Você está na página 1de 5

:

rms de diƒifrença estão reuni-


jue, assinados por muitos dos
çiados estudiosos da matéria,
|

relevo caracteristicas essen-


teratura e literaturas africanas Apresentação i

Frâzrzeisee Serzres
dução de escritores africanos
i:

iiscussão problemas relevan-


-scritor: limites e beligerãncias
nnpreensão da natureza e da j

, fflecëneie Mr:-se i

as relações culturais que, ao ›.\`

éculos, se estabeleceram en-


Pa.RTE VI
iente africano e o nosso país. Fem' referências em movimenta
ã

:mo eixo os contextos resul- \'¬'. ,I_'s.¬'\_¡§:.'=~;"'.' fl '


|'s

Lga dominação colonial, os au- sl


ƒneio da rua, no meio do mar: ir
-‹

Lrn os mais diferentes gêneros etica na cultura afro-brasileira


destacando a diversidade do Edimilserz de Almeida Pereira Ux'\‹1'.\¬.'E¡T¡

:m pauta, focalizam aspectos A reflexão sobre as obras literárias produzidas em língua portuguesa nos pai- Hz-¡.¡-¡'.'N:‹.-

para o conhecimento de rneiro romance afro-brasileiro ses africanos, com grande atenção para o lugar que a literatura ocupa na consti- P

ÉI
:rãrios que vivem de forma Eduarda de Assis Duarte tuição de sua vida nacional, vem sendo amadurecida ao longo das últimas déca- Zi
|-
uestões próprias dos espaços das por um número cada vez mais expressivo de estudiosos brasileiros. Desde o
:ntesz leituras em contraponto início dos anos 19.70, quando a luta pelas independencias no continente inscre-
nos quais a contradição É a ›.~‹ã'tI.v \z1|-I=*,'! -."'\f=Q‹
F
Eliane Lazrrençe de Lima Reis veu-se na historia da esperança que sacudiu o Ocidente, tal repertório vem sedu-
al. - É
Ê
zindo leitores e ampliando o seu espaço no terreno dos estudos literarios. Os
s de representação da realida- F

femininas do Atlântico negro trabalhosrealizados' atestam o interesse crescente pelo tema, muito embora os
gos com a história, os modos
Flerezarziue Souza' e Silva projetos nessa área. ainda se vejam cercados por uma atmosfera de dispersão que
,são da lingua portuguesa são
tem dificultado bastante a circulação de dados e a discussão de ideias em torno
iartida para a apreensão des-
Xssis: literatura e emancipação dos problemas que a. atividade literária suscita.- H
literário aqui focalizado por Marli Frzrzrzãzi Serzrpelli A urgencia de compor um espaço de interlocução, que envolvesse gente de
le Angola, França, Moçam-
muitas latitudes, foi, portanto, a razão maior do II Encontro de Professores de
_‹

.igal e São Tome e Principe, ies .afiolzresiluse e as literaturas Literaturasrtfricanas de Língua Portuguesa, realizado na-Universidade de São [Í
É
É

rs se vêm associar aos nossos, africanas de língua portuguesa Paulo. Esse encontro teve como objetivo intensificar a cooperação cultural entre
brasileiros de várias univer- Reberro Pentes os países que compõem a comunidade de língua portuguesa, de modo a dinami-
pais, para revelar ao leitor a zar os debates em torno dessas literaturas, focalizando ainda as IEÍHÇÕES QUE E135
do fazer literário dos países Drganizadores e colaboradores estabelecem com o repertório em português produzido fora do continente africa-
ã
: língua portuguesa que, fe- no. Para tanto, consideramos imprescindível colocar em contato direto produto- l
š._ii
sm conquistando um espaço res literãrios africanos e estudiosos de suas obras. O feliz resultado foi, sem dúvi- E

ns expressivo entre nós. Cla, um diálogo frutuoso para oidesenvolvimento dos estudos africanos entre nos.
Superando as barreiras que cotidianamente nos impõe o exercício da
marginalização, vimos, entre os dias 27 e 50 de outubro de 2003, as literaturas
lita Chaves &Tania Macêdo
l
` " iiiiiiii ' - '- °'“_ ='“' """*f'*vf; 4' J ~"~ -‹-f,-_--.‹- " z.-1---1:-z_4_5--:-:.'r:-'--_.-_ -.-_:-:=:‹'es= _ _. _-
--_‹,__.___

_.-_.-,;.-_-_.1z=
_ - r-:'-=:-'II'-"
_.-z_z-_:-_r.,:-ze

10 Marcas da di.ferença.; os üxterotrtrtts oíricunos de língua. portuguesa. Iíášs _‹.>í


4-'

äãaz
_- ,,‹
Jin?
.zf
øfi Ê;
*Êíf
r ,,, _

e
_ sr,
-' _-
z..

_ _ __r«¿-_
produzidas em português nos vários países africanos serem objeto de exposições, _ _- x.-
‹$:
-~i"'‹-:_
#4.

z:-
-_,¡'

artigos, aulas, debates e uma grande curiosidade por parte das pessoas para as .-

E
.f___
_¿.,-__

quais a escrita na África constituía uma explosiva novidade. A diversidade dava o .ígng
1- *sá
- ƒfi-'::_'_

¡_-

tom ao ambiente que reunia escritores, professores de vários campos do conheci- -- "z:
'--Í?_/ar;
_ - ag;
- M.
' -_r§i‹¬fI-

mento, estudiosos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São -_fšãõ:


.‹;¿‹
¬‹-;< :
_“¿_,
' ë -'fi'
' fišá

Tome e Príncipe, estudantes de graduação e pos-graduação, pesquisadores que, :' :/ze.-_


ais
_ zzJ¿¿z~
_'.'_ .--'z"/
-___,

de universidades africanas, americanas e europeias, têm suas reflexões centradas _ _ _ga;


.- vz.:-
z

z -< «.-
_-zãa -- _-,¬;_

nos problemas que a contemporaneidade impõe aos povos desses cinco países e as '
-
nr*
-.säe
I:-¡¿-f
ir‹L¬-'
I- -(1
Õ '-'
.--__,

- __=¿¿e;
terras por onde a longa diáspora espalhou suas gentes. z _
_ --I‹Ê=Í
‹_____
-¡-‹.-
_ _ ef,
-ia
_ -'‹${'
_¢;;-'-.Í
:_-ff
Os 12 anos de intervalo entre o I e o II Encontro indicam que trabalhar com -.zra
,W
' Y.-\.

..¿

a África num país como o Brasil impõe dificuldades de natureza vária. No entan- rf

Í
J
to, deve-se reconhecer que, para vencer a marginalização a que permanecem con-
/
denados os estudos africanos, é preciso muito mais que boas intenções e palavras
de ordem. E houve muito mais que isso a nos mover a vontade: pesquisas foram
desenvolvidas, cursos ministrados, dissertações e teses defendidas, tudo a refletir
um esforço conjunto, capaz de mudar a face daquele contexto inicial, quando o
prof. Fernando Mourão e a profa. Maria Aparecida Santilli começaram a abrir os
caminhos que hoje estamos a multiplicar. Felizmente para todos, a USP, que teve
um trabalho pioneiro nesse terreno, deixou de ser a estrela solitária. Hoje - e a
participação de alunos e professores das 21 universidades brasileiras presentes ao
H evento não deixa dúvida - o interesse pelas literaturas africanas de língua portu-
guesa em especial, mas não so, amplia o número de leitores, mobiliza estudiosos,
ajuda a repor o continente africano na ordem das coisas.
Mesmo que o cenário não seja ainda aquele que queremos conquistar, inde-
pendentemente das expectativas de cada um de nos em relação ã gestão do nosso
presente, não se pode negar que a perspectiva de uma nova relação com a Africa
anima a todos que respeitam e prezam essa dimensão essencial da nossa cultura.
Iniciativas como a assinatura da Lei n° 10.659 e as mudanças que ela anuncia
inserem-se nesse panorama, que pressupõe um empenho suplementar para que os
objetivos não se esgotem nos limites de um discurso bem-intencionado_
Numa sociedade como a brasileira, em que o preconceito e uma presença insi-
diosa a comprometer a dose de cordialidade que procuramos ver como marca de
nossa identidade, as boas intenções precisam necessariamente se fazer acompanhar
de medidas concretas, de ações voltadas ã mudança dos .ventos. Tivemos, por isso,
a preocupação de destacar a questão do ensino dessas literaturas como uma das
.. . . = ¿._¡. . .- . . . . . .-..¡'.l1E:Í:Í:Í:Í:Í:T-'.l'|"|'¡:'¡.¡'.|'i-1f.I'-:'i':-'.1ÍJ'-E'1-L1F'I-i"71111EfIfi¡í:¡'|'I='|"'¡"'¡'¡"""""

__) _____,b__¡_¡_,_;____;-__-_:'_.
_--_¬=-"-'= _?‹¡¿'l'-.,=-*='f:':'Í=':'-"-_'=-'_-_'_' _' _' `
_- _ W.
1.2' __=_=:¿;:-T'-=?a`fl' 4 _.-5;-5'5::','-I=§'-'-_'I-_'_'- _ _
z-:=/ _zz.=-.z=
_z_¡1_=_:.-,a;_:z.5:.5::a›' z'¿s $;‹›___' fr: __ _:' : '-_ _'- : - _' -_ _ - - -
-_"-_-'--:"--_'_
.-_»/, :z-5_z_=5_:;:=;;ar -,§,,€;zzí;;-;:f;'_t :: 'z -. - -_ -_ _' - 'i
2-fiiifj-"'.¡.¡.¡'z."'
-_* 2-ve'
_-_-.¬.¬.sê-z=€-=.-zzzz'
-5 ' -' 1
-'.- i:

Marcas da diferença: os literaturas africanas da língua portttgttesa __.,_.__-‹.


,_______________
__ _ ._ __
Apresentaçao 11 já

"-'‹'55=ë!1._
:'-:- :-:-!-r"
'I-I-55:55-_

:._~_‹ _. -'_
-
\-_-,¬'
-.J
-12:
frr-Í.:':'i_'-`_i-'Í
:_¡_¿ Ê':
_____. _

_,.,_
luzidas em português nos vários países africanos serem objeto de exposições, unhas essenciais do evento. Do mesmo modo, abrimos um espaço importante para
;os, aulas, debates e uma grande curiosidade por parte das pessoas para as "×°^>¬fz.-1^z*š-:.as.-f .-*a-
_z_:_ ___-_:_-_::_:_¡ _
3 pmdução identificada como afro-brasileira. Tratava-se, em nossa opinião, de uma
:-_;_¡ _ _
ú
.s a escrita na África constituía urna explosiva novidade. A diversidade dava o
--:_;'
_ it __
gçasião importante para colocar em cena conteúdos e visões não raro ignorados
t 'íPÚ“ "“W* ”
---.-
_____ _?-_ _ ii
IE

ao ambiente que reunia escritores, professores de vários campos do conheci- pelaiacademia. Com efeito, foram ministrados três cursos voltados para a capacitação P.-'|
1!.
-,'-
:-
;i
ro, estudiosos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São (105 professores da rede pública de ensino, que tiveram, em sua maior parte, a pri-
Êši,-'¢tN,

ie e Príncipe, estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores que, _ zzs /


meira oportunidade de um contato direto com escritores africanos e brasileiros. I

iniversidades africanas, americanas e européias, tem suas reflexões centradas


'-II-'
Com certeza, não ó preciso assinalar a força de nossos vínculos com a Africa. i
1:1
-3. E
F

problemas que a contemporaneidade impõe aos povos desses cinco países e as O nosso património cultural, a fisionomia de nossas gentes aí estão para compro-
*-9
*_-

Ls por onde a longa diáspora espalhou suas gentes. _`:`-i- _f¡::'-'_-Í'.-'-I


›*_>'-`-::_'-`
var o que alguns insistem em questionar, em escamotear, em rejeitar. inaugurados
-__;
,-<- E
Os 12 anos de intervalo entre o l e o Il Encontro indicam que trabalhar com _
,?fi_._-. -_
i: ` '
sob o signo da escravidão, esses laços atravessaram os sóculos e traduzem a força
“Í
rica mun país como o Brasil impõe dificuldades de natureza vária. No entan- =_f-'Ê-
de uma ligação que não se dissipou com 'o passar do tempo e com a teimosa
leve-se reconhecer que, para vencer a marginalização a que permanecem con- _-z nf --.=-
_‹
- insistência com que as elites ainda procuram minimizar seu peso em nossa forma-
idos os estudos africanos, e preciso muito mais que boas intenções e palavras __;
. ção. É oportuno lembrar, entretanto, que e fundamental atualizar essas relações,
=z':;a%aaz¡:-:.'.-
rdem. E houve muito mais que isso a nos mover a vontade: pesquisas foram colocá-las no plano de um presente moldado pela vontade de transformar, de -_-.m.-z;z-._-J-. _;

nvolvidas, cursos ministrados, dissertações e teses defendidas, tudo a refletir -zé-== _= .-- assegurar o lugar devido ao que ató então tem ficado na esteira do episódico, do '1
--., _ø;'.'_ _'
2:
esforço conjunto, capaz de mudar a face daquele contexto inicial, quando o '-I'-`:
1-'=§'f*'.=?'-I :-- -:
curiioso, do exótico. E, para isso, a_ grande arma ó a estratégia do conhecimento.
Íírí-;I= Í: F
_ Fernando Mourão e a profa. Maria Aparecida Santilli começaram a abrir os s-.
-z â _= Como pesquisadores, a nossa militância deve ser constantemente alimentada pelo
-.--:¢`*-s~-_-_- - -'
inhos que hoje estamos a multiplicar. Felizmente para todos, a USP, que teve compromisso com a produção e a reprodução dos saberes que vamos acumulan-
__._:_›š_:_}¿¡___ _
I

trabalho pioneiro nesse terreno, deixou de ser a estrela solitária. Hoje - e a É


:-Er I-. - do. Foi esse um dos objetivos do Encontro, ó essa a finalidade do livro resultante
''
I'.1f-fi _-'I
. _": ¡'I_'- .1 É
_cipação de alunos e professores das 21 universidades brasi_eitas presentes ao 52%' `
das discussões ali abrigadas_
to não deixa dúvida - o interesse pelas literaturas africanas de língua portu- ':-: izi-
:_ Ê_Êai _'Í_-'_j_' _:
I Se, nos primeiros anos, vimos que a tónica dos estudos literários prendia-se
a em especial, mas não só, amplia o número de leitores, mobiliza estudiosos, _ :-_-_¡%z¿¿i_=_-_' -_ :
ze-.-: -
ao exame dos vínculos entre o texto literário e o momento histórico de que surgi-
z-

a a repor o continente africano na ordem das coisas. ›^ - - .


am, os trabalhos aqui reunidos revelam que, ã complexidade característica da
:-1-
Mesmo que o cenário não seja ainda aquele que queremos conquistar, inde- 3-'iíi - 1 :- criação literária nesses países, corresponde um esforço de analise que procura
'-:'-=_ꢿ¿_*z=_-'_-`-- 2 .
' -“}'.¿§5'¡E`;-_ '- '- '- .'

lentemente das expectativas de cada um de nós em relação ã gestão do nosso


2
.=:--^ 'aiii -': '- :
' z- __
apreender as veredas percorridas pelos escritores para responder aos impasses que
--_-_:;›-zj:‹'-__-
=:ë'›'f-:1=.f'-'- - -- :--_'

ânte, não se pode negar que a perspectiva de uma nova relação com a Africa
_ -:'_‹Í-5¿.==_-_5_- z _' _
;`z
_-:iÊ'?\':'-:z _ -- _
I as mais diversas realidades vão construindo. Desse modo, as singularidades de tais
__:_:;-,¿:z__f_¡ -_ ¡ _ _
__; ,š-_________ _ __ _

ia a todos que respeitam e prezam essa dimensão essencial da nossa cultura.


--={. z-_:_-__ __ __
-5z5pí‹z:ê-.--
- ;_.-_;~,-__; z -1_
obras são confrontadas com as propostas geradas_noutros sistemas literários, numa lã
'_'-_,-‹=_-_-_z_z
:_-¿__‹,¡¡_;. ___' .--
__ -
:'_-:-í-áäízt -' - _- -

ativas como a assinatura da Lei nf* 10.639 e as mudanças que ela anuncia _
'- - :
..._,_-_, _. . __
_ __ _ _
dinâmica voltada também ã compreensão do jogo que se funda entre as tradições
'-_:í's;¿-¿-__ -_ _ _

em-se nesse panorama, que pressupõe um empenho suplementar para que os


1_'_'-Ii-šíšf;-_
fz 1- 3 -`'_1 `'-- '-'_
-_,_-__‹¿__:--_ _ - __
e a modernidade. As questões envolvendo as matrizes da oralidade, a constituição
-
'_-_-ršzár; : -_;; :-

:ivos não se esgotem nos limites de um discurso bem-intencionado_ '


- _'z¡_;:;¿zt_¡ _- -_; _' _
as, . - -
_ ___.__-_,‹f;_=>___.__ z_
dos gêneros literários, os paradigmas que podem balizar o desenvolvimento da
Y

_\luma sociedade como a brasileira, em que o preconceito ó uma presença insi- ---'_______,É___¡___
z-.->s§z::z1=-'_- -- _: _ 1. _ história literária, as relações entre a ficção e a História, o lugar das vozes femini-
ff

_ a comprometer a dose de cordialidade que procuramos ver como marca de nas, o fluxo de formas e modelos, as hipóteses de se determinar um património
5 zj.: -_. 1 5
L identidade, as boas intenções precisam necessariamente se fazer acompanhar '_--_I_{§¿.”-f.=__-fz :_
Comum aos povos de língua portuguesa e a presença da cultura africana como
.z';:-".-;>t_‹':f,*.-'.-: .
.edidas concretas, de ações' voltadas ã mudança dos .ventos. Tivemos, por isso,
:_-_:r' - _- ¡ _-
elemento de peso na constituição de nossa identidade, entre outros, estão na base

:ocupação de destacar a questão do ensino dessas literaturas como uma das ”:?<s_ Elas preocupações dos autores que compõem os textos deste volume.
_-sz
- :z'ê -'-'I*_>=:I-=-
12 Marcas da dtferençaz as literaturas africanas de língua portuguesa

Eles são muitos e falam de diferentes lugares, num concerto que comprava
que a reunião possibilitou confrontar as imagens e as representações que o repi-=_-_;_
tório literário em causa faz circular. Os temas se diversificarani e a direção (135
pesquisas vai igualmente o ferecen do novos e mais detalhados mapas das socieda-
des Cl ue têm, na literatura, um meio de expressão. Da situação lingüística cem
` paises
que tais ' se defrontam até as representações literárias operadas em narrativas
bem recentes, os participantes puderam ouvir falar quem conhece bem o assunto.
constituíram um tema
Problemas teóricos que esse repertório apresenta também
durante esse ciclo, que não deixou de abrir espaço para a discussão sobre as Afri-
cas Clue existem entre nós. Apresentadas e debatidas na cadeia da oralidade, as
propostas ganham agora a forma da escrita, abrindo-se, sem dúvida, a novas e
bem-vindas discussões. _
Levantar pontos que permitam conhecer de modo-mais vertical esse universo
extraordinário de questões que as culturas africanas nos trazem foi um dos móveis
do Encontro e ó, agora, um dos objetivos deste livro.
Os auditórios sempre lotados de pessoas muito atentas, o movimento junto
às bancas dos livros editados em Angola e Moçambique, a vitalidade das conver-
sas que se estendiam pelo saguão do prédio da História e Geografia, pelos corre-
dores das salas do Conjunto Di'd'atico
` d e Letras e p elo lelfilsy do hotel onde esta-

vam hospedados os convidados de fora de São Paulo comprovaram a pertinência


da realização do Il E ncontro de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa,
numa iniciativa a que se associaram o Centro de Estudos Portugueses, o Progra-
in a Portu-
ma de Pós-Graduação em Estudos Comparados de Literaturas de L' gu
guesa - ambos ligados a. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da
list nomeadamente
Universidade de São Paulo - e a Universidade Estadual Pau ` a,
a Pró-Reitoria da Extensão, p or intermédio do Núcleo Negro da Unesp (Nupfifl
Finalmente, cumpre registrar que, para realizar o evento, contamos com apoiüä
substanciais vindos d e-enti'd ad es p úblicas e empresas privadas. Alem dos recursos
obtidos com a Universidade de São Paulo em especial a Faculdade de Filosofia, a
_ Pró-Reitoria de Pós-Graduação e a Comissão de Cooperação In ternacional - E
com a Unesp, contamos com finan ci_amentos da Fundação de Amparo a Pesquisa
retaria da Educação dü
do Estado de São Paulo (Fapesp), da Capes e da Sec
Estado de São Paulo.
Da parceria com a Secretaria Municipal de Educação, beneficiamo-nos dE
o ro`eto ue se tra-
algum amparo financeiro, mas, sobretudo, da sua adesão a p j , q
-------- ~ -

Marcas da difereiiçaz as literaturas africanas de iingua portuguesa -. . - Apresentação 13

Eles são muitos e falam de diferentes lugares, num concerto que comprova - " idas na universi-
- a efetiva de seus professores nas sessoes promov
duziu 113- Pfesenç
: a reunião possibilitou confrontar as imagens e as representações que o reper- _- _ te ' aos nossos convidados
' para encontros com H comunidade de
_
io literário em causa faz circular. Os temas se diversificaram e a direção das
j-iegiõfiã CUS tantes do centro da
_ cidade,
_ como Aricanduva e Sapopemba- Em HÍÍVÍ' i
quisas vai igualmente oferecendo novos e mais detalhados mapas das socieda- d 3 d E 5 que deram maior sentido ao evento. ' i
,
que têm, na literatura, um meio _de expressão. Da situação lingüística com ` Acrzdirando na importância do Encontro, a Fundação Universitária da Uni- i
É

E
: tais países se defrontam até as representações literárias operadas em narrativas * ' Eduardo Mondlane e `sua Facu ldade de Letras propiciaram a vinda de É
versidildfi
ii recentes, os participantes puderam ouvir falar quem conhece bem o assunto. - - ›-
d,-_=_-, _um musico '
Chico ' ' assim
Antonio, ` como o Fundo
pro fessores, escritores e ›
blemas teóricos que esse repertório apresenta também constituíram um tema
Bi bj'iogr ifico de Língua Portuguesa = que promoveu a vinda de um escritor- DH
ante esse ciclo, que não deixou de abrir espaço para a discussão sobre as Afri- _
- .- ~ ' privada, : dado pela Construtora Nor berro Odebrecht
destacamos o apoio
'E

iniciativa _ I:.:|.1.
4
E _

que existem entre nós; Apresentadas e debatidas na cadeia da oralidade, as


que, ao l I-1do da Fundação Eduardo dos Santos * viabilizou
_ a participação dos escrito-
postas ganham agora a forma da escrita, abrindo-se, sem dúvida, a novas e
res angolanos.
1-vindas discussões. _
Levantar pontos que permitam conhecer de modo-mais vertical esse universo . Rita' Chaves
'aordinário de questões que as culturas africanas nos trazem foi um dos móveis Íšzriie Meeëde “n3wm $š&~ë¶i' si

Encontro e é, agora, um dos objetivos deste livro. _ “re-1:9:5925.


‹.'

Os auditórios sempre lotados de pessoas muito atentas, o movimento junto


-ancas dos livros editados em Angola e Moçambique, a vitalidade das conver- \-_¬
ld

que se estendiam pelo saguão do predio da História e Geografia, pelos corre- E175E
I?

ss das salas_do Conjunto Didático de Letras e pelo labíøy do hotel onde esta-
¬-'T.¬_w.'¿:'t\¬_-e"_- 'L€-'!¬_-‹.1E

i hospedados os convidados de fora de São Paulo comprovaram a pertinência Wu-5


if

realização do ll Encontro de Literaturas Africanas de Língua Portuguesa, 'Í


.‹
II

|_

i
ia iniciativa a que se associaram o Centro de Estudos Portugueses, o Progra- É:i
Ê
5.
de Pós-Graduação em Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portu- 5

.¬W;-vw,
I'.

ia - ambos ligados ã Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da


versidade de São Paulo - e a Universidade Estadual Paulista, nomeadamente
ó-Reitoria da Extensão, por intermédio do Núcleo Negro da Unesp (Nupe)_
Finalmente, cumpre registrar que, para realizar o evento, contamos com apoios
;tanciais vindos de-entidades públicas e empresas privadas. Alem dos recursos
dos com a Universidade de São Paulo em especial a Faculdade de Filosofia, a
Reitoria de Pós-Graduação e a Comissão de Cooperação Internacional - e i
1

_ a Unesp, contamos com financiamentos da Fundação de Amparo ã Pesquisa


Estado de São Paulo (Fapesp), da- Capes e -da Secretaria da Educação do
.
E
do de São Paulo. 1

Da parceria com a Secretaria Municipal de Educação, beneficiamo-nos de


m amparo financeiro, mas, sobretudo, da sua adesão ao projeto, que se tra-

i=|- - 3- ›«