ SER DEVIDAMENTE
REGISTRADO POR FOTÓGRAFOS E PASSAR UMA BOA IMPRESSÃO À
PLATÉIA, PARA GERAR UM BOCA-A-BOCA POSITIVO E ESPONTÂNEO.
3. PÓS-EVENTO - NA DIVULGAÇÃO DE FOTOS DO EVENTO NA MÍDIA
ESPECIALIZADA, OU MESMO DENTRO DA LOJA, DURANTE A
APRESENTAÇÃO DAS PEÇAS AO CLIENTE.

IMPRENSA: PRINCIPAL OBJETIVO DE UM DESFILE DE GRANDE PORTE

41
ü FAZER DESFILES É UMA FERRAMENTA UTILIZADA POR GRIFES PARA
CONSEGUIR MÍDIA BARATA PELA A IMPRENSA.
O JOGO É BASTANTE SIMPLES: AO INVÉS DE SE GASTAR CENTENAS DE
MILHARES DE REAIS EM ESPAÇO PAGO NOS JORNAIS, REVISTAS,
OUTDOORS, ELES UTILIZAM UMA PARCELA BEM MENOR DESTES VALORES
PARA PRODUZIR UM BOM EVENTO QUE POSSA ATRAIR A ATENÇÃO DA
IMPRENSA ESPECIALIZADA.
O ESPAÇO EM MÍDIA CONSEGUIDO ATRAVÉS DE EVENTOS TEM MAIS
CREDIBILIDADE PARA OS SEUS CLIENTES.
ü SEMPRE UTILIZADO PELAS GRANDES MARCAS, É USAR A FORÇA
TURBINADA DAS DUAS FORMAS JUNTAS DE MÍDIA.
DESFILES DE MENOR PORTE PODEM NÃO CONSEGUIR A CAPA DA REVISTA
CARAS, MAS CERTAMENTE, COM UM POUQUINHO DE JOGO DE CINTURA,
VOCÊ CONSEGUIRÁ PEQUENAS NOTAS EM GRANDES JORNAIS, ESPAÇOS
INTERESSANTES EM JORNAIS DE BAIRRO, PÁGINAS DE INTERNET,
PROGRAMAS ESPECIALIZADOS DE TELEVISÃO.
PARA CONSEGUIR ESTA MÍDIA, VOCÊ DEVE TRATAR OS JORNALISTAS E
EDITORES COMO SEU PÚBLICO ALVO, CRIANDO PEQUENAS CAMPANHAS
DIRIGIDAS À IMPRENSA. ESTE É O TRABALHO QUE UMA BOA ASSESSORIA
DE IMPRENSA FARÁ POR VOCÊ. AQUI VÃO ALGUNS TOQUES SOBRE COMO
A IMPRENSA DEVE SER ATINGIDA:
1. CRIE "MÍDIA KITS" PARA SEREM ENTREGUES AOS JORNALISTAS QUE
PRETENDE ATINGIR. UM "MÍDIA KIT" É FORMADO POR UM PRESS-RELEASE
EXPLICATIVO, CONVITES CRIATIVOS PARA DESFILE, UMA
"LEMBRANCINHA" DO EVENTO, QUE PODERÁ SER UMA PEÇA DE PEQUENO
VALOR DA SUA GRIFE, E MUITA, MUITA CRIATIVIDADE. APENAS TOME
CUIDADO PARA NÃO TRANSFORMAR SEU "MÍDIA KIT" EM UMA GRANDE
CAIXA DE OBJETOS SEM SENTIDO.
2. NÃO PROCURE JORNALISTAS COM MUITA ANTECEDÊNCIA PARA O
EVENTO. JORNALISTAS SÃO PESSOAS BASTANTE REQUISITADAS E
TENDEM A ESQUECER ASSUNTOS MENOS IMPORTANTES NA HORA DE
ESCOLHER SUAS MATÉRIAS. ASSUNTOS FÚTEIS (COMO FATALMENTE
NOSSOS DESFILES DEVEM SER, BEM...) DEVEM TER A HABILIDADE DE
APARECER EM SUAS MESAS NA HORA DO FECHAMENTO FINAL DAS
EDIÇÕES. EM ALGUNS JORNAIS, OS CADERNOS DE EVENTOS, QUE SAEM
AOS DOMINGOS, SÃO FECHADOS NA QUINTA-FEIRA. O IDEAL PARA
EVENTOS DE MEIO DE SEMANA, É PROCURAR OS JORNAIS COM TRÊS DIAS
ANTES.
3. NÃO PROCURE APENAS EDITORIAS DE EVENTOS E FIRULAS (ESTILO
CADERNO 2). CRIE DADOS ECONÔMICOS E EMPRESARIAIS A RESPEITO DE
SEU EVENTO E PROCURE TAMBÉM ESTES CADERNOS.
4. SEU PRESS-RELEASE DEVE SER ENVIADO VIA FAX E EMAILS,
MOMENTOS ANTES DO FECHAMENTO DOS CADERNOS. SEJA DIRETO,
CLARO, DESCREVA O EVENTO, DIGA LOCAL, HORÁRIO, TELEFONE PARA
MAIS INFORMAÇÕES.

42
5. PARA CONSEGUIR ESPAÇO EM ALGUNS CADERNOS SOCIAIS É A
CRIAÇÃO DE FOTOS EXCLUSIVAS DO EVENTO.
FEEDBACK: A ÚLTIMA E MAIS LONGA FASE NO APROVEITAMENTO DO
EVENTO
O DESFILE FOI LINDO! ESTAMOS FELIZES! ARRASAMOS! E AGORA?
NÃO SE ESQUEÇA DE QUE DESFILES DEVEM SER CAPITALIZADOS EM
TRÊS FASES: ANTES, DURANTE, DEPOIS.
PARA ISTO, VOCÊ DEVE TER SE PREOCUPADO EM CONTRATAR UM BOM
FOTÓGRAFO PARA REGISTRÁ-LO.
DEPOIS DE REALIZADO O SEU EVENTO VOCÊ TEM UMA HISTÓRIA PARA
CONTAR SOBRE SUA COLEÇÃO.
VOCÊ TEM TAMBÉM PESSOAS QUE FORAM AO SEU DESFILE E GOSTARAM
MUITO.
VOCÊ TEM FOTOS, VOCÊ TEM A COLEÇÃO PARA VENDER.
ANTES DE TUDO, APRESSE-SE EM REVELAR BOAS FOTOS DO SEU
EVENTO.
ESTAS DEVEM SE TRANSFORMAR EM UM PORTFÓLIO PARA SER EXPOSTO
NO SEU PONTO DE VENDA.
EXISTE UMA TENDÊNCIA, TAMBÉM, DE SE FAZEREM CATÁLOGOS COM
FOTOS DE DESFILES.
ENTRE EM CONTATO COM OS MESMOS JORNALISTAS QUE AJUDARAM A
DIVULGAR O SEU EVENTO E CERTIFIQUE-SE DE QUE TENHAM ESTAS
FOTOS.
ELES PODERÃO PUBLICÁ-LAS OU SIMPLESMENTE FICAR SATISFEITOS EM
SABER QUE O EVENTO DIVULGADO ACONTECEU COM SUCESSO, ISTO
AJUDARÁ NA PRÓXIMA VEZ QUE VOCÊ PRECISAR.
LIGUE PARA OS CONVIDADOS QUE NÃO FORAM AO DESFILE, CRIANDO UM
MOTIVO LEVE, COMO A INFORMAÇÃO DE QUE A COLEÇÃO NOVA JÁ ESTÁ À
VENDA, E APROVEITE PARA DIZER O QUANTO O SEU DESFILE FOI BEM
SUCEDIDO.
QUANDO SEUS CLIENTES VIEREM COMPRAR SUA COLEÇÃO, VOCÊ
PRECISA DE HISTÓRIA PARA CONTAR SOBRE SUA COLEÇÃO, E ESTE É O
MELHOR MOTIVO DO MUNDO:
O DESFILE DE SUA COLEÇÃO E SEUS CONVIDADOS ILUSTRES.
SUA EQUIPE DE VENDAS DEVE ESTAR BEM INFORMADA SOBRE O EVENTO,
PARA USAR COMO ARGUMENTAÇÃO.
TUDO ISTO DEVE SER FEITO PARA, TAMBÉM, ESTIMULAR OS SEUS
CLIENTES QUE FORAM AO EVENTO A FALAREM DO EVENTO, PARA
CONFIRMAREM O QUANTO O HAPPENING FOI INTERESSANTE.
SE VOCÊ É APENAS O ORGANIZADOR DO EVENTO, DEVERÁ ORIENTAR SEU
CLIENTE NESTA TAREFA DE FEEDBACK. CONSIGA TAMBÉM FOTOS PARA O
SEU PRÓPRIO PORTFÓLIO.

REVISÃO: UMA PEÇA EFICIENTE DE MARKETING

43
O MERCADO DE MARKETING DE MODA ESTÁ CRESCENDO E SE
PROFISSIONALIZANDO, PROFISSIONAIS NO RAMO DE EVENTOS DE MODA
ESTÃO NO TOPO DE UMA LISTA DE NOVAS OPORTUNIDADES NESTE
MERCADO.
TALVEZ ALGUNS NÚMEROS OFICIAIS POSSAM NÃO CONSIDERAR ESTE
MERCADO COMO UMA BOA OPORTUNIDADE PORQUE NÃO EXISTEM
EMPREGOS NESTA ÁREA. PARA SER UM ORGANIZADOR DE DESFILES DE
MODA VOCÊ PRECISARÁ TER EM MENTE QUE VOCÊ SERÁ O ÚNICO
RESPONSÁVEL PELO SEU SUCESSO. ESTE É UM MERCADO LATENTE.
ISTO SIGNIFICA QUE EXISTE MUITA GENTE QUE PODERIA QUERER ESTE
SERVIÇO E NEM MESMO SABE QUE PODERIA. EXISTEM INÚMERAS
EMPRESAS QUE PODERIA SE INTERESSAR POR ESTES SERVIÇOS SE VOCÊ
TROUXESSE UMA BOA PROPOSTA, MAS JAMAIS TERIAM ESTA IDÉIA
SOZINHA.
NESTE CURSO, TENTAMOS TRADUZIR ESTA IDÉIA DE QUE DESFILES DE
MODA DEVEM SER ENCARADAS COMO PEÇAS DE MARKETING DE MODA E
NUNCA COMO SIMPLES FESTAS DO MUNDO FASHION.
BASICAMENTE O QUE VOCÊ APRENDEU NESTE CURSO RÁPIDO FOI:
1. DESFILES SÃO AÇÕES DE MARKETING INSTITUCIONAL DE BAIXO
CUSTO.
2. ORGANIZAR DESFILES É BASICAMENTE PLANEJAMENTO DE TAREFAS.
3. VOCÊ DEVE TER COERÊNCIA COM AS INTENÇÕES DO MARKETING DE
SEU CLIENTE.
4. DESFILES DEVEM SER CAPITALIZADOS EM 3 ESTÁGIOS: ANTES,
DURANTE, DEPOIS.
5. VOCÊ PODE GANHAR MUITO DINHEIRO NESTA ÁREA, SE FOR BASTANTE
PROFISSIONAL.

PROFISSIONAIS: EM QUE FUNÇÕES EU POSSO ME ENCAIXAR?

ALGUNS PRETENDENTES A PRODUTORES E ORGANIZADORES DE DESFILES


DE MODA AINDA IMAGINAM QUE EXISTA UM MEGAPRODUTOR QUE SEJA
RESPONSÁVEL POR PRATICAMENTE TODOS OS ESTÁGIOS DA PRODUÇÃO
DE UM EVENTO COMO ESTE. NA REALIDADE, MESMO OS DESFILES MAIS
SIMPLES PRECISAM TER UMA EQUIPE BEM ESTRUTURADA, COM
PROFISSIONAIS CAPAZES PARA CADA PEQUENO DETALHE DESTE EVENTO.
ISTO OCORRE POR QUE A PRINCIPAL DIFICULDADE DA ESTRUTURA
DESTES EVENTOS É A SINCRONIA. É IMPOSSÍVEL FAZER MÚLTIPLAS
TAREFAS COMPLEXAS AO MESMO TEMPO, SOZINHO. CERTAMENTE, EM
PRODUÇÕES MENORES, VOCÊ DEVERÁ ASSUMIR VÁRIAS DESTAS
FUNÇÕES, MAS AINDA PRECISARÁ DIVIDI-LAS EM BLOCOS COM OUTROS
PROFISSIONAIS.
ALGUNS PROFISSIONAIS (OU TAREFAS) NECESSÁRIOS EM UM DESFILE DE
MODA:
O MARKETEIRO DO CLIENTE (LOJA, FÁBRICA OU ESTILISTA): ESTE

44
DEVERÁ DEFINIR A QUEM O DESFILE DEVERÁ ATINGIR, QUE LINGUAGEM
DEVERÁ SER USADA, DEFINIR DATAS, ORÇAMENTOS, DEFINIR TAREFAS
AO PRODUTOR. O ORGANIZADOR DO EVENTO: GERALMENTE DEVERÁ SER
O PRÓPRIO MARKETEIRO OU O PRODUTOR DO EVENTO. O ORGANIZADOR
É RESPONSÁVEL PELO PLANEJAMENTO GERAL DO EVENTO, CAPTAÇÃO DE
RECURSOS, CONTRATAÇÃO DE UM PRODUTOR, DEFINIÇÃO DE AGENDA, E
TUDO QUE SE REFIRA A CRIAR UM AMBIENTE TRANQÜILO PARA O EVENTO.
CASO O ORGANIZADOR NÃO SEJA O PRODUTOR, ESTE NÃO DEVERÁ TIRAR
A LIBERDADE DO PRODUTOR. PRODUTOR DO EVENTO: É A PESSOA QUE
VAI ADMINISTRAR A EXECUÇÃO DE TODAS AS ETAPAS DO EVENTO,
INCLUINDO ESTRUTURA FÍSICA E PESSOAL.
STYLIST (PRODUTOR DE MODA): APESAR DE ALGUNS AUTORES
SEPARAREM ESTAS FUNÇÕES DE PRODUÇÃO DE MODA E STYLING,
BASICAMENTE ELAS SE REFEREM À PESSOA QUE IRÁ MONTAR
ADEQUADAMENTE AS ENTRADAS DE ROUPAS, ACESSÓRIOS E SAPATOS,
DEFININDO INCLUSIVE QUE MODELO USARÁ QUE ROUPA.
PROMOTOR DO EVENTO: ESTA É A PESSOA QUE SE RESPONSABILIZARÁ
PELAS RELAÇÕES PÚBLICAS DO EVENTO, EMITINDO CONVITES E
DIVULGAÇÃO.
ASSESSORIA DE IMPRENSA: PESSOA RESPONSÁVEL POR "CAPITALIZAR" O
EVENTO NA MÍDIA, ENCONTRANDO TODOS OS ESPAÇOS POSSÍVEIS PARA
CITAR O NOME DA MARCA OU ESTILISTA.
PRODUTOR DE ELENCO: PESSOA RESPONSÁVEL PELA CAPTAÇÃO DO
ELENCO DE MODELOS.
MAQUIADOR (MAKE-UP ARTIST), E CABELEIREIRO (HAIR STYLIST):
MUITAS VEZES, EM PEQUENOS EVENTOS ESTAS DUAS FUNÇÕES PODEM
SER EXECUTADAS PELO MESMO PROFISSIONAL.
COACH DE PASSARELA (COREÓGRAFO): RESPONSÁVEL PELA DINÂMICA
DAS MODELOS NA PASSARELA.
PRODUTOR MUSICAL OU D.J.: RESPONSÁVEL PELA SELEÇÃO MUSICAL
E/OU EXECUÇÃO DA MÚSICA DO DESFILE
EQUIPE DE SOM E LUZ: MUITAS VEZES TAMBÉM RESPONSÁVEL PELA
ESTRUTURA DO EVENTO.
EQUIPE DE ESTRUTURA: EMPRESA QUE MONTARÁ ESTRUTURA DE
PASSARELA, CAMARINS, PLATÉIA.
EQUIPE CENOGRÁFICA: EXECUTARÁ A DECORAÇÃO DE CENÁRIOS E
PLATÉIA.
ARQUITETO OU CENÓGRAFO: DESENHARÁ A ESTRUTURA DO EVENTO.
DESIGNER: DESENHARÁ CONVITES ,CARTAZES E BANNERS.
EQUIPE DE CATERING: GERENCIARÁ A ALIMENTAÇÃO DA EQUIPE DO
EVENTO. EQUIPE DE RECEPTIVO: ORGANIZARÁ A RECEPÇÃO DE
CONVIDADOS, COQUETÉIS, BUFÊS.
EQUIPE DE LIMPEZA: DEVERÁ FAZER A LIMPEZA DO AMBIENTE, ANTES E
DEPOIS DO EVENTO.

45
EQUIPE DE SEGURANÇAS: DEVERÁ ORGANIZAR A ENTRADA DE
CONVIDADOS E MANTER O CONTROLE.
ASSISTENTES DE PRODUÇÃO: EXISTIRÃO EM PRATICAMENTE TODOS OS
ESTÁGIOS DA PRODUÇÃO.
PASSADEIRAS E PESSOAL DE CAMARIM : RESPONSÁVEIS PELA
MANUTENÇÃO DAS ROUPAS DO DESFILE:
ELENCO : COLOCADO AQUI EM ÚLTIMO LUGAR, PARA LEMBRAR AOS
NOSSOS FUTUROS PRODUTORES DE QUE ESTA PARTE É FUNDAMENTAL,
MAS NÃO DEVERÁ SER SUA ÚNICA PREOCUPAÇÃO.UM BOM ELENCO PODE
SALVAR UM EVENTO, MAS UM BOM ELENCO SEM UMA BOA ORGANIZAÇÃO
E ESTRUTURA, NÃO CONSEGUIRÁ UM BOM EFEITO.
ü ALGUNS PROFISSIONAIS, TAIS COMO LUMINOTÉCNICOS (PROFISSIONAL
DE ILUMINAÇÃO),ENTRE OUTROS, SÃO MAIS COMUNS EM PRODUÇÕES
MAIORES, QUE NATURALMENTE PODERÃO AGREGAR MAIS UNS VINTE
PROFISSIONAIS EM NOSSA LISTA. NO TEMPO CERTO, VOCÊ SE
PREOCUPARÁ COM FUNÇÕES SUPER ESPECÍFICAS.

ORÇAMENTO: QUE TAMANHO DEVERÁ TER ESTE EVENTO?

AO FAZER CONTATO COM UM CLIENTE, UMA DAS PRIMEIRAS AÇÕES A LHE


SEREM REQUISITADAS SERÁ A ENTREGA DE UM ORÇAMENTO. MUITO
CUIDADO NESTE PONTO. VOCÊ PODERÁ CERTAMENTE PASSAR UMA IDÉIA
DE CUSTO PARA SEU CLIENTE; MAS PREFIRA DEVOLVER ESTA OBRIGAÇÃO
PARA ELE.
COM O ORÇAMENTO EM MÃOS, VOCÊ DEFINIRÁ O QUE SERÁ POSSÍVEL
REALIZAR COM O DINHEIRO DISPONÍVEL.
VOCÊ DEVE EQUILIBRAR SEUS GASTOS, PLANEJANDO AÇÕES DE
DIVULGAÇÃO E DE REALIZAÇÃO DO DESFILE.
AFINAL, NÃO FARÁ SENTIDO REALIZAR O MELHOR E MAIS BONITO
DESFILE DO MUNDO, SEM SUA PLATÉIA.
NÃO PERCAM DE VISTA AS INTENÇÕES QUE O DEPTO DE MKT DO CLIENTE
TEM, AO REALIZAR ESTE DESFILE.
POR EXEMPLO, SE A EMPRESA PRETENDE CHAMAR ATENÇÃO DA MÍDIA,
VOCÊ DEVERÁ PLANEJAR UMA PARTE CONSIDERÁVEL DA VERBA PARA
CONTRATAR MODELOS FAMOSAS E UMA BOA ASSESSORIA DE IMPRENSA.
ü SE A IDÉIA FOR ATINGIR OS CLIENTES INTERNOS DA EMPRESA, PREFIRA
INVESTIR EM UM BOM RECEPTIVO E DEIXE A DIVULGAÇÃO POR CONTA
DOS CONTATOS INTERNOS DO CLIENTE.
DEFINA, PORTANTO, O FORMATO DO EVENTO, QUE ESTRUTURA USAR, QUE
PROFISSIONAIS CHAMAR, DEFINA OS SEUS HONORÁRIOS, E MONTE UMA
APRESENTAÇÃO SIMPLES, CONTENDO UMA TABELA QUE EXPLIQUE AS
CARACTERÍSTICAS DA PRODUÇÃO, QUEM EXECUTARÁ CADA TAREFA, OS
PREÇOS DE CADA PROFISSIONAL.
NÃO SE ESQUEÇA DE RESGUARDAR PARTE DO ORÇAMENTO PARA GASTOS
IMPREVISTOS.

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ACREDITEM EM MIM, ELES EXISTEM. INCLUA TAMBÉM EM SEU
ORÇAMENTO GASTOS COMO TRANSPORTE DE ELENCO, SEUS CUSTOS
DURANTE A PRÉ-PRODUÇÃO DO EVENTO, FILMES E REVELAÇÕES QUE
VOCÊ USARÁ NA MONTAGEM DA PRODUÇÃO DE ESTILO, ENSAIOS DE
MAQUIAGEM, ETC.
SEU TELEFONE DEVERÁ ESTAR BEM VISÍVEL EM SUA FOLHA DE
ORÇAMENTO, PARA QUE O CLIENTE POSSA ENCONTRÁ-LO, EM CASO DE
QUALQUER DÚVIDA.
AO DEFINIR SEU ORÇAMENTO, TOME O CUIDADO DE JAMAIS PERMITIR
QUE DURANTE AS NEGOCIAÇÕES COM SEU CLIENTE, A REDUÇÃO DA
VERBA PROPOSTA POSSA GERAR DIFICULDADES NA PRODUÇÃO.
Em LONGO PRAZO, PREFIRA NÃO ACEITAR TRABALHOS DE ORÇAMENTO
MUITO LIMITADO.
APÓS ALGUNS CONTRATOS PERDIDOS POR CAUSA DE SEU PREÇO POUCO
FLEXÍVEL, SEU CURRÍCULO CONTINUARÁ MUITO BOM, SEM QUE NINGUÉM
TENHA REFERÊNCIAS NEGATIVAS SOBRE SEU TRABALHO.
O QUE VALE PARA QUEM IRÁ CONTRATÁ-LO, É A QUALIDADE FINAL DO
EVENTO. SE O CLIENTE ACREDITAR QUE VOCÊ É A PESSOA CERTA,
PAGARÁ SEU PREÇO.
SEMPRE QUE VOCÊ ERRAR EM UM EVENTO POR QUE NÃO TEVE A VERBA
ADEQUADA, ISTO SERÁ LEMBRADO COMO SENDO SUA INCOMPETÊNCIA
(JAMAIS ALGUÉM ACREDITARÁ QUE FEZ FALTA TER MAIS DINHEIRO).
O CLIENTE GOSTA DE DIZER QUE NÃO TEM DINHEIRO. SE NÃO TEM
DINHEIRO, É MELHOR NEM FAZER...

AO ORGANIZAR UM DESFILE DE MODA, VOCÊ PRECISARÁ PLANEJAR, COM


CERTA ANTECEDÊNCIA, TODOS OS ACONTECIMENTOS REFERENTES À PRÉ-
PRODUÇÃO, E REALIZAÇÃO DESTE EVENTO.
SERÁ NECESSÁRIO MONTAR UMA PLANILHA DE TAREFAS, QUE DEVERÁ
CONTER AS TAREFAS DE MANEIRA VISUAL E IMEDIATA, SERVINDO COMO
CONTROLE GERAL DE TODOS OS MOMENTOS DE PRÉ-PRODUÇÃO E
REALIZAÇÃO.
VOCÊ DEVERÁ LEVAR EM CONSIDERAÇÃO OS SEGUINTES PONTOS, NA
HORA DE SEU PLANEJAMENTO:
1. TEMPO NECESSÁRIO PARA A REALIZAÇÃO DA TAREFA A TEMPO PARA O
EVENTO.
2. FATOR DE RISCO (CASO A TAREFA DÊ ERRADO, QUANTO TEMPO VOCÊ
PRECISARÁ PARA USAR SEU PLANO B)

3. PLANO B - QUE AÇÕES VOCÊ PLANEJOU EM SUBSTITUIÇÃO ÀS OUTRAS.


4. QUE PROFISSIONAL EXECUTARÁ CADA TAREFA (LIMITES DE
RESPONSABILIDADE).
5. DATAS FINAIS. PRAZOS CLAROS PARA CADA TAREFA.
6. MAPA DO EVENTO (NO DIA DO EVENTO, COMO AS TAREFAS
FUNCIONARÃO).

47
USE ESTA PLANILHA COMO O CONTROLE PARA TODOS OS "MOVIMENTOS"
EM SUA ORGANIZAÇÃO.
LEMBRE-SE DE QUE ORGANIZAR EVENTOS É BASICAMENTE
"PLANEJAMENTO".
PARA USAR ADEQUADAMENTE SUA PLANILHA, FORMATE-A DE MANEIRA
CLARA, EM UM PROGRAMA COMO O EXCELL.
SUA PLANILHA DEVERÁ SER UMA LISTA DEFINIDA POR: TAREFAS, DATA
INICIAL, PRAZO PARA FINALIZÁ-LAS, DESCRIÇÃO DO RESULTADO
ESPERADO EM CADA TAREFA, QUEM IRÁ EXECUTÁ-LA.
JAMAIS EXECUTE UMA TAREFA ESTANDO PREOCUPADO/A COM OUTRA.
CADA TAREFA DEVE SER EXECUTADA A SEU TEMPO. NUNCA ANTES,
NUNCA DEPOIS.
ü OUTRO PONTO IMPORTANTE, É MANTER UM PLANO B CONFIÁVEL, E
CHECAR REGULARMENTE A EXECUÇÃO DE CADA TAREFA, PARA UMA
CORRETA MUDANÇA DE PLANO, SEMPRE QUE NECESSÁRIO.
MAPA DO EVENTO: SINCRONIA É FUNDAMENTAL
O MAPA DO EVENTO É COMO UMA LENTE DE AUMENTO COLOCADA EM SEU
MAPA DE ORGANIZAÇÃO PARA O "DIA”.
O QUE EU QUERO DIZER É QUE, AGORA, O QUE FAREMOS É UMA
REPETIÇÃO DO PLANEJAMENTO DO EVENTO, SENDO MAIS ESPECÍFICOS, E
CONTENDO TAREFAS APENAS RELATIVAS AO DIA DO EVENTO.
DA MESMA FORMA, VAMOS DEFINIR AS TAREFAS, O MOMENTO EM QUE
DEVERÃO OCORRER, QUEM IRÁ EXECUTÁ-LAS, E QUAL O PRAZO, EM
HORAS EXATAS, PARA A REALIZAÇÃO DE CADA TAREFA.

VOCÊ DEVERÁ CRIAR UMA TABELA EM UM PROGRAMA TIPO EXCEL, QUE


DEVERÁ ESTAR COM VOCÊ, PARA REFERÊNCIA, EM UMA PRANCHETA OU
SIMILAR, DURANTE TODO O DIA DO EVENTO.
COMO ORGANIZADOR DO EVENTO, MESMO QUE A MAIORIA DAS TAREFAS
SEJAM DELEGADAS A PROFISSIONAIS COMPETENTES, VOCÊ DEVERÁ
CONTROLAR TODOS OS PASSOS DE PERTO, SERVINDO COMO SUPORTE
IMEDIATO EM CASO DE IMPREVISTOS QUE CERTAMENTE OCORRERÃO.
VISUALIZE , EM SUAS PLANILHAS, AS "CAMADAS DO EVENTO":
1. MONTAGEM ESTRUTURAL: A QUE HORA SE INICIARÁ A MONTAGEM DE
ESTRUTURAS DE PASSARELA, PLATÉIA, LUZ E SOM, DECORAÇÃO.
DELIMITE OS HORÁRIOS EM QUE CADA ESTRUTURA PRECISARÁ ESTAR
PRONTA, PARA SEU USO. POR EXEMPLO, SERÁ NECESSÁRIO TER A
PASSARELA PRONTA ALGUMAS HORAS ANTES DA ENTRADA DO PÚBLICO,
DE FORMA QUE O COACH DE PASSARELA POSSA ENSAIAR AS ENTRADAS
DO EVENTO COM AS MODELOS. DA MESMA FORMA, O DJ, SOM E LUZ
PRECISAM DE ENSAIOS ANTERIORES À CHEGADA DO PÚBLICO.
2. RECEPTIVO: HORÁRIO DE CHEGADA DE GARÇONS E BUFÊS, PESSOAL
DE RECEPÇÃO. LEMBRE-SE DE QUE A MONTAGEM DE MESAS PARA
ALIMENTAÇÃO TOMA ALGUM TEMPO, ENQUANTO ALIMENTOS NÃO DEVEM
FICAR MUITO TEMPO EXPOSTOS À TEMPERATURA AMBIENTE.

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RECEPCIONISTAS / GARÇONS PRECISAM DE ORIENTAÇÃO.
3. PREPARATIVO DAS MODELOS: MODELOS DEVEM CHEGAR À PRIMEIRA
HORA ÚTIL DO DIA DO EVENTO. ESTAS PRECISAM SE ENTROSAR COM O
COACH DE PASSARELA, ENSAIAR, CONHECER O MAPA DAS ENTRADAS DO
DESFILE.
OS MAQUIADORES DEVEM TRABALHAR SINCRONIZADOS COM OS
CABELEIREIROS. ENQUANTO UMAS MODELOS ESTÃO SE MAQUIANDO,
OUTRAS DEVERÃO ESTAR FAZENDO O CABELO. VOCÊ DEVE SE CERTIFICAR
DE QUE ESTES PROFISSIONAIS ESTÃO REALIZANDO AQUILO QUE FOI
APROVADO NO ENSAIO DE MAQUIAGEM E CABELO
4. MOMENTO DO DESFILE, EM PASSARELA: ESTE MOMENTO DEVERÁ TER
UM MAPA PRÓPRIO, DEFININDO AS ENTRADAS DE CADA MODELO, A
ORDEM, OS SAPATOS, OS ACESSÓRIOS. O MAPA DEVERÁ DIZER A CADA
PROFISSIONAL ENVOLVIDO, O QUE DEVERÁ SER FEITO A CADA ENTRADA,
E QUAL A ORDEM QUE CADA ROUPA E ACESSÓRIOS DEVEM SER
PREPARADOS PARA A ENTRADA. TODOS OS ENVOLVIDOS NESTE
MOMENTO, COMO MODELOS, PESSOAL DE APOIO, COACH DE PASSARELA,
VOCÊ, PESSOAL DE SOM E LUZ, DJ, DEVERÃO TER ACESSO PREMATURO A
ESTE MAPA. LEMBRE-SE DE QUE O MOMENTO DE UM DESFILE ACONTECE
EM POUCO MAIS DE 20 MINUTOS. TUDO É MUITO CORRIDO E
ESTRESSANTE. UM DESFILE ACONTECE COMO UMA EXPLOSÃO DE
SINCRONIA. TUDO MUITO RÁPIDO.
5. MOMENTO DO DESFILE, SUPORTE: DEFINA COM CADA PROFISSIONAL
ENVOLVIDO NO MOMENTO DO EVENTO, QUAIS SERÃO SUAS FUNÇÕES.
POR EXEMPLO, DECIDA E INFORME SE OS GARÇONS DEVERÃO CONTINUAR
SERVINDO DURANTE O EVENTO. OU, SE SEU EVENTO É DE GRANDE
PORTE, DEFINA COM OS SEGURANÇAS E RECEPCIONISTAS O EXATO
MOMENTO DE DIRECIONAR O PÚBLICO PARA A ÁREA DE PLATÉIA. TUDO
AQUI DEVE SER DEFINIDO EXATAMENTE, COM CADA PROFISSIONAL
ENVOLVIDO.
ü 6. FINAL, SAÍDA DE CONVIDADOS: DEFINA EM QUE MOMENTO O EVENTO
SE FARÁ ENCERRADO, E COMO ISTO SERÁ COMUNICADO AO PÚBLICO.
DEIXE OS MANOBRISTAS A POSTOS NO MOMENTO CERTO DA SAÍDA DE
TODOS.
VOCÊ JÁ DEVE TER PERCEBIDO QUE NÃO ESTAMOS EXPLICANDO
PROFUNDAMENTE A MANEIRA QUE VOCÊ ORGANIZARÁ SEU EVENTO, POIS
ESTE É SEU EVENTO!
SE DÉSSEMOS EXEMPLOS EXATOS, ESTARÍAMOS CRIANDO UM EVENTO
QUE PODERIA NÃO SE AJUSTAR AO SEU.
PRESTE ATENÇÃO NA IDÉIA PRINCIPAL DE ORGANIZAÇÃO EM NÍVEIS QUE
SE COMPLETAM E ACONTECEM EM SICRONIA. COMO ORGANIZADOR DEVE
DELEGAR A MAIOR PARTE DAS TAREFAS A PROFISSIONAIS
ESPECIALIZADOS.
ISTO SE APLICA MESMO SABENDO QUE SUAS HABILIDADES PARA
PRODUÇÃO DE MODA DEVEM SER NATAS.

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ü USE SEU CONHECIMENTO PARA ORIENTAR OS RESULTADOS DO EVENTO,
ATRAVÉS DE CADA PROFISSIONAL.

EXECUÇÃO: TRANQÜILIDADE É FUNDAMENTAL


ü A MÁGICA DE UM EVENTO BEM SUCEDIDO É QUE ELE SE MOVE
PRATICAMENTE SOZINHO.
ü NA REALIDADE, VOCÊ PODE SE VANGLORIAR DE TER REALIZADO UM
BOM EVENTO QUANDO VOCÊ SENTIR QUE PODERIA NEM ESTAR PRESENTE
E, AINDA ASSIM, TUDO ACONTECERIA PERFEITAMENTE.
DESFILES DE MODA, NO ENTANTO, POSSUEM UMA CARACTERÍSTICA
PECULIAR RELATIVA ÀS PESSOAS QUE PARTICIPAM DE SUA REALIZAÇÃO:
A GRANDE BATALHA DOS EGOS.
ISTO ACONTECE POR QUE OS PRODUTORES DE DESFILES DE MODA
AINDA SÃO TRATADOS MAIS COMO PESSOAS DE TALENTO, E MENOS
COMO PROFISSIONAIS QUE DEVEM SER. ISTO TEM DE SER MUDADO.
DURANTE A REALIZAÇÃO DO DESFILE, VOCÊ TERÁ QUE GERENCIAR EGOS.
PRIMEIRO, OS SEUS CLIENTES VÃO QUERER FAZER PARTE DAQUELE
GRANDE "ENCONTRO SOCIAL" QUE ACONTECE QUANDO MODELOS SE
ENCONTRAM COM MAQUIADORES E PRODUTORES.
ü É COMUM, ESTA ATITUDE DE MARCAÇÃO DE TERRITÓRIO, EM QUE
TODOS OS ENVOLVIDOS PARECEM QUERER DEMONSTRAR QUEM É E O
QUE ESTÃO FAZENDO ALI. SE VOCÊ POSSUI UMA CONFECÇÃO: "É PRECISO
DAR ESPAÇO PARA QUE AS PESSOAS TRABALHEM”.
AO PRODUZIR UM EVENTO, DELIMITE SEU ESPAÇO, NÃO TENTE
PARTICIPAR DE TODOS OS PROCESSOS.
APENAS ADMINISTRE OS PROFISSIONAIS. OS PROFISSIONAIS DE CADA
SETOR PRECISAM SER GERENCIADOS.
CERTAMENTE A EQUIPE DE SOM E LUZ FICARÁ CURIOSA PARA VER AS
MODELOS, OS MAQUIADORES FICARÃO INTERESSADOS EM CONHECER OS
CLIENTES, AS MODELOS VÃO QUERER TROCAR TELEFONES E VÃO SE
INTERESSAR EM CONHECER A COLEÇÃO, AO LADO DE SEU CRIADOR.
TUDO BEM, PARTE DESTE BURBURINHO DEVE FAZER PARTE DO CLIMA
QUE RONDA DESFILES DE MODA, MAS EVITE OS EXCESSOS, E PROTEJA AS
CÉLULAS DE SEU EVENTO, DA CURIOSIDADE DE OUTROS PROFISSIONAIS.
NO DIA ANTERIOR AO EVENTO, DURMA CEDO, NÃO SE PREOCUPE COM
PROBLEMAS INESPERADOS.
A GRANDE FUNÇÃO DE UM ORGANIZADOR DE EVENTOS É FAZER
CONSERTOS NA REALIZAÇÃO DO PLANEJADO.
ü NÃO TENHA MEDO DOS ERROS. APENAS ESTEJA LÁ PARA CONSERTÁ-
LOS. VOCÊ DEVE SER A PRIMEIRA PESSOA A CHEGAR AO LOCAL, AINDA
NO PROCESSO DE MONTAGEM DE ESTRUTURA (MESMO QUE A ESTRUTURA
DURE MAIS DE UM DIA, VOCÊ DEVERÁ ESTAR JUNTO).
ü CONFORME O CRONOGRAMA, CONTROLE OS HORÁRIOS DE CHEGADA DE
CADA UM E INÍCIO DAS OPERAÇÕES. SE UM PROFISSIONAL POSSA NÃO
CHEGAR (NÃO IMPORTAM OS MOTIVOS) VEJA UM SUBSTITUTO. POR ESTE

50
MOTIVO ACONSELHA-SE SEMPRE MANTER OPÇÕES ATIVAS (STAND-BY) DE
PROFISSIONAIS AVISADOS DA POSSIBILIDADE DE SEREM CHAMADOS DE
ÚLTIMA HORA PARA ASSUMIR CERTA FUNÇÃO. ESTA PRECAUÇÃO É
EXTREMAMENTE ACONSELHÁVEL NO CASO DE MODELOS. NÃO ESTOU
DIZENDO QUE MODELOS SEJAM IRRESPONSÁVEIS, MAS, PELAS GRANDES
QUANTIDADES DE PROFISSIONAIS DESTA ÁREA QUE SÃO ENVOLVIDOS EM
UM DESFILE, É JUSTAMENTE ONDE SE CRIA A MAIOR POSSIBILIDADE DE
IMPREVISTOS.PLANEJAMENTO: AGENDANDO OS ACONTECIMENTOS.

DICIONÁRIOS DOS TECIDOS


Acetato - É uma fibra artificial feita de celulose, obtida por processo
semelhante ao da viscose, utilizada como substituta da seda natural.
Não reage bem aos processos normais de tingimento.
Acrílico (Poliacrílico) - Fibra sintética que melhor substitui a lã.
Agasalho - Conjunto de calça e blusa de mangas compridas usadas
para a prática esportiva. Pode ser confeccionado com moletom,
helanca ou náilon. Conhecido por abrigo, training, jogging e moletom.
Albene - Tecido produzido com fio de acetato opaco.
Alfaiataria - Oficina onde são produzidas peças com cortes
masculinos, como paletós, calças, sob medida.
Algodão - É uma fibra natural que serve de matéria-prima para a
produção de vários outros tecidos. Também conhecido como cotton
(terminologia em inglês).
Algodão egípcio - Mais durável e macio do que o algodão
convencional.
Algodãozinho - Tecido cru feito com fibras de algodão.
Alpaca - Tecido genérico (Algodão/viscose) que serve como forro em
peças de roupa.
Ankle boots - Modelo de botas que tomou conta do inverno 2007.
Pode ser de cano curto (vai até abaixo da linha média da canela) ou
sem cano (alcança o tornozelo). Materiais variam entre camurça,
couro e verniz.
B
Babado - Pedaço de tecido em tira franzida e costurada à barra de
uma peça de roupa, que pode ser saia, manga de blusa, calça ou
vestido. Ele pode ser de tecido e estampa diferentes
Baeta - Tecido felpudo feito de lã.
Bailarina - Tecido de malha de poliamida texturizada e gramatura
média.
Bolero Casaquinho aberto, com ou sem mangas, que vai até quase a
altura da cintura. Tem origem espanhola. Pode ser usado por cima de
camisetas e vestidos
Botonê - Tecido que remete ao côco ralado (pequenas fibras
enroladas).
Bouclê - Fio de textura crespa, original do francês bouclê
(encaracolar).
Brim Tecido super-resistente e grosso. É utlizado para a confecção de

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roupas, como calças, saias e casacos, e também na decoração de
interiores para forração.
Brocado - Jacquard trabalhado em fios de ouro ou prata. Surgiu do
francês broucart (ornamentar).
C
Cacharrel - Blusa de malha fria, de toque macio, com gola alta e justa
ao corpo. Existem modelos de mangas curtas e compridas. A origem
do nome é inexplicada e não possui relação com a grife francesa
Cacharel.
Cambraia - Tecido que pode ser produzido em linho e algodão.
Textura encorpada. Utilizada em vestidos delicados, mantas e
enxovais de bebê.
Canvas - Tecido forte e durável feito de algodão. Muito usado na
confecção de casacos e bolsas. Originalmente era feito em linho ou
hemp para confeccionar as velas dos barcos.
Casimira - Tecido encorpado de lã, muito usado em peças
masculinas.
Cetim - Tecido brilhante, macio e liso de origem chinesa. Existem
diversos tipos e composições diferentes. De acordo com a qualidade,
é utilizada na alta-costura, roupa fina, moda íntima ou trajes
regionais.
Cetim boucol - Tipo de cetim pesado, muito utilizado nos vestidos de
noivas e na alta costura.
Cetim peau d'ange - Mais encorpado que o comum, também
conhecido como vison, este cetim possui um brilho discreto, muito
usado em enxovais domésticos. Expressão vinda do francês pele de
anjo.
Cetim zebeline - Pesado e de brilho acetinado é perfeito para os
modelos evasê.
Challis - Nascido do hindu – toque agradável – é produzido com
viscose fiada.
Chamalote - A posição do fio no tecido produz um efeito ondeado,
chamado de lã com mistura de seda.
Chamoix (Camurça) - Tecido feito de qualquer matéria-prima
(principalmente algodão) acabada em flanelagem. Imita a pele de
camurça e o veludo.
Changeant - Parecido com o furta-cor, este tecido aparenta mudança
de cor (camaleão).
Chemisier - Peça do guarda-roupa feminino com o corte estilo
camisa. Usada como vestido.
Chenille - Felpudo de algodão utilizado em roupões e colchas.
Chiffon -Tecido extremamente leve e fino, produzido de fios muito
torcidos. É feito de seda, lã ou fibras sintéticas. Tem sido utilizado
quase exclusivamente para roupas de noite. Nas décadas de 1950 e
1960, lenços de chifon eram populares como acessórios de moda.
Chint - Feito de algodão, muito leve, acabamento firme e brilhante.
Utilizado em decoração de ambientes.

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Cloquê - Tipo piquet, com efeito de alto relevo, produzido por fios de
crepe ou de encolhimento elevado.
Cotelê - É um tecido estriado, de algodão ou raiom, com pêlo de
veludo. Durável, até o século XIX era associado a cavalariços e
lavradores. Durante o século XIX foi utilizados para calções, casacos
e trajes de caça. Tornou-se popular no século XX, em roupas
informais, principalmente paletós, saias e calças.
Cotton - Do inglês algodão.
Coutil - Muito resistente, o coutil é feito de algodão ou linho. São
utilizados em calças, sapatos etc.
Crepe - Apresenta um aspecto enrugado provocado por uma torção
diferenciada em seus fios.
Crepe casca de melão - Versão pesada do crepe com um lado
acetinado (vestidos, trajes a rigor, lingerie, etc).
Crepe chiffon -Tecido semelhante à musselina, quase sempre feito de
poliéster, é leve e transparente, além de apresentar uma textura
enrugada e fluida.
Crepe da China - Muito fino e leve, o tecido é composto por seda ou
poliéster.
Crepe georgette - Tecido leve com superfície crepada. Ora trabalhado
em seda, ora sintético.
Crepe koshibo - Semelhante ao georgette, no entanto mais grosso e
pesado.
Cru Nome dado aos tecidos, geralmente de algodão, que têm um
aspecto rústico.
D
Decote nadador - De inspiração esportiva, é aplicado em vestidos,
blusas e tops. O decote é composto de duas alças frontais, que se
unem nas costas, deixando aberta a região das escápulas. Lembra a
parte de trás de um maiô de natação.
Devore - Produzido com fios celulósicos e de fibras sintéticas.
Drap - Feito de lã, que pode ser misturar com seda, é utilizados para
ternos, calças, casacos, igual à casimira.
Drapeado - Efeito produzido por dobras e pregas de um tecido.
Aplica-se em blusas, vestidos e saias.
Dry fit - Tecido feito com poliamida e elastano, que proporciona um
caimento seco (dry fit).
E
Elastano - Fio elástico usado na composição de malhas ou tecidos
planos. A Lycra, marca que pertence à Invista, virou sinônimo deste
fio.
Entretela - Aviamento de algodão ou fibras sintéticas, engomado,
aplicado em determinadas partes das roupas, como palas, golas e
alças, com a função de sustentar e estruturar as peças. A colante
pode ser prensada nos tecidos pelo calor do ferro de passar.
Étamine - Fino e telado, à base de algodão, usado em bordado como
o ponto cruz.

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F
Façonné - Nomenclatura francesa do tecido jacquard.
Faille - Tecido fino e macio, ligamento tafetá, acetato ou poliéster,
produz um efeito canelado.
Feltro - Feito de lã, este tecido é muito utilizado em trabalhos
artesanais. Pode também ser construído com pêlo animal
(carneiro/castor/coelho). Serve para a confecção de chapéus e
revestimento de móveis.
Fio-tinto - Tecido feito com fios coloridos, antes de ser tecido.
Flame - Produzido com o fio flamê, apresenta pontos mais grossos e
mais finos.
Flanela - Tecido 100% lã cardada, de peso leve.
Frente-única - Tipo de decote ou vestido aberto nas costas, com alças
que se sustentam no pescoço.
G
Gabardine - Tecido feito em algodão, lã ou rayon, cuja característica
é ser pesado e rígido. É muito usado nas confecções de roupas
esportivas, calças e uniformes.
Galão - Tira ou cadarço de tecido bordado ou fios trançados, usado
como arremate ou enfeite em roupas infantis, femininas, uniformes e
decoração.
H
Helanca - Tecido elástico feito a partir de poliamida texturizada por
falsa torção. Muito usado nas décadas de 60 e 70 em roupas
esportivas.
J
Javanesa - Tecido em ligamento tela, com fio de viscose no urdume e
na trama, muito usado nas roupas femininas .
Jeans - Nomenclatura em inglês da fusão entre algodão e ligamento
sarja, ou seja, igual a brim, denim, coutil, atualmente na cor azul.
Jeans na gíria inglesa significa calça, macacão etc.
Jérsei - Tecido de malha simples, macio e elástico. O nome vem de
onde foi fabricado pela primeira vez: a ilha de Jersey, na Inglaterra.
No século XXI, é feito de algodão, náilon, raiom, lã e fibras sintéticas.
L
Lã - Fibra natural de origem animal, obtida do pêlo das ovelhas
domésticas e camelos.
Laise - Tecido de algodão, muito leve, com aplicações de bordados.
Lamê - Com acabamento liso ou jacquard, o lamê prima pelos fios
metálicos, como ouro e prata. É bastante utilizado em roupas de
mulheres e carnavalescas.
Legging - Colante, ela pode ser confeccionada com lycra, helanca ou
tecidos com elastano, em geral. Foi febre nos anos 1980 e voltou com
tudo à moda em 2007.
Linho - Rústica, o tecido é uma fibra vegetal surgida do talo do linho.
Quando incorporado à viscose, ele fica bastante vulnerável ao
tingimento.

54
Lonita - Tecido consistente de algodão liso, listrado ou xadrez, muito
bom na confecção de jaquetas e jogos americanos.
Lurex - Trata-se do brilho que é composto por fios metalizados
incorporados à trama. Podem ser aplicados em vários tipos de tecido
para a confecção de vestidos, blusas, saias e casacos. É usado em
peças inteiras ou apenas em detalhes.
Lycra - Fibra sintética também chamada de elastano. Pode ser
esticada de quatro a sete vezes o seu tamanho. Resistente ao sol e
água salgada, ela mantém sua característica de comprimento ao
passar do tempo.
M
Macacão - Amplo, inteiriço e confortável, é feito com tecidos que vão
do brim à viscolycra. Os comprimentos e formatos também variam –
do tomara-que-caia ao modelo jardineira.
Madrepérola - Matéria-prima calcária, iridescente, encontrada na
concha dos moluscos. Tem efeito nacarado e reveste botões,
bijuterias e enfeites para cabelo.
Mantô - Casaco de inverno vestido por homens e mulheres por cima
das roupas. Geralmente, é confeccionado com lã e existe em
comprimento longo e ¾.
Matelassê - Tecido jacquard ou maquinetado acolchoado, muito
usado nas colchas e edredons.
Microfibra - Qualquer fibra sintética mais fina do que a seda. Os
tecidos feitos com essa fibra possuem características de leveza e
duarabilidade.
Moletom - Tipo de malha aflanelada e quente, de lã, algodão ou
poliéster misto, feita com entrelaçamentos flutuantes. Usado em
peças esportivas, infantis e até mesmo para estofamentos.
Musselina - Tecido muito leve e transparente, com toque macio e
fluido.
O
Organdi - Tecido semelhante à musselina, só que com acabamento
engomado (toque encorpado).
Organza - Fina e transparente, em geral de fio poliamida, é mais
encorpada que o organdi.
Oxford - Originário de Oxford, Inglaterra, feito de algodão, com
desenho tafetá, e variações de poliéster.
P
Paetês - Partículas brilhantes usadas para bordar peças de roupa ou
fantasias de Carnaval. O tamanho e o formato são variáveis. Vão dos
miúdos e redondos aos grandes e quadrados.
Pala - Parte recortada de vestido, saia, blusa ou calça, posicionada
entre o ombro e a cava, entre a cintura e os quadris, ou entre a
cintura e o busto. Pode ser destacável, tornando-se uma peça única.
Parka - Casaco com capuz, amplo e impermeável, usado em regiões
frias. Os modelos de tactel e náilon são os mais comuns, mas
atualmente ela pode ser encontrada em tecidos finos, como seda,

55
cetim e organza.
Patchwork - Tecido de qualquer matéria-prima, composto de vários
pedaços de tecidos costurados juntos.
Percal - Tecido para lençol, extremamente macio, feito com fio
penteado.
Piquet - Tecido pesado com desenhos em forma de losango.
Plush - Tecido também conhecido como veludo gratê. Criado sobre
malha, que recebe acabamento aflanelado, tem os fios retirados da
superfície do tecido. Pode ser chamado de veludo molhado.
Poliéster - Fibra sintética, também conhecida como tergal. Sua
característica é de pouca absorção de umidade.
Popeline - Feita com um fio de algodão de menor qualidade que o
algodão penteado.
R
Risca-de-giz - Clássico da alfaitaria, esse tecido traz riscas finas,
verticais e paralelas, com distâncias regulares, podendo ir no máximo
a dois centímetros. As riscas são claras sobre um fundo escuro.
S
Sarja - Tecido trançado de fio penteado, originariamente feito de
seda ou lã. No século XIX, a sarja era utilizada para confeccionar
fardas militares e, mais para o final do século, era feita em vários
pesos, para vestidos, roupas de banho, e roupas externas. Está muito
presente em calças e ternos.
Seda natural - Fibra que compõe o casulo que cobre o bicho-da-seda,
valiosa por sua utilização em tecidos de alta qualidade e em
produtos. A seda é uma das mais antigas fibras têxteis conhecidas.
Seda artificial - Feita com os fios: acetato e viscose.
Seersucker - Tecido de algodão enrugado em listras. É fácil de lavar e
não necessita ser passado.
Spencer - Casaco curto com mangas longas e comprimento até a
cintura. Pode ter ombreiras ou não. Quando surgiu, era usado por
homens. Só no fim do século 18 as mulheres incorporaram a peça.
Suspensório - Duas tiras frontais paralelas que passam pelos ombros,
terminando em Y nas costas e presos por botões ou clipes. Acessório
adotado pelos homens desde o século XVIII, mas que foi apropriado
também pelas mulheres nos anos 60.
T
Tactel - Tecido fabricado a partir de fibras sintéticas, bastante
utilizado na confecção de roupas de ginástica.
Tafetá - Tecido brilhante e nobre fabricado em fios de seda. É
aplicado na confecção de roupas mais finas e no revestimento de
acessórios femininos.
Tafetá - Feito de seda ou poliéster, ele possui uma textura regular,
muito utilizado para forro. É um dos mais antigos tecidos conhecido
na história.
Talagarça - Tecido de algodão grosso, que apresenta um aspecto
furado, próprio para aplicar bordados.

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Tarlatana - Semelhante à musselina, no entanto é mais leve,
transparente e encorpada.
Tie-dye - Estampa artesanal em que uma área do tecido é amarrada
e mergulhada em tintas de cores diferentes, criando um tingimento
irregular.
Tomara-que-caia - Um tipo de decote que vai até a altura das axilas e
se sustenta pela aderência do tecido, dispensando algo que o prenda
aos ombros ou ao pescoço.
Trench coat - Em inglês, significa “casaco de trincheira”. Tem
modelagem ampla, fenda traseira, ombreiras e uma pala larga atrás.
Nos punhos, tiras e fivelas. Os bolsos são fechados com tampas.
Tressê - Tipo de efeito/textura composto pelo entrelaçamento de tiras
de couro ou tecido. Bastante usado em bolsas e calçados.
Tricoline - Tecido leve de algodão feito com fio penteado, macio e
resistente.
Tule - Originariamente feito de gaze ou seda, o tule é um tecido fino
de malha hexagonal, utilizado em adornos de vestidos, chapelaria,
roupas de bailarinas e vestidos de noiva.
Túnica - Veste longa e reta, com ou sem mangas, usada desde a
Antigüidade. Com o passar do tempo, ganhou comprimentos variados
e, nos anos 1970, se tornou unissex. Também pode ser chamada de
bata.
Tussor - Tecido leve feito com uma variação do fio de seda natural. A
lagarta que produz esta seda come somente a folha do carvalho. O
tussor é grosso e brilhoso.
Tweed - Acredita-se que a palavra tweed seja uma leitura errônea de
tweel, que em escocês significa sarja. O tweed possui uma textura
áspera, por ser feito de lã. Muito usado em casacos e ternos.
V
Veludo - É um tecido antigo, criado na Índia. Depois apareceu na
Europa, após ter sido importado durante muito tempo. Nos séculos
XIV e XV foi fabricado exclusivamente na Itália, onde se tornou
famoso nas seguintes cidades: Veneza, Florença, Gênova, Milão. O
veludo é um tecido que apresenta no lado direito um aspecto peludo,
macio e brilhante.
Verniz - Material brilhante e impermeável, usado na fabricação de
sapatos, bolsas e cintos. Nos anos 60, ficou bastante conhecido e
ganhou cores vibrantes.
Vestido longuete - Vestido com comprimento um pouco abaixo dos
joelhos
Viscoelastano - Tecido opaco, macio e confortável, que se molda
facilmente ao corpo e absorve o calor. Composto de viscose e fios de
elastano, oferece fluidez e facilita drapeados e franzidos.
Viscose - Fibra fabricada à base de celulose regenerada. Macia,
absorvente e de bom caimento.
Voil - Tecido leve, transparente feito com algodão de fibra longa.
X

57
Xadrez escocês - Padrão composto por listras e barras de mesmas
cores e tamanhos que, misturados, proporcionam o efeito xadrez com
tonalidades diferentes.
Xantungue - Seda tecida à mão originariamente produzida na
província de Shantung, na China. O xantungue é fino e macio, tecido
com fios irregulares, para produzir uma superfície desigual. O
xantungue do século XX é geralmente feito de seda misturada a
algodão ou raiom, criando um tecido mais pesado que o original .

Saiba como combinar roupa com sapato


A seguir você encontra os tipos de salto alto mais comuns. Mas atenção: as referências
são quanto aos saltos e não quanto aos modelos das sandálias ou sapatos. Ou seja, um
mesmo tipo de salto pode estar associado a vários modelos de sapatos ou sandálias.
Salto cone
Como o próprio nome sugere, salto em forma de cone invertido.
Existem em diversas alturas.

Salto vírgula
O designer francês Roger Vivier, conhecido pelas inovadoras formas
dos seus saltos, criou o salto vírgula na década de 1950.

Salto Luis
Um salto em forma de flauta ou ampulheta que se alarga na base.
Pode ser de qualquer altura e deve seu nome ao rei Luis XV.

Salto Luis modificado


O modelo ao lado é criação de Roger Vivier que modificou o salto
Luis dando-lhe uma forma mais leve.

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Salto cubano
Um salto largo e que vai ficando mais delgado na parte posterior.
Muito usado por dançarinas de tango.

Stiletto
Saltos finos cuja altura é superior a 10,0 cm. Ao lado você vê um
modelo de sapato scarpin com salto stiletto.

Salto prisma
Salto em linhas retas, também conhecido como salto de ponteira.

Salto anabela
Salto contínuo sob todo o solado do sapato ou sandália.

Método 1 de 7: Pensando na cor


1/Escolha uma cor de sapatos que combine com suas roupas ao invés
de brigar com elas.
Combine saltos pretos simples com um vestido ousado.

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Pense em usar saltos neutros ou mesmo sapatos sem salto se você estiver
usando um estonteante vestido para a noite.
2/Dê um brilho a mais em uma roupa comum usando saltos brilhantes.
Adicione um toque de cor vestindo um salto vermelho com um vestido
preto ou marrom.
Tente um sapato vistoso com um padrão exótico, como pele de crocodilo,
se você está usando uma blusa simples e calças neutras
ou jeans.
3/Foque em uma cor da sua roupa se você estiver
vestindo uma roupa multicolorida. Por exemplo, se
você tem uma blusa com um padrão geométrico e cores
roxo e rosa, use um sapato púrpura.
4/Evite usar exatamente a mesma cor da cabeça aos
pés. Se você tem uma blusa azul e uma
saia azul, evite os sapatos azuis.
5/Considere diferentes tons. Se você
tem uma blusa rosa clara, experimente um salto ou sapato
sem salto rosa choque ao invés do mesmo rosa claro.
6/Use cores neutras em ambientes profissionais.
Use sapatos de couro marrom e preto em um escritório
conservador.
Somente use uma cor ousada se o seu escritório tiver um
código de vestimenta menos rígido.
Método 2 de 7: Escolhendo os saltos
1/Combine um salto-agulha com roupas que ajudam a alongar a perna,
como saias-lápis e calças longas. O salto-agulha cria a ilusão de
comprimento, fazendo suas pernas parecerem mais
longas e atraentes.
2/Escolha saltos baixos se você quer versatilidade.
Eles podem tanto ser ideais para um escritório quanto
deixar você linda para uma balada.
3/Evite saltos com tiras no tornozelo ou em forma
de "T" se você tem pernas curtas. As tiras também
dão a ilusão de uma perna mais curta.
4/Evite saltos de mais de quatro centímetros de altura se você tiver
pernas curtas. Saltos ultra-altos fazem o músculo da panturrilha flexionar
mais, o que estraga o visual alongado da perna.
5/Use saltos em forma oval ou de bico quadrado se você tem pés
grandes. Evite saltos cônicos ou pontiagudos, pois eles podem fazer o seu
pé parecer ainda maior.
6/Evite usar saltos extremamente altos ou sensuais em ambientes
profissionais. Um salto alto ou moderadamente alto é bom, mas seja
conservadora. Um sapato fechado e de salto baixo é a melhor opção.

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7/Use saltos para eventos formais e semi-formais. Você pode ir com
sapatos abertos ou fechados para banquetes e outros eventos formais. Opte
por saltos fechados, abertos ou de tiras em ocasiões semi-formais, como
festas.
8/Tente usar seus saltos com roupas casuais para adicionar um toque
de estilo às roupas do cotidiano. Use um par de sapatos de salto alto com
seus jeans e camiseta justa para dar um toque mágico de estilo.
Método 3 de 7: Escolhendo Sandálias
1/Escolha um par de sandálias de salto baixo para um visual versátil e
feminino. É possível usar sandálias de salto baixo com saia ou calça de
qualquer tamanho.
2/Experimente uma sandália de tiras ou de salto alto da próxima vez
que você usar o seu vestidinho preto à noite. Sandálias de salto alto
fazem suas pernas parecerem mais longas, graças tanto à altura do salto
quanto a uma maior exposição do pé.
3/Use chinelos somente em lugares informais (como a praia) ou para
resolver coisas básicas.
4/Use sandálias com roupas casuais. Shorts, calças capri e vestidos com
decote caem bem com sandálias, mas evite usá-las com roupas mais
formais.
5/Use sandálias de salto para dar um toque de moda às roupas casuais.
Por exemplo, combine um par de sandálias de salto baixo com uma saia
jeans e blusa justa para deixar a roupa um pouco mais elegante.
Método 4 de 7: Escolhendo sapatos sem salto
1/Use sapatos sem salto com saias na altura ou abaixo do joelho, calças
capri ou bermuda.
Não use sapatos sem salto com saias longas. Em muitos casos – embora
não todos – sapatos sem salto com saias longas podem fazer uma mulher
parecer deselegante.
Se você usar sapatilhas com saias médias ou longas, use uma sapatilha com
salto ligeiramente inclinado.
2/Selecione um par de sapatos sem salto exóticos para vestir com uma
roupa e um par de sapatos mais sóbrio para ocasiões casuais.
3/Além disso, evite sapatos sem salto com calças justas, a menos que
você tenha quadris estreitos. Caso contrário, você corre o risco de fazer
suas pernas parecerem desproporcionais.
4/Evite sapatos sem salto casuais no escritório
ou em outros ambientes profissionais. Você
pode escolher um estilo formal, como um sapato
sem salto simples de couro preto ou marrom.

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5/Você pode usar sapatos sem saltos para algumas ocasiões semi-
formais. Por exemplo, experimente saltos sofisticados com um belo
vestido para uma festa ou evento ao ar livre.
Método 5 de 7: Escolhendo as botas
1/Use botas apenas em tempo frio e chuvoso. Elas evocam a imagem de
um tempo mais frio e dificultam a circulação de ar nos pés, o que pode
causar doenças de pele.
2/Use um par de botas de salto alto e fino com uma calça no quadril ou
reta. O salto dessa bota deixa você sensual e ajuda a alongar a perna. Além
disso, a bota é apropriada para tecidos pesados.
3/Considere um par de botas grande com salto se você
quer parecer elegante, mas tem medo de escorregar em
calçadas molhadas. Embora não alonguem a perna tão bem
quantos saltos estreitos, eles deixam o visual mais sofisticado.
4/Escolha um par de botas da moda que não corte a perna
no ponto mais grosso. Botas até o joelho funcionam bem porque as pernas
de muitas mulheres são mais estreitas logo abaixo do joelho. Botas de alta
costura também são uma excelente escolha para saias e vestidos.
Método 6 de 7: Escolhendo sapatos Oxford e Mocassins
1/Experimente usar um par de Oxfords e mocassins para o
escritório. Os mocassins criam um estilo conservador, por isso são bons
para praticamente qualquer ambiente profissional. Eles combinam muito
bem com calças, vestidos e saias.
2/Escolha um par de sapatos de salto baixo para usar com saia-lápis
ou em forma de "A".
3/Você pode usar tanto sapatos Oxford sem salto
quanto de salto baixo com calças.
Método 7 de 7: Escolhendo tênis e calçados
esportivos
1/Use sapatos esportivos adequados para o seu
esporte. Se você gosta de correr, por exemplo, use
tênis com palmilhas.
2/Combine calçados esportivos com roupas
esportivas. Se você usar roupas de ginástica, use
sapatos de ginástica.
3/Use sapatos discretos com roupas não atléticas. Evite tênis ou
outros sapatos esportivos no cotidiano.
4/Use sapatos pseudo-esportivos com alça traseira para tarefas no
dia-a-dia ou para mexer no jardim.

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Scarpin

O scarpin é o sapato feminino propriamente dito. Por definição, sapato é


o calçado que esconde os dedos do pé e é fechado na parte de trás. O
scarpin pode ter bico fino, arredondado
chamado de "sapato de boneca" ou
quadrado. Um scarpin deve ter salto. A
medida é de no mínimo 4 cm, e se o
salto for maior do que 10 cm, o scarpin
passa a ser chamado de “stiletto”. O
nome scarpin vem do italiano scarpino,
é uma forma reduzida dessa palavra
que significa sapato. Como na moda
tudo retorna periodicamente, ela trouxe
novamente ao pés das mulheres este
clássico que foi popularizado no ano de
1947 por Christian Dior, que na época
quis introduzir uma nova moda para as moçoilas, que estavam vivendo o
fim das guerras e o racionamento de
tecidos, querendo assim ser mais
glamorosas e femininas.

Sapato de boneca ou Mary Jane

Calçado fechado, porém decotado


(peito do pé aberto), bico
arredondado, com tira (ou não) que
transpassa de uma lateral a outra do
calçado sobre o dorso do pé, por uma única fivela. Podem ser saltos
médios, baixos e altos.
Stiletto
Scarpin com salto maior do que 10 cm.
Chanel
Como o nome mesmo diz, este modelo foi criado por Coco Chanel na
década de 60, com o intuito de diminuir seus pés. Hoje é um clássico,
caracterizado pelo bico fino e fechado na frente e pela abertura na parte
do calcanhar, presa somente por uma tira fina que continua até o bico.
Os primeiros modelos eram bicolores, de bico escuro e restante claro,
porém hoje os sapatos
Chanel são fabricados
em diversos tecidos e
cores.

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O mule é um sapato feminino diferente, com características de outros
calçados. Assemelha-se ao tamanco, pois é preso somente pela parte
frontal, ao scarpin, pela sua parte frontal fechada e seus bicos mais finos
e clássicos, e pode ser considerado uma variação do Channel. O mule
eliminou essa correia, deixando os pés mais livres e arejados.

Originado de um chinelo marroquino e muito popular na Turquia, aberto


no calcanhar e fechado na frente. No século XVIII, as mules eram usadas
baixas por homens e com saltinho pelas mulheres. Nos anos 40, ficaram
conhecidos como "sapatos de quarto".
O apelo sensual da modelagem vestiu pés das pin-ups e estrelas de
cinema nas décadas de 40 e 50.
Como as babuchas,
acompanharam a revolução hippie
dos anos 70.
Mesmo modelos sofisticados não
se prestam em festas tradicionais
ou muito formais.
Babuche
Podemos dizer que este modelo é
um parente do mule. A principal característica deste modelo é não
deixar à mostra os dedos, mas deixando totalmente à mostra o
calcanhar. O babuche geralmente possui bico arredondado, mas pode ter
variações de bico fino e quadrado, porém diferente do mule, esse modelo
não possui salto, em raros casos possui um salto mínino, ou elevação
para dar a inclinação necessária ao modelo. Este modelo teve sua
origem no Marrocos e teve seu auge na década de 1970, muito utilizado
pelos hippies.
Alpargatas

As alpargatas são um tipo


de calçado baixo, muito
utilizado nos anos 70. A
origem das alpargatas não é
tão certa, mas sabe-se que
são sapatos usados há
muitos séculos pelos
árabes. São calçados

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fechados rasteiros, confeccionados em lona e com sola em borracha ou
corda. Com cara de verão, as alpargatas, além de frescas e confortáveis
de usar, combinam com quase tudo e todos, já que são unissex. Por
serem bem casuais e despojadas, elas sempre vão bem com roupas do
estilo.
otas
As botas de salto alto e cano curto pedem modelos mais clássicos para
não errar. Se a pessoa possui mais de 50 kg e menos de 1.70 cm de
altura, não deve usá-la. Elas podem vulgarizar o look.
As botas de salto médio e cano alto ficam bem com calças compridas e
saias de qualquer comprimento.
As botas de saltos médio e cano curto combinam com calças, mas não
devem ser usadas com saias.
As botas de salto baixo e cano alto combinam com saias e calças e
fazem a linha esporte chique.
As botas de salto baixo e cano curto devem ser usadas com calça
comprida. Não misture modelos pesados como coturnos com peças
clássicas.
Botas de salto alto e cano alto combinam com saias longas ou até o
joelho. É preciso que a mulher seja magra para utilizá-la.

Imagens: Polyvore
Tênis
Não deve ser utilizado no look de trabalho, a menos que a pessoa
trabalhe com atividades físicas. Ela faz parte de um visual mais
descontraído, pode ser usado para caminhar na rua, no fim de semana,
na academia ou com jeans
para dar uma volta. São
mais reservados às
atividades esportivas e
informais.

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Chinelo
O chinelo é um tipo de calçado feito de
borracha, PVC, couro, palha, tecido ou
outro material. Possui o formato
aproximado do contorno de cada um dos
pés. A palavra "chinelo" vem do latim
medieval *planella, de planus,-a,-um
'plano', talvez por influência do dialeto
genovês cianella (it. pianella, dim. de
piano 'plano'). Alguns chinelos
apresentam uma tira, de largura variável, que passa sobre o peito do pé.
Geralmente os chinelos são calçados de uso doméstico, durante os dias
quentes, especialmente no
verão, ou como
acompanhamento do traje de
dormir. Pode também compor
parte do traje de banhistas, na
ida à praia ou na beira da
piscina. É um importante
calçado no contexto de moda
dia a dia, principalmente em
cidades litorâneas e com clima
quente. Suas principais características são os dedos de fora, sem salto
(com salto seria uma sandália), e com ou sem tiras no tornozelo.
Rasteirinhas
Mais sofisticadas do que os chinelos, mas tão confortáveis quanto eles,
as rasteirinhas são sandálias sem saltos e se tornaram escolha unânime
para o verão das mulheres de cotidiano agitado. O modelo mais
tradicional de sandália rasteira, aquele com tira entre os dedos e preso
ao calcanhar, já era muito utilizado por povos da antiguidade, como os
mesopotâmicos e os gregos. O mais parecido - em materiais - com o que
as mulheres amam usar hoje em dia é datado de 72d.C e foi criado pelos
judeus. Além de deixar os pés sempre fresquinhos, as rasteirinhas dão a
sensação de segurança justamente por não dependerem de saltos para
serem chiques e femininas, evitando incômodos e podendo ser usadas o
dia todo. Quem imaginou que um calçado tão simples levaria as
mulheres à loucura com aplicações de pedrinhas, strass e até
acabamentos metalizados ou florais?
Em cores quentes ou sóbrias, a
rasteira é a peça-chave de qualquer
look casual.
Tênis

Existem relatos de que os primeiros


sapatos desportivos surgiram no ano
de 1909. No ano de 1942 foi

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desenvolvida a primeira sola de borracha sintética. Com o passar dos
anos, os tênis veio e vem ganhando diferentes estilos, cores e até
acessórios. Tênis é bastante usado nos dias de hoje. Você pode usá-lo
para praticar diferentes esportes, para sair à noite ou até mesmo durante
as suas atividades diárias. Não se esqueça de procurar o tipo ideal para
a prática de cada esporte. Atualmente os tênis tem característica
direcionada para o treinamento que irá fazer. Com isso, você evita
problemas, como por exemplo, futuras lesões. Existem vários tipos de
tênis, específicos para varias atividades físicas e para o dia a dia.
Sapatênis

O sapatênis é a adaptação mais sofisticada do tênis esportivo. É uma


versão do armário masculino que caiu no gosto do público feminino e
está sempre em alta independente da estação do ano. A peça é
confortável, delicada e charmosa que deixa o visual mais arrumado do
que quando usado com um tênis comum.
Sneakers
É tênis, mas tem salto. Tem cara de esportivo, mas não são vistos nas
quadras, parques ou academias, e sim, nos pés de famosas e
fashionistas combinados com
vestidinhos, saias, shorts e
calças. Os sneakers começam
a conquistar o coração das
brasileiras e ganharam
destaque especial com a
design Isabel Marant.

Mocassim

O Mocassim foi criado pelos índios norte-americanos, e os modelos mais


tradicionais mantém o visual “rústico” do calçado, utilizando camurça e
franjas que dão um ar “étnico”. Apesar disso, existem modelos super
modernos e estilosos, em cores vibrantes, couro e verniz. Normalmente o
Mocassim não tem cadarço e é fechado. Em 1950 Elvis Presley vira uma
espécie de embaixador do modelo. Em 1960 o modelo da Gucci com

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fivela de metal é eleito a it-piece de 1966 pelo
jornal Sunday Times. Grace Kelly era fã. No
Brasil, Eva Wilma adotou a versão com salto.
Loafer

Do armário masculino, sai uma das peças


must-have da estação: os loafers, sapatos
charmosos e superconfortáveis, estão
fazendo a cabeça – e os pés – das
fashionistas. Trata-se de sapatos sem
cadarço, o resultado charmoso da mescla
entre mocassins e slippers (os calçados para usar dentro de casa). São
perfeitos para dar um toque boyish ao look. E, por ter o mesmo conforto
e praticidade, podem muito bem roubar o lugar das tão amadas
sapatilhas. É bem simples usá-los no dia a dia: vão bem com saias,
vestidos e jeans. Para não ficar com um visual muito pesado, evite as
calças volumosas, como as pantalonas.
Slipper
A inspiração são chinelos de veludo
usados com pijama, dentro de casa. Para
usar esse tipo de sapato, leve em conta
que ele se parece muito com sapatilha.
Assim, você não fica tão presa na hora de
escolher uma roupa para combinar. O
modelo é muitas vezes confundido com
mocassim, mas a diferença está na parte
de cima. No slipper, ela é muito mais
simples e sem costuras, ao contrário do
mocassim.

Oxford
O sapato Oxford, modelo fechado de amarrar ligado ao conservadorismo
do guarda-roupa masculino, está migrando para as mulheres em versões
mais modernas até mesmo com salto alto. O importante ao usá-lo é optar
por peças femininas (como estampas florais ou acessórios românticos)
que possam balancear a inspiração “masculina” do acessório e criar uma
produção mais equilibrada. Este modelo de calçado recebeu tal nome
justamente por ser muito utilizado entre os estudantes na universidade
de Oxford, na Inglaterra.

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Sandálias
No Antigo Egito, as
sandálias dos egípcios
eram feitas de palha,
papiro ou de fibra de
palmeira e era comum
as pessoas andarem
descalças, carregando
as sandálias e usando-as apenas quando necessário. Sabe-se que
apenas os nobres da época
possuíam sandálias. As sandálias
femininas podem apresentar-se
tanto com salto-alto como com
salto-baixo. Suas características
identificadoras clássicas são:
dedos de fora, necessariamente
com salto (alto ou baixo) e presa
por tiras no tornozelo, mas
também pode se assemelhar ao
chinelo, isto é, pode também ser solta
nos tornozelos.
*Sandália Gladiador: o modelo
gladiador tem tiras que envolvem as
pernas, no geral até a altura do
tornozelo, mas existem modelos que
vão até a canela ou o joelho. Podem
ou não ter salto.
Meia pata/Pump

Os sapatos meia pata possuem salto alto (normalmente altíssimo) e são


chamados assim pois possuem uma plataforma na parte frontal,
parecendo mesmo uma pata. A invenção desse sapato foi uma maravilha
para as mulheres, pois assim o salto tão alto e desconfortável não é
muito sentido, pois muito da altura já é descontada na plataforma frontal.
Assim, as mulheres não abrem mão do salto altíssimo e ficam mais
confortáveis.

Peep Toe

O peep toe se caracteriza por ser


aquele sapatinho onde o dedo
começa a aparecer: é aquele que
tem um buraquinho na ponta dos
dedos onde um ou mais dedos
aparecem pela abertura, “ toe”em
inglês é “ dedão do pe”, e “peep” é

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“espiar” por isso o nome. Ele pode ser fechado atrás igual um scarpin, ou
aberto atrás com tiras. Pode ter o salto bem grosso e alto, ou ser mais
baixinho e delicado. Mas, pra ser um peep toe tem que aparecer o
dedinho na frente!

Tamanco/Clog

"Clog" significa tamanco em inglês. São altas plataformas de madeira,


que podem ser vazadas ou não, e apresentam diferentes formatos.
Também podem ser encontrados em forma de sapatilha, com altos
solados, ricamente bordados, forrados e pintados. Também são
chamados de clogs os tamancos típicos usados pelos alemães, bretões,
holandeses e franceses, feitos de madeira, com bico pontudo virado para
cima e solado mais baixo. Desde que Karl Lagerfeld colocou suas
modelos de clog na temporada de verão 2010 da Chanel, eis que o
tamanco virou febre e tendência fashionista no verão europeu.
Sapatilha/Sabrina
*Flats: são todos aqueles tipo de sapatos sem salto.
As sapatilhas são delicadas e conquistaram o guarda-roupa feminino
pela versatilidade, praticidade e conforto. São baseadas nas sapatilhas
das dançarinas de ballet, sapatos sem saltos que podem ser uma ótima
escolha pra um visual fashion. Existe uma imensidade de tipos de
sapatilhas, cores, estampas e tecidos. Se for usar para o dia-a-dia aposte
em cores vibrantes e estampados, se for pra uma noitada aposte em
cores neutras, escuras, e com
brilhos ou toques individuais

Espadrilha
É um sapato com salto feitos de tecido e o solado pode ser de corda,
cortiça ou palha. Esse tipo de sapato se popularizou na década de 70. As
mulheres chiques e famosas usavam como alternativa para o bom e
velho chinelo de dedo e ficavam mais elegantes. Use suas espadrilhas
no verão, pois elas deixam o pé fresquinho e ajudam a montar um look
mais leve.

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Galocha
A galocha é uma bota de
borracha, sem cadarço,
que se calça para
proteger os pés do
contacto com a água,
preservando-os da
umidade. Eram utilizadas em especial no interior do Brasil, na década de
50 e 60, no enfrentamento de ruas não calçadas e alagadiços.São
voltadas principalmente para o uso em diferentes atividades
profissionais, oferecendo proteção reforçada contra condições adversas
de tempo, acidentes e outros. Hoje em dia vemos pelas ruas nas épocas
de chuva, Galochas com várias estampas
e cores diferentes e até com saltos.
Bota cano longo

Praticamente reconhecidas como um


clássico para a mulher moderna, as botas
de canos altos, conquistam as mulheres
ousadas. As de cano bem altos, também
conhecidas como Cuissardes ou Over the
Knees, pois vão acima dos joelhos, surgem
também com canos dobráveis, são bem sensuais e usadas como
fetiches. Tanto para os dias mega frios quanto para os mais fresquinhos,
podem ser combinadas com inúmeras peças de roupas e outros
acessórios. A altura do cano das botas varia desde a altura dos joelhos e
até as mais exageradas, chegando quase ao fim das coxas!

Bota cano médio

Está super em alta! A bota de cano médio com pegada brutalista se firma
como contraponto de looks ladylike ou que pedem um toque de rebeldia.
É que entre as propostas de botas com cano de comprimento médio que
vamos encontrar, há estilos diferentes. Há os coturnos e derivados, que
surgiram com os militares para as atividades de combate, são
genuinamente mais pesados; mas há também modelos mais delicados,
com salto alto e, eventualmente, bico
fino .O look mais atual está baseado
neste contrapeso aqui: Quando a
produção for mais pesada, com uma
pegada rocker, militar(coturnos),
masculina e afins, os modelos de
botas mais lights, mais delicados,
fazem um belo contraponto, dando
um toque de feminilidade.

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Bota cano
baixo/Ankle Boots
“Ankle” quer dizer
tornozelo, ou seja,
a bota vai até o
tornozelo, mas
pode avançar um
pouquinho até a canela também. O modelo é
ideal para compor looks estilosos e
despretensiosos. Versáteis, elas podem ser
utilizadas tanto em dias frios, como naqueles de meia-estação, basta
saber combiná-las com o look da vez. Para o inverno 2012, ora surgem
fechadas ou vazadas, ora surgem detalhadas com elementos de
influência militar, como cadarços (estilo montanhismo, formato hiking
boots) e fivelas, assim como, aveludadas, estampadas, texturizadas e,
em geral, em tons fechados ou terrosos.
Os estilos e materiais variam e misturam-
se, e os saltos também.
Wedge A boa e velha anabela, sandália
característica do verão, sai de cena e
ganha uma nova versão e um novo nome.
Batizado de wedge, que significa "cunha",
por causa do formato "blocado" do salto, o
sapato que já foi promessa em
temporadas anteriores, agora vai reinar
nas ruas. O modelo surgiu como a grande
aposta das principais marcas para as coleções Outono/ Inverno. Mesmo
nas versões mais altas, é um dos sapatos mais confortáveis, em virtude
da plataforma que ajuda a equilibrar o pé. Eles vêm em diferentes
modelos e formas abusando dos materiais como couro, veludo e
camurça, além de acabamentos diferenciados como tachas, spikes,
glitter e rendas.
Ugg
São botinhas toda de tecido forrado com pelúcia. Muito usada em lugares
frios e com neve.
T-strap
Sapatos ou sandálias presos por uma tira ao redor do tornozelo e outra
que ligada a primeira se estende a partir do cabedal (parte superior do
pé). Podem ser com salto ou sem salto e se remetem aos sapatinhos de
boneca.

Rasteira ou Flat :

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são as planas, ou seja sem
nenhum salto. São
chamadas assim
principalmente sandálias,
mas o nome flat pode ser
conferido a qualquer calçado
que seja plano com o chão.
Esse tipo de calçado é
excelente para ser usado
em dias mais quentes e em composições mais despojadas, mas nada
impede de usá-la no trabalho e em uma balada, basta apenas ter um
olhar mais sofisticado na hora de escolher uma para o trabalho e um
olhar mais klin na hora de escolher uma para a balada.

Sapatilhas: são nossos queridos sapatinhos que não largamos por nada,
combinam com tudo e caem bem naquele dia de dúvida sobre o que
calçar. Nessa modalidade podemos incluir ainda os mocassins, slippers
e studded loafers que são tipos distintos de sapatos baixos (modelagem
diferenciada) mas que são chamadas por muitas pessoas também de
sapatilhas. Eles são usados também para diversas ocasiões desde
trabalho até para a balada.
O sapato certo para o seu inverno

Botas de cano baixo, médio e longo,


sandálias, oxford, ankle boots... Ufa!
Com tantas opções disponíveis, é difícil
escolher o modelo de sapato ideal e
saber como combiná-lo com suas

73
roupas. Mas fique tranquila! A consultora
de estilo Ana Cury vai ajudá-la a resolver
essas e outras dúvidas.
Sandálias: elas podem ser usadas no
inverno, desde que não esteja muito frio.
“Caso contrário, use-as com meia-calça
opaca e não
muito grossa
(fio 40). Além
disso, adote
acessórios
modernos e joviais, que ajudem a compor um
estilo casual”, ensina.
Botas: as montarias ficam ótimas com calças,
vestidos e saias. Para alongar as pernas, use-
as com legging ou meia-calça grossa, da
mesma cor da bota. “O salto ajuda a compor
um visual elegante e deixa a mulher mais
esguia. Já quem é baixinha ou está acima do
peso deve evitar os modelos de cano médio
ou curto, que encurtam as pernas”, alerta a consultora.
Oxford: invista nos modelos com salto ou bico fino, bem como nos
modernos bicolores. Combine-os com calça reta, pantalona e vestidos na
altura dos joelhos ou logo abaixo deles. E acrescente toques femininos à
produção, como acessórios delicados e peças florais ou rendadas.
Ankle boots: evite o modelo com tiras nos tornozelos se tiver as pernas
grossas. Nesse caso, combine-o com uma pantalona que cubra parte do
calçado. Ou, então, escolha um modelo com recorte no peito do pé, que
alonga e afina as pernas. De qualquer forma, use o sapato com meia-
calça escura, grossa e opaca.
Sapatilhas: com laços, fivelas ou pedras, em verniz, cetim ou camurça,
são lindas! Ficam bem em todas as mulheres e se adaptam a todos os
estilos e roupas, desde saias e vestidos longos ou curtos até calças
skinny ou pantalonas.
Salto Plataforma: O salto estilo plataforma é outro favorito das
brasileiras. Em geral, ele aparece em sandálias perfeitas para o verão,
com cores alegres, formatos com tiras e vazados. Assim como o salto
wedge, ele proporciona conforto, mas o andar deve ser cuidadoso para
evitar uma lesão no pé.

74
Meias
As meias grossas e opacas são utilizadas principalmente durante o inverno com botas,
mocassins ou modelos de amarrar.
As meias soquete podem ser usadas com roupas esportivas, jeans ou abrigos.
As meias arrastão precisam de atenção especial ao utilizar. As que mostram rendado
graúdo vulgarizam o look.

Fonte: http://www.pratafina.com.br/blog/como-escolher-a-meia-calca/
As sandálias de salto alto não devem ser usadas com meias.
Bolsas
As bolsas precisam estar sempre em bom estado. Nada pior do que um look bem
montado e uma bolsa velha, rasgada ou suja.
Para o dia são indicadas bolsas grandes, médias ou pequenas. A cor depende da roupa,
mas as cores básicas como o preto, bege ou cor de couro natural podem ser a melhor
opção, pois combinam com tudo.
Bolsas médias ou pequenas podem ser usadas em um almoço social, um encontro com
amigas ou evento social.
Para a noite é indicado usar modelos pequenos como carteira ou bolsinha de mão com
alça delicada.
Cintos

75
O cinto pode combinar com o sapato ou a bolsa. É necessário que haja harmonia no
conjunto. Se o look for monocromático, o cinto pode ser de outra cor e dará um toque
especial.

Fonte: http://tmvbijoux.blogspot.com.br/2011/04/o-que-rola-na-passarela-e-entre-
as.html
Chapéu
O modelo panamá é indicado para trajes esportivos. O chapéu de feltro é indicado para
quem quer curtir um evento. Em programas mais elegantes, o chapéu deve ser usado
com look mais formal como um terninho ou um vestido sem brilhos e em tons
parecidos, afinal, o chapéu é a peça-chave.

Fonte: http://www.zaraflor.com.br/blog/category/moda/

ELABORAR CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES DO


PLANEJAMENTO DE
COLEÇÃO.
6.2 PAINEL DA EMPRESA: imagem forte que sintetize a empresa e seu ramo
de atuação;
6.2.1 TEXTO DA EMPRESA: texto explicativo a respeito da empresa e
todas as demais informações que a delimitam em características e atuação. Uma
pesquisa apurada na própria empresa é de grande valia. Busquem captar as expectativas
da empresa com esse trabalho de vocês. Lembrem, isso é uma
vitrine ao mercado de trabalho.
OBS.: Os dois itens citados anteriormente (6.1 e 6.2) não serão
trabalhados!!!

76
6.3 PAINEL DO PÚBLICO-ALVO: imagem forte do público-alvo da coleção.
Você deve recortar (com MUITO CAPRICHO) imagens em revistas que
representem o perfil do público-alvo a ser trabalhado. Exemplos de imagens:
roupa, bolsa, calçado, acessórios, maquiagem, tipo de alimentação, esporte,
família, livros, objetos, local, etc. Antes de colar as imagens (com cola bastão em papel
canson), mostre à professora da disciplina para aprovação. Depois que o painel estiver
pronto, escaneie e imprima ou faça um cópia colorida num papel fotográfico.
6.3.1 TEXTO PÚBLICO-ALVO: texto explicativo do público-alvo
digitado. Elabore um texto que fale sobre o público-alvo, descreva e explique o
painel do público alvo. Detalhe ao máximo!
6.4 PAINEL DE TENDÊNCIAS: realizar pesquisa de tendências na Internet,
books, feiras, bureaux de moda, revistas nacionais e internacionais, etc. O painel de
tendências deve conter imagens de roupas que tenham haver com o estilo que se quer
trabalhar. Pesquise na internet, salve as imagens numa pasta, insira num arquivo do
Word e imprima num papel para foto. Lembrar do público-alvo e do tema que se deseja
trabalhar!!!!
6.4.1 TEXTO PAINEL DE TENDÊNCIAS: elaborar um texto falando
sobre as tendências para a estação. Falar sobre formas, tecidos, cores, texturas,
estampas, grandes temas e influências. Digitar no computador, com mesma fonte e
formatação do anterior.
6.5 PAINEL DO TEMA: TUDO pode servir de subsídio, em especial o acervo
pessoal. Imagens, cheiros, músicas, filmes, lugares, pessoas, objetos, enfim...
qualquer ideia pode servir de tema. Também pode ser uma junção de ideias. A
imaginação é o limite. Porém, as ideias devem ser pensadas, justificadas e claras.
Só assim o trabalho final torna-se coerente com as ideias. Transfigure conceitos, ideias,
e julgamentos que possam servir de bloqueio a criação. Busque o inusitado.
Não esqueça que esse é o primeiro e grande diferencial de qualquer outra
coleção. Após as ideias prontas e claras, procurar imagens que as representem.
Elaborar imagem forte sobre o tema. Recorte com CAPRICHO!!! Cada imagem
tem que ter um significado, não colar imagens só porque você as achou
bonitinhas!! Colar com cola bastão em papel canson, depois de aprovada pela
professora escanear e imprimir ou fazer cópia colorida em papel para foto.
6.5.1 SKETCHBOOK: durante a pesquisa do tema e antes de elaborar o
painel do tema, o aluno deverá elaborar um Sketchbook - um caderno
onde captura-se e registra-se todas as informações de pesquisas realizadas
sobre um determinado tema ou assunto. Deve-se incluir sensações, desenhos,
textos, gostos, músicas, poesias, imagens, texturas, cheiros, etc. Ele servirá de
apoio e de inspiração na hora do desenvolvimento da coleção de moda. Este
caderno não deve ter linhas!! E a capa deve ser elaborada com MUITO capricho,
muita limpeza e criatividade, lembrando sempre do tema da coleção.
6.5.2 TEXTO DO TEMA: elaborar texto do tema. Explicar e
contextualizar o tema, período histórico, relação com a moda, etc. Este texto é
muito importante!!! Deve ser bem escrito e detalhado.
6.6 CARTELA DE CORES: deve apresentar as cores que serão utilizadas na
coleção, estas devem ser estas devem ser extraídas do painel do tema.
criar referência e nome para cada cor.
Considerações importantes
Considerar as cores da estação + preto + branco.
As cores devem ser coerentes com o tema escolhido.
Quantidade de cores em uma coleção: em média de 8 a 12 cores.

77
Formas de apresentação
Deve ser apresentada SEMPRE em fundo branco.
Deve trazer a identificação da cor através de códigos e nomes
Exemplo: Vermelho Paixão 006
Manter o intervalo de 1 cm entre uma amostra de cor e outra.
Tamanho de cada amostra: 2 x 3cm ou 3 x 2cm.
As amostras devem ser feitas de um mesmo papel, para evitar diferenças
de nuances. As cores não devem apresentar textura, degradé, etc.
6.7 HARMONIA DE CORES: é a combinação de cores entre si. Faça
combinação de duas, três e quatro cores. Recorte as cores em quadradinhos ou
retângulos em tamanhos iguais e faça as devidas combinações.
6.8 CARTELA DE MATERIAIS: expor os materiais têxteis que serão utilizados
na coleção. Elabore a cartela de materiais o mais próximo possível do real.
Informar a composição dos materiais. Os materiais devem estar apresentados de
modo a possibilitar o toque das mãos em ambos os lados, contendo nome,
composição e, se for o caso, o fornecedor.
Forma de apresentação
Tamanho de cada amostra: 10 x 10cm.
Cortar as amostras com tesoura de picotar.
Identificar as amostras de tecidos através de etiquetas adesivas (nome do
tecido, referência, fabricante e composição).
Colar apenas a parte superior (em papel canson), de forma que o tecido
fique solto para que se possa tocar e sentir o caimento. Para fins
acadêmicos, o tecido pode ser inserido em uma janela entra duas laminas
de papel.
No caso de tecidos estampados, obter amostras maiores para se certificar
da repetição do desenho (rapport).
6.9 CARTELA DE SUPERFÍCIES: apresentação das estampas, bordados,
lavagens ou outras interferências.
Forma de apresentação
Tamanho de cada amostra: 10 x 10cm.
Cortar as amostras com tesoura de picotar.
Identificar as amostras de tecidos através de etiquetas adesivas (nome do
tecido, referência, fabricante e composição).
Colar apenas a parte superior (em papel canson), de forma que o tecido
fique solto para que se possa tocar e sentir o caimento. Para fins
acadêmicos, o tecido pode ser inserido em uma janela entra duas laminas
de papel.
No caso de tecidos com estampas grandes, obter amostras maiores para
se certificar da repetição do desenho (rapport).
6.10 CARTELA DE AVIAMENTOS E OUTROS MATERIAIS: Expor os
aviamentos que serão utilizados na coleção. Os aviamentos serão selecionados a
partir dos modelos criados. Criar referências para o aviamento/ material,
colocando seu nome e característica. Exemplo: botão metálico Ref. 0034; zíper
embutido 18 cm Ref. 0050; canutilho vermelho Ref. 3903; elástico branco 1cm
Ref. 0456; entretela colante branca Ref. 0234; etc. Colar em papel canson com
cola quente.
Considerações importantes
Devem ser listados na ficha técnica do produto.
São classificados quanto:

78
Função
Componente: zíper, botões funcionais, etiquetas de composição.
Decorativo: bordados, etiquetas decorativas.
Visibilidade
Aparente: botões, zíper.
Não-aparente: entretelas, elásticos.
Formas de apresentação
Colar amostra do aviamento com os seguintes dados: descrição, referência,
fornecedor.
6.11 CROQUIS: fazer 40 croquis – looks comerciais (gerações de alternativas), sem
colorir, e selecionar 20 looks (lembrar do mix de produto definido). Fazer
15 croquis – looks conceituais (gerações de alternativas), sem colorir e escolher
5. Após as escolhas, passar a limpo e colorir com lápis de cor aquarelável, caneta
pantone, giz pastel, etc.
6.12 FICHAS TÉCNICAS COM DESENHOS TÉCNICOS: em conformidade aos
modelos apresentados pela Professora da referida disciplina.
Obs.: Fazer ficha técnica completa apenas dos looks que serão confeccionados.
Fazer desenho técnico apenas dos croquis coloridos.
6.13 RELEASE DA COLEÇÃO: texto em linguagem de moda, também poético,
com sedução, ritmo e que trate das seguintes informações:
Estação e ano.
Referências: quais foram as referências adotadas para a criação da
coleção: tendências internacionais, regionais e pessoais.
Conceito: resumo, no máximo três palavras-chaves.
Cartela de Cores: defina as cores, tons, matizes e combinações.
Texto de Materiais: descreva e justifique a composição, propriedades,
texturas e acabamentos aplicados no projeto. Exemplo: os tecidos são
leves; existem bordados, aplicações, babados, pespontos nas peças, etc.
Texto de Formas e estruturas: descreva sobre as formas, estruturas,
linhas e volumes que predominarão na coleção, se estas são fluidas, retas,
geométricas, assimétricas, superpostas, volumosas, transpassadas, etc.
OBS: este texto só ficará completamente pronto após o trabalho encerrado,
uma vez que novos conceitos e interpretações podem surgir ao longo do
desenvolvimento da coleção.
6.14 MODELAGEM: em conformidade ao que foi pedido pela Professora de
Modelagem;
Obs.: Fazer modelagem apenas dos looks confeccionados.
6.15 PRANCHA DE DESFILE OU SEQÜÊNCIAS DE DESFILE: reduzir os
croquis e colá-los lado a lado na sequência de entrada do desfile.
6.16 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: indicar livros, sites e revistas
consultadas.
6.17 ANEXO: documentos e informações que acharem pertinentes!
6.18 DIAGRAMAÇÃO DO TRABALHO: Um conteúdo consistente, elaborado e
devidamente sustentado por pesquisa é mínimo que se espera. Assim, a
organização juntamente com a escolha dos materiais para a montagem do dossiê são a
parte mais importante de qualquer trabalho, uma vez que é a primeira impressão do
comprador / professor / consultor, uma opção errada pode atrapalhar na avaliação de
escolha.
A HARMONIA DA COLEÇÃO
Deve-se observar se os itens que seguem estão em harmonia na coleção:

79
1.TEMA
2. ESTILO
3. CORES
4. MATERIAIS (tecido)
5. PADRÕES
6. FORMAS (silhuetas)
7. COMPRIMENTOS
8. AVIAMENTOS
9. ACABAMENTOS
10. PEÇAS - CHAVE
11. PONTOS - FORTES
12. DECORAÇÃO (passarela)
13. MODELOS
14. MAKE-UP (cabelo e maquiagem)
7.2 RELEITURA DAS TENDÊNCIAS INTERNACIONAIS PARA O MERCADO
NACIONAL
1. As tendências de moda são identificadas por comitês setoriais e em seguida
transmitidas para os estilistas como temas de inspiração em bureaux.
2. Como essas fontes de informações são disponibilizadas globalmente, não é de se
surpreender que exista uma certa unidade de linguagem entre as coleções.
3. Através da pesquisa e da observação mais apurada chega-se a identificação de
elementos de estilo de uma dada estação.
4. Os pontos que aparecem com maior frequência e que, portanto têm maior
incidência de repetição são considerados elementos de estilo.
Briefing
Do inglês “brief”, é o conjunto de instruções que o criador recebe para desenvolver uma
coleção. Comunica os principais conceitos que irão nortear a coleção. Para Pires (2003),
o briefing é um painel que concentre modo claro e sintético o conceito da coleção e que
comunica as cores, os materiais, as texturas, as linhas, as formas, os volumes e out ras
informações
importantes.
Briefing: resumo; conjunto de dados fornecidos pelo fabricante/cliente para orientar a
sua equipe na elaboração de uma coleção"
• Briefing: relatório em que estão colocados os dados necessários para elaboração de
uma coleção"
• Briefing não é a resposta de um questionário, mas um relatório, ou seja,
relatar sobre determinados enfoques
Pesquisa de Moda
• A pesquisa caracteriza--‐se pela investigação e aprendizagem de algo novo
ou do passado, podendo ser comparada, muitas vezes, ao começo de uma jornada
exploratória.
• A pesquisa envolve: leitura, visitação ou observação, mas, sobretudo, envolve registro
de informações.
Pesquisa de Moda
• Há dois de pesquisa:
O primeiro é a coleta de materiais tangíveis para sua coleção como tecidos,
Adornos e botões por exemplo.
• O segundo diz respeito à Inspiração visual para a coleção, que auxilia na definição do
tema ou conceito, essencial para desenvolver a identidade da criação.
• Obs.:

80
A pesquisa deve ser ampla e profunda, a fim de subsidiar a inovação e não
a cópia das fontes pesquisadas.
Fontes primárias
• São objetos que você desenhou de referências de algum lugar: da rua, de
um museu, de um desfile...
• Em geral as FP são registradas através de uma ilustração ou foto. O tato e o
Olfato também podem trazer referências, principalmente ligadas a memória.
Fontes Secundárias
• são os dados já existentes, que podem ser encontrados em livros, internet, jornais e
revistas.
• O essencial é que haja um equilíbrio entre as fontes.
As primárias requerem seu talentos e as secundárias, suas habilidades
de investigação
Fontes de Inspiração
• Internet • Bibliotecas, livros e jornais. • Revistas. • Museus e Galerias de Arte.
• Indumentárias de Época. • Feiras de Antiguidades e Brechós. • Viagens
• Arquitetura. • Natureza
Fontes de Inspiração
• Cinema, teatro e música. • Cultura jovem e de rua. • Novas Tecnologias • Agências de
Pesquisa e análises de tendências de moda. • Estudos de casos
de Estilistas • Palestras. • Desfiles. • Eventos diversos etc. Comunicação das
Pesquisas:
• Books e Scketchbooks
• Painéis de Inspiração
• Painel Temático
• Painel Conceitual
• Painel Macrotendências
• Painel Microtendências
Compilação das Pesquisas
SKETCH BOOK:
É um caderno que pode servir também de agenda e/ou deve ser utilizado como bloco de
anotações de frases, de ditados populares, de pensamentos e esquemas para ideias que
surgem repentinamente.
Que elementos utilizar no SKETCH BOOK?
• Desenhos. • Colagens. • Justaposição. • Desconstrução.. • Referências
Cruzadas. QUEM É O MEU CLIENTE?

81
ESTILO DE VIDA
O estilo de vida se refere à forma como as pessoas vivem, como gastam
seu tempo e seu dinheiro, quais atividades executam e suas atitudes e opiniões
sobre o mundo em que vivem. Atualmente, para definirem um segmento-alvo, os
varejistas estão dando mais ênfase aos estilos de vida e aos dados psicográficos que aos
dados demográficos.
O VALS2 é uma das várias abordagens de segmentação disponíveis comercialmente
que se baseia nos valores e estilos de vida do consumidor. Os
segmentos são baseados em duas pesquisas nacionais conduzidas pelo SRI
Internacional, com 2.500 consumidores. As pesquisas pedem aos consumidores para
dizerem se concordam ou discordam de afirmações como “Minha ideia de divertimento
em um parque nacional seria ficar em uma casa de campo luxuosa e me arrumar para o
jantar” e “Eu não poderia tirar a pele de um animal morto”. Com base na análise das
respostas da pesquisa, oito segmentos de estilo de vida foram identificados (Fig.1).
Observe como os consumidores de cada segmento são descritos em termos de diferentes
atitudes, ambições e comportamentos de compra, em vez de com base em suas idades
ou no local onde moram.
Os oito segmentos de estilo de vida são organizados em duas dimensões.
A dimensão vertical indica a quantidade de recursos (dinheiro, educação, saúde,
autoconfiança e nível de energia) que as pessoas do segmento têm. Os
Realizadores têm muitos recursos; os Lutadores têm recursos limitados.
A dimensão horizontal descreve a auto-orientação dos consumidores do
segmento. O comportamento das pessoas dos segmentos direcionados por
princípios (Totalmente preenchidos e Crentes) é baseado em suas crenças sobre como o
mundo é ou deveria ser. As pessoas dos segmentos direcionados por status são guiadas
por ações e por opiniões de outras pessoas. As pessoas dos segmentos direcionados por
ações são guiadas por suas necessidades de atividades sociais e físicas, variedade e
aceitação de risco. Muitos negócios usam os segmentos do VALS2 para compreender
melhor seus clientes e mercados-alvo. Por exemplo, uma pesquisa com viajantes de
aviões descobriu que 37% deles eram realizadores, enquanto 8% eram compostos pela

82
população em geral. Como os realizadores compram mercadorias que refletem sua
renda alta e seu status, a pesquisa sugere que lojas como a The Nature Company e a
Sharper Image teriam êxito nos aeroportos.
Modelagens
As linhas verticais alongam e afinam o corpo. Para quem está acima do peso ou é
baixinha, um modelo inteiro, sem corte na cintura, alonga a silhueta. As sobreposições
podem disfarçar os quilos a mais.
Os jabôs, por serem verticais, alongam o decote e valorizam o colo. Babados muito
grandes devem ser evitados.
Recortes verticais, especialmente em vestidos, casacos e paletós alongam a silhueta, dão
um efeito emagrecedor.
O decote V alonga o pescoço e o tronco e favorece as mais cheinhas.
Para Pezzolo (2011, p.58) quem está acima do peso precisa evitar cintura marcada,
decote canoa, pala horizontal, bainha arrematada por viés e também pregas, recortes,
barrados e babados. Basta lembrar que todos viram linhas horizontais que visualmente
contribuem para alargar a silhueta.
Para disfarçar a barriga saliente, pode-se utilizar uma saia com leve drapê lateral, na
altura dos quadris ou pareô com amarração lateral.
7.5 CARTELA DE CORES
Eleger cores, ou uma gama, para toda uma coleção é uma das primeiras
decisões que se tem que tomar quando se desenham os modelos. A escolha da cor ditará
o espírito da estação de uma coleção e ajudará a distingui-la da anterior.
O uso associativo da cor é útil para recordar os matizes da cor e para
apelidar uma gama, mas não é suficiente na hora de indicar a um especialista o
tom exato que se deseja.A fim de consegui-lo, desenvolveu-se um certo número de
sistemas de imitação das cores padronizadas comercialmente. Os mais usados na moda
e tecidos são o sistema Scotdic de cor e o sistema profissional Pantone.
Este último calibra precisão e com um número de seis dígitos indica a posição
exata da cor no círculo cromático (primeiros dois dígitos) e compara este valor
com o preto e branco (segundos dois dígitos) e sua intensidade (dois dígitos
finais).
As grandes organizações assessoras de cor são: a British Textile Color
Group, a International Color Authority (ICA), a Color Association of the United States
(CAUS) e a Color Marketing Group (CMG).
Felizmente, existem excelentes serviços que os designers de moda podem
comprar para ajudar na seleção das cores corretas. Essas companhias predizem as cores
mais importantes na moda por segmentos (feminino, masculino e infantil) com
aproximadamente 18 meses de antecipação. Color Box, Huepoint, Design Intelligence,
D3, Doneger e Promostyl são alguns entre muitos em Nova York.
Empresas de moda compram duas ou três cartelas de cores a cada estação a um custo de
U$ 600 até U$ 1.500.
Aqui, no Brasil, os escritórios especializados em cores são poucos. As
instituições que fazem seminários, palestras e vendem suas próprias cartelas de cores
são: o Senai-Cetiqt, o Senac (Centro de Moda, Beleza e Design) e a VIP (Renata
Miranda). As tecelagens criam as suas próprias cartelas e costumam entregar uma aos
seus clientes no lançamento das coleções de tecidos.
7.6 DESENVOLVIMENTO DE COLEÇÃO NO VAREJO DE MODA
Ao desenvolver uma coleção para o varejo de moda é importante ter: o produto
adequado – na hora certa – na quantidade apropriada e nas condições desejadas pelo
cliente. Isto quer dizer:

83
ROUPA HORA QUANTIDADE DO JEITO QUE CERTA O CLIENTE QUER
7.6.1 Roupa Certa
Ter a roupa certa, será a consequência de um bom estudo de posicionamento e
conhecimento de seu público alvo em combinação com a eficiência da equipe de estilo,
capaz de pesquisar e desenvolver produtos baseados nas tendências de moda que irão de
encontro aos desejos e necessidades de seus consumidores.
ROUPA = FORMA DE EXPRESSÃO DO PÚBLICO ALVO Leva-se em consideração
também eventuais variações climáticas (ex: um inverno mais quente), eventos sazonais
(Natal, férias, etc...) e a necessidade de novos produtos no decorrer da coleção. Mini
coleções de peças coordenadas deverão entrar na loja periodicamente, para que a cada
visita de seu cliente, este encontre “novidades” capazes de atraí-lo para novas compras.
A boa elaboração de um mix de produtos a ser sugerido pelo departamento de criação é
fundamental para atender estes objetivos com sucesso.
7.6.2 Hora Certa
Um cronograma definindo datas de: lançamento, eventos sazonais,
promoções, liquidação e etc. deverá ser elaborado com a intenção de motivar
vendas. Datas de lançamento e liquidação podem variar muito de acordo com o
segmento de público.
Um projeto com as principais ações de propaganda deverá ser elaborado
de acordo com o cronograma estabelecido.
7.6.3 Quantidade Certa
Baseado em um plano de vendas, o mix de produtos deverá estabelecer
não só a variedade como a quantidade e preço dos produtos a serem
desenvolvidos, levando-se em consideração a necessidade de um nível baixo de estoque
com um bom sortimento que permita opções de escolha para o cliente.
Produtos do tipo permanentes ou regulares, deverão ser seu histórico de
desempenho avaliado, e para os produtos de moda, avaliações por ”semelhança de
proposta” podem apontar para a definição de quantidades. Nestes casos o ciclo de vida
dos produtos é ainda mais curto, portanto uma compra em quantidade inadequada
poderá atrapalhar a liquidez.
O estudo de mix é fator determinante para o sucesso das marcas de moda, sendo hoje,
um pouco fraco a ser desenvolvido principalmente em médias e pequenas empresas.
7.6.4 Condições Que o Cliente Quer
Existem outros fatores, como por exemplo, preço, opções de pagamento, tipo de
atendimento, entretenimento, layout da loja e conforto na hora da compra e serviços que
determinam a compra. Estes fatores dizem respeito às condições que o cliente quer
durante a compra.
Em moda, os preços são expressivos componentes do composto de marketing para a
formação de imagem. Produtos que visam atingir um segmento de nível de renda mais
alto, podem ter uma política de preço que vise criar status e exclusividade.
Nem sempre o preço tem importância na decisão de compra, em um mercado onde a
compra por impulso, determina grande parte das vendas, principalmente no segmento
feminino.
Dentro das condições que o cliente quer, após considerarmos os produtos condições de
pagamento e crédito, e localização dos pontos de vendas abriremos um parêntese para
falar sobre layout de lojas. Layout é o arranjo interior das mercadorias, móveis e
equipamentos que levam a loja a uma produtividade máxima.
O espaço deve ser agradável de se ver e atrativo para comprar. Uma cadeira ou assento
para o acompanhante pode aumentar as vendas, assim como boas cabines de prova.

84
Muitas decisões de compras são tomadas, ou podem ser fortemente influenciadas, no
recinto da própria loja. Os fregueses são suscetíveis a impressões e informações
adquiridas nas lojas, em vez de basear as compras tão somente na fidelidade à marca ou
na propaganda.
Outro fato muito importante é a luz. Luz e espaço são inseparáveis porque é a luz que
produz a sensação de espaço. Ela não deve ser vista, mas apenas percebida. A vitrina
também é uma mídia de informação que pode articular e alavancar vendas.
Por isso todos os detalhes que cercam a comercialização do produto-moda no varejo
devem ser muito bem cuidados.
PESQUISA SINCRÔNICA
A pesquisa sincrônica nada mais é do que uma busca detalhada por
produtos existentes no mercado semelhantes ou não muito semelhantes ao que se quer
desenvolver no projeto. Estas pesquisas abrem a mente do designer para criar produtos
inovadores e solucionar antigos problemas.
Nesta etapa o designer pode falar um pouco sobre seus concorrentes, o
que eles fazem, como são seus produtos, e o que poderia ser realizado para sair na frente
destes concorrentes. É interessante comparar os concorrentes entre si, descrevendo o
que cada um faz. Assim, fica mais fácil descobrir algo inovador, que o mercado ainda
não fez, ou até melhorar produtos já existentes. Trata-se de uma pesquisa de mercado.
Podem ser realizados questionários e entrevistas, para coleta de informações.
7.8 PESQUISA DIACRÔNICA
A pesquisa diacrônica trata-se de uma evolução histórica do produto a ser desenvolvido.
Nada mais é do que uma coleta de informações sobre o tipo de produto a ser
desenvolvido e o público alvo em questão.
Comente sobre as alterações de comportamento durante décadas passadas, como eram
as roupas em cada período.
Quais as mudanças que ocorreram no decorrer das décadas? Qual a importância destas
mudanças? O que elas trouxeram de bom ou ruim?
7.9 A IMPORTÂNCIA DO FEED-BACK
A comunicação da vestimenta se dá nessa ordem: o ser humano vestido é primeiro visto,
logo em seguida entendido e somente depois compreendido.
O objetivo da comunicação de uma mensagem (vestimenta) é provocar
uma resposta no receptor. A resposta deste a uma mensagem do transmissor é
chamada de feedback, retroalimentação ou re-alimentação.
Em outras palavras, feedback é a comunicação dirigida do receptor ao
emissor depois do receptor receber a mensagem que lhe foi comunicada.
Através do feedback o emissor obtém informações sobre o efeito da
comunicação que pretendeu realizar. O estilista durante o desfile de sua coleção
consegue o feedback através da crítica dos jornalistas e editores de moda, da fisionomia
dos clientes, do pedido dos compradores credenciados e da aceitação do público
presente. Com a realimentação, o indivíduo poderá modificar sua maneira de vestir-se
para conseguir melhor rendimento neste tipo de comunicação.
A comunicação humana é a causa e o efeito da interação entre o emissor
e o receptor. A causa atua no sentido de uma mente afetar a outra. O efeito
resulta na influência na mente do receptor, provocando uma resposta. É ao
mesmo tempo a ação e reação. Esta resposta pode ser de aprovação ou de
exclusão. Pelas roupas que uma pessoa está trajando, ela pode ser aceita em um
determinado grupo ou não. Existem elementos que colaboram na ação, outros que
colaboram na reação e outros que colaboram em ambas, como por exemplo, toda
profissão.

85
“Shelley S. Harp, Shirley Stretch e Dennis A. Harp, da Universidade do Texas,
estudaram o efeito que a vestimenta tem na carreira de uma mulher e em como ela é
percebida. Usaram a âncora dos noticiários da televisão como amostra e descobriram
que a roupa afetava a confiabilidade que lhe atribuíam os espectadores”.
Não é de surpreender o fato de o estudo deles ter mostrado que uma aparência
apropriada, conservadora, emprestada uma aura de credibilidade às repórteres, coisa que
um modelo mais solto não fazia. Não é difícil de entender que um estilo mais discreto
mais indicado para relatar notícias sobre guerra e desastres ecológicos ou que um
modelo mais colorido, mais extravagante seja ótimo para conduzir um programa de
diversões” (FISCHER-MIRKIN, 2001, p.103).
O estoque de informações do emissor, o sinal e o canal são elementos que
colaboram na ação. O estoque de informações do receptor, o sinal e o canal são
elementos que influem na reação. O emissor e o receptor utilizam-se do
repertório de informações que cada um possui. A maneira de colocar os sinais,
quer dizer combinar as peças de roupa entre si influi na comunicação. Pode-se,
dessa maneira, utilizando as mesmas peças de roupas (os mesmos sinais) só que de
modo diferente, provocar diversas respostas no mesmo receptor.
A Criação da coleção compreende várias etapas:
1.Pesquisa
2.Definição do tema;
3.Briefing do cliente
/ análise de relatórios;
4. Pesquisa de materiais;
5. Definição de cartela de cores;
6. Criação de modelos e estampas;
Tópicos da história da Moda
Os trajes do Século XIX
1800 – 1810 – Nos períodos regencial e diretório, destaque para a cintura alta, tecidos
mais finos e modelos com decotes. Época do culto às formas das estátuas gregas.
1810 – 1820 – A roupa masculina vai perdendo o rebuscamento. Homens utilizam
cartola, bengala, plastron roupa justa do tradicional ao Dândi, após o período
napoleônico. As mulheres utilizavam chapéus enormes que cobriam a face. O espartilho
mantem a cintura reta, mas aos poucos vai estreitando a silhueta.
1820 – 1830 – Época do romantismo – a cintura feminina volta a afinar, surgem as
mangas pernil e carneiro. Chapéu com abas largas eram usados até a meia noite. O
vestuário masculino volta a evidenciar sua vaidade.
1830 – 1840 – As mangas formam um balão, mas ao final da década já iniciam um
ajuste. O início da era vitoriana traz a gola pelerine e o arredondamento das saias.
1840 – 1850 – Tempo de revoluções e progressos. As saias vão até o chão. Mas as
mulheres não gostavam muito das saias longas. À noite elas utilizavam o decote no
colo. Sinônimo de burguesia.
1850 – 1860 – O momento do volume das saias. Muitas anáguas foram usadas até a
criação da crinolina. A diversidade dos tecidos, estampas e o glamour vitoriano faz
surgir exagero no volume das saias e babados. No vestuário masculino apenas surge
uma variação no corte dos casacos, afunilamento nas calças, cores sóbrias e escuras
combinando com o papel do homem burguês.

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1860 – 1870 – Começam aparecer algumas peças do vestuário masculino adaptadas ao
vestuário feminino como o bolero. Os perfumes voltam a ser utilizados e o estilo floral
se manifesta.
1870 – 1880 – Nesta época, a mulher se cobre cada vez mais de peças, joias e adornos
para mostrar a riqueza do marido. Enquanto ele, se desprende dos enfeites e detalhes.
1880 – 1890 - Momento de consolidação plena da burguesia, desfrutando de todo
capital acumulado.
1890 – 1900 – Começa a Belle Époque, conhecida como Anos Dourados nos Estados
Unidos. A moda imitava a arte e ela se caracterizou pelo alongamento da silhueta
feminina. Os vestidos foram ajustados acompanhando as curvas sinuosas do corpo. A
sociedade viveu a transição dos rígidos valores vitorianos para o afrouxamento da
moralidade.

Trajes do século XIX


Fonte: http://naturalismoerealismo.blogspot.com.br/2009/12/roupa-e-moda-da-epoca-
do-realismo.html

Fonte:http://modahistorica.blogspot.com.br/2013/08/historicismo-na-moda-seculo-
xviii-e.html
O Vestuário
O vestuário marcou grande presença no desenvolvimento da sociedade moderna, desde
a época da Revolução Industrial, industrialização, produtividade, sociedade de consumo
até possuir a abrangência do mercado mundial. O vestuário foi uma das primeiras
produções que o ser humano sentiu necessidade, seguindo para objetos industriais e a
informação. A moda não pára, ela é inquieta e acelerada, construindo variações
absorvidas de imediato, diferindo do comportamento e das atitudes, que possuem suas
variações de um modo mais lento e elaborado.
De acordo com Lipovetsky (1989,p.32 –33):
Diferentemente da moda, o costume liga-se as tradições
do espaço, orgulha-se do país, prestigia e imita os
ancestrais, assegura a permanência costumeira do
coletivo coeso. A moda orgulha-se muito mais do seu
tempo, e vive o zeitgeist, imita modelos presentes,
nativos ou estrangeiros, concede superioridade ao
novo, no mesmo tempo em que desqualifica o velho,
possibilitando a ruptura, a permeabilidade, a disjunção
do corpo social e a descontinuidade histórica. Dois
grandes princípios regem a temporalidade da moda e
evidenciam sua essência moderna: “amor pela

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mudança e influência determinante dos contemporâneos”.
Toda roupa transmite alguma mensagem a respeito da pessoa que está usando, do grupo
pertencente e principalmente a ideia que a pessoa que está vestindo quer transmitir. Isso
tudo diz respeito á semiótica e aos signos da moda, a maneira pela qual a pessoa quer
ser vista pela sociedade em geral. A maneira de vestir-se pode realçar tanto a vida
profissional quanto á vida pessoal. A roupa pode expressar seus sentimentos e
personalidades, porém não define situações. As proporções físicas, o tecido e o estilo
influenciam na reação das demais pessoas para conosco.
O grande ideal é vestir-se harmoniosamente com o corpo e as ideias, atribuídas ao bem
estar. O ser humano precisa aceitar-se a sua maneira, adquirindo signos que o façam
sentir-se bem, em alguns casos não fugindo demasiado de regras protocolares, no caso
de utilizar roupas para trabalho.
O design e sua aplicação
O design é um ramo da atividade humana, que engloba uma série de especializações,
entre as quais podem ser citadas; o design de produtos, a programação visual, o design
de moda, e o design de interiores, entre outras.
De acordo com Azevedo (2005, p.17 e 19):
Para compreender melhor a atividade de um designer é necessário observar ao passar
do tempo, alguns movimentos que surgiram para incentivar a procura do homem por
novas formas, e com isso descobrir novos materiais. Diante do mundo que começa a se
mecanizar, o homem vai contribuir definitivamente
para uma grande revolução estética e social, que é a
das formas dos objetos que usamos no dia – a – dia.
Elas passam a ser diferentes de um dado instante para
o outro.
O design é uma ferramenta utilizada para a melhoria
do padrão de qualidade dos objetos, podendo atribuir
novas qualidades, novas formas e valores. Ele existe
para possibilitar a inovação, e a criação de uma
harmonia entre produto e objetivos atribuídos, com
relação à beleza, funcionalidade ou ambas.
De acordo com Azevedo (2005,p.8):
O termo design tem aparecido constantemente no nosso dia-a-dia, representando parte
de um novo vocabulário. Muitas vezes pode significar algo novo que esteja aparecendo
no mercado ou mesmo um novo estilo lançado por um novo mito, ou ainda aparece
quando queremos nos referir a algo que esteja na moda.
A aplicação do design na moda consiste no aprimoramento das características de um
objeto. A problemática traduz uma questão a ser solucionada, e o designer consiste em
aplicar as soluções com maior coerência. Muito depende da funcionalidade e a estética,
as demais características do produto, ou seja, para que o produto vai ser desenvolvido.
A adequação ao ambiente e a necessidade do desenvolvimento, fazem parte da pesquisa
do designer.
O termo designer de moda começa a ser reconhecido por empresas do mundo inteiro,
diante de sua necessidade e funcionalidade no mercado de trabalho. Com uma visão
muito além do que a pesquisa de tendência e o desenvolvimento, o designer de moda é
voltado para a indústria, englobando uma sequência de valores e responsabilidades que
segue até o produto no seu estágio final da moda, a sua extinção.
Atualmente o termo “designer de moda” já é reconhecido por empresas do mundo
inteiro.
Fonte:http://www.comuitoestilo.com.br/2011/06/designer-de-moda-x-estilista.html

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A moda Clássica
O clássico sempre teve seu espaço garantido na moda. São peças que atravessam as
coleções, enfeitando as mulheres que primam pelo bom gosto. Ser clássica não é
sinônimo de ser desatualizada; ao contrário, quem ama o estilo sabe a importância de
acompanhar as tendências, adquirindo peças de qualidade. Atualizar o visual com as
novidades das coleções também é outra característica das “clássicas”.
A segurança com a utilização da moda clássica é sem dúvida a garantia de sucesso para
qualquer evento, mas isto não coloca em risco o fato de se buscar algo novo e casual.
A utilização das calças na mulher surge de tempos antigos e foi usada por muitos ícones
da época.
Nos anos 30, as mulheres que trabalham em escritórios começaram a usar saia e blusa.
Usava-se saias juntas, ou então saias de pregas ou ligeiramente rodadas. Os tailleurs
eram usados em qualquer ocasião durante o dia, principalmente de manhã.
De acordo com Lehnert (2002, p.23):
Nos anos cinqüenta e sessenta, a petite robe noire alcança o seu auge. Só nessa altura
Coco Chanel criou o seu tailleur, hoje considerado como a essência do estilo Chanel.
Trata-se de um tailleur simples de tweed colorido ou tecido bouclé, com um casaco de
linhas diretas, sem golas, guarnecido a toda volta com um galão, e fechado com
correntes ou com botões dourados. Faz também parte do conjunto uma leve saia de
quatro panos, um pouco abaixo do joelho. A ideia de Chanel era que este conjunto
fosse adequado a todas as ocasiões. Coco Chanel abriu assim caminho a criadoras Jil
Sander ou Donna Karan, que fiéis a esta idéia, nela basearam as suas coleções
destinadas a mulheres modernas e trabalhadoras, Karl Lagerfeld, diretor artístico da
casa Chanel, modernizou de forma decisiva esse tailleur clássico e já ligeiramente
antiquado.

As produções clássicas e elegantes de Chanel

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Nos anos 80 surge o momento em que a mulher expõe sua conquista no mercado e faz
refletir na moda. As mulheres querem provar que podem ser tão competentes quanto os
homens.
Dona Karan foi o sucesso internacional desses tempos. Lançou a moda dedicada à
mulher ambiciosa e com uma vida profissional intensa, que não quer deixar de ser
clássica e feminina. A utilização das calças largas, fluídas e transparentes, podendo ser
utilizada para festas.
A estilista dedicou seu trabalho às “Young Urban Professionals”, mulheres
independentes que vivem e trabalham nas grandes metrópoles.
De acordo com De Carli (1991, p.60)
A sociedade de Consumo também é criticada pela descaracterização da relação entre o
objeto consumido e a utilidade. O foco da compra deslocou-se: não é mais o
utilitarismo, não é mais a necessidade, não é mais o objeto em si que determina a
compra, mas seus estilos, suas novas e incessantes diferenças agregadas, seu signo
social.
Mulheres clássicas e não antigas
Para a mulher que ocupa posição de destaque, a roupa clássica é sempre a grande
solução. Mas não confunda clássico com antigo: o estilo vale sempre, mas deve ser
renovado e atualizado.
Mesmo a moda clássica das executivas acompanha as mudanças no comportamento.
Com a valorização do corpo, as formas ajustadas trazem saias sensatas, na altura do
joelho, e paletós mais acinturados.
As mulheres não querem mais parecer só um instrumento de trabalho, também querem
ser desejadas e observadas.
O local de trabalho deve ser:
 As cores claras são energéticas, mas as escuras tradicionalmente projetam uma
aura de poder. Austeridade demais também pesa. Amenize, jogando acessórios
ou desmembrando o tailleur com novas parcerias. Lembre-se: os acessórios e
complementos podem ser arrojados, mas a peça principal deve ser
comportada. Um bom paletó é indispensável. Pode ser usado sobre uma saia,
calça ou vestido. Roupas mais entreteladas de linhas rígidas impõem autoridade.
Ombros com enchimento assinalam que é capaz de assumir responsabilidades.
Se o seu trabalho permite, use e abuse das calças. Elas escondem e insinuam as pernas
e, usadas com paletó e camisa aberta, são modernas e discretas.
Mulheres com roupas de Homem
O estereótipo criado há muitos anos em torno de homens e mulheres ainda está presente
em certos momentos da vida e esteve em seu auge durante muitas décadas. As mulheres
conquistam o mercado, cuidam da casa, educam seus filhos e buscam o melhor para a
família, enquanto muitos homens trabalham fora ou cuidam
da casa, atribuindo apenas alguns afazeres. Mas os anos nem sempre foram assim. Nos
tempos mais antigos as mulheres ainda eram muito submissas aos homens. Não
estudavam, não trabalhavam e ainda jovens preparavam-se para o tão esperado
casamento. Aprendiam a cozinhar, arrumar a casa, bordar, costurar e demais afazeres
que as transformariam na perfeita dona de casa.
Com a sociedade em eterna transição, muitos acontecimentos obrigaram as mulheres a
sair de casa para trabalhar, deixar seus lares e suas vidas confortáveis, para buscar o
sustento da casa.
A segunda guerra chegou, levando vários maridos e pais de família para os campos de
concentração. As mulheres esqueceram seus vestidos glamourosos e enfeitados, para
pensar unicamente na praticidade. O racionamento de tecidos no país, obrigou os

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lançadores de tendências a buscarem praticidade e conforto, para essas mulheres que
agora eram muito mais que donas de casa.
De acordo com Mendes e De la Haye (2003,p.112):
Durante toda a guerra, as mulheres viram-se sobre a pressão de ter boa aparência em
todas as ocasiões, especialmente para os homens que retornavam da frente de batalha,
e ao mesmo tempo, de cuidar da família e realizar trabalho de guerra, muitas vezes
árduo e potencialmente perigoso.
Com o passar dos tempos, a sociedade sofreu transformações. A guerra chega ao fim, e
a diversidade de materiais e modelos, encantaram as mulheres de várias décadas.
Nos anos 70 a tendência unissex traz os caftãs longos, macacões e calças boca de sino,
que podiam ser usadas para ambos os sexos.
O movimento de libertação feminina tendia a ser antimoda, porém a mulher sentia-se
mais feminina e mais persistente para buscar seu lugar a sociedade. Segundo Mendes e
de La haye (2003, p.195): “Yves Saint Laurent adaptou as técnicas da alfaiataria
masculina para criar conjuntos femininos com calças, altamente desejáveis...”.
As mulheres lutavam cada vez mais para entrar e adquirir cargos em ambientes de
trabalho que antes eram apenas destinados aos homens. Não se tinha muito tempo para
cuidar das roupas e muito menos cuidar dos detalhes, a mulher da década de 70
precisava de algo prático e confortável. Com uma vida competitiva, as roupas femininas
de trabalho apresentaram cortes masculinos em toda a década de 70 e 80. As roupas
femininas ficaram no mesmo nível que a dos homens, juntamente com as roupas
unissex. Desde os tempos da 1º Guerra Mundial, as roupas masculinas cada vez mais
refletem as tendências evidentes na Moda masculina, que muda com muita frequência.
Com o passar do tempo em que as mulheres ficaram mais independentes, utilizar
terninhos tornou-se uma identidade também feminina. As mulheres tornaram-se mais
independentes entrando em contato com seu lado masculino, tornando essa idéia uma
difusão mundial. Nos anos de 1930, A romancista Francesa George Sand (pseudônimo
de Lucile Aurore Marie Dupin) usava roupas de homem para protestar contra a
desigualdade da mulher. Nos anos 10 e 20, as mulheres européias e norte americanas
audaciosas, a maioria das quais estava associada ao movimento feminista ou a
movimentos filosóficos e artísticos de vanguarda, deliciava-se em chocar a sociedade
tradicional usando ternos, gravatas, chapéus e sapatos de homens. Sua intenção era
óbvia: sacudir o status e declarar sua independência nos papéis de gênero rígido.
Só décadas mais tarde, nos anos 40, a sociedade como um todo começou a aceitar
mulheres de calças compridas. Porém ainda havia restrições de onde usá-la. As
mulheres não apareciam no trabalho ou na rua de calça comprida, embora pudessem
usá-la para fazer jardinagem, ficar em casa, andar a cavalo e ir à praia, afirma o livro de
Fischer - Mirkin (2001,p.28).
De acordo com Fischer- Mirkin (2001, p.78):
Celebridades como Marlene Dietrich, Katharine Hepburn, Rosalind Russel e Laurel
Bacall ajudaram a ampliar a aceitação dos estilos de aparência masculina. Nos seus
ternos chiques, másculos, elas emanavam uma segurança serena, e, no entanto,
permaneciam sedutoras e femininas.
André Courrèges no ano de 1960, iniciou as calças compridas femininas. Ele acreditava
que a mulher precisava da funcionalidade e do conforto das calças. Calças brancas
tubulares eram a peça chave das coleções. A aceitação das mulheres que buscavam esse
ideal cresceu, incentivando outros estilistas a entrar no mercado com essa ideia como
Cerruti que lançou ternos para homens e mulheres, e Yves Saint Laurent que inventou o
smoking para as mulheres. Giorgio Armani fez muito sucesso com roupas inspiradas nos
modelos masculinos.

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De acordo com Fischer – Mirkin (2001,p.80), de modo diverso de uma mulher
impecavelmente vestida num terno masculino de três peças, a que se veste de andrógino
não procura imitar a moda masculina; a transcende. O apelo da androgenia se ramifica
em três:
 Tem uma característica divertida, sem idade, que faz a usuária parecer mais
jovem.
 Liberta a necessidade de satisfazer o ideal feminino ou competir com a imagem
masculina. Ela assim parece relaxada e confortável.
 Projeta um erotismo inocente, baseada na ambiguidade misteriosa da
sexualidade da usuária.
A forma clara de androginia representada por calças clássicas, camisas e suéteres do
tipo que se encontra na Gap ou J. A mulher que usa essas roupas transmite que tem
menos expectativas e exigências em relação às pessoas e é menos provável que julgue
os outros de acordo com estereótipos sexuais. Ela põe de lado noções preconceituosas
do que significa ser uma mulher ou um homem e avalia as pessoas pelo que são, em vez
do que aparentam.
Código de Vestir
Encontrar um equilíbrio entre adaptar-se e revelar suas qualidades únicas é o conceito
seguido por mulheres vencedoras. O vestir-se bem é extremamente importante para uma
carreira de sucesso, porém isso não significa que ela precise esquecer seus gostos para
usar o que está nos livros de etiqueta e nos protocolos empresariais. Tudo é uma questão
de bom senso e criatividade.
Quando as mulheres conquistam seu espaço no mercado, adquirindo um cargo mais
elevado, elas sentem-se mais livres para se vestirem como gostam e como se sentem
bem. Elas possuem um estilo mais pessoal e acabam criando seu próprio uniforme. Sem
muito tempo para as rápidas novidades da moda, elas definem seus gostos com peças
que lhes caem bem, e ao mesmo tempo sigam alguma tendência. Apesar da aparência
masculina ter grande espaço na conquista das mulheres no mercado de trabalho, as
mulheres buscaram outros conceitos com o passar dos anos.
Antes usava-se calças para conquistar grandes cargos e o respeito e admiração do
mercado, porém hoje, a mulher prova que não precisa mais se parecer com os homens
para alcançar seu espaço. Ela provou que pode comandar qualquer empresa usando
vestidos e cabelos soltos. A volta da feminilidade da mulher é uma grande tendência da
atualidade retratada na volta dos vestidos e das românticas.
Hoje as mulheres possuem mais liberdade para determinar como querem ser vistas no
trabalho. Apesar da segurança de muitas mulheres em relação à escolha do seu uniforme
de trabalho, ainda existe uma parcela de mulheres que se sentem mais seguras aderindo
às regras rigorosas do tradicional vestir-se para trabalhar.
De acordo com Toby Fischer – Mirkin, (2001,p.80), ficou provado que as mulheres que
se vestem de maneira criativa estão mais abertas a novas ideias que as que se vestem de
maneira conservadora. Num estudo de John Summers, mais de mil mulheres foram
interrogadas sobre suas vidas, detalhes de suas personalidades e atitudes, com que
frequência elas falavam de moda e se as outras pessoas pediam suas opiniões em relação
à roupa. Ficou claro que aquelas com um sentido individualizado da moda eram
também muito educadas, extrovertidas e possuíam autoestima. Além disso, concluiu-se
que as inovadoras na moda eram bem amadas, emocionalmente estáveis e confiantes.
Vestir-se bem de maneira independente significa que a mulher está bastante segura de si
para formar as próprias opiniões e estar aberto às ideias dos outros.
O Eterno Terninho

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Desde a sua criação, os terninhos nunca mais saíram da moda. Tanto como uniforme de
trabalho como roupa para passeio, o terninho assume várias padronagens e estilos,
novos tecidos e cores. O site www.terra.com.br/moda, mostra um pouco da história
dessa peça elegante, clássica que está sofrendo mudanças, e adaptando-se a novas ideias
e novas necessidades do público-alvo.
Ele foi inspirado em uniformes militares. Passadas mais de cinco décadas desde sua
criação, o terninho já não tem mais a cara de peça-adaptada-do-vestuário-masculino.
Hoje ele expira feminilidade em padronagens delicadas e em cortes que valorizam as
formas da mulher. "Sem dúvida é uma peça versátil e prática. Torná-la cada vez mais
um artigo de moda, porém, é uma busca recorrente", comenta a consultora de moda do
Senac São Paulo Denise Morais.
Se nos anos 30, quando a diva do cinema Marlene Dietrich inaugurou a nova moda os
terninhos femininos não eram propriamente femininos, as décadas seguintes trataram de
corrigir esse equívoco.
Foi a partir dos anos 60 que eles surgiram como coringa no guarda-roupa da mulher. Tal
"milagre" ficou a cargo da estilista Coco Chanel, que tirou o excesso de tecido da peça,
tornando-a mais sequinha, curtinha e acinturada. A mudança agradou as mulheres, que
passaram a usá-lo de forma despretensiosa e divertida nos anos 70 (abusando de
pantalonas e cintos largos), como uniforme de trabalho nos anos 80 (a ditadura dos
"neutros", com cortes mais retos), e democrática nos anos 90 (a década em que o
terninho saiu do ambiente de trabalho e chegou ao happy hour).
Os anos 80 foram a década dos grandes contrastes: um mundo do faz de conta e do
supérfluo, mas simultaneamente um palco para numerosos produtos novos e para
tendências criativas. Giogio Armani foi um dos grandes responsáveis pelo êxito da
Moda Italiana nessa década. Com tecidos de aspecto amarrotado, mas elegante, Armani
criou um estilo de genial simplicidade, que esbatia as diferenças entre o masculino e o
feminino: a mulher Armani usava algumas peças de roupa que eram até então
exclusivamente masculinas, como por exemplo o blazer, enquanto que na moda
destinada aos homens havia uma maior escolha de cores e feitios. Mas o cartão de visita
da casa Armani é sem dúvida, o clássico fato completo, que marcou tanto a moda
feminina como a masculina.
Agora é a vez dos terninhos "desconjugados". Lição número um: a calça não precisa
mais acompanhar a padronagem do blazer, que volta a ser curtinho - na altura do
bumbum -, sequinho e com um ou dois botões.
"Por muito tempo existiu um consenso de que terninhos precisavam compor um look
combinado. O que se vê agora é a aposta em padronagens diferentes", conta Morais.
Esse afrouxamento de regra na cartilha da moda pode evitar até desastres em
composições. "Um terninho de tweed é lindo e muito elegante. Mas não fica legal usar
calça e blazer com essa mesma padronagem. O look torna-se cansativo e burocrático,
quase 'jeca'", aposta ela, que sugere a troca por uma calça com corte de alfaiataria em
tonalidade semelhante ou até mesmo um jeans.
Para os terninhos lisos - as cores da vez são os rosés e os vinhos - valem as mesmas
regras. E para dar uma graça no look, troque as flores na lapela (sensação do inverno
passado) por um broche de pedraria falsa. "Até os botões seguirão essa linha de
bijuteria", indica Morais, que elegeu também os tecidos da temporada. "Os terninhos
ganharam corpo nessa estação. O veludo cotelê vem com tudo."

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Ternos para mulheres de estilo mais moderno
Décadas de moda
1900 a 1910 – A moda sai da era vitoriana caracterizada pelo uso do espartilho
para um novo conceito na busca pela praticidade e conforto. Os trajes masculinos não
dispensam o chapéu, sobre-casaca, fraque e uma variedade de sapatos. A Belle
Époque com toda a sua efervescência foi considerada uma era de ouro da beleza e
inovação. Em meados da primeira década de 1900, Paul Poiret, revoluciona a moda
deslocando a cintura para baixo dos seios, desapertando a silhueta formal e eliminando
o espartilho, trazendo assim um novo conceito de moda pautado no conforto e no luxo
dos tecidos leves.

Fonte: http://modanamoda12.blogspot.com.br/2012/04/teste.html
1920 - A estilista Gabrielle Chanel surge com seus ideais de mulher moderna, com
ternos e elegância em suas criações. Uma marca eternizada no mundo da moda. Os
vestidos femininos de uso diário dos anos 20 variavam entre altura do tornozelo e a
batata da perna.

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Com o conceito de praticidade e conforto em alta, as pessoas menos favorecidas já
podiam confeccionar suas roupas. Muitas mulheres aprenderam a costurar e produziam
seus próprios looks. Os vestidos de corte reto foram o sucesso do momento. Com as
pernas a mostra, as meias ganharam destaque e foram se popularizando. Os cabelos
eram curtinhos, lisos, evidenciando as formas da cabeça. Os homens também
abandonaram o excesso e as roupas estritamente formais.
1930 – Momento em que o mundo sentiu a queda da bolsa de valores de Nova York em
1929. Empresas faliram e a moda foi se tornando menos ousada. A moda era mais
sombria e mais sofisticada. As curvas femininas voltaram a ser valorizadas. Os cabelos
ficaram longos e penteados em ondas. As saias iam até o tornozelo e os vestidos eram
justos e retos. As peças ganharam uma nova modelagem, o corte enviesado godê ou
apenas godê. Pela primeira vez foram expostas as formas das nádegas. O suéter passou a
ser usado no cotidiano e surgiram também os conjuntos, que podiam ser combinados:
saias, casacos e vestidos. As luvas se tornaram acessórios do momento. Foram lançadas
as sapatilhas, saltos, tamanho médio e sapatos bicolores.
Surgem então como lançadoras de tendências as atrizes de Hollywood. Com a
depressão, as pessoas buscavam no cinema uma forma de enfrentar as dificuldade e
seguir com a nova situação. Nomes como Marlene Dietrich, Mae West, Katharine
Hepburn, Jean Harllow e Greta Garbo tornaram-se as
grandes estrelas. Coco Chanel, Madeleine Vionnet, Elsa
Schiaparelli e Jeanne Lanvin eram as famosas estilistas
da época.
Modelitos dos anos 30
Fonte: http://feelafio.blogspot.com.br/2013/01/a-moda-
dos-anos-30.html
1940 – Por conta da guerra, as regras de racionamento
tornaram-se cada vez maiores, e até a quantidade de
tecido era limitada. As mulheres tiveram que reciclar o
seu guarda-roupa e buscar a criatividade em materiais
alternativos para obter novas peças. Muitas maisons
fecharam em Paris e a moda passou a ter influências da
América. As mulheres foram obrigada a trabalhar. As
roupas passaram a ter um caráter utilitário com o
objetivo de serem práticas e confortáveis para o trabalho inspiradas nas fardas militares.
O conjunto saia-casaco se tornou o mais usado na época. Cinturas finas, saias com
pregas finais, chapéus e luvas além de blusas justas e a forma do ombro quadrada
ganharam as ruas. As saias voltaram a encurtar e os calçados eram masculinizados e de
couro brilhante. Os colantes foram substituídos por meias tipo soquete. Os cabelos eram
longos e presos por grampos. Com o racionamento do uso do náilon, que eram usados
para a fabricação de paraquedas, as mulheres passaram a pintar linhas nas pernas com
lápis para criar a ilusão do uso da meia calça.
Com o fim da guerra, o luxo e a elegância voltaram com tudo. O corte masculino foi
abandonado e a valorização a feminilidade intensificou-se. Em 1947, Dior lançou a
coleção chamada “New Look”, com saia de cintura fina e blusas estruturadas, sapatos
altos, luvas e chapéu. As curvas femininas eram valorizadas. A coleção marcou a volta
da alta costura. No fim da década, o prêt-a-porter, trazido dos Estados Unidos, começa a
competir no mercado com a alta-costura.
Com o isolamento de Paris, os americanos passaram a inventar sua própria moda.
Criaram conjuntos de peças onde podiam ser combinadas com demais roupas, criando
assim o sportswear americano. Com isso, o ready-to-wear, depois chamado de "prêt-à-

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porter" pelos franceses, se transformou numa forma prática, moderna e elegante de se
vestir.
1950 – A década de 50 é conhecida como Anos Dourados. É marcada pela sensualidade
e pela época juvenil com muito Rock and roll. Os vestidos e as saias eram longos, que
arrastavam no chão. Eram com babados e rodados, e especialmente acinturados. Os
vestidos curtos também estavam em alta, eram rodados e com cores fortes. Suéter,
jeans, cigarrete e saias rodada eram usados pela juventude. Luvas de couro, renda e seda
faziam parte do look.
Os modelitos de Dior foram sendo substituídos pelas criações de Coco Chanel com saia-
line e trança-aparado, casaco estilo jaqueta. Surge uma linha de saias godê para serem
usadas com blusas diversas. Peças de tricô também se tornaram comuns no guarda-
roupa. Surge a bainha sereia e as adolescentes já iniciam o uso da calça comprida. O
estilo “dona de casa” era o objetivo principal da mulher pós guerra, que teria que cuidar
do marido e da casa. A silhueta ampulheta foi valorizada. Nesta época surge também o
consumo da lingerie. As peles eram consideradas símbolo de status.
As atrizes Grace Kelly e
Audrey Hepburn eram
símbolos de beleza pelo estilo
sensual e jovialidade assim
como atrizes Rita Hayworth e
Ava Gardner. Em busca de algo
mais jovial na moda, os
adolescentes criaram a moda
colegial, inspirada no
sportwear. As moças usavam,
além das saias rodadas, calças
cigarrete até os tornozelos,
sapatos baixos, suéter e jeans.
As meninas usavam cabelos
longos e retos, as adolescentes
usavam rabo de cavalo, e as
mulheres adultas usavam curto,
ondulado ou crespo.
Fonte:
http://garotavodu.blogspot.com
.br/2011/01/decada-50.html
1960 – A década de 60 foi marcada por transformações no mundo da moda. O ídolo do
Rock Elvis Presley lança a tendência do uso de jaquetas de couro, topete e jeans. As
moças começavam abandonar as saias rodada pelas calças cigarrete, em busca da
liberdade.
A chamada “geração beat”, começava a se opor à sociedade de consumo vigente. A
partir daí a transformação na moda seria radical. Era o fim da moda única e o vestir se
baseava cada vez mais ao comportamento das pessoas.
De acordo com Garcia (Folha Online – Almanaque Moda
http://almanaque.folha.uol.com.br/anos60.htm):
Na moda, a grande vedete dos anos 60 foi, sem dúvida, a minissaia. A inglesa Mary
Quant divide com o francês André Courrèges sua criação. Entretanto, nas palavras da
própria Mary Quant: "A ideia da minissaia não é minha, nem de Courrèges. Foi a rua
que a inventou". Não há dúvidas de que passou a existir, a partir de meados da década,
uma grande influência da moda das ruas nos trabalhos dos estilistas. Mesmo as ideias

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inovadoras de Yves Saint Laurent com a criação de japonas e sahariennes [estilo safári],
foram atualizações das tendências que já eram usadas nas ruas de Londres ou Paris. O
sucesso de Quant abriu caminho para outros jovens estilistas, como Ossie Clark, Jean
Muir e Zandra Rhodes. Na América, Bill Blass, Anne Klein e Oscar de la Renta, entre
outros, tinham seu próprio estilo, variando do psicodélico [que se inspirava em
elementos da art nouveau, do oriente, do Egito antigo ou até mesmo nas viagens que as
drogas proporcionavam] ou geométrico e o romântico.
Os jovens passaram a ter uma moda com a cara deles e de seu comportamento, não mais
a moda de seus pais. Surgiram variedades nas estampas, cores e fibras. As fibras
sintéticas se popularizaram e passaram a se misturar as naturais.
Surge então uma modelo magra, com cabelo curto e cílio inferiores pintados com
delineador. Twiggy se tornou um ícone da
moda dos anos 60 e definiu até os dias atuais o
chamado padrão de beleza.
A moda masculina foi influenciada pelos
Beatles, com paletós sem colarinho de Pierre
Cardin e o cabelo de franjão. Os mods, com
paletó cintado, gravatas largas e botinas. A
gola rolê fez sucesso no guarda-roupa
masculino.
O avanço da tecnologia e as conquistas
espaciais influenciaram a sociedade e a moda,
assim como o movimento artístico art pop.
Nesta mesma época surge o movimento da
contracultura, onde os jovens buscavam uma vida underground, à margem do sistema
oficial. A moda era cabelos longos, roupas coloridas, misticismo oriental, música e
drogas. Os jovens foram às ruas protestar e a mulher conquistou o espaço na sociedade.
Os jovens buscavam a liberdade e um estilo próprio
Os jovens entraram na onda do movimento da contracultura
1970 – A moda dos anos 70 foi marcada pela rebeldia dos jovens, a liberdade da mulher
e as experimentações de materiais, cores, formas e texturas. A era Hippie-chic ganhou
espaço com as estampas multicoloridas, e tecidos de estilo cashmere das roupas
indianas. A minissaia saiu de cena no início da década, e a calça de boca de sino e o
sapato plataforma passaram a fazer parte do guarda-roupa dos jovens. Surge a onda
glitter com características futurista, andrógina, metálica e espacial sintetizada na figura
do roqueiro David Bowie. As mulheres tinham os cabelos desalinhados, saias longas ou
curtíssimas com inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas.
A década traz a mistura do rock, da era paz e amor e do disco, onde as meias de lurex e
o top fizeram sucesso nas pistas das
discotecas. O movimento punk surge em
seguida para questionar os valores
impostos pela sociedade.
De acordo com Mayer (Almanaque
especial Moda
http://almanaque.folha.uol.com.br/clip.ht
m), até hoje, a década é uma referência
para os criadores de moda, que se
inspiram nas múltiplas tendências dos
anos 70: hippie, glitter, disco, punk e até
a moda engajada, que, ironicamente,

97
chegou a adotar o estilo militar nas roupas. Por isso, para o Brasil pelo menos, talvez os
anos 70 não tenham terminado em 1979, mas um pouco depois, com a luta pela abertura
política, com a luta pelas "Diretas Já" em 1984, com o amadurecimento de uma
produção cultural de peso no cinema, na música, na televisão, ou até mesmo, em 1982,
com a derrota da Seleção Brasileira na Copa, doze anos depois da conquista do tri.
As mulheres usavam os cabelos desalinhados, saias longas ou curtíssimas com
inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas.
Fonte: http://noiteafull.com.br/blog/?p=2807
1980 – A década de 80 foi marcada pela
onda das academias de ginástica. Iniciou-
se a utilização da lycra, sapatilha e a
polaina. As roupas eram excêntricas e
exageradas, com cores cítricas, estampas
de animais e, sobretudo, muito alegres. Os
jovens buscavam as tinturas com cores
exóticas nas roupas. Apesar da adesão à
moda futurista, alguns estilistas como
Giorgio Armani mantiveram suas criações
com os cortes sóbrios e estilo clássico. Os
cortes assimétricos com franja repicada
eram o sucesso da década. O uso do topete
com muito gel fazia parte dos looks.
O culto ao corpo tomou conta da geração dos anos 80. As pessoas queriam fazer parte
do dia a dia da academia, e fazer parte de aulas de dança. Este novo comportamento
originou na utilização de peças como collants, polainas, tênis, o moletom e a lycra. O
All Star conquistou os jovens pela praticidade, simplicidade e diversidade de cores e
estampas. A sandália de plástico Melissa também surge nesta época com suas cores
vibrantes e alegres. Na maquiagem e acessórios, tudo era colorido e extravagante.
Sombras fortes, batom com cores vivas, e muito acrílico, plástico e cintilante. Nesta
época o jeans ganhou status, voltam à tona o glamour e o excesso de brilho nos vestidos
da noite.
Fonte: http://livinhas-place.blogspot.com.br/2011/03/roupas-anos-80.html
1990 – A moda dos anos 90 traz estampas
geométricas, minimalismo e muito exagero.
As peças como casacos coloridos, camisas
coloridas, jeans desbotado, os bonés de aba
reta, acessório anteriormente exclusivo do
estilo hip-hop, cada vez mais se tornaram
populares. Os macacões também fizeram
parte do cenário. Os sapatos no estilo casual-
descolado e os tênis de cano alto fizeram
alegria dos jovens. Os piercings e tatuagens se
tornaram mais comuns. Nesta época não
existe mais a moda universal. Através da
personalidade da pessoa é que ela vai definir
o que vai usar.
A moda da década de 90 foi marcada pelo
surgimento de um dos mais importantes
eventos de moda do Brasil o Morumbi
Fashion Brasil, que a partir de 2001

98
transformou-se em São Paulo Fashion Week. As maiores marcas do Brasil mostram
suas criações a cada seis meses.
O movimento grunge representado por camisas de flanela, meias coloridas, jeans
rasgado e tênis All Star eram uniforme para muitos jovens. No cenário mundial surge a
modelo Kate Moss, exemplo de beleza, com sua imagem franzida e magrela. A moda
segue o caminho da busca pelo estilo próprio, uma mistura de étnico, fetichista,
religioso, clubber e vários outros estilos.
Seriados e bandas influenciam a busca pela moda pessoal dos anos 90
2000 até os dias atuais – A partir
do ano 2000 a moda se torna cada
vez mais individual e as pessoas
buscam se identificar com os
estilos que a sua personalidade
pertence. Ela torna-se mais
simplificada e os jovens se
tornam formadores de opinião. As
botas de plataforma voltam a
reinar, o All Star se renova com
estampas, cores e texturas e as
mulheres começam a alisar os
cabelos. Algumas pessoas seguem
as tendências enquanto outras
apenas deixam-se levar pelo gosto, estilo ou o modismo. As botas de cano alto, as
calças rasgadas, as estampas de animais, as blusas de um ombro só, roupas esportivas,
estampas e bordados na moda masculina, e uma infinidade de peças entram e saem das
passarelas. O Brasil começa a observar a riqueza, o comportamento e o estilo de vida de
seu povo e inicia a criação da moda brasileira.

Algumas pessoas seguem as tendências enquanto outras apenas deixam-se levar pelo
gosto, estilo ou o modismo.

99
100
Tendências de Moda
O fato do desfile de moda apresentar características semelhantes em cores, estampas e
tecidos não é mera coincidência. Antes de iniciar a criação de uma coleção, o designer
faz uma pesquisa para saber o que estará na moda na próxima estação. É uma forma de
estar em sintonia com as mudanças do mundo da moda que se relacionam não somente
com as criações mas com o comportamento do ser humano.
As chamadas tendências de moda são previsões e pesquisas realizadas por empresas ou
mesmo pelos profissionais da moda para saber quais são os produtos do ciclo da moda.
São pesquisas de consumo, análise de valores sociais, releituras, desejos dos
consumidores e as mudanças na sociedade, além de consagração de ídolos, personagens,
cores, formas, materiais.
Apesar do grande desenvolvimento da moda brasileira, as pesquisas ainda são realizadas
nas capitais mundiais que ditam a moda. Os caçadores de tendências chamados de
coolhunters conseguem saber o que o grupo ou a grande maioria das pessoas está
desejando. As informações são apresentadas aos bureaux de estilo para que os
profissionais possam trabalhar em seus produtos. É uma mistura de informações que são
filtradas pelos designers para a hora da criação.
Algumas empresas se especializaram em pesquisa de tendência para assim vender as
informações para os profissionais da moda. Um exemplo de empresa que realiza este
trabalho é a WGSN, que surgiu em 1998 como um serviço de pesquisa de tendências
para as indústrias de moda e design , oferecendo tendências e análises para as maiores
e mais influentes empresas do mundo. Hoje, a empresa é líder mundial em tendências de

101
moda, com mais de 300 colaboradores nas áreas de editorial e design, em escritórios ao
redor do mundo na Europa, Ásia, América do Norte e do Sul e Oriente Médio. Confira o
site http://www.wgsn.com/br
Algumas informações permanecem para outras estações ou até mesmo anos, outras têm
um curto tempo. Dependendo da aceitação do mercado ela pode se tornar um estilo ou
apenas um modismo.
Para o inverno 2014, as tendências de moda se baseiam em calças modeladas; franjas no
estilo western; bolsa saco; moletom chique; fendas; recortes e tiras nas peças; tons
fechados, de cores mais frias e sóbrias; estampas florais; estampas de animais; uso do
couro; figuras geométricas; jardineiras; pied de poule; tricô estilizado, boho e xadrez.

Tendências para o outono/inverno 2014


Fonte: http://vejario.abril.com.br/especial/tendencias-outono-inverno-2014-
777323.shtml

O conceito de releitura

Segundo Mônica Moura, “a releitura implica em criar novamente partindo de um


pressuposto já existente”. Trata-se, portanto, de “uma reelaboração ou mudança com
interferência significativa em relação ao original” (MOURA, 1996).
O termo releitura é muito empregado no universo das artes plásticas. Há exemplos
famosos de releituras realizadas por artistas como Picasso (sobre um quadro de
Velazquez) ou a partir de obras como a conhecidíssima Mona Lisa, de Leonardo da
Vinci. Fica claro, portanto, que em um processo de releitura parte-se, sempre, de uma
referência, “de uma obra preexistente, em que o autor que a relê mantém um vínculo
com ela”, cabendo ao observador perceber ou não (dependendo de seu repertório) a
relação entre ambas.
Na moda, o processo de releitura é muito utilizado. Apenas para citar um exemplo
muito divulgado pela mídia, basta pensar no famoso espartilho dourado (uma releitura
do espartilho rígido da Belle Epoque) que Jean-Paul Gaultier criou para a cantora
Madonna.

102
Uma das características da criação contemporânea – seja na moda, na arquitetura, seja
nas artes plásticas – é o mix de referências a outras obras ou a outros períodos
históricos. É o que chamamos de citação: “citar” é fazer referência a algo ou a alguém;
do mesmo modo que, ao escrever, posso citar um autor, também ao criar um look posso
estar citando a obra de um grande costureiro, etc. Na arte dita pós-moderna, é comum
usar esse estoque de imagens que a civilização ocidental acumulou como ponto de
partida para uma nova criação. Mas atenção: estamos falando de um processo criativo,
que pressupõe trabalho (isto é, reflexão, esforço, suor...). Portanto, nada a ver com cópia
explícita, nem com apropriação indébita, ainda que esses limites sejam tênues,
sobretudo na moda e no design, onde não existe uma legislação específica regulando os
direitos de criação.
As categorias de roupas
Alguns estudiosos, como o sociólogo francês Alain Soral, tentaram estabelecer as
“categorias teóricas da criação”. No fundo, o que Soral fez foi dividir as roupas em
cinco grandes categorias, que seriam utilizadas pela criação de moda em processos de
releitura, citação, etc. (SORAL, 1989). São elas:
Retrô: compreende o conjunto de criações da Alta Costura, e também as modas que a
precederam. São roupas que pertencem a uma época e, por isso, são facilmente
localizáveis no tempo.
Funcionais: é o conjunto das roupas de trabalho, isto é, usadas para desempenhar uma
determinada função, como os uniformes; submetidas à moda, acabaram por integrar o
guarda roupa ocidental cotidiano.
Étnicas: são todas as roupas folclóricas ou pertencentes a outras culturas que não a
ocidental primeiro-mundista (Oriente, África, América Latina).
Tecidos: alguns tipos de lã

A Flanela de lã Sabe aquelas camisas xadrez, que muitos


adolescentes roqueiros usam, as chamadas “camisas de flanela”? Pois
é, é este tecido aqui. Pode te dar uma boa ideia da textura e do que
pode ser feito em termo de roupas. Você toca e sente os pelinhos da
lã, bem macios. Fica ótimo em saias e vestidos, retos ou em “A”.
Não amassa muito e aquece! Dependendo do fabricante, pode ser um
pouco mais fino ou grosso, mas as características de maleabilidade se
mantém. Acho que todas nós temos uma flanelinha em casa e podemos sentir como este
tecido é gostoso!

Lã Escocesa
O nome já diz: é o tecido das saias escocesas, xadrez, em milhares de cores e
padronagens. Se você deseja a clássica saia xadrez de
inverno, com pregas, é este. Quentinho e versátil, cai
bem em vestidos, blusas, casaquinhos, cachecóis… não
dá para ser mais básico!

103
A chamada “Lã Mista”

Você pode encontrar lã mista – geralmente com poliéster


– com características semelhantes à lã escocesa. Claro
que este nome “lã mista” é na verdade, muito genérico,
mas é assim mesmo que eu costumo ver nas lojas de
tecido. Existe a lã pura, mas isto não designa um único tipo de tecido. O que este nome
quer dizer é que o material é 100% lã, mas a textura depende da
trama, e do tipo de ovelha, por exemplo. Aliás, se feito com o
começo do pêlo da ovelha, tem uma textura, se com o final,
outra. O que comumente se vende como lã mista é um tecido
que é metade lã, e portanto, mais leve, maleável e que aquece
menos. Costuma ser muito bom para saias rodadas e vestidos.
Abaixo, uma saia de lã mista (com viscose):

Crepe de lã

Tecido suave, com bom caimento e considerado difícil de


trabalhar. É “nobre”, muito usado por grifes famosas, para
vestidos e trajes. Excelente para vestidos de inverno! Aquece, porém não tanto quanto a
flanela de lã. Ao tocar, você notará como ele é lisinho,
parecido com o gabardine. Encontrado mais facilmente
em lojas de tecidos nobres ou finos. Perceba, nos
vestidos abaixo, como é um tecido alinhado, maleável a
ponto de fazer dobras.

Challis

Suave, fácil de trabalhar, com ótimo caimento para


vestidos longos. E você nem desconfia que é lã!
Excelente para locais em que o inverno não seja muito rigoroso, mas usados com
combinações, também atende as necessidades do Sul do Brasil. Sabe os echarpes que
se vendem muito nessa época do ano? Este tecido! O tecido dos “vestidos indianos”.
Visualize abaixo, nos echarpes, para ter ideia da textura e espessura:

Lã Acetinada

Chama-se assim os tecidos de lã que possuem um dos lados


acetinados, ou seja, de cetim (procure em lojas de tecidos nobres

104
e finos). Bom para trajes de festa!

Cashemere ou Caximira

Famoso tecido de lã, que aquece bem, além de ser suave. Excelente para casacos, cardigãs e
pulôveres. Se você pensa em fazer vestidos ou saias com este tecido, lembre-se de que ele
lembra uma malha, que adere ao corpo, como quando você veste um
suéter. Tenho visto muitas grifes lançarem vestidos de inverno de
cashemere, os chamados vestidos-suéter e quase sempre bem justos,
embora tenha visto um ou outro modelo não aderente na parte da saia.
Em cachecóis fica ótimo… perceba a diferença de textura entre o
cachecol e o echarpe.

Lã Mohair

Acho difícil que você encontre este tecido nas lojas, com este
nome. É popularmente chamado de “lã felpuda”, e o tecido pode ser ou muito ou pouco
felpudo. É certo que vai aparecer os pelinhos para fora… excelente para casacos (Kate
Middleton usou um bolerinho feito deste tecido na recepção de seu casamento,
lembram?) e jaquetas.

Gabardine

Tecido ideal para casacos e sobretudos, pelo fato da água não


penetrar nele com facilidade. Em conjuntos de saia reta e
jaquetas fica bom também, mas não comporta pregas.

Tweed

Sofisticado, encontrado em várias espessuras, desde


maleável para vestidos, até bastante grosso, ideal para jaquetas. Muito usado em
conjuntos e foi “popularizado” por Channel. Aquece bastante, e suas peças devem ser
forradas com tecido de poliéster para não pinicar.

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1. Viscose e popeline

Resistentes, os dois servem para fazer saias, camisas e vestidos e são muito fáceis de
passar.

2. Tricoline

Vendido nas opções liso ou estampado, ele vira lindas blusas mais justinhas no corpo.

3. Brim

Boa alternativa ao jeans, rende calças e casacos com estilo mais esportivo e
superconfortáveis.

O caimento do tecido não depende apenas do peso. Depende também da trama, que vai
determinar a fluidez com que ele cai. Outro fator determinante é o acabamento que ele
recebeu depois de ser tramado – tecidos encerados ou engomados, por exemplo, ficam
mais rígidos e menos fluidos. Visto isso, nem todos os tecidos leves são fluidos, e nem
todos os tecidos pesados são rígidos. Classifico os tecidos pelo caimento da seguinte

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maneira (a lista contém alguns exemplos de cada tipo, e claro que cada tecido
individualmente pode apresentar variações):

 leves + fluidos: musseline, crepe georgette, chiffon, gaze, cetim, javanesa,


cambraia, tricoline sem goma, morim sem goma.

 leves + firmes: organza, organdi, failette, tricoline engomado, morim engomado.

 médios + fluidos: chamoix, cetim grosso, crepe chanel, flanela, crepe de lã, lã
fria.

 médios + firmes: brim, piquet, sarja acetinada, shantung, tafetá.

 pesados + fluidos: boucle, tweed, alguns tipos de veludo e de lã, tricô.

 pesados + firmes: brocado, cotelê, gorgurão, jacquard, lona, alguns tipos de


veludo e de lã.

Foto: Reprodução Revista ANAMARIA

4. Viscolycra

É uma malha de caimento mole e gostoso, boa para peças justas, como blusinhas e
vestidos.

5. Jérsei

Usado para fazer vestidos menos formais, principalmente para quem está acima do peso.

6. Oxford

Usado em calças e saias sociais, é bom para gordinhas porque não marca pneuzinhos
nem celulite.

7. Gabardine

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Tecido elegante e encorpado, o gabardine é muito empregado na confecção de saias e
calças.

Tipos de trajes para festa de casamento

Recebeu um convite onde os noivos requisitam um tipo de traje para o casamento e você não
faz a menor ideia do que significa? Entenda quais são os tipos de trajes para festas de
casamento e o que você deve usar em cada um deles.

Traje Esporte

É o tipo de traje mais simples, e significa que os convidados devem ir mais à vontade, mas com
moderação, claro. As mulheres podem usar saia e blusa, vestido ou até mesmo calça comprida.
E é recomendado usar sapato baixo, embora não seja errado usar uma sandália de salto alto
(exceto se a festa for no campo, por exemplo). Já os homens podem optar por uma calça de
sarja com camisa ou pólo. Não precisam usar gravata ou paletó, mas é recomendável um
pouco de formalidade, evitando o tênis, por exemplo.

Traje Passeio, Passeio Informal, Tenue de Ville ou Esporte Fino

É uma produção mais caprichada, mas sem exageros. As mulheres podem usar um terninho
elegante, um pretinho básico ou um vestido mais sofisticado. Os tecidos mais apropriados são
as sedas, microfibras, jérseis, linhos e algodão, sem muito brilho. Os sapatos devem ser altos.
Já os homens podem usar um blazer com calça ou ainda terno e gravata.

Passeio Completo, Passeio Formal, Traje Social ou Social Completo

Para ocasiões mais chiques e sérias, que exigem uma produção mais elegante por parte dos
convidados. Mulheres devem usar vestidos ou tailleurs de tecidos finos, como crepes, sedas,
musselines e bordados. As bolsas devem ser de festa, pequenas. E os sapatos , sempre altos.
Se o evento acontecer de noite, use cores escuras. Já se for de dia, de preferência às clores
claras. A maquiagem pode ganhar destaque, com olhos e lábios mais escuros. Para os homens,
terno e gravata completo.

Black-tie, Rigor, Habillé, Tênue de Soirée

Não tem como fugir: neste tipo de traje, os homens obrigatoriamente devem usar smoking. As
mulheres, vestidos longos e bem sofisticados. É o tipo de traje apropriado para uma festa de

108
casamento glamourosa, que acontece à noite. Maquiagem e cabelo devem estar impecáveis.
Jóias, brilhos e bordados também são bem-vindos.

Gala

Este tipo de traje também significa glamour, mas está um pouco em desuso. É recomendável
que os homens usem casaca e as mulheres, vestido longo no melhor estilo.

Traje esportivo:

Ideal para prática de esportes somente!

Traje Esporte:

Uso quando? Em eventos simples e informal.

No dia-a-dia, se a sua profissão não exige formalidade, como arquitetos, web-designers,


vendedores, publicitários, professores, contadores…

Ideal para: bater perna, em shopping ou na rua, ir ao médico, ao salão de beleza, na faculdade
e cursos em geral, almoços, cinema, happy-hour com os colegas, namorar, visitar a família ou
os amigos no final de semana, recepções informais em casa, como: café, churrasco, almoços
ou jantares.

109
PROIBIDO: bermudas, camisas de time de futebol, chinelo – qualquer tipo, crocs, tênis,
moletom, camiseta + legging, terno e gravata, tecidos nobre com a seda, exageros como
brilho.

que usar em cada tipo de festa – para elas

Traje esporte

Tipo de evento: almoços, exposições, churrascos, batizados, festas infantis.


Clima: simples e informal. Significa uma roupa descomplicada.
A roupa certa: peças avulsas como saias ou calças da estação + t-shirt ou suéter coloridos;
terninhos esportivos, vestidos de alcinhas; ou calça + camisa branca; calças capri.
Tecidos: crepes, algodões, linhos, tecidos com stretch (verão); veludos, malhas, camurças
(inverno)
Acessórios: esportivos, como sapatilhas, botas, sandálias baixas; bolsa maior.

Traje passeio, Esporte fino ou Tenue de Ville – para elas

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111
Esporte fino nada mais é do que você estar esportiva, mas arrumada. Aí é possível optar até
mesmo por um jeans mais sóbrio e liso, numa modelagem impecável, mas a melhor pedida
mesmo é vestidos mais básicos, saias, camisas em tecidos nobres ou até mesmo calças em
alfaiataria. Um ótimo exemplo é um blazer coringa: sempre chic e acessível! Nos pés, salto ou
sapatilha, o que importa é usar uma peça mais sofisticada sem abrir mão do conforto. Deixe de
lado tamancos e rasteirinhas, pois esporte fino também merece certa dose de glamour!

Tipo de evento: Almoços, vernissages, teatro.


Clima: um toque de formalidade.
A roupa certa: blusas, túnicas, calças mais caprichadas; vestidos ; tailleurs ou terninhos.
Tecidos: algodões, microfibras, jérseis (verão); veludos, camurças, malhas, sedas (inverno).
Acessórios: sapatos ou sandálias de salto e bolsa maior para o dia, ou pequena para a noite.
Belas bijuterias.
A roupa errada: look brilho total, com decotes ousados, joias poderosas.

Passeio completo ou social – para elas

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Tipo de evento: jantares, coquetéis, óperas, casamentos, comemorações oficiais. São trajes
mais formais.
Clima: formalidade total. É hora de festa fina.
A roupa certa: vestidos curtos com detalhes de brilho, decotes, fendas e transparências; paletó
+ saia ou calça de tecidos nobres.
Tecidos: georgettes, chiffons, musselinas, shantungs, rendas.
Acessórios: sapatos ou sandálias de salto. Xales, echarpes e bijoux ou joias vistosas.
Maquiagem mais nítida.
A roupa errada: saiu do trabalho de calça + blusa + bota + xale e deu uma passadinha.

Traje black-tie, tenue de soirée ou rigor – para elas

113
Tipo de evento: noites de gala, bailes, grandes premiações.
Clima: de requinte, sofisticado. É hora dos vestidos de baile, o clima é de sedução.
A roupa certa: vestidos longos ou curtos muito sofisticados. Decotes, transparências, brilhos,
bordados preciosos.
Tecidos: poderosos, como brocados, tafetás de seda, shantungs, zibelinas, rendas, georgettes.
Acessórios: sapatos ou sandálias de salto bem altos. Estolas, casaquinhos preciosos, peles etc.
Joias ou bijoux muito especiais.
A roupa errada: “pretinho” básico. Pior: com sapato ou sandália esportivo, tipo tamanco.

O traje correto para todos os tipos de eventos -para eles

Sei que o traje correto para cada tipo de evento social é motivo de dúvida também para os
homens, portanto vamos dar o significado do dress code masculino.

Para um casamento o que usar

Um casamento é sempre uma festa que os noivos preparam com empenho e carinho pelo que
os convidados têm de retribuir com os mesmos cuidados usando algo devidamente
adequado.Tenha atenção à condição social dos anfitriões, à hora da cerimónia e ao local onde
esta se vai realizar.

Cerimónia antes das 17 horas


Informal – vestido curto ou tailleur

114
Semi-formal – vestido curto ou tailleur
Formal – vestido cocktail ou tailleur mais sofisticado e mais acessorizado; pode aqui, conjugar
luvas e chapéu.

Cerimónia após as 17 horas


Informal – vestido cocktail.
Semi-formal – vestido cocktail.
Formal ou black tie – vestido comprido ou vestido cocktail mais sofisticado e mais acessorizado
Ultra-formal ou white tie – vestido comprido com cauda ou vestido de baile onde pode usar
com acessórios como jóias, peles, luvas, estolas, etc.

Cores a se usar em um casamento

Num casamento nunca use branco porque o branco é tradicionalmente um exclusivo das
noivas, mesmo que hoje em dia todas as cores sejam permitidas no vestido de noiva. Evite
também usar preto nas cerimónias diurnas. Contudo não se preocupe em usar ou não a
mesma cor das mães ou madrinhas; é impossível conseguir coordenar-se com toda a gente.

Sapatos e carteiras

O mais fácil será combinar sapatos e carteira (proporcionada ao seu tamanho e tipo de roupa,
mas nunca demasiado grande) optando por um tom acima ou abaixo em relação à cor do
vestido. Com alguma experiência pode perfeitamente “brincar” com os acessórios e escolher
cores contrastantes e inusitadas. Isso, junto com outros acessórios, poderá dar todo o salero
ao mais simples vestido.

Colares, brincos e pulseiras


Devem ser escolhidos criteriosamente em função dos decotes, da decoração do vestido, do
penteado que vai usar, etc. Verifique se são verdadeiramente imprescindíveis.

Écharpes
Não subestime as écharpes embora lhe possam parecer um acessório vulgar e incómodo.
Fundamentais num vestido caveado ou cai-cai, na realidade completam uma toilette dando-
lhe um tom mais glamouroso. Pode usá-las da cor do vestido, dos sapatos e carteira ou optar
também por um contraste.

Chapéus
Se usar chapéu faça-o somente nas cerimónias diurnas e nunca com vestidos ou saias
compridas; com estas, pode no máximo colocar um adorno ou pequeno toucado.

Luvas
Se usar luvas coordene o tamanho destas com o comprimento da manga; luvas acima do
cotovelo só se usam com vestidos caveados ou cai-cais.

Cabelos e maquiagem
Capriche! Nada como um cabelo bem trabalhado e uma boa maquiagem (que não significa
muita!) para garantir a beleza até ao final da festa.

115
O acompanhante
Eis outro ponto fundamental para arrasar logo à chegada – o seu acompanhante. Oriente-o de
modo a compor a “sua” escolha coordenando-o consigo duma forma subtil.

Outros conselhos

Não precisa vestir-se como aquela pessoa que viu em determinada revista. Conheça o seu
corpo e realce as partes de que mais gosta. Nunca abandone por completo o seu estilo
pessoal, nem deixe que outros lhe imponham um gosto que não é propriamente o seu. Use, de
fato, algo feminino e bonito pois roupa desportiva e casual ou roupa demasiado sexy não
pertencem a casamentos. Pode estar fantástica e, sobretudo, requintada sem revelar
demasiado e sem se cobrir de lantejoulas de alto a baixo. É certo de que é livre de usar o que
entender e que ninguém lhe irá pedir satisfações, mas o sucesso está certamente no equilíbrio.
Use o bom senso e sobretudo não esqueça que num casamento os protagonistas são os noivos
e que foi convidada para um momento especial.

Oito regras de bem vestir que nunca saem de moda

Quantas vezes, no último ano, você receceu algum convite exigindo o cumprimento de algum
traje como ‘esporte fino’, ‘passeio completo’ ou ‘black tie’? A jornalista e consultora de moda
Vanessa Barone, em seu livro “Descomplique! Um guia de convivência e elegância”.

Ed. Leya), questiona o rigor dos dress codes e constata que, no mundo contemporâneo, o
estilo está cada vez mais individual e atrelado ao modismo. Tentar agrupar os cidadãos
debaixo de uma norma rigorosa não funciona mais. Hoje, segundo a autora, o que rege o bom
gosto no topo da pirâmide de consumo são as grandes marcas. Ou seja, não importa que tipo
de roupa se usa: se ela for da grife certa, está tudo liberado. Com isso, as nomenclaturas se
renovam. E dá-lhe “fashionable chic”, “casual fashion”, para tentar definir o indefinível.
Vanessa ressalva que há regras de bem vestir que não se alteram.

Confira as dicas de especialiastas e se garanta no dress code.

1. Jeans desgastado, camiseta com ar “podre”: se você nã for um astro do rock ou


apresentadora de televisão, esqueça. A imagem que fica é de desleixo mesmo, e não de
excentricidade.
2. Excesso de babados, laços e flores num mesmo figurino: romantismo, excesso de
feminilidade. Vai bem em quiser bancar a Penélope Charmosa.
3. Cores contrastantes: segurança, personalidade forte. Tipo “comigo é tudo preto no branco”.
4. Estampas geométricas ou listradas: modernidade e autoridade. Para quem não vai rodeios e
vai direto ao ponto.
5. Terno risca de giz: poder e intimidação. Saca o visual mafioso?
6. Visual preto da cabeça aos pés: se não estiver de luto, va passar a ideia d alguém distante,
misterioso e pouco amigável. Mas o visual ainda é contemporâneo e pega bem na primeira fila
dos desfiles de moda.
7. Roupas estruturadas demais: rigidez. O figurino fica com cara e armadura e parece dizer:
“mantenha-se à distância.”
8. Mulher usando branco em casamento alheio. Precisa de explicação?

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Traje Passeio, Esporte fino ou Tenue de ville

Uso quando: em eventos com um pouquinho de formalidade.

Ideal para: Almoços ou jantares de negócios, confraternizações, eventos da empresa,


coquetéis, batizados, crisma, colação de grau – seja como formando ou como convidado,
vernissage, teatro, profissões formais, como escritórios de advocacia, gerentes de banco,
diretores de empresas.

PROIBIDO: jeans, tênis, excesso de brilho ou decotão.

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Traje Passeio Completo ou Social

Uso quando? Em eventos de total formalidade

Ideal para: Jantares formais, casamentos, bailes de formatura, festa de quinze anos, ópera,
comemorações oficiais. O vestido não precisa necessariamente ser longo, mas tem que ser
bem sofisticado.

PROIBIDO: tecidos que não sejam nobres, como um vestido de malha, cara lavada e cabelos
sem escova, terno sem gravata, terno de cor clara (cinza ou café com leite).

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Traje Black-tie, Rigor ou Tenue de soirée

Uso quando? A festa for mais chique e sofisticada do que a citada acima, no traje social.

Ideal para: noites de galã, bailes sofisticados, grandes premiações, como o Oscar, ou seja,
eventos de muita sofisticação e requinte. Em geral grandes comemorações repleta de
personalidades (pode ser, neste caso: diplomatas, desembargadores…). Neste caso o tipo do
traje sempre será informado no convite.

Aqui o homem deve usar o smoking tradicional, sapatos de amarrar preto de couro liso ou de
verniz e as mulheres podem ousar nos vestidos longos, como brilhos, bordados, volumes, e
também nas jóias.

PROIBIDO: terno e gravata para os homens e vestidos curtos e simples para as mulheres. Tem
sim que se arrumar no salão.

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Ficou em dúvida quanto ao seu look pra próxima festa? Manda a foto por email que a gente te
ajuda!

Gênero dos trajes


Traje Esporte
É o tipo de traje mais simples, e significa que os convidados devem ir mais à vontade,
mas com moderação, claro. As mulheres podem usar saia e blusa, vestido ou até mesmo
calça comprida. E é recomendado usar sapato baixo, embora não seja errado usar uma
sandália de salto alto (exceto se a festa for no campo, por exemplo). Já os homens
podem optar por uma calça de sarja com camisa ou pólo. Não precisam usar gravata ou
paletó, mas é recomendável um pouco de formalidade, evitando o tênis, por exemplo.

Traje Passeio, Passeio Informal, Tenue de Ville ou Esporte Fino


É uma produção mais caprichada, mas sem exageros. As mulheres podem usar um
terninho elegante, um pretinho básico ou um vestido mais sofisticado. Os tecidos mais
apropriados são as sedas, microfibras, jérseis, linhos e algodão, sem muito brilho. Os
sapatos devem ser altos. Já os homens podem usar um blazer com calça ou ainda terno e
gravata.
Passeio Completo, Passeio Formal, Traje Social ou Social Completo

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Para ocasiões mais chiques e sérias, que exigem uma produção mais elegante por parte
dos convidados. Mulheres devem usar vestidos ou tailleurs de tecidos finos, como
crepes, sedas, musselines e bordados. As bolsas devem ser de festa, pequenas. E os
sapatos, sempre altos. Se o evento acontecer de noite, use cores escuras. Já se for de dia,
de preferência às clores claras. A maquiagem pode ganhar destaque, com olhos e lábios
mais escuros. Para os homens, terno e gravata completo.

Black-tie, Rigor, Habillé, Tênue de Soirée


Não tem como fugir: neste tipo de traje, os homens obrigatoriamente devem usar
smoking. As mulheres, vestidos longos e bem sofisticados. É o tipo de traje apropriado
para uma festa de casamento glamourosa, que acontece à noite. Maquiagem e cabelo
devem estar impecáveis. Jóias, brilhos e bordados também são bem-vindos.
Gala
Este tipo de traje também significa glamour, mas está um pouco em desuso. É
recomendável que os homens usem casaca e as mulheres, vestido longo no melhor
estilo.

Fonte: http://www.casamentoclick.com.br/report/tipos-trajes-para-festa-casamento.html
Interessante ver também: http://www.joiabr.com.br/dicas/saugusto.html

Casamento pela manhã (regra geral)

Mulheres

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Vestidos na altura do joelho em tons
claros ou estampados. vestidos florais, roupas em tons claros, tailleur, terninho de cor
clara, pantalona, vestido tubinho, uma calça de alfaiataria e uma blusa legal. As cores
devem ser claras, estampados delicados, ou seja, algo bem discreto. Os comprimentos
dos vestidos devem ser de até um palmo acima do joelho ou longuete. Tecidos leves
com bom caimento para vestidos. Locais abertos permitem o uso do chapéu.
·Evite excesso de bordados ou tecidos com muito brilho.
· Terninhos com calça ou saia.
Tecidos de qualidade como seda, crepe, musseline, organza, mas sem muitos detalhes,
considerando a moda e o local.
· Sapato de salto médio ou alto.
· As bijuterias ou jóias devem ser escolhidas de acordo com o estilo do traje, sem muito
brilho.
· Maquiagem discreta.
· O chapéu é adequado para a ocasião, sendo que o de aba larga é utilizado em
ambientes abertos e o de aba curta em lugares fechados.

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Homens
A única diferença entre casamentos pela manhã e à noite é que você
pode vestir um terno de cor mais clara.

O terno pode ser cinza ou bege, além do usual que é azul marinho, a
gravata também pode ser mais clara, não há restrição de cor. A
camisa branca ou de cor lisa e os acessórios pretos.

Nesse horário também é possível vestir um terno com um corte mais


próximo ao corpo com dois botões e uma camisa branca, sem
gravata.

Uso do sapato social sempre de acordo com a vestimenta.

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Como meu casamento será pela manhã, fica a dica! ;)

tecido têxtil é um material à base de fios de fibra natural, artificial ou sintética, que pode ser
composto de diversas formas tornando-se cobertura para diversos tipos de aplicações,
principalmente formando roupas e outras vestimentas de diversos usos. Pode ser usada
basicamente como proteção para o frio dos humanos e animais, e também como cobertura de
mesas, para limpeza, uso medicinal (como faixas e curativos) entre tantas outras aplicações.

Os tecidos são, obviamente, uma construção elaborada a partir de fibras e fios, e sua
constituição dependerá basicamente das matérias-primas utilizadas nessas fibras e fios, e
assim como ocorre com as fibras podem ser:

Naturais

Os tecidos naturais, considerados básicos e clássicos, podem ter três origens, a origem animal
(lã, seda...);a origem mineral (amianto...); e a origem vegetal (algodão, juta, cânhamo, linho,
sisal, dentre tantas outras).

Sintéticos

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Os tecidos sintéticos (poliacrílicos, polivinílicos, poliéster) não mantêm a temperatura do
corpo; não absorvem a umidade do corpo; não têm elasticidade natural; e, por não
absorverem umidade, amarrotam facilmente (e desamarrotam com a mesma facilidade).

Artificiais

Os tecidos artificiais provêm de: "fibras celulósicas", tais como acetatos e viscose, e "fibras
proteínicas", procedentes de matérias como o milho e óleos vegetais. Imitam a seda, e incluem
tecidos como o rayon ou viscose.

TIPOS DE TECIDOS CONFORME TRAMA/TEIA

Tecidos planos:

São resultantes do entrelaçamento de dois conjuntos de fios que se cruzam em ângulo reto
(horizontais e verticais). Os fios dispostos no sentido horizontal são chamados de fios de
"trama" e os fios dispostos no sentido vertical de fios de "urdume". Dividem-se em três
categorias básicas:

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TAFETÁ OU TELA: É a a mais simples das armações, pois sua base apresenta 02 tramas e dois
fios. É a armação mais produzida pelo mercado. Alguns tecidos com essa construção: Morim,
Voil, Organdi, Percal, Lona, Creponado, Gorgurão, Popeline, Tricoline, Cretone, Gaze, Esponja,
Cambraia, Entretela, Flocado...

Sub categorias de telas:

GORGURÃO: É o tecido que apresenta como característica “listras” em alto-relevo, seja no


sentido da trama ou no urdume. Os alto-relevos podem também ser ocasionados por fios mais
grossos, em maior número ou tensão diferente, que formam o enchimento.

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NATÉ: o naté é uma armação “ampliada” do tafetá, com o uso de dois ou mais fios, com
evolução igual, e duas ou mais tramas, com evolução também igual.

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SARJA: A principal característica da sarja são as diagonais que podem ser observadas em toda
a largura do tecido. Elas podem ter direção “S” ou “Z”.

Nessa armação os fios tem que passar por cima de no mínimo 2 tramas seguidas e por baixo da
próxima trama. A mais simples das sarjas possui curso 3 (2 tomadas e 1 deixada). E esses
números (cursos) caracterizam cada tipo de sarja.

SARJA QUEBRADA: As diagonais são reduzidas a pequnos segmentos, que ora pussuem a
direção “S” ora possuem a direção “Z”

CETIM: Cetim é um tecido e foi assim denominado em homenagem a Zaitum (ou Tsenthung),
China, de onde se origina. Era a princípio um tecido brilhante de seda em trama bem fechada.

134
É nome também de ligamento que pela distribuição de seus pontos o torna leve e brilhante
tendo avesso e direito diferentes. Obedece via de regra (Raso turco e Raso do reino)
deslocamento constante numa matriz quadrada previamente calculada.

No século XX, o raiom e outras fibras sintéticas tomaram o lugar da seda.

Tecido luxuoso, o cetim é mais usado para roupas de noite e é altamente recomendado pelos
alfaiates por sua classe e caimento.

ADAMASCADOS: Essas armações são usadas para formar listras, quadros ou figuras em tecidos
de cetim.

Outras variações onde existem diferentes aspectos ou combinações das armações básicas em
tecidos descritos acima:

Tecidos simples – tecidos formados por um conjunto de fios de urdume e um conjunto de fios
de trama;

Tecidos compostos – mais de um conjunto de fios de urdimento e um ou mais conjuntos de


trama;

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Tecidos felpudos (ou felpados)- São tecidos compostos, cuja superfície apresenta felpas
salientes, inteiras ou cortadas;

Leno ou giro-inglês - São tecidos em geral muito porosos e cujos fios de urdimento se
entrelaçam com as tramas, e também com outros fios de urdimento.

Tecidos jacquard- São tecidos simples ou compostos, que apresentam grandes desenhos
obtidos pela diferença de ligamentos usados e/ou pelo uso de fios coloridos. A tecnologia
utilizada para o desenvolvimento de tecidos de Jacquard é mais sofisticada que a utilizadas nos
tecidos mais comuns, exige uma programação específica para os "desenhos" que serão
aplicados ao tecido.
Normalmente um jacquard possui uma base de algum tecido mais comum (tela, sarja, cetim
ou até mesmo uma malha...) e, ao desenhar padrões específicos, acaba "misturando" essas
construções básicas. Numa base de tela, por exemplo, onde podemos ver além do desenho
feito, momentos em que se sobressaem detalhes de sarja, cetim...

Tecidos que não figuram entre os tecidos chamados planos, pois possuem características
bem diversas das descritas acima:

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Malha - É uma superfície têxtil, formada pela interpenetração de laçadas ou malhas que se
apoiam lateral e verticalmente, provenientes de um ou mais fios. Dividem-se em:

Por trama – são tecidos de malha obtidos a partir do entrelaçamento de um único fio,
podendo resultar num tecido aberto ou circular

Por urdume – são tecidos de malha obtidos a partir de um ou mais conjuntos de fios,
colocados lado a lado, à semelhança dos fios de urdume da tecelagem plana.

Mistos - São tecidos de malha por urdume ou trama com inserção (lay-in) periódica de um fio
de trama, objetivando dar melhor estabilidade dimensional ao tecido. É também conhecido
como malha laid-in.

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Tramados

São produzidos em máquinas de malharia por urdume, chamadas tramadeiras, e são muito
similares ao tecido plano, com a diferença que os fios de urdume são substituídos por colunas
de malha. Com este tecido ganha-se em produção, pois a velocidade da tramadeira é muito
superior ao do tear plano.

NON-WOVEN OU NÃO-TECIDO (TNT)

São tecidos obtidos através do entrelaçamento de camadas de fibras que se prendem uma as
outras por meios físicos e/ou químicos, formando uma manta contínua. Podem ser:

Feltro - é o tecido resultante do entrelaçamento de fibras de lã ou similares, através da ação


combinada de agentes mecânicos e produtos químicos;

Folheado - é o tecido feito a partir de um véu de fibras têxteis, não feltrantes, mantidas juntas
por meio de um adesivo ou por fusão de fibras termoplásticas. Apresenta três tipos: com as
fibras orientadas, com as fibras cruzadas e com as fibras dispostas ao acaso.

TECIDOS ESPECIAIS

São aqueles obtidos por processos dos quais resulta uma estrutura mista de tecido plano,
malha e não-tecido, ou ainda, como resultante de soluções de polímeros de fibras aplicadas
aos tecidos. Podem ser:

Laminados - são estruturas obtidas pela colagem de dois tecidos diferentes ou pela simples
aplicação de um impermeabilizante químico a um tecido qualquer.

Malimo - estes tecidos levam o nome da máquina onde são produzidos. É uma estrutura
obtida pela sobreposição, sem entrelaçamento, de camada de urdimento sobre a camada de
trama e cuja amarração é obtida por uma cadeia de pontos de malha.

Os artistas, designers e arquitetos usam as cores para


alterar nossa percepção.
As cores podem se combinar para geração de vários
efeitos. Pode-se conseguir, com correta combinação, um
ambiente mais calmo, a partir de cores mais suaves, em
porcentagens de cores proporcionais e relacionadas.

138
CORES ANÁLOGAS
São cores que, no círculo cromático, estão próximas e são
similares umas às outras. Trabalha-se com cores análogas
para desenvolver escalas de uma mesma cor (degradé) ou
montar composições com poucos contrastes.

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Mona Lisa, de DaVinci. Melhor exemplo de cores
análogas.

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Cores análogas na coleção de Galliano para a Dior.

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Cores análogas na coleção de Galliano para a Dior.

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Cores análogas na coleção de Galliano para a Dior.
CORES COMPLEMENTARES
São cores que, no círculo cromático, são opostas umas às
outras. A acepção dessas cores varia dentro da ciência
das cores, na arte e no processo de impressão.

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Cores complementares na coleção de Galliano para a
Dior.

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Cores complementares na coleção de Galliano para a
Dior.

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Cores complementares na coleção de Galliano para a
Dior.

A PSICOLOGIA DAS CORES


Na cultura ocidental, as cores possuem significados
distintos. Estudos apontam que as cores podem provocar
lembranças e sensações às pessoas.

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Na passagem de ano, por exemplo, coloca-se roupas com
cores específicas para, no ano seguinte, obter o que a cor
representa.

A PSICOLOGIA DAS CORES


Cinza: elegância, humildade, respeito, reverência,
sutileza;
Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança,
masculinidade, alegria (China), perigo, fogo, raiva,
revolução, "pare";
Azul: harmonia, confidência, conservadorismo,
austeridade, monotonia, dependência, tecnologia,
liberdade, saúde;
Ciano: tranquilidade, paz, sossego, limpeza, frescor;
Verde: natureza, primavera, fertilidade, juventude,
desenvolvimento, riqueza, dinheiro, boa sorte, ciúmes,
ganância, esperança;
Roxo:velocidade, concentração, otimismo, alegria,
felicidade, idealismo, riqueza (ouro), fraqueza, dinheiro;
Magenta: luxúria, sofisticação, sensualidade,
feminilidade, desejo;
Violeta: espiritualidade, criatividade, realeza, sabedoria,
resplandecência, dor;

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Alaranjado: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo,
ludismo;
Branco: pureza, inocência, reverência, paz, simplicidade,
esterilidade, rendição, união;
Preto: poder, modernidade, sofisticação, formalidade,
morte, medo, anonimato, raiva, mistério, azar;
Castanho: sólido, seguro, calmo, natureza, rústico,
estabilidade, estagnação, peso, aspereza.
ando falamos sobre os aspectos sociais do vestuário é
importante entender as ocasiões em que nossas roupas
são usadas. Qual o contexto em que nossas vestimentas
estão inseridas ? Como entender o processo que as fez
ser como são ? Por que determinada roupa é usada para
um determinado fim ? Essas questões são apenas
algumas que invariavelmente surgem quando o assunto
trata de nossas roupas e as formalidades inerentes a esse
segmento. Abaixo segue uma pequena definição do que
são essas três categorias de vestimentas:

149
tra.je
s. m. 1. Vestuário habitual. 2. Vestuário próprio de uma
profissão; veste. 3. Vestuário. Var.: trajo.

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Um Traje Social é, afinal, aquele que utilizamos no dia-a-
dia, e envolve desde as roupas mais comuns, como o
jeans e a camiseta, até os trajes mais formais, como o
esporte fino, roupas para festas...

Interessante observar que, assim como a combinação


jeans+camiseta acabou se tornando um "uniforme" para
toda uma geração, os uniformes profissionais também se
enquadram nessa categoria, pois trata-se também de
trajes sociais, pois é através deles que se determina uma
profissão.

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Segundo o Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa, o
termo figurino é assim descrito:
s. m. 1. Figura que representa o traje da moda. 2. Revista
de modas. 3. Modelo, exemplo.

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Na verdade o figurino vai além do traje pois, na medida
que trata de um segmento direcionado para as artes e
espetáculos ele toma emprestado certos "estilos" com a
função meramente representativa, ou seja, dentro de um
contexto cênico qualquer roupa pode ser um figurino.

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Portanto para saber o que é ou não figurino é sempre
importante saber se ele está sendo usado como tal.

Já a in.du.men.tá.ria, pode ser definida, também pelo


Michaelis, como:
s. f. 1. História do vestuário. 2. Arte do vestuário. 3.
Sistema do vestuário em relação a certas épocas ou
povos. 4. Traje.

Ou seja, indumentária é a roupa característica de um


período histórico ou uma representação étnica de uma
cultura, pois podem ser facilmente discernida de um
traje, pois acaba tendo características mais
contemporâneas em contraposição da indumentária, que
tem um certo ar de "antiguidade" ou certa tradição
regional. As imagens que acompanham o texto dão uma
ideia de como identificar cada um deles. É isso.

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