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Erosão e assoreamento

Erosão é o processo de desgaste e degradação do solo, subsolo ou rochas,


ocasionado pelo conjunto de processos químicos, físicos e biológicos onde há o
transporte pela ação da gravidade e sedimentação destas partículas em áreas mais
baixas. (PENA, 2018).

Os processos erosivos são naturais, porém a ação antrópica tem intensificado


esse processo de degradação devido algumas práticas como: desmatamento,
ocupação irregular do solo, construções em Áreas de Preservação Permanente,
exploração agrícola com o uso e manejo inadequado do solo entre outras.

À erosão causada pela ação das águas dos rios sobre as superfícies dos cursos
d’água e de encostas, dá-se o nome de erosão fluvial. Atuam no desgaste do solo
durante enchentes periódicas ou períodos de cheias e intensifica-se com a retirada
das matas ciliares. (PENA, 2018).

O assoreamento de cursos d’água é umas das consequências dos processos


erosivos e pode causar indução de turbidez, prejudicando o aproveitamento da água
e reduzindo as atividades de fotossíntese, degradação da água para o consumo,
obstrução de canais de cursos d’água, destruição dos habitats aquáticos, prejuízo dos
sistemas de distribuição de água. (SOUBHIA e BIANCHINE, 2018).

Protocolo de Avaliação Rápida

Por definição, os Protocolos de Avaliações Rápidas (PAR’s) são ferramentas


que reúnem procedimentos metodológicos aplicáveis à avaliação rápida, qualitativa e
semi-quantitativa, de um conjunto de variáveis representativas dos principais
componentes e fatores que condicionam e controlam os processos e funções
ecológicas dos sistemas fluviais (Calisto et al., 2002; Rodrigues e Castro, 2008).

Com uma metodologia prática possibilita identificar os diversos parâmetros que


influenciam na qualidade dos cursos d’água como um todo, levando em consideração
as atividades antrópicas, bem como as alterações decorrentes da mesma em todo o
meio ambiente constituindo-se em uma importante ferramenta nos programas de
avaliação ambiental (CALLISTO et al. 2001).
Esta técnica incorpora uma série de atributos físicos, os quais são pontuados
ao longo de um gradiente numéricos gerando o nível de perturbação do curso d’água
em análise, baseado na inspeção visual ou em uma quantidade mínima de medidas.
Estas técnicas visam avaliar a estrutura e funcionamento dos ecossistemas aquáticos,
contribuindo para o manejo e conservação dos mesmos, a partir da aplicação de
protocolos simplificados com parâmetros de fácil entendimento e utilização
(CALLISTO et al. 2002).

De acordo com Radtke (2015):


[...] Callisto et al. (2002) propuseram o uso de um protocolo de avaliação
rápida de diversidade de habitats o qual consta de duas tabelas, onde a
primeira busca avaliar características de trechos do córrego e nível de
impactos ambientais decorrentes de atividade antrópica, sendo este baseado
a partir do protocolo proposto pela Agência de Proteção Ambiental de Ohio
(U.S. EPA, 1987). Já a segunda tabela busca avaliar as condições de habitats
e níveis de conservação das condições naturais, e o mesmo foi adaptado do
protocolo utilizado por Hannaford et al., (1997), [...]. (RADTKE, 2017, p.
30,31).

Os Protocolos avaliam um conjunto de parâmetros em categorias descritas e


pontuadas. Esta pontuação é atribuída a cada parâmetro com base na observação
das condições de habitat. O valor final do protocolo de avaliação é obtido a partir do
somatório dos valores atribuídos a cada parâmetro independentemente. As
pontuações finais refletem o nível de preservação das condições ecológicas dos
trechos de bacias avaliados (CALLISTO et al. 2002; Radtke, 2015).

Aspectos positivos:
Equipe de avaliadores voluntários;
Baixo custo;
Facilidade de aplicação;
Reduzido conhecimento técnico;
Facilidade na interpretação dos resultados;
Auxilia na identificação das causas da degradação e busca por soluções.
Aspecto negativo:
Subjetividade do método. (RADTKE, 2015, p. 37).
PENA, Rodolfo F. Alves. “Erosão”; Mundo Educação. Disponível em <
https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/erosao.htm>. Acesso em 20 de maio
de 2018.
PENA, Rodolfo F. Alves. “Processo Erosivo”; Alunos Online. Disponível em <
https://alunosonline.uol.com.br/geografia/erosao.html>. Acesso em 20 de maio de
2018.
SOUBHIA, Paula Flumian; BIANCHINE, Uriel Cardoso. Erosão e assoreamento em
áreas urbanas. Disponível em: <www.pha.poli.usp.br/LeArq.aspx?id_arq=5044>.
Acesso em 21 de maio de 2018.
CALLISTO, M; FERREIRA, W. R. “Aplicação de um protocolo de Avaliação Rápida
da diversidade de habitats em atividades de ensino e pesquisa”. Disponível em:
<http://ablimno.org.br/acta/pdf/acta_limnologica_contents1401E_files/Artigo%2010_1
.pdf>. Acesso em 30 de maio 2018.

RADTKE, Lidiane.Protocolos de Avaliação Rápida: uma ferramenta de avaliação


participativa de cursos d’água urbanos. Disponível em:
<http://repositorio.ufsm.br/handle/1/7883>. Acesso em 24 de maio 2018.