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A professora Thereza Christina Nahas inaugura o texto relatando como ocorreu o surgimento

do Mercosul. Explica, em breve síntese, que o Mercosul se originou graças a uma diretriz estabelecida
no interior de um tratado, o “Tratado de Assunção” (TA) que foi assinado em 1991 por quatro países,
quais sejam, Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

O Tratado de Assunção tinha por objetivo primordial criar um mercado comum entre os países
signatários por meio da livre circulação de bens, serviços e fatores produtivos.

Como bem descreve seu artigo 1º:

“Os Estados Partes decidem constituir um Mercado Comum, que deverá estar estabelecido a
31 de dezembro de 1994, e que se denominará "Mercado Comum do Sul" (MERCOSUL). Este Mercado
Comum implica:

A livre circulação de bens serviços e fatores produtivos entre os países, através, entre outros,
da eliminação dos direitos alfandegários restrições não tarifárias à circulação de mercado de qualquer
outra medida de efeito equivalente;

O estabelecimento de uma tarifa externa comum e a adoção de uma política comercial comum
em relação a terceiros Estados ou agrupamentos de Estados e a coordenação de posições em foros
econômico-comerciais regionais e internacionais;

A coordenação de políticas macroeconômicas e setoriais entre os Estados Partes - de comércio


exterior, agrícola, industrial, fiscal, monetária, cambial e de capitais, de serviços, alfandegária, de
transportes e comunicações e outras que se acordem -, a fim de assegurar condições adequadas de
concorrência entre os Estados Partes; e

O compromisso dos Estados Partes de harmonizar suas legislações, nas áreas pertinentes, para
lograr o fortalecimento do processo de integração”.

Outra data de elevada importância para a formação do Mercosul é a de 1994 quando na cidade
mineira, o Protocolo de Ouro preto foi assinado como um complemento do Tratado, estabelecendo,
assim, a personalidade jurídica de direito internacional do bloco.

Oficialmente, os Estados Partes do Bloco Econômico Mercosul são: Brasil, Argentina, Paraguai,
Uruguai, Venezuela1 e Bolívia2. Também existem Estados chamados de Associados; é o conjunto
formado pelos países com os quais o Mercosul subscreve acordos de livre comércio, e que,
posteriormente, solicitam ser considerados como tais. Os Estados Associados estão autorizados a
participar das reuniões de órgãos do Mercosul que tratem de temas de interesse comum. Essa é a
situação atual do Chile, Colômbia, Equador e Peru.

1
A República Bolivariana da Venezuela se encontra suspensa de todos os direitos e obrigações à sua condição
de Estado Parte do Mercosul, em conformidade com o disposto no segundo parágrafo do artigo 5º do
Protocolo de Ushuaia.
2
O Estado Plurinacional da Bolívia se encontra atualmente em processo de adesão.
Também, podem ser Estados Associados aqueles países com os quais o MERCOSUL celebre
acordos com amparo no artigo 25 do Tratado de Montevidéu 1980 (TM80) (acordos com outros
Estados ou áreas de integração econômica da América Latina). Tal é o caso da Guiana e Suriname.

A autora afirma que o Mercosul possui características que favorece e estimula o intercâmbio
comercial com os países signatários e com os parceiros do bloco. Como qualquer outro bloco
econômico, existe uma estrutura interna responsável por construir institucionalmente sua imagem
como também para exercer funções a fim de não sobrecarregar determinados grupos.

Em resumo, compõem a estrutura institucional do Mercosul: o Conselho do Mercado Comum


(CMC); Grupo Mercado Comum (GMC); Comissão de Comércio do Mercosul (CCM); Parlamento do
Mercosul (PARLASUL); Foro Consultivo Econômico – Social (FCES); Secretaria do Mercosul (SM);
Tribunal Permanente de Revisão do Mercosul (TPR); Tribunal Administrativo – Trabalhista do Mercosul
(TPR) e Centro Mercosul de Promoção do Estado de Direito (CMPED).3

3
http://www.mercosur.int/innovaportal/v/629/3/innova.front/estrutura-institucional-do-mercosul acessado
em: 10/06/2016