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Legislação Específica

Decreto Federal nº 9.094/2017 – Simplificação do Atendimento

Professor Rafael Ravazolo

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Legislação Específica

DECRETO Nº 9.094, DE 17 DE JULHO DE 2017

Dispõe sobre a simplificação do atendimen- VII – utilização de linguagem clara, que evite
to prestado aos usuários dos serviços públi- o uso de siglas, jargões e estrangeirismos; e
cos, ratifica a dispensa do reconhecimento
de firma e da autenticação em documentos VIII – articulação com os Estados, o Distrito
produzidos no País e institui a Carta de Ser- Federal, os Municípios e os outros Poderes
viços ao Usuário. para a integração, racionalização, disponibi-
lização e simplificação de serviços públicos.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da
atribuição que lhe confere o art. 84, caput, Parágrafo único. Usuários dos serviços pú-
inciso VI, alínea “a”, da Constituição, blicos são as pessoas físicas e jurídicas, de
direito público ou privado, diretamente
DECRETA: atendidas por serviço público.
Art. 1º Os órgãos e as entidades do Poder Exe-
cutivo federal observarão as seguintes diretrizes
nas relações entre si e com os usuários dos ser- CAPÍTULO I
viços públicos:
DA RACIONALIZAÇÃO DE EXIGÊNCIAS
I – presunção de boa-fé; E DA TROCA DE INFORMAÇÕES
II – compartilhamento de informações, nos Art. 2º Salvo disposição legal em contrário, os
termos da lei; órgãos e as entidades do Poder Executivo fede-
III – atuação integrada e sistêmica na expe- ral que necessitarem de documentos compro-
dição de atestados, certidões e documentos batórios da regularidade da situação de usu-
comprobatórios de regularidade; ários dos serviços públicos, de atestados, de
certidões ou de outros documentos comproba-
IV – racionalização de métodos e procedi- tórios que constem em base de dados oficial da
mentos de controle; administração pública federal deverão obtê-los
diretamente do órgão ou da entidade responsá-
V – eliminação de formalidades e exigências
vel pela base de dados, nos termos do Decreto
cujo custo econômico ou social seja supe-
nº 8.789, de 29 de junho de 2016, e não pode-
rior ao risco envolvido;
rão exigi-los dos usuários dos serviços públicos.
VI – aplicação de soluções tecnológicas
Art. 3º Na hipótese dos documentos a que se
que visem a simplificar processos e proce-
refere o art. 2º conterem informações sigilosas
dimentos de atendimento aos usuários dos
sobre os usuários dos serviços públicos, o forne-
serviços públicos e a propiciar melhores
cimento pelo órgão ou pela entidade responsá-
condições para o compartilhamento das in-
vel pela base de dados oficial fica condicionado
formações;
à autorização expressa do usuário, exceto nas
situações previstas em lei.

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Parágrafo único. Quando não for possível a § 3º Quando a remessa referida no § 2º não
obtenção dos documentos a que a que se for possível, o interessado deverá ser comu-
refere o art. 2º diretamente do órgão ou da nicado imediatamente do fato para adoção
entidade responsável pela base de dados das providências necessárias.
oficial, a comprovação necessária poderá
ser feita por meio de declaração escrita e Art. 6º As exigências necessárias para o requeri-
assinada pelo usuário dos serviços públicos, mento serão feitas desde logo e de uma só vez
que, na hipótese de declaração falsa, ficará ao interessado, justificando-se exigência poste-
sujeito às sanções administrativas, civis e rior apenas em caso de dúvida superveniente.
penais aplicáveis. Art. 7º Não será exigida prova de fato já com-
Art. 4º Os órgãos e as entidades responsáveis provado pela apresentação de documento ou
por bases de dados oficiais da administração informação válida.
pública federal prestarão orientações aos ór- Art. 8º Para complementar informações ou so-
gãos e às entidades públicos interessados para licitar esclarecimentos, a comunicação entre o
o acesso às informações constantes das bases órgão ou a entidade do Poder Executivo federal
de dados, observadas as disposições legais apli- e o interessado poderá ser feita por qualquer
cáveis. meio, preferencialmente eletrônico.
Art. 5º No atendimento aos usuários dos servi- Art. 9º Exceto se existir dúvida fundada quanto
ços públicos, os órgãos e as entidades do Poder à autenticidade ou previsão legal, fica dispensa-
Executivo federal observarão as seguintes práti- do o reconhecimento de firma e a autenticação
cas: de cópia dos documentos expedidos no País e
I – gratuidade dos atos necessários ao exer- destinados a fazer prova junto a órgãos e enti-
cício da cidadania, nos termos da Lei nº dades do Poder Executivo federal.
9.265, de 12 de fevereiro de 1996; Art. 10. A apresentaç de documentos por usu-
II – padronização de procedimentos refe- ários dos serviços públicos poderá ser feita por
rentes à utilização de formulários, guias e meio de cópia autenticada, dispensada nova
outros documentos congêneres; e conferência com o documento original.

III – vedação de recusa de recebimento de § 1º A autenticação de cópia de documen-


requerimentos pelos serviços de protocolo, tos poderá ser feita, por meio de cotejo da
exceto quando o órgão ou a entidade for cópia com o documento original, pelo servi-
manifestamente incompetente. dor público a quem o documento deva ser
apresentado.
§ 1º Na hipótese referida no inciso III do
caput, os serviços de protocolo deverão § 2º Constatada, a qualquer tempo, a falsi-
prover as informações e as orientações ne- ficação de firma ou de cópia de documento
cessárias para que o interessado possa dar público ou particular, o órgão ou a entidade
andamento ao requerimento. do Poder Executivo federal considerará não
satisfeita a exigência documental respectiva
§ 2º Após a protocolização de requerimen- e, no prazo de até cinco dias, dará conhe-
to, caso o agente público verifique que o cimento do fato à autoridade competente
órgão ou a entidade do Poder Executivo fe- para adoção das providências administrati-
deral é incompetente para o exame ou a de- vas, civis e penais cabíveis.
cisão da matéria, deverá providenciar a re-
messa imediata do requerimento ao órgão
ou à entidade do Poder Executivo federal
competente.

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CAPÍTULO II IV – os mecanismos de comunicação com os


DA CARTA DE SERVIÇOS AO USUÁRIO usuários;
V – os procedimentos para receber, aten-
Art. 11. Os órgãos e as entidades do Poder Exe- der, gerir e responder às sugestões e recla-
cutivo federal que prestam atendimento aos mações;
usuários dos serviços públicos, direta ou indire-
tamente, deverão elaborar e divulgar Carta de VI – as etapas, presentes e futuras, espera-
Serviços ao Usuário, no âmbito de sua esfera de das para a realização dos serviços, incluídas
competência. a estimativas de prazos;
§ 1º A Carta de Serviços ao Usuário tem por VII – os mecanismos para a consulta pelos
objetivo informar aos usuários dos servi- usuários acerca das etapas, cumpridas e
ços prestados pelo órgão ou pela entidade pendentes, para a realização do serviço so-
do Poder Executivo federal as formas de licitado;
acesso a esses serviços e os compromissos
e padrões de qualidade do atendimento ao VIII – o tratamento a ser dispensado aos
público. usuários quando do atendimento;

§ 2º Da Carta de Serviços ao Usuário, deve- IX – os elementos básicos para o sistema de


rão constar informações claras e precisas sinalização visual das unidades de atendi-
sobre cada um dos serviços prestados, es- mento;
pecialmente as relativas: X – as condições mínimas a serem obser-
I – ao serviço oferecido; vadas pelas unidades de atendimento, em
especial no que se refere à acessibilidade, à
II – aos requisitos e aos documentos neces- limpeza e ao conforto;
sários para acessar o serviço;
XI – os procedimentos para atendimento
III – às etapas para processamento do ser- quando o sistema informatizado se encon-
viço; trar indisponível; e
IV – ao prazo para a prestação do serviço; XII – outras informações julgadas de inte-
resse dos usuários.
V – à forma de prestação do serviço;
VI – à forma de comunicação com o solici-
tante do serviço; e
CAPÍTULO III
VII – aos locais e às formas de acessar o ser- DA RACIONALIZAÇÃO DAS NORMAS
viço.
Art. 12. A edição e a alteração das normas rela-
§ 3º Além das informações referidas no §
tivas ao atendimento dos usuários dos serviços
2º, a Carta de Serviços ao Usuário deverá,
públicos observarão os princípios da eficiência
para detalhar o padrão de qualidade do
e da economicidade e considerarão os efeitos
atendimento, estabelecer:
práticos tanto para a administração pública fe-
I – os usuários que farão jus à prioridade no deral quanto para os usuários.
atendimento;
II – o tempo de espera para o atendimento;
III – o prazo para a realização dos serviços;

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CAPÍTULO IV Parágrafo único. Os usuários dos serviços
DA SOLICITAÇÃO DE SIMPLIFICAÇÃO públicos que tiverem os direitos garantidos
neste Decreto desrespeitados poderão re-
Art. 13. Os usuários dos serviços públicos pode- presentar ao Ministério da Transparência e
rão apresentar Solicitação de Simplificação, por Controladoria-Geral da União.
meio de formulário próprio denominado Simpli- Art. 17. Cabe ao Ministério da Transparência e
fique!, aos órgãos e às entidades do Poder Exe- Controladoria-Geral da União e aos órgãos inte-
cutivo federal, quando a prestação de serviço grantes do sistema de controle interno do Poder
público não observar o disposto neste Decreto. Executivo federal zelar pelo cumprimento do
§ 1º A Solicitação de Simplificação deverá ser disposto neste Decreto e adotar as providências
apresentada, preferencialmente, por meio para a responsabilização dos servidores públi-
eletrônico, em canal único oferecido pela cos e dos militares, e de seus superiores hierár-
Ouvidoria-Geral da União, do Ministério da quicos, que praticarem atos em desacordo com
Transparência e Controladoria-Geral da União. suas disposições.

§ 2º Sempre que recebida por meio físico,


os órgãos e as entidades deverão digitalizar
a Solicitação de Simplificação e promover a CAPÍTULO VI
sua inserção no canal a que se refere o § 1º. DA DIVULGAÇÃO AOS USUÁRIOS
Art. 14. Do formulário Simplifique! deverá cons- DOS SERVIÇOS PÚBLICOS
tar:
Art. 18. A Carta de Serviços ao Usuário, a
I – a identificação do solicitante; forma de acesso, as orientações de uso e as
informações do formulário Simplifique! de-
II – a especificação do serviço objeto da
verão ser objeto de permanente divulgação
simplificação;
aos usuários dos serviços públicos, e manti-
III – o nome do órgão ou da entidade peran- dos visíveis e acessíveis ao público:
te o qual o serviço foi solicitado;
I – nos locais de atendimento;
IV – a descrição dos atos ou fatos; e
II – nos portais institucionais e de prestação
V – facultativamente, a proposta de melhoria.
de serviços na internet; e
Art. 15. Ato conjunto dos Ministros de Estado da
III – no Portal de Serviços do Governo fede-
Transparência e Controladoria-Geral da União e
ral, disponível em www.servicos.gov.br.
do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
disciplinará o procedimento aplicável à Solicita- Art. 19. As informações do formulário Simplifi-
ção de Simplificação. que!, de que trata o art. 14, serão divulgadas no
painel de monitoramento do desempenho dos
serviços públicos prestados a que se refere o in-
CAPÍTULO V ciso V do caput do art. 3º do Decreto nº 8.936,
DAS SANÇÕES PELO de 19 de dezembro de 2016.
DESCUMPRIMENTO
Art. 16. O servidor público ou o militar que des-
cumprir o disposto neste Decreto estará sujeito
às penalidades previstas, respectivamente, na
Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, e na
Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980.

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CAPÍTULO VII d) número de Solicitações de Simplificação


DA AVALIAÇÃO E DA MELHORIA DOS relativas ao serviço.” (NR)
SERVIÇOS PÚBLICOS Art. 24. Este Decreto entra em vigor na data de
sua publicação.
Art. 20. Os órgãos e as entidades do Poder Exe-
cutivo federal deverão utilizar ferramenta de Art. 25. Ficam revogados:
pesquisa de satisfação dos usuários dos seus I – o Decreto nº 6.932, de 11 de agosto de
serviços, constante do Portal de Serviços do Go- 2009; e
verno federal, e do Sistema de Ouvidoria do Po-
der Executivo federal, e utilizar os dados como II – o Decreto nº 5.378, de 23 de fevereiro
subsídio relevante para reorientar e ajustar a de 2005.
prestação dos serviços.
Brasília, 17 de julho de 2017; 196º da Independência
§ 1º Os canais de ouvidoria e as pesquisas e 129º da República.
de satisfação objetivam assegurar a efetiva MICHEL TEMER
participação dos usuários dos serviços pú-
Dyogo Henrique de Oliveira
blicos na avaliação e identificar lacunas e
deficiências na prestação dos serviços. Wagner Campos Rosário

§ 2º Os órgãos e as entidades do Poder Exe-


cutivo federal deverão dar ampla divulgação
aos resultados das pesquisas de satisfação.

CAPÍTULO VIII
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 21. O Ministério da Transparência e Contro-
ladoria-Geral da União terá prazo de cento e oi-
tenta dias, contado da data de publicação deste
Decreto, para disponibilizar os meios de acesso
à Solicitação de Simplificação e ao Simplifique!.
Art. 22. Os Ministros de Estado da Transparên-
cia e Controladoria-Geral da União e do Plane-
jamento, Desenvolvimento e Gestão poderão
expedir normas complementares ao disposto
neste Decreto.
Art. 23. O Decreto nº 8.936, de 2016, passa vi-
gorar com as seguintes alterações:
“Art. 3º .......................................................
V – ................................................................
b) tempo médio de atendimento;
c) grau de satisfação dos usuários; e

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INSTRUÇÃO NORMATIVA NO 01, DE 19 DE JANEIRO DE 2010

Dispõe sobre os critérios de sustentabilidade CAPÍTULO II


ambiental na aquisição de bens, contratação DAS OBRAS PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS
de serviços ou obras pela Administração Públi-
ca Federal direta, autárquica e fundacional e dá Art. 4º Nos termos do art. 12 da Lei nº 8.666, de
outras providências. 1993, as especificações e demais exigências do
O SECRETÁRIO DE LOGÍSTICA E TECNOLOGIA projeto básico ou executivo, para contratação
DA INFORMAÇÃO DO MINISTÉRIO DO PLANE- de obras e serviços de engenharia, devem ser
JAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO, no uso das elaborados visando à economia da manutenção
atribuições que lhe confere o art. 28 do Anexo I e operacionalização da edificação, a redução do
ao Decreto nº 7.063, de 13 de janeiro de 2010, e consumo de energia e água, bem como a utili-
tendo em vista o disposto na Lei nº 8.666, de 21 zação de tecnologias e materiais que reduzam o
de junho de 1993, no art. 2º, incisos I e V, da Lei impacto ambiental, tais como:
nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e nos arts. I – uso de equipamentos de climatização
170, inciso VI, e 225 da Constituição, resolve: mecânica, ou de novas tecnologias de res-
friamento do ar, que utilizem energia elétri-
ca, apenas nos ambientes aonde for indis-
pensável;
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS II – automação da iluminação do prédio,
projeto de iluminação, interruptores, ilumi-
Art. 1º Nos termos do art. 3º da Lei nº 8.666, nação ambiental, iluminação tarefa, uso de
de 21 de junho de 1993, as especificações para sensores de presença;
a aquisição de bens, contratação de serviços e
obras por parte dos órgãos e entidades da ad- III – uso exclusivo de lâmpadas fluorescen-
ministração pública federal direta, autárquica e tes compactas ou tubulares de alto rendi-
fundacional deverão conter critérios de susten- mento e de luminárias eficientes;
tabilidade ambiental, considerando os proces- IV – energia solar, ou outra energia limpa
sos de extração ou fabricação, utilização e des- para aquecimento de água;
carte dos produtos e matérias-primas.
V – sistema de medição individualizado de
Art. 2º Para o cumprimento do disposto nesta consumo de água e energia;
Instrução Normativa, o instrumento convoca-
tório deverá formular as exigências de natureza VI – sistema de reuso de água e de trata-
ambiental de forma a não frustrar a competiti- mento de efluentes gerados;
vidade. VII – aproveitamento da água da chuva,
Art. 3º Nas licitações que utilizem como critério agregando ao sistema hidráulico elementos
de julgamento o tipo melhor técnica ou técnica que possibilitem a captação, transporte, ar-
e preço, deverão ser estabelecidos no edital cri- mazenamento e seu aproveitamento;
térios objetivos de sustentabilidade ambiental VIII – utilização de materiais que sejam reci-
para a avaliação e classificação das propostas. clados, reutilizados e biodegradáveis, e que
reduzam a necessidade de manutenção; e

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IX – comprovação da origem da madeira a área de gestão ambiental dentro de empre-


ser utilizada na execução da obra ou servi- sas de bens, deverá exigir a comprovação
ço. de que o licitante adota práticas de desfazi-
mento sustentável ou reciclagem dos bens
§ 1º Deve ser priorizado o emprego de mão- que forem inservíveis para o processo de
-de-obra, materiais, tecnologias e matérias- reutilização.
-primas de origem local para execução, con-
servação e operação das obras públicas.
§ 2º O Projeto de Gerenciamento de Resí-
duo de Construção Civil – PGRCC, nas condi- CAPÍTULO III
ções determinadas pelo Conselho Nacional DOS BENS E SERVIÇOS
do Meio Ambiente – CONAMA, através da
Resolução nº 307, de 5 de julho de 2002, Art. 5º Os órgãos e entidades da Administração
deverá ser estruturado em conformidade Pública Federal direta, autárquica e fundacional,
com o modelo especificado pelos órgãos quando da aquisição de bens, poderão exigir os
competentes. seguintes critérios de sustentabilidade ambien-
tal:
§ 3º Os instrumentos convocatórios e con-
tratos de obras e serviços de engenharia de- I – que os bens sejam constituídos, no todo
verão exigir o uso obrigatório de agregados ou em parte, por material reciclado, atóxi-
reciclados nas obras contratadas, sempre co, biodegradável, conforme ABNT NBR –
que existir a oferta de agregados reciclados, 15448-1 e 15448-2;
capacidade de suprimento e custo inferior II – que sejam observados os requisitos am-
em relação aos agregados naturais, bem bientais para a obtenção de certificação do
como o fiel cumprimento do PGRCC, sob Instituto Nacional de Metrologia, Norma-
pena de multa, estabelecendo, para efei- lização e Qualidade Industrial – INMETRO
tos de fiscalização, que todos os resíduos como produtos sustentáveis ou de menor
removidos deverão estar acompanhados impacto ambiental em relação aos seus si-
de Controle de Transporte de Resíduos, em milares;
conformidade com as normas da Agência
Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, ABNT III – que os bens devam ser, preferencial-
NBR nºs 15.112, 15.113, 15.114, 15.115 e mente, acondicionados em embalagem in-
15.116, de 2004, disponibilizando campo dividual adequada, com o menor volume
específico na planilha de composição dos possível, que utilize materiais recicláveis, de
custos. forma a garantir a máxima proteção duran-
te o transporte e o armazenamento; e
§ 4º No projeto básico ou executivo para
contratação de obras e serviços de enge- IV – que os bens não contenham substân-
nharia, devem ser observadas as normas do cias perigosas em concentração acima da
Instituto Nacional de Metrologia, Normali- recomendada na diretiva RoHS (Restriction
zação e Qualidade Industrial – INMETRO e of Certain Hazardous Substances), tais como
as normas ISO nº 14.000 da Organização In- mercúrio (Hg), chumbo (Pb), cromo hexava-
ternacional para a Padronização (Internatio- lente (Cr(VI)), cádmio (Cd), bifenil-polibro-
nal Organization for Standardization). mados (PBBs), éteres difenil-polibromados
(PBDEs).
§ 5º Quando a contratação envolver a utili-
zação de bens e a empresa for detentora da § 1º A comprovação do disposto neste ar-
norma ISO 14000, o instrumento convoca- tigo poderá ser feita mediante apresenta-
tório, além de estabelecer diretrizes sobre a ção de certificação emitida por instituição

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pública oficial ou instituição credenciada, da Administração Pública Federal direta, au-
ou por qualquer outro meio de prova que tárquica e fundacional, na fonte geradora, e
ateste que o bem fornecido cumpre com as a sua destinação às associações e coopera-
exigências do edital. tivas dos catadores de materiais recicláveis,
que será procedida pela coleta seletiva do
§ 2º O edital poderá estabelecer que, sele- papel para reciclagem, quando couber, nos
cionada a proposta, antes da assinatura do termos da IN/MARE nº 6, de 3 de novembro
contrato, em caso de inexistência de cer- de 1995 e do Decreto nº 5.940, de 25 de ou-
tificação que ateste a adequação, o órgão tubro de 2006;
ou entidade contratante poderá realizar
diligências para verificar a adequação do VII – respeite as Normas Brasileiras – NBR
produto às exigências do ato convocatório, publicadas pela Associação Brasileira de
correndo as despesas por conta da licitan- Normas Técnicas sobre resíduos sólidos; e
te selecionada. O edital ainda deve prever
que, caso não se confirme a adequação do VIII – preveja a destinação ambiental ade-
produto, a proposta selecionada será des- quada das pilhas e baterias usadas ou inser-
classificada. víveis, segundo disposto na Resolução CO-
NAMA nº 257, de 30 de junho de 1999.
Art. 6º Os editais para a contratação de serviços
deverão prever que as empresas contratadas Parágrafo único. O disposto neste artigo
adotarão as seguintes práticas de sustentabili- não impede que os órgãos ou entidades
dade na execução dos serviços, quando couber: contratantes estabeleçam, nos editais e
contratos, a exigência de observância de
I – use produtos de limpeza e conservação outras práticas de sustentabilidade ambien-
de superfícies e objetos inanimados que tal, desde que justificadamente.
obedeçam às classificações e especificações
determinadas pela ANVISA; Art. 7º Os órgãos e entidades da Administração
Pública Federal direta, autárquica e fundacio-
II – adote medidas para evitar o desperdício nal deverão disponibilizar os bens considerados
de água tratada, conforme instituído no De- ociosos, e que não tenham previsão de utiliza-
creto nº 48.138, de 8 de outubro de 2003; ção ou alienação, para doação a outros órgãos
e entidades públicas de qualquer esfera da fe-
III – Observe a Resolução CONAMA nº 20, deração, respeitado o disposto no Decreto n°
de 7 de dezembro de 1994, quanto aos 99.658, de 30 de outubro de 1990, e suas alte-
equipamentos de limpeza que gerem ruído rações, fazendo publicar a relação dos bens no
no seu funcionamento; fórum de que trata o art. 9º.
IV – forneça aos empregados os equipa- § 1º Antes de iniciar um processo de aqui-
mentos de segurança que se fizerem neces- sição, os órgãos e entidades da Administra-
sários, para a execução de serviços; ção Pública Federal direta, autárquica e fun-
V – realize um programa interno de treina- dacional deverão verificar a disponibilidade
mento de seus empregados, nos três pri- e a vantagem de reutilização de bens, por
meiros meses de execução contratual, para meio de consulta ao fórum eletrônico de
redução de consumo de energia elétrica, de materiais ociosos.
consumo de água e redução de produção § 2º Os bens de informática e automação
de resíduos sólidos, observadas as normas considerados ociosos deverão obedecer à
ambientais vigentes; política de inclusão digital do Governo Fe-
VI – realize a separação dos resíduos reciclá- deral, conforme estabelecido em regula-
veis descartados pelos órgãos e entidades mentação específica.

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CAPÍTULO IV Art. 11. Esta Instrução Normativa entra em vi-


DISPOSIÇÕES FINAIS gor trinta dias após a data da sua publicação.
ROGÉRIO SANTANNA DOS SANTOS
Art. 8º A Secretaria de Logística e Tecnologia
Secretário
da Informação – SLTI, do Ministério do Planeja-
mento, Orçamento e Gestão, disponibilizará um
espaço específico no Comprasnet para realizar
divulgação de:
I – listas dos bens, serviços e obras contrata-
dos com base em requisitos de sustentabili-
dade ambiental pelos órgãos e entidades da
administração pública federal;
II – bolsa de produtos inservíveis;
III – banco de editais sustentáveis;
IV – boas práticas de sustentabilidade am-
biental;
V – ações de capacitação conscientização
ambiental;
VI – divulgação de programas e eventos na-
cionais e internacionais; e
VII – divulgação de planos de sustentabilida-
de ambiental das contratações dos órgãos e
entidades da administração pública federal.
Art. 9º O portal eletrônico de contratações pú-
blicas do Governo Federal – Comprasnet passa-
rá a divulgar dados sobre planos e práticas de
sustentabilidade ambiental na Administração
Pública Federal, contendo ainda um fórum ele-
trônico de divulgação materiais ociosos para do-
ação a outros órgãos e entidades da Administra-
ção Pública.
Art. 10. Os órgãos e entidades da Administra-
ção Pública Federal direta, autárquica e funda-
cional, quando da formalização, renovação ou
aditamento de convênios ou instrumentos con-
gêneres, ou ainda de contratos de financiamen-
to com recursos da União, ou com recursos de
terceiros tomados com o aval da União, deverão
inserir cláusula que determine à parte ou partí-
cipe a observância do disposto nos arts. 2° a 6°
desta Instrução Normativa, no que couber.

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