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ENTREGA: SEMANA 27/05

Coloquem suas partes entre os tópicos para ficar organizado, depois editamos a versão
final
● 10.1 - 10.2.5 -> Isadora

Com os vários sistemas de medição encontrados no mercado, a tarefa de encontrar a


melhor opção pode se tornar muito complicada uma vez que, sem uma análise criteriosa e
definição clara do que se pretende, as chances de o metrologista selecionar o sistema de
medição inadequado para o processo é enorme. Desse modo, podem ocorrer problemas
como: manutenções frequentes nos sistemas de medição, vida útil curta, operação difícil,
custos elevados, má qualidade final do produto, entre outros.

A seleção de um sistema de medição deve levar em conta aspectos técnicos, econômicos


e logísticos como:

1. O que medir 5. Faixa de Medição 9. Taxa de Medição


2. Por que medir 6. Incerteza de Medição 10. Condições de Medição
3. Onde medir 7. Resolução 11. Nível de automação
4. Como medir 8. Velocidade de Medição 12. Recursos de Processamento

1. O QUE MEDIR?
A definição do mensurando deve ser muito clara para não abrir margem para
múltiplas interpretações. Além disso, é necessário definir se há interesse sobre o
valor médio, no valor em um dado tempo ou uma posição no espaço, ou se há
interesse em um dos valores extremos.

2. POR QUE MEDIR?


É necessário deixar claro o porquê de se realizar a medição para tornar mais fácil a
definição dos parâmetros que realmente são importantes para o processo produtivo
e que deve ter maior peso na seleção. A utilidade que se pretende dar aos
resultados podem ser o controle de qualidade, pesquisa científica ou análise da
gravidade de um acidente ecológico, por exemplo.

3. ONDE MEDIR?
O local onde a medição será realizada deve ser bem definida, pois há muitas
possibilidades como: laboratório de metrologia, local que necessite de medição
portátil ou dentro da máquina produtora.

4. COMO MEDIR?
O procedimento de medição deve ser bem definido para que essas medições
possam ser reproduzidas com confiabilidade por diferentes pessoas. Em algumas
situações, por exemplo, é necessário aguardar um tempo para que a medição seja
realizada ou desengraxar um peça mecânica para medir uma característica
dimensional.
5. FAIXA DE MEDIÇÃO.
Deve ser específica a faixa de valores esperada para o mensurando.Quando o
sistema de medição é destinado a controlar uma tolerância, é conveniente
especificar a faixa de medição como intervalo ligeiramente maior que os limites da
tolerância. Ao especificar a extensão da faixa de medição, é preciso estar consciente
da relação de compromisso existente entre três aspectos: a extensão da faixa, a
incerteza de medição e o custo desse sistema. Faixas de medição pequenas podem
estar associadas a um excelente desempenho e a um custo aceitável, por exemplo.

● 10.2.6 - 10.2.13 -> Fábio

6. INCERTEZA DA MEDIÇÃO
Parâmetro associado ao resultado da medição, que caracteriza à dispersão de
valores, que também pode ser atribuído ao mensurando.
​-Aplicações envolvendo controle de qualidade.
A incerteza da medição deve estar em acordo com a equação “IM=IT/10” que
estabelece que seja da ordem de um décimo do intervalo de tolerância.
- Aplicações, não destinada, ao controle de qualidade.
A incerteza necessária ao processo de medição pode ser fixada em função de
requisitos técnicos ou com base em normas e recomendações técnicas.

7. RESOLUÇÃO
Resolução é a menor variação da grandeza medida que causa uma variação
perceptível na indicação correspondente. A avaliação da resolução é executada em função
do tipo de instrumento:
Resolução requerida para o dispositivo mostrador do sistema de medição deve ser
especificada. É razoável adotar resolução da ordem 1/20 do intervalo de tolerância.
R=IT/20.
- Menor valor que o instrumento de medição pode indicar
Para dispositivo mostrador digital, a resolução é a variação na indicação quando o
dígito menos significativo varia de uma unidade.
- Resolução Estimada
​Nos sistemas de medição com dispositivo mostrador analógico, a resolução é
função das limitações do executor da leitura, da qualidade do indicador e da própria
necessidade de leituras mais ou menos criteriosas.

8. VELOCIDADE DE MEDIÇÃO
​Tempo máximo admissível para completar a medição de uma peça, de acordo com
as necessidades do processo produtivo. Número de peças medidas por minuto, hora ou
segundo.

9. TAXA DE MEDIÇÃO
​Quando o mensurando varia ao longo do tempo, o sistema de medição deve ter
capacidade de acompanhá-lo e registrá-lo, então a taxa de medição deve ser compatível
com a taxa de variação do mensurando.

10. CONDIÇÕES DE MEDIÇÃO


Devem ser especificadas as condições em que as medições serão realizadas.
Condições ambientais, como faixa de temperatura. A presença de contaminantes como
partículas em suspensão, óleos e gases agressivos. Os níveis de vibração existentes
devem ser informados.

11. NÍVEL DE AUTOMAÇÃO


​O nível de automação depende principalmente, do volume e da velocidade
requeridos para as medições. E leva em consideração os impactos econômicos.
Processos de Medição podem ocorrer conforme o grau de automação desejado
​Manual: operação manual do sistema e registro manual das indicações em planilhas,
feito em papel.
​ Intermediária:​ digitação das indicações em planilha de cálculo em um computador.
​Semi-automática: operados manualmente, mas conectados a computadores,
evitando digitar as indicações obtidas
Automação plena: ​operação de medição, a aquisição, o processamento e a análise
dos resultados efetuados internamente pelo computador.

12. RECURSOS DE PROCESSAMENTO


​Medições semi-automatizadas ou plenamente automatizadas devem ser
especificado os recursos de processamento e representação de resultados.

● 10.3 - 10.3.1 -> Victor Hugo

10.3 - Seleção do Sistema de Medição


A seleção de um Sistema de Medição (SM) é norteada pelos mesmos parâmetros
que caracterizam a tarefa de medição em si. Para tarefas de medições simples, existe uma
extensa gama de sistemas disponíveis no mercado, e a escolha do SM, para esse caso,
leva primariamente em consideração os aspectos econômicos e/ou logísticos. Porém, para
medições mais complexas, requisitos técnicos devem ser melhor atendidos.
A partir do momento que são possuídos os requisitos da tarefa de medição, deve ser
preenchida uma planilha de avaliação para cada SM candidato à seleção. O modelo da
planilha vem a seguir:
(TABELA)

O preenchimento deve se dar na ordem em que as tabelas são apresentadas -


critérios técnicos, aspectos econômicos e logísticos. Após preenchida, a decisão final deve
ser tomada com base na avaliação do conjunto.
10.3.1 - Aspectos Técnicos
a) Adequação do sistema de medição ao mensurando
A adequação física do sistema de medição ao mensurando é normalmente a
primeira análise que se faz. Funciona como primeiro filtro, pois ajuda a focar a
seleção do sistema nas opções que se mostrarem viáveis. A adequação física se dá,
por exemplo, ao fato de que equipamentos usados para medir o diâmetro de um
anel e profundidade de um poço são fisicamente distintos.
b) Faixa de medição
A faixa de medição do sistema a ser escolhido deve abranger toda a faixa
especificada na tabela que descreve a tarefa de medição. O fator limitante para a
amplitude de faixas costuma ser o econômico ou prático.
c) Incerteza de medição
É muito importante que o sistema de medição produza resultados confiáveis e com
incertezas compatíveis à necessidade de medição. Para tal escolha, deve-se realizar um
balanço das incertezas. A incerteza expandida resultante do balanço de incertezas -
procedimento, condições ambientais, operador e características do mensurando - deve ser
comparada com a incerteza requerida para a seleção do sistema.
d) Resolução
A importância do indicador de um sistema de medição está diretamente relacionada ao
conforto da leitura, de modo que seja reduzido ao máximo a fadiga do operador.
e) Velocidade de medição
A velocidade de medição está ligada à ideia do tempo necessário para preparar o sistema
para a medição (​setup​). Tal período de ​setup deve ser compatível à quantidade de
medições a serem feitas e o tempo disponível para fazê-las. Deve ser avaliado também a
relação de fadiga do operador com a velocidade de medição, haja vista que sistemas pouco
práticos operacionalmente tendem a tornar a medição demorada e cansativa.
f) Robustez operacional
A robustez do sistema a ser escolhido - isto é, sua resistência - deve ser adequada às
condições do ambiente onde o sistema vai operar. Choques mecânicos, vibrações, poeira,
ruídos eletromagnéticos, excesso de força, temperatura e mau uso pelo operador são
algumas dessas condições. Logo, deve-se julgar se a escolha de um sis
g) Praticidade operacional
Este quesito diz respeito à facilidade de uso e conforto operacional do sistema de medição
a ser escolhido. Deve-se notar que a praticidade operacional influi diretamente na fadiga do
operador, que é um fator que pode influenciar na degradação progressiva da incerteza nas
medições.
h) Nível de automação
O grau de automação difere de acordo com o sistema de medição, logo, para julgar esse
critério, deve-se avaliar quão necessária é a automação daquela medição. Além disso, é
bom lembrar que o sistema escolhido deve ser compatível com a estratégia de qualidade
adotada, uma vez que a automação permite um melhor acompanhamento dos dados de
medição.
i) Recursos de processamento
De acordo com o nível de automação de um processo de medição, são gerados dados com
os resultados. O sistema de medição a ser escolhido pode ser avaliado de acordo com os
critérios de capacidade de armazenamento, registro dos dados, gráficos, análise de
tolerâncias, análises estatísticas, emissão de relatórios e controle estatístico, por exemplo.
Programas mais flexíveis, isto é, que podem ser adaptados facilmente para as
necessidades do usuário, são preferíveis nesta avaliação.

● 10.3.2 - 10.3.3 -> Álvaro


10.3.2 - Aspectos logísticos
Na hora de selecionar um Sistema de Medição, também é preciso se atentar a
aspectos logísticos, principalmente quanto ao prazo de entrega, o atendimento pós-venda e
a capacidade de atualização do Sistema.

a) Conveniência do prazo de entrega


Ao encomendar um Sistema de Medição a determinado fabricante, é preciso se
atentar o prazo entre o pedido e a entrega, para garantir que o Sistema chegue em
tempo hábil a suas mãos. Geralmente os fabricantes mantêm estoques, reduzindo
assim o tempo de entrega, mas Sistemas muito especializados exigem mais tempo
na fabricação. Também é preciso se atentar aos pedidos importados, já que o prazo
destes depende não apenas da fabricação e do transporte, mas também do
desembaraço alfandegário.

b) Atendimento pós-venda
A capacidade do fabricante de dar suporte no uso do Sistema também deve ser
avaliada. Alguns Sistemas exigem manutenção constante ou adaptações para serem
plenamente usados. É preciso verificar se o fabricante é capaz de dar orientações sobre o
uso do aparelho, caso este seja complexo de manusear e ao escolher um Sistema, deve-se
sempre lembrar que este precisa ser calibrado, então a proximidade de um laboratório
especializado também deve ser avaliada.

c) Atualizações
Com o avanço tecnológico, surge a necessidade de se atualizar o Sistema de
Medição, então ao escolher o Sistema ideal, é conveniente que este permita a troca de
módulos por versões mais novas, podendo aproveitar o restante do equipamento e reduzir
gastos.

10.3.3 - Aspectos Financeiros


Quando mais de um SM corresponde aos aspectos técnicos e logísticos, devem-se
analisar os aspectos financeiros para realizar a melhor escolha. Nessa análise deve constar
a avaliação dos custos de investimento inicial, manutenção, preparação, operação e o
custo-benefício.

a) Investimento inicial
Corresponde aos custos de comprar o equipamento (custo de aquisição), treinar os
operadores e adaptar a linha de produção (custos de praparação). Os custos de aquisição
compreendem o gasto com o equipamento e eventuais gastos extras com outros
componentes, módulos e softwares para uso do SM. Já os custos de preparação englobam
todos os gastos com adaptação do ambiente onde o Sistema será inserido, adaptações em
outras máquinas para encaixar no SM e treinamento dos funcionários para estes estarem
capacitados a usar o equipamento da forma mais adequada.

b) Custos operacionais
Os custos operacionais estão relacionados aos gastos necessários para manter o
Sistema de Medição funcionando continuamente após sua instalação e podem ser divididos
em 6 tipos: Estabilização do ambiente onde é operado o Sistema de Medição, Mão-de-obra
(geralmente salários), Insumos (energia elétrica e quaisquer outros materiais gastos no
funcionamento do SM), Manutenções e calibrações, Depreciação e Imobilização de capital
(reflete a perda de receita da empresa ao comparar o valor gasto e quanto ela ganharia se
investisse o mesmo valor no mercado financeiro).

● 10.3.4 - 10.4 -> Felipe


Considerando a grande gama de possibilidades na escolha de um sistema de
medição adequado, são imprescindíveis as diferentes avaliações do sistema para a uma
tomada de decisão consciente. A melhor forma de fazer esta escolha pode variar
dependendo do caso, portanto, segue um modelo recomendado para o processo.
Inicialmente, os aspectos técnicos devem ser considerados no intuito de apontar
sistemas não conformes. Alguns critérios avaliativos neste quesito, como adequação ao
mensurando, faixa de medição, incerteza de medição, resolução, robustez operacional e
praticidade operacional são essenciais para o funcionamento do sistema de medição. Logo,
caso um desses quesitos não corresponda aos especificados o sistema de medição é
eliminado do processo de seleção. Outros fatores como velocidade de medição e nível de
automação são mais maleáveis, uma vez que o primeiro pode ser sanado rodando dois
sistemas de medição simultaneamente e o segundo por gerar grandes impactos nos custos
fixos e operacionais, cria situações onde seja vantajoso não seguir, necessariamente, o
nível de automação recomendado.
Após a avaliação dos aspectos técnicos é realizada a dos aspectos logísticos.
Poucos itens neste quesito eliminam um sistema de medição, um exemplo sendo a
inexistência de assistência técnica para manutenções no país.
Finalmente, a avaliação dos aspectos econômicos leva em consideração o
investimento inicial e o custo operacional total.
Para as três avaliações, os critérios que não são eliminatórios devem ser
computados através de um sistema de pontos, atribuindo pesos diferentes de acordo com a
importância de cada quesito para o sistema de medição. Desta forma, busca-se encontrar
de maneira quantitativa, o sistema de medição mais adequado para o trabalho empregado.