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MERETÍSSIMO JUIZO DE DIREITO DO 5º JUIZADO ESPECIAL CÍVEL DA COMARCA DE

ARACAJU/SE

PROCESSO Nº: 201740503891

CARLOS CÉSAR DO NASCIMENTO ZUZARTE, já devidamente


qualificado nos autos do processo em epígrafe, em causa própria, no CUMPRIMENTO
DE SENTENÇA, vem a presença de Vossa Excelência, propor RESPOSTA A
IMPUGNAÇÃO A PENHORA, acostada pela CONSTRUTORA IMPERIAL E
EMPREENDIMENTOS LTDA, pelos motivos a seguir aduzido:

Breve síntese:

A executada, aduz em sede de Impugnação a Penhora, que bens penhorados


terem sido gravados com cláusula de AFETAÇÃO, conforme previsão da Lei Ordinária
4.591/1964 que dispõe a respeito do condomínio de edificações e incorporação imobiliária,
em razão da venda em regime de incorporação do empreendimento Flora Ville Santa
Lúcia.
Alega que os bens em questão foram adquiridos para serem aplicados na obra do
Condomínio Flora Ville Santa Lucia, obra esta que já está em fase de execução, e que
supostamente tem fotos para apresentar.
Tais bens ainda encontram-se ainda na sede na Empresa Executada, apenas para
que os mesmos não sejam furtados na obra e acarrete prejuízos ao patrimônio do
Condomínio supracitado, já que os extintores pertencem ao mesmo, único
empreendimento que está sendo construído atualmente pela Executada.

Do Mérito:

A executada, ao alegar que os bens penhorados estejam gravados com cláusula de


AFETAÇÃO, deve não apenas querer exaurir a penhora, mas sim trazer a baila do
discurso provas documentais que confirmem suas alegações, além disso, tenta ludibriar
este juízo alegando ter anexado fotos que comprovam a afetação.
Ao invocar in verbs:

Dessa forma, a teor do art. 805 do NCPC, vem a Executada requerer o


cancelamento da penhora realizada, deferindo-se prazo ao EXEQUENTE para que
indique, dentre o patrimônio desta empresa, outros bens hábeis a garantir o
adimplemento do débito, que estejam livres e desembaraçados, por entender que,
havendo vários meios executivos a disposição do exequente, o juiz mandará que a
execução se realize pelo menos gravoso para o executado (grifo nosso)

Pois bem a inteligência do parágrafo único do artigo 805 do CPC, na verdade, reza
que a imputação de indicar outros meios mais eficazes e menos oneroso, cabe ao
EXECUTADO, sob pena de manutenção dos atos executivos já determinados, leia-se:
Art. 805. Quando por vários meios o exequente puder promover a execução, o juiz
mandará que se faça pelo modo menos gravoso para o executado.
Parágrafo único. Ao executado que alegar ser a medida executiva mais gravosa
incumbe indicar outros meios mais eficazes e menos onerosos, sob pena de
manutenção dos atos executivos já determinados.

Sendo assim, sem provas de que tais bens são afetados, e sem indicação de outros
meios mais eficazes e menos onerosos para elucidar o pagamento da obrigação, que se
mantenham os atos executivos já determinados.

DOS PEDIDO

Ante o Exposto requer:

Sejam acolhidas a razões trazidas pelo Exequente na presente resposta a


impugnação, e que seja, de plano rejeitada a impugnação apresentada, além de declarar a
má-fé da executada, condenando-a ao pagamento de honorários advocatícios com fuste no
art. 85,§14 do CPC, tudo como medida da mais lídima e unidimensional justiça.

Neste termos,
Pede Deferimento.

Aracaju/SE, 21 de maio de 2018.

CARLOS CÉSAR DO NASCIMENTO ZUZARTE