Você está na página 1de 1

WALDIR JORGE DE ARAUJO 201403307105

CASOS CONCRETOS – DIREITO FINANCEIRO E TRIBUTÁRIO II

SEMANA 01

José Manuel contratou um contador p ara fazer a sua declaração de imposto de


renda. O contador lhe solicitou todos os documentos e informações necessários
e conferiu todos os dados, com base em possíveis cruzamentos de informações.
Como resultado da declaração apresentada, restou apurado o dever de recolher
pouco mais de três mil reais. O contador entrega a José Manuel a declaração
impressa e em versão digital, acompanhada da guia de recolhimento da primeira
parcela, dentro do prazo legal e orienta ele a recolher as demais parcelas. José
Manuel recebe e paga a primeira parcela, mas se esquece de fazer qualquer
pagamento nos meses seguintes. José Manuel se habilita em um certame
público para prestar serviços públicos como temporário em virtude de grande
evento esportivo que ocorrerá em sua cidade, conduzido pelas forças armadas.
Para isso, lhe é solicitada a entrega de certidões que comprovem sua
regularidade fiscal. José Manuel solicita este documento à receita federal e
recebe a informação de que em seu nome consta dívida ativa inscrita pelo não
pagamento de imposto de renda declarado. Insurge-se e entra em contato com
seu contador que lhe relembra que deveria pagar as demais parcelas pela
declaração feita recentemente, mas ele reclama pois a RFB inscreveu seu nome
sem sequer lhe notificar antes. Indaga-se:

1) o caso concreto trata de que espécie de lançamento?


RESP: Trata- se de lançamento por homologação, que é aquele em que o
contribuinte realiza o pagamento antecipado do tributo e o Estado apenas
chancela ou homologa.

2) A inscrição é regular ou deveria haver alguma notificação prévia?


RESP: Em regra, a inscrição na Dívida Ativa não necessita de notificação
prévia. Nessa ocasião, o contribuinte recebe apenas o DA RF (Documento
de Arrecadação de Receitas Federais), com informações acerca do débito
existente.

Questão objetiva

A alíquota do ITR, em 1995, era de 1,5%; em 1996, de 2%; e em 1997, de


1%. Durante o ano de 1997, o Fisco Federal, verificando que Joaquim de Souza
não pagara o ITR de 1995, efetuou o lançamento à alíquota de 2% e promoveu
a notificação. Joaquim entende que a alíquota aplicável é de 1%. Na verdade:
a) Joaquim está com o entendimento correto, pois 1% era a alíquota do
exercício em que ocorreram o lançamento e a notificação;
b) o entendimento do Fisco é correto, pois, no caso, deve prevalecer a alíquota maior;
c) a alíquota aplicável é a de 1%, por consequência do princípio in dubio pro reo;
d) a alíquota correta é a da data da ocorrência do fato gerador, ou seja, 1,5%